Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí Paranapanema Avaré Ltda.- “CERIPA” Rua Manoel Joaquim Garcia, 1177-CEP 18.730-000-Itaí/SP CNPJ 49.606.312/0001-32 / IE 366.000.730.110 Fone (14) 3761 9400 – Fax (14) 3761-9401 www.ceripa.com.br / e-mail: [email protected] Relatório da Administração 2012 Relatório da Administração 2012 - CERIPA...................................................................03 Apresentação...............................................................................................................04 Carta do Presidente......................................................................................................05 Cenário.........................................................................................................................06 A CERIPA em números..................................................................................................13 Balanço Social...............................................................................................................15 Agradecimentos...........................................................................................................20 Demonstrações Contábeis 2012....................................................................................21 Notas Explicativas.........................................................................................................27 Parecer dos Auditores Independentes..........................................................................71 Relatório Anual da Administração da Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí Paranapanema Avaré Ltda. - CERIPA A Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí – Paranapanema – Avaré Ltda. – CERIPA, que contava com 1.913 e 1.946 cooperados no final de 2012 e de 2011, respectivamente, tem por objetivo promover o desenvolvimento sócio-econômico através do fornecimento de energia elétrica, e do estímulo progressivo à prática de novas atividades rurais, mediante o emprego de modernos processos tecnológicos e de racionalização. Suas principais atividades são: a distribuição de energia elétrica em alta e baixa tensão e prestação de serviços de eletrificação. Em 12 de junho de 2008, a Administração da Cooperativa assinou o Contrato de Permissão para Prestação do Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica junto a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, cujo objeto é estabelecer os direitos e obrigações da Cooperativa para prestação de serviço público de distribuição de energia elétrica, na qualidade de permissionária, pelo prazo de 20 (vinte) anos, em área delimitada e sem caráter de exclusividade, para exploração, a título precário, do serviço de energia elétrica, nos municípios de Itatinga, Arandu, Avaré, Itaí, Paranapanema, Taquarituba, Buri, Coronel Macedo, Itaberá e Itapeva, todos no Estado de São Paulo. A Cooperativa possui bens classificados como ativo imobilizado, ainda que de valor não expressivo, utilizados na obtenção de renda. Estamos sempre em busca de superações e melhorias, por isso fazemos investimentos, criamos e superamos desafios, tendo como objetivo, prestar os melhores serviços a todos os consumidores que utilizam nossa energia. Relatório da Administração Senhoras e Senhores Cooperados, A seguir, apresentamos o relatório das principais atividades desenvolvidas no decorrer do exercício de 2012. Tais especificidades primam para uma melhor apresentação dos resultados aos cooperados, autoridades e consumidores. Em anexo estão as demonstrações contábeis, elaboradas em concordância com a Legislação Societária vigente, acrescidas do Balanço Social, Demonstração do Valor Adicionado-DVA e Demonstração do Fluxo de Caixa, ferramentas de relevância para a divulgação do desempenho da Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí Paranapanema Avaré Ltda. – CERIPA perante a sociedade, parceiros, investidores, órgão regulador e clientes. Cumprimos as determinações específicas de Demonstração de Resultado, conforme Manual de Contabilidade do Setor Elétrico - MCSE, as quais são compatíveis com os princípios fundamentais de contabilidade e determinados a todas as Empresas Concessionárias e Permissionárias do Serviço Público de Energia Elétrica, apesar de sermos uma Cooperativa. Carta do Presidente Ao findar 2012, lembramos que nossa trajetória começou de que a população rural precisava ter energia em casa. Encerrando este exercício, agradecemos a todos os associados pela credibilidade, aos funcionários da cooperativa pelos bons serviços prestados e todos aqueles que direta ou indiretamente procuraram colaborar com esta entidade. É importante frisar que a CERIPA trabalha seguindo normas da ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, procurando oferecer a máxima qualidade na prestação de seus serviços. Aproveitamos à oportunidade para agradecer aos Senhores Cooperados, aos colaboradores, Órgãos Públicos, Fornecedores, Empresas Terceirizadas e Consumidores, e desejar que juntos, possamos manter sempre uma parceria de sucesso. Cenário A Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí Paranapanema Avaré Ltda. é uma Distribuidora de Energia Elétrica que fornece energia nos municípios de Itatinga, Arandu, Avaré, Itaí, Paranapanema, Taquarituba, Buri, Coronel Macedo, Itaberá e Itapeva, todos no Estado de São Paulo, seguindo as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. Prestamos os melhores serviços há mais de 45 anos e, para isso, valorizamos do corpo funcional da CERIPA onde focamos: - Cargos e Salários; - Avaliação dos Resultados; - Programa de Habilitação Profissional; - Investimento em Treinamento Técnico; - Programa de Qualidade Total e - Segurança e Medicina no Trabalho. Além disso, nossos colaboradores realizam treinamentos, participam de cursos profissionalizantes, superior, seminários, palestras e outros voltados para o desenvolvimento e aprimoramento do funcionário. A CERIPA foi certificada em 04/02/2012, conforme Norma NBR ISO 9001.2008, referente à aplicação de coleta de dados para apuração de indicadores de continuidade individuais e coletivos na distribuição de energia elétrica. Tal certificação visa, além do atendimento ao Órgão Regulador (Resolução ANEEL No. 024/2000), reforçar a credibilidade e transparência no cálculo dos índices apresentados por nossa Empresa, levando através disso, confiança àqueles que utilizam a energia distribuída e comercializada pela CERIPA. Tal certificação é válida até 03/02/2015. Distribuição e Comercialização de Energia Elétrica A CERIPA distribui energia elétrica nos municípios de Itatinga, Arandu, Avaré, Itaí, Paranapanema, Taquarituba, Buri, Coronel Macedo, Itaberá e Itapeva, todos no Estado de São Paulo. Atualmente (base dezembro/2012), possui 9.427 consumidores divididos em 16% de consumidores urbanos e 84% de consumidores rurais. Atualmente não atendemos a nenhum Consumidor que já detenha o Status de “Consumidor Livre”. .Ligação de Consumidores - foram realizadas, no ano de 2012, novas ligações, sendo Residenciais, Industriais, Comerciais, Rurais, de Poder Público e de Outras Classes. .Comportamento do Mercado - A CERIPA não possui geração de energia. Toda energia comercializada é obtida através da aquisição do suprimento da Cia. Luz e Força Santa Cruz – CPFL e Elektro Eletricidade e Serviços S/A, e ainda a participação do Programa Governamental PROINFA. Balanço Energético em GWh 2012 2011 Geração própria CPFL / ELEKTRO PROINFA Total Disponibilidade Consumidores - distribuição Direta Consumidores livres Concessionárias Energia Contratual Energia de curto prazo Fornecimento e suprimento Perdas e diferenças 0 0 137,25 120,23 0,46 0,43 137,71 120,66 118,96 103,23 0 0 0 0 0 0 0 0 118,96 103,23 15,76% 16,88% Distribuição Direta por Classe de Consumo – A CERIPA não distribuiu energia de forma direta no exercício 2012, caracterizando seu mercado, 100% de Consumidores Cativos. Com relação a este mercado cativo, tivemos um acréscimo de 15,24% comparando-se com o desempenho do exercício anterior. A classe que teve maior crescimento foi a Rural com 19,75% em relação ao exercício anterior. A seguir são apresentados resultados sobre o consumo e sua variação no período: Classe Residencial Industrial Comercial Rural Outros Total Consumo por classe de consumidores - em GWh 2012 2011 12,19 11,37 15,82 13,31 8,22 8,04 76,27 63,69 6,46 6,82 118,96 103,23 Residencial Industrial Comercial Rural Outros 5,43% 10,25% 13,30% 64,11% 6,91% % 7,21 18,86 2,24 19,75 (5,28) 15,24 Receita - A receita bruta decorrente do fornecimento de energia elétrica faturada no exercício, importou em R$ 32.433,15 mil, conforme quadro a seguir: Receita Bruta em R$ mil 2012 5.661,04 5.659,65 3.425,62 15.779,23 1.907,61 32.433,15 Classe Residencial Industrial Comercial Rural Outros Total 2011 5.095,69 4.735,20 3.266,21 13.812,79 2.111,41 29.021,30 % 11,09 19,52 4,88 14,24 (9,65) 11,76 5,88% 17,45% Residencial Industrial 17,45% Comercial 48,65% Rural Outros 10,56% Número de Consumidores - O número de consumidores faturados em dezembro de 2012, apresentou um crescimento de 3,24% sobre o mesmo mês do ano anterior, como se pode observar no quadro a seguir: Número de consumidores Classe Residencial Industrial Comercial Rural Outros Total 2012 2011 5.266 47 380 3.596 138 9.427 % 5.025 48 363 3.559 136 9.131 4,80 -2,08 4,68 1,04 1,47 3,24 Tarifas - A tarifa média de fornecimento de energia elétrica, em dezembro de 2012, atingiu R$ 347,69/GWh: OBS: Os valores abaixo demonstrados estão expressos em (Reais/mil). Tarifa média de Fornecimento Classe em R$/GWh Residencial Industrial Comercial Rural Outros 464,40 357,75 416,74 204,26 295,30 Composição da Tarifa Residencial Tarifa aplicada Impostos PIS COFINS ISSQN ICMS Taxas Fiscalização CCC RGR P&D PEE CDE PROINFA OUTROS ENCARGOS Compensação financeira Custo da energia comprada p/revenda Encargos de uso da rede elétrica Despesas de pessoal Outras despesas operacionais Tarifa bruta da concessionária (*) Resultado Comercial Industrial Rural Outros 5.661,04 818,42 23,41 108,04 0,00 686,97 838,13 15,45 162,13 132,68 20,67 20,67 193,61 79,61 213,31 0,00 5.659,65 818,42 23,41 108,04 0,00 686,97 838,13 15,45 162,13 132,68 20,67 20,67 193,61 79,61 213,31 0,00 3.425,62 495,27 14,17 65,38 0,00 415,73 507,20 9,35 98,11 80,29 12,51 12,51 117,17 48,17 129,09 0,00 15.779,23 2.281,73 65,26 301,22 0,00 1.915,25 2336,67 43,06 452,01 369,91 57,63 57,63 539,78 221,94 594,71 0,00 1.907,61 276,25 7,90 36,47 0,00 231,88 282,90 5,21 54,72 44,78 6,98 6,98 65,35 26,87 72,00 0,00 1.179,55 0,00 1.179,55 0,00 713,81 0,00 3.288,54 0,00 398,14 0,00 937,85 937,85 567,55 2.614,69 316,56 1.001,08 1.001,08 605,81 2.790,98 337,90 4.004,49 4.003,10 2.423,15 11.160,83 1.348,47 886,01 884,62 535,98 2.466,62 295,87 (*) Representa a equivalência em relação à tarifa, que gera recursos para suprir os investimentos, além dos Impostos de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Qualidade do Fornecimento - Os dois principais indicadores da qualidade do fornecimento de energia elétrica são o DEC (duração equivalente de interrupções por consumidor) e o FEC (freqüência equivalente de interrupções por consumidor). A evolução desses indicadores é apresentada no quadro a seguir: Ano 2011 2012 DEC (horas) 44,75 46,49 (interrupções) 14,63 13,54 (horas) 197,02 OBS: O aumento do valor do DEC, e, respectivo aumento na demonstração de horas justifica-se pelas constantes tempestades que, de forma atípica castigaram nossa região, gerando alguns problemas em nossas redes e, principalmente, problemas em nosso Suprimento. Por esse motivo justificamos. Atendimento ao Consumidor – A CERIPA concluiu sua participação no Programa Luz para Todos em 2008. Tecnologia da Informação Seguindo o processo de modernização dos últimos anos, a CERIPA segue na atualização de seu sistema comercial e de gestão interna, contando com novas ferramentas de banco de dados e métodos mais aprimorados. Conta também com equipamentos mais modernos, primando por aquisições menos nocivos à saúde e contribuindo para o meio ambiente com equipamentos que possuem normas aprovadas por órgãos ambientais. Foi desenvolvido um novo site para a Empresa, que vai possibilitar o uso por seus clientes de serviços on-line, como emissão de segundas vias, e solicitações de serviços. A Empresa continua investindo no aumento do seu parque tecnológico, com o projeto de adquirir novos servidores para ampliação do sistema telefônico de atendimento a consumidores e maior agilidade em seus serviços, aumentando a capacidade dos novos sistemas que estão em desenvolvimento, e, também, a nova demanda de consumidores que será atendida pela Empresa. Desempenho Econômico-Financeiro Em 2012, a Sobra (Lucro) foi de R$ 5.116,87 (Reais/mil), com uma Sobra (Lucro) de R$ 2.845,08 (Reais/mil) em 2011, ocasionando um aumento nos Lucros na Ordem de 79,85%. A Receita Operacional Líquida atingiu em 2012 o valor de R$ 23.689,54 (Reais/mil), superior em 10,03% em relação a 2011, que foi de R$ 21.530,16 (Reais/mil). Os Custos e Despesas Operacionais totalizaram em 2012 R$ 18.415,65 (Reais/mil), 4,28 % inferior em relação a 2011 que foi de R$ 19.238,15 (reais/mil). O aumento do Patrimônio Líquido do exercício de 2012 foi de 3,99% em relação a 2011. O EBITDA ou LAJIDA, lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização foi de R$ 6.076,41 (Reais/mil), superior em 117,15% a 2011, que foi de R$ 2.798,27 (Reais/mil), conforme variação abaixo: EBITDA OU LAJIDA - Legislação Societária 6.076,41 2012 2011 1 2.798,27 2 Investimentos: Em 2012, os investimentos da Permissionária importaram em R$ 8.779,23 (Reais/mil), 48,71% superior em relação a 2011 que foi de 5.903,48 (Reais/mil), conforme a seguir: Investimentos - R$ mil 2012 Obras de Geração Obras de Transmissão Obras de Distribuição Obras Veículos Equipamento Geral Instalações Gerais Edificações Total 0,00 0,00 8.779,23 8.652,08 27,37 89,18 0,00 10,60 8.779,23 2011 0,00 0,00 5.903,48 4.355,47 288,22 961,17 0,00 298,62 5.903,48 % 0,00 0,00 48,71 98,65 (90,50) (90,72) 100,00 48,71 Captações de Recursos: Os investimentos de 2012 foram realizados somente com recursos próprios. Valor Adicionado: Em 2012, o valor adicionado líquido gerado como riqueza pela CERIPA foi de R$ 21.322,03 (Reais/mil), representando 65,47% da Receita Operacional Bruta. Composição Acionária: O capital social em 31 de dezembro de 2012 representa R$ 9.116,75 (Reais/mil), com a seguinte composição: Tipo de Capital Capital Subscrito (-) Capital a Integralizar TOTAL 2012 9.145,70 (28,95) 9.116,75 2011 9.305,84 (47,25) 9.258,59 Relações com o Mercado A CERIPA, com incentivo da ANEEL, participa de eventos, compõe as associações do Setor: INFRACOOP, FECOERESP, ARSESP, e mantém contato com outras permissionárias do Setor Elétrico. A CERIPA objetiva manter seus funcionários sempre atualizados, incentivando na participação de seminários, cursos técnicos, jurídicos, administrativos entre outros, fazendo que haja aprimoramento referente aos assuntos do Setor Elétrico. Sempre valorizando: - A satisfação do cliente; - O crescimento dos colaboradores; - As parcerias; - A honestidade e a lealdade; - O trabalho, a competência e a responsabilidade; - A iniciativa e a criatividade; - A gestão participativa e empreendedora. Gestão Planejamento Empresarial: Esta Permissionária prioriza o cumprimento da Regulação, dando ênfase aos direitos da energia elétrica para todos. A CERIPA faz planejamentos de curto, médio e longo prazo, objetivando uma empresa organizada, resultando em clientes satisfeitos. Mensalmente são realizadas, nas dependências da CERIPA, reuniões entre a administração e demais setores da Empresa, para que o funcionário que participa de algum evento possa compartilhar com os demais suas novas experiências. A CERIPA em Números Número de consumidores Número de empregados Número de consumidores por empregado Número de localidades atendidas Número de agências Número de postos de atendimento Número de postos de arrecadação 9.427 86 110 10 1 1 1 9.131 73 125 10 1 0 1 3,24 17,81 (12,30) 0,00 0,00 100,00 0,00 Área de concessão (Km2) Geração própria (GWh) Demanda máxima (MWh/h) Distribuição direta (GWh) Consumo residencial médio (kWh/ano) Tarifas médias de fornecimento (R$ por MWh) Total Residencial Comercial Industrial Rural Suprimento DEC (horas) População antecipada - Urbana Atendida (em milhares de habitantes) 3.471 0 41 0,118 2.314 272,65 3.471 0 39 0,111 2.600 252,26 0 0 4,42 6,31 (11,00) 8,08 464,40 357,75 416,74 204,26 0,00 46,49 448,17 355,76 406,24 216,87 0 44,75 3,62 0,56 2,58 (5,81) 0 3,89 15.000 15.000 0,00 População atendida - Rural (em milhares de habitantes) FEC (número de interrupções) Número de reclamações por 1.000 consumidores 10.000 13,54 532,71 10.000 14,63 490,23 0,00 (7,45) 8,67 Mercado Número de usinas em operação Número de subestações Linhas de transmissão (Km) Linhas de distribuição (Km) Capacidade instalada (MW) 0 11 0 2.236 144,92 0 11 0 2.217 130,73 0 11 0 0,86 10,85 32.566,87 23.689,54 0,00% 6.076,41 5.116,87 5,12 64.428,94 16,11 3,99 29.157,94 21.530,16 0,00% 2.798,27 2.845,08 2,84 61.956,16 20,65 4,59 11,69 10,03 #DIV/0! 117,15 79,85 80,17 3,99 -21,99 (13,07) 15,76% 15,76% 0,00% 11,97% 11,97% 0,00% 31,66 31,66 0,00 2012 2011 Financeiros Receita operacional bruta (R$ mil) Receita operacional líquida (R$ mil) Margem operacional do serviço líquida (%) EBITDA OU LAJIDA Lucro líquido (R$ mil) Lucro líquido por mil cotas Patrimônio líquido (R$ mil) Valor patrimonial por cota R$ Rentabilidade do patrimônio líquido (%) Endividamento do patrimônio líquido (%) Em moeda nacional (%) Em moeda estrangeira (%) Indicadores de Performance Salário Médio dos Funcionários (Reais/mil) Energia Gerada / Comprada por Funcionário (MWh) 3,27 1.595,90 2,05 1.409,35 Energia Gerada / Comprada por Consumidor (MWh) 14,56 11,26 Retorno de Ativos por Unidade: 0,03 0,03 Balanço Social Recursos Humanos Em 2012, a CERIPA desenvolveu seu papel social, proporcionando aos seus colaboradores: palestras, cursos e seminários, sempre considerando a especificidade de cada função exercida, e também, cursos de reciclagem conforme Norma Regulamentadora nº. 10 (Portaria nº. 598/2004). Mantem convênios com Planos de Saúde e Seguro de Vida aos colaboradores; Créditos de financiamento com desconto em folha de pagamento junto ao Banco Crediceripa, filiado ao SICOOB, e também distribuição de vale alimentação. Responsabilidade Social CIPA CERIPA: Os membros da CIPA na CERIPA abordam temas relacionados à prevenção de acidentes, saúde, primeiros socorros etc... Faz-se reuniões mensais, realizadas no escritório da CERIPA e os membros da CIPA fiscalizam seus empregados, verificando se os mesmos estão fazendo uso dos equipamentos disponibilizados pela Empresa e dentro dos padrões de segurança. Demonstração do Balanço Social 2012 R$ mil 2011 R$ mil 1 - Base de cálculo Receita Líquida (RL) Lucro Operacional (LO) Folha de Pagamento Bruta (FPB) 23.689,54 7.137,17 5.374,49 % sobre 2 - Indicadores sociais internos R$ mil Alimentação - Auxílio alimentação e outros Encargos sociais compulsórios Entidade de previdência privada Saúde - Convênio assistencial e outros benefícios Segurança no trabalho - CIPA e exames periódicos Educação - Auxílio educação 612,67 1.311,02 0,00 11,40% 24,39% 0,00% 2,59% 5,53% 0,00% 430,00 1.246,42 0,00 8,00% 23,19% 0,00% 1,82% 5,26% 0,00% 156,34 2,91% 0,66% 141,47 2,63% 0,60% 108,77 - 2,02% 0,00% 0,46% 0,00% 74,17 - 1,38% 0,00% 0,31% 0,00% Capacitação e desenvolvimento profissional Auxílio creche Participação nos resultados Incentivo à aposentadoria e demissão voluntária Vale-transporte - excedente Outros Benefícios Total 34,48 0,00 239,11 0,64% 0,00% 4,45% 0,15% 0,00% 1,01% 29,05 0,00 238,97 0,54% 0,00% 4,45% 0,12% 0,00% 1,01% 0,00 0,00 0,00 2.462,39 0,00% 0,00% 0,00% 45,82% 0,00% 0,00% 0,00% 10,39% % sobre 0,00 0,00 0,00 2.160,08 0,00% 0,00% 0,00% 40,19% 0,00% 0,00% 0,00% 9,12% % sobre 3 - Indicadores sociais externos R$ mil R$ mil LO Educação - Programa Luz das Letras Cultura Saúde e Saneamento - Apoio social aos municípios Habitação - Reassentamento de famílias Esporte e lazer Doações e contribuições Total LO RL RL R$ mil FPB RL RL 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00 0,00 0,00 - 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00 0,00 0,00 - 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% - 0,00% 0,00% - 0,00% 0,00% 4.690,08 65,71% 19,80% 4.047,91 56,72% 17,09% 65,71% 19,80% 56,72% 17,09% Total de contribuições para a sociedade Tributos - excluídos encargos sociais FPB 21.530,16 3.776,85 5.171,71 % sobre 4.690,08 4.047,91 Demonstração do Balanço Social 4 - Indicadores ambientais Desapropriações de terras Estação ecológica - Fauna / Flora % sobre R$ mil LO RL % sobre R$ mil LO RL 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% Relacionamento com a operação da empresa Programa Social de Eletricidade Rural Rede Compacta ou Linha Verde Programa de Eletrificação para População Carente Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial Museu Ecológico Universidade Livre do Meio Ambiente Programas especiais / Projetos externos 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0 0,00 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0 0,00 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% Total 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2012 5 - Indicadores do corpo funcional 2011 em unidades em unidades Empregados no final do período 86 73 Escolaridade dos empregados Superior e extensão universitária Ensino médio Ensino fundamental 11 54 21 11 41 21 Faixa etária dos empregados Abaixo de 30 anos De 30 até 45 anos (exclusive) Acima de 45 anos 20 42 24 14 36 23 Admissões durante o período 13 4 Mulheres que trabalham na empresa 9 9 o 0,00% 0,00% o 0,00% 0,00% % de cargos gerenciais ocupados por mulheres em relação ao n total de mulheres % de cargos gerenciais ocupados por mulheres em relação ao n total de gerentes Negros que trabalham na empresa 13 13 1,39% 1,39% 50,00% 50,00% Portadores de deficiência física 0 0 Dependentes 0 0 Estagiários 0 0 45,67 34.789,57 761,82 47,32 32.272,46 681,98 0 1 % de cargos gerenciais ocupados por negros em relação ao no total de negros o % de cargos gerenciais ocupados por negros em relação ao n total de gerentes 6 - Informações relevantes quanto ao exercício da cidadania empresarial Relação entre a maior e a menor remuneração na empresa Maior remuneração Menor remuneração Acidentes de trabalho Demonstração do Fluxo de Caixa Legislação Societária 2012 2011 Fluxos de Caixa das Atividades Operacionais Recebimentos de Consumidores Pagamentos a Fornecedores Fornecedores Energia Elétrica Comprada Salários e Encargos Sociais Caixa Gerada pelas Operações Encargos Setoriais Juros Pagos Tributos Federais (IRPJ, CSLL, IRRF, PIS, COFINS) Tributos Estaduais (ICMS) Tributos Municipais (COSIP, ISSQN) Fluxo de Caixa Antes dos Itens Extraordinários Imposto de Renda na Fonte sobre Dividendos Recebidos Indenizações Associações e Convênios Viagens Outras Receitas 36.267,59 (9.691,35) (13.414,11) (4.093,62) 9.068,51 (2.954,03) (37,63) (1.357,97) (3.772,67) 0,03 946,24 0,00 (146,71) 7.553,18 33.994,53 (6.431,12) (11.643,32) (3.946,69) 11.973,40 (2.794,49) (125,83) (1.197,53) (3.315,55) (0,22) 4.539,78 0,00 (436,82) 3.366,01 Caixa Líquida Provenientes das Atividades Operacionais 8.352,71 7.468,97 Fluxos de Caixa das Atividades de Investimentos Aquisição da Subsidiária Líquido da Caixa Incluída na Aquisição. Compra de Ativo Imobilizado Recebido pela Venda de Imobilizado Juros Recebidos Titulos de Capitalização Dividendos Recebidos Caixa Líquida usada nas Atividades de Investimentos 0,00 (8.794,18) 341,44 0,00 0,00 (5.402,77) 11,06 0,00 (8.452,74) (5.391,71) 0,00 1.720,48 1.317,34 1.715,33 0,00 (577,09) (1.064,65) (53,13) 0,00 0,00 1.606,00 728,76 1.445,76 0,00 (347,20) (1.327,79) (66,91) 0,00 Fluxos de Caixa das Atividades Financeiras Recebido pela Emissão de Ações de Capital Recebido por Empréstimo a Longo Prazo Devolução de Adiantamentos por Funcionários Devolução (Adiantamento) a Fornecedor Receitas de Aplicações Financeiras Recebimentos de Empréstimos Pagamentos de Empréstimos Cheques Devolvidos Dividendos Pagos Despesas Bancárias Outras Devoluções Caixa Líquida usada nas Atividades Financeiras 3.058,28 2.038,62 Redução Líquido no Caixa e Equivalentes à Caixa 2.958,25 4.115,88 18.769,18 21.727,43 14.653,30 18.769,18 2.958,25 4.115,88 Caixa e Equivalentes à Caixa no Começo do Período Caixa e Equivalentes à Caixa no Fim do Período Variação pelo Caixa Demonstração do Valor Adicionado Legislação societária 2012 2011 Receitas Venda de energia e serviços Provisão para créditos de liquidação duvidosa Resultado não operacional 31.916,84 32.566,86 (100,05) (549,97) 28.849,56 29.157,94 (57,99) (250,39) (-) Insumos adquiridos de terceiros Insumos consumidos Outros insumos adquiridos Material e serviços de terceiros (8.129,53) 0,00 0,00 (8.129,53) (8.933,40) 0,00 (11,44) (8.921,96) (=) Valor adicionado bruto 23.787,31 19.916,16 (-) Quotas de reintegração (2.465,28) (4.272,91) (=) Valor adicionado líquido 21.322,03 15.643,25 (+) Valor adicionado transferido Receitas (Despesas) financeiras Resultado da equivalência patrimonial (=) Valor adicionado a distribuir 1.863,30 1.863,30 0,00 23.185,33 1.484,84 1.484,84 0,00 17.128,09 Distribuição do valor adicionado: Pessoal Remunerações Encargos sociais (exceto INSS) Entidade de previdência privada Auxílio alimentação Incentivo à aposentadoria e demissão voluntária Provisão para gratificação Convênio assistencial e outros benefícios Participação nos resultados Custos imobilizados Provisão trabalhista Governo INSS (sobre folha de pagamento) ICMS Imposto de renda e contribuição social Outros (PIS/ COFINS/ enc.setoriais, outros) Financiadores Juros e variações cambiais Aluguéis Acionistas Remuneração do capital próprio Lucros retidos Valor adicionado (médio) por empregado 6.499,03 3.678,74 279,73 0,00 612,67 0,00 278,05 235,60 0,00 1414,24 0,00 11.410,78 1.063,11 3.936,79 1.470,34 4.940,54 4.586,50 2.459,09 263,85 0,00 430,00 0,00 472,86 215,64 0,00 745,06 0,00 9.545,93 1.012,00 3.291,14 681,37 4.561,42 158,64 0,00 158,64 150,58 0,00 150,58 5.116,88 0,00 5.116,88 2.845,08 0,00 2.845,08 552,03 407,81 Agradecimentos Findando o exercício social de 2012, queremos agradecer aos membros da Diretoria, e, estender esse agradecimento a todos os cooperados, clientes, consultores, fornecedores, parceiros e demais envolvidos direta ou indiretamente em nossa política de qualidade, conforme segue: garantir o cumprimento da política da qualidade; satisfazer as necessidades de nossos clientes internos, externos e cooperados; envolver todos os colaboradores com a política da qualidade; atender os requisitos regulamentares, normativos e legislações pertinentes. Nosso muito obrigado! Itaí, 26 de Abril de 2.013 A Administração. Demonstrações Contábeis 2012 Demonstrações Contábeis Balanço Patrimonial Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí-Paranapanema-Avaré Ltda CNPJ no 49.606.312/0001-32 Balanço Patrimonial em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 (Valores expressos em milhares de reais) Legislação Societária ATIVO 2012 76.480,37 2011 70.385,75 Circulante Numerário disponível Aplicações no mercado aberto Consumidores, concessionárias e permissionárias Rendas a receber Devedores diversos Depósitos judiciais Provisão para créditos de liquidação duvidosa Serviços em curso Conta de resultado a compensar Títulos e valores mobiliários Tributos a compensar Estoque Imposto de renda e contribuição social diferidos Despesas pagas antecipadamente Outros créditos 28.304,44 215,25 21.512,18 4.100,82 0,00 70,62 0,00 (1.049,72) 349,00 0,00 0,00 1.165,65 1.287,10 0,00 209,62 443,92 24.770,38 123,21 18.645,97 3.843,89 0,00 41,95 0,00 (980,69) 72,21 0,00 0,00 986,63 1.178,44 0,00 38,43 820,34 Ativo Não-Circulante Realizável a Longo Prazo Coligadas, controladas e controladoras Títulos e valores mobiliários Tributos a compensar Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais Outros créditos 48.175,93 887,09 0,00 0,00 260,86 0,00 626,23 0,00 45.615,37 817,14 0,00 0,00 182,41 0,00 634,73 0,00 Investimentos Imobilizado Intangível 1.924,85 45.363,99 0,00 806,07 43.992,16 0,00 PASSIVO 76.480,37 70.385,75 Circulante Fornecedores Folha de pagamento Encargos de dívidas Empréstimos e financiamentos Taxas regulamentares Entidade de previdência privada Tributos e Contribuições Sociais Passivos regulatórios Credores diversos Dividendos e juros sobre o capital próprio Obrigações estimadas Provisões para contingências Pesquisa & Desenvolvimento Programa de Eficiência Energética Outras contas a pagar 7.418,45 885,97 181,55 0,00 186,20 259,00 0,00 316,97 1.966,98 700,89 0,00 2.276,52 0,00 188,58 409,54 46,25 5.035,39 815,21 198,82 0,00 347,20 366,66 0,00 279,33 654,85 510,63 0,00 1.372,97 0,00 138,42 269,90 81,40 Passivo Não-Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Empréstimos e financiamentos Entidade de previdência privada Tributos e Contribuições Sociais Imposto de renda e contribuição social diferidos Provisões para contingências Outras contas a pagar 4.632,98 4.632,98 651,70 0,00 0,00 2.317,35 1.663,93 0,00 3.394,20 3.394,20 1.562,41 0,00 0,00 0,00 1.831,79 0,00 64.428,94 9.116,75 14.306,37 0,00 36.551,63 4.454,19 61.956,16 9.258,59 18.668,65 0,00 31.660,65 2.368,27 0,00 0,00 Patrimônio Líquido Capital social Reserva de reavaliação Reservas de capital Reservas de lucros Lucros (prejuízos) acumulados Recursos destinados a aumento de capital As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis. Demonstrações Contábeis Demonstração do Resultado Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí-Paranapanema-Avaré Ltda CNPJ no 49.606.312/0001-32 Demonstração do Resultado dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 (Valores expressos em milhares de reais) Legislação Societária 2012 2011 Receita operacional Fornecimento de energia elétrica Suprimento de energia elétrica Disponibilização do sistema de transmissão e distribuição Outras receitas operacionais 32.566,87 11.705,90 0,00 29.157,94 10.506,71 0,00 20.727,25 133,72 18.514,59 136,64 Deduções da receita operacional ICMS PIS COFINS ISSQN Encargo do consumidor (CCC e CDE) Encargo do consumidor (PEE, P & D, FNDCT e MME) Quota para RGR Neutralidade da Parcela A (8.877,33) (3.936,79) (134,15) (619,16) 0,00 (2.038,63) (236,90) (760,35) (1.151,35) (7.627,78) (3.291,14) (114,87) (530,27) 0,00 (2.201,60) (223,62) (521,22) (745,06) Receita operacional líquida 23.689,54 21.530,16 Custo do serviço de energia elétrica Custo com energia elétrica Energia elétrica comprada para revenda Encargo de uso do sistema de transmissão e distribuição (7.304,30) (88,52) (7.215,78) (6.589,61) (65,58) (6.524,03) - - (10.308,83) (12.142,28) (5.374,49) 0,00 (5.517,80) 0,00 Custo de operação Pessoal e administradores (inclui xxx de remuneração a administradores) Entidade de previdência privada Material Matéria-prima e insumos para produção de energia elétrica Serviços de terceiros Depreciação e amortização Provisões (Reversão) Outras (1.431,24) (1.428,42) 0,00 (1.037,82) (2.465,28) 0,00 0,00 0,00 (923,16) (4.272,90) 0,00 0,00 (17.613,13) (18.731,89) Lucro operacional bruto 6.076,41 2.798,27 Despesas operacionais Despesas com vendas Despesas gerais e administrativas Outras despesas operacionais (802,52) (69,03) (191,62) (541,87) (506,26) (57,99) 0,00 (448,27) Resultado do serviço 5.273,89 2.292,01 Resultado de participações societárias Receita (despesa) financeira Renda de aplicações financeiras Variação monetária e acréscimo moratório - energia vendida Variação monetária e acréscimo moratório - energia comprada Encargos de dívidas Variações monetárias vinculadas ao ativo permanente Outros 0,00 1.863,28 1.712,47 0,00 1.484,84 1.439,59 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 150,81 0,00 0,00 0,00 45,25 Resultado operacional 7.137,17 3.776,85 800,77 449,44 (1.350,73) (699,83) 6.587,21 (395,56) (1.074,78) 3.526,46 (186,72) (494,66) 5.116,87 0,00 2.845,08 0,00 Custo do serviço prestado a terceiros Receita não operacional Despesa não operacional (Prejuízo) Lucro antes da Contribuição Social e Imposto de Renda Contribuição social Imposto de renda (Prejuízo) Lucro líquido antes das participações e da reversão dos juros sobre o capital próprio Reversão dos juros sobre o capital próprio (Prejuízo) Lucro antes do item extraordinário Item extraordinário Participação nos lucros (Prejuízo) Lucro Líquido do exercício / período (Prejuízo) Lucro por ação - R$ 5.116,87 0,00 0,00 5.116,87 2,63 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis. 2.845,08 0,00 0,00 2.845,08 1,45 Notas Explicativas Notas Explicativas Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Valores expressos em milhares de reais) 1 Operações sociais A Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí – Paranapanema – Avaré Ltda. – CERIPA, que contava com 1.913 e 1.946 cooperados no final de 2012 e de 2011, respectivamente, tem por objetivo promover o desenvolvimento sócio-econômico através do fornecimento de energia elétrica, e do estímulo progressivo à prática de novas atividades rurais, mediante o emprego de modernos processos tecnológicos e de racionalização. Suas principais atividades são a distribuição de energia elétrica em alta e baixa tensão e prestação de serviços de eletrificação. Em 12 de junho de 2008, a administração da Cooperativa assinou o Contrato de Permissão para Prestação do Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica junto a ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, cujo objeto é estabelecer os direitos e obrigações da Cooperativa para prestação de serviço público de distribuição de energia elétrica, na qualidade de permissionária, pelo prazo de vinte anos, em área delimitada e sem caráter de exclusividade, para exploração, a título precário, do serviço de energia elétrica, nos municípios de Itatinga, Arandu, Avaré, Itaí, Paranapanema, Taquarituba, Buri, Coronel Macedo, Itaberá e Itapeva, todos no Estado de São Paulo. 2 Atividades não vinculadas à concessão do serviço público de energia elétrica A Cooperativa possui bens classificados como ativo imobilizado, ainda que de valor não expressivo, utilizados na obtenção de renda, conforme composto na nota explicativa 12. 3 Base de preparação e apresentação das demonstrações financeiras Foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, considerando às peculiaridades da legislação cooperativista (Lei 5.764/1971) e às normas e instruções da ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica. Consideram ainda, os pronunciamentos contábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) no que foi julgado pertinente e relevante para a Cooperativa nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011. Esses pronunciamentos visam à convergência das normas brasileiras de contabilidade para as normas internacionais de contabilidade. As demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Cooperativa, e foram preparadas com base no custo histórico, exceto quando indicado de outra forma. A preparação das demonstrações financeiras requer que a administração da Cooperativa faça julgamentos, estimativas e premissas, baseadas em fatores objetivos e subjetivos, para determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações financeiras. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o registro da receita de fornecimento de energia não faturada, a análise do risco de crédito para determinação da provisão para créditos de liquidação duvidosa, assim como análise dos demais riscos para determinação de outras provisões, inclusive para contingências. Os resultados reais envolvendo essas premissas e estimativas poderá resultar em valores divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras devido ao tratamento probabilístico inerente ao processo de sua determinação. A administração da Cooperativa revisa as estimativas e premissas pelo menos anualmente. As demonstrações financeiras, incluindo as notas explicativas, são de responsabilidade da administração da Cooperativa, cuja autorização para sua conclusão ocorreu em 10 de fevereiro de 2012. 4 Principais práticas contábeis As principais práticas contábeis adotadas pela Cooperativa nessas demonstrações financeiras estão descritas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. a Apuração do resultado (sobras ou perdas) Os ingressos e dispêndios de cooperados e as receitas, custos e despesas de operações com terceiros, foram apropriados obedecendo ao regime de competência dos exercícios. Os ingressos e receitas são reconhecidos na extensão em que for provável que benefícios econômicos serão gerados para a Cooperativa e quando possa ser mensurável de forma confiável. O faturamento de energia elétrica para todos os consumidores é efetuado mensalmente de acordo com o calendário de leitura do consumo. A receita não faturada, que corresponde ao período decorrido entre a data da última leitura e o encerramento do mês, é estimada e reconhecida como receita no mês em que a energia foi consumida. Historicamente, a diferença entre a receita não faturada estimada e o consumo real que é reconhecido no mês subsequente, não tem sido relevante. As receitas e despesas de juros são reconhecidas pelo método da taxa efetiva de juros na rubrica de receitas/ despesas financeiras. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa de sua realização. b Instrumentos financeiros A Cooperativa reconhece os recebíveis inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Cooperativa se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. A Cooperativa deixa de reconhecer um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Cooperativa transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação na qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Cooperativa nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual. A Cooperativa possui aplicações financeiras, recebíveis e outros ativos circulantes como ativos financeiros não derivativos. Recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os recebíveis abrangem contas a receber de consumidores e outros. b2 Passivos financeiros não derivativos A Cooperativa reconhece passivos financeiros inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Cooperativa se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Cooperativa baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retiradas, canceladas ou vencidas. Os ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, a Cooperativa tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e quitar o passivo simultaneamente. A Cooperativa tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: fornecedores, empréstimos e financiamentos, capital a restituir e outros passivos circulantes. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. c Caixa e equivalentes de caixa Compreendem os saldos de dinheiro em caixa, depósitos bancários à vista e aplicações financeiras. As aplicações financeiras estão demonstradas ao custo, acrescida dos rendimentos auferidos até a data do encerramento do balanço patrimonial e são de liquidez imediata. Para que um investimento financeiro seja qualificado como equivalente de caixa, precisa ter conversibilidade imediata em montante conhecido de caixa e estar sujeito a um insignificante risco de mudança de valor. Portanto, um investimento normalmente qualifica-se como equivalente de caixa somente quando tem vencimento original de curto prazo, de três meses ou menos da data da aquisição. São classificadas como ativos financeiros a valor justo por meio do resultado – disponíveis para a negociação, e estão registrados pelo valor original acrescido dos rendimentos auferidos até as datas de encerramento das demonstrações financeiras, apuradas pelo critério pró-rata, que equivalem aos seus valores de mercado. d Contas a receber – Consumidores e outros As contas a receber de consumidores e outros estão demonstrados pelos valores a receber faturados e não faturados, esses por estimativa, do fornecimento de energia elétrica até o encerramento do exercício, com base no regime de competência. São considerados ativos financeiros classificados como empréstimos e recebíveis. e Provisão para créditos de liquidação duvidosa Constituída em valor julgado suficiente para cobrir prováveis perdas na realização dos valores a receber. Tem base nos valores a receber dos consumidores da classe residencial vencidos há mais de 90 dias, da classe comercial vencidos há mais de 180 dias e das classes industrial, rural, poderes públicos, iluminação pública, serviços públicos e outros vencidos há mais de 360 dias, conforme definido no Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica. Considera também, uma análise dos títulos a receber e do saldo de cada consumidor, de forma que se obtenha um julgamento adequado dos créditos considerados de difícil recebimento, baseando-se nas experiências da Cooperativa em relação às perdas efetivas, na existência de garantias reais, entre outros. Engloba os recebíveis faturados até o encerramento do balanço, contabilizados com base no regime de competência. A administração da Cooperativa e a assessoria jurídica não têm a expectativa de outras perdas significativas. f Estoques Os materiais e equipamentos em estoques, classificados no ativo circulante (almoxarifado de manutenção e administrativo) estão registrados ao custo médio de aquisição (custo médio ponderado) e não excedem os seus custos de reposição ou valores de realização, deduzidos de provisão para perdas, quando aplicável. g Investimentos Representado pela participação na Cooperativa de Crédito Rural de Itaí – Paranapanema –Avaré – Crediceripa, avaliada pelo método de custo. A norma contábil específica das entidades cooperativas não prevê a utilização do método de equivalência patrimonial, mas o valor foi atualizado em 2012, sendo a contra partida como Reserva Especial de Participação. h Imobilizado Registrado ao custo de aquisição ou construção. Inclui os ativos das atividades não vinculadas à concessão do serviço público de energia elétrica. i Intangível Compreende o direito de uso da infraestrutura (bens), utilizada pela Cooperativa como parte do contrato de permissão para prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica, que dá direito de cobrar dos usuários do serviço público por ela prestado. É avaliado pelo custo de aquisição, acrescido de reavaliação espontânea, deduzido da reintegração acumulada e das perdas por redução ao valor recuperável, quando aplicável. A administração da Cooperativa entende não haver qualquer indicativo de que o valor contábil dos bens do ativo intangível exceda o seu valor recuperável. j Provisão por redução ao valor recuperável de ativos (impairment) A administração da Cooperativa revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos não financeiros com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais e tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Sendo tais evidências identificadas, e o valor contábil líquido exceder o valor recuperável, é constituída provisão para desvalorização ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. Essas perdas serão lançadas ao resultado do exercício quando identificadas. O valor recuperável de um ativo ou de determinada unidade geradora de caixa é definido como sendo o maior entre o valor em uso e o valor líquido de venda. Na estimativa do valor em uso do ativo, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao seu valor presente, utilizando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflita o custo médio ponderado do capital em que opera a unidade geradora de caixa. O valor líquido de venda é determinado, sempre que possível, com base em contrato de venda firme em uma transação em bases comutativas, entre partes conhecedoras e interessadas, ajustados por despesas atribuíveis à venda do ativo, ou, quando há contrato de venda firme, com base no preço de mercado de um mercado ativo, ou no preço da transação mais recente com ativos semelhantes. k Empréstimos e financiamentos Os empréstimos são inicialmente reconhecidos pelo valor da transação (ou seja, pelo valor recebido do banco, incluindo os custos de transação) e subsequencialmente demonstrados pelo custo amortizado. As despesas com juros são reconhecidas com base no método de taxa de juros efetiva ao longo do prazo do empréstimo de tal forma que na data do vencimento o saldo contábil corresponde ao valor devido. Os juros são incluídos em despesas financeiras. Os empréstimos são classificados como passivo circulante, a menos que a Cooperativa tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. l Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido O resultado decorrente da operação com cooperados é isento destes tributos. As operações com terceiros geraram tributos, sendo calculados com base no lucro real apurado de acordo com a legislação fiscal e alíquotas vigentes. m Provisões As provisões são reconhecidas quando a Cooperativa tem uma obrigação presente ou não formalizada como resultado de eventos passados; quando é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e quando o valor possa ser estimado com segurança. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. n Demais direitos e obrigações Um ativo é reconhecido no balanço quando for provável que seus benefícios econômicos futuros serão gerados em favor da Cooperativa e seu custo ou valor puder ser mensurado com segurança. Um passivo é reconhecido no balanço quando a Cooperativa possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para liquidá-lo no futuro. Estão demonstrados por seus valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes rendimentos, encargos e atualizações monetárias incorridas até a data do balanço e, no caso dos ativos, retificados por provisão para perdas e/ ou ajuste a valor presente, quando necessário. o Ativos e passivos contingentes e obrigações legais O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das contingências ativas e passivas e obrigações legais têm os seguintes critérios: ativos contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração da Cooperativa possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos. passivos contingentes: são reconhecidos contabilmente e divulgados levando em conta a opinião dos assessores jurídicos da Cooperativa, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade no posicionamento de tribunais, entre outras análises da Administração, sempre que as perdas forem avaliadas como prováveis, o que ocasionaria uma saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis devem ser divulgados em notas explicativas às demonstrações financeiras. Os passivos contingentes classificados como perdas remotas não requerem provisão e nem divulgação em nota explicativa. obrigações legais: são sempre registradas, independentemente de questionamentos. p Reserva de reavaliação A realização da reserva de reavaliação (basicamente depreciação do ativo intangível reavaliado) em 2012 foi registrada em contrapartida da reserva legal “Ad-Referendum” da AGO e em 2011 na reserva de desenvolvimento. q Demonstrações dos fluxos de caixa As demonstrações dos fluxos de caixa foram preparadas pelo método indireto. r Demonstrações do valor adicionado Apesar da apresentação da demonstração do valor adicionado não ser requerida da Cooperativa pela legislação societária brasileira, estas estão sendo apresentadas como informação suplementar, e foram elaboradas conforme a norma pertinente. 5 Taxas regulamentares a Reserva Global de Reversão (RGR) Encargo do setor elétrico pago mensalmente, com a finalidade de prover recursos para reversão, expansão e melhoria dos serviços públicos de energia elétrica. Seu valor anual equivale a 2,5% dos investimentos efetuados pela permissionária em ativos vinculados à prestação do serviço de eletricidade, limitado a 3,0% de sua receita anual. A medida Provisória 579/2012 convertida em Lei 12.783/2013 extinguiu a partir deste exercício a arrecadação da Reserva Global de Reversão (RGR). b Conta Consumo de Combustível (CCC) Parcela da receita tarifária paga pelas permissionárias, nos sistemas interligados com dupla destinação: pagar as despesas com o combustível usado nas térmicas que são acionadas para garantir as incertezas hidrológicas e; subsidiar parte das despesas com combustível nos sistemas isolados para permitir que as tarifas elétricas naqueles locais tenham níveis semelhantes aos praticados nos sistemas interligados. A medida Provisória 579/2012 convertida em Lei 12.783/2013 extinguiu a partir deste exercício a arrecadação da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). c Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) Tem o objetivo de promover o desenvolvimento energético dos Estados e a competitividade da energia produzida, a partir de fontes alternativas, nas áreas atendidas pelos sistemas interligados, permitindo a universalização do serviço de energia elétrica. Os valores a serem pagos também são definidos pela ANEEL, e a partir do exercício de 2013 com a entrada em vigor da Medida Provisória 579/2012 convertida em Lei 12.783/2013 a arrecadação da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) foi reduzida em 75%. d Programas de Eficientização Energética (PEE), Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e Ministério das Minas e Energia (MME) São programas de reinvestimento exigidos pela ANEEL para as permissionárias de energia elétrica, que estão obrigadas a destinar, anualmente, 1% de sua receita operacional líquida para esses programas. e Taxa de Fiscalização do Serviço Público de Energia Elétrica (TFSEE) Os valores da taxa de fiscalização incidentes sobre a distribuição de energia elétrica são diferenciados e proporcionais ao porte do serviço concedido, calculados anualmente pela ANEEL, considerando o valor econômico agregado pelo permissionário. 6 Numerário Disponível A Permissionária possui o montante de R$ 215,25 (Reais/mil) em Numerário Disponível, devidamente contabilizados, desdobrados conforme demonstramos a seguir: Instituição CERIPA Banco do Brasil Banco Bradesco Caixa Econômica Federal Banco Santander Banco Itaú Crediceripa (SICOOB) Total 7 Tipo de conta Caixa Conta Corrente Conta Corrente Conta Corrente Conta Corrente Conta Corrente Conta Corrente Legislação societária 2012 2011 1,00 1,00 154,85 91,25 25,25 37,70 15,40 20,56 2,35 0,92 14,63 14,68 1,77 (42,90) 215,25 123,21 Aplicações no Mercado Aberto A Permissionária possui o montante de R$ 21.512,18 (Reais/mil) em Aplicações no Mercado Aberto, devidamente contabilizados, desdobrados a seguir: Instituição Crediceripa (SICOOB) Tipo de aplicação Vencimento Fundos de Indeterminado Investimento Título de Sócio Indeterminado OUROCAP – Título de Capitalização Banco Santander Aplicação CDB Banco do Brasil Aplicação CDB SICOOB – Sistemas de RDC Coop. De Crédito do Brasil Numerários em Trânsito Total 8 Indeterminado Indeterminado Indeterminado Remuneração CDI Corrigido pela TR CDI CDI CDI Indeterminado Legislação societária 2012 2011 9.073,64 7.589,73 0,00 1,5 3.569,65 8.036,66 786,61 3.134,68 6.407,60 1.427,36 45,62 21.512,18 85,10 18.645,97 Consumidores, Concessionárias e Permissionárias Os valores referentes a Consumidores, Concessionárias e Permissionárias dos períodos de 2012 e 2011, estão assim elencados, a seguir: Legislação societária 2012 2011 Consumidores Faturados Não faturados Serviço Taxado Participação Financeira Outros Créditos Sub Total Concessionárias Permissionárias Comercialização no âmbito do CCEE Sub Total Total 2.988,87 393,68 12,16 648,40 57,71 4.100,82 3.089,27 194,52 11,35 511,84 36,91 3.843,89 0,00 0,00 0,00 0,00 4.100,82 0,00 0,00 0,00 0,00 3.843,89 9 Composição das Contas a Receber A seguir segue a composição do nosso Contas a Receber em 2012 e 2011: Legislação societária Provisão para devedores duvidosos Consumidor / Concessionárias / Permissionárias Residencial Industrial Comércio, Serviços e Outras Atividades Rural Vencidos há Vencidos até mais de 90 Vincendos 90 dias dias 511,84 102,00 103,70 399,22 29,68 0,34 Saldo Total 717,54 429,24 2012 183,70 109,91 2011 149,95 385,13 2012 533,84 319,33 2011 437,78 467,97 307,47 972,61 30,59 119,21 60,08 43,86 398,14 1.135,68 101,93 575,23 89,24 333,43 296,21 560,45 260,41 691,29 Poder Público Federal Estadual Municipal 67,82 0,00 33,91 33,91 19,64 0,00 9,82 9,82 2,64 0,00 1,32 1,32 90,10 0,00 45,05 45,05 23,10 0,00 11,55 11,55 22,94 0,00 11,47 11,47 67,00 0,00 33,50 33,50 47,24 0,00 23,62 23,62 Iluminação Pública Serviço Público Atualização Regime de Competência Encargo a Recuperar na Tarifa Renda não Faturada Serviço Taxado Participação Financeira Outros Créditos Subtotal - Consum. Concessionárias Permissionárias Comercialização MAE: Concessionárias/ permissionárias Total 35,41 68,05 72,81 0,00 41,89 0,00 150,11 68,05 38,42 17,43 0,00 0,00 111,69 50,62 138,50 65,39 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 393,68 0,69 142,99 9,49 2.909,27 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 373,93 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 11,47 505,42 48,22 817,62 0,00 0,00 0,00 0,00 393,68 12,16 648,41 57,71 4.100,82 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1.049,72 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 980,69 0,00 0,00 0,00 0,00 393,68 12,16 648,41 57,71 3.051,10 0,00 0,00 0,00 0,00 194,52 11,35 511,84 36,91 2.863,20 0,00 0,00 0,00 0,00 2.909,27 0,00 373,93 0,00 817,62 0,00 4.100,82 0,00 1.049,72 0,00 980,69 0,00 3.051,10 0,00 2.863,20 A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída considerando os principais critérios a seguir elencados: 1) Análise criteriosa do Contas a Receber para casos específicos; 2) Casos Normais, conforme Manual de Contabilidade do Setor Elétrico - MCSE, sendo: a) Residenciais vencidos há mais de 90 dias; b) Comerciais vencidos há mais de 180 dias; c) Industrial, Poder Público e Iluminação Pública vencidos há mais de 360 dias. 10 Tributos a Compensar A composição de Tributos a Compensar era a seguinte em 2012 e 2011: Legislação societária 2012 2011 277,75 ICMS 164,87 IRRF sobre Aplicações 475,65 87,61 IRPJ Estimado 341,31 325,75 CSLL Estimada 183,82 295,52 1.165,65 986,63 Total 11 Outros Créditos Com referência a Outros Créditos, os valores de 2012 e 2011 estão assim distribuídos: Legislação societária 2012 0,00 0,21 0,00 0,00 0,00 0,00 443,71 443,92 Contrato de mútuo Adiantamentos a fornecedores Incentivos fiscais Empréstimos compulsórios PASEP a compensar Caução do contrato da STN Outros créditos a receber Total 12 2011 0,00 465,20 0,00 0,00 0,00 0,00 355,14 820,34 Investimentos A composição dos Investimentos era a seguinte em 2012 e 2011: Crediceripa (SICOOB) 13 2012 1.924,85 Imobilizado Esta era a composição do Imobilizado em 2012 e 2011: 2011 806.07 Em serviço Em curso (-) Depreciação e Amort ização Acumuladas Su b Total Obrig.especiais vinc.à conc.do serv.público de energia elét rica Su b Total Total 2012 95.059,79 2.975,57 (43.737,66) 54.297,70 Le gi sl ação soci e tári a 2011 90.927,33 2.746,63 (42.596,02) 51.077,94 (8.933,71) (8.933,71) 45.363,99 (7.085,78) (7.085,78) 43.992,16 2010 Taxas anu ai s m é di as de de pre ci ação (%) Em se rvi ço Ge ração Cust o hist órico Correção monet ária especial Reavaliação Tran smi ssão Cust o hist órico Correção monet ária especial Reavaliação Di stri bu i ção Cust o hist órico Correção monet ária especial Reavaliação C ome rci ali z ação Cust o hist órico Correção monet ária especial Reavaliação Admi ni stração Cust o hist órico Correção monet ária especial Reavaliação Ati v. n ão vi n c.à conce s.do S e v.Pú bl .de E. El é tri ca Cust o hist órico Correção monet ária especial Reavaliação Em curso Geração T ransmissão Dist ribuição Comercialização Administ ração At ividades não vinc. à concessão do Serv. P úbl. de Energia Elét rica Total De pre ci ação e amorti z ação acumu l ada C u sto Le gi sl ação soci e tári a 2011 Val or Líqui do Val or Lí qui do 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 92.750,80 0,00 0,00 (43.562,06) 0,00 0,00 49.188,74 0,00 0,00 46.238,09 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 10,00% 743,17 0,00 0,00 (175,60) 0,00 0,00 567,57 0,00 0,00 527,40 0,00 0,00 10,00% 1.565,82 0,00 0,00 95.059,79 0,00 0,00 0,00 (43.737,66) 1.565,82 0,00 0,00 1.565,82 0,00 0,00 51.322,13 48.331,31 0,00 0,00 2.908,07 0,00 67,50 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2.908,07 0,00 67,50 0,00 0,00 0,00 2.746,63 0,00 0,00 0,00 2.975,57 98.035,36 0,00 (43.737,66) 2.975,57 54.297,70 2.746,63 51.077,94 7,71% As principais taxas anuais de depreciação por macro atividade, de acordo com a Resolução ANEEL no 44/1999 atualizada pela Resolução ANEEL no 240/2006, são as seguintes: Taxas Anuais de Depreciação (%) Geração Equipamento Geral 0 Equipamentos da Tomada D'Água 0 Estrutura da Tomada D'Água 0 Reservatórios, Barragens e Adutoras 0 Turbina Hidráulica 0 Transmissão Condutor do Sistema 0 Equipamento Geral 0 Estrutura do Sistema 0 Religadores 0 Distribuição Banco de Capacitores 6,7 Chave de Distribuição 6,7 Condutor do Sistema de Distribuição 5 Estrutura (Poste, Torre) do Sistema de Distribuição 5 Regulador de Tensão do Sistema de Distribuição Transformador de Distribuição Medidor 4,8 5 4 Veículo 20 Comercialização Administração Central Edificações – Outras 4 Equipamento Geral 10 Veículos 20 De acordo com os artigos 63 e 64 do Decreto no 41.019 de 26 de fevereiro de 1957, os bens e instalações utilizados na geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica são vinculados a estes serviços, não podendo ser retirados, alienados, cedidos ou dados em garantia hipotecária sem a prévia e expressa autorização do Órgão Regulador. A Resolução ANEEL no 20/1999, regulamenta a desvinculação de bens das concessões do Serviço Público de Energia Elétrica, concedendo autorização prévia para desvinculação de bens inservíveis à concessão, quando destinados à alienação, determinando que o produto da alienação seja depositado em conta bancária vinculada para aplicação na concessão. O ativo imobilizado apresenta reavaliação, a valor de mercado, realizada pela Cooperativa em 31 de dezembro de 1999, através de laudo de avaliação de peritos independentes. Conforme facultado pelas novas práticas contábeis, que eliminaram a possibilidade de reavaliação de ativos, a Administração da Cooperativa optou pela manutenção da reserva de reavaliação até sua realização final, que se dá pela depreciação, baixa ou alienação dos bens reavaliados. A agência reguladora ANEEL é responsável por estabelecer a vida útil-econômica estimada de cada bem integrante da infra-estrutura de distribuição, para efeitos de determinação da tarifa, bem como para apuração do valor da indenização dos bens reversíveis no vencimento do prazo da concessão. Essa estimativa é revisada periodicamente e aceita pelo mercado como uma estimativa razoável para efeitos contábeis e regulatórios e que representa a melhor estimativa de vida útil-econômica dos bens. A Administração da Cooperativa entende que a depreciação e amortização do ativo imobilizado deve respeitar a vida útil-econômica estimada de cada bem integrante do conjunto de bens tangíveis contidos na infra-estrutura de distribuição. Assim sendo, esses bens devem ser amortizados individualmente, respeitando a vida útil de cada um deles, limitada ao prazo de vencimento da concessão. Como resultado da utilização desse critério de depreciação e amortização, o total do ativo imobilizado será sempre depreciado e amortizado de forma não linear. Conforme ofício nº 039/2011, de 2 de dezembro de 2011, a INFRACOOP solicitou para a Cooperativa a prorrogação da data de implantação do Manual de Controle Patrimonial do Setor Elétrico – MCPSE, cujo mesmo foi deferido com a dilação do prazo proposto até dia 30 de abril de 2012, na qual foi atendida. A implantação final ocorreu nesta data Obrigações Vinculadas à Concessão do Serviço Público de Energia Elétrica: A composição dessas obrigações é a seguinte: Participação da União Federal (i) Participação do consumidor Financeira 2012 2011 511,59 526,42 8.422,12 6.559,36 8.933,71 7.085,78 14 Fornecedores A composição de nossos Fornecedores era a seguinte em 2012 e 2011: Legislação societária 2012 2011 32,65 19,64 499,99 614,99 532,64 634,63 0,00 0,00 0,00 0,00 353,33 180,58 353,33 180,58 885,97 815,21 Elektro Eletricidade e Serviços S/A CPFL - Cia. Luz e Força Santa Cruz Sub Total - Fornecedores de E. Elétrica Fornecedores de Energia Elétrica – CCEE Sub Total Materiais e Serviços Sub Total - Materiais e Serviços Total 15 Folha de Pagamento Esta era a composição de nossa Folha de Pagamento em 2012 e 2011: Legislação societária 2012 2011 122,94 129,03 58,61 69,79 181,55 198,82 INSS - Instituto Nacional do Seguro Social IRRF - Imposto de Renda Retido na Fonte Total Obs: Não existe dívida com salários de empregados e ordenados de diretores, pois as obrigações são pagas no mês de competência. 16 Empréstimos e Financiamentos Esta era a composição de nossos Empréstimos e Financiamentos a curto e longo prazo, que inclui somente o Financiamento do Programa “Luz para Todos”: Legislação societária Circulante Principal Total Principal 2012 2011 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 186,20 0,00 651,70 837,90 1.909,61 186,20 0,00 651,70 837,90 1.909,61 Moeda estrangeira 0,00 Sub Total Encargos LP Moeda Nacional ELETROBRÁS (Luz para Todos) Total 17 Taxas Regulamentares Demonstramos a seguir as Taxas Regulamentares sob responsabilidade de nossa Empresa, referente aos exercícios 2012 e 2011. Legislação societária 2012 2011 Quota de Reserva Global de Reversão – RGR 65,07 44,63 Quota da Conta de Consumo de Combustível – CCC 54,61 116,06 7,67 82,70 48,95 259,00 409,54 188,58 857,12 6,62 82,70 116,65 366,66 269,90 138,42 774,98 Taxa de Fiscalização de Serviço de Energia Elétrica - TFSEE Conta de Desenvolvimento Energético - CDE Outros Encargos Subtotal Pesquisa e Desenvolvimento Energético - PEE Pesquisa e Desenvolvimento - P&D Total 18 Tributos e Contribuições Sociais Demonstramos abaixo os Tributos e Contribuições Sociais sob responsabilidade de nossa Empresa, referente aos exercícios 2012 e 2011. ICMS COFINS PIS-Faturamento Subtotal INSS Autônomos FGTS Empregados ISS Terceiros IRRF Terceiros PIS/COFINS/CSLL Terceiros PIS-Folha Total 19 Legislação societária 2012 2011 222,24 174,43 36,31 45,99 7,87 9,96 266,42 230,38 4,07 6,76 39,67 37,24 0,03 0,57 0,26 0,57 5,67 4,66 316,97 279,33 Passivos Regulatórios Esta era a composição de nossos Passivos Regulatórios em 2012 e 2011: Neutralidade da Parcela A Passiva - CCC Neutralidade da Parcela A Passiva - CDE Neutralidade da Parcela A Passiva - TFSEE Neutralidade da Parcela A Passiva - RGR Neutralidade da Parcela A Passiva - PROINFA Total 20 Legislação societária 2012 2011 1.172,44 342,15 503,85 194,10 29,18 140,37 121,14 118,60 1.966,98 654,85 Credores Diversos Esta era a composição de nossos Credores Diversos em 2012 e 2011: Energia Recebida em Duplicidade Iluminação Pública Plano de Saúde Luz da Terra Recebimentos a Identificar de Consumidores Crédito de Fatura Negativa Subtotal Associação Conta Capital a Restituir Depósitos Bancários a Classificar Saldo Negativo em C/C - Crediceripa Sobras de Exercícios Anteriores Total Legislação societária 2012 2011 1,08 9,68 11,45 9,59 94,61 90,90 18,05 18,05 50,49 35,67 6,89 1,49 182,57 165,38 414,56 290,17 74,81 51,61 21,06 7,89 3,47 700,89 510,63 21 Obrigações Estimadas A seguir demonstramos nossas Obrigações Estimadas em 2012 e 2011: IRPJ e CSLL pagos por Estimativa Provisão para IRPJ e CSLL Provisão de Férias e 13° Salário Provisão de Encargos de Férias e 13° Salário Total 22 Legislação societária 2012 2011 147,49 53,24 1.470,34 681,37 471,12 455,20 187,57 183,16 2.276,52 1.372,97 Provisões para Contingências Segue abaixo o demonstrativo de nossas Provisões para Contingências: Legislação societária 2011 2012 Valor da provisão Contingência No exercício Valor da provisão Acumulada Depósitos judiciais No exercício Acumulada Depósitos judiciais Trabalhistas Plano Bresser Plano Collor Periculosidade Outros 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 40,53 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 208,39 0,00 0,00 0,00 0,00 Subtotal 0,00 40,53 0,00 0,00 208,39 0,00 Cíveis Fornecedores Consumidores Empreiteiros Outros 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1.021,13 0,00 0,00 0,00 626,23 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1.021,13 0,00 0,00 0,00 634,73 Subtotal 0,00 1.021,13 626,23 0,00 1.021,13 634,73 Fiscais Cofins Pis/Pasep Outros 0,00 0,00 2.317,35 0,00 0,00 2.919,62 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 602,27 0,00 0,00 0,00 Subtotal 2.317,35 2.919,62 0,00 0,00 602,27 0,00 Total 2.317,35 3.981,28 626,23 0,00 1.831,79 634,73 - Contingências Trabalhistas A Administração da Cooperativa, suportada pelos assessores jurídicos, efetuou provisão para contingências trabalhistas no montante de R$/mil 450,00 em 2010, considerado suficiente para cobrir eventuais perdas. As ações trabalhistas por natureza e histórico são passíveis de acordos de menor monta. As baixas de acordos efetuados em 2011 foram de R$/mil 241,61, e em 2012 de R$/mil 167,85. - Contingências Cíveis A Cooperativa discute na justiça o valor da cobrança realizada pela CPFL Energia S/A, correspondente ao excedente de energia que foi contratada. A Administração da Cooperativa e os assessores jurídicos não concordam com o valor da cobrança, motivo pelo qual estão discutindo na justiça. A Cooperativa de forma conservadora realizou depósito judicial no valor de R$/mil 626,11 e optou pela constituição da provisão para contingências cíveis do total da cobrança no valor de R$/mil 1.021,12. Em 2010 a Cooperativa também efetuou um depósito judicial referente a uma ação contra a UNIMED – Cooperativa de Trabalho Médico, da cidade de Avaré, na qual a UNIMED havia interrompido seus serviços sem aviso prévio, motivo da ação. O valor foi de R$/mil 8,51, sem ter sido efetuada sua provisão anteriormente. - Contingências Tributárias A Cooperativa recebeu autuação no montante de 602,27 (R$/mil) da Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRF), pela exclusão na apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das operações praticadas dentro do ato cooperativo, tendo recorrido administrativamente contra esse entendimento fiscal. A Administração da Cooperativa constituiu provisão para contingências tributárias no montante autuado. No segundo semestre do exercício de 2009, a Cooperativa recebeu intimações da SRF no montante de aproximadamente 192,00 (R$/mil), referentes à não homologação de declarações de compensação (Dcomp) apresentadas, visto a inexistência do crédito alegado a título de saldo negativo de IRPJ do ano-calendário 2000. A Administração da Cooperativa está contestando as referidas intimações na esfera administrativa. Devido ao estágio da contestação, a solução final não pode ser definida no momento e, portanto, não foi consignada provisão para contingências nas demonstrações financeiras. A Administração da Cooperativa, suportada por opinião jurídica no sentido de que não há obrigação legal, entende não serem devidos determinados tributos incidentes sobre operações praticadas por sociedades cooperativas, ainda que passíveis de questionamentos pelas autoridades fiscais competentes. Considerando esse entendimento, os montantes não foram quantificados e, consequentemente, provisionados nas demonstrações financeiras. De acordo com as legislações vigentes, as operações da Cooperativa estão sujeitas a revisões pelas autoridades fiscais em períodos prescricionais diferentes para os diversos impostos e contribuições federais, estaduais e municipais. A Administração da Cooperativa, com base em suas análises e estimativas, entende serem adequadas e suficientes as provisões constituídas para suportar eventuais perdas ao final das discussões. 23 Patrimônio Líquido Capital Social O capital social é formado por cotas partes distribuídas entre os cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem o direito a um só voto, qualquer que seja o número de suas cotas partes. O capital social em 31 de dezembro de 2012 representa R$ 9.116,75 (Reais/mil), com a seguinte composição: Tipo de Capital Capital Subscrito (-) Capital a Integralizar TOTAL 2012 9.145,70 (28,95) 9.116,75 2011 9.305,84 (47,25) 9.258,59 Reserva de Reavaliação Em 2011, por decisão do Conselho de Administração e “Ad-referendum” da AGO, a realização da reserva de reavaliação foi transferida para a reserva de desenvolvimento, e em 2012 para reserva legal. Terrenos Edificações e Benfeitorias Condutores Aéreos Transformadores de Linha Estruturas e Acessórios de Linha Subsestações Rebaixadoras Equipamentos de Redes (-) Tributos Diferidos Total Legislação societária 2012 2011 18,42 18,42 135,65 146,87 10.362,04 11.455,22 438,84 508,50 4.771,13 5.528,54 743,55 846,87 154,08 164,23 (2.317,34) 14.306,37 18.668,65 Reserva de Lucros e Sobras (Lucro) do Exercício A composição das Reservas de Lucros e as Sobras (Lucro) do Exercício, estão desdobrados de acordo com a tabela a baixo: Legislação societária Reservas de Lucros 2012 FATES 2011 3.068,71 2.847,76 Fundo de Reserva Legal 15.805,67 15.363,88 Fundo de Desenvolvimento 15.732,41 12.622,96 1.118,79 826,05 0,00 826,05 Sub Total 36.551,63 31.660,65 Total das Reservas de Lucros 36.551,63 31.660,65 Sobras Legislação Societária Reserva Especial de Participação Reservas de Incentivos Fiscais 2012 Sobras do Exercício à Disposição da AGO Sub Total Total 2011 4.454,19 2.368,27 4.454,19 41.005,82 2.368,27 34.028,92 Obs.: Não houveram Reservas de Capital em 2012 e 2011. De acordo com a legislação que rege as sociedades cooperativas, Lei nº 5.764/1971 e o Estatuto Social, as sobras à disposição da AGO podem ser capitalizadas ou distribuídas aos cooperados de acordo com a usufruição dos serviços da Cooperativa ou, ainda, incorporadas em reservas, conforme deliberação dos cooperados na AGO. Conforme Assembleia Geral Ordinária realizada em 23 de março de 2012, foi aprovada por maioria de votos dos cooperados a distribuição das sobras da seguinte maneira: R$/mil 1.064,65 para os associados, em forma de crédito na conta de energia elétrica, R$/mil 1.064,65 para aumento de capital e R$ 238,97 como gratificação aos funcionários. Conforme Assembleia Geral Ordinária realizada em 01 de março de 2013, foi aprovada por maioria de votos dos cooperados a distribuição das sobras da seguinte maneira: R$/mil 1.311,14 para os associados, em forma de crédito na conta de energia elétrica, R$/mil 2.865,00 para aumento de capital e R$ 278,05 como gratificação aos funcionários. 24 Fornecimento e Suprimento de Energia Elétrica Número de consumidores Consumidores Residencial Industrial Comercial 2012 5.266 47 380 2011 5.025 48 363 MWh 2012 12.186.983 15.815.598 8.222.433 MWh 2011 11.383.953 13.480.383 8.044.631 2012 (R$/mil) Cooperados 1.671,04 2.367,92 2.156,18 2012 2011 (R$/mil) (R$/mil) Terceiros Cooperados 5.661,04 1.579,88 3.291,73 2.284,61 1.269,44 2.062,71 2011 (R$/mil) Terceiros 3.515,81 2.450,59 1.203,50 Rural Poder público Iluminação pública Serviço público Consumo próprio Receita não faturada 25 3.596 74 3.559 70 76.270.836 2.258.988 63.844.950 2.143.169 13.211,50 7,72 2.567,73 729,04 11.830,40 8,28 1.982,39 690,62 34 17 33 22 1.668.669 2.358.219 1.513.702 2.646.008 (412,12) 249,31 1.134,49 - 382,93 835,06 13 11 174.936 171.888 - - - - - - - - 99,27 99,89 126,19 68,33 9.427 9.131 103.228.684 19.101,51 13.331,64 17.892,07 11.129,23 Energia Elétrica Comprada para Revenda: R$/mil 2011 2012 MWh 2011 Energia elétrica comprada 6.759,58 Alternativas de Energia Elétrica - PROINFA 456,19 6.095,08 137.247,203 428,95 0 120.230,001 0 7.215,78 6.524,03 137.247,203 120.230,001 2012 26 Despesas Operacionais Legislação societária 2012 2011 Despesas com Vendas Pessoal Remunerações Encargos Sociais Auxílio alimentação Indenizações (Rescisões) Participação nos resultados (-) Transferências para imobilização em curso Auxílio estudante Outros benefícios Total Pessoal Legislação 2012 2011 Despesas Operacionais Legislação 2012 2011 Depesas Gerais 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 3.678,72 1.311,02 612,67 52,63 0,00 3.495,47 1.275,83 429,98 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 (1.414,24) 0,00 1.133,69 5.374,49 0,00 0,00 316,52 5.517,80 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Material 0,00 0,00 1.431,24 1.428,42 0,00 0,00 Serviços de Terceiros 0,00 0,00 1.037,82 923,16 0,00 0,00 Arrendam. e Aluguéis 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Deprec. e Amortização 0,00 0,00 2.465,28 4.272,90 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Provisões Provisões (PDD) Outras provisões 69,03 69,03 0,00 57,99 57,99 0,00 Outras Energia comprada para revenda Taxa de fiscalização Tributos Outras Total Outras 6.759,58 0,00 456,19 0,00 7.215,77 6.095,08 0,00 2.639,95 57,99 8.793,02 0,00 88,52 44,30 0,00 132,82 Total Geral 7.284,80 8.851,01 10.441,65 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 428,95 76,98 1.296,34 0,00 1.802,27 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 13.944,55 0,00 0,00 27 Despesas Financeiras Os encargos financeiros e as variações monetárias, distribuídos por macro-atividades, estão apropriados no resultado e no imobilizado em curso, quando for o caso, de acordo com a Instrução Contábil no 6.3.10.4 do Manual de Contabilidade do Setor Elétrico MCSE e a Instrução CVM no 193, de 11 de julho de 1996, conforme demonstrativo abaixo: Legislação societária Encargos financeiros totais (-) Transferências para imobilizado em curso Líquido apropriado no exercício Efeitos inflacionários e cambiais totais (-) Transferências para imobilizado em curso Líquido apropriado no exercício 28 Distrib. Comerc. Atividades não vinculadas à concessão do Serviço Público de Energia Elétrica 2012 Transmis. 0,00 0,00 0,00 1.863,28 0,00 1.863,28 1.484,84 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1.863,28 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1.863,28 0,00 0,00 1.484,84 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1.863,28 0,00 0,00 0,00 1.863,28 0,00 1.484,84 Resultado Não Operacional Legislação societária 2012 2011 Receitas não Operacionais 290,54 449,44 Prejuízo na desativação de bens e direitos (43,49) (18,79) Prejuízo na alienação de bens e direitos (37,27) (11,00) Perdas no inventário (123,98) (24,60) Outras despesas não operacionais (Clube Ceripa) Sub Total (Despesas não Operacionais) (635,77) (840,51) (645,44) (699,83) Resultado não Operacional (549,97) (250,39) 29 2011 Geração Reconciliação das Taxas Efetivas e Nominais da Provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social A reconciliação das taxas efetivas e nominais, utilizadas para cálculo da provisão do Imposto de Renda e Contribuição Social neste exercício são demonstradas a seguir: Legislação societária 2012 2011 Lucro(Prejuíjo) antes do Imposto de Renda e Contribuição Social 6.587,21 3.526,46 Imposto de renda e contribuição social calculados (15% e 9%) Efeitos Fiscais Sobre: Participação nos resultados Juros sobre o capital próprio Incentivos fiscais Encargos capitalizados Compensação da CSLL com a COFINS Outros 1.470,34 681,38 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Imposto de Renda e Contribuição Social no Resultado 1.470,34 681,38 30 Plano Previdenciário e Outros Benefícios aos Empregados Neste exercício, foram concedidos benefícios aos funcionários da CERIPA como: Seguro de Vida, Planos Médicos e Vale Alimentação, totalizando R$ 769,01 (Reais/mil). Plano Previdenciário não foi implantado no exercício de 2011 e 2012. 31 Transações com Partes Relacionadas A Cooperativa efetuou transações com partes relacionadas, incluindo o fornecimento de energia elétrica e pagamento de pró-labore. A energia elétrica fornecida é baseada nas tarifas aprovadas pela ANEEL. As outras transações são efetuadas em similaridade com o praticado pelo mercado e atividade cooperativista: Parte relacionada Conselho de Administração Conselho de Administração Conselho de Administração Conselho Fiscal Conselho Fiscal Conselho Fiscal Natureza da operação Fornecimento de energia elétrica Remuneração Capital social Fornecimento de energia elétrica Remuneração Capital social 2012 416,32 306,02 38,55 40,59 89,57 11,95 2011 281,45 265,68 38,55 18,32 77,76 10,80 Ainda, a Cooperativa tem participação na Cooperativa de Crédito Rural de Itaí Paranapanema Avaré Ltda. – CREDICERIPA, e possui as seguintes transações: Descrição Depósitos bancários à vista Aplicações financeiras de liquidez imediata Investimentos 32 Instrumentos Financeiros 2012 1,77 9.860,25 1.924,85 2011 (42,90) 9.017,08 806,07 Os ativos e passivos financeiros estão demonstrados no balanço por valores iguais ou que se aproximam dos seus valores de mercado, conforme critérios contábeis descritos nas correspondentes notas explicativas. Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, os principais instrumentos financeiros estão assim resumidos: Caixa e equivalentes de caixa: está representado ao seu valor contábil, que equivale ao seu valor de mercado. Contas a receber – Consumidores e outros: decorrem diretamente das operações da Cooperativa, são classificados como recebíveis, e estão registrados pelos seus valores originais, sujeitos a provisão para perdas e ajuste a valor presente, quando aplicável. Empréstimos e financiamentos: estão representados pelos seus valores contratuais e atualizados pela taxa efetiva de juros da operação. Os valores de mercado destes empréstimos são equivalentes aos seus valores contábeis. Trata-se de instrumentos financeiros com características oriundas de fontes de financiamentos específica para financiamento de investimentos em distribuição de energia, com custos subsidiados (Programa Luz para Todos). Fornecedores: decorrem das operações da Cooperativa e estão registrados pelos seus valores originais. Não há operações com instrumentos financeiros derivativos ou ativos especulativos nos exercícios. 33 Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado Segregados por Atividade Em atendimento às instruções e orientações da ANEEL, apresentamos as Demonstrações Contábeis, em 31 de dezembro de 2012, as Unidades de Negócio: Geração (GER), Transmissão (TRA), Distribuição (DIS), Comercialização (COM), Atividades não Vinculadas à Concessão do Serviço Público de Energia Elétrica (AV) e o Consolidado (CONS). Legislação Societária Balanço Patrimonial GER ATIVO TRA - DIS COM AV TOTAL - 32.121,76 43.593,81 764,80 76.480,37 Circulante - - 11.887,86 16.133,53 283,04 28.304,44 Numerário disponível 0 0 90,41 122,69 2,15 215,25 Aplicações no mercado aberto Consumidores, concessionárias e permissionárias 0 0 9.035,12 12.261,94 215,12 21.512,18 0 0 1.722,34 2.337,47 41,01 4.100,82 Rendas a receber 0 0 0 0 0 0,00 Devedores diversos 0 0 29,66 40,25 0,71 70,62 Depósitos judiciais Provisão para créditos de liquidação duvidosa 0 0 0 0 0 0,00 0 0 (440,88) (598,34) (10,50) (1.049,72) Serviços em curso Conta de resultado a compensar 0 0 146,58 198,93 3,49 349,00 0 0 0 0 0 0,00 Títulos e valores mobiliários 0 0 0 0 0 0,00 Tributos a compensar 0 0 489,57 664,42 11,66 1.165,65 Estoque Imposto de renda e contribuição social diferidos Despesas pagas antecipadamente 0 0 540,58 733,65 12,87 1.287,10 0 0 0 0 0 0,00 0 0 88,04 119,48 2,10 209,62 Outros créditos 0 0 186,45 253,03 4,44 443,92 Ativo Não-Circulante - - 20.233,89 27.460,28 481,76 48.175,93 Realizável a Longo Prazo Coligadas, controladas e controladoras - - 372,58 505,64 8,87 887,09 0 0 0 0 0 0,00 Títulos e valores mobiliários 0 0 0 0 0 0,00 Tributos a compensar Imposto de renda e contribuição social diferidos 0 0 109,56 148,69 2,61 260,86 0 0 0 0 0 0,00 Depósitos judiciais 0 0 263,02 356,95 6,26 626,23 Outros créditos 0 0 0 0 0 0,00 0,00 Investimentos 0 0 808,44 1.097,16 19,25 1.924,85 Imobilizado 0 0 19.052,88 25.857,47 453,64 45.363,99 Intangível 0 0 0 0 0 0,00 PASSIVO - - 31.148,47 42.272,92 741,63 76.480,37 Circulante - - 3.115,75 4.228,52 74,18 7.418,45 Fornecedores 0 0 372,11 505,00 8,86 885,97 Folha de pagamento 0 0 76,25 103,48 1,82 181,55 Encargos de dívidas Empréstimos e financiamentos 0 0 0 0 0 0,00 0 0 78,20 106,13 1,86 186,20 Taxas regulamentares Entidade de previdência privada Tributos e Contribuições Sociais 0 0 108,78 147,63 2,59 259,00 0 0 0 0 0 0,00 0 0 133,13 180,67 3,17 316,97 Passivos regulatórios 0 0 826,13 1.121,18 19,67 1.966,98 Credores diversos Dividendos e juros sobre o capital próprio 0 0 294,37 399,51 7,01 700,89 0 0 0 0 0 0,00 Obrigações estimadas 0 0 956,14 1.297,62 22,77 2.276,52 Provisões para contingências 0 0 0 0 0 0,00 Pesquisa & Desenvolvimento Programa de Eficiência Energética 0 0 79,20 107,49 1,89 188,58 0 0 172,01 233,44 4,10 409,54 Outras contas a pagar 0 0 19,43 26,36 0,46 46,25 Passivo Não-Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Empréstimos e financiamentos Entidade de previdência privada Tributos e Contribuições Sociais Imposto de renda e contribuição social diferidos - - 972,56 1.319,91 23,16 4.632,98 - - 972,56 1.319,91 23,16 4.632,98 0 0 273,71 371,47 6,52 651,70 0 0 0 0 0 0,00 0 0 0 0 0 0,00 0 0 0 0 0 2.317,35 Provisões para contingências 0 0 698,85 948,44 16,64 1.663,93 Outras contas a pagar 0 0 0 0 0 0,00 64.428,94 Patrimônio Líquido - - 27.060,15 36.724,50 644,29 Capital social 0 0 3.829,04 5.196,55 91,17 9.116,75 Reserva de reavaliação 0 0 6.008,68 8.154,63 143,06 14.306,37 Reservas de capital 0 0 0 0 0 0,00 Reservas de lucros Lucros (prejuízos) acumulados 0 0 15.351,68 20.834,43 365,52 36.551,63 0 0 1.870,76 2.538,89 44,54 4.454,19 Recursos destinados a aumento de capital 0 0 0 0 0 0,00 Demonstração do Resultado Legislação Societária GER Receita operacional Fornecimento de energia elétrica Suprimento de energia elétrica Disponibilização do sistema de transmissão e distribuição Outras receitas operacionais TRA DIS COM AV TOTAL 0 0 0 20.736,71 0 0 11.830,16 11.705,90 0 0 0 32.566,87 11.705,90 0,00 0 0 0 0 20.727,25 9,46 0 124,26 0 0 20.727,25 133,72 Deduções da receita operacional ICMS PIS COFINS ISSQN Encargo do consumidor (CCC e CDE) Encargo do consumidor (PEE, P & D, FNDCT e MME) Quota para RGR Neutralidade da Parcela A 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 (2.937,30) (2.403,41) (95,08) (438,81) 0 0 (5.940,03) (1.533,38) (39,07) (180,35) 0 (2.038,63) 0 0 0 0 0 (8.877,33) (3.936,79) (134,15) (619,16) (2.038,63) 0 0 0 0 0 0 0 0 (236,90) (760,35) (1.151,35) 0 0 0 (236,90) (760,35) (1.151,35) Receita operacional líquida - - 17.799,41 5.890,13 - 23.689,54 Custo do serviço de energia elétrica Custo com energia elétrica Energia elétrica comprada para revenda Encargo de uso do sistema de transmissão e distribuição 0 0 0 0 0 0 0 (7.304,30) (88,52) (7.215,78) 0 0 (7.304,30) (88,52) (7.215,78) 0 0 0 0 0 Custo de operação Pessoal e administradores (inclui xxx de remuneração a administradores) Entidade de previdência privada Material Matéria-prima e insumos para produção de energia elétrica Serviços de terceiros Depreciação e amortização Provisões (Reversão) - - (8.882,79) (1.426,04) - (10.308,83) 0 0 0 0 0 (4.243,51) 0 (1.315,21) (1.130,98) 0 (116,03) 0 0 0 (5.374,49) 0,00 (1.431,24) 0 0 0 0 0 0 0 0 (870,12) (2.453,95) 0 0 (167,70) (11,33) 0 0 0 0 0 0,00 (1.037,82) (2.465,28) 0 Custo do serviço prestado a terceiros - - (8.882,79) (8.730,34) - (17.613,13) Lucro operacional bruto - - 8.916,62 (2.840,21) - 6.076,41 Despesas operacionais Despesas com vendas Despesas gerais e administrativas Outras despesas operacionais 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 (802,52) (69,03) (191,62) (541,87) 0 0 0 0 (802,52) (69,03) (191,62) (541,87) Resultado do serviço - - 8.916,62 (3.642,73) - 5.273,89 0 0 0 0 0 0 1.603,32 1.466,13 0 259,96 246,34 0 0 0 0 1.863,28 1.712,47 0 0 0 0 0,00 0 0 0 0 0 0 0 0 0,00 0,00 0 0 0 0 137,19 0 13,62 0 0 0,00 150,81 Resultado operacional - - 10.519,94 (3.382,77) - 7.137,17 Receita não operacional 0 0 510,23 0 290,54 800,77 Despesa não operacional 0 0 (714,96) 0,00 (635,77) (1.350,73) 0 0 0 0 10.315,21 (395,56) (1.074,78) (3.382,77) 0 0 (345,23) 0 0 6.587,21 (395,56) (1.074,78) - - 8.844,87 (3.382,77) (345,23) 5.116,87 0 0 0 0 0 - 0 0 8.844,87 0 0 (3.382,77) 0 0 (345,23) 0 0 5.116,87 0 0 - - 8.844,87 4,55 (3.382,77) (1,74) (345,23) (0,18) 5.116,87 2,63 Resultado de participações societárias Receita (despesa) financeira Renda de aplicações financeiras Variação monetária e acréscimo moratório energia vendida Variação monetária e acréscimo moratório energia comprada Encargos de dívidas Variações monetárias vinculadas ao ativo permanente Outros (Prejuízo) Lucro antes da Contribuição Social e Imposto de Renda Contribuição social Imposto de renda (Prejuízo) Lucro líquido antes das participações e da reversão dos juros sobre o capital próprio Reversão dos juros sobre o capital próprio (Prejuízo) Lucro antes do item extraordinário Item extraordinário Participação nos lucros (Prejuízo) Lucro Líquido do exercício / período (Prejuízo) Lucro por ação - R$ Principais práticas contábeis adotadas na elaboração das demonstrações por Unidades de Negócio: Nas Unidades de Negócio foram consideradas as receitas operacionais faturadas aos consumidores externos, acrescidas dos faturamentos de transferências virtuais entre as Unidades de Negócio da CERIPA, e também as receitas não operacionais, de forma proporcional, exceto o imobilizado: Receita da unidade Geração – G Transmissão – T Distribuição – D Comercialização – C Ativ. não Vinculadas – AV Total G 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 T D C AV 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 133,72 11.705,90 0,00 0,00 (11.705,90) 32.433,15 0,00 0,00 0,00 0,00 290,54 0,00 (11.572,18) 44.139,05 290,54 TOTAL 0,00 0,00 11.839,62 20.727,25 290,54 32.857,41 % 0 0 36,03 63,08 0,89 100 O cálculo da transferência de Receita entre Atividades foi realizada a partir da Demanda de Utilização das Redes em cada mês, utilizando-se tarifas médias de venda da TUSD, conforme determinação da SFF/ANEEL. A conciliação da demonstração de Ativo/Passivo foi realizada pela proporção do Resultado Operacional de cada uma das Unidades de Negócio. Todos os grupos (Ativo/Passivo e Resultado) estão totalmente conciliados com a demonstração geral da Empresa, não havendo diferenças a demonstrar. As Receitas e Despesas Operacionais já foram contabilizadas em cada Unidade de Negócio, tendo esses já absorvido o rateio da Administração Geral realizado mensalmente pela Empresa. 34 Programa de Recuperação Fiscal - REFIS A CERIPA não participou de Programa de Recuperação Fiscal REFIS, nos exercícios de 2012 e 2011. 35 Seguros A especificação por modalidade de risco e data de vigência dos principais seguros está demonstrada a seguir: Valores expressos em milhares de R$ Riscos Veículos 36 vigência 27/06/2012 a 27/06/2013 segurada Prêmio 300,00 Eventos Subseqüentes 36.1 Alterações no Manual de Contabilidade do Setor Elétrico - Fato Relevante A SFF/ANEEL promoveu no período final de 2008 e inicial de 2009, novas atualizações no Manual de Contabilidade do Setor Elétrico - MCSE, os quais já tiveram reflexo no encerramento deste Exercício e influenciarão o próximo exercício que ora se inicia. Tais 26,95 alterações foram publicadas através do Despacho no 4815/2008-SFF/ANEEL e Despacho no . 627/2009-SFF/ANEEL. Podemos destacar, entre outras, normatizações iniciais para a amortização contábil com as regras internacionais, revisando as publicações contábeis, bem como alterações nos prazos de envio dos BMP de dezembro, janeiro e fevereiro e prazo do envio do RIT, 4o, trimestre. Ainda nesta linha, o Despacho ANEEL No. 4722/2009, veio: I – aprovar e tornar obrigatório para todas as concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviços e instalações de energia elétrica, assim como, no que for aplicável, ao Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, os seguintes Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC: CPC 11; CPC 15 a 17; CPC 20 a 28; e CPC 30 a 33, já aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC. Adicionalmente, a ANEEL já aprovou e publicou, via Resolução Normativa, o Manual de Contabilidade do Setor Elétrico - MCSE, a vigorar a partir de 01/01/2011, sempre no intuito de harmonizar a Regulação às Normas Internacionais e, quando tal harmonia não for possível, tornando obrigatória a duplicidade de balanços, denominando-os de "Regulatório e Societário". 37 Racionamento de Energia Elétrica Não houve nos exercícios de 2012 e 2011 intervenção governamental ou de outra natureza que nos levasse a efetuar racionamento de energia elétrica. 38 Balanço Social Recursos Humanos Em 2012, a CERIPA desenvolveu seu papel social, proporcionando aos seus colaboradores: palestras, cursos e seminários, sempre considerando a especificidade de cada função exercida, e também, cursos de reciclagem conforme Norma Regulamentadora nº. 10 (Portaria nº. 598/2004). Mantém convênios com Planos de Saúde e Seguro de Vida aos colaboradores; Créditos de financiamento com desconto em folha de pagamento junto ao Banco Crediceripa, filiado ao SICOOB, e também distribuição de vale alimentação. Responsabilidade Social CIPA CERIPA: Os membros da CIPA na CERIPA abordam temas relacionados à prevenção de acidentes, saúde, primeiros socorros etc... Faz-se reuniões mensais, realizadas no escritório da CERIPA e os membros da CIPA fiscalizam seus empregados, verificando se os mesmos estão fazendo uso dos equipamentos disponibilizados pela Empresa e dentro dos padrões de segurança. Demonstração do Balanço Social 2012 R$ mil 2011 R$ mil 1 - Base de cálculo Receita Líquida (RL) Lucro Operacional (LO) Folha de Pagamento Bruta (FPB) 23.689,54 7.137,17 5.374,49 % sobre 2 - Indicadores sociais internos R$ mil Alimentação - Auxílio alimentação e outros Encargos sociais compulsórios Entidade de previdência privada Saúde - Convênio assistencial e outros benefícios Segurança no trabalho - CIPA e exames periódicos Educação - Auxílio educação 612,67 1.311,02 0,00 11,40% 24,39% 0,00% 2,59% 5,53% 0,00% 430,00 1.246,42 0,00 8,00% 23,19% 0,00% 1,82% 5,26% 0,00% 156,34 2,91% 0,66% 141,47 2,63% 0,60% 108,77 - 2,02% 0,00% 0,46% 0,00% 74,17 - 1,38% 0,00% 0,31% 0,00% Capacitação e desenvolvimento profissional Auxílio creche Participação nos resultados Incentivo à aposentadoria e demissão voluntária Vale-transporte - excedente Outros Benefícios Total 34,48 0,00 239,11 0,64% 0,00% 4,45% 0,15% 0,00% 1,01% 29,05 0,00 238,97 0,54% 0,00% 4,45% 0,12% 0,00% 1,01% 0,00 0,00 0,00 2.462,39 0,00% 0,00% 0,00% 45,82% 0,00% 0,00% 0,00% 10,39% % sobre 0,00 0,00 0,00 2.160,08 0,00% 0,00% 0,00% 40,19% 0,00% 0,00% 0,00% 9,12% % sobre 3 - Indicadores sociais externos R$ mil R$ mil LO Educação - Programa Luz das Letras Cultura Saúde e Saneamento - Apoio social aos municípios Habitação - Reassentamento de famílias Esporte e lazer Doações e contribuições Total LO RL RL R$ mil FPB RL RL 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00 0,00 0,00 - 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00 0,00 0,00 - 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% - 0,00% 0,00% - 0,00% 0,00% 4.690,08 65,71% 19,80% 4.047,91 56,72% 17,09% 65,71% 19,80% 56,72% 17,09% Total de contribuições para a sociedade Tributos - excluídos encargos sociais FPB 21.530,16 3.776,85 5.171,71 % sobre 4.690,08 4.047,91 Demonstração do Balanço Social 4 - Indicadores ambientais Desapropriações de terras Estação ecológica - Fauna / Flora Relacionamento com a operação da empresa Programa Social de Eletricidade Rural Rede Compacta ou Linha Verde Programa de Eletrificação para População Carente Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial Museu Ecológico Universidade Livre do Meio Ambiente Programas especiais / Projetos externos Total % sobre R$ mil LO RL % sobre R$ mil LO RL 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0 0,00 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0 0,00 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2012 2011 em unidades em unidades Empregados no final do período 86 73 Escolaridade dos empregados Superior e extensão universitária Ensino médio Ensino fundamental 11 54 21 11 41 21 Faixa etária dos empregados Abaixo de 30 anos De 30 até 45 anos (exclusive) Acima de 45 anos 20 42 24 14 36 23 Admissões durante o período Mulheres que trabalham na empresa 13 9 4 9 % de cargos gerenciais ocupados por mulheres em relação ao no total de mulheres 0,00% 0,00% % de cargos gerenciais ocupados por mulheres em relação ao no total de gerentes 0,00% 0,00% 5 - Indicadores do corpo funcional Negros que trabalham na empresa 13 13 1,39% 1,39% 50,00% 50,00% Portadores de deficiência física 0 0 Dependentes 0 0 Estagiários 0 0 45,67 34.789,57 761,82 47,32 32.272,46 681,98 0 1 % de cargos gerenciais ocupados por negros em relação ao no total de negros % de cargos gerenciais ocupados por negros em relação ao no total de gerentes 6 - Informações relevantes quanto ao exercício da cidadania empresarial Relação entre a maior e a menor remuneração na empresa Maior remuneração Menor remuneração Acidentes de trabalho Demonstração do Fluxo de Caixa Legislação Societária 2012 2011 Fluxos de Caixa das Atividades Operacionais Recebimentos de Consumidores Pagamentos a Fornecedores Fornecedores Energia Elétrica Comprada Salários e Encargos Sociais Caixa Gerada pelas Operações Encargos Setoriais Juros Pagos Tributos Federais (IRPJ, CSLL, IRRF, PIS, COFINS) Tributos Estaduais (ICMS) Tributos Municipais (COSIP, ISSQN) Fluxo de Caixa Antes dos Itens Extraordinários Imposto de Renda na Fonte sobre Dividendos Recebidos Indenizações Associações e Convênios Viagens Outras Receitas 36.267,59 (9.691,35) (13.414,11) (4.093,62) 9.068,51 (2.954,03) (37,63) (1.357,97) (3.772,67) 0,03 946,24 0,00 (146,71) 7.553,18 33.994,53 (6.431,12) (11.643,32) (3.946,69) 11.973,40 (2.794,49) (125,83) (1.197,53) (3.315,55) (0,22) 4.539,78 0,00 (436,82) 3.366,01 Caixa Líquida Provenientes das Atividades Operacionais 8.352,71 7.468,97 Fluxos de Caixa das Atividades de Investimentos Aquisição da Subsidiária Líquido da Caixa Incluída na Aquisição. Compra de Ativo Imobilizado Recebido pela Venda de Imobilizado Juros Recebidos Titulos de Capitalização Dividendos Recebidos Caixa Líquida usada nas Atividades de Investimentos 0,00 (8.794,18) 341,44 0,00 0,00 (5.402,77) 11,06 0,00 (8.452,74) (5.391,71) 0,00 1.720,48 1.317,34 1.715,33 0,00 (577,09) (1.064,65) (53,13) 0,00 0,00 1.606,00 728,76 1.445,76 0,00 (347,20) (1.327,79) (66,91) 0,00 Fluxos de Caixa das Atividades Financeiras Recebido pela Emissão de Ações de Capital Recebido por Empréstimo a Longo Prazo Devolução de Adiantamentos por Funcionários Devolução (Adiantamento) a Fornecedor Receitas de Aplicações Financeiras Recebimentos de Empréstimos Pagamentos de Empréstimos Cheques Devolvidos Dividendos Pagos Despesas Bancárias Outras Devoluções Caixa Líquida usada nas Atividades Financeiras 3.058,28 2.038,62 Redução Líquido no Caixa e Equivalentes à Caixa 2.958,25 4.115,88 18.769,18 21.727,43 14.653,30 18.769,18 2.958,25 4.115,88 Caixa e Equivalentes à Caixa no Começo do Período Caixa e Equivalentes à Caixa no Fim do Período Variação pelo Caixa Demonstração do Valor Adicionado Legislação societária 2012 2011 Receitas Venda de energia e serviços Provisão para créditos de liquidação duvidosa Resultado não operacional 31.916,84 32.566,86 (100,05) (549,97) 28.849,56 29.157,94 (57,99) (250,39) (-) Insumos adquiridos de terceiros Insumos consumidos Outros insumos adquiridos Material e serviços de terceiros (8.129,53) 0,00 0,00 (8.129,53) (8.933,40) 0,00 (11,44) (8.921,96) (=) Valor adicionado bruto 23.787,31 19.916,16 (-) Quotas de reintegração (2.465,28) (4.272,91) (=) Valor adicionado líquido 21.322,03 15.643,25 (+) Valor adicionado transferido Receitas (Despesas) financeiras Resultado da equivalência patrimonial (=) Valor adicionado a distribuir 1.863,30 1.863,30 0,00 23.185,33 1.484,84 1.484,84 0,00 17.128,09 Distribuição do valor adicionado: Pessoal Remunerações Encargos sociais (exceto INSS) Entidade de previdência privada Auxílio alimentação Incentivo à aposentadoria e demissão voluntária Provisão para gratificação Convênio assistencial e outros benefícios Participação nos resultados Custos imobilizados Provisão trabalhista Governo INSS (sobre folha de pagamento) ICMS Imposto de renda e contribuição social Outros (PIS/ COFINS/ enc.setoriais, outros) Financiadores Juros e variações cambiais Aluguéis Acionistas Remuneração do capital próprio Lucros retidos Valor adicionado (médio) por empregado 6.499,03 3.678,74 279,73 0,00 612,67 0,00 278,05 235,60 0,00 1414,24 0,00 11.410,78 1.063,11 3.936,79 1.470,34 4.940,54 4.586,50 2.459,09 263,85 0,00 430,00 0,00 472,86 215,64 0,00 745,06 0,00 9.545,93 1.012,00 3.291,14 681,37 4.561,42 158,64 0,00 158,64 150,58 0,00 150,58 5.116,88 0,00 5.116,88 2.845,08 0,00 2.845,08 552,03 407,81 39 Atividades não Vinculadas ao Serviço Público de Energia Elétrica A CERIPA possui um clube recreativo denominado “CLUBE CERIPA”, sendo uma atividade não vinculada a sua Concessão do Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica. Este clube é de recreação e entretenimento para os colaboradores da permissionária. 40 Análise Econômico-Financeira 40.1 Informações Gerais O desempenho Econômico-Financeiro da CERIPA, refere-se ao período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2012, sendo que, ao término do exercício de 2012, auferimos os seguintes resultados: Receita Anual – A Receita Operacional Anual decorrente no exercício atingiu um montante de R$ 32.566,87 (Reais/mil), superior ao ano anterior em 11,69% que foi de R$ 29.157,94 (Reais/mil). Número de Consumidores – O Número de Consumidores faturados em dezembro de 2012, foi de 9.427, já em 2011 foi de 9.131 ocasionando um aumento de 3,24% em relação ao ano anterior. Despesas com Pessoal – As Despesas com Pessoal anual decorrente do exercício de 2012, importou em R$ 5.374,49 (Reais/mil) e no exercício anterior foi de R$ 5.527,80 (Reais/mil), ocasionado uma diminuição de 2,85% em relação ao ano anterior. Despesas Administrativas e Gerais – Houveram em 2012 R$ 191,62 (Reais/mil) de despesas gerais e administrativas, sendo que em 2011 elas não ocorreram. Despesa não Operacional – As Despesas não Operacionais no exercício de 2012, foi de R$ 1.350,73 (Reais/mil), e no exercício de 2011 foi de R$ 699,83 (Reais/mil). Receita (Despesa) Financeira – O Resultado Financeiro no exercício de 2012, importou em R$ 1.863,28 (Reais/mil), enquanto que, no exercício de 2011, houve um Resultado Financeiro R$ 1.484,84 (Reais/mil). 40.2 Análise Econômico-Financeira Coeficientes Fórmula Unidade 2012 2011 1. Liquidez Corrente Seca Imediata Geral AC / PC (AC - E) / PC AD / PC (AC + RLP) / (PC + ELP) R$ R$ R$ R$ 3,82 3,64 2,93 2,42 4,92 4,68 3,73 3,03 2. Lucratividade Bruta s/ Vendas Operacional s/ Vendas Líquida s/ Vendas Líquida s/ Capital Líquida s/ Patrimônio Líquido (LB / VB) x 100 (LO / VB) x 100 (LL / VB) x 100 (LL / CS) x 100 (LL / PL) x 100 % % % % % 18,66 21,92 15,71 56,13 7,94 9,85 13,29 10,01 30,72 4,59 3. Rentabilidade Retorno Líquido s/ Investimentos (LL / AT) x 100 % 6,69 4,04 4. Endividamento Recursos de Terceiros no Investimento [(PC + ELP - ADC) / AT] x 100 Recursos Próprios no Investimento [(PL + REF - ADC) / AT] x 100 % % 15,76 84,24 11,97 88,02 5. Investimentos Capital Fixo Aplicado Capital de Risco Aplicado (AP / AT) x 100 [(AC + RLP) / AT] x 100 % % 61,83 38,17 63,64 36,35 6. Garantias Reais s/ Capital Totais s/ Capital (IM / CS) x 100 (AP / CS) x 100 % % 497,59 518,70 475,14 483,85 7. Capital de Giro Próprio Capital de Giro (AC - PC) / 1.000 R$ 20,89 19,73 Valores Expresso em Reais Mil * Dados Básicos e Siglas para Análise Acima AC = Ativo Circulante AD = Ativo Disponível E = Estoque RLP = Realizável a Longo Prozo AP = Ativo Permanente AT = Ativo Total IM = Terrenos, Edificações e Obras PC = Passivo Circulante ELP = Exigível a Longo Prazo REF = Result. Exerc. Futuros PL = Patrimônio Líquido CS = Capital Integralizado ADC = Adto. p/Aumento de Capital VB = Vendas Brutas LB = Lucro bruto LO = Lucro Operacional LL = Lucro Líquido DEP = Desp. Equiv. Patrimônial REP = Receita Equiv. Patrimônial DD = Despesas Depreciação CMB = Correção Monet. Balanço OBS: Os cálculos dos coeficientes acima estão elaborados de acordo com formulas padrão de finanças e análise financeira. 41 Empreendimentos em Conjunto A CERIPA atualmente possui dois empreendimentos em conjunto, feitos por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) que é realizado de forma cooperada com outras empresas do Setor Elétrico, atendendo as obrigatoriedades da ANEEL. Destacamos abaixo os projetos em andamento: ANEEL PD-5379-001/2010 - Sistema Híbrido de Detecção e Localização de Faltas Permanentes em Sistemas de Distribuição Urbanos e Rurais: Desenvolvimento Metodológico, Implementação e Projeto Piloto, com desenvolvimento previsto em 36 meses (início em 01 de outubro de 2010), de acordo com quadro demonstrativo abaixo: Código ANEEL Empresa CNPJ Recurso (R$/mil) 5379 CETRIL 49313653000110 160,00 6609 CERNHE 53176038000186 19,00 5386 CERIM 50235449000107 85,00 5366 CEDRI 50105865000190 24,00 5378 CERIPA 49606312000132 140,00 6610 CERMC 52548732000114 48,00 5384 CERPRO 44560381000139 27,00 5385 CERRP 45598678000119 62,00 5382 CERIS 57384943000182 32,00 5363 CERGRAL 86449170000173 34,00 4248 CERAL-DIS 10532365000110 26,00 0088 EFLJC 86301124000122 52,00 5274 CERES 31465487000101 41,00 2904 COOPERALIANÇA 83647990000181 340,00 5381 CEDRAP 60196987000193 57,00 0086 EFLUL 86531175000140 281,94 ANEEL PD-103-0002/2011 - Sistema Integrado para Indicação de Ações Técnicas de Combate às Perdas Elétricas em Redes de Distribuição Urbanas e Rurais de MT e BT Através da Monitoração Online Centralizada de Grandezas Elétricas, com desenvolvimento previsto em 36 meses (início em 01 de fevereiro de 2012), de acordo com quadro demonstrativo abaixo: Código ANEEL Empresa CNPJ Recurso (R$/mil) 0103 CHESP 01377555000110 573,00 0381 ELFSM 2748506900109 90,00 5379 CETRIL 49313653000110 110,00 42 6609 CERNHE 53176038000186 9,00 5386 CERIM 50235449000107 45,00 5366 CEDRI 50105865000190 7,00 5378 CERIPA 49606312000132 125,28 6610 CERMC 52548732000114 13,00 5384 CERPRO 44560381000139 8,00 5385 CERRP 45598678000119 28,00 5382 CERIS 57384943000182 18,00 4248 CERAL-DIS 10532365000110 14,00 0088 EFLJC 86301124000122 19,00 5274 CERES 31465487000101 27,00 2904 COOPERALIANÇA 83647990000181 185,00 5381 CEDRAP 60196987000193 31,00 5377 CERCOS 13107842000199 21,00 Instituição do Manual de Contabilidade do Setor Elétrico – MCSE A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL promoveu a revisão das normas e procedimentos contidos no Plano de Contas do Serviço Público de Energia Elétrica, instituindo um documento denominado Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica - MCSPEE, contendo o Plano de Contas, instruções contábeis e roteiro para divulgação de Informações Econômicas e Financeiras, resultando em importantes alterações nas práticas contábeis e de divulgação, até então aplicáveis, às empresas do Setor. Tal Manual tem sido constantemente atualizado e revisto pela SFF/ANEEL e atualmente, denominou-se Manual de Contabilidade do Setor Elétrico - MCSE. 43 Informações de Natureza Social e Ambiental As empresas causam grande impacto ao meio ambiente, no entanto, a CERIPA vem trabalhando ao máximo para minimizar tal problema. 44 Energia Livre A CERIPA, está dispensada de operações obrigatórias no Mercado Livre de Energia Elétrica, em virtude de seu total de Energia Comercializada estar abaixo do mínimo estipulado na legislação de Energia Livre e, por esse motivo, continua honrando o Contrato de Suprimento que firmou com a Cia. Luz e Força Santa Cruz – CPFL e Elektro Eletricidade e Serviços S/A., conforme instruções do Órgão Regulador. 45 RTE A RTE da CERIPA está em andamento no exercício de 2013, prestes a ser homologado. 46 ICMS sob Subvenção Baixa Renda Em nosso Estado, não existe pronunciamento do Poder Executivo quanto a Tributação do ICMS sob a subvenção concedida pela União aos Consumidores Residenciais Baixa Renda. 47 Diferimento de Tarifa (Reajustes Tarifários) Não houve Diferimento de Tarifa na primeira Revisão Tarifária, pois ela ainda não ocorreu. 48 Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica/Eficiência Energética (P & D e PEE) Em conformidade com a Lei no 9.991, de 24 de julho de 2000, o art. 24 da Lei no 10.438, de 26 de abril de 2002, o art. 12 da Lei no 10.848, de 15 de março de 2004, e o art. 1o da Lei no 11.465, de 28 de março de 2007, as Concessionárias de Serviços Públicos de Distribuição, Transmissão ou Geração de Energia Elétrica, as Permissionárias de Serviços Públicos e as autorizadas à produção independente de energia elétrica, excluindo-se, por isenção, aquelas que geram energia exclusivamente a partir de instalações eólica, solar, biomassa, cogeração qualificada e pequenas centrais hidrelétricas, devem aplicar, anualmente, um percentual mínimo de sua receita operacional líquida em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D, segundo regulamentos estabelecidos pela ANEEL. O Manual de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico estabelece as diretrizes e orientações para a elaboração de projetos de P&D, onde estes deverão estar pautados pela busca de inovações para fazer frente aos desafios tecnológicos e de mercado das empresas de energia elétrica. A pesquisa empresarial no setor de energia elétrica deverá ter metas e resultados previstos bem definidos, porque é diferente da pesquisa acadêmica pura, que se caracteriza pela liberdade de investigação. A ANEEL é responsável pela avaliação e fiscalização da execução dos projetos para reconhecimento dos investimentos realizados. Em relação aos Programas de Eficiência Energética – PEE, conforme dispõe a Lei no 9.991, de 24 de julho de 2000, as Empresas concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica devem aplicar um percentual mínimo da receita operacional líquida, segundo regulamentos da ANEEL. O objetivo desses programas é demonstrar à sociedade a importância e a viabilidade econômica de ações de combate ao desperdício de energia elétrica e de melhoria da eficiência energética de equipamentos, processos e usos finais de energia. Para isso, busca-se maximizar os benefícios públicos da energia economizada e da demanda evitada no âmbito desses programas. Busca-se, enfim, a transformação do mercado de energia elétrica, estimulando o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de hábitos racionais de uso da energia elétrica. O Manual dos Programas de Eficiência Energética é um guia determinativo de procedimentos dirigido às Empresas, para elaboração e execução do PEE regulados pela ANEEL. Definem-se no Manual, a estrutura e a forma de apresentação dos projetos, os critérios de avaliação e de fiscalização e o tipo de projetos que podem ser realizados com recursos do PEE. Apresentam-se, também, os procedimentos para contabilização dos custos e apropriação dos investimentos realizados. Em relação aos investimentos realizados pela CERIPA até 31 de dezembro de 2012, o passivo corrigido a investir apresenta-se a seguir: PROGRAMA DE P & D - PESQUISA E DESENVOLVIMENTO - 211.91.7.3 Ciclo Valor Apropriado 2009/2010 2010/2011 2011/2012 TOTAL 24,11 36,35 45,13 Valor Utilizado Correção SELIC (0,00) (17,52) (70,08) 2,14 4,95 5,07 Saldo Remanescente 14,39 26,25 23,78 (19,88) 44,55 FNDCT - 211.91.7.1 Ciclo 2010/2011 2011/2012 TOTAL Valor Apropriado 40,63 45,29 Valor Utilizado Correção SELIC (35,53) (41,81) Saldo Remanescente 0,00 0,00 5,09 3,48 8,57 Obs.: A CERIPA está participando de dois projetos de P&D, sendo que um se encerra no ano de 2013 e o outro no ano de 2015, desta forma o valor de R$ 87,60 (mil) apresentado como utilizado no projeto ainda não foi baixado da conta 211.91.7.3, mas este valor está lançado na conta 112.95.1, lembrando que o ciclo tarifário da CERIPA é de fevereiro a janeiro de cada ano citado. PROGRAMA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA - PEE - 211.91.8 Ciclo 2009/2010 2010/2011 2011/2012 TOTAL Valor Apropriado 60,27 90,90 112,83 Valor Utilizado (0,00) (55,72) (0,00) Correção SELIC 5,36 11,73 21,82 Saldo Remanescente 35,98 65,63 46,91 134,65 283,17 MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA - MME - 211.91.7.2 Ciclo 2010/2011 2011/2012 TOTAL Valor Apropriado 20,31 22,65 Valor Utilizado (17,77) (20,91) Correção SELIC 0,00 0,00 Saldo Remanescente 2,54 1,74 4,29 49 Universalização do Serviço Público de Energia Elétrica A CERIPA iniciou em 2009 a Universalização de seus consumidores, sendo 11 consumidores em 2011 e 05 consumidores em 2012, e totalizando no final 16 consumidores universalizados. 50 Ganhos Contingentes A CERIPA não possuiu, neste exercício Ganhos Contingentes e nem em no exercício anterior. 51 Notas Não Divulgadas Abaixo listamos notas constantes do Manual de Contabilidade do Setor Elétrico - MCSE, mais especificamente no Roteiro para Elaboração das Demonstrações Contábeis, documento esse complementado pelo Ofício de Encerramento da SFF/ANEEL, referente NOTAS NÃO DIVULGADAS, em virtude de não fazerem parte do contexto de nossa Permissionária e, por esse motivo, não possuírem movimentação, sendo: - Fusões, Cisões e Incorporações; - Comodato; - Arrendamento Mercantil; - Compromissos; - Provisão para Ajuste a Valor de Recuperação de Ativos; - Debentures; - Programa de desestatização; - RAP – Receita Anual Permitida; - ECE e EAE – Encargo de Capacidade Emergencial e Encargo de Aquisição Emergencial. Por esse motivo, justificamos a não divulgação de tais notas. 52 PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas Renováveis na Produção de Energia Elétrica: A Lei no 10.438, de 26 de abril de 2002, em seu art. 3 o, alterado pelo art. 9 o da Lei no 10.762, de 11 de novembro de 2003, e pelo artigo 2 o da Lei no 10.889, de 25 de junho de 2004, instituiu o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica – PROINFA, com o objetivo de aumentar a participação de fontes alternativas renováveis na produção de energia elétrica. O Decreto no 5.025, de 30 de março de 2004, em seu art. 15, determina que compete à ANEEL regulamentar os procedimentos para o rateio da energia e dos custos referentes ao PROINFA. Para tanto, segundo o disposto nos arts. nos 12 a 14 e 16, fixa as seguintes diretrizes: 1. a ANEEL deverá estabelecer quotas de custeio e de energia a cada um dos agentes do SIN que comercializem energia com consumidor final e/ou recolhem Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão – TUST ou Distribuição – TUSD relativas a consumidores livres; 2. o cálculo de tais quotas deve ser baseado no Plano Anual do PROINFA PAP, a ser elaborado pela ELETROBRÁS e encaminhado para a ANEEL, até 30 de outubro de cada ano, para homologação; 3. as quotas devem ser estabelecidas proporcionalmente ao consumo verificado, de modo a não acarretar vantagens nem prejuízos à ELETROBRÁS, e pagas até o dia 10 do mês anterior ao de referência; e 4. a partir do 2o ano o PAP deve levar em consideração alteração do mercado consumidor, de preços e dos montantes de energia contratados, a inadimplência, e os montantes de energia efetivamente gerados no âmbito do PROINFA. Diante desta regulamentação setorial, coube à CERIPA as seguintes quotas do PROINFA, sendo: Ano 2010 2011 2012 53 Gwh Valor 378,90 437,19 485,85 378,90 437,19 485,85 Ativos não Elegíveis Não houve ainda a primeira Revisão Tarifária na CERIPA, por esse motivo não foi definido ainda se existem ou não Ativos não Elegíveis. 54 Investimento Remunerável O Investimento Remunerável, também denominado de Base de Remuneração, constituído pelo Ativo Imobilizado em Serviço – AIS e Almoxarifado de Operação, deduzido do saldo das Obrigações Vinculadas ao Serviço Público de Energia Elétrica (Obrigação Especial). A CERIPA teve sua primeira revisão tarifária em Fev/2013, e está na fase de implantação do Controle Patrimonial, com prazo final de implantação para 30/04/2012, motivo do qual ainda não temos os Componentes do Investimento Remunerável. 55 Reajuste Tarifário No dia 07/02/2011 foi homologado à CERIPA o seu Reajuste Tarifário IRT-2011 em 13,8%, sendo que foi seu último reajuste tarifário. Tal tarifa foi prorrogada até 09/02/2014, em virtude da não ocorrência da sua 1ª Revisão Tarifária, que deveria ter ocorrido em 10/02/2012. 56 Formatação Básica das Notas Explicativas As Notas Explicativas da Administração, parte integrantes destas Demonstrações Contábeis, foram redigidas obedecendo rigorosamente à Legislação pertinente e teve autorização para a sua divulgação em 15/04/2011 pela Diretoria, não podendo os senhores sócios proceder nenhuma alteração após sua divulgação. As bases para a elaboração obedeceram aos Princípios Contábeis aplicados no Brasil, as políticas contábeis específicas para o Setor Elétrico e estão todas apresentadas em R$ mil, com 2 casas decimais. PETER JOHANNES BECKERS Presidente HUGO FERRAZ DA SILVEIRA Gerente Geral KLEBER DANIEL DA SILVA Contador CRC – 1SP181385/O-4 Parecer dos Auditores Independentes 2012 Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Aos Cooperados e Administradores da Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí – Paranapanema – Avaré Ltda. – CERIPA Itaí SP Examinamos as demonstrações financeiras da Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí – Paranapanema – Avaré Ltda. (“Cooperativa”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Cooperativa é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Cooperativa para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Cooperativa. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí – Paranapanema – Avaré Ltda. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado, referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, elaborada sob a responsabilidade da administração da Cooperativa, cuja apresentação não é requerida pela legislação societária brasileira para a Cooperativa e, portanto, é elaborada como informação suplementar. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente por nós auditados cujo relatório datado de 10 de fevereiro de 2012, continha ressalva quanto a adequação dos controles físicos e financeiros individuais dos bens do ativo imobilizado e do intangível e seus reflexos. Ribeirão Preto SP, 1° de fevereiro de 2013.