18ª Legislatura ANO LXIV ESTADO DE SANTA CATARINA FLORIANÓPOLIS, 2 DE JULHO DE 2015 1ª Sessão Legislativa NÚMERO 6.848 COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA Mauro de Nadal - Presidente Silvio Dreveck - Vice-Presidente José Nei Alberton Ascari Ricardo Guidi Narcizo Parisotto João Amin Marcos Vieira Valdir Cobalchini Luciane Carminatti COMISSÃO DE TRANSPORTES E DESENVOLVIMENTO URBANO João Amin - Presidente Valdir Cobalchini- Vice-Presidente Darci de Matos Cleiton Salvaro Manoel Mota Luciane Carminatti Cesar Valduga COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO Marcos Vieira - Presidente Darci de Matos - Vice-Presidente Kennedy Nunes Patrício Destro Rodrigo Minotto José Milton Scheffer Antonio Aguiar Gean Loureiro Dirceu Dresch COMISSÃO DE AGRICULTURA E POLÍTICA RURAL Natalino Lázare - Presidente José Milton Scheffer - Vice-Presidente Gabriel Ribeiro Cesar Valduga Mauro de Nadal Manoel Mota Dirceu Dresch COMISSÃO DE PESCA E AQUICULTURA Neodi Saretta - Presidente Patrício Destro - Vice-Presidente Maurício Eskudlark José Milton Scheffer Dalmo Claro Luiz Fernando Vampiro Rodrigo Minotto COMISSÃO DE ECONOMIA, CIÊNCIA, TECNOLOGIA, MINAS E ENERGIA Silvio Dreveck - Presidente Cleiton Salvaro - Vice-Presidente Darci de Matos Rodrigo Minotto Luiz Fernando Vampiro Mauro de Nadal Dirceu Dresch COMISSÃO DE TRABALHO, ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO Serafim Venzon - Presidente Rodrigo Minotto - Vice-Presidente Jean Kuhlmann Natalino Lázare Manoel Mota Fernando Coruja Dirceu Dresch COMISSÃO DE TURISMO E MEIO AMBIENTE Gean Loureiro - Presidente Ricardo Guidi - Vice-Presidente Gabriel Ribeiro Cesar Valduga João Amin Maurício Eskudlark Neodi Saretta COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA José Nei Alberton Ascari - Presidente Gean Loureiro – Vice-Presidente Cleiton Salvaro Narcizo Parisotto Serafim Venzon Luiz Fernando Vampiro Luciane Carminatti COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS Dirceu Dresch – Presidente Narcizo Parisotto – Vice-Presidente Ismael dos Santos Natalino Lázare Marcos Vieira Dalmo Claro Luiz Fernando Vampiro COMISSÃO DE RELACIONAMENTO INSTITUCIONAL, COMUNICAÇÃO, RELAÇÕES INTERNACIONAIS E DO MERCOSUL Rodrigo Minotto - Presidente Neodi Saretta - Vice-Presidente Kennedy Nunes Ricardo Guidi Silvio Dreveck Antonio Aguiar Valdir Cobalchini COMISSÃO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR Kennedy Nunes- Presidente Marcos Vieira - Vice-Presidente Jean Kuhlmann Ricardo Guidi João Amin Antonio Aguiar Fernando Coruja Ana Paula Lima Narcizo Parisotto COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA Romildo Titon - Presidente Maurício Eskudlark - Vice-Presidente Ricardo Guidi João Amin Antonio Aguiar Ana Paula Lima Rodrigo Minotto COMISSÃO DE EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO Valdir Cobalchini - Presidente Luciane Carminatti – Vice-Presidente Gabriel Ribeiro Natalino Lázare Rodrigo Minotto Serafim Venzon Gean Loureiro COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA Cesar Valduga - Presidente Patrício Destro – Vice-Presidente José Milton Scheffer José Nei Alberton Ascari Patrício Destro José Milton Scheffer Romildo Titon Manoel Mota Neodi Saretta COMISSÃO DE SAÚDE Ana Paula Lima - Presidente Doutor Vicente - Vice-Presidente Cleiton Salvaro Cesar Valduga José Milton Scheffer Fernando Coruja Dalmo Claro COMISSÃO DE PROTEÇÃO CIVIL Patrício Destro - Presidente Ana Paula Lima – Vice-Presidente Jean Kuhlmann Doutor Vicente Fernando Coruja Romildo Titon Narcizo Parisotto COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Doutor Vicente - Presidente Ricardo Guidi - Vice-Presidente Ismael dos Santos Mauro de Nadal Romildo Titon Neodi Saretta Cesar Valduga COMISSÃO DE PREVENÇÃO E COMBATE ÀS DROGAS Ismael dos Santos – Presidente Narcizo Parisotto – Vice-Presidente Natalino Lázare Doutor Vicente Dalmo Claro Fernando Coruja Ana Paula Lima 2 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA DIRETORIA LEGISLATIVA DIRETORIA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES ÍNDICE EXPEDIENTE Coordenadoria de Publicação: Responsável pela revisão dos documentos digitados, bem como editoração, diagramação e distribuição. Coordenador: Roger Luiz Siewerdt Coordenadoria de Taquigrafia do Plenário: Responsável pela composição e revisão das atas das sessões ordinárias, especiais, solenes e extraordinárias. Coordenadora: Carla Silvanira Bohn 02/07/2015 Plenário Ata da 044ª Sessão Ordinária realizada em 21/05/2015 ........ 2 Ata da 045ª Sessão Ordinária realizada em 26/05/2015 ...... 10 Atos da Mesa Ato da Presidência DL.......... 19 Ato da Mesa DL ................... 19 Atos da Mesa ....................... 19 Publicações Diversas Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina Palácio Barriga Verde - Centro Cívico Tancredo Neves Rua Jorge Luz Fontes, nº 310 - Florianópolis - SC CEP 88020-900 - Telefone (PABX) (048) 3221-2500 Coordenadoria de Divulgação e Serviços Gráficos: Responsável pela impressão. Coordenador: Claudir José Martins Internet: www.alesc.sc.gov.br Ata de Comissão Permanente.. ............................................. 23 Extrato.................................. 23 Mensagem Governamental .. 24 Portarias............................... 33 Projeto de Emenda Constitucional....................... 36 IMPRESSÃO PRÓPRIA - ANO XXIV NESTA EDIÇÃO: 36 PÁGINAS TIRAGEM: 5 EXEMPLARES PLENÁRIO ATA DA 044ª SESSÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 18ª LEGISLATURA REALIZADA EM 21 DE MAIO DE 2015 PRESIDÊNCIA DO SENHOR DEPUTADO GELSON MERISIO Às 9h, achavam-se presentes os seguintes srs. deputados: Cleiton Salvaro - Dalmo Claro - Darci de Matos - Dirce Heiderscheidt - Dirceu Dresch Dr. Vicente Caropreso - Fernando Coruja Gabriel Ribeiro - Gean Loureiro - Gelson Merisio - Ismael dos Santos - Jean Kuhlmann - João Amin - José Milton Scheffer - José Nei Ascari Kennedy Nunes - Leonel Pavan - Luiz Fernando Vampiro - Manoel Mota - Marcos Vieira - Mario Marcondes - Maurício Eskudlark - Narcizo Parisotto - Natalino Lázare - Neodi Saretta Patrício Destro - Ricardo Guidi - Rodrigo Minotto - Romildo Titon - Silvio Dreveck - Valdir Cobalchini - Valmir Comin. O SR. PRESIDENTE (Deputado Gelson Merisio) - Havendo quórum regimental e invocando a proteção de Deus, declaro aberta a presente sessão. Solicito ao sr. secretário que proceda à leitura da ata da sessão anterior. (É lida e aprovada a ata.) Solicito à assessoria que distribua o expediente aos srs. deputados. Passaremos às Breves Comunicações. Com a palavra o primeiro orador inscrito, deputado Gean Loureiro, por até dez minutos. O SR. DEPUTADO GEAN LOUREIRO Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, venho à tribuna para fazer um registro de grande importância para o meio ambiente e o desenvolvimento econômico de Santa Catarina e região sul do estado. Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração O Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE aprovou, em reunião de diretoria, um novo programa denominado BRDE Energia. E nessa aprovação, deputado Dalmo Claro, há dois pontos básicos de grande importância para a economia e a meio ambiente. O primeiro é que ele estimula projetos de deficiência energética em qualquer tipo de empresa para os três estados do sul do país. O segundo é que ele também vai financiar proposta de geração de energia renovável. O banco está destinando R$ 60 milhões de recursos próprios para os três estados do sul do país: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e ainda mais uma linha de financiamento do BNDES, podendo chegar até R$ 3 bilhões. Vou detalhar isso um pouco para que possam entender a importância desse tipo de financiamento e de recurso público que passa a ser investido com subsídios que são apresentados de maneira muito mais atrativa. Primeiro, deputado Natalino Lázare, ele vai estimular a geração de energia renovável. Por meio de quê? Primeiro, gerando uma fonte de financiamento muito mais atrativa para que a produção de energia eólica possa ser efetivamente implementada no estado de Santa Catarina e no sul do Brasil. Segundo, há possibilidade de novos investimentos em utilização de energia através da energia solar. Hoje, a energia fotovoltaica já passou a ser uma tendência em vários países de primeiro mundo, e começa a engatinhar ainda no nosso país. Entretanto, pelos custos elevados iniciais de implementação, quando apenas se teria um equilíbrio nessa substituição no decorrer de muitos anos, passou a não ser atrativo, pelas empresas e por quem busca essa produção solar, efetivamente poder implementá-la. Além disso, a utilização de biocombustíveis. Nós vivemos um momento de dificuldade na produção de energia, o país está carente disso, e é necessário, efetivamente, uma ampla estimulação. Mais do que isso, ele traz uma linha de financiamento não apenas para grandes empresas, mas para as empresas menores, aquelas que precisam ter algum tipo de ação voltada à eficiência energética. E não estamos falando aqui apenas de grandes estruturas; estamos falando de um comércio, de uma prefeitura, de diversos serviços, deputado Silvio Dreveck, que venham, efetivamente, a fazer com que o consumo possa diminuir. V.Exa., que é lá de São Bento do Sul, sabe da necessidade da competitividade das empresas catarinenses. Muitas estão buscando a sua própria produção de energia para ter um valor mais competitivo no mercado nacional e internacional. Com essa linha de financiamento, estamos permitindo que essa substituição de equipamentos, obviamente de geradores e de toda uma estrutura, diminua o consumo da empresa. Ou seja, ela tem duas fontes de financiamento: pode pegar o recurso para a sua 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 própria geração e para poder comercializar essa energia, e ainda buscar a sua eficiência energética, pois ainda não existe qualquer tipo de estímulo a ser realizado. A pessoa pensa: “Bom, eu tenho que trocar toda a iluminação da minha cidade para diminuir o consumo. Vou colocar lâmpadas de LED em toda a minha cidade. Mas pelo custo dessa substituição, compensado com a redução do consumo, vou demorar 15 ou 20 anos para equilibrar essa conta”! Bom, se há uma linha de financiamento subsidiada pelo BRDE que permite, praticamente sem juros ou com um juro mínimo, que a prefeitura possa substituir toda a sua iluminação pública por lâmpada de LED, essa redução do consumo paga o financiamento e ainda sobram recursos para a prefeitura e diminui o consumo de energia, gerando um ganho ambiental obviamente incalculável. Nesse sentido, obviamente temos que parabenizá-lo, porque um banco que efetivamente busca o desenvolvimento teve um viés voltado a duas preocupações nacionais: tanto a questão da necessidade de maior produção de energia, quanto a necessidade de um menor consumo, aliado com a questão da importância ambiental - e que, obviamente, é um foco de todo o nosso planeta, e o Brasil, com certeza, não poderia ficar de fora. O mais importante ainda, deputado Neodi Saretta - e v.exa. já presidiu a comissão de Turismo e Meio Ambiente -, é que não há limite para inscrições, todas as empresas podem se inscrever nessa fonte de financiamento do BRDE. Porque se todo o recurso for aportado para os projetos aprovados, o banco já tem uma expectativa de dobrar esse investimento, pela importância que essa linha de financiamento tem para toda a nação. É óbvio que exemplos práticos, como a substituição de maquinário de uma empresa... Existem muitas empresas na sua região, deputado Natalino Lázare, em Videira, que querem substituir todo o seu equipamento por outros que têm um menor consumo. Mas qual é o incentivo que elas têm para isso? Qual é a vantagem econômica que elas têm? Elas apenas vão ter o discurso ambiental? Não! Elas têm que ter, sim, uma linha de financiamento, a possibilidade de substituir, diminuir o consumo, ter o ganho ambiental, poder ter no seu balanço socioambiental a divulgação que essas ações vêm realizando em gerar uma consciência ambiental e de consumo correto nas nossas empresas. Nesse sentido, venho aqui parabenizar toda a diretoria do BRDE. Hoje à tarde vou estar reunido com o diretor do banco, o ex-senador Neuto De Conto, pois queremos ter mais detalhes do programa BRDE Energia, divulgar junto a todas as prefeituras, ajudar a divulgar junto às empresas e, efetivamente, fazer um trabalho, através da comissão de Turismo e Meio Ambiente, para que esse conhecimento chegue a todos aqueles que possam se beneficiar dessa linha de financiamento. É para iniciativas como essas que nós precisamos, cada vez mais, buscar uma ampliação, buscar ter um reconhecimento. Muitas vezes instituições, bancos de fomento, buscam estimular, mas, na verdade, transformam-se em bancos comerciais, como qualquer outra linha de financiamento. E o estado tem, sim, a obrigação de subsidiar projetos inovadores, que gerem qualidade ambiental e consciência ambiental. Quanto a esse caso específico, você, que tem uma pequena empresa; você, que tem uma grande empresa,; você, que é prefeito municipal, busque ter conhecimento, apresente o seu projeto e faça com que Santa Catarina tenha um ganho ambiental. E, mais do que isso, tenha uma maior produção de energia e um menor consumo, mostrando, cada vez mais, que o estado é autossustentável e busca o desenvolvimento sustentável, havendo equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental. O Sr. Deputado Natalino Lázare V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO GEAN LOUREIRO Pois não! O Sr. Deputado Natalino Lázare - Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar v.exa., deputado Gean Loureiro, pela explanação. V.Exa. tem absoluta razão. A comissão de Agricultura desta Casa discutiu uma proposição exatamente nesta direção: a produção de energia através do biogás, as chamadas energias renováveis. Eu, juntamente com os membros da comissão, estive esta semana, casualmente, em Foz do Iguaçu e Marechal Cândido Rondon. Em Foz do Iguaçu, conversei com o diretor da Itaipu Binacional, que é o maior conhecer de biogás, deputado Neodi Saretta, do Brasil. Foz do Iguaçu tem a maior escola de biogás do Brasil, muito reconhecida em nível internacional. Lá verificamos um projeto verdadeiramente espetacular nessa linha de geração de energia através do biogás. Então, deputado, a sua ideia é extraordinária, mas quero dizer a v.exa. e aos demais deputados que realmente está na hora de se criar um programa estadual nessa questão, olhando a energia renovável, a energia não poluente. No nosso caso, pois somos do oeste de Santa Catarina, deputados Neodi Saretta e Dirceu Dresch, sabemos que há um alto índice de poluição dos dejetos de suínos. Esses dejetos estão sendo jogados na natureza, causando problema ambiental, desequilíbrio entre o ser humano e o animal, e, consequentemente, estamos jogando dinheiro no lixo. Por isso, defendo a criação de um programa estadual e a nossa comissão de Agricultura se associa a v.exa. nessa questão, porque realmente ela é muito importante. Falta energia e temos condições sobrando para fazer com que iniciativas como a sua possam ser executadas. Este parlamentar está junto com v.exa., e a comissão de Agricultura, parece-me, também está engajada nesse projeto. Muito obrigado! O SR. DEPUTADO GEAN LOUREIRO Gostaria de cumprimentar v.exa. e dizer que o trabalho da comissão de Turismo e Meio Ambiente não se desassocia, em nenhum momento, do trabalho da comissão de Agricultura. Então, que nós possamos, talvez, realizar de maneira conjunta uma proposta para elaboração de um programa do estado. É óbvio que quando falamos de estado não estamo-nos referindo apenas ao governo do estado, e sim à prefeitura, ao governo federal e ao governo estadual para poder realizar. Mas temos que trazer aqui o cumprimento à política federal, através do BRDE e dos estados que fazem parte da política estadual, no sentido desse incentivo. Lá tem produção através de energia solar, de energia eólica e de biocombustíveis. Verdadeiramente, é uma realidade diferenciada, que já faz parte do cotidiano. E que as empresas possam usufruir e o meio ambiente de Santa Catarina agradece! Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O Sr. Deputado Dirceu Dresch - Pela ordem, sr. presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Mario Marcondes) - Com a palavra, pela ordem, o sr. deputado Dirceu Dresch. O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH Recebemos o comunicado da presença do ministro Pepe Vargas, amanhã, na capital. O ministro que trata das questões dos direitos humanos, além de fazer uma palestra sobre a política de direitos humanos do governo federal no país e em Santa Catarina, fará a entrega de kits para os Conselhos Tutelares nos municípios. Já existe um grande programa em que todos os municípios receberam carros e equipamentos, e amanhã serão entregues mais um volume de carros e equipamentos para que 3 os municípios possam fazer um bom trabalho nessa questão do Conselho Tutelar e dos direitos humanos. Quero parabenizar o ministro Pepe Vargas, que estará aqui amanhã e que presta um grande serviço como ministro da secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O SR. PRESIDENTE (Deputado Mario Marcondes) - Gostaria de fazer um comentário quanto ao pronunciamento do deputado Gean Loureiro, já que irá hoje ao BRDE: que se busque tudo isso, mas que também se consiga fazer com que as coisas efetivamente andem e que a burocracia não tome conta. Muitas pessoas acabam se afastando do Badesc, do BRDE e do BNDES, pelo tamanho da burocracia e da exigência de documentação para que se consiga os empréstimos necessários. Com a palavra o próximo orador inscrito, deputado Jean Kuhlmann, por até dez minutos. O SR. DEPUTADO JEAN KUHLMANN Sr. presidente, srs. deputados, sras. parlamentares e catarinenses que nos acompanham pela Rádio Alesc Digital e também pela TVAL, gostaria, hoje, de falar sobre duas questões. A primeira é a ida do governador Raimundo Colombo ao município de Blumenau, na última segunda-feira, ocasião em que ele anunciou a liberação de mais de R$ 20 milhões novamente para o município. No referido ato, o secretário da Saúde, João Paulo Kleinübing, deputado Dalmo Claro - e v.exa. já foi secretário -, renovou o convênio de manutenção do Hospital Santo Antônio e liberou mais de R$ 3 milhões para investimentos. Quero realmente justificar o recurso e falar da importância deste hospital para Blumenau e o vale do Itajaí. Todos sabem que o médio vale do Itajaí não possui uma estrutura de saúde do estado atendendo aquela região em termos de média e alta complexidade. Por isso, a importância de se ajudar o Hospital Santo Antônio. Enquanto que em Florianópolis e em várias regiões do estado há estruturas hospitalares do próprio estado, o médio vale não as possui. E daí, muitas vezes, o Hospital Santo Antônio acaba fazendo o papel da prefeitura, do governo do estado, daqueles que realmente deveriam dar o atendimento de saúde e que às vezes não o fazem. Então, o Hospital Santo Antônio tem essa função e por isso quero parabenizar o secretário João Paulo Kleinübing pela garantia dos recursos para o hospital não apenas na questão do custeio, mas também em investimentos, melhorando ainda mais o atendimento à população. Também quero parabenizar o governador do estado, que tem essa consciência e vem ajudando de vez em quando o Hospital Santa Isabel, o hospital da Vila Itoupava, o Hospital e Maternidade Oase, em Timbó. E também fez toda a reestruturação do hospital de Gaspar, na parte física e estrutural, há algum tempo. Tudo isso é importante para região e por isso, quando vem o recurso, ficamos muito felizes e temos que vir aqui agradecer. É claro que também temos que fazer a cobrança, porque a nossa região, o médio vale e o vale do Itajaí, precisa de mais atenção com relação à saúde e precisa desse atendimento. Além disso, o governador Raimundo Colombo também teve a felicidade de liberar recursos para outras áreas, como a questão do Programa Entra21, que trabalha a qualificação de jovens para o mercado de trabalho na área de tecnologia e inovação, o que é muito importante. Blumenau, assim como Florianópolis, tem um polo na área de tecnologia, de TIC, como chamamos, e é muito importante fazer esse trabalho, e o Programa Entra21 tem um papel fundamental. São R$ 600 mil investidos que irão atender a vários jovens na sua qualificação. Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 4 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 Também está-se liberando recursos para o Centro Empresarial de Blumenau, uma reivindicação antiga que vai reunir as entidades empresariais num único prédio e melhorar esse trabalho de união, forte, feito pelas entidades empresariais da nossa cidade. Além disso, depois de liberar R$ 10 milhões que garantiram a conclusão do complexo da ponte do Badenfurt, além de liberar R$ 10 milhões que garantiram o início das desapropriações para o prolongamento da rua Humberto de Campos, que irá ligar a região da Vila Germânica ao complexo da ponte do Badenfurt, o governador novamente renovou esse convênio garantindo mais R$ 10 milhões. São ao todo, para um único complexo, deputado Darci de Matos, dentro do município de Blumenau, R$ 30 milhões: R$ 10 milhões que garantiram a conclusão da ponte do Badenfurt, e mais R$ 20 milhões, que serviram para iniciar o processo das desapropriações e agora garantiram a continuação das desapropriações. A prefeitura tem recursos para fazer a obra, garantida através de uma ação do ex-prefeito João Paulo Kleinübing no financiamento do BID, mas ela não tem capacidade de fazer as desapropriações e por isso a ação do governo do estado é muito importante. Espero que o prefeito Napoleão Bernardes reconheça a ação do governador não apenas no momento da entrega do recurso, mas também na entrega da obra, porque ao ouvir uma propaganda da prefeitura falando da entrega da ponte e do complexo, a prefeitura disse que ela entregou e esqueceu de dizer da participação do governo do estado naquela ação. Assim, espero que dessa vez, quando for feita a entrega da ação, que a propaganda da prefeitura reconheça que o estado também ajudou. O Sr. Deputado Darci de Matos V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO JEAN KUHLMANN Pois não! O Sr. Deputado Darci de Matos Deputado, parabéns pelo pronunciamento que faz sobre a liberação dos recursos para as grandes obras importantes de Blumenau que estão sendo feitas pelo governador Raimundo Colombo. Sei que esses recursos estão indo para Blumenau e região porque o governador tem um carinho muito grande por aquele município, porque a cidade precisa e merece essas obras, mas também porque v.exa. e o deputado Ismael dos Santos têm reivindicado esses recursos junto ao governador, interagido, defendido e apoiado muito Blumenau e região. O SR. DEPUTADO JEAN KUHLMANN Agradeço, deputado! Quero aqui fazer justiça ao governador Raimundo Colombo pela sua preocupação em tentar fazer com que os municípios possam se desenvolver. Exemplo disso é o Fundam e várias ações em que ele tem sido, com certeza, o mais prefeito de todos os governadores. A sua atitude, na última segunda-feira, em Blumenau, mostrou que ele valoriza a ação dos prefeitos e a interação do estado com os municípios, porque sabe que o cidadão mora no município, que o grande problema das pessoas está lá e que a grande ação, muitas vezes, tem que ser feita pelos municípios. Então, essa participação dele abrindo mão de receita e ajudando os municípios a se desenvolver realmente é importante. Mas continuamos também cobrando as ações do estado, como o prolongamento da SC-108 e outras ações que são importantes para a região de Blumenau. Além disso, quero fazer um agradecimento. Ontem, estivemos no Sapiens Parque, através da Frente Parlamentar de Inovação, conhecendo um pouco mais esse sistema catarinense de tecnologia para que possamos interagir mais com o setor privado, com o setor intelectual, com as universidades e também Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração com o setor público na formulação de políticas e ações que irão continuar valorizando a questão da tecnologia, da inovação, da agregação de valor às empresas, aos produtos catarinenses a fim de termos empregos de qualidade. Quero agradecer aos professores Diomário de Queiroz e Carlos Alberto Schneider; ao presidente da Fapesc, Sérgio Gargioni; e ao professor Saulo, que nos receberam no Sapiens Park demonstrando realmente a importância da inovação e de fazer investimentos em ciência e tecnologia para um futuro de qualidade neste estado. Santa Catarina é um estado diferencial e por isso, desde dezembro, é campeão de geração de emprego porque não depende de apenas um único polo econômico, nós temos vários polos de desenvolvimento econômico em nosso estado. Exemplo disso é Florianópolis, Joinville, Blumenau, Chapecó, Criciúma e várias regiões do estado que se desenvolvem através de suas indústrias e da sua avaliação regional de desenvolvimento. É aquela questão do seu arranjo produtivo local, e isso é muito importante, srs. deputados. Com certeza, ao fazer com que isso seja fortalecido, a economia de nosso estado também ficará fortalecida, permitindo que realmente tenhamos mais produtos de valor agregado. Por isso, em nome da Frente Parlamentar de Inovação, quero agradecer a aula que recebemos e o carinho e a atenção dispensados por essas pessoas que fazem uma grande diferença nesse setor. Mas também quero dizer que precisamos trabalhar junto com esses intelectuais, as universidades, a Fiesc, o setor empresarial e os nossos governantes para que possamos fazer realmente com que Santa Catarina continue sendo um estado diferencial através justamente do investimento na inovação e na tecnologia. É isso que vai fazer com que o estado continue dando saltos de qualidade de vida. Por isso, a Frente Parlamentar da Inovação tem um papel fundamental, e ontem, mais do que nunca, nós, membros, verificamos e observamos o quanto Santa Catarina é diferente do restante do Brasil. Cabe a nós, parlamentares, representantes da população, saber fazer com que isso continue avançando e permitir que isso possa, acima de tudo, gerar qualidade de vida para as pessoas, porque isto é o mais importante: qualidade de vida para os catarinenses. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - O próximo orador inscrito é o deputado Dirceu Dresch, a quem concedo a palavra por até dez minutos. O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH Quero saudar os srs. parlamentares, os telespectadores que nos acompanham pela TVAL e os ouvintes da Rádio Alesc Digital. Hoje, gostaria de comemorar a sanção, por parte do governador do estado, do projeto que determina que o consumidor catarinense seja informado, nos restaurantes e bares, sobre a origem e espécie do pescado. Esse foi um projeto de nossa iniciativa para valorizar o nosso produto regional e local, deputado Manoel Mota. Já que Santa Catarina tem tanto pescado, o consumidor, a partir dessa lei, terá o direito de optar por um alimento daqui, catarinense, e, inclusive, do nosso país. Então, estamos felizes e comemorando mais uma conquista importante do setor de pesca do estado de Santa Catarina, ou seja, da nossa agricultura familiar, ou seja, da atividade pesqueira litorânea, dos pescadores, enfim de toda a nossa economia catarinense. Portanto, agradeço a todos que nos apoiaram e também o reconhecimento, por parte do governador, dessa importante lei que irá trazer essa garantia maior aos nossos 02/07/2015 pescadores, agricultores familiares e ao setor de pesca do estado catarinense e do Brasil. Também quero agradecer à comissão de Transporte e Desenvolvimento Urbano, que no dia de ontem, em reunião, aprovou o nosso requerimento para a realização de uma audiência pública no oeste do estado para debater a situação das nossas rodovias, especialmente as duas rodovias federais: a BR282, de Chapecó a São Miguel d’Oeste, e a BR163, que está em precárias condições. Nós queremos discutir com o DNIT, com o governo federal, a agilidade na liberação dos recursos, bem como a retomada dos investimentos naquelas duas grandes e importantes obras para o oeste catarinense e extremo oeste do nosso estado. Então, queremos agradecer à comissão, que aprovou esse requerimento. E agora vamos discutir a data para a realização dessa audiência que é um grande apelo das Câmaras de Vereadores e das prefeituras dos municípios do oeste e extremo oeste que produzem tanto e precisam ter qualidade nas rodovias para escoar essa produção. E também é um apelo da própria população, que usa essas rodovias para se deslocar de um município para outro, de uma região para outra. Trago novamente a esta tribuna dois temas que estão na pauta dos catarinenses, no dia a dia no debate da sociedade catarinense, deputado Gean Loureiro, que é a greve do Judiciário e dos professores. Lamentavelmente, estamos vendo uma situação em que fecham o diálogo, não conversam, e precisam ser retomadas, por parte do próprio Sinte e do governo do estado, as negociações com o Sindicato dos Professores. Hoje o governo está anunciando a contratação de temporários para suprir essa demanda da educação pública catarinense, trocando professores altamente capacitados, como vi acontecer em Chapecó no início desta semana, por professores iniciantes, que a sua condição é totalmente diferente. Nós não podemos aceitar isso e os pais, os alunos e a sociedade precisam reagir. Quero dizer que estou muito feliz porque recebi uma informação no início da semana. O nosso governador Fernando Pimentel, do estado de Minas Gerais, já acordou com um sindicato único dos trabalhadores da Educação a implantação, naquele estado, do piso nacional na carreira dos professores daquele estado. Isto mostra, mais uma vez, que há uma opção dos governantes: investir ou não investir na educação pública. Depois de 12 anos de governo do PSDB em Minas Gerais, inclusive governo do ex-candidato à Presidência da República, Aécio Neves-, e que não implantou o piso naquele estado, o governador Eduardo Pimentel pegou o estado numa situação muito difícil, com um rombo violento no caixa do estado. Mas implantou, já no início deste ano, depois de um curto período de governo, o piso e fez um acordo com o sindicato. É isso que cobramos em Santa Catarina, pois não é possível que um estado como o nosso, um estado que se prega como de primeiro mundo, não invista na educação e contrate temporários. Quase metade deles já é temporário, e agora, devido à greve, querem contratar jovens para cumprir essa função. Eles têm, na minha avaliação, deficiência para cumprir uma função na educação pública do nosso estado. Enquanto isso, continuam virando as costas para os trabalhadores. O governo não apresenta uma proposta concreta. Apresentou alguns itens, é verdade, mas não chegou a uma proposta satisfatória. E por isso a categoria, na última assembleia, rejeitou essas propostas e decidiu pela continuidade do movimento. Há outro movimento importante acontecendo e continuamos cobrando do Tribunal de Justiça uma posição clara sobre o plano de cargos e salários dos servidores do Judiciário de Santa Catarina. 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 Nós apresentamos, sr. presidente, uma moção de procedência da comissão de Trabalho. O nosso presidente interino, deputado Rodrigo Minotto, está articulando uma audiência com o presidente do Tribunal de Contas para que a Assembleia Legislativa cumpra a sua função de intermediar no processo de conflitos instalados. Além disso, demos entrada a uma moção nesta Casa - e todos os deputados serão convidados a assiná-la - no sentido de apoiar a reabertura das negociações e da construção de uma política salarial para a categoria dos trabalhadores do Poder Judiciário catarinense que prestam um serviço extraordinário lá na ponta. O Poder Judiciário Catarinense está em quarto lugar na avaliação nacional de produtividade e agilidade dos processos. Por isso, entendemos que esses trabalhadores precisam ser valorizados e ter um plano de cargos e salários. Daí a nossa cobrança, mais uma vez, nesta tribuna. Realizamos uma bela audiência pública esta semana e queremos dar continuidade ao processo de negociação. Conversamos com o desembargador João Henrique Blasi, estamos fazendo ações também pela nossa comissão de Trabalho, e esperamos que essa moção e o nosso trabalho nesta Casa possam contribuir na perspectiva de resolver esse problema para que esses trabalhadores, tanto da Educação como do Poder Judiciário, voltem a trabalhar imediatamente. Há outras categorias que também estão-nos cobrando, como os trabalhadores da Epagri e da Cidasc, que estão em processo de diálogo, com muita dificuldade. Agora estamos muito preocupados. A forma como o estado trata os trabalhadores tanto da Educação, como também de outras áreas, como a área da agricultura, deixa-nos preocupados e com uma grande interrogação: será que em Santa Catarina também está em curso o processo do estado mínimo, da saída do estado dessas áreas como Educação, Segurança Pública e Saúde para repassar tudo para a iniciativa privada e o povo pagar essa conta. Como fica a situação dos trabalhadores que não têm condições de bancar esses serviços públicos? Por isso, vamos continuar a luta pelo fortalecimento do serviço público e da saúde pública em nosso estado, cobrando do governo o cumprimento do seu papel nos hospitais e na Segurança Pública, porque temos grandes problemas em todas as regiões do estado. Além disso, há o tema da Educação, que estamos permanentemente cobrando. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Muito obrigado, deputado Dirceu Dresch. Com a palavra o próximo orador inscrito em Breves Comunicações, deputado Luiz Fernando Vampiro. O SR. DEPUTADO LUIZ FERNANDO VAMPIRO - Bom-dia, sr. presidente, deputado Valmir Comin; deputado Manoel Mota; deputado Leonel Pavan; deputado Gean Loureiro; deputado Ricardo Guidi; deputado Dirceu Dresch; deputado Neodi Saretta! Enfim, bom-dia a todos os parlamentares presentes, aos servidores da Casa e também àqueles que nos assistem pela TVAL e que nos ouvem pela Rádio Alesc Digital. Eu gostaria, neste momento, de trazer um dado importante nesta tribuna com relação a um setor que cresce e mantém-se pujante em nosso estado. E principalmente em relação às declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, dizendo que o nosso estado é diferenciado, que tem alguns setores, como o agronegócio e setor industrial, que atuam de forma diferenciada. Mas há um setor que se está destacando muito e de forma intensa: o setor supermercadista de Santa Catarina. Por sinal, as duas maiores redes de supermercados nesta área começaram as suas atividades no sul do estado e receberam, neste ano de 2015, destaque nacional no ranking da Abras Associação Brasileira de Supermercados. (Passa a ler.) “Os supermercados Angeloni e Giassi estão entre os 25 maiores do segmento no Brasil, e isso é motivo de orgulho para todos nós, catarinenses, e serve de inspiração para tantas outras empresas que atuam no setor contribuindo na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico e social do estado de Santa Catarina. A rede Angeloni, que nasceu na cidade de Criciúma, hoje ocupa a 11ª posição no ranking nacional da Abras, conquistando, em 2014, o faturamento bruto superior a R$ 2,3 bilhões. Ela possui 27 lojas e mais de 8.500 funcionários diretos. Empresa 100% familiar, o Angeloni foi fundado em maio de 1958 pelos irmãos Antenor e Arnaldo, a partir de uma pequena fiambreria em Criciúma, no sul de Santa Catarina, de onde começou a expansão para as maiores cidades do estado. Durante as mais de cinco décadas seguintes, a rede dedicou-se a desbravar novos mercados e a fortalecer o conceito de bem servir, estabelecendo premissas modernas e arrojadas que muito contribuíram para que o Angeloni se transformasse em um modelo na área supermercadista não somente de Santa Catarina, mas de todo o país. Gostaria de parabenizar o sr. presidente executivo do Angeloni, o amigo e administrador Guto Fretta, que desempenha muito bem esse papel. E cumprimentando-o, cumprimento o Antenor, o Arnaldo e todos os seus servidores por essa grande conquista. Já o supermercado Giassi, que começou as suas atividades ao lado de Criciúma, na querida cidade de Içara, ocupa hoje 24ª posição no ranking e teve o faturamento bruto de R$ 1,4 bilhão no ano passado, com 14 lojas no estado de Santa Catarina e mais de 5.800 funcionários diretos. A rede atua há mais de cinco décadas no setor supermercadista. Com lojas espalhadas por todo o litoral de Santa Catarina, o supermercado Giassi foi fundado em 1960 pelo querido e carismático sr. Zefiro Giassi, após de ter deixado os trabalhos do magistério e abrir a sua primeira loja de secos e molhados, que eram tecidos e ferragens no município de Içara. Com o crescimento da cidade, os negócios expandiram e a empresa também foise diversificando. A loja começou a comercializar alguns gêneros alimentícios. Em 1970, a loja de Içara passou do atendimento do balcão para o autosserviço. Essa mudança marcou o surgimento do primeiro supermercado Giassi em Santa Catarina. É sempre um orgulho ver as empresas catarinenses conquistarem posições de destaque nacional. E o objetivo desse ranking apresentado pela Abras, na sua 38º edição, é entender o setor supermercadista brasileiro e possibilitar a cada empresa acompanhar a sua evolução, tecer comparações em relação à concorrência e, inclusive, planejar o seu desenvolvimento, trazendo informações sobre o faturamento, dados físicos, formatos de loja, meios de pagamento, participação das diversas sessões nas vendas totais e investimentos, entre outros. Diante disso, o setor, que faturou, em 2014, R$ 294,9 bilhões, é um dos maiores empregadores do Brasil, gerando mais de R$ 1,75 milhão de postos de trabalho diretos, segundo o ministério do Trabalho.” Realmente Santa Catarina conquista, na verdade, nos seus 50 primeiros colados, estas duas posições de destaque: 11º a 24º. Mas temos outros inúmeros supermercados que merecem aqui a nossa referência, começando pelo sul de Santa Catarina, pela rede dos irmãos Ghislandi, a Rede Bistek, que 5 também começou em uma cidade ao lado de Criciúma, no município de Nova Veneza. Nós poderíamos falar de outros mercados de igual potencial, como os mercados: Manentti, Moniari, Castagnetti, Abimar, Althoff. Enfim, tantos outros supermercados que estão com uma tradição muito forte. E aí eu poderia citar outros supermercados, e também daqui, da cidade de Florianópolis, e de outras cidades, de outras frentes importantes. Quero dizer que o setor supermercadista é um setor pujante, moderno, que tem muito a comemorar. Mas principalmente nós, do sul de Santa Catarina, em relação a este ranking da Abras, temos que comemorar bastante. O primeiro mercado de bairros da nossa região é o Manentti, que começou as suas atividades no bairro Rio Maina, na cidade de Criciúma. E deu para ver que estes três mercados de potencial importante, que são o Bistek, o Angeloni e o Giassi, fizeram realmente escola por toda Santa Catarina, mas, principalmente, no sul do estado. Aos seus sócios-proprietários, aos seus funcionários e a todos aqueles que contribuem para um setor muito importante, o reconhecimento da Assembleia Legislativa e dos parlamentares. O Sr. Deputado Manoel Mota - V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO LUIZ FERNANDO VAMPIRO - Pois não! O Sr. Deputado Manoel Mota - Eu quero cumprimentar v.exa., deputado Luiz Fernando Vampiro, e dizer que a região sul do estado, que foi considerada, há um tempo, uma região pobre de Santa Catarina, está mostrando o seu potencial. Onde estão os dois maiores supermercados do estado? Estão no sul, além de outras empresas fortes que lá se instalaram. Então, é preciso, sim, comemorar, cumprimentar e dar estímulos para que eles continuem fazendo grandes investimentos, porque Santa Catarina tem orgulho tanto do Angeloni, como do Giassi. São mercados organizados que sabem o que querem, para onde vão e o que fazem. Eles se organizam em todas as áreas e por isso são supermercados reconhecidos não somente em Santa Catarina, mas também em todo o Brasil. Quero parabenizá-lo pelo brilhante discurso que v.exa. faz, comemorando as nossas grandes empresas do sul de Santa Catarina. O SR. DEPUTADO LUIZ FERNANDO VAMPIRO - Muito obrigado, deputado Manoel Mota! V.Exa. é um deputado que participa ativamente dessas questões e conhece os sócios também de uma forma muito intensa, assim como o deputado que preside esta sessão, Valmir Comin. Então, é um orgulho para nós, do sul de Santa Catarina, termos essas referências. Esse ranking mostrou que estamos no caminho certo em relação à dinâmica de trabalho do setor supermercadista no sul de Santa Catarina. Um abraço a todos e um bom-dia! Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Passaremos ao horário reservado aos Partidos Políticos. Hoje, quinta-feira, os primeiros minutos são destinados ao PT. Com a palavra o sr. deputado Neodi Saretta, por até oito minutos. O SR. DEPUTADO NEODI SARETTA Sr. presidente, srs. deputados, estimados catarinenses que acompanham esta sessão, gostaria de destacar alguns assuntos neste momento. Mas antes de falar sobre a questão de uma frente parlamentar, e participamos, ontem, do seu lançamento, eu queria voltar a trazer para esta tribuna a nossa preocupação em relação às obras paralisadas no estado de Santa Catarina. São diversas obras que estão sendo acompanhadas e temos uma preocu- Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 6 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 pação muito grande em relação a essa paralisação. Quero, inclusive, citar aqui, em termos estaduais, o contorno viário da cidade de Seara, um sonho antigo daquela comunidade. Nestes dias, houve novamente a paralisação daquela obra e a retirada das máquinas pelas duas empresas que compõem o consórcio e estão executando a obra. Isso causou uma apreensão muito grande, já que é uma obra importante que estava em andamento e paralisou. Depois houve uma sinalização de retomada e agora foi paralisada novamente. Nós queríamos deixar registrada aqui a nossa preocupação e apelar para que o governo do estado busque mecanismos para que essa obra possa recomeçar imediatamente. Temos a mesma preocupação também em relação à SC-355, que liga Concórdia a Jaborá. Há mais de um ano e meio a obra encontra-se paralisada, nova licitação foi realizada e ainda não foi dada a ordem de serviço. Estamos na expectativa de que isso possa acontecer o quanto antes possível, já que aquela situação é insustentável, pois se trata de uma obra que iniciou, paralisou e causou um desgaste na região. Esperamos que essa obra possa ser retomada o quanto antes possível. Então, sr. presidente e srs. deputados, cito as duas como exemplo, mas há diversas obras paralisadas no estado, tanto estaduais quanto federais. A expectativa é de que os ajustes do governo nos seus Orçamentos, tanto estadual quanto federal, possam acontecer o quanto antes para que essas obras possam ter o seu andamento normal. Mas, sr. presidente, ontem, nesta Casa, foi lançada a Frente Parlamentar em Defesa da Suinocultura, da qual teremos a satisfação de ser o vice-presidente, na Presidência o deputado José Nei Ascari. Tratase de uma frente parlamentar que pretende debater e buscar mecanismos para auxiliar essa atividade tão importante para a economia de Santa Catarina e para dezenas e centenas de famílias que vivem da produção de suínos em suas propriedades. Nós temos a expectativa, inclusive agora, em relação a novos acordos internacionais que estão sendo feitos, de que as portas da carne suína brasileira estejam abertas em diversos países, como já tem acontecido. Inclusive esta semana houve conversações entre o governo brasileiro e o governo chinês, e esse novo acordo prevê a possibilidade de exportação da carne brasileira para o mercado chinês. Portanto, teremos a exportação não apenas de um tipo de carne, mas de frango e suínos. Deputado Natalino Lázare, no caso da China, apesar de ser uma grande produtora da carne suína, com 56 milhões de toneladas, ela importa outras 800 mil. Portanto, apesar de ser uma grande produtora, tem importado bastante. Então, abre-se esse mercado. No Brasil também temos, hoje, conforme declarou ontem o próprio sr. Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, a carne suína considerada a mais saborosa do mundo. Temos ainda margem para aumentar bastante o consumo no Brasil, já que a carne suína, como disse, é saborosa e teve melhoramentos genéticos. E aí entra também o trabalho realizado pela Embrapa por meio do Centro Nacional de Pesquisas de Suínos e Aves. A Embrapa, que está com uma unidade instalada em Concórdia, ajudou a desenvolver também a questão do suíno com menor teor de gordura, uma carne totalmente saudável e saborosa, hoje uma das melhores possíveis. Então, achamos que há essa perspectiva boa, mas, por outro lado, o suinocultor tem amargado, ao longo dos anos, dificuldades para se manter na produção. A atividade da suinocultura é considerada muito variável, tendo momentos de lucratividade para o suinocultor e em outros momentos não. Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração Dessa maneira, há uma preocupação sempre muito grande, e pretendemos, com esse trabalho da Frente Parlamentar da Suinocultura, trazer essas ações e buscar, junto aos governos, que possam estabelecer políticas de favorecimento à suinocultura catarinense. O Sr. Deputado Natalino Lázare V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO NEODI SARETTA Pois não! Concedo um aparte a v.exa., presidente da comissão da Agricultura. O Sr. Deputado Natalino Lázare Quero me solidarizar com v.exa. Realmente a suinocultura merece um tratamento especializado, porque é uma grande fonte econômica da nossa região. Somente para se ter uma ideia, deputado Neodi Saretta, quero dizer que Videira tem o maior produtor individual de suínos da América Latina, Mário Faccin. Então, é uma questão que realmente envolve economia e uma série de outros fatores que v.exa. explanou muito bem. E precisamos realmente cerrar fileira em função dessa importante atividade econômica. Parabéns, deputado! O SR. DEPUTADO NEODI SARETTA Obrigado, deputado Natalino Lázare! Temos a Frente Parlamentar da Suinocultura que vai, portanto, debater esses assuntos e levar adiante ações que possam favorecer a produção da carne suína em Santa Catarina. Assim como também estamos atentos à questão da avicultura catarinense, que é uma avicultura de ponta, mas os avicultores têm penado também para se manter na sua atividade. É preciso que as agroindústrias também olhem com carinho para o produtor, o agricultor que está lá na sua propriedade com dificuldades, mas mantendo a produção para que possamos ter alimentos para Santa Catarina, para o Brasil e também para exportá-los para diversos países do mundo. Muito obrigado, sr. presidente! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Ainda dentro do horário reservado aos Partidos Políticos, os próximos minutos são destinados ao Bloco Social Progressista - PP, PSDB. Com a palavra o sr. deputado Leonel Pavan. O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN - sr. presidente, deputado Valmir Comin, sras. deputadas e srs. deputados, somos disciplinados politicamente e, muitas vezes, somos chamados à responsabilidade em toda questão política estadual e nacional. E hoje, no horário dos Partidos Políticos, queria justamente fazer uma menção ao atual momento do nosso país, referente ao emprego e desemprego. Nós, por diversas vezes, questionamos o futuro da maior estatal do Brasil, da mais importante empresa do país, uma das maiores do mundo, que é a Petrobras. Mas quando nos referimos a esta empresa, nunca nos dirigimos com um fator contra ela, mas sempre no sentido de tentar ajudá-la no seu crescimento e salvá-la. Quando falamos nós, refiro-me a milhares e milhares de partidários e a tantos outros que têm, certamente, condições de poder contribuir para salvar esta grande estatal brasileira. Mas é inegável que existe uma crise na Petrobras. A mídia está mostrando isso. Nós, muitas vezes, somos conduzidos por aquilo que lemos e ouvimos, pelos depoimentos, por esclarecimentos e, muito mais, agora pelas delações premiadas. Então, não dá para tapar o sol com a peneira. A Petrobras está em crise e, infelizmente, ocorreram fatos gravíssimos que trouxeram um prejuízo enorme para esta importante empresa do nosso país. Consequentemente, surgiram outras crises, crises essas que são gravíssimas, porque o maremoto está avançando e vai pegando tudo! 02/07/2015 O governo federal também se mobiliza, agora, contra a classe trabalhadora ou não é verdade? -, tirando direitos sociais adquiridos ao longo do tempo. Ontem,ouvi alguns senadores e deputados federais do PT que se uniram à Oposição, contrariando uma decisão do governo federal que prejudica, em muito, os trabalhadores do nosso país. Eu ouvi, naquele pinga-fogo na Globo, o líder do PSDB e outro senador do PT, e parecia que os dois eram de Oposição, pois o discurso era idêntico. A geração de empregos no país está diminuindo, é lógico. Ao mesmo tempo em que a tesoura do ajuste recessivo ameaça direitos trabalhistas e previdenciários, temos que ver que isso, de repente, também esteja prejudicando a geração de empregos. Deputados Valmir Comin e João Amin, em 2014 foram criados apenas 397 mil empregos no país. Segundo números do cadastro geral de emprego e desemprego divulgado no início do ano, criou-se apenas 397 mil empregos, e este crescimento foi o pior desde 2002, quando a atual série estatística começou. Fizeram uma avaliação estatística e demonstraram que há o pior crescimento de emprego do Brasil. Nem na recessão de 2008 e 2009 o mercado do trabalho do país foi tão mal. Quem assistiu, ontem, ao Jornal Nacional, pôde ver que os índices de desemprego são enormes! Há queda, somente na construção civil, de mais de 50 mil desempregos; somente em Brasília, há mil desempregos por semana. No início do ano passado, com o irrealismo que lhe é característico, o governo federal previa a criação de 1,4 milhão de empregos no país, mas não deu! A queda em relação a 2013, pasmem, de um ano para o outro, foi de 64%. Ou seja, a geração de vagas no ano passado representou apenas 1/3 do resultado do ano anterior. Somente em dezembro do ano passado foram fechados 555 mil postos de trabalho. O mês é tradicionalmente ruim para o mercado de trabalho, mas ninguém imaginava que seria tanto. A indústria de transformação continua sendo o setor mais afetado, com 163 mil vagas a menos em 2014. Inclusive, preparei um vídeo mostrando o que dizem todos os jornais nacionais. Vamos assistir ao vídeo! (Procede-se à exibição do vídeo.) Bom, eu até deixaria os outros vídeos para uma próxima oportunidade, mas não podemos tapar o sol com a peneira! Existe uma crise no Brasil. Também sou empresário e eu mesmo demiti 20 funcionários. Existe uma crise no Brasil que estamos sentindo em todos os setores. Então, não podemos achar que tudo que está aí é mentira. Estou usando a tribuna, hoje, para contestar, muitas vezes, quando se diz que tudo está uma maravilha. Nas ruas somos cobrados: “Como não levam para a tribuna os fatos reais deste país”? Estou usando o horário do meu partido para lamentar e falar a verdade. Não uso a tribuna apenas para fazer política. O que estamos vendo aqui é um fato real! Há um desemprego gritante e não sei quem é o culpado. O próprio ministro Joaquim Levy esteve no estado e disse que a situação está difícil, que o desemprego continua crescendo, que existe uma crise e que vão superá-la. Tomara Deus que superem! Essa crise certamente será superada, mas quem criou a crise? De onde veio, se o atual governo já está há 12 anos? Essa crise tem que ser reconhecida! Não podemos tapar os olhos, ficar calados ou admitir que seja tudo mentira, engodo. Nos supermercados, o preço da cesta básica está aumentando; a construção civil está em queda. Há uma recessão enorme no país, ou realmente a mídia não está cumprindo o papel de falar a verdade. Entendemos que é preciso que haja, neste momento, uma torcida muito grande para 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 que possamos sair desse momento difícil e crítico do país. E quem está lá precisa admitir que a atual situação do Brasil é uma das piores da sua história. Mesmo sendo deputado estadual e não tendo o poder de influenciar, podemos debater. Se cada Parlamento estadual fizer o debate, levar isso à frente, contribuir com o Congresso Nacional, tentar fazer com que se ache um caminho para que essa crise termine, certamente estaremos cumprindo o nosso papel de legislar e atender aos anseios populares. Não podemos achar que é tudo mentira e que o Brasil está caminhando como se estivesse num céu de brigadeiro. Estamos passando por uma das maiores crises econômica e de desemprego da história! Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Ainda dentro do horário reservado aos Partidos Políticos, os próximos minutos são destinados ao PDT. Com a palavra o deputado Rodrigo Minotto, representando o bloco das minorias, por até cinco minutos. O SR. DEPUTADO RODRIGO MINOTTO - Bom-dia, srs. deputados e sr. presidente que comanda a sessão no dia de hoje, deputado Valmir Comin. Quero registrar a presença do nosso amigo de Cunha Porã, César Zambiasi, que está aqui acompanhado do seu colega. Muito brigado pela presença de vocês aqui! Sr. presidente, a minha Forquilhinha está-se preparando para a VII Heimatfest, que será realizada no mês de outubro deste ano. Lá são esperadas mais de 100 mil pessoas e estaremos recebendo os visitantes para resgatar e manter vivas as tradições culturais, a gastronomia e o acervo histórico dos colonizadores responsáveis pela formação do referido município. Como a Heimatfest acontece a cada dois anos, a população da cidade se incorpora no sentido étnico e festivo para mostrar a todos os turistas e visitantes as suas etnias, os seus costumes, a sua gastronomia e a realidade do cotidiano de diversas famílias que contribuíram para a construção da cidade. Feita esta breve explanação, subo a esta tribuna, na manhã de hoje, para parabenizar e agradecer ao secretário de estado da Cultura, Esporte e Turismo, sr. Felipe Mello. Ontem, no período da tarde, ele nos recebeu e, pela sensibilidade que teve e pela demonstração da importância dessa festa, o governo do estado estará colaborando com a festa para que, numa pareceria, sem burocracia, os recursos sejam repassados ao município diretamente pela Santur. Foi um aporte de R$ 50 mil e faremos esse investimento no município para atender cada vez melhor a todos os turistas que participam da nossa festa. Mesmo com as dificuldades do Orçamento, o secretário demonstrou a sua boa vontade e comprometimento com a cultura e o turismo do nosso estado. Dessa forma, quero aqui, de público, agradecer a parceria e aproveitar para convidar todos para tomarem um bom chope e saborearem uma boa comida em Forquilhinha, em outubro deste ano. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Leonel Pavan) - Aceito o convite! Ainda dentro do horário reservado aos Partidos Políticos, os próximos minutos são destinados ao PSD. (Pausa) Tendo em vista uma permuta entre o PSD e o PMDB, os próximos minutos são destinados ao PMDB. Com a palavra o deputado Manoel Mota, por até 15 minutos. O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, sociedade que prestigia a sessão na manhã de hoje, eu gostaria de fazer alguns registros importantes e fundamentais na vida do ser humano e na história do nosso estado. É assustador o número de acidentes que ocorrem em Santa Catarina - e o nosso estado perde apenas para Minas Gerais. Eu gostaria de mostrar a importância do investimento feito para as Polícias Rodoviárias Federal e Estadual para que haja uma redução do número de acidentes e, consequentemente, do número de mortes. (Passa a ler.) “Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, em 2013 foram aplicadas 2.973 multas por embriaguez e deste total 875 motoristas foram presos por embriaguez. Em 2014, o total de multas por embriaguez diminuiu um pouco em relação a 2013, mas totalizou em 2.725. Deste total, 643 motoristas foram presos por embriaguez. Não foi possível fornecer as informações referentes a multas por dirigir sob efeito de outras substâncias, pois esse número seria muito pequeno devido à dificuldade de constatar e comprovar que a pessoa está sob efeito de drogas. Hoje, a Polícia Rodoviária Federal não possui nenhum aparelho que possa ajudá-la a identificar se o motorista está ou não sob efeito de alguma droga. A única ferramenta que ela possui é a experiência do dia a dia e o treinamento.” Esses dados foram repassados pelo chefe de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal, Luiz Graziano. Então, isso mostra o que um aparelho de alta tecnologia pode fazer para reduzir o número de acidentes. E se reduzirmos o número de acidentes, vamos reduzir o número de mortes. O mais preocupante é a droga, porque até agora não há como saber qual é o tipo de droga. E com esse aparelho que v.exas. irão conhecer daqui a pouco, em sete ou dez minutos já se terá a resposta nas mãos. Quando um motorista dirige embriagado, ele tem pouca visão e coragem para correr mais do que o permitido. E com o uso de outra substância acontece a mesma coisa, ou até pior. Então, é preciso tomarmos algumas medidas nesse momento para que possamos amenizar o sofrimento das famílias que perdem os seus entes queridos. Vou fazer a leitura do relatório da Polícia Rodoviária Estadual: (Passa a ler.) “Em 2014, o total de multas foi 82.310. E desse total, 609 motoristas foram presos por embriaguez. Em 2015, o total de multas até o dia 20 de maio foi 28.019. Desse total, 213 motoristas foram presos por embriaguez. Não foi possível fornecerem as informações referentes a multas por dirigir sob efeito de outras substâncias, pois os meios de fiscalização são o etilômetro ou o auto de constatação de alteração da capacidade psicomotora, ou seja, hoje eles não conseguem identificar que tipo de substância o motorista está sob efeito.” Então, é preciso tomar alguma medida! É preciso encarar de frente! É preciso dar um passo atrás para que possamos ter segurança. Hoje, pelo que será mostrado daqui a pouco, os senhores vão saber que tipo de tecnologia é investida para que, em sete a oito minutos, saiba-se que tipo de substância a pessoa tem no seu organismo e se ela pode ou não dirigir. Então, é preciso salvar vidas, meu caro deputado. O Sr. Deputado Ismael dos Santos V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA Pois não! 7 O Sr. Deputado Ismael dos Santos Deputado Manoel Mota, parabéns pela sua intervenção. A Organização Mundial da Saúde diz que em qualquer momento do dia temos 45 milhões de pessoas embriagadas. Portanto, neste exato momento 45 milhões de pessoas, em alguma parte do mundo, estão embriagadas. Nós fizemos um relatório muito completo no ano passado sobre álcool e volante, consultando a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Rodoviária Estadual e a Polícia Militar, e fizemos um encontro de informações especial com o Detran. Mas aí preocupou-nos um detalhe, deputado Manoel Mota, porque não basta fiscalizar. Tivemos 13 mil ocorrências em blitz, por exemplo, de pessoas pegas embriagadas em Santa Catarina, e apenas duas mil carteiras, CNH, apreendidas. Então, há um abismo que precisa ser devidamente regulamentado e fiscalizado. Estamos solicitando, neste ano, uma nova planilha dessas informações e esperamos apertar esse cerco, porque de fato álcool e volante não combinam. O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA Álcool e volante são coisas totalmente diferentes! Então, é preciso, sim, sair desse patamar como o segundo estado com o maior número de acidentes no Brasil. Hoje v.exas. vão conhecer um aparelho de alta tecnologia, que vai trazer segurança. Deputado Mario Marcondes, v.exa. já o conheceu porque esteve na segunda-feira no comando da Polícia Militar. É preciso, sim, tomar algumas medidas. Se são simpáticas ou antipáticas para algumas pessoas, aí é um problema que não se pode levar em conta. É preciso que o motorista, ao dirigir por uma estrada, tenha a tranquilidade de que não vai se deparar com outro motorista que, dirigindo sob o efeito de álcool ou droga, acabará causando um acidente. E muitas vezes o motorista que não tem culpa acaba morrendo. Por isso, acho que é preciso que se tomem algumas medidas mais rígidas com relação a esse assunto. Hoje v.exas. vão conhecer um equipamento extraordinário, magnífico, que vai reduzir o número de multas, acidentes e mortes nas estradas. É nesse sentido que temos que trabalhar para que haja mais segurança nas estradas para o povo do nosso estado. Mas quero também abordar outro tema muito importante. O sul de Santa Catarina, deputado Mario Marcondes, investiu muito acreditando na criação de camarão em cativeiro. Alguns empresários fizeram grandes investimentos e a criação de camarão começou a se expandir. Mas, de repente, veio a chamada Mancha Branca que acabou afetando a produção do camarão. Encampamos algumas ideias importantes, estivemos na Universidade Federal de Santa Catarina e na Epagri e eles abraçaram conosco a ideia daquelas pessoas criarem alevinos de tainha nos tanques onde eram criados camarões, dando condições de que tenham uma renda para a sua sobrevivência e para poderem pagar as dívidas que tinham adquirido junto aos bancos. Por que foi pensado isso? Porque, hoje, a tainha tem mercado no estado. Deputado José Milton Scheffer, no Restaurante do Lago, no Camacho, quando se joga miolo de pão, vê-se as tainhas criadas lá. Daí veio a ideia e há 15 dias foram levados 80 alevinos de tainha já criados em laboratório para serem soltos. Com isso, além de socorrer esses empresários de Laguna, Tubarão e Jaguaruna, vamos fazer com que tenham uma fonte de renda muito importante. O que mais me deixou feliz foi o fato de que estão trabalhando alevinos de tainha para água doce. Na nossa região, que é cheia de barragens, poderemos colocar tainhas em água doce. Não precisa nem pescar, basta ficar olhando elas pularem! A tainha é boa para Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 8 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 comer, mas também servirá para aumentar o turismo da região, porque é lindo demais ver isso acontecer. Então, estamos fazendo esse trabalho, que já está adiantado. E quero cumprimentar as equipes da Cidasc, Epagri e UFSC, que não mediram esforços para realizar esse projeto. Quero registrar que o dono do Restaurante do Lago, na Barra do Camacho, é que está cedendo as matrizes para a produção que está indo de vento em polpa. Este ano, naqueles tanques de camarão, já deverão ser soltos muitos alevinos de tainha. Srs. deputados, é preciso, sim, enfrentarmos coisas difíceis que depois se transformam em um ganho real. Estou muito entusiasmado, porque vejo perspectiva de a nossa região se desenvolver ainda mais com essa nova forma de trazer recursos para a nossa comunidade. Quem criar tainha em um lago evidentemente terá uma grande vantagem, porque vai se transformar em um ponto turístico, já que pela manhã ela está pulando e todos querem vê-la pular. E essas transformações são muito importantes e fundamentais para o crescimento da região. Por isso, estamos trabalhando a passos largos. Os alevinos já estão despontando no laboratório, mas precisamos de mais um pouco de dinheiro para as coisas acontecerem mais rapidamente. O Sr. Deputado José Milton Scheffer V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA Pois não! O Sr. Deputado José Milton Scheffer Caro deputado Manoel Mota, quero cumprimentar v.exa. pelo pronunciamento e por chamar a atenção para esse trabalho que está sendo feito pelos pesquisadores da UFSC e da Epagri e que é muito importante para o nosso estado. Santa Catarina é o maior produtor de pesca e precisamos ter políticas públicas voltadas também para a aquicultura, para produzir isso em tanques. E o aproveitamento desses tanques na região de Laguna e Tubarão é muito importante. Talvez v.exa., que é pescador de tainha no rio Araranguá com caniço e de vez em quando tem dificuldade legal, consiga resolver tudo isso de uma vez só. Mas queremos falar do orgulho que temos de ver os pesquisadores da Epagri nesse projeto, e dizer que temos necessidade de dotar a secretaria da Agricultura de mais técnicos focados nessa área. Penso que a aquicultura e a piscicultura em Santa Catarina têm um futuro muito grande, além do uso correto das águas sem poluição. Então, cumprimento v.exa. pelo seu pronunciamento - e estamos em plena temporada de pesca no oceano - e também por esse projeto de criação de alevinos de tainha em cativeiro. Sem dúvida nenhuma, isso vai ser uma renda importante para os nossos pescadores. Parabéns, pelo trabalho de v.exa. e por essa iniciativa. O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA Agradeço o aparte de v.exa. e incorporo ao meu pronunciamento. Com certeza, haveremos de buscar rapidamente respostas muito positivas. Sr. presidente, quero dizer que na terça-feira haverá a abertura do Seminário Regional do Maracujá, no município de Sombrio. Nós somos o maior produtor de maracujá de Santa Catarina e o nosso maracujá é um dos melhores do país. Mas quero dizer que a nossa região sobrevive apenas dos fumicultores e por isso estamos preocupados. Precisamos criar alternativas de produção e por isso esse seminário é tão importante. Quero parabenizar o vice-prefeito do município de Sombrio, que está organizando, e a administração municipal, que deu um grande suporte. Eu vi nascerem lá várias alternativas de plantio, como a do abacaxi, do maracujá, e outras. Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração Então, é muito importante buscarmos essas alternativas, aumentando a renda familiar dos nossos agricultores que, com poucos hectares de terra, ainda sobrevivem da agricultura, produzindo a riqueza deste país. Por isso, ao cumprimentar o nosso vice-prefeito e todos aqueles que trabalharam na organização do seminário, queremos dizer que é preciso trabalhar nessa direção, buscando alternativas para que possamos ter um estado sempre de qualidade e uma’ sociedade mais tranquila Muito obrigado, sr. presidente! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Leonel Pavan) - Ainda dentro do horário reservado aos Partidos Políticos, os próximos minutos são destinados ao PSD. Com a palavra o deputado Maurício Eskudlark, por 13 minutos. O SR. DEPUTADO MAURÍCIO ESKUDLARK - Sr. presidente, srs. deputados e público que nos acompanha, estávamos vendo a forma dinâmica com que v.exa. conduz a sessão, deputado Leonel Pavan, e ainda dizendo que é com jeito de governador. E governador que tive a honra de servir e, como delegado de polícia, eu sei do dinamismo nas decisões, nas nomeações e nos concursos. Então, guardamos sempre boas recordações. Tenho muito orgulho de ter servido ao governador Luiz Henrique da Silveira também, na época por indicação do partido, o PSD, e pela intervenção fundamental de v.exa. E sempre digo que procurei retribuir a altura, com dedicação e trabalho. Admiro o seu trabalho, e v.exa. tem uma história muito grande na administração pública e também em Balneário Camboriú, cidade da qual vou falar um pouco. O SR. PRESIDENTE (Deputado Leonel Pavan) - E v.exa. foi um excelente chefe de polícia, diga-se de passagem. O SR. DEPUTADO MAURÍCIO ESKUDLARK - Muito obrigado, sr. presidente! Administração pública é fundamental. V.Exa., no seu pronunciamento, falou da questão nacional. Pegaram o país em boas condições e acharam que o dinheiro era à vontade. Administraram de forma equivocada e deu no que deu. É fácil pegar um país que está com a economia mais ou menos em ordem ou praticamente em ordem, fazer esses programas, achar que o dinheiro nunca mais ia acabar e que podiam distribuir à vontade. Sem critérios, começaram a financiar obras em Cuba e em outros países da África, ao invés de financiar obras essências no nosso país. Nesta semana, eu disse que estamos com as BRs, no oeste do estado, em estado de calamidade pública. Essas BRs têm que ser patroladas, deputado Natalino Lázare, porque com o peso dos caminhões surgiram lombadas no meio da pista e não há condição nenhuma de tráfego. Um carro pequeno, ao bater naquelas lombadas, vai provocar um acidente e haverá vítimas. Em Cunhã Porã temos a BR-158, que também não está em situação melhor do que a BR-163 e a BR-282. As rodovias que estão em boas condições são as que foram privatizadas, pois lá há manutenção. Também estão bem algumas federais, como a BR-280, já que foi feito um trabalho recente na região de Porto União, Mafra e Canoinhas. Mas, se pegarmos o restante do estado, o nosso oeste catarinense, por exemplo, veremos que lá é um caos. E isso é falta de visão administrativa. Tenho conversado muito com as lideranças em Balneário Camboriú, a minha segunda cidade, vamos dizer assim. Nesta semana, eu me reuni com os vereadores, porque um vereador fez lá uma audiência pública para tratar do Hospital Municipal Ruth Cardoso. E parece que o vereador Marcelo Achutti não tem problema municipal para resolver, porque as audiências públicas são 02/07/2015 feitas para acusar o governo do estado, pois tudo que há de ruim é culpa do governo. A segurança lá funciona, mas, claro, tem a participação importante da Guarda Municipal, e temos que reconhecer isso. Mas a Polícia Militar e a Polícia Civil fazem lá um belo trabalho. Elas têm dificuldades e há coisas para serem melhoradas? Sim, há, mas ela funciona. Para se ter uma ideia, peguei algumas manchetes de jornais a respeito do Hospital Municipal Ruth Cardoso, de Balneário de Camboriú. Se procurarem no Google manchetes envolvendo o Hospital Municipal Ruth Cardoso, vão encontrar as seguintes: “Bebê nasceu morto no Hospital Ruth Cardoso em Balneário Camboriú, aponta laudo”; “Família de garçom morto no Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, acusa hospital de negligência”; “UTI neonatal do Hospital Ruth Cardoso é reaberta em Balneário Camboriú”; “Corpo de recém-nascido do Hospital Ruth Cardoso é exumado em cemitério de Balneário Camboriú”; “Ruth Cardoso divulga horários em que pronto-atendimento ficará sem pediatras em Balneário Camboriú”. Quer dizer, o hospital, ao invés de resolver o problema, buscar um médico, fazer um gerenciamento, divulga um horário em que o hospital ficará sem pediatra. Então, tem que avisar o nenê que está na barriga da mãe que naqueles horários ele não pode nascer! É um absurdo! Brincamos, mas é uma coisa seriíssima! Cito outras manchetes: “Crise no atendimento do Ruth Cardoso reacende alerta sobre a saúde em Balneário e região”; “Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, declara situação de emergência” - e percebam que cada uma é uma notícia de momentos diferentes da história do Ruth Cardoso -; “Hospital Ruth Cardoso fecha UTI neonatal a partir desta quarta-feira em Balneário Camboriú”. Esta manchete é de 9 de dezembro de 2014. Quanto àquela criança que nasceu morta no hospital, há a notícia dizendo que, segundo a perícia, a criança nasceu com vida, mas, infelizmente, após o nascimento, morreu no Hospital Municipal Ruth Cardoso. A melhor notícia que há sobre o Hospital Municipal Ruth Cardoso é a seguinte: “Ministério Público vai investigar gastos de Balneário Camboriú e cidades vizinhas com saúde e saneamento básico”. E daí por que falei, no início do meu pronunciamento, sobre a importância de o governo administrar bem, saber usar o recurso público, pegar o recurso e saber administrar dentro do que arrecada e dos seus gastos. Santa Catarina é o estado que está com o melhor controle financeiro deste país. Lá em Balneário Camboriú, os vereadores fazem audiência pública porque o repasse de R$ 1,6 milhão do governo do estado para o município está atrasado. Mas como se isso fosse o problema de tudo aquilo que falei sobre o Ruth Cardoso! Sabem quanto Balneário Camboriú tem no Orçamento para a Saúde? Tem R$ 119 milhões! Esse valor é maior do que o Orçamento de 70% dos municípios catarinenses! E com R$ 119 milhões na secretaria da Saúde, eles não conseguem administrar a saúde do município e manter um hospital funcionando! Há hospitais funcionando com um custo de R$ 2 milhões, R$ 3 milhões do estado, com 100 vagas de internação, com dez a 15 vagas de UTI, com especialistas em todas as áreas. E em Balneário Camboriú a administração municipal não consegue administrar o Hospital Municipal Ruth Cardoso, a saúde do município, com um Orçamento, somente para a Saúde, de R$ 119 milhões. Isso é realmente, como diria Boris Casoy, uma vergonha! É inadmissível que isso esteja acontecendo! Se pegarmos a relação dos administradores do hospital, veremos que já passou por lá administrador competente, com formação, com qualificação, com doutorado. 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 Mas o que acontece lá? Muda-se o secretário do dia para a noite - e não ocorre somente na Saúde, mas também na Saúde Aí colocam um administrador que não tem como fazer um plano de gerenciamento - hoje é um secretário e amanhã é outro -, que não consegue, segundo ele, falar com o prefeito, e a Saúde de Balneário Camboriú fica nessa situação. Para justificar, os vereadores da Situação, ao invés de buscarem uma solução, de formarem uma comissão para debater com a administração, com o secretário da Saúde e ver o que está acontecendo, fazem uma audiência para dizer que a culpa é do governo do estado, porque há um repasse de um R$ 1,6 milhão em atraso. E, inclusive, com ofensas pessoais ao secretário da Saúde, Vilson Kleinübing, secretário este que está demonstrando um dinamismo, uma coerência, uma visão administrativa muito grande, e está procurando atender a todas as secretarias municipais e a todos os hospitais do estado. Então, realmente é bom que se saiba disso e que é preciso encontrar uma solução. Vejo que a intervenção do Ministério Público é fundamental para analisar a questão dos investimentos na Saúde, em Balneário Camboriú, e a forma como esses recursos estão sendo aplicados. O hospital atende a outros municípios da região. Então, é preciso sentar, discutir e ver como os outros municípios vão participar e o que eles têm de compromisso também pelo atendimento regional. Tudo isso têm que ser discutido, sim, mas com uma visão administrativa, e não fazendo reuniões para ofender e atacar pessoas, para dizer que a culpa é toda do estado, quando o problema está lá! Há dinheiro suficiente - são 119 milhões para a Saúde do município - para manter os postos de saúde, os programas de Saúde e o hospital! Tudo isso é possível. Já passou pela Cruz Vermelha, já voltou para a administração do município, mas ninguém consegue resolver o problema porque as condições oferecidas não são as ideais. Então, temos que encontrar uma forma de administrar o hospital e a Saúde do município com tranquilidade, com visão, com diálogo, sem ofensa e sem ataque. É isso que tem que ser feito para resolver o problema do hospital. Eu li nesta tribuna, há dois ou três meses, a carta de uma mãe que deu à luz à sua filha no Hospital Municipal Ruth Cardoso. Ela conta que aquele momento, que era para ser o momento mais feliz da sua vida, foi traumático, pela situação que ela enfrentou e pela infecção que pegou no hospital. Ela viu que havia algo errado, falou com o médico e com o enfermeiro, e acabou procurando outro hospital, onde fizeram uma intervenção e conseguiram resolver o problema dela. Infelizmente, o hospital não teve condições de atendê-la. Há várias notícias de mães dizendo que quando achavam que era o momento de maior felicidade da sua vida ir para o hospital dar à luz, foi o momento que enfrentaram o maior transtorno. Eu acho que o Ministério Público vai ajudar a encontrar uma solução para o Hospital Municipal Ruth Cardoso, de Balneário Camboriú. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Leonel Pavan) -Passaremos à Ordem do Dia. A Presidência comunica que a comissão de Finanças e Tributação apresentou parecer contrário ao Projeto de Lei Complementar n. 0005/2015, e que o mesmo terá seu encaminhamento conforme o art. 143 e seus parágrafos do Regimento Interno. Comunica também que a comissão de Finanças e Tributação apresentou parecer favorável ao Ofício n. 0616/2011. Igualmente, comunica que a comissão de Educação, Cultura e Desporto apresentou parecer favorável aos Ofícios n.s: 0059/2015, 0085/2015, 0638/2014 e 0640/2014. Votação da redação final do Projeto de Lei n. 0162/2015. Não há emendas à redação final. Em votação. Os srs. deputados que a aprovam permaneçam como encontram. Aprovada. Discussão e votação em segundo turno do Projeto de Lei n. 0030/2015, de autoria do deputado Natalino Lázare, que institui o Dia Estadual da Equoterapia no estado de Santa Catarina. Conta com parecer favorável das comissões de Constituição e Justiça e a de Saúde. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Discussão e votação em segundo turno do Projeto de Lei n. 0031/2015, de autoria do deputado Natalino Lázare, que institui o Dia Estadual dos Produtores de Uvas e Vinhos. Conta com parecer favorável das comissões de Constituição e Justiça e de Agricultura e Política Rural. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Discussão e votação em segundo turno do Projeto de Lei n. 0032/2015, de autoria do deputado Gean Loureiro, que institui a orquídea laellia purpurata, variedade sanguínea, como a flor símbolo do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina Hemosc. Ao presente projeto foi apresenta emenda modificativa. Conta com parecer favorável das comissões de Constituição e Justiça e de Saúde. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Esta Presidência comunica que defere de plano o Requerimento n. 0446/2015, de autoria do deputado José Milton Scheffer. Igualmente, comunica que encaminhará aos destinatários, conforme determina o art. 206 do Regimento Interno, as Indicações n.s: 0382/2015 e 0383/2015, de autoria do deputado Neodi Saretta; 0384/2015, de autoria do deputado Patrício Destro. Não há mais matéria na pauta da Ordem do Dia. Foi apresentado um requerimento dos srs. líderes solicitando, com amparo no Regimento Interno, a suspensão desta sessão por dez minutos, após a Ordem do Dia, para a manifestação do sr. Tiago Larroyd, que apresentará um equipamento capaz de verificar o uso de substâncias entorpecentes por motoristas. Está suspensa a presente sessão. O SR. PRESIDENTE (Deputado Mario Marcondes) (Faz soar a campainha.) - Está reaberta a sessão. Passaremos à Explicação Pessoal. Com a palavra o sr. deputado José Milton Scheffer, por até dez minutos. 9 O SR. DEPUTADO JOSÉ MILTON SCHEFFER - Deputado Mario Marcondes, que preside esta sessão, srs. deputados e deputado Manoel Mota, venho a esta tribuna na manhã de hoje para trazer notícias boas que acontecem no nosso estado. Eu tive a felicidade, como presidente da Federação Catarinense de Municípios Fecam -, em 2007, junto com os demais prefeitos e as associações de municípios de todo o estado, de criar a Escola de Gestão Pública Municipal. Com a implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal, no ano de 2000, precisávamos preparar os gestores municipais e também os funcionários públicos municipais para administrarem conforme a legislação. E a solução encontrada pela Fecam foi a criação de uma escola. Assim, dentro da própria federação, numa união com as 22 associações de municípios, criamos uma escola com vários cursos. Começamos a percorrer o estado treinando e preparando contadores, funcionários da administração municipal, prefeitos e vereadores para cumprirem de maneira correta a exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal. E depois, num segundo passo, qualificando os nossos servidores. Temos, hoje, a presença do prefeito Aldoir Cadorin, de Ermo, uma cidade de quatro mil habitantes. Ele tem dificuldades de montar a sua equipe de governo com pessoas qualificadas, e o referido município precisa cumprir a mesma legislação do município de Joinville, que tem de 400 a 500 mil habitantes. Em Joinville há várias universidades, pessoas preparadas para o prefeito escolher para ser o seu secretário de Finanças, de Administração, contadores. Enfim é outro caminho. Mas a lei ela não determina a diferenciação entre uma cidade e outra. Vejo aqui no plenário também a presença do vereador Roberto Prebianca, de Ilhota, que também é uma cidade pequena - ao lado de Itajaí e Blumenau, que são cidades grandes - e tem dificuldades de montar o seu quadro e preparar os seus funcionários municipais para a gestão. Então, a Fecam, na união das associações, criou uma escola que, no dia de hoje, completa oito anos de fundação. Foi fundada no dia 21 de abril de 2007, numa diretoria que foi presidida por nós. E de lá para cá a escola tem feito um grande trabalho em termos de preparação dos funcionários públicos e das gestões municipais. Hoje, anualmente, em parceria com as Associações Microrregionais de Municípios, através da Fecam, ela tem proporcionado uma série de cursos e serviços que têm contribuído muito para a qualificação dos serviços prestados pelas nossas prefeituras. Sabemos que a cidade é o lugar onde o cidadão mora. É lá que ele nasce, cresce, realiza os seus sonho e forma a sua família. E precisamos, cada vez mais, fortalecer as nossas administrações municipais. Ontem, falei aqui a respeito da importância do Pacto Federativo. Mas quando ele chegar - e precisamos construir um novo pacto, com mais recursos para as prefeituras -, precisamos fazer com que os nossos municípios tenham equipes de planejamento preparadas para poder transformar os recursos dos municípios em qualidade de vida para a nossa população, seja na agricultura, na saúde e na educação. Para isso, a Egem, sem dúvida nenhuma, tem compromissos e muitas ações a serem feitas para preparar, cada vez mais, as nossas administrações. Mas quero, hoje, dizer da satisfação de poder estar aqui apresentando e comemorando os oito anos de fundação dessa escola que desenvolve o seu planejamento com um foco na ampliação das áreas de atuação, sempre unindo a produção de novos conhecimentos a cursos diferenciados na área da gestão pública. E esse diferencial de mercado Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 10 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 torna-se possível, pois a Egem tem papel catalisador das competências técnicas de todas as áreas de atuações das prefeituras catarinenses. A Egem realiza cursos, oficinas, seminários, fóruns, encontros, reuniões e congressos, entre outros eventos técnicos, que contam com a promoção da Fecam e de associações de municípios de Santa Catarina. Ou ainda de diversas entidades e instituições privadas, estaduais e federais. Para que todos nós, e também o telespectador da TVAL, possamos ter alcance do tamanho do trabalho dessa escola, quero dizer que em 2014, por exemplo, ela realizou 227 eventos técnicos, cerca 75 eventos por mês, e, deste total, 58 eventos foram oferecidos de forma gratuita, um grande diferencial da escola na área da capacitação do funcionalismo público municipal. Os 227 eventos reuniram um total de 13.500 pessoas participantes, funcionários dos nossos municípios catarinenses. Durante esses eventos, foram 2.800 horas de capacitação e cerca de 370 participantes. Somente na oferta de eventos gratuitos foram atendidas 7.918 pessoas, ou seja, aproximadamente mais de 1.800 pessoas que no ano 2013. Então, desde 2007, data da sua criação, na Fecam, através dessa escola, tem crescido ano a ano a demanda por novos cursos e novas preparações. E vimos também nesse período crescer as exigências em termos de gestão pública municipal. Na tarde de ontem, vimos que esse trabalho tem dado um resultado muito grande em termos de qualificação das gestões públicas municipais, prefeito Aldoir Cadorin e vereador Roberto Prebianca, que estão prestigiando esta sessão. Em Santa Catarina, deputado Mario Marcondes, entre as dez cidades escolhidas pela Confederação Nacional dos Municípios como as cidades mais transparentes do Brasil, temos quatro cidades que cumprem a Lei da Transparência e são exemplos para o Brasil. E são municípios pequenos que são fruto desse trabalho da Fecam, das Associações de Municípios Regionais - e aqui a Grande Florianópolis; a Amavi, no alto vale do Itajaí; a Amesc, no extremo sul do estado. Enfim, temos 22 associações de municípios que trabalham diuturnamente em apoio às nossas prefeituras. Comemoramos esta semana a escolha de Apiúna, de Imbuia - e, particularmente, somos amigo do prefeito -, de Frei Rogério e também de Correia Pinto como as administrações que cumprem a legislação e são as mais transparentes do Brasil. Sabemos que, por trás da transparência, está, sem dúvida nenhuma, o combate à corrupção e a boa gestão pública. E tanto a Egem como a Fecam tem feito um grande trabalho nessa área. Então, falamos aqui sobre a importância de estarmos, hoje, comemorando oito anos de fundação da Escola de Gestão Pública Municipal, da Fecam, e o resultado disso é que temos quatro pequenas cidades de Santa Catarina, entre as quase seis mil cidades grandes brasileiras, como São Paulo, Joinville, Florianópolis, que foram escolhidas, em nível nacional, e estão entre as dez cidades que melhor aplicam a Lei da Transparência. Para nós, como deputado, ex-prefeito e também ex-presidente da Fecam, isso é uma marca que orgulha e mostra que essa escola e as associações dos municípios têm cumprido o seu papel. E, por último, coroa uma ação da Fecam, em 2007, e de todos os prefeitos catarinenses daquele período. O que temos para demonstrar, com a escolha desses quatro municípios, e que nós, em Santa Catarina, estamos no caminho certo. Precisamos agora efetivar o Pacto Federativo para que as prefeituras municipais possam continuar ajudando a melhorar a vida das pessoas que moram nas cidades. 02/07/2015 Sr. presidente, deputado Mario Marcondes, era isto o que eu queria: comemorar o aniversário de oito anos da Escola de Gestão Pública Municipal dos nossos municípios catarinenses. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Mario Marcondes) - Deputado José Milton Scheffer, parabéns pelo assunto abordado e pela relevância dos números e do trabalho realizado pela Fecam em todo estado de Santa Catarina, e principalmente pelas regiões que são atingidas pelas associações dos municípios. Eu visitei a Associação da Grande Florianópolis, na semana passada, e posso dizer que tem uma estrutura maravilhosa, com o apoio de todos os municípios que a compõem. Certamente que o trabalho realizado pelo prefeito José Caramori, de Chapecó, à frente da Fecam, tem-nos trazido orgulho de ser catarinense. Temos certeza de que com o trabalho realizado pelos municípios catarinenses, através da capacitação dos seus gestores, certamente teremos uma melhor administração em todos os municípios do nosso estado. E até porque o momento não é tão bom assim e certamente que os nossos gestores municipais terão que ser verdadeiros engenheiros para conseguir tocar a administração dos municípios adiante. Não havendo mais oradores inscritos em Explicação Pessoal, livre a palavra a todos os srs. deputados. (Pausa) Não havendo quem queira fazer uso da palavra, esta Presidência, antes de encerrar a presente sessão, convoca outra, ordinária, para terça-feira, à hora regimental, com a seguinte Ordem do Dia: matérias em condições regimentais de serem apreciadas pelo Plenário. Está encerrada a presente sessão. ATA DA 045ª SESSÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 18ª LEGISLATURA REALIZADA EM 26 DE MAIO DE 2015 PRESIDÊNCIA DO SENHOR DEPUTADO GELSON MERISIO Às 14h, achavam-se presentes os seguintes srs. deputados: Aldo Schneider - Ana Paula Lima - Antônio Aguiar - Cesar Valduga - Cleiton Salvaro - Dalmo Claro - Darci de Matos - Dirce Heiderscheidt - Dirceu Dresch - Dr. Vicente Caropreso - Fernando Coruja - Gabriel Ribeiro Gean Loureiro - Ismael dos Santos - Jean Kuhlmann - João Amin - José Milton Scheffer Kennedy Nunes - Leonel Pavan - Luciane Carminatti - Luiz Fernando Vampiro - Manoel Mota - Marcos Vieira - Mario Marcondes Maurício Eskudlark - Mauro de Nadal - Natalino Lázare - Neodi Saretta - Patrício Destro - Ricardo Guidi - Rodrigo Minotto - Romildo Titon - Serafim Venzon - Valdir Cobalchini - Valmir Comin. O SR. PRESIDENTE (Deputado Leonel Pavan) - Havendo quórum regimental e invocando a proteção de Deus, declaro aberta a presente sessão. Solicito ao sr. secretário que proceda à leitura da ata da sessão anterior. (É lida e aprovada a ata.) Solicito à assessoria que distribua o expediente aos srs. deputados. Passaremos às Breves Comunicações. Com a palavra o primeiro orador inscrito, deputado Serafim Venzon, por até dez minutos. O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, saudamos todas as pessoas que estão Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração nas galerias desta Casa, acompanhando os trabalhos legislativos, os servidores do estado. Queria saudar o secretário-adjunto, dr. Murillo Capella, meu querido e estimado professor, bem como o meu ex-professor, já aposentado, dr. Mário Costa, que acompanham os nossos trabalhos. Encontra-se, nesta Casa, também o prefeito de Brusque, dr. Roberto Pedro Prudêncio Neto, que já administra aquela prefeitura há mais de dois meses. Sr. presidente, todos nós, no fim da semana passada, fomos novamente surpreendidos por mais um arrocho do governo federal. (Passa a ler.) “A lâmina do arrocho fiscal cortou fundo no Orçamento da União. Nem isso, porém, deverá ser capaz de dar jeito no desarranjo econômico que o primeiro governo de Dilma Rousseff legou ao atual. As maiores vítimas da tesoura foram os investimentos públicos e os ministérios que lidam com a área social. O ajuste revela-se, cada vez mais, de péssima qualidade, em prejuízo da população, principalmente a população trabalhadora, a população carente. Os R$ 70 bilhões de cortes anunciados na sexta-feira minarão os investimentos do PAC, as obras do Minha Casa Minha Vida, as verbas da saúde e da educação. É o maior corte já feito no orçamento da União. Na hora em que a população mais se vê em aperto, mais lhe falta o auxílio do estado. O PAC, que vinha se revelando uma miragem, engatou marcha à ré, perdendo quase 40% da verba deste ano. A educação ficou sem R$ 9,4 bilhões, confirmando que a ‘pátria educadora’, lema do atual governo, não passa de slogan publicitário totalmente vazio de conteúdo. O Minha Casa Minha Vida viu R$ 70 bilhões desmoronarem. No Turismo, na Pesca, na Agricultura as verbas caíram mais de 70%, quase como se fossem fechar. Mas o balé do arrocho não ceifou apenas recursos que farão muita diferença na vida de quem mais precisa, até o ministro da Fazenda Joaquim Levy também foi ficando pelo caminho, alvejado pela parca convicção do próprio partido que o indicou em torno da responsabilidade fiscal e da governabilidade. A presidente e seu partido tentam se dissociar do arrocho que promovem, deixando o ministro como sendo o exclusivo pai dessas maldades. As premissas dos cortes não param em pé e levam Joaquim Levy a se ausentar de uma entrevista em que se fazia o anúncio das medidas, alegando estar gripado.” Certamente não tem Coristina que dê jeito na gripe do ministro. E o ministro virou saco de pancadas preferido dos próprios petistas. Ele é o culpado do arrocho. (Continua lendo.) 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 “Para fechar as contas que Nelson Barbosa, ministro do Planejamento, apresentou ao país, também na tarde sexta-feira, o expediente parece ser um só: aumento de impostos. Até agora, as medidas tomadas pelo atual governo já elevaram a carga tributária em R$ 25 bilhões neste ano.” O Brasil, seguramente, é um dos países do mundo com maior carga tributária, e vem, nos últimos anos, gradativamente crescendo de pouco em pouco, mas a população vai sentir muito esse corte, esse arrocho, sem dúvida alguma. As pessoas que pagam imposto vão perceber dificuldades. A recessão na produção e o aumento da carga, sem dúvida nenhuma, virão em prejuízo do desempenho da nossa economia e naturalmente repercutirão no dia a dia das pessoas, na qualidade de vida e principalmente quando buscam alguns serviços essenciais, como saúde, segurança e educação. (Continua lendo.) “O governo do PT, agora, até admite oficialmente que o PIB vai cair mais de 1,2% neste ano, na maior recessão dos últimos 25 anos. Os sinais dessa queda se fazem notar, como na queda de 2,7% nas receitas com tributos, acumulada em todo o ano até agora, e na eliminação de quase 100 mil empregos apenas num único mês. Mesmo num cenário desastroso como esse, os prestigiadores do Orçamento Federal contam com a alta de 5% na arrecadação até dezembro.” A economia está caindo, os serviços estão em menor quantidade e qualidade, justamente pela falta de recursos, mas o governo vai aumentar a arrecadação em mais de 5%. (Continua lendo.) “É tanta ficção que nem Joaquim Levy parece acreditar no plano anunciado. Não adianta esconder a carteira, o governo vai avançar com força sobre ela, o arrocho está apenas começando.” Dessa forma, o estado de Santa Catarina, mesmo sendo um estado equilibrado, sem dúvida alguma, também vai sentir muito com a diminuição dos investimentos em obras de infraestrutura e nas áreas sociais, na saúde, na educação, na segurança. Enfim, vamos continuar sendo os grandes pagadores da receita federal, 70% dos nossos impostos caem no governo federal, e depois acabamos não tendo o retorno na prestação de serviços, justamente um dinheiro utilizado para tentar consertar aquilo que o próprio governo deixou desarranjado. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - O próximo orador inscrito é o sr. deputado Fernando Coruja, a quem concedemos a palavra por até 10 minutos. O SR. DEPUTADO FERNANDO CORUJA - Saúdo o presidente interino desta Casa, deputado Valmir Comin. Saúdo os srs. deputados, as srs. deputadas, o pessoal do CAV aqui presente. Na semana passada, apresentamos um requerimento de prioridade, no sentido de que tramite o mais rápido possível o projeto que aumenta a remuneração, o subsídio dos servidores. A deputada Luciane Carminatti estava dizendo que alguém falou que o requerimento de prioridade vai atrapalhar o andamento. Evidentemente, o requerimento de prioridade só pode servir para haver um andamento mais rápido que o ritmo ordinário. Nós esperamos que tramite, no máximo, em duas sessões em cada comissão, e que possa rapidamente estar em plenário para que possamos aprovar. A Sra. Deputada Luciane Carminatti V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO FERNANDO CORUJA - Pois não! A Sra. Deputada Luciane Carminatti Muito obrigada, deputado Fernando Coruja. Quero cumprimentar todos os servidores da Udesc, que estão aqui numa luta justa, a luta por reajuste da reposição salarial das perdas de 2014. Hoje, deputado Fernando Coruja, tratamos novamente desse tema na CCJ e eu achei muito estranho que prioridade não seja prioridade. Então, temos que mudar o dicionário brasileiro. Entendo, quando o Regimento trata da prioridade, que o projeto, se não tramitar nas comissões no tempo adequado, independente da posição das comissões, deve ser votado em plenário. Foi esse o nosso entendimento quando assinamos em conjunto, o PMDB e o PT, o requerimento pedindo a prioridade, porque é justo que os servidores tenham o reajuste das perdas salariais de 2014. (Palmas) O SR. DEPUTADO FERNANDO CORUJA Evidentemente, esta matéria vai tramitar no menor tempo possível que o Regimento permitir, mesmo que alguém esteja segurando-a. Quero falar, hoje, sobre a entrega que vamos fazer amanhã à Presidência da Casa, na figura do deputado Aldo Schneider, às 15h. Vamos entregar a proposta para a aprovação de um projeto de resolução, nesta Casa. A partir da aprovação deste projeto, passaremos às outras Assembleias do país, e queremos ter a aprovação em pelo menos 14 delas. Assim sendo, deveremos entregar no Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional para alterar cinco pontos da Constituição Federal. É o que nós desejamos. Ora, a Constituição Federal prevê a possibilidade de que, não só o presidente da República, não só um terço dos deputados e senadores, mas, também, mais da metade das Assembleias Legislativas do país, pela maioria relativa dos seus membros, possa apresentar uma proposta de emenda constitucional. Nós relacionamos e aprovamos na semana passada cinco pontos para levar ao Congresso Nacional. O primeiro ponto é a proposta de aumentar a competência legislativa das Assembleias. Hoje, a capacidade legislativa das Assembleias é muito pequena, porque a Constituição Federal prevê, no seu art. 22, que a competência privativa da União é muito extensa. Nós queremos tirar algumas questões que são hoje de competência exclusiva da União e colocá-las na Constituição como de competência concorrente. Por exemplo, propaganda comercial, legislar sobre direito de trânsito, legislar sobre águas e outros assuntos poderão, a partir da aprovação dessa proposta, ser legislados pelas Assembleias. A segunda proposta diz respeito a uma redistribuição dos recursos brasileiros. Hoje a federação brasileira é uma federação muito frágil. A maioria dos recursos é arrecadada pela União, que não compartilha com estados e municípios esses recursos. Existe uma proposta que vamos encaminhar ao Congresso Nacional, a partir dessa tramitação, para que o Fundo de Participação dos Municípios e Fundo de Participação dos Estados, que gira ao redor de 21%, 22%, possam num período de 10 anos chegar a 33%, um terço para cada. O deputado Natalino Lázare é o sub-relator dessa proposta na comissão. Também queremos ampliar a base dos tributos que compõem o Fundo de Participação dos Municípios e Fundo de Participação dos Estados, que hoje é apenas o imposto de renda e IPI. Queremos colocar também a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, que é uma espécie de imposto de renda disfarçado, um imposto sobre grandes fortunas que foram criadas, entre os exemplos. Estamos trazendo mais três propostas, ainda. Uma delas é possibilitar que o povo possa apresentar emenda constitucional, pois hoje a população só pode apresentar projeto de lei ordinário e complementar, através de um número mínimo de assinaturas. Queremos que o povo possa apresentar emenda constitucional. 11 Também, queremos apresentar uma proposta de federalização do ensino fundamental e médio, num prazo de 20 anos. A ideia, muito defendida pelo senador Cristovam Buarque, é de que, em 20 anos, o ensino fundamental e médio torne-se uma carreira única no país. Assim, teremos um projeto educacional mais claro para o país. Finalmente, como quinta proposta, queremos levar novamente para o Congresso Nacional a proposta da aplicação de 10% da renda bruta da União para a Saúde. Isso seria feito de forma gradativa, de forma a ampliar percentualmente meio por cento ao ano até chegar a 10%. Então, essa proposta está pronta. Foi debatida e aprovada na quarta-feira passada, num fórum parlamentar, aqui, em Santa Catarina. Qual é a tramitação? Amanhã, às 3h, esse fórum entregará à Presidência da Casa a cópia da proposta, cujo relator é o deputado Leonel Pavan. São cinco relatores setoriais - já citei o nome de três, o outro é o deputado Dr. Vicente Caropreso - e os demais membros discutem a competência legislativa. Temos o compromisso de elaborar um projeto de resolução, e a Mesa tem que aprová-lo. Será enviado à comissão de Constituição e Justiça nesta semana ainda. Já tivemos uma conversa com o presidente da comissão, deputado Mauro de Nadal, para tirarmos o mais rápido de lá, e aí trazer ao plenário. Se conseguirmos aprovar o projeto no plenário ainda no mês de junho, poderemos no início de agosto, no mais tardar, caminhar pelo país, para então aprovar nas 14 Assembleias do país e aí levar ao Congresso Nacional. É uma proposta ousada, de difícil realização. Não é fácil. Tal proposta não foi praticada ainda no Brasil. Trata-se de uma proposta de alteração do pacto federativo a partir das Assembleias. Então, queremos convidar todos os deputados para um encontro, amanhã, às 15h, na sala da Presidência, onde o deputado Aldo Schneider receberá essa proposta para que possa caminhar no Brasil e depois ser levada ao Congresso Nacional. Para finalizar, quero também cumprimentar todos os servidores da Udesc e dizer que esta Casa, na ampla maioria dos deputados, quer aprovar essa proposta de reajuste da remuneração dos servidores o mais rápido possível. Todo o contexto regimental que permite essa rapidez vai ser utilizado aqui. Vamos estar atentos para que ocorra dessa forma. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Com a palavra o próximo orador inscrito, deputado Natalino Lázare. O SR. DEPUTADO NATALINO LÁZARE Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, servidores da Udesc, telespectadores da TVAL. Gostaria hoje de fazer um breve relato que me foi confiado na comissão de Agricultura e Política Rural desta Casa, a qual eu tenho a honra de presidir, e fazem parte os deputados José Milton Scheffer, Cesar Valduga, Dirceu Dresch, Gabriel Ribeiro, Manoel Mota e Mauro de Nadal. O agronegócio de Santa Catarina é responsável por 20% do PIB do estado. Produzimos em Santa Catarina oito milhões de suínos no plantel permanente. Somos o maior estado produtor de suínos do Brasil e o segundo maior produtor de aves. E 89% dessa produção são oriundas de propriedades com menos de 50ha. Isso significa dizer que é uma produção oriunda de pequenas propriedades. Temos falado muito sobre projetos de energia renovável, sobre novas alternativas energéticas, PCHs, energia eólica e tal. E, na semana passada, visitamos um projeto piloto no estado do Paraná nessa área. Tivemos a felicidade de conhecer a maior escola, hoje, no Brasil, que pesquisa o biogás. Tivemos a Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 12 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 felicidade de conversar com o maior especialista de biogás no Brasil, o diretor da Itaipu Binacional, Cícero Bley Júnior. Obtivemos dele informações importantíssimas a cerca desse projeto que trata da transformação de dejetos de animais, especialmente suínos, em gás e em energia elétrica. Visitamos um plano piloto, sr. presidente, em Marechal Cândido Rondon, onde 33 agricultores formaram uma cooperativa e produzem gás e energia elétrica através de um sistema aparentemente simples. Cada propriedade tem o seu biodigestor, que processa toda essa massa oriunda de dejetos de animais. Esse, por meio de um sistema de canalização, é conduzido para uma pequena central hidrelétrica de onde sai o gás natural, que é consumido na própria propriedade, produzindo energia elétrica. Isso mostra que um problema ambiental de impacto ambiental fortíssimo, de consequências ambientais igualmente fortíssimas pode reverter-se em uma alternativa econômica de desenvolvimento sustentável para a agricultura catarinense. Assim, solicito à assessoria que exiba um vídeo para que os srs. deputados e as sras. deputadas possam ter uma ideia do que isso significa. (Procede-se à exibição do vídeo.) Srs. deputados e sras. deputadas, essa é uma síntese do projeto. Com todo respeito que tenho a qualquer iniciativa que trata de alternativas energéticas renováveis, acho que nenhuma delas tem um impacto ambiental tão marcante e forte como essa. Quem conhece a região oeste, deputado Neodi Saretta, deputada Luciane Carminatti, deputado Cesar Valduga, sabe que há um desequilíbrio entre o homem e a produção animal. No município Iomerê, que tem três mil habitantes, existem 160 mil suínos. Não há mais condições de conviver nessa condição. Temos que encontrar lá alternativas para minimizar o impacto ambiental. E essa alternativa, de quebra, vai dar lucro, resultado. Assim, transformamos um problema em solução, com agregação de valor. Quem conhece um chiqueiro, sabe da situação. Nesse caso, não haverá mosca, mau cheiro e ainda se produz o biofertilizante, que é jogado na natureza, ajudando a produção agrícola também. O Sr. Deputado Cesar Valduga V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO NATALINO LÁZARE Pois não! O Sr. Deputado Cesar Valduga Deputado, parabéns pela iniciativa, por conhecer essa experiência e trazer esse modelo para o estado de Santa Catarina. Vejo que é oportuno esse projeto, até porque, da forma como v.exa. apresentou, a alternativa pode ser trabalhada de uma forma cooperada até pela questão da agregação de valor. Mas acho significante, principalmente, a questão ambiental. Esses dejetos, os coliformes fecais, que até pouco tempo eram despejados nos rios, porque os chiqueiros eram construídos na beira dos rios, ocasionavam, sem dúvida alguma, impacto ambiental. E o oeste de Santa Catarina - os municípios de Concórdia, Chapecó e outros tem sofrido muito com o impacto no lençol freático em função dos dejetos suínos. Então, vejo que essa parceria pode ser construída. É claro que se precisa do aval e do apoio do governo do estado, da Epagri, dos órgãos governamentais, através de uma linha de financiamento que venha permitir isso. Existem muitas iniciativas hoje que vivem essa dificuldade. Mas, soluções como essas devem ser aplicadas para melhorar a produção e agregar valor à produção catarinense. Parabéns pelo gesto! Parabéns pela iniciativa! Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração Cumprimento também os colaboradores da Udesc pela luta. Contem conosco! (Palmas) Muito obrigado! O SR. DEPUTADO NATALINO LÁZARE Deputado, não precisa agradecer, porque essa é uma ideia da comissão de Agricultura, da qual v.exa. faz parte. Não é um projeto do deputado Natalino Lázare, mas, sim, da comissão de Agricultura. E gostaria que a Assembleia Legislativa fosse a favor de um meio ambiente melhor para os catarinenses viverem. O Sr. Deputado Ismael dos Santos V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO NATALINO LÁZARE Pois não! O Sr. Deputado Ismael dos Santos Quero dizer, deputado, que desde 2008, com o Projeto Semear, discute-se nesta Casa, as questões de energias renováveis. Na próxima quarta-feira, às 15h, estaremos lançando uma frente parlamentar para o desenvolvimento de energias renováveis, no sentido de buscar a sustentabilidade de forma fantástica, como esta apresentada por v.exa. nesta tarde. E queremo-nos juntar a projetos como esse para fazer de Santa Catarina uma referência para o Brasil. Muito obrigado! O SR. DEPUTADO NATALINO LÁZARE Antes de encerrar, gostaria de registrar a presença do ex-deputado, grande parlamentar desta Casa, o sr. Idelvino Furlanetto, que nos visita com o seu tradicional boné. Seja bem-vindo, deputado! Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) A Sra. Deputada Luciane Carminatti Pela ordem, sr. presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Aldo Schneider) - Com a palavra, pela ordem, a sra. deputada Luciane Carminatti. A SRA. DEPUTADA LUCIANE CARMINATTI - Sr. presidente, gostaria de registrar a presença de dois diretores do jornal Diário do Iguaçu, os srs. Lenoires da Silva e Ronaldo Roratto. Trata-se de um jornal extremamente importante para a região oeste de Santa Catarina. Muito obrigada! O SR. PRESIDENTE (Deputado Aldo Schneider) - Está registrada a presença dos nobres jornalistas. Sintam-se a vontade em nossa Casa! Com a palavra o deputado Antônio Aguiar, por dez minutos. O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR (Passa a ler) “Sr. presidente, colegas parlamentares, público que acompanha esta sessão plenária. Com satisfação registro a condução dos trabalhos sob a presidência do deputado Aldo Schneider, na interinidade do comando desta Casa. Quero registrar o momento importante que vivemos nesta semana, com o País ainda sob o reflexo do anúncio do corte de verbas federais, determinado pelo contingenciamento de gastos públicos, de valores muito próximos dos R$ 70 bilhões. Trata-se da maior redução de gastos públicos anunciada nos últimos 13 anos. Vejam, sras. deputadas e srs. deputados, que o governo promete cortar R$ 17 bilhões da verba do Ministério das Cidades, quase R$ 12 bilhões da Saúde, mais de nove bilhões da Educação, quase R$ 6 bilhões dos Transportes. E a lista da tesourada se estende para as pastas da Defesa, Integração Nacional, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Agrário, Aviação Civil, Justiça, Agricultura, Desenvolvimento Social, Turismo, Fazenda, Esportes, Pesca, Cultura, Indústria e Comércio, seguindo a ordem decrescente dos montantes reduzidos no orçamento dos ministérios do governo federal. 02/07/2015 A situação é preocupante, pois certamente teremos reflexos com relação às verbas federais para Santa Catarina e em investimentos previstos neste estado, afora a conjuntura nacional. Um contingenciamento é o reconhecimento do momento delicado que o país enfrenta nas contas públicas, representa um enorme esforço para adequar à relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB). É uma tentativa de combate severo à inflação, e, apesar dos esforços que esse contingenciamento representa para toda a população, temos que esperar que o passo inicial seja acertado. Mas, certamente, representa uma confissão de culpa do governo federal, o reconhecimento de que as coisas não vão bem e preocupam. E a preocupação fica ainda mais evidente com o entendimento de muitos economistas de que o corte ainda é insuficiente para um ajuste adequado. Um momento importante, nós também vivemos no dia de hoje, com grande expectativa para as votações da Câmara dos Deputados sobre a reforma política. No Congresso Nacional, a pauta de votações ganhou outra dinâmica desde que a Presidência da Câmara passou ao comando do deputado Eduardo Cunha, que prometeu, e está cumprindo, dar um novo ritmo de trabalho no Legislativo Federal. Hoje, o Plenário da Câmara vai votar, ponto por ponto, a reforma política, desde a questão da possibilidade de coincidência de mandatos de vereador até de presidente da república, a questão da reeleição, das coligações, do financiamento público ou privado das campanhas. Esses são temas de especial interesse para nós, deputados, e que dizem respeito ao sistema eleitoral. Distritão, voto distrital misto ou a manutenção do sistema atual, com a escolha dos eleitos a partir do coeficiente eleitoral, são alguns dos temas que estarão na pauta de deliberações. É claro que o assunto já foi debatido em reunião de líderes das bancadas, mas cada votação é uma deliberação de Plenário e pode resultar em surpresas, de modo que todos nós, que fazemos parte do mundo político, e a sociedade como um todo, vamos estar focados na Câmara dos Deputados e em suas decisões. A partir dessas deliberações, serão encaminhados os rumos para as próximas eleições e para a representação política da sociedade brasileira. Aproveito para também abordar nesta tribuna um tema local, catarinense, que considero muito importante. A partir de amanhã a cidade de Joinville recebe mais uma edição da Expogestão, um grande congresso com palestras, feira de serviços e produtos, um ambiente próprio para a troca de ideias e o enriquecimento das pessoas que lá estarão. Joinville é a maior cidade catarinense, um grande polo industrial comandado pelo prefeito Udo Döhler. Ele mesmo é um industrial. A Expogestão reúne lideranças de vários segmentos, especialmente da área empresarial, também do mundo político e das mais diversas áreas da sociedade.” Acontecerão grandes debates sobre a questão energética, o que representa para o crescimento da economia, sobre energia limpa e renovável, tema que aqui tão bem abordou o deputado Natalino Lázare no seu pronunciamento. Trata-se de um grande evento, motivo pelo qual alguns parlamentares, entre os quais me incluo, estarão presentes, inclusive para acompanhar as tendências debatidas por lideranças empresarias e outros segmentos da sociedade. Para finalizar faço menção ao planalto norte que quinta-feira recebeu o governador do estado, quando tivemos a inauguração do acesso à BR-280 de Santa Cruz do Timbó. Estiveram presentes o presidente do PMDB, deputado Valdir Cobalchini, o secretário 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 de estado da Infraestrutura João Carlos Ecker e outras autoridades importantes. Quero dizer que foi um grande evento, pois essa obra é uma reivindicação antiga, prometida pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira, que escreveu num guardanapo sua proposta de asfaltar de Santa Cruz do Timbó à BR-280. Isso aconteceu há dez anos. Com certeza, promessa feita, promessa cumprida e terminada pelo governador Raimundo Colombo. Então, é importante salientarmos que o planalto norte vive momentos especiais, como o da entrega de um caminhão pela Casan, no município de Canoinhas ao prefeito municipal. O presidente da Casan Valter Galina esteve com seu representante entregando esse importante caminhão para a Casan de Canoinhas para ajudar a atender uma das necessidades básicas do município, o saneamento básico. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Aldo Schneider) - A próxima oradora inscrita é a sra. deputada Luciane Carminatti, a quem concedo a palavra por até dois minutos. A SRA. DEPUTADA LUCIANE CARMINATTI - Sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, quero fazer menção à greve do Magistério de Santa Catarina. Hoje, tratamos deste assunto. Na verdade, provocamos esse debate na comissão de Educação da Alesc. E gostaria de tornar público o conteúdo desse debate para que todos acompanhem. Foi discutido exatamente qual a nossa função enquanto parlamentares, porque não somos do Executivo. Quem tem a caneta é o governador e não podemos também interferir na liberdade do sindicato no sentido de continuar a greve, de negociar com o Executivo. Então, minha preocupação como vicepresidente da comissão de Educação é exatamente exercer a função que cabe a este Parlamento. E foi deliberado na reunião da comissão de Educação que nós, deputados, estaríamos novamente procurando o governo no sentido de reabrir o canal de negociação, ouvindo a pauta do Magistério. Estamos oficiando ao sindicato e ao governo sobre as pautas oficiais enviadas e exigindo neste momento que se reabra o processo de negociação. Acho que esse é o papel do Parlamento, ou seja, provocar o diálogo para que possamos avançar e garantir uma carreira decente para os profissionais da educação. Quero agradecer ao deputado Antônio Aguiar pela sua sensibilidade, pois temos uma audiência agora em seguida no Tribunal de Justiça e gostaria de socializar com a direção do Sinte que se encontra, neste momento, na Assembleia Legislativa, conversando com as lideranças dos partidos, que provocamos o debate na comissão de Educação. E, tanto esta deputada quanto o deputado Valdir Cobalchini, que é presidente da comissão de Educação, assumimos a tarefa de novamente dialogar com o governo para reabrir o canal de negociação. Muito obrigada! (SEM REVISÃO DA ORADORA) O SR. PRESIDENTE (Deputado Aldo Schneider) - Passaremos ao horário destinado aos Partidos Políticos. Hoje, terça-feira, os primeiros minutos são reservados ao PT. Com a palavra a sra. deputada Ana Paula Lima, por até dez minutos. A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA Sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, faço também uma saudação muito carinhosa e especial aos servidores da Udesc, que nos entregaram aqui um abaixo-assinado, pedindo a agilização do PLC n. 012, que se encontra nesta Casa. Em nome do Partido dos Trabalhadores, gostaria de dizer que somos solidários a este projeto e podem ter certeza de que os votos dos deputados da bancada são favoráveis. Esperamos que o deputado Marcos Vieira, de uma vez por todas, possa liberar esse projeto para que possamos apreciá-lo neste plenário. Quero também, sr. presidente, fazer aqui um relato de uma viagem oficial que esta deputada realizou à Alemanha, juntamente com os deputados Aldo Schneider e Kennedy Nunes, em que estivemos representando o Parlamento catarinense e brasileiro no 1º Seminário Internacional de Administração Tributária Brasil - Alemanha. O evento foi realizado pela Fenafisco Federação Nacional do Fisco -, em parceria com o curso de Direito da Universidade Humboldt, de Berlim, uma universidade maravilhosa. E 29 personalidades da mesma receberam Prêmios Nobel. Uma universidade criada em 1810, de grande referência naquele país. Aliás, também ficamos muito felizes e honrados com o destaque feito ao dr. Haroldo Pabst, da cidade de Blumenau, que mantém um intercâmbio com essa universidade e muito tem falado do estado de Santa Catarina, da cidade de Blumenau e do Brasil na Alemanha. Fico extremamente satisfeita, sr. deputado, em ter tido a oportunidade de participar desse momento. Fizeram parte desse evento auditores fiscais estaduais e também do Distrito Federal, compondo 14 estados a nossa federação. Faço um destaque, aqui, ao presidente da Fenafisco, sr. Manoel Isidro, da Paraíba, que esteve presente e organizou a delegação, bem como ao Fabiano Dadam Nau, grande catarinense, presidente do Sindifisco catarinense, que é uma referência para os auditores fiscais do estado e também em nível nacional pelo bom trânsito que faz na defesa dessa causa tão importante. Também se fizeram presente auditores fiscais da Alemanha e integrantes da Universidade Humboldt, de Berlim. O Sr. Deputado Aldo Schneider V.Exa. me concede um aparte? A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA Concedo um aparte ao deputado Aldo Schneider, que esteve presente também nessa delegação. O Sr. Deputado Aldo Schneider Agradeço a generosidade de v.exa. Realmente, gostaria de corroborar com as suas manifestações e dizer à toda sociedade catarinense o quão é importante nós fazermos comparativos, principalmente com a atividade do fisco brasileiro e catarinense. Evidentemente, dentre os comparativos que fizemos nessa caminhada pela Alemanha, um dos países mais sólidos em termos econômicos no mundo, vimos que em particular o fisco de Santa Catarina, esta na vanguarda, inclusive em nível mundial, em algumas atividades que desempenhamos aqui juntos a esses competentes técnicos que compõe a secretaria de estado da fazenda do estado de Santa Catarina. Então, quero aqui fazer o registro de que foi uma viagem extremamente proveitosa no sentido de entendermos como funciona a tributação na Europa, em especial na Alemanha. Quero render aqui os cumprimentos e um agradecimento ao presidente do Fenafisco, Fabiano Dadam Nau, o agente que organizou a delegação dos auditores de 14 estados brasileiros e também fazer uma referência ao deputado Kennedy Nunes, a deputada Ana Paula lima, ao deputado Décio Lima, que fizeram parte dessa comitiva, mostrando o quanto é importante estar sintonizado o Poder Executivo, neste caso a secretaria de estado da Fazenda, e o Poder Legislativo. Então, cumprimento v.exa. pela manifestação. Parabéns, Santa Catarina ganhou! O Brasil ganhou. Muito obrigado! A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA Obrigado, deputado Aldo Schneider. Nos dias 11 e 12 de maio houve palestras no auditório da universidade em 13 Berlim, sendo que no dia 12, terça-feira, pela manhã, as palestras abordavam aspectos relacionados à concessão de incentivos fiscais e econômicos para a geração de desenvolvimento na Alemanha e aspectos também relacionados ao combate aos crimes de sonegação fiscal, medidas inclusive que favorecem a economia. E faço dois destaques com relação aos agricultores e aos suinocultores naquele país. A Alemanha avançou nos incentivos fiscais e nos benefícios fiscais, que é visto por um conselho, o Conselho Fiscal do Tributo Verde. O objetivo principal, srs. parlamentares, é trazer ao Brasil uma análise minuciosa que enriqueça a discussão e traga também ao nosso país desenvolvimento e benefícios, principalmente no combate à sonegação fiscal, para avançarmos, como tem ocorrido nesses últimos anos, tornando inclusive o país cada vez mais justo. Faço outro destaque aqui. Chamoume a atenção, nessa missão à Alemanha, a formação de jovens para atuarem nessa área que é tão peculiar. E aqui faço uma referência a uma deputada alemã, também auditora fiscal, que esteve presente naquele evento e que no seu depoimento comparou os auditores fiscais com a máquina de um navio em movimento. É uma máquina que precisa de pessoas eficientes, trabalhadoras para tocar o navio. Se esta parar, certamente, o navio não se locomove. Os auditores fiscais, fazendo essa analogia, também são importantes para o estado brasileiro e para Santa Catarina, porque, por meio deles, nós compensamos os tributos para fazer as obras que tanto necessitamos. Fizemos uma visita técnica ao ministério de Finanças de Berlim, ao ministério de Finanças de Munique, bem como uma visita ao Porto de Hamburgo, um excelente porto, que não é um dos maiores do mundo, mas é significativo, e ao Parlamento alemão. Fiquei muito surpresa, srs. deputados, que no Parlamento alemão a representatividade feminina é significativa: 35% a 40% das cadeiras daquele Poder são compostas por mulheres, que fazem um grande debate. Nesses dias que passamos na Alemanha, verificamos que o Brasil também, pelas palestras realizadas, está muito avançado em alguns quesitos na área da fiscalização, como na tecnologia com que atuamos os neste estado e neste país, mas que na Alemanha ainda não está nesse estado avançado. Outra percepção que tive nessa viagem foi que o índice de desemprego é grandioso na Alemanha, um país de primeiro mundo, referência na Europa. O índice de desemprego em Berlim é de 13%, muito maior do que o do Brasil. Então, de forma muito rápida, sr. presidente e srs. deputados, conseguimos aqui falar da nossa viagem à Alemanha. Fizemos este pequeno relato, que passaremos também, por escrito, à Presidência desta Casa. Muito obrigada! (SEM REVISÃO DA ORADORA) O SR. PRESIDENTE (Deputado Leonel Pavan) - Ainda dentro do horário reservado aos Partidos Políticos, os próximos minutos são destinados ao Bloco Social Progressista - PP, PSDB. Com a palavra o deputado João Amin, por até 12 minutos, sendo que o tempo será dividido com o deputado Valmir Comin. O SR. DEPUTADO JOÃO AMIN Gostaria de dar boa-tarde ao presidente desta sessão, deputado Leonel Pavan e, ao mesmo tempo, de agradecer por ter cedido o tempo do seu partido para que eu pudesse dividir com o deputado Valmir Comin. Queria cumprimentar as sras. deputadas, os demais srs. deputados, os servidores da Udesc que se encontram aqui na Assembleia Legislativa em busca do justo reajuste salarial. Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 14 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 O projeto está na CCJ, e, como compromisso, já me coloco favorável ao mesmo, tanto na comissão de Constituição e Justiça como no plenário desta Assembleia Legislativa. Deputado Leonel Pavan, neste momento, assomo à tribuna para manifestar uma grande contrariedade com relação ao anúncio da consulta que o presidente da Casan já formalizou à Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico de Santa Catarina, a Agesan, pedindo autorização para o reajuste de quase 14% na tarifa de água no estado de Santa Catarina. Os servidores da Udesc, que estão pleiteando menos de 7% apenas do reajuste da inflação, já não vão conseguir compensar esse reajuste na conta da água. E a população de Santa Catarina, bem como a do Brasil, que já sofreu um impacto com o aumento da tarifa da luz e com diversos outros tributos que foram aumentados pelo governo federal, vão somar agora, caso seja autorizado pela agência reguladora, esse reajuste de quase 14% na sua tarifa de água. Não é o momento certo. O Brasil e também os catarinenses já sofreram um aumento nas contas considerável nos últimos tempos, e não podem arcar com mais esse aumento de tributo. Deputado Darci de Matos, não podemos concordar com isso, independentemente dos investimentos que a Casan venha fazendo. Se buscarmos os dados do IBGE, Santa Catarina aparece na 16ª colocação entre os estados do país quando o assunto é rede de saneamento básico, com aproximadamente 35.2% dos domicílios atendidos. São dados do Atlas do Saneamento 2011. Em Florianópolis, por exemplo, 28% das amostras coletadas estão fora dos parâmetros mínimos de qualidade exigidos pela Resolução n. 357, de 2005, do Conama, que regulamenta a matéria. Essas informações ilustram muito bem algumas das deficiências dos serviços prestados pela Casan e apontam a necessidade de investimentos, sim, não só na infraestrutura, como no capital humano da Casan. Mas não acho que para tanto seja necessário transferir a todos os catarinenses essa conta. É notório que a atual situação econômica do país é extremamente delicada, e os constantes aumentos que a população tem sido submetida estão além dos níveis aceitáveis. No caso dos serviços do abastecimento de água e saneamento básico, faz-se necessário, sim, na minha concepção, investimentos com intuito de modernizar os serviços prestados, mas onerar a população para isso, deputado Leonel Pavan, não me parece o melhor caminho neste momento econômico. Por isso, daqui a pouco, será apreciado pelo Plenário um pedido de informação que aponta três dúvidas essenciais. Quais são as razões que justificam o reajuste de 13.24%? Caso já tenha sido concluída a análise do pedido de reajuste feito pela Casan, qual foi o percentual autorizado? E também peço ainda que seja enviada a esta Assembleia Legislativa cópia do processo administrativo que analisou ou analisará esse reajuste. Se isso for aprovado, o cidadão catarinense é que vai ter que pagar. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Leonel Pavan) - Cumprimento o nobre deputado pelo pronunciamento, que vem em boa hora. O momento, realmente, não está propício para nenhum tipo de aumento. Ainda, dentro do horário destinado ao Bloco Social Progressista - PP, PSDB -, com a palavra, o sr. deputado Valmir Comin. O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, srs. deputados, quero saudar todos Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração os servidores da Udesc. A bancada Progressista reitera o integral compromisso e apoio com essa entidade. Esperamos que o mais breve possível esse projeto adentre a esta Casa, mesmo porque existe um entendimento por parte do governo e também dos servidores. Tive a oportunidade de presenciar na semana próxima passada, no município de Criciúma a 8ª edição dos Jogos Abertos da Terceira Idade - JASTI. E a partir daí, a competição foi só elogios. O maior evento da terceira idade no estado de Santa Catarina deixou um rastro de positividade que merece muito ser destacado. O presidente da Fesporte, Marcelo Kowalski, afirmou que o evento em Criciúma foi o melhor de todas as edições. Foram acolhidos na cidade 2.500 idosos de 151 municípios dos 295 do estado de Santa Catarina. As disputas eram de canastra, dominó, truco, bolão, bocha, dança popular livre e dança de salão. Trata-se de uma maneira de reunir as pessoas com disputas sadias, de uma forma de oportunizar a cada um deles fazer novos amigos. Enfim, podemos dizer até que se trata de um jeito novo de prevenção à saúde. Fora isso, o setor hoteleiro esteve lotado e até mesmo os moradores receberam alguns atletas em suas casas durante a competição. O comércio foi aquecido e o turismo divulgado, com os passeios feitos com as equipes nos pontos turísticos da cidade. Eles conheceram, por exemplo, a Mina de Visitação Octávio Fontana, uma mina de mineração manual de carvão. Conheceram também o Parque das Nações Cincinato Naspolini, onde participaram de um passeio de Maria Fumaça e visitaram inclusive o estádio Heriberto Hülse, do nosso glorioso Tigre. Tiveram também a oportunidade de visitar a sonhada Barragem do Rio São Bento, construída em 2002, pelo então governo de Esperidião Amin, que teve a aquiescência e a participação efetiva, tanto deste Parlamento, quanto da bancada federal catarinense à época, através de uma emenda capitaneada pelo então deputado federal Carlito Merss e tendo como consignatários todos os demais deputados federais. Uma pesquisa feita pelo Instituto ICOPE, mostra que além de Criciúma, outros sete municípios, Içara, Forquilhinha, Nova Veneza, Urussanga, Siderópolis, Balneário Rincão e Araranguá, também tiveram movimento no setor hoteleiro. Entre os participantes, 62% já são aposentados, e 92% dos entrevistados disseram que voltariam à cidade para um passeio com a família. A organização teve 93% de aprovação dos atletas. Quero parabenizar o presidente da Fundação Municipal de Esportes (FME), Renato Valvassori e toda a sua equipe, que não mediu esforço e dedicação para fazer o melhor evento de todos. Da mesma forma, a primeira dama Isabel Cristina Grijó Búrigo, a dona Bebel, que também apoiou o evento com toda a força e empenho do pessoal guerreiro da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma, a Afasc. Aliás, preciso enaltecer a participação do deputado Antônio Aguiar que também já desfruta da sua melhor idade, cuja iniciativa de propositura nesta Casa culminou com o ensejo da Fesporte hoje concretizar a 8ª edição no estado de Santa Catarina, congratulando pessoas de diferentes raças, religiões, e resgatando a autoestima de trabalhadores que muito labutaram e contribuíram para o desenvolvimento deste estado e que agora têm a oportunidade de usufruir desses momentos. Tive o privilégio de acompanhar com o prefeito Márcio Búrigo e toda a sua equipe, e quero parabenizá-los pela iniciativa, no convite para que o estado pudesse, através da Fesporte, promover a 8ª edição do Jasti no município de Criciúma. E o prefeito e a sua equipe deram todas as diretrizes, o acompanhamento, a assistência médica e 02/07/2015 turística, enfim todas as condições para que todos aqueles que por lá passassem tivessem a melhor estada possível em Criciúma. Se analisarmos por um prisma de três décadas atrás, havia um número reduzido de integrantes da melhor idade, da terceira idade, um número significativo de adolescentes e uma grande massa de crianças, e na medida em que o tempo foi passando, a sociedade foi envelhecendo, e feliz daquele que consegue chegar numa idade mais avançada. No entanto, o poder público, os entes municipal, estadual e federal precisam trabalhar juntos na perspectiva de um planejamento de médio e longo prazo, visando o crescimento da população da terceira idade. No futuro já não teremos mais a incidência de grandes orçamentos para creches, mas os investimentos deverão ser feitos em postos de saúde, em geriatria, em cursos e especializações que possam produzir qualidade e conforto aos que conseguem chegar a uma idade mais avançada. Estou com 53 anos, logo vou estar nessa faixa etária e também quero poder oportunizar dessa condição. Por essa razão é que precisamos dar o exemplo, e não só com ideias, mas com iniciativas práticas e enaltecendo a participação de todo dirigente público que possa conciliar nas suas atividades orçamentárias essa demanda cada vez mais crescente em todo o planeta. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Leonel Pavan) - Ainda dentro do horário reservado aos Partidos Políticos, os próximos minutos são destinados ao PMDB. (Pausa) Não havendo deputados do PMDB que queiram fazer uso da palavra, os próximos minutos são destinados ao PSD. Com a palavra o deputado Darci de Matos, por treze minutos. O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS Sr. presidente, srs. deputados e público que acompanha esta sessão. De um lado fico feliz pela presença nesta Casa dos servidores da universidade - e sejam bem vindos -, mas, por outro lado, vejo que de forma sacrificada têm marcado presença constante neste Parlamento para buscar o seu direito, a aprovação de um projeto que efetivamente conceda a reposição da inflação a sua remuneração. O deputado Fernando Coruja atuou bem quando propôs prioridade ao projeto de lei que dá benefício aos servidores. Hoje, fizemos um debate acalorado na comissão de Constituição e Justiça, mas tenho certeza de que, na reunião de terça-feira que vem, nós haveremos, com a diligência do governo do estado, com mais dados e informações, de aprovar esse projeto. E, numa ação conjunta com as comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público, de Finanças e Tributação e de Educação, Cultura e Desporto, na semana que vem, iremos sacramentar e definitivamente aprovar o referido projeto, que é fundamental para que a nossa universidade possa continuar prestando relevantes serviços ao povo catarinense. Vou falar também da demarcação de terras indignas. (Palmas das galerias) O Sr. Deputado Maurício Eskudlark V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS Pois não! O Sr. Deputado Maurício Eskudlark Deputado Darci de Matos, os dois temas são importantes. E queria ao menos participar dessa manifestação com referencia à Udesc. Como diz o comentarista Miguel Livramento, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Mas, fico entristecido quando dizem que se está barganhando. Espero que não seja verdade que a questão da implantação da Udesc em Palmitos tenha alguma coisa a ver 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 com o reajuste. Uma coisa é o direito dos servidores, o projeto que foi encaminhado para a Assembleia e que tem que ser votado. Isso está cristalino no projeto apresentado. Nós reconhecemos a importância da Udesc no estado de Santa Catarina, pois busca também levar desenvolvimento para as regiões que precisam. Entendo que a Udesc tenha que ir para Palmitos, minha base eleitoral. Sou contrário à Udesc implantar um curso de Direito na capital, deixando de implantá-lo no interior, porque se trata de uma universidade para o desenvolvimento do estado. Em Balneário Camboriú foi implantado o curso de Engenharia de Petróleo, que era importante para o desenvolvimento da região, como acontece com esse curso de Direito. Não vamos instalar esse curso na capital, pois os estudantes, a comunidade da capital não tem essa necessidade. Vamos levar esse curso para o interior do estado, se possível para Palmitos. Agora, não aprovar o aumento dos servidores para fazer essa negociação, isso não é justo. Não concordo com isso. Tenho certeza de que a nossa bancada não concorda. Somos pela aprovação do projeto que concede o reajuste e a reposição aos servidores da Udesc. (Palmas das galerias) O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS Muito obrigado, deputado Maurício Eskudlark. Sr. presidente, pretendo neste momento tratar de um assunto que diz respeito ao norte de Santa Catarina, à grande Florianópolis, à região dos municípios de Cunha Porã, Saudades e outros. Na semana passada, mais precisamente no dia 5 de maio, o Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre, tomou uma decisão de fundamental importância para Santa Catarina. Através dessa decisão, foi derrubada a Portaria n. 790, que tratava da demarcação das áreas indígenas de Araçaí, na região oeste catarinense. O que significa isso? Significa muito para Santa Catarina, porque, como todos nós sabemos, temos enfrentado conflitos com a comunidade indígena deste estado. Grandes investimentos no estado de Santa Catarina foram perdidos por isso. Já houve grandes confrontos. E, no norte do estado, estamos na iminência absurda, vergonhosa de demarcarem 10.000ha de terras agricultáveis. E os agricultores nem sequer têm direito à remuneração da propriedade, somente das benfeitorias, o que é outro absurdo, para repassarem esses 10.000ha para 200 índios, que estão lá, morando muito mal, aculturados, que não caçam mais, não pescam e nem plantam. Eles precisam de apoio, de atendimento na saúde, de alimentação e de assistência social, sim. Nem os índios querem as terras. Esses 10.000ha, deputado Mauro de Nadal, significam 1/3 do município de Araquari. Sabemos que os índios são seres humanos e que, portanto, merecem o nosso respeito e apoio. Se voltarmos um pouco à história, veremos que os índios foram agredidos, dizimados, maltratados e por aí afora. Queremos que eles sejam atendidos pela Funai, alojados, cuidados, mas não em terras agricultáveis do povo catarinense, e, sim, em áreas devolutas da União. Esse é o nosso desejo, a nossa proposta. Tenho certeza absoluta de que essa decisão da Justiça Federal vai impactar positivamente, e gera uma jurisprudência, um precedente para resolvermos, deputado João Amin, aqui, na sua terra, na região da Grande Florianópolis, o grande e antigo problema do Morro dos Cavalos. O Sr. Deputado João Amin - V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS Pois não! O Sr. Deputado João Amin - Trago uma notícia, em primeira mão, e peço licença a v.exa. para anunciar não apenas para os amigos, deputados, mas para todas as pessoas que vêm lutando também há muito tempo por outra demarcação, a dos terrenos de Marinha. Acabou de ser aprovada, na CCJ da Câmara dos Deputados, a PEC n. 39/2011, com mais três PECs apensadas a ela. Foi aprovado o parecer pela admissibilidade na comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Uma vitória para Santa Catarina e para o Brasil. Parabéns, deputado! E muito obrigado por esses segundos da sua fala. O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS Obrigado, deputado João Amin! Parabéns por sua mobilização em Santa Catarina! O Sr. Deputado Mauro de Nadal V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS Pois não! O Sr. Deputado Mauro de Nadal Deputado Darci de Matos, parabenizo v.exa. pelo tema. Com relação a esse conflito que envolve os municípios de Cunha Porã e Saudades, conhecidos popularmente e pela imprensa, nas terras indígenas do Araçaí, acompanhei todo o processo desde a sua origem, ou seja, desde julho de 2000. Durante os oitos anos em que fomos prefeito, trabalhamos em defesa desses agricultores. Mas quero salientar a todo estado catarinense e a nação que esse julgamento abre um precedente para revisarmos muitos processos demarcatórios feitos de forma impositiva pela Funai neste país, sem sequer discutir realmente se a área é ou não é mesmo uma reserva indígena. Fazem tudo com o laudo antropológico copiado de uma região do Mato Grosso do Sul. Mas, lá, na região de Cunha Porã e Saudades só se obteve êxito, porque os agricultores foram organizados. Não houve, em momento algum, órgãos públicos prestando assessoria jurídica, com advogados fazendo a defesa, ao contrário do que ocorria com a Funai, que prestava assessoria a todos os indígenas. Esses agricultores venderam os seus bens, fizeram rifas, campanhas para arrecadação de recursos para poder custear um laudo antropológico e também para poder honrar com os compromissos dos honorários advocatícios dos deputados que fizeram a defesa de todos esses agricultores. Todos eles possuem pequenas propriedades rurais. Nós há nenhuma propriedade grande. Os agricultores que mais têm área lá são dois, cujas propriedades têm apenas 40ha. No restante, são pequenos agricultores que acabariam perdendo sua terra por uma imposição da Funai. Então, abre-se um precedente para revisarmos esses processos e até mesmo para que o Congresso Nacional vote, de uma vez por todas, a PEC n. 215/2000, que trata justamente de matéria que impõe uma ordem jurídica nessas questões de invasão de terras e de desapropriações por parte da Funai para abrigar índios, que em grande parte vêm de países vizinhos, do Paraguai e do Uruguai. O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS Muito obrigado, deputado Mauro de Nadal. O Sr. Deputado Maurício Eskudlark V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS Pois não! O Sr. Deputado Maurício Eskudlark Apenas para reforçar este assunto, deputado Darci de Matos, gostaria de dizer que 13% do território nacional é área indígena. Então, não há falta de terra. Nós queremos que os indígenas tenham os seus direitos, sejam atendidos na saúde, na educação e na preservação dos costumes, mas que a propriedade também seja respeitada. Nesse caso que o deputado Mauro de Nadal falou, lá do oeste, em que essa demanda de indígenas iria para o município de Bandeirante, os agricultores da região de Cunha Porã e Saudades estão com os documentos de propriedade e há mais de 80 anos estão 15 residindo nessa área. Então, é injusto saírem. Também é injusta a questão do Morro dos Cavalos e a do norte do estado, que foi levada a efeito nesse depoimento feito por v.exa. O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS Muito obrigado, deputado Maurício Eskudlark. Quero, sr. presidente, insistir neste assunto e afirmar que a decisão da juíza foi importante, porque lançou mão daquilo que está explicito na Constituição, deputado Fernando Coruja, v.exa. que é doutor nesta área, ou seja, só podem ser demarcadas como área indígenas as áreas que eram habitadas pelos índios antes de 1988, portanto, antes da promulgação da nossa Constituição. E, pareceme que na região oeste, no Morro dos Cavalos e na região norte de Santa Catarina, os índios vieram, que são famílias de índios guaranis do Paraguai, vieram habitar essas regiões posteriormente à promulgação da Constituição brasileira e, por isso, não há razão, não há fundamento legal para demarcação dessas terras indígenas. Sr. presidente, para concluir o que está acontecendo, na verdade, é que o terceiro escalão do governo, técnicos da Funai, associados à Ongs internacionais com interesses financeiros, estão fazendo demarcação de terras indígenas no Brasil. Isto é um absurdo, deputado Leonel Pavan. A solução definitiva será a aprovação do projeto do deputado Ibsen Ribeiro e do deputado Aldo Rebelo, que remete à decisão para o Congresso Nacional. Daí, sim, teremos decisões justas, racionais e democráticas. Mas, esse projeto não foi votado, porque, no ano passado, no momento em que os deputados foram votar, os índios invadiram o Congresso Nacional e a votação acabou lamentavelmente não acontecendo. O Congresso Nacional recuou. Mas esperamos que esse projeto seja aprovado e que possamos fazer justiça no Brasil, protegendo as áreas produtivas e alojando os índios nas áreas do governo federal. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Aldo Schneider) - Agradeço à manifestação de v.exa. Passaremos à Ordem do Dia. Votação da redação final do Projeto de Lei n. 0030/2015. Não há emendas à redação final. Em votação. Os srs. deputados que a aprovam permaneçam como se encontram. Aprovada. Votação da redação final do Projeto de Lei n. 0031/2015. Não há emendas à redação final. Em votação. Os srs. deputados que a aprovam permaneçam como se encontram. Aprovada. Votação da redação final do Projeto de Lei n. 0032/2015. Não há emendas à redação final. Em votação. Os srs. deputados que a aprovam permaneçam como se encontram. Aprovada. Agora, seria feita discussão e votação das mensagens de veto, mas, não havendo quórum, evidentemente, a votação será transferida para o dia de amanhã. Discussão e votação em primeiro turno do Projeto de Lei n. 0046/2015, de autoria do deputado Neodi Saretta, que institui a Campanha Setembro Verde, no estado de Santa Catarina. Conta com parecer favorável das comissões de Constituição e Justiça, de Direitos Humanos e de Turismo e Meio Ambiente. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 16 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Discussão e votação em primeiro turno do Projeto de Lei n. 0129/2015, de autoria do deputado Fernando Coruja, que denomina Gecy Fernandes Suppi o ginásio de esportes da EEB Padre Antônio Vieira, no município de Anita Garibaldi. Conta com parecer favorável das comissões de Constituição e Justiça e de Educação, Cultura e Desporto. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Pedido de Informação n. 0116/2015, de autoria do sr. deputado José Nei Ascari a ser enviado ao secretário de estado da Educação, solicitando informações sobre o projeto de reforma da EEB Engenheiro Annes Gualberto, no município de Imbituba. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Pedido de Informação n. 0117/2015, de autoria do deputado Neodi Saretta, a ser enviado ao governador do estado e ao secretário de estado da Infraestrutura, solicitando informações acerca dos valores e do andamento das obras do contorno viário do município de Seara. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Pedido de Informação n. 0118/2015, de autoria do deputado Neodi Saretta, a ser enviado ao secretário de estado da Saúde, solicitando informações acerca do adicional de insalubridade dos servidores do Laboratório Central de Saúde Pública. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Pedido de Informação n. 0119/2015, de autoria do deputado Gean Loureiro, a ser enviado ao governador do estado, acerca das nomeações realizadas dentre os candidatos aprovados nos Concursos 001/2010, da secretaria da Saúde, e do 001/2011, da Cidasc. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Moção n. 0055/2015, de autoria da deputada Ana Paula Lima, a ser enviada à Câmara dos Deputados e à Câmara de Vereadores de Brusque, manifestando repúdio às atitudes de incitação à violência contra as mulheres praticadas pelos deputados federais Alberto Fraga (DEM-DF) e Roberto Freire (PPSSP), e pelos vereadores Dejair Machado (PSD) e Jean Pirola (PP), respectivamente, dirigidas à deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e à vereadora Marli Leandro (PT). Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração O Sr. Deputado Fernando Coruja - Sr. presidente, peço a palavra, pela ordem, para uma questão de ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Aldo Schneider) - Com a palavra, pela ordem, para uma questão de ordem, o sr. deputado Fernando Coruja. O SR. DEPUTADO FERNANDO CORUJA - Sr. presidente, como deputada Ana Paula Lima não está presente, gostaria de solicitar a retirada dessa moção da pauta para que possamos discutir algumas questões a respeito da mesma. O SR. PRESIDENTE (Deputado Aldo Schneider) - Está retirada, pela ausência da autora. Moção n. 0061/2015, de autoria do deputado Leonel Pavan, a ser enviada ao presidente da Câmara dos Deputados e demais autoridades, apelando pela aprovação do Projeto de Lei n. 7755/2010, que regulamenta a profissão de artesão no Brasil. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem a queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que a aprovam permaneçam como se encontram. Aprovada. Moção n. 0062/2015, de autoria do deputado Gean Loureiro, a ser enviada à Associação dos Pescadores Artesanais do Campeche, cumprimentando pela celebração da Missa de Abertura da Pesca da Tainha nesta capital. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem a queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que a aprovam permaneçam como se encontram. Aprovada. Moção n. 0063/2015, de autoria do deputado Gean Loureiro, a ser enviada à Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos, cumprimentando pelo aniversário de fundação da associação. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem a queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que a aprovam permaneçam como se encontram. Aprovada. Moção n. 0064/2015, de autoria do deputado Jean Kuhlmann, a ser enviada à administração municipal de Apiúna, manifestando aplauso pela classificação do município mais transparente do Brasil, em levantamento realizado pela Controladoria Geral da União. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem a queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que a aprovam permaneçam como se encontram. Aprovada. Moção n. 0065/2015, de autoria do deputado Jean Kuhlmann, a ser enviada às soldados Ticiane dos Santos Silveira e Fernanda Bilk, manifestando aplauso por terem salvado a vida de Valdecir Schissel, em tentativa de homicídio no centro de Camboriú. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem a queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que a aprovam permaneçam como se encontram. Aprovada. Moção n. 0066/2015, de autoria da deputada Ana Paula Lima, a ser enviada ao governador do estado e ao secretário da Saúde, 02/07/2015 apelando pela adequação do Hospital de Araranguá para Hospital-Escola, a fim de possibilitar a implantação do curdo de Medicina da UFSC, no campus de Araranguá. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem a queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que a aprovam permaneçam como se encontram. Aprovada. Requerimento n. 0458/2015, de autoria do deputado João Amin, a ser enviado ao presidente da Casan, solicitando informações acerca do reajuste proposto de 13,24% de aumento na tarifa de água e esgoto. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Requerimento n. 0459/2015, de autoria do deputado João Amin, a ser enviado ao presidente da Agesan, solicitando informações acerca do reajuste de 13,24% de aumento na tarifa de água e esgoto. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem o queira discutir, encerramos sua discussão. Em votação. Os srs. deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Esta Presidência comunica que defere de plano os Requerimentos n.s: 0447/2015, 0448/2015, de autoria do deputado Gabriel Ribeiro; 0449/2015, 0450/2015, 0451/2015, de autoria do deputado Kennedy Nunes; 0452/2015, de autoria do deputado Darci de Matos; 0453/2015 e 0462/2015, de autoria do deputado Mario Marcondes; 0454/2015, 0455/2015, 456/2015 e 457/2015 de autoria do deputado Gean Loureiro; 0460/2015 e 0461/2015, de autoria da deputada Luciane Carminatti. Esta Presidência comunica que encaminhará aos destinatários, conforme determina o Regimento Interno, as Indicações n.s: 0385/2015, de autoria do deputado Ismael dos Santos; 0386/2015, 0396/2015, 0397/2015 e 0398/2015, de autoria do deputado Valdir Cobalchini; 0387/2015, 0400/2015 e 0401/2015, de autoria do deputado Neodi Saretta; 0388/2015, 0389/2015, de autoria do deputado Gabriel Ribeiro; 0390/2015, 0391/2015, 0392/2015, 0393/2015, 0394/2015 e 0395/2015, de autoria do deputado Gean Loureiro; 0399/2015, de autoria do deputado Vicente Caropreso. O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Finda a pauta da Ordem do Dia, passaremos à Explicação Pessoal. Com a palavra o primeiro orador inscrito, o sr. deputado Leonel Pavan, a quem concedemos a palavra por até dez minutos. O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN Nobre presidente, deputado Valmir Comin, srs. deputados, quero saudar todas as pessoas presentes no plenário desta Casa, que estão reivindicando um direito justo. Esperamos que essa luta seja consagrada. Procurei o deputado Marcos Vieira, que me fez algumas colocações, e nenhuma delas condiz com aquilo que viemos ouvindo. Então, sugeri que ele assome esta tribuna para expor o seu pensamento. Diz ele que basta um documento do governo do estado que atenda uma questão legal. Trata-se de um documento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele disse que em momento algum estaria usando artifícios para troca de alguma outra conquista que ele deseja. 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 Portanto, hoje ele ainda deve, como solicitei, fazer uso da palavra nesta tribuna para dar os devidos esclarecimentos. Sras. deputadas e srs. deputados, assomo à tribuna desta Casa para falar sobre duas importantes obras entregues pelo governo do estado na semana passada, que foram iniciadas no meu governo e no governo de Luiz Henrique da Silveira. Primeiramente, quero dizer que, quando o Luiz Henrique da Silveira foi governador e este deputado foi vice-governador, nós estivemos no distrito de Santa Cruz do Timbó, em Porto União, para assinar a ordem de serviço da rodovia SC-478. Nós estivemos lá! Há pouco, esteve aqui o líder do PMDB e disse que foi feita a autorização num guardanapo. Não foi num guardanapo! Este deputado estava no exercício de governador, quando fomos até Porto União determinar o início da obra. Isso ocorreu no governo de Luiz Henrique da Silveira, quando eu era vice-governador. O deputado Antônio Aguiar disse que a autorização foi feita num papel, num guardanapo, e que o governador Raimundo Colombo deu sequência. Estivemos lá e assinamos. Alguns quilômetros foram autorizados por Luiz Henrique da Silveira e outros foram autorizados por mim quando governador, e o Raimundo Colombo deu continuidade. Ora, esses duas rodovias são de grande importância para Santa Catarina e para a região norte. Então, é preciso que se coloque o pingo nos ii, porque se não, de repente, a nossa passagem como vice-governador e governador, não tem o devido valor. Por isso, quero assomar à tribuna, neste momento, para justificar e esclarecer que a obra que o governador Raimundo Colombo inaugurou na região do planalto norte, e gostaria de estar lá presente, teve a digital de Luiz Henrique da Silveira e a digital de Leonel Pavan, quando vice-governador e governador do estado de Santa Catarina. O Sr. Deputado Valdir Cobalchini V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN Será uma grande honra conceder-lhe um aparte, já que v.exa. é da mesma região. O Sr. Deputado Valdir Cobalchini Muito obrigado, deputado Leonel Pavan. Eu estive na inauguração e pude ver que atrás da mesa onde estavam as autoridades havia uma grande faixa, agradecendo ao governador Luiz Henrique da Silveira que começou a obra e ao governador Raimundo Colombo que deu continuidade e concluiu. Pretendo depois assomar à tribuna, porque quero também fazer referência a outras obras. Mas, apenas para fazer um breve histórico dessa obra de forma específica, no governo Luiz Henrique da Silveira e de Leonel Pavan, realmente, a obra teve a sua execução em parte, 3km. O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN Foram nove meses apenas. O Sr. Deputado Valdir Cobalchini Aqui estou fazendo um elogio. A empresa vencedora da licitação, infelizmente, é dessas empresas que envergonham Santa Catarina. No início do mandato do governador Raimundo Colombo não houve outra saída senão o rompimento do contrato de forma unilateral e uma nova licitação. Mas é importante fazer esse registro, pois a obra teve início, continuidade. Tivemos problemas no meio do caminho que foram resolvidos, e a obra está lá concluída, servindo à população, deputado Darci de Matos, de Santa Cruz do Timbó, de Porto União, atendendo uma região extremamente produtora. Enfim, a obra trouxe alegria a toda aquela gente e proporcionará desenvolvimento, por certo, e um futuro muito melhor a todos. Então, gostaria de fazer este registro e cumprimentar v.exa. O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN Agradeço o aparte do nobre deputado Valdir Cobalchini. Quero dizer, deputado Valdir Cobalchini, que também estive na cidade de Irineópolis, no planalto norte, para a entrega das obras de pavimentação da rodovia no dia 21 de julho de 2009, representando o Luiz Henrique da Silveira, no 47º aniversário do município. Lembro-me de uma chuva enorme, e nós lá estávamos entregando e autorizando obras. Portanto, gostaríamos de dizer que, naquela ocasião, foi entregue o primeiro trecho de 2km do acesso secundário que vai até a localidade de Colônia Velha. Foi um investimento de mais de R$ 1,5 milhão. No mesmo dia, assinei, nobre deputado, a autorização para a celebração de outro convênio que permitiu a pavimentação de mais 3,2km daquela rodovia no distrito de Santa Cruz do Timbó, em Porto União. Com isso o primeiro trecho foi ampliado, totalizando, no trecho autorizado por Luiz Henrique da Silveira e por este deputado, 5,2km de pavimentação de estrada. O que nós queremos colocar? Não é que precise ter o nosso nome, porém é necessário que se diga que foi uma continuidade. A história não pode ser apagada. A história não pode ser esquecida. A história precisa ser contada do início ao fim, porque nós temos que mostrar o trabalho e a importância de cada um. Não é que queiramos puxar aqui a brasa para o nosso assado, mas era um governo também com o PMDB, era um governo também com os Democratas, na época. Lá, estavam presentes lideranças, o presidente do Deinfra, o secretário de Infraestrutura, outros secretários regionais. E, por sinal, fomos homenageados com uma placa de agradecimento. No entanto, num momento como esse, parece que o estado só foi governado por três anos no mandato de Luiz Henrique da Silveira, que no outro ano não havia governador e que ninguém que assinava obra. Estamos apenas falando isso aqui para corrigir a história mal contada dessas obras que foram inauguradas. Não é um desabafo, não é questão de chamar a atenção. Mas, quando se conta algo desde o início, desde a assinatura em um guardanapo, é preciso contar, também, sobre as outras pessoas que tiveram também uma importante passagem. O Sr. Deputado Darci de Matos V.Exa. me concede um aparte? O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN Pois não! O Sr. deputado Darci de Matos - Sr. presidente, gostaria de dizer que estou surpreso com a energia, com a vontade do deputado Leonel Pavan no Parlamento catarinense. Já foi senador, prefeito, governador, e tem atuado como um menino aqui, não é deputado João Amin? Com energia, vontade e experiência. Também gostaria de dizer que essa parceria do saudoso ex-governador Luiz Henrique da Silveira com o nosso vice-governador à época, Leonel Pavan, e depois o governador Raimundo Colombo, o vice-governador Eduardo Pinho Moreira e o secretário Cobalchini, deram muitas alegrias e muitas obras para Santa Catarina. V.Exa. tem razão, nós temos que aplaudir, porque todos os municípios do estado estão interligados com asfalto. O nosso estado é um estado de destaque em todos os índices no Brasil e no mundo. Portanto, v.exa. está de parabéns! Essa parceria dirige Santa Catarina há 12 anos! E vamos dirigir Santa Catarina por 16 anos, porque é um trabalho que está sendo feito com muita consistência e com a sua participação, deputado Leonel Pavan. O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN Gostaria de agradecer os apartes, dizendo da minha honra e da minha alegria de ter sido senador quando o Luiz Henrique da Silveira foi governador, de ter sido vice-governador e depois governador do estado. 17 Essas parcerias, certamente, deram um grande resultado, foram altamente positivas para todo o estado de Santa Catarina. O governador Luiz Henrique da Silveira, deputado Valmir Comin, tinha como objetivo ligar todos os municípios do estado de Santa Catarina. E, com o projeto de descentralização, pudemos fazer as obras nos trechos que faltavam nos municípios mais distantes. Tive a honra e a alegria de representá-lo por inúmeras vezes. Por diversas vezes, estive presente em assinaturas de convênios e inaugurações de obras, como essa que ocorreu no fim de semana. Mas, infelizmente, não fui convidado para estar presente. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O Sr. Deputado Maurício Eskudlark Peço a palavra, pela ordem, sr. presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Com a palavra, pela ordem, o sr. deputado Maurício Eskudlark. O SR. DEPUTADO MAURÍCIO ESKUDLARK - Gostaria de registrar a presença na Assembleia Legislativa, que esteve em nosso gabinete e em outros gabinetes também, do prefeito de Witmarsum, Paul Zerna, acompanhado do vice-prefeito e de outras autoridades, convidando-nos para o aniversário do município, no dia 15 de junho, na segunda-feira, quando será inaugurado o Hospital Municipal de Witmarsum. O hospital foi adquirido pelo governo do estado e repassado ao município. Isso demonstra a coragem da administração pública. Um hospital no interior, que terá um atendimento de qualidade, com plantão 24h, leitos, UTI. Então, venho aqui reconhecer esse empenho da administração do município. O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Com a palavra o próximo orador inscrito, deputado Vicente Caropreso, por até dez minutos. O SR. DEPUTADO VICENTE CAROPRESO - Sr. presidente e srs. deputados, faço duas comunicações importantes sobre nosso estado. Há mais de dois meses estamos assistindo a greve dos professores do estado, que fazem suas justas reivindicações. Essa atitude tem consequência na vida das crianças, que perdem o ensinamento, e algumas inclusive perdem o carinho, a atenção e a reposição de energias que recebem com a alimentação correta nos colégios. No Brasil estamos acostumados a esse tipo de situação, em que impasses sucedem-se. Os dias passam e vemos comprometido, já, o calendário escolar deste ano. Temos a previsão de que isso vá avançar pelo próximo ano, impactando na vida de alguns alunos que querem prestar o vestibular. Quando vemos, pela imprensa, que a questão chegou à Justiça, nós ficamos contentes, mas, ao mesmo tempo, ficamos tristes e preocupados com essa rotina. A Justiça deveria automaticamente tomar para si o impasse quando as duas partes acabam não resolvendo a questão e trazendo repercussões graves na vida da população do país, do estado e neste caso das crianças que precisam de mais atenção. O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, José Carlos Eloy Martins, membro da comissão estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, enviou-me um manifesto para que eu fizesse uma exposição neste plenário, levando essa preocupação ao governo do estado, ao comando de greve e, acima de tudo, agora, à Justiça, no caso ao desembargador Jorge Luiz de Borba, que está para resolver essa situação que penaliza, sobretudo, a criança e o adolescente. Por outro lado, também venho comentar algo que se vem repetindo. Eu moro perto de Jaraguá do Sul há 30 anos, numa cidade chamada Pomerode, calma, pacata, onde não acontece nada, terra de alemão. Mas isso mudou, pois o crime organizado vem Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 18 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 entrando nas cidades teoricamente fáceis para se fazer pequenos assaltos e furtos. Enfim, o crime organizado, através dessa praga chamada droga, está entrando em Santa Catarina de maneira firme e sem o controle por parte da nossa polícia, já que o nosso contingente é apenas reposto, e em algumas regiões nem isso acontece. O ideal seria um policial para 400 habitantes. Em Santa Catarina há um policial para 780 habitantes. Na região onde moro, no vale do Itapocu, são 1.185 habitantes para um policial. E em Pomerode são 1.680 pessoas para cada policial. Há uma defasagem grande, e isso inspira as pessoas do crime organizado a fazerem o que bem entendem. Ontem foi um dia de correria em Jaraguá do Sul, com caixa de banco estourado, agência lotérica arrombada. Adentraram em regiões densamente povoadas, houve tiroteios. E esse acaba sendo o dia a dia em cidades teoricamente privilegiadas em termos de educação e de IDH. Mas o crime organizado contabiliza e sabe quantos policiais há nas regiões. Então, alguma coisa precisa ser feita com relação à reposição dos policiais neste estado. E essa não é uma reivindicação apenas deste deputado, pois todos os dias isso é colocado neste plenário. Tomara que esse discurso chegue aos ouvidos de quem é de direito para que seja resolvida essa situação. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Com a palavra o deputado Dirceu Dresch, por dez minutos. O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH Sr. presidente e srs. deputados, especialmente hoje quero cumprimentar o Basílio, assessor jurídico do prefeito de Itapiranga Milton Simon, grande amigo; também os servidores da Udesc, que mais uma vez estão nesta Casa, lutando pelo projeto de reajuste. Recebemos o abaixo assinado, sabemos de toda a mobilização que vocês vêm fazendo, e com certeza podem contar com o apoio do Partido dos Trabalhadores. Até estranhamos a demora. Deputado Rodrigo Minotto, v.exa. que presidiu a comissão de Trabalho e Serviço Público, porque tanta demora, quando há o acordo da entidade, da Udesc com os trabalhadores? Esperamos que esse projeto possa ser aprovado na CCJ, na terça-feira, e na comissão de Finanças e na comissão de Serviço Público, na quarta-feira. E que na próxima quarta-feira possa vir ao plenário. Faço um apelo para que, se necessário, tenhamos uma reunião de comissão conjunta a fim de que esses servidores possam voltar a trabalhar. Esta Casa precisa agilizar os processos para atender a população catarinense. Quero registrar esse apelo aos presidentes das comissões. Também nessa linha dos trabalhadores do serviço público catarinense, estivemos ontem numa importante assembleia do Sinjusc, que vem fazendo uma grande mobilização no sentido de construir de uma vez por todas um plano de cargos e salários para os servidores da Justiça. Como o Tribunal de Justiça disse que enquanto houver greve não negocia, os trabalhadores decidiram para a greve por um prazo de 30 dias. Paralisaram a greve, voltaram ao trabalho, aceitaram parte do acordo, mas esperam que em 30 dias seja apresentada a proposta do novo plano de cargos e salários dos trabalhadores do Judiciário de Santa Catarina. Assomamos esta tribuna desde 2009, cobrando permanentemente uma política salarial para as pessoas que prestam um serviço à sociedade catarinense neste órgão tão importante. Foi realidade uma audiência pública na semana passada muito importante, presidida pelo deputado Rodrigo Minotto. Por isso, quero agradecê-lo e a toda a comissão. Esperamos que nesses 30 dias em que os trabalhadores abriram mão da greve, Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração como o Tribunal pediu, seja apresentada uma proposta concreta. Então, esses trabalhadores tiveram essa sensibilidade, mas não podemos falar a mesma coisa com relação aos trabalhadores da Educação, e não é por causa dos servidores, quero deixar isso bem registrado. Mas, sim, porque houve problemas em 2011 e 2012, quando o governo do estado não cumpriu o acordado e os trabalhadores da Educação voltaram à sala de aula. Assim, continuamos aqui insistindo, e cobrando para que o governo do estado volte a negociar com os trabalhadores, que estabeleça um processo de negociação, caso contrário, essa situação de impasse que se criou continuará, e quem perde, de fato, são os trabalhadores da Educação e, especialmente, as crianças que hoje estão fora das salas de aula, correndo o risco de perder o ano letivo de 2015. Faço um apelo para que a secretaria da Educação, o governo do estado volte a negociar com os trabalhadores da Educação para que a sociedade não pague a conta desse autoritarismo, de não se voltar a negociar com os trabalhadores. Por último, quero falar do grande ato que aconteceu na cidade de Abelardo Luz, mais precisamente no Assentamento 25 de Maio, que comemora os 30 anos da primeira ocupação de terra em Santa Catarina. Naquela região, hoje, estão mais de 1.500 famílias assentadas. É um dos municípios que mais tem agricultores e trabalhadores assentados no Brasil. Lá houve um debate extraordinário ontem, também uma feira. Contamos com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, sr. Patrus Ananias, bem como de muitas outras lideranças, naquele grande ato em se que se comemorou uma conquista importante, o avanço naquelas áreas totalmente improdutivas que hoje produzem vida, onde pessoas, famílias, comunidades organizadas produzem um alimento extraordinário. Essa é a função da terra no Brasil. Precisamos avançar muito mais. O Brasil precisa fazer um grande debate sobre a função social da terra, o cuidado com a água e o meio ambiente e a produção de alimentos que este país precisa. Portanto, foi um momento de grande comemoração e também de reflexão sobre o futuro da agricultura familiar, que vem dando passos significativos, mas continua com grandes desafios. Então, queremos cumprimentar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, os apoiadores que construíram essa luta de 30 anos. Inclusive, há alguns dias, fizemos aqui, nesta Casa, uma homenagem por essa data comemorativa. O Movimento na sua caminhada viveu uma história polêmica, mas, se não fosse essa luta pela terra no Brasil, com certeza, hoje, haveria muito mais concentração de terra no país e não teríamos esses milhares de agricultores assentados, produzindo alimentos, ajudando na alimentação do povo brasileiro e inclusive nas exportações. Assim, cumprimento a todos por essa bela luta de 30 anos. Que possamos avançar cada dia mais nesse sentido no Brasil. Que, além de avançar na distribuição da terra, no desmonte do latifúndio improdutivo neste país, possamos avançar na qualificação, na organização, no apoio aos assentamentos. Que tenhamos um país com segurança alimentar e nutricional. Que as políticas para a agricultura familiar possam trazer dignidade às pessoas que produzem, mas também qualidade de vida às pessoas que consomem. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Com a palavra a sra. deputada Luciane Carminatti. (Pausa) Na ausência da deputada Luciane Carminatti, com a palavra o sr. deputado Gean Loureiro. 02/07/2015 (Pausa) Na ausência do deputado Gean Loureiro, com a palavra o deputado Valdir Cobalchini. (Pausa) Na ausência do deputado Valdir Cobalchini, com a palavra por até dez minutos. O Sr. Deputado Dirceu Dresch - Peço a palavra, pela ordem, sr. presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Com a palavra, pela ordem, o deputado Dirceu Dresch. O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH Sr. presidente, hoje estivemos visitando o alojamento dos haitianos e de outros estrangeiros que estão se deslocando para o Brasil. Lá tratamos de um conjunto de encaminhamentos e assumimos o compromisso de realizar uma audiência pública, que será no dia 24 de junho. A comissão de Direitos Humanos estará em Brasília na semana que vem para buscar vários encaminhamentos no sentido de dar apoio a esse povo que está chegando ao Brasil, migrando de outros países, especialmente do Haiti, que trabalham neste estado, em nossas empresas. Por isso, precisamos discutir essa questão de políticas públicas de apoio a essas famílias que estão chegando aqui. Muito obrigado! O SR. DEPUTADO VALDIR COBALCHINI - Muito obrigado, sr. presidente, deputado Valmir Comin. Caros, servidores da Udesc, já pude me pronunciar algumas vezes sobre isso, e inclusive hoje pela manhã na comissão de Constituição e Justiça. Considero um absurdo o servidor ter que vir às galerias fazer essa reivindicação, já que, deputado Leonel Pavan, no processo consta a aprovação do grupo gestor. Parece-me, aí, que todos os outros documentos buscados através de diligência são dispensáveis, porque, aliás, foi o Executivo quem encaminhou, com a aprovação do grupo gestor. Então, entendo justo. Eu falei com o vice-reitor, professor Marcus Tomasi, e também com o líder do governo deputado Silvio Dreveck, no sentido de que o secretário Serpa pudesse encaminhar um ofício dispensando as secretarias de Administração, da Fazenda, a ProcuradoriaGeral do Estado, até porque já se manifestaram quando da reunião do grupo de gestor. Então, que o secretário Nelson Antônio Serpa encaminhe esse ofício dizendo que o governo já fez a sua manifestação para que as comissões possam agir de forma conjunta à Justiça. E que as comissões de Finanças, de Educação e de Trabalho possam, de forma conjunta, deliberar essa matéria, para que vocês tenham aquilo que lhes é de justiça. Gostaria de fazer essa manifestação, como presidente da comissão de Educação. (Palmas das galerias.) E apelo à sensibilidade, fiz isso na reunião da comissão pela manhã, do deputado Marcos Vieira, que é extremamente zeloso com o Regimento Interno. Mas, o bom senso indica que precisamos neste momento ter boa vontade e, de forma ágil e rápida, decidir isso. O Sr. Deputado José Milton Scheffer V. Exa. me concede um aparte? O Sr. Deputado Valdir Cobalchini Pois não! O Sr. Deputado José Milton Scheffer Caro deputado Valdir Cobalchini, quero cumprimentá-lo pelo pronunciamento, pela preocupação com a questão do plano de cargos e salários da Udesc, e quero somar esforços. Estou vendo, aqui, uma faixa do Centro de Ciências Agroveterinárias de Lages. Fui aluno da segunda turma de Agronomia de lá, sei da competência, do alcance da instituição e que os números da Udesc orgulham a todos os catarinenses. Acho que este é o momento desta Casa refletir, de fazer a votação. Como v.exa. já citou, o próprio grupo gestor já aprovou, existem os recursos. As preocupações com as 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 questões legais devem ser analisadas o mais rápido possível. Quero cumprimentá-lo também pela sua preocupação e pelo seu trabalho com relação a isso na comissão de Educação da Assembleia Legislativa, solidarizando-me também com os funcionários da Udesc, em especial do Centro de Ciências Agroveterinárias de Lages. (Palmas das galerias.) O SR. DEPUTADO VALDIR COBALCHINI - Muito obrigado, deputado José Milton Scheffer. Gostaria também, sr. presidente, de dizer que na última semana, estivemos em Porto União, mais precisamente no Distrito de Santa Cruz do Timbó, numa belíssima festa, em que aproximadamente mais de mil pessoas compareceram para a inauguração de uma importante obra, e v.exa., deputado Leonel Pavan, tem razão quando diz que a história não pode ser apagada. Com exceção dessa obra de Porto União, que foi iniciada pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira e pelo também ex-governador Leonel Pavan, todas as demais obras tiveram início quando eu era secretário de Infraestrutura. E, no início, fica a parte mais difícil, o processo licitatório, fazer o projeto, viabilizar o recurso, ou seja, é a responsabilidade maior. E, aí, quando chega o momento da inauguração da obra, apaga-se a história quando se omite as pessoas que ajudaram a executar a mesma. Além de omitir a participação dos governadores Luiz Henrique da Silveira e Leonel Pavan, também se omitiu a participação dos secretários. Não estou reclamando, não é uma questão de vaidade, mas acho que é injusto que aqueles secretários que às vezes conduziram 70%, 80%, 90% da obra, no momento da inauguração, não vejam o seu nome. Trata-se de uma inauguração que entra na história de uma região, de um município, de um estado, até porque você presta contas do trabalho que realiza. Quando você executa uma obra, acho que é justo que a placa de inauguração contemple os nomes das pessoas que participaram de forma efetiva. Mas, além dessa obra, neste final de semana, houve outras inaugurações, como a do contorno sul, deputado Leonel Pavan. E acho que v.exa. não se referiu a isso. Quando v.exa. foi governador, em dezembro de 2010, nós entregamos a ordem de serviço dessa obra, em Videira. Eu já havia sido escolhido como secretário da Infraestrutura, obviamente ainda não tinha sido empossado. E, neste domingo, foi inaugurada essa obra do contorno rodoviário de Videira, uma obra muito difícil, inclusive com uma ponte sobre o Rio de Peixe. Mais para o oeste do estado, em São Lourenço do Oeste, nós participamos de uma obra de restauração do trecho entre São Lourenço do Oeste e Formosa do Sul, com 40km. Se compararmos essa obra com outras realizadas em nossa malha viária, é uma obra de primeiro mundo, pela sua qualidade. Aliás, trata-se da mesma empresa que construiu, - e vejo aqui o jornalista Moacir Pereira no Plenário - a SC-401. Para a duplicação da SC-401 havia o prazo de um ano e meio, mas, em nove meses, a empresa entregou essa obra. Em outra obra, ainda no oeste do estado, o prazo contratual era de dois anos e a empresa entregou a obra em um ano. Nessa obra em São Lourenço do Sul que se estende até o município de Formosa do Sul existem três trechos, sendo que o processo licitatório de todos os trechos aconteceu ao mesmo tempo, assim como também as ordens de serviço, e no domingo entregamos o primeiro trecho. Agora, quanto ao segundo e terceiro trecho, sendo otimistas, vamos aguardar alguns meses. Então, também temos que saber elogiar quando uma empresa dá um bom exemplo, tem uma conduta séria, faz o trabalho com qualidade e cumpre os prazos. Assim como empresas como aquela de Porto União, 19 que demonstrava não ter capacidade de executar a obra, tivemos coragem de banir, e hoje ela não executa nenhuma obra em Santa Catarina. Quero fazer referência também a uma obra, na travessia urbana de Caçador, onde 21 mil veículos passam todos os dias, determinado através de estudos de contagem de tráfego que realizamos. Ocorriam também muitos acidentes naquele local, inclusive fatais. Nós investimos na travessia urbana com a duplicação e a construção de dois elevados, cerca de R$ 30 milhões. Portanto, é uma obra que ficará marcada na história da nossa cidade, que trouxe mobilidade urbana, segurança, tendo em vista que Santa Catarina ainda é um dos estados mais violentos do país no trânsito, devido ao grande número de veículos que transitam nas nossas rodovias, sejam catarinenses ou brasileiras. Então, esses investimentos na construção de terceiras faixas, de elevados, na duplicação de alguns trechos são fundamentais para a segurança, para a diminuição de acidentes, mas também para a melhoria da condição de logística de competitividade, preparando Santa Catarina para um futuro muito melhor na questão de infraestrutura. Muito obrigado! (SEM REVISÃO DO ORADOR) O SR. PRESIDENTE (Deputado Valmir Comin) - Não há mais oradores inscritos em Explicação Pessoal. Livre a palavra a todos os srs. deputados. (Pausa) Não havendo quem queira fazer uso da palavra, esta Presidência antes de encerrar a presente sessão, convoca outra, ordinária, para amanhã à hora regimental, com a seguinte Ordem do Dia: matérias em condições regimentais de serem apreciadas pelo Plenário. Está encerrada a sessão. ATOS DA MESA ATO DA PRESIDÊNCIA DL ATO DA PRESIDÊNCIA Nº 038-DL, de 2015 O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, com amparo no art. 65, inciso VI, alínea “l” do Regimento Interno e na Resolução nº 005/2005, no uso de suas atribuições INCLUI o Deputado Dr. Vicente Caropreso como membro da Frente Parlamentar, denominada Santa Catarina - Itália, com o objetivo de buscar aproximação, bem como resgatar os laços de amizade entre os parlamentos italiano e catarinense e trabalhar em ações que fomentem a cultura, economia e desenvolvimento, no Território catarinense. PALÁCIO BARRIGA VERDE, em Florianópolis, 2 de julho de 2015. Deputado GELSON MERISIO Presidente *** X X X *** ATO DA MESA DL ATO DA MESA Nº 030-DL, de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, em conformidade com o disposto no art. 50 do Regimento Interno, no uso de suas atribuições CONCEDE autorização à Senhora Deputada Luciane Carminatti para ausentar-se do País, no período de 6 a 9 de julho do corrente ano, a fim de participar do Encuentro Mundial de Movimentos Populares (EMMP), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. PALÁCIO BARRIGA VERDE, em Florianópolis, 2 de julho de 2015. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputada Dirce Heiderscheidt - 3ª Secretária Deputado Mario Marcondes - 4º Secretário *** X X X *** ATOS DA MESA ATO DA MESA Nº 455, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: TORNAR SEM EFEITO o Ato da Mesa nº 442, de 30 de junho de 2015. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputada Dirce Heiderscheidt - Secretária *** X X X *** ATO DA MESA Nº 456, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: DISPENSAR a servidora JULIANA CRISTINA DA CRUZ, matrícula nº 7228, da função de Assessoria técnica-administrativa Apoio ao Controle de Processos e Movimentação de Servidores, código PL/FC-2, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DRH - Coordenadoria de Atos e Registros Funcionais). Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputada Dirce Heiderscheidt - Secretária *** X X X *** ATO DA MESA Nº 457, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 20 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 RESOLVE: com fundamento nos arts. 17 e 31 da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006 e alterações, com redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, c/c o art. 1º do Ato da Mesa nº 160, de 15 de agosto de 2007, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, DESIGNAR a servidora JULIANA CRISTINA DA CRUZ, matrícula nº 7228, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa para exercer a função de Chefia de Seção - Processamento da Informação, código PL/FC-3, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DRH - Coordenadoria de Atos e Registros Funcionais). Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputada Dirce Heiderscheidt - Secretária *** X X X *** ATO DA MESA Nº 458, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: DISPENSAR a servidora ELIZABET SOUZA ARAGAO, matrícula nº 1509, da função de Chefia de Seção - Informações e Atendimento ao Público, código PL/FC-3, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DRH Coordenadoria de Processamento do Sistema de Pessoal). Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputada Dirce Heiderscheidt - Secretária *** X X X *** ATO DA MESA Nº 459, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: DISPENSAR a servidora FABIOLA FERREIRA DE MACEDO, matrícula nº 6325, da função de Chefia de Seção - Processamento da Informação, código PL/FC-3, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DRH Coordenadoria de Atos e Registros Funcionais). Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputada Dirce Heiderscheidt - Secretária *** X X X *** ATO DA MESA Nº 460, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: com fundamento nos arts. 17 e 31 da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006 e alterações, com redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, c/c o art. 1º do Ato da Mesa nº 160, de 15 de agosto de 2007, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, DESIGNAR a servidora ELIZABET SOUZA ARAGAO, matrícula nº 1509, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa para exercer a função de Assessoria Técnica-Administrativa Informações Técnicas, código PL/FC-2, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DRH Coordenadoria de Processamento do Sistema de Pessoal). Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputada Dirce Heiderscheidt - Secretária *** X X X *** ATO DA MESA Nº 461, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: com fundamento nos arts. 17 e 31 da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006 e alterações, com redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, c/c o art. 1º do Ato da Mesa nº 160, de 15 de agosto de 2007, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração 02/07/2015 DESIGNAR a servidora FABIOLA FERREIRA DE MACEDO, matrícula nº 6325, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa para exercer a função de Chefia de Seção - Informações e Atendimento ao Público, código PL/FC-3, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DRH Coordenadoria de Processamento do Sistema de Pessoal). Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputada Dirce Heiderscheidt - Secretária *** X X X *** ATO DA MESA Nº 462, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, e tendo em vista o que consta do Processo nº 1495/2014, RESOLVE: com fundamento nos arts. 26 c/c art. 20 incisos II e IV da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006, com a redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, e observada a Resolução nº 002/2004, convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. Art. 1º CONCEDER ADICIONAL DE EXERCÍCIO à servidora ROSANA BRASCA CAJUELLA, matrícula nº 2020, ocupante do cargo de Técnico Legislativo, código PL/TEL-50, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, correspondente a: 20% (vinte por cento) da gratificação de exercício em Comissão Legal, correspondente ao valor da função de confiança, código PL/FC-3, que adicionado aos 60% (sessenta por cento) da gratificação de exercício correspondente ao valor da função de confiança, código PL/FC-6, concedido pelo Ato da Mesa nº 343/2013, de 22/5/2013 e 20% (vinte por cento) da gratificação de exercício correspondente ao valor da função de confiança, código PL/FC-6, concedido pelo Ato da Mesa nº 149/2014, de 12/3/2014, totalizando 100% (cem por cento); Art. 2º MANTER 40%(quarenta por cento) do valor correspondente a diferença do vencimento do seu cargo efetivo e do cargo em comissão PL/DAS-6, remanescente do Ato da Mesa nº 88/2011, de 2/3/2011; 40%(quarenta por cento) do valor correspondente a diferença do vencimento do seu cargo efetivo e do cargo em comissão PL/DAS-6, e 20% (vinte por cento) do valor da Função de Confiança, código PL/FC-3, ambos concedidos pelo Ato da Mesa nº 149/2014, de 12/3/2014, totalizando 100% (cem por cento); Art. 3º REVOGAR o Ato da Mesa nº 409, de 12 de junho de 2013, e REPRISTINAR os efeitos do Ato da Mesa nº 343, de 22 de maio de 2013. Art. 4º Este Ato da Mesa entra em vigor na data de sua publicação, com eficácia financeira a contar do Ato de exoneração do Cargo em comissão de Coordenador e/ou do Ato de dispensa da Comissão Legal. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputada Dirce Heiderscheidt - Secretária *** X X X *** ATO DA MESA Nº 463, de 2 de julho de 23015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: DISPENSAR o servidor ANIBAL CANTALICIO ESTANISLAU, matrícula nº 1907, da função de Assistência técnica-patrimônio, código PL/FC-3, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DA - CRM - Gerência de Patrimônio). Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 464, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: DISPENSAR o servidor SERGIO LUIZ CARDOSO, matrícula nº 1425, da função de Assistência técnica-patrimônio, código PL/FC-3, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DA - CRM - Gerência de Patrimônio). Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 ATO DA MESA Nº 465, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: DISPENSAR a servidora MARIA APARECIDA LEITAO PACHECO, matrícula nº 2130, da função de Chefia de Seção - Serviço Social, código PL/FC-3, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DRH - Coordenadoria de Saúde e Assistência). Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 466, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: com fundamento nos arts. 17 e 31 da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006 e alterações, com redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, c/c o art. 1º do Ato da Mesa nº 160, de 15 de agosto de 2007, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, ART. 1º - DESIGNAR a servidora LUCIANE DALLA BARBA CADOR ZAGUINI, matrícula nº 1387, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa para exercer a função de Chefia de Seção Serviço Social, código PL/FC-3, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DRH - Coordenadoria de Saúde e Assistência). ART. 2º - Por ter estabilizado função de confiança, deverá fazer opção, pois o benefício não é cumulativo. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 467, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: com fundamento nos arts. 17 e 31 da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006 e alterações, com redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, DESIGNAR a servidora ELZAMAR ALVES DANTE, matrícula nº 4406, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa para exercer a função de Chefia de Seção - Controle de Registros, código PL/FC-3, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, a contar de 1º de julho de 2015 (DL - Coordenadoria de Taquigrafia do Plenário). Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 468, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, RESOLVE: com fundamento no art. 18 da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, de acordo com o 4º Aditivo ao Convênio de Cooperaçao Técnico-Institucional celebrado entre a Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina e a Prefeitura Municipal de Itajaí, CONSIDERAR PRORROGADO até 31 de dezembro de 2015, os efeitos do Ato da Mesa nº 081, de 03 de março de 2009, que colocou à disposição da Prefeitura Municipal de Itajaí, a servidora ROSILENE MARIA SODRÉ, matrícula nº 2043. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** 21 ATO DA MESA Nº 469, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, e tendo em vista o que consta do Processo nº 2929/2015, RESOLVE: com fundamento no art. 77, § 3º, da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, FAZER CESSAR, a partir de 1º de julho de 2015, os efeitos do Ato da Mesa nº 326, de 6 de junho de 2014, que concedeu licença para tratamento de interesses particulares ao servidor LUCAS GABRIEL DINIZ, matrícula nº 6311. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 470, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, tendo em vista o que consta do Processo nº 2690/2015, RESOLVE: com fundamento no § 7º do art.1º da Resolução nº 009 de 31 de agosto de 2011, c/c art. 6º, III da Resolução nº 012 de 22 de dezembro de 2009, convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, ADICIONAR aos vencimentos do servidor AZUIR ADILIO DO NASCIMENTO, matrícula nº 2041, lotado na DL - CD Gerência do Centro de Memória, ocupante do cargo de Técnico Legislativo, código PL/TEL-46, do Quadro do Pessoal da Assembleia Legislativa, Gratificação de insalubridade na proporção de 100% (cem por cento) pela execução de atividade insalubre de grau mínimo, correspondente a 20% do valor do vencimento do cargo de provimento efetivo de Técnico Legislativo, nível 30, do Grupo de Atividades de Nível Médio, a contar da data de sua aposentadoria. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 471, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, e tendo em vista o que consta do Processo nº 2155/2015, RESOLVE: com fundamento no art. 26 c/c art. 20 incisos II e IV da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006, com a redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, e observada a Resolução nº 002/2004, convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, Art. 1º CONCEDER ADICIONAL DE EXERCÍCIO ao servidor ANIBAL CANTALICIO ESTANISLAU, matrícula nº 1907, ocupante do cargo de Técnico Legislativo, código PL/TEL-47, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, correspondente a: a) 1,66% (um vírgula sessenta e seis por cento) do valor da Função de Confiança, código PL/FC-5 e 58,34% (cinquenta e oito vírgula trinta e quatro por cento) do valor da Função de Confiança, código PL/FC-3, que adicionado aos 38,30% (trinta e oito vírgula trinta por cento) do valor da função de Assistente, código PL/CAS-1, e 1,70% (um vírgula setenta por cento) do valor da função de Chefe de Seção, código PL/CAS-4, ambas atualmente correlacionadas com a de nível PL/FC-3, concedido pela Resolução nº 1186/1991, de 13/6/1991, totalizam 100% (cem por cento). b) 80% (oitenta por cento) da gratificação de exercício em Comissão Legal, equivalente ao valor da Função de Confiança, código PL/FC-3, totalizando 80% (oitenta por cento). Art. 2º Este Ato da Mesa entra em vigor na data de sua publicação, com eficácia financeira a contar do Ato de dispensa da função de confiança e de 7 de abril de 2015 para a gratificação de exercício. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 472, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, e tendo em vista o que consta do Processo nº 0287/2015, Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 22 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 RESOLVE: com fundamento nos arts. 26 c/c art. 20 incisos II e IV da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006, com a redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, e observada a Resolução nº 002/2004, convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, Art. 1º CONCEDER ADICIONAL DE EXERCÍCIO ao servidor RENATO HERCILIO BERTOLDI, matrícula nº 936, ocupante do cargo de Analista Legislativo, código PL/ALE-67, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, correspondente a: a) 1,67% (um vírgula sessenta e sete por cento) do valor da função de confiança, código PL/FC-3 e 8,33%(oito vírgula trinta e três por cento) do valor da Função de Confiança, código PL/FC-2, que adicionado aos 60% (sessenta por cento) do valor da função de Assistente de Gabinete de Liderança, código PL/CAS-2, atualmente correlacionado com o de nível PL/FC-3, concedido pela Resolução nº 1098, de 3/8/1987; 5,83% (cinco vírgula oitenta e três por cento) do valor da função de Confiança, código PL/FC-3, e 14,17% (quatorze vírgula dezessete por cento) do valor da função de confiança, código PL/FC-2, ambas concedidas através do Ato da Mesa nº 296, de 23/4/2015, totalizam 100% (cem por cento). Art. 2º Este Ato da Mesa entra em vigor na data de sua publicação, com eficácia financeira a contar do Ato de dispensa da função de confiança, pois o benefício não é cumulativo. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 473, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, e tendo em vista o que consta do Processo nº 2682/2015, RESOLVE: com fundamento no art. 26 c/c art. 20 incisos II e IV da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006, com a redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, e observada a Resolução nº 002/2004, e convalidado pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, Art. 1º CONCEDER ADICIONAL DE EXERCÍCIO à servidora LUCIA HELENA COELHO PRAZERES, matrícula nº 1568, ocupante do cargo de Analista Legislativo, código PL/ALE-66, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, correspondente a: 10% (dez por cento) do valor da função de confiança, código PL/FC-3 que adicionado aos 20%(vinte por cento) do valor da Função de Confiança, código PL/FC-3, concedido pelo Ato da Mesa nº 143, de 20/3/2013; e 70% (setenta por cento) do valor da função de confiança, código PL/FC-3 concedido pelo Ato da Mesa nº 691/2014, de 2/10/2014, totalizam 100% (cem por cento); Art. 2º Este Ato da Mesa entra em vigor na data de sua publicação, com eficácia financeira a contar do Ato de dispensa da função de confiança, pois o benefício não é cumulativo. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 474, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, e tendo em vista o que consta do Processo nº 2609/2015, RESOLVE: com fundamento nos arts. 26 c/c art. 20 incisos II e IV da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006, com a redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, e observada a Resolução nº 002/2004, convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, Art. 1º CONCEDER ADICIONAL DE EXERCÍCIO à servidora MARI ANGELA PAULI CUSTODIO, matrícula nº 1592, ocupante do cargo de Analista Legislativo, código PL/ALE-63 do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, correspondente a: a) 39,17% (trinta e nove vírgula dezessete por cento) do valor da função de confiança, código PL/FC-5; 23,33% (vinte e três vírgula trinta e três por cento) do valor da função de confiança, código PL/FC-3 e 17,50%(dezessete vírgula cinquenta por cento) do valor da função de confiança, código PL/FC-2, que adicionado aos 20% (vinte por cento) do valor da função de Adjunto de Serviço, código PL/CAS-2, atualmente correlacionado com o de nível PL/FC-3, concedido pela Resolução nº 130, de 3/2/1992, totalizam 100% (cem por cento). Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração 02/07/2015 Art. 2º Este Ato da Mesa entra em vigor na data de sua publicação, com eficácia financeira a contar do Ato de dispensa da função de confiança, pois o benefício não é cumulativo. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 475, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, e tendo em vista o que consta do Processo nº 2806/2015, RESOLVE: com fundamento no art. 26 c/c art. 20 incisos II e IV da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006, com a redação dada pela Resolução nº 009, de 19 de dezembro de 2013, e observada a Resolução nº 002/2004, e convalidado pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, Art. 1º CONCEDER ADICIONAL DE EXERCÍCIO à servidora JACQUELINE DE OLIVEIRA VICENTE BITTENCOURT, matrícula nº 1591, ocupante do cargo de Técnico Legislativo, código PL/TEL-50, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, correspondente a: 10% (dez por cento) do valor da função de confiança, código PL/FC-2 que adicionado aos 20%(vinte por cento) do valor da Função de Confiança, código PL/FC-3, concedido pelo Ato da Mesa nº 712, de 21/10/2014; 41,67%(quarenta e um vírgula sessenta e sete por cento) do valor da função de confiança, código PL/FC-3 e 8,33% (oito vírgula trinta e três por cento) do valor da função de confiança, código PL/FC-2, concedido através do Ato da Mesa nº 144/2013, de 20/3/2013, totalizam 80% (oitenta por cento); Art. 2º Este Ato da Mesa entra em vigor na data de sua publicação, com eficácia financeira a contar do Ato de dispensa da função de confiança, pois o benefício não é cumulativo. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 476, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, e tendo em vista o que consta do Processo nº 2399/2015, RESOLVE: com fundamento no art. 28 da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006, alterada pela Resolução nº 009 de 31 de agosto de 2011, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, ATRIBUIR à servidora ILDA MARIA GOMES DOS SANTOS, matrícula nº 7225, ADICIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO, em nível de Especialização, no valor correspondente ao índice 1,8658, estabelecido no Anexo X, da Resolução nº 002, de 11 janeiro de 2006, com efeitos a contar de 23 de abril de 2015. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** ATO DA MESA Nº 477, de 2 de julho de 2015 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA, no exercício de suas atribuições, com amparo no inciso XVI e parágrafo único do artigo 63 do Regimento Interno da ALESC, e tendo em vista o que consta do Processo nº 2671/2015, RESOLVE: com fundamento no art. 28 da Resolução nº 002, de 11 de janeiro de 2006, alterada pela Resolução nº 009 de 31 de agosto de 2011, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, ATRIBUIR ao servidor JOÃO NADIR GUEDES GONÇALVES, matrícula nº 7186, ADICIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO, em nível de Especialização, no valor correspondente ao índice 1,8658, estabelecido no Anexo X, da Resolução nº 002, de 11 janeiro de 2006, com efeitos a contar de 19 de maio de 2015. Deputado GELSON MERISIO - Presidente Deputado Valmir Comin - Secretário Deputado Pe. Pedro Baldissera - Secretário *** X X X *** 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 23 PUBLICAÇÕES DIVERSAS ATA DE COMISSÃO PERMANENTE ATA DA 16ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 18ª LEGISLATURA, REALIZADA ÀS 9 HORAS DO DIA 16 DE JUNHO DE 2015. Às nove horas do dia dezesseis de junho do ano de dois mil e quinze, sob a Presidência do Deputado Mauro de Nadal, reuniram-se a Comissão de Constituição e Justiça, com a presença dos Senhores Deputados: João Amin; José Nei A. Ascari; Luciane Carminatti; Marcos Vieira; Ricardo Guidi; Silvio Dreveck; Antônio Aguiar, substituindo Valdir Cobalchini e Rodrigo Minotto, substituindo Narcizo Parisotto. Aberto os trabalhos, o Presidente colocou em votação a ata da 15ª Reunião que, foi aprovada por unanimidade. O Deputado João Amin devolveu o voto vista ao Projeto de Lei nº 0018.0/2015, que dispõe sobre a obrigatoriedade das operadoras de planos privados de assistência à saúde fornecerem aos beneficiários, resposta por escrito e em prazo determinado às solicitações de autorização de procedimento, exarou parecer favorável que, posto em discussão e votação, foi rejeitado o parecer do relator por maioria e o parecer favorável aprovado por unanimidade. O Deputado José Nei A. Ascari relatou o Projeto de Lei nº 0181.0/2014, que institui a Política Estadual de Práticas Integrativas e Complementares (PEPIC/SC) no Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de Santa Catarina e adota outras providências, exarou parecer pela realização de diligência a Secretária de Estado da Casa Civil que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade; A Proposta de Emenda à Constituição nº 0001.0/2015, que acrescenta artigo na Constituição do Estado de Santa Catarina, disciplina a devolução espontânea de recursos financeiros do duodécimo do Poder Legislativo, Poder Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas ao Poder Executivo, exarou parecer pela realização de diligência ao Tribunal de Contas, Poder Judiciário, Mesa da Assembléia Legislativa e Ministério Público do Estado que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade; o Projeto de Lei nº 0051.1/2015, que dispõe sobre a implantação de academias de ginástica ao ar livre com aparelhos adaptados aos Portadores de Necessidades Especiais, exarou parecer favorável com Emenda Substitutiva Global que, posto em discussão, foi cedido vista em gabinete ao deputado Antônio Aguiar (Valdir Cobalchini); a Proposta de Emenda à Constituição nº 0010.0/2015, que acrescenta o art. 85-A à Constituição do Estado de Santa Catarina, para o fim de dispor sobre súmula com efeito vinculante no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, exarou parecer pela admissibilidade que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade. O Deputado Sílvio Dreveck relatou o Projeto de Lei nº 0088.3/2015, que dispõe sobre a concessão de meia-entrada para doadores regulares de sangue em todos os eventos culturais e artísticos realizados em casas de espetáculos e em praças esportivas e similares no Estado de Santa Catarina, exarou parecer pela rejeição que, posto em discussão e votação, foi aprovado por maioria; o Projeto de Lei nº 0116.1/2015, que dispõe sobre a isenção de pedágio aos proprietários e condutores de veículos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos e pessoas com deficiência nas rodovias do Estado de Santa Catarina, exarou parecer pela rejeição que, posto em discussão, foi cedido vista em Gabinete à deputada Luciane Carminatti. O Deputado Antônio Aguiar informou não haver nada a relatar. A Deputada Luciane Carminatti relatou o Projeto de Lei nº 0195.5/2015, que dispõe sobre a obrigatoriedade das agências bancárias de disponibilizar bebedouro, banheiros e caixas eletrônicos adaptados aos clientes e usuários no âmbito do Estado de Santa Catarina e adota outras providências, exarou parecer favorável com Emenda Modificativa que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade; o Projeto de Lei nº 0132.1/2015, que declara de utilidade pública a Associação dos Doentes Renais Crônicos de Joinville, exarou parecer favorável que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade; O Projeto de Lei nº 0290.3/2014, que institui o mês Novembro Dourado, dedicado a ações preventivas e diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil no Estado de Santa Catarina, exarou parecer favorável que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade; devolução voto vista ao Projeto de Lei nº 0126.3/2015, que autoriza a doação de imóvel no município de Joinville (abrigar nova escola de Ensino Fundamental), exarou parecer favorável ao do relator que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade. O Deputado Rodrigo Minotto informou não haver nada há relatar. O Deputado Ricardo Guidi relatou o Projeto de Lei nº 0072.6/2015, que declara de utilidade pública o Instituto Francesco Zomer de Orleans, exarou parecer favorável que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade; o Projeto de Lei nº 0160.5/2015, que denomina Luiz Henrique da Silveira o Centro de Eventos de BaIneário Camboriú no município de BaIneário Camboriú, exarou parecer pela realização de diligência ao autor do projeto, o deputado Leonel Pavan; o Projeto de Lei nº 0194.4/2008, que fica proibido o fumo nas áreas externas que dão acesso aos atendimentos de emergências de hospitais públicos e privados no Estado de Santa Catarina, exarou parecer pela rejeição que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade; o Projeto de Lei nº 0027.1/2015, que determina aos clubes de futebol sediados em Santa Catarina, que assegurem matrícula em instituição de ensino aos jogadores menores de 18 (dezoito) anos a eles vinculados, e adota outras providências, exarou parecer favorável com Emenda Substitutiva Global que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade. O Deputado Mauro de Nadal relatou o Ofício nº 0655.8/2014, que solicita a alteração da Lei nº 9.087 de 1993, que declara de utilidade pública a Associação dos Deficientes Educáveis e Síndrome de Down (ADESD) de Joinville, exarou parecer favorável que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade; o Ofício nº 0172.5/2015, que solicita a alteração da Lei nº 14.979 de 2009, que declara de utilidade pública a Associação Comercial e Industrial de São Miguel do Oeste (ACISMO), exarou parecer pela realização de diligência à referida entidade; a Mensagem de Veto nº 0124/2015, Veto parcial ao PL./0422/11 de autoria do Deputado Ismael dos Santos, que institui a Semana de Prevenção ao Aborto no Estado de Santa Catarina, exarou parecer pela admissibilidade que, posto em discussão e votação, foi aprovado por maioria; a Proposta de Emenda à Constituição nº 0006.4/2015, que acrescenta os §§ 5º, 7º, 8º, 9º e 10 ao art. 107, os §§ 3º, 4º, 5º, 6º, 7º e 8º ao art. 108 e o art. 57 aos Atos das Disposições Transitórias da Constituição do Estado de Santa Catarina, exarou parecer pela admissibilidade que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade; o Projeto de Lei nº 0118.3/2013, que dispõe sobre a estadualização da rodovia municipal que liga os municípios de 13 de Maio e Morro da Fumaça e adota outras providências, exarou parecer pela realização de diligência à Secretaria de Estado da Casa Civil que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade; o Deputado Silvio Dreveck devolveu o voto vista ao Projeto de Lei nº 0049.7/2015, que obriga as farmácias situadas no Estado de Santa Catarina a manterem à disposição dos consumidores compêndio de bulas de medicamentos e remédios, exarou parecer pela realização de diligência à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e ao Conselho Regional de Farmácia que, posto em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade. Nada mais havendo a tratar, o Senhor Presidente agradeceu a presença dos Senhores Deputados e dos demais presentes e encerrou a presente reunião, da qual, eu, Robério de Souza, Chefe da Secretaria, lavrei a Ata que, após lida e aprovada por todos os membros, será assinada pelo Senhor Presidente e, posteriormente, publicada no Diário da Assembleia Legislativa. Sala das Comissões, 16 de junho de 2015. Deputado Mauro de Nadal Presidente *** X X X *** EXTRATO EXTRATO Nº 090/2015 REFERENTE: Contrato nº 014/2015 celebrado em 17/06/2015. CONTRATANTE: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. CONTRATADO: Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade. OBJETO: O presente contrato tem por finalidade: 1) Locação de terreno com aproximadamente 1.300 m², mais edificação com 10 m², para guarda e proteção de materiais inservíveis e para servir de estacionamento ao os veículos oficiais da ALESC e de servidores detentores de cargos gerenciais. 2) A disponibilização do terreno será por tempo integral, ou seja, 24 horas por dia, sete dias por semana, sendo que o controle das entradas e saídas ficarão por conta da Contratante, ou seja, a Contratada deixará à disposição para uso diário e exclusivo da Contratante. VALOR MENSAL: R$ 30.000,00 VALOR GLOBAL: 360.000,00 FUNDAMENTO LEGAL: Art. 24, X, da Lei nº 8.666/93; Processo Licitatório nº 020/2015-LIC; Ato da Mesa 128, de 27/02/2015 e; Termo de Dispensa de Licitação nº 002/2015 Florianópolis/SC, 01 de julho de 2015 Carlos Alberto de Lima Souza- Diretor- Geral Fabrício José Satiro de Oliveira- Diretor Administrativo Antonio Chraim- Procurador Luiz Mário Machado- Provedor *** X X X *** Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 24 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 MENSAGEM GOVERNAMENTAL ESTADO DE SANTA CATARINA GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM Nº 151 EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE, SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO Submeto à elevada deliberação de Vossas Excelências, acompanhada de exposição de motivos da Secretaria de Estado da Educação, emenda modificativa ao Projeto de Lei nº 0227.7/2015, que "Aprova o Plano Estadual de Educação (PEE) para o decênio 2015-2024 e estabelece outras providências". Florianópolis, 30 de junho de 2015. JOÃO RAIUMUNDO COLOMBO Governador do Estado Lido no Expediente Sessão de 01/07/15 Exposição de Motivos nº 026/2015 Florianópolis, 29 de junho de 2015. Excelentíssimo Senhor Governador, Com nosos cumprimentos, submetemos à apreciação de Vossa Excelência o pedido de providências para o encaminhamento de emenda modificativa ao Projeto de Lei nº 0227.7/2015, que ora tramita na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e "Aprovar do Plano Estadual de Educação de Santa Catarina, para o decênio 20152024". As alterações estabelecem nova redação para os itens 1.17, 11.12, 14.9, 14.10 e 15.13 e visam dar mais amplitude aos aspectos tratados em cada item, dando mais abrangência e generalizando o público e/ou as ações previstas em cada um deles, de modo a viabilizar sua análise e deliberação em prazo razoável. Respeitosamente, Eduardo Deschamps Secretário de Estado da Educação PROJETO DE LEI Nº 0227.7/2015 EMENDA MODIFICATIVA O Anexo Único do Projeto de Lei nº 0227.7/2015, que "Aprova o Plano Estadual de Educação (PEE) para o decênio 2015-2024 e estabelece outras providências", passa a vigorar com a redação constante do Anexo Único desta emenda modificativa. JUSTIFICATIVA A Exposição de Motivos da Secretaria de Estado da Educação, explana de forma clara as razões da emenda modificativa ora apresentada. Florianópolis, 30 de junho de 2015. JOÃO RAIMUNDO COLOMBO Governador do Estado ANEXO ÚNICO METAS E ESTRATÉGIAS DO PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO (PEE) PARA O DECÊNIO 2015-2024 Meta 1: Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 04 (quatro) a 05 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 03 (três) anos até o final da vigência deste PEE/SC. Estratégias: 1.1 Definir, em regime de colaboração entre a União, o Estado e os Municípios, metas de expansão das respectivas redes públicas de educação infantil segundo padrão nacional de qualidade, considerando as peculiaridades locais. 1.2 Garantir que, ao final da vigência do Plano, seja inferior a 10% (dez por cento) a diferença entre as taxas de frequência à educação infantil das crianças de até 03 (três) anos oriundas do quinto de renda familiar per capita mais elevado e as do quinto de renda familiar per capita mais baixa. 1.3 Realizar, periodicamente, em regime de colaboração, levantamento da demanda por creche para a população de até 03 (três) anos de idade, como forma de planejar a oferta e verificar o atendimento da demanda manifesta no município. 1.4 Estabelecer, no primeiro ano de vigência do Plano, normas, procedimentos e prazos para definição de mecanismos de consulta pública da demanda das famílias por creches. 1.5 Manter e ampliar, em regime de colaboração, o programa de construção e reestruturação das escolas, bem como de aquisição de equipamentos e mobiliários, visando à expansão e à melhoria da infraestrutura física das escolas públicas de educação infantil, respeitando, inclusive, as normas de acessibilidade. Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração 02/07/2015 1.6 Implantar, até o segundo ano de vigência do Plano, avaliação da educação infantil, articulada entre os setores da educação, a ser realizada a cada 02 (dois) anos, com base em parâmetros nacionais de qualidade, a fim de aferir a infraestrutura física, o quadro de pessoal, as condições de gestão, os recursos pedagógicos, a situação de acessibilidade, entre outros indicadores relevantes. 1.7 Ampliar a oferta de matrículas gratuitas em creches na rede pública, até 2016. 1.8 Estimular a articulação entre pós-graduação, núcleos de pesquisa e cursos de formação para profissionais da educação, de modo a garantir a elaboração de currículos e propostas pedagógicas que incorporem os avanços de pesquisas ligadas ao processo de ensino e aprendizagem e às teorias educacionais no atendimento da população de 0 (zero) a 05 (cinco) anos. 1.9 Fomentar o atendimento às populações do campo, indígenas e quilombolas na educação infantil nas respectivas comunidades, por meio do redimensionamento da distribuição territorial da oferta, limitando a nucleação das instituições públicas de educação infantil e o deslocamento de crianças, de forma a atender às especificidades dessas comunidades, garantido consulta prévia e informada. 1.10 Priorizar o acesso à educação infantil e fomentar a oferta do atendimento educacional especializado complementar e suplementar às crianças com deficiência, transtornos do espectro do autismo, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e altas habilidades/superdotação, assegurando a educação bilíngue para crianças público da educação especial e a transversalidade da educação especial nessa etapa da educação básica. 1.11 Implementar, em caráter complementar, programas de orientação e apoio às famílias, por meio da articulação das áreas de educação, saúde e assistência social, com foco no desenvolvimento integral das crianças de até 05 (cinco) anos de idade. 1.12 Preservar as especificidades da educação infantil na organização das redes escolares, garantindo o atendimento da criança de 0 (zero) a 05 (cinco) anos, em estabelecimentos que atendam a parâmetros nacionais de qualidade e à articulação com a etapa escolar seguinte. 1.13 Fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso e da permanência das crianças na educação infantil, em especial dos beneficiários de programas de transferência de renda, em colaboração com as famílias e com os órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância. 1.14 Promover a busca ativa de crianças em idade correspondente à educação infantil, em parceria com órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância, preservando o direito de opção da família em relação às crianças de até 03 (três) anos de idade. 1.15 Os Municípios, com a colaboração da União e do Estado, realizarão e publicarão, a cada ano, levantamento da demanda manifesta por educação infantil em creches e pré-escolas, como forma de planejar e verificar o atendimento. 1.16 Estimular o acesso à educação infantil em tempo integral, para todas as crianças de 0 (zero) a 05 (cinco) anos, conforme estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. 1.17 Implementar espaços de interatividade considerando a diversidade da população público alvo, tais como: brinquedoteca, ludoteca, biblioteca infantil e parque infantil. Meta 2: Universalizar o ensino fundamental de 09 (nove) anos para toda a população de 06 (seis) a 14 (quatorze) anos de idade e garantir que, pelo menos, 95% (noventa e cinco por cento) dos estudantes concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste Plano. Estratégias: 2.1 Pactuar entre a União, o Estado e os Municípios, no âmbito da instância permanente de que trata o § 5º do Artigo 7º, da Lei no 13.005/2014, a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular do ensino fundamental. 2.2 Estabelecer formas e fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso, da permanência e do aproveitamento escolar dos beneficiários de programas de transferência de renda, bem como o controle das situações de discriminação, preconceito e violência na escola, visando ao estabelecimento de condições adequadas para o sucesso escolar dos estudantes, em colaboração com as famílias e com os órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância, adolescência e juventude. 2.3 Promover a busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola, o acompanhamento e o monitoramento de acesso e permanência na escola, em parceria com as áreas de saúde e assistência social, família e órgãos de proteção à infância, adolescência e juventude. 2.4 Desenvolver tecnologias pedagógicas que combinem, de maneira articulada, à organização do tempo e das atividades didáticas 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 entre a escola e o ambiente comunitário, considerando as especificidades da educação especial, das escolas do campo, e das comunidades indígenas e quilombolas, preferencialmente, em suas próprias comunidades. 2.5 Disciplinar, em regime de colaboração com os sistemas de ensino, a organização flexível do trabalho pedagógico, incluindo adequação do calendário escolar de acordo com a realidade local, a identidade cultural e as condições climáticas da região. 2.6 Promover, em regime de colaboração, o relacionamento das escolas com instituições e movimentos culturais, a fim de garantir a oferta regular de atividades culturais para a livre fruição dos estudantes dentro e fora dos espaços escolares, assegurando, ainda, que as escolas se tornem polos de criação e difusão cultural. 2.7 Incentivar, por meio de campanha institucional e demais formas, a participação dos pais ou responsáveis no acompanhamento das atividades escolares dos filhos, por meio do estreitamento das relações entre as escolas e as famílias. 2.8 Expandir o atendimento específico às populações do campo, quilombolas, povos indígenas, povos nômades e das comunidades tradicionais garantindo o acesso, permanência, conclusão, bem como a formação de profissionais para atuação junto a essas populações, preferencialmente, na própria comunidade. 2.9 Desenvolver formas alternativas de oferta do ensino fundamental, garantindo a qualidade, para atender aos filhos de profissionais que se dedicam a atividades de caráter itinerante, conforme legislação vigente. 2.10 Oferecer atividades extracurriculares aos estudantes de incentivo e de estímulo a habilidades, promovendo, inclusive, certames e concursos de âmbito estadual. 2.11 Promover atividades de desenvolvimento e estímulo a habilidades esportivas nas escolas, interligando-as a um plano de disseminação do desporto educacional e de desenvolvimento esportivo estadual. 2.12 Efetivar parcerias, com as áreas de saúde, ação social e cidadania, rede de apoio ao sistema estadual e municipais de ensino para atender o público da educação especial. 2.13 Garantir o acesso, a permanência e o aproveitamento escolar dos estudantes na educação pública, viabilizando, em regime de colaboração, transporte escolar acessível com segurança, material escolar, laboratórios didáticos e biblioteca informatizada com acervo atualizado. 2.14 Garantir a oferta da alimentação escolar, com segurança alimentar e nutricional, preferencialmente, com produtos da região. 2.15 Fomentar as tecnologias educacionais inovadoras das práticas pedagógicas que assegurem a alfabetização, a partir de realidades linguísticas diferenciadas em comunidades bilíngues ou multilíngues, favorecendo a melhoria do fluxo escolar e a aprendizagem dos estudantes, segundo as diversas abordagens metodológicas. 2.16 Garantir, em regime de colaboração, a renovação, manutenção e criação das bibliotecas, inclusive a biblioteca virtual com equipamentos, espaços, acervos bibliográficos, bem como profissionais especializados, como condição para a melhoria do processo ensino/aprendizagem. 2.17 Criar estratégias didático-pedagógicas que garantam a permanência de crianças nos anos iniciais do ensino fundamental do campo. 2.18 Estabelecer programas educacionais que, efetivamente, promovam a correção das distorções idade/série com qualidade, permitindo ao estudante condições de inserção e acompanhamento nas séries posteriores. 2.19 Definir e garantir padrões de qualidade, em regime de colaboração com os sistemas de ensino, promovendo a igualdade de condições para acesso e permanência no ensino fundamental. 2.20 Garantir a implementação da Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina de maneira a assegurar a formação básica comum, respeitando os valores culturais e artísticos nas diferentes etapas e modalidades da educação. 2.21 Garantir a inclusão de pessoas com deficiência nas instituições escolares do ensino regular, com adaptação dos meios físicos e pedagógicos e capacitação dos profissionais, oportunizando condições para o seu desenvolvimento. 2.22 Avaliar, até o 3º (terceiro) ano de vigência do Plano, o dispositivo da Lei Complementar nº 170/1998, que trata do número de estudantes por turma. 2.23 Fomentar as discussões e a organização dos entes federados, a fim de definir as responsabilidades de atendimento, priorizando para o Município a educação infantil e os anos iniciais, para o Estado os anos finais e o ensino médio e para a federação o ensino superior. Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos de idade e elevar, até 25 o final do período de vigência deste Plano, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 90% (noventa por cento). Estratégias: 3.1 Institucionalizar política e programa estadual para o ensino médio articulado aos programas nacionais, com garantia dos recursos financeiros, para incentivar práticas pedagógicas com abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, por meio de currículos escolares que organizem, de maneira flexível e diversificada, conteúdos obrigatórios e eletivos articulados em dimensões como ciência, trabalho, linguagens, tecnologia, cultura e esporte, garantindo-se a aquisição de equipamentos e laboratórios, a produção de material didático específico, a formação continuada em serviço de professores e a articulação com instituições acadêmicas, esportivas e culturais. 3.2 Pactuar, entre União, Estado e Municípios, no âmbito da instância permanente de negociação e cooperação, de que trata o § 5º do Artigo 7º, da Lei nº 13.005/2014, a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular do ensino médio. 3.3 Promover a relação das escolas com instituições e movimentos culturais, a fim de garantir a oferta regular de atividades culturais para a livre fruição dos estudantes dentro e fora dos espaços escolares, assegurando ainda que as escolas se tornem polos de criação e difusão cultural e prática desportiva, integrada ao currículo escolar. 3.4 Contribuir com a universalização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), fundamentado em matriz de referência do conteúdo curricular do ensino médio e em técnicas estatísticas e psicométricas que permitam comparabilidade de resultados, articulando-o com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), e promover sua utilização como instrumento de avaliação sistêmica, para subsidiar políticas públicas para a educação básica, de avaliação certificadora, possibilitando aferição de conhecimentos e habilidades adquiridos dentro e fora da escola, e de avaliação classificatória, como critério de acesso à educação superior. 3.5 Expandir as matrículas gratuitas de ensino médio integrado à educação profissional, incluindo as parcerias com instituições de educação profissional, observando-se as peculiaridades das populações do campo, das comunidades indígenas e quilombolas e das pessoas público da educação especial. 3.6 Fortalecer, de forma intersetorial, o acompanhamento e o monitoramento do acesso, da permanência e do aproveitamento escolar dos jovens beneficiários de programas de transferência de renda, bem como dos sujeitos em situações de discriminação, preconceito e violência, práticas irregulares de exploração do trabalho, consumo de drogas, gravidez precoce, buscando a colaboração com as famílias. 3.7 Promover a busca ativa da população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos fora da escola, de forma intersetorial, com os serviços de assistência social, saúde e proteção à adolescência e à juventude. 3.8 Criar e implementar programas de educação e de cultura para a população urbana e do campo, de jovens na faixa etária de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e de adultos, visando à qualificação social e profissional para aqueles que estejam fora da escola e com defasagem no fluxo escolar, especialmente, aos assistidos por programas sociais. 3.9 Redimensionar a oferta de ensino médio nos turnos diurno e noturno, bem como a distribuição territorial das escolas de ensino médio, de forma a atender a toda a demanda, de acordo com as necessidades específicas dos estudantes. 3.10 Desenvolver formas alternativas de oferta do ensino médio, garantindo a qualidade, para atender aos filhos de profissionais que se dedicam a atividades de caráter itinerante, conforme legislação vigente. 3.11 Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito ou por quaisquer formas de discriminação, criando rede de proteção contra formas associadas à exclusão. 3.12 Estimular, por meio de campanhas institucionais e demais formas, a participação dos jovens nos cursos das áreas tecnológicas e científicas. 3.13 Promover e acompanhar a celebração de convênios entre empresas/associações certificadas e escolas de educação básica, profissional e tecnológica para oportunizar estágio, possibilitando o acesso ao mundo do trabalho, conforme legislação vigente. 3.14 Avaliar, até o 3º (terceiro) ano de vigência do Plano, o dispositivo da Lei Complementar nº 170/1998, que trata do número de estudantes por turma. Meta 4: Universalizar, para o público da educação especial de 04 (quatro) a 17 (dezessete) anos de idade público da educação especial, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 26 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais e serviços especializados, públicos ou conveniados, nos termos do Artigo 208, inciso III, da Constituição Federal, do Artigo 163 da Constituição Estadual e do Artigo 24 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada por meio do Decreto Legislativo nº 186/2008, com status de emenda constitucional, e promulgada pelo Decreto nº 6.949/2009, e nos termos do Artigo 8º do Decreto nº 7.611/2011, que dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências, até o último dia de vigência deste Plano. Estratégias: 4.1 Garantir a oferta de educação inclusiva, vedada a exclusão do ensino regular sob alegação de deficiência, seja na rede regular pública, privada ou conveniada e promovida a articulação pedagógica entre o ensino regular e o atendimento educacional especializado. 4.2 Contribuir na contabilização, para fins do repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), as matrículas dos estudantes da educação regular da rede pública que recebam atendimento educacional especializado complementar e suplementar, sem prejuízo do cômputo dessas matrículas na educação básica regular, e as matrículas efetivadas, conforme o censo escolar mais atualizado, na educação especial oferecida em instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com o Poder Público e com atuação exclusiva na modalidade, nos termos da Lei nº 11.494/2007. 4.3 Promover, no prazo de vigência do Plano, a universalização do atendimento escolar à demanda manifesta pelas famílias de crianças público de educação especial, de 0 (zero) a 03 (três) anos de idade, observado o que dispõe a Lei nº 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 4.4 Fomentar, implementar e manter ao longo do Plano, salas de recursos multifuncionais e promover a formação continuada de professores para o ensino regular e para o atendimento educacional especializado nas escolas regulares, públicas e privadas e nas instituições especializadas públicas e conveniadas. 4.5 Garantir atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, preferencialmente, em escolas da rede regular de ensino ou em instituições especializadas, públicas ou conveniadas, nas formas complementar ou suplementar, a todos os estudantes público da educação especial, matriculados em escolas de educação básica, públicas e privadas, conforme necessidade identificada por meio de avaliação, ouvidos a família e o estudante. 4.6 Estimular a criação de centros multidisciplinares de apoio, pesquisa e assessoria, articulados com instituições acadêmicas, conveniados com a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) e integrados por profissionais das áreas de saúde, assistência social, pedagogia e psicologia, para apoiar o trabalho dos professores da educação básica com estudantes público da educação especial. 4.7 Manter e ampliar programas complementares ou suplementares que promovam a acessibilidade nas instituições públicas e privadas, para garantir o acesso e a permanência dos estudantes, público da educação especial, por meio da adequação arquitetônica, da oferta de transporte acessível, da disponibilização de material didático adaptado, de recursos de tecnologia assistiva, da alimentação escolar adequada, da identificação dos estudantes com altas habilidades/superdotação, todos os níveis, etapas e modalidades de ensino. 4.8 Garantir a oferta de educação bilíngue, em Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e na modalidade escrita da Língua Portuguesa como segunda língua, aos estudantes surdos e com deficiência auditiva de 0 (zero) a 17 (dezessete) anos, em escolas inclusivas, nos termos do Artigo 22 do Decreto nº 5.626/2005, e dos Artigos 24 e 30, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como a adoção do Sistema Braille para cegos e surdocegos. 4.9 Fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola e ao atendimento educacional especializado, bem como da permanência e do desenvolvimento escolar dos estudantes público da educação especial beneficiários de programas de transferência de renda, juntamente com o combate às situações de discriminação, preconceito e violência, com vistas ao estabelecimento de condições adequadas para o sucesso educacional, em colaboração com as famílias e com os órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância, à adolescência e à juventude. 4.10 Fomentar pesquisas voltadas para o desenvolvimento de metodologias, materiais didáticos, equipamentos e recursos de tecnologia assistiva, com vistas à promoção do ensino e da aprendizagem, bem como das condições de acessibilidade dos estudantes público da educação especial. 4.11 Promover o desenvolvimento de pesquisas interdisciplinares para subsidiar a formulação de políticas públicas intersetoriais que Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração 02/07/2015 atendam as especificidades educacionais de estudantes público da educação especial que requeiram medidas de atendimento especializado. 4.12 Promover a articulação intersetorial entre órgãos e políticas públicas de saúde, assistência social e direitos humanos, em parceria com as famílias, com a finalidade de identificar e eliminar barreiras de acesso e permanência voltados à continuidade do atendimento escolar na educação de jovens e adultos, das pessoas, público da educação especial, com idade superior à faixa etária de escolarização obrigatória, de forma a assegurar a atenção integral ao longo da vida. 4.13 Apoiar a ampliação das equipes de profissionais da educação para atender à demanda do processo de escolarização dos estudantes público da educação especial, garantindo a oferta de professores do atendimento educacional especializado, segundo professor de turma, cuidadores, professores de áreas específicas, tradutores e intérpretes de Libras, guias-intérpretes para surdocegos, professores de Libras e professores bilíngues. 4.14 Definir, no segundo ano de vigência do Plano, indicadores de qualidade e política de avaliação e supervisão para o funcionamento de instituições públicas e privadas que prestam atendimento educacional a estudantes público da educação especial. 4.15 Promover, por iniciativa da Secretaria de Estado da Educação e da Fundação Catarinense de Educação Especial, junto aos órgãos de pesquisa, demografia e estatística competentes, a obtenção de informação detalhada sobre o perfil das pessoas público da educação especial de 0 (zero) a 17 (dezessete) anos. 4.16 Garantir a inclusão nos cursos de licenciatura e nos demais cursos de formação para profissionais da educação, inclusive em nível de pós-graduação, observado o disposto no caput do Artigo 207 da Constituição Federal, dos referenciais teóricos, das teorias de aprendizagem e dos processos de ensino-aprendizagem relacionados ao atendimento educacional de estudantes público da educação especial. 4.17 Promover parcerias com instituições especializadas, conveniadas com o poder público, visando à ampliação da oferta de formação continuada e a produção de material didático acessível, assim como os serviços de acessibilidade necessários ao pleno acesso, participação e aprendizagem dos estudantes público da educação especial, matriculados na rede pública e privada de ensino. 4.18 Garantir que as escolas de educação básica promovam espaços para participação das famílias na elaboração do projeto político pedagógico na perspectiva da educação inclusiva. 4.19 Desenvolver e consolidar políticas de produção e disseminação de materiais pedagógicos adaptados à educação inclusiva para as bibliotecas da educação básica. 4.20 Ampliar a oferta do atendimento educacional especializado, complementar e suplementar, à escolarização de estudantes, público da educação especial matriculados na rede pública e privada de ensino, a oferta da educação bilíngue Libras/língua portuguesa em contextos educacionais inclusivos e garantia da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, informações, nos materiais didáticos e nos transportes. 4.21 Disponibilizar recursos de tecnologia assistiva, serviços de acessibilidade e formação continuada de professores, para o atendimento educacional especializado, complementar ou suplementar, nas escolas públicas e privadas de ensino. 4.22 Desenvolver e implantar metodologia de preparação de turmas de educação básica que irão receber estudantes, público da educação especial, para integrá-los à dinâmica das aulas e para evitar isolamentos que constranjam e comprometam a permanência destes estudantes no ensino regular. Meta 5: Alfabetizar todas as crianças aos 06 (seis) anos de idade ou, até no máximo, aos 08 (oito) anos de idade no ensino fundamental. Estratégias: 5.1 Estruturar os processos pedagógicos a fim de garantir a alfabetização plena a todas as crianças até o final do terceiro ano do ensino fundamental, articulando-os com as estratégias desenvolvidas na educação infantil com a valorização dos professores, alfabetizadores e com formação continuada e apoio pedagógico específico. 5.2 Criar e implementar, onde não houver, política de alfabetização que garanta a permanência dos professores alfabetizadores para os três primeiros anos do ensino fundamental. 5.3 Instituir instrumentos de avaliação sistêmica, periódica e específica, para aferir a alfabetização das crianças, bem como estimular os sistemas de ensino e as escolas a criarem os respectivos instrumentos de avaliação e monitoramento. 5.4 Selecionar, certificar e divulgar tecnologias educacionais para a alfabetização de crianças, asseguradas a diversidade de métodos e propostas pedagógicas, bem como o acompanhamento dos resultados nos sistemas de ensino em que forem aplicadas, devendo ser disponibilizadas, preferencialmente, como recursos educacionais abertos. 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 5.5 Fomentar o desenvolvimento de tecnologias educacionais e de práticas pedagógicas inovadoras que assegurem a alfabetização e favoreçam a melhoria do fluxo escolar e a aprendizagem dos estudantes, consideradas as diversas abordagens metodológicas e sua efetividade. 5.6 Garantir a alfabetização de crianças do campo, indígenas, quilombolas e de populações itinerantes, com a produção de materiais didáticos específicos, e desenvolver instrumentos de acompanhamento que considerem o uso da língua materna pelas comunidades indígenas e a identidade cultural das comunidades quilombolas. 5.7 Promover e estimular a formação inicial e continuada de professores para a alfabetização de crianças, com o conhecimento de novas tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras, estimulando a articulação entre programas de pós-graduação stricto sensu e ações de formação continuada de professores para a alfabetização. 5.8 Assegurar a alfabetização das pessoas, público da educação especial, considerando as suas especificidades, inclusive a alfabetização bilíngue de pessoas surdas, sem estabelecimento de terminalidade temporal. 5.9 Promover, em consonância com as Diretrizes do Plano Nacional do Livro e da Leitura, a formação de leitores e a capacitação de professores, bibliotecários e agentes da comunidade para atuarem como mediadores da leitura. 5.10 Implantar, até o segundo ano de vigência do Plano, programas de incentivo à leitura. 5.11 Garantir a continuidade de programas de alfabetização que apresentem bons resultados, no sentido de que se tornem políticas públicas de Estado. Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 65% (sessenta e cinco por cento) nas escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 40% (quarenta por cento) dos estudantes da educação básica, até o final da vigência deste Plano. Estratégias: 6.1 Promover, com o apoio da União e em regime de colaboração com os municípios, a oferta de educação básica pública em tempo integral, por meio de atividades de acompanhamento pedagógico e multidisciplinares, inclusive culturais e esportivas, de forma que o tempo de permanência dos estudantes na escola, ou sob sua responsabilidade, passe a ser igual ou superior a 07 (sete) horas diárias durante todo o ano letivo, com a ampliação progressiva da jornada de professores em uma única escola. 6.2 Instituir, em regime de colaboração, programa de construção e/ou adequação de escolas com padrão arquitetônico e de mobiliário adequado para atendimento em tempo integral, prioritariamente, em comunidades pobres ou com crianças em situação de vuInerabilidade social. 6.3 Aderir, em regime de colaboração, ao programa nacional de ampliação e reestruturação das escolas públicas, por meio da instalação de quadras poliesportivas, laboratórios, inclusive de informática, espaços para atividades culturais, bibliotecas, auditórios, cozinhas, refeitórios cobertos, depósitos adequados para armazenar gêneros alimentícios, banheiros e outros equipamentos, bem como da produção de material didático e da formação de recursos humanos para a educação em tempo integral, bem como atender à legislação acerca da acessibilidade nesses espaços. 6.4 Fomentar a articulação da escola com os diferentes espaços educativos, culturais e esportivos e com equipamentos públicos, tais como: centros comunitários, bibliotecas, praças, parques, museus, teatros, cinemas, planetários e zoológico. 6.5 Estimular a oferta de atividades para a ampliação da jornada escolar dos estudantes matriculados nas escolas de educação básica da rede pública, em parceria com as entidades privadas de serviço social vinculadas ao sistema sindical, de forma concomitante e em articulação com a rede pública de ensino. 6.6 Atender às escolas do campo, de comunidades indígenas e quilombolas, dos povos nômades e de comunidades tradicionais, com oferta de educação em tempo integral baseada em consulta prévia, considerando-se as peculiaridades locais. 6.7 Oportunizar a educação em tempo integral para pessoas, público da educação especial, a educação em tempo integral para pessoas na faixa etária de 04 (quatro) a 17 (dezessete) anos idade, assegurando atendimento educacional especializado, complementar e suplementar, ofertado em salas de recursos multifuncionais da própria escola ou em instituições especializadas, bem como profissionais habilitados. 6.8 Adotar medidas para otimizar o tempo de permanência dos estudantes na escola, direcionando a expansão da jornada para o efetivo trabalho escolar, combinado com atividades recreativas, esportivas, culturais e sociais, articulado a um projeto educativo integrado. 27 6.9 Assegurar alimentação escolar que contemple a necessidade nutricional diária dos estudantes que permanecem na escola em tempo integral, conforme legislação específica, bem como orientação quanto à educação nutricional. 6.10 Constituir fórum permanente de discussão e acompanhamento das políticas curriculares de educação integral e em tempo integral adotadas nas redes estadual, municipal e privada de ensino, para a construção de uma proposta curricular da educação integral no Estado. Meta 7: Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, de modo a atingir as seguintes médias estaduais no IDEB: IDEB 2015 2017 2019 2021 Anos iniciais do ensino fundamental 5,8 6,0 6,3 6,5 Anos finais do ensino fundamental 5,5 5,7 6,0 6,2 Ensino médio 4,7 5,2 5,4 5,6 Estratégias: 7.1 Estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa, diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum dos currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes para educação infantil e para cada ano do ensino fundamental e médio, respeitando-se a diversidade estadual, regional e local. 7.2 Assegurar que: a) no quinto ano de vigência do Plano, pelo menos, 70% (setenta por cento) dos estudantes do ensino fundamental e do ensino médio tenham alcançado nível suficiente de aprendizado em relação aos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de seu ano de estudo, e 50% (cinquenta por cento), pelo menos, o nível desejável; b) no último ano de vigência do Plano, todos os estudantes do ensino fundamental e do ensino médio tenham alcançado nível suficiente de aprendizado em relação aos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de seu ano de estudo, e 80% (oitenta por cento), pelo menos, o nível desejável. 7.3 Contribuir com o redimensionamento dos indicadores de avaliação institucional instituídos, em colaboração entre a União, o Estado e os Municípios, a partir da realidade educacional do Estado e dos Municípios de Santa Catarina. 7.4 Induzir processo contínuo de autoavaliação das escolas de educação básica, por meio da constituição de instrumentos de avaliação que orientem as dimensões a serem fortalecidas, destacando-se a elaboração de planejamento estratégico, a melhoria contínua da qualidade educacional, a formação continuada dos profissionais da educação e o aprimoramento da gestão democrática, articulado com o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola. 7.5 Formalizar e executar os planos de ações articuladas dando cumprimento às metas de qualidade estabelecidas para a educação básica pública e às estratégias de apoio técnico e financeiro voltadas à melhoria da gestão educacional, à formação de professores e profissionais de serviços e apoio escolares, à ampliação e ao desenvolvimento de recursos pedagógicos e à melhoria e expansão da infraestrutura física da rede escolar. 7.6 Colaborar no desenvolvimento de indicadores específicos de avaliação da qualidade da educação especial. 7.7 Contribuir para a melhoria do desempenho dos estudantes da educação básica nas avaliações da aprendizagem no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes - PISA. 7.8 Incentivar o desenvolvimento, selecionar, referendar e divulgar tecnologias educacionais para a educação infantil, o ensino fundamental e médio e incentivar práticas pedagógicas inovadoras que assegurem a melhoria do fluxo escolar e a aprendizagem, assegurada a diversidade de métodos e propostas pedagógicas, com preferência para softwares livres e recursos educacionais abertos, bem como o acompanhamento dos resultados nos sistemas de ensino em que forem aplicadas. 7.9 Garantir transporte gratuito, por meio de convênio entre as Secretarias Municipais de Educação e Secretaria de Estado da Educação, com acessibilidade para todos os estudantes da educação do campo na faixa etária da educação escolar obrigatória, mediante renovação e financiamento compartilhado, com a participação da União proporcional às necessidades dos entes federados, visando a reduzir a evasão escolar e o tempo médio de deslocamento a partir de cada situação local. 7.10 Participar do desenvolvimento de pesquisas de modelos alternativos de atendimento escolar para a população do campo, que considerem tanto as especificidades locais quanto as experiências nacionais e internacionais. 7.11 Universalizar, em colaboração com a União, Estado e Municípios, até o quinto ano de vigência do Plano, o acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade e triplicar, até o final da década, a relação computador/estudante nas escolas da Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 28 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 rede pública de educação básica, promovendo a utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação. 7.12 Prover equipamentos e recursos tecnológicos digitais, em regime de colaboração entre União, Estado e Municípios, para a utilização pedagógica no ambiente escolar a todas as escolas públicas da educação básica, criando, inclusive, mecanismos para implementação das condições necessárias para a universalização das bibliotecas, nas instituições educacionais, com acesso às redes digitais de computadores, inclusive a internet. 7.13 Ampliar programas e aprofundar ações de atendimento ao estudante, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 7.14 Assegurar a todas as escolas públicas de educação básica o acesso à energia elétrica, abastecimento de água tratada, esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos, garantir o acesso dos estudantes a espaços para: práticas ambientais sustentáveis, prática esportiva, a bens culturais e artísticos e a equipamentos e laboratórios correspondentes ao currículo e, em cada edifício escolar, garantir a acessibilidade às pessoas com deficiência. 7.15 Aderir e participar, em regime de colaboração, de programa nacional de reestruturação e aquisição de equipamentos para escolas públicas, visando à equalização regional das oportunidades educacionais. 7.16 Aderir, colaborar e participar em regime de colaboração com a União, o Estado e os Municípios, na elaboração dos parâmetros mínimos de qualidade dos serviços da educação básica, a serem utilizados como referência para infraestrutura das escolas e para recursos pedagógicos, entre outros insumos relevantes, e como instrumento para adoção de medidas para a melhoria da qualidade do ensino. 7.17 Informatizar a gestão das escolas públicas e das secretarias de educação, bem como manter programa de formação continuada para o pessoal técnico. 7.18 Garantir políticas de prevenção à violência na escola, inclusive pelo desenvolvimento de ações destinadas à capacitação dos trabalhadores da educação e demais membros da comunidade escolar, para detecção dos sinais e de suas causas, como a violência doméstica e sexual, favorecendo a adoção das providências adequadas para promover a construção da cultura de paz e um ambiente escolar dotado de segurança para a comunidade. 7.19 Implementar políticas de inclusão e permanência na escola para adolescentes e jovens que se encontram em regime de liberdade assistida e em situação de rua, assegurando os princípios da Lei nº 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente. 7.20 Garantir nos currículos escolares conteúdos sobre a história e as culturas afro-brasileira e indígenas e implementar ações educacionais, nos termos das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, assegurando-se a implementação das respectivas diretrizes curriculares nacionais, por meio de ações colaborativas com fóruns de educação para a diversidade étnico-racial, conselhos escolares, equipes pedagógicas e a sociedade civil. 7.21 Consolidar a educação escolar no campo de populações tradicionais, de populações itinerantes e de comunidades indígenas e quilombolas, respeitando a articulação entre os ambientes escolares e comunitários e garantindo: o desenvolvimento sustentável e a preservação da identidade cultural; a participação da comunidade na definição do modelo de organização pedagógica e de gestão das instituições, consideradas as práticas socioculturais, e as formas particulares de organização do tempo; a oferta bilíngue na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, em língua materna das comunidades indígenas e em língua portuguesa; a reestruturação e a aquisição de equipamentos; a oferta de programa para a formação inicial e continuada de profissionais da educação; e o atendimento em educação especial. 7.22 Desenvolver currículos e propostas pedagógicas nas escolas do campo e nas comunidades indígenas e quilombolas, incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades e considerando o fortalecimento das práticas socioculturais e da língua materna de cada comunidade indígena, produzindo e disponibilizando materiais didáticos específicos, inclusive para os estudantes com deficiência. 7.23 Mobilizar e criar espaços de participação para as famílias e setores da sociedade civil, com o propósito de que a educação seja assumida como responsabilidade de todos e de ampliar o controle social sobre o cumprimento das políticas públicas educacionais. 7.24 Promover a articulação dos programas da área da educação, de âmbito local e nacional, com os de outras áreas, como saúde, trabalho e emprego, assistência social, esporte e cultura, possibilitando a criação de rede de apoio integral às famílias, como condição para a melhoria da qualidade educacional. Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração 02/07/2015 7.25 Universalizar, mediante articulação entre os órgãos responsáveis pelas áreas da saúde e da educação, o atendimento aos estudantes da rede escolar pública de educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde. 7.26 Estabelecer ações efetivas especificamente voltadas para a promoção, prevenção, atenção e atendimento à saúde e à integridade física, mental e emocional dos profissionais da educação, e demais funcionários das escolas, como condição para a melhoria da qualidade educacional. 7.27 Criar, com a colaboração técnica e financeira da União, em articulação com o sistema nacional de avaliação, o sistema estadual de avaliação da educação básica, com participação, por adesão, das redes municipais de ensino, para orientar as políticas públicas e as práticas pedagógicas, com o fornecimento das informações às escolas e à sociedade. 7.28 Promover, com especial ênfase, em consonância com as diretrizes do Plano Nacional do Livro e da Leitura, a formação de leitores e a capacitação de professores, bibliotecários e agentes da comunidade para atuar como mediadores da leitura, de acordo com a especificidade das diferentes etapas do desenvolvimento e da aprendizagem. 7.29 Implementar um programa de acompanhamento às escolas com relação ao desempenho do IDEB, juntamente com os gestores das escolas. 7.30 Orientar as políticas das redes e sistemas de ensino, em regime de colaboração com os municípios, de forma a buscar atingir as metas do IDEB, diminuindo a diferença entre as escolas com os menores índices e a média estadual, garantindo equidade da aprendizagem e reduzindo pela metade, até o último ano de vigência do Plano, as diferenças entre as médias dos índices do Estado e dos Municípios. 7.31 Institucionalizar programas e desenvolver metodologias para acompanhamento pedagógico, recuperação paralela e progressão, priorizando estudantes com rendimento escolar defasado, em regime de colaboração. 7.32 Assegurar a renovação, manutenção e criação das bibliotecas com todos os materiais e infraestrutura necessária à boa aprendizagem dos estudantes, inclusive biblioteca virtual com equipamentos, espaços, acervos bibliográficos, bem como profissionais especializados e capacitados para a formação de leitores. 7.33 Instituir, em regime de colaboração entre os entes federados, política de preservação da memória educacional. 7.34 Promover, em regime de colaboração com os municípios, a regulação e supervisão da oferta da educação básica nas redes pública e privada, de forma a garantir a qualidade e o cumprimento da função social da educação. 7.35 Reconhecer as práticas culturais e sociais dos estudantes e da comunidade local, como dimensões formadoras, articuladas à educação, nos projetos políticos-pedagógico e no Plano de Desenvolvimento Institucional, na organização e gestão dos currículos, nas instâncias de participação das escolas e na produção cotidiana da cultura e do trabalho escolar. 7.36 Reestruturar e aprimorar o ensino médio, incentivando práticas pedagógicas com abordagens interdisciplinares, estruturadas pela relação entre teoria e prática, por meio de currículos escolares com conteúdos obrigatórios e eletivos, em dimensões como ciência, trabalho, linguagens, tecnologia, cultura e esporte. 7.37 Apoiar, técnica e financeiramente, a gestão escolar mediante transferência direta de recursos financeiros à escola, garantindo a participação da comunidade escolar no planejamento e na aplicação dos recursos, visando à ampliação da transparência e ao efetivo desenvolvimento da gestão democrática. 7.38 Estimular a articulação entre a graduação, pós-graduação, núcleos de pesquisa e extensão, e cursos de formação continuada para profissionais da educação básica, de modo a garantir a elaboração de currículos e propostas pedagógicas que incorporem os avanços de pesquisas ligadas ao processo de ensino-aprendizagem e às teorias educacionais. 7.39 Promover a articulação intersetorial entre órgãos e políticas públicas de cultura, esporte, saúde, assistência social, agricultura e direitos humanos, em parceria com as famílias e movimentos sociais, com o fim de desenvolver a educação integral com a formação integral das crianças e jovens. 7.40 Expandir programa de composição de acervo de obras didáticas, paradidáticas, literárias, dicionários, obras e materiais produzidos em Libras e em Braille, e ainda, programas específicos de acesso a bens culturais, favorecendo a construção do conhecimento e a valorização da cultura da investigação para os profissionais da educação básica. Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos de idade, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 anos de estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, quilombolas, indígenas, comunidades tradicionais e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, igualando a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estratégias: 8.1 Institucionalizar, em regime de colaboração com os municípios, programas e desenvolver tecnologias para correção de fluxo, para acompanhamento pedagógico individualizado e para recuperação e progressão parcial, priorizando estudantes com rendimento escolar defasado, atendendo as especificidades dos segmentos populacionais aqui considerados. 8.2 Implementar programas de educação de jovens e adultos para os segmentos populacionais aqui considerados, que estejam fora da escola e com defasagem idade-série, associados a outras estratégias que garantam a continuidade da escolarização, após a alfabetização inicial. 8.3 Garantir a oferta de exames de certificação e conclusão dos ensinos fundamental e médio, garantindo acesso gratuito a esses exames. 8.4 Expandir a oferta gratuita de educação profissional por parte das entidades públicas, para os segmentos populacionais aqui considerados. 8.5 Promover entre órgãos governamentais, de forma intersetorial, o acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola, específico para os segmentos populacionais considerados nesta meta, identificando motivos de absenteísmo e colaborando com os Municípios para a garantia de frequência e apoio à aprendizagem, de maneira a estimular a ampliação do atendimento desses estudantes na rede pública regular de ensino. 8.6 Promover o envolvimento de órgãos governamentais, de forma intersetorial, na busca ativa de jovens fora da escola, pertencentes aos segmentos populacionais aqui considerados. 8.7 Garantir a oferta pública de ensino médio e educação de jovens e adultos (EJA), integrada à formação profissional aos jovens do campo, assegurando condições de acesso e permanência na sua própria comunidade. 8.8 Reduzir as desigualdades regionais e étnico-raciais, garantindo o acesso igualitário e a permanência na educação profissional técnica de nível médio e superior, inclusive mediante a adoção de políticas afirmativas, na forma da lei. 8.9 Elaborar e efetivar, em regime de colaboração com os municípios, políticas de educação do campo que garantam a universalização da educação básica com acesso e permanência no próprio campo. 8.10 Fomentar e garantir a produção de material didático, bem como o desenvolvimento de currículos, conteúdos e metodologias específicas para o desenvolvimento da educação da população considerada nessa meta. 8.11 Consolidar a educação escolar no campo para populações tradicionais, populações itinerantes e comunidades indígenas e quilombolas, respeitando a articulação entre os ambientes escolares e comunitários e garantindo: o desenvolvimento sustentável e preservação da identidade cultural; a participação da comunidade na definição do modelo de organização pedagógica e de gestão das instituições, consideradas as práticas socioculturais e as formas particulares de organização do tempo; a reestruturação e a aquisição de equipamentos; a oferta de programa para a formação inicial e continuada de profissionais da educação. Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais de idade para 98% (noventa e oito por cento) até 2017 e, até o final da vigência deste Plano, reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. Estratégias: 9.1 Assegurar a oferta gratuita da educação de jovens e adultos, a todos que não tiveram acesso à educação básica na idade própria. 9.2 Realizar diagnóstico dos jovens e adultos com ensino fundamental e médio incompletos, para identificar a demanda ativa por vagas na educação de jovens e adultos. 9.3 Realizar chamadas públicas regulares para educação de jovens e adultos, promovendo busca ativa em regime de colaboração entre o Estado e os Municípios em parceria com organizações da sociedade civil. 9.4 Implementar ações de alfabetização de jovens e adultos com garantia de continuidade da escolarização básica. 9.5 Executar ações de atendimento ao estudante da educação de jovens e adultos por meio de programas suplementares de transporte, alimentação e saúde, inclusive atendimento oftalmológico e fornecimento gratuito de óculos, em articulação com a área da saúde e assistência social. 9.6 Assegurar a oferta de educação de jovens e adultos, nas etapas de ensino fundamental e médio, às pessoas privadas de 29 liberdade em todos os estabelecimentos penais, assegurando a formação específica dos professores e implementação de diretrizes nacionais em regime de colaboração. 9.7 Proceder levantamento de dados sobre a demanda por EJA, na cidade e no campo, para subsidiar a formulação de política pública que garanta o acesso e a permanência a jovens, adultos e idosos a esta modalidade da educação básica. 9.8 Apoiar técnica e financeiramente projetos inovadores na educação de jovens e adultos, desenvolvidos na rede pública, que visem ao desenvolvimento de modelos adequados às necessidades específicas desses estudantes, viabilizando parcerias. 9.9 Estabelecer mecanismos e incentivos que integrem os segmentos empregadores, públicos e privados, e os sistemas de ensino, para promover a compatibilização da jornada de trabalho dos empregados com a oferta das ações de alfabetização e de educação de jovens e adultos. 9.10 Implementar programas de capacitação tecnológica da população de jovens e adultos, direcionados para os segmentos com baixos níveis de escolarização formal. 9.11 Ampliar, produzir e garantir a distribuição de material didático e o desenvolvimento de metodologias específicas, bem como garantir o acesso dos estudantes da EJA aos diferentes espaços da escola. 9.12 Implementar currículos adequados às especificidades da EJA para promover a inserção no mundo do trabalho, inclusão digital e tecnológica e a participação social. 9.13 Implementar e manter políticas e programas que considerem as especificidades da educação em espaços de privação de liberdade, possibilitando a construção de novas estratégias pedagógicas, produção de materiais didáticos e a implementação de novas metodologias e tecnologias educacionais, assim como de programas educativos e profissionalizantes na modalidade educação a distância e presencial, no âmbito das escolas do sistema prisional, na educação básica, em consonância com o Plano Estadual de Educação em Prisões/2010. Meta 10: Oferecer, no mínimo, 10% (dez por cento) das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional, até o final da vigência deste Plano. Estratégias: 10.1 Aderir e participar de Programa Nacional de Integração da Educação Básica à Educação Profissional na modalidade de educação de jovens e adultos, na perspectiva da educação inclusiva. 10.2 Expandir as matrículas na educação de jovens e adultos, de modo a articular a formação inicial e continuada de trabalhadores com a educação profissional, objetivando a elevação do nível de escolaridade desses trabalhadores. 10.3 Fomentar a integração da educação de jovens e adultos com a educação profissional, em cursos que atendam às necessidades do mundo do trabalho, de acordo com as características do público da educação de jovens e adultos e considerando as especificidades das populações itinerantes e do campo e das comunidades indígenas e quilombolas, inclusive na modalidade de educação a distância. 10.4 Ampliar as oportunidades profissionais dos jovens e adultos com deficiência e baixo nível de escolaridade, por meio do acesso à educação de jovens e adultos articulada à educação profissional. 10.5 Aderir programa nacional de reestruturação e aquisição de equipamentos voltados à expansão e à melhoria da rede física de escolas públicas que atuam na educação de jovens e adultos integrada à educação profissional, garantindo acessibilidade à pessoa com deficiência. 10.6 Diversificar o currículo da educação de jovens e adultos, articulando a formação básica e a preparação para o mundo do trabalho e estabelecendo inter-relações entre teoria e prática, nos eixos da ciência, do trabalho, da tecnologia e da cultura e cidadania, de forma a organizar o tempo e o espaço pedagógico adequando-os às características e às necessidades desses estudantes. 10.7 Fomentar a produção de material didático, o desenvolvimento de metodologias específicas, bem como os instrumentos de avaliação, garantindo o acesso a equipamentos, laboratórios e aos diferentes espaços da escola. 10.8 Estimular a formação continuada e tecnológica digital de docentes das escolas públicas e privadas que atuam na educação de jovens e adultos articulada à educação profissional. 10.9 Fomentar a oferta pública de formação inicial e continuada para trabalhadores articulada à educação de jovens e adultos, em regime de colaboração e com apoio de entidades privadas de formação profissional vinculadas ao sistema sindical e de entidades sem fins lucrativos de atendimento à pessoa com deficiência, com atuação exclusiva na modalidade. 10.10 Aderir a Programa Nacional, que desenvolve ações de assistência social, financeira e de apoio psicopedagógico que Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 30 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 contribuam para garantir o acesso, a permanência, a aprendizagem e a conclusão com êxito da educação de jovens e adultos articulada à educação profissional 10.11 Garantir alimentação saudável e adequada e transporte para os estudantes da educação de jovens e adultos integrado à educação profissional. 10.12 Garantir e efetivar com qualidade a expansão da oferta da educação de jovens e adultos integrada à educação profissional, de modo a atender as pessoas privadas de liberdade nos estabelecimentos penais e instituições socioeducativas. 10.13 Instituir e implementar programas e mecanismos de reconhecimento de saberes dos jovens e adultos trabalhadores, a serem considerados na articulação curricular dos cursos de formação inicial e continuada e dos cursos técnicos de nível médio. 10.14 Expandir as matrículas na modalidade de educação de jovens e adultos, de modo a articular a formação inicial e continuada de trabalhadores com a educação profissional, objetivando a elevação do nível de escolaridade do trabalhador. Meta 11: Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e, pelo menos, 60% (sessenta por cento) da expansão no segmento público. Estratégias: 11.1 Participar da política de expansão das matrículas de educação profissional técnica de nível médio da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, levando em consideração a responsabilidade dos institutos na ordenação territorial, sua vinculação com arranjos produtivos, sociais e culturais locais e regionais, bem como a interiorização da educação profissional. 11.2 Expandir a oferta de educação profissional técnica de nível médio na rede pública estadual de ensino, com o apoio da União. 11.3 Expandir a oferta de educação profissional técnica de nível médio na modalidade de educação a distância, assegurado padrão de qualidade. 11.4 Reestruturar as escolas de educação profissional levando-se em consideração as especificidades de cada curso, a necessidade de máquinas e equipamentos, implementos didáticos e tecnológicos, assegurando um padrão mínimo, bem como a capacitação dos profissionais envolvidos. 11.5 Promover a expansão do estágio na educação profissional técnica de nível médio e do ensino médio regular, preservando seu caráter pedagógico integrado ao itinerário formativo do estudante, visando à formação de qualificações próprias da atividade profissional, à contextualização curricular e ao desenvolvimento da juventude. 11.6 Incentivar a oferta de programas de reconhecimento de saberes para fins de certificação profissional em nível técnico nas instituições credenciadas. 11.7 Cooperar na institucionalização de sistema nacional de avaliação da qualidade da educação profissional técnica de nível médio das redes pública e privada. 11.8 Expandir o atendimento do ensino médio gratuito integrado à formação profissional para as populações do campo e para as comunidades indígenas e quilombolas, de acordo com os seus interesses e necessidades. 11.9 Expandir a oferta de educação profissional técnica de nível médio para o público da educação especial. 11.10 Elevar gradualmente a taxa de conclusão média dos cursos técnicos de nível médio na rede pública federal e estadual para 90% (noventa por cento) e elevar, nos cursos presenciais, a relação de estudantes por professor para 20 (vinte). 11.11 Desenvolver programas de assistência estudantil e mecanismos de mobilidade acadêmica, visando a garantir as condições necessárias à permanência dos estudantes e à conclusão dos cursos técnicos de nível médio. 11.12 Adotar políticas afirmativas para reduzir as desigualdades no acesso e permanência na educação profissional técnica de nível médio. 11.13 Utilizar os dados do Sistema Nacional de Informação Profissional e as consultas promovidas junto a entidades empresariais de trabalhadores, por meio de estudos e pesquisas sistematizadas, para ofertar formação nas instituições especializadas em educação profissional. 11.14 Fomentar e garantir estudos e pesquisas sobre a articulação entre formação, currículo, pesquisa e mundo do trabalho, considerando as necessidades econômicas, sociais e culturais do Estado. Meta 12: Articular, com a União, a elevação da taxa bruta de matrícula na educação superior para 55% (cinquenta e cinco por cento) e a taxa líquida para 40% (quarenta por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos de idade, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, nas instituições de ensino superior públicas e comunitárias. Estratégias: Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração 02/07/2015 12.1 Otimizar, com a participação da União, a capacidade instalada da estrutura física e a disponibilização dos recursos humanos das instituições públicas e comunitárias de educação superior, mediante ações planejadas e coordenadas, de forma a ampliar e interiorizar o acesso à graduação. 12.2 Elevar gradualmente a taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais nas universidades públicas para 90% (noventa por cento); ofertar, no mínimo, um terço das vagas em cursos noturnos e elevar a relação de estudantes por professor(a) para 18 (dezoito), mediante estratégias de aproveitamento de créditos e inovações acadêmicas que valorizem a aquisição de competências de nível superior. 12.3 Mapear a demanda e fomentar a oferta de educação superior pública e gratuita prioritariamente para a formação de professores, para atender ao déficit de profissionais em todas as áreas de conhecimento e modalidades da educação básica. 12.4 Ampliar e garantir a oferta de bolsas de estudos para graduação e pós-graduação, aos professores e demais profissionais que atuam na educação básica. 12.5 Adotar políticas de assistência estudantil para assegurar à população considerada economicamente carente, bolsa de estudos de graduação, de modo a reduzir as desigualdades étnico-raciais e ampliar as taxas de acesso e permanência na educação superior de estudantes egressos da escola pública, afrodescendentes e indígenas e de público da educação especial, de forma a apoiar seu sucesso acadêmico. 12.6 Incentivar as instituições de educação superior a aderir e participar dos programas de apoio financeiro do Governo Federal e promover a divulgação de todas as políticas de incentivo ao acesso e permanência no ensino superior. 12.7 Apoiar e implementar, no âmbito de sua competência, ações que visem assegurar, no mínimo, 10% (dez por cento) do total de créditos curriculares exigidos para a graduação em programas e projetos de extensão universitária, orientando sua ação, prioritariamente, para áreas de grande pertinência social. 12.8 Adotar e supervisionar, com a participação da União, políticas de inclusão e de ação afirmativa na forma da lei, para o acesso e permanência nos cursos de graduação, de estudantes em vuInerabilidade socioeconômica, egressos da escola pública, afrodescendentes, comunidades tradicionais, povos do campo, indígenas, quilombolas e para pessoas, público da educação especial, e outros estratos sociais historicamente excluídos. 12.9 Assegurar, na forma da lei, condições de acessibilidade às pessoas, público da educação especial, nas instituições de ensino superior. 12.10 Fomentar estudos e pesquisas que analisem a necessidade de articulação entre formação, currículo, pesquisa e mundo do trabalho, considerando as necessidades econômicas, sociais e culturais do Estado. 12.11 Participar da consolidação e ampliação de programas e ações de incentivo à mobilidade estudantil e docente em cursos de graduação e pós-graduação, em âmbito nacional e internacional. 12.12 Articular, com a União, a expansão e a descentralização da oferta de educação superior pública e gratuita, atendendo a todas as regiões do Estado, considerando as especificidades das populações do campo, comunidades indígenas e quilombolas. 12.13 Colaborar na institucionalização de programa nacional de composição de acervo digital de referências bibliográficas e audiovisuais para os cursos de graduação, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência. 12.14 Participar, com a União, da consolidação de processos seletivos nacional e estadual para acesso à educação superior como forma de superar exames vestibulares isolados. 12.15 Estimular mecanismos para ocupar as vagas ociosas em cada período letivo, na educação superior pública e comunitária. 12.16 Considerar as informações e orientações advindas dos órgãos reguladores nacional da educação superior quanto aos procedimentos adotados na área de avaliação, regulação e supervisão, em relação aos processos de autorização de cursos e instituições, de reconhecimento ou renovação de reconhecimento de cursos superiores e de credenciamento ou recredenciamento de instituições, no âmbito do sistema estadual de ensino. Meta 13: Articular, com a União, a elevação da qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 80% (oitenta por cento), sendo, do total, no mínimo, 40% (quarenta por cento) doutores, até ao final da vigência deste Plano. Estratégias: 13.1 Considerar, na avaliação das instituições de ensino superior que ofertam cursos presenciais e a distância, no âmbito do sistema estadual de ensino, as informações advindas dos órgãos/sistemas de avaliação da educação superior nacional, para os processos de 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 autorização de cursos, de reconhecimento ou renovação de reconhecimento de cursos superiores e de credenciamento ou recredenciamento de instituições. 13.2 Acompanhar a realização das avaliações externas in loco, em relação aos processos de regulação que compreendem os Atos Autorizativos e Regulatórios de cursos e instituições de ensino superior que ofertam cursos presenciais e a distância, no âmbito do sistema estadual de ensino. 13.3 Acompanhar a implementação das respectivas Diretrizes Curriculares dos cursos de licenciatura e bacharelado, nas instituições de ensino superior, em consonância com o resultado do processo avaliativo. 13.4 Fomentar, em articulação com a União, a formação de consórcios entre instituições de educação superior, com vistas a potencializar a atuação regional, inclusive por meio de plano de desenvolvimento institucional integrado, assegurando maior visibilidade nacional e internacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão. 13.5 Promover, de forma articulada com a União, a oferta de programas de pós-graduação stricto sensu. 13.6 Promover, de forma articulada com a União, a formação inicial e continuada dos profissionais técnico-administrativos da educação superior, bem como a formação continuada dos docentes formadores. Meta 14: Fomentar, em articulação com a União, a elevação gradual do número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 2.400 (dois mil e quatrocentos) mestres e 900 (novecentos) doutores, até o final da vigência deste Plano. Estratégias: 14.1 Estimular a integração e a atuação articulada entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e às agências de fomento à pesquisa federal e estadual. 14.2 Colaborar, em articulação com a União, na implementação de políticas de inclusão e de ação afirmativa na forma da lei, para o acesso e permanência nos cursos de pós-graduação stricto sensu, para estudantes em vuInerabilidade socioeconômica, afrodescendentes, comunidades tradicionais, povos do campo, indígenas, quilombolas e para pessoas, público da educação especial, e outros estratos sociais historicamente excluídos. 14.3 Colaborar na institucionalização de programa nacional de composição de acervo digital de referências bibliográficas e audiovisuais para os cursos de pós-graduação stricto sensu, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência. 14.4 Estabelecer parcerias com os órgãos e agências oficiais de fomento nos diversos programas, projetos e ações que objetivem a internacionalização da pesquisa e da pós-graduação stricto sensu, incentivando a atuação em rede e o fortalecimento de grupos de pesquisa. 14.5 Garantir a publicização, transparência, autonomia e desburocratização da pesquisa científica desenvolvida com recursos públicos. 14.6 Adotar, em parceria com a União, políticas de assistência estudantil para assegurar aos estudantes considerados economicamente carentes, bolsas de estudos de pós-graduação stricto sensu. 14.7 Ofertar bolsas de estudos de pós-graduação stricto sensu aos professores e demais profissionais da educação básica das redes públicas de ensino. 14.8 Oferecer, em articulação com a União, financiamento público e específico às políticas de acesso e permanência, para inclusão nos programas de pós-graduação de estudantes em vuInerabilidade socioeconômica, afrodescendentes, comunidades tradicionais, povos do campo, indígenas, quilombolas, para pessoas, público da educação especial, e outros estratos sociais historicamente excluídos. 14.9 Estimular estudos e pesquisas em direitos humanos e inclusão. 14.10 Estimular a articulação entre graduação, pós-graduação e núcleos de pesquisas, para estudos e elaboração de currículos/propostas pedagógicas que incorporem ao processo de ensino-aprendizagem o enfrentamento à todas as formas de discriminação. 14.11 Fomentar, em articulação com a União, pesquisas voltadas para o desenvolvimento de metodologias, materiais didáticos, paradidáticos, equipamentos e recursos de tecnologia assistiva, com vistas à promoção do ensino e da aprendizagem, bem como das condições de acessibilidade dos estudantes, público da educação especial, e criar programas que promovam a socialização dos resultados das pesquisas. Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, o Estado e os Municípios, no prazo de um ano de vigência deste Plano, política estadual de formação inicial e continuada, com vistas à valorização dos profissionais da educação, assegurando que todos os professores da educação básica e suas modalidades possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento 31 em que atuam, bem como a oportunização, pelo poder público, de periódica participação em cursos de formação continuada. Estratégias: 15.1 Promover, em regime de cooperação entre a União, o Estado e os Municípios, ações conjuntas a fim de organizar a oferta de cursos de formação inicial diante do diagnóstico das necessidades de formação dos profissionais da educação, envolvendo as instituições públicas e comunitárias de nível superior, sincronizando a oferta e a demanda de formação de profissionais da educação. 15.2 Ampliar a oferta de programas de iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos de licenciatura, a fim de aprimorar a formação dos profissionais para atuarem no magistério da educação básica de acordo com a necessidade por área de conhecimento. 15.3 Apoiar o acesso ao financiamento estudantil a estudantes matriculados em cursos de licenciatura com avaliação positiva pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), na forma da Lei nº 10.861/2004, inclusive a amortização do saldo devedor pela docência efetiva na rede pública de educação básica. 15.4 Instituir e consolidar, uma plataforma eletrônica em âmbito estadual, com dados de formação de todos os professores da rede pública, para organizar a demanda/oferta de matrículas em cursos de formação inicial e continuada dos profissionais da educação em Santa Catarina. 15.5 Implementar cursos de licenciatura, para profissionais que atuam nas escolas do campo, comunidades indígenas, quilombolas, educação especial e, estratos historicamente excluídos, em regime de colaboração com instituições públicas e comunitárias de ensino superior. 15.6 Articular com as instituições de nível superior, formadoras de profissionais para educação básica, de forma a promover a reforma curricular dos cursos de licenciatura, garantindo a renovação pedagógica, com foco no aprendizado do estudante. 15.7 Valorizar as práticas de ensino e os estágios nos cursos de formação de nível médio e superior dos profissionais da educação, visando ao trabalho sistemático de articulação entre a formação acadêmica e as demandas da educação básica, em sintonia com as recomendações legais e as diretrizes curriculares nacionais. 15.8 Desenvolver programas de formação superior para docentes não habilitados na área de atuação em efetivo exercício nas redes públicas. 15.9 Assegurar a todos os profissionais da educação básica formação continuada em serviço, em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos respectivos sistemas de ensino. 15.10 Fomentar a oferta de cursos técnicos de nível médio e tecnológicos de nível superior, destinados à formação, nas respectivas áreas de atuação, dos profissionais da educação de outros segmentos que não os do magistério. 15.11 Rever legislação que institui a Política de Formação Inicial e Continuada dos Profissionais da Educação das redes públicas de ensino do Estado, por meio do Fórum Estadual de Educação/SC. 15.12 Promover programas de formação docente, para educação profissional, voltados à complementação didático-pedagógica dos profissionais sem habilitação para o magistério, que atuam na rede pública. 15.13 Implantar programas de formação dos profissionais da educação sobre diversidade, educação ambiental e educação especial, para a promoção e efetivação dos direitos sociais. 15.14 Garantir formação continuada, específica para o uso das tecnologias e conteúdos multimidiáticos, para todos os envolvidos no processo educativo. 15.15 Possibilitar a participação em programa de concessão de bolsas de estudos para que os professores de idiomas das escolas públicas de educação básica realizem estudos de imersão e aperfeiçoamento nos países que tenham como idioma nativo as línguas que lecionam. 15.16 Criar e consolidar portal eletrônico para subsidiar a atuação dos profissionais da educação básica, disponibilizando gratuitamente materiais didáticos e pedagógicos suplementares, inclusive aqueles com formato acessível. 15.17 Implantar programas de formação dos professores para atuar nas escolas de tempo integral. 15.18 Estabelecer programas de parcerias com instituições de ensino superior, para a oferta de cursos de formação continuada, nos municípios, atendendo a demanda local e regional da rede pública. META 16: Formar 75% (setenta e cinco por cento) dos professores da educação básica em nível de pós-graduação até o último ano de vigência deste Plano, e garantir a todos os profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualização dos sistemas de ensino. Estratégias: Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 32 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 16.1 Consolidar política estadual de formação, em nível de pósgraduação, de professores da educação básica, definindo diretrizes estaduais, áreas prioritárias, instituições formadoras. 16.2 Realizar, em regime de colaboração, o planejamento estratégico para o dimensionamento da demanda por formação em cursos de pós-graduação, para fomentar a respectiva oferta por parte das instituições públicas e comunitárias de educação superior, de forma orgânica e articulada às políticas de formação do Estado e Municípios. 16.3 Consolidar programa definido em legislação, de afastamento remunerado dos professores, para cursar pós-graduação. 16.4 Possibilitar a mobilidade de docentes em cursos de pósgraduação, em âmbito nacional e internacional, com licença remunerada durante o período em que estiver cursando. 16.5 Ampliar e garantir a oferta de bolsas de estudo integral de pós-graduação dos professores e demais profissionais da educação básica. 16.6 Diagnosticar, consolidar e garantir políticas públicas que atendam efetivamente as demandas específicas de pós-graduação, em nível de especialização, mestrado e doutorado aos professores que lecionam nas escolas do campo, indígenas e quilombolas. 16.7 Garantir programas de formação de professores e Profissionais da Educação Básica e suas modalidades, a oferta de cursos de pós-graduação - lato sensu e stricto sensu - vagas, acesso e condições de permanência nas instituições de ensino superior públicas e comunitárias. Metas 17: Valorizar os profissionais do magistério da rede pública de educação básica, assegurando no prazo de 2 (dois) anos a existência de plano de carreira, assim como a sua reestruturação, que tem como referência o piso nacional, definido em lei federal, nos termos do Inciso VIII, do Artigo 206, da Constituição Federal, a fim de equiparar o rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do 6º (sexto) ano da vigência deste Plano. Estratégia: 17.1 Realizar, no prazo de dois anos, a implantação ou a atualização dos Planos de Carreira para os profissionais da educação básica pública, respeitando a legislação federal. 17.2 Valorizar os profissionais do magistério da rede pública da educação básica, a fim de equiparar a 80% (oitenta por cento) ao final do 6º (sexto) ano, e a igualar, no último ano de vigência do Plano, o seu rendimento médio ao rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente. 17.3 Proporcionar condições de trabalho, valorização dos profissionais da educação e concretização das políticas de formação, como forma de garantia da qualidade na educação. 17.4 Garantir o cumprimento da legislação nacional quanto à jornada de trabalho dos profissionais do magistério da rede pública de ensino. 17.5 Estabelecer, até 2018, um plano de ação, especificamente voltado para a promoção, prevenção, atenção e atendimento à saúde e integridade física, mental e emocional dos profissionais da educação, como condição para a melhoria da qualidade educacional. 17.6 Assegurar a realização periódica de concurso público para provimento de vagas, comprovadamente, excedentes e permanentes, de modo a estruturar as redes públicas de educação básica, com pelo menos 80% (oitenta por cento) dos profissionais do magistério e 50% (cinquenta por cento) dos profissionais da educação não docentes, que sejam ocupantes de cargos de provimento efetivo e que estejam em exercício nas redes escolares a que se encontram vinculados, até o final do Plano. 17.7 Implantar, nas redes públicas de educação básica, durante o estágio probatório, acompanhamento e supervisão dos profissionais por comissão designada para esta finalidade. 17.8 Estimular a existência de comissões e fóruns permanentes de profissionais da educação de todos os sistemas públicos de ensino, atuando em todas as instâncias do Estado, para subsidiar os órgãos, na atualização dos planos de carreira. 17.9 Garantir que os Planos de Carreira contemplem profissionais habilitados na área de atuação, que realizem serviços de coordenação pedagógica (orientação, supervisão) e administrativa, não docentes, nas escolas de educação básica. 17.10 Garantir a atualização e o cumprimento de todas as diretrizes do Estatuto Estadual e dos Estatutos Municipais do Magistério da rede pública de ensino. 17.11 Assegurar, na forma da lei, recursos financeiros para valorização dos profissionais da educação da rede pública. Meta 18: Garantir em legislação específica, aprovada no âmbito do Estado e dos Municípios, condições para a efetivação da gestão democrática, na educação básica e superior públicas que evidencie o compromisso com o acesso, a permanência e o êxito na aprendizagem Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração 02/07/2015 do estudante do Sistema Estadual de Ensino, no prazo de 01 (um) ano após a aprovação deste Plano. Estratégias: 18.1 Estabelecer em legislação específica, diretrizes para a gestão democrática da educação no Estado de Santa Catarina. 18.2 Criar e/ou consolidar fóruns decisórios de políticas públicas educacionais, conselhos municipais de educação, conselhos escolares ou equivalentes, Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEB e Conselho de Alimentação Escolar (CAE), conselho de controle social envolvendo gestores públicos, trabalhadores da educação e organizações da sociedade civil, com representação paritária dos setores envolvidos com a educação e com as instituições educativas. 18.3 Priorizar o repasse de transferências voluntárias do Estado de Santa Catarina, na área da educação, para os municípios que tenham aprovado legislação específica que regulamente a Gestão Democrática na área de sua abrangência, respeitando a legislação nacional. 18.4 Ampliar os programas de apoio e formação aos conselheiros de conselhos que tratem do acompanhamento e controle social do FUNDEB, da alimentação escolar e outros, providenciando recursos financeiros, espaço físico adequado, equipamentos e meios de transporte para visitas à rede escolar, com vistas ao bom desempenho de suas funções. 18.5 Consolidar o Fórum Estadual de Educação e oferecer suporte técnico aos Municípios para constituir os respectivos Fóruns Municipais, com o objetivo de: a) coordenar a conferência estadual, regional, intermunicipal e municipal, bem como acompanhar e avaliar o processo de implementação de suas deliberações; b) efetuar o acompanhamento da execução do Plano Estadual e dos Planos Municipais de Educação; c) debater o financiamento da educação; d) avaliar o processo de implantação das diretrizes curriculares do Sistema Estadual de Educação; e) promover as articulações necessárias entre o Fórum Nacional de Educação, o Fórum Estadual de Educação e os Fóruns de Educação dos Municípios; f) acompanhar, junto à Assembleia Legislativa, a tramitação de projetos legislativos relativos à Política Estadual de Educação. 18.6 Estimular, em todos os municípios a aprovação de leis que tratem da criação de conselhos escolares nas redes de educação básica. 18.7 Estimular, em todas as redes de educação básica, a constituição e o fortalecimento de grêmios estudantis e associações de pais e professores, assegurando-se-lhes, inclusive, espaços adequados e condições de funcionamento nas escolas e fomentando a sua articulação orgânica com os conselhos escolares, por meio das respectivas representações. 18.8 Garantir a participação efetiva da comunidade escolar e local na formulação e acompanhamento dos projetos políticos-pedagógicos, currículos escolares, planos de gestão escolar e regimentos escolares, possibilitando as condições objetivas necessárias à operacionalização desta participação. 18.9 Garantir, em regime de colaboração, programa de formação continuada para gestores das escolas públicas. 18.10 Aprovar dispositivo legal que dispõe sobre a implantação, execução e avaliação da gestão escolar democrática nas diferentes redes da educação básica. 18.11 Fortalecer os mecanismos e os instrumentos que assegurem a transparência e o controle social na utilização dos recursos públicos aplicados em educação, por meio de audiências públicas e a criação de portais eletrônicos de transparência. 18.12 Estimular o fortalecimento de conselhos superiores nas instituições de ensino superior, dos quais participem representantes de todos os segmentos de sua comunidade. 18.13 Estimular, em todas as instituições de ensino superior, a constituição e o fortalecimento de diretórios acadêmicos assegurandolhes espaços adequados para o bom funcionamento. 18.14 Consolidar e fortalecer os conselhos estadual e municipais de educação como órgãos autônomos (com dotação orçamentária e autonomia financeira e de gestão), plurais (constituído de forma paritária, com ampla representação social) e com funções deliberativas, normativas e fiscalizadoras. 18.15 Aprimorar os mecanismos de acompanhamento, fiscalização e avaliação dos gastos com educação, por meio dos conselhos escolares, viabilizando ou promovendo ampla divulgação do orçamento público, efetiva transparência nas rubricas orçamentárias e o estabelecimento de ações de controle e articulação entre os órgãos responsáveis, assegurando o gerenciamento e a fiscalização dos recursos públicos destinados às escolas. 18.16 Implantar avaliação institucional com a participação efetiva da comunidade escolar incorporando seus resultados no Projeto Político Pedagógico e no Plano de Gestão. 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 18.17 Definir critérios técnicos para o provimento dos cargos comissionados, objetivando chegar ao mínimo necessário e que estes sejam ocupados por profissionais habilitados na área da educação. 18.18 Utilizar, amplamente, os veículos de comunicação de massa objetivando a participação da sociedade na definição das prioridades educacionais e na divulgação das experiências emancipadoras de participação, em âmbito estadual, regional e municipal. Meta 19: Ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado no 5º (quinto) ano de vigência deste Plano e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB ao final do decênio. Estratégias: 19.1 Garantir fontes de financiamento permanentes e sustentáveis para todos os níveis, etapas e modalidades da educação básica, observando-se as políticas de colaboração entre os entes federados, em especial as decorrentes do Artigo 60, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, e do § 1º, do Artigo 75, da Lei nº 9.394/1996, que tratam da capacidade de atendimento e do esforço fiscal de cada ente federado, com vistas a atender suas demandas educacionais à luz do padrão de qualidade nacional. 19.2 Cooperar, com a União, no aperfeiçoamento e ampliação dos mecanismos de acompanhamento da arrecadação da contribuição social do salário-educação. 19.3 Acompanhar a contribuição para o Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior no Estado de Santa Catarina, nos termos do Artigo 171, da Constituição Estadual. 19.4 Otimizar a destinação de recursos à manutenção e o desenvolvimento do ensino, em acréscimo aos recursos vinculados nos termos do Artigo 212, da Constituição Federal. 19.5 Aplicar, na forma de lei específica, a parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural e outros recursos, com a finalidade de cumprimento da meta prevista no Inciso VI, do caput do Artigo 214, da Constituição Federal. 19.6 Fortalecer os mecanismos e os instrumentos que assegurem, nos termos do Parágrafo Único do Art. 48 da Lei Complementar nº 101/2000, com a redação dada pela Lei Complementar nº 131/2009, a transparência e o controle social na utilização dos recursos públicos aplicados em educação, especialmente a realização de audiências públicas e a criação de portais eletrônicos de transparência, com a colaboração entre as Secretarias de Educação do Estado e dos Municípios, o Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios e o Ministério Público. 19.7 Desenvolver, com apoio da contabilidade geral da Secretaria de Estado da Fazenda, estudos e acompanhamento regular dos investimentos e custos por estudante da educação, em todos os níveis, etapas e modalidades. 19.8 Adotar o Custo Aluno Qualidade (CAQ) como indicador prioritário para o financiamento de todas as etapas e modalidades da educação básica. 19.9 Acompanhar a regulamentação do § 4, do Artigo 164, da Constituição Estadual, no prazo de 2 (dois) anos, por lei complementar, de forma a estabelecer as normas de cooperação entre o Estado e os Municípios, em material educacional, e a articulação do Sistema Estadual de Educação em regime de colaboração, com o equilíbrio na repartição das responsabilidades e dos recursos e efetivo cumprimento das funções redistributiva e supletiva da União no combate às desigualdades educacionais regionais promovendo a adequação da legislação estadual. 19.10 Acompanhar a elaboração da Lei de Responsabilidade Educacional, a ser amplamente discutida com os diversos setores e segmentos da sociedade. 19.11 Apoiar e defender a prorrogação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, com aperfeiçoamento que aprofunde o regime de colaboração e a participação financeira da União para garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino, nos termos do Artigo 211, da Constituição Federal. 19.12 Definir critérios para distribuição dos recursos adicionais dirigidos à educação ao longo do decênio, que considerem a equalização das oportunidades educacionais, a vuInerabilidade socioeconômica e o compromisso técnico e de gestão do sistema de ensino, a serem pactuados na instância prevista no Artigo 7º, da Lei nº 13.005/2014. 19.13 Buscar, junto à União, a complementação de recursos financeiros para o Estado e os Municípios que comprovadamente não atingirem o valor do Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi) e, posteriormente, do CAQ. 33 19.14 Estabelecer, garantir e efetivar a articulação entre as metas deste Plano e demais instrumentos orçamentários da União, do Estado e dos Municípios, dos Planos Municipais de Educação e os respectivos PPAs, LDOs e LOAs, em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino. 19.15 Definir recursos provenientes da receita estadual para o financiamento público permanente da educação profissional pública, com o objetivo da expansão da oferta de vagas. 19.16 Fortalecer os conselhos de acompanhamento e fiscalização dos recursos da educação. 19.17 Garantir a aplicação dos recursos financeiros que devem ser destinados à melhoria da qualidade e gratuidade do ensino, na formação e valorização do magistério, na organização escolar, prioritariamente, em escolas públicas. 19.18 Garantir aplicação dos recursos destinados à manutenção, reforma, ampliação e construção de escolas públicas com infraestrutura adequada às etapas e modalidades de ensino. 19.19 Fixar um cronograma de repasse de recursos financeiros para as escolas públicas, destinados a aquisição de materiais de expediente, manutenção e reparos do patrimônio permanente. 19.20 Destinar 100% (cem por cento) dos recursos oriundos dos royalties do pré-sal para investimentos em educação pública. *** X X X *** PORTARIAS PORTARIA Nº 1900, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18 da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, RESOLVE: Com base no Art. 1º parágrafo único do Ato da Mesa nº 396, de 29 de novembro de 2011, e do item II, da cláusula quinta do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta entre MPSC e a ALESC, de 25 de outubro de 2011. PUBLICAR que o servidor abaixo relacionado exerce Atividade Administrativa Interna, a contar de 1º de julho de 2015. Gab Dep Aldo Schneider Matrícula 3670 Nome do Servidor AZIZO FLORES DA CUNHA Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1901, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18 da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, RESOLVE: Com base no Art. 1º parágrafo único do Ato da Mesa nº 396, de 29 de novembro de 2011, e do item II, da cláusula quinta do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta entre MPSC e a ALESC, de 25 de outubro de 2011. PUBLICAR que o servidor abaixo relacionado exerce Atividade Parlamentar Externa, a contar de 1º de julho de 2015. Gab Dep Gabriel Ribeiro Matrícula 7826 Nome do Servidor EVERSON JOSE GOULART Cidade LAGES Carlos Alberto de Lima Souza Diretor Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1902, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18 da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, RESOLVE: Com base no Art. 1º parágrafo único do Ato da Mesa nº 396, de 29 de novembro de 2011, e do item II, da cláusula quinta do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta entre MPSC e a ALESC, de 25 de outubro de 2011. PUBLICAR que o servidor abaixo relacionado exerce Atividade Parlamentar Externa, a contar de 01 de julho de 2015. Gab Dep Cleiton Salvaro Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 34 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 Matrícula 7863 Nome do Servidor Cidade CLEBERSON FABIANO NICHELE FLORIANÓPOLIS Carlos Alberto de Lima Souza Diretor Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1903, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18 da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, RESOLVE: Com base no Art. 1º parágrafo único do Ato da Mesa nº 396, de 29 de novembro de 2011, e do item II, da cláusula quinta do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta entre MPSC e a ALESC, de 25 de outubro de 2011. PUBLICAR que a servidora abaixo relacionada exerce Atividade Parlamentar Externa, a contar de 1º de julho de 2015. Gab. Dep. Nikolas Reis Matrícula Nome 8078 ANA MARIA FABIANO COSTA Cidade TUBARÃO Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral. *** X X X *** PORTARIA Nº 1904, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18 da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, RESOLVE: RETIFICAR vínculos de pertinência dos servidores abaixo relacionados, ocupantes de cargos de Secretário Parlamentar, código PL/GAB, que passam do gabinete do Deputado Rodrigo Minotto, para o gabinete do Deputado Nikolas Reis, a contar de 1º de julho de 2015. Matrícula Nome Nível 8074 EDSON LUIZ PEIXOTO PL/GAB-70 8078 ANA MARIA FABIANO COSTA PL/GAB-73 Carlos Alberto de Lima Souza Diretor Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1905, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18 da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, RESOLVE: com fundamento no art. 3º, IV, da Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002, e em conformidade com a Resolução nº 967, de 11 de dezembro de 2002, DESIGNAR os servidores abaixo relacionados para realizar os procedimentos previstos no Edital de Pregão nº 007/2015. Matr Nome do Servidor 1877 ANTONIO HENRIQUE COSTA BULCAO VIANNA 0947 VALTER EUCLIDES DAMASCO Função Pregoeiro Pregoeiro substituto 1998 BERNADETE ALBANI LEIRIA 775 ADRIANA LAUTH GUALBERTO Equipe de apoio 1332 HELIO ESTEFANO BECKER FILHO 1039 VICTOR INACIO KIST 7211 JOAO GABRIEL PEREIRA ZIMMERMANN Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1906, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11º da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração 02/07/2015 ALTERAR NÍVEL DE RETRIBUIÇÃO SALARIAL do cargo de provimento em comissão de SECRETÁRIO PARLAMENTAR do servidor EVERSON JOSE GOULART, matrícula nº 7826, de PL/GAB-81 para o PL/GAB-79, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar de 1º de Julho de 2015 (Gab Dep Gabriel Ribeiro). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1907, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11º da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. ALTERAR NÍVEL DE RETRIBUIÇÃO SALARIAL do cargo de provimento em comissão de SECRETÁRIO PARLAMENTAR do servidor ALDO DA SILVA HONORIO, matrícula nº 2309, de PL/GAB-50 para o PL/GAB-48, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar de 1º de Julho de 2015 (Gab Dep Gabriel Ribeiro). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1908, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: com fundamento no art. 169, I, da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, EXONERAR o servidor KAUÊ ALOISYO CALOMENO RAMOS, matrícula nº 8016, do cargo de Secretário Parlamentar, código PL/GAB-44, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar de 1º de Julho de 2015 (Gab Dep Natalino Lazare). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1909, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11º da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. ALTERAR NÍVEL DE RETRIBUIÇÃO SALARIAL do cargo de provimento em comissão de SECRETÁRIO PARLAMENTAR do servidor FELIPE RAMON SCHULER, matrícula nº 7774, de PL/GAB-89 para o PL/GAB-100, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar de 1º de Julho de 2015 (Gab Dep Natalino Lazare). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1910, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11º da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. ALTERAR NÍVEL DE RETRIBUIÇÃO SALARIAL do cargo de provimento em comissão de SECRETÁRIO PARLAMENTAR do servidor JACY SIMAO, matrícula nº 2491, de PL/GAB-70 para o PL/GAB-71, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar de 1º de Julho de 2015 (Gab Dep Aldo Schneider). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** 02/07/2015 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 PORTARIA Nº 1911, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11º da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. ALTERAR NÍVEL DE RETRIBUIÇÃO SALARIAL do cargo de provimento em comissão de SECRETÁRIO PARLAMENTAR do servidor JAMES TAIRONE THIEL, matrícula nº 7960, de PL/GAB-68 para o PL/GAB-72, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar de 1º de Julho de 2015 (Gab Dep Aldo Schneider). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1912, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11º da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. ALTERAR NÍVEL DE RETRIBUIÇÃO SALARIAL do cargo de provimento em comissão de SECRETÁRIO PARLAMENTAR do servidor SERGIO LUIZ WEBER, matrícula nº 6854, de PL/GAB-39 para o PL/GAB43, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar de 1º de Julho de 2015 (Gab Dep Aldo Schneider). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1913, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11º da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. ALTERAR NÍVEL DE RETRIBUIÇÃO SALARIAL do cargo de provimento em comissão de SECRETÁRIO PARLAMENTAR do servidor BRUNO RODOLFO DE OLIVEIRA, matrícula nº 7938, de PL/GAB-77 para o PL/GAB-73, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar de 1º de Julho de 2015 (Gab Dep Gean Loureiro). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1914, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11 da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações e convalidada pela lei complementar nº 642, 22 de janeiro de 2015. NOMEAR NELSON GOMES MATTOS JUNIOR para exercer o cargo de provimento em comissão de Secretário Parlamentar, código PL/GAB-64, Atividade Administrativa Interna, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar da data de sua posse (Gab Dep Gean Loureiro). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1915, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. 35 RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11 da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações e convalidada pela lei complementar nº 642, 22 de janeiro de 2015. NOMEAR RODRIGO OSCAR BRAGA DE GODOY para exercer o cargo de provimento em comissão de Secretário Parlamentar, código PL/GAB-60, Atividade Parlamentar Externa, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar da data de sua posse (Gab Dep Marcos Vieira - Florianópolis). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1916, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11º da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. ALTERAR NÍVEL DE RETRIBUIÇÃO SALARIAL do cargo de provimento em comissão de SECRETÁRIO PARLAMENTAR da servidora GABRIELA MENEGAZZO, matrícula nº 6899, de PL/GAB-57 para o PL/GAB-75, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar de 1º de Julho de 2015 (Gab Dep Maurício Eskudlark). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1917, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18, inciso XI, da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: nos termos dos arts. 9º e 11º da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, em conformidade com as Resoluções nºs 001 e 002/2006, e alterações, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. ALTERAR NÍVEL DE RETRIBUIÇÃO SALARIAL do cargo de provimento em comissão de SECRETÁRIO PARLAMENTAR da servidora INES WOLLINGER DA CONCEICAO, matrícula nº 4027, de PL/GAB-85 para o PL/GAB-91, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, a contar de 1º de Julho de 2015 (Gab Dep Maurício Eskudlark). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1918, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18 da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: com fundamento no art. 3º, §1º, e art. 38, da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, e observado os termos do art. 17 da Res. nº 002, de 11 de janeiro de 2006, com redação dada pela Res. nº 009, de 19 de dezembro de 2013, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. DESIGNAR a servidora GRAZIELA MELLER MILANEZE, matrícula nº 6866, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, para exercer, em substituição, a função de Chefia de Seção - Suporte Técnico, código PL/FC-3, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, enquanto durar o impedimento da respectiva titular, FABIANA PREVEDELLO, que se encontra substituindo a Assistente de Direção por sessenta dias, a contar de 3 de julho de 2015 (DL - Diretoria Legislativa). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** Sistema Informatizado de Editoração - Coordenadoria de Publicação 36 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA - SC - NÚMERO 6.848 PORTARIA Nº 1919, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18 da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. RESOLVE: com fundamento no art. 3º, §1º, e art. 38, da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, e observado os termos do art. 17 da Res. nº 002, de 11 de janeiro de 2006, com redação dada pela Res. nº 009, de 19 de dezembro de 2013, e convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015. DESIGNAR a servidora FABIANA PREVEDELLO, matrícula nº 4972, do Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa, para exercer, em substituição, a função de Assistência técnica de direção, código PL/FC-4, do Grupo de Atividades de Função de Confiança, enquanto durar o impedimento da respectiva titular, ELIANE REGINA CORREA DE MATTOS, que se encontra em fruição de licençaprêmio por sessenta dias, a contar de 3 de julho de 2015 (DL Diretoria Legislativa). Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral *** X X X *** PORTARIA Nº 1920, de 2 de julho de 2015 O DIRETOR-GERAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 18 da Resolução nº 001, de 11 de janeiro de 2006, convalidada pela Lei Complementar nº 642, de 22 de janeiro de 2015, RESOLVE: Com base no Art. 1º parágrafo único do Ato da Mesa nº 396, de 29 de novembro de 2011, e do item II, da cláusula quinta do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta entre MPSC e a ALESC, de 25 de outubro de 2011. PUBLICAR que o servidor abaixo relacionado exerce Atividade Parlamentar Externa, a contar de 1º de julho de 2015. Gab. Dep. Nikolas Reis Matrícula Nome 8074 EDSON LUIZ PEIXOTO Cidade ITAJAÍ Carlos Alberto de Lima Souza Diretor-Geral. *** X X X *** PROJETO DE EMENDA CONSTITUCIONAL PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL nº 0013.3/2015 Dá nova redação ao art. 104 da Constituição do Estado de Santa Catarina, e acrescenta artigo ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Art. 1º O art. 104 da Constituição do Estado de Santa Catarina passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 104 A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal. (omissis) §10 São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional, aplicando-se também, no que couber, o disposto no art. 93 e no inciso II do art. 96 da Constituição Federal”. Art. 2º O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passa a vigorar acrescido do seguinte art. 57: “Art. 57 O número de defensores públicos na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda pelo serviço da Defensoria Pública e à respectiva população. § 1º No prazo de 8 (oito) anos, o Estado de Santa Catarina contará com defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais, observado o disposto no caput deste artigo. § 2º Durante o decurso do prazo previsto no § 1º deste artigo, a lotação dos defensores públicos ocorrerá, prioritariamente, atendendo as regiões com maiores índices de exclusão social e adensamento populacional.” Coordenadoria de Publicação - Sistema Informatizado de Editoração 02/07/2015 Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. Deputado Serafim Venzon Deputado Ismael dos Santos Deputado Dirceu Dresch Deputado Antônio Aguiar Deputado Manoel Mota Deputado Ricardo Guidi Deputado Romildo Titon Deputado Luiz Fernando Vampiro Deputado Kennedy Nunes Deputado Valmir Comin Deputado Neodi Saretta Deputado Leonel Pavan Deputado Valdi Cobalchini Deputado Jean Kuhlmann Deputado Natalino Lázare Deputado Maurício Eskudlark Deputado Nikolas Reis Lido no Expediente Sessão de 02/07/15 JUSTIFICAÇÃO Tem a presente Proposta de Emenda à Constituição o objetivo de adequar à redação em vigor do art. 104 da Constituição Estadual àquela do art. 134 da Constituição Federal, após a promulgação da Emenda Constitucional nº 80, de 04 de junho de 2014, a qual dispõe, in verbis: Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal. (...) omissis § 4º São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional, aplicando-se também, no que couber, o disposto no art. 93 e no inciso II do art. 96 desta Constituição Federal. Ainda, a Emenda Constitucional nº 80/2014 regulamentou as condições e prazo para implementação e funcionamento das Defensorias Públicas tanto no âmbito Federal quanto Estadual / Distrital, dispostas no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. Desta forma também reproduzimos por simetria nesta PEC o texto da EC nº 80 acrescentando o art. 57 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias de nossa Carta Política . Art.57. número de defensores públicos na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda pelo serviço da Defensoria Pública e à respectiva população. § 1º No prazo de 8 (oito) anos, o Estados e o Distrito Federal deverão contar com defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais, observado o disposto no caput deste artigo. § 2º Durante o decurso do prazo previsto no § 1º deste artigo, a lotação dos defensores públicos ocorrerá, prioritariamente, atendendo as regiões com maiores índices de exclusão social e adensamento populacional." Importante salientar que Santa Catarina foi o último Estado da Federação a implantar a Defensoria Pública, e hoje contamos com 120 (cento e vinte) Defensores Públicos no Estado. O Judiciário Estadual possui 111 (cento e onze) Comarcas, o que importa em praticamente 1 (um) Defensor Público por Comarca, número este que sabidamente é insuficiente para as demandas as quais a Defensoria Pública atua, principalmente nas causas criminais e de família. Todavia, o quadro é mais calamitoso que este, pois a Defensoria Pública Estadual conta com 24 (vinte e quatro) Núcleos Regionais espalhados pelo território catarinense, onde cada núcleo engloba diversas comarcas, tornando a missão institucional da Defensoria Pública quase inócua. Desta forma, buscando sair da inconstitucionalidade por incompatibilidade do texto constitucional Estadual face à Constituição Federal, apresentamos esta Proposta de Emenda à Constituição - PEC a fim de adequar a redação da Carta Política Estadual, bem como estabelecer as condições de transição para implementação da norma. Ante o exposto e a teor do que dispõe o art. 49, I da CE solicito o apoio de 1/3 (um terço) dos nobres Deputados deste Parlamento para serem signatários da presente Proposta de Emenda à Constituição - PEC. Deputado Serafim Venzon *** X X X ***