FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE CURSO DE BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO COM HABILITAÇÃO EM MARKETING Sandra Lima Cavalcanti ANÁLISE DOS PROBLEMAS ERGONOMICOS EM HOSPITAL PÚBLICO/PRIVADO: Estudo da Aplicação do Método RULA Paulo Afonso – BA Novembro/2009 I Sandra Lima Cavalcanti ANÁLISE DOS PROBLEMAS ERGONOMICOS EM HOSPITAL PÚBLICO/PRIVADO: Estudo da Aplicação do Método RULA. Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Administração da Faculdade Sete de Setembro – FASETE, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Administração com Habilitação em Marketing, sob a orientação do professor MSc. Cynthia Marise dos Santos Mattosinho Paulo Afonso – BA Novembro/2009 II FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – HABILITAÇÃO EM MARKETING PARECER DA COMISSÃO EXAMINADORA DE DEFESA DE MONOGRAFIA DE GRADUAÇÃO DE SANDRA LIMA CAVALCANTI “ANÁLISE DOS PROBLEMAS ERGONOMICOS EM HOSPITAL PÚBLICO/PRIVADO: Estudo da Aplicação do Método RULA” A comissão examinadora, composta pelos professores abaixo, sob a presidência do(a) primeiro (a), considera a discente SANDRA LIMA CAVALCANTI_____________ Paulo Afonso, ___ de novembro de 2009. ____________________________________________ MSc. Cynthia Marise dos Santos Mattosinho (Orientador). III Dedico esta monografia aos meus pais, Maria e Sancho, que sempre me incentivaram em todas as etapas da minha vida. IV AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus por estar sempre presente fielmente em todos os momentos na minha vida, me protegendo e iluminando todos os caminhos percorridos, por todos os obstáculos ultrapassados, todos os desafios superados, e pela vitória alcançada. Obrigada meu DEUS por mais essa conquista da minha vida. Ao meu pai Sancho, por todo amor e dedicação que sempre teve comigo, homem pelo qual tenho maior orgulho de chamar de pai, agradeço pelos momentos em que esteve ao meu lado, me fazendo acreditar que sou capaz. Te amo! A minha mãe Maria, por ser tão dedicada, maravilhosa, companheira e amiga, foi a pessoa que mais me acompanhou durante a minha vida acadêmica, mãe obrigado pela ajuda nos trabalhos, pelo carinho e receptividade por todos os meus amigos, pelos objetos cedidos, que alguns não voltaram para casa, por estar presente em todos os momentos da minha vida. Mãe saiba que a senhora é a pessoa mais importante da minha vida. Agradeço aos meus irmãos Sandro e Sergio que sempre torceram por mim para a finalização deste estudo com êxito, Obrigada! Agradeço aos meus amigos do trabalho, em especial Silvia e Rômulo pelo carinho e compreensão e principalmente pelo apoio nos momentos de dedicação aos estudos. Muito Obrigada. Agradeço ao casal de amigo, Renata e Vinicius, pela força, pela ajuda em todos os momentos, enfim por todos os conselhos e confiança em mim depositada, meu imenso agradecimento; Aos meus amigos da turma, em especial a minha equipe: Suely, Janaina (mainha) e para completar o quarteto Sarah, que chegou um pouco depois , meninas valeu pelo companheirismo, comprometimento, a dedicação e a excelência de todos os trabalhos realizados com sucesso por nós. Amigas para sempre. V A todos os professores pelos os ensinamentos durante todo o curso, em especial a minha orientadora Cynthia Marise dos Santos Mattosinho que acreditou na minha capacidade, obrigada pelos ensinamentos e dedicação destinada à concretização dessa monografia; Muito Obrigada. Neste momento aproveito a oportunidade quero agradecer a todos que me apoiaram de forma direta ou indireta na conclusão desse trabalho. Obrigada! Muito VI “Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo.” (Mahatma Gandhi) VII RESUMO O objetivo principal desta monografia é estudar a ergonomia e seus aspectos e com isso descobrir os problemas ergonômicos ocorridos no Hospital Nair Alves de Souza, indo mais afinco no setor de faturamento. Identificar as situações de trabalho causadoras de lesões ou afastamentos relacionados ao trabalho utilizando o estudo do método RULA. A aplicação do método RULA resultou em uma escala de níveis de risco músculo-esquelético referentes aos membros superiores julgado em cada uma das atividades desempenhada pelos funcionários. Dessa forma possibilitaram perceber as incorreções decorrentes as tarefas executadas por cada membro do setor. Para a concretização do estudo, foram utilizadas as seguintes fontes de pesquisa: pesquisas bibliográficas e o estudo de caso. As investigações foram conduzidas, por meio de um formulário de entrevista com 11 perguntas e questionários contendo 21 perguntas, em que todas foram elaboradas a fim de obter respostas para o problema de pesquisa de acordo com os objetivos propostos, estes foram respectivamente aplicados do setor de faturamento, sendo que a entrevista foi direcionada a coordenadora de equipe, e os questionários foram aplicados nos funcionários do setor durante o período de outubro de novembro 2009. Assim este trabalho teve como intuito demonstrar as principais causa das lesões músculoesquelético e a partir desse ponto sugerir algumas alternativas para melhorar o quadro. Acredita-se que os movimentos repetitivos e a rotina fatigante foram as principais causas das lesões geradas, e com isso impede a realização eficiente do setor, através das orientações ergonômicas venha a possibilitar uma melhoria nas condições laborais e incremento na qualidade de vida dos funcionários. Palavras-chave: Ergonomia, método RULA, lesões músculo-esquelético. VIII ABSTRACT The main objective of this monography is to study the ergonomics and its aspects and thus to find out the ergonomic problems that occurred in the Nair Alves de Souza Hospital, going harder in the billing department. Identify the work situations that cause injuries or absence related to the work using the study of the RULA method. The application of the RULA method resulted in a scale of muscle-skeletal risk related to the upper limbs judged in each of the activities performed by employees. Thus it was possible to realize the inaccuracies due to the tasks performed for each member of the sector. For carrying out the study, the following research sources have been used: bibliographic researches and the case study. The investigations were conducted through an interview form with 11 questions and questionnaires containing 21 questions, that all of them were prepared to obtain answers to the research problem under the proposed objectives, these were respectively applied in the sector billing, and the interview was aimed at the team coordinator, and the questionnaires were applied to the employees of the sector during the period of October and November 2009. So this work had as intention to demonstrate the main cause of muscle-skeletal injuries and from that point to suggest some alternatives to improve the situation. It’s believed that the repetitive and stressful routine were the main causes of the injuries generated, and thus prevent the efficient realization of the sector, through the ergonomic orientations allow an improvement in working conditions and improvement in quality of life of the employees. Keywords: Ergonomics, RULA method, muscle-skeletal injuries IX LISTA DE ABREVIATURA E SIGLAS ABERGO: Associação Brasileira de Ergonomia; AIH: Autorização de Internamento Hospitalar; APUD: Escrito Por; CEP: Código de Endereçamento Postal; CHESF: Companhia Hidroelétrica do Rio São Francisco; CI: Correspondência Interna; CID: Código Internacional de Doenças; CPF: Cadastro de Pessoas Físicas; CRM: Conselho Regional de Medicina; DORT: Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho; EHAM: Equipe Hospitalar de Arquivo Médico; EHFT: Equipe Hospitalar de Faturamento; EPI: Equipamento de Proteção Individual; HNAS: Hospital Nair Alves de Souza; IEA: Associação Internacional de Ergonomia; IMC: Índice de Massa Corporal; LER: Lesão por Esforço Repetitivo; NR: Norma Regulamentadora; PAA: Pronto Atendimento Ambulatorial PCMSA: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional; REBA: Rapid Entire Body Assessment; RULA: Rapid Upper Limb Assessment; SUS: Sistema Único de Saúde; OWAS: Ovako Working Posture Analysing System ; WWW: Word Wide Web. X LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Os três tipos básico do corpo humano .................................................... 35 Figura 2 - Organograma do Hospital Nair Alves de Souza ....................................... 49 Figura 3 - Pesando o funcionário C .......................................................................... 58 Figura 4 - Funcionário recolhendo os prontuários de alta, ....................................... 62 Figura 5 - Movimentos Repetitivos ........................................................................... 63 Figura 6 - Separando as sínteses............................................................................. 65 Figura 7 - Funcionário anexando as sínteses na AIH ............................................... 66 Figura 8 - Movimentos repetitivos............................................................................. 68 Figura 9 - Contração estática ao atender ao telefone. .............................................. 73 XI LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Níveis gerais de ruído............................................................................. 33 Quadro 2 - Agentes estressores ............................................................................... 38 Quadro 3 - Altura, peso e IMC dos funcionários ....................................................... 59 Quadro 4 - Indicador da massa corporal .................................................................. 59 Quadro 5 - Indicadores com suas respectivas percepção e pontuação do método RULA ...................................................................................................... 61 Quadro 6 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizada pelo funcionário A ............................................................................................................... 64 Quadro 7 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizada pelo funcionário B ............................................................................................................... 67 Quadro 8 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizadas pelo funcionário C............................................................................................................. 69 Quadro 9 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizadas pelo funcionário D............................................................................................................. 71 Quadro 10 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizadas pelo funcionário E ............................................................................................................. 74 XII LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Atendimento Pronto Socorro do HNAS ................................................... 50 Gráfico 2 - Internamentos realizados no HNAS........................................................ 51 Gráfico 3 - Volume de atendimentos de exames e tratamentos realizado no HNAS. ................................................................................................. 51 Gráfico 4 - Aspectos relacionados com a organização. ........................................... 53 Gráfico 5 - Faixa etária dos Funcionários ................................................................. 54 Gráfico 6 - Sexo dos Funcionários ........................................................................... 55 Gráfico 7 - Tempo de trabalho.................................................................................. 55 Gráfico 8 - Conhecimento sobre ergonomia ............................................................. 56 Gráfico 9 - Região de Desconforto ........................................................................... 60 XIII SUMÁRIO CAPÍTULO I 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 16 1.1 Considerações Iniciais ........................................................................................ 16 1.2 Definição do Problema ........................................................................................ 17 1.3 Objetivos .............................................................................................................. 18 1.3.1 Objetivo geral ................................................................................................. 18 1.3.2 Objetivos específicos ...................................................................................... 18 1.4 Justificativa .......................................................................................................... 19 1.5 Estrutura da Monografia ..................................................................................... 20 CAPÍTULO II 2 REFERÊNCIAL TEÓRICO ................................................................................. 23 2.1 Revolução Industrial ........................................................................................... 23 2.1.1 Escola Clássica da Administração .................................................................. 23 2.1.2 Enfoque Comportamental ............................................................................... 25 2.2 Ergonomia ............................................................................................................ 26 2.2.1 Origem e Definições ....................................................................................... 27 2.2.2 Áreas de atuação da Ergonomia..................................................................... 29 2.2.3 Métodos e técnicas utilizados na ergonomia .................................................. 30 2.3 A ergonomia e o ambiente de trabalho .............................................................. 30 2.3.1 Layout............................................................................................................. 31 2.3.2 Moveis e equipamentos .................................................................................. 31 2.4 Ergonomia e os Colaboradores .......................................................................... 34 2.4.1 Aspetos antropométricos ................................................................................ 34 2.4.2 Postura ........................................................................................................... 35 2.5 Saúde Ocupacional ............................................................................................. 36 2.5.1 Principais problemas de doenças relacionados ao ambiente de trabalho ....... 37 2.6 Higiene e Segurança ........................................................................................... 40 CAPÍTULO III 3 METODOLOGIA ................................................................................................. 42 3.1 Método da pesquisa ............................................................................................ 42 3.2 Tipos de Pesquisa ............................................................................................... 42 3.2.1 Pesquisa Bibliográfica .................................................................................... 43 3.2.2 Estudo de Caso .............................................................................................. 43 3.3 Coleta de dados ................................................................................................... 44 3.3.1 Observação .................................................................................................... 45 3.3.2 Entrevista ....................................................................................................... 45 3.3.3 Questionário ................................................................................................... 45 XIV 3.4 Tratamento de Dados .......................................................................................... 46 CAPÍTULO IV 4 RESULTADOS E ANÁLISES ............................................................................. 48 4.1 Caracterização da Empresa ................................................................................ 48 4.2 Analise da entrevista com o coordenador de equipe........................................ 52 4.3 Resultados e analises do questionário aplicado aos funcionários ................. 54 4.3.1 Faixa etária dos funcionários. ......................................................................... 54 4.3.2 Sexo dos Funcionários ................................................................................... 55 4.3.3 Tempo de trabalho no setor ............................................................................ 55 4.3.4 Refere-se o conhecimento sobre ergonomia .................................................. 56 4.3.5 Altura e peso dos funcionários ....................................................................... 58 4.3.6 Regiões que os colaboradores sentem mais desconforto ............................... 60 4.4 O setor de Faturamento ...................................................................................... 60 4.5 Resultados alcançados ....................................................................................... 75 CAPÍTULO V 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 77 5.1 5.2 Limites do estudo ................................................................................................ 78 Sugestões de estudo ........................................................................................... 79 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 81 APÊNDICE ................................................................................................................ 85 Apêndice A ..................................................................................................................... 85 Apêndice B ..................................................................................................................... 87 Apêndice C ..................................................................................................................... 90 Apêndice D ..................................................................................................................... 92 CAPÍTULO I Considerações Iniciais Capítulo I – Considerações Finais 1 1.1 16 INTRODUÇÃO Considerações Iniciais As mudanças socioeconômicas e tecnológicas que estão se desenvolvendo no mundo, inclusive no campo do trabalho, configura um cenário de decorrentes transformações, a preocupação das empresas em aumentar a produtividade e o crescimento da organização, deixando em segundo plano as condições de trabalho. Estas mudanças estão ocasionando um grande transtorno na vida laboral dos trabalhadores. Na medida em que essas alterações ocorrem, é desenvolvida uma sobrecarga aos trabalhadores, desconsiderando e interferindo diretamente no seu desempenho. A importância da existência de preocupações referentes às condições prévias individuais e coletivas, tanto físicas como psicológicas favorecem a redução das dificuldades no ambiente de trabalho, possibilitando melhores adaptações e resultando em critérios positivos de escolha, protegendo os colaboradores dos possíveis danos que cometerão na elaboração das suas atividades, devido a toda junção dos problemas ergonômicos (BARBOSA FILHO, 2001). Uma organização deve proporcionar aos seus funcionários condições favoráveis para executar suas atividades. Segundo Cidade (2005, p 02) “a ergonomia é a ciência que busca a melhora do conforto e da produtividade em todos os lugares onde os seres humanos desempenham suas atividades.” Este estudo consiste em identificar as situações de trabalho, que são prejudiciais e que levam à incapacidade temporária ou definitiva dos trabalhadores. A identificação destas situações é um ponto de partida para intervenção ergonômica nos postos de trabalho, fundamentais para proporcionar um trabalho com maior conforto para o colaborador, melhorando a produtividade. Proporcionar adaptações viáveis para aprimorar o bom desempenho das práticas das tarefas, com eficiência, segurança e qualidade, auxiliará os gestores e colaboradores na redução dos problemas Capítulo I – Considerações Finais 17 organizacionais, tais como, o alto índice de acidentes e doenças associados ao trabalho, às altas taxas de absenteísmo, erros cometidos em tarefas rotineiras e a desmotivação. Esta análise tem o intuito de enfatizar os problemas ergonômicos em um setor de faturamento hospitalar, analisando possíveis inadequações do ambiente que aumentam o risco de lesões físicas e mentais dos colaboradores deste setor e analisando as necessidades antropométricas1 de cada um, visualizando as possíveis melhorias. 1.2 Definição do Problema É de prioridade da ergonomia proporcionar ao homem o equilíbrio entre si mesmo, o seu trabalho e o ambiente no qual este é realizado em todas as suas dimensões. É importante enfatizar suas limitações e capacidades, respeitando as diferenças individuais, como sexo, idade, aparência física, entre outros. (BARBOSA FILHO, 2001). Com isso muitas empresas visam, somente, aumentar os lucros com o mínimo de gastos possíveis, e não buscam melhorias no ambiente de trabalho para o empregado, isso pode ocasionar um aumento de absenteísmo, podendo gerar um gasto ainda maior para empresa devido aos afastamentos provocados por doenças ocupacionais, prejudicando o faturamento da empresa, pois além de não alcançar as metas almejadas, terá gastos extras em contratar profissionais para substituir o trabalhador durante o período de afastamento. Cordeiro (2006, p.2) cita que: O impacto financeiro para as organizações em função das doenças ocupacionais em especial as LER/DORT – lesões por esforços repetitivos/doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho, tem sido um fator preponderante nesse processo de mudança de paradigmas. 1 Refere-se a um estudo das medidas corporais e sua relação ao ambiente de trabalho. Capítulo I – Considerações Finais 18 O setor de faturamento hospitalar é considerado como o “coração” de uma unidade de saúde, pois é nesse setor onde são recebidos todos os procedimentos provenientes de todas as áreas dessa casa de saúde e são transformados em contas médicas com base em tabelas pré-estabelecidas pelo Sistema Único de Saúde - SUS, que detalham os seus respectivos valores hospitalares e profissionais. Todos esses processos acontecem em curtos períodos, uma vez que sua apresentação se dá mensalmente e com prazos de entrega previstos em calendário oficial, esta repetição gera uma rotina exaustiva para equipe. Diante do exposto e analisando o quadro na busca de alternativas de prevenção que venham minimizar os problemas decorrentes no setor de faturamento do hospital Nair Alves de Souza – HNAS, em Paulo Afonso-BA, faz-se necessário encontrar soluções para a seguinte indagação: Quais os motivos ergonômicos estão afetando a saúde ocupacional dos funcionários do setor de faturamento? 1.3 Objetivos Os objetivos apresentados em seguida direcionarão os pontos a serem analisados sobre o tema adotado, respondendo o questionamento ao término da pesquisa. 1.3.1 Objetivo geral Analisar situações de trabalho causadoras de lesões ou afastamentos relacionados ao trabalho, utilizando técnica ergonômica. 1.3.2 Objetivos específicos Levantar as principais causas ergonômicas no hospital que provocam o afastamento do trabalho; Analisar detalhadamente as tarefas executadas pelos funcionários do setor de faturamento do HNAS. Capítulo I – Considerações Finais 19 Utilizar o método RULA para avaliar e identificar os riscos de lesão músculoesquelético dos colaboradores durante a execução das atividades. Propor alternativas de melhorias referentes às condições físicas no ambiente de trabalho para os funcionários; 1.4 Justificativa As condições físicas de trabalho que os colaboradores encontram nas empresas competem para que os mesmos apresentem ou não problemas posteriores de adaptação com a estrutura do local e com as atividades executadas, pois, eles necessitam uma maior atenção durante suas jornadas de trabalho e seu cotidiano na empresa. Diante da exposição dos problemas que vai desde a melhoria da condição no ambiente propriamente dito, até a melhoria da condição física do trabalhador, proporcionando: saúde, bem-estar físico/mental e redução das faltas do colaborador por conta de idas ao médico e posteriores afastamento das atividades laborais. Cordeiro (2006) apresenta uma analise, onde a ergonomia tem como alvo a melhoria das condições específicas de trabalho do homem seja qual for sua linha de atuação, estratégia ou métodos que utiliza. Desta maneira, sua proposta básica é estabelecer um padrão de interatividade entre o homem e seu trabalho de forma saudável sem o prejuízo de sua saúde. O fato da administração das empresas receberem inúmeras reclamações dos funcionários durante as reuniões e no cotidiano, por exemplo, sobre móveis inadequados, tais como: cadeiras sem descanso para os braços, que geralmente não são adequadas ao tamanho dos colaboradores, bem como a altura das mesas e os teclados dos computadores que não são anatômicos. Desta forma, a análise desta pesquisa é importante para verificar as condições ergonômicas dos afazeres dos colaboradores no ambiente de trabalho, focalizando o setor de faturamento do HNAS. Capítulo I – Considerações Finais 20 Visando que as empresas devem interagir da melhor forma com seus colaboradores, a análise ergonômica traz soluções necessárias na tentativa de corrigir os problemas corriqueiros durante a jornada de trabalho, proporcionado comodidade aos funcionários, além de condições seguras na execução de suas funções. Assim, justifica-se o tema, que terá como objeto de estudo o setor de faturamento do Hospital Nair Alves de Souza, da cidade de Paulo Afonso-BA, que poderá revelar indicativos de benefícios, pois o funcionário gozará de um ambiente de trabalho que lhe proporcionará confiança e motivação, melhorando a auto-estima e oferecendo melhor qualidade de vida, haja vista que muitas empresas ainda deixam a desejar no seu ambiente físico, fazendo com que desta forma, seus funcionários não realizem suas atividades com êxito. 1.5 Estrutura da Monografia Os capítulos desta monografia estão organizados da seguinte forma: Capítulo 1 – Apresenta a importância da pesquisa que será realizada, discorrendo sobre a ergonomia no ambiente de trabalho, é composto pelas considerações iniciais, que trata dos assuntos advindos da ergonomia no sentido mais amplo, caracterizando pela definição da problemática, focando o objetivo geral e objetivos específicos e por fim a justificativa, onde enfatizará a importância do tema adotado. Capítulo 2 – É dedicado para o referencial teórico, que contextualiza fatores relevantes sobre a temática através de pesquisa em trabalhos publicados e de autores conceituados. Inicia com a Revolução Industrial, partindo para escola Clássica, defendida por Taylor e Fayol, no intuito de aumentar a produção, seguido pelo enfoque comportamental, que já considera o lado humano dos trabalhadores e sobre a Ergonomia citando o inicio, origem, definições e alguns aspectos determinantes em relação ao ambiente a aos colaboradores. Capítulo I – Considerações Finais 21 Capítulo 3 – Referente à metodologia, Nesse capitulo demonstra detalhadamente quais o métodos utilizados para concretização da pesquisa. Capítulo 4 – É composto pela caracterização da empresa, que parte desde da fundação ate a evolução, mostra também com estão distribuídos os funcionários nos departamentos da empresa, os resultados analisados e analises discutidas conforme as respostas obtidas na pesquisa de campo realizado no setor de faturamento do Hospital Nair Alves de Souza. Capítulo 5 – Apresenta as considerações finais do estudo, mostrando a viabilidade do estudo, expondo todas as limitações, além de propor um maior aprofundamento do tema para melhorar as condições do ambiente de trabalho para os colaboradores. E por fim relacionar todas as desenvolvimento do trabalho, como todos os apêndices. referências utilizadas no CAPÍTULO II Referencial Teórico Capítulo II – Referencial Teórico 2 2.1 23 REFERÊNCIAL TEÓRICO Revolução Industrial Com a Revolução Industrial no séc. XVIII surgiram às primeiras fábricas transformando totalmente uma economia basicamente agrária e produtos manufaturados em uma sociedade capitalista. As condições desfavoráveis ao trabalhador, em longas jornadas de trabalho que chegavam até em 16 horas, em ritmo acelerado e completamente desordenado, praticamente sem pausa para descanso, em ambientes nada propícios à saúde dos proletariados, onde os mesmos corriam riscos ocupacionais constantemente por estarem expostos nas fabricas pouco iluminadas, barulhentas (as máquinas em funcionamento) e úmidas. (IIDA, 1995). O despertar do interesse de estudiosos e operários pelo melhor rendimento da produção ocorreu devido à visualização da desorganização do espaço e das condições de trabalho. Diante de tais detecções foram criados métodos para o aperfeiçoamento no processo de produção, dando origem à escola clássica da administração. 2.1.1 Escola Clássica da Administração A escola clássica foi fundamentada por duas óticas distintas e complementares, uma foi voltada para tarefas executadas pelos operários, estudada por 2Taylor e a segunda com ênfase na organização estrutural analisada por 3Fayol. Segundo Chiavenato (2001, p. 55) “[...] Inicialmente os autores clássicos pretendiam desenvolver uma Ciência da Administração [...] que pudessem ser aplicados para resolver os problemas da organização”. 2 3 Frederick Winslow Taylor , finlandês, engenheiro mecânico, considerado pai da administração cientifica Julies Henri Fayol, engenheiro, considerado o pai da teoria clássica da administração. Capítulo II – Referencial Teórico 24 A primeira abordagem foi à administração cientifica que enfatizou a organização racional do trabalho operacional, chamada de Administração Científica desenvolvida por Taylor, reconhecida também como taylorista. Taylor com objetivo de aumentar a produção utilizando menos tempos sem perder a qualidade, passou então a observar os movimentos realizados pelos operários. Montana e Charnov (2001, p.10), explica que, “Taylor observou torneiros, ferreiros e outros trabalhadores. Com o auxilio de um cronômetro, analisou detalhadamente cada atividade”. percebendo alguns pontos críticos. Dessa forma, percebeu-se um grande desperdício de movimentos desnecessários e inúteis que acarretavam uma baixa produtividade necessitando aumentar o quadro de funcionários, outro ponto foi à má distribuição das tarefas, onde sobrecarregava uns colaboradores enquanto outros ficavam ociosos, e por fim não havia nenhum incentivo ou prêmio oferecido aos trabalhadores, pois todos recebiam a mesma quantia independente do trabalho realizado. Com base nos resultados obtidos com o estudo foram implantados alguns métodos. A produção foi dividida em partes, assim padronizando as ferramentas e os movimentos dos operários conforme cada tarefa, tornando-os especialistas nas funções executadas. Além de incentivar os operários propondo pagamentos conforme o desempenho. Taylor visava uma maior rapidez dos funcionários ao realizar seus tarefas em menor espaço de tempo possível. Taylor preconizou a administração cientifica, enfatizando as tarefas executadas pelos operários com a finalidade de maximizar a produção enxugando os desperdícios de tempo, aumentando a eficiência nas operações realizadas. Já Fayol foi o maior precursor da Teoria Clássica na qual era focalizada a estrutura organizacional com a intenção de aumentar a eficiência dos trabalhos realizados pelas empresas utilizando um bom gerenciamento de forma a inter-relacionar sua estrutura. Capítulo II – Referencial Teórico 25 As contribuições tanto de Taylor quanto de Fayol foram importantes para as indústrias. “O movimento da administração científica difundiu-se amplamente e tornou-se uma das principais bases da organização industrial [...]”.(GIL, 2005, p.19). Porém as preocupações estavam voltadas para o rendimento da empresa, com a eficiência da produção e não existia nenhuma preocupação com o bem estar dos operários sendo considerados como “peças humanas”. (MAXIMINIANO, 2000). 2.1.2 Enfoque Comportamental A teoria das relações humanas surgiu de acordo com Gil (1999, p. 19) “da constatação da necessidade de considerar a relevância dos fatores psicológicos e sociais na produtividade” e problemas acometidos pelos métodos rígidos e desumanos da abordagem Clássica da Administração. A rotina proposta por Taylor provocou um trabalho exaustivo, pois, necessitava de movimentos repetitivos que fatigavam os funcionários, os deixando doentes pelo excesso de trabalho, além de acidentes ocorridos pelos trabalhadores durante a jornada de trabalho. Esses agravantes foram fatores importantes para realização da experiência desenvolvida por Elton Mayo4 chamada experiência de Hawthorne. Mayo desenvolveu uma experiência pioneira no campo do comportamento humano. Essa experiência, iniciada em 1927, na fábrica da Western Eletric no distrito de Hawthorne, em Chicago. Foram entrevistados os trabalhadores que apresentavam sintomas de fadigas, dores nas pernas e pés devido aos ritmos acelerados do trabalho, além de que, os trabalhadores estavam deprimidos e não valorizava o seu trabalho, Mayo ainda constatou que os trabalhadores mantinham pouco contanto pessoal. Após a consulta Mayo juntou com seus colegas, e desenvolveram o mais famoso estudo de relações humanas, estudo de Hawthorne. (MONTANA E CHARNOV, 2001). O estudo iniciou deslocando as trabalhadoras para um lugar isolado da fábrica e foram analisadas, até que ponto a intensidade de luz influenciava na produtividade. 4 Cientista social australiano. Capítulo II – Referencial Teórico 26 Foram formados dois grupos, sendo que, em um grupo a intensidade da luz oscilava durante a jornada, e o outro a intensidade era constante, o resultado dessa experiência mostrou que não havia nenhuma relação entre a iluminação e a produtividade, pois nos dois grupos houve um aumento na produção. Diante disso Mayo e seus colegas concluíram que além dos aspetos físicos outros fatores tinham o poder de aumentar a produtividade. E a experiência de hawthorne realçava a importância dos fatores sociais e psicológicos dos trabalhadores, e que os gerentes tinham que além de possuir o conhecimento técnico em analise de trabalho que tivesses também dimensões humanas. (GIL, 1999) 2.2 Ergonomia Desde os primórdios da civilização humana já desenvolvia técnicas para facilitar a vida cotidiana das antigas civilizações. Essas adaptações foram aprimoradas pelos primatas conforme foram surgindo às necessidades de conseguir seus alimentos de formas mais eficientes. Os primeiros indícios da ergonomia começaram provavelmente nas primeiras civilizações, onde os primatas desenvolveram ferramentas utilizando varetas de madeira e pedras de formato arredondadas e pontiagudas e usá-los como arma, com o passar dos milhões de anos essas ferramentas tornava-se cada vez mais evoluídas de um jeito que atendesse as necessidades humanas. (IIDA, 1995). Mas o nascimento da ergonomia aconteceu após a segunda Guerra Mundial, em 1949, na Inglaterra formou-se um grupo composto por: engenheiros, psicólogos fisiologistas, arquitetos, cientista e pesquisadores, originando a primeira sociedade de ergonomia “Ergonomics Research Society”5,todo grupo aplicava seus conhecimentos no intuito de melhorar a qualidade de vida não só dos trabalhadores, mas como também da população como todo. Essa ciência foi denominada de Ergonomia. (FALZON, 2007). 5 Uma organização internacional de profissionais com conhecimento das capacidades humanas e as limitações e assim projetar e construir equipamentos com a intenção de melhorar a vida dos colaboradores. Capítulo II – Referencial Teórico 27 Um dos fatores que contribuíram para o desenvolvimento da Ergonomia foram os complexos instrumentos bélicos arquitetados para o combate da II Guerra Mundial, no qual exigia uma maior habilidade do operador, No entanto os operadores não possuíam a capacidade de manusear as armas bélicas e de dominar os transportes ocorrendo vários erros cometidos pelos soldados, sendo alguns desses erros fatais. Segundo Batalha (2008 p.111), Para tratar desses problemas foram formados diversos grupos interdisciplinares tanto na Inglaterra como nos Estado Unidos, com objetivo de elevar a eficiência combativa, a segurança dos soldados [...] os trabalhos desses grupos foram voltados para adaptação de veículos, aviões e demais armas às características psicofisiológica dos operadores. A ergonomia após o surgimento foi adotada primeiro nos principais paises europeus, e atualmente é difundida no mundo todo contribuindo para uma melhoria nas condições no trabalho. Nos Estados Unidos foi criada a Sociedade Fatores Humanos - Human Factors Socieyt, que trata das questões de melhorares condições para aprimorar o desempenho humano, atualmente conhecido como Fatores Humanos Human Factors que recentemente esta sendo utilizados na indústria. No Brasil em 1996 foi criada a Associação Brasileira de Ergonomia - ABERGO6 entidade sem fins lucrativos, que congregam profissionais geralmente 02 vezes ao ano, com interesse comum, com objetivo de estudar, praticar e divulgar as interações das pessoas com a tecnologia, a organização e o ambiente laboral, considerando as habilidades e limitações dos colaboradores. (ABERGO, 2004). 2.2.1 Origem e Definições A etimologia da palavra ergonomia é de origem grega formada por ergon que significa trabalho e nomos que significa as regras leis e normas, ou seja, A ergonomia é o estudo das leis que regem o trabalho, no entanto em 1949 foi utilizado esse termo, pela primeira sociedade de ergonomia “Ergonomics Research 6 Associação Brasileira de Ergonomia, disponível em www. abergo.gov.br. Capítulo II – Referencial Teórico 28 Society” com a finalidade de expressar o estudo do relacionamento entre o homem e seu trabalho.(BARBOSA FILHO 2001). O sentido comum do que é ergonomia, será utilizada como referência a definição estabelecida pela Associação Internacional de Ergonomia –IEA, citado por Batalha (2008). Na seqüência serão estabelecidos os conceitos citados por outros autores. A Ergonomia (ou Fatores Humanos) é uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema. (IEA apud BATALHA, 2008 p. 110 ). De uma forma mais abrangente e envolvendo toda a organização no intuito de ajustar às capacidades e limitações humanas, Iida (1995 p. 01) define que “A ergonomia é o estudo da adaptação do homem ao trabalho”. Wisner7 ( apud Rocha, 2008, p. 33) define a ergonomia como um “ conjunto dos conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários para a concepção de ferramentas, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados como máximo de conforto, segurança ” de modo que contribui para solucionar problemas relacionados à saúde, segurança, conforto e eficiência A NR17 8 visa estabelecer os parâmetros que permitam a adaptação das condições do trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores , salienta a ergonomia como o estudo da engenharia humana voltada para planejamento do trabalho, de forma a conciliar a habilidade e os limites individuais dos trabalhadores que o executam. (BRASIL 2004) A Ergonomics Reserarch Society citado por Iida (1995, p1.) define a ergonomia de forma mais concisa abordando que, 7 WISNER, Alain. A inteligência no trabalho: textos selecionados de ergonomia. Trad. Roberto Leal Ferreira. São Paulo:FTD/Oboré, 1987 8 Décima Sétima Norma Regulamentadora. Capítulo II – Referencial Teórico 29 A ergonomia é o estudo do relacionamento do homem e seu trabalho, equipamento e ambiente, e particularmente a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas surgidos desse relacionamento. Diante das definições expostas, nota-se que a visão de órgãos e autoridades da área como também regulamentações técnicas se complementam e produzem de forma clara uma evolução sutil, modificando conceitos pouco determinantes no resultado final. 2.2.2 Áreas de atuação da Ergonomia O campo de atuação da ergonomia é vasto, e envolve diversos profissionais como médicos, engenheiros, fisioterapeutas psicólogos, arquitetos, entre outros, que se complementam e contribuem para aplicação das ciências. Couto (apud Rocha, 2008) menciona que a ergonomia está atuando nas áreas de: biomecânicas, que se preocupa com os movimentos, as posturas, dos trabalhadores durante a jornada de trabalho, na parte de antropometria que as dimensões humanas são medidas para elaboração dos postos de trabalho adequados. Batalha (2008) aborda a ergonomia cognitiva que está relacionada com os processos mentais, a ergonomia organizacional refere-se à otimização de sistemas e a ergonomia física que trata das características anatômicas, antropometrica, fisiológica e biomecânica de cada individuo com relação as atividades realizadas. Iida (1995) refere às aplicações na ergonomia nas indústrias, na agricultura e mineração no setor de serviços e até mesmo em nossa vida diária. A atuação ergonômica possui uma característica interdisciplinar e multidisciplinar, pois se baseia em diversas áreas do conhecimento humano aplicado na adaptação do posto de trabalho e do ambiente organizacional. Capítulo II – Referencial Teórico 30 2.2.3 Métodos e técnicas utilizados na ergonomia A ergonomia atualmente se dispõe de varias ferramentas que auxiliam nas analises e diagnósticos das circunstâncias do trabalho. Segundo Batalha (2008 p.114) elas são: Rapid Upper Limb Assessment - RULA são métodos que objetiva constatar se a atividade pode causar lesão nos membros superior; esse método será utilizado no estudo de caso. Ovako Working Posture Analysing System -OWAS método para avaliação da carga postural durante o trabalho. Moore-Garg Strain Index que é o índice que procura avaliar o risco de lesão musculoesquelético relacionada ao trabalho dos membros superiores; Rapid Entire Body Assessment- REBA , ferramentas desenvolvida para analise postural sensível a risco musculoesqueléticos em diversas áreas; Postugrama são instrumentos que permite a avaliação da postura do trabalhador, mensurado distancia entre pontos anatômicos do corpo do humano e fornecendo acompanhamento da evolução postural antes e durante a pratica das atividades físicas; Questionários que são aplicados para fornecer ao ergonomista informações sobre as regiões do corpo do trabalhador onde a presença de dor; 2.3 A ergonomia e o ambiente de trabalho A ergonomia estuda as características do ambiente físico que envolve o homem durante a jornada de trabalho aos aspectos relacionados ao layout, os equipamentos utilizados além da temperatura, ruídos, vibrações, luz, cores, do ambiente físico, (IIDA 1995). Capítulo II – Referencial Teórico 31 2.3.1 Layout O arranjo físico deve ser estabelecido com o estudo do espaço disponível, com equipamentos, móveis e pessoas de forma harmoniosa para o melhor aproveitamento do espaço. Dessa forma, alguns aspectos são importantes para elaborar um layout, e assim obtendo o máximo de aproveitamento do espaço disponível, calcular a área do ambiente, com o auxílio de uma planta baixa e com as medidas dos móveis e equipamentos facilitarão o posicionamento mais adequado dos mesmos no local, Além disso, o fluxo de pessoas e papeis também são pontos que devem ser considerados. (ARAUJO, 2001) Alguns indicadores identificam problemas relacionados ao mau aproveitamento do espaço, uma indevida projeção pode gerar um acumulo de pessoas e de documentos. (ARAUJO, 2001). O layout bem elaborado é fundamental para facilitar os processos do setor, para que os colaboradores possam realizar suas atividades da melhor forma, além da sensação de trabalhar em um local arrumado. 2.3.2 Moveis e equipamentos No ambiente é de fundamental importância que os móveis e equipamentos tenham subsídios para garantir que o colaborador consiga desempenhar suas atividades com conforto e segurança. Estes aspectos diante dos estudos ergonômicos, alguns pontos devem ser considerados tais como: cadeiras, mesas, computadores e seus periféricos. Cadeiras As cadeiras devem ter cinco pontos de apoio no chão, ou seja, 05 rodas e que de preferências sejam de poliuretana, devido à aderência ao piso (escorregam menos) Capítulo II – Referencial Teórico 32 os assentos devem ter a profundidade suficiente que possam apoiar as coxas e os joelhos, e enquanto aos descansos de braços deve permitir regulagem de altura deixando os braços entre 90 e 110 graus. (CIDADE, 2005). Kroemer e Grandjean (2005) complementam citando que os encostos devem ter almofada lombar, um apoio para os pés para os colaboradores que tenham as pernas curtas não fiquem com as pernas balançando evitando câimbras ou o inchaço nos pés. As cadeiras de escritório devem preencher todos os requisitos: assentos giratórios, altura ajustáveis para reduzir o desconforto físico dos colaboradores durante sua jornada de trabalho. Mesas O tamanho da mesa tem que ser condizente com as atividades realizadas por cada funcionário, as bordas das mesas, devem ser preferencialmente arredondadas, para evitar lesões nos funcionários que por ventura esbarrem nas quinas. É importante que a organização da mesa seja de acordo com o uso dos objetos, ou seja, tudo que for de uso freqüente sempre deixar próximo, visível, e os que não são utilizados com tanta freqüência, colocar em outro local. (CIDADE, 2005). Computadores e seus periféricos Vários estudos afirmam sobre a necessidade de melhorias nos postos de trabalho informatizados, no entanto alguns efeitos causados pelo uso do computador, como dores nos membros inferiores, colunas, ombros, pescoço, devem ser minimizados. (PEIRÃO;TIRLONI;REIS E MORO, 2009) O Monitor deverá ser posicionado nas alturas dos olhos, (BATALHA,2008), o tamanho do mouse deve ser relativo ao tamanho da mão do funcionário, Atualmente já são fabricados com diferentes tamanhos, e para destros e canhotos O teclado devem ser de fácil “clic”, e os antebraços devem estar apoiados nos braços das cadeiras e alinhados com os ombros. (CIDADE, 2005). Capítulo II – Referencial Teórico 33 2.2.1 Temperatura, ruídos, iluminação. A temperatura influi diretamente no desempenho do trabalho humano. (IIDA, 1995). Barbosa filho (2001) cita que nesse aspecto, devem ser observadas as variáveis como: vestimentas, características do ambiente, idade sexo entre outros fatores condicionantes para o conforto térmico. Segundo a NR 17 o “índice de temperatura efetiva entre 20ºC (vinte) e 23ºC (vinte e três graus centígrados)”.(BRASIL,2004). Os ruídos são quaisquer barulhos que por sua vez tire a atenção dos colaboradores, ou seja, o ruído é quaisquer sons indesejáveis advindos da maquinas, ares condicionados, conversas paralelas, em caso de ruídos excessivos os trabalhadores necessitam de protetores auriculares durante a jornada de trabalho para evitar possíveis perdas auditivas futuras. (KROEMER E GRANDJEAN 2005). O som emitido pelos ruídos podem gerar efeitos desagradáveis, que vai depender da freqüência do som por segundos, medida através dos ciclos por segundos (cps) e da intensidade medida por decibéis (db) (CHIAVENATO,2004). O quadro abaixo mostrará o tipo de som e sua intensidade em um escritório. Quadro 1 - Níveis gerais de ruído Tipo de Som Decibéis Menor vibração 01 Murmuro 30 Conversa normal 50 Inicio de fadiga por efeito sonoro 75 Fonte: Chiavenato (2004, p. 351) É notável que a intensidade de ruídos de um escritório é de nível médio, tendo como base o nível de decibéis referente ao início de fadiga, salientando que de acordo Capítulo II – Referencial Teórico 34 com as horas diárias trabalhadas, acrescenta a freqüência dos ruídos, aumentando a possibilidade da fadiga, do estresses etc. Segundo Chiavenato (2004) o padrão de iluminação tem que ser estabelecido de acordo com o ambiente e com cada tipo de tarefa executada. Adequar à iluminação, a quantidade ideal deve seguir os seguintes requisitos: tem que ser suficiente, de modo que cada foco luminoso forneça a quantidade de luz ideal para os trabalhadores, além de ser constante e uniformemente. Esses aspectos devem atender e suprir as necessidades dos colaboradores, caso ao contrario, pode ocasionar desconforto e aumentar os riscos de acidentes e também pode provocar sérios danos à saúde do trabalhador. 2.4 Ergonomia e os Colaboradores 2.4.1 Aspetos antropométricos O termo antropometria significa as medições humanas, Segundo Barbosa Filho (2001) o estudo referente às medidas corporais possuem duas vertentes, uma tratase do estudo das dimensões individuais das partes do corpo humano a antropometria estática, e a outra que visa às necessidades e possíveis movimentos e a verificação de rotações da cabeça, tórax, a antropometria dinâmica. A ergonomia utiliza a antropometria para medir as dimensões humanas, no intuito de reformular o ambiente de trabalho tornando-o compatíveis com as necessidades e limitações de cada trabalhador. Para a realização dos seus objetivos a ergonomia estuda uma diversidade de fatores que são: o homem e suas características físicas, fisiológicas e psicológicas; a máquina que constituem todas as ferramentas, mobiliário, equipamento e instalações; o ambiente que contempla a temperatura, ruídos, vibrações, luz, cores, etc (AÑEZ, 2000 p. 2) Capítulo II – Referencial Teórico 35 O principal objetivo da antropometria é o levantamento das medidas corporais, levando em consideração o sexo, a altura, a idade o peso, uma vez que cada individuo possui um tipo físico. Sheldon9 (apud Iida, 1995) defini três tipos físicos básicos do corpo humano o endomorfo, o mesomorfo e o ectomorfos. Figura 1 - Os três tipos básico do corpo humano Fonte: Iida (1995, p. 102) O tipo Endomorfo caracteriza pelas formas arredondadas, são os indivíduos gordos possuem os membros curtos e flácidos, e ombros e a cabeça arrendondados. O tipo Mesoformo são os indivíduos com tipo atlético, ou seja, ombro e peitos largos, braços e pernas musculosos e abdômen pequeno. Apresenta pouco tecido gorduroso subcutâneo; e por fim o tipo Ectomorfo são pessoas que possuem face magra (testa alta), pescoço fino e comprido, ombros caídos e largos, tórax e abdômen com espessura e largura diminuída. Normalmente as medidas antropométricas da população são representadas pela medias de desvio padrão, com base nesses dados são dimensionadas ao posto de trabalho e assim tornado o ambiente mais propicio ao colaborador. 2.4.2 Postura A postura adotada pelo colaborador de forma correta, que envolve a maneira de sentar, abaixar, levantar, tende a diminuir as doenças como a fadiga, a sobrecarga causadora de dores musculares, na coluna, nas articulações e etc. Segundo 9 Americano psicólogo Capítulo II – Referencial Teórico 36 Batalha(2008) para uma adequação ergonômica de um posto de trabalho a postura é uns dos pontos importantes para avaliação das doenças. Laville(1977) salienta que a postura esta ligada em duas partes, uma submete-se às características anatômicas e fisiológicas do corpo humano, e a outra relaciona-se de acordo com as atividades realizada, um individuo para cada tarefa que irá desempenhar, adota uma postura diferente. Batalha(2008) cita que as posturas inadequadas por um longo período de tempo podem provocar desde dores musculares até doenças ocupacionais. É importante que o trabalhador mantenha uma postura corporal, no ambiente de trabalho, pois dessa forma evita transtornos futuro relacionado à saúde ocupacional. 2.5 Saúde Ocupacional Um ambiente de trabalho saudável e agradável pode melhorar o relacionamento entre os membros da equipe, como também reduzir os índices de acidentes, as doenças, as faltas por atestados médicos ou por outros motivos, tornando um local afável para se trabalhar. (CHIAVENATO 1999). A saúde ocupacional está relacionada com a assistência médica preventiva, de acordo com a lei Nº 24/94 que instituiu o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSA. No entanto é preciso de um médico com especialidade em medicina do trabalho, onde poderá exercer suas atividades entre elas: realizar exames pré-admissionais, aos funcionários contratados solicita os exames periódicos, atesta aqueles colaboradores que necessita de afastamento, como também avalia o retorno ao trabalho. (CHIAVENATO, 1999) Os riscos ergonômicos podem gerar sérios danos à saúde ocupacional do trabalhador e ainda comprometendo seu desempenho na organização Capítulo II – Referencial Teórico 37 2.5.1 Principais problemas de doenças relacionados ao ambiente de trabalho Fadiga A sensação de cansaço ou desinteresse pode ser caracterizada como fadiga, Kroemer e Grandjean (2005) comentam que um sinal importante da fadiga é a sensação generalizada de cansaço e a falta de motivação para o trabalho físico e mental. Os principais sintomas da fadiga são: a sensação de cansaço, dificuldade de pensar, atenção reduzida, e redução do desempenho nas atividades físicas. A Psicodinâmica do Trabalho se fundamentou nos princípios da psicanálise e das ciências sociais, e tem como objetivo estudar as relações entre prazer-sofrimento e organização do trabalho. Trata de melhor compreender porque as situações de trabalho que geralmente trazem sofrimento a ponto de conduzir, às vezes, ao desgaste mental e doença, podem também proporcionar prazer e saúde. (Oliveira 2006). Kroemer e Grandjean (2005) mencionam as diferentes formas de fadiga existentes: Fadiga visual: geralmente desempenhadas que em é obtida através as atividades computadores e por isso ocasionando dores de cabeça, vista cansada nos colaboradores. Fadiga Geral: envolve uma sobrecarga física em todo organismo. Fadiga Mental: induzida pelo todo trabalho mental ou intelectual da vida laboral dos funcionários. Fadiga Crônica: ocasionada pelo acúmulo dos efeitos causadores de fadiga durante muito tempo. Todas essas formas de fadiga mencionadas podem gerar ao trabalhador doenças como: dores de cabeça, tontura, falta de apetite, perturbações digestivas, Capítulo II – Referencial Teórico 38 provocados pela rotina exaustiva, e trás como conseqüências o aumento dos índices de erros humanos, ou seja uma degradação da qualidade do trabalho.(IIDA 1995). Estresse No local do trabalho os ruídos irritantes, a monotonia, o tédio, as situações insalubres, a insatisfação são fatores que podem conduzir o estresse ocupacional. Chiavenato (1999, p. 377) define que “estresse é um conjunto de reações físicas, químicas e mentais a estímulos [...] no ambiente”. Haja vista que os agentes estressores não envolvem somente as situações peculiares do local trabalho, mas os problemas pessoais tais como: problemas familiares, financeiros etc, que por sua vez, também estão envolvidos e atrelados formando uma teia que afeta tanto o funcionário como a empresa. O quadro 02 esclarecerá sobres os agentes estressores e as conseqüências geradas: Quadro 2 - Agentes estressores Cargo Sobre Carga Rigidez Monotonia Programação Papel Ambiguidade Conflito Responsabilidade Falta de apoio Estrutura Cultura Fatores Externos Relaciona mentos Comunicação Podre Pouca Participação Pouca Coordenação Rigidez Iniquidade Bitolamento Pouco Progresso Pouca Participação Família Economia Vida Particular Comunidade Estressores Ambientais Conseqüência Disfuncionais Estressores Individuais Necessidades Aspirações Estabilidade emocional Experiências Flexibilidade Tolerância à ambiguidade Auto-estima Padrão de Comportamento Sujeito Comportamental Cognitiva Fisiológico Organizacional Superiores Subordinados Colegas Clientes Fonte: Chiavenato (1999, p. 378) Fadiga Ansiedade Preocupação Culpa Acidentes Erros Esquecimento Pouca Concentração Erros de Decisões Esquecimento Pressão Alta Insônia Doenças Absenteísmo Rotatividade Baixa produtividade Baixa qualidade Capítulo II – Referencial Teórico 39 O estresse no trabalho provoca várias conseqüências humanas que interferem nos objetivos e metas almejadas pelas organizações. LER/DORT Existem funções dentro das organizações que requer constantes movimentos e rotineiros realizados pelos colaboradores durante o expediente, no entanto conforme o excesso e freqüência desses esforços manuais geram as lesões por esforços repetitivos conhecidas como LER e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho DORT. Segundo Rocha (2008 p.42): As LER/DORT resultam da super-utilização do sistema músculoesquelético, sendo quadros clínicos que se instalam progressivamente em pessoas que desenvolvem suas atividades em postos de trabalho sujeito a fatores de riscos relacionados à tecnologia e organização do trabalho. A LER/DORT favorecem a incidência de inflamações tais como: lesão tenossinovite: inflamação do tecido que reveste os tendões; tendinite inflamações dos tendões, bursite, inflamações de pequenas bolsas que estão localizados entre os ossos e os tendões das articulações do ombro. Síndrome do túnel de carpo: compressão do nervo mediano ao nível do punho (BATALHA, 2008). O quadro clinico de LER/DORT é amplo e os sintomas mais freqüentes são dores musculares, formigamento, dormência entre outros (ROCHA,2008). Dores na Coluna Os principais problemas que envolvem a coluna vertebral acontecem por causa dos moveis inadequados e também pela conduta de posturas viciosas adotadas no trabalho, Araújo; Antunes e Romani (2006) cita que além das posturas incorretas a repetição de movimento também afetam a coluna vertebral durante a jornada de trabalho o que geram incômodos ao trabalhador, as principais doenças são : A Capítulo II – Referencial Teórico 40 lombalgia, trata-se das dores na região lombar da coluna possui o maior índice nos casos de dores na coluna; a cervicalgia são as dores na região do pescoço e ombros, são provocadas pelos movimento pescoço. 2.6 Higiene e Segurança A segurança de trabalho tem um papel dentro da organização em conscientizar o trabalhador a proteger sua vida e os seus colegas mediante de ações seguras em locais que possam provocar possíveis acidente ( MARRAS,2000). A prevenção de acidente são maneiras de eliminar o dano ao colaborador, dessa forma, obriga-o em usar o Equipamento de Proteção Individual - EPI durante o horário de trabalho, com punições cabíveis para aqueles que não utilizarem o EPI (BATALHA, 2008). A higiene do trabalho são métodos que visa proteger os riscos que os trabalhadores são expostos ao desenvolver sua atividades , preservando a sua saúde. Marras (2000) cita que tanto a higiene como a segurança atuam na área de prevenção e correção sobre ações constantes que envolvam acidentes no trabalho. CAPÍTULO III Metodologia Capítulo III – Metodologia 3 42 METODOLOGIA Neste capítulo será apresentado todo o processo científico adotado na elaboração desse estudo, conduzindo a uma pesquisa confiável para atingir os objetivos propostos. Para tanto será preciso estabelecer alguns métodos que segundo Vergara (2004 p.12) “Método é o caminho, uma forma uma lógica de pensamento”, que serve para orientar e guiar o pesquisador durante o seu trabalho pesquisado. 3.1 Método da pesquisa A metodologia implicará quais serão as etapas utilizadas e como elas serão utilizadas para o desenvolvimento do estudo. Segundo Gil (1999, p. 26) “Pode-se definir método como caminho de chegar a determinado fim. O método cientifico como o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento”. Para o referido estudo foi adotado o método da pesquisa qualitativa, em virtude de número pequeno de entrevistados, sendo a melhor forma de obtenção dos resultados almejados. 3.2 Tipos de Pesquisa Para realização deste estudo inicialmente foi feita uma pesquisa bibliográfica, para aumentar o conhecimento da pesquisadora sobre o assunto foco deste estudo, em seguida partiu para o estudo de caso. Roesch (1999) cita que o estudo de caso é uma estratégia de pesquisa de modo exploratória que permite um conhecimento mais profundo dos fatos reais do ambiente, dessa forma baseado nos referencial teórico procurar encontrar alternativas ou sugestões de melhorias. Capítulo III – Metodologia 3.2.1 43 Pesquisa Bibliográfica Esse tipo de pesquisa possibilita um aprofundamento teórico embasado nas literaturas extraídas de livros de autores conceituados, artigos, sites de Internet e anais de congresso que tratam do assunto principal que é a ergonomia e seus aspetos, como também assuntos complementares, tais como A Revolução Industrial, A Escola Clássica, enfoque comportamental, que enriquecerão a pesquisa realizada. Kocher (2003) cita que a pesquisa bibliográfica além de ampliar os conhecimentos da área a ser estudada, proporciona uma melhor captação ao investigador com referência ao tema tratado, assim auxiliará na compreensão e resolução dos problemas ergonômicos levantados. 3.2.2 Estudo de Caso O estudo de caso realizado nesta monografia foi utilizado como estratégia de pesquisa, possibilitando uma analise profunda de vários aspectos referente ao ambiente. O estudo foi no HNAS, dentre inúmeros setores existentes, foi escolhido o setor de faturamento, composto por cinco funcionários, que permitiu um estudo mais detalhado do local dentro do contexto do estudo, em busca das respostas propostas pelos objetivos traçados, durante os meses de outubro e novembro de 2009, na ocasião foi analisado todo ambiente e assim detectar os problemas ergonômicos que impedem o bom desempenho do setor. Durante as visitas no momento em que a pesquisadora acompanhou passo a passo às atividades realizadas pelos cinco funcionários do setor e ao mesmo tempo também foi aplicado o método RULA para avaliar os riscos músculo-esquelética que é acometido na equipe ao desempenhar cada tarefa, Esse método RULA consiste em levantar os principais motivos que geram transtornos aos colaboradores. Para a realização desta investigação foi necessários contar com auxilio de alguns materiais como: a balança que para verificar a massa corporal dos colaboradores e o peso dos materiais que são carregados pelos mesmos. O cronômetro verificou números de repetições por minutos, sendo um dos indicadores do método RULA, além dos registros fotográficos. Capítulo III – Metodologia 44 O método RULA já mencionado consiste em uma técnica fácil de investigação desenvolvida para avaliar a exposição dos indivíduos a fatores de riscos relacionados e enfermidades dos membros superiores, uma das vantagens da aplicabilidade desse método é de não interferir na situação de trabalho, pois trata-se de uma análise observacional, que fornece um sistema de classificação com base na tabela pré estabelecida, vide o quadro 05, no qual possibilitou expor alguns pontos críticos causados pelo numero de movimentos, posição estática, força, postura de trabalho, fatores que contribuem para as doenças ocupacionais. (MCATAMNEY & CORLETT10 apud MELO 2007). 3.3 Coleta de dados Essa etapa consiste na aplicação das técnicas de observação, entrevista e aplicação de questionários com a finalidade de colher todas as informações necessárias para analise do estudo. A pesquisa foi realizada durante os meses de outubro e novembro de 2009, onde foi entrevistado, o coordenador de equipe e aplicado o questionário aos cinco funcionários no setor de faturamento hospitalar. È importante salientar que de acordo com uma das respostas obtidas na aplicação do questionário referente aos afastamentos causados por doença ocupacionais, a pesquisadora procurou as duas últimas empresas contratadas para realizar um levantamento sobre o índice de afastamentos causados por lesões e ou distúrbios relacionados ao trabalho, no entanto uma das empresas alegou de não ter mais o registro solicitado, até mesmo por que com o término do contrato, esses documentos não teriam mais significado algum. Porém na outra empresa foi possível resgatar dois documentos de atestados médicos dos colaboradores do Faturamento. Os referidos atestados constam no apêndice C. Os atestados possuem o Código Internacional de Doença - CID que indica qual a enfermidade que gerou o afastamento. Os CID´s relatados nos atestados foram respectivamente M 54 Dorsalgia, dor na região dorsal, e M 77.9 Entesopatia, causado por movimentos repetitivos. 10 Lynn McAtamney e Nigel Corlett, desenvolvedores do método RULA , em 1993, na Universidade de Nottingham no Reino Unido. Capítulo III – Metodologia 45 3.3.1 Observação Para Lakatos e Marconi ( 2001, p. 190) “ é uma técnica [...] para conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade”. O método de observação consistiu no registro dos comportamentos, fatos e ações relacionados com o objetivo da pesquisa, sem que houvesse comunicação com os pesquisados e sem envolver questionamentos e respostas, verbais ou escritas. 3.3.2 Entrevista Essa técnica foi realizada junto ao supervisor da equipe, com data pré-agendada, no dia 26 de outubro de 2009, onde a pesquisadora teve a oportunidade de obter as informações sobre o perfil de todos os cinco funcionários, quais as tarefas realizadas no setor, como também os principais problemas de caráter ergonômicos de forma grupal. A entrevista foi estruturada e com perguntas abertas em forma de formulário Apêndice A. Para Lakatos e Marconi (2001, p. 212): O formulário é um dos instrumentos essenciais para a investigação social, cujo sistema de coleta de dados consiste em obter informações diretamente do entrevistado. O que caracteriza o formulário é o contato face a face entre pesquisador o informante e o roteiro de perguntas preenchido pelo entrevistador, no momento da entrevista. Este tipo de entrevista tem por finalidade coletar maiores detalhes dos fatos e as informações colhidas mais minuciosas e precisas. 3.3.3 Questionário Nessa etapa, foi aplicado um questionário com perguntas fechadas e abertas, que segundo Gil (1999, p.129) “Perguntas fechadas, apresenta ao respondente um conjunto de alternativas de resposta para que seja escolhida a que melhor representa sua situação ou ponto de vista.”, para Lakatos e Marconi ( 2001, p. 204) Capítulo III – Metodologia 46 “perguntas abertas também chamadas livres ou não limitadas, são que permite ao informante responder livremente, usando linguagem própria”, envolvendo a participação de todos os cinco funcionários. Com isso abriu espaço para o conhecimento detalhado das dificuldades ergonômicas encontradas no ambiente pesquisado como também as individuais. A aplicação do questionário foi realizado no dia seguinte da entrevista no momento mais oportuno, foi aplicado o questionário apêndice B para os cinco funcionários com questões abertas e fechadas. 3.4 Tratamento de Dados Com todas as informações serão tabuladas e estudadas e diagnósticas e os resultados serão mostrados através das representações gráficas e análises sobre as respostas obtidas na pesquisa de campo. Segundo Lakatos e Marconi (2001. p. 167) “representa à aplicação lógica dedutiva e indutiva dos processos de investigação [...] onde serão melhor compreendido e interpretados mais rapidamente”. A aplicação do método RULA foi realizada no momento em que os funcionários identificados como A, B, C, D e E, executavam sua tarefas, os resultados dessas analises estão apresentados nos quadros 06,07,08,09 e 10, onde foram discriminados detalhadamente os procedimentos necessários para execução das tarefas e por meio das técnicas observacionais verificou-se os movimentos repetitivos, a força e a contração estática. CAPÍTULO IV Analises e Resultados Capítulo IV – Análise e Resultados 4 48 RESULTADOS E ANÁLISES Neste capitulo foram expostos às características da unidade hospitalar em questão e apresentaram os resultados dos questionários e entrevistas aplicados aos cinco colaboradores e ao coordenador do setor de faturamento do Hospital Nair Alves de Souza - HNAS, no período de outubro e novembro de 2009. 4.1 Caracterização da Empresa A unidade de saúde, conhecida como Nair Alves de Souza, em homenagem a esposa do engenheiro Alves de Souza, foi construída em 1948 como posto de puericultura, no entanto, só começou a funcionar em 1949, com objetivo de suporte aos trabalhadores na construção das usinas de Paulo Afonso - BA. Possuía apenas uma enfermaria com 24 leitos ministrados por 11 enfermeiras e 03 médicos. Com passar dos anos houve ampliações nas instalações do Hospital Nair Alves de Souza – HNAS, devido ao aumento gradativo dos atendimentos realizados. No entanto o número de habitantes também crescia então o HNAS passou a oferecer seus serviços a população local e às cidades próximas, para suprir a carência do setor de saúde, pois o HNAS era o único centro de assistência médica da região. (CHESF, 1952). Atualmente, o hospital é classificado como empresa público – privado, ou seja é subsidiada pela Companhia Hidroelétrica do Rio São Francisco - CHESF, e no entanto realiza serviços públicos, atendimento SUS, possui cerca de 400 funcionários distribuídos em toda área hospitalar, dois diretores, um gerenciando a parte administrativa e o outro a parte de saúde e um gerente administrativo. O organograma do hospital possui dois grupos distintos, um referente ao núcleo administrativo, no qual dentre as equipes insere-se o setor de faturamento, em destaque do lado esquerdo, e outro é relacionado à saúde, porém os procedimentos realizados nos setores de: fisioterapia, laboratório e radiologia, que além desses recebe também todos os documentos provenientes dos atendimentos do Pronto Capítulo IV – Análise e Resultados 49 Socorro, e dos internamentos efetuados são encaminhados para equipe de faturamento. A unidade esta distribuída da seguinte forma: ORGANOGRAMA DO HNAS HNAS Diretor Geral UAHP Gerente UMHP Diretor Médico LEGENDA: UAHP - Unidade de Apoio Administrativo Hospitalar EHFT - Equipe de Faturamento EHRI - Equipe de Recepção e Internação EHPG - Equipe de Pagamento EHSM - Equipe de Suprimento e Materiais EHOM - Equipe de Oficina e Manutenção EHLD - Equipe de Limpeza e Desinfeção EHCT - Equipe de Contratos EHND - Equipe de Nutrição e Dietética EHLV - Equipe de Lavanderia UMHP - Unidade Médica Hospitalar EHAB - Equipe de Ambulatório EHFI - Equipe de Fisioterapia EHLB - Equipe de Laboratório EHRX - Equipe de Radiologia EHAM - Equipe de Arquivo Médico EHEN - Equipe de Enfermagem EHSP - Equipe Hospitalar de Psicologia Figura 2 - Organograma do Hospital Nair Alves de Souza Fonte: Secretaria do HNAS, 2009. O HNAS é referência na região oferecendo serviços de urgência e emergência para uma população que abrange mais de 20 municípios circunvizinhos localizados nos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. No primeiro semestre de 2009 foram realizados: 44.667 atendimentos no Pronto Socorro, uma média de 7.444 por mês, e 3.818 internamentos nas clínicas médicas, cirúrgicas e obstétricas, uma média de 636 mensais. Além de tratamentos fisioterápicos que somam 8.996 Capítulo IV – Análise e Resultados 50 sessões de fisioterapias, em torno de 1.500 sessões por mês. Exames radiológicos totalizaram em 10.870 radiografias, 1.812 por mês, As análises de patologia clinica resultaram em 15.368 exames laboratoriais, uma média de 2.560 e eletrocardiogramas – E.C.G e curativos juntos soma 2170, que equivale a 362 por mês. Essas informações foram repassadas pelo setor de arquivo médico e secretaria do HNAS. Todos os valores citados serão mostrados em forma de gráfico como forma de melhor assimilação dos atendimentos realizados na unidade hospitalar, é importante salientar que nos gráficos referente aos atendimentos do Pronto Socorro e Internamentos serão identificados os pacientes da região do hospital e os de municípios próximos. Pronto Socorro: Gráfico 1 - Atendimento Pronto Socorro do HNAS 10% 9% 1% 3% Paulo Afonso - BA Outras cidades da BA AL SE 77% PE Fonte: Equipe Hospitalar de Arquivo Médico, 2009.. O gráfico 01 mostra que do total dos atendimentos realizados no Pronto Socorro, 77% dos atendimentos são de pacientes da região da unidade hospitalar e 23% do total foi referente a paciente de outros municípios, sendo 9% das cidades da Bahia, 10% de Alagoas , 1% de Sergipe e 3% do estado de Pernambuco. Capítulo IV – Análise e Resultados 51 Internamentos: Gráfico 2 - Internamentos realizados no HNAS 1% 3% 47% 28% Paulo Afonso - BA Outras Cidades da BA AL SE 21% PE Fonte: Equipe Hospitalar de Arquivo Médico, 2009. No gráfico 02 informa os internamentos realizados no hospital, é importante salientar que mais de 50% dos internos são de outros municípios, haja vista que a incidência maior é do estado de alagoas com 28% do total. Tratamentos fisioterápicos, radiológicos, laboratoriais, E.C.G e Curativos. Gráfico 3 - Volume de atendimentos de exames e tratamentos realizado no HNAS. 16.000 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 Fisioterapia Radiografia Laboratório E.C.G + Curativo 2.000 0 Fonte: Equipe Hospitalar de Arquivo Médico, 2009. Capítulo IV – Análise e Resultados 52 No gráfico 03 refere-se aos atendimentos de exame realizados para diagnósticos e tratamentos das doenças. É perceptível o grande número de exames e sessões de fisioterapia, que denota a importância desse hospital para a sociedade local e circunvizinha. 4.2 Analise da entrevista com o coordenador de equipe Foi entrevistada a coordenadora do setor de faturamento do Hospital Nair Alves de Souza que ocupa essa função há três anos. A colaboradora afirma que estudos sobre ergonomia é muito importante para que o funcionário possa desempenhar suas funções com maior conforto e segurança, visando melhorar o rendimento laboral na empresa e em sua vida pessoal. Entretanto afirma que até o presente momento não foi realizada nenhuma análise ergonômica no setor com o intuito de melhorar as condições de trabalho para os colaboradores, e que desconhece que isso tenha ocorrido na HNAS antes da sua prestação de serviços. Cidade (2005) menciona que a interação entre a ergonomia e o ambiente de trabalho pode desenhar um cenário, trazendo o conforto e a produtividade dos colaboradores. A coordenadora afirma que o setor possui cinco funcionários divididos em digitadores e auxiliares administrativos, e que esse quadro funcional atende a demanda de todo o setor, porém se por ventura algum funcionário se ausentar do trabalho por motivo de doença como já aconteceu com alguns funcionários que se afastaram por sentir fortes dores na coluna e LER, afetará todo o andamento do setor, e ainda pode ocasionar a sobrecarrega de alguns funcionários. O HNAS oferece ginástica laboral para seus colaboradores, mais a mesma é feita em horários fixo e não é compatível com os horários dos colaboradores do setor de faturamento, dessa forma fica inviabilizado que os mesmos participem. Segundo Batalha(2008) a ginástica laboral, técnicas de relaxamentos e alongamentos são ações que as empresas adotam para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Capítulo IV – Análise e Resultados 53 Grande parte dos problemas de aspecto ergonômicos nesse setor é realmente as inadequação dos mobiliários e algumas mudanças desses móveis melhoria consideravelmente as condições de trabalho. Os mobiliários e os equipamentos devem permitir posturas confortáveis, e serem adequados tantos nos biótipos dos colaboradores como de acordo com as tarefas pertinentes a eles. (BATALHA, 2008) A coordenadora pontuou numa escala de 0 a 10 alguns aspectos em relação ao ambiente, com base nas satisfações gerais do grupo. Gráfico 4 - Aspectos relacionados com a organização. Aspectos Entrega de Produção de Outros setores Integração da equipe Trabalho em Equipe Esforço Físico Movim entos Repetitivos Organização das tarefas Equipam entos Mobiliario Grau de risco de acidente Cursos e Treinam entos Rem uneração Postura Organizacional Segurança no am biente Ilum inação Ruido 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Insatisfeito Satisfeito Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009 Os resultados do gráfico 04 mostraram que a empresa deve ter uma maior preocupação com os seguintes aspectos: os mobiliários, cursos e treinamentos, a remuneração, postura organizacional, os equipamentos e os movimentos repetitivos, todos eles estão com a pontuação abaixo de 5, que indica trabalhadores no ambiente. a insatisfação dos Capítulo IV – Análise e Resultados 54 “Os sentimentos manifestam-se em relação a inúmeros aspectos da vida na organização: trabalho, salários, comportamentos dos chefes, instalações físicas”. (MAXIMINIANO, 2000 p. 107). São pontos importantes para garantir um trabalho com mais motivação para seus colaboradores. 4.3 Resultados e analises do questionário aplicado aos funcionários 4.3.1 Faixa etária dos funcionários. Gráfico 5 - Faixa etária dos Funcionários 60% 40% 15 - 25 26 - 35 36 - 45 Acima de 46 Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009 Percebe-se no gráfico 05, que a idade dos 60% dos entrevistados está entre 36 a 45 anos, e 40% dos colaboradores estão na faixa etária entre 26 a 35 anos. A ergonomia visa proporcionar ao trabalhador condições favoráveis de trabalho que minimizem o desgaste físico dos colaboradores, no entanto com o passar dos anos esses trabalhadores sofrem ainda mais pela diminuição gradativa de das aptidões, capacidades e principalmente as limitações. Capítulo IV – Análise e Resultados 55 4.3.2 Sexo dos Funcionários A analise ergonômica esboçam soluções de adaptações ambientais em ambos os sexos. Gráfico 6 - Sexo dos Funcionários 60% 40% Masculino Feminino Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009 O gráfico 06 apresenta que a maior parte dos colaboradores do setor composta pelo sexo feminino, que somam 60% do quadro efetivo. 4.3.3 Tempo de trabalho no setor Gráfico 7 - Tempo de trabalho 20% 20% 80% 0 - 3 anos 4 - 7 anos 7 - 10 anos acima de 10 anos Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009 Capítulo IV – Análise e Resultados 56 Na pesquisa mostrou que a grande maioria possui menos de 03 anos que trabalha no setor, totalizando 80% do quadro funcional. Considerando que 20% já está no setor a mais de sete anos. Atualmente todos os funcionários são terceirizados, ou seja, prestam serviços para CHESF. Haja vista, que há 3 anos o setor era composto por funcionários terceirizados e funcionários “chesfianos”, porém o segundo citado foram remanejados para outros órgãos da mesma empresa, tendo então a necessidade de contratar novos profissionais. 4.3.4 Refere-se o conhecimento sobre ergonomia. Gráfico 8 - Conhecimento sobre ergonomia 80% 20% Não Sim Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009 Sobre o conhecimento da ergonomia, 80% dos funcionários possuem algum tipo de conhecimento do referido assunto. Eles em suas opiniões comentaram sobre as moveis e equipamentos devem ser apropriados tanto com o tipo das tarefas desempenhadas como das necessidades físicas individuais. Porém vale salientar que a ergonomia é um estudo mais amplo, que não envolve apenas as inadequações dos móveis e equipamentos relativos ao biótipo de cada funcionário, e sim engloba os processos mentais, os aspectos ambientais tratandose de iluminação, os ruídos, as temperaturas, a organização, que todos estes aspectos implicam em ambientes adequados em condições satisfatórias. Capítulo IV – Análise e Resultados 57 Por unanimidade todos os colaboradores questionados concordaram que as condições de trabalho influenciam no desenvolvimento dos trabalhos que são realizados, dizem que se a empresa oferece um ambiente propicio ao trabalhador o seu rendimento será melhor e as metas de rendimento traçadas pela empresa serão atingidas. Os colaboradores do HNAS citam como problemas ergonômicos os trabalhos repetitivos, os móveis inadequados, a temperatura do ambiente de trabalho é inadequada e a carga horária de 8 horas de trabalho é exaustiva para quem desenvolve o trabalho de digitação. A sugestão é que essa carga horária seja reduzida para seis horas e que os móveis devem ser adequados a estatura física de cada colaborador, melhorando também a temperatura do local de trabalho. Para Puri (2000) organização deve empenhar esforços no sentido de assegurar que todos os aspectos voltados para o trabalho sejam oferecidos de maneira adequada aos empregados, para permitir que eles cumpram os seus deveres com nível de satisfação elevada. Dos funcionários pesquisados dois se afastaram do trabalho por motivos de doenças, no caso lesões lombares e LER, os demais geralmente sentem dores e desconfortos físicos, entretanto não pediram afastamento do serviço ou se ausentaram para fazer tratamento. No apêndice C constam os atestados médicos do referido afastamento. Todos os colaboradores questionados reclamam que a empresa não possui nenhuma medida de saúde preventiva e ocupacional para os trabalhadores do setor de faturamento. Poucos são as vezes que os funcionários param para descansar ou relaxar os músculos isso agrava a qualidade da saúde dos colaboradores do HNAS Quanto ao nível de satisfação no ambiente de trabalho 80% dos funcionários responderam que não estão satisfeitos, e os motivos argumentados foram referentes aos móveis inadequados, que todos afirmaram que a maior dificuldade para realização do trabalho. Portanto esses aspectos na opinião dos colaboradores são pontos que precisam melhorar para aumentar a satisfação em massa. Capítulo IV – Análise e Resultados 58 Outro ponto levantado foi sobre as atividades que são maçantes e repetitivas, sem contar que os colaboradores estão expostos aos riscos biólogos, por estarem em contato freqüente em ambiente com vírus, bactérias, etc. Segundo Cidade( 2005, p. 10) “ um dos benefícios mais importante da Ergonomia é melhorar a satisfação, o bem estar e a saúde, tornando o local de trabalho ergonomicamente corretos”. Todos responderam que o ambiente influencia no desempenho dos funcionários, afirmaram que um ambiente propício contribui para um melhor rendimento e o alcance de metas e objetivos almejados pela empresa, e ainda mencionaram que ambientes inadequados, insalubres podem deixar os empregados doentes. 4.3.5 Altura e peso dos funcionários Foi analisado além do peso e a altura, o Índice de Massa Corporal - IMC dos funcionários, avaliado de acordo com o padrão internacional para verificar o grau de obesidade. O IMC é calculado dividindo o peso (em kg) pela altura ao quadrado conforme a formula a baixo. IMC = Peso (Altura X Altura) Figura 3 - Pesando o funcionário C Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009. Capítulo IV – Análise e Resultados 59 Na figura 03 mostra o funcionário C com 77 kg, e o mesmo com 1,85 m de altura, substituindo essa dados na formula para calcular o IMC o resultado foi 22,5, que de acordo com o quadro 04 indica que o colaborador está com peso ideal para sua altura, os mesmos procedimentos foram realizados com o demais funcionários, formando assim o quadro 03, abaixo. Quadro 3 - Altura, peso e IMC dos funcionários Funcionário Altura Peso IMC Indicador A 1,70 m 65 kg 22,5 Normal B 1,84 m 112 kg 33,1 Obeso C 1,85 m 77 kg 22,5 Normal D 1,55 m 58 kg 24,1 Normal E 1,72 m 75 25,4 Acima Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009 O quadro 03 apresenta a altura e o peso de cada colaborador, essas informações foram aplicadas na fórmula para verificar o IMC de cada colaborador conforme o quadro 04. Quadro 4 - Indicador da massa corporal IMC Indicador Abaixo de 18,5 Subnutrido 18,5 - 24,9 Peso saudável 25,0 - 29,9 Sobrepeso Acima de 30,0 - Obeso Fonte: VARELLA (2009) Capítulo IV – Análise e Resultados 60 Diante do exposto, a grande maioria dos colaboradores está com o peso de acordo com a altura, porém há uma oscilação nas medidas antropométrica de cada colaborador, Cidade (2005) cita que a empresa deve adaptar local com móveis reguláveis e espaço confortável para cada tipo de pessoa conforme seu tamanho. 4.3.6 Regiões que os colaboradores sentem mais desconforto No gráfico 09 teve o intuito de averiguar quais as regiões onde os colaboradores sentem mais desconforto, haja vista que 7 indica totalmente desconfortável. Gráfico 9 - Região de Desconforto Funcionário A B C D Pé Pe rn a ox a C ua dr il Q or so D Pe sc oç o M ão ra ço nt e B B ra ço E A O m br o 7 6 5 4 3 2 1 0 Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009 Os resultados mostraram que a região em que os colaboradores sentem mais desconforto são os membros superiores. Para avaliar o nível desse incômodo foi utilizado o método RULA. 4.4 O setor de Faturamento Foi feito um estudo de caso no setor de faturamento do Hospital Nair Alves de Souza na cidade de Paulo Afonso-BA, com intuito de avaliar o nível de riscos de lesões músculo-esquelético, nos membros superiores que teve a maior incidência de desconforto mencionado pela equipe durante o desempenho das atividades. Capítulo IV – Análise e Resultados 61 Para realizar a pesquisa foi adotado um método ergonômico chamado de RULA. Segundo Hembecker, (2006) esse método foi desenvolvido por Lynn McAtamney e Nigel Corlett, em 1993, na Universidade de Nottingham no Reino Unido, com obejetivo ser utilizado em investigações ergonômicas de postos de trabalho onde existe a possibilidade de desenvolvimento de doenças osteomusculares em membros superiores. O faturamento funciona de segunda a sexta em turnos 8 horas, é composto por cinco funcionários sendo distribuídos nas seguintes funções: coordenador, auxiliares administrativos e digitadores. As tarefas desempenhadas foram avaliadas de acordo com os critérios baseados no quadro 05, os pontos críticos identificam qual(s) o(s) indicador(s) mais adequado, durante a execução do trabalho, e qual o nível de percepção onde será atribuído uma pontuação de 1 a 3. A avaliação será conforme os resultados das soma dos pontos obtidos em cada tarefa. Vale salientar que quanto maior o número, maior serão os riscos de lesões. Quadro 5 - Indicadores com suas respectivas percepção e pontuação do método RULA INDICADOR PERCEPÇÃO 1- FORÇA MUSCULAR 2- CONTRAÇÃO ESTÁTICA 3- NÚMERO DE MOVIMENTOS Leve* Moderado** Grave*** Leve* Moderado** Grave*** Leve* mov/min Moderado** Grave*** mov/min Menos de 2 kg De 2 a 10 kg Acima de 10 kg Menos de 10s De 10s a 1 min Acima de 1 min Menos de 4 4 mov/min Mais de 4 PONTUAÇÃO 1 2 3 1 2 3 1 2 3 Fonte: MCATAMNEY (apud Hembecker, 2006) As atividades desempenhadas no setor foram detalhadas em cada etapa para sua execução, em seguida foram tabuladas conforme as informações estabelecidas no quadro 05. Capítulo IV – Análise e Resultados 62 Funcionário A As atividades desempenhadas pelo funcionário são as seguintes: Diariamente recolhe os prontuários dos pacientes de alta ( Alta, transferência ou óbito) nas pediatria, médica cirúrgica. Como mostra a figura 04. Figura 4 - Funcionário recolhendo os prontuários de alta, Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009. Conforme a figura 04, apresenta que durante o percurso das clinicas ate o setor o funcionário se depara com a força, o peso dos prontuários e a contração estática, os braços estendidos. Com todos os prontuários recolhidos, o funcionário reorganiza-o por data, retira o laudo médico, preenche os campos em branco ( data da emissão, CPF, assinatura e carimbo do médico, data da alta, código de procedimento) o Código Internacional de Doença - CID Depois de revisada são enviadas para Secretaria de Saúde, onde são geradas um número para cobrança ao SUS; Retira um documento chamado de Síntese do Prontuário, trata-se exatamente do resumo de tudo que aconteceu com os pacientes durante o Capítulo IV – Análise e Resultados 63 internamento, coloca-se o número do leito, enfermaria, e do prontuário, dependo do tratamento, coloca o nome dos profissionais, tais como: do clínico, cirurgião, anestesistas( quando necessário), pediatra e obstétrica, o diagnóstico principal, todos os exames ( laboratório, radiografias, fisioterapias, etc), em seguida repassa para funcionário B; Figura 5 - Movimentos Repetitivos Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009. Na figura 05, mostra imagens dos movimentos repetitivos realizados pelo funcionário na execução das tarefas. Registra os internamentos realizados em livros, no qual cada pagina referese a um dia de internamento, as informações anotadas são: a clínica, o nome do paciente e o número do prontuário, essa informações são fornecidas pelo setor de Equipe Hospitalar de Arquivo Médico - EHAM; Os prontuários organizados são enviados ao setor EHAM, para arquivá-los, os prontuários com baixa, registrados em livro de protocolo, onde o funcionário do setor do arquivo médico recebe, confere os prontuários, e assina e data; Registra em planilha do Excel (número de prontuário, clinica, nome do paciente) os laudos que serão encaminhados para a Secretaria Municipal de Saúde do município para autorização dos mesmos. Capítulo IV – Análise e Resultados 64 Quadro 6 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizado pelo funcionário A TAREFAS Recolher prontuários Desenvolvimento Indicador Pontos Total de pontos 1 2 2 3 5 1 2 3 2 2 3 7 1 3 1 2 3 3 3 3 3 3 3 a) coletar nas clinicas. a) Tirar o grampo dos prontuários; b) Organizar os prontuários; c) Retirar as síntese; Dar baixa nos prontuários d) Retirar os laudos e) Grampear os prontuários f) Protocolar os prontuários; g) Enviar para o setor de arquivo. a) Preencher os dados dos pacientes; b) Realizar anotações Retirada de Síntese referente ao internamento; c) Enviar para o funcionário B do setor; a) Preencher os campos obrigatórios; b) Colocar os códigos de Retirada do Laudo procedimentos; c) Carimbar os laudos; d) Enviar para secretaria de saúde do município. Registro diário de internações a) Registrar a entrada dos pacientes Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009 Nota-se que em todas as tarefas apresentaram pontuação 03 que indica uma percepção grave. O grau de risco é bastante elevado, isso explica o desconforto mostrado no gráfico 09, Sem contar que o funcionário possui grandes tendências de desenvolver lesões e distúrbios relacionados ao trabalho. Capítulo IV – Análise e Resultados 65 Funcionário B As atividades desempenhadas pelo funcionário B são as seguintes: Diariamente recebe as sínteses do funcionário A, que por sua vez, esses documentos são separados por ordem alfabética e por ordem de data de internação, e posteriormente são arquivados em fichários, aguardando a chegada dos laudos para cobrança, conforme a figura 06; Figura 6 - Separando as sínteses. Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009. Os laudos registrados pelo funcionário A, todos os dias são levados para a secretaria de Saúde do Município, para emissão da Autorização do Internamento Hospitalar – AIH, conforme a autorização, etiqueta contendo o numero da AIH, gera-se uma ao mesmo tempo que leva, o funcionário também busca as AIH´s; Separa as AIH´s por ordem alfabética, em seguida é anexada a síntese em sua respectiva AIH´s, Vale salientar que para realizar essa tarefa é necessário de uma atenção especial, pois acontece que às vezes o mesmo paciente possui vários internamentos em curto espaço de tempo, e para cada internamento há um laudo e síntese diferente, outro fator importante é sobre a letra ilegível que pode confundir um nome com outro paciente; Capítulo IV – Análise e Resultados 66 Na figura 07, mostra o funcionário anexando a síntese na AIH, é importante informar que cada laudo possui uma síntese, e caso haja uma troca, as informações chocarão quando as AIH´s forem digitadas. Figura 7 - Funcionário anexando as sínteses na AIH Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009. Separa as AIH´s por especialidades, ou seja, separar por clinicas (medica, cirúrgica, pediatria e obstetrícia); Repassa as AIH´s da clinica obstetrícia para o funcionário D e as AIH´s, das clínicas: medica, cirúrgica, pediatria para o funcionário E; Confere o documento minuciosamente, elaborado pelo funcionário E, por sua vez esse documento contém informações do total do faturamento do referente ao mês de competência, destacando os valores hospitalares, em uma tabela contendo o nome do profissional, CRM, e os respectivos honorários dos profissionais, caso necessário o funcionário B faz as devidas correções; Elabora as cartas internas – CI referente à produção mensal do setor, com o valor total de faturamento, os valores hospitalares, os valores profissionais, e a previsão dos honorários de cada médico, essa carta são encaminhadas para gerência, e para o setor financeiro da CHESF. Capítulo IV – Análise e Resultados 67 Quadro 7 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizado pelo funcionário B TAREFAS Desenvolvimento Indicador Pontos 2 1 3 3 1 1 correspondentes; 2 1 c) Separar os laudos por 3 3 3 1 2 2 3 3 Total de pontos a) Separar por ordem Arquivar as sínteses alfabética; b) Separar por ordem de data; 4 c) Armazenar as sínteses. a) Encaminhar para Secretaria de Saúde Municipal Levar os laudos para autorização do Internamento hospitalar - AIH; 1 b) Buscar as AIH´s Autorizadas na Secretaria de Saúde. a) Separa as AIH´s por ordem alfabética; b) Anexar as sínteses Anexar as sínteses 4 especialidades. d) Distribuir os laudos para os funcionários D e E. a) Conferir as informações; Conferencia dos Relatórios b) Conferir os valores apresentados; 1 c) Realizar os ajustes necessários. a) Digitar os documentos; Elaborar as Cartas b) Confere; c) Encaminha para gerência. 5 Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009 Nesse caso, nem todas as tarefas apresentam a incidência dos indicadores com pontuação três, porém não indica afirmar que o colaborador esteja imune das lesões. Capítulo IV – Análise e Resultados 68 Funcionário C As atividades desempenhadas pelo funcionário C são as seguintes: Recebe e confere diariamente todas as fichas de atendimentos do pronto socorro referente ao dia anterior protocoladas, emitidas pela Equipe Hospitalar de Recepção e Internamento, essas fichas são chamadas de Pronto Atendimento Ambulatorial – PAA, e o protocolo contem os números dos PAA do referido dia, depois de conferido, o funcionário assina o protocolo e devolve para o setor de recepção; A digitação é realizada em uma planilha do Excel, onde o funcionário digita o número do PAA, a data do atendimento, sexo e o município do paciente, o nome do medico responsável pelo atendimento, e por fim todos o procedimentos realizados ( tipo de consulta, exames solicitados, medicação ministrada, para cada procedimento existe um código com base em tabelas estabelecidas pelo SUS; Figura 8 - Movimentos repetitivos Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009. As marcações na figura 06, refere-se aos movimentos repetitivos realizados pelo funcionário C, no ato da digitação dos PAA´s. Capítulo IV – Análise e Resultados 69 A estratificação de cada procedimento, nesta etapa o funcionário separa procedimento por categorias de cada procedimento, idade, logradouro, e por fim por médico (todos atendimentos realizados nos plantões) assim será feita a produtividade de cada profissional. Coloca-se o valor de cada procedimento e multiplica pela quantidade realizada, faz a produtividade dos honorários médico referente aos atendimentos realizados no Pronto Socorro do HNAS, com os valores devidamente calculados, além dos valores Hospitalares. Gerando um relatório que é entregue ao funcionário E; Quadro 8 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizados pelo funcionário C Total de pontos 3 TAREFAS Desenvolvimento Indicador Pontos Receber PAA Digitar os PAA a) Confere o controle. a) Pegar o mouse; b) Digitar o Nº do PAA; c) Digitar a idade; d) Digitar a data do atendimento; e) Digitar todos os procedimentos; f) Digitar o médico; g) Digitar o Município do Paciente; d) Separar os procedimentos por categoria; e) Colocar os valores de cada procedimento; f) Colocar o valor total; g) Identificar os profissionais; h) Fazer a produtividade do médico; i) Entregar o relatório ao funcionário E; 3 3 1 2 3 1 2 3 6 1 3 1 2 3 Resumo Mensal Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009. A quantidade de PAA faturado mensal é de 7443, o que equivale a uma média aproximadamente de 250 fichas por dia, assim é notório que o funcionário realiza inúmeros movimentos repetitivos por minuto diariamente. Capítulo IV – Análise e Resultados 70 Funcionário D As atividades desempenhadas pelo funcionário D são as seguintes: Recebe uma média mensal de 350 AIH´s provinientes da clinica obstétrica, que são separados por procedimentos, em seguida é preparado um formulário chamado de espelho, que coloca-se as seguintes informações: nº. de prontuário, a clínica, o nº de leito, nome do paciente, data de internação, data da saída, motivo da saída ( alta, transferência, óbito), endereço completo, código do município, CEP, Nacionalidade, colocar o código de procedimento do diagnóstico principal, coloca o Código Internacional de Doenças – CID informar o CPF do médico: responsável, autorizador, informa ainda o CPF dos profissionais que também fazem parte do procedimento, (pediatras, anestesistas) inclusive o Classificação Brasileira de Ocupação CBO, todos os códigos de todos exames solicitados; A digitação das informações dos espelhos é realizada em um programa do ministério de saúde, dividido em três parte, vide o apêndice D, após digitar é feito a consistência para verificação de possíveis erros, em seguida é realizado a contagem das AIH´s, para verificar se a quantidade enumeradas e a quantidade digitada são as mesmas; Depois de tudo digitado, gera-se um arquivo contendo todas as informações digitadas, que por sua vez, o arquivo é entregue para o funcionário E; Produção entregue, então é feita a previsão da produtividade dos médicos onde será estratificados cada procedimento realizado por eles e seus respectivos valores, entregando em seguida para o funcionário E; Todas as AIH´s são digitadas no sistema do mistério da saúde, geram um arquivo com o resumo de cada AIH chamado de simulada, então imprime e encaminha a simulada para o Diretor Médico do HNAS assinar; Capítulo IV – Análise e Resultados As simuladas assinadas 71 são grampeadas nas AIH,s, em seguida encaminhada para o arquivo médico; Atender o telefone. Quadro 9 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizadas pelo funcionário D Indicador Pontos Total de pontos 3 3 3 2 2 3 3 e) Gerar o arquivo; 2 2 f) Encaminhar para o funcionário 3 3 1 1 3 3 2 2 TAREFAS Separar as AIH´s Desenvolvimento a) Por procedimentos. a) Escrever o nº de prontuário; b) Transcrever os dados do paciente; c) Anotar os códigos de Preparar espelho procedimentos; d) Preencher os CPF dos 5 profissionais envolvidos; e) Anotar os códigos dos exames realizados. a) Digita as AIH´s; b) Conferir os erros; c) Concertar os erros; d) Enumerar os laudos; Digitação dos LAUDOS 5 E; g) Realizar a previsão da produtividade dos profissionais; h) Entregar para o funcionário E. a) Anexar as simuladas nas AIH´s; As simuladas b) Encaminhar para o arquivo médico. Atender o tefefone a) atender o telefone 4 2 Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009. Nota-se que praticamente todas as tarefas, as atividades apresentaram pontuação 03 que indica um grau de risco elevado, isso explica o desconforto mostrado no Capítulo IV – Análise e Resultados 72 gráfico 09, Sem contar que o funcionário possui grandes tendências de desenvolver lesões e distúrbios relacionados ao trabalho. Funcionário E As atividades desempenhadas pelo funcionário E são as seguintes: Recebe as uma média 280 AIH´s provenientes da clinicas médica, cirúrgica e pediatria então são separados por procedimentos, em seguida é preparado um formulário chamado de espelho, onde se coloca a seguinte informação: nº. de prontuário, a clinica, o nº de leito, nome do paciente, data de internação, data da saída, motivo da saída ( alta, transferência, óbito), endereço completo, código do município, CEP, Nacionalidade, colocar o código de procedimento do diagnostico principal, coloca o Código Internacional de Doenças – CID informar o CPF dos médicos responsável, do medico autorizador, e informar ainda o CPF dos profissionais que também fazem parte do procedimento, (pediatras, anestesistas) inclusive o Classificação Brasileira de Ocupação - CBO, o código da diária de acompanhante para os pacientes menores de 16 e maiores que 60, todos os códigos de todos exames solicitados. A digitação das informações dos espelhos é realizada em um programa do ministério de saúde, dividido em três parte, vide o apêndice D, após digitar é feito à consistência para verificação de possíveis erros, em seguida é realizado a contagem das AIH´s. Depois de tudo digitado, gera-se um arquivo contendo todas as informações digitadas e no caso é acrescentado o arquivo fornecido pelo funcionário D. Recebe os relatórios dos atendimentos de pacientes internos e externos dos setores: laboratório, Rx, Fisioterapia, sala de E.C.G. e sala de curativo, e mais o relatório do funcionário C, referente à produção pertinente ao Pronto Atendimento, o funcionário digita todas as informações gerando um arquivo chamado de Boletim de Produção – BPA. Capítulo IV – Análise e Resultados 73 Os arquivos da produção ( AIH e BPA) são encaminhados para a Secretaria de Saúde onde os arquivos serão criticados, no entanto os arquivos que passaram pela critica serão pagos , e os que não forem, serão devolvido para realizar os ajustes e reapresentar no mês seguinte. Produção entregue, próxima etapa, faz-se a previsão das produtividades dos médicos onde serão estratificados cada procedimento realizado por eles e seus respectivos valores, somado com a produção dos funcionários C e D, repassando para o funcionário B, para conferir e completar a CI. Todas as AIH´s que são digitadas no sistema do mistério da saúde, geram um arquivo com o resumo de cada AIH chamado de simulada, então imprime e encaminha para o Diretor médico assinar. As simuladas assinadas são grampeadas nas AIH,s, em seguida encaminhada para o arquivo médico. Atender o telefone, conforme a Figura 10, o funcionário ao atender o telefone o braços fica estendido de acordo com tempo gasto no atendimento. Figura 9 - Contração estática ao atender ao telefone. Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009. Capítulo IV – Análise e Resultados 74 Quadro 10 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizadas pelo funcionário E Total de pontos 3 TAREFAS Desenvolvimento Indicador Pontos Separar as AIH´s a) por procedimentos. f) Escrever o nº de prontuário; g) Transcrever os dados do paciente; h) Anotar os códigos de procedimentos; i) Preencher os CPF dos profissionais envolvidos; j) Anotar os códigos dos exames realizados. i) Digita as AIH´s. j) Conferir os erros; k) Concertar os erros; l) Enumerar os laudos; m)Gerar o arquivo; n) Encaminhar para secretaria de saúde; o) Realizar a previsão da produtividade. a) Receber os relatórios dos outros setores; b) Receber o relatório do funcionário C c) Digitar o BPA; d) Gerar o arquivo; e) Encaminhar para secretaria de saúde a)Receber a produtividade dos Funcionários C e D; b)Somar a produtividade com os funcionários C e D; c) Entregar para o funcionário B; 3 3 2 3 2 3 5 2 3 2 3 5 3 3 3 2 3 2 3 5 1 3 1 3 4 2 2 2 Preparar espelho Digitação dos LAUDOS Gerar o BPA Fazer o Relatório As simuladas Atender o tefefone c) Anexar as simuladas nas AIH´s d) Encaminhar para o arquivo médico; a) atender o telefone Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009. Nota-se que praticamente todas as tarefas, as atividades apresentaram pontuação 03 que indica uma percepção grave, O grau de risco é bastante elevado, isso explica o desconforto mostrado no gráfico 09.. O método RULA foi de grande valia, pois foi possível identificar a atividade, onde ao desempenhá-la os funcionários possuem grandes chances de gerar lesões ou distúrbios. Capítulo IV – Análise e Resultados 4.5 75 Resultados alcançados Todos os resultados alcançados mostraram a importância dessa pesquisa, onde foram detectados vários pontos que precisam de uma maior atenção por parte da gerência, e com isso os funcionários sentem essa carência, o que dificulta o seu bom desempenho. A colaboração e compreensão de todos os funcionários foram fundamentais para o bom desenvolvimento da pesquisa. CAPÍTULO V Considerações Finais Capítulo V – Considerações Finais 5 77 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo monográfico teve como objetivo analisar os problemas ergonômicos que afetam a vida laboral dos colaboradores, do setor de faturamento do HNAS, dessa forma o estudo permitiu levantar um conjunto de variáveis que tornaram “pontos chaves” para realização desta pesquisa. O setor apresenta uma gama de inadequações sob condições adversas à segurança e à saúde dos trabalhadores. Neste contexto, o estudo vem analisar e de modo claro, ajudar a esclarecer a pergunta feita nesta pesquisa, Quais os motivos ergonômicos estão afetando a saúde ocupacional dos funcionários do setor de faturamento? E através dos objetivos traçados essa indagação foi respondida de maneira satisfatória e na prática sugerir melhoria para os problemas. Durante a entrevista e questionamentos pode-se verificar que as condições físicas os ambientais apresentaram vários problemas que dificultam o desempenho dos colaboradores. Os pontos que merecem atenção por parte dos gestores são: moveis inadequados e degenerados, elevando-se para problemas de queixas, de dores nos membros, pescoço, colunas. Estes foram os principais aspectos que incomoda os colaboradores durante a jornada de trabalho, além dos serviços rotineiros e repetitivos que também são agravantes, pois pode originar o cansaço físico e mental. Importante também ressalvar a precariedade de conhecimentos básicos, sobre a conduta, em relação às posturas adotadas durante a jornada de trabalho que isso também pode ocasionar dores musculares até as doenças ocupacionais. As tarefas desempenhadas pelo setor, a maior parte é realizada manualmente, haja vista que muitas informações referentes aos pacientes são feitas por vários setores, inclusive pelo setor em questão, ou seja, os dados pertinentes ao paciente, são preenchido no setor de recepção, no livros de ocorrências da clinica que o paciente foi internado, o livro de registro do EHAM além do livro do setor do estudo de caso, essa redundância poderia ser amenizada com um sistema integrado, isso reduziria o número de esforços repetitivos e o volume de papel usado para essa finalidade. Como o resultado desta pesquisa indicou que os membros superiores são os mais afetados, os mesmos apresentaram o maior índice de incômodos dos Capítulo V – Considerações Finais 78 colaboradores. Partindo deste ponto a aplicação do método RULA desenvolvido por McAtamney e Corlett, foi à técnica mais apropriada para constatar quais atividades podem causar lesões nos membros superiores. Durante o acompanhamento das atividades e avaliando de acordo com o método, ficou claro que grandes partes das tarefas executadas apresentaram grau 03 em pelo menos um dos indicadores do quadro 05, por isso explica os incômodos nos membros superiores, aumentando as chances das doenças ocupacionais. Para reverter esse quadro sugere-se aos responsáveis um quadro ilustrativo com exercícios laborais, já que os horários da ginástica laboral choca com o horário de pico do setor, exposto em um local perceptivo a todos do referido departamento, onde seus colaborados busquem em horários determinados e oportunos durante as pausas de seus afazeres, exercitarem conforme o quadro sugerido, na tentativa de minimizar os problemas corriqueiros devido a rotina exaustiva e que desta forma possa oferecer conforto e segurança necessários para garantir o bem estar dos mesmos. Portanto, de acordo com o que foi explanado neste trabalho, ficou evidente que as principais causas que estão afetando os colaboradores são as atividades desempenhadas de forma exaustivas, causadoras das lesões músculo-esquelético. Outra causa importante está relacionado aos móveis impróprios, incompatíveis, tanto diretamente ao colaborador, quanto na atividade a ele atribuída pela empresa. Então se conclui que providências cabíveis devem ser tomadas pelos responsáveis de maneira que venha sanar de forma definitiva este problema melhorando a qualidade do serviço e conseqüentemente a produtividade. 5.1 Limites do estudo Capítulo V – Considerações Finais 79 A principal dificuldade decorrente deste estudo foi há falta de materiais livros, revistas, etc. disponível na biblioteca da faculdade sobre o tema central desta monografia, fazendo com o que a pesquisadora propuser-se a busca de outras fontes sobre o assunto ergonomia. 5.2 Sugestões de estudo Sugere-se um maior aprofundamento deste estudo para que possa ser realizada futura pesquisa mais detalhada, ou mesmo utilizar o texto formulado como auxilio em outros setores que também sofre com estes mesmos problemas e quem sabe ate mesmo expandir-se para outras instituições que precisem desta orientação. REFERÊNCIAS Referências 81 REFERÊNCIAS ABERGO, Associação Brasileira de Ergonomia, Disponível em: <http://www.abergo.org.br/oqueeergonomia.htm > acessado em 14/04/2009 AÑEZ ,Ciro Romelio Rodriguez, Antropometria na ergonomia, artigos, 2000, Disponível em: < www.eps.ufsc.br/ergon/revista/resumos.htm> acessado em 10/03/2009 BARBOSA FILHO, Antonio Nunes, Segurança do Trabalho & Gestão Ambiental, 1º ed - São Paulo: Altas, 2001. ARAUJO,Luis César G. de,Organização, Sistema e Métodos,1º ed – São Paulo: Altas, 2001. ARAUJO, Marcos E. de; Antunes, Evelise Dias e Romani, Julio Celestino P, A incidência de lombalgia e dores osteomusculares em operadores de computador em uma empresa de engenharia: um enfoque para a postura Sentada in: XIV CONGRESSO BRASILEIRO DO ERGONOMIA, 2006 , Curitiba – PR anais ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ERGONOMIA , 2006, anais CD- ROOM. BATALHA, Mário Otávio, Introdução à Engenheiro de Produção, Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 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Vereador José Moreira, 1000 – Centro, 48601-180 CNPJ: 03.866.544/0001-29 e Inscrição Municipal nº 005.312-3 Paulo Afonso – Bahia CURSO: ADMINISTRAÇÃO COM HABILITAÇÃO EM MARKETING PROFESSORA: Cynthia Marise dos Santos Mattosinho ALUNA: Sandra Lima Cavalcanti Entrevista direcionada ao supervisor do setor de faturamento do Hospital Nair Alves de Souza. 1 - Qual é a sua formação? 2 - Há quanto tempo exerce essa função no setor? 3 - O qual é sua visão sobre ergonomia? 4 - Na sua opinião, qual a importância da ergonomia no setor, com intuito de contribuir a melhora das condições físicas adotadas?Justifique? 5 - Já foi realizada alguma analise ergonômica no setor com intuito de melhorar as condições de trabalho mesmo?Qual? ou não, por que? 6 - Como são dividas as tarefas e as responsabilidades do setor? 7 - O quadro de funcionários é suficiente para atender a demanda do setor? Ou existe um sobre carga? De que forma? Apêndice 86 8 - Pode descrever o seu relacionamento com os colaboradores? 9 - Já houve afastamentos dos funcionários de setor por motivo de doença ocupacional? qual doença? Qual atitude tomada? Qual a freqüência? 10 - A empresa oferece aos funcionários algum tipo de ginástica laboral? Qual a participação dos colaboradores? Ou não por que? 11 - Na sua opinião, Quais as sugestões de mudanças necessárias (aspectos ergonômicos) para melhorar as condições de trabalho do setor? 12 - Marque no quadro abaixo, numa escala de 0 a 10 , os aspectos abaixo em relação ao setor, com referencia ao nível de satisfação ( marque apenas uma resposta por aspetos): Aspectos Temperatura Ruído Iluminação Segurança no ambiente Postura organizacional Remuneração Cursos e treinamentos Grau de risco de acidente Mobiliários Equipamentos Organização das tarefas Movimentos repetitivos Esforço físico Trabalho em equipe Integração da equipe Entrega de produção de outros setores Equipamentos 0 1 Insatisfação 2 3 4 5 6 7 Nível de Satisfação 8 9 10 satisfação Apêndice 87 Apêndice B ORGANIZAÇÃO SETE DE SETEMBRO DE CULTURA E ENSINO LTDA FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE Credenciada pela Portaria/MEC nº 206/2002 – D.O.U. 29/01/2002 Av. Vereador José Moreira, 1000 – Centro, 48601-180 CNPJ: 03.866.544/0001-29 e Inscrição Municipal nº 005.312-3 Paulo Afonso – Bahia CURSO: ADMINISTRAÇÃO COM HABILITAÇÃO EM MARKETING PROFESSORA: Cynthia Marise dos Santos Mattosinho ALUNA: Sandra Lima Cavalcanti O presente questionário tem finalidade acadêmica, com intuito de elaboração do trabalho de conclusão de curso, onde será analisada a interferência ergonômica no ambiente de trabalho. Agradeço sua compreensão e colaboração. Questionário direcionado aos funcionários do setor de faturamento do Hospital Nair Alves de Souza. 01- Faixa etária: ( ) 15 a 25 anos ( ) 26 a 35 anos ( ) 36 a 45 anos ( ) acima de 46 02- Sexo ( ) Masculino ( ) Feminino 03- Tempo de trabalho no setor: ( ) 0 a 3 anos ( ) 4 a 7 anos ( ) 8 a 10 anos ( ) acima de 10 anos 02- Você tem conhecimento sobre Ergonomia? 06- Qual o seu nível de satisfação no ambiente de trabalho?Justifique. 07- Você está satisfeito com a segurança e o conforto em relação ao trabalho que realiza? Justifique. 08- Você concorda que as condições de trabalho influenciam no desempenho dos funcionários? Justifique. Apêndice 88 09- Para você, qual o fator que mais dificulta para a realização das atividades no seu setor? ( ) Os moveis e equipamentos inadequados; ( ) Informatização; ( ) As condições ambientais (temperatura, iluminação, etc); ( ) As condições de tempo (jornada de trabalho, períodos de descanso, etc); ( ) Outros. Quais: _____________________________________________________ 10 - Marque no quadro abaixo a região que normalmente sente desconforto ou alguma dor após a jornada de trabalho. Quadro A: areas de desconforto dos colaboradores Fonte: Serednicki, Catai, Cordeiro e Matoski (2009). 11 - Qual é a sua altura e o seu peso? 12 - Qual é a sua jornada de trabalho? 13 - Qual é a sua função desempenhada no setor? 14 - Descreva como ela é executada?por atividade. 15 - Quais são os moveis e ou equipamentos utilizados para realização das tarefas? Sente algum desconforto? De forma? Apêndice 89 16 - Na sua opinião, quais os problemas ergonômicos ocorrido no setor?Cite algumas sugestões de melhoras tanto no ambiente como nas tarefas realizadas. 17 - Você já afastou do trabalho, por motivo de doença relacionada ao trabalho? 18 - Em caso afirmativo da questão anterior, Quais os motivos? E por quanto tempo? 19 - Cite as dificuldades e limitações encontradas no setor de trabalho? 20 - Na Jornada do trabalho, quanto em quanto tempo você pausa sua atividades durante o expediente? Por quê? 21 - Como você avalia as medidas adotada pela direção da empresa relação a saúde ocupacional do trabalhador deste setor? em Apêndice Apêndice C 90 Apêndice 91 Apêndice 92 Apêndice D Foto 01: Primeira tela de digitação dos laudos. Fonte: Setor de Faturamento do HNAS, 2009. Apêndice 93 Foto 02: Segunda tela de digitação dos laudos. Fonte: Setor de Faturamento do HNAS, 2009. Apêndice 94 Foto 03: Terceira tela de digitação dos laudos. Fonte: Setor de Faturamento do HNAS, 2009