PERFIL DAS ESCOLAS TRABALHADAS NO PIBID DE FÍSICA/EAD NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
Regina Lélis de Sousa
Curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal do Tocantins [email protected]
Patricia Martins Guarda
Curso de Licenciatura em Física EAD e Curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal do
Tocantins [email protected]
Este trabalho objetiva comparar as escolas em que estão inseridos os alunos do
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) vinculado ao Curso
de Licenciatura em Física ministrado na modalidade Educação à Distância (EAD) na
Universidade Federal do Tocantins (UFT). O projeto PIBID Física/EAD está em fase
inicial e atualmente conta com 21 alunos de iniciação à docência e 4 supervisores
distribuídos em 4 polos do curso, que distam, respectivamente, 234, 506 e 612 km de
Palmas, onde tem-se um dos polos. Os bolsistas do programa estão atuando em quatro
escolas públicas de educação básica, tendo estas escolas diferenças significativas, não
somente no que se refere ao tamanho e à população dos municípios onde estão
localizadas. Infraestrutura, número de alunos, número de professores e professores que
atuam áreas diversas ou não de suas áreas de formação, assim como número de turmas
e séries são fatores importantes que distinguem estas escolas. Por se situarem em
regiões diferentes do estado, a saber: 2 escolas ao Norte, 1 na região Central e situada
na capital e outra mais ao sul, as unidades escolares estão inseridas em espaços
geográficos com níveis de desenvolvimento social, cultural e econômico muito
distintos, o que torna a realidade da comunidade escolar um objeto único de trabalho.
Faz-se necessário que se desenvolvam meios de ensino e aprendizagem diferenciados,
pois apenas o detalhado conhecimento do ambiente de cada escola fornecerá os
subsídios necessários para a construção de estratégia eficiente para a melhoria de
ensino de física. Outro fator importante, é que dados referentes à realidade escolar e o
conhecimento detalhado de aspectos sociais, econômico e culturais tanto dos alunos
quanto dos professores nos permitem nortear o trabalho e possibilitará o sucesso do
nosso projeto. Por isso, o perfil das escolas é um objeto de investigação e é uma das
primeiras etapas a serem realizadas pelos bolsistas. Após a conclusão deste perfil para
cada escola, poderemos juntos traçar estratégias adequadas à realidade local e tentar
2
construir um ambiente favorável às discussões sobre os mais diversos temas da Física.
Palavras-chave: PIBID, escola pública, formação de Professores de Física.
INTRODUÇÃO
O Plano de Desenvolvimento Institucional 2011-2015 (PDI) da Universidade Federal
do Tocantins (UFT) define que a universidade tem como missão
“Produzir e difundir conhecimentos visando à formação de cidadãos e
profissionais
qualificados,
comprometidos
com
o
desenvolvimento
sustentável da Amazônia.” (PDI, 2011-2015, p. 9).
Tendo por base esta missão, a UFT tem entre suas prioridades a formação de
professores para atuação na educação básica no estado. A deficiência de profissionais
habilitados para lecionar nesta modalidade de ensino não é um problema do Tocantins,
mas um problema nacional (ARAUJO, 2010). Oficialmente, o MEC reconhece a
escassez de mão de obra desde a década de 50. Com a expansão do Ensino Médio, a
situação se tornou dramática. Uma estimativa da escassez de mão de obra qualificada
pode ser obtida analisando a expansão do Ensino Médio. O número de matrículas nesta
modadalidade de educação básica cresceu em 4.42 milhões entre 1991 e 2000
(CUNHA, 2006), mas a capacidade de formar professores não aumentou no mesmo
ritmo. Tomemos, por exemplo, a situação da Física. Estimativas de oficiais do MEC em
2004,
“indicam que há 50.000 vagas não preenchidas de professores de Física no
Ensino Médio, em todo o país. Todos os anos, os cursos de licenciatura em
Física formam pouco mais de 500 professores.” (OLIVEIRA, 2004).
Dados publicados em 2012 (SANTOS, 2012),
“mostram que, para suprir a demanda de professores de física, são
necessários 44.566 professores, e temos, na verdade, dentro da rede
de Educação Básica, apenas 12.355 docentes com formação
3
específica em física.” (SANTOS, 2012, pag. 839).
A política oficial para redução desta carência tem sido focada em aumentar o número
de vagas e também aumentar o acesso às vagas existentes. Para um estado com as
dimensões do Tocantins, a UFT tem testado diferentes políticas para garantir acesso à
educação superior. A estrutura multicampus é uma dessas estratégias. Mas, apesar de
contarmos com 7 campi espalhados pelas diferentes regiões do estado (a saber: regiões
Norte, Centro, Sudeste e Sul), muitos sujeitos ainda não conseguem acesso ao ensino
superior. Neste contexto, a UFT aderiu à modalidade de ensino à “distância” (EAD) e
participa do sistema UAB (Universidade Aberta do Brasil). Para gerenciar os cursos
ministrados na modalidade a distância, foi criado, em 2006, a Diretoria de Tecnologias
Educacionais (DTE) que é responsável pela modalidade EAD dentro da instituição. O
trabalho do DTE tem como eixo norteador a expansão e interiorização do
conhecimento no Tocantins. São ofertados cursos de graduação, pós-graduação e
extensão. Mas, o objetivo é,
“oferecer, prioritariamente, cursos de licenciatura e de formação inicial e
continuada de professores da educação básica e oferecer cursos superiores
para capacitação de dirigentes, gestores e trabalhadores em educação
básica.” (DTE, 2014).
Atualmente, são ofertados os seguintes cursos de graduação na modalidade EAD:
Licenciatura em Química, Licenciatura em Biologia, Licenciatura em Matemática,
Licenciatura em Física e Bacharelado em Administração Pública. São 12 polos
espalhados pelo estado do Tocantins e para o processo seletivo 2014.2, estão sendo
ofertadas 781 vagas distribuídas em 16 polos. O DTE acredita que
“esta modalidade de ensino rompe a “distância” social e cultural
em que se encontra a maior parte das pessoas, principalmente
em nosso estado.” (DTE, 2014).
Também nós compartilhamos deste mesmo entendimento.
A UFT tem como meta ofertar cursos de qualidade para formação inicial e
continuada de professores para atuarem na educação básica no estado. Para fortalecer
estes cursos foi implatado em 2010 o Fórum Permanente das Licenciaturas (UFT,
2010). Dentre as diretrizes norteadoras do Fórum, destaca-se a formação sólida de
profissionais para atuarem na educação básica do estado. Para tal, a interação entre a
universidade e Educação Básica é fundamental e para consolidar e implementar a esta
4
parceria, uma das políticas da UFT é adesão ao programa PIBID - Programa
Institucional de Iniciação a Docência – da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior). A participação da UFT no programa PIBID foi aprovada
em 2008 (CONSEPE, 2008).
Segundo a CAPES, os objetivos do programa PIBID são:
“incentivar a formação de docentes em nível superior para a educação
básica; contribuir para a valorização do magistério; elevar a qualidade da
formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a
integração entre educação superior e educação básica; inserir os licenciandos
no cotidiano de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes
oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas,
tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que
busquem a superação de problemas identificados no processo de ensinoaprendizagem; incentivar escolas públicas de educação básica, mobilizando
seus professores como coformadores dos futuros docentes e tornando-as
protagonistas nos processos de formação inicial para o magistério e
contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos
docentes, elevando a qualidade das ações acadêmicas nos cursos de
licenciatura. ” (PIBID, último acesso em 27/10/14).
Os objetivos do programa estão em consonância com as diretrizes estabelecidas pelo
Fórum Permamente das Licenciaturas, fornecendo o apoio financeiro e logísitco para
consolidação da melhoria na formação dos professores almejadas pela UFT.
Historicamente, a adesão ao PIBID na UFT tem aumentado consideravelmente. Em
2008, apenas 06 cursos de Licenciatura (Ciências Biológicas, Letras, História,
Geografia, Matemática e Ciências – Matemática) participaram do programa, que
atendia escolas situadas em Arraias, Araguaína e Porto Nacional. Em 2010, 12 cursos
de Licenciatura aderiram ao programa e escolas de Tocantinópolis foram inlcuídas no
programa (PIBID, 2011). No último edital lançado pela CAPES (Edital nº 61/2013), 23
subprojetos foram contemplados e estão distribuídos em 11 áreas do conhecimento.
Atualmente, a UFT tem 366 alunos bolsistas que atuam em 30 escolas de Educação
Básica em conjunto com 54 professores supervisores. Destacamos que houve uma
grande avanço neste edital: a inclusão de 03 cursos de Licenciatura ministrados na
modalidade EAD. Os 03 subprojetos contemplados foram dos cursos de Física do Polo
UAB Palmas, de Química do Polo UAB Gurupi e de Química do Polo UAB Porto
Nacional. A importância da participação dos cursos EAD no projeto PIBID tem grande
5
relevância porque concordamos com as reflexões de Angoti (ANGOTTI, 2006) sobre
esta modalidade de ensino:
“Não se trata de “cumpir tabela” ou “cobrir lacunas”, mas sim de garantir o
acesso à Licenciatura, aos sujeitos interessados, com o mesmo potencial
daqueles que frequentam nossas IES, excluídos porque residem e trabalham
em locais distantes dos centros formadores desta área.” (ANGOTTI, 2006).
O projeto PIBID Física/EAD tem grupo de trabalho formado por
21
licenciandos bolsistas, 02 coordenadores de área (professores de magistério superior da
UFT) e 04 supervisores (professores da Educação Básica). Os bolsistas atuam em 04
escolas Estaduais de Ensino Médio localizadas nos municípios de Palmas, Gurupi,
Ananás e Araguatins. Em cada um destes municípios há um polo UAB/UFT e as
Escolas envolvidas no projeto são:
•
o Centro de Ensino Médio Castro Alves (CEMCA), Palmas, TO
•
o Centro de Ensino Médio Bom Jesus (CEMBJ), Gurupi, TO
•
o Centro de Ensino Médio Cabo Aparecido Araujo Paz (CEMCAAP), Ananás,
TO
•
e o Centro de Ensino Médio Antonina Milhomem (CEMPAM), Araguatins, TO.
O número de bolsistas atuando em cada uma das escolas esta resumido na Tabela 1.
Segundo a CAPES, os projetos PIBID devem
“promover a inserção dos estudantes no contexto das escolas públicas desde
o início da sua formação acadêmica para que desenvolvam atividades
didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um
professor da escola.” (PIBID, último acesso em 27/10/14).
Neste contexto, os bolsistas do PIBID Física/EAD inciaram as atividades didáticopedagógicas em março / 2010 nas Escolas de Educação Básica, em ambientes virtuais e
também nos polos UAB/EAD/UFT. A inserção do bolsista no ambiente escolar é
realizada controlodamente com atividades que são planejadas pelos coordenadores e
supervisores e visam a formação do bolsista. Um dos grandes desafios enfrentados
pelo grupo do PIBID/EAD foi a heterogeneidade das escolas de Educação Básica. Duas
das escolas parceiras estão localizadas ao Norte, uma na região Central e situada na
capital e outra mais ao sul. Na Tabela 2, listamos a distância de cada uma destas escolas
da capital do Estado, a população do município onde se localiza a Escola (IBGE, 2014)
e também dados de 2013 para IDHM - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
6
(ATLAS, 2013). Para notear as discussões, é útil utilizar as definições dadas pela
PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Municípios com
valores de IDHM entre 0,800 e 1 têm muito alto desenvolvimento humano, valores no
intervalo de 0,700 a 0,799 são considerados de alto desenvolvimento humano e
municípios com IDHM entre 0,600 e 0,699 são considerados de médio
desenvolvimento humano.
Os dados da Tabela 2, mostram, inequivocamente, que as escolas de Ensino Médio com
as quais trabalhamos neste projeto estão inseridas em espaços geográficos e com níveis
de desenvolvimento social, cultural e econômico muito distintos e, por isso, a
metologia de trabalho com estas escolas não pode ser uniformizada, sendo, portanto,
um desafio inerente à modalidade EAD.
Para que o projeto PIBID Física/EAD seja um projeto bem sucedido na
formação de licenciandos em Física e também contribua para a melhoria de ensino de
Física, o conhecimento das particularidades e especificidade do ambiente escolar é
imprescindível. Os bolsistas foram inseridos de maneira gradual no ambiente de cada
escola. Inicialmente, estudaram o
Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola;
investigaram o histórico escolar, descreveram as relações hierárquicas dentro do
ambiente escolar, mapearam as atividades e projetos desenvolvidos na escola e também
sondaram o espaço e as características físicas do ambiente escolar onde atuariam.
Alguns dos dados referentes ao ambiente escolar e coletados pelos bolsistas estão
resumidos na Tabela 3.
Considerando-se que o estado do Tocantins foi criado em 1988, constata-se que as
escolas foram criadas recentemente. Aparentemente a única excessão seria do CEMBJ,
deve-se ter em mente que esta Escola só passou a ofertar ensino médio em 2001,
ficando portanto incluída na consideração anterior. Apresentamos dados do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para os anos finais do Ensino
Fundamental Regular da rede pública dos municípios onde se localizam as escolas. Os
dados foram coletados no sítio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira - Inep (INEP, 2014). Como referência para subsidiar as
análises, valores de IDEB próximos a 6,0 correspondem a um sistema educacional de
qualidade comparável a dos países desenvolvidos e é a meta a ser alcançada pelo Brasil
7
em 2022. Considere-se ainda que, em 2013, o valor do IDEB – Brasil para o ensino
médio na rede pública foi de 3,7. Os valores listados na Tabela 3 mostram aparente
correlação entre o IDHM e a educação. As escolas de Educação Básica de Palmas e
Gurupi têm desempenho superior às escolas de Araguatins e Ananás, que estão
localizadas em regiões menos desenvolvidas do estado.
Conforme comentamos inicialmente, número de alunos, número de turmas,
número de funcionários, quantidade de exemplares de livros Física para consulta são
fatores importantes que distinguem estas escolas. Depreende-se dos dados coletados
pelos bolsistas, que a infraestrutura básica das escolas é semelhante. Mas, comparando
o número de alunos, número de computadores, número de professores e número de
turmas, conclui-se que a infraestrutura do CEMBJ é superior àquela encontrada nas
demais escolas.
As 04 escolas de Educação Básica compartilham da mesma realidade
preocupante que atinge o ensino de Física no Ensino Médio em todo o país. Somente
em Palmas há 01 professor licenciado em Física e, nas demais escolas, este número cai
para zero. Cotejando este número com o número de turmas de cada escola, percebemos
a gravidade da situação. Dados de 2007 mostram que no Brasil apenas 25% dos
professores que ministram Física para o Ensino Médio são Licenciados em Física,
equanto 34% são licenciados em Matemática (SANTOS, 2012). A situação poderia não
ser alarmente se as políticas oficiais voltadas para a formação de professores
estivessem suprindo vagas. Mas, tendo ainda por base os dados de 2007, constata-se
que apenas 57% das vagas de ofertadas nos cursos de Licenciatura em Física no Brasil
são preenchidas. E, dos inscritos, apenas 11% concluem o curso (SANTOS, 2012,
ANGOTTI, 2006). Os dados listados na Tabela 3 são, de fato, preocupantes. Analisando o
número de professores licenciados em Matemática, deduzimos que parte deles devem ministrar
Física. Mas, novamente, com o número de turmas de Ensino Médio em mente, conclui-se que
uma parcela dos professores que ministram Física são formados em outras áreas. Mais uma
vez, a situação é compatível com o cenário nacional. Estas constatações se juntam a outros dois
dados chocantes listados na Tabela 3: número de laboratório de Física / Ciências e número
de laboratórios de Física em atividade. É consenso que as aulas de laboratório são
imprescindíveis para o entendimento dos conceitos físicos. Um curso de Física sem aulas
experimentais é inconcebível. A análise destes dados mostra que a situação é gravíssima e o
licenciando em Física encontra uma situação realmente complicada. Neste sentido, a inserção
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do bolsista na escola irá prepará-lo para a situação que encontrará futuramente no mercado de
trabalho. Nenhuma disciplina da graduação poderia fornecer os conhecimentos para enfrentar
esta realidade. É certamente um privilégio poder se inserir no ambiente escolar e ter a
oportunidade de propor inovações metodológicas e ações no campo real. Os bolsitas do PIBID
estão tendo uma oportunidade única de refletir sobre as diferenças regionais no estado e sua
influência no ambiente de trabalho. Muito importantemente, as atividades sendo desenvolvidas
no PIBID Física/EAD mostram aos futuros professores que é preciso ter estratégias
claras que permitam discutir Física nos cursos de Educação Básica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apresentou-se uma discussão sobre as etapas iniciais de inserção em ambiente
escolar dos bolsistas do projeto PIBID Física/EAD na UFT. O foco das discussões
foram os desafios inerentes ao trabalho na modalidade à distância. Tendo por base os
dados coletados sobre o perfil de cada uma das escolas de Educação Básica
participantes do projeto, constatou-se que a realidade escolar era bastante diversa.
Assim sendo, o desenvolvimento de uma metodologia de trabalho adequada a cada um
dos ambientes escolar mostrou-se de extrema importância. Este é um desafio inerente
ao projeto PIBID em questão estar vinculado à licenciatura na modalidade EAD. Os
demais projetos PIBID, que estão associados aos cursos presenciais, não enfrentam
estes desafios, uma vez que as escolas parceiras estão em uma mesma região
geográfica. Certamente, os desafios encontrados contribuem para a formação
profissional única dos licenciandos bolsistas. Ficou evidenciado que é fundamental um
conhecimento do contexto escolar para nortear o trabalho com os estudantes e também
o trabalho no ambiente escolar. Conforme comentamos inicialmente, é preciso traçar
estratégias adequadas à realidade local e tentar construir um ambiente favorável às
discussões sobre os mais diversos temas da Física. A experiência vivenciada nos
estágios iniciais de inserção no ambiente escolar enriqueceu o arcaboço de ferramentas
que os futuros professores disporão para enfrentar a realidade de um professor de
Educação Básica. O PIBID Física/EAD ainda tem muitos desafios a serem vencidos e
estamos na fase inicial do trabalho, mas até o momento temos relativo sucesso em
enfrentar problemas específicos de um projeto desta envergadura executado na
modalidade EAD. Em um contexto geral, esperamos que a experiência propiciada pelo
9
projeto tenha uma contribuição positiva e fortaleça as discussões acerca do processo
ensino-aprendizagem nos cursos de licenciaturas ministrados na modalidade educação à
distância na UFT.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
PDI - PLANO de Desenvolvimento Institucional 2011-2015 (PDI) da Universidade
Federal
do
Tocantins.
Programas
Institucionais.
PIBID.
Disponível
em:
<http://WWW.site.uft.edu.br/>. Acesso em: 28 outubro de 2014.
ARAUJO, Renato Santos; VIANNA, Deise Miranda. A história da legislação dos
cursos de Licenciatura em Física no Brasil: do colonial presencial ao digital a distância.
Revista Brasileira de Ensino de Física. São Paulo, vol. 32, nº 4, pag. 4403, 2010.
CUNHA, Silvio Luiz Souza. Reflexões sobre o EAD no Ensino de Física. Revista
Brasileira de Ensino de Física. São Paulo, vol. 28, nº 2, pag. 151-153, 2006.
OLIVEIRA, Paulo Murilo Castro de. Estamos avaliando bem os candidatos à docência
no ensino superior? Revista Brasileira de Ensino de Física. São Paulo, vol. 26, nº 3,
pag. i - Editorial, 2004.
SANTOS, Cintia Aparecida Bento dos; CURI, Edda. A formação dos professores que
ensinam Física no Ensino Médio. Ciência & Educação. São Paulo, vol. 18, nº 4, pag.
837-849, 2012.
DTE - DIRETORIA de Tecnologias Educacionais da Universidade Federal do
Tocantins. Disponível em: <http://ww1.uft.edu.br/dte/>. Acesso em: 27 outubro de
2014.
UFT, Universidade Federal do Tocantins. Regimento do Fórum Permanente das
Licenciaturas da Universidade Federal do Tocantins. 2010. Disponível em:
<http://ww1.uft.edu.br/>. Acesso em: 28 outubro de 2014.
CONSEPE – Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do
Tocantins. In: Resolução CONSEPE N.° 10/2008: Aprovação da participação da UFT
no Programa de Bolsa Institucional de Iniciação à Docência – PIBID. Palmas, 2008.
10
PIBID - Programa de Bolsa Institucional de Iniciação à Docência. Disponível em:
<http://www.capes.gov.br/educacao-basica/capespibid>. Acesso em: 28 outubro de
2014.
PIBID - Programa de Bolsa Institucional de Iniciação à Docência da UFT, 2011.
Disponível
em:
<http://www.site.uft.edu.br/component/option,com_docman/Itemid,291/task,doc_detail
s/gid,3978/>. Acesso em: 28 outubro de 2014.
ANGOTTI, José André Peres. Desafios para a formação presencial e a distância do físico
educador. Revista Brasileira de Ensino de Física. São Paulo, vol. 28, nº 2, pag. 143150, 2006.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo 2010. Brasília. Disponível
em <http://www.cidades.ibge.gov.br/>. Acesso em: 28 outubro de 2014.
ATLAS – 2013 - Atlas do Desenvolvimento Humano (Mantido pela parceria entre o
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD; Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada – IPEA e Fundação João Pinheiro). Dados extraídos dos Censos
Demográficos
de
1991,
2000
e
2010.
Disponível
em
<http://www.atlasbrasil.org.br/2013/>. Acesso em: 28 outubro de 2014.
INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep.
Dados baseados no Censo Escolar, Prova Brasil e avaliações do INEP. Disponível em
<http://portal.inep.gov.br/web/portal-ideb/>. Acesso em: 28 outubro de 2014. (INEP,
2014).
Tabela 1: Número de bolsistas do PIBID atuando em cada uma das 04 Escolas de Educação Básica que
participam do projeto PIBID Física/EAD. As siglas estão definidas no texto.
N0 de bolsistas
CEMCA
CEMBJ
CEMCAAP
CEMPAM
04
05
06
06
Fonte: Subprojeto PIBID Física/EAD, 2014 (PIBID, 2014).
Tabela 2: Distância (Km), população e IDHM dos munícipios onde se localizam as 04 Escolas de
Educação Básica que participam do projeto PIBID Física/EAD. As siglas utilizadas na tabela estão
definidas no texto.
11
Distância
de
Palmas (Km)
CEMCA
CEMBJ
CEMCAAP
CEMPAM
0
234
506
612
População
município
do
228.332
76.755
9.865
31.329
IDHM
município
do
0,788
0,759
0,671
0,631
Fonte: Dados adaptado do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e obtidos por meio do
Censo 2010 (IBGE, 2014) e do Atlas do Desenvolvimento Humano 2013 (ATLAS, 2013).
Tabela 3: Dados coletados pelos bolsistas do projeto PIBID Física/EAD para caracterização do perfil das
04 Escolas de Educação Básica integrantes do projeto. As siglas estão definidas no texto. No item turno,
as siglas M, V e N substituem as palavras Matutino, Vespertino e Noturno. A sigla OBF é uma abreviação
para Olimpíada Brasileira de Física.
Ano
Fundação
de
IDEB (2013)
CEMCA
CEMBJ
CEMCAAP
CEMPAM
2001
1966
2002
2000
4,6
4,1
3,8
3,8
0
1360
685
538
1169
0
58
32
39
62
M / V/ N
M / V/ N*
M / V/ N
M / V/ N
34
21
17
28
de
31
24
16
34
N0
de
professores
formados
em
Física
01
0
0
0
N0
de
professores
formados
em
Matemática
05
04
04
03
N0 laboratório
de Informática
01
02
01
01
N0
de
computadores
20
45
18
17
Acesso
internet
sim
sim
sim
sim
10 (01
08
02
04
N de alunos
N
de
funcionários
Turno
0
N de turmas
N0
professores
Projetor
à
12
multimídia
0
funcionando)
N exemplares
de livros Física
para consulta
60
43
120
35
N0 laboratório
de Física /
Ciências
01 (móvel)
01
01 (móvel)
01 (móvel)
N0 laboratório
de Física em
atividade
0
0
0
0
Participação na
OBF
não
sim
não
sim
Auditório
não
sim
sim (quadra)
sim (quadra)
Fonte: Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foram adaptados do Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep (INEP, 2014).
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