MONTEIRO LOBATO E A (R)EVOLUÇÃO LITERÁRIA Juliana Cristina Garcia (UFSC) Já virou lugar-comum afirmar que Monteiro Lobato foi um revolucionário. Biógrafos e pesquisadores da vida do criador do Sítio do Pica Pau Amarelo já utilizaram esse clichê e até mesmo o próprio Lobato assim se considerava. Entretanto, em meio a tantos adjetivos que podem definir o autor, revolucionário parece ser o que melhor o classifica. A partir da afirmação de que Monteiro Lobato mudou a história da literatura no Brasil em diversos aspectos, o objetivo desse ensaio é mostrar de que modo revolucionou a literatura brasileira, não com suas grandes obras literárias, como Urupês, Cidades Mortas, Negrinha e toda a vasta produção infantil, mas sim, como editor de uma revista e fundador de três editoras no século XX. Lobato nasceu 1 menos de oitenta anos depois da chegada oficial do papel e da imprensa no Brasil, vindos em 1808 com a Família Real, e a partir de seu estabelecimento como intelectual e editor, o ramo editorial mudou completamente em nosso país, com um aumento significativo na produção e na venda de livros. As grandes mudanças começaram a ocorrer a partir do final da década de 1910, cinco séculos após a invenção da imprensa na Europa. Publicações em território nacional demoraram para se tornarem corriqueiras. Até o ano de 1914, havia poucas casas editoras no Brasil, e muitos livros ainda eram enviados para serem publicados na Europa. Por esse motivo, há quem afirme que a indústria livreira no Brasil deva ser dividida em dois períodos: antes de Monteiro Lobato e depois de Monteiro Lobato 2, pois a (r)evolução do mercado editorial brasileiro iniciou quando ele adquiriu a Revista do Brasil, e continuou com as demais editoras que o escritor e editor viria fundar. A Revista do Brasil, primeira empreitada de Monteiro Lobato como editor, foi lançada no mês de janeiro de 1916, com direção de Luís Pereira Barreto, Júlio Mesquita e Alfredo Pujol, e com Plínio Barreto como redator-chefe, todos eles amigos do escritor Monteiro Lobato, que era leitor assíduo da Revista. Dois anos depois de seu 1 Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, em 18 de abril de 1882. Ribeiro (s/d, p. 101) afirma que o editor e escritor Nelson Palmas Travassos, autor de A história da indústria do livro no Brasil, fez tal classificação de períodos editoriais. 2 700 lançamento, Lobato percebeu que a temática nacionalista da Revista começou a mudar, sofrendo influências estrangeiras. Dessa forma, em maio de 1918, o criador do Jeca Tatu decidiu comprá-la (HALLEWELL, 1985), investindo o dinheiro que havia recebido com a venda da fazenda Buquira, herdada de seu avô. Passou assim a ser seu dono e diretor, iniciando, então, diversas inovações em sua edição. Como dono da Revista, passou a publicar também alguns livros com o selo Revista do Brasil. Logo em 1918 lançou o seu livro Urupês, que na primeira edição vendeu mil exemplares em um mês e seria reeditado mais duas vezes no mesmo ano. Ainda em 1918, Lobato lançou O problema vital, de sua autoria. Somente a partir de 1919, outros autores como Lima Barreto, Valdomiro Silveira e Cornélio Pires tiveram livros editados com o selo da Revista. Com a consciência de que os brasileiros eram aptos à leitura, mas que não havia interação leitor/livro devido ao difícil acesso ao material, Lobato percebeu que para vender livros era necessário que eles estivessem ao alcance da população. Dessa forma, criou uma rede de distribuição de livros, espalhando o material por todo o país, mesmo sendo escassos os meios de transporte da época. Na sua maioria, os livros eram distribuídos por trem e navio. Lobato afirma, em entrevista publicada na obra “Prefácios e entrevistas” que: Aquela mercadoria que produzíamos ― „livro‟ ― era uma mercadoria sem bocas de escoamento. Não havia pelo país inteiro mais que umas 40 ou 50 livrarias. Ora, como pensar numa indústria assim, sem saída para os seus produtos? E a Grande Ideia veio: romper aquela barragem, rasgar seteiras na muralha, levar os livros até onde houvesse um grupo de fregueses potenciais. (LOBATO, 1959, p. 253) Um dos maiores feitos de Lobato enquanto editor foi a grande rede de distribuição de livros que criou. Bignotto (2007) afirma que, para distribuir livros pelo território nacional, Monteiro Lobato enviou uma circular para os comerciantes de inúmeras cidades, propondo aos donos de comércio a venda de livros por consignação, enfatizando que eles não teriam prejuízo algum no caso de não conseguirem vender. Segundo Lobato (1959), “nenhum dos nomes convidados pela circular recusou o bom negócio”, ampliando os locais de venda para 1300. Com essa iniciativa, o editor distribuiu livros para inúmeras cidades brasileiras, tornando-os acessíveis, como desejava. 701 Embora acreditasse que vender livros por consignação fosse um negócio arriscado devido aos possíveis calotes, considerava essa a única saída para que o livro se tornasse um objeto conhecido da população. Sem a distribuição, seria necessário deslocar-se até as grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro para comprar um livro. Luxo que cabia a pouquíssimos brasileiros. Lobato criou também uma estratégia para conseguir novos assinantes para a Revista. Conseguiu o endereço dos leitores existentes em algumas cidades e enviou para eles o prospecto da Revista. Assim, de 12 novos assinantes que aumentavam por mês, o número passou a 150, aproximadamente. Para divulgar a Revista, investiu em propaganda e, em 1919, contava também com amigos literatos. Esses autores que auxiliavam na divulgação e arrecadação de assinaturas foram escolhidos por Lobato por estarem afixados em lugares estratégicos no interior dos estados. Esse trabalho seria compensador tanto ao editor, por ampliar o número de assinantes, quanto aos autores, que geralmente tinham suas obras publicadas pela Revista (BIGNOTTO, 2007). Em 1925, devido a diversas dificuldades, especialmente financeiras, Monteiro Lobato decide encerrar as publicações da Revista do Brasil, tendo ela sua última edição em maio desse ano, após 113 edições. Ao longo dos “sete anos de sua primeira aventura editorial ele conseguiu revolucionar todos os aspectos da indústria” (HALLEWELL, 1985, p. 250), como foi e ainda será visto nesse ensaio. Paralelamente às publicações da Revista do Brasil, em meados de 1920, surgiu a primeira editora de Monteiro Lobato ― Monteiro Lobato e Companhia ― tendo como sócio o jovem Octalles Marcondes Ferreira, de 19 anos. Começando a operar em julho, a nova editora cria uma cadeia de vendedores espalhados pelo país e entra no mercado publicando livros em escala crescente. Todos os serviços foram reorganizados no sentido de incrementar a produção e, com isso, ao término do segundo semestre de 1920, o capital ascendia a 130 contos, tendo sido impressos sessenta mil volumes. (AZEVEDO, et al. p. 130) Com o aumento do número de pontos de venda de livros, a produção começou a crescer. Os livros, antes publicados em centenas, passaram a ser publicados aos milhares. Com a Monteiro Lobato & Companhia, o editor publicava geralmente quatro mil livros de cada edição. 702 Com as inovações de Lobato, o estilo e a qualidade das edições melhoraram. O editor mudou a programação visual dos livros, deixou-os mais atrativos, contratando artistas para fazer as capas e as ilustrações de seu recheio. O novo padrão gráfico era colorido e atraente. “O hábito, na época, eram capas tipográficas, em geral amarelas, cópia das populares edições francesas. Ele mudou tudo, inclusive o formato clássico, e vestiu as brochuras de capas desenhadas, coloridas, moda que pegou e ainda perdura.” (CAVALHEIRO, 1955, p. 245). Bons exemplos de capas atrativas são as obras “Esfinges”, de Francisca Julia e “Trovas de Espanha”, de Afonso Celso, publicadas em 1921 e 1922, respectivamente, ambas com ilustrações e muitas cores. Antes de Lobato, obras ilustradas eram praticamente inexistentes. Chamou artistas como J. Wasth Rodrigues, Rui Ferreira, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Correia Dias e muitos outros para criarem belas ilustrações que seriam inseridas nas capas ou ao longo das histórias (CAVALHEIRO, 1955, 250). No comando da Monteiro Lobato e Companhia, Lobato fez surgir uma grande quantidade de novos talentos literários. Léo Vaz, Hilário Tácito, Oliveira Viana e Paulo Setúbal foram alguns dos autores novos que foram lançados por Monteiro Lobato. Com a ideia de lançar autores novos, o editor fez com que sua editora recebesse inúmeras obras inéditas, que seriam lidas e selecionas por Lobato para a possível publicação. O editor dizia que, por haver uma procura tão grande por publicações, era sua editora que estava revelando obras escondidas em fundos de gavetas há muitos anos. “Em qualquer dos gêneros editados por Monteiro Lobato, o que se observa é a preocupação da novidade. Seus editados não vinham repetir chavões há muito repisados. As idéias debatidas em tais obras eram novas, como novos os processos do editor.” (CAVALHEIRO, 1955, p. 249). Naqueles tempos, para alguém editar-se entre nós precisava possuir qualquer destas qualidades:ser rico, ter prestígio junto a qualquer medalhão, ou ser filho de pai ilustre. [...] Ora, o sistema de Lobatoeditor consistia em lançar somente novos. Medalhão não entrava para os seus prelos. Não via prazer em soltar livros de múmias acadêmicas, gente rançosa. (CAVALHEIRO, 1955, p. 244) Porém, nem sempre foi possível publicar novos autores. Nos momentos de crise financeira, a editora começou a publicar também livros didáticos, publicações essas que lhes pareceram ser bastante rendosas: 703 [...] o fato de Monteiro Lobato, em fins de 1923, haver decidido editar prioritariamente obras didáticas foi justificado, por ele próprio, como uma necessidade econômica de sobreviver empresarialmente. Não se tratava de um ato intempestivo, mas decidido através da observação empresarial do mercado, segundo constavam os editores desde Garnier e Francisco Alves na segunda metade do século XIX. (Koshiyama, 2006, p. 18) Em 1924, Lobato decidiu ampliar os negócios. Comprou maquinário novo e importado dos Estados Unidos e da Europa, e precisou mudar a editora para um lugar mais amplo. Seria no Brás o berço de sua mais nova editora, a Companhia GráficoEditora Monteiro Lobato. Com escritórios localizados no Palacete São Paulo, nascia a segunda editora de Monteiro Lobato, contando com sessenta sócios fundadores, muitos deles sócios também na Monteiro Lobato e Companhia. O grande negócio contava com cerca de duzentos funcionários, que manipulavam “equipamentos para costura, encadernação e acabamento” (AZEVEDO, et al, p. 137), produzindo livros com alta qualidade. A nova editora de Lobato “não deitara apenas sombra às concorrentes. Abafaraas inteiramente. Tomara conta do mercado” (CAVALHEIRO, 1955, p.248). Essa afirmação é comprovada ao observar o catálogo de publicações da Companhia GráficoEditora Monteiro Lobato, no ano de 1924. A diversidade de assuntos e gêneros publicados é incomensurável. Publicou gêneros como poesia, conto, romance e ensaio, e inúmeros assuntos como filologia, sociologia, medicina, história, geografia, entre outros. Embora com um negócio grandioso, o editor precisou parar de priorizar a publicação dos novos autores. Com a experiência que obteve antes da Gráfico-Editora, percebeu que havia outras publicações que geravam mais lucros, como os livros didáticos. Dessa forma, devido a dificuldades financeiras, passou a editar grandes nomes da literatura nacional e clássicos da literatura estrangeira (KOSHIYAMA, 2006). “Lobato possuía o instinto do negócio. Sabia o que editar. Conhecia a psicologia do leitor. Seus cálculos, embora por vezes exagerados, jamais eram absurdos ou irreais. Não vivia no “mundo da lua”. Pelo contrário. Os pés estavam bem plantados na terra e a cabeça no lugar adequado.” (CAVALHEIRO, 1955, p. 250). Ainda que mantivesse os dois pés bem afixados ao chão, o editor não teve meios de evitar as grandes dificuldades que enfrentaria com seu grandioso negócio. 704 Em julho de 1924, protestos na cidade causaram grandes prejuízos à Companhia. O que havia era a “Revolta Paulista”, conhecida como “Revolução de 1924”, que foi uma revolta dos tenentes em São Paulo, mas que se espalhou também pelo interior do estado. A cidade foi diversas vezes bombardeada, o que causou uma paralisação na empresa por um período de dois meses. A natureza também colaborou para que os negócios não prosperassem. Em 1925 aconteceu uma terrível seca que gerou um caos na energia em São Paulo, fazendo com que a empresa de Lobato pudesse trabalhar apenas duas vezes por semana, por causa da falta de energia provocada pelo racionamento. Continuando a elencar os fatores que levaram ao fim da editora, a falta de estabilidade econômica no país foi outro fator relevante para a extinção da GráficoEditora, que ainda tinha a dívida do novo equipamento editorial para quitar. Desse modo, a Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato decretou falência em 24 de julho de 1925. Foi nesse período que Monteiro Lobato encerrou as publicações da Revista do Brasil. Devido à falência da Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato, o editor colocou seus bens a leilão, a fim de iniciar o pagamento das dívidas formadas. Entretanto, Lobato não deixou o ofício e no mesmo ano da falência, estréia um novo negócio, junto a seu antigo sócio, Octales Marcondes Ferreira, a Companhia Editora Nacional. Com um molde mais singelo, sem a grandiosidade de sua empreitada anterior, mas que viria a dar continuidade ao trabalho editorial que havia iniciado em 1918. Nesse fim de 1925, aos quarenta e quatro anos de idade, Lobato dá um balanço na vida. E verifica que fora rico: de sonhos e esperanças e também de bens materiais. Perdera tudo. Precisa partir da estaca zero. Só possui de seu os 50 contos de capital na Cia. Editora Nacional. Nada mais. Consola-se, no entanto, ao verificar que já circulam mais de 250 mil exemplares de suas obras. E que a fonte principal de renda que lhe resta são essas “mundices da lua” (CAVALHEIRO, 1955, p.331) No início do ano seguinte, 1926, o primeiro livro publicado pela Companhia Editora Nacional era lançado. Meu cativeiro entre os selvagens do Brasil, de Hans Staden, com uma tiragem de três mil exemplares (CAVALHEIRO, 1955, p.100). 705 A nova editora teve um bom começo. Foi lucrativa durante alguns meses apenas, pois em outubro de 1926, as vendas passaram a diminuir, devido a crises internas no país, e nesse mesmo ano, Lobato começava a almejar algo fora do Brasil. No primeiro semestre de 1927, o editor recebeu um convite para trabalhar como adido comercial do Brasil nos Estados Unidos, atividade que “o afastou completamente da direção da Nacional” (HALLEWELL, 1985, p.268). O editor se desligou da direção da editora apenas três meses após sua chegada em Nova Iorque (AZEVEDO et al, 1997, p. 192), deixando-a sob o comando de seu sócio. Sem dúvidas, podemos concluir que o trabalho de Monteiro Lobato como editor foi fundamental para a literatura brasileira. Lobato marcou a história literária no Brasil em todos os meios em que atuou. Como autor, era dono de um estilo próprio e único e dessa forma contemplava um grande público. Acendia polêmicas em seus textos, levando os leitores à reflexão acerca de problemas nacionais, como afirmam os autores de Monteiro Lobato, Furacão na Botocúndia (1997, p. 101). Enquanto editor, não é por ter criado três editoras que pode ser considerado como um grande editor, mas pelo fato de ter feito uma verdadeira revolução no mercado editorial do país na época em que trabalhou no ramo. Como já citado, se destacou por inúmeras razões. Lobato editor inovou na maneira de distribuir livros, na maneira de ilustrar e colorir as capas, na configuração gráfica das obras e até mesmo no pagamento de direitos autorais. Lobato tornou os livros mais atrativos, saindo dos padrões da época que pouco encantava seu público alvo: os leitores. Produziu livros acessíveis à população brasileira. A quantidade de livros publicados e vendidos superou as expectativas do próprio editor, e o maior exemplo disso é sua obra Urupês, que vendeu 30 mil exemplares entre 1918 e 1923 (HALLEWEL, 1985). Com efeito, não podemos perder de vista que o livro não é, apesar de tudo, uma mercadoria como as outras. Ele tem um aspecto nobre, representado por suas origens espirituais e pelos fins a que se destina. Seu emprego próprio não exclui, antes pressupõe, a delicadeza de trato, o bom gosto, a finura intelectual, os ambientes em que a inteligência e não a matérias deve reinar soberanamente. Mesmo quando na mão de um professor ou de um escritor, ele não passa de um “instrumento de trabalho”, de uma “ferramenta”, o livro guarda a sua superioridade própria e venerável de veículo privilegiado, de forma pela qual a idéia se materializa e transmite. Assim, tanto quanto possível, o livro deve ser belo e valioso inclusive como objeto e deve 706 ser agradável à vista e ao tacto, como é agradável à mente. Reduzi-lo à condição de mera mercadoria é vilipendiá-lo, é humilhá-lo na sua natureza e, o que é pior, é tornar o homem indigno dele. (MARTINS, 1998, p. 242) Lobato sempre soube que a leitura era essencial para o desenvolvimento humano. Num país com elevado índice de analfabetismo, estimulou a prática da leitura dos cidadãos, tornando a relação entre leitor e livro muito mais próxima. Como editor teve enorme capacidade de chamar a atenção de jovens e adultos para as obras que publicou. Despertar o povo para a leitura era o desejo predominante de Lobato e o objetivo principal de sua revista e de todas as suas editoras. Conseguiu aumentar o número de locais de vendas de livros de maneira impressionante, assim como o número de obras editadas, vendidas e lidas. Sua finalidade era fazer com que a população tivesse acesso à cultura literária. E foi isso que, de modo revolucionário, conseguiu fazer. REFERÊNCIAS AZEVEDO, Carmen Lucia de; CAMARGOS, Marcia; SACCHETTA, Vladimir. Monteiro Lobato: um furacão na Botocúndia. São Paulo: SENAC, 1997. BIGNOTTO, Cilza Carla. Novas perspectivas sobre as práticas editoriais de Monteiro Lobato. 2007. 415 f. Tese (Doutorado em Letras) – Programa de Pós no Instituto de Estudos da Linguagem. UNICAMP, Campinas, 2007. CAVALHEIRO, Edgard. Monteiro Lobato: vida e obra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1955. HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil. Tradução de Maria da Penha Villalobos e Lólio Lourenço de Oliveira. São Paulo: EDUSP, 1985. KOSHIYAMA, Alice Mitika. Monteiro Lobato: intelectual, empresário, editor. São Paulo: Edusp : Com-Arte, 2006. 707 LOBATO, Monteiro. Prefácios e entrevistas. São Paulo: Brasiliense, 1959. MARTINS, Wilson. A palavra escrita: história do livro, da imprensa e da biblioteca. 3. ed. rev. e atual. São Paulo: Ática, 1998. RIBEIRO, José Antonio Pereira. As diversas facetas de Monteiro Lobato. São Paulo: Roswitha Kempf Editores, s/d. 708