PREFEITURA MUNICIPAL DE CABO FRIO
Região dos Lagos – Estado do Rio de Janeiro
Secretaria Municipal de Educação
Serviço de Orientação Pedagógica à Educação Especial
Coordenação de Deficiências e Transtornos Globais do Desenvolvimento
O ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL
DEFICIÊNCIA VISUAL - apresenta redução ou perda total da capacidade de ver com
o melhor olho, após a melhor correção óptica. Classifica-se em:
Cegueira - é a perda total ou resíduo mínimo de visão que leve a pessoa a necessitar do
Sistema Braille como meio de leitura e escrita.
Baixa visão ou visão subnormal - é o comprometimento do funcionamento visual de
ambos os olhos, mesmo após tratamento ou correção. A pessoa com baixa visão possui
resíduo visual em grau que lhe permite ler textos impressos ampliados ou com uso de
recursos ópticos especiais.
Os Recursos tecnológicos e a utilização de jogos pedagógicos contribuem para
que as situações de aprendizagem sejam mais agradáveis e motivadoras para a criança
deficiente visual. E tais recursos podem ser usados por todos os alunos, deficientes ou
não.
A utilização de jogos, instrumentos de medir, mapas de encaixe e diversos
objetos devem ser adaptados, tornando-se assim significativos para alunos cegos ou
com baixa visão, tais materiais devem apresentar cores contrastantes, texturas e
tamanhos adequados, a fim de favorecer a aprendizagem dos conceitos estudados.
Orientações para auxiliar o aluno com deficiência visual na sala de aula
1ª Orientação: Posicionamento do Aluno na Classe
Vocês (supervisor, orientador e professor) deverão descobrir junto com o aluno, qual é a melhor
localização deste na sala para que ele consiga utilizar ao máximo a sua visão e participar do que
está sendo desenvolvido na aula. Geralmente colocamos o aluno a um metro do quadro, e
sentado na 1ª cadeira do lado direito da sala, depois, na 1ª cadeira do lado esquerdo e por fim, na
1ª cadeira da fila central, o aluno tentará visualizar algo escrito no quadro (em letra grande) e
informará para vocês em qual posição ele consegue enxergar melhor.
2ª Orientação: Claridade
As janelas deverão ter uma "barreira" que poderá ser feita colocando papel madeira nos vidros
para que a luz natural, não interfira na visão do aluno. A luz artificial ficará funcionando
normalmente. Tal orientação serve p/ todos os alunos desde que não haja alguma outra
orientação específica do IBC ou de um outro especialista (verificar com o responsável do
aluno).
3ª Orientação: Cópia do Quadro / Atividades
Caso o aluno tenha dificuldades em copiar as atividades do quadro, a escola / família poderá
utilizar a estratégia de tirar cópia do caderno de um aluno da mesma classe e o responsável do
aluno deficiente visual ler as anotações em casa para que ele (o aluno) reforce a atividade
desenvolvida em aula, ou o professor realizar resumo do tema e atividades em letra ampliada
4a. Orientação: Tamanho da Fonte / Letra
As provas e atividades deverão ser realizadas (se caso for por escrito) em fonte maior do que a
utilizada normalmente com os outros alunos. Para que se ache o tamanho da fonte adequada
para o aluno DV, leve-o ao laboratório de informática e digite uma palavra/ frase na fonte arial e
coloque o tamanho 30 e vá aumentando até que o aluno consiga informar qual é o tamanho da
fonte mais apropriada para ele.
Outra sugestão: O aluno pode realizar a avaliação / atividade avaliativa na sala de informática,
utilizando o computador. Desta forma ele terá melhor visualização, ou ainda, as provas e
atividades poderão ser respondidas oralmente, (gravando a avaliação, pois, vocês precisam ter o
registro - mesmo que seja em áudio - do desenvolvimento do aluno durante a avaliação).
5a. Orientação: Atividades
Converse com os professores sobre o aluno DV, ele apresenta maior facilidade em aprender os
conteúdos se estes forem apresentados de maneira concreta (maquete, aulas passeio,
experimentos, cartazes com letras grandes e em bastão, utilizando contraste preto no branco...).
SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA O ALUNO
COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Escala de Cuisenaire
A Escala Cuisenaire propicia a vivência de
conteúdos como soma, subtração, propriedades
comutativa e associativa, noções de dobro,
metade, etc.
 Fazer jogo de bingo, em que o professor
vai chamando os números e as crianças
colocam as barrinhas correspondentes em
suas cartelas.
 Construir uma escada com as barras,
tanto
decrescente.
em
ordem
crescente
quanto
 Brincar de compra e venda, utilizando as barras para simbolizar o valor do
dinheiro.
 Oferecer ao aluno a barra que representa o número cinco e solicitar que ele faça
combinações que resultem no número dez.
Material Dourado
Nessa atividade as crianças vão perceber que
há uma relação entre as peças. A pergunta a
ser feita é quantas peças menores vale uma
peça maior. Sobrepondo umas às outras,
chegarão à relação de equivalência entre
elas.
Posteriormente, esta atividade servirá como
base para compreensão do conceito de área.
Brincadeira do Banco
Em dupla, as crianças vão exercitar o que descobriram na atividade anterior. Para tanto,
farão uma espécie de negociação. Uma criança fica com as peças menores e outra com
as peças maiores. O objetivo é trocar peças usando a equivalência entre elas. As
quantidades iniciais de cada criança não podem se alterar no fim da brincadeira.
Solicitar que confiram os valores.
Jogos do Sistema de Numeração Decimal
(valor posicional base dez)
Este é o momento mais sistemático da “numerização”
antes do uso formal dos contadores mecânicos. Seguem
sugestões para ensinar as quatro operações utilizando o
material dourado.
Os valores atribuídos a cada
peça podem ser os convencionais, ou seja, o cubo menor vale
1; a barra vale 10; a placa vale 100 e o cubo maior vale 1.000,
pode-se utilizar palitos coloridos ao invés do material dourado.
Trabalhando Classificação e Seriação com blocos lógicos
Introduzir conceitos de organização espacial como:
direita, esquerda, primeiro, segundo,
terceiro, quarto, último, penúltimo, em cima,
embaixo.
Pedir que formem grupos de placas com a mesma
forma, digam os nomes das figuras, contem e
recoloquem as peças na caixa. Em seguida, pedir a
uma criança que pegue uma peça, identifique-a pelo
nome e coloque-a na caixa correspondente a sua forma. Fazer o mesmo com as outras
crianças. Ajudar as crianças a identificar as cores. Propor algumas continhas usando as
placas.
A produção de textos e o aluno deficiente visual
Esses alunos são potencialmente capazes de compreender, interpretar e estabelecer
relações. Estão habituados a exercitar predominantemente a escuta e a fala que costumam ser
mais encorajadas do que o exercício da escrita. A produção de texto contribui para a
estruturação da linguagem e do pensamento, além de despertar a imaginação e a criatividade.
Esta é uma situação de aprendizagem muito rica que possibilita o contato e a interação com
diversos códigos de expressão oral e escrita. O aluno DV pode realizar a produção textual
utilizando o computador.
Trabalhando o Alfabeto
Esse material auxilia o professor nas
atividades que envolvam o alfabeto, a
consciência fonológica e grafológica.
*Solicitar ao aluno que encontre as letras e
estabeleça relação entre elas e os objetos
colocados nas gavetas.
*Ler com os alunos as letras em seqüência
de A a Z.
*Contar quantas fileiras existem, e quantos
compartimentos existem.
*Trabalhar a noção de direita / esquerda, em cima/ embaixo.
* Perguntar qual a primeira letra e qual a última de cada fileira.
* Pedir a cada criança que escolha uma gaveta /
compartimento, retire os objetos nela contidos,
conte-os, brinque, identifique pelo nome, uso e
função.
* Incentivar a troca de ideias entre as crianças a
respeito dos objetos. Propor que encontrem no
ambiente outros objetos cujos nomes comecem
com a mesma letra.
* Sugerir que retirem os objetos de várias gavetas
/
compartimentos,
brinquem
com
eles,
misturando-os e depois recoloquem cada um em
seu lugar.
Periodicamente substituir alguns objetos por outros novos para que elas tenham
oportunidade de conhecer um maior número de objetos do ambiente.
Trabalhando relação número x quantidade
*Pedir que contem as gavetas, iniciando no
lado esquerdo e indo na direção da direita.
Ajudar a encontrar e explorar os números
escritos na frente da gaveta; a ler os números
em seqüência.
*Explicar o que são números ímpares e pares e
que os números ímpares estão nas gavetas da
esquerda e os pares na coluna da direita.
*Trabalhar os conceitos de direita e esquerda, em cima e embaixo.
* Incentivar as crianças a conversar e relatar suas experiências sobre os objetos.
* Pedir que retirem os objetos de todas as gavetas, que os contem, colocando-os em um
recipiente. Em seguida, devem juntar os objetos
iguais, formando pequenos montes.
* Pedir que contem um grupo de objetos e
procurem
a
gaveta
com
o
número
corresponden
te
para
guardá-los.
Repetir com os outros objetos até que todos estejam guardados.
* Outra forma de se trabalhar a relação número / quantidade, é confeccionar cartões
com o número em alto relevo e contraste (branco/preto) e utilizar para registrar a
quantidade palitos de picolé, canudos ou cartelas com desenhos representando a
quantidade.
Livro Sensorial
Pode-se usar o Livro Sensorial para a introdução de
conceitos, promover experiências concretas com
elementos do ambiente, na forma e tamanho
naturais, com os exemplos mais variados possíveis.
Quando for impossível usar objetos e mostrar
exemplos
reais,
usar
réplicas,
brinquedos,
miniaturas e explicações verbais.
Livros Ilustrados
O livro adaptado deve apresentar o texto em tipo ampliado, em letra de forma, de modo
a favorecer a leitura por crianças com baixa visão. Para as ilustrações, pode-se utilizar
figuras montadas com diferentes recursos: EVA, tecido, lã costurada, contas
(costuradas) para indicar olhos e outros detalhes, objetos miniatura.
SUGESTÕES DE RECURSOS PARA O ALUNO COM BAIXA VISÃO
Bingo
O jogo de bingo, permite o trabalho com diferentes conceitos, (ex: formas, números,
espécie e gênero, figura e palavra, etc).
Bingo de formas: As formas devem ser desenhadas em material tateável e coladas sobre
cada cartela e também em pequenos cartões, a serem sorteados. Vários tipos de
materiais podem ser utilizados para preparar figuras em relevo: EVA, lixa, flanela,
papel rugoso... Os "feijões", ou peças para marcar figuras sorteadas, podem ser
substituídos por quadrados de EVA que se encaixavam nos orifícios no canto da
cartela. Isso permiti que as informações não se percam sobre as figuras já sorteadas
para cada participante.
Utilizando Miniaturas
Para auxiliar o aluno com deficiência visual, devese utilizar miniaturas possibilitando assim, a
compreensão e aplicação adequada do conceito
estudado.
Miniaturas de frutas para o reconhecimento das
mesmas em divertidas atividades. Pode-se trabalha
a percepção tátil, unidades de medidas, preço,
categorias, etc.
Sorobã
Instrumento utilizado para trabalhar cálculos e operações matemáticas; espécie de ábaco
que contém cinco contas em cada eixo e borracha compressora para deixar as contas
fixas.
Mapas
Os mapas políticos, hidrográficos e outros podem ser representados em relevo,
utilizando-se de cartolina, linha, barbante, cola, e outros materiais de diferentes texturas.
A riqueza de detalhes em um mapa pode dificultar a percepção de aspectos
significativos.
Mapa de Encaixe
Concretiza o conceito de Região Geográfica através da localização dos Países no ato da
montagem do mapa, pois suas peças são destacáveis como um quebra-cabeça.
Utilizando Maquetes para auxiliar o aluno DV no entendimento de conceitos complexos:
A utilização de maquetes é uma boa maneira de trabalhar as noções e os conceitos relacionados
aos acidentes geográficos, ao sistema planetário e aos fenômenos da natureza.
Trabalhando conceitos de formas geométricas alto relevo/vazado
Trabalhando Classificação e Seriação com blocos lógicos
O conceito de árvore para a criança cega
limita-se ao toque do caule, e das partes
em separado, quando lhes são mostradas
as folhas, os frutos em sua mão. O todo
só pode ser entendido pelo toque em uma
figura em relevo, como o desta foto, onde
a criança poderá entender o conjunto./
DPME – IBC
Caixa Tátil
Através do orifício disposto na lateral da
caixa a criança deverá enfiar a mão, retirar
uma peça e posteriormente, repetindo a
operação, encontrar o par do objeto. Ideal
para o treinamento e desenvolvimento da
percepção tátil.
Dominó de Percepção Manual
Este é um excelente material para o
desenvolvimento da coordenação motora
fina e para o reconhecimento tátil de figuras
variadas.
Dominó de Texturas
As peças são revestidas por inteiro, o que facilita a percepção
sensorial, desenvolvendo a discriminação tátil e o raciocínio
lógico, pelo emparelhamento de peças iguais.
Estabelecendo o hábito de realizar atividades em grupo e
elaborando estratégia para ser o primeiro a se livrar de todas
as pedras esse é um excelente jogo para todas as idades.
Discos de Frações
Para crianças que iniciam o trabalho com frações.
Desenvolve a noção de inteiro e parte, de
equivalência e do conceito matemático de
divisão.
Sólidos Geométricos
Possibilita o reconhecimento das formas
geométricas básicas, tridimensionalmente
facilitando a compreensão dos conceitos da
Geometria.
Esquadro / Régua Adaptados
Colocam-se pontos nas marcações dos centímetros (cola colorida), auxilia o aluno DV a
traçar, transferir retas e compor ângulos.
ÁBACO
Auxilia na manipulação de quantidades e na relação espaço/quantidade.
Fixador de Folhas
Tiposcópio
Outras Sugestões:
DOSVOX: sistema operacional desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica
da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possui um conjunto de ferramentas e
aplicativos próprios além de agenda, chat e jogos interativos. Pode ser obtido
gratuitamente por meio de “download” a partir do site do projeto DOSVOX:
http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox
VIRTUAL VISION: é um software brasileiro desenvolvido pela Micropower, em São
Paulo, concebido para operar com os utilitários e as ferramentas do ambiente Windows.
É distribuído gratuitamente pela Fundação Bradesco e Banco Real para usuários cegos.
http://www.micropower.com.br
AVALIAÇÃO
Em algumas circunstâncias é recomendável realizar avaliação / exercícios orais. A
produção de desenhos, gráficos, gravuras, deve ser representada em relevo. As provas e
exercícios devem ser elaborados em fonte ARIAL e tamanho maior. Caso seja
necessário, o aluno com deficiência visual pode realizar avaliações e exercícios em
tempo maior que o realizado pelos outros alunos.
SUGESTÕES DE ESTRATÉGIAS DE ENSINO
Português ou Língua Estrangeira
 Entregar com antecedencia o texto que será estudado em sala, pra que ele tenha
tempo de lê-lo e ter acesso ao assunto a ser abordado;
 O aluno deverá ser incentivado a soletrar as palavras, cujas grafias sejam
significativamente mais difíceis;
 Os desenhos, esquemas, as figuras, gravuras e demais imagens (inclusive as
mostradas em vídeo) deverão ser apresentadas antecipadamente ao aluno,
devendo, ainda, serem descritos em português;
 O professor de português ou de língua estrangeira deve lembrar-se de que em
situação de teste as questões que envolvem a leitura de textos devem ser
revistas, pois acabam prejudicando o desenvolvimeno do aluno devido ao tempo
que será demandado para ler o texto e responder as perguntas. Para sanar tal
problema pode-se entregar o texto antes para o aluno ler e assim, no momento da
prova ele o lerá muito mais rápido e conseguirá responder as questões dentro do
tempo, conforme seus colegas.
História e Geografia
 Os mapas, gráficos e esquemas em testes de História, Geografia e outras
disciplinas devem ser oferecidos em relevo e acompanhados de perguntas as
quais, possam ser respondidas sem o auxílio da visão;
 Os textos mais curtos e diretos são mais acessíveis e podem ser apresentados
escritos em tópicos ou resumidos ou ainda oralmente;
 Sempre que for utilizar uma figura esta deve ser apresentada em alto relevo, com
contrastes ou texturas que possam ser sentidas através do tato;
 As atividades e testes deverão de ser adaptados. O aluno se beneficiará de
perguntas que permitam a oferta de resposta direta e não requeira recurso de
produção textual, de mapas, tabelas, gráficos, uma vez que tais produções
exigem maior tempo.
 Os gráficos, mapas, tabelas etc. devem ser oferecidos em partes, sempre que
forem grandes, ou comk muitas informações, pois muitas informações em um
pequeno espaço, ou poucas em um espaço muito grande, dificultará a aquisição
e/ou processamento das informações;
Ciências, Física e Química
 Permitir que o aluno explore os esquemas, gráficos e outros recursos
antecipadamente, sempre que possível;
 As observações aos eventos químicos observados exclusivamente pela visão,
sempre que não puderem ser substituídos por vias sensoriais (tátil, auditiva,
olfativa ou gustativa) devem ser fornecidas ao aluno pelo professor, de maneira
oral;
 Na exibição de um filme, transparência ou "slides" o professor deverá oferecer
ao aluno com deficiência visual, a áudio-descrição, podendo o professor, valerse de um colega do aluno para fazer tal atividade, de modo que ambos aprendam
juntos. Por exemplo, o professor poderá recorrer a um aluno que talvez não
viesse prestar muita atenção ao filme, caso não tivesse colaborando com o
colega;
 No laboratório ou em qualquer outra situação em que se puder propiciar a
experiência concreta ao aluno, isso deverá ser feito, tanto permitindo que ele
faça a experiência diretamente, como colaborando com ela indiretamente, por
exemplo, anotando os dados observados pelos colegas etc. A observação, a
experimentação e a exploração do concreto, do palpável é muito importante para
os alunos.
Matemática
 Os exercícios escritos no quadro devem ser lidos em voz alta
 Caso o aluno apresente dificuldades para copiar o professor deve apresentar ao
aluno em folha ofício;
 É preferível se obter um único exercício bem executado, pelo aluno, do princípio
ao fim, e devidamente corrigido pelo professor, a se ter muitos exercícios, por
acabar e sem correção;
 Deve-se oferecer esquemas/exercícios menos densos e mais significativos;
 O professor deve favorecer, ao aluno, a leitura , em voz alta, dos exercícios que
resolveu;
 Cálculos muito "complicados", que envolvam muitas contas longas devem ser
oferecidos ao aluno, apenas quando ele já estiver resolvendo as operações
menores e menos complexas, com autonomia;
 O material concreto, tridimensional, palpável, deve estar à mão do professor de
modo a poder servir-se dele, quando a explicação ou compreensão da matéria
pelo aluno assim o exigir.
Educação Artística
 Os alunos terão grande proveito ao usarem diferentes materiais, com diferentes
texturas, que permitam diferentes temperaturas, que provocam diferentes odores
etc, devendo esses materiais fazer parte dos trabalhos de toda a turma na classe;
 O trabalho que não for possível fazer, sem a visão, deverá incluir o aluno cego,
por exemplo permitindo com que ele participe das fases do trabalho, cortando,
dobrando colando ou dando idéias;
 O desenho e o desenhar devem fazer parte do ensino do aluno com deficiência,
com prioridade para as orientações de como representar as coisas na maneira que
se as vê, perspectiva, frente, atrás etc.
 Colagens e outras técnicas devem ser ensinadas, cuidando para que o aluno com
deficiencia visual possa oferecer ao seu trabalho, a mesma beleza visual que
oferecerá com a estética tátil; a beleza e a estética visual precisam ser ensinadas
e estarem presentes nas produções dos alunos;
 Para a produção dos trabalhos escolares, o aluno deverá receber informações
que, por vezes, já estão disponíveis para as pessoas que enxergam. A observação
e a exploração de objetos, animais, flores, ambientes reais, concretos e/ou sua
descrição devem compor a educação artística e visual do aluno com deficiência.
Educação Física
 Os alunos com deficiência visual deverão ter a oportunidade de participar de
todas as atividades propostas para a classe;
 Quando uma atividade requerer a visão e não puder ser adaptada ou substituída
por outra, dever-se-á propiciar com que o aluno participe dessa atividade junto
com seu colega, ou colegas;
 A competição, muitas vezes promovida nas atividades em educação física, deve
ser substituída pela cooperação, participação, colaboração de cada um para o
bem-estar e a aprendizagem de todos;
 As atividades que exigem deslocamento em maior velocidade deverão ser
praticadas em ambientes propícios e esses devem ser apresentados/explorados
pelo aluno com deficiência antes da aula;
 O professor deverá valer-se de seu próprio corpo, ou do corpo do aluno, para
mostrar os movimentos necessários ao cumprimento do exercício proposto;
 O professor deverá propiciar ao aluno o máximo de liberdade e possibilidade de
exploração do espaço físico da quadra de esportes e dos demais ambientes da
escola;
Sugestões Flexibilizações Curriculares
Disciplina: Geografia
Conteúdo:
-
6º e 8º anos de escolaridade
Formação e transformação do relevo
Placas tectônicas
Tectonismo e vulcanismo.
Objetivos
 Compreender a dinâmica de formação das principais formas de relevo da
superfície terrestre.
 Entender que o “motor” dessa dinâmica são as correntes de convecção do manto.
 Identificar os movimentos realizados pelas placas tectônicas na superfície
terrestre.
Material necessário: Livros para pesquisa, atlas e papel A3
Desenvolvimento:
1ª etapa
Comece a aula perguntando por que atualmente no Brasil não existem extensas e
elevadas cadeias montanhosas, vulcões ativos e fortes abalos sísmicos. Peça que, em
duplas, elaborem um texto convincente sobre o tema e o mais próximo da realidade
possível.
Flexibilização de tempo
Para alunos com deficiência visual, é importante dar mais tempo para o cumprimento da
tarefa, já que eles podem ter dificuldade para escrever.
Flexibilização de recursos
Textos escritos a mão, com letras ampliadas, ou digitados em corpo 30 facilitam a
leitura. A atividade de escrita pode ser feita em dupla, de forma compartilhada ou com o
aluno cego ditando para o colega vidente, que funciona como escriba.
2ª etapa
Depois de analisar as respostas, leve um mapa-múndi político para a sala e questione os
alunos sobre a semelhança entre o traçado da costa oriental da América do Sul e a costa
ocidental da África. O que isso evidenciaria? Peça que pesquisem sobre o tema e depois
explique que a crosta terrestre é composta de placas, denominadas tectônicas ou
litosféricas. A turma deve entender que a crosta terrestre não é inteiriça, mas formada de
placas. Em grupos e com a ajuda de um atlas ou do livro didático, os alunos devem
reproduzir em papel A3 o mapa de distribuição das placas tectônicas da Terra.
Flexibilização de tempo
A pesquisa e a leitura do material podem ser feitas durante um tempo mais longo e com
a ajuda de um colega, que funciona como um monitor. As tarefas que não forem
cumpridas em sala podem ser concluídas no contraturno, dentro do apoio especializado.
Flexibilização de recursos
Providencie textos e mapas ampliados. Para os cegos, produza mapas em alto-relevo,
com cola ou cordões nos limites dos continentes, ou recorra aos produzidos por
bibliotecas especializadas (consulte uma lista em www.bengalalegal.com/biblio.php).
3ª etapa
Explique que as placas se movem o tempo todo em direções convergentes ou
divergentes, ainda que lentamente, por meio de uma força interna. Para que
compreendam essas correntes, lembre a fervura da água. Dentro do recipiente levado ao
fogo, o líquido realiza movimentos circulares.
4ª etapa
No mapa-múndi físico, mostre as áreas de altas montanhas que, em geral, coincidem
com as áreas de maior vulcanismo e tectonismo da superfície da Terra. Nesses locais,
ocorre o encontro (convergência) entre as diferentes placas tectônicas. Ali, a crosta pode
sofrer dobramentos (como o Himalaia e os Andes) e falhamentos (como a falha de San
Andreas, na Califórnia, Estados Unidos), de onde brotam vulcões. Explique que o
magma que está sob pressão dentro do manto extravasa até a superfície. Imagens de
erupções vulcânicas vão ajudar a turma a entender o tema. Em grupos, oriente os alunos
a identificar no atlas, em cada continente, os principais vulcões e cadeias de montanhas.
Em seguida, eles devem comparar a distribuição geográfica dessas formas de relevo e a
localização das regiões de convergência entre as placas tectônicas por meio do mapa
elaborado anteriormente.
Avaliação
Peça que eles retomem o texto escrito no início do trabalho e o refaçam com base nas
informações obtidas em sala. É essencial que eles tenham percebido que, devido à sua
posição geográfica, o Brasil está relativamente distante das áreas de encontro de placas
e, portanto, numa área tectonicamente mais estável.
Flexibilização de tempo
Permita que o estudante com deficiência conclua o trabalho em casa ou na sala de apoio,
no contraturno, e entregue na aula seguinte.
Matemática
Conteúdo: Polígonos Regulares
8º e 9º anos de escolaridade
Objetivos:
 Utilizar instrumentos como régua, compasso e transferidor para realizar
medições.
Medir ângulos com transferidor.
 Compreender que as medidas dos lados e dos ângulos em polígonos regulares
são congruentes.
 Estabelecer relação entre as medidas dos lados e a quantidade de eixos de
simetria nos polígonos regulares.
Material necessário: Régua, transferidor, compasso, diversos modelos de polígonos
regulares.
Desenvolvimento
1ª etapa
Comece a aula com uma conversa informal para mobilizar os conhecimentos da turma.
Apresente frases que comumente aparecem em noticiários, como “Asfalto de avenida
em São Paulo tem piso irregular” ou “Piso irregular e problemas estruturais desagradam
as duas equipes na Copa Davis”, e pergunte qual o sentido da palavra “irregular” em
ambas. Se quiser, faça uma adequação das frases para situações vivenciadas na
comunidade local, relacionando o termo a algo que seja mais presente no dia a dia deles.
2ª etapa
Divida a turma em duplas e peça que façam um triângulo com os três lados de mesma
medida utilizando a régua e o compasso. É importante para o estabelecimento das
relações que serão realizadas na próxima etapa da atividade que cada dupla faça um
triângulo com medidas diferentes (uma dupla constrói um triângulo de 2 centímetros de
lado, outra com 2,5, outra com 3 e assim sucessivamente. Discuta com os jovens como
utilizar a régua e o compasso para desenhar a figura solicitada e de que modo farão para
saber as medidas dos lados. O esperado é que descrevam os seguintes passos:
1) Com a régua, fazer um segmento de reta igual à medida desejada para o lado do
triângulo. Abrir o compasso na mesma medida escolhida.
I
lustrações Erika Onodera
2) Posicionar a ponta seca do compasso em uma extremidade da reta e construir um
arco de circunferência. Partindo da outra extremidade, traçar outro arco que corte o
primeiro. O ponto onde os dois arcos se cruzam é o terceiro vértice do triângulo.
3)
Riscar
os
outros
dois
lados
do triângulo
na
intersecção
dos
arcos.
Flexibilização de recursos
Providencie para o aluno cego uma régua e um transferidor comuns, reproduzindo sobre
eles as marcações de centímetros e ângulos em braile. Isso pode ser feito com cola de
alto-relevo. Além disso, monte para ele um compasso com canudinho de refrigerante
dobrado ao meio e preso por uma tachinha. Em folhas com as atividades escritas em
braile, faça os desenhos necessários com a cola de alto-relevo.
Dessa forma, ele pode medir a reta e os ângulos como os demais colegas de classe.
Flexibilização de tempo
Garanta a aprendizagem dessas habilidades e desses conceitos básicos antes de iniciar a
aula. Quando possível, integre o planejamento com a sala de recursos e proponha
antecipar essa etapa no contraturno.
3ª etapa
Peça que todos os estudantes meçam, com ajuda do transferidor, os ângulos internos do
triângulo que acabaram de construir e registrem no papel as medidas encontradas. Nesse
momento, pergunte a diferentes duplas: qual a medida dos lados do triângulo que vocês
construíram? Qual a medida dos ângulos internos desse triângulo? No fim da atividade,
a turma deverá concluir que as medidas dos ângulos não se alteram apesar de o tamanho
dos lados do triângulo aumentar ou diminuir. Em seguida, apresente a nomenclatura
apropriada para o triângulo por eles construído: equilátero. Explique que ele recebe esse
nome por possuir três lados de mesma medida. Informe também que um polígono com
todos os lados e os ângulos congruentes são chamados de polígono regular.
Flexibilização de recursos
Incentive a aprendizagem cooperativa e proponha, sempre que possível, atividades em
dupla ou em grupos. Assim, todos, e não só o que tem deficiência, podem aprender com
mais facilidade. Para que o estudante cego faça os registros, deixe sempre a máquina de
escrever em braile na carteira, ao alcance dele.
Flexibilização de tempo
Ofereça atenção individual para quem necessitar, reveja o conteúdo ou ofereça mais
atividades referentes a essa aprendizagem, que pode ser garantida e ou reforçada no
contraturno. O aluno deve ter adquirido as habilidades necessárias para a atividade ou o
conteúdo deve ser diferenciado.
4ª etapa
Forneça às duplas uma folha com diferentes polígonos regulares (quadrado, pentágono
regular, hexágono regular, heptágono regular etc.) desenhados, como a mostrada abaixo.
Peça que meçam todos os lados e cada um dos ângulos internos das figuras e registrem
esses valores em uma tabela.
Questione as duplas: que regularidades podem ser observadas nas medidas dos lados e
dos ângulos internos de cada polígono? Podemos afirmar que esses polígonos são
regulares? Se trocássemos o quadrado por um retângulo não quadrado, esse polígono
continuaria sendo regular? Podemos afirmar que todo triângulo equilátero é regular? A
cada questionamento realizado, é importante incentivar as duplas a se manifestarem. No
fim da atividade, a garotada deve concluir que um polígono é classificado como regular
quando possui todos os ângulos internos e as medidas dos lados congruentes.
Flexibilização de recursos
Providencie as figuras recortadas para o aluno com deficiência para uma melhor
percepção tátil. Prepare a atividade com textura diferenciada nas figuras, relevo nas
colunas e texto em braile.
Flexibilização de tempo
Na sala de recursos, o aluno pode ter mais tempo para a percepção tátil das figuras e
para fazer as comparações.
5ª etapa
Distribua cópias de polígonos regulares (triângulo equilátero, quadrado, pentágono
regular e hexágono regular). Peça que dobrem cada polígono de maneira que os lados
coincidam.
Veja o exemplo do quadrado.
Ele deve ser dobrado ao meio e depois aberto
para que seja observada a linha que ficou
marcada, chamada eixo de simetria por dividir a
figura em duas partes exatamente iguais. Essa
ação deve ser repetida até serem encontrados todos os de eixos de simetria do polígono
em questão, que, no quadrado, são quatro. A atividade deve ser feita da mesma forma,
tendo como base cada um dos polígonos distribuídos anteriormente. Peça que todos
registrem os valores encontrados. No fim, leve a garotada a estabelecer relações entre a
quantidade de lados e de eixos de simetria de cada polígono.
Flexibilização de recursos
Utilize papel mais grosso nas figuras a serem dobradas para facilitar a percepção dos
vincos.
Flexibilização conteúdo
Entregue as figuras recortadas com os eixos em alto-relevo e proponha as dobras sobre
eles. O aluno também pode receber outra figura em partes e montá-la usando a base.
Avaliação
Acompanhe as duplas durante a realização de cada etapa para diagnosticar as que
necessitam de intervenção pedagógica. Identifique se elas compreenderam as
orientações para realizar as atividades e se estão tendo dificuldade na utilização da
régua, do compasso e do transferidor. Observe se as duplas participam ativamente das
atividades, discutem e propõem soluções. Na socialização final, leve todos a estabelecer
uma relação entre a mobilização realizada no início da sequência didática, referente às
frases em que aparece a palavra irregular, com o conhecimento matemático construído
sobre polígonos regulares (antônimo de irregular).
Educação Física - 6º ao 9º anos de escolaridade - Conteúdo: Basquete
Objetivos:
 Conhecer as diferentes formas de arremesso do basquete e sua evolução através
dos tempos (gancho, bandeja, jump, três pontos etc.).
 Praticar o arremesso e identificar qual a melhor forma de acertar a bola na cesta
nas diferentes situações do jogo.
 Compreender que na maioria das atividades esportivas existem diferentes formas
de alcançar o mesmo objetivo.
Material necessário: Bolas de diferentes pesos e tamanhos, aros, cestos de lixo grandes e
giz.
Desenvolvimento:
1ª etapa
Converse com os alunos (com base em pesquisa feita anteriormente) sobre as várias
formas de arremessar a bola na cesta no basquete. Identifique com eles como e quando
são feitos esses lances, de acordo com diferentes situações. Ofereça fotos e ilustrações
mostrando como são realizados os arremessos.
Flexibilização de recursos:
Promova a análise compartilhada das fotos. Pela linguagem verbal, os colegas relatam
ao estudante cego como são realizados os arremessos.
2ª etapa
Organize duplas ou trios e oriente-os a explorar as formas de arremesso. Além de usar
as tabelas de basquete, construa cestas com recipientes de lixo gigantes, aros presos nas
traves ou na grade da quadra e alvos desenhados na parede, por exemplo. Distribua
bolas pequenas, médias, grandes, leves, pesadas etc. e peça que as duplas ou os trios
troquem-nas durante a atividade. Dessa forma, todos sentem o tamanho e o peso delas.
Coloque obstáculos entre o local de arremesso e a cesta. Opções: aumentar a distância
entre os dois pontos, colocar um aluno no papel de marcador, posicionar a cesta a
diferentes alturas, pedir que o lance seja feito de olhos fechados, com uma só das mãos
e de costas para a cesta.
Flexibilização de espaço
Leve o aluno com deficiência às diferentes cestas para que ele identifique-as e possa
diferenciá-las por meio da experiência tátil (com exceção do alvo desenhado). Para que
conheça a tabela original, providencie uma mesa onde ele possa subir para manuseá-la.
Providencie um capacho ou material com textura diferenciada e posicione-o na área de
onde deve ser feito o arremesso. Depois, leve o aluno até o alvo para que ele calcule a
distância antes de jogar a bola. Outra opção: estender um barbante no percurso para as
primeiras orientações de mobilidade. Peça que um aluno bata no aro ou no cesto com
um bastão ou cabo de vassoura para que o aluno com deficiência se oriente pelo som.
Ajude-o a fazer os primeiros arremessos e dê feedbacks – mais para cima, mais para
baixo, mais para a direita e mais para a esquerda.
3ª etapa
Converse com a turma sobre a vivência. Pergunte: qual arremesso foi o mais fácil? E o
mais difícil? Qual o mais utilizado? Como uns ajudaram os outros? Peça que o grupo
escolha as cinco cestas ou alvos de que mais gostou. Os critérios devem levar em conta
o desafio e a possibilidade de sucesso. Questione se os estudantes têm ideias de cestas
ou alvos diferentes daqueles já explorados e que possam ser construídos.
4ª etapa
Proponha a realização de um jogo de arremessos. O desafio é que cada membro da
dupla ou do trio lance a bola nos cinco alvos escolhidos. A tarefa se completa quando
todos acertarem a bola nos cinco alvos. O número de arremessos é livre, assim como o
ponto de início. O circuito deve ser realizado duas vezes. As duplas devem registrar o
número de arremessos realizados em ambas para cumprir o desafio. Ganha o jogo a
dupla que da primeira para a segunda vez conseguir diminuir mais o número de
arremessos.
Flexibilização de espaço
Repita aqui os procedimentos utilizados na segunda etapa, com o uso do capacho e do
bastão. Um colega pode dar novos feedbacks ao aluno cego.
Avaliação
Numa roda de conversa,faça perguntas para verificar se a turma consegue identificar as
diferentes formas de arremesso utilizadas no jogo de basquete. O importante é que todos
possam reconhecer os arremessos mais apropriados para cada situação de jogo (perto ou
longe da cesta, com ou sem marcação, parado ou em deslocamento etc.) Em termos de
conteúdo, é fundamental que percebam a existência de diferentes formas de jogar a bola
com o objetivo de acertá-la na cesta ou no alvo.
Bibliografia
A construção do conceito de número e o pré-soroban - Fernandes Cleonice Terezinha –
Brasília : Ministério da Educação - Secretaria de Educação Especial, 2006.
Brincar para todos - Mara O. de Campos Siaulys. - Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Especial, 2005.
Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional
Especializado - Deficiência Visual - SEESP / SEED / MEC - Brasília/DF – 2007.
Revista Ciranda da Inclusão – Edições 07, 09, 12 e 17
http://revistaescola.abril.com.br/
Elaborado por Karla Maria da Silva Medeiros
Coordenação das Deficiências e Transtornos Globais do Desenvolvimento
Serviço de Orientação Pedagógica à Educação Especial
Divisão de Supervisão Escolar
Departamento Técnico Pedagógico – DETEP
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