A participação feminina no mercado de
trabalho: observações sobre as docentes no
ensino privado brasileiro – 2013
Qual a importância da discussão de gênero no mercado de trabalho? •  “O campo de atuação profissional é de fundamental importância para a autonomia dos indivíduos, para a construção de idenAdade, para o reconhecimento social, para o acesso a bens de consumo, entre outras dimensões, tanto materiais quanto simbólicas, cada vez mais importantes nas sociedades do século XXI” (Pinheiro, 2008). •  Nos ambientes de trabalho os processos de discriminação e desigualdade se tornam ainda mais evidentes. Por que olhar o mercado de trabalho sob óAca de gênero? Nas úlAmas décadas, presenciamos a ampliação da par,cipação feminina na população economicamente a,va. Par0cipação&da&População&Economicamente&A0va,&segundo&sexo&no&Brasil&E&
2001&a&2012&
58,1%&
57,6%&
41,9%& 42,4%&
2001$
2002$
57,3%&
56,9%&
56,6%&
56,5%&
56,3%&
56,5%&
56,1%&
56,7%&
56,6%&
42,7%&
43,1%&
43,4%&
43,7%&
43,5%&
43,5%&
43,9%&
43,3%&
43,4%&
2003$
2004$
2005$
2006$
2007$
2008$
2009$
2011$
2012$
Fonte: PNAD/IBGE Fonte: PNAD/IBGE. Nota: Os dados de 2010 corresponde ao Censo e não são compa\veis com a série analisada. Homem$
Mulher$
Por que olhar o mercado de trabalho sob óAca de gênero? Nos úlAmos 11 anos, o número de mulheres ocupadas no mercado de trabalho brasileiro cresceu 29,5% ,enquanto a ocupação masculina ampliou 21%. Par1cipação'da'População'Ocupada,'segundo'sexo'no'Brasil'B'2001'a'2012'
59,31%' 58,69%' 58,56%' 58,23%' 57,94%' 57,59%' 57,73%' 57,62%'
57,44%' 57,84%' 57,65%'
40,69%' 41,31%' 41,44%' 41,77%' 42,06%' 42,41%' 42,27%' 42,38%' 42,56%' 42,16%' 42,35%'
2001$
2002$
2003$
2004$
2005$
Fonte: PNAD/IBGE Fonte: PNAD/IBGE. Nota: Os dados de 2010 corresponde ao Censo e não são compa\veis com a série analisada. 2006$
Homem$
2007$
Mulher$
2008$
2009$
2011$
2012$
Por que olhar o mercado de trabalho sob óAca de gênero? Mesmo com o aumento na ocupação das mulheres no mercado de trabalho, a taxa de desocupação feminina é de 8,2% enquanto dos homens é de 4,6% (2012) Comportamento'da'taxa'de'desocupação,'segundo'sexo'no'Brasil'B'2001'a'
ParAcipação da população desocupada, segundo sexo no mercado de 2012.''
trabalho -­‐ Brasil 2001 a 2012. 29,21%' 29,48%' 29,87%' 29,16%' 28,69%' 29,27%'
25,69%'
25,42%' 25,41%'
26,80%' 27,17%' 26,59%' 26,37%' 27,44%'
22,40%' 21,74%' 21,86%'
19,48%' 19,02%' 19,04%'
18,47%'
2001$
2002$
2003$
2004$
Fonte: PNAD/IBGE Fonte: PNAD/IBGE. Nota: Os dados de 2010 corresponde ao Censo e não são compa\veis com a série analisada. 2005$
2006$
Homem$
2007$
Mulher$
2008$
2009$
2011$
20,24%'
2012$
Por que olhar o mercado de trabalho sob óAca de gênero? A feminização do mercado de trabalho é uma realidade no Brasil, contudo as diferenças salariais entre homens e mulheres permanece. Em 2012, uma mulher recebia o equivalente a 70,2% do salário do homem. R$1.589 Remuneração média, por sexo no Brasil -­‐ 2001 a 2012. R$1.417 R$1.092 R$618 R$390 R$660 R$419 63,1% 63,5% 2001 2002 R$721 R$455 R$761 R$483 63,1% 2003 63,5% 2004 Fonte: PNAD/IBGE. Nota: Os dados de 2010 corresponde ao Censo e não são compa\veis com a série analisada. R$828 R$534 R$916 R$1.164 R$997 R$993 R$657 R$601 R$726 R$1.116 R$785 64,5% 65,6% 66,2% 66,5% 67,4% 70,4% 70,2% 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 Homem Mulher Por que olhar o mercado de trabalho sob óAca de gênero? Outras questões relevantes: 1. 
A escolaridade feminina é mais elevada do que a masculina: a. 
50% das mulheres tem mais 8 anos de estudos. No caso dos homens esse percentual equivale a 33%. 2. 
As mulheres trabalham menos horas no mercado formal de trabalho, mas fazem o dobro da jornada dos homens nos afazeres domésQcos. a. 
Os homens trabalharam em média 42,1 horas por semana, enquanto a jornada das mulheres ficou em 36,1 horas. b. 
Para os afazeres domésQcos, no entanto, as mulheres dedicam 20,8 horas enquanto os homens trabalham 10. 3. 
A porta de entrada da mulher no mercado de trabalho permanece sendo o setor de serviços e o comércio: a. 
70% das mulheres estão ocupadas em aQvidades inseridas no setor de comércio e serviços. No caso dos homens esse percentual é de 43,6% Fonte: PNAD/IBGE (2012) Por que olhar o mercado de trabalho sob óAca de gênero? Questão Relevante: Mesmo em setores nos quais as mulheres são maioria -­‐ saúde, educação e serviços sociais -­‐, evidencia-­‐se uma desigualdade maior entre homens e mulheres. Fote: PNAD/IBGE (2012) Um olhar de gênero sobre os docentes que atuam no setor privado de ensino no Brasil Objeto da Pesquisa IdenQficar o perfil das mulheres que atuam no setor privado de ensino a parQr do seu vínculo . Hipótese Em um setor tradicionalmente feminino, como o da educação, há diferenciação entre homens e mulheres em relação ao seus vínculo ocupacional? Universo pesquisado Variáveis analisadas Fonte de Dados Docentes qua atuam na educação básica e ensino superior privado no Brasil. Perfil: número de docentes, idade e escolaridade. CaracterisQcas do vínculo: jornada de trabalho, tempo de emprego,remuneração, nível de ensino, Qpo e tamanho de insQtuição. Relação Anual de Informações Sociais divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego – RAIS/MTE. Um olhar de gênero sobre os Docentes que atuam no setor privado de ensino no Brasil Estrutura da Pesquisa 1ª Parte: . Perfil do Docente no ensino privado no Brasil 2ª Parte: . Vínculo trabalhista do docente no Brasil segundo gênero. 3ª Parte: . Considerações 1ª Parte: . Perfil do Docente no ensino privado no Brasil stribuição+dos+docentes,+segundo+sexo,+no+ensino+privado+6+
Distribuição dos docentes por sexo no ensino Brasil++2013+
Distribuição dos Docentes por sexo segundo nível privado -­‐ Brasil/ + 2013. de ensino na educação privada Brasil – 2013. 24%$
76%$
Masculino$
Nível1de1Ensino1
1Docentes1
Masculino Feminino
Educação1Infantil1e1Ensino1
Fundamental
27,0%
73,0%
Ensino1Médio
39,6%
60,4%
Educação1Superior
53,5%
46,5%
Feminino$
As diferenças entre os sexos são transferidas para as profissões, o que confere à docência significados femininos, pela associação direta à maternidade e ao ato de cuidar das crianças. A medida em que os níveis de ensino avançam a parQcipação masculina amplia-­‐se, mas não supera a inserção feminina. 1ª Parte: Perfil do Docente -­‐ Distribuição por Faixa Etária. ParQcipação dos docentes segundo faixa etária e sexo, por nível de ensino na educação privada -­‐ Brasil/ 2013. Faixa#Etária
Nível#de#ensino/Sexo##
18#a#24##
25#a#29#
EDUCAÇÃO#INFANTIL#E#ENSINO#FUNDAMENTAL
Masculino
5,61%
17,06%
Feminino
6,74%
17,86%
ENSINO#MÉDIO
Masculino
3,35%
13,76%
Feminino
3,72%
13,79%
EDUCAÇÃO#SUPERIOR
Masculino
0,47%
6,96%
Feminino
0,62%
8,88%
30#a#39#
40#a#49
50#a#64
65#ou#mais
Total
39,59%
40,31%
24,01%
24,08%
12,53%
10,44%
1,21%
0,58%
100,00%
100,00%
38,81%
38,50%
27,82%
28,59%
14,87%
14,39%
1,39%
1,01%
100,00%
100,00%
34,35%
38,49%
29,29%
28,88%
24,03%
20,53%
4,90%
2,59%
100,00%
100,00%
•  No ensino médio e na educação superior as mulheres concentram-­‐se na faixa etária entre 30 e 39 anos, com parAcipação de 38,50% e 38,49% dos vínculos. Na educação infanAl e no ensino superior, a parAcipação feminina nessa faixa etária amplia-­‐se para 40,31%. •  A menor porcentagem de docentes após os 50 anos está na educação básica, jusAficada pela regime de aposentadoria especial, direito garanAdo em lei aos docentes. 1ª Parte: Perfil do Docente -­‐ Distribuição por Escolaridade. Distribuição dos docentes segundo sexo, nível de ensino e escolaridade na educação privada -­‐ Brasil/ 2013. Escolaridade%após%2005
Superior%
Mestrado
Completo
EDUCAÇÃO%INFANTIL%E%ENSINO%FUNDAMENTAL
Masculino
94,10%
5,12%
Feminino
97,37%
2,24%
ENSINO%MÉDIO
Masculino
87,28%
8,98%
Feminino
91,93%
5,77%
EDUCAÇÃO%SUPERIOR
Masculino
59,17%
28,93%
Feminino
56,60%
31,19%
Sexo%Trabalhador
Doutorado
Total
0,78%
0,39%
100,00%
100,00%
3,74%
2,30%
100,00%
100,00%
11,90%
12,20%
100,00%
100,00%
•  Não é surpresa o elevado grau de qualificação do docente, dada a exigência da profissão. •  Na educação infanAl e ensino fundamental, as mulheres são mais qualificadas que os homens em relação ao superior completo. •  Quando observa-­‐se apenas aqueles que possuem \tulos de Mestre e doutor a situação se inverte: os homens possuem um grau de escolaridade mais elevado, contrariando os dados divulgados pelo IBGE. 2ª Parte: Vínculo do Docente -­‐ Jornada de Trabalho ParQcipação dos docentes segundo sexo e jornada de trabalho por nível de ensino na educação privada -­‐ Brasil/ 2013. Faixa-Hora-Contratada-(semanais)
13-a-1516-a-2021-a-30Ocupação/Sexo- Até-12-horas
horas
horas
horas
EDUCAÇÃO-INFANTIL-E-ENSINO-FUNDAMENTAL
Masculino
39,06%
4,88%
10,76%
10,78%
Feminino
31,63%
5,79%
12,15%
16,62%
Total
33,64%
5,54%
11,77%
15,04%
ENSINO-MÉDIO
Masculino
45,28%
6,24%
9,02%
10,56%
Feminino
37,44%
5,59%
12,35%
14,09%
Total
40,55%
5,85%
11,03%
12,69%
EDUCAÇÃO-SUPERIOR
Masculino
49,68%
5,47%
11,71%
8,85%
Feminino
46,80%
5,26%
12,47%
10,07%
Total
48,34%
5,37%
12,07%
9,41%
31-a-40horas
41-a-44horas
Total
4,80%
5,57%
5,36%
29,72%
28,25%
28,65%
100,00%
100,00%
100,00%
4,08%
5,16%
4,73%
24,82%
25,37%
25,15%
100,00%
100,00%
100,00%
14,15%
15,22%
14,65%
10,14%
10,18%
10,16%
100,00%
100,00%
100,00%
• 
É importante ressaltar que embora a lei limite a jornada de trabalho em 42 horas, é possível a realização de aAvidades extraclasse ou um mesmo professor ter mais de dois vínculos trabalhistas. • 
A docência para mulheres torna-­‐se a porta de entrada para o mercado de trabalho, pois permite conciliar a vida profissional com as responsabilidades familiares. A jornada parcial de trabalho, (compreende entre 12 e 30 horas semanais) é praAcada por 66% das mulheres na educação infanAl e ensino fundamental e por 65% dos homens. Na medida em que a as horas trabalhadas aumentam a parAcipação masculina cresce e a • 
feminina diminui. No ensino superior cerca de 35% das mulheres apresentam jornadas de trabalho superior a 31 horas, isso pode ser jusAficado pela possibilidade do docente em exercer sua aAvidade em tempo integral na mesma insAtuição incorporando as aAvidades de pesquisa e docência. 2ª Parte: Vínculo do Docente -­‐ Jornada de Trabalho Distribuição dos docentes segundo sexo, nível de ensino e faixa de emprego na educação privada -­‐ Brasil/ 2013. Faixa&Tempo&Emprego&(Em&meses)
Nível&de&Ensino/Sexo&&
Ate&2,9&&
3,0&a&5,9&
EDUCAÇÃO&INFANTIL&E&ENSINO&FUNDAMENTAL
Masculino
2,60%
8,80%
Feminino
2,23%
7,70%
Total
2,33%
8,00%
ENSINO&MÉDIO
Masculino
2,31%
8,36%
Feminino
2,50%
7,08%
Total
2,43%
7,59%
EDUCAÇÃO&SUPERIOR
Masculino
2,07%
8,19%
Feminino
2,44%
8,02%
Total
2,24%
8,11%
6,0&a&11,9&&
12,0&a&23,9&
24,0&a&35,9&
36,0&a&59,9&&
60,0&a&119,9&&
120,0&&&ou&
mais
Total
22,02%
20,84%
21,16%
17,44%
18,03%
17,87%
13,20%
12,78%
12,90%
15,05%
14,10%
14,36%
13,55%
15,24%
14,78%
7,35%
9,06%
8,60%
100,00%
100,00%
100,00%
18,81%
17,78%
18,19%
17,03%
15,68%
16,22%
12,33%
11,86%
12,05%
14,87%
14,24%
14,49%
14,76%
15,84%
15,41%
11,52%
15,00%
13,62%
100,00%
100,00%
100,00%
12,09%
12,57%
12,31%
14,06%
14,79%
14,40%
10,49%
11,06%
10,75%
14,57%
15,17%
14,85%
18,57%
18,31%
18,45%
19,96%
17,63%
18,88%
100,00%
100,00%
100,00%
•  O tempo de permanência do docente no setor privado de ensino é elevado indicando a baixa rotaAvidade existente entre esses profissionais. •  No ensino médio e superior mais de 35% das docentes possuem mais de 5 anos de trabalho no mesmo vínculo. •  A educação infanAl e o ensino fundamental destacam por apresentar a maior rotaAvidade entre homens e mulheres e por indicar a inserção mais ampliada de homens na aAvidade de professor. Do total de homens que se encontram nesse nível de ensino,22% tem até um ano de emprego. 2ª Parte: Vínculo do Docente -­‐ Natureza Jurídica das InsQtuições Distribuição dos docentes segundo sexo, nível de ensino e natureza jurídica das insQtuições de ensino na educação privada -­‐ Brasil/ 2013. Natureza&Jurídica&Especial
Nível&de&
Ensino/Sexo&
Entidade&
Empresa&
Privada
Entidades&sem&
Fins&Lucrativos
EDUCAÇÃO&INFANTIL&E&ENSINO&FUNDAMENTAL
Masculino
78,51%
21,49%
Feminino
82,29%
17,71%
ENSINO&MÉDIO
Masculino
60,12%
39,88%
Feminino
52,90%
47,10%
EDUCAÇÃO&SUPERIOR
Masculino
38,55%
61,45%
Feminino
40,80%
59,20%
Total
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
No ensino superior a parAcipação de ambos os sexos aumentam em virtude do maior de número insAtuições sem fins lucraAvos atuando no mercado. 100%
100%
Total de caráter e40%
60%
•  Nas insAtuições ssencialmente privado, as 100%
mulheres representam 51,74% dos trabalhadores enquanto os homens totalizam cerca de 49% da mão de obra. •  Essa situação se inverte ao analisarmos as insAtuições sem fins lucraAvos, nas quais a parAcipação masculina é de 53,4% e a feminina 46,6%. 2ª Parte: Vínculo do Docente -­‐ Porte de Empresa Distribuição dos docentes segundo sexo, nível de ensino e tamanho do estabelecimento de ensino na educação privada -­‐ Brasil/ 2013. Tamanho7Estabelecimento
Ocupação/Sexo
Micro
Pequeno
EDUCAÇÃO7INFANTIL7E7ENSINO7FUNDAMENTAL
Masculino
10,27%
65,67%
Feminino
15,39%
68,79%
Total
14,01%
67,95%
ENSINO7MÉDIO
Masculino
8,63%
54,87%
Feminino
8,27%
54,46%
Total
8,41%
54,63%
EDUCAÇÃO7SUPERIOR
Masculino
0,68%
11,69%
Feminino
0,75%
10,85%
Total
0,72%
11,30%
Médio
Grande7
Total
20,01%
14,51%
16,00%
4,05%
1,30%
2,04%
100,00%
100,00%
100,00%
36,49%
37,26%
36,96%
0,00%
0,00%
0,00%
100,00%
100,00%
100,00%
47,92%
47,11%
47,55%
39,71%
41,28%
40,44%
100,00%
100,00%
100,00%
•  As insAtuições de pequeno porte são as grandes geradoras de postos de trabalho para os docentes na educação básica. •  No ensino superior, as insAtuições de médio e grande concentram 88% das docentes que atuam nesse nível de ensino. 2ª Parte: Vínculo do Docente -­‐ Remuneração/ Educação Básica Remuneração média dos docentes segundo carga horária e sexo na educação infanAl e ensino fundamental no setor privado de ensino no Brasil – 2013 !3.549!!
Masculino!
Feminino!
!2.647!!
!2.230!!!2.237!!
!1.300!!
!1.691!!!1.584!!
!1.808!!!1.715!!
13!a!15!horas!
16!a!20!horas!
!1.099!!
Até!12!horas!
21!a!30!horas!
31!a!40!horas!
Remuneração média dos docentes segundo carga horária e sexo no ensino médio no setor privado de ensino no Brasil – 2013 4.084%
3.268%
Masculino$
Feminino$
1.858%
2.223%
2.575%
2.715%
2.240%
1.847%
1.314% 1.299%
Até$12$horas$
13$a$15$horas$
16$a$20$horas$
21$a$30$horas$
31$a$40$horas$
2ª Parte: Vínculo do Docente -­‐ Remuneração/ Ensino Superior Remuneração média dos docentes segundo carga horária e sexo no ensino superior privado no Brasil – 2013 9.157&
Masculino$
Feminino$
3.635& 3.630&
5.911&
4.589& 4.277&
8.349&
5.467&
2.508& 2.475&
Até$12$horas$
13$a$15$horas$
16$a$20$horas$
21$a$30$horas$
31$a$40$horas$
Considerando uma mesma jornada de trabalho, os homens recebem remuneração superior a de mulheres. A pequena diferença de remuneração entre os sexos pode estar relacionada ao grau de instrução mais elevado dos homens e ao tempo de serviço dos mesmos. 3ª Parte: Considerações •  A necessidade de compaAbilizar as responsabilidades familiares com as atuação profissionais definem a forma de inserção no mercado de trabalho e, principalmente, o Apo de vínculo emprega\cio. •  O trabalho das mulheres não depende tão somente da demanda do mercado e das suas qualificações para atendê-­‐la, mas decorre também de uma arAculação complexa de caracterísAcas pessoais e familiares. •  O setor de ensino é tradicionalmente uma das portas de entrada na mulher no mercado de trabalho pois permite conciliar a dupla jornada. •  Ao idenAficar o Apo de vínculo que os docentes possuem no setor de ensino privado no Brasil podemos inferir sobre as diferença de gênero em um setor no qual 76% da força de trabalho é feminina. Isso significa que a realidade das mulheres que atuam nesse setor é diferente daquelas que atuam em setores tradicionalmente masculino? •  A resposta da pesquisa indica : I.  Conforme avançamos nos níveis de ensino a parAcipação masculina amplia-­‐se e as diferenças entre o vínculo de trabalho feminino e masculino ficam mais acentuadas. 3ª Parte: Considerações II. 
III. 
IV. 
V. 
A mulheres possuem escolaridade superior a dos homens no ensino infanAl e fundamental, contudo no níveis médio e superior os homens apresentam mais anos de estudo. Não há uma diferença significaAva no número de horas trabalhadas entre homens e mulheres no setor privado de ensino. Mais de 50% dos docentes possuem jornadas de trabalho de até 20 horas, independente do sexo. Deve-­‐se considerar que os professores normalmente trabalham em mais de uma insAtuição o que acaba por jusAficar a jornada parcial. A parAcipação das mulheres nas insAtuições de caráter essencialmente privado é maior que a masculina. Dado o caráter mercanAl dessas insAtuições, esse aspecto pode indicar vínculos de trabalho mais frágeis do que aqueles existentes nas insAtuições sem fins lucraAvos. Além disso, deve-­‐se considerar que o maior segmento de insAtuições da educação básica encontram-­‐se no segmento empresarial, o que jusAfica a maior inserção dos docentes nessas insAtuições. Quanto ao tamanho do estabelecimento, a maior concentração de docentes encontra nas escolas de pequeno porte que possuem entre 20 e 99 vínculos trabalhista. Já no ensino superior, a atuação das professoras ocorrem em insAtuições de médio porte. 3ª Parte: Considerações VI.  A rotaAvidade do setor de ensino privado é baixa, dada a própria caracterísAca da ocupação. Ao mesmo tempo, observa-­‐se uma renovação do corpo de professores em todos os níveis de ensino registrando uma parAcipação elevada tanto de homens como de mulheres que possuem até um ano de tempo de permanência no emprego. VII.  Não há grandes diferenças nos vínculos trabalhistas entre homens e mulheres em variáveis como: jornada de trabalho, tempo de permanência, escolaridade e Apo de empresa. Contudo ainda constata-­‐se diferenças de remuneração entre homens e mulheres no setor de ensino. VIII. Considerando a mesma carga horária para homens e mulheres em todos os níveis de ensino, as mulheres recebem uma remuneração inferior a masculina. Em média, as mulheres recebem cerca de 95% da remuneração dos homens, muito acima dos dados da PNAD (IBGE) que inclui todos os setores econômicos. As possíveis explicação para esse resultado pode estar relacionada a adoção dos chamados planos de carreira que remuneram o professor não somente pelo tempo de serviços e qualificação, mas também por sua produção acadêmica. IX.  Quanto a pergunta, se há desigualdade de gênero no setor de ensino, a reposta é NÃO ! Mas há um conjunto de pontos em que pode-­‐se avançar. Elaborado por : 
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A participação feminina no mercado de trabalho