Actas e Relatorios
da
12~
Reunião da
Convenção. Baptista Brasileira
REALISADA E.M RECIFE
ESTADO DE PERNAMBUCO
17-21 de Junho de 1920
CASA PUBLICADORA BAPTISTA
Rua Magalhiea Ca.tro 99
Eet«oicr do Ri.chuele - Rio
DIRECTORIA
1920-1922
Antonio Ernesto da Silva, Presidente.
Pastor da Egreja da Liberdade -
S. Paulo.
Salomão L. Ginsburg, 1-.. Vice-presidente
Missionario, membro da Egreja Baptista de Jockey-Club de Janeiro.
Rio
Manoel Avelino de Souza, 2. 0 Vice-presidente
Pastor da 1.· Egreja de Nictheroy - E. do Rio.
J. Pereira Salles, 3.° Vice-presidente
Pastor da Egreja Baptista da Torre
Silas Botelho, 1. 0 Secretario
Membro da Egreja de Santos
J. Munguba Sobrinho, 2.° Secretario
Pastor da Egreja de Manaus -
Pernambuco.
E. de S. Paulo.
Amazonas.
Ricardo Pitrowsky, Thesoureiro
Pastor da Egreja do Engenho de Dentro
~
D. FederaL
CONVENÇÃO DE 1922
Logar - Capital Federal, com a 1,- Egreja Bapti,ta.
Tempo provavel - 1 a 6 de Setembro.
Orador - Adrião O. Bernardo.
Orador substituto - O. P. Maddox.
JUNTAS DA ,CONVENÇÃO NACIONAL
M ISSOES NACIONAES
Atê 1922: S.
Manoel Avelino de
Atê J-924: W
Juvenal Ricardo.
Atê 1926: T.
Edwards, Henrique
L. Gin!!lburg, Â. B. Deter, E. A. Ja.cReon, F. F. Soren.
Souza.
B. Bagby, J. N. Parana~uâ. Jm. Lessa, E. A. Ingram,
C. Bagby, Sebastião A. de Souza, Silas Botelho. F 'M.
Rodrigues.
MISSõES EXTRAN'GEIRAS
Até 1922: J. B. Parker, Themistocles Gusmão, M. G. 'Yhite.~
Atê 1924: Thomaz L. da Co~ta, L. L. John!!jon, Orlando Falcão.
Atê 1926: Mênanij'ro Martins, Manbelda Paz,
Vi d; ntylor.
ACTAS DA CONVENÇÃO
i
PUBLlCAÇOES
Até 1922: •T. Lessa . A. B. Langston,A. B. Christie, C. A. Baker,
T. C. Bagby.
f. ".
Maddó~; J. ..V Shepard, F F. Soren,
Até 1924: L. T Hites, O.
M. Edwards.
Até 1926: L. M. Reno, Adríã.9 O. Bernardo, H. H. Muirhead, J. B.
Parker, Ricardo Pitrowsky.
1:<'
EDUCAÇÃO
Até 192.2: J. W. Shepard, A. ]3.
C<hrí~tié.
F. F. Soren.
Até 1924: S. L. Watson, M. G. White, O. P. Maddox.
Até 1926: H. H. Muirhead,
•-\..Ingi-am.
A .. ,B. Langstotl,
..:V
B. Bagby,
E.
COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
Até 1922: L. M. Reno, W. E. Entzminger, D. F.Crosland, S. L. Ginsburg, O. p. Maddox.
Até 1924: F.
.r. N. Paranaguê..
F~
Soren, W
B. Bagby, FM. Edwards, A. B.
Chri~tie,
Até 1126: L. C. Irvine, Manoel A. de Souza, Antonio . Ernesto da Silva,
A. B. Deter, E. A. Jackson.
ESCOLAS OOMINICAES
Até 1922: F F Soren, A. B. Langston, Antonio Mesquita, M. Tertuliano, Manoel da Paz.
Até 1924: F. :l\b~anda Pinto, Ricardo Inke, W. E. Entzminger, Sebastião A. Souza, D. Alice Reno.
' '
.
Até 1926: João Meln, \Y
Ályne Muirhead.
C. Taylor, L. Bratcher, L. T
Hites, D.
MOCIDADE BAPTISTA
Até 1922: T. C. Bagby, H.E. C'ockell, Silas Botelho.
E.~'Etltzminger, Miss Margarida Reno .. Carlos Leiman.
Ate 11J24':' W
Até 1926:
~.
M. Reno, Almir 90nçalves, Jorge Marçal.
COLLEGIO
'AMER~CANO
EM PERNAMBUCO
Até 1922: Felix Moraes, Carlos Barbosa,.r
Hamilton, Julio Lustosa do Amaral Nogueira,'
Munguba Sobrinho, D. L.
Até 1924: Augusto F. Santia;go,C., F. Stapp,
do Falcão, O. Lima.'
.. '
Ati 1926:
W. C. Taylor.
J,?,ãO
~eP1'lndro
Martins" Orlan,
,V. <?o~~a, L. ,L:.~J.oh~s(ln, )f.... ,9. Vírnite, .. J~. Carneiro"
+.+
ACTA. DA CONVENÇAO
COLLEGIO BAPTISTA EM PERNAMBUCO
Até 1922: .Tosé Felix, .Toão Monteiro, Eutichio Vasconcellos, Menandro
Martins. L. L. .Tohnson.
Até 1924: M. G. White,A . .T. Terry, ManoeI da Paz . .Tosé pa,ulino,
J. Pereira SaIles.
Até 1926: Orlando Falcão, Adrião O. Bernardo. João V Costa, M.
Tertuliano. C. C. Duclerc.
JUNTA DE TRABALHOS 'DE SENHORAS
Até 1922: Maria Passos, Anna Watson, Anna Parker, Maria Augusta,
..Uice Reis.
Até 1924: Sophia Inke, Emma Paranaguá, Sarah Costa, Josepha Silva
P
Sra. Dunstan.
Até 1926: Sra . .Tohnson, Alice Reno, Helena Edwards, Ruth Randall
e Aurora Sã,.
COMMISSõES
Estatística (permanente)
S. L. Ginsburg, F
M. Edwards, Joaquim F. Lessa.
H istoría dos Baptistas
Salomão L. Ginsburg, Silas Botelho,
Theodoro R. Teixeira,
Joaquim F Lessa, Adrião O. Bernardo.
Seminario Unido
Até 1922: H. H. Muirhead, .T. W. Shepard,
da Silva.
Antonio Ernesto
Protecção a08 Pastores Invalidos
O. P. Maddox, Manoe] Avelino de Souza, Thomaz L. Costa..
Homenagem da Decima Segunda Convenção
Baptista Brasileira, ao pioneiro do trabalho
missionario no Brasil e esposa
ZACHARIAS C. TAYLOR
e
LAURA B. TAYLOR
victimados em Corpus Christi, E. Unidos, em
Out. de 1919, por occasião do maremoto que
invadiu a dita cidade.
12a REUNIÃO DA
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
ACTA la
Aos dezesete dias de Junho de 1920, ãs 14 112 horas, reunidos diversos ~ensageiros no salão da 1.- Egreja Baptista do Recife, deu-se inicio
aos trabalhos da Convenção, após algwna&. palavras do presidente, com
canUco do cõro 1.. e oração pelo pastor Edwards. Em seguida foi lido o
3° capitulo de Collossenses, feita oração pelo pastor Adrião Bernardo e
declarada aberta a sessão pelo presidente Manoel Avelino de Souza.
Procedendo-se ao recolhimento de credenciaes dEm o seguinte resultado:
CAMPO AMAZONENSE
1.8 Egreja de Manaus: Pastor J. Munguba Sobrinho, Josepha Silva,
Amazonilla de Aguiar, Julia Braz e Noquita Serejo.
Egreja de Itacoatiara: Bellarmino Auzier.
CAMPO PARAENSE
1.- Egreja de
:Maria Souza.
Belém:
Pastor ManoeI
Tertuliano de Oerqueira e
CAMPO MARANH ENSE
1.1: Egreja de S. Luiz: Pastores C. C. Duclerc e J. B. Parker
Sampaio.
CAMPO PIAUHYENSE
1.- Egreja
Egreja do
Egreja de
Egreja de
EJ;lreja de
~
Odalino
de Therezina: Theophilo Dantas.
Corrente: Pastor A J. Terry.
Jeromenha: Isabel B. Fonseca.
Amarante: Pastor, Severino Baptista; e
Floria: Aldina Freitas.
CAMPO RIO-GRANDENSE
1.- Egreja de Natal -
DO
NORTE
Pastor, Augusto Santiago.
CAMPO PARAHYBANO
1.' Egreja de Parahyba: José Maria do Nascimento, Henrique F. da
Silva, ManoeI de Andrade, Antonio Videres e Dolores Videres.
CAMPO PERNAMBUCANO
1- Egreja do Recife: H. H. MUirhead, Orlando Falcão, José Alves,
Menandro Martins, José Paulino, J. F. /Neves, J"osé Warderley, Nilo Alves,
ACTAS DA CONVENÇÃO
Eurico Ithamar, Paixão José Mariano Lustosa, Jozias Almeida, F. R. A.
Morgan, João Daniel, José Feitosa, João do Nascimento, M.F. de Lima,
Maria C. C. da OUnha, J oanna B~renice, Digna Lemos, Pauli na White,
lamenia Ward~rley, qasparina Freire, e Alit;le Muirhead.
Egreja, de . Torre, Recife: ~astor, PeF.eira Sa:ll~s,. Pedro Benjamin,
Natalino de Oliveira, J. A. Ribeiro, J. :u.L·· Falcão, João Araujo, Zulmira
Coelho, Júlia Castro, Deborah de Mello, Gail Hamilton.
Egreja do Fe!tosa, Recife: D. L. Hamilton, Luiz Ferreira, José Luiz,
ManoeI Tiburcio, José 'Pereira, Dorcas
Freire, Maria dos Anjos, Beatriz
A. Leite e Edgard Machado;
Egreja do C;ibo: S. Thiago de Araujo e Manoel dos Santos.
Egreja de IIhéos: Pastor, M. Olympio e Mano~l de Hollanda Cavalcante.
Egreja de Outeiro: Joaquim Francisco.
Egreja de Gravatá: .Manoel Peixoto Luiz, Luiz Gonçalves, Joaquim
Gonçalves e Alberto Nascimento.
Egreja de Goyana: Cándido Paulino, Adelina Soares.
Egreja de Moganga: Pastor, Pedro Falcão.
Egreja de Bella Vista: João Marinho.
Egreja de Limoeiro: Pastor Manoel da Pa~.
Egreja de Na.zareth: Francisco X. Britto.
Egreja de Villa·Nathan: Pastor, Djalma Cunha, José Alves
e Pacifico }i'eitosa.
Quei~oz
Egreja de Itamaracá: Pastor, A. P. Gomes.
Egreja de Itabayana: Apolonio Falcão.
Egreja do Vermelho: Anumio Leão.
Egreja de Macacheira: Pastor, J. R. de Castro, Naphtali Chacon e
Antonio Cordeiro.
Egreja dos Remedios: Pastor Cleobulo Cardoso.
Egreja de Victoria (Pernambuco): Pastor, J. B. Rocha, Antonio D.
Maciel Filho, Maria Borges da Rocha.
Egreja de Jaboatão: Manoel Ramos e Manoel yalentim.
Egreja do Cordeiro: Cypriano de Mello, Armando Gomes, José Baptista, João Norberto, Sarah 'Cavalcante, Stella ,Andrade, Pedro Ferreira,
Francisco Valdomiro, Vicença Norberto.
Egreja da Rua Imperial, Recife: Francisco J Ferreira, Severino H.
de VasconceHos, João C. \IOde Mello Pastor J J. Oliveira, Ismael P .• Ramalho, J. F Pinto, Francisco Pontes, Maria Bezerra e Julia Seixas.
Egreja de Ponte dos Carv.alhos: PastQr, João J' Alves e Severino
M. Pessoa.
CAMPO ALAGOANO
1.& Egreja de Maceió: ManoeI Raymundo, ,José Celestino Cupertino,
José de Freitas, Luiz Raymundo; D., Do.m.icilia de, qliveira e D. Rosalia
Munguba.
ACTAS DA CONVENÇÃO
Egreja do Rio Largo: Alfredo da Rocha Lins, J'oaquim Paulino Monteiro, Eurico J os~ Calheiros e Pastor, Persio Oliveira.
Egreja do PharoJ: Candida Salles, E. Oliveira.
Egreja dé Penedo.: Honorio Gomes de Araujo, D. Maria Gomes de
Araujo, Antonio de Lemos.
Egreja de Atalaia: Pastor Eloy Correia, Maria Andrade e JoeI Silva.
CAMPO SERGIPANO
Egreja de Aracaju': Eutichio Vasconcellos e Carlos Stapp.
CAMPO BAHIANO
1.- Egreja da Bah ia: Pas.tor, Adrião O.
Paulo Silva e D. Emília Martins.
Egreja dos Mares: Thomaz L. Costa e J
Bernardo, Juvenal Lino.
Teixeira.
CAMPO MINEIRO
1.- Egreja de Bello Horizonte: Pastor O. p, Maddox.
CAMPO FEDERAL
1.- Egreja
tina Esmeralda
Egreja de
Egreja de
Egreja de
Egreja do
B. do Rio: Ruth Costa e Esther, J. W Shepard, e ErnesBarbosa.
Engenho de Dentro - Rio: Pastor Ricardo Pitrowsky
Jockey-Club - Rio: S. L. Gim;burg,
Catumby - Rio: S. L. Watson.
Meyer - Rio: Ricardo Inke.
CAMPO FLUMINENSE (E. do Rio)
Egreja de
Egreja de
Egreja de
Egreja de
Cachoeiros
Nictheroy - Pastor ManoeI Avelino de Souza..
Campos - Pastores, J. Lessa e A .. B. 0hristie.
Aperibé: Pastor Zeferino Cardoso Netto.
Macuco - Pastor Joaquim Coelho dos Santos.
de Macahé: Antonio Bentancor.
CAMPO MATTO GROSSENSE
E. A. Jackson.
CAMPO PAULISTANO
1.- Egreja de S. Paulo: D. Helena Edwards, E. A. lngram, Paschoal de Muzio.
Egreja da Liberdade - S Paulo: Pastor A. Ernesto da Silva, D.
Arethusa Botelho.
Egreja de Santos: 'Pastor, T C. Bagby e SUas Botelho.
Egreja d. Jundiahy - F. M. Edwards.
• 12.
ACTAS DA CONVENÇ.lO
Sendo notificado pelo irmão Coriol~no Duclerc que algumas egrejas
tinham numero demasiado . de representantes, foi nomeada por iss() uma
commissão composta dos irmãos Pereira SaIles, Coriolano Duclerc e Munguba Sobrinho para examinar o caso e apresentaI-o depois ã. Convenção.
Foi ainda deliberado por proposta, que se suspendessem os trabalhos
da Convenção até ás 18 112 horas, afim de que a commiRsão. pudesse apresentar o seu relatorio; para depOis se proseguirem os trabalhos legalmente,
o que se fez, cantando-se o hymno 10 e oração pelo irmão O. P. Maddox.
A s 18 e 112, reiniciados os trabalhos, depois de um culto devocional
pelO pastor Antonio Ernesto da Silva, é chamada a Commissão de Oredenciaes, que apresnta o seguinte relatorio:
"Sr. Presidente e mais membros da Convenção Nacional.
A commissão de parecer sobre o exame das credenciaes vem, perante esta Convenção, desobrigar-se da incumbencia que lhe foi
confiada, apresentando o seguinte relatorio:
Examinando as credenciaes e colhendo informações dos representantes das Egrejas achou que a Egreja da Torre e a do Cabo
elegeram mensageiros demais, baseadas em contribUições, fóra do
exigido pela Convenção, ficando - por tal motivo - a Torre com
direito s6mente a 10, e do Cabo a 2 mensageiros.
Pereira Salles :.- Relator
Munguba Sobrinho
C. C. Duclerc
A' vista desse relatorio a Egreja da Torre apresenta como representantes os irmãos Pereira Salles, Pedro Benjamin,
Natalino de Oliveira,
José Alves Ribeiro, Gastão M. Falcão, João Araujo, Zulmira Coelho, Julia
Castro, Debora de Mello e Gail Hamilton; e a Egreja do Cabo, os irmãos
Pastor Thiago de Araujo e Manoel dos Santos; o que foi acceito pela Oonvenção por unanimidade de votos.
Procedendo-se á eleição da nova directoria da Convenção, foi resolvido
ser por accIamação; para presidente foram apresentadOS diversos candidatos, sendo eleito por maioria de votos o irmão Antonio Ernesto da Silva, com
66 votos, tendo os outros candidatos: ManoeI Avelino de Souza, 31 votos.
Pereira Salles, 13 e Orlando Falcão, 12. Foi proposto que o mais votado
fosse acceito por unanimidade, o que se fez por maioria.
Elegeu-se para 1:° Vice-presidente o irmão S. L. Ginsburg e para 2. 0
e 3.° os dois mais votados para presideJltes, os quaes são: ManoeI Avelino
de Souza 2. 0 e Pereira Sales 3. 0
Para 1. 0 secretario foi eleito o irmão Silas Botelho e para 2. 0 o pastor
Munguba Sobrinho, ambos unanimemente. Para theaoureiro toram nomeados e votados os irmãos, Ricardo pitrowsky, com 50 votos, José Paulino com
41 e Orlando Falcão com 17. Sendo de novo votados os dois primeiros, ficou
eleito o irmão Ricardo Pitrowsky por 77 votos.; e terminada a eleição foi
empossada a nova Directoria, sendo trazido o presidente até o seu logar
ACTAS DA CONVENÇÃO
por uma commissão; e o presidente convidou os outros membros da directoria, afim de serem apr,esentados á Convenção, lavrando-se a presente
acta, que foi pela Convenção considerada parte integrante da primeira
sessão.
o Secretario, Casimiro de Oliveira.
ACTA 2. a
'Aos dezesete dias do mez de Junho de 1920, às dezenove horas e meia,
na Casa de' Oração da Primeira Egreja Baptista do Recife, o irmão Presidente, depois de acclamada e empossada a nova Directoria, dá a palavra
ao pastor Orlando Falcão para que apresente as bôas vindas aos mensageiros da Convenção.
E' cantado o h~-mno n. 1, do "Cantor Christão", usando da palavra
o pastor Ricardo Pitrowsky, para agradecer a hospitalidade dos Baptistas
de Recife, aos mensageiros da Convenção.
E' approvado o programma do 2.° dia de Convenção, sendo nomeada
uma commissão composta dos irmãos H. H. Muirhead, Menando Martins.
F M. Edwards, Orlando Falcão e S. L. Watson, para apresentar o programma definitivo e indicar os nomes para as Oommissões.
São nomeados - Munguba Sobrinho e Gasparino Freire, reporter e
noticiarista da C'Onvenção.
E' dada a palavra ao orador official, pastor Manoel Avelino de Souza,
que tendo lido Judas 1: 4, préga sobre o texto lido, depois de uma oração
dirigida pelo irmão O. P. Maddox.
A Congregação canta o hymno n, 31.
E' apresentado â Convenção o Sr. Jeronymo Gueiros, que toma a pala vra para saudai-a, na qualidade de ministro presbyteriano e $tlcretario
geral da A. C. M. de Recife.
Agradece-lhe o irmão presidente.
Annuncia-se a reunião de 9 horas do dia seguinte, sendo nomeado o
irmão Thomaz L. Costa, para dirigir a reunião devocional antes dos
trabalhos.
Depois de annuncios, é proposto o adiamento da sessão, despedindo-se
os irmãos convencionaes, depois da bençam pelo irmão T. C. Bagby, às
21 e 112 horas.
ACTA 3. a
Aos dezoito dias do mez de Junho de 1920, reunidos no mesmo local,
os irmãos convencionaes,· depois de um culto devocional dirigido pelo irmão
Thomaz L. da Costa, é pelo irmão presidente declarada aberta a terceira
sessão da Convenção, ás 9 112. O 1.° Secretario, pede e obtem da Convenção
o adiamento da leitura das actas das sessões anteriores. Apresentam-se os
irmãos da egreja baptista. de Arruda (Pernambuco): pastor José Joaquim
Lemos VasconceIlos, Elpidio Tavares de Oliveira e José Freire, que são re-
ACTAS DA CONVENÇÃO
cebidos por votação da assembléa, apezar de não apresentarem suas credenciaes.
A assemb~éa resolve votar as emendas propostas pela Commissão de
Emendas da Constitu,ição da 0onvenção, ficando resolvido: 1.0 acceitar a
primeira emenda ao paragrapho 2.° do artigo 5°, que limita ao presidente
da Convenção o direito de ser membro ex-officio das diversas juntas; 2.°,
acceitar a emenda ao § 2.° do artigo 6.°, limitando a quinze o numero maximo de membros de qualquer das juntas; 3.°, acceitar a emenda ao § 3.· do
artigo 6.°, alterando-se a expressã:o "os quatro restantes" para, "os outros
membros"; 4.·, rejeitar a modificação proposta ao artigo quinze, que não
será alterado.
E' nomeada uma commissão composta dos irmãos: S. L. Ginsburg,
S. L. Watson, A. J. Terry, Orlando alcão, e A. O. Bernardo para elaborar
o regimento interno da Convenção.
FiCa resolvido que a mesma commissão se encarregue da reda,cção
final dos artigos da Constituição, cujas emendas foram votadas.
Fica resolvido que a Convenção r~eba como mensageiro da Prüneira
Egreja do Recife o irmão Manoel Felicio.
A Commissão de indicações apresenta o seguinte relatorio:
1. -
COMMISSÁO DE RENOVAÇÃO DAS JUNTAS
A. B. Christie
A. O. Bernardo
A. J. Terry
Orlando Falcão
F. M. Edwards
S. L. Ginsburg
2. -
MISSõES EXTRANGEIRAS
T. L. Costa
Joaquim Lessa
C. C. Duclerc
3. -
MISSõES NACIONAES
Manoel Avelino
Munguba Sobrinho
E. A. Jackson
4. -
EDUCAÇÃO
o.
P. Maddox
R. J. Inke
Casimiro de Oliveira
5. -
PUBLICAÇOES
Menandro Martins
H. H. Muirhead
S. L. Watson
~
ACTAS DA CONVENÇÃO
6. -
15.
EVANGELISAÇÃO E GRANDE CAMPANHA
J. W. Shepard
A. O. Bernardo
R. Pitrowsky
7. -
LOGAR, TEMPO E PREGADORES DA CONVENÇÃO
D. L. Ham i1ton
Manoel da Paz
Joaquim Coelho
8. -
MOCIDADE
Djalma Cunha
T. C. Bagby
Manoel Tertuliano Cerqueira
.9. -
ESCOLAS DOMINICAES
J. B. Parker
Pereira Salles
E. A. Ingram
E' proposto que sejam apresentados á Convenção os novos obreiros Mrs. Pauline White, E. A. Ingrarn, Paschoal de Muzio, A. Ernesto da
Silva, Zeferino Netto,F A. R. Morgan e W B. Sherwood, que são cumprimentados pelos irmãos convencionaes, emquanto a Congregação canta
o hymno 153.
O irmão presidente cumprimenta, em nome da Convenção, a irmã D.
PreUdiana de Oliveira, esposa do nosso missionario em Portugal, João Jorge
de Oliveira.
Em virtude do adeantado da hora, ê suspensa a sessão, até ás 13
horas e meia, orando o pastor F M. Edwards.
ACTA 4.
8
No mesmo local e dia, depois de um culto devocional dirigido pelo
irmão Antonio Morales Bentancor, áS 14 horas, o irmão presidente declara
aberta a quarta sessão da Convenção, sendo lidas e approvadas as actas
das tres primeiras sessões.
A Cf)mmissão de Indicações apresenta os seguintes nomes para a
formação da commissão de Sociedade de Senhoras: - DD. Arethusa Botelho, Helena Edwards, Paulina White, Ismenia Warderley e J osepha Silva.
Esta comIlilissão é acceita pela assemblêa.
O irmão Ricardo Inke apresenta o relatorio da Junta de Escolas Dominicaes, que é transmittido á respectiva commissão para dar o seu parecer.
E' lido pelo irmão Shepard o relatorio da Junta do Collegio e Seminario do Rio de Janeiro.
O irmão H. H. Muirhead apresenta os relatorios das Juntas do Sell1iultrio e· do Collegio de Perna.mbuco.
ACTAS DA CONVENÇÃO
o
irmão S. L. Watson lê o relatorio da Junta de Educação.
ToQ.os estes relatorios - do Seminario e Collegio do Rio, Seminario
e Collegiode Pernambuco, e da .Junta de Educação são transmittidos á
Commissão de Educação, afim de ser elaborado o respectivo parecer.
E' lido pelo irmão E. A. Jackson, e transmittido á respectiva commissão, o relatorio da Junta da Mocidade.
O irmão S. L. Ginsburg relator da Commissão de estatistica, lê a estatistica enviada para os Estados Unidos e lá publicada e pede que de
todos os campos lhe sejam fornecidos dados, afim de elaborar uma estatistica mais perfeita e poder responder ás consultas do Governo Brazileiro.
A 0ommissão deprogramma apresenta o seguinte programma para
a reunião da noite: 1. Relatorio da Casa Publicadora; 2. Discurso de E.
A. Ingram, sobre "Educação Feminina"; 3. Discurso por J. W. Shepard,
sobre o "Curso Normal"; 4. Discurso
de Adrião O. Bernardo, sobre a
"Grande Campanha"; 5 . Parlamento aberto sobre a Grande Campanha.
Este programma foi approvado pela Commissão e annunciado.
A Convenção resolve suspender seus trabalhos, atê ás 18 horas, sendo
a congregação despedida com a bençam pelo irmão A. Ingram.
ACTA 5. a
No mesmo local e dia, ás 18 1\2 horas, depois de um culto devocional
dirigido pelo irmão AntonIo Morales Bentancor, o irmão presidente .declara
aberta a quinta sessão da Convenção Nacional.
E' lida e approvada a acta da sessão anterior.
O irmão S. L. Ginsburg lê o relatorio da Casa Publicadora, que ê
transmittido â Commissão de Publica~ões.
E' cantado o hymno 303, sendo em seguida dada a palavra a-o irm,ão
E. A. Ingram, para falar sobre educação feminina. Usam ainda da palavra
sobre o assumpto, o secretario abaixo assignado e o irmão presidente.
O irmão .1. W. Shepard profere o s~u discurso sobre o "Curso Normal".
Em seguida ê dada a palavra ao' irmão Adrião O. Bernardo para
talar sobre a "Grande Campanha" I?epois de seu discurso segue-se, de
accôrdo com o programma, um "parlamento aberto" sobre o assumpto.
Usam da palavra o pastor Munguba Sobrinho, de Manaus, e o irmão E. A.
Jackson, de Matto-Grosso.
Por estar adeaniada a hora fica transferida para a primeira reunião
do dia seguinte, a discussão deste assumpto.
A Oommissão de Indicações e Programma apresenta o seguinte programma para o dia 19 de Junho:
SESSÃO DA MANHÃ:
A's 9 horas - Culto devocional.
A's 9 1!2. 1. - Grande Campanha, parlamento aberto, relatorio <;la
respectiva commissão.
2. Parecer da Comissão de Escolas Dominicaes.
ACTAS DA CONVENÇÃO
3. 4. -
Parecer da Commissão de Publicações.
Expediente.
SESSÃO DA TARDE (de 13 112 âs 16 horas):
13 112 -
14-16
Culto devocionaI.
1. - Parecer da Commissão de Educação.
2. parecer da Commissão de Mocidade.
3. parecer da commissão de f?oc. de Senhoras.
SESSÃO DA NOITE (das 18 ás 21 horas):
18 ás 18 112 - Culto Devocional.
18 1/2 ás 21 - 1. relatorio da Commissão de Missões Estrangeiras.
2. relatorio da Commissão de Missões Nacionaes.
Este programma é approvado pela Convenção e annunciado.
A's 21 horas, a assembléa resolve suspender seus trabalhos, até ás
9 horas do dia seguinte, sendo despedida a congregação com benção, pelo
irmão presidente.
ACTA 6.a
A's 9 1/2 do dia 19 de Junho de 1920, depois de um culto devocional
dirigido pelo irmão JoaqUim Coelho, O irmão presidente declara aberta a
sexta sessão da C. B. B.
E' lida e approvada a acta da sessão anterior. São lidos telegrammas de saudações das Egrejas do Campo Victoriense, da Egreja Philadelphia, Bahia, carta da secretaria da Egreja em Santo Antonio de Jesus, .8
telegramma da. Egreja de Natal, auctorizando subscrever dez mil réis, para
despesas de expediente. O pastor Coriolano Duclerc communica que recebeu um. telegramma da Egreja de Maranhão, de saudações á. Convenção,
telegramma esse que entregará ã mesa na proxima sessão.
O irmão S. L. Ginsburg lê o relatorio da Junta de Missões Nacionaes que vae á commissão respectiva.
E' lido o seguinte parecer da Commissão de Evangelização e Grande
Campanha, que é acceito para discussão.
I
,
I
:
li
PARECER DA COMMISSÃO DA GRANDE CAMPANHA
BAPTISTA E DE EVANGELIZAÇÃO
rr~I~"'pr!"r'lf:i"~I""I1":~C"'~ ,"l'1J~'f r-!'fr~:~I~',~,~ ····)ft· .,,,,, .~.
Considerando que o movimento da Grande Campanha Baptista vae tomando largas proporções em todo () Brazil, e que
muito já tem feito par~ despertar o nosso povo, e considerando
ainda que este movimento tem sido feito separadamente no norte
e no sul do Paiz, esta commissão recommenda:
1. - Que a Grande Campanha Baptista seja uma só para
todo O Brazil, para levantar dois mil (l cem contos de réis até o
fim de 1924.
2. - Que seja nomeada por esta Convenção uma Commissão da Grande Campanha Baptista, Evangelização e Doutrinamento, composta de cinco membros, que levará a effeito os planos
da G. C. B. e u~omoverá um movimento evangelistico e dou-
ACTAS ,DA CONVENÇÃO
• 18.
trinará o povo baptista em todo _9 Brazil, usa.ndo para este fim
de todas as forças locaes e outras que sejam adquiridas de accordo com as egrejas locaes.
-,
S. - Que esta Commlssão trabalhe em conjunto com as organizações locaes ou regionaes,
colhendo estatísticas tanto da
parte financeira como daparteevangelisiica da Grande Campanha Baptista, e dando publicidade -de seus planos e informações
adqúiridas, para animação de todos.
J. W. Shepard
A. O. Bernardo
R. Pitrowsky.
Relator
o irmão presidente retira-se por momentos, entregando a presidencla
ao L" Vice-Presidente.
Entra em discussão -o parecer da Commissão da Grande Campanha
B~ptista" sendo resolvido discutir separadamente os varios itens do parecer.
Depois de discutidas são approvadas todas as indicações do parecer
E' proposta e approvada fi nomeação de uma commissão de cinco mensageiros, para indicar os nomes Q.pe -dévem constituir a Commissão Central
a que se refere o 2. 0 item do parecer adoptado, e escolher a sua sêde.
O irmão J. J. de Oliyeira apresenta á Convenção, como offerta da
Grande C"alIlpanha no Campo Matto-Grossense, uma alliançae uma corrente -de ouro.
-,
A 'Commissão indicadora dos. membros da Com . da Grande Campanha,
fica assim constituida: ManoeI Avelino, F M. Edwards, Ol,"lando Falcão.
Munguba Sobrinho e E. A. .Jacluton.
E' proposto e approvadoque a Convenção offereça ao seu presidente
a alliança que recebeu de Matto-Grosso, sendo o irmão S. L. Ginsburg encà.rregado de collocal-a no annullar do irmão A. Ernesto. "como um symbolo unific~dor do Norte, Centro e Sul do Brazil. no espirito do Senhor e
symbolo da Victoria da Grande Campanha Baptista no Brazil".
E' cantado ohymno 153, estando todos ós convencionaes de mãos
dadas, e sendo levantada a sessão, com oração pelo irmão Maddox.
ACTA
7.~
A's 14 horas de 19 de Junho de 1920, depois de um culto devocional
dirigido pelo irmão Adrião O. Bernardo, o irmão presidente declara aberta
a setima sessão da C. B. B., reunida em Recife.
E' lida e approvada a acta da sessão anterior. Por votação unanime
da assembléa fica resolvido que o secretario escreva uma carta ao offertante da corrente e alliança de ouro, recebidas pela Convenção. O irmão
S. L. Ginsburg communica que a collecta, para as despezas de expediente
rend~_u cem mil réis, que foram entregues ao Sr. Thesoureiro.
A Commiseão de publicação lê
O
seguhite parecer, que é approvadó:
ACTA8 DA CONVENÇÃO
PARECER DA COMMISSAO DE PUBLICAÇOES
A Commissão de Publicações, achando difficuldades em apresentar qualquer parecer em vista dos sérios problemas que devem
ser resolvidos de fôrma a assegurar o futuro da Casa Publicadora
Baptista, resolveu recommendar á Convenção a nomeação immediata da nova Junta de Publicações e recommendar ainda que a
dita Junta se reuna, hoje mesmo, para tratar os seus planos quanto
âquelle ramo tão importante do nosso trabalho.
Recife, 19 de Junho de 1920.
Menandro Martin.
H. H. Muirhead
S. L. Watson
A Commissão de Renovação das Juntas lê o seguinte parecer que,
posto a votos, ê approvado pela Convençio.
MISSOES NACfONAES:
Até 1922: S. L. Ginsburg, A. B. Deter, E. A. Jackson.
Até 1924: ·~v. B. Bagby, J. N. Paranaguá, Jm. Fernandes Lessa.
Até 1926: F. F. Soren, ManoeI Avelino de Souza, W E.
Entzminger.
MISSOES EXTRANGEJRAS:
Até 1922: J. B. Parker, Themistocles Gusmão, M. G. White.
Até 1924: Thomaz L. da Costa, L. L. Johnson, Orlando Falcão.
Até 1926: Menando Martins, Manoel da Paz, e WC. Taylor.
PUBLICAÇOES:
Até 1922: J. F. Lessa, A. B. Lagston, A. B. Christie, C.
A. Baker e T. 0. Bagby.
Até 1924: L. T Hites, O. P 1\1addox, J. W Shepard, F
F. Soren e F M. Edwards.
Até 1926: L. M. Reno, Adrião Bernardo. H. H. Muirhead.
J. P Parker, R. Pltrowsky.
EDUCAÇÃO:
Até 1922: J. W. Shepard. A. B. Christie, F F SQren.
Até 1924: S. L. Watson, M. G. White e O. P Maddox.
Até 1926: H. H. Muirhead, A. B: Langston e W B. Bagby.
COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO:
Até 1922: L. M. Reno, W - E. Entzminger, D. F. Croslal1d,
S. I,. Ginsburg e O. P - Maddox.
~)
20
ACTAS DA CONVENÇÃO
<.
Até 1924.: F. F. ,.Soren, W. ·.B .. Eagby, F. M. Edwards, A,
B. Christie e J. Nogueira Paranaguã.
Até ~1926: L. C. Irvine, Manoel A. Souza, Antonio Ernesto,
A. B. {jeter e E: A. Jackson.
ESCOLAS .DOMINICAES:
Até 1922: F. F. Soren, A, B. LÇi,ngston, Antonio Mesquita,
::VI. Tertuliano, ManoeI da Paz.
Até 1924: F Miranda, Ricardo InI{e, \V E. Entzminger, Sebastião A. Souza e D. Alice Reno.
Até 1926: João Mein, W C. Taylor, L. M. Bratcher, L. T.
Hites e D. AIyn~ ~uirhead, . .
MOCIDADE BAPTISTA:
Até 1922: T. ·C. Bagby, H. E. Cokell e SUas Botelho.
Até 1924: -:W. E. Entzminger, Miss Marg'arida Reno e Carlos
Leiman .
. Até 1926: L. ::\1. Reno, AImir Gonçalves, e Jorge Marçal.
COLLEGIO AM-ERICANO EM PERNAMBUCO:
Atê 1922: Felix l\foraes, Carlos Barbosa. Munguba Sobrinho,
D. L. Hamilton e J. Lustosa do Amaral Nogueira.
Até 1924: Augusto Santiago, C. F Stapp, Menandro Martins,
Orlando Falcão e Octavio Lima. .
Até 1926: João Vicente da Costa, J. L.
Johnson, M. G
\\"hite, JoaqUim Carneiro da Silva e WC. Taylor.
SEMINARIO BAPTISTA EM PERNAMBUCO:
Até 1922: José Felix, João Montei'ro, Eutichio Vasconcellos.
::.\lenandro Martins e L. L. Johnson.
Até 1924: M. G. White, A. J. Terry, Manoel da Paz, José
PaulirlO e Pereira SaIles.
Até 1926: Orlando Falcão, Adrião O. Bernardo, João Vicente,
"?II. Tertuliano Cerqueira "e CorioIano Duclerc.
COMMISSÃO PERMANENTE DE ESTATISTICA:
S. L. Ginsburg, F. M. Edwards e Joaquim Lessa.
A. J. Te.rry
A. B. Christie
F. M. Edwards
Orlando Falcão
Salomão Ginsburg
_A. O. Bernardo.
E' lido o segUinte parecer da CQmmissão da Grande Campanha, que
é acceito .para discussão e depois approvado unanimemente;
~ 21.~
ACTAS DA CONVENÇÃO
"RELATORIO DA COMMISSÃO NOMEAOA
PARA APONTAR
A SE'DE E A COMMISSÃO QUE .DEVE DESENVOLVER
O MOVIMENTO DA GRANDE CAMPANHA
BAPTISTA
BRAZILEIRA
1. o Achamos que a sé de da G. C. B. TI. deve ser em Recife.
2. 0 Que seja o seu presidente o irmão Pastor Orlando Fa~cão;
Secretario' Correspondente, Adrião O. Bernardo; Thesoureiro H.
H.Muirhead: e vogaes S. L. Watson e Ricarlo Pit,rowsky.
Recife, 191·61920.
A COMMISSÃO
Manoel Avelino de Souza
F. M. Edwards
Munguba Sobrinho
E. A. Jackson
Orlando Falcão
O irmão E. A. Ingram ora, pedindo as benGãos divinas sobre a commissão que vae realizar a Grande Campanha.
Os irmãos Ricardo lnke e J, \\' Shepard se despedem da Convenção.
retirando-se em seguida.
O relator ~a Commissão de Escolas Dominicaes lê o seguinte parecer:
.Sr. Presidente:
A Commissão de parecer sobre Escolas Dominicaes recommenda a esta Convenção os seguintes pontos:
1) Que seja approvado o relatorio da Junta das Escolas Dominicaes, apresentado pelo secretario correspondente.
2) Que cada Convenção de Escolas Dominicaes escolha, eleja
e sustente um homem habilitado neste
ramo de trabalho para
vi.~jar nas respectivas regiões ajudando aos pastores e obreiros
locaes no trabalho de escolas graduadas.
3) Que seja recommendada á Commissão de Publicação o
preparo (fuma litteratura graduada para as Escolas Dominicaes de
accordo com as necessidades das Egrejas.
4) Que sej;tm creadas classes normaes em todas as Egrejas
onde os nossos professores e officiaes se possam melhor preparar
'para o grande desenvolvimento que vae. tendo este ramo de trabalho entre os baptistas em todo o paiz.
5) Que seja recommendada a construcção de casas amplas
onde as nossas escolas graduadas possam funccionar livremente.
6) Que seja recommendada a publicação dum folheto especial contendo plantas p.e templos e casas que sirvam para ajudar
as escolas dominicaes a attingirem o modelo de exceIlencia.
7) Que o objectivo principal de cada escola seja evangelizar
distribuindo trabalho, para tal fim, ás classes ou officiaes, ou professores ou alumnos.
Pereira Salles - Relator
J. B. 'Parker
Edgard A. I ngram.
Este paJ;"ecer é acceitopara discussão. Depois de discutidas separadamente as sete reconimenda~ões deste parecer, ::;ão todas approvadas e
adoptadas pela 0onvenção.
-'~'\.
'
ACTAS DA CONVENÇÃO
A irmã Josepha Silva lê o seguinte parecer da Commissão de Trabalhos de Senhoras, que é acceito para discussão.
PARECER DA COMMISSÃO OE TRABALHO DAS
SENHORAS DO BRAZIL
Infelizmente ignoramos por compleio o movimento das Sociedades de Senhoras do Sul, por não se achar presente a secretaria correspondente. Do norte o mesmo se dá, por não termos sciencia ,do trabalho de Senhoras nesta occasião.
N6s, que fazemos parte da commissão sobre trabalhos de
Senhoras no Brazil, temos a dizer o seguinte:
1) Que achamos vantajoso eleger uma Junta encarregada do
trabalho de senhoras no Brazil, nomeada e localizada pela Convenção Nacional, sendo o numero de membros desta Junta 15, espalhados por todo o Brazil, para cooperar com os trabalhos reglonaes.
Haverá 2 secretarias correspondentes, sendo uma no Norte
e outra no Sul, que colherão os dados precisos para o relatorio
annual a apresentar-se á Convenção Nacional, dados estes que enviarão ã secretaria da Junta.
Os motivos de assim pensarmos são os seguintes:
(1) A difficul'dade que têm as senhoras de assistirem ás rl:'uniões da União Geral.
(2) Que o trabalho das Sociedades de Senhoras deve ser considerado uma parte integrante do trabalho da egreja.
(3) Porque a União Geral bem desenvolvida, reunida na
mesma occasião da Convenção Nacional roubaria á Convenção as
mensageiras das egrejas, que deveriam pelo menos estar presentes
ás reuniões para darem o seu voto. Das irmãs do Sul recebemos
uma carta em inglez, da qual traduzimos aqui um trecho:
.. Nossos corações palpitam em um desejo ardente, afim de
ver nossos problemas resolvidos, portanto, vos escrevemos estes
pensamentos e ao mesmo tempo desejamos saber se vós, como n6s.
não julgaes que devemos apresentar a nossa situação aos irmãos
da Convenção Nacional e pedir-lhes para nos auxiliarem.
Cooperaremos de muito bom gosto com qualquer parecer que
a Convenção, dirigida pela mão forte de Deus, considerar melhor
para n6s, no trabalho de Senhoras.
Estamos certas de que estareis comnosco
neste desejo
urgente.
Então não podel'eis vós conseguir que os irmãos tomem interesse neste negocio e que cheguem a uma decisão definida?"
E' lida a seguinte carta da secretaria geral das Escolas Dominicaes,
que é entregue aos imãos TC. Bagby e Zeferino Netto, para seu exame
e resposta:
"Rio de Janeiro, 11 de Junho de 1920.
A' Convenção Baptista Brazileira de 1920.
Veneraveis irmãos:
A União das Escolas Dominicaes do -Brazíl, na sua terceira
Convenção Nacional, realizada na cidade de São Paulo no anno
de 1918, ordenou que a sua Directoria enviasse as suas mais sinceras saudações e fizesse um convite cOI:!lial á Associação Mundial
~ 23 ~
ACTAS 'DA CONVÉNÇÃO
n~:i:'q ,~
de Escolas Dominicaes parà realizar a sua Nona Convenção, de
1924, na cidade do Rio de Janeiro, Brazil.
Este convite recebeu, por parte de varios concilios das diversas denominações evangelicas neste paiz, o seu apoio enthusiastico.
No caso de estar a Convenção Baptista de accôrdo com este
convite, e' se ainda não tiver votado sua approvação, a Directoria
desta União supplicaria aos irmãos dessa Convenção que ajuntassem a voz de sua tão forte egreja ás outras e á da União das
Escolas Dominicaes do Brazil, para a realização deste desejavel
proJecto. Em espera duma acção favoravel por parte da 'convenção,
e a completa realização dos nossos desejos no presente caso,
Sou com estima seu irmão em Nosso Senhor Jesus Christo.
~assignado)
Herbert S. Harris, Secretario Geral."
Fica resolvido que a Convenção envie uma commissão composta dos inílãos Antonio Ernesto da Silva, Orlando Falcão, Alyne Muirhead, H. H. Muirhead e Salomão Ginsburg, para cumprimentar o Governo
do Estado.
E' proposto e approvado que se transmitta um telegramma de saudações e apoio,. ao Dr. Epitacio Pessôa, presidente da Republica.
E' proposto que seja lançado em acta um voto de pesar pelo passamento dos irmãos Elias de Carvalho, Horacio Gomes e Zacharias. C. Taylor,
dedicando-se a este ultimo uma pagina das actas da Convenção.
Fica resolvida uma sessão commemorativa dos irmãos falIecidos, no
programma do dia 20.
Os irmãos Munguba Sobrinho, Adrião O. Bernardo e Orlando Falcão
são nomeados em commissão para cumprimentar a imprensa local.
A's 16 112, a sessão é suspensa até ás 18 112 horas, sendo a congregaçã.o despedida. com oração, dirigida pelo irmão pastor Orlando Falcão.
ACTA 8."
No mesmo dia e local, ás 18 112 horas, depOis de um culto devocional
dirigido pelo pastor Munguba Sobrinho, o irmão presidente declara aberta
a oitava sessão da C. C. B.
O 1. Secretario pede e obtém o adiamento da leitura da acta da
sessão anterior.
O irmão missionario O. P. Maddox lê o reiatorio da Commissão de
Educação, abaixo transcripto, que é adoptado para discutir:
Q
o
PARECER SOBRE A EDUCAÇÃO
A vossa commissão vos apresenta para consideração os seguintes factos importantes sobre os relatorios df:',s instituições de
ensino no Recife e no Rio e o da Junta da Educação:
1. O desenvolvimento e progresso da educação em nossos
CO.Jlegios e Seminarios no Recife e no Rio de Janeiro tem sido
notorio. Estes estabelecimentos de ensino já conquistaram a eon-
ACTAS DA CONVENÇÃO
fiança e apoio da denominação baptista e se conocaram na vanguarda do trabalho educacional no Paiz. O trabálho e progresso
dos Collegios em São Paulo, Campos e Victoria, tambem tem sido
admiravel. Egualmente outros estabelecimentos de educação ora
em começo, têm futuros risonhos e por tudo demonstram os ideaes
que os Baptistas têm na educação e o firme proPosito de conseguil-os.
2. A commisslio nota com satisfação a vida religiosa sempre
crescente nos Collegios
do Rio e do Recife,
cujos relatorios
salientam.
3. Os dois Seminarios no Recife e na Capital Federal são o
orgulho da denominação Baptista.
O numero de estudantes nos Seminarios é sempre augmentado, porém, devemos rogar a Deus que Elle chame mais obreiros
para occupar os· Campos promptos para ceifar.
4. Uma das coisas mais salientes e da maior satisfação ê
a acquisição de terrenos amplos em diversas partes do Paiz, para
os estabelecimentos de ensino da denominação Baptista e os- edificios modernos e apropriados no Rio e no Recife.
5. Com grande satisfação a vossa Commissão nóta o serviço
que a Juntada Educação v4i!m prestando á causa da instrucção
na denominação, e mórmente a sua esphera de acção agora aberta.
O futuro e a possibilidade desta Junta, para unificar as forças da
educação e o serviço que pode e deve prestar á instrucção baptista
em geral, é illimitado e devéras glorioso.
Para a vossa consideração recommendamos o seguinte:
1) Que o fim principal de nossas escolas e collegios seja a
instrucção da mocidade baptista. E para este fim devemos empregar o maior esforço.
2) Que a vida espiritual e a influencia do Evangelho de
Jesus Christo seja intensificada cada vez mais, mesmo a risco de
perder alumnos.
3) Nestes dias, quando o movimento mundial está se esforçando para unir todas as denominações evangelicas numa só, recommendamos que os nossos estabelecimentos de ensino se afastem
de toda e qualquer coóperação com este movimento.
4) Que haja o maior esforço da parte de todas as egrejas
e convenções estaduaes ou regionaes
para estabelecer escolas
primarias.
5) Que a .Junta de Educação se esforce dentro da sua esphera de acção nas seguintes maneiras:
(1) Reconhecer e cooperar com a.s organizações já estabelecidas;
(2) Realizar conferencias sobre a educação na occasião da
reunião da Convenção Nacional;
(3) Planejar cursos de estudo, desde os primarios até os
superiores, que sirvam, com certa liberdade, para todas as escolas
e Colle~ios Baptistas;
"(4) Preparar e publicar livros escolares.
(5) Colher dados e estatísticas educacionaes para os estabelecimentos em particular e a Convenc;;ão Nacional.
O.P. Maddox
R. J. Inke
Casimiro G Oliveira.
ACTAS DA CONVENÇÃO
Tendo usado da~ palavra varios oradores, fica unanimemente resolvido
appróvar o parecer da Commissão de Educação.
E' ouvida a 'leitura do seguinte parecer da Commissão da Mocidade:
PÀRECER SOBRE A MOCIDADE
1. Somos de parecer que a mocidade acceite a revista a "Mocidade Baptista", redigida em Victoria, E., Santo e publicada pela
Casa Publicadora, no Rio de Janeiro.
2. Que esta revista seja. ampliada, de modo a satisfazer as
necessidades da mocidade.
3. Qp.e haja um director da mocidade para cada Estado.
4 .. Que em todas as Egrejas, sejam fundada.s Sociedades de
Moços, para o desenvolvimento geral da mocidade e que usem a
revista a "Mocidade Baptista"
Djalma Cunha.
Este parecer é adoptado 1)ara a discussão.
Depois de discutido e posto a votos, o parecer
é unanimemente
approvado.
Fica resolvido transferir para a 1.' parte do programma de segundafeira, ã noite, o parecer da Commissão de Missões Estrangeiras.
E' proposto e approvado que .seja incluido na Junta da Mocidade o
nome de Djalma Cunha, para servir até 1926.
E' lido e adoptado para discutir, o parecer da Commissão de Senhoras.
Fica resolVIdo que o nome de Sarah Costa substitua o de D. Katie
White, na Junta de Senhoras.
E' proposto e approvado que a séde da Junta da Sociedade de Senhoras seja o Rio de Janeiro.
O parecer volta ã Commissão, para ser adaptado {LS resoluções da
Convenção.
E' lido o seguinte parecer da Commissão de :l\Iissões Nacionaes, que
é .adoptado para discussão:
PARECER DA
COMMI~SÃO
DE MISSOES NACIONAES
Considerando que um dos trabalhos mais importantes da
nossa Convenção é o de Missões Nacionaes, como base do desenvolvimento de todos os outros,
a Commissão
recommenda o
seguinte:
1. Pedir que as egrejas do Brazil no movimento ·da Grande
Campanha, destinem 5 °1° para o trabalho das Missões Nacionaes.
2. Que seja intensificado o trabalho em Catalão, com a acquisição de um predio e abertura de escola .
.2. Que se empregue esforço para enviar um outro obreiro
ãquelle campo, afim de desenvolver o trabalho para o norte.
A Com missão,
ManDei Avelino de Souza
M unguba Sobrinho
E. A. Jackson.
Recife, 19 -
6 -
1920.
ACTAS DA CONVENÇÃO
°
irmã.o Paschoal de Muzio dá conta do trabalho em GoYaz.
E' lido, approvado e annunciadoo programma do dia seguinte:
PROGRAMA PARA O DIA 20:
Reu,nião informal, sobre evangelismo ..
A's 14 horas - oradores - F. M. Edwards e Ricardo Pitrowsky.
SESSÃO COMMEMORATIVA (ás 15 horas):
0r8:doreE; - sobre Z. C. Taylor -:- os irmãos Thomaz L. da Costa, S.
L. Ginsburg; sobre Isaias de Carvalho, o irmão casimiro de Oliveira, e
sobre Horacio, Gomes, o irmão pastor ManoeI da Paz.
Por votação unanime são suspensos ,os trabalhos da Convenção até
segunda-feira, ás 9 1!2, annunciando-se que as diversas junfas deverão reunir-se no mesmo dia, ás 8 horas.
A congregação é despedida com oração.
ACTA 9. a
Reunidos no mesmo loca!, os irmãos mensageiros á, Convenção, ,depOis
de um culto devocional dirigido pelo irmão pastor Paschoa.l de Muzio, o
irmão presidente, às 112 horas de 21 de Junho, declara aberta a nona sessão
da C. B. B.
São lidas e approvadas as actas da 7.
I
e 8.· sessões.
E' proposto e unanimemente approvado que sejam extensivas á irmã
Laura Barton Taylor, as homenagens prestad!ls a seu esposo, missionario
Z. C. Taylor.
Fica resolvido reiterar o convite feito pela ultima Convenção ao irmão
Dr. Love, Secretario de Missões Estrahgeira's, da Convenção do Sul dos Estàdos Unidos,' para visitar o Brazil.
~' proposto e approvado que o nome do irmão .E. A. Ingram seja
incluido na Junta de Educação, para servir até 1926.
Entra em discussão o parecer da Commissão de Missões Nacionaes,
discutindo-se separadamente os 3 itens do parecer, sendo todos approvados
e adoptados pela Convenção.
Fica resolvido transferir para São Paulo a sêde da Junta de Missões
Nacionaes, ficando a commissão de renovação das Juntas auctorizada a
fazer as modificações necessarias.
São lidos dois telegrammas de saudações: um dos alumnos do Seminario e Oollegio e um' dos Baptistas Portuguezes.
Por votação unanime suspendem-se os trabalhos. até ás 13 112 horalS,
Ilendo a congregação qespedida com oração pelo pástor Munguba Sobrinho.
~
ACTAS DA CONVENÇÃO
27 <t
ACTA 10.&
No mesmo local e dia, ás 13 112 horas, depois de um culto devocional
pelo irmão Casimiro de Oliveira, é, pelo irmão presidente declarada aberta
a decima sessão da C. B. B.
E' apresentado á Convenção o missionario e medico presbyteriano
Dr. Horacio Ali1yn, que sauda a Convenção e é cumprimentado.
A Commissão de renovação das Juntas apresenta as modificações necessarias á Junta de Missões Nacionaes, que fica assim constituída: S.
L. Ginsburg, A. B. Deter" E~" A. Jackson, F. F.' Soren, Manoel Avelino
~d.tê 1922); W
B. Bagby, J. N. Paranaguá, J. F Lessa, E. A. Ingram e
Juvenal Ricardo (atê 1924), e TC. Bagby, Sebastião de Souza,' Silas Botelho, F. M. Edwards, Henrique Rodrigues (atê 1926).
A Commissão encarregada da redacção da resposta á car~a da Uniã<;,
Geral Esc. Dom. do Brazil, apresenta a seguinte carta, que é approvada:
"Em resposta ao vosso pedido que esta Convenção unisse a
voz de nossas egrejas ao convite a ser dirigido á Associação Mundial, para que realizasse a sua Nona Convenção no Rio de Janeiro,
declaramos que não podemos e não queremos appellar ás egrejas
representadas nesta Convenção, a que tomem parte em tal convite
ou em qualquer outro movimento inter-denominacional, que possa
embaraçar-nos na nossa fidelidade a todos os principios e doutrinas do Novo Testamento.
T. C. Bagby e Zeferino Netto."
Entra em discussão o seguinte parecer da Commissão de Tempo e
Logar e Orador da proxima 0onvenção, que ê, approvado:
UPARECER SOBRE O TEMPO, LOGAR E PREGADOR
A Commissão de parecer sobre tempo, logar e prégador, recebeu dois convites, um da Egreja da Liberdade, no E. de S. Paulo,
outro da Primeira Egreja do RIo:
Considerando que este ultimo foi feito desde 1918; ,e considerando que em' 1922 terão logar as festas do 1. centenario da
nossa independencia, recommenda:
.
1. Que a proxima Convenção se realize com a Primeira
Egreja do Rio, na Capital Federal.
2" Que o tempo seja a semana anterior aos festejOs do lU
centenario da independencia do Brazil.
3°. Que o prêgador officiaI seja o pastor A O. Bernardo e
seu substituto o pastor O. P Maddox.
A Commissão
D. L. Hamilton
Manoel C. F.' da Paz
Joaquim Coelho dos Santos.
~
Fica resolvido nomear uma commissão que colleccione dados e informações para a historia dos Baptistas no Brazil.
i,
ACTAS DA CONVENÇÃO
E' proposto e approvado que o irmão Salomão Ginsburg seja o re
lalor da Commissão de Historia dos Baptistas, ficando auctorizado a apresentar os nomes dos outros membros da Commissão.
A Convenção resolve approvar o prog'ramma provisorio da L- Oonvenção Latino-Americana, pUblicado no Jornal Baptista, em Agosto de 1919.
E' lido o seguinte parecer da Commissão de ~rabalhos de Senhoras:
"A Commissão nomeada para apresentar Os membros componentes da Junta 40 Trabalho de Senhoras no Brazil é de parecer:
1. Que a Convenção eleja uma Junta composta de 15 senhoras, tendo a sua séde na Capital Federal.
2. Que as senhoras que hão de compor esta Junta sejam as
seguintes: D. Aurora Sá"D. Antla Parker,
Mrs. Terry, Mrs,
Johnson; D Sarah Costa, D. Alice Reno,' D. Ephigenia Maddox, D.
Helena Ed~ards, D. Alice Reis, Mrs, Dunstan, D. Anna Watson,
D. Ruth Randall, D. Sophia Inke, D. Maria Passos e D, Emma
pa:ranaguá.
3. Que a Junta seja renovada da seguinte maneira:
Até 1922: DD. Maria Passos, Anna Watson, Anna . Par~er,
Eugenia Maddox e Alice Reis;
Até 1924: DD. Sophia Inke, Emma Paranaguá, Sarah Costa,
Mrs. Terry e Dunstan;'
Até 1926: Mrs. Johnson, D. Alice Reno, D. Helena Edwards,
D. Ruth Randall eD. Aurora Sá.
4, Que em caso de vaga, por qualquer motivo, a Directoria
da Junta seja auctorizada a fazer a devida substituição,
5, Que a Junta organize estudos e litteratura para instrucção e proveito espiritual e social 'de todas as senhoras do Brazil,
aproveitando para esse fim os jornaes denominacionaes.
6. Que esta Junta não annulle os trabalhos locaes já organizados, porém copoere com eUes.
A Commissão
Arethusa Botelho
Helena Edwards
Jsmenia Warderley
Pau/ina White
Josepha Silva
S. L. Watson
Salomão Ginsburg
Munguba Sobrinho."
Fica resolvido que a irmão D. Maria Augusta da Silba substitua a
irmão D. Ephigenia Maddox e que a irmã D. Josepha Silva substitua o
nome da irmã Mrs. Terry.
E' approvado o parecer da Commissão côm as modificações acima.
O irmão Salomão Ginsburg escolhe os seguintes nomes para a Commissão da Historia dos Baptistas no Brazil: SUas Botelho, T R. Teixeira,
Joaquim Lessa e .Adrião O. Bernard.o, que são approvados pela Convenção.
Fica resolvida a publicação das actas da Convenção, na' Casa Publi,;.
cad ora Baptista.
O Secretario fica encarregado da redacção final dos artigos da Constituição, modificados nesta Conyenção.
<~
ACTAS DA CONVENÇÃO
29 <$>
Os irmãos Zeferino Netto e José Warderley, são nomeados membros
da Commissãode Exame de Contas da Thesouraria da Convenção.
Fica resolvido que não se usem os titulos doutor e reverendo nas
Convenções, e se recommelldar o mesmo á imprensa baptista, sob a direcção
d.esta COIl venção .
E' proposto e approvado que fique sobre a mesa para ser votada
na proxima Convenção a seguinte emenda aos estatutos:
"§2 Ao art. - O numero de mensageiros que cada egreja pôde enviar,
não excederá de 15."
A Commissão de Indicações apresenta os seguintes nomes para serem
os membros da Commissão de programma: F. F 80ren, Ricardo Pitrowsky,
Manoel Avelino de 8ouza, s. L. Ginsburg e A. B. Langston.
O relator apresenta o seguinte parecer da Commissão de Missões Extrangeiras:
PARECER SOBRE O RELATORIO DA J. M. EXTRANGEIRAS
A Commissão, tendo estudado os itens do relatorio da Junta,
relativo ás necessidades urgentes no trabalho em Portugal, tem por
muito bem recommendar o seguinte:
1.' Que a Convenção autorize a creação de uma classe theologica em Portugal, para o preparo de trabalhadores nativos, logo
que as) suas finanças o permittam.
2. Qu~, a Convenção auctorize a Junta a pagar 60 °1° das
despezas feitas com a publicação d'''O Christão Baptista"
3. Que durante o interregno- Convencional, a Junta envie 3
missionarios a Portugal. sendo um destes o pastor Antonio Mesquita, de quem a Junta deve conseguir a acquiescencia para dirigir
a classe theologica.
4. Que a Convenção auctorize a Junta a auxiliar a construcção de templos em Portugal,
desde que as suas finanças o
permittam.
5. - A Commissão propõe um voto de agradecimento á Junta,
pelos excellentes trabalhos realizados no interregno passado.
Sala da Convenção, em 19 de Junho de 1920.
A Commissão,
Thomaz Costa
C. C. Duclerc.
A Convenção dá um voto de apoio ao irmão 8. L. Watson, escolhido
pela Junta de Publicações para director geral da Casa Publicadora.
E' proposto e approvado um voto de agradecimento aos irmãos W
E. Entzminger, Salomão Ginsburg, Theod~.ro R. Teixeira e J. Gresenbreg,
pelos bons serviços prestadOS á Casa Publicadora.
E' suspensa a sessão at(> ás 18 horas, despedindo-se a congregação,
com oração pelo pastor Ricardo Pitrowsky.
ACTAS DA CONVENÇAO
.30.
ACTA 11.a
A's 18 1\2 horas, depois de um culto devocional dirigido pelo irmão
J. Paula Silva, é pelo irmão presidente declarada aberta a 11." sessão da
Convenção Baptista.
E' approvada a acta da sessão anterior.
Entra em discussão o parecer. da Commisão de Missões Extrangeiras,
ficando .resol~ido discutir separadamente as recommendações do parecer.
O irmão J. J. de Oliveira relata o serviço Missionario em Portugal.
Suspendem-se ás 19 112 os trabalhos da Convenção, para ter logar
um culto evangelistico, prégando o irmão Joaquim Lessa.
Continuando os trabalhos ás 21 112 hora,s, são discutidas separadamente,. as varias recommendações do parecer da Commissão de Missões
Extrangeiras, sendo todas approvadas.
Fica resolvido pedir aos irmãos baptistas portuguezes que entrem no
movilnento da Grande Campanha Baptista Mundial.
E' proposto e approvado que se transmitta um telegramma á Junta
Missionaria Extrangeira de Richmond, expressando o agradecimento sincero
da Convenção -Brazileira, pelo serviço missionario no Brazil e nos demais
paizes.
E' apresentada e approvada a seguinte moção:
"Reconhecendo a e~periencia universal de que nenhum seminario se tem desenvolvido material e espiritualmente tanto
.quanto deve, se está ligado e subordinado:"~{ outro estabelecimento
de ensino, pois será sempre sacrificado nos seus mais vitaes interesses; considerando· o facto que os dois seminarios que temos
aCtualmente poderiam ser fundidos em um s6 seminario, forte ~
verdadeiro, que melhor servisse á Causa iiI) Evangelho no Brazil
e unificando e solidificando a denominação; e considerando ai~da
que 'foi na Bahia que se organizou a Primeira Egreja Baptista no
Brasil, e não existe ali um só monumento ou instituição denominacional, pedimos que' o irmão Presidente aponte uma commissão de
. tres irmãos para, em co:njuncto com as respectivas juntas dos referidos seminarios•. estudar a possibiUdade de sua fusão, e apresentar
o relatorio na proxima Convenção.
A. O. Bernardo."
Sendo approvada esta moção, são nomeados os irmãos J. W Shepard,
H. H. Muirhead e Antonio Ernesto da Silva, membros da "Commissão do
Seminario Baptista Unido"
A Convenção faz unanimemente um voto de apOio ao irmão Adrião
O. Bernardo, escolhido secretario correspondente da 9,'rande Campanha <e
evangelista de Missões Nacionaes.
A Comm~ssão de Exame .de 00ntas lê o seguinte parecer:
., A Commissão de", Exame de Contas, examinando os apontamentos do thesoureiro da C()nvenção, apresenta como resultado estarem os mesmos exactos.
Zeferino Netto e José Warderley."
• 31 •
ACTAS DA CONVENÇAO
'E' proposto e approvado que se nomeie uma commissão para estudar
meio de se levantar um fundo de protecção aos pastores invalidos: A
Commissão ficou assim constituida: O. P
Maddox, ManoeI Avelino de
Souza, Thomaz L. da Costa.
E', proposto um voto de agradecimento
ás egrejas de Recife e ao
Collegio Baptista que hospedaram os mensageiros, á Convenção Regional,
que; suspenderam os trabalhos para o funccionamento
desta Convenção
Brasileira; e á mesa, pelos serviços prestados.
Fica resolvido que a mesma Commissão da futura Convenção Baptista da America Latina ", constituida em 1918, na 11,' Convenção, continue com as suas funcções até 1922.
Nada mais havendo a tratar, ás 21 1 (2 de 261611920) é proposto o encerramento dos trabalhos da decima segunda Convenção Baptista Brazileira, reunida com a Primeira Egreja Baptista em Recife, sendo cantado
o hymno n. 75 do "Cantor Christão", lavrando-se a presente /acta, que é
lida e approvada pela assembléa, sendo a congregação despedida com oração
pelo pastor Manoel Avelino de Souza.
.0
o
1," Secretario, SILAS 'BOTELHO
Relatorio da Junta apresentado á Convenção Nacional,
reunida em Recife em Junho de 1920
I. A HISTORIA DA JUNTA
E' interessante observar tanto o desenvolvimento do trabalho das escolas dominicaes no Brasil como tambell1 a fUllccão e o desenyolvimento da respectiva Junta. O espaço e o tempo á'> nossa disposição llão nos perll1ittem falar sobre o' deseIwol'ámento do trabalho
em geral, portanto, queremos traçar brevemente a historia desta
.Junta.
Pela primeira vez na historia Baptista do Brasil foi nomeada
uma cOll1missão especial para o trabalho das escolas dominicaes, na
COllVenção X acional, realizada em Victoria, em 1915 . Na reunião
da Convenção ~acional em São Paulo, em 1916, a mesma commissão
foi autorizada a continuar o seu trabalho; porém continuou sua
fUllCção como "Oommissão" e não como Junta, pois não era considerada egual ás outras juntas existentes na sua funcção. O llltimo relatorio 'desta commissão, apresentado em Victol'ia, em 191~, diz o scguiute: ,. As funcções desta "Oommissão" têm sido um pouco indefiIiidas. O J O1··nal Baptista e as Revistas da lÍossa Oasa Publicadora
têm chamado esta OOllllll,issão de " Junta das Escolas Dominicaes"
A Oommissão assim se considera, e a Denominação tem dado o seu
pleno apoio e cooperuc:ão ao trabalho que fizemos nesta capaeidade.~·
Assim podemos ,,~er, que a Oommissão tem se desenvoh-ido lentamente,
tornando-se uma'J ullta, sem ter recebido officialmente o nome de Junta.
Foi na ultima reunião da Convenção Nacional em Victoria, em 1918,
que esta Commissão recebeu officialmente o lÍome de " Junta de Escolas Dominicaes", e ao nosso ver não ha outra Junta mais important~
para o desenvolvimento da denominação haptista no Brasil do
que esta~
O trabalho que tinha sido feito pela Comlllissão, autes da
reunião em Victoria, em 1918, era admiravel e de summa importancia para o progresso das Iiossas escolas. A Junta actual só teye
que edificar sobre os alicerces solidos lançados por aquella nobre 00111missão. A organização do Ourso NOl'mal como tambem a puhllcação
«e Diplomas foi recommendada; os compendios para este curso foram
cuidadosamente escolhidos; a necessidade urgente. de professores bem
preparados foi apresentada; a idéa de obtermos um obreiro perito '''Só
para o trabalho das escolas ,dominicaes foi suggel'ida. E' faeil n\l'~ que
para executar estes planos, tão sabiamente confeccionados, a Junta
..actual tinha que trabalhar sem tregua's.
RELATORIO DA JUNTA DAS ESCOL'AS DOMINICAESt
II. O TRABALHO DA JUNTA :tACTUÀL
,
Vejamos pois, {) que tem feito a Junta actual desde a ultima
reunião da COllyenção Nacional em Victoria.
1. - O' CURSO ,.NORJIAL. - D~sde a ultima Convenção
X acional em Victoria, em' 1918, a idéa da necessidade de professores
bem preparados, penetrou a mente e o coração dos membros da nova
Junta, de tal mal1eirá, que o assumpto principal dos discursos, dos
artigoS, das discussões nas sessões, e das conversas particulares tem
sido sobre a necessidade de professores diplomados -pelo Cursp N 01'maL E esta idéa avançou rapidamente, como fogo num rastilho, pelas
egrejas do Sul e do Norte, é finalmente penetrou pela Denominação
inteira. Classes do Curso Normal f.oram organizadas por tóda parte
do paiz. Temos provas do bom resultado deste trabalho em plenos alga·,
rismos, Actualmente temos cento e setenta professores diplomados,e
com aquel1es que ainda estão edtudando e vão, acabar o Curso daqui
ha pouco, teremos pelo menos trezentos e cincoenta professores formados. A maior parte destes naturalmente concluiram só o estudo do
X ovo Manual N orma1, mas alguns já têm completado o curso todo.
E' tudo isto é apenas o inicio do trabalho.
2. - OS DIPLOMAS. - .A. Junta tratou da publicação dos
dil)lomas quasi immediatamente depois da Convenção em Victoria.
Infelizmente achou o trabalho bastante complicado e bem difficil.
Sobre este assumpto, o Dr. Langston, ex-secretario ;Correspondente,
podia falar melhor do que qualquer outro membro da Junta. Traduziu-se o texto do diploma, ilue foi então mandado para os Estados
Lnidos para ser impresso. Porém, depois de muita correspondencia
e consideravel demora, a Junta achou mais pratico publicar os nossos
diplomas na nossa Casa Publicadora no Brasil, e assim se fez. Como
qualquer outra cousa, executada pela primeira vez tem defeitos, assim
tambem os tem o nosso diploma.A attenção da Junta foi chamada para
os defeitos do diploma por alguns obreiros, e a Junta reconhece que
o trabalho, num certo sentido, está mal executado, e pede desculpas
-aos irmãos. Porém mesmo assim, os alumnos, que obtiveram estes diplomas, terão certo orgulho em possuil-os, porque são historicos; pois
são elles os fundadores duma nova phase de trabalho Evangelico no
Brasil.
3. A LITTERATURA. - O Novo Manual Normal veiu á
luz pela primeira vez em portuguez, em 1918; foi traduzido pela
esposa do director do,Collegio Baptista em Recife, Dr. Muirhead, e
pelo Dr. Freyre, lente do mesmo, Collegio. Este é um compendio admiravel para o CurSo Normal, estudado e apreciado por centenas de
alumnos. Além do Manual Normal foram traduzidos e publicados
dois livros do curso ;normal: "A Historia dos Baptistas", e "As Sete
Leis de Ensino". O irmão missiona rio, L. M. Reno, acabou de escrever
RELATORIO DA JUNTA DAS ESCOLAS DOMINICAES
e publicar uma obra excellente sobre "O Evangelismo", que é digna
de ser adoptada pelo CurSo Normal em logar da obra do Dr. Bur.l'oughs, porque esta ainda não está em pprtuguez, e aquella é tão boa
e ainda melhor adaptad~ ás nossas necessidades.
As Revistas têm sido publicadas com toda a regularidade, escriptas pelo redactor do Jornal Baptista, Dr. W. E. Entzminger, e uI:timamente pelo secretario-chefe do Jornal Baptista, irmão Theodoro
R. Teixeira. Queriamos ver em breve a lição dominical publicada semanalmente no Jornal Baptista., mas isto fica sob os cuidados' da
1l0ya Junta.
\
Além das puhlicações supramencionadas, muitos artigos e diseursos têm sido publicados no Jornal Baptista. Todos nós lembramonos do numero especial do Jornal Baptista, sobre as escolas dominieaes, tão bem impresso e repleto de artigos de summaimportancia.
Da litteratura graduada não conseguimos traduzir nenhum
livro. Em primeiro logar, porque ainda não temos o profeSsorado para
-esta litteratura, e em segundo Ioga r, porque a traducção desta obra
.exige uma verba et:lpecial, que não temos.
4. -
I.!.YSTITUTOS DAS ESCOLAS DOMINICAES. -
Esta é uma nova phase de trabalho, iniciada pela Junta em Junho
de 1919. O primeiro instituto foi realizado no Collegio Baptista do
Rio. Mensageiros vieram de todo o Sul do Brasil, em numero de trezentos, e apreciaram tudo o que lhes foi proporcionado por meio
·das reltniões magnificas do instituto. Foram realizados muitos outros
institutos, tanto nas egrejas locaes como em diversos Estados. Os
membros da Junta, drs. Langston e Soren, assistiram a alguns delles
no Sul do Paiz, auxiliando nos trabalhos. Estes institutos originaram
a idéa da "Chautauqua", que 'vae ser realizada pela primeira vez no
Brasil, se Deus permittir, no fim do mez corrente, no Rio de J a11eiro, nos edificios do Collegio Baptista.
5. - COllSTRUCÇõE8. - Além de muitos artigos sobre diversas phases do trabalho da escola dominical, foram publicados
alguns sobre o equipamento adequado para as nossas escolas. A attenção das egrejas foi chamada para as construcções adequadas para o
traalho das nossas escolas; especialmente das egrejas, que esperam
construir os seus novos templos. O Dr. F. Miranda Pinto, digno
membro da Junta, dirigiu esta phase do trabalho com muito tino.
6. - A GRA.!.YDE CA}rfPANHA E AS NOSSAS ESCOLAS
DOMI1VICAES . - ...J\.té onde chegam as informações da Junta, todas
.as escolas· estão cooperando na Grande Campanha, porque sabem, que
·a G. ,C. supprirá a falta de edificios adequados, que tem sido e ainda
é uma das maiores difficuldades no desenvolvimento das nossas
-escolas.
RELATORIO DA JUNTA DAS ESCOLAS DOMINICAES
"7. ~'O FUTURO DO TRABALHO. - O,futu1'o do trabalho
das escolas dOluinicaes da nossa denominação é m~ito risonho. Em
breve teremos um numero elevado de professores bem preparados:
publicaremos a litteratura graduada; esperando tambem em oreVE<
alguns obreiros peritos dos E. U., que cuidarão exclusivamente dc.
desenvolvimento das .nossas escolas. O Dr. Langston está actualmente
tratanto deste assumpto 1108 E. U., e informou O presidente da J ullta~
Dr. Soren, sobre
resultad~s satisfactorios a este respeito. Pelá graça
de Deus vamos realizar Chauta'uquas por toda a parte do Paiz, visando especialmente o preparo dos obreiros para as escolas dominicaet:.
Tudo isto ha de, trazer' resultados maravilhosos. Desde que o objectin.
principal das nossas escolas dominicaes é: "Evangelizar este Paiz"~
vamos evangelizaI-o.
os
8. - AS Fl1\T_L;)lÇAS DA JUNTA - Contribuições de Janeiro até }iaio de 1920. Quantia total recebida pelo ex-sec]'<:,jaric·
Dr. Langston, 611$640. Receitas de diversas egrejas pelo secretario
aetual,R. J. lrike: - Da Egreja Rapt. da ilha do Governador, D. F.
13$000 ~ São Gonçalo, E. R. 6$000; Nictheroy,E. R. 15$000; Alegria.
lL G. 5$000; Barão de Aquino, E. R. 16$000; Imbãhu', E. R. 7$100:
Cºrrel.ltezas, E. R. 29$760; Espera Feliz, M. G. 2$000; Rio Bonito:
E. R. 4$240 ; Murundu', E. R. 9$900; Tabúa, ,E. R. 10$900; l\IOl~
ção, S.:p.27$300; ..iracaju', Sergipe, 4$500; Castello, E. ,R. 5$000;
Nova Odessa, S. P. 6$000; 'Conquista, Bahi.a, 20$000; Das Egrejas
de Ijuhy, R. G. do S. 46$000; Diplomas da Tijuca e individuos.
16$000; Rio N ovô, E. S. 31$800; Dipl~mas de Nictheroy, E. R. 18$;
CoUectas ,do .E. de São .J~aulo, por intermedio do Dr. J. J. Taylor,
12$800; Diplomas do Campo Victoriense, 46$000; Diplomas de Sãe
Luiz, Maranhão, 8$000; Diplomas do Recife, 49$000.
1 :041$74{}
Totl;ll geral
Despezas
Despezas feitas durante a administração do ex-secreta504$300
tario, Dr Langston
Despezas durante a aaluinistração do S. C. actual, R. J.
Inke:
238$30Çt
Cása Publicador.a, Diplomas,etc. ~.' '" .
Secretaria
..
11$200
Despezas de Viagens do' Secretario Corresp.
163$000
916$800,
Total geral
Resumo:
1:041$740
Entrada Geral
Sahida Geral
916$800
Saldo em Cai~a
124$940
n;IOHARD J. INKE,
Secretario correspo:q.dente.
.'J.
MOVIMENTO DAS ESCOLAS DOM. DA DENOMINAÇÃO BAPTISTA NO BRASIL,
JUNHO, DE 1920
I
E
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Nome dos
€ampos
o
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D. Federal
Pernambuco
Est. do Rio
Victoriense
Rio G. do Sul
;\latto Grosso
S. Paulo
Paraná
e
Santa
Catharina
Minas Gerars
Amazonas
Bahia
Maranhão
Sergipe
Alagoa::;
Pará
R. G. do Norte
ParallybaPiauhy
Totaes
25
34
82
67
4
200
261
295
244
26
16
18
116
10
16
40
71
23
11
5
50
4
9
2
12
6
2
t
3
6
346
15
30
15
33
1.406
1. 700
2.287
3.723
2.400
500
88
1.200
80
140
180
125
455
950
350
2.000
150
90
260
10
10
100
122
275
16.680
12
40
400
5
110
2
30
1
2
20
30
2
40
28
670
4
30
9
50
8
18
12
15
687
RICHARD INKE,
Secretario Correspondente.
Nota - O numero total de alumnos de iodas as Escolas Dominicaes Baptistas no Brazil vae muito além de 17.000.
JUNJA
~lli E)UCAÇ!~
DA CONVENÇÁOBAPTISTA BRASILEIRA
Relatorio da Junta apresentado á Convenção Nacional, reu-
nida em Recife, em Junho de 1920.
Os factoreseducacionaes não têm fi cad:> parados. Em toda a
parte a denominação lentamente está-se compenetrando da S1.la obrigação na esphera educacional para com a geração presente. ....-\.8 organizações e8taduaes ou regionaes estão procurando com urgencia a solução dos seus problemas escolares. Certos Estados tem resolvido convidar o mais breve possivel um perito para assumir a direeção destaphase do trabalho e desenvolver os planos para o estabelecimento
e funccionamento de escolas e collegios que se mostrem precisos.
Nã· t- proposito nosso .neste relatorio dar os infoi'mes a respeitO dos collegio~ regidos por Juntas eleitas pela Convenção N aCiO!Ull.
Porém é de interesse e proveito registrar algo com referE':ncia a outros estabelecimentos. O Oollegio P'rogresso de São Paulo, fundado
e dirigido por longos annos pelo distincto casal Dr e Mrs. Bagby,
está actualmente sob a competente direcção do Dr. E. A. Ingram,
que prosegue na rota traçada pelos seus zelosos fundadores, como o
patenteia o relatorio por ene apresentado. O Instituto Ba'pfista Industrial de Corrente, Piau1'y, está sendo organizado; sendo a sua directoria, composta dos Srs. Drs. A. J Perry, Director; A. E.
Hayes, Agronomo; e J L. Downing, Medico, e contando com o
apoio moral e financeiro dos Baptistas do Norte do Brasil e da Junta de :Missões Extrangeiras de Richmond, Va. E. U A., tem sufficiente garantia de que será bem succedido, preenchendo uma verdadeira lacuna na esphera educacional. O OolZegio Baptista em Casca,
E. da Bahia, será uma realidade, "resultado este da Grande Campanha Baptista no Norte do Brasil" No anno de 1919, foi fundado o
Oollegio Baptista em Beno Horizonte, pelo Dr. O. P Maddox e a
sua excellentissima esposa. Este collegio tem uma boa matricula e
está fazendo um trabalho maravilhoso. O Oollegio Baptista de Campos, E. do Rio, actualmente sob a direcção do Dr L. M. Bratcher,
continua progredindo de uma maneira extraordinaria. Está em andamento um projecto para a fundação de uma Escola Agricola, I ndustrial e Normal, perto da cidade de Campo Grande, E. de .Matto
Grosso. O Dr. E ....~. Jackson acha-se á teata deste movimento, e
tem o apoio de amigos locaes, de irmãos do Sul do Brasil e da .Junta de Missões Extrangeiras de Richmond. A Convenção dos Estados
do Paraná e de Santa Catharina, na sua ultima reunião adoptou planos que se mostram magnificas para augmentar o numero de escolas
no seu campo de acção .. O Oollegio Baptista Americano, de Paranagqá, do qual o past()r Abrahão J de Oliveira é director, e que foi
t
RELATORIO DA JUNTA DE EDUCAÇÃO
organizado no principio tio. anno corrente, está funccionando com toda a regularidade, com a matricula de oitenta alumnos, mais ou menos. O magnifico Ooll'egio Baptista, na V ictoria,E~ do 'Espirito
Santo, com os seus internatos para os .dous sexos cheios, vae se proyando de modo notavel efficiente. Dirigem-no o dr. L. lI. Reno
e a sua dignissima esposa; e alem q.isso o trabalho de educação naquelle grande Estado, acha-se com o apoio geral. Este já bom numero de collegios vem preenchendo os requisitos de escolas centraes nos
diversos estados e districtos do Brasil.
Esta Junta não pode orgulhar-se do que ella mesma tem conseguido durante estes dous ultimos annos pàssados, pois nada tentou
fazer senão definir a esphera da sua actividade. Porem os seus membrosindividualmente têm trabalha:do com afinco, devendo mencioanarse especialrilente o Dr. H. H. Muirhead que, por meio de q11estionarios e pesquizas t~m procurado estabelecer principios hasicos para a
solução-dos problemas de educação no Brasil. Na esperançv, de nos
podermos servir das suas conclusões é que a Junta como tal tem facilitado no seu agir. Queremos conhecer bem o terreno não occupado
por outras Juntas, analysar a nossa tarefa, assentar planos sabios, e
finalmente organizar as forças para conseguir resultados convenientes no
anniquilamento do analphabetismo" e na educação do povo.
As escolas e collegios dividem-se em tres classes: Escolas primarias, collegios intermediarios, e estabelecimentos de ensino superior e
especial. Por emquanto podemos ficar mais ou menos satisfeitos com
o numero de estabelecimentos destas duas classes, precisando-se porém
do seu desenvolvimento e aperfeiçoamento.
:Mas é de lamentar que o numero e a qualidade das escolas primarias ouannexas seja ainda defficiente. De quem é o dever de educar esta geração ~ E' nosso. Deixaremos no abandono intellectual os
nossos proprios filhos ~ Pr~a a Deus que dentro em breve venha a
ser resolvido este maior problema que hoje em dia os Baptistas tem
de encarar!
Finalmente pedimos que a commissão para apresentar o parecer sobre Educação faça recommendações quanto a esphera da actividade desta Junta.
J, w. Shepard~ Presidente.
S. L. Gtnsburg, Secretario Archivlsta.
S. L. Watson, Secretario Correspondente.
F. F" Soren,
.
H. H. Muirhead,
A~ B. Langston,
A. B. OhriStie,
W B. Bagby.
Relatorio do Sec.-Correspondente da Junta da Mocidade
Baptista Brasileira á
A Convenção Nacional reunida em Victoria, em Dezembro de
1918, nomeou a seguinte Junta da Mocidade Baptista Brasileira:
.Até 1920:
L. M. Reno.
Almir S. Gonçalves
José Miranda Pinto
E. A. Jackson
Jorge Marçal
Até 1922:
T C. Bagby
H. E. Cockell
Silas Botelho
W E. Ent.zminger
Na mesma occasião foi organizada
a seguinte Directoria
da
.Junta:
E. A. Jackson, Presidente.
José Miranda Pinto, Secretario Archivista.
Jorge Marçal, Thesoureiro.
L. M. Reno, Secretario-Correspondent~.
Sabem os irmãos que tanto os membros .da Directoria como os da
.Junta se acham espalhados de norte a sul e de leste a oeste. Logo depois da organização retirou-se de Victoria o irmão José Miranda Pinto; em Julho o irmão E. A . Jackson, e assim os membros locaes reduzem-se aos tres segllintes: L. lI. Reno, Almir Gonçalves e Jorge
Marçal. Dos membros ausentes temos apenas recebido uma ou duas
,cartas e mais nada. Quando no Rio, em Junho passado, tentamos convocar uma reunião da Junta, sem lograrmos alcançaI-a.
Visto ser tão limitado o numero de membros residentes em VictoTio: e visto findarem seu tempo neste anno, pJ;"opomos que a séde seja
removida para o Rio ou S. Paulo.
Poucas palavras serão sufficientes para dizermos o que a Junta tem
feito nestes 18 mezes.
Em Setembro o Sec. -Correspondente foi ao Estado de Alagoas
-com o fim 'de procurar a cooperação das egrejas do norte neste trabalho, porêm nada conseguiu.
Em Outubro a Junta entregou á Casa Publicadora os originaes
·de vinte lições sobre "Evangelismo", os quaes já foram publicados e
alguns logares os estão usando, sendo que a segunda parte dQ referido
livrinho já está sendo escripto e breve será publicado, completando assim um ligeiro mas util estudo sobre este importantissimo trabalho.
·2.
RELATORIO DA JUNTA DA MOCIDADE BAPTISTA
.'
Com a edição dQ. mez corrente,entra à "Mocidade" no seu 8<>
mez de existencià. A Junta tem tido apenas o trabalho da redacção,
pois a parte m~terial acha-se á cargo da Casa ·Publicadora. Sem o 'Valioso auxilio da Casa, ter-nos-ia sido impossivel publi~ar tanto a "Mocidade Baptista" como os "Estudos sobre o Evangelismo" .
Preparámos e sujeitámos á opinião e apreciação dos Irmãos um
"Modelo de Excellencia" para a Mocidade Senior e outro para a Mocidade J unior. Estes modelos ainda não estão officialmente adoptados,
por motivo da Junta limitar-se a tres membroslocaes.
.
Estamos organizando um curso de lei.tura particular, sendo nosso intuito, preparar mais tarde, diplomas para aquelles que tenham
feito todo o Curso, apresentando these sobre cada livro. Para esse
fim vamos aproveitar de livros que já existem em nossas livrarias,
como tambem usáremos o referido "Evangelismo", e ainda u~ outro,
"Rereoes y Mártires de la Obra Misionera", q1;le o irmão Almir S.
Gonçalves está traduzindo do hespanhol'; já se acha muito adeantada
a traducção e a Casa P~blicadora ou antes a Junta de Publicações
acha-se disposta a publicaI-o.
Mais do que isso não temos feito, porque faltam-nos o tempo,
o pessoal e a cooper~ção que uma obra destas exige. Queremos exprimir nossa gratidão: 1°, á Junta e á Casa Publicadora, pelo auxilio
franco e excellente cooperação que nos" dispensaram; 2°, a alguns irmãos e egrejas que nos têm auxiliado no trabalho da Mocidade Baptista. Este pequeno principio talvez concorra 'para estimular outros
a fazerem o que nos não tem sido possivel fazer, e fazel-o muito melhor do que nós.
Vae ser sem duvida de bons resultados o trabalho que a J unta da Mocidade está planejando apresentar durante a Chautauqua,
trabalho este solicitado pela commissão da Chautauqua. Estão sendo preparados trabalhos especiaes tanto para a Mocidade J unior ,corrio
para a Senior e que se adaptam especialmente para os pastores e directores de trabalhos na egreja. O trabalho da Mocidade J unior está sendo preparado por D .. Alice M. Reno, e o da Senior pelo Irmão Secretario-Correspondente.
E' provavel que estes trabalhos .sejam approvados pela Chautauqua e ent.ão impressos, neste caso serão os unicos no genero, cremos, na lingua portugueza.
Convictos de que não ha na egreja outra obra de maior importancia nem de maior alcance ;oonvictos tambem de que não ha obra.
tão negligenciada por todos, pouco apreciada pelos pastores, etc.,.
subscrevemo-nos, Vossos na Causa de Christo,
Almir S. Gonçalves - Presidente:
Thesoureiro.
Loren M. Reno - Sec. -Correspond~nte.
Jorge Marçal -
J1UN1FA·]l}lE lE]l}lUCAÇA[J)
DA CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
R~atorio ,da Junta apresentado á Convenção Nacional, reunida em Recife, em Junho de 1920.
Os factores educacionaes, não têm ficad::> parados. Em toda a
parte a denominação lentamente está-se compenetrando da sua obrigação na esphera educacional para com a geração presente. As organizações estaduaes ou regionaes estão procurando com urgencia a solução dos seus, problemas escolares. Oertos Estados tem resolvido con\~idar o mais breve possivel um perito para assumir a direcção desta phase do trabalho- e desenvolver os planos para o estabelecimento
e funccionamento de escolas e collegios que se mostrem precisos.
1\ã'l ( proposito nosso neste relatorio dar os informes a l;espeito dos collegios regidos por Juntas eleitas pela Oonvençã0N acio!uil.
Porém é de interesse e proveito registrar algo com refer~ncia a outros estabelecimentos. O Collegio Progresso de São Paulo, fundado
e dirigido por longos annos pelo distillcto casal Dr e Mrs. Bagby,
es'tá actualmente sob a competente direcção do Dr. E. A. Ingram,
que prosegue na rota traçada pelos seus zelosos funda'dores, .como o
patenteia o relato rio por elle apresentado. O Jnstituto Baptista Industrial de Oorrente, Piauhy, está sendo organizado; sendo a sua directoria, com posta dos Srs. Drs. A. J Perry, Director; A. E.
Hayes, Agronomo; e J L. Downing, Medico, e contando com o
apoio moral e financeiro dos Baptistas do Norte do Brasil e da Junta de Missões Extrangeiras de Richmond, Va. E. TI A., tem sufficiente garantia de que será bem succedido, preenchendo uma verdadeira lacuna na esphera educacional. O Collegio Baptista em Oasca.
E~ da Bahia, será uma realidade, ., resultado este da Grande Oampanha Baptista no Norte do Brasil" No anno de 1919, foi fundado o
Collegio Baptista em Bello Horizonte, pelo Dr . O. P Maddox e a
sua excel1entissima esposa. Este collegio tem uma boa matricula e
está fazendo um trabalho maravilhoso. O Collegio Baptista de Oampos, E. do Rio, actualmente sob a 'direcção do Dr. L. M. Bratcher,
continua progredindo de uma maneira extraordinaria. Está em andamento um projecto para a fundação de uma Escola Agricola. I ndustrial e Normal, perto da cidade de Oampo Grande, E. de l\fatto
Grosso. O Dr E. A. Jackson acha-se á testa deste movimento, e
tem o apoio de amigos locaes, de irmãos do Sul do Brasil e da J unta deMissões Extrangeiras de Richmond. A Convenção dos Estados
do Paraná e de Santa Oatharina, na sua ultima reunião adoptou planos que se mostram magnificos para augmentar o numero de escolas
no seu campo de acç.ão. O Collegio Baptista Americano, de Paranaguá, do qual o pastor Abrahão J de Oliveira é director, e que foi
RELATORJO DA JUNTA DE EDUCAÇÃO
organizado. no principio do anno corrente, está funccionando com toda a regularidade, com a matricula de oitenta alumnos, mais ou menos. O magnifico Oollegio'Baptista, na V ktoiia~·E . do Espir~tó
Santo, com os seus internatos. para os dous sexos cheios, vae se proyandone modo notavel efficiente. Dirigem-no o dr. L. M. Reno
e a sua dignissima esposa; e alem disso o trabalho de educação naquelle grande Estado, acha-se com o apoio geral. Este já bom numero de collegi08 vem preenchendo os requisitos de escolas centraes nos
diversos estados e districtos do Brasil.
Esta Junta não pode orgulhar-se do que eUa mesma tem conseguido durante estes dous ultimos annos passados, pois nada tentou
fazer senão definir a esphera da sua actividade. Porem os seus membros individualmente têm trabalhado com afinco, devendo mencioanarse especialmente o Dr. H. H. Muirhead que, por meio de q11estionarios e peSquizas tem procurado estabelecer principios basicos para a
solução dos problerp.as de educação no Brasil. Na esperançH de nos
podermos servir das suas conclusões é que a Junta como tal tem facilitado no seu agir Queremos conhecer bem o terreno não occupado
por outras Juntas, analysar a nossa tarefa, assentar planos sabios, e
finalmente organizar as forças para conseguir resultados convenientes no
a~niquilamento do analphabetismo, e na educação do povo.
As escolas e collegios dividem-se em tres classes: Escolas primarias, collegios intermediarios, e estabelecimentos' de ensino superior e
especial. Por emquanto podemos ficar mais ou menos satisfeitos com
o numero de estabelecimentos destas duas classes, precisando-se porém
do seu desenvolvimento e aperfeiçoamento.
Mas é ,de lamentar que o numero e a qualidade das escolas primarias ou annexas seja ainda defficiente. De quem é o dever de educar esta geração ~ E' nosso. Deixaremos no abandono intellectual os
nossos proprios filhos? Praza a Deus que dentro em breve venhà a
ser resolvido este maior problema que hoje em dia os Baptistas tem
de encarar!
Finalmente pedimos que a commissão para apresentar o parecer sobre Educação faça recommendações quanto a esphera da acti.
vidade desta Junta.
J. W. Shepard,. Presidente.
S. L. Ginsburg, Secretario .A..rchivista.
S. L. Watson, Secretario Correspondente.
F. F. Soren,
H. H. Muirhead,
Â. B.Langston,
Â.B~ Ohristie,
W. B. Bagby.
Relatorio do Sec.-Correspondente da Junta da Mocidade
Baptista Brasileira á
A Convenção ,Nacional reunida em Victoria, em Dezembro de
1918, nomeou a seguinte Junta da Mocidade Baptista Brasileira:
Até 1920:
L. M. Reno.
Almir S. Gonçalves
José Miranda Pinto
E. A. Jackson
Jorge Marçal
Âté 1922:
T C. Bagby
H. E. Cockell
Silas Botelho
W E. Entzminger
N a mesma occasião foi organizada
a seguinte Directoria
da
Junta:
E. A. Jackson,' Presidente.
J-osé Miranda Pinto, Secretario Archivista.
Jorge Marçal, Thesoureiro.
L. M. Reno, Secretario-Correspondente.
Sabem os irmãos que tanto os membros da Directoria como os da
.J unta se acham espalhados de norte a sul e de leste a oeste. Logo depois da organização retirou-se de Victoria o irmão José Miranda Pinto; em Julho o irmão E. A. Jackson, e assim os membros locaes reduzem-se aos tres seguintes: L. M. Reno, Almir Gonçalves e Jorge
Marçal. Dos membros ausentes temos apenas recebido uma ou duas
.cartas e mais nada. Quando no Rio, em Junho passado, tentamos convocar uma reunião da Junta, sem lograrmos alcançal-a.
Visto ser tão limitado o numero de membros residentes em Victoria e visto findarem seu tempo neste anno, propomos que a séde seja
removida para o Rio ou S. Paulo.
Poucas palavras serão sufficientes para dizermos o que a Junta tem
feito nestes 18 mezes.
Em Setembro o Sec. -Correspondente foi ao Estado de Alagoas
tCom o fim de procurar a cooperação das egrejas do norte neste trabalho,porêm nada conseguiu.
Em Outubro aJunta entregou á Casa Publicadora os originaes
de vinte lições sobre "Evangelismo", os quaes já foram publicados.e
.alguns logares os estão usando, sendo que a segunda parte do referido
livrinho já está sendo escripto e breve será publicado, completando as'Sim um ligeiro mas util estudo sobre este importantissimo trabalho .
•
+2.
RE'LATORIO DA JUNTA DA MOqlDADE BAPTISTA
Com a edi9ão do mez corrente, entra ,a "Mocidade" no seu 8°
mez de existencia. A' Junta tem tido apenas o trabalho da redacção,
pois a part.e material acha-se á cargo da Oasa Publicadora. Sem o valioso auxiÍio da Casa, ter-nos-ia sido impossivel públicar tanto a "Mocidade Baptista" como os "Estudos sobre o Evangelismo"
Preparámos e sujeitámos á opinião -8' apreciação dos Irmãos um
"Modelo de Excellencia" para a Mocidade Senior e outro para a Mocidade J unior. Estes modelos ainda não estão officialmente adoptados,
por motivo da Junta limitar-se a tres membros locaes.
'
Estamos organiza~do um curso de leitura particular, sendo nosso intuito, preparar mais tarde, diplomas para aquelles que tenham
feito todo o Curso, apresentando these sobre cada livro. Para esse
fim vamos aproveitar de livros que já existem em nossas livrarias,
como tambem usaremos o referido "Evangelismo", e ainda um outro,
"Rereoes y Mártires de -la Obra Misionera", que o irmão Almir S.
Gonçalves está traduzindo do' hespanhol; já se acha muito adeantada
a traducção e a Casa Publicadora qu antes aJunta de Publicações
acha-se disposta a publicaI-o.
Mais do que isso não temos feito, porque faltam-nos o tempo,
o pessoal e a cooperação que uma obra destas e~ige. Queremos exprimir nossa gratidão: 1°, á Junta e á Casa Publicadora, pelo auxilio
franco e excellente cooperação que nos dispensaram; 2°, a alguns irmãos e egrejas que nos têm auxiliado no trabalho da Mocidade Baptista. Este pequeno Pl'incipio talvez concorra para estimular outros
a fazerem o que 'nos não tem sido possivel fazer, e fazeI-o muito melhor do que nós.
Vae ser sem duvida de bons resultados o trabalho que a J unta da Mocidade está planejando apresentar durante a Chautauqua,
trabalho este solicitado, pela commissão da Chautauqua. Estão sendo preparados trabalhos especiaes tanto para a Mocidade J unior como
para a Senior e ,que se adaptam especialmente para os pastores e directores de trabalhos na egreja. O trabalho da Mocidade J uni or está sendo preparado por D. Alice M. Reno, e o da Senior pelo Irmão Secretario-Correspondente.
E' provavel que estes trabalhos sejam approvados pela Chautauqua e então impressos, neste caso serão os unicos no genero, cremos, mi. lingua portugueza.
Convictos de que não ha na egreja outra obra de maior importancia nem de maior alcance; convictos tambem de que não ha obra
tão negligenciada por todos, pouco apreciada pelos pastores, etc.,
subscrevemo-nos, Vossos na Causa de Christo,
Almir S. Gonçalves - Presidente.
Jorge M arçal - Thesoureiro.
'Loren M. Reno - Sec. -Correspondente.
'RIEJLAI(f))Rll(f)) :JD)A JUNTA JThlE. Mlnss(j)lES
IE§lRANG1Ell~AS
da Convenção Baptista Brasileira,
APRESENTADO A' DECrMA SEGUNDA
CONVENÇÃO REUNIDA NO RECIFE, 17-21
DE JUNHO DE 1920.
Em Junho do anno findo veiu parar em nossas mãos a Secretaria Geral da Junta de Missões Estrangeiras.
O dedicado irmão L. L. J ohnson, que vinha desempenhando
com c-riterio e zelo o seu cargo, tinha de se ausentar para os Estados
Unidos e não houve outro que quizesse assumir o encargo de Sec.
Correspondente da Junta. E' esta, aliás, a segunda "ez quP, em identicas circumstancias, exercemos tal cargo, com honra demasiada
para nós.
Assumimos o logar de Sec. Correspondente exactamente no
momento mais critico do nosso trabalho no velho Portugal, pois que
o nosso primeiro e unica missionario naquelle campo, o Rev. João
Jorge de Oliveira, acabava de deixar o campo para gozar -das férias
a que, por contracto, fazia jus, aqui chegando com a sua familia no
mez de Junho de 1919.
Como bem podeis imaginar, o campo' que zelosamente o nosso
missionario estava cultivando, soffreu bastante com a sua ausencia .
.\ Junta, eptretanto, acceitou o arranjo que o irmão J J. Oliveira
fe~ com o irmão José Placido da Costa, para tomar conta do trabalho; provisoriamente. mas embora saibamos que o referido irmão
muito tem feito para que 'Ü trabalho sr mantenha, não tivemo,;:; D
prazer de receber delle, durante ri seu exercício. qualquer noticia além
dos seus relatorios financeiros.
Em vista da contingeneia errada pela ansencia do irmão ,1
J, "de Oliveira, uma providencia urgia para que elle fosse substituido.
Assim, a Junta acceitDu a offerta do irmão Antonio Mauricio. a quem
mandou para Portugal em Janei~o elo anno corrente.
A Junta tC'vr o ensejo de ouvjl' pessoalmentr as bôas disposições deste obreiro na seál'a do Senhor, as quaes muito nos impressionaram, e tão ,bem, que não duvidamos ter acertado na decisão de
acceital-o a serviço da Junta.
Chegando a Portugal o irmão Antonio Mauricio tem se d{'sdobrado no trabalho do Senhor, á custa de saC'rific ios, (~ o que VAmos
da sua uI'iima c.orrespondencia) e está agindo cüm intellig(·meia e
dedicação. E' verdade que ha apenas pouco mais de 4 meZC'2 que eIle
lá :chegou e, por isto, não se pó de esperar muito do trabalho de um
obreiro quando apenas começa. A sua carta de 15 ele Março, 'a ultima que recebemos, (> cheia de planos e de idéas, que bem chegam
paTa occupar muitas vidas consagradas úo leyan1amento dp um povo
+2+
RELATORIO DA JUNTA DE M. ESTRANGEIRAS
decahido e. entreg'ue ao jugo da ignoraneia (' da superstição religiosa.
Um dos ramos do trabalho que muito está inleressando o IWl:lSU
novu missionaria é a Escola Dominical, e, visto que elle está empenhado nesta bôa {lbra tambem, não duvidamos que istu seja motivo
bastante para que as Egrejas aUi entrem pm uma llOya pl1a~~p dl~ vida
e preparação para maiores cousas.
No Porlo, no dia 1 de Maio ultimo, foram balJtizados 9 lWVO~
convertidos e ainda ha muitos que se estão preparaúdo. interessados.
psperando a sua opportunidade !:ie obedecer a Chrisfo pelo baptismo.
Não sómente as já prospera~ egrejas do Porto, Vizeu. Tondel1a.
r Leiria têm sido visitadas e traball1adas por eIle, mas o nosso missionaria tem visitado novos logares como Moimenta da Beira. Fontr
Arcada, Leomil e outros. onde ainda não hayia sidu vrégado o Evangelho por qualquer ministro do Senhor e tamanho tem sido o enthusiasmo do povo e das autoridades, que tudo vap correndo de uma maneira admiravel e muitos têm sido ronvertidos. ::\'estps logal'ps o irmãu
Anf.{lnio Mauricio espera haptizar em hreve' muitos novos erentes no
Senhor
Em todas as egT'ej as ha intel'Pssados que t'~pt'raJll o seu i I>.m!ll)
UP Berem recebidos por baptismo.
Em synthese, o trabalho está agot'a sendo feito ~()lll llluita animação p muito nos resta esperar dos esforços do !lOSSO rrcem-enviado,
O irmão J, J _ de Oliveira deve partir para Portugal nu IJrnxilll!)
mez de Julho e está sendo esperado alll rom muita aneiedade, nãu S('\
pelo seu povo, ao qual tem creado, como lambem peio irmão Antoni()
Mauricio, que com a sua chegada lJodE'l'<í com ell(' combinar melhon's
planos de ataque ás trevas densas que envolvem o povo portuguez.
O grito que ouvimos de Portugal (~ sempre () mesmo: PUi'tus
abr:rtas, mandem.-rlOs obreú·o s . os cnrrtlJOS estilo brancos pm'(J a ceifa.
Dada..: ll::i circumstancias da Grande Campanha
BajJt.isl a elo
~orLe e do Sul do Brazil, não será muito difficil obter os meios par'a
enviarmos mais obreiros e prestar outTOS auxilios á causa em Portugal, mas faltam-nos os obreiros, ainda não foram chamados - Quem
déra que nesta Convenção fosse feito um appello que Locasse o coraçã{)
de alguns jovens bl'azileiros, de tal modo que se resolvessem a consagrar as suas vidas ao seTviço do Mestre em Portugal!
Passando á parte financeira, quero dizer que foi quasi um surcesso, pois que o orçamento para 1919, Rs, 10:000$000, foi quasi altingido. Durante os 5 mezes deste annu as entradas de dinheiro télll
sido um tanto deficien1 ps. facto que só a espccie de desorientação
que a Grande Campanha creou, eXlJlica. '~ã() duvidamos quP nos ultim{ls 7 mezes do anno currente, haja offerLa::; bastallte avultadas, para
o sustento ,do aben<;oado trabalho entre os jloriugUl'z(,:,;
Chamamos a vossa attenção para () l'platorill fiuanceiJ'o que vae
appenso a este relator ia .
Por tudo, emfim, devemo~ dar g'J'aças a Deus que JlOS fez U('positarios do alto privilegio dI' ir por todo LI nmlldo prégar o Evangelho a toda a criatura.
Terminam{ls recollllllendando que a CUllvenção autorisp a nova
.Junta a
.
1 - Prumo ver 0:3 meios para que seja cl'eada t'lll Podllgal uma
elasse theologica para preparo dos trabalha-dores na! ivos.
-REL~TORIO
DA JUNTA
bE
+3.
M. ESTRANGEIRAS
2 - Auxiliar a impressão do "O Christão Baptista" orgão dp
propaganda evangelicà da nossa missão em Portugal.
3 - Que durante o anno sejam enviados tres nOVO:-i obreiros á
seara portugueza.
'1 Que seja dado o auxilio mon-etario _possivel para a t'difiração de novos templos eíl1 Portugal, de accõrdó com as forças da
Grande Campanha Baptista.
No .demais irmãos, mui amados e queridos, que o Senhor do:-;
Exercitos se digne. abençoar ~ seu povo, fazendo-o melhor comprehender os altos privilegios que lhe são outorgados e a melhor enxergar as bençãosque Elle reserva para os que lhe são fieis observando os seus santos mandamentos.
MENANDRO MARTL,~,
Sec. Cor
e Thesoureiro,
APRESENTADO
PELO THESOUREIRO
DA JUNTA DE
MISSõES ESTRANGEIRAS
DA CONVENÇÃO BAPTIS"-A BRASILEIRA A'
DECIMA SEGUNDA CONVENÇÃO, REUNIDA
NO RECIFE COM A PRIMEIRA EGREJA, A'
RUA F~MOSA, 17·21 DE JUNHO DE 1920.
Esterelatorio foi adoptado pela Junta, na sua reunião ultima,
de 16dê Junho corrente.'
Contribuições d9"
éampo Pernambucano
3: 121$920
Campo Federal .. ..
2:204$350
1:805$000
Campo Bahiano
Campo Paulistano
1:575$000
1 :311$490
Campo Fluminense ..
1:018$900
Campo Victoriense
Campo Mineiro
595$880
510$000
Campo Amazonense ..
Campo Sulista
223$975
. Campo Piauhyense . ..
..
178$000
Campo Mararthense ..
....•.
62$500
42$700
Campo Paranáense
.. .. ..
17$000
Campo Paraensp
. . . '"
..
Grande Campanha do l\orte do Brazil
.
408$430
Pela liquidação de uma passagem de segunda classe do
200$000
irmão Antonio Mauricio, para o Porto
..
Colleciado pelo irmão .João Jorge -de Oliveira, por conta
ô58$020
da Campanha de 50: 000$000
..
13:933$165
DESPESAS:
Salarios dos Míssiunar..ios
Viagens dos Missionarios
Despesas diversas
9:218$410
2:549$880
232$440 12:000$130'
Debito da Casa Publicadorn Bapti:;f.a
Saldo em Caixa
:3:2U$785
1 :611$650
13:933$165
Recife, 17 de Junho de 1920.
MENA:'\DRO MARTINS,
Sec. Corresp. e Theso:ureiro.
~(JTA: O irll1ão ,João Jorge de Oliveira (':;Lá pago até 30
de Junho.
O irmão Antonio MaurieÍo I' 'iodá a apropriaçijo para Portugal
está em dia até 3'1 de~1aio p. p.
RELATORIO
DO
Submettido á Convenção Baptista
Brasileira,
reunida em Recife, Junho 16-20 1920.
o Collegio e Seminario Baptista, situado na Capital Federal do
Brasil, foi fundado para o fim de proporcionar á mocidade brasileira os
meios de uma cultura intellectual, moral e physica. Um dos fins bem
definidos na fundação era a preparação do rt'linisterio baptista brasileiro. Essa instituição tem crescido solidamente durante os annos de
1908 a 1920, tanto na equipação material cômo no desenvolvimento
dos corpos docente e. -discente. Pelo cuidado na escola de professores
e com o bom ensino tem conquistado um logar na vanguarda dos seus
congeneres na Capital e em todo o paiz. Esta não é outra coisa senão
a. mão de Deus operando para o bem do seu reino, pois a ins~ituição
tem passado por diversas crises que, se não fôra pelo auxilio divino,
não poderia ter aguentado.
PROGRESSO - Durante o intervallo de HH8 a 1920 houve grande
progresso em todas as phases do trabalho do collegio. Em 1918 a matricula attingiu a 335, em 1919, 446 e em 1920 já estamos quasi em
500 com a prob~ilidade de recebermos ainda um bom numero. Quando
consideramos o facto que estes são quasi todos alumnos regulares,
que cursam durante todas as horas do programma diurno e tambem
lembremos do grande numero de collegios secundarios na Capital Federal, incluindo o Collegio Pedr.o II e o Collegio Militar, não poderemos deixar de reconhecer que essa instituição tem ganho uma victoria grandiosa. Este testemunho não é do relator, mas da imprensa carioca, representada pelo Correio da M unhá, o Jornal do Commercio e outros diarios.
ESTATISTICA DE 1919:
Cursos Elementares:
Edificio principal
Collegio para Meninas
Total
184
111
295
~2.
RELATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
CUNOS
Preparatorios e Superiores:
Edifício Principal
CoUegio para Meninas
125
26
Total
151
'!lotaI n:o Collegio (Rua Dr. José Hygino, 350) . Total no Collegio para Meninas
309
137
446
.:... -
Formados com
em 1919
o grau
de
Bacharel
5
ORGANIZAÇÃO~ Ao voltar dos Estados Unidos em Fevereiro
de' 1919, o Director do c!ol1egio apresentou uma nova fórma de organização de accordo com as necessidades causadas pelo proprio desenvolvimento. Esta orientação' não é nova, visto que houve eleição de
um Deão para o Seminario em 1916. O plano de organização apresentado incluiu a eleição de um Deão do Collegio, e de um Superintendente dos cursos elementares. Os deveres destes officiaes de administração são da natureza de supervisão technica e disciplinar. Füram
eleitos tambem um Bursar e um Superintendente de Terrenos e Edificios. C'om os Superintendentes dos dois Internatos estes officiaes
constituem a Junta Int.erna do Collegio e Seminario. A Junta do Collegi'O e Seminario, eleita pela Convenção Nacional e pela Junta de
Missões (Ri<?ihmond) a completam a .organizagão. Durante 0/ anno
actual a organiza.ção detalhada de certas phases do h;abalho tem occupado a attençã,o da JUIÚ,a Directora e podemos dizer que a presente
orianização é a melhor até á data actual. Reconhecemos que o unico
modo de termos uma instituição que amolde o caracter dos alumnos
é o de pormos as vidas dos directores e superintendentes em contacto
intimo C'om as dos seus discipulos. Este importante principio foi illustrad-ü nos grandes mestres como Arnold de .Rugby e outros. Com a organização actual o Director do Collegio pód€ acceitar alumnos com
confiança e C'onseguir nelles a formação de caracter christão, que é
" o grande alvo do nosso trabalho.
CORPO DOCENTE. Essa instituição tem collocado perante
si 'desde o principio o.: grande ideal de edificar o Corpo Docente de
professúres de caracter são, de moral da mais alta e de preparo e
competencia reconhecidos. Sempre escolhemos os novos professores
com ,bastante cautela e depois de os conhecermos pessoalmente e por
cerLas recommendações validas de pessoas competentes e sinceras.
Actualmnte trinta e seis professores estão servindo á instituição no
RELATORIO DO COLLEGIO
~
SEMINARIO DO RIO
~3.
ensino, 'além do Instructor de Cultura Physica. Este professorado representa largueza de experiencia profissional, não deixa de produzir
uma grande impressão sobre o publico do Rio de Janeiro e actualmente a influencia do' seu ensino se está fazendo sentir em muitos
Estados da Hepublica..O que mais agrada é o espirito de cooperação
e fraternidade que reina entre os membros do corpo docente. Se
pudermos continuar accrescentando os elementos do mesmo caracter,
o futuro do ensino no Collegio Baptista está garantido.
CORPO DISCENTE -- E' uma coisa notavel, a differença que
se nota de anno em anno no corpo discente. Pelos process'Üs de formaç.ão de caracter que existem nessa instituição, o corpo discente está
tomando cada vez mais um caracter proprio. Os alumnos que se
formam vã·o constituindo um dos annuncios mais validos no seio da
sociedade. Os altos ideacs que eIles têm, são sufficicntes para annuneiar o collegio ao ponto de não podermos l'eceber mais o numero
de alumnos que se apresentam para a matricula. Já foi nccessario
fechar a matricula no Gollegro das Meninas e tambem passar a occupar,
no collegio dos meninos, pelos internos, certos aposentos no edificio
'"Judson Hall" até agora dedicado unicamente a aulas. Mesmo assim
não ha lagar para receber senão poucos, visto que as aulas já oecupam
todos os salões. Restam sómente algumas salas pequenas.
TBRREIYUS E EDIFICIOS. - Os nossos corações estão repletos de gratidão a Deus, pela 'benção na aequisição da bella Chacara
Itacurussá. Depois de quasi. um anno de Iuetas, conSeguimos. pela graça
de Deus, levar a effeito a compra dessa magnifica propriedade. Não
houve um passo na historia do Collegio que se approxime deste em
importancia. Os terrenos do Collegio, assim, tornaram-se os mais espaçosos c os melhores adapt.ados para a consfrucção de edificios, para
() estabelecimento das condições saudaveis, que qualquer coUegio nesta
Capital. Foram incluidos nessa compra dois grandes edificios bem
adaptados aos fins ·do ensino. O grande Palacete ltacurussá, solidamente construido, na posição mais bella dessa chacara, constitue não
sô uma base do desenvolvimento presente, mas com um segundo andar,
será mais tarde um dos principaes edificios dessa Instituição. Esse
edific.io, bem como um outro que actualmente serve para dormitorios,
.serão occuvados pelo Semillario, do anno de i 921 em diante. A vasta
r hacara, que tem a área de mais de com mil metros quadrados, constitue uma base solida para o df'senvolvimento da instituição no futuro. A disposição e caracter dos terrenos, se adaptam ao processo de
embellezar e esse collegio tem sobre todos os demais collegios do Rio
uma grande vantagem na largueza que dos terrenos provém. Além dos
I.~dificios comprados, está em serviço o gTandt~ edificio principal do
systema - o "Judson Hall" que foi 'completado em 1917, ao custo de
quazi duzentos contos. Este edificio foi construido só para aulas e já
.4~
RELATORIO 09 COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
08 salõesquasi que, não comportam ó grande numero de alumnos que
estamos recebendo. Algumas das aulas primarias já pas,saram bastante
do limite pedagogico de trinta alumnos e teremos em breve de dividir
em duas turmas,contratando duas professoras para cada anno, em vez
de uma.
MUDANÇA, - O Collegio para meninas, situado anteriormente
na Rua do Bispo, 157. mudou-se em F,evereiro para um ponto mais
accessivel na rua Haddock Lobo, 302. Foi alugado um bom prediü com
chacara espaçosa; mas, dentro do primeiro mez do anno lectivo ficou
completamente cheio. Dentro de pouco tempo teremos de a~ranj ar terrenos e edificfos para este estabelecimento, que tem crescido com tanta
rapidez.
INTERNATOS. - No Internato para meninos constituimos uma
directoria bastante forte este anno, trabalhando junto com o Director
os professores Drs. Julio Cesar de Nor-onha, Richard Inke e José Dias.
Dr. Noronha, que dirige as abras de construcção do novo edificio de
dormitorios, se activa bastante com a fiscalização de tudo -e ,está se
tornando um braço forte na disciplina do Internato. O Dr. Richard
lnke dirige os serviços religiosos e coopera na direcção do Seminario,
tomando certos serviços do Deão do Seminario, na ausencia do Dr A.
B. Langston. O Dr. José Dias fiscaliza os recreios de tarde e o Internato á no-ite, dormindo no mesmo salão. com os meninos, e mantendo
a ordem.
O Collegio para Meninas conta com a collaboração habil do Dr.
F F. Soren e D. J'ane Soren, especialmente no Internato. Miss Ruth
RandaIl faz o serviço da Secretaria e ajuda tambem na supervisão das
aulas. O Internato já está com a lotação completa e s6 póde... se expandir com a compra de terrenos e edifici'os maiores, o que esperamos
effectuar em brev-e.
NOVO DORMITORIO. - O novo edificio para dormitarios para
o Collegio dos Meninos, já está em processo de construcção e ficará
completo até a'O fim deste anno. Comportará duzentos alumnos internos. Pela perspectiva presente, podemos julgar que quando este edificio
estiver prompto, terá já bastantes ~lu~nos para encheI-o immediatamente. ~ste eqificio, que foi dado pelos irmãos baptistas norte-americanos, é mais uma evidencia do amor sincero qu-e têm aquelles
irmãos baptistas para com o povo brasileiro. Demos graças a Deus
por este auxilio poderoso, que vem tirar o collegio de uma situação
de nãQ poder receber mais alumnos por falta de espaço. Com mais este
edifício, o collegio se tornará uma das instituições mel,hor preparadas
para tomar a responsabilidade da educação de muitos filhos deste
pajz ..
REL.ATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
PROGRAMMA DE ENSINO. - Voltando dos Estados Unidos,
onde cursou durante mais de um anno as aulas da Escola Pedagogica
da Universidade de Chicago, o director do Collegio, Dr J. W Shepard, iniciou o trabalho de elaborar programmas de ensino, primeiramente para os curS{)s elementares. Estes cursos de seis annos, corresp'ondendo com os annos da edade adaptada pedagogicamente ao ensino
elementar e primario, constituem a base do preparo pratico do alumno para a vida pratica, bem como para matricular-se nas aulas doa
cursos secundarios. O methodo adoptado neste trabalho er'a o de fazer,
o Director, um estudo inicial, esboçando o curso de qualquer materia.
Nas reuniões semanaes do Corpo Docente dos Cursos Elementares,
foram discutidos estes esboços, modiJicando-se cada um segundo as
necessidades da situação social deste meio. Feitas estas emendas, os
esboç'os foram submettidos ás experiencias durante certo prazo antes
de ficarem impressos. Os esboços tratam não sómente de guiar na escolha das materias, mas tambem int.roduzem muitos methodos novos
e uteis. Serve o programma admiravelmente para orientar a nova
professora que vem fazer parte do Oorpo Docente em qualquer época
subsequente. Este trabalho dos programmas dos cursos elementares
será concluido durante o corrente anno. Os programmas podem ser
utilizados para dar uma orientação mais completa aos professores em
escolas baptistas em toda a parte do Brasil.
SUPERVISÃO TECHNICA. Ha certos principios
technicos
que devem governar o superintendente ou director de um curso no
seu trabalho de supervisão. Estamos introduzindo estes principi.os
scientificos nos trabalhos de supervisão neste Collegio. Tal facto ha de
ter bastante significação na historia futura do estabelecimento, pois
logo que conseguirmos a supervisão scientifica e technica, em verdade
levaremos essa instituição para a vanguarda nos trabalhos de educação, pois a educação não é tratada sob o ponto de vista scientifico,
por muitos estabelecimentos no Brasil. Não é em espirita orgulhoso
que falamos estas palavras, nem com o intuito de criticar o systema
de educação que existe. O Programma de Ensino das seguintes materias já existem: Arithrnetica, Geographia, Portuguez e Artes Industriaes e Domesticas, O Superintendente dos cursos elementares tem
assim uma base para desenyolver o uso de Dons methodos nas aulas.
ARTES INDUSTRIAES E DOMESTICAS. - Conseguimos introduzir ha pouco tempo estes cursos. As aulas de costuras para meninas já estão funccionando, bem como as dos trabalhos manuaes para
os meninos e rapazes. Certas phases do ensino em todos os seis annos
elementares tratam destes assumptos. O curso com aulas separadas
para os dois sexos começa com o quinto anno elementar e finda
com o segundo anno secundario, sendo de quatro annos c.ompletos. O
í'im psychologico é educar o sentido do tacto especialmente; o fim social
RELATORio DO COLLEGIO E SEMINARIO 00 RIO
4 o de cultivar a attitude correcta para Mm o trabalho e os operarios,
~ o fim pratico, o de habilitar o aluinno para tratar da vida praticamente. Estes cursos funccionam em horas taesque servem para alliviar
e tirar a fadiga produzida pelas outras aulas. Pela rotação, uma turma
de meninos está na officina com o instructor de trabalhos manuaes
cada hora do progl'amma diario, das nove da manhã até ás tres horas
da tarde.
METHODOS. - Esta instituição emprega muitos methados para
o ~ultivo de iniciativa nos seus alumnos epreparal-os para a vida
pratica. Entre os meLhodos uteis que temos experimentado, o dos Clubs
Literarios, é um dos melhores. Durante o corrente· anno o Club Philologiano tem feito um trabalho muito digno, mostrando bast.ant.e iniciativa, independencia de pensamento, e capacidade para o governo proprio. Os programIpas apr·esentados perante o publico, demonstraram
talento, trabalho e desenvolvimento.
Outro methado de desenvolver a iniciativa é o ,.do jornal fundado pelo Corpo Discente - "O Porvir" - Esle jornalzinho de oito paginas, tem alistado a sy.rnpathia da imprensa carioca e vae vence.ndo
um logar no seio da sociedade desta CapitaL Nas coIumnas do "Porvir"
os alumnos e alumnas têm uma opportunidade para cultivar a arte
de exprimir as suas idéas C'om clareza e elegan~ia de estyIo, de desenvolver o pensamento de um modo logico, e de contribuir oom as suas
idéas num certo c-Gefficiente de originalidade.
REVISTA EDUCACIONAL. - Foi fundada pelo Collegio no anno
corrente uma revista educacional para servi'r aos interesses da causa
de educação mais largamente. E' o proposito dos fundadores desta revista que ella represente a orientação desse oollegio em questões pedagogicas, theologia, educação religiosa e outras phases de instrucção.
Já ha muitos annos que temos em mira a fundação dessa revista,porém
faltou-nos sempre o necessario para levar a effeito .o nosso plano.
Mesmo agora, sem a cooperação da denominação baptista e o auxilio
que podemos esperar de algumas pessoas de fóra, não poderem.os· sustentaI-a e desenvolveI-a em condições adequadas. Contamos pois com
O apoio dos irmãos em toda a parte. A revista e.ffectuará certos fins
glori.osos se pudermos conseguir o seu desenvolvimento segundo certos
ideaes. Ella deve apresentar artigos discutindo a educação sob o ponto
de vista das phases mais recentes no seu desenvolvimento e assim
orientar os nossos professores e muitos outros educadores fóra dos
nossos circulos baptistas sobre os verdadeiros fins e methodos na instrucção. Póde assim alargar immensamente a influencia dos baptistas
e ajudar a denominação a cumprir com a sua alta missão 110 trabalho
educativo. Cremos que os Estados Unidos têm mais democracia e cosmopolitismo no seu systema de instrucção que qualquer outro paiz
actualmente. Estamqs seguindo em grande parte a orientação do mo-
RELATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
vimento ali com certas importantes excepções. Uma das exeepções é
que -o movimento ali é tão democratico nas suas tendencias que no esforço para adaptar o systema á grande maioria para preparar toda a
creança technicamente p~ra a vida pratica, deixa de collocar a formação de caracter como ideal supremo. O processo de educação deve ter
em mira como fim primari'Ü a formação de caracter. O fim secundario
é preparar para a vida pratica. A abreviação dos preparatorios fundamentaes não conduz para este fim. O tempo para f'Ürmar caracter não
póde ser ~breviado á vontade para fins praticos. O ideal, portanto, deve
ser a formação do caracter durante os annos adaptados psychologicamente. A educação deve adaptar o homem ao seu meio universal, es~
piritual e eterno, não meramente ao meio immediato da vida pratica.
Um outro fim que esperamos conseguir na revista é ajudar os
nossos baptistas a adquirir uma orientação reflectida em questões
theologicas. Este é um fim particular denominacional, mas póde contribuir indirectamente ao pensamento do povo em geral. Tambem um
exemplo notavel da utilidade de uma revista bem editada é do Byliclmis, dos baptistas italianos. Aquella revista tornou-se o vehiculo. dos
melhores pensadores de toda a parte, levando para aquelle meio as
idéas melhores possiveis. Aquella revista levava artigoi. dos mais profundos sobre assumptos da maxima importancia.
A nossa revista está organizada na base de tres departamentos,
isto é, literario, theologico e pedagogico. O caracter da revista é mais
pedagogico que outra cousa, pais a opportunidade nessa direcção
actualmente é mais vasta.
CULTURA PHYSICA. - Uma das maiores necessidades na educação brasileira é uma nova orientação sobre a cultura physica. Muitos
dos collegios que ~ctualmente fazem o trabalho de instrucção não têm
largueza de recreios nem organização adequada para o cultivo physico
d-os seu~ alumnos. Ha tambem muitos paes, aliás intelligentes, que não
sabem do valor de um verdadeiro systema de cultura physica. Se "a
vitla mais abundante" é o fim de educação, o augmento de vida physica
é uma parte importante do processo todo. Este systema deve versar no
governo physico tambem. A cultura physica deve figurar como uma
das materias no programma de ensino, sendo administrado com a mesma regularidade e levando os mesmos creditos que qualquer outra materia leva. A 'formatura do estudante deve depender tanto -do desenvolvimento physico como do intellectual. O methodo de administrar a cultura physica em um collegio deve ser tal que todos os alumnos de
qualquer turma cheguem no seu desenvolvimento ao mesmo nivel,
mais ou menos, durante o anno. Os exercicios pTecisam ser interessantes.Jogos escolares, adaptados ao clima e convenientemente variados e admillistrados 1 produzirão resultados superiores, porque divertem
a mente e desenvolvem o physico ao mesmo tempo. G~Tmnastica sueca
RELATORIO DO COLLEGIO E· SEMINARIO DO RIO
formal é parte de qualquer systema completo mas não é a parte mais
importante. O jogo de volley-ball, de tennis, de soccer., e diversos outros
servem admiravelmente para a cultura physica, intellectual e moral
dos alumnos.
SEMINARIO. - Durante o intervallo de 1918 a 1920 o Seminario tem feito um trabalho solido, pelo qual devemos dar graças a Deus.
O curso foi reorganizado em bases mais largas e o estudo preliminar
vai até ao terceiro anno gymnasial para aquelles que desejam matricular-se afim de cursar para a formatura. A exigencia para o grau de
~. Bacharel é fazer o curso completo do collegio e Seminario. O. Dr - A .
. B. Langston, Deão doSeminario, está em férias durante este anno, e
na sua ausencia o Dr. Richard Inke está servindo no· trabalho de Deão
de um modo efficaz e habil. Tres professores do Corpo Docente estão
dando conta do trabalho que vai augmentando constantemente. O Corpo
Discente está crescendo de modo gradUal mas solido. O plano nos diversos campos do Sul do B'razil, adoptado em 1919, na reunião dos
missionarios, é o de orarmos e trabalharmos para que haja setenta
e c.inco seminaristas no nosso seminario até fins de 1924.
NOVO PROFESSOR. - Esperamos até ao mez de Setembro o
apparecimento do professor O. G. Poarch para reger a cadeira de Theologia Pratica.' Elle está com o proposito de vk fazer parte do Corpo
Docente do Seminario aqui, desde alguns annos, e virá bem preparado
para auxiliar poderosamente no desenvolvimento do Seminario .. Já foi
completado o seu curso de Doutor de Theologia no Seminario em L'Ouisville.
EDIFICIO PROPRIO. - Do anno proximo em diante o Seminario occupará o grande palacete Itacurussá, e o edifici,o de
dormitorios perto. Assim o Seminario passará a ser o primeiro departamento dessa instituição a ser destacado e favorecido com edificio
proprio. Mais tarde o Pa'lacete soffrerá grande alter:ação, sendo levantado por cima um segundo andar. A colIocação deste edificio é a melhor da chacara e poderá proporcionar uma situação~ ideal' para o nosso
Seminario no futuro. Esperamos conseguir a edificação do segundo
andar dentro do termo de quatro annos.
PERSPECTIVA - A perspectiva do nosso Seminario, pois, é
a mais risonha possivel. Quando o numero de' estudantes chegar a setenta e cinco na média, poderemos ver resultados 'magni'ficos, pois o
numero' de formados que sahirão annualmente, será augmentado a dez
ou doze nominimo. Na Associação Baptista Fluminense os irmãos declararam que durante estes quatro annos nada menos que cincoenta
seminaristas entrariam no Seminario, vindos daquelle Campo. Deus
está chamando tantos da-quelle campo que os irmãos estão encontrando difficuldade em arranjar os recursos sufficientes para auxiliaI-os
RELATORIO DO COLLEGIO E $EMINARIO DO RIO
nos estudos no collegio e no Seminario. Que haja um avivamento em
todos os 'campos neste sentido, afim de que mais obreiros se mandem
para as searas brancas para a ceifa.
ESCOLA NORMAL: - Segundo o ultimo plano de educação recommendado na Convenção Brasileira em 1916, o desenvolvimento de
cursos pedagogicos em escala limitada em todos os nOSSDS cO'llegios secundarios e.ra o fim. Estes cursos seriam limitados á materias necessarias para o preparo -de professoras primarias. Este é o ideal para o
qual deviamos trabalar no futuro. O primeiro paso no desenvolvimento deste systema é a fundação de uma escola normal capaz de preparar
os professores não só para leccionar as materias diversas nos collegios
seeundaJrios mas tambem as materias pedagogicas. Foi deliberado nessa
Convenção que a Escola No.rmal flara este fim seria fundada no Rio.
Agindo nesta base adoptada pela Convenção a Junta em Riohmond cooperou, mandando dois professores pedagogicamente apparelhados
com cursos feitos em Universidades norte-americanas para ensinar
essas materias e constituif' o nucleo da Faculdade Pedag'ogica da futura
Escola Normal.
CORPO DISCENTE. - Já ha um numero regular de alumnas
matriculadas nestes cursos. Muitas outras estão querendo entrar e loge
que tivermos acoomodações para receber um numero muito maior
podemos contar com grande concorrencia nesta Escola. E' causa de contentamento e satisfação ver o progresso rapido deste trabalho e o augmento do corpo discente este anno ao ponto de attingir a lotação.
CONDIÇõES DE MATRICULA. - As alumnas matriculadas nas
bases deste curso, gozam de um abatimento consideravel na pensão e
tambem do ensino gratuito. Prestam duas horas de serviço domestico
á instituição diariamente, afim 'de receberem essas regalias. Tambem
assignam um contracto que leva a obrigação moral de ensinar um numero de annos igual ao numero em que recebiam o auxilio da instituição ou de restituir o dinheiro gasto para este fim dentro de mesmo
prazo.
PLANO. - O plano para o futuro desta instituição é o de edificar uma verdadeira Escola Normal, bem apparelthada com Escola de
Applicação, Faculdade Pedagog'ica e Edifício Proprio. O edificio para
esta escola deve ser construido em 1922, na bella chacara Itacurussá,
no lote que tem frente na praça Corumbá. Uma ala comprida do edificio proporcionará uma base solida para a organização de uma Escola Elementar Modelo. Esta Escola Elementar servirá de Escola de
Applicação e deve comportar nada menos que quinhentos alumnos. Os
salões serão construidos convenientemente para o trabalho de observação.
RELATORIO DO COLLEGIO ,E SEMINARIO DO RIO
PERSPECTIVA. - Devemos louvar a Deus pela perspectiva risonha da Escola .N{)rmal. Em ~reve esperamos estar em condições de
mandar annualmente uma turma de professoras formadas para entrarem nos traba'lhos importantes de educação em toda a part~. Deve ser
a preoccupação de cada pastor baptista arranjar a entrada de uma
ou mais candidatas ao magisterio na.s aulas destes cursos desde já.
Assim. é que podemos em breve realizar ó nosso ideal no trabalho de
educação.
ESCOLA COMMERCIAL. Hoje o movimento no commercio
está crescendo rapidamente. Ha grande necessidade de pessoas bem apparelhadas para este serviço. O collegio não tem entrad'o neste campo
sériamnte até o presente anno. A Junta, reconhecendo que ha grande
necessidade de um curso bem adapJado a este fim, acaba de ·resolver
fundar uma. Escola de Commercio, primeiro, para satisfazer necessidades locaes e depois chamar alumnos do interior para preparaI-os para
a vida pratica no commercio. Uma instituição alarga sempre o seu
plano e a sua utilidade quando consegue estabelecer mais um curso
bem orientado. Este collegio tem neste ramo um campo importante
para cultivar.
AULAS NOCTURNAS E DIURNAS. - Já foram estabelecidas as
aulas nocturnas na séde principal deste instftuto, á rua Dr José Hygino 350. Um bom numero de alumnos estão cursando. Aulas diurnas
na tachygraphia estão funccionand{), tendo o collegio adquirido novas
machinas necessarias para este grupo crescente. Em breve esperamos
ter todos os cursos bem montados. Temos começado este ramo de trabalhos com o intuito de desenvolvel-o bem. Este grande bairro é capaz
de fornecer alumnos para uma escola bem desenvolvida.
CAMPO MAIOR. - Este collegio tem um~campo bem maior no
interior do Brasil. Podemos esperar muitos alumnos internos para esle
curso logo que começarmos a espalhar os nossos annuncios largamente.
Durante o anno corrente estamos preparando as bases para convidarmos muit{)s alumnos para este curso no anno proximo.
Organização. Este curso como outros cursos especiaes, começa com poucos alumnos e o minimo de organização. As aulas nocturnas estão func.ci{)nanpo debaixo da supervisão immediata do Dr
L. T. Hites, que chegou ha mais que um anno para iniciar os seus
trabalhos como professor e membr{) do Co;po Docente dessa instituição.
A CHAUTAUQUA. - Um dos meios mais uteis para a extensão
dos tl'abalhos de educação popular hoje é a Chautauqua. Em breve
uma Chautauqua é uma organização propria para a instrucção de muitas pessoas sobre certos assumptos durante poucos dias. Aproveita-se
a épnca de. ferias das' classes de pessoa que deviam rec-eber os beneÍ'icios dos estudos. Diversas phases interpssantes como prelecções popu'-
nF::LATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO 00 RIO
I
lares, cursos sobre assumptos especiaes e phases praticas dos trabalhos, horas tranq'uillas para tratar de problemas fundamentaes na vida,
prog1rammas especiaes de musica, discursos para aprofundar a espiritualidade, assumptos tratados em programmas publicas de caracter
a informar, aulas de demonstração, cultura physica e outras coisas faZf'm parte do programma.
O Collegio tem fundado esta Chautauqua como parte permariente do seu trahalho. E' um modo de ministrar largamente na orienação melhor dos obreiros baptistas por toda a parte do Campo. Serve
eg-ualmente para instruir todos do local que desejam pa·rticipa,r dos
beneficias do ensino administrado nessa instituição. Esperamos organizar a Chautauqua em bases mais largas e solidas em annos subsequentes. Neste primeiro anno não foi passiveI realizar tudo o que
queriamos. No anno vindouro esperamos um prazo de duas semanas no minimo, em que po-deremos conseguir resultados muito mais
amplos.
RESULTADOS. - O meio de conservarmo:;; os resultados permanentes deste tràbalho é o de conseg~irmos o preparo reflectido das
prelecções dos diversos cursos e discursos e reunir estes resultados
depois em livros, opusculos e folhetos para serem espalhados por loda
a parte.
o COLLEGIO MAIOR. - Um dos passos gigantescos que essa
instituição e seus fundadores têm dado recentemente é o de projectar
o "Collegio Maior". Reconhecendo que a Capital Federal é a "chave
.para a evangelização da metade do continente" a Junta resolveu projecta,r os trabalhos dessa instituição em condições que nos habilitem
a entrar na opportunidade maior. A porta de opportunidade e de leade rança nos trabalhos de educação está aberta a uma instituição preparada para abraçal-a e entrar. O seguinte plano para a equipação
mate-rial foi adoptado pela Junta em Richmond. Va. Estados Unidos.
Durante o anno de 1920 um novo. edificio para dormitorios ficará
prompto até o fim do anno, pOdendo o collegio utilizal-o no anno lectivo
de 1921. Este dormitaria é uma urgente necessidade visto que os dois
edifícios que actualmente servem de dormitarias já estão cheios e fomos obrigados a aloja-r alguns internos em um dos salões do edifício
principal, que foi designado para aulas só. Pelo augmento no numero
de alumnos externos este edificio tambem já está quasi com a lotação
completa.
Em 1921 teremos que levar a effeito a compra de uma propriedade para o collegio para meninas. Este collegio augmentou tanto rcr.etemente que completou a sua lotação e estamos sem o poder de
0rescer mais antes de providenciarmos sobre uma casa maior. Queremo·s 00mprar uma propriedade digna da opportunidade que enfrentamos. Cremos que os baptistas deveIll ter um collegio para meninas
RELATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
entre os melhores no Rio, pois disto depende em grande medida o desenvolvimento de todas as phases do trabalh.o, mórmente a de instrucçã.o nas escolas primarias n.o nosso mei.o. O Internato para meninas
goza da boa direcção e orientaçã.o do Dr. F. F,. Soren e sua dignissima
esposa D. Jane S.or-en no Internato e a habil c.ollab.oraçã.o de Miss Ruth
Rand alI , na Secretaria. Esperamos ver em breve um grande collegiú
para meninas bem equipado materialmente, em edifício proprio, e
com todas as condições favoraveis para a instrucção daquellas pessoas
que no futuro hã.o de influir p.oderosamente na eleva~ão do nivel
m.oraI e intellectual de tod.o este grande povo brasileiro.
Em 1921 devemos começar a elab.oração -de planos para a construcção de um dos edifícios maiores e mais importantes dessa instituição. O edifício para a Escola Elementar, que vae servir tambem
de Esc.ola de Applicação e para a Esc.ola Normal será um dos maiores.
As alas d.o edifici.o que se dedicarão aos cursos elementares devem
comportar quinhentos alumnos no minimo. Estamos pr.ovidenciando
sobre os dormitorios para al~mnos dest.es cursos no grande edificio de
dormitoros, uma parte do qual está sendo construi da -durante o corrente anno. O edi'ficio referido acima.é para aillas dos cursos elementares, aulas pedagogicas dos cursos normaes, um salã.o de assembléas
bastante amplo, departamento de arles e sciencias domesticas, e aposentos para outras phases. d.o trabalho relacionadas com estas. Este
edifício deve ser completado, se fôr possivel, até Junh.o de 1922, p.ois
.o edifício Juds.on Hall não comp.ortará .os alumnos que virão bater
em n.ossas portas até 1921. Teremos que recorrer a divers'Üs expedientes para p.odermos receber os nossos alumnos durante 1921 e
muito mais em 1922.
Durante 1922 é indispensavel que .o resto do edifício de dohmitori.os fosse construid.o poi~ ·estamos intr.oduzindo o curso commercial,
que trará uma grande classe de alumnos que até agora não contou c.om
esta instituição. Temos actualmente duzentos alumnos intern.os e semiinternos, e provavelmente no primeir.o mez do anno lectiv.o de
1921, teremos quasí o dobro deste numer.o, pois o n.ovo edifício ha de
a~trahir muitos paes de família, que desejarã.o aproveitar os dormitorios hygienicamente preparados e cuidados, em um l.ocal dos mais
bellos e saudaveis desta capital. Os cursospedagogicos tambem vão
attrahir um numero c.onsideravel de estudantes, fazendo necessario
dormit.orios em numer.o augmentado.
Durante .() anno de 1923 deverá ser -construido o edificio de
dormitorios para o collegio das meninas .. Até aquella data o numero
de alumna8 terá augmentado ao p.onto de t.ornar necessario a planta
maíor.
RELATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
o 13 0
Em 1924 completamos a lista dos edifici(}s a serem construidos
no prazo de cinco annml. O edificio de sciencias será o primeiro deste
anno e o edificio dé bibl·iotheca o ultimo.
Este anno tambem devemos levantar o segundo anda.r no edifício Palacete Itacurussá, que servirá de séde para diversos cursos
technicos c(}mo os de Odontologia e Pharmacia e principalmente para
o Seminario.
Durante o prazo a começar de 1921 devemos construir duas
residencias ao anno até completarmos seis. Estas residencias serão
destinadas para o nucleo da faculdade residente, sen-do edificadas nos
terrenos do collegio.
MEDIDAS URGENTES. - Uma das medidas mais urgentes em
vista da expansão maior no futuro é a compra de alguns terrenos adjacentes á chacara, que estão para ser vendidos brevemente. A instituição tem necessidade destes terrenos para poder expandir a parte
athletica e valerã-o muito no processo de edifíca.rmos um corpo discente
enthusiasmado, que tenha logar para suas actividades na cultura
physica. -Os terrenos não ficarão muito caros se forem comprados desde
já. Mais tarde pagaremos um dinheirão pa·ra qualquer pedacinho e
mesmo assim será difficil arranjar.
Outra medida essencial ao bem estar deste collegio é a construcção quanto antes de officinas para os cursos de Artes Industriaes,
e um edifício para gymnastica, com apparelhos proprios. Estes edifícios são essenciaes, se queremos ter logar para os alumnos que virão
ma tricular- se no anno de 1921. Já estamos quasi em quinhentos ai umnos e os salões todos estão sendo tomados no anno corrente. Para o
alma não eümpo:.rtará o edifício o numero de alumnos que vamos receber. Prevendo isto, desejamos iniciar desde já o systema "Gary" de
rotação de turmas, segundo o seguinte plano: Em certas horas qualquer turma está occupada, dando lição no salão de aulas,
na hora seguinte passa para o salão de estudos, onde prepara as lições passadas no dia anterior, seguindo esta hora
passa para a cultura physica, onde, debaixo da supervisão do instructor faz os exercícios convenientes, volta então a turma bem descansada para dar outra lição, na hora seguinte recebe a instrucção pratica
na officina. Assim a rotação de turmas deixa qualquer salão disponivel
para diversas turmas. Este systema é economico e altamente pratico.
Uma outra medida que é urgente é desembaraçarmos os terrenos das pedras e plantarmos desde já arvores sombrosas em plano
bem estudado. Já temos a planta geral em mão e podemos iniciar este
trailialho no dia em que a Junta quizer nos autorizar.
CORPO DOCENTE. - O corpo docente é a alma da instituição.
Não é possível esperar grandes resultados de uma instituição sem ha-
i'>
14
~,
RELATORIO 00 COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
vermos mestres que se dediquem ao ensino. exclusivamente. Fomos
abençoados e felizes em annbs anteriores na acquisição de um bom
numero de professores bém preparados. Não podemos deixar de dar
graças a Deus p.ela felicidade, cooperação e habil collaboração de diversos professores norte-amer.icano,s e brasileIros. Muitos delles trabalham com assiduidade e grandes sacrifícios porque são interessados
no progresso desse coUegio.
Mas a instituição é destinada a crescer rapidamente num futuro muito proximo. E' necessario, portanto, tomarmos medidas energicas para arranjar professorado bem orientado e h,abil para entrar
nas adividades maiores de um instituto que no prazo de mais tres
annos terá mais que mil alumnos. O Seminario receberá mais um
professor no anno corrente, na pessoa do Dr O. G. Poarch, que vem
residir no nosso' meio défínitivamente. Com o accrescimo deste professor bem preparado a Faculdade Theologica enumera cinco professores, quatro dos quaes já têm a longa pratica ao seu favor. Precisamos de um professor brasileiro, que saberá ensinar a arte de discurso publico aos jovens prégadores, que necessitarão de uma orientação especial neste ramo.
O Collegio precisa augmentar rnuito o numero de professores
para poder dar conta dos trabalhos. Já estamos começando- a dividir
os annos elementares em duas turmas, assim dobrando o numero de
p~ofessoras, pois certos grupos já passa.ram bastante o numero· pedag·ogico de trinta alumnos. Ha muita necessidade de umas professoras
formadas de institutos norte-americanos, para facilitar e reforçar o
ensino por methodos norte-americanos. E' diffícil consegui,r o ensino
altamente pratico emquanto as· nossas professoras não tiverem esta
orientação. Tudo que fazemos na elaboração de programmas de ensino
não é sufficiente para tornar o nosso systema verdadeiramente. pratico
sem um numero limitado de professoras que se dediquem com orientação acertada á execução de um programma que cultiva o pensamento,
a iniciativa, a .resolução propria dos problemas pelo alumno versus 'o
processo de decorar listas çle palayras que ficam esquecidas na hora
seguinte.
Uma das maiores necessidades actuaes é a de uma professora habi!
do Jardim da Infancia que possa instruir e preparar professoras nessas
materias. Estamos esperando uma professora dos Estados Unidos ha
muitos annos para fazer este trabalho. Se não conseguirmos em breve
havemos de perder em grande parte" como esiamos perdendo já, esta
opportunidade.
Necessitamos de mais uma ou duas professoras bem orientadas
nos methodos norte-americanos que podem occupar-se exclusivamente
com os trabalhos de supervisão technica nas aulas dos cursos elementares. o Dr. Baker, que foi eleito superintendente (ias cursos elemen-
RELATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
o
15
~.
tares, está muito sobrecarregado de outros trabalhos e não póde gastar
o tempo necessario nas aulas para effectuar a introducção dos metho·dos que actualmente ser.vem bem nas escolas norte-americanas, nas
que são rea'lmente bem organizadas.
No collegio secundario temos necessidade de mais uns dois professores norte-americanos desde já. A faculdade residente não é bastante desenvolvida para dar o equilibri'Ü essencial á uma grande insLituição. '..Çeremos .necessidade dt; mais dois ou tres professores com capacidade administrativa que possam ajudar com a direcção interna de
certos cursOs e Escolas que estamos introduzindo.
fi
!REJLAJ~~H~ Jb)[J)(C([])llIEGHID) A.MlElHCANO
lRA-lPlllSIA
Os dpzoi/o IIH'ZP~ decorr.idn., dpsd .. a COll\"Plltão na Yit,tnria IpU1
"ido sob Lodo o ponto dr> vi.;;ta, :) [H'riodu mais jJ·)'O~flPr() na historia
da instituição, como .aUL':;;larão Oi' ~í'gllillt(lS t'art,).,:
Mai1'ic/{lo. Duranl1 o anno df' 19-1 ~/ oU matricula att.ill;.!ilÍ a ;)():!,
sendo. que 97 deMl's ahlmno.;; foraminl.f'I'IHh vin;los dos 1'~~Gdus {iI'
Amazonas . .\lag·oas, Bah ia. Pl"l'llaIilbuco, PafIlhyha, Pará. Piauhy. Rio
Gr.ande do Xo['t(1 (' ~I'J'gipl' Os alnrnnos foram l'las~iri(,(\tllls da I/ll'ma
!'eguinte:
1
Primario .
Intermediaria
SecundaI'io
Clymnasia .
.
Academia (;omnwl'{' ia) :
Curso Regular .
Escola Reming'loIl
1\)tal
)í
18H
;)():!
Durante li P!'p·';;['lIil' UlllW. di' :! di' F"\·,'rpÍI'() Rtp I·) de ,Junho U;til
sido matriculados 633. ~('nti() t~J5 in!,'rnos. vind:l'; (jp lodos n::; onzr~ I'~
tados do norte', nienos' Cf\ará.
O,;alumnos df':,!/, anno 1'~lã() ':;I:I~:-;ificad()." tia fÓl'ma ';('guinle:
PrÍlnario
i t
10'/
Intermedial'io
Secundariü
Gymnasio
.\ca(1fmlia Comnwl'clal:
Curso Regular
~}~cola Rp.mington
;.;pndo 573 do
Total
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SI'XO
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GH
(50 doft.:.mininu,
E' fóra de dlJvida que a matricula dps!l' aI1110 asePIIdi'l'ú a iOO.
Recapitulando notamos que no' intervallo ('1111'(' aí' (:nn"I'!1I;õl':'-,
na Victoria e no Recife. a matricula atlingiu (til helio numero dl' 1.13:) .
.\ vinda destesalumnos de lodo o nOI't.i' do Br'azil. prí)Ya qUI' I) Coll!~gill
rstá gozando de' apoio g(-wal. Emfim, já ali ingiu ao prinwiI'o Illg,ll'
I'nt.re os collegios do IlOI't (' ôo j)a iz.
Uma ligeira con1paraçào talvAz sirva para l1ws!ral' () J)1'(lgl'l'S80 dos ultinlOs mez!':'. :\'a pl'inwil'u ml'l adi" do pl'psente anHO a matricuia (. equivalente. á dos prinw.ieos i 112 .aimos na l1istOI'ia da inStituição. emquanto a matricula dos Ultillll's dezoito meze';:; ('xceclt'el1l
325 °1° a dos dezoito mezes anteriores.
RELATORIO DO COLLEGIO AMERICANO BAPTISTA
(;1II'So de cstntlos. I\umeros nfw Rão tudo. Prec.isamos de munh']'
11m curso de t'slndos adequados ás necessidadrs dos qllf~ frequ8ut.mlJ
as aulas. Basta dizpr que durantf' os dezoi Io mezes o prngramma publ ica-do no pl'ospeeto do Collegio tem sido p,xecutaclo com fidelidade, ()
que quer dizeI' que' os 0Il70 annos de ps! udos. afóra os da AC3,demia
Commercial dl' Lres ann03. está dividido 0m Prim!lI'io. rif\ t I'PS :mnos.
Intermediai'io de dois allnos. Secundario. de dois annos, P Gymna~jo dI'
quatro annns. Muito:; te111 sido os elogios que trmos i'C'crhido de toda:::
"8 lHE'tos tio Bl'azil a resjwiio deste curso 11('311.'. pslahelecinwntn. 8p1\ I
dUV!íb. o rapido allgl1lfJllio dn mat.ricula t0m sido I'm f!1':tIlclf' p::JI'tr' dt·yido ft ObSPL'Yêllll'ia I'strupllln~a cir'stc programmí1
Podanln, a insíil uição tem rerehido p gasto t'om af: despeza:-:
r( ll'l'i'ules durante os d0.zo] tCl mezl's () somma do '197: 8~O$():10. Desta
qn:mt ia aprnas j j : 'tOO$OOO
roi recehido da J nnln de R icl1mnnd.
;.jj : 17r~;IOO forum empregados em equipamento [.l81'mnnpl1tp
..:'d/'m drste movimento· torrente, a instit.uição tpm recehid(l da
,lnnf:-t de Richmond ~30.000.no ou sr.jal11 j HR:() l '2$1 (1).
EstIO dinhriJ'l1
roi ;:msto na eonsírucção dr um dorl11Horin quP compOl'ta RO cama::; I'
() salão nobre eom lotação para 400 pessoas. e a compjpj a .remodelaeã(1
do yelho pj'edio. Os hens art1l3PS da in~Lituição t.~m fi valor l'raJ' dI·'
,'100: {)OO~:OOO. lUas. lIlrsmo assim. não podpmos satisfazPl' ans rnuifo..;
pedidu~;. Estt' anIlO temos rejeitado grandn numero, fanto ele externo ..;
('omo de internos. Para satisfazer á 0xpec'taiiva do puhI ico (, cumpri l'
a alta missão a nós ('onfiada. devemos gastar maj~ fion:OOO$OOO .
.Yusso a{ /'n. ),.pl'sar de tndo. o objrdi'.'o des! a nu dr qualqlh'l'
oul!'a ins! i tuiç.ão pducaí jya n80 é conEitl'uil' prPrJins e apresentar helIo ...:
programmas, mas sim drsf'lrmlvrr fi ('ararter, e. sem l'rligião, o carader é sempre ft'Oixií. Os )'PsuJtarlni-i espirifuaps alrancarloEi dllranf ,.
ns ultimos dezoif o mezps são drYPl'as animadoi'ps. A po'rcentagcl11 do:;
~',]umnos que' t.ôm assistido afl8 CllltoS na instiínif,fín (' nas pgrrjas (.
sido superior á dE' qualquer nutro periodo na bistoria da instituiçã(l
Freauent(ls têm sido as conversõ('s p os hapti8n10S entrE' os memhro,,,;
do c·arpo discente. Peja primeira vez 10111 sido mantidas classes hihlicas nos domingos. A frequencia nessas elasses, a inda qUí~ voluntaria,
Ipm sido animadora e grand::-s resultados hão de revelar-sr DO futuro.
Os l'esu1taí~o.s nesl a phusC' do trabalho são pm grande parte devidos ao~
1'1 ... \'rrd{J~ esforcos dos pl'ofpssol'i'S Orlando Falcão. ,F F Ruseh id e n,
.1, I~.il.pha Silva',
A.ssim. concluímos como come~~amos. affirmanclo que (I~ uJtimo~
dezoito mezes tém sido os mais prosperos na historia ria instituieão.
~\:..;sim podemos rrpptir as palavras de Samuel: "A tp aqui o Senhor ·l1n~
ajudou ,. Sem duvida f) sello rta sua apprnvação está sobre esta instituição (' com o Sru auxilio c a cooperaç,ão dos hapt.ist.as o Collegin
America,no Baptis7u ha de iJ' de victoria r111 victoria. E' ('om plena
confiança r grandr. psp0,rança que contemplamos o futnrn.
Adopta·do pela .Junta :\dminístrati"u do COllpgio, ('m sPssãn di'
1 ~ d{:' Junho de 1920.
Apl'í>sentado á COll\'(:·nção. por H. H. Mu irhpud, Pl'e;ó;idt'ntl'.
PiruLUcuiS
() s(~guinte: '
O
1ll0VinH' nt o
financeiro durantc
unno dI' 1 UI9 fi li
(I
EntJ'fulos:
55 720$500
Pensão
Ell:,ino
Junta d~ Hil,;lmlOTllI -
;~8
d~Hp.
ele.
622$4UO
4 050$000
RELATORIO [;)0 CCLLEGIC AMERICANO BAPTISTA
Junta de Richmond ~:, equipamel1't-o
Aluguel '~. .. . .. .. Livraria ~ Venda de livros
Fontes diversas .
Stock na LivrarIa
Contas a receber '.
1:900$000
2:742$000
12 :059$410
1:583$320
5:994$770
3:741$200
129:419$600
Sohidas-;
Deficit de 1918
Pensão.
Ordenados
Propaganda
.
.
Equipamento
Concertos
ramentos
Aluguel
Livraria
Impostos, agua, luz
Diversos ..
:2:362$250
39:363$130
34:011$680
3:615$300
e Melho15 :562$100
6:292$900
9:905$230
~:996$090
7:574$460
7:736$460
129:419$600
De 1
d~
Ent~'adas
Janeiro de 1920 até 15 de Junho o seguinU':
:
Pensão
Ensino
.,
.
Junta de Richmond - Desp.
Livraria - Venda dp livros
Fontes diversas
DevI'" á Missão ..
30:669$800
27:476$320
2:450$000
6:334$200
827$600
642$650
68:400$570
SahidflS:
Pensão
Ordenados
Propaganda
Equipamentos
Concertos
ramentos .'
_-\luguel
Livraria
Impostos, agua, luz
Divpr~()~
::2:708$250
17 :418$200
4:053$100
P.
melho1;'):617$620
J :994$200
3:672$600
491$500
2:445$100
68:wn$571)
.
-..-y.
REIL.A\IORHO JThO SlEMHNARHO IArJllSiA
NORlIE JThO J$IR.A\SHIL
If))@
Apesar de sérios embaraços, os dezoito meZf~:-; pa:;sados f,(}m sido
e.heios dp ben~~ãos para psia institl1i~~ão, pelas qllaf'~ damos g'raras ao
nos~n bom Deus e Pae.
Como foi 'avisado 11.0 relat,Ü'rio apresf'nLado Ú Convençá{) na
Vict.oria, a partir do principio do anno de 1919 foi permittido aos
alumnos cursar as aulas do Spmin,ario sómenLe depois de completado
o curso de madureza em um dos nossos collc(!ins. Est\.' passo bruseo
garante um preparo mail':! solido para o futuro, mas no present e. necessariamente diminuiu I) numero de aulas ensinadas no Spminal'io.
No emtanto, nenhum :'H'minarisia deixou de ter instrucção theologica,
uma YRZ que as aulas preparatorias.. exigidas para a entrada no Spminaria propriamente dito, têm sido bem frequentadas. O numero de
seminaristas frequentando as aulas do Collegio p cursando n~ preparatorios theologicos at.tingiu llO anno de 1919 a 31. no anno correnf.e
a 36, sendo que sómenf.e quatro frequentaram as aulas no SeminadÚ
(' um ''tão sómellte, se formou com n grau de llachuI'pJ Pfi Lheologí,;fl.
Como já observamos, este embaraço é passageiro (1 com o tempo ha I,,~'
resultar no bem para os proprio~ nstudanLps. para a -instituição -B:(\i
r,aURa em geral. Dois devem recebel' o grau de bacharel pm thpol(:l~'Hl
f' um o dp mestre ('111 t.heologia no fim do preSc'llte
anno
fl~i;ll
Um outro pmbara~',o tem sido a falta dI-' um predio p['oprip! i(iiú·b
StQll inario, o que garantiria uma v ida distincta. Este embaraçÓ não
~ actual, mas sim desde a fundação do seminario. f' desde que temos
tido paciencia a·té agora, podemos tel-a um pouco mais. A Junta de
Ricbmond nos promette que dentro de cinco annos podemos ter um
Ilredio proprio e snffic.iente para saí ü,fazer f.odas as lweessidac!r':-: da
instituição.
Um outro fllllbaraç.o tem sido a falta de recursos. Al o fim
do anno p. p., as egrejas do Norte do Brazil eontribuiram regularmente para o sustento dos estudantes, mas este anno, devido ao novo
plano relativo a Grande Campanha e á defeituosa cumprehensão da
mesma,' as contribuições para este nobre fim Wm diminuído consideravelmente. Porém, não será isso causa de desanimo. Uma vez
que os planos da Grande Campanha ~pjaIIl post,os em pratica por Lodo'3
os crentps de todas as egrejas do norte do Brazil, o deficit criado
por esta situação anormal será liquidado e o numero de seminal'i:-;fas augmentado para 50.
Mas o ma.ior embaraço tem sido a ausencia do paiz do nosso
J'I~itorj Dr
\V. C. Taylor, e os dois professores Dl's. L. L . .Johnsolt
e Ant.onio Mesqúita. Não temos sentido a sua all:-;encia sómellte na~
aulas, mas lambem nos seus c>onselhos e Bspecialmente nas reuniõe:-;
semanaes. Esta falta leria sido insuPPoTtavel se não fosse a volta
do Dr D. L. Hamilton, que tem suppridD nos limites de suas forçaio'
as lacunas determinadas pela ausencia dos outros. Dentro de pouca~
semanas os Drs. Taylor e Jo'hnson estarão dp volta e as~jm podf>rr'mos proj ~etar grandes p}aJlo~ para o futuro.
f'
RELATORIO DO SEMINARIO BAPT. DO NORTE DO BRASIL
As maiores victor ias alcançadas durante os ultimos dezoiti6
mezes têm sido devidas aos proprios seminaristas . Além de eontri.:...
buirem grandemente para a espiritualidade do Collegio, têm pasto('eado egrejas e dirigido congÍ'egações. Este arranjo tem todas as. vantagens. E' assim que a maioria dos estudantes ,se sustentam em todtt
ou em parte, ganham experiencia, que é tão nécessaria quanto o qu~
aprendem dos livros, supprem as necessidades das egrejas e ganham
almas preciosas para Christo. Os nossos seminaristas já aprenderam
que não têm de esperar pela i erminação dos estudos para tomarem
parte activa na causa, mas que podem cQptr.ibuir grandemente para ~
c.ausado ~Evangelho emquanto se preparam para o futuro.
Pedimos ás egrejas as constantes orações a favor tanto -dtil5
alumnos como dos instructores, e que se esfo\rcem cada v,'z' mais na~
suas contribuições para o sustento dos seminaristas.
Adoptado pela Junla Administrativa cio S('minario. pm14 cl~
Junho de 1920.
Apresentado por H. H. MlJIRHEAD, Presidení.p.
BALANÇO DO SEMINARIO DE 1919 A 15-6·1920
Deficit de i9t8
Recebido da Junta
Recebido das Egreja~
Pago de pensões
Pago de livros
Pago a professores
Pago de auxilio aOf; Seminaristas
Pago de pequenas despezas
Deficit actual
1:950$900
18 :250$00(1
1:730$940
1~1 :767$t50
1 :844$000
7:674$000
8:170$000
1 :587$180
9:01:2$~90
34:993$230
3~:9P3$230
IREILA1f«J)lll~
~ACASA
IAtIllS}A
ll))«J)
PUJffiILll(Á\JD)OlRA
IffiRASlll
APRESENTADO A' CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA, EM 17 DE JUNHO
DE 1920.
Prezado~ irmãos:
A Casa Publicadm'a, apezar das muitas difficuldadpi' que expf':rimen1.ou durante o allllO de 1919, tem recebido do .'\lto muitas p, ahUlldantes bencams.
Cifras nem Sf'lTIprp revelam ludo quanto uma empreza dI' tal
natureza consegue, PIltretunto. valt' a pena ver quanto se lem feito,
pelo menos para apTeciar os esfor\~os rmpregados para a I'f'alização (Jo
nORSO desideratum:
M.O FIltlENTO FIX.1:YCEIRO
Em dinheiro recebemos durante o anIlO p. p. a quantia de
152 :015$488; tendo se gasto a quantia de 145 :953$928, drlxando PIllI
caixa nm saldo em fins de 1919 a quantia de 6 :072$870.
2. O lucro liquido depois de se deduzir 50 °1" do valor da filen'Uflorja f'xistent.e. não incluindo machinas, linotypo:,. pte., f'te .. foi mai:"
(!)u menos .de :23: 165$800.
:2.
MOrIMENTO PRODCCTIVO
lJ Tl'aJadas,
f()lhpt(l~. rplatorios. holeti ll:'. Lirculal'f':-'. et.c.
impressos
:\um(']'os do "J B. publicado semanalmente
liH) Ns. de Revistas para E. D.
IV j Pamvlllf'toi'. e outras publicações para Egl'eja:-; Ha-
ln
I. til 5. y~O
:?:30.G!ío
88.00n
ptistai'
Y)
LIVROS PUBLICADOS
Educaeionaei'
Religiosos
y.t) Para outras denominaç('s. exemplares .
FazendD um lotaI de .:?617 .590 exemplares.
4. ü()O
:lO. ()O! I
:?LOOH
154 ·80tl
j
31. 80ft
3. MOVIMENTO DE COLPORTAG-EJj
E' impossivel relatar o numero de Bíblias. Tes! amento:-, ou Evanque temos conseguido colIoear nas mãos do povo. l\ osso tra19aJho tí'm sido rei to por meio das "endas di'rectas. pelo Correio. PU!'
~elhos
RELATORIO. DA CASA P. BAPTISTA DO BRASIL
meio de, uma filial no centro da cidade 'comotambem por inlermedio dt~
·alguns colportores. Esperamos poder dar maior df~senvolvimento a
esta parte do trabalho, logo que voltarmos da nossa viagem,esperando
l'onseguir recursos para a acquisição de'um predio no centro da cidade.
onde ~.speramos poder dar grande desenvolvimento á part.e da Yf'ndagem
('·omo tambem· da colporLagem. Neste- plano acha-se incluido o pstahplecimento de filiaes nos eentros mais importantes do .campo hl'azileiro.
4. TRABA.LHO ENTRE OS PRESOS
Uma das phases mais animadoras do nosso trahalho, temsidn
as 2.228 cadeias publicas no Brazil, onde se en('ont:r-ap\,k;t>a.I'H
maIS de 10. QOO encarcerados. Estamos actualmente remetterl'lfo. P
graças ao auxilio das egrejas e dos irmãos, o "J B." para mais de 70B
prisões e Deus tem abençoado a 'Visita semanal dest.. periodico na
conversão de muitas almas preciosas. 'ramb~m, graças á ot'ferta de tre)i
irmãos, temos enviado um grande numero de Biblias t-' Testal1lento~,
e é nosso ardente desej-o ver em cada cadeia publica do Brazil estabelecida uma boa Bibliotheea evangelic.a, para o quP desde já ~olil'itamos
o auxilio e o concurso dos irmãos.
{,llt.~'e
fi. O FCTCRO DA CASA.
o futuro da Casa é muito risonho. E' nosso desejo (~ p.sperança
ver o "Jornal Baptista" introduzido em cada larbapti sta; as nossas
Revistas Dominicaes, adoptadas e usadas em cada Escola Dominical
e os nossos livros espalhados por todos os cantos f> recanto~ df'~tt'
vasto campo brazileiro.
Grandes são as nossas perspectivas. porque gTande én 1l0S~O
Deus. que nos aponta () caminho a seguir e tambem IWI'que grande ~.
o povo brazileiro, cuja visão abrange o· eéu e a terra.
Recife, 17 -
6 -
1920.
SALOMÃO 1•.
(~L\!SHrRG