UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSO
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
SALA DE AULA:PRAZER OU DESPRAZER?
Por: Ieda Nogueira Vidal Magalhães da Silva
Orientador: Professor Vilson Sérgio de Carvalho
Rio de Janeiro
2009
2
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSO
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
SALA DE AULA:PRAZER OU DESPRAZER?
Apresentação
Candido
de
Mendes
monografia
como
à
requisito
Universidade
parcial
para
obtenção do grau de especialista em Docência do
Ensino Superior.
Por: . Ieda Nogueira Vidal Magalhães da Silva
3
AGRADECIMENTOS
A Deus,a toda minha família que me
apoiou durante todo o curso, ao corpo
docente do Instituto “A Vez do Mestre”,
ao professor Vilson Sérgio de Carvalho,
pela revisão dos textos, aos colegas da
turma pelo incentivo,a amiga Lúcia que
me emprestou cinco livros para a
pesquisa,e,enfim, a todos que direta ou
indiretamente
contribuíram
para
confecção deste trabalho acadêmico.
a
4
DEDICATÓRIA
.....Dedico este trabalho a minha família,o
meu marido Antonio Carlos e meu filho
Eduardo pelas caronas até as barcas, a
minha filha Isabela por seu apoio e
incentivo, a Josivânia, minha secretária,
que, com muito boa vontade, cuidou de
nossa casa aos sábados para eu estudar
e minha sogra que convive conosco há
muitos anos.
À minha mãe Elza que tenho certeza, se
estivesse
com
saúde,
e
podendo
expressar-se, se sentiria muito feliz por
mais este certificado que recebo.
5
RESUMO
A pesquisa a seguir, apresenta uma reflexão voltada ao professor como
um dos responsável pela indisciplina e falta de interesse dos alunos em sala de
aula. Analisando certas situações que ocorrem no cotidiano em sala de aula,
percebe-se que se o professor tivesse agido de forma diferente, determinada
situação não chegaria ao modo infeliz que se transformou. Baseando-se neste
pensamento e no comportamento conflitivo dos jovens,o estudo concluiu que
no que diz respeito as questões disciplinares na sala de aula, é mais fácil para
o professor começar a mudar aquilo que está ao seu alcance. Sendo assim,
será mais conveniente para o professor compreender, que qualquer mudança
precisa começar por ele. Transformar primeiro sua atitude, para depois esperar
esta mudança por parte dos alunos.
6
METODOLOGIA
O estudo em questão, foi proposto a partir da observação do
comportamento de professores e alunos em sala de aula. Assim, percebendo
que muitas situações difíceis de relacionamento tinham como razão básica a
postura do professor, resolvi buscar leitura através de livros, jornais, revistas e
Internet que pudessem embasar a minha observação.
Após coleta de dados e depoimentos dos autores em questão,fez-se
uma pesquisa com as principais idéias contidas neste contexto,que fossem
relevantes para o trabalho. Dentre os autores citados destacam-se Lúcia
Moysés (2003), Peter Senge (1990), Içami Tiba (2006) e Tânia Zagury (2002).
7
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
08
CAPÍTULO I - A Importância do
09
Autoconhecimento do Professor
CAPÍTULO II - Desafios da Sala de Aula
17
CAPÍTULO III – Prática Docente e o
21
Prazer de Ensinar
CONCLUSÃO
28
BIBLIOGRAFIA
29
WEBGRAFIA
30
ÍNDICE
31
FOLHA DE AVALIAÇÃO
32
8
INTRODUÇÃO
A partir de depoimentos, observações e comentários desestimulantes
de colegas professores em relação à indisciplina dos alunos, toma-se como
desafio estudar e analisar até que ponto a conduta do professor influi em seu
relacionamento com os alunos e no prazer de trabalhar.
Segundo
pesquisa bibliográfica, a sala de aula pode se tornar um
ambiente mais agradável para se trabalhar, a partir do momento em que o
professor reconhece suas falhas e procura modificar aquilo que está ao seu
alcance.
Esse trabalho é uma reflexão para o
professor sobre os principais
fatores que dificultam o seu relacionamento com os alunos e visa oferecer ao
profissional subsídios para analisar melhor sua postura.
No
primeiro
capítulo,
refletimos
sobre
a
necessidade
do
autoconhecimento, necessário em princípio, para o professor se conhecer
melhor. Uma auto-reflexão que poderá ajudar a verificar e compreender o que
está acontecendo em determinadas situações difíceis em sala de aula. Iniciase com uma história de uma ilha que se descobre pouco a pouco e percebe
que ela é muito mais do que podia imaginar.
No segundo capítulo, analisamos alguns desafios para o professor em
sala de aula que poderão ajudar ao profissional refletir sobre seu
comportamento e se enquadrar dentro de algum tipo que antes, não havia
percebido estas características marcantes. Também neste capítulo, apontamse algumas necessidades para um ensino mais prazeroso.
No terceiro capítulo, refletimos sobre a prática docente e o prazer de
ensinar, procurando tornar o espaço de trabalho mais agradável.Comenta-se
sobre a diferença entre ser professor e mestre e a necessidade de estar
sempre aprendendo. Neste capítulo também, analisa-se o que é ser um bom
professor no século XXI.
9
CAPÍTULO I
A IMPORTÂNCIA DO AUTOCONHECIMENTO DO PROFESSOR
“Conhece-te a ti mesmo.”
(Frase inscrita há mais de dois milênios no portal do oráculo de Apolo, em
Delfos — entrou para a história. Mas será que entrou em todas as salas de
aula)?
Este capítulo serve para uma reflexão do professor a cerca de seu
relacionamento com seus alunos, a partir das suas atitudes em sala de aula.
ü Até que ponto seu modo de ser ou agir poderá interferir no seu
trabalho?
ü O que depende do professor para melhorar seu relacionamento
com seus alunos?
ü A indisciplina e falta de interesse por parte dos alunos, poderão
estar atreladas às atitudes do professor?
Inicia-se a reflexão, com uma história intitulada:
“A Ilha – Uma Fábula sobre o Autoconhecimento.”
“Era uma ilha que vivia no meio do oceano. Levava uma vida tranqüila,
sem grandes questionamentos. Conhecia outras ilhas e com elas se
comunicava. Um dia porém, uma idéia inquietou a ilha: Se todas as vezes que
a maré baixava, uma poção de terra se descobria, então até que ponto haveria
terra?
Então
até
que
ponto
a
ilha
existia?
Isso lhe tirou o sono por várias noites. De repente seu conceito sobre si
mesma começou a mudar. Sempre se considerara uma porção de terra
boiando a superfície da água, isso era ponto pacífico, todas as outras ilhas
também pensavam assim. Mas agora já não podia acreditar nisso. Uma ilha
não terminava logo abaixo da linha das ondas. Não. Continuava para baixo.
Talvez uma ilha na verdade fosse uma... montanha. Uma montanha com o pico
10
fora dágua. Saber que ela “continuava” além daquilo que sempre julgou ser era
algo espantoso de se pensar. Assim, dia após dia, a ilha prosseguiu em seus
esforços de auto-investigação - precisava saber até onde existia. Mas à medida
que sua atenção mergulhava em si mesma, as águas ficavam mais escuras.
Era preciso cada vez mais concentração para não se perder. Ela prosseguiu,
mais atenta, e descobriu que aquilo que existia abaixo da superfície continuava
sendo ela mesma, sim, mas parecia ter algo como uma vida própria.
Cada vez mais surpresa a ilha constatou que aquela parte mais profunda
de si mesma levava uma existência semi-independente, porém interagindo
sempre com a superfície: influenciando e sendo influenciada por ela. A ilha
então soube a razão porque se comportava dessa ou daquela maneira e
muitas coisas ficaram mais claras a respeito de si mesma, de seus
relacionamentos com outras ilhas e da vida de modo geral. E a cada
descoberta que fazia, outras mais se anunciavam e de repente era como se o
Universo
se
expandisse
para
dentro
dela
mesma!
Muito tempo se passou até que se convencesse, verdadeiramente, de que
era mesmo uma montanha com o pico emerso. Ela estava presa a uma base e
essa base era uma enorme extensão de terra que funcionava como chão.
Vinham de lá todas as ilhas. E para lá voltariam todas quando os movimentos
da terra, dos ventos e das águas as forçassem a isso. Mas a grande maioria
das ilhas não sabia que todas elas continuavam para baixo. Por isso não
entendiam as reais motivações de muito do que faziam. A parte acima da
superfície era tudo que sabiam sobre si mesmas e isso era pouco. A parte
submersa, a montanha, era a parte inconsciente de cada ilha, aquilo que
desconheciam de si mesmas. E o fundo do mar era o inconsciente maior,
único,de
todas
elas,
o
lugar
de
onde
vinham.
Ao entender esse fato a ilha lembrou do tempo em que sua consciência
de si própria se limitava àquela minúscula porção de terra à superfície. Todas
as ilhas vêm do mesmo lugar - ela repetiu, intrigada com suas descobertas porque são feitas da mesma terra... A areia e os nutrientes que as raízes de
suas plantas colhem, vem tudo do mesmo chão... Todas as ilhas que existem
são no fundo uma coisa só que se experimenta em várias extensões de si
própria e cada extensão possui consciência de si mas esta consciência é
limitada pois quase nunca desce em direção ao fundo, acomodando-se na
11
parte mais superficial... Se cada ilha se aprofundasse em sua noção de si
própria, acabaria conhecendo melhor a si mesma e, por virem todas do mesmo
lugar,
conheceria
melhor
a
todas
as
outras
ilhas.
A ilha viu que eram idéias grandes demais, confundiam a mente. Aquela
auto-investigação era importante mas requeria muita atenção para não se
perder durante o processo. Só assim poderia transitar com êxito entre as duas
camadas de realidade, a que ficava à superfície e aquela mais escura e
misteriosa
que
Enquanto
prosseguia
tudo isso
rumo
acontecia
a
seu
próprio
interior.
as outras ilhas observavam
seu
comportamento e não entendiam bem o que ela tentava lhes dizer. A ilha
sentiu-se só. Viu-se então pensando do ponto de vista da terra: se elas não se
conhecem e elas todas são parte de mim, então eu ainda não me conheço tão
bem... Assim sendo, como poderia condená-las? Não, não poderia. Deveria
entender e aceitar o ritmo natural da vida de cada uma das ilhas. Deveria agir
com a mãe sábia e bondosa que incentiva todos os seus filhos mas tem de
respeitar
o
caminho
individual
de
cada
um
deles...
Foi então que, subitamente, a ilha percebeu, num intenso clarão de
compreensão, que toda aquela vasta extensão de terra lá embaixo funcionava
como um útero a expulsar pedaços de si mesma, forçando-os à superfície.
Uma vez lá, eles se entendiam ilhas e começavam então sua aventura
individual em busca de saber quem de fato eram, de onde vieram e por que
existiam. Mas por que a terra fazia isso? Talvez para ela própria aprender com
a experiência individual de cada ilha. Ao morrer, uma ilha levava à terra sua
própria experiência que serviria para formar as futuras ilhas. Assim, toda ilha
continha em si, sem se dar conta, a mesmíssima areia das que a antecederam.
Através da vida de cada uma das ilhas, a terra como um todo estava sempre
aprendendo
Se
isso
cada
era
vez
verdade,
mais
então
cada
sobre
ilha
si
possuía
mesma...
uma
enorme
responsabilidade: conhecer-se a fundo, viver a vida da melhor forma possível e
aprender o máximo que pudesse pois tudo o que vivesse formaria o material do
qual
seriam
feitas
as
ilhas
que
a
sucederiam.
12
A vida é mesmo uma tremenda aventura! - pensou a ilha enquanto se divertia
com os olhares estranhos que as outras lhe lançavam. Uma aventura de cada
ilha. Mas também da terra inteira.”( Kelmer, 1997, p.139)
Para o desenvolvimento dessa reflexão,
busca-se apresentar uma
síntese do modelo proposto por Senge (1990) e destacar a disciplina - domínio
pessoal - como base para a mudança de atitude.
1. Domínio Pessoal - é o conhecimento de si mesmo. Vai além da
competência e das habilidades, embora baseie-se nelas. Significa encarar a
vida como um trabalho criativo, vivê-la da perspectiva criativa, e não reativa.
Implica
o
esclarecimento
contínuo
do
que
é
importante
para
nós
(autoconhecimento), em aprender a ver a realidade atual com mais clareza, em
promover a aprendizagem generativa. Nesse contexto “aprender” não significa
adquirir mais informações, mas sim expandir a capacidade de produzir os
resultados que realmente se quer. É a aprendizagem generativa para a vida
inteira. Conforme aponta Senge (1990), “Pelo domínio pessoal aprendemos a
esclarecer e aprofundar continuamente nosso objetivo pessoal, a concentrar
nossas energias, a desenvolver a paciência, e a ver a realidade de maneira
objetiva”. (p.16)
O autoconhecimento, entretanto não é tão evidente. “Muitas vezes não
temos consciência de nossos modelos mentais ou das influências que eles
exercem sobre nosso comportamento” (Senge, 1990, p.17).
2. Modelos Mentais – Conforme o conceito anterior, trata-se de idéias
profundas arraigadas, generalizações ou mesmo imagens que influenciam o
modo de encarar o mundo e as atitudes que muitas vezes são inconscientes.
Senge
(1990)
salienta
que
“por
definição,
todos
os
modelos
são
simplificações”. Grande parte das interpretações das pessoas são mais
resultados de suas maneiras de verem as coisas que já estão consolidadas. A
mente trabalha com tal velocidade que é capaz de confundir o que se vê, com
as imagens já formadas anteriormente com base naquilo que se pensa das
coisas. Salta-se dos dados - “Ele está falando alto” - para a abstração - “Ele é
insensível”. E passa-se a tratar a abstração como um dado real. Por isso é
difícil perceber os modelos mentais: eles não aparecem a não ser como os
13
pressupostos para a interpretação dos fatos, pessoas e relações. Por traz de
toda a estratégia existe um modelo mental
(Senge, apud Ray e Rinzzer, 1993).
O modelo mental de uma organização de aprendizagem deve “ser
revestido de sentimentos de energia, motivação, responsabilidade pessoal,
alegria, integração, partilhas e crescimento pessoal e organizacional”
(Marquardt, 1996, p.65).
É importante analisar o tipo de modelo mental que interfere em nossas
atitudes e de acordo com a análise sincera, rever, e até mudar para melhorar o
trabalho em sala de aula. Por exemplo: Se o professor for uma pessoa que
nem cumprimenta seus alunos, como poderá obter um bom relacionamento ou
atenção deles?
1.1 – ALGUMAS SUGESTÕES PARA AJUDAR O PROFESSOR
Não é aconselhável:
1. Dar aula sentado ou conservar-se nesta posição durante a maior parte do
tempo de aula;
2. Permanecer longo tempo num mesmo lugar, na frente ou no fundo da sala
de aula, junto à mesa, à janela, à porta, ou o quadro negro;
3. Demorar os olhos num aluno (a) ou num setor da classe, enquanto dá
explicações;
4. Realizar a lição com o olhar absorto, como perdido na contemplação do teto
ou do espaço, além das janelas;
5. Aproximar-se do aluno chamado para ler ou responder às questões
formuladas pelo professor;
6. Chegar atrasado à sala de aula, consultar freqüentemente o relógio durante
a aula, ou, no final dela, sair apressadamente;
14
7. Consultar repetidamente, durante a aula, fichas, apontamentos, apostilas ou
qualquer espécie de lembretes;
8. Permanecer junto ao aluno que vai responder às questões formuladas pelo
professor ou que solicita sua atenção para uma dúvida, omissão ou dificuldade;
9. Rabiscar a mesa durante a aula ou usar o giz para outra finalidade;
10. Dar aula em voz demasiadamente alta ou demasiadamente baixa;
11. Discorrer durante toda a exposição com o mesmo ritmo na fala e a mesma
altura de voz. Falar tão rapidamente que os alunos não possam tomar notas,ou
tão devagar que a aula degenere em ditado;
12. Andar demasiadamente rápido durante a aula;
13. Usar roupas que chamem a atenção dos alunos;
14. Falar num nível que ninguém entenda;
15. Articular mal as palavras e usar expressões pouco usuais;
16. Deixar de tomar conhecimento de defeitos e impropriedades da expressão
oral ou escrita dos alunos com o pretexto de não ser professor português ou de
não desejar invadir a seara deste;
17. Exigir silêncio e imobilidade da classe, o que não é útil nem possível de se
obter;
18. Gracejar com a classe acerca de assuntos de outras aulas ou de atitudes e
trabalhos de outros docentes;
19. Prolongar a aula além do tempo a ela destinado, suprimindo assim os
intervalos de descanso dos alunos;
15
É aconselhável...
1. Dividir o texto em introdução; narração; argumentação; digressão; e epílogo;
2. Dizer no início o que pretende falar; falar o que foi preparado, e no final
resumir o que foi dito;
3. Pensar o que tem a dizer, e adaptar a forma em função de quem vai ouvir;
4. Falar com determinação e entusiasmo o que precisa ser dito quando for
oportuno;
5. Observar os aspectos positivos (para imitar) e negativos (para evitar) das
pessoas que nos falam algo;
6. Falar de memória o que precisa ser dito;
7. Contar estórias, usar provérbios, ou contar algo divertido durante a
apresentação;
8. Usar corretamente a língua portuguesa, evitando frases ou palavras não
eufônicas;
9. Preparar o que vai ser dito;
10. Que o conteúdo esteja um pouco acima do nível da platéia;
11. Interagir de alguma forma com os ouvintes, para que eles falem algo;
12. Não comparar pessoas durante a apresentação;
13. Fundamentar as comparações e os argumentos no campo das idéias;
14. Ser objetivo e prezar pela naturalidade;
15. Ser simples;
16. Cumprimentar a turma quando entrar na sala de aula num tom que os
alunos ouçam;
16
17. Procurar desenvolver a simpatia e o bom humor, dentro do bom senso, da
razão e do equilíbrio;
Estas sugestões podem ser úteis para a auto avaliação do professor em
função do que faz ou não , o que pode ou não mudar para tornar a sala de aula
um espaço mais agradável para se trabalhar.
17
CAPÍTULO II
DESAFIOS DA SALA DE AULA
De acordo com a Teoria Integração Relacional, o primeiro requisito para que
o professor consiga bons resultados é se conhecer bem.Pergunto: Será que
você já tentou avaliar-se segundo o olhar de seus alunos?
(Tiba,1998 p. 141)
Içami Tiba (1998) descreve onze tipos de professor:
1) Um aluno faz a média – esse tipo de professor tem uma grande variedade
pessoal: avalia seu desempenho na classe em função do melhor aluno, e não
da média dos estudantes. Qualidades: poucas; defeitos: a grande maioria dos
alunos não consegue aprender nada.
2) Superexigente – ameaçador, ele apavora seus alunos. Transforma
adolescentes em seres inanimados perante a autoridade em classe. Assim,
nega a condição máxima da interação. Qualidades: facilita para quem quer
prestar atenção; defeitos: como a aula não tem vida, a aprendizagem é
tremendamente prejudicada.
3) Estuprador mental – esse tipo de professor não liga para a classe. Egoísta,
dá aula para si mesmo, para demonstrar seus conhecimentos e sai satisfeito,
com a sensação de que a aula foi muito boa. Pouco se importa com o outro.
Qualidades: expõe sua matéria conforme a preparou e não se deixa influenciar
por atrasos, incidentes ou outros movimentos; defeitos: o rendimento é
prejudicado.
4) Carrasco – sempre exige mais do que ensinou. Qualidades: exige o máximo
do aluno, que, se tentar corresponder, poderá progredir muito, estimulado pelo
desafio da superação; defeitos: corre o risco de criar nos estudantes um horror
pela matéria.
18
5) Tanto faz – nada o atinge: se o aluno aprendeu, ótimo! Se não aprendeu,
pouco importa. Esse tipo de professor apresenta uma espécie de indiferença,
uma das piores posturas para qualquer conhecimento. Qualidade: caso tenha
alguma, com certeza é muito menor do que os defeitos; defeitos: raramente o
aluno consegue aprender alguma. Para ele, essa aula “tanto faz”.
6) Crânio – é um profundo conhecedor de sua disciplina, ma um péssimo
comunicador. Sabe tudo sobre a matéria, mas não consegue transmitir nada.
Qualidades: são poucas, uma vez que ocorre desperdício de talento; defeitos:
rigoroso na avaliação, exige muito além do conseguiu ensinar.
7) Vítima – não consegue se impor, os alunos fazem o que querem. Sofre com
a classe, que descobre um prazer sádico em torturá-lo. Qualidades: nenhuma;
defeitos: não consegue dar a matéria.
8) Sedutor – atraído por conversa, beleza, status, poder ou outra característica
de um aluno, torna-se extremamente parcial em seu comportamento: tende a
facilitar, favorecer ou privilegiar esse aluno, fazendo uma distinção nítida entre
ele e os demais. A aula passa a ser dada para ele. Qualidades: pode usar a
sedução pelo lado bom, caprichando mais para dar a aula, fazendo com que a
classe se sinta beneficiada, já que ele demonstra ser mais tolerante com ela;
defeitos: quase sempre esse comportamento é antipedagógico.
9) Crédulo – excessivamente compreensivo e democrático. Acredita em tudo o
que o aluno diz, verdade ou mentira. Qualidades: costuma ser muito querido
pelos alunos, pode mobilizar a cooperação da classe e produzir bons
resultados; defeitos: é fácil ser enganado e manipulado.
10) Superatual – desperta o maior interesse na classe porque incorpora às
aulas as últimas notícias, invenções e avanços. Qualidades: a maior é solicitar
a participação dos alunos, que devem levar novidades também; defeitos:
quando exagera na novidade, tirando o foco da aula, sem relacionar o assunto
à sua matéria. É preciso critério para selecionar as novidades.
19
11)Menção honrosa – vai para o professor atualizado, competente,
relacionável e ético. Este professor consegue despertar no aluno o desejo de
aprender pelo prazer de saber.
O mais importante é perceber se o problema do desprazer em sala de aula
está relacionado ao professor.Se esta for à conclusão chegada,procurar fazer o
que estiver ao alcance para modificar esta situação,a fim de transformá-la num
espaço de alegria e prazer.
2.1.O PROFESSOR UNIVERSITÁRIO
NECESSIDADES PARA UM ENSINO MAIS PRAZEROSO
Referindo-se ao professor de nível superior,Rodrigues (2005), realizou
um projeto exploratório com a participação de 10 professores de uma faculdade
particular do Litoral Norte Paulista estimulando-os universitários para o debate
e a reflexão sobre as competências do profissional do ensino superior, teve
como resultado diversos pontos positivos, dentre eles os seguintes:
a) Aumento da crença sobre as possibilidades de melhoria dos processos
ensino e aprendizagem desenvolvidos no seio da organização escolar através
da utilização de diferentes estratégias, inclusive aquelas ligadas às inovações
tecnológicas;
b) Maior conscientização dos professores sobre a necessidade do
desenvolvimento de competências pedagógicas e sobre a necessidade de
utilização de diferentes estratégias;
20
c) Maior conscientização da faculdade sobre a necessidade de investir
mais em capacitação docente, estimulando e proporcionando condições para
que os docentes possam desenvolver-se continuamente;
“Gostaria de destacar que a contribuição desta iniciativa, ou seja, o
desenvolvimento de um curso e uma pesquisa para subsidiar uma tese de
doutorado, pode parecer algo simples, mas para a realidade do Litoral Norte
Paulista e especificamente para as Faculdades Integradas Módulo, isto tem um
significado especial, pois representa o marco inicial de um grande projeto de
capacitação de professores através estratégias inovadoras incluindo ambientes
informatizados e colaborativos, que se apresentam neste momento como algo
necessário e que já demandam inclusive alguma ação de planejamento e
contato com autoridades da área para a realização do mesmo. Palavras-chave:
o docente do ensino superior, desenvolvimentos de competências, formação de
professores, profissionalização docente, estratégias educacionais, ambientes
informatizados e colaborativos”. (Rodrigues,2005,p. 86)
21
CAPÍTULO III
PRÁTICA DOCENTE E O PRAZER DE ENSINAR
Segundo Içami Tiba 1998), ensinar é transmitir o que se sabe a
quem quer saber, portanto é dividir a sabedoria.Porém, esta divisão não segue
as leis matemáticas porque em vez do conhecimento diminuir, ganha-se algo
mais.
“Ensinar é um gesto de Amor”!
“Ensinar é um gesto de generosidade, humanidade
e humildade.” (Tiba, 1998, p. 61)
Ensinar é realizador, prazeroso e gratificante. É ver desabrochar a
flor cuja semente o mestre plantou. O conhecimento deve ser dosado pelo
interesse e pela capacidade de aprendizagem do aluno. Muita luz pode cegar o
olho acostumado à penumbra. O aprendiz, além de receber o conhecimento,
está absorvendo o prazer de ensinar do mestre, que se transforma em prazer
de aprender. E o que se aprende com prazer não se esquece jamais.
É transitório e medíocre o abuso do poder de saber para quem não
sabe. Esse poder só alimenta a mesquinha vaidade das pessoas. O sabe-tudo
está pondo um limite subjetivo em seu conhecimento, acreditando-se
onisciente. Isso é mania de querer ser Deus. A maior fraqueza do homem é
querer ser Deus, pois a verdadeira sabedoria traz embutida a humildade. “É
saudável buscar a perfeição, porém é mais perfeita a pessoa que a procura do
que a que a encontra. O verdadeiro mestre procura estar sempre aprendendo”.
(Içami Tiba,1998,p.62)
Aqui, Içami Tiba(1998) nos faz refletir diante da diferença entre ser
professor e mestre.O professor muitas vezes pensa que sabe muito, o mestre
sempre sabe que continua aprendendo.
O Prazer de ensinar é diretamente ligado à capacidade e a habilidade
do professor de transmitir seus conhecimentos naturalmente com segurança e
sem temor de ser questionado,tendo o professor em mente que durante o
processo ensino-aprendizagem, existe uma troca de experiências onde a
relação professor X aluno se interage.
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“Ensinar é realizador, prazeroso e gratificante. É ver desabrochar a flor cuja
semente o mestre plantou. O conhecimento deve ser dosado pelo interesse e
pela capacidade de aprendizagem do aluno. Muita luz pode cegar o olho
acostumado à penumbra. O aprendiz, além de receber o conhecimento, está
absorvendo o prazer de ensinar do mestre, que se transforma em prazer de
aprender. E o que se aprende com prazer não se esquece jamais”.
(Tiba,2006, p. 53 e 54)
Um professor pode se transformar num mestre.E para isso, não basta só
conhecer bem a matéria.É preciso:
1. Estar integrado em relação a si mesmo:
•
Sentir-se física, psicológica e eticamente bem;
•
Estar capacitado para atingir seus objetivos;
•
Estar receptivo a tudo o que possa melhorar ainda mais sua
função.
2. Entender o aluno:
•
Considerar a etapa do desenvolvimento na qual ele se encontra;
•
Levar em conta dificuldades e facilidades específicas no
aprendizado;
•
Inteirar-se dos interesses pessoais que possam ajudá-lo no
aprendizado.
3. Estar atento ao ambiente da sala de aula:
•
Estar informado sobre tudo que possa atingir o relacionamento
entre professor / aluno e vice versa;
•
Praticar a cidadania, que segundo Içami Tiba,1998,é ela que
garante o nosso ecossistema e, conseqüentemente, a qualidade
de nossa sobrevivência.
Um mundo mais humanitário é formado a partir de um aluno que se
forma por um mestre, que por sua vez, transmitiu além da matéria, o prazer de
23
saber. Assim, o docente pode contribuir para um ambiente mais prazeroso
dentro do local de trabalho.
3.1 UM BOM PROFESSOR NO SÉCULO XXI
Segundo Lobo(2003),
“Os alunos não querem um superprofessor. Querem apenas
alguém que os apóie. Pode também ser compreensivo. E se não for pedir
muito: divertido e bem disposto. Se não, pelo menos que cumpra a sua função
principal: a de explicar bem a matéria. Este é o perfil do professor que o aluno
gosta de ver na sala de aula”.(p.24)
Vicente (2007), apresenta um texto contendo dez princípios para
as atividades docentes de um bom professor do terceiro milênio, século
marcado pela informação e pelo conhecimento tecnológico.
O professor do século XXI, é aquele que, além da competência,
habilidade interpessoal, equilíbrio emocional, tem a consciência de que mais
importante do que o desenvolvimento cognitivo é o desenvolvimento humano e
que o respeito às diferenças está acima de toda pedagogia.
A função do bom professor do século XXI não é apenas a de
ensinar, mas de levar os seus alunos ao reino da contemplação do saber e do
ser.
De acordo com Tiba(1998), o professor deve sempre ensinar,
aprendendo.Fazendo perguntas aos alunos e algumas vezes trocando os
papéis, está demonstrando humildade e o relacionamento entre professor e
aluno, ficará melhor.
3.2 OS DEZ PRINCÍPIOS
Eis então os dez passos na direção de uma pedagogia do desenvolvimento
humano:
1º - Aprimorar o educando como pessoa humana - A nossa grande tarefa como
professor ou educador não é a de instruir, mas a de educar nosso aluno como
24
pessoa humana, como pessoa que vai trabalhar no mundo tecnológico, mas
povoado de corações, de dores, incertezas e inquietações humanas.
A escola não pode se limitar a educar pelo conhecimento destituído da
compreensão do homem real, de carne e osso, de corpo e alma. De nada
adianta o conhecimento bem ministrado em sala de aula se fora da escola, o
aluno se torna um homem brutalizado, desumano e patrocinador da
barbárie.Educamos pela vida como perspectiva de favorecer a paz entre os
homens.
2º - Preparar o educando para o exercício da cidadania - Se de um lado,
primordialmente, devemos ter como grande finalidade do nosso magistério o
ministério de fazer o bem às pessoas, fazer o bem é preparar o nosso para o
exercício exemplar e pleno da cidadania.O cidadão não começa quando os
pais registram seus filhos no cartório nem quando os filhos fazem dezoito anos,
a cidadania começa na escola, desde a educação infantil e se estende até à
educação superior. Começa com o fim do medo de perguntar e o início do
momento de fazer um ambiente de paz e bem-estar social, política e
econômico.
3º - Construir uma escola democrática - A gestão democrática é a palavra de
ordem na administração das escolas. Os educadores que atuarão no novo
milênio devem ter na gestão democrática um princípio que não devem abrir
mão.Quanto mais a escola for democrática, mais possibilidades de atender
com equidade as demandas sociais.
Assim, existe uma possibilidade concreta: chegar a universidade e concluir
um curso de educação superior e estar preparado para ser um bom profissional
e um cidadão consciente de suas responsabilidades.
4º - Qualificar o educando para progredir no mundo do trabalho - Por mais que
a escola qualifique seus recursos humanos, por mais que adquira o melhor do
mundo tecnológico, por mais que atualize suas ações pedagógicas, ela sempre
estará marcando passo frente às novas transformações cibernéticas, mas
através de seus professores , poderá qualificar o educando para aprender a
progredir no mundo do trabalho,sem medo de perdas, de mudar, e
25
principalmente
sem
medo
do
novo
que
venha
a
enfrentar.
5º - Fortalecer a solidariedade humana - É papel da escola favorecer a
solidariedade,mas não a solidariedade de ocasião, que nasce de uma
catástrofe,mas do laço recíproco e cotidiano e de amor entre as pessoas. A
solidariedade que cabe à escola ensinar é a solidariedade que não
nasce apenas das perdas materiais, mas que chega como adesão às causas
maiores da vida, principalmente às referentes à existência humana.
Enfim, é na solidariedade que a escola pode desenvolver, no aluno-cidadão, o
sentido de sua adesão às causas do ser e apego à vida de todos os seres
vivos, aos interesses da coletividade e às responsabilidades de uma sociedade
a
todo
instante
transformada
e
desafiada
pela
modernidade.
6º - Fortalecer a tolerância recíproca - Um dos mais importantes princípios de
quem ensina e trabalha com crianças, jovens e adultos é o da tolerância, sem o
qual todo magistério perde o sentido de ministério, de adesão aos processos
de formação do educando.A tolerância começa na aceitação, sem reserva, das
diferenças humanas, expressas na cor, no cheiro, no falar e no jeito de ser de
cada educando. Só a tolerância é capaz de fazer o educador admitir modos de
pensar, de agir e de sentir diferentes dos indivíduos ou de grupos
determinados,políticosoureligiosos.
7º - Zelar pela aprendizagem dos alunos - Muitos de nós professores,
principalmente os do magistério da educação , acreditam que o importante,em
sala de aula,é o instruir bem,o que pode ser traduzido, ter domínio de
conhecimento
da
matéria
que
ministra
aula.
No entanto, o domínio de conhecimento não deve estar dissociado da
capacidade de ensinar,de fazer aprender. De que adiante o conhecimento e
não
saber,deforma
autônoma
e
crítica,
aplicar
as
informações?
O conhecimento não se faz apenas com metalinguagem, com conceitos a, b ou
c,e sim ,com didática, com pedagogia do desenvolvimento do ser humano, sua
mediação fundamental. O zelo pela aprendizagem passa pela recuperação
daqueles que têm dificuldade de assimilar informações, sejam por limitações
26
pessoais ou sociais. Daí, a necessidade de uma educação dialógica, marcada
pela troca de idéias e opiniões, de uma conversa colaborativa em que não se
cogita o insucesso do aluno. Se o aluno fracassa, a instituição de ensino,
também fracassou. As instituições devem riscar do dicionário a palavra
FRACASSO. Quando o aluno sofre com o insucesso, também fracassa o
professor. A ordem,pois,é fazer sempre progredir, dedicar-se mais do que as
horas oficialmente destinadas ao trabalho e reconhecer que o nosso magistério
é
missão,
às
vezes
árdua,
mas
prazerosa,
às
vezes
sem
recompensa financeira condigna que merecemos, mas que pouco a pouco
vamos construindo a consciência na sociedade, principalmente a política, de
que a educação, se não é panacéia, é o caminho mais seguro para reverter as
situações
mais
inquietantes
e
vexatórias
da
vida
social.
8º- Colaborar com a articulação da escola com a família - O professor do novo
milênio deve ter em mente que o profissional de ensino não é mais pedestal,
dono da verdade, representante de todos os saberes, capaz de dar respostas
para tudo.Articular-se com as famílias é a primeira missão dos docentes,
inclusive
para
contornar
situações
desafiadoras
em
sala
de
aula.
Quanto mais conhecemos a família dos nossos alunos, mais os entendemos e
mais os amamos.Uma criança amada é disciplinada. Os pais, são, portanto,
coadjuvantes do processo ensino-aprendizagem, sem os quais nossa ensino,
não educa. A sala de aula não é sala-de-estar do nosso lar, mas nada impede
que os pais possam ajudar nos desafios da pedagogia dos docentes nem
inoportuno é que os professores se aproximam dos lares para conhecerem de
perto a realidade dos alunos e possam juntos, pais e professores, fazer a
aliança de uma pedagogia de conhecimento mútuo, compartilhado e mais
solidário.
9º - Participar ativamente da proposta pedagógica da instituição de ensino - A
proposta pedagógica não deve ser exclusividade dos diretores ou reitores da
instituição. Cabe ao professor participar do processo de elaboração da
proposta pedagógica,até mesmo para definir de forma clara os grandes
objetivos da escola para seus educandos. Um professor que não participa, se
perde na solidão de suas aulas e não tem como pensar em como ser
27
participante de um processo maior, holístico e globalizado. O mundo
globalizado para o professor começa por sentir-se parte no seu chão das
decisões da instituição,da sua organização administrativa e pedagógica.
10º - Respeitar as diferenças - Se de um lado, devemos levantar a bandeira da
tolerância,como um dos princípios do ensino, o respeito às diferenças conjugase com esse princípio,de modo a favorecer a unidade na diversidade, a
semelhança na dessemelhança. Decerto, o respeito às diferenças de
linguagem, às variedades lingüísticas e culturais, é a grande tarefa dos
educadores do novo milênio.O respeito às diferenças não tem sido uma prática
do nosso cotidiano,mas,depois de cinco séculos de civilização tropical,
descobrimos que a igualdade passa pelo respeito às diferenças ideológicas, às
concepções plurais de vida, de pedagogia, às formas de agir e de ser feliz dos
gêneros humanos.O educador, pois, deve ter a preocupação de reeducar-se de
forma contínua, uma vez que nossa sociedade ainda traz no seu tecido social
as teorias da homogeneidade para as realizações humanas, teoria que, depois
de
500
anos,
conseguiu
apenas
reforçar
as
desigualdades
sociais.
Nossa missão, é dizer que podemos amar, viver e ser felizes com as
diferenças, pois, nelas, encontraremos nossas semelhanças históricas e
ancestrais:
é,
dessa
maneira,
a
nossa
forma
de
dizer ao mundo que as diferenças nunca diminuem, e sim, somam valores e
multiplicamos gestos de fraternidade e paz entre os homens.
3.3 Para Refletir:
“Pela manhã, o bom religioso, abre o livro sagrado e reflete sobre o bem e o
mal”.
“Por um feliz amanhã, o bom professor abre a LDB e aprende a conciliar o
conhecimento e a humanidade”. (Martins,2007,p.89).
Em relação aos dez princípios, deve-se levar em consideração que
aceitando melhor as diferenças e envolvendo-se com mais dedicação à
profissão, o docente passará a encarar tanto a sala de aula como a sua relação
com o educando com mais objetividade e prazer
28
CONCLUSÃO
Referindo-se a questão central que se enfoca no estudo: “Como tornar a
sala de aula um espaço mais agradável para se trabalhar?”, conclui-se que isto
não é tão difícil como parece, a partir do momento que o professor percebe que
ele pode modificar o seu relacionamento com os alunos e tornar suas aulas
mais prazerosas.
O professor do século XXI precisa se adaptar as mudanças da demanda
de seus alunos, mais exigentes, sinceros e questionadores.
Conclui-se também, que o professor deve encarar o seu trabalho com
carinho e vontade de exercer sua profissão da melhor forma que puder.Este é
um dos maiores desafios que se precisa aprender como lidar. Observando o
que estiver ao seu alcance, para tornar a sala de aula um ambiente mais
agradável, não só para ele como para a própria turma.
Uma das dificuldades do professor é querer que o aluno se adapte a ele,
mas muitas vezes também é necessário que o professor se adapte ao aluno,
modificando suas atitudes e/ou modificando sua metodologia.
Profissionais conscientes, vivem a Integração Relacional na sua
plenitude.Os criativos descobrem novas formas de realização. Os responsáveis
terminam o que idealizaram. Os afetivos, vibram com os alunos, contribuindo
para o aumento da auto-estima. Os sensíveis, se permitem emocionar junto
dos alunos. Os generosos ensinam com mais carinho. Os eternos aprendizes,
descobrem que quanto mais estudam e se dedicam nesta relação, mais seus
alunos aprendem e eles se sentem mais realizados e felizes.
29
BIBLIOGRAFIA
MOYSÉS, Lúcia. O Desafio de Saber Ensinar. 10ªedição,Editora
Papirus,2003.
SENGE, Peter. The Fifth Discipline: The Art and Practice of the
Learning Organization, 1990.
TIBA, Içami. Disciplina Limite na Medida Certa.79ªedição, Editora
Integrare, 2006.
___________. Ensinar Aprendendo,11ª edição,Editora Gente,1998.
___________. Educação & amor. São Paulo: Integrare, 2006
ZAGURY, Tânia. Escola Sem Conflito:Parceria com os Pais. Editora
Record,2002.
_____________. O Professor Refém.Editora Record, 2006.
30
WEBGRAFIA
LOBO,Andréia.O Bom Professor. Jornal “A Página”, ano 12, nº125
www.apagina.dia-a-dia com.br
Data de acesso: 08/01/09
MARTINS, Vicente .<http:www.eduquenet/decalogoprofessorhtm>.2007.
Data de acesso: 10/01/09
KELMER, Ricardo. www.ricardokelmer.net, 1997.
Data de acesso: 17/02/09
RODRIGUES, Jorge www.sapientia.pucsp.br, 2005.
Data de acesso: 20/02/09
31
ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO
2
AGRADECIMENTO
3
DEDICATÓRIA
4
RESUMO
5
METODOLOGIA
6
SUMÁRIO
7
INTRODUÇÃO
8
CAPÍTULO I
A Importância do Autoconhecimento do Professor
9
1.1 – Algumas Sugestões para Ajudar o Professor
13
CAPÍTULO II
Desafios da Sala de Aula
17
2.1 _ O Professor Universitário
19
CAPÍTULO III
Prática Docente e o Prazer de Ensinar
21
3.1 _ Um Bom Professor do Século XXI
23
3.2 _ Os Dez Princípios
23
3.3 _ Para Refletir
27
CONCLUSÃO
28
BIBLIOGRAFIA
29
WEBGRAFIA
30
ÍNDICE
31
FOLHA DE AVALIAÇÃO
32
32
FOLHA DE AVALIAÇÃO
Nome da Instituição:UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES
Título da Monografia: SALA DE AULA:PRAZER OU DESPRAZER?
Autora:IEDA NOGUEIRA VIDAL MAGALHÃES DA SILVA
Data da entrega:
Avaliado por:Professor Vilson Sérgio de Carvalho
Conceito:
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Ieda Nogueira Vidal Magalhães da Silva