EDUCAÇÃO DO CAMPO 2
JULHO 015 – FORMAÇÃO
ACADÊMICOS
PARÁ
Acadêmico: Roberto Carlos
Fala significativa selecionada (síntese das demais):
A economia de Parauapebas quem garanti não e a agricultura e sim o minério.
Tema gerado: A luta pela reforma agraria
Contra tema: Agricultura familiar\ Produção de alimentos / Cultura camponesa.
PROBLEMATIZAÇÃO
Quais as contradições expressas nessa fala?
Qual o principal meio de recurso explorado por estes sujeitos?
Quem são os sujeitos que abastecem em maior quantidade em termos
de produção a cidade de Parauapebas?
Como acontece a exploração do minério?
Como essa exploração tem afetado os sistemas adotados nos
estabelecimentos agrícolas familiares?
A quem as grandes indústrias exploradoras do minério atribuem maior
renda?
Quais os impactos causados pela exploração do minério?
Fazer um paralelo entre, o trabalho assalariado, e o trabalho através da
agricultura familiar?
Quais os projetos voltados no fortalecimento da agricultura familiar?
Qual o salario de um funcionário das empresas exploradoras do
minério?
Quais os impactos provocados pelas empresas localizadas nessa
região do Pará? (Migração, crescimento desordenado, deixando a
desejar boa saúde, educação, saneamento básico, moradia, segurança
dentre outros.
Como acontece a exploração do minério?
Consiste na exploração do local, com retirada do material (tipo de
minério) com a utilização de homens, e de maquinas.
CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS
SELECIONADOS
Química Classificação dos elementos
químicos
Minério/Bauxita cobre magnésio
Conceitos Primitivos e Unificadores
TransformaçõesExploração-Matériaviva e não viva no espaço e no tempo
Exploração
do
meio
ambienteTransformação-Tempo e espaço.
Calor- agua- ar- chuvas, Fauna floraBiologia.
Trabalhos-energia-Fauna- fluxo de energia
nas cadeias alimentares
Desmatamentos-transformações ocorridas
ao longo dos anos-Escala
Matematica-Graficos mostrando os índices
de desmatamentos
Fisica-energia-avanços
tecnológicos
maquinas
PARÁ
Acadêmica: Sinara
FALAS SIGNIFICATIVAS – BREJO GRANDE DO ARAGUAIA – PA
Pais de alunos:
1.Meu filho não passou de ano só por não
ter vindo nas aulas, porque quando o1.
microônibus quebrava, ficava mais de
uma semana sem buscar.
2.Se colocar a “fulana” nós não “vai”2.
matricular nossas “mininos”, porque ela
não passou minha filha, acho que é3.
porque ela não gosta de mim.
3.Não adianta plantar, se não tem a Nota
Fiscal para entregar à prefeitura. O4.
mesmo produto que está perdendo aqui,
eles buscam de fora.
Vereadores:
1.
2.
Temos agora uma melhoria na vida
de cada um brejograndense, está
sendo construído um lago na
nascente da cidade.
A gente ajuda o povo, dando
remédio, transportando para que
eles recebam o pagamento, eles
ainda nem agradecem: votam em
outro candidato.
1.
2.
3.
4.
5.
Moradores do município:
Antes era bem melhor na feira, ela tinha vida. Hoje
não, só fica uma vendinha e uns dias aparece a
mulher da verdura.
Estamos gostando da nova administração, com ela
não precisa pagar aluguel para morar.
Não vou ao hospital não, porque se o médico me
passar uma receita o hospital não irá ter os remédios
que preciso.
Ele deveria melhorar o hospital que já tem e não
inventar um “postim” de saúde só pra gastar
dinheiro.
Comunidade escolar
Eu vou ter emprego ano que vem porque eu votei no
candidato.
Eu nem penso em participar do SINTEP, mas lá
ninguém faz nada por ninguém.
Enquanto “ele” (prefeito) está comprando as terras
das redondezas, nós estamos sem trabalhar pra
sobrar dinheiro.
A escola tem um monte de computadores e os pais
tem que pagar para seus filhos aprenderem no cyber.
A escola está do jeito que estar, por causa dos
alunos.
PARÁ
Acadêmica: Sinara
Diante das falas significativas, foi escolhida a seguinte:
“Antes era bem melhor na feira, ela tinha vida. Hoje não, só fica uma vendinha e uns
dias aparece a mulher da verdura”.
CONTRADIÇÃO: Se antes era bem melhor, por que ele não procura reverter a situação
da feira municipal?
CONTRA-TEMA: Conformidade.
TEMA GERADOR: Agricultura
PROBLEMATIZAÇÃO
- O que é uma feira?
- Como era a feira municipal antes?
- O que tem hoje na feira?
- Quem consome os produtos oriundos da feira?
- É mais barato comprar na feira ou no supermercado?
- Como poderia ser a feira?
- O se pode fazer para mudar a feira?
- Os vendedores que trabalham na feira, recebem algum
incentivo do Governo Municipal ou até mesmo dos
moradores?
- Como é a renda do povo de Brejo Grande?
- Em Brejo Grande ou nas redondezas existem agricultores? O
que eles produzem? Para quem entregam?
- Existe algum tipo de associação de agricultores/produtores
rurais/ moradores em Brejo Grande?
PARÁ
Acadêmicas: Vânia e Rubenilde
FALA SIGNIFICATIVA: Aqui antes nós tinha um lugar de lazer, que era um brejo (riacho) hoje ele se
acabou, por causa do lixo que jogaram e os pés de açaí que cortaram. Hoje a água está
contaminada.
CONTRADIÇÃO: Eles compreendem que o riacho está contaminado no entanto não se propõem
em criar estratégias possíveis para amenizar o problema.
CONTRA-TEMA: Percebe-se que a problemática está na derrubada dos açaís das margens dos
riachos e na poluição dos mesmos. Sendo que os açaís eram a fonte de renda de muitos
moradores da comunidade.
TEMA GERADOR: A poluição dos riachos do distrito de Brejo do Meio.
PROBLEMATIZAÇÃO
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
O que é poluição?
Quem polui?
Porque se polui?
Jogar lixo nos riachos e cortar árvores é poluir?
Quem cotou as árvores e porque cortaram?
Quais os prejuízos que causam a poluição?
Como ficou a água após a poluição dos riachos?
A água dos riachos ainda é utilizada pelos moradores? Como?
Onde os moradores encontram água potável para o consumo?
Como essa água é tratada?
Qual seria o lugar apropriado para se jogar o lixo? E como trata-lo?
Quais os prejuízos que o lixo e a derrubada das árvores podem
causar?
13. Quais os tipos de doenças e como trata-las?
14. Em que a comunidade pode contribuir para diminuir o problema da
poluição dos riachos do distrito de Brejo do meio?
SANTA CATARINA
Possível fala (TEMA):
"Aqui a terra é muito pobre, nunca deu nada, só serve pra Pinus“ A terra em rio Negrinho serve para
que? a) . “Tem muito (só tem) Pinus, porque ele dá bem aqui” c) . “Não tem outra forma de trabalhar
aqui, é só com o Pinus”. d). “Enquanto existir o Pinus o pessoal vai trabalhar com Pinus, pois a
renda é trabalhar com Pinus”.
CONTRATEMA: Perceber que além de ser possível outras formas de produção no solo local (inclusive
porque historicamente não foi apenas o Pinus), a vida da comunidade girar exclusivamente em torno
do Pinus tem consequências sociais, ambientais além das econômicas.
1. PROBLEMATIZAÇÃO
- O que significa ter uma terra/solo pobre?
- A terra/solo pobre pode servir para alguma coisa?
- Para que serve o pinus?
- Como é o ciclo de vida do pinus?
- Por que a “terra” não dá nada? Que tipo de vida existe no solo?
- Que características tem a terra (solo) de Rio Negrinho(RN)?
- Que características climáticas têm RN?
- Além do pinus, o que mais se planta em RN?
- Qual é o bioma da região em que o município está inserido?
- Como funciona a cadeia produtiva do pinus?
- O que é reflorestamento?
- Qual a diferença entre espécie nativa e exótica (ultrapassar o entendimento em termos gerais)?
- Quais as possíveis consequências ambientais (Seres vivos? Água? Solo? Ar?)
- Quais as possíveis consequências sociais (esvaziamento da população do campo? implicações na qualidade de
vida? Na saúde? Nas condições de trabalho? Nas relações sociais – conflitos e cooperação?)
- Quais possíveis consequências econômicas (gera emprego? movimenta a economia local? O retorno de tributos é
significativo para o município?)
- Quais são os pontos positivos e negativos da produção de pinus?
- Que alternativas de renda os trabalhadores podem ter além do pinus?
- Existem técnicas sustentáveis e de baixo custo que melhorem o solo das propriedades?
- Existem culturas economicamente viáveis para serem plantadas pelos agricultores?
SANTA CATARINA
2) Quais conteúdos específicos da ciência da natureza e
CONHECIMENTOS
matemática ajudariam a compreender cada uma das
CIENTÍFICOS SELECIONADOS transformações e regularidades envolvidas na situação, o
papel e os tipos de energia nela e as diferenças de escala
que ela envolve?
CIÊNCIAS:
- Reino Plantae (classificação)
- Adaptação vegetal (clima e solo); - Contaminação biológica; - Fotossíntese
(ciclo do carbono)
-Ecologia: (conceitos: ecossistema, espécie, comunidade, relações
ecológicas, cadeia alimentar, biomassa)
- Desiquilíbrio ecológico
-Solo: Origem e formação do solo. Tipos de solo. Características químicas
(pH (acidez e alcalinidade), macro (NPK) e micro nutrientes (B, Fe, Cu, Mg),
ligações químicas. Características biológicas (teor de matéria orgânica e
microrganismos). Características físicas (relação argila, areia e silte).
- Ciclo do Nitrogênio (produção de biomassa/matéria orgânica)
MATEMÁTICA: - Renda per capta; - Calculo de área, comprimento, diâmetro.
SANTA CATARINA
CONHECIMENTOS
CIENTÍFICOS SELECIONADOS
3) Como cada um dos quatro conceitos
primitivos (espaço, tempo, matéria viva e não
viva)
e
unificadores
(transformações,
regularidades, energia e escala). Poderiam
contribuir para analisar as questões geradoras.
CONCEITOS PRIMITIVOS
Espaço: - Toda terra de RN é muito pobre? O que mais se planta em RN? Existem
outras alternativas?
Tempo: - “Nunca deu nada” - será que sempre foi assim? - O que já se tentou plantar
em RN?
Matéria não viva: - Características químicas e físicas do solo de RN. - Macro e
micronutrientes; - pH; - o pinus (vegetal) está em interação com a matéria não viva.
Matéria viva: - Microrganismos; - Reino Plantae; - Ecologia
CONCEITOS UNIFICADORES
Transformações: fotossíntese, ligações químicas...
Regularidade: ciclo do carbono e nitrogênio...
Energia: fotossíntese (transformação da energia solar), cadeia alimentar...
Escala: ciclo de crescimento do pinus, área de produção...
SANTA CATARINA
Acadêmica: Marilda
Possível fala (TEMA):
"Aqui a terra é muito pobre, nunca deu nada, só serve pra Pinus“ A terra em rio Negrinho serve para
que? a) . “Tem muito (só tem) Pinus, porque ele dá bem aqui” c) . “Não tem outra forma de trabalhar
aqui, é só com o Pinus”. d). “Enquanto existir o Pinus o pessoal vai trabalhar com Pinus, pois a
renda é trabalhar com Pinus”.
CONTRATEMA: Perceber que além de ser possível outras formas de produção no solo local (inclusive
porque historicamente não foi apenas o Pinus), a vida da comunidade girar exclusivamente em torno
do Pinus tem consequências sociais, ambientais além das econômicas.
PROBLEMATIZAÇÃO
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
O que é uma terra pobre?
Qual o tipo de solo na região?
O que é preciso para “enriquecer” a terra?
Existem substancias que ajudam a enriquecer a terra? Quais? Naturais ou
artificiais?
Existem consequências do uso de determinadas substancias no solo?
O que havia neste solo antes do pinus?
Qual a diferença entre um solo com pinus e um solo com mata nativa?
Existem consequências ambientais em solo que contem apenas a cultura
do pinus?
●
CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS ●
●
SELECIONADOS
●
Solo: composição, estrutura, ph, fauna (micro e macro
organismos e nutrientes, elementos químicos e suas
funções no solo).
Calagem.
Adubação: natural e artificial.
Equilíbrio / desequilíbrio ecológico.
DIFICULDADES APRESENTADAS NAS
SÍNTES REALIZADAS EM 12/07/2015 - 1
• COMO FAZER A PESQUISA NA COMNIDADE?
• COMO ANALISAR OS DADOSCOLETADOS?
• INSEGURANÇA NA SELEÇÃO DE FALAS SIGNIFICATIVAS,
NA ORGANIZAÇÃO DAS FALAS DA COMUNIDADE, NA
CARATERIZAÇÃO
DE
TEMAS
GERADORES
E
CONTRATEMAS.
• DIFICULDADE EM IDENTIFICAR CONTRADIÇÕES SOCIAIS.
• FALTA DE CLAREZA NA SELEÇÃO DE
CIENTÍFICOS E NA UTILIZAÇÃO DOS
UNIFICADORES
• FALTA DE PROPRIEDADE
INVESTIGAÇÃO TMÁTICA
NA
CONCEITOS
CONCEITOS
REALIZAÇÃO
DA
• DIFICULDADE
EM
PROBLEMATIZAR
AS
FALAS
SIGNIFICATIVAS.
• OS CONCEITOS UNIFICADORES SÃO APENAS PARA
CIÊNCIAS E MATEMÁTICA?
10
DIFICULDADES APRESENTADAS NAS
SÍNTES REALIZADAS EM 12/07/2015 - 2
• COMO
FICAM
OS
CONTEÚDOS
QUE
TRABALHADOS COM O TEMA GERADOR?
NÃO
SÃO
• COMO UTILIZAR OS LIVROS DIDÁTICOS JÁ QUE NÃO
SÃOPREPARADOS PARA A EDUCAÇÃO DO CAMPO?
DIFICULDADES:
 ESTRUTURAIS DAS ESCOLAS
 EM FORMAR COLETIVOS DE EDUCADORES
 NA ORGANIZAÇÃO DO TEMPO COMUNIDADE
 ETC.
11
PERSPECTIVAS CRÍTICAS PARA A ANÁLISE DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
PARTICIPAÇÃO DOS SUJEITOS
CONTEXTOS CONCRETOS DA REALIDADE
VIVENCIADA
PROCESSOS DIALÓGICOS
 Realidade local contextualizada como ponto de partida para a organização da
prática curricular
 Saberes e cultura local contempladas nas práticas
 Perspectiva explícita de superação dos limites explicativos da comunidade
 Critérios críticos adotados para a seleção dos conteúdos
 Processo dialógico na organização metodológica das práticas
 Caracterização de práticas que possibilitem a transformação da realidade em que a
comunidade está inserida
CARACTERIZAÇÃO DO MOVIMENTO ÉTICO DE CONSTRUÇÃO DIALÓGICA DA
PRÁTICA PEDAGÓGICA POPULAR
Ouvir o outro
Organização do limite explicativo: seleção e análise de falas
Do senso comum à transformação da realidade: partir das necessidades do
educando para selecionar os conteúdos
A construção de uma prática em que o diálogo é a fundamentação metodológica
Busca de uma organização comunitária que esteja a serviço das reais demandas
reveladas pela realidade da comunidade
CONHECIMENTO INSTRUMENTAL OU CRÍTICO?
CONCEPÇÃO INSTRUMENTAL DO CONHECIMENTO
OBJETO DE CONHECIMENTO
(conteúdos científicos)
Adaptação ao
CONTEXTO
SOCIAL
SUJEITO
(aluno)
CONCEPÇÃO ÉTICO-CRÍTICO DO CONHECIMENTO
SUJEITOS
(educando e educador)
Conhecimento Científico
Transformação do
OBJETO DE CONHECIMENTO
(realidade concreta)
CONTEXTO
SÓCIO-HISTÓRICO
REALIDADE COMO PONTO DE PARTIDA PARA A CONSTRUÇÃO DO
CONHECIMENTO, MAS O QUE É A REALIDADE PARA FREIRE?
“Para muitos, a realidade concreta de uma
certa área se reduz a um conjunto de dados
materiais ou de fatos cuja existência ou não, de
nosso ponto de vista, importa constatar. Para
mim, a realidade concreta é algo mais que fatos
ou dados tomados mais ou menos em si
mesmos. Ela é todos esses fatos e todos esses
dados e mais a percepção que deles esteja
tendo a população neles envolvida. Assim, a
realidade concreta se dá a mim na relação
dialética entre objetividade e subjetividade”.
MOMENTOS PARA A CONSTRUÇÃO CRÍTICA DA PRÁTICA
DIALÓGICA
Pesquisa qualitativa
envolvendo educadores,
educandos e comunidade
Seleção de falas e temas
locais (problemas,
conflitos, contradições)
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
CRÍTICA
Avaliação permanente
das práticas pedagógicas
e curriculares
Articulação de práticas
pedagógicas com a transformação
da realidade concreta
Problematização das
dificuldades
observadas no
cotidiano comunitário
Recorte de conteúdos a partir
da contextualização da
realidade local (critérios
dialógicos para o recorte do
conhecimento)
Organização dialógica
da prática pedagógica
(práxis libertadora)
QUADRO SINTÉTICO – PESQUISA E PROPOSTA POLÍTICO-PEDAGÓGICA
PESQUISA PARTICIPANTE
REALIDADE LOCAL
DADOS QUANTITATIVOS
coletados em órgãos públicos e privados sobre as condições
sociais da localidade.
DADOS QUALITATIVOS: VISÃO DA COMUNIDADE
Resgate dos problemas e explicações que a comunidade explicita
 Visitas e entrevistas e dinâmicas na escola envolvendo pais,
alunos, funcionários, moradores lideranças comunitárias.
VISÃO DOS EDUCADORES POPULARES
Identificação de necessidades e contradições, de diferentes
formas de preconceitos e de opressões (sociais, culturais,
econômicas, etc.);
Análise contextualizada da realidade local (caracterização de
relações entre macro e micro da estrutura social;
CONSTRUÇÃO DA PRÁTICA DA EDUCAÇÃO CRÍTICA
A CONSTRUÇÃO POPULAR CRÍTICA DA PRÁTICA DIALÓGICA
Pesquisa qualitativa
envolvendo educadores,
educandos e comunidade
Seleção de falas e temas
locais (problemas,
conflitos, contradições)
Avaliação permanente
das práticas pedagógicas
e curriculares
Articulação de práticas
pedagógicas com a transformação
da realidade concreta
Problematização das
dificuldades
observadas no
cotidiano comunitário
Recorte de conteúdos a partir
da contextualização da
realidade local (critérios
dialógicos para o recorte do
conhecimento)
Organização dialógica
da prática pedagógica
(práxis libertadora)
OBSERVAÇÕES SOBRE A SELEÇÃO DE FALAS SIGNIFICATIVAS
Representa um problema, um conflito, uma necessidade que está
presente na expressão, no mundo visualizado pela comunidade, pelo
educando, pelo “OUTRO”;
A seleção se dá por contradições, conflitos, diferenças nas visões
de mundo e concepções da realidade concreta entre educadores e
comunidade (evitar a escolha narcisista, do idêntico) –
Devem ser falas explicativas que extrapolem a simples constatação
ou situações restritas a uma pessoa, que opinem sobre dada
realidade e que envolvam a coletividade;
Quando marcada pela baixa auto-estima, pode estar implícita em
diferentes formas de expressão;
Ao selecionar uma fala significativa já estamos, implícita ou
explicitamente, relacionando informações, conteúdos e conceitos a
serem trabalhados.
Quem não compreende um olhar
tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana
Um exemplo a partir do material coletado
Fala: “Prefiro trabalhar fora do lote e comprar o
alimento do que plantar, pois gasta muito para
produzir e tem praga. ”
Essa fala é significativa? Por quê?
13/07/2015
Antonio Gouvêa
20
DIFICULDADES APRESENTADAS NAS
SÍNTES REALIZADAS EM 12/07/2015 - 1
• COMO FAZER A PESQUISA NA COMNIDADE?
• COMO ANALISAR OS DADOS COLETADOS?
• INSEGURANÇA NA SELEÇÃO DE FALAS SIGNIFICATIVAS,
NA ORGANIZAÇÃO DAS FALAS DA COMUNIDADE, NA
CARATERIZAÇÃO
DE
TEMAS
GERADORES
E
CONTRATEMAS.
• DIFICULDADE EM IDENTIFICAR CONTRADIÇÕES SOCIAIS.
• FALTA DE CLAREZA NA SELEÇÃO DE
CIENTÍFICOS E NA UTILIZAÇÃO DOS
UNIFICADORES
• FALTA DE PROPRIEDADE
INVESTIGAÇÃO TEMÁTICA
NA
CONCEITOS
CONCEITOS
REALIZAÇÃO
DA
• DIFICULDADE
EM
PROBLEMATIZAR
AS
FALAS
SIGNIFICATIVAS.
• OS CONCEITOS UNIFICADORES SÃO APENAS PARA
CIÊNCIAS E MATEMÁTICA?
21
DIFICULDADES APRESENTADAS NAS
SÍNTES REALIZADAS EM 12/07/2015 - 2
• COMO
FICAM
OS
CONTEÚDOS
QUE
TRABALHADOS COM O TEMA GERADOR?
NÃO
SÃO
• COMO UTILIZAR OS LIVROS DIDÁTICOS JÁ QUE NÃO
SÃOPREPARADOS PARA A EDUCAÇÃO DO CAMPO?
22
Um exemplo a partir do material coletado
Fala significativa: “Prefiro trabalhar fora do lote e
comprar o alimento do que plantar, pois gasta muito para
produzir e tem praga.”
Quais são as contradições?
Fala significativa: “Prefiro trabalhar fora do lote e comprar o alimento
do que plantar, pois gasta muito para produzir e tem praga.”
Eixos contraditórios: Valorização do urbano x rural / Trabalho como
atividade opressora x trabalho como prática humanizadora
Tensões nas visões de mundo - CONTRADIÇÕES
1. Trabalho no lote x trabalho fora
2. Alimento produzido x alimento comercializado fora do lote
3. Custo material e imediato do plantio e do trabalho x trabalho como
realização e desenvolvimento da qualidade de vida






TEMA GERADOR, FALA SIGNIFICATIVA E CONTRA-TEMA
Está presente na fala da comunidade;
É um problema significativo para o outro que se apresenta como
limite de compreensão (contradição) da realidade para o
educador;
Sua pode permitir soluções isoladas e pontuais;
Corresponde a uma generalização, uma síntese dos problemas
presentes nas falas significativas;
O seu develamento exige conhecimentos sistematizados e
saberes gerais;
É o ponto de partida para a organização dialógica.
“Toda fala significativa é um problema vivido pela comunidade, cuja
superação ainda não é por ela percebida”.
“Toda fala significativa é de interesse para o educando, mas nem
tudo que é de interesse é significativo”
Toda fala significativa supõe uma contra-fala, um CONTRA-TEMA, que
corresponde à visão dos educadores sobre o conflito agora
caracterizado como contradição presente na fala.
Um exemplo a partir do material coletado
Fala significativa: “Prefiro trabalhar fora do lote e comprar o alimento do que
plantar, pois gasta muito para produzir e tem praga. ”
Eixos contraditórios: Valorização do urbano x rural / Trabalho como
atividade opressora x trabalho como prática humanizadora
1. Trabalho no lote x trabalho fora
2. Alimento produzido x alimento comercializado fora do lote
3. Custo material e imediato do plantio e do trabalho x trabalho como
realização e desenvolvimento da qualidade de vida
Realizar um exercício de construção de
contrafala (contratema)
UM EXEMPLO de contrafala (ou contratema):
A qualidade de vida camponesa está relacionada à
autossuficiência produtiva e na valorização da autonomia
sociocultural como prática formativa e humanzadora.
A CONSTRUÇÃO CURRICULAR CRÍTICA DA PRÁTICA DIALÓGICA
Pesquisa qualitativa
envolvendo educadores,
educandos e comunidade
Seleção de falas e temas
locais (problemas,
conflitos, contradições)
Avaliação permanente
das práticas pedagógicas
e curriculares
Articulação de práticas
pedagógicas com a transformação
da realidade concreta
Problematização
programática das
dificuldades
(contradições)
observadas
Recorte de conteúdos a partir
da contextualização da
realidade local (critérios
dialógicos para o recorte do
conhecimento)
Organização dialógica
da prática pedagógica
(práxis libertadora)
PROPOSTA DE CONSTRUÇÃO DA
PROBLEMATIZAÇÃO
PROGRAMÁTICA
• Problematização programática é aquela que o educar
(coletivo de educadores preferencialmente) faz para si na
perspectiva de selecionar conhecimentos científicos
demandados pelas falas significativas e temas geradores;
• Cuidado! A problematização programática não vai para a
sala de aula, para o planejamento da prática pedagógica
com os alunos serão construídas outras problematizações
no momento posterior à sistematização dos conhecimentos
científicos.
Antonio Gouvêa
27
CONHECIMENTO CRÍTICO: A APREENSÃO CONTEXTUALIZADA DA REALIDADE A PARTIR DE
SUCESSIVAS PROBLEMATIZAÇÕES
ANÁLISE CONTEXTUALIZADA DA
PROBLEMÁTICA LOCAL
REALIDADE SOCIOCULTURAL VIGENTE
GERAL
SELEÇÃO CRÍTICA
DE CONTEÚDOS
INTERDISCIPLINARES
COMUNIDADE
lógicoindutivo
Sala de aula
ESCOLA
GERAL
hipotéticodedutivo
PRÁTICA PEDAGÓGICA
DIALÓGICA (AULA)
PARTICULAR
CONFLITOS E CONTRADIÇÕES
NAS LEITURAS DE MUNDO
PARTICULAR
TRANSFORMAÇÃO DA REALIDADE
VIVENCIADA
DIMENSÕES DA FALA SIGNIFICATIVA PARA A PRÁXIS DA EDUCAÇÃO POPULAR CRÍTICA
CONTEXTUALIZAÇÃO DA REALIDADE LOCAL NA
ORGANIZAÇÃO SOCIOCULTURAL E ECONÔMICA
VISÃO DOS EDUCADORES: (CONTRATEMA COMO UMA SÍNTESE
CONCRETA DE CONTRADIÇÕES SOCIAIS)
MICRO / MACRO
ORGANIZAÇÃO SOCIAL
DIÁLOGO
CONTEXTUALIZADO
TENSÕES NA APREENSÃO CRÍTICA E CONTEXTUALIZADA DA REALIDADE LOCAL
GERAL
LIMITE EXPLICATIVO DAS SITUAÇÕES VIVENCIADAS: TEMA GERADOR
(REALIDADE LOCAL)
FALAS SIGNIFICATIVAS DA COMUNIDADE
PARTICULAR
PRÁTICAS SOCIOCULTURAIS
VIVENCIADAS
DIMENSÕES DA FALA SIGNIFICATIVA PARA A APREENSÃO CRÍTICA DO REAL - PROBLEMATIZAÇÃO
CONTEXTUALIZAÇÃO DA REALIDADE LOCAL NA MACRO
ORGANIZAÇÃO SOCIOCULTURAL E ECONÔMICA
VISÃO DOS EDUCADORES: (CONTRATEMA COMO UMA SÍNTESE CONCRETA
DE CONTRADIÇÕES SOCIAIS)
PROBLEMATIZAÇÃO NO
PLANO MICRO E MACRO –
REFLEXÃO CRÍTICA DA
DIÁLOGO CONTEXTUALIZADO:
BUSCA DE
REALIDADE SOCIOCULTURAL
MICRO / MACRO
CONTEÚDOS ESCOLARES
GENERALIZAÇÕES
ORGANIZAÇÃO SOCIAL VIVENCIADA
TENSÕES NA APREENSÃO CONTEXTUALIZADA DA REALIDADE LOCAL
GERAL
LIMITE EXPLICATIVO DAS SITUAÇÕES VIVENCIADAS:
TEMA GERADOR
PROBLEMATIZAÇÃO NO PLANO
LOCAL 2 – PRÓ- ATIVA /
PROPOSIÇÕES
FALAS SIGNIFICATIVAS DA COMUNIDADE
PROBLEMATIZAÇÃO NO
PLANO LOCAL 1 –
DESAFIOS ÀS
CONCEPÇÕES
PRESENTES NAS FALAS (REALIDADE LOCAL)
PARTICULAR
AÇÃO TRANSFORMADORA
DA REALIDADE LOCAL
PRÁTICAS SOCIOCULTURAIS
VIVENCIADAS
IEXEMPLO: NSITITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA
Exemplo de atividade
Falas significativa: "Não existe para o PROEJA, se ilude quem quer."
Níveis das
problematizações
LOCAL
MICRO
↓
MACRO
LOCAL
Problematização local 1
1. Qual é o perfil sociocultural e econômico do aluno que procura o CEFET /
PROEJA de Florianópolis? E o do egresso?
2. O que é ser aluno do CEFET / PROEJA -SC?
Problematização Micro / Macro
3. Quais são as especificidades das escolas técnicas de Florianópolis?
4. Como explicar a especificidade dessa modalidade de ensino em Florianópolis? E
em outros centros urbanos de Santa Catarina?
5. Do que e de quem depende a opção pela formação técnica? O técnico sempre terá
acesso ao produto de sua atividade profissional? Por quê? Que interesses estão
envolvidos na escolha do tipo de formação tecnológica?
6. Por que há políticas educacionais tecnológicas compensatórias em nosso país?
7. Que relações podemos estabelecer entre tecnologia e poder na sociedade
ocidental? E entre Mercado, Capital e Tecnologia? Como o modelo socio-econômico
interfere nessas relações? A prioridade é a formação do cidadão? Por quê?
8. Qual é o histórico do acesso à tecnologia na sociedade brasileira? Por que
precisamos formar cidadãos-técnicos e não técnicos-cidadãos?
Problematização local 2
9. Como a formação técnica do aluno do CEFET / PROEJA – SC, independentemente
da especificidade, pode contribuir para a formação de cidadãos-técnicos?
10. Que práticas socioculturais caracterizam uma atuação social crítica do cidadãotécnico? Como e onde implementar tais práticas transformadoras da realidade
tecnológica de Florianópolis?
EXEMPLOS DE PROBLEMATIZAÇÕES A PARTIR DA FALA/ CONTRA FALA:
PLANOS DO REAL E DIMENSÕES DAS PRÁTICAS
Fala significativa: “Prefiro trabalhar fora do lote e comprar o alimento do que
plantar, pois gasta muito para produzir e tem praga.”
Problematização com ênfase na dimensão material (local – macro – local)
Planos do real
LOCAL
MICRO/MACRO
LOCAL 2
(PLANO DE AÇÃO)
1. O que significa trabalhar dentro do lote?
2. O que produzimos e o que não conseguimos produzir?
3. Quais são as condições ambientais adequadas para nossa produção agrícola? Por
quê?
4. Quem é dono do trabalho dentro e fora do lote?
5. O que as pessoas consideram trabalhar fora?
6. De quem são os lotes em que trabalhamos?
7. A função do lote é priorizar o próprio sustento familiar ou o consumo externo? Por
quê?
8. Qual é a relação campo-cidade em nossa região? Como explicamos?
9. Por que no Brasil e no ocidente há uma concentração maior de pessoas na zona
urbana?
10. Qual é o histórico da ocupação do campo em nosso país?
11. Todo tipo de trabalho possui o mesmo prestígio em nossa sociedade? Como
explicamos as diferenças?
12. O trabalho é para o ser humano um problema (“castigo”) ou uma forma de
desenvolvimento pessoal? Que tipo de trabalho nos faz feliz e promove a dignidade
coletiva? Por quê?
13. O modelo socioeconômico atual estimula a produção familiar ou o consumo de
produtos industrializados? Quais são os interesses envolvidos?
14. Trabalhos braçais e intelectuais possuem a mesma valorização pela sociedade
capitalista?
15. O que o lote pode produzir e o que efetivamente preciso adquirir fora?
16. Como o trabalho coletivo interfere na produção do lote?
17. Como podemos produzir mais e melhor?
18. Como valorizar o desenvolvimento das práticas produtivas realizadas nos lotes?
QUESTÕES DESCRITIVAS E PROBLEMATIZAÇÕES A PARTIR DAS FALAS
SIGNIFICATIVAS NA CONSTRUÇÃO PROGRAMÁTICA
NÚCLEO CENTRAL DA CONTRADIÇÃO
(LIMITE EXPLICATIVOSITUAÇÃO LIMITE)
FALAS
SIGNIFICATIVAS
NECESSIDADE MATERIA,
CONFLITO CULTURAL DA COMUNIDADE
QUESTÕES DESCRITIVAS E
PROBLEMATIZAÇÕES:
-- ANALÍTICAS;
-- PROPOSITIVAS.
DEMANDA CONCEITUAL: NO PLANO DA
INFORMAÇÃO E DA ANÁLISE
(RECORTES DOS CONHECIMENTOS
CIENTÍFICOS DAS DIFERENTES ÁREAS)
CONTRADIÇÃOSOCIAL
ABORDAGEM DESCRITIVA:
ÊNFASE NA QUANTIFICAÇÃO DOS
DADOS E DAS INFORMAÇÕES
PROBLEMATIZAÇÕES: ÊNFASE
QUALITATIVA NAS COMPREENSÕES E
EXPLICAÇÕES (ANÁLISES) E NAS
PROPOSTAS PRÁTICAS DE SUPERAÇÃO
SOBRE OS CONFLITOS ABORDADOS
TOTALIZAÇÃO CRÍTICA DA REALIDADE CONTEXTUALIZADA
PARA A SUA TRANSFORMAÇÃO NO PLANO LOCAL
IEXEMPLO: NSITITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA
Falas significativa: "Não existe para o PROEJA, se ilude quem quer."
ATIVIDADE: EXERCÍCIO DE CARACTERIZAÇÃO DAS PROBLEMATIZAÇÕES PROGRAMÁTICAS EM
DESCRITIVAS, ANALÍTICAS E/OU PROPOSITIVAS
LOCAL
MICRO
↓
MACRO
LOCAL 2
Problematização local 1
1. Qual é o perfil sociocultural e econômico do aluno que procura o CEFET / PROEJA de
Florianópolis? E o do egresso?
2. O que é ser aluno do CEFET / PROEJA -SC?
Problematização Micro / Macro
3. Quais são as especificidades das escolas técnicas de Florianópolis?
4. Como explicar a especificidade dessa modalidade de ensino em Florianópolis? E em
outros centros urbanos de Santa Catarina?
5. Do que e de quem depende a opção pela formação técnica? O técnico sempre terá
acesso ao produto de sua atividade profissional? Por quê? Que interesses estão
envolvidos na escolha do tipo de formação tecnológica?
6. Por que há políticas educacionais tecnológicas compensatórias em nosso país?
7. Que relações podemos estabelecer entre tecnologia e poder na sociedade ocidental? E
entre Mercado, Capital e Tecnologia? Como o modelo socioeconômico interfere nessas
relações? A prioridade é a formação do cidadão? Por quê?
8. Qual é o histórico do acesso à tecnologia na sociedade brasileira? Por que precisamos
formar cidadãos-técnicos e não técnicos-cidadãos?
Problematização local 2
9. Como a formação técnica do aluno do CEFET / PROEJA – SC, independentemente da
especificidade, pode contribuir para a formação de cidadãos-técnicos?
10. Que práticas socioculturais caracterizam uma atuação social crítica do cidadãotécnico? Como e onde implementar tais práticas transformadoras da realidade
tecnológica de Florianópolis?
EXEMPLOS DE PROBLEMATIZAÇÕES A PARTIR DA FALA/ CONTRA FALA:
PLANOS DO REAL E DIMENSÕES DAS PRÁTICAS
Fala significativa: “Prefiro trabalhar fora do lote e comprar o alimento do que
plantar, pois gasta muito para produzir e tem praga.”
Planos do real
LOCAL
MICRO/MACRO
LOCAL 2
(PLANO DE AÇÃO)
Exercício programático:
- Fazer sugestões de problematização
nos diferentes planos do real (local –
macro – local)
–
Avaliar
as
problematizações
programáticas construídas
A CONSTRUÇÃO CURRICULAR CRÍTICA DA PRÁTICA DIALÓGICA
Pesquisa qualitativa
envolvendo educadores,
educandos e comunidade
Seleção de falas e temas
locais (problemas,
conflitos, contradições)
Avaliação permanente
das práticas pedagógicas
e curriculares
Articulação de práticas
pedagógicas com a transformação
da realidade concreta
Problematização
programática das
dificuldades
(contradições)
observadas
Recorte de conteúdos a partir
da contextualização da
realidade local (critérios
dialógicos para o recorte do
conhecimento)
Organização dialógica
da prática pedagógica
(práxis libertadora)
INSITITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA
Exemplo de atividade
Falas significativa: "Não existe para o
PROEJA, se ilude quem quer."
Problematização local 1
1. Qual é o perfil sociocultural e econômico do
aluno que procura o CEFET / PROEJA de
Florianópolis? E o do egresso?
2. O que é ser aluno do CEFET / PROEJA -SC?
Problematização Micro / Macro
3. Como explicar a especificidade dessa modalidade de
ensino em Florianópolis? E em outros centros urbanos
de Santa Catarina?
4. Do que e de quem depende a opção pela formação
técnica? O técnico sempre terá acesso ao produto de sua
atividade profissional? Por quê? Que interesses estão
envolvidos na escolha do tipo de formação tecnológica?
5. Por que há políticas educacionais tecnológicas
compensatórias em nosso país?
6. Que relações podemos estabelecer entre tecnologia e
poder na sociedade ocidental? E entre Mercado, Capital e
Tecnologia? Como o modelo socio-econômico interfere
nessas relações? A prioridade é a formação do cidadão?
Por quê?
7. Qual é o histórico do acesso à tecnologia na sociedade
Problematização
local cidadãos-técnicos
2
brasileira? Por que
precisamos formar
e
técnicos-cidadãos?
8.não
Como
a formação técnica do aluno do CEFET /
PROEJA – SC, independentemente da especificidade,
pode contribuir para a formação de cidadãos-técnicos?
9. Que práticas socioculturais caracterizam uma atuação
social crítica do cidadão-técnico? Como e onde
implementar tais práticas transformadoras da realidade
tecnológica de Florianópolis?
EXEMPLO DE SELEÇÃO DE CONTEÚDOS
LOCAL 1
- Tratamento estatísco dos dados sociais, culturais
e econômicos dos ingressantes; (M / G? / H)
- Produção de textos e análise de discursos dos
alunos; (P)
MICRO / MACRO
-Relações entre demanda de mercado local,
desemprego e modalidades técnicas oferecidas;
-Efemeridade
das
atividades
profissionais,
principalmente das técnicas;
-O papel social do técnico na sociedade
contemporânea;
-O acesso à tecnologia pelos diferentes segmentos
sociais e sua origem histórica;
-Relações entre políticas educacionais, formação
tecnológica e mercado;
-Relações Capital - Trabalho – Tecnologia;
-A ideologia envolvida na construção do papel
social do técnico (utilitarismo, ascensão social,
etc.);
-A ideologia presentes nas diferentes concepções
de cidadania;
LOCAL 2
-Relações entre formação especifica e a prática da
cidadania crítica;
-Planejar atividades e ações socioculturais de técnicos
que atuem de forma reflexiva e crítica nas diferentes
práticas profissionais;
EXERCÍCIO DE SELEÇÃO DE CONCEITOS ESPECÍFICOS DAS ÁREAS DO
CONHECIMENTO (AVALIAR A SELEÇÃO JÁ REALIZADA PELOS GRUPOS)
Fala significativa: “Prefiro trabalhar fora do lote e comprar o alimento do que plantar, pois gasta
muito para produzir e tem praga.”
Problematização com ênfase na dimensão material (local – macro – local)
EXEMPLO DE SELEÇÃO DE CONTEÚDOS
Planos do real
LOCAL
MICRO/MACRO
LOCAL 2
(PLANO DE AÇÃO)
1. O que significa trabalhar dentro do lote?
2. O que produzimos e o que não conseguimos produzir?
3. Quais são as condições ambientais adequadas para
nossa produção agrícola? Por quê?
4. Quem é dono do trabalho dentro e fora do lote?
5. O que as pessoas consideram trabalhar fora?
6. De quem são os lotes em que trabalhamos?
7. A função do lote é priorizar o próprio sustento familiar
ou o consumo externo? Por quê?
8. Qual é a relação campo-cidade em nossa região? Como
explicamos?
LOCAL 1
-
9. Por que no Brasil e no ocidente há uma concentração
maior de pessoas na zona urbana?
10. Qual é o histórico da ocupação do campo em nosso
país?
11. Todo tipo de trabalho possui o mesmo prestígio em
nossa sociedade? Como explicamos as diferenças?
12. O trabalho é para o ser humano um problema (“castigo”)
ou uma forma de desenvolvimento pessoal? Que tipo de
trabalho nos faz feliz e promove a dignidade coletiva?
Por quê?
13. O modelo socioeconômico atual estimula a produção
familiar ou o consumo de produtos industrializados?
Quais são os interesses envolvidos?
14. Trabalhos braçais e intelectuais possuem a mesma
valorização pela sociedade capitalista?
MICRO / MACRO
15. O que o lote pode produzir e o que efetivamente preciso
adquirir fora?
16. Como o trabalho coletivo interfere na produção do lote?
17. Como podemos produzir mais e melhor?
18. Como valorizar o desenvolvimento das práticas
produtivas realizadas nos lotes?
LOCAL 2
O QUE É CONHECER? CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM NÍVEIS
CONCEITUAIS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA CRÍTICA
SUJEITOS DA
PRÁTICA
PROCESSOS DIALÓGICOS
CONTEXTOS DA
REALIDADE CONCRETA
CONTRIBUIÇÕES DO CONHECIMEMTO NO PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃO
DA REALIDADE
SENSO COMUM
(Conceito cotidiano 1º nível)
Construção do
conhecimento crítico
Perspectiva da
pedagogia tradicional
CONCEITO INFORMACIONAL
(CONTEÚDOS ESPECÍFICOS DE 2º nível)
CONCEITOS ANALÍTICOS
(UNIFICADORES - 3º nível)
Análise construída na relação entre falas,
conteúdos informacionais e analíticos
A CONSTRUÇÃO CURRICULAR CRÍTICA DA PRÁTICA DIALÓGICA
Pesquisa qualitativa
envolvendo educadores,
educandos e comunidade
Seleção de falas e temas
locais (problemas,
conflitos, contradições)
Avaliação permanente
das práticas pedagógicas
e curriculares
Articulação de práticas
pedagógicas com a transformação
da realidade concreta
Problematização
programática das
dificuldades
(contradições)
observadas
Recorte de conteúdos a partir
da contextualização da
realidade local (critérios
dialógicos para o recorte do
conhecimento)
Organização dialógica
da prática pedagógica
(práxis libertadora)
40
EXERCÍCIO PROGRAMÁTICO: AIDS A PARTIR DAS FALAS DE ALUNOS DO
REGULAR ESCOLA PÚBLICA (6 ª SÉRIE NOTURNA, S.P. / 96)
A AIDS é um castigo
para os pecadores.
Não dou a mão para uma pessoa
que esteja com AIDS. A AIDS mata.
A AIDS pega é na relação
sexual e no uso de drogas.
A AIDS mata todo mundo,
rico e pobre, branco e negro.
Quem toma bastante vitaminas
é difícil de pegar AIDS.
Vi na TV que hoje existe uma mistura
de remédios que cura a AIDS.
Quem usa camisinha não pega AIDS.
Só pega AIDS quem quer.
TG: AIDS como “castigo”
(responsabilidade individual)
Contratema - AIDS: Doença Social, reflexo de uma organização
social injusta
PROBLEMATIZAÇÃO PROGRAMÁTICA
41
PROGRAMAÇÃO PARA A ÁREA DE CIÊNCIAS A PARTIR DAS PROBLEMATIZAÇÕES PROGRAMÁTICAS
Objetivo: Por que o tratamento individual do soro positivo é uma profilaxia social?
Conceitos unificadores: transformações, equilíbrios / desequilíbrios, regularidades e regulações
.Preconceito social x diversidade biológica
.Mitos x tabus x preconceitos
.Origem da diversidade biológica
.Seleção natural x seleção social
A AIDS é um castigo para os pecadores.
.Saúde Pública (políticas);
.Medicina profilática x terapêutica
Não dou a mão para uma pessoa que
esteja com AIDS. A Aids mata.
.Transmissão
.Origem da doença
.Parasitismo
.Doenças causadas por vírus e bactérias
.Acesso aos medicamentos
.Infecção x infestação
.Profilaxia individual
.Relações entre seres vivos: intra
e interespecíficas
A AIDS mata todo mundo, rico e
pobre, branco e negro.
.Epidemia e pandemia
.Endemia
.Condições
ambientais
favoráveis
à
doença
(químicos, físicos, biológicos)
A camisinha evita a AIDS.
.Doenças sexualmente transmissíveis
.Outras doenças transmissíveis ou
não
(infecciosas,
hereditárias,
congênitas, degenerativas, etc.)
.Determinantes
populacionais
(migração)
.Ecologia humana: fatores
bióticos e abióticos
.Condições de vida
da população
.Resistência à doença
.Aparelhos reprodutores
.Fisiologia da reprodução
.Circulação e imunologia
.Transfusões
A AIDS pega é na relação sexual e no uso de drogas.
.Educação sexual e sexualidade
.Evolução das relações entre os seres vivos
Quem toma bastante vitaminas é
difícil de pegar AIDS.
.Utilização do AZT
.Vacinas e tratamentos
.Utilização de antibióticos
.Função metabólica das vitaminas (nutrição)
Vi na TV que hoje existe uma mistura
de remédios que cura a AIDS.
Por que as pessoas morrem de
AIDS? Por que não há vacina?
Só pega AIDS quem quer.
.Sexualidade, comportamentos
sexuais e preconceitos
AIDS: ORGANIZAÇÃO PROGRAMÁTICA DAS ÁREAS
Objetivo:: A AIDS é uma doença individual ou social? Como os aspectos socioeconômicos e culturais interferem
na evolução epidemiológica de doenças transmissíveis?
ÁREA: SÓCIO-HISTÓRICAS – OBJETIVO: Por que a organização social permite a socialização de doenças mas não
propicia o acesso às mesmas condições de vida a todos os cidadãos?
Fala: A AIDS mata todo mundo, rico e pobre, branco e negro.
SÍNTESE DAS PROGRAMAÇÕES - A AIDS é uma doença do meu bairro? Como chegou à cidade? Origem da
doença e distribuição mundial; Paralelos entre epidemias ao longo da história; Políticas para a Saúde Pública;
Prioridades dos modelos políticos e da estrutura socioeconômica na organização social e seu reflexo na saúde
pública; Sistema de Saúde Pública no Brasil de hoje; Acesso à doença x acesso à saúde; Como podemos atuar
para os postos de saúde da nossa região voltarem a funcionar?
ÁREA: PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO - OBJETIVO: Por que as epidemias não apresentam uma distribuição
equitativa nas diferentes classes sociais?
Fala: A AIDS mata todo mundo, rico e pobre, branco e negro
SÍNTESE DAS PROGRAMAÇÕES - A que distância estou da doença? Comportamentos e riscos de contrair a
doença; Riscos da doença se manifestar: relação doença / condições de vida; Grupos de risco: frequência e
probabilidade de contrair a doença em relação ao comportamento, aos aspectos culturais e aos socioeconômicos;
- Democratização da doença; Histórico da progressão quantitativa da doença: crescimento epidemiológico
Distribuição social da doença x distribuição social das riquezas; O que podemos fazer para diminuir o risco da
doença ocorrer em Americanópolis? Que outros riscos podemos evitar?
ÁREA: EXPRESSÃO - OBJETIVO: Como o discurso e o texto cultural podem atuar reforçando ou se contrapondo
aos preconceitos sociais em diferentes contextos políticos?
Falas: A AIDS mata todo mundo, rico e pobre, branco e negro. Vi na TV que hoje existe uma mistura de remédios
que cura a AIDS. Não dou a mão para uma pessoa que esteja com AIDS. A AIDS mata.
SÍNTESE DAS PROGRAMAÇÕES - Por que sei o que sei sobre a AIDS? Origem do próprio discurso sobre a AIDS:
análise de diferentes discursos sobre a doença (científico, popular e nos meios de comunicação). Significados e
intencionalidades na construção das “verdades” sobre a AIDS; Análise de texto e a busca das contradições:
diversidade de dialetos x tensão linguística entre sujeitos históricos; Preconceito social x preconceito cultural x
preconceito econômico: textos e contextos / o doente não é a doença; Identidade cultural / Identidade social /
Discurso transformador; Como o nosso discurso pode atuar como “remédio” para doenças sociais?
CONSTRUÇÃO DE
ATIVIDADES PARA
A SALA DE AULA
44
ATIVIDADE DE MATEMÁTICA (CONCEITO DE REGULARIDADENO PLANO MATERIAL)
Fala:“A AIDS mata todo mundo, rico e pobre, branco e negro.”
PROBLEMATIZAÇÃO INICIAL
1. As pessoas ficam doentes com a mesma frequência? Por quê? O que determina
que alguns indivíduos adoeçam mais que outros?
2 .As condições ambientais interferem na saúde das pessoas? Como?
3. Todo soro positivo para a AIDS manifesta a doença da mesma forma? Como
explicar as variações?
ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
O aparecimento dos sintomas da AIDS depende de vários fatores: a) número de vírus
infectantes – (n); b) grau de toxidade da doença (qualidade das toxinas ou da
letalidade de células do infectante) – (t); c) resistência do indivíduo ao ataque de
microorganismos – (r) como foi trabalhado na aula de ciências; Assim, podemos
dizer que a manifestação da doença em um portador do microorganismo pode ser
expressa na seguinte fórmula matemática: DOENÇA = (N + T) / R
Todas essas variáveis devem ser consideradas em escala, pois a quantidade
de microorganismos, o grau de toxidade e a resistência não são uniformes, e os
indivíduos, para apresentarem a doença, dependem da relação entre as três variáveis.
Por exemplo, vamos adotar escalas padrão, como critério para as análises.
Aumentando-se o número de microorganismos, aumenta-se a gravidade da doença.
Podemos, portanto, dizer que o número de microorganismos infectantes é
diretamente proporcional à gravidade da doença, o que representando graficamente:
45
Nº de microorg.
(*1 = 107 )
Quadro clínico
0 –1*
Não manifesta
1
1–3
Manifestações atenuadas
2
3–5
Todos os sintomas
presentes
3
Casos agudos, podendo
ser fatal sem tratamento
4
5–7
Padrão de
gravidade
(n)
7
5
3
1
 = manifestação da doença
P (1/2, 0) e P (0, -1)
n = 2x - 1

1
2
3
4
(pg = padrão de gravidade)
REGULARIDADE
As tabelas e gráficos equivalentes podem ser utilizadas para representar a relação
entre grau de toxidade e a manifestação da doença. Quanto à resistência ao agente
infectante, observa-se que são grandezas inversamente proporcionais, determinado
uma reta decrescente:
Resistência dos
indivíduos (r)
Padrão de
gravidade (pg)
(r)
3,0
0,0 – 0,75
4
2,25
0,75 – 1,5
3
1,5
1,5 – 2,25
2
0,75
2,25 – 3,0
1

 = manifestação da doença
r = - 3/4x + 15/4
REGULARIDADE
(número
de
casos )
1
2
3
4 pg
REGULARIDADE
APLICAÇÃO DO CONHECIMENTO
Fazer outros gráficos de outras funções (1º grau):
distribuição de renda x doentes; massa corpórea x
dosagem de medicamentos (bulas) etc.; Como o ambiente
interfere na manifestação da doença? Síntese: A
interferência do meio (k = grau de desorganização social)
1
2
3
4
k
doença = {(n + t) / r}k
k = grau de desorg. social
46
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Slides Gouvêa, Marta e Demétrio - curso de especialização em