COLÉGIO ESTADUAL PROFESSORA MARIA APARECIDA NISGOSKI
ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E PROFISSIONAL
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
CASTRO/ 2010 a 2013
1. Apresentação:
O Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual Professora Maria Aparecida
Nisgoski
–
Ensino
Fundamental,
Médio
e
Profissional,
constitui-se
num
instrumento que articula as diretrizes do processo ensino e aprendizagem, fruto
de uma construção coletiva que envolve alunos, pais, professores, funcionários,
equipe pedagógica e direção comprometidos com o redimensionamento dos
aspectos formais, pedagógicos, políticos e técnicos.
As reflexões sobre o cotidiano escolar, têm, como fundamento, a realidade dos
alunos, as expectativas e os anseios da comunidade escolar, bem como, a
proposta pública democrática e de qualidade, que garanta a inclusão de todos os
alunos, minimizando, assim, os índices de evasão e repetência.
Nesta
perspectiva,
o
Projeto
Político
Pedagógico,
ao
ser
assumido
coletivamente, expõe a competência principal esperada dos professores, dos
alunos e de toda equipe escolar nas ações escolares. Procura oferecer subsídios
para melhoria
gradativos e
do processo educativo, sendo que seus resultados
serão
alcançados através de uma prática consciente, buscando levar os
alunos do colégio a serem agentes participativos e transformadores da sociedade.
2. Identificação do Estabelecimento de Ensino:
2.1. Estabelecimento de Ensino: Colégio Estadual Professora Maria Aparecida
Nisgoski – Ensino Fundamental, Médio e Profissional.
2.2. Código: 01819
2.3. Município: Castro - PR
2.4. Código: 0490
2.5. Dependência Administrativa: Secretaria de Estado da Educação – SEED
2.6. Código:
2.7. NRE: Ponta Grossa
2.8. Código: 25
2.9. Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná
2.10. Ato de autorização do Estabelecimento:
2.11. Resolução nº 0428/89 de 27/02/89
2.12. Ato de reconhecimento/renovação do Estabelecimento:
2.13. Reconhecimento - Resolução nº 3008/91 de 03/10/91
3. 2.8. Parecer do NRE de Aprovação do Regimento Escolar: nº 072/2004
de 17/12/2004
3.1. Distância do Estabelecimento ao NRE: 45 Km.
3. Histórico da Instituição: (Descritivo)
Entrevistada, a professora Ercília Rosa Gabriel de Oliveira, forneceu os
dados relevantes a nível de informação histórica.
Em meados de 1988, o Colégio Vespasiano estava com muitos alunos e não
havia espaço para tantos, então, na administração do Senhor Prefeito Dr. Reinaldo
Cardoso, deu-se início a construção de instalações de uma nova escola “na Rua
Alfredo Luiz de Mattos”.
A professora Ercília Rosa Gabriel de Oliveira foi convidada pela chefe da
Inspetoria Estadual de Ensino para assumir a direção da nova escola.
O ano iniciou, mas a construção não havia sido concluída, a professora
Ercília, preocupada com a situação, pediu ao Padre Piero da Congregação Irmãos
Cavanis, quatro salas emprestadas para começar o ano letivo.
No início, houve resistência dos pais, pois não aceitavam a mudança, já que
os alunos foram matriculados no Colégio Vespasiano e as dependências
emprestadas eram precárias, por ser um prédio antigo e que não recebia
manutenção.
A escola começou a funcionar sem verba, pois só receberia após a sua
regulamentação, portanto, dependia de doações. As escolas do Município dividiam
a merenda com a nova escola sendo a maior contribuição vinda do Colégio
Agrícola Olegário Macedo.
O processo da escolha do nome da escola deu-se através de uma lista, onde
foram sugeridos vários nomes, a qual circulou pelas escolas do Município e, por
unanimidade, foi escolhido o nome da Professora “Maria Aparecida Nisgoski”.
Em setembro de 1989, as instalações foram concluídas com quatro salas,
dois banheiros e duas dependências para a cozinha e secretaria.
No ano seguinte, foi construída uma sala em madeira para abrigar a
Direção, Secretaria e Sala dos Professores.
Aos poucos o cenário foi mudando, o número de turmas foi aumentando, se
fazia necessário alugar salas de casas vizinhas para atender aos alunos. A
professora Ercília, constantemente, pleiteava ao Governo Estadual a ampliação da
escola, e em fevereiro de 1992 foi inaugurado o Bloco II.
Em 1994, com a implantação do curso de 2º Grau, hoje Ensino Médio a
escola passou a denominar-se Colégio Estadual Professora Maria Aparecida
Nisgoski.
Em 1998, foram construídas as instalações para o Laboratório de Informática.
A direção da escola foi representada pelos seguintes professores:
1989 a 1993 – Diretora – Ercília Rosa Gabriel de Oliveira
1994 a 1996 – Diretora – Ercília Rosa Gabriel de Oliveira
Vice – Valéria Demogalski da Silva
1997 a 1999 – Diretora – Valéria Demogalski da Silva
Vice – Mauren Clara Johnsson Kremer
2000 – Diretora – Valéria Demogalski da Silva
Vice – Tania Mara Elias Gomes Nocera
2001- Diretor – Mário Endo
Vice – Mariana Aparecida Domingues de Macedo
2002 a 2003 – Diretora – Terezinha de Jesus Feijó Gaião
Vice – Mariana Aparecida Domingues de Macedo
2004 a 2005 – Diretor – Carlos Alberto de Carvalho Dias
Diretora Auxiliar – Cinara de Souza
2006 a 2008 – Diretor – Carlos Alberto de Carvalho Dias
Diretora Auxiliar – Juliana Zimmermann
2009 a julho de 2010 – Diretor – Carlos Alberto de Carvalho Dias
Diretora Auxiliar – Juliana Zimmermann
A partir de 28 de julho de 2010, o colégio passou a ser administrado pela
Professora Vitória Mainardes Batista na direção e Professora Juliana Zimmermann
na direção auxiliar. Atualmente, temos 820 alunos nos três turnos, distribuídos em
24 turmas, sendo, 16 turmas no Ensino Fundamental- séries finais, 03 turmas de
Ensino Médio, 04 turmas do Ensino Médio Integrado – Técnico em Administração e
01 turma de Subsequente – Técnico em Administração. Contamos com 70
servidores em regência
e 23 funcionários.
Como respaldo legal, o colégio teve o seguinte percurso:
A Escola Estadual Professora Maria Aparecida Nisgoski – Ensino de 1º Grau,
situada à Rua: Alfredo Luiz de Mattos, nº 272, no município de Castro, mantida
pelo Governo do Estado do Paraná, obra do Governo Álvaro Dias, foi criada e
autorizada a funcionar pela Resolução 0428/89, conforme Deliberações 30/80 e
51/82, do Conselho Estadual de Educação, para ministrar de forma gradativa o
ensino das 04 (quatro) últimas séries do 1º Grau.
A referida escola iniciou suas atividades no dia 20 de fevereiro de 1989, nas
dependências de uma escola particular desativada. Em agosto do mesmo ano,
transferiu-se para estabelecimento próprio que contava somente com 04 (quatro)
salas de aulas e duas dependências para a cozinha e secretaria, na época com 08
(oito) turmas totalizando 500 (quinhentos) alunos matriculados de 5ª a 8ª séries,
sendo enquadrada
no porte III, funcionando em dois turnos, matutino e
vespertino, contando com 35 professores e 20 funcionários.
Conforme Portaria nº 663/89, foi designada para responder pela Direção da
Escola a professora Ercília Rosa Gabriel de Oliveira.
O curso de 1º Grau Regular deste Estabelecimento de Ensino, foi
reconhecido através do parecer nº 0038/91-DESG e pela Resolução nº 3008/91 de
11/09/1991. A renovação de reconhecimento é feita a cada 05 (cinco) anos sendo
a última autorizada pela Resolução nº 4583/06 de 08/11/06 com validade até
18/10/2011.
Em 1992, foram inauguradas mais 04 (quatro) salas de aulas, 01 (uma)
biblioteca, 01 (um) laboratório e demais dependências.
O projeto de Implantação do Curso de 2º Grau – Educação Geral – foi
aprovado através do Parecer nº 445/94 – DESG/SEED. O Curso foi autorizado a
funcionar pela Resolução nº 4085/94, pelo prazo de dois anos, com implantação
gradativa a partir do início do ano letivo de 1994.
A Resolução nº 3676/95
prorroga o prazo de autorização de funcionamento do Curso por mais dois anos.
Em decorrência da autorização do funcionamento do Ensino de 2º Grau, a
Escola Estadual Professora Maria Aparecida Nisgoski – Ensino de 1º Grau, passou
a denominar-se Colégio Estadual Professora Maria Aparecida Nisgoski – Ensino de
1º e 2º Graus.
O
parecer nº 0135/99 – CEE reconhece o curso de Ensino Médio por 05
(cinco) anos, através da Resolução 2340/99 de 10/06/1999. A renovação de
reconhecimento é feita a cada 05 (cinco) anos sendo a última autorizada pela
Resolução nº 4582/06 de 08/11/06 com validade até 18/10/2011.
A Resolução nº 686/06 de 07/03/2006, autoriza o funcionamento do Curso
Profissional Técnico em Administração – Subsequente ao Ensino Médio, com oferta
presencial, § 3º o Estabelecimento fica Credenciado para ofertar o curso pelo
prazo de 05 (cinco) anos, § 7º o Estabelecimento de Ensino passa a denominarse Colégio Estadual Professora Maria Aparecida Nisgoski – Ensino Fundamental,
Médio e Profissional.
O Curso Profissional Técnico em Administração – Subsequente ao Ensino Médio foi
reconhecido através da Resolução nº 4473/07 de 31/10/2007. A Renovação do
Credenciamento encontrasse em trâmite.
A Resolução nº 687/06 de 07/03/2006, autoriza o funcionamento do Curso
Profissional Técnico em Administração – Integrado ao Ensino Médio, com oferta
presencial,fica Credenciado para ofertar o curso pelo prazo de 05 (cinco) anos,
através da Resolução nº 686/06 de 07/03/2006 e pelo Parecer nº 53/06-DEP. A
Renovação do Credenciamento encontrasse em trâmite.
A Resolução nº 3592/05 de 14/12/2005, autoriza o funcionamento da Sala
de Recursos – área da Deficiência Mental e Distúrbios de Aprendizagem, séries
finais do Ensino Fundamental-20 horas semanais, por 02 (dois) anos. A Resolução
nº 1957/10 de 13/05/2010 e o Parecer nº 1280/10 renovam a autorização do
funcionamento da Sala de Recursos – área da Deficiência Mental e Distúrbios de
Aprendizagem, séries finais do Ensino Fundamental – com 20 horas semanais, até
31/12/2010. O processo de renovação está em tramite.
A Resolução nº 1003/10 de 17/03/2010, através do Parecer nº 612/10-CEF,
autoriza o funcionamento do Centro de Atendimento Especial – área de Surdez –
CAE/área Surdez, com 20 horas, por 02 (dois) anos, a partir do início de 2010 a
31/12/2011.
A Resolução nº 1589/10 de 23/04/2010, através do Parecer nº 1066/10CEF, autoriza o funcionamento do Centro de Atendimento Especial – Deficiente
Visual – CAE/DV, com 20 horas, por 02 (dois) anos, a partir do início de 2010.
O Regimento Escolar foi aprovado pelo Ato Administrativo nº 107/95
Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa. Parecer nº 48/95 e
do
O Plano de
Preparação para o Trabalho foi aprovado pelo Parecer nº 431/94 – DESG/SEED.
4. Espaço Físico:
Este Estabelecimento de Ensino possui uma área livre de 4.380,22 m 2 e
abrange uma área construída de 1.007,65 m2 onde estão:
08 salas de aulas;
01 sala de Direção;
01 sala para a Equipe Pedagógica;
01 sala de apoio pedagógico
01 cozinha;
01 depósito de alimentos;
01 sala para biblioteca;
14 dependências sanitárias;
01 sala de professores;
01 sala para secretaria;
01 laboratório de informática;
01 sala para laboratório de Biologia, Física e Química;
01 saguão;
01 quadra coberta.
5. Oferta de cursos e turmas:
5.1. Ensino Fundamental – 5ª a 8ª séries:
TURNO: Matutino
Série
5ª
6ª
7ª
8ª
Total
–
TURNO: Vespertino
Série
5ª
6ª
7ª
8ª
Total
HORÁRIO: 07h e 30min às 11h e 50min
Nº de Turmas
Nº de Alunos
02
72
02
73
02
76
02
71
08
292
–
HORÁRIO: 13h às 17h e 10min
Nº de Turmas
Nº de Alunos
02
75
02
68
02
72
02
65
08
280
5.2. Ensino Médio
TURNO: Noturno
Série
1ª
HORÁRIO: 19h às 22h e 45min
Nº de Turmas
Nº de Alunos
01
33
2ª
3ª
Total
01
01
03
36
37
106
5.3. Técnico em Administração:
TURNO: Noturno
HORÁRIO: 19h às 22h e 45min
Série
Profissionalizante
Nº de Turmas
Nº de Alunos
1º
Integrado
01
42
2º
Integrado
01
28
3º
Integrado
01
15
4º
Integrado
01
14
Total
04
99
TURNO: Noturno
HORÁRIO: 19h às 22h e 20 min
Série
Profissionalizante
Nº de Turmas
Nº de Alunos
3º
Subseqüente
01
33
Total
01
33
5. Caracterização da população escolar:
5.1. Alunos e pais:
Os alunos do Colégio Estadual Professora Maria Aparecida Nisgoski são
oriundos do centro da cidade, das vilas circunvizinhas e de diversas localidades da
zona rural,sendo que os que moram mais distante utilizam o transporte escolar
para chegar até a escola.
Muitos de nossos alunos são portadores de necessidades
especiais.
Frequentam o nosso Colégio: na quinta série, dois alunos surdos, uma síndrome
de down e um cadeirante, na sétima serie, quatro alunos surdos, na oitava série,
uma aluna cadeirante, uma cega , um aluno com distrofia muscular e um aluno
que possui os dois membros superiores amputados , no segundo ano do Ensino
Médio temos dois alunos surdos , no terceiro ano de Administração, uma aluna
surda , que também necessita de andador para se locomover. Temos também
quinze alunos frequentando a sala de recursos.
Contamos com a ajuda de duas
professoras intérpretes de libras e duas professoras de apoio permanente. Em
nosso Colégio, contamos também com o Centro de Apoio Especializado em
Deficiência Visual e Auditiva.
O poder aquisitivo das famílias integrantes do Colégio
variam
entre a
classe sócio econômica média, baixa e muito baixa. A renda gira em torno de um
a três salários mínimos e muitos recebem a bolsa família.
A maioria dos estudantes reside só com a mãe, ou só com o pai, avós e/ou
parentes, pois as famílias, na realidade atual, sofreram inúmeras modificações
em sua composição
e os alunos, consequentemente, trazem consigo resquícios
dessa relação, muitos deles passam parte do dia “sozinhos” em casa com o
computador, vídeo game e, muitas vezes, tomando conta da casa e dos irmãos
menores, o que dificulta bastante a relação destes com a escola, pois, não tendo o
acompanhamento dos pais em casa, a educação formal deixa bastante a desejar.
No dia a dia,
constatamos que a grande prioridade
educandos deste Colégio
na vida familiar dos
é a alimentação, moradia, saúde e a educação formal
encontra-se delegada a um segundo plano. Sentimos a falta de participação dos
pais no Colégio, nas reuniões ou mesmo quando estes são convocados
individualmente.
Quanto ao nível de escolaridade familiar, constatamos que há uma grande
disparidade, enquanto muitos pais não concluíram o Ensino Fundamental, alguns
deles são graduados e outros
estão
frequentando
Ensino Médio e,
consequentemente, a visão que os pais têm sobre a educação é bastante distinta,
alguns a consideram demasiadamente importante cobrando responsabilidade de
seus filhos , enquanto outros, acomodados no status em que se encontram, nada
fazem em prol de uma educação melhor para seus filhos.
(…) a família é o bloco edificador da sociedade, a base da qual toda cultura
se sustenta. Ela dá a civilização seu fundamento moral. A força e a
estabilidade da família, em essência, determinam a vitalidade e a vida moral
da sociedade mais ampla.(KLATCH, APUD Gentili, 2002, P.279)
Grande percentual de alunos que iniciam a quinta série neste Colégio não
permanecem aqui até a conclusão do Ensino Médio e/ou Técnico Administrativo,
por não ofertarmos estes cursos no período diurno.
A religião predominante das famílias é a católica.
Em relação à faixa etária dos alunos do Ensino Fundamental, o que nos
preocupa é o número de ingressantes na quinta série advindos de outras escolas
fora da faixa etária, ou seja, com quatorze, quinze anos, o que dificulta bastante
o trabalho dos professores e equipe escolar.
O que nos preocupa também é o
grande número de alunos inclusos, portadores de necessidades especiais, pois não
temos professores capacitados para exercer, na íntegra, todos os procedimentos
necessários para com esses alunos. Apesar de todos os cursos de capacitação,
reuniões pedagógicas, orientações, sentimos que estas não são suficientes para
sabermos agir diante de tamanha responsabilidade, dificuldade esta, agravada
pelo grande número de alunos por sala de aula
sociedade local,
e pela visão que ficou incutida na
de que “o Colégio Nisgoski é uma escola inclusiva, ” fazendo
desta um polo receptor de alunos que não se adaptam em outras escolas, seja
por indisciplina, dificuldade de aprendizagem e outros, causando estranheza e
revolta por parte de nossos educadores, pois é de conhecimento de todos que a
inclusão deve acontecer em todas as escolas estaduais.
No
Ensino Médio,
a faixa etária é bem variada e observamos que, no
transcorrer do ano letivo, os alunos ingressantes na primeira série do Ensino
Médio não se mostram muito interessados, faltam muito
indisciplinados, desistem com facilidade, pois alguns ingressam
e são bastante
no mercado de
trabalho e não conseguem conciliar o trabalho e a educação formal, fato que é
superado a partir da segunda série.
No Integrado, Curso Técnico em Administração, com duração de quatro
anos, a faixa etária inicial é de quinze a dezesseis anos, em sua grande maioria,
e acreditamos que, por estes passarem por uma seleção ao ingressar no curso, a
realidade apresentada é outra, os alunos se mostram bastante interessados, são
assíduos e poucos desistem . Temos, em média, quarenta alunos por turma , os
quais, a partir do segundo
ano de
curso,
participam de práticas profissionais
relacionadas com a Administração.
Contamos também com uma turma de Subsequente, esta é formada por
alunos que já têm o Ensino Médio, e que não tiveram a oportunidade de
encaminhamento para o curso superior, seja por falta de recursos financeiros, seja
por não conseguirem competir com os alunos que têm melhores chances para
concorrer no vestibular, por terem frequentado um cursinho, etc. A maioria
trabalha, e muitos deles na área de administração. A faixa etária vai de dezoito a
quarenta anos.
Neste curso, são trabalhadas apenas disciplinas técnicas
e os alunos
participam de práticas profissionais. As aulas acontecem de segunda a sexta
feira , com quatro aulas diárias .
5.2. Professores/Agentes
Pedagógica:
Educacionais
I
e
II/Direção/Equipe
A atual Gestão Escolar conta com uma diretora, cuja habilitação é Língua
Portuguesa, e a representante da Direção Auxiliar com formação acadêmica em
Matemática. A equipe pedagógica é composta por cinco professoras pedagogas, e
uma
coordenadora
de curso com formação acadêmica em Licenciatura em
Matemática.
Na equipe administrativa, consta uma secretária, seis agentes educacionais
II e sete agentes educacionais I.
O corpo docente é constituído por setenta
professores, dos quais, a maioria
trabalha com as disciplinas de sua área de formação.
Atualmente,
definitivamente,
o
Colégio
possui
quatro
professores
duas professoras afastadas integralmente para
readaptados
o PDE,
seis
professores encontram-se com 75% de frequência para conclusão do PDE, cinco
estão afastados para tratamento de saúde e quatro em licença especial.
Os professores, assim como os agentes educacionais I e II, equipe
pedagógica e direção, esforçam-se para desenvolver um bom trabalho, buscando
sempre atualização
para atender com qualidade a comunidade escolar,
analisando e atuando de forma crítica e construtiva da realidade, discutindo suas
práticas pedagógicas e participando de todas as atividades oferecidas pela
instituição.
Um dos entraves que acaba atrapalhando as atividades escolares está ligado
à mudança de professores por causa das licenças médicas, especiais e
afastamento de função
que ocorrem durante o ano letivo, consequentemente
gerando inúmeras substituições. Se faz necessário enfatizar o quão importante
seria a efetivação dos professores no Colégio, através do concurso público, pois
estes passariam a incorporar o quadro de professores definitivamente.
O grande avanço, é a hora atividade reservada aos professores, esta facilita
o planejamento de suas aulas, propicia momentos de estudo, reflexão e a
elaboração e correção das atividades avaliativas, fato que influencia diretamente
na melhoria da qualidade de ensino.
5.3. Recursos Humanos:
5.3.1.
Direção:
Nome
Vitória Mainardes Batista
Juliana Zimmermann
5.3.2.
Formação
Licenciatura em Letras
Língua Portuguesa
Licenciatura em
Matemática
Titulação
PDE
Função
Diretora
Turno
Vespertino /
Noturno
Matutino
Vínculo
QPM
Especialização em
Matemática /
Psicopedagogia
Diretora Auxiliar
Turno
Matutino /
Noturno
Vínculo
QPM
Matutino
QPM
Vespertino
REPR
Vespertino
QPM
Equipe
Pedagógica
Noturno
QPM
Coordenador de
Curso
Noturno
QPM
QPM
Equipe Pedagógica:
Nome
MARIA DE LOURDES BARAUCE
FREITAS
Formação
Licenciatura em
Titulação
Função
PDE
MÁRCIA MARGARETH URBANSKI
Licenciatura em
PDE
LUCIMARY CORREA
Licenciatura em
-
PINTO
Licenciatura em
LISETE CECÍLIA BUEST ROSÁRIO
CARNEIRO
Licenciatura em
LEILA TEREZINHA SANTOS ZAPPE
Licenciatura em
Matemática
Especialização no
Magistério do Ens.
Fundam. e Médio
Especialização em
Metodologia do Ens.
Supeior
Especialização em
Matemática
Equipe
Pedagógica
Equipe
Pedagógica
Equipe
Pedagógica
Equipe
Pedagógica
VALINDA DAS
GUIMARÃES
GRAÇAS
Pedagogia
Pedagogia
Pedagogia
Pedagogia
Pedagogia
6.3.3. Quadro Administrativo:
Nome
CYNTHIA APARECIDA SENS
GOBBO
CRISTIANO PIRES CARNEIRO
EULIA KUSDRA
LETHIANE GALETTO GAIDA
MARIA JOSELI MARCONDES LEAL
MARÍLIA LIMA R. DE MORAES
TELMARIZA FERREIRA NOLASCO
Formação
Função
Carga
Horária
Vínculo
Licenciatura em Letras
Secretária
40
QPM
II
II
II
II
II
40
40
40
40
14
QFEB
QFEB
QFEB
QFEB
QFEB
Agente Educacional II
40
QFEB
Ensino Médio
Acadêmica de Secretariado
Informática
Acadêmica Ciências Contábeis
Licenciatura em Ciências
Biológicas
Licenciatura em Pedagogia
Agente
Agente
Agente
Agente
Agente
Educacional
Educacional
Educacional
Educacional
Educacional
6.3.4. Quadro de Serviços Gerais:
Nome
CIRLENE BABI
FLAVIO CORREA DA SILVA
DALILA DO ROSÁRIO CORREA DA
SILVA
IVONE DE JESUS SOUZA
MARCO ANTONIO DA COSTA
TEREZINHA APARECIDA DA COSTA
VERONICA DANILAU
Formação
Função
Carga
Horária
Vínculo
Ensino Médio
Ensino Médio
Ensino Médio Incompleto
Agente Educacional I
Agente Educacional I
Agente Educacional I
40
40
40
QFBE
READ
QPPE
Agente
Agente
Agente
Agente
40
40
40
40
READ
QFBE
QFBE
QFEB
Técnica em Administração
Ensino Médio
Técnica em Alimentação Escolar
Ensino Médio Incompleto
Educacional
Educacional
Educacional
Educacional
I
I
I
I
6.3.5. Quadro Docente:
Nome
ADRIANA MARQUES CANHA
Formação
Titulação
Bióloga
Mestrado Ecologia
Botânica
Especialização
Psicopedagogia
Especialização em
Português
-
ALESSANDRA KACHINSKI
Licenciatura em Matemática
ANA MARIA SCHIMIDT
ANDREIA APARECIDA DE ALMEIDA
Licenciatura em Letras
Português
Licenciatura em Letras Português e Espanhol
Licenciatura em Matemática
CLAUDIA DOS S. SILVA OLIVEIRA
Licenciatura em Pedagogia
CLEIDE IZAMAR BENVENUTTI
Bacharelado em Ciências
Contábeis / Esquema I
Licenciatura em Pedagogia
ANA PAULA FREITAS PEREIRA
CRISTIANE RIBEIRO DA ROCHA
CRISTIANO SANTOS LOPES
CRISTINA A. ARAGÃO
DANIELE CICHACZ
Licenciatura em Física
Licenciatura em Letras
Licenciatura em Matemática
DEIZI D HENNING SILVA
Licenciatura em Letras
DENIS M. M. MAINARDES
Bacharel em Economia
Licenciatura EsquemaI
Licenciatura em Artes
Licenciatura em Educação
Física
Licenciatura em Filosofia e
Ética
Formação de Professor da
séries finais do Ensino
Fundamental
ELAINE BUENO MARTINS VEIGA
ELCIO DE SOUZA
ERICSON BATISTA LIMA
ESTELA MARCELINA CORREA ROSA
EUNICE LOPES MENDES
Licenciatura em Letras –
Português / Inglês
EVERSON HENRIQUE SANTOS
Licenciatura em Biologia
EZULINA RITA DUARTE
Licenciatura em Física
FERNANDA MACHINSKI
Licenciatura e Bacharelado
em Geografia
Licenciatura em Matemática
HILDA MARIA WEIGERT MACHADO
HUMBERTO HARVELINO MARONEZE
IMARA SOCELA
JEAN CARLOS SILVEIRA
Licenciatura em Letras e
Bacharelado em Direito
Licenciatura em Letras
Licenciatura em Matemática
Função
Professora de
Ciências
Professora de
Matemática
Professora de
Português
Professora de
Espanhol
Especialização em Ed.
Professora de
Especial / Gestão Escolar
Matemática
Especialização em Ed.
Professora de
Especial
Filosofia
Mestrado PDE
Professora de
Disc. Técnicas
Interprete de
Libras
Professor de Física
Especialização em
Professora de
Português
Português
Especialização em Ed.
Professora de
Especial
Matemática
Cursando PDE
Professora de
Português
Especialização em Educ.
Professor de
de Jovens e Adultos
Disc. Técnicas
Cursando PDE
Professora de Artes
Especialização em
Professor do
Personal Trainning
Projeto Viva Escola
Professor de
Filosofia
Especialização em
Professora de
Educação Especial
Apoio
Comunicação
Alternativa
Especialização em
Professora Sala de
Educação Especial e
Apoio - Português
Inclusão Educacional
PDE
Professor de
Biologia
Especialização em
Professora de
Educação Especial
Física
Mestrado em Ciências
Professora de
Sociais Aplicadas
Geografia
Especialização em
Professora de
Matemática
Matemática
Mestrado em Língua
Professor de
Portuguesa
Disc. Técnicas
Especialização em
Professora de
Português
Português
Mestrado em Modelagem
Professor de
Vínculo
REPR
SC02
QPM
REPR
REPR
QPM
REPR
REPR
REPR
REPR
QPM
REPR
QPM
REPR
REPR
SC02
REPR
QPM
QPM
QPM
QPM
QPM
QPM
REPR
Matemática
JOELI GRIMBOR MARQUES SOUZA
Licenciatura em História
JOSEANE KLUKESKOVSKI
Licenciatura em Português
JOSEBEL DE OLIVEIRA SCREMIN
Licenciatura em Pedagogia
JUSIANE RODRIGUES DA CRUZ
Licenciatura em História
Especialização Ensino
Religioso / Orientação
Educacional
Especialização em Língua
Portuguesa
Especialização em
Educação de Libras
Especialização em
Educação Patrimonial
-
Matemática e
Professor de
Disc. Técnicas
Professora de
História
Professor da Lei
15308/06
Professora de
História
KAMILA CAROLINE CAMARGO
Licenciatura em Biologia
Professora de
Biologia
LEILA TEREZINHA SANTOS ZAPPE Licenciatura em Matemática
Especialização em
Professora de
Matemática
Matemática e
Coordenação de
Curso
LIA HELENA PACHECO BASSARA
Licenciatura em Letras –
Especialização em Língua
Professora de
ANTUNES
Português / Inglês
Inglesa
Inglês
LUCIANE APARECIDA PETRECH
Licenciatura plena em
Especialização em
Professora de
MARTINS
História
Interdisciplinaridade
História
MARCIO ELOIR KOPS
Licenciatura em Educação
Especialização em
Professor de
Física
Psicopedagogia
Educação Física
MÁRCIO JOSÉ SIMÃO CANHA
Licenciatura plena em
Especialização em
Professor de
Português / Inglês
Português
Português /
Inglês / Artes e
Apoio de Português
MARCOS ANTONIO PEDROSO
Licenciatura plena em
Especialização em
Professor de
Matemática
Educação de Jovens e
Matemática
Adultos
MARCOS SALGADO GOMES
Licenciatura em Letras
Especialização em
Professor de
Português / Inglês
Português / Inglês
Português
MARIA ANDRADINA DA SILVA
Normal Superior Educação
Especialização em
Professora de Sala
Especial
Gestão Escolar
de Recursos
MARIA CRISTINA DE LIMA
Licenciatura em Ciências
Especialização em
Professora de
Biológicas
Educação de Jovens e
Ciências
Adultos
MARIA DO CARMO DIAS
Licenciatura em Economia
Especialização em Ens.
Professor da Lei
Doméstica
Religioso Arte e
15308/06
Educação
MÁRIO ENDO
Licenciatura em Educação
Especialização em
Professor de
Física
Metodologia Ensino de
Educação Física
1º e 2º Graus
MARISANGELA PINTO GUIMARÃES
Bacharelado em Economia
Especialização em
Professora de
Projetos Empresariais
Disc. Técnicas
Públicos e Privados
NILTON CESAR DE JESUS ANHAIA
Licenciatura em Ciências
Professor de
Biológicas
Ciências e Biologia
NORMA TEREZINHA ZAPPE
Licenciatura plena
Especialização em Língua
Professora de
Português / Inglês
Portuguesa / Gestão
Português
Escolar
PAULO CESAR PAES DE ALMEIDA
Licenciatura em Geografia
Professor de
Geografia
REGIANE HARTMANN GARCIA
Licenciatura plena
Professora de
Português / Inglês
Inglês
REGINA APARECIDA RIBEIRO MEIRA
Licenciatura plena em
Especialização em
Professora de
Geografia e curta em História
Interdisciplinaridade
Geografia
REGINA DE SOUZA MARQUES
Licenciatura em Ciências:
PDE
Professora de
BUENO
Habilitação em Matemática e
Ciências
Biologia
REGINA ROSSA
Licenciatura plena em
Especialização em
Professora de
Matemática
Matemática
Matemática
RENATO GARCIA
Licenciatura em História
Especialização em Artes
Professor de Ens.
Religioso e Artes
ROSANGELA APARECIDA MACHADO
Licenciatura em Pedagogia / Especialização Educação
Educação Especial
Auditivo
RUBENS RIBAS
Licenciatura Formação de
Professor de
Professor de Português
Português
RUTH APARECIDA DA SILVA
Licenciatura em Ciências da
Professora de
QUADROS
Educação
Filosofia
QPM
QPM
CAEDA
Municipal
QPM
REPR
QPM
QPM
QPM
QPM
REPR
REPR
REPR
QPM
SCO2
QPM
QPM
REPR
REPR
QPM
CSO2
QPM
QPM
QPM
QPM
REPR
CAEDA
QPM
SCO2
SIMONE CRISTINA RIBAS HEKAVEI
SIMONE DINNIES CARNEIRO
SLEUTJES
SIMONI XAVIER DOS SANTOS
SONIA MARA MAINARDES
CARNEIRO
Licenciatura em Educação
Especialização em
Física
Psicopedagogia
Licenciatura em Matemática /
Especialização em
Licenciatura em Ciências com
Metodologia Ensino de
Habilitação em Matemática
1º e 2º Graus
Bacharelado em Ciências
Especialização em
Econômicas
Administração Financeira
Licenciatura em Pedagogia
Especialização em
Educação Especial
TERESINHA DE BIASSIO FIDELIX
Licenciatura em Pedagogia
PDE
VALÉRIA KING DE OLIVEIRA
Licenciatura em Ciências da
Educação
Licenciatura plena em
Geografia
-
VILMARA SAZZANA DA SILVA
6.
Especialização em
Interdisciplinaridade
Professora de
Educação Física
Professor da Lei
15308/06
QPM
Professora de
Disc. Técnicas
Professora de
Apoio
Comunicação
Alternativa
Professor da Lei
15308/06
Professora de
Filosofia
Professora de
Geografia
REPR
QPM
REPR
QPM
REPR
QPM
Objetivos Gerais:
- Propor uma educação
transformadora, participativa nas ações escolares,
assim como na forma de crescimento da comunidade do colégio em todas as suas
instâncias.
- Articular a capacitação dos docentes e demais profissionais da educação,
como um dos processos de formação continuada.
− Adaptar e flexibilizar o currículo, utilizando metodologia adequada para
atingir um aprendizado significativo.
- Possibilitar efetiva participação da família no contexto escolar através de
reuniões, com vistas ao aprimoramento de suas habilidades e troca de
conhecimentos.
- Oportunizar momentos de reflexão sobre a vida escolar dos alunos entre toda
a equipe escolar para que o colégio contribua apoiando e sendo apoiado.
- Estabelecer com os alunos e docentes a reflexão sobre desenvolvimento de
projetos que permeiem os anseios da comunidade, possibilitando a interação entre
o conhecimento e cidadania.
- Dinamizar a utilização da biblioteca, incentivando a leitura de obras literárias,
oficinas de poesia e dramatização, bem como aumentar o acervo bibliográfico para
docentes e alunos.
- Multiplicar as atividades culturais e artísticas desenvolvidas no colégio.
- Buscar ações de caráter interdisciplinar amenizando a fragmentação do
currículo e estabelecendo critérios diferenciados de avaliação.
- Fazer do Conselho de Classe, um momento de reflexão das ações
pedagógicas, reavaliando o processo de ensino e aprendizagem para que se evite
a repetência e, consequentemente, a evasão escolar.
- Otimizar a ação da APMF, Conselho Escolar, Grêmio Estudantil e demais
segmentos da comunidade escolar, consolidando, assim, a construção da
cidadania dos alunos.
- Trazer, para os alunos do Curso Técnico, a realidade econômica do município
de Castro, mostrando a eles as potencialidades que existem e as oportunidades
que se abrem tanto em empregos diretos como indiretos.
- Manter parcerias com o CIEE (Centro de Integração Empresa e Escola),
SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio as:
Micro e Pequenas Empresas), SENAR
(Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e diversas empresas, com vistas à
preparação dos alunos para o mercado de trabalho e o reconhecimento do Curso
Técnico no meio empresarial.
- Orientar
o alunado do Curso Técnico, sobre o fato de que as melhores
oportunidades serão destinadas àqueles que possuem melhor preparo a nível de
escolarização e de formação profissional.
− Estabelecer, como parte da avaliação, critérios relevantes à formação
profissional.
- Estudar e definir projetos de experiências pedagógicas para melhoria da
qualidade do processo de ensino e aprendizagem.
- Fortalecer o coletivo escolar para enfrentar conflitos e contradições.
- Buscar, em conjunto com o corpo docente, estratégias para a recuperação
dos alunos que obtiveram aproveitamento insatisfatório.
- Repensar o sistema de avaliação
de acordo com os acontecimentos
escolares.
- Garantir, através da hora atividade, tempo hábil para estudos, preparação de
material e pesquisa, visando um maior comprometimento com a prática
educacional e a construção de uma escola de qualidade.
-
Incentivar a participação da comunidade
em reuniões e busca de
alternativas para manter e melhorar a qualidade da infra estrutura do
colégio.
Propiciar atividades que abordem temas de conhecimento do Estado do
-
Paraná, do Meio Ambiente e das Etnias, contemplando o desenvolvimento
das Diretrizes de Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96.
7.
Marco Situacional:
O ambiente socioeconômico e político em que vivemos está em constante
transformação exigindo de nós, integrantes da sociedade, inúmeras adaptações. E
nós, como educadores, estando na linha de frente dessa empreitada,
devemos
oportunizar aos educandos a superação da alienação, do medo da manifestação,
do comodismo, ou seja,
através
oportunizar a eles melhoria de qualidade de vida,
da educação formal, fornecendo, através desta, capacidades críticas
argumentativas que os tornem capazes de gerirem suas vidas e participarem
ativamente na busca de melhorias para a sociedade em que vivem.
Esse é, sem dúvida, um grande desafio no nosso cotidiano escolar, pois a
falta de perspectiva por parte de nossos alunos
em relação à sociedade, e
particularmente à escola, é um grande problema para o ensino hoje, a maioria
deles não encontra motivos para frequentar a escola
e isso os leva
a um
embate declarado, ou não, às normas da escola, não importando se estas são
razoáveis ou não. O que desperta maior atenção é o fato de que essas atitudes
independem de idade, sexo, classe social, etnia, etc. Com os
educadores
encontramos dificuldades em gerenciar atos de indisciplina, pois quando esta se
manifesta o que fazemos é suspeitar das causas (desinteresse, desestruturação
familiar, más influências, enfim culpabilizamos a criança pelo fracasso etc,) que
nos levam a um impasse sobre o que fazer.
Por sua vez, muitos pais não participam ativamente da educação de
seus filhos
e, distanciados
do sistema educacional em que estes
estão
inseridos, não percebem a educação formal como uma prioridade na vida dos
mesmos.
Isso contribui para a existência do desestímulo,
pois estes
não
encontram na família apoio, incentivo, para que vislumbrem no compromisso do
dia-a-dia escolar “possíveis” caminhos de transformação da realidade em que se
encontram inseridos.
...alunos
desmotivados
estudam
muito
pouco
ou
nada
e,
consequentemente, aprendem muito pouco. Em última instância, aí se
configura uma situação educacional que impede a formação de indivíduos
mais competentes para exercerem a cidadania e realizarem-se como
pessoas, além de se capacitarem a aprender pela vida afora.
(BORUCHOVITCH,2009, p.13)
Por outro lado, no âmbito da educação nos encontramos cheios de
incertezas quanto ao momento que vivemos, pois ainda não conseguimos
assimilar no cotidiano escolar as consequências da pós - modernidade,
coletividade
como
um
todo,
consequentemente,
a
desigualdade
da
social
sobrepujando o pensar nas escolas e na sociedade, a tecnologia no comando das
ações com uma linguagem que não é acessível a todos e, por esta razão muito
além de levar informações , conhecimentos têm o poder de massificar, fazendo
com que os indivíduos passem a ter identidades coletivas, num eterno “deixe a
vida me levar”. Outro fato que nos deixa ansiosos é como trabalhar de maneira
diferenciada com os alunos portadores de necessidades especiais, na teoria, nos
textos que estudamos, nas reuniões que realizamos tudo parece fácil, mas
quando nos deparamos com o dia a dia da sala de aula onde além dos alunos com
necessidades especiais possuímos uma imensa diversidade cultural nos sentimos
de mãos atadas querendo colocar em prática tudo o que aprendemos, mas nem
sempre conseguimos.
Sabemos o quanto
é importante
a educação para a superação de
inúmeros males que afligem a sociedade atual e, por isso, não podemos permitir
que ela aconteça na base do improviso, de incertezas. Temos metas, objetivos a
serem alcançados e inúmeros desafios a serem transpostos.
Essa é a proposta, buscar
com responsabilidade e, coletivamente,
caminhos alternativos tendo em vista uma aprendizagem significativa e concreta.
Não esquecendo que, na busca de superação dos problemas, na
reorganização do tempo e espaço escolar, os educandos devem ser vistos como
sujeitos centrais da ação educativa,
como aprendizes, com tempos e maneiras
diferentes de conceber a aprendizagem e que nós, como educadores,
formadores de identidades.
somos
Essa enorme responsabilidade é compromisso de todos os envolvidos no
processo educacional, mas somos nós, educadores,
transformação social
e, como tal, devemos
os principais sujeitos de
estar conscientes de que nossas
escolhas metodológicas, a seleção de conteúdos a serem trabalhados, nossos
procedimentos, interferem diretamente nos resultados
do processo de ensino
/aprendizagem, somos a linha de frente, os articuladores da prática educativa.
Nesse sentido, procuramos
incentivar os professores a
participarem de
cursos de formação, bem como a planejar suas aulas antecipadamente, buscando
desenvolver atividades cognitivas, operativas, sociais e morais, bem como
alternativas inovadoras
para o dia a dia escolar. Sabendo ser o planejamento
uma das formas mais eficientes para se buscar soluções dos problemas escolares
(diferenças culturais, problemas de aprendizagem e atendimento às necessidades
especiais), este é uma exigência do Colégio como ponto de partida e chegada para
a concretização de todos os objetivos.
necessário
Sabemos, no entanto,
que se faz
diagnosticar permanentemente o processo educativo para que o
planejamento aconteça de maneira eficiente, considerando o que os alunos
aprenderam, a relevância dos conteúdos a serem ensinados,
respeitando
as
diversidades culturais das turmas, e as necessidades individuais, como superação
das dificuldades de aprendizagem . Para que haja uma maior conscientização da
importância dos conteúdos trabalhados, cada professor, ao selecioná-los, deverá
conscientizar os alunos sobre estes e o porquê dos mesmos terem sido escolhidos,
importância, objetivos, etc isso deverá acontecer no início de cada bimestre. Mas
ficamos
preocupados, pois sabemos
que cada aluno apresenta
capacidades
diferentes na forma de aprender e que o planejamento não deve ser elaborado
tendo em vista o aluno “padrão”, “desejado” e, sim, planejar pensando na melhor
maneira de conduzir o planejamento de forma que haja aprendizagem.
“quando se fala de adaptações curriculares está se falando sobretudo e, em
primeiro lugar, de uma estratégia de planejamento e de atuação docente, e
nesse sentido, de um processo para tratar de responder às necessidades de
aprendizagem de cada aluno (…) fundamentado em uma série de critérios
para guiar a tomada de decisões com respeito ao que é , ao que o aluno ou
aluna deve aprender, como e quando e qual é a melhor forma de organizar o
ensino para que todos saiam beneficiados” (BRASIL, Ministério da Educação,
2006,p82)
Procurando facilitar
Fundamental,
todo o processo educacional, as turmas do Ensino
quintas séries são organizadas de maneira que em cada uma
haja o mesmo número de alunos e alunas.
A partir da sexta série observamos
também questões como disciplina, desempenho, participação e procuramos
mesclar o alunado para que não haja muita disparidade entre as turmas.
Quanto ao Ensino Médio, o critério é o avanço para a turma posterior, pois
possuímos uma turma de cada série.
Para ingressar
Ensino Médio
através de
na primeira série do curso de Administração Integrado ao
é realizada
inscrição e posteriormente o aluno é selecionado
entrevista; nas turmas posteriores, o avanço acontece pelo
desempenho, menção de notas.
Para as turmas do curso Subsequente, Pós – médio,
a seleção acontece
através de inscrição e entrevista.
Buscando utilizar harmoniosamente todos os espaços físicos escolares, como
a biblioteca, laboratório de ciências e informática,
é realizado agendamento na
secretaria.
O tempo é fundamental para que a organização escolar aconteça. A
distribuição das aulas
estabelecer
critérios
acontece através de horário escolar sempre procurando
que
contribuam
para
o
bom
desenvolvimento
do
ensino/aprendizagem.
A hora atividade é tempo reservado ao professor em exercício de docência
para estudos, avaliação e planejamento. A organização desta busca favorecer o
trabalho em conjunto, priorizando o coletivo de professores que atuam na mesma
área
de
conhecimento,
as
mesmas
turmas,
séries
para
efetivação
do
planejamento e para o desenvolvimento de ações necessárias ao enfrentamento
de problemáticas específicas. Os professores aproveitam o tempo para a correção
de atividades dos discentes, estudos e reflexões a respeito de metodologias que
envolvam a elaboração de ações que visem a melhoria da qualidade de ensino.
Esta hora é também utilizada pela equipe pedagógica para discussões, sugestões
e outras atividades que se fazem necessárias no dia a dia escolar.
A hora atividade é uma conquista relevante como espaço privilegiado para a
discussão e análise das práticas educativas do Colégio. Este meio constitui-se
como uma forma de auxiliar na melhoria do trabalho escolar, pois os professores
têm espaço e tempo para compartilhar com outros professores.
A qualidade de relacionamento entre os docentes e discentes
é um dos
fatores determinantes para a aprendizagem. Para tanto, a afetividade
é
preponderante durante todo o processo escolar
Para que o Colégio possa realizar com eficiência sua função como provedor
da educação formal, o espaço disposto deverá sempre estar organizado através do
tempo escolar. O calendário escolar é o primeiro passo para se planejar o ano
letivo. A preparação do ano escolar começa pela entrada dos alunos (matrículas) e
a formação de turmas (séries) e para o corpo docente, a semana pedagógica é o
marco onde são articulados todos os passos para o desenvolvimento do trabalho
a ser desenvolvido durante o ano escolar , qual a linguagem a ser adotada por
todos
os
protagonistas,
num
planejamento
sério
e
real
envolvendo
a
administração, equipe pedagógica, professores, agentes educacionais I e II ,
alunos e pais, para que os objetivos educacionais sejam alcançados
num
cronograma e com espaços reservados para que possa concretizar o trabalho da
comunidade escolar com o comprometimento e análise das práticas educativas. O
espaço só consegue ser
organizado quando sabemos exatamente
quais
educadores fazem parte o corpo docente . O que dificulta bastante este processo é
o fato de que nem todos os professores que compõe a equipe escolar participam
da semana pedagógica porque a distribuição de aulas dos professores PSS
acontece tardiamente.
Neste contexto ,é prioridade garantir a todos os alunos um aprendizado
onde haja a socialização dos conteúdos, onde todos possam avançar nos seus
conhecimentos,
promovendo
uma
educação
na
sua
totalidade,
cujo
desenvolvimento humano aconteça nas dimensões físicas, social, intelectual, ética,
estética e afetiva. Para tanto, o trabalho do professor é fator determinante como
parte humana do desenvolvimento da proposta educacional do Colégio para
articular a educação na sociedade, observando as necessidades de apropriação de
conteúdos oficiais e de vida, numa construção de autonomia de pessoas críticas,
participativas, criativas e responsáveis no mundo globalizado e socializado pelo
conhecimento. É através do trabalho coletivo em sala de aula que se pode
desenvolver uma prática adequada, respeitando as particularidades de acordo com
o perfil de cada turma.
Caberá
ao
professor,
enquanto
mediador
do
processo
entre
o
conhecimento / aluno, selecionar e conceituar o quadro teórico de sua disciplina.
Com essa forma de administrar é que se constitui o fazer coletivo pedagógico
permanente em processo, que se embasa nos novos paradigmas da sociedade do
conhecimento, levando em conta a finalidade e os objetivos da organização, da
responsabilidade, das ações do professor.
Trabalhar conhecendo bem o aluno, fazendo pontes constantes entre a
realidade social
e o conteúdo
trabalhado , e administrar o comportamento
agitado da turma requer comprometimento e planejamento apurado e muita
competência para não perder o equilíbrio e domínio da sua prática pedagógica.
8.
Marco Conceitual:
8.1. Concepção de Sociedade:
Sociedade é um conjunto de pessoas, hoje vivendo a pós-modernidade.
Nesse atual contexto,
perdemos muito da identidade pessoal influenciados pela
massificação imposta pelos meios de comunicação, como afirma Maffesssoli, 2004,
“a tribalização” , cada tribo se forma de acordo com interesses comuns, onde a
imagem é o elo principal entre os seres humanos, ou seja, nos identificamos com
o visual, é ele o principal fator para a formação de grupos, somos quase
domesticados pela realidade que nos é imposta pela tecnologia, esta exerce um
certo fascínio que manipula de maneira invisível toda uma população e esta nem
chega a perceber. Habituados que estão a aceitar sem questionamentos o que a
vida lhes oferece, o que conseguimos visualizar
contradições e incertezas, estas representadas pela
pela
seletividade,
é uma sociedade cheia de
má distribuição de renda,
discriminação, a marginalidade que são características
presentes numa sociedade capitalista como a nossa.
Essa é a visão de sociedade que se apresenta para nós educadores, mas que
é passível de transformações mesmo não sendo uma tarefa fácil. O caminho é
repleto
de
armadilhas,
já
que
os
mecanismos
de
adaptação
acionados
periodicamente, a partir dos interesses dominantes, podem ser confundidos com
anseios da classe dominada. Para evitar esse risco, é necessário avançar no
sentido de captar a natureza específica da educação, o que nos levará à
compreensão
das
complexas
mediações
pelas
quais
se
dá
sua
inserção
contraditória na sociedade capitalista. Uma educação crítica, função primordial da
educação, poderá estar a serviço de um projeto de libertação das maiorias dessa
sociedade, tornando estes capazes de refletir sobre a sociedade em que vivemos
repensando seus objetivos de vida. Segundo TIBA, 1996, p.178:
A sociedade praticamente não ensina, somente sinaliza as regras a serem
obedecidas na esperança de que cada cidadão tenha preparo suficiente
(familiar e escolar) para viver de acordo com elas. Suas leis escritas e as
contravenções são punidas sem as atenuantes escolares e o afetivo clima
familiar
Desta forma, propomos construir uma sociedade que esteja fundamentada
na dignidade da pessoa humana, reconhecendo todos, como sujeitos de sue
próprio desenvolvimento e do desenvolvimento social; uma sociedade em que a
prática da democracia e a participação coletiva seja uma realidade onde haja para
todos, educação, cultura, lazer e boas oportunidade de trabalho, proporcionando
ao nosso aluno atuar de forma consciente diante dos problemas sociais.
Almejamos uma sociedade que acredite e valorize o ser humano, que seja
justa, solidária, democrática, onde:
-
a cidadania seja assumida por todos na organização da sociedade;
-
possa se oferecer a todos, sem distinção, iguais oportunidades de
ascensão social, com ênfase nas qualidades individuais de cada um;
-
sejam ofertadas oportunidades de preparar novas gerações para o
desempenho das funções essenciais à sua sobrevivência e à continuidade
do processo social.
-
o poder público esteja não somente a serviço de uma minoria, mas de
todos os cidadãos.
8.2. Concepção do Homem:
O homem é um ser social que interage com seu meio. Para entender e
acompanhar as transformações do mundo, é necessário que tenha uma formação
básica ecletiva que lhe possibilite ser um cidadão atuante e com habilidades
múltiplas
(reflexão,
comunicação,
criatividade,
participação,
investigação
e
competência para produzir) para enfrentar os desafios do mundo do trabalho,
gerando para si e para os outros uma melhoria na qualidade de vida.
Essa formação deve ser equânime, para que todos tenham as mesmas
oportunidades de cidadãos, em condições de serem empreendedores. Portanto, na
formação
de
nosso
aluno,
é
fundamental
levar
em
consideração
suas
peculiaridades, instrumentalizando-o para que, como sujeito histórico, possa
conquistar seu espaço; desenvolver seus valores e as competências necessárias à
integração de seu projeto individual ao projeto da sociedade em que se situa,
aprimorar-se
como
pessoa
humana,
incluindo
a
formação
ética
e
o
desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.
Cientes de que o homem só alcança sua plena compreensão quando
baseado em princípios morais, éticos e espirituais, acreditamos que sua vida
necessita
ser guiada pela cidadania, que será construída num espaço natural,
social e histórico, num processo contínuo de integração do sujeito com a natureza,
a sociedade e a prática, onde buscará condições de produzir e de trabalhar para
conservação de sua própria existência material.
Priorizando o que afirmamos, queremos nos unir em constantes esforços
para sermos instrumentos de ajuda para esta realização.
Neste contexto, queremos, então, que o homem:
-
Seja sujeito de seu próprio processo de desenvolvimento;
-
Domine sua cultura e esteja aberto aos valores de outras culturas;
-
Seja crítico, questionador, ousado, criativo, comprometido com a
democracia;
-
Vise a transformação social, por um mundo democrático, justo,
solidário e fraterno;
-
Seja capaz de viver em comunidade;
-
Seja capaz de viver e conviver com os avanços tecnológicos,
humanizando-os em favor da sociedade;
Enfim,
Esteja consciente de suas limitações.
almejamos
a formação
de um
homem
crítico,
consciente
e
comprometido com sua história, sujeito atuante e com condições de modificar o
contexto onde vive.
8.3. Concepção de Educação:
A educação é imprescindível
para a humanização e a socialização do
homem, é através dela que o ser humano adquire capacidades para gerenciar sua
vida, bem como atuar sobre a sociedade onde vive.
Educação é um processo amplo, contínuo, permanente e acontece em todas
as fases da vida humana, esta busca levar o
homem
a
refletir
sobre o
mundo e sua própria história, assumindo a responsabilidade dos seus atos e das
mudanças que
realidade,
fizer acontecer. É a educação que nos permite modificar a
alterando
o
seu
rumo,
provocando
as
rupturas
necessárias
e
aglutinando as forças que garantem a sustentação de espaços onde o novo seja
buscado, constituído e refletido.
É objetivo primeiro de toda educação provocar e criar condições para que se
desenvolva uma atitude de reflexão crítica comprometida com a ação. É
indispensável, para enfrentar os desafios da globalização, assinalar novos
objetivos à educação.
A educação que almejamos é aquela que tenha como ponto de referência o
tipo de sociedade, escola e pessoa, que vá além do espaço escolar e, para que
esta aconteça
com responsabilidade, deve acontecer com vistas a um
entendimento de currículo multicultural. Segundo BENNET, 1986, p.xv, apud
GONÇALVES, SILVA, 2004, p. 55)
A educação multicultural destina-se a todos (…) neste sentido, uma de suas
metas importantes é a de ajudar todos os estudantes na aquisição de
conhecimentos, atitudes e habilidades necessárias para um agir efetivo em
uma sociedade democrática plural, bem como no interagir, negociar e
comunicar-se com pessoas de diferentes grupos, a fim de criar uma
comunidade cívica e moral que trabalhe pelo bem comum.
No entanto, para atingirmos essas metas, a educação requer:
-
O professor como produtor, articulador e planejador da prática educativa.
-
Que a escola proporcione a todos um ambiente de construção do seu
conhecimento.
-
Oportunidades que possam garantir a todos os alunos, aprendizagens
essenciais
para
participativos,
a
formação
capazes
de
de
atuar
cidadãos
com
autônomos,
competência,
críticos
e
dignidade
e
responsabilidade na sociedade em que vivem.
-
Ações que visem transformações sociais, econômicas e políticas, tendo
em vista a superação de desigualdades no interior da sociedade.
-
Permanente esforço de pensar, planejar e viver a ação educativa, que
responda aos novos desafios da realidade, tendo em vista a superação de
desigualdades no interior da sociedade.
-
Contínuo esforço de pensar, planejar e viver a ação educativa, que
responda aos novos desafios da realidade, tendo como base uma escala
de valores humanos.
-
Qualidade, no sentido de coerência e eficiência, em caminhar na direção
dos objetivos educacionais.
O engajamento de todos os educadores deste Colégio é notável na busca
de garantir uma educação de qualidade para todos, mas ainda não nos
percebemos
preparados para atuar com a eficiência que desejamos diante da
inclusão, muitas vezes nos sentimos frustrados sem saber direito qual caminho
devemos trilhar, de que maneira podemos ensinar
sem nos tornarmos meros
reprodutores de desigualdades.
8.4. Concepção de Conhecimentos:
Proporcionar uma escola democrática tendo como objetivo a emancipação
das camadas populares é um desafio, pois não basta abrir vagas para comportar
alunos, é preciso garantir sua permanência na instituição.
Sabemos que uma das funções da escola vai além de apenas transmitir os
conteúdos de ensino produzidos e acumulados no movimento histórico pela
humanidade. O que buscamos é assegurar aos alunos conhecimentos que lhes
permitam
interferir, transformar e assegurar
a melhoria de suas condições de
vida.
O conhecimento implica nas concepções de homem, de mundo e das
condições sociais que o geram, configurando das dinâmicas históricas que
representam
as
necessidades
do
indivíduo
a
cada
momento,
implicando
necessariamente em nova forma de ver a realidade, novo modo de atuação para
obtenção do conhecimento, mudando, portanto, a forma de interferir na realidade.
Essa interferência traz consequências para a escola, cabendo a ela garantir a
socialização do conhecimento que foi expropriado do trabalho nas suas relações.
Conforme VEIGA, Ilma Passos (1995, p.27) “o conhecimento escolar é dinâmico e
não uma mera simplificação do conhecimento científico, que se adequaria à faixa
etária e aos interesses dos alunos”. Dessa forma, o conhecimento escolar é
resultado de fatos, conceitos e generalizações, sendo, portanto, o objeto de
trabalho do professor.
Nesta
perspectiva,
conclui-se
que
o
conhecimento
não
ocorre
individualmente. Ele acontece no social, gerando mudanças internas e externas
nos cidadãos e nas relações sociais, tendo sempre uma intencionalidade.
8.5. Concepção da Escola:
A escola é uma instituição reconhecida pela sociedade como encarregada
pela educação formal. Constitui-se como um espaço de democratização e de
inclusão social, e deve primar por uma ação educativa equilibrada entre a
formação do homem cidadão e a construção do conhecimento, num processo
interativo.
A escola, enquanto espaço democrático, deve respeitar os educandos, na
sua diversidade cultural, propondo ações mediadas pelos sujeitos em função das
particularidades existentes, valores, atitudes, expectativas produzidas dentro de
um limite cultural do qual toda comunidade escolar e familiar faz parte. Por outro
lado, a escola é comunidade quando partilha seus objetivos, perspectivas e
necessidades com a sociedade tornando seus membros cúmplices, ou coresponsáveis pelas ações que medeiam os acontecimentos escolares
8.6. Concepção de Ensino Aprendizagem:
Os fracassos e sucessos escolares decorrentes da aprendizagem provocam
reflexões sobre os aspectos que interferem no processo de ensinar e aprender,
indicando que é mister dar um novo significado ao ensino e à aprendizagem, uma
vez que sem aprendizagem, não há ensino.
O conhecimento, portanto, é resultado de um complexo e intricado processo
de construção, modificação e reorganização utilizado pelos alunos para assimilar e
interpretar os conteúdos escolares. O que o aluno pode aprender em determinado
momento da escolaridade depende das possibilidades delineadas pelas formas de
pensamento de que dispõe naquela fase de desenvolvimento, dos conhecimentos
que já construiu anteriormente e do ensino que recebe.
A aprendizagem requer fundamentalmente, intenção do aluno e ousadia
para aprender, ele precisa estabelecer relações entre os novos conteúdos e os que
já aprendeu, revisando, ampliando, diferenciando, transferindo e tomando uma
série de decisões. A possibilidade de estabelecer estes vínculos entre o que já se
sabe e o que se busca aprender, é condição fundamental para que a
aprendizagem se realize.
Para tanto, não se pode esquecer que a educação escolar tem a incumbência
de fomentar a apropriação de saberes atitudes por parte dos alunos , isso deve
acontecer
por
intermédio
da
ação
mediadora
dos
professores
e
pela
democratização da gestão escolar. Para que isso aconteça é necessária a busca de
alternativas inovadoras.
O Planejamento é uma das formas mais eficientes para que se tenha uma
forma precisa e organizada dos procedimentos a serem tomados , é uma previsão
da ação dos acontecimentos educacionais. Quando entramos em uma sala de aula
devemos
saber exatamente o porquê
de estarmos ali, o que almejamos com
relação aos conteúdos a serem trabalhados, o que esperamos dos alunos que ali
se encontram , vislumbrando as possíveis rotas a serem seguidas
respeitando
sempre as diversidades culturais, ritmos e necessidades de aprendizagem. Para
que isso aconteça se faz necessário um diagnóstico constante do processo
educativo, considerando o que os alunos aprenderam, os conteúdos que
necessitam serem revistos e a relevância dos conteúdos a serem ensinados, estes
devem estar condicionadas à pluralidade cultural e social que chegam com cada
aluno e devem ser organizados de maneira que não se reproduza a desigualdade
dentro das salas de aula.
8.7. Concepção de Cidadania:
De acordo com Boff (2000, p.51), “cidadania é um processo histórico-social
que capacita a massa humana a forjar condições de consciência, de organização e
de elaboração de um projeto e de práticas no sentido de deixar de ser massa e de
passar a ser povo, como sujeito histórico, plasmador de seu próprio destino”.
Reafirmando a citação de Boff, (Martins, 2000, p.53) diz “... a construção da
cidadania envolve um processo ideológico de formação da consciência pessoal e
social e de reconhecimento desse processo em termos de direitos e deveres”. A
realização se faz através de lutas contra as discriminações, da superação das
barreiras segregativas entre indivíduos e contra as opressões e os tratamentos
desiguais, ou seja, pela extensão das mesmas condições de acesso às políticas
públicas e pela participação de todos nas tomadas de decisões.
Nesta ótica, podemos afirmar que a cidadania não se limita a uma palavra,
uma ideia, um discurso, nem está fora da vida das pessoas. A cidadania expressa
um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente
da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou
excluído da vida social e da tomada de decisões. Pode-se dizer que exercer a
cidadania está em estabelecer
uma nova forma de ver, ordenar e construir o
mundo, tendo como princípios básicos os direitos humanos, a responsabilidade
pessoal e o compromisso social na realização do destino coletivo. É construído
historicamente e seu sentido mais pleno aponta para a possibilidade da
participação efetiva na produção e usufruto de valores e bens de um determinado
contexto, na configuração que se dá a esse contexto e para o reconhecimento do
direito de falar a ser ouvido .
Ser cidadão é poder
participar da sociedade tendo direitos
e deveres, é
identificar-se como ser humano, criar um olhar diferenciado e, ao mesmo tempo,
sintonizado com o que está ao seu redor. A cidadania se constrói pelo
reconhecimento
e
respeito
às
diferenças
individuais,
pelo
combate
aos
preconceitos, às discriminações (econômicas, políticas, sexuais) e os privilégios,
pela participação no processo grupal, pela ampliação da consciência em relação
aos direitos e deveres e pela confiança de transformação de cada um. Não há
cidadania sem democracia.
8.8. Concepção de Currículo:
A qualidade de ensino não acontece por acaso, é preciso conquistá-la com
muito trabalho e a conscientização de todos num esforço coletivo a cerca do que
é significativo desenvolver dentro dos componentes curriculares.
Devemos
buscar subsídios que nos dêem embasamento sobre como devemos agir .
Nesta direção, para buscarmos um caminho para elucidação dos problemas
que afligem o cotidiano escolar, na busca de uma escola democrática e para
concretização do ensino /aprendizagem é que as práticas educativas devem se
respaldar à luz das concepções de currículo, entendendo este como resultado de
uma seleção de um universo mais amplo de conhecimentos e saberes, uma opção
entre um conhecimento e não outro tendo em vista o tipo de pessoa que faz parte
da realidade escolar e
o que se espera desta pessoa ou seja, ele não é neutro e
sim, formador de identidades. Portanto, temos que estar conscientes que ele
exerce uma relação de poder. (SILVA 2002). Podemos também afirmar que
entendemos currículo como a escola em ação, ações estas mediadas pelos sujeitos
que dela fazem parte.
O currículo constitui o elemento nuclear do projeto pedagógico, é ele que
viabiliza o processo de ensino e aprendizagem. Dentro do marco teórico, a
proposta curricular define-se como projeção do projeto pedagógico, ou seja ,
o currículo é um desdobramento necessário do projeto pedagógico,
materializando intenções e orientações previstas no projeto em objetivos e
conteúdos. Nesse sentido , a proposta curricular é a orientação prática da
ação de acordo com um plano mais amplo, é um nível do planejamento
entre o projeto pedagógico e a ação prática. Enquanto projeção do projeto
pedagógico, o currículo define o que ensinar, o para que ensinar, o como
ensinar e as formas de avaliação, em estreita colaboração com a didática.
(LIBÂNEO, 2004,P.168)
9.9. Diretrizes Curriculares que norteiam a ação do Estabelecimento
Dentro da busca incessante da melhoria da qualidade de ensino, em nossa
instituição buscamos no currículo o alicerce para o desenvolvimento de todas as
atividades, sempre
acreditando estar também
no emocional dos alunos suas
capacidades educacionais, pois muitos de nossos alunos provem de situações
sócio afetivas não resolvidas no decorrer dos anos e estas se manifestam na
escola. Entendemos que
vencer o conteúdo não é o objetivo principal que
esperamos de nossos educadores, sabemos que com educação emocional criamos
vínculos
afetivos
muito
grandes
e
nesse
momento
solidifica-se
um
comprometimento mútuo entre professores e alunos e a individualidade de cada
aluno como pessoa passa a ser respeitada. Wallon enfatiza em sua colocação
que...“
a educação da emoção deve ser incluída entre os propósitos da ação
pedagógica,
o
que
supõe
o
conhecimento
íntimo
do
seu
modo
de
funcionamento...”
Acreditamos que o nosso aluno é um ser social que necessita de afeto,
carinho e compreensão além da educação formal.
Procuramos, para tanto, agir
de maneira a garantir o acesso, permanência e aprendizagem para todos os
nossos alunos, propiciando a eles uma visão
inseridos, despertando
da sociedade em que estão
neles a valorização pessoal, enfatizando sempre suas
capacidades para enfrentamento dessa realidade.
Sendo a escola um espaço da diversidade, de conflitos, de possibilidades,
acreditamos na importância de uma perspectiva pedagógica multicultural, ou seja,
reconhecer e valorizar a importância da diversidade étnica e cultural, na
configuração de estilo de vida, experiências sociais, identidades pessoais e
oportunidades
educacionais
acessíveis
a
pessoas,
grupos
e
nações.
(GONÇALVES/SILVA, 2004, p.55)
9.10. Filosofia do Estabelecimento.
O Colégio Nisgoski recebe alunos de diferentes setores da cidade, com
diferentes culturas e que apresentam uma multiplicidade de informações. Levando
em conta essas diversidades, não temos uma filosofia pré estabelecida, pois
acreditamos que a nossa filosofia, como escola, é favorecer a construção do
conhecimento.
Segundo Piaget: “... aprender é modificar, descobrir, inventar. Nesse
enfoque a função do professor é propiciar situações para que o aluno construa seu
sistema de significação ...”
Outros fatos, também observados na escola, são as diferenças sociais
apresentadas por nossos alunos. Nesse contexto como escola, procuramos
integrar o aluno à realidade escolar e social, ofertando a ele
condições de
produção e cabe ao professor “... ser mediador, facilitador que interage com os
alunos através da linguagem num processo dialógico”. Vigoktsky. 1925 a 1934.
Pensando no aluno como um ser que apresenta etapas já alcançadas de
desenvolvimento
e
buscamos no sócio
aprendizagem,
e
capacidades
a
serem
desenvolvidas,
construtivismo a nossa fundamentação que enfoca “... a
relação aprendizagem desenvolvimento ... apresenta um conceito de zona de
desenvolvimento proximal como a distância entre o nível de desenvolvimento
potencial”.
Buscamos, na nossa realidade educadora, propor uma prática pedagógica
repensando todo processo ensino-aprendizagem com o objetivo de propiciar, ao
nosso aluno, educação de qualidade.
9.11. Princípios que norteiam a educação:
9.11.1. Éticos:
Por fazermos parte de um espaço social onde grande número de pessoas se
reúnem num vai e vem de troca de funcionários e sucessão de alunos, é
imprescindível que haja uma organização de regras e normas, estabelecendo o
bom convívio entre todos. A ética deve estar presente em todos os procedimentos
tomados dentro da instituição escolar.
9.11.2. Políticos:
A política, hoje, faz parte de nossas vidas, permeia todas as formas de
relacionamento social no trabalho, na escola, nas ruas, no lazer e até nas atitudes
afetivas. Por isso, em nossa escola, o exercício de cidadania é uma questão de
fornecer subsídios para que os alunos desenvolvam aptidões necessárias para um
convívio social mais digno. Começamos a nossa conquista da cidadania no
relacionamento diário, respeitando as diferenças e acolhendo a todos sem
distinções.
9.11.3. Religiosos:
Buscamos uma escola acolhedora que desenvolva o aluno integralmente.
Pensamos, para tanto, em sua intelectualidade e na sua formação como ser
humano participante de uma sociedade desajustada, que exclui. Queremos incutir,
em nosso aluno, que ele é um ser único e capaz de realizar transformações.
Nessa busca de desenvolvimento integral, procuramos cultivar, em nossos
alunos, uma identidade com princípios para que estes sejam capazes de
estruturá-los para uma boa convivência na sociedade em que estão inseridos.
9.11.4. Bom Senso:
É nosso bom senso que nos adverte nas tomadas de decisões, nos orienta
nas tomadas de posição. Acreditamos, portanto, que o princípio do bom senso
deve se fazer presente na vida de toda comunidade escolar, para que esta, na
peleja do dia a dia, possa agir com coerência em defesa de seus direitos e no
cumprimento de seus deveres.
9.12. Avaliação:
Nós, educadores
deste Estabelecimento de Ensino, compreendemos a
avaliação como um instrumento que sinaliza o processo ensino-aprendizagem,
possibilitando a reflexão da prática pedagógica e as intervenções que se fizerem
necessárias.
Acreditamos que a
avaliação só é eficiente quando usada
criteriosamente e de acordo com os objetivos previstos. Sendo que esta tem a
função de diagnosticar a apropriação e as dificuldades de cada aluno,
também é
vista como uma ação que contribuiu para que professores analisem quais
e de
que maneira os conteúdos necessitam serem revistos.
É fundamental que nossos alunos se desenvolvam, vencendo seus limites e
dificuldades com relação ao aprender, também acreditamos ser muito importante,
em consideração ao caráter multicultural de nossos alunos, focar o processo de
desempenho dos mesmos , acreditamos ser este um importante instrumento
de
Gestão de Pessoas que corresponde a uma análise sistemática do desempenho do
aluno
em função das atividades que realiza, das metas estabelecidas, dos
resultados alcançados e do seu potencial de desenvolvimento. De acordo com a
declaração de Salamanca:
As escolas devem ajustar-se a todas as crianças, independentemente
das suas condições físicas, sociais, linguísticas ou outras. Neste
conceito devem incluir-se crianças com deficiências ou superdotadas,
crianças da rua ou crianças que trabalham, crianças de populações
migradas ou nômades, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou
culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais.
(UNESCO, 1994).
O objetivo da avaliação de desempenho é contribuir para o desenvolvimento
do aluno de forma integral, buscando
superar as dificuldades de relação
interpessoal que muitas vezes os tornam alijados da realidade escolar e social.
Visa entre outras coisas
garantir o acesso de todos a novas formas de pensar
problemas
éticos
práticos
e
que
interferem
consequentemente no seu relacionamento,
na
realidade
escolar
e
no trabalho, na escola, enfim, na
sociedade como: responsabilidade, pontualidade, dedicação, esforço pessoal,
assiduidade,
comprometimento,
disciplina,
respeito,
comunicação
fatores
preponderantes para o desenvolvimento do ser na sua integralidade, bem como
na sua relação com a sociedade. Estes são
analisados pelos professores, no
decorrer do bimestre, através de objetivos propostos.
(…) não podemos continuar a tratar com descaso o modo como educamos
nossas crianças e adolescentes. Temos de ajudá-los na dificílima tarefa de se
tornarem criaturas felizes e de se transformarem em pessoas preocupadas
com a defesa dos seus direitos e dos das outras pessoas. (GIKOVAKE, 2001,
P.11)
Entre o que já foi citado, consideramos, também, importantíssimo, enfatizar
a
leitura,
em
todas
as
disciplinas,
como
fator
preponderante
para
a
aprendizagem. Para tal, foi incorporado, ao ano escolar, o projeto de leitura que
acontece semanalmente através da biblioteca itinerante, sendo que o mesmo é
avaliado através de resumo oral ou escrito, análise crítica de textos, ou literária de
obras com menção de notas.
Sendo também uma das metas da avaliação diagnosticar os objetivos não
atingidos pelo aluno,
com relação à aprendizagem buscando
a recuperação
paralela de conteúdos
e a superação das dificuldades diagnosticadas, com o
intuito de atingir as metas previstas.
Quando o aluno está cursando a quinta série, ou sexto ano, caso
constatadas dificuldades na aprendizagem, este é encaminhado para a sala de
apoio ou sala de recursos, dependendo das dificuldades apresentadas.
Com relação ao desempenho buscamos orientá-los
mostrando diferentes
perspectivas de vida, preparando-os para que tenham discernimento nas escolhas,
capacidade nas ações e
argumentação nas decisões , levando-os a questionar
sobre como estão construindo o seu futuro.
O ser humano é complexo e contraditório, ambivalente em seus sentimentos
e condutas, capaz de construir e de destruir. Em condições sociais de
escassez, de privação e de falta de perspectivas, as possibilidades de amar,
de construir e de respeitar o outro ficam bastante ameaçadas. Na medida em
que a vida a qual está submetido não o trata enquanto homem, suas
respostas tendem à a rudeza de sua mera defesa de sobrevivência . As
milhares de famílias sem terra, sem casa, sem trabalho, sem alimento,
enfrentam situações diárias que ameaçam não só seus corpos ,território
último do despossuído, mas simultaneamente, seus vínculos
e
subjetividades. (KALOUSTIAN, 1998, P.55) apud BEZERRA; NEGREIROS,
2007 p. 123)
O processo avaliativo motiva para a correção ou progresso, garantindo a
meta de qualidade, onde ela é mediadora, formativa e somativa.
Para atingir os objetivos propostos acima, a avaliação do Colégio Nisgoski
segue os seguintes critérios .
MATUTINO E VESPERTINO
•
avaliação mensal – 3,0
•
avaliação bimestral- 3,0
•
aula de leitura – 1,0
•
trabalhos e atividades diversas, a critério do professor – 3,0
EDUCAÇÃO FÍSICA
•
avaliação escrita- 3,0 (trabalhos e atividades diversas a critério do
professor)
•
prática desportiva- 6,0
•
aula de leitura- 1,0
ARTES
•
avaliação escrita – 3,0 (trabalhos e atividades diversas a critério do
professor)
•
atividades práticas – 6,0
•
aula de leitura – 1,0
NOTURNO
•
avaliação mensal – 4,0 ( avaliação ,trabalhos, tarefas a critério do
professor)
•
avaliação bimestral- 5,0
•
aula de leitura – 1,0
EDUCAÇÃO FÍSICA
•
avaliação escrita- 3,0(atividades, trabalhos , tarefas a critério do professor)
•
prática desportiva- 6,0
•
aula de leitura- 1,0
ARTES
9.
•
avaliação escrita – 3,0(trabalhos e tarefas a critério do professor)
•
atividades práticas – 6,0
•
aula de leitura – 1,0
Marco Operacional:
A gestão compartilhada tem papel importante na condução deste Projeto
Político Pedagógico, pois será através de encontros e reuniões que se oportunizará
troca de experiências entre docentes, equipe pedagógica, direção, agentes
educacionais I e II e comunidade, afim de traçar metas, discutir sobre avaliação,
contextualização,
interdisciplinaridade
e
outras
questões
importantes
que
envolvam o dia a dia do Colégio. Assim, pode-se proporcionar ao alunado,
recursos necessários que lhes permitam enfrentar com autonomia, sabedoria e
discernimento, as diversas situações problema que se farão presentes no seu
cotidiano.
Na busca de concretizar os objetivos propostos,
o Colégio conta com
estruturas enraizadas constituídas por alunos, professores, agentes educacionais I
e
II
e
representantes
da
comunidade
envolvimento e comprometimento
pois
sabemos
a
necessidade
de
da comunidade, escolar para atingir um único
objetivo: a educação de qualidade.
Procuramos ampliar o horizonte educacional de nossos alunos, tornando-os
críticos, criativos e politizados através também de atividades que objetivem
mudanças na rotina escolar, permitindo ao aluno conhecer um pouco mais a
amplitude da sociedade na qual estamos inseridos.
Para
tal é desenvolvido com o Projeto de Leitura que acontece
semanalmente onde a biblioteca itinerante vai até as salas de aula de acordo com
horário previsto bimestralmente.
Realizamos também, o Festival de Poesias, este é amplamente divulgado
no Colégio; os alunos fazem a inscrição de
poesias de autoria própria ou de
outro autor, estes, em dia estipulado, declamam os poemas e são premiados de
acordo com a pontuação emitida por uma comissão de jurados.
A Semana de Administração também é um evento que já está incorporado
à realidade escolar. Acontece no final do 3º Bimestre com atividades e palestras
organizadas
pelos alunos do Curso Integrado, professores e equipe escolar.
Sendo que para
este evento são convidados empresários e palestrantes
da
comunidade para participar.
Com o objetivo de conhecer costumes, tradições e o dia a dia dos estudantes
da rede pública estadual do Paraná, de escolas de cidades diferentes, o colégio
promove o Intercâmbio Cultural . A retomada da escrita é o ponto de partida,
pois este projeto consiste no contato entre alunos através de cartas . Após meses
de troca de cartas, as escolas promovem um encontro entre os alunos nas
diferentes cidades para confraternização.
A Implementação da Agenda 21 é outro programa que está integrado à
realidade deste Colégio com o objetivo de conscientizar os alunos
sobre
a
importância do uso e conservação ambiental (solo, água e florestas.)
Com a equipe Multidisciplinar
já homologada pretendemos realizar
reuniões periódicas para elaboração do plano de ação a serem realizadas com
todas as turmas, abordando temas
sobre gênero e diversidade, educação
indígena, educação cultural afro-brasileira e africana, e
diversidades culturais e
étnicas presentes na sociedade.
Participamos também com
quatro projetos “Viva Escola”, Esportes,
História e Memória, Investigação Científica e Artes Visuais.
As reuniões com os pais ou responsáveis sobre aproveitamento escolar dos
alunos,Regimento Escolar e Regulamento Interno, são pontos aos quais estaremos
dando destaque , pois acreditamos que
devemos ter os pais como aliados e
participadores de todo processo educacional..
Continuarão a serem realizadas parcerias com entidades educacionais,
empresas
e
comércio
com
vista
aos
estágios
dos
alunos
do
curso
profissionalizante.
Acreditamos também que é extremamente importante reuniões com a
APMF, Conselho Escolar e Grêmio Estudantil, pois estes devem estar interados e
participar ativamente da construção do dia a dia escolar.
Buscaremos ministrar palestras para a comunidade escolar sobre assuntos
gerais de interesse do momento.
A formação continuada dos docentes, nas áreas que se fizerem
necessárias, tais como avaliação, inclusão e outros que surgirem no decorrer do
ano, serão pontos abordados com prioridade .
Parcerias com O Jovem Aprendiz, buscando dar continuidade ao trabalho
elaborado pelos alunos do curso técnico em Administração, permitem a inserção
dos mesmos no mercado de trabalho. (Parcerias com CIEE e empresas do
município).
Jornal da Administração – apoiar a elaboração do jornal como
mecanismo incentivador da prática da escrita e da leitura, mecanismo de
divulgação das atividades desenvolvidas no curso e do Colégio.
Projeto
de Reciclagem em parcerias a serem buscadas na comunidade
implementando uma consciência ecológica, fazendo da coleta seletiva do lixo um
mecanismo para conscientização da comunidade do entorno escolar e também
para o desenvolvimento de atividades interdisciplinares, complemento Agenda
21.
11.Tipos de gestão:
O Colégio Estadual Professora Maria Aparecida Nisgoski tem sua direção
escolhida através de eleição e de modo democrático, onde pais, alunos,
professores e agentes educacionais I e II escolhem sua representação. A direção
é participativa e administrada de modo a não concentrar a autoridade, procurando
formas coletivas que propiciem a participação de todos. Com essa atitude, todos
colaboram e sentem-se valorizados. Abre, também, espaço para a participação da
comunidade e da família, articulando essa integração através de reuniões mensais
ou quando se fizerem necessárias palestras e grupos de estudos.
A
gestão
está
voltada
para
os
princípios
éticos
e
científicos
de
administração: conhecimento, liderança, participação coletiva, autoridade e ética
que vêm fundamentar o trabalho coletivo numa perspectiva compartilhada. Assim
executa um trabalho voltado para as necessidades da comunidade, atendendo a
sociedade com o comprometimento de fazer do aluno um cidadão, reconhecendo
seus direitos e deveres, tornando-os críticos, atuantes com pleno exercício de sua
cidadania.
11.1 Definição dos papéis de cada segmento do Estabelecimento de
Ensino:
Um papel social corresponde a um padrão esperado de determinada posição
em um contexto social. O papel é a expressão da posição que corresponde à
localização da pessoa do sistema.
Qualquer papel social é determinado por uma série de fatores interferentes,
uns de maior impacto que outros, dependendo das circunstâncias. Cabe aqui
ressaltar que cada funcionário exercendo seu papel com profissionalismo,
dedicação, unindo-se ao conjunto, com certeza estará cumprindo seu papel de
educador e colaborando para a formação de novas gerações.
11.2 Papel do professor:
O papel do professor é a parte humana da Proposta Pedagógica que implica
em articular a educação na sociedade. Visa a construção da autonomia de pessoas
críticas, participativas, criativas e responsáveis no mundo globalizado e socializado
pelo conhecimento.
Hoje, sabemos que não é possível separar o eu pessoal do profissional,
sobretudo numa profissão fortemente impregnada de valores e ideais e muito
exigente do ponto de vista do empenhamento e da relação humana. Houve um
tempo em que a possibilidade de estudar o ensino, para além da subjetividade do
professor, foi considerada um sucesso científico e um passo essencial em direção
à uma ciência da educação. Mas as utopias racionalistas não conseguiram pôr
entre parênteses a especificidade irredutível da ação de cada professor.
Como a formação continuada deve ser prioridade na vida profissional dos
professores, fato esse, facilitado pela SEED, pois essa formação está sendo
ofertada com cursos, oficinas, palestras .
Há também muitos cursos ofertados por outras instituições que vêm somar
forças à SEED nessa empreitada, cabendo ao professor participar.
A equipe docente é constituída de professores regentes, devidamente habilitados.
Compete aos docentes:
- participar da elaboração, implementação e avaliação do Projeto Político Pedagógico do estabelecimento de ensino, construído de forma coletiva e aprovado pelo
Conselho Escolar;
- elaborar, com a equipe pedagógica, a proposta pedagógica curricular do estabelecimento de ensino, em consonância com o Projeto Político Pedagógico e as Diretrizes Curriculares Nacionais e Estaduais;
- participar do processo de escolha, juntamente com equipe pedagógica,dos livros
e materiais didáticos, em consonância com o Projeto Político Pedagógico do estabelecimento de ensino;
- elaborar seu Plano de Trabalho Docente;
- desenvolver as atividades de sala de aula, tendo em vista a apreensão crítica do
conhecimento pelo aluno;
- proceder à reposição dos conteúdos, carga horária e/ou dias letivos aos alunos,
quando se fizer necessário, a fim de cumprir o calendário escolar, resguardando
prioritariamente o direito do aluno;
- proceder à avaliação contínua, cumulativa e processual dos alunos utilizando-se
de instrumentos e formas diversificadas de avaliação, previstas no Projeto Político
Pedagógico do estabelecimento de ensino;
- promover o processo de recuperação concomitante de estudos para os alunos,
estabelecendo estratégias diferenciadas de ensino e aprendizagem, no decorrer do
período letivo;
- participar do processo de avaliação educacional no contexto escolar dos alunos
com dificuldades acentuadas de aprendizagem, sob coordenação e acompanhamento do pedagogo, com vistas à identificação de possíveis necessidades educacionais especiais e posterior encaminhamento aos serviços e apoios especializados
da Educação Especial, se necessário;
- participar de processos coletivos de avaliação do próprio trabalho e da escola,
com vistas ao melhor desenvolvimento do processo ensino e aprendizagem;
- participar de reuniões, sempre que convocado pela direção;
- assegurar que, no âmbito escolar, não ocorra tratamento discriminatório em decorrência de diferenças físicas, étnicas, de gênero e orientação sexual, de credo,
ideologia, condição sócio cultural, entre outras;
- viabilizar a igualdade de condições para a permanência do aluno na escola, respeitando a diversidade, a pluralidade cultural e as peculiaridades de cada aluno,
no processo de ensino e aprendizagem;
-
participar
de
reuniões
e
nos
encontros
para
planejamento
e
acompanhamento,junto ao professor de Serviços e Apoios Especializados, da Sala
de Apoio à Aprendizagem, da Sala de Recursos e de Contraturno, a fim de realizar
ajustes ou modificações no processo de intervenção educativa;
- estimular o acesso a níveis mais elevados de ensino, cultura,
ção artística;
pesquisa e cria-
- participar ativamente dos Pré Conselhos de Classe, na busca de alternativas pedagógicas que visem ao aprimoramento do processo educacional, responsabilizando-se pelas informações prestadas e decisões tomadas, as quais serão registradas
e assinadas em Ata;
- propiciar ao aluno a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelec tual e do pensamento crítico, visando ao exercício consciente da cidadania;
- zelar pela frequência do aluno à escola, comunicando qualquer irregularidade à
equipe pedagógica;
- cumprir o calendário escolar, quanto aos dias letivos, horas aula e horas atividade estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
- cumprir suas horas atividade no âmbito escolar, dedicando-as a estudos, pesquisas e planejamento de atividades docentes, sob a orientação da equipe pedagógica, conforme determinações da SEED;
- manter atualizados os Registros de Classe, conforme orientação da equipe pedagógica e secretaria escolar, deixando-os disponíveis no estabelecimento de ensino;
- participar do planejamento e da realização das atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade;
- desempenhar o papel de representante de turma, contribuindo para o desen volvimento do processo educativo;
- dar cumprimento aos preceitos constitucionais, à legislação educacional em vigor
e ao Estatuto da Criança e do Adolescente, como princípios da prática profissional
e educativa;
- participar, com a equipe pedagógica, da análise e definição de projetos a serem
inseridos no Projeto Político Pedagógico do estabelecimento de ensino;
- comparecer ao estabelecimento de ensino nas horas de trabalho ordinárias que
lhe forem atribuídas e nas extraordinárias, quando convocado;
-zelar pelo sigilo de informações pessoais de alunos, professores, funcionários e
famílias;
- manter e promover relacionamento cooperativo de trabalho com seus colegas,
com alunos, com pais e com os demais segmentos da comunidade escolar;
- participar da avaliação institucional, conforme orientação da SEED;
-cumprir e fazer cumprir o disposto no Regimento Escolar.
O trabalho docente constitui-se, basicamente, em ajudar o educando a
aprender em todos os aspectos, isto é, na preparação e desenvolvimento de
conhecimentos, habilidades, hábitos, atitudes, valores, ideais ou qualquer tipo de
aprendizagem ainda não desenvolvidos e julgados importantes e necessários para
o educando tanto pessoal como socialmente (REEDER).
Deve sistematizar para os alunos os conteúdos, preparar a vivência, comunicar,
ouvir, interagir, proporcionando, enfim, o apregoado desenvolvimento, isto é, a
aprendizagem do aluno. Para desenvolver adequadamente esse importante papel
o professor, com os demais profissionais, não podem ser acomodados, alguém
que já considere ter chegado ao máximo em sua sabedoria. Pelo contrário, deve
estar sempre insatisfeito com o seu trabalho, no sentido de que sinta que há algo
mais por fazer. Há muito que aprender. Deve ser ousado no intuito de fazer
tentativas, experimentos de novos procedimentos, enfim deve sempre procurar
aperfeiçoar o seu trabalho, lendo jornais, revistas especializadas, para fazer na
sala de aula suas conquistas e pesquisas.
Todo professor deve ser continuamente reflexivo, observador, a fim de
detectar novos procedimentos, novas maneiras de fazer, levando em consideração
seus objetivos educativos.
Trabalhar conhecendo bem o aluno, fazendo pontes constantes entre o mundo
jovem e a matéria, o próprio contexto, a situação do dia a dia, o compartilhar de
experiências com os próprios profissionais e com os alunos proporcionando um
complexo de forças que apontam para o sucesso do saber.
11.3 Direção:
- cumprir e fazer cumprir a legislação em vigor;
- responsabilizar-se pelo patrimônio público escolar recebido no ato da posse;
- coordenar a elaboração e acompanhar a implementação do Projeto Político Pedagógico da escola, construído coletivamente e aprovado pelo Conselho Escolar;
- coordenar e incentivar a qualificação permanente dos profissionais da educação;
-
implementar a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino,em obser-
vância às Diretrizes Curriculares Nacionais e Estaduais;
- coordenar a elaboração do Plano de Ação do estabelecimento de ensino e submetê-lo à aprovação do Conselho Escolar;
- convocar e presidir as reuniões do Conselho Escolar, dando encaminhamento às
decisões tomadas coletivamente;
- elaborar os planos de aplicação financeira sob sua responsabilidade, consultando a comunidade escolar e colocando-os em edital público;
- prestar contas dos recursos recebidos, submetendo-os à aprovação do Conselho
Escolar e fixando-os em edital público;
- coordenar a construção coletiva do Regimento Escolar, em consonância com a
legislação em vigor, submetendo-o à apreciação do Conselho Escolar e, após, encaminhá-lo ao NRE para a devida aprovação;
- garantir o fluxo de informações no estabelecimento de ensino e deste com os
órgãos da administração estadual;
- encaminhar aos órgãos competentes as propostas de modificações no ambiente
escolar, quando necessárias, aprovadas pelo Conselho Escolar;
- definir os requerimentos de matrícula;
- elaborar, juntamente com a equipe pedagógica, o calendário escolar, de acordo
com as orientações da SEED, submetê-lo à apreciação do Conselho Escolar e encaminhá-lo ao NRE para homologação;
-
acompanhar, juntamente com a equipe pedagógica, o trabalho docente e o
cumprimento das reposições de dias letivos, carga horária e de conteúdo aos discentes;
- assegurar o cumprimento dos dias letivos, horas aula e horas atividade estabelecidos;
- promover grupos de trabalho e estudos ou comissões encarregadas de estudar
e propor alternativas para atender aos problemas de natureza pedagógico administrativa no âmbito escolar;
- propor à SEED , via Núcleo Regional de Educação, após aprovação do Conselho
Escolar, alterações na oferta de ensino e abertura ou fechamento de curso;
- participar e analisar a elaboração dos regulamentos internos e encaminhá-los ao
Conselho Escolar para aprovação;
- supervisionar a cantina comercial e o preparo da merenda escolar ,quanto ao
cumprimento das normas estabelecidas na legislação vigente relativas às exigências sanitárias e padrões de qualidade nutricional;
- presidir o Conselho de Classe, dando encaminhamento às decisões tomadas coletivamente;
- definir horário e escalas de trabalho da equipe técnico administrativa e equipe
auxiliar operacional;
- articular processos de integração da escola com a comunidade;
- solicitar ao NRE suprimento e cancelamento de demanda de funcionários e professores do estabelecimento, observando as instruções emanadas da SEED;
- organizar horário adequado para a realização da Prática Profissional Supervisionada dos agentes educacionais I e II cursistas do Programa Nacional de Valorização dos Trabalhadores em Educação – Profuncionário, no horário de trabalho, correspondendo a 50 % (cinquenta por cento) da carga horária da Prática Profissional
Supervisionada, conforme orientação da SEED , contida no Plano de Curso;
- responsabilizar-se pelo patrimônio público escolar recebido no ato da posse;
- participar, com a equipe pedagógica, da análise e definição de projetos a serem
inseridos no Projeto Político Pedagógico do estabelecimento de ensino, juntamente
com a comunidade escolar;
- cooperar com o cumprimento das orientações técnicas de vigilância sanitária e
epidemiológica;
- viabilizar salas adequadas quando da oferta de ensino extracurricular e plurilinguista de Língua Estrangeira Moderna, pelo Centro de Línguas Estrangeiras Modernas – CELEM;
- disponibilizar espaço físico adequado quando da oferta de Serviços e Apoios Pedagógicos Especializados, nas diferentes áreas da Educação Especial;- assegurar
a realização do processo de avaliação institucional do estabelecimento de ensino;
- zelar pelo sigilo de informações pessoais de alunos, professores,funcionários e
famílias;
- manter e promover relacionamento cooperativo de trabalho com seus colegas,
com alunos, pais e com os demais segmentos da comunidade escolar;
-
assegurar o cumprimento dos programas mantidos e implantados pelo Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação / MEC –FNDE;
- Compete ao (à) diretor (a) auxiliar assessorar o (a) diretor(a)em todas as atribuições e substituí-lo na sua falta ou por algum impedimento.
11.4 Pedagogo:
O papel do pedagogo constitui-se na somatória de esforços e ações
desencadeadas com o sentido de promover a melhoria do processo educativo do
colégio.
Neste enfoque, também cabe ao pedagogo, assessorar a Direção em sua
função e apoiar os professores atuando junto aos alunos, pais e coletivo escolar.
Compete à equipe pedagógica:
- coordenar a elaboração coletiva e acompanhar a efetivação do Projeto PolíticoPedagógico e do Plano de Ação do estabelecimento de ensino;
– orientar a comunidade escolar na construção de um processo pedagógico, em
uma proposta democrática;
- participar e intervir, junto à direção, na organização do trabalho pedagógico
escolar, no sentido de realizar a função social e a especificidade da educação
escolar;
– coordenar a construção coletiva e a efetivação da proposta pedagógica
curricular do estabelecimento de ensino, a partir das políticas educacionais da
SEED e das Diretrizes Curriculares Nacionais e Estaduais;
– orientar o processo de elaboração dos Planos de Trabalho Docente junto ao
coletivo de professores do estabelecimento de ensino;
- promover e coordenar reuniões pedagógicas e grupos de estudo para reflexão e
aprofundamento de temas relativos ao trabalho pedagógico visando à elaboração
de propostas de intervenção para a qualidade de ensino para todos;
– participar da elaboração de projetos de formação continuada dos profissionais
do
estabelecimento
de
ensino,
que
tenham
como
realização e o aprimoramento do trabalho pedagógico escolar;
finalidade
a
– organizar, junto à direção da escola, a realização
dos Pré Conselhos e dos
Conselhos de Classe, de forma a garantir um processo coletivo de reflexão-ação
sobre o trabalho pedagógico desenvolvido no estabelecimento de ensino;
- coordenar a elaboração e acompanhar a efetivação de propostas de intervenção
decorrentes das decisões do Conselho de Classe;
- subsidiar o aprimoramento teórico- metodológico do coletivo de professores do
estabelecimento
de
ensino,
promovendo
estudos
sistemáticos,
troca
de
experiências, debates e oficinas pedagógicas;
– organizar a hora atividade dos professores do estabelecimento de ensino, de
maneira a garantir que esse espaço-tempo seja de efetivo trabalho pedagógico;
-
proceder à análise dos dados do aproveitamento escolar de forma a
desencadear um processo de reflexão sobre esses dados , junto à comunidade
escolar, com vistas a promover a aprendizagem de todos os alunos;
-
coordenar o processo coletivo de elaboração e aprimoramento do Regimento
Escolar, garantindo a participação de toda comunidade escolar;
– participar do Conselho Escolar, quando representante do seu segmento,
subsidiando teórica e metodologicamente as discussões e reflexões acerca da
organização e efetivação do trabalho pedagógico escolar;
- orientar e acompanhar a distribuição, conservação e utilização dos livros
e
demais materiais pedagógicos, no estabelecimento de ensino,fornecidos pelo
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação / MEC -FNDE;
– coordenar a elaboração de critérios para aquisição, empréstimo e seleção de
materiais , equipamentos e/ou livros de uso didático- pedagógico, a partir do
Projeto- Pedagógico do estabelecimento de ensino;
–
participar
da
organização
pedagógica
da
biblioteca do
estabelecimento de ensino, assim como do processo de aquisição de livros,
revistas, fomentando ações e projetos de incentivo à leitura;
– acompanhar as atividades desenvolvidas nos Laboratórios de Química, Física,
Biologia e de Informática;
- propiciar o desenvolvimento da representatividade dos alunos e de sua
participação nos diversos momentos e Órgãos Colegiados da escola;
- coordenar o processo democrático de representação docente de cada turma;
– colaborar com a direção na distribuição das aulas, conforme orientação da
SEED;
– coordenar, junto à direção, o processo de distribuição de aulas e disciplinas, a
partir de critérios legais, didático pedagógicos e do Projeto Político Pedagógico do
estabelecimento de ensino;
– acompanhar os estagiários das instituições de ensino quanto às atividades a
serem desenvolvidas no estabelecimento;
– acompanhar o desenvolvimento do Programa Nacional de Valorização dos
Trabalhadores em Educação – Profuncionário, tanto na organização do curso,
quanto
no
acompanhamento
da
Prática
Profissional
Supervisionada
dos
funcionários cursistas da escola e/ou de outras unidades escolares;
– promover a construção de estratégias pedagógicas de superação de todas as
formas de discriminação, preconceito e exclusão social;
– coordenar a análise de projetos a serem inseridos no Projeto Político
Pedagógico do estabelecimento de ensino;
–
acompanhar
o
processo
de
avaliação
institucional
do
estabelecimento de ensino;
– participar na elaboração do Regulamento de uso dos espaços pedagógicos;
– orientar, coordenar e acompanhar a efetivação de procedimentos didáticos
pedagógicos referente à avaliação processual e aos processos de classificação,
reclassificação,
aproveitamento
de estudos,
adaptação
e progressão
parcial, conforme legislação em vigor;
- organizar e acompanhar, juntamente com a direção, as reposições de dias
letivos, horas e conteúdos aos discentes;
– orientar, acompanhar e visar periodicamente os Livros de Registro de Classe e
da Ficha Individual de controle de nota e frequência específica para EJA;
– organizar registros de acompanhamento da vida escolar do aluno;
- organizar
registros
para
acompanhamento pedagógica dos profissionais
do estabelecimento de ensino;
– solicitar autorização dos pais ou responsáveis para realização da Avaliação
Educacional do Contexto Escolar, a fim de
educacionais especiais;
identificar possíveis necessidades
– coordenar e acompanhar o processo de Avaliação Educacional no Contexto
Escolar, para os alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem, visando
encaminhamento aos serviços e apoios especializados da Educação Especial, se
necessário;
– acompanhar os aspectos de socialização e aprendizagem dos alunos, realizando
contato com a família com o intuito de promover ações para seu desenvolvimento
integral;
- acompanhar a frequência escolar dos alunos, contatando as famílias e
encaminhando-os aos órgãos competentes , quando necessário;
– acionar serviços de proteção à criança e ao adolescente, sempre que houver
necessidade de encaminhamentos;
– orientar e acompanhar o desenvolvimento escolar dos alunos com necessidades
educativas especiais, nos aspectos pedagógicos, adaptações físicas e curriculares
e no processo de inclusão na escola;
– manter contato com os professores dos serviços e apoios especializados de
alunos com necessidades educacionais especiais, para intercâmbio de informações
e trocas de experiências, visando a articulação do trabalho pedagógico entre
Educação Especial e ensino regular;
– assessorar os professores do CELEM e acompanhar as turmas,quando o
estabelecimento de ensino ofertar o ensino extracurricular e plurilinguista de
Língua Estrangeira Moderna;
–
assegurar
a
realização
do
processo
de
avaliação
institucional
do
estabelecimento de ensino;
– manter e promover relacionamento cooperativo de trabalho com colegas,
alunos, pais e demais segmentos da comunidade escolar;
– zelar pelo sigilo de informações pessoais de alunos, professores, funcionários e
famílias;
– elaborar seu plano de ação;
– cumprir e fazer cumprir o disposto no Regimento Escolar.
Cabe ao Coordenador de Curso na Educação Profissional:
- elaborar, com a equipe pedagógica, para a consolidação do processo de
formação integrada:
a) mantendo disponível o Plano de Trabalho Docente;
b) Viabilizando os recursos didáticos;
c) Incentivando e providenciando leituras específicas;
d) Estimulando as inovações, quanto à dinâmica do trabalho de sala de aula,
sugerindo novas práticas.
– promover a intermediação com o mundo do trabalho ( estágios,práticas e
projetos)
- identificar e divulgar os resultados positivos dos cursos técnicos em âmbito
escolar junto ao NRE /SEED;
– analisar as condições de oferta (infra-estrutura) do curso e propor as
adequações necessárias;
– esclarecer a comunidade sobre o Plano de Curso e inserção no mundo do
trabalho;
– elaborar
relatórios periódicos de atividades para auto-avaliação do curso;
– orientar e acompanhar os professores, juntamente com a equipe pedagógica,
quanto à elaboração da Proposta Pedagógica Curricular, Plano de Curso e a
articulação da mesma com a prática social e o mundo do trabalho, mediada pelos
conteúdos relativos a sua área de atuação;
– orientar os alunos quanto às dúvidas em relação aos conteúdos, horários de
aula, entre outros;
– definir
a necessidade de
manutenção
e/ou conserto de equipamentos
danificados;
- supervisionar o cumprimento do horário das aulas para as turmas do curso sob
sua coordenação;
–
acompanhar o
plano
de
trabalho
docente,
quanto
ao
desenvolvimento dos conteúdos estabelecidos para a disciplina e a carga horária;
– providenciar e divulgar o material didático necessário para o desenvolvimento
do trabalho pedagógico;
– coordenar reuniões sistemáticas com professores e técnicos da Unidade
Didático- Pedagógica para a avaliação do processo de ensino e prática
pedagógica;
– organizar grupo de estudos para aprofundar temas que contribuam para a
atualização docente;
– promover a articulação com a equipe pedagógica da escola para a discussão e
avaliação do curso;
- sugerir procedimentos metodológicos inovadores, acompanhando a evolução dos
conhecimentos técnicos e tecnológicos , próprios do curso;
– supervisionar as atividades de estágio e da Prática Profissional Supervisionada
dos alunos, em Conjunto com a Coordenação de Estágio;
– articular, juntamente com a Coordenação de Estágio, novas parcerias para
firmar cooperação técnica;
– realizar a avaliação institucional, conforme orientação da SEED;
– zelar pelo sigilo de informações pessoais de alunos, professores, funcionários e
famílias;
– manter e promover relacionamento cooperativo de trabalho com seus colegas,
com alunos, com pais e com os demais segmentos da comunidade escolar;
– cumprir e fazer cumprir o disposto no Regimento Escolar.
11.5 Equipe Administrativa:
A equipe administrativa é o setor que serve de suporte ao funcionamento de
todos os setores do Estabelecimento de Ensino, proporcionando condições para
que os mesmos cumpram suas funções.
A equipe administrativa é composta por Secretaria e Agentes educacionais.
11.6 Secretaria:
A secretaria é o setor que tem a seu encargo todos os auxiliares
administrativos para manterem em dia o serviço de escrituração escolar e a
correspondência do Estabelecimento de Ensino.
Os serviços da secretaria são coordenados e supervisionados pela Direção
do colégio, ficando a ela subordinados.
O cargo de secretária é exercido por uma profissional devidamente
qualificada para o exercício da função, indicada pela Direção do Estabelecimento
de Ensino e de acordo com as normas da SEED em ato específico.
11.7 Auxiliares Administrativos:
- A função de técnicos administrativos é exercida por profissionais que atuam nas
áreas da secretaria, biblioteca e laboratório de Informática do estabelecimento de
ensino.
– A função de assistente de execução é exercida por profissional que atua no laboratório de Química, Física e Biologia do estabelecimento de ensino.
– O técnico administrativo que atua na secretaria como secretário (a) escolar é
indicado pela direção do estabelecimento de ensino e designado por Ato Oficial,
conforme normas da SEED.
– O serviço da secretaria é coordenado e supervisionado pela direção;
Compete aos auxiliares administrativos
- Cumprir e fazer cumprir determinações dos seus superiores hierárquicos.
- Ajudar a manter em dia o protocolo, o arquivo escolar e o registro de
assentamentos dos alunos, de forma a permitir, qualquer época, a verificação.
- Realizar as atividades administrativas referentes à matrícula, transferência,
adaptação e conclusão de curso.
- Zelar pelo uso adequado e conservação dos bens materiais da Secretaria.
11.8 Compete a Secretária:
- conhecer o Projeto Político Pedagógico do estabelecimento de ensino;
- cumprir a legislação em vigor e as instruções normativas emanadas da SEED,
que regem o registro escolar do aluno e a vida legal do estabelecimento de ensino;
- distribuir as tarefas decorrentes dos encargos da secretaria aos demais técnicos
administrativos;
- receber, redigir e expedir a correspondência que lhe for confiada;
- organizar e manter atualizados a coletânea de legislação, resoluções, instruções
normativas, ordens de serviço, ofícios e demais documentos;
-efetivar e coordenar as atividades administrativas referentes à matrícula, transferência e conclusão de curso;
-elaborar relatórios e processos de ordem administrativa a serem encaminhados
às autoridades competentes;
- encaminhar à direção, em tempo hábil, todos os documentos que devem ser assinados;
- organizar e manter atualizado o arquivo escolar ativo e conservar o inativo, de
forma a permitir, em qualquer época, a verificação da identidade e da regularidade da vida escolar do aluno e da autenticidade dos documentos escolares;
- responsabilizar-se pela guarda e expedição da documentação escolar do aluno,
respondendo por qualquer irregularidade;
- manter atualizados os registros escolares dos alunos no sistema informatizado;
- organizar e manter atualizado o arquivo com os atos oficiais da vida legal da escola, referentes à sua estrutura e funcionamento;
- atender a comunidade escolar, na área de sua competência, prestando informações e orientações sobre a legislação vigente e organização e funcionamento do
estabelecimento de ensino, conforme disposições do Regimento Escolar;
- zelar pelo uso adequado e conservação dos materiais e equipamentos da secretaria;
- orientar os professores quanto ao prazo de entrega do Livro Registro de Classe
com os resultados da frequência e do aproveitamento escolar dos alunos;
- cumprir e fazer cumprir as obrigações inerentes às atividades administrativas da
secretaria, quanto ao registro escolar do aluno referente à documentação comprobatória, de adaptação, aproveitamento de estudos, progressão parcial, classificação, reclassificação e regularização de vida escolar;
- organizar o livro ponto de professores e funcionários, encaminhando ao setor
competente a sua frequência, formulário próprio;
- secretariar os Conselhos de Classe e reuniões, redigindo as respectivas Atas;
- conferir, registrar e/ou patrimoniar materiais e equipamentos recebidos;
- comunicar imediatamente à direção toda irregularidade que venha ocorrer na secretaria da escola;
- participar de eventos, cursos, reuniões, sempre que convocado, ou por iniciativa
própria, desde que autorizado pela direção, visando ao aprimoramento profissional
de sua função;
- auxiliar a equipe pedagógica e direção para manter atualizados os dados no Sistema de Controle e Remanejamento dos Livros Didáticos;
- fornecer dados estatísticos inerentes às atividades da secretaria escolar, quando
solicitado;
- participar da avaliação institucional , conforme orientações da SEED;
- zelar pelo sigilo de informações pessoais de alunos, professores, funcionários e
famílias;
- manter e promover relacionamento cooperativo de trabalho com seus colegas,
com alunos, com pais e com os demais segmentos da comunidade escolar;
- participar das distribuições decorrentes do Regimento Escolar e exercer as específicas da sua função;
- Distribuir tarefas decorrentes dos cargos da Secretaria aos seus auxiliares.
- Redigir correspondências que forem confiadas.
- Organizar e manter em dia a coletânea de leis, regulamentos, diretrizes, ordens
de serviços, circulares, resoluções e demais documentos.
- Apresentar ao Diretor, em tempo hábil, todos os documentos que devam ser
assinados.
- Organizar e manter em dia o protocolo, o arquivo escolar e o registro de
assentamentos dos alunos, de forma a permitir em qualquer época a verificação:
a) da identidade e da regularidade da vida escolar do aluno.
b) da autenticidade dos documentos escolares.
11.9 Da Equipe Auxiliar Operacional
- O auxiliar operacional tem a seu encargo os serviços de conservação, manutenção, preservação, segurança e da alimentação escolar, no âmbito escolar, sendo
coordenado e supervisionado pela direção de estabelecimento de ensino.
- Compete ao auxiliar operacional que atua na limpeza, organização e preservação do ambiente escolar e de seus utensílios e instalações:
-zelar pelo ambiente físico da escola e de suas instalações, cumprindo as normas
estabelecidas na legislação vigente;
-utilizar material de limpeza sem desperdícios e comunicar à direção, com antecedência, a necessidade de reposição dos produtos;
- zelar pela conservação do patrimônio escolar, comunicando qualquer irregularidade à direção;
- auxiliar na vigilância da movimentação dos alunos em horários de recreio, de início e de término dos períodos, mantendo a ordem e a segurança dos estudantes,
quando solicitado pela direção;
- atender adequadamente aos alunos com necessidades educacionais especiais
temporárias ou permanentes, que demandam apoio de locomoção, de higiene e de
alimentação ;
- auxiliar na locomoção dos alunos que fazem uso de cadeira de rodas, andadores,
muletas e outros facilitadores, viabilizando a acessibilidade e a participação no
ambiente escolar;
- auxiliar os alunos com necessidades educacionais especiais quanto à alimentação
durante o recreio , atendimento às necessidades básicas de higiene e as correspondentes ao uso de banheiro;
- auxiliar nos serviços correlatos à sua função, participando das diversas atividades escolares;
- cumprir integralmente seu horário de trabalho e as escalas previstas, respeitado
o seu período de férias;
- participar de eventos, cursos, reuniões, sempre que convocado ou por iniciativa
própria, desde que autorizado pela direção, visando ao aprimoramento profissional;
- coletar lixo de todos os ambientes do estabelecimento de ensino, dando-lhe o
devido destino, conforme exigências sanitárias;
- participar da avaliação institucional , conforme orientação da SEED;
- zelar pelo sigilo de informações pessoais de aluno, professores, funcionários e
famílias;
- manter e promover relacionamento cooperativo de trabalho com seus colegas,
com alunos, com pais e com os demais segmentos da comunidade escolar ;
- exercer as demais atribuições decorrentes do Regimento Escolar e aquelas que
concernem à especificidade de sua função;
- São atribuições do auxiliar operacional, que atua na cozinha do estabelecimento de ensino:
– zelar pelo ambiente da cozinha e por suas instalações e utensílios, cumprindo
as normas estabelecidas na legislação sanitária em vigor;
– selecionar e preparar a merenda escolar balanceada, observando padrões de
qualidade nutricional;
– servir a merenda escolar , observando os cuidados básicos de higiene e segurança;
– informar ao diretor do estabelecimento de ensino da necessidade de repor estoque da merenda escolar;
– conservar o local de preparação, manuseio e armazenamento da merenda escolar, conforme legislação sanitária em vigor;
– zelar pela organização e limpeza do refeitório, da cozinha e do depósito de merenda escolar;
– receber, armazenar e prestar contas de todo material adquirido para a cozinha
e da merenda escolar;
– cumprir integralmente seu horário de trabalho e as escalas previstas, respeitando o seu período de férias;
– participar de eventos, cursos , reuniões sempre que convocado ou por iniciativa
própria, desde que autorizado pela direção, visando o aprimoramento profissional;
– auxiliar nos demais serviços correlatos à função, sempre que se fizer necessário;
– respeitar as normas de segurança ao manusear fogões, aparelhos de preparação
ou manipulação de gêneros alimentícios e de refrigeração;
– participar da avaliação institucional, conforme orientações da SEED;
– zelar pelo sigilo de informações pessoais de alunos, professores, funcionários e
famílias;
– manter e promover relacionamento cooperativo de trabalho com seus colegas,
com alunos, com pais e com os demais segmentos da comunidade escolar;
– participar das atribuições do Regimento Escolar e exercer as específicas de sua
função;
12 -Instâncias colegiadas constituídas por :
12.1 Conselho Escolar:
Objetiva promover a participação da comunidade escolar nos processos de
administração e gestão, assegurando, assim, a qualidade do trabalho no colégio
em termos administrativos, financeiros e pedagógicos. Portanto, desempenha
funções normativas, deliberativas e de fiscalização das ações globais.
12.2 APMF ( Associação de Pais, Mestres e Funcionários):
Visa
auxiliar
a
Direção
na
promoção
de
atividades
administrativas,
pedagógicas e sociais do colégio. Busca arrecadar recursos para completar os
gastos com ensino, cultura e o mínimo de bem estar aos alunos.
12. 3. Grêmio Estudantil:
Pretende-se a reinstalação do Grêmio Estudantil, considerando ser uma
instância onde o interesse dos alunos é gradativamente cultivado para a
organização, participação, comprometimento e exercício da cidadania.
13. Critérios para elaboração do calendário escolar, horários letivos e não
letivos:
O calendário escolar é elaborado anualmente pelo Estabelecimento de Ensino
atendendo ao disposto na legislação vigente, bem como às diretrizes emanadas da
Secretaria Estadual de Educação.
O calendário escolar é o primeiro passo para se planejar o ano letivo, devendo
ter aprovação do Conselho Escolar.
A preparação do ano escolar começa pela entrada dos alunos (matrículas),
estas são ofertadas de acordo com o espaço disponível afim de oferecer aos
alunos um ambiente mínimo adequado para a acomodação de todos.
A formação das turmas dá-se por séries e o horário letivo obedece ao que
preconiza a LDB e o marco do ano é organizado na semana pedagógica com um
planejamento
sério
e
real
pedagógica e professores.
envolvendo
os
setores
administrativos,
equipe
14. Critérios para organização e utilização dos espaços educativos:
A organização do espaço escolar é muito importante, pois reflete a concepção
educativa adotada pelo colégio. Assim, é importante que os alunos tenham acesso
aos materiais de uso frequente como os murais e que estes possam ser utilizados
para exposição de trabalhos individuais e coletivos ou para principais informações.
O espaço passa a ser objeto de aprendizagem e respeito quando os alunos têm
a possibilidade de assumirem a responsabilidade pela ordem e limpeza do
estabelecimento.
Os espaços existentes fora da sala de aula poderão ser utilizados para
realização de atividades recreativas, de gincanas, coleta e exposição de materiais
e produções realizadas pelas turmas.
Há certas aprendizagens que necessitam de espaços da comunidade. Poderão
ocorrer aulas passeios, visitas monitoradas, visita a museus, teatros e outros.
15. Diretrizes para avaliação de desempenho do pessoal docente e não
docente, do currículo das atividades extra-curriculares e do projeto
político pedagógico.
A avaliação será abrangente porque contemplará tanto questões ligadas
estritamente ao processo ensino-aprendizagem, como as que se referem à
organização do trabalho escolar, à função socializadora e cultural, à formação das
identidades, dos valores, etc, enfim ao Projeto Político Pedagógico do colégio.
Pretende-se disponibilizar mecanismos que permitam a avaliação da instituição
escolar em todos os seus aspectos numa gestão: participativa, pedagógica, de
pessoas, de serviços de apoio, de recursos físicos e financeiros.
Para que seja possível, será realizada com mecanismos criados pelo próprio
estabelecimento de ensino para avaliação interna.
O colégio propõe duas formas de avaliação: durante o ano escolar, de forma
contínua e sistemática e ao final do ano letivo, de forma sistemática e abrangente.
Nesse processo, será acompanhado e avaliado o material didático, o currículo,
o sistema de avaliação, a infra-estrutura material, metodologia, a atuação dos
professores, dos funcionários da equipe pedagógica e da direção, enfim, toda a
ação relevante do Estabelecimento de Ensino, envolvendo nas avaliações, alunos,
professores,
pais
e
funcionários,
para
que
todos
compreendam
que
é
coletivamente que se constroem ações significativas no colégio.
Para esta avaliação, serão utilizados instrumentos por escrito (questionários,
relatórios, pareceres, etc) e orais.
Os resultados serão analisados com o Conselho Escolar, Comunidade Escolar,
APMF ( Associação de Pais, Mestres e Funcionários) e servirão de subsídios para
reflexão e reposicionamento.
10. Referências Bibliográficas:
BORUCHOVITCH, Evely, BZUNECK,José Aloyseo (org.).A motivação do aluno:
contribuições da psicologia contemporânea. 4ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Conselho Federal de Educação. Parecer
nº 76/75.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura Secretaria de Educação Básica.
Indagações sobre o Currículo: , 1992 apud Manjön 1995, p. 82).
CANDIDO, Antonio. Tendências no desenvolvimento da sociologia da educação.
PEREIRA, Luiz e FORAACCHI, Marialice M. (orgs). Educação e sociedade, leituras
de sociologia da educação. 6ª Ed., São Paulo, Nacional, 1973.
COSTA, João Cruz. Contribuição à história das idéias no Brasil. Rio, Civilização
Brasileira, 1976.
DELAMONT, Sara. Interação na sala de aula. Lisboa, Horizonte, 1987.
FREIRE, Paulo. Educação como prática de liberdade. Rio, Paz e Terra, 1969.
GRAMZCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. Trad. De Carios N.
Coutinho, Rio, Civilização Brasileira, 1968.
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Antonio Gramzci. Dissertação para obtenção do grau de Mestre em Filosofia e
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Campinas. UNICAMP, 1985 (Orientador Michel Debran)
Lei de Diretrizes e Bases e Educação Nacional, Lei 9394/96.
PINTO, Álvaro V. Sete ações sobre educação de adultos. São Paulo: Cortez
(Conceito de Educação, p. 29-40)
SHIPMAN, M. D. The sociology of the scool. Londres, Longman, 1969.
TEIXEIRA, Anísio Spinola. Educação para a democracia. Rio, José Olympio, 1936.
TIBA,Içami. Disciplina, limite na medida certa. . São Paulo:Gente,1996
WALLER, Willard. The sociology of teaching. Nova Iorque. Wiley & Sons. 1967.
GENTILI, Pablo org. Pedagogia da exclusão: Crítica ao neoliberalismo em
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GERALDI, João Wanderley (organizador). 2ª ed. O texto na sala de aula. Cascavel:
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KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. 2ª ed. A coerência textual. São Paulo: Contexto,
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PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. O Currículo Básico para a escola
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YUNES, Eliana & PONDERÉ, Glória. 2ª ed. Leitura e leituras da licenciatura infantil,
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AUTHIER-REVUZ, j. (1982). “ Hétérogénéité montrée et hétérogénéité
constitutive: élements pour une approcche de I’ autre dans lê discours”. DRLAV –
Revue de Linguistique, 26, p. 01 – 151.
Parâmetros Curriculares Nacionais, terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental;
Língua portuguesa. Secretaria de Educação Fundamental – Brasileira. MEC ISEF,
1998. p. 106.
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