UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E AMBIENTAL MÉTODO PARA AVALIAÇÃO DE PROJETOS DE HABITAÇÃO SOCIAL: MOBILIAMENTO, ESPACIOSIDADE E FUNCIONALIDADE KÁTIA ALVES BARCELOS CUIABÁ, MT FEVEREIRO, 2011 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E AMBIENTAL MÉTODO PARA AVALIAÇÃO DE PROJETOS DE HABITAÇÃO SOCIAL: MOBILIAMENTO, ESPACIOSIDADE E FUNCIONALIDADE KÁTIA ALVES BARCELOS Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Edificações e Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso, como um requisito, à obtenção do título de Mestre em Engenharia de Edificações e Ambiental. Orientador: Prof. Dr. Douglas Queiroz Brandão CUIABÁ, MT FEVEREIRO, 2011 Dados Internacionais de Catalogação na Fonte. B242m Barcelos, Kátia Alves. Método para avaliação de projetos de habitação social : mobiliamento, espaciosidade e funcionalidade / Kátia Alves Barcelos. – 2011. 263 f. : il. (algumas color.) ; 30 cm. Orientador: Douglas Queiroz Brandão. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Edificações e Ambiental, 2011. Bibliografia: f. 187-193. 1. Habitação popular. 2. Qualidade habitacional - Avaliação. 3. Custo habitacional. 4. Projetos habitacionais. 5. Programa de Arrendamento Familiar. I. Título. CDU 728.05(817.2) Ficha catalográfica elaborada pelo Bibliotecário Carlos Henrique T. de Freitas. CRB-1: 2.234. Permitida a reprodução parcial ou total desde que citada a fonte. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E AMBIENTAL CERTIFICADO DE APROVAÇÃO MÉTODO PARA AVALIAÇÃO DE PROJETOS DE HABITAÇÃO SOCIAL: MOBILIAMENTO, ESPACIOSIDADE E FUNCIONALIDADE KÁTIA ALVES BARCELOS DEDICATÓRIA Dedico este trabalho àqueles que necessitam de uma habitação de interesse social de qualidade, que proporcione as condições dignas de moradia que todo ser humano deve ter, esperando sensibilizar projetistas e construtores em direção a esse ideal. AGRADECIMENTOS A Deus, sempre em primeiro lugar. Ao meu orientador, Prof. Dr. Douglas, pela paciência e por confiar e compartilhar comigo seus conhecimentos técnicos e de vida. Ao meu esposo, Leon, que está sempre ao meu lado. Aos meus filhos que são minha fonte de inspiração e vida. Aos meus pais, Longuinho e Geralda, e aos irmãos, Kênia, Keydson que estão sempre presentes nos momentos bons e ruins. Ao meu querido irmão Kleber (in memoriam), que por sua felicidade por eu ter ingressado neste curso, não me permitiu abandoná-lo, naquele momento difícil, quando de sua partida. A Nenê, que me ajuda em todas as tarefas do dia a dia. Aos colegas da Caixa Econômica Federal, que além do apoio técnico e muitas vezes executivo, compreenderam a minha ocasional ausência. A todos os colegas e professores do Mestrado, que em vários momentos e de várias formas me ajudaram. À aqueles que me disseram “não”, pois me motivaram a buscar um “sim”. RESUMO Este trabalho discute como analisar e selecionar projetos para habitação de interesse social, tecnicamente viáveis, equacionando as especificações dos programas habitacionais, a qualidade do espaço e os recursos disponíveis. Através da adaptação de um método internacional de avaliação da qualidade habitacional, foi analisada a produção de moradias dentro do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) em Cuiabá e Várzea Grande, ambas em Mato Grosso. O método está focado na habitação e adotou parâmetros baseados em norma e estudos nacionais e internacionais sobre o tema. O resultado são seis grupos de projetos que tem características de qualidade, custo e área que proporcionam a identificação de projetos com maior qualidade, oferecida por arranjos espaciais adequados a custos viáveis. Nestes grupos em três deles foi encontrada a qualidade recomendável, conforme o método, para habitação. Esta pesquisa mostra que o custo não cresce na mesma proporção da área, sendo viável o aumento desta sem tornar o projeto inviável financeiramente. E ainda, o arranjo inadequado do espaço poderá comprometer a qualidade independentemente da área. Palavras-chave: Habitação popular. Desempenho. Custo. ABSTRACT This paper discusses how to analyze and select projects for public housing, that are technically sound, meeting the specifications of the housing programs, achieving adequate space with the uses of available resources. Through the adaptation of an international method to assess housing quality, the production of houses was analyzed within the Income Residential Program in Cuiaba and Varzea Grande, both located in Mato Grosso. This method focuses on housing, and adopted parameters based on both national and international studies about the subject. The results yielded six group projects with the highest quality, cost and area that allow for the identification of projects with the highest quality, offered by adequate spatial and reasonable costs. Based on these results, there were three that were recommended due to housing quality, according to the method. This research shows that costs do not go up in the same proportion of the area, keeping in mind that, the project will be able to be accomplished from a financial standpoint. Furthermore, the inadequate arrangement of the space might compromise the quality regardless of the area. Keywords: Public housing/dwelling. Performance. Cost. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Cortiço ................................................................................................................................... 26 Figura 2 - Cortiço e a privacidade .......................................................................................................... 26 Figura 3 - Casa Econômica tipo 3. ......................................................................................................... 27 Figura 4 - Vila economizadora ............................................................................................................... 27 Figura 5 - Apartamento área mínima - IAP............................................................................................ 29 Figura 6 - Fachada do Conjunto Realengo ............................................................................................. 29 Figura 7 - Casa de 2 quartos (Área =43 m², Anil, nov./73 a fev./76, São Luís/MA, COHAB/MA) ...... 30 Figura 8 - Casa de 2 e 3 Q (Parque Ipê Anil, out./67 a jul./70, Joinville/SC, COHAB/SC) .................. 31 Figura 9 - Apartamento, PAR, Canoas/RS. ............................................................................................ 33 Figura 10 - Casa, PAR, João Pessoa/PA ................................................................................................ 33 Figura 11 - Fachada de casa cuiabana .................................................................................................... 42 Figura 12 - Varanda da casa cuiabana .................................................................................................... 43 Figura 13 - Quintal de casa Cuiabana .................................................................................................... 43 Figura 14 - Casa simples Rua Prof. João Félix, Cuiabá/MT .................................................................. 43 Figura 15 - Planta de uma casa cuiabana ............................................................................................... 44 Figura 16 - Casa cuiabana antiga ........................................................................................................... 44 Figura 17 - Conjunto Habitacional Popular, na década de 60. ............................................................... 45 Figura 18 - Croqui da planta original da casa, sem escala ..................................................................... 45 Figura 19 - Fachada da unidade nos dias atuais. .................................................................................... 45 Figura 20 - Planta Baixa, A=25,18 m² (MT.8.I.2.30, CPA 1 e 2/Cuiabá).............................................. 50 Figura 21 - Planta Baixa, A. útil = 54,57 m² (MT.26.I.2.60 Tijucal/Cuiabá). ....................................... 50 Figura 22 - Plantas Baixas (Grande Terceiro/Cuiabá, CPA/Cuiabá e COHAB Rio Vermelho/Rondonópolis). ................................................................................................. 51 Figura 23 - Planta de 39,64 m² do Governo do Estado .......................................................................... 58 Figura 24 - Planta de 31,98 m² do Governo do Estado .......................................................................... 58 Figura 25 - Planta de 24,12 m² do Governo do Estado .......................................................................... 58 Figura 26 - Cozinha Mínima .................................................................................................................. 63 Figura 27 - Modelos de espaços de dormir. ........................................................................................... 67 Figura 28 - Potencial de influência no custo final de um empreendimento de edifício e suas fases. ..... 83 Figura 29 - Análise da circulação ........................................................................................................... 86 Figura 30 - Análise das superfícies livres (cinza). ................................................................................. 86 Figura 31 - Análise das semelhanças entre os elementos da planta. ...................................................... 87 Figura 32 - Exemplo de avaliação através de função de transformação ................................................ 91 Figura 33 - Modelo do Método de Martins. ........................................................................................... 94 Figura 34 - Dendograma do método CHAID ......................................................................................... 96 Figura 35 - Os três primeiros níveis da árvore de pontos de vista ....................................................... 104 Figura 36 - O terceiro, quarto e quinto nível da árvore de pontos de vista da habitação ..................... 106 Figura 37 - Planta levantada (planta 1). ............................................................................................... 110 Figura 38 – Plantas 33 e 34 ocorrem com maior frequência nos empreendimentos PAR. .................. 112 Figura 39 - Planta 1 - Padronizada ....................................................................................................... 114 Figura 40- Grafos justificados de maior ocorrência nas plantas analisadas. ........................................ 116 Figura 41 - Recorte na árvore de ponto de vista................................................................................... 118 Figura 42 - Grupo 1, Planta 13 ............................................................................................................. 173 Figura 43 - Grupo 2, Planta 8 ............................................................................................................... 174 Figura 44 - Grupo 3, Planta 5 ............................................................................................................... 175 Figura 45 - Grupo 4, planta 29 ............................................................................................................. 176 Figura 46 - Grupo 5, Planta 35 ............................................................................................................. 177 Figura 47 - Grafo II, maior ocorrência no Grupo 5 .............................................................................. 177 Figura 48 - Grupo 6, planta 27 ............................................................................................................. 178 Figura 49 - Grafo IX, maior ocorrência no Grupo 6 ............................................................................ 178 Figura 50 - Topologias das plantas 1 a 6 .............................................................................................. 225 Figura 51 - Topologias das plantas 7 a 11 ............................................................................................ 226 Figura 52 - Topologias das plantas 12 a 17 .......................................................................................... 227 Figura 53 - Topologias das plantas 18 a 23 .......................................................................................... 228 Figura 54 - Topologias das plantas 24 a 29 .......................................................................................... 229 Figura 55 - Topologias das plantas 28 a 36 .......................................................................................... 230 Figura 56 - Esquema das características topológicas das Plantas de cinco cômodos........................... 231 Figura 57 - Esquema das características topológicas das Plantas de seis cômodos. ............................ 231 Figura 58 - Esquema das características topológicas das Plantas de sete cômodos. ............................ 232 Gráfico 1 - Déficit habitacional urbano, por faixa de renda ................................................................... 17 Gráfico 2 - Demanda de domicílios em Cuiabá ..................................................................................... 19 Gráfico 3 - Unidades Habitacionais entregues pela COHAB-MT (1966 a 1996). ................................. 47 Gráfico 4 - Unidades Habitacionais entregue, por ano, COHAB/MT, de 1966 a 1996. ........................ 47 Gráfico 5 - Unidades Habitacionais entregues pela COHAB-MT (1966 a 1983). ................................. 48 Gráfico 6 - Evolução Histórica da Habitação em Mato Grosso (1949- out./2010). ............................... 53 Gráfico 7 - Unidades Habitacionais recursos FGTS, FAT, OGU e FAR, 1995-2010. .......................... 54 Gráfico 8 - Participação dos recursos na habitação de MT (1995-2010) ............................................... 55 Gráfico 9 - Média de unidades habitacionais por empreendimento PAR, por ano, em MT. ................. 56 Gráfico 10 - Unidades habitacionais, executadas pelo Governo do Estado ........................................... 57 Gráfico 11 - Demonstrativo dos Programas Habitacionais do MT. ....................................................... 57 Gráfico 12 - Variação das áreas em habitações proletárias. ................................................................... 68 Gráfico 13 - metro quadrado por pessoa. ............................................................................................... 69 Gráfico 14 - Exigências de países europeus e entidades (m²/pessoa). ................................................... 69 Gráfico 15 - Rubricas do Método Qualitel ............................................................................................. 88 Gráfico 16- Número de Cômodos, Profundidade e Frequência. .......................................................... 117 Gráfico 17 - Reta e equação da reta formada pelos critérios de avaliação programa de espaços. ....... 121 Gráfico 18 - Equações de reta dos critérios de avaliação: Cozinha (Questionário 3). ......................... 122 Gráfico 19 - Equações de reta dos critérios de avaliação: Quartos (Questionário 3). .......................... 124 Gráfico 20 - Equações de reta dos critérios de avaliação, área útil: Quartos ....................................... 125 Gráfico 21 - Equações de reta dimensionamento mínimo, quartos ..................................................... 127 Gráfico 22 - Equações de reta dos critérios de avaliação, funcionalidade ........................................... 133 Gráfico 23 - Gráfico qualidade, custos e área dos projetos analisados. ............................................... 167 Gráfico 24 - Classificação dos projetos em grupos (qualidade, custo e área) ...................................... 171 Gráfico 25- Classificação dos projetos em grupos ............................................................................... 172 Gráfico 26 - Qualidade das plantas no período de 2000 a 2008........................................................... 179 Gráfico 27 - Respostas por formação profissional. .............................................................................. 238 Mapa 1 - Déficit habitacional total, por estado em 2007. ...................................................................... 18 Mapa 2 - Empreendimentos PAR, Cuiabá e Várzea Grande, 2000 a 2008. ......................................... 200 Quadro 1 - Quadro dos Programas habitacionais ................................................................................... 35 Quadro 2 - Especificações determinadas para o PAR ............................................................................ 37 Quadro 3 - Comparando os estudos de Boueri e Pedro com Silva (1982) e Pereira (2007) .................. 72 Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima ............................................... 74 Quadro 5 - Lista critérios de avaliação do Método SEL ........................................................................ 90 Quadro 6 - Os seis Bs da qualidade habitacional definidos por Martins (1995). ................................... 92 Quadro 7- Atribuição de Notas ............................................................................................................ 102 Quadro 8 - Planta e a sua ocorrência nos empreendimentos do PAR .................................................. 111 Quadro 9 - Padronização dos projetos levantados................................................................................ 114 Quadro 10- Questões sobre funcionalidade.......................................................................................... 161 Quadro 11 - Grupo segundo a qualidade, o custo e a área ................................................................... 170 Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI. ................................................................... 204 Quadro 13 - Critério de pontuação do questionário de validação. ....................................................... 234 Quadro 14 - Projetos ............................................................................................................................ 257 Quadro 15 - Dimensões dos cômodos .................................................................................................. 257 Quadro 16 - Características gerais do projeto ...................................................................................... 258 Quadro 17 - Especificação de pintura .................................................................................................. 259 Quadro 18 - Especificações sobre louças e metais ............................................................................... 259 Quadro 19 - Solicitações sobre instalações elétricas e telefônicas ....................................................... 259 Quadro 20 - Solicitações complementares ao projeto (cont.) .............................................................. 260 Quadro 21 - Tecnologias inovadores no sistema construtivo............................................................... 260 Quadro 22 - Sustentabilidade da unidade habitacional. ....................................................................... 260 Quadro 23 - Solicitações sobre a infraestrutura ................................................................................... 261 Quadro 24 - Solicitações sobre acessibilidade ..................................................................................... 261 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Proporção de domicílios estimados e projetados, por categoria de tamanho do domicílio, segundo o período e grande região. Brasil, 2008 a 2023 ................................................... 19 Tabela 2 - Evolução Dimensional do Código Sanitário (SP) ................................................................. 62 Tabela 3 - Área Mínima para habitação (m²) ......................................................................................... 66 Tabela 4 - Área mínima, regular, recomendável .................................................................................... 67 Tabela 5 - Área mínima, recomendável e ótima .................................................................................... 68 Tabela 6 - Paredes e as formas geométricas de plantas de edifícios. ..................................................... 70 Tabela 7 - Pontuação para o atributo potencial de conversão do cômodo. ............................................ 97 Tabela 8 - Intervalos de funcionalidade ................................................................................................. 98 Tabela 9 - Ponderação da Metodologia de Avaliação para o Produto Habitacional ............................ 100 Tabela 10 - Recomendações de área para unidades do PAR................................................................ 101 Tabela 11 - Repetições de plantas nos empreendimentos PAR (2000-2008). ..................................... 111 Tabela 12- Questões quanto ao atendimento à NBR 15.575:1, item 16............................................... 119 Tabela 13 - Questões relativas ao programa de espaços. ..................................................................... 120 Tabela 14 - Critérios de Avaliação para Programa de espaços (Questionário 2). ................................ 121 Tabela 15 - Valores de referência para a extensão da bancada da cozinha .......................................... 122 Tabela 16 - Programa de equipamentos ............................................................................................... 123 Tabela 17 - Valores de referência para índice de guarda roupas por habitante. ................................... 123 Tabela 18 - Valores de referência para área útil dos quartos ............................................................... 125 Tabela 19 - Equações de reta para área mínima (questionário 5)......................................................... 126 Tabela 20 - Área útil ............................................................................................................................ 126 Tabela 21- Valores de referência para dimensionamento: quartos. ..................................................... 127 Tabela 22 - Equações de reta para dimensionamento mínimo (questionário 6)................................... 128 Tabela 23 - Dimensionamento mínimo dos cômodos .......................................................................... 128 Tabela 24 - Critérios para a Funcionalidade ........................................................................................ 131 Tabela 25- Valores de referência para funcionalidade ......................................................................... 133 Tabela 26 - Análise da Funcionalidade (Questionário 6). .................................................................... 134 Tabela 27 - Análise da Qualidade. ....................................................................................................... 136 Tabela 28 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 1 a 12) .......................................................... 139 Tabela 29 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 13 a 24) ........................................................ 140 Tabela 30 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 25 a 36) ........................................................ 141 Tabela 31 - Análise de espaços (plantas de 1 a 12) .............................................................................. 142 Tabela 32 - Análise de espaços (plantas de 13 a 24) ............................................................................ 143 Tabela 33 - Análise de espaços (plantas de 25 a 36) ............................................................................ 144 Tabela 34 – Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 1 a 9) ................. 145 Tabela 35 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 10 a 18).............. 146 Tabela 36 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 19 a 27).............. 147 Tabela 37 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 28 a 36).............. 148 Tabela 38 - Área mínima por cômodos (plantas 1 a 9) ........................................................................ 149 Tabela 39 - Área mínima por cômodos (plantas 10 a 18) .................................................................... 150 Tabela 40 - Área mínima por cômodos (plantas 19 a 27) .................................................................... 151 Tabela 41 - Área mínima por cômodos (plantas 28 a 36) .................................................................... 152 Tabela 42 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 1 a 9) ................................................ 153 Tabela 43 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 10 a 18) ............................................ 155 Tabela 44 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 19 a 27) ............................................ 157 Tabela 45 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 28 a 36) ............................................ 159 Tabela 46 - Resultados obtidos para funcionalidade (plantas 1 a 18) .................................................. 163 Tabela 47 - Resultados obtidos para funcionalidade (plantas 19 a 36) ................................................ 164 Tabela 48 - Resultado final da análise de qualidade (plantas 1 a 18)................................................... 165 Tabela 49 - Resultado final da análise de qualidade (plantas 19 a 36)................................................. 165 Tabela 50 - Resultados do índice de qualidade e dos custos de cada projeto....................................... 166 Tabela 51 - Ocorrência das topologias no gráfico da qualidade .......................................................... 168 Tabela 52- Evolução da qualidade, custo e área .................................................................................. 169 Tabela 53 - Dimensões de mobiliário .................................................................................................. 195 Tabela 54 - Empreendimentos PAR, Cuiabá e Várzea Grande, 2000 a 2008. ..................................... 201 Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) ........ 209 Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) ...... 214 Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) ...... 219 Tabela 58 - Resultado da validação do questionário 1, realizada com 24 profissionais. ..................... 234 Tabela 59 - Resultado da validação do questionário 2, realizada com 24 profissionais ...................... 235 Tabela 60 - Resultado da validação do questionário 3, realizada com 24 profissionais ...................... 235 Tabela 61 - Resultado da validação do questionário 4, realizada com 24 profissionais ...................... 235 Tabela 62 - Resultado da validação do questionário 5, realizada com 24 profissionais ...................... 235 Tabela 63 - Resultado da validação do questionário 6, realizada com 24 profissionais ...................... 235 Tabela 64 - Resultado da validação do questionário 7, realizada com 24 profissionais ...................... 236 Tabela 65 - Resultado da validação do questionário 8, realizada com 24 profissionais ...................... 237 Tabela 66 - Paredes Mobiliáveis (plantas 1 a 12) ................................................................................ 254 Tabela 67 - Paredes Mobiliáveis (plantas 13 a 24) .............................................................................. 254 Tabela 68 - Paredes Mobiliáveis (plantas 25 a 36) .............................................................................. 255 13 SUMÁRIO RESUMO ................................................................................................................................................ 6 LISTA DE ILUSTRAÇÕES.................................................................................................................. 8 LISTA DE TABELAS.......................................................................................................................... 11 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 15 1 HABITAÇÃO SOCIAL NO BRASIL ........................................................................................... 24 1.1 HABITAÇÃO SOCIAL A PARTIR DO SÉCULO XX. .......................................................... 25 1.2 HABITAÇÃO SOCIAL NOS DIAS ATUAIS ......................................................................... 33 1.2.1 Programa de Arrendamento Residencial (PAR)........................................................................ 37 1.2.2 Programa Minha Casa, Minha Vida .......................................................................................... 38 2 HABITAÇÃO POPULAR em CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE ............................................... 40 2.1 VÁRZEA GRANDE ................................................................................................................. 40 2.2 CUIABÁ.................................................................................................................................... 41 2.3 HABITAÇÃO EM CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE .............................................................. 42 2.3.1 Banco Nacional de Habitação e a COHAB/MT ........................................................................ 46 2.3.2 Pós COHAB/MT ....................................................................................................................... 52 3 DIMENSÕES E FUNÇÕES DA HABITAÇÃO........................................................................... 60 3.1 DIMENSÕES MÍNIMAS ......................................................................................................... 61 3.2 FUNÇÕES DA HABITAÇÃO E MOBILIAMENTO .............................................................. 71 3.2.1 Redução da área das unidades habitacionais ............................................................................. 80 4 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE HABITACIONAL ..................................... 82 4.1 MÉTODO KLEIN ..................................................................................................................... 85 4.2 MÉTODO QUALITEL ............................................................................................................. 88 4.3 MÉTODO SEL .......................................................................................................................... 89 4.4 MÉTODO MARTINS ............................................................................................................... 91 4.5 MÉTODO BRANDÃO ............................................................................................................. 95 4.6 MÉTODO LEITE ...................................................................................................................... 98 4.7 MÉTODO PALERMO .............................................................................................................. 99 4.8 MÉTODO BUZZAR E FABRÍCIO ........................................................................................ 100 4.9 MÉTODO PEDRO .................................................................................................................. 102 4.9.1 Critérios de avaliação do Método Pedro ................................................................................. 103 5 MÉTODO PROPOSTO E APLICAÇÃO ................................................................................... 109 5.1 COLETA DE DADOS DAS UNIDADES .............................................................................. 110 5.2 PADRONIZAÇÃO DOS DADOS .......................................................................................... 113 5.3 TIPIFICAÇÃO PRELIMINAR ............................................................................................... 115 5.4 ANÁLISE DO ESPAÇO INTERNO DOS CÔMODOS. ....................................................... 117 5.4.1 Atendimento à NBR 15.575:1 ................................................................................................. 119 5.4.2 Programa de espaços ............................................................................................................... 120 5.4.3 Programa de equipamentos ..................................................................................................... 122 5.4.4 Extensão de parede mobiliável ................................................................................................ 124 5.4.5 Área útil ................................................................................................................................... 125 5.4.6 Dimensionamento mínimo ...................................................................................................... 127 5.4.7 Funcionalidade ........................................................................................................................ 130 5.4.8 Pontuação Final ....................................................................................................................... 136 5.5 CUSTO DA HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL ......................................................... 136 5.6 ANÁLISE DOS RESULTADOS ............................................................................................ 138 5.6.1 Qualidade, Custo e Área .......................................................................................................... 169 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS ................. 180 6.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................. 180 6.1.1 Métodos de Avaliação da Qualidade da Habitação ................................................................. 181 6.2 SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS................................................................... 186 Apêndice A - PESQUISA DIMENSÕES DO MOBILIÁRIO ........................................................ 194 14 Apêndice B - MAPA DE LOCALIZAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS PAR ........................ 199 Apêndice C - QUANTIFICAÇÃO E CUSTOS UNITÁRIOS ........................................................ 203 Apêndice D - TOPOLOGIAS ............................................................................................................ 224 Apêndice E - RESULTADO DA VALIDAÇÃO POR PROFISSIONAIS .................................... 233 Apêndice F - PLANTAS PADRONIZADAS ................................................................................... 239 Apêndice G - PAREDES MOBILIÁVEIS ....................................................................................... 253 Anexo A - ESPECIFICAÇÕES MÍNIMAS PMCMV .................................................................... 256 Anexo B – PLANTAS COHAB/MT ................................................................................................. 262 15 INTRODUÇÃO MOTIVAÇÃO PARA A PESQUISA Com o ingresso da autora, em 2007, no quadro de arquitetos da Caixa Econômica Federal (CAIXA) em Mato Grosso, esta iniciou suas atribuições profissionais na análise de projetos de unidades habitacionais de interesse social tanto de empreendimentos com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), quanto de empreendimentos do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), cujos recursos provêm do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). As maiores ocorrências de análises foram de empreendimentos PAR. Durante o trabalho de análise é natural que ocorram as interações sobre os projetos das unidades habitacionais. Neste momento, o profissional da Caixa deve orientar as construtoras quanto à necessidade de atender as diretrizes do Programa, quanto às especificações de materiais, espaços, programa de necessidades e recursos disponíveis. As construtoras, defendendo suas necessidades operacionais e financeiras, oferecem propostas as quais são muitas vezes deficientes quanto à qualidade dos espaços disponibilizados aos usuários finais, os arrendatários. Neste embate técnico, é frequente que o profissional analista da Caixa não consiga reverter certos problemas de projeto, já que há um profissional com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de projeto e muitas vezes os projetos já estão aprovados nas prefeituras, dificultando as alterações sugeridas. Para o PAR, havia poucos parâmetros para a análise como será visto mais a frente nas especificações do programa. 16 CONTEXTO DA PESQUISA Em fevereiro de 2001, a Lei 10.188 substituiu a Medida Provisória n. 1.823-1, de 27 de maio de 1999, com a qual o Governo Federal criou o Programa de Arrendamento Residencial (PAR) com o objetivo de construir unidades habitacionais para pessoas com renda de 3 a 10 salários mínimos na forma de arrendamento. Neste sistema, o arrendatário paga uma parcela do arrendamento por 15 anos e, após este período, o imóvel, que é patrimônio do FAR e de propriedade fiduciária da Caixa Econômica Federal (CAIXA), poderá ser adquirido (BRASIL, 2001). No início do programa em Mato Grosso, até 2002, foram construídos condomínios residenciais com média inferior a 200 unidades habitacionais, os quais, devido a este tamanho, puderam ser inseridos nos vazios da malha urbana. Nestes condomínios foi executada toda a infraestrutura: rede de água, de esgoto, energia, drenagem e pavimentação. As casas foram construídas com especificações próprias do programa, consideradas de padrão baixo, conforme as indicações da NBR 12721 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2006). Até então, as áreas destas habitações situavam-se, normalmente, entre 45 e 50 m². Através de uma parceria com o Governo do Estado, a partir de 2003, a infraestrutura passa a ser aportada como contrapartida. Assim a implantação que antes era na forma de condomínio, de propriedade do FAR, passa a ser loteamento, onde somente as unidades e seus lotes são de propriedade do fundo. Infelizmente, esse aporte de recurso fomentou o aumento do tamanho dos conjuntos habitacionais em 400%, os quais passaram a ter a média superior a 200 unidades habitacionais, chegando, em 2007, a uma média próxima a 400 unidades. Em uma mesma região foram construídas mais de 1300 unidades (Residenciais Buritis, Wantuil de Freitas e Ilza Picolli), de acordo com dados levantados na Regional de Sustentação ao Negócio Governo (RSNGOV/CB), anteriormente denominada Gerência de Desenvolvimento Urbano (GIDUR/CB), setor na Caixa responsável pela análise dos processos dos empreendimentos habitacionais. Foi criada por meio da Portaria nº 231, de 4 de junho de 2004, mais uma especificação para as unidades habitacionais do PAR, que foi denominada mínima, com redução de acabamentos e área menor. Esta nova especificação visa a redução do valor da unidade para 17 que famílias com renda até quatro salários pudessem fazer o arrendamento (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2008). A referida portaria traz em seu texto, no item 7.1 (BRASIL, 2004): Para os projetos com a especificação técnica mínima e a destinação das unidades para famílias com renda até quatro salários mínimos, a taxa de arrendamento será fixada em 0,5% do valor de aquisição das unidades habitacionais. Tendo como justificativa esta nova especificação, no decorrer do período entre as primeiras implantações do PAR em Mato Grosso e o ano de 2008, com a utilização da especificação mínima, a unidade habitacional perdeu qualitativa e quantitativamente, espaço e acabamento. O acabamento pode ser resolvido após a construção, porém a espaço torna-se mais complexo, pois depende de um projeto bem desenvolvido, no início, na fase de concepção. PROBLEMA DA PESQUISA O déficit habitacional no Brasil em 2006 era de mais de 6,5 milhões de moradias e atinge, principalmente, a população com renda até três salários, representando 90,7% deste total. Somado à faixa de três a cinco salários mínimos, as duas faixas representam 96,20% do total do déficit calculado (Gráfico 1). Por estes números, justifica-se os programas habitacionais do Governo Federal, tais como o PAR e o Programa Minha Casa Minha Vida1, que são direcionados a estas faixas de renda. Déficit Habitacional Urbano (1), segundo faixas de renda média familiar mensal - Brasil 2006 91% Até 3 salários mínimos 5% 3% 1% mais de 3 até 5 salários mínimos mais de 5 até 10 salários mínimos mais de 10 salários mínimos Gráfico 1 - Déficit habitacional urbano, por faixa de renda 1 Programa do Governo Federal para provimento de habitação com subsídios progressivos que atende famílias de 0 a 10 salários mínimos (vide 1.2.2). 18 Fonte: Elaborado a partir de IBGE2 (2006, apud Ministério da Cidades 2008b) Em Mato Grosso o déficit em 2007 era de 86.679 unidades habitacionais (Mapa 1), segundo o Ministério das Cidades (BRASIL, 2008b). Entretanto, em 2009, foram liberados, pelo Programa Minha Casa Minha Vida, para renda de 0 a 10 salários, recursos suficientes para a produção de 13.390 unidades habitacionais que, segundo o Governo Federal, representava 10% do déficit do estado. Já foram contratados, até maio de 2010, 135,6% acima desta meta em todo o estado de Mato Grosso (BRASIL, 2010b). Mapa 1 - Déficit habitacional total, por estado em 2007. Fonte: (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (2007, BRASIL. MINISTÉRIO DAS CIDADES, 2008b, p. 26) A preocupação em suprir a demanda é grande, haja vista a demanda futura de domicílios, para Cuiabá, que pode ser observada no Gráfico 2 e o tamanho dos domicílios que serão demandados na Tabela 1. 2 IBGE (RJ), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - 2005 microdados. [Rio de Janeiro, 2006]. CDROM. 19 Ano Projeção da demanda de domicílios, Cuiabá-MT, 2003-2023. 2023 2022 2021 2020 2019 2018 2017 2016 2015 2014 2013 2012 2011 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 229.599 228.521 226.964 224.975 222.615 220.005 217.265 214.475 211.699 208.957 206.092 202.884 199.012 194.130 187.975 180.582 172.161 163.333 154.792 147.143 140.766 Gráfico 2 - Demanda de domicílios em Cuiabá Fonte: Elaborado baseado em Oliveira, Givisiez e Rios-Neto (2009). Tabela 1 - Proporção de domicílios estimados e projetados, por categoria de tamanho do domicílio, segundo o período e grande região. Brasil, 2008 a 2023 Valores relativos Período 2008 2009 Grande região Unipessoais Dois moradores Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste 8,8% 10,2% 11,8% 11,5% 11,7% 13,1% 14,9% 17,2% 16,7% 17,1% 16,0% 17,7% 22,0% 23,8% 20,5% 20,9% 22,8% 28,5% 30,5% 26,1% Três/quatro moradores 45,8% 44,9% 49,2% 49,8% 49,2% 45,0% 43,7% 44,0% 43,8% 44,8% Cinco moradores ou mais. 29,4% 27,3% 16,9% 14,9% 18,7% 21,0% 18,6% 10,3% 8,9% 11,9% Total 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% Fonte: Elaborado a partir de Oliveira, Givisiez e Rios-Neto (2009) A política para combater o déficit habitacional associada à sistemática de restrição de custos levou à redução da área da habitação de interesse social, visando a construção de mais unidades. Esta redução é comentada por Leite (2006, p. 81): Em especial as habitações de interesse social notadamente são caracterizadas pela tendência pronunciada de sua miniaturização quanto ao espaço habitável justificada pelo viés econômico em detrimento do desempenho técnico, social, humano e funcional. A questão não se resume apenas à redução da área da unidade habitacional, pois fatores importantes como a qualidade do espaço projetado, o arranjo espacial e a capacidade de mobiliar também são comprometidos. Palermo (2009, p. 18-19) explica que: A rigidez e excessiva padronização dos projetos, apesar de aparentemente buscar a viabilidade econômica, têm resultado em espaços de difícil 20 apropriação. A qualidade precária e muitas vezes inadequada ao contexto dos locais de implantação. [...] interferindo de imediato em três condições: Liquidez financeira: [...] o mutuário tende a empreender tão cedo quanto possível mudanças na edificação, ações que oneram o orçamento familiar [...]. Estabilidade construtiva: [...] reformas e ampliações sejam empreendidas por profissionais não qualificados, com grave risco construtivo e estrutural, repercutindo sobre a segurança física da família. Estrutura de funcionamento da moradia: reformas não previstas em projeto, além do impacto construtivo, atingem também a saúde da família [...] confinamento de banheiros e dormitórios, sobrecargas na rede elétrica e no esgotamento sanitário. Como o usuário das habitações de interesse social, em especial com renda inferior a 6 salários mínimos, não tem como interferir no processo de projeto e execução de sua habitação, destaca-se o papel do analista de projetos (Caixa, prefeituras e outros órgãos) que intervirá por ele, buscando atender a necessidades essenciais estabelecidas nas normas técnicas brasileiras e por autores de atestada experiência, estudiosos deste tema, visando a qualidade da moradia. QUESTÕES E OBJETIVOS DA PESQUISA A questão principal desta pesquisa é: Como analisar e selecionar projetos para HIS, tecnicamente viáveis, equacionando as especificações dos programas, a qualidade do espaço e os recursos disponíveis? Para responder a questão principal é necessário responder às seguintes questões secundárias: Como estabelecer procedimentos que possibilitem ao analista de projetos de habitação de interesse social (prefeituras, agências de habitação, órgãos financiadores) classificá-los objetivamente quanto a qualidade do arranjo espacial interno, relacionando com o seu custo de produção? Como definir as variáveis mais importantes para a análise de viabilidade técnica qualitativa do espaço interno? Que parâmetros podem ser adotados ao realizar as análises por meio das variáveis identificadas? 21 A qualidade das unidades do PAR está aquém do necessário para o desempenho das atividades domésticas? Como a qualidade das moradias do PAR se comportou ao longo do tempo? Quais fatores caracterizam maior ou menor qualidade de uma unidade habitacional? Objetivo Geral Desenvolver um método para avaliação de projetos de habitação quanto ao mobiliamento, a funcionalidade e o arranjo espacial, com critérios observáveis durante a análise documental das plantas. Objetivos específicos Analisar métodos nacionais e internacionais de avaliação da qualidade habitacional existentes. Propor um conjunto de variáveis e parâmetros para a análise de projetos de HIS, quanto à qualidade de projetos. Aplicar os critérios definidos e analisar as variáveis propostas neste estudo às plantas usadas para empreendimentos PAR, nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, ambas em Mato Grosso, dentro do período de execução do programa no estado. Verificar os resultados obtidos e refutar ou confirmar a hipótese de que um projeto de qualidade tem um custo inviável para habitações de interesse social. Estabelecer critérios de classificação dos projetos estudados, quanto a qualidade do espaço interno e os custos para produção das unidades. DELIMITAÇÕES DE PESQUISA Para alcançar os objetivos propostos foram estudadas todas as plantas de unidades habitacionais dos empreendimentos do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) 22 construídos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande (região de Cuiabá) no período de 2000 a 2008. As duas cidades são as que, desde o início do programa, receberam empreendimentos do PAR. O período do estudo refere-se ao tempo em que ocorreram as contratações no Estado. Em Mato Grosso não foram edificados empreendimentos verticalizados, apenas um contrato tem unidades do tipo sobrado. As unidades são do tipo unifamiliares com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, em alguns casos área de serviço e varanda. A pesquisa foi realizada nos arquivos da Regional de Sustentação ao Negócio Governo (RSNGOV/CB), da CAIXA e na Prefeitura Municipal de Cuiabá e Várzea Grande. Atualmente o PAR está suspenso, e a provisão de habitação está sendo atendida pelo Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). O estudo se refere às dimensões internas dos cômodos. Não são abordados, neste estudo, aspectos como diversificação e comparação de sistemas construtivos, análise de variáveis de conforto lumínico, ou conforto sonoro, ou conforto térmico, nem mesmo valores estéticos. Outros importantes aspectos como acesso-comunicabilidade, personalização da habitação e as opiniões dos usuários (pós ocupação) também não serão estudados. Os aspectos do entorno (equipamentos comunitários, transporte, lazer e ligações com a cidade) e infraestrutura (redes de água, energia, esgoto, drenagem e pavimentação), apesar de sua grande importância não foram considerados neste trabalho, pois seria necessário avaliar cada empreendimento como um todo o que seria inviável neste momento. Pretende-se avaliar apenas a adequação espaço-funcional da habitação, apresentada em sua forma documental, ou seja, em projeto. ESTRUTURA DO TRABALHO No primeiro capítulo há um breve relato histórico sobre as habitações brasileiras a partir do século XX, mostrando as ações do Estado (Federal, Estadual e Municipal) com relação às questões habitacionais no decorrer de décadas. São abordadas as questões de criação do BNH e da COHAB/MT e de suas extinções e, os programas habitacionais disponíveis para o atendimento da demanda habitacional no Brasil atualmente. Os principais aspectos históricos de Cuiabá e Várzea Grande são registrados no segundo capítulo, bem como um breve relato sobre a habitação nesta duas cidades e a atuação 23 do BNH e da Companhia de Habitação do Estado de Mato Grosso (COHAB/MT) e, finalmente, as realizações após a extinção da Companhia. O terceiro capítulo traz os estudos realizados sobre qualidade e sobre as dimensões da habitação de interesse social e parâmetros dimensionais que podem ser utilizados na análise de projetos. Vários métodos de avaliação da habitação e seus pontos convergentes e divergentes são descritos no quarto capítulo. Destaque para os métodos de Buzzar e Fabrício, de Pedro e de Palermo. O método proposto, sua aplicação e os resultados obtidos são tratados no quinto capítulo. As considerações finais e sugestões para trabalhos futuros são apresentados no sexto e último capítulo. 24 1 HABITAÇÃO SOCIAL NO BRASIL A casa tem vários significados, lugar de defesa, abrigo das intempéries, abrigo, proteção. Segundo Correia (2004, p. 47), “ao longo da história, outros significados foram sendo incorporados à casa. Na segunda metade do século XIX e na primeira do XX, o conceito de casa como alojamento foi alvo de críticas profundas. Suas condições sanitárias foram questionadas e seu papel na reprodução da família e na produtividade do trabalho foi discutido.” A habitação no Brasil inicialmente sofreu grande influência da cultura dos portugueses e em algumas partes do país também dos espanhóis. A influência moura sobre estes últimos também refletiu em nossas moradias, com suas treliças e balcões (muxarabiês) (LEITE, 2006; BRANDÃO H., 2007; VERÍSSIMO E BITTAR, 1999). O português foi para Veríssimo e Bittar (1999, p. 17-19) um harmonizador da influências sobre a moradia no Brasil: Com o índio, aprendeu que cozinhar nos trópicos é uma tarefa a ser feita ao lado de fora; numa varanda ou num puxado ao lado da casa. A solução para o escoamento das grandes chuvas ele copia da experiência apreendida no Oriente, trazendo dessas regiões as inflexões dos telhados e dos beirais alongados com desenhos graciosos. De Portugal traz as paredes caiadas e os portais coloridos, tão comuns nas paisagens do Minho, do Alentejo e do Algave. As casas da população mais pobre eram construídas em taipa (estrutura de madeira e barro) ou adobe (massa de barro, esterco e grama), normalmente construída nas zonas rurais, dadas as características agrárias da nossa economia até ao século XX (AQUINO, 2009, p. 5457). Todas estas influências serão transformadas no século XX, através da industrialização do Brasil, a atuação dos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAP) e a interferência do Estado na produção habitacional a partir de 1946 até os dias atuais. 25 1.1 HABITAÇÃO SOCIAL A PARTIR DO SÉCULO XX. No início do século XX, a industrialização, destacadamente em São Paulo, gerou uma grande demanda por moradias, principalmente por pessoas vindas da zona rural. As fábricas instaladas longe dos centros forçaram os seus trabalhadores a buscarem formas de residirem nas proximidades, tendo como alternativa as habitações coletivas e lotadas, os cortiços (Figura 1 e Figura 2). Correia (2004), Folz (2003) e Bonduki (2004) relatam os comentários das autoridades sobre os cortiços, que destacavam as precárias condições de saneamento e alto adensamento nos cômodos. Cada família se instalava em um conjunto de sala e quarto sem janelas (alcova), independente do número de pessoas; o banheiro era coletivo e em alguns casos a área da cozinha também. Motta3 (1894 apud BONDUKI, 2004, p. 24) descreve: Raramente cada casinha tem mais de 3 m de largura, 5 a 6 m de fundo e altura de 3 m a 3,5 m, com uma capacidade para quatro pessoas quando muito. [...] O cômodo de dormir, aposento que ocupa o centro da construção, não tem luz nem ventilação nem capacidade para a gente que o ocupa à noite. As péssimas condições em que viviam os trabalhadores a proliferação de doenças que atingiram também as classes mais abastadas foram alvo de intensas críticas por parte de médicos e engenheiros, na Europa e no Brasil. Estes profissionais defendiam uma moradia mais salubre, com técnicas construtivas que eliminassem a umidade e promovessem o saneamento. Finalmente deveria ter um custo baixo para ser acessível aos trabalhadores (CORREIA, 2004; BONDUKI, 2004; CORTÉS, 2008). Então a habitação econômica deveria ser: [...] suficientemente pequena para que nenhum ‘estranho’ possa morar e, contudo, bastante grande para que os pais possam dispor de um espaço separado dos filhos e que tenham a possibilidade de vigiá-los em suas ocupações sem serem observados na sua intimidade. (Donzelot4, 1986 apud CORREIA, 2004, p. 31). A nova disposição interna dos cômodos deveria garantir a moral e evitar a promiscuidade: sala, cozinha e quartos para cada sexo (CORREIA, 2004, p. 29). 3 MOTTA, Cesário. Relatório apresentado ao Sr. Dr. Presidente do Estado pelo Secretário d´Estado dos Negócios do Interior. São Paulo: Tipographia Vanordem & Comp., 1894. 4 DANZELOT, J. A polícia das famílias. 2. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986. 26 Figura 1 - Cortiço Fonte: (ARAGÃO5 apud TREVISAN 2006) Figura 2 - Cortiço e a privacidade Fonte: (Valladares6, 1982 apud FOLZ, 2003, p. 18) A questão habitacional passou a ser controlada pelo setor industrial que produziu vilas para moradia dos seus trabalhadores (Figura 3). Segundo Blay7 (1980 apud Bonduki 2004, p. 47) as vilas acabavam por difundir os: [...] padrões de comportamento adequados, na óptica capitalista do desempenho do trabalho livre. Os padrões de honra exaltados, as regras de moral burguesa e as normas de vida transmitidas pela burguesia ao operariado constituíam parcela da ideologia a ser difundida aos subordinados [...].” 5 ARAGÃO, Solange Moura Lima de. Da persistência do ecletismo nas vilas paulistanas. Dissertação de Mestrado. São Paulo: FAUUSP, 2000. 6 VALLADARES, L. do P. (Org.). Repensando a habitação no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. 7 BLAY, Eva. Dormitórios e vilas operárias. In: Habitação em questão. Rio de janeiro: Zahar, 1980. 27 Figura 3 - Casa Econômica tipo 3. 8 Fonte: (Magro , 1931 apud CORREIA, 2004, p. 40) Figura 4 - Vila economizadora Fonte: (BONDUKI, 2004, p. 67) Os conjuntos de habitações para o operariado eram denominados Vilas Economizadoras. Leite (2006) citando Carpintéro9 (1997), informa que as Casas Econômicas (Figura 4) da Vila Economizadora “recebiam o estudo cuidadoso do mobiliário adequado para este tipo de residência”. O mobiliário era pensado para atender as necessidades dos moradores de forma racional e econômica. Depois os sindicatos dos trabalhadores, utilizando recursos de pensões, financiaram a construção de residências para seus associados. Vários autores (DAMÉ, 2008; BONDUKI, 2004; LEITE, 2006) apresentam que os Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAP) foram criados na década de 30 e financiaram moradias para seus associados. Leite (2006) informa que foram entregues, em 1938, 80 casas denominadas higiênicas, mobiliadas e padronizadas. Segundo Carpintéro10 (1997 apud Leite) os móveis que compunham a unidade eram: Uma mesa, seis cadeiras e buffet, para sala de jantar; cama, mesinha de cabeceira, duas cadeiras, um camiseiro e um guarda-roupa de duas portas com espelho, para o quarto de casal; duas camas, mesinha de cabeceira, 8 MAGRO, Bruno Simões. Habitação econômica: In: CONGRESSO DE HABITAÇÃO, I., São Paulo. Annaes... São Paulo: Publicação Official, Instituto de Engenharia, Divisão de Architectura, 1931. p.55-80. 9 CARPINTÉRO, Marisa Varanda Teixeira. A construção de um sonho: os engenheiros-arquitetos e a formação da política habitacional no Brasil (São Paulo 1917-1940). Campinas: UNICAMP, 1997. 10 Ibid., p. 137 28 cadeira e guarda-roupa com uma porta e espelho para o quarto de solteiro. Os banheiros serão dotados de um armário embutido. A cozinha terá prateleiras e um filtro. Os móveis foram construídos com peroba rosa e canela, com as esquadrias internas em cedro [...] Conforme Palermo et al. (2007), essas residências possuíam áreas molhadas inseridas no corpo da casa e uma varanda na frente, para que os moradores estabelecessem relações de vizinhança, utilizando este espaço como transição da casa (privado) para rua (público). Leite (2006) informa que foram construídas 47.789 moradias, “representando números modestos, porém evidenciam uma nova forma de atuação do Estado: a interferência direta na produção de habitação”. Esta interferência se concretizou com a imposição do Código de Posturas. No governo de Getúlio Vargas (1937-1945) as habitações coletivas foram vistas como desagregadoras da família. Assim, segundo Bonduki (2004, p. 86): “a habitação operária torna-se, portanto, área crucial para a manutenção da ordem econômica, política e social”. Segundo Palermo (2007) e Bonduki (2004), por incentivo do Estado a aquisição da casa própria significava o progresso material do morador. Palermo (2007) ainda completa que o Estado tinha como objetivo eliminar a habitação coletiva, propiciando um ambiente salubre e que, para minimizar os custos, propõe a redução de adornos e adoção de dimensões mínimas. Correia (2004, p. 85) coloca que entre as décadas de 1930 e 1940, arquitetos e engenheiros aqui no Brasil difundiram “as concepções de racionalização da habitação que foram postuladas nos primeiros CIAMs”. O autor destaca, dentro deste contexto, a atuação dos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IPAs), particularmente dos Industriários. O Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT), formado por empresários e engenheiros “de viés positivista” (BONDUKI, 2004, p. 73), difundiu as ideias e práticas tayloristas na organização da habitação, relacionadas à “construção, ao projeto e arranjo interno da casa e à reorganização das tarefas domésticas, de modo a aumentar a eficiência no âmbito dos diferentes aspectos associados à habitação” Correia (2004, p. 87). Plantas com dimensões racionalizadas, reduzidas para o mínimo necessário são a representação do funcionalismo (Figura 5 e Figura 6), trazido pelo movimento modernista. 29 Figura 5 - Apartamento área mínima - IAP11 Fonte: (BONDUKI, 2004, p. 181) Figura 6 - Fachada do Conjunto Realengo Fonte: (BONDUKI, 2004, p. 181) No mesmo período, os conceitos de funcionalidade e racionalização estavam sendo introduzidos por Le Coubusier como forma de reduzir o déficit habitacional na Europa do pós-guerra. A crise de habitação, no Brasil, no pós-guerra foi ocasionada por vários fatores como a especulação imobiliária e o congelamento dos aluguéis. Este último provocou o desinteresse na produção de novos imóveis para locação e um grande volume de despejos. Este desinteresse somado ao avanço do Partido Comunista, fez com que o Governo Dutra priorizasse a habitação social (GITAHY E PEREIRA, 2002, p. 124). Segundo Bonduki (2004), Gitahy e Pereira (2002) e Damé (2008), em 1946, foi criada a Fundação Casa Popular, primeiro órgão federal criado para atender as demandas habitacionais, que buscava priorizar a população que não era servida pelos IAPs. A fundação executou 16741 moradias até ser substituída pelo BNH (FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS, 1985). Cunha, Arruda e Medeiros (2007) explicam que o BNH foi criado, em 1964, com o objetivo de construir casas para a população de baixa renda, entretanto, segundo estes autores, com uma arquitetura que era “padronizada e desqualificada” (Figura 7 e Figura 8). 11 Conjunto Residencial Realengo, 2344 unidades, Arq. Carlos F. Ferreira, Rio de janeiro, décadas de 30 e 40. 30 Figura 7 - Casa de 2 quartos (Área =43 m², Anil, nov./73 a fev./76, São Luís/MA, COHAB/MA) Fonte: (BANCO NACIONAL DE HABITAÇÃO, 1979, p. 37) Segundo o próprio Banco Nacional de Habitação (BNH) (1979, p. 7), sobre sua criação: O Congresso, em 21 de agosto de 1964, aprovou a lei proposta pelo Executivo [Presidente Castelo Branco], criando o Sistema Financeiro de Habitação, tendo o Banco Nacional de Habitação como seu órgão central. Essa lei tinha por objetivo acelerar a atividade da construção civil, dada sua elevada participação na geração de rendas internas, sem pressões na balança comercial, e grande capacidade de ocupação de mão-de-obra. Destinava-se também a gerar condições que propiciassem uma ampliação na oferta de novas moradias, com prioridade de atendimento às famílias de menor renda. Sobre esta declaração do BNH, pode-se verificar que está alinhado com os objetivos do atual Programa Minha Casa Minha Vida, também do governo federal. Cria-se, então, com o BNH, a diferenciação entre o que se obtinha através do governo e o que as pessoas com recursos podiam ter, ou seja, para estas últimas, casas personalizadas executadas por profissionais ao gosto do cliente. Sobre este período, comenta Palermo (2007), houve uma deturpação do conceito de casa mínima, visando somente à redução de custos. Ainda neste período, foi criado o sistema financeiro para a captação de recursos para fins habitacionais: o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). 31 Figura 8 - Casa de 2 e 3 Q (Parque Ipê Anil, out./67 a jul./70, Joinville/SC, COHAB/SC) Fonte: (BANCO NACIONAL DE HABITAÇÃO, 1979, p. 205) Estão entre as críticas ao BNH: a forte centralização e padronização das soluções arquitetônicas dos projetos; a mais grave, que é a falta de atendimento às populações de baixa renda; a falta de articulação entre a execução das casas e a infraestrutura; a construção de grandes conjuntos habitacionais distantes do centro das cidades, propiciando a especulação imobiliária e gerando, para os municípios, altos custos para provimento de infraestrutura. As parcelas fixas dos financiamentos feitos junto ao BNH tornaram-se insignificantes devido à alta inflação, provocando o colapso financeiro do Banco (CUNHA, ARRUDA e 32 MEDEIROS, 2007). Com a sua extinção, pelo Governo Sarney (1985-1990), em 1986, suas atribuições passaram a ser exercidas pela Caixa Econômica Federal (CAIXA), mas com a área de habitação vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (MDU). Segundo Reis (2008, p. 51), no Governo Collor (1990-1992) houve mudanças no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), como a facilitação para quitar imóveis e alterações nas correções das prestações. O Governo Federal implantou o Plano de Ação Imediata para a Habitação (PAIH), que alcançou somente 85,71% da meta, e ainda com custo médio unitário bem superior ao previsto, “além de os percentuais de alocação de recursos não terem sido, por motivos eleitoreiros, seguidos, como determinava o Conselho Curador do FGTS”. Além da irresponsabilidade na gestão dos recursos do FGTS, não havia vínculo dos programas habitacionais com o saneamento e a infraestrutura urbana. Os autores Cunha, Arruda e Medeiros (2007) explicam que as restrições de recursos do Orçamento Geral da União (OGU) e a suspensão dos recursos do FGTS para habitação provocaram a iniciativa dos governos locais e proporcionou-lhes mais autonomia na questão habitacional. Como consequência, houve um processo de descentralização e municipalização das políticas habitacionais. Sem os recursos federais, as administrações municipais buscaram recursos em organismos internacionais de fomento para a realização das suas próprias políticas habitacionais. Para o Ministério das Cidades (2004, p. 11): Esse processo ressalta a potencialidade da gestão municipal em ampliar a eficácia, a eficiência e a democratização das políticas. A gestão municipal teria, ainda, a virtude de ser o nível de governo que permitiria uma maior integração entre as políticas de provisão de moradias e as políticas fundiária e de controle do uso e ocupação do solo, o que ampliaria mais suas possibilidades de eficácia/eficiência. No entanto, a ideologia municipalista que passa a dominar importantes setores intelectuais e políticos, de certa forma, ajudou a desviar o foco do processo de desarticulação institucional que caracterizou o setor habitacional nesse período. De fato, o que ocorreu no setor habitacional foi mais fruto de uma descentralização por ausência, sem uma repartição clara e institucionalizada de competências e responsabilidades, sem que o Governo Federal definisse incentivos e alocasse recursos significativos para que os governos dos estados e municípios pudessem oferecer programas habitacionais de fôlego para enfrentar o problema. No Governo Itamar Franco (1992-1994), os governos municipais e estaduais compartilhavam financeiramente a execução das moradias, através de suas contrapartidas nos empreendimentos (REIS, 2008). 33 Durante o Governo Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), foi feito um diagnóstico sobre a gestão de políticas habitacionais, onde foram detectados os seguintes pontos sobre o setor habitacional (SANTOS12, 1999 apud REIS, 2008, p. 51): [...] esgotado, em virtude das crescentes dificuldades com a captação líquida das suas fontes de recursos (notadamente o FGTS); regressivo, por ter beneficiado principalmente as camadas de renda média e alta, com elevados subsídios implícitos pagos com recursos do erário; e insuficiente, porque, durante trinta anos o SFH produziu apenas 5,6 milhões do total de 31,6 milhões de novas moradias produzidas no país. Após este diagnóstico foram criados dois programas, Pró-Moradia e Habitar-Brasil, e depois o Habitar-Brasil-BID (HBB). O objetivo destes programas era o atendimento da população com faixa de renda até três salários mínimos, em assentamentos precários e áreas degradadas; foi criado também o Programa de Arrendamento Residencial considerado por Reis (2008): “um plano habitacional com forte viés capitalista, mas com evidente inspiração francesa na experiência de locação social da moradia [...].” Figura 9 - Apartamento, PAR, Canoas/RS. Fonte: (TILLMANN, 2008, p. 75) 1.2 Figura 10 - Casa, PAR, João Pessoa/PA Fonte: (BONATES, 2007, p. 223) HABITAÇÃO SOCIAL NOS DIAS ATUAIS Durante o Governo Lula (2003-2006), inicia-se com o Ministério das Cidades o processo para a criação da Política Nacional de Habitacional para o Brasil. Essa nova política está inserida na concepção de Desenvolvimento Urbano defendida pelo Estatuto das Cidades, com ações integradas para prover os cidadãos de habitação, saneamento, mobilidade e 12 SANTOS, Cláudio Hamilton M. Políticas federais de habitação no Brasil: 1964/1998. TEXTO PARA DISCUSSÃO Nº 654. Ministério da Fazenda. Secretaria de Estado de Planejamento e Avaliação. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Brasília, jul. 1999. 34 transporte coletivo, infraestrutura, equipamentos de lazer e convívio social (REIS, 2008; CUNHA, ARRUDA e MEDEIROS, 2007). A Política Nacional de Habitação (PNH) é executada através dos programas habitacionais, os quais provêm a habitação de interesse social. Para o Ministério das Cidades (BRASIL, 2008a): Habitação de interesse social é aquela voltada para a população de baixa renda (famílias com renda até cinco salários mínimos) que busca viabilizar para este segmento o acesso à terra urbanizada e à habitação digna e sustentável através de programas de investimentos e subsídios. [...] alterações na política de habitação foram possíveis a partir da criação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS). O Governo Federal é o responsável pela implementação das estratégias e ações que são orientadas pela Política Nacional de Habitação, aprovada em 2004 pelo Conselho das Cidades. Os programas para habitação de interesse social são vários e estão inseridos nas linhas de ação que direcionam os recursos do Orçamento Geral da União (OGU), do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Destes programas os que têm origem de recursos do OGU e do FNHIS são oferecidos na forma de repasse, ou seja, recursos não onerosos. Assim, são liberados conforme o andamento das obras, e não são devolvidos aos cofres do Governo Federal, entretanto devem ser adequadamente administrados. O aporte de contrapartida pelo proponente (estado ou município) é obrigatório. O Ministério das Cidades atua nos programas habitacionais como o Gestor das aplicações dos recursos que atendem a cada programa e tem a responsabilidade de implementar, monitorar e avaliar os programas. A Caixa Econômica Federal é o agente Operador e deve acompanhar e controlar os financiamentos (FGTS, SBPE, FAR, FAT) e repasses (OGU, FNHIS). No Quadro 1, tem-se um panorama dos programas habitacionais disponíveis atualmente, localizando-os dentro dos eixos ou linhas de ação da Política Nacional de Habitação (PNH), as ações e modalidades de cada programa e as fontes de recursos. 35 1. Integração urbana de assentamentos EIXO DA POLÍTICA PROGRAMA 1.1. Urbanização, 1.1.1 Melhoria das condições de habitabilidade regularização e integração de assentamentos precários. de assentamentos precários 1.2. Programa de atendimento habitacional através do setor público (Pró-Moradia) 1.3. Projetos Multissetoriais Integrados 1.4. Programa Prioritário de Investimentos (PPI) 1.5. Habitar Brasil / BID (HBB) 1.6. Programa Habitação de Interesse Social 2. Provisão habitacional 2.1. Programa Minha Casa, Minha Vida 2.1. Programa Minha Casa, Minha Vida 2.1. Programa Minha Casa, Minha Vida 2.1. Programa Minha Casa, Minha Vida 2.1. Programa Minha Casa, Minha Vida 2. Provisão habitacional Provisão habitacional (cont.) AÇÃO OU MODALIDADES 2.2. Programa Crédito Solidário 2.3. Ação de Apoio à Produção Social da Moradia 1.2.1. Urbanização e regularização de assentamentos precários. 1.3.1. Urbanização e regularização de assentamentos precários. 1.4.1. Apoio à melhoria das condições de habitabilidade de assentamentos precários, com produção e/ou aquisição de unidades habitacionais. FONTE DE RECURSOS OGU / FNHIS (PAC) FGTS (PAC) FAT (PAC) OGU (PAC) 1.51. Diversas13 OGU 1.6.1. Prestação de serviços de assistência técnica 2.1.1. Produção de unidades habitacionais em municípios com população acima de 100.000 habitantes e/ou integrantes de Região Metropolitana (RM). Renda familiar: 0 a 3 salários mínimos. 2.1.2. Produção ou aquisição de unidades habitacionais urbanas em municípios com população acima de 50.000 habitantes Renda familiar: 0 a 10 salário-mínimo 2.1.3. Produção ou aquisição de unidades habitacionais em municípios abaixo de 50.000 habitantes e não integrante de RM. Renda familiar: 0 a 3 salários mínimos. 2.1.4. Requalificação de imóveis, aquisição de terreno e produção de unidades habitacionais por entidades privadas sem fins lucrativos. Renda familiar: 0 a 3 salários mínimos 2.1.5. Produção de unidades habitacionais rurais Renda familiar: 0 a R$ 58.000,00 anuais. 2.2.1. Requalificação de imóveis, aquisição de terreno e produção de unidades habitacionais por entidades privadas sem fins lucrativos. Renda familiar: 0 a 3 salários mínimos. 2.3.1. Produção ou aquisição de unidades habitacionais, de lotes urbanizados, e requalificação de imóveis por entidades privadas sem fins lucrativos. Renda familiar: 0 a 3 salários mínimos. OGU / FNHIS (PAC) 2.4. Programa de subsídio 2.4.1. Produção ou aquisição de unidades à habitação de interesse habitacionais. Renda familiar: 0 a R$ 1.140,00. social (PSH) FAR OGU / FNHIS OGU (oferta pública de recursos) FDS OGU / FNHIS FDS OGU / FNHIS OGU (oferta pública de recursos) Quadro 1 - Quadro dos Programas habitacionais 13 Consultar no sítio do Ministério das Cidades http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/secretaria-dehabitacao/programas-e-acoes/hbb/biblioteca 36 EIXO DA POLÍTICA 3. Programa de atendimento habitacional através do setor público (Pró-Moradia) - financiamento PROGRAMA 3.1. Produção de conjuntos habitacionais. 3.2. Programa de Habitação de Interesse Social 3.3. Carta de crédito individual (financiamento) 4. Desenvolvimento Institucional 4.1. Programa de Habitação de Interesse Social AÇÃO OU MODALIDADES FONTE DE RECURSOS 3.1.1. Produção de conjuntos habitacionais. FGTS 3.2.1. Prestação de serviços de assistência técnica. OGU / FNHIS (PAC) 3.3.1. Aquisição de unidade habitacional nova ou usada. 3.4.1. Aquisição de lote urbanizado. 3.4. Carta de Crédito Associativo 3.5. Carta de Crédito Associativo 3.4.2. Aquisição de material de construção. 3.4.3. Construção de unidade habitacional. 3.5.1. Reforma ou melhoria de unidade habitacional. 3.5.2. Aquisição ou construção de unidades habitacionais. FGTS / FDS 3.5.3. Reabilitação urbana. 3.5.4. Produção de lotes urbanizados. 4.1.1. Apoio à elaboração de Planos Locais de Habitação de Interesse Social. OGU / FNHIS Quadro 1 - Quadro dos Programas habitacionais (cont.) Fonte: (BRASIL. MINISTÉRIO DAS CIDADES, 2010c, p. 124-125) A apenas dois programas estabelecem as especificações mínimas de área e acabamentos, são eles, o Programa de Arrendamento Residencial e o Minha Casa Minha Vida. Este último somente para unidades construídas com recursos do FAR, que atendem famílias com renda de zero a três salários mínimos. O acesso aos recursos, do tipo repasse (OGU/FNHIS), é possível através de emendas parlamentares à Lei Orçamentária Anual (LOA), sendo que o município aguarda a comunicação do Ministério das Cidades e da Caixa, quanto à disponibilização. Outro caminho é o município preparar uma consulta prévia ao Ministério das Cidades14 e aguardar o processo de seleção pública. Conforme a legislação nacional, Lei 8.036/90 (BRASIL, 1990a) os programas de aplicação do FGTS são regidos pelo Conselho Curador, o qual aprova as taxas de juros, valores de contrapartida, prazos de amortização entre outros parâmetros para um período de quatro anos. 14 Modelos e prazos no sítio do Ministério das Cidades WWW.cidades.gov.br 37 A Caixa informa que recursos onerosos (FGTS, FAR e SBPE), ou seja, financiamentos, são obtidos conforme a capacidade de contrair dívidas do estado, município, pessoa física ou jurídica pleiteante (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2010a). 1.2.1 Programa de Arrendamento Residencial (PAR) Segundo a Caixa e o Ministério das Cidades, o programa visa atender à demanda por habitação para população que ganha até R$ 1.800,00, na forma de arrendamento residencial por 15 anos, com opção de compra, a partir do 5º ano à vista, inclusive com o uso do FGTS, ou se o arrendatário quiser, poderá renovar o arrendamento ou devolver o imóvel. Os recursos do FAR são compostos por empréstimos junto ao FGTS, e por recursos do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social - FAS, Fundo de Investimento Social FINSOCIAL, Fundo de Desenvolvimento Social - FDS e Programa de Difusão de Tecnologia para a Construção de Habitação de Baixo Custo (PROTECH), não onerosos. Exceto o FGTS, os demais fundos estão extintos, permanecendo no lugar o FAR. Através deste programa são adquiridos empreendimentos concluídos, ou em planta, em construção ou para reforma, que depois de terminados são arrendados para pessoas físicas cadastradas pelas prefeituras e selecionadas pela Caixa após análise cadastral e capacidade de pagamento do arrendamento. Tipologia mínima Área útil mínima Especificações Padrão 2 Quartos, sala, cozinha e banheiro, exceto recuperação de empreendimentos que se submeterão análise 37 m² (não computadas área de serviço e varanda), exceto para recuperação de empreendimentos. Piso cerâmico ou ardósia; Azulejo nas paredes molhadas do box, pia, lavatório e tanque; Porta completa nos quartos, sala, cozinha e banheiro; Pintura externa, acrílica ou textura acrílica, Pintura interna PVA. Cobertura em telha cerâmica, laje de teto nos banheiros e forro nos demais cômodos; Calçada de proteção em todo o perímetro da edificação. Mínima 2 Quartos, sala, cozinha e banheiro, exceto recuperação de empreendimentos que se submeterão análise 35 m² (não computadas área de serviço e varanda) Piso cimentado queimado liso. Barra lisa (0,60 cm de altura) na pia e tanque. Barra lisa: altura mínima de 1,50 m em todas as paredes do banheiro; Porta completa, em madeira, com pintura sintética, em todos os cômodos. Cobertura em telha cerâmica. Laje no banheiro, sem forro nos demais cômodos. Revestimento interno: chapisco, reboco e pintura a cal (se aceita látex PVA) Revestimento externo: chapisco, reboco e pintura acrílica. Quadro 2 - Especificações determinadas para o PAR Fonte: Elaborado a partir de Caixa Econômica Federal (2008) 38 Os empreendimentos são ofertados por construtoras dentro de um dos dois padrões (Quadro 2) e, havendo viabilidade técnica e econômica, são contratados pela Caixa e passam a ser propriedade exclusiva e integrante do patrimônio do FAR. Empresas administradoras, contratadas pela Caixa fazem o atendimento, operacionalização da seleção, contratação, cobrança e substituição dos arrendatários. 1.2.2 Programa Minha Casa, Minha Vida O Governo Federal, no segundo mandato do Presidente Lula (a partir de 2007), implantou o mais novo programa de habitação, Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), dentro do eixo de provisão habitacional. Neste novo plano são contempladas famílias com renda até três salários mínimos, as quais estiveram fora de todos os programas para habitação anteriores. É previsto, também, o atendimento de famílias que possuem renda familiar acima de três até dez salários mínimos. Os recursos são provenientes do OGU/FNHIS, do FAR e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). O programa foi criado em março de 2009, com os objetivos de construir 1 milhão de casas (para pessoas com renda de 0 a 10 salários mínimos) e gerar emprego e renda com investimentos na construção civil. Abrange as regiões metropolitanas e municípios com mais de 100 mil habitantes (recursos do FAR). Dependendo do déficit poderá atender municípios de 50 a 100 mil habitantes, com recursos do FNHIS e abaixo de 50 mil com recursos do OGU (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009b). Os subsídios dividem-se em três faixas, sendo elas: de 0 a 3 salários mínimos com subsídio total e com isenção do seguro; de 3 a 6 salários mínimos, subsídio parcial com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor; e de 6 a 10 salários mínimos, com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009b). Na modalidade para famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos, o PMCMV é muito semelhante ao PAR. O Governo Federal disponibiliza um valor por casa ou apartamento, no caso de Mato Grosso são R$ 42.000,00 para apartamento e R$ 39.000,00 para casa, sendo que está incluso neste valor a infraestrutura necessária a ser executada (até julho de 2010). Os estados e municípios cadastram a demanda e indicam as famílias para aceso ao programa. As empresas construtoras apresentam seus projetos à Caixa. Os empreendimentos poderão contar 39 com parcerias dos estados, municípios ou entidades organizadoras. A Caixa faz a análise dos empreendimentos, contrata a obra, acompanha a execução, libera os recursos conforme o cronograma e os serviços executados e, ao final, realiza a comercialização (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009b). No caso do PAR ao invés de comercialização faz-se o arrendamento. Para cada estado, foi liberado um número de unidades a serem subsidiadas conforme o déficit habitacional e a contrapartida do estado. No caso de Mato Grosso, foram previstas inicialmente 13.390 unidades habitacionais, o que representa 1,3% do total de 1 milhão (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009b). Já foram contratados até junho de 2010, o percentual de 135,6% acima desta meta em todo o estado Mato Grosso (BRASIL, 2010b). Os empreendimentos devem possuir unidades habitacionais com especificações (Apêndice C) determinadas pelo Ministério das Cidades, podendo o empreendedor optar entre duas tipologias. A primeira tipologia, apartamento, deve possuir área útil (interna sem contar áreas de paredes) de 37 m². A casa, segunda tipologia, deve ter área útil de 32 m² (não computada área de serviço). Ambas têm a seguinte compartimentação: sala, um quarto para casal, um quarto para duas pessoas, cozinha, circulação, banheiro e área de serviço, sendo que esta última poderá ser externa na casa (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009b). Pode-se verificar que a compartimentação é idêntica do programa PAR. Nas especificações do Ministério, deve-se ressaltar as novas exigências quanto: ao mobiliário mínimo, ao atendimento das NBR 15.575 e NBR 9.050 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004), a execução das redes de infraestrutura, e ainda são solicitados itens de sustentabilidade, acessibilidade e são aceitas inovações tecnológicas, desde que homologadas pela Caixa Econômica Federal. Apenas os Programas de Arrendamento Residencial (suspenso) e seu atual sucessor Programa Minha Casa Minha Vida apresentam especificações mínimas para as unidades habitacionais, indicando inclusive suas tipologias. Na maioria dos programas, a especificação da unidade habitacional está atrelada aos recursos financeiros disponíveis e, outros, normalmente onerosos (financiamentos) seguem a dinâmica do mercado imobiliário. 40 2 HABITAÇÃO POPULAR EM CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE Cuiabá e Várzea Grande são duas cidades cujas áreas urbanas são divididas apenas pelo rio que as divide, o Rio Cuiabá. Desde a Lei complementar Estadual nº 83/2001, foi criado o Aglomerado Urbano, o primeiro de Mato Grosso, do qual fazem parte as duas cidades (VILARINHO NETO, 2009, p. 107). 2.1 VÁRZEA GRANDE Com a Guerra do Paraguai, na segunda metade do século XIX, no porto geral o acampamento militar Couto Magalhães deu origem a um bairro popular. Um novo núcleo urbano se formou em frente ao Porto na margem direita do Rio Cuiabá, a partir das instalações militares de uma acampamento e de uma prisão. Este povoado hoje é denominado Várzea Grande e foi fundado em 15 de maio de 1867, desmembrado de Cuiabá em 23 de setembro de 1948. Segundo Vilarinho Neto (2009, p. 107) em 1874 foi inaugurada a primeira balsa para a travessia do Rio Cuiabá, qual ajudou a consolidar o povoado e, em 1942 foi construída a primeira ponte de concreto sobre este rio, a pedido do interventor Julio Müller. O autor continua que em 1970, Várzea Grande deixa de ser uma “cidade dormitório” e torna-se a “Capital Industrial de Mato Grosso”, com o que ele discorda, dizendo que é mais uma “cidade comerciária”. Está em Várzea Grande o aeroporto que atende a Cuiabá. Não se verifica em Várzea Grande o “processo de crescimento vertical, tal como vem acontecendo em Cuiabá” (VILARINHO NETO, 2009). Ainda conforme o autor, no setor sul ficam as residências de melhor padrão, já as residências populares estão em quase toda a área urbana da cidade e mais precárias nos bairros Jardim Eldorado, São Cristóvão e Morada do Sol. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, (2009) a população estimada para 2009 é de 240.038 e área de 938 km². Suas coordenadas são 15°38'52.06" (S) e 56° 7'59.47" (W). 41 2.2 CUIABÁ Vários autores apresentam as características físicas de Cuiabá, tais como Aquino (2009, p. 109); Romancini (2005, p. 31); Durante, Nogueira e Sanches (2006, p. 25) e Duarte (1995): uma cidade que se localiza na porção centro-sul do estado de MT, com altitude média 165 m. Encontra-se no centro geodésico da América do Sul, com coordenadas 15º35’56” (S) e 56°06’01” (W). Possui, segundo o IBGE (2009), área de 3.538,17 km2 e população estimada para 2009 de 550.562 habitantes. Cuiabá possui quatro distritos: Cuiabá (sede); Coxipó da Ponte, Nossa Senhora da Guia e Coxipó do Ouro. É separada da cidade de Várzea Grande apenas pelo Rio Cuiabá. A cidade está na microrregião Cuiabá, formada pelos municípios de Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger e Várzea Grande (CUIABÁ, 2010). Campelo Jr. et al.15 (1991, p. 548, apud DUARTE 1995) informa que a direção predominante dos ventos é norte (N) e noroeste (NO), na maior parte do ano e sul (S) no inverno, com velocidade baixa, mas com picos de velocidade de curta duração. O Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá (IPDU) (2010) apresenta como média das temperaturas máximas, entre 1970 e 2007 a temperatura de 32,8° C e a média das temperaturas mínimas 21,5° e, acrescenta que o clima é tropical continental, com um período chuvoso (oito meses) e outro seco (quatro meses, maio a agosto de cada ano). Vários autores (AQUINO, 2009; ROMANCINI, 2005; CASTOR, 2007; CUIABÁ, 2010; INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2009; DUARTE, 1995) relatam que a história de Cuiabá iniciou com as bandeiras que procuravam índios para o trabalho nas lavouras, e nesta busca encontram ouro e diamantes no interior do país. Pascoal Moreira Cabral, informado por Antônio Pires de Campos, veio em busca de índios e encontrou ouro no hoje denominado Rio Coxipó. Em 8 de abril de 1719, foi fundado o arraial de Forquilha, com Pascoal Moreira Cabral como guarda-mor regente. Miguel Sutil de Oliveira, João Francisco Barbado e outros, conduzidos pelos índios encontram maiores quantidades de ouro nas proximidades no morro do Rosário, onde hoje está a Igreja do 15 CAMPELO Jr. et al. Caracterização Macroclimática de Cuiabá. In: 3º Encontro Nacional de Estudos sobre o Meio Ambiente. Londrina 1991. Anais. Londrina, V. 1, Comunicações, p.542-552. 42 Rosário, local onde se consolidou o povoado e em 1727 erigido em Vila de Nosso Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Em 9 de maio de 1748, foi criada a Capitania de Mato Grosso, com Dom Antônio Rolim de Mouras Tavares como governador. Cuiabá passa a cidade em 17 de setembro de 1818 e passa a capital em 1836. Em meado do século XIX, os povoados do Porto e de Cuiabá se ligaram somando 10.000 habitantes. Várias casas foram erguidas no Largo da Conceição, onde em 1871 foi construído um chafariz. A localidade do Coxipó se integrou à cidade no final do século XIX, se consolidando em 1940 com a abertura da estrada para Campo Grande. 2.3 HABITAÇÃO EM CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE A descrição da casa cuiabana antiga (região de Cuiabá e Várzea Grande) é dada por Freire (1997, p. 81), que destaca o despojamento e a simplicidade mesmo das residências dos mais abastados: As dimensões do espaço interior marcavam o status do proprietário. Embora conservando em sua fisionomia traços da casa paulista em que se inspirou, a casa cuiabana traz a novidade de pé-direito alto, diferenciandose das casas do século XVIII do beco do Candeeiro, das ruas de Baixo e do Meio. Implantada diretamente sobre o alinhamento da via pública, tem a fachada simples, marcada pelos janelões [Figura 11] [...]. A varanda, inicialmente fechada e mais tarde aberta para o quintal, tornou-se um dos traços marcantes da casa cuiabana [Figura 12]. [...] O espaço do lote urbano, na direção da rua para o fundo do quintal [Figura 13], obedecia a um certo padrão. [...] corpo da casa, varanda e cozinha, pequeno pátio interno onde se localizava o poço, forno, plantas ornamentais, plantas medicinais, horta e árvores frutíferas. Figura 11 - Fachada de casa cuiabana Fonte: (AGUIAR, 2004) 43 Figura 12 - Varanda da casa cuiabana Fonte: (RODRIGUES, 2004a) Figura 13 - Quintal de casa Cuiabana Fonte: (RODRIGUES, 2004b) Os mais pobres também seguiam este esquema, porém em proporções reduzidas de área, com mobiliário de fabricação local, sem vidraças e com pé-direito menor. Figura 14 - Casa simples Rua Prof. João Félix, Cuiabá/MT Fonte: Acervo pessoal (13/10/2010) 44 Um croqui pode ser observado na Figura 15, feito pelo Arquiteto Ademar Poppi no livro de Ludmila Brandão. Brandão. Na Figura 16 tem-se se um outro croqui das casas cuiabanas antigas. antigas Figura 15 - Planta de uma casa cuiabana Fonte: Desenho de Ademar Poppi (BRANDÃO BRANDÃO L., 2008) 2008 Figura 16 - Casa cuiabana antiga Fonte: onte: (PÓVOAS, PÓVOAS, 1980, p. 55 55) Cuiabá, devido a redução da navegação e a escassez de estradas estradas,, passou a se desenvolver em ritmo mais lento. lento Em 1940, O governo de Getúlio Vargas, através do interventor Júlio Müller, infraestruturou a cidade com um nova via larga, denominada de Avenida Getúlio Vargas, onde foram construídos vários edifícios importantes para a capital como o Grande Hotel, o Cine Teatro, o Tribunal, a Secretaria-geral, Secretaria o Colégio Estadual de Mato Grosso e o Quartel (SÁ, SÁ, 1980; FREIRE, 1997). 1997 Sobre este período Freire (1997, 1997, p. 120) 120) comenta que: Para estimular a ocupação ocupação da avenida [Avenida Getúlio Vargas], Vargas], o governo facilitou às elites locais acesso aos lotes, com a garantia de moradias de alto padrão. Aos poucos foram sendo construídas residências dentro de novos padrões, com uso de novos materiais e técnicas construtivas mais sofisticadas. Freire completa completa que depois do grande volume de construções públicas, “a cidade entra em ritmo de crescimento vegetativo”, interrompido pela construção construção das 104 casas populares, no hoje denominado Bairro Popular. Relacionadas a estas casas, em em 1948, surgem duas Leis, a nº 11 e a nº 15. A primeira autorizou a doação de terrenos terrenos à Fundação Casa Popular, órgão 45 federal responsável pela construção e a segunda desapropriou vários terrenos nas proximidades da Avenida Getúlio Vargas que foram doados à Fundação da Casa Popular. O bairro popular possuía unidades de dois, três e quatro quartos, segundo o projeto assinado pelo Engenheiro, da Construtora Comércio Ltda, Sr. José Garcia Netto. Castor (2007) descreve o primeiro bairro de habitação popular (Figura 17) de Cuiabá como uma resposta do poder público, no caso do cuiabano, presidente Eurico Gaspar Dutra, aos problemas de saúde pública: [...] Trata-se de 128 casas construídas em 1949 por intermédio da “Fundação da Casa Popular”, 56 delas na cidade de Corumbá, 72 em Cuiabá [FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS, 1985, p. 71]. Casas térreas com alvenaria de tijolos cerâmicos, telhas de barro e esquadrias de madeira foram dispostas isoladamente no interior de pequenos lotes, de modo a favorecer a iluminação e a ventilação natural dos cômodos. Malgrado seu aspecto neocolonial, tal solução urbanística rompia com o padrão das antigas moradias cuiabanas, estas sim de origem genuinamente colonial, que não contavam com recuos laterais nem frontais. Figura 17 - Conjunto Habitacional Popular, na década de 60. Fonte: A Gazeta (apud BRANDÃO, PORTOCARRERO, et al., 2010). Figura 18 - Croqui da planta original da casa, sem escala Fonte: Acervo GHA. (apud BRANDÃO, PORTOCARRERO, et al., 2010). Figura 19 - Fachada da unidade nos dias atuais. Fonte: Acervo pessoal (11/10/2010). 46 Nas Figura 17 e na Figura 18, pode-se observar o estilo das moradias do novo bairro, em lotes com afastamentos frontal e laterais. Na Figura 19, temos a fachada de uma das poucas unidades do bairro que se mantém quase inalteradas, as esquadrias não são as originais, mas a telhas, a varanda, os afastamentos são como construídos inicialmente. Em contraste com as casas existentes, segundo Freire (1997, p. 46): A arquitetura das primeiras casas segue o padrão paulista do século XVIII. O padrão de arquitetura bandeirista paulista assume em Cuiabá algumas características particulares, semelhantes às registradas em Vila Boa de Goiás. As casas são implantadas sobre o alinhamento das ruas e limites laterais do terreno, umas coladas às outras. A partir de 1960, com a construção de Brasília e o consequente estímulo de crescimento do Centro-Oeste brasileiro. Começam os primeiros fluxos migratórios frutos da política do governo federal de ocupação da Amazônia. Com a pressão das imigrações para as áreas urbanas, o governo estadual se vê compelido a atender a população de baixa renda com uma política habitacional, que culminará com a criação da COHAB/MT (FREIRE, 1997; AQUINO, 2009). 2.3.1 Banco Nacional de Habitação e a COHAB/MT Como já foi dito, em 1964 o Governo Federal cria o BNH, no ano seguinte o governador Fernando Correa da Costa cria a Companhia de Habitação do Estado de Mato Grosso (COHAB/MT) que, seguindo as diretrizes daquele banco, conduziu a política habitacional em Mato Grosso. Sobre a instituição Aquino (2009, p. 117-118) expõe: A COHAB-MT foi uma sociedade de economia mista por ações, criada pela Lei Estadual n° 2.406, de 28 de junho de 1965 [...]. A Companhia integrava o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) [...] podia, na forma prevista, alienar, doar, onerar, arrendar ou permutar bens de sua propriedade, desde que essas ações representassem o exercício de suas atividades operacionais regulares. [...] De 1965, ano de sua criação, a 1995, quando foi extinta, a COHAB-MT implantou 140 conjuntos habitacionais e assentou mais de 46 mil famílias em todo o Estado. 47 Observa-se pelo Gráfico 3, que Cuiabá recebeu o maior número de habitações, seguido de longe por Várzea Grande e Rondonópolis. Outras cidades16 do estado também foram atendidas com unidades habitacionais através da COHAB/MT. Cohab/MT unidades por cidades 1966-1996 25000 unidades Habitacionais 20000 15000 10000 5000 0 Demais Cidades Rondonópolis Várzea Grande Cuiabá 6807 4107 4319 22461 Unidades Habitacionais Gráfico 3 - Unidades Habitacionais entregues pela COHAB-MT (1966 a 1996). Fonte: Elaborado com base em Aquino (2009, p. 121-2) O ápice do número de unidades entregues foi em 1979, com outro período de intensa produção de 1982 a 1988, retomando somente em 1991, já em 1996, foram entregues as últimas unidades (Gráfico 4). Habitação por Ano Cohab/MT - 1966 a 1996 8000 7000 Unidades habitacionais 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 1966 1969 1970 1971 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1987 1988 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 Unidade Habitacionais 365 1553 2016 463 1447 129 7254 1152 861 4828 1880 1864 6171 3851 262 3498 100 Gráfico 4 - Unidades Habitacionais entregue, por ano, COHAB/MT, de 1966 a 1996. Fonte: Elaborado com base em Aquino (2009, p. 121-122). Há divergência quanto ao número de unidades entregues pela COHAB/MT, de 1966 a 1983, entre os autores Aquino (2009) e FINEP (1985), consultados para a confecção do 16 General Carneiro; Araguainha; Itiquira; Nobres; Araputanga; Porto dos Gaúchos; Tesouro; Canarana; Sinop; Primavera do Leste; Dom Aquino; Santo Antonio do Leveger; Cáceres; Alto Garças; Alto Paraguai; Alto Araguaia; Nova Xavantina; Guiratinga; Nortelândia; Mirassol D´Oeste; Arenápolis; Água Boa; Diamantino; Barra do Bugres; Jaciara; Poxoréu; Pedra Preta; Poconé; Tangará da Serra; Rosário Oeste; Chapada dos Guimarães; Barra do Garças. 48 Gráfico 4 e Gráfico 5. O primeiro considera várias outras cidades de Mato Grosso que não foram levantadas pelo estudo do segundo e este acrescenta em seu levantamento os imóveis da PLANOESTE (Planejamento e Coordenação de Projetos Habitacionais Ltda), que totalizam 3311 unidades entregues entre 1977 e 1983. habitação por ano Cohab/MT - 1966 a 1983 8000 7000 Unidades habitacionais 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 1966 1968 1969 1970 1972 1973 1974 1971 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 COHAB/MT (1966-1983) (FINEP, 1983) 365 220 589 104 110 944 2937 944 1934 3872 260 7510 Gráfico 5 - Unidades Habitacionais entregues pela COHAB-MT (1966 a 1983). Fonte: Elaborado com base em FINEP (1985). Castor (2007, p. 255), comentando sobre os conjuntos habitacionais construídos pela COHAB/MT: [...] casas térreas e isoladas com 15 a 60 m² de área construída, com plantas convencionais [BNH] com um, dois ou três quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviços, [...] tudo organizado em cômodos mínimos, casas impessoais e conjuntos periféricos monótonos e desprovidos de identidade”. O autor acrescenta que os primeiros conjuntos da COHAB/MT foram o Cidade Verde (1966) ou Cohab Velha como os moradores o chamam, e Nova Cuiabá (1969), ambos em Cuiabá, com respectivamente 365 e 443 unidades, provavelmente, segundo o autor, em “resposta aos surtos de loteamentos clandestinos da década de sessenta”. Ele destaca também o conjunto habitacional que foi criado para atender aos servidores públicos da nova região do Centro Político Administrativo (CPA), com o mesmo nome CPA-I (CASTOR, 2007, p. 257): Foram disponibilizados pela COHAB-MT seis modelos de residências térreas e isoladas, variando de 30 a 61 m² embora o projeto original previsse um sistema mais complexo de habitações modulares. O objetivo era dotá-las de maior flexibilidade interna e possibilidades de ampliação racionalizada. A lógica desse sistema conduziu à definição de um lote especialmente proporcionado para favorecê-lo. Ao invés de adotar as medidas habituais de 10 ou 12 m por 25 m, a equipe do CPA preferiu 49 trabalhar com 14 m de frente por 20 m de profundidade. Descentralizada em relação ao lote, a casa original exibia telhado de uma única água para permitir o acréscimo lateral de módulos sem desmonte da cobertura. A proposta das casas acabou descartada pelos técnicos da COHAB/MT, mas o plano urbanístico, incluindo as medidas dos lotes, felizmente não. A trajetória da COHAB/MT seguiu passos tortuosos até que foi extinta pela Lei 6.763, em 1996. O professor Aquino (2009, p. 139-140) descreve as três fases que caracterizaram a existência da Companhia: Historicamente, existiram três fases no processo administrativo da COHABMT. A primeira delas se caracterizou pela produção, comercialização e legalização dos Conjuntos Habitacionais edificados pela COHAB-MT, tendo e verificado, até o início da década de 1980, o pleno cumprimento das etapas contratuais, ou seja, a aquisição do terreno, a construção dos imóveis, a infraestrutura do lugar, a regularização da propriedade (registro do loteamento) e as averbações com o respectivo “habite-se”. [...] A segunda fase, que ser estendeu da década de 1980 até o período desativação do BNH (1985) e da assunção dos financiamentos habitacionais pela CEF, a COHAB-MT deixou de cumprir o que era previsto nos contratos de produção de moradias. [...] A terceira fase culminou com o processo de extinção da COHAB-MT nos termos da Lei Estadual nº 6.763/96, cujos fatores principais [...] foram herdados do passado e levaram o governo a tomar essa decisão. Dentre eles, destacam-se os seguintes: Exaurimento dos recursos do FGTS e do SFH para habitação; Inclusão dos custos de infraestrutura nos financiamentos, elevando o valor das prestações; Aumento do índice de inadimplência; Aumento da taxa de juros; Falta de uma política habitacional no Estado que permitisse a continuidade dos programas. (AQUINO, 2009, p. 139-140) Com base nas informações dos projetos citados por Freire (1997, p. 247-282), buscouse nos arquivos da Prefeitura de Cuiabá alguns projetos das unidades habitacionais (Figura 20 a Figura 22 e Anexo B). 50 Figura 20 - Planta Baixa, A=25,18 m² (MT.8.I.2.30, CPA 1 e 2/Cuiabá). Fonte: Desenho com base em COHAB/MT (1979). Figura 21 - Planta Baixa, A. útil = 54,57 m² (MT.26.I.2.60 Tijucal/Cuiabá). Fonte: Desenho com base em COHAB/MT (1980c) 51 Figura 22 - Plantas Baixas (Grande Terceiro/Cuiabá, CPA/Cuiabá e COHAB Rio Vermelho/Rondonópolis). Fonte: Desenhos com base em COHAB/MT (1970). O último residencial entregue pela COHAB foi o Cristalino, na cidade de Água Boa, com 100 unidades (AQUINO, 2009). 52 2.3.2 Pós COHAB/MT Com a extinção da COHAB/MT, as habitações passaram a ser supridas pelos programas disponíveis na Caixa ou com recursos dos próprios interessados. No Gráfico 6, pode-se observar a linha histórica da habitação popular (0 a 10 salários de acordo com cada programa) em Mato Grosso. Há interrupções de fornecimento de habitação de 1992 a 1999, com exceção em 1996, com fornecimento de 100 unidades entregues pela COHAB/MT. Em, 2003 surge a Secretaria de Estado de Infraestrutura (SINFRA/MT) como gestora da questão habitacional, aumentando sensivelmente o número de unidades custeadas pelo governo de estado. A partir de 1995 (Gráfico 7) iniciam-se as contratações dentro de vários outros programas habitacionais federais executadas em Mato Grosso. Em 1995, registrou-se apenas duas unidades dentro do FGTS e 5 unidades através da Carta de crédito Individual Imóvel do SBPE. No ano seguinte houve um sensível aumento chegando a 1087 unidades, destas apenas 43 unidades foram com recursos do SBPE, por pessoas físicas ou construtoras, 672 operações (compra de imóveis novos, usados, construção em terreno próprio, e carta de crédito) com FGTS e 372 com recursos do OGU, no Programa Habitar Brasil. O programa Habitar Brasil teve de 1996 a 1999 (época em que foi trabalhado em Mato Grosso) um total de 2682 contratações, sendo o único programa com recursos do OGU até então. Unidades habitacionais Linha histórica habitação popular em MT (1949 a 2010) 15500 15000 14500 14000 13500 13000 12500 12000 11500 11000 10500 10000 9500 9000 8500 8000 7500 7000 6500 6000 5500 5000 4500 4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 1949 1966 1969 1970 1971 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1987 1988 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 FCP COHAB/MT PAR (MT) 128 365 1553 2016 463 1447 129 7254 1152 861 4828 1880 1864 6171 3851 262 3498 100 1231 123 558 1871 1816 1412 2514 2036 3699 488 MCMV (MT) OUTROS GOV. MT out/ 2010 0 5374 1287 7.22 14.6 631 1.74 4.30 5.34 Gráfico 6 - Evolução Histórica da Habitação em Mato Grosso (1949(1949 out./2010). out Fonte: Elaborado baseado em AQUINO, 2009 2009; FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS, 1985; 1985; Levantamento de dados da RSNGOV/CB (Caixa). 53 Habitação em Mato Grosso de 1995 -2010 12000 Unidades Habitacionais 10000 8000 6000 4000 2000 0 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Programas FGTS/FAT/OGU 2 1044 3756 3712 1655 4093 5078 3527 6412 3383 3152 3554 4491 6656 5527 4292 PAR - FAR 0 0 0 0 0 1231 123 558 1871 1816 1412 2514 2036 3699 488 0 PMCMV - FAR 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5374 1287 TODOS, EXCETO SBPE 2 1044 3756 3712 1655 5324 5201 4085 8283 5199 4564 6068 6527 10355 11389 5579 Gráfico 7 - Unidades Habitacionais recursos FGTS, FAT, OGU e FAR, 1995-2010. Fonte: Elaborado a partir de levantamento na RSNGOV/CB (out./2010). 54 55 Ainda analisando o Gráfico 7, observar-se que o PAR, em 2000, representou inicialmente 23% das unidades habitacionais que passaram pela Caixa, chegando a 36% em 2008. O programa PAR foi substituído pelo PMCMV o qual alcançou 47% das unidades habitacionais contratadas em 2009 e já está em 23% em outubro de 2010. No Gráfico 8, verifica-se a expressiva margem dos recursos FAR para a política habitacional de Mato Grosso. É importante ressaltar que dentro dos recursos FGTS e SBPE estão variadas modalidades como: compra de imóveis novos e usados, material de construção, crédito a construtoras e outros, enquanto o PAR é apenas para execução de unidades novas. Fonte de recursos para habitação em MT FAR 22,52% OGU 8,18% FAT 0,34% FGTS 52,12% CAIXA/SBPE 16,84% Gráfico 8 - Participação dos recursos na habitação de MT (1995-2010) Fonte: Elaborado a partir de levantamento na RSNGOV/CB (out./2010) De 2000, início do programa PAR em Mato Grosso, até 2002, foram construídos condomínios residenciais com média inferior a 200 unidades habitacionais (Gráfico 9), o tamanho reduzido daqueles empreendimentos propiciou uma maior ocupação de vazios da malha urbana, principalmente em Cuiabá e Várzea Grande, os primeiros municípios a receber as unidades. Nestes condomínios foi executada toda a infraestrutura: rede de água, de esgoto, energia e drenagem e pavimentação. As casas foram construídas com padrão baixo, conforme a NBR 12721 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2006), com especificações próprias do programa. Até então, as áreas destas habitações situavam-se, normalmente, entre 45 e 50 m² com sala, cozinha, banheiro, dois quartos e área de serviço externa ou interna. 56 Média de unidades por conjunto do PAR em MT (2000 a 2009) 600,00 Unidades 500,00 400,00 300,00 200,00 100,00 2000 Média por conjunto Conjuntos Habitacionais 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 153,88 123,00 155,00 207,89 206,40 282,40 359,14 407,20 411,00 488,00 8 1 2 9 10 5 7 5 9 1 Gráfico 9 - Média de unidades habitacionais por empreendimento PAR, por ano, em MT. Fonte: Elaborado a partir de dados coletados na RSNGOV/CB. A partir de 2003, o Governo Estadual, através da SINFRA/MT, entra como parceiro do PAR e assim a infraestrutura passa a ser aportada como contrapartida. A implantação que antes era na forma de condomínio, de propriedade do FAR, passa a ser loteamento, e consequentemente apenas as unidades habitacionais e seus respectivos lotes são de propriedade do FAR. A parceria gerou um incremento substancial de unidades habitacionais por empreendimento (Gráfico 9). As plantas das casas usadas nos empreendimentos PAR em Mato Grosso são variadas, sempre unidades isoladas e serão estudadas mais a frente. Outra importante fonte de recursos estadual foi o FETHAB17, com o qual o governo estadual realizou mais de 9.000 moradias. Observa-se nos gráficos (Gráfico 10 e Gráfico 11), que foram diversos os programas utilizados para atender a demanda da questão habitacional no estado. Passos decisivos iniciaram-se no ano de 2003 e o número de unidades mais que dobrou em 2004. Em 2005, devido à crise agroindustrial do ano anterior, os investimentos foram tímidos, mas a partir de 2006 foram sendo incrementados, chegando em 2008 a mais de 9.000 unidades habitacionais em todos os programas estaduais. 17 O Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) foi criado pela lei 7882 de 30/12/02, com o objetivo de financiar o planejamento, execução, acompanhamento, bem como a avaliação dos serviços nos setores de transporte e habitação em todo o Estado de Mato Grosso. O imposto é cobrado sobre o valor do óleo diesel, frete, produção agrícola e pecuária matogrossense. Atualmente, são destinados cerca de 30% para a construção de casas populares e 70% para obras nas rodovias estaduais. A arrecadação é administrada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e supervisionada pelo Conselho do Fethab, que tem em sua formação secretários de diversas pastas, além de representantes dos sindicatos e entidades da classe. Entre as atribuições do conselho está a formatação de políticas para a aplicação do recurso e a apreciação da prestação de contas MATO GROSSO, 2009b. 57 Habitações construídas com a participação do Governo de MT. Unidades habitacionais construídas 20.000 18.000 16.000 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0 Total 2003 2004 2005 2006 2007 2008 7.930 17.657 2.223 3.763 6.793 9.246 Gráfico 10 - Unidades habitacionais, executadas pelo Governo do Estado Fonte: Elaborado com base em dados do governo estadual (MATO GROSSO, 2009b). Programas do Governo de MT - 2003 a 2008 16000 14000 Título do Eixo 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 TOTAL LIONS CASA FACIL FNHIS MEU TETO MORAR MELHOR/ PROSOL BMC incra/ intermat Tô Feliz FETHAB PAR 64 1.632 1.760 1.853 1.866 4.896 5.898 6.243 9.701 13.699 Gráfico 11 - Demonstrativo dos Programas Habitacionais do MT. Fonte: Elaborado com base em dados do governo estadual (MATO GROSSO, 2009b). De 1995 a 2003, as ações do governo estadual sobre a habitação não foram muito expressivas. Através da SINFRA/MT, a partir de 2003, o Governo do Estado desenvolveu basicamente três tipos de planta para executar sua política habitacional. Os projetos foram executados nos municípios para os quais o governo do estado aplicou recursos em conjunto com o FGTS e Caixa, dentro do programa Garantia Caução. Estes recursos foram distribuídos conforme o tamanho da população do município, sendo que os maiores puderam executar plantas também maiores. Municípios menores, com menos recursos executaram as plantas com menor área construída e acabamento mínimo. Os principais projetos são com área total de 39,64 m², 31,98 m² e 24,12 m². Para o provimento de habitação de interesse social com recursos do FNHIS foram utilizados os dois projetos de maior área construída. 58 A unidade de 39,64 m² possui sala/cozinha, dois quartos, banheiro, área de serviço (aberta e coberta) e varanda frontal (Figura 23). Figura 23 - Planta de 39,64 m² do Governo do Estado Fonte: (MOYSES, 2010) Figura 24 - Planta de 31,98 m² do Governo do Estado Fonte: (AMORIM, 2006b) Figura 25 - Planta de 24,12 m² do Governo do Estado Fonte: (AMORIM, 2006a) A segunda unidade com 31,98 m² (denominada “unidade de 32 m²”) possui sala/cozinha, dois quartos, um banheiro, e não tem área de serviço, apenas com as instalações hidrossanitárias para o tanque (Figura 24). 59 A mais usada no programa garantia caução com recursos do FGTS, Caixa, Governo de Estado e Prefeituras foi a casa que possui apenas 24,12 m², composta por sala/cozinha, um quarto, banheiro e sem área de serviço, somente com a instalação hidrossanitária para o tanque (Figura 25). O tamanho reduzido da planta de um quarto, é justificado pelo estado devido ao pequeno recurso disponível cerca de 10.000 reais, com os quais a Caixa disponibiliza 2/3 do valor através do FGTS garantia caução, o Governo do Estado aporta mais 1/3 do valor como caução, no lugar dos beneficiários e, as prefeituras são responsáveis pelo terreno, a regularização fundiária e a infraestrutura urbana (água, esgoto, pavimentação primária e drenagem profunda e superficial se for o caso). Os municípios maiores puderam executar a unidade de 31,98 m², pois há disponibilidade de mais recursos, cerca de 15.000 reais. 60 3 DIMENSÕES E FUNÇÕES DA HABITAÇÃO A discussão sobre área mínima de uma edificação se estende há quase um século. Os estudos partem das definições espaciais, das disposições do mobiliário até as atuais discussões sobre a psicologia ambiental. Folz (2008, p. 103) acrescenta que, mesmo tendo em vista as exigências psicossomáticas e as exigências quanto às dimensões para a execução das tarefas domésticas, “tem se adotado normas ultrapassadas como referência para habitação de interesse social, [...], com áreas abaixo do mínimo, definido em vários estudos”, tais normas não consideram as especificidades regionais e não propiciam a adequação às novas configurações familiares. Para Panero e Zelnik (2001, p. 38) a antropometria aplicada pode ser usada como uma ferramenta no processo de projeto, se aproveitada de forma adequada e considerando a ampla gama de “configurações humanas que influenciam o processo”. Eles ainda destacam os estudos de Edward Hall e concordam que: Ao acomodar o corpo ao ambiente, os fatores aí envolvidos não podem se limitar às medidas e distâncias, no sentido absoluto de significado destes termos. Distância, e por extensão, área e espaço livre, geralmente têm outras conotações mais sutis e sofisticadas. Edward Hall (2005, p. 145-155), estudioso dos sentidos e sua relação com o espaço declara que as distâncias são dinâmicas e variam de indivíduo para indivíduo, dependem de aspectos culturais, étnicos, além das personalidades situacionais que cada indivíduo poderá assumir, são as dimensões ocultas. Este autor definiu as distâncias comuns para um grupo de amostragem americano: a.1) distância íntima (fase próxima), “do amor e da luta corpo a corpo, da atitude confortadora e protetora”; a.2) distância íntima (fase remota: de 15 cm a 45 cm) “a voz é usada mas normalmente é mantida num nível baixo”; b.1) distância pessoal (fase próxima de 45 cm a 75 cm) possibilidade de toque com as extremidades do corpo; b.2) distância pessoal (fase remota: de 75 a 120 cm) “manter alguém à distância de um braço estendido é uma forma de expressar a fase remota da distância pessoal”; c.1) distância social (fase próxima de 1,20 m a 2,10 m) “transações impessoais ocorrem a essa distância”; c.2) distância social (fase remota: 2,10 m a 61 3,60 m) “tem uma característica mais formal do que se ocorresse na fase próxima”; d.1) distância pública (fase próxima: 3,60 m a 7,5 m) “uma pessoa alerta pode adotar medidas evasivas ou defensivas se for ameaçada”; d.2) distância pública (fase remota: a partir de 7,5 m) há perda de detalhes da voz e da expressão facial. Certamente a cultura brasileira não terá como referências as mesmas distâncias informadas no estudo de Hall, mas fica evidente que o ser humano precisa de espaço adequado para se relacionar em diversas situações, inclusive em sua casa. Hall (2005, p. 214) comentando sobre a erradicação de cortiços e renovação urbana em Boston (EUA) e suas implicações, destaca que “as dimensões dos espaços habitacionais conseguiram de algum modo passar, sem que se percebesse, do tamanho que mal chegava a ser suficiente para o totalmente insuficiente” motivado por vários aspectos entre eles o econômico. No conjunto Cidade de Deus no Rio de Janeiro, utilizado para receber as famílias removidas de favelas, após alguns anos da implantação, ocorreu uma grande rotatividade para a qual Valladares (1978, p. 87) apresenta quatro motivos: “a) o preço da habitação, nem sempre acessível [...]; b) as despesas adicionais e obrigatórias [...]; c) o custo de transporte”, devido a distância entre a casa e o local de trabalho; e “d) ainda o tamanho e qualidade das habitações oferecidas, que implicavam, quase sempre, ampliações e reformas nem sempre passíveis de serem assumidas pelos residentes”. Assim, destaca-se como nos Estados Unidos os problemas com a unidade habitacional, que podem contribuir, aqui, para o abandono da habitação e lá, para o descontentamento da população. 3.1 DIMENSÕES MÍNIMAS No Brasil, em 1931, no Primeiro Congresso de Habitação, iniciaram-se as discussões sobre a disposição dos móveis e como esta disposição determinaria o tamanho necessário para os cômodos. Os estudiosos deste congresso defendiam que era necessário desenhar os móveis essenciais, em suas dimensões reais, de custo acessível aos inquilinos, para depois definir onde seriam distribuídas as aberturas de portas e janelas. Preconizavam também a utilização 62 de móveis embutidos e aproveitamento de espaços ociosos (MAGRO18, 1931 apud FOLZ, 2008). Para Rubens Porto19 (1938 apud BONDUKI, 2004), os móveis deveriam ser entregues junto com a habitação, o que teria algumas vantagens. Dentre elas, ele destaca, a compra em volume, que reduziria os custos e a adequação ao projeto, evitando-se distorções com móveis inadequados comprados pelos próprios moradores no varejo. Atualmente volta à tona esta discussão com o projeto do Senado de inclusão dos móveis nos financiamentos habitacionais, mas as construtoras discordam (PROJETO..., 2010). As dimensões e o programa ideal da casa popular foram discutidos por vários estudiosos dos quais Correia (2004) destaca: Andrade Sobrinho20 (1942) com sua casa de sete peças sendo, três quartos (casal, meninos e meninas), sala, cozinha, banheiro e varanda; e Vieitas21 (1943) que sugere a abolição da saleta de entrada, a junção da sala de visitas e estar, a redução do corredor e quartos pequenos para apenas dormir e vestir, defendia também a cozinha americana, com armários excluindo-se a dispensa. Na Tabela 2 é mostrada a evolução dimensional, determinada pelo Código Sanitário, no estado de São Paulo, entre os anos de 1894 a 1978. Observa-se que o pé-direito foi reduzido quase que pela metade. Quanto à área, a cozinha foi a que mais diminuiu, provavelmente pelo advento dos equipamentos e utensílios. Tabela 2 - Evolução Dimensional do Código Sanitário (SP) Ano 1894 1911 1918 1951 1970 1975 1978 18 PÉ-DIREITO (m) ÁREA MÍNIMA (m²) Sala Dormitório Banheiro Cozinha Sala Dormitório Banheiro 4 4 4 0 0 3,5 0 3,7 3,7 3,6 0 0 0 0 3 3 3 10 0 0 1,2** ou 2* 2,5 2,7 2,5 6 8 10 1,2** ou 3*** 2,5 2,7 2,5 4 8 12 3 2,5 2,7 2,5 4 8 12 3 2,7 2,7 2,5 4 8 8 2,5 * Latrina externa; **Latrina interna; ***Banheiro e latrina; Fonte: Adaptado de : Boueri22 (1989 apud FOLZ, 2008 p. 112). Cozinha 4 3,7 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 MAGRO, Bruno Simões. Habitação econômica: In: CONGRESSO DE HABITAÇÃO, I., São Paulo. Annaes... São Paulo: Publicação Official, Instituto de Engenharia, Divisão de Architectura, 1931. p.55-80.. 19 PORTO, Rubens. O problema das casas operárias e os Institutos e Caixas de pensões. Rio de janeiro. s/e, 1938. 20 ANDRADE SOBRINHO, J. M. A casa das sete peças. Revista de organização Científica, ano XI, n. 125, p.13, maio 1942. 21 VIEITAS, R. A planificação da casa econômica. Revista do Arquivo Municipal, São Paulo, ano VII, p. 129-136, mar.-abr. 1943. 22 BOUERI, Jorge. Antropometria: fator de dimensionamento da habitação. 1989. 368p. Tese (Doutorado) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1989. 63 O dormitório, inicialmente muito pequeno, torna-se maior, mas, posteriormente tem sua área reduzida. O banheiro, em princípio, não apresenta área definida, porém, a partir de 1918, são apresentadas as áreas para latrinas internas, culminando na área de 2,5 m² para este cômodo. Mudanças de ordem econômica e social, a mulher entrando no mercado de trabalho e a ausência de empregados domésticos, propiciam o surgimento, na Alemanha, de habitações de dimensões reduzidas (mínimo necessário para a existência). A cozinha (Figura 26) fica integrada aos ambientes de estar e refeições, tornando-se o centro do espaço doméstico (TRAMONTANO, 1993a23, 1993b24 apud BRANDÃO, 2002, p. 54-55). Figura 26 - Cozinha Mínima25 Fonte: (GYMPEL26, 2000, p. 91 apud BRANDÃO, 2002, p. 55) As habitações sociais na Alemanha, dos dias de hoje, estão centradas na família, sendo que habitações para solteiros ou portadores de necessidades especiais são consideradas formas especiais. Sobre as habitações sociais familiares Silva A. (2007) coloca que: As normas e leis da política alemã de construção de habitações sociais objetivam a família em sua essência. [...] A técnica excessiva e a busca pela eficiência estabeleceram critérios quantitativos para a definição do espaço habitacional na Alemanha, o que muitas vezes é desfavorável à qualidade dos seus ambientes. 23 TRAMONTANO, Marcelo. Habitação contemporânea, riscos preliminares. Texto técnico. São Carlos: EESC/ USP, jul. 1995a, 70p. 24 TRAMONTANO, Marcelo. Habitação moderna: a construção de um conceito. Texto técnico. São Carlos: EESC/USP, ago. 1993b, 72p. 25 Cozinha de Frankfurt, Alemanha, por volta de 1925; projeto da arquiteta Grete Schütte-Lihotzky com o conceito do mínimo para funcionar, em área de apenas 6,5 m2, com abertura para a sala de estar – o protótipo de todas as cozinhas modernas (Fonte: GYMPEL, 2000, p. 91). 26 GYMPEL, Jan. História da Arquitectura: da Antiguidade aos nossos dias. Colônia, Alemanha: Könemann, 2000, 120p. 64 1.2. A função e o significado dos ambientes [...] O setor social: O ideal de moradia alemã se materializa em “três cômodos cozinhabanheiro-aquecimento central”, da qual o melhor decorado e maior ambiente é a sala (das Wohnzimmer), centro da família, oportunamente também sala de visitas. Acima de tudo, a sala é um espaço para o tempo livre. A sala sinaliza a hierarquia das pessoas e dos usos na moradia moderna. Para a norma DIN 18011, a área mínima para quatro pessoas deve ser de 18,0 a 20,0 m² [...]. Em contraposição à sala estão os demais ambientes: dormitórios, cozinha, quartos das crianças e banheiro, que por suas dimensões, decoração e localização dentro da moradia só podem ser usados de modo monofuncional. O setor íntimo: [...] Para efeito da norma, o dormitório do casal deve ter espaço para duas camas, dois criados-mudos, um guarda-roupa e uma peça mobiliária adicional, por exemplo, uma penteadeira ou máquina de costura. Se na residência não existe um quarto para o bebê, é permitida também a colocação de um bercinho [HÄUßERMANN & SIEBEL27, 1996, p.16 apud Silva A.]. A norma DIN 18011 recomenda, para este ambiente, dimensões mínimas de 3,50 m x 3,50 m. O dormitório dos filhos (das Kinderzimmer) deve ter dimensões suficientes para uma grande variação na disposição dos móveis, assim como para múltiplos usos. Desta maneira, este ambiente poderá acompanhar as diversas fases do crescimento das crianças e jovens. As medidas mínimas recomendadas pela norma DIN 18011 são 3,50 x 3,25 m ou 3,0 m x 4,0 m (entre 11,0 e 12,0 m2) [...]. O banheiro (das Badezimmer) geralmente contém uma banheira, uma pia e um vaso sanitário. Em alguns casos, pode conter ainda um espaço para ducha e máquina de lavar-roupa, numa área mínima recomendada varia entre 4,8 e 5,0 m². O setor de serviços: Na moradia alemã em geral, a cozinha (die Küche) é puramente um espaço de trabalho, da qual a planta baixa e a orientação são sempre racionalizadas, de maneira a facilitar o trabalho de casa. [...] Suas dimensões devem variar, segundo a DIN 18022, de acordo com o número de usuários da moradia, com valores mínimos de 2,50 m x 3,50 m. O armário ou depósito (der Abstellraum) é um pequeno ambiente destinado à colocação de eletrodomésticos e materiais de limpeza. Sua área perfaz normalmente cerca de 1,0 a 1,5 m². 27 HÄUßERMANN, Hartmut & SIEBEL, Walter. Soziologie des Wohnens: eine Enführung in Wandel und Ausdiffrenzierung des Wohnens. München: Juventa Verlag, 1996, p. 16. 65 O texto mostra a relação dos alemães com a habitação e como eles utilizam seus espaços. Há uma previsão de novos usos para a habitação de forma que elas se adapte as novas fases da família no decorrer do tempo. Segundo Folz (2008), há vários estudos sobre a utilização de índices de densidade habitacional: número de pessoas por domicílio, metro quadrado por pessoa ou pessoas por cômodo, mas, para este autor, o melhor é analisar estes índices em conjunto evitando distorções. O espaço físico para Portas28 (1969 apud FOLZ, 2008) depende das atividades a serem desenvolvidas. E estas são influenciadas pelas características antropométricas e mecânicas das ações, não sendo o espaço mínimo apenas a somatória das áreas necessárias para cada função. E ainda, o espaço depende também do grau de privacidade e da compartimentação para estabelecer esta privacidade. Além disso, a habitação tem para os moradores um valor que está ligado ao condicionamento sociocultural e a questões emocionais mais complexas. Folz apresenta dois autores que estudaram mais especificamente a habitação com área mínima. O primeiro, Silva29 trabalhou com as seguintes etapas para seu estudo dos fatores geométricos da habitação de interesse social (FOLZ, 2008, p. 115): [...] elaboração de uma listagem das atividades normalmente exercidas no âmbito domiciliar; inventário do equipamento doméstico convencional; definição objetiva dos critérios adotados na articulação dos equipamentos com os usuários, com o espaço e entre si; e, formulação de hipóteses de articulação dos equipamentos e espaços segundo os critérios definidos, em busca dos padrões de otimização econômica e funcional. Os aspectos antropométricos e as relações entre os espaços e as atividades domésticas são estudos desenvolvidos, por Boueri30 (1989, apud FOLZ 2008), que desenvolveu o Padrão Antropométrico de Dimensionamento da Habitação a partir da análise conjunta dos cômodos, atividades, mobiliário, equipamentos da habitação e posições do corpo durante as atividades domésticas. Uma síntese de considerações sobre áreas mínimas é exposta na Tabela 3 tomada como referência uma habitação com dois quartos. Os valores apresentados foram estabelecidos em vários estudos brasileiros e estrangeiros. 28 PORTAS, Nuno. Funções e exigências de áreas da habitação. Lisboa: Laboratório Nacional de Engenharia Civil, 1969. SILVA, Elvan. Geometria dos espaços da habitação: contribuição ao estudo da problemática da habitação de interesse social. Porto Alegre: Ed. da Universidade, UFRGS, 1982. (Texto para discussão, 6) 30 BOUERI, Jorge. Antropometria: fator de dimensionamento da habitação. 1989. 368p. Tese (Doutorado) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1989. 29 66 Tabela 3 - Área Mínima para habitação (m²)31 Estudo 1º Quarto 2º Quarto Sala Cozinha Banho Área Serviço Área Total Código Sanitário (1978) 8,00 6,00 8,00 4,00 2,00 - 28,00 Silva (1982) 7,75 7,80 10,50 3,57 2,40 2,10 34,12 IPT (1987) 9,00 8,00 12,00 10,00 2,50 1,50 43,00 Boueri (1989) 14,00 12,00 15,00 7,20 4,20 5,40 57,80 Voordt (1990) 13,34 10,56 25,52 6,84 5,71 - 61,97 CDHU- Piratininga (1996) 8,12 6,94 16,73 9,05 2,88 1,96 45,68 CDHU - Brasilândia (1996) 13,18 13,18 13,18 8,44 2,81 1,63 52,42 CDHU Básico (1998) 8,18 8,18 11,78 4,87 3,04 1,82 37,87 Espanha (Instituto Nacional De Consumo) (1998) 12,00 7,00 15,00 6,00 - - 40,00 Projeto Cingapura PMSP(1998) 8,44 7,79 12,16 6,88 3,59 2,50 41,36 Portugal (1998) 10,50 9,00 13,00 6,00 3,50 3,50 45,50 Pedro (2002a) 10,50 9,00 14,00 5,00 2,50 2,00 43,00 Buzzar E Fabrício (2007) 8,00 7,00 10,00 5,50 2,50 2,00 35,00 CDHU (2008) 9,00 8,00 12,50 5,00 2,80 2,80 40,10 Média (M²) 10,00 8,60 13,53 6,31 2,89 1,94 43,27 Mediana da Área Mínima (M²) 9,00 8,00 12,75 6,00 2,81 1,98 40,54 32 Fonte: elaborado pela autora com base em: São Paulo (2000 apud FOLZ, 2008); Silva (1982 apud FOLZ, 2008);Boueri (1989 apud FOLZ, 2008); IPT33 (1998, apud FOLZ, 2008); (PEDRO, 2002b, p. 61)34, (BUZZAR e FABRÍCIO, 2007); (COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO, 2008, p. 126); (ROMÉRO e ORNSTEIN, 2003, p. 59) Silva35 (1982, apud FOLZ, 2008), que definiu uma das menores áreas mostradas, apresentou algumas hipóteses, e através delas propôs o aumento das áreas gradativamente. Discutiu as novas possibilidades de organização do espaço, enfatizando que apenas o arranjo geométrico, com o mobiliário e os equipamentos não propicia a funcionalidade para a habitação de interesse social. 31 Legenda: Dormitório (Dorm.); cozinha (Coz.); Banheiro (Bn); Área de Servico (A.S.) SÃO PAULO (Estado). Código Sanitário do Estado de São Paulo: Lei nº 10.083, de 23 de setembro de 1998 – Decreto nº 12.342, de 27 de setembro de 1978 (Regulamento da promoção, preservação e recuperação da saúde no campo de competência da Secretaria do Estado da Saúde) – Normas técnicas e legislação complementar. 3ª Ed. Bauru: EDIPRO, 2000. (Série Legislação) 33 IPT – Instituto de pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A. Manual de tipologias de projeto e de racionalização das intervenções por ajuda-mútua. São Paulo: IPT, 1998. 34 Tipologia de referência T2/4 (2 - número de quartos e 4 – número de habitantes), unidade com sala/copa, cozinha, área de serviço, quarto de casal e quarto duplo. Para a função Higiene pessoal, foi desconsiderada a principal e adotada a segunda: para um vaso sanitário, lavatório e chuveiro (2,50 m²), mais usual no Brasil. 35 SILVA, Elvan. Geometria dos espaços da habitação: contribuição ao estudo da problemática da habitação de interesse social. Porto Alegre: Ed. da Universidade, UFRGS, 1982. (Texto para discussão, 6) 32 67 Os autores Buzzar e Fabrício (2006) estabeleceram suas referências de área para habitação do tipo PAR, para o relatório do FINEP (Tabela 4); Tabela 4 - Área mínima, regular, recomendável Unidade de 2 quartos (casal e duplo) Ambiente Dormitórios (soma) Sala e copa conjugada Cozinha Banheiro Area de serviços Área resultante Mínima 15,00 10,00 5,50 2,50 2,00 35,00 área (m²) Regular Recomendável 16,00 17,50 11,50 12,50 6,00 6,50 3,00 3,50 2,90 3,50 39,40 43,50 Fonte: (BUZZAR e FABRÍCIO, 2006) No relatório de Informação Técnica Arquitectura (ITA 5), Pedro (2002b), do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Portugal, apresenta seus parâmetros para área mínima, recomendável e ótima (Tabela 5) para várias tipologias. No mesmo trabalho estão propostos o mobiliário para várias situações e tipologias. É importante frisar que Pedro (2002b) para determinar a área mínima fez vários modelos de espaços utilizando o mobiliário mínimo, estabelecido pelo seu estudo, como gabarito para as dimensões. Diferentemente da nossa norma, este autor considera como mobiliário mínimo de um quarto de casal, um berço, além de cama de casal, guarda-roupa e os criados (Figura 27). Figura 27 - Modelos de espaços de dormir. Fonte: (PEDRO, 2002a, p. 27) 68 Tabela 5 - Área mínima, recomendável e ótima Unidade de 2 quartos (casal e duplo) Ambiente Quarto de Casal Quarto duplo Quartos (soma) Sala (sala e copa) Cozinha, marquise e despensa Banheiro área serviço (lavagem e secagem) Área resultante Mínimo 10,50 9,00 19,50 14,00 5,00 2,50 2,00 43,00 área (m²) Recomendável Ótimo 11,50 10,00 21,50 18,00 6,00 2,50 3,00 51,00 12,00 11,00 23,00 21,00 6,50 3,00 3,50 57,00 Fonte: Elaborado com base em Pedro (2002b, p. 58-60). Para o caso brasileiro, Palermo (2009, p. 38) apresenta em seu trabalho, uma tabela com a relação de área por pessoa no período do século XIX até hoje (Gráfico 12 e Gráfico 13). Sobre os gráficos, deve-se comentar que Palermo considera que no período do BNH houve uma expressiva redução, destacando-se a cozinha e os quartos. A recuperação da área dos cômodos que surge após o BNH, ainda conforme o autor, é reflexo da descentralização da produção de habitação, que ficou a cargo das secretarias municipais. Área por cômodo m² 16 14 12 10 8 6 4 2 0 do Século XIX aos 1920 dos anos 1930 aos anos 1960 dos anos 1960 aos anos 1980 dos anos 1980 aos dias atuais Sala 1 14 10,9 10,4 12,5 Cozinha 7,8 5,6 4,8 7,5 Banheiro 3,1 3,6 1,8 2,3 Dormitório 1 12,5 12 7,2 8,5 Dormitório 2 10,8 8,6 6,6 7,2 Área de serviço 0 4 0 2,2 Varanda frontal 10,9 4,2 2,7 3,4 Abrigo porta 1,7 1,3 0 1 Circulação 4,6 1 1,2 1,3 Gráfico 12 - Variação das áreas em habitações proletárias. Fonte: elaborado pelo autor com base em GHab36 (2008, apud PALERMO, 2009) 36 Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008. 69 16 14,3 9,6 9,4 do Século XIX aos 1920 dos anos 1930 aos dos anos 1960 aos dos anos 1980 aos anos 1960 anos 1980 dias atuais Gráfico 13 - metro quadrado por pessoa. Fonte: elaborado pelo autor com base em GHab (2008, apud PALERMO, 2009) Rosso (1980, p. 138) trata sobre otimização econômica do produto (edificação), e, apresenta dois parâmetros considerados pelo autor como “válidos para avaliar a efetividade funcional e econômica da edificação”. São eles a razão da habitabilidade37 e o índice de utilização38. O autor cita ainda as definições de área útil por pessoa de Blachère39 que, para uma qualidade de vida regular, seria 14 m² de área útil por pessoas, e, para uma qualidade de vida média, seria de 18 m² por pessoas. Rosso apresenta também os estudos de Chombart de Lauwe: consideram que 8 m² de área útil por pessoa pode causar graves consequências à saúde. Acrescentou-se aos levantamentos apresentados por Rosso os estudos de Pedro (2002b, p. 62), que mostra os referenciais de área mínima por habitante para lotação de dois a oito pessoas por unidade habitacional, em Portugal. Área mínima por habitante 25 m²/hab. 20 15 10 5 0 dois pessoas três pessoas quatro pessoas cinco pessoas seis pessoas sete pessoas oito pessoas França 17 14,6 11 10,6 8,8 9 7,8 Holanda 16 12 10 9,2 8,2 7,7 7,5 19,5 15,3 12,5 11,2 10 0 0 BID 10,5 10,2 9,7 9,6 0 0 UIOF 16,6 13,7 13,4 12,3 12 11,4 16,67 14,5 13,6 14,2 13,27 13,06 Dinamarca Pedro (2002) 21 40 Gráfico 14 - Exigências de países europeus e entidades (m²/pessoa). Fonte: Elaborado baseado em Rosso (1980) e Pedro (2002b, p. 62). 37 Razão da habitabilidade é a relação entre área habitável e área construída ou a total. Sendo que área habitável é a soma das áreas construídas de repouso, alimentação e estar e no caso de uma edificação é a soma das áreas utilizáveis para as funções e atividades essenciais. Área construída é a que inclui as espessuras das paredes até os eixos nas comuns e divisórias e até a face externa, nas perimetrais. Área total é a área global de uma unidade incluindo a sua área construída e a parcela de área comum que lhe cabe (ROSSO, 1980, p. 137-138). 38 Índice de utilização é a razão entre área útil e a construída. Sendo que área útil é a área líquida entre paredes, elementos estruturais e vêdos e que corresponde em geral ao piso (ROSSO, 1980, p. 137-138). 39 BLACHÈRE, Gerard. Savoir Bâtir. Paris. Editora Eyrolles, 1966. 40 BID [não mensionado] e UIOF - Urban Infrastructure Opportunities Fund 70 Importante ressaltar o estudo feito por Mascaró (2006, p. 43) que mostra que os planos verticais representam 44,84% dos custos em edificações habitacionais, e por isso ao reduzir em 10% a área do plano horizontal isso refletirá em apenas 4,7% de redução no custo total, ou seja, menos da metade do percentual de redução da área. Este autor elaborou uma tabela onde ele mostra que, com a mesma área, a forma da edificação influenciará no perímetro e, consequentemente, nos custos (Tabela 6). Tabela 6 - Paredes e as formas geométricas de plantas de edifícios. ÁREA (m²) FORMA DA PLANTA Circular Quadrada Retangular 10 x 10 5 x 20 4 x 25 2 x 50 1 x 100 PERÍMETRO (m) 100 35,44 100 40,00 100 50,00 100 58,00 100 104,00 100 202,00 Fonte: Mascaró (2006, p. 49) Relações Perímetro área 0,35 0,40 0,50 0,58 1,04 2,02 Lado maior Lado menor 1 4 6,25 25 100 Por meio desta tabela é possível observar como a forma, para uma mesma área, influencia na quantidade linear de paredes para percorrer o seu perímetro. A forma mais eficiente é a circular, porém de construção mais difícil. A quadrada, que também é eficiente, torna-se mais adequada para se executar na maioria das situações (ROSSO, 1980; MASCARÓ, 2006). Mas para Frederick (2009, p. 47) as construções quadradas “podem ser mais difíceis de organizar”, pois o quadrado “não sugere movimento de forma natural” e completa que “salas internas em um edifício quadrado podem ficar distantes da luz e da ventilação natural”, para o autor os formatos não quadrados “acomodam padrões de movimento, agregação e habitação de forma mais natural”. Assim, a qualidade do projeto, a escolha adequada de formas e soluções, influencia na redução de custos e no atendimento das necessidades das pessoas. Folz (2008, p. 121) considera que, para entender melhor as relações das pessoas com a moradia, suas necessidades, seus anseios e suas avaliações do ambiente construído, a figura do cientista social é muito importante e objetiva “traduzir as necessidades específicas das pessoas e fornecer informações que orientem o arquiteto e o designer na definição de espaços e objetos que comporão a habitação". 71 A NBR 15.575:1 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010) esclarece que “não estabelece dimensões mínimas de cômodos, deixando aos projetistas a competência de formatar os ambientes segundo o mobiliário previsto”. 3.2 FUNÇÕES DA HABITAÇÃO E MOBILIAMENTO Segundo Martins (1999) o mobiliamento “está relacionado diretamente à questão do dimensionamento e utilização dos espaços, e a interface entre o corpo humano e os objetos físicos do ambiente”. Ele cita Portas (1969)41, Deilman (1973)42, Silva (1982) 43 e Heath (1991), que consideram que o dimensionamento do ambiente deve ser em função do espaço para a acomodação do mobiliário, equipamentos e circulação. Boueri (2008, p. 6) ressalta a importância da ergonomia no projeto da habitação, que segundo ele “deve ocorrer desde sua concepção. Ela fundamenta o processo de decisão do projeto, principalmente quanto às questões dimensionais, e aprimora a qualidade da habitação”. Palermo (2009, p. 57-58) definiu as atividades inerentes para atender as necessidades humanas baseada nos estudos de Silva (1982)44 e Pereira (2007)45. Acrescenta-se os estudos de Damé (2008), que elaborou uma tabela relacionando estas atividades com os cômodos que poderiam abrigá-las. No trabalho de Palermo (2009) as funções são denominadas necessidades humanas e, sistema de atividades é chamado de atividades inerentes. No Quadro 3 faz-se um paralelo dos trabalhos de Barbosa e Palermo. Pode-se observar, que há bastante convergência entre os autores, não ficando dúvidas quanto as atividades exercidas para atender as necessidades humanas. Em ambos os casos destaca-se a presença da atividade de trabalho e estudo e ainda, que o ambiente mais prejudicado quanto ao número de equipamentos e as atividades a ele relacionadas é a área de serviço. 41 PORTAS, Nuno. Funções e exigências de áreas da habitação. Lisboa: Laboratório Nacional de Engenharia Civil, 1969. DEILMAN, Hárold; KIRSCHENMANN, Jorg. C; PFEIFFER, Herbert. El habitat. Barcelona: Editorial Gustavo Gilli, 1973, 176p. 43 SILVA, Elvan. Geometria dos espaços da habitação: contribuição ao estudo da problemática da habitação de interesse social. Porto Alegre: Ed. da Universidade, UFRGS, 1982. (Texto para discussão, 6) 44 Ibid. 45 PEREIRA, Gabriela Morais. Acessibilidade espacial na habitação popular: um instrumento para avaliação de projetos. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007. 42 72 Necessidades Humanas Silva e Pereira (apud Palermo 2009) Necessidades Humanas Atividades Inerentes Funções e sistemas de atividades J.J.Boueri e J.B. Pedro46 (apud Barbosa, 2007) Funções Alojar hospede Convalescer ou tratar enfermos Repouso Descansar, ler concentrado Dormir Dormir, repousar Atender ao telefone Conversar e receber visitas Fazer refeições coletivamente Ver televisão Convívio familiar Repouso Pessoal Sistema de Atividade Convalescer Dormir (descanso de casal; individual e duplo; descanso de crianças Permanência em reservado Estar passivo Receber visitas Recreio de crianças Diversão de jovens e adultos. Lazer em família Eventos sociais em grupo Estar e Lazer Estar em ambiente externo privado Receber em ambiente externo privado Lazer em ambiente externo privado Refeições Refeições correntes; formais; Correntes diversas e estar à mesa. Tratamento de Resíduos Preparação Arrumação de louças e utensílios das refeições Preparação de alimentos Preparação de alimentos Lavagens Corporais Funções vitais Cuidados pessoais Higiene Pessoal Eliminar resíduos e armazenar recicláveis Guardar alimentos secos e frios Alimentação Guardar utensílios de cozinha Lavar e secar utensílios de cozinha Preparar alimentos e refeições Atender às necessidades fisiológicas Banhar-se Barbear-se Higiene Pessoal Escovar os dentes Lavar rosto e mãos Pentear-se Vestir-se Estudo de jovens Estudar Desenvolvimento Realizar tarefas escolares Estudo de adultos Intelectual Realizar trabalhos manuais Trabalho de adultos Estudo e Realizar trabalhos manuais de baixo trabalho impacto. Atividade de trabalho e renda Realizar trabalhos manuais de médio impacto. Lavar roupa na máquina Lavar as roupas Reunir e triar roupa suja Secar as roupas Manejo com a Tratamento Secar roupa abrigado chuva Passar as roupas roupa de roupas Secar roupa ao sol Costurar as roupas Triar e passar a roupa limpa Cuidar de calçados Quadro 3 - Comparando os estudos de Boueri e Pedro com Silva (1982) e Pereira (2007) 46 Notas de aulas. 73 Necessidades Humanas Silva e Pereira (apud Palermo 2009) Necessidades Humanas Atividades Inerentes Funções e sistemas de atividades J.J.Boueri e J.B. Pedro47 (apud Barbosa, 2007) Funções Efetuar limpeza doméstica Efetuar pequenos reparos Manutenção Doméstica Manutenção e Arrumação (gestão doméstica) Sistema de Atividade Limpeza Arrumação geral Manutenção geral Controle ambiental Vigilância e segurança Tratamento de resíduos domésticos Cuidado com animais domésticos Entrada e Saída Comunicação e separação Ferramentas leves Guardar objetos pessoais diversos Circulação Guardar roupa pessoal Material de manutenção doméstica Guarda de pertences Material escolar Uso do veículo Estacioname diversos nto Objetos pessoais diversos Manutenção do veículo. Roupa de mesa e cozinha Roupa de cama e banho Roupas e calçados Quadro 3 - Comparando os estudos de Boueri e Pedro com Silva (1982) e Pereira (2007) (cont.) Fonte: Elaborado pelo autor a partir de Palermo (2009, p. 57-58) e Barbosa (2007, p. 169-170) Barbosa (2007), citando Kenchian48 (2005), diz que o conceito de morar determina as funções e não o espaço físico previsto para suas atividades. Segundo o autor as funções e as atividades necessárias ao funcionamento da moradia são o que determinarão o espaço, e continua: “as funções são classificadas a partir das atividades a estas relacionadas, enquanto que o sistema de atividades é classificado a partir do usuário autor das atividades”. Com a análise da tarefa indica-se o mobiliário e equipamento para o desempenho das atividades, e ao organizá-los procede-se o dimensionamento dos ambientes. Para analisar a funcionalidade de uma HIS é importante definir os equipamentos mínimos necessários para qualificar os ambientes. A seguir é apresentado o trabalho de Palermo e Damé em comparação com a NBR 15.575:1, que subsidiaram a elaboração do Quadro 4. As habitações devem atender as necessidades das famílias que a habitam, assim os cômodos devem possuir equipamentos e mobiliário bem como espaço para utilização, acesso e movimentação das pessoas. 47 Notas de aulas. KENCHIAN, A. Estudo de métodos e técnicas para projeto e dimensionamento dos espaços da habitação. Dissertação de Mestrado. São Paulo, FAU/USP, 2005. 48 Cômodo Mobiliário mínimo e espaços (NBR 15.575:1) GHAB (2008 apud Palermo (2009, p. 62-71) Pedro (2002b) Atividades Essenciais (Damé (2008) e Palermo (2009). Sala Largura mínima sala de estar: 2,40 m. Prever espaço de 0,60 m na frente do assento para: sentar, levantar e circular. Circulação mínima de 0,75 m a partir da borda da mesa (espaço para afastar a cadeira e levantar). Define a zona social [...] deve compor ambiente integrado ou contíguo à cozinha e a entrada principal da residência, definindo circulação direta entre os diferentes cômodos para racionalizar o uso e reduzir os custos. Dimensão mínima 2,85 Fazer refeições coletivamente. Sala Sala 49 Atender integralmente número de indivíduos, 1 sofá cama (2,0 x 0,9), Quantidade mínima de móveis, igual ao número de leitos (dois leitos/dormitório); 1 poltrona (0,8 x 0,8), 1 determinada pelo número de Atender, uso eventual como dormitório de mesa de centro (1,0 x habitantes da unidade. Os sofás visitantes ou hóspedes. Quantidade mínima: um 0,6), 1 estante (1,2 x devem prever número de sofá de dois ou três lugares ou sofá cama; uma 0,5); 1 mesa de assentos no mínimo igual ao poltrona. Uma mesa de canto ou centro; uma refeições (1,2 x 0,8), 1 número de leitos. estante ou rack para TV.; mesa para 4 lugares aparador (1,2 x 0,5) (unidades de 2 quartos); um balcão ou aparador Largura mínima da sala de estar/jantar e da sala de jantar (isolada): 2,40 m. Quantidade mínima: 1 mesa de 4 pessoas. Admite-se leiaute com cabeceira de mesa encostada na parede, desde que haja espaço suficiente para seu afastamento, quando da utilização Realizar tarefas escolares Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima 49 Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008. 74 Cômodo Mobiliário mínimo e espaços (NBR 15.575:1) 50 GHAB (2008 apud Palermo (2009, p. 62-71) Pedro (2002b) Atender a outras atividades que necessitam Dimensão mínima 2,7 Circulação mínima entre o m. mobiliário de 0,60 m. privacidade visual ou sonoro, além de repouso; Cama de casal (1,5 x Quantidade mínima: 1 cama, 2 estar localizado de modo a receber sol direto, criados e 1 guarda-roupa. preferencialmente pela manhã; deve suprir espaço 2,0 m); mesa de estudo Quarto (1,0 x 0,8 m); cadeira para guarda de roupa de cana e de banho. Faixa de Casal Admite-se apenas 1 criadomudo, quando o segundo livre para circulação deve atender a toda a volta (0,5 x 0,5 m); guardainterferir na abertura de portas da cama admitindo-se 40 cm em situação crítica e roupa casal (1,2 x 0,6); do guarda-roupa. no máximo em uma das laterais. cômoda (1,0 x 0,5) Quantidade mínima: uma cama de casal; um criado mudo; um gaveteiro, uma sapateira ou Quarto estante; um roupeiro de quatro portas (se for de de Casal seis despensa gaveteiros, sapateiras ou estantes); temporariamente, deve receber um berço. Atender a outras atividades que necessitam Circulação mínima entre as privacidade visual ou sonoro, além de repouso; camas: 0,80 m, Demais estar localizado de modo a receber sol direto, circulações: 0,60 m. preferencialmente pela manhã; atendimento das Quarto Quantidade mínima: 2 camas, necessidades que lhes são inerentes, relativo a Dimensão mínima 2,1 de 1 criado e 1 guarda-roupa. m. dois indivíduos, independente de faixa etária ou Solteiro Admite-se a substituição do laços de família; deve atender as necessidades de criado-mudo por mesa de uso de microcomputador. A faixa de circulação estudo. deve atender necessariamente a uma das laterais de cada cama. Atividades Essenciais (Damé (2008) e Palermo (2009). Guardar roupa pessoal; Dormir Guardar roupa pessoal Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima 50 Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008. 75 Cômodo Quarto de Solteiro Cozinha Cozinha Cozinha Cozinha Banheiro Mobiliário mínimo e espaços (NBR 15.575:1) 51 GHAB (2008 apud Palermo (2009, p. 62-71) Pedro (2002b) Quantidade mínima: duas camas de solteiro ou 2 camas de solteiro (2,0 um beliche; um gaveteiro, uma sapateira ou x 0,8); 2 criados (0,4 x estante; um roupeiro de quatro portas; uma mesa 0,4), 1 guarda-roupa de estudos. (1,2 x 0,6). Em nenhuma situação pode absorver funções inerentes à área de serviço. Deve atender integralmente às necessidades espaciais inerentes Largura mínima da cozinha: ao uso dos grandes eletrodomésticos, incluindo 1,60 m. Circulação mínima de Dimensão mínima 1,7 possibilidade de instalação de mobiliário 0,90 m frontal à pia, fogão e (bancada em "I") complementar. Facilitar o atendimento de geladeira. demanda da popularização de eletrodomésticos; Garantir a guarda de alimentos e utensílios separadamente. Quantidade mínima: Balcão com pia; geladeira 1 pia, 1 fogão (0,6 x Quantidade mínima: pia, fogão duplex; fogão de quatro bocas; mesa de apoio 0,6), 1 geladeira (0,6 x com uma cadeira ou banco, dois armários e geladeira. Armário sobre a 0,6) e 1 máquina de pia e gabinete. suspensos com quadro portas; balcão ou aparador lavar louça (0,6 x 0,6). com três portas. Manter fogão e geladeira afastados, nunca de frente um para o outro ou lado a lado; Botijão de gás fora da cozinha; a posição da cozinha e sua forma devem facilitar a ampliação das unidades, quando unifamiliares Largura mínima do banheiro: Dimensão mínima 1,3 Deve ser projeto para evitar a necessidade de se 1,20 m. Quantidade mínima: 1 m (lavatório, sanitário e construir mais um banheiro. lavatório, 1 vaso e 1 box. box). Atividades Essenciais (Damé (2008) e Palermo (2009). Dormir Guardar gêneros alimentícios Guardar utensílios de cozinha Preparar alimentos Preparar refeições Lavar utensílios de cozinha Eliminar resíduos Tomar banho Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima 51 Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008. 76 GHAB52 (2008 apud Palermo (2009, p. 62-71) Pedro (2002b) Atividades Essenciais (Damé (2008) e Palermo (2009). Banheiro Quantidade mínima: um box (1,00 x 0,80 m); um vaso sanitário com Caixa acoplada; um lavatório de coluna ou bancada. Vaso sanitário (0,5 x 0,65); lavatório (0,6 x 0,55), box (0,9 x 0,9) Atender às necessidades fisiológicas Banheiro Circulação livre de no mínimo 60 cm de largura, podendo sobrepor-se á área de uso do equipamento. Lavar rosto e mãos Banheiro Área de aproximação e uso do comando da janela, esta sempre aberta para o exterior; sendo um para unidades de dois quartos e dois para unidades de 3 ou mais. Barbear-se Escovar dentes Área de Serviço. Deve ser instalada em espaço contíguo à cozinha; Deve Circulação mínima de atender integralmente às necessidades inerentes á lida com a roupa e com a manutenção doméstica, incluindo acesso 0,50 m frontal ao tanque e máquina de e circulação; facilitar e dispor espaço para máquina de lavar. Quantidade lavar; Quantidade mínima: um tanque e espaço para mínima: 1 tanque e 1 máquina de lavar roupas ao lado do tanque; varal suspenso; espaço para a guarda do botijão de gás; máquina, (tanque de no mínimo 20 litros). eventualmente deve poder receber uma tábua de passar roupas. Cômodo Mobiliário mínimo e espaços (NBR 15.575:1) Dimensão mínima 1,7 m (bancada em "I"). Guardar utensílios de manutenção doméstica Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima 52 Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008. 77 Cômodo Mobiliário mínimo e espaços (NBR 15.575:1) Área de Serviço Área de Serviço GHAB53 (2008 apud Palermo (2009, p. 62-71) Pedro (2002b) A janela deve ser aberta para o exterior, garantindo ventilação e insolação permanentes; 1 máquina de lavar roupa (0,6 x 0,6), varal (2,00 x 0,8); 1 armário (0,3 m largura x 0,6 m profundidade) 1 armário geral (1,2 x 0,6 m); 1 armário despensa (0,6 x 0,6 m); 1 armário para arrumação da casa (0,9 x 0,6 m) Atividades Essenciais (Damé (2008) e Palermo (2009). Reunir e triar roupa suja, Lavar roupa, Secar roupa abrigado chuva, Triar roupa limpa, Passar roupa a ferro Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima Fonte: Elaborado em função dos trabalhos: (PALERMO, MORAES, et al., 2007; DAMÉ, 2008; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010; PALERMO, 2009; PEDRO, 2002b) 53 Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008. 78 79 Folz (2008) mostra em seu trabalho as dimensões encontradas no mercado para o mobiliário, sugerido pela Caixa54 como mínimo. Palermo (2009) traz o dimensionamento do mobiliário estabelecido por seus estudos junto ao GHab/UFSC. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) também informa em seu manual as dimensões mínimas para o mobiliário das unidades habitacionais. Boueri (2008) traz no final do trabalho uma tabela com as dimensões de mercado para o mobiliário em São Paulo, comparando-os com as dimensões dos manuais da Caixa. Para comparar com as dimensões do mobiliário mínimo estabelecido pela NBR 15.575:1, foi realizada uma nova pesquisa através dos sítios, na Internet, de grandes redes de varejo de mobiliário e eletrodomésticos. Inicialmente adotou-se como parâmetro para o preço máximo para o mobiliário a ser pesquisado, um salário mínimo, que para julho de 2010 era de R$ 510,00 (quinhentos e dez reais). Em seguida foram selecionados móveis, que dentro do parâmetro acima, são declarados, pela empresa, os mais vendidos no sítio da loja (Casas Bahia, Ponto Frio, Novo Mundo). Alguns itens como geladeira, mesa de 6 cadeiras, beliches, são encontrados em valores acima do estipulado acima, desta forma o teto utilizado para estes foi de R$ 1.020,00 (hum mil e vinte reais). A lista utilizada como referência é a que se apresenta na NBR 15.575:1 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010, p. 27-28). Os valores de largura e profundidade, estipulados por cada autor e encontrados na pesquisa no mercado varejista, podem ser comparados com os valores da NBR 15.575:1. (Apêndice A). As informações coletadas no mercado e apresentadas são um referencial de que o trabalho de Folz (2008) está correto em afirmar que as dimensões do mobiliário à disposição para a compra diferem do que é estabelecido nos manuais dos agentes financiadores (Caixa, no caso de Folz) e ainda da NBR 15.575:1 (atualmente vigente). Há um descompassado entre as dimensões da norma e o mercado, entretanto ela contribui nos aspectos relacionados à orientação para o projeto adequado da habitação. A sua adoção pelas construtores está sendo muito questionada, pois estas acreditam que é um 54 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Caderno de Orientações de Empreendimento: Manual técnico de engenharia. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2002. Disponivel em: <http://www1.caixa.gov.br/download/asp/ent_hist.asp?id=17812&caminho=./_arquivos/desenvolvimento_urbano/man_tec_r eg_engenh_habitacao/&nome=MANUAL__TECNICO_ENGENHARIA_SAO_PAULO.zip&categoria=90>. Acesso em: 23 maio 2009. 80 exagero da norma as dimensões do mobiliário apresentadas, o que não se confirma. É importante frisar que o Código de Defesa do Consumidor (BRASIL, 1990b) em seu art. 39, inciso VIII declara: Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994) [...] VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro); Pelo exposto, e apesar das reclamações do empresário construtor, o consumidor poderá requer a plena satisfação dos seus direitos, a ele disponibilizados pelas normas da ABNT, inclusive em relação ao espaço interno das habitações populares. 3.2.1 Redução da área das unidades habitacionais A redução das unidades habitacionais tem sido justificada por permitir o aumento do número de unidades habitacionais, entretanto esta atitude ocasiona problemas principalmente para os usuários. Sobre estas reduções adotadas na execução das unidades habitacionais, Palermo (2009, p. 21) destaca as principais estratégias públicas que tem sido utilizadas na atualidade para reduzir custos e aumentar a oferta: Padronização excessiva das unidades, com projetos que ignoram as características das regiões de implantação, desconsideram o perfil sociocultural das famílias moradoras e não incorporam etapas subsequentes de construção, dificultando a adequação do edifício às necessidades familiares colocadas no tempo. Redução da qualidade do material empregado, com o uso de materiais de baixo desempenho ou de desempenho desconhecido, sem qualquer informação acerca de sua vida útil e/ou os custos de manutenção ou reposição envolvidos. Redução das dimensões nominais das edificações, com projetos desconsiderando o tipo, as dimensões reais e o espaço necessário à aproximação e operação dos equipamentos e peças do mobiliário doméstico disponíveis no mercado, isto sem considerar que as alternativas, ditas universais também não incorporam os atributos mínimos ao atendimento do público portador de limitação física. A padronização é um fato que muitas vezes tem como objetivo reduzir custos de mão de obra e material, entretanto isto não tem sido revertido em benefícios para a própria unidade, pois os recursos economizados transformam-se em mais lucros para as construtoras. 81 Quanto a qualidade do material, este não poderia diferir do empregado em qualquer outra obra, pois a planilha de custos para aquisição do Governo Federal é baseado nos custos unitários dispostos na tabela SINAPI55, onde as técnicas e materiais especificados estão dentro das normas, desta forma, é necessária a fiscalização dos técnicos responsáveis, para que sejam empregados os materiais originalmente orçados. As dimensões constituem o ponto onde mais a habitação de interesse social perdeu qualidade, comprometendo a principalmente a funcionalidade. 55 Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil. 82 4 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE HABITACIONAL A qualidade sob o ponto de vista empresarial, inicialmente era um diferencial, mais tarde o próprio mercado tornou este atributo indispensável e não necessariamente os custos deveriam ser altos para alcançá-lo. Brandão citando SLACK56 comenta: [...] qualidade passa a ser um critério consolidado, necessário à competição e não mais um critério diferenciador entre os concorrentes. SLACK descreve que de 1975 a 1985 as empresas de manufatura descobriram que qualidade e eficiência de custos não eram objetivos conflitantes [...] (BRANDÃO, 2002, p. 75). Em habitação de interesse social é sempre usada a justificativa de que a falta de qualidade, principalmente do espaço, é motivada pela escassez de recursos. Brandão traz as considerações de outros autores sobre a qualidade dos espaços para habitação de interesse social: No âmbito da moradia de interesse social, SOUZA, SANTOS e BURSZTYN57 (2000) questionam a qualidade dos espaços domésticos, ao enfocar a questão dos direitos universais de acessibilidade, educação e lazer. Segundo estes autores, as atividades de brincar (para as crianças) e, ler e estudar, três das mais elementares e fundamentais atividades humanas, não encontram os seus ambientes adequados no interior da moradia, ressaltando que a habitação social é projetada para os adultos em detrimento das crianças e adolescentes. BRANDÃO, 2002, p. 158: Conforme o Caderno de Orientações de Empreendimento (COE), da Caixa Econômica Federal (2002, p. 11) “a elaboração do projeto é a forma mais eficaz e barata de identificar problemas, antecipar e aperfeiçoar as soluções a serem adotadas”. SLACK, Nigel. Vantagem competitiva: atingindo competitividade nas operações industriais. São Paulo, Atlas, 1993. 198p. 57 SOUZA, Ubiratan S. R. de; SANTOS, Mauro; BURSZTYN, Ivani. A legislação e a qualidade do ambiente construído: parâmetros de acessibilidade ao meio físico como direito universal. In: ENTAC 2000 – VIII Encontro da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído, Salvador, 25 a 28 de Abril, 2000. Anais... Salvador: UEFS, UFBA, UNEB, UPE, UNIFOR, ANTAC, 2000. 8p. CD-ROM. 56 83 Figura 28 - Potencial de influência no custo final de um empreendimento de edifício e suas fases. Fonte: Constrution Industry Institute 58 (1987) apud Melhado (2005, p. 14). A antecipação de problemas no projeto proporcionará uma execução de obra mais rápida e eficiente, reduzindo os custos. E ainda, para o usuário, evitará que este tenha que fazer reformas e ampliações logo que adentra o seu imóvel, principalmente em se tratando de habitação de interesse social, em que o morador não tem recursos disponíveis para este fim. Sobre a qualidade do projeto Melhado (2005, p. 14) explica: [...] percebe-se que o processo de projeto vem se destacando como elo fundamental da cadeia produtiva. [...] influi diretamente nos resultados econômicos dos empreendimentos e interfere na eficiência de seus processos, como informação de apoio a produção. [...] Na defesa deste ponto de vista, podem-se citar as considerações feitas pelo grupo do Constrution Industry Institute - CII acerca da importância das fases iniciais do empreendimento: nestas primeiras fases, as decisões tomadas são as que têm maior capacidade de influenciar o custo final [Figura 28]. [...] Na prática, porém, muitas vezes o projeto de um edifício é entendido como um ônus que o empreendedor deve ter antes do início da obra e, portanto, encarado como uma despesa a ser minimizada o máximo possível, já que, antes de aprovar o projeto junto aos órgão competentes, os recursos financeiros necessários e suficientes para executar o empreendimento não estão disponíveis. 58 CONSTRUTION INDUSTRY INSTITUTE. Constructability: a primer. 2 ed. Austin: 1987. (CII publication, n. 3-1) 84 Qualidade está relacionada a muitos aspectos subjetivos. Porém há vários estudos que estabelecem os critérios que proporcionam qualidade para um bem, serviço ou produto. A qualidade residencial é definida por Pedro (2000, p. 9). como: [...] a adequação da habitação e da sua envolvente às necessidades imediatas e previsíveis dos moradores, compatibilizando as necessidades individuais com as da sociedade, e incentivando a introdução ponderada de inovações que conduzam ao desenvolvimento. Assim pode-se dizer que a qualidade está ligada ao atendimento satisfatório das necessidades e atividades dos seus usuários, atendendo as condições de segurança e de conforto (PALERMO, 2009) e a higiene, esta última adicionada por (ROSSO, 1980), que completa que, “segurança e higiene são requisitos objetivos e conforto é subjetivo”. O conceito de qualidade depende dos agentes e seus interesses. Estes interesses podem variar com o tempo e em muitos casos com o uso da habitação. Sobre isso comentam Fabrício, Ornstein e Melhado (2010, p. 6-7): Com o tempo e a vivência na edificação, outros aspectos ganham relevância e estão mais atrelados ao desempenho das construções. Aspectos relacionados à manutenibilidade e à habitabilidade, flexibilidade funcional ou mesmo à adaptabilidade espacial e/ou tecnológica a novos modos de uso e função do edifício, com base no ciclo de vida familiar, podem não ser considerados adequadamente no momento da compra do imóvel, por negligência, falta de parâmetros ou de capacidade técnica de julgamento por parte dos clientes, mas ao longo do tempo de uso de vivência no ambiente construído, assumem papel relevante na avaliação que os usuários farão do edifício. O usuário de habitação de interesse social se enquadra na descrição acima, porque em geral não pode escolher sua habitação e/ou suas características. Esta situação do usuário aumenta a responsabilidade do analista sobre a qualidade dos projetos. As dimensões ou requisitos de qualidade são extensos, não estão ligados apenas a moradia, mas também ao seu entorno, sua vizinhança, a proximidade com familiares, equipamentos urbanos (escola, creche, hospital, lazer) e ao transporte individual ou coletivo. Alguns requisitos são em sua maioria subjetivos como a estética, o conforto térmico, acústico, lumínico e as impressões pessoais sobre o espaço. São vários os métodos que se propõem a verificar a qualidade de projetos, alguns verificam um leque grande de requistos que podem indicar qualidade. 85 4.1 MÉTODO KLEIN No ano de 1929, na Alemanha, ocorreu o 2º Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM), cuja discussão principal era o estabelecimento das áreas mínimas habitacionais aceitáveis para viver, correlacionando o espaço físico, o mobiliário, o modo de vida, a racionalização da produção e as atividades que seriam desenvolvidas neste espaço. Conforme Folz (2008), “dentro da temática de metodologias ‘racionais’ de projeto [...] encontram-se os estudos de Alexander Klein”, de um método (publicado em 1928) que objetivava avaliar os problemas funcionais e econômicos das habitações, e era composto por três ações. A primeira ação consistia na aplicação de um questionário, cujas informações dimensionais sobre a habitação resultaria em uma pontuação. Os projetos com maiores pontuações passariam para a próxima ação onde seriam confrontadas as diversas soluções em planta com o mesmo número de itens de mobiliário e seriam examinados quanto às suas condições de higiene, economia e configuração espacial. A terceira ação consistia-se de um método gráfico que permitia verificar: “a relação das circulações e a disposição das zonas de passagem, a concentração das superfícies livres de mobiliário, as analogias geométricas e as relações entre os elementos que compõem a planta” Klein59 apud Folz (2008, p. 106). Pedro (2000, p. 59) avalia as considerações de Klein sobre habitação mínima: No seu estudo, o autor considera que a definição da habitação mínima não deveria significar um empobrecimento nas condições de habitabilidade, mas sim uma procura da redução da habitação à superfície mínima que permitisse manter ou mesmo aumentar o grau de satisfação das necessidades dos moradores. Para Klein (1980, p. 125) as propriedades mais importantes da planta, de moradias pequenas, são: 1. a circulação e as zonas de passagem devem ser simples, visando menos desgastes físicos (Figura 29); 2. a concentração de superfície livre depois de colocado o mobiliário, propriedade que se relaciona com a comodidade, a amplitude e a possibilidade de acrescentar móveis (Figura 30); 3. a semelhança geométrica e interdependências dos elementos que compõem a planta, afetando a impressão percebidas pelos usuários, consciente e inconscientemente (Figura 31). Sobre estas propriedades, Klein (1980, p. 128) ainda esclarece: 59 KLEIN, Alexander. Vivenda Mínima: 1906-1957. Trad. R. Bernet, J. Conil e M. Usandizaga. Barcelona: Gustavo Gilli, 1980. p.88-100. (O autor desta dissertação não teve acesso a obra completa, somente o capítulo 7). 86 Con estas tres representaciones puede ‘medirse’ la capacidad de utilización práctica de uma planta aun antes de su ejecución. Así, las circulaciones con muchos giros exigen un gasto suplementario de energia física, necesitando aumentar y disminuir constantemente la velocidad del paso y mover el cuerpo hacia un lado u otro. La falta de superfícies libres amplias, bien iluminadas y no utilizadas como zonas de paso, de medidas suficientes para el uso a que se destinen, reduce las áreas de estar para a família y sobre todo para lós niños. Todo ello conduce a una mala distribuición de los muebles, a una vida más difícil y, finalmente, a un innecesario gasto de energías. Con ordenaciones caprichosas de los elementos de planta hay que temer la aparición de cansancio psíquico [...]. El cansancio crece con la superposición de los elementos. Los valores limite en la utilización e las tres mediciones propuestas se obtienen empíricamente con la comparación de numerosas plantas del mismo tipo y tamaño. Figura 29 - Análise da circulação Fonte: (KLEIN, 1980, p. 129) Figura 30 - Análise das superfícies livres (cinza). Fonte: (KLEIN, 1980, p. 129) 87 Figura 31 - Análise das semelhanças entre os elementos da planta. Fonte: (KLEIN, 1980, p. 129) Os conceitos apresentados por Klein podem ainda hoje ser utilizados nas análises de projetos de habitações pequenas. Outros oito princípios de Klein são comentados por Folz (2008, p. 107-108): Princípio 1: Obter uma máxima amplitude dos espaços estabelecendo uma relação visual entre eles, com o objetivo de diminuir na medida do possível a sensação de opressão dos ambientes. Principio 2: Estabelecer uma estreita relação entre a habitação e o entorno, utilizando para isto amplas portas de correr e distribuindo as janelas de modo que permitam aproximar o exterior e possibilitem a visão do mesmo. Princípio 3: Organizar os espaços de circulação de tal modo que depois da colocação do mobiliário necessário as superfícies livres restantes sejam amplas concentradas e contínuas. Princípio 4: Facilitar para os pais o controle visual dos filhos, além de elevar o sentimento de vida em comum entre os membros da família. Princípio 5: Aproveitar ao máximo a insolação e tentar conseguir uma iluminação natural em toda a habitação. Princípio 6: Aumentar o volume de ar dos dormitórios, importante especialmente à noite, mediante a utilização de portas de correr que permitem incorporar aos dormitórios o volume de ar da sala de estar. Princípio 7: Evitar os inconvenientes de uma cozinha fechada (dificuldade de vigiar os filhos da cozinha, impossibilidade de acompanhar o processo de cocção dos alimentos a partir da mesa de refeições, e trajeto desnecessário entre cozinha mesa). Para isto sugere-se uma porta de vidro, uma correta distribuição da cozinha e uma adequada disposição da mesa de refeições. Princípio 8: Conceber especial atenção ao sistema de calefação que seja particularmente simples e econômico. 1) para dias não muito frios - o fogão da cozinha. 2) para dias frios - estufa na sala de estar que aquece também os dormitórios. 3) para dias muito frios - calefação adicional que pode ser utilizada eventualmente. As observações de Klein são bastante específicas para as regiões do hemisfério norte, mas sua contribuição está na racionalização e no “cientificismo” da arquitetura para habitação (FOLZ, 2008). 88 4.2 MÉTODO QUALITEL O Método Qualitel desenvolvido pela Association Qualitel, segundo Costa (1995, p. 56) foi introduzido na França, em 1974, como sistema de informação sobre as qualidades construtivas de uma habitação, que serve para: o consumidor, facilitando a tomada de decisão para a compra; para os projetistas na avaliação das soluções de projeto; e para a promoção comercial do produto habitação. O foco deste método é a avaliação tecnológico construtiva, com o que Costa (1995, p. 57) chama de “Rubricas relativas a qualidade funcional e incidência de custos de exploração e manutenção”. Este foco é reafirmado por (COSTA, SOUSA, et al., 2007) que destaca as preocupações do método: Abordando os domínios tecnológico-construtivos, as principais preocupações do Método Qualitel centram-se no conforto acústico, no conforto térmico e desempenho energético, na qualidade dos equipamentos, na ventilação, na acessibilidade e na perenidade e controlo de custos. Ou seja, a principal preocupação da Qualitel é o conforto do utilizador e o desenvolvimento sustentado, não sendo avaliadas, por exemplo, questões ligadas a aspectos de segurança estrutural ou de eficiência na utilização de espaços. Gráfico 15 - Rubricas do Método Qualitel Fonte: (COSTA, 1995, p. 58) 89 Como se observa no texto acima as questões relacionadas a eficiência na utilização de espaço não são avaliadas, sendo este método inadequado para este fim (Gráfico 15). A escala de avaliação parte do 1 - insuficiente, 2 - média, 3 - boa, 4 - muito boa, e 5 excelente. Cada uma destas notas é determinada pela satisfação ou não de determinadas condições descritas juntamente com a pontuação. Pedro comenta o Método Qualitel (2000, p. 65): Este método tem uma vocação essencialmente informativa, pelo que os resultados são apresentados sob a forma de um relatório simples e claro, que contém um perfil de qualidade e um texto descritivo, o que permite realizar uma valorização relativa dos vários pontos de vista de acordo com as preferências e objectivos de cada utente [usuário]. A nota global da rubrica será a menor nota obtida em qualquer sub-rubrica. O resultado final será a apresentação das notas de cada rubrica, permitindo que sejam fornecidas as informações para que o consumidor tome as suas decisões. 4.3 MÉTODO SEL O método suíço Systém d´Évaluation de Logements - SEL (Sistema de Avaliação de Habitações) apresentado em 1975, baseados em estudos realizados desde 1960 classifica “os produtos face à capacidade de satisfação das funções de uso (utilidade)” Sousa (1994, p. 6). A aplicação é realizada ainda quando não há ocupação, com parâmetros de utilização que privilegiam longos períodos de utilização. Este método, ainda segundo este autor, é flexível e adaptável. Segundo Costa (1995), o Método SEL seguiu a sistemática de “hierarquia de objetivos”, onde parte-se de uma noção básica abrangente, que ele define como “elevada habitabilidade” e a subdivide em noções cada vez mais específicas até alcançar “noções elementares possíveis de quantificar a partir do projecto”. Chegou-se a 270 critérios de avaliação, destes foram selecionados 66 critérios (Quadro 5), chamados por Pedro (2000) de pontos de vista: Os critérios de ponderação dos pontos de vista foram definidos por uma comissão composta por três especialistas em diferentes temas relacionados com a qualidade da habitação, e por quatro utentes com diferentes idades e 90 proveniências. Os critérios de ponderação definidos pela comissão permitem calcular o valor de desempenho global de uma determinada habitação, e foram utilizados também para seleccionar, dos 270 pontos de vista elementares iniciais, os 75 pontos de vista que integraram a primeira versão do Método SEL, tendo sido excluídos os que tinham ponderações pouco significativas, bem como aqueles cujo procedimento de avaliação se revelou difícil de estabelecer. Quadro 5 - Lista critérios de avaliação do Método SEL Fonte: (COSTA, 1995, p. 64) 91 No Método SEL a avaliação consiste de um valor inteiro de 0 a 4 conforme o grau de satisfação sendo o mínimo 0, não satisfação das exigência mínimas regulamentares) e o máximo 4, satisfação completa do objetivo (COSTA, 1995; PEDRO, 2000; SOUSA, 1994). Figura 32 - Exemplo de avaliação através de função de transformação Fonte: (COSTA, 1995, p. 66) As notas são atribuídas por dois processos (SOUSA, 1994; COSTA, 1995): com auxílio de funções de transformação e com a utilização de listas escalonadas de exigências (Figura 32). 4.4 MÉTODO MARTINS Martins (1999) busca em seu método encontrar o índice de qualidade geométrica e nominal e custo/qualidade. A amostra de seu trabalho são apartamentos de dois, três e quatro quartos. Citando seu trabalho de 199560 o autor esclarece o que denomina cubo da qualidade, uma analogia com o processo fotográfico, e os seis Bs da qualidade (Quadro 6) (MARTINS, 1999, p. 1): A imagem (condensada pelos desejos e necessidades que o ser humano requer para sua habitação) é captada pela lente da câmera (projetista), que 60 MARTINS, Daniel Neves. A qualidade de projetos e os 6 Bs. Jornal Via de Acesso. Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Maringá – AEAM, Maringa, p.6. fev. 1995. 92 a projeta e grava no negativo (projeto arquitetônico), o qual é convertido pelo seu processamento em uma fotografia (construção da habitação). ATRIBUTO (BOM) TÉCNICO IMAGEM (Desejos e PROCESSAMENTO (técnico, financeiro, necessidades) temporal e sensorial) Que tenha todas as qualidades Segurança estrutural, ao fogo, à utilização; adequadas á sua natureza ou Durabilidade; função; Estanqueidade; Que funcione bem; Conforto térmico e acústico; Digno de crédito, seguro Facilidade de manutenção; garantido; Garantia do produto; Adequado, apropriado; Otimização dos espaços; Bem distribuído; Distribuição espacial eficiente; Com espaço suficiente; Resposta às exigências funcionais. Forma; (BONITO) Que seja agradável aos Estilo; ESTÉTICO sentidos; Cores; Textura. Relação custo-benefício; (BARATO) ECONÔMICO Que custe um preço baixo, Custo de aquisição; módico; Custo de manutenção; Facilidade na aquisição Condições de pagamento; Lucratividade. (BREVE) TEMPORAL Em pouco tempo Rapidez na execução; Equacionamento da variável tempo. Localização; (BACANA) EXCELÊNCIA Superioridade; Que representa o status social e econômico Originalidade; Privilégios: equipamentos, infraestrutura de lazer, esporte e serviços, proteção e segurança pessoal. Flexibilidade; Requintes: grife, luxo. Conforto visual, solar, háptico [tato] (BRILHANTE) Envolvente, cativante, Vista maravilhosa; ENCANTAMENTO fascinante, magnífico Harmonização; Energização. Quadro 6 - Os seis Bs da qualidade habitacional definidos por Martins (1995). Fonte: (MARTINS, 1999, p. 2) Com esta analogia pretende destacar a importância do projeto para a materialização dos desejos dos usuários da habitação. O método desenvolvido por este autor é um modelo matemático de análise, avaliação e otimização do arranjo físico de apartamentos. 93 Através de variáveis qualificadoras do arranjo físico (área, paredes e conexões) buscase o índice de qualidade geométrica que é a relação entre o índice de qualidade do projeto avaliado e o índice de qualidade do projeto alvo. O custo também é avaliado neste método. Resumidamente, é realizado o cálculo de oito parâmetros geométricos (MARTINS, 1999, p. 54-98) (parede externa - PE, parede interna incidente - PV, área útil - AU, perímetro externo CE , perímetro mobiliável - CM, perímetro ampliável - CA, conexão portas e vãos - CP, conexão janelas - CJ). Os resultados comparados com a área útil - AA de um projeto alvo. A partir desta interação são obtidos índices de exteriorização - IEX, de mobiliamento - IMB, de amplidão - IGR, de acesso-comunicabilidade - IPA, de comunicabilidade - IJA e de espaciosidade - IE. Os índices de mobiliamento, amplidão, acesso-comunicabilidade, comunicabilidade darão origem ao índice de qualificação da configuração interna - IKI. Este último índice, juntamente com o índice de exteriorização darão origem ao índice de qualificação da configuração - IKC. O IKC com o índice de espaciosidade - IE em uma equação, originará o índice de qualificação da configuração espacial - IKA. As variáveis do projeto alvo - VA com o IKA em uma equação resultarão no índice de qualidade geométrica IQG. Este último índice relacionado com a área do projeto alvo resultará na Área nominal AN. Completando a análise geométrica, a relação entre Área Nominal - AN e a área útil do projeto avaliado - AU, resulta no índice de qualidade nominal - IQN. A constante de custo - KC, a Parede externa - PE e a parede interna incidente - PV, do projeto avaliado, em uma equação formarão o índice de custo geométrico - ICG. Finalmente a relação entre o ICG e o IQN, resultarão no índice de custo/qualidade - ICQ. O modelo pode ser observado no esquema da Figura 33. O método de Martins tem como público-alvo preferencialmente os projetistas de arquitetura, é um método árduo quanto a sua aplicabilidade, visto que são necessários vários levantamentos de variáveis qualificadoras (área, perímetros, vãos, conexões) e o cálculo de equações para se chegar ao índice de custo/qualidade. Figura 33 - Modelo do Método de Martins. Fonte: (MARTINS, 1999, p. 41) 94 95 4.5 MÉTODO BRANDÃO O Método de Brandão busca determinar o potencial de flexibilização espacial de um projeto. A amostra utilizada foi de apartamentos de um a quatro quartos, totalizando 2037 casos (BRANDÃO, 2002). Para o estudo foram selecionadas variáveis: 1. Relacionadas à quantidade de cômodos (número de quartos, de leitos, de peças do setor social e outras); 2. que indicam a existência de cômodos específicos (existências de lavabos, sacada, closet e outros); 3. relacionadas ao tamanho do apartamento (área total, área do setor íntimo e outras); 4. De relação entre área e perímetro (índice de compacidade); 5. Relativas a exteriorização (perímetro confinado, confinamento, índice de exteriorização); 6. Relativas às áreas dos setores (área do setor de serviços, área do setor íntimo em relação à área total; 7. Relativas ao conforto espacial (relação entre área e numero de peças, relação entre área íntima e número de leitos e outras); 8. relativas à estrutura topológica (acesso ao apartamento, ligação entre setores social e íntimo, ligação entre setores social e de serviço e ligação entre setores íntimo e de serviço); 9. Relativas à forma geométrica (forma geométrica do setor íntimo, forma da cozinha, espaço para mesa de refeições na cozinha; 10. Relativas aos banheiros do setor íntimo. Com os dados das variáveis o autor tipificou as plantas através da identificação primeiramente do número banheiros, que segundo o autor “é o atributo que melhor explica o tamanho ou porte do apartamento” (BRANDÃO, 2002, p. 224), em seguida número de quartos, indicação do número de suítes, existência ou não de dependência de empregada. Através de um trabalho estatístico foram estabelecidas as relações entre a área do apartamento e as variáveis levantadas (Figura 34). Figura 34 - Dendograma do método CHAID Fonte: (BRANDÃO, 2002, p. 244) 96 97 Conforme seu objetivo o autor determinou uma equação (fi=(C+J+W)/A*10) para a funcionalidade inicial (fi) de cada apartamento, conforme a soma da pontuação do atributo potencial de conversão do cômodo (C) (Tabela 7), a soma das divisórias que permitem junção e das projeções de desmembramento (J), do número de acessos adicionais dos banheiros (W) e da área total do apartamento (A). Tabela 7 - Pontuação para o atributo potencial de conversão do cômodo. Fonte: (BRANDÃO, 2002, p. 257) A flexibilidade inicial foi estabelecida em três categorias: potencial alto para valores obtidos de fi até 0,7, potencial médio para fi maior que 0,7 a 1,1 e alto para fi maior que 1,1. Os resultados obtidos para a flexibilidade inicial foram cruzados com todas as variáveis inicialmente levantadas, visando estabelecer relações entre esta e aquelas. Nesta interação quando foi confrontada a flexibilidade inicial com o formato do apartamento o autor encontrou 100% do potencial de flexibilidade inicial alto na forma geométrica onde “há três interfaces: os três setores [íntimo, social e serviço] possuem interfaces entre si” (BRANDÃO, 2002, p. 207). Esta configuração “segue tradicionalmente a tripartição setorial da habitação burguesa do século dezenove” (BRANDÃO, 2002, p. 207). Este método não trata da funcionalidade, nem da acessibilidade e não parametriza valores e ou escalona (pontua) as categorias dos atributos, apenas os expõe, para compará-los com o potencial de flexibilidade inicial. 98 4.6 MÉTODO LEITE Leite coloca que seu método atende as premissas de Babbie61 (1992, apud LEITE, 2006, p. 109) e Zikmund62 (1994, apud LEITE, 2006, p. 109) os quais defendem que “os termos utilizados para ordenar a escala não podem ser ambíguos para caracterizar perfeitamente a relação entre conceito e escala numérica”. As escalas e conceitos adotados pelo autor estão descritos na Tabela 8. Tabela 8 - Intervalos de funcionalidade Escala Conceitual Escala Numérica Extremamente Inadequado EXTREMANENTE PRECÁRIO 20 Muito Precariamente Adequado MUITO PRECÁRIO 40 FUNCIONALIDADE Precariamente Parcialmente Adequado Adequado PRECÁRIO PARCIAL Plenamente Adequado Ou Atende ATENDE 60 80 100 Atende Mais Que Plenamente SUPERA 120 Fonte: (LEITE, 2006, p. 110) Observa-se que são apresentados seis níveis que caracterizam os resultados da análise da habitação, mas na obra do autor, não fica clara a forma de aplicação do método. Entretanto Szücs e Costa (2006) comentam, através de outro trabalho de Leite63 (2003 apud SZÜCS e COSTA, 2006): No método de referência (LEITE, 2003), a habitação é decomposta em compartimentos, cada qual passando por uma primeira análise individual. A partir do levantamento de quesitos de funcionalidade de cada ambiente se obtém uma listagem de indicadores quantitativos e qualitativos. Os primeiros estão relacionados com o número de equipamentos mínimos ou adicionais necessários para a qualificação do uso do ambiente, os últimos tratam das variáveis do arranjo desses equipamentos. Após a avaliação e somatório desses quesitos, se obtém um índice de funcionalidade do ambiente. Então, todos os índices são somados novamente e se obtém o índice de funcionalidade da habitação. Percebe-se, portanto, que os quesitos quantitativos se sobressaem aos quantitativos [qualitativos, correção nossa]. Este método pode ser usado tanto na fase de projeto, possibilitando a sua correção antes da execução, como também poderá ser adotada na Avaliação Pós Ocupação (APO). 61 BABBIE, Earl. The Practice of social research. 6th edition, California: Wadsworth, 1992. ZIKMUND, W. G. Business research methods. Fort Worth: DrydenPress, 1994. 63 LEITE, L. C. R. Habitação de interesse social: metodologia para análise da funcionalidade: Estudo de caso do Projeto Chico Mendes - Florianópolis/SC, Florianópolis, 2003, Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina. 62 99 4.7 MÉTODO PALERMO Em seu trabalho Palermo (PALERMO, 2009, p. 77-78) apresenta seu método de avaliação de projetos para habitação de interesse social, baseadas nos seguintes princípios: Os ajustes tiveram como referência as dificuldades identificadas e explicitadas nos projetos originais. Moradia sem área de serviço configurada e protegida não atende às necessidades de manutenção, manejo com a roupa da casa e expurgo do lixo, inviabilizando a habitação. Com foco na funcionalidade, apenas as questões específicas foram tratadas. Para facilitar a instalação, o uso e a manutenção da moradia, as avaliações consideraram um afastamento aproximado de 2 cm entre as peças do mobiliário nos ambientes secos e 5 cm na cozinha, resguardando a necessidade de deslocamento de peças para a limpeza e manutenção. Os ajustes introduzidos buscaram respeitar o quanto possível a estrutura organizacional do projeto original, incluindo eventuais estratégias de ampliação. Os ajustes procuraram o mínimo impacto sobre a área construída original; porém, quando necessário, acréscimos ou reduções Sempre que oportuno e naqueles projetos em não estão claras as alternativas de flexibilidade, os ajustes procuraram introduzir tais alternativas, explicitando como pode ser atendido este quesito. Levando em conta que, em edificação de área reduzida, o núcleo cozinha/banheiro/área de serviço tem custo mais oneroso por m², alcançando mais da metade do custo global do edifício, três estratégias foram ainda consideradas: Sempre que possível as três peças passam a ser servidas por uma única descida de água; Sempre que possível o banheiro passa a ser compartimentado, reduzindo a necessidade de construção de mais um banheiro; e, As soluções de banheiro passaram a incluir necessariamente vaso sanitário com caixa acoplada, beneficiando a redução do consumo de água. Como se pode observar os oito princípios abordados podem melhorar substancialmente a qualidade da habitação. O uso de bacia sanitária com caixa acoplada é também uma recomendação de sustentabilidade de John e Tadeu64 (2010), entretanto deve-se verificar seus impactos nos custos da produção da moradia, a fim de obtermos respaldo junto aos órgãos responsáveis pela política habitacional brasileira. Estes autores recomendam para a sustentabilidade das construções de habitações a coordenação modular, considerada uma forma de redução de custos. 64 http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/desenvolvimento_urbano/gestao_ambiental/Guia_Selo_Casa_Azul_CAIXA.pdf 100 4.8 MÉTODO BUZZAR E FABRÍCIO Metodologia foi desenvolvida dentro de uma das Redes Coorperativas de Pesquisa do Programa de Tecnologia da Habitação (Habitare) da Agência de Fomento Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) entre 2006 e 2007. Baseada em conhecimentos e experiências de pesquisadores, não envolvidos com as instituições que financiam (Caixa) ou produzem os empreendimentos habitacionais (construtoras). Em seu relatório Buzzar e Fabrício (2006) esclarecem que a: [...] Metodologia define-se com um perfil “quantitativo”, que reproduz os mesmos indicadores de avaliação para o conjunto dos empreendimentos, de forma a garantir uma análise equilibrada e homogênea do programa. [...] implica em tratar as questões qualitativas que envolvem o programa e os empreendimentos com parâmetros claros e estruturados para um conjunto abstrato de empreendimentos e beneficiários. Tabela 9 - Ponderação da Metodologia de Avaliação para o Produto Habitacional INDICADORES PESOS 1. HABILIDADE URBANA (HU) 20 2. HABITABILIDADE DA UNIDADE HABITACIONAL 25 3. CONSTRUTIBILIDADE 25 4. ESPACIALIDADE 5 5. AVALIAÇÃO DA MORADIA PELO USUÁRIO 25 Total INDICADORES SIMPLES Acessibilidade e oferta de infraestrutura e serviços urbanos Acessibilidade ao comércio e aos serviços Acessibilidade arquitetônica Padrão do empreendimentos Patologias e problemas projetuais/construtivos implantação urbana Subtotal Conforto ergométrico Acessibilidade Conforto ambienta da unidade habitacional Salubridade Subtotal Patologias Racionalização do produto Padrão da construção Subtotal Diversidade tipológica Otimização das áreas Subtotal do conforto da UH do tamanho da UH da construção Quanto a localização da moradia dos serviços urbanos/equipamentos sociais Subtotal 100 * Sem nota / ** Fator de multiplicação Fonte: (BUZZAR e FABRÍCIO, 2006) PESOS 80 20 * * 1** 1** 100 35 5 40 20 100 80 * 20 100 50 50 100 20 20 20 20 20 100 101 A nota final da avaliação do produto habitacional é resultado de notas ponderadas de cinco indicadores: Habitabilidade Urbana; Habitabilidade da Unidade Habitacional; Construtibilidade; Espacialidade e Avaliação da Moradia pelo Usuário. As notas destes resulta de ponderações (Tabela 9) e cálculos matemáticos de indicadores simples, variáveis compostas e/ou variáveis que são parametrizados. Segundo os pesquisadores Buzzar e Fabrício (2007, p. 230), os critérios de parametrização podem ser: Critérios estabelecidos pelos próprios programas; Critérios definidos “tecnicamente”, como as normas técnicas estabelecidas por associações técnicas (como a ABNT); os padrões internacionais criados por entidades como a Organização Mundial da Saúde; normas criadas pela legislação; Critérios comparativos, como por exemplo os estabelecidos na relação com outros países e os definidos na relação custo/beneficio vis-à-vis com outras possibilidades de investimento correlato; Critérios empíricos ou estatísticos, como os endógenos ou os estabelecidos por padrões estatísticos, correlações etc. Critérios subjetivos definidos pela opinião dos moradores, técnicos ou mesmo pelo bom senso. A equipe de pesquisadores consolidou através deste trabalho, a parametrização necessária para a operacionalização da metodologia, deixando-a aberta para aperfeiçoamento proporcionado por novos estudos. Dos parâmetros estabelecidos pela metodologia Buzzar e Fabrício, destacam-se, para este trabalho, os relacionados à habitabilidade da unidade habitacional, mais especificamente ao conforto ergométrico, quanto às recomendações de área (Tabela 10 e Tabela 4, no item 3.1). Tabela 10 - Recomendações de área para unidades do PAR. Ambiente Dormitório (unid. c/ 1 dormitório) Dormitório (unid.c/ 2 dormitórios) (Soma das áreas) Dormitório (unid. c/ 3 dormitórios) (Soma das áreas) Sala Copa Sala e copa conjugada Banheiro Cozinha Área de serviço Área mínima (m2) 8 15 22,0 6,0 6,0 10,0 2,5 5,5 2,0 Área regular (m2) 9,5 16 24,0 7 6,5 11,5 3,0 6,0 2,9 Fonte: Fonte: (BUZZAR e FABRÍCIO, 2006) Área recomendável (m2) 12,0 17,5 26,0 8,5 8,0 12,5 3,5 6,5 3,5 102 A metodologia para o FINEP é extensa, pois pretende avaliar o programa habitacional de forma completa, similar aos métodos SEL, Qualitel e de Pedro, o qual será abordado a seguir. São levantadas diversas variáveis (dimensões dos comodos, pé-direito, acabamentos, variáveis relacionadas ao conforto ambiental, relacionadas a infraestrtutrura, entre outras) para as quais são atribuidas notas, conforme os critérios e parâmetros de avaliação. Esta atribuição pode ser observada no exemplo do Quadro 7 para a área do ambiente dormitório, no caso para unidades com dois quartos. Ambiente Dormitório (unidade c/ 2 dormitórios) (soma das áreas) Faixas de área do ambiente (m²) notas atribuídas VTAAQ265< 15,0 nota VANAQ266 =0 15,0 ≤ VTAAQ2<16,0 nota VANAQ2 =50 16,0 ≤ VTAAQ2<17,5 nota VANAQ2 =70 VTAAQ2 ≥ 17,5 nota VANAQ2 =100 Quadro 7- Atribuição de Notas Fonte: (BUZZAR e FABRÍCIO, 2006) Os autores atribuem notas dentro de faixas que iniciam em 0 quando o critério não atende ao mínimo, até 50 quanto for maior ou igual que ao mínimo e menor que o regular. Recebe nota 70 quando o critério em avaliação for maior ou igual ao regular e menor que o recomendável e finalmente recebe nota 100 se é maior ou igual ao recomendável. 4.9 MÉTODO PEDRO O programa de qualidade arquitetônica habitacional, chamado por Pedro (2000), apenas de Programa Habitacional (PH), divide-se, segundo o autor, em três partes: dados de programa, exigências de qualidade e modelos exemplificados. No primeiro deles, dados de programa, estão: a identificação dos usuários (utentes), a classificação de espaços do habitat residencial (segundo hierarquia de espaços, escalas ou níveis físicos), a classificação de funções de uso do habitat residencial e a definição de tipologias e tipos. A satisfação dos usuários é assegurada pelas exigências de qualidade. Os modelos são exemplos de aplicação das exigências de qualidade. Este autor informa que os métodos de análise e avaliação servem como apoio a tomada de decisão, por parte dos atores do processo. E ainda, que os métodos de avaliação 65 66 VTAAQ2 = FUAAQ1 + FUAAQ2 (FUAAQ1 - área útil do quarto 1; FUAAQ2 - área útil do quarto 2) VANAQ2 - nota para Σ das áreas do QUARTO2 com QUARTO1 versus área mínima; área regular e área recomendável. 103 multicritério são os que podem atender melhor às avaliações mais complexas, nas quais devese definir objetivo geral e em seguida objetivos parciais, os quais devem ser ponderados e ao término chega-se a um resultado de síntese. Pedro (2000, p. 49) apresenta os seguintes elementos para um método de avaliação multicritério: a) Árvore de pontos de vista; b) Pontos de vista elementares; c) Descritores; d) Critérios de avaliação; e) Critérios de ponderação; f) Método de síntese de resultados; g) Forma de apresentação de resultados; h) Gráfico de análise de resultados. 4.9.1 Critérios de avaliação do Método Pedro O método de avaliação desenvolvido por Pedro (2000, p. 104) apresenta uma escala de valores, que ele denomina descritores, sendo eles: Nulo (valor 0) A solução não satisfaz as necessidades elementares da vida quotidiana dos utentes [usuários], o que pode concorrer para os prejudicar pessoalmente e para restringir o seu modo de vida. Mínimo (valor 1) A solução tem um desempenho que satisfaz as necessidades elementares de vida quotidiana dos utentes; este nível é definido pelos regulamentos e normas nacionais aplicáveis, e pela boa prática da construção e do projecto nos aspectos em que esta documentação é omissa. Recomendável (valor 2) A solução tem um desempenho que confere um maior grau de qualidade que o nível mínimo, o que permite suportar melhor diferentes modos de uso, a evolução previsível das necessidades dos utentes durante o período de vida útil dos edifícios, e o uso eventual por utentes condicionados de mobilidade. Óptimo (valor 3) A solução tem um desempenho que responde integralmente às necessidades dos utentes, e permite o uso permanente por utentes condicionantes de mobilidade após pequenas adaptações. Em seu trabalho Pedro (2000, p. 101-102) utiliza dois critérios de avaliação. O primeiro é a escala de pontos, fazendo uma correlação entre a pontuação obtida nos 104 indicadores de avaliação (dicotômicos: sim ou não; verdadeiro ou falso) e a escala de valores (descritores) citada acima. E a média ponderada para indicadores do tipo nominal ou ordinal. Figura 35 - Os três primeiros níveis da árvore de pontos de vista Fonte: (PEDRO, 2000). Os critérios acima se aplicam a árvore de pontos de vista (Figura 35 e Figura 36) que possui cinco níveis ou hierarquia: • Níveis físicos - traduzem as entidades físicas. Exemplo: Habitação e edifício. • Grupos de qualidade - representam os grandes vetores de qualidade arquitetônica. Exemplo: conforto ambiental, segurança, personalização e outros. 105 • Qualidades - são organizadas em função das exigências do usuário. Exemplo: Conforto visual, funcionalidade, privacidade. • Indicadores de qualidade - permitem a medição do desempenho da solução com significativo grau de autonomia. Exemplo: dentro do grupo de qualidade conforto ambiental, tem-se a qualidade conforto visual e para ela tem-se o indicador iluminação natural. • Elemento de avaliação é o que se pode quantificar por medição ou observação. Exemplo: dentro de iluminação natural, tem-se o índice de dimensão de vãos de janela da cozinha. Para este estudo serão observadas as qualidades: capacidade, espaciosidade e funcionalidade, definidas por Pedro (2002b): Capacidade - espaços funcionais. As habitações devem ser concebidas de modo a disporem de programas de espaços funcionais capazes de comportarem o equipamento, o mobiliário, e as faixas de circulação necessários à sua adequada utilização pelo número de utentes [usuários] determinado pela sua lotação. (PEDRO, 2002b, p. 53). [...] Espaciosidade - Área As habitações devem ser concebidas de modo a disporem de espaços com áreas capazes de comportarem os equipamentos, o mobiliário, e as faixas de circulação necessários à sua adequada utilização pelo número de utentes determinado pela sua lotação. (PEDRO, 2002b, p. 55). [...] Espaciosidade - Dimensão As habitações devem ser concebidas de modo a disporem de espaços com dimensões capazes de comportarem os equipamentos, o mobiliário, e as faixas de circulação necessários à sua adequada utilização pelo número de utentes determinado pela sua lotação. . (PEDRO, 2002b, p. 65). [...] Funcionalidade As habitações devem ser concebidas de modo a propiciarem aos utentes adequadas condições no desenvolvimento das funções de uso da habitação. (PEDRO, 2002b, p. 68). Na Figura 36, dentro da qualidade Capacidade são avaliados: o programa de espaços, programa de equipamentos e a extensão de paredes mobiliáveis. 106 Figura 36 - O terceiro, quarto e quinto nível da árvore de pontos de vista da habitação Fonte: (PEDRO, 2000, p. 104). O programa de espaços deve comportar a adequada utilização pelos usuários previstos para a habitação. O programa de equipamentos são os equipamentos fixos que possibilitam a utilização adequada da habitação. Paredes mobiliáveis são, para o autor deste método, paredes planas com altura de no mínimo 2,00 metros, que podem ser mobiliadas pelo menos 60 cm de 107 profundidade e 60 cm de extensão. As paredes com janelas, com peitoril de pelo menos 90 cm, são consideradas a metade da sua extensão. Para a qualidade Espaciosidade são analisadas as áreas, as dimensões e o pé-direito. As áreas devem comportar o mobiliário, os equipamentos e a circulação para a utilização da habitação. Quando a sala tiver circulação obrigatória esta deve ser excluída da área útil do cômodo e inserida na área de circulação, utilizando a largura de 80 cm em toda a extensão do percurso. A dimensão útil é igual ao diâmetro do maior círculo que pode ser inscrito no cômodo. O pé-direito é definido como a distância do piso ao teto ou média aritmética das várias distâncias, se for o caso. A qualidade Funcionalidade é avaliada segundo vários aspectos como: conflitos de circulação, possibilidades de vários leiautes, existência ou não de espaço para a realização das atividades, entre outras (PEDRO, 2000, p. 145-146). O autor enfatiza que seu trabalho está fundamentado nos estudos de vários professores do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC, Lisboa/Portugal). Os estudos de Pedro também foram utilizados por Barbosa (2007). Este autor apresenta o trabalho conjunto de Boueri e Pedro67 que estabeleceram as funções da habitação e seus respectivos sistemas de atividades, que podem ser observados no item 3.2 que trata das funções da habitação. Os métodos apresentados tem em comum a busca por requisitos que indiquem a qualidade em suas várias dimensões. Klein (1980) foca seus estudos nos percursos dentro da planta, na disponibilidade de áreas livres para propiciar a sensação de amplitude e plantas com cômodos mais semelhantes em tamanho e forma. As questões relacionadas a utilização de espaços não são avaliadas no método Qualitel, sendo este de cunho tecnológico construtivo. Ao contrário do anterior o método SEL classifica as plantas quanto ao atendimento das funções da habitação, tratando as questões do mobiliar, comunicações, possibilidades de transformações, das funções da habitação, das possibilidades de escolha, da circulação externa, dos equipamentos do edifício, 67 Segundo Barbosa (2007, p. 168): “[...] é o resultado do trabalho realizado neste levantamento, e, que contou também com a colaboração do aprendizado das aulas [...] ministradas pelo profº Dr. J. Boueri e J. Pedro, como professor visitante.” 108 da possibilidades de laser e dos equipamentos público. Este método dá origem a vários outros, que se seguiram. Martins (1999) busca a qualidade geométrica correlacionada ao custo, através de variáveis quantitativas que compõem novas equações e destas outras até obter o índice de custo e qualidade. Brandão (2002) também trata de variáveis quantitativas, mas para verificar a flexibilidade. Tratando da funcionalidade, Leite (2006) não deixa claro os procedimentos do seu método. Palermo (2009), não explicita os procedimentos, porém indica parâmetros de qualidade, principalmente quanto ao mobiliário e as questões sobre a funcionalidade da habitação. Buzzar e Fabrício (2007) com seu método também estão preocupados com as várias dimensões da qualidade, da urbana à opinião do morador. Como estes autores, Pedro (2000), avalia desde os aspectos da implantação da habitação, ou seja, seu entorno até as questões relacionadas a estética e personalização da moradia. Seu método é bem detalhado, flexível e adaptável as variações regionais. 109 5 MÉTODO PROPOSTO E APLICAÇÃO Como já foi descrito, este trabalho trata de unidades habitacionais de dois quartos, construídos dentro do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), com recursos do FAR. O programa PAR é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal e as empresas construtoras apresentam suas propostas de empreendimentos ao banco para execução dos conjuntos habitacionais e este as analisa e escolhe as que possuem melhor viabilidade técnica e financeira. Junto à CAIXA e as Prefeituras Municipais, elaborou-se uma lista com todos os conjuntos habitacionais PAR executados e em execução nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, de 2000 a 2008. As informações constantes desta lista são: nome do empreendimento, cidade de localização, número total de unidades habitacionais e ano de assinatura do contrato (Apêndice B). Os dados coletados foram submetidos a uma padronização, que consiste em estabelecer especificações iguais para todos os projetos e o redesenho padronizado. Após as fases de coleta e padronização os projetos foram submetidos a uma tipificação preliminar através de mapas convexos e grafos justificados. Para o método proposto para análise dos cômodos foi criado o primeiro questionário, com o qual se verifica se o projeto em análise atende à NBR 15.575:1. Na sequência cada projeto foi submetido a outros sete questionários originados do Método de Pedro (2000), porém adaptados para realidade brasileira. Os questionários estão concentrados na habitação e sua adequação espaço-funcional, onde são verificados: a capacidade, espaciosidade e funcionalidade. Os parâmetros dimensionais e as questões relacionadas a funcionalidade foram obtidas de estudos e normas brasileiras e quando possível usados os de Pedro (2000). O peso de cada questão é estabelecido por Pedro, mas foram pesquisadas as opiniões de técnicos brasileiros e estas foram adotadas neste método proposto. Cada projeto foi submetido aos questionários e obteve-se uma pontuação final. 110 O custo de cada projeto foi levantado com as especificações da padronização. Finalmente, foram lançadas no gráfico a pontuação final (indicadores de adequação espaçofuncional), o custo e a área útil (espaço interno de cada cômodo sem as paredes) dos projetos em análise. A descrição detalhada vem a seguir. 5.1 COLETA DE DADOS DAS UNIDADES A partir da lista de empreendimentos, foram coletadas as coordenadas geográficas e registrados os pontos de localização no mapa das duas cidades do estudo. Foi, então iniciada a coleta das plantas baixas das unidades habitacionais de cada empreendimento. Os dados foram inicialmente coletados na RSNGOV/CB e também na Prefeitura Municipal de Cuiabá e Várzea Grande (vide exemplo à Figura 37). Figura 37 - Planta levantada (planta 1). Fonte: (CAIXA RSNGOV/CB, 2000, apud BARCELOS, 2010) O procedimento de fotocópia das plantas foi substituído pela utilização de uma máquina fotográfica com 12.2 mega pixels, para facilitar a obtenção. Todas as fotos foram 111 tiradas com padrão da máquina: 12 M: 4000 x 3000 pixels, qualidade superfina. Em alguns casos a planta se repetia em mais de um empreendimento (Tabela 11). Tabela 11 - Repetições de plantas nos empreendimentos PAR (2000-2008). Plantas Planta 04; Planta 08; Planta 09; Planta 11; Planta 14; Planta 15; Planta 17; Planta 24; Planta 27; Planta 29; Planta 30; Planta 31; Planta 36; Planta 01; Planta 02; Planta 06; Planta 07; Planta 12; Planta 13; Planta 18; Planta 19; Planta 20; Planta 21; Planta 23; Planta 25; Planta 28; Planta 35; Planta 05; Planta 10; Planta 32; Planta 03; Planta 16; Planta 22; Planta 26; Planta 33; Planta 34; Número de repetições nos empreendimentos PAR 1 2 3 4 5 No Quadro 8 temos o número da planta (exemplo, planta 1=P1) e em quais empreendimentos ela foi executada. Nº P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18 P19 P20 P21 P22 P23 Empreendimento Residencial Jardim Vitória "A" Residencial Karla Renata Residencial Jardim Vitória "B" Residencial Lucimar Campos Residencial Residencial Morada Residencial Santo Residencial Jardim Coxiponês do Faval Antônio Antarctica Residencial Morro de Santo Antônio Condomínio Residencial Condomínio Flor do Cerrado Condomínio Eng. Miguel Paschoal M. Cabral Leão Lanna Condomínio Recanto Condomínio Jardim Botânico Condomínio Recanto Condomínio Jardim Botânico Condomínio Ipê Amarelo Condomínio Flor do Cerrado Residencial Marechal Rondon Residencial Altos do São Gonçalo Residencial Maria de Lurdes Residencial Acácia do Coxipó Condomínio Domingos Sávio B. Lima Jr. Residencial Paulo Leite da Silva Residencial Ilza Therezinha Picolli Pagot Residencial Buritis - 1ª Etapa Residencial Buritis - 1ª Etapa Residencial Claudio Marchetti Residencial Wantuil Residencial Salvador Residencial Belita Residencial Claudio de Freitas Costa Marques Costa Marques Marchetti Residencial Claudio Marchetti Condomínio Elias Domingos Condomínio Athaíde Monteiro da Silva Residencial Maria de Lurdes Residencial Recanto do Salvador Residencial Maria de Lurdes Residencial Recanto do Salvador Residencial Maria de Lurdes Residencial Recanto do Salvador Residencial Ataíde Residencial Alice Residencial Renato Residencial Esperança Ferreira da Silva Gonçalves de Campos José dos Santos Residencial Mirante de Cuiabá Residencial Despraiado Quadro 8 - Planta e a sua ocorrência nos empreendimentos do PAR Fonte: Elaborado a partir de dados das Prefeituras e da RSNGOV/CB 112 Nº P24 P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 Empreendimento Residencial Topázio Residencial Aurília Salies Curvo - 1ª Etapa Residencial Aurília Salies Curvo - 2ª Etapa Residencial Aurília Residencial Aurília Residencial Noise Residencial Noise Curvo de Salies Curvo - 1ª Salies Curvo - 2ª Curvo de Arruda - 1ª Arruda - 2ª Etapa Etapa Etapa Etapa Residencial Aurília Salies Curvo - 1ª Etapa Residencial Aurília Salies Curvo - 2ª Etapa Residencial Pádova Condomínio Jardim das Acácias Residencial Ilza Therezinha Picolli Pagot Residencial Wantuil de Freitas Residencial Salvador Costa Residencial Deputado. Milton Residencial Belita Costa Marques Figueiredo Marques Residencial Salvador Residencial Residencial Secretário Residencial Residencial Costa Marques Avelino Lima Clóves Vetoratto Deputado. Belita Costa Barros Milton Marques Figueiredo Residencial Salvador Residencial Residencial Secretário Residencial Residencial Costa Marques Avelino Lima Clóves Vetoratto Deputado Belita Costa Barros Milton Marques Figueiredo Residencial Júlio Domingos de Campos Residencial Júlio Domingos de Campos - 2ª Etapa 1ª Etapa Residencial Júlio Domingos de Campos Residencial Júlio Domingos de Campos - 2ª Etapa 1ª Etapa Quadro 8 - Planta e a sua ocorrência nos empreendimentos do PAR (cont.) Fonte: Elaborado a partir de dados das Prefeituras e da RSNGOV/CB . Figura 38 – Plantas 33 e 34 ocorrem com maior frequência nos empreendimentos PAR. Fonte: Elaborado a partir de dados das Prefeituras e da RSNGOV/CB. 113 Observa-se que as plantas se repetem pois são aproveitadas pelas empresas que as produziram em outros empreendimentos (Figura 38). Este procedimento está vinculado a fatores como: suposta rapidez para aprovar os projetos nas instituições financeiras e no poder público, visto que a planta já foi analisada e aprovada anteriormente, facilidade para quantificar e orçar e redução de custo com novos projetos. Os motivos elencados são prejudiciais para a qualidade do projeto, pois, comprometem a evolução de uma planta, que poderia ocorrer através de novos estudos do projetista. E ainda, não se justifica financeiramente, pois há recursos para projetos disponíveis nos contratos com as instituições financeiras. Planta, neste trabalho, refere-se à planta arquitetônica de cada unidade habitacional, que possui medidas diferentes para os cômodos de mesma função predeterminada no projeto coletado, mesmo que estes cômodos possuam disposições iguais em outras plantas, pois o interesse está no espaço interno disponibilizado em cada tipo de casa. 5.2 PADRONIZAÇÃO DOS DADOS As plantas coletadas fazem parte de um relatório de levantamento, estas foram numeradas e a elas foi anexada uma planilha com as informações sobre os empreendimentos, incluindo nome do empreendimento, ano de contratação, construtora, coordenadas geográficas, cidade, tipo de implantação (condomínio ou loteamento), investimento e área do terreno. Em seguida, os projetos foram redesenhados em sistema CAD de forma padronizada (Quadro 9) quanto à espessura de parede, modelos e materiais de janelas e portas, sistema construtivo, cobertura, louças, pias e tanques. Isto para que, ao aferir o custo da unidade habitacional, este reflita tão-somente as dimensões dos cômodos sem a interferência nos custos por diferentes acabamentos, peças e sistemas construtivos. 114 Item Alvenaria (com função estrutural) Pé-direito direito Laje do banheiro Forro Cobertura Dimensões 0,12 m (largura, (largura, acabada incluído reboco) reboco 2,70 m 0,08 m Inclinação 35% Janelas com áreas escolhidas conforme a área do cômodo (1/6 da área útil do cômodo, para sala, quartos, cozinha) Janelas (1/8 da área útil do cômodo para sanitários) Portas externas (cozinha e sala) Portas internas Fundações (radier radier) Materiais Materiai Tijolo furado 8 furos (10 x 20 x 20 cm) Concreto armado PVC Telha cerâmica plan; estrutura em madeira 1,5 m; 1,2 m e 1,0 m de largura com 1,1 1, m de altura, cada uma. Veneziana e vidro para quartos e somente com vidro para cozinha e sala 0,60 X 0,40 m Ferro 0,80 x 2,10 m Veneziana 0,70 x 2,10 m (quartos); 0,60 x 2,10 m (banheiro) e para as unidades PNE (0,80 x 2,10 m, m todas). Veneziana De acordo com o projeto espessura 0,08 m. Concreto armado com tela Pia ia da cozinha com 1,20 0 x 0,55 m,, tanque de 20 2 litros, lavatório sem coluna; vaso sanitário com Louça branca Caixa acoplada Beiral 0,50 m de largura Calçadas (próprio radier) 0,50 m de largura Quadro 9 - Padronização dos projetos levantados Fonte: Elaborado com as especificações mais comuns dos empreendimentos e com as especificações em vigor do Programa Minha Casa Minha Vida (Anexo Anexo A). Louças e metais iguais para todos os projetos Os projetos foram redesenhados, cotados ados e impressos na escal escala 1/50,, para posterior quantificação como quantificação, como mostra o exemplo da Figura 39. Figura 39 - Planta 1 - Padronizada Fonte: Desenho elaborado pelo autor a partir do levantamento. 115 Definidas as especificações dos serviços, procedeu-se a quantificação através de lançamento dos dados físicos da planta em planilha eletrônica (Apêndice C). Com as especificações dos serviços e materiais, foram escolhidos os códigos correspondentes a eles na Tabela SINAPI (vide item 5.5). Os dados de mercado para mobiliário, coletados para este estudo, não serão objetos de análise, pois requerem uma pesquisa aprofundada antes de sua aplicação. Não serão considerados os acabamentos, revestimentos, sistemas construtivos entre outros que são inerentes aos materiais empregados, somente tratar-se-á dos espaços para acomodação dos móveis, equipamentos e circulação. 5.3 TIPIFICAÇÃO PRELIMINAR Os projetos foram analisados também pelo método do mapa convexo e grafo justificado (topologia), explicado por Holanda (2003): A decomposição revela o sistema espacial, em planta, formado por unidades de duas dimensões, circunscritas por polígonos convexos, isto é, que não podem ser cruzados por segmentos de retas em mais de dois pontos. O perímetro de um quarto retangular coincide com um espaço convexo, mas uma sala em “L” conterá pelo menos dois. [...] os espaços convexos são representados por um círculo, e as relações diretas de permeabilidade entre eles são representadas por uma linha. O próximo passo é a confecção do grafo justificado dos espaços da casa a partir do exterior: da parte inferior para a parte superior do grafo encontram-se os espaços e suas respectivas profundidades sintáticas a partir do exterior (espaço aberto ao público). Este método também é adotado por Griz; Amorim e Loureiro (2008) na análise da casa brasileira desde a Colônia aos dias atuais e por França (2003) no estudo das relações sociais no espaço doméstico. A partir deste método obteve-se a profundidade (ou permeabilidade) e o número de cômodos de cada projeto. Os grafos justificados mostram como se dá a ligação entre os cômodos. Plantas com formato similar podem não apresentar a mesma forma de comunicação entre as peças. Por outro lado, plantas diferentes podem apresentar o mesmo formato de interligações. Trata-se de uma maneira de classificar ou agrupar as plantas, outra forma de definir tipologias. Os grafos justificados II, XI e IX (Figura 40) foram os de maior ocorrência dentro das trinta e seis plantas estudadas. Analisando os grafos justificados resultantes, tem-se que no 116 grafo II, há ligação direta da sala com a cozinha,, há umaa preservação da privacidade, através da circulação, entre os quartos e o banheiro. A profundidade é três, com cindo cômodos. cômodos O grafo XI possui a maior profundidade, seis, nele tem-se tem se também mais cômodos, sete, incluindo varanda e área de serviço. A sala separa-se se dos demais ambientes (cozinha, quartos, banheiro e área de serviço) através de uma circulação, proporcionando privacidade a estes cômodos. Topologia II (grafo II) Topologia XI (grafo XI) Topologia IX (grafo IX) Legenda: Figura 40- Grafos justificados de maior ocorrência nas plantas analisad analisadas. O último grafo, IX,, assemelha-se assemelha ao grafo II, pois em ambos a cozinha e a sala tem ligação direta e, e os quartos e banheiros são preservados por uma circulação. Entretanto Ent noo grafo XI há mais dois cômodos, a varanda e a área de serviço. serviço A profundidade é maior que no caso do grafo II,, alcançando o índice cinco. No Gráfico 16,, estão indicados o número de cômodos e a profundidade de cada planta, em ordem crescente de frequência de cada grafo justificado executado para cada uma das plantas estudadas. estudadas O Apêndice D apresenta todos os grafos justificados e três esquemas de inter--relações entre as plantas levantadas. 117 Topologia das plantas analisadas 10 8 6 4 2 0 I VI IV V VII XI.a XI.c IX.a XI.b X III VIII II XI NÚMERO DE CÔMODOS 5 5 5 6 6 7 7 7 7 7 5 6 5 7 IX 7 PROFUNDIDADE 3 5 4 5 4 6 7 6 6 6 4 5 3 6 5 FREQUÊNCIA 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 3 3 5 6 9 Gráfico 16- Número de Cômodos, Profundidade e Frequência. O grafo II apresenta nas plantas estudadas frequência de 13,89%. O grafo XI, 16,67% e, o grafo justificado IX tem frequência de 25%. Faz-se necessário a análise do espaço da habitação para que este propicie a plena execução das funções da moradia. Estas são as considerações de vários autores (KLEIN, 1980; PALERMO, 2009; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010; FOLZ, 2008; DAMÉ, 2008), e a partir das considerações destes e outros autores estudados, foram analisados os espaços das trinta e seis plantas do Programa PAR, objeto deste estudo. 5.4 ANÁLISE DO ESPAÇO INTERNO DOS CÔMODOS. A análise interna dos cômodos foi realizada tomando-se como referência o trabalho de Pedro (2000), quanto ao método de avaliação. Entretanto os parâmetros usados por ele são para a realidade de seu país, Portugal. Assim, para esta avaliação são adotados os parâmetros estabelecidos na NBR 15.575:1 item 16 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010) e, complementarmente, Palermo (2009) e Buzzar e Fabrício (2006). Todas as plantas analisadas estão disponíveis no Apêndice F. Inicialmente, foi realizado um recorte na árvore de ponto de vista de Pedro apresentado no item 4.9.1, para que fosse trabalhado apenas a adequação espaço-funcional das unidades estudadas (Figura 41), visto que o método daquele autor é abrange outros aspectos como o entorno, a edifício e a habitação, passando por requisitos de conforto, espaço, e personalização. 118 Figura 41 - Recorte na árvore de ponto de vista. Fonte: (PEDRO, 2000, p. 104). Assim, este estudo concentra-se: a) No nível físico: habitação; b) No grupo de qualidades: adequação espaço-funcional; c) No nível de qualidades: c.1) Capacidade: programa de espaços, programa de equipamentos e extensão de paredes mobiliáveis. c.2) Espaciosidade: área útil, dimensão útil e pé-direito e, c.3) Funcionalidade: funcionalidade. Os elementos de avaliação foram definidos em forma de questionário, como foi elaborado no trabalho de Pedro (2000). Cada questão possui ponderações às questões, apresentadas pelo autor quais sejam: 1 (um) quando de pouca importância, 2 (dois) para importante e 3 (três) para muito importante. Estas ponderações às questões, neste método proposto, foram submetidas a um grupo de 24 profissionais para validação, sendo quinze engenheiros e arquitetos da Caixa e os demais engenheiros e arquitetos do mercado, da prefeitura e docentes da graduação. O procedimento de consulta foi realizado através de um formulário, e após uma explanação sobre as questões cada profissional registrou o grau de importância de cada uma delas. Adotou-se como resposta final a moda dos resultados, ou seja, os valores de ponderação mais votados. O Apêndice E apresenta o formulário e os resultados obtidos. As ponderações podem ser novamente reavaliadas conforme os objetivos de cada avaliador (Prefeitura, usuários e ou instituições financeiras). 119 Depois da consulta aos profissionais algumas questões foram ajustadas à realidade das unidades habitacionais em estudo. 5.4.1 Atendimento à NBR 15.575:1 O primeiro questionário verifica se o projeto atende a NBR 15.575:1, em seu item 16. Este questionário não se apresenta no trabalho de Pedro, já que o autor somente submete ao seu método projetos que já estão em conformidade com norma de seu país. Há uma questão com requisitos para cada cômodo, cada uma delas recebeu um valor para ponderação, determinada pela consulta aos profissionais. Quando os requisitos são atendidos para o cômodo, a resposta é 1 (um). No caso de todas as respostas verdadeiras, ao serem multiplicadas à ponderação totalizam 20 pontos (Tabela 12). Tabela 12- Questões quanto ao atendimento à NBR 15.575:1, item 16. Questão Requisitos Ponderação Apresenta o mobiliário mínimo (assento para o número de pessoas previsto para a habitação, estante para TV Sala de estar (0,8 x 0,5 m)), espaço 0,50 m na frente do assento, para 3 levantar e circular, largura mínima da sala deve ser de 2,40. Sala de Mesa para o número de pessoas previsto, circulação de 3 estar/jantar 0,75 a partir da borda da mesa. Apresenta o mobiliário mínimo (fogão (0,55 x 0,6 m), geladeira (0,7 x 0,7 m), pia (1,2 x 0,5 m), armário), Cozinha 3 circulação mínima de 0,85 m frontal à pia, fogão e geladeira, largura mínima de 1,5 m. Apresenta o mobiliário mínimo (1 cama de casal (1,4 x Dormitório casal 1,9 m), 2 criados (0,5 x 0,5 m) e 1 roupeiro (1,6 x 0,5 3 m)), circulação mínima de 0,50 m. Dormitório Apresenta o mobiliário mínimo (2 camas de solteiro duplo (0,8 x 1,9 m), 1 criados (0,5 x 0,5 m)e 1 roupeiro(1,5 x 2 (para duas 0,5 m)), circulação mínima entre as camas de 0,60 m e pessoas) as demais circulações de 0,50 m. Apresentar 1 lavatório (0,39 x 0,29 m), 1 vaso (0,6 x 0,7 m) e 1 box (0,8 x 0,8 m ou 0,7 x 0,9 m), circulação Banheiro 3 mínima de 0,4 m frontal ao lavatório e vaso; largura mínima de 1,1 m exceto no box. Apresentar 1 tanque (0,52 x 0,53 m) com capacidade Área de serviço 3 de no mínimo 20 l e 1 máquina de lavar (0,6 x 0,65 m) Total de pontos Resultado 0 = falso/1= verdadeiro Pontos P1 P2 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 17 20 N(0) O(3) Os projetos que alcançaram 20 pontos recebem nota final igual a 3 (ótimo), os que não obtiveram os 20 pontos não pontuam, pois o atendimento à norma é pré-requisito para 120 aceitação do projeto, como faz também Pedro (2000). Os reprovados devem ser readequados pelo projetista, mas, para este estudo, mesmo estes, foram submetidos aos questionários seguintes. 5.4.2 Programa de espaços O segundo questionário serve para verificar o programa de espaços (Tabela 13). Em Pedro eram sete questões sobre salas, banheiros, lavanderias, salas de refeição, dispensas, espaços exteriores privados e estacionamentos. Para este método proposto foram escolhidas as questões relacionadas ao tratamento de roupas (com questões adaptadas para área de serviços), espaços exteriores privados (adaptado para varandas) e, estacionamento (sem adaptações), as demais questões se referiam a habitações de maior porte. Novamente as ponderações as questões foram as estabelecidas pelo grupo de profissionais. Cada alternativa, possui requisitos que representam uma pontuação (pontos) que inicia em mínima (1) passando por recomendável (2) até ótima (3). Tabela 13 - Questões relativas ao programa de espaços. Questão Alternativa Contém uma área de serviço coberta e fechada (pelo menos 3 lados fechados) Espaço de tratamento de Contém uma área de serviço coberta e aberta (pelo menos 2 lados abertos) roupa Nenhuma das condições anteriores é satisfeita Contém uma varanda frontal que permite estar e reunir (mesa para duas pessoas) Espaços exteriores Contém uma varanda frontal que apenas privados (varanda protege a porta (espaço para uma cadeira) frontal) Nenhuma das condições anteriores é satisfeita ou não há varanda. Possui dois espaços de estacionamento Estacionamento Possui um espaço de estacionamento Nenhuma das condições anteriores é satisfeita Total de pontos obtidos (a) Pontuação resultante (b) Conceito (c) Ponderação Pontos P1 P2 2 3 0 0 2 2 0 0 2 1 1 1 2 3 0 0 2 2 0 0 2 1 1 1 3 3 3 3 2 1 0 1 0 10 1,43 R (2) 0 1 0 10 1,43 R (2) Algumas adaptações foram necessárias neste item. O espaço para tratamento de roupa foi classificado em coberto e fechado (quando a área de serviço tem até 3 faces com paredes), aberta (quando tem pelo menos 2 lados abertos) e a situação desfavorável quando não se refere a nenhuma das duas opções. O espaço da varanda frontal foi inserido no item espaço exterior privado, sendo avaliada a sua capacidade de comportar mobiliário. Definido como 121 ótimo quando é possível dispor uma mesa para duas pessoas, recomendável quando somente cabe uma cadeira e a mínima quando não há varanda ou não atende as duas questões anteriores. Não houve adaptação para os espaços de estacionamento. Ao avaliar o projeto (P1) utiliza-se o valor 1 para marcar a alternativa encontrada no projeto. O total de pontos obtidos (a) é a soma do produto das respostas verdadeiras (igual a 1) com os pontos e a ponderação. A Tabela 14 mostra quantos pontos deve-se obter, com as respostas as questões, para se atingir cada nível de qualidade. Tabela 14 - Critérios de Avaliação para Programa de espaços (Questionário 2). Espaço de tratamento de roupa Espaços exteriores privados (varanda frontal) Estacionamento Total pontuação Ponderação 2 2 Nulo 0 0 Mínimo 1 1 Recomendável 2 2 Ótimo 3 3 3 0 0 1 7 2 14 3 21 A partir desta tabela é gerado o Gráfico 17 e encontrada a equação da reta, que neste exemplo é y=0,1429x, esta equação gera a pontuação resultante (b). Critério de Avaliação - Programa de Espaços Escala de pontos 4 3 y = 0,1429x 2 y = 0,1429x 1 y = 0,1429x 0 0 5 10 15 20 25 Valores de referência Gráfico 17 - Reta e equação da reta formada pelos critérios de avaliação programa de espaços. No exemplo da Tabela 13 temos o total de pontos obtidos, 10 (dez), e ao lançá-lo como y na equação se obtém 1,43 que é a pontuação resultante, assim o Conceito (c), acima de 1 (um), é classificado como recomendável (R=2). 122 5.4.3 Programa de equipamentos O próximo questionário se refere programa de equipamentos (Tabela 16). No método de Pedro para o programa de equipamentos, são quatro questões, no método proposto foram utilizados apenas dois: bancada da cozinha (pia, fogão e geladeira) e guarda roupas (roupeiros). Diferentemente do questionário anterior, neste é verificado se cada projeto atende aos intervalos de valores de referência estabelecidos como mínimo, recomendável e ótimo. Novamente a ponderação foi indicada pelo grupo de profissionais às duas questões. A sistemática adotada é a mesma de Pedro, ou seja, são verificados: a extensão da pia e relação de metros de guarda roupas por habitante da unidade. Entretanto os valores de referência da norma brasileira são o ponto de partida, assim foi definido como extensão mínima para a bancada da pia o mobiliário mínimo: pia com 1,20 m de largura, fogão de 0,55 m de largura e geladeira de 0,70 m de largura, totalizando 2,449 m. Para o mínimo, além da norma, acrescenta-se 0,05 m como margem. Para os demais níveis, altera-se apenas a extensão da pia, sendo que o recomendável é 1,50 m de largura e ótimo 1,80 m de largura. Tabela 15 - Valores de referência para a extensão da bancada da cozinha Valores de referência 3,1 2,80 2,5 2,449 Escala de Pontos 3 2 1 0 Com a Tabela 15 gera-se o Gráfico 18 onde para cada nível na escala de pontos tem-se uma equação de reta. Quando o valor de referência atinge na 3 (três) na escala este torna-se uma constante (y=3). Equações Cozinha Escala de pontos 4 3 y = 3,3333x - 7,3333 2 y = 3,3333x - 7,3333 1 y = 19,608x - 48,02 0 2 2,2 2,4 2,6 2,8 3 3,2 Valores de referência Gráfico 18 - Equações de reta dos critérios de avaliação: Cozinha (Questionário 3). 123 O resultado apresentado na Tabela 16, para o projeto em avaliação (P2), é a dimensão da bancada no projeto, ou seja, 3 metros, logo abaixo se tem a pontuação, que é resultante da equação da reta no trecho onde está o valor da medida da bancada, assim a equação a ser usada é y=3,3333x-7,333, como x=3, se obtém 2,667 de pontuação (Gráfico 18). Tabela 16 - Programa de equipamentos Questão Parâmetros Ótimo (maior que 3,05 m, Extensão da pia de 1,80 m +0,05 m) bancada de Recomendável (maior que cozinha - potencial 2,80 m, pia 1,5 m +0,05 (área de trabalho, m) pia geladeira e Mínimo (maior que 2,45 fogão) m, pia 1,20 + 0,05 m) metros Norma 15575 Ótimo (maior que) (2 guarda-roupas de 4 portas (1,60 m cada) + 2 portas para enxoval da casa) Índice de dimensão Recomendável (maior de guarda-roupa – que) (3,10 m + 0,50 m potencial para enxoval da casa) (metros/habitante) Mínimo (maior que) (2 guarda-roupa de 1,60 m, 4 portas) Norma 15575 Pontuação resultante Conceito Ponderação 3 2 Valores de referência Pontos 3,1 3 2,80 2 2,5 1 2,449 0 1 P1 P2 Resultados 2,3 3 Pontuação 0 2,667 3 Resultados 1,038 0,913 0,9 2 Pontuação 3 2,125 0,8 1 0,774 0 1,2 R (2) 2,45 O (3) Para os guarda-roupas foi arbitrado que o ponto de partida é a extensão mínima estabelecida na norma brasileira, ou seja, 1,60 m para o quarto de principal e 1,50 m, para o segundo quarto, resultando em 0,774 m por habitante (quatro pessoas por moradia de dois quartos). A partir de então foram adotados valores: 0,80 m/hab (2 guarda-roupas de 1,60 para ambos os quartos); 0,90 m/hab, sendo a extensão mínima (3,10 m) mais 0,5 m para a guarda de roupa de cama, mesa e banho; e, 1,0 m/hab, considerando 3,20 m para a roupa individual e 0,8 m para o enxoval da casa. Tabela 17 - Valores de referência para índice de guarda roupas por habitante. Valores de referência 1 0,9 0,8 0,774 Escala de Pontos 3 2 1 0 Da mesma forma que para a cozinha os valores de referência expostos na Tabela 17 geram o Gráfico 19 e para cada nível na escala de pontos tem-se uma equação de reta. A atingir na escala valor 3 a equação torna-se uma constante (y=3). 124 Equações Quartos Escala de pontos 4 3 y = 10x - 7 2 y = 10x - 7 1 y = 38,462x - 29,769 0 0,6 0,7 0,8 0,9 1 1,1 Valores de referência Gráfico 19 - Equações de reta dos critérios de avaliação: Quartos (Questionário 3). Para exemplificar, para a Planta 2 (P2) o valor em projeto é 0,913 metros (vide “resultados” Tabela 16), a equação a ser usada é y=10x-7, como x=0,913 resulta em 2,125, ou seja, maior que 2, conceito ótimo (Gráfico 19). Após obter as duas pontuações para cozinha e quarto de cada projeto foi feita a média ponderada, ou seja, o produto de pontuação obtida com a ponderação sugerida pelos profissionais, dividido pela soma desta ponderação. No exemplo do P2, o resultado é 2,45, como é maior que 2, temos conceito dentro da categoria ótimo. 5.4.4 Extensão de parede mobiliável Parede mobiliável é um valor em metros obtido conforme as recomendações de Pedro (2000, p. 135): Parede plana com pelo menos 2,00 metros de altura que pode ser mobiliada em pelo menos 0,60m de profundidade numa extensão não inferior a 0,60m. As paredes condicionadas por vãos com altura de peito não inferior a 0,90m são também contabilizadas em metade da sua extensão. Não foram encontrados parâmetros brasileiros que pudessem estabelecer valores de referência para as situações de nulo, mínimo, recomendável e ótimo, assim, extensão de parede mobiliável (ou perímetro mobiliável - PM), não fez parte dos questionários de avaliação da qualidade. Entretanto, os resultados extraídos das plantas que estão disponíveis no Apêndice G serão comparados em um gráfico com o resultado final da adequação espaçofuncional (qualidade) obtido pelos outros questionários deste método. 125 5.4.5 Área útil Área útil é a área líquida onde está disponível o espaço da habitação, ou seja, é a área excluindo a área das paredes, onde pode-se acomodar o mobiliário, equipamentos e circular. Para este item foram adotados os valores de referência do texto Indicadores nº 2 Habitabilidade da Unidade Habitacional, do relatório para a FINEP, sobre avaliação das unidades do PAR (BUZZAR e FABRÍCIO, 2006) que estão dispostos na Tabela 4 no capítulo 3 . Não foram utilizados os valores de Pedro, pois seus estudos consideram mais móveis, como mínimo, que a norma brasileira. As áreas mínimas de partida foram obtidas através do Método de Pedro, ou seja, posicionando o mobiliário mínimo, definido na norma, com a circulação, como demonstrado pelo autor na Figura 27. Tabela 18 - Valores de referência para área útil dos quartos Valores de referência Escala de Pontos 17,5 16 15 13,7 3 2 1 0 A Tabela 18 mostra os valores de referência que são a soma das áreas úteis dos quartos e a escala de pontos correspondente. Através desta tabela é construído o Gráfico 20, onde são definidas as equações de reta para cada trecho de valores de referência. Equações Área Útil Quartos Escala de pontos 4 3 y = 0,6667x - 8,6667 2 y = x - 14 1 y = 0,7692x - 10,538 0 12 13 14 15 16 17 18 Valores de referência Gráfico 20 - Equações de reta dos critérios de avaliação, área útil: Quartos De maneira análoga são obtidas as equações de reta para os valores de referência dos demais cômodos tais como sala e cozinha (Tabela 19). 126 Tabela 19 - Equações de reta para área mínima (questionário 5). Cômodo Quartos Cozinha Sala Intervalo recomendável ao ótimo mínimo ao recomendável nulo ao mínimo recomendável ao ótimo mínimo ao recomendável nulo ao mínimo recomendável ao ótimo mínimo ao recomendável nulo ao mínimo Equação y=0,6667x-8,6667 y=1x-14 y=0,7692x-10,538 y=1x-6 y=1x-6 y=0,6667x-3,6667 y=1x-9,5 y=0,6667x-5,6667 y=0,7143x-6,1429 Área útil no trabalho de Pedro possui cinco questões para: quartos, cozinha e serviços, sala, sanitários e circulação e depósitos. Para este método não foram analisados a circulação e sanitários, pois as áreas destes cômodos são muito próximas nas várias plantas, nem depósitos, pois estes inexistem. As ponderações são as sugeridos pelos profissionais. Como exemplo, na Tabela 20, temos o P2, cujo o resultado (a) de área mínima para a sala é 9,00 m², está entre nulo e mínimo, assim a equação de reta a ser usada é y=0,7143x6,1429. Neste caso, x= 9, então a pontuação (b) será 0,29. A pontuação resultante (c) será a soma do produto da pontuação (b) com a ponderação, cujo valor é 1,14, como é maior que 1, o conceito é recomendável (R=2). Tabela 20 - Área útil Questão Área útil de quartos (FINEP, 2007) Área útil de cozinha e serviços (FINEP, 2007) Área útil de salas (FINEP, 2007) sala/copa Parâmetros Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ponderação Valores de referência Pontos 17,5 16 15 3 2 1 13,7 0 9 8 7 3 2 1 5,5 0 12,5 11,5 10 3 2 1 8,6 0 3 3 3 Pontuação resultante (c) Conceito (d) P1 Resultados (a) Pontuação(b) Resultados (a) Pontuação(b) Resultados (a) Pontuação(b) P2 18,45 18,75 3,00 3,00 5,67 0,11 5,70 0,13 9,45 0,61 9,00 0,29 1,24 R (2) 1,14 R (2) 127 5.4.6 Dimensionamento mínimo Dimensão mínima é definido por Pedro como o diâmetro do maior círculo que seja possível inscrever dentro do cômodo. Como para área útil o autor tem cinco questões para dimensionamento mínimo e pelo mesmos motivos informados anteriormente, adotou-se apenas três: dimensionamento mínimo dos quartos, cozinha e serviços e sala. A norma brasileira traz dimensionamento mínimo apenas para a cozinha e a sala, os demais cômodos não são tratados. Assim, para a utilização neste estudo partiu-se da norma, como o mínimo, quando é o caso. Para as omissões da norma optou-se por correlacionar a dimensão mínima ao mobiliário mínimo e/ou mobiliário adicional em suas menores dimensões. As disposições dos móveis estão explicitadas na Tabela 23 como também as dimensões resultantes. Estas disposições estabeleceram valores de referência para cada intervalo na escala de pontos, em cada cômodo. Na Tabela 21, tem-se os valores de referência para o quarto principal ou quarto 1 e no Gráfico 21 as equações de reta em cada trecho. Tabela 21- Valores de referência para dimensionamento: quartos. Valores de referência 3,18 2,68 2,45 2,4 Escala de Pontos 3 2 1 0 Equações de reta Dimensão mínima, quartos Escala de pontos 4 3 y = 2x - 3,36 2 y = 4,3478x - 9,6522 1 y = 20x - 48 0 2 2,2 2,4 2,6 2,8 3 3,2 3,4 Valores de referência Gráfico 21 - Equações de reta dimensionamento mínimo, quartos De forma similar foram obtidas as demais equações de reta para os outros cômodos, as quais podem ser visualizadas na Tabela 22. 128 Tabela 22 - Equações de reta para dimensionamento mínimo (questionário 6). Cômodo Quarto 1 Quarto 2 Cozinha Sala Área Serviço Intervalo recomendável ao ótimo mínimo ao recomendável nulo ao mínimo recomendável ao ótimo mínimo ao recomendável nulo ao mínimo recomendável ao ótimo mínimo ao recomendável nulo ao mínimo recomendável ao ótimo mínimo ao recomendável nulo ao mínimo recomendável ao ótimo mínimo ao recomendável nulo ao mínimo Equação y=2x-3,36 y=4,3478x-9,6522 y=20x-48 y=2,5x-4,5 y=2,8571x-5,4286 y=10x-21,5 y=2,2222x-2,3333 y=2,5x-2,875 y=18,182x-27,182 y=5x-12,5 y=3,3333x-7,6667 y=4,878x-11,683 y=4x-4,2 y=3,3333x-3,1667 y=10x-11,5 Com a dimensão mínima obtida no primeiro quarto (resultados (a)), verifica-se a qual intervalo ela pertence. No exemplo do P2, temos 3,00 metros que a coloca no intervalo de recomendável a ótimo, assim a equação de reta será y=2x-3,36, como x =3, a pontuação (b) é 2,64. O mesmo procedimento é realizado para o outro quarto. Segundo o método de Pedro deve-se tirar a média simples das pontuações dos quartos para utilizá-la com os demais cômodos. A pontuação de cada um dos cômodos deve ser obtida. Em seguida soma-se o produto das pontuações com as ponderações sugeridas pelos profissionais, para encontrar-se a pontuação resultante (c), que neste exemplo é 2,26, sendo maior que 2 o conceito (d) é ótimo (Tabela 23). Tabela 23 - Dimensionamento mínimo dos cômodos Questão Parâmetros Ótimo (maior que) (1 cabeceira casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm circulação.) Recomendável (maior que) (1 Dimensão cabeceira casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm útil de circulação.) quarto 1 Mínimo (maior que) (1 cabeceira casal+1 criados+1 mesa estudo) Adotado (1 cabeceira+2 criados) Dimensão útil de quarto 2 Quartos Ótimo (maior que) (2 cabeceira solteiro +0,60 cm circulação., + mesa estudo) Recomendável (maior que) (2 cabeceira solteiro+2 criados) Mínimo (maior que) (2 cabeceira solteiro+0,60 circulação) (Pedro 2000) Ponderação 3 3 Valores de referência Pontos 3,18 3 2,68 2 2,45 1 2,4 0 3 P1 P2 Resultados (a) 3,00 3,00 Pontuação (b) 2,64 2,64 3 Resultados 3,00 2,95 2,6 2 Pontuação 3,00 2,88 2,25 1 2,15 0 2,82 2,76 Média 129 Tabela 23 - Dimensionamento mínimo dos cômodos (cont.) Valores de Ponderação Pontos Questão Parâmetros referência Ótimo (maior que) (duplo "i", geladeira 0,7 m+ circulação. 0,85+ 2,4 3 mesa apoio 0,6 m) Dimensão Recomendável (maior que) (bancada em duplo "i", pia 0,6 m+circulação. 1,95 2 útil de 3 0,85 m+mesa apoio 0,6 m) cozinha Mínimo (maior que) (bancada em "i", 1,55 1 geladeira+0,85 m circulação) NBR 15.575 1,495 0 Ótimo (maior que) (1 sofá 3 lugares 3,1 3 1,7 m +0,7 m+0,7 m) Recomendável (maior que) (1 sofá 3 Dimensão lugares 1,7 m+1 criado 0,5 m+ 2,9 2 útil de 2 profundidade Sofá 0,70) salas Mínimo (maior que) (1 sofá 2 lugares 2,6 1 1,2 m +0,70+0,70) NBR 15.575 2,395 0 Ótimo (maior que) 1,8 3 Dimensão Recomendável (maior que) 1,55 2 útil da 1 Mínimo (lavadora + circulação frontal área de 1,25 1 NBR 15.575) (maior que) serviço Tanque e lavadora (NBR 15.575) 1,15 0 Pontuação resultante (c) Conceito (d) P1 P2 Resultados 1,80 1,90 Pontuação 1,63 1,88 Resultados 3,00 3,00 Pontuação 2,50 2,50 Resultados 0,00 0,00 0,00 0,00 2,23 O (3) 2,26 O (3) Pontuação 130 5.4.7 Funcionalidade Este questionário sofre influência dos pontos falhos levantados nos questionários anteriores, o que poderá afetar negativamente a pontuação do projeto neste quesito. Foram adotadas dez das onze questões de Pedro (2000), a única excluída foi a relacionada a orientação solar, que neste método não é tratada , pois dependerá da implantação da unidade no terreno. Para complementar foram inseridos requisitos de Palermo (2009) para funcionalidade e também requisitos adicionais da norma brasileira (NBR 15.575). O objetivo é verificar se a planta propicia a efetivação das funções da habitação, expostas nos capítulos anteriores. São questões relacionadas a acréscimos de mobiliário, além do mínimo e novas possibilidades de leiautes, e ainda, verificar se as condições de circulação e de acessos à edificação (Tabela 24). Como no primeiro questionário (sobre o atendimento da Norma), neste são feitas as questões para o cômodo e caso o requisito esteja completamente atendido a planta recebe o valor 1 (um, verdadeiro), ao contrário recebe 0 (zero, falso). Os profissionais avaliaram o grau de importância destas questões e atribuíram a elas as ponderações. O avaliador, a seu critério, estabelecerá quais serão os requisitos mínimos, recomendáveis e ótimos que deverão ser atendidos para a análise da funcionalidade. As ponderações e os critérios do avaliador podem ser alteradas conforme os objetivos da avaliação. Para este método proposto foram adotados as ponderações e os critérios expostos na Tabela 24. Tabela 24 - Critérios para a Funcionalidade Cômodo 1 Dormitórios 2 Cozinha 3 Cozinha 4 Cozinha 5 Cozinha 6 Cozinha 7 Sala 8 Área de serviço 9 Área de serviço 10 11 12 Área de serviço Área de serviço Geral 13 Banheiro 14 Sala de estar 15 Sala de estar/jantar 16 Cozinha Questão Ponderação Nulo Mínimo Rec. Ótimo Em todos os quartos é possível colocar as camas afastadas de obstáculos laterais, com as cabeceiras encostadas à parede, e com uma distância entre os pés da cama e a parede oposta 3 0 1 1 1 não inferior a 0,50 m. (Pedro, 2000) A pia, a bancada de preparação de alimentos e o fogão encontram-se em sequência, não 3 0 1 1 1 existindo circulações interpostas ou obstáculos nos percursos entre eles (Pedro, 2000). Existem planos de trabalho de ambos os lados da pia com uma dimensão mínima de 0,40 m. 3 0 1 1 1 (Pedro, 2000) Existe um plano de trabalho com uma altura rebaixada que permite certas atividades de preparação de refeições sejam realizadas na posição sentada, ou mesa de apoio. (Pedro 2000; 1 0 0 1 1 Palermo 2009; NBR 15.575:1). Existem planos de trabalho de cada lado do fogão com uma largura mínima de 0,20 m. 1 0 0 0 1 (Pedro 2000) A zona de abertura da porta do refrigerador não está em conflito com as áreas de uso de 3 0 1 1 1 outros equipamentos (fogão, pia) ou com portas de acesso (Pedro, 2000). Existe um espaço de refeições correntes que não se sobrepõe a outros espaços funcionais 3 0 1 1 1 (Pedro, 2000). Existe um espaço de tratamento de roupa (lavagem, secagem e passar a ferro) que não se 2 0 1 1 1 sobrepõe a outros espaços funcionais (Pedro, 2000). Existe um espaço de secagem de roupa protegido da vista e do vento excessivo (Pedro, 2 0 0 0 1 2000). Existe um espaço de secagem de roupa coberto .(Pedro, 2000; Palermo, 2009). 2 0 1 1 1 Existe um espaço de secagem de roupa ao sol. 2 0 1 1 1 Não existem conflitos entre portas de acesso a cômodos ou a casa e armários fixos. 3 0 1 1 1 São satisfeitas as distâncias entre equipamentos sanitários (vaso e bidê 0,075 m de cada lado 3 0 0 1 1 e 0,625 m de frente; lavatório 0,155 m laterais e 0,625 de frente) (Palermo, 2009). Acrescenta-se ao mobiliário mínimo mesa centro, circulação no entorno de 0,625 m. Faixa 1 0 0 1 1 mínima de circulação e passagem de 0,60 m (NBR 15.575:1; Palermo 2009). Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa 1 0 0 1 1 mínima de circulação e passagem de 0,60 m(Palermo, 2009) Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa 1 0 0 1 1 mínima de circulação e passagem de 0,90 m(Palermo, 2009) 131 17 18 19 20 21 22 23 24 Tabela 24 - Critérios para a Funcionalidade (cont.) Questão Ponderação Nulo Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para um berço (1,335 x 0,675)ou cômoda com Dormitório casal 3 0 espaço frontal 0,625 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009). Dormitório duplo Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para uma mesa de estudo (0,80 x 0,60 m) espaço 2 0 (para duas pessoas) frontal de 0,855 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009). Banheiro Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para box de 0,8 x 1,0 m (Palermo, 2009). 3 0 Acrescenta-se ao mobiliário mínimo local para guarda protegida do botijão de gás.(Palermo Área de serviço 2 0 2009) Dormitórios Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009) 2 0 Sala de estar Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009) 2 0 Cozinha Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009) 1 0 Geral Todas as portas possuem vão livre de 0,80 m 3 0 Valores de referência 0 Mínimo Rec. Ótimo 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 0 0 1 36 1 1 0 1 48 1 1 1 1 52 132 133 Os valores de referência para cada escala de pontos é obtido pela soma do produto da ponderação pela resposta verdadeira à questão (Tabela 25). Como nos questionários anteriores a tabela gera as equações de reta apresentadas no Gráfico 22. Tabela 25- Valores de referência para funcionalidade Valores de referência 52 48 36 0 Conceito ótimo recomendável mínimo nulo Escala de Pontos 3 2 1 0 Equações Funcionalidade Escala de pontos 4 3 y = 0,25x - 10 2 y = 0,0833x - 2 1 y = 0,0278x 0 0 10 20 30 40 50 60 Valores de referência Gráfico 22 - Equações de reta dos critérios de avaliação, funcionalidade Como exemplo o P2 (Tabela 26), cujo total (a) alcançado foi 25, assim a equação de reta a ser utilizada é para o mínimo, ou seja, y=0,0278x, como x=25 temos como pontuação final (b) 0,70, sendo menor que 1 o conceito (c) é Mínimo (M=1). Tabela 26 - Análise da Funcionalidade (Questionário 6). Cômodo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Questão Em todos os quartos é possível colocar as camas afastadas de obstáculos laterais, com as cabeceiras Dormitórios encostadas à parede, e com uma distância entre os pés da cama e a parede oposta não inferior a 0,50 m. (Pedro, 2000) A pia, a bancada de preparação de alimentos e o fogão encontram-se em sequência, não existindo circulações Cozinha interpostas ou obstáculos nos percursos entre eles (Pedro, 2000). Cozinha Existem planos de trabalho de ambos os lados da pia com uma dimensão mínima de 0,40 m. (Pedro, 2000) Existe um plano de trabalho com uma altura rebaixada que permite certas atividades de preparação de Cozinha refeições sejam realizadas na posição sentada, ou mesa de apoio. (Pedro 2000; Palermo 2009; NBR 15.575:1). Cozinha Existem planos de trabalho de cada lado do fogão com uma largura mínima de 0,20 m. (Pedro 2000) A zona de abertura da porta do refrigerador não está em conflito com as áreas de uso de outros equipamentos Cozinha (fogão, pia) ou com portas de acesso (Pedro, 2000). Sala Existe um espaço de refeições correntes que não se sobrepõe a outros espaços funcionais (Pedro, 2000). Área de Existe um espaço de tratamento de roupa (lavagem, secagem e passar a ferro) que não se sobrepõe a outros serviço espaços funcionais (Pedro, 2000). Área de Existe um espaço de secagem de roupa protegido da vista e do vento excessivo (Pedro, 2000). serviço Área de Existe um espaço de secagem de roupa coberto .(Pedro, 2000; Palermo, 2009). serviço Área de Existe um espaço de secagem de roupa ao sol. serviço Geral Não existem conflitos entre portas de acesso a cômodos ou a casa e armários fixos. São satisfeitas as distâncias entre equipamentos sanitários (vaso e bidê 0,075 m de cada lado e 0,625 m de Banheiro frente; lavatório 0,155 m laterais e 0,625 de frente) (Palermo, 2009). Acrescenta-se ao mobiliário mínimo mesa centro, circulação no entorno de 0,625 m. Faixa mínima de Sala de estar circulação e passagem de 0,60 m (NBR 15.575:1; Palermo 2009). Sala de Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de estar/jantar circulação e passagem de 0,60 m(Palermo, 2009) Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de Cozinha circulação e passagem de 0,90 m(Palermo, 2009) Dormitório Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para um berço (1,335 x 0,675)ou cômoda com espaço frontal casal 0,625 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009). Ponderação P1 P2 3 1 1 3 0 1 3 1 1 1 0 0 1 0 1 3 0 0 3 1 0 2 0 0 2 0 0 2 0 0 2 1 1 3 1 1 3 0 0 1 0 0 1 0 0 1 0 0 3 0 0 134 18 19 20 21 22 23 24 Cômodo Dormitório duplo (para duas pessoas) Banheiro Área de serviço Dormitórios Sala de estar Cozinha Geral Tabela 26 - Análise da Funcionalidade (Questionário 6) (cont.) Questão Ponderação P1 P2 Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para uma mesa de estudo (0,80 x 0,60 m) espaço frontal de 0,855 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009). 2 1 1 Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para box de 0,8 x 1,0 m (Palermo, 2009). 3 0 0 Acrescenta-se ao mobiliário mínimo local para guarda protegida do botijão de gás.(Palermo 2009) 2 0 1 Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009) Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009) Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009) Todas as portas possuem vão livre de 0,80 m Total (a) Pontuação resultante (b) Conceito (c) 2 2 1 3 1 0 0 1 21,00 0,58 M (1) 1 0 1 1 25,00 0,70 M (1) 135 136 5.4.8 Pontuação Final Este questionário é a consolidação dos questionários anteriores, ele não faz parte do método de Pedro. Entretanto, neste método proposto, serve para classificar as várias plantas e possibilita a correlação desta pontuação final com outras variáveis (área, custo, funcionalidade, paredes mobiliáveis) que se queira analisar. Na pesquisa com os profissionais estes também estabeleceram relações de importância para cada um dos questionários determinando as ponderações. Para obter a pontuação final, foi feita a média ponderada, ou seja, a soma do produto entre as pontuações resultantes de cada um dos questionários anteriores e a ponderação para cada questionário, divida pela soma das ponderações. No exemplo, apresentado na Tabela 27, a planta 2 (P2) obteve pontuação 1,79, como o valor é maior que 1, ficou com o conceito final de recomendável (R = 2). Tabela 27 - Análise da Qualidade. Questionário Atendimento a NBR 15.575 Programa de espaços Programa de equipamentos Área útil Dimensão útil Funcionalidade Pontuação final (qualidade) Conceito final 5.5 Ponderação 3 3 2 3 3 3 P1 1,43 1,20 1,24 2,23 0,58 1,11 R (2) P2 3,00 1,43 2,45 1,14 2,26 0,70 1,79 R (2) CUSTO DA HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL Os programas que se utilizam de repasses requerem que a obra seja licitada em conformidade com a Lei 8.666/93 e com os orçamentos baseados na Lei de diretrizes Orçamentárias (LDO) de cada ano. A LDO para o ano de 2011 determina que os custos são baseados na tabela Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) (BRASIL, 2010a): Art. 127. O custo global de obras e serviços de engenharia contratados e executados com recursos dos orçamentos da União será obtido a partir de composições de custos unitários, previstas no projeto, menores ou iguais à mediana de seus correspondentes no Sistema Nacional de Pesquisa de 137 Custos e Índices da Construção Civil - SINAPI, mantido e divulgado, na internet, pela Caixa Econômica Federal, e, no caso de obras e serviços rodoviários, à tabela do Sistema de Custos de Obras Rodoviárias - SICRO, excetuados os itens caracterizados como montagem industrial ou que não possam ser considerados como de construção civil. A tabela SINAPI foi criada pelo BNH no intuito de oferecer um sistema de informações mensais sobre custos de abrangência nacional (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2010b): O SINAPI foi implantado em 1969, pelo extinto BNH, com o objetivo de oferecer ao Governo Federal e ao próprio Setor da Construção Civil um conjunto de informações mensais sobre custos e índices da construção civil de forma sistemática e de abrangência nacional. Em 1994 o Conselho Curador do FGTS determinou ao Agente Operador CAIXA, a implantação de um sistema de acompanhamento de custos para fundamentar as análises dos projetos financiados com recursos daquele fundo. Mais recentemente, a partir da edição da Lei 10.524 /2002, de 25 de Julho de 2002 (LDO 2003), o SINAPI passou a ser o indicador oficial para aferição da razoabilidade dos custos das obras públicas executadas, em especial daquelas com recursos do Orçamento Geral da União - OGU. Os programas habitacionais como o PAR e, mais recentemente o PMCMV, também são analisados tomando-se como referência os custos da Tabela SINAPI. Sobre os custos apurados ainda deverá ser incluído o BDI formando o preço, que segundo (GIAMMUSSO, 1988, p. 83) “é constituído pelos custos diretos acrescidos do total das despesas indiretas e do benefício ou lucro. [...] BDI, ou seja, Benefício e Despesa Indireta”. O BDI não foi considerado, pois dependerá de cada empresa. As especificações escolhidas como referência para a avaliação dos custos são as que estão listadas no Apêndice C, as quais são as mais comumente apresentadas no estado de Mato Grosso. Os códigos do SINAPI estão disponíveis junto a cada especificação, sendo possível que se possa futuramente atualizar os custos, por data e/ou inclusive por estado da federação, bastando que se obtenha a lista SINAPI com os custos no sítio da Caixa68. Após serem levantados os dados de todos os trinta e seis projetos que estão expressos da Tabela 28 à Tabela 49, o resultado final da avaliação da qualidade e dos custos foram ordenados primeiramente em ordem crescente de qualidade e, em caso de empate, ordem crescente de custo (Tabela 50). 68 https://webp.caixa.gov.br/casa/SINAPI/pesquisa.asp 138 Para obter um valor para lançar no Gráfico 23 com a mesma ordem de grandeza, cada um dos resultados para qualidade foi dividido pelo menor resultado de qualidade obtido, no caso, a planta 32. Com este raciocínio, cada um dos resultados dos custos foi dividido pelo custo do projeto da planta 32. 5.6 ANÁLISE DOS RESULTADOS Na Tabela 28, Tabela 29 e Tabela 30, temos os resultados obtidos sobre o atendimento da NBR 15.575, em seu item 16. Em 41,67% as plantas atendem à norma, mas em 47,22%, em pelo menos um item do questionário, as plantas não atendem. E ainda, 11,11% das plantas, não atendem em dois itens do questionário baseado na norma. O item mesa de refeição não foi atendido em 16 plantas o que representa 44,44% do total. O quarto 2 ficou em segundo lugar devido a falta de espaço para guarda-roupas, com o percentual de 16,67%. É possível observar a falta de prioridade para a mesa de refeições, onde são realizadas diversas atividades extras como, estudar, trabalhar, costurar, fazer diversos trabalhos manuais e reunir-se com outras pessoas. Simultaneamente, em uma única planta, as situações citadas ocorreram apenas duas vezes no conjunto de plantas. Da Tabela 31 a Tabela 33, temos os resultados sobre as varandas, áreas de serviços e estacionamento. Este último está presente em todas as unidades, não coberto, na forma de recuo frontal. Em 50% das plantas há uma pequena varanda onde cabe até uma cadeira em 44,44% das plantas não há qualquer espaço coberto na frente da unidade habitacional (uh) e, em 5% das plantas há uma varanda onde é possível colocar uma mesa. A área de serviço está presente em 63,88% das unidades (23 uh), sendo que destas 27,77% são cobertas e fechadas. Em uma única planta em 52,78% dos casos há varanda e área de serviço simultaneamente. Nenhuma das plantas analisadas apresenta interferências entre portas e mobiliário. Todas apresentam espaço para secar roupa ao sol e plano de trabalho dos dois lados da pia com pelo menos 40 cm. Aproximadamente 50% não possibilita um segundo leiaute para os quartos e ainda não há um espaço para tratamento de roupa que não se sobreponha a outros espaços. Tabela 28 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 1 a 12) Questão Ponderação Apresenta o mobiliário mínimo (assento para o número de pessoas previsto para a habitação, estante para Sala de estar TV(0,8 x 0,5 m)), espaço 0,50 m na frente do assento, 3 para levantar e circular, largura mínima da sala deve ser de 2,40. Mesa para o número de pessoas previsto, circulação de 3 Sala de estar/jantar 0,75 a partir da borda da mesa. Apresenta o mobiliário mínimo (fogão (0,55 x 0,6 m), geladeira (0,7 x 0,7 m), pia (1,2 x 0,5 m), armário), Cozinha 3 circulação mínima de 0,85 m frontal à pia, fogão e geladeira, largura mínima de 1,5 m. Apresenta o mobiliário mínimo (1 cama de casal (1,4 x Dormitório casal 1,9 m), 2 criados (0,5 x 0,5 m) e 1 roupeiro (1,6 x 0,5 3 m)), circulação mínima de 0,50 m. Apresenta o mobiliário mínimo (2 camas de solteiro Dormitório duplo (0,8 x 1,9 m), 1 criados (0,5 x 0,5 m)e 1 roupeiro(1,5 x 2 (para duas pessoas) 0,5 m)), circulação mínima entre as camas de 0,60 m e as demais circulações de 0,50 m. Apresentar 1 lavatório (0,39 x 0,29 m), 1 vaso (0,6 x 0,7 m) e 1 box (0,8 x 0,8 m ou 0,7 x 0,9 m), circulação Banheiro 3 mínima de 0,4 m frontal ao lavatório e vaso; largura mínima de 1,1 m exceto no box. Apresentar 1 tanque (0,52 x 0,53 m) com capacidade Área de serviço 3 de no mínimo 20 l e 1 máquina de lavar (0,6 x 0,65 m) Total de pontos Resultado Pontos P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 0 0 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 17 0 20 3 20 3 20 3 17 0 17 0 20 3 18 0 20 3 17 0 17 0 15 0 139 Tabela 29 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 13 a 24) Questão Ponderação Apresenta o mobiliário mínimo (assento para o número de pessoas previsto para a habitação, Sala de estar estante para TV(0,8 x 0,5 m)), espaço 0,50 m na 3 frente do assento, para levantar e circular, largura mínima da sala deve ser de 2,40. Sala de Mesa para o número de pessoas previsto, circulação 3 estar/jantar de 0,75 a partir da borda da mesa. Apresenta o mobiliário mínimo (fogão (0,55 x 0,6 m), geladeira (0,7 x 0,7 m), pia (1,2 x 0,5 m), Cozinha 3 armário), circulação mínima de 0,85 m frontal à pia, fogão e geladeira, largura mínima de 1,5 m. Apresenta o mobiliário mínimo (1 cama de casal Dormitório casal (1,4 x 1,9 m), 2 criados (0,5 x 0,5 m) e 1 roupeiro 3 (1,6 x 0,5 m)), circulação mínima de 0,50 m. Apresenta o mobiliário mínimo (2 camas de solteiro Dormitório duplo (0,8 x 1,9 m), 1 criados (0,5 x 0,5 m)e 1 (para duas 2 roupeiro(1,5 x 0,5 m)), circulação mínima entre as pessoas) camas de 0,60 m e as demais circulações de 0,50 m. Apresentar 1 lavatório (0,39 x 0,29 m), 1 vaso (0,6 x 0,7 m) e 1 box (0,8 x 0,8 m ou 0,7 x 0,9 m), Banheiro 3 circulação mínima de 0,4 m frontal ao lavatório e vaso; largura mínima de 1,1 m exceto no box. Apresentar 1 tanque (0,52 x 0,53 m) com Área de serviço capacidade de no mínimo 20 l e 1 máquina de lavar 3 (0,6 x 0,65 m) Total de pontos Resultado Pontos P13 P14 P15 P16 P17 P18 P19 P20 P21 P22 P23 P24 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 14 0 17 0 17 0 17 0 20 3 20 3 17 0 20 3 20 3 15 0 17 0 17 0 140 Tabela 30 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 25 a 36) Questão Ponderação Apresenta o mobiliário mínimo (assento para o número de pessoas previsto para a habitação, Sala de estar estante para TV(0,8 x 0,5 m)), espaço 0,50 m na 3 frente do assento, para levantar e circular, largura mínima da sala deve ser de 2,40. Sala de Mesa para o número de pessoas previsto, 3 estar/jantar circulação de 0,75 a partir da borda da mesa. Apresenta o mobiliário mínimo (fogão (0,55 x 0,6 m), geladeira (0,7 x 0,7 m), pia (1,2 x 0,5 m), Cozinha 3 armário), circulação mínima de 0,85 m frontal à pia, fogão e geladeira, largura mínima de 1,5 m. Apresenta o mobiliário mínimo (1 cama de casal Dormitório casal (1,4 x 1,9 m), 2 criados (0,5 x 0,5 m) e 1 roupeiro 3 (1,6 x 0,5 m)), circulação mínima de 0,50 m. Apresenta o mobiliário mínimo (2 camas de Dormitório duplo solteiro (0,8 x 1,9 m), 1 criados (0,5 x 0,5 m)e 1 (para duas roupeiro(1,5 x 0,5 m)), circulação mínima entre as 2 pessoas) camas de 0,60 m e as demais circulações de 0,50 m. Apresentar 1 lavatório (0,39 x 0,29 m), 1 vaso (0,6 x 0,7 m) e 1 box (0,8 x 0,8 m ou 0,7 x 0,9 m), Banheiro 3 circulação mínima de 0,4 m frontal ao lavatório e vaso; largura mínima de 1,1 m exceto no box. Apresentar 1 tanque (0,52 x 0,53 m) com Área de serviço capacidade de no mínimo 20 l e 1 máquina de 3 lavar (0,6 x 0,65 m) Total de pontos Resultado Pontos P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 0 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 20 3 20 3 20 3 18 0 20 3 17 0 17 0 15 0 17 0 18 0 20 3 20 3 141 Tabela 31 - Análise de espaços (plantas de 1 a 12) Questão Alternativa Contém uma área de serviço coberta e fechada (pelo menos 3 lados fechados) Espaço de Contém uma área de serviço tratamento de coberta e aberta (pelo menos 2 roupa lados abertos) Nenhuma das condições anteriores é satisfeita Contém uma varanda frontal que permite estar e reunir (mesa para duas pessoas) Espaços Contém uma varanda frontal exteriores que apenas protege a porta privados (varanda (espaço para uma cadeira) frontal) Nenhuma das condições anteriores é satisfeita ou não há varanda. Possui dois espaços de estacionamento Possui um espaço de Estacionamento estacionamento Nenhuma das condições anteriores é satisfeita Total de pontos obtidos Pontuação resultante Ponderação Pontos 2 3 2 2 2 1 2 3 2 2 2 1 3 3 3 2 3 1 P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 1 1 1 1 1 1 P8 P9 P10 P11 P12 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 10 1,43 10 1,43 10 1,43 10 1,43 14 2,00 16 2,29 16 2,29 14 2,00 14 2,00 18 2,57 14 2,00 14 2,00 142 Tabela 32 - Análise de espaços (plantas de 13 a 24) Questão Alternativa Contém uma área de serviço coberta e fechada (pelo menos 3 lados fechados) Espaço de Contém uma área de serviço tratamento de coberta e aberta (pelo menos 2 roupa lados abertos) Nenhuma das condições anteriores é satisfeita Contém uma varanda frontal que permite estar e reunir (mesa para duas pessoas) Espaços Contém uma varanda frontal exteriores que apenas protege a porta privados (varanda (espaço para uma cadeira) frontal) Nenhuma das condições anteriores é satisfeita ou não há varanda. Possui dois espaços de estacionamento Possui um espaço de Estacionamento estacionamento Nenhuma das condições anteriores é satisfeita Total de pontos obtidos Pontuação resultante Ponderação Pontos 2 3 2 2 2 1 2 3 2 2 2 1 3 3 3 2 3 1 P13 P14 P15 P16 P17 P18 P19 P20 P21 1 1 1 1 1 1 P22 P23 P24 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 10 1,43 12 1,71 10 1,43 10 1,43 10 1,43 14 2,00 18 2,57 14 2,00 14 2,00 16 2,29 16 2,29 16 2,29 143 Tabela 33 - Análise de espaços (plantas de 25 a 36) Questão Alternativa Contém uma área de serviço coberta e fechada (pelo menos 3 lados fechados) Espaço de Contém uma área de serviço tratamento de coberta e aberta (pelo menos 2 roupa lados abertos) Nenhuma das condições anteriores é satisfeita Contém uma varanda frontal que permite estar e reunir (mesa para duas pessoas) Espaços Contém uma varanda frontal exteriores que apenas protege a porta privados (varanda (espaço para uma cadeira) frontal) Nenhuma das condições anteriores é satisfeita ou não há varanda. Possui dois espaços de estacionamento Possui um espaço de Estacionamento estacionamento Nenhuma das condições anteriores é satisfeita Total de pontos obtidos Pontuação resultante Ponderação Pontos P25 P26 P27 2 3 1 1 1 2 2 2 1 2 3 2 2 2 1 3 3 3 2 3 1 P28 P29 1 1 P30 1 1 1 1 P32 P33 P34 P35 1 1 1 P31 1 P36 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 14 2,00 16 2,29 16 2,29 14 2,00 14 2,00 10 1,43 12 1,71 10 1,43 10 1,43 12 1,71 10 1,43 12 1,71 144 Tabela 34 – Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 1 a 9) Questão Extensão da bancada de cozinha - potencial (área de trabalho, pia geladeira e fogão) metros Índice de dimensão de guarda-roupa potencial (metros/habitante) Parâmetros Ótimo (maior que 3,05 m, pia de 1,80 m +0,05 m) Recomendável (maior que 2,80 m, pia 1,5 m +0,05 m) Mínimo (maior que 2,45 m, pia 1,20 + 0,05 m) Norma 15575 Ótimo (maior que) (2 guarda-roupas de 4 portas (1,60 m cada) + 2 portas para enxoval da casa) Recomendável (maior que) (3,10 m + 0,50 m para enxoval da casa) Mínimo (maior que) (2 guarda-roupa de 1,60 m, 4 portas) Norma 15575 Pontuação resultante Conceito Ponderação Valores de referência Pontos 3 3,10 3 3 2,80 2 3 2,50 1 3 2,45 0 2 1,00 2 P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 Resultados 2,30 3,00 2,60 2,73 1,85 3,05 3,31 2,50 1,70 Pontuação - 2,67 1,33 1,77 - 2,83 3,00 1,00 - 3 Resultados 1,04 0,91 0,84 0,88 0,80 0,89 0,78 0,40 0,88 0,90 2 Pontuação 3,00 2,13 1,38 1,75 1,00 1,88 0,04 - 1,75 2 0,80 1 2 0,77 0 1,20 2,45 1,35 1,76 0,40 2,45 1,82 0,60 0,70 R (2) O (3) R (2) R (2) M (1) O (3) R (2) M (1) M (1) 145 Tabela 35 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 10 a 18) Questão Extensão da bancada de cozinha - potencial (área de trabalho, pia geladeira e fogão) metros Índice de dimensão de guarda-roupa potencial (metros/habitante) Parâmetros Ótimo (maior que 3,05 m, pia de 1,80 m +0,05 m) Recomendável (maior que 2,80 m, pia 1,5 m +0,05 m) Mínimo (maior que 2,45 m, pia 1,20 + 0,05 m) Norma 15575 Ótimo (maior que) (2 guarda-roupas de 4 portas (1,60 m cada) + 2 portas para enxoval da casa) Recomendável (maior que) (3,10 m + 0,50 m para enxoval da casa) Mínimo (maior que) (2 guarda-roupa de 1,60 m, 4 portas) Norma 15575 Pontuação resultante Conceito Ponderação Valores de referência Pontos 3 3,10 3 3 2,80 2 3 2,50 1 3 2,45 0 2 1,00 2 P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18 Resultados 2,55 3,00 1,65 1,87 2,50 2,40 2,52 2,50 1,75 Pontuação 1,17 2,67 - - 1,00 - 1,07 1,00 - 3 Resultados 0,83 0,85 - 0,90 0,78 0,78 0,96 0,85 0,90 0,90 2 Pontuação 1,25 1,50 - 2,00 0,04 0,04 2,63 1,50 2,00 2 0,80 1 2 0,77 0 1,20 2,20 - 0,80 0,62 0,02 1,69 1,20 0,80 R (2) O (3) Zero M (1) M (1) M (1) R (2) R (2) M (1) 146 Tabela 36 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 19 a 27) Questão Extensão da bancada de cozinha - potencial (área de trabalho, pia geladeira e fogão) metros Índice de dimensão de guarda-roupa potencial (metros/habitante) Parâmetros Ótimo (maior que 3,05 m, pia de 1,80 m +0,05 m) Recomendável (maior que 2,80 m, pia 1,5 m +0,05 m) Mínimo (maior que 2,45 m, pia 1,20 + 0,05 m) Norma 15575 Ótimo (maior que) (2 guarda-roupas de 4 portas (1,60 m cada) + 2 portas para enxoval da casa) Recomendável (maior que) (3,10 m + 0,50 m para enxoval da casa) Mínimo (maior que) (2 guarda-roupa de 1,60 m, 4 portas) Norma 15575 Pontuação resultante Conceito Ponderação Valores de referência Pontos 3 3,10 3 3 2,80 2 3 2,50 1 3 2,45 0 2 1,00 2 P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 Resultados 2,55 1,95 1,68 1,80 1,75 3,16 1,91 1,64 2,05 Pontuação 1,17 - - - - 3,00 - - - 3 Resultados 0,84 0,94 0,93 0,48 0,95 0,78 1,05 0,83 1,00 0,90 2 Pontuação 1,38 2,38 2,25 - 2,50 0,04 3,00 1,25 3,00 2 0,80 1 2 0,77 0 1,25 0,95 0,90 - 1,00 1,82 1,20 0,50 1,20 R (2) M (1) M (1) Zero M (1) R (2) R (2) M (1) R (2) 147 Tabela 37 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 28 a 36) Questão Extensão da bancada de cozinha - potencial (área de trabalho, pia geladeira e fogão) metros Índice de dimensão de guarda-roupa potencial (metros/habitante) Parâmetros Ótimo (maior que 3,05 m, pia de 1,80 m +0,05 m) Recomendável (maior que 2,80 m, pia 1,5 m +0,05 m) Mínimo (maior que 2,45 m, pia 1,20 + 0,05 m) Norma 15575 Ótimo (maior que) (2 guarda-roupas de 4 portas (1,60 m cada) + 2 portas para enxoval da casa) Recomendável (maior que) (3,10 m + 0,50 m para enxoval da casa) Mínimo (maior que) (2 guarda-roupa de 1,60 m, 4 portas) Norma 15575 Pontuação resultante Conceito Ponderação Valores de referência Pontos 3 3,10 3 3 2,80 2 3 2,50 1 3 2,45 0 2 1,00 2 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 Resultados 1,75 1,75 1,76 1,45 2,35 2,12 2,14 1,65 1,76 Pontuação - - - - - - - - - 3 Resultados 0,48 0,95 0,90 0,90 0,40 1,00 0,50 1,05 0,99 0,90 2 Pontuação - 2,50 2,00 2,00 - 3,00 - 3,00 2,88 2 0,80 1 2 0,77 0 - 1,00 0,80 0,80 - 1,20 - 1,20 1,15 Zero M (1) M (1) M (1) Zero R (2) Zero R (2) R (2) 148 Tabela 38 - Área mínima por cômodos (plantas 1 a 9) Questão Área útil de quartos (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) Área útil de cozinha e serviços (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) Área útil de salas (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) sala/copa Parâmetros Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) Validação 3 A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) 3 A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Pontuação resultante Conceito 3 Valores de referência Pontos 17,50 3,00 Resultados 18,45 18,75 16,12 16,00 15,99 17,06 15,96 15,56 15,83 16,00 2,00 Pontuação 3,00 3,00 2,08 2,00 1,99 2,71 1,96 1,56 1,83 15,00 1,00 13,70 - 9,00 3,00 Resultados 5,67 5,70 5,07 7,23 8,53 7,62 6,09 6,72 7,31 8,00 2,00 Pontuação 0,11 0,13 - 1,23 2,53 1,62 0,39 0,81 1,31 7,00 1,00 5,50 - 12,50 3,00 Resultados 9,45 9,00 12,01 10,73 8,90 9,60 12,02 11,78 10,97 11,50 2,00 Pontuação 0,61 0,29 2,51 1,49 0,21 0,71 2,52 2,28 1,65 10,00 1,00 8,60 1,24 1,14 1,53 1,57 1,58 1,68 1,62 1,55 1,60 P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) 149 Tabela 39 - Área mínima por cômodos (plantas 10 a 18) Questão Área útil de quartos (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) Área útil de cozinha e serviços (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) Área útil de salas (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) sala/copa Parâmetros Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) Validação 3 A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) 3 A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Pontuação resultante Conceito 3 Valores de referência Pontos 17,50 3,00 Resultados 17,26 16,00 15,37 16,76 18,85 17,53 17,34 16,32 15,94 16,00 2,00 Pontuação 2,84 2,00 1,37 2,51 3,00 3,00 2,89 2,21 1,94 15,00 1,00 13,70 - 9,00 3,00 Resultados 5,61 6,75 6,76 5,60 6,80 5,54 5,59 6,00 6,99 8,00 2,00 Pontuação 0,07 0,83 0,84 0,07 0,87 0,03 0,06 0,33 0,99 7,00 1,00 5,50 - 12,50 3,00 Resultados 8,19 9,00 10,92 9,38 12,17 12,45 9,16 9,60 11,19 11,50 2,00 Pontuação - 0,29 1,61 0,56 2,67 2,95 0,40 0,71 1,79 10,00 1,00 8,60 0,97 M (1) 1,04 1,27 1,04 2,18 1,99 1,12 1,09 1,58 P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18 R (2) R (2) R (2) O (3) R (2) R (2) R (2) R (2) 150 Tabela 40 - Área mínima por cômodos (plantas 19 a 27) Questão Área útil de quartos (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) Área útil de cozinha e serviços (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) Área útil de salas (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) sala/copa Parâmetros Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) Validação 3 A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) 3 A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Pontuação resultante Conceito 3 Valores de referência Pontos 17,50 3,00 Resultados 17,52 19,04 17,23 17,33 17,42 16,42 17,99 17,28 18,10 16,00 2,00 Pontuação 3,00 3,00 2,82 2,89 2,95 2,28 3,00 2,85 3,00 15,00 1,00 13,70 - 9,00 3,00 Resultados 5,61 5,65 6,18 6,33 6,12 8,06 6,23 6,60 7,50 8,00 2,00 Pontuação 0,07 0,10 0,45 0,55 0,41 2,06 0,49 0,73 1,50 7,00 1,00 5,50 - 12,50 3,00 Resultados 8,45 9,42 10,58 9,21 9,28 10,02 12,82 10,93 9,81 11,50 2,00 Pontuação - 0,59 1,39 0,44 0,49 1,01 3,00 1,62 0,86 10,00 1,00 8,60 1,02 1,23 1,55 1,29 1,28 1,78 2,16 1,74 1,79 P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) O (3) R (2) R (2) 151 Tabela 41 - Área mínima por cômodos (plantas 28 a 36) Questão Área útil de quartos (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) Área útil de cozinha e serviços (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) Área útil de salas (BUZZAR; FABRÍCIO, 2007) sala/copa Parâmetros Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) Validação 3 A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) 3 A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Mínimo (maior que) A partir do mobiliário mínimo (NBR 15.575) Pontuação resultante Conceito 3 Valores de referência Pontos 17,50 3,00 Resultados 16,52 17,42 16,76 16,48 15,05 16,83 16,83 19,50 20,28 16,00 2,00 Pontuação 2,35 2,95 2,51 2,32 1,05 2,55 2,55 3,00 3,00 15,00 1,00 13,70 - 9,00 3,00 Resultados 7,28 8,94 5,85 5,76 6,76 7,25 6,55 8,61 6,77 8,00 2,00 Pontuação 1,28 2,94 0,23 0,17 0,84 1,25 0,70 2,61 0,85 7,00 1,00 5,50 - 12,50 3,00 Resultados 11,49 9,28 9,55 7,85 9,58 7,25 9,67 9,87 9,55 11,50 2,00 Pontuação 1,99 0,49 0,68 - 0,70 - 0,76 0,91 0,68 10,00 1,00 8,60 1,87 2,12 1,14 0,83 M (1) 0,86 M (1) 1,27 1,34 2,17 1,51 P28 P29 P30 R (2) O (3) R (2) P31 P32 P33 P34 P35 P36 R (2) R (2) O (3) R (2) 152 Tabela 42 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 1 a 9) Questão Parâmetros Ótimo (maior que)(1 cabeceira casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm circulação.) Recomendável (maior que) (1 cabeceira casal +0,68 (berço)+ Dimensão útil 0,6 cm circulação.) de quarto 1 Mínimo (maior que) (1 cabeceira casal+1 criados+1 mesa estudo) Adotado (1 cabeceira+2 criados) Ótimo (maior que) (2 cabeceira solteiro. +0,60 m circulação., + mesa estudo) Recomendável (maior que) (2 Dimensão útil cabeceira solteiro+2 criados) de quarto 2 Mínimo (maior que) (2 cabeceira solteiro+0,60 circulação) (Pedro 2000) Pondera- Valores de ção referência Pontos P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 3 3,18 3 Resultado s 3,00 3,00 2,60 2,73 2,65 2,75 2,35 2,80 2,76 3 2,68 2 Pontuação 2,64 2,64 1,65 2,10 1,87 2,14 - 2,24 2,16 3 2,45 1 3 2,4 0 3 3 3 Resultado s 3,00 2,95 2,60 2,73 2,65 2,48 2,35 2,50 2,70 3 2,6 2 Pontuação 3,00 2,88 2,00 2,33 2,13 1,66 1,29 1,71 2,25 3 2,25 1 3 2,15 0 Média 2,82 2,76 1,83 2,21 2,00 1,90 0,64 1,98 2,21 153 Tabela 42 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 1 a 9) (cont.) Questão Parâmetros Ótimo (maior que) (duplo "i", geladeira 0,7 m+ circulação. 0,85+ mesa apoio 0,6 m) Recomendável (maior que) (bancada em duplo "i", pia 0,6 Dimensão útil m+circulação. 0,85 m+mesa de cozinha apoio 0,6 m) Mínimo (maior que) (bancada em "i", geladeira+0,85 m circulação) NBR 15.575 Ótimo (maior que) (1 Sofá de 3 lugares 1,7 m +0,7 m+0,7 m) Recomendável (maior que) (1 Dimensão útil sofá 3 lugares 1,7 m+1 criado 0,5 m+ profundidade Sofá 0,70) de salas Mínimo (maior que) (1 sofá 2 lugares 1,2 m +0,70+0,70) NBR 15.575 Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Dimensão útil Mínimo (lavadora + circulação da área de frontal NBR 15.575) (maior serviço que) Tanque e lavadora (NBR 15.575) Pontuação resultante Conceito Pondera- Valores de ção referência Pontos P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 3 2,4 3 Resultados 1,80 1,90 1,95 2,65 2,90 2,13 1,84 2,12 2,65 3 1,95 2 Pontuação 1,63 1,88 2,00 3,00 3,00 2,40 1,73 2,38 3,00 3 1,55 1 3 1,495 0 2 3,1 3 Resultados 3,00 3,00 2,60 2,65 2,90 2,75 3,31 2,86 2,65 2 2,9 2 Pontuação 2,50 2,50 1,00 1,17 2,00 1,50 3,00 1,87 1,17 2 2,6 1 2 1 1 2,395 1,8 1,55 0 3 2 Resultados Pontuação - - - - 1,10 - 1,25 1,00 1,58 2,12 1,23 0,80 1,05 - 1 1,25 1 1 1,15 0 2,23 O (3) 2,26 O (3) 1,58 R (2) 2,05 O (3) 2,08 O (3) 1,88 R (2) 1,43 R (2) 1,96 R (2) 2,05 O (3) 154 Tabela 43 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 10 a 18) Questão Parâmetros Ótimo (maior que)(1 cabeceira casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm circulação.) Recomendável (maior que) (1 cabeceira casal +0,68 (berço)+ Dimensão útil 0,6 cm circulação.) de quarto 1 Mínimo (maior que) (1 cabeceira casal+1 criados+1 mesa estudo) Adotado (1 cabeceira+2 criados) Ótimo (maior que) (2 cabeceira solteiro. +0,60 m circulação., + mesa estudo) Recomendável (maior que) (2 Dimensão útil cabeceira solteiro+2 criados) de quarto 2 Mínimo (maior que) (2 cabeceira solteiro+0,60 circulação) (Pedro 2000) Pondera- Valores de ção referência Pontos P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18 3 3,18 3 Resultados 2,60 2,50 2,81 2,50 2,90 2,70 2,70 2,70 2,84 3 2,68 2 Pontuação 1,65 1,22 2,26 1,22 2,44 2,04 2,04 2,04 2,32 3 2,45 1 3 2,4 0 3 3 3 Resultados 2,55 2,50 2,60 2,50 2,60 2,50 2,55 2,40 2,60 3 2,6 2 Pontuação 1,86 1,71 2,00 1,71 2,00 1,71 1,86 1,43 2,00 3 2,25 1 3 2,15 0 Média 1,75 1,47 2,13 1,47 2,22 1,88 1,95 1,73 2,16 155 Tabela 43 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 10 a 18) (cont.) Questão Parâmetros Ótimo (maior que) (duplo "i", geladeira 0,7 m+ circulação. 0,85+ mesa apoio 0,6 m) Recomendável (maior que) (bancada em duplo "i", pia 0,6 Dimensão útil m+circulação. 0,85 m+mesa de cozinha apoio 0,6 m) Mínimo (maior que) (bancada em "i", geladeira+0,85 m circulação) NBR 15.575 Ótimo (maior que) (1 Sofá de 3 lugares 1,7 m +0,7 m+0,7 m) Recomendável (maior que) (1 Dimensão útil sofá 3 lugares 1,7 m+1 criado 0,5 m+ prof. Sofá 0,70) de salas Mínimo (maior que) (1 sofá 2 lugares 1,2 m +0,70+0,70) NBR 15.575 Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Dimensão útil Mínimo (lavadora + circulação da área de frontal NBR 15.575) (maior serviço que) Tanque e lavadora (NBR 15.575) Pontuação resultante Conceito Pondera- Valores de ção referência Pontos P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18 3 2,4 3 Resultados 2,20 2,25 2,60 2,00 2,10 2,31 2,35 2,40 2,60 3 1,95 2 Pontuação 2,56 2,67 3,00 2,11 2,33 2,74 2,86 3,00 3,00 3 1,55 1 3 1,495 0 2 3,1 3 Resultados 2,60 3,00 2,60 2,80 3,12 3,23 2,65 2,40 2,69 2 2,9 2 Pontuação 1,00 2,50 1,00 1,67 3,00 3,00 2,25 1,00 2,45 2 2,6 1 2 1 1 2,395 1,8 1,55 0 3 2 Resultados Pontuação 0,80 - 1,00 - - 0,80 - 0,80 - - - - 1,20 0,50 1 1,25 1 1 1,15 0 1,68 1,82 2,12 O (3) 2,06 O (3) 1,78 R (2) 2,28 O (3) 1,98 R R (2) R (2) (2) 1,54 2,19 O R (2) (3) 156 Tabela 44 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 19 a 27) Questão Parâmetros Ótimo (maior que)(1 cabeceira casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm circulação.) Recomendável (maior que) (1 cabeceira casal +0,68 (berço)+ Dimensão útil 0,6 cm circulação.) de quarto 1 Mínimo (maior que) (1 cabeceira casal+1 criados+1 mesa estudo) Adotado (1 cabeceira+2 criados) Ótimo (maior que) (2 cabeceira solteiro. +0,60 m circulação., + mesa estudo) Recomendável (maior que) (2 Dimensão útil cabeceira solteiro+2 criados) de quarto 2 Mínimo (maior que) (2 cabeceira solteiro+0,60 circulação) (Pedro 2000) Pondera- Valores de ção referência Pontos P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 3 3,18 3 Resultados 2,60 3,00 2,60 2,75 2,60 2,48 2,95 2,50 2,90 3 2,68 2 Pontuação 1,65 2,64 1,65 2,14 1,65 1,13 2,54 1,22 2,44 3 2,45 1 3 2,4 0 3 3 3 Resultados 2,55 2,95 2,50 2,75 2,60 2,48 2,83 2,50 2,50 3 2,6 2 Pontuação 1,86 2,88 1,71 2,38 2,00 1,66 2,58 1,71 1,71 3 2,25 1 3 2,15 0 Média 1,75 2,76 1,68 2,26 1,83 1,39 2,56 1,47 2,08 157 Tabela 44 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 19 a 27) (cont.) Questão Parâmetros Ótimo (maior que) (duplo "i", geladeira 0,7 m+ circulação. 0,85+ mesa apoio 0,6 m) Recomendável (maior que) (bancada em duplo "i", pia 0,6 Dimensão útil m+circulação. 0,85 m+mesa de cozinha apoio 0,6 m) Mínimo (maior que) (bancada em "i", geladeira+0,85 m circulação) NBR 15.575 Ótimo (maior que) (1 Sofá de 3 lugares 1,7 m +0,7 m+0,7 m) Recomendável (maior que) (1 Dimensão útil sofá 3 lugares 1,7 m+1 criado 0,5 m+ profundidade Sofá 0,70) de salas Mínimo (maior que) (1 sofá 2 lugares 1,2 m +0,70+0,70) NBR 15.575 Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Dimensão útil Mínimo (lavadora + circulação da área de frontal NBR 15.575) (maior serviço que) Tanque e lavadora (NBR 15.575) Pontuação resultante Conceito Pondera- Valores de ção referência Pontos P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 3 2,4 3 Resultados 2,20 1,95 2,35 2,30 2,05 2,55 2,18 2,55 2,50 3 1,95 2 Pontuação 2,43 1,71 2,86 2,71 2,00 3,00 2,37 3,00 3,00 3 1,55 1 3 1,495 0 2 3,1 3 Resultados 2,60 2,90 2,90 2,75 2,90 3,16 3,03 2,76 3,00 2 2,9 2 Pontuação 2,00 2,60 2,60 2,75 2,60 3,00 2,86 2,80 2,80 2 2,6 1 2 1 1 2,395 1,8 1,55 0 3 2 Resultados Pontuação 1,05 - 1,00 - 0,85 - 1,20 0,50 1,00 - 1,02 - 1,15 - 0,80 - 0,80 - 1 1,25 1 1 1,15 0 2,24 O R (2) (3) 1,99 R (2) 2,31 O (3) 1,85 1,95 R R (2) (2) 2,35 O (3) 1,95 R (2) 2,26 O (3) 1,82 158 Tabela 45 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 28 a 36) Questão Parâmetros Ótimo (maior que)(1 cabeceira casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm circulação.) Recomendável (maior que) (1 cabeceira casal +0,68 (berço)+ Dimensão útil 0,6 cm circulação.) de quarto 1 Mínimo (maior que) (1 cabeceira casal+1 criados+1 mesa estudo) Adotado (1 cabeceira+2 criados) Ótimo (maior que) (2 cabeceira solteiro. +0,60cm circulação., + mesa estudo) Recomendável (maior que) (2 Dimensão útil cabeceira solteiro+2 criados) de quarto 2 Mínimo (maior que) (2 cabeceira solteiro+0,60 circulação) (Pedro 2000) Pondera- Valores de ção referência Pontos P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 3 3,18 3 Resultados 2,80 2,60 2,50 2,75 2,50 2,75 2,75 3,29 3,28 3 2,68 2 Pontuação 2,24 1,65 1,22 2,14 1,22 2,14 2,14 3,00 3,00 3 2,45 1 3 2,4 0 3 3 3 Resultados 2,80 2,60 2,50 2,40 2,50 2,75 2,60 2,39 2,38 3 2,6 2 Pontuação 2,50 2,00 1,71 1,43 1,71 2,38 2,00 1,40 1,37 3 2,25 1 3 2,15 0 Média 2,37 1,83 1,47 1,78 1,47 2,26 2,07 2,20 2,19 159 Tabela 45 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 28 a 36) Questão Parâmetros Ótimo (maior que) (duplo "i", geladeira 0,7 m+ circulação. 0,85+ mesa apoio 0,6 m) Recomendável (maior que) (bancada em duplo "i", pia 0,6 Dimensão útil m+circulação. 0,85 m+mesa de cozinha apoio 0,6cm) Mínimo (maior que) (bancada em "i", geladeira+0,85cm circulação) NBR 15.575 Ótimo (maior que) (1 Sofá de 3 lugares 1,7 m +0,7 m+0,7 m) Recomendável (maior que) (1 Dimensão útil sofá 3 lugares 1,7 m+1 criado 0,5 m+ prof. Sofá 0,70) de salas Mínimo (maior que) (1 sofá 2 lugares 1,2 m +0,70+0,70) NBR 15.575 Ótimo (maior que) Recomendável (maior que) Dimensão útil Mínimo (lavadora + circulação da área de frontal NBR 15.575) (maior serviço que) Tanque e lavadora (NBR 15.575) Pontuação resultante Conceito Ponderaç Valores de ão referência Pontos P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 3 2,4 3 Resultados 2,60 2,80 2,09 2,40 2,10 2,40 2,10 2,60 2,25 3 1,95 2 Pontuação 3,00 3,00 2,11 3,00 2,14 3,00 2,14 3,00 2,57 3 1,55 1 3 1,495 0 2 3,1 3 Resultados 2,60 2,90 2,80 2,40 2,80 2,40 2,60 3,00 2,81 2 2,9 2 Pontuação 2,00 2,60 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 2,80 3,05 2 2,6 1 2 1 1 2,395 1,8 1,55 0 3 2 Resultados Pontuação 1,00 - 1,50 1,83 - 0,42 - - - 0,80 - - 0,59 - 1 1,25 1 1 1,15 0 2,27 O (3) 2,25 O (3) 1,76 R (2) 1,81 1,77 1,90 R (2) 2,32 O (3) 2,24 O (3) 2,05 O R (2) R (2) (3) 160 Questão Cômodo 1 Dormitórios 2 3 Cozinha Cozinha 4 5 Cozinha Cozinha 6 7 Cozinha Sala 8 9 Área de serviço Área de serviço 10 11 12 Área de serviço Área de serviço Geral 13 Banheiro 14 15 Sala de estar Sala de estar/jantar 16 Cozinha 17 18 19 20 Dormitório casal Dormitório (para duas pessoas) Banheiro Área de serviço Questão 21 Cômodo Dormitórios Questão sobre funcionalidade Autor Em todos os quartos é possível colocar as camas afastadas de obstáculos laterais, com as cabeceiras encostadas Pedro (2000) à parede, e com uma distância entre os pés da cama e a parede oposta não inferior a 0,50 m. A pia, a bancada de preparação de alimentos e o fogão encontram-se em sequência, não existindo circulações Pedro (2000) interpostas ou obstáculos nos percursos entre eles. Pedro (2000) Existem planos de trabalho de ambos os lados da pia com uma dimensão mínima de 0,40 m Existe um plano de trabalho com uma altura rebaixada que permite certas atividades de preparação de refeições sejam realizadas na posição sentada, ou mesa de apoio. Existem planos de trabalho de cada lado do fogão com uma largura mínima de 0,20 m. A zona de abertura da porta do refrigerador não está em conflito com as áreas de uso de outros equipamentos (fogão, pia) ou com portas de acesso. Existe um espaço de refeições correntes que não se sobrepõe a outros espaços funcionais. Existe um espaço de tratamento de roupa (lavagem, secagem e passar a ferro) que não se sobrepõe a outros espaços funcionais. Existe um espaço de secagem de roupa protegido da vista e do vento excessivo. Existe um espaço de secagem de roupa coberto. Existe um espaço de secagem de roupa ao sol. Não existem conflitos entre portas de acesso a cômodos ou a casa e armários fixos. São satisfeitas as distâncias entre equipamentos sanitários (vaso e bidê 0,075 m de cada lado e 0,625 m de frente; lavatório 0,155 m laterais e 0,625 de frente) Acrescenta-se ao mobiliário mínimo uma mesa centro, circulação no entorno de 0,625 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m. Acrescenta-se ao mobiliário mínimo uma parador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,90 m. Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para um berço (1,335 x 0,675 m)ou cômoda com espaço frontal 0,625 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m. Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para uma mesa de estudo (0,80 x 0,60 m) espaço frontal de 0,855 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m. Acrescenta-se ao mobiliário mínimo da norma, espaço para box de 0,8 x 1,0 m Acrescenta-se ao mobiliário mínimo, a possibilidade de um local para guarda protegida do botijão de gás. Quadro 10- Questões sobre funcionalidade Questão sobre funcionalidade Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo) Pedro (2000); Palermo (2009); NBR 15.575:1 Pedro (2000) Pedro (2000) Pedro (2000) Pedro (2000) Pedro (2000) Pedro (2000); Palermo (2009) Palermo (2009) Palermo (2009) Palermo (2009) Palermo (2009); NBR 15.575:1 Palermo (2009) Palermo (2009) Palermo (2009) Palermo (2009) Palermo (2009) Palermo (2009) Autor Palermo (2009) 161 Questão 22 23 24 Cômodo Sala de estar Cozinha Geral Questão sobre funcionalidade Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo) Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo) Possibilidade de todas as portas possuírem vão livre de 0,80 m Quadro 10- Questões sobre funcionalidade (cont.) Autor Palermo (2009) Palermo (2009) Palermo (2009) 162 Tabela 46 - Resultados obtidos para funcionalidade (plantas 1 a 18) Questão Validação Ponderação P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18 1 3 3 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 2 3 3 0 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 0 0 1 0 1 1 0 3 3 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 4 1 1 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 5 1 1 0 1 0 1 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 1 6 3 3 0 0 1 1 1 1 0 1 0 1 1 0 0 1 1 1 1 1 7 3 3 1 0 1 1 0 1 1 1 1 0 0 1 0 0 0 0 1 1 8 2 2 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 1 0 0 0 0 0 1 9 2 2 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 10 2 2 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 0 0 0 1 11 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 12 3 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 13 3 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 14 1 1 0 0 1 0 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 15 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 16 1 1 0 0 1 0 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 17 3 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 18 2 2 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 19 3 3 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 1 1 0 1 1 20 2 2 0 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 21 2 2 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 1 0 22 2 2 0 0 1 1 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 23 1 1 0 1 0 1 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 0 0 0 0 24 3 3 1 1 1 0 0 1 0 1 1 0 1 1 1 1 1 0 0 0 Total 21,00 25,00 32,00 29,00 25,00 36,00 33,00 28,00 30,00 33,00 29,00 25,00 19,00 40,00 30,00 22,00 30,00 30,00 Pontuação resultante 0,58 0,70 0,89 0,81 0,70 1,00 0,92 0,78 0,83 0,92 0,81 0,70 0,53 1,33 0,83 0,61 0,83 0,83 M M M M M M M M M M M M M M M M M Conceito (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) R(2) (1) (1) (1) (1) 163 Tabela 47 - Resultados obtidos para funcionalidade (plantas 19 a 36) Questão Validação Ponderação P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 1 3 3 1 1 1 0 1 1 0 1 1 0 1 1 1 0 1 0 1 1 2 3 3 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 4 1 1 1 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 0 1 0 0 5 1 1 0 0 1 0 0 0 0 1 1 1 0 0 1 0 1 0 0 0 6 3 3 1 1 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 0 1 0 0 0 1 7 3 3 0 1 1 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 8 2 2 1 1 0 1 1 1 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 9 2 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 10 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 11 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 12 3 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 13 3 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 14 1 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 1 15 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 16 1 1 0 0 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 0 1 0 0 17 3 3 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 18 2 2 1 1 1 0 1 0 0 1 1 0 1 1 1 0 1 0 0 0 19 3 3 1 1 1 1 0 1 1 1 1 0 0 0 1 1 1 0 1 1 20 2 2 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 21 2 2 1 1 1 0 1 1 0 1 1 0 1 1 0 0 1 0 0 0 22 2 2 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 23 1 1 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 1 1 1 0 0 24 3 3 0 0 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 0 1 1 1 1 1 Total 31,00 31,00 32,00 22,00 26,00 34,00 29,00 35,00 38,00 21,00 29,00 20,00 20,00 22,00 25,00 24,00 24,00 29,00 Pontuação resultante 0,86 0,86 0,89 0,61 0,72 0,95 0,81 0,97 1,17 0,58 0,81 0,56 0,56 0,61 0,70 0,67 0,67 0,81 M M M M M M M M M M M M M M M M M Conceito (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) R(2) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) 164 Tabela 48 - Resultado final da análise de qualidade (plantas 1 a 18) Plantas Atendimento a NBR 15.575 Programa de espaços Programa de equipamentos Área útil Dimensão útil Funcionalidade Pontuação final Conceito final Validação P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18 3 - 3,00 3,00 3,00 - - 3,00 - 3,00 - - - - - - - 3,00 3,00 3 1,43 1,43 1,43 1,43 2,00 2,29 2,29 2,00 2,00 2,57 2,00 2,00 1,43 1,71 1,43 1,43 1,43 2,00 2 3 3 3 1,20 1,24 2,23 0,58 1,11 R (2) 2,45 1,14 2,26 0,70 1,79 R (2) 1,35 1,53 1,58 0,89 1,65 R (2) 1,76 1,57 2,05 0,81 1,77 R (2) 0,40 1,58 2,08 0,70 1,17 R (2) 2,45 1,68 1,88 1,00 1,50 R (2) 1,82 1,62 1,43 0,92 1,85 R (2) 0,60 1,55 1,96 0,78 1,18 R (2) 0,70 1,60 2,05 0,83 1,75 R (2) 1,20 0,97 1,68 0,92 1,23 R (2) 2,20 1,04 1,82 0,81 1,26 R (2) 1,27 1,98 0,70 1,05 R (2) 0,80 1,04 1,54 0,53 0,90 M(1) 0,62 2,18 2,19 1,33 1,38 R (2) 0,02 1,99 2,12 0,83 1,13 R (2) 1,69 1,12 2,06 0,61 1,12 R (2) 1,20 1,09 1,78 0,83 1,58 R (2) 0,80 1,58 2,28 0,83 1,80 R (2) Tabela 49 - Resultado final da análise de qualidade (plantas 19 a 36) Plantas Atendimento a NBR 15.575 Programa de espaços Programa de equipamentos Área útil Dimensão útil Funcionalidade Pontuação final Conceito final Validação P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 3 - 3,00 3,00 - - - 3,00 3,00 3,00 - 3,00 - - - - - 3,00 3,00 3 2,57 2,00 2,00 2,29 2,29 2,29 2,00 2,29 2,29 2,00 2,00 1,43 1,71 1,43 1,43 1,71 1,43 1,71 2 3 3 3 1,25 1,02 1,82 0,86 1,25 R (2) 0,95 1,23 2,24 0,86 1,76 R (2) 0,90 1,55 1,99 0,89 1,77 R (2) 1,29 2,31 0,61 1,15 R (2) 1,00 1,28 1,85 0,72 1,20 R (2) 1,82 1,78 1,95 0,95 1,44 R (2) 1,20 2,16 2,35 0,81 1,96 R (2) 0,50 1,74 1,95 0,97 1,81 R (2) 1,20 1,79 2,26 1,17 1,99 R (2) 1,87 2,27 0,58 1,19 R (2) 1,00 2,12 2,25 0,81 1,91 R (2) 0,80 1,14 1,76 0,56 0,96 M(1) 0,80 0,83 1,81 0,56 0,96 M(1) 0,86 1,77 0,61 0,82 M(1) 1,20 1,27 2,05 0,70 1,10 R (2) 1,34 1,90 0,67 0,99 M(1) 1,20 2,17 2,32 0,67 1,83 R (2) 1,15 1,51 2,24 0,81 1,77 R (2) 165 166 Tabela 50 - Resultados do índice de qualidade e dos custos de cada projeto. Projeto P32 P13 P30 P31 P34 P12 P33 P1 P16 P15 P22 P5 P8 P28 P23 P10 P19 P11 P14 P24 P6 P17 P3 P9 P20 P4 P21 P36 P2 P18 P26 P35 P7 P29 P25 P27 Qualidade/ Projeto Referência (P32) 1,00 1,09 1,16 1,17 1,20 1,27 1,33 1,35 1,36 1,37 1,39 1,42 1,43 1,44 1,46 1,49 1,52 1,53 1,68 1,75 1,82 1,91 2,00 2,13 2,13 2,15 2,15 2,15 2,17 2,19 2,20 2,22 2,24 2,32 2,38 2,42 Custo/Projeto Referencia (P32) Atendimento à NBR 15.575 Custo da unidade Pontuação Final Qualidade Topologia 1,00 0,97 0,98 1,02 1,06 1,06 1,00 0,99 0,97 1,02 1,12 1,09 1,28 1,10 1,11 1,08 1,09 1,06 1,08 1,11 1,11 0,98 1,02 1,09 1,11 1,02 1,09 1,08 0,99 1,11 1,11 1,07 1,11 1,16 1,11 1,10 Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim 26.303,68 25.599,26 25.792,22 26.711,38 27.933,79 27.769,55 26.235,34 26.071,16 25.422,54 26.782,40 29.402,61 28.709,89 33.541,92 28.813,20 29.244,77 28.351,61 28.794,32 27.786,68 28.519,74 29.264,78 29.130,99 25.751,16 26.753,09 28.669,31 29.117,32 26.750,61 28.590,73 28.471,99 26.154,01 29.151,36 29.266,86 28.121,31 29.133,49 30.536,52 29.251,56 28.822,15 0,82 0,90 0,96 0,96 0,99 1,05 1,10 1,11 1,12 1,13 1,15 1,17 1,18 1,19 1,20 1,23 1,25 1,26 1,38 1,44 1,50 1,58 1,65 1,75 1,76 1,77 1,77 1,77 1,79 1,80 1,81 1,83 1,85 1,91 1,96 1,99 III III VI IX VIII IX IV III II II IX XI.a IX.a IX XI XI XI XI.b VIII XI XI.c II II IX IX II IX VII I IX X V XI XI VIII IX Gráfico 23 - Gráfico qualidade qualidade, custos e área dos projetos analisados. 167 168 O Gráfico 23 é claro ao representar que os custos não acompanham a evolução da qualidade. Mas esta afirmação necessita de uma análise detalhada de cada planta, visando identificar os pontos positivos e negativos que influenciaram neste resultado. Nenhuma planta alcançou pontuação final acima de 2, assim estas estão classificadas entre os conceitos: nulo (quando não atendem a NBR 15.575), apesar de estar com pontuação entre 0 e 1; e, recomendável, quando atende a norma e tem pontuação maior que 1 e menor ou igual a 2. Das 36 plantas estudadas 21 delas (58,33%) estão com o conceito de nulo, sendo que 16 unidades estão com pontuação acima de 1, chegando a 1,50, porém não atendem a NBR 15.575. Somente 15 unidades (41,67%) do total das plantas analisadas e com pontuação final da qualidade acima de 1,50 até 1,99 estão com conceito de recomendável (Tabela 51). Tabela 51 - Ocorrência das topologias no gráfico da qualidade Topologia VI IV IX.a XI.a III XI.b XI.c I V VII X VIII II XI IX Total Trecho (0,82 a <=1,00) Nulo 1 0 0 0 2 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 5 Trecho (>1,00 a <=1,50) Nulo 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 1 2 4 3 16 Trecho (>1,50 a <=1,99) Recomendável 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 3 2 5 15 Total 1 1 1 1 3 1 1 1 1 1 1 3 5 6 9 36 Oito topologias estão presentes no trecho de maior qualidade (I, V, VII, X, VIII, II, XI, IX), demonstrando que esta variedade também é benéfica para a qualidade. Destaca-se a topologia IX, configurada na planta que alcançou o melhor resultado final (planta 27) e ainda representa a topologia presente em um terço das plantas com conceito recomendável. 169 5.6.1 Qualidade, Custo e Área As evoluções da qualidade, do custo e da área estão dispostos Tabela 52, classificados pela qualidade. Verificar-se que, enquanto a qualidade entre os projetos evoluí a percentuais altos (passando de 100%), a área evolui em percentuais menores, salvo as exceções da planta 8 e 29, não ultrapassando a 26%. E ainda melhor, o custo não evoluiu no mesmo percentual da área ficando mais baixo não ultrapassando 12%. Tabela 52- Evolução da qualidade, custo e área Projeto P32 P13 P30 P31 P34 P12 P33 P01 P16 P15 P22 P05 P08 P28 P23 P10 P19 P11 P14 P24 P06 P17 P03 P09 P20 P04 P21 P36 P02 P18 P26 P35 P07 P29 P25 P27 % Evolução da qualidade 0,0% 8,6% 16,0% 16,5% 20,4% 27,4% 33,5% 34,5% 35,9% 36,8% 39,0% 41,7% 43,2% 44,0% 45,6% 48,6% 52,2% 52,6% 67,6% 74,9% 81,5% 91,2% 99,7% 112,8% 113,3% 114,7% 114,7% 114,9% 117,5% 118,8% 120,0% 122,3% 124,0% 132,1% 137,9% 141,7% % Evolução área 0,0% -0,3% -0,3% 1,6% 14,4% 17,4% -0,9% 5,8% -0,1% 9,6% 23,0% 24,7% 39,7% 23,1% 22,6% 19,2% 21,1% 12,1% 23,5% 24,3% 24,7% 0,8% 4,8% 24,0% 23,5% 5,8% 22,5% 20,5% 5,7% 22,3% 23,7% 19,1% 25,5% 34,3% 24,4% 25,9% % Evolução custo 0,0% -2,7% -1,9% 1,5% 6,2% 5,6% -0,3% -0,9% -3,3% 1,8% 11,8% 9,1% 27,5% 9,5% 11,2% 7,8% 9,5% 5,6% 8,4% 11,3% 10,7% -2,1% 1,7% 9,0% 10,7% 1,7% 8,7% 8,2% -0,6% 10,8% 11,3% 6,9% 10,8% 16,1% 11,2% 9,6% Obteve-se seis grupos de plantas conforme o comportamento dos dados relativos a qualidade, custo e área (Quadro 11). Para qualidade foi definido que a planta que não obteve índice de qualidade (qualidade/projeto de referência (P32)) maior ou igual a 1,91 é 170 considerada de menor qualidade, pois abaixo deste valor significa que ela não atendeu a NBR 15.575. Grupo 1 2 3 4 5 6 Característica Menor qualidade, menor custo e menor área Plantas P01; P10; P11; P12; P13; P15; P16; P30; P31; P32; P33; P34 Menor qualidade, maior custo e maior área P08 Menor qualidade, menor custo e maior área P05; P06; P14; P19; P22; P23; P24; P28 Maior qualidade, maior custo e maior área P29 Maior qualidade, menor custo e menor área P02; P03; P04; P17; P35 Maior qualidade, menor custo e maior área P07; P09; P18; P20; P21; P25; P26; P27; P36 Quadro 11 - Grupo segundo a qualidade, o custo e a área Quanto ao custo, se o seu índice (custo/custo do projeto de referência (P32)) for superior a 1,155 é considerado custo maior, pois 0,155 representa a metade da diferença entre o menor e o maior índice de custo. Finalmente, para a área foi usado o mesmo procedimento do custo, mas o valor a considerar para o índice (área/ área do projeto de referência (P32)) foi 1,205, pois a diferença entre o menor e o maior índice de área é 0,41. É possível observar no Gráfico 24 o perfil da qualidade em cada grupo comparado com o custo e a área. O Gráfico 25 apresenta a qualidade dos grupos comparada com o perímetro mobiliável, para verificar se há relação entre este e aquela. O perímetro mobiliável acompanha a evolução da área. Associados a arranjos espaciais adequados a qualidade aumenta. O grupo 1, com pequeno perímetro mobiliável, pequena área e consequentemente baixo custo, obteve os mais baixos índices de qualidade das 36 plantas analisadas. A característica do único projeto do grupo 2 é ter área maior, porém um perímetro mobiliável muito baixo, custo maior. Estranhamente a qualidade permaneceu baixa o que é inadmissível, já que os recursos foram altos. A área aumenta um pouco no grupo 3 e quando o perímetro mobiliável aumenta, isto reflete em elevação da qualidade do grupo, mas ela ainda é baixa, pois até este grupo não foi atendida a NBR 15.575. A única planta do grupo 4 tem maior área, maior perímetro mobiliável, maior custo, o que se espera, maior qualidade. Gráfico 24 - Classificação dos projetos em grupos grupos (qualidade, ( custo e área) 171 Gráfico 25- Classi Classificação ficação dos projetos em grupos 172 173 No grupo 5 a área é pequena e o custo é baixo. O perímetro mobiliável, pequeno, sobre incremento juntamente com a área e a qualidade os acompanha. A área do grupo 6 é maior do que do grupo 5 e pouco abaixo dos valores de área do grupo 3, o perímetro aumenta com a área exceto na planta 36, o custo não é excessivamente alto, mas a qualidade, de forma geral, tem maiores índices. Para uma análise mais detalhada, de cada um dos seis grupos foi selecionada uma planta que o representa, em alguns casos ela é única no grupo. A planta 13, do grupo 1, representada na Figura 42, tem conflitos na circulação da cozinha, não tem mesa para refeições, não tem varanda e nem área de serviço coberta, no item extensão da bancada da cozinha, ela não pontuou. Diferentemente, a área dos quartos ficou próximo do conceito ótimo, porém a área da sala no mínimo próximo do nulo e a cozinha não alcançou o mínimo. A dimensão mínima dos cômodos ficou próximo do ótimo, exceto a área de serviços que ficou com conceito nulo. Figura 42 - Grupo 1, Planta 13 Todos estes apontamentos deixaram a funcionalidade deste projeto menor do que da planta de menor qualidade do estudo (planta 32), que também está no grupo 1. A planta 8 representa todo o grupo 2 (Figura 43). Houve um maior dispêndio de recursos que refletiu em uma área maior, porém sem a qualidade esperada. Ocorre que trata-se 174 de um sobrado, o único realizado dentro do programa PAR em MT. Nesta planta não couberam todos os guarda-roupas necessários, consequentemente, ela não atendeu à norma. Figura 43 - Grupo 2, Planta 8 Apesar de ter uma área maior, a forma dos cômodos não facilitou o mobiliamento e nos dormitórios não é possível variar os leiautes. Um pequeno ajuste no quarto para caber o 175 guarda-roupa elevará substancialmente a qualidade deste projeto, entretanto ele tem custo elevado, muito acima dos demais. O grupo 3 é composto por oito plantas, como nos grupos 1 e 2 elas não atendem a NBR 15.575, sendo classificadas como de menor qualidade, porém este grupo difere daqueles, pois tem menor custo e maior área. A planta a ser analisada é a número 5. O problema observado neste projeto é a falta de espaço para a mesa de refeições na sala (Figura 44). Os nichos para os guarda-roupas restringem o leiaute dos dormitórios e a ampliação de espaços para estes móveis. Figura 44 - Grupo 3, Planta 5 Os pontos positivos da planta 5 são a presença de varanda e área de serviço cobertas. A circulação, apesar de grande possibilita privacidade aos moradores. O Grupo 4 possui apenas uma planta, a número 29 (Figura 45), cujas características são maior qualidade, já que atende a norma, maior custo e maior área. Está é outra forma de projetar que não inova, pois é mais evidente que se aumentando os recursos poder-se mais facilmente abusar da área e conseguir mais qualidade. 176 O projeto não pontuou no item bancada da cozinha, pois não possibilita o trabalho com os três equipamentos em linha (geladeira, pia e fogão). Possui uma varanda onde se pode colocar cadeiras para uma conversa de final de tarde e ainda área de serviço coberta, porém aberta. As áreas e dimensões mínimas dos cômodos alcançaram, cada uma, conceito ótimo. Figura 45 - Grupo 4, planta 29 Nos quesitos de funcionalidade, a planta 29 ficou em mínimo, principalmente pela impossibilidade de acrescentar mobiliário opcional e pelo banheiro ser reduzido. As características do grupo 5 são as que se procura, ou seja, qualidade, com custos controlados e área bem aproveitada, entretanto em apenas uma das plantas tem área de serviços e em nenhuma há varanda. Três das cinco plantas são de topologia II, que se difere da IX apenas pela ausência dos dois cômodos citados anteriormente. Para representar este grupo foi escolhida a planta 35, que possui apenas uma pequena área de serviços, o que prejudicou a avaliação dos espaços. Não pontuou quanto a extensão da 177 bancada da cozinha, mas há uma ótima possibilidade de extensão de guarda guarda-roupas. roupas. As áreas e dimensões dimensões mínimas dos cômodos alcançaram conceito ótimo. Figura 46 - Grupo 5, Planta 35 Figura 47 - Grafo II, maior ocorrência no Grupo 5 A funcionalidade não foi favorecida, pois o mobiliário ficou justo na sala e na cozinha, impossibilitando novos leiautes e inserção de mobiliário opcional. Mas, neste projeto pode-se pode se acrescentar no dormitório de casal um berço. A área de serviços descobert descobertaa também tornou reduzido o índice de funcionalidade. O grupo 6 tem como características, característica maior qualidade, menor custo e maior área, o que se torna muito interessante pois tem-se tem se economia e conforto. Neste grupo está a planta melhor pontuada, a de número 27, a qual será analisada. Elaa atende a NBR 15.575 e possui uma área de serviço pequena, porém fechada por três lados. Uma varanda protege a porta de entrada das intempéries, sendo possível acomodar cadeiras. ca A pontuação não conseguida na bancada da cozinha foi compensada pela extensão de guardaguardaroupas que podem ser acomodados, acomodados, alcançando neste item o conceito ótimo ótimo.. A área útil dos quartos chegou na pontuação máxima, as áreas da sala e cozinha em recom recomendável endável e da área de serviço no mínimo. A funcionalidade proporcionada pelo dormitório elevou a pontuação deste projeto. 178 Figura 48 - Grupo 6, 6 planta 27 Figura 49 - Grafo IX, maior ocorrência no Grupo 6 Outros projetos deste grupo se destacam quais sejam: sejam o projeto 77,, projeto 20 e projeto 21 com suas sua varandas varanda e áreas área de serviços serviço embutidas na unidade, unidade o projeto 18 com sua ampla sala, e o projeto 26, com amplos dormitórios e sala. Neste grupo temos os melhores índices de qualidade, o que se justifica pela maior área de cada projeto. Dos nove projetos sete tem varanda e área de serviços (cinco são de topologia IX (Figura Figura 49)) e apenas dois deles tem somente uma pequena área de serviços. Os grupos 5 e 6 são os que deram melhor resposta para a qualidade. O primeiro com menos área. Para escolher o grupo 5, 5, o analista deverá abrir não de varandas e área área de serviços, enquanto no grupo 6 estes dois cômodos estão presentes. 179 5.6.1.1 Qualidade no decorrer do período de 2000 a 2008 Considerando a primeira data de apresentação de uma determinada planta planta,, obtida junto à RSNGOV/CB, RSNGOV/CB, foi confeccionado o Gráfico 26, 26, que mostra o percurso da qualidade dentro do período do estudo. Qualidade no decorrer do período de 2000 a 2008 3,00 PAR Mínimo 2,50 2,00 1,50 1,27 1,00 0,50 dez-08 ago-08 jun-08 ago-08 jul-07 jun-08 jul-07 jul-07 jun-07 jun-07 jun-07 jun-07 dez-05 mar-06 dez-05 dez-05 out-04 dez-05 out-04 out-04 out-04 out-04 ago-04 mar-04 dez-03 mar-04 jul-03 dez-03 fev-03 mai-03 jun-02 abr-02 jul-00 ago-00 mar-00 mar-00 - P03P02P01P04 P04P05P08P29P09P18 P18P10P12P22P23P11 P11P19P20P21P06 P06P07P26P25P27P24 P24P28P13P30P31P16 P16P32P34P33P36P35 P35P15P17P14 Ano e planta Gráfico 26 - Qualidade das plantas no período de 2000 a 2008. Pode-se observar que a qualidade foi foi sazonal, mas caracteristicamente baixa no ano de 2007 e alta entre outubro de 2004 e dezembro de 2005. No período a partir de 2007, foram implantados em maior número as unidades de PAR mínimo, mínimo fazendo a qualidade decrescer. decrescer 180 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS A análise conclusiva do trabalho é o resgate das dificuldades e desafios encontrados para a contextualização do tema; a análise dos resultados obtidos e as respostas as questões inicialmente formuladas. No caminho trilhado ficam outras perguntas a serem respondidas, outras intrigantes situações a serem estudadas pelos que virão. 6.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS A história da Habitação no Brasil é estudada por vários autores com foco nos momentos históricos culturais, políticos, sociais e econômicos, entretanto, principalmente nos estudos anteriores ao BNH, sente-se uma escassez de plantas com informações dimensionais ou em escala, que poderiam subsidiar uma análise da casa brasileira anterior a este período. Muitos autores criticam as unidades habitacionais, mas somente um levantamento da forma e das dimensões da moradia brasileira poderia mostrar o que de melhor ela tem e o que deve ser evitado. No período pós BNH, o próprio banco se encarregou de documentar suas ações favorecem os estudos sobre as dimensões das unidades por ele produzidas. Maior dificuldade é encontrar informações sobre as unidades habitacionais em Mato Grosso. O primeiro conjunto habitacional só tem a sua implantação no Arquivo Público. As unidades do BNH também não estão documentadas de forma acessível, em muitos trabalhos elas são apenas descritas. É fácil o acesso às informações sobre os programas habitacionais, pois estão todas disponíveis nos sítios do governo federal à disposição dos projetistas, prefeituras e empresários da construção civil. Igualmente, estão disponíveis as tabelas de custos para a composição dos orçamentos das unidades. 181 Os dados estatísticos sobre a produção de unidades em Mato Grosso foram mais difíceis de obter. As unidades realizadas pela Fundação Casa Popular foram conseguidas através das documentações realizadas pelo FINEP, confrontadas com as informações de estudos sobre habitação em Mato Grosso, realizados por autores locais. As informações sobre a produção da COHAB/MT foram também baseadas, em primeira instância, em estudos locais, os quais divergiam um pouco dos estudos nacionais para o estado, estes últimos considerados em caso de omissão dos estudos locais. Foi importante a coleta de números de unidades junto a RSNGOV/CB, pois ela tem informações de diversas fontes de recursos e programas habitacionais. A maior dificuldade é identificar nos dados o público para a habitação de interesse social. 6.1.1 Métodos de Avaliação da Qualidade da Habitação Quanto a qualidade da habitação são muitos os métodos para avaliá-la. Foram encontrados métodos de autores estrangeiros e de autores nacionais. É possível observar que os estrangeiros possuem normas técnicas em seus países que regulamentam o projeto oferecendo parâmetros para seus métodos, como na Alemanha, França e Portugal. Enquanto no Brasil, ainda se está iniciando, através da criação de normas, as quais devem auxiliar na análise da qualidade, como exemplos, a NBR 15.575 e a NBR 9050. Métodos como os de Klein, SEL e Qualitel são citados por vários autores e todos reconhecem as contribuições destes estudos e partem deles para desenvolver seus próprios métodos, como no caso do Método de Pedro. Foram registrados os métodos brasileiros de Martins, Brandão, Leite, Palermo e Buzzar e Fabrício. Os métodos de Martins e Brandão são voltados para apartamentos. Estes dois métodos contribuíram na apresentação de variáveis numéricas que podem explicar a qualidade. Leite e Palermo são métodos com escalas de qualidade mais subjetivas. Ambos defendem que o incremento de área proporciona maior qualidade, apresentando sugestões de alterações de área e de leiaute para alcançar a qualidade esperada para a habitação. O trabalho de Palermo traz contribuições para este estudo com parâmetros de mobiliamento, de funcionalidade e com dimensões de mobiliário. O Método de Buzzar e Fabrício acrescentou parâmetros de área mínima. 182 6.1.1.1 Como definir as variáveis mais importantes para a análise de viabilidade técnica qualitativa do espaço interno? Este trabalho baseia-se no Método de Pedro, um método contemporâneo que está detalhado em seus documentos o que facilita a compreensão e aplicação. Este método faz muitas interações com variáveis numéricas de fácil acesso em projetos apresentados em planta (extensão de bancada e de guarda-roupas, área mínima dos cômodos, paredes mobiliáveis, dimensão mínima dos cômodos), variáveis de código alocado (espaços para varandas, depósitos e estacionamentos) e variáveis dicotômicas (sim/não) (funcionalidade), sendo muito prática sua aplicação, considerando que o analista possui pouco prazo para concluir suas análises. Ao método acrescentou-se as questões sobre a NBR 15.575:1, item 16, com respostas do tipo dicotômicas (sim/não). O Método de Pedro é completo e trata também do entorno da habitação, o qual não foi abordado. 6.1.1.2 Que parâmetros podem ser adotados ao realizar as análises por meio das variáveis identificadas? Foram apresentados diversos estudos sobre habitação mínima e dimensões mínimas da habitação e o que se observa é que há muitos estudos estrangeiros, já os brasileiros estão mais ocupados com as dimensões do mobiliário menos com os cômodos. Talvez seja difícil, para um país tão extenso e diverso em culturas e climas, estudos que estabeleçam parâmetros únicos. A própria norma que estabelece as dimensões do mobiliário não está atualizada com as dimensões encontradas no mercado, necessitando ser revista. Ela ainda não se compromete com as dimensões dos cômodos deixando a cargo dos projetistas. Isto seria coerente não fosse o fato da habitação de interesse social não ser acolhida de forma adequada pelos responsáveis pela sua execução as empresas construtoras e seus respectivos projetistas. Em outros países há abundância de dados sobre a espaciosidade, a área mínima, dimensões mínimas, mobiliário, e outros aspectos do projeto. Os dados brasileiros estão esparsos e não estão escalonados. Procurou-se agrupar estas informações. Para este estudo foram usados os parâmetros dos autores mencionados (Palermo, Buzzar e Fabrício e Pedro), 183 associados exigências da NBR 15.575 e também foram estabelecidos alguns critérios para os casos onde não se encontrou referências consistentes. O trabalho de Pedro, feito para as particularidades de Portugal, apresenta-se como uma ferramenta objetiva na análise de projetos, respaldando o analista na obtenção de um resultado pautado em critérios objetivos e claros. Foram necessárias adaptações devido às diferenças entre aquele país e o Brasil. Foi feito um recorte no Método de Pedro, para que fosse possível elaborar um método apenas para a habitação. Algumas questões foram adaptadas à realidade brasileira, e os parâmetros, sempre que possível foram os coletados na bibliografia nacional. As ponderações às questões de Pedro não foram importadas para o método deste trabalho, elas foram discutidas com profissionais do mercado e de instituições financiadoras da habitação de interesse social. Estes entrevistados estabeleceram as ponderações conforme suas convicções profissionais e possivelmente pessoais. A esta etapa denominou-se Validação e ela poderá ser feita a critério do avaliador (empresa, instituição ou profissional) conforme os seus objetivos e ou características regionais, sociais ou culturais. Desta forma, pode-se adotar o método para análise de projetos de outras épocas, outras regiões, outros tipos de habitação e com outras finalidades (corrigir, mensurar, classificar, refutar, avaliar entre outras). Entretanto o resultado da aplicação do método não exime o analista de fazer as considerações que forem suficientes para auxiliar na melhoria do projeto, pois não basta dizer que o projeto está inadequado, deve-se propor soluções para o alcance do objetivo comum, a qualidade da habitação. 6.1.1.3 Quais os fatores que propiciam a qualidade? Ao serem classificadas em grupos, conforme a qualidade, o custo e a área, ficou claro alguns aspectos dos projetos que proporcionam ou prejudicam a qualidade. No grupo 1, temos pouca área o que resultou em custo baixo, porém o arranjo espacial não promoveu qualidade ao projeto, principalmente não atendendo à norma, o que é esperado quando temos área muito reduzida e recursos escassos. Para o grupo 2, a decisão de uma tipologia tipo sobrado elevou o custo da habitação. Mesmo com área maior, mas com arranjo inadequado, a qualidade do projeto ficou aquém do 184 que se espera quando há recursos. A justificativa de escolher o sobrado como tipo de planta, que tem maior área de circulação (escada), só poderia ser aceita para aumentar o número de unidades em terrenos mais caros, porém bem localizados e com infraestrutura bem próxima. Projetos mais precários estão no grupo 3, pois mesmo com área maior, não alcançaram a qualidade requerida. Apesar destes projetos resultarem em custos menores, o projetista deveria ter elaborado melhor os espaços da habitação. Nos três primeiros grupos, destaca se dois principais problemas encontrados nos projetos: pelo menos um quarto não cabe o mobiliário mínimo e não há espaço para mesa de refeições, ambos relacionados a NBR 15.575. Uma perda, pois é à mesa que são realizadas diversas atividades, além das refeições, como: estudar, trabalhar, costurar, executar diversos trabalhos manuais e reunir-se com outras pessoas. Não há inovação no grupo 4, pois com área maior, custo maior e obteve-se consequentemente qualidade maior, ainda assim ela ficou em terceiro lugar na classificação geral. As características de projeto do grupo 5 são: quartos amplos, mas salas e cozinhas mais reduzidas, sem varandas e área de serviço. Quando os quartos são maiores e a sala e cozinha acomodam adequadamente o mobiliário mínimo se obtém um projeto que atendem melhor as funções da habitação gerando maior qualidade. A topologia II representa 3/5 das plantas deste grupo. O grupo 6 como o 5 também possui quartos amplos e sala e cozinha com todo o mobiliário mínimo. Acrescenta-se ao grupo a área de serviço coberta e a varanda. A área é maior que do grupo anterior, o custo também, mas tudo se reverte em maior qualidade. Neste grupo 55,55% das plantas são da topologia IX, que se assemelha à topologia do grupo anterior, porém nesta há mais dois cômodos (área de serviço e varanda). É possível inferir que esta topologia (IX) e sua variação (II) são estão relacionadas com o aumento da qualidade. O questionário que fez a verificação de atendimento à norma foi o mais significativo, pois para este estudo ele era muito importante para a configuração da qualidade e não havia nuances de pontuação, ou a planta atende (3 pontos) ou não atende (0). A funcionalidade também é foi bastante significativa pois está condicionada também ao atendimento da norma. 185 A variável perímetro mobiliável em projetos com bom arranjo espacial proporciona maior qualidade. Observa-se que nos momentos que este valor aumentou a qualidade também cresceu, com duas exceções (P15 e P36). Área é uma variável que influencia, mas deve estar associada a um bom arranjo espacial evitando-se desperdício de espaço, pois a forma inadequada pode comprometer negativamente o atendimento à norma e decresce a funcionalidade. 6.1.1.4 A qualidade das unidades do PAR está aquém do necessário para o desempenho das atividades domésticas? Nos projetos analisados há aqueles que têm qualidade suficiente para atender as funções mais básicas da habitação, os do grupo 6. Mas, se for necessário abrir mão de alguns cômodos ainda há o grupo 5, com qualidade menor que do grupo 6, porém com custo menor. 6.1.1.5 Como a qualidade das moradias do PAR se comportou ao longo do tempo? A sazonalidade está caracterizada quando se trata da qualidade no decorrer do período estudado. Entre outubro de 2004 e dezembro de 2005, a qualidade esteve em alta. Entretanto, com os empreendimentos do tipo PAR mínimo, no ano de 2007 a qualidade diminui. Melhora novamente em seu último ano com os últimos empreendimentos do tipo PAR normal. O método adaptado e aqui adotado deve ser aprimorado principalmente nos parâmetros de suas variáveis. Como exemplo, a análise da extensão de paredes mobiliáveis teve que ser suspensa, pois não havia até o momento da aplicação referências seguras sobre os parâmetros desta variável. As questões sobre funcionalidade talvez necessitem ser triadas e/ou reformuladas de forma a responder melhor sobre esta variável. Há qualidade na habitação de interesse social em MT, porém ela tem que ser priorizada. É possível projetar melhor e obter menores custos. Os projetistas precisam de uma qualificação específica para a habitação de interesse social. Conhecer objetivos deste tipo de habitação, suas especificações e normas, para alcançar qualidade requerida. 186 As normas estão a disposição dos agentes executores da habitação de interesse social, e preciso segui-las para garantir a qualidade mínima. É certo que elas precisam ser revistas e atualizadas, mas de forma alguma ignoradas como estão sendo nos dias atuais. O PAR tem a vantagem de ser um arredamento, que na prática é encarado pelos arrendatários como um financiamento. As últimas unidades executadas no programa (PAR mínimo) estão longe da qualidade das especificações do Programa Minha Casa Minha Vida. Este último tem melhorias em relação ao primeiro, pois já consta, explicitamente, em suas especificações atendimento às NBRs. Os empresários ainda relutam e se queixam dos custos, deturpando o que é mínimo utilizando como máximo. Mas é possível fazer melhor com menores custos, basta um projeto bem estudado e com as soluções adequadas que lhe proporcionarão qualidade, os programas destinam recursos para este fim. 6.2 SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS Durante a execução deste trabalho, foi difícil encontrar dados históricos das dimensões da habitação, principalmente do estado de Mato Grosso. Provavelmente as plantas estão disponíveis nas prefeituras e poderiam ser catalogadas. O conjunto habitacional denominado Bairro Popular é rico em tipologias (dois, três e quatro quartos) e estas não estão registradas em plantas ou trabalhos, apesar de haver muitas unidades em sua forma original. Na revisão bibliográfica foram encontradas informações sobre o estilo californiano e foi possível verificar que em Cuiabá há vários exemplares deste estilo (Av. Presidente Marques) típico das habitações populares da década de 50. Trabalhos futuros poderão incluir variáveis de conforto lumínico, sonoro e térmico, bem como aspectos estéticos que possam influenciar na percepção de qualidade dos moradores. A ampliação deste trabalho, incluindo considerações quanto ao entorno e a infraestrutura, podem ser realizadas com a aplicação integral do Método de Pedro adequandoo às condições regionais. Outros estudos poderão determinar os níveis mínimo, recomendável e ótimo para o perímetro mobiliável. 187 REFERÊNCIAS AGUIAR, E. Cultura: a reabertura da casa cuiabana ´faz parte das comemorações do aniversário de Cuiabá. 2004. 1 fotografia, color. Disponível em: <http://www.secom.mt.gov.br/imprime.php?cid=8233&sid=13>. Acesso em: 12 outubro 2010. AMORIM, R. S. Arquitetônico: 24,12m². Cuiabá, 2006a. Projeto Final. Escala 1:50. AMORIM, R. S. Arquitetônico: 32 m². Cuiabá, 2006b. Projeto Final. Escala 1:50. AQUINO, A. D. Habitação popular: A penúria da moradia na periferia urbana (Notas sobre regularização fundiária). Cuiabá: EdUFMT, 2009. 217 p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 2. ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 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Item 3.1 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 5.1 Mesinha de centro Conjunto de mesa redonda com 4 lugares Conjunto de mesa redonda com 6 lugares Conjunto de mesa quadrada com 4 lugares Conjunto de mesa quadrada com 6 lugares Conjunto de mesa retangular com 4 lugares Fogão 4 bocas Comércio varejista (2010) ProfunLargura didade 0,75 0,75 0,77 0,77 0,95 0,95 0,90 0,60 0,70 0,70 0,90 Folz (2008) Largura Profundidade CDHU (SP) 0,70 Profundidade 0,70 Largura Palermo (2009) Largura 0,74 Profundidade 0,36 NBR 15.575 Largura Profundidade 1,00 1,00 1,10 1,10 0,95 0,95 1,00 1,00 1,50 1,50 1,20 1,20 Pedro (2000) Largura Profundidade 0,90 0,75 1,20 0,88 0,87 0,78 1,55 1,40 0,90 0,80 1,60 1,60 0,90 0,73 0,80 0,70 0,80 0,51 0,51 0,49 0,50 0,53 0,49 0,50 1,12 0,70 0,80 1,20 0,57 0,57 0,61 0,62 0,59 0,59 0,62 1,20 1,30 0,48 0,59 0,75 1,60 0,75 0,80 0,75 1,30 0,57 0,65 0,50 0,60 0,80 0,80 1,00 1,00 1,38 0,90 1,20 1,20 1,20 0,80 0,55 0,60 0,55 0,58 196 Tabela 53 - Dimensões de mobiliário (cont.) Item 6.1 7.1 Geladeira simples Cama de casal 7.2 Cama de solteiro 7.3 Beliche 8.1 Criado 8.2 Guarda-roupa Comércio varejista (2010) ProfunLargura didade 0,55 0,67 0,55 0,67 0,60 0,67 0,55 0,69 0,60 0,65 0,56 0,66 0,60 0,68 0,55 0,67 0,48 0,65 0,48 0,65 0,55 0,62 0,55 0,65 1,40 1,97 1,52 1,99 1,46 2,04 1,54 2,13 0,84 1,98 0,95 2,03 1,12 1,93 0,83 2,03 0,88 1,88 0,88 1,94 0,84 1,98 0,85 1,98 0,50 0,50 Folz (2008) 0,48 0,55 0,63 Profundidade 0,65 0,63 0,72 1,40 1,59 1,40 CDHU (SP) 0,62 Profundidade 0,67 1,90 1,98 2,30 1,50 0,78 1,05 1,02 1,88 1,95 2,10 1,10 2,88 2,73 0,47 0,55 0,65 Largura Palermo (2009) 0,70 Profundidade 0,65 1,95 1,98 0,85 1,95 1,20 0,40 Largura NBR 15.575 Pedro (2000) 0,70 Profundidade 0,70 1,45 1,40 1,90 1,50 2,00 1,98 0,88 0,80 1,90 0,80 2,00 0,50 0,50 0,40 0,48 0,48 0,50 1,60 0,40 1,65 1,10 Largura Largura Largura Profundidade 197 Tabela 53 - Dimensões de mobiliário (cont.) Comércio varejista Folz (2008) CDHU (SP) Palermo (2009) NBR 15.575 Pedro (2000) (2010) ProfunProfunProfunProfunProfunProfunItem Largura Largura Largura Largura Largura Largura didade didade didade didade didade didade 0,78 0,40 1,20 0,60 0,93 0,45 0,80 0,60 0,60 0,45 8.3 Mesa de estudo 0,91 0,45 0,78 0,40 0,70 0,57 1,20 0,51 1,20 0,49 1,20 0,55 8.4 Armário sob a pia 1,20 0,51 1,20 0,51 1,80 0,26 1,20 0,30 8.5 Armário suspenso 2,08 0,29 2,45 0,28 0,70 0,54 0,53 0,57 0,51 0,51 0,60 0,65 Máquina de lavar 8.6 0,51 0,52 0,58 0,55 tipo tanquinho 0,51 0,55 0,66 0,70 Fonte: Elaborado com dados do mercado e dos autores Folz (2008, p. 268), CDHU (2008), Palermo (2009, p. 63-70) e ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (2010, p. 27-28), Pedro (PEDRO, 2000, p. 328). 198 199 APÊNDICE B - MAPA DE LOCALIZAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS PAR Mapa 2 - Empreendimentos PAR, Cuiabá e Várzea Grande, 2000 a 2008. Fonte: Elaborado a partir de dados das Prefeituras e da RSNGOV/CB. 200 201 Tabela 54 - Empreendimentos PAR, Cuiabá e Várzea Grande, 2000 a 2008. Ano Empreendimento 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2001 2002 2002 2003 2003 2003 2003 2003 2003 2003 19 2003 20 21 22 23 24 25 26 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2004 27 2004 28 29 2004 2005 30 2005 31 32 2005 2005 33 2006 34 35 2006 2006 36 2007 37 2007 38 2007 39 2007 Residencial Jardim Vitória "A" Residencial Jardim Vitória "B" Residencial Coxiponés Residencial Morada do Faval Residencial Santo Antônio Residencial Jardim Antarctica Residencial Morro de Santo Antônio Residencial Lucimar Campos Residencial Karla Renata Condomínio Ipê Amarelo Condomínio Paschoal Moreira Cabral Condomínio Flor do Cerrado Condomínio Jardim das Acácias Condomínio Elias Domingos Condomínio Eng. Miguel Leão Lanna Residencial Athaíde Monteiro da Silva Residencial Marechal Rondon Residencial Altos do São Gonçalo Condomínio Domingos Sávio Brandão Lima Jr. Condomínio Recanto Condomínio Jardim Botânico Residencial Acácia do Coxipó Residencial Ataíde Ferreira da Silva Residencial Mirante de Cuiabá Residencial Paulo Leite da Silva Residencial Maria de Lurdes Residencial Alice Gonçalves de Campos Residencial Recanto do Salvador Residencial Despraiado Residencial Aurília Salies Curvo - 1ª Etapa Residencial Renato José dos Santos Residencial Topázio Residencial Aurília Salies Curvo - 2ª Etapa Residencial Pádova Residencial Esperança Residencial Noise Curvo de Arruda - 1ª Etapa Residencial Noise Curvo de Arruda - 2ª Etapa Residencial Ilza Therezinha Picolli Pagot Residencial Wantuil de Freitas Total de unidades 129 160 160 117 160 180 160 165 123 140 170 284 105 169 143 204 305 344 Latitude (sul) Longitude (oeste) 15°32'17.15" 15°32'22.06" 15°38'41.42" 15°38'32.59" 15°38'51.45" 15°34'17.59" 15°38'59.82" 15°38'38.62" 15°38'38.25" 15°38'33.36" 15°38'59.7" 15°37'25.70" 15°38'18.51" 15°40'40.23" 15°40'40.06" 15°40'48.58" 15°38'59.7" 15°39'34.96" 56°4'8.04" 56°4'1.38" 56°1'4.40" 56°1'2" 56°3'8.10" 56°7'31" 56°3'18.12" 56°10'2.3" 56°10'5.38" 56°1'59.45" 55°59'39.42" 56°0'33.84" 56°8'4.07" 56°7'47.00" 56°9'1.86" 56°7'50.56" 55°59'39.42" 56°3'37.91" 209 15°39'10.66" 56°3'9.83" 140 108 122 121 165 116 487 15°36'30" 15°38'9.88" 15°37' 3.71" 15°39'10.69" 15°34'54.77" 15°40'45.99" 15°36'18.18" 56°2'6.30" 56°3'30.81" 56°1'46.20" 56°10'43.10" 56°3'34.5" 56°7'51.83" 56°1'54.10" 275 15°39'15.35" 56°10'43.85" 362 430 15°36'8.06" 15º34'01.9" 56°2'1.78" 56º05'41.2" 236 15°38'27.98" 56°5'3.37" 153 120 15°39'6.73" 15º37'04" 56°10'36.49" 56º1'39.90" 252 15°38'35.45" 56°5'2.83" 238 157 15°32'39.98" 15°38'53.64" 56°2'56.01" 56°3'31.84" 470 15°38'29.99" 56°5'4.31" 200 15°38'36.28" 56°5'11.72" 482 15º 32' 8.65" 56º 2' 6.27" 428 15º 32' 33.90" 56º 1' 56.82" 202 Ano 40 41 2007 2008 42 2008 43 44 45 46 2008 2008 2008 2008 47 2008 48 2008 Tabela 54 - Empreendimentos PAR, Cuiabá e Várzea Grande, 2000 a 2008. (cont.) Total de Empreendimento Latitude (sul) Longitude (oeste) unidades Residencial Salvador Costa Marques 456 15º37`45.68" 55º59'20.49" Residencial Avelino Lima Barros 500 15º38`0.08" 55º59`13.25" Residencial Secretário Clóves 264 15º36`48.64" 56º10`16.14" Vetoratto Residencial Dep. Milton Figueiredo 308 15º42`07.53" 56°07'46.48" Residencial Belita Costa Marques 488 15º37`39.72" 55º59`35.71" Residencial Claudio Marchetti 473 15º36'58.07" 56º01'16.14" Residencial Buritis - 1ª Etapa 486 15º 31' 56.584" 56º 2' 5.157" Residencial Júlio Domingos de 500 15º 37' 4.03" 56º 10' 37.33" Campos - 1ª Etapa Residencial Júlio Domingos de 180 15º 37' 4.03" 56º 10' 37.33" Campos - 2ª Etapa Fonte: Elaborado a partir de dados das Prefeituras e da RSNGOV/CB. 203 APÊNDICE C - QUANTIFICAÇÃO E CUSTOS UNITÁRIOS JUNHO /2010 Código SINAPI Serviço 1 Serviços preliminares e gerais 2 Infraestrutura Trabalhos em terra Locação convencional de obra, através de gabarito de tabuas corridas pontaletadas, com reaproveitamento de 10 vezes. 2.1 2.1.1 74077/002 2.1.2 73617 2.2.1 2.2.2 2.2.3 11770/1 74019/1 74022/030 3 3.1 3.2 3.6 Escavação manual material de 1ª. categoria a céu aberto profundidade ate 0,50 m c/remoção ate 1 dam. Fundações e outros serviços 2.2 74112/001 68049 73942/001 Fundações em radier casas ate 2 pavimentos Escavação manual de cavas e valas em material de 1ª categoria Controle tecnológico concreto Supraestrutura Laje maciça espessura 6 cm - fck 25 mpa incluindo forma/escoramento Cinta e contra verga em tijolo cerâmico maciço 5 x 10 x 20cm 1/2 vez Armação aço CA50 5.0 mm - cintas e amarrações de paredes Custo total do item 4 4.1 4.1.1 4.1.2 4.1.3 73982/001 73499 72131 4.2 4.2.1 4.2.1.3 4.2.1.2 4.2.1.5 73933/003 73984/001 73984/002 Paredes e painéis Alvenaria Alvenaria em tijolo cerâmico furado 10 x 20 x 20 cm, 1/2 vez, assentado em argamassa traço 1:2:8 (cimento, cal e areia), juntas 12 mm Vergas de concreto armado para alvenaria com aproveitamento da madeira por 10 vezes Alvenaria em tijolo cerâmico maciço 5 x 10 x 20 cm 1/2 vez (espessura 10 cm), assentado com argamassa traço 1:2:8 (cimento, cal e areia) Subtotal Esquadrias Esquadrias de ferro Porta de ferro, de abrir, veneziana sem bandeira sem ferragens Janela de correr em chapa de aço, com 04 folhas para vidro, com divisão horizontal Janela de correr em ferro tipo veneziana, 02 folhas, linha popular Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI. 204 JUNHO/ 2010 4.2.1.5 4.2.1.6 4.2.2 4.2.2.1 4.2.2.2 4.3 4.2.1.3 4.4 4.4.1 Código SINAPI 6104 6104 73910/5 73910/1 73910/1 74068/002 74070/3 72116 5 5.1 5.1.3 73931/003 73938/002 6058 5.2 5.2.1 74106/001 5.1.1 5.1.2 6 6.1 Serviço Janela basculante em chapa de aço Basculantes (0,60 x 1,00) Subtotal Esquadrias de madeira Porta de madeira compensada lisa para pintura, 0,80 x 2,10 m, incluso aduela 2ª., alizar 2ª. e dobradiça Porta de madeira compensada lisa para pintura, 0,70 x 2,10 m, incluso aduela 2ª., alizar 2ª. e dobradiça Porta de madeira compensada lisa para pintura, 0,60 x 2,10 m, incluso aduela 2ª., alizar 2ª. e dobradiça Subtotal Ferragens Fechadura de embutir completa, para portas externas, padrão de acabamento popular Fechadura de embutir completa, para portas internas, padrão de acabamento popular Subtotal Vidros Vidro fantasia 3 mm colocado em esquadria de ferro / madeira Subtotal Coberturas e proteções Telhados Estrutura para telha cerâmica, em madeira aparelhada, apoiada em parede Telhas plan / romana Cumeeira c/emboço pigmentado Subtotal Impermeabilização Impermeabilização com tinta betuminosa em fundações, baldrames e muros de arrimo Subtotal Revestimentos, elementos decorativos e pinturas Revestimento interno Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI.(cont.) 205 JUNHO/ 2010 6.1.1 6.1.2 6.2 6.2.1 Código SINAPI 74161/001 74201/001 6.2.2 74161/001 74201/001 6.3 6.3.1 73912/001 6.4 6.4.1 41602 6.5 6.5.1 6.5.2 6.5.3 6.5.5 6.5.6 6.5.7 6.5.8 74233/001 73746/001 73954/002 73750/001 73750/001 73739/001 73924/001 7 7.2 7.5 73946/001 73985/001 Serviço Chapisco de aderência com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 Reboco paulista com argamassa mista de cimento, cal e areia no traço 1:2:8 Subtotal Revestimento externo Chapisco de aderência com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 Reboco paulista com argamassa mista de cimento, cal e areia no traço 1:2:8 Subtotal Azulejos Piso cerâmico linha popular com rejunte e argamassa assentamento Subtotal Forros Forro de pvc 200 mm -, espessura 8 mm colocado Subtotal Pintura Aplicação de selador externo Textura acrílica Tinta acrílica sem massa corrida interna 2 demãos - em parede molhadas(banho, circulação e a parede da pia da cozinha) Latéx/pva sem massa corrida (interno) 2 demãos + selador -parede Latéx/pva sem massa corrida (interno) 2 demãos + selador -teto (banho) Pintura esmalte acetinado em madeira, duas demãos Pintura esmalte brilhante, duas demãos, para ferro Subtotal Pavimentação Piso em cerâmica esmaltada linha popular PEI-4, assentada com argamassa colante, com rejuntamento em cimento branco Rodapé cerâmico Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI. (cont.) 206 JUNHO/ 2010 Código SINAPI 8 8.1 8.1.1 8.1.2 8.1.3 8.1.4 8.1.7 8.1.8 8.1.9 8.1.10 8.1.11 8.1.13 8.1.23 74054/001 74054/002 73915/002 73915/002 74172/001 72249 13597 74131/002 74130/001 74130/003 68069 8.2 8.2.1 8.2.1.1 8.2.1.2 8.2.1.3 8.2.1.4 8.2.1.5 8.2.1.6 8.2.1.7 8.2.1.8 8.2.1.9 73959/001 73735/002 1857 74176/001 74184/001 74058/002 73975/001 73965/015 72920 8.3 8.3.1 8.3.2 74165/001 74165/002 Serviço Instalações e aparelhos Instalações elétricas Ponto de luz Ponto de tomada Ponto telefônico Ponto de TV-seco Fio # 10,0 mm² Cabo de cobre nú - aterramento Fio 6 mm² Instalação e fornecimento de padrão de entrada de energia polifásico (bifásico), poste metálico completo Quadro de distribuição ate 6 disjuntores Disjuntor Monopolar 15A Disjuntor Bipolar 30A Haste de terra 5/8 x 3 m Subtotal Instalações hidrossanitárias Instalações de água fria Ponto de água fria PVC 3/4" - media 5,00 m de tubo de PVC roscável água fria 3/4" e 2 joelhos de PVC roscavel 90graus agua fria 3/4" - fornecimento e instalação reservatório 500 litros fibra de vidro fornecimento e assentamento Abertura/enchimento rasgo alvenaria p/dutos d=1/2" a 1 1/2" argamassa cimento/cal hidratada /areia 1:2:9 Registro de gaveta ø 3/4 cromado Registro de gaveta ø 1" mm bruto Torneira de bóia ¾ com balão plástico Registro de pressão 3/4" cromado Escavação manual de valas h <= 1,50 m Reaterro compactado de valas, com o próprio material escavado Subtotal Instalações de esgoto sanitário Tubo PB PVC esgoto ø 40 mm incluindo conexões Tubo PVC PB esgoto ø 50 mm incluindo conexões Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI. (cont.) 207 JUNHO/ 2010 8.3.3 8.3.4 8.3.5 8.3.6 8.3.7 8.3.8 8.3.10 8.3.11 8.3.12 Código SINAPI 74165/003 74165/004 74186/001 72292 74166/001 74225/001 74019/001 72920 1857 8.4 8.4.1 8.4.1.1 8.4.1.2 74193/001 6009 8.4.1.3 6052 8.4.1.4 6031 68061 8.4.1.5 8.4.1.7 9 9.1 9537 9.2 9.3 9.5 73859/002 73916/003 Serviço Tubo PVC PB esgoto ø 75 mm Tubo PVC PB esgoto ø 100 mm inclusive Conexões Joelho 90 PVC esgoto ø 40 mm Caixa sifonada com grelha redonda ø 100 mm Caixa Inspeção circular em anel de concreto ø 60 cm externo inclusive tampa calafetada Caixa de gordura circular em em PVC Escavação manual de cavas e valas material de 1ª. categoria Reaterro compactado de valas, com o próprio material escavado Rasgo/enchimento em alvenaria p/ tubulações -esgoto Subtotal Aparelhos Louças e metais sanitários Vaso sanitário com caixa de descarga acoplada - louca branca Lavatório em louca branca, sem coluna padrão popular, com torneira cromada popular , sifão, válvula e engate plástico Tanque de mármore sintético 22 litros com válvula em plástico branco 1.1/4"x 1.1/2", sifão plástico tipo copo 1.1/4" e torneira de metal amarelo curta 1/2" ou 3/4" para tanque - fornecimento e instalação Banca (tampo) de mármore sintético 120 x 60 cm com cuba, válvula em plástico branco 1", sifão plástico tipo copo 1" e torneira cromada longa 1/2" ou 3/4" para pia padrão popular - fornecimento e instalação Chuveiro PVC Suporte metálico p/ pia Subtotal Complementação da obra Limpeza piso cimentado/cerâmico Marco de concreto ou madeira p/ divisa de lote Capina manual terreno (10 x 20 m excluir edificação) Outros (numeração das unidades) Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI.(cont.) 208 Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) 1 2 2.1 2.1.1 2.1.2 2.2 2.2.1 2.2.2 2.2.3 Código SINAPI unidade sem código vb Custo Unitário variável P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P 10 P 11 P 12 56,40 5,08 56,38 5,08 55,99 5,07 56,49 5,07 61,61 5,66 60,67 5,67 60,96 5,64 45,63 7,68 63,86 5,12 62,69 5,22 59,66 5,12 59,24 4,88 56,40 7,33 4,00 56,38 7,33 4,00 55,99 7,28 4,00 56,49 7,34 4,00 61,61 8,01 4,00 60,67 7,89 4,00 60,96 7,92 4,00 45,63 5,93 4,00 63,86 8,30 4,00 62,69 8,15 4,00 59,66 7,76 4,00 59,24 7,70 4,00 0,15 8,47 0,14 8,46 0,15 8,45 0,14 8,46 0,14 9,43 0,15 9,44 0,17 9,39 4,05 12,81 0,15 8,53 0,16 8,71 0,15 8,53 0,13 8,13 74077/002 73617 m² 11770/1 74019/1 74022/030 m² m3 un. 1,85 14,17 57,42 19,19 44,78 3 3.1 3.2 3.6 74112/001 68049 73942/001 m3 m2 kg 1.270,81 59,57 6,36 4 4.1 4.1.1 4.1.2 4.1.3 73982/001 73499 72131 m2 m3 m2 19,82 921,64 37,24 4.2 4.2.1 4.2.1.3 4.2.1.2 4.2.1.5 4.2.1.5 4.2.1.6 73933/003 73984/001 73984/002 6104 6104 m2 m2 m2 m2 m2 147,96 177,15 286,94 153,87 119,37 4.2.2 124,19 123,72 122,77 122,61 144,71 142,02 142,12 180,98 127,09 131,36 123,39 121,41 0,17 0,17 0,19 0,18 0,18 0,18 0,18 0,18 0,18 0,17 0,17 0,18 8,47 8,46 8,45 8,46 9,43 9,44 9,39 12,81 8,53 8,71 8,53 8,13 3,36 1,32 3,30 0,30 3,36 1,65 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 1,32 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 3,30 3,30 0,30 3,36 2,64 3,30 0,30 3,36 2,64 3,30 0,30 3,36 3,30 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 - 209 Código SINAPI unidade 4.2.2.1 73910/5 un. 73910/1 4.2.2.2 73910/1 un. 4.3 4.2.1.3 4.4 4.4.1 74068/002 74070/3 un. 72116 m² Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) (cont.) Custo Unitário P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P 10 172,55 207,38 2,00 2,00 3,00 3,00 3,00 3,00 3,00 2,00 3,00 2,00 204,90 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 P 11 2,00 1,00 P 12 3,00 1,00 45,20 36,66 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 4,00 2,00 4,00 2,00 4,00 2,00 4,00 2,00 4,00 2,00 3,00 2,00 4,00 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 4,00 65,97 3,27 3,60 4,92 4,92 3,27 4,92 4,92 5,25 4,59 4,59 5,25 4,92 5 5.1 5.1.1 5.1.2 5.1.3 73931/003 73938/002 6058 kg m² ml 37,60 32,18 10,95 56,40 56,40 7,51 56,38 56,38 7,66 55,99 55,99 7,93 56,49 56,49 8,14 61,61 61,61 6,41 60,67 60,67 6,66 60,96 60,96 6,52 45,63 45,63 6,72 63,86 63,86 6,91 62,69 62,69 7,06 59,66 59,66 8,88 59,24 59,24 6,77 5.2 5.2.1 74106/001 m² 4,58 38,11 38,08 38,02 38,06 42,43 42,50 42,27 57,64 38,39 39,19 38,39 36,59 6 6.1 6.1.1 6.1.2 74161/001 74201/001 m² m² 2,56 11,20 130,73 131,44 129,71 129,76 157,19 169,13 162,54 193,35 140,02 152,50 150,36 138,19 130,73 131,44 129,71 129,76 157,19 169,13 162,54 193,35 140,02 152,50 150,36 138,19 6.2 6.2.1 6.2.2 74161/001 74201/001 m² m² 2,56 11,20 70,31 70,31 70,31 70,31 70,15 70,15 70,63 70,63 80,41 80,41 77,06 77,06 77,60 77,60 62,10 62,10 84,94 84,94 75,28 75,28 74,20 74,20 80,62 80,62 6.3 6.3.1 73912/001 m² 25,13 10,23 9,78 10,29 9,78 9,87 10,29 11,34 9,96 10,05 10,74 10,59 9,42 210 Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) (cont.) Código SINAPI unidade Custo Unitário P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P 10 P 11 P 12 m² 20,00 34,96 34,95 34,58 35,22 35,98 36,33 36,31 41,08 35,50 33,09 33,85 34,32 74233/001 73746/001 73954/002 73750/001 73750/001 73739/001 73924/001 m2 m2 m2 m2 m2 m3 m2 2,36 9,30 8,31 5,18 5,18 7,79 12,07 80,18 79,79 78,87 79,06 97,84 91,58 92,90 70,17 96,88 89,08 82,43 92,27 80,18 79,79 78,87 79,06 97,84 91,58 92,90 70,17 96,88 89,08 82,43 92,27 7,75 7,39 7,80 7,39 7,46 7,80 8,64 7,54 7,61 8,16 8,04 7,10 112,75 114,26 111,62 112,59 139,86 151,04 142,56 175,85 122,36 133,60 131,73 121,66 2,46 2,33 2,50 2,26 2,33 2,50 2,88 2,33 2,44 2,64 2,58 2,13 4,20 4,20 5,67 5,67 5,67 5,67 5,67 4,20 5,67 4,20 4,20 5,67 9,38 9,71 11,03 9,93 9,38 9,93 9,93 11,36 9,60 9,60 10,26 9,93 73946/001 73985/001 m2 m 23,50 6,47 37,42 48,42 37,28 48,68 37,08 48,04 37,48 48,06 44,41 58,22 44,23 62,64 44,65 60,20 48,93 71,61 45,02 51,86 42,63 56,48 39,83 55,69 42,19 51,18 pt pt pt pt m m cj un. un. un. un. 74,45 62,24 20,41 20,41 4,82 3,24 728,62 51,45 7,96 43,46 29,85 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 9,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 9,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 6.4 6.4.1 41602 6.5 6.5.1 6.5.2 6.5.3 6.5.5 6.5.6 6.5.7 6.5.8 7 7.2 7.5 8 8.1 8.1.1 8.1.2 8.1.3 8.1.4 8.1.7 8.1.8 8.1.9 8.1.10 8.1.11 8.1.13 8.1.23 74054/001 74054/002 73915/002 73915/002 74172/001 72249 13597 74131/002 74130/001 74130/003 68069 211 Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) (cont.) Código SINAPI unidade 8.2 8.2.1 8.2.1.1 8.2.1.2 8.2.1.3 8.2.1.4 8.2.1.5 8.2.1.6 8.2.1.7 8.2.1.8 8.2.1.9 73959/001 73735/002 1857 74176/001 74184/001 74058/002 73975/001 73965/015 72920 pt un. m un. un. un. un. m3 m3 8.3 8.3.1 8.3.2 8.3.3 8.3.4 8.3.5 8.3.6 8.3.7 8.3.8 8.3.10 8.3.11 8.3.12 74165/001 74165/002 74165/003 74165/004 74186/001 72292 74166/001 74225/001 74019/001 72920 1857 m m m m un. un. un. un. m3 m3 ml 8.4 8.4.1 8.4.1.1 8.4.1.2 8.4.1.3 74193/001 6009 6052 cj un. un. Custo Unitário 49,48 303,27 2,36 36,73 24,79 57,27 46,13 17,71 9,45 P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P 10 P 11 P 12 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 12,78 17,60 23,93 25,74 8,00 4,00 8,00 11,00 8,00 5,00 8,00 11,00 8,00 6,00 8,00 11,00 8,00 7,00 8,00 11,00 8,00 8,00 8,00 11,00 8,00 9,00 8,00 11,00 8,00 10,00 8,00 11,00 8,00 11,00 8,00 11,00 8,00 12,00 8,00 11,00 8,00 13,00 8,00 11,00 8,00 14,00 8,00 11,00 8,00 15,00 8,00 11,00 22,24 86,06 48,00 17,71 9,45 2,36 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 212,02 108,05 131,40 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 212 Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) (cont.) 8.4.1.4 8.4.1.5 8.4.1.7 9 9.1 9.2 9.3 9.5 Código SINAPI unidade 6031 un. 68061 un. cj 9537 73859/002 73916/003 m² un m2 un Custo Unitário 150,73 8,38 15,00 0,97 6,00 0,47 16,90 P1 1,00 1,00 2,00 P2 1,00 1,00 2,00 P3 1,00 1,00 2,00 P4 1,00 1,00 2,00 P5 1,00 1,00 2,00 P6 1,00 1,00 2,00 P7 1,00 1,00 2,00 P8 1,00 1,00 2,00 P9 1,00 1,00 2,00 P 10 1,00 1,00 2,00 P 11 1,00 1,00 2,00 P 12 1,00 1,00 2,00 37,42 37,28 37,08 37,48 44,41 44,23 44,65 48,93 45,02 42,63 39,83 42,19 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00 11,00 12,00 13,00 143,60 143,62 144,01 143,51 138,39 139,33 139,04 154,37 136,14 137,31 140,34 140,76 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 213 Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) Código SINAPI sem código un. vb Custo Unitário variável P 13 P 14 P 15 P 16 P 17 P 18 P 19 P 20 P 21 P 22 P 23 P 24 74077/002 73617 m² 53,68 4,84 64,71 5,06 58,17 4,66 53,67 4,60 54,15 4,80 63,12 5,22 63,58 5,28 64,60 5,26 64,12 5,22 64,55 5,40 64,35 5,48 65,10 5,00 11770/1 74019/1 74022/030 m² m3 un. 1,85 14,17 57,42 19,19 44,78 53,68 6,98 4,00 64,71 8,41 4,00 58,17 7,56 4,00 53,67 6,98 4,00 54,15 7,04 4,00 63,12 8,21 4,00 63,58 8,27 4,00 64,60 8,40 4,00 64,12 8,34 4,00 64,55 8,39 4,00 64,35 8,37 4,00 65,10 8,46 4,00 3 3.1 3.2 3.6 74112/001 68049 73942/001 m3 m2 kg 1.270,81 59,57 6,36 0,13 8,06 0,27 8,44 0,22 7,76 0,14 7,67 0,16 8,01 0,14 8,69 0,16 8,79 0,16 8,77 0,15 8,69 0,16 9,01 0,15 9,13 0,15 8,33 4 4.1 4.1.1 4.1.2 4.1.3 73982/001 73499 72131 m2 m3 m2 19,82 921,64 37,24 4.2 4.2.1 4.2.1.3 4.2.1.2 4.2.1.5 4.2.1.5 4.2.1.6 73933/003 73984/001 73984/002 6104 6104 m2 m2 m2 m2 m2 147,96 177,15 286,94 153,87 119,37 1 2 2.1 2.1.1 2.1.2 2.2 2.2.1 2.2.2 2.2.3 4.2.2 120,18 125,03 115,99 113,65 118,70 136,01 132,49 131,52 129,16 137,08 138,60 127,56 0,17 0,17 0,17 0,17 0,17 0,18 0,17 0,17 0,17 0,18 0,18 0,17 8,06 8,44 7,76 7,67 8,01 8,69 8,79 8,77 8,69 9,01 9,13 8,33 3,36 1,32 3,30 0,30 3,36 2,64 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 1,32 3,30 0,30 3,36 1,32 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 2,64 3,30 0,30 3,36 1,32 4,95 0,30 3,36 1,65 3,30 0,30 3,36 2,64 3,30 0,30 3,36 1,65 3,30 0,30 3,36 3,30 3,30 0,30 - 214 Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) (cont.) Código SINAPI 73910/5 73910/1 4.2.2.2 73910/1 4.2.2.1 4.3 4.2.1.3 4.4 4.4.1 un. un. un. 74068/002 74070/3 un. 72116 m² Custo Unitário 172,55 207,38 204,90 P 13 2,00 1,00 P 14 3,00 - P 15 3,00 - P 16 2,00 1,00 P 17 2,00 1,00 P 18 3,00 1,00 P 19 2,00 1,00 P 20 2,00 1,00 P 21 2,00 1,00 P 22 3,00 1,00 P 23 3,00 1,00 P 24 2,00 1,00 45,20 36,66 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 4,00 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 4,00 2,00 4,00 2,00 3,00 65,97 3,27 4,59 4,92 3,27 3,27 4,92 4,59 4,10 3,60 4,59 3,60 5,25 5 5.1 5.1.1 5.1.2 5.1.3 73931/003 73938/002 6058 kg m² ml 37,60 32,18 10,95 53,68 53,68 6,66 64,71 64,71 8,26 58,17 58,17 7,28 53,67 53,67 7,08 54,15 54,15 6,96 63,12 63,12 6,98 63,58 63,58 7,16 64,60 64,60 7,46 64,12 64,12 7,81 64,55 64,55 6,86 64,35 64,35 6,86 65,10 65,10 7,00 5.2 5.2.1 74106/001 m² 4,58 36,27 37,96 34,94 34,53 36,04 39,12 39,56 39,47 39,12 40,53 41,07 37,48 6 6.1 6.1.1 6.1.2 74161/001 74201/001 m² m² 2,56 11,20 125,93 136,59 123,55 121,88 124,07 145,42 154,22 149,85 153,55 152,28 155,41 155,36 125,93 136,59 123,55 121,88 124,07 145,42 154,22 149,85 153,55 152,28 155,41 155,36 6.2 6.2.1 6.2.2 74161/001 74201/001 m² m² 2,56 11,20 68,69 68,69 76,90 76,90 71,66 71,66 68,36 68,36 68,80 68,80 82,62 82,62 75,82 75,82 76,25 76,25 75,71 75,71 77,06 77,06 76,90 76,90 77,22 77,22 6.3 6.3.1 73912/001 m² 25,13 9,48 14,58 12,24 10,14 10,68 9,84 10,74 10,77 10,44 10,32 9,99 10,44 215 Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) (cont.) Código SINAPI un. Custo Unitário P 13 P 14 P 15 P 16 P 17 P 18 P 19 P 20 P 21 P 22 P 23 P 24 6.4 6.4.1 41602 m² 20,00 33,11 37,82 35,52 33,01 33,00 35,36 33,74 35,36 35,28 34,50 34,88 36,42 6.5 6.5.1 6.5.2 6.5.3 6.5.5 6.5.6 6.5.7 6.5.8 74233/001 73746/001 73954/002 73750/001 73750/001 73739/001 73924/001 m2 m2 m2 m2 m2 m3 m2 2,36 9,30 8,31 5,18 5,18 7,79 12,07 80,06 88,04 82,83 78,42 79,39 101,26 89,62 89,37 87,50 92,55 92,29 92,36 80,06 88,04 82,83 78,42 79,39 101,26 89,62 89,37 87,50 92,55 92,29 92,36 7,15 11,23 9,36 7,68 8,11 7,44 8,16 8,18 7,92 7,82 7,56 7,92 109,30 110,78 101,95 104,06 105,27 128,14 135,32 130,90 135,19 134,14 137,86 137,00 2,15 4,53 3,60 2,40 2,62 2,28 2,64 2,68 2,52 2,66 2,45 2,52 4,20 5,04 5,04 4,20 4,20 5,67 4,20 4,20 4,20 5,67 5,67 4,20 9,38 9,60 9,93 9,38 9,38 9,93 9,60 9,93 9,71 9,60 9,71 10,26 7 7.2 7.5 73946/001 73985/001 m2 m 23,50 6,47 35,25 46,64 44,36 50,59 39,13 45,76 35,41 45,14 35,72 45,95 43,82 53,86 43,28 57,12 44,40 55,50 43,90 56,87 43,89 56,40 43,65 57,56 44,51 57,54 pt pt pt pt m m cj un. un. un. un. 74,45 62,24 20,41 20,41 4,82 3,24 728,62 51,45 7,96 43,46 29,85 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 1,00 1,00 8 8.1 8.1.1 8.1.2 8.1.3 8.1.4 8.1.7 8.1.8 8.1.9 8.1.10 8.1.11 8.1.13 8.1.23 74054/001 74054/002 73915/002 73915/002 74172/001 72249 13597 74131/002 74130/001 74130/003 68069 216 Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) (cont.) 8.2 8.2.1 8.2.1.1 8.2.1.2 8.2.1.3 8.2.1.4 8.2.1.5 8.2.1.6 8.2.1.7 8.2.1.8 8.2.1.9 8.3 8.3.1 8.3.2 8.3.3 8.3.4 8.3.5 8.3.6 8.3.7 8.3.8 8.3.9 8.3.10 8.3.11 8.3.12 8.4 8.4.1 8.4.1.1 8.4.1.2 8.4.1.3 Código SINAPI un. 73959/001 73735/002 1857 74176/001 74184/001 74058/002 73975/001 73965/015 72920 pt un. m un. un. un. un. m3 m3 74165/001 74165/002 74165/003 74165/004 74186/001 72292 74166/001 74225/001 74019/001 72920 1857 m m m m un. un. un. un. un. m3 m3 ml 74193/001 6009 6052 cj un. un. Custo Unitário 49,48 303,27 2,36 36,73 24,79 57,27 46,13 17,71 9,45 P 13 P 14 P 15 P 16 P 17 P 18 P 19 P 20 P 21 P 22 P 23 P 24 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 12,78 17,60 23,93 25,74 8,00 16,00 8,00 11,00 8,00 17,00 8,00 11,00 8,00 18,00 8,00 11,00 8,00 19,00 8,00 11,00 8,00 20,00 8,00 11,00 8,00 21,00 8,00 11,00 8,00 22,00 8,00 11,00 8,00 23,00 8,00 11,00 8,00 24,00 8,00 11,00 8,00 25,00 8,00 11,00 8,00 26,00 8,00 11,00 8,00 27,00 8,00 11,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 22,24 86,06 48,00 54,64 17,71 9,45 2,36 212,02 108,05 131,40 217 Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) (cont.) 8.4.1.4 8.4.1.5 8.4.1.7 9 9.1 9.2 9.3 9.5 Código SINAPI 6031 68061 un. un. un. cj Custo Unitário 150,73 8,38 15,00 9537 m² un m2 un 0,97 6,00 0,47 16,90 73859/002 73916/003 P 13 1,00 1,00 2,00 P 14 1,00 1,00 2,00 P 15 1,00 1,00 2,00 P 16 1,00 1,00 2,00 P 17 1,00 1,00 2,00 P 18 1,00 1,00 2,00 P 19 1,00 1,00 2,00 P 20 1,00 1,00 2,00 P 21 1,00 1,00 2,00 P 22 1,00 1,00 2,00 P 23 1,00 1,00 2,00 P 24 1,00 1,00 2,00 35,25 44,36 39,13 35,41 35,72 43,82 43,28 44,40 43,90 43,89 43,65 44,51 14,00 15,00 16,00 17,00 18,00 19,00 20,00 21,00 22,00 23,00 24,00 25,00 146,32 135,29 141,83 146,33 145,85 136,88 136,42 135,40 135,88 135,45 135,65 134,90 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 218 Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) Código SINAPI sem código un. vb Custo Unitário variável P 25 P 26 P 27 P 28 P 29 P 30 P 31 P 32 P 33 P 34 P 35 P 36 74077/002 73617 m² 65,00 5,40 64,67 5,38 60,00 5,46 63,69 5,01 69,06 5,46 53,68 4,50 54,50 4,71 53,73 4,83 53,33 4,70 61,10 4,97 62,48 5,19 63,20 5,08 11770/1 74019/1 74022/030 m² m3 un. 1,85 14,17 57,42 19,19 44,78 65,00 8,45 4,00 64,67 8,41 4,00 60,00 7,80 4,00 63,69 8,28 4,00 69,06 8,98 4,00 53,68 6,98 4,00 54,50 7,09 4,00 53,73 6,98 4,00 53,33 6,93 4,00 61,10 7,94 4,00 62,48 8,12 4,00 63,20 8,22 4,00 3 3.1 3.2 3.6 74112/001 68049 73942/001 m3 m2 kg 1.270,81 59,57 6,36 0,17 8,99 0,17 8,96 0,17 9,10 0,13 8,35 0,15 9,09 0,13 7,49 0,16 7,86 0,15 8,05 0,14 7,83 0,25 8,28 0,14 8,66 0,21 8,46 4 4.1 4.1.1 4.1.2 4.1.3 73982/001 73499 72131 m2 m3 m2 19,82 921,64 37,24 4.2 4.2.1 4.2.1.3 4.2.1.2 4.2.1.5 4.2.1.5 4.2.1.6 73933/003 73984/001 73984/002 6104 6104 m2 m2 m2 m2 m2 147,96 177,15 286,94 153,87 119,37 1 2 2.1 2.1.1 2.1.2 2.2 2.2.1 2.2.2 2.2.3 133,80 131,69 136,83 125,58 138,14 108,93 116,81 117,92 115,55 122,54 127,61 125,27 0,17 0,17 0,17 0,18 0,18 0,17 0,17 0,18 0,17 0,17 0,17 0,17 8,99 8,96 9,10 8,35 9,09 7,49 7,86 8,05 7,83 8,28 8,66 8,46 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 2,64 3,30 0,30 3,36 2,97 3,30 0,30 3,36 1,32 3,30 0,30 3,36 2,64 3,30 0,30 3,36 1,32 3,30 0,30 3,36 1,32 3,30 0,30 3,36 1,32 3,30 0,30 219 Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) (cont.) 4.2.2 4.2.2.1 4.2.2.2 4.3 4.2.1.3 4.4 4.4.1 Código SINAPI un. 73910/5 73910/1 73910/1 un. 74068/002 74070/3 un. 72116 m² un. Custo Unitário 172,55 207,38 204,90 P 25 P 26 P 27 P 28 P 29 P 30 P 31 P 32 P 33 P 34 P 35 P 36 2,00 1,00 2,00 1,00 2,00 1,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 1,00 2,00 1,00 3,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 - 2,00 1,00 3,00 - 45,20 36,66 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 4,00 2,00 4,00 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 4,00 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 3,00 2,00 3,00 65,97 4,92 4,92 4,92 4,92 4,92 4,59 4,92 3,27 4,59 3,27 3,27 3,27 5 5.1 5.1.1 5.1.2 5.1.3 73931/003 73938/002 6058 kg m² ml 37,60 32,18 10,95 65,00 65,00 7,72 64,67 64,67 8,27 60,00 60,00 7,71 63,69 63,69 6,76 69,06 69,06 6,86 53,68 53,68 8,06 54,50 54,50 6,96 53,73 53,73 7,38 53,33 53,33 7,13 61,10 61,10 7,88 62,48 62,48 7,97 63,20 63,20 7,96 5.2 5.2.1 74106/001 m² 4,58 40,46 40,33 40,96 37,57 40,91 33,72 35,36 36,22 35,25 37,27 38,95 38,08 6 6.1 6.1.1 6.1.2 74161/001 74201/001 m² m² 2,56 11,20 147,12 154,25 154,01 141,72 157,73 115,80 136,19 126,52 126,63 140,21 131,60 143,37 147,12 154,25 154,01 141,72 157,73 115,80 136,19 126,52 126,63 140,21 131,60 143,37 6.2 6.2.1 6.2.2 74161/001 74201/001 m² m² 2,56 11,20 76,36 76,36 76,09 76,09 74,74 74,74 72,04 72,04 76,90 76,90 68,69 68,69 69,07 69,07 68,36 68,36 68,09 68,09 71,87 71,87 74,57 74,57 75,06 75,06 220 Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) (cont.) Código SINAPI un. Custo Unitário P 25 P 26 P 27 P 28 P 29 P 30 P 31 P 32 P 33 P 34 P 35 P 36 6.3 6.3.1 73912/001 m² 25,13 11,04 11,04 11,04 9,54 9,99 9,39 10,68 10,44 10,14 13,44 9,84 12,84 6.4 6.4.1 41602 m² 20,00 38,36 36,15 36,78 36,49 37,77 33,39 31,17 32,73 32,63 34,86 40,18 38,69 6.5 6.5.1 6.5.2 6.5.3 6.5.5 6.5.6 6.5.7 6.5.8 74233/001 73746/001 73954/002 73750/001 73750/001 73739/001 73924/001 m2 m2 m2 m2 m2 m3 m2 2,36 9,30 8,31 5,18 5,18 7,79 12,07 88,76 86,79 88,69 84,92 92,29 88,76 86,79 88,69 84,92 92,29 8,40 8,40 8,40 7,20 7,56 127,68 134,81 134,57 124,98 140,18 2,81 2,81 2,81 2,16 2,45 4,20 4,20 4,20 5,67 5,67 9,93 9,93 9,93 9,93 9,93 76,45 76,45 7,08 99,33 2,10 4,20 9,60 79,80 77,64 77,89 82,60 85,33 86,09 79,80 77,64 77,89 82,60 85,33 86,09 8,11 7,92 7,68 10,32 7,44 9,84 117,40 108,16 108,81 116,45 114,32 120,69 2,62 2,52 2,40 4,20 2,40 3,56 4,20 5,67 4,20 4,62 4,20 5,04 9,93 9,38 9,60 9,38 9,38 8,28 7 7.2 7.5 73946/001 73985/001 m2 m 23,50 6,47 44,47 54,49 44,20 57,13 44,99 57,04 44,34 52,49 48,36 58,42 35,48 42,89 35,80 50,44 35,25 46,86 35,02 46,90 40,84 51,93 42,58 48,74 43,26 53,10 pt pt pt pt m m cj un. un. 74,45 62,24 20,41 20,41 4,82 3,24 728,62 51,45 7,96 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8,00 13,00 1,00 1,00 36,00 4,00 1,00 1,00 3,00 8 8.1 8.1.1 8.1.2 8.1.3 8.1.4 8.1.7 8.1.8 8.1.9 8.1.10 8.1.11 74054/001 74054/002 73915/002 73915/002 74172/001 72249 13597 74131/002 74130/001 221 Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) (cont.) 8.1.13 8.1.23 8.2 8.2.1 8.2.1.1 8.2.1.2 8.2.1.3 8.2.1.4 8.2.1.5 8.2.1.6 8.2.1.7 8.2.1.8 8.2.1.9 8.3 8.3.1 8.3.2 8.3.3 8.3.4 8.3.5 8.3.6 8.3.7 8.3.8 8.3.9 8.3.10 8.3.11 8.3.12 8.4 8.4.1 8.4.1.1 Código SINAPI 74130/003 68069 un. un. un. Custo Unitário 43,46 29,85 P 25 1,00 1,00 P 26 1,00 1,00 P 27 1,00 1,00 P 28 1,00 1,00 P 29 1,00 1,00 P 30 1,00 1,00 P 31 1,00 1,00 P 32 1,00 1,00 P 33 1,00 1,00 P 34 1,00 1,00 P 35 1,00 1,00 P 36 1,00 1,00 73959/001 73735/002 1857 74176/001 74184/001 74058/002 73975/001 73965/015 72920 pt un. m un. un. un. un. m3 m3 49,48 303,27 2,36 36,73 24,79 57,27 46,13 17,71 9,45 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 6,00 1,00 30,00 1,00 1,00 1,00 1,00 0,63 0,63 74165/001 74165/002 74165/003 74165/004 74186/001 72292 74166/001 74225/001 12,78 17,60 23,93 25,74 8,00 28,00 8,00 11,00 8,00 29,00 8,00 11,00 8,00 30,00 8,00 11,00 8,00 31,00 8,00 11,00 8,00 32,00 8,00 11,00 8,00 33,00 8,00 11,00 8,00 34,00 8,00 11,00 8,00 35,00 8,00 11,00 8,00 36,00 8,00 11,00 8,00 37,00 8,00 11,00 8,00 38,00 8,00 11,00 8,00 39,00 8,00 11,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 1,00 2,00 1,00 74019/001 72920 1857 m m m m un. un. un. un. un. m3 m3 ml 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 2,40 2,39 4,80 74193/001 cj 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 22,24 86,06 48,00 54,64 17,71 9,45 2,36 212,02 222 Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) (cont.) 8.4.1.2 8.4.1.3 8.4.1.4 8.4.1.5 8.4.1.7 9 9.1 9.2 9.3 9.5 Código SINAPI 6009 6052 6031 68061 un. un. un. un. un. cj Custo Unitário 108,05 131,40 150,73 8,38 15,00 9537 m² un m2 un 0,97 6,00 0,47 16,90 73859/002 73916/003 P 25 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 26 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 27 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 28 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 29 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 30 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 31 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 32 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 33 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 34 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 35 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 P 36 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 44,47 44,20 44,99 44,34 48,36 35,48 35,80 35,25 35,02 40,84 42,58 43,26 26,00 27,00 28,00 29,00 30,00 31,00 32,00 33,00 34,00 35,00 36,00 37,00 135,00 135,33 140,00 136,31 130,94 146,32 145,50 146,27 146,67 138,90 137,52 136,80 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 223 224 APÊNDICE D - TOPOLOGIAS Figura 50 - Topologias das plantas 1 a 6 Grafos Justificados e Mapas Convexos das plantas das unidades habitacionais do PAR, Cuiabá e Várzea Grande (2000-2008). 225 Figura 51 - Topologias das plantas 7 a 11 226 Figura 52 - Topologias das plantas 12 a 17 227 Figura 53 - Topologias das plantas 18 a 23 228 Figura 54 - Topologias das plantas 24 a 29 229 Figura 55 - Topologias das plantas 28 a 36 230 231 Esquemas de características topológicas das plantas das unidades habitacionais do PAR, Cuiabá e Várzea Grande (2000-2008). Figura 56 - Esquema das características topológicas das Plantas de cinco cômodos. Figura 57 - Esquema das características topológicas das Plantas de seis cômodos. 232 Figura 58 - Esquema das características topológicas das Plantas de sete cômodos. 233 APÊNDICE E - RESULTADO DA VALIDAÇÃO POR PROFISSIONAIS 234 Pesquisa entre os Técnicos (Engenheiros e Arquitetos) sobre as ponderações dos quesitos de qualidade do método em elaboração. Quadro de conceito e pontuação Conceito Muito importante Importante Pouco importante Pontuação 1 ponto 2 pontos 3 pontos Quadro 13 - Critério de pontuação do questionário de validação. 3 pontos Moda NBR 15.575 2 pontos 1. 1 ponto Tabela 58 - Resultado da validação do questionário 1, realizada com 24 profissionais. 1 7 16 3 1.1 Sala de estar Apresenta o mobiliário mínimo (assento para o número de pessoas previsto para a habitação, estante para TV (0,8 x 0,5 m)), espaço 0,50 m na frente do assento, para levantar e circular, largura mínima da sala deve ser de 2,40. 1.2 Sala de estar/jantar Mesa para o número de pessoas previsto, circulação de 0,75 a partir da borda da mesa. 4 8 12 3 1.3 Cozinha Apresenta o mobiliário mínimo (fogão (0,55 x 0,6 m), geladeira (0,7 x 0,7), pia (1,2 x 0,5 m), armário), circulação mínima de 0,85 m frontal à pia, fogão e geladeira, largura mínima de 1,5 m. 2 3 19 3 1.4 Dormitório casal Apresenta o mobiliário mínimo (1 cama de casal (1,4 x 1,9 m), 2 criados (0,5 x 0,5 m) e 1 roupeiro (1,6 x 0,5 m)), circulação mínima de 0,50 m. 0 4 19 3 1.5 Dormitório duplo (para duas pessoa) Apresenta o mobiliário mínimo (2 camas de solteiro (0,8 x 1,9 m), 1 criados (0,5 x 0,5 m)e 1 roupeiro(1,5 x 0,5 m)), circulação mínima entre as camas de 0,60 m e as demais circulações de 0,50 m. 1 12 11 2 1.6 Banheiro Apresentar 1 lavatório (0,39 x 0,29 m), 1 vaso (0,6 x 0,7) e 1 box (0,8 x 0,8 m ou 0,7 x 0,9 m), circulação mínima de 0,4 m frontal ao lavatório e vaso; largura mínima de 1,1 m exceto no box. 1 6 17 3 1.7 Área de serviço Apresentar 1 tanque (0,52 x 0,53 m) com capacidade de no mínimo 20 l e 1 máquina de lavar (0,6 x 0,65 m) 3 6 15 3 235 Espaço de tratamento de roupa Espaços de arrumação Espaços exteriores privados Depósito Estacionamento 5 10 9 10 9 5 7 11 6 16 5 3 4 8 12 Moda 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 3 pontos Programa de espaços 2 pontos 2. 1 ponto Tabela 59 - Resultado da validação do questionário 2, realizada com 24 profissionais 2 1 2 1 3 3.1 3.2 Extensão da bancada de cozinha (área de trabalho, pia e fogão) metros Índice de dimensão de roupeiros fixos (metros/habitante) 2 5 9 12 13 5 Moda Programa de equipamentos 2 pontos 3 pontos 3. 1 ponto Tabela 60 - Resultado da validação do questionário 3, realizada com 24 profissionais 3 2 4.1 4.2 4.3 Dimensão total de paredes mobiliáveis de quartos Dimensão total de paredes mobiliáveis de cozinha e serviços Dimensão total de paredes mobiliáveis de salas 1 2 4 11 11 7 14 15 4 Moda Extensão de paredes mobiliáveis 2 pontos 3 pontos 4 1 ponto Tabela 61 - Resultado da validação do questionário 4, realizada com 24 profissionais 3 3 2 Área útil de quartos Área útil de cozinha e serviços Área útil de salas (sala/copa) Área útil de circulação (corredor, hall) 1 8 14 0 10 13 1 10 12 16 5 2 Moda 5.1 5.2 5.3 5.4 3 pontos Área útil do cômodo 2 pontos 5. 1 ponto Tabela 62 - Resultado da validação do questionário 5, realizada com 24 profissionais 3 3 3 1 Dimensão útil de quarto casal Dimensão útil de quarto duplo Dimensão útil de cozinha Dimensão útil de salas Dimensão útil de circulação (corredor, hall) 1 7 15 1 10 12 0 10 13 1 12 10 15 4 4 Moda 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5 3 pontos Dimensão útil 2 pontos 6. 1 ponto Tabela 63 - Resultado da validação do questionário 6, realizada com 24 profissionais 3 3 3 2 1 236 2 pontos 3 pontos Moda 7. 1 ponto Tabela 64 - Resultado da validação do questionário 7, realizada com 24 profissionais 4 3 17 3 2 8 14 3 8 7 9 3 12 10 2 1 14 6 4 1 1 5 18 3 4 10 10 3 4 12 8 2 7 14 3 2 7 14 3 2 8 11 5 2 0 6 18 3 1 7 16 3 10 8 5 1 13 9 2 1 10 8 4 1 6 7 11 3 Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para uma mesa de estudo (0,80 x 0,60 m) espaço frontal de 0,855 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009). 2 12 10 2 Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para box de 0,8 x 1,0 m (Palermo, 2009). 0 8 15 3 Funcionalidade 7.1 Dormitórios 7.2 Cozinha 7.3 Cozinha 7.4 Cozinha 7.5 Cozinha 7.6 Cozinha 7.7 Sala 7.8 Área de serviço 7.9 Área de serviço 7.10 Área de serviço 7.11 Área de serviço 7.12 Geral 7.13 Banheiro 7.14 Sala de estar 7.15 Sala de estar/jantar 7.16 Cozinha 7.17 Dormitório casal 7.18 Dormitório duplo (para duas pessoas) 7.19 Banheiro Em todos os quartos é possível colocar as camas afastadas de obstáculos laterais, com as cabedeiras encostadas à parede, e com uma distância entre os pés da cama e a parede oposta não inferior a 0,50 m. (Pedro, 2000) A pia, a bancada de preparação de alimentos e o fogão encontram-se em sequência, não existindo circulações interpostas ou obstáculos nos percursos entre eles. (Pedro, 2000) Existem planos de trabalho de ambos os lados da pia com uma dimensão mínima de 0,40 m. (Pedro, 2000) Existe um plano de trabalho com uma altura rebaixada que permite certas atividades de preparação de refeições sejam realizadas na posição sentada, ou mesa de apoio. (Pedro 2000; Palermo 2009; NBR 15.575:1). Existem planos de trabalho de cada lado do fogão com uma largura mínima de 0,20 m. (Pedro 2000) A zona de abertura da porta do refrigerador não está em conflito com as áreas de uso de outros equipamentos (fogão, pia) ou com portas de acesso (Pedro, 2000). Existe um espaço de refeições correntes que não se sobrepõe a outros espaços funcionais (Pedro, 2000). Existe um espaço de tratamento de roupa (lavagem, secagem e passar a ferro) que não se sobrepõe a outros espaços funcionais (Pedro, 2000). Existe um espaço de secagem de roupa protegido da vista e do vento excessivo (Pedro, 2000). Existe um espaço de secagem de roupa coberto (Pedro, 2000; Palermo, 2009). Existe um espaço de secagem de roupa ao sol. Não existem conflitos entre portas de acesso a cômodos ou a casa e armários fixos. São satisfeitas as distâncias entre equipamentos sanitários (vaso e bidê 0,075 m de cada lado e 0,625 m de frente; lavatório 0,155 m laterais e 0,625 de frente) (Palermo, 2009). Acrescenta-se ao mobiliário mínimo mesa centro, circulação no entorno de 0,625 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (NBR 15.575:1; Palermo 2009). Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m(Palermo, 2009) Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,90 m(Palermo, 2009) Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para um berço (1,335 x 0,675 m)ou cômoda com espaço frontal 0,625 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009). Área de serviço 7.21 Dormitórios 7.22 Sala de estar 7.23 Cozinha 7.24 Geral Moda 7.20 3 pontos Funcionalidade 11 9 2 14 3 2 10 5 2 9 3 1 8 9 3 1 ponto 7. 2 pontos 237 Acrescenta-se ao mobiliário mínimo local para guarda 4 protegida do botijão de gás.(Palermo 2009) Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário 7 mínimo) (Palermo, 2009) Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário 9 mínimo) (Palermo, 2009) Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário 12 mínimo) (Palermo, 2009) Todas as portas possuem vão livre de 0,80 m 6 8. Avaliação geral 1 ponto 2 pontos 3 pontos Moda Tabela 65 - Resultado da validação do questionário 8, realizada com 24 profissionais 8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 8.6 8.7 Atendimento a NBR 15.575 Programa de espaços Programa de equipamentos Extensão de paredes mobiliáveis Área útil Dimensão útil Funcionalidade 0 4 1 4 0 0 0 5 10 15 10 12 7 4 19 10 8 10 12 17 20 3 3 2 3 3 3 3 RESPOSTAS POR FORMAÇÃO 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 3.1 3.2 4.1 4.2 4.3 5.1 5.2 5.3 5.4 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5 7.1 7.2 AU (8) 7.3 7.4 7.5 7.6 7.7 7.8 7.9 7.10 7.11 7.12 7.13 7.14 7.15 7.16 7.17 7.18 7.19 7.20 7.21 7.22 7.23 7.24 8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 8.6 8.7 ENC (16) Gráfico 27 - Respostas por formação profissional. LEGENDA AU – Arquiteto Urbanista ENC – Engenheiro Civil 238 239 APÊNDICE F - PLANTAS PADRONIZADAS 240 241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252 253 APÊNDICE G - PAREDES MOBILIÁVEIS Tabela 66 - Paredes Mobiliáveis (plantas 1 a 12) Questão P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12 Dimensão total de paredes Mobiliáveis de quartos(perímetro excluindo vãos e interferência de portas e, metade do comprimento de janelas) (metros) 19,70 19,90 18,20 18,04 17,44 18,47 16,27 17,51 17,92 19,15 18,20 17,58 Dimensão total de paredes Mobiliáveis de cozinha e serviços(perímetro excluindo vãos e interferência de portas e, metade do comprimento de janelas) (metros) 5,80 5,98 6,78 6,84 10,65 10,78 9,28 8,35 8,35 7,85 8,72 7,65 Dimensão total de paredes Mobiliáveis de salas (perímetro excluindo vãos e interferência de portas e, metade do comprimento de janelas) (metros) 8,05 7,68 8,55 8,81 7,96 9,89 8,91 9,07 7,60 7,90 9,06 Tabela 67 - Paredes Mobiliáveis (plantas 13 a 24) P13 P14 P15 P16 P17 P18 P19 P20 P21 P22 P23 P24 Questão 8,38 Dimensão total de paredes Mobiliáveis de quartos(perímetro excluindo vãos e interferência de portas e, metade do comprimento de janelas) (metros) 18,78 19,60 18,78 19,08 18,40 18,00 19,30 20,10 19,10 19,00 19,20 18,56 Dimensão total de paredes Mobiliáveis de cozinha e serviços(perímetro excluindo vãos e interferência de portas e, metade do comprimento de janelas) (metros) 5,22 8,98 4,70 5,42 5,83 8,80 7,90 6,72 7,51 9,78 8,45 9,91 Dimensão total de paredes Mobiliáveis de salas (perímetro excluindo vãos e interferência de portas e, metade do comprimento de janelas) (metros) 8,15 6,42 6,27 7,00 7,47 9,03 7,70 7,60 8,98 8,07 8,13 8,62 254 Tabela 68 - Paredes Mobiliáveis (plantas 25 a 36) Questão P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 Dimensão total de paredes Mobiliáveis de quartos(perímetro excluindo vãos e interferência de portas e, metade do comprimento de janelas) (metros) 19,44 19,22 19,60 18,40 19,20 18,80 18,47 17,44 18,64 18,64 20,36 20,50 Dimensão total de paredes Mobiliáveis de cozinha e serviços(perímetro excluindo vãos e interferência de portas e, metade do comprimento de janelas) (metros) 8,11 8,09 9,08 8,05 10,17 3,36 5,43 6,84 6,62 7,84 6,10 2,96 Dimensão total de paredes Mobiliáveis de salas (perímetro excluindo vãos e interferência de portas e, metade do comprimento de janelas) (metros) 9,93 8,82 7,67 9,47 9,63 6,34 6,86 8,02 6,77 7,80 7,22 7,24 255 256 ANEXO A - ESPECIFICAÇÕES MÍNIMAS PMCMV 257 Casa térrea Projeto Apartamento Projeto paradigma - Casa com sala / 1 dormitório Apartamento com sala / 1 dormitório para casal e 1 dormitório para duas pessoas / para casal e 1 dormitório para duas cozinha / área de serviço (externa) / circulação / pessoas / cozinha / área de serviço / banheiro. banheiro. Quadro 14 - Projetos Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). DIMENSÕES DOS CÔMODOS - Observar as dimensões da NBR 15.575 Mobiliário mínimo dormitório casal Mobiliário mínimo dormitório duas pessoas Mobiliário mínimo cozinha Sala de estar/refeições Área de Serviço Casa térrea Apartamento 1 cama (1,40 x 1,95 m); 1 criado-mudo (0,50 x 0,50); 1 guarda-roupa (1,50 x 0,55) e circulação de 0,50 m. 1 cama (1,40 m x 1,95 m); 1 criadomudo (0,50 m x 0,50 m); 1 guardaroupa (1,50 m x 0,55 m) e circulação de 0,50 m. 2 camas (0,80 m x 1,95 m);1 criado 2 camas (0,80 x 1,95);1 criado (0,50 x 0,50); 1 (0,50 m x 0,50 m); 1 guarda-roupa guarda-roupa (1,50 x 0,55) e circulação de 0,80 m (1,50 m x 0,55 m) e circulação de 0,80 entre as camas e restante com 0,50 m. m entre as camas e restante com 0,50 m. Largura mínima da cozinha: 1,60 m. Largura mínima da cozinha: 1,60 m. Quantidade Quantidade mínima: pia, fogão (0,60 mínima: pia, fogão (0,60 x 0,60 m) e geladeira m x 0,60 m) e geladeira (0,70 m x 0,70 (0,70 x 0,70 m). Previsão para armário sob a pia e m). Previsão para armário sob a pia e gabinete. gabinete. Largura mínima sala de Largura mínima sala de estar/refeições: 2,40 m. estar/refeições: 2,40 m. Quantidade Quantidade mínima de móveis: sofás com número mínima de móveis: sofás com número de assentos igual ao número de leitos, mesa para 4 de assentos igual ao número de leitos, pessoas e Estante/Armário TV. mesa para 4 pessoas e Estante/Armário TV. Quantidade mínima: 1 tanque (0,60 x 0,55 m) e 1 máquina (0,60 x 0,65 m). Quantidade mínima: 1 tanque (0,60 x 0,55 m) e 1 máquina (0,60 x 0,65 m). Quadro 15 - Dimensões dos cômodos Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). 258 CARACTERÍSTICAS GERAIS Casa térrea Área útil (área interna, sem contar áreas de paredes) 32 m² (não computada área de serviço). Apartamento 37 m² Observar a orientação municipal Observar a orientação municipal vigente ou adotar vigente ou adotar as dimensões as dimensões mínimas previstas na Norma de Pé direito mínimo mínimas previstas na Norma de Desempenho quando o município não regulamentar Desempenho quando o município não o assunto. regulamentar o assunto. Laje regularizada com massa única Forro Forro de madeira ou PVC. ou gesso, textura ou concreto Cobertura em telha cerâmica ou Cobertura em telha cerâmica sobre estrutura de fibrocimento (espessura mínima de 6 Cobertura madeira ou metálica ou outra solução com mm) sobre estrutura de madeira ou desempenho equivalente. metálica. Massa única ou gesso (exceto Massa única ou gesso (exceto banheiros, cozinhas Revestimento banheiros, cozinhas ou áreas de ou áreas de serviço) ou concreto regularizado para Interno serviço) ou concreto regularizado pintura. para pintura. Revestimento Massa única ou concreto regularizado Massa única ou concreto regularizado para pintura. Externo para pintura. Azulejo no box com altura mínima de Revestimento Azulejo no box com altura mínima de 1,50 m. 1,50 m. Barrado impermeável sobre a Áreas Molhadas Barrado impermeável sobre a pia e o tanque. pia e o tanque. Revestimento Massa única ou gesso ou concreto regularizado Massa única ou gesso ou concreto áreas comuns para pintura. regularizado para pintura. Portas internas, completas, em madeira. Aceitável Portas internas, completas, em Esquadrias e porta metálica adequada à agressividade do meio madeira. Aceitável porta metálica no Ferragens no acesso à casa. acesso ao apartamento. Largura de 0,80 para o caso de Largura de 0,80 para o caso de unidades adaptadas Portas banheiro unidades adaptadas para portadores para portadores de necessidades especiais de necessidades especiais Largura de 0,80 para o caso de Largura de 0,80 para o caso de unidades adaptadas Portas quartos unidades adaptadas para portadores para portadores de necessidades especiais de necessidades especiais Portas externas 0,80 x 2,10 m 0,80 x 2,10 m De alumínio para regiões De alumínio para regiões litorâneas(ou meios Janelas litorâneas(ou meios agressivos) e de agressivos) e de aço para demais regiões. aço para demais regiões. Cerâmica esmaltada em banheiro e Cerâmica esmaltada em banheiro e cozinha, com cozinha / área de serviço, com Pisos rodapé. Cimentado preparado para aplicação de rodapé. Cimentado nas demais áreas cerâmica nas demais áreas. internas. Nas áreas comuns (hall) e escadas, piso cimentado. Ampliação da UH Os projetos deverão prever a ampliação das casas. Quadro 16 - Características gerais do projeto Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). 259 Paredes internas Paredes áreas molhadas Paredes externas Tetos Esquadrias PINTURAS Casa térrea Tinta PVA Tinta acrílica Apartamento Tinta PVA Tinta acrílica Tinta acrílica ou textura impermeável Tinta acrílica ou textura impermeável Tinta PVA Tinta PVA Em esquadrias de aço, esmalte (2 demãos) sobre Em esquadrias de aço, esmalte (2 fundo preparador (1 demão). demãos) sobre zarcão (1 demão). Quadro 17 - Especificação de pintura Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). LOUÇAS E METAIS Casa térrea Lavatório Vaso Sanitário Tanque Pia cozinha Número de pontos de tomadas elétricas Número de pontos diversos Número de circuitos Interfone Apartamento Louça branca sem coluna e torneira Louça sem coluna e torneira metálica cromada. metálica cromada. Louça branca com Caixa de descarga Louça com Caixa de descarga acoplada. acoplada. Capacidade mínima de 18 litros, de Capacidade mínima de 18 litros, de concreto préconcreto pré-moldado, granilite ou moldado, granilite ou mármore sintético com mármore sintético com torneira torneira metálica cromada. metálica cromada. Bancada de 1,20 x 0,55 m com cuba Bancada de 1,20 x 0,55 m com cuba de granilite ou de granilite ou mármore sintético, mármore sintético, torneira metálica cromada. torneira metálica cromada. Quadro 18 - Especificações sobre louças e metais Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). INSTALAÇÕES ELÉTRICAS / TELEFÔNICAS Casa térrea Apartamento 2 na sala, 4 na cozinha, 2 na área de 2 na sala, 4 na cozinha, 1 na área de serviço, 2 em serviço, 2 em cada dormitório, 1 cada dormitório, 1 tomada no banheiro e mais 1 tomada no banheiro e mais 1 tomada tomada para chuveiro elétrico (mesmo em caso de para chuveiro elétrico (mesmo em aquecimento solar). caso de aquecimento solar). 1 ponto de telefone, 1 de campainha, 1 ponto de telefone, 1 ponto de antena e 1 ponto de 1 ponto de antena e 1 ponto de interfone (em condomínios). interfone. Prever circuitos independentes para Prever circuitos independentes para chuveiro chuveiro (dimensionado para a (dimensionado para a potência usual do mercado potência usual do mercado local), local), tomadas e iluminação. tomadas e iluminação. Instalar sistema de interfone (em condomínios) Instalar sistema de interfone Quadro 19 - Solicitações sobre instalações elétricas e telefônicas Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). 260 DIVERSOS Casa térrea Apartamento Caixa d´água de 500 litros ou de maior capacidade quando exigido pela Para reservatório elevado de água potável, em concessionária local. Para reservatório Reservatório condomínio, prever instalação de no mínimo 2 elevado de água potável, em condomínio, bombas de recalque com manobra simultânea. prever instalação de no mínimo 2 bombas de recalque com manobra simultânea. Vaga de garagem conforme definido na Vaga de garagem conforme definido na Vagas legislação municipal legislação municipal Alambrado com baldrame e altura Cercamento do Alambrado com baldrame e altura mínima de mínima de 1,80 m no entorno do condomínio 1,80 m no entorno do condomínio. condomínio. Proteção da Piso em concreto de 0,50 m de largura ao Piso em concreto de 0,50 m de largura ao redor alvenaria externa redor da edificação. da edificação. Quando previstas, as calçadas deverão Quando previstas, as calçadas deverão Calçadas apresentar largura mínima de 0,80 m. apresentar largura mínima de 0,80 m. Prever solução para máquina de lavar Prever solução para máquina de lavar roupas Máquina Lavar roupas (ponto elétrico, hidráulica e de (ponto elétrico, hidráulica e de esgoto). esgoto). Para empreendimentos com 60 unidade Para empreendimentos com 60 unidade habitacionais ou mais, prever 1% da soma habitacionais ou mais, prever 1% da soma dos Equipamento de dos custos de Infraestrutura e Edificações custos de Infraestrutura e Edificações para lazer / uso para construção de equipamentos de construção de equipamentos de lazer/uso comunitário lazer/uso comum. Priorização: centro comum. Priorização: centro comunitário, comunitário, quadra de esportes, praça / quadra de esportes, praça / playground. playground. Edificações até 3 pavimentos, maior ou igual a Distâncias 4,50 m. Edificações de 4 a 5 pavimentos, maior mínimas entre ou igual a 5,00 m. Edificações acima de 5 blocos pavimentos, maior ou igual a 6,00 m, Quadro 20 - Solicitações complementares ao projeto (cont.) Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). TECNOLOGIAS INOVADORAS Casa térrea Apartamento Aceitáveis as tecnologias inovadoras testadas e aprovadas conforme a Norma de Desempenho – NBR 15.575 e homologadas pela CAIXA. Aceitáveis as tecnologias inovadoras testadas e aprovadas conforme a Norma de Desempenho – NBR 15.575 e homologadas pela CAIXA. Quadro 21 - Tecnologias inovadores no sistema construtivo Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). SUSTENTABILIDADE Casa térrea Apartamento Aquecimento solar nas unidades (item financiável nas regiões S, SE, CO e regiões frias do NE). Sistema aprovado pelo INMETRO e Qualisol Aquecimento solar nas unidades (item financiável nas regiões S, SE, CO e regiões frias do NE). Sistema aprovado pelo INMETRO e Qualisol Medição individualizada de água e gás (ou sistema de Medição individualizada de água e gás. botijão individualizado). Quadro 22 - Sustentabilidade da unidade habitacional. Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). 261 INFRAESTRUTURA (Casa Térrea e Apartamentos) Pavimentação com guias, sarjetas e sistema de drenagem Sistema de abastecimento de água Solução para esgotamento sanitário Energia elétrica e iluminação pública Quadro 23 - Solicitações sobre a infraestrutura Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). ACESSIBILIDADE (Casa Térrea e Apartamentos) Casa Térrea e Apartamentos Seguir a legislação municipal e estadual sobre o tema. Os espaços públicos devem ser acessíveis Quadro 24 - Solicitações sobre acessibilidade Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a). 262 ANEXO B – PLANTAS COHAB/MT Fonte: Companhia de Habitação do Estado de Mato Grosso, 1980a. Fonte: Companhia de Habitação do Estado de Mato Grosso, 1980b. 263