UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO
FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM
ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E AMBIENTAL
MÉTODO PARA AVALIAÇÃO DE PROJETOS DE
HABITAÇÃO SOCIAL: MOBILIAMENTO, ESPACIOSIDADE
E FUNCIONALIDADE
KÁTIA ALVES BARCELOS
CUIABÁ, MT
FEVEREIRO, 2011
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM
ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E AMBIENTAL
MÉTODO PARA AVALIAÇÃO DE PROJETOS DE
HABITAÇÃO SOCIAL: MOBILIAMENTO, ESPACIOSIDADE
E FUNCIONALIDADE
KÁTIA ALVES BARCELOS
Dissertação apresentada ao Programa de
Pós-Graduação em Engenharia de Edificações
e Ambiental da Universidade Federal de Mato
Grosso, como um requisito, à obtenção do
título de Mestre em Engenharia de Edificações
e Ambiental.
Orientador: Prof. Dr. Douglas Queiroz Brandão
CUIABÁ, MT
FEVEREIRO, 2011
Dados Internacionais de Catalogação na Fonte.
B242m
Barcelos, Kátia Alves.
Método para avaliação de projetos de habitação social : mobiliamento,
espaciosidade e funcionalidade / Kátia Alves Barcelos. – 2011.
263 f. : il. (algumas color.) ; 30 cm.
Orientador: Douglas Queiroz Brandão.
Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de
Arquitetura, Engenharia e Tecnologia, Programa de Pós-Graduação em
Engenharia de Edificações e Ambiental, 2011.
Bibliografia: f. 187-193.
1. Habitação popular. 2. Qualidade habitacional - Avaliação. 3. Custo
habitacional. 4. Projetos habitacionais. 5. Programa de Arrendamento Familiar. I.
Título.
CDU 728.05(817.2)
Ficha catalográfica elaborada pelo Bibliotecário Carlos Henrique T. de Freitas. CRB-1: 2.234.
Permitida a reprodução parcial ou total desde que citada a fonte.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM
ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E AMBIENTAL
CERTIFICADO DE APROVAÇÃO
MÉTODO PARA AVALIAÇÃO DE PROJETOS DE HABITAÇÃO SOCIAL:
MOBILIAMENTO, ESPACIOSIDADE E FUNCIONALIDADE
KÁTIA ALVES BARCELOS
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho àqueles que necessitam
de uma habitação de interesse social de
qualidade, que proporcione as condições
dignas de moradia que todo ser humano deve
ter, esperando sensibilizar projetistas e
construtores em direção a esse ideal.
AGRADECIMENTOS
A Deus, sempre em primeiro lugar.
Ao meu orientador, Prof. Dr. Douglas, pela paciência e por confiar e compartilhar
comigo seus conhecimentos técnicos e de vida.
Ao meu esposo, Leon, que está sempre ao meu lado.
Aos meus filhos que são minha fonte de inspiração e vida.
Aos meus pais, Longuinho e Geralda, e aos irmãos, Kênia, Keydson que estão sempre
presentes nos momentos bons e ruins. Ao meu querido irmão Kleber (in memoriam), que por
sua felicidade por eu ter ingressado neste curso, não me permitiu abandoná-lo, naquele
momento difícil, quando de sua partida.
A Nenê, que me ajuda em todas as tarefas do dia a dia.
Aos colegas da Caixa Econômica Federal, que além do apoio técnico e muitas vezes
executivo, compreenderam a minha ocasional ausência.
A todos os colegas e professores do Mestrado, que em vários momentos e de várias
formas me ajudaram.
À aqueles que me disseram “não”, pois me motivaram a buscar um “sim”.
RESUMO
Este trabalho discute como analisar e selecionar projetos para habitação de interesse social,
tecnicamente viáveis, equacionando as especificações dos programas habitacionais, a
qualidade do espaço e os recursos disponíveis. Através da adaptação de um método
internacional de avaliação da qualidade habitacional, foi analisada a produção de moradias
dentro do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) em Cuiabá e Várzea Grande, ambas
em Mato Grosso. O método está focado na habitação e adotou parâmetros baseados em norma
e estudos nacionais e internacionais sobre o tema. O resultado são seis grupos de projetos que
tem características de qualidade, custo e área que proporcionam a identificação de projetos
com maior qualidade, oferecida por arranjos espaciais adequados a custos viáveis. Nestes
grupos em três deles foi encontrada a qualidade recomendável, conforme o método, para
habitação. Esta pesquisa mostra que o custo não cresce na mesma proporção da área, sendo
viável o aumento desta sem tornar o projeto inviável financeiramente. E ainda, o arranjo
inadequado do espaço poderá comprometer a qualidade independentemente da área.
Palavras-chave: Habitação popular. Desempenho. Custo.
ABSTRACT
This paper discusses how to analyze and select projects for public housing, that are
technically sound, meeting the specifications of the housing programs, achieving adequate
space with the uses of available resources. Through the adaptation of an international method
to assess housing quality, the production of houses was analyzed within the Income
Residential Program in Cuiaba and Varzea Grande, both located in Mato Grosso. This
method focuses on housing, and adopted parameters based on both national and international
studies about the subject. The results yielded six group projects with the highest quality, cost
and area that allow for the identification of projects with the highest quality, offered by
adequate spatial and reasonable costs. Based on these results, there were three that were
recommended due to housing quality, according to the method. This research shows that
costs do not go up in the same proportion of the area, keeping in mind that, the project will be
able to be accomplished from a financial standpoint. Furthermore, the inadequate
arrangement of the space might compromise the quality regardless of the area.
Keywords: Public housing/dwelling. Performance. Cost.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 - Cortiço ................................................................................................................................... 26
Figura 2 - Cortiço e a privacidade .......................................................................................................... 26
Figura 3 - Casa Econômica tipo 3. ......................................................................................................... 27
Figura 4 - Vila economizadora ............................................................................................................... 27
Figura 5 - Apartamento área mínima - IAP............................................................................................ 29
Figura 6 - Fachada do Conjunto Realengo ............................................................................................. 29
Figura 7 - Casa de 2 quartos (Área =43 m², Anil, nov./73 a fev./76, São Luís/MA, COHAB/MA) ...... 30
Figura 8 - Casa de 2 e 3 Q (Parque Ipê Anil, out./67 a jul./70, Joinville/SC, COHAB/SC) .................. 31
Figura 9 - Apartamento, PAR, Canoas/RS. ............................................................................................ 33
Figura 10 - Casa, PAR, João Pessoa/PA ................................................................................................ 33
Figura 11 - Fachada de casa cuiabana .................................................................................................... 42
Figura 12 - Varanda da casa cuiabana .................................................................................................... 43
Figura 13 - Quintal de casa Cuiabana .................................................................................................... 43
Figura 14 - Casa simples Rua Prof. João Félix, Cuiabá/MT .................................................................. 43
Figura 15 - Planta de uma casa cuiabana ............................................................................................... 44
Figura 16 - Casa cuiabana antiga ........................................................................................................... 44
Figura 17 - Conjunto Habitacional Popular, na década de 60. ............................................................... 45
Figura 18 - Croqui da planta original da casa, sem escala ..................................................................... 45
Figura 19 - Fachada da unidade nos dias atuais. .................................................................................... 45
Figura 20 - Planta Baixa, A=25,18 m² (MT.8.I.2.30, CPA 1 e 2/Cuiabá).............................................. 50
Figura 21 - Planta Baixa, A. útil = 54,57 m² (MT.26.I.2.60 Tijucal/Cuiabá). ....................................... 50
Figura 22 - Plantas Baixas (Grande Terceiro/Cuiabá, CPA/Cuiabá e COHAB Rio
Vermelho/Rondonópolis). ................................................................................................. 51
Figura 23 - Planta de 39,64 m² do Governo do Estado .......................................................................... 58
Figura 24 - Planta de 31,98 m² do Governo do Estado .......................................................................... 58
Figura 25 - Planta de 24,12 m² do Governo do Estado .......................................................................... 58
Figura 26 - Cozinha Mínima .................................................................................................................. 63
Figura 27 - Modelos de espaços de dormir. ........................................................................................... 67
Figura 28 - Potencial de influência no custo final de um empreendimento de edifício e suas fases. ..... 83
Figura 29 - Análise da circulação ........................................................................................................... 86
Figura 30 - Análise das superfícies livres (cinza). ................................................................................. 86
Figura 31 - Análise das semelhanças entre os elementos da planta. ...................................................... 87
Figura 32 - Exemplo de avaliação através de função de transformação ................................................ 91
Figura 33 - Modelo do Método de Martins. ........................................................................................... 94
Figura 34 - Dendograma do método CHAID ......................................................................................... 96
Figura 35 - Os três primeiros níveis da árvore de pontos de vista ....................................................... 104
Figura 36 - O terceiro, quarto e quinto nível da árvore de pontos de vista da habitação ..................... 106
Figura 37 - Planta levantada (planta 1). ............................................................................................... 110
Figura 38 – Plantas 33 e 34 ocorrem com maior frequência nos empreendimentos PAR. .................. 112
Figura 39 - Planta 1 - Padronizada ....................................................................................................... 114
Figura 40- Grafos justificados de maior ocorrência nas plantas analisadas. ........................................ 116
Figura 41 - Recorte na árvore de ponto de vista................................................................................... 118
Figura 42 - Grupo 1, Planta 13 ............................................................................................................. 173
Figura 43 - Grupo 2, Planta 8 ............................................................................................................... 174
Figura 44 - Grupo 3, Planta 5 ............................................................................................................... 175
Figura 45 - Grupo 4, planta 29 ............................................................................................................. 176
Figura 46 - Grupo 5, Planta 35 ............................................................................................................. 177
Figura 47 - Grafo II, maior ocorrência no Grupo 5 .............................................................................. 177
Figura 48 - Grupo 6, planta 27 ............................................................................................................. 178
Figura 49 - Grafo IX, maior ocorrência no Grupo 6 ............................................................................ 178
Figura 50 - Topologias das plantas 1 a 6 .............................................................................................. 225
Figura 51 - Topologias das plantas 7 a 11 ............................................................................................ 226
Figura 52 - Topologias das plantas 12 a 17 .......................................................................................... 227
Figura 53 - Topologias das plantas 18 a 23 .......................................................................................... 228
Figura 54 - Topologias das plantas 24 a 29 .......................................................................................... 229
Figura 55 - Topologias das plantas 28 a 36 .......................................................................................... 230
Figura 56 - Esquema das características topológicas das Plantas de cinco cômodos........................... 231
Figura 57 - Esquema das características topológicas das Plantas de seis cômodos. ............................ 231
Figura 58 - Esquema das características topológicas das Plantas de sete cômodos. ............................ 232
Gráfico 1 - Déficit habitacional urbano, por faixa de renda ................................................................... 17
Gráfico 2 - Demanda de domicílios em Cuiabá ..................................................................................... 19
Gráfico 3 - Unidades Habitacionais entregues pela COHAB-MT (1966 a 1996). ................................. 47
Gráfico 4 - Unidades Habitacionais entregue, por ano, COHAB/MT, de 1966 a 1996. ........................ 47
Gráfico 5 - Unidades Habitacionais entregues pela COHAB-MT (1966 a 1983). ................................. 48
Gráfico 6 - Evolução Histórica da Habitação em Mato Grosso (1949- out./2010). ............................... 53
Gráfico 7 - Unidades Habitacionais recursos FGTS, FAT, OGU e FAR, 1995-2010. .......................... 54
Gráfico 8 - Participação dos recursos na habitação de MT (1995-2010) ............................................... 55
Gráfico 9 - Média de unidades habitacionais por empreendimento PAR, por ano, em MT. ................. 56
Gráfico 10 - Unidades habitacionais, executadas pelo Governo do Estado ........................................... 57
Gráfico 11 - Demonstrativo dos Programas Habitacionais do MT. ....................................................... 57
Gráfico 12 - Variação das áreas em habitações proletárias. ................................................................... 68
Gráfico 13 - metro quadrado por pessoa. ............................................................................................... 69
Gráfico 14 - Exigências de países europeus e entidades (m²/pessoa). ................................................... 69
Gráfico 15 - Rubricas do Método Qualitel ............................................................................................. 88
Gráfico 16- Número de Cômodos, Profundidade e Frequência. .......................................................... 117
Gráfico 17 - Reta e equação da reta formada pelos critérios de avaliação programa de espaços. ....... 121
Gráfico 18 - Equações de reta dos critérios de avaliação: Cozinha (Questionário 3). ......................... 122
Gráfico 19 - Equações de reta dos critérios de avaliação: Quartos (Questionário 3). .......................... 124
Gráfico 20 - Equações de reta dos critérios de avaliação, área útil: Quartos ....................................... 125
Gráfico 21 - Equações de reta dimensionamento mínimo, quartos ..................................................... 127
Gráfico 22 - Equações de reta dos critérios de avaliação, funcionalidade ........................................... 133
Gráfico 23 - Gráfico qualidade, custos e área dos projetos analisados. ............................................... 167
Gráfico 24 - Classificação dos projetos em grupos (qualidade, custo e área) ...................................... 171
Gráfico 25- Classificação dos projetos em grupos ............................................................................... 172
Gráfico 26 - Qualidade das plantas no período de 2000 a 2008........................................................... 179
Gráfico 27 - Respostas por formação profissional. .............................................................................. 238
Mapa 1 - Déficit habitacional total, por estado em 2007. ...................................................................... 18
Mapa 2 - Empreendimentos PAR, Cuiabá e Várzea Grande, 2000 a 2008. ......................................... 200
Quadro 1 - Quadro dos Programas habitacionais ................................................................................... 35
Quadro 2 - Especificações determinadas para o PAR ............................................................................ 37
Quadro 3 - Comparando os estudos de Boueri e Pedro com Silva (1982) e Pereira (2007) .................. 72
Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima ............................................... 74
Quadro 5 - Lista critérios de avaliação do Método SEL ........................................................................ 90
Quadro 6 - Os seis Bs da qualidade habitacional definidos por Martins (1995). ................................... 92
Quadro 7- Atribuição de Notas ............................................................................................................ 102
Quadro 8 - Planta e a sua ocorrência nos empreendimentos do PAR .................................................. 111
Quadro 9 - Padronização dos projetos levantados................................................................................ 114
Quadro 10- Questões sobre funcionalidade.......................................................................................... 161
Quadro 11 - Grupo segundo a qualidade, o custo e a área ................................................................... 170
Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI. ................................................................... 204
Quadro 13 - Critério de pontuação do questionário de validação. ....................................................... 234
Quadro 14 - Projetos ............................................................................................................................ 257
Quadro 15 - Dimensões dos cômodos .................................................................................................. 257
Quadro 16 - Características gerais do projeto ...................................................................................... 258
Quadro 17 - Especificação de pintura .................................................................................................. 259
Quadro 18 - Especificações sobre louças e metais ............................................................................... 259
Quadro 19 - Solicitações sobre instalações elétricas e telefônicas ....................................................... 259
Quadro 20 - Solicitações complementares ao projeto (cont.) .............................................................. 260
Quadro 21 - Tecnologias inovadores no sistema construtivo............................................................... 260
Quadro 22 - Sustentabilidade da unidade habitacional. ....................................................................... 260
Quadro 23 - Solicitações sobre a infraestrutura ................................................................................... 261
Quadro 24 - Solicitações sobre acessibilidade ..................................................................................... 261
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Proporção de domicílios estimados e projetados, por categoria de tamanho do domicílio,
segundo o período e grande região. Brasil, 2008 a 2023 ................................................... 19
Tabela 2 - Evolução Dimensional do Código Sanitário (SP) ................................................................. 62
Tabela 3 - Área Mínima para habitação (m²) ......................................................................................... 66
Tabela 4 - Área mínima, regular, recomendável .................................................................................... 67
Tabela 5 - Área mínima, recomendável e ótima .................................................................................... 68
Tabela 6 - Paredes e as formas geométricas de plantas de edifícios. ..................................................... 70
Tabela 7 - Pontuação para o atributo potencial de conversão do cômodo. ............................................ 97
Tabela 8 - Intervalos de funcionalidade ................................................................................................. 98
Tabela 9 - Ponderação da Metodologia de Avaliação para o Produto Habitacional ............................ 100
Tabela 10 - Recomendações de área para unidades do PAR................................................................ 101
Tabela 11 - Repetições de plantas nos empreendimentos PAR (2000-2008). ..................................... 111
Tabela 12- Questões quanto ao atendimento à NBR 15.575:1, item 16............................................... 119
Tabela 13 - Questões relativas ao programa de espaços. ..................................................................... 120
Tabela 14 - Critérios de Avaliação para Programa de espaços (Questionário 2). ................................ 121
Tabela 15 - Valores de referência para a extensão da bancada da cozinha .......................................... 122
Tabela 16 - Programa de equipamentos ............................................................................................... 123
Tabela 17 - Valores de referência para índice de guarda roupas por habitante. ................................... 123
Tabela 18 - Valores de referência para área útil dos quartos ............................................................... 125
Tabela 19 - Equações de reta para área mínima (questionário 5)......................................................... 126
Tabela 20 - Área útil ............................................................................................................................ 126
Tabela 21- Valores de referência para dimensionamento: quartos. ..................................................... 127
Tabela 22 - Equações de reta para dimensionamento mínimo (questionário 6)................................... 128
Tabela 23 - Dimensionamento mínimo dos cômodos .......................................................................... 128
Tabela 24 - Critérios para a Funcionalidade ........................................................................................ 131
Tabela 25- Valores de referência para funcionalidade ......................................................................... 133
Tabela 26 - Análise da Funcionalidade (Questionário 6). .................................................................... 134
Tabela 27 - Análise da Qualidade. ....................................................................................................... 136
Tabela 28 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 1 a 12) .......................................................... 139
Tabela 29 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 13 a 24) ........................................................ 140
Tabela 30 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 25 a 36) ........................................................ 141
Tabela 31 - Análise de espaços (plantas de 1 a 12) .............................................................................. 142
Tabela 32 - Análise de espaços (plantas de 13 a 24) ............................................................................ 143
Tabela 33 - Análise de espaços (plantas de 25 a 36) ............................................................................ 144
Tabela 34 – Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 1 a 9) ................. 145
Tabela 35 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 10 a 18).............. 146
Tabela 36 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 19 a 27).............. 147
Tabela 37 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 28 a 36).............. 148
Tabela 38 - Área mínima por cômodos (plantas 1 a 9) ........................................................................ 149
Tabela 39 - Área mínima por cômodos (plantas 10 a 18) .................................................................... 150
Tabela 40 - Área mínima por cômodos (plantas 19 a 27) .................................................................... 151
Tabela 41 - Área mínima por cômodos (plantas 28 a 36) .................................................................... 152
Tabela 42 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 1 a 9) ................................................ 153
Tabela 43 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 10 a 18) ............................................ 155
Tabela 44 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 19 a 27) ............................................ 157
Tabela 45 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 28 a 36) ............................................ 159
Tabela 46 - Resultados obtidos para funcionalidade (plantas 1 a 18) .................................................. 163
Tabela 47 - Resultados obtidos para funcionalidade (plantas 19 a 36) ................................................ 164
Tabela 48 - Resultado final da análise de qualidade (plantas 1 a 18)................................................... 165
Tabela 49 - Resultado final da análise de qualidade (plantas 19 a 36)................................................. 165
Tabela 50 - Resultados do índice de qualidade e dos custos de cada projeto....................................... 166
Tabela 51 - Ocorrência das topologias no gráfico da qualidade .......................................................... 168
Tabela 52- Evolução da qualidade, custo e área .................................................................................. 169
Tabela 53 - Dimensões de mobiliário .................................................................................................. 195
Tabela 54 - Empreendimentos PAR, Cuiabá e Várzea Grande, 2000 a 2008. ..................................... 201
Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) ........ 209
Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) ...... 214
Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) ...... 219
Tabela 58 - Resultado da validação do questionário 1, realizada com 24 profissionais. ..................... 234
Tabela 59 - Resultado da validação do questionário 2, realizada com 24 profissionais ...................... 235
Tabela 60 - Resultado da validação do questionário 3, realizada com 24 profissionais ...................... 235
Tabela 61 - Resultado da validação do questionário 4, realizada com 24 profissionais ...................... 235
Tabela 62 - Resultado da validação do questionário 5, realizada com 24 profissionais ...................... 235
Tabela 63 - Resultado da validação do questionário 6, realizada com 24 profissionais ...................... 235
Tabela 64 - Resultado da validação do questionário 7, realizada com 24 profissionais ...................... 236
Tabela 65 - Resultado da validação do questionário 8, realizada com 24 profissionais ...................... 237
Tabela 66 - Paredes Mobiliáveis (plantas 1 a 12) ................................................................................ 254
Tabela 67 - Paredes Mobiliáveis (plantas 13 a 24) .............................................................................. 254
Tabela 68 - Paredes Mobiliáveis (plantas 25 a 36) .............................................................................. 255
13
SUMÁRIO
RESUMO ................................................................................................................................................ 6
LISTA DE ILUSTRAÇÕES.................................................................................................................. 8
LISTA DE TABELAS.......................................................................................................................... 11
INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 15
1 HABITAÇÃO SOCIAL NO BRASIL ........................................................................................... 24
1.1
HABITAÇÃO SOCIAL A PARTIR DO SÉCULO XX. .......................................................... 25
1.2
HABITAÇÃO SOCIAL NOS DIAS ATUAIS ......................................................................... 33
1.2.1 Programa de Arrendamento Residencial (PAR)........................................................................ 37
1.2.2 Programa Minha Casa, Minha Vida .......................................................................................... 38
2 HABITAÇÃO POPULAR em CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE ............................................... 40
2.1
VÁRZEA GRANDE ................................................................................................................. 40
2.2
CUIABÁ.................................................................................................................................... 41
2.3
HABITAÇÃO EM CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE .............................................................. 42
2.3.1 Banco Nacional de Habitação e a COHAB/MT ........................................................................ 46
2.3.2 Pós COHAB/MT ....................................................................................................................... 52
3 DIMENSÕES E FUNÇÕES DA HABITAÇÃO........................................................................... 60
3.1
DIMENSÕES MÍNIMAS ......................................................................................................... 61
3.2
FUNÇÕES DA HABITAÇÃO E MOBILIAMENTO .............................................................. 71
3.2.1 Redução da área das unidades habitacionais ............................................................................. 80
4 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE HABITACIONAL ..................................... 82
4.1
MÉTODO KLEIN ..................................................................................................................... 85
4.2
MÉTODO QUALITEL ............................................................................................................. 88
4.3
MÉTODO SEL .......................................................................................................................... 89
4.4
MÉTODO MARTINS ............................................................................................................... 91
4.5
MÉTODO BRANDÃO ............................................................................................................. 95
4.6
MÉTODO LEITE ...................................................................................................................... 98
4.7
MÉTODO PALERMO .............................................................................................................. 99
4.8
MÉTODO BUZZAR E FABRÍCIO ........................................................................................ 100
4.9
MÉTODO PEDRO .................................................................................................................. 102
4.9.1 Critérios de avaliação do Método Pedro ................................................................................. 103
5 MÉTODO PROPOSTO E APLICAÇÃO ................................................................................... 109
5.1
COLETA DE DADOS DAS UNIDADES .............................................................................. 110
5.2
PADRONIZAÇÃO DOS DADOS .......................................................................................... 113
5.3
TIPIFICAÇÃO PRELIMINAR ............................................................................................... 115
5.4
ANÁLISE DO ESPAÇO INTERNO DOS CÔMODOS. ....................................................... 117
5.4.1 Atendimento à NBR 15.575:1 ................................................................................................. 119
5.4.2 Programa de espaços ............................................................................................................... 120
5.4.3 Programa de equipamentos ..................................................................................................... 122
5.4.4 Extensão de parede mobiliável ................................................................................................ 124
5.4.5 Área útil ................................................................................................................................... 125
5.4.6 Dimensionamento mínimo ...................................................................................................... 127
5.4.7 Funcionalidade ........................................................................................................................ 130
5.4.8 Pontuação Final ....................................................................................................................... 136
5.5
CUSTO DA HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL ......................................................... 136
5.6
ANÁLISE DOS RESULTADOS ............................................................................................ 138
5.6.1 Qualidade, Custo e Área .......................................................................................................... 169
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS ................. 180
6.1
CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................. 180
6.1.1 Métodos de Avaliação da Qualidade da Habitação ................................................................. 181
6.2
SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS................................................................... 186
Apêndice A - PESQUISA DIMENSÕES DO MOBILIÁRIO ........................................................ 194
14
Apêndice B - MAPA DE LOCALIZAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS PAR ........................ 199
Apêndice C - QUANTIFICAÇÃO E CUSTOS UNITÁRIOS ........................................................ 203
Apêndice D - TOPOLOGIAS ............................................................................................................ 224
Apêndice E - RESULTADO DA VALIDAÇÃO POR PROFISSIONAIS .................................... 233
Apêndice F - PLANTAS PADRONIZADAS ................................................................................... 239
Apêndice G - PAREDES MOBILIÁVEIS ....................................................................................... 253
Anexo A - ESPECIFICAÇÕES MÍNIMAS PMCMV .................................................................... 256
Anexo B – PLANTAS COHAB/MT ................................................................................................. 262
15
INTRODUÇÃO
MOTIVAÇÃO PARA A PESQUISA
Com o ingresso da autora, em 2007, no quadro de arquitetos da Caixa Econômica
Federal (CAIXA) em Mato Grosso, esta iniciou suas atribuições profissionais na análise de
projetos de unidades habitacionais de interesse social tanto de empreendimentos com recursos
do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), quanto de empreendimentos do
Programa de Arrendamento Residencial (PAR), cujos recursos provêm do Fundo de
Arrendamento Residencial (FAR). As maiores ocorrências de análises foram de
empreendimentos PAR.
Durante o trabalho de análise é natural que ocorram as interações sobre os projetos das
unidades habitacionais. Neste momento, o profissional da Caixa deve orientar as construtoras
quanto à necessidade de atender as diretrizes do Programa, quanto às especificações de
materiais, espaços, programa de necessidades e recursos disponíveis. As construtoras,
defendendo suas necessidades operacionais e financeiras, oferecem propostas as quais são
muitas vezes deficientes quanto à qualidade dos espaços disponibilizados aos usuários finais,
os arrendatários.
Neste embate técnico, é frequente que o profissional analista da Caixa não consiga
reverter certos problemas de projeto, já que há um profissional com Anotação de
Responsabilidade Técnica (ART) de projeto e muitas vezes os projetos já estão aprovados nas
prefeituras, dificultando as alterações sugeridas. Para o PAR, havia poucos parâmetros para a
análise como será visto mais a frente nas especificações do programa.
16
CONTEXTO DA PESQUISA
Em fevereiro de 2001, a Lei 10.188 substituiu a Medida Provisória n. 1.823-1, de 27
de maio de 1999, com a qual o Governo Federal criou o Programa de Arrendamento
Residencial (PAR) com o objetivo de construir unidades habitacionais para pessoas com
renda de 3 a 10 salários mínimos na forma de arrendamento. Neste sistema, o arrendatário
paga uma parcela do arrendamento por 15 anos e, após este período, o imóvel, que é
patrimônio do FAR e de propriedade fiduciária da Caixa Econômica Federal (CAIXA),
poderá ser adquirido (BRASIL, 2001).
No início do programa em Mato Grosso, até 2002, foram construídos condomínios
residenciais com média inferior a 200 unidades habitacionais, os quais, devido a este
tamanho, puderam ser inseridos nos vazios da malha urbana. Nestes condomínios foi
executada toda a infraestrutura: rede de água, de esgoto, energia, drenagem e pavimentação.
As casas foram construídas com especificações próprias do programa, consideradas de padrão
baixo, conforme as indicações da NBR 12721 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 2006). Até então, as áreas destas habitações situavam-se, normalmente, entre 45
e 50 m².
Através de uma parceria com o Governo do Estado, a partir de 2003, a infraestrutura
passa a ser aportada como contrapartida. Assim a implantação que antes era na forma de
condomínio, de propriedade do FAR, passa a ser loteamento, onde somente as unidades e seus
lotes são de propriedade do fundo.
Infelizmente, esse aporte de recurso fomentou o aumento do tamanho dos conjuntos
habitacionais em 400%, os quais passaram a ter a média superior a 200 unidades
habitacionais, chegando, em 2007, a uma média próxima a 400 unidades. Em uma mesma
região foram construídas mais de 1300 unidades (Residenciais Buritis, Wantuil de Freitas e
Ilza Picolli), de acordo com dados levantados na Regional de Sustentação ao Negócio
Governo (RSNGOV/CB), anteriormente denominada Gerência de Desenvolvimento Urbano
(GIDUR/CB), setor na Caixa responsável pela análise dos processos dos empreendimentos
habitacionais.
Foi criada por meio da Portaria nº 231, de 4 de junho de 2004, mais uma especificação
para as unidades habitacionais do PAR, que foi denominada mínima, com redução de
acabamentos e área menor. Esta nova especificação visa a redução do valor da unidade para
17
que famílias com renda até quatro salários pudessem fazer o arrendamento (CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL, 2008). A referida portaria traz em seu texto, no item 7.1
(BRASIL, 2004):
Para os projetos com a especificação técnica mínima e a destinação das
unidades para famílias com renda até quatro salários mínimos, a taxa de
arrendamento será fixada em 0,5% do valor de aquisição das unidades
habitacionais.
Tendo como justificativa esta nova especificação, no decorrer do período entre as
primeiras implantações do PAR em Mato Grosso e o ano de 2008, com a utilização da
especificação mínima, a unidade habitacional perdeu qualitativa e quantitativamente, espaço e
acabamento. O acabamento pode ser resolvido após a construção, porém a espaço torna-se
mais complexo, pois depende de um projeto bem desenvolvido, no início, na fase de
concepção.
PROBLEMA DA PESQUISA
O déficit habitacional no Brasil em 2006 era de mais de 6,5 milhões de moradias e
atinge, principalmente, a população com renda até três salários, representando 90,7% deste
total. Somado à faixa de três a cinco salários mínimos, as duas faixas representam 96,20% do
total do déficit calculado (Gráfico 1). Por estes números, justifica-se os programas
habitacionais do Governo Federal, tais como o PAR e o Programa Minha Casa Minha Vida1,
que são direcionados a estas faixas de renda.
Déficit Habitacional Urbano (1), segundo faixas de renda média familiar
mensal - Brasil 2006
91%
Até 3 salários mínimos
5%
3%
1%
mais de 3 até 5
salários mínimos
mais de 5 até 10
salários mínimos
mais de 10 salários
mínimos
Gráfico 1 - Déficit habitacional urbano, por faixa de renda
1
Programa do Governo Federal para provimento de habitação com subsídios progressivos que atende famílias de 0 a 10
salários mínimos (vide 1.2.2).
18
Fonte: Elaborado a partir de IBGE2 (2006, apud Ministério da Cidades 2008b)
Em Mato Grosso o déficit em 2007 era de 86.679 unidades habitacionais (Mapa 1),
segundo o Ministério das Cidades (BRASIL, 2008b). Entretanto, em 2009, foram liberados,
pelo Programa Minha Casa Minha Vida, para renda de 0 a 10 salários, recursos suficientes
para a produção de 13.390 unidades habitacionais que, segundo o Governo Federal,
representava 10% do déficit do estado. Já foram contratados, até maio de 2010, 135,6% acima
desta meta em todo o estado de Mato Grosso (BRASIL, 2010b).
Mapa 1 - Déficit habitacional total, por estado em 2007.
Fonte: (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (2007, BRASIL. MINISTÉRIO DAS
CIDADES, 2008b, p. 26)
A preocupação em suprir a demanda é grande, haja vista a demanda futura de
domicílios, para Cuiabá, que pode ser observada no Gráfico 2 e o tamanho dos domicílios que
serão demandados na Tabela 1.
2
IBGE (RJ), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - 2005 microdados. [Rio de Janeiro, 2006]. CDROM.
19
Ano
Projeção da demanda de domicílios, Cuiabá-MT, 2003-2023.
2023
2022
2021
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
229.599
228.521
226.964
224.975
222.615
220.005
217.265
214.475
211.699
208.957
206.092
202.884
199.012
194.130
187.975
180.582
172.161
163.333
154.792
147.143
140.766
Gráfico 2 - Demanda de domicílios em Cuiabá
Fonte: Elaborado baseado em Oliveira, Givisiez e Rios-Neto (2009).
Tabela 1 - Proporção de domicílios estimados e projetados, por categoria de tamanho do domicílio, segundo o
período e grande região. Brasil, 2008 a 2023
Valores relativos
Período
2008
2009
Grande região
Unipessoais
Dois moradores
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
8,8%
10,2%
11,8%
11,5%
11,7%
13,1%
14,9%
17,2%
16,7%
17,1%
16,0%
17,7%
22,0%
23,8%
20,5%
20,9%
22,8%
28,5%
30,5%
26,1%
Três/quatro
moradores
45,8%
44,9%
49,2%
49,8%
49,2%
45,0%
43,7%
44,0%
43,8%
44,8%
Cinco moradores
ou mais.
29,4%
27,3%
16,9%
14,9%
18,7%
21,0%
18,6%
10,3%
8,9%
11,9%
Total
100%
100%
100%
100%
100%
100%
100%
100%
100%
100%
Fonte: Elaborado a partir de Oliveira, Givisiez e Rios-Neto (2009)
A política para combater o déficit habitacional associada à sistemática de restrição de
custos levou à redução da área da habitação de interesse social, visando a construção de mais
unidades. Esta redução é comentada por Leite (2006, p. 81):
Em especial as habitações de interesse social notadamente são
caracterizadas pela tendência pronunciada de sua miniaturização quanto ao
espaço habitável justificada pelo viés econômico em detrimento do
desempenho técnico, social, humano e funcional.
A questão não se resume apenas à redução da área da unidade habitacional, pois
fatores importantes como a qualidade do espaço projetado, o arranjo espacial e a capacidade
de mobiliar também são comprometidos. Palermo (2009, p. 18-19) explica que:
A rigidez e excessiva padronização dos projetos, apesar de aparentemente
buscar a viabilidade econômica, têm resultado em espaços de difícil
20
apropriação. A qualidade precária e muitas vezes inadequada ao contexto
dos locais de implantação.
[...] interferindo de imediato em três condições:
Liquidez financeira: [...] o mutuário tende a empreender tão cedo quanto
possível mudanças na edificação, ações que oneram o orçamento familiar
[...].
Estabilidade construtiva: [...] reformas e ampliações sejam empreendidas
por profissionais não qualificados, com grave risco construtivo e estrutural,
repercutindo sobre a segurança física da família.
Estrutura de funcionamento da moradia: reformas não previstas em projeto,
além do impacto construtivo, atingem também a saúde da família [...]
confinamento de banheiros e dormitórios, sobrecargas na rede elétrica e no
esgotamento sanitário.
Como o usuário das habitações de interesse social, em especial com renda inferior a 6
salários mínimos, não tem como interferir no processo de projeto e execução de sua
habitação, destaca-se o papel do analista de projetos (Caixa, prefeituras e outros órgãos) que
intervirá por ele, buscando atender a necessidades essenciais estabelecidas nas normas
técnicas brasileiras e por autores de atestada experiência, estudiosos deste tema, visando a
qualidade da moradia.
QUESTÕES E OBJETIVOS DA PESQUISA
A questão principal desta pesquisa é: Como analisar e selecionar projetos para HIS,
tecnicamente viáveis, equacionando as especificações dos programas, a qualidade do espaço e
os recursos disponíveis?
Para responder a questão principal é necessário responder às seguintes questões
secundárias:
Como estabelecer procedimentos que possibilitem ao analista de projetos de habitação
de interesse social (prefeituras, agências de habitação, órgãos financiadores) classificá-los
objetivamente quanto a qualidade do arranjo espacial interno, relacionando com o seu custo
de produção?
Como definir as variáveis mais importantes para a análise de viabilidade técnica
qualitativa do espaço interno?
Que parâmetros podem ser adotados ao realizar as análises por meio das variáveis
identificadas?
21
A qualidade das unidades do PAR está aquém do necessário para o desempenho das
atividades domésticas?
Como a qualidade das moradias do PAR se comportou ao longo do tempo?
Quais fatores caracterizam maior ou menor qualidade de uma unidade habitacional?
Objetivo Geral
Desenvolver um método para avaliação de projetos de habitação quanto ao
mobiliamento, a funcionalidade e o arranjo espacial, com critérios observáveis durante a
análise documental das plantas.
Objetivos específicos
Analisar métodos nacionais e internacionais de avaliação da qualidade habitacional
existentes.
Propor um conjunto de variáveis e parâmetros para a análise de projetos de HIS,
quanto à qualidade de projetos.
Aplicar os critérios definidos e analisar as variáveis propostas neste estudo às plantas
usadas para empreendimentos PAR, nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, ambas em Mato
Grosso, dentro do período de execução do programa no estado.
Verificar os resultados obtidos e refutar ou confirmar a hipótese de que um projeto de
qualidade tem um custo inviável para habitações de interesse social.
Estabelecer critérios de classificação dos projetos estudados, quanto a qualidade do
espaço interno e os custos para produção das unidades.
DELIMITAÇÕES DE PESQUISA
Para alcançar os objetivos propostos foram estudadas todas as plantas de unidades
habitacionais dos empreendimentos do Programa de Arrendamento Residencial (PAR)
22
construídos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande (região de Cuiabá) no período de 2000 a
2008. As duas cidades são as que, desde o início do programa, receberam empreendimentos
do PAR. O período do estudo refere-se ao tempo em que ocorreram as contratações no
Estado.
Em Mato Grosso não foram edificados empreendimentos verticalizados, apenas um
contrato tem unidades do tipo sobrado. As unidades são do tipo unifamiliares com dois
dormitórios, sala, cozinha, banheiro, em alguns casos área de serviço e varanda. A pesquisa
foi realizada nos arquivos da Regional de Sustentação ao Negócio Governo (RSNGOV/CB),
da CAIXA e na Prefeitura Municipal de Cuiabá e Várzea Grande. Atualmente o PAR está
suspenso, e a provisão de habitação está sendo atendida pelo Programa Minha Casa Minha
Vida (PMCMV).
O estudo se refere às dimensões internas dos cômodos. Não são abordados, neste
estudo, aspectos como diversificação e comparação de sistemas construtivos, análise de
variáveis de conforto lumínico, ou conforto sonoro, ou conforto térmico, nem mesmo valores
estéticos. Outros importantes aspectos como acesso-comunicabilidade, personalização da
habitação e as opiniões dos usuários (pós ocupação) também não serão estudados. Os aspectos
do entorno (equipamentos comunitários, transporte, lazer e ligações com a cidade) e
infraestrutura (redes de água, energia, esgoto, drenagem e pavimentação), apesar de sua
grande importância não foram considerados neste trabalho, pois seria necessário avaliar cada
empreendimento como um todo o que seria inviável neste momento. Pretende-se avaliar
apenas a adequação espaço-funcional da habitação, apresentada em sua forma documental, ou
seja, em projeto.
ESTRUTURA DO TRABALHO
No primeiro capítulo há um breve relato histórico sobre as habitações brasileiras a
partir do século XX, mostrando as ações do Estado (Federal, Estadual e Municipal) com
relação às questões habitacionais no decorrer de décadas. São abordadas as questões de
criação do BNH e da COHAB/MT e de suas extinções e, os programas habitacionais
disponíveis para o atendimento da demanda habitacional no Brasil atualmente.
Os principais aspectos históricos de Cuiabá e Várzea Grande são registrados no
segundo capítulo, bem como um breve relato sobre a habitação nesta duas cidades e a atuação
23
do BNH e da Companhia de Habitação do Estado de Mato Grosso (COHAB/MT) e,
finalmente, as realizações após a extinção da Companhia.
O terceiro capítulo traz os estudos realizados sobre qualidade e sobre as dimensões da
habitação de interesse social e parâmetros dimensionais que podem ser utilizados na análise
de projetos.
Vários métodos de avaliação da habitação e seus pontos convergentes e divergentes
são descritos no quarto capítulo. Destaque para os métodos de Buzzar e Fabrício, de Pedro e
de Palermo.
O método proposto, sua aplicação e os resultados obtidos são tratados no quinto
capítulo.
As considerações finais e sugestões para trabalhos futuros são apresentados no sexto e
último capítulo.
24
1 HABITAÇÃO SOCIAL NO BRASIL
A casa tem vários significados, lugar de defesa, abrigo das intempéries, abrigo,
proteção. Segundo Correia (2004, p. 47), “ao longo da história, outros significados foram
sendo incorporados à casa. Na segunda metade do século XIX e na primeira do XX, o
conceito de casa como alojamento foi alvo de críticas profundas. Suas condições sanitárias
foram questionadas e seu papel na reprodução da família e na produtividade do trabalho foi
discutido.”
A habitação no Brasil inicialmente sofreu grande influência da cultura dos portugueses
e em algumas partes do país também dos espanhóis. A influência moura sobre estes últimos
também refletiu em nossas moradias, com suas treliças e balcões (muxarabiês) (LEITE, 2006;
BRANDÃO H., 2007; VERÍSSIMO E BITTAR, 1999). O português foi para Veríssimo e
Bittar (1999, p. 17-19) um harmonizador da influências sobre a moradia no Brasil:
Com o índio, aprendeu que cozinhar nos trópicos é uma tarefa a ser feita ao
lado de fora; numa varanda ou num puxado ao lado da casa. A solução para
o escoamento das grandes chuvas ele copia da experiência apreendida no
Oriente, trazendo dessas regiões as inflexões dos telhados e dos beirais
alongados com desenhos graciosos. De Portugal traz as paredes caiadas e
os portais coloridos, tão comuns nas paisagens do Minho, do Alentejo e do
Algave.
As casas da população mais pobre eram construídas em taipa (estrutura de madeira e
barro) ou adobe (massa de barro, esterco e grama), normalmente construída nas zonas rurais,
dadas as características agrárias da nossa economia até ao século XX (AQUINO, 2009, p. 5457).
Todas estas influências serão transformadas no século XX, através da industrialização
do Brasil, a atuação dos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAP) e a interferência do
Estado na produção habitacional a partir de 1946 até os dias atuais.
25
1.1
HABITAÇÃO SOCIAL A PARTIR DO SÉCULO XX.
No início do século XX, a industrialização, destacadamente em São Paulo, gerou uma
grande demanda por moradias, principalmente por pessoas vindas da zona rural. As fábricas
instaladas longe dos centros forçaram os seus trabalhadores a buscarem formas de residirem
nas proximidades, tendo como alternativa as habitações coletivas e lotadas, os cortiços
(Figura 1 e Figura 2).
Correia (2004), Folz (2003) e Bonduki (2004) relatam os comentários das autoridades
sobre os cortiços, que destacavam as precárias condições de saneamento e alto adensamento
nos cômodos. Cada família se instalava em um conjunto de sala e quarto sem janelas (alcova),
independente do número de pessoas; o banheiro era coletivo e em alguns casos a área da
cozinha também. Motta3 (1894 apud BONDUKI, 2004, p. 24) descreve:
Raramente cada casinha tem mais de 3 m de largura, 5 a 6 m de fundo e
altura de 3 m a 3,5 m, com uma capacidade para quatro pessoas quando
muito. [...] O cômodo de dormir, aposento que ocupa o centro da
construção, não tem luz nem ventilação nem capacidade para a gente que o
ocupa à noite.
As péssimas condições em que viviam os trabalhadores a proliferação de doenças que
atingiram também as classes mais abastadas foram alvo de intensas críticas por parte de
médicos e engenheiros, na Europa e no Brasil. Estes profissionais defendiam uma moradia
mais salubre, com técnicas construtivas que eliminassem a umidade e promovessem o
saneamento. Finalmente deveria ter um custo baixo para ser acessível aos trabalhadores
(CORREIA, 2004; BONDUKI, 2004; CORTÉS, 2008). Então a habitação econômica deveria
ser:
[...] suficientemente pequena para que nenhum ‘estranho’ possa morar e,
contudo, bastante grande para que os pais possam dispor de um espaço
separado dos filhos e que tenham a possibilidade de vigiá-los em suas
ocupações sem serem observados na sua intimidade. (Donzelot4, 1986 apud
CORREIA, 2004, p. 31).
A nova disposição interna dos cômodos deveria garantir a moral e evitar a
promiscuidade: sala, cozinha e quartos para cada sexo (CORREIA, 2004, p. 29).
3
MOTTA, Cesário. Relatório apresentado ao Sr. Dr. Presidente do Estado pelo Secretário d´Estado dos Negócios do
Interior. São Paulo: Tipographia Vanordem & Comp., 1894.
4
DANZELOT, J. A polícia das famílias. 2. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986.
26
Figura 1 - Cortiço
Fonte: (ARAGÃO5 apud TREVISAN 2006)
Figura 2 - Cortiço e a privacidade
Fonte: (Valladares6, 1982 apud FOLZ, 2003, p. 18)
A questão habitacional passou a ser controlada pelo setor industrial que produziu vilas
para moradia dos seus trabalhadores (Figura 3). Segundo Blay7 (1980 apud Bonduki 2004, p.
47) as vilas acabavam por difundir os:
[...] padrões de comportamento adequados, na óptica capitalista do
desempenho do trabalho livre. Os padrões de honra exaltados, as regras de
moral burguesa e as normas de vida transmitidas pela burguesia ao
operariado constituíam parcela da ideologia a ser difundida aos
subordinados [...].”
5
ARAGÃO, Solange Moura Lima de. Da persistência do ecletismo nas vilas paulistanas. Dissertação de Mestrado. São
Paulo: FAUUSP, 2000.
6
VALLADARES, L. do P. (Org.). Repensando a habitação no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.
7
BLAY, Eva. Dormitórios e vilas operárias. In: Habitação em questão. Rio de janeiro: Zahar, 1980.
27
Figura 3 - Casa Econômica tipo 3.
8
Fonte: (Magro , 1931 apud CORREIA, 2004, p. 40)
Figura 4 - Vila economizadora
Fonte: (BONDUKI, 2004, p. 67)
Os conjuntos de habitações para o operariado eram denominados Vilas
Economizadoras. Leite (2006) citando Carpintéro9 (1997), informa que as Casas Econômicas
(Figura 4) da Vila Economizadora “recebiam o estudo cuidadoso do mobiliário adequado para
este tipo de residência”. O mobiliário era pensado para atender as necessidades dos moradores
de forma racional e econômica.
Depois os sindicatos dos trabalhadores, utilizando recursos de pensões, financiaram a
construção de residências para seus associados. Vários autores (DAMÉ, 2008; BONDUKI,
2004; LEITE, 2006) apresentam que os Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAP) foram
criados na década de 30 e financiaram moradias para seus associados. Leite (2006) informa
que foram entregues, em 1938, 80 casas denominadas higiênicas, mobiliadas e padronizadas.
Segundo Carpintéro10 (1997 apud Leite) os móveis que compunham a unidade eram:
Uma mesa, seis cadeiras e buffet, para sala de jantar; cama, mesinha de
cabeceira, duas cadeiras, um camiseiro e um guarda-roupa de duas portas
com espelho, para o quarto de casal; duas camas, mesinha de cabeceira,
8
MAGRO, Bruno Simões. Habitação econômica: In: CONGRESSO DE HABITAÇÃO, I., São Paulo. Annaes... São Paulo:
Publicação Official, Instituto de Engenharia, Divisão de Architectura, 1931. p.55-80.
9
CARPINTÉRO, Marisa Varanda Teixeira. A construção de um sonho: os engenheiros-arquitetos e a formação da política
habitacional no Brasil (São Paulo 1917-1940). Campinas: UNICAMP, 1997.
10
Ibid., p. 137
28
cadeira e guarda-roupa com uma porta e espelho para o quarto de solteiro.
Os banheiros serão dotados de um armário embutido. A cozinha terá
prateleiras e um filtro. Os móveis foram construídos com peroba rosa e
canela, com as esquadrias internas em cedro [...]
Conforme Palermo et al. (2007), essas residências possuíam áreas molhadas inseridas
no corpo da casa e uma varanda na frente, para que os moradores estabelecessem relações de
vizinhança, utilizando este espaço como transição da casa (privado) para rua (público).
Leite (2006) informa que foram construídas 47.789 moradias, “representando números
modestos, porém evidenciam uma nova forma de atuação do Estado: a interferência direta na
produção de habitação”. Esta interferência se concretizou com a imposição do Código de
Posturas.
No governo de Getúlio Vargas (1937-1945) as habitações coletivas foram vistas como
desagregadoras da família. Assim, segundo Bonduki (2004, p. 86): “a habitação operária
torna-se, portanto, área crucial para a manutenção da ordem econômica, política e social”.
Segundo Palermo (2007) e Bonduki (2004), por incentivo do Estado a aquisição da casa
própria significava o progresso material do morador. Palermo (2007) ainda completa que o
Estado tinha como objetivo eliminar a habitação coletiva, propiciando um ambiente salubre e
que, para minimizar os custos, propõe a redução de adornos e adoção de dimensões mínimas.
Correia (2004, p. 85) coloca que entre as décadas de 1930 e 1940, arquitetos e
engenheiros aqui no Brasil difundiram “as concepções de racionalização da habitação que
foram postuladas nos primeiros CIAMs”. O autor destaca, dentro deste contexto, a atuação
dos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IPAs), particularmente dos Industriários.
O Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT), formado por empresários
e engenheiros “de viés positivista” (BONDUKI, 2004, p. 73), difundiu as ideias e práticas
tayloristas na organização da habitação, relacionadas à “construção, ao projeto e arranjo
interno da casa e à reorganização das tarefas domésticas, de modo a aumentar a eficiência no
âmbito dos diferentes aspectos associados à habitação” Correia (2004, p. 87). Plantas com
dimensões racionalizadas, reduzidas para o mínimo necessário são a representação do
funcionalismo (Figura 5 e Figura 6), trazido pelo movimento modernista.
29
Figura 5 - Apartamento área mínima - IAP11
Fonte: (BONDUKI, 2004, p. 181)
Figura 6 - Fachada do Conjunto Realengo
Fonte: (BONDUKI, 2004, p. 181)
No mesmo período, os conceitos de funcionalidade e racionalização estavam sendo
introduzidos por Le Coubusier como forma de reduzir o déficit habitacional na Europa do
pós-guerra.
A crise de habitação, no Brasil, no pós-guerra foi ocasionada por vários fatores como a
especulação imobiliária e o congelamento dos aluguéis. Este último provocou o desinteresse
na produção de novos imóveis para locação e um grande volume de despejos. Este
desinteresse somado ao avanço do Partido Comunista, fez com que o Governo Dutra
priorizasse a habitação social (GITAHY E PEREIRA, 2002, p. 124). Segundo Bonduki
(2004), Gitahy e Pereira (2002) e Damé (2008), em 1946, foi criada a Fundação Casa Popular,
primeiro órgão federal criado para atender as demandas habitacionais, que buscava priorizar a
população que não era servida pelos IAPs. A fundação executou 16741 moradias até ser
substituída pelo BNH (FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS, 1985).
Cunha, Arruda e Medeiros (2007) explicam que o BNH foi criado, em 1964, com o
objetivo de construir casas para a população de baixa renda, entretanto, segundo estes autores,
com uma arquitetura que era “padronizada e desqualificada” (Figura 7 e Figura 8).
11
Conjunto Residencial Realengo, 2344 unidades, Arq. Carlos F. Ferreira, Rio de janeiro, décadas de 30 e 40.
30
Figura 7 - Casa de 2 quartos (Área =43 m², Anil, nov./73 a fev./76, São Luís/MA, COHAB/MA)
Fonte: (BANCO NACIONAL DE HABITAÇÃO, 1979, p. 37)
Segundo o próprio Banco Nacional de Habitação (BNH) (1979, p. 7), sobre sua
criação:
O Congresso, em 21 de agosto de 1964, aprovou a lei proposta pelo
Executivo [Presidente Castelo Branco], criando o Sistema Financeiro de
Habitação, tendo o Banco Nacional de Habitação como seu órgão central.
Essa lei tinha por objetivo acelerar a atividade da construção civil, dada
sua elevada participação na geração de rendas internas, sem pressões na
balança comercial, e grande capacidade de ocupação de mão-de-obra.
Destinava-se também a gerar condições que propiciassem uma ampliação
na oferta de novas moradias, com prioridade de atendimento às famílias de
menor renda.
Sobre esta declaração do BNH, pode-se verificar que está alinhado com os objetivos
do atual Programa Minha Casa Minha Vida, também do governo federal.
Cria-se, então, com o BNH, a diferenciação entre o que se obtinha através do governo
e o que as pessoas com recursos podiam ter, ou seja, para estas últimas, casas personalizadas
executadas por profissionais ao gosto do cliente. Sobre este período, comenta Palermo (2007),
houve uma deturpação do conceito de casa mínima, visando somente à redução de custos.
Ainda neste período, foi criado o sistema financeiro para a captação de recursos para
fins habitacionais: o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Sistema Brasileiro
de Poupança e Empréstimo (SBPE).
31
Figura 8 - Casa de 2 e 3 Q (Parque Ipê Anil, out./67 a jul./70, Joinville/SC, COHAB/SC)
Fonte: (BANCO NACIONAL DE HABITAÇÃO, 1979, p. 205)
Estão entre as críticas ao BNH: a forte centralização e padronização das soluções
arquitetônicas dos projetos; a mais grave, que é a falta de atendimento às populações de baixa
renda; a falta de articulação entre a execução das casas e a infraestrutura; a construção de
grandes conjuntos habitacionais distantes do centro das cidades, propiciando a especulação
imobiliária e gerando, para os municípios, altos custos para provimento de infraestrutura.
As parcelas fixas dos financiamentos feitos junto ao BNH tornaram-se insignificantes
devido à alta inflação, provocando o colapso financeiro do Banco (CUNHA, ARRUDA e
32
MEDEIROS, 2007). Com a sua extinção, pelo Governo Sarney (1985-1990), em 1986, suas
atribuições passaram a ser exercidas pela Caixa Econômica Federal (CAIXA), mas com a área
de habitação vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (MDU).
Segundo Reis (2008, p. 51), no Governo Collor (1990-1992) houve mudanças no
Sistema Financeiro de Habitação (SFH), como a facilitação para quitar imóveis e alterações
nas correções das prestações. O Governo Federal implantou o Plano de Ação Imediata para a
Habitação (PAIH), que alcançou somente 85,71% da meta, e ainda com custo médio unitário
bem superior ao previsto, “além de os percentuais de alocação de recursos não terem sido, por
motivos eleitoreiros, seguidos, como determinava o Conselho Curador do FGTS”. Além da
irresponsabilidade na gestão dos recursos do FGTS, não havia vínculo dos programas
habitacionais com o saneamento e a infraestrutura urbana.
Os autores Cunha, Arruda e Medeiros (2007) explicam que as restrições de recursos
do Orçamento Geral da União (OGU) e a suspensão dos recursos do FGTS para habitação
provocaram a iniciativa dos governos locais e proporcionou-lhes mais autonomia na questão
habitacional. Como consequência, houve um processo de descentralização e municipalização
das políticas habitacionais. Sem os recursos federais, as administrações municipais buscaram
recursos em organismos internacionais de fomento para a realização das suas próprias
políticas habitacionais. Para o Ministério das Cidades (2004, p. 11):
Esse processo ressalta a potencialidade da gestão municipal em ampliar a
eficácia, a eficiência e a democratização das políticas. A gestão municipal
teria, ainda, a virtude de ser o nível de governo que permitiria uma maior
integração entre as políticas de provisão de moradias e as políticas
fundiária e de controle do uso e ocupação do solo, o que ampliaria mais
suas possibilidades de eficácia/eficiência. No entanto, a ideologia municipalista que passa a dominar importantes setores intelectuais e políticos, de
certa forma, ajudou a desviar o foco do processo de desarticulação
institucional que caracterizou o setor habitacional nesse período.
De fato, o que ocorreu no setor habitacional foi mais fruto de uma
descentralização por ausência, sem uma repartição clara e
institucionalizada de competências e responsabilidades, sem que o Governo
Federal definisse incentivos e alocasse recursos significativos para que os
governos dos estados e municípios pudessem oferecer programas
habitacionais de fôlego para enfrentar o problema.
No Governo Itamar Franco (1992-1994), os governos municipais e estaduais
compartilhavam financeiramente a execução das moradias, através de suas contrapartidas nos
empreendimentos (REIS, 2008).
33
Durante o Governo Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), foi feito um diagnóstico
sobre a gestão de políticas habitacionais, onde foram detectados os seguintes pontos sobre o
setor habitacional (SANTOS12, 1999 apud REIS, 2008, p. 51):
[...] esgotado, em virtude das crescentes dificuldades com a captação
líquida das suas fontes de recursos (notadamente o FGTS); regressivo, por
ter beneficiado principalmente as camadas de renda média e alta, com
elevados subsídios implícitos pagos com recursos do erário; e insuficiente,
porque, durante trinta anos o SFH produziu apenas 5,6 milhões do total de
31,6 milhões de novas moradias produzidas no país.
Após este diagnóstico foram criados dois programas, Pró-Moradia e Habitar-Brasil, e
depois o Habitar-Brasil-BID (HBB). O objetivo destes programas era o atendimento da
população com faixa de renda até três salários mínimos, em assentamentos precários e áreas
degradadas; foi criado também o Programa de Arrendamento Residencial considerado por
Reis (2008): “um plano habitacional com forte viés capitalista, mas com evidente inspiração
francesa na experiência de locação social da moradia [...].”
Figura 9 - Apartamento, PAR, Canoas/RS.
Fonte: (TILLMANN, 2008, p. 75)
1.2
Figura 10 - Casa, PAR, João Pessoa/PA
Fonte: (BONATES, 2007, p. 223)
HABITAÇÃO SOCIAL NOS DIAS ATUAIS
Durante o Governo Lula (2003-2006), inicia-se com o Ministério das Cidades o
processo para a criação da Política Nacional de Habitacional para o Brasil. Essa nova política
está inserida na concepção de Desenvolvimento Urbano defendida pelo Estatuto das Cidades,
com ações integradas para prover os cidadãos de habitação, saneamento, mobilidade e
12
SANTOS, Cláudio Hamilton M. Políticas federais de habitação no Brasil: 1964/1998. TEXTO PARA
DISCUSSÃO Nº 654. Ministério da Fazenda. Secretaria de Estado de Planejamento e Avaliação. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada. Brasília, jul. 1999.
34
transporte coletivo, infraestrutura, equipamentos de lazer e convívio social (REIS, 2008;
CUNHA, ARRUDA e MEDEIROS, 2007).
A Política Nacional de Habitação (PNH) é executada através dos programas
habitacionais, os quais provêm a habitação de interesse social. Para o Ministério das Cidades
(BRASIL, 2008a):
Habitação de interesse social é aquela voltada para a população de baixa
renda (famílias com renda até cinco salários mínimos) que busca viabilizar
para este segmento o acesso à terra urbanizada e à habitação digna e
sustentável através de programas de investimentos e subsídios. [...]
alterações na política de habitação foram possíveis a partir da criação do
Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS).
O Governo Federal é o responsável pela implementação das estratégias e ações que
são orientadas pela Política Nacional de Habitação, aprovada em 2004 pelo Conselho das
Cidades.
Os programas para habitação de interesse social são vários e estão inseridos nas linhas
de ação que direcionam os recursos do Orçamento Geral da União (OGU), do Fundo Nacional
de Habitação de Interesse Social (FNHIS), do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS), do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento
Social (FDS).
Destes programas os que têm origem de recursos do OGU e do FNHIS são oferecidos
na forma de repasse, ou seja, recursos não onerosos. Assim, são liberados conforme o
andamento das obras, e não são devolvidos aos cofres do Governo Federal, entretanto devem
ser adequadamente administrados. O aporte de contrapartida pelo proponente (estado ou
município) é obrigatório.
O Ministério das Cidades atua nos programas habitacionais como o Gestor das
aplicações dos recursos que atendem a cada programa e tem a responsabilidade de
implementar, monitorar e avaliar os programas. A Caixa Econômica Federal é o agente
Operador e deve acompanhar e controlar os financiamentos (FGTS, SBPE, FAR, FAT) e
repasses (OGU, FNHIS).
No Quadro 1, tem-se um panorama dos programas habitacionais disponíveis
atualmente, localizando-os dentro dos eixos ou linhas de ação da Política Nacional de
Habitação (PNH), as ações e modalidades de cada programa e as fontes de recursos.
35
1. Integração urbana de assentamentos
EIXO DA
POLÍTICA
PROGRAMA
1.1. Urbanização,
1.1.1 Melhoria das condições de habitabilidade
regularização e integração
de assentamentos precários.
de assentamentos precários
1.2. Programa de
atendimento habitacional
através do setor público
(Pró-Moradia)
1.3. Projetos
Multissetoriais Integrados
1.4. Programa Prioritário
de Investimentos (PPI)
1.5. Habitar Brasil / BID
(HBB)
1.6. Programa Habitação
de Interesse Social
2. Provisão habitacional
2.1. Programa Minha
Casa, Minha Vida
2.1. Programa Minha
Casa, Minha Vida
2.1. Programa Minha
Casa, Minha Vida
2.1. Programa Minha
Casa, Minha Vida
2.1. Programa Minha
Casa, Minha Vida
2. Provisão habitacional
Provisão habitacional (cont.)
AÇÃO OU MODALIDADES
2.2. Programa Crédito
Solidário
2.3. Ação de Apoio à
Produção Social da
Moradia
1.2.1. Urbanização e regularização de
assentamentos precários.
1.3.1. Urbanização e regularização de
assentamentos precários.
1.4.1. Apoio à melhoria das condições de
habitabilidade de assentamentos precários, com
produção e/ou aquisição de unidades
habitacionais.
FONTE DE
RECURSOS
OGU / FNHIS
(PAC)
FGTS (PAC)
FAT (PAC)
OGU (PAC)
1.51. Diversas13
OGU
1.6.1. Prestação de serviços de assistência
técnica
2.1.1. Produção de unidades habitacionais em
municípios com população acima de 100.000
habitantes e/ou integrantes de Região
Metropolitana (RM). Renda familiar: 0 a 3
salários mínimos.
2.1.2. Produção ou aquisição de unidades
habitacionais urbanas em municípios com
população acima de 50.000 habitantes Renda
familiar: 0 a 10 salário-mínimo
2.1.3. Produção ou aquisição de unidades
habitacionais em municípios abaixo de 50.000
habitantes e não integrante de RM. Renda
familiar: 0 a 3 salários mínimos.
2.1.4. Requalificação de imóveis, aquisição de
terreno e produção de unidades habitacionais
por entidades privadas sem fins lucrativos.
Renda familiar: 0 a 3 salários mínimos
2.1.5. Produção de unidades habitacionais
rurais Renda familiar: 0 a R$ 58.000,00 anuais.
2.2.1. Requalificação de imóveis, aquisição de
terreno e produção de unidades habitacionais
por entidades privadas sem fins lucrativos.
Renda familiar: 0 a 3 salários mínimos.
2.3.1. Produção ou aquisição de unidades
habitacionais, de lotes urbanizados, e
requalificação de imóveis por entidades
privadas sem fins lucrativos. Renda familiar: 0
a 3 salários mínimos.
OGU / FNHIS
(PAC)
2.4. Programa de subsídio
2.4.1. Produção ou aquisição de unidades
à habitação de interesse
habitacionais. Renda familiar: 0 a R$ 1.140,00.
social (PSH)
FAR
OGU / FNHIS
OGU (oferta
pública de
recursos)
FDS
OGU / FNHIS
FDS
OGU / FNHIS
OGU (oferta
pública de
recursos)
Quadro 1 - Quadro dos Programas habitacionais
13
Consultar no sítio do Ministério das Cidades http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/secretaria-dehabitacao/programas-e-acoes/hbb/biblioteca
36
EIXO DA
POLÍTICA
3. Programa de atendimento habitacional através do setor
público (Pró-Moradia) - financiamento
PROGRAMA
3.1. Produção de
conjuntos habitacionais.
3.2. Programa de
Habitação de Interesse
Social
3.3. Carta de crédito
individual
(financiamento)
4. Desenvolvimento
Institucional
4.1. Programa de
Habitação de Interesse
Social
AÇÃO OU MODALIDADES
FONTE DE
RECURSOS
3.1.1. Produção de conjuntos habitacionais.
FGTS
3.2.1. Prestação de serviços de assistência
técnica.
OGU / FNHIS
(PAC)
3.3.1. Aquisição de unidade habitacional nova
ou usada.
3.4.1. Aquisição de lote urbanizado.
3.4. Carta de Crédito
Associativo
3.5. Carta de Crédito
Associativo
3.4.2. Aquisição de material de construção.
3.4.3. Construção de unidade habitacional.
3.5.1. Reforma ou melhoria de unidade
habitacional.
3.5.2. Aquisição ou construção de unidades
habitacionais.
FGTS / FDS
3.5.3. Reabilitação urbana.
3.5.4. Produção de lotes urbanizados.
4.1.1. Apoio à elaboração de Planos Locais de
Habitação de Interesse Social.
OGU / FNHIS
Quadro 1 - Quadro dos Programas habitacionais (cont.)
Fonte: (BRASIL. MINISTÉRIO DAS CIDADES, 2010c, p. 124-125)
A apenas dois programas estabelecem as especificações mínimas de área e
acabamentos, são eles, o Programa de Arrendamento Residencial e o Minha Casa Minha
Vida. Este último somente para unidades construídas com recursos do FAR, que atendem
famílias com renda de zero a três salários mínimos.
O acesso aos recursos, do tipo repasse (OGU/FNHIS), é possível através de emendas
parlamentares à Lei Orçamentária Anual (LOA), sendo que o município aguarda a
comunicação do Ministério das Cidades e da Caixa, quanto à disponibilização. Outro caminho
é o município preparar uma consulta prévia ao Ministério das Cidades14 e aguardar o processo
de seleção pública.
Conforme a legislação nacional, Lei 8.036/90 (BRASIL, 1990a) os programas de
aplicação do FGTS são regidos pelo Conselho Curador, o qual aprova as taxas de juros,
valores de contrapartida, prazos de amortização entre outros parâmetros para um período de
quatro anos.
14
Modelos e prazos no sítio do Ministério das Cidades WWW.cidades.gov.br
37
A Caixa informa que recursos onerosos (FGTS, FAR e SBPE), ou seja,
financiamentos, são obtidos conforme a capacidade de contrair dívidas do estado, município,
pessoa física ou jurídica pleiteante (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2010a).
1.2.1
Programa de Arrendamento Residencial (PAR)
Segundo a Caixa e o Ministério das Cidades, o programa visa atender à demanda por
habitação para população que ganha até R$ 1.800,00, na forma de arrendamento residencial
por 15 anos, com opção de compra, a partir do 5º ano à vista, inclusive com o uso do FGTS,
ou se o arrendatário quiser, poderá renovar o arrendamento ou devolver o imóvel.
Os recursos do FAR são compostos por empréstimos junto ao FGTS, e por recursos do
Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social - FAS, Fundo de Investimento Social FINSOCIAL, Fundo de Desenvolvimento Social - FDS e Programa de Difusão de Tecnologia
para a Construção de Habitação de Baixo Custo (PROTECH), não onerosos. Exceto o FGTS,
os demais fundos estão extintos, permanecendo no lugar o FAR.
Através deste programa são adquiridos empreendimentos concluídos, ou em planta,
em construção ou para reforma, que depois de terminados são arrendados para pessoas físicas
cadastradas pelas prefeituras e selecionadas pela Caixa após análise cadastral e capacidade de
pagamento do arrendamento.
Tipologia
mínima
Área útil
mínima
Especificações
Padrão
2 Quartos, sala, cozinha e banheiro, exceto
recuperação de empreendimentos que se
submeterão análise
37 m² (não computadas área de serviço e
varanda), exceto para recuperação de
empreendimentos.
Piso cerâmico ou ardósia;
Azulejo nas paredes molhadas do box, pia,
lavatório e tanque;
Porta completa nos quartos, sala, cozinha e
banheiro;
Pintura externa, acrílica ou textura acrílica,
Pintura interna PVA.
Cobertura em telha cerâmica, laje de teto
nos banheiros e forro nos demais cômodos;
Calçada de proteção em todo o perímetro da
edificação.
Mínima
2 Quartos, sala, cozinha e banheiro, exceto
recuperação de empreendimentos que se
submeterão análise
35 m² (não computadas área de serviço e
varanda)
Piso cimentado queimado liso.
Barra lisa (0,60 cm de altura) na pia e tanque.
Barra lisa: altura mínima de 1,50 m em todas
as paredes do banheiro;
Porta completa, em madeira, com pintura
sintética, em todos os cômodos.
Cobertura em telha cerâmica.
Laje no banheiro, sem forro nos demais
cômodos.
Revestimento interno: chapisco, reboco e
pintura a cal (se aceita látex PVA)
Revestimento externo: chapisco, reboco e
pintura acrílica.
Quadro 2 - Especificações determinadas para o PAR
Fonte: Elaborado a partir de Caixa Econômica Federal (2008)
38
Os empreendimentos são ofertados por construtoras dentro de um dos dois padrões
(Quadro 2) e, havendo viabilidade técnica e econômica, são contratados pela Caixa e passam
a ser propriedade exclusiva e integrante do patrimônio do FAR. Empresas administradoras,
contratadas pela Caixa fazem o atendimento, operacionalização da seleção, contratação,
cobrança e substituição dos arrendatários.
1.2.2
Programa Minha Casa, Minha Vida
O Governo Federal, no segundo mandato do Presidente Lula (a partir de 2007),
implantou o mais novo programa de habitação, Programa Minha Casa, Minha Vida
(PMCMV), dentro do eixo de provisão habitacional. Neste novo plano são contempladas
famílias com renda até três salários mínimos, as quais estiveram fora de todos os programas
para habitação anteriores. É previsto, também, o atendimento de famílias que possuem renda
familiar acima de três até dez salários mínimos. Os recursos são provenientes do
OGU/FNHIS, do FAR e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).
O programa foi criado em março de 2009, com os objetivos de construir 1 milhão de
casas (para pessoas com renda de 0 a 10 salários mínimos) e gerar emprego e renda com
investimentos na construção civil. Abrange as regiões metropolitanas e municípios com mais
de 100 mil habitantes (recursos do FAR). Dependendo do déficit poderá atender municípios
de 50 a 100 mil habitantes, com recursos do FNHIS e abaixo de 50 mil com recursos do OGU
(CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009b).
Os subsídios dividem-se em três faixas, sendo elas: de 0 a 3 salários mínimos com
subsídio total e com isenção do seguro; de 3 a 6 salários mínimos, subsídio parcial com
redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor; e de 6 a 10 salários mínimos,
com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor (CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL, 2009b).
Na modalidade para famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos, o PMCMV é muito
semelhante ao PAR. O Governo Federal disponibiliza um valor por casa ou apartamento, no
caso de Mato Grosso são R$ 42.000,00 para apartamento e R$ 39.000,00 para casa, sendo que
está incluso neste valor a infraestrutura necessária a ser executada (até julho de 2010). Os
estados e municípios cadastram a demanda e indicam as famílias para aceso ao programa. As
empresas construtoras apresentam seus projetos à Caixa. Os empreendimentos poderão contar
39
com parcerias dos estados, municípios ou entidades organizadoras. A Caixa faz a análise dos
empreendimentos, contrata a obra, acompanha a execução, libera os recursos conforme o
cronograma e os serviços executados e, ao final, realiza a comercialização (CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL, 2009b). No caso do PAR ao invés de comercialização faz-se o
arrendamento.
Para cada estado, foi liberado um número de unidades a serem subsidiadas conforme o
déficit habitacional e a contrapartida do estado. No caso de Mato Grosso, foram previstas
inicialmente 13.390 unidades habitacionais, o que representa 1,3% do total de 1 milhão
(CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009b). Já foram contratados até junho de 2010, o
percentual de 135,6% acima desta meta em todo o estado Mato Grosso (BRASIL, 2010b).
Os empreendimentos devem possuir unidades habitacionais com especificações
(Apêndice C) determinadas pelo Ministério das Cidades, podendo o empreendedor optar entre
duas tipologias. A primeira tipologia, apartamento, deve possuir área útil (interna sem contar
áreas de paredes) de 37 m². A casa, segunda tipologia, deve ter área útil de 32 m² (não
computada área de serviço). Ambas têm a seguinte compartimentação: sala, um quarto para
casal, um quarto para duas pessoas, cozinha, circulação, banheiro e área de serviço, sendo que
esta última poderá ser externa na casa (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009b). Pode-se
verificar que a compartimentação é idêntica do programa PAR.
Nas especificações do Ministério, deve-se ressaltar as novas exigências quanto: ao
mobiliário mínimo, ao atendimento das NBR 15.575 e NBR 9.050 (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004), a execução das redes de infraestrutura, e
ainda são solicitados itens de sustentabilidade, acessibilidade e são aceitas inovações
tecnológicas, desde que homologadas pela Caixa Econômica Federal.
Apenas os Programas de Arrendamento Residencial (suspenso) e seu atual sucessor
Programa Minha Casa Minha Vida apresentam especificações mínimas para as unidades
habitacionais, indicando inclusive suas tipologias. Na maioria dos programas, a especificação
da unidade habitacional está atrelada aos recursos financeiros disponíveis e, outros,
normalmente onerosos (financiamentos) seguem a dinâmica do mercado imobiliário.
40
2 HABITAÇÃO POPULAR EM CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE
Cuiabá e Várzea Grande são duas cidades cujas áreas urbanas são divididas apenas
pelo rio que as divide, o Rio Cuiabá. Desde a Lei complementar Estadual nº 83/2001, foi
criado o Aglomerado Urbano, o primeiro de Mato Grosso, do qual fazem parte as duas
cidades (VILARINHO NETO, 2009, p. 107).
2.1
VÁRZEA GRANDE
Com a Guerra do Paraguai, na segunda metade do século XIX, no porto geral o
acampamento militar Couto Magalhães deu origem a um bairro popular. Um novo núcleo
urbano se formou em frente ao Porto na margem direita do Rio Cuiabá, a partir das
instalações militares de uma acampamento e de uma prisão. Este povoado hoje é denominado
Várzea Grande e foi fundado em 15 de maio de 1867, desmembrado de Cuiabá em 23 de
setembro de 1948.
Segundo Vilarinho Neto (2009, p. 107) em 1874 foi inaugurada a primeira balsa para a
travessia do Rio Cuiabá, qual ajudou a consolidar o povoado e, em 1942 foi construída a
primeira ponte de concreto sobre este rio, a pedido do interventor Julio Müller. O autor
continua que em 1970, Várzea Grande deixa de ser uma “cidade dormitório” e torna-se a
“Capital Industrial de Mato Grosso”, com o que ele discorda, dizendo que é mais uma “cidade
comerciária”. Está em Várzea Grande o aeroporto que atende a Cuiabá.
Não se verifica em Várzea Grande o “processo de crescimento vertical, tal como vem
acontecendo em Cuiabá” (VILARINHO NETO, 2009). Ainda conforme o autor, no setor sul
ficam as residências de melhor padrão, já as residências populares estão em quase toda a área
urbana da cidade e mais precárias nos bairros Jardim Eldorado, São Cristóvão e Morada do
Sol. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, (2009) a população estimada
para 2009 é de 240.038 e área de 938 km². Suas coordenadas são 15°38'52.06" (S) e 56°
7'59.47" (W).
41
2.2
CUIABÁ
Vários autores apresentam as características físicas de Cuiabá, tais como Aquino
(2009, p. 109); Romancini (2005, p. 31); Durante, Nogueira e Sanches (2006, p. 25) e Duarte
(1995): uma cidade que se localiza na porção centro-sul do estado de MT, com altitude média
165 m. Encontra-se no centro geodésico da América do Sul, com coordenadas 15º35’56” (S) e
56°06’01” (W). Possui, segundo o IBGE (2009), área de 3.538,17 km2 e população estimada
para 2009 de 550.562 habitantes.
Cuiabá possui quatro distritos: Cuiabá (sede); Coxipó da Ponte, Nossa Senhora da
Guia e Coxipó do Ouro. É separada da cidade de Várzea Grande apenas pelo Rio Cuiabá. A
cidade está na microrregião Cuiabá, formada pelos municípios de Chapada dos Guimarães,
Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger e Várzea Grande
(CUIABÁ, 2010).
Campelo Jr. et al.15 (1991, p. 548, apud DUARTE 1995) informa que a direção
predominante dos ventos é norte (N) e noroeste (NO), na maior parte do ano e sul (S) no
inverno, com velocidade baixa, mas com picos de velocidade de curta duração.
O Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá (IPDU) (2010)
apresenta como média das temperaturas máximas, entre 1970 e 2007 a temperatura de 32,8° C
e a média das temperaturas mínimas 21,5° e, acrescenta que o clima é tropical continental,
com um período chuvoso (oito meses) e outro seco (quatro meses, maio a agosto de cada
ano).
Vários autores (AQUINO, 2009; ROMANCINI, 2005; CASTOR, 2007; CUIABÁ,
2010; INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2009; DUARTE,
1995) relatam que a história de Cuiabá iniciou com as bandeiras que procuravam índios para o
trabalho nas lavouras, e nesta busca encontram ouro e diamantes no interior do país. Pascoal
Moreira Cabral, informado por Antônio Pires de Campos, veio em busca de índios e
encontrou ouro no hoje denominado Rio Coxipó. Em 8 de abril de 1719, foi fundado o arraial
de Forquilha, com Pascoal Moreira Cabral como guarda-mor regente. Miguel Sutil de
Oliveira, João Francisco Barbado e outros, conduzidos pelos índios encontram maiores
quantidades de ouro nas proximidades no morro do Rosário, onde hoje está a Igreja do
15
CAMPELO Jr. et al. Caracterização Macroclimática de Cuiabá. In: 3º Encontro Nacional de Estudos sobre o Meio
Ambiente. Londrina 1991. Anais. Londrina, V. 1, Comunicações, p.542-552.
42
Rosário, local onde se consolidou o povoado e em 1727 erigido em Vila de Nosso Senhor
Bom Jesus de Cuiabá.
Em 9 de maio de 1748, foi criada a Capitania de Mato Grosso, com Dom Antônio
Rolim de Mouras Tavares como governador. Cuiabá passa a cidade em 17 de setembro de
1818 e passa a capital em 1836. Em meado do século XIX, os povoados do Porto e de Cuiabá
se ligaram somando 10.000 habitantes.
Várias casas foram erguidas no Largo da Conceição, onde em 1871 foi construído um
chafariz. A localidade do Coxipó se integrou à cidade no final do século XIX, se consolidando
em 1940 com a abertura da estrada para Campo Grande.
2.3
HABITAÇÃO EM CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE
A descrição da casa cuiabana antiga (região de Cuiabá e Várzea Grande) é dada por
Freire (1997, p. 81), que destaca o despojamento e a simplicidade mesmo das residências dos
mais abastados:
As dimensões do espaço interior marcavam o status do proprietário.
Embora conservando em sua fisionomia traços da casa paulista em que se
inspirou, a casa cuiabana traz a novidade de pé-direito alto, diferenciandose das casas do século XVIII do beco do Candeeiro, das ruas de Baixo e do
Meio. Implantada diretamente sobre o alinhamento da via pública, tem a
fachada simples, marcada pelos janelões [Figura 11] [...]. A varanda,
inicialmente fechada e mais tarde aberta para o quintal, tornou-se um dos
traços marcantes da casa cuiabana [Figura 12].
[...] O espaço do lote urbano, na direção da rua para o fundo do quintal
[Figura 13], obedecia a um certo padrão. [...] corpo da casa, varanda e
cozinha, pequeno pátio interno onde se localizava o poço, forno, plantas
ornamentais, plantas medicinais, horta e árvores frutíferas.
Figura 11 - Fachada de casa cuiabana
Fonte: (AGUIAR, 2004)
43
Figura 12 - Varanda da casa cuiabana
Fonte: (RODRIGUES, 2004a)
Figura 13 - Quintal de casa Cuiabana
Fonte: (RODRIGUES, 2004b)
Os mais pobres também seguiam este esquema, porém em proporções reduzidas de
área, com mobiliário de fabricação local, sem vidraças e com pé-direito menor.
Figura 14 - Casa simples Rua Prof. João Félix, Cuiabá/MT
Fonte: Acervo pessoal (13/10/2010)
44
Um croqui pode ser observado na Figura 15, feito pelo Arquiteto Ademar Poppi no
livro de Ludmila Brandão.
Brandão. Na Figura 16 tem-se
se um outro croqui das casas cuiabanas antigas.
antigas
Figura 15 - Planta de uma casa cuiabana
Fonte: Desenho de Ademar Poppi (BRANDÃO
BRANDÃO
L., 2008)
2008
Figura 16 - Casa cuiabana antiga
Fonte:
onte: (PÓVOAS,
PÓVOAS, 1980, p. 55
55)
Cuiabá, devido a redução da navegação e a escassez de estradas
estradas,, passou a se
desenvolver em ritmo mais lento.
lento Em 1940, O governo de Getúlio Vargas, através do
interventor Júlio Müller, infraestruturou a cidade com um nova via larga, denominada de
Avenida Getúlio Vargas, onde foram construídos vários edifícios importantes para a capital
como o Grande Hotel, o Cine Teatro, o Tribunal, a Secretaria-geral,
Secretaria
o Colégio Estadual de
Mato Grosso e o Quartel (SÁ,
SÁ, 1980; FREIRE, 1997).
1997 Sobre este período Freire (1997,
1997, p. 120)
120)
comenta que:
Para estimular a ocupação
ocupação da avenida [Avenida Getúlio Vargas],
Vargas], o governo
facilitou às elites locais acesso aos lotes, com a garantia de moradias de
alto padrão. Aos poucos foram sendo construídas residências dentro de
novos padrões, com uso de novos materiais e técnicas construtivas mais
sofisticadas.
Freire completa
completa que depois do grande volume de construções públicas, “a cidade entra
em ritmo de crescimento vegetativo”, interrompido pela construção
construção das 104 casas populares,
no hoje denominado Bairro Popular. Relacionadas a estas casas, em
em 1948, surgem duas Leis,
a nº 11 e a nº 15. A primeira autorizou a doação de terrenos
terrenos à Fundação Casa Popular, órgão
45
federal responsável pela construção e a segunda desapropriou vários terrenos nas
proximidades da Avenida Getúlio Vargas que foram doados à Fundação da Casa Popular.
O bairro popular possuía unidades de dois, três e quatro quartos, segundo o projeto
assinado pelo Engenheiro, da Construtora Comércio Ltda, Sr. José Garcia Netto.
Castor (2007) descreve o primeiro bairro de habitação popular (Figura 17) de Cuiabá
como uma resposta do poder público, no caso do cuiabano, presidente Eurico Gaspar Dutra,
aos problemas de saúde pública:
[...] Trata-se de 128 casas construídas em 1949 por intermédio da
“Fundação da Casa Popular”, 56 delas na cidade de Corumbá, 72 em
Cuiabá [FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS, 1985, p. 71].
Casas térreas com alvenaria de tijolos cerâmicos, telhas de barro e
esquadrias de madeira foram dispostas isoladamente no interior de
pequenos lotes, de modo a favorecer a iluminação e a ventilação natural dos
cômodos. Malgrado seu aspecto neocolonial, tal solução urbanística rompia
com o padrão das antigas moradias cuiabanas, estas sim de origem
genuinamente colonial, que não contavam com recuos laterais nem frontais.
Figura 17 - Conjunto Habitacional Popular, na década de 60.
Fonte: A Gazeta (apud BRANDÃO, PORTOCARRERO, et al.,
2010).
Figura 18 - Croqui da planta original da
casa, sem escala
Fonte: Acervo GHA. (apud BRANDÃO,
PORTOCARRERO, et al., 2010).
Figura 19 - Fachada da unidade nos dias atuais.
Fonte: Acervo pessoal (11/10/2010).
46
Nas Figura 17 e na Figura 18, pode-se observar o estilo das moradias do novo bairro,
em lotes com afastamentos frontal e laterais. Na Figura 19, temos a fachada de uma das
poucas unidades do bairro que se mantém quase inalteradas, as esquadrias não são as
originais, mas a telhas, a varanda, os afastamentos são como construídos inicialmente. Em
contraste com as casas existentes, segundo Freire (1997, p. 46):
A arquitetura das primeiras casas segue o padrão paulista do século XVIII.
O padrão de arquitetura bandeirista paulista assume em Cuiabá algumas
características particulares, semelhantes às registradas em Vila Boa de
Goiás.
As casas são implantadas sobre o alinhamento das ruas e limites laterais do
terreno, umas coladas às outras.
A partir de 1960, com a construção de Brasília e o consequente estímulo de
crescimento do Centro-Oeste brasileiro. Começam os primeiros fluxos migratórios frutos da
política do governo federal de ocupação da Amazônia. Com a pressão das imigrações para as
áreas urbanas, o governo estadual se vê compelido a atender a população de baixa renda com
uma política habitacional, que culminará com a criação da COHAB/MT (FREIRE, 1997;
AQUINO, 2009).
2.3.1
Banco Nacional de Habitação e a COHAB/MT
Como já foi dito, em 1964 o Governo Federal cria o BNH, no ano seguinte o
governador Fernando Correa da Costa cria a Companhia de Habitação do Estado de Mato
Grosso (COHAB/MT) que, seguindo as diretrizes daquele banco, conduziu a política
habitacional em Mato Grosso. Sobre a instituição Aquino (2009, p. 117-118) expõe:
A COHAB-MT foi uma sociedade de economia mista por ações, criada pela
Lei Estadual n° 2.406, de 28 de junho de 1965 [...].
A Companhia integrava o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) [...]
podia, na forma prevista, alienar, doar, onerar, arrendar ou permutar bens
de sua propriedade, desde que essas ações representassem o exercício de
suas atividades operacionais regulares.
[...]
De 1965, ano de sua criação, a 1995, quando foi extinta, a COHAB-MT
implantou 140 conjuntos habitacionais e assentou mais de 46 mil famílias
em todo o Estado.
47
Observa-se pelo Gráfico 3, que Cuiabá recebeu o maior número de habitações, seguido
de longe por Várzea Grande e Rondonópolis. Outras cidades16 do estado também foram
atendidas com unidades habitacionais através da COHAB/MT.
Cohab/MT unidades por cidades 1966-1996
25000
unidades Habitacionais
20000
15000
10000
5000
0
Demais Cidades
Rondonópolis
Várzea Grande
Cuiabá
6807
4107
4319
22461
Unidades Habitacionais
Gráfico 3 - Unidades Habitacionais entregues pela COHAB-MT (1966 a 1996).
Fonte: Elaborado com base em Aquino (2009, p. 121-2)
O ápice do número de unidades entregues foi em 1979, com outro período de intensa
produção de 1982 a 1988, retomando somente em 1991, já em 1996, foram entregues as
últimas unidades (Gráfico 4).
Habitação por Ano Cohab/MT - 1966 a 1996
8000
7000
Unidades habitacionais
6000
5000
4000
3000
2000
1000
0
1966 1969 1970 1971 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1987 1988 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996
Unidade Habitacionais 365 1553 2016 463 1447 129 7254 1152 861 4828 1880 1864 6171 3851 262 3498
100
Gráfico 4 - Unidades Habitacionais entregue, por ano, COHAB/MT, de 1966 a 1996.
Fonte: Elaborado com base em Aquino (2009, p. 121-122).
Há divergência quanto ao número de unidades entregues pela COHAB/MT, de 1966 a
1983, entre os autores Aquino (2009) e FINEP (1985), consultados para a confecção do
16
General Carneiro; Araguainha; Itiquira; Nobres; Araputanga; Porto dos Gaúchos; Tesouro; Canarana; Sinop; Primavera do
Leste; Dom Aquino; Santo Antonio do Leveger; Cáceres; Alto Garças; Alto Paraguai; Alto Araguaia; Nova Xavantina;
Guiratinga; Nortelândia; Mirassol D´Oeste; Arenápolis; Água Boa; Diamantino; Barra do Bugres; Jaciara; Poxoréu; Pedra
Preta; Poconé; Tangará da Serra; Rosário Oeste; Chapada dos Guimarães; Barra do Garças.
48
Gráfico 4 e Gráfico 5. O primeiro considera várias outras cidades de Mato Grosso que não
foram levantadas pelo estudo do segundo e este acrescenta em seu levantamento os imóveis
da PLANOESTE (Planejamento e Coordenação de Projetos Habitacionais Ltda), que
totalizam 3311 unidades entregues entre 1977 e 1983.
habitação por ano Cohab/MT - 1966 a 1983
8000
7000
Unidades habitacionais
6000
5000
4000
3000
2000
1000
0
1966 1968 1969 1970 1972 1973 1974 1971 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983
COHAB/MT (1966-1983) (FINEP, 1983)
365
220
589
104
110
944
2937
944
1934 3872
260
7510
Gráfico 5 - Unidades Habitacionais entregues pela COHAB-MT (1966 a 1983).
Fonte: Elaborado com base em FINEP (1985).
Castor (2007, p. 255), comentando sobre os conjuntos habitacionais construídos pela
COHAB/MT:
[...] casas térreas e isoladas com 15 a 60 m² de área construída, com
plantas convencionais [BNH] com um, dois ou três quartos, sala, cozinha,
banheiro e área de serviços, [...] tudo organizado em cômodos mínimos,
casas impessoais e conjuntos periféricos monótonos e desprovidos de
identidade”.
O autor acrescenta que os primeiros conjuntos da COHAB/MT foram o Cidade Verde
(1966) ou Cohab Velha como os moradores o chamam, e Nova Cuiabá (1969), ambos em
Cuiabá, com respectivamente 365 e 443 unidades, provavelmente, segundo o autor, em
“resposta aos surtos de loteamentos clandestinos da década de sessenta”.
Ele destaca também o conjunto habitacional que foi criado para atender aos servidores
públicos da nova região do Centro Político Administrativo (CPA), com o mesmo nome CPA-I
(CASTOR, 2007, p. 257):
Foram disponibilizados pela COHAB-MT seis modelos de residências
térreas e isoladas, variando de 30 a 61 m² embora o projeto original
previsse um sistema mais complexo de habitações modulares. O objetivo era
dotá-las de maior flexibilidade interna e possibilidades de ampliação
racionalizada. A lógica desse sistema conduziu à definição de um lote
especialmente proporcionado para favorecê-lo. Ao invés de adotar as
medidas habituais de 10 ou 12 m por 25 m, a equipe do CPA preferiu
49
trabalhar com 14 m de frente por 20 m de profundidade. Descentralizada em
relação ao lote, a casa original exibia telhado de uma única água para
permitir o acréscimo lateral de módulos sem desmonte da cobertura. A
proposta das casas acabou descartada pelos técnicos da COHAB/MT, mas o
plano urbanístico, incluindo as medidas dos lotes, felizmente não.
A trajetória da COHAB/MT seguiu passos tortuosos até que foi extinta pela Lei 6.763,
em 1996. O professor Aquino (2009, p. 139-140) descreve as três fases que caracterizaram a
existência da Companhia:
Historicamente, existiram três fases no processo administrativo da COHABMT. A primeira delas se caracterizou pela produção, comercialização e
legalização dos Conjuntos Habitacionais edificados pela COHAB-MT, tendo
e verificado, até o início da década de 1980, o pleno cumprimento das
etapas contratuais, ou seja, a aquisição do terreno, a construção dos
imóveis, a infraestrutura do lugar, a regularização da propriedade (registro
do loteamento) e as averbações com o respectivo “habite-se”.
[...]
A segunda fase, que ser estendeu da década de 1980 até o período
desativação do BNH (1985) e da assunção dos financiamentos habitacionais
pela CEF, a COHAB-MT deixou de cumprir o que era previsto nos contratos
de produção de moradias.
[...]
A terceira fase culminou com o processo de extinção da COHAB-MT nos
termos da Lei Estadual nº 6.763/96, cujos fatores principais [...] foram
herdados do passado e levaram o governo a tomar essa decisão.
Dentre eles, destacam-se os seguintes:
Exaurimento dos recursos do FGTS e do SFH para habitação;
Inclusão dos custos de infraestrutura nos financiamentos, elevando o valor
das prestações;
Aumento do índice de inadimplência;
Aumento da taxa de juros;
Falta de uma política habitacional no Estado que permitisse a continuidade
dos programas. (AQUINO, 2009, p. 139-140)
Com base nas informações dos projetos citados por Freire (1997, p. 247-282), buscouse nos arquivos da Prefeitura de Cuiabá alguns projetos das unidades habitacionais (Figura 20
a Figura 22 e Anexo B).
50
Figura 20 - Planta Baixa, A=25,18 m² (MT.8.I.2.30, CPA 1 e 2/Cuiabá).
Fonte: Desenho com base em COHAB/MT (1979).
Figura 21 - Planta Baixa, A. útil = 54,57 m² (MT.26.I.2.60 Tijucal/Cuiabá).
Fonte: Desenho com base em COHAB/MT (1980c)
51
Figura 22 - Plantas Baixas (Grande Terceiro/Cuiabá, CPA/Cuiabá e COHAB Rio Vermelho/Rondonópolis).
Fonte: Desenhos com base em COHAB/MT (1970).
O último residencial entregue pela COHAB foi o Cristalino, na cidade de Água Boa,
com 100 unidades (AQUINO, 2009).
52
2.3.2
Pós COHAB/MT
Com a extinção da COHAB/MT, as habitações passaram a ser supridas pelos
programas disponíveis na Caixa ou com recursos dos próprios interessados.
No Gráfico 6, pode-se observar a linha histórica da habitação popular (0 a 10 salários
de acordo com cada programa) em Mato Grosso. Há interrupções de fornecimento de
habitação de 1992 a 1999, com exceção em 1996, com fornecimento de 100 unidades
entregues pela COHAB/MT.
Em, 2003 surge a Secretaria de Estado de Infraestrutura (SINFRA/MT) como gestora
da questão habitacional, aumentando sensivelmente o número de unidades custeadas pelo
governo de estado.
A partir de 1995 (Gráfico 7) iniciam-se as contratações dentro de vários outros
programas habitacionais federais executadas em Mato Grosso. Em 1995, registrou-se apenas
duas unidades dentro do FGTS e 5 unidades através da Carta de crédito Individual Imóvel do
SBPE. No ano seguinte houve um sensível aumento chegando a 1087 unidades, destas apenas
43 unidades foram com recursos do SBPE, por pessoas físicas ou construtoras, 672 operações
(compra de imóveis novos, usados, construção em terreno próprio, e carta de crédito) com
FGTS e 372 com recursos do OGU, no Programa Habitar Brasil.
O programa Habitar Brasil teve de 1996 a 1999 (época em que foi trabalhado em Mato
Grosso) um total de 2682 contratações, sendo o único programa com recursos do OGU até
então.
Unidades habitacionais
Linha histórica habitação popular em MT (1949 a 2010)
15500
15000
14500
14000
13500
13000
12500
12000
11500
11000
10500
10000
9500
9000
8500
8000
7500
7000
6500
6000
5500
5000
4500
4000
3500
3000
2500
2000
1500
1000
500
0
1949 1966 1969 1970 1971 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1987 1988 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
FCP
COHAB/MT
PAR (MT)
128
365 1553 2016 463 1447 129 7254 1152 861 4828 1880 1864 6171 3851 262 3498
100
1231 123 558 1871 1816 1412 2514 2036 3699 488
MCMV (MT)
OUTROS GOV. MT
out/
2010
0
5374 1287
7.22 14.6 631 1.74 4.30 5.34
Gráfico 6 - Evolução Histórica da Habitação em Mato Grosso (1949(1949 out./2010).
out
Fonte: Elaborado baseado em AQUINO, 2009
2009; FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS, 1985;
1985; Levantamento de dados da RSNGOV/CB (Caixa).
53
Habitação em Mato Grosso de 1995 -2010
12000
Unidades Habitacionais
10000
8000
6000
4000
2000
0
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Programas FGTS/FAT/OGU
2
1044
3756
3712
1655
4093
5078
3527
6412
3383
3152
3554
4491
6656
5527
4292
PAR - FAR
0
0
0
0
0
1231
123
558
1871
1816
1412
2514
2036
3699
488
0
PMCMV - FAR
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
5374
1287
TODOS, EXCETO SBPE
2
1044
3756
3712
1655
5324
5201
4085
8283
5199
4564
6068
6527
10355
11389
5579
Gráfico 7 - Unidades Habitacionais recursos FGTS, FAT, OGU e FAR, 1995-2010.
Fonte: Elaborado a partir de levantamento na RSNGOV/CB (out./2010).
54
55
Ainda analisando o Gráfico 7, observar-se que o PAR, em 2000, representou
inicialmente 23% das unidades habitacionais que passaram pela Caixa, chegando a 36% em
2008. O programa PAR foi substituído pelo PMCMV o qual alcançou 47% das unidades
habitacionais contratadas em 2009 e já está em 23% em outubro de 2010.
No Gráfico 8, verifica-se a expressiva margem dos recursos FAR para a política
habitacional de Mato Grosso. É importante ressaltar que dentro dos recursos FGTS e SBPE
estão variadas modalidades como: compra de imóveis novos e usados, material de construção,
crédito a construtoras e outros, enquanto o PAR é apenas para execução de unidades novas.
Fonte de recursos para habitação em MT
FAR
22,52%
OGU
8,18%
FAT
0,34%
FGTS
52,12%
CAIXA/SBPE
16,84%
Gráfico 8 - Participação dos recursos na habitação de MT (1995-2010)
Fonte: Elaborado a partir de levantamento na RSNGOV/CB (out./2010)
De 2000, início do programa PAR em Mato Grosso, até 2002, foram construídos
condomínios residenciais com média inferior a 200 unidades habitacionais (Gráfico 9), o
tamanho reduzido daqueles empreendimentos propiciou uma maior ocupação de vazios da
malha urbana, principalmente em Cuiabá e Várzea Grande, os primeiros municípios a receber
as unidades. Nestes condomínios foi executada toda a infraestrutura: rede de água, de esgoto,
energia e drenagem e pavimentação. As casas foram construídas com padrão baixo, conforme
a NBR 12721 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2006), com
especificações próprias do programa. Até então, as áreas destas habitações situavam-se,
normalmente, entre 45 e 50 m² com sala, cozinha, banheiro, dois quartos e área de serviço
externa ou interna.
56
Média de unidades por conjunto do PAR em MT (2000 a 2009)
600,00
Unidades
500,00
400,00
300,00
200,00
100,00
2000
Média por conjunto
Conjuntos Habitacionais
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
153,88 123,00 155,00 207,89 206,40 282,40 359,14 407,20 411,00 488,00
8
1
2
9
10
5
7
5
9
1
Gráfico 9 - Média de unidades habitacionais por empreendimento PAR, por ano, em MT.
Fonte: Elaborado a partir de dados coletados na RSNGOV/CB.
A partir de 2003, o Governo Estadual, através da SINFRA/MT, entra como parceiro
do PAR e assim a infraestrutura passa a ser aportada como contrapartida. A implantação que
antes era na forma de condomínio, de propriedade do FAR, passa a ser loteamento, e
consequentemente apenas as unidades habitacionais e seus respectivos lotes são de
propriedade do FAR. A parceria gerou um incremento substancial de unidades habitacionais
por empreendimento (Gráfico 9). As plantas das casas usadas nos empreendimentos PAR em
Mato Grosso são variadas, sempre unidades isoladas e serão estudadas mais a frente. Outra
importante fonte de recursos estadual foi o FETHAB17, com o qual o governo estadual
realizou mais de 9.000 moradias.
Observa-se nos gráficos (Gráfico 10 e Gráfico 11), que foram diversos os programas
utilizados para atender a demanda da questão habitacional no estado. Passos decisivos
iniciaram-se no ano de 2003 e o número de unidades mais que dobrou em 2004. Em 2005,
devido à crise agroindustrial do ano anterior, os investimentos foram tímidos, mas a partir de
2006 foram sendo incrementados, chegando em 2008 a mais de 9.000 unidades habitacionais
em todos os programas estaduais.
17
O Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) foi criado pela lei 7882 de 30/12/02, com o objetivo de financiar o
planejamento, execução, acompanhamento, bem como a avaliação dos serviços nos setores de transporte e habitação em todo
o Estado de Mato Grosso. O imposto é cobrado sobre o valor do óleo diesel, frete, produção agrícola e pecuária matogrossense. Atualmente, são destinados cerca de 30% para a construção de casas populares e 70% para obras nas rodovias
estaduais. A arrecadação é administrada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e supervisionada pelo Conselho
do Fethab, que tem em sua formação secretários de diversas pastas, além de representantes dos sindicatos e entidades da
classe. Entre as atribuições do conselho está a formatação de políticas para a aplicação do recurso e a apreciação da prestação
de contas MATO GROSSO, 2009b.
57
Habitações construídas com a participação do Governo de MT.
Unidades habitacionais construídas
20.000
18.000
16.000
14.000
12.000
10.000
8.000
6.000
4.000
2.000
0
Total
2003
2004
2005
2006
2007
2008
7.930
17.657
2.223
3.763
6.793
9.246
Gráfico 10 - Unidades habitacionais, executadas pelo Governo do Estado
Fonte: Elaborado com base em dados do governo estadual (MATO GROSSO, 2009b).
Programas do Governo de MT - 2003 a 2008
16000
14000
Título do Eixo
12000
10000
8000
6000
4000
2000
0
TOTAL
LIONS
CASA FACIL
FNHIS
MEU TETO
MORAR
MELHOR/
PROSOL
BMC
incra/
intermat
Tô Feliz
FETHAB
PAR
64
1.632
1.760
1.853
1.866
4.896
5.898
6.243
9.701
13.699
Gráfico 11 - Demonstrativo dos Programas Habitacionais do MT.
Fonte: Elaborado com base em dados do governo estadual (MATO GROSSO, 2009b).
De 1995 a 2003, as ações do governo estadual sobre a habitação não foram muito
expressivas. Através da SINFRA/MT, a partir de 2003, o Governo do Estado desenvolveu
basicamente três tipos de planta para executar sua política habitacional.
Os projetos foram executados nos municípios para os quais o governo do estado
aplicou recursos em conjunto com o FGTS e Caixa, dentro do programa Garantia Caução.
Estes recursos foram distribuídos conforme o tamanho da população do município, sendo que
os maiores puderam executar plantas também maiores. Municípios menores, com menos
recursos executaram as plantas com menor área construída e acabamento mínimo.
Os principais projetos são com área total de 39,64 m², 31,98 m² e 24,12 m². Para o
provimento de habitação de interesse social com recursos do FNHIS foram utilizados os dois
projetos de maior área construída.
58
A unidade de 39,64 m² possui sala/cozinha, dois quartos, banheiro, área de serviço
(aberta e coberta) e varanda frontal (Figura 23).
Figura 23 - Planta de 39,64 m² do Governo do Estado
Fonte: (MOYSES, 2010)
Figura 24 - Planta de 31,98 m² do Governo do Estado
Fonte: (AMORIM, 2006b)
Figura 25 - Planta de 24,12 m² do Governo do Estado
Fonte: (AMORIM, 2006a)
A segunda unidade com 31,98 m² (denominada “unidade de 32 m²”) possui
sala/cozinha, dois quartos, um banheiro, e não tem área de serviço, apenas com as instalações
hidrossanitárias para o tanque (Figura 24).
59
A mais usada no programa garantia caução com recursos do FGTS, Caixa, Governo de
Estado e Prefeituras foi a casa que possui apenas 24,12 m², composta por sala/cozinha, um
quarto, banheiro e sem área de serviço, somente com a instalação hidrossanitária para o
tanque (Figura 25).
O tamanho reduzido da planta de um quarto, é justificado pelo estado devido ao
pequeno recurso disponível cerca de 10.000 reais, com os quais a Caixa disponibiliza 2/3 do
valor através do FGTS garantia caução, o Governo do Estado aporta mais 1/3 do valor como
caução, no lugar dos beneficiários e, as prefeituras são responsáveis pelo terreno, a
regularização fundiária e a infraestrutura urbana (água, esgoto, pavimentação primária e
drenagem profunda e superficial se for o caso). Os municípios maiores puderam executar a
unidade de 31,98 m², pois há disponibilidade de mais recursos, cerca de 15.000 reais.
60
3 DIMENSÕES E FUNÇÕES DA HABITAÇÃO
A discussão sobre área mínima de uma edificação se estende há quase um século. Os
estudos partem das definições espaciais, das disposições do mobiliário até as atuais discussões
sobre a psicologia ambiental. Folz (2008, p. 103) acrescenta que, mesmo tendo em vista as
exigências psicossomáticas e as exigências quanto às dimensões para a execução das tarefas
domésticas, “tem se adotado normas ultrapassadas como referência para habitação de
interesse social, [...], com áreas abaixo do mínimo, definido em vários estudos”, tais normas
não consideram as especificidades regionais e não propiciam a adequação às novas
configurações familiares.
Para Panero e Zelnik (2001, p. 38) a antropometria aplicada pode ser usada como uma
ferramenta no processo de projeto, se aproveitada de forma adequada e considerando a ampla
gama de “configurações humanas que influenciam o processo”. Eles ainda destacam os
estudos de Edward Hall e concordam que:
Ao acomodar o corpo ao ambiente, os fatores aí envolvidos não podem se
limitar às medidas e distâncias, no sentido absoluto de significado destes
termos. Distância, e por extensão, área e espaço livre, geralmente têm
outras conotações mais sutis e sofisticadas.
Edward Hall (2005, p. 145-155), estudioso dos sentidos e sua relação com o espaço
declara que as distâncias são dinâmicas e variam de indivíduo para indivíduo, dependem de
aspectos culturais, étnicos, além das personalidades situacionais que cada indivíduo poderá
assumir, são as dimensões ocultas.
Este autor definiu as distâncias comuns para um grupo de amostragem americano: a.1)
distância íntima (fase próxima), “do amor e da luta corpo a corpo, da atitude confortadora e
protetora”; a.2) distância íntima (fase remota: de 15 cm a 45 cm) “a voz é usada mas
normalmente é mantida num nível baixo”; b.1) distância pessoal (fase próxima de 45 cm a 75
cm) possibilidade de toque com as extremidades do corpo; b.2) distância pessoal (fase remota:
de 75 a 120 cm) “manter alguém à distância de um braço estendido é uma forma de expressar
a fase remota da distância pessoal”; c.1) distância social (fase próxima de 1,20 m a 2,10 m)
“transações impessoais ocorrem a essa distância”; c.2) distância social (fase remota: 2,10 m a
61
3,60 m) “tem uma característica mais formal do que se ocorresse na fase próxima”; d.1)
distância pública (fase próxima: 3,60 m a 7,5 m) “uma pessoa alerta pode adotar medidas
evasivas ou defensivas se for ameaçada”; d.2) distância pública (fase remota: a partir de 7,5
m) há perda de detalhes da voz e da expressão facial.
Certamente a cultura brasileira não terá como referências as mesmas distâncias
informadas no estudo de Hall, mas fica evidente que o ser humano precisa de espaço
adequado para se relacionar em diversas situações, inclusive em sua casa.
Hall (2005, p. 214) comentando sobre a erradicação de cortiços e renovação urbana
em Boston (EUA) e suas implicações, destaca que “as dimensões dos espaços habitacionais
conseguiram de algum modo passar, sem que se percebesse, do tamanho que mal chegava a
ser suficiente para o totalmente insuficiente” motivado por vários aspectos entre eles o
econômico.
No conjunto Cidade de Deus no Rio de Janeiro, utilizado para receber as famílias
removidas de favelas, após alguns anos da implantação, ocorreu uma grande rotatividade para
a qual Valladares (1978, p. 87) apresenta quatro motivos: “a) o preço da habitação, nem
sempre acessível [...]; b) as despesas adicionais e obrigatórias [...]; c) o custo de transporte”,
devido a distância entre a casa e o local de trabalho; e “d) ainda o tamanho e qualidade das
habitações oferecidas, que implicavam, quase sempre, ampliações e reformas nem sempre
passíveis de serem assumidas pelos residentes”. Assim, destaca-se como nos Estados Unidos
os problemas com a unidade habitacional, que podem contribuir, aqui, para o abandono da
habitação e lá, para o descontentamento da população.
3.1
DIMENSÕES MÍNIMAS
No Brasil, em 1931, no Primeiro Congresso de Habitação, iniciaram-se as discussões
sobre a disposição dos móveis e como esta disposição determinaria o tamanho necessário para
os cômodos. Os estudiosos deste congresso defendiam que era necessário desenhar os móveis
essenciais, em suas dimensões reais, de custo acessível aos inquilinos, para depois definir
onde seriam distribuídas as aberturas de portas e janelas. Preconizavam também a utilização
62
de móveis embutidos e aproveitamento de espaços ociosos (MAGRO18, 1931 apud FOLZ,
2008).
Para Rubens Porto19 (1938 apud BONDUKI, 2004), os móveis deveriam ser entregues
junto com a habitação, o que teria algumas vantagens. Dentre elas, ele destaca, a compra em
volume, que reduziria os custos e a adequação ao projeto, evitando-se distorções com móveis
inadequados comprados pelos próprios moradores no varejo. Atualmente volta à tona esta
discussão com o projeto do Senado de inclusão dos móveis nos financiamentos habitacionais,
mas as construtoras discordam (PROJETO..., 2010).
As dimensões e o programa ideal da casa popular foram discutidos por vários
estudiosos dos quais Correia (2004) destaca: Andrade Sobrinho20 (1942) com sua casa de sete
peças sendo, três quartos (casal, meninos e meninas), sala, cozinha, banheiro e varanda; e
Vieitas21 (1943) que sugere a abolição da saleta de entrada, a junção da sala de visitas e estar,
a redução do corredor e quartos pequenos para apenas dormir e vestir, defendia também a
cozinha americana, com armários excluindo-se a dispensa.
Na Tabela 2 é mostrada a evolução dimensional, determinada pelo Código Sanitário,
no estado de São Paulo, entre os anos de 1894 a 1978. Observa-se que o pé-direito foi
reduzido quase que pela metade. Quanto à área, a cozinha foi a que mais diminuiu,
provavelmente pelo advento dos equipamentos e utensílios.
Tabela 2 - Evolução Dimensional do Código Sanitário (SP)
Ano
1894
1911
1918
1951
1970
1975
1978
18
PÉ-DIREITO (m)
ÁREA MÍNIMA (m²)
Sala Dormitório Banheiro Cozinha Sala Dormitório
Banheiro
4
4
4
0
0
3,5
0
3,7
3,7
3,6
0
0
0
0
3
3
3
10
0
0
1,2** ou 2*
2,5
2,7
2,5
6
8
10
1,2** ou 3***
2,5
2,7
2,5
4
8
12
3
2,5
2,7
2,5
4
8
12
3
2,7
2,7
2,5
4
8
8
2,5
*
Latrina externa; **Latrina interna; ***Banheiro e latrina;
Fonte: Adaptado de : Boueri22 (1989 apud FOLZ, 2008 p. 112).
Cozinha
4
3,7
2,5
2,5
2,5
2,5
2,5
MAGRO, Bruno Simões. Habitação econômica: In: CONGRESSO DE HABITAÇÃO, I., São Paulo. Annaes... São Paulo:
Publicação Official, Instituto de Engenharia, Divisão de Architectura, 1931. p.55-80..
19
PORTO, Rubens. O problema das casas operárias e os Institutos e Caixas de pensões. Rio de janeiro. s/e, 1938.
20
ANDRADE SOBRINHO, J. M. A casa das sete peças. Revista de organização Científica, ano XI, n. 125, p.13, maio
1942.
21
VIEITAS, R. A planificação da casa econômica. Revista do Arquivo Municipal, São Paulo, ano VII, p. 129-136, mar.-abr.
1943.
22
BOUERI, Jorge. Antropometria: fator de dimensionamento da habitação. 1989. 368p. Tese (Doutorado) – Faculdade
de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1989.
63
O dormitório, inicialmente muito pequeno, torna-se maior, mas, posteriormente tem
sua área reduzida. O banheiro, em princípio, não apresenta área definida, porém, a partir de
1918, são apresentadas as áreas para latrinas internas, culminando na área de 2,5 m² para este
cômodo.
Mudanças de ordem econômica e social, a mulher entrando no mercado de trabalho e a
ausência de empregados domésticos, propiciam o surgimento, na Alemanha, de habitações de
dimensões reduzidas (mínimo necessário para a existência). A cozinha (Figura 26) fica
integrada aos ambientes de estar e refeições, tornando-se o centro do espaço doméstico
(TRAMONTANO, 1993a23, 1993b24 apud BRANDÃO, 2002, p. 54-55).
Figura 26 - Cozinha Mínima25
Fonte: (GYMPEL26, 2000, p. 91 apud BRANDÃO, 2002, p. 55)
As habitações sociais na Alemanha, dos dias de hoje, estão centradas na família, sendo
que habitações para solteiros ou portadores de necessidades especiais são consideradas formas
especiais. Sobre as habitações sociais familiares Silva A. (2007) coloca que:
As normas e leis da política alemã de construção de habitações sociais
objetivam a família em sua essência. [...] A técnica excessiva e a busca pela
eficiência estabeleceram critérios quantitativos para a definição do espaço
habitacional na Alemanha, o que muitas vezes é desfavorável à qualidade
dos seus ambientes.
23
TRAMONTANO, Marcelo. Habitação contemporânea, riscos preliminares. Texto técnico. São Carlos: EESC/ USP, jul.
1995a, 70p.
24
TRAMONTANO, Marcelo. Habitação moderna: a construção de um conceito. Texto técnico. São Carlos: EESC/USP,
ago. 1993b, 72p.
25
Cozinha de Frankfurt, Alemanha, por volta de 1925; projeto da arquiteta Grete Schütte-Lihotzky com o conceito do
mínimo para funcionar, em área de apenas 6,5 m2, com abertura para a sala de estar – o protótipo de todas as cozinhas
modernas (Fonte: GYMPEL, 2000, p. 91).
26
GYMPEL, Jan. História da Arquitectura: da Antiguidade aos nossos dias. Colônia, Alemanha: Könemann, 2000, 120p.
64
1.2. A função e o significado dos ambientes [...]
O setor social:
O ideal de moradia alemã se materializa em “três cômodos cozinhabanheiro-aquecimento central”, da qual o melhor decorado e maior
ambiente é a sala (das Wohnzimmer), centro da família, oportunamente
também sala de visitas. Acima de tudo, a sala é um espaço para o tempo
livre.
A sala sinaliza a hierarquia das pessoas e dos usos na moradia moderna.
Para a norma DIN 18011, a área mínima para quatro pessoas deve ser de
18,0 a 20,0 m² [...].
Em contraposição à sala estão os demais ambientes: dormitórios, cozinha,
quartos das crianças e banheiro, que por suas dimensões, decoração e
localização dentro da moradia só podem ser usados de modo
monofuncional.
O setor íntimo: [...]
Para efeito da norma, o dormitório do casal deve ter espaço para duas
camas, dois criados-mudos, um guarda-roupa e uma peça mobiliária
adicional, por exemplo, uma penteadeira ou máquina de costura. Se na
residência não existe um quarto para o bebê, é permitida também a
colocação de um bercinho [HÄUßERMANN & SIEBEL27, 1996, p.16 apud
Silva A.]. A norma DIN 18011 recomenda, para este ambiente, dimensões
mínimas de 3,50 m x 3,50 m.
O dormitório dos filhos (das Kinderzimmer) deve ter dimensões suficientes
para uma grande variação na disposição dos móveis, assim como para
múltiplos usos. Desta maneira, este ambiente poderá acompanhar as
diversas fases do crescimento das crianças e jovens. As medidas mínimas
recomendadas pela norma DIN 18011 são 3,50 x 3,25 m ou 3,0 m x 4,0 m
(entre 11,0 e 12,0 m2) [...].
O banheiro (das Badezimmer) geralmente contém uma banheira, uma pia e
um vaso sanitário. Em alguns casos, pode conter ainda um espaço para
ducha e máquina de lavar-roupa, numa área mínima recomendada varia
entre 4,8 e 5,0 m².
O setor de serviços:
Na moradia alemã em geral, a cozinha (die Küche) é puramente um espaço
de trabalho, da qual a planta baixa e a orientação são sempre
racionalizadas, de maneira a facilitar o trabalho de casa. [...] Suas
dimensões devem variar, segundo a DIN 18022, de acordo com o número de
usuários da moradia, com valores mínimos de 2,50 m x 3,50 m.
O armário ou depósito (der Abstellraum) é um pequeno ambiente destinado
à colocação de eletrodomésticos e materiais de limpeza. Sua área perfaz
normalmente cerca de 1,0 a 1,5 m².
27
HÄUßERMANN, Hartmut & SIEBEL, Walter. Soziologie des Wohnens: eine Enführung in Wandel und
Ausdiffrenzierung des Wohnens. München: Juventa Verlag, 1996, p. 16.
65
O texto mostra a relação dos alemães com a habitação e como eles utilizam seus
espaços. Há uma previsão de novos usos para a habitação de forma que elas se adapte as
novas fases da família no decorrer do tempo.
Segundo Folz (2008), há vários estudos sobre a utilização de índices de densidade
habitacional: número de pessoas por domicílio, metro quadrado por pessoa ou pessoas por
cômodo, mas, para este autor, o melhor é analisar estes índices em conjunto evitando
distorções.
O espaço físico para Portas28 (1969 apud FOLZ, 2008) depende das atividades a serem
desenvolvidas. E estas são influenciadas pelas características antropométricas e mecânicas das
ações, não sendo o espaço mínimo apenas a somatória das áreas necessárias para cada função.
E ainda, o espaço depende também do grau de privacidade e da compartimentação para
estabelecer esta privacidade. Além disso, a habitação tem para os moradores um valor que
está ligado ao condicionamento sociocultural e a questões emocionais mais complexas.
Folz apresenta dois autores que estudaram mais especificamente a habitação com área
mínima. O primeiro, Silva29 trabalhou com as seguintes etapas para seu estudo dos fatores
geométricos da habitação de interesse social (FOLZ, 2008, p. 115):
[...] elaboração de uma listagem das atividades normalmente exercidas no
âmbito domiciliar; inventário do equipamento doméstico convencional;
definição objetiva dos critérios adotados na articulação dos equipamentos
com os usuários, com o espaço e entre si; e, formulação de hipóteses de
articulação dos equipamentos e espaços segundo os critérios definidos, em
busca dos padrões de otimização econômica e funcional.
Os aspectos antropométricos e as relações entre os espaços e as atividades domésticas
são estudos desenvolvidos, por Boueri30 (1989, apud FOLZ 2008), que desenvolveu o Padrão
Antropométrico de Dimensionamento da Habitação a partir da análise conjunta dos cômodos,
atividades, mobiliário, equipamentos da habitação e posições do corpo durante as atividades
domésticas.
Uma síntese de considerações sobre áreas mínimas é exposta na Tabela 3 tomada
como referência uma habitação com dois quartos. Os valores apresentados foram
estabelecidos em vários estudos brasileiros e estrangeiros.
28
PORTAS, Nuno. Funções e exigências de áreas da habitação. Lisboa: Laboratório Nacional de Engenharia Civil, 1969.
SILVA, Elvan. Geometria dos espaços da habitação: contribuição ao estudo da problemática da habitação de interesse
social. Porto Alegre: Ed. da Universidade, UFRGS, 1982. (Texto para discussão, 6)
30
BOUERI, Jorge. Antropometria: fator de dimensionamento da habitação. 1989. 368p. Tese (Doutorado) – Faculdade
de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1989.
29
66
Tabela 3 - Área Mínima para habitação (m²)31
Estudo
1º
Quarto
2º
Quarto
Sala
Cozinha
Banho
Área
Serviço
Área
Total
Código Sanitário (1978)
8,00
6,00
8,00
4,00
2,00
-
28,00
Silva (1982)
7,75
7,80
10,50
3,57
2,40
2,10
34,12
IPT (1987)
9,00
8,00
12,00
10,00
2,50
1,50
43,00
Boueri (1989)
14,00
12,00
15,00
7,20
4,20
5,40
57,80
Voordt (1990)
13,34
10,56
25,52
6,84
5,71
-
61,97
CDHU- Piratininga (1996)
8,12
6,94
16,73
9,05
2,88
1,96
45,68
CDHU - Brasilândia (1996)
13,18
13,18
13,18
8,44
2,81
1,63
52,42
CDHU Básico (1998)
8,18
8,18
11,78
4,87
3,04
1,82
37,87
Espanha (Instituto Nacional De
Consumo) (1998)
12,00
7,00
15,00
6,00
-
-
40,00
Projeto Cingapura PMSP(1998)
8,44
7,79
12,16
6,88
3,59
2,50
41,36
Portugal (1998)
10,50
9,00
13,00
6,00
3,50
3,50
45,50
Pedro (2002a)
10,50
9,00
14,00
5,00
2,50
2,00
43,00
Buzzar E Fabrício (2007)
8,00
7,00
10,00
5,50
2,50
2,00
35,00
CDHU (2008)
9,00
8,00
12,50
5,00
2,80
2,80
40,10
Média (M²)
10,00
8,60
13,53
6,31
2,89
1,94
43,27
Mediana da Área Mínima (M²)
9,00
8,00
12,75
6,00
2,81
1,98
40,54
32
Fonte: elaborado pela autora com base em: São Paulo (2000 apud FOLZ, 2008); Silva (1982 apud FOLZ,
2008);Boueri (1989 apud FOLZ, 2008); IPT33 (1998, apud FOLZ, 2008); (PEDRO, 2002b, p. 61)34, (BUZZAR e
FABRÍCIO, 2007); (COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO, 2008, p.
126); (ROMÉRO e ORNSTEIN, 2003, p. 59)
Silva35 (1982, apud FOLZ, 2008), que definiu uma das menores áreas mostradas,
apresentou algumas hipóteses, e através delas propôs o aumento das áreas gradativamente.
Discutiu as novas possibilidades de organização do espaço, enfatizando que apenas o arranjo
geométrico, com o mobiliário e os equipamentos não propicia a funcionalidade para a
habitação de interesse social.
31
Legenda: Dormitório (Dorm.); cozinha (Coz.); Banheiro (Bn); Área de Servico (A.S.)
SÃO PAULO (Estado). Código Sanitário do Estado de São Paulo: Lei nº 10.083, de 23 de setembro de 1998 – Decreto
nº 12.342, de 27 de setembro de 1978 (Regulamento da promoção, preservação e recuperação da saúde no campo de
competência da Secretaria do Estado da Saúde) – Normas técnicas e legislação complementar. 3ª Ed. Bauru: EDIPRO, 2000.
(Série Legislação)
33
IPT – Instituto de pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A. Manual de tipologias de projeto e de
racionalização das intervenções por ajuda-mútua. São Paulo: IPT, 1998.
34
Tipologia de referência T2/4 (2 - número de quartos e 4 – número de habitantes), unidade com sala/copa, cozinha, área de
serviço, quarto de casal e quarto duplo. Para a função Higiene pessoal, foi desconsiderada a principal e adotada a segunda:
para um vaso sanitário, lavatório e chuveiro (2,50 m²), mais usual no Brasil.
35
SILVA, Elvan. Geometria dos espaços da habitação: contribuição ao estudo da problemática da habitação de interesse
social. Porto Alegre: Ed. da Universidade, UFRGS, 1982. (Texto para discussão, 6)
32
67
Os autores Buzzar e Fabrício (2006) estabeleceram suas referências de área para
habitação do tipo PAR, para o relatório do FINEP (Tabela 4);
Tabela 4 - Área mínima, regular, recomendável
Unidade de 2 quartos (casal e duplo)
Ambiente
Dormitórios (soma)
Sala e copa conjugada
Cozinha
Banheiro
Area de serviços
Área resultante
Mínima
15,00
10,00
5,50
2,50
2,00
35,00
área (m²)
Regular
Recomendável
16,00
17,50
11,50
12,50
6,00
6,50
3,00
3,50
2,90
3,50
39,40
43,50
Fonte: (BUZZAR e FABRÍCIO, 2006)
No relatório de Informação Técnica Arquitectura (ITA 5), Pedro (2002b), do
Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Portugal, apresenta seus parâmetros para área
mínima, recomendável e ótima (Tabela 5) para várias tipologias. No mesmo trabalho estão
propostos o mobiliário para várias situações e tipologias.
É importante frisar que Pedro (2002b) para determinar a área mínima fez vários
modelos de espaços utilizando o mobiliário mínimo, estabelecido pelo seu estudo, como
gabarito para as dimensões. Diferentemente da nossa norma, este autor considera como
mobiliário mínimo de um quarto de casal, um berço, além de cama de casal, guarda-roupa e
os criados (Figura 27).
Figura 27 - Modelos de espaços de dormir.
Fonte: (PEDRO, 2002a, p. 27)
68
Tabela 5 - Área mínima, recomendável e ótima
Unidade de 2 quartos (casal e duplo)
Ambiente
Quarto de Casal
Quarto duplo
Quartos (soma)
Sala (sala e copa)
Cozinha, marquise e despensa
Banheiro
área serviço (lavagem e secagem)
Área resultante
Mínimo
10,50
9,00
19,50
14,00
5,00
2,50
2,00
43,00
área (m²)
Recomendável Ótimo
11,50
10,00
21,50
18,00
6,00
2,50
3,00
51,00
12,00
11,00
23,00
21,00
6,50
3,00
3,50
57,00
Fonte: Elaborado com base em Pedro (2002b, p. 58-60).
Para o caso brasileiro, Palermo (2009, p. 38) apresenta em seu trabalho, uma tabela
com a relação de área por pessoa no período do século XIX até hoje (Gráfico 12 e Gráfico
13). Sobre os gráficos, deve-se comentar que Palermo considera que no período do BNH
houve uma expressiva redução, destacando-se a cozinha e os quartos. A recuperação da área
dos cômodos que surge após o BNH, ainda conforme o autor, é reflexo da descentralização da
produção de habitação, que ficou a cargo das secretarias municipais.
Área por cômodo
m²
16
14
12
10
8
6
4
2
0
do Século XIX aos
1920
dos anos 1930 aos
anos 1960
dos anos 1960 aos
anos 1980
dos anos 1980 aos
dias atuais
Sala 1
14
10,9
10,4
12,5
Cozinha
7,8
5,6
4,8
7,5
Banheiro
3,1
3,6
1,8
2,3
Dormitório 1
12,5
12
7,2
8,5
Dormitório 2
10,8
8,6
6,6
7,2
Área de serviço
0
4
0
2,2
Varanda frontal
10,9
4,2
2,7
3,4
Abrigo porta
1,7
1,3
0
1
Circulação
4,6
1
1,2
1,3
Gráfico 12 - Variação das áreas em habitações proletárias.
Fonte: elaborado pelo autor com base em GHab36 (2008, apud PALERMO, 2009)
36
Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de
Pesquisa, 2008.
69
16
14,3
9,6
9,4
do Século XIX aos
1920
dos anos 1930 aos dos anos 1960 aos dos anos 1980 aos
anos 1960
anos 1980
dias atuais
Gráfico 13 - metro quadrado por pessoa.
Fonte: elaborado pelo autor com base em GHab (2008, apud PALERMO, 2009)
Rosso (1980, p. 138) trata sobre otimização econômica do produto (edificação), e,
apresenta dois parâmetros considerados pelo autor como “válidos para avaliar a efetividade
funcional e econômica da edificação”. São eles a razão da habitabilidade37 e o índice de
utilização38. O autor cita ainda as definições de área útil por pessoa de Blachère39 que, para
uma qualidade de vida regular, seria 14 m² de área útil por pessoas, e, para uma qualidade de
vida média, seria de 18 m² por pessoas. Rosso apresenta também os estudos de Chombart de
Lauwe: consideram que 8 m² de área útil por pessoa pode causar graves consequências à
saúde. Acrescentou-se aos levantamentos apresentados por Rosso os estudos de Pedro (2002b,
p. 62), que mostra os referenciais de área mínima por habitante para lotação de dois a oito
pessoas por unidade habitacional, em Portugal.
Área mínima por habitante
25
m²/hab.
20
15
10
5
0
dois pessoas
três pessoas
quatro pessoas
cinco pessoas
seis pessoas
sete pessoas
oito pessoas
França
17
14,6
11
10,6
8,8
9
7,8
Holanda
16
12
10
9,2
8,2
7,7
7,5
19,5
15,3
12,5
11,2
10
0
0
BID
10,5
10,2
9,7
9,6
0
0
UIOF
16,6
13,7
13,4
12,3
12
11,4
16,67
14,5
13,6
14,2
13,27
13,06
Dinamarca
Pedro (2002)
21
40
Gráfico 14 - Exigências de países europeus e entidades (m²/pessoa).
Fonte: Elaborado baseado em Rosso (1980) e Pedro (2002b, p. 62).
37
Razão da habitabilidade é a relação entre área habitável e área construída ou a total. Sendo que área habitável é a soma das
áreas construídas de repouso, alimentação e estar e no caso de uma edificação é a soma das áreas utilizáveis para as funções e
atividades essenciais. Área construída é a que inclui as espessuras das paredes até os eixos nas comuns e divisórias e até a
face externa, nas perimetrais. Área total é a área global de uma unidade incluindo a sua área construída e a parcela de área
comum que lhe cabe (ROSSO, 1980, p. 137-138).
38
Índice de utilização é a razão entre área útil e a construída. Sendo que área útil é a área líquida entre paredes, elementos
estruturais e vêdos e que corresponde em geral ao piso (ROSSO, 1980, p. 137-138).
39
BLACHÈRE, Gerard. Savoir Bâtir. Paris. Editora Eyrolles, 1966.
40
BID [não mensionado] e UIOF - Urban Infrastructure Opportunities Fund
70
Importante ressaltar o estudo feito por Mascaró (2006, p. 43) que mostra que os planos
verticais representam 44,84% dos custos em edificações habitacionais, e por isso ao reduzir
em 10% a área do plano horizontal isso refletirá em apenas 4,7% de redução no custo total, ou
seja, menos da metade do percentual de redução da área. Este autor elaborou uma tabela onde
ele mostra que, com a mesma área, a forma da edificação influenciará no perímetro e,
consequentemente, nos custos (Tabela 6).
Tabela 6 - Paredes e as formas geométricas de plantas de edifícios.
ÁREA (m²)
FORMA DA PLANTA
Circular
Quadrada
Retangular
10 x 10
5 x 20
4 x 25
2 x 50
1 x 100
PERÍMETRO
(m)
100
35,44
100
40,00
100
50,00
100
58,00
100
104,00
100
202,00
Fonte: Mascaró (2006, p. 49)
Relações
Perímetro
área
0,35
0,40
0,50
0,58
1,04
2,02
Lado maior
Lado menor
1
4
6,25
25
100
Por meio desta tabela é possível observar como a forma, para uma mesma área,
influencia na quantidade linear de paredes para percorrer o seu perímetro. A forma mais
eficiente é a circular, porém de construção mais difícil. A quadrada, que também é eficiente,
torna-se mais adequada para se executar na maioria das situações (ROSSO, 1980;
MASCARÓ, 2006). Mas para Frederick (2009, p. 47) as construções quadradas “podem ser
mais difíceis de organizar”, pois o quadrado “não sugere movimento de forma natural” e
completa que “salas internas em um edifício quadrado podem ficar distantes da luz e da
ventilação natural”, para o autor os formatos não quadrados “acomodam padrões de
movimento, agregação e habitação de forma mais natural”. Assim, a qualidade do projeto, a
escolha adequada de formas e soluções, influencia na redução de custos e no atendimento das
necessidades das pessoas.
Folz (2008, p. 121) considera que, para entender melhor as relações das pessoas com a
moradia, suas necessidades, seus anseios e suas avaliações do ambiente construído, a figura
do cientista social é muito importante e objetiva “traduzir as necessidades específicas das
pessoas e fornecer informações que orientem o arquiteto e o designer na definição de espaços
e objetos que comporão a habitação".
71
A NBR 15.575:1 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010)
esclarece que “não estabelece dimensões mínimas de cômodos, deixando aos projetistas a
competência de formatar os ambientes segundo o mobiliário previsto”.
3.2
FUNÇÕES DA HABITAÇÃO E MOBILIAMENTO
Segundo Martins (1999) o mobiliamento “está relacionado diretamente à questão do
dimensionamento e utilização dos espaços, e a interface entre o corpo humano e os objetos
físicos do ambiente”. Ele cita Portas (1969)41, Deilman (1973)42, Silva (1982)
43
e Heath
(1991), que consideram que o dimensionamento do ambiente deve ser em função do espaço
para a acomodação do mobiliário, equipamentos e circulação. Boueri (2008, p. 6) ressalta a
importância da ergonomia no projeto da habitação, que segundo ele “deve ocorrer desde sua
concepção. Ela fundamenta o processo de decisão do projeto, principalmente quanto às
questões dimensionais, e aprimora a qualidade da habitação”.
Palermo (2009, p. 57-58) definiu as atividades inerentes para atender as necessidades
humanas baseada nos estudos de Silva (1982)44 e Pereira (2007)45. Acrescenta-se os estudos
de Damé (2008), que elaborou uma tabela relacionando estas atividades com os cômodos que
poderiam abrigá-las.
No trabalho de Palermo (2009) as funções são denominadas necessidades humanas e,
sistema de atividades é chamado de atividades inerentes. No Quadro 3 faz-se um paralelo dos
trabalhos de Barbosa e Palermo.
Pode-se observar, que há bastante convergência entre os autores, não ficando dúvidas
quanto as atividades exercidas para atender as necessidades humanas. Em ambos os casos
destaca-se a presença da atividade de trabalho e estudo e ainda, que o ambiente mais
prejudicado quanto ao número de equipamentos e as atividades a ele relacionadas é a área de
serviço.
41
PORTAS, Nuno. Funções e exigências de áreas da habitação. Lisboa: Laboratório Nacional de Engenharia Civil, 1969.
DEILMAN, Hárold; KIRSCHENMANN, Jorg. C; PFEIFFER, Herbert. El habitat. Barcelona: Editorial Gustavo Gilli,
1973, 176p.
43
SILVA, Elvan. Geometria dos espaços da habitação: contribuição ao estudo da problemática da habitação de interesse
social. Porto Alegre: Ed. da Universidade, UFRGS, 1982. (Texto para discussão, 6)
44
Ibid.
45
PEREIRA, Gabriela Morais. Acessibilidade espacial na habitação popular: um instrumento para avaliação de projetos.
Dissertação (Mestrado em Arquitetura) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007.
42
72
Necessidades Humanas Silva e Pereira (apud Palermo 2009)
Necessidades
Humanas
Atividades Inerentes
Funções e sistemas de atividades J.J.Boueri e
J.B. Pedro46 (apud Barbosa, 2007)
Funções
Alojar hospede
Convalescer ou tratar enfermos
Repouso
Descansar, ler concentrado
Dormir
Dormir, repousar
Atender ao telefone
Conversar e receber visitas
Fazer refeições coletivamente
Ver televisão
Convívio familiar
Repouso
Pessoal
Sistema de Atividade
Convalescer
Dormir (descanso de casal;
individual e duplo; descanso de
crianças
Permanência em reservado
Estar passivo
Receber visitas
Recreio de crianças
Diversão de jovens e adultos.
Lazer em família
Eventos
sociais em grupo
Estar e Lazer
Estar em ambiente externo
privado
Receber em ambiente externo
privado
Lazer em ambiente externo
privado
Refeições
Refeições correntes; formais;
Correntes
diversas e estar à mesa.
Tratamento de Resíduos
Preparação Arrumação de louças e utensílios
das refeições
Preparação de alimentos
Preparação de alimentos
Lavagens Corporais
Funções vitais
Cuidados pessoais
Higiene
Pessoal
Eliminar resíduos e armazenar
recicláveis
Guardar alimentos secos e frios
Alimentação
Guardar utensílios de cozinha
Lavar e secar utensílios de cozinha
Preparar alimentos e refeições
Atender às necessidades fisiológicas
Banhar-se
Barbear-se
Higiene Pessoal
Escovar os dentes
Lavar rosto e mãos
Pentear-se
Vestir-se
Estudo de jovens
Estudar
Desenvolvimento
Realizar tarefas escolares
Estudo de adultos
Intelectual
Realizar trabalhos manuais
Trabalho de adultos
Estudo e
Realizar trabalhos manuais de baixo
trabalho
impacto.
Atividade de
trabalho e renda
Realizar trabalhos manuais de médio
impacto.
Lavar roupa na máquina
Lavar as roupas
Reunir e triar roupa suja
Secar as roupas
Manejo com a
Tratamento
Secar roupa abrigado chuva
Passar as roupas
roupa
de roupas
Secar roupa ao sol
Costurar as roupas
Triar e passar a roupa limpa
Cuidar de calçados
Quadro 3 - Comparando os estudos de Boueri e Pedro com Silva (1982) e Pereira (2007)
46
Notas de aulas.
73
Necessidades Humanas Silva e Pereira (apud Palermo 2009)
Necessidades
Humanas
Atividades Inerentes
Funções e sistemas de atividades J.J.Boueri e
J.B. Pedro47 (apud Barbosa, 2007)
Funções
Efetuar limpeza doméstica
Efetuar pequenos reparos
Manutenção
Doméstica
Manutenção
e Arrumação
(gestão
doméstica)
Sistema de Atividade
Limpeza
Arrumação geral
Manutenção geral
Controle ambiental
Vigilância e segurança
Tratamento de resíduos
domésticos
Cuidado com animais
domésticos
Entrada e Saída
Comunicação e separação
Ferramentas leves
Guardar objetos pessoais diversos
Circulação
Guardar roupa pessoal
Material de manutenção doméstica
Guarda de
pertences
Material escolar
Uso do veículo
Estacioname
diversos
nto
Objetos pessoais diversos
Manutenção do veículo.
Roupa de mesa e cozinha
Roupa de cama e banho
Roupas e calçados
Quadro 3 - Comparando os estudos de Boueri e Pedro com Silva (1982) e Pereira (2007) (cont.)
Fonte: Elaborado pelo autor a partir de Palermo (2009, p. 57-58) e Barbosa (2007, p. 169-170)
Barbosa (2007), citando Kenchian48 (2005), diz que o conceito de morar determina as
funções e não o espaço físico previsto para suas atividades. Segundo o autor as funções e as
atividades necessárias ao funcionamento da moradia são o que determinarão o espaço, e
continua: “as funções são classificadas a partir das atividades a estas relacionadas, enquanto
que o sistema de atividades é classificado a partir do usuário autor das atividades”. Com a
análise da tarefa indica-se o mobiliário e equipamento para o desempenho das atividades, e ao
organizá-los procede-se o dimensionamento dos ambientes.
Para analisar a funcionalidade de uma HIS é importante definir os equipamentos
mínimos necessários para qualificar os ambientes. A seguir é apresentado o trabalho de
Palermo e Damé em comparação com a NBR 15.575:1, que subsidiaram a elaboração do
Quadro 4.
As habitações devem atender as necessidades das famílias que a habitam, assim os
cômodos devem possuir equipamentos e mobiliário bem como espaço para utilização, acesso
e movimentação das pessoas.
47
Notas de aulas.
KENCHIAN, A. Estudo de métodos e técnicas para projeto e dimensionamento dos espaços da habitação. Dissertação de
Mestrado. São Paulo, FAU/USP, 2005.
48
Cômodo
Mobiliário mínimo e espaços
(NBR 15.575:1)
GHAB (2008 apud Palermo (2009, p. 62-71)
Pedro (2002b)
Atividades Essenciais
(Damé (2008) e
Palermo (2009).
Sala
Largura mínima sala de estar:
2,40 m. Prever espaço de
0,60 m na frente do assento
para: sentar, levantar e circular.
Circulação mínima de 0,75 m a
partir da borda da mesa
(espaço para afastar a cadeira e
levantar).
Define a zona social [...] deve compor ambiente
integrado ou contíguo à cozinha e a entrada
principal da residência, definindo circulação
direta entre os diferentes cômodos para
racionalizar o uso e reduzir os custos.
Dimensão mínima 2,85
Fazer refeições
coletivamente.
Sala
Sala
49
Atender integralmente número de indivíduos,
1 sofá cama (2,0 x 0,9),
Quantidade mínima de móveis, igual ao número de leitos (dois leitos/dormitório);
1 poltrona (0,8 x 0,8), 1
determinada pelo número de
Atender, uso eventual como dormitório de
mesa de centro (1,0 x
habitantes da unidade. Os sofás visitantes ou hóspedes. Quantidade mínima: um
0,6), 1 estante (1,2 x
devem prever número de
sofá de dois ou três lugares ou sofá cama; uma
0,5); 1 mesa de
assentos no mínimo igual ao
poltrona. Uma mesa de canto ou centro; uma
refeições (1,2 x 0,8), 1
número de leitos.
estante ou rack para TV.; mesa para 4 lugares
aparador (1,2 x 0,5)
(unidades de 2 quartos); um balcão ou aparador
Largura mínima da sala de
estar/jantar e da sala de jantar
(isolada): 2,40 m. Quantidade
mínima: 1 mesa de 4 pessoas.
Admite-se leiaute com
cabeceira de mesa encostada na
parede, desde que haja espaço
suficiente para seu
afastamento, quando da
utilização
Realizar tarefas
escolares
Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima
49
Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008.
74
Cômodo
Mobiliário mínimo e espaços
(NBR 15.575:1)
50
GHAB (2008 apud Palermo (2009, p. 62-71)
Pedro (2002b)
Atender a outras atividades que necessitam
Dimensão mínima 2,7
Circulação mínima entre o
m.
mobiliário de 0,60 m.
privacidade visual ou sonoro, além de repouso;
Cama de casal (1,5 x
Quantidade mínima: 1 cama, 2
estar localizado de modo a receber sol direto,
criados e 1 guarda-roupa.
preferencialmente pela manhã; deve suprir espaço 2,0 m); mesa de estudo
Quarto
(1,0 x 0,8 m); cadeira
para guarda de roupa de cana e de banho. Faixa
de Casal
Admite-se apenas 1 criadomudo, quando o segundo
livre para circulação deve atender a toda a volta
(0,5 x 0,5 m); guardainterferir na abertura de portas da cama admitindo-se 40 cm em situação crítica e roupa casal (1,2 x 0,6);
do guarda-roupa.
no máximo em uma das laterais.
cômoda (1,0 x 0,5)
Quantidade mínima: uma cama de casal; um
criado mudo; um gaveteiro, uma sapateira ou
Quarto
estante; um roupeiro de quatro portas (se for de
de Casal
seis despensa gaveteiros, sapateiras ou estantes);
temporariamente, deve receber um berço.
Atender a outras atividades que necessitam
Circulação mínima entre as
privacidade visual ou sonoro, além de repouso;
camas: 0,80 m, Demais
estar localizado de modo a receber sol direto,
circulações: 0,60 m.
preferencialmente pela manhã; atendimento das
Quarto
Quantidade mínima: 2 camas,
necessidades que lhes são inerentes, relativo a
Dimensão mínima 2,1
de
1 criado e 1 guarda-roupa.
m.
dois indivíduos, independente de faixa etária ou
Solteiro
Admite-se a substituição do
laços de família; deve atender as necessidades de
criado-mudo por mesa de
uso de microcomputador. A faixa de circulação
estudo.
deve atender necessariamente a uma das laterais
de cada cama.
Atividades Essenciais
(Damé (2008) e
Palermo (2009).
Guardar roupa pessoal;
Dormir
Guardar roupa pessoal
Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima
50
Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008.
75
Cômodo
Quarto
de
Solteiro
Cozinha
Cozinha
Cozinha
Cozinha
Banheiro
Mobiliário mínimo e espaços
(NBR 15.575:1)
51
GHAB (2008 apud Palermo (2009, p. 62-71)
Pedro (2002b)
Quantidade mínima: duas camas de solteiro ou 2 camas de solteiro (2,0
um beliche; um gaveteiro, uma sapateira ou
x 0,8); 2 criados (0,4 x
estante; um roupeiro de quatro portas; uma mesa
0,4), 1 guarda-roupa
de estudos.
(1,2 x 0,6).
Em nenhuma situação pode absorver funções
inerentes à área de serviço. Deve atender
integralmente às necessidades espaciais inerentes
Largura mínima da cozinha:
ao uso dos grandes eletrodomésticos, incluindo
1,60 m. Circulação mínima de
Dimensão mínima 1,7
possibilidade de instalação de mobiliário
0,90 m frontal à pia, fogão e
(bancada em "I")
complementar. Facilitar o atendimento de
geladeira.
demanda da popularização de eletrodomésticos;
Garantir a guarda de alimentos e utensílios
separadamente.
Quantidade mínima: Balcão com pia; geladeira
1 pia, 1 fogão (0,6 x
Quantidade mínima: pia, fogão
duplex; fogão de quatro bocas; mesa de apoio
0,6), 1 geladeira (0,6 x
com uma cadeira ou banco, dois armários
e geladeira. Armário sobre a
0,6) e 1 máquina de
pia e gabinete.
suspensos com quadro portas; balcão ou aparador
lavar louça (0,6 x 0,6).
com três portas.
Manter fogão e geladeira afastados, nunca de
frente um para o outro ou lado a lado;
Botijão de gás fora da cozinha; a posição da
cozinha e sua forma devem facilitar a ampliação
das unidades, quando unifamiliares
Largura mínima do banheiro:
Dimensão mínima 1,3
Deve ser projeto para evitar a necessidade de se
1,20 m. Quantidade mínima: 1
m (lavatório, sanitário e
construir mais um banheiro.
lavatório, 1 vaso e 1 box.
box).
Atividades Essenciais
(Damé (2008) e
Palermo (2009).
Dormir
Guardar gêneros
alimentícios
Guardar utensílios de
cozinha
Preparar alimentos
Preparar refeições
Lavar utensílios de
cozinha Eliminar
resíduos
Tomar banho
Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima
51
Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008.
76
GHAB52 (2008 apud Palermo (2009, p. 62-71)
Pedro (2002b)
Atividades Essenciais
(Damé (2008) e
Palermo (2009).
Banheiro
Quantidade mínima: um box (1,00 x 0,80 m); um vaso
sanitário com Caixa acoplada; um lavatório de coluna ou
bancada.
Vaso sanitário (0,5 x
0,65); lavatório (0,6 x
0,55), box (0,9 x 0,9)
Atender às necessidades
fisiológicas
Banheiro
Circulação livre de no mínimo 60 cm de largura, podendo
sobrepor-se á área de uso do equipamento.
Lavar rosto e mãos
Banheiro
Área de aproximação e uso do comando da janela, esta
sempre aberta para o exterior; sendo um para unidades de
dois quartos e dois para unidades de 3 ou mais.
Barbear-se Escovar
dentes
Área de
Serviço.
Deve ser instalada em espaço contíguo à cozinha; Deve
Circulação mínima de atender integralmente às necessidades inerentes á lida com
a roupa e com a manutenção doméstica, incluindo acesso
0,50 m frontal ao
tanque e máquina de
e circulação; facilitar e dispor espaço para máquina de
lavar. Quantidade
lavar; Quantidade mínima: um tanque e espaço para
mínima: 1 tanque e 1
máquina de lavar roupas ao lado do tanque; varal
suspenso; espaço para a guarda do botijão de gás;
máquina, (tanque de
no mínimo 20 litros).
eventualmente deve poder receber uma tábua de passar
roupas.
Cômodo
Mobiliário mínimo e
espaços (NBR
15.575:1)
Dimensão mínima 1,7
m (bancada em "I").
Guardar utensílios de
manutenção doméstica
Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima
52
Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008.
77
Cômodo Mobiliário mínimo e
espaços (NBR
15.575:1)
Área de
Serviço
Área de
Serviço
GHAB53 (2008 apud Palermo (2009, p. 62-71)
Pedro (2002b)
A janela deve ser aberta para o exterior, garantindo
ventilação e insolação permanentes;
1 máquina de lavar
roupa (0,6 x 0,6), varal
(2,00 x 0,8); 1 armário
(0,3 m largura x 0,6 m
profundidade)
1 armário geral (1,2 x
0,6 m); 1 armário
despensa (0,6 x 0,6 m);
1 armário para
arrumação da casa (0,9
x 0,6 m)
Atividades Essenciais
(Damé (2008) e
Palermo (2009).
Reunir e triar roupa
suja,
Lavar roupa,
Secar roupa abrigado
chuva,
Triar roupa limpa,
Passar roupa a ferro
Quadro 4 - Diretrizes para elaboração de projetos de habitação mínima
Fonte: Elaborado em função dos trabalhos: (PALERMO, MORAES, et al., 2007; DAMÉ, 2008; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010;
PALERMO, 2009; PEDRO, 2002b)
53
Ghab/UFSC. Habitação de Interesse Social: adequação tipológica para o estado de Santa Catarina. Relatório Final de Pesquisa, 2008.
78
79
Folz (2008) mostra em seu trabalho as dimensões encontradas no mercado para o
mobiliário, sugerido pela Caixa54 como mínimo. Palermo (2009) traz o dimensionamento do
mobiliário estabelecido por seus estudos junto ao GHab/UFSC. A Companhia de
Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) também informa
em seu manual as dimensões mínimas para o mobiliário das unidades habitacionais. Boueri
(2008) traz no final do trabalho uma tabela com as dimensões de mercado para o mobiliário
em São Paulo, comparando-os com as dimensões dos manuais da Caixa.
Para comparar com as dimensões do mobiliário mínimo estabelecido pela NBR
15.575:1, foi realizada uma nova pesquisa através dos sítios, na Internet, de grandes redes de
varejo de mobiliário e eletrodomésticos.
Inicialmente adotou-se como parâmetro para o preço máximo para o mobiliário a ser
pesquisado, um salário mínimo, que para julho de 2010 era de R$ 510,00 (quinhentos e dez
reais). Em seguida foram selecionados móveis, que dentro do parâmetro acima, são
declarados, pela empresa, os mais vendidos no sítio da loja (Casas Bahia, Ponto Frio, Novo
Mundo). Alguns itens como geladeira, mesa de 6 cadeiras, beliches, são encontrados em
valores acima do estipulado acima, desta forma o teto utilizado para estes foi de R$ 1.020,00
(hum mil e vinte reais). A lista utilizada como referência é a que se apresenta na NBR
15.575:1 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010, p. 27-28).
Os valores de largura e profundidade, estipulados por cada autor e encontrados na
pesquisa no mercado varejista, podem ser comparados com os valores da NBR 15.575:1.
(Apêndice A).
As informações coletadas no mercado e apresentadas são um referencial de que o
trabalho de Folz (2008) está correto em afirmar que as dimensões do mobiliário à disposição
para a compra diferem do que é estabelecido nos manuais dos agentes financiadores (Caixa,
no caso de Folz) e ainda da NBR 15.575:1 (atualmente vigente).
Há um descompassado entre as dimensões da norma e o mercado, entretanto ela
contribui nos aspectos relacionados à orientação para o projeto adequado da habitação. A sua
adoção pelas construtores está sendo muito questionada, pois estas acreditam que é um
54
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Caderno de Orientações de Empreendimento: Manual técnico de engenharia. CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL, 2002. Disponivel em:
<http://www1.caixa.gov.br/download/asp/ent_hist.asp?id=17812&caminho=./_arquivos/desenvolvimento_urbano/man_tec_r
eg_engenh_habitacao/&nome=MANUAL__TECNICO_ENGENHARIA_SAO_PAULO.zip&categoria=90>. Acesso em: 23
maio 2009.
80
exagero da norma as dimensões do mobiliário apresentadas, o que não se confirma. É
importante frisar que o Código de Defesa do Consumidor (BRASIL, 1990b) em seu art. 39,
inciso VIII declara:
Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras
práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)
[...] VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em
desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou,
se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro);
Pelo exposto, e apesar das reclamações do empresário construtor, o consumidor
poderá requer a plena satisfação dos seus direitos, a ele disponibilizados pelas normas da
ABNT, inclusive em relação ao espaço interno das habitações populares.
3.2.1
Redução da área das unidades habitacionais
A redução das unidades habitacionais tem sido justificada por permitir o aumento do
número de unidades habitacionais, entretanto esta atitude ocasiona problemas principalmente
para os usuários. Sobre estas reduções adotadas na execução das unidades habitacionais,
Palermo (2009, p. 21) destaca as principais estratégias públicas que tem sido utilizadas na
atualidade para reduzir custos e aumentar a oferta:
Padronização excessiva das unidades, com projetos que ignoram as
características das regiões de implantação, desconsideram o perfil
sociocultural das famílias moradoras e não incorporam etapas subsequentes
de construção, dificultando a adequação do edifício às necessidades
familiares colocadas no tempo.
Redução da qualidade do material empregado, com o uso de materiais de
baixo desempenho ou de desempenho desconhecido, sem qualquer
informação acerca de sua vida útil e/ou os custos de manutenção ou
reposição envolvidos.
Redução das dimensões nominais das edificações, com projetos
desconsiderando o tipo, as dimensões reais e o espaço necessário à
aproximação e operação dos equipamentos e peças do mobiliário doméstico
disponíveis no mercado, isto sem considerar que as alternativas, ditas
universais também não incorporam os atributos mínimos ao atendimento do
público portador de limitação física.
A padronização é um fato que muitas vezes tem como objetivo reduzir custos de mão
de obra e material, entretanto isto não tem sido revertido em benefícios para a própria
unidade, pois os recursos economizados transformam-se em mais lucros para as construtoras.
81
Quanto a qualidade do material, este não poderia diferir do empregado em qualquer
outra obra, pois a planilha de custos para aquisição do Governo Federal é baseado nos custos
unitários dispostos na tabela SINAPI55, onde as técnicas e materiais especificados estão dentro
das normas, desta forma, é necessária a fiscalização dos técnicos responsáveis, para que sejam
empregados os materiais originalmente orçados.
As dimensões constituem o ponto onde mais a habitação de interesse social perdeu
qualidade, comprometendo a principalmente a funcionalidade.
55
Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil.
82
4 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE HABITACIONAL
A qualidade sob o ponto de vista empresarial, inicialmente era um diferencial, mais
tarde o próprio mercado tornou este atributo indispensável e não necessariamente os custos
deveriam ser altos para alcançá-lo. Brandão citando SLACK56 comenta:
[...] qualidade passa a ser um critério consolidado, necessário à
competição e não mais um critério diferenciador entre os concorrentes.
SLACK descreve que de 1975 a 1985 as empresas de manufatura
descobriram que qualidade e eficiência de custos não eram objetivos
conflitantes [...] (BRANDÃO, 2002, p. 75).
Em habitação de interesse social é sempre usada a justificativa de que a falta de
qualidade, principalmente do espaço, é motivada pela escassez de recursos. Brandão traz as
considerações de outros autores sobre a qualidade dos espaços para habitação de interesse
social:
No âmbito da moradia de interesse social, SOUZA, SANTOS e BURSZTYN57
(2000) questionam a qualidade dos espaços domésticos, ao enfocar a
questão dos direitos universais de acessibilidade, educação e lazer. Segundo
estes autores, as atividades de brincar (para as crianças) e, ler e estudar,
três das mais elementares e fundamentais atividades humanas, não
encontram os seus ambientes adequados no interior da moradia, ressaltando
que a habitação social é projetada para os adultos em detrimento das
crianças e adolescentes. BRANDÃO, 2002, p. 158:
Conforme o Caderno de Orientações de Empreendimento (COE), da Caixa Econômica
Federal (2002, p. 11) “a elaboração do projeto é a forma mais eficaz e barata de identificar
problemas, antecipar e aperfeiçoar as soluções a serem adotadas”.
SLACK, Nigel. Vantagem competitiva: atingindo competitividade nas operações industriais. São Paulo, Atlas, 1993.
198p.
57
SOUZA, Ubiratan S. R. de; SANTOS, Mauro; BURSZTYN, Ivani. A legislação e a qualidade do ambiente construído:
parâmetros de acessibilidade ao meio físico como direito universal. In: ENTAC 2000 – VIII Encontro da Associação
Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído, Salvador, 25 a 28 de Abril, 2000. Anais... Salvador: UEFS, UFBA, UNEB,
UPE, UNIFOR, ANTAC, 2000. 8p. CD-ROM.
56
83
Figura 28 - Potencial de influência no custo final de um empreendimento de edifício e suas fases.
Fonte: Constrution Industry Institute 58 (1987) apud Melhado (2005, p. 14).
A antecipação de problemas no projeto proporcionará uma execução de obra mais
rápida e eficiente, reduzindo os custos. E ainda, para o usuário, evitará que este tenha que
fazer reformas e ampliações logo que adentra o seu imóvel, principalmente em se tratando de
habitação de interesse social, em que o morador não tem recursos disponíveis para este fim.
Sobre a qualidade do projeto Melhado (2005, p. 14) explica:
[...] percebe-se que o processo de projeto vem se destacando como elo
fundamental da cadeia produtiva. [...] influi diretamente nos resultados
econômicos dos empreendimentos e interfere na eficiência de seus
processos, como informação de apoio a produção.
[...]
Na defesa deste ponto de vista, podem-se citar as considerações feitas pelo
grupo do Constrution Industry Institute - CII acerca da importância das
fases iniciais do empreendimento: nestas primeiras fases, as decisões
tomadas são as que têm maior capacidade de influenciar o custo final
[Figura 28].
[...]
Na prática, porém, muitas vezes o projeto de um edifício é entendido como
um ônus que o empreendedor deve ter antes do início da obra e, portanto,
encarado como uma despesa a ser minimizada o máximo possível, já que,
antes de aprovar o projeto junto aos órgão competentes, os recursos
financeiros necessários e suficientes para executar o empreendimento não
estão disponíveis.
58
CONSTRUTION INDUSTRY INSTITUTE. Constructability: a primer. 2 ed. Austin: 1987. (CII publication, n. 3-1)
84
Qualidade está relacionada a muitos aspectos subjetivos. Porém há vários estudos que
estabelecem os critérios que proporcionam qualidade para um bem, serviço ou produto. A
qualidade residencial é definida por Pedro (2000, p. 9). como:
[...] a adequação da habitação e da sua envolvente às necessidades
imediatas e previsíveis dos moradores, compatibilizando as necessidades
individuais com as da sociedade, e incentivando a introdução ponderada de
inovações que conduzam ao desenvolvimento.
Assim pode-se dizer que a qualidade está ligada ao atendimento satisfatório das
necessidades e atividades dos seus usuários, atendendo as condições de segurança e de
conforto (PALERMO, 2009) e a higiene, esta última adicionada por (ROSSO, 1980), que
completa que, “segurança e higiene são requisitos objetivos e conforto é subjetivo”.
O conceito de qualidade depende dos agentes e seus interesses. Estes interesses podem
variar com o tempo e em muitos casos com o uso da habitação. Sobre isso comentam
Fabrício, Ornstein e Melhado (2010, p. 6-7):
Com o tempo e a vivência na edificação, outros aspectos ganham relevância
e estão mais atrelados ao desempenho das construções. Aspectos
relacionados à manutenibilidade e à habitabilidade, flexibilidade funcional
ou mesmo à adaptabilidade espacial e/ou tecnológica a novos modos de uso
e função do edifício, com base no ciclo de vida familiar, podem não ser
considerados adequadamente no momento da compra do imóvel, por
negligência, falta de parâmetros ou de capacidade técnica de julgamento
por parte dos clientes, mas ao longo do tempo de uso de vivência no
ambiente construído, assumem papel relevante na avaliação que os usuários
farão do edifício.
O usuário de habitação de interesse social se enquadra na descrição acima, porque em
geral não pode escolher sua habitação e/ou suas características. Esta situação do usuário
aumenta a responsabilidade do analista sobre a qualidade dos projetos.
As dimensões ou requisitos de qualidade são extensos, não estão ligados apenas a
moradia, mas também ao seu entorno, sua vizinhança, a proximidade com familiares,
equipamentos urbanos (escola, creche, hospital, lazer) e ao transporte individual ou coletivo.
Alguns requisitos são em sua maioria subjetivos como a estética, o conforto térmico, acústico,
lumínico e as impressões pessoais sobre o espaço.
São vários os métodos que se propõem a verificar a qualidade de projetos, alguns
verificam um leque grande de requistos que podem indicar qualidade.
85
4.1
MÉTODO KLEIN
No ano de 1929, na Alemanha, ocorreu o 2º Congresso Internacional de Arquitetura
Moderna (CIAM), cuja discussão principal era o estabelecimento das áreas mínimas
habitacionais aceitáveis para viver, correlacionando o espaço físico, o mobiliário, o modo de
vida, a racionalização da produção e as atividades que seriam desenvolvidas neste espaço.
Conforme Folz (2008), “dentro da temática de metodologias ‘racionais’ de projeto [...]
encontram-se os estudos de Alexander Klein”, de um método (publicado em 1928) que
objetivava avaliar os problemas funcionais e econômicos das habitações, e era composto por
três ações. A primeira ação consistia na aplicação de um questionário, cujas informações
dimensionais sobre a habitação resultaria em uma pontuação. Os projetos com maiores
pontuações passariam para a próxima ação onde seriam confrontadas as diversas soluções em
planta com o mesmo número de itens de mobiliário e seriam examinados quanto às suas
condições de higiene, economia e configuração espacial. A terceira ação consistia-se de um
método gráfico que permitia verificar: “a relação das circulações e a disposição das zonas de
passagem, a concentração das superfícies livres de mobiliário, as analogias geométricas e as
relações entre os elementos que compõem a planta” Klein59 apud Folz (2008, p. 106).
Pedro (2000, p. 59) avalia as considerações de Klein sobre habitação mínima:
No seu estudo, o autor considera que a definição da habitação mínima não
deveria significar um empobrecimento nas condições de habitabilidade, mas
sim uma procura da redução da habitação à superfície mínima que
permitisse manter ou mesmo aumentar o grau de satisfação das
necessidades dos moradores.
Para Klein (1980, p. 125) as propriedades mais importantes da planta, de moradias
pequenas, são: 1. a circulação e as zonas de passagem devem ser simples, visando menos
desgastes físicos (Figura 29); 2. a concentração de superfície livre depois de colocado o
mobiliário, propriedade que se relaciona com a comodidade, a amplitude e a possibilidade de
acrescentar móveis (Figura 30); 3. a semelhança geométrica e interdependências dos
elementos que compõem a planta, afetando a impressão percebidas pelos usuários, consciente
e inconscientemente (Figura 31).
Sobre estas propriedades, Klein (1980, p. 128) ainda esclarece:
59
KLEIN, Alexander. Vivenda Mínima: 1906-1957. Trad. R. Bernet, J. Conil e M. Usandizaga. Barcelona: Gustavo Gilli,
1980. p.88-100. (O autor desta dissertação não teve acesso a obra completa, somente o capítulo 7).
86
Con estas tres representaciones puede ‘medirse’ la capacidad de utilización
práctica de uma planta aun antes de su ejecución.
Así, las circulaciones con muchos giros exigen un gasto suplementario de
energia física, necesitando aumentar y disminuir constantemente la
velocidad del paso y mover el cuerpo hacia un lado u otro.
La falta de superfícies libres amplias, bien iluminadas y no utilizadas como
zonas de paso, de medidas suficientes para el uso a que se destinen, reduce
las áreas de estar para a família y sobre todo para lós niños. Todo ello
conduce a una mala distribuición de los muebles, a una vida más difícil y,
finalmente, a un innecesario gasto de energías.
Con ordenaciones caprichosas de los elementos de planta hay que temer la
aparición de cansancio psíquico [...]. El cansancio crece con la
superposición de los elementos.
Los valores limite en la utilización e las tres mediciones propuestas se
obtienen empíricamente con la comparación de numerosas plantas del
mismo tipo y tamaño.
Figura 29 - Análise da circulação
Fonte: (KLEIN, 1980, p. 129)
Figura 30 - Análise das superfícies livres (cinza).
Fonte: (KLEIN, 1980, p. 129)
87
Figura 31 - Análise das semelhanças entre os elementos da planta.
Fonte: (KLEIN, 1980, p. 129)
Os conceitos apresentados por Klein podem ainda hoje ser utilizados nas análises de
projetos de habitações pequenas. Outros oito princípios de Klein são comentados por Folz
(2008, p. 107-108):
Princípio 1: Obter uma máxima amplitude dos espaços estabelecendo uma
relação visual entre eles, com o objetivo de diminuir na medida do possível
a sensação de opressão dos ambientes.
Principio 2: Estabelecer uma estreita relação entre a habitação e o entorno,
utilizando para isto amplas portas de correr e distribuindo as janelas de
modo que permitam aproximar o exterior e possibilitem a visão do mesmo.
Princípio 3: Organizar os espaços de circulação de tal modo que depois da
colocação do mobiliário necessário as superfícies livres restantes sejam
amplas concentradas e contínuas.
Princípio 4: Facilitar para os pais o controle visual dos filhos, além de
elevar o sentimento de vida em comum entre os membros da família.
Princípio 5: Aproveitar ao máximo a insolação e tentar conseguir uma
iluminação natural em toda a habitação.
Princípio 6: Aumentar o volume de ar dos dormitórios, importante
especialmente à noite, mediante a utilização de portas de correr que
permitem incorporar aos dormitórios o volume de ar da sala de estar.
Princípio 7: Evitar os inconvenientes de uma cozinha fechada (dificuldade
de vigiar os filhos da cozinha, impossibilidade de acompanhar o processo de
cocção dos alimentos a partir da mesa de refeições, e trajeto desnecessário
entre cozinha mesa). Para isto sugere-se uma porta de vidro, uma correta
distribuição da cozinha e uma adequada disposição da mesa de refeições.
Princípio 8: Conceber especial atenção ao sistema de calefação que seja
particularmente simples e econômico. 1) para dias não muito frios - o fogão
da cozinha. 2) para dias frios - estufa na sala de estar que aquece também
os dormitórios. 3) para dias muito frios - calefação adicional que pode ser
utilizada eventualmente.
As observações de Klein são bastante específicas para as regiões do hemisfério norte,
mas sua contribuição está na racionalização e no “cientificismo” da arquitetura para habitação
(FOLZ, 2008).
88
4.2
MÉTODO QUALITEL
O Método Qualitel desenvolvido pela Association Qualitel, segundo Costa (1995, p.
56) foi introduzido na França, em 1974, como sistema de informação sobre as qualidades
construtivas de uma habitação, que serve para: o consumidor, facilitando a tomada de decisão
para a compra; para os projetistas na avaliação das soluções de projeto; e para a promoção
comercial do produto habitação.
O foco deste método é a avaliação tecnológico construtiva, com o que Costa (1995, p.
57) chama de “Rubricas relativas a qualidade funcional e incidência de custos de exploração e
manutenção”. Este foco é reafirmado por (COSTA, SOUSA, et al., 2007) que destaca as
preocupações do método:
Abordando os domínios tecnológico-construtivos, as principais
preocupações do Método Qualitel centram-se no conforto acústico, no
conforto térmico e desempenho energético, na qualidade dos
equipamentos, na ventilação, na acessibilidade e na perenidade e
controlo de custos. Ou seja, a principal preocupação da Qualitel é o
conforto do utilizador e o desenvolvimento sustentado, não sendo
avaliadas, por exemplo, questões ligadas a aspectos de segurança
estrutural ou de eficiência na utilização de espaços.
Gráfico 15 - Rubricas do Método Qualitel
Fonte: (COSTA, 1995, p. 58)
89
Como se observa no texto acima as questões relacionadas a eficiência na utilização de
espaço não são avaliadas, sendo este método inadequado para este fim (Gráfico 15).
A escala de avaliação parte do 1 - insuficiente, 2 - média, 3 - boa, 4 - muito boa, e 5 excelente. Cada uma destas notas é determinada pela satisfação ou não de determinadas
condições descritas juntamente com a pontuação.
Pedro comenta o Método Qualitel (2000, p. 65):
Este método tem uma vocação essencialmente informativa, pelo que os
resultados são apresentados sob a forma de um relatório simples e claro,
que contém um perfil de qualidade e um texto descritivo, o que permite
realizar uma valorização relativa dos vários pontos de vista de acordo com
as preferências e objectivos de cada utente [usuário].
A nota global da rubrica será a menor nota obtida em qualquer sub-rubrica. O
resultado final será a apresentação das notas de cada rubrica, permitindo que sejam fornecidas
as informações para que o consumidor tome as suas decisões.
4.3
MÉTODO SEL
O método suíço Systém d´Évaluation de Logements - SEL (Sistema de Avaliação de
Habitações) apresentado em 1975, baseados em estudos realizados desde 1960 classifica “os
produtos face à capacidade de satisfação das funções de uso (utilidade)” Sousa (1994, p. 6).
A aplicação é realizada ainda quando não há ocupação, com parâmetros de utilização
que privilegiam longos períodos de utilização. Este método, ainda segundo este autor, é
flexível e adaptável.
Segundo Costa (1995), o Método SEL seguiu a sistemática de “hierarquia de
objetivos”, onde parte-se de uma noção básica abrangente, que ele define como “elevada
habitabilidade” e a subdivide em noções cada vez mais específicas até alcançar “noções
elementares possíveis de quantificar a partir do projecto”. Chegou-se a 270 critérios de
avaliação, destes foram selecionados 66 critérios (Quadro 5), chamados por Pedro (2000) de
pontos de vista:
Os critérios de ponderação dos pontos de vista foram definidos por uma
comissão composta por três especialistas em diferentes temas relacionados
com a qualidade da habitação, e por quatro utentes com diferentes idades e
90
proveniências. Os critérios de ponderação definidos pela comissão
permitem calcular o valor de desempenho global de uma determinada
habitação, e foram utilizados também para seleccionar, dos 270 pontos de
vista elementares iniciais, os 75 pontos de vista que integraram a primeira
versão do Método SEL, tendo sido excluídos os que tinham ponderações
pouco significativas, bem como aqueles cujo procedimento de avaliação se
revelou difícil de estabelecer.
Quadro 5 - Lista critérios de avaliação do Método SEL
Fonte: (COSTA, 1995, p. 64)
91
No Método SEL a avaliação consiste de um valor inteiro de 0 a 4 conforme o grau de
satisfação sendo o mínimo 0, não satisfação das exigência mínimas regulamentares) e o
máximo 4, satisfação completa do objetivo (COSTA, 1995; PEDRO, 2000; SOUSA, 1994).
Figura 32 - Exemplo de avaliação através de função de transformação
Fonte: (COSTA, 1995, p. 66)
As notas são atribuídas por dois processos (SOUSA, 1994; COSTA, 1995): com
auxílio de funções de transformação e com a utilização de listas escalonadas de exigências
(Figura 32).
4.4
MÉTODO MARTINS
Martins (1999) busca em seu método encontrar o índice de qualidade geométrica e
nominal e custo/qualidade. A amostra de seu trabalho são apartamentos de dois, três e quatro
quartos. Citando seu trabalho de 199560 o autor esclarece o que denomina cubo da qualidade,
uma analogia com o processo fotográfico, e os seis Bs da qualidade (Quadro 6) (MARTINS,
1999, p. 1):
A imagem (condensada pelos desejos e necessidades que o ser humano
requer para sua habitação) é captada pela lente da câmera (projetista), que
60
MARTINS, Daniel Neves. A qualidade de projetos e os 6 Bs. Jornal Via de Acesso. Associação dos Engenheiros e
Arquitetos de Maringá – AEAM, Maringa, p.6. fev. 1995.
92
a projeta e grava no negativo (projeto arquitetônico), o qual é convertido
pelo seu processamento em uma fotografia (construção da habitação).
ATRIBUTO
(BOM)
TÉCNICO
IMAGEM (Desejos e
PROCESSAMENTO (técnico, financeiro,
necessidades)
temporal e sensorial)
Que tenha todas as qualidades
Segurança estrutural, ao fogo, à utilização;
adequadas á sua natureza ou
Durabilidade;
função;
Estanqueidade;
Que funcione bem;
Conforto térmico e acústico;
Digno de crédito, seguro
Facilidade de manutenção;
garantido;
Garantia do produto;
Adequado, apropriado;
Otimização dos espaços;
Bem distribuído;
Distribuição espacial eficiente;
Com espaço suficiente;
Resposta às exigências funcionais.
Forma;
(BONITO)
Que seja agradável aos
Estilo;
ESTÉTICO
sentidos;
Cores;
Textura.
Relação custo-benefício;
(BARATO)
ECONÔMICO
Que custe um preço baixo,
Custo de aquisição;
módico;
Custo de manutenção;
Facilidade na aquisição
Condições de pagamento;
Lucratividade.
(BREVE)
TEMPORAL
Em pouco tempo
Rapidez na execução;
Equacionamento da variável tempo.
Localização;
(BACANA)
EXCELÊNCIA
Superioridade;
Que representa o status social e
econômico
Originalidade;
Privilégios: equipamentos, infraestrutura de lazer,
esporte e serviços, proteção e segurança pessoal.
Flexibilidade;
Requintes: grife, luxo.
Conforto visual, solar, háptico [tato]
(BRILHANTE)
Envolvente, cativante,
Vista maravilhosa;
ENCANTAMENTO
fascinante, magnífico
Harmonização;
Energização.
Quadro 6 - Os seis Bs da qualidade habitacional definidos por Martins (1995).
Fonte: (MARTINS, 1999, p. 2)
Com esta analogia pretende destacar a importância do projeto para a materialização
dos desejos dos usuários da habitação. O método desenvolvido por este autor é um modelo
matemático de análise, avaliação e otimização do arranjo físico de apartamentos.
93
Através de variáveis qualificadoras do arranjo físico (área, paredes e conexões) buscase o índice de qualidade geométrica que é a relação entre o índice de qualidade do projeto
avaliado e o índice de qualidade do projeto alvo. O custo também é avaliado neste método.
Resumidamente, é realizado o cálculo de oito parâmetros geométricos (MARTINS, 1999, p.
54-98) (parede externa - PE, parede interna incidente - PV, área útil - AU, perímetro externo CE , perímetro mobiliável - CM, perímetro ampliável - CA, conexão portas e vãos - CP,
conexão janelas - CJ). Os resultados comparados com a área útil - AA de um projeto alvo. A
partir desta interação são obtidos índices de exteriorização - IEX, de mobiliamento - IMB, de
amplidão - IGR, de acesso-comunicabilidade - IPA, de comunicabilidade - IJA e de
espaciosidade - IE. Os índices de mobiliamento, amplidão, acesso-comunicabilidade,
comunicabilidade darão origem ao índice de qualificação da configuração interna - IKI. Este
último índice, juntamente com o índice de exteriorização darão origem ao índice de
qualificação da configuração - IKC. O IKC com o índice de espaciosidade - IE em uma
equação, originará o índice de qualificação da configuração espacial - IKA. As variáveis do
projeto alvo - VA com o IKA em uma equação resultarão no índice de qualidade geométrica IQG. Este último índice relacionado com a área do projeto alvo resultará na Área nominal AN. Completando a análise geométrica, a relação entre Área Nominal - AN e a área útil do
projeto avaliado - AU, resulta no índice de qualidade nominal - IQN.
A constante de custo - KC, a Parede externa - PE e a parede interna incidente - PV, do
projeto avaliado, em uma equação formarão o índice de custo geométrico - ICG. Finalmente a
relação entre o ICG e o IQN, resultarão no índice de custo/qualidade - ICQ. O modelo pode
ser observado no esquema da Figura 33.
O método de Martins tem como público-alvo preferencialmente os projetistas de
arquitetura, é um método árduo quanto a sua aplicabilidade, visto que são necessários vários
levantamentos de variáveis qualificadoras (área, perímetros, vãos, conexões) e o cálculo de
equações para se chegar ao índice de custo/qualidade.
Figura 33 - Modelo do Método de Martins.
Fonte: (MARTINS, 1999, p. 41)
94
95
4.5
MÉTODO BRANDÃO
O Método de Brandão busca determinar o potencial de flexibilização espacial de um
projeto. A amostra utilizada foi de apartamentos de um a quatro quartos, totalizando 2037
casos (BRANDÃO, 2002).
Para o estudo foram selecionadas variáveis: 1. Relacionadas à quantidade de cômodos
(número de quartos, de leitos, de peças do setor social e outras); 2. que indicam a existência
de cômodos específicos (existências de lavabos, sacada, closet e outros); 3. relacionadas ao
tamanho do apartamento (área total, área do setor íntimo e outras); 4. De relação entre área e
perímetro (índice de compacidade); 5. Relativas a exteriorização (perímetro confinado,
confinamento, índice de exteriorização); 6. Relativas às áreas dos setores (área do setor de
serviços, área do setor íntimo em relação à área total; 7. Relativas ao conforto espacial
(relação entre área e numero de peças, relação entre área íntima e número de leitos e outras);
8. relativas à estrutura topológica (acesso ao apartamento, ligação entre setores social e
íntimo, ligação entre setores social e de serviço e ligação entre setores íntimo e de serviço); 9.
Relativas à forma geométrica (forma geométrica do setor íntimo, forma da cozinha, espaço
para mesa de refeições na cozinha; 10. Relativas aos banheiros do setor íntimo.
Com os dados das variáveis o autor tipificou as plantas através da identificação
primeiramente do número banheiros, que segundo o autor “é o atributo que melhor explica o
tamanho ou porte do apartamento” (BRANDÃO, 2002, p. 224), em seguida número de
quartos, indicação do número de suítes, existência ou não de dependência de empregada.
Através de um trabalho estatístico foram estabelecidas as relações entre a área do
apartamento e as variáveis levantadas (Figura 34).
Figura 34 - Dendograma do método CHAID
Fonte: (BRANDÃO, 2002, p. 244)
96
97
Conforme seu objetivo o autor determinou uma equação (fi=(C+J+W)/A*10) para a
funcionalidade inicial (fi) de cada apartamento, conforme a soma da pontuação do atributo
potencial de conversão do cômodo (C) (Tabela 7), a soma das divisórias que permitem junção
e das projeções de desmembramento (J), do número de acessos adicionais dos banheiros (W)
e da área total do apartamento (A).
Tabela 7 - Pontuação para o atributo potencial de conversão do cômodo.
Fonte: (BRANDÃO, 2002, p. 257)
A flexibilidade inicial foi estabelecida em três categorias: potencial alto para valores
obtidos de fi até 0,7, potencial médio para fi maior que 0,7 a 1,1 e alto para fi maior que 1,1.
Os resultados obtidos para a flexibilidade inicial foram cruzados com todas as variáveis
inicialmente levantadas, visando estabelecer relações entre esta e aquelas.
Nesta interação quando foi confrontada a flexibilidade inicial com o formato do
apartamento o autor encontrou 100% do potencial de flexibilidade inicial alto na forma
geométrica onde “há três interfaces: os três setores [íntimo, social e serviço] possuem
interfaces entre si” (BRANDÃO, 2002, p. 207). Esta configuração “segue tradicionalmente a
tripartição setorial da habitação burguesa do século dezenove” (BRANDÃO, 2002, p. 207).
Este método não trata da funcionalidade, nem da acessibilidade e não parametriza
valores e ou escalona (pontua) as categorias dos atributos, apenas os expõe, para compará-los
com o potencial de flexibilidade inicial.
98
4.6
MÉTODO LEITE
Leite coloca que seu método atende as premissas de Babbie61 (1992, apud LEITE,
2006, p. 109) e Zikmund62 (1994, apud LEITE, 2006, p. 109) os quais defendem que “os
termos utilizados para ordenar a escala não podem ser ambíguos para caracterizar
perfeitamente a relação entre conceito e escala numérica”. As escalas e conceitos adotados
pelo autor estão descritos na Tabela 8.
Tabela 8 - Intervalos de funcionalidade
Escala
Conceitual
Escala
Numérica
Extremamente
Inadequado
EXTREMANENTE
PRECÁRIO
20
Muito
Precariamente
Adequado
MUITO
PRECÁRIO
40
FUNCIONALIDADE
Precariamente
Parcialmente
Adequado
Adequado
PRECÁRIO
PARCIAL
Plenamente
Adequado Ou
Atende
ATENDE
60
80
100
Atende Mais
Que Plenamente
SUPERA
120
Fonte: (LEITE, 2006, p. 110)
Observa-se que são apresentados seis níveis que caracterizam os resultados da análise
da habitação, mas na obra do autor, não fica clara a forma de aplicação do método. Entretanto
Szücs e Costa (2006) comentam, através de outro trabalho de Leite63 (2003 apud SZÜCS e
COSTA, 2006):
No método de referência (LEITE, 2003), a habitação é decomposta em
compartimentos, cada qual passando por uma primeira análise individual. A
partir do levantamento de quesitos de funcionalidade de cada ambiente se
obtém uma listagem de indicadores quantitativos e qualitativos. Os
primeiros estão relacionados com o número de equipamentos mínimos ou
adicionais necessários para a qualificação do uso do ambiente, os últimos
tratam das variáveis do arranjo desses equipamentos. Após a avaliação e
somatório desses quesitos, se obtém um índice de funcionalidade do
ambiente. Então, todos os índices são somados novamente e se obtém o
índice de funcionalidade da habitação. Percebe-se, portanto, que os quesitos
quantitativos se sobressaem aos quantitativos [qualitativos, correção nossa].
Este método pode ser usado tanto na fase de projeto, possibilitando a sua correção
antes da execução, como também poderá ser adotada na Avaliação Pós Ocupação (APO).
61
BABBIE, Earl. The Practice of social research. 6th edition, California: Wadsworth, 1992.
ZIKMUND, W. G. Business research methods. Fort Worth: DrydenPress, 1994.
63
LEITE, L. C. R. Habitação de interesse social: metodologia para análise da funcionalidade: Estudo de caso do Projeto
Chico Mendes - Florianópolis/SC, Florianópolis, 2003, Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina.
62
99
4.7
MÉTODO PALERMO
Em seu trabalho Palermo (PALERMO, 2009, p. 77-78) apresenta seu método de
avaliação de projetos para habitação de interesse social, baseadas nos seguintes princípios:
Os ajustes tiveram como referência as dificuldades identificadas e
explicitadas nos projetos originais.
Moradia sem área de serviço configurada e protegida não atende às
necessidades de manutenção, manejo com a roupa da casa e expurgo do
lixo, inviabilizando a habitação.
Com foco na funcionalidade, apenas as questões específicas foram tratadas.
Para facilitar a instalação, o uso e a manutenção da moradia, as avaliações
consideraram um afastamento aproximado de 2 cm entre as peças do
mobiliário nos ambientes secos e 5 cm na cozinha, resguardando a
necessidade de deslocamento de peças para a limpeza e manutenção.
Os ajustes introduzidos buscaram respeitar o quanto possível a estrutura
organizacional do projeto original, incluindo eventuais estratégias de
ampliação.
Os ajustes procuraram o mínimo impacto sobre a área construída original;
porém, quando necessário, acréscimos ou reduções
Sempre que oportuno e naqueles projetos em não estão claras as
alternativas de flexibilidade, os ajustes procuraram introduzir tais
alternativas, explicitando como pode ser atendido este quesito.
Levando em conta que, em edificação de área reduzida, o núcleo
cozinha/banheiro/área de serviço tem custo mais oneroso por m²,
alcançando mais da metade do custo global do edifício, três estratégias
foram ainda consideradas:
Sempre que possível as três peças passam a ser servidas por uma única
descida de água;
Sempre que possível o banheiro passa a ser compartimentado, reduzindo a
necessidade de construção de mais um banheiro; e,
As soluções de banheiro passaram a incluir necessariamente vaso sanitário
com caixa acoplada, beneficiando a redução do consumo de água.
Como
se
pode
observar
os
oito
princípios
abordados
podem
melhorar
substancialmente a qualidade da habitação. O uso de bacia sanitária com caixa acoplada é
também uma recomendação de sustentabilidade de John e Tadeu64 (2010), entretanto deve-se
verificar seus impactos nos custos da produção da moradia, a fim de obtermos respaldo junto
aos órgãos responsáveis pela política habitacional brasileira. Estes autores recomendam para a
sustentabilidade das construções de habitações a coordenação modular, considerada uma
forma de redução de custos.
64
http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/desenvolvimento_urbano/gestao_ambiental/Guia_Selo_Casa_Azul_CAIXA.pdf
100
4.8
MÉTODO BUZZAR E FABRÍCIO
Metodologia foi desenvolvida dentro de uma das Redes Coorperativas de Pesquisa do
Programa de Tecnologia da Habitação (Habitare) da Agência de Fomento Financiadora de
Estudos e Projetos (FINEP) entre 2006 e 2007. Baseada em conhecimentos e experiências de
pesquisadores, não envolvidos com as instituições que financiam (Caixa) ou produzem os
empreendimentos habitacionais (construtoras). Em seu relatório Buzzar e Fabrício (2006)
esclarecem que a:
[...] Metodologia define-se com um perfil “quantitativo”, que reproduz os
mesmos indicadores de avaliação para o conjunto dos empreendimentos, de
forma a garantir uma análise equilibrada e homogênea do programa. [...]
implica em tratar as questões qualitativas que envolvem o programa e os
empreendimentos com parâmetros claros e estruturados para um conjunto
abstrato de empreendimentos e beneficiários.
Tabela 9 - Ponderação da Metodologia de Avaliação para o Produto Habitacional
INDICADORES
PESOS
1. HABILIDADE URBANA
(HU)
20
2. HABITABILIDADE DA
UNIDADE HABITACIONAL
25
3. CONSTRUTIBILIDADE
25
4. ESPACIALIDADE
5
5. AVALIAÇÃO DA
MORADIA PELO USUÁRIO
25
Total
INDICADORES SIMPLES
Acessibilidade e oferta de infraestrutura e serviços urbanos
Acessibilidade ao comércio e aos serviços
Acessibilidade arquitetônica
Padrão do empreendimentos
Patologias e problemas projetuais/construtivos
implantação urbana
Subtotal
Conforto ergométrico
Acessibilidade
Conforto ambienta da unidade habitacional
Salubridade
Subtotal
Patologias
Racionalização do produto
Padrão da construção
Subtotal
Diversidade tipológica
Otimização das áreas
Subtotal
do conforto da UH
do tamanho da UH
da construção
Quanto a localização da moradia
dos serviços urbanos/equipamentos sociais
Subtotal
100
* Sem nota / ** Fator de multiplicação
Fonte: (BUZZAR e FABRÍCIO, 2006)
PESOS
80
20
*
*
1**
1**
100
35
5
40
20
100
80
*
20
100
50
50
100
20
20
20
20
20
100
101
A nota final da avaliação do produto habitacional é resultado de notas ponderadas de
cinco indicadores: Habitabilidade Urbana; Habitabilidade da Unidade Habitacional;
Construtibilidade; Espacialidade e Avaliação da Moradia pelo Usuário. As notas destes
resulta de ponderações (Tabela 9) e cálculos matemáticos de indicadores simples, variáveis
compostas e/ou variáveis que são parametrizados.
Segundo os pesquisadores Buzzar e Fabrício (2007, p. 230), os critérios de
parametrização podem ser:
Critérios estabelecidos pelos próprios programas;
Critérios definidos “tecnicamente”, como as normas técnicas estabelecidas
por associações técnicas (como a ABNT); os padrões internacionais criados
por entidades como a Organização Mundial da Saúde; normas criadas pela
legislação;
Critérios comparativos, como por exemplo os estabelecidos na relação com
outros países e os definidos na relação custo/beneficio vis-à-vis com outras
possibilidades de investimento correlato;
Critérios empíricos ou estatísticos, como os endógenos ou os estabelecidos
por padrões estatísticos, correlações etc.
Critérios subjetivos definidos pela opinião dos moradores, técnicos ou
mesmo pelo bom senso.
A equipe de pesquisadores consolidou através deste trabalho, a parametrização
necessária para a operacionalização da metodologia, deixando-a aberta para aperfeiçoamento
proporcionado por novos estudos.
Dos parâmetros estabelecidos pela metodologia Buzzar e Fabrício, destacam-se, para
este trabalho, os relacionados à habitabilidade da unidade habitacional, mais especificamente
ao conforto ergométrico, quanto às recomendações de área (Tabela 10 e Tabela 4, no item
3.1).
Tabela 10 - Recomendações de área para unidades do PAR.
Ambiente
Dormitório (unid. c/ 1 dormitório)
Dormitório (unid.c/ 2 dormitórios) (Soma das áreas)
Dormitório (unid. c/ 3 dormitórios) (Soma das áreas)
Sala
Copa
Sala e copa conjugada
Banheiro
Cozinha
Área de serviço
Área
mínima
(m2)
8
15
22,0
6,0
6,0
10,0
2,5
5,5
2,0
Área
regular
(m2)
9,5
16
24,0
7
6,5
11,5
3,0
6,0
2,9
Fonte: Fonte: (BUZZAR e FABRÍCIO, 2006)
Área
recomendável
(m2)
12,0
17,5
26,0
8,5
8,0
12,5
3,5
6,5
3,5
102
A metodologia para o FINEP é extensa, pois pretende avaliar o programa habitacional
de forma completa, similar aos métodos SEL, Qualitel e de Pedro, o qual será abordado a
seguir. São levantadas diversas variáveis (dimensões dos comodos, pé-direito, acabamentos,
variáveis relacionadas ao conforto ambiental, relacionadas a infraestrtutrura, entre outras)
para as quais são atribuidas notas, conforme os critérios e parâmetros de avaliação. Esta
atribuição pode ser observada no exemplo do Quadro 7 para a área do ambiente dormitório,
no caso para unidades com dois quartos.
Ambiente
Dormitório
(unidade c/ 2
dormitórios)
(soma das áreas)
Faixas de área do ambiente (m²)
notas atribuídas
VTAAQ265< 15,0
nota VANAQ266 =0
15,0 ≤ VTAAQ2<16,0
nota VANAQ2 =50
16,0 ≤ VTAAQ2<17,5
nota VANAQ2 =70
VTAAQ2 ≥ 17,5
nota VANAQ2 =100
Quadro 7- Atribuição de Notas
Fonte: (BUZZAR e FABRÍCIO, 2006)
Os autores atribuem notas dentro de faixas que iniciam em 0 quando o critério não
atende ao mínimo, até 50 quanto for maior ou igual que ao mínimo e menor que o regular.
Recebe nota 70 quando o critério em avaliação for maior ou igual ao regular e menor que o
recomendável e finalmente recebe nota 100 se é maior ou igual ao recomendável.
4.9
MÉTODO PEDRO
O programa de qualidade arquitetônica habitacional, chamado por Pedro (2000),
apenas de Programa Habitacional (PH), divide-se, segundo o autor, em três partes: dados de
programa, exigências de qualidade e modelos exemplificados.
No primeiro deles, dados de programa, estão: a identificação dos usuários (utentes), a
classificação de espaços do habitat residencial (segundo hierarquia de espaços, escalas ou
níveis físicos), a classificação de funções de uso do habitat residencial e a definição de
tipologias e tipos. A satisfação dos usuários é assegurada pelas exigências de qualidade. Os
modelos são exemplos de aplicação das exigências de qualidade.
Este autor informa que os métodos de análise e avaliação servem como apoio a tomada
de decisão, por parte dos atores do processo. E ainda, que os métodos de avaliação
65
66
VTAAQ2 = FUAAQ1 + FUAAQ2 (FUAAQ1 - área útil do quarto 1; FUAAQ2 - área útil do quarto 2)
VANAQ2 - nota para Σ das áreas do QUARTO2 com QUARTO1 versus área mínima; área regular e área recomendável.
103
multicritério são os que podem atender melhor às avaliações mais complexas, nas quais devese definir objetivo geral e em seguida objetivos parciais, os quais devem ser ponderados e ao
término chega-se a um resultado de síntese.
Pedro (2000, p. 49) apresenta os seguintes elementos para um método de avaliação
multicritério:
a) Árvore de pontos de vista;
b) Pontos de vista elementares;
c) Descritores;
d) Critérios de avaliação;
e) Critérios de ponderação;
f)
Método de síntese de resultados;
g) Forma de apresentação de resultados;
h) Gráfico de análise de resultados.
4.9.1
Critérios de avaliação do Método Pedro
O método de avaliação desenvolvido por Pedro (2000, p. 104) apresenta uma escala de
valores, que ele denomina descritores, sendo eles:
Nulo (valor 0) A solução não satisfaz as necessidades elementares da vida
quotidiana dos utentes [usuários], o que pode concorrer para os prejudicar
pessoalmente e para restringir o seu modo de vida.
Mínimo (valor 1)
A solução tem um desempenho que satisfaz as
necessidades elementares de vida quotidiana dos utentes; este nível é
definido pelos regulamentos e normas nacionais aplicáveis, e pela boa
prática da construção e do projecto nos aspectos em que esta documentação
é omissa.
Recomendável (valor 2) A solução tem um desempenho que confere um
maior grau de qualidade que o nível mínimo, o que permite suportar melhor
diferentes modos de uso, a evolução previsível das necessidades dos utentes
durante o período de vida útil dos edifícios, e o uso eventual por utentes
condicionados de mobilidade.
Óptimo (valor 3)
A solução tem um desempenho que responde
integralmente às necessidades dos utentes, e permite o uso permanente por
utentes condicionantes de mobilidade após pequenas adaptações.
Em seu trabalho Pedro (2000, p. 101-102) utiliza dois critérios de avaliação. O
primeiro é a escala de pontos, fazendo uma correlação entre a pontuação obtida nos
104
indicadores de avaliação (dicotômicos: sim ou não; verdadeiro ou falso) e a escala de valores
(descritores) citada acima. E a média ponderada para indicadores do tipo nominal ou ordinal.
Figura 35 - Os três primeiros níveis da árvore de pontos de vista
Fonte: (PEDRO, 2000).
Os critérios acima se aplicam a árvore de pontos de vista (Figura 35 e Figura 36) que
possui cinco níveis ou hierarquia:
•
Níveis físicos - traduzem as entidades físicas. Exemplo: Habitação e edifício.
•
Grupos de qualidade - representam os grandes vetores de qualidade
arquitetônica. Exemplo: conforto ambiental, segurança, personalização e
outros.
105
•
Qualidades - são organizadas em função das exigências do usuário. Exemplo:
Conforto visual, funcionalidade, privacidade.
•
Indicadores de qualidade - permitem a medição do desempenho da solução
com significativo grau de autonomia. Exemplo: dentro do grupo de qualidade
conforto ambiental, tem-se a qualidade conforto visual e para ela tem-se o
indicador iluminação natural.
•
Elemento de avaliação é o que se pode quantificar por medição ou observação.
Exemplo: dentro de iluminação natural, tem-se o índice de dimensão de vãos
de janela da cozinha.
Para este estudo serão observadas as qualidades: capacidade, espaciosidade e
funcionalidade, definidas por Pedro (2002b):
Capacidade - espaços funcionais.
As habitações devem ser concebidas de modo a disporem de programas de
espaços funcionais capazes de comportarem o equipamento, o mobiliário, e
as faixas de circulação necessários à sua adequada utilização pelo número
de utentes [usuários] determinado pela sua lotação. (PEDRO, 2002b, p. 53).
[...]
Espaciosidade - Área
As habitações devem ser concebidas de modo a disporem de espaços com
áreas capazes de comportarem os equipamentos, o mobiliário, e as faixas de
circulação necessários à sua adequada utilização pelo número de utentes
determinado pela sua lotação. (PEDRO, 2002b, p. 55).
[...]
Espaciosidade - Dimensão
As habitações devem ser concebidas de modo a disporem de espaços com
dimensões capazes de comportarem os equipamentos, o mobiliário, e as
faixas de circulação necessários à sua adequada utilização pelo número de
utentes determinado pela sua lotação. . (PEDRO, 2002b, p. 65).
[...]
Funcionalidade
As habitações devem ser concebidas de modo a propiciarem aos utentes
adequadas condições no desenvolvimento das funções de uso da habitação.
(PEDRO, 2002b, p. 68).
Na Figura 36, dentro da qualidade Capacidade são avaliados: o programa de espaços,
programa de equipamentos e a extensão de paredes mobiliáveis.
106
Figura 36 - O terceiro, quarto e quinto nível da árvore de pontos de vista da habitação
Fonte: (PEDRO, 2000, p. 104).
O programa de espaços deve comportar a adequada utilização pelos usuários previstos
para a habitação. O programa de equipamentos são os equipamentos fixos que possibilitam a
utilização adequada da habitação. Paredes mobiliáveis são, para o autor deste método, paredes
planas com altura de no mínimo 2,00 metros, que podem ser mobiliadas pelo menos 60 cm de
107
profundidade e 60 cm de extensão. As paredes com janelas, com peitoril de pelo menos 90
cm, são consideradas a metade da sua extensão.
Para a qualidade Espaciosidade são analisadas as áreas, as dimensões e o pé-direito.
As áreas devem comportar o mobiliário, os equipamentos e a circulação para a utilização da
habitação. Quando a sala tiver circulação obrigatória esta deve ser excluída da área útil do
cômodo e inserida na área de circulação, utilizando a largura de 80 cm em toda a extensão do
percurso. A dimensão útil é igual ao diâmetro do maior círculo que pode ser inscrito no
cômodo. O pé-direito é definido como a distância do piso ao teto ou média aritmética das
várias distâncias, se for o caso.
A qualidade Funcionalidade é avaliada segundo vários aspectos como: conflitos de
circulação, possibilidades de vários leiautes, existência ou não de espaço para a realização das
atividades, entre outras (PEDRO, 2000, p. 145-146).
O autor enfatiza que seu trabalho está fundamentado nos estudos de vários professores
do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC, Lisboa/Portugal).
Os estudos de Pedro também foram utilizados por Barbosa (2007). Este autor
apresenta o trabalho conjunto de Boueri e Pedro67 que estabeleceram as funções da habitação
e seus respectivos sistemas de atividades, que podem ser observados no item 3.2 que trata das
funções da habitação.
Os métodos apresentados tem em comum a busca por requisitos que indiquem a
qualidade em suas várias dimensões.
Klein (1980) foca seus estudos nos percursos dentro da planta, na disponibilidade de
áreas livres para propiciar a sensação de amplitude e plantas com cômodos mais semelhantes
em tamanho e forma.
As questões relacionadas a utilização de espaços não são avaliadas no método
Qualitel, sendo este de cunho tecnológico construtivo. Ao contrário do anterior o método
SEL classifica as plantas quanto ao atendimento das funções da habitação, tratando as
questões do mobiliar, comunicações, possibilidades de transformações, das funções da
habitação, das possibilidades de escolha, da circulação externa, dos equipamentos do edifício,
67
Segundo Barbosa (2007, p. 168): “[...] é o resultado do trabalho realizado neste levantamento, e, que contou também com a
colaboração do aprendizado das aulas [...] ministradas pelo profº Dr. J. Boueri e J. Pedro, como professor visitante.”
108
da possibilidades de laser e dos equipamentos público. Este método dá origem a vários outros,
que se seguiram.
Martins (1999) busca a qualidade geométrica correlacionada ao custo, através de
variáveis quantitativas que compõem novas equações e destas outras até obter o índice de
custo e qualidade. Brandão (2002) também trata de variáveis quantitativas, mas para verificar
a flexibilidade.
Tratando da funcionalidade, Leite (2006) não deixa claro os procedimentos do seu
método. Palermo (2009), não explicita os procedimentos, porém indica parâmetros de
qualidade, principalmente quanto ao mobiliário e as questões sobre a funcionalidade da
habitação.
Buzzar e Fabrício (2007) com seu método também estão preocupados com as várias
dimensões da qualidade, da urbana à opinião do morador. Como estes autores, Pedro (2000),
avalia desde os aspectos da implantação da habitação, ou seja, seu entorno até as questões
relacionadas a estética e personalização da moradia. Seu método é bem detalhado, flexível e
adaptável as variações regionais.
109
5 MÉTODO PROPOSTO E APLICAÇÃO
Como já foi descrito, este trabalho trata de unidades habitacionais de dois quartos,
construídos dentro do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), com recursos do FAR.
O programa PAR é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal e as empresas
construtoras apresentam suas propostas de empreendimentos ao banco para execução dos
conjuntos habitacionais e este as analisa e escolhe as que possuem melhor viabilidade técnica
e financeira.
Junto à CAIXA e as Prefeituras Municipais, elaborou-se uma lista com todos os
conjuntos habitacionais PAR executados e em execução nas cidades de Cuiabá e Várzea
Grande, de 2000 a 2008. As informações constantes desta lista são: nome do
empreendimento, cidade de localização, número total de unidades habitacionais e ano de
assinatura do contrato (Apêndice B).
Os dados coletados foram submetidos a uma padronização, que consiste em
estabelecer especificações iguais para todos os projetos e o redesenho padronizado. Após as
fases de coleta e padronização os projetos foram submetidos a uma tipificação preliminar
através de mapas convexos e grafos justificados.
Para o método proposto para análise dos cômodos foi criado o primeiro questionário,
com o qual se verifica se o projeto em análise atende à NBR 15.575:1. Na sequência cada
projeto foi submetido a outros sete questionários originados do Método de Pedro (2000),
porém adaptados para realidade brasileira. Os questionários estão concentrados na habitação
e sua adequação espaço-funcional, onde são verificados: a capacidade, espaciosidade e
funcionalidade.
Os parâmetros dimensionais e as questões relacionadas a funcionalidade foram obtidas
de estudos e normas brasileiras e quando possível usados os de Pedro (2000). O peso de cada
questão é estabelecido por Pedro, mas foram pesquisadas as opiniões de técnicos brasileiros e
estas foram adotadas neste método proposto. Cada projeto foi submetido aos questionários e
obteve-se uma pontuação final.
110
O custo de cada projeto foi levantado com as especificações da padronização.
Finalmente, foram lançadas no gráfico a pontuação final (indicadores de adequação espaçofuncional), o custo e a área útil (espaço interno de cada cômodo sem as paredes) dos projetos
em análise. A descrição detalhada vem a seguir.
5.1
COLETA DE DADOS DAS UNIDADES
A partir da lista de empreendimentos, foram coletadas as coordenadas geográficas e
registrados os pontos de localização no mapa das duas cidades do estudo. Foi, então iniciada a
coleta das plantas baixas das unidades habitacionais de cada empreendimento. Os dados
foram inicialmente coletados na RSNGOV/CB e também na Prefeitura Municipal de Cuiabá e
Várzea Grande (vide exemplo à Figura 37).
Figura 37 - Planta levantada (planta 1).
Fonte: (CAIXA RSNGOV/CB, 2000, apud BARCELOS, 2010)
O procedimento de fotocópia das plantas foi substituído pela utilização de uma
máquina fotográfica com 12.2 mega pixels, para facilitar a obtenção. Todas as fotos foram
111
tiradas com padrão da máquina: 12 M: 4000 x 3000 pixels, qualidade superfina. Em alguns
casos a planta se repetia em mais de um empreendimento (Tabela 11).
Tabela 11 - Repetições de plantas nos empreendimentos PAR (2000-2008).
Plantas
Planta 04; Planta 08; Planta 09; Planta 11; Planta 14; Planta 15;
Planta 17; Planta 24; Planta 27; Planta 29; Planta 30; Planta 31;
Planta 36;
Planta 01; Planta 02; Planta 06; Planta 07; Planta 12; Planta 13;
Planta 18; Planta 19; Planta 20; Planta 21; Planta 23; Planta 25;
Planta 28; Planta 35;
Planta 05; Planta 10; Planta 32;
Planta 03; Planta 16; Planta 22; Planta 26;
Planta 33; Planta 34;
Número de repetições nos
empreendimentos PAR
1
2
3
4
5
No Quadro 8 temos o número da planta (exemplo, planta 1=P1) e em quais
empreendimentos ela foi executada.
Nº
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P10
P11
P12
P13
P14
P15
P16
P17
P18
P19
P20
P21
P22
P23
Empreendimento
Residencial Jardim Vitória "A"
Residencial Karla Renata
Residencial Jardim Vitória "B"
Residencial Lucimar Campos
Residencial
Residencial Morada
Residencial Santo
Residencial Jardim
Coxiponês
do Faval
Antônio
Antarctica
Residencial Morro de Santo Antônio
Condomínio Residencial
Condomínio Flor do Cerrado
Condomínio Eng. Miguel
Paschoal M. Cabral
Leão Lanna
Condomínio Recanto
Condomínio Jardim Botânico
Condomínio Recanto
Condomínio Jardim Botânico
Condomínio Ipê Amarelo
Condomínio Flor do Cerrado
Residencial Marechal Rondon Residencial Altos do São Gonçalo
Residencial Maria de Lurdes
Residencial Acácia do Coxipó
Condomínio Domingos Sávio B. Lima Jr.
Residencial Paulo Leite da Silva
Residencial Ilza Therezinha Picolli Pagot
Residencial Buritis - 1ª Etapa
Residencial Buritis - 1ª Etapa
Residencial Claudio Marchetti
Residencial Wantuil Residencial Salvador
Residencial Belita
Residencial Claudio
de Freitas
Costa Marques
Costa Marques
Marchetti
Residencial Claudio Marchetti
Condomínio Elias Domingos
Condomínio Athaíde Monteiro da Silva
Residencial Maria de Lurdes
Residencial Recanto do Salvador
Residencial Maria de Lurdes
Residencial Recanto do Salvador
Residencial Maria de Lurdes
Residencial Recanto do Salvador
Residencial Ataíde
Residencial Alice
Residencial Renato
Residencial Esperança
Ferreira da Silva
Gonçalves de Campos
José dos Santos
Residencial Mirante de Cuiabá
Residencial Despraiado
Quadro 8 - Planta e a sua ocorrência nos empreendimentos do PAR
Fonte: Elaborado a partir de dados das Prefeituras e da RSNGOV/CB
112
Nº
P24
P25
P26
P27
P28
P29
P30
P31
P32
P33
P34
P35
P36
Empreendimento
Residencial Topázio
Residencial Aurília Salies Curvo - 1ª Etapa
Residencial Aurília Salies Curvo - 2ª Etapa
Residencial Aurília
Residencial Aurília
Residencial Noise
Residencial Noise Curvo de
Salies Curvo - 1ª
Salies Curvo - 2ª
Curvo de Arruda - 1ª
Arruda - 2ª Etapa
Etapa
Etapa
Etapa
Residencial Aurília Salies Curvo - 1ª Etapa
Residencial Aurília Salies Curvo - 2ª Etapa
Residencial Pádova
Condomínio Jardim das Acácias
Residencial Ilza Therezinha Picolli Pagot
Residencial Wantuil de Freitas
Residencial Salvador Costa
Residencial Deputado. Milton
Residencial Belita Costa
Marques
Figueiredo
Marques
Residencial Salvador
Residencial
Residencial Secretário Residencial
Residencial
Costa Marques
Avelino Lima
Clóves Vetoratto
Deputado.
Belita Costa
Barros
Milton
Marques
Figueiredo
Residencial Salvador
Residencial
Residencial Secretário Residencial
Residencial
Costa Marques
Avelino Lima
Clóves Vetoratto
Deputado
Belita Costa
Barros
Milton
Marques
Figueiredo
Residencial Júlio Domingos de Campos Residencial Júlio Domingos de Campos - 2ª Etapa
1ª Etapa
Residencial Júlio Domingos de Campos Residencial Júlio Domingos de Campos - 2ª Etapa
1ª Etapa
Quadro 8 - Planta e a sua ocorrência nos empreendimentos do PAR (cont.)
Fonte: Elaborado a partir de dados das Prefeituras e da RSNGOV/CB
.
Figura 38 – Plantas 33 e 34 ocorrem com maior frequência nos empreendimentos PAR.
Fonte: Elaborado a partir de dados das Prefeituras e da RSNGOV/CB.
113
Observa-se que as plantas se repetem pois são aproveitadas pelas empresas que as
produziram em outros empreendimentos (Figura 38). Este procedimento está vinculado a
fatores como: suposta rapidez para aprovar os projetos nas instituições financeiras e no poder
público, visto que a planta já foi analisada e aprovada anteriormente, facilidade para
quantificar e orçar e redução de custo com novos projetos.
Os motivos elencados são prejudiciais para a qualidade do projeto, pois,
comprometem a evolução de uma planta, que poderia ocorrer através de novos estudos do
projetista. E ainda, não se justifica financeiramente, pois há recursos para projetos disponíveis
nos contratos com as instituições financeiras.
Planta, neste trabalho, refere-se à planta arquitetônica de cada unidade habitacional,
que possui medidas diferentes para os cômodos de mesma função predeterminada no projeto
coletado, mesmo que estes cômodos possuam disposições iguais em outras plantas, pois o
interesse está no espaço interno disponibilizado em cada tipo de casa.
5.2
PADRONIZAÇÃO DOS DADOS
As plantas coletadas fazem parte de um relatório de levantamento, estas foram
numeradas e a elas foi anexada uma planilha com as informações sobre os empreendimentos,
incluindo nome do empreendimento, ano de contratação, construtora, coordenadas
geográficas, cidade, tipo de implantação (condomínio ou loteamento), investimento e área do
terreno. Em seguida, os projetos foram redesenhados em sistema CAD de forma padronizada
(Quadro 9) quanto à espessura de parede, modelos e materiais de janelas e portas, sistema
construtivo, cobertura, louças, pias e tanques. Isto para que, ao aferir o custo da unidade
habitacional, este reflita tão-somente as dimensões dos cômodos sem a interferência nos
custos por diferentes acabamentos, peças e sistemas construtivos.
114
Item
Alvenaria (com função
estrutural)
Pé-direito
direito
Laje do banheiro
Forro
Cobertura
Dimensões
0,12 m (largura,
(largura, acabada incluído reboco)
reboco
2,70 m
0,08 m
Inclinação 35%
Janelas com áreas escolhidas
conforme a área do cômodo
(1/6 da área útil do cômodo,
para sala, quartos, cozinha)
Janelas (1/8 da área útil do
cômodo para sanitários)
Portas externas (cozinha e
sala)
Portas internas
Fundações (radier
radier)
Materiais
Materiai
Tijolo furado 8 furos
(10 x 20 x 20 cm)
Concreto armado
PVC
Telha cerâmica plan;
estrutura em madeira
1,5 m; 1,2 m e 1,0 m de largura com 1,1
1, m de
altura, cada uma. Veneziana e vidro para quartos e
somente com vidro para cozinha e sala
0,60 X 0,40 m
Ferro
0,80 x 2,10 m
Veneziana
0,70 x 2,10 m (quartos); 0,60 x 2,10 m (banheiro) e
para as unidades PNE (0,80 x 2,10 m,
m todas).
Veneziana
De acordo com o projeto espessura 0,08 m.
Concreto armado com
tela
Pia
ia da cozinha com 1,20
0 x 0,55 m,, tanque de 20
2
litros, lavatório sem coluna; vaso sanitário com
Louça branca
Caixa acoplada
Beiral
0,50 m de largura
Calçadas (próprio radier)
0,50 m de largura
Quadro 9 - Padronização dos projetos levantados
Fonte: Elaborado com as especificações mais comuns dos empreendimentos e com as especificações em vigor do
Programa Minha Casa Minha Vida (Anexo
Anexo A).
Louças e metais iguais para
todos os projetos
Os projetos foram redesenhados, cotados
ados e impressos na escal
escala 1/50,, para posterior
quantificação como
quantificação,
como mostra o exemplo da Figura 39.
Figura 39 - Planta 1 - Padronizada
Fonte: Desenho elaborado pelo autor a partir do levantamento.
115
Definidas as especificações dos serviços, procedeu-se a quantificação através de
lançamento dos dados físicos da planta em planilha eletrônica (Apêndice C). Com as
especificações dos serviços e materiais, foram escolhidos os códigos correspondentes a eles
na Tabela SINAPI (vide item 5.5).
Os dados de mercado para mobiliário, coletados para este estudo, não serão objetos de
análise, pois requerem uma pesquisa aprofundada antes de sua aplicação. Não serão
considerados os acabamentos, revestimentos, sistemas construtivos entre outros que são
inerentes aos materiais empregados, somente tratar-se-á dos espaços para acomodação dos
móveis, equipamentos e circulação.
5.3
TIPIFICAÇÃO PRELIMINAR
Os projetos foram analisados também pelo método do mapa convexo e grafo
justificado (topologia), explicado por Holanda (2003):
A decomposição revela o sistema espacial, em planta, formado por unidades
de duas dimensões, circunscritas por polígonos convexos, isto é, que não
podem ser cruzados por segmentos de retas em mais de dois pontos. O
perímetro de um quarto retangular coincide com um espaço convexo, mas
uma sala em “L” conterá pelo menos dois. [...] os espaços convexos são
representados por um círculo, e as relações diretas de permeabilidade entre
eles são representadas por uma linha. O próximo passo é a confecção do
grafo justificado dos espaços da casa a partir do exterior: da parte inferior
para a parte superior do grafo encontram-se os espaços e suas respectivas
profundidades sintáticas a partir do exterior (espaço aberto ao público).
Este método também é adotado por Griz; Amorim e Loureiro (2008) na análise da casa
brasileira desde a Colônia aos dias atuais e por França (2003) no estudo das relações sociais
no espaço doméstico. A partir deste método obteve-se a profundidade (ou permeabilidade) e o
número de cômodos de cada projeto.
Os grafos justificados mostram como se dá a ligação entre os cômodos. Plantas com
formato similar podem não apresentar a mesma forma de comunicação entre as peças. Por
outro lado, plantas diferentes podem apresentar o mesmo formato de interligações. Trata-se de
uma maneira de classificar ou agrupar as plantas, outra forma de definir tipologias.
Os grafos justificados II, XI e IX (Figura 40) foram os de maior ocorrência dentro das
trinta e seis plantas estudadas. Analisando os grafos justificados resultantes, tem-se que no
116
grafo II, há ligação direta da sala com a cozinha,, há umaa preservação da privacidade, através
da circulação, entre os quartos e o banheiro. A profundidade é três, com cindo cômodos.
cômodos
O grafo XI possui a maior profundidade, seis, nele tem-se
tem se também mais cômodos,
sete, incluindo varanda e área de serviço. A sala separa-se
se dos demais ambientes (cozinha,
quartos, banheiro e área de serviço) através de uma circulação, proporcionando privacidade a
estes cômodos.
Topologia II (grafo II)
Topologia XI (grafo XI)
Topologia IX (grafo IX)
Legenda:
Figura 40- Grafos justificados de maior ocorrência nas plantas analisad
analisadas.
O último grafo, IX,, assemelha-se
assemelha
ao grafo II, pois em ambos a cozinha e a sala tem
ligação direta e,
e os quartos e banheiros são preservados por uma circulação. Entretanto
Ent
noo
grafo XI há mais dois cômodos, a varanda e a área de serviço.
serviço A profundidade é maior que no
caso do grafo II,, alcançando o índice cinco.
No Gráfico 16,, estão indicados o número de cômodos e a profundidade de cada planta,
em ordem crescente de frequência de cada grafo justificado executado para cada uma das
plantas estudadas.
estudadas O Apêndice D apresenta todos os grafos justificados e três esquemas de
inter--relações entre as plantas levantadas.
117
Topologia das plantas analisadas
10
8
6
4
2
0
I
VI
IV
V
VII
XI.a
XI.c
IX.a
XI.b
X
III
VIII
II
XI
NÚMERO DE CÔMODOS
5
5
5
6
6
7
7
7
7
7
5
6
5
7
IX
7
PROFUNDIDADE
3
5
4
5
4
6
7
6
6
6
4
5
3
6
5
FREQUÊNCIA
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
3
3
5
6
9
Gráfico 16- Número de Cômodos, Profundidade e Frequência.
O grafo II apresenta nas plantas estudadas frequência de 13,89%. O grafo XI, 16,67%
e, o grafo justificado IX tem frequência de 25%.
Faz-se necessário a análise do espaço da habitação para que este propicie a plena
execução das funções da moradia. Estas são as considerações de vários autores (KLEIN,
1980; PALERMO, 2009; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010;
FOLZ, 2008; DAMÉ, 2008), e a partir das considerações destes e outros autores estudados,
foram analisados os espaços das trinta e seis plantas do Programa PAR, objeto deste estudo.
5.4
ANÁLISE DO ESPAÇO INTERNO DOS CÔMODOS.
A análise interna dos cômodos foi realizada tomando-se como referência o trabalho de
Pedro (2000), quanto ao método de avaliação. Entretanto os parâmetros usados por ele são
para a realidade de seu país, Portugal. Assim, para esta avaliação são adotados os parâmetros
estabelecidos na NBR 15.575:1 item 16 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 2010) e, complementarmente, Palermo (2009) e Buzzar e Fabrício (2006). Todas
as plantas analisadas estão disponíveis no Apêndice F.
Inicialmente, foi realizado um recorte na árvore de ponto de vista de Pedro
apresentado no item 4.9.1, para que fosse trabalhado apenas a adequação espaço-funcional das
unidades estudadas (Figura 41), visto que o método daquele autor é abrange outros aspectos
como o entorno, a edifício e a habitação, passando por requisitos de conforto, espaço, e
personalização.
118
Figura 41 - Recorte na árvore de ponto de vista.
Fonte: (PEDRO, 2000, p. 104).
Assim, este estudo concentra-se:
a) No nível físico: habitação;
b) No grupo de qualidades: adequação espaço-funcional;
c) No nível de qualidades:
c.1) Capacidade: programa de espaços, programa de equipamentos e extensão
de paredes mobiliáveis.
c.2) Espaciosidade: área útil, dimensão útil e pé-direito e,
c.3) Funcionalidade: funcionalidade.
Os elementos de avaliação foram definidos em forma de questionário, como foi
elaborado no trabalho de Pedro (2000). Cada questão possui ponderações às questões,
apresentadas pelo autor quais sejam: 1 (um) quando de pouca importância, 2 (dois) para
importante e 3 (três) para muito importante.
Estas ponderações às questões, neste método proposto, foram submetidas a um grupo
de 24 profissionais para validação, sendo quinze engenheiros e arquitetos da Caixa e os
demais engenheiros e arquitetos do mercado, da prefeitura e docentes da graduação. O
procedimento de consulta foi realizado através de um formulário, e após uma explanação
sobre as questões cada profissional registrou o grau de importância de cada uma delas.
Adotou-se como resposta final a moda dos resultados, ou seja, os valores de ponderação mais
votados. O Apêndice E apresenta o formulário e os resultados obtidos. As ponderações
podem ser novamente reavaliadas conforme os objetivos de cada avaliador (Prefeitura,
usuários e ou instituições financeiras).
119
Depois da consulta aos profissionais algumas questões foram ajustadas à realidade das
unidades habitacionais em estudo.
5.4.1
Atendimento à NBR 15.575:1
O primeiro questionário verifica se o projeto atende a NBR 15.575:1, em seu item 16.
Este questionário não se apresenta no trabalho de Pedro, já que o autor somente submete ao
seu método projetos que já estão em conformidade com norma de seu país.
Há uma questão com requisitos para cada cômodo, cada uma delas recebeu um valor
para ponderação, determinada pela consulta aos profissionais. Quando os requisitos são
atendidos para o cômodo, a resposta é 1 (um). No caso de todas as respostas verdadeiras, ao
serem multiplicadas à ponderação totalizam 20 pontos (Tabela 12).
Tabela 12- Questões quanto ao atendimento à NBR 15.575:1, item 16.
Questão
Requisitos
Ponderação
Apresenta o mobiliário mínimo (assento para o número
de pessoas previsto para a habitação, estante para TV
Sala de estar (0,8 x 0,5 m)), espaço 0,50 m na frente do assento, para
3
levantar e circular, largura mínima da sala deve ser de
2,40.
Sala de
Mesa para o número de pessoas previsto, circulação de
3
estar/jantar
0,75 a partir da borda da mesa.
Apresenta o mobiliário mínimo (fogão (0,55 x 0,6 m),
geladeira (0,7 x 0,7 m), pia (1,2 x 0,5 m), armário),
Cozinha
3
circulação mínima de 0,85 m frontal à pia, fogão e
geladeira, largura mínima de 1,5 m.
Apresenta o mobiliário mínimo (1 cama de casal (1,4 x
Dormitório casal 1,9 m), 2 criados (0,5 x 0,5 m) e 1 roupeiro (1,6 x 0,5
3
m)), circulação mínima de 0,50 m.
Dormitório
Apresenta o mobiliário mínimo (2 camas de solteiro
duplo
(0,8 x 1,9 m), 1 criados (0,5 x 0,5 m)e 1 roupeiro(1,5 x
2
(para duas
0,5 m)), circulação mínima entre as camas de 0,60 m e
pessoas)
as demais circulações de 0,50 m.
Apresentar 1 lavatório (0,39 x 0,29 m), 1 vaso (0,6 x
0,7 m) e 1 box (0,8 x 0,8 m ou 0,7 x 0,9 m), circulação
Banheiro
3
mínima de 0,4 m frontal ao lavatório e vaso; largura
mínima de 1,1 m exceto no box.
Apresentar 1 tanque (0,52 x 0,53 m) com capacidade
Área de serviço
3
de no mínimo 20 l e 1 máquina de lavar (0,6 x 0,65 m)
Total de pontos
Resultado
0 = falso/1= verdadeiro
Pontos
P1
P2
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
17
20
N(0) O(3)
Os projetos que alcançaram 20 pontos recebem nota final igual a 3 (ótimo), os que não
obtiveram os 20 pontos não pontuam, pois o atendimento à norma é pré-requisito para
120
aceitação do projeto, como faz também Pedro (2000). Os reprovados devem ser readequados
pelo projetista, mas, para este estudo, mesmo estes, foram submetidos aos questionários
seguintes.
5.4.2
Programa de espaços
O segundo questionário serve para verificar o programa de espaços (Tabela 13). Em
Pedro eram sete questões sobre salas, banheiros, lavanderias, salas de refeição, dispensas,
espaços exteriores privados e estacionamentos. Para este método proposto foram escolhidas as
questões relacionadas ao tratamento de roupas (com questões adaptadas para área de
serviços), espaços exteriores privados (adaptado para varandas) e, estacionamento (sem
adaptações), as demais questões se referiam a habitações de maior porte.
Novamente as ponderações as questões foram as estabelecidas pelo grupo de
profissionais. Cada alternativa, possui requisitos que representam uma pontuação (pontos) que
inicia em mínima (1) passando por recomendável (2) até ótima (3).
Tabela 13 - Questões relativas ao programa de espaços.
Questão
Alternativa
Contém uma área de serviço coberta e
fechada (pelo menos 3 lados fechados)
Espaço de
tratamento de
Contém uma área de serviço coberta e aberta
(pelo menos 2 lados abertos)
roupa
Nenhuma das condições anteriores é satisfeita
Contém uma varanda frontal que permite
estar e reunir (mesa para duas pessoas)
Espaços exteriores
Contém uma varanda frontal que apenas
privados (varanda
protege a porta (espaço para uma cadeira)
frontal)
Nenhuma das condições anteriores é satisfeita
ou não há varanda.
Possui dois espaços de estacionamento
Estacionamento
Possui um espaço de estacionamento
Nenhuma das condições anteriores é satisfeita
Total de pontos obtidos (a)
Pontuação resultante (b)
Conceito (c)
Ponderação
Pontos
P1
P2
2
3
0
0
2
2
0
0
2
1
1
1
2
3
0
0
2
2
0
0
2
1
1
1
3
3
3
3
2
1
0
1
0
10
1,43
R (2)
0
1
0
10
1,43
R (2)
Algumas adaptações foram necessárias neste item. O espaço para tratamento de roupa
foi classificado em coberto e fechado (quando a área de serviço tem até 3 faces com paredes),
aberta (quando tem pelo menos 2 lados abertos) e a situação desfavorável quando não se
refere a nenhuma das duas opções. O espaço da varanda frontal foi inserido no item espaço
exterior privado, sendo avaliada a sua capacidade de comportar mobiliário. Definido como
121
ótimo quando é possível dispor uma mesa para duas pessoas, recomendável quando somente
cabe uma cadeira e a mínima quando não há varanda ou não atende as duas questões
anteriores. Não houve adaptação para os espaços de estacionamento.
Ao avaliar o projeto (P1) utiliza-se o valor 1 para marcar a alternativa encontrada no
projeto. O total de pontos obtidos (a) é a soma do produto das respostas verdadeiras (igual a
1) com os pontos e a ponderação. A Tabela 14 mostra quantos pontos deve-se obter, com as
respostas as questões, para se atingir cada nível de qualidade.
Tabela 14 - Critérios de Avaliação para Programa de espaços (Questionário 2).
Espaço de tratamento de roupa
Espaços exteriores privados (varanda
frontal)
Estacionamento
Total pontuação
Ponderação
2
2
Nulo
0
0
Mínimo
1
1
Recomendável
2
2
Ótimo
3
3
3
0
0
1
7
2
14
3
21
A partir desta tabela é gerado o Gráfico 17 e encontrada a equação da reta, que neste
exemplo é y=0,1429x, esta equação gera a pontuação resultante (b).
Critério de Avaliação - Programa de Espaços
Escala de pontos
4
3
y = 0,1429x
2
y = 0,1429x
1
y = 0,1429x
0
0
5
10
15
20
25
Valores de referência
Gráfico 17 - Reta e equação da reta formada pelos critérios de avaliação programa de espaços.
No exemplo da Tabela 13 temos o total de pontos obtidos, 10 (dez), e ao lançá-lo
como y na equação se obtém 1,43 que é a pontuação resultante, assim o Conceito (c), acima
de 1 (um), é classificado como recomendável (R=2).
122
5.4.3
Programa de equipamentos
O próximo questionário se refere programa de equipamentos (Tabela 16). No método
de Pedro para o programa de equipamentos, são quatro questões, no método proposto foram
utilizados apenas dois: bancada da cozinha (pia, fogão e geladeira) e guarda roupas
(roupeiros). Diferentemente do questionário anterior, neste é verificado se cada projeto atende
aos intervalos de valores de referência estabelecidos como mínimo, recomendável e ótimo.
Novamente a ponderação foi indicada pelo grupo de profissionais às duas questões.
A sistemática adotada é a mesma de Pedro, ou seja, são verificados: a extensão da pia
e relação de metros de guarda roupas por habitante da unidade. Entretanto os valores de
referência da norma brasileira são o ponto de partida, assim foi definido como extensão
mínima para a bancada da pia o mobiliário mínimo: pia com 1,20 m de largura, fogão de 0,55
m de largura e geladeira de 0,70 m de largura, totalizando 2,449 m. Para o mínimo, além da
norma, acrescenta-se 0,05 m como margem. Para os demais níveis, altera-se apenas a
extensão da pia, sendo que o recomendável é 1,50 m de largura e ótimo 1,80 m de largura.
Tabela 15 - Valores de referência para a extensão da bancada da cozinha
Valores de referência
3,1
2,80
2,5
2,449
Escala de Pontos
3
2
1
0
Com a Tabela 15 gera-se o Gráfico 18 onde para cada nível na escala de pontos tem-se
uma equação de reta. Quando o valor de referência atinge na 3 (três) na escala este torna-se
uma constante (y=3).
Equações Cozinha
Escala de pontos
4
3
y = 3,3333x - 7,3333
2
y = 3,3333x - 7,3333
1
y = 19,608x - 48,02
0
2
2,2
2,4
2,6
2,8
3
3,2
Valores de referência
Gráfico 18 - Equações de reta dos critérios de avaliação: Cozinha (Questionário 3).
123
O resultado apresentado na Tabela 16, para o projeto em avaliação (P2), é a dimensão
da bancada no projeto, ou seja, 3 metros, logo abaixo se tem a pontuação, que é resultante da
equação da reta no trecho onde está o valor da medida da bancada, assim a equação a ser
usada é y=3,3333x-7,333, como x=3, se obtém 2,667 de pontuação (Gráfico 18).
Tabela 16 - Programa de equipamentos
Questão
Parâmetros
Ótimo (maior que 3,05 m,
Extensão da
pia de 1,80 m +0,05 m)
bancada de
Recomendável (maior que
cozinha - potencial
2,80 m, pia 1,5 m +0,05
(área de trabalho,
m)
pia geladeira e
Mínimo (maior que 2,45
fogão)
m, pia 1,20 + 0,05 m)
metros
Norma 15575
Ótimo (maior que) (2
guarda-roupas de 4 portas
(1,60 m cada) + 2 portas
para enxoval da casa)
Índice de dimensão
Recomendável (maior
de guarda-roupa –
que) (3,10 m + 0,50 m
potencial
para enxoval da casa)
(metros/habitante)
Mínimo (maior que) (2
guarda-roupa de 1,60 m, 4
portas)
Norma 15575
Pontuação resultante
Conceito
Ponderação
3
2
Valores de
referência
Pontos
3,1
3
2,80
2
2,5
1
2,449
0
1
P1
P2
Resultados
2,3
3
Pontuação
0
2,667
3
Resultados
1,038
0,913
0,9
2
Pontuação
3
2,125
0,8
1
0,774
0
1,2
R (2)
2,45
O (3)
Para os guarda-roupas foi arbitrado que o ponto de partida é a extensão mínima
estabelecida na norma brasileira, ou seja, 1,60 m para o quarto de principal e 1,50 m, para o
segundo quarto, resultando em 0,774 m por habitante (quatro pessoas por moradia de dois
quartos). A partir de então foram adotados valores: 0,80 m/hab (2 guarda-roupas de 1,60 para
ambos os quartos); 0,90 m/hab, sendo a extensão mínima (3,10 m) mais 0,5 m para a guarda
de roupa de cama, mesa e banho; e, 1,0 m/hab, considerando 3,20 m para a roupa individual e
0,8 m para o enxoval da casa.
Tabela 17 - Valores de referência para índice de guarda roupas por habitante.
Valores de referência
1
0,9
0,8
0,774
Escala de Pontos
3
2
1
0
Da mesma forma que para a cozinha os valores de referência expostos na Tabela 17
geram o Gráfico 19 e para cada nível na escala de pontos tem-se uma equação de reta. A
atingir na escala valor 3 a equação torna-se uma constante (y=3).
124
Equações Quartos
Escala de pontos
4
3
y = 10x - 7
2
y = 10x - 7
1
y = 38,462x - 29,769
0
0,6
0,7
0,8
0,9
1
1,1
Valores de referência
Gráfico 19 - Equações de reta dos critérios de avaliação: Quartos (Questionário 3).
Para exemplificar, para a Planta 2 (P2) o valor em projeto é 0,913 metros (vide
“resultados” Tabela 16), a equação a ser usada é y=10x-7, como x=0,913 resulta em 2,125, ou
seja, maior que 2, conceito ótimo (Gráfico 19).
Após obter as duas pontuações para cozinha e quarto de cada projeto foi feita a média
ponderada, ou seja, o produto de pontuação obtida com a ponderação sugerida pelos
profissionais, dividido pela soma desta ponderação. No exemplo do P2, o resultado é 2,45,
como é maior que 2, temos conceito dentro da categoria ótimo.
5.4.4
Extensão de parede mobiliável
Parede mobiliável é um valor em metros obtido conforme as recomendações de Pedro
(2000, p. 135):
Parede plana com pelo menos 2,00 metros de altura que pode ser mobiliada
em pelo menos 0,60m de profundidade numa extensão não inferior a 0,60m.
As paredes condicionadas por vãos com altura de peito não inferior a 0,90m
são também contabilizadas em metade da sua extensão.
Não foram encontrados parâmetros brasileiros que pudessem estabelecer valores de
referência para as situações de nulo, mínimo, recomendável e ótimo, assim, extensão de
parede mobiliável (ou perímetro mobiliável - PM), não fez parte dos questionários de
avaliação da qualidade. Entretanto, os resultados extraídos das plantas que estão disponíveis
no Apêndice G serão comparados em um gráfico com o resultado final da adequação espaçofuncional (qualidade) obtido pelos outros questionários deste método.
125
5.4.5
Área útil
Área útil é a área líquida onde está disponível o espaço da habitação, ou seja, é a área
excluindo a área das paredes, onde pode-se acomodar o mobiliário, equipamentos e circular.
Para este item foram adotados os valores de referência do texto Indicadores nº 2
Habitabilidade da Unidade Habitacional, do relatório para a FINEP, sobre avaliação das
unidades do PAR (BUZZAR e FABRÍCIO, 2006) que estão dispostos na Tabela 4 no
capítulo 3 .
Não foram utilizados os valores de Pedro, pois seus estudos consideram mais móveis,
como mínimo, que a norma brasileira. As áreas mínimas de partida foram obtidas através do
Método de Pedro, ou seja, posicionando o mobiliário mínimo, definido na norma, com a
circulação, como demonstrado pelo autor na Figura 27.
Tabela 18 - Valores de referência para área útil dos quartos
Valores de referência
Escala de Pontos
17,5
16
15
13,7
3
2
1
0
A Tabela 18 mostra os valores de referência que são a soma das áreas úteis dos quartos
e a escala de pontos correspondente. Através desta tabela é construído o Gráfico 20, onde são
definidas as equações de reta para cada trecho de valores de referência.
Equações Área Útil Quartos
Escala de pontos
4
3
y = 0,6667x - 8,6667
2
y = x - 14
1
y = 0,7692x - 10,538
0
12
13
14
15
16
17
18
Valores de referência
Gráfico 20 - Equações de reta dos critérios de avaliação, área útil: Quartos
De maneira análoga são obtidas as equações de reta para os valores de referência dos
demais cômodos tais como sala e cozinha (Tabela 19).
126
Tabela 19 - Equações de reta para área mínima (questionário 5).
Cômodo
Quartos
Cozinha
Sala
Intervalo
recomendável ao ótimo
mínimo ao recomendável
nulo ao mínimo
recomendável ao ótimo
mínimo ao recomendável
nulo ao mínimo
recomendável ao ótimo
mínimo ao recomendável
nulo ao mínimo
Equação
y=0,6667x-8,6667
y=1x-14
y=0,7692x-10,538
y=1x-6
y=1x-6
y=0,6667x-3,6667
y=1x-9,5
y=0,6667x-5,6667
y=0,7143x-6,1429
Área útil no trabalho de Pedro possui cinco questões para: quartos, cozinha e serviços,
sala, sanitários e circulação e depósitos. Para este método não foram analisados a circulação e
sanitários, pois as áreas destes cômodos são muito próximas nas várias plantas, nem
depósitos, pois estes inexistem. As ponderações são as sugeridos pelos profissionais.
Como exemplo, na Tabela 20, temos o P2, cujo o resultado (a) de área mínima para a
sala é 9,00 m², está entre nulo e mínimo, assim a equação de reta a ser usada é y=0,7143x6,1429. Neste caso, x= 9, então a pontuação (b) será 0,29. A pontuação resultante (c) será a
soma do produto da pontuação (b) com a ponderação, cujo valor é 1,14, como é maior que 1,
o conceito é recomendável (R=2).
Tabela 20 - Área útil
Questão
Área útil de
quartos
(FINEP, 2007)
Área útil de
cozinha e
serviços
(FINEP, 2007)
Área útil de
salas (FINEP,
2007)
sala/copa
Parâmetros
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior que)
Mínimo (maior que)
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior que)
Mínimo (maior que)
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior que)
Mínimo (maior que)
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ponderação
Valores de
referência
Pontos
17,5
16
15
3
2
1
13,7
0
9
8
7
3
2
1
5,5
0
12,5
11,5
10
3
2
1
8,6
0
3
3
3
Pontuação resultante (c)
Conceito (d)
P1
Resultados (a)
Pontuação(b)
Resultados (a)
Pontuação(b)
Resultados (a)
Pontuação(b)
P2
18,45 18,75
3,00 3,00
5,67
0,11
5,70
0,13
9,45
0,61
9,00
0,29
1,24
R (2)
1,14
R (2)
127
5.4.6
Dimensionamento mínimo
Dimensão mínima é definido por Pedro como o diâmetro do maior círculo que seja
possível inscrever dentro do cômodo. Como para área útil o autor tem cinco questões para
dimensionamento mínimo e pelo mesmos motivos informados anteriormente, adotou-se
apenas três: dimensionamento mínimo dos quartos, cozinha e serviços e sala.
A norma brasileira traz dimensionamento mínimo apenas para a cozinha e a sala, os
demais cômodos não são tratados. Assim, para a utilização neste estudo partiu-se da norma,
como o mínimo, quando é o caso. Para as omissões da norma optou-se por correlacionar a
dimensão mínima ao mobiliário mínimo e/ou mobiliário adicional em suas menores
dimensões. As disposições dos móveis estão explicitadas na Tabela 23 como também as
dimensões resultantes. Estas disposições estabeleceram valores de referência para cada
intervalo na escala de pontos, em cada cômodo. Na Tabela 21, tem-se os valores de referência
para o quarto principal ou quarto 1 e no Gráfico 21 as equações de reta em cada trecho.
Tabela 21- Valores de referência para dimensionamento: quartos.
Valores de referência
3,18
2,68
2,45
2,4
Escala de Pontos
3
2
1
0
Equações de reta Dimensão mínima, quartos
Escala de pontos
4
3
y = 2x - 3,36
2
y = 4,3478x - 9,6522
1
y = 20x - 48
0
2
2,2
2,4
2,6
2,8
3
3,2
3,4
Valores de referência
Gráfico 21 - Equações de reta dimensionamento mínimo, quartos
De forma similar foram obtidas as demais equações de reta para os outros cômodos, as
quais podem ser visualizadas na Tabela 22.
128
Tabela 22 - Equações de reta para dimensionamento mínimo (questionário 6).
Cômodo
Quarto 1
Quarto 2
Cozinha
Sala
Área Serviço
Intervalo
recomendável ao ótimo
mínimo ao recomendável
nulo ao mínimo
recomendável ao ótimo
mínimo ao recomendável
nulo ao mínimo
recomendável ao ótimo
mínimo ao recomendável
nulo ao mínimo
recomendável ao ótimo
mínimo ao recomendável
nulo ao mínimo
recomendável ao ótimo
mínimo ao recomendável
nulo ao mínimo
Equação
y=2x-3,36
y=4,3478x-9,6522
y=20x-48
y=2,5x-4,5
y=2,8571x-5,4286
y=10x-21,5
y=2,2222x-2,3333
y=2,5x-2,875
y=18,182x-27,182
y=5x-12,5
y=3,3333x-7,6667
y=4,878x-11,683
y=4x-4,2
y=3,3333x-3,1667
y=10x-11,5
Com a dimensão mínima obtida no primeiro quarto (resultados (a)), verifica-se a qual
intervalo ela pertence. No exemplo do P2, temos 3,00 metros que a coloca no intervalo de
recomendável a ótimo, assim a equação de reta será y=2x-3,36, como x =3, a pontuação (b) é
2,64. O mesmo procedimento é realizado para o outro quarto. Segundo o método de Pedro
deve-se tirar a média simples das pontuações dos quartos para utilizá-la com os demais
cômodos. A pontuação de cada um dos cômodos deve ser obtida. Em seguida soma-se o
produto das pontuações com as ponderações sugeridas pelos profissionais, para encontrar-se a
pontuação resultante (c), que neste exemplo é 2,26, sendo maior que 2 o conceito (d) é ótimo
(Tabela 23).
Tabela 23 - Dimensionamento mínimo dos cômodos
Questão
Parâmetros
Ótimo (maior que) (1 cabeceira casal
+0,68 (berço)+ 0,6 cm circulação.)
Recomendável (maior que) (1
Dimensão cabeceira casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm
útil de
circulação.)
quarto 1
Mínimo (maior que) (1 cabeceira
casal+1 criados+1 mesa estudo)
Adotado (1 cabeceira+2 criados)
Dimensão
útil de
quarto 2
Quartos
Ótimo (maior que) (2 cabeceira
solteiro +0,60 cm circulação., + mesa
estudo)
Recomendável (maior que) (2
cabeceira solteiro+2 criados)
Mínimo (maior que) (2 cabeceira
solteiro+0,60 circulação)
(Pedro 2000)
Ponderação
3
3
Valores de
referência
Pontos
3,18
3
2,68
2
2,45
1
2,4
0
3
P1
P2
Resultados
(a)
3,00
3,00
Pontuação
(b)
2,64
2,64
3
Resultados
3,00
2,95
2,6
2
Pontuação
3,00
2,88
2,25
1
2,15
0
2,82
2,76
Média
129
Tabela 23 - Dimensionamento mínimo dos cômodos (cont.)
Valores de
Ponderação
Pontos
Questão
Parâmetros
referência
Ótimo (maior que) (duplo "i",
geladeira 0,7 m+ circulação. 0,85+
2,4
3
mesa apoio 0,6 m)
Dimensão Recomendável (maior que) (bancada
em duplo "i", pia 0,6 m+circulação.
1,95
2
útil de
3
0,85 m+mesa apoio 0,6 m)
cozinha
Mínimo (maior que) (bancada em "i",
1,55
1
geladeira+0,85 m circulação)
NBR 15.575
1,495
0
Ótimo (maior que) (1 sofá 3 lugares
3,1
3
1,7 m +0,7 m+0,7 m)
Recomendável (maior que) (1 sofá 3
Dimensão
lugares 1,7 m+1 criado 0,5 m+
2,9
2
útil de
2
profundidade Sofá 0,70)
salas
Mínimo (maior que) (1 sofá 2 lugares
2,6
1
1,2 m +0,70+0,70)
NBR 15.575
2,395
0
Ótimo (maior que)
1,8
3
Dimensão
Recomendável (maior que)
1,55
2
útil da
1
Mínimo (lavadora + circulação frontal
área de
1,25
1
NBR 15.575) (maior que)
serviço
Tanque e lavadora (NBR 15.575)
1,15
0
Pontuação resultante (c)
Conceito (d)
P1
P2
Resultados
1,80
1,90
Pontuação
1,63
1,88
Resultados
3,00
3,00
Pontuação
2,50
2,50
Resultados
0,00
0,00
0,00
0,00
2,23
O
(3)
2,26
O
(3)
Pontuação
130
5.4.7
Funcionalidade
Este questionário sofre influência dos pontos falhos levantados nos questionários
anteriores, o que poderá afetar negativamente a pontuação do projeto neste quesito.
Foram adotadas dez das onze questões de Pedro (2000), a única excluída foi a
relacionada a orientação solar, que neste método não é tratada , pois dependerá da
implantação da unidade no terreno. Para complementar foram inseridos requisitos de Palermo
(2009) para funcionalidade e também requisitos adicionais da norma brasileira (NBR 15.575).
O objetivo é verificar se a planta propicia a efetivação das funções da habitação, expostas nos
capítulos anteriores. São questões relacionadas a acréscimos de mobiliário, além do mínimo e
novas possibilidades de leiautes, e ainda, verificar se as condições de circulação e de acessos à
edificação (Tabela 24).
Como no primeiro questionário (sobre o atendimento da Norma), neste são feitas as
questões para o cômodo e caso o requisito esteja completamente atendido a planta recebe o
valor 1 (um, verdadeiro), ao contrário recebe 0 (zero, falso).
Os profissionais avaliaram o grau de importância destas questões e atribuíram a elas as
ponderações. O avaliador, a seu critério, estabelecerá quais serão os requisitos mínimos,
recomendáveis e ótimos que deverão ser atendidos para a análise da funcionalidade. As
ponderações e os critérios do avaliador podem ser alteradas conforme os objetivos da
avaliação. Para este método proposto foram adotados as ponderações e os critérios expostos
na Tabela 24.
Tabela 24 - Critérios para a Funcionalidade
Cômodo
1
Dormitórios
2
Cozinha
3
Cozinha
4
Cozinha
5
Cozinha
6
Cozinha
7
Sala
8
Área de serviço
9
Área de serviço
10
11
12
Área de serviço
Área de serviço
Geral
13
Banheiro
14
Sala de estar
15
Sala de estar/jantar
16
Cozinha
Questão
Ponderação Nulo Mínimo Rec. Ótimo
Em todos os quartos é possível colocar as camas afastadas de obstáculos laterais, com as
cabeceiras encostadas à parede, e com uma distância entre os pés da cama e a parede oposta
3
0
1
1
1
não inferior a 0,50 m. (Pedro, 2000)
A pia, a bancada de preparação de alimentos e o fogão encontram-se em sequência, não
3
0
1
1
1
existindo circulações interpostas ou obstáculos nos percursos entre eles (Pedro, 2000).
Existem planos de trabalho de ambos os lados da pia com uma dimensão mínima de 0,40 m.
3
0
1
1
1
(Pedro, 2000)
Existe um plano de trabalho com uma altura rebaixada que permite certas atividades de
preparação de refeições sejam realizadas na posição sentada, ou mesa de apoio. (Pedro 2000;
1
0
0
1
1
Palermo 2009; NBR 15.575:1).
Existem planos de trabalho de cada lado do fogão com uma largura mínima de 0,20 m.
1
0
0
0
1
(Pedro 2000)
A zona de abertura da porta do refrigerador não está em conflito com as áreas de uso de
3
0
1
1
1
outros equipamentos (fogão, pia) ou com portas de acesso (Pedro, 2000).
Existe um espaço de refeições correntes que não se sobrepõe a outros espaços funcionais
3
0
1
1
1
(Pedro, 2000).
Existe um espaço de tratamento de roupa (lavagem, secagem e passar a ferro) que não se
2
0
1
1
1
sobrepõe a outros espaços funcionais (Pedro, 2000).
Existe um espaço de secagem de roupa protegido da vista e do vento excessivo (Pedro,
2
0
0
0
1
2000).
Existe um espaço de secagem de roupa coberto .(Pedro, 2000; Palermo, 2009).
2
0
1
1
1
Existe um espaço de secagem de roupa ao sol.
2
0
1
1
1
Não existem conflitos entre portas de acesso a cômodos ou a casa e armários fixos.
3
0
1
1
1
São satisfeitas as distâncias entre equipamentos sanitários (vaso e bidê 0,075 m de cada lado
3
0
0
1
1
e 0,625 m de frente; lavatório 0,155 m laterais e 0,625 de frente) (Palermo, 2009).
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo mesa centro, circulação no entorno de 0,625 m. Faixa
1
0
0
1
1
mínima de circulação e passagem de 0,60 m (NBR 15.575:1; Palermo 2009).
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa
1
0
0
1
1
mínima de circulação e passagem de 0,60 m(Palermo, 2009)
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa
1
0
0
1
1
mínima de circulação e passagem de 0,90 m(Palermo, 2009)
131
17
18
19
20
21
22
23
24
Tabela 24 - Critérios para a Funcionalidade (cont.)
Questão
Ponderação Nulo
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para um berço (1,335 x 0,675)ou cômoda com
Dormitório casal
3
0
espaço frontal 0,625 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009).
Dormitório duplo Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para uma mesa de estudo (0,80 x 0,60 m) espaço
2
0
(para duas pessoas)
frontal de 0,855 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009).
Banheiro
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para box de 0,8 x 1,0 m (Palermo, 2009).
3
0
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo local para guarda protegida do botijão de gás.(Palermo
Área de serviço
2
0
2009)
Dormitórios
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009)
2
0
Sala de estar
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009)
2
0
Cozinha
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009)
1
0
Geral
Todas as portas possuem vão livre de 0,80 m
3
0
Valores de referência
0
Mínimo
Rec. Ótimo
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
1
1
1
0
0
1
36
1
1
0
1
48
1
1
1
1
52
132
133
Os valores de referência para cada escala de pontos é obtido pela soma do produto da
ponderação pela resposta verdadeira à questão (Tabela 25). Como nos questionários anteriores
a tabela gera as equações de reta apresentadas no Gráfico 22.
Tabela 25- Valores de referência para funcionalidade
Valores de
referência
52
48
36
0
Conceito
ótimo
recomendável
mínimo
nulo
Escala de Pontos
3
2
1
0
Equações Funcionalidade
Escala de pontos
4
3
y = 0,25x - 10
2
y = 0,0833x - 2
1
y = 0,0278x
0
0
10
20
30
40
50
60
Valores de referência
Gráfico 22 - Equações de reta dos critérios de avaliação, funcionalidade
Como exemplo o P2 (Tabela 26), cujo total (a) alcançado foi 25, assim a equação de
reta a ser utilizada é para o mínimo, ou seja, y=0,0278x, como x=25 temos como pontuação
final (b) 0,70, sendo menor que 1 o conceito (c) é Mínimo (M=1).
Tabela 26 - Análise da Funcionalidade (Questionário 6).
Cômodo
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
Questão
Em todos os quartos é possível colocar as camas afastadas de obstáculos laterais, com as cabeceiras
Dormitórios
encostadas à parede, e com uma distância entre os pés da cama e a parede oposta não inferior a 0,50 m.
(Pedro, 2000)
A pia, a bancada de preparação de alimentos e o fogão encontram-se em sequência, não existindo circulações
Cozinha
interpostas ou obstáculos nos percursos entre eles (Pedro, 2000).
Cozinha
Existem planos de trabalho de ambos os lados da pia com uma dimensão mínima de 0,40 m. (Pedro, 2000)
Existe um plano de trabalho com uma altura rebaixada que permite certas atividades de preparação de
Cozinha
refeições sejam realizadas na posição sentada, ou mesa de apoio. (Pedro 2000; Palermo 2009; NBR
15.575:1).
Cozinha
Existem planos de trabalho de cada lado do fogão com uma largura mínima de 0,20 m. (Pedro 2000)
A zona de abertura da porta do refrigerador não está em conflito com as áreas de uso de outros equipamentos
Cozinha
(fogão, pia) ou com portas de acesso (Pedro, 2000).
Sala
Existe um espaço de refeições correntes que não se sobrepõe a outros espaços funcionais (Pedro, 2000).
Área de
Existe um espaço de tratamento de roupa (lavagem, secagem e passar a ferro) que não se sobrepõe a outros
serviço
espaços funcionais (Pedro, 2000).
Área de
Existe um espaço de secagem de roupa protegido da vista e do vento excessivo (Pedro, 2000).
serviço
Área de
Existe um espaço de secagem de roupa coberto .(Pedro, 2000; Palermo, 2009).
serviço
Área de
Existe um espaço de secagem de roupa ao sol.
serviço
Geral
Não existem conflitos entre portas de acesso a cômodos ou a casa e armários fixos.
São satisfeitas as distâncias entre equipamentos sanitários (vaso e bidê 0,075 m de cada lado e 0,625 m de
Banheiro
frente; lavatório 0,155 m laterais e 0,625 de frente) (Palermo, 2009).
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo mesa centro, circulação no entorno de 0,625 m. Faixa mínima de
Sala de estar
circulação e passagem de 0,60 m (NBR 15.575:1; Palermo 2009).
Sala de
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de
estar/jantar
circulação e passagem de 0,60 m(Palermo, 2009)
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de
Cozinha
circulação e passagem de 0,90 m(Palermo, 2009)
Dormitório
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para um berço (1,335 x 0,675)ou cômoda com espaço frontal
casal
0,625 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009).
Ponderação
P1
P2
3
1
1
3
0
1
3
1
1
1
0
0
1
0
1
3
0
0
3
1
0
2
0
0
2
0
0
2
0
0
2
1
1
3
1
1
3
0
0
1
0
0
1
0
0
1
0
0
3
0
0
134
18
19
20
21
22
23
24
Cômodo
Dormitório
duplo
(para duas
pessoas)
Banheiro
Área de
serviço
Dormitórios
Sala de estar
Cozinha
Geral
Tabela 26 - Análise da Funcionalidade (Questionário 6) (cont.)
Questão
Ponderação
P1
P2
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para uma mesa de estudo (0,80 x 0,60 m) espaço frontal de
0,855 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009).
2
1
1
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para box de 0,8 x 1,0 m (Palermo, 2009).
3
0
0
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo local para guarda protegida do botijão de gás.(Palermo 2009)
2
0
1
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009)
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009)
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)(Palermo, 2009)
Todas as portas possuem vão livre de 0,80 m
Total (a)
Pontuação resultante (b)
Conceito (c)
2
2
1
3
1
0
0
1
21,00
0,58
M (1)
1
0
1
1
25,00
0,70
M (1)
135
136
5.4.8
Pontuação Final
Este questionário é a consolidação dos questionários anteriores, ele não faz parte do
método de Pedro. Entretanto, neste método proposto, serve para classificar as várias plantas e
possibilita a correlação desta pontuação final com outras variáveis (área, custo,
funcionalidade, paredes mobiliáveis) que se queira analisar.
Na pesquisa com os profissionais estes também estabeleceram relações de importância
para cada um dos questionários determinando as ponderações.
Para obter a pontuação final, foi feita a média ponderada, ou seja, a soma do produto
entre as pontuações resultantes de cada um dos questionários anteriores e a ponderação para
cada questionário, divida pela soma das ponderações. No exemplo, apresentado na Tabela 27,
a planta 2 (P2) obteve pontuação 1,79, como o valor é maior que 1, ficou com o conceito final
de recomendável (R = 2).
Tabela 27 - Análise da Qualidade.
Questionário
Atendimento a NBR 15.575
Programa de espaços
Programa de equipamentos
Área útil
Dimensão útil
Funcionalidade
Pontuação final (qualidade)
Conceito final
5.5
Ponderação
3
3
2
3
3
3
P1
1,43
1,20
1,24
2,23
0,58
1,11
R (2)
P2
3,00
1,43
2,45
1,14
2,26
0,70
1,79
R (2)
CUSTO DA HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL
Os programas que se utilizam de repasses requerem que a obra seja licitada em
conformidade com a Lei 8.666/93 e com os orçamentos baseados na Lei de diretrizes
Orçamentárias (LDO) de cada ano. A LDO para o ano de 2011 determina que os custos são
baseados na tabela Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil
(SINAPI) (BRASIL, 2010a):
Art. 127. O custo global de obras e serviços de engenharia contratados e
executados com recursos dos orçamentos da União será obtido a partir de
composições de custos unitários, previstas no projeto, menores ou iguais à
mediana de seus correspondentes no Sistema Nacional de Pesquisa de
137
Custos e Índices da Construção Civil - SINAPI, mantido e divulgado, na
internet, pela Caixa Econômica Federal, e, no caso de obras e serviços
rodoviários, à tabela do Sistema de Custos de Obras Rodoviárias - SICRO,
excetuados os itens caracterizados como montagem industrial ou que não
possam ser considerados como de construção civil.
A tabela SINAPI foi criada pelo BNH no intuito de oferecer um sistema de
informações mensais sobre custos de abrangência nacional (CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL, 2010b):
O SINAPI foi implantado em 1969, pelo extinto BNH, com o objetivo de
oferecer ao Governo Federal e ao próprio Setor da Construção Civil um
conjunto de informações mensais sobre custos e índices da construção civil
de forma sistemática e de abrangência nacional.
Em 1994 o Conselho Curador do FGTS determinou ao Agente Operador CAIXA, a implantação de um sistema de acompanhamento de custos para
fundamentar as análises dos projetos financiados com recursos daquele
fundo.
Mais recentemente, a partir da edição da Lei 10.524 /2002, de 25 de Julho
de 2002 (LDO 2003), o SINAPI passou a ser o indicador oficial para
aferição da razoabilidade dos custos das obras públicas executadas, em
especial daquelas com recursos do Orçamento Geral da União - OGU.
Os programas habitacionais como o PAR e, mais recentemente o PMCMV, também
são analisados tomando-se como referência os custos da Tabela SINAPI. Sobre os custos
apurados ainda deverá ser incluído o BDI formando o preço, que segundo (GIAMMUSSO,
1988, p. 83) “é constituído pelos custos diretos acrescidos do total das despesas indiretas e do
benefício ou lucro. [...] BDI, ou seja, Benefício e Despesa Indireta”. O BDI não foi
considerado, pois dependerá de cada empresa.
As especificações escolhidas como referência para a avaliação dos custos são as que
estão listadas no Apêndice C, as quais são as mais comumente apresentadas no estado de
Mato Grosso.
Os códigos do SINAPI estão disponíveis junto a cada especificação, sendo possível
que se possa futuramente atualizar os custos, por data e/ou inclusive por estado da federação,
bastando que se obtenha a lista SINAPI com os custos no sítio da Caixa68.
Após serem levantados os dados de todos os trinta e seis projetos que estão expressos
da Tabela 28 à Tabela 49, o resultado final da avaliação da qualidade e dos custos foram
ordenados primeiramente em ordem crescente de qualidade e, em caso de empate, ordem
crescente de custo (Tabela 50).
68
https://webp.caixa.gov.br/casa/SINAPI/pesquisa.asp
138
Para obter um valor para lançar no Gráfico 23 com a mesma ordem de grandeza, cada
um dos resultados para qualidade foi dividido pelo menor resultado de qualidade obtido, no
caso, a planta 32. Com este raciocínio, cada um dos resultados dos custos foi dividido pelo
custo do projeto da planta 32.
5.6
ANÁLISE DOS RESULTADOS
Na Tabela 28, Tabela 29 e Tabela 30, temos os resultados obtidos sobre o atendimento
da NBR 15.575, em seu item 16. Em 41,67% as plantas atendem à norma, mas em 47,22%,
em pelo menos um item do questionário, as plantas não atendem. E ainda, 11,11% das
plantas, não atendem em dois itens do questionário baseado na norma.
O item mesa de refeição não foi atendido em 16 plantas o que representa 44,44% do
total. O quarto 2 ficou em segundo lugar devido a falta de espaço para guarda-roupas, com o
percentual de 16,67%.
É possível observar a falta de prioridade para a mesa de refeições, onde são realizadas
diversas atividades extras como, estudar, trabalhar, costurar, fazer diversos trabalhos manuais
e reunir-se com outras pessoas. Simultaneamente, em uma única planta, as situações citadas
ocorreram apenas duas vezes no conjunto de plantas.
Da Tabela 31 a Tabela 33, temos os resultados sobre as varandas, áreas de serviços e
estacionamento. Este último está presente em todas as unidades, não coberto, na forma de
recuo frontal. Em 50% das plantas há uma pequena varanda onde cabe até uma cadeira em
44,44% das plantas não há qualquer espaço coberto na frente da unidade habitacional (uh) e,
em 5% das plantas há uma varanda onde é possível colocar uma mesa. A área de serviço está
presente em 63,88% das unidades (23 uh), sendo que destas 27,77% são cobertas e fechadas.
Em uma única planta em 52,78% dos casos há varanda e área de serviço simultaneamente.
Nenhuma das plantas analisadas apresenta interferências entre portas e mobiliário.
Todas apresentam espaço para secar roupa ao sol e plano de trabalho dos dois lados da pia
com pelo menos 40 cm.
Aproximadamente 50% não possibilita um segundo leiaute para os quartos e ainda não
há um espaço para tratamento de roupa que não se sobreponha a outros espaços.
Tabela 28 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 1 a 12)
Questão
Ponderação
Apresenta o mobiliário mínimo (assento para o número
de pessoas previsto para a habitação, estante para
Sala de estar
TV(0,8 x 0,5 m)), espaço 0,50 m na frente do assento,
3
para levantar e circular, largura mínima da sala deve
ser de 2,40.
Mesa para o número de pessoas previsto, circulação de
3
Sala de estar/jantar
0,75 a partir da borda da mesa.
Apresenta o mobiliário mínimo (fogão (0,55 x 0,6 m),
geladeira (0,7 x 0,7 m), pia (1,2 x 0,5 m), armário),
Cozinha
3
circulação mínima de 0,85 m frontal à pia, fogão e
geladeira, largura mínima de 1,5 m.
Apresenta o mobiliário mínimo (1 cama de casal (1,4 x
Dormitório casal
1,9 m), 2 criados (0,5 x 0,5 m) e 1 roupeiro (1,6 x 0,5
3
m)), circulação mínima de 0,50 m.
Apresenta o mobiliário mínimo (2 camas de solteiro
Dormitório duplo (0,8 x 1,9 m), 1 criados (0,5 x 0,5 m)e 1 roupeiro(1,5 x
2
(para duas pessoas) 0,5 m)), circulação mínima entre as camas de 0,60 m e
as demais circulações de 0,50 m.
Apresentar 1 lavatório (0,39 x 0,29 m), 1 vaso (0,6 x
0,7 m) e 1 box (0,8 x 0,8 m ou 0,7 x 0,9 m), circulação
Banheiro
3
mínima de 0,4 m frontal ao lavatório e vaso; largura
mínima de 1,1 m exceto no box.
Apresentar 1 tanque (0,52 x 0,53 m) com capacidade
Área de serviço
3
de no mínimo 20 l e 1 máquina de lavar (0,6 x 0,65 m)
Total de pontos
Resultado
Pontos
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P10 P11 P12
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
0
1
1
1
0
0
1
1
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
17
0
20
3
20
3
20
3
17
0
17
0
20
3
18
0
20
3
17
0
17
0
15
0
139
Tabela 29 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 13 a 24)
Questão
Ponderação
Apresenta o mobiliário mínimo (assento para o
número de pessoas previsto para a habitação,
Sala de estar
estante para TV(0,8 x 0,5 m)), espaço 0,50 m na
3
frente do assento, para levantar e circular, largura
mínima da sala deve ser de 2,40.
Sala de
Mesa para o número de pessoas previsto, circulação
3
estar/jantar
de 0,75 a partir da borda da mesa.
Apresenta o mobiliário mínimo (fogão (0,55 x 0,6
m), geladeira (0,7 x 0,7 m), pia (1,2 x 0,5 m),
Cozinha
3
armário), circulação mínima de 0,85 m frontal à pia,
fogão e geladeira, largura mínima de 1,5 m.
Apresenta o mobiliário mínimo (1 cama de casal
Dormitório casal
(1,4 x 1,9 m), 2 criados (0,5 x 0,5 m) e 1 roupeiro
3
(1,6 x 0,5 m)), circulação mínima de 0,50 m.
Apresenta o mobiliário mínimo (2 camas de solteiro
Dormitório duplo
(0,8 x 1,9 m), 1 criados (0,5 x 0,5 m)e 1
(para duas
2
roupeiro(1,5 x 0,5 m)), circulação mínima entre as
pessoas)
camas de 0,60 m e as demais circulações de 0,50 m.
Apresentar 1 lavatório (0,39 x 0,29 m), 1 vaso (0,6
x 0,7 m) e 1 box (0,8 x 0,8 m ou 0,7 x 0,9 m),
Banheiro
3
circulação mínima de 0,4 m frontal ao lavatório e
vaso; largura mínima de 1,1 m exceto no box.
Apresentar 1 tanque (0,52 x 0,53 m) com
Área de serviço
capacidade de no mínimo 20 l e 1 máquina de lavar
3
(0,6 x 0,65 m)
Total de pontos
Resultado
Pontos
P13 P14 P15 P16 P17 P18 P19 P20 P21 P22 P23 P24
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
0
0
0
1
1
0
1
1
0
0
0
1
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
14
0
17
0
17
0
17
0
20
3
20
3
17
0
20
3
20
3
15
0
17
0
17
0
140
Tabela 30 - Atendimento da NBR 15.575:1 (plantas de 25 a 36)
Questão
Ponderação
Apresenta o mobiliário mínimo (assento para o
número de pessoas previsto para a habitação,
Sala de estar
estante para TV(0,8 x 0,5 m)), espaço 0,50 m na
3
frente do assento, para levantar e circular, largura
mínima da sala deve ser de 2,40.
Sala de
Mesa para o número de pessoas previsto,
3
estar/jantar
circulação de 0,75 a partir da borda da mesa.
Apresenta o mobiliário mínimo (fogão (0,55 x 0,6
m), geladeira (0,7 x 0,7 m), pia (1,2 x 0,5 m),
Cozinha
3
armário), circulação mínima de 0,85 m frontal à
pia, fogão e geladeira, largura mínima de 1,5 m.
Apresenta o mobiliário mínimo (1 cama de casal
Dormitório casal (1,4 x 1,9 m), 2 criados (0,5 x 0,5 m) e 1 roupeiro
3
(1,6 x 0,5 m)), circulação mínima de 0,50 m.
Apresenta o mobiliário mínimo (2 camas de
Dormitório duplo solteiro (0,8 x 1,9 m), 1 criados (0,5 x 0,5 m)e 1
(para duas
roupeiro(1,5 x 0,5 m)), circulação mínima entre as
2
pessoas)
camas de 0,60 m e as demais circulações de 0,50
m.
Apresentar 1 lavatório (0,39 x 0,29 m), 1 vaso (0,6
x 0,7 m) e 1 box (0,8 x 0,8 m ou 0,7 x 0,9 m),
Banheiro
3
circulação mínima de 0,4 m frontal ao lavatório e
vaso; largura mínima de 1,1 m exceto no box.
Apresentar 1 tanque (0,52 x 0,53 m) com
Área de serviço
capacidade de no mínimo 20 l e 1 máquina de
3
lavar (0,6 x 0,65 m)
Total de pontos
Resultado
Pontos
P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
0
0
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
0
1
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
20
3
20
3
20
3
18
0
20
3
17
0
17
0
15
0
17
0
18
0
20
3
20
3
141
Tabela 31 - Análise de espaços (plantas de 1 a 12)
Questão
Alternativa
Contém uma área de serviço
coberta e fechada (pelo menos
3 lados fechados)
Espaço de
Contém uma área de serviço
tratamento de
coberta e aberta (pelo menos 2
roupa
lados abertos)
Nenhuma das condições
anteriores é satisfeita
Contém uma varanda frontal
que permite estar e reunir
(mesa para duas pessoas)
Espaços
Contém uma varanda frontal
exteriores
que apenas protege a porta
privados (varanda
(espaço para uma cadeira)
frontal)
Nenhuma das condições
anteriores é satisfeita ou não há
varanda.
Possui dois espaços de
estacionamento
Possui um espaço de
Estacionamento
estacionamento
Nenhuma das condições
anteriores é satisfeita
Total de pontos obtidos
Pontuação resultante
Ponderação
Pontos
2
3
2
2
2
1
2
3
2
2
2
1
3
3
3
2
3
1
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
1
1
1
1
1
1
P8
P9
P10
P11
P12
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
10
1,43
10
1,43
10
1,43
10
1,43
14
2,00
16
2,29
16
2,29
14
2,00
14
2,00
18
2,57
14
2,00
14
2,00
142
Tabela 32 - Análise de espaços (plantas de 13 a 24)
Questão
Alternativa
Contém uma área de serviço
coberta e fechada (pelo menos
3 lados fechados)
Espaço de
Contém uma área de serviço
tratamento de
coberta e aberta (pelo menos 2
roupa
lados abertos)
Nenhuma das condições
anteriores é satisfeita
Contém uma varanda frontal
que permite estar e reunir
(mesa para duas pessoas)
Espaços
Contém uma varanda frontal
exteriores
que apenas protege a porta
privados (varanda
(espaço para uma cadeira)
frontal)
Nenhuma das condições
anteriores é satisfeita ou não há
varanda.
Possui dois espaços de
estacionamento
Possui um espaço de
Estacionamento
estacionamento
Nenhuma das condições
anteriores é satisfeita
Total de pontos obtidos
Pontuação resultante
Ponderação
Pontos
2
3
2
2
2
1
2
3
2
2
2
1
3
3
3
2
3
1
P13
P14
P15
P16
P17
P18
P19
P20
P21
1
1
1
1
1
1
P22
P23
P24
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
10
1,43
12
1,71
10
1,43
10
1,43
10
1,43
14
2,00
18
2,57
14
2,00
14
2,00
16
2,29
16
2,29
16
2,29
143
Tabela 33 - Análise de espaços (plantas de 25 a 36)
Questão
Alternativa
Contém uma área de serviço
coberta e fechada (pelo menos
3 lados fechados)
Espaço de
Contém uma área de serviço
tratamento de
coberta e aberta (pelo menos 2
roupa
lados abertos)
Nenhuma das condições
anteriores é satisfeita
Contém uma varanda frontal
que permite estar e reunir
(mesa para duas pessoas)
Espaços
Contém uma varanda frontal
exteriores
que apenas protege a porta
privados (varanda
(espaço para uma cadeira)
frontal)
Nenhuma das condições
anteriores é satisfeita ou não há
varanda.
Possui dois espaços de
estacionamento
Possui um espaço de
Estacionamento
estacionamento
Nenhuma das condições
anteriores é satisfeita
Total de pontos obtidos
Pontuação resultante
Ponderação
Pontos
P25
P26
P27
2
3
1
1
1
2
2
2
1
2
3
2
2
2
1
3
3
3
2
3
1
P28
P29
1
1
P30
1
1
1
1
P32
P33
P34
P35
1
1
1
P31
1
P36
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
14
2,00
16
2,29
16
2,29
14
2,00
14
2,00
10
1,43
12
1,71
10
1,43
10
1,43
12
1,71
10
1,43
12
1,71
144
Tabela 34 – Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 1 a 9)
Questão
Extensão da
bancada de cozinha
- potencial
(área de trabalho,
pia geladeira e
fogão)
metros
Índice de dimensão
de guarda-roupa potencial
(metros/habitante)
Parâmetros
Ótimo (maior que 3,05
m, pia de 1,80 m +0,05
m)
Recomendável (maior
que 2,80 m, pia 1,5 m
+0,05 m)
Mínimo (maior que
2,45 m, pia 1,20 + 0,05
m)
Norma 15575
Ótimo (maior que) (2
guarda-roupas de 4
portas (1,60 m cada) +
2 portas para enxoval
da casa)
Recomendável (maior
que) (3,10 m + 0,50 m
para enxoval da casa)
Mínimo (maior que) (2
guarda-roupa de 1,60
m, 4 portas)
Norma 15575
Pontuação resultante
Conceito
Ponderação
Valores de
referência
Pontos
3
3,10
3
3
2,80
2
3
2,50
1
3
2,45
0
2
1,00
2
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
Resultados
2,30
3,00
2,60
2,73
1,85
3,05
3,31
2,50
1,70
Pontuação
-
2,67
1,33
1,77
-
2,83
3,00
1,00
-
3
Resultados
1,04
0,91
0,84
0,88
0,80
0,89
0,78
0,40
0,88
0,90
2
Pontuação
3,00
2,13
1,38
1,75
1,00
1,88
0,04
-
1,75
2
0,80
1
2
0,77
0
1,20
2,45
1,35
1,76
0,40
2,45
1,82
0,60
0,70
R (2)
O (3)
R (2)
R (2)
M (1)
O (3)
R (2)
M (1)
M (1)
145
Tabela 35 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 10 a 18)
Questão
Extensão da
bancada de cozinha
- potencial
(área de trabalho,
pia geladeira e
fogão)
metros
Índice de dimensão
de guarda-roupa potencial
(metros/habitante)
Parâmetros
Ótimo (maior que 3,05
m, pia de 1,80 m +0,05
m)
Recomendável (maior
que 2,80 m, pia 1,5 m
+0,05 m)
Mínimo (maior que
2,45 m, pia 1,20 + 0,05
m)
Norma 15575
Ótimo (maior que) (2
guarda-roupas de 4
portas (1,60 m cada) +
2 portas para enxoval
da casa)
Recomendável (maior
que) (3,10 m + 0,50 m
para enxoval da casa)
Mínimo (maior que) (2
guarda-roupa de 1,60
m, 4 portas)
Norma 15575
Pontuação resultante
Conceito
Ponderação
Valores de
referência
Pontos
3
3,10
3
3
2,80
2
3
2,50
1
3
2,45
0
2
1,00
2
P10
P11
P12
P13
P14
P15
P16
P17
P18
Resultados
2,55
3,00
1,65
1,87
2,50
2,40
2,52
2,50
1,75
Pontuação
1,17
2,67
-
-
1,00
-
1,07
1,00
-
3
Resultados
0,83
0,85
-
0,90
0,78
0,78
0,96
0,85
0,90
0,90
2
Pontuação
1,25
1,50
-
2,00
0,04
0,04
2,63
1,50
2,00
2
0,80
1
2
0,77
0
1,20
2,20
-
0,80
0,62
0,02
1,69
1,20
0,80
R (2)
O (3)
Zero
M (1)
M (1)
M (1)
R (2)
R (2)
M (1)
146
Tabela 36 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 19 a 27)
Questão
Extensão da
bancada de cozinha
- potencial
(área de trabalho,
pia geladeira e
fogão)
metros
Índice de dimensão
de guarda-roupa potencial
(metros/habitante)
Parâmetros
Ótimo (maior que 3,05
m, pia de 1,80 m +0,05
m)
Recomendável (maior
que 2,80 m, pia 1,5 m
+0,05 m)
Mínimo (maior que
2,45 m, pia 1,20 + 0,05
m)
Norma 15575
Ótimo (maior que) (2
guarda-roupas de 4
portas (1,60 m cada) +
2 portas para enxoval
da casa)
Recomendável (maior
que) (3,10 m + 0,50 m
para enxoval da casa)
Mínimo (maior que) (2
guarda-roupa de 1,60
m, 4 portas)
Norma 15575
Pontuação resultante
Conceito
Ponderação
Valores de
referência
Pontos
3
3,10
3
3
2,80
2
3
2,50
1
3
2,45
0
2
1,00
2
P19
P20
P21
P22
P23
P24
P25
P26
P27
Resultados
2,55
1,95
1,68
1,80
1,75
3,16
1,91
1,64
2,05
Pontuação
1,17
-
-
-
-
3,00
-
-
-
3
Resultados
0,84
0,94
0,93
0,48
0,95
0,78
1,05
0,83
1,00
0,90
2
Pontuação
1,38
2,38
2,25
-
2,50
0,04
3,00
1,25
3,00
2
0,80
1
2
0,77
0
1,25
0,95
0,90
-
1,00
1,82
1,20
0,50
1,20
R (2)
M (1)
M (1)
Zero
M (1)
R (2)
R (2)
M (1)
R (2)
147
Tabela 37 - Análise de equipamentos, pia cozinha e armários dos quartos (plantas 28 a 36)
Questão
Extensão da
bancada de cozinha
- potencial
(área de trabalho,
pia geladeira e
fogão)
metros
Índice de dimensão
de guarda-roupa potencial
(metros/habitante)
Parâmetros
Ótimo (maior que 3,05
m, pia de 1,80 m +0,05
m)
Recomendável (maior
que 2,80 m, pia 1,5 m
+0,05 m)
Mínimo (maior que
2,45 m, pia 1,20 + 0,05
m)
Norma 15575
Ótimo (maior que) (2
guarda-roupas de 4
portas (1,60 m cada) +
2 portas para enxoval
da casa)
Recomendável (maior
que) (3,10 m + 0,50 m
para enxoval da casa)
Mínimo (maior que) (2
guarda-roupa de 1,60
m, 4 portas)
Norma 15575
Pontuação resultante
Conceito
Ponderação
Valores de
referência
Pontos
3
3,10
3
3
2,80
2
3
2,50
1
3
2,45
0
2
1,00
2
P28
P29
P30
P31
P32
P33
P34
P35
P36
Resultados
1,75
1,75
1,76
1,45
2,35
2,12
2,14
1,65
1,76
Pontuação
-
-
-
-
-
-
-
-
-
3
Resultados
0,48
0,95
0,90
0,90
0,40
1,00
0,50
1,05
0,99
0,90
2
Pontuação
-
2,50
2,00
2,00
-
3,00
-
3,00
2,88
2
0,80
1
2
0,77
0
-
1,00
0,80
0,80
-
1,20
-
1,20
1,15
Zero
M (1)
M (1)
M (1)
Zero
R (2)
Zero
R (2)
R (2)
148
Tabela 38 - Área mínima por cômodos (plantas 1 a 9)
Questão
Área útil de
quartos
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
Área útil de
cozinha e
serviços
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
Área útil de
salas
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
sala/copa
Parâmetros
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
Validação
3
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
3
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Pontuação resultante
Conceito
3
Valores de
referência
Pontos
17,50
3,00
Resultados
18,45 18,75 16,12 16,00 15,99 17,06 15,96 15,56 15,83
16,00
2,00
Pontuação
3,00
3,00
2,08
2,00
1,99
2,71
1,96
1,56
1,83
15,00
1,00
13,70
-
9,00
3,00
Resultados
5,67
5,70
5,07
7,23
8,53
7,62
6,09
6,72
7,31
8,00
2,00
Pontuação
0,11
0,13
-
1,23
2,53
1,62
0,39
0,81
1,31
7,00
1,00
5,50
-
12,50
3,00
Resultados
9,45
9,00 12,01 10,73 8,90
9,60 12,02 11,78 10,97
11,50
2,00
Pontuação
0,61
0,29
2,51
1,49
0,21
0,71
2,52
2,28
1,65
10,00
1,00
8,60
1,24
1,14
1,53
1,57
1,58
1,68
1,62
1,55
1,60
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) R (2)
149
Tabela 39 - Área mínima por cômodos (plantas 10 a 18)
Questão
Área útil de
quartos
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
Área útil de
cozinha e
serviços
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
Área útil de
salas
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
sala/copa
Parâmetros
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
Validação
3
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
3
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Pontuação resultante
Conceito
3
Valores de
referência
Pontos
17,50
3,00
Resultados
17,26 16,00 15,37 16,76 18,85 17,53 17,34 16,32 15,94
16,00
2,00
Pontuação
2,84
2,00
1,37
2,51
3,00
3,00
2,89
2,21
1,94
15,00
1,00
13,70
-
9,00
3,00
Resultados
5,61
6,75
6,76
5,60
6,80
5,54
5,59
6,00
6,99
8,00
2,00
Pontuação
0,07
0,83
0,84
0,07
0,87
0,03
0,06
0,33
0,99
7,00
1,00
5,50
-
12,50
3,00
Resultados
8,19
9,00 10,92 9,38 12,17 12,45 9,16
9,60 11,19
11,50
2,00
Pontuação
-
0,29
1,61
0,56
2,67
2,95
0,40
0,71
1,79
10,00
1,00
8,60
0,97
M
(1)
1,04
1,27
1,04
2,18
1,99
1,12
1,09
1,58
P10
P11
P12
P13
P14
P15
P16
P17
P18
R (2) R (2) R (2) O (3) R (2) R (2) R (2) R (2)
150
Tabela 40 - Área mínima por cômodos (plantas 19 a 27)
Questão
Área útil de
quartos
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
Área útil de
cozinha e
serviços
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
Área útil de
salas
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
sala/copa
Parâmetros
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
Validação
3
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
3
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Pontuação resultante
Conceito
3
Valores de
referência
Pontos
17,50
3,00
Resultados
17,52 19,04 17,23 17,33 17,42 16,42 17,99 17,28 18,10
16,00
2,00
Pontuação
3,00
3,00
2,82
2,89
2,95
2,28
3,00
2,85
3,00
15,00
1,00
13,70
-
9,00
3,00
Resultados
5,61
5,65
6,18
6,33
6,12
8,06
6,23
6,60
7,50
8,00
2,00
Pontuação
0,07
0,10
0,45
0,55
0,41
2,06
0,49
0,73
1,50
7,00
1,00
5,50
-
12,50
3,00
Resultados
8,45
9,42 10,58 9,21
9,28 10,02 12,82 10,93 9,81
11,50
2,00
Pontuação
-
0,59
1,39
0,44
0,49
1,01
3,00
1,62
0,86
10,00
1,00
8,60
1,02
1,23
1,55
1,29
1,28
1,78
2,16
1,74
1,79
P19
P20
P21
P22
P23
P24
P25
P26
P27
R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) R (2) O (3) R (2) R (2)
151
Tabela 41 - Área mínima por cômodos (plantas 28 a 36)
Questão
Área útil de
quartos
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
Área útil de
cozinha e
serviços
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
Área útil de
salas
(BUZZAR;
FABRÍCIO,
2007)
sala/copa
Parâmetros
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
Validação
3
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
3
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior
que)
Mínimo (maior que)
A partir do mobiliário
mínimo (NBR 15.575)
Pontuação resultante
Conceito
3
Valores de
referência
Pontos
17,50
3,00
Resultados
16,52 17,42 16,76 16,48 15,05 16,83 16,83 19,50 20,28
16,00
2,00
Pontuação
2,35
2,95
2,51
2,32
1,05
2,55
2,55
3,00
3,00
15,00
1,00
13,70
-
9,00
3,00
Resultados
7,28
8,94
5,85
5,76
6,76
7,25
6,55
8,61
6,77
8,00
2,00
Pontuação
1,28
2,94
0,23
0,17
0,84
1,25
0,70
2,61
0,85
7,00
1,00
5,50
-
12,50
3,00
Resultados
11,49 9,28
9,55
7,85
9,58
7,25
9,67
9,87
9,55
11,50
2,00
Pontuação
1,99
0,49
0,68
-
0,70
-
0,76
0,91
0,68
10,00
1,00
8,60
1,87
2,12
1,14
0,83
M
(1)
0,86
M
(1)
1,27
1,34
2,17
1,51
P28
P29
P30
R (2) O (3) R (2)
P31
P32
P33
P34
P35
P36
R (2) R (2) O (3) R (2)
152
Tabela 42 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 1 a 9)
Questão
Parâmetros
Ótimo (maior que)(1 cabeceira
casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm
circulação.)
Recomendável (maior que) (1
cabeceira casal +0,68 (berço)+
Dimensão útil
0,6 cm circulação.)
de quarto 1
Mínimo (maior que) (1
cabeceira casal+1 criados+1
mesa estudo)
Adotado (1 cabeceira+2
criados)
Ótimo (maior que) (2 cabeceira
solteiro. +0,60 m circulação., +
mesa estudo)
Recomendável (maior que) (2
Dimensão útil
cabeceira solteiro+2 criados)
de quarto 2
Mínimo (maior que) (2
cabeceira solteiro+0,60
circulação)
(Pedro 2000)
Pondera- Valores de
ção
referência
Pontos
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
3
3,18
3
Resultado
s
3,00
3,00
2,60
2,73
2,65
2,75
2,35
2,80
2,76
3
2,68
2
Pontuação 2,64
2,64
1,65
2,10
1,87
2,14
-
2,24
2,16
3
2,45
1
3
2,4
0
3
3
3
Resultado
s
3,00
2,95
2,60
2,73
2,65
2,48
2,35
2,50
2,70
3
2,6
2
Pontuação 3,00
2,88
2,00
2,33
2,13
1,66
1,29
1,71
2,25
3
2,25
1
3
2,15
0
Média
2,82
2,76
1,83
2,21
2,00
1,90
0,64
1,98
2,21
153
Tabela 42 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 1 a 9) (cont.)
Questão
Parâmetros
Ótimo (maior que) (duplo "i",
geladeira 0,7 m+ circulação.
0,85+ mesa apoio 0,6 m)
Recomendável (maior que)
(bancada em duplo "i", pia 0,6
Dimensão útil
m+circulação. 0,85 m+mesa
de cozinha
apoio 0,6 m)
Mínimo (maior que) (bancada
em "i", geladeira+0,85 m
circulação)
NBR 15.575
Ótimo (maior que) (1 Sofá de 3
lugares 1,7 m +0,7 m+0,7 m)
Recomendável (maior que) (1
Dimensão útil sofá 3 lugares 1,7 m+1 criado
0,5 m+ profundidade Sofá 0,70)
de salas
Mínimo (maior que) (1 sofá 2
lugares 1,2 m +0,70+0,70)
NBR 15.575
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior que)
Dimensão útil Mínimo (lavadora + circulação
da área de
frontal NBR 15.575) (maior
serviço
que)
Tanque e lavadora (NBR
15.575)
Pontuação resultante
Conceito
Pondera- Valores de
ção
referência
Pontos
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
3
2,4
3
Resultados
1,80
1,90
1,95
2,65
2,90
2,13
1,84
2,12
2,65
3
1,95
2
Pontuação
1,63
1,88
2,00
3,00
3,00
2,40
1,73
2,38
3,00
3
1,55
1
3
1,495
0
2
3,1
3
Resultados
3,00
3,00
2,60
2,65
2,90
2,75
3,31
2,86
2,65
2
2,9
2
Pontuação
2,50
2,50
1,00
1,17
2,00
1,50
3,00
1,87
1,17
2
2,6
1
2
1
1
2,395
1,8
1,55
0
3
2
Resultados
Pontuação
-
-
-
-
1,10
-
1,25
1,00
1,58
2,12
1,23
0,80
1,05
-
1
1,25
1
1
1,15
0
2,23
O
(3)
2,26
O
(3)
1,58
R
(2)
2,05
O
(3)
2,08
O
(3)
1,88
R
(2)
1,43
R
(2)
1,96
R
(2)
2,05
O
(3)
154
Tabela 43 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 10 a 18)
Questão
Parâmetros
Ótimo (maior que)(1 cabeceira
casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm
circulação.)
Recomendável (maior que) (1
cabeceira casal +0,68 (berço)+
Dimensão útil
0,6 cm circulação.)
de quarto 1
Mínimo (maior que) (1
cabeceira casal+1 criados+1
mesa estudo)
Adotado (1 cabeceira+2
criados)
Ótimo (maior que) (2 cabeceira
solteiro. +0,60 m circulação., +
mesa estudo)
Recomendável (maior que) (2
Dimensão útil
cabeceira solteiro+2 criados)
de quarto 2
Mínimo (maior que) (2
cabeceira solteiro+0,60
circulação)
(Pedro 2000)
Pondera- Valores de
ção
referência
Pontos
P10
P11
P12
P13
P14
P15
P16
P17
P18
3
3,18
3
Resultados
2,60
2,50
2,81
2,50
2,90
2,70
2,70
2,70
2,84
3
2,68
2
Pontuação
1,65
1,22
2,26
1,22
2,44
2,04
2,04
2,04
2,32
3
2,45
1
3
2,4
0
3
3
3
Resultados
2,55
2,50
2,60
2,50
2,60
2,50
2,55
2,40
2,60
3
2,6
2
Pontuação
1,86
1,71
2,00
1,71
2,00
1,71
1,86
1,43
2,00
3
2,25
1
3
2,15
0
Média
1,75
1,47
2,13
1,47
2,22
1,88
1,95
1,73
2,16
155
Tabela 43 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 10 a 18) (cont.)
Questão
Parâmetros
Ótimo (maior que) (duplo "i",
geladeira 0,7 m+ circulação.
0,85+ mesa apoio 0,6 m)
Recomendável (maior que)
(bancada em duplo "i", pia 0,6
Dimensão útil
m+circulação. 0,85 m+mesa
de cozinha
apoio 0,6 m)
Mínimo (maior que) (bancada
em "i", geladeira+0,85 m
circulação)
NBR 15.575
Ótimo (maior que) (1 Sofá de 3
lugares 1,7 m +0,7 m+0,7 m)
Recomendável (maior que) (1
Dimensão útil sofá 3 lugares 1,7 m+1 criado
0,5 m+ prof. Sofá 0,70)
de salas
Mínimo (maior que) (1 sofá 2
lugares 1,2 m +0,70+0,70)
NBR 15.575
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior que)
Dimensão útil Mínimo (lavadora + circulação
da área de
frontal NBR 15.575) (maior
serviço
que)
Tanque e lavadora (NBR
15.575)
Pontuação resultante
Conceito
Pondera- Valores de
ção
referência
Pontos
P10
P11
P12
P13
P14
P15
P16
P17
P18
3
2,4
3
Resultados
2,20
2,25
2,60
2,00
2,10
2,31
2,35
2,40
2,60
3
1,95
2
Pontuação
2,56
2,67
3,00
2,11
2,33
2,74
2,86
3,00
3,00
3
1,55
1
3
1,495
0
2
3,1
3
Resultados
2,60
3,00
2,60
2,80
3,12
3,23
2,65
2,40
2,69
2
2,9
2
Pontuação
1,00
2,50
1,00
1,67
3,00
3,00
2,25
1,00
2,45
2
2,6
1
2
1
1
2,395
1,8
1,55
0
3
2
Resultados
Pontuação
0,80
-
1,00
-
-
0,80
-
0,80
-
-
-
-
1,20
0,50
1
1,25
1
1
1,15
0
1,68
1,82
2,12
O
(3)
2,06
O
(3)
1,78
R
(2)
2,28
O
(3)
1,98
R
R (2) R (2)
(2)
1,54
2,19
O
R (2)
(3)
156
Tabela 44 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 19 a 27)
Questão
Parâmetros
Ótimo (maior que)(1 cabeceira
casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm
circulação.)
Recomendável (maior que) (1
cabeceira casal +0,68 (berço)+
Dimensão útil
0,6 cm circulação.)
de quarto 1
Mínimo (maior que) (1
cabeceira casal+1 criados+1
mesa estudo)
Adotado (1 cabeceira+2
criados)
Ótimo (maior que) (2 cabeceira
solteiro. +0,60 m circulação., +
mesa estudo)
Recomendável (maior que) (2
Dimensão útil
cabeceira solteiro+2 criados)
de quarto 2
Mínimo (maior que) (2
cabeceira solteiro+0,60
circulação)
(Pedro 2000)
Pondera- Valores de
ção
referência
Pontos
P19
P20
P21
P22
P23
P24
P25
P26
P27
3
3,18
3
Resultados
2,60
3,00
2,60
2,75
2,60
2,48
2,95
2,50
2,90
3
2,68
2
Pontuação
1,65
2,64
1,65
2,14
1,65
1,13
2,54
1,22
2,44
3
2,45
1
3
2,4
0
3
3
3
Resultados
2,55
2,95
2,50
2,75
2,60
2,48
2,83
2,50
2,50
3
2,6
2
Pontuação
1,86
2,88
1,71
2,38
2,00
1,66
2,58
1,71
1,71
3
2,25
1
3
2,15
0
Média
1,75
2,76
1,68
2,26
1,83
1,39
2,56
1,47
2,08
157
Tabela 44 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 19 a 27) (cont.)
Questão
Parâmetros
Ótimo (maior que) (duplo "i",
geladeira 0,7 m+ circulação.
0,85+ mesa apoio 0,6 m)
Recomendável (maior que)
(bancada em duplo "i", pia 0,6
Dimensão útil
m+circulação. 0,85 m+mesa
de cozinha
apoio 0,6 m)
Mínimo (maior que) (bancada
em "i", geladeira+0,85 m
circulação)
NBR 15.575
Ótimo (maior que) (1 Sofá de 3
lugares 1,7 m +0,7 m+0,7 m)
Recomendável (maior que) (1
Dimensão útil sofá 3 lugares 1,7 m+1 criado
0,5 m+ profundidade Sofá 0,70)
de salas
Mínimo (maior que) (1 sofá 2
lugares 1,2 m +0,70+0,70)
NBR 15.575
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior que)
Dimensão útil Mínimo (lavadora + circulação
da área de
frontal NBR 15.575) (maior
serviço
que)
Tanque e lavadora (NBR
15.575)
Pontuação resultante
Conceito
Pondera- Valores de
ção
referência
Pontos
P19
P20
P21
P22
P23
P24
P25
P26
P27
3
2,4
3
Resultados
2,20
1,95
2,35
2,30
2,05
2,55
2,18
2,55
2,50
3
1,95
2
Pontuação
2,43
1,71
2,86
2,71
2,00
3,00
2,37
3,00
3,00
3
1,55
1
3
1,495
0
2
3,1
3
Resultados
2,60
2,90
2,90
2,75
2,90
3,16
3,03
2,76
3,00
2
2,9
2
Pontuação
2,00
2,60
2,60
2,75
2,60
3,00
2,86
2,80
2,80
2
2,6
1
2
1
1
2,395
1,8
1,55
0
3
2
Resultados
Pontuação
1,05
-
1,00
-
0,85
-
1,20
0,50
1,00
-
1,02
-
1,15
-
0,80
-
0,80
-
1
1,25
1
1
1,15
0
2,24
O
R (2)
(3)
1,99
R
(2)
2,31
O
(3)
1,85
1,95
R
R (2)
(2)
2,35
O
(3)
1,95
R
(2)
2,26
O
(3)
1,82
158
Tabela 45 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 28 a 36)
Questão
Parâmetros
Ótimo (maior que)(1 cabeceira
casal +0,68 (berço)+ 0,6 cm
circulação.)
Recomendável (maior que) (1
cabeceira casal +0,68 (berço)+
Dimensão útil
0,6 cm circulação.)
de quarto 1
Mínimo (maior que) (1
cabeceira casal+1 criados+1
mesa estudo)
Adotado (1 cabeceira+2
criados)
Ótimo (maior que) (2 cabeceira
solteiro. +0,60cm circulação., +
mesa estudo)
Recomendável (maior que) (2
Dimensão útil
cabeceira solteiro+2 criados)
de quarto 2
Mínimo (maior que) (2
cabeceira solteiro+0,60
circulação)
(Pedro 2000)
Pondera- Valores de
ção
referência
Pontos
P28
P29
P30
P31
P32
P33
P34
P35
P36
3
3,18
3
Resultados
2,80
2,60
2,50
2,75
2,50
2,75
2,75
3,29
3,28
3
2,68
2
Pontuação
2,24
1,65
1,22
2,14
1,22
2,14
2,14
3,00
3,00
3
2,45
1
3
2,4
0
3
3
3
Resultados
2,80
2,60
2,50
2,40
2,50
2,75
2,60
2,39
2,38
3
2,6
2
Pontuação
2,50
2,00
1,71
1,43
1,71
2,38
2,00
1,40
1,37
3
2,25
1
3
2,15
0
Média
2,37
1,83
1,47
1,78
1,47
2,26
2,07
2,20
2,19
159
Tabela 45 - Resultados obtidos para Dimensão mínima (planta 28 a 36)
Questão
Parâmetros
Ótimo (maior que) (duplo "i",
geladeira 0,7 m+ circulação.
0,85+ mesa apoio 0,6 m)
Recomendável (maior que)
(bancada em duplo "i", pia 0,6
Dimensão útil
m+circulação. 0,85 m+mesa
de cozinha
apoio 0,6cm)
Mínimo (maior que) (bancada
em "i", geladeira+0,85cm
circulação)
NBR 15.575
Ótimo (maior que) (1 Sofá de 3
lugares 1,7 m +0,7 m+0,7 m)
Recomendável (maior que) (1
Dimensão útil sofá 3 lugares 1,7 m+1 criado
0,5 m+ prof. Sofá 0,70)
de salas
Mínimo (maior que) (1 sofá 2
lugares 1,2 m +0,70+0,70)
NBR 15.575
Ótimo (maior que)
Recomendável (maior que)
Dimensão útil Mínimo (lavadora + circulação
da área de
frontal NBR 15.575) (maior
serviço
que)
Tanque e lavadora (NBR
15.575)
Pontuação resultante
Conceito
Ponderaç Valores de
ão
referência
Pontos
P28
P29
P30
P31
P32
P33
P34
P35
P36
3
2,4
3
Resultados
2,60
2,80
2,09
2,40
2,10
2,40
2,10
2,60
2,25
3
1,95
2
Pontuação
3,00
3,00
2,11
3,00
2,14
3,00
2,14
3,00
2,57
3
1,55
1
3
1,495
0
2
3,1
3
Resultados
2,60
2,90
2,80
2,40
2,80
2,40
2,60
3,00
2,81
2
2,9
2
Pontuação
2,00
2,60
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
2,80
3,05
2
2,6
1
2
1
1
2,395
1,8
1,55
0
3
2
Resultados
Pontuação
1,00
-
1,50
1,83
-
0,42
-
-
-
0,80
-
-
0,59
-
1
1,25
1
1
1,15
0
2,27
O
(3)
2,25
O
(3)
1,76
R
(2)
1,81
1,77
1,90
R
(2)
2,32
O
(3)
2,24
O
(3)
2,05
O
R (2) R (2)
(3)
160
Questão
Cômodo
1
Dormitórios
2
3
Cozinha
Cozinha
4
5
Cozinha
Cozinha
6
7
Cozinha
Sala
8
9
Área de serviço
Área de serviço
10
11
12
Área de serviço
Área de serviço
Geral
13
Banheiro
14
15
Sala de estar
Sala de
estar/jantar
16
Cozinha
17
18
19
20
Dormitório casal
Dormitório (para
duas pessoas)
Banheiro
Área de serviço
Questão
21
Cômodo
Dormitórios
Questão sobre funcionalidade
Autor
Em todos os quartos é possível colocar as camas afastadas de obstáculos laterais, com as cabeceiras encostadas Pedro (2000)
à parede, e com uma distância entre os pés da cama e a parede oposta não inferior a 0,50 m.
A pia, a bancada de preparação de alimentos e o fogão encontram-se em sequência, não existindo circulações Pedro (2000)
interpostas ou obstáculos nos percursos entre eles.
Pedro (2000)
Existem planos de trabalho de ambos os lados da pia com uma dimensão mínima de 0,40 m
Existe um plano de trabalho com uma altura rebaixada que permite certas atividades de preparação de
refeições sejam realizadas na posição sentada, ou mesa de apoio.
Existem planos de trabalho de cada lado do fogão com uma largura mínima de 0,20 m.
A zona de abertura da porta do refrigerador não está em conflito com as áreas de uso de outros equipamentos
(fogão, pia) ou com portas de acesso.
Existe um espaço de refeições correntes que não se sobrepõe a outros espaços funcionais.
Existe um espaço de tratamento de roupa (lavagem, secagem e passar a ferro) que não se sobrepõe a outros
espaços funcionais.
Existe um espaço de secagem de roupa protegido da vista e do vento excessivo.
Existe um espaço de secagem de roupa coberto.
Existe um espaço de secagem de roupa ao sol.
Não existem conflitos entre portas de acesso a cômodos ou a casa e armários fixos.
São satisfeitas as distâncias entre equipamentos sanitários (vaso e bidê 0,075 m de cada lado e 0,625 m de
frente; lavatório 0,155 m laterais e 0,625 de frente)
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo uma mesa centro, circulação no entorno de 0,625 m. Faixa mínima de
circulação e passagem de 0,60 m
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de
circulação e passagem de 0,60 m.
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo uma parador ou balcão, espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de
circulação e passagem de 0,90 m.
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para um berço (1,335 x 0,675 m)ou cômoda com espaço frontal
0,625 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m.
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para uma mesa de estudo (0,80 x 0,60 m) espaço frontal de
0,855 m. Faixa mínima de circulação e passagem de 0,60 m.
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo da norma, espaço para box de 0,8 x 1,0 m
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo, a possibilidade de um local para guarda protegida do botijão de gás.
Quadro 10- Questões sobre funcionalidade
Questão sobre funcionalidade
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)
Pedro (2000);
Palermo (2009);
NBR 15.575:1
Pedro (2000)
Pedro (2000)
Pedro (2000)
Pedro (2000)
Pedro (2000)
Pedro (2000);
Palermo (2009)
Palermo (2009)
Palermo (2009)
Palermo (2009)
Palermo (2009);
NBR 15.575:1
Palermo (2009)
Palermo (2009)
Palermo (2009)
Palermo (2009)
Palermo (2009)
Palermo (2009)
Autor
Palermo (2009)
161
Questão
22
23
24
Cômodo
Sala de estar
Cozinha
Geral
Questão sobre funcionalidade
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário mínimo)
Possibilidade de todas as portas possuírem vão livre de 0,80 m
Quadro 10- Questões sobre funcionalidade (cont.)
Autor
Palermo (2009)
Palermo (2009)
Palermo (2009)
162
Tabela 46 - Resultados obtidos para funcionalidade (plantas 1 a 18)
Questão Validação Ponderação P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18
1
3
3
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
0
1
1
1
1
1
1
2
3
3
0
1
1
1
0
1
1
1
0
1
1
0
0
1
0
1
1
0
3
3
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
4
1
1
0
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
5
1
1
0
1
0
1
0
0
0
0
1
0
1
0
0
0
0
0
0
1
6
3
3
0
0
1
1
1
1
0
1
0
1
1
0
0
1
1
1
1
1
7
3
3
1
0
1
1
0
1
1
1
1
0
0
1
0
0
0
0
1
1
8
2
2
0
0
0
0
1
1
1
1
1
1
0
1
0
0
0
0
0
1
9
2
2
0
0
0
0
0
1
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
10
2
2
0
0
0
0
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
0
0
0
1
11
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
12
3
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
13
3
3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
1
0
0
0
14
1
1
0
0
1
0
0
0
1
1
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
15
1
1
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
16
1
1
0
0
1
0
1
1
1
1
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
17
3
3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
18
2
2
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
0
1
1
1
1
1
1
19
3
3
0
0
0
0
0
0
1
0
0
1
0
0
0
1
1
0
1
1
20
2
2
0
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
21
2
2
1
1
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
1
1
0
1
0
22
2
2
0
0
1
1
0
0
0
0
1
0
0
1
0
0
0
0
0
0
23
1
1
0
1
0
1
1
1
1
1
1
0
1
0
0
1
0
0
0
0
24
3
3
1
1
1
0
0
1
0
1
1
0
1
1
1
1
1
0
0
0
Total
21,00 25,00 32,00 29,00 25,00 36,00 33,00 28,00 30,00 33,00 29,00 25,00 19,00 40,00 30,00 22,00 30,00 30,00
Pontuação resultante
0,58 0,70 0,89 0,81 0,70 1,00 0,92 0,78 0,83 0,92 0,81 0,70 0,53 1,33 0,83 0,61 0,83 0,83
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
Conceito
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
R(2) (1)
(1)
(1)
(1)
163
Tabela 47 - Resultados obtidos para funcionalidade (plantas 19 a 36)
Questão Validação Ponderação P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36
1
3
3
1
1
1
0
1
1
0
1
1
0
1
1
1
0
1
0
1
1
2
3
3
1
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3
3
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
4
1
1
1
0
0
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
0
1
0
0
5
1
1
0
0
1
0
0
0
0
1
1
1
0
0
1
0
1
0
0
0
6
3
3
1
1
0
0
0
1
0
1
1
0
0
0
0
1
0
0
0
1
7
3
3
0
1
1
0
0
0
1
1
1
1
1
0
0
0
0
1
1
1
8
2
2
1
1
0
1
1
1
1
0
0
1
1
0
0
0
0
0
0
0
9
2
2
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
10
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
0
0
0
0
0
0
0
11
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
12
3
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
13
3
3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
14
1
1
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
1
1
15
1
1
0
0
0
0
0
0
1
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
16
1
1
0
0
0
0
0
1
1
0
1
1
0
0
0
1
0
1
0
0
17
3
3
0
1
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
1
1
18
2
2
1
1
1
0
1
0
0
1
1
0
1
1
1
0
1
0
0
0
19
3
3
1
1
1
1
0
1
1
1
1
0
0
0
1
1
1
0
1
1
20
2
2
1
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
21
2
2
1
1
1
0
1
1
0
1
1
0
1
1
0
0
1
0
0
0
22
2
2
0
0
1
0
0
0
1
0
0
0
1
0
0
0
0
1
0
0
23
1
1
0
0
0
1
1
1
1
1
1
1
0
0
0
1
1
1
0
0
24
3
3
0
0
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
0
1
1
1
1
1
Total
31,00 31,00 32,00 22,00 26,00 34,00 29,00 35,00 38,00 21,00 29,00 20,00 20,00 22,00 25,00 24,00 24,00 29,00
Pontuação resultante
0,86 0,86 0,89 0,61 0,72 0,95 0,81 0,97 1,17 0,58 0,81 0,56 0,56 0,61 0,70 0,67 0,67 0,81
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
M
Conceito
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
R(2) (1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
164
Tabela 48 - Resultado final da análise de qualidade (plantas 1 a 18)
Plantas
Atendimento a
NBR 15.575
Programa de
espaços
Programa de
equipamentos
Área útil
Dimensão útil
Funcionalidade
Pontuação final
Conceito final
Validação
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P10
P11
P12
P13
P14
P15
P16
P17
P18
3
-
3,00
3,00
3,00
-
-
3,00
-
3,00
-
-
-
-
-
-
-
3,00
3,00
3
1,43
1,43
1,43
1,43
2,00
2,29
2,29
2,00
2,00
2,57
2,00
2,00
1,43
1,71
1,43
1,43
1,43
2,00
2
3
3
3
1,20
1,24
2,23
0,58
1,11
R (2)
2,45
1,14
2,26
0,70
1,79
R (2)
1,35
1,53
1,58
0,89
1,65
R (2)
1,76
1,57
2,05
0,81
1,77
R (2)
0,40
1,58
2,08
0,70
1,17
R (2)
2,45
1,68
1,88
1,00
1,50
R (2)
1,82
1,62
1,43
0,92
1,85
R (2)
0,60
1,55
1,96
0,78
1,18
R (2)
0,70
1,60
2,05
0,83
1,75
R (2)
1,20
0,97
1,68
0,92
1,23
R (2)
2,20
1,04
1,82
0,81
1,26
R (2)
1,27
1,98
0,70
1,05
R (2)
0,80
1,04
1,54
0,53
0,90
M(1)
0,62
2,18
2,19
1,33
1,38
R (2)
0,02
1,99
2,12
0,83
1,13
R (2)
1,69
1,12
2,06
0,61
1,12
R (2)
1,20
1,09
1,78
0,83
1,58
R (2)
0,80
1,58
2,28
0,83
1,80
R (2)
Tabela 49 - Resultado final da análise de qualidade (plantas 19 a 36)
Plantas
Atendimento a
NBR 15.575
Programa de
espaços
Programa de
equipamentos
Área útil
Dimensão útil
Funcionalidade
Pontuação final
Conceito final
Validação
P19
P20
P21
P22
P23
P24
P25
P26
P27
P28
P29
P30
P31
P32
P33
P34
P35
P36
3
-
3,00
3,00
-
-
-
3,00
3,00
3,00
-
3,00
-
-
-
-
-
3,00
3,00
3
2,57
2,00
2,00
2,29
2,29
2,29
2,00
2,29
2,29
2,00
2,00
1,43
1,71
1,43
1,43
1,71
1,43
1,71
2
3
3
3
1,25
1,02
1,82
0,86
1,25
R (2)
0,95
1,23
2,24
0,86
1,76
R (2)
0,90
1,55
1,99
0,89
1,77
R (2)
1,29
2,31
0,61
1,15
R (2)
1,00
1,28
1,85
0,72
1,20
R (2)
1,82
1,78
1,95
0,95
1,44
R (2)
1,20
2,16
2,35
0,81
1,96
R (2)
0,50
1,74
1,95
0,97
1,81
R (2)
1,20
1,79
2,26
1,17
1,99
R (2)
1,87
2,27
0,58
1,19
R (2)
1,00
2,12
2,25
0,81
1,91
R (2)
0,80
1,14
1,76
0,56
0,96
M(1)
0,80
0,83
1,81
0,56
0,96
M(1)
0,86
1,77
0,61
0,82
M(1)
1,20
1,27
2,05
0,70
1,10
R (2)
1,34
1,90
0,67
0,99
M(1)
1,20
2,17
2,32
0,67
1,83
R (2)
1,15
1,51
2,24
0,81
1,77
R (2)
165
166
Tabela 50 - Resultados do índice de qualidade e dos custos de cada projeto.
Projeto
P32
P13
P30
P31
P34
P12
P33
P1
P16
P15
P22
P5
P8
P28
P23
P10
P19
P11
P14
P24
P6
P17
P3
P9
P20
P4
P21
P36
P2
P18
P26
P35
P7
P29
P25
P27
Qualidade/
Projeto
Referência
(P32)
1,00
1,09
1,16
1,17
1,20
1,27
1,33
1,35
1,36
1,37
1,39
1,42
1,43
1,44
1,46
1,49
1,52
1,53
1,68
1,75
1,82
1,91
2,00
2,13
2,13
2,15
2,15
2,15
2,17
2,19
2,20
2,22
2,24
2,32
2,38
2,42
Custo/Projeto
Referencia
(P32)
Atendimento à
NBR 15.575
Custo da
unidade
Pontuação
Final
Qualidade
Topologia
1,00
0,97
0,98
1,02
1,06
1,06
1,00
0,99
0,97
1,02
1,12
1,09
1,28
1,10
1,11
1,08
1,09
1,06
1,08
1,11
1,11
0,98
1,02
1,09
1,11
1,02
1,09
1,08
0,99
1,11
1,11
1,07
1,11
1,16
1,11
1,10
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
26.303,68
25.599,26
25.792,22
26.711,38
27.933,79
27.769,55
26.235,34
26.071,16
25.422,54
26.782,40
29.402,61
28.709,89
33.541,92
28.813,20
29.244,77
28.351,61
28.794,32
27.786,68
28.519,74
29.264,78
29.130,99
25.751,16
26.753,09
28.669,31
29.117,32
26.750,61
28.590,73
28.471,99
26.154,01
29.151,36
29.266,86
28.121,31
29.133,49
30.536,52
29.251,56
28.822,15
0,82
0,90
0,96
0,96
0,99
1,05
1,10
1,11
1,12
1,13
1,15
1,17
1,18
1,19
1,20
1,23
1,25
1,26
1,38
1,44
1,50
1,58
1,65
1,75
1,76
1,77
1,77
1,77
1,79
1,80
1,81
1,83
1,85
1,91
1,96
1,99
III
III
VI
IX
VIII
IX
IV
III
II
II
IX
XI.a
IX.a
IX
XI
XI
XI
XI.b
VIII
XI
XI.c
II
II
IX
IX
II
IX
VII
I
IX
X
V
XI
XI
VIII
IX
Gráfico 23 - Gráfico qualidade
qualidade, custos e área dos projetos analisados.
167
168
O Gráfico 23 é claro ao representar que os custos não acompanham a evolução da
qualidade. Mas esta afirmação necessita de uma análise detalhada de cada planta, visando
identificar os pontos positivos e negativos que influenciaram neste resultado.
Nenhuma planta alcançou pontuação final acima de 2, assim estas estão classificadas
entre os conceitos: nulo (quando não atendem a NBR 15.575), apesar de estar com pontuação
entre 0 e 1; e, recomendável, quando atende a norma e tem pontuação maior que 1 e menor ou
igual a 2.
Das 36 plantas estudadas 21 delas (58,33%) estão com o conceito de nulo, sendo que
16 unidades estão com pontuação acima de 1, chegando a 1,50, porém não atendem a NBR
15.575.
Somente 15 unidades (41,67%) do total das plantas analisadas e com pontuação final
da qualidade acima de 1,50 até 1,99 estão com conceito de recomendável (Tabela 51).
Tabela 51 - Ocorrência das topologias no gráfico da qualidade
Topologia
VI
IV
IX.a
XI.a
III
XI.b
XI.c
I
V
VII
X
VIII
II
XI
IX
Total
Trecho
(0,82 a <=1,00)
Nulo
1
0
0
0
2
0
0
0
0
0
0
1
0
0
1
5
Trecho
(>1,00 a <=1,50)
Nulo
0
1
1
1
1
1
1
0
0
0
0
1
2
4
3
16
Trecho
(>1,50 a <=1,99)
Recomendável
0
0
0
0
0
0
0
1
1
1
1
1
3
2
5
15
Total
1
1
1
1
3
1
1
1
1
1
1
3
5
6
9
36
Oito topologias estão presentes no trecho de maior qualidade (I, V, VII, X, VIII, II, XI,
IX), demonstrando que esta variedade também é benéfica para a qualidade. Destaca-se a
topologia IX, configurada na planta que alcançou o melhor resultado final (planta 27) e ainda
representa a topologia presente em um terço das plantas com conceito recomendável.
169
5.6.1
Qualidade, Custo e Área
As evoluções da qualidade, do custo e da área estão dispostos Tabela 52, classificados
pela qualidade. Verificar-se que, enquanto a qualidade entre os projetos evoluí a percentuais
altos (passando de 100%), a área evolui em percentuais menores, salvo as exceções da planta
8 e 29, não ultrapassando a 26%. E ainda melhor, o custo não evoluiu no mesmo percentual
da área ficando mais baixo não ultrapassando 12%.
Tabela 52- Evolução da qualidade, custo e área
Projeto
P32
P13
P30
P31
P34
P12
P33
P01
P16
P15
P22
P05
P08
P28
P23
P10
P19
P11
P14
P24
P06
P17
P03
P09
P20
P04
P21
P36
P02
P18
P26
P35
P07
P29
P25
P27
% Evolução da qualidade
0,0%
8,6%
16,0%
16,5%
20,4%
27,4%
33,5%
34,5%
35,9%
36,8%
39,0%
41,7%
43,2%
44,0%
45,6%
48,6%
52,2%
52,6%
67,6%
74,9%
81,5%
91,2%
99,7%
112,8%
113,3%
114,7%
114,7%
114,9%
117,5%
118,8%
120,0%
122,3%
124,0%
132,1%
137,9%
141,7%
% Evolução área
0,0%
-0,3%
-0,3%
1,6%
14,4%
17,4%
-0,9%
5,8%
-0,1%
9,6%
23,0%
24,7%
39,7%
23,1%
22,6%
19,2%
21,1%
12,1%
23,5%
24,3%
24,7%
0,8%
4,8%
24,0%
23,5%
5,8%
22,5%
20,5%
5,7%
22,3%
23,7%
19,1%
25,5%
34,3%
24,4%
25,9%
% Evolução custo
0,0%
-2,7%
-1,9%
1,5%
6,2%
5,6%
-0,3%
-0,9%
-3,3%
1,8%
11,8%
9,1%
27,5%
9,5%
11,2%
7,8%
9,5%
5,6%
8,4%
11,3%
10,7%
-2,1%
1,7%
9,0%
10,7%
1,7%
8,7%
8,2%
-0,6%
10,8%
11,3%
6,9%
10,8%
16,1%
11,2%
9,6%
Obteve-se seis grupos de plantas conforme o comportamento dos dados relativos a
qualidade, custo e área (Quadro 11). Para qualidade foi definido que a planta que não obteve
índice de qualidade (qualidade/projeto de referência (P32)) maior ou igual a 1,91 é
170
considerada de menor qualidade, pois abaixo deste valor significa que ela não atendeu a NBR
15.575.
Grupo
1
2
3
4
5
6
Característica
Menor qualidade, menor custo e menor área
Plantas
P01; P10; P11; P12; P13; P15; P16; P30;
P31; P32; P33; P34
Menor qualidade, maior custo e maior área
P08
Menor qualidade, menor custo e maior área
P05; P06; P14; P19; P22; P23; P24; P28
Maior qualidade, maior custo e maior área
P29
Maior qualidade, menor custo e menor área
P02; P03; P04; P17; P35
Maior qualidade, menor custo e maior área
P07; P09; P18; P20; P21; P25; P26; P27;
P36
Quadro 11 - Grupo segundo a qualidade, o custo e a área
Quanto ao custo, se o seu índice (custo/custo do projeto de referência (P32)) for
superior a 1,155 é considerado custo maior, pois 0,155 representa a metade da diferença entre
o menor e o maior índice de custo.
Finalmente, para a área foi usado o mesmo procedimento do custo, mas o valor a
considerar para o índice (área/ área do projeto de referência (P32)) foi 1,205, pois a diferença
entre o menor e o maior índice de área é 0,41.
É possível observar no Gráfico 24 o perfil da qualidade em cada grupo comparado
com o custo e a área. O Gráfico 25 apresenta a qualidade dos grupos comparada com o
perímetro mobiliável, para verificar se há relação entre este e aquela. O perímetro mobiliável
acompanha a evolução da área. Associados a arranjos espaciais adequados a qualidade
aumenta.
O grupo 1, com pequeno perímetro mobiliável, pequena área e consequentemente
baixo custo, obteve os mais baixos índices de qualidade das 36 plantas analisadas. A
característica do único projeto do grupo 2 é ter área maior, porém um perímetro mobiliável
muito baixo, custo maior. Estranhamente a qualidade permaneceu baixa o que é inadmissível,
já que os recursos foram altos. A área aumenta um pouco no grupo 3 e quando o perímetro
mobiliável aumenta, isto reflete em elevação da qualidade do grupo, mas ela ainda é baixa,
pois até este grupo não foi atendida a NBR 15.575. A única planta do grupo 4 tem maior área,
maior perímetro mobiliável, maior custo, o que se espera, maior qualidade.
Gráfico 24 - Classificação dos projetos em grupos
grupos (qualidade,
(
custo e área)
171
Gráfico 25- Classi
Classificação
ficação dos projetos em grupos
172
173
No grupo 5 a área é pequena e o custo é baixo. O perímetro mobiliável, pequeno,
sobre incremento juntamente com a área e a qualidade os acompanha. A área do grupo 6 é
maior do que do grupo 5 e pouco abaixo dos valores de área do grupo 3, o perímetro aumenta
com a área exceto na planta 36, o custo não é excessivamente alto, mas a qualidade, de forma
geral, tem maiores índices.
Para uma análise mais detalhada, de cada um dos seis grupos foi selecionada uma
planta que o representa, em alguns casos ela é única no grupo.
A planta 13, do grupo 1, representada na Figura 42, tem conflitos na circulação da
cozinha, não tem mesa para refeições, não tem varanda e nem área de serviço coberta, no item
extensão da bancada da cozinha, ela não pontuou. Diferentemente, a área dos quartos ficou
próximo do conceito ótimo, porém a área da sala no mínimo próximo do nulo e a cozinha não
alcançou o mínimo. A dimensão mínima dos cômodos ficou próximo do ótimo, exceto a área
de serviços que ficou com conceito nulo.
Figura 42 - Grupo 1, Planta 13
Todos estes apontamentos deixaram a funcionalidade deste projeto menor do que da
planta de menor qualidade do estudo (planta 32), que também está no grupo 1.
A planta 8 representa todo o grupo 2 (Figura 43). Houve um maior dispêndio de
recursos que refletiu em uma área maior, porém sem a qualidade esperada. Ocorre que trata-se
174
de um sobrado, o único realizado dentro do programa PAR em MT. Nesta planta não
couberam todos os guarda-roupas necessários, consequentemente, ela não atendeu à norma.
Figura 43 - Grupo 2, Planta 8
Apesar de ter uma área maior, a forma dos cômodos não facilitou o mobiliamento e
nos dormitórios não é possível variar os leiautes. Um pequeno ajuste no quarto para caber o
175
guarda-roupa elevará substancialmente a qualidade deste projeto, entretanto ele tem custo
elevado, muito acima dos demais.
O grupo 3 é composto por oito plantas, como nos grupos 1 e 2 elas não atendem a
NBR 15.575, sendo classificadas como de menor qualidade, porém este grupo difere
daqueles, pois tem menor custo e maior área. A planta a ser analisada é a número 5. O
problema observado neste projeto é a falta de espaço para a mesa de refeições na sala (Figura
44). Os nichos para os guarda-roupas restringem o leiaute dos dormitórios e a ampliação de
espaços para estes móveis.
Figura 44 - Grupo 3, Planta 5
Os pontos positivos da planta 5 são a presença de varanda e área de serviço cobertas.
A circulação, apesar de grande possibilita privacidade aos moradores.
O Grupo 4 possui apenas uma planta, a número 29 (Figura 45), cujas características
são maior qualidade, já que atende a norma, maior custo e maior área. Está é outra forma de
projetar que não inova, pois é mais evidente que se aumentando os recursos poder-se mais
facilmente abusar da área e conseguir mais qualidade.
176
O projeto não pontuou no item bancada da cozinha, pois não possibilita o trabalho
com os três equipamentos em linha (geladeira, pia e fogão). Possui uma varanda onde se pode
colocar cadeiras para uma conversa de final de tarde e ainda área de serviço coberta, porém
aberta. As áreas e dimensões mínimas dos cômodos alcançaram, cada uma, conceito ótimo.
Figura 45 - Grupo 4, planta 29
Nos quesitos de funcionalidade, a planta 29 ficou em mínimo, principalmente pela
impossibilidade de acrescentar mobiliário opcional e pelo banheiro ser reduzido.
As características do grupo 5 são as que se procura, ou seja, qualidade, com custos
controlados e área bem aproveitada, entretanto em apenas uma das plantas tem área de
serviços e em nenhuma há varanda. Três das cinco plantas são de topologia II, que se difere
da IX apenas pela ausência dos dois cômodos citados anteriormente.
Para representar este grupo foi escolhida a planta 35, que possui apenas uma pequena
área de serviços, o que prejudicou a avaliação dos espaços. Não pontuou quanto a extensão da
177
bancada da cozinha, mas há uma ótima possibilidade de extensão de guarda
guarda-roupas.
roupas. As áreas
e dimensões
dimensões mínimas dos cômodos alcançaram conceito ótimo.
Figura 46 - Grupo 5, Planta 35
Figura 47 - Grafo II, maior
ocorrência no Grupo 5
A funcionalidade não foi favorecida, pois o mobiliário ficou justo na sala e na cozinha,
impossibilitando novos leiautes e inserção de mobiliário opcional. Mas, neste projeto pode-se
pode se
acrescentar no dormitório de casal um berço. A área de serviços descobert
descobertaa também tornou
reduzido o índice de funcionalidade.
O grupo 6 tem como características,
característica maior qualidade, menor custo e maior área, o que
se torna muito interessante pois tem-se
tem se economia e conforto.
Neste grupo está a planta melhor pontuada, a de número 27, a qual será analisada. Elaa
atende a NBR 15.575 e possui uma área de serviço pequena, porém fechada por três lados.
Uma varanda protege a porta de entrada das intempéries, sendo possível acomodar cadeiras.
ca
A
pontuação não conseguida na bancada da cozinha foi compensada pela extensão de guardaguardaroupas que podem ser acomodados,
acomodados, alcançando neste item o conceito ótimo
ótimo.. A área útil dos
quartos chegou na pontuação máxima, as áreas da sala e cozinha em recom
recomendável
endável e da área
de serviço no mínimo. A funcionalidade proporcionada pelo dormitório elevou a pontuação
deste projeto.
178
Figura 48 - Grupo 6,
6 planta 27
Figura 49 - Grafo IX, maior ocorrência
no Grupo 6
Outros projetos deste grupo se destacam quais sejam:
sejam o projeto 77,, projeto 20 e projeto
21 com suas
sua varandas
varanda e áreas
área de serviços
serviço embutidas na unidade,
unidade o projeto 18 com sua ampla
sala, e o projeto 26, com amplos dormitórios e sala. Neste grupo temos os melhores índices de
qualidade, o que se justifica pela maior área de cada projeto. Dos nove projetos sete tem
varanda e área de serviços (cinco são de topologia IX (Figura
Figura 49)) e apenas dois deles tem
somente uma pequena área de serviços.
Os grupos 5 e 6 são os que deram melhor resposta para a qualidade. O primeiro com
menos área. Para escolher o grupo 5,
5, o analista deverá abrir não de varandas e área
área de
serviços, enquanto no grupo 6 estes dois cômodos estão presentes.
179
5.6.1.1 Qualidade no decorrer do período de 2000 a 2008
Considerando a primeira data de apresentação de uma determinada planta
planta,, obtida junto
à RSNGOV/CB,
RSNGOV/CB, foi confeccionado o Gráfico 26,
26, que mostra o percurso da qualidade dentro
do período do estudo.
Qualidade no decorrer do período de 2000 a 2008
3,00
PAR Mínimo
2,50
2,00
1,50
1,27
1,00
0,50
dez-08
ago-08
jun-08
ago-08
jul-07
jun-08
jul-07
jul-07
jun-07
jun-07
jun-07
jun-07
dez-05
mar-06
dez-05
dez-05
out-04
dez-05
out-04
out-04
out-04
out-04
ago-04
mar-04
dez-03
mar-04
jul-03
dez-03
fev-03
mai-03
jun-02
abr-02
jul-00
ago-00
mar-00
mar-00
-
P03P02P01P04
P04P05P08P29P09P18
P18P10P12P22P23P11
P11P19P20P21P06
P06P07P26P25P27P24
P24P28P13P30P31P16
P16P32P34P33P36P35
P35P15P17P14
Ano e planta
Gráfico 26 - Qualidade das plantas no período de 2000 a 2008.
Pode-se observar que a qualidade foi
foi sazonal, mas caracteristicamente baixa no ano de
2007 e alta entre outubro de 2004 e dezembro de 2005. No período a partir de 2007, foram
implantados em maior número as unidades de PAR mínimo,
mínimo fazendo a qualidade decrescer.
decrescer
180
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS
A análise conclusiva do trabalho é o resgate das dificuldades e desafios encontrados
para a contextualização do tema; a análise dos resultados obtidos e as respostas as questões
inicialmente formuladas. No caminho trilhado ficam outras perguntas a serem respondidas,
outras intrigantes situações a serem estudadas pelos que virão.
6.1
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A história da Habitação no Brasil é estudada por vários autores com foco nos
momentos históricos culturais, políticos, sociais e econômicos, entretanto, principalmente nos
estudos anteriores ao BNH, sente-se uma escassez de plantas com informações dimensionais
ou em escala, que poderiam subsidiar uma análise da casa brasileira anterior a este período.
Muitos autores criticam as unidades habitacionais, mas somente um levantamento da
forma e das dimensões da moradia brasileira poderia mostrar o que de melhor ela tem e o que
deve ser evitado.
No período pós BNH, o próprio banco se encarregou de documentar suas ações
favorecem os estudos sobre as dimensões das unidades por ele produzidas.
Maior dificuldade é encontrar informações sobre as unidades habitacionais em Mato
Grosso. O primeiro conjunto habitacional só tem a sua implantação no Arquivo Público. As
unidades do BNH também não estão documentadas de forma acessível, em muitos trabalhos
elas são apenas descritas.
É fácil o acesso às informações sobre os programas habitacionais, pois estão todas
disponíveis nos sítios do governo federal à disposição dos projetistas, prefeituras e
empresários da construção civil. Igualmente, estão disponíveis as tabelas de custos para a
composição dos orçamentos das unidades.
181
Os dados estatísticos sobre a produção de unidades em Mato Grosso foram mais
difíceis de obter. As unidades realizadas pela Fundação Casa Popular foram conseguidas
através das documentações realizadas pelo FINEP, confrontadas com as informações de
estudos sobre habitação em Mato Grosso, realizados por autores locais. As informações sobre
a produção da COHAB/MT foram também baseadas, em primeira instância, em estudos
locais, os quais divergiam um pouco dos estudos nacionais para o estado, estes últimos
considerados em caso de omissão dos estudos locais. Foi importante a coleta de números de
unidades junto a RSNGOV/CB, pois ela tem informações de diversas fontes de recursos e
programas habitacionais. A maior dificuldade é identificar nos dados o público para a
habitação de interesse social.
6.1.1
Métodos de Avaliação da Qualidade da Habitação
Quanto a qualidade da habitação são muitos os métodos para avaliá-la. Foram
encontrados métodos de autores estrangeiros e de autores nacionais. É possível observar que
os estrangeiros possuem normas técnicas em seus países que regulamentam o projeto
oferecendo parâmetros para seus métodos, como na Alemanha, França e Portugal. Enquanto
no Brasil, ainda se está iniciando, através da criação de normas, as quais devem auxiliar na
análise da qualidade, como exemplos, a NBR 15.575 e a NBR 9050.
Métodos como os de Klein, SEL e Qualitel são citados por vários autores e todos
reconhecem as contribuições destes estudos e partem deles para desenvolver seus próprios
métodos, como no caso do Método de Pedro.
Foram registrados os métodos brasileiros de Martins, Brandão, Leite, Palermo e
Buzzar e Fabrício. Os métodos de Martins e Brandão são voltados para apartamentos. Estes
dois métodos contribuíram na apresentação de variáveis numéricas que podem explicar a
qualidade.
Leite e Palermo são métodos com escalas de qualidade mais subjetivas. Ambos
defendem que o incremento de área proporciona maior qualidade, apresentando sugestões de
alterações de área e de leiaute para alcançar a qualidade esperada para a habitação. O trabalho
de Palermo traz contribuições para este estudo com parâmetros de mobiliamento, de
funcionalidade e com dimensões de mobiliário. O Método de Buzzar e Fabrício acrescentou
parâmetros de área mínima.
182
6.1.1.1 Como definir as variáveis mais importantes para a análise de viabilidade técnica
qualitativa do espaço interno?
Este trabalho baseia-se no Método de Pedro, um método contemporâneo que está
detalhado em seus documentos o que facilita a compreensão e aplicação. Este método faz
muitas interações com variáveis numéricas de fácil acesso em projetos apresentados em planta
(extensão de bancada e de guarda-roupas, área mínima dos cômodos, paredes mobiliáveis,
dimensão mínima dos cômodos), variáveis de código alocado (espaços para varandas,
depósitos e estacionamentos) e variáveis dicotômicas (sim/não) (funcionalidade), sendo muito
prática sua aplicação, considerando que o analista possui pouco prazo para concluir suas
análises. Ao método acrescentou-se as questões sobre a NBR 15.575:1, item 16, com
respostas do tipo dicotômicas (sim/não). O Método de Pedro é completo e trata também do
entorno da habitação, o qual não foi abordado.
6.1.1.2 Que parâmetros podem ser adotados ao realizar as análises por meio das variáveis
identificadas?
Foram apresentados diversos estudos sobre habitação mínima e dimensões mínimas da
habitação e o que se observa é que há muitos estudos estrangeiros, já os brasileiros estão mais
ocupados com as dimensões do mobiliário menos com os cômodos. Talvez seja difícil, para
um país tão extenso e diverso em culturas e climas, estudos que estabeleçam parâmetros
únicos.
A própria norma que estabelece as dimensões do mobiliário não está atualizada com as
dimensões encontradas no mercado, necessitando ser revista. Ela ainda não se compromete
com as dimensões dos cômodos deixando a cargo dos projetistas. Isto seria coerente não fosse
o fato da habitação de interesse social não ser acolhida de forma adequada pelos responsáveis
pela sua execução as empresas construtoras e seus respectivos projetistas.
Em outros países há abundância de dados sobre a espaciosidade, a área mínima,
dimensões mínimas, mobiliário, e outros aspectos do projeto. Os dados brasileiros estão
esparsos e não estão escalonados. Procurou-se agrupar estas informações. Para este estudo
foram usados os parâmetros dos autores mencionados (Palermo, Buzzar e Fabrício e Pedro),
183
associados exigências da NBR 15.575 e também foram estabelecidos alguns critérios para os
casos onde não se encontrou referências consistentes.
O trabalho de Pedro, feito para as particularidades de Portugal, apresenta-se como uma
ferramenta objetiva na análise de projetos, respaldando o analista na obtenção de um resultado
pautado em critérios objetivos e claros. Foram necessárias adaptações devido às diferenças
entre aquele país e o Brasil.
Foi feito um recorte no Método de Pedro, para que fosse possível elaborar um método
apenas para a habitação. Algumas questões foram adaptadas à realidade brasileira, e os
parâmetros, sempre que possível foram os coletados na bibliografia nacional.
As ponderações às questões de Pedro não foram importadas para o método deste
trabalho, elas foram discutidas com profissionais do mercado e de instituições financiadoras
da habitação de interesse social. Estes entrevistados estabeleceram as ponderações conforme
suas convicções profissionais e possivelmente pessoais.
A esta etapa denominou-se Validação e ela poderá ser feita a critério do avaliador
(empresa, instituição ou profissional) conforme os seus objetivos e ou características
regionais, sociais ou culturais. Desta forma, pode-se adotar o método para análise de projetos
de outras épocas, outras regiões, outros tipos de habitação e com outras finalidades (corrigir,
mensurar, classificar, refutar, avaliar entre outras). Entretanto o resultado da aplicação do
método não exime o analista de fazer as considerações que forem suficientes para auxiliar na
melhoria do projeto, pois não basta dizer que o projeto está inadequado, deve-se propor
soluções para o alcance do objetivo comum, a qualidade da habitação.
6.1.1.3 Quais os fatores que propiciam a qualidade?
Ao serem classificadas em grupos, conforme a qualidade, o custo e a área, ficou claro
alguns aspectos dos projetos que proporcionam ou prejudicam a qualidade.
No grupo 1, temos pouca área o que resultou em custo baixo, porém o arranjo espacial
não promoveu qualidade ao projeto, principalmente não atendendo à norma, o que é esperado
quando temos área muito reduzida e recursos escassos.
Para o grupo 2, a decisão de uma tipologia tipo sobrado elevou o custo da habitação.
Mesmo com área maior, mas com arranjo inadequado, a qualidade do projeto ficou aquém do
184
que se espera quando há recursos. A justificativa de escolher o sobrado como tipo de planta,
que tem maior área de circulação (escada), só poderia ser aceita para aumentar o número de
unidades em terrenos mais caros, porém bem localizados e com infraestrutura bem próxima.
Projetos mais precários estão no grupo 3, pois mesmo com área maior, não alcançaram
a qualidade requerida. Apesar destes projetos resultarem em custos menores, o projetista
deveria ter elaborado melhor os espaços da habitação.
Nos três primeiros grupos, destaca se dois principais problemas encontrados nos
projetos: pelo menos um quarto não cabe o mobiliário mínimo e não há espaço para mesa de
refeições, ambos relacionados a NBR 15.575. Uma perda, pois é à mesa que são realizadas
diversas atividades, além das refeições, como: estudar, trabalhar, costurar, executar diversos
trabalhos manuais e reunir-se com outras pessoas.
Não há inovação no grupo 4, pois com área maior, custo maior e obteve-se
consequentemente qualidade maior, ainda assim ela ficou em terceiro lugar na classificação
geral.
As características de projeto do grupo 5 são: quartos amplos, mas salas e cozinhas
mais reduzidas, sem varandas e área de serviço. Quando os quartos são maiores e a sala e
cozinha acomodam adequadamente o mobiliário mínimo se obtém um projeto que atendem
melhor as funções da habitação gerando maior qualidade. A topologia II representa 3/5 das
plantas deste grupo.
O grupo 6 como o 5 também possui quartos amplos e sala e cozinha com todo o
mobiliário mínimo. Acrescenta-se ao grupo a área de serviço coberta e a varanda. A área é
maior que do grupo anterior, o custo também, mas tudo se reverte em maior qualidade.
Neste grupo 55,55% das plantas são da topologia IX, que se assemelha à topologia do
grupo anterior, porém nesta há mais dois cômodos (área de serviço e varanda). É possível
inferir que esta topologia (IX) e sua variação (II) são estão relacionadas com o aumento da
qualidade.
O questionário que fez a verificação de atendimento à norma foi o mais significativo,
pois para este estudo ele era muito importante para a configuração da qualidade e não havia
nuances de pontuação, ou a planta atende (3 pontos) ou não atende (0). A funcionalidade
também é foi bastante significativa pois está condicionada também ao atendimento da norma.
185
A variável perímetro mobiliável em projetos com bom arranjo espacial proporciona
maior qualidade. Observa-se que nos momentos que este valor aumentou a qualidade também
cresceu, com duas exceções (P15 e P36).
Área é uma variável que influencia, mas deve estar associada a um bom arranjo
espacial evitando-se desperdício de espaço, pois a forma inadequada pode comprometer
negativamente o atendimento à norma e decresce a funcionalidade.
6.1.1.4 A qualidade das unidades do PAR está aquém do necessário para o desempenho das
atividades domésticas?
Nos projetos analisados há aqueles que têm qualidade suficiente para atender as
funções mais básicas da habitação, os do grupo 6. Mas, se for necessário abrir mão de alguns
cômodos ainda há o grupo 5, com qualidade menor que do grupo 6, porém com custo menor.
6.1.1.5 Como a qualidade das moradias do PAR se comportou ao longo do tempo?
A sazonalidade está caracterizada quando se trata da qualidade no decorrer do período
estudado. Entre outubro de 2004 e dezembro de 2005, a qualidade esteve em alta. Entretanto,
com os empreendimentos do tipo PAR mínimo, no ano de 2007 a qualidade diminui. Melhora
novamente em seu último ano com os últimos empreendimentos do tipo PAR normal.
O método adaptado e aqui adotado deve ser aprimorado principalmente nos
parâmetros de suas variáveis. Como exemplo, a análise da extensão de paredes mobiliáveis
teve que ser suspensa, pois não havia até o momento da aplicação referências seguras sobre os
parâmetros desta variável.
As questões sobre funcionalidade talvez necessitem ser triadas e/ou reformuladas de
forma a responder melhor sobre esta variável.
Há qualidade na habitação de interesse social em MT, porém ela tem que ser
priorizada. É possível projetar melhor e obter menores custos. Os projetistas precisam de uma
qualificação específica para a habitação de interesse social. Conhecer objetivos deste tipo de
habitação, suas especificações e normas, para alcançar qualidade requerida.
186
As normas estão a disposição dos agentes executores da habitação de interesse social,
e preciso segui-las para garantir a qualidade mínima. É certo que elas precisam ser revistas e
atualizadas, mas de forma alguma ignoradas como estão sendo nos dias atuais.
O PAR tem a vantagem de ser um arredamento, que na prática é encarado pelos
arrendatários como um financiamento. As últimas unidades executadas no programa (PAR
mínimo) estão longe da qualidade das especificações do Programa Minha Casa Minha Vida.
Este último tem melhorias em relação ao primeiro, pois já consta, explicitamente, em suas
especificações atendimento às NBRs. Os empresários ainda relutam e se queixam dos custos,
deturpando o que é mínimo utilizando como máximo. Mas é possível fazer melhor com
menores custos, basta um projeto bem estudado e com as soluções adequadas que lhe
proporcionarão qualidade, os programas destinam recursos para este fim.
6.2
SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS
Durante a execução deste trabalho, foi difícil encontrar dados históricos das dimensões
da habitação, principalmente do estado de Mato Grosso. Provavelmente as plantas estão
disponíveis nas prefeituras e poderiam ser catalogadas.
O conjunto habitacional denominado Bairro Popular é rico em tipologias (dois, três e
quatro quartos) e estas não estão registradas em plantas ou trabalhos, apesar de haver muitas
unidades em sua forma original.
Na revisão bibliográfica foram encontradas informações sobre o estilo californiano e
foi possível verificar que em Cuiabá há vários exemplares deste estilo (Av. Presidente
Marques) típico das habitações populares da década de 50.
Trabalhos futuros poderão incluir variáveis de conforto lumínico, sonoro e térmico,
bem como aspectos estéticos que possam influenciar na percepção de qualidade dos
moradores.
A ampliação deste trabalho, incluindo considerações quanto ao entorno e a
infraestrutura, podem ser realizadas com a aplicação integral do Método de Pedro adequandoo às condições regionais.
Outros estudos poderão determinar os níveis mínimo, recomendável e ótimo para o
perímetro mobiliável.
187
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COMPANHIA DE HABITAÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO (COHAB/MT)..
190
MT.23.I.4.45. Cuiabá, abr. 1980b. Projeto Baixa. Escala 1:50. (Chefe de departamento
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194
APÊNDICE A - PESQUISA DIMENSÕES DO MOBILIÁRIO
Tabela 53 - Dimensões de mobiliário
Item
1.1
Sofá 3 lugares com
braço
1.2
Sofá 2 lugares com
braço
1.3
1.4
1.5
1.6
Poltrona com braço
Comércio varejista
(2010)
ProfunLargura
didade
1,73
0,80
1,73
0,90
1,75
0,80
2,05
0,85
1,30
0,80
1,35
0,90
1,35
0,80
1,55
0,85
0,67
0,81
0,88
0,90
0,64
0,83
0,90
0,85
Folz (2008)
1,78
1,95
2,20
Profundidade
0,79
0,76
1,07
1,35
1,45
1,65
0,90
0,76
1,07
Largura
CDHU (SP)
2,10
Profundidade
0,80
1,40
0,80
Largura
Palermo (2009)
1,64
Profundidade
0,70
0,80
1,24
0,80
0,62
Largura
1,70
Profundidade
0,70
0,70
1,20
0,70
0,73
0,80
0,70
1,50
0,70
1,00
0,70
0,50
0,80
0,70
0,50
Sofá 3 lugares sem
braço
Sofá 2 lugares sem
braço
Poltrona sem braço
2.1
Armário/estante TV
2.2
Mesa de canto
1,10
1,20
0,76
0,50
0,55
0,45
0,44
0,38
0,36
0,50
0,55
0,45
0,90
1,52
0,40
0,55
NBR 15.575
1,20
0,40
0,80
0,40
0,50
0,50
0,45
0,44
Largura
Pedro (2000)
Largura
Profundidade
2,00
0,90
0,40
0,40
195
Tabela 53 - Dimensões de mobiliário (cont.)
Item
3.1
4.1
4.2
4.3
4.4
4.5
5.1
Mesinha de centro
Conjunto de mesa
redonda com 4
lugares
Conjunto de mesa
redonda com 6
lugares
Conjunto de mesa
quadrada com 4
lugares
Conjunto de mesa
quadrada com 6
lugares
Conjunto de mesa
retangular com 4
lugares
Fogão 4 bocas
Comércio varejista
(2010)
ProfunLargura
didade
0,75
0,75
0,77
0,77
0,95
0,95
0,90
0,60
0,70
0,70
0,90
Folz (2008)
Largura
Profundidade
CDHU (SP)
0,70
Profundidade
0,70
Largura
Palermo (2009)
Largura
0,74
Profundidade
0,36
NBR 15.575
Largura
Profundidade
1,00
1,00
1,10
1,10
0,95
0,95
1,00
1,00
1,50
1,50
1,20
1,20
Pedro (2000)
Largura
Profundidade
0,90
0,75
1,20
0,88
0,87
0,78
1,55
1,40
0,90
0,80
1,60
1,60
0,90
0,73
0,80
0,70
0,80
0,51
0,51
0,49
0,50
0,53
0,49
0,50
1,12
0,70
0,80
1,20
0,57
0,57
0,61
0,62
0,59
0,59
0,62
1,20
1,30
0,48
0,59
0,75
1,60
0,75
0,80
0,75
1,30
0,57
0,65
0,50
0,60
0,80
0,80
1,00
1,00
1,38
0,90
1,20
1,20
1,20
0,80
0,55
0,60
0,55
0,58
196
Tabela 53 - Dimensões de mobiliário (cont.)
Item
6.1
7.1
Geladeira simples
Cama de casal
7.2
Cama de solteiro
7.3
Beliche
8.1
Criado
8.2
Guarda-roupa
Comércio varejista
(2010)
ProfunLargura
didade
0,55
0,67
0,55
0,67
0,60
0,67
0,55
0,69
0,60
0,65
0,56
0,66
0,60
0,68
0,55
0,67
0,48
0,65
0,48
0,65
0,55
0,62
0,55
0,65
1,40
1,97
1,52
1,99
1,46
2,04
1,54
2,13
0,84
1,98
0,95
2,03
1,12
1,93
0,83
2,03
0,88
1,88
0,88
1,94
0,84
1,98
0,85
1,98
0,50
0,50
Folz (2008)
0,48
0,55
0,63
Profundidade
0,65
0,63
0,72
1,40
1,59
1,40
CDHU (SP)
0,62
Profundidade
0,67
1,90
1,98
2,30
1,50
0,78
1,05
1,02
1,88
1,95
2,10
1,10
2,88
2,73
0,47
0,55
0,65
Largura
Palermo (2009)
0,70
Profundidade
0,65
1,95
1,98
0,85
1,95
1,20
0,40
Largura
NBR 15.575
Pedro (2000)
0,70
Profundidade
0,70
1,45
1,40
1,90
1,50
2,00
1,98
0,88
0,80
1,90
0,80
2,00
0,50
0,50
0,40
0,48
0,48
0,50
1,60
0,40
1,65
1,10
Largura
Largura
Largura
Profundidade
197
Tabela 53 - Dimensões de mobiliário (cont.)
Comércio varejista
Folz (2008)
CDHU (SP)
Palermo (2009)
NBR 15.575
Pedro (2000)
(2010)
ProfunProfunProfunProfunProfunProfunItem
Largura
Largura
Largura
Largura
Largura
Largura
didade
didade
didade
didade
didade
didade
0,78
0,40
1,20
0,60
0,93
0,45
0,80
0,60
0,60
0,45
8.3
Mesa de estudo
0,91
0,45
0,78
0,40
0,70
0,57
1,20
0,51
1,20
0,49
1,20
0,55
8.4
Armário sob a pia
1,20
0,51
1,20
0,51
1,80
0,26
1,20
0,30
8.5
Armário suspenso
2,08
0,29
2,45
0,28
0,70
0,54
0,53
0,57
0,51
0,51
0,60
0,65
Máquina de lavar
8.6
0,51
0,52
0,58
0,55
tipo tanquinho
0,51
0,55
0,66
0,70
Fonte: Elaborado com dados do mercado e dos autores Folz (2008, p. 268), CDHU (2008), Palermo (2009, p. 63-70) e ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS (2010, p. 27-28), Pedro (PEDRO, 2000, p. 328).
198
199
APÊNDICE B - MAPA DE LOCALIZAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS PAR
Mapa 2 - Empreendimentos PAR, Cuiabá e Várzea Grande, 2000 a 2008.
Fonte: Elaborado a partir de dados das Prefeituras e da RSNGOV/CB.
200
201
Tabela 54 - Empreendimentos PAR, Cuiabá e Várzea Grande, 2000 a 2008.
Ano
Empreendimento
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
2000
2000
2000
2000
2000
2000
2000
2000
2001
2002
2002
2003
2003
2003
2003
2003
2003
2003
19
2003
20
21
22
23
24
25
26
2004
2004
2004
2004
2004
2004
2004
27
2004
28
29
2004
2005
30
2005
31
32
2005
2005
33
2006
34
35
2006
2006
36
2007
37
2007
38
2007
39
2007
Residencial Jardim Vitória "A"
Residencial Jardim Vitória "B"
Residencial Coxiponés
Residencial Morada do Faval
Residencial Santo Antônio
Residencial Jardim Antarctica
Residencial Morro de Santo Antônio
Residencial Lucimar Campos
Residencial Karla Renata
Condomínio Ipê Amarelo
Condomínio Paschoal Moreira Cabral
Condomínio Flor do Cerrado
Condomínio Jardim das Acácias
Condomínio Elias Domingos
Condomínio Eng. Miguel Leão Lanna
Residencial Athaíde Monteiro da Silva
Residencial Marechal Rondon
Residencial Altos do São Gonçalo
Condomínio Domingos Sávio Brandão
Lima Jr.
Condomínio Recanto
Condomínio Jardim Botânico
Residencial Acácia do Coxipó
Residencial Ataíde Ferreira da Silva
Residencial Mirante de Cuiabá
Residencial Paulo Leite da Silva
Residencial Maria de Lurdes
Residencial Alice Gonçalves de
Campos
Residencial Recanto do Salvador
Residencial Despraiado
Residencial Aurília Salies Curvo - 1ª
Etapa
Residencial Renato José dos Santos
Residencial Topázio
Residencial Aurília Salies Curvo - 2ª
Etapa
Residencial Pádova
Residencial Esperança
Residencial Noise Curvo de Arruda - 1ª
Etapa
Residencial Noise Curvo de Arruda - 2ª
Etapa
Residencial Ilza Therezinha Picolli
Pagot
Residencial Wantuil de Freitas
Total de
unidades
129
160
160
117
160
180
160
165
123
140
170
284
105
169
143
204
305
344
Latitude (sul)
Longitude (oeste)
15°32'17.15"
15°32'22.06"
15°38'41.42"
15°38'32.59"
15°38'51.45"
15°34'17.59"
15°38'59.82"
15°38'38.62"
15°38'38.25"
15°38'33.36"
15°38'59.7"
15°37'25.70"
15°38'18.51"
15°40'40.23"
15°40'40.06"
15°40'48.58"
15°38'59.7"
15°39'34.96"
56°4'8.04"
56°4'1.38"
56°1'4.40"
56°1'2"
56°3'8.10"
56°7'31"
56°3'18.12"
56°10'2.3"
56°10'5.38"
56°1'59.45"
55°59'39.42"
56°0'33.84"
56°8'4.07"
56°7'47.00"
56°9'1.86"
56°7'50.56"
55°59'39.42"
56°3'37.91"
209
15°39'10.66"
56°3'9.83"
140
108
122
121
165
116
487
15°36'30"
15°38'9.88"
15°37' 3.71"
15°39'10.69"
15°34'54.77"
15°40'45.99"
15°36'18.18"
56°2'6.30"
56°3'30.81"
56°1'46.20"
56°10'43.10"
56°3'34.5"
56°7'51.83"
56°1'54.10"
275
15°39'15.35"
56°10'43.85"
362
430
15°36'8.06"
15º34'01.9"
56°2'1.78"
56º05'41.2"
236
15°38'27.98"
56°5'3.37"
153
120
15°39'6.73"
15º37'04"
56°10'36.49"
56º1'39.90"
252
15°38'35.45"
56°5'2.83"
238
157
15°32'39.98"
15°38'53.64"
56°2'56.01"
56°3'31.84"
470
15°38'29.99"
56°5'4.31"
200
15°38'36.28"
56°5'11.72"
482
15º 32' 8.65"
56º 2' 6.27"
428
15º 32' 33.90"
56º 1' 56.82"
202
Ano
40
41
2007
2008
42
2008
43
44
45
46
2008
2008
2008
2008
47
2008
48
2008
Tabela 54 - Empreendimentos PAR, Cuiabá e Várzea Grande, 2000 a 2008. (cont.)
Total de
Empreendimento
Latitude (sul)
Longitude (oeste)
unidades
Residencial Salvador Costa Marques
456
15º37`45.68"
55º59'20.49"
Residencial Avelino Lima Barros
500
15º38`0.08"
55º59`13.25"
Residencial Secretário Clóves
264
15º36`48.64"
56º10`16.14"
Vetoratto
Residencial Dep. Milton Figueiredo
308
15º42`07.53"
56°07'46.48"
Residencial Belita Costa Marques
488
15º37`39.72"
55º59`35.71"
Residencial Claudio Marchetti
473
15º36'58.07"
56º01'16.14"
Residencial Buritis - 1ª Etapa
486
15º 31' 56.584"
56º 2' 5.157"
Residencial Júlio Domingos de
500
15º 37' 4.03"
56º 10' 37.33"
Campos - 1ª Etapa
Residencial Júlio Domingos de
180
15º 37' 4.03"
56º 10' 37.33"
Campos - 2ª Etapa
Fonte: Elaborado a partir de dados das Prefeituras e da RSNGOV/CB.
203
APÊNDICE C - QUANTIFICAÇÃO E CUSTOS UNITÁRIOS
JUNHO
/2010
Código
SINAPI
Serviço
1
Serviços preliminares e gerais
2
Infraestrutura
Trabalhos em terra
Locação convencional de obra, através de gabarito de tabuas corridas pontaletadas, com reaproveitamento de 10 vezes.
2.1
2.1.1
74077/002
2.1.2
73617
2.2.1
2.2.2
2.2.3
11770/1
74019/1
74022/030
3
3.1
3.2
3.6
Escavação manual material de 1ª. categoria a céu aberto profundidade ate 0,50 m c/remoção ate 1 dam.
Fundações e outros serviços
2.2
74112/001
68049
73942/001
Fundações em radier casas ate 2 pavimentos
Escavação manual de cavas e valas em material de 1ª categoria
Controle tecnológico concreto
Supraestrutura
Laje maciça espessura 6 cm - fck 25 mpa incluindo forma/escoramento
Cinta e contra verga em tijolo cerâmico maciço 5 x 10 x 20cm 1/2 vez
Armação aço CA50 5.0 mm - cintas e amarrações de paredes
Custo total do item
4
4.1
4.1.1
4.1.2
4.1.3
73982/001
73499
72131
4.2
4.2.1
4.2.1.3
4.2.1.2
4.2.1.5
73933/003
73984/001
73984/002
Paredes e painéis
Alvenaria
Alvenaria em tijolo cerâmico furado 10 x 20 x 20 cm, 1/2 vez, assentado em argamassa traço 1:2:8 (cimento, cal e areia), juntas 12 mm
Vergas de concreto armado para alvenaria com aproveitamento da madeira por 10 vezes
Alvenaria em tijolo cerâmico maciço 5 x 10 x 20 cm 1/2 vez (espessura 10 cm), assentado com argamassa traço 1:2:8 (cimento, cal e areia)
Subtotal
Esquadrias
Esquadrias de ferro
Porta de ferro, de abrir, veneziana sem bandeira sem ferragens
Janela de correr em chapa de aço, com 04 folhas para vidro, com divisão horizontal
Janela de correr em ferro tipo veneziana, 02 folhas, linha popular
Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI.
204
JUNHO/
2010
4.2.1.5
4.2.1.6
4.2.2
4.2.2.1
4.2.2.2
4.3
4.2.1.3
4.4
4.4.1
Código
SINAPI
6104
6104
73910/5
73910/1
73910/1
74068/002
74070/3
72116
5
5.1
5.1.3
73931/003
73938/002
6058
5.2
5.2.1
74106/001
5.1.1
5.1.2
6
6.1
Serviço
Janela basculante em chapa de aço
Basculantes (0,60 x 1,00)
Subtotal
Esquadrias de madeira
Porta de madeira compensada lisa para pintura, 0,80 x 2,10 m, incluso aduela 2ª., alizar 2ª. e dobradiça
Porta de madeira compensada lisa para pintura, 0,70 x 2,10 m, incluso aduela 2ª., alizar 2ª. e dobradiça
Porta de madeira compensada lisa para pintura, 0,60 x 2,10 m, incluso aduela 2ª., alizar 2ª. e dobradiça
Subtotal
Ferragens
Fechadura de embutir completa, para portas externas, padrão de acabamento popular
Fechadura de embutir completa, para portas internas, padrão de acabamento popular
Subtotal
Vidros
Vidro fantasia 3 mm colocado em esquadria de ferro / madeira
Subtotal
Coberturas e proteções
Telhados
Estrutura para telha cerâmica, em madeira aparelhada, apoiada em parede
Telhas plan / romana
Cumeeira c/emboço pigmentado
Subtotal
Impermeabilização
Impermeabilização com tinta betuminosa em fundações, baldrames e muros de arrimo
Subtotal
Revestimentos, elementos decorativos e pinturas
Revestimento interno
Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI.(cont.)
205
JUNHO/
2010
6.1.1
6.1.2
6.2
6.2.1
Código
SINAPI
74161/001
74201/001
6.2.2
74161/001
74201/001
6.3
6.3.1
73912/001
6.4
6.4.1
41602
6.5
6.5.1
6.5.2
6.5.3
6.5.5
6.5.6
6.5.7
6.5.8
74233/001
73746/001
73954/002
73750/001
73750/001
73739/001
73924/001
7
7.2
7.5
73946/001
73985/001
Serviço
Chapisco de aderência com argamassa de cimento e areia no traço 1:3
Reboco paulista com argamassa mista de cimento, cal e areia no traço 1:2:8
Subtotal
Revestimento externo
Chapisco de aderência com argamassa de cimento e areia no traço 1:3
Reboco paulista com argamassa mista de cimento, cal e areia no traço 1:2:8
Subtotal
Azulejos
Piso cerâmico linha popular com rejunte e argamassa assentamento
Subtotal
Forros
Forro de pvc 200 mm -, espessura 8 mm colocado
Subtotal
Pintura
Aplicação de selador externo
Textura acrílica
Tinta acrílica sem massa corrida interna 2 demãos - em parede molhadas(banho, circulação e a parede da pia da cozinha)
Latéx/pva sem massa corrida (interno) 2 demãos + selador -parede
Latéx/pva sem massa corrida (interno) 2 demãos + selador -teto (banho)
Pintura esmalte acetinado em madeira, duas demãos
Pintura esmalte brilhante, duas demãos, para ferro
Subtotal
Pavimentação
Piso em cerâmica esmaltada linha popular PEI-4, assentada com argamassa colante, com rejuntamento em cimento branco
Rodapé cerâmico
Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI. (cont.)
206
JUNHO/
2010
Código
SINAPI
8
8.1
8.1.1
8.1.2
8.1.3
8.1.4
8.1.7
8.1.8
8.1.9
8.1.10
8.1.11
8.1.13
8.1.23
74054/001
74054/002
73915/002
73915/002
74172/001
72249
13597
74131/002
74130/001
74130/003
68069
8.2
8.2.1
8.2.1.1
8.2.1.2
8.2.1.3
8.2.1.4
8.2.1.5
8.2.1.6
8.2.1.7
8.2.1.8
8.2.1.9
73959/001
73735/002
1857
74176/001
74184/001
74058/002
73975/001
73965/015
72920
8.3
8.3.1
8.3.2
74165/001
74165/002
Serviço
Instalações e aparelhos
Instalações elétricas
Ponto de luz
Ponto de tomada
Ponto telefônico
Ponto de TV-seco
Fio # 10,0 mm²
Cabo de cobre nú - aterramento Fio 6 mm²
Instalação e fornecimento de padrão de entrada de energia polifásico (bifásico), poste metálico completo
Quadro de distribuição ate 6 disjuntores
Disjuntor Monopolar 15A
Disjuntor Bipolar 30A
Haste de terra 5/8 x 3 m
Subtotal
Instalações hidrossanitárias
Instalações de água fria
Ponto de água fria PVC 3/4" - media 5,00 m de tubo de PVC roscável água fria 3/4" e 2 joelhos de PVC roscavel 90graus agua fria 3/4" - fornecimento e
instalação
reservatório 500 litros fibra de vidro fornecimento e assentamento
Abertura/enchimento rasgo alvenaria p/dutos d=1/2" a 1 1/2" argamassa cimento/cal hidratada /areia 1:2:9
Registro de gaveta ø 3/4 cromado
Registro de gaveta ø 1" mm bruto
Torneira de bóia ¾ com balão plástico
Registro de pressão 3/4" cromado
Escavação manual de valas h <= 1,50 m
Reaterro compactado de valas, com o próprio material escavado
Subtotal
Instalações de esgoto sanitário
Tubo PB PVC esgoto ø 40 mm incluindo conexões
Tubo PVC PB esgoto ø 50 mm incluindo conexões
Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI. (cont.)
207
JUNHO/
2010
8.3.3
8.3.4
8.3.5
8.3.6
8.3.7
8.3.8
8.3.10
8.3.11
8.3.12
Código
SINAPI
74165/003
74165/004
74186/001
72292
74166/001
74225/001
74019/001
72920
1857
8.4
8.4.1
8.4.1.1
8.4.1.2
74193/001
6009
8.4.1.3
6052
8.4.1.4
6031
68061
8.4.1.5
8.4.1.7
9
9.1
9537
9.2
9.3
9.5
73859/002
73916/003
Serviço
Tubo PVC PB esgoto ø 75 mm
Tubo PVC PB esgoto ø 100 mm inclusive Conexões
Joelho 90 PVC esgoto ø 40 mm
Caixa sifonada com grelha redonda ø 100 mm
Caixa Inspeção circular em anel de concreto ø 60 cm externo inclusive tampa calafetada
Caixa de gordura circular em em PVC
Escavação manual de cavas e valas material de 1ª. categoria
Reaterro compactado de valas, com o próprio material escavado
Rasgo/enchimento em alvenaria p/ tubulações -esgoto
Subtotal
Aparelhos
Louças e metais sanitários
Vaso sanitário com caixa de descarga acoplada - louca branca
Lavatório em louca branca, sem coluna padrão popular, com torneira cromada popular , sifão, válvula e engate plástico
Tanque de mármore sintético 22 litros com válvula em plástico branco 1.1/4"x 1.1/2", sifão plástico tipo copo 1.1/4" e torneira de metal amarelo curta 1/2"
ou 3/4" para tanque - fornecimento e instalação
Banca (tampo) de mármore sintético 120 x 60 cm com cuba, válvula em plástico branco 1", sifão plástico tipo copo 1" e torneira cromada longa 1/2" ou
3/4" para pia padrão popular - fornecimento e instalação
Chuveiro PVC
Suporte metálico p/ pia
Subtotal
Complementação da obra
Limpeza piso cimentado/cerâmico
Marco de concreto ou madeira p/ divisa de lote
Capina manual terreno (10 x 20 m excluir edificação)
Outros (numeração das unidades)
Quadro 12 - Especificações e códigos na tabela SINAPI.(cont.)
208
Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12)
1
2
2.1
2.1.1
2.1.2
2.2
2.2.1
2.2.2
2.2.3
Código SINAPI unidade
sem código
vb
Custo Unitário
variável
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P 10
P 11
P 12
56,40
5,08
56,38
5,08
55,99
5,07
56,49
5,07
61,61
5,66
60,67
5,67
60,96
5,64
45,63
7,68
63,86
5,12
62,69
5,22
59,66
5,12
59,24
4,88
56,40
7,33
4,00
56,38
7,33
4,00
55,99
7,28
4,00
56,49
7,34
4,00
61,61
8,01
4,00
60,67
7,89
4,00
60,96
7,92
4,00
45,63
5,93
4,00
63,86
8,30
4,00
62,69
8,15
4,00
59,66
7,76
4,00
59,24
7,70
4,00
0,15
8,47
0,14
8,46
0,15
8,45
0,14
8,46
0,14
9,43
0,15
9,44
0,17
9,39
4,05
12,81
0,15
8,53
0,16
8,71
0,15
8,53
0,13
8,13
74077/002
73617
m²
11770/1
74019/1
74022/030
m²
m3
un.
1,85
14,17
57,42
19,19
44,78
3
3.1
3.2
3.6
74112/001
68049
73942/001
m3
m2
kg
1.270,81
59,57
6,36
4
4.1
4.1.1
4.1.2
4.1.3
73982/001
73499
72131
m2
m3
m2
19,82
921,64
37,24
4.2
4.2.1
4.2.1.3
4.2.1.2
4.2.1.5
4.2.1.5
4.2.1.6
73933/003
73984/001
73984/002
6104
6104
m2
m2
m2
m2
m2
147,96
177,15
286,94
153,87
119,37
4.2.2
124,19 123,72 122,77 122,61 144,71 142,02 142,12 180,98 127,09 131,36 123,39 121,41
0,17
0,17
0,19
0,18
0,18
0,18
0,18
0,18
0,18
0,17
0,17
0,18
8,47
8,46
8,45
8,46
9,43
9,44
9,39
12,81
8,53
8,71
8,53
8,13
3,36
1,32
3,30
0,30
3,36
1,65
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
1,32
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
3,30
3,30
0,30
3,36
2,64
3,30
0,30
3,36
2,64
3,30
0,30
3,36
3,30
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
-
209
Código SINAPI unidade
4.2.2.1
73910/5
un.
73910/1
4.2.2.2
73910/1
un.
4.3
4.2.1.3
4.4
4.4.1
74068/002
74070/3
un.
72116
m²
Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) (cont.)
Custo Unitário
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P 10
172,55
207,38
2,00
2,00
3,00
3,00
3,00
3,00
3,00
2,00
3,00
2,00
204,90
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
P 11
2,00
1,00
P 12
3,00
1,00
45,20
36,66
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
4,00
2,00
4,00
2,00
4,00
2,00
4,00
2,00
4,00
2,00
3,00
2,00
4,00
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
4,00
65,97
3,27
3,60
4,92
4,92
3,27
4,92
4,92
5,25
4,59
4,59
5,25
4,92
5
5.1
5.1.1
5.1.2
5.1.3
73931/003
73938/002
6058
kg
m²
ml
37,60
32,18
10,95
56,40
56,40
7,51
56,38
56,38
7,66
55,99
55,99
7,93
56,49
56,49
8,14
61,61
61,61
6,41
60,67
60,67
6,66
60,96
60,96
6,52
45,63
45,63
6,72
63,86
63,86
6,91
62,69
62,69
7,06
59,66
59,66
8,88
59,24
59,24
6,77
5.2
5.2.1
74106/001
m²
4,58
38,11
38,08
38,02
38,06
42,43
42,50
42,27
57,64
38,39
39,19
38,39
36,59
6
6.1
6.1.1
6.1.2
74161/001
74201/001
m²
m²
2,56
11,20
130,73 131,44 129,71 129,76 157,19 169,13 162,54 193,35 140,02 152,50 150,36 138,19
130,73 131,44 129,71 129,76 157,19 169,13 162,54 193,35 140,02 152,50 150,36 138,19
6.2
6.2.1
6.2.2
74161/001
74201/001
m²
m²
2,56
11,20
70,31
70,31
70,31
70,31
70,15
70,15
70,63
70,63
80,41
80,41
77,06
77,06
77,60
77,60
62,10
62,10
84,94
84,94
75,28
75,28
74,20
74,20
80,62
80,62
6.3
6.3.1
73912/001
m²
25,13
10,23
9,78
10,29
9,78
9,87
10,29
11,34
9,96
10,05
10,74
10,59
9,42
210
Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) (cont.)
Código SINAPI unidade
Custo Unitário
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P 10
P 11
P 12
m²
20,00
34,96
34,95
34,58
35,22
35,98
36,33
36,31
41,08
35,50
33,09
33,85
34,32
74233/001
73746/001
73954/002
73750/001
73750/001
73739/001
73924/001
m2
m2
m2
m2
m2
m3
m2
2,36
9,30
8,31
5,18
5,18
7,79
12,07
80,18 79,79 78,87 79,06 97,84 91,58 92,90 70,17 96,88 89,08 82,43 92,27
80,18 79,79 78,87 79,06 97,84 91,58 92,90 70,17 96,88 89,08 82,43 92,27
7,75
7,39
7,80
7,39
7,46
7,80
8,64
7,54
7,61
8,16
8,04
7,10
112,75 114,26 111,62 112,59 139,86 151,04 142,56 175,85 122,36 133,60 131,73 121,66
2,46
2,33
2,50
2,26
2,33
2,50
2,88
2,33
2,44
2,64
2,58
2,13
4,20
4,20
5,67
5,67
5,67
5,67
5,67
4,20
5,67
4,20
4,20
5,67
9,38
9,71
11,03
9,93
9,38
9,93
9,93
11,36
9,60
9,60
10,26
9,93
73946/001
73985/001
m2
m
23,50
6,47
37,42
48,42
37,28
48,68
37,08
48,04
37,48
48,06
44,41
58,22
44,23
62,64
44,65
60,20
48,93
71,61
45,02
51,86
42,63
56,48
39,83
55,69
42,19
51,18
pt
pt
pt
pt
m
m
cj
un.
un.
un.
un.
74,45
62,24
20,41
20,41
4,82
3,24
728,62
51,45
7,96
43,46
29,85
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
9,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
9,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
6.4
6.4.1
41602
6.5
6.5.1
6.5.2
6.5.3
6.5.5
6.5.6
6.5.7
6.5.8
7
7.2
7.5
8
8.1
8.1.1
8.1.2
8.1.3
8.1.4
8.1.7
8.1.8
8.1.9
8.1.10
8.1.11
8.1.13
8.1.23
74054/001
74054/002
73915/002
73915/002
74172/001
72249
13597
74131/002
74130/001
74130/003
68069
211
Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) (cont.)
Código SINAPI unidade
8.2
8.2.1
8.2.1.1
8.2.1.2
8.2.1.3
8.2.1.4
8.2.1.5
8.2.1.6
8.2.1.7
8.2.1.8
8.2.1.9
73959/001
73735/002
1857
74176/001
74184/001
74058/002
73975/001
73965/015
72920
pt
un.
m
un.
un.
un.
un.
m3
m3
8.3
8.3.1
8.3.2
8.3.3
8.3.4
8.3.5
8.3.6
8.3.7
8.3.8
8.3.10
8.3.11
8.3.12
74165/001
74165/002
74165/003
74165/004
74186/001
72292
74166/001
74225/001
74019/001
72920
1857
m
m
m
m
un.
un.
un.
un.
m3
m3
ml
8.4
8.4.1
8.4.1.1
8.4.1.2
8.4.1.3
74193/001
6009
6052
cj
un.
un.
Custo Unitário
49,48
303,27
2,36
36,73
24,79
57,27
46,13
17,71
9,45
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P 10
P 11
P 12
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
12,78
17,60
23,93
25,74
8,00
4,00
8,00
11,00
8,00
5,00
8,00
11,00
8,00
6,00
8,00
11,00
8,00
7,00
8,00
11,00
8,00
8,00
8,00
11,00
8,00
9,00
8,00
11,00
8,00
10,00
8,00
11,00
8,00
11,00
8,00
11,00
8,00
12,00
8,00
11,00
8,00
13,00
8,00
11,00
8,00
14,00
8,00
11,00
8,00
15,00
8,00
11,00
22,24
86,06
48,00
17,71
9,45
2,36
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
212,02
108,05
131,40
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
212
Tabela 55 - Custo unitário e quantitativo dos projetos ( data base junho/2010) (plantas 1 a 12) (cont.)
8.4.1.4
8.4.1.5
8.4.1.7
9
9.1
9.2
9.3
9.5
Código SINAPI unidade
6031
un.
68061
un.
cj
9537
73859/002
73916/003
m²
un
m2
un
Custo Unitário
150,73
8,38
15,00
0,97
6,00
0,47
16,90
P1
1,00
1,00
2,00
P2
1,00
1,00
2,00
P3
1,00
1,00
2,00
P4
1,00
1,00
2,00
P5
1,00
1,00
2,00
P6
1,00
1,00
2,00
P7
1,00
1,00
2,00
P8
1,00
1,00
2,00
P9
1,00
1,00
2,00
P 10
1,00
1,00
2,00
P 11
1,00
1,00
2,00
P 12
1,00
1,00
2,00
37,42 37,28 37,08 37,48 44,41 44,23 44,65 48,93 45,02 42,63 39,83 42,19
2,00
3,00
4,00
5,00
6,00
7,00
8,00
9,00
10,00 11,00 12,00 13,00
143,60 143,62 144,01 143,51 138,39 139,33 139,04 154,37 136,14 137,31 140,34 140,76
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
213
Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24)
Código SINAPI
sem código
un.
vb
Custo Unitário
variável
P 13
P 14
P 15
P 16
P 17
P 18
P 19
P 20
P 21
P 22
P 23
P 24
74077/002
73617
m²
53,68
4,84
64,71
5,06
58,17
4,66
53,67
4,60
54,15
4,80
63,12
5,22
63,58
5,28
64,60
5,26
64,12
5,22
64,55
5,40
64,35
5,48
65,10
5,00
11770/1
74019/1
74022/030
m²
m3
un.
1,85
14,17
57,42
19,19
44,78
53,68
6,98
4,00
64,71
8,41
4,00
58,17
7,56
4,00
53,67
6,98
4,00
54,15
7,04
4,00
63,12
8,21
4,00
63,58
8,27
4,00
64,60
8,40
4,00
64,12
8,34
4,00
64,55
8,39
4,00
64,35
8,37
4,00
65,10
8,46
4,00
3
3.1
3.2
3.6
74112/001
68049
73942/001
m3
m2
kg
1.270,81
59,57
6,36
0,13
8,06
0,27
8,44
0,22
7,76
0,14
7,67
0,16
8,01
0,14
8,69
0,16
8,79
0,16
8,77
0,15
8,69
0,16
9,01
0,15
9,13
0,15
8,33
4
4.1
4.1.1
4.1.2
4.1.3
73982/001
73499
72131
m2
m3
m2
19,82
921,64
37,24
4.2
4.2.1
4.2.1.3
4.2.1.2
4.2.1.5
4.2.1.5
4.2.1.6
73933/003
73984/001
73984/002
6104
6104
m2
m2
m2
m2
m2
147,96
177,15
286,94
153,87
119,37
1
2
2.1
2.1.1
2.1.2
2.2
2.2.1
2.2.2
2.2.3
4.2.2
120,18 125,03 115,99 113,65 118,70 136,01 132,49 131,52 129,16 137,08 138,60 127,56
0,17
0,17
0,17
0,17
0,17
0,18
0,17
0,17
0,17
0,18
0,18
0,17
8,06
8,44
7,76
7,67
8,01
8,69
8,79
8,77
8,69
9,01
9,13
8,33
3,36
1,32
3,30
0,30
3,36
2,64
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
1,32
3,30
0,30
3,36
1,32
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
2,64
3,30
0,30
3,36
1,32
4,95
0,30
3,36
1,65
3,30
0,30
3,36
2,64
3,30
0,30
3,36
1,65
3,30
0,30
3,36
3,30
3,30
0,30
-
214
Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) (cont.)
Código SINAPI
73910/5
73910/1
4.2.2.2
73910/1
4.2.2.1
4.3
4.2.1.3
4.4
4.4.1
un.
un.
un.
74068/002
74070/3
un.
72116
m²
Custo Unitário
172,55
207,38
204,90
P 13
2,00
1,00
P 14
3,00
-
P 15
3,00
-
P 16
2,00
1,00
P 17
2,00
1,00
P 18
3,00
1,00
P 19
2,00
1,00
P 20
2,00
1,00
P 21
2,00
1,00
P 22
3,00
1,00
P 23
3,00
1,00
P 24
2,00
1,00
45,20
36,66
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
4,00
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
4,00
2,00
4,00
2,00
3,00
65,97
3,27
4,59
4,92
3,27
3,27
4,92
4,59
4,10
3,60
4,59
3,60
5,25
5
5.1
5.1.1
5.1.2
5.1.3
73931/003
73938/002
6058
kg
m²
ml
37,60
32,18
10,95
53,68
53,68
6,66
64,71
64,71
8,26
58,17
58,17
7,28
53,67
53,67
7,08
54,15
54,15
6,96
63,12
63,12
6,98
63,58
63,58
7,16
64,60
64,60
7,46
64,12
64,12
7,81
64,55
64,55
6,86
64,35
64,35
6,86
65,10
65,10
7,00
5.2
5.2.1
74106/001
m²
4,58
36,27
37,96
34,94
34,53
36,04
39,12
39,56
39,47
39,12
40,53
41,07
37,48
6
6.1
6.1.1
6.1.2
74161/001
74201/001
m²
m²
2,56
11,20
125,93 136,59 123,55 121,88 124,07 145,42 154,22 149,85 153,55 152,28 155,41 155,36
125,93 136,59 123,55 121,88 124,07 145,42 154,22 149,85 153,55 152,28 155,41 155,36
6.2
6.2.1
6.2.2
74161/001
74201/001
m²
m²
2,56
11,20
68,69
68,69
76,90
76,90
71,66
71,66
68,36
68,36
68,80
68,80
82,62
82,62
75,82
75,82
76,25
76,25
75,71
75,71
77,06
77,06
76,90
76,90
77,22
77,22
6.3
6.3.1
73912/001
m²
25,13
9,48
14,58
12,24
10,14
10,68
9,84
10,74
10,77
10,44
10,32
9,99
10,44
215
Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) (cont.)
Código SINAPI
un.
Custo Unitário
P 13
P 14
P 15
P 16
P 17
P 18
P 19
P 20
P 21
P 22
P 23
P 24
6.4
6.4.1
41602
m²
20,00
33,11
37,82
35,52
33,01
33,00
35,36
33,74
35,36
35,28
34,50
34,88
36,42
6.5
6.5.1
6.5.2
6.5.3
6.5.5
6.5.6
6.5.7
6.5.8
74233/001
73746/001
73954/002
73750/001
73750/001
73739/001
73924/001
m2
m2
m2
m2
m2
m3
m2
2,36
9,30
8,31
5,18
5,18
7,79
12,07
80,06 88,04 82,83 78,42 79,39 101,26 89,62 89,37 87,50 92,55 92,29 92,36
80,06 88,04 82,83 78,42 79,39 101,26 89,62 89,37 87,50 92,55 92,29 92,36
7,15
11,23
9,36
7,68
8,11
7,44
8,16
8,18
7,92
7,82
7,56
7,92
109,30 110,78 101,95 104,06 105,27 128,14 135,32 130,90 135,19 134,14 137,86 137,00
2,15
4,53
3,60
2,40
2,62
2,28
2,64
2,68
2,52
2,66
2,45
2,52
4,20
5,04
5,04
4,20
4,20
5,67
4,20
4,20
4,20
5,67
5,67
4,20
9,38
9,60
9,93
9,38
9,38
9,93
9,60
9,93
9,71
9,60
9,71
10,26
7
7.2
7.5
73946/001
73985/001
m2
m
23,50
6,47
35,25
46,64
44,36
50,59
39,13
45,76
35,41
45,14
35,72
45,95
43,82
53,86
43,28
57,12
44,40
55,50
43,90
56,87
43,89
56,40
43,65
57,56
44,51
57,54
pt
pt
pt
pt
m
m
cj
un.
un.
un.
un.
74,45
62,24
20,41
20,41
4,82
3,24
728,62
51,45
7,96
43,46
29,85
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
1,00
1,00
8
8.1
8.1.1
8.1.2
8.1.3
8.1.4
8.1.7
8.1.8
8.1.9
8.1.10
8.1.11
8.1.13
8.1.23
74054/001
74054/002
73915/002
73915/002
74172/001
72249
13597
74131/002
74130/001
74130/003
68069
216
Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) (cont.)
8.2
8.2.1
8.2.1.1
8.2.1.2
8.2.1.3
8.2.1.4
8.2.1.5
8.2.1.6
8.2.1.7
8.2.1.8
8.2.1.9
8.3
8.3.1
8.3.2
8.3.3
8.3.4
8.3.5
8.3.6
8.3.7
8.3.8
8.3.9
8.3.10
8.3.11
8.3.12
8.4
8.4.1
8.4.1.1
8.4.1.2
8.4.1.3
Código SINAPI
un.
73959/001
73735/002
1857
74176/001
74184/001
74058/002
73975/001
73965/015
72920
pt
un.
m
un.
un.
un.
un.
m3
m3
74165/001
74165/002
74165/003
74165/004
74186/001
72292
74166/001
74225/001
74019/001
72920
1857
m
m
m
m
un.
un.
un.
un.
un.
m3
m3
ml
74193/001
6009
6052
cj
un.
un.
Custo Unitário
49,48
303,27
2,36
36,73
24,79
57,27
46,13
17,71
9,45
P 13
P 14
P 15
P 16
P 17
P 18
P 19
P 20
P 21
P 22
P 23
P 24
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
12,78
17,60
23,93
25,74
8,00
16,00
8,00
11,00
8,00
17,00
8,00
11,00
8,00
18,00
8,00
11,00
8,00
19,00
8,00
11,00
8,00
20,00
8,00
11,00
8,00
21,00
8,00
11,00
8,00
22,00
8,00
11,00
8,00
23,00
8,00
11,00
8,00
24,00
8,00
11,00
8,00
25,00
8,00
11,00
8,00
26,00
8,00
11,00
8,00
27,00
8,00
11,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
22,24
86,06
48,00
54,64
17,71
9,45
2,36
212,02
108,05
131,40
217
Tabela 56 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 13 a 24) (cont.)
8.4.1.4
8.4.1.5
8.4.1.7
9
9.1
9.2
9.3
9.5
Código SINAPI
6031
68061
un.
un.
un.
cj
Custo Unitário
150,73
8,38
15,00
9537
m²
un
m2
un
0,97
6,00
0,47
16,90
73859/002
73916/003
P 13
1,00
1,00
2,00
P 14
1,00
1,00
2,00
P 15
1,00
1,00
2,00
P 16
1,00
1,00
2,00
P 17
1,00
1,00
2,00
P 18
1,00
1,00
2,00
P 19
1,00
1,00
2,00
P 20
1,00
1,00
2,00
P 21
1,00
1,00
2,00
P 22
1,00
1,00
2,00
P 23
1,00
1,00
2,00
P 24
1,00
1,00
2,00
35,25 44,36 39,13 35,41 35,72 43,82 43,28 44,40 43,90 43,89 43,65 44,51
14,00 15,00 16,00 17,00 18,00 19,00 20,00 21,00 22,00 23,00 24,00 25,00
146,32 135,29 141,83 146,33 145,85 136,88 136,42 135,40 135,88 135,45 135,65 134,90
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
218
Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36)
Código SINAPI
sem código
un.
vb
Custo Unitário
variável
P 25
P 26
P 27
P 28
P 29
P 30
P 31
P 32
P 33
P 34
P 35
P 36
74077/002
73617
m²
65,00
5,40
64,67
5,38
60,00
5,46
63,69
5,01
69,06
5,46
53,68
4,50
54,50
4,71
53,73
4,83
53,33
4,70
61,10
4,97
62,48
5,19
63,20
5,08
11770/1
74019/1
74022/030
m²
m3
un.
1,85
14,17
57,42
19,19
44,78
65,00
8,45
4,00
64,67
8,41
4,00
60,00
7,80
4,00
63,69
8,28
4,00
69,06
8,98
4,00
53,68
6,98
4,00
54,50
7,09
4,00
53,73
6,98
4,00
53,33
6,93
4,00
61,10
7,94
4,00
62,48
8,12
4,00
63,20
8,22
4,00
3
3.1
3.2
3.6
74112/001
68049
73942/001
m3
m2
kg
1.270,81
59,57
6,36
0,17
8,99
0,17
8,96
0,17
9,10
0,13
8,35
0,15
9,09
0,13
7,49
0,16
7,86
0,15
8,05
0,14
7,83
0,25
8,28
0,14
8,66
0,21
8,46
4
4.1
4.1.1
4.1.2
4.1.3
73982/001
73499
72131
m2
m3
m2
19,82
921,64
37,24
4.2
4.2.1
4.2.1.3
4.2.1.2
4.2.1.5
4.2.1.5
4.2.1.6
73933/003
73984/001
73984/002
6104
6104
m2
m2
m2
m2
m2
147,96
177,15
286,94
153,87
119,37
1
2
2.1
2.1.1
2.1.2
2.2
2.2.1
2.2.2
2.2.3
133,80 131,69 136,83 125,58 138,14 108,93 116,81 117,92 115,55 122,54 127,61 125,27
0,17
0,17
0,17
0,18
0,18
0,17
0,17
0,18
0,17
0,17
0,17
0,17
8,99
8,96
9,10
8,35
9,09
7,49
7,86
8,05
7,83
8,28
8,66
8,46
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
2,64
3,30
0,30
3,36
2,97
3,30
0,30
3,36
1,32
3,30
0,30
3,36
2,64
3,30
0,30
3,36
1,32
3,30
0,30
3,36
1,32
3,30
0,30
3,36
1,32
3,30
0,30
219
Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) (cont.)
4.2.2
4.2.2.1
4.2.2.2
4.3
4.2.1.3
4.4
4.4.1
Código SINAPI
un.
73910/5
73910/1
73910/1
un.
74068/002
74070/3
un.
72116
m²
un.
Custo Unitário
172,55
207,38
204,90
P 25
P 26
P 27
P 28
P 29
P 30
P 31
P 32
P 33
P 34
P 35
P 36
2,00
1,00
2,00
1,00
2,00
1,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
1,00
2,00
1,00
3,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
-
2,00
1,00
3,00
-
45,20
36,66
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
4,00
2,00
4,00
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
4,00
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
3,00
2,00
3,00
65,97
4,92
4,92
4,92
4,92
4,92
4,59
4,92
3,27
4,59
3,27
3,27
3,27
5
5.1
5.1.1
5.1.2
5.1.3
73931/003
73938/002
6058
kg
m²
ml
37,60
32,18
10,95
65,00
65,00
7,72
64,67
64,67
8,27
60,00
60,00
7,71
63,69
63,69
6,76
69,06
69,06
6,86
53,68
53,68
8,06
54,50
54,50
6,96
53,73
53,73
7,38
53,33
53,33
7,13
61,10
61,10
7,88
62,48
62,48
7,97
63,20
63,20
7,96
5.2
5.2.1
74106/001
m²
4,58
40,46
40,33
40,96
37,57
40,91
33,72
35,36
36,22
35,25
37,27
38,95
38,08
6
6.1
6.1.1
6.1.2
74161/001
74201/001
m²
m²
2,56
11,20
147,12 154,25 154,01 141,72 157,73 115,80 136,19 126,52 126,63 140,21 131,60 143,37
147,12 154,25 154,01 141,72 157,73 115,80 136,19 126,52 126,63 140,21 131,60 143,37
6.2
6.2.1
6.2.2
74161/001
74201/001
m²
m²
2,56
11,20
76,36
76,36
76,09
76,09
74,74
74,74
72,04
72,04
76,90
76,90
68,69
68,69
69,07
69,07
68,36
68,36
68,09
68,09
71,87
71,87
74,57
74,57
75,06
75,06
220
Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) (cont.)
Código SINAPI
un.
Custo Unitário
P 25
P 26
P 27
P 28
P 29
P 30
P 31
P 32
P 33
P 34
P 35
P 36
6.3
6.3.1
73912/001
m²
25,13
11,04
11,04
11,04
9,54
9,99
9,39
10,68
10,44
10,14
13,44
9,84
12,84
6.4
6.4.1
41602
m²
20,00
38,36
36,15
36,78
36,49
37,77
33,39
31,17
32,73
32,63
34,86
40,18
38,69
6.5
6.5.1
6.5.2
6.5.3
6.5.5
6.5.6
6.5.7
6.5.8
74233/001
73746/001
73954/002
73750/001
73750/001
73739/001
73924/001
m2
m2
m2
m2
m2
m3
m2
2,36
9,30
8,31
5,18
5,18
7,79
12,07
88,76 86,79 88,69 84,92 92,29
88,76 86,79 88,69 84,92 92,29
8,40
8,40
8,40
7,20
7,56
127,68 134,81 134,57 124,98 140,18
2,81
2,81
2,81
2,16
2,45
4,20
4,20
4,20
5,67
5,67
9,93
9,93
9,93
9,93
9,93
76,45
76,45
7,08
99,33
2,10
4,20
9,60
79,80 77,64 77,89 82,60 85,33 86,09
79,80 77,64 77,89 82,60 85,33 86,09
8,11
7,92
7,68
10,32
7,44
9,84
117,40 108,16 108,81 116,45 114,32 120,69
2,62
2,52
2,40
4,20
2,40
3,56
4,20
5,67
4,20
4,62
4,20
5,04
9,93
9,38
9,60
9,38
9,38
8,28
7
7.2
7.5
73946/001
73985/001
m2
m
23,50
6,47
44,47
54,49
44,20
57,13
44,99
57,04
44,34
52,49
48,36
58,42
35,48
42,89
35,80
50,44
35,25
46,86
35,02
46,90
40,84
51,93
42,58
48,74
43,26
53,10
pt
pt
pt
pt
m
m
cj
un.
un.
74,45
62,24
20,41
20,41
4,82
3,24
728,62
51,45
7,96
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8,00
13,00
1,00
1,00
36,00
4,00
1,00
1,00
3,00
8
8.1
8.1.1
8.1.2
8.1.3
8.1.4
8.1.7
8.1.8
8.1.9
8.1.10
8.1.11
74054/001
74054/002
73915/002
73915/002
74172/001
72249
13597
74131/002
74130/001
221
Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) (cont.)
8.1.13
8.1.23
8.2
8.2.1
8.2.1.1
8.2.1.2
8.2.1.3
8.2.1.4
8.2.1.5
8.2.1.6
8.2.1.7
8.2.1.8
8.2.1.9
8.3
8.3.1
8.3.2
8.3.3
8.3.4
8.3.5
8.3.6
8.3.7
8.3.8
8.3.9
8.3.10
8.3.11
8.3.12
8.4
8.4.1
8.4.1.1
Código SINAPI
74130/003
68069
un.
un.
un.
Custo Unitário
43,46
29,85
P 25
1,00
1,00
P 26
1,00
1,00
P 27
1,00
1,00
P 28
1,00
1,00
P 29
1,00
1,00
P 30
1,00
1,00
P 31
1,00
1,00
P 32
1,00
1,00
P 33
1,00
1,00
P 34
1,00
1,00
P 35
1,00
1,00
P 36
1,00
1,00
73959/001
73735/002
1857
74176/001
74184/001
74058/002
73975/001
73965/015
72920
pt
un.
m
un.
un.
un.
un.
m3
m3
49,48
303,27
2,36
36,73
24,79
57,27
46,13
17,71
9,45
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
6,00
1,00
30,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0,63
0,63
74165/001
74165/002
74165/003
74165/004
74186/001
72292
74166/001
74225/001
12,78
17,60
23,93
25,74
8,00
28,00
8,00
11,00
8,00
29,00
8,00
11,00
8,00
30,00
8,00
11,00
8,00
31,00
8,00
11,00
8,00
32,00
8,00
11,00
8,00
33,00
8,00
11,00
8,00
34,00
8,00
11,00
8,00
35,00
8,00
11,00
8,00
36,00
8,00
11,00
8,00
37,00
8,00
11,00
8,00
38,00
8,00
11,00
8,00
39,00
8,00
11,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
1,00
2,00
1,00
74019/001
72920
1857
m
m
m
m
un.
un.
un.
un.
un.
m3
m3
ml
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
2,40
2,39
4,80
74193/001
cj
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
22,24
86,06
48,00
54,64
17,71
9,45
2,36
212,02
222
Tabela 57 - Custo unitário e quantitativo dos projetos (data base: junho/2010) (plantas 25 a 36) (cont.)
8.4.1.2
8.4.1.3
8.4.1.4
8.4.1.5
8.4.1.7
9
9.1
9.2
9.3
9.5
Código SINAPI
6009
6052
6031
68061
un.
un.
un.
un.
un.
cj
Custo Unitário
108,05
131,40
150,73
8,38
15,00
9537
m²
un
m2
un
0,97
6,00
0,47
16,90
73859/002
73916/003
P 25
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 26
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 27
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 28
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 29
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 30
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 31
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 32
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 33
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 34
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 35
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
P 36
1,00
1,00
1,00
1,00
2,00
44,47 44,20 44,99 44,34 48,36 35,48 35,80 35,25 35,02 40,84 42,58 43,26
26,00 27,00 28,00 29,00 30,00 31,00 32,00 33,00 34,00 35,00 36,00 37,00
135,00 135,33 140,00 136,31 130,94 146,32 145,50 146,27 146,67 138,90 137,52 136,80
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
223
224
APÊNDICE D - TOPOLOGIAS
Figura 50 - Topologias das plantas 1 a 6
Grafos Justificados e Mapas Convexos das plantas das unidades habitacionais do PAR, Cuiabá e Várzea Grande (2000-2008).
225
Figura 51 - Topologias das plantas 7 a 11
226
Figura 52 - Topologias das plantas 12 a 17
227
Figura 53 - Topologias das plantas 18 a 23
228
Figura 54 - Topologias das plantas 24 a 29
229
Figura 55 - Topologias das plantas 28 a 36
230
231
Esquemas de características topológicas das plantas das unidades habitacionais do PAR, Cuiabá e Várzea Grande
(2000-2008).
Figura 56 - Esquema das características topológicas das Plantas de cinco cômodos.
Figura 57 - Esquema das características topológicas das Plantas de seis cômodos.
232
Figura 58 - Esquema das características topológicas das Plantas de sete cômodos.
233
APÊNDICE E - RESULTADO DA VALIDAÇÃO POR PROFISSIONAIS
234
Pesquisa entre os Técnicos (Engenheiros e Arquitetos) sobre as ponderações dos quesitos de
qualidade do método em elaboração.
Quadro de conceito e pontuação
Conceito
Muito importante
Importante
Pouco importante
Pontuação
1 ponto
2 pontos
3 pontos
Quadro 13 - Critério de pontuação do questionário de validação.
3 pontos
Moda
NBR 15.575
2 pontos
1.
1 ponto
Tabela 58 - Resultado da validação do questionário 1, realizada com 24 profissionais.
1
7
16
3
1.1
Sala de
estar
Apresenta o mobiliário mínimo (assento para o número
de pessoas previsto para a habitação, estante para TV
(0,8 x 0,5 m)), espaço 0,50 m na frente do assento, para
levantar e circular, largura mínima da sala deve ser de
2,40.
1.2
Sala de
estar/jantar
Mesa para o número de pessoas previsto, circulação de
0,75 a partir da borda da mesa.
4
8
12
3
1.3
Cozinha
Apresenta o mobiliário mínimo (fogão (0,55 x 0,6 m),
geladeira (0,7 x 0,7), pia (1,2 x 0,5 m), armário),
circulação mínima de 0,85 m frontal à pia, fogão e
geladeira, largura mínima de 1,5 m.
2
3
19
3
1.4
Dormitório
casal
Apresenta o mobiliário mínimo (1 cama de casal (1,4 x
1,9 m), 2 criados (0,5 x 0,5 m) e 1 roupeiro (1,6 x 0,5
m)), circulação mínima de 0,50 m.
0
4
19
3
1.5
Dormitório
duplo
(para duas
pessoa)
Apresenta o mobiliário mínimo (2 camas de solteiro (0,8
x 1,9 m), 1 criados (0,5 x 0,5 m)e 1 roupeiro(1,5 x 0,5
m)), circulação mínima entre as camas de 0,60 m e as
demais circulações de 0,50 m.
1
12 11
2
1.6
Banheiro
Apresentar 1 lavatório (0,39 x 0,29 m), 1 vaso (0,6 x 0,7)
e 1 box (0,8 x 0,8 m ou 0,7 x 0,9 m), circulação mínima
de 0,4 m frontal ao lavatório e vaso; largura mínima de
1,1 m exceto no box.
1
6
17
3
1.7
Área de
serviço
Apresentar 1 tanque (0,52 x 0,53 m) com capacidade de
no mínimo 20 l e 1 máquina de lavar (0,6 x 0,65 m)
3
6
15
3
235
Espaço de tratamento de roupa
Espaços de arrumação
Espaços exteriores privados
Depósito
Estacionamento
5 10 9
10 9 5
7 11 6
16 5 3
4 8 12
Moda
2.1
2.2
2.3
2.4
2.5
3 pontos
Programa de espaços
2 pontos
2.
1 ponto
Tabela 59 - Resultado da validação do questionário 2, realizada com 24 profissionais
2
1
2
1
3
3.1
3.2
Extensão da bancada de cozinha (área de trabalho, pia e fogão) metros
Índice de dimensão de roupeiros fixos (metros/habitante)
2
5
9 12
13 5
Moda
Programa de equipamentos
2 pontos
3 pontos
3.
1 ponto
Tabela 60 - Resultado da validação do questionário 3, realizada com 24 profissionais
3
2
4.1
4.2
4.3
Dimensão total de paredes mobiliáveis de quartos
Dimensão total de paredes mobiliáveis de cozinha e serviços
Dimensão total de paredes mobiliáveis de salas
1
2
4
11 11
7 14
15 4
Moda
Extensão de paredes mobiliáveis
2 pontos
3 pontos
4
1 ponto
Tabela 61 - Resultado da validação do questionário 4, realizada com 24 profissionais
3
3
2
Área útil de quartos
Área útil de cozinha e serviços
Área útil de salas (sala/copa)
Área útil de circulação (corredor, hall)
1 8 14
0 10 13
1 10 12
16 5 2
Moda
5.1
5.2
5.3
5.4
3 pontos
Área útil do cômodo
2 pontos
5.
1 ponto
Tabela 62 - Resultado da validação do questionário 5, realizada com 24 profissionais
3
3
3
1
Dimensão útil de quarto casal
Dimensão útil de quarto duplo
Dimensão útil de cozinha
Dimensão útil de salas
Dimensão útil de circulação (corredor, hall)
1 7 15
1 10 12
0 10 13
1 12 10
15 4 4
Moda
6.1
6.2
6.3
6.4
6.5
3 pontos
Dimensão útil
2 pontos
6.
1 ponto
Tabela 63 - Resultado da validação do questionário 6, realizada com 24 profissionais
3
3
3
2
1
236
2 pontos
3 pontos
Moda
7.
1 ponto
Tabela 64 - Resultado da validação do questionário 7, realizada com 24 profissionais
4
3
17
3
2
8
14
3
8
7
9
3
12
10
2
1
14
6
4
1
1
5
18
3
4
10
10
3
4
12
8
2
7
14
3
2
7
14
3
2
8
11
5
2
0
6
18
3
1
7
16
3
10
8
5
1
13
9
2
1
10
8
4
1
6
7
11
3
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para uma mesa de
estudo (0,80 x 0,60 m) espaço frontal de 0,855 m. Faixa mínima
de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009).
2
12
10
2
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para box de 0,8 x
1,0 m (Palermo, 2009).
0
8
15
3
Funcionalidade
7.1
Dormitórios
7.2
Cozinha
7.3
Cozinha
7.4
Cozinha
7.5
Cozinha
7.6
Cozinha
7.7
Sala
7.8
Área de serviço
7.9
Área de serviço
7.10
Área de serviço
7.11
Área de serviço
7.12
Geral
7.13
Banheiro
7.14
Sala de estar
7.15
Sala de
estar/jantar
7.16
Cozinha
7.17
Dormitório
casal
7.18
Dormitório
duplo
(para duas
pessoas)
7.19
Banheiro
Em todos os quartos é possível colocar as camas afastadas de
obstáculos laterais, com as cabedeiras encostadas à parede, e
com uma distância entre os pés da cama e a parede oposta não
inferior a 0,50 m. (Pedro, 2000)
A pia, a bancada de preparação de alimentos e o fogão
encontram-se em sequência, não existindo circulações
interpostas ou obstáculos nos percursos entre eles. (Pedro,
2000)
Existem planos de trabalho de ambos os lados da pia com uma
dimensão mínima de 0,40 m. (Pedro, 2000)
Existe um plano de trabalho com uma altura rebaixada que
permite certas atividades de preparação de refeições sejam
realizadas na posição sentada, ou mesa de apoio. (Pedro 2000;
Palermo 2009; NBR 15.575:1).
Existem planos de trabalho de cada lado do fogão com uma
largura mínima de 0,20 m. (Pedro 2000)
A zona de abertura da porta do refrigerador não está em conflito
com as áreas de uso de outros equipamentos (fogão, pia) ou
com portas de acesso (Pedro, 2000).
Existe um espaço de refeições correntes que não se sobrepõe a
outros espaços funcionais (Pedro, 2000).
Existe um espaço de tratamento de roupa (lavagem, secagem e
passar a ferro) que não se sobrepõe a outros espaços funcionais
(Pedro, 2000).
Existe um espaço de secagem de roupa protegido da vista e do
vento excessivo (Pedro, 2000).
Existe um espaço de secagem de roupa coberto (Pedro, 2000;
Palermo, 2009).
Existe um espaço de secagem de roupa ao sol.
Não existem conflitos entre portas de acesso a cômodos ou a
casa e armários fixos.
São satisfeitas as distâncias entre equipamentos sanitários (vaso
e bidê 0,075 m de cada lado e 0,625 m de frente; lavatório
0,155 m laterais e 0,625 de frente) (Palermo, 2009).
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo mesa centro, circulação no
entorno de 0,625 m. Faixa mínima de circulação e passagem de
0,60 m (NBR 15.575:1; Palermo 2009).
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão,
espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de circulação e
passagem de 0,60 m(Palermo, 2009)
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo um aparador ou balcão,
espaço frontal de 0,90 m. Faixa mínima de circulação e
passagem de 0,90 m(Palermo, 2009)
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo espaço para um berço
(1,335 x 0,675 m)ou cômoda com espaço frontal 0,625 m. Faixa
mínima de circulação e passagem de 0,60 m (Palermo, 2009).
Área de serviço
7.21
Dormitórios
7.22
Sala de estar
7.23
Cozinha
7.24
Geral
Moda
7.20
3 pontos
Funcionalidade
11
9
2
14
3
2
10
5
2
9
3
1
8
9
3
1 ponto
7.
2 pontos
237
Acrescenta-se ao mobiliário mínimo local para guarda
4
protegida do botijão de gás.(Palermo 2009)
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário
7
mínimo) (Palermo, 2009)
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário
9
mínimo) (Palermo, 2009)
Possibilita uma segunda alternativa de leiaute (com o mobiliário
12
mínimo) (Palermo, 2009)
Todas as portas possuem vão livre de 0,80 m
6
8.
Avaliação geral
1 ponto
2 pontos
3 pontos
Moda
Tabela 65 - Resultado da validação do questionário 8, realizada com 24 profissionais
8.1
8.2
8.3
8.4
8.5
8.6
8.7
Atendimento a NBR 15.575
Programa de espaços
Programa de equipamentos
Extensão de paredes mobiliáveis
Área útil
Dimensão útil
Funcionalidade
0
4
1
4
0
0
0
5
10
15
10
12
7
4
19
10
8
10
12
17
20
3
3
2
3
3
3
3
RESPOSTAS POR FORMAÇÃO
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
1.1
1.2
1.3
1.4
1.5
1.6
1.7
2.1
2.2
2.3
2.4
2.5
3.1
3.2
4.1
4.2
4.3
5.1
5.2
5.3
5.4
6.1
6.2
6.3
6.4
6.5
7.1
7.2
AU (8)
7.3
7.4
7.5
7.6
7.7
7.8
7.9 7.10 7.11 7.12 7.13 7.14 7.15 7.16 7.17 7.18 7.19 7.20 7.21 7.22 7.23 7.24 8.1
8.2
8.3
8.4
8.5
8.6
8.7
ENC (16)
Gráfico 27 - Respostas por formação profissional.
LEGENDA
AU – Arquiteto Urbanista
ENC – Engenheiro Civil
238
239
APÊNDICE F - PLANTAS PADRONIZADAS
240
241
242
243
244
245
246
247
248
249
250
251
252
253
APÊNDICE G - PAREDES MOBILIÁVEIS
Tabela 66 - Paredes Mobiliáveis (plantas 1 a 12)
Questão
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P10
P11
P12
Dimensão total de paredes Mobiliáveis de
quartos(perímetro excluindo vãos e interferência de
portas e, metade do comprimento de janelas) (metros)
19,70 19,90 18,20 18,04 17,44 18,47 16,27 17,51 17,92 19,15 18,20 17,58
Dimensão total de paredes Mobiliáveis de cozinha e
serviços(perímetro excluindo vãos e interferência de
portas e, metade do comprimento de janelas) (metros)
5,80
5,98
6,78
6,84
10,65 10,78
9,28
8,35
8,35
7,85
8,72
7,65
Dimensão total de paredes Mobiliáveis de salas
(perímetro excluindo vãos e interferência de portas e,
metade do comprimento de janelas) (metros)
8,05
7,68
8,55
8,81
7,96
9,89
8,91
9,07
7,60
7,90
9,06
Tabela 67 - Paredes Mobiliáveis (plantas 13 a 24)
P13 P14 P15 P16 P17 P18 P19
P20
P21
P22
P23
P24
Questão
8,38
Dimensão total de paredes Mobiliáveis de
quartos(perímetro excluindo vãos e interferência de
portas e, metade do comprimento de janelas) (metros)
18,78 19,60 18,78 19,08 18,40 18,00 19,30 20,10 19,10 19,00 19,20 18,56
Dimensão total de paredes Mobiliáveis de cozinha e
serviços(perímetro excluindo vãos e interferência de
portas e, metade do comprimento de janelas) (metros)
5,22
8,98
4,70
5,42
5,83
8,80
7,90
6,72
7,51
9,78
8,45
9,91
Dimensão total de paredes Mobiliáveis de salas
(perímetro excluindo vãos e interferência de portas e,
metade do comprimento de janelas) (metros)
8,15
6,42
6,27
7,00
7,47
9,03
7,70
7,60
8,98
8,07
8,13
8,62
254
Tabela 68 - Paredes Mobiliáveis (plantas 25 a 36)
Questão
P25
P26
P27
P28
P29
P30
P31
P32
P33
P34
P35
P36
Dimensão total de paredes Mobiliáveis de
quartos(perímetro excluindo vãos e interferência de
portas e, metade do comprimento de janelas) (metros)
19,44 19,22 19,60 18,40 19,20 18,80 18,47 17,44 18,64 18,64 20,36 20,50
Dimensão total de paredes Mobiliáveis de cozinha e
serviços(perímetro excluindo vãos e interferência de
portas e, metade do comprimento de janelas) (metros)
8,11
8,09
9,08
8,05
10,17
3,36
5,43
6,84
6,62
7,84
6,10
2,96
Dimensão total de paredes Mobiliáveis de salas
(perímetro excluindo vãos e interferência de portas e,
metade do comprimento de janelas) (metros)
9,93
8,82
7,67
9,47
9,63
6,34
6,86
8,02
6,77
7,80
7,22
7,24
255
256
ANEXO A - ESPECIFICAÇÕES MÍNIMAS PMCMV
257
Casa térrea
Projeto
Apartamento
Projeto paradigma - Casa com sala / 1 dormitório Apartamento com sala / 1 dormitório
para casal e 1 dormitório para duas pessoas /
para casal e 1 dormitório para duas
cozinha / área de serviço (externa) / circulação /
pessoas / cozinha / área de serviço /
banheiro.
banheiro.
Quadro 14 - Projetos
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
DIMENSÕES DOS CÔMODOS - Observar as dimensões da NBR 15.575
Mobiliário
mínimo
dormitório casal
Mobiliário
mínimo
dormitório duas
pessoas
Mobiliário
mínimo cozinha
Sala de
estar/refeições
Área de Serviço
Casa térrea
Apartamento
1 cama (1,40 x 1,95 m); 1 criado-mudo (0,50 x
0,50); 1 guarda-roupa (1,50 x 0,55) e circulação
de 0,50 m.
1 cama (1,40 m x 1,95 m); 1 criadomudo (0,50 m x 0,50 m); 1 guardaroupa (1,50 m x 0,55 m) e circulação
de 0,50 m.
2 camas (0,80 m x 1,95 m);1 criado
2 camas (0,80 x 1,95);1 criado (0,50 x 0,50); 1
(0,50 m x 0,50 m); 1 guarda-roupa
guarda-roupa (1,50 x 0,55) e circulação de 0,80 m (1,50 m x 0,55 m) e circulação de 0,80
entre as camas e restante com 0,50 m.
m entre as camas e restante com 0,50
m.
Largura mínima da cozinha: 1,60 m.
Largura mínima da cozinha: 1,60 m. Quantidade
Quantidade mínima: pia, fogão (0,60
mínima: pia, fogão (0,60 x 0,60 m) e geladeira
m x 0,60 m) e geladeira (0,70 m x 0,70
(0,70 x 0,70 m). Previsão para armário sob a pia e
m). Previsão para armário sob a pia e
gabinete.
gabinete.
Largura mínima sala de
Largura mínima sala de estar/refeições: 2,40 m.
estar/refeições: 2,40 m. Quantidade
Quantidade mínima de móveis: sofás com número mínima de móveis: sofás com número
de assentos igual ao número de leitos, mesa para 4 de assentos igual ao número de leitos,
pessoas e Estante/Armário TV.
mesa para 4 pessoas e Estante/Armário
TV.
Quantidade mínima: 1 tanque (0,60 x 0,55 m) e 1
máquina (0,60 x 0,65 m).
Quantidade mínima: 1 tanque (0,60 x
0,55 m) e 1 máquina (0,60 x 0,65 m).
Quadro 15 - Dimensões dos cômodos
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
258
CARACTERÍSTICAS GERAIS
Casa térrea
Área útil (área
interna, sem
contar áreas de
paredes)
32 m² (não computada área de serviço).
Apartamento
37 m²
Observar a orientação municipal
Observar a orientação municipal vigente ou adotar
vigente ou adotar as dimensões
as dimensões mínimas previstas na Norma de
Pé direito mínimo
mínimas previstas na Norma de
Desempenho quando o município não regulamentar
Desempenho quando o município não
o assunto.
regulamentar o assunto.
Laje regularizada com massa única
Forro
Forro de madeira ou PVC.
ou gesso, textura ou concreto
Cobertura em telha cerâmica ou
Cobertura em telha cerâmica sobre estrutura de
fibrocimento (espessura mínima de 6
Cobertura
madeira ou metálica ou outra solução com
mm) sobre estrutura de madeira ou
desempenho equivalente.
metálica.
Massa única ou gesso (exceto
Massa única ou gesso (exceto banheiros, cozinhas
Revestimento
banheiros, cozinhas ou áreas de
ou áreas de serviço) ou concreto regularizado para
Interno
serviço) ou concreto regularizado
pintura.
para pintura.
Revestimento
Massa única ou concreto regularizado
Massa única ou concreto regularizado para pintura.
Externo
para pintura.
Azulejo no box com altura mínima de
Revestimento
Azulejo no box com altura mínima de 1,50 m.
1,50 m. Barrado impermeável sobre a
Áreas Molhadas
Barrado impermeável sobre a pia e o tanque.
pia e o tanque.
Revestimento
Massa única ou gesso ou concreto regularizado
Massa única ou gesso ou concreto
áreas comuns
para pintura.
regularizado para pintura.
Portas internas, completas, em madeira. Aceitável
Portas internas, completas, em
Esquadrias e
porta metálica adequada à agressividade do meio
madeira. Aceitável porta metálica no
Ferragens
no acesso à casa.
acesso ao apartamento.
Largura de 0,80 para o caso de
Largura de 0,80 para o caso de unidades adaptadas
Portas banheiro
unidades adaptadas para portadores
para portadores de necessidades especiais
de necessidades especiais
Largura de 0,80 para o caso de
Largura de 0,80 para o caso de unidades adaptadas
Portas quartos
unidades adaptadas para portadores
para portadores de necessidades especiais
de necessidades especiais
Portas externas
0,80 x 2,10 m
0,80 x 2,10 m
De alumínio para regiões
De alumínio para regiões litorâneas(ou meios
Janelas
litorâneas(ou meios agressivos) e de
agressivos) e de aço para demais regiões.
aço para demais regiões.
Cerâmica esmaltada em banheiro e
Cerâmica esmaltada em banheiro e cozinha, com
cozinha / área de serviço, com
Pisos
rodapé. Cimentado preparado para aplicação de
rodapé. Cimentado nas demais áreas
cerâmica nas demais áreas.
internas. Nas áreas comuns (hall) e
escadas, piso cimentado.
Ampliação da UH Os projetos deverão prever a ampliação das casas.
Quadro 16 - Características gerais do projeto
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
259
Paredes internas
Paredes áreas
molhadas
Paredes externas
Tetos
Esquadrias
PINTURAS
Casa térrea
Tinta PVA
Tinta acrílica
Apartamento
Tinta PVA
Tinta acrílica
Tinta acrílica ou textura impermeável
Tinta acrílica ou textura impermeável
Tinta PVA
Tinta PVA
Em esquadrias de aço, esmalte (2 demãos) sobre
Em esquadrias de aço, esmalte (2
fundo preparador (1 demão).
demãos) sobre zarcão (1 demão).
Quadro 17 - Especificação de pintura
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
LOUÇAS E METAIS
Casa térrea
Lavatório
Vaso Sanitário
Tanque
Pia cozinha
Número de
pontos de
tomadas elétricas
Número de
pontos diversos
Número de
circuitos
Interfone
Apartamento
Louça branca sem coluna e torneira
Louça sem coluna e torneira metálica cromada.
metálica cromada.
Louça branca com Caixa de descarga
Louça com Caixa de descarga acoplada.
acoplada.
Capacidade mínima de 18 litros, de
Capacidade mínima de 18 litros, de concreto préconcreto pré-moldado, granilite ou
moldado, granilite ou mármore sintético com
mármore sintético com torneira
torneira metálica cromada.
metálica cromada.
Bancada de 1,20 x 0,55 m com cuba
Bancada de 1,20 x 0,55 m com cuba de granilite ou
de granilite ou mármore sintético,
mármore sintético, torneira metálica cromada.
torneira metálica cromada.
Quadro 18 - Especificações sobre louças e metais
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS / TELEFÔNICAS
Casa térrea
Apartamento
2 na sala, 4 na cozinha, 2 na área de
2 na sala, 4 na cozinha, 1 na área de serviço, 2 em
serviço, 2 em cada dormitório, 1
cada dormitório, 1 tomada no banheiro e mais 1
tomada no banheiro e mais 1 tomada
tomada para chuveiro elétrico (mesmo em caso de
para chuveiro elétrico (mesmo em
aquecimento solar).
caso de aquecimento solar).
1 ponto de telefone, 1 de campainha,
1 ponto de telefone, 1 ponto de antena e 1 ponto de
1 ponto de antena e 1 ponto de
interfone (em condomínios).
interfone.
Prever circuitos independentes para
Prever circuitos independentes para chuveiro
chuveiro (dimensionado para a
(dimensionado para a potência usual do mercado
potência usual do mercado local),
local), tomadas e iluminação.
tomadas e iluminação.
Instalar sistema de interfone (em condomínios)
Instalar sistema de interfone
Quadro 19 - Solicitações sobre instalações elétricas e telefônicas
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
260
DIVERSOS
Casa térrea
Apartamento
Caixa d´água de 500 litros ou de maior
capacidade quando exigido pela
Para reservatório elevado de água potável, em
concessionária local. Para reservatório
Reservatório
condomínio, prever instalação de no mínimo 2
elevado de água potável, em condomínio,
bombas de recalque com manobra simultânea.
prever instalação de no mínimo 2 bombas
de recalque com manobra simultânea.
Vaga de garagem conforme definido na
Vaga de garagem conforme definido na
Vagas
legislação municipal
legislação municipal
Alambrado com baldrame e altura
Cercamento do
Alambrado com baldrame e altura mínima de
mínima de 1,80 m no entorno do
condomínio
1,80 m no entorno do condomínio.
condomínio.
Proteção da
Piso em concreto de 0,50 m de largura ao Piso em concreto de 0,50 m de largura ao redor
alvenaria externa
redor da edificação.
da edificação.
Quando previstas, as calçadas deverão
Quando previstas, as calçadas deverão
Calçadas
apresentar largura mínima de 0,80 m.
apresentar largura mínima de 0,80 m.
Prever solução para máquina de lavar
Prever solução para máquina de lavar roupas
Máquina Lavar
roupas (ponto elétrico, hidráulica e de
(ponto elétrico, hidráulica e de esgoto).
esgoto).
Para empreendimentos com 60 unidade
Para empreendimentos com 60 unidade
habitacionais ou mais, prever 1% da soma
habitacionais ou mais, prever 1% da soma dos
Equipamento de dos custos de Infraestrutura e Edificações
custos de Infraestrutura e Edificações para
lazer / uso
para construção de equipamentos de
construção de equipamentos de lazer/uso
comunitário
lazer/uso comum. Priorização: centro
comum. Priorização: centro comunitário,
comunitário, quadra de esportes, praça /
quadra de esportes, praça / playground.
playground.
Edificações até 3 pavimentos, maior ou igual a
Distâncias
4,50 m. Edificações de 4 a 5 pavimentos, maior
mínimas entre
ou igual a 5,00 m. Edificações acima de 5
blocos
pavimentos, maior ou igual a 6,00 m,
Quadro 20 - Solicitações complementares ao projeto (cont.)
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
TECNOLOGIAS INOVADORAS
Casa térrea
Apartamento
Aceitáveis as tecnologias inovadoras testadas e
aprovadas conforme a Norma de Desempenho – NBR
15.575 e homologadas pela CAIXA.
Aceitáveis as tecnologias inovadoras testadas e
aprovadas conforme a Norma de Desempenho –
NBR 15.575 e homologadas pela CAIXA.
Quadro 21 - Tecnologias inovadores no sistema construtivo
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
SUSTENTABILIDADE
Casa térrea
Apartamento
Aquecimento solar nas unidades (item financiável nas
regiões S, SE, CO e regiões frias do NE). Sistema
aprovado pelo INMETRO e Qualisol
Aquecimento solar nas unidades (item financiável
nas regiões S, SE, CO e regiões frias do NE). Sistema
aprovado pelo INMETRO e Qualisol
Medição individualizada de água e gás (ou sistema de
Medição individualizada de água e gás.
botijão individualizado).
Quadro 22 - Sustentabilidade da unidade habitacional.
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
261
INFRAESTRUTURA (Casa Térrea e Apartamentos)
Pavimentação com guias, sarjetas e sistema de drenagem
Sistema de abastecimento de água
Solução para esgotamento sanitário
Energia elétrica e iluminação pública
Quadro 23 - Solicitações sobre a infraestrutura
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
ACESSIBILIDADE (Casa Térrea e Apartamentos)
Casa Térrea e Apartamentos
Seguir a legislação municipal e estadual sobre o tema.
Os espaços públicos devem ser acessíveis
Quadro 24 - Solicitações sobre acessibilidade
Fonte: (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2009a).
262
ANEXO B – PLANTAS COHAB/MT
Fonte: Companhia de Habitação do Estado de Mato
Grosso, 1980a.
Fonte: Companhia de Habitação do Estado de Mato
Grosso, 1980b.
263
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Dissertação