CENTRO TECNOLÓGICO DA ZONA LESTE FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE MARIA CÍCERA SOUZA DO NASCIMENTO UMA ABORDAGEM SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE CALDO DE CANA NAS FEIRAS LIVRES DO MUNICÍPIO DE ITAQUAQUECETUBA ESTUDO DE CASO São Paulo 2009 1 CENTRO TECNOLÓGICO DA ZONA LESTE FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE MARIA CÍCERA SOUZA DO NASCIMENTO UMA ABORDAGEM SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE CALDO DE CANA NAS FEIRAS LIVRES DO MUNICÍPIO DE ITAQUAQUECETUBA ESTUDO DE CASO Monografia apresentada no curso de Tecnologia em Logística com ênfase em transporte na FATEC ZL como requerido parcial para obter o Título de Tecnólogo em Logística com ênfase em Transporte Orientador: Prof. José Abel de Andrade Baptista São Paulo 2009 2 CENTRO TECNOLÓGICO DA ZONA LESTE FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE MARIA CÍCERA SOUZA DO NASCIMENTO UMA ABORDAGEM SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE CALDO DE CANA NAS FEIRAS LIVRES DO MUNICÍPIO DE ITAQUAQUECETUBA ESTUDO DE CASO Monografia apresentada no curso de Tecnologia em Logística com ênfase em transporte na FATEC ZL como requerido parcial para obter o Título de Tecnólogo em Logística com ênfase em Transporte. COMISSÃO EXAMINADORA ______________________________________ Prof. Dr. José Abel Baptista Faculdade de Tecnologia da Zona Leste ______________________________________ Prof. Georgette Ferrari Prioli Faculdade de Tecnologia da Zona Leste ________________________________ Prof .Marco Antonio Yamamoto São Paulo, ____ de________ 2009. 3 A Deus, meus filhos, pais e aos amigos... Companheiros de todas as horas... 4 AGRADECIMENTOS Ao professor, orientador, braço amigo de todas as etapas deste trabalho. A meu esposo, (in memória), meus filhos pela compreensão, confiança e motivação. Aos amigos Angélica Castilho, Eliana de Freitas, Luis Carlos que sempre deram forças em todos os momentos e aos colegas, pela força e pela vibração em relação a esta jornada. Aos professores e colegas de Curso, pois juntos trilhamos uma etapa importante de nossas vidas. Aos profissionais entrevistados, pela concessão de informações valiosas para a realização deste estudo. A todos que, com boa intenção, colaboraram para a realização e finalização deste trabalho. E, como tudo que faço na vida, agradeço a meus pais por terem me preparado para a vida com amor e garra. 5 Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança. Albert Einstein 6 NASCIMENTO, Maria Cícera Souza do. Uma abordagem sobre a comercialização de caldo de cana nas feiras livres do Município de Itaquaquecetuba. Estudo de Caso. 2009. Trabalho de conclusão de curso. Faculdade de Tecnologia da Zona Leste. São Paulo. RESUMO Com significativa presença na economia brasileira a cana-de-açúcar hoje mais do que nunca vem colaborando para o crescimento do País, é um produto renovável que gera açúcar, álcool e energia tudo na cana de açúcar é usado.O caldo de cana é comercializado não só em feiras livres mais também em estabelecimentos comerciais e vias públicas. A vigilância sanitária não consegue fiscalizar todos focando mais em estabelecimentos comerciais e feiras livres, ficando as vias públicas sem fiscalização o que implica na saúde do consumidor, pois esses vendedores deixam a desejar no que diz respeito às normas básicas de higiene. Palavras chave: cana-de-açúcar, comercialização, higiene. 7 NASCIMENTO, Maria Cícera Souza do. Uma abordagem sobre a comercialização de caldo de cana nas feiras livres do Município de Itaquaquecetuba. Estudo de Caso. 2009. Trabalho de conclusão de curso. Faculdade de Tecnologia da Zona Leste. São Paulo. ABSTRACT With significant presence in the Brazilian economy the sugar cane today more than ever is working for the growth of the country, is a product renewable that generates sugar, energy and alcohol, everything in sugar cane is used tudo na cana de açucar é usado.The sugar cane juice is sold in free markets but also in shops and public roads. Health surveillance can not monitor all, focusing more on shopping and free markets, and the public roads without supervision which involves the health of consumers because such salesmen quite unsatisfactory concerning about the basic rules of hygiene. Keywords: sugar cane, marketing, hygiene. 8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 –Queimada para corte da cana .................................................................. 15 Figura 2 - Colheita da Cana ...................................................................................... 16 Figura 3 - Aumento da Produção .............................................................................. 28 Figura 4 - Transportando Cana ................................................................................. 29 Figura 5 - Manutenção de Caminhões ...................................................................... 29 Figura 6 - Caminhão saindo da plantação ................................................................. 30 Figura 7 - Preparo para limpar cana .......................................................................... 52 Figura 8 - Máquina para raspar cana ........................................................................ 53 Figura 9 - Preparação para raspagem ...................................................................... 54 Figura 10 - Cana saindo da máquina de raspagem .................................................. 54 Figura 11 - Cana raspada ......................................................................................... 55 Figura 12 - Cana cortada para entrega ..................................................................... 55 Figura 13 - Carregando caminhão para entrega ....................................................... 56 Figura 14 - Resíduo da limpeza da cana ................................................................... 56 Figura 15 - Venda na feira ......................................................................................... 57 Figura 16 - Embalagens ............................................................................................ 58 Figura 17 - Coando o caldo de cana ......................................................................... 59 Figura 18 - Moendo Cana ......................................................................................... 60 Figura 19 - Cantinho improvisado ............................................................................. 61 9 Figura 20 - Jarras de caldo de cana .......................................................................... 62 Figura 21 - Moendo cana .......................................................................................... 63 Figura 22 - Bagaço exposto ...................................................................................... 63 Figura 23 - Cantinho do bagaço ................................................................................ 64 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 11 1.1 Objetivo ............................................................................................................... 12 1.2 Metodologia ........................................................................................................ 12 1.3 Justificativa ......................................................................................................... 12 2 HISTÓRIA DA CANA ............................................................................................ 13 2.1 Queimada para corte da cana............................................................................ 15 3 CONCEITOS DE LOGÍSTICA ............................................................................... 19 3.1 Logística e a sua evolução no mundo ................................................................. 20 4 TRANSPORTE...................................................................................................... 22 4.1 Modais de transporte e suas formas ................................................................... 23 4.2 Modos ou modais de transporte.......................................................................... 23 4.3 Vantagens e desvantagens do transporte rodoviário .......................................... 24 4.4 Transporte da cana de açúcar ............................................................................ 25 5 ARMAZENAGEM .................................................................................................. 31 5.1 Armazenagem da cana-de-açúcar ...................................................................... 31 5.2 Custos da armazenagem .................................................................................... 32 6 DISTRIBUIÇÃO..................................................................................................... 35 6.1 Distribuição da cana-de-açúcar .......................................................................... 36 7 LOGÍSTICA REVERSA ......................................................................................... 40 7.3 Tratamento com uréia ......................................................................................... 42 7.4 Tratamento com vapor sob pressão .................................................................... 43 8 ANVISA ................................................................................................................. 45 8.1 História da vigilância sanitária no Brasil .............................................................. 45 8.2 O município e a vigilância sanitária ..................................................................... 47 9 ESTUDO DE CASO .............................................................................................. 49 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 65 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 66 ANEXOS ................................................................................................................... 69 11 1 INTRODUÇÃO Entre as atividades da logística estão o transporte, movimentação de materiais, armazenamento, processamento de pedidos e gerenciamento de informações. Em resumo: Logística é a arte de comprar, receber, armazenar, separar, expedir, transportar e entregar o produto/serviço certo, na hora certa, no lugar certo, ao menor custo possível. O caldo de cana esse eterno companheiro do popular pastel de feira que conserva todos os nutrientes entre eles o ferro, o cálcio, o potássio, o sódio, além das vitaminas C e do complexo B. Mas são os carboidratos os seus principais componentes o que faz dele uma ótima fonte de energia. Também indicada para anêmicos, hipertensos e praticantes assíduos de atividades físicas. Ele é vendido informalmente em carros à beira de estradas e em feiras livres e tem maior risco de contaminação durante a manipulação, exposição e transporte. A maioria dos garapeiros fabrica o gelo domesticamente, utilizando água da rede de abastecimento, usa para lavar as mãos e também para efetuar a limpeza dos equipamentos, usando tão somente água. O deficiente preparo profissional de alguns vendedores aliados à falta de conhecimento de condições de higiene adequada e falta de estrutura são considerados fatores de risco para a contaminação do caldo de cana. Questiona-se a qualidade tanto em transporte como armazenagem, manipulação e higienização adequada para o consumidor final. Na maioria das feiras livres, as condições higiênicas de comercialização dos produtos alimentícios são insatisfatórias, constituindo-se um importante vetor no processo de contaminação e proliferação de doenças de origem alimentar. As feiras se encontram em desacordo com a legislação. Recomenda-se a realização de ações educativas direcionadas a feirantes, ambulantes e consumidores. Faz-se necessário, também, oferecer melhores condições de infraestrutura, nos locais de realização de feiras, sobretudo em termos sanitários e 12 fornecimento de água. 1.1 Objetivo Este trabalho tem por objetivo avaliar as condições higiênico-sanitárias das feiras livres do Município de Itaquaquecetuba a fim de verificar a higienização da cana comercializada no que diz respeito à saúde do consumidor e também dos equipamentos e utensílios utilizados pelos distribuidores da cana-de-açúcar, manipulação de equipamentos e utensílios utilizados pelos distribuidores do produto. Tipo de maquinário utilizado para efetuar a limpeza e gerenciamento dos responsáveis pela distribuição do produto. 1.2 Metodologia Para a realização deste trabalho será utilizada a metodologia estudo de caso e ainda será utilizada a metodologia de pesquisa bibliográfica com a revisão de literatura pertinente ao tema. 1.3 Justificativa A constante falta de higienização do produto nos faz pensar de que maneira se poderia melhorar esse fato, pois o produto contaminado pode afetar a saúde do consumidor. 13 2 HISTÓRIA DA CANA O cultivo da cana-de-açúcar deu-se pela necessidade imperativa de colonizar e explorar um território até então sem muita importância econômica para Portugal. Vários foram os motivos para a escolha da cana, entre eles a existência no Brasil do solo de massapé, propício para o cultivo da cana-de-açúcar, além de ser um produto muito bem cotado no comércio europeu - destinado unicamente à exportação e capaz de gerar valiosíssimos lucros, transformando-se no alicerce econômico da colonização portuguesa no Brasil entre os séculos XVI e XVII. (SANTANA, 2007, p.01). O Sistema Agroindustrial da Cana-de-açúcar é um dos mais antigos, está ligado aos principais eventos históricos, e é de enorme importância ao Brasil. Segundo a ComCiência (2004) a cana-de-açúcar chegou ao Brasil em 1500, juntamente com os portugueses. As primeiras mudas vieram em 1532, na expedição de Martim Afonso de Souza. Aqui a planta espalhou-se em solo fértil, com a ajuda do clima tropical quente e úmido e da mão-de-obra escrava vinda da África. O registro dessa nova colônia enriqueceu Portugal e espalhou o açúcar. De acordo com a ComCiência (2004) A crise de 1929, com a queda dos preços internacionais prejudicou o desempenho das exportações do açúcar, abriu espaço para a intervenção do Estado na economia açucareira. O governo brasileiro incentivou o consumo de álcool combustível e tornou obrigatória a mistura de 5% de etanol na gasolina utilizada no país, em 1931. Ainda de acordo com a ComCiência (2004) o apoio do governo à produção de álcool se intensificou com as duas crises internacionais do petróleo, em 1973 e 1979. Mas a interferência estatal estava com os dias contados. Ao final dos anos 1990, o mercado estava livre e, desde então, desenvolve sua auto-regulação. Segundo a ComCiência (2004) a partir de 1975, visando autonomia energética, o Brasil desenvolveu o Programa Nacional do Álcool (Proálcool). A solução operacional foi criar procedimentos, incentivos e facilidades que permitisse, num primeiro momento, misturar etanol à gasolina consumida no país e 14 posteriormente contar quase exclusivamente com esse combustível para abastecer a frota de veículos leves nacionais. Ainda de acordo com a ComCiência(2004)Logo surgiu o carro a álcool no Brasil, O desenvolvimento de tecnologia específica conquistou os brasileiros e a frota nacional chegou a se formada por 85% de veículos leves movidos a etanol, no final dos anos 1980. De acordo com Dweck (2008) a cana-de-açúcar tem um enorme potencial energético e há muitas inovações torrente que vão da biotecnologia às caldeiras utilizadas nas usinas, a cana pode ter pela frente um futuro promissor é muito similar ao do petróleo. (O açúcar da cana pode ser transformado em diversos derivados, assim como o óleo cru dá origem à gasolina, ao querosene e a uma enorme gama de petroquímicos). É justamente a atual alta do preço do petróleo, somada às preocupações ambientais, que ajudou a resgatar uma indústria derivada da cana É na área de energia que as usinas vêm diversificando suas atividades com mais força e há mais tempo. Desde a década de 80, o bagaço da cana é aproveitado para produzir energia elétrica. De acordo com as informações a cana-de-açúcar esta muita bem cotada para ter um futuro brilhante. 15 2.1 Queimada para corte da cana Figura 1 –Queimada para Corte da Cana Fonte: Portal do agronegócio (2009) Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (2009) um novo zoneamento é necessário porque o país quer dobrar a produção de cana de açúcar nos próximos anos ele ainda relatou que o Brasil tem que tomar cuidado com as áreas escolhidas para ampliação da produção de cana porque senão pode enfrentar embargo de países concorrentes no mercado de etanol. O governo vai criar uma lei para acabar com as queimadas na lavoura de cana de açúcar. O país terá uma meta para acabar progressivamente com as queimadas até 2020. Essa lei valerá para as áreas atuais de produção, já que no novo sazonamento agroecológico da cana as áreas escolhidas para plantio serão 16 totalmente mecanizadas. Figura 2 - Colheita da Cana Fonte: Portal do agronegócio De acordo com o portal do agronegócio (2009) foi aprovada em 11 de março de 2009 pela Câmara Normativa e Recursal do Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais, a Deliberação Normativa que regulamenta o Protocolo Agroambiental de Minas Gerais. O referido Protocolo, que foi firmado em agosto de 2008 entre usineiros e o Governo de Minas Gerais tratam da proibição da queima da cana-de-açúcar e a instituição do corte mecanizado, a partir de 2014. O caso ganhou destaque por força dos impactos ambientais causados pela queima da cana, que é indispensável quando a colheita é feita na forma manual a 17 queima traz sérias conseqüências que passaram a preocupar os ambientalistas, tais como: agressão ao meio ambiente ocasionando desequilíbrios na flora e fauna; redução da qualidade do ar nas cidades e o aumento do efeito estufa, bem como o extermínio da camada de ozônio; surgimento de chuvas ácidas, diminuindo assim a disponibilidade de nutrientes nos solos; entupimento dos poros da camada superficial do solo pelas cinzas, promovendo a formação de crosta superficial que reduz a infiltração da água e piora a sua aeração; favorecimento da infestação de microorganismos; maior dificuldade na purificação e conservação de caldos; destruição dos inimigos naturais de pragas da cana, da matéria orgânica e da micro e/ou macro fauna; além dos riscos de incêndios em áreas de preservação. De acordo com o portal do agronegócio (2009) no aspecto econômico, as mudanças exigem um estimável investimento inicial. Entretanto, a colheita mecanizada implica em uma maior eficiência, além de muito contribuir no aspecto ambiental, face a desnecessidade da queima das plantações. A maior eficiência econômica se reproduz no significativo aumento da produção. Enquanto um trabalhador braçal consegue colher em torno de sete toneladas por dia, a máquina colhedora tem a possibilidade de alcançar mais de oitocentas toneladas. Nesse cenário, inúmeros trabalhadores que viviam da colheita da cana-deaçúcar migrarão para os centros urbanos ou para as frentes de ocupação de terra. Assim, mesmo diante de inúmeros benefícios de ordem econômica em face de mecanização da coleta da cana-de-açúcar, a Política Governamental Pública não pode deixar de observar os impactos sociais daí decorrentes. 18 Segundo a ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, 2009) trabalhos realizados mostram que a mecanização diminuiria em 273.276 o número de empregos ligados diretamente à produção da cana, o que representa uma diminuição de 53% no total da mão-de-obra utilizada na cultura da cana-de-açúcar. Dessa forma, é fundamental o desenvolvimento de outros setores mercadológicos, capazes de absorver essa mão-de-obra, que mesmo sem ter alta escolaridade, possui extrema eficácia técnica. Em conjunto, também é necessário intensificar o incentivo aos cursos de capacitação e requalificação dessa mão-deobra, tanto por parte do Poder Público como da Iniciativa Privada. 19 3 CONCEITOS DE LOGÍSTICA A logística é responsável pela movimentação de materiais e produtos, da utilização de equipamentos, mão-de-obra e instalações, de tal forma que o consumidor tenha acesso ao produto na hora e com o menor custo que lhe convenha.(DIAS, 1993 apud GOMES & RIBEIRO, 2004, p.1 ). O conceito de Logística segundo o Council of Logistic Management (1996) pode ser definido como sendo o “processo de planejar, implementar e controlar a eficiência, o fluxo e armazenagem de mercadorias, serviços e informações correlatas, do ponto de origem ao ponto de consumo, com o objetivo de atender às exigências dos clientes.” Monteiro & Bezerra (2003) definem logística é tudo aquilo que envolve o transporte de produtos (entre clientes, fornecedores e fabricantes), estoque (em armazéns, galpões, lojas pequenas ou grandes) e a localização de cada participante da cadeia logística ou cadeia de suprimentos. Os autores afirmam ainda que um dos objetivos da logística é melhorar o nível de serviço oferecido ao cliente, onde o nível de serviço logístico é a qualidade do fluxo de produtos e serviços e gerenciado. A logística, portanto, é um fator que pode ser utilizado como estratégia para uma organização. Sua aplicação se dá da escolha adequada de fornecedores, passando pela organização e chegando ao cliente. Segundo Sakai (2005) atualmente a Logística Empresarial está associada diretamente ao fato de uma organização relacionar-se com o cliente interagindo de forma eficiente com a cadeia produtiva para conquistar o objetivo final estar competitivamente atuando mercado. Para obter essa vantagem competitiva, as empresas estão recorrendo aos sistemas integrados de informação, buscando automatizar seu processo produtivo utilizando algumas tecnologias, além disso, buscam as gestões de qualidade. 20 A Logística é a área responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. Entre as atividades da logística estão os transportes, movimentação de materiais, armazenamento, processamento de pedidos e gerenciamento de informações. “A logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controles efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que visa facilitar o fluxo de produtos”. BALLOU (1993 p.17). 3.1 Logística e a sua evolução no mundo No início a Logística foi considerada uma importante estratégia, em relação à prática utilizada em planejamento estratégico de guerra. A verdade é que muito antes de o homem de negócios perceber a dimensão e a centralidade da logística no mundo empresarial, a estratégia militar a usava para movimentar exércitos, travar batalhas e alcançar vitórias. Segundo Figueiredo & Arkader (2001) apud Gomes & Ribeiro (2004) a logística teve cinco eras, do século XX até os dias de hoje. De 1940 até 1960, a logística continuou com influência militar sua preocupação era a movimentação de materiais principalmente armazenagem e transporte de bens, sendo considerada a era das funções segmentadas. As funções integradas foi uma fase que aconteceu de 1960 até os primeiros anos de 1970, com visão integrada incluindo todos os custos e foco ampliado. 21 A partir da década de 1970 até a metade dos anos 80, houve a fase do “foco no cliente”, ressaltando produtividade e custos de estoque, e foi incluída no ensino de cursos de Administração de Empresas. (FIGUEIREDO & ARKADER, 2001 apud GOMES& RIBEIRO, 2004, p.06,). Nos dias atuais estamos na fase da logística como elemento diferencial, destacando-se a globalização, tecnologia da informação, responsabilidade social e a ecologia. A logística de hoje é traduzida de forma mais abrangente. Pois ela cortou as suas raízes com um passado valioso, para se apresentar como um sistema de atividades integradas, pelo qual fluem produtos e informações, desde a sua origem ao ponto de consumo, sustentado por um sistema capaz de responder no tempo certo, com a quantidade correta e no local correto. Segundo RODRIGUES (2006, p.126), O conceito de Logística passa a ser: “conjunto de atividades direcionadas a agregar valor, otimizando o fluxo de materiais, desde a fonte produtora até o consumidor final, garantindo o suprimento na quantidade certa, de maneira adequada, assegurando sua integridade, a um custo razoável, no menor tempo possível e atendendo a todas as necessidades do cliente”. E quanto ao cenário atual da logística tanto no Brasil como no mundo passa por uma grande proliferação de produtos, a maior parte globalizada, por reduções nos ciclos de vida, por menores exigências de serviços e por variada segmentação de clientes, canais e mercados. 22 4 TRANSPORTE Transporte é o deslocamento de pessoas, materiais, pesos, enfim tudo que se leva de um local para outro. Segundo Rodrigues (2003) no principio da humanidade o transporte era feito pelo Homem, mais com o aumento da comercialização de mercadorias alguns animais começaram a ser utilizados para este fim. Mais adiante se iniciou a necessidade do homem aprender a construir e aperfeiçoar diferentes tipos de transporte para sua demanda. De acordo com (ALVARENGA & NOVAES 2000, p.80 apud GOMES & RIBEIRO 2004) no Brasil a maior parte do fluxo de carga (70%) é transportado pelo modo rodoviário, 15% por ferrovia, 15% pelo marítimo o de cabotagem e pelo aéreo levando em conta o transporte interno. O custo de transporte representa a maior parcela nos custos logísticos. A maior parte da movimentação de carga é manipulada por cinco modos básicos de transporte interurbano (ferrovia, rodovia, hidrovia, dutos e aerovias) e pelas agencias de transporte que facilitam e coordenam esse movimento: agente de transporte, transportadora e associações de exportadores (BALLOU, p.113 apud GOMES & RIBEIRO, 2004). Segundo Nazário (2001, p.1) apud Gomes & Ribeiro (2004) apud embora o setor de transportes no Brasil já há muitos anos não receba investimentos vem passando por um momento de transição, onde a movimentação de carga está usando mais de um modal. Isso ocorre devido ao processo de privatização de portos e ferrovias, a execução de obras de infra-estrutura e a iniciativa de vários embarcadores e prestadores de serviços logísticos. 23 4.1 Modais de transporte e suas formas Apesar do decreto nº 80.145/77 ter sido revogado, o seu artigo 14 apresenta definições sobre as formas com que os vários modos de transporte se relacionam que, pela força da idéia que expressam, podem e devem ser consideradas válidas. São elas: (RODRIGUES, 2003, p.30). • Unimodal – É a forma mais simples de transporte onde é utilizado apenas um veículo e um contrato de transporte. • Sucessivo—Quando existe a necessidade de mais de um veículo da mesma modalidade com um ou mais contatos. De acordo com Rodrigues (2003) o transporte: Segmento-necessita de uma ou mais modalidades de transporte sendo os serviços contratados separados de diferentes transportadores, onde o atraso de um pode gerar frete morto, ou seja, perde o transporte e nesses casos as indenizações são complexas pelo fato de se utilizar várias transportadoras. • Multimodal - Quando se utilizam duas ou mais modalidades de transporte só que se utiliza apenas um contrato. 4.2 Modos ou modais de transporte Os modais básicos de transporte são rodovias, ferrovias, aerovias, hidrovias e dutos. A escolha de cada modal reflete na condição e necessidade específicas sobre o material a ser distribuído, o ritmo de distribuição e o custo logístico. • Rodoviário-utiliza-se às rodovias e o transporte são feitos em caminhão, carretas, etc. • Ferroviária-ferrovias; • Fluvial/Lacustre (hidroviário) utiliza-se de embarcações, através de rio, lagos e lagoas; • Marítimo-O transporte é feito por embarcações pelos mares e oceanos; • Aquaviário -nessa modalidade é utilizado os modais hidroviário e 24 marítimo; • Aéreo-Transporte feito em aviões no espaço aéreo; • Dutoviário- mercadorias em forma de graneis, sólidos, líquidos ou gasosos transportados através de dutos. O enfoque maior deste trabalho é o transporte rodoviário. Pode-se afirma que o transporte rodoviário no Brasil começou com a construção, em 1926, da rodovia Rio-São Paulo, única pavimentada até 1940. (RODRIGUES, 2003, p. 49). As rodovias cresceram rapidamente devido ao seu menor custo de implantação. O transporte rodoviário é um dos mais simples e eficientes, porém apresenta um elevado consumo de combustível. Inúmeros estudos internacionais, inclusive alguns deles ratificados pela Associação Brasileira de Logística; comprovam matematicamente que em distâncias superiores a um raio máximo de 500 km, o transporte rodoviário torna-se antieconômico pelo elevado custo de consumo energético. (RODRIGUES, 2003, p.51). 4.3 Vantagens e desvantagens do transporte rodoviário Todas as modalidades têm suas vantagens e desvantagens. Algumas são adequadas para um determinado tipo de mercadorias e outras não. Por esse motivo existe a necessidade de se planejar para não errar, escolha a melhor opção, analisando os custos, características de serviços, rotas possíveis, capacidade de transporte, versatilidade, segurança e rapidez. As vantagens: do modal rodoviário, de acordo com Rodrigues (2003), são: • Tem maior disponibilidade de vias de acesso; 25 • Serviço porta-á-porta; • Embarques e partidas mais rápidas; • Podem ser embarcados pequenos lotes; • Fácil substituição em caso de quebra ou acidente; • Entrega mais rápida. • Desvantagens: As desvantagens do modal rodoviário, de acordo com Rodrigues (2003), são: 4.4 • Custo operacional é maior, capacidade de carga é menor; • Nas grandes safras aumenta ao congestionamento nas estradas; • O desgaste da malha rodoviária é maior. Transporte da cana de açúcar O setor agroindustrial canavieiro é um setor de grande importância no Brasil, com faturamentos diretos e indiretos que correspondem a 2,3% do Produto Interno Bruto nacional. (NETO & SETTI 1998, P. 21 apud DEMARCHI& PIERIN, 2001). Segundo (Setti & Junior, 2001, p. 21 apud DEMARCHI& PIERIN) o transporte de cana da área de plantio para as usinas e outros fins na sua maioria é realizado através de rodovias que na época de colheita apresenta um intenso trafego de treminhão, rodotrem e caminhão +reboque. De acordo com Keedi (2005) a capacidade de transporte depende da força de tração, tamanho quantidade de eixos, tendo suas variações, podendo transportar desde algumas centenas de quilos até cerca de 22 toneladas nos caminhões, 30 toneladas nas carretas e quantidades maiores nos bitrens e treminhões. O transporte rodoviário tem a vantagem de poder trafegar em qualquer via. Isso lhe dá um grande diferencial na disputa pela carga com os outros modos. Pode transportar praticamente todo tipo de carga, tendo como limitação o tamanho de 26 ambos, ideal para mercadorias de alto valor, adequado para curtas distancias não é considerado ideal para transportar mercadorias de baixo valor como as commodities. No Brasil o transporte rodoviário está sob controle da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) que é responsável pela maior parte do transporte de carga interno nos País. De acordo com Voi (2002) a legislação que rege as Combinações de Veículos de Carga (CVC) pode ser contestada, mas nunca desobedecida. Ela é a principal proteção do cidadão usuário das rodovias. O setor canavieiro requer atenção total, onde segurança é indispensável. A manutenção do equipamento e o treinamento de pessoal envolvido andam juntos com a busca de novas tecnologias e o próprio conhecimento do assunto. A lei impõe alguns limites como: largura, altura, comprimentos, balanço traseiro, pára-choque homologado, pesos por eixos, entre outros. São conceitos básicos que nem sempre são respeitados. O cálculo de distribuição de carga nos eixos é um fator importantíssimo para a otimização das CVC. Essa operação matemática deve ser realizada toda vez que se alterar a aplicação do veículo trator. Com isso se garante uma perfeita transmissão da carga para o chassi do veículo, boa dirigibilidade, evitando danos ao pavimento, como também desgastes prematuros de peças e pneus. No atual cenário do transporte canavieiro, o treminhão não atende os limites de pesos por eixo, além do fato de algumas empresas não dimensionarem esta CVC num comprimento adequado para Romeu e Julieta (19,80m). Treminhão é uma unidade formada por três partes, a partir da carreta, em que a terceira parte é um reboque. Assim constitui-se um cavalo mecânico, um semireboque e um reboque.( KEEDI, 2005 p. 126). O Romeu-e-Julieta, que se tornou comum nos canaviais, é um caminhão com dois reboques. O acréscimo de eixos de rodagem e de reboques foi transformando os 27 caminhões em uma espécie de composição ferroviária, embora sobre pneus e sem trilhos. Existem dificuldades em se obter a Autorização Especial de Trânsito, tanto nos DERs,( departamento de Estradas e Rodagens) quanto nas concessões. As regionais dos DERs - adotam critérios diferenciados de interpretação da legislação. Algumas regiões do estado estão exigindo lona na carga de cana. As licenças dependem de laudo de avaliação do trajeto a ser feito, existem também reclamações da sociedade pelo tráfego de veículos longos em determinadas regiões, como o Rodotrem de 19,80m de comprimento agride pavimento e obras de arte, segundo DER . A forte atuação das balanças móveis nas fiscalizações. O mercado de implementos rodoviários canavieiro sinaliza maiores vendas para o sistema rodotrem. Estabilidade, melhor distribuição de carga e possibilidade de desengate para trabalho individual, são algumas vantagens encontradas neste equipamento.A fiscalização com balanças móveis nos força a exigir dos fabricantes taras menores. Perfis esbeltos e mais leves, novos materiais e ligas como alumínio farão a diferença. (VOI, 2002 p.2). O setor sucroalcooleiro brasileiro está em um dos seus melhores momentos diante do aumento da demanda interna e externa de álcool e dos baixos estoques de açúcar em nível mundial, esse é um dos motivos de ter sustentado os preços dos dois produtos. De acordo com a Única (União da Indústria Canavieira de São Paulo) a safra 2004/2005 divulgada foi de que as indústrias processaram 327, 14 de tonelada de cana que deram origem a 22,05 milhões de toneladas de açúcar e 13,5 bilhões de litros de álcool um crescimento de 9% e 3,6% respectivamente. No gráfico a seguir dá para perceber nitidamente o aumento da produção de cana de açúcar: 28 Figura 3 - Aumento da Produção Fonte: IBGE A logística muito colabora para estas melhorias de produção com seus equipamentos cada vez com mais aperfeiçoamento com tecnologia de ponta são ferramentas essenciais para que tudo isso possa ocorrer. Um transporte eficiente necessita de caminhões adequados para o seu fim. Abaixo segue alguns modelos de caminhões para transporte de cana. 29 Figura 4 - Transportando Cana Fonte: Revista Tecnológica jornal cana (2008 p.58). Figura 5 - Manutenção de Caminhões Fonte: Revista tecnológica jornal cana (2008 p.54). 30 Figura 6 - Caminhão saindo da plantação Fonte: Revista tecnológica jornal cana (2008 p.56). 31 5 ARMAZENAGEM Na essência, a principal função da armazenagem é a administração do espaço e tempo.O espaço é sempre limitado e, portanto, os bons operadores usam o espaço disponível efetivamente.O tempo e a mão-de-obra são significativamente mais difíceis de se gerenciar que o espaço.(BANZATO; JUNIOR: BANZATO; MOURA & RAGO, 2003.p.9). Armazenagem é a guarda temporária de produtos estocados para posterior distribuição (Franklin, 2003). Estes produtos estocados tornam-se fundamentais para o equilíbrio entre a demanda e a oferta. O nível do estoque equilibra-se entre o menor possível para minimizar os custos, e um nível mais alto para não haver falta de produto e conseqüente perda de venda. Um estoque alto garante o pronto atendimento aos clientes, mas em compensação implica em custos de oportunidades e financeiros perdidos, já que o dinheiro estará comprometido na forma de estoque (Hong, 1999). Segundo Gasnier & Banzato (2001), a armazenagem é tida como uma importante função para atender com efetividade a gestão da cadeia de suprimento. Sua importância reside no fato de ser um sistema de abastecimento em relação ao fluxo logístico, que serve de base para sua uniformidade e continuidade, assegurando um adequado nível de serviço e agregando valor ao produto. A armazenagem é constituída por um conjunto de funções de recepção, descarga, carregamento, arrumação e conservação de matérias-primas, produtos acabados ou semi-acabados. Uma vez que este processo envolve mercadorias, este apenas produz resultados quando é realizados uma operação, nas existências em trânsito, com o objetivo de lhes acrescentar valor. (DIAS, 2005, p. 189). 5.1 Armazenagem da cana-de-açúcar Para se analisar um sistema de transporte é de suma importância observar a capacidade de armazenamento disponível. A existência de uma estrutura de 32 armazenagem permite uma melhor negociação das safras por parte dos produtores. Sem local para estocagem os produtores são obrigados a negociar a produção nos períodos da safra quando os preços são menores e os fretes elevados. A armazenagem deve ser planejada envolvendo desde o layout, manuseio de matérias, embalagem, identificação dos materiais, métodos de localização de materiais até o custo e nível de serviço que se espera oferecer. Cabe ressaltar que um dos aspectos mais importantes é justamente identificar o ponto de equilíbrio entre o custo de se manter estoque, com relação ao nível de serviço que se deseja oferecer. De acordo com (Bowersox & Closs, 2001) inicialmente, os depósitos eram considerados instalações de armazenagem necessárias para executar operações básicas de comercialização. Também eram consideradas unidades estáticas, localizados ao longo do fluxo de materiais e produtos, imprescindíveis para colocar os produtos ao alcance do consumidor na hora e no momento certo. Esta visão fazia com que o estoque primeiramente fosse visto pela cadeia de suprimentos como uma obrigação que agregava custos ao processo de distribuição, gerando despesas operacionais. Pouca atenção era dada à atividade de armazenagem voltada à disponibilidade de produto; por conseguinte tanto o controle interno do armazém quanto o giro do estoque não recebiam a devida atenção. Outro aspecto relevante era a manipulação da mercadoria. Como a mão-de–obra era muito barata, todo o trabalho de movimentação era feito quase que inteiramente por pessoas, dando pouca importância ao uso eficiente do espaço, métodos de trabalho e manuseio. 5.2 Custos da armazenagem Na armazenagem os custos envolvidos são geralmente fixos e indiretos, percebendo-se desde logo a dificuldade da gestão das operações e principalmente o impacto dos custos. Por outro lado, a alta parcela dos custos fixos na armazenagem potencia a que os custos sejam proporcionais à capacidade existente no armazém, isto é, independentemente deste estar vazio ou cheio, os custos 33 continuarão os mesmos uma vez que o espaço, os trabalhadores, os equipamentos e outros investimentos continuam a existir. Na análise de custos deve-se começar pela identificação dos itens responsáveis, que podem ser equipamentos, aluguéis de armazém e outros, e prosseguir com o cálculo dos mesmos (DIAS, 2005, p. 191). Segundo Banzato Junior; Banzato; Moura & Rago,(2003) o gerente de armazém tem que medir e controlar os custos do armazenagem senão ele corre o risco de perder o negocio para um operador logístico que mede e controla os custos da empresa. É fundamental que os gerentes de armazém e de centros d e distribuição tenham sempre em mente que manter controle sobre custos é prioridade para todos participantes da operação. Na nova era dos mercados competitivos e globalizados, o aspecto custo vem cada vez mais assumindo uma importância significante na busca impaciente das empresas por maior eficiência e produção. Porém, ao objetivarem a redução de custos, as empresas vem focando no tradicional custo do produto e se esquecem ou dimensionam mal os custos relacionados à logística. Quando se fala em custos logísticos, a primeira idéia que vem na cabeça é o custo com frete ou transportes. Apesar deste ser o mais significativo, o custo logístico não se resumem somente a isso. Pode-se identificar custos na armazenagem, nos estoques, no processamento de pedidos e é claro no transporte. Os custos relacionados à armazenagem são aqueles que são aplicados nas estruturas e condições necessárias para que a empresa possa guardar seus produtos adequadamente. Faz parte deste tipo de custo, o aluguel do armazém, os custos com aquisição de paletes, custo com pessoal do armazém, etc. Já os custos com estoques são aqueles que são gerados a partir da necessidade de estocar os materiais. Nesta categoria, com certeza o mais expressivo é o custo de oportunidade do capital parado, que nada mais é do que o valor que a empresa perde imobilizando o capital em estoque em vez de aplicar esse valor no mercado financeiro, ganhando a remuneração dos juros. Existem outros custos com estoques como as perdas e roubos, a própria depreciação dos materiais, etc. No que diz respeito aos custos relacionados à emissão de pedidos, seus 34 valores são inexpressivos em relação aos demais. Todos os gastos relacionados à emissão de pedidos na empresa devem ser computados para essa categoria. São considerados custos com emissão de pedidos: O salário do comprador, o aluguel do espaço destinado ao setor de compra, os papéis usados na emissão do pedido, etc. Por fim e que na verdade é o mais importante de todos, temos os custos com transportes. Freqüentemente calculado este custo geralmente dá origem às despesas com fretes que a empresa vê na nota fiscal ou que já está incluído no preço. Todas as despesas relacionadas à movimentação de materiais fora da empresa podem ser consideradas custos com transportes. Enquadram-se aqui os custos com a depreciação dos veículos, pneus, combustíveis, custo de oportunidade dos veículos, manutenção, etc. As empresas devem conhecer profundamente seus próprios custos logísticos, para que passem a ter condições de estabelecerem metas de diminuição e repassar os ganhos para a cadeia como um todo. Ainda de acordo com Banzato Junior: Banzato; Moura & Rago,(2003) antes de pensar em estratégias para diminuir custos primeiramente deve-se determinar os custos ocultos e quais funções podem ser dinamizadas para maior produtividade e eficiência.Existem varias maneiras de determinar custos mais específicos com divisões dos custos de mão-de-obra, movimentação e estocagem de materiais. 35 6 DISTRIBUIÇÃO Distribuição é um dos processos da logística responsável pela administração dos materiais a partir da saída do produto da linha de produção até a entrega do produto no destino final. Após o produto pronto ele tipicamente é encaminhado ao distribuidor; O distribuidor por sua vez vende o produto para um varejista e em seguida aos consumidores finais. Este é o processo mais comum de distribuição, porém dentro desse contexto existe uma série de variáveis e decisões de trade-off a serem tomadas pelo profissional de logística. O marketing vê a distribuição como um dos processos mais críticos, pois problemas como os atrasos na entrega são refletidos diretamente no cliente. A partir do momento que o produto é vendido a Distribuição se torna uma atividade de frontoffice e ela é capaz de trazer benefícios e problemas resultantes de sua atuação. Uma organização pode ser divida em três processos principais suprimentos, produção e distribuição. Como regra geral às empresas mais fortes da cadeia de distribuição são quem definem quem será o responsável pela entrega do material/produto. As empresas estão cada vez mais terceirizando suas atividades relacionadas à distribuição e focando suas atividades no core bussines da empresa. A distribuição tem grande importância dentro da empresa por ser uma atividade de alto custo. Os custos de distribuição estão diretamente associados ao peso, volume, preço. A palavra distribuição está associada também à entrega de cargas fracionadas, neste tipo de entrega o produto/material é entrega em mais de um destinatário, aproveitando a viagem e os custos envolvidos. As entrega neste caso devem ser muito bem planejadas, pois a entrega unitizada tem um menor custo total e menor lead time, as entregas fracionadas devem ser utilizadas somente quando não for possível a entrega direta com o veículo completamente ocupado. Segundo Viana (2000) a distribuição tem como objetivo efetuar as entregas 36 de seus produtos, estando intimamente ligados à movimentação e transportes da empresa. A indústria precisa escoar e fazer chegar ao consumidor sua produção, surgindo à figura do profissional especializado em canais de distribuição. Este saberá estabelecer o melhor caminho para escoar os produtos ou serviços. Gerente de Canais de distribuição são especialistas em distribuição, é quem faz a ligação entre o fabricante e o consumidor, são os responsáveis para que o produto chegue ao mercado. Administram canais diversos, como: distribuidores, grandes e pequenos varejos em todos os setores e segmentos, atacadistas, representantes comerciais, lojas virtuais, vendas diretas e muitos outros. Lidam com todos os canais de vendas existentes e geralmente são detentores de profundos conhecimentos de mercado. Segundo Minadeo (2006) o principal desempenho dos canais de distribuição é fazer o produto chegar ao local em que o consumidor espera encontrá-lo. Os canais de distribuição fazem com que o ato de comprar seja adequado. As pessoas têm cada vez menos tempo para gastar. Apesar de a compra em si poder ser interessante, as pessoas tendem a racionalizar o tempo gasto nessas atividades. 6.1 Distribuição da cana-de-açúcar A organização da cadeia produtiva de cana de açúcar é cada vez mais segmentada. Na ponta da cadeia, encontram – se as maiores empresas como no caso da Usina Nova América, atual detentora da marca União, que gerencia uma marca forte, e que possui capital uma marca forte, e que possui capital próprio investido na comercialização direta do produto. (KODAIRA, 2007, p.06). Ainda segundo Kodara (2007) a cadeia é constituída por mais de 300 usinas, a maior parte sem poder de coordenação individual para a distribuição direta do produto. Nessa totalidade, mostra – se a importância do papel das empresas distribuidoras na comercialização dos derivados da cana, que apesar da 37 concentração da produção, os produtos finais são comercializados em diferentes regiões, com distintas configurações de mercado. Com a necessidade dos intermediários que possuem grau de conhecimento em vias de distribuição, e atuando sobre diversas empresas, teriam maior facilidade em negociar vendas, prazos, podendo reduzir custos como o de transporte. Segundo (Neves, 1999, apud Kodaira, 2007, p. 06) há várias razões para a atuação de intermediários, dentre as quais pode – se destacar: Redução do número de transações: sem os intermediários, cada produtor teria de negociar diretamente com diversos consumidores. Como a capacidade de fornecimento de um único produtor é baixa, o processo descrito acima seria repetido diversas vezes até que cada consumidor tivesse um número suficiente de fornecedores que suprissem suas necessidades. Homogeneização do produto: nesse contexto, o intermediário surgiria para ajustar demanda e oferta do produto não apenas em termos quantitativos, quanto qualitativos. Em algumas cadeias, estas empresas atuam de forma a fiscalizar e regular a qualidade do fornecimento do produto. Na cadeia sucroalcooleira, é possível citar o grau de pureza no fornecimento de açúcar como exemplo: Rotina das transações: as transações entre dois agentes envolvem diversos custos que podem ser minimizados com a freqüência das transações. Estes custos são associados ao fato de que as relações comerciais envolvem a emissão de documentos, contratos, e diversas burocracias que podem ser mais facilmente desembaraçadas quando já há um conhecimento ou especialização da atividade. Além disso, a rotina reduz custos relativos à “reputação” do parceiro comercial. Segundo (Kodaira, 2000, apud Zylberstajn et al. 2000). Especialização das atividades: quando os agentes dedicam maior tempo a uma determinada atividade, estes conseguem ganhos de produtividade. Apesar dos ganhos apresentados no uso de intermediários no comércio de um produto, nem todas as indústrias a utilizam. A presença ou não desse agente depende da configuração da Em relação 38 ao mercado, pode – se destacar principalmente o tamanho e a dispersão geográfica do mercado consumidor, que tende a ser mundial para os derivados da cana. Sobre as características do produto, devem ser apontados diversos pontos: a baixa perecibilidade permite que o produto “passe” por diversas fases de comercialização, sem que a sua qualidade seja comprometida. A alta padronização do produto e o baixo valor unitário apontam para ganhos de escala na comercialização, que como apontado anteriormente, é eficazmente obtido via intermediários. Sobre o conhecimento de mercado, pode – se dizer que a cadeia produtiva sucroalcooleira envolve uma série de elementos que por si só demandam grande atenção, deixando em segundo plano as questões relativas sobre o caminho do produto até o consumidor final: relação com fornecedores de insumos, pesquisa relativa a novas plantas, produtividade e emprego de maquinaria, cogeração de eletricidade, logística interna à indústria, entre outros. Finalmente em relação aos intermediários, nesta cadeia eles são de alta qualidade, respondendo à sua necessidade. A capacidade de redução de preços é verificada na medida em que estes são capazes de investir em novas tecnologias e infra – estrutura com o menor custo de distribuição. De acordo com Rossetto (2007) A colheita mecânica comercial de cana inteira não é muito utilizada atualmente. Assim, quando uma frente é identificada como sendo de cana inteira, entende-se que o sistema seja semimecanizado, ou seja, com corte manual e carregamento mecânico. Os caminhões chegam até a frente de cana inteira e se dirigem a ponto de engate e desengate onde fazem o desprendimento de suas carretas. Na seqüência, os caminhões desengatados e os tratores com as carretas acopladas dirigem-se para alguma carregadora dentro da área de colheita. As carregadoras permanecem paradas junto à cana disposta em montes ou esteirada. O caminhão é posicionado ao lado da carregadora, que se movimenta, coletando a cana e depositando o feixe na carroceria do caminhão a conclusão da carga. As carretas carregadas se prendem aos caminhões para formar, novamente, 39 a composição de transporte completa (Romeu e Julieta e treminhão). Após a montagem do caminhão, é feito o acerto de carga, quando as pontas das canas são aparadas rente à carroceria, além da amarração da carga. A distribuição de cana de açúcar para consumo de caldo de cana é feito de uma forma diferente da que vai para usinas, o carregamento é uma etapa que liga a colheita da cana à sua acomodação final nos caminhões que fazem o transporte até os centros de distribuição. 40 7 LOGÍSTICA REVERSA Logística reversa é a área da logística que trata dos aspectos de retornos de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo ou descarte. De acordo com Leite (2003) o objetivo principal da logística reversa é o de atender aos princípios de sustentabilidade ambiental como o da produção limpa onde a responsabilidade é do “berço à cova”, ou seja, quem produz deve responsabilizar-se também pelo destino final dos produtos gerados, de forma a reduzir o impacto ambiental que eles causam. Assim, as empresas organizam canais reversos, ou seja, de retorno dos materiais seja para conserto ou após o seu ciclo de utilização, para terem a melhor destinação, seja por reparo, reutilização ou reciclagem. Existe um aumento constante do nível de descartabilidade dos produtos devido principalmente à redução do ciclo de vida dos produtos e maior giro dos estoques. O avanço da tecnologia também acelera a obsolescência dos produtos. Ora com o aumento do descarte, há um desequilíbrio entre as quantidades descartadas e as reaproveitadas, tornando o lixo urbano um dos mais graves problemas ambientais. Isto acontece porque as empresas não têm canais de distribuição reversos e pós-consumo devidamente organizados e estruturados. Tradicionalmente, os fabricantes não se sentem responsáveis por seus produtos após o consumo. A maioria dos produtos usados são jogados fora ou incinerados com consideráveis danos ao meio ambiente. Atualmente, legislações mais severas e a maior consciência do consumidor sobre danos ao meio ambiente estão levando as empresas a repensarem sua responsabilidade sobre seus produtos após o uso. A Europa, particularmente a Alemanha, é pioneira na legislação sobre o descarte de produtos consumidos. Apesar de muitas empresas saberem da importância que o fluxo reverso tem, a maioria delas tem dificuldades ou desinteresse em implementar o gerenciamento da Logística Reversa A falta de sistemas informatizados que se integrem ao sistema existente de logística tradicional , a dificuldade em medir o impacto dos retornos de produtos e/ou materiais, com o conseqüente desconhecimento da necessidade de 41 controlá-lo , o fato de que o fluxo reverso não representa receitas, mas custos e como tal recebem pouca ou nenhuma prioridade nas empresas , são algumas das razões apontadas para a não implementação da Logística Reversa nas empresas. Estes resíduos, gerados na maioria pelas indústrias e pelos armazéns, constituem materiais que podem ser reaproveitados e reintegrados no processo produtivo, mais isso gera custos que algumas empresas não querem ter. Mais a preocupação com o meio ambiente vem aumentando expressivamente,com isso as empresas estão se conscientizado da importância da preservação do meio ambiente. De acordo com Donato (2008) jamais a história registrou uma preocupação tão intensa, da humanidade, com a preservação do meio ambiente como a apresentada no período compreendido entre o final do século XX e início do XXI. Segundo Donato (2008) a preservação do meio ambiente também está diretamente ligada aos diversos sistemas logísticos, daí surgindo a Ecologística ou Logística Verde Tanto para os especialistas em logística como para os não especialistas, fica um pouco difícil entender qual os impactos das atividades logísticas no meio ambiente. Assim é conveniente lembrar o conceito da logística como uma atividade que cuida do gerenciamento de materiais e produtos em geral, envolvendo, entre outras atividades: compras, transporte, distribuição, movimentação, armazenagem, embalagem e gestão de facilidades. A Logística Verde ou Ecologística é à parte da logística que se preocupa com os aspectos e impactos ambientais causados pela atividade logística. Por se tratar de uma ciência em desenvolvimento ainda existe uma grande confusão conceitual a respeito deste tema. 7.1 DESTINO DO BAGAÇO DA CANA-DE-AÇUCAR O bagaço é o resultado da extração do caldo após esmagamento nas moendas, rico em conteúdo celular, que serve para fabricação de açúcar e álcool. O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Os resíduos 42 originados da cana, após seu esmagamento nas moendas, geralmente coincide com o período de escassez de forragem em determinadas regiões. De acordo com Souza & Santos (2002) Esse resíduo de grande importância para uso na alimentação animal. O aumento das áreas plantadas no Brasil e no mundo vem colaborar para elevar a quantidade de subprodutos e resíduos procedente da agroindústria. E o bagaço de cana ocupa lugar de destaque nos resíduos produzidos, estimando-se que sejam produzidas mais de 85 milhões de toneladas atualmente. O bagaço apresenta baixo valor nutritivo, e são ricos em parede celular. De acordo com Souza & Santos (2002) Existem, algumas maneiras práticas de melhorar o aproveitamento do bagaço na alimentação animal. O tratamento químico é uma delas. A técnica é de fácil manuseio, relativamente barata e bastante acessível aos produtores. 7.2 Tratamentos químicos O tratamento químico atualmente é o método mais eficiente de incrementar o valor nutritivo dos materiais fibrosos para uso na alimentação animal, com a vantagem de não afetar a atividade microbiana do rúmen. O principal efeito reside na melhoria da digestibilidade da fibra, em torno de 43% a 70%, bem como no aumento do valor protéico.(Souza e Santos, p.02,2002). 7.3 Tratamento com uréia De acordo com Souza & Santos (2002) É um processo muito seguro, relativamente corriqueiro e simples de usar, se comparado com outros métodos empregados para o tratamento de resíduos lignocelulósicos. A uréia é bastante conhecida pelos pecuaristas e estes não encontram nenhum problema em utilizá-lo. 43 7.4 Tratamento com vapor sob pressão De acordo com Teixeira, (2007) o tratamento com vapor sob pressão é o que apresenta resultado mais efetivo em termos de aumento do valor nutritivo. Este tratamento é realizado no recinto da própria indústria devido à disponibilidade do vapor a menor custo, proporcionando um custo do processamento de R$ 2,50/ ton um valor bem minimizado em comparação aos outros tratamentos. Conforme Redvet (2007), pesquisas relacionadas ao valor nutritivo, os métodos de tratamentos e o desempenho de animais alimentados com bagaço de cana-de-açúcar e dentro deste contexto discutir a melhor forma de utilização do resíduo na alimentação de ruminantes, para que também sirva de alternativa sustentável na redução do impacto ambiental causado com o acúmulo destes resíduos nos pátios das industrias. O excedente de bagaço de cana-de-açúcar pode ser utilizado pelos ruminantes desde que tratados. Dentre os tratamentos utilizados, o físico com o uso de vapor sob pressão é o que apresentou resultados mais efetivos em termos de aumento do valor nutritivo do material tratado e pode ser economicamente viável, desde que seja tratado na própria usina aproveitando a disponibilidade do vapor. (Redvet,p.07,2007). 7.5 Reciclagem do bagaço da cana-de-açúcar No momento em que o mundo volta os olhos para a degradação ambiental e coloca em evidencia a salvação do planeta, projetos e atitudes sinalizam soluções ambientais que crescem na mesma proporção da consciência ecológica da população. Neste último século a composição do lixo apresentou significativas variações 44 em quantidades e qualidade, influenciada pela rápida expansão urbana; pelo incremento populacional; pelo advento da era industrial; o surgimento dos descartáveis; e de algumas descobertas, como a do plástico e do alumínio, além do uso mais difundido de outros componentes. De acordo com Passos (2009) Artesãos de Córrego Fundo aprenderam a produzir peças utilitárias e decorativas feitas com 100% de bagaço da cana-deaçúcar. O curso foi realizado pelo senar minas, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Formiga e da Prefeitura de Córrego Fundo. A reciclagem do bagaço da cana-de-açúcar para a fabricação de peças utilitárias e decorativas, como bandejas, pratos, arranjos florais e natalinos, guirlandas, mandalas e imãs de geladeira, também se fabricar papel com 100% de cana-de-açúcar em diversas gramaturas. A cada dia o bagaço de cana ganha novas utilidades. O bagaço, antes considerado lixo, hoje serve como alimento animal e sua queima gera energia elétrica. Um novo projeto, desenvolvido na cidade de Araraquara, interior paulista, transforma a fibra da cana em vasos ornamentais, o bagaço está sendo usado em larga escala para vários fins. De acordo com Perriceli (2008) técnico agrícola e coordenador do projeto, 2 milhões de toneladas de xaxim são consumidas em média só no Estado de São Paulo. Mas extrair o xaxim hoje é crime ambiental. A Lei Estadual 11.754, sancionada em outubro de 2004 pelo Governador Geraldo Alckmin, proíbe a extração e a comercialização do xaxim, o bagaço de cana chega como uma boa alternativa para substituir o xaxim. De acordo com Imbelloni (2007) a reciclagem do bagaço de cana-de-açúcar torna-se importante como um meio de produzir o acetato a partir do bagaço de cana, já que no Brasil existe um grande número de Usinas produtoras de açúcar e álcool que utilizam a cana-de-açúcar como matéria-prima. O bagaço também é utilizado em grande escala para gerar energia nas usinas, isso prova que a reciclagem é possível podendo se obter várias utilidades, sendo que a essencial é a proteção ao meio ambiente porque reciclando se polui 45 menos. 8 ANVISA A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é uma agência reguladora vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil. De acordo com o Diário Oficial da União (1999) é responsável pelo controle sanitário de todos os produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, tais como medicamentos - nacionais ou importados - e alimentos, além de ser responsável pela aprovação, para posterior comercialização e produção no país, desses produtos. Além disso, em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores controla os portos, aeroportos e fronteiras nos assuntos relacionados à vigilância sanitária. 8.1 História da vigilância sanitária no Brasil A agência foi criada pela lei nº 9.782, de 26 de Janeiro de 1999. Sua missão é: "Proteger e promover a saúde da população garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços e participando da construção de seu acesso". Segundo Visa artigos (2007) As atividades ligadas à vigilância sanitária foram estruturas, nos séculos XVIII e XIX, para evitar a propagação de doenças nos ajuntamentos urbanos que estavam surgindo. A execução desta atividade exclusiva do Estado, por meio da política sanitária, tinha como finalidade observar o exercício de certas atividades profissionais, coibir o charlatanismo, fiscalizar embarcações, cemitérios e áreas de comércio de alimentos. No final do século XIX houve uma reestruturação da vigilância sanitária impulsionada pelas descobertas nos campos da bacteriologia e terapêutico nos períodos que incluem a I e a II Grandes Guerras. Após a II Guerra Mundial, com o crescimento econômico, os movimentos de reorientação administrativa ampliaram as atribuições da vigilância sanitária no centralizado e à participação intensiva da 46 administração pública no esforço desenvolvimentista. A crescente participação popular e de entidades representativas de diversos segmentos da sociedade no processo político moldaram a concepção vigente de vigilância sanitária, integrando, conforme preceito constitucional, o complexo de atividades concebidas para que o Estado cumpre o papel de guardião dos direitos do consumidor e provedor das condições de saúde da população. Anvisa tem o objetivo de prevenir e não de punir o órgão vem trabalhando para espalhar sua missão principal que é “Proteger e promover a saúde, garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços”. Infelizmente, para cumpri-la é preciso, muitas vezes, advertir, punir e utilizar o poder da instituição. Entretanto, a filosofia da Agência não é essa. O objetivo é de prevenção, orientação, educação. Segundo Moraes (2002) é fundamental à sobrevivência dos direitos da coletividade mais a maior evidência se tem da necessidade da imposição de limites quanto se trata da saúde , objetivando não somente o lucro mais também a garantia da saúde publica. No Brasil, o Poder de Polícia como ação do poder público em defesa do primado constitucional de defesa da saúde como bem maior e direito de todos, se vem exercendo através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, uma autarquia especial e atípica criada pela Lei nº 9.782/99, para regular, normatizar, e exercer o controle e a fiscalização na área de vigilância sanitária. A Anvisa é vista como apenas um órgão fiscalizador, de uma filosofia perversa,. Ao contrário, o que predomina agora é a necessidade de formar parcerias com os agentes regulados, para atingir suas metas de defesa da saúde da população, colaborando para uma mudança gradativa e sistemática de comportamentos sanitários nos ambiente fiscalizados. Ainda de acordo com Moraes (2002) a punição com multas muitas das vezes se faz necessária como um alerta para que seja tomada as providências necessárias. Dessa forma cumprir-se-á o destino da vigilância sanitária, que tem na Anvisa, a sua agência reguladora. 47 8.2 O município e a vigilância sanitária Responsável em promover e proteger a saúde e prevenir doenças por meio de estratégias e ações de educação e fiscalização. Através de um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. Os serviços de Vigilância Sanitária têm como finalidade trabalhar pelo bem estar da sociedade. A vigilância Sanitária do Município de Itaquaquecetuba percorre as feiras livres fazendo a fiscalização das barracas com o intuito de que as leis sejam cumpridas, não tendo como principal objetivo a multa e sim a conscientização dos feirantes para que manipulem os alimentos de maneira correta. Se a barraca encontra-se com alguma irregularidade o proprietário é notificado sem nenhum prejuízo, tendo o prazo de 30 dias para regularizar a situação, se por acaso numa próxima visita se constatar que não foram tomadas as devidas providências, então ocorre a multa. Os consumidores podem procurar a Vigilância Sanitária de Itaquaquecetuba, sito à Avenida Ítalo Adami, 1386, Jardim Anita. O telefone para mais informações é: 4642-8965. O prefeito Armando da Farmácia, periodicamente é informado sobre todos os atos da Vigilância Sanitária e dos demais setores da secretaria municipal de Higiene e Saúde. Por este motivo, confia no trabalho desempenhado por esses profissionais e apóia todas as iniciativas que visam à prevenção de doenças e a manutenção da saúde dos munícipes. 48 49 9 ESTUDO DE CASO Análise das condições do comércio de caldo de cana em vias públicas e feiras livres do Município de Itaquaquecetuba O caldo de cana é uma bebida saborosa, energética, não alcoólica, muito apreciada sendo normalmente comercializado em vias públicas por vendedores apelidados de garapeiros. Esse estudo pretende mostrar de que maneira o caldo de cana é comercializado em vias públicas e feiras livres do Município de Itaquaquecetuba, como é feito a armazenagem, limpeza, transporte e distribuição nos pontos de venda. Observar os problemas com higiene, que em muitos casos é preocupante. O método utilizado foi o da observação tanto em vias públicas quanto em feiras livres, também foram efetuadas entrevistas com indivíduos de várias faixas etárias e questionários que foram respondidos por ambulantes que trabalham com venda de caldo de cana tanto em vias públicas como também em feiras livres. A maioria dos garapeiros fabrica o gelo domesticamente, utilizando água proveniente de rede de abastecimento, faz a limpeza das mãos e das moendas na maioria das vezes apenas com água, utiliza copos descartáveis para a comercialização da bebida. Mais da metade dos vendedores entrevistados desconhece o rol de doenças veiculadas por alimentos e todos afirmaram ter interesse em receber orientações sobre práticas higiênico-sanitárias de manipulação de alimentos. O deficiente preparo profissional de alguns manipuladores, aliado ao desconhecimento de condições higiênico-sanitárias adequadas e indisponibilidade de infra-estrutura, são considerados fatores de risco para a contaminação do caldo de cana. O comércio de alimentos de rua apresenta vantagens, como menor preço, 50 quando comparado àqueles alimentos ou refeições comercializados pelos restaurantes, além da conveniência e grande variedade de opções atrativas ao consumidor. Os pontos de venda de alimentos nas ruas apresentam uma grande diversidade de formas e dimensões. Existem aqueles que envolvem, por exemplo, uma simples cesta, mesa ou cadeira de madeira, até os pontos construídos com metal e equipados com eletricidade, abastecimento de água e refrigeração. Em geral, as instalações são precárias, não dispondo de sanitários, de rede de energia elétrica e de sistema de abastecimento de água potável, o que dificulta a higienização das mãos e dos utensílios utilizados no preparo. A água residuária e o lixo muitas vezes são descartados próximo ao local, o que atrai insetos e roedores. As precárias condições higiênico-sanitárias do local, aliadas à falta de treinamento e conhecimento dos vendedores sobre manipulação de alimentos, podem representar riscos à saúde da população, devido ao fato dos alimentos poderem ser facilmente contaminados por microrganismos. Tal bebida é consumida freqüentemente por pessoas de todas as idades e classes sociais, especialmente nos períodos mais quentes do ano. O caldo é obtido por moagem da cana-de-açúcar em moendas elétricas ou manuais, coado em peneiras metálicas e servido com gelo, podendo ser consumido puro ou adicionado de suco de frutas ácidas, como: limão, abacaxi, maracujá, caju e outras mais. De acordo com a vigilância sanitária os manipuladores de alimentos devem manter o asseio pessoal, as unhas curtas, não devem usar adornos, como anéis e brincos, usar cabelo preso e protegido por touca, boné ou rede, usar vestimenta apropriada, conservada e limpa. Recomenda-se a lavagem cuidadosa das mãos antes e após a manipulação de alimentos, não fumar, cantar, espirrar, tossir ou realizar outras práticas que possam contaminar o alimento durante o preparo. Os manipuladores devem adotar procedimentos que minimizem o risco de contaminação dos alimentos por meio da lavagem das mãos, do uso de luvas descartáveis, da capacitação em higiene pessoal, da manipulação higiênica e do controle de durante a realização das atividades. Os equipamentos e utensílios 51 devem estar limpos, em adequado estado de funcionamento. Os vegetais utilizados no preparo do caldo de cana devem ser lavados e colocados em vasilhas plásticas transparentes devidamente tampadas, deve-se utilizar sacos de lixo para colocar o bagaço da cana para que não fique exposto. De acordo com Rocha (2005) as novas normas para venda de caldo de cana deve abranger quatro aspectos: cuidado com armazenamento da matéria-prima, proteção das aberturas do equipamento de moagem, tratamento adequado dos dejetos e atenção do manipulador da cana com a higiene, principalmente lavando as mãos antes e depois de tocar o alimento. Essas normas não servem apenas para o caldo de cana, mas também para a comercialização de bebidas à base de vegetais de modo geral. Cabe ao consumidor observar as condições de higiene dos locais de venda de sucos. Segundo Bueno (2009) temos que prestar atenção nos alimentos que comemos na rua, o descuido com essa questão pode levar bem mais longe que um desagradável mal-estar. "A má manipulação de alimentos pode trazer males à saúde da população, por isso é tão importante prestar atenção quando se come fora de casa”. Entre os locais que a Vigilância Sanitária visita está um dos que mais representa perigo de contaminação à população são os produtos consumidos em feiras livres e vias públicas. Ainda de acordo com Bueno (2009) qualquer instalação de rua é precária. As barracas são montadas a céu aberto, muitas vezes colocadas no chão, não recebendo a limpeza que deveriam. Isso sem contar que estão próximas a bueiros. De acordo com os entrevistados que trabalham em vias públicas a maior preocupação de 60% deles é o fim pra o bagaço da cana, eles não sabem o que fazer e com isso vão acumulando montanhas de bagaço de cana ao lado das estradas. Geralmente essas pessoas que trabalham beirando as estradas são desempregados que para sobreviver optaram por comercializar caldo de cana um 52 produto de boa aceitação pelo público e que tem uma boa rentabilidade. Os distribuidores de cana entregam a matéria prima nas feiras livres, em vias públicas e também na casa do comprador, no caso o comprador decide onde ele quer receber a mercadoria, que já vem limpa, ou seja, raspada e se o comprador assim preferir cortada. As entregas são planejadas, pois eles chegam sempre na hora marcada pelo comprador.O custo do produto varia de R$ 5.00 a R$ 5.50 por dúzia sendo que dependendo do equipamento o resultado final da cana moída é de um faturamento aproximado de R$ 20.00 a R$ 40.00 por dúzia. Figura 7 - Preparo para limpar cana Fonte do Autor A cana chega da roça e é colocada de pé encostada na parede e fica a espera para limpeza, ou seja, para ser raspada. 53 Figura 8 - Máquina para raspar cana Fonte do Autor O maquinário para fazer a limpeza da cana funciona a eletricidade, contém escovas de aço que com a rotação efetua a raspagem da cana. Depois da limpeza a cana e amarrada em feixes de 12 ou 24 e fica em pé a espera para ser levada ao caminhão e ser entregue aos seus clientes. 54 Figura 9 - Preparação para raspagem Fonte do autor Figura 10 - Cana saindo da máquina de raspagem Fonte do Autor 55 Figura 11 - Cana raspada Fonte do Autor Figura 12 - Cana cortada para entrega Fonte do Autor 56 Figura 13 - Carregando caminhão para entrega Fonte do Autor Figura 14 - Resíduo da limpeza da cana Fonte do Autor 57 Figura 15 - Venda na feira Fonte do Autor Nas feiras livres a higiene é mais respeitada porque a vigilância fica mais atenta, está sempre passando e verificando se está tudo de acordo com as normas. Com isso existe a preocupação do proprietário em estar sempre de acordo com as normas, pois ele sabe que se não cumpri-las vai ser multado, com isso o consumidor sai ganhando, 58 Figura 16 - Embalagens Fonte do Autor As embalagens são descartáveis respeitando o direito do consumidor e com isso evitando contaminação. Muitos locais usam qualquer tipo de embalagem o que não é o ideal, pois muitas das vezes essas embalagens não são bem lavadas podendo provocar algum tipo de contaminação. 59 Figura 17 - Coando o caldo de cana Fonte do Autor Os utensílios utilizados são de melhor qualidade e mais higiênicos, mais apropriados para o produto, geralmente são de inox, as caixas de gelo são de fibra mais resistentes e também mais higiênicas. O bagaço é acondicionado em sacos de lixo que no final da feira são recolhidos pelo lixeiro. 60 Figura 18 - Moendo Cana Fonte do Autor Os famosos bebam a vontade e pague apenas um real estão em alta, ficam geralmente em beiras de estrada seus fregueses são geralmente as pessoas que passam de carros e de caminhões que param para matar a sede não se importando com as condições de higiene apenas com o bom preço. 61 Figura 19 - Cantinho improvisado Fonte do Autor Em alguns casos são improvisadas mesinhas para os clientes se sentirem mais à vontade os vendedores aproveitam espaços à beira da estrada para montarem seu negócio. 62 Figura 20 - Jarras de caldo de cana Fonte do autor Nos locais em que o caldo de cana é vendido de forma que se paga R $1.00 e bebe-se à vontade o caldo é feito em grande quantidade, de uma só vez para que as pessoas cheguem e já vão se servindo. 63 Figura 21 - Moendo cana Fonte do Autor Figura 22 - Bagaço exposto Fonte do Autor Os vendedores de caldo de cana em vias publicas deixam o bagaço muito 64 exposto, com isso aparece mais insetos pelo fato do cheiro que o bagaço exala. Figura 23 - Cantinho do bagaço Fonte: Autor Os vendedores de beira de estrada não sabem que fim dar ao bagaço que vai se acumulando ao redor do local utilizado para o comércio, o que acarreta vários problemas para a população que se encontra próximo desses locais. Existe a proliferação de roedores e insetos diversos. 65 CONSIDERAÇÕES FINAIS Pelo presente estudo pode-se concluir que a vigilância sanitária tem um importante papel no que diz respeito à fiscalização das condições de higiene do comércio de caldo de cana em feiras livres estabelecimentos comerciais e vias públicas do município de Itaquaquecetuba. O modelo ideal de comercialização do caldo de cana ainda está distante, ainda mais com o crescimento desordenado desses vendedores que se instalam em qualquer lugar para vender com isso dificultando a fiscalização. O comércio inadequado pode ser encontrado em muitos lugares, o maior fiscalizador pode ser o próprio consumidor, pois diz respeito a sua saúde, mais o que se percebe é que a maioria não dá muita importância ao fato na verdade o que importa é preço baixo e não condições de higiene. As mudanças podem ocorrer gradativamente mais depende da conscientização dos vendedores, poder público e principalmente consumidores. Hoje as canas são mais limpas e apresentáveis do que há algum tempo atrás quando a concorrência entre os fornecedores não era muito acirrada, graças a isso hoje os distribuidores de cana melhoraram em muito a qualidade o que é muito bom para o vendedor de caldo e principalmente para o consumidor que sai ganhando com esta concorrência. Os freqüentadores da feira são pessoas de todas as idades,jovens,crianças e adultos que buscam não só comprar mais também buscam um espaço de lazer principalmente nos finais de semana aproveitam para passear com as crianças e os familiares,conversar com os amigos,se distrair e provar as delicias da feira . Mais como não há quem resista à deliciosa combinação pastel e caldo de cana nesse passeio lê não pode faltar, tem quem vá a feira exclusivamente para comer pastel e tomar caldo de cana. 66 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BALLOU, RONALD H. Logística Empresarial: Transportes, Administração de matérias, Distribuição Física.São Paulo:Atlas, 1993. BANZATO, EDUARD; CARILLO JR.EDSON; BANZATO, JOSÉ MAURICIO; MOURA REINALDO A. RAGO, SIDNEY F. TRAMA. Atualidades da Armazenagem. São Paulo Imam, 2003. BOWERSOX, D.J.& CLOSS, D. J. Logística Empresarial: processo de integração da Cadeia de Suprimentos. São Paulo: Atlas, 2001. DIAS, JOÃO CARLOS QUARESMA. Logística Global e Macrologística. 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VOI, JOSÉ PAULO VITALINO.Sistema de transporte da cana.2002,Artigo Disponível em http://www.procana.com.br/ Acesso em 17/02/2009. 69 ANEXOS Questionário para obter informações sobre o hábito alimentar Nome: Local: Data: Idade: Sexo: 1.Qual o nível de escolaridade? 2.Você considera que se alimenta adequadamente? 3.Preocupa-se com a segurança da sua alimentação diária? 4.Com que freqüência consome alimentos provenientes do comércio ambulante? 5. Você se preocupa com a higiene quando come na rua? 6.Com que freqüência consome alimentos na rua? 7.O que mais lhe agrada ou desagrada quando come na rua? 8. Você gosta de caldo de cana? 9. Qual a freqüência de consumo de caldo de cana? 10.Você prefere caldo de cana natural ou com alguma mistura? 11. De uma forma geral o que você acha do comércio de caldo de cana? 12.Tem conhecimento sobre doenças provocadas por alimentos? 70 1. Qual é a sua escolaridade? a) Sem escolarização. b) Ensino fundamental (1ª-4ª). c) Ensino fundamental (5ª- 8ª). d) Ensino médio. e) Ensino técnico. f) Ensino superior. 2. Há quanto tempo comercializa caldo-de-cana? 3. Quanto à procedência da cana-de-açúcar utilizada na preparação do caldo de cana: a) É o (a) senhor (a) mesmo (a) quem planta. b) É comprada e o (a) senhor (a) desconhece a procedência. c) É comprada e o (a) senhor (a) conhece a procedência.(Nome, endereço, identificação do fornecedor.) d) Outro, Especificar. . 4. De posse a cana-de-açúcar, como ela é armazenada até a preparação do caldo de cana? a ) Dentro de sua casa.Em contato direto com o piso sim ( ) não ( ) b) No quintal da sua casa coberto.Em contato direto com o piso sim ( ) não ( ) c) Outro.Especificar 5. Qual a procedência do gelo usado na preparação do caldo-de-cana? a) É fabricado em casa, com a utilização de água proveniente de: b) É fabricado no local de venda, com água proveniente de: 71 c) É comprado. d)Outro 6. Para a venda do produto o (a) senhor (a) utiliza: a) copos de vidro apenas. b)copos de vidros e descartáveis. c)copos descartáveis apenas. d)Outro.Especifique 7.Qual a freqüência que você promove a limpeza da moenda? a)Duas vezes ou mais ao dia. b)Diária (1 uma ao dia). c)Um dia sim, outro não. d)Semanalmente. e)Outro 8. No processo de limpeza da moenda é utilizado: a)água, apenas. b)água e sabão c)água e detergente d)água e álcool e)água + detergente + álcool. f)Outro. Especifique 72 9. Qual a freqüência com que você higieniza as mãos para a preparação do caldo? a) Não higienizo (vai para a questão 11). b) 1 vez ao dia. c) Aproximadamente de 2 a 5 vezes ao dia. d)Entre uma venda e outra. e)Outra.Especifique 10. Como é realizada a higiene das mãos pelo senhor (a)? a)Com água. b)Com guardanapo úmido. c)Água + sabão. d)Água + detergente. e)Água + álcool. f)Água + sabão + álcool. g)Outro.Especifique 11. Qual é a freqüência que o lixo é recolhido? a)2 ou mais vezes ao dia. b) 1 vez ao dia. c) Um dia sim, outro não. d)3 vezes por semana. e) Não é recolhido. 73 12. Qual o destino dos resíduos recolhidos? a)Lixo convencional. b)Reciclagem. c)Queima. d)Deixa no local. e)Outro. 13.Qual o tempo máximo que o caldo-de-cana pronto para o consumo permanece em temperatura ambiente a espera de um outro consumidor? a) De 0 a 5 minutos. b)De 5 a 15 minutos. c)De 15 a 30 minutos. d)De 30 a 60 minutos. e)De 60 a 90 minutos. f)Mais de 90 minutos. 14. Onde se utiliza o banheiro? 15. Já recebeu alguma vez instrução da Vigilância Sanitária ou de outro órgão deste tipo? a)Sim b)Não 16. É cadastrado em algum órgão? a)Não. 74 b)Sim.Quais? 17. Gostaria de receber orientação sobre práticas higiênico-sanitárias de manipulação de alimentos? a)Não. b)Sim c)Já recebo ou recebi orientação. 18. Quantas pessoas trabalham aqui? a)Um vendedor. b)Um vendedor e um ajudante. c)Um vendedor e mais de um ajudante. d)Outro.Especificar: 19. Como o (a) senhor (a) manipula o dinheiro? a)Após manipular o dinheiro, higienizo as mãos antes de preparar outro caldo-decana. b)Não manipulo o dinheiro porque tenho ajudante para essa atividade especifica. c)Manipulo o dinheiro e a cana-de-açúcar ao mesmo tempo e nunca tive problemas. d)Outro. 20. Conhece sobre doenças transmitidas por alimentos? a)Não. b) Sim. b)Conheço um pouco.Cite quais. 75 c)Sim.Cite quais. 21.Em seu estabelecimento, o (a) senhor(a) tem acesso à estabelecimento de água? a) Sim b)Não 22. Qual a estimativa média de faturamento mensal? a)Inferior ao salário mínimo. b)Igual a um salário mínimo. c)Superior a um salário mínimo. Observações visuais 23.Usa o cabelo preso e protegido por touca, boné ou rede? ( )sim ( ) não 24. Unhas curtas, sem esmalte ou base? ( ) sim ( )não 25. Usa maquiagem? ( )sim ( )não 26.Utiliza adornos? ( )sim ( )não 27. Você vestimenta apropriada, conservada e limpa? ( )sim ( )não 28. Uso de luvas descartáveis? 76 ( )sim ( )não 29. O local de preparação é protegido para evitar acesso de vetores e pragas? ( )sim ( )não 30.Os equipamentos estão limpos,utensílios em adequado estado de funcionamento, sem ranhuras, rachaduras, ferrugem ou outras alterações? ( )sim ( )não 31. Os equipamentos de moagem e extração quando em desuso ficam protegidos? ( )sim ( )não 32. A cana-de-açúcar fica previamente descascada e exposta ao ambiente sem proteção? ( )sim ( )não 33. Presença de lixeiras? ( )não. ( )sim,sem tampa. ( )sim,com tampa. 77