Parte 1: Meio-fio, mureta, calçada e aplicações para múltiplos propósitos As ilustrações não representam nenhuma obrigação. Os dados técnicos estão sujeitos a alterações sem aviso prévio. Os dados de desempenho dependem das condições operacionais. Nº 2232714 60-50 PO - 11/09 © por Wirtgen GmbH 2009 Impresso na Alemanha Manual de Pavimentação de Concreto Wirtgen GmbH Reinhard-Wirtgen-Strasse 2 · 53578 Windhagen · Alemanha Fone: +49 (0) 26 45 / 131-0 · Fax: +49 (0) 26 45 / 131-242 Internet: www.wirtgen.com · E-mail: [email protected] Manual de Pavimentação de Concreto Parte 1: Meio-fio, mureta, calçada e aplicações para múltiplos propósitos Manual de Pavimentação de Concreto Parte 1: Meio-fio, mureta, calçada e aplicações para múltiplos propósitos Índice 1 Conceito básico das pavimentadoras de concreto para múltiplos propósitos 9 1.1 Componentes da pavimentadora 12 1.2 Plataforma do operador 14 1.3 Opções de configuração da pavimentadora 16 2 Exemplos de máquinas e aplicações 23 2.1 Modelos de máquinas e faixas de desempenho 26 2.1.1 Pavimentadora de concreto SP 150 26 2.1.2 Pavimentadora de concreto SP 250 27 2.1.3 Pavimentadora de concreto SP 500 28 2.2 Exemplos de aplicação 29 2.2.1 Produção de meios-fios 29 2.2.2 Produção de perfis de meios-fios e sarjetas 30 2.2.3 Produção de muretas de proteção 31 2.2.4 Produção de canais 32 2.2.5 Pavimentação de lajes 33 3 Logística de obra 35 3.1 Princípios básicos 38 3.2 Instalação do fio de guia 42 4 Preparação da base 47 4.1 A base dos perfis de concreto 50 4.2 Preparando a base com um trimmer 52 5 Alimentação de concreto 55 5.1 Correia transportadora 58 5.2 Transportadora de caracol 60 5.3 Alimentação transversal 62 5.4 Despejando a mistura de concreto à frente da pavimentadora 64 5.5 Calha e moega 65 5.6 Barra de ligação 66 6 Concreto/Moldes 69 6.1 Função e projeto do molde 72 6.2 Opções de molde 74 6.3 Funções adicionais 6.3.1 Molde combinado 78 6.3.2 Depressor de meio-fio 80 6.3.3 Chapas laterais 81 6.3.4 Suporte de montagem do molde 82 6.3.5 Montagem ajustável do molde 84 6.3.6 Sistema de troca rápida de montagem de molde 86 6.4 Classificação básica de diferentes tipos de moldes 88 6.5 Moldes especiais 90 7 Compactação de concreto 78 97 7.1 Funcionalidade do vibrador 100 7.2 Projetos de vibradores 102 7.2.1 Vibradores retos 102 7.2.2 Vibradores curvos 102 7.3 Tipos de operação de vibradores 103 7.3.1 Vibradores elétricos 103 7.3.2 Vibradores hidráulicos 103 7.4 Raio teórico eficaz do vibrador 104 7.5 Posicionamento dos vibradores 106 7.5.1 Aplicações de offset 106 7.5.2 Pavimentação de lajes 108 7.6 Definição da frequência 110 8 Cura 113 8.1 Proteção climática 116 8.1.1 Tratamento com compostos de cura 116 8.1.2 Lonas de cura 118 8.1.3 Umidade contínua com água 119 Índice 8.2 Corte de juntas 120 8.2.1 Juntas de contração 120 8.2.2 Juntas de expansão 122 8.3 Vedação de juntas 123 8.4 Métodos de ensaio de concreto 124 8.4.1 Ensaio de concreto fresco 124 8.4.1.1 Ensaios para definir a consistência do concreto 125 8.4.1.2 Definição do teor de ar por meio do método de medição de pressão 134 8.4.2 Ensaio de concreto endurecido 136 9 Concreto armado 141 9.1 Fundamentos do concreto armado 144 9.2 Tipos de concreto armado 146 10 Operação da máquina 151 10.1 Exigência de um sistema de controle 154 10.2 Operação da máquina por meio de um fio de guia 156 10.2.1 Controle de nível 156 10.2.2 Controle de direção 157 10.2.3 Comportamento da máquina em relação à posição do sensor de direção durante o seu avanço em linha reta 10.2.4 Comportamento da máquina sem um sensor adicional de direção durante o seu deslocamento pelo raio externo 10.2.5 Comportamento da máquina com um sensor adicional de direção durante o seu deslocamento pelo raio externo 162 10.2.6 Comportamento da máquina durante a direção pelo raio interno 164 10.3 Operação da máquina por meio de sistema 3D 166 10.3.1 Avaliação do sistema de controle 3D 166 10.3.2 Modelo de terreno digital com o uso de GPS/GNSS 166 10.3.3 Sistemas de medidas ópticas 168 10.3.4 Funcionalidade 170 10.3.5 Benefícios 171 158 160 11 Parâmetros que influenciam o processo de pavimentação 173 11.1 Mistura do concreto 176 11.2 Parâmetros de pavimentação 178 11.3 Configurações da máquina 179 11.4 Interação entre o peso da máquina e a flutuabilidade do concreto 180 12 Erros de pavimentação e suas correções 12.1 Exemplos e medidas corretivas recomendadas 13 Fundamentos de projetos 183 186 195 13.1 Requisitos do concreto 198 13.1.1 Requisitos do concreto para pavimentação offset 198 13.1.2 Requisitos do concreto para pavimentação de lajes 199 13.2 Capacidade de pavimentação 200 13.2.1 Capacidade de pavimentação em offset 200 13.2.2 Capacidade de pavimentação de lajes 201 13.3 Capacidade de transporte do equipamento de alimentação 202 13.3.1 Capacidade de transporte da transportadora de caracol 202 13.3.2 Capacidade de transporte da correia transportadora 204 14 Ciência do concreto 207 14.1 Composição da mistura de concreto 210 14.2 Agregados e curva de classificação 212 14.3 Propriedades do concreto 217 14.4 Características diferenciadoras 218 14.5 Produção em uma central dosadora 219 14.6 Causas da baixa qualidade do concreto 220 15 Bibliografia e créditos das imagens 223 Pavimentadoras de concreto Wirtgen – Presença global de uma década 6 // 7 1 Conceito básico das pavimentadoras de concreto para múltiplos propósitos 1.1 Componentes da pavimentadora 12 1.2 Plataforma do operador 14 1.3 Pavimentadora 16 8 // 9 As pavimentadoras de concreto para múltiplos propósitos são comprovadamente a escolha certa para a produção de canais, muretas de proteção e meios-fios. As pavimentadoras de concreto da Wirtgen são projetadas para serem compactas e, assim, minimizarem as exigências de espaço no canteiro de obras. Elas trabalham em uma operação contínua, já que não exigem formas nem moldes estáticos. Em aplicações de offset, os moldes são montados ao lado da pavimentadora. Já nas aplicações de pavimentação inset, eles são montados entre as esteiras da máquina. Uma ampla gama de opções de moldes pro porciona uma série de aplicações distintas. As pavimentadoras se destacam por sua alta flexibilidade. Elas são capazes de produzir desde pequenos meios-fios até muretas de proteção, lajes e outras seções transversais de grande porte. 10 // 11 1.1 Componentes da pavimentadora Caracol transversal para a alimentação de moldes montados longe de um lado do chassi da máquina Pata articulada para o ajuste das esteiras às condições da obra A plataforma do operador oferece uma ótima visibilidade tanto da máquina como da obra Tanque de água Trens de esteiras hidraulicos, com ajustes individuais e dirigíveis Chassi telescópico O molde pode ser ajustado tanto no lado esquerdo como no direito da máquina Chassi reforçado Motor diesel Transporte do concreto (pode ser por caracol, como mostra a figura, ou correia transportadora) O molde pode ser ajustado tanto no lado esquerdo como no direito da máquina Coluna de elevação, ampliável para um lado mediante sistema telescópico, com cilindro de elevação para regular a altura dos trens de esteiras 12 // 13 1.2 Plataforma do operador A pavimentadora é controlada a partir de uma plataforma do operador projetada de acordo com conceitos ergonômicos. Dependendo da aplicação, o painel do operador pode ser colocado no lado esquerdo ou direito da máquina, para que o operador tenha o máximo de visibilidade dos comandos, da obra e das funções do equipamento. Sistemas de comando altamente automatizados simplificam o trabalho do operador e possibilitam uma operação com altas taxas de produtividade. A plataforma do operador proporciona uma visibilidade excepcional de todos os pontos A plataforma do operador foi projetada de acordo com conceitos ergonômicos 14 // 15 1.3 Opções de configuração da pavimentadora As pavimentadoras de concreto apresentam um conceito modular, que oferece um alto grau de flexibilidade. Várias possibilidades de disposição das esteiras, de montagem dos moldes e de ajuste dos sistemas de alimentação de concreto permitem que a máquina atenda a uma ampla gama de situações. As pavimentadoras de concreto são equipadas com três ou quatro esteiras. As máquinas utilizadas para a pavimentação de perfis menores normalmente exigem apenas três esteiras. As esteiras dianteiras podem ser montadas em patas rígidas ou articuladas. A pata articulada permite que a esteira seja ajustada à esquerda ou à direita da máquina. Alguns modelos, equipados com uma suspensão ajustável da esteira na frente do chassi, oferecem opções adicionais de ajuste à esquerda ou à direita da máquina. Todas essas opções de ajuste permitem que a estabilidade da máquina seja adaptada às condições da obra. Dependendo da aplicação, a esteira dianteira pode ser posicionada dentro ou fora das dimensões de largura do chassi da máquina. Em alguns modelos, as esteiras traseiras podem ser deslocadas de forma telescópica para aumentar a estabilidade da máquina durante a pavimentação de lajes de concreto com grandes larguras. Os moldes podem ser ajustados tanto no lado esquerdo como no direito da máquina. Um suporte telescópico possibilita que o molde seja ajustado vertical e horizontalmente. O ajuste telescópico permite o uso de moldes em offset de diferentes tamanhos, permitindo que a pavimentadora lide com qualquer obstáculo com segurança. O sistema de transporte por correia ou caracol pode ser montado em pontos diferentes da máquina. Com uma ampla gama de possibilidades de movimento e ajuste, o transportador pode alimentar o concreto da moega na maioria das aplicações em inset ou offset. Dica do especialista: • Ajuste a posição das esteiras às condições da obra! • Posicione as esteiras para alcançar o máximo de estabilidade da máquina! Transportadora de caracol Pata dianteira Sentido de trabalho Molde montado no lado esquerdo Pata traseira totalmente retraída Mureta de proteção (offset) Opção 1: Máquina com três esteiras para trabalhos em offset 16 // 17 1.3 Opções de configuração da pavimentadora Caracol transversal Sentido de trabalho Molde montado no lado direito Sistema de transporte por caracol Mureta de proteção (offset) Pata dianteira articulada Opção 2: Máquina com quatro esteiras para trabalhos em offset Pata traseira totalmente retraída Correia transportadora Pata dianteira articulada Sentido de trabalho Molde montado entre as esteiras Pata traseira totalmente deslocada de forma telescópica Ciclovia/Via rural (inset) Opção 3: Máquina com quatro esteiras para pavimentação inset de lajes de concreto. 18 // 19 1.3 Opções de configuração da pavimentadora Pata dianteira articulada Sentido de trabalho Pata traseira totalmente retraída Molde montado no lado esquerdo Correia transportadora e caracol transversal Opção 4: Máquina com quatro esteiras para trabalhos em offset Mureta de proteção (offset) Correia transportadora Sentido de trabalho Pata traseira direita totalmente retraída Pata traseira esquerda totalmente deslocada de forma telescópica Pata dianteira articulada Molde montado no lado esquerdo Ciclovia/Via rural (offset) Opção 5: Máquina com quatro esteiras para pavimentação em offset de lajes de concreto. 20 // 21 2 Exemplos de máquinas e aplicações 2.1 Modelos de máquinas e faixas de desempenho 26 2.1.1 Pavimentadora de concreto SP 150 26 2.1.2 Pavimentadora de concreto SP 250 27 2.1.3 Pavimentadora de concreto SP 500 28 2.2 Exemplos de aplicação 29 2.2.1 Produção de meios-fios 29 2.2.2 Produção de perfis de meios-fios e sarjetas 30 2.2.3 Produção de muretas de proteção 31 2.2.4 Produção de canais 32 2.2.5 Pavimentação de lajes 33 22 // 23 As pavimentadoras de concreto em offset se destacam por sua ampla gama de aplicações na produção de perfis de concreto. Para atender a exigências específicas, os vários modelos de pavimentadoras apresentam diferenças de tamanho, peso, potência e funcionalidade. As máquinas são capazes de produzir perfis de geometrias diversas, tais como sarjetas de escoamento, canais, meios-fios e vias estreitas, além de muretas de proteção de até 2,20 m (7’3”) de altura. Os perfis podem ser produzidos em conformidade com várias normas nacionais ou podem ser personalizados de acordo com praticamente qualquer formato. O conceito modular das pavimentadoras de concreto, com o uso de interfaces padronizadas, permite a montagem facilitada de diferentes moldes de concreto. 24 // 25 2.1 Modelos de máquinas e faixas de desempenho 2.1.1 Pavimentadora de concreto SP 150 Esta pavimentadora de concreto da Wirtgen é ideal para meios-fios, meios-fios com sarjetas, muretas de proteção, calçadas e outras aplicações em offset. Ela pode ser ajustada rapidamente para trabalhar em ambos os lados. O design compacto da máquina garante a facilidade de seu transporte. Pavimentadora de concreto SP 150 Largura de pavimentação* até 1,5 m / 4’11” inset Altura máxima em offset 1.000 mm / 3’3” Potência do motor 60 kW / 82 PS / 80 HP Peso operacional** 8,8 – 11,1 t / 19.400 – 24.500 lbs Número de esteiras 3 Tração Hidráulica/esteiras Molde em offset Sim * = Favor consultar a fábrica em relação a larguras especiais e opcionais. ** = Os pesos dependem da configuração e da largura de trabalho da máquina. 2.1.2 Pavimentadora de concreto SP 250 A SP 250 também é usada principalmente em aplicações de offset. Os moldes podem ser ajustados tanto no lado esquerdo como no direito da máquina. Com trabalhos em offset, a máquina padrão, com três esteiras, é capaz de produzir lajes de concreto com larguras de até 1,80 m (5’11”), enquanto o modelo com quatro esteiras pode pavimentar larguras de até 2,50 m (8’2”). A largura máxima de pavimentação em inset é de 2,50 m (8’2”) – ou 3,50 m (11’6”) com a utilização de um adaptador especial. Modificações personalizadas permitem a produção de uma série ampla de aplicações especiais. Pavimentadora de concreto SP 250 Largura de pavimentação* 1,00 – 3,50 m / 3’3” – 11’6” Altura máxima em offset 1.800 mm / 5’11” Potência do motor 74 kW / 101 PS / 99 HP Peso operacional** 12 – 18,5 t / 26.500 - 41.000 lbs Número de esteiras 3 (opcional: 4) Tração Hidráulica/esteiras Molde em offset Sim * = Favor consultar a fábrica em relação a larguras especiais e opcionais. ** = Os pesos dependem da configuração e da largura de trabalho da máquina. 26 // 27 2.1 Modelos de máquinas e faixas de desempenho 2.1.3 Pavimentadora de concreto SP 500 O conceito modular da SP 500 possibilita que essa máquina pavimente e produza muretas de proteção (inclusive muretas variáveis) com alturas de até 2,20 m (7’3”). Modificações personalizadas permitem uma gama ainda mais ampla de aplicações. Pavimentadora de concreto SP 500 Largura de pavimentação* 2,00 – 6,00 m / 6’7” – 19’8” Altura máxima em offset 2.200 mm / 7’3” Potência do motor 131 kW / 178 PS / 176 HP Peso operacional** 14 - 42 t / 31.000 - 92.500 lbs Número de esteiras 3 (opcional: 4) Tração Hidráulica/esteiras Molde em offset Sim * = Favor consultar a fábrica em relação a larguras especiais e opcionais. ** = Os pesos dependem da configuração e da largura de trabalho da máquina. 2.2 Exemplos de aplicação 2.2.1 Produção de meios-fios molde pode ser montado no lado esquerdo O ou direito da máquina, de acordo com as exigências da obra. troca de lado do molde na máquina pode A ser realizada com agilidade no próprio canteiro de obras. Dica do especialista: As pavimentadoras de concreto são máquinas excepcionalmente rápidas e eficientes na produção de meios-fios. Os moldes podem ser projetados para atender a praticamente qualquer requisito. • Aumente o número de hastes ou utilize tubos de PVC durante a pavimentação em raio para produzir perfis de concreto curvos da forma mais uniforme possível! 28 // 29 2.2 Exemplos de aplicação 2.2.2 Produção de perfis de meios-fios e sarjetas Dica do especialista: Outro tipo de perfil de concreto pavimentado com aplicação de offset é o meio-fio com sarjeta. O meio-fio com sarjeta é produzido em uma única operação. Os moldes para a produção de meio-fio e sarjeta podem ser projetados praticamente em qualquer forma. • Ajuste a distância vertical entre o fio de guia e a borda superior do perfil com um número redondo (200 mm, por exemplo), para facilitar o controle e o monitoramento da operação. • Cuidado! Cuide para não tropeçar! Apresente ao seu pessoal os possíveis efeitos adversos do trabalho com o uso de fios de guia. 2.2.3 Produção de muretas de proteção As pavimentadoras de concreto representam a solução mais econômica para a produção de muretas de proteção. Os perfis de muretas de proteção podem apresentar geometrias e alturas variáveis. As muretas de proteção podem ser produzidas com ou sem armação de aço. Com o uso de armadura de aço, as barras podem ser alimentadas por portas na dianteira do molde ou o molde dianteiro aberto pode produzir o material sobre uma armadura de aço pré-ajustada. alto grau de resistência ao impacto fornece às O muretas de proteção de concreto altos níveis de desempenho de contenção. muretas de proteção feitas de concreto poAs dem ser produzidas de acordo com dimensões padronizadas ou segundo projetos especiais. muretas de proteção podem ser projetadas As para servirem como limites tanto para reserva central como para proteção lateral de pistas. 30 // 31 2.2 Exemplos de aplicação 2.2.4 Produção de canaletas As pavimentadoras de concreto são capazes de produzir canaletas de diversas formas e seções transversais, tanto em aplicações offset (acima) como inset (esquerda). A ampla gama de produtos inclui, por exemplo, sarjetas de escoamento pluvial, dutos para cabeamento e canais de grande porte. Dica do especialista: • Se o molde for montado ao lado da máquina, afastado, utilize tensores para a sua fixação, assim evitando que ele se incline ou se desloque durante a pavi mentação! 2.2.5 Pavimentação de lajes Dependendo do número e da disposição das esteiras, as pavimentadoras de concreto da Wirtgen podem pavimentar vias e outros tipos de lajes de concreto, tanto em aplicações de offset (acima) como de inset (à esquerda). Algumas das aplicações típicas incluem a pavimentação de acostamentos, ciclovias ou vias rurais. Dica do especialista: • Verifique a estabilidade e o centro de gravidade da pavimentadora se o molde for montado afastado, em posição de offset, e instale um contrapeso se necessário! 32 // 33 3 Logística de obra 3.1 Princípios básicos 38 3.2 Instalação do fio de guia 42 34 // 35 Atualmente, as enormes pressões relativas ao prazo da obra e à interdependência de várias divisões de um mesmo trabalho são características de muitos projetos. Assim, qualquer desvio do cronograma resulta em custos adicionais tremendos. O planejamento cuidadoso, principal mente em relação à logística do fornecimento do concreto, torna-se, portanto, uma exigência crucial para o andamento tranquilo do trabalho. Outro fator a ser considerado é que, em obras menores, o fechamento da via normalmente não é possível. Em vez disso, as operações devem ser realizadas sem interromper o trânsito. 36 // 37 3.1 Princípios básicos O caminhão-betoneira chega à obra pelo fluxo normal do trânsito e posiciona-se para alimentar a máquina com o concreto fresco. Coordene o processo de pavimentação com outras divisões da obra para garantir a entrega contínua de concreto. Consulte a central dosadora para verificar se o fornecimento de concreto será garantido de acordo com o cronograma. Verifique as condições e a qualidade do concreto imediatamente depois da primeira entrega e, se necessário, exija a correção da consistência do concreto para que ele atenda aos parâmetros definidos. Leve em consideração a distância entre a central dosadora e a obra, pois o concreto deverá ser totalmente processado em 90 minutos. Garanta que as rotas de acesso à pavimentadora sejam suficientemente amplas. Verifique se a pavimentadora – principalmente as suas esteiras – poderá se deslocar com segurança ao longo de todo o trecho a ser pavimentado. Depois de entregar o concreto, o caminhão-betoneira retorna ao fluxo normal do trânsito. Organize o número de veículos de transporte para garantir o fornecimento contínuo de material e, assim, minimizar os períodos de espera. Evite paradas e recomeços para garantir um produto final de alta qualidade. Durante a pavimentação em offset, garanta que os veículos de transporte possam se deslocar com facilidade junto ao trânsito para se posicionarem adiante da pavimentadora. Se possível, desvie o trânsito e garanta uma distância de segurança da obra. Verifique se a pavimentadora de concreto está funcionando de forma integral antes de começar a operação de pavimentação (níveis de abastecimento, funções elétricas e hidráulicas, etc.) 38 // 39 3.1 Princípios básicos Verifique o perfil de concreto periodicamente. Caso esteja trabalhando com um sistema de nivelamento automático, certifique-se de que os sensores estão funcionando de maneira uniforme e sem falhas. o fornecimento de concreto for interrompido Se por períodos mais longos, é aconselhável utilizar todo o material disponível na obra e limpar a máquina depois. Mantenha a velocidade de pavimentação constante sempre que possível. Se o forneci mento de concreto for limitado, é melhor continuar a operação de pavimentação a uma velocidade mais lenta e constante que parar frequentemente. Verifique a espessura de pavimentação, a estabilidade dimensional e a qualidade da superfície periodicamente durante a operação para prevenir erros de pavimentação. Fornecimento contínuo de concreto. Verifique a composição da mistura de concreto periodicamente (controle interno e externo). Durante a pavimentação de perfis de concreto armado, garanta o fornecimento de quantidades adequadas do tipo de armadura utilizada diariamente. Garanta a disponibilidade e o suprimento de lonas, compostos de cura e similares necessários para a cura dos perfis ou lajes de concreto. Leve em consideração as condições climáticas durante a fase de pavimentação. Se possível, a pavimentação somente deverá ocorrer com temperaturas entre 5ºC (40°F) e 30ºC (85°F). Realize a manutenção e a limpeza na pavi mentadora de concreto cuidadosa e diariamente ao final do dia de trabalho, retirando qualquer material residual de concreto. 40 // 41 3.2 Instalação do fio de guia Abraçadeira Haste do fio Estaca Guincho tensor Espiga Espiga Componentes exigidos para tensionar fios de guia. Encaixe ou insira uma estaca no mínimo a cada 7 metros (23’) em trechos retos. alternativa é o uso de estacas com bases Uma sólidas. importante garantir que as estacas per É maneçam na posição vertical, uma vez que isso facilitará o ajuste preciso do fio de guia. trabalhos em raios, as estacas precisam Em ser dispostas em intervalos suficientemente curtos para minimizar tangentes. Tubos de PVC e fitas de plástico também podem ser usados. a abraçadeira pela estaca ou, se estiver Deslize usando uma base de fixação, deslize a base pela estaca e prossiga com a fixação por meio do seu respectivo parafuso. Uma alternativa é o uso de suportes de autofixação acionados por mola. o fio de guia antes de fixá-lo às hastes Tensione do fio. Tensionar o fio de guia depois da sua fixação às hastes poderá resultar no desalinhamento do fio de guia. estacas devem ser dispostas a uma As distância de aproximadamente 150 mm a 200 mm (6” a 8”) atrás da posição real do fio de guia para permitir que os sensores de nível passem por elas com segurança. fio de guia deve ser disposto a uma distância O de aproximadamente 200 mm a 900 mm (8” a 35”) da borda do perfil a ser pavimentado. haste do fio é fixada à estaca por meio A de uma abraçadeira ou uma base de fixação. As abraçadeiras são normalmente usadas em pavimentação em offset. a haste do fio pelos orifícios da abra Passe çadeira ou, caso esteja usando uma base de fixação, passe a haste do fio pelo orifício da base e prossiga com a fixação com o seu respectivo parafuso. a fixação de todos os fios no mesmo Garanta lado das estacas, uma vez que isso facilitará a instalação do fio de guia. Fixação da haste do fio à base de fixação 42 // 43 3.2 Instalação do fio de guia Fio de guia instalado em uma curva Uma vez que as condições podem variar muito de uma obra para outra, a instalação do fio de guia precisa ser personalizada para atender às exigências de cada aplicação. Por exemplo, o sensoriamento pode ser realizado tanto na parte superior como na inferior do fio de guia. que o braço do sensor possa passar pelas Para hastes sem percalços durante a operação, elas devem ser levemente inclinadas para baixo quando o sensoriamento ocorrer na parte inferior do fio de guia, ou levemente para cima se o sensoriamento for efetuado no lado superior do fio. A instalação correta do fio de guia é de vital importância, já que a pavimentadora de concreto reproduzirá a rota por ele indicada. falha durante a instalação do fio de Qualquer guia inevitavelmente será refletida no produto final da estrutura de concreto. maior a distância entre o fio de guia e a Quanto máquina, menor será a precisão dos sensores. Assim, distâncias excessivas podem causar variações na leitura dos valores configurados e induzir a resultados imprecisos na pavimentação. Verificação da altura do fio de guia em uma curva fio de guia normalmente é instalado à O esquerda ou à direita da pavimentadora. Dependendo das condições da obra, no entanto, ele também poderá ser instalado entre as esteiras da máquina. garantir uma pavimentação de alta Para qualidade, a tensão do fio de guia deverá ser verificada em um teste final, por exemplo, por meio de um calibrador ou nível. 44 // 45 4 Preparação da base 4.1 A base dos perfis de concreto 50 4.2 Preparando a base com um trimmer 52 46 // 47 O sucesso da pavimentação de concreto é grandemente determinado pela ligação adesiva dos materiais utilizados no processo com a base. Existem diferentes processos para a preparação da base para garantir um nível adequado de ligação. 48 // 49 4.1 A base dos perfis de concreto Os perfis de concreto devem sempre ser produzidos sobre uma base estabilizada ou compactada. A base pode ser uma camada estabilizada ou uma base de britas, possivelmente em combinação com o uso de uma lona protetora. Dependendo da especificação e dos objetivos da obra, no entanto, a base também poderá ser estabilizada com cimento. Capas estabilizadas ou bases cobertas com britas são geralmente adequadas para fornecer a base para perfis de meio-fio, sarjeta ou lajes estreitas, enquanto camadas de base são utilizadas para muretas de proteção. Base do perfil Meio-fio e sarjeta Ciclovia/ laje estreita Mureta de proteção Solo macio e não estabilizado Adequado até certo ponto Adequado até certo ponto Adequado até certo ponto Solo estabilizado Bem adequado dependendo da carga Bem adequado dependendo da carga Não adequado Brita Bem adequado dependendo da carga Bem adequado dependendo da carga Não adequado Asfalto Adequado Adequado Adequado Base ligada hidraulicamente ou estabilizada com cimento Bem adequado Bem adequado Bem adequado Pavimentação de um perfil de concreto sobre uma base de britas Pavimentação de uma mureta de proteção sobre uma base de asfalto 50 // 51 4.2 Preparando a base com um trimmer Um método de preparação da base envolve um ajuste fino de nível com o uso de um trimmer. Esse processo garante uma pavimentação uniforme e a máxima produtividade em trabalhos com concreto. O trimmer é posicionado abaixo da máquina e na frente do molde. Sendo ajustável tanto na vertical como na horizontal, ele nivela a Trimmer com caracol distribuidor base de acordo com uma profundidade especificada. A largura de trabalho pode ser estendida em um conceito modular (requer conversão). Dependendo da configuração do trimmer, o material pode ser transportado tanto para o centro como para as laterais da máquina. Solo preparado com o trimmer O trimmer é posicionado na frente do molde 52 // 53 5 Alimentação de concreto 5.1 Correia transportadora 58 5.2 Sistema transportador de caracol 60 5.3 Alimentação transversal 62 5.4 Despejando a mistura de concreto à frente da pavimentadora 64 5.5 Calha e moega 65 5.6 Barra de ligação 66 54 // 55 A alimentação contínua de um concreto homogêneo no molde é um requisito fundamental para uma pavimentação bem-sucedida. material entregue pelo caminhão-betoneira e o transporta até a moega localizada acima do molde. Por isso, as pavimentadoras de concreto em offset são equipadas com caracóis ou correias transportadoras. O transportador recebe o Os transportadores podem ser usadas para a produção de perfis tanto em aplicações de offset como de inset. 56 // 57 5.1 Correia transportadora A correia transportadora, de operação hidráulica, é bastante larga para sempre garantir quantidades suficientes de concreto. A velocidade de transporte é continuamente ajustável, permitindo que a quantidade de concreto atenda ao tamanho da seção transversal do perfil e à velocidade de deslocamento da pavimentadora de concreto. Dependendo da especificação do cliente, a correia transportadora pode ser opcionalmente ajustada tanto manual como hidraulicamente a partir da plataforma do operador, assim reduzindo o tempo necessário para a conversão. A transportadora pode girar, pode se deslocar para cima e para baixo, além de permitir o ajuste de inclinação. Alguns modelos de máquinas podem também permitir que a transportadora seja ajustada lateralmente, o que proporciona maior flexibilidade em relação a várias configurações de trabalho. Alguns modelos de pavimentadoras de concreto também permitem que a transportadora seja montada em diferentes pontos da máquina. Isso permite a produção em uma única faixa, de maneira que tanto o caminhão-betoneira como a pavimentadora se desloquem em uma única pista. Isso é principalmente útil em obras onde o espaço é restrito. A flexibilidade no canteiro de obras também pode ser aumentada com o uso de correias transportadoras curtas ou longas. Em seu conceito dobrável, a transportadora pode ser dobrada hidraulicamente, o que permite que a pavimentadora de concreto seja transportada sobre veículos mais curtos. As correias transportadoras se destacam pela facilidade de sua manutenção. Sua limpeza é fácil e elas são sujeitas a pouco desgaste. Transporte de concreto em um molde offset via correia transportadora Transportadora padrão e transportadora dobrável Transportadora dobrável em posição de transporte Dica do especialista: • Pulverize todas as peças da transportadora que entrarem em contato com o concreto com um agente de liberação antes de começar a trabalhar! Isso facilitará a limpeza da máquina. • Lubrifique todas as peças móveis periodicamente! Isso aumentará a vida útil da transportadora. • Limpe os raspadores da correia transportadora periodicamente! Calha da correia transportadora para receber o concreto do caminhão-betoneira 58 // 59 5.2 Transportadora de caracol Diferentemente da correia transportadora, o caracol continua misturando o concreto, prevenindo a segregação da mistura. Seu diâmetro de 400 mm (16”) permite que o caracol atue como uma área de armazenamento temporário de material. O caracol, operado hidraulicamente, oferece as mesmas opções de ajuste flexível e montagem que a correia transportadora. O caracol pode armazenar material suficiente para a entrega contínua de concreto ao molde durante as trocas das betoneiras ou durante a pavimentação em raios fechados, assim minimizando os intervalos durante as operações de pavimentação. Além disso, o caracol pode ser ajustado para alcançar uma inclinação de até 45º. Essa característica permite tanto a pavimentação de perfis altos como o trabalho em obras onde o espaço é restrito. O caracol é ideal para utilização em obras onde o espaço é restrito Enquanto gira, o caracol continua misturando o concreto durante o transporte 60 // 61 5.3 Alimentação transversal Alguns modelos de pavimentadoras de concreto podem ser equipados com um caracol transversal. O caracol transversal é útil, por exemplo, quando o molde estiver montado mais afastado, ao lado do chassi da máquina, e o caminhão-betoneira e a pavimentadora se deslocarem na mesma pista. Nesse caso, o concreto será entregue à transportadora primária, repassado ao caracol transversal e finalmente transportado para o molde posicionado em offset. O caracol transversal aumenta a flexibilidade na obra O caracol transversal é capaz de alimentar o material do lado direito ou esquerdo, dependendo da disposição do molde de pavimentação. Ele pode ser ajustado hidraulicamente em ambos os lados e ser usado como área de armazenamento temporário. O caracol transversal pode ser ajustado para alcançar a posição do molde O concreto é transportado até a moega 62 // 63 5.4Despejando a mistura de concreto à frente da pavimentadora As pavimentadoras de concreto também são adequadas para a construção de estradas, ciclovias ou pavimentos de concreto similares. O concreto pode ser transportado via correia ou caracol, mas também pode ser despejado no solo, à frente da pavimentadora de concreto. 5.5 Calha e moega A entrega do concreto do caminhão-betoneira à transportadora é realizada no ponto mais baixo do sistema de alimentação. O concreto é transportado pela transportadora até o molde por meio de uma calha e uma moega de recepção. A moega fornece um sistema de pressão de volume e uma câmara de vibração que garante que o perfil do molde será preenchido e que a compactação adequada será alcançada. Calha na transportadora de caracol Entrega do concreto de uma calha articulada da transportadora à moega 64 // 65 5.6 Barra de ligação Uma pavimentadora empurrando um caminhão-betoneira O caminhão-betoneira pode ser rigidamente conectado à pavimentadora de concreto por meio de uma barra de ligação. A distância estável entre as duas máquinas garante uma entrega limpa e contínua, prevenindo perdas de material. A pavimentadora empurra o caminhão-betoneira, o que representa uma operação suave em relação à embreagem do caminhão, facilitando a vida tanto do motorista como da equipe de solo. Também não é necessário familiarizar o motorista do caminhão-betoneira com a distância que ele precisa manter da pavimentadora. 66 // 67 6Concreto/Moldes 6.1 Função e projeto do molde 72 6.2 Opções de molde 74 6.3 Funções adicionais 78 6.3.1 Molde combinado 78 6.3.2 Depressor de meio-fio 80 6.3.3 Chapas laterais 81 6.3.4 Suporte de montagem do molde 82 6.3.5 Montagem ajustável do molde 84 6.3.6 Sistema de troca rápida de montagem de molde 86 6.4 Classificação básica de diferentes tipos de moldes 88 6.5 Moldes especiais 90 68 // 69 Os moldes fornecem ao concreto a sua forma final e a pressão de contado necessária. Inúmeros perfis podem ser criados, de acordo com padrões ou com as especificações do cliente. 70 // 71 6.1 Função e projeto do molde Perfil de concreto acabado Moega Compartimento Forma do perfil Chapa lateral Subleito Componentes de um molde de concreto. A moega do molde recebe o concreto entregue pelo sistema de alimentação. A moega precisa armazenar uma certa quantidade de concreto todo o tempo durante o trabalho de pavimentação para exercer a pressão sobre o concreto sendo formado. O concreto fornecido ao molde é compactado por meio de vibradores e assume sua respectiva forma através do movimento contínuo de deslocamento da máquina. Alimentação de concreto Compactação de concreto Formação de concreto Forma do produto acabado Seção transversal de um molde de uma pavimentadora de concreto. Chapas laterais hidráulicas podem ser usadas para compensar as irregularidades do subleito. Além disso, elas previnem o vazamento do concreto e a perda de material. Antes de obter sua forma final, o perfil de concreto recebe seu acabamento superficial. Os perfis de concreto acabados apresentam um alto grau de estabilidade, baixas tolerâncias, superfícies uniformes e uma alta produtividade. Além disso, os moldes podem ser montados para permitir a pavimentação em inset ou offset. 72 // 73 6.2 Opções de molde Meio-fio Meio-fio e sarjeta Sarjeta Meio-fio e sarjeta 74 // 75 6.2 Opções de molde Canaleta em forma de U Canaleta em forma de V Mureta de proteção Laje 76 // 77 6.3 Funções adicionais 6.3.1 Molde combinado Corpo básico do molde Parte superior do molde Fuso para ajustar a largura do compartimento Guia da chapa lateral (ajustável) Guia da chapa lateral (rígida) Chapas de guia Peça da extremidade da inserção do molde Inserção de molde 3 Inserção de molde 1 Inserção de molde 2 Perfil de concreto acabado Projeto de um molde combinado Moldes combinados compreendem o corpo de um molde básico e suas várias inserções. As larguras de trabalho e geometrias das inserções permitem que o molde seja usado em uma ampla gama de aplicações. O molde combinado pode ser uma alternativa com uma ótima relação custo-benefício. As inserções de molde têm larguras de trabalho de 250 mm a 1.100 mm (10” a 3’7”) e várias espessuras de pavimentação. As inserções do molde são intercambiáveis, permitindo que um perfil de canal, por exemplo, seja substituído por um perfil de meio-fio e sarjeta, e vice-versa. chapas de guia da e posiciona a inserção do molde de volta entre as guias rumo à moega do molde. O sistema é vedado pela pressão de contado exercida pela unidade de fixação. Um fuso permite que a chapa lateral ajustável (interna) seja deslocada manualmente para que a distância entre as chapas laterais seja a mesma que a largura de trabalho da inserção do molde usado. A unidade de fixação hidráulica se desloca de forma telescópica, é colocada atrás das A chapa lateral ajustável é pressionada contra a inserção do molde para que seja travada positivamente ao corpo do molde. A extremidade de alinhamento fino do molde é parafusada às chapas de guia e alinhada. Produção de um perfil de meio-fio e sarjeta com o uso de um molde combinado 78 // 79 6.3 Funções adicionais 6.3.2 Depressor de meio-fio (chapa para calçada) A chapa é hidraulicamente baixada no local da seção plana Borda de meio-fio levemente arredondada Meios-fios contínuos geralmente precisam incluir seções planas para facilitar o acesso a calçadas ou estacionamentos. O uso de dois moldes para esse tipo de obra envolveria um trabalho significativo. da seção do meio-fio do molde, mas permite que concreto preencha a seção da sarjeta. A chapa é suspensa novamente ao retornar à pavimentação do meio-fio em sua altura total. Uma chapa rebaixada ou chapa rotacional é usada em seções planas, o que mantém o concreto fora Essa funcionalidade é chamada de depressor de meio-fio ou chapa para calçada. Meio-fio sem depressão Meio-fio com depressão Depressor de meio-fio (chapa pressionada para baixo) Princípio operacional do depressor de meio-fio Molde 6.3.3 Chapas laterais Cilindros hidráulicos pressionam as chapas laterais contra a base As chapas laterais hidráulicas são usadas para minimizar a quantidade de concreto que vaza do molde e garantir a limpeza das bordas acabadas do perfil de concreto. As chapas laterais são pressionadas hidraulicamente contra a base, vedando o molde nos lados. A perda de concreto é minimizada 80 // 81 6.3 Funções adicionais 6.3.4 Suporte de montagem do molde Molde montado no lado esquerdo da pavimentadora Os moldes podem ser montados tanto no lado esquerdo como no direito da pavimentadora. Um suporte telescópico do molde permite que ele seja colocado na posição horizontal exigida. Molde montado no lado direito da pavimentadora 82 // 83 6.3 Funções adicionais 6.3.5 Montagem ajustável do molde Molde posicionado dentro de um canal O ajuste hidráulico de altura permite que o molde seja adaptado às condições da obra e rebaixado facilmente até o nível da base. Assim, torna-se muito fácil evitar obstáculos como tampas de bueiros. A altura pode ser ajustada em até 400 mm (16”). Molde rebaixado abaixo da base 84 // 85 6.3 Funções adicionais 6.3.6 Sistema de troca rápida de montagem de molde Os moldes em offset podem ser conectados ou desconectados com rapidez e facilidade com o uso de um sistema opcional de troca rápida. Para tanto, a pavimentadora se desloca até o molde para deslizar os ganchos de montagem pelas guias do molde. O molde é então fixado ao suporte por meio de uma ferramenta de fixação hidráulica. Passo 1: Desloque-se até o molde Passo 2: Baixe a chapa de ligação com os ganchos de montagem Passo 3: Deslize os ganchos de montagem pelas guias sobre o molde Passo 4: Fixe o molde com cilindros hidráulicos 86 // 87 6.4 Classificação básica de diferentes tipos de moldes Tipo de molde Tipo 1 Tipo 2 Base Nível, preparado Não preparado Trimmer Desnecessário Necessário Chapa lateral hidráulica Necessário Desnecessário Geralmente é feita uma distinção entre dois tipos de moldes: equipado com um trimmer para “aparar” o nível antes da operação de pavimentação. O Tipo 1 é usado em bases previamente preparadas. As chapas laterais hidráulicas fornecem bordas com acabamento limpo. A máquina não vem equipada com um trimmer. O Tipo 2 é A base aparada com o uso do trimmer dispensa a necessidade de chapas laterais hidráulicas e maximiza a produção com o concreto. Molde do Tipo 1 sem o trimmer Molde do Tipo 2 com o trimmer 88 // 89 6.5 Moldes especiais Esta aplicação envolve a produção de um meio-fio com uma tubulação de escoamento pluvial. O espaço oco é criado por uma mangueira de borracha cheia de ar que é ventilada e retirada depois do endurecimento do concreto. As pranchas de poliestireno, inseridas para formar as áreas de escoamento, são retiradas depois que o concreto endurecer em 5 ou 6 horas. Pranchas de poliestireno Mangueira de borracha Duto de escoamento pluvial Meio-fio Esta aplicação envolve a extensão de um perfil de concreto existente. O fio de guia não é necessário, já que o perfil existente pode ser usado como um modelo para a nova pavimentação. Novo perfil Perfil existente 90 // 91 6.5 Moldes especiais As chapas laterais, cuja altura pode ser ajustada hidraulicamente, permitem o ajuste facilitado em diferentes profundidades. As chapas laterais sempre ajustam o contorno do canal de forma precisa. Molde de canal com chapa lateral ajustável Canal escavado previamente Os arredores da obra, como a encosta à esquerda, às vezes não permitem que a pavimentadora suba até o local da obra. Este projeto especial, com um chassi com suporte modificado e uma calha, possibilita a pavimentação de canais de água em offset com relação à máquina. Um contrapeso pode ser acoplado ao lado oposto da pavimentadora. Estrutura de suporte Canal de água 92 // 93 6.5 Moldes especiais Nesta aplicação, a pavimentadora de concreto está rebocando um perfil que está rigidamente montado dentro do molde durante a operação de pavimentação. O processo dispensa o uso de tubulações de apoio, que seriam depois retiradas em uma operação separada, criando um espaço continuamente oco dentro do perfil. Duto de escoamento pluvial Sarjeta com fenda Prancha de poliestireno Perfil de aço rebocado Pranchas de poliestireno removíveis são inseridas nas fendas criadas pelo molde acima da tubulação durante a operação de pavimentação. Para estabilizar o perfil, a fenda é ajustada manualmente em intervalos definidos. O perfil acabado será usado para o escoamento de um pavimento a ser construído mais tarde. Duto de escoamento pluvial Sarjeta com fenda Prancha de poliestireno Perfil de aço rebocado 94 // 95 7 Compactação de concreto 7.1 Funcionalidade do vibrador 100 7.2 Projetos de vibradores 102 7.2.1 Vibradores retos 102 7.2.2 Vibradores curvos 102 7.3 Tipos de operação de vibradores 103 7.3.1 Vibradores elétricos 103 7.3.2 Vibradores hidráulicos 103 7.4 Raio teórico eficaz do vibrador 104 7.5 Posicionamento dos vibradores 106 7.5.1 Aplicações de offset 106 7.5.2 Pavimentação de lajes 108 7.6 Definição da frequência 110 96 // 97 Os perfis em offset somente atenderão aos requisitos específicos se a compactação do concreto no molde for garantida. Os vibradores de concreto são posicionados dentro da moega para compactar de forma homogênea o concreto fresco. Uma ampla variedade de vibradores de concreto é oferecida, com diferenças de conceito, tipo, acionamento e tamanho. 98 // 99 7.1 Funcionalidade do vibrador A mistura de concreto fresco que é alimentada na moega contém um percentual variável de vazios, dependendo tanto da consistência como do tipo dos agregados usados. Esses vazios precisam ser retirados para fornecer ao concreto fresco as propriedades exigidas, tais como a adequação à pavimentação de concreto e a resistência. Os vibradores contêm um peso excêntrico, ligado ao eixo do dispositivo, que realiza a vibração devido ao aumento da velocidade do vibrador. O concreto precisa ser compactado uniformemente por toda a seção transversal, sendo que as áreas não compactadas precisam ser evitadas. Os vibradores precisam ser dispostos em intervalos definidos dependendo da aplicação específica. O movimento de deslocamento contínuo da pavimentadora é outro requisito para a produção de um perfil de concreto estruturalmente sólido. Durante o processo de compactação, os vibradores de concreto de alta frequência transferem essas vibrações ao concreto. Isso faz com que o ar do concreto suba à superfície e que os vazios se fechem. Além da operação de compactação, a massa de concreto vibra e é caracterizada pela melhoria das suas propriedades de vazão, garantindo a criação de um perfil de concreto homogêneo. Esse processo é chamado de liquefação do concreto. Baixa qualidade do concreto devido ao teor excessivo de vazios Dica do especialista: • Limpe cuidadosamente os vibradores e a sua suspensão depois da conclusão da operação de pavimentação! Se a suspensão do vibrador estiver suja, o vibrador não será capaz de funcionar adequadamente, o que ocasionará o aumento do consumo de energia e, possivelmente, a falha do vibrador. Alta qualidade de concreto devido ao baixo teor de vazios e à distribuição granulométrica homogênea Bujão O tubo protetor liso evita que o concreto seja “batido”. Conexões totalmente protegidas garantem a proteção contra danos, assim como a vedação e a dissipação de calor. A geometria interna do vibrador evita o dano ao tubo protetor pela suspensão do vibrador Motor indutor trifásico integrado Grande raio de eficiência e alto poder de compactação devido à alta força excêntrica Rolamentos de roletes especiais Componentes de um vibrador elétrico 100 // 101 7.2 Projetos de vibradores 7.2.1 Vibradores retos Os vibradores retos são usados principalmente em pavimentação em offset, especialmente na produção de estruturas retas e verticais, tais como muretas de proteção ou perfis de meio-fio e sarjeta. A sua suspensão, fina e de pequeno porte, permite que os vibradores retos garantam a vazão uniforme de concreto pela moega. 7.2.2 Vibradores curvos Os vibradores curvos são geralmente usados na pavimentação de lajes de concreto, sendo montados na zona de compactação, à frente do molde. 7.3 Tipos de operação de vibradores 7.3.1 Vibradores elétricos Os vibradores elétricos passaram no teste de pavimentação de lajes de concreto. Cada vibrador do sistema pode ser monitorado eletricamente, e um alerta aparecerá em caso de falhas do vibrador. Essas funcionalidades garantem uma compactação de concreto ideal e controlada. Os vibradores elétricos são acionados por um motor indutor trifásico, o que faz com que eles apresentem uma operação altamente eficiente, econômica e com pouca manutenção. 7.3.2 Vibradores hidráulicos A vibração hidráulica é principalmente adequada em aplicações de offset, tais como a produção de perfis de meio-fio e sarjeta ou muretas de proteção. Principalmente na pavimentação de perfis de geometria complexa, os vibradores precisam agir sobre o concreto em diferentes zonas e com diferentes graus de intensidade. A frequência de cada vibrador hidráulico pode ser ajustada separadamente ou os vibradores podem ser ajustados a misturas de concreto com consistências variáveis. Dica do especialista: • Os vibradores elétricos são ideais para a pavimentação de lajes de concreto, principalmente devido à sua alta eficiência e ao seu controle simples. • Somente acione os vibradores quando eles estiverem imersos no concreto dentro da moega. 102 // 103 7.4 Raio teórico eficaz do vibrador O raio de eficácia de um vibrador para a compactação de concreto pode ser descrito como uma estrutura com forma de cone que envolve o eixo do vibrador. As variações da frequência de vibração levam a alterações correspondentes na base do cone – o raio de eficácia – e, assim, em toda a área de eficácia de compactação. Vibrador Vibrador Raio de eficácia Raio de eficácia Raio de eficácia com uma baixa frequência vibratória Raio de eficácia com uma alta frequência vibratória Para garantir uma compactação homogênea e integral, os vibradores precisam ser instalados na moega entre intervalos regulares. O nível do concreto na zona de compactação ou na moega também exerce um papel importante. O concreto da moega precisa exercer uma pressão sobre o volume para alcançar a compactação completa e preencher o molde de forma adequada. Por isso, um nível suficiente de concreto precisa ser sempre garantido na moega em aplicações em offset. Em pavimentação de lajes de concreto, o nível do concreto acima do molde, dependendo da posição dos vibradores, deverá ser igual a aproximadamente metade da espessura da laje de concreto a ser produzida. Uma fórmula de aproximação para definir o raio teórico eficaz do vibrador projeta o diâmetro do raio de eficácia para que ele seja aproximadamente dez vezes o do vibrador. Vibrador d Raio de eficácia D = 10 x d 104 // 105 7.5 Posicionamento dos vibradores 7.5.1 Aplicações de offset Os vibradores precisam ser posicionados correta mente para garantir a compactação ideal da mistura de concreto. Eles podem ser instalados com seus eixos longitudinais apontados na direção do fluxo do material. O número de vibradores e a sua disposição dependem da consistência do concreto, do tamanho e do tipo do perfil a ser pavimentado. Como regra geral, os vibradores precisam ser instalados de acordo com intervalos para garantir a sobreposição dos seus raios de eficácia e evitar áreas não compactadas ainda no concreto depois da compactação. Os vibradores realizam a compactação do concreto O seguinte vale em aplicações de pavimentação em offset: Posição dos vibradores dentro da moega. o número de vibradores de acordo com Escolha a seção transversal do perfil. Garanta a sobreposição de raios de vibração eficazes. um alto nível de consistência de con Mantenha creto na moega para garantir uma compactação altamente uniforme. Posicione os vibradores para evitar a colisão com qualquer armadura de concreto. Sobreposição de raios de vibração eficazes 106 // 107 7.5 Posicionamento dos vibradores 7.5.2 Pavimentação de lajes O seguinte vale para aplicações de pavimentação de lajes de concreto: Posicione os vibradores na frente do molde. mistura de concreto precisa ser compactada A uniformemente e totalmente por toda a seção transversal da laje. Para garantir a compactação adequada, ajuste os vibradores internos com a mesma altura e na mesma direção ao longo de toda a largura de pavimentação. os vibradores de acordo com intervalos Instale regulares para prevenir a permanência de áreas não compactadas no concreto. primeiros vibradores no lado esquerdo ou Os direito são geralmente instalados a uma distância de aproximadamente 125 mm (5”) da lateral do molde. Os vibradores restantes deverão ser instalados de acordo com intervalos de 360 a 380 mm (14” a 15”). essencial manter um alto nível de preenchi É mento de concreto na zona de compactação para garantir uma alta qualidade de compactação e uniformidade. Os vibradores são dispostos de acordo com intervalos regulares ~125 mm ~ 360 380 mm ~ 360 380 mm Sobreposição de raios de vibração eficazes 108 // 109 7.6 Definição da frequência Medidor de frequência A potência de compactação dos vibradores dependerá de uma série de parâmetros, tais como a consistência da mistura de concreto ou o tipo de agregados usado. Para alcançar a compactação adequada, o eixo do vibrador deverá funcionar de acordo com uma faixa de velocidade entre 7.000 e 12.000 revoluções por minuto (rpm). A velocidade dos vibradores é medida por meio de um medidor de ressonância/revoluções/ frequência. O aparelho mede a frequência dos vibradores com um alto grau de precisão, trabalhando com uma faixa de tolerância de aproximadamente +/- 2%. A faixa de medição é de 800 a 50.000 revoluções por minuto (rpm), o que equivale a aproximadamente 14 a 833 Hz. Para determinar a frequência, o aparelho é colocado contra o tubo protetor do vibrador durante o processo de pavimentação. Ao girar a parte de cima do medidor de frequência para a esquerda, estende-se o fio piloto. Ao atingir um certo comprimento, a extremidade do fio piloto ocasionará a vibração em sua frequência natural (ressonância). Depois de ajustar o medidor de frequência em sua maior amplitude, a marca na escala superior mostrará a velocidade atual por minuto (rpm). A escala inferior mostrará o número atual de vibrações por segundo (Hz). 110 // 111 8 Cura 8.1 Proteção climática 116 8.1.1 Tratamento com compostos de cura 116 8.1.2 Lonas de cura 118 8.1.3 Umidade contínua com água 119 8.2 Corte de juntas 120 8.2.1 Juntas de contração 120 8.2.2 Juntas de expansão 122 8.3 Vedação de juntas 123 8.4 Métodos de ensaio de concreto 124 8.4.1 Ensaio de concreto fresco 124 8.4.1.1 Ensaios de definição da consistência do concreto 125 8.4.1.2 Definição do teor de ar por meio do 8.4.2 método de medição de pressão 134 Ensaio de concreto endurecido 136 112 // 113 À medida que o concreto curar, o seu volume diminuirá – ele encolherá. A menos que se mantenha o teor de água necessário durante o processo de hidratação, ocorrerão tensões no concreto, o que pode levar a rachaduras excessivas. As condições climáticas também exercem um efeito significativo. A secagem da superfície do concreto é acelerada com temperaturas ambientes mais altas ou com exposição ao sol. Estruturas de concreto fresco e recém-construídas também precisam de proteção contra a chuva, o vento, o sol e o sereno. O período de cura depende largamente do uso pretendido, da composição e do desenvolvimento da resistência do concreto, assim como da temperatura do concreto e das condições ambientais. Uma vez que o concreto se contrai durante a hidratação, mesmo com a devida proteção, as juntas precisam ser produzidas no concreto de acordo com intervalos definidos para evitar rachaduras descontroladas. 114 // 115 8.1 Proteção climática 8.1.1 Tratamento com compostos de cura Os compostos de cura criam um filme fino protetor sobre a superfície do concreto, o que evita a evaporação da água durante o processo de hidratação. Os fluidos de cura são compostos líquidos e parafínicos caracterizados por um alto coeficiente de barreira, o que reduz significativamente a evaporação da água na superfície do concreto depois de sua aplicação. Os poros da superfície de concreto pulverizada com um composto de cura são selados por meio de cera. Bomba de pulverização de alta pressão Em decorrência disso, a água é retida no concreto, o que causa a hidratação como um processo estável. O composto de cura é aplicado sobre a superfície do concreto por meio de um aparelho adequado de pulverização. Bombas de alta pressão são ideais para a pulverização de perfis de offset ou lajes de concreto de pequeno porte. O uso de máquinas autopropulsionadas de cura, com sistemas automáticos de pulverização, é mais prático para a cura de pavimentos maiores. O composto de cura precisa ser aplicado sobre toda a superfície assim que a camada superficial de água desaparecer. Aplique o composto de cura da forma mais uniforme possível É necessário muito cuidado para garantir que um filme contínuo seja criado de acordo com a quantidade de pulverização especificada pelo fabricante. A quantidade de composto de cura pulverizado pode ser verificada por meio de um ensaio simples. Para tanto, uma folha limpa, tamanho A4, é pesada e colocada sobre a superfície de concreto a ser curada. A mesma folha é pesada novamente depois da pulverização. A diferença de peso é igual à quantidade de líquido absorvido pela folha de papel. DIN A4 = 0,21 m x 0,297 m = 0,06237 m2 0,06237 m2 x 16 = 1 m2 A diferença resultante no peso, multiplicada por 16, é igual à quantidade de composto de cura pulverizado por metro quadrado de superfície de concreto. Superfícies verticais podem exigir a repetição da pulverização. Os compostos de cura são geralmente misturados com pigmentos de cores claras, que refletem a luz do sol e facilitam a definição da uniformidade de pulverização da superfície. Dica do especialista: • Uma folha de papel tamanho DIN A4 e uma balança de carta padronizada podem ser usadas para verificar a quantidade de composto de cura a ser pulverizado. Ensaio para determinar a quantidade de pulverização necessária 116 // 117 8.1.2 Lonas de cura Laje de concreto recém-construída e coberta por um filme de polietileno. Uma cobertura de barraca de lona A cobertura de superfícies de concreto com filme de polietileno é normalmente feita para a proteção contra a evaporação excessiva da superfície. Os filmes precisam ser aplicados sobre o concreto levemente úmido com uma sobreposição. Ao cobrir superfícies de concreto com materiais saturados com água, tais como estopa, tapetes de palha ou camadas de areia, a umidade da cobertura precisa ser mantida, e talvez seja necessário evitar a liberação rápida da umidade por meio de uma cobertura adicional com um filme de polietileno. Para evitar que o ar passe entre a superfície de concreto e a cobertura, desidratando o concreto, muito cuidado é necessário para que as lonas sejam firmemente fixadas nas bordas, por exemplo, por meio de uma fita adesiva. Lonas dobráveis e portáteis são comprovadamente adequadas para a cobertura de lajes de concreto. Elas fornecem proteção contra a exposição ao sol e à chuva, mas também contra a evaporação. 8.1.3 Umidade contínua com água O umedecimento de superfícies de concreto com água é outra medida adotada para evitar a evaporação excessiva da superfície. A superfície de concreto precisa estar úmida o tempo todo, pois a alternância entre umidade e secura pode causar tensões e rachaduras do concreto fresco. Máquinas de cura de texturas são ideais para a aplicação de água. A aplicação de jatos de água diretamente sobre o concreto deve ser evitada já que o resfriamento repentino da superfície de concreto pode causar a rachadura da estrutura. Além disso, a pasta de cimento pode ser lavada dessa maneira, o que pode ter um efeito adverso na resistência da estrutura dos agregados na área da laje ou da superfície do perfil. A cura por umidade não é permitida em temperaturas negativas. Em vez disso, um sistema de isolamento térmico precisa ser instalado como proteção de resfriamento. Outras medidas são necessárias em caso de altas temperaturas ambientes, de exposição direta à luz solar, de condições extremamente ventosas ou de temperaturas extremamente baixas. Umedecimento de concreto por meio de uma máquina de cura de texturas 118 // 119 8.2 Corte de juntas A formação natural e praticamente incontrolável de rachaduras do concreto precisa ser evitada para que não tenha um efeito adverso sobre a usabilidade e vida útil das estruturas. O concreto tem relativamente uma baixa resistência à tração. Por isso, juntas artificiais são feitas de acordo com intervalos definidos para evitar rachaduras indes- 8.2.1 ejadas e controlar o processo de rachadura. Geralmente, existe uma distinção entre juntas de contração e juntas de expansão. As juntas de contração são importantes para limitar a seção transversal do perfil, enquanto as juntas de expansão cortam a estrutura em partes totalmente separadas. Juntas de contração Disco de corte de diamante Disco de corte de diamante As juntas de contração são pontos pré-definidos de quebra do perfil de concreto. Depois do endurecimento do concreto, uma fenda é feita na superfície da seção transversal do perfil para enfraquecê-lo, provocando a formação controlada de uma rachadura em uma posição definida. A rachadura antecipada será propagada por toda a profundidade da seção nesse ponto. permitir a transmissão das forças entre as partes separadas da estrutura. A experiência comprovou que a ligação natural das superfícies da rachadura é adequada para Um disco de corte de diamante é usado para cortar ranhuras de 2 cm a 3 cm (0,8” a 1,2”) de profundidade por toda a seção transversal do perfil de concreto. Os intervalos entre as juntas variam de 4.5 m a 10 m (15’ a 33’), de acordo com a especificação. De um lado, as juntas precisam ser cortadas suficientemente cedo para evitar quaisquer tensões de tração que ocorram durante o endurecimento do concreto. ser cortadas algumas horas depois da conclusão da operação de pavimentação com altas temperaturas ambientes, e em um ou dois dias em climas mais frios. Por outro lado, o concreto precisa endurecer o suficiente para permitir cortes precisos sem prejudicar o material. Portanto, as juntas podem Em algumas aplicações, as juntas podem ser formadas com ferramentas de cunhagem que trabalham sobre o concreto ainda fresco. Dica do especialista: • Tenha muito cuidado no começo do corte da junta, na seção superior do perfil de concreto, depois continue lentamente com o corte vertical para baixo! • Não deixe o concreto endurecer de forma excessiva para conseguir fazer um corte preciso! Faça um ensaio aproximadamente de 2 a 6 horas depois da operação de pavimentação (dependendo das condições climáticas) para estabelecer a janela de corte! • Cuide para não desgastar excessivamente nenhuma parte da estrutura de concreto durante o corte. Em vez disso, certifique-se de que a superfície fique com um corte limpo e preciso! • Utilize o sistema de pulverização de água durante o corte para reduzir a produção de poeira! • Cuidado com qualquer armadura! 120 // 121 8.2 Corte de juntas 8.2.2 Juntas de expansão Corte de juntas de expansão com uma motosserra As juntas de expansão são necessárias na pavimentação de seções longas e contínuas ou quando os perfis de concreto encontrarem estruturas fixas, tais como pontes. As seções de concreto são separadas por uma fenda, o que permite a expansão das partes do perfil. Mureta de proteção totalmente separada 8.3 Vedação de juntas Antes de serem vedadas, as juntas precisam ser limpas. Para evitar vazamentos e danos à estrutura de concreto, as juntas são pré-tratadas com uma base. Base e composto de vedação de junta Depois, elas recebem um composto de vedação de juntas, tal como silicone. Uma alternativa é o uso de um perfil de junta compressível que é prensado contra a fenda. O composto de vedação limita a entrada de água e outras impurezas na junta. A vedação das juntas deve ser realizada em tempo seco e não em temperaturas que induzam ao congelamento. O concreto precisa endurecer suficientemente. Dica do especialista: • Limpe a junta cortada com ar comprimido, aplique a base e preencha o espaço com silicone limpo! Limpe qualquer excesso de silicone da forma mais limpa e rápida possível antes do endurecimento! • Distribua o composto de vedação da junta da forma mais uniforme possível dentro da fenda, criando uma superfície vedada com a distribuição adequada do silicone! 122 // 123 8.4 Métodos de ensaio de concreto Existe uma diferença entre o ensaio de concreto fresco e o de concreto endurecido. O concreto 8.4.1 será considerado fresco enquanto ele for passível ao processamento e à compactação. Ensaio de concreto fresco Os métodos de ensaio de concreto fresco que são mais relevantes para os procedimentos no canteiro de obras incluem o de consistência do concreto e o do teor de ar. Os métodos de ensaio descritos nas seções seguintes são realizados de acordo com as normas alemãs, a menos que conste o contrário. De acordo com nossa experiência, entretanto, as diretrizes europeias ou americanas são idênticas ou comparáveis às normas alemãs adotadas. Dica do especialista: • Os ensaios de concreto devem trabalhar com amostras colocadas sobre uma base estável e horizontal! • Mantenha a limpeza dos instrumentos e remova qualquer material de concreto remanescente depois de cada ensaio! • Realize todas as medições imediatamente depois da amostragem! 8.4.1.1 Ensaios de definição da consistência do concreto Definição de consistência: Uma vez que a trabalhabilidade do concreto não é um termo físico, mas antes uma combinação desconhecida das propriedades da capacidade de vazão, capacidade de deformação e compactação, não é possível apresentar uma definição física e única nem realizar um ensaio físico incontestável. Além disso, o concreto fresco está em estado plástico durante o transporte, em estado líquido durante a mistura e a compactação e temporariamente em ambos os estados durante a pavimentação. Faixa de consistência Muito rígido Assim, o termo consistência é usado para uma avaliação quantitativa da capacidade de compactação do concreto. Segundo a DIN 1045-2 / DIN EN 206-1, a consistência do concreto fresco se divide nas categorias seguintes: muito rígido, rígido, plástico, mole, muito mole, fluído e muito fluído. Dentro desses limites e categorias, a consistência pode ser indicada mais precisamente pelo grau de consistência de acordo com a tabela abaixo: Classes de consistência de vazão Consistência Classe de vazão [mm] Grau das classes de capacidade de compactação Consistência Classe de vazão [mm] – – C0 ≥ 1.46 Rígido F1 ≤ 340 C1 1.45 – 1.26 Plástico F2 350 – 410 C2 1.25 – 1.11 C3 1.11 – 1.04 Mole F3 420 – 480 Muito mole F4 490 – 550 Fluído F5 560 – 620 Muito fluído F6 ≥ 630 124 // 125 8.4 Métodos de ensaio de concreto Os métodos de ensaio de consistência mais usados internacionalmente serão explicados a seguir. Os ensaios meramente consideram o peso da mistura de concreto, não refletindo os processos dinâmicos que ocorrem durante a operação de pavimentação. Teste de mesa de fluidez de acordo com a DIN EN 12350-5 O tronco de um cone é colocado sobre uma mesa de fluidez previamente umedecida. O concreto fresco enche o cone em duas camadas, sendo que cada uma delas é compactada golpeando-se levemente dez vezes com o uso de uma haste de madeira. Depois de retirado o cone, suspenso verticalmente, a mesa de fluidez é lentamente levantada e largada 15 vezes em 15 segundos. O diâmetro do material de concreto espalhado é Enchimento com concreto fresco medido em direções paralelas às bordas da mesa de fluidez. A média aritmética de ambas as medições é a consistência de fluidez a. O concreto deve apresentar uma forma regular e uma superfície fechada. O ensaio da mesa de fluidez é principalmente ideal para concretos moles ou muito fluídos, embora não seja adequado com concretos rígidos ou muito rígidos. d1 + d2 a= 2 Retirada do cone Suspensão e queda da mesa de fluidez Definição da consistência da fluidez 126 // 127 8.4 Métodos de ensaio de concreto Grau de capacidade de compactação de acordo com a DIN EN 12350-4 Coloca-se o concreto fresco em um recipiente metálico de 400 mm de altura, aberto na parte de cima, e com uma seção transversal de 200 mm X 200 mm (ou em um recipiente cúbico de 200 mm com uma estrutura circundante de 200 mm) sem compactação. Uma colher de pedreiro é usada para tanto, enchendo-se o recipiente com uma das bordas longitudinais da colher. Qualquer excesso de concreto deve ser nivelado na superfície. Depois, o concreto é compactado o máximo possível com o uso de uma mesa vibratória e um vibrador interno ou um dispositivo para golpear o material. O grau de capacidade de compactação v é calculado como a proporção da altura do concreto não compactado h em relação à altura do concreto depois da compactação h-s (média aritmética obtida pela medição dos quatro cantos do recipiente em mm). Enchimento com concreto fresco Vibração do recipiente cheio de concreto Esse método de ensaio é ideal com concretos de consistência muito rígida, rígida e plástica. h 400 V= = h–s 400 – s Concreto totalmente compactado Meça a altura do concreto no recipiente 128 // 129 8.4 Métodos de ensaio de concreto Ensaio de abatimento (ensaio de “slump”) de acordo com a DIN EN 12350-2 Enche-se o tronco de um cone com concreto fresco, com a altura de 300 mm, diâmetro superior de 10 cm e diâmetro de base de 20 cm, em três camadas de volume aproximadamente igual. Cada camada é compactada com 25 golpes, com o uso de uma haste com peso de 1,5 kg. O cone metálico é suspenso verticalmente de cinco a dez segundos depois do enchimento. A altura máxima do cone de concreto abatido é medida imediatamente depois da retirada do molde. O abatimento é calculado como a diferença entre a altura do molde e a altura do cone de concreto depois da retirada do molde. Encha o molde em um terço de sua altura Compacte a camada de concreto O abatimento pode ser definido por meio de uma tabela dividida entre as classes de S1 a S5, com abatimentos entre 10 mm até mais de 220 mm. A duração total do ensaio não deverá ultrapassar dois minutos e meio. O ensaio de abatimento é particularmente adequado em concretos de consistência intermediária. Suspenda o cone de abatimento verticalmente Meça a diferença de altura 130 // 131 8.4 Métodos de ensaio de concreto Ensaio “Vebe” de acordo com a DIN 12350-3 O concreto fresco é colocado em um tronco de cone e compactado. O cone tem a altura de 30 cm, um diâmetro superior de 10 cm e diâmetro de base de 20 cm, sendo colocado dentro de um recipiente cilíndrico de 24-cm. Depois da retirada do cone de abatimento, o concreto é remoldado da forma de um tronco de cone, adotando a forma do recipiente cilíndrico, enquanto é exposto à ação de uma mesa vibratória padrão e uma carga imposta simultaneamente. O grau de consistência é o tempo, em segundos, necessário para a realização desse processo de remodelamento. Coloque o concreto fresco e compacte Suspenda o cone de abatimento verticalmente Esse método de ensaio é adequado principalmente para concretos entre rígidos e plásticos. Aplique a carga e realize a vibração Marque o tempo necessário para a remodelagem completa 132 // 133 8.4 Métodos de ensaio de concreto 8.4.1.2Definição do teor de ar por meio do método de medição de pressão Conforme a especificação DIN EN 12350-7, o método de medição da pressão utiliza um recipiente vedado para testar o teor de ar do concreto fresco. A medição se baseia no fato de que o volume de ar contido no concreto compactado será alterado com a exposição à pressão positiva. O concreto fresco é colocado em um recipiente e compactado. O recipiente é vedado e a pressão positiva é gerada no vaso de pressão. Uma garrafa de lavagem é usada para injetar água no recipiente através de válvulas, enchendo o espaço entre o concreto e a tampa do recipiente. As válvulas são fechadas e a pressão positiva é liberada na amostra de concreto por meio de uma terceira válvula. O teor de ar poderá ser diretamente medido no medidor de pressão. A definição do teor de ar do concreto fresco possibilitará a determinação da resistência à geada da estrutura de concreto endurecida. O teor de ar descreve o percentual volumétrico dos vazios de ar em um concreto totalmente compactado. Concretos que não contêm agentes de transporte de ar normalmente têm teores de ar de 1% a 2% por volume. O teor de ar total de concretos aerados autoclavados é maior devido aos vazios de ar artificialmente transportados. Os efeitos colaterais resultam na melhoria da coesão e da trabalhabilidade do concreto fresco, além da resistência ao congelamento da estrutura de concreto endurecida. Coloque o concreto fresco e compacte Injete água Libere a pressão positiva Realize a leitura do teor de ar 134 // 135 8.4 Métodos de ensaio de concreto 8.4.2 Ensaio de concreto endurecido A resistência à compressão é a propriedade mais importante do concreto, sendo que o ensaio da resistência à compressão, conforme a especificação DIN EN 12390-2, é o método mais amplamente aplicado para se testar o concreto endurecido. As normatizações específicas de cada país normalmente estipulam o ensaio de amostras em relação à avaliação da resistência. Com base na resistência à compressão definida com o ensaio, o concreto pode ser classificado de acordo com diferentes classes de resistência. Passo 1: Preparação das amostras A norma nacional alemã também especifica: Na Alemanha, cubos com comprimento de borda de 150 mm são o tipo de amostra mais frequentemente utilizado para os ensaios de resistência à compressão. Os procedimentos internacionais desse ensaio geralmente utilizam cilindros com diâmetros entre 100 mm e 150 mm, em uma proporção de altura por diâmetro de 2:1. Principalmente nos Estados Unidos, ensaios de resistência à compressão são realizados com o uso de cilindros com altura de 152 mm (6”) e diâmetro de 305 mm (12”). Coloca-se o concreto fresco no molde em, no mínimo, duas camadas separadas de ≤ 100 mm de espessura cada e realiza-se a compactação. A compactação é realizada com o uso de vibra dores internos, uma mesa vibratória ou pilões (25 golpes por camada). A vibração deve continuar até que o desenvolvimento de bolhas de ar na superfície tenha diminuído consideravelmente. Se o concreto for compactado com uso de um pilão, a espátula precisa mexer a área entre o concreto e as paredes internas do molde depois do enchimento para permitir que o ar preso às paredes possa sair pela superfície. Independentemente do tipo de compactação utilizado, a superfície deve ser trabalhada depois da compactação para se atingir uma superfície mais nivelada e uniforme possível. Mantenha as amostras do ensaio a (20 ± 2) °C por (24 ± 2) horas depois da preparação, e forneça proteção contra secagem. as amostras do ensaio dos moldes Retire depois de (24 ± 2) horas. as amostras do ensaio fora dos moldes Coloque em estrados em uma banheira ou em uma bandeja de prateleira em uma câmara de cura a > 95% de umidade relativa, e armazene a (20 ± 2) °C por 6 dias até a hora do ensaio. forma alternativa, armazene as amostras do De ensaio a (20 ± 2) °C e (65 ± 5) % de umidade relativa a partir do sétimo dia depois do preparo até a hora do ensaio. Com esse procedimento, a resistência testada precisa ser reduzida por um fator definido. Preparação das amostras do ensaio Amostras do ensaio em banheira de água 136 // 137 8.4 Métodos de ensaio de concreto Amostras em forma de cubo fixadas no dispositivo de ensaio Amostra de ensaio fraturada Passo 2: Ensaio das amostras As superfícies das amostras do ensaio precisam ser uniformes e correr paralelas umas às outras. Com o uso de amostras em forma de cubo, a carga deve ser aplicada perpendicularmente ao sentido do preenchimento e a uma velocidade aproximada de 0,5 N / (mm² x s). A resistência à compressão será calculada com o uso da seguinte equação: F fc = Ac fc - resistência à compressão [MPa] ou [N/mm2] F - resistência máxima no momento da falha [N] Ac- área transversal da amostra [mm2] Em cubos com comprimento de borda de 150 mm, a resistência à compressão do concreto depois da armazenagem em banheira de água (fc,cubo) precisa ser especificada com precisão de 0,5 MPa (N/mm²). Se os cubos forem armazenados de acordo com a DIN EN 12390-2, Anexo NA (“armazenagem seca”), a resistência testada fc,seco precisa ser convertida ao método de armazenagem de referência (armazenagem em banheira) de acordo com a seguinte tabela: Classe da resistência à compressão Cubo, 150 mm Concreto comum ≤ C50 / 60 fc,cube = 0,92 x fc,dry Concreto comum de alta resistência ≥ C55 / 67 fc,cube = 0,95 x fc,dry A central dosadora confirmará, como parte dos seus serviços de monitoramento, a „conformidade“ de sua produção em relação à resistência à compressão especificada. A construtora verificará a “identidade” da mistura de concreto fornecida com a população de “conformidade” (ensaio de identidade ou ensaio de monitoramento). No mínimo três amostras de cada mistura de concreto a ser processada precisam ser retiradas no canteiro da obra. Os métodos e diretrizes de ensaios mais comuns aplicados nos Estados Unidos incluem: “Teor de ar do concreto fresco misturado por método de pressão” ASTM C 231 / AASHTO T 152 “Teor de ar do concreto fresco misturado por método volumétrico” ASTM C 173 / AASHTO T 196 “Densidade (unidade de peso), rendimento e teor de ar (gravimétrico) do concreto” ASTM C 138 / AASHTO T 121 “Especificação da resistência à compressão” ASTM C 39 / AASHTO T 22 “Especificação da resistência flexural usando-se carga de terceiro ponto” ASTM C 78 / AASHTO T 97 “Especificação da resistência flexural usando-se carga de ponto central” ASTM C 293 / AASHTO T 177 “Especificação para a divisão da resistência à tração” ASTM C 496 / AASHTO T 198 138 // 139 9 Concreto armado 9.1 Fundamentos do concreto armado 144 9.2 Tipos de concreto armado 146 140 // 141 O concreto é caracterizado por sua alta resistência à compressão, mas oferece uma resistência limitada a forças de tração. O aço é inserido no concreto para absorver qualquer tensão de tração ou forças de compressão adicionais. 142 // 143 9.1 Fundamentos do concreto armado Uma vez que o concreto é capaz de absorver somente uma quantidade limitada de forças de tração e de torção, o aço é inserido na estrutura de concreto para absorver essas forças. A combinação do concreto e o aço também aumentam a resistência do material a ações adicionais de compressão. As armaduras incorporadas nas estruturas de concreto são geralmente bem protegidas contra a corrosão, eliminando a necessidade de medidas adicionais de proteção. A alta alcalinidade do concreto faz com que o aço desenvolva uma camada fina e contínua de óxido. O concreto também mantém a armadura firmemente na posição necessária para compensar, da melhor forma possível, quaisquer forças que possam agir sobre a estrutura de concreto a partir do meio externo. O concreto reforçado por meio de aço é chamado de concreto armado. As armações especiais de concreto usadas para tal propósito são chamadas de armaduras de aço. Os tipos mais comuns de armações de concreto incluem barras, telas ou fios de aço. O tipo de armadura a ser usado é geralmente especificado pelos órgãos responsáveis pela licitação. Os moldes podem ser projetados para permitir que as armaduras de aço pré-fabricadas sejam introduzidas no concreto sem dificuldade. Guias correspondentes são dispostas na parte dianteira do molde para acomodar barras ou cabos de aço contínuos. F concreto com força de tração F aço com força de tração F aço com força de tração >> F concreto com força de tração 144 // 145 9.2 Tipos de concreto armado A quantidade de barras de até 10 m de comprimento, necessária para um dia de trabalho, é disposta ao longo do perfil a ser pavimentado, sendo que as barras são soldadas antes do começo da operação de pavimentação. A armadura contínua é alimentada no perfil de concreto durante a pavimentação. Muretas de proteção armadas com barras de aço podem até mesmo resistir a colisões de caminhões. A armadura de aço também evita que partes da mureta sejam lançadas na rodovia. A armadura de cabo de aço quíntuplo fornece à mureta de proteção um nível superior de desempenho de contenção. Os comprimentos necessários de cabo de aço são desenrolados de bobinas antes do começo da operação de pavimentação, alimentados no perfil por meio de fendas dispostas de forma central durante o movimento contínuo de deslocamento da pavimentadora de concreto. Telas metálicas são armaduras contínuas que consistem de vários fios de armação interligados, por exemplo, por meio de espaçadores, distanciadores, suportes de amarração ou similares. São personalizadas conforme a forma do perfil a ser construído e geralmente produzidas no local, durante o estágio de preparação da base. Telas metálicas integradas nas muretas de proteção oferecem os maiores níveis de desempenho de contenção conforme a especificação de, por exemplo, estruturas de pontes. A armadura de tela metálica desta foto foi adap tada à forma do canal a ser pavimentado. A armadura é colocada sobre apoios especiais antes da operação de pavimentação, possibilitando sua integração na base do canal conforme a altura especificada. 146 // 147 9.2 Tipos de concreto armado Para aumentar a estabilidade de lajes de concreto, telas de aço são colocas sobre espaçadores especiais antes da operação de pavimentação. As seções das telas de aço são ligadas por meio de solda ou amarração. As telas de aço inseridas no pavimento de con creto são capazes de compensar pelas forças tangenciais radiais geradas nas curvas apertadas de rotatórias, principalmente por caminhões pesados. Barras de ligação de aço são inseridas manualmente de acordo com intervalos específicos por meio da sua colocação in situ, já no estágio de preparação da base, ou por sua incorporação ao perfil de concreto sendo produzido. Seu objetivo é ancorar firmemente o perfil de concreto à base ou ligar dois perfis de concreto pavimentados separadamente. As barras de liga ção são personalizadas de acordo com a forma particular do perfil a ser pavimentado e podem ser projetadas, por exemplo, como barras ou seções em „U“. 148 // 149 10 Operação da máquina 10.1 Exigência de um sistema de controle 154 10.2 Operação da máquina por meio de um fio de guia 156 10.2.1 Controle de nível 156 10.2.2 Controle de direção 157 10.2.3 Comportamento da máquina em relação à posição do sensor de direção durante o seu avanço em linha reta 158 10.2.4 Comportamento da máquina sem um sensor adicional de direção durante o seu deslocamento pelo raio externo 160 10.2.5 Comportamento da máquina com um sensor adicional de direção durante o seu deslocamento pelo raio externo 162 10.2.6 Comportamento da máquina durante a direção pelo raio interno 164 10.3 Operação da máquina por meio de sistema 3D 166 10.3.1 Avaliação do sistema de controle 3D 166 10.3.2 Modelo de terreno digital com o uso de GPS/GNSS 166 10.3.3 Sistemas de medidas ópticas 168 10.3.4 Funcionalidade 170 10.3.5 Benefícios 171 150 // 151 As pavimentadoras de concreto de última geração são equipadas com sistemas automáticos de nivelamento e controle de direção. O sistema de controle de nivelamento governa a espessura de pavimentação dos perfis de concreto de acordo com uma referência específica. Durante a pavimentação de perfis curvos, por exemplo, o sistema de controle de direção detecta quaisquer mudanças na referência e governa o curso do perfil de acordo com tais mudanças. Existe uma diferença entre os sistemas que trabalham com um fio de guia e os que não utilizam essa referência. Com a utilização de fios de guia, os sensores orientam-se com base no fio de guia durante a operação de pavimentação, informando quaisquer mudanças ao sistema de controle da pavimentadora. Com sistemas sem fio de guia, o computador do sistema de controle 3D alimenta o sistema de controle da pavimentadora com os parâmetros específicos de nível e posicionamento horizontal do perfil de concreto a ser construído. O sistema 3D usa uma interface especial para se comunicar com o controlador da pavimentadora de concreto. O tipo de sistema de comando usado dependerá das exigências e condições do canteiro de obras. Enquanto os sistemas com fios de guia têm ampla utilização atualmente, os sistemas sem fios de guia estão ganhando relevância de mercado. O trabalho com tais sistemas e suas limitações serão descritos de forma mais detalhada nas páginas seguintes. 152 // 153 10.1 Exigência de um sistema de controle Máquina trabalhando sem um fio de guia – resultado de pavimentação ruim O tensionamento cuidadoso dos fios de guia e o posicionamento preciso das estacas garantem a aderência às especificações de espessura de pavimentação e perfil com o máximo de precisão. Um sistema de controle integrado é indispensável para que a pavimentadora de concreto atenda aos requisitos específicos estipulados pelos órgãos licitadores em termos da precisão da pavimentação. Os requisitos especificados como resultados da operação de pavimentação de concreto são disponibilizados como informações teóricas básicas. Fios de guia são normalmente usados para possibilitar que essa informação seja usada na operação e no controle da pavimentadora. Os fios de guia são instalados ao longo de todo o comprimento do perfil a ser produzido antes do começo do trabalho. Eles também são geralmente necessários na fase preliminar de preparação da base. Os sensores orientam-se com base no fio de guia durante a operação de pavimentação, informando quaisquer mudanças no posicionamento da pavimentadora ao sistema de controle da máquina. O controlador imediatamente traduz as informações fornecidas na mudança correspondente em termos do ângulo de direção ou do nivelamento do chassi da pavimentadora. A linha de sensores adequados a esse trabalho inclui transdutores, sensores de inclinação ou monitoradores de lajes. Com um sistema de controle 3D, um dispositivo de medição eletrônico continuamente monitora o ponto de carga (refletor) montado sobre a pavimentadora de concreto por meio de um feixe de laser. Os resultados medidos são transmitidos ao controlador e constantemente reconciliados com o modelo de terreno digital. O controlador inicia as correções necessárias de nivelamento, inclinação e ângulo de direção das esteiras. Dica do especialista: • Em vez de utilizar um fio de guia, o nível e a direção da pavimentação podem ser copiados com base em objetos ou perfis existentes com o uso de um monitorador de laje. Máquina trabalhando com um fio de guia – bom resultado de pavimentação 154 // 155 10.2 Operação da máquina por meio de um fio de guia 10.2.1 Controle de nível Controle de nivelamento com o uso de um fio de guia O fio de guia é cuidadosamente instalado e tensionado ao longo de todo o comprimento do perfil ou laje de concreto a ser produzido antes do começo da operação de pavimentação. Ele fornecerá o nível de pavimentação especificado. Dois sensores da pavimentadora de concreto normalmente orientam-se pelo fio de guia para o controle do nivelamento – um sensor para as esteiras dianteiras, outro para as esteiras traseiras. Enquanto a pavimentadora de concreto avança, os dois sensores fazem a leitura do fio de guia e emitem os dados de nível pertinentes ao sistema de controle da máquina. Esses dados de nivelamento não são valores absolutos, mas apenas desvios do valor configurado e fornecido pelo fio de guia. O sistema de controle recebe os resultados medidos e, em caso de qualquer desvio, aciona os cilindros hidráulicos pertinentes para compensar com o ajuste do nível da máquina e do molde. Esse processo de reconciliação ocorre aproximadamente 40 vezes por segundo. A lateral da pavimentadora que leva o molde é imediatamente suspensa ou rebaixada com base na diferença entre os valores atual e ajustado. O nível do lado oposto da máquina é equilibrado por meio de um segundo processo de controle, com um sensor de inclinação integrado. Dica do especialista: • O sensor deve ficar sobre o fio de guia para evitar qualquer risco de colisão contra as estacas. 10.2.2 Controle de direção Controle de direção com o uso de um fio de guia Os parâmetros com relação ao curso horizontal do perfil de concreto a ser produzido também são obtidos por meio de um fio de guia previamente instalado. Assim como explicado anteriormente, enquanto a pavimentadora de concreto avança, os dois sensores fazem a leitura do fio de guia e emitem os dados de nível pertinentes ao sistema de controle da máquina. Da mesma forma, os resultados da medição são apenas desvios de um valor configurado fornecido pelo fio de guia. O sistema de controle recebe os resultados medidos e, em caso de qualquer desvio, aciona os cilindros hidráulicos pertinentes por meio de válvulas, para compensar com a direção das esteiras da pavimentadora para a direita ou esquerda. Como já referido, esse processo de reconciliação ocorre aproximadamente 40 vezes por segundo. Dica do especialista: • O sensor de direção deve ser posicionado de forma que o fio de guia esteja em contado com o terço inferior da sonda de sensoriamento. • Quanto maior a distância entre o ponto de contato e a suspensão da sonda de sensoriamento, menor será a precisão da medição. 156 // 157 10.2 Operação da máquina por meio de um fio de guia 10.2.3 Comportamento da máquina em relação à posição do sensor de direção durante o seu avanço em linha reta Perfil de concreto acabado. Primeiro sensor de direção Pequena distância Segundo sensor de direção Fio de guia Distância mínima entre os sensores de direção não mantida: risco de resultado de pavimentação defeituoso Recomenda-se que os sensores de direção não sejam posicionados muito próximos um do outro, para garantir uma operação eficiente do sistema de direção da pavimentadora durante o seu deslocamento em linha reta. Segundo nossa experiência, os dois sensores de direção devem ser instalados a uma distância mínima de 1,5 m. Não manter a distância mínima definida pode resultar em um desvio da rota ideal do perfil, o que é causado pelas características de controle do sistema de comando da pavimentadora. A instalação dos sensores a uma distância insuficiente pressupõe o risco de uma leitura excessiva e um resultado de pavimentação defeituoso. Perfil de concreto acabado Primeiro sensor de direção Distância suficiente Segundo sensor de direção Fio de guia Distância mínima entre os sensores de direção mantida: resultado ideal de pavimentação Durante a direção em linha reta, a posição ideal do primeiro sensor de direção é próxima da coluna de suspensão traseira, enquanto o segundo sensor de direção deve ser instalado na dianteira máxima da máquina (ver a ilustração acima). 158 // 159 10.2 Operação da máquina por meio de um fio de guia 10.2.4 Comportamento da máquina sem um sensor adicional de direção durante o seu deslocamento pelo raio externo Fio de guia Sensores de direção dispostos da mesma forma como na direção de avanço em linha reta A disposição ideal dos sensores de direção com o avanço da máquina em linha reta pode ser usada sem dificuldade no deslocamento por raios externos. Seria muito provável, no entanto, que o molde colidisse contra o fio de guia se a disposição dos sensores não fosse alterada no deslocamento da máquina por raios externos mais apertados. Além disso, a rota do molde e o perfil de concreto seriam desviados do curso definido, já que o sistema de controle da pavimentadora alteraria a direção das esteiras dianteiras muito precocemente e de forma muito extrema. Fio de guia Molde colide contra o fio de guia 160 // 161 10.2 Operação da máquina por meio de um fio de guia 10.2.5 Comportamento da máquina com um sensor adicional de direção durante o seu deslocamento pelo raio externo Segundo sensor de direção Sensor de direção adicional Primeiro sensor de direção Fio de guia Os sensores de direção dianteiros e traseiros estão em operação logo antes do raio Ponto de conversão 1 Fio de guia O sensor de direção adicional e o sensor de direção traseiro realizam a leitura do fio de guia em raio Fio de guia Ponto de conversão 2 Os sensores dianteiro e traseiro são ativados mais uma vez depois da saída do raio Durante a direção em raios externos estreitos, recomenda-se a integração de um terceiro sensor de direção no processo de pavimentação, à frente do segundo sensor. Isso possibilita a conversão simples entre o primeiro sensor de direção e o sensor adicional quando necessária. O posicionamento preciso do sensor de direção adicional dependerá do raio. O sensor de direção adicional deverá ser selecionado assim que ele alcançar o ponto tangente do raio (ponto de conversão 1). A nova disposição do sensor causa a direção retardada da esteira dianteira para que o molde siga o curso ideal do perfil como resultado. O primeiro sensor de direção deverá ser reativado quando ele retornar à posição zero, na saída do raio (ponto de conversão 2). Como uma alternativa ao uso de um terceiro sensor de direção, o primeiro sensor pode ser deslocado até a posição do sensor de direção adicional no momento certo. 162 // 163 10.2 Operação da máquina por meio de um fio de guia 10.2.6 Comportamento da máquina durante a direção pelo raio interno Rai o in tern o Pavimentadora de concreto colide contra o fio de guia As dimensões próprias das pavimentadoras de concreto evitam que elas realizem pequenos raios de forma arbitrária. O raio interno mínimo que uma máquina é capaz de realizar dependerá da sua configuração, tal como o seu comprimento ou a distância entre o molde e o chassi. Ra io i nte rno Pavimentação de um perfil com deslocamento pelo raio interno A disposição ideal dos sensores de direção para o avanço em linha reta pode ser geralmente mantida na pavimentação em um raio interno. Temos que cuidar, no entanto, para que a esteira e a transportadora não colidam contra o fio de guia com o deslocamento pelo raio. De maneira alternativa, o sensor de direção dianteiro precisa ser colocado bem à frente para realizar a direção das esteiras dianteiras o mais cedo possível. Dica do especialista: • Uma simulação da operação pode ser realizada com antecedência para evitar colisões contra o fio de guia durante a operação de pavimentação real. 164 // 165 10.3 Operação da máquina por meio de sistema 3D 10.3.1 Avaliação do sistema de controle 3D Pavimentação altamente precisa com o uso de um sistema 3D Máquinas de construção como motoniveladoras, fresadoras a frio, vibroacabadoras e pavimentadoras de concreto tipicamente utilizam sistemas mecânicos para monitorar um fio de guia para realizar o seu posicionamento horizontal e controle de nivelamento. Os sistemas de controle 3D sem fio também têm provado o seu valor nos últimos anos, chegando, às vezes, a serem exigidos nas especificações de licitações. O controle 3D oferece muitas vantagens sobre o sistema de fio de guia. A linha de pavimentação ideal, por exemplo, não precisa ser transferida até o canteiro de obras por meio de um fio, pois estará disponível como um modelo computacional. O uso desse modelo de terreno digital, em combinação com um sistema óptico que inclui uma estação total motorizada e um prisma, permite que praticamente qualquer perfil de concreto seja produzido sem fios de guia, com alta eficiência e precisão. 10.3.2 Modelo de terreno digital com o uso de GPS/GNSS O sistema GPS (Global Positioning System = Sistema de Posicionamento Global) foi desenvolvido nos EUA e se tornou o sistema de posicionamento por satélite mais conhecido no mundo. O novo termo GNSS compreende o GPS, o sistema russo GLONASS e o europeu GALILEO. Os satélites estão em órbita ao redor da Terra a uma altitude de aproximadamente 20.000 km (12.000 milhas), transmitindo sinais de posicionamento na direção da Terra. Esses sinais permitem que os receptores na Terra calculem a sua posição com a máxima precisão. O acesso aos dados do satélite é gratuito. Um sinal transmitido por satélites de GPS/GNSS inclui as seguintes informações: tipo de satélite, posição e horário em que a mensagem foi enviada. Para calcular a sua própria posição, o receptor de GPS compara o horário em que a mensagem foi enviada e o horário em que foi recebida. A diferença de horário permite que o receptor calcule a distância em relação ao satélite. 48 satélites de GPS/GNSS estão atualmente em órbita ao redor da Terra em um padrão definido que permite que os sinais de no mínimo quatro satélites sejam recebidos a qualquer momento. Esses sinais permitem a determinação da posição atual do receptor. Um receptor corre o risco de não ser capaz de receber os sinais de um número suficiente de satélites em caso da proximidade de casas ou em elevações do solo. Nesse caso, o receptor precisa ser posicionado em um local diferente onde ele possa “ver” um número maior de satélites. O modelo de terreno digital é preparado por um pesquisador que realiza as medições em diferentes pontos do terreno em questão. O posicionamento atual do sistema de medição usado pode ser transferido ao modelo digital por meio de pontos fixos. = fio de guia digital Posição horizontal de uma estrada no modelo de terreno digital 166 // 167 10.3 Operação da máquina por meio de sistema 3D 10.3.3 Sistemas de medidas ópticas Mesmo atualmente, o uso de sistemas de satélite permite que as posições sejam calculadas com uma faixa de precisão de apenas 2 cm a 3 cm (0,8” a 1,2”). Um laser giratório ou estação total é utilizado como referência adicional, fornecendo os detalhes do posicionamento do nível de pavimentação. A combinação de medições com base em satélite e com base em laser ou estação total produz a faixa de precisão em milímetros exigida pelos métodos modernos de construção de estradas. As estações totais são sistemas eletrônicos de medição de ângulo e distância (taquímetros). O transmissor envia um feixe de laser a um ponto de carga (prisma) na máquina, onde ele será refletido de volta ao transmissor. Esse sistema proporci- Dica do especialista: • Tanto a operação do sistema 3D como a qualidade do produto acabado são definidos pela qualidade do modelo de terreno digital. Por isso, o modelo precisa ser preparado com o máximo de cuidado! • O sistema 3D influencia muito a logística da obra. Uma boa organização do processo de pavimentação pode aumentar muito a eficiência econômica total. ona uma medição precisa não só de distâncias horizontais, mas também de diferenças de nível, ângulos horizontais ou verticais. A estação total determina, com precisão, a posição de um prisma a uma distância de 100 m a 150 m. Sendo motorizada, a estação total é capaz de rastrear o prisma automaticamente. A uma velocidade de avanço da pavimentadora de concreto de aproximadamente 2 metros por minuto, a estação total precisa ser reposicionada a cada 90 a 120 minutos. Assim, o uso de várias estações totais oferece a vantagem de ser capaz de realizar a pavimentação completa mais rapidamente e sem qualquer interrupção da operação de pavimentação. Controle de quatro esteiras com o uso de duas estações totais automáticas 168 // 169 10.3 Operação da máquina por meio de sistema 3D 10.3.4 Funcionalidade Um ou dois prismas são instalados na pavimentadora de concreto, sendo que cada um deles mantém o contado visual com a estação total, refletindo o seu feixe de laser. A estação total continuamente determina a posição atual do prisma. Os resultados medidos são transmitidos por rádio ao computador do sistema na pavimentadora. Dois sensores de inclinação multiaxiais integrados à máquina ajudam a definir a inclinação longitudinal e transversal da pavimentadora. O computador do sistema utiliza esses parâmetros para calcular a posição real e o sentido de deslocamento da máquina. Os dados de posicionamento são continuamente compara- Modelo digital Posição real Fluxo de dados no sistema de controle 3D Medição de verificação dos com os dados do projeto do perfil de concreto armazenados no computador do sistema como um modelo digital. Qualquer desvio é imediatamente repassado pelo computador do sistema ao sistema de controle da pavimentadora. O controle da pavimentadora inicia as correções necessárias de nivelamento, inclinação e ângulo de direção das esteiras. Esse procedimento permite a produção de perfis de concreto que atendem aos requisitos com grande precisão. O processamento dos dados no computador do sistema também produz uma documentação completa da operação de pavimentação. Interface 3D CLP 10.3.5Benefícios A pavimentação de concreto sem o uso de fios de guia oferece uma grande economia de tempo. A definição dos dados geodésicos necessários é muito mais eficaz do ponto de vista dos custos, além de consumir menos tempo e utilizar menos mão de obra com as pesquisas e a instalação dos fios de guia. A retirada dos fios de guia depois da conclusão da operação de pavimentação também não se faz necessária. Além disso, o modelo digital preparado uma vez poderá ser usado por todas as máquinas envolvidas na obra, o que não só representa um aumento da precisão na produção de todas as camadas, mas também economiza no uso de materiais de alto custo. O trabalho dos motoristas de caminhões de transporte e caminhões-betoneira é facilitado, já que eles não precisam cuidar com os fios de guia tensionados e podem se dirigir diretamente até a pavimentadora. O sistema sem fios de guia também oferece mais segurança para a equipe de trabalho da obra, já que elimina o risco de alguém tropeçar nos fios. Se alguém tocar nos fios de guia, isso pode alterar a posição de referência estabelecida, levando a uma posição horizontal incorreta da laje ou do perfil de concreto pavimentado. Esse fator é essencial, principalmente porque o dano causado ao fio de guia ou a alteração indesejada de sua posição pode não ser visível a olho nu e, mesmo assim, resultar em erros de pavimentação graves. Os problemas devidos à limitação de espaço (por exemplo, uma obra em um túnel) podem ser evitados. Os erros humanos também são minimizados. O operador da pavimentadora pode se concentrar totalmente na operação de pavimentação e na alimentação de concreto, não precisando intervir manualmente na função de direção automática da máquina. 170 // 171 11 Parâmetros que influenciam o processo de pavimentação 11.1 Mistura do concreto 176 11.2 Parâmetros de pavimentação 178 11.3 Configurações da máquina 179 11.4 Interação entre o peso da máquina e a flutuabilidade do concreto 180 172 // 173 O máximo de eficiência e resultados operacionais excelentes só pode ser alcançado com o conhecimento detalhado de diversos fatores que influenciam o processo de pavimentação de concreto. Ignorar mesmo que apenas um desses parâmetros pode resultar em uma qualidade significativamente inferior ou inaceitável do perfil de concreto. Por isso é vital aderir às recomendações dos vários parâmetros explicados nesta seção. 174 // 175 11.1 Mistura do concreto Composição da mistura de concreto composição do concreto precisa ser prepaA rada de acordo com o padrão especificado na licitação. os materiais fornecidos precisam ser Todos adicionados com uma tolerância que não ultrapasse 3%. O conhecimento detalhado do teor de umidade da superfície do agregado é de vital importância já que influencia tanto na quantidade de material como na consistência do concreto. Quantidade de concreto quantidade de concreto precisa ser ajustada A aos requisitos reais. componentes da mistura de concreto preci Os sam ser adicionados de acordo com a instrução da mistura (traço). fornecimento de concreto por unidade de O tempo precisa atender à velocidade da operação de pavimentação. consistência do concreto precisa ser verifica A da regularmente durante a operação na obra. Consulte o pessoal da central dosadora se necessário. Armação composição consistente da mistura de A concreto precisa ser garantida durante todo processo de produção. tamanho do maior agregado não deverá ultra O passar um terço da menor espessura da laje de concreto ou perfil a ser produzido. mais graúdo for o agregado seleciona Quanto do, menos trabalhável ser a mistura de concreto resultante. uso de agregados arredondados em vez de O britados melhora a trabalhabilidade da mistura de concreto. arredondados, que melhoram a Agregados trabalhabilidade da mistura de concreto, são adequados para a produção de perfis de meiofio e sarjeta. britados, que reduzem a trabalhabi Agregados lidade da mistura de concreto, são adequados para perfis de concreto mais altos, pois oferecem maior estabilidade. Disponha de armazenagem de uma quantidade suficiente de armadura (mínimo = taxa de produção diária) no canteiro da obra, pois interrupções na operação de pavimentação devem ser evitadas. Transporte do concreto tempo máximo de transporte permitido deve O ser respeitado de acordo com a temperatura ambiente. caminhões com caçamba forem usados para Se o transporte, as caçambas não podem conter alumínio, já que mesmo baixas quantidades de abrasão de alumínio causam o desenvolvimento de gás na pasta de cimento. número suficiente de veículos de trans Um porte precisa ser garantido para a entrega do concreto. rotas de acesso para os veículos precisam As ser fornecidas e claramente sinalizadas na obra. O fornecimento contínuo de concreto é um pré-requisito para a pavimentação econômica de perfis de concreto 176 // 177 11.2 Parâmetros de pavimentação Seção transversal do perfil de concreto seção transversal do perfil de concreto a ser A produzido tem uma influência sobre a velocidade ideal de pavimentação. Vibradores faixa de frequência dos vibradores vai de 0 a A 200 Hz. frequência dos vibradores instalados em A diferentes posições pode ser variada individu almente quando necessário. grau ideal de compactação será alcançado O quando o concreto parar de assentar-se e apresentar uma superfície uniforme e fechada, com poucas bolhas de ar. Inclinação do molde molde é inclinado durante a pavimentação O para compensar quaisquer efeitos de assentamento durante a compactação do concreto. mais alto for o perfil de concreto a ser Quanto produzido em relação à sua largura, maior deverá ser o ângulo de inclinação do molde. alguns casos, o ângulo de inclinação pode Em já ter sido incorporado na forma do molde. Influências climáticas Fatores externos, como a temperatura ambiente, podem ter uma influência sobre a qualidade do concreto. As temperaturas ideais de pavimentação variam de 5°C a 30°C (40°F a 85°F). 11.3 Configurações da máquina Alimentação alimentação do concreto precisa ser orgaA nizada para que haja sempre uma quantidade suficiente de concreto no molde. quantidade mínima de concreto precisa ser Uma fornecida à moega o tempo todo para garantir a pressão constante e o preenchimento adequado no molde. entrega contínua de concreto pelo caminhão A betoneira nem sempre é garantida durante aplicações de pavimentação em offset e em raios apertados. A transportadora de caracol é mais adequada que a correia transportadora em tais casos, já que o primeiro sistema pode ser abastecido com a quantidade suficiente de concreto para garantir a pavimentação contínua. Número e posicionamento dos vibradores número de vibradores usados dependerá O tanto da consistência do concreto como da geometria e do tamanho do perfil de concreto a ser construído. muitos vibradores forem usados, isso poderá Se resultar em uma vibração excessiva, causando uma textura de “casca de laranja” bem como a ondulação do concreto atrás do molde. Outros efeitos que podem ocorrer são a segregação dos agregados e a perda da resistência. o número de vibradores usados for muito Se baixo, a vibração será pouco uniforme e insuficiente, o que levará a uma má compactação e a rachaduras. vibradores precisam ser posicionados para Os garantir a desaeração do concreto na entrada da seção do perfil do molde. vibradores, inclusive a sua suspensão, Os precisam ser dispostos para garantir o fluxo contínuo de concreto. Fio de guia direção e a altura do fio de guia precisam ser A verificadas regularmente em cada trecho da construção para se evitar erros de pavimenta ção. fio de guia deve ser preferencialmente posi O cionado o mais próximo do perfil de concreto o possível. 178 // 179 11.4 Interação entre o peso da máquina e a flutuabilidade do concreto G = peso da máquina F = flutuabilidade do concreto Se o próprio peso da pavimentadora de concreto for muito baixo, ela poderá ser suspensa pelo efeito da flutuabilidade do concreto, o que ocasionará um resultado de pavimentação defeituoso. O peso da máquina, que se contrapõe ao processo de suspensão, é um critério crucial de desempenho. A flutuabilidade depende da consistência do concreto é de difícil determinação por meio de cálculo. O seguinte se aplica a todos os tipos de aplicação: G >> F Dica do especialista: • As pavimentadoras de concreto normalmente têm o peso suficientemente alto para contrapor com segurança as forças ascensionais. Ainda assim, recomenda-se a montagem do molde o mais próximo do chassi possível e o abastecimento total dos tanques de água para melhorar a tração! 180 // 181 12 Erros de pavimentação e suas correções 12.1 Exemplos e medidas corretivas recomendadas 186 182 // 183 A pavimentação de concreto segundo padrões profissionais é um processo altamente complexo. Ampla experiência e expertise são necessárias principalmente na hora de definir a proporção adequada da mistura e para se obter a vibração efetiva da mistura de concreto. A pavimentação incorreta do concreto pode ocasionar tremendos custos de retrabalho, podendo até mesmo exigir a demolição completa do perfil de concreto produzido. Por isso, é de vital importância reconhecer qualquer erro de forma precoce e realizar as medidas corretivas adequadas. 184 // 185 12.1 Exemplos e medidas corretivas recomendadas Erro/Causa Rachaduras no perfil de concreto causadas por concreto excessivamente seco Ação corretiva Aumentar a proporção de água/cimento da mistura de concreto dentro da faixa permitida o ângulo de inclinação do molde se Corrigir necessário Erro/Causa Ondulação do perfil de concreto causada por concreto excessivamente fluido, ou textura de “casca de laranja” em partes da superfície do perfil Ação corretiva Reduzir a proporção de água/cimento na mistura de concreto Corrigir a frequência do vibrador se necessário Erro/Causa Curso horizontal ou vertical irregular do perfil de concreto causado por parâmetros incorretos do fio de guia Ação corretiva Verificar o posicionamento do fio de guia Erro/Causa Vazamento de quantidades consideráveis de concreto na lateral do molde causada por uma base irregular, e a respectiva perda da pressão no molde Ação corretiva Prepare ou nivele a base (ex.: com um trimmer) Use chapas laterais hidráulicas 186 // 187 12.1 Exemplos e medidas corretivas recomendadas Erro/Causa Concreto excessivamente seco é parcialmente arrastado ao longo do movimento de avanço da pavimentadora de concreto, resultando em danos desde pequenas rachaduras até grandes defeitos Ação corretiva Aumentar a proporção de água/cimento na mistura de concreto dentro da faixa permitida Erro/Causa Espessura excessiva ou insuficiente da camada do perfil concluído causada pela preparação inadequada da base, possivelmente resultando na deformação ou até no desgaste da chapa deslizante Ação corretiva A base ou canal escavado precisa ser cuidadosamente preparado de acordo com a forma específica do perfil de concreto a ser construído Erro/Causa Coesão insuficiente do material pavimentado causada por concreto excessivamente úmido Ação corretiva Reduzir a proporção de água/cimento na mistura de concreto dentro da faixa permitida Reduzir a frequência do vibrador se necessário Erro/Causa Superfície irregular do perfil de concreto Ação corretiva Aumentar o ângulo de inclinação do molde se necessário Verificar se tem uma quantidade suficiente de concreto na moega 188 // 189 12.1 Exemplos e medidas corretivas recomendadas Erro/Causa Lacunas de material no perfil pavimentado causadas por uma pressão de contado insuficiente na zona de compactação Ação corretiva Verificar se tem uma quantidade suficiente de concreto na moega Erro/Causa Calombos no perfil de concreto depois de uma interrupção da operação de pavimentação Ação corretiva Acionar os vibradores somente depois que a máquina estiver avançando Evitar paradas da máquina Erro/Causa Efeito de textura “casca de laranja” na superfície do perfil Ação corretiva Corrigir a frequência dos vibradores Reajustar a posição dos vibradores a proporção de água/cimento na mistu Reduzir ra de concreto Erro/Causa Rachaduras significativas no perfil causadas por concreto excessivamente seco Ação corretiva Aumentar a proporção de abatimento da mistura de concreto o ângulo de inclinação do molde se Reduzir necessário a frequência do vibrador inicialmente Aumentar depois de pausas o tempo de parada da máquina durante Reduzir interrupções de operação 190 // 191 12.1 Exemplos e medidas corretivas recomendadas Erro/Causa Textura “esburacada” da superfície, pois o ar não conseguiu sair do concreto com a rapidez necessária Ação corretiva Corrigir o ângulo de inclinação do molde se necessário Limpar a fenda de desaeração, se for o caso Erro/Causa A ondulação do concreto leva a um aumento no volume ou à formação de calombos Ação corretiva Reduzir a frequência dos vibradores 192 // 193 13 Fundamentos de projetos 13.1 Requisitos do concreto 198 13.1.1 Requisitos do concreto para pavimentação em offset 198 13.1.2 Requisitos do concreto para pavimentação de lajes 199 13.2 Capacidade de pavimentação 200 13.2.1 Capacidade de pavimentação em offset 200 13.2.2 Capacidade de pavimentação de lajes 201 13.3 Capacidade de transporte do equipamento de alimentação 202 13.3.1 Capacidade de transporte da transportadora de caracol 202 13.3.2 Capacidade de transporte da correia transportadora 204 194 // 195 A construção bem-sucedida de estruturas de concreto requer que os requisitos de materiais sejam calculados de antemão. Além disso, a capacidade de pavimentação da pavimentadora de concreto precisa ser calculada para se definir os ciclos de entrega ou fornecimento de materiais pelos veículos de transporte. Esse procedimento permitirá que a pavimentadora de concreto produza de forma contínua. 196 // 197 13.1 Requisitos do concreto 13.1.1 Requisitos do concreto para pavimentação em offset A L Parâmetros para o cálculo dos requisitos do concreto A = área transversal do perfil [m2] L = comprimento de pavimentação [m] V = quantidade de concreto [m3] Exemplo: A = 0,3 m2 L = 1.000 m V = 0,3 m2 x 1.000 m = 300 m3 V=AxL 13.1.2 Requisitos do concreto para pavimentação de lajes c a b Parâmetros para o cálculo dos requisitos do concreto a = largura de pavimentação [m] b = comprimento de pavimentação [m] c = espessura de pavimentação [m] V = quantidade de concreto [m3] Exemplo: a=2m b = 3.500 m c = 0,2 m V = 2 m x 3.500 m x 0,2 m = 1.400 m3 V=axbxc 198 // 199 13.2 Capacidade de pavimentação 13.2.1 Capacidade de pavimentação em offset ρ A L Parâmetros para o cálculo da capacidade de pavimentação A = área transversal do perfil [m2] v = velocidade de pavimentação [m / min] ρ = peso específico da mistura de concreto [kg / m3] Q = capacidade de pavimentação [m3 / min] Q=vxA Exemplo: v = 2 m / min A = 0,25 m2 ρ = 2.400 kg / m3 Q = 2 m / min x 0,25 m2 = 0,5 m3 / min Observação: Para extrapolar a quantidade processada por unidade de tempo [kg/min], a capacidade de pavimentação Q precisa ser multiplicada pela densidade do concreto ρ. 13.2.2 Capacidade de pavimentação de lajes c a ρ b Parâmetros para o cálculo da capacidade de pavimentação a = largura de pavimentação [m] c = espessura de pavimentação [m] v = velocidade de pavimentação [m / min] ρ = peso específico da mistura de concreto [kg / m3] Q = capacidade de pavimentação [m3 / min] Q=vxaxc Exemplo: v = 2 m / min a=2m c = 0,1 m ρ = 2.400 kg / m3 Q = 2 m / min x 2 m x 0,1 m = 0,4 m3 / min Observação: Para extrapolar a quantidade processada por unidade de tempo [kg/min], a capacidade de pavimentação Q precisa ser multiplicada pela densidade do concreto ρ. 200 // 201 13.3 Capacidade de transporte do equipamento de alimentação 13.3.1 Capacidade de transporte da transportadora de caracol S n α D Parâmetros para a definição da capacidade de transporte A = seção transversal do caracol [m2] d = diâmetro do caracol [m] s = helicoidal do caracol [m] n = velocidade do caracol [1 / min] α = ângulo de inclinação do caracol [°] Q = capacidade de transporte [m3 / min] Q = A x s x n x 0,3 x (1 – 0,02 x α) = π x d2 / 4 x s x n x 0,3 x (1 – 0,02 x α) Exemplo: d = 0,4 m s = 0,35 m n = 80 1 / min α = 30° (0,4 m)2 Q=πx x 0,35 m x 80 1 / min x (1 - 0,02 x 30°) = 1,4 m3 / min 4 Observação: Essa fórmula é apenas um cálculo aproximado da capacidade de transporte. 202 // 203 13.3 Capacidade de transporte do equipamento de alimentação 13.3.2 Capacidade de transporte da correia transportadora X v α X X–X A B Seção transversal do material grosso (β = 30°) A= β = 30° (0,9 x B - 0,05)2 0,068 dm2 Parâmetros para a definição da capacidade de transporte Observação: Na equação de quantidade, B precisa ser incluído como um valor numérico em [m]. “A” é obtido em [dm2]. A = seção transversal do material grosso B = largura da correia [m] v = velocidade da correia [m / s] g = peso do concreto = 2.400 kg / m3 (úmido) α = ângulo de inclinação da transportadora [°] k = fator de correção dependendo do ângulo de inclinação [ ] Q = capacidade de transporte [m3 / min] Ângulo de inclinação α 16° Fator de correção k 0,89 18° 20° 22° 24° 26° 0,85 0,81 0,76 0,71 0,66 Q = 530 x v x (0,9 x B – 0,05)2 x k 60 Exemplo: v = 2 m / s B = 0,6 m α = 22° 530 Q= x 2 x (0,9 x 0,6 - 0,05)2 x 0,76 = 3,2 m3 / min 60 Observação: Na equação de quantidade, v precisa ser incluído em [m/s] e B precisa ser incluído em [m]. O resultado será a capacidade de transporte expressa em [m³/min]. Os resultados podem apresentar desvios, para mais ou menos, dependendo da consistência do concreto. 204 // 205 14 Ciência do concreto 14.1 Composição da mistura de concreto 210 14.2 Agregados e curva de classificação 212 14.3 Propriedades do concreto 217 14.4 Características diferenciadoras 218 14.5 Produção em uma central dosadora 219 14.6 Causas da baixa qualidade do concreto 220 206 // 207 Não existem dois tipos iguais de concreto – é a mistura certa que importa. A ampla variedade de opções de mistura permite que o concreto seja personalizado de acordo com diferentes exigências. 208 // 209 14.1 Composição da mistura de concreto A fórmula básica do concreto é simples: cimento que consiste em xisto, calcário e gipsita; agregados graúdos e finos (cascalho e areia) e água. O cimento desempenha um papel fundamental. Mistura-se com a água para formar a pasta de cimento que liga os agregados, criando um material que lembra uma pedra dura. Os vários tipos de agregados constituem a maior parte em termos de volume. Cimento/materiais cimentícios Além de formarem a “espinha dorsal” da composição, eles desempenham um papel importante na qualidade e trabalhabilidade da mistura de concreto. As propriedades do concreto podem ser influenciadas por aditivos como cinzas volantes e plastificantes. Com temperaturas e umidade normais, o concreto geralmente alcança um alto percentual da sua resistência final 28 dias depois da operação de pavimentação. Agregados Areia 0 - 2 Cimento Portland Cascalho 2 - 8 Cascalho 8 - 16 Cinzas volantes Composição do concreto Cascalho 16 - 22 Aditivos Concreto Água Aditivos químicos 210 // 211 14.2 Agregados e curva de classificação A otimização da classificação dos agregados é de vital importância. Agregados bem classificados reduzem os vazios que são preenchidos com cimento. Se a mistura de concreto não for bem classificada, maiores quantidades de cimento, de alto custo, deverão ser usadas para se alcançar resultados trabalháveis. Para a produção de um concreto de alta qualidade, personalizado para atender a uma aplicação específica, é importante definir a distribuição do tamanho dos agregados. ~ 32 mm ~ 22 mm ~ 16 mm ~ 8 mm ~ 4 mm ~ 2 mm 212 // 213 14.2 Agregados e curva de classificação O conjunto de peneiras de ensaio compreende várias peneiras de diferentes tamanhos de tela Um ensaio de peneiramento pode ser realizado para se definir as proporções de certos tamanhos de agregados. Um conjunto de peneiras de ensaio é necessário para tanto, incluindo peneiras com buracos quadrados e peneiras de tela, assim como uma panela para receber os materiais. As peneiras menores que 4 mm são peneiras de tela e as de 4 mm a 63 mm são peneiras de buracos quadrados. As peneiras são colocadas umas sobre as outras Uma amostra de ensaio é colocada na peneira mais acima. O jogo de peneiras é agitado mecanicamente ou manualmente até que o processo de peneiramento seja concluído. O material que ficar nas diferentes peneiras será pesado um após o outro. Para tanto, o material na peneira mais acima deverá ser pesado primeiro, e o material restante em cada uma das próximas peneiras será acrescentado ao das anteriores para serem pesados juntos. 214 // 215 14.2 Agregados e curva de classificação Passagem na peneira em % por peso 100 1 = agregado graúdo 90 2 = classificação da fenda 80 3 = agregado de médio a graúdo 4 = agregado de médio a fino 5 = agregado fino 70 5 60 4 50 3 40 2 30 1 20 10 0 0 0,125 0,25 0,5 1 2 4 Tamanho da tela em mm 8 16 31,5 Curva de classificação de um concreto típico usado para pavimentação de concreto A curva de classificação é uma representação gráfica da distribuição dos agregados depois da sua separação nas diferentes frações por diferentes tipos de peneiras. Uma curva de classificação favorável garantirá que os vazios entre os agregados de diferentes tamanhos sejam minimizados. As seguintes regras básicas se aplicam: tamanho máximo dos agregados precisa ser O selecionado para garantir a trabalhabilidade, sendo que outros tamanhos precisam preencher os vazios o máximo possível. Quanto menor o número de vazios no concreto acabado, maior será a sua resistência à compressão. Observação: Mesmo que os agregados adicionados na mistura de concreto sejam precisamente definidos em termos de tamanho e quantidade, por meio da curva de classificação, as suas propriedades também dependerão das suas qualidades inerentes. Agregados que contêm ferro podem causar porções de ferrugem, por exemplo, enquanto agregados com sílica ou silicato podem reagir com o álcali no cimento e induzir a rachaduras graves. 14.3 Propriedades do concreto As propriedades do concreto podem ser especificamente controladas com a modificação das proporções da mistura. Elas dependem do teor de cimento, da quantidade de água na mistura, da proporção água/cimento, da classificação, da qualidade dos agregados, dos aditivos químicos, do teor de ultrafinos, do tipo de compactação ou do método de cura. A ampla variedade de opções de mistura permite que as propriedades do concreto sejam personalizadas de acordo com praticamente qualquer exigência. As propriedades especiais que dependem da classe do concreto incluem: alta resistência à compressão, impermeabilidade, alta resistência ao congelamento, resistência ao ataque químico, alta resistência ao desgaste e adequação a altas temperaturas de uso. Baixa qualidade da mistura de concreto fresco – o concreto se despedaça Os percentuais desses vários elementos precisam ser calculados precisamente na fórmula do concreto para se alcançar os parâmetros especificados em termos da resistência total, do teor de ar e da proporção de água/cimento na estrutura de concreto. Dica do especialista: • Um traço característico do concreto adequado à pavimentação é que ele pode ser moldado a mão, como se fosse uma bola de neve, mantendo a sua forma, além de apresentar uma superfície apenas levemente úmida. Boa qualidade da mistura de concreto fresco – uma bola de concreto, moldada a mão, mantém a sua forma 216 // 217 14.4 Características diferenciadoras O concreto pode se diferenciar em termos de densidade (concreto leve, concreto convencional, concreto pesado) resistência à compressão de produção, uso destinado ou estado local de endurecimento (concreto misturado no local, concreto pronto, concreto impermeável, concreto submerso, concreto fresco, concreto endurecido) (concreto autocompactante, consistência concreto fluído, concreto rígido) 14.5 Produção em uma central dosadora Central dosadora fixa O concreto é produzido em uma misturadora no local da obra (concreto virado na obra) ou em uma central dosadora (concreto pronto). O concreto pronto é transportado até o canteiro de obras por caminhões-betoneira.Se o processamento do concreto e o seu endurecimento ocorrerem no canteiro de obras, o concreto usado será denominado de concreto virado na obra, diferentemente de elementos de concreto préfabricados e posteriormente dispostos na obra. Os diferentes tipos de agregados são pesados e então alimentados na usina misturadora. O cimento e os aditivos são pesados ao mesmo tempo. Os elementos são alimentados à dosadora na seguinte sequência: agregados, cimento e aditivos primeiro, seguidos de água e outros aditivos. Depois que a massa for misturada por um tempo determinado, a dosadora será aberta e o concreto despejado no caminhão-betoneira. O traço do concreto deverá sempre levar em consideração a distância e o tempo do transporte para não comprometer a qualidade do concreto. Como regra geral, o concreto deverá ser total mente utilizado em 90 minutos. 218 // 219 14.6 Causas da baixa qualidade do concreto As causas mais comuns da baixa qualidade do concreto incluem: tempo insuficiente de mistura curva de classificação incorreta proporção incorreta da mistura tipo de agregado incorreto qualidade inferior do cimento impurezas de água reciclada contendo aditivos uso químicos distâncias de transporte excessivas Concreto endurecido no veículo de transporte, provavelmente causado pelo endurecimento precoce ou pelo tempo excessivo de transporte 220 // 221 15 Bibliografia e créditos das imagens Bibliografia - H. Eifert, A. Vollpracht, O. Hersel: Straßenbau heute – Betondecken. Hrsg.: Bundesverband der Deutschen Zementindustrie, Düsseldorf. Verlag Bau + Technik 2004, 5. Auflage. (Construção de estradas hoje – pavimentos de concreto. Publicado por: Associação Alemã da Indústria do Cimento, Düsseldorf.) - D. Schubenz, J. Scheiblauer: Straßenbau heute - Heft 2, Tragschichten mit hydraulischen Bindemitteln. Hrsg.: Bundesverband der Deutschen Zementindustrie, Köln. Beton-Verlag GmbH 1990, 2. Auflage. (Construção de estradas hoje – Vol. 2, bases com agentes ligados hidraulicamente. Publicado por: Associação Alemã da Indústria do Cimento, Colônia.) - R. Weber: Guter Beton - Ratschläge für die richtige Bauberatung. Hrsg.: Bundesverband der Deutschen Zementindustrie, Köln. Beton-Verlag GmbH 2007, 22. Auflage. (O bom concreto – recomendações sobre a consultoria de construção certa. Publicado por: Associação Alemã da Indústria do Cimento, Colônia). - Arbeitsgruppe Betonbauweisen: ZTV Beton-StB 07 – Zusätzliche Technische Vertragsbedingungen und Richtlinien für den Bau von Tragschichten mit hydraulischen Bindemitteln und Fahrbahndecken aus Beton. Hrsg.: Forschungsgesellschaft für Straßenund Verkehrswesen e.V., Köln. FGSV Verlag GmbH 2007, 5. Auflage. (Grupo de Trabalho sobre métodos de construção de concreto: ZTV Beton-StB 07 – Condições adicionais técnicas, contratuais e diretrizes para a construção de camadas de base com agentes ligantes hidráulicos e pavimentos de estradas de concreto. Publicado por: Associação de Pesquisa em Estradas e Transporte, Colônia.) - K. Wesche: Baustoffe für tragende Bauteile - Band 1, Grundlagen. Bauverlag GmbH, Wiesbaden und Berlin 1996, 3. Auflage. (Materiais de construção para estruturas com capacidade de carga – Vol. 1, Básico.) - P. Grübl, H. Weigler, S. Karl: Beton - Arten, Herstellung, Eigenschaften. Hrsg.: H. Kupfer. Ernst & Sohn Verlag 2001, 2. Auflage. (Concreto – tipos, produção, propriedades. Publicado por: H. Kupfer.) Créditos das imagens As imagens exibidas nas páginas 130, 131, 132, 133, 134 e 135 são de propriedade de HeidelbergCement AG / Entwicklung und Anwendung. As ilustrações não representam nenhuma obrigação. Os dados técnicos estão sujeitos a alterações sem aviso prévio. 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Nº 2232714 60-50 PO - 11/09 © por Wirtgen GmbH 2009 Impresso na Alemanha Manual de Pavimentação de Concreto Wirtgen GmbH Reinhard-Wirtgen-Strasse 2 · 53578 Windhagen · Alemanha Fone: +49 (0) 26 45 / 131-0 · Fax: +49 (0) 26 45 / 131-242 Internet: www.wirtgen.com · E-mail: [email protected] Manual de Pavimentação de Concreto Parte 1: Meio-fio, mureta, calçada e aplicações para múltiplos propósitos