UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSO INSTITUTO A VEZ DO MESTRE SALA DE AULA:PRAZER OU DESPRAZER? Por: Ieda Nogueira Vidal Magalhães da Silva Orientador: Professor Vilson Sérgio de Carvalho Rio de Janeiro 2009 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSO INSTITUTO A VEZ DO MESTRE SALA DE AULA:PRAZER OU DESPRAZER? Apresentação Candido de Mendes monografia como à requisito Universidade parcial para obtenção do grau de especialista em Docência do Ensino Superior. Por: . Ieda Nogueira Vidal Magalhães da Silva 3 AGRADECIMENTOS A Deus,a toda minha família que me apoiou durante todo o curso, ao corpo docente do Instituto “A Vez do Mestre”, ao professor Vilson Sérgio de Carvalho, pela revisão dos textos, aos colegas da turma pelo incentivo,a amiga Lúcia que me emprestou cinco livros para a pesquisa,e,enfim, a todos que direta ou indiretamente contribuíram para confecção deste trabalho acadêmico. a 4 DEDICATÓRIA .....Dedico este trabalho a minha família,o meu marido Antonio Carlos e meu filho Eduardo pelas caronas até as barcas, a minha filha Isabela por seu apoio e incentivo, a Josivânia, minha secretária, que, com muito boa vontade, cuidou de nossa casa aos sábados para eu estudar e minha sogra que convive conosco há muitos anos. À minha mãe Elza que tenho certeza, se estivesse com saúde, e podendo expressar-se, se sentiria muito feliz por mais este certificado que recebo. 5 RESUMO A pesquisa a seguir, apresenta uma reflexão voltada ao professor como um dos responsável pela indisciplina e falta de interesse dos alunos em sala de aula. Analisando certas situações que ocorrem no cotidiano em sala de aula, percebe-se que se o professor tivesse agido de forma diferente, determinada situação não chegaria ao modo infeliz que se transformou. Baseando-se neste pensamento e no comportamento conflitivo dos jovens,o estudo concluiu que no que diz respeito as questões disciplinares na sala de aula, é mais fácil para o professor começar a mudar aquilo que está ao seu alcance. Sendo assim, será mais conveniente para o professor compreender, que qualquer mudança precisa começar por ele. Transformar primeiro sua atitude, para depois esperar esta mudança por parte dos alunos. 6 METODOLOGIA O estudo em questão, foi proposto a partir da observação do comportamento de professores e alunos em sala de aula. Assim, percebendo que muitas situações difíceis de relacionamento tinham como razão básica a postura do professor, resolvi buscar leitura através de livros, jornais, revistas e Internet que pudessem embasar a minha observação. Após coleta de dados e depoimentos dos autores em questão,fez-se uma pesquisa com as principais idéias contidas neste contexto,que fossem relevantes para o trabalho. Dentre os autores citados destacam-se Lúcia Moysés (2003), Peter Senge (1990), Içami Tiba (2006) e Tânia Zagury (2002). 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I - A Importância do 09 Autoconhecimento do Professor CAPÍTULO II - Desafios da Sala de Aula 17 CAPÍTULO III – Prática Docente e o 21 Prazer de Ensinar CONCLUSÃO 28 BIBLIOGRAFIA 29 WEBGRAFIA 30 ÍNDICE 31 FOLHA DE AVALIAÇÃO 32 8 INTRODUÇÃO A partir de depoimentos, observações e comentários desestimulantes de colegas professores em relação à indisciplina dos alunos, toma-se como desafio estudar e analisar até que ponto a conduta do professor influi em seu relacionamento com os alunos e no prazer de trabalhar. Segundo pesquisa bibliográfica, a sala de aula pode se tornar um ambiente mais agradável para se trabalhar, a partir do momento em que o professor reconhece suas falhas e procura modificar aquilo que está ao seu alcance. Esse trabalho é uma reflexão para o professor sobre os principais fatores que dificultam o seu relacionamento com os alunos e visa oferecer ao profissional subsídios para analisar melhor sua postura. No primeiro capítulo, refletimos sobre a necessidade do autoconhecimento, necessário em princípio, para o professor se conhecer melhor. Uma auto-reflexão que poderá ajudar a verificar e compreender o que está acontecendo em determinadas situações difíceis em sala de aula. Iniciase com uma história de uma ilha que se descobre pouco a pouco e percebe que ela é muito mais do que podia imaginar. No segundo capítulo, analisamos alguns desafios para o professor em sala de aula que poderão ajudar ao profissional refletir sobre seu comportamento e se enquadrar dentro de algum tipo que antes, não havia percebido estas características marcantes. Também neste capítulo, apontamse algumas necessidades para um ensino mais prazeroso. No terceiro capítulo, refletimos sobre a prática docente e o prazer de ensinar, procurando tornar o espaço de trabalho mais agradável.Comenta-se sobre a diferença entre ser professor e mestre e a necessidade de estar sempre aprendendo. Neste capítulo também, analisa-se o que é ser um bom professor no século XXI. 9 CAPÍTULO I A IMPORTÂNCIA DO AUTOCONHECIMENTO DO PROFESSOR “Conhece-te a ti mesmo.” (Frase inscrita há mais de dois milênios no portal do oráculo de Apolo, em Delfos — entrou para a história. Mas será que entrou em todas as salas de aula)? Este capítulo serve para uma reflexão do professor a cerca de seu relacionamento com seus alunos, a partir das suas atitudes em sala de aula. ü Até que ponto seu modo de ser ou agir poderá interferir no seu trabalho? ü O que depende do professor para melhorar seu relacionamento com seus alunos? ü A indisciplina e falta de interesse por parte dos alunos, poderão estar atreladas às atitudes do professor? Inicia-se a reflexão, com uma história intitulada: “A Ilha – Uma Fábula sobre o Autoconhecimento.” “Era uma ilha que vivia no meio do oceano. Levava uma vida tranqüila, sem grandes questionamentos. Conhecia outras ilhas e com elas se comunicava. Um dia porém, uma idéia inquietou a ilha: Se todas as vezes que a maré baixava, uma poção de terra se descobria, então até que ponto haveria terra? Então até que ponto a ilha existia? Isso lhe tirou o sono por várias noites. De repente seu conceito sobre si mesma começou a mudar. Sempre se considerara uma porção de terra boiando a superfície da água, isso era ponto pacífico, todas as outras ilhas também pensavam assim. Mas agora já não podia acreditar nisso. Uma ilha não terminava logo abaixo da linha das ondas. Não. Continuava para baixo. Talvez uma ilha na verdade fosse uma... montanha. Uma montanha com o pico 10 fora dágua. Saber que ela “continuava” além daquilo que sempre julgou ser era algo espantoso de se pensar. Assim, dia após dia, a ilha prosseguiu em seus esforços de auto-investigação - precisava saber até onde existia. Mas à medida que sua atenção mergulhava em si mesma, as águas ficavam mais escuras. Era preciso cada vez mais concentração para não se perder. Ela prosseguiu, mais atenta, e descobriu que aquilo que existia abaixo da superfície continuava sendo ela mesma, sim, mas parecia ter algo como uma vida própria. Cada vez mais surpresa a ilha constatou que aquela parte mais profunda de si mesma levava uma existência semi-independente, porém interagindo sempre com a superfície: influenciando e sendo influenciada por ela. A ilha então soube a razão porque se comportava dessa ou daquela maneira e muitas coisas ficaram mais claras a respeito de si mesma, de seus relacionamentos com outras ilhas e da vida de modo geral. E a cada descoberta que fazia, outras mais se anunciavam e de repente era como se o Universo se expandisse para dentro dela mesma! Muito tempo se passou até que se convencesse, verdadeiramente, de que era mesmo uma montanha com o pico emerso. Ela estava presa a uma base e essa base era uma enorme extensão de terra que funcionava como chão. Vinham de lá todas as ilhas. E para lá voltariam todas quando os movimentos da terra, dos ventos e das águas as forçassem a isso. Mas a grande maioria das ilhas não sabia que todas elas continuavam para baixo. Por isso não entendiam as reais motivações de muito do que faziam. A parte acima da superfície era tudo que sabiam sobre si mesmas e isso era pouco. A parte submersa, a montanha, era a parte inconsciente de cada ilha, aquilo que desconheciam de si mesmas. E o fundo do mar era o inconsciente maior, único,de todas elas, o lugar de onde vinham. Ao entender esse fato a ilha lembrou do tempo em que sua consciência de si própria se limitava àquela minúscula porção de terra à superfície. Todas as ilhas vêm do mesmo lugar - ela repetiu, intrigada com suas descobertas porque são feitas da mesma terra... A areia e os nutrientes que as raízes de suas plantas colhem, vem tudo do mesmo chão... Todas as ilhas que existem são no fundo uma coisa só que se experimenta em várias extensões de si própria e cada extensão possui consciência de si mas esta consciência é limitada pois quase nunca desce em direção ao fundo, acomodando-se na 11 parte mais superficial... Se cada ilha se aprofundasse em sua noção de si própria, acabaria conhecendo melhor a si mesma e, por virem todas do mesmo lugar, conheceria melhor a todas as outras ilhas. A ilha viu que eram idéias grandes demais, confundiam a mente. Aquela auto-investigação era importante mas requeria muita atenção para não se perder durante o processo. Só assim poderia transitar com êxito entre as duas camadas de realidade, a que ficava à superfície e aquela mais escura e misteriosa que Enquanto prosseguia tudo isso rumo acontecia a seu próprio interior. as outras ilhas observavam seu comportamento e não entendiam bem o que ela tentava lhes dizer. A ilha sentiu-se só. Viu-se então pensando do ponto de vista da terra: se elas não se conhecem e elas todas são parte de mim, então eu ainda não me conheço tão bem... Assim sendo, como poderia condená-las? Não, não poderia. Deveria entender e aceitar o ritmo natural da vida de cada uma das ilhas. Deveria agir com a mãe sábia e bondosa que incentiva todos os seus filhos mas tem de respeitar o caminho individual de cada um deles... Foi então que, subitamente, a ilha percebeu, num intenso clarão de compreensão, que toda aquela vasta extensão de terra lá embaixo funcionava como um útero a expulsar pedaços de si mesma, forçando-os à superfície. Uma vez lá, eles se entendiam ilhas e começavam então sua aventura individual em busca de saber quem de fato eram, de onde vieram e por que existiam. Mas por que a terra fazia isso? Talvez para ela própria aprender com a experiência individual de cada ilha. Ao morrer, uma ilha levava à terra sua própria experiência que serviria para formar as futuras ilhas. Assim, toda ilha continha em si, sem se dar conta, a mesmíssima areia das que a antecederam. Através da vida de cada uma das ilhas, a terra como um todo estava sempre aprendendo Se isso cada era vez verdade, mais então cada sobre ilha si possuía mesma... uma enorme responsabilidade: conhecer-se a fundo, viver a vida da melhor forma possível e aprender o máximo que pudesse pois tudo o que vivesse formaria o material do qual seriam feitas as ilhas que a sucederiam. 12 A vida é mesmo uma tremenda aventura! - pensou a ilha enquanto se divertia com os olhares estranhos que as outras lhe lançavam. Uma aventura de cada ilha. Mas também da terra inteira.”( Kelmer, 1997, p.139) Para o desenvolvimento dessa reflexão, busca-se apresentar uma síntese do modelo proposto por Senge (1990) e destacar a disciplina - domínio pessoal - como base para a mudança de atitude. 1. Domínio Pessoal - é o conhecimento de si mesmo. Vai além da competência e das habilidades, embora baseie-se nelas. Significa encarar a vida como um trabalho criativo, vivê-la da perspectiva criativa, e não reativa. Implica o esclarecimento contínuo do que é importante para nós (autoconhecimento), em aprender a ver a realidade atual com mais clareza, em promover a aprendizagem generativa. Nesse contexto “aprender” não significa adquirir mais informações, mas sim expandir a capacidade de produzir os resultados que realmente se quer. É a aprendizagem generativa para a vida inteira. Conforme aponta Senge (1990), “Pelo domínio pessoal aprendemos a esclarecer e aprofundar continuamente nosso objetivo pessoal, a concentrar nossas energias, a desenvolver a paciência, e a ver a realidade de maneira objetiva”. (p.16) O autoconhecimento, entretanto não é tão evidente. “Muitas vezes não temos consciência de nossos modelos mentais ou das influências que eles exercem sobre nosso comportamento” (Senge, 1990, p.17). 2. Modelos Mentais – Conforme o conceito anterior, trata-se de idéias profundas arraigadas, generalizações ou mesmo imagens que influenciam o modo de encarar o mundo e as atitudes que muitas vezes são inconscientes. Senge (1990) salienta que “por definição, todos os modelos são simplificações”. Grande parte das interpretações das pessoas são mais resultados de suas maneiras de verem as coisas que já estão consolidadas. A mente trabalha com tal velocidade que é capaz de confundir o que se vê, com as imagens já formadas anteriormente com base naquilo que se pensa das coisas. Salta-se dos dados - “Ele está falando alto” - para a abstração - “Ele é insensível”. E passa-se a tratar a abstração como um dado real. Por isso é difícil perceber os modelos mentais: eles não aparecem a não ser como os 13 pressupostos para a interpretação dos fatos, pessoas e relações. Por traz de toda a estratégia existe um modelo mental (Senge, apud Ray e Rinzzer, 1993). O modelo mental de uma organização de aprendizagem deve “ser revestido de sentimentos de energia, motivação, responsabilidade pessoal, alegria, integração, partilhas e crescimento pessoal e organizacional” (Marquardt, 1996, p.65). É importante analisar o tipo de modelo mental que interfere em nossas atitudes e de acordo com a análise sincera, rever, e até mudar para melhorar o trabalho em sala de aula. Por exemplo: Se o professor for uma pessoa que nem cumprimenta seus alunos, como poderá obter um bom relacionamento ou atenção deles? 1.1 – ALGUMAS SUGESTÕES PARA AJUDAR O PROFESSOR Não é aconselhável: 1. Dar aula sentado ou conservar-se nesta posição durante a maior parte do tempo de aula; 2. Permanecer longo tempo num mesmo lugar, na frente ou no fundo da sala de aula, junto à mesa, à janela, à porta, ou o quadro negro; 3. Demorar os olhos num aluno (a) ou num setor da classe, enquanto dá explicações; 4. Realizar a lição com o olhar absorto, como perdido na contemplação do teto ou do espaço, além das janelas; 5. Aproximar-se do aluno chamado para ler ou responder às questões formuladas pelo professor; 6. Chegar atrasado à sala de aula, consultar freqüentemente o relógio durante a aula, ou, no final dela, sair apressadamente; 14 7. Consultar repetidamente, durante a aula, fichas, apontamentos, apostilas ou qualquer espécie de lembretes; 8. Permanecer junto ao aluno que vai responder às questões formuladas pelo professor ou que solicita sua atenção para uma dúvida, omissão ou dificuldade; 9. Rabiscar a mesa durante a aula ou usar o giz para outra finalidade; 10. Dar aula em voz demasiadamente alta ou demasiadamente baixa; 11. Discorrer durante toda a exposição com o mesmo ritmo na fala e a mesma altura de voz. Falar tão rapidamente que os alunos não possam tomar notas,ou tão devagar que a aula degenere em ditado; 12. Andar demasiadamente rápido durante a aula; 13. Usar roupas que chamem a atenção dos alunos; 14. Falar num nível que ninguém entenda; 15. Articular mal as palavras e usar expressões pouco usuais; 16. Deixar de tomar conhecimento de defeitos e impropriedades da expressão oral ou escrita dos alunos com o pretexto de não ser professor português ou de não desejar invadir a seara deste; 17. Exigir silêncio e imobilidade da classe, o que não é útil nem possível de se obter; 18. Gracejar com a classe acerca de assuntos de outras aulas ou de atitudes e trabalhos de outros docentes; 19. Prolongar a aula além do tempo a ela destinado, suprimindo assim os intervalos de descanso dos alunos; 15 É aconselhável... 1. Dividir o texto em introdução; narração; argumentação; digressão; e epílogo; 2. Dizer no início o que pretende falar; falar o que foi preparado, e no final resumir o que foi dito; 3. Pensar o que tem a dizer, e adaptar a forma em função de quem vai ouvir; 4. Falar com determinação e entusiasmo o que precisa ser dito quando for oportuno; 5. Observar os aspectos positivos (para imitar) e negativos (para evitar) das pessoas que nos falam algo; 6. Falar de memória o que precisa ser dito; 7. Contar estórias, usar provérbios, ou contar algo divertido durante a apresentação; 8. Usar corretamente a língua portuguesa, evitando frases ou palavras não eufônicas; 9. Preparar o que vai ser dito; 10. Que o conteúdo esteja um pouco acima do nível da platéia; 11. Interagir de alguma forma com os ouvintes, para que eles falem algo; 12. Não comparar pessoas durante a apresentação; 13. Fundamentar as comparações e os argumentos no campo das idéias; 14. Ser objetivo e prezar pela naturalidade; 15. Ser simples; 16. Cumprimentar a turma quando entrar na sala de aula num tom que os alunos ouçam; 16 17. Procurar desenvolver a simpatia e o bom humor, dentro do bom senso, da razão e do equilíbrio; Estas sugestões podem ser úteis para a auto avaliação do professor em função do que faz ou não , o que pode ou não mudar para tornar a sala de aula um espaço mais agradável para se trabalhar. 17 CAPÍTULO II DESAFIOS DA SALA DE AULA De acordo com a Teoria Integração Relacional, o primeiro requisito para que o professor consiga bons resultados é se conhecer bem.Pergunto: Será que você já tentou avaliar-se segundo o olhar de seus alunos? (Tiba,1998 p. 141) Içami Tiba (1998) descreve onze tipos de professor: 1) Um aluno faz a média – esse tipo de professor tem uma grande variedade pessoal: avalia seu desempenho na classe em função do melhor aluno, e não da média dos estudantes. Qualidades: poucas; defeitos: a grande maioria dos alunos não consegue aprender nada. 2) Superexigente – ameaçador, ele apavora seus alunos. Transforma adolescentes em seres inanimados perante a autoridade em classe. Assim, nega a condição máxima da interação. Qualidades: facilita para quem quer prestar atenção; defeitos: como a aula não tem vida, a aprendizagem é tremendamente prejudicada. 3) Estuprador mental – esse tipo de professor não liga para a classe. Egoísta, dá aula para si mesmo, para demonstrar seus conhecimentos e sai satisfeito, com a sensação de que a aula foi muito boa. Pouco se importa com o outro. Qualidades: expõe sua matéria conforme a preparou e não se deixa influenciar por atrasos, incidentes ou outros movimentos; defeitos: o rendimento é prejudicado. 4) Carrasco – sempre exige mais do que ensinou. Qualidades: exige o máximo do aluno, que, se tentar corresponder, poderá progredir muito, estimulado pelo desafio da superação; defeitos: corre o risco de criar nos estudantes um horror pela matéria. 18 5) Tanto faz – nada o atinge: se o aluno aprendeu, ótimo! Se não aprendeu, pouco importa. Esse tipo de professor apresenta uma espécie de indiferença, uma das piores posturas para qualquer conhecimento. Qualidade: caso tenha alguma, com certeza é muito menor do que os defeitos; defeitos: raramente o aluno consegue aprender alguma. Para ele, essa aula “tanto faz”. 6) Crânio – é um profundo conhecedor de sua disciplina, ma um péssimo comunicador. Sabe tudo sobre a matéria, mas não consegue transmitir nada. Qualidades: são poucas, uma vez que ocorre desperdício de talento; defeitos: rigoroso na avaliação, exige muito além do conseguiu ensinar. 7) Vítima – não consegue se impor, os alunos fazem o que querem. Sofre com a classe, que descobre um prazer sádico em torturá-lo. Qualidades: nenhuma; defeitos: não consegue dar a matéria. 8) Sedutor – atraído por conversa, beleza, status, poder ou outra característica de um aluno, torna-se extremamente parcial em seu comportamento: tende a facilitar, favorecer ou privilegiar esse aluno, fazendo uma distinção nítida entre ele e os demais. A aula passa a ser dada para ele. Qualidades: pode usar a sedução pelo lado bom, caprichando mais para dar a aula, fazendo com que a classe se sinta beneficiada, já que ele demonstra ser mais tolerante com ela; defeitos: quase sempre esse comportamento é antipedagógico. 9) Crédulo – excessivamente compreensivo e democrático. Acredita em tudo o que o aluno diz, verdade ou mentira. Qualidades: costuma ser muito querido pelos alunos, pode mobilizar a cooperação da classe e produzir bons resultados; defeitos: é fácil ser enganado e manipulado. 10) Superatual – desperta o maior interesse na classe porque incorpora às aulas as últimas notícias, invenções e avanços. Qualidades: a maior é solicitar a participação dos alunos, que devem levar novidades também; defeitos: quando exagera na novidade, tirando o foco da aula, sem relacionar o assunto à sua matéria. É preciso critério para selecionar as novidades. 19 11)Menção honrosa – vai para o professor atualizado, competente, relacionável e ético. Este professor consegue despertar no aluno o desejo de aprender pelo prazer de saber. O mais importante é perceber se o problema do desprazer em sala de aula está relacionado ao professor.Se esta for à conclusão chegada,procurar fazer o que estiver ao alcance para modificar esta situação,a fim de transformá-la num espaço de alegria e prazer. 2.1.O PROFESSOR UNIVERSITÁRIO NECESSIDADES PARA UM ENSINO MAIS PRAZEROSO Referindo-se ao professor de nível superior,Rodrigues (2005), realizou um projeto exploratório com a participação de 10 professores de uma faculdade particular do Litoral Norte Paulista estimulando-os universitários para o debate e a reflexão sobre as competências do profissional do ensino superior, teve como resultado diversos pontos positivos, dentre eles os seguintes: a) Aumento da crença sobre as possibilidades de melhoria dos processos ensino e aprendizagem desenvolvidos no seio da organização escolar através da utilização de diferentes estratégias, inclusive aquelas ligadas às inovações tecnológicas; b) Maior conscientização dos professores sobre a necessidade do desenvolvimento de competências pedagógicas e sobre a necessidade de utilização de diferentes estratégias; 20 c) Maior conscientização da faculdade sobre a necessidade de investir mais em capacitação docente, estimulando e proporcionando condições para que os docentes possam desenvolver-se continuamente; “Gostaria de destacar que a contribuição desta iniciativa, ou seja, o desenvolvimento de um curso e uma pesquisa para subsidiar uma tese de doutorado, pode parecer algo simples, mas para a realidade do Litoral Norte Paulista e especificamente para as Faculdades Integradas Módulo, isto tem um significado especial, pois representa o marco inicial de um grande projeto de capacitação de professores através estratégias inovadoras incluindo ambientes informatizados e colaborativos, que se apresentam neste momento como algo necessário e que já demandam inclusive alguma ação de planejamento e contato com autoridades da área para a realização do mesmo. Palavras-chave: o docente do ensino superior, desenvolvimentos de competências, formação de professores, profissionalização docente, estratégias educacionais, ambientes informatizados e colaborativos”. (Rodrigues,2005,p. 86) 21 CAPÍTULO III PRÁTICA DOCENTE E O PRAZER DE ENSINAR Segundo Içami Tiba 1998), ensinar é transmitir o que se sabe a quem quer saber, portanto é dividir a sabedoria.Porém, esta divisão não segue as leis matemáticas porque em vez do conhecimento diminuir, ganha-se algo mais. “Ensinar é um gesto de Amor”! “Ensinar é um gesto de generosidade, humanidade e humildade.” (Tiba, 1998, p. 61) Ensinar é realizador, prazeroso e gratificante. É ver desabrochar a flor cuja semente o mestre plantou. O conhecimento deve ser dosado pelo interesse e pela capacidade de aprendizagem do aluno. Muita luz pode cegar o olho acostumado à penumbra. O aprendiz, além de receber o conhecimento, está absorvendo o prazer de ensinar do mestre, que se transforma em prazer de aprender. E o que se aprende com prazer não se esquece jamais. É transitório e medíocre o abuso do poder de saber para quem não sabe. Esse poder só alimenta a mesquinha vaidade das pessoas. O sabe-tudo está pondo um limite subjetivo em seu conhecimento, acreditando-se onisciente. Isso é mania de querer ser Deus. A maior fraqueza do homem é querer ser Deus, pois a verdadeira sabedoria traz embutida a humildade. “É saudável buscar a perfeição, porém é mais perfeita a pessoa que a procura do que a que a encontra. O verdadeiro mestre procura estar sempre aprendendo”. (Içami Tiba,1998,p.62) Aqui, Içami Tiba(1998) nos faz refletir diante da diferença entre ser professor e mestre.O professor muitas vezes pensa que sabe muito, o mestre sempre sabe que continua aprendendo. O Prazer de ensinar é diretamente ligado à capacidade e a habilidade do professor de transmitir seus conhecimentos naturalmente com segurança e sem temor de ser questionado,tendo o professor em mente que durante o processo ensino-aprendizagem, existe uma troca de experiências onde a relação professor X aluno se interage. 22 “Ensinar é realizador, prazeroso e gratificante. É ver desabrochar a flor cuja semente o mestre plantou. O conhecimento deve ser dosado pelo interesse e pela capacidade de aprendizagem do aluno. Muita luz pode cegar o olho acostumado à penumbra. O aprendiz, além de receber o conhecimento, está absorvendo o prazer de ensinar do mestre, que se transforma em prazer de aprender. E o que se aprende com prazer não se esquece jamais”. (Tiba,2006, p. 53 e 54) Um professor pode se transformar num mestre.E para isso, não basta só conhecer bem a matéria.É preciso: 1. Estar integrado em relação a si mesmo: • Sentir-se física, psicológica e eticamente bem; • Estar capacitado para atingir seus objetivos; • Estar receptivo a tudo o que possa melhorar ainda mais sua função. 2. Entender o aluno: • Considerar a etapa do desenvolvimento na qual ele se encontra; • Levar em conta dificuldades e facilidades específicas no aprendizado; • Inteirar-se dos interesses pessoais que possam ajudá-lo no aprendizado. 3. Estar atento ao ambiente da sala de aula: • Estar informado sobre tudo que possa atingir o relacionamento entre professor / aluno e vice versa; • Praticar a cidadania, que segundo Içami Tiba,1998,é ela que garante o nosso ecossistema e, conseqüentemente, a qualidade de nossa sobrevivência. Um mundo mais humanitário é formado a partir de um aluno que se forma por um mestre, que por sua vez, transmitiu além da matéria, o prazer de 23 saber. Assim, o docente pode contribuir para um ambiente mais prazeroso dentro do local de trabalho. 3.1 UM BOM PROFESSOR NO SÉCULO XXI Segundo Lobo(2003), “Os alunos não querem um superprofessor. Querem apenas alguém que os apóie. Pode também ser compreensivo. E se não for pedir muito: divertido e bem disposto. Se não, pelo menos que cumpra a sua função principal: a de explicar bem a matéria. Este é o perfil do professor que o aluno gosta de ver na sala de aula”.(p.24) Vicente (2007), apresenta um texto contendo dez princípios para as atividades docentes de um bom professor do terceiro milênio, século marcado pela informação e pelo conhecimento tecnológico. O professor do século XXI, é aquele que, além da competência, habilidade interpessoal, equilíbrio emocional, tem a consciência de que mais importante do que o desenvolvimento cognitivo é o desenvolvimento humano e que o respeito às diferenças está acima de toda pedagogia. A função do bom professor do século XXI não é apenas a de ensinar, mas de levar os seus alunos ao reino da contemplação do saber e do ser. De acordo com Tiba(1998), o professor deve sempre ensinar, aprendendo.Fazendo perguntas aos alunos e algumas vezes trocando os papéis, está demonstrando humildade e o relacionamento entre professor e aluno, ficará melhor. 3.2 OS DEZ PRINCÍPIOS Eis então os dez passos na direção de uma pedagogia do desenvolvimento humano: 1º - Aprimorar o educando como pessoa humana - A nossa grande tarefa como professor ou educador não é a de instruir, mas a de educar nosso aluno como 24 pessoa humana, como pessoa que vai trabalhar no mundo tecnológico, mas povoado de corações, de dores, incertezas e inquietações humanas. A escola não pode se limitar a educar pelo conhecimento destituído da compreensão do homem real, de carne e osso, de corpo e alma. De nada adianta o conhecimento bem ministrado em sala de aula se fora da escola, o aluno se torna um homem brutalizado, desumano e patrocinador da barbárie.Educamos pela vida como perspectiva de favorecer a paz entre os homens. 2º - Preparar o educando para o exercício da cidadania - Se de um lado, primordialmente, devemos ter como grande finalidade do nosso magistério o ministério de fazer o bem às pessoas, fazer o bem é preparar o nosso para o exercício exemplar e pleno da cidadania.O cidadão não começa quando os pais registram seus filhos no cartório nem quando os filhos fazem dezoito anos, a cidadania começa na escola, desde a educação infantil e se estende até à educação superior. Começa com o fim do medo de perguntar e o início do momento de fazer um ambiente de paz e bem-estar social, política e econômico. 3º - Construir uma escola democrática - A gestão democrática é a palavra de ordem na administração das escolas. Os educadores que atuarão no novo milênio devem ter na gestão democrática um princípio que não devem abrir mão.Quanto mais a escola for democrática, mais possibilidades de atender com equidade as demandas sociais. Assim, existe uma possibilidade concreta: chegar a universidade e concluir um curso de educação superior e estar preparado para ser um bom profissional e um cidadão consciente de suas responsabilidades. 4º - Qualificar o educando para progredir no mundo do trabalho - Por mais que a escola qualifique seus recursos humanos, por mais que adquira o melhor do mundo tecnológico, por mais que atualize suas ações pedagógicas, ela sempre estará marcando passo frente às novas transformações cibernéticas, mas através de seus professores , poderá qualificar o educando para aprender a progredir no mundo do trabalho,sem medo de perdas, de mudar, e 25 principalmente sem medo do novo que venha a enfrentar. 5º - Fortalecer a solidariedade humana - É papel da escola favorecer a solidariedade,mas não a solidariedade de ocasião, que nasce de uma catástrofe,mas do laço recíproco e cotidiano e de amor entre as pessoas. A solidariedade que cabe à escola ensinar é a solidariedade que não nasce apenas das perdas materiais, mas que chega como adesão às causas maiores da vida, principalmente às referentes à existência humana. Enfim, é na solidariedade que a escola pode desenvolver, no aluno-cidadão, o sentido de sua adesão às causas do ser e apego à vida de todos os seres vivos, aos interesses da coletividade e às responsabilidades de uma sociedade a todo instante transformada e desafiada pela modernidade. 6º - Fortalecer a tolerância recíproca - Um dos mais importantes princípios de quem ensina e trabalha com crianças, jovens e adultos é o da tolerância, sem o qual todo magistério perde o sentido de ministério, de adesão aos processos de formação do educando.A tolerância começa na aceitação, sem reserva, das diferenças humanas, expressas na cor, no cheiro, no falar e no jeito de ser de cada educando. Só a tolerância é capaz de fazer o educador admitir modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos indivíduos ou de grupos determinados,políticosoureligiosos. 7º - Zelar pela aprendizagem dos alunos - Muitos de nós professores, principalmente os do magistério da educação , acreditam que o importante,em sala de aula,é o instruir bem,o que pode ser traduzido, ter domínio de conhecimento da matéria que ministra aula. No entanto, o domínio de conhecimento não deve estar dissociado da capacidade de ensinar,de fazer aprender. De que adiante o conhecimento e não saber,deforma autônoma e crítica, aplicar as informações? O conhecimento não se faz apenas com metalinguagem, com conceitos a, b ou c,e sim ,com didática, com pedagogia do desenvolvimento do ser humano, sua mediação fundamental. O zelo pela aprendizagem passa pela recuperação daqueles que têm dificuldade de assimilar informações, sejam por limitações 26 pessoais ou sociais. Daí, a necessidade de uma educação dialógica, marcada pela troca de idéias e opiniões, de uma conversa colaborativa em que não se cogita o insucesso do aluno. Se o aluno fracassa, a instituição de ensino, também fracassou. As instituições devem riscar do dicionário a palavra FRACASSO. Quando o aluno sofre com o insucesso, também fracassa o professor. A ordem,pois,é fazer sempre progredir, dedicar-se mais do que as horas oficialmente destinadas ao trabalho e reconhecer que o nosso magistério é missão, às vezes árdua, mas prazerosa, às vezes sem recompensa financeira condigna que merecemos, mas que pouco a pouco vamos construindo a consciência na sociedade, principalmente a política, de que a educação, se não é panacéia, é o caminho mais seguro para reverter as situações mais inquietantes e vexatórias da vida social. 8º- Colaborar com a articulação da escola com a família - O professor do novo milênio deve ter em mente que o profissional de ensino não é mais pedestal, dono da verdade, representante de todos os saberes, capaz de dar respostas para tudo.Articular-se com as famílias é a primeira missão dos docentes, inclusive para contornar situações desafiadoras em sala de aula. Quanto mais conhecemos a família dos nossos alunos, mais os entendemos e mais os amamos.Uma criança amada é disciplinada. Os pais, são, portanto, coadjuvantes do processo ensino-aprendizagem, sem os quais nossa ensino, não educa. A sala de aula não é sala-de-estar do nosso lar, mas nada impede que os pais possam ajudar nos desafios da pedagogia dos docentes nem inoportuno é que os professores se aproximam dos lares para conhecerem de perto a realidade dos alunos e possam juntos, pais e professores, fazer a aliança de uma pedagogia de conhecimento mútuo, compartilhado e mais solidário. 9º - Participar ativamente da proposta pedagógica da instituição de ensino - A proposta pedagógica não deve ser exclusividade dos diretores ou reitores da instituição. Cabe ao professor participar do processo de elaboração da proposta pedagógica,até mesmo para definir de forma clara os grandes objetivos da escola para seus educandos. Um professor que não participa, se perde na solidão de suas aulas e não tem como pensar em como ser 27 participante de um processo maior, holístico e globalizado. O mundo globalizado para o professor começa por sentir-se parte no seu chão das decisões da instituição,da sua organização administrativa e pedagógica. 10º - Respeitar as diferenças - Se de um lado, devemos levantar a bandeira da tolerância,como um dos princípios do ensino, o respeito às diferenças conjugase com esse princípio,de modo a favorecer a unidade na diversidade, a semelhança na dessemelhança. Decerto, o respeito às diferenças de linguagem, às variedades lingüísticas e culturais, é a grande tarefa dos educadores do novo milênio.O respeito às diferenças não tem sido uma prática do nosso cotidiano,mas,depois de cinco séculos de civilização tropical, descobrimos que a igualdade passa pelo respeito às diferenças ideológicas, às concepções plurais de vida, de pedagogia, às formas de agir e de ser feliz dos gêneros humanos.O educador, pois, deve ter a preocupação de reeducar-se de forma contínua, uma vez que nossa sociedade ainda traz no seu tecido social as teorias da homogeneidade para as realizações humanas, teoria que, depois de 500 anos, conseguiu apenas reforçar as desigualdades sociais. Nossa missão, é dizer que podemos amar, viver e ser felizes com as diferenças, pois, nelas, encontraremos nossas semelhanças históricas e ancestrais: é, dessa maneira, a nossa forma de dizer ao mundo que as diferenças nunca diminuem, e sim, somam valores e multiplicamos gestos de fraternidade e paz entre os homens. 3.3 Para Refletir: “Pela manhã, o bom religioso, abre o livro sagrado e reflete sobre o bem e o mal”. “Por um feliz amanhã, o bom professor abre a LDB e aprende a conciliar o conhecimento e a humanidade”. (Martins,2007,p.89). Em relação aos dez princípios, deve-se levar em consideração que aceitando melhor as diferenças e envolvendo-se com mais dedicação à profissão, o docente passará a encarar tanto a sala de aula como a sua relação com o educando com mais objetividade e prazer 28 CONCLUSÃO Referindo-se a questão central que se enfoca no estudo: “Como tornar a sala de aula um espaço mais agradável para se trabalhar?”, conclui-se que isto não é tão difícil como parece, a partir do momento que o professor percebe que ele pode modificar o seu relacionamento com os alunos e tornar suas aulas mais prazerosas. O professor do século XXI precisa se adaptar as mudanças da demanda de seus alunos, mais exigentes, sinceros e questionadores. Conclui-se também, que o professor deve encarar o seu trabalho com carinho e vontade de exercer sua profissão da melhor forma que puder.Este é um dos maiores desafios que se precisa aprender como lidar. Observando o que estiver ao seu alcance, para tornar a sala de aula um ambiente mais agradável, não só para ele como para a própria turma. Uma das dificuldades do professor é querer que o aluno se adapte a ele, mas muitas vezes também é necessário que o professor se adapte ao aluno, modificando suas atitudes e/ou modificando sua metodologia. Profissionais conscientes, vivem a Integração Relacional na sua plenitude.Os criativos descobrem novas formas de realização. Os responsáveis terminam o que idealizaram. Os afetivos, vibram com os alunos, contribuindo para o aumento da auto-estima. Os sensíveis, se permitem emocionar junto dos alunos. Os generosos ensinam com mais carinho. Os eternos aprendizes, descobrem que quanto mais estudam e se dedicam nesta relação, mais seus alunos aprendem e eles se sentem mais realizados e felizes. 29 BIBLIOGRAFIA MOYSÉS, Lúcia. O Desafio de Saber Ensinar. 10ªedição,Editora Papirus,2003. SENGE, Peter. The Fifth Discipline: The Art and Practice of the Learning Organization, 1990. TIBA, Içami. Disciplina Limite na Medida Certa.79ªedição, Editora Integrare, 2006. ___________. Ensinar Aprendendo,11ª edição,Editora Gente,1998. ___________. Educação & amor. São Paulo: Integrare, 2006 ZAGURY, Tânia. Escola Sem Conflito:Parceria com os Pais. Editora Record,2002. _____________. O Professor Refém.Editora Record, 2006. 30 WEBGRAFIA LOBO,Andréia.O Bom Professor. Jornal “A Página”, ano 12, nº125 www.apagina.dia-a-dia com.br Data de acesso: 08/01/09 MARTINS, Vicente .<http:www.eduquenet/decalogoprofessorhtm>.2007. Data de acesso: 10/01/09 KELMER, Ricardo. www.ricardokelmer.net, 1997. Data de acesso: 17/02/09 RODRIGUES, Jorge www.sapientia.pucsp.br, 2005. Data de acesso: 20/02/09 31 ÍNDICE FOLHA DE ROSTO 2 AGRADECIMENTO 3 DEDICATÓRIA 4 RESUMO 5 METODOLOGIA 6 SUMÁRIO 7 INTRODUÇÃO 8 CAPÍTULO I A Importância do Autoconhecimento do Professor 9 1.1 – Algumas Sugestões para Ajudar o Professor 13 CAPÍTULO II Desafios da Sala de Aula 17 2.1 _ O Professor Universitário 19 CAPÍTULO III Prática Docente e o Prazer de Ensinar 21 3.1 _ Um Bom Professor do Século XXI 23 3.2 _ Os Dez Princípios 23 3.3 _ Para Refletir 27 CONCLUSÃO 28 BIBLIOGRAFIA 29 WEBGRAFIA 30 ÍNDICE 31 FOLHA DE AVALIAÇÃO 32 32 FOLHA DE AVALIAÇÃO Nome da Instituição:UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES Título da Monografia: SALA DE AULA:PRAZER OU DESPRAZER? Autora:IEDA NOGUEIRA VIDAL MAGALHÃES DA SILVA Data da entrega: Avaliado por:Professor Vilson Sérgio de Carvalho Conceito: