CENTRO TECNOLÓGICO DA ZONA LESTE
FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE
MARIA CÍCERA SOUZA DO NASCIMENTO
UMA ABORDAGEM SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO
DE CALDO DE CANA NAS FEIRAS LIVRES DO
MUNICÍPIO DE ITAQUAQUECETUBA
ESTUDO DE CASO
São Paulo
2009
1
CENTRO TECNOLÓGICO DA ZONA LESTE
FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE
MARIA CÍCERA SOUZA DO NASCIMENTO
UMA ABORDAGEM SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO
DE CALDO DE CANA NAS FEIRAS LIVRES DO
MUNICÍPIO DE ITAQUAQUECETUBA
ESTUDO DE CASO
Monografia apresentada no curso de
Tecnologia em Logística com ênfase em
transporte na FATEC ZL como requerido
parcial para obter o Título de Tecnólogo
em Logística com ênfase em Transporte
Orientador: Prof. José Abel de Andrade
Baptista
São Paulo
2009
2
CENTRO TECNOLÓGICO DA ZONA LESTE
FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE
MARIA CÍCERA SOUZA DO NASCIMENTO
UMA ABORDAGEM SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO
DE CALDO DE CANA NAS FEIRAS LIVRES DO
MUNICÍPIO DE ITAQUAQUECETUBA
ESTUDO DE CASO
Monografia apresentada no curso de
Tecnologia em Logística com ênfase em
transporte na FATEC ZL como requerido
parcial para obter o Título de Tecnólogo
em Logística com ênfase em Transporte.
COMISSÃO EXAMINADORA
______________________________________
Prof. Dr. José Abel Baptista
Faculdade de Tecnologia da Zona Leste
______________________________________
Prof. Georgette Ferrari Prioli
Faculdade de Tecnologia da Zona Leste
________________________________
Prof .Marco Antonio Yamamoto
São Paulo, ____ de________ 2009.
3
A Deus, meus filhos, pais e aos amigos...
Companheiros de todas as horas...
4
AGRADECIMENTOS
Ao professor, orientador, braço amigo de todas as etapas deste trabalho.
A meu esposo, (in memória), meus filhos pela compreensão, confiança e motivação.
Aos amigos Angélica Castilho, Eliana de Freitas, Luis Carlos que sempre deram
forças em todos os momentos e aos colegas, pela força e pela vibração em relação
a esta jornada.
Aos professores e colegas de Curso, pois juntos trilhamos uma etapa importante de
nossas vidas.
Aos profissionais entrevistados, pela concessão de informações valiosas para a
realização deste estudo.
A todos que, com boa intenção, colaboraram para a realização e finalização deste
trabalho.
E, como tudo que faço na vida, agradeço a meus pais por terem me preparado para
a vida com amor e garra.
5
Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer
ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança.
Albert Einstein
6
NASCIMENTO, Maria Cícera Souza do. Uma abordagem sobre a comercialização
de caldo de cana nas feiras livres do Município de Itaquaquecetuba. Estudo de
Caso. 2009. Trabalho de conclusão de curso. Faculdade de Tecnologia da Zona
Leste. São Paulo.
RESUMO
Com significativa presença na economia brasileira a cana-de-açúcar hoje mais do
que nunca vem colaborando para o crescimento do País, é um produto renovável
que gera açúcar, álcool e energia tudo na cana de açúcar é usado.O caldo de cana
é comercializado não só em feiras livres mais também em estabelecimentos
comerciais e vias públicas. A vigilância sanitária não consegue fiscalizar todos
focando mais em estabelecimentos comerciais e feiras livres, ficando as vias
públicas sem fiscalização o que implica na saúde do consumidor, pois esses
vendedores deixam a desejar no que diz respeito às normas básicas de higiene.
Palavras chave: cana-de-açúcar, comercialização, higiene.
7
NASCIMENTO, Maria Cícera Souza do. Uma abordagem sobre a comercialização
de caldo de cana nas feiras livres do Município de Itaquaquecetuba. Estudo de
Caso. 2009. Trabalho de conclusão de curso. Faculdade de Tecnologia da Zona
Leste. São Paulo.
ABSTRACT
With significant presence in the Brazilian economy the sugar cane today more than
ever is working for the growth of the country, is a product renewable that generates
sugar, energy and alcohol, everything in sugar cane is used tudo na cana de açucar
é usado.The sugar cane juice is sold in free markets but also in shops and public
roads. Health surveillance can not monitor all, focusing more on shopping and free
markets, and the public roads without supervision which involves the health of
consumers because such salesmen quite unsatisfactory concerning about the basic
rules of hygiene.
Keywords: sugar cane, marketing, hygiene.
8
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 –Queimada para corte da cana .................................................................. 15
Figura 2 - Colheita da Cana ...................................................................................... 16
Figura 3 - Aumento da Produção .............................................................................. 28
Figura 4 - Transportando Cana ................................................................................. 29
Figura 5 - Manutenção de Caminhões ...................................................................... 29
Figura 6 - Caminhão saindo da plantação ................................................................. 30
Figura 7 - Preparo para limpar cana .......................................................................... 52
Figura 8 - Máquina para raspar cana ........................................................................ 53
Figura 9 - Preparação para raspagem ...................................................................... 54
Figura 10 - Cana saindo da máquina de raspagem .................................................. 54
Figura 11 - Cana raspada ......................................................................................... 55
Figura 12 - Cana cortada para entrega ..................................................................... 55
Figura 13 - Carregando caminhão para entrega ....................................................... 56
Figura 14 - Resíduo da limpeza da cana ................................................................... 56
Figura 15 - Venda na feira ......................................................................................... 57
Figura 16 - Embalagens ............................................................................................ 58
Figura 17 - Coando o caldo de cana ......................................................................... 59
Figura 18 - Moendo Cana ......................................................................................... 60
Figura 19 - Cantinho improvisado ............................................................................. 61
9
Figura 20 - Jarras de caldo de cana .......................................................................... 62
Figura 21 - Moendo cana .......................................................................................... 63
Figura 22 - Bagaço exposto ...................................................................................... 63
Figura 23 - Cantinho do bagaço ................................................................................ 64
10
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 11
1.1 Objetivo ............................................................................................................... 12
1.2 Metodologia ........................................................................................................ 12
1.3 Justificativa ......................................................................................................... 12
2 HISTÓRIA DA CANA ............................................................................................ 13
2.1 Queimada para corte da cana............................................................................ 15
3 CONCEITOS DE LOGÍSTICA ............................................................................... 19
3.1 Logística e a sua evolução no mundo ................................................................. 20
4 TRANSPORTE...................................................................................................... 22
4.1 Modais de transporte e suas formas ................................................................... 23
4.2 Modos ou modais de transporte.......................................................................... 23
4.3 Vantagens e desvantagens do transporte rodoviário .......................................... 24
4.4 Transporte da cana de açúcar ............................................................................ 25
5 ARMAZENAGEM .................................................................................................. 31
5.1 Armazenagem da cana-de-açúcar ...................................................................... 31
5.2 Custos da armazenagem .................................................................................... 32
6 DISTRIBUIÇÃO..................................................................................................... 35
6.1 Distribuição da cana-de-açúcar .......................................................................... 36
7 LOGÍSTICA REVERSA ......................................................................................... 40
7.3 Tratamento com uréia ......................................................................................... 42
7.4 Tratamento com vapor sob pressão .................................................................... 43
8 ANVISA ................................................................................................................. 45
8.1 História da vigilância sanitária no Brasil .............................................................. 45
8.2 O município e a vigilância sanitária ..................................................................... 47
9 ESTUDO DE CASO .............................................................................................. 49
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 65
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 66
ANEXOS ................................................................................................................... 69
11
1 INTRODUÇÃO
Entre as atividades da logística estão o transporte, movimentação de
materiais, armazenamento, processamento de pedidos e gerenciamento de
informações.
Em resumo: Logística é a arte de comprar, receber, armazenar, separar,
expedir, transportar e entregar o produto/serviço certo, na hora certa, no lugar certo,
ao menor custo possível.
O caldo de cana esse eterno companheiro do popular pastel de feira que
conserva todos os nutrientes entre eles o ferro, o cálcio, o potássio, o sódio, além
das vitaminas C e do complexo B. Mas são os carboidratos os seus principais
componentes o que faz dele uma ótima fonte de energia. Também indicada para
anêmicos, hipertensos e praticantes assíduos de atividades físicas. Ele é vendido
informalmente em carros à beira de estradas e em feiras livres e tem maior risco de
contaminação durante a manipulação, exposição e transporte.
A maioria dos garapeiros fabrica o gelo domesticamente, utilizando água da
rede de abastecimento, usa para lavar as mãos e também para efetuar a limpeza
dos equipamentos, usando tão somente água.
O deficiente preparo profissional de alguns vendedores aliados à falta de
conhecimento de condições de higiene adequada e falta de estrutura são
considerados fatores de risco para a contaminação do caldo de cana.
Questiona-se a qualidade tanto em transporte como armazenagem,
manipulação e higienização adequada para o consumidor final. Na maioria das feiras
livres, as condições higiênicas de comercialização dos produtos alimentícios são
insatisfatórias, constituindo-se um importante vetor no processo de contaminação e
proliferação de doenças de origem alimentar.
As feiras se encontram em desacordo com a legislação. Recomenda-se a
realização
de
ações
educativas
direcionadas
a
feirantes,
ambulantes
e
consumidores. Faz-se necessário, também, oferecer melhores condições de infraestrutura, nos locais de realização de feiras, sobretudo em termos sanitários e
12
fornecimento de água.
1.1
Objetivo
Este trabalho tem por objetivo avaliar as condições higiênico-sanitárias das
feiras livres do Município de Itaquaquecetuba a fim de verificar a higienização da
cana comercializada no que diz respeito à saúde do consumidor e também dos
equipamentos e utensílios utilizados pelos distribuidores da cana-de-açúcar,
manipulação de equipamentos e utensílios utilizados pelos distribuidores do produto.
Tipo de maquinário utilizado para efetuar a limpeza e gerenciamento dos
responsáveis pela distribuição do produto.
1.2
Metodologia
Para a realização deste trabalho será utilizada a metodologia estudo de caso
e ainda será utilizada a metodologia de pesquisa bibliográfica com a revisão de
literatura pertinente ao tema.
1.3
Justificativa
A constante falta de higienização do produto nos faz pensar de que maneira
se poderia melhorar esse fato, pois o produto contaminado pode afetar a saúde do
consumidor.
13
2 HISTÓRIA DA CANA
O cultivo da cana-de-açúcar deu-se pela necessidade imperativa de
colonizar e explorar um território até então sem muita importância
econômica para Portugal. Vários foram os motivos para a escolha da
cana, entre eles a existência no Brasil do solo de massapé, propício
para o cultivo da cana-de-açúcar, além de ser um produto muito bem
cotado no comércio europeu - destinado unicamente à exportação e
capaz de gerar valiosíssimos lucros, transformando-se no alicerce
econômico da colonização portuguesa no Brasil entre os séculos XVI e
XVII. (SANTANA, 2007, p.01).
O Sistema Agroindustrial da Cana-de-açúcar é um dos mais antigos, está
ligado aos principais eventos históricos, e é de enorme importância ao Brasil.
Segundo a ComCiência (2004) a cana-de-açúcar chegou ao Brasil em 1500,
juntamente
com os portugueses. As primeiras mudas vieram em 1532, na
expedição de Martim Afonso de Souza. Aqui a planta espalhou-se em solo fértil, com
a ajuda do clima tropical quente e úmido e da mão-de-obra escrava vinda da África.
O registro dessa nova colônia enriqueceu Portugal e espalhou o açúcar.
De acordo com a ComCiência (2004) A crise de 1929, com a queda dos
preços internacionais prejudicou o desempenho das exportações do açúcar, abriu
espaço para a intervenção do Estado na economia açucareira. O governo brasileiro
incentivou o consumo de álcool combustível e tornou obrigatória a mistura de 5% de
etanol na gasolina utilizada no país, em 1931.
Ainda de acordo com a ComCiência (2004) o apoio do governo à produção de
álcool se intensificou com as duas crises internacionais do petróleo, em 1973 e
1979. Mas a interferência estatal estava com os dias contados. Ao final dos anos
1990, o mercado estava livre e, desde então, desenvolve sua auto-regulação.
Segundo a ComCiência (2004) a partir de
1975, visando autonomia
energética, o Brasil desenvolveu o Programa Nacional do Álcool (Proálcool). A
solução operacional foi criar procedimentos, incentivos e facilidades que permitisse,
num primeiro momento, misturar etanol à gasolina consumida no país e
14
posteriormente contar quase exclusivamente com esse combustível para abastecer
a frota de veículos leves nacionais.
Ainda de acordo com a ComCiência(2004)Logo surgiu o carro a álcool no
Brasil, O desenvolvimento de tecnologia específica conquistou os brasileiros e a
frota nacional chegou a se formada por 85% de veículos leves movidos a etanol, no
final dos anos 1980.
De acordo com Dweck (2008) a cana-de-açúcar tem um enorme potencial
energético e há muitas inovações torrente que vão da biotecnologia às caldeiras
utilizadas nas usinas, a cana pode ter pela frente um futuro promissor é muito similar
ao do petróleo. (O açúcar da cana pode ser transformado em diversos derivados,
assim como o óleo cru dá origem à gasolina, ao querosene e a uma enorme gama
de petroquímicos). É justamente a atual alta do preço do petróleo, somada às
preocupações ambientais, que ajudou a resgatar uma indústria derivada da cana É
na área de energia que as usinas vêm diversificando suas atividades com mais força
e há mais tempo. Desde a década de 80, o bagaço da cana é aproveitado para
produzir energia elétrica.
De acordo com as informações a cana-de-açúcar esta muita bem cotada para
ter um futuro brilhante.
15
2.1
Queimada para corte da cana
Figura 1 –Queimada para Corte da Cana
Fonte: Portal do agronegócio (2009)
Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (2009) um novo
zoneamento é necessário porque o país quer dobrar a produção de cana de açúcar
nos próximos anos ele ainda relatou que o Brasil tem que tomar cuidado com as
áreas escolhidas para ampliação da produção de cana porque senão pode enfrentar
embargo de países concorrentes no mercado de etanol.
O governo vai criar uma lei para acabar com as queimadas na lavoura de
cana de açúcar. O país terá uma meta para acabar progressivamente com as
queimadas até 2020.
Essa lei valerá para as áreas atuais de produção, já que no novo
sazonamento agroecológico da cana as áreas escolhidas para plantio serão
16
totalmente mecanizadas.
Figura 2 - Colheita da Cana
Fonte: Portal do agronegócio
De acordo com o portal do agronegócio (2009) foi aprovada em 11 de março
de 2009 pela Câmara Normativa e Recursal do Conselho de Política Ambiental de
Minas Gerais, a Deliberação Normativa que regulamenta o Protocolo Agroambiental
de Minas Gerais.
O referido Protocolo, que foi firmado em agosto de 2008 entre usineiros e o
Governo de Minas Gerais tratam da proibição da queima da cana-de-açúcar e a
instituição do corte mecanizado, a partir de 2014.
O caso ganhou destaque por força dos impactos ambientais causados pela
queima da cana, que é indispensável quando a colheita é feita na forma manual a
17
queima traz sérias conseqüências que passaram a preocupar os ambientalistas, tais
como: agressão ao meio ambiente ocasionando desequilíbrios na flora e fauna;
redução da qualidade do ar nas cidades e o aumento do efeito estufa, bem como o
extermínio da camada de ozônio; surgimento de chuvas ácidas, diminuindo assim a
disponibilidade de nutrientes nos solos; entupimento dos poros da camada
superficial do solo pelas cinzas, promovendo a formação de crosta superficial que
reduz a infiltração da água e piora a sua aeração; favorecimento da infestação de
microorganismos; maior dificuldade na purificação e conservação de caldos;
destruição dos inimigos naturais de pragas da cana, da matéria orgânica e da micro
e/ou macro fauna; além dos riscos de incêndios em áreas de preservação.
De acordo com o portal do agronegócio (2009) no aspecto econômico, as
mudanças exigem um estimável investimento inicial. Entretanto, a colheita
mecanizada implica em uma maior eficiência, além de muito contribuir no aspecto
ambiental, face a desnecessidade da queima das plantações.
A maior eficiência econômica se reproduz no significativo aumento da
produção. Enquanto um trabalhador braçal consegue colher em torno de sete
toneladas por dia, a máquina colhedora tem a possibilidade de alcançar mais de
oitocentas toneladas.
Nesse cenário, inúmeros trabalhadores que viviam da colheita da cana-deaçúcar migrarão para os centros urbanos ou para as frentes de ocupação de terra.
Assim, mesmo diante de inúmeros benefícios de ordem econômica em face
de mecanização da coleta da cana-de-açúcar, a Política Governamental Pública não
pode deixar de observar os impactos sociais daí decorrentes.
18
Segundo a ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, 2009)
trabalhos realizados mostram que a mecanização diminuiria em 273.276 o número
de empregos ligados diretamente à produção da cana, o que representa uma
diminuição de 53% no total da mão-de-obra utilizada na cultura da cana-de-açúcar.
Dessa forma, é fundamental o desenvolvimento de outros setores
mercadológicos, capazes de absorver essa mão-de-obra, que mesmo sem ter alta
escolaridade, possui extrema eficácia técnica. Em conjunto, também é necessário
intensificar o incentivo aos cursos de capacitação e requalificação dessa mão-deobra, tanto por parte do Poder Público como da Iniciativa Privada.
19
3 CONCEITOS DE LOGÍSTICA
A logística é responsável pela movimentação de materiais e
produtos,
da
utilização
de
equipamentos,
mão-de-obra
e
instalações, de tal forma que o consumidor tenha acesso ao produto
na hora e com o menor custo que lhe convenha.(DIAS, 1993 apud
GOMES & RIBEIRO, 2004, p.1 ).
O conceito de Logística segundo o Council of Logistic Management (1996)
pode ser definido como sendo o “processo de planejar, implementar e controlar a
eficiência, o fluxo e armazenagem de mercadorias, serviços e informações
correlatas, do ponto de origem ao ponto de consumo, com o objetivo de atender às
exigências dos clientes.”
Monteiro & Bezerra (2003) definem logística é tudo aquilo que envolve o
transporte de produtos (entre clientes, fornecedores e fabricantes), estoque (em
armazéns, galpões, lojas pequenas ou grandes) e a localização de cada participante
da cadeia logística ou cadeia de suprimentos.
Os autores afirmam ainda que um dos objetivos da logística é melhorar o
nível de serviço oferecido ao cliente, onde o nível de serviço logístico é a qualidade
do fluxo de produtos e serviços e gerenciado. A logística, portanto, é um fator que
pode ser utilizado como estratégia para uma organização. Sua aplicação se dá da
escolha adequada de fornecedores, passando pela organização e chegando ao
cliente.
Segundo Sakai (2005) atualmente a Logística Empresarial está associada
diretamente ao fato de uma organização relacionar-se com o cliente interagindo de
forma eficiente com a cadeia produtiva para conquistar o objetivo final estar
competitivamente atuando mercado.
Para obter essa vantagem competitiva, as empresas estão recorrendo aos
sistemas integrados de informação, buscando automatizar seu processo produtivo
utilizando algumas tecnologias, além disso, buscam as gestões de qualidade.
20
A Logística é a área responsável por prover recursos, equipamentos e
informações para a execução de todas as atividades de uma empresa.
Entre as atividades da logística estão os transportes, movimentação de
materiais, armazenamento, processamento de pedidos e gerenciamento de
informações.
“A logística empresarial estuda como a administração pode prover
melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos
clientes e consumidores, através de planejamento, organização e
controles efetivos para as atividades de movimentação e
armazenagem que visa facilitar o fluxo de produtos”. BALLOU (1993
p.17).
3.1
Logística e a sua evolução no mundo
No início a Logística foi considerada uma importante estratégia, em relação à
prática utilizada em planejamento estratégico de guerra. A verdade é que muito
antes de o homem de negócios perceber a dimensão e a centralidade da logística no
mundo empresarial, a estratégia militar a usava para movimentar exércitos, travar
batalhas e alcançar vitórias.
Segundo Figueiredo & Arkader (2001) apud Gomes & Ribeiro (2004) a
logística teve cinco eras, do século XX até os dias de hoje.
De 1940 até 1960, a logística continuou com influência militar sua
preocupação era a movimentação de materiais principalmente armazenagem e
transporte de bens, sendo considerada a era das funções segmentadas.
As funções integradas foi uma fase que aconteceu de 1960 até os primeiros
anos de 1970, com visão integrada incluindo todos os custos e foco ampliado.
21
A partir da década de 1970 até a metade dos anos 80, houve a fase
do “foco no cliente”, ressaltando produtividade e custos de estoque,
e foi incluída no ensino de cursos de Administração de Empresas.
(FIGUEIREDO & ARKADER, 2001 apud GOMES& RIBEIRO, 2004,
p.06,).
Nos dias atuais estamos na fase da logística como elemento diferencial,
destacando-se a globalização, tecnologia da informação, responsabilidade social e a
ecologia.
A logística de hoje é traduzida de forma mais abrangente. Pois ela cortou as
suas raízes com um passado valioso, para se apresentar como um sistema de
atividades integradas, pelo qual fluem produtos e informações, desde a sua origem
ao ponto de consumo, sustentado por um sistema capaz de responder no tempo
certo, com a quantidade correta e no local correto.
Segundo RODRIGUES (2006, p.126), O conceito de Logística passa a ser:
“conjunto de atividades direcionadas a agregar valor, otimizando o fluxo de
materiais, desde a fonte produtora até o consumidor final, garantindo o suprimento
na quantidade certa, de maneira adequada, assegurando sua integridade, a um
custo razoável, no menor tempo possível e atendendo a todas as necessidades do
cliente”.
E quanto ao cenário atual da logística tanto no Brasil como no mundo passa
por uma grande proliferação de produtos, a maior parte globalizada, por reduções
nos ciclos de vida, por menores exigências de serviços e por variada segmentação
de clientes, canais e mercados.
22
4 TRANSPORTE
Transporte é o deslocamento de pessoas, materiais, pesos, enfim tudo que se
leva de um local para outro.
Segundo Rodrigues (2003) no principio da humanidade o transporte era feito
pelo Homem, mais com o aumento da comercialização de mercadorias alguns
animais começaram a ser utilizados para este fim.
Mais adiante se iniciou a necessidade do homem aprender a construir e
aperfeiçoar diferentes tipos de transporte para sua demanda.
De acordo com (ALVARENGA & NOVAES 2000, p.80 apud GOMES &
RIBEIRO 2004) no Brasil a maior parte do fluxo de carga (70%) é transportado pelo
modo rodoviário, 15% por ferrovia, 15% pelo marítimo o de cabotagem e pelo aéreo
levando em conta o transporte interno.
O custo de transporte representa a maior parcela nos custos logísticos.
A maior parte da movimentação de carga é manipulada por cinco
modos básicos de transporte interurbano (ferrovia, rodovia, hidrovia,
dutos e aerovias) e pelas agencias de transporte que facilitam e
coordenam esse movimento: agente de transporte, transportadora e
associações de exportadores (BALLOU, p.113 apud GOMES &
RIBEIRO, 2004).
Segundo Nazário (2001, p.1) apud Gomes & Ribeiro (2004) apud embora o
setor de transportes no Brasil já há muitos anos não receba investimentos vem
passando por um momento de transição, onde a movimentação de carga está
usando mais de um modal. Isso ocorre devido ao processo de privatização de
portos e ferrovias, a execução de obras de infra-estrutura e a iniciativa de vários
embarcadores e prestadores de serviços logísticos.
23
4.1
Modais de transporte e suas formas
Apesar do decreto nº 80.145/77 ter sido revogado, o seu artigo 14
apresenta definições sobre as formas com que os vários modos de
transporte se relacionam que, pela força da idéia que expressam,
podem e devem ser consideradas válidas. São elas: (RODRIGUES,
2003, p.30).
•
Unimodal – É a forma mais simples de transporte onde é utilizado
apenas um veículo e um contrato de transporte.
•
Sucessivo—Quando existe a necessidade de mais de um veículo da
mesma modalidade com um ou mais contatos.
De acordo com Rodrigues (2003) o transporte: Segmento-necessita de uma
ou mais modalidades de transporte sendo os serviços contratados separados de
diferentes transportadores, onde o atraso de um pode gerar frete morto, ou seja,
perde o transporte e nesses casos as indenizações são complexas pelo fato de se
utilizar várias transportadoras.
•
Multimodal - Quando se utilizam duas ou mais modalidades de
transporte só que se utiliza apenas um contrato.
4.2
Modos ou modais de transporte
Os modais básicos de transporte são rodovias, ferrovias, aerovias, hidrovias e
dutos. A escolha de cada modal reflete na condição e necessidade específicas sobre
o material a ser distribuído, o ritmo de distribuição e o custo logístico.
•
Rodoviário-utiliza-se às rodovias e o transporte são feitos em
caminhão, carretas, etc.
•
Ferroviária-ferrovias;
•
Fluvial/Lacustre (hidroviário) utiliza-se de embarcações, através de
rio, lagos e lagoas;
•
Marítimo-O transporte é feito por embarcações pelos mares e
oceanos;
•
Aquaviário -nessa modalidade é utilizado os modais hidroviário e
24
marítimo;
•
Aéreo-Transporte feito em aviões no espaço aéreo;
•
Dutoviário- mercadorias em forma de graneis, sólidos, líquidos ou
gasosos transportados através de dutos.
O enfoque maior deste trabalho é o transporte rodoviário.
Pode-se afirma que o transporte rodoviário no Brasil começou com a
construção, em 1926, da rodovia Rio-São Paulo, única pavimentada até 1940.
(RODRIGUES, 2003, p. 49).
As rodovias cresceram rapidamente devido ao seu menor custo de
implantação.
O transporte rodoviário é um dos mais simples e eficientes, porém apresenta
um elevado consumo de combustível.
Inúmeros estudos internacionais, inclusive alguns deles ratificados
pela
Associação
Brasileira
de
Logística;
comprovam
matematicamente que em distâncias superiores a um raio máximo
de 500 km, o transporte rodoviário torna-se antieconômico pelo
elevado custo de consumo energético. (RODRIGUES, 2003, p.51).
4.3
Vantagens e desvantagens do transporte rodoviário
Todas as modalidades têm suas vantagens e desvantagens. Algumas são
adequadas para um determinado tipo de mercadorias e outras não. Por esse motivo
existe a necessidade de se planejar para não errar, escolha a melhor opção,
analisando os custos, características de serviços, rotas possíveis, capacidade de
transporte, versatilidade, segurança e rapidez.
As vantagens: do modal rodoviário, de acordo com Rodrigues (2003), são:
•
Tem maior disponibilidade de vias de acesso;
25
•
Serviço porta-á-porta;
•
Embarques e partidas mais rápidas;
•
Podem ser embarcados pequenos lotes;
•
Fácil substituição em caso de quebra ou acidente;
•
Entrega mais rápida.
•
Desvantagens:
As desvantagens do modal rodoviário, de acordo com Rodrigues (2003), são:
4.4
•
Custo operacional é maior, capacidade de carga é menor;
•
Nas grandes safras aumenta ao congestionamento nas estradas;
•
O desgaste da malha rodoviária é maior.
Transporte da cana de açúcar
O setor agroindustrial canavieiro é um setor de grande importância no Brasil,
com faturamentos diretos e indiretos que correspondem a 2,3% do Produto Interno
Bruto nacional. (NETO & SETTI 1998, P. 21 apud DEMARCHI& PIERIN, 2001).
Segundo (Setti & Junior, 2001, p. 21 apud DEMARCHI& PIERIN) o transporte
de cana da área de plantio para as usinas e outros fins na sua maioria é realizado
através de rodovias que na época de colheita apresenta um intenso trafego de
treminhão, rodotrem e caminhão +reboque.
De acordo com Keedi (2005) a capacidade de transporte depende da força de
tração, tamanho quantidade de eixos, tendo suas variações, podendo transportar
desde algumas centenas de quilos até cerca de 22 toneladas nos caminhões, 30
toneladas nas carretas e quantidades maiores nos bitrens e treminhões.
O transporte rodoviário tem a vantagem de poder trafegar em qualquer via.
Isso lhe dá um grande diferencial na disputa pela carga com os outros modos. Pode
transportar praticamente todo tipo de carga, tendo como limitação o tamanho de
26
ambos, ideal para mercadorias de alto valor, adequado para curtas distancias não é
considerado ideal para transportar mercadorias de baixo valor como as commodities.
No Brasil o transporte rodoviário está sob controle da ANTT (Agência
Nacional de Transportes Terrestres) que é responsável pela maior parte do
transporte de carga interno nos País.
De acordo com Voi (2002) a legislação que rege as Combinações de Veículos
de Carga (CVC) pode ser contestada, mas nunca desobedecida. Ela é a principal
proteção do cidadão usuário das rodovias.
O setor canavieiro requer atenção total, onde segurança é indispensável. A
manutenção do equipamento e o treinamento de pessoal envolvido andam juntos
com a busca de novas tecnologias e o próprio conhecimento do assunto.
A lei impõe alguns limites como: largura, altura, comprimentos, balanço
traseiro, pára-choque homologado, pesos por eixos, entre outros. São conceitos
básicos que nem sempre são respeitados. O cálculo de distribuição de carga nos
eixos é um fator importantíssimo para a otimização das CVC. Essa operação
matemática deve ser realizada toda vez que se alterar a aplicação do veículo trator.
Com isso se garante uma perfeita transmissão da carga para o chassi do
veículo, boa dirigibilidade, evitando danos ao pavimento, como também desgastes
prematuros de peças e pneus.
No atual cenário do transporte canavieiro, o treminhão não atende os limites
de pesos por eixo, além do fato de algumas empresas não dimensionarem esta CVC
num comprimento adequado para Romeu e Julieta (19,80m).
Treminhão é uma unidade formada por três partes, a partir da carreta, em que
a terceira parte é um reboque. Assim constitui-se um cavalo mecânico, um semireboque e um reboque.( KEEDI, 2005 p. 126).
O Romeu-e-Julieta, que se tornou comum nos canaviais, é um caminhão com dois
reboques. O acréscimo de eixos de rodagem e de reboques foi transformando os
27
caminhões em uma espécie de composição ferroviária, embora sobre pneus e sem
trilhos.
Existem dificuldades em se obter a Autorização Especial de Trânsito, tanto
nos DERs,( departamento de Estradas e Rodagens) quanto nas concessões. As
regionais dos DERs - adotam critérios diferenciados de interpretação da legislação.
Algumas regiões do estado estão exigindo lona na carga de cana. As licenças
dependem de laudo de avaliação do trajeto a ser feito, existem também reclamações
da sociedade pelo tráfego de veículos longos em determinadas regiões, como o
Rodotrem de 19,80m de comprimento agride pavimento e obras de arte, segundo
DER . A forte atuação das balanças móveis nas fiscalizações.
O mercado de implementos rodoviários canavieiro sinaliza maiores
vendas para o sistema rodotrem. Estabilidade, melhor distribuição
de carga e possibilidade de desengate para trabalho individual, são
algumas vantagens encontradas neste equipamento.A fiscalização
com balanças móveis nos força a exigir dos fabricantes taras
menores. Perfis esbeltos e mais leves, novos materiais e ligas como
alumínio farão a diferença. (VOI, 2002 p.2).
O setor sucroalcooleiro brasileiro está em um dos seus melhores momentos
diante do aumento da demanda interna e externa de álcool e dos baixos estoques
de açúcar em nível mundial, esse é um dos motivos de ter sustentado os preços dos
dois produtos.
De acordo com a Única (União da Indústria Canavieira de São Paulo) a safra
2004/2005 divulgada foi de que as indústrias processaram 327, 14 de tonelada de
cana que deram origem a 22,05 milhões de toneladas de açúcar e 13,5 bilhões de
litros de álcool um crescimento de 9% e 3,6% respectivamente.
No gráfico a seguir dá para perceber nitidamente o aumento da produção de
cana de açúcar:
28
Figura 3 - Aumento da Produção
Fonte: IBGE
A logística muito colabora para estas melhorias de produção com seus
equipamentos cada vez com mais aperfeiçoamento com tecnologia de ponta são
ferramentas essenciais para que tudo isso possa ocorrer.
Um transporte eficiente necessita de caminhões adequados para o seu fim.
Abaixo segue alguns modelos de caminhões para transporte de cana.
29
Figura 4 - Transportando Cana
Fonte: Revista Tecnológica jornal cana (2008 p.58).
Figura 5 - Manutenção de Caminhões
Fonte: Revista tecnológica jornal cana (2008 p.54).
30
Figura 6 - Caminhão saindo da plantação
Fonte: Revista tecnológica jornal cana (2008 p.56).
31
5 ARMAZENAGEM
Na essência, a principal função da armazenagem é a administração
do espaço e tempo.O espaço é sempre limitado e, portanto, os bons
operadores usam o espaço disponível efetivamente.O tempo e a
mão-de-obra são significativamente mais difíceis de se gerenciar que
o espaço.(BANZATO; JUNIOR: BANZATO; MOURA & RAGO,
2003.p.9).
Armazenagem é a guarda temporária de produtos estocados para posterior
distribuição (Franklin, 2003). Estes produtos estocados tornam-se fundamentais para
o equilíbrio entre a demanda e a oferta. O nível do estoque equilibra-se entre o
menor possível para minimizar os custos, e um nível mais alto para não haver falta
de produto e conseqüente perda de venda. Um estoque alto garante o pronto
atendimento
aos
clientes,
mas
em
compensação implica em custos de
oportunidades e financeiros perdidos, já que o dinheiro estará comprometido na
forma de estoque (Hong, 1999).
Segundo Gasnier & Banzato (2001), a armazenagem é tida como uma
importante função para atender com efetividade a gestão da cadeia de suprimento.
Sua importância reside no fato de ser um sistema de abastecimento em relação ao
fluxo logístico, que serve de base para sua uniformidade e continuidade,
assegurando um adequado nível de serviço e agregando valor ao produto.
A armazenagem é constituída por um conjunto de funções de
recepção, descarga, carregamento, arrumação e conservação de
matérias-primas, produtos acabados ou semi-acabados. Uma vez
que este processo envolve mercadorias, este apenas produz
resultados quando é realizados uma operação, nas existências em
trânsito, com o objetivo de lhes acrescentar valor. (DIAS, 2005, p.
189).
5.1
Armazenagem da cana-de-açúcar
Para se analisar um sistema de transporte é de suma importância observar a
capacidade de armazenamento disponível. A existência de uma estrutura de
32
armazenagem permite uma melhor negociação das safras por parte dos produtores.
Sem local para estocagem os produtores são obrigados a negociar a
produção nos períodos da safra quando os preços são menores e os fretes
elevados.
A armazenagem deve ser planejada envolvendo desde o layout, manuseio de
matérias, embalagem, identificação dos materiais, métodos de localização de
materiais até o custo e nível de serviço que se espera oferecer. Cabe ressaltar que
um dos aspectos mais importantes é justamente identificar o ponto de equilíbrio
entre o custo de se manter estoque, com relação ao nível de serviço que se deseja
oferecer.
De acordo com (Bowersox & Closs, 2001) inicialmente, os depósitos eram
considerados instalações de armazenagem necessárias para executar operações
básicas de comercialização. Também eram consideradas unidades estáticas,
localizados ao longo do fluxo de materiais e produtos, imprescindíveis para colocar
os produtos ao alcance do consumidor na hora e no momento certo. Esta visão fazia
com que o estoque primeiramente fosse visto pela cadeia de suprimentos como uma
obrigação que agregava custos ao processo de distribuição, gerando despesas
operacionais. Pouca atenção era dada à atividade de armazenagem voltada à
disponibilidade de produto; por conseguinte tanto o controle interno do armazém
quanto o giro do estoque não recebiam a devida atenção. Outro aspecto relevante
era a manipulação da mercadoria. Como a mão-de–obra era muito barata, todo o
trabalho de movimentação era feito quase que inteiramente por pessoas, dando
pouca importância ao uso eficiente do espaço, métodos de trabalho e manuseio.
5.2
Custos da armazenagem
Na armazenagem os custos envolvidos são geralmente fixos e
indiretos, percebendo-se desde logo a dificuldade da gestão das
operações e principalmente o impacto dos custos. Por outro lado, a
alta parcela dos custos fixos na armazenagem potencia a que os
custos sejam proporcionais à capacidade existente no armazém, isto
é, independentemente deste estar vazio ou cheio, os custos
33
continuarão os mesmos uma vez que o espaço, os trabalhadores, os
equipamentos e outros investimentos continuam a existir. Na análise
de custos deve-se começar pela identificação dos itens
responsáveis, que podem ser equipamentos, aluguéis de armazém e
outros, e prosseguir com o cálculo dos mesmos (DIAS, 2005, p. 191).
Segundo Banzato Junior; Banzato; Moura & Rago,(2003)
o gerente de
armazém tem que medir e controlar os custos do armazenagem senão ele corre o
risco de perder o negocio para um operador logístico que mede e controla os custos
da empresa.
É fundamental que os gerentes de armazém e de centros d e
distribuição tenham sempre em mente que manter controle sobre custos é prioridade
para todos participantes da operação.
Na nova era dos mercados competitivos e globalizados, o aspecto custo vem
cada vez mais assumindo uma importância significante na busca impaciente das
empresas por maior eficiência e produção. Porém, ao objetivarem a redução de
custos, as empresas vem focando no tradicional custo do produto e se esquecem ou
dimensionam mal os custos relacionados à logística.
Quando se fala em custos logísticos, a primeira idéia que vem na cabeça é o
custo com frete ou transportes. Apesar deste ser o mais significativo, o custo
logístico não se resumem somente a isso. Pode-se identificar custos na
armazenagem, nos estoques, no processamento de pedidos e é claro no transporte.
Os custos relacionados à armazenagem são aqueles que são aplicados nas
estruturas e condições necessárias para que a empresa possa guardar seus
produtos adequadamente. Faz parte deste tipo de custo, o aluguel do armazém, os
custos com aquisição de paletes, custo com pessoal do armazém, etc.
Já os custos com estoques são aqueles que são gerados a partir da
necessidade de estocar os materiais. Nesta categoria, com certeza o mais
expressivo é o custo de oportunidade do capital parado, que nada mais é do que o
valor que a empresa perde imobilizando o capital em estoque em vez de aplicar
esse valor no mercado financeiro, ganhando a remuneração dos juros. Existem
outros custos com estoques como as perdas e roubos, a própria depreciação dos
materiais, etc.
No que diz respeito aos custos relacionados à emissão de pedidos, seus
34
valores são inexpressivos em relação aos demais. Todos os gastos relacionados à
emissão de pedidos na empresa devem ser computados para essa categoria. São
considerados custos com emissão de pedidos: O salário do comprador, o aluguel do
espaço destinado ao setor de compra, os papéis usados na emissão do pedido, etc.
Por fim e que na verdade é o mais importante de todos, temos os custos com
transportes. Freqüentemente calculado este custo geralmente dá origem às
despesas com fretes que a empresa vê na nota fiscal ou que já está incluído no
preço. Todas as despesas relacionadas à movimentação de materiais fora da
empresa podem ser consideradas custos com transportes. Enquadram-se aqui os
custos com a depreciação dos veículos, pneus, combustíveis, custo de oportunidade
dos veículos, manutenção, etc.
As empresas devem conhecer profundamente seus próprios custos logísticos,
para que passem a ter condições de estabelecerem metas de diminuição e repassar
os ganhos para a cadeia como um todo.
Ainda de acordo com Banzato Junior: Banzato; Moura & Rago,(2003) antes
de pensar em estratégias para diminuir custos primeiramente deve-se determinar os
custos ocultos e quais funções podem ser dinamizadas para maior produtividade e
eficiência.Existem varias maneiras de determinar custos mais específicos com
divisões dos custos de mão-de-obra, movimentação e estocagem de materiais.
35
6 DISTRIBUIÇÃO
Distribuição é um dos processos da logística responsável pela administração
dos materiais a partir da saída do produto da linha de produção até a entrega do
produto no destino final.
Após o produto pronto ele tipicamente é encaminhado ao distribuidor; O
distribuidor por sua vez vende o produto para um varejista e em seguida aos
consumidores finais. Este é o processo mais comum de distribuição, porém dentro
desse contexto existe uma série de variáveis e decisões de trade-off a serem
tomadas pelo profissional de logística.
O marketing vê a distribuição como um dos processos mais críticos, pois
problemas como os atrasos na entrega são refletidos diretamente no cliente. A partir
do momento que o produto é vendido a Distribuição se torna uma atividade de frontoffice e ela é capaz de trazer benefícios e problemas resultantes de sua atuação.
Uma organização pode ser divida em três processos principais suprimentos,
produção e distribuição.
Como regra geral às empresas mais fortes da cadeia de distribuição são
quem definem quem será o responsável pela entrega do material/produto.
As empresas estão cada vez mais terceirizando suas atividades relacionadas
à distribuição e focando suas atividades no core bussines da empresa. A distribuição
tem grande importância dentro da empresa por ser uma atividade de alto custo. Os
custos de distribuição estão diretamente associados ao peso, volume, preço.
A palavra distribuição está associada também à entrega de cargas
fracionadas, neste tipo de entrega o produto/material é entrega em mais de um
destinatário, aproveitando a viagem e os custos envolvidos. As entrega neste caso
devem ser muito bem planejadas, pois a entrega unitizada tem um menor custo total
e menor lead time, as entregas fracionadas devem ser utilizadas somente quando
não for possível a entrega direta com o veículo completamente ocupado.
Segundo Viana (2000) a distribuição tem como objetivo efetuar as entregas
36
de seus produtos, estando intimamente ligados à movimentação e transportes da
empresa.
A indústria precisa escoar e fazer chegar ao consumidor sua produção,
surgindo à figura do profissional especializado em canais de distribuição. Este
saberá estabelecer o melhor caminho para escoar os produtos ou serviços. Gerente
de Canais de distribuição são especialistas em distribuição, é quem faz a ligação
entre o fabricante e o consumidor, são os responsáveis para que o produto chegue
ao mercado. Administram canais diversos, como: distribuidores, grandes e pequenos
varejos em todos os setores e segmentos, atacadistas, representantes comerciais,
lojas virtuais, vendas diretas e muitos outros. Lidam com todos os canais de vendas
existentes e geralmente são detentores de profundos conhecimentos de mercado.
Segundo Minadeo (2006) o principal desempenho dos canais de distribuição é
fazer o produto chegar ao local em que o consumidor espera encontrá-lo. Os canais
de distribuição fazem com que o ato de comprar seja adequado. As pessoas têm
cada vez menos tempo para gastar. Apesar de a compra em si poder ser
interessante, as pessoas tendem a racionalizar o tempo gasto nessas atividades.
6.1
Distribuição da cana-de-açúcar
A organização da cadeia produtiva de cana de açúcar é cada vez
mais segmentada. Na ponta da cadeia, encontram – se as maiores
empresas como no caso da Usina Nova América, atual detentora da
marca União, que gerencia uma marca forte, e que possui capital
uma marca forte, e que possui capital próprio investido na
comercialização direta do produto. (KODAIRA, 2007, p.06).
Ainda segundo Kodara (2007) a cadeia é constituída por mais de 300 usinas,
a maior parte sem poder de coordenação individual para a distribuição direta do
produto. Nessa totalidade, mostra – se a importância do papel das empresas
distribuidoras na comercialização dos derivados da cana, que apesar da
37
concentração da produção, os produtos finais são comercializados em diferentes
regiões, com distintas configurações de mercado.
Com a necessidade dos intermediários que possuem grau de conhecimento
em vias de distribuição, e atuando sobre diversas empresas, teriam maior facilidade
em negociar vendas, prazos, podendo reduzir custos como o de transporte.
Segundo (Neves, 1999, apud Kodaira, 2007, p. 06) há várias razões para a
atuação de intermediários, dentre as quais pode – se destacar: Redução do número
de transações: sem os intermediários, cada produtor teria de negociar diretamente
com diversos consumidores. Como a capacidade de fornecimento de um único
produtor é baixa, o processo descrito acima seria repetido diversas vezes até que
cada consumidor tivesse um número suficiente de fornecedores que suprissem suas
necessidades.
Homogeneização do produto: nesse contexto, o intermediário surgiria para
ajustar demanda e oferta do produto não apenas em termos quantitativos, quanto
qualitativos. Em algumas cadeias, estas empresas atuam de forma a fiscalizar e
regular a qualidade do fornecimento do produto.
Na cadeia sucroalcooleira, é possível citar o grau de pureza no fornecimento
de açúcar como exemplo: Rotina das transações: as transações entre dois agentes
envolvem diversos custos que podem ser minimizados com a freqüência das
transações. Estes custos são associados ao fato de que as relações comerciais
envolvem a emissão de documentos, contratos, e diversas burocracias que podem
ser mais facilmente desembaraçadas quando já há um conhecimento ou
especialização da atividade.
Além disso, a rotina reduz custos relativos à “reputação” do parceiro
comercial.
Segundo (Kodaira, 2000, apud Zylberstajn et al. 2000). Especialização das
atividades: quando os agentes dedicam maior tempo a uma determinada atividade,
estes conseguem ganhos de produtividade. Apesar dos ganhos apresentados no
uso de intermediários no comércio de um produto, nem todas as indústrias a
utilizam. A presença ou não desse agente depende da configuração da Em relação
38
ao mercado, pode – se destacar principalmente o tamanho e a dispersão geográfica
do mercado consumidor, que tende a ser mundial para os derivados da cana.
Sobre as características do produto, devem ser apontados diversos pontos: a
baixa perecibilidade permite que o produto “passe” por diversas fases de
comercialização, sem que a sua qualidade seja comprometida. A alta padronização
do produto e o baixo valor unitário apontam para ganhos de escala na
comercialização, que como apontado anteriormente, é eficazmente obtido via
intermediários.
Sobre o conhecimento de mercado, pode – se dizer que a cadeia produtiva
sucroalcooleira envolve uma série de elementos que por si só demandam grande
atenção, deixando em segundo plano as questões relativas sobre o caminho do
produto até o consumidor final: relação com fornecedores de insumos, pesquisa
relativa a novas plantas, produtividade e emprego de maquinaria, cogeração de
eletricidade, logística interna à indústria, entre outros.
Finalmente em relação aos intermediários, nesta cadeia eles são de alta
qualidade, respondendo à sua necessidade. A capacidade de redução de preços é
verificada na medida em que estes são capazes de investir em novas tecnologias e
infra – estrutura com o menor custo de distribuição.
De acordo com Rossetto (2007) A colheita mecânica comercial de cana inteira
não é muito utilizada atualmente. Assim, quando uma frente é identificada como
sendo de cana inteira, entende-se que o sistema seja semimecanizado, ou seja, com
corte manual e carregamento mecânico.
Os caminhões chegam até a frente de cana inteira e se dirigem a ponto de
engate e desengate onde fazem o desprendimento de suas carretas. Na seqüência,
os caminhões desengatados e os tratores com as carretas acopladas dirigem-se
para alguma carregadora dentro da área de colheita.
As carregadoras permanecem paradas junto à cana disposta em montes ou
esteirada. O caminhão é posicionado ao lado da carregadora, que se movimenta,
coletando a cana e depositando o feixe na carroceria do caminhão a conclusão da
carga. As carretas carregadas se prendem aos caminhões para formar, novamente,
39
a composição de transporte completa (Romeu e Julieta e treminhão). Após a
montagem do caminhão, é feito o acerto de carga, quando as pontas das canas são
aparadas rente à carroceria, além da amarração da carga.
A distribuição de cana de açúcar para consumo de caldo de cana é feito de
uma forma diferente da que vai para usinas, o carregamento é uma etapa que liga a
colheita da cana à sua acomodação final nos caminhões que fazem o transporte até
os centros de distribuição.
40
7
LOGÍSTICA REVERSA
Logística reversa é a área da logística que trata dos aspectos de retornos de
produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo ou descarte.
De acordo com Leite (2003) o objetivo principal da logística reversa é o de
atender aos princípios de sustentabilidade ambiental como o da produção limpa
onde a responsabilidade é do “berço à cova”, ou seja, quem produz deve
responsabilizar-se também pelo destino final dos produtos gerados, de forma a
reduzir o impacto ambiental que eles causam. Assim, as empresas organizam canais
reversos, ou seja, de retorno dos materiais seja para conserto ou após o seu ciclo de
utilização, para terem a melhor destinação, seja por reparo, reutilização ou
reciclagem.
Existe um aumento constante do nível de descartabilidade dos produtos
devido principalmente à redução do ciclo de vida dos produtos e maior giro dos
estoques. O avanço da tecnologia também acelera a obsolescência dos produtos.
Ora com o aumento do descarte, há um desequilíbrio entre as quantidades
descartadas e as reaproveitadas, tornando o lixo urbano um dos mais graves
problemas ambientais. Isto acontece porque as empresas não têm canais de
distribuição reversos e pós-consumo devidamente organizados e estruturados.
Tradicionalmente, os fabricantes não se sentem responsáveis por seus
produtos após o consumo. A maioria dos produtos usados são jogados fora ou
incinerados com consideráveis danos ao meio ambiente. Atualmente, legislações
mais severas e a maior consciência do consumidor sobre danos ao meio ambiente
estão levando as empresas a repensarem sua responsabilidade sobre seus produtos
após o uso. A Europa, particularmente a Alemanha, é pioneira na legislação sobre o
descarte de produtos consumidos.
Apesar de muitas empresas saberem da importância que o fluxo reverso tem,
a maioria delas tem dificuldades ou desinteresse em implementar o gerenciamento
da Logística Reversa A falta de sistemas informatizados que se integrem ao sistema
existente de logística tradicional , a dificuldade em medir o impacto dos retornos de
produtos e/ou materiais, com o conseqüente desconhecimento da necessidade de
41
controlá-lo , o fato de que o fluxo reverso não representa receitas, mas custos e
como tal recebem pouca ou nenhuma prioridade nas empresas , são algumas das
razões apontadas para a não implementação da Logística Reversa nas empresas.
Estes resíduos, gerados na maioria pelas indústrias e pelos armazéns,
constituem materiais que podem ser reaproveitados e reintegrados no processo
produtivo, mais isso gera custos que algumas empresas não querem ter.
Mais
a
preocupação
com
o
meio
ambiente
vem
aumentando
expressivamente,com isso as empresas estão se conscientizado da importância da
preservação do meio ambiente.
De acordo com Donato (2008) jamais a história registrou uma preocupação
tão intensa, da humanidade, com a preservação do meio ambiente como a
apresentada no período compreendido entre o final do século XX e início do XXI.
Segundo Donato (2008) a preservação do meio ambiente também está
diretamente ligada aos diversos sistemas logísticos, daí surgindo a Ecologística ou
Logística Verde Tanto para os especialistas em logística como para os não
especialistas, fica um pouco difícil entender qual os impactos das atividades
logísticas no meio ambiente. Assim é conveniente lembrar o conceito da logística
como uma atividade que cuida do gerenciamento de materiais e produtos em geral,
envolvendo,
entre
outras
atividades:
compras,
transporte,
distribuição,
movimentação, armazenagem, embalagem e gestão de facilidades.
A Logística Verde ou Ecologística é à parte da logística que se preocupa com
os aspectos e impactos ambientais causados pela atividade logística. Por se tratar
de uma ciência em desenvolvimento ainda existe uma grande confusão conceitual a
respeito deste tema.
7.1 DESTINO DO BAGAÇO DA CANA-DE-AÇUCAR
O bagaço é o resultado da extração do caldo após esmagamento nas
moendas, rico em conteúdo celular, que serve para fabricação de açúcar e álcool.
O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Os resíduos
42
originados da cana, após seu esmagamento nas moendas, geralmente coincide com
o período de escassez de forragem em determinadas regiões.
De acordo com Souza & Santos (2002) Esse resíduo de grande importância
para uso na alimentação animal. O aumento das áreas plantadas no Brasil e no
mundo vem colaborar para elevar a quantidade de subprodutos e resíduos
procedente da agroindústria. E o bagaço de cana ocupa lugar de destaque nos
resíduos produzidos, estimando-se que sejam produzidas mais de 85 milhões de
toneladas atualmente.
O bagaço apresenta baixo valor nutritivo, e são ricos em parede celular.
De acordo com Souza & Santos (2002) Existem, algumas maneiras práticas
de melhorar o aproveitamento do bagaço na alimentação animal. O tratamento
químico é uma delas. A técnica é de fácil manuseio, relativamente barata e bastante
acessível aos produtores.
7.2 Tratamentos químicos
O tratamento químico atualmente é o método mais eficiente de
incrementar o valor nutritivo dos materiais fibrosos para uso na
alimentação animal, com a vantagem de não afetar a atividade
microbiana do rúmen. O principal efeito reside na melhoria da
digestibilidade da fibra, em torno de 43% a 70%, bem como no
aumento do valor protéico.(Souza e Santos, p.02,2002).
7.3 Tratamento com uréia
De acordo com Souza & Santos (2002) É um processo muito seguro,
relativamente corriqueiro e simples de usar, se comparado com outros métodos
empregados para o tratamento de resíduos lignocelulósicos. A uréia é bastante
conhecida pelos pecuaristas e estes não encontram nenhum problema em utilizá-lo.
43
7.4 Tratamento com vapor sob pressão
De acordo com Teixeira, (2007) o tratamento com vapor sob pressão é o que
apresenta resultado mais efetivo em termos de aumento do valor nutritivo. Este
tratamento é realizado no recinto da própria indústria devido à disponibilidade do
vapor a menor custo, proporcionando um custo do processamento de R$ 2,50/ ton
um valor bem minimizado em comparação aos outros tratamentos.
Conforme Redvet (2007), pesquisas relacionadas ao valor nutritivo, os
métodos de tratamentos e o desempenho de animais alimentados com bagaço de
cana-de-açúcar e dentro deste contexto discutir a melhor forma de utilização do
resíduo na alimentação de ruminantes, para que também sirva de alternativa
sustentável na redução do impacto ambiental causado com o acúmulo destes
resíduos nos pátios das industrias.
O excedente de bagaço de cana-de-açúcar pode ser utilizado pelos
ruminantes desde que tratados. Dentre os tratamentos utilizados, o
físico com o uso de vapor sob pressão é o que apresentou
resultados mais efetivos em termos de aumento do valor nutritivo do
material tratado e pode ser economicamente viável, desde que seja
tratado na própria usina aproveitando a disponibilidade do vapor.
(Redvet,p.07,2007).
7.5 Reciclagem do bagaço da cana-de-açúcar
No momento em que o mundo volta os olhos para a degradação ambiental e
coloca em evidencia a salvação do planeta, projetos e atitudes sinalizam soluções
ambientais que crescem na mesma proporção da consciência ecológica da
população.
Neste último século a composição do lixo apresentou significativas variações
44
em quantidades e qualidade, influenciada pela rápida expansão urbana; pelo
incremento populacional; pelo advento da era industrial; o surgimento dos
descartáveis; e de algumas descobertas, como a do plástico e do alumínio, além do
uso mais difundido de outros componentes.
De acordo com Passos (2009) Artesãos de Córrego Fundo aprenderam a
produzir peças utilitárias e decorativas feitas com 100% de bagaço da cana-deaçúcar. O curso foi realizado pelo senar minas, em parceria com o Sindicato dos
Produtores Rurais de Formiga e da Prefeitura de Córrego Fundo.
A reciclagem do bagaço da cana-de-açúcar para a fabricação de peças
utilitárias e decorativas, como bandejas, pratos, arranjos florais e natalinos,
guirlandas, mandalas e imãs de geladeira, também se fabricar papel com 100% de
cana-de-açúcar em diversas gramaturas.
A cada dia o bagaço de cana ganha novas utilidades.
O bagaço, antes
considerado lixo, hoje serve como alimento animal e sua queima gera energia
elétrica. Um novo projeto, desenvolvido na cidade de Araraquara, interior paulista,
transforma a fibra da cana em vasos ornamentais, o bagaço está sendo usado em
larga escala para vários fins.
De acordo com Perriceli (2008) técnico agrícola e coordenador do projeto, 2
milhões de toneladas de xaxim são consumidas em média só no Estado de São
Paulo. Mas extrair o xaxim hoje é crime ambiental. A Lei Estadual 11.754,
sancionada em outubro de 2004 pelo Governador Geraldo Alckmin, proíbe a
extração e a comercialização do xaxim, o bagaço de cana chega como uma boa
alternativa para substituir o xaxim.
De acordo com Imbelloni (2007) a reciclagem do bagaço de cana-de-açúcar
torna-se importante como um meio de produzir o acetato a partir do bagaço de cana,
já que no Brasil existe um grande número de Usinas produtoras de açúcar e álcool
que utilizam a cana-de-açúcar como matéria-prima.
O bagaço também é utilizado em grande escala para gerar energia nas
usinas, isso prova que a reciclagem é possível podendo se obter várias utilidades,
sendo que a essencial é a proteção ao meio ambiente porque reciclando se polui
45
menos.
8 ANVISA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é uma agência
reguladora vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil.
De acordo com o Diário Oficial da União (1999) é responsável pelo controle
sanitário de todos os produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, tais como
medicamentos - nacionais ou importados - e alimentos, além de ser responsável
pela aprovação, para posterior comercialização e produção no país, desses
produtos. Além disso, em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores
controla os portos, aeroportos e fronteiras nos assuntos relacionados à vigilância
sanitária.
8.1
História da vigilância sanitária no Brasil
A agência foi criada pela lei nº 9.782, de 26 de Janeiro de 1999. Sua missão
é: "Proteger e promover a saúde da população garantindo a segurança sanitária de
produtos e serviços e participando da construção de seu acesso".
Segundo Visa artigos (2007) As atividades ligadas à vigilância sanitária foram
estruturas, nos séculos XVIII e XIX, para evitar a propagação de doenças nos
ajuntamentos urbanos que estavam surgindo. A execução desta atividade exclusiva
do Estado, por meio da política sanitária, tinha como finalidade observar o exercício
de certas atividades profissionais, coibir o charlatanismo, fiscalizar embarcações,
cemitérios e áreas de comércio de alimentos.
No final do século XIX houve uma reestruturação da vigilância sanitária
impulsionada pelas descobertas nos campos da bacteriologia e terapêutico nos
períodos que incluem a I e a II Grandes Guerras. Após a II Guerra Mundial, com o
crescimento econômico, os movimentos de reorientação administrativa ampliaram as
atribuições da vigilância sanitária no centralizado e à participação intensiva da
46
administração pública no esforço desenvolvimentista.
A crescente participação popular e de entidades representativas de diversos
segmentos da sociedade no processo político moldaram a concepção vigente de
vigilância sanitária, integrando, conforme preceito constitucional, o complexo de
atividades concebidas para que o Estado cumpre o papel de guardião dos direitos
do consumidor e provedor das condições de saúde da população.
Anvisa tem o objetivo de prevenir e não de punir o órgão vem trabalhando
para espalhar sua missão principal que é “Proteger e promover a saúde, garantindo
a segurança sanitária de produtos e serviços”. Infelizmente, para cumpri-la é preciso,
muitas vezes, advertir, punir e utilizar o poder da instituição. Entretanto, a filosofia da
Agência não é essa. O objetivo é de prevenção, orientação, educação.
Segundo Moraes (2002) é fundamental à sobrevivência dos direitos da
coletividade mais a maior evidência se tem da necessidade da imposição de limites
quanto se trata da saúde , objetivando não somente o lucro mais também a garantia
da saúde publica.
No Brasil, o Poder de Polícia como ação do poder público em defesa do
primado constitucional de defesa da saúde como bem maior e direito de todos, se
vem exercendo através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, uma autarquia
especial e atípica criada pela Lei nº 9.782/99, para regular, normatizar, e exercer o
controle e a fiscalização na área de vigilância sanitária.
A Anvisa é vista como apenas um órgão fiscalizador, de uma filosofia
perversa,. Ao contrário, o que predomina agora é a necessidade de formar parcerias
com os agentes regulados, para atingir suas metas de defesa da saúde da
população,
colaborando
para
uma
mudança
gradativa
e
sistemática
de
comportamentos sanitários nos ambiente fiscalizados.
Ainda de acordo com Moraes (2002) a punição com multas muitas das vezes
se faz necessária como um alerta para que seja tomada as providências
necessárias. Dessa forma cumprir-se-á o destino da vigilância sanitária, que tem na
Anvisa, a sua agência reguladora.
47
8.2
O município e a vigilância sanitária
Responsável em promover e proteger a saúde e prevenir doenças por meio
de estratégias e ações de educação e fiscalização. Através de um conjunto de ações
capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas
sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da
prestação de serviços de interesse da saúde. Os serviços de Vigilância Sanitária
têm como finalidade trabalhar pelo bem estar da sociedade.
A vigilância Sanitária do Município de Itaquaquecetuba percorre as feiras
livres fazendo a fiscalização das barracas com o intuito de que as leis sejam
cumpridas, não tendo como principal objetivo a multa e sim a conscientização dos
feirantes para que manipulem os alimentos de maneira correta.
Se a barraca encontra-se com alguma irregularidade o proprietário é
notificado sem nenhum prejuízo, tendo o prazo de 30 dias para regularizar a
situação, se por acaso numa próxima visita se constatar que não foram tomadas as
devidas providências, então ocorre a multa.
Os consumidores podem procurar a Vigilância Sanitária de Itaquaquecetuba,
sito à Avenida Ítalo Adami, 1386, Jardim Anita. O telefone para mais informações é:
4642-8965.
O prefeito Armando da Farmácia, periodicamente é informado sobre todos os
atos da Vigilância Sanitária e dos demais setores da secretaria municipal de Higiene
e Saúde. Por este motivo, confia no trabalho desempenhado por esses profissionais
e apóia todas as iniciativas que visam à prevenção de doenças e a manutenção da
saúde dos munícipes.
48
49
9 ESTUDO DE CASO
Análise das condições do comércio de caldo de cana em vias públicas e
feiras livres do Município de Itaquaquecetuba
O caldo de cana é uma bebida saborosa, energética, não alcoólica, muito
apreciada sendo normalmente comercializado em vias públicas por vendedores
apelidados de garapeiros.
Esse estudo pretende mostrar de que maneira o caldo de cana é
comercializado em vias públicas e feiras livres do Município de Itaquaquecetuba,
como é feito a armazenagem, limpeza, transporte e distribuição nos pontos de
venda.
Observar os problemas com higiene, que em muitos casos é preocupante.
O método utilizado foi o da observação tanto em vias públicas quanto em
feiras livres, também foram efetuadas entrevistas com indivíduos de várias faixas
etárias e questionários que foram respondidos por ambulantes que trabalham com
venda de caldo de cana tanto em vias públicas como também em feiras livres.
A maioria dos garapeiros fabrica o gelo domesticamente, utilizando água
proveniente de rede de abastecimento, faz a limpeza das mãos e das moendas na
maioria das vezes apenas com água, utiliza copos descartáveis para a
comercialização da bebida.
Mais da metade dos vendedores entrevistados desconhece o rol de doenças
veiculadas por alimentos e todos afirmaram ter interesse em receber orientações
sobre práticas higiênico-sanitárias de manipulação de alimentos. O deficiente
preparo profissional de alguns manipuladores, aliado ao desconhecimento de
condições higiênico-sanitárias adequadas e indisponibilidade de infra-estrutura, são
considerados fatores de risco para a contaminação do caldo de cana.
O comércio de alimentos de rua apresenta vantagens, como menor preço,
50
quando comparado àqueles alimentos ou refeições comercializados pelos
restaurantes, além da conveniência e grande variedade de opções atrativas ao
consumidor.
Os pontos de venda de alimentos nas ruas apresentam uma grande
diversidade de formas e dimensões. Existem aqueles que envolvem, por exemplo,
uma simples cesta, mesa ou cadeira de madeira, até os pontos construídos com
metal e equipados com eletricidade, abastecimento de água e refrigeração.
Em geral, as instalações são precárias, não dispondo de sanitários, de rede
de energia elétrica e de sistema de abastecimento de água potável, o que dificulta a
higienização das mãos e dos utensílios utilizados no preparo. A água residuária e o
lixo muitas vezes são descartados próximo ao local, o que atrai insetos e roedores.
As precárias condições higiênico-sanitárias do local, aliadas à falta de
treinamento e conhecimento dos vendedores sobre manipulação de alimentos,
podem representar riscos à saúde da população, devido ao fato dos alimentos
poderem ser facilmente contaminados por microrganismos.
Tal bebida é consumida freqüentemente por pessoas de todas as idades e
classes sociais, especialmente nos períodos mais quentes do ano. O caldo é obtido
por moagem da cana-de-açúcar em moendas elétricas ou manuais, coado em
peneiras metálicas e servido com gelo, podendo ser consumido puro ou adicionado
de suco de frutas ácidas, como: limão, abacaxi, maracujá, caju e outras mais.
De acordo com a vigilância sanitária os manipuladores de alimentos devem
manter o asseio pessoal, as unhas curtas, não devem usar adornos, como anéis e
brincos, usar cabelo preso e protegido por touca, boné ou rede, usar vestimenta
apropriada, conservada e limpa.
Recomenda-se a lavagem cuidadosa das mãos
antes e após a manipulação de alimentos, não fumar, cantar, espirrar, tossir ou
realizar outras práticas que possam contaminar o alimento durante o preparo.
Os manipuladores devem adotar procedimentos que minimizem o risco de
contaminação dos alimentos por meio da lavagem das mãos, do uso de luvas
descartáveis, da capacitação em higiene pessoal, da manipulação higiênica e do
controle de durante a realização das atividades. Os equipamentos e utensílios
51
devem estar limpos, em adequado estado de funcionamento. Os vegetais utilizados
no preparo do caldo de cana devem ser lavados e colocados em vasilhas plásticas
transparentes devidamente tampadas, deve-se utilizar sacos de lixo para colocar o
bagaço da cana para que não fique exposto.
De acordo com Rocha (2005) as novas normas para venda de caldo de cana
deve abranger quatro aspectos: cuidado com armazenamento da matéria-prima,
proteção das aberturas do equipamento de moagem, tratamento adequado dos
dejetos e atenção do manipulador da cana com a higiene, principalmente lavando as
mãos antes e depois de tocar o alimento.
Essas normas não servem apenas para o caldo de cana, mas também para a
comercialização de bebidas à base de vegetais de modo geral. Cabe ao consumidor
observar as condições de higiene dos locais de venda de sucos.
Segundo Bueno (2009) temos que prestar atenção nos alimentos que
comemos na rua, o descuido com essa questão pode levar bem mais longe que um
desagradável mal-estar.
"A má manipulação de alimentos pode trazer males à
saúde da população, por isso é tão importante prestar atenção quando se come fora
de casa”.
Entre os locais que a Vigilância Sanitária visita está um dos que mais
representa perigo de contaminação à população são os produtos consumidos em
feiras livres e vias públicas.
Ainda de acordo com Bueno (2009) qualquer instalação de rua é precária. As
barracas são montadas a céu aberto, muitas vezes colocadas no chão, não
recebendo a limpeza que deveriam. Isso sem contar que estão próximas a bueiros.
De acordo com os entrevistados que trabalham em vias públicas a maior
preocupação de 60% deles é o fim pra o bagaço da cana, eles não sabem o que
fazer e com isso vão acumulando montanhas de bagaço de cana ao lado das
estradas.
Geralmente essas pessoas que trabalham beirando as estradas são
desempregados que para sobreviver optaram por comercializar caldo de cana um
52
produto de boa aceitação pelo público e que tem uma boa rentabilidade.
Os distribuidores de cana entregam a matéria prima nas feiras livres, em vias
públicas e também na casa do comprador, no caso o comprador decide onde ele
quer receber a mercadoria, que já vem limpa, ou seja, raspada e se o comprador
assim preferir cortada.
As entregas são planejadas, pois eles chegam sempre na hora marcada pelo
comprador.O custo do produto varia de R$ 5.00 a R$ 5.50 por dúzia sendo que
dependendo do equipamento o resultado final da cana moída é de um faturamento
aproximado de R$ 20.00 a R$ 40.00 por dúzia.
Figura 7 - Preparo para limpar cana
Fonte do Autor
A cana chega da roça e é colocada de pé encostada na parede e fica a
espera para limpeza, ou seja, para ser raspada.
53
Figura 8 - Máquina para raspar cana
Fonte do Autor
O maquinário para fazer a limpeza da cana funciona a eletricidade, contém
escovas de aço que com a rotação efetua a raspagem da cana.
Depois da limpeza a cana e amarrada em feixes de 12 ou 24 e fica em pé a
espera para ser levada ao caminhão e ser entregue aos seus clientes.
54
Figura 9 - Preparação para raspagem
Fonte do autor
Figura 10 - Cana saindo da máquina de raspagem
Fonte do Autor
55
Figura 11 - Cana raspada
Fonte do Autor
Figura 12 - Cana cortada para entrega
Fonte do Autor
56
Figura 13 - Carregando caminhão para entrega
Fonte do Autor
Figura 14 - Resíduo da limpeza da cana
Fonte do Autor
57
Figura 15 - Venda na feira
Fonte do Autor
Nas feiras livres a higiene é mais respeitada porque a vigilância fica mais
atenta, está sempre passando e verificando se está tudo de acordo com as normas.
Com isso existe a preocupação do proprietário em estar sempre de acordo
com as normas, pois ele sabe que se não cumpri-las vai ser multado, com isso o
consumidor sai ganhando,
58
Figura 16 - Embalagens
Fonte do Autor
As embalagens são descartáveis respeitando o direito do consumidor e com
isso evitando contaminação. Muitos locais usam qualquer tipo de embalagem o que
não é o ideal, pois muitas das vezes essas embalagens não são bem lavadas
podendo provocar algum tipo de contaminação.
59
Figura 17 - Coando o caldo de cana
Fonte do Autor
Os utensílios utilizados são de melhor qualidade e mais higiênicos, mais
apropriados para o produto, geralmente são de inox, as caixas de gelo são de fibra
mais resistentes e também mais higiênicas.
O bagaço é acondicionado em sacos de lixo que no final da feira são
recolhidos pelo lixeiro.
60
Figura 18 - Moendo Cana
Fonte do Autor
Os famosos bebam a vontade e pague apenas um real estão em alta, ficam
geralmente em beiras de estrada seus fregueses são geralmente as pessoas que
passam de carros e de caminhões que param para matar a sede não se importando
com as condições de higiene apenas com o bom preço.
61
Figura 19 - Cantinho improvisado
Fonte do Autor
Em alguns casos são improvisadas mesinhas para os clientes se sentirem
mais à vontade os vendedores aproveitam espaços à beira da estrada para
montarem seu negócio.
62
Figura 20 - Jarras de caldo de cana
Fonte do autor
Nos locais em que o caldo de cana é vendido de forma que se paga R $1.00 e
bebe-se à vontade o caldo é feito em grande quantidade, de uma só vez para que as
pessoas cheguem e já vão se servindo.
63
Figura 21 - Moendo cana
Fonte do Autor
Figura 22 - Bagaço exposto
Fonte do Autor
Os vendedores de caldo de cana em vias publicas deixam o bagaço muito
64
exposto, com isso aparece mais insetos pelo fato do cheiro que o bagaço exala.
Figura 23 - Cantinho do bagaço
Fonte: Autor
Os vendedores de beira de estrada não sabem que fim dar ao bagaço que vai
se acumulando ao redor do local utilizado para o comércio, o que acarreta vários
problemas para a população que se encontra próximo desses locais.
Existe a proliferação de roedores e insetos diversos.
65
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pelo presente estudo pode-se concluir que a vigilância sanitária tem um
importante papel no que diz respeito à fiscalização das condições de higiene do
comércio de caldo de cana em feiras livres estabelecimentos comerciais e vias
públicas do município de Itaquaquecetuba.
O modelo ideal de comercialização do caldo de cana ainda está distante,
ainda mais com o crescimento desordenado desses vendedores que se instalam em
qualquer lugar para vender com isso dificultando a fiscalização.
O comércio inadequado pode ser encontrado em muitos lugares, o maior
fiscalizador pode ser o próprio consumidor, pois diz respeito a sua saúde, mais o
que se percebe é que a maioria não dá muita importância ao fato na verdade o que
importa é preço baixo e não condições de higiene.
As
mudanças
podem
ocorrer
gradativamente
mais
depende
da
conscientização dos vendedores, poder público e principalmente consumidores.
Hoje as canas são mais limpas e apresentáveis do que há algum tempo atrás
quando a concorrência entre os fornecedores não era muito acirrada, graças a isso
hoje os distribuidores de cana melhoraram em muito a qualidade o que é muito bom
para o vendedor de caldo e principalmente para o consumidor que sai ganhando
com esta concorrência.
Os freqüentadores da feira são pessoas de todas as idades,jovens,crianças e
adultos que buscam não só comprar mais também buscam um espaço de lazer
principalmente nos finais de semana aproveitam para passear com as crianças e os
familiares,conversar com os amigos,se distrair e provar as delicias da feira .
Mais como não há quem resista à deliciosa combinação pastel e caldo de
cana nesse passeio lê não pode faltar, tem quem vá a feira exclusivamente para
comer pastel e tomar caldo de cana.
66
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69
ANEXOS
Questionário para obter informações sobre o hábito alimentar
Nome:
Local:
Data:
Idade:
Sexo:
1.Qual o nível de escolaridade?
2.Você considera que se alimenta adequadamente?
3.Preocupa-se com a segurança da sua alimentação diária?
4.Com que freqüência consome alimentos provenientes do comércio ambulante?
5. Você se preocupa com a higiene quando come na rua?
6.Com que freqüência consome alimentos na rua?
7.O que mais lhe agrada ou desagrada quando come na rua?
8. Você gosta de caldo de cana?
9. Qual a freqüência de consumo de caldo de cana?
10.Você prefere caldo de cana natural ou com alguma mistura?
11. De uma forma geral o que você acha do comércio de caldo de cana?
12.Tem conhecimento sobre doenças provocadas por alimentos?
70
1.
Qual é a sua escolaridade?
a)
Sem escolarização.
b)
Ensino fundamental (1ª-4ª).
c)
Ensino fundamental (5ª- 8ª).
d)
Ensino médio.
e)
Ensino técnico.
f)
Ensino superior.
2. Há quanto tempo comercializa caldo-de-cana?
3. Quanto à procedência da cana-de-açúcar utilizada na preparação do caldo de
cana:
a) É o (a) senhor (a) mesmo (a) quem planta.
b) É comprada e o (a) senhor (a) desconhece a procedência.
c) É comprada e o (a) senhor (a) conhece a procedência.(Nome, endereço,
identificação do fornecedor.)
d) Outro, Especificar.
.
4. De posse a cana-de-açúcar, como ela é armazenada até a preparação do caldo
de cana?
a ) Dentro de sua casa.Em contato direto com o piso sim ( ) não ( )
b) No quintal da sua casa coberto.Em contato direto com o piso sim ( ) não ( )
c) Outro.Especificar
5. Qual a procedência do gelo usado na preparação do caldo-de-cana?
a) É fabricado em casa, com a utilização de água proveniente de:
b) É fabricado no local de venda, com água proveniente de:
71
c) É comprado.
d)Outro
6. Para a venda do produto o (a) senhor (a) utiliza:
a) copos de vidro apenas.
b)copos de vidros e descartáveis.
c)copos descartáveis apenas.
d)Outro.Especifique
7.Qual a freqüência que você promove a limpeza da moenda?
a)Duas vezes ou mais ao dia.
b)Diária (1 uma ao dia).
c)Um dia sim, outro não.
d)Semanalmente.
e)Outro
8. No processo de limpeza da moenda é utilizado:
a)água, apenas.
b)água e sabão
c)água e detergente
d)água e álcool
e)água + detergente + álcool.
f)Outro. Especifique
72
9. Qual a freqüência com que você higieniza as mãos para a preparação do caldo?
a) Não higienizo (vai para a questão 11).
b) 1 vez ao dia.
c) Aproximadamente de 2 a 5 vezes ao dia.
d)Entre uma venda e outra.
e)Outra.Especifique
10. Como é realizada a higiene das mãos pelo senhor (a)?
a)Com água.
b)Com guardanapo úmido.
c)Água + sabão.
d)Água + detergente.
e)Água + álcool.
f)Água + sabão + álcool.
g)Outro.Especifique
11. Qual é a freqüência que o lixo é recolhido?
a)2 ou mais vezes ao dia.
b) 1 vez ao dia.
c) Um dia sim, outro não.
d)3 vezes por semana.
e) Não é recolhido.
73
12. Qual o destino dos resíduos recolhidos?
a)Lixo convencional.
b)Reciclagem.
c)Queima.
d)Deixa no local.
e)Outro.
13.Qual o tempo máximo que o caldo-de-cana pronto para o consumo permanece
em temperatura ambiente a espera de um outro consumidor?
a) De 0 a 5 minutos.
b)De 5 a 15 minutos.
c)De 15 a 30 minutos.
d)De 30 a 60 minutos.
e)De 60 a 90 minutos.
f)Mais de 90 minutos.
14. Onde se utiliza o banheiro?
15. Já recebeu alguma vez instrução da Vigilância Sanitária ou de outro órgão deste
tipo?
a)Sim
b)Não
16. É cadastrado em algum órgão?
a)Não.
74
b)Sim.Quais?
17. Gostaria de receber orientação sobre práticas higiênico-sanitárias de
manipulação de alimentos?
a)Não.
b)Sim
c)Já recebo ou recebi orientação.
18. Quantas pessoas trabalham aqui?
a)Um vendedor.
b)Um vendedor e um ajudante.
c)Um vendedor e mais de um ajudante.
d)Outro.Especificar:
19. Como o (a) senhor (a) manipula o dinheiro?
a)Após manipular o dinheiro, higienizo as mãos antes de preparar outro caldo-decana.
b)Não manipulo o dinheiro porque tenho ajudante para essa atividade especifica.
c)Manipulo o dinheiro e a cana-de-açúcar ao mesmo tempo e nunca tive problemas.
d)Outro.
20. Conhece sobre doenças transmitidas por alimentos?
a)Não.
b) Sim.
b)Conheço um pouco.Cite quais.
75
c)Sim.Cite quais.
21.Em seu estabelecimento, o (a) senhor(a) tem acesso à estabelecimento de água?
a) Sim
b)Não
22. Qual a estimativa média de faturamento mensal?
a)Inferior ao salário mínimo.
b)Igual a um salário mínimo.
c)Superior a um salário mínimo.
Observações visuais
23.Usa o cabelo preso e protegido por touca, boné ou rede?
( )sim ( ) não
24. Unhas curtas, sem esmalte ou base?
( ) sim ( )não
25. Usa maquiagem?
( )sim ( )não
26.Utiliza adornos?
( )sim ( )não
27. Você vestimenta apropriada, conservada e limpa?
( )sim ( )não
28. Uso de luvas descartáveis?
76
( )sim ( )não
29. O local de preparação é protegido para evitar acesso de vetores e pragas?
( )sim ( )não
30.Os
equipamentos
estão
limpos,utensílios
em
adequado
estado
de
funcionamento, sem ranhuras, rachaduras, ferrugem ou outras alterações?
( )sim ( )não
31. Os equipamentos de moagem e extração quando em desuso ficam protegidos?
( )sim ( )não
32. A cana-de-açúcar fica previamente descascada e exposta ao ambiente sem
proteção?
( )sim ( )não
33. Presença de lixeiras?
( )não.
( )sim,sem tampa.
( )sim,com tampa.
77
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maria cícera souza do nascimento