ARTES, TRABALHO E PRECARIZAÇÃO: MÚSICOS DA OSTP E ATORES
DO GRUPO DE TEATRO CUIRA
Maria Angélica Alberto*
1- INTRODUÇÃO
O presente projeto insere-se no projeto maior intitulado Organizações, trabalho e
sociabilidade no contexto da mundialização: integração de estudos em Moçambique,
Angola, Portugal e Brasil (Amazônia), aprovado pelo CNPQ sob o numero
490763/2007-3 em colaboração entre as seguintes instituições: Universidade Federal do
Pará, Sociedade de Ensino Superior do Pará, Universidade Técnica de Lisboa – Instituto
Superior de Economia e Gestão, Liga Moçambicana de Direitos Humanos,
Universidade Agostinho Neto.
Nas últimas décadas do século XX, o mundo do trabalho vem passando por
significativas transformações. Reflete-se neste principalmente a substituição acelerada
de mão de obra pelo trabalho de máquinas, assim também, entre outras, a diminuição no
número de postos permanentes de trabalho e perda das conquistas sociais intimamente
associadas à força política dos trabalhadores, pelo menos até os anos de 1960. Daí em
diante distanciamo-nos em ritmo acelerado de um tempo histórico no qual se pôde
verificar os instrumentos de trabalho como apêndices da força de trabalho e esta com
um domínio talvez maior dos processos produtivos. Neste processo, passamos por uma
fase em que a acumulação do capital se baseou no taylorismo-fordismo onde o trabalho
era dividido entre executores e planejadores. Aos primeiros era dada a responsabilidade
da produção enquanto aos planejadores destinava-se a responsabilidade pela criação.
Nesta organização do trabalho intensifica-se o que Marx interpretou como
alienação/estranhamento do trabalho, o que diz respeito à perda da compreensão
abrangente do processo de trabalho dada a fragmentação deste. As transformações
político-econômicas e culturais criaram as condições para que o processo de
acumulação herdado do taylorismo/fordismo entrasse em crise dando lugar a uma nova
forma de organização do trabalho nos sistemas produtivos industrializados.
*
Maria Angélica Alberto é doutora em Educação. Atua na Graduação e no Programa de Pós-Graduação
em Ciências Sociais da UFPA - [email protected].
A partir da década de 70, nos chamados países de capitalismo avançado, constata-se
uma reestruturação nos sistemas produtivos. Tal reestruturação é assim considerada
levando-se em conta a intensificação no desenvolvimento e na aplicação de novas
técnicas administrativas, na presença da automação e exigências de novas competências
ao trabalhador. Enseja-se, portanto, uma nova fase da economia, com a reprodução do
capital sendo garantida pela acumulação flexível.
Esta nova ordem passou a exigir um trabalhador com um perfil diferente daquele
trabalhador do período fordista; nesta nova configuração, do trabalhador espera-se
polivalência e multifuncionalidade, principalmente capacidade para ser reprogramado
(Castells, 1999), além de capacidades relacionais (Castel, 1995), o que em muito se
diferencia daquele trabalhador que se desenvolveu na empresa taylorista e fordista.
ANTUNES (2007) avalia que “{...} O trabalho que cada vez mais as empresas buscam
não é mais aquele fundamentado na especialização taylorista e fordista, mas o que se
gestou na fase da “desespecialização multifuncional”, do “trabalho multifuncional”, que
na verdade expressa a enorme intensificação dos ritmos, tempos e processos de trabalho.
E isso ocorre tanto no mundo industrial como nos serviços, para não falar dos
agronégocios”. (ANTUNES, 2007, p.16).
As relações de trabalho, por sua vez, também sofrem profundas transformações. O
trabalhador flexível conforma-se ao mercado flexível e neste torna-se cada vez mais
ausente a possibilidade de contratos estáveis de trabalho. Amplia-se o número de
contratos de trabalho temporários e/ou por projetos. Isso vai provocar o que MATTOSO
(1998) caracteriza por insegurança de contratação. Esta insegurança atinge a todos os
trabalhadores. A idéia do emprego “para sempre” já não existe. Temos um mercado de
trabalho onde tudo é muito volátil o que leva a idéia preconizada por BAUMAN (2001)
de que vivemos em uma modernidade líquida, onde tudo muito de repente se
desmancha no ar. Com isso reduz-se a capacidade das pessoas de projetar suas vidas, de
planejar seu futuro, tendo assim de desenvolver outras formas de sociabilidade que
provavelmente lhes garantirão inserção e permanência em um mercado de trabalho cada
vez menor, ou flutuante. Novas sociabilidades
se estabelecem nesta fase do
capitalismo, pois os vínculos que eram tecidos a partir do emprego por tempo
indeterminado são desfeitos.
A sociedade passa assim a conviver com outra conseqüência da reestruturação produtiva
que é o desemprego estrutural. A crescente automação e o desenvolvimento
tecnológico, dentre outros, possibilitam que o capital produza cada vez mais com menos
força de trabalho. É a prevalência do trabalho morto sobre o trabalho vivo em um grau
muito diferente do que havia sido analisado originalmente por Marx na fase inicial da
sociedade capitalista.
ANTUNES (2007) considera que hoje existe um movimento pendular que caracteriza a
classe trabalhadora onde cada vez menos homens e mulheres trabalham muito, em um
ritmo enlouquecedor e, do outro lado do pêndulo, homens e mulheres trabalhadores que
encontram menos trabalho levando-os a se esparramem pelo mundo em busca de
qualquer trabalho. Com isso, configura-se uma crescente tendência de precarização do
trabalho em todas as escalas e a ampliação do desemprego estrutural passa a ser
considerada a manifestação mais virulenta deste movimento. (ANTUNES, 2007: 13).
Por outro lado, ganha força um discurso que coloca sob a responsabilidade dos
indivíduos a sua inserção no mercado de trabalho. Os indivíduos teriam assim que
cuidarem de sua empregabilidade, pois desta forma teriam garantias de inserção. Podese inferir que as trajetórias profissionais passam a ser de competência tão somente dos
indivíduos.
Vale ressaltar que a noção de empregabilidade caminha junto com a noção de
empreendedorismo. Todos precisam ser empreendedores de si mesmos. Como se disse
anteriormente, uma nova sociabilidade se estabelece para fazer frente aos desafios
colocados pela reestruturação produtiva. Já que os velhos mecanismos não valem mais,
cabe aos indivíduos criarem novas formas que possibilitem a sua inserção, mesmo que
na maioria das vezes esta se dê de forma precarizada e instável. Grosso modo, poder-seia dizer que estes elementos são os que caracterizam o processo de precarização
estrutural do trabalho, tal como destacado na literatura.
Um desdobramento desse processo tem sido observado. Expulsos de outros setores da
economia e encantados com o discurso da empregabilidade/empreendedorismo os
indivíduos começam a se deslocar para o setor de serviços. Este é o setor que mais
cresceu nas últimas décadas.
No setor de serviços encontramos, por exemplo, indivíduos envolvidos com as artes de
maneira geral; são estes indivíduos os responsáveis pela produção de um conjunto de
bens cuja marca é a intangibilidade. Trata-se de produtos de um trabalho definido como
imaterial. Segundo ALVES (2007), corresponde ao “trabalho que produz produtosmercadorias
imateriais,
vinculados
às
atividades
desenvolvimento e pesquisa, comunicação e cultura, etc”.
de
marketing/propaganda,
Aí é que se encontram os indivíduos que serão o objeto desta investigação. Trata-se de
atores do Grupo Cuíra e músicos da Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz - OSTP, logo
trabalhadores envolvidos com o trabalho imaterial.
Supomos que na produção de sua arte estes trabalhadores enfrentam condições de
trabalho adversas, tal qual qualquer indivíduo que pertencente à classe-que-vive-dotrabalho†. Dito de outro modo, estes trabalhadores, quando na produção de mercadorias
imateriais, estão submetidos à mesma materialidade/objetividade dos constrangimentos
das condições de trabalho, como todo e qualquer trabalhador. O que se propõe então é
abordar as condições sociais e materiais de produção e reprodução dos indivíduos
dedicados a atividades artísticas, cujos bens resultantes são imateriais, a partir destes
dois grupos na cidade de Belém, Estado do Pará.
Desta forma, a proposta de investigação ora apresentada estará norteada por algumas
questões, dentre as quais destacamos:
Como se dá a formação e a profissionalização dos artistas? De que forma se dá sua
inserção no mercado de trabalho? Quais relações sociais estabelecem na realização do
trabalho e no desenvolvimento das carreiras artísticas? Quais as condições concretas em
que seus trabalhos são desenvolvidos?
Tratando-se de ramos que requerem qualificações muito especiais é possível indagar,
ainda, em que medida se formam determinados nichos de pessoal a ser recrutado, certas
‘comunidades’ de artistas. Assim sendo, quais os mecanismos pelos quais se tem acesso
a esses nichos? Ademais, como conciliar a disponibilidade para o trabalho artístico com
a necessidade de conciliá-lo com ocupações paralelas?
2- JUSTIFICATIVA
A abertura do Teatro da Paz se deu em 15 de fevereiro de 1878 pela Companhia do ator
pernambucano Vicente Pontes de Oliveira com o drama As duas órfãs, do escritor
†
Ricardo Antunes considera que a classe-que-vive-do-trabalho seria uma
ampliação abrangente e contemporânea da classe trabalhadora que deve
incorporar ”também aqueles e aquelas que vendem a sua força de
trabalho em troca de salário, como o enorme leque
de trabalhadores
precarizados, terceirizados, fabris e de serviços, part-time, que se
caracterizam pelo vinculo de trabalho temporário, pelo trabalho
precarizado, em expansão na totalidade do setor produtivo {...} além,
naturalmente, da totalidade de trabalhadores desempregados que se
constituem nesse monumental exercito industrial de reserva”. (ANTUNES,
Ricardo.O caracol e sua concha: ensaios sobre a nova morfologia do
trabalho. São Paulo: Boitempo, 2005).
francês A. D’ Ennery. O Teatro viveu gloriosamente nos tempos da borracha, mas
também conheceu tempos difíceis. Cabe lembrar aqui que a construção do Teatro estava
relacionada a um projeto de urbanização e embelezamento da cidade em função das
demandas culturais de segmentos sociais dominantes, ligados especialmente às
atividades de exploração e exportação da borracha.
A primeira formação orquestral se deu com os músicos aqui chegados com as
Companhias de Ópera; alguns destes músicos não retornavam aos seus locais de origem
e, assim, foram-se criando os primeiros grupos musicais vinculados ao Teatro da Paz
Desconhece-se qualquer registro de como se davam as relações de trabalho destes
primeiros músicos ligados à orquestra do Teatro da Paz.
Hoje o Teatro da Paz possui uma orquestra denominada Orquestra Sinfônica do Teatro
da Paz - OSTP cuja criação data de 16 de dezembro de 1996. Segundo informação
obtida no site da instituição (www.fcg.pa.gov.br/grupos/orquest.html) a criação da
Orquestra foi o resultado de esforço conjunto da Fundação Carlos Gomes, Secretaria de
Cultura do Estado, do município, do Teatro da Paz e BANPARÁ, que inicialmente
participou do projeto patrocinando a Orquestra.
Seu primeiro regente foi o maestro Andi Pereira; posteriormente a direção musical foi
assumida pelo Maestro Barry Ford (EUA). Desde 2005 a orquestra é dirigida pelo
Maestro Matheus Araújo. A OSPT conta hoje com 49 membros, sendo que 18 são
mulheres e 31 homens. A maioria destes membros teve sua formação musical na
Fundação Carlos Gomes.
A Sociedade Civil Grupo Cuíra do Pará foi “formada por jovens atores egressos da
Sociedade Civil Grupo Experiência” (LIMA, 2005: 25), em 1982. O Grupo conta hoje
com cerca de 8 (oito) integrantes e até 2002 o Grupo foi responsável pela criação de 15
produções artísticas. (Idem)
Todos os membros do Grupo Cuíra desenvolvem trabalhos paralelos à atividade de ator.
São indivíduos que fazem teatro, mas para fazê-lo precisam buscar outras fontes de
renda que possibilitem a sua manutenção e de seus familiares.
Neste estudo partimos do pressuposto de que tanto a OSTP como o Grupo Cuíra, nos
seus fazeres, produzem trabalho imaterial. Estes trabalhadores das artes, como se disse
anteriormente, quase sempre não vivem somente de sua arte. Pelo contrário, para fazê-la
precisam estar vinculados a outras atividades. Isso significa que freqüentemente
trabalham intensiva e precariamente. Os músicos e os artistas de teatro, normalmente,
tornam-se polivalentes, pois buscam complementação de suas rendas aceitando tocar, ou
encenar, em eventos diversos. O trabalho na noite é também uma opção de renda.
Muitas vezes a atividade principal ou a complementar é que subsidiará o seu fazer arte.
Este é o mundo do trabalho imaterial que nos interessa conhecer com mais profundidade
e sistematização. Vale destacar que inexistem estudos na perspectiva da sociologia do
trabalho sobre essas categorias profissionais nesta região, tal como o estudo aqui
proposto, daí o interesse em sua realização. Por outro lado, convém também lembrar a
importância social e cultural dessas categorias no contexto regional e, mesmo, nacional.
A região amazônica, por sua história social peculiar, destaca-se por uma rica produção
cultural, com uma síntese original de contribuições locais e externas, tal como se pode
inferir pela própria trajetória do Teatro da Paz e pelo sucesso alcançado por algumas
produções teatrais da região, embora devamos também constatar sua reduzida
capacidade de difusão em comparação aos produtos culturais das regiões centrais do
país. Essas são preocupações adicionais que nortearam a elaboração deste projeto.
Pretende-se, igualmente, reconstruir as relações de trabalho em que a arte dos músicos
do Teatro da Paz era produzida no passado e verificar se houve mudanças significativas
no momento atual, em que o Teatro possui uma Orquestra oficializada, fruto de uma
convergência de iniciativas públicas e privadas.
O interesse por compreender as relações de trabalho existentes em uma orquestra, para
depois compará-las com outro grupo que por natureza não possui relações de trabalho
protegidas, o Grupo Cuíra, é significativo no sentido de evidenciar semelhanças e
diferenças nas relações de trabalho destas duas organizações. Significa, também, que
queremos trazer à luz a organização do trabalho que possibilita o aparecimento da obra
artística, bem como as relações sociais que são construídas neste percurso profissional.
A investigação proposta se justifica, como dito acima, pela constatação da inexistência
na cidade de Belém, de trabalhos que se proponham a mergulhar no espaço onde é
desenvolvido o trabalho imaterial. Aliás, no Brasil, só muito recentemente a sociologia
do trabalho vem mostrando interesse sobre o que se passa nos espaços onde o trabalho
imaterial relacionado às artes é produzido. Trabalhos como os de SEGNINI (2003),
(2007), COLI (2007) são os mais recentes.
Vale ainda notar que, em geral no mercado das artes se dá muita visibilidade às obras
em si e encobre-se com um grande véu a organização do trabalho que possibilita sua
elaboração
e
seu
brilho.
Em
particular,
quanto
às
estratégias
de
seus
produtores/trabalhadores para garantir um nível de renda, se manter no ramo e alimentar
as redes de sociabilidade que asseguram tanto sua inserção quanto o acesso a outros
meios de vida que lhes permitam sobreviver em um setor flutuante. De particular
interesse neste projeto é a possibilidade de examinar as similitudes e diferenças entre o
trabalho relativamente mais estável na OSTP e o mais instável do Grupo Cuíra.
Desta forma justificamos a escolha do trabalho de músicos de orquestras vinculados a
teatros públicos e atores de grupos teatrais privados como objeto desta pesquisa.
3-OBJETIVOS
3.1. GERAL: Conhecer as condições de produção e reprodução do trabalho de músicos
e atores, respectivamente membros da OSTP e do Grupo de Teatro Cuíra, na cidade de
Belém, Estado do Pará.
3.2. ESPECIFICOS:
a) Traçar o perfil sócio-econômico e as trajetórias profissionais dos trabalhadores da
OSTP e do Grupo de Teatro Cuíra;
b) Identificar as relações de trabalho nesses grupos, incluindo os processos de
recrutamento, em perspectiva sincrônica e diacrônica.
d) Identificar as representações que os trabalhadores da OSTP e do Grupo de Teatro
Cuíra têm de seus trabalhos;
h) Identificar as relações sociais construídas na realização de seus trabalhos e no
desenvolvimento de suas carreiras, relevando a pertinência ou não de laços sociais
personalizados na constituição das carreiras.
e) Analisar como enfrentam as necessidades de atualização de suas capacidades de
trabalho de maneira a se manterem empregáveis, identificando os recursos de que
lançam mão, tais como acesso a tecnologias de informação e comunicação,
deslocamentos para qualificação e, ainda, se há programas de capacitação adequados na
região.
4 – METODOLOGIA
A compreensão ou explicitação de aspectos da realidade podem ser realizadas das mais
diversas formas; a escolha de uma delas vai depender da perspectiva teórica do
investigador. Neste estudo, procura-se obter a compreensão do objeto através de sua
contextualização histórica por se entender que este é o caminho que possibilitará uma
apreensão mais completa e complexa do objeto considerado. Isso quer dizer que o
trabalho dos sujeitos envolvidos com a produção das artes, aqui compreendido como
trabalho imaterial, só pode ser entendido no contexto complexo das relações sócioeconômicas e culturais que o engendram.
Ao longo do estudo faremos uma revisão na bibliografia que trata de questões relativas
ao objeto da pesquisa. Documentos que clarifiquem as relações de trabalho na OSTP,
assim como a trajetória do Grupo Cuíra, serão também buscados.
Pretendemos trabalhar com uma amostra significativa na obtenção dos dados primários.
Como a proposta é conhecer as relações de trabalho nos dois grupos e as prováveis
repercussões destas relações tanto do ponto de vista da carreira quanto da articulação
entre trabalho e vida privada, consideramos ser importante privilegiar a ótica
qualitativa, juntamente com a realização de um survey para traçar o perfil sócioeconômico e a mobilidade ocupacional. Para este procedimento, pretende-se atingir a
totalidade dos membros do Grupo Cuíra e 80% dos membros da Orquestra Sinfônica do
Teatro da Paz.
Uma vez que pretendemos conhecer a evolução temporal das relações de trabalho,
necessário então se faz o contato com artistas que fizeram parte da OSTP antes de sua
constituição oficial atual, assim também com aqueles que exerciam sua direção.
A coleta de informações que possibilitem a consecução dos objetivos que a pesquisa se
propõe será feita com a utilização da entrevista semi-estruturada e da aplicação da
técnica da história de vida junto a artistas selecionados, situados em diferentes níveis
hierárquicos.
Análises comparativas serão produzidas com as informações obtidas.
5- METAS
1- Elaboração de relatório parcial, ao final do primeiro semestre, além do relatório
final.
2- Realização de um seminário acadêmico para apresentação dos resultados da
pesquisa na UFPA, aberto também para os sujeitos investigados.
3- Apresentação dos resultados do estudo em seminário organizado no Centro de
Investigação Socius, da Universidade Técnica de Lisboa, em dezembro de 2008
,como parte das atividades previstas no Projeto Organizações, trabalho e
sociabilidade no contexto da mundialização: integração de estudos em
Moçambique, Angola, Portugal e Brasil (Amazônia).
4- Publicação dos resultados através de dois artigos em periódicos especializados;
5- Contribuir na formação de recursos humanos para pesquisa com o engajamento
de dois alunos de graduação do Curso de Ciências Sociais no processo de
pesquisa.
6- Apresentação dos resultados em evento científico nacional e local, este último
envolvendo a apresentação pelos alunos no Seminário de Iniciação Científica da
instituição.
6 – BIBLIOGRAFIA
ALVES, Giovanni. Dimensões da reestruturação produtiva – ensaio de sociologia do
trabalho. Londrina: Práxis; Bauru: Canal 6, 2007.
ANTUNES, Ricardo. A era da informatização e a época da informalização: riqueza e
miséria do trabalho no Brasil. In: ANTUNES, Ricardo (org.). Riqueza e miséria do
trabalho no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2006.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
COLI, Juliana. Precarização do trabalho imaterial: o caso do cantor do espetáculo lírico.
In: ANTUNES, Ricardo (org.). Riqueza e miséria do trabalho no Brasil. São Paulo:
Boitempo, 2006.
LIMA, Wlad. Dramaturgia pessoal do ator. Belém: Grupo Cuíra, 2005.
MATTOSO, Jorge Eduardo Levi. Transformações econômicas recentes e mudanças no
mundo do trabalho. IN: OLIVEIRA, Marco Antonio de (org). Economia e trabalho:
textos básicos. Campinas, São Paulo: UNICAMP. IE, 1998.
SEGNINI, Liliana Rolfesen Petrilli. Acordes dissonantes: assalariamento e relações de
gênero em orquestras. In: ANTUNES, Ricardo (org.). Riqueza e miséria do trabalho no
Brasil. São Paulo: Boitempo, 2006.
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