BEATRIZ LILIAN DORIGO FENNER
IvANIA HELENA SCHMIDT ROBBI
MARIA ELIZABETH
QUEVEDO MELO DE MORAES
Que
parte
de mim,
que
eu desconhe90,
e
que
me
guia?
Fernando
Urn estudo
da
influencia
de
animus
na homossexualidade
Monografia
a
Apresentada
Universidade
Tuiuti do
Parana,
como requisito
Parcial
Obtenyao
do Titulo
de
Especialista
em Psicologia
Clinica
Cursa de P6sGraduayao(lato
sensu).
Professor/Supervisor:
Nelia Pereira
da Silva.
CRP - 08/0016
CURITIBA
1998
Pessoa
feminina.
a
f
no
RESUMO
A civilizac;:ao mal despertou
para a magnifica
sintese
do conhecimento
humane realizado
par
C.G.Jung. Ele iniciou sua vida
profissional
com
psiquiatra
e psicoterapeuta
descobrindo
em seus
pacientes,
assim como ern si mesmo
a realidade
da
psique e a fenomenologia
de suas rnanifestac;6es,
num grau de profundidade
que jamais havia
sido
observado.
entaD
reconhece-las
nos produtos
culturais
da
humanidade
mito,
religiao,
fi1050fia,
arte
e
literatura.
Esta
nova
perspecti va, quando alcanc;ada, e de wn carater tao
abrangente
que urna vez percebida,
inevitavelmente
produzira
conseqUencias
revolucionarias
sabre
a
visao
de
hornem e de
mundo. Baseando-se
na
repeti<;ao
das tend§ncias
ancestrais
atraves das
gerac;oes Jung desenvolveu a teoria
dos arquetipos,
a parte
herdada
cia psique,
aquela
ligada
ao
instinto,
aos elementos primJrdiais
e estruturais.
Sao irrepresentaveis,
no entanto
sao discerniveis
nas imagens e emoc;oes, estando
manifestos
nos
principais
acontecimentos
da
vida
htmtana.
Teoricamente
poderiarn ser infinitos,
no entanto,
alguns
sao dotados
de muito significado,
como:
anima, animus,
sombra, etc.
A analise
de tais
concei tos possibili
ta revisi tar outros aspectos de
seu conteudo,
enfocando-se
ai
a influencia
de
animus na homossexualidade
feminina.
0 animus
como urn depOsito
de
todas
as
experiencias
ancestrais
das mulheres a respeito
dos homens e,
mais do que isso,
ele
tarnbem urn ser criador
e
procriador,
nao
no
sentido
de
criati vidade
masculina,
mas no sentido
de que produz algo que
pocier-se-ia
chamar de palavra esperroatica.
Atraves
de uma pesquisa
bibliografica
realizada
nas Obras
Completas de C.G. Jllllg, foi possivel
uma analise
de conteudo sobre os temas fundamentais
para a
compreensao do assunto sob a 6tica
da Psicologia
Analitica,
fazendo-se
entender
que
a
mulher
possuida de animus nao traz apenas a sexualidade
dos iguais,
mas sim a personalidade
tomada pela
brutalidade.
f
Pooe
e
e
iv
INTRODU<;:AO
Este trabalho,
clinica
formalizar
Clinica,
este
da
da ta
de
periocto
a
trabalhos
do
linha
da
pela
uma 1igac;ao entre
Carl
a
em
de
uma
Anali
e
como
0
novo,
vern
de
esperanc;a
0
maiores
trata
que
das
interesse
Na
urn dos
dos
a pratica
comum
tica.
Jung
decorrer
observou-se
urn grande
assim
Durante
psicoterapicos
No
queixa
na
visa
Psicologia
1999.
atendimentos
velho
Gustav
marc;o
realizada
Parana,
p6s-gradua~ao
Psicologia
profundamente
XX
do
as discussoes,
era
0
clinica
Tuiuti
Anali tica.
surgindo
trac;ar
mais
muitos
feminina
direcionado
seculo
de
1997
em meio
estudo
conhecer
de
Psicologia
de supervisao,
pesquisadoras,
a pratica
cur so
marco
houveram
hornossexualidade
tres
quanta
Universidade
a conclusao
na
seguindo
a
tanto
escola
a
de
impulso
de
te6ricos
do
questao
da
homossexualidade.
Suas
periodo
volta
primeiras
em que
de
referencias
ainda
1912.
Com
homossexualidade
estava
0
Jung
objetivo
cita
sobre
fortemente
de
tema
0
ligado
tra~ar
aparecem
no
a psicanalise
urn conceito
por
clinico
de
Lowenfeld:
Embora
a homossexualidade
que
possa
se manifestar
( ... J
junto
com
doenJ;as
e processos
degenerativos,
na maio ria
dos
casos
trata-se
de
urn desvio
psiquico
isolado
em rela~ao
a
norma
e
nao
pode
ser
considerado
pato16gico
ou degenerativo,
sendo
improvavel
que diminua
o valor
do individuo
como membro da sociedade.1
Mesmo
que
psicol6gico,
esta
baseada
seu
primeiro
enfoque
hoje
percebemos
que
nos
arquetipos
do
tenha
a
visao
masculino,
sido
nitidamente
da
do
HOPCKE. R.H. Jung, Junguianos c a Homossexualid:tdc, Sao Paulo. 1994. p. 26.
l
nao-
homossexualidade
feminino
e
do
androgino,
nas
projec;:oes
anima/animus;
de
Por
mesma
vezes,
coisa
do
e
Os
nao
de
evocam
merecem
urn
da
se
sao
tais
a
fosse
se
e
e as
audic;oes,
a
fosse
encarado
como
de
0
ter
instinto
Marie
aspectos
instinto
ser
Louise
da
mesma
concamitantes
visoes,
considerados
imagem.
Para
seriam
a psicologia
igual
na
por
todo
as
de
meio
que
0
of
a
instintos
com
de
mais.
sao
arquetipos
ira
outro.
the
a
influir
"Jung's
collective
na
e
universais
morte
e
e
au
psiquica,
ANIMA,
inconsciente
discovery
unconscious
em si
of
ANIMUS,
coletivo,
uma imagem
de
the
sao
aqueles
hUmana
como
maneira
as
elas
psique
interior
carregam
sua
que
que
arquetipos
basicas
tais
do
mulher
de
maternidade,
vida
figuras
e outras
toda
Os
propria
a
como correlatos
especialmente
da
e
importante,
implica
casamento,
estrutura
corpo
0
era
asserc;ao
importancia.
relac;ao
homem e
e com
Sua
experiencias
tuem
isso
e imagens
biol6gicos.
dos
unindo
Jung
em torno
PERSONA,
archetype
dois
externos,
Consti
oposto,
consigo
a
de
Anima/animus
sexo
fosse
Segundo
sao
como nascimento,
revelando-se
portanto
se
como
simbolos;
comportamentos
observaveis
SOMBRA,
se
fisicamente.
abjetivo
lugar
aglomeram
separaC;ao.
chamou
urn modo herdado
com
emoc;6es,
impulsos
0
em
vida,
que,
seria
como
vezes
seria
fisico
podem
e
imagens
que
e
instinto
considerava
reflexos
percebidos
agir
e
internas,
instinto
ele
ou
de
tarde
do arquetipo.
arquetipos
psique,
dizer
instinto
outras
arquetipo
0 comportamento
representac;:oes
ao
e
que mais
profunda.
representac:;oes
arquetipo
manifestac;5es
pois
quer
0
ideias
Franz,
coisa.
ele
modo herdado
0
von
refere-se
instinto,
emoc:;6es,
"alma-imagem"
arquetipo
0
0 que
oposto
da
psicologicamente
Jung
que
diferente.
seria
algo
anima/animus
remains
do
relacionar-se
one
of
as
his
unique contribuitions to human knowledge and certainly one of
his most creative.,,2
A mulher
e
inconsciente
con5ideravel
analogamente,
animus,
Ha
compensada
por
urn elemento
masculino
e,
per
i5$0,
0 seu
tern,
por
assim
dizer,
urn imprint
masculine.
Dai
uma
diferen<;:a
psico16gica
entre
homens
e
mulheres
i
charnel
este
fator
que
produz
proje<;:6es
na mulher
de
0 que
significa
mulheres
mente
onde
ou
uma
espirito.
J
especie
de
masculinidade
registrada e atuante de maneira harmonica com
0
esta
ser feminino.
Sao mulheres ativas, energeticas, corajosas e atuantes. Ao lade
destas encontramos tambem aquelas possuidas pelo animus em que
a integra~ao nao deu certo e onde a postura masculina sufocou e
reprimiu
feminina.
Estas
as
sao
"mulheres-homens"
superenergeticas, inescrupulosas e brutais.
Seriam estas mulheres homossexuais femininas?
Parece de suma importancia a constatayao da constelayB.o de
animus,
no
caso
detalhadamente
da
0
homossexual
funcionamento
feminina,
destas
verificando
mais
caracteristicas
tao
peculiares.
Assim,
animus se torna urn fator psico16gico
muito
util
quando se percebe numa mulher 0 poder de distinguir entre as
ideias geradas por ele, e aquilo que realmente pensa.
Sob
a
metodologia
tecnica de pesquisa
da
que
analise
investiga
de
0
conteudo,
tear das
e
que
uma
comunica~oes,
visando aos produtos da ayao humana, 0 trabalho foi elaborado
tendo como amostra as obras completas de Jung, editadas entre
os anos de 1906
animus,
mencionada.
pa1avras
a
1961. A unidade de analise estabelecida foi
efetuando-se
em
urn rastreamento
Considerando-se
si,
todas
0
as
na
das
cita~oes
posteriormente confrontadas com
"HOPCKE. R.H. A Guided
Tour of The Collected
ljUNG. Op. cit vol IXl2, 1990. par. 28
estudo
a
Works
literatura
ideias
e
acima
nao
foraro destacadas
das
e
hipotese de que a homossexual
of c.G.Jung.
1992. p. 90
feminina
estaria
refuta~ao
da mesma.
possuida
de
animus,
concluindo-se
com
[ ••• J psicologia
analitica
tern por
objetivo
elucidar
urn nivel
da
existencia
humana muitas
vezes
esquecido
no mundo moderno:
0 nivel
do
inconsciente
coletivo,
da
vida
simb61ica,
da
alma,
daquele
lugar
obscur~
em cada
individuo
on de
as
experiencias
humanas
miticas,
primordiais,
fluem
e moldam
nossa
personalidade
consciente,
onde
sonhos
apaixonados
e estranhas
figuras
habitam
nossos
pensamentos
e
sentimentos,
tornando-se
as
vezes
companheiros
improvaveis
de
uma
estrada
que leva
a realizat;:ao,
urn fim que permanece
envoI to ainda
em
nevoa,
mas em diret;:ao
ao qual
somes de toda
forma
atraidos
de modo
inexonl.vel.
"
·'HOPCKE. R.H. Jung, Junguianos c a Uomosscxualid;ltlc. S[io Palllo.199~. p. 19 c
20,
Gravura
de moeda
Extraida
da
Antiga
Internet
DESENVOLVlMENTO
2.1
ALMA ANDROGINA
Os
e as
hornens costumam
mulheres
fatos
pensam
psico16gicos
impliea
e par
do
que
real.
Nos
materia".
Ideia
seeulo
primeiramente
foi
de
niveis
primal
que
apenas
todo
em
todos
mais
que
os
expressa
observada
e
seres
na
mas
todos
A
Ela
contrast
antes
aparente
somos
feitos
e
da
"prima
chamam
mitologia
os
androgino.
e mais
alquimistas
par
homens,
humanos.
vestes
exteriores
profundos,
aquela
foi
os
como
mulheres,
humane
pelas
papeis
seus
apenas
como
ser
representada
simbolos
mesrna materia
e julgar-se
que
presente
a oposi~ao
outros
que
mostram
esta
bissexualidade
pensar
e julgam-se
que
neste
Jung.
[ •••
J
'A alma humana
seria
androgina'
(masculino-femininaj
'cum
virgo
viri
et
vir
muliebrem
gerit'
(porque
a virgem
tern alma
masculina
e 0 homem tern alma
femininal
(rodape
234
Este
conhecimento
psico16gico,
que tivemos
de tornar
a descobrir
no
seculo
XX,
parece
ter
sido
algo
comumente
sabido
pel os
alquimistas
do
fim
do
seculo
XVI. 1
A esta
notavel
visao
psico16gica
ainda
acrescenta
(RicharduslVitus
a
seguinte:
A
alma tambem seria
designada
como uma 'mulher
velha',
porque
0
espirito
(animus)
dos
jovens
ainda
e fraco.
Deste
modo vern
expresso
corn acerto
0
fato
da experiencia
comum de que a anima
e representada
nos
sonhos
por
uma mulher
velha,
quando
a
consciencia
ainda
tern uma atitude
acentuadamente
juvenil.
~
Dentro
dentro
afirmando
alquimistas
adamico,
5JUNG.
de
de cada
todo
mulher
uma
antiga
concordam
embora
Op. cit. Vol. XlVII,
se
1985.par.
homem
ha
0
existe
reflexo
crenc;a
0
indigena
em declarar:
apresente
89.
reflexo
de
de urn homem.
americana.
\\ [ ...
sob
uma
Escreve
forma
J
nosso
Os
mulher
0
indio
antigos
hermafrodito
masculina
carrega
e
consigo
Eva,
"[",J
au
assim
na mulher
sua
como
parte
feminina
no homem
existem
oculta
se escondem
atributos
em
tra~os
masculinos."
seu
,,6 E
corpo,
femininos,
tambem
./
(884)
No que
se
refere
ao
carater
da
alma,
vale,
segundo
minha
experiencia,
0
principio
geral
de
que
ela
se
comporta
complementarmente
com relao;ao
ao
carater
externo.
A alma
costuma
possuir
todas
aquelas
qualidades
humanas
comuns
que faltam
a atitude
consciente.
( ... J
0 carater
complementar
da
alma
atinge
tambem
0
carater
sexual,
con forme
pude
constatar
muitas
vezes.
Mulher
muito
ferninina
tern alma masculinai
hornem muito
masculino
tern alma
feminina,
[ •• J as mulheres
mais
femininas
apresentam
quase
sempre,
em rela<;ao
a certas
coisas
internas,
uma ignorancia,
teimosia
e obstinao;ao
tao
grandes
que 56 poderiamos
encontrar
na ati tude
externa
do hornem.
Sao
trao;os
masculinos
que,
excluidos
da
atitude
externa
feminina,
se
tornam
qualidades
da alma.
Se,
com relao;ao
ao homem,
falarmos
de
anima,
deveriamos
logicamente
falar
de animus
com relao;ao
a mulher.
Geralmente
na atitude
externa
do homem predominam
ou sao consideradas
ideais
a
16gica
e
a
objetividade,
nas
mulheres
predornina
0
sentirnento.
Na alma,
parem,
a situa<;:aa
se inverte:
0 hornern sente
e a
mulher
delibera.
Por
iS50
0 hornem
desespera
mais
facilmente,
passo
que a rnulher
ainda
con segue
consolar
e ter
e5peran<;:ai
( ... J a
A mitologia
psicol6gicas,
da
natureza
urn ser
a
"Entao
Deus
[ .••
humana.
criou
nostalgia,
e por
original,
Essa
a
sua
Adao
da
ideia
onde
possuia
qualidades
deuses,
pando
em
a fim de
de alquimia
isso
seres
nossa
irnagem;
era
ele
tanto
hornem
era
da
a<;ao sua
reduzir
inveja
seu
p.
nas
irnagern de
terror,
femea.
0 ser
representando
das
por
persas
alguem
rivalizavarn
que
foram
a
rnetades
rnitologias
ado
Tanto
e
a
que
com
AI/rells.
1610, citado
por SAL'WORD.J.A.
Os
9.
'JUNO. Op. cit. VoI.VI. 1991. par. 759
9aIBLIA.
Portugucs.
1966. pg 53.
Biblia
Sagrada.
Versiio franccsa
dos Manges
Beneditinos
de Maredsous.
os
cortados
poder.
Hermitis Trismegisfi Troc/ollxvere
Parcciros
l",'ish'cis, Sao Paulo, 1987,
iJUNG. Op. cit. vo1.V.1973. par. 324.
quanta
reuniao
represent
extraordinarias.
femininos.
e semelhanya.
criou-o
divisao,
sexualidade,
e
era
forarn
1:26-27)9
macho
prirneira
sexual
Deus
humanos
imagem
(Genesis
tarnbem e encontrada
0
exemplo
erarn masculinos
a
verdades
dualidade
por
primeiros
provern desta
talrnudicas,
600 lralado
as
expressam
na
Genesis,
Fa<;arnos a hornern
atraves
separadas.
do
que
a crenya
hornem e mulher."
bissexual
em dois,
que
0 homem
e criou-os
antigas
atestam
livro
e
disse:
o homem
e
No
irnagem dele
J Deus
humane
tradi~6es
vezes
androgino,
criados
Deus,
e as
muitas
Silo
Paulo,
[ ••• J 0 despertar
da figura
deste
her6i
('Animus')
consequencias
para
atitude
consciente.
t como se
despertasse
e uma nostalgia
ate
agora
desconhecida
alma:
a imagem do amor mundano
empalidece
diante
celestial,
que
afasta
0
cora9ao
e
os
sentidos
destino
natural.
10
Em termos
Yang
e
0
principios
nao
feminilidade
ou
mulheres.
simb6licas
das
masculina
0
esta
homem, ou a protestar
Entre
os
estao
arquetipos
pois
enrai
produtos
estruturas
do
zados
elas
bruxa,
sombra,
por
no
mae-terra,
"JUNG, Op cit. Vol. V,1986. par. 615.
1\ JUNG. Op. Cit. Vol. XlVI2, 1990. par.283.
12JUNG. Op. cit. Vol V. 1986.par. 611.
resul
que
tipos
tam
etc"
como
,/I
12
do
(seu
do
inconsciente
motivada
a
,,:1
de
personalidade
vo.
"Da
ainda
alusoes
temas
anima,
e a
consciencia
com os
Eles
a
homem
mulher
investidos
coleti
coincidem
comumente
a
e
ele,
as
oferece
sente
a
inconsciente
inconsciente
determinados
se
dois
e
puramente
da
homem
urn lade
parte
a consciencia
contra
existem
pertencem
arquetipicas
entre
inconscientes
ultima
E SUAS MANIFESTA<;iiES
homens
consciente
€, a imagem masculina
isto
qual
toma
os
Yang
para
ou das
tudo
que
0
ao
dos
e
homens
aquilo
dirigido
.. ] contrapoe-se
ANIMUS
significado,
dos
tra<;os
urn vetor
urn animus,
pelo
os
dos
a orienta<;ao
0
como
uso
representacoes
incluem
Yin,
esse
inclusive
sao
e
masculinidade
concreta,
Yin,
feminilidade.
para
para
"[,
superestimar
outro
que
e
constitui
mas
com
diretas
e
Yang
"feminilidade"
simb6licas,
basicos
manifesta
mulher,
2.2
Yang
energias
diferencia<;ao.
e
manifesta<;~o
de
masculinidade
que
chineses
caracteristicas
da
paradoxalmente,
animus)
tos
confundido
principios
caracteriza<;ao
da
ser
propor<;oes
Esses
chamamos
imagens
deve
No mundo
varias
concei
"masculinidade"
enquanto
mulheres.
e,
antigos
incluem
gerais
simbolos
nas
dos
Yin
parece
ter
tais
'um novo instinto'
se apoderasse
da
da imagem do amor
do
assim
chamado
e
por
pesquisa
claras
miticos,
animus,
constroem
grande
anciao,
uma especie
a
e
de elo
de
duas
liga~ao
figuras
denominadas
que
se
ou ponte
-
uma
anima
e
e animus,
comporta
de
personalidade
externa,
que
aquelas
apresenta
externa,
nao
e
consciente
determinado
oposto,
traz
sendo
de
atraves
si
da
no
entre
ainda
trato
0 pessoal
masculina
e
e
ai
ia
em
que
faltam
0 carater
respect
condicionado
iva
pelas
com individuos
a
relac;ao
interna
destas
duas
estrutura~ao
sexo
sao
personalidade
experiencias
do
Estas
-
funcional
modo uma personalidade
e manifesta.
pel a
feminina
urn complexo
compensator
certo
propriedades
apenas
e 0 impessoal.
outra
entende-se
forma
de
a
oposto,
figuras
no
que
e,
sexo
cada
urn
tambem
imagem coletiva.
Animus
Homern
_____
-+
Mulher
ou
Homern
[ ••• J a estrutura
psiquica
da
totalidade
propria
do
hornem.
Esta
ultima
exprime
de uma parte
a estrutura
do individuo,
a saber:
urn
eu
(masculino
ou
feminino)
em uniao
com 0 incon.sciente
do
.sexo
oposto,
e de outra
parte
0
fate
de cada
sexo
estar
orientado
para
0
outr~,
sem
0
que
0
individue
psicol6gico
nao
estara
completo.
10
(Entendo
aqui
em primeiro
o animus refere-se
ser
seguido.
grego
Existem
0 relacionamento
a urn ser
expressoes
a
quintessencia
sequencia
tern seu representante
do
animus.
ato,
graus
que
0 primeiro
verba
e
grau
sentido.
consciencia
elemento
da
ser representados.
Existem
homens
que
correspondendo
represent a
mulher,
qualidades,
animus e
seu
mas pela
0
impeto
de
tambem como figura
animica
autoridade
onirica
viva
que
a
ou
de
pode
nao
e outros
do
e os
animus,
na mulher.
da anima do homern
ou
aspecto
a<;.3.o, sua
a
Yang da
capacidade
pessoas,
esta
fantasia,
emprestar
de
coisas
os homens - nao por
a
de
urn
qual
da imagem inconsciente
ligado
uma
ver
de palavras
corolario
no que tange
esperado
sem
forc;a fisica
recessiva
- mais especialmente
emocional
realidade
0
e discrimina<;ao,
circunstancias
podemos
grau ou aptidao
rnasculinidade
determinando
julgamento
padrao
a
nelas
desenvolvimento
imagem di vidida
ao respectiv~
VERBO,
Ha
for<;:a, seguindo-se
ac;ao, tambern os homens
Segundo Whitmont,
e
destacarn pela
se
no
previa,
condic;ao
percebe-se
Assim
a
pode
"logos"
0
ser
ATC.
e
quadruplicidade
como
que se destacarn pela
sensuais.
corresponde
Nesta
poderiam
SENTIDO
rastro
traduzem
deste
vontade),
de
cujo
que
FORC:A{for<;:a dirigida,
,n
psiquico)
masculino,
quatro
representarn
e
lugar
e
suas
e pelo
imagem. Aparecendo
represent
a
uma
uma determinada
colora<;ao a todo comportamento da mulher.
[. .J Mas Miss Miller
e uma mulher.
Sua sombra
par
isso
uma
figura
feminina.
Aqui
no
entanto
se
trata
de
masculina
que,
diante
do
papel
que
exerce
na
fantasia
Miller,
pode
ser
consider
ada
como uma personifica<;ao
masculino
na personalidade
feminina.
Ern meus trabalhos
denominei
esta
personifica<;ao
de 'animus'.
H
"E muito maior do que se imagina
tern medo do inconsciente.
13JUNG.
HJUNG,
Cp.
Cp.
cil.
cit.
Tais pessoas
Vol XIVI2,1990.
par. 279, 280
Vol V.1986. par. 267.
0
deveria
ser
uma
figura
de
Miss
do
elemento
posteriores
numero de pessoas
tem medo ate
que
da propria
II
sombra.
ate
Quando
se
se
transformar
arquetipos,
inexistente,
tao
proprio
de
pela
de
diretos
processo
e
pois
erros
e do
de
de
animus,
Na
,,:5
ego-arquetipo
dispoe
percebe-lo,
encontro
anima
em panico.
justamente
Animus
sugestao
dificil
da
cantata
0
possessao.
de
trata
este
especie
violentos
ao
de
que
par
estes
praticamente
dominante
autoridade
torna-se
que
procura-lo
julgamento
cresce
possessao
encontra-se
caracteristica
uma
medo
a
extrernamente
e
tendencia
acabam
par
desta
e poder
ir
ao
negligenciar
0
conscientiza~ao.
A sombra,
por
exempla,
em geral
tern urn valor
afetivo
marcadamente
negativo,
ao passo
que
a anima
e 0 animus
possuem,
ao
inves, urn
valor
positivo.
A sombra,
geralmente,
vern acompanhada
de tonalidades
afetivas
claras
e facilmente
identificaveis,
equanto
que a anima e 0
animus apr:esentam
qualidades
afetivas
bastante
dificeis
de definir.
Vale
dizer:
0 mais
das
vezes
elas
sao
sentidas
como algo
de
facinador:
e numinoso.
Muitas
vezes
envolvem-nas
uma atmosfera
de
sensibilidade,
de
intangibilidade,
de
mister:io
e
de
embara<;osa
intimidade,
e ate
mesmo de
incondicionalidade.
Estas
qualidades
exprimem
a relativa
autonomia
das
duas
figuras
em questao.
Sob 0
aspecto
da coloca<;ao
dentro
da hierarquia
afetiva,
a anima
e 0
animus
estao
mais ou menos para
a sombra
assim
como a sombra
esta
para
a consciencia
do eu.
Parece
que e sobre
este
ultimo
que
se
can centra
a enfatizao;:ao
afetiva.
16
o animus
confrontados
e
representa
pela
resultado
referencia
foram
de
a
PRINCIPIO
era
que
15JUNG.
e
estava
no
nome
0
que
sao
e
as
urn
principio
bases
urn grande
estava
nao
esquema
de
emocionais
na~
sobre
de
de
Deus
Deus."
os
e
0
(Sao
designa
-
0
do
grego
vento,
razao
Op. cit. Vollx/2,1990.
ou
espirito,
e
anemos, vento.
pneuma,
espiri to
signifiea
-
e
urn
anima,
A outra
tambem
fator
alma,
palavra
quais
"NO
Verba
Joao,
1966. p. 1405.
Op. cit. Vol. VII/2.1986.
tern
espirito."lB
par. 62
par. 664.
0
grega
determinante
lUJUNG. Op. cit. VollXJ2,1990.
par. 53
l"lBIBLIA. POfluguCS. Bihlia Sagrada. Vcrsilo franccsa dos Monges Bcncd.ilinos dc Maredsous.
l&JUNG
foram
moralizador).
junto
junto
nunca
inconsciencia
e convic~6es
mas
Verba
sua
significa
animus
animus,
latina
significado
Animus
pois
consciente
fundado(o
avalia~ao
entanto
juIgamentos
a Verbo,
Ele
de
no
17
"0
mesmo
Os
pelo
foi
era
Deus.
1: 1-2)
repressao
priori.
formados
o eonsciente
sistemas
consciencia,
SilO Paulo.
de
12
proje<;oes
presente
receptacula,
na
sua
sendo
influencia
incon te sta velmente
estereotipados,
mulher,
original;
"verdadeiras"
e os principios
pai,
0
onde as
,
sao
primeiro
convic<;6es
sao
metodos
sao
os
onde
morais
seu
0
inflexiveis.
o Sol escuro
da psicologia
feminina
esta relacionado
com a imagem do
pai,
pois
de
fata
0
primeiro
a encarnar
para
ela
a imagem
do
animus.
E ele
quem da conteudo
e forma a essa
imagem virtual,
pois
ele,
em virtude
de seu
Logos,
se
torna
para
a filha
a fonte
do
"espirito".
Lamentavelmente
0 jorra
dessa
fonte
tarnbem pode turvarse, quando se deveria
supar ai agua cristalina.
0 espirito
que serve
a mulher
nao e realmente
urn pure
intelecto,
mas e mais do que isso!
e uma atitude,
isto
e, urn espirito
no qual
se
vive.
Tambem urn
espirito
por
assim
dizer
"ideal"
nem sempre
e 0 melhor,
se
ele
simultaneamente
nao entender
tambem como lidar
de modo correto
com a
natureza,
ou respectivamente
com 0 homem-animal;
isto,
alias,
seria
realmente
0
ideal.
Todo pai
tern,
pois,
sob
todos
os
aspectos,
ocasiao
suficiente
para
estragar
nao pouca coisa
no ser
mais intima
de sua fiiha,
0 que depois
tern de ser
tratado
pelo
educador,
peio
marido
e pelo
medico
em caso
de neurose.
A razao
e que "0 que foi
estragado
pelo
pai"
somente
por outro
pai
poderil
ser
restaurado,
e
"0 que
foi
estragado
pela
mae",
somente
por
outra
mae pode
ser
reparado.
a
que
nos
e
dado
observar
neste
dominio
poderiamos
designar
como pecado
original
psicologico,
au
como maldiC;ao
dos
atridas,
que atua
atraves
de gerac;oes.
Ao julgar
criticamente
tais
coisas,
ninguem
se
considere
tao
segura
a respeito
do bern au a
l9
respei to do mal.
e
Como a animus
obstinadas
figura
da
falarmos
sombra
da
proje<;oes
mais
Eros
e
que
mas
na
e
nao
de
ver
a
pessoa
19JUNG Gp. cit. VoL XIV/1.I988,
20JUNG, Cp. cit. vollXl2,1990.p.."lr.
Logos
so
nas
presen<;a.
discussoes
"A propria
fantasmas
aparecem
sob
reflexoes,
real
par. 226.
da
paterno,
e
anima
conceitos
intuitivos,
caracteriza<;ao
e
vezes
mal
57
sua
dos
que
e
na mulher
muitas
provocando
reino
sao
auxiliam
opinioes
corn
ao
Eros
notar
irreais,
sem
a
de
forma
proximos.
Estes
Logos
deploravel,
ao
e
a argumentar,
faz
animus
corresponde
homem e da mulher.
real,
do
aos
materno.
nocionais,
se
pertence
anima
dirigidas
Animus
ao
tern tendencia
em que
se
comporta
mulher
em
e
que
si.
de
como
porque
convic<;oes
meramente
diferencia<;ao
a expressao
entendidos
corresponde
urn
do
natureza
incidente
constituido
nunca
Esse
sua
tern
aspecto
de
nada
quase
a
13
16gico
do
outras
e
animus
pessoas.
qualidade
urn dos
Suas
motivQs
conclusoes
especificamente
acham relacionados
par
e
estupida
e
com a realidade
animus tern seu jeito
peculiar
que
ele
irrita
criticas
tanto
possuem
mesquinha,
porque
emocional
as
uma
nao
se
da 5i tua~ao.
de usar uma espada,
quando
"0
seria
melhor usar uma lampada.
Segundo
porque
Jung,
uma
indi viduo
0
sepul tado;
tal
real
se
como
as
avos
lagarta, quando as filhotes
o que e muito nocivo.
porque
ele
morre
desenvolvimento
As
opinioes
sobre
aparente,
nao
discussao
absolutista
se
seu
e
psique
o
inferior,
procedem
grupo
0
rigido
Supremo,
mal
sua
Nos
sonhos
de
homens
21 SANFORDJ.
a sua
mulher,
do
de
de
de
uma
e
projetado,
a possibilidade
de
0
informado
nao
de
sao
assumindo
entra
em
ac;ao,
e de
modo,
sua
l6gica
passiveis
uma
com
de
atitude
a
sentir,
vulgares,
mulher
e
passando
a
julgamentos
e
0 animus
capaz
de
criatividade.
animus
negativo
e quando
Grande
0
particularmente
apesar
real,
Desse
manifesta-se
Dever".
efeito
pensar
afirmac;oes
mulher
uma
Demonio
animus e
corpo
quando
perde
urn
animus
0
modo
Sanford
o Comandante
no
assassina
0
a se comer par dentro,
porque
a situac;ao
que
pr6prio
urn termo
de
tern
generalizac;oes.
Con forme
juiz,
em que
sepultado
se
e
animus
vespa
qualificaC;ao,
com
ou
de uma
e
que
pessoas,
aplicam
de
identificar-se
demolidores
em
animus
outras
. Sempre
de
uma
saem comecam
medida
do
as
nem
afastada
de
animus
0
do
no local
consciente.
irritante
roubar
na
projec;ao
transforma
ele
e
como
Arbitro,
animus
apresenta-se
visto
urn "Grande
0
Juiz
negativo
e preconceituoso,
como
agindo
dentro
da
Inquisidor,
Interior
parece
sua
urn
au
urn
opinioes
como
homem
banais
ignorancia.
0
animus
e nao
A. Os Parcciros
como
Itl\'isiwis,S;io
negativo
pode
urn individuo
Paulo.1987.
p. 66.
se
manifestar
isolado;
como
urn
urn born nlimero
14
de
homens
polvora,
mal
educados
emi tindo
suas
Tarnbem po de aparecer
pertences
mais
feminina.
Quando
surgidas
animus.
do
e
Nao
juizo
ocorre
de
critieD
quando
a
forma
neuroticas
exclui
admirar
que
protegem
o
animus
captar
e
ego
0
do
outras
opinioes
de
seu
lade
do
possessao
mesmo
da
defesas
tempo
que
0
amor.
vezes
sentimento
vida.
de
perturbadora
muitas
tal
pr6pria,
colorido
e do
da
pelo
de
ela
coordenador
ao
tais
16gica
decorrentes
perigo,
de
uma
se diferencia
de
privada
maneira
natureza
com
de
os
leva
sua
contra
torna-se
pessoas,
e experimentar
nao
as
relacionamento
coloca-se
as
de
de
religLlo.
identificar
fa!a-se
do
ladrao
enchendo-a
I
e
animus
0
que
interiormente
deprimida
do crescimento,
mulheres
quando
e
0 animus
mulher
dirigern
ficar
que
poll tica
ou
se
si mesma,
urn barril
de
simbolos
comec;:a a
de
tal
negativa,
sobre
mulher,
sempre
de
se
tende
Nesta
da
dentro
ego
torna
urn estuprador
uma mulher
que
0
psicologia
em
opini6es
como
estimados
opinioes
estranha,
sentados
entre
as
impedindo-as
e calor
de
hUmano.
I ... J
Quando
0
animus
irrompe
nela
nao
sao
os
sentimentos
que
aparecem
- como no homem - mas ela
come~a discutir
e raciocinar.
E,
como
as
sentimentos
da
anima
sao
arbitrarios
e
capciosos,
os
argumentos
femininos
sao considerados
ilogicos
e irracionais.
Podese
falar
diretarnente
de
urn pensamento
do
animus
que
sempre
tern
razao,
sempre
tern a ultima
palavra
e acaba
sempre
nurn categorico
"esta
e justamente
a razao
[ ... J ".
A anima
sentimento
irracional
e 0 animus pensamento
irracional.
zz
e
Quando
para
0
assim
como
metade
feminino
0
segundo
plano
sintomas
da
do
animus.
identidade
com
0
faz e dela
atraves
assim
dela
o animus
individuac;ao
que
2!JUNG, Gp. cit Vol. XJ3.1993,
esta
surge
psique
pm.SO.
vida
rnulher
na
urn papel
fa to
0
quase
esta
que
e
realidade
consciencia
de
de
e
fon;ado
de
roubada
num
0
geral,
que
uma
pela
estado
que
pensa,
0 animus
que
de
e
0
fala
dele.
indispensavel
urna mulher.
animus
insatisfac;ao
para
sua
a
pelo
uma
convencida
quando
tenha
desempenha
na
tern
Quando
animus
pr6pria;
sem
dominado
compreensiveis
personalidade
usurpaC;ao
que
e
facilmente
Sua
no
funcao
processo
de
principal
15
reside
em
atraves
de
positiv~,
mulher
ela
ser
mundo interior
seu
animus
0
dando-lhe
nos
0 poder
de
urn perigo
ou
espirito
criativo:
urn
suporta
mulher velha e sabia,
urn
bebe
real
menina,
cada
nele,
mas
e
urn "substituto
Em seu
aspecto
para
faz
dificuldade.
real
ele
ou
ate
urn
urn
deus,
mesmo
como
significado
animus
e
se acha
em
0
nao
ser
viagem,
como
medico,
possui
a
que
pode
urna
Ainda,
urn
juvenil,
forma
quando
coisas
as vezes
IS50
empreende
manifesta<;ao
Em sua
mulher
caminhos
professor,
Adonis
a
alma.
ele
mesma.
uma
urn
urn
e
particular.
de divino
ele
si
conduz
e abre
discrimina<;ao,
padre,
uma
ha algo
sua
como urn homem que
enfrenta
que
criativo
par
assurnir
sonhos
psico16gico
ate
apresenta-se
devera
depois
visto
urn gUla
urn psicopompo,
urn her6i,
sua
forma
obstinado".
[ ••• J Chiwantopel
e uma figura
tipica
do Animus,
uma personifica<;ao
do elemento
masculino
de uma alma feminina.
E uma figura
arquetipica
animada
princialmente
quando
0 consciente
renega
os
sentimentos
e
instintos
inspirados
pelo
inconsciente,
por motivos
insuficientes:
ao
inves
de
amor
e dedica9ao,
surgem
masculinidade,
disposi9ao
para
brigas,
auto-afirma9.30
teimosa,
e 0 dem6nio
da obstinayao
sob todos
os aspectos
possiveis
(poder
ao inves
de amor!) .23
De maneira
normal
0 homem somente
chega
a conhecer
a sua anima quando
a projetai
0 mesmo se da com a mulher
e seu Sol escuro.
5e ela
tern 0
Eros
em ordem
tambem seu
Sol
nao
sera
escuro
demais,
e 0 portador
correspondente
dessa
proje<;ao
talvez
ate
signifique
uma compensa<;ao
util.
Se houver
algo
errado
com seu
Eros
(infidelidade
ao proprio
amor!),
en tao corresponde
it escuridao
do seu sol
uma pes50a
masculina
possuida
pela
anima,
que "tira
do barril
para
servir"
urn espirito
de
qualidade
inferior,
tao embriagante
como 0 alcool
forte.
24
Quando
tornar-se
torna-se
sobre
autonomo
0 pr6prio
outras
5e
da
tornar
maneira:
~3JUNG, Op.
2~JUNG. Op.
0
ha
quando
reverEmcia
beleza
e
nao
cumpre
ou
da
em
mulher,
rejei~ao
bern como
criativa.
quando
a
Is50
corpo.
sua
pode
necessidade
cit. VoL V,1986. par. 462.
cit. VoL XlVII. 1988.par. 225.
as
Tal
autoconfian~a
5er
de
com
psiquico
aliada
poda
0
a
da
espiritual
falta
senso
e motiva~ao
explicado
fun~ao
de
animus
rela~5es
poder
feminina
poder
0
destrutivas
suas
adquire
da natureza
ao
maneiras
sobre
negativo
a exigencia
espiritual,
assumindo
bern como
animus
rela~ao
suficientemente
atividade
negativ~,
individuo
pessoas.
tremendo
de
a mulher
consciente
de
para
seguinte
nao
e
16
assumida
pela
consciencia,
cai no inconsciente
dessa
libido
consciente,
e
para
tao
e
finalmente
fertil
natureza
a libido
determinada
e la ativa 0 arquetipo
escapou
autonoma
torna-se
a
que
en tao
do
gelo
e
neve,
vitima.,,25
Neste sentido,
a
figura
subjugar
arida
negati
eu
0
"Quando
esteril,
e
vo
i550
E atraves
aquela
a personalidade.
animus
0
que
vern
e deixada
feminino
sob
que
tecta
dominar
congelada
do animus.
0 inconsciente
poderosa
para
ou
rei vindica
sua
esmaga
0 ego
feminino
agarrando-o
com foro;a.
A mulher
fica
indefesa.
Seu ego nao esta
ficando
em sua natureza
feminina,
e senda
assim
fica
faltando
a conexao
vital
com a for<;a do Si-mesmo.
A propria
mulher
nao consegue
diferenciar
entre
seu
ego e 0 poderoso
tator
psiquico
que Ihe destr6i
a auto-estima
e a autoconfian9a.
,,26
E durante
ou
nao
sutil
da
ser
e
este
percurso
tomada,
delicado
em violento;
homoxessualidade
desejos
visto
seu
surgindo
que
da mulher
erotismo
tambem
animus
podera
naturalmente
a
passaria
possibilidade
a
dominar
seus
FEMININA
A homossexualidade,
expressao
hornem em cada
surgiu
a sexualidade
e escolhas.
2.3 A HOMOSSEXUALIDADE
como
que
transformando
da
como
paixao
cultura
da noite
para
de
relacionarnento
existe
a
da
sabre
0
forma
sexual,
face
desde
Terra.
as
Nao
humano
origens
foi
alga
e
do
que
dia.
Na Grecia
antiga,
como tambem em diversas
coletividades
primitivas,
homossexualidade
e educa<;ao
quase
se identificavam.
Em rela<;ao
a
isto,
deve-se
ver
na
homossexualidade
da
adolescencia
apenas
a
interpreta<;ao
errada
da necessidade
que 0 jovem
sente
de urn homem
que 0 ajude;
esta
necessidade
em si corresponde
ao fim visado.~7
A descoberta
significativo
sociedades
no
da
ocidentais
:5QUALLS~CORBE1T.
homossexualidade
desenvolvimento
0 que
N. A Prosliluta Sagrada.
26Ibid. 25. p.165
2'JUNG. Op. cil. Vol.XVII.J988.
par. 272.
mais
da
e
ocorre
Sao Paulo,
1990.
em geral
personalidade,
e
p.
165
urn lango
urn momenta
po rem
nas
periodo
de
17
inconsciencia
do
individuo
fazendo-o sentir-se
Para
as
homossexuais
de qualquer
primeiro
passo
individuac;ao,
sexual
longa
ou seja,
va de
surge
feminilidade
a
luz
trajetoria
uma teoria
muito
e
sexual,
signifiea
muitas
par
a
vezes
Jung
0
de
de urna personalidade
e substancia
da
verdadeiras.
da orientac;ao
arquetipica
facetas
eram
e
chamada
profundidade
sabre
ha
"assurnir-se"
tac;:ao radical
estabelecimento
0
corn
trac;ar
que
orienta<;ao
sua
expressao
auto-acei
da
e individual
Na tentati
a
como urn enigma a ser desvendado.
revela-;ao
propria
quanta
masculinidade
ignoradas,
e
reprimidas
ou
da
pOllea
valorizadas.
Jung,
termos
sua
da
em Tipos
conceitua~ao
urn abrangente
Psico16gicos,
Psicologia
Anali tica
de
alma-imagem
menciona
-
que
a
sera
glossario
de
homossexualidade
mais
tarde
em
chamada
de anima-animus.
( ... Jmuitas
pessoas
se identificam
tanto
com sua atitude
externa
que
ja nao tem relayao
consciente
alguma
com os processos
internos.
Mas
tambem pode
acontecer
0 contrario:
que a imagem da alma
nao
seja
projetada,
mas permaneya
no sujeito.
Disso
resulta
tal
identifica<;ao
com a alma que 0 sujeito
se convence
de que 0 modo como se comporta
em relayao
aos
prOcessos
internos
seja
tambem
seu
unico
e
real
carater.
Devido
a
sua
inconsciemcia,
a
persona,
neste
caso,
e
projetada
e,
alem
disso,
sobre
um objeto
do mesmo sexo
0
que
explica
muitos
casos
de homossexualidade
aberta
ou latente,
ou de
transferencias
de pai,
nos
homens,
e transferencias
de
mae,
nas
mulheres.
ztJ
2.4
COMO JUNG VIA A HOMOSSEXUALIDADE
2.4.1
0 Periodo
Entre
1908
psicaniilise,
interpreta~ao
~8JUNG. Cp.
cit.
de
1908
e
1920,
dava
anali
VoL VI. 199Lpar.
tica
843
a
1920
quando
a
Jung
questao
ou
reduti
ainda
da
estava
envolvido
homos sexual
va-causal.
corn
idade
Explicava
uma
que
a
18
atrat;ao
entre
impr6prio
mulheres
de recriar
originava-se
a relat;ao com a mae.
homossexualidade a urn problema com
visao
urna posi<;ao
encontra-se
homossexualidade
permanecer
urn "desejo
de
resultaria
0
numa relat;ao infantil
Essa teoria
ligava
a
feminin~. Alinhada a esta
psicanali
de
infantil"
tiea
ortodoxa
urn desejo
onde
nao-resolvido
com a fantasia
que
a
de
se tern da
mae e do pai.
i ... )devo dizer
algo
mais
sabre
a teoria
de FREUD da sexualidade
e
5uas transformac;:oes.
[ ... )a descoberta
de uma atividade
de fantasia
sexual
na infancia
que parece
atuar
de forma
traumatica
leva-nos
a
hip6tese
de que
a crianc;a
possui
necessariamente
uma sexualidade
quase
permanente
desenvolvida,
au
mesmo
polimorfo-perversa,
ao
contra rio
do que se
supunha
ate
entao.
Sua sexualidade
nilo parece
estar
centralizada
na fun~ao
genital
e no outro
sexo,
mas se ocupa
com 0 pr6prio
corpo,
e por
isso
a criant;a
foi
considerada
autoer6tica.
Quando
seu
interesse
sexual
se orienta
para
fora
para
uma
outra
pessoa,
a criant;a
nao faz
distint;ao
de sexo,
ou,
se 0 faz,
e
muito
pequena;
e por
is so pode
facilrnente
tornar-se
"homossexual".
Em vez da inexistente
funt;ao
sexual
localizada,
ha toda uma serie
dos assim
charnados
maus hitbitos
que,
considerados
sob este
ponto
de
vista,
parecem
perversidades,
porque
possuem
uma semelhant;a
muito
grande
com as perversoes
posteriores.
29
2.4.1. 1 Caso A
Como ilustrativo
desta visao apresenta-se
0 seguinte
caso
clinico:
R.C.O.
divorciada,
e
do
sexo
feminino,
tern trinta
tern uma filha de dez anos,
e
e
tres
prole de seis, sendo a unica filha do segundo casamento
APr.
outra
declara
mulher
como
anos,
da mae.
ser homos sexual e estar se relacionando
urn casal
normal,
au
e
a filha cao:;ulade uma
seja,
moram
com
juntas,
dividern 0 me sma quarto, a mesma cama e os problemas.
R.C.O.
irmaos
relata
do primeiro
sempre deixaram
que
se
sente
casamento,
rejeitada
os quais,
mae
e pelos
ao contrario
pela
do pai,
muito clara essa rejeio:;ao.Apes separar-se
29JUNG. Op. cit. Vol. IV. 1990.par.
243.
e ja
19
com cinco
filhos,
negando-se
tres
a
anos
tentar
ter
pai
que
na
do
crian<;:a
seria
quanta
0
propria
mal
Relata
que
mulheres,
uma
filha
que
Permaneceu
ginecologista
sua
DE
1920
ou
No
masculinidade
de
sua
pelo
maiores
a
1920
naQ
e
dai
lugares
atuaL
e
com
mae
a sua
ali.
resultou
companheira.
aDOS
apes
Procurou
este
a
seu
indicou-lhe
uma amizade
entre
alternativos
ela
a
interessou
onde
mulheres.
surgindo
frequentar
se
tres
sornente
e
por
sua
estaria
sua
a
que
devido
de
e
ao
Chegou
vezes
rnundo
com
esclarecimentos
A 1927
e 27,
Jung
como
viria
da
caso
de
da
teve
onde
primeiro
0
sexo
nas
perceber
possui
algo
essencial
da
ou
mulher
a
levando
mulheres
no
e
se
portador
irresistlvel,
a
a projec;ao
uma outra
da,
uma vez
dessa
sua
mulher.
que
projec;ao
justamente
a
0
do
de
para
seria
de
de
com
projec;ao
"externa"
identificac;ao
para
casos
A identificac;ao
leva
masculinidade
muitos
identificaC;ao
animus.
inconsciente
sua
"externa"
ira
11
a compreender
anima
inconsciente
projeta
(parte
consequencia
feminilidade
seja,
feminilidade
mesmo
anos
homossexual,
contra-sexual
homem com sua
homem.
sete
atrac;ao
seu.
nunea
e
R.C.O.
filho,
homossexual.
homossexualidade
arquetipo
com ela
vida,
bern claro
urn homern,
com
de
sexto
mui tas
no
dela
mora
sentir
entao
que
estava
adolescencia
casar
companheira
0 PERIODO
persona,
a
era
relacionamento
Entre
sua
se
pai
0
do
deixando
ci ta
e que
sua
urn filho
com
se dependesse
dUrante
para
que
Comec;ou
conheceu
A Pr.
atualmente
comec;ou
uma col ega
sonhava
pais
a
conheceu
a gravidez
frustrou-se,
durante
casada
separac;ao
2.5
tanto
a amava,
vindo
em reconstruir
mas
muito
quista.
nao
pensava
filhos,
qual
insistencia,
por
56
lamentava
urn aborto,
disse
elas.
mais
depois
contrario
mae
a
sua
outr~
com
persona
ou
A atrac;ao
pessoa
que
alguem
que
aquela
parte
20
que foi
lade
"jogada
fora"
masculino
neste
interior,
periodo
Jung
adapta<;:ao
imperfei
capacidade
de
projeta
parte
sua
Jung
no
se
nao se
de
grau
causa
e
que
de uma identifica<;:ao
imaturo
entendia
realidade
relacionar
devido
relaciona
propria
e
externa,
ao
fate
de verdade
anima
uma
diferentes
orgulhosa,
graus
do
intelectual
urn elemento
mulher
de
menos
anima.
identificado
com sua
desafio,
perdendo
aparente
com
e,
com
seu
seu
encanto
dos
graus
Assim
apresenta-se
buscando
animus
com sua
mesmo.
auto-afirmac;ao,
seu
em nenhum
ele
animus
masculina
desconcertante
ferninilidade
manter
sua
sempre
com
feminino.
Ja
podera
manter
havera
exclusao
uma
sua
de
inteligencia.
2.5.1
Caso
B
Como
ilustrac;ao
e
A.M.C.,
divorciada,
de cinco
para
do
e
apresentado
sexo
professora.
pessoas,
uma
entanto
vida
com
Quando
aPr.
partir
dai
teve
com
dessa
identificado
melhor
e bastante
sua
identificada
feminilidade
sua
identificada
baseado
homern com sua
decorrentes
razoavelmente
muito
e
de
que
mas com uma
hornossexualidade
de
observavel
todos os efeitos
superioridade
uma
fal ta
a pessoa
com a Dutro
No en tanto urn hornem "menes"
se relacionaria
mulher
que
Ainda
como
uma
de
Urn homem "mais" homos sexual ou seja, muito
inconsciente.
integracto.
nao
alma.
indentifica<;:ao
anima sofreria
com seu
homossexualidade
a
ta
observou
de
par
0
pai
tinha
ela
iniciativa
feminino,
Vern do
segunda
melhor.
0
era
doze
assumiu
este
de
onde
anos,
a
e prontidao.
sua
com
porque
mae
lideran<;a
e
uma
sempre
relacionamento
dificil
especifico:
tern vinte
nordeste,
filha,
caso
todos
a mae
este
separou-se
da
nove
familia
familia
de
e
humilde
trabalhavam
era
era
anos,
born, no
alcoolista.
seu
porque
pai,
sempre
a
21
Aos
velho.
anos
Namoraram
rapaz
born
quatorze
era
seu
nivel
anos
par
e
mas
fraternal.
anos
par
pel a sogra, pois esta possuia
a Pr se achava
pade
viaja
a sogra
para
e com
Tempos
com
0
muito
ver
depois
urn lugar
tempo,
mo~a que
dizia
indiferen<;a
preconcei
para
em
seu
estar
pois
nao
to.
Ap6s
relacianamento
pais
Pro
acredita
que
quem pudesse
a
"dama"
desse
relacionado
gestos
A.M.C.
seu
com
a
fanaticamente
interesse
religioso
mae,
estranha,
Depois
por
de
uma
dernonstrou
de
veu
nao
acei
e rnuito
relata
sua
sendo
que
as
ter
tar
0
atenciosa.
de
que
A
alguem
eompanheira
bastante
ela
de
ern
envolvida
porem
em
nao
rnaseulina
por
de
sua
rnuito
ser
havia
nos
a
e
se
seus
muito
eompanheira,
A Pr.
ela
feminina.
sentir-se
candomble.
acei tau,
bastante
Dizia
nunea
mastra-se
aten<;ao
estava
sentidos.
psicoterapia
fal ta
pela
apesar
e necessitando
A.M.e.
urn hornem,
procurou
devido
e
Curitiba.
assediada
resol
carinhosa
que
enquanta
apaixonou
em
urn emprego.
ela,
com
a rela<;ao.
e
e
se
eidade
foi
e
que
amigo.
Inieialmente
bern em todos
casal
aIDor
criada
Sempre
manipulado
numa
por
carente
pas sou
e atitudes,
deprimida
estava
estar
aceitou
sentindo-se
era
insistencia
a rna<;a era
qual
morar
trabalho
nada
mui ta
por
se
apaixonada.
crianca.
pelo
tambem
muito
sentia
eonfiar
Urn ana
apaixonada,
e
de
ser
urn grande
56,
morar
idade
muito
urn
e
para
urn
dais
era
carinho
uma
ele
local
ap6s
condi<;5es financeiras
noivo
0
noivado.
esse
de
urn born relacionamento
com
que
0
filha
filha
criar
urn rapaz
vindo
entao
sua
e rnantem
ao pereeber
desmanehando
urn grande
considerando-o
encontrou
que
era
ex-marido
0
melhores
mais
com urn ano de
que
para
filha
noivou,
Decepcionou-se
algum
a
ex-marido,
0
qual
procurou
imatura
Relata
uma
estava
levou
anos
financeiramente
Tiveram
ele
separa<;ao
dez
casaram-se.
alegando
sentia
a
ex-marido,
pois
e quando esta
que
Ap6s
e
carinhoso.
separacao
a
seu
encantado
bastante
pediu
ciumento,
dois
principe
de casamento
A.M.e.
conheceu
que
respei
quando
tou
tentou
22
argumentar
sente-se
sua
isto
houve
atraida
"alma
nunca
importante
separa~ao.
por
gemea"
a
a
e
mulheres.
tern
incomodou
e ser
feliz
Hoj e
Diz
certeza
pois
ter
de
0
independente
mora
sua
amor
sozinha
esperan~as
opc;ao
nao
da opc;ao
mas
de
encontrar
sexual.
tern
sexo
sexual.
ainda
Diz
e
que
que
0
A Deusa
Gravura
Grega
Extraida
Artemis
da
Internet
24
2.5.2
Amplifica<;ao
Segundo
Jung,
Antiguidade
do
a
tipo
e
amplifica<;ao
campina
clareira
com
Diana.
iua
regiao
Artemis
seu
banda
de
de
da
corn
e
a
de
montanha,
da
ca€s
com areo
como
era
filha
de
caCd.
de prata
de infalivel
e tambem apresentada
ou
irma,
e
e a dora vel
ninfas
equipada
nas maos,
foi
irma gemea primogenita
era
Titas.
era Zeus,
Seu pai
divindade
urna
da
deus 1ider
Quando chegou a hora de Leto
obstaculos.
E1a era mal acolhida
temiam a c6iera
Zeus.
Finalmente
Delos,
e
e
pontaria.
portadora
de
estrelas
ao
1ua e as
Logo
eld
que
ndsceu,
dores
noites,
Leto
e
dificil
sofreu
vinga ti vos de Hera.
cit.
Vol. IXJ2, 1990. par. 79.
a
dar
1uz,
Hera,
refugio
Artemis
deus do sol.
filha
de
surgiram
esposa
na
ajudou
parto
dares
Apolo,
dois
do Olimpo.
de
encontrou
1ua Artemis.
de
natureza,
onde quer que fosse,
vingativa
a
deu
prolongadas
'OJUNG. Op.
deusa
junguiano
da floresta,
curta,
eia
tochas
Sua mae Leto,
nove
tra<;ado
da
sua cabe{:a.
de
outros
da
valor
0
rni to
0
competidora
A alta
ambra, era a arqueira
ao
da
1evando
redor
como
a
setas
Como deusa
1uz,
deuses
paralelo
e
tipicamente
caca e da 1ua,
da
romanos
com uma tunica
de
0
homossexual
processo
percorria
e da
Vestida
aljava
deusa
pelos
Leta
e
1,,30
[ ..
os
devidamente
arquetipica.
Artemis,
conhecida
recordar
apreciar
mulher
urn
Artemis
de
preciso
poder
anima-animus
da
Artemis
0 Mito
e
]
para
identidade
grega
Zeus
" [ ...
cIa55ica
psico16gico
entre
Arquetipica:
de
atrozes
Apolo.
par
grandes
porque
de
iiha
de
esteril
Leto
durante
Por nove
causa
os
legitima
dos
as
dias
feitos
e
25
Quando
Artemis
tinha
Olimpo para encontrar
poeta
Calimaco,
afagava
dizendo:
raiva
a
tudo
Entao,
caes
para
eterna.
fazer
selvas
e
Seu
suas
pai
realizaC;ao.
pertence
por
arquetipo,
e
e
satisfaz,
podendo
de
dificeis
como
a mulher
como
que
orientado
a
como essa,
voce
tera
de
acompanha-la,
ela
poder
especiais
e
0
para
ou
uma
corIer
I"
castidade
a
de
privilegio
Faz
algo
Artemis
e
0
que
a quem
nao
as
ser
almeja
qualidades,
de
por
se
importando
e
aquilo
apela
a
pensarn,
estas
que
ela
e
ern situac;5es
ou
que
a
"pense
tona
para
bern desenvolvido
da
naturalmente
alcanc;ar
Bascado no ]jvro As Dcusas c a Mulhcr. de Jean Shinoda Bolen, 1990.
que
0
sexualidade.
est.§.vindo
longe
ser
este
Todas
da
a
que
afetada
pessoas
"valentona"
e que
urn aspecto
pode
e
tern sentido
e estranho
seja
rnulher
dominada
a questao
si mesma,
animus
Essas
nao
0
para
necessidade
convencional.
ela
saber
homern,
que
incluir
que
em
rnulher
da
valores,
daquilo
seu
quando
exterior,
que
os
rnulheres.
urn aspecto
que
0
ser
personifiea
das
0
pela
proprios
nao
sente
e
mulher
nao
ou
virgem
psicologia
ao
hornem
que
bern,
0
e
uma quadrilha
para
com
apresenta
- entao
confortavelmente.
31
e
da
requerern
personalidade,
raciocinar
uma deusa
ativos
seus
urn macho
Mas
Segundo
Filhinha,
iS50, e mais
e
aprovada.
podem
urn homem"
ajuda-la.
tudo
Quando
fa to
Quando
e,
para
lugares
independenternente
caracteristicas
dO
curvava
se
filhas
flechas,
e
e
urn
segundo
ser
divinos.
trazem
ninfas
"irnpenetravel"
de
ele.
age
agradar
- isto
concedeu
deus a virgern
ou
levQu-a
escolhas.
necessidade
aprovada
em
the
Artemis
A
Leto
Zeus
poveo.
areo
cd9ar,
curta
Artemis
de
me
muito
urn
eles
independentes
arquetipo
pela
deusas
como seus
pr6prias
A deus a
aspectos
nao
pediu
com
suficientemente
montanhas
idade,
N
Artemis
de Cd9d
tunica
as
Hera me incomoda
de
de
"Hino a Artemis/(,
"Quando
que desejar.
0
anos
Zeus e seus parentes
seu
em
tres
de
e/ou
serem
positiva,
competir
estranhas,
26
sao sentidas
mulher
e
animus
como expressoes
nao
se
Deste
com
modo
"par
quando
masculino
da
a
deusa
de quem
de
serem
ela
e
enquanto
qualidades
de
um
com
as
ela".
mulher
seu
identificada
Os
esta
ativo
ate chegar
(podendo
Artemis.
esta.
enfoque
associado
a possessao)
sentimentos
ou
subjetivos
com
e
as
dos sonhos ajudam nesta diferenciayao.
irnagens
2.5.3
impressao
age
supracitadas,
animus
0
padrao
a
que
caracteristicas
o
tern
masculino
inerentes
0 Periodo
Ainda
de
no
periodo
homossexualidade
deixe
claro
a
1920
1927
de
ferninina
que
esta
(parte
20
corn a
posse
e derivar mais de fatores
21
pode
27
possessao
Jung
identifica
pelo
ate assumir
socio-economicos
animus,
uma
forma
a
embora
concreta,
do que pessoais.
Nos paises
anglo-saxoes,
po rem,
a homossexualidade
entre
mulheres
parece
significar
ultimamente
bern mais
do que
lirismo
safico,
na
medida
em que
serve
de
suporte
a ideia
da
organiza<;:ao
social
e
politica
das mulheres,
exatamente
como a homossexualidade
masculina
foi
importante
fator
no surgimento
da polis
grega. 32
De
parece
e/ou
uma
ter
na
forma
origem
relac;ao
mistura
geral
nas
com
complexa
de
a
manifestac;ao
relac;6es
os
pais,
fatores
perturbadas
0
que
pessoais
torna
da
homossexualidade
com
a
a anima/animus,
perturbac;ao
e arquetipicos
na
alma
uma
do
individuo.
JiI,
viagem
em
Mem6rias,
ao Quenia
Sonhos
e Uganda,
em
e
Reflexoes,
1925
Jung
ao
questiona
descrever
sua
:
Perguntei
a mim mesmo se a masculiniza<;:ao
da mulher
europeia
nao se
relaciona
com a perda
de sua
totalidade
natural,
como 0 meio
de
compensar
seu
empobrecimento;
[ ... J
0
papel
que
desempenha
homossexualismo
na
sociedade
moderna
e
enorme.
It, em parte,
a
conseqliencia
do
complexo
materno
e em parte
urn fen6meno
natural
(cujo
fim e evitar
a procria<;:ao!).
II
°
J2JUNG,
Op. cit. Vol. X/3.1993.
3~JUNG. C. G. Mcm6rias
Sunhlls
par. 203
c
Rcflc:xOcs.
Rio de Janeiro,
sid. p.212.
27
2.6
PENSAMENTO MADURO DE 1936
A partir
campo
de
da
uma
1936
importante
1950.
reconhece
que
desligamento
resistencia
com
papel
do ser
liga~ao:
au
a
descobertas
evidente
sexual
Original",
se
do
do
e
0
urn arquetipo
no
trata
arquetipo
individuo
unilateral.
homossexualidade
"Homern
as
incompleto
a uma
0
que
a homossexualidade
aliado
identificar
hermafrodito
Jung
demons tram
de
questao
hermafrodita,
se
de
psicologia
a
Essa
e
em
urna
arquetipo
da
pleni
do
tude
pSico16gica.
Aqui,
a homossexualidade
tern seu
proprio
significado
interno
na
imagem
incestuosa
que domina
a alma do homem,
uma imagem
cujo
poder
reside
em sua liga9ao
com 0 Self,
0 arquetipo
da totalidade.
Essa
visao,
por:tanto,
vai
alem da anima/animus
para
chegar:
ao arquetipo
do Self
e encara
a homossexualidade
como uma tentativa
obstinada
no
sentido
de obter
a inte9ra9ao
psicol6gica
sem urn custo
pessoal.
J-t.
Numa citacao
pessoal
a Jolande
Jacobi,
Jung
declara
que:
A homossexualidade
se
refere
a urn problema
de sombra,
urn elemento
reprimido
e
indiferenciado
de
masculinidade
homem
de
feminilidade
na
mulher.
Ao inves
de
ser
desenvolvido
no
nivel
psico16gico
"a
partir
das
profundezas
da
propria
psique
do
individuo,
e buscado
num plano
biologico
por
meio
da
'fusao'
com
outr~
homem ou outra
mulher,
dependendo
do caso.
1sso
ocorre
quer
por meio da identifica9ao
com a mae para
ser
amado pel a pai
ou por
meio da busca
da fusao
- ou identifica<;ao
- com 0 pai
de modo a
conseguir
maior
for<;a,
para
conquistar
uma mulher.
No caso
da
maioria
dos
homossexuais,
estas
duas
formas
ocorrem
de
maneira
alternada,
dependendo
do papel
feminino
au masculino
assumido
na
rela9.3.0
homossexual.
Sabe-se
que a integra<;.3.o
da sombra
e, portanto,
da masculinidade
que falta,
da urn sentimento
de seguran<;a
e for<;a,
e
resulta
na coragem
necessaria
para
abordar
0 outro
sexo.
35
Isto
explicaria
as diferen<;as
que existem
nas
rela<;6es
homossexuais,
inclusive
entre
as mulheres.
Os papeis
assumidos
na rela<;ao
sexual
propriamente
dita
podem ser
alternados.
No
entanto,
num ambito
geral,
as caracteristicas
do papel
assumido
terao
carater
mais
determinado
possibili
tando
que as mulheres
em questao
possam
preservar
sua
feminilidade
ou nao.
Algumas
poderao
chegar
a tirania.
Ai podera
se estabelecer
um padrao
de
rela<;ao
sado-masoquista,
envolvendo
a rela<;ao
como um todo.
Como e
dificil
estabelecermos
urn teorema
psicologico
sem
que
imediatamente
nos vejamos
obrigados
a inverte-Io,
tambem neste
ponto
aparecem
de
pronto
exemplos
em contrario:
homens
a
quem
pouco
importa
0
julgar
e
0
conhecer,
e
mulheres
que
manifestam
uma
capacidade
quase
exageradamente
masculina
de distinguir
e julgar.
Eu
34HOPCKE,
R. H .. Jun:.: •Junguianos
35QUALLS.CORBETI.
N. A Prostituta
C;l
Homosscxualidadc.
Sagrada.
Sao Paulo.
Sao Paulo,1990.
p. 86.
199-1-.p.53.
28
gostaria
de designar
esses
cases
como exce90es
regula res . Demonstram
eles,
a meu ver,
0
fatc
comum de haver
do ponto
de vista
psiquico
uma sexualidade
oposta
predominante.
Sempre
que iS50
acontece
trata5e de urn avan<;:ar impulsiv~
do incoosciente,
acompanhado
da
repulsao
correspondente
da consciencia
especifica;
e a predominar
da sombra
e
do
sexo
aposto,
e de
certo
modo ate a presen<;:a
de
sintomas
de
posses sao
(entre
as
quais
5e
enumeram:
faltas
generalizadas
de
liberdade,
fenomenos
coativQs,
fobias,
obssess6es,
automatismos,
afetos,
etc ... ).
0 fata
dessa
inversao
e provavelmente
a
foote
psicologica
principal
para
a concep9ao
alquimica
do Hermaphodi tus.
No homem
Anima lunar,
na mulher
0
Animus
solar;
nos dais
casas
se exerce
grande
influencia
na consciencia.
Ainda
que muitas
vezes
ao homem nao parec;a
clara
sua possessao
pela
anima;
entretanto
tera
ele
uma impressao
tanto
mais clara
e mais
facilmente
compreensiva
da
posses sao
pelo
animus
experimentada
por
sua
mulher;
e vice-versa
tambem.36
e
36JUNG.
Cp.
cit.
Vol. XIV/1.1988.
e
par. 219.
Artemis
Gravura
e suas
Extraida
Ninfas
da
Internet
30
3
CONCLUSAO
Ap6s
Gustav
a
realiza~ao
Jung,
do
observou-se
estudo
que
0
nas
uma teoria coerente para explicar
orientac;ao
sexual
seu interesse,
obras
autor
de
de
nunca
apresentou
a homossexualidade;
apenas ern conjunc;ao
oferecendo
completas
fate
com
uma perspectiva
outras
Carl
tratou da
quest6es
vigorosa
de
e profunda
da alma hUmana.
Quem conhece
bern as
textos
de
Jung
sabe,
po rem,
que
ele
nunca
pretendeu
construir
uma teoria
completa
e
linear
a
respeito
da
psique
humana.
Muito
mais
interessado
em descrever
e interpretar
as
fatos
que via
ao seu
redor
do que em promulgar
posi~5es
te6ricas,
Jung nao deixou
muitas
afirma<;:6es
categoricas,
sobretudo
a respeito
da
homossexualidade.
Nos
18
volumes
de
Obras
Completas,
a
homossexualidade
e meneionada
poueo
mais
do
que
uma dezenas
de
vezes;
uma dessas
refer€meias
nao
passa
de
um relata
de
easa,
e
todas
as
men90es
apareeem
em artigos
eujo
enfoque
principal
e
esclarecer
temas
autros
que nao a pr6pria
homossexualidade.
37
A
partir
refutou-se
da
investiga~ao
a hip6tese
inicial.
especifica
feminina nao esta necessariamente
este arquetipo,
a ser dominada
do
Concluiu-se
identificada
pois quando acontece
Tambem nao e 0 resultado
anima/animus
do
individuo,
a mulher
uma irnagem incestuosa
urn problema
urn problema
que reside em sua liga~ao com Self,
Segundo Mitch
atos au simplismente
Walker
0
ou
do inconsciente
do
com
inconsciente
tern urn significado
a alma do homem,
arquetipo
a homossexualidade,
e
da totalidade.
quer expressa
fantasiada,
HOPCKE. R. H.. Jung, Junguianos e a Homosscxualitlade. Sao Paulo. 1994. p. 23.
31
podera
de uma rela~ao perturbada
que domina
por
passa
nao e simplesmente
coletivo. Mas alem disso, a homossexualidade
proprio,
animus
ou possuida
como urn todo. Neste caso a sexualidade
o resultado de urn complexo materno,
de
a homossexual
a possessao
nao estar incluida. Assim a homossexualidade
pessoal.
tema
que
em
31
nem sempre
e urn exemplo de maturidade
ou mal
entenctido,
Bende
as
vezes
uma expressao
da unidade
inerente
a alma
consigo
mesrna,
uma
ligat;ao
nao
com 0 Dutro
nurn coniunctio
de masculino-feminino,
mas
uma expressao
psicologica
vivida
do Self
encarnada
no arner
de urn
homem pela
masculinidade,
tanto
externa
como interna,
ou da paixao
de
uma mulher
par
sua
ferninilidade,
dentro
e fora.
Se esse
e 0
coniunctio
que se sente,
entaa
sua
expressao
interna
simb61ica
56
pade
ter
uma forma
homos sexual
[ ... J 38
Hopcke
intera~ao
no
observou
complexa
plano
pessoal
profunda
das
mulheres
hetero
ideia,
exige
inerente
a
por
outra,
)'i,WALKER.
IU3U.
e
que
arquetipicas
que
seja
M., dtado
a
orienta~ao
0 masculino,
e arquetipico,
vidas
cada
que
entre
e
dos
homossexuais.
se
olhe
rnulher
por HOPCKE.
R. H.
sexual
surge
feminino
e 0
para
por
a
uma
visao
mais
entre
os
tras
clara
e
e
atrac;:ao
desta
multiplicidade
incontaveis
da
uma
homens
simplicidade
indescritivel
as
de
andr6gino
amores
A aparente
individual,
podem estar
ela
gerando
interiores
alma
0
configurac;:6es
de
uma pessoa
ou hornern.
Jung, Junguianos c a Homosscxualidlldc.
Sao Paulo.
199-'.
32
GLOSSAAro
ALMA: Constitui
bio16gico
0
objeto
E
abstratos.
da
como opostos,
0
situada
entre
dos
conceitos
do
de
presente
aquelas
est;§.
mundo
principia
interiores
est;§.
"feminino"
esse
vida,
as figuras
hornem e a de hornem que
aos aspectos
psicologia;
sendo
0 principia
ANIMA e ANIMUS: Sao
vistas
da
omental,
na
formas
0
pensamento.
mulher
psique
da
presente
no
mulher.
Sao
fundamentais
do hornem e aos aspectos
subjacentes
"masculinos"
da
mulher.
ARQUETIPOS:
tempo,
Sao
de
sistemas
imagens e emoc;oes.
prontida.o
cerebral
constituem,
Representam,
de urn lado, urn poderoso
e
sao,
par
imaginar
parte
de
ct6nica
outro
de
lado,
adaptac;ao
fata,
as
da psique
...
seu
e,
mais
Sao
aspecto
eficazes
pois,
pela
ao
meSilla
com a estrutura
conservadorismo
meios
aquela
a~ao
junto
0
instintiva.
a
para
Sao herdados
psiquico.
instintivo
que
se
pode
essencialrnente,
qual
a psique
se
a
a
liga
natureza.39
CONIUNCTIO:
alquimia
indica
para
a
literalmente,
indicar
uniao
a
termo
uma combinac;ao
dos
opostos
e
e
"conjunc;ao"
quimicai
0
usado
na
psicologicarnente,
surgimento
de
novas
possibilidades.
CONSTELA<;AO: Constelar.
ocasionalmente,
0
mesmo
com referencia
39SHARP. D. Uxico JunguiOll1o, Sao
Paulo,
11J93.
aos
p. 28
que
ativar.
complexos
e
Emprega-se,
a
urn padrao
de
33
rea~oes emocionais associadas.
COROLARIO: Proposic;ao
conhecida.
EGO:
Centro
da
conhecemos
EROS:
que
Consequencia
nossa
e com
nos
grega,
da
deduz
Eros,
de
outra
ja
e
0
complexo
que
mais
amor,
uma
for<;a
a
fun<;ao
identificamos.
a
personifica<;ao
natureza;
relacionamento.
imediatamente
e evidente.
consciencia,
0 qual
Na mitologia
cosmogonica
se
necessaria
do
psicologicamente
traduz
ainda
complexio
0
de
opposi torum,
a
uni.3o dos opostos.
FANTASIA:
trocam
de
op6ern.
Em
Para
a
psicologia
lugar
e
de
segundo
do ponto
lugar
de vista
personificada.
real
Sistema
descri
merarnente
de
senda
0
uma imagem
tivo
se
e
que
de
e
os
mais
se
subjetiva
encenada
e
fisica
ou
fantasia.
urn conjunto
estudam
realidade
de
fen6rnenos
fen6menos.
interiores
como ontol6gicos.
lMAGEM:
It uma expressao
e apreensivel,
da
existencia
Ao
humanidade.
inconsciente
a
como
No<;ao
de
vida
seus
INDIVIDUAC;AO: Processo
central
encontram-se
sonhos
de
e
teoria
percebivel,
junguiana,
psiquico
incosciente
as
do
e
na
substrato
do
psiquica
percebida
individuo.
urn
contrario
coletivo
toda
totalidade
pelo
INCONSCIENTE COLETIVO:
postula
concientes
tambem
tudo
e
naa
lugar,
sempre
lugar,
em que
apreendida
modelam
nunea
mas esta
e sempre
filos6fico
considerados
a fantasia
terceiro
FENOMENOLOGIA: Estudo
fantasia
Em primeiro
mental,
Ern
literalmente
arquetipica,
valor.
imagens
sujeito,
que
comum
arquetipicas
tanto
a
no
pessoal,
que
suas
a<;6es
fantasias.
diferenciac;ao
pSico16gica
que
tern
34
como
finalidade
E
INSTINTO:
todo
participac;:ao
estao
desenvolvimento
0
0
fen6meno
intencional
todos as
da personalidade
da
processos
psiquico
vontade.
psiquicos
Sob
cuja
individual.
que
0
ocorre
conceito
energia
a
sem
a
instinto
conscie!llcia
nao controla.
LIBIDO:
E
processo
psiquico,
sua
a
energia
psiquica.
seu
valor
forc;:a determinante
que
e
a
intensidade
que
e
estabelecido
Energia
psico16gico
se
manifesta
em certos
do
par
efeitos
(produc;:5es) psiquicas.
LOGOS: Palavra grega definida como "palavra" ou "razao",
urn principia,
materia,
falava
Jung
e
Ihe
julgamento,
do
atribuia
Logos
como
masculinidade.
discriminac;:ao
e
Usava
discernimento
as
Como
nao
espirito,
palavras
sinonirno
como
de
Logos.
PERSONA:
mesmos)
que
na
"eu"
0
que
(frequentemente
apresentamos
realidade
nao
os
ao mundo
somos,
mas
aspectos
exterior.
aquilo
ideais
A
que
persona
tanto
de
nos
e aquila
nos
como
as
outros
PRIMA
MATERIA:
Terma
original";
no
instintivo
da
na analise
- sonhos,
PROJEcAO:
Jung
vida
Mecanismo
percebidos
proje~ao
sentida
como
pode
enfatiza,
alquimico
quanto
segundo
tanto
de
ao cantrario
significa
denota
0 material
emocoes,
bruto
conflitos,
a qual
pertencentes
ser
que
psicol6gico,
a
tanto
com
conteudos
da
proje~ao,
embora
tambem
retirada
das
proje90es,
atraves
da
se
trabalha
inconscientes
pessoa
negativos
da psicanalise,
fen6meno
que
"materia
fundamento
etc.
conteudos
outra
0
au
como
0 carater
considere
conscientiza~ao.
sao
objetos.
A
positivos.
normal
do
necessario
a
35
PSICOPOMPO:
conteudos
vezes,
como
Fator
psiquico
inconscientes
e
a
urn animal
serve
de
intermediario
cOnSCiE!TIcia,
imagern de urn velho
na
PSIQUE:
que
ou
uma
entre
mul tas
personificado,
velha
sabios
e,
as
vezes,
prestativa.
Totalidade
dos
processos
psiquicos
tanto
conscientes,
quanta inconscientes.
QUINTESSENCIA:
o
que
ha
SELF:
Extrato
de mais
SI-MESMO
pur~,
elevado
mais
e 0 arquetipo
-
do hornern. Hornern; poder
conceito
empiricQ,
psiquicos
Expressa
a
expressaa
passivel
nobre
a unidade
da
consciencia
SOMBRA:
existem
Sao
na
indispensavel
ardem,
de
unidade
apuramento.
da
todos
e
a
totalidade
0 ego.
os
Como
fenomenos
totalidade
da
global.
A melhor
coordenada
de
requinte.
transcende
total
a celula
inconsciente
da
que
SIMBOLO:
e
grau
algo;
central
ambito
0
alto
em
transpessoal
designa
hornern.
no
personalidade
ao mais
elevado
ou
urn
por
e
com
os
age
0
arquetipo;
como
potencial
aspectos
realidade.
para
urn
para
psique;
reune
descanhecida.
fun~ao
energia
transformador,
E
estruturante
consciente
estruturando
e
a
arquetipico.
obscuros
da
0 reconhecimento
qualquer
alga
sua
tipo
de
personalidade
destes
auto
aspectos
conhecimento.
tais
e
como
a base
36
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Sabre 0 Simbolismo
do Si-rnesrno. 3a• ed. Petropolis:
Vozes,
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JUNG, Carl Gustav.
Obras Completas,
Psique 2a• ed. Petr6polis:Vozes,
JUNG, Carl Gustav.
Obras
Transi9ao.
Petr6polis:
Vol.
1986.
Completas,
Vol.
Vozes,
1993.
VIII/2.
X/3.
A Natureza
Civiliza9ao
da
ern
JUNG, Carl Gustav.
Obras Completas,
Vol. VII. Estudos
Sobre
Psicologia
Analitica.
2a• ed. Petr6polis:
Vozes,
1981.
JUNG, Carl Gustav.
Psicanalise.
2a•
Obras Completas,
Vol. IV. Freud
ed. Petr6polis:Vozes
1990.
JUNG, Carl Gustav.
Obras Completas,
da Psicologia
Analitica.
6a. ed.
JUNG, Carl Gustav.
Obras
Coniunctionis.
2a. ed.
e a
Vol. XVIII/I.
Fundarnentos
Petr6polis:Vozes,
1991.
Completas,
Vol.
Petr6plis:Vozes,
XIV/I.
1988.
Mysteriurn
37
JUNG, Carl Gustav.
Obras
Coniunctionis.
Petr6plis
Completas,
Vol.
:Vozes,
1990.
JUNG, Carl Gustav.
Mem6rias
Janeiro:Nova
Fronteira,
Sonhos
XIV/2.
14a•
Reflexoes.
Obras Completas,
Vol. XVII.
4a.
ed. Petropolis: Vozes,
JUNG,
0 Homem
Carl
Gustav.
e Seus
Nova Fronteira.
JUNG, Carl Gustav.
Doencas
Mentais.
ed.
0 Desenvolvi.rrento
1988.
lla. ed. Rio de
Simbolos.
Psicogenese
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JUNG, Carl Gustav.
Obras Completas,
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JUNG, Carl Gustav.
Obras Completas,
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Vozes, 1991.
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VI.
Tipos
KOOGAN e LAROUSSE.
Dicionario
Larousse
do Brasil,
1979.
Enciclopedico.
MARCONI,
Paulo:
Tecnicas
UNIVERS IDADE
Trabalhos,
E.M.
Nancy.
A Prostituta
SAMUELS,
Andrew;
SHORTER,
Bani
Critico
de Analise
Junguiana.
SANFORD,
John A.
Paulus,
1987.
SHARP,
Daryl.
Os
Lexico
Parceiros
Edward
de
do
Janeiro:
3a•
Pesquisa.
Sagrada.
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Junguiano.
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Seu
Simbolo.
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Epoca.
Paulo:
Cultrix,
Sao