Comitê Local IFSA Curitiba
Centro Acadêmico Newton Carneiro
Engenharia Florestal – UFPR
Relatório de Participação
II Encontro Latino-Americano de Estudantes Florestais
ELEF/LARM 2005 Chile
CURITIBA - PR
2005
Histórico
I Encontro Latino-Americano de Estudantes Florestais – Argentina 2004
Evento pioneiro que abriu portas e possibilidades, além de servir como base para a
organização dos eventos subseqüentes, o Primeiro Encontro Latino-Americano de
Estudantes Florestais ocorreu no ano 2004, na Argentina, na cidade Goverador
Engenheiro Valentín Virasoro, Provincia de Corrientes de 29 de Março a 5 de Abril e foi
organizado pela Associação de Estudantes Florestais da Universidade de Salvador
(ASEF). O tema do encontro foi “A Juventude e as Florestas”.
Participaram desta primeira edição do evento estudantes da Argentina, Brasil,
Bolívia, Chile, Peru e Colômbia além de quatro estudantes da Universidade Albert
Ludwings de Friburg, Alemanha.
Durante os sete dias do encontro os participantes conviveram com estudantes de
diferentes países e culturas. Foram realizadas várias palestras, debates e discussões.
Originaram-se várias amizades e relações duradouras que serviram para enriquecer a
visão dos estudantes sobre o setor Florestal, não só na América Latina, mas no mundo.
Gobernador Virasoro (Argentina). Participantes I Encontro Latino Americano de Estudantes Florestais 2004.
II Encontro Latino-Americano de Estudantes Florestais – Chile 2005
Valdívia (Chile). Participantes do II Encontro Latino-Americano de Estudantes Florestais 2005, com crianças Mapuche.
Data: 20 a 31 de março de 2005
Local: Chile - O II ELEF/LARM ocorreu em três sedes: Santiago, Talca e Valdívia o que
proporcionou uma visão mais ampla e representativa do país e seu setor florestal, tendo
em vista a grande diversidade que o Chile apresenta, devido principalmente por sua
distribuição geográfica peculiar.
Tema: “Florestas na América Latina: Produção e Sustentabilidade”
Objetivos:
•
fortalecer a rede de contatos entre estudantes latino-americanos,
•
estabelecer laços de irmandade entre latino-americanos,
•
fortalecer a educação formal através do intercambio de vivências e experiências,
•
apresentar o setor florestal do país anfitrião,
•
definir posicionamentos sobre a implementação de políticas internacionais
relacionadas às florestas para serem levadas V Foro das Nações Unidas Sobre
Florestas.
Organização:
•
Centro de Alunos de Engenharia Florestal - Pontifícia Universidade Católica do
Chile,
•
Grupo de Ação Florestal – GAF - Universidade de Talca e
•
IFSA Austral - Universidade Austral do Chile.
Participantes:
Cerca de 40 estudantes de países latino-americanos participaram do encontro,
sendo estes dos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Peru; além
de alguns estudantes europeus (Alemanha e Holanda).
Avaliação Geral das Apresentações:
O evento contou com um alto nível de palestras, destacando-se a participação de
representantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO,
da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal - IUFRO, da Rede Latinoamericana de Botânica, além de autoridades chilenas como a representante do Ministério
das Relações Exteriores, da Corporação Nacional Florestal - CONAF e várias autoridades
docentes das três universidades organizadoras. Junto à estas apresentações, cada
estudantes apresentou um trabalho que, de igual maneira serviu para ampliar a visão dos
participantes no que diz respeito às Florestas na América Latina, seus desafios, ameaças
e potencialidades.
Saídas de campo:
Foram realizadas várias saídas de campo, onde se teve contato com diferentes
biomas chilenos e diversos ramos do setor florestal, sejam o da industria, com árvores de
rápido crescimento; do manejo de florestas nativas; melhoramento genético; pesquisa
com espécies nativas ou conservação de recursos naturais.
Oficinas de Política Florestal Internacional:
As oficinas de política florestal internacional foram realizadas em cada uma das
sedes do evento, tendo como temas:
•
Santiago – Floresta e a Resolução de Conflitos;
•
Talca – Metas das Nações Unidas de Desenvolvimento para o Milênio e
•
Valdívia – Implementação de Propostas de Ação para o Setor Florestal.
Análise Final do Evento:
Para encerrar o evento, foi realizada uma avaliação objetiva, a qual foi marcada, uma
vez mais, pela participação e seriedade nas discussões entre os estudantes. Os aspectos
internos, ou seja, do evento em si foram avaliados como as Fortalezas e Deficiências;
aspectos externos, mais gerais, também relacionadas à profissão e à vida acadêmica,
foram avaliados como Oportunidades e Ameaças (ANEXO I).
Conclusões:
Dos resultados obtidos no II ELEF/LARM, pode-se destacar:
•
o grande interesse na continuidade deste evento uma vez que todos seus
objetivos foram cumpridos (próximo ano a sede será o Paraguai);
•
necessidade de maior número de participantes de diferentes países para
que o evento seja representativo em termos de América Latina;
•
a necessidade de extensão florestal nos vários setores da sociedade
utilizando-se de variados meios de comunicação;
•
a necessidade de um diálogo mais aprofundado entre associações de
alunos (centros acadêmicos, empresas juniores e demais associações
nacionais e internacionais) e com suas universidades;
•
criação de espaços de discussão a nível local sobre os temas de interesse
internacional com foco em desenvolvimento local.
A participação no II Encontro Latino-americano de Estudantes de Engenharia
Florestal – ELEF/LARM Chile 2005 foi uma oportunidade única e intensa de melhor
conhecer os “hermanos” latino-americanos, suas realidades e perspectivas culturais,
assim como as relacionadas ao setor florestal.
Se o futuro da América Latina tende a ser mais promissor através da união das
diversas e diversificadas nações que a compõe, o Encontro Latino-Americano de
Estudantes Florestais - ELEF/LARM mostra-se, neste sentido como um punhado de
sementes plantadas que gerarão bons frutos num futuro não muito distante.
A Participação dos alunos da UFPR no II ELEF/LARM – Chile 2005
Foram dois os alunos do curso de Graduação em Engenharia Florestal da
Universidade Federal do Paraná que participaram do II Encontro Latino-Americano de
Estudantes Florestais – ELEF/LARM Chile 2005:Juarez Michelotti e Juliano Zorze.
Esta participação se fez possível graças ao apoio da empresa CIKEL, Empresa
Junior de Engenharia Florestal da UFPR – COPLAF e Fundação de Pesquisas Florestais
do Paraná – FUPEF Paraná.
A participação dos alunos paranaenses ficou marcada com duas apresentações:
1. dados de pesquisa realizada no 32° Simpósio Internacional de
Estudantes de Engenharia Florestal em Toronto – Canadá, onde se
perguntou aos estudantes de todo o mundo o que sabiam sobre as Florestas
Brasileiras e onde haviam adquirido tais informações;
2. Programa Integrar – Intercâmbio Cultural e Profissional, introdução à
proposta de um programa de intercâmbio de estágios, com foco na América
Latina, que além do contato acadêmico e profissional busca uma integração
social através de voluntariados junto à instituições ou outros setores da
sociedade civil, que tenham objetivos que coincidam com as Metas da ONU
de Desenvolvimento do Milênio, onde o estudante atuaria como voluntário
em programas/projetos sociais.
Ambas apresentações foram bem sucedidas e serviram para chamar a atenção
para assuntos da realidade acadêmica e profissional da carreira dos futuros Engenheiros
Florestais Latino-Americanos.
Além das apresentações, os representantes do Comitê Local IFSA Curitiba - UFPR
foram
co-organizadores
das
oficinas
sobre
Metas
das
Nações
Unidas
de
Desenvolvimento para o Milênio (Talca), Implementação de Propostas de Ação para o
Setor Florestal (Valdívia) e a análise objetiva de encerramento do evento (Valdívia).
Perspectivas:
A participação no II Encontro Latino-americano de Estudantes de Engenharia
Florestal – ELEF/LARM Chile 2005 servir como base para a organização do 34°
Simpósio Internacional de Estudantes Florestais, que será realizado entre Brasil e
Argentina - Julio/Agosto 2006, organizado pelo Comitê Local IFSA Curitiba – UFPR e
IFSA Eldorado - UNAM.
ANEXO I
Asociación Internacional de Estudiantes Forestales
Mesa redonda
II Encuentro Latinoamericano de Estudiantes Forestales
Análisis F.O.D.A.
San Pablo de Tregua - Chile
30 marzo
2005
Editado por:
Analía Guzmán: Universidad Nacional de Santiago del Estero, Argentina
([email protected])
Juarez Michelotti: Universidad Federal do Paraná, Brasil
([email protected])
Rodrigo Vargas: Universidad Austral de Chile
([email protected])
I. INTRODUCCIÓN
La sigla FODA se refiere a las Fortalezas,
Oportunidades, Debilidades y Amenazas; que
en este caso fueron analizadas para el II
Encuentro Latinoamericano de Estudiantes
Forestales.
Esta herramienta se utiliza
usualmente para comprender la situación
actual de una empresa, organización o
negocio.
El análisis de las Fortalezas y Debilidades se
refiere a las variables controlables, o internas
del Encuentro recién pasado, las cuales
representan una opinión que teóricamente incluye la voz de la mayoría de los participantes del
LARM 2005.
Asimismo estas consideraciones internas sirven de experiencia para los
organizadores de futuros encuentros y se presentan como una visión crítica para los estudiantes
Chilenos de la PUC, U.Talca y UACh. Las Oportunidades y Amenazas presentan un contexto más
holístico de este tipo de instancias de intercambio estudiantil. La idea es identificar ambas variables
que involucran factores externos a la organización, las que muchas veces son inevitables, pero si se
identifican a tiempo se pueden preveer y transformar convenientemente.
A continuación se presentan los resultados del análisis mencionado y finalmente se establecen
algunas sugerencias de interés para futuros Encuentros de IFSA, las cuales se plantean como
soluciones concretas para potenciar y mejorar la organización y participación en éste tipo de
instancias de intercambio.
Universidad Austral de Chile – Valdivia, Participantes del II ELEF con niños y niñas Mapuche.
II. Fortalezas
1- Los objetivos del Encuentro se cumplieron cabalmente.
2- Se llevará la opinión de los jóvenes forestales latinoamericanos al V Foro de las Naciones
Unidas Sobre los Bosques, según lo realizado en los talleres de Política del Encuentro.
3- Existió un buen intercambio (formal e informal) de información en relación a los sectores
forestales y científicos expuestos por parte de los estudiantes participantes.
4- Se conoció buena parte del País y del sector forestal, lo cual es muy atractivo para los
participantes.
5- Excelente nivel de las Charlas Magistrales; estuvo muy bien distribuida la secuencia temática de
las ponencias.
6- Existió una buena predisposición y capacidad de reacción de parte de los organizadores al
enfrentar imprevistos.
III. Debilidades
1- Existió una carencia de actividades relacionadas con el sector forestal productivo dentro del
Encuentro, pese a que Chile presenta diversas opciones interesantes de mostrar en éste ámbito.
2- Se hizo difícil la participación e integración entre participantes y organizadores, debido al
formato del Encuentro (sólo 4 días por sede) y/o por problemas particulares, ya que los anfitriones
se dedicaron fundamentalmente a organizar, sin participar de las actividades con los invitados.
3- Carencia de actividades de integración entre los participantes en el inicio.
4- Faltó coordinación entre las tres sedes. Una debilidad del Encuentro fue la logística intersede y
la falta de homogeneidad entre los servicios entregados en cada una de ellas.
5- El programa estaba muy cargado de actividades.
6- La participación de alumnos y profesores ajenos a la organización de cada una de las sedes fue
débil.
7- En algunos casos el ajuste de horarios fue descoordinado (se llegó tarde, etc). Se sugiere dar
más tiempo a actividades de intercambio de opinión como talleres.
8- Faltó entrega a tiempo de los certificados de asistencia al encuentro.
9- En casos se identificó la carencia de un líder definido por sede que comunicara pertinentemente
la información referente a la organización.
10- En casos faltó información local en relación con los lugares y actividades ejecutadas, así como
no siempre las visitas a terreno fueron acompañadas por gente involucrada en el/los temas. Un caso
contrario, altamente positivo, fue la experiencia vivida en San Pablo de Tregua. Se sugiere tener en
cuenta las distancias v/s actividad.
11- Una debilidad fue el no planificar las fiestas (carrete, etc) para que no intervinieran con el
normal desarrollo del programa del encuentro.
12- La comunicación y divulgación de la información no fue muy bien ejecutada antes y durante el
evento.
13- Faltó la entrega de un CD con la información presentada, aunque, por otro lado destacamos una
buena página Web con respuestas inmediatas a las consultas antes del encuentro.
IV. Oportunidades
1- Conocer IFSA a través del Encuentro
2- Conocer la realidad forestal, científica y cultural de otros países latinoamericanos, además del
anfitrión.
3- Se considera una oportunidad para futuro el incluir más países de Latinoamérica en los encuentros, con
el fin de aumentar la red de intercambio y contactos.
4- Canalizar las opiniones de los estudiantes a instancias de representación como el Foro de las
Naciones Unidas Sobre los Bosques.
5- Es una oportunidad de desarrollo personal el hecho de presentar trabajos ante un público
internacional, lo cual prepara adecuadamente a los estudiantes para la vida académica y profesional.
6- Un hecho positivo para los organizadores, es la oportunidad de practicar y trabajar la capacidad
de gestión, vinculándose con diversos actores del sector forestal.
7- Al generarse un estrecho contacto entre estudiantes que, per se, tienen diversos intereses, se
presentan diversas oportunidades con relación a la orientación que cada estudiante le dará a su vida
profesional.
8- Se generan oportunidades concretas para realizar: pasantías, intercambios, postgrados y
proyectos de índole internacional.
9- Se genera una visión global del sector forestal, científico, cultural e intelectual de los
participantes lo cual permite generar un punto de conexión entre los estudiantes forestales
latinoamericanos.
V. Amenazas
1. Se considera una amenaza el hecho de usar la sigla LARM (en inglés) para un Encuentro
Latinoamericano, debido a los problemas de identidad, publicidad y comunicación que genera.
2. Si no se ejecuta una buena extensión con relación a las actividades de IFSA a los alumnos no
participantes de cada Facultad, se presenta como amenaza el estancarse y no avanzar por carecer de
“renuevos” e ideas frescas.
3- Actualmente, la comunidad forestal, Universitaria y/o civil generalmente se entera de éste tipo
de Encuentros cuando se les pide financiamiento, auspicios o patrocinios. La mantención de éste
tipo de conductas en la gestión y la falta de comunicación de los resultados una vez concluidos los
encuentros se presentan como una amenaza a la sustentabilidad de éstos.
4- La falta de análisis y profundidad en las instancias de discusión generadas en éste y otros
Encuentros, se presentan como una amenaza para su continuidad.
VI. SUGERENCIAS PARA FUTUROS ENCUENTROS
Algunas ideas concretas que han surgido a partir de la discusión en la mesa redonda del Encuentro:
1- Crear una comisión a través de IFSA que genere un Manual que oriente a los futuros
organizadores con relación a lo que hacer o no hacer para ofrecer un buen Encuentro;
2- Cambio de la sigla LARM por ELEF;
3- Generar instancias participativas abiertas a todos estudiantes para decidir las temáticas y/o
áreas de énfasis de los Encuentros a través de una organización que establezca opciones
concretas y un sistema de encuestas en página web;
4- Compartir la experiencia y transmitir los conocimientos de dinámicas de grupo;
5- Incluir por parte de los futuros organizadores un cuaderno conteniendo mapas de la
Universidad, Ciudad, región y país, con el trayecto a ser recorrido y pequeño diccionario de
los modismos que se utilizan en el país anfitrión.
FORTALEZAS DEBILIDADES
OPORTUNIDADES Potencialidades Desafíos
AMENAZAS
Riesgos
Limitaciones
Matriz de análisis FODA. Se definen potencialidades, desafíos, riesgos
y limitaciones al entrecruzar las variables de discusión.
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