FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE
CURSO DE BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO COM
HABILITAÇÃO EM MARKETING
Sandra Lima Cavalcanti
ANÁLISE DOS PROBLEMAS ERGONOMICOS EM HOSPITAL
PÚBLICO/PRIVADO: Estudo da Aplicação do Método RULA
Paulo Afonso – BA
Novembro/2009
I
Sandra Lima Cavalcanti
ANÁLISE DOS PROBLEMAS ERGONOMICOS EM HOSPITAL
PÚBLICO/PRIVADO: Estudo da Aplicação do Método RULA.
Monografia apresentada ao Curso de
Graduação
em
Administração
da
Faculdade Sete de Setembro – FASETE,
como requisito para obtenção do título de
Bacharel
em
Administração
com
Habilitação em Marketing, sob a
orientação do professor MSc. Cynthia
Marise dos Santos Mattosinho
Paulo Afonso – BA
Novembro/2009
II
FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – HABILITAÇÃO EM MARKETING
PARECER DA COMISSÃO EXAMINADORA
DE DEFESA DE MONOGRAFIA DE GRADUAÇÃO DE
SANDRA LIMA CAVALCANTI
“ANÁLISE DOS PROBLEMAS ERGONOMICOS EM HOSPITAL PÚBLICO/PRIVADO:
Estudo da Aplicação do Método RULA”
A comissão examinadora, composta pelos professores abaixo, sob a presidência do(a)
primeiro (a), considera a discente SANDRA LIMA CAVALCANTI_____________
Paulo Afonso, ___ de novembro de 2009.
____________________________________________
MSc. Cynthia Marise dos Santos Mattosinho (Orientador).
III
Dedico esta monografia aos meus pais,
Maria
e
Sancho,
que
sempre
me
incentivaram em todas as etapas da
minha vida.
IV
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus por estar sempre presente fielmente em todos os
momentos na minha vida, me protegendo e iluminando todos os caminhos
percorridos, por todos os obstáculos ultrapassados, todos os desafios superados, e
pela vitória alcançada. Obrigada meu DEUS por mais essa conquista da minha vida.
Ao meu pai Sancho, por todo amor e dedicação que sempre teve comigo, homem
pelo qual tenho maior orgulho de chamar de pai, agradeço pelos momentos em que
esteve ao meu lado, me fazendo acreditar que sou capaz. Te amo!
A minha mãe Maria, por ser tão dedicada, maravilhosa, companheira e amiga, foi a
pessoa que mais me acompanhou durante a minha vida acadêmica, mãe obrigado
pela ajuda nos trabalhos, pelo carinho e receptividade por todos os meus amigos,
pelos objetos cedidos, que alguns não voltaram para casa, por estar presente em
todos os momentos da minha vida. Mãe saiba que a senhora é a pessoa mais
importante da minha vida.
Agradeço aos meus irmãos Sandro e Sergio que sempre torceram por mim para a
finalização deste estudo com êxito, Obrigada!
Agradeço aos meus amigos do trabalho, em especial Silvia e Rômulo pelo carinho e
compreensão e principalmente pelo apoio nos momentos de dedicação aos estudos.
Muito Obrigada.
Agradeço ao casal de amigo, Renata e Vinicius, pela força, pela ajuda em todos os
momentos, enfim por todos os conselhos e confiança em mim depositada, meu
imenso agradecimento;
Aos meus amigos da turma, em especial a minha equipe: Suely, Janaina (mainha)
e para completar o quarteto Sarah, que chegou um pouco depois , meninas valeu
pelo companheirismo, comprometimento, a dedicação e a excelência de todos os
trabalhos realizados com sucesso por nós. Amigas para sempre.
V
A todos os professores pelos os ensinamentos durante todo o curso, em especial a
minha orientadora Cynthia Marise dos Santos Mattosinho que acreditou na minha
capacidade, obrigada pelos ensinamentos e dedicação destinada à concretização
dessa monografia; Muito Obrigada.
Neste momento aproveito a oportunidade quero agradecer a todos que me
apoiaram de forma direta ou indireta na conclusão desse trabalho.
Obrigada!
Muito
VI
“Nunca perca a fé na humanidade, pois
ela é como um oceano. Só porque
existem algumas gotas de água suja
nele, não quer dizer que ele esteja sujo
por completo.”
(Mahatma Gandhi)
VII
RESUMO
O objetivo principal desta monografia é estudar a ergonomia e seus aspectos e com
isso descobrir os problemas ergonômicos ocorridos no Hospital Nair Alves de Souza,
indo mais afinco no setor de faturamento. Identificar as situações de trabalho
causadoras de lesões ou afastamentos relacionados ao trabalho utilizando o estudo
do método RULA. A aplicação do método RULA resultou em uma escala de níveis
de risco músculo-esquelético referentes aos membros superiores julgado em cada
uma das atividades desempenhada pelos funcionários. Dessa forma possibilitaram
perceber as incorreções decorrentes as tarefas executadas por cada membro do
setor. Para a concretização do estudo, foram utilizadas as seguintes fontes de
pesquisa: pesquisas bibliográficas e o estudo de caso. As investigações foram
conduzidas, por meio de um formulário de entrevista com 11 perguntas e
questionários contendo 21 perguntas, em que todas foram elaboradas a fim de obter
respostas para o problema de pesquisa de acordo com os objetivos propostos, estes
foram respectivamente aplicados do setor de faturamento, sendo que a entrevista foi
direcionada a coordenadora de equipe, e os questionários foram aplicados nos
funcionários do setor durante o período de outubro de novembro 2009. Assim este
trabalho teve como intuito demonstrar as principais causa das lesões músculoesquelético e a partir desse ponto sugerir algumas alternativas para melhorar o
quadro. Acredita-se que os movimentos repetitivos e a rotina fatigante foram as
principais causas das lesões geradas, e com isso impede a realização eficiente do
setor, através das orientações ergonômicas venha a possibilitar uma melhoria nas
condições laborais e incremento na qualidade de vida dos funcionários.
Palavras-chave: Ergonomia, método RULA, lesões músculo-esquelético.
VIII
ABSTRACT
The main objective of this monography is to study the ergonomics and its aspects
and thus to find out the ergonomic problems that occurred in the Nair Alves de Souza
Hospital, going harder in the billing department. Identify the work situations that
cause injuries or absence related to the work using the study of the RULA method.
The application of the RULA method resulted in a scale of muscle-skeletal risk
related to the upper limbs judged in each of the activities performed by employees.
Thus it was possible to realize the inaccuracies due to the tasks performed for each
member of the sector. For carrying out the study, the following research sources
have been used: bibliographic researches and the case study. The investigations
were conducted through an interview form with 11 questions and questionnaires
containing 21 questions, that all of them were prepared to obtain answers to the
research problem under the proposed objectives, these were respectively applied in
the sector billing, and the interview was aimed at the team coordinator, and the
questionnaires were applied to the employees of the sector during the period of
October and November 2009. So this work had as intention to demonstrate the main
cause of muscle-skeletal injuries and from that point to suggest some alternatives to
improve the situation. It’s believed that the repetitive and stressful routine were the
main causes of the injuries generated, and thus prevent the efficient realization of the
sector, through the ergonomic orientations allow an improvement in working
conditions and improvement in quality of life of the employees.
Keywords: Ergonomics, RULA method, muscle-skeletal injuries
IX
LISTA DE ABREVIATURA E SIGLAS
ABERGO: Associação Brasileira de Ergonomia;
AIH: Autorização de Internamento Hospitalar;
APUD: Escrito Por;
CEP: Código de Endereçamento Postal;
CHESF: Companhia Hidroelétrica do Rio São Francisco;
CI: Correspondência Interna;
CID: Código Internacional de Doenças;
CPF: Cadastro de Pessoas Físicas;
CRM: Conselho Regional de Medicina;
DORT: Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho;
EHAM: Equipe Hospitalar de Arquivo Médico;
EHFT: Equipe Hospitalar de Faturamento;
EPI: Equipamento de Proteção Individual;
HNAS: Hospital Nair Alves de Souza;
IEA: Associação Internacional de Ergonomia;
IMC: Índice de Massa Corporal;
LER: Lesão por Esforço Repetitivo;
NR: Norma Regulamentadora;
PAA: Pronto Atendimento Ambulatorial
PCMSA: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional;
REBA: Rapid Entire Body Assessment;
RULA: Rapid Upper Limb Assessment;
SUS: Sistema Único de Saúde;
OWAS: Ovako Working Posture Analysing System ;
WWW: Word Wide Web.
X
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Os três tipos básico do corpo humano .................................................... 35
Figura 2 - Organograma do Hospital Nair Alves de Souza ....................................... 49
Figura 3 - Pesando o funcionário C .......................................................................... 58
Figura 4 - Funcionário recolhendo os prontuários de alta, ....................................... 62
Figura 5 - Movimentos Repetitivos ........................................................................... 63
Figura 6 - Separando as sínteses............................................................................. 65
Figura 7 - Funcionário anexando as sínteses na AIH ............................................... 66
Figura 8 - Movimentos repetitivos............................................................................. 68
Figura 9 - Contração estática ao atender ao telefone. .............................................. 73
XI
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Níveis gerais de ruído............................................................................. 33
Quadro 2 - Agentes estressores ............................................................................... 38
Quadro 3 - Altura, peso e IMC dos funcionários ....................................................... 59
Quadro 4 - Indicador da massa corporal .................................................................. 59
Quadro 5 - Indicadores com suas respectivas percepção e pontuação do método
RULA ...................................................................................................... 61
Quadro 6 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizada pelo funcionário A
............................................................................................................... 64
Quadro 7 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizada pelo funcionário B
............................................................................................................... 67
Quadro 8 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizadas pelo funcionário
C............................................................................................................. 69
Quadro 9 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizadas pelo funcionário
D............................................................................................................. 71
Quadro 10 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizadas pelo funcionário
E ............................................................................................................. 74
XII
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Atendimento Pronto Socorro do HNAS ................................................... 50
Gráfico 2 - Internamentos realizados no HNAS........................................................ 51
Gráfico 3 - Volume de atendimentos de exames e tratamentos realizado
no HNAS. ................................................................................................. 51
Gráfico 4 - Aspectos relacionados com a organização. ........................................... 53
Gráfico 5 - Faixa etária dos Funcionários ................................................................. 54
Gráfico 6 - Sexo dos Funcionários ........................................................................... 55
Gráfico 7 - Tempo de trabalho.................................................................................. 55
Gráfico 8 - Conhecimento sobre ergonomia ............................................................. 56
Gráfico 9 - Região de Desconforto ........................................................................... 60
XIII
SUMÁRIO
CAPÍTULO I
1
INTRODUÇÃO ................................................................................................... 16
1.1
Considerações Iniciais ........................................................................................ 16
1.2
Definição do Problema ........................................................................................ 17
1.3
Objetivos .............................................................................................................. 18
1.3.1
Objetivo geral ................................................................................................. 18
1.3.2
Objetivos específicos ...................................................................................... 18
1.4
Justificativa .......................................................................................................... 19
1.5
Estrutura da Monografia ..................................................................................... 20
CAPÍTULO II
2
REFERÊNCIAL TEÓRICO ................................................................................. 23
2.1
Revolução Industrial ........................................................................................... 23
2.1.1
Escola Clássica da Administração .................................................................. 23
2.1.2
Enfoque Comportamental ............................................................................... 25
2.2
Ergonomia ............................................................................................................ 26
2.2.1
Origem e Definições ....................................................................................... 27
2.2.2
Áreas de atuação da Ergonomia..................................................................... 29
2.2.3
Métodos e técnicas utilizados na ergonomia .................................................. 30
2.3
A ergonomia e o ambiente de trabalho .............................................................. 30
2.3.1
Layout............................................................................................................. 31
2.3.2
Moveis e equipamentos .................................................................................. 31
2.4
Ergonomia e os Colaboradores .......................................................................... 34
2.4.1
Aspetos antropométricos ................................................................................ 34
2.4.2
Postura ........................................................................................................... 35
2.5
Saúde Ocupacional ............................................................................................. 36
2.5.1
Principais problemas de doenças relacionados ao ambiente de trabalho ....... 37
2.6
Higiene e Segurança ........................................................................................... 40
CAPÍTULO III
3
METODOLOGIA ................................................................................................. 42
3.1
Método da pesquisa ............................................................................................ 42
3.2
Tipos de Pesquisa ............................................................................................... 42
3.2.1
Pesquisa Bibliográfica .................................................................................... 43
3.2.2
Estudo de Caso .............................................................................................. 43
3.3
Coleta de dados ................................................................................................... 44
3.3.1
Observação .................................................................................................... 45
3.3.2
Entrevista ....................................................................................................... 45
3.3.3
Questionário ................................................................................................... 45
XIV
3.4
Tratamento de Dados .......................................................................................... 46
CAPÍTULO IV
4
RESULTADOS E ANÁLISES ............................................................................. 48
4.1
Caracterização da Empresa ................................................................................ 48
4.2
Analise da entrevista com o coordenador de equipe........................................ 52
4.3
Resultados e analises do questionário aplicado aos funcionários ................. 54
4.3.1
Faixa etária dos funcionários. ......................................................................... 54
4.3.2
Sexo dos Funcionários ................................................................................... 55
4.3.3
Tempo de trabalho no setor ............................................................................ 55
4.3.4
Refere-se o conhecimento sobre ergonomia .................................................. 56
4.3.5
Altura e peso dos funcionários ....................................................................... 58
4.3.6
Regiões que os colaboradores sentem mais desconforto ............................... 60
4.4
O setor de Faturamento ...................................................................................... 60
4.5
Resultados alcançados ....................................................................................... 75
CAPÍTULO V
5
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 77
5.1
5.2
Limites do estudo ................................................................................................ 78
Sugestões de estudo ........................................................................................... 79
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 81
APÊNDICE ................................................................................................................ 85
Apêndice A ..................................................................................................................... 85
Apêndice B ..................................................................................................................... 87
Apêndice C ..................................................................................................................... 90
Apêndice D ..................................................................................................................... 92
CAPÍTULO I
Considerações Iniciais
Capítulo I – Considerações Finais
1
1.1
16
INTRODUÇÃO
Considerações Iniciais
As mudanças socioeconômicas e tecnológicas que estão se desenvolvendo no
mundo, inclusive no campo do trabalho, configura um cenário de decorrentes
transformações, a preocupação das empresas em aumentar a produtividade e o
crescimento da organização, deixando em segundo plano as condições de trabalho.
Estas mudanças estão ocasionando um grande transtorno na vida laboral dos
trabalhadores. Na medida em que essas alterações ocorrem, é desenvolvida uma
sobrecarga aos trabalhadores, desconsiderando e interferindo diretamente no seu
desempenho.
A importância da existência de preocupações referentes às condições prévias
individuais e coletivas, tanto físicas como psicológicas favorecem a redução das
dificuldades no ambiente de trabalho, possibilitando melhores adaptações e
resultando em critérios positivos de escolha, protegendo os colaboradores dos
possíveis danos que cometerão na elaboração das suas atividades, devido a toda
junção dos problemas ergonômicos (BARBOSA FILHO, 2001).
Uma organização deve proporcionar aos seus funcionários condições favoráveis
para executar suas atividades. Segundo Cidade (2005, p 02) “a ergonomia é a
ciência que busca a melhora do conforto e da produtividade em todos os lugares
onde os seres humanos desempenham suas atividades.”
Este estudo consiste em identificar as situações de trabalho, que são prejudiciais e
que levam à incapacidade temporária ou definitiva dos trabalhadores. A identificação
destas situações é um ponto de partida para intervenção ergonômica nos postos de
trabalho, fundamentais para proporcionar um trabalho com maior conforto para o
colaborador, melhorando a produtividade. Proporcionar adaptações viáveis para
aprimorar o bom desempenho das práticas das tarefas, com eficiência, segurança e
qualidade, auxiliará os gestores e colaboradores na redução dos problemas
Capítulo I – Considerações Finais
17
organizacionais, tais como, o alto índice de acidentes e doenças associados ao
trabalho, às altas taxas de absenteísmo, erros cometidos em tarefas rotineiras e a
desmotivação.
Esta análise tem o intuito de enfatizar os problemas ergonômicos em um setor de
faturamento hospitalar, analisando possíveis inadequações do ambiente que
aumentam o risco de lesões físicas e mentais dos colaboradores deste setor e
analisando as necessidades antropométricas1 de cada um, visualizando as possíveis
melhorias.
1.2
Definição do Problema
É de prioridade da ergonomia proporcionar ao homem o equilíbrio entre si mesmo, o
seu trabalho e o ambiente no qual este é realizado em todas as suas dimensões. É
importante enfatizar suas limitações e capacidades, respeitando as diferenças
individuais, como sexo, idade, aparência física, entre outros. (BARBOSA FILHO,
2001).
Com isso muitas empresas visam, somente, aumentar os lucros com o mínimo de
gastos possíveis, e não buscam melhorias no ambiente de trabalho para o
empregado, isso pode ocasionar um aumento de absenteísmo, podendo gerar um
gasto ainda maior para empresa devido aos afastamentos provocados por doenças
ocupacionais, prejudicando o faturamento da empresa, pois além de não alcançar as
metas almejadas, terá gastos extras em contratar profissionais para substituir o
trabalhador durante o período de afastamento.
Cordeiro (2006, p.2) cita que:
O impacto financeiro para as organizações em função das doenças
ocupacionais em especial as LER/DORT – lesões por esforços
repetitivos/doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho, tem
sido um fator preponderante nesse processo de mudança de
paradigmas.
1
Refere-se a um estudo das medidas corporais e sua relação ao ambiente de trabalho.
Capítulo I – Considerações Finais
18
O setor de faturamento hospitalar é considerado como o “coração” de uma unidade
de saúde, pois é nesse setor onde são recebidos todos os procedimentos
provenientes de todas as áreas dessa casa de saúde e são transformados em
contas médicas com base em tabelas pré-estabelecidas pelo Sistema Único de
Saúde - SUS, que detalham os seus respectivos valores hospitalares e profissionais.
Todos esses processos acontecem em curtos períodos, uma vez que sua
apresentação se dá mensalmente e com prazos de entrega previstos em calendário
oficial, esta repetição gera uma rotina exaustiva para equipe.
Diante do exposto e analisando o quadro na busca de alternativas de prevenção que
venham minimizar os problemas decorrentes no setor de faturamento do hospital
Nair Alves de Souza – HNAS, em Paulo Afonso-BA, faz-se necessário encontrar
soluções para a seguinte indagação: Quais os motivos ergonômicos estão afetando
a saúde ocupacional dos funcionários do setor de faturamento?
1.3 Objetivos
Os objetivos apresentados em seguida direcionarão os pontos a serem analisados
sobre o tema adotado, respondendo o questionamento ao término da pesquisa.
1.3.1 Objetivo geral
Analisar situações de trabalho causadoras de lesões ou afastamentos relacionados
ao trabalho, utilizando técnica ergonômica.
1.3.2 Objetivos específicos

Levantar as principais causas ergonômicas
no hospital que provocam o
afastamento do trabalho;

Analisar detalhadamente as tarefas executadas pelos funcionários do setor de
faturamento do HNAS.
Capítulo I – Considerações Finais

19
Utilizar o método RULA para avaliar e identificar os riscos de lesão músculoesquelético dos colaboradores durante a execução das atividades.

Propor alternativas de melhorias referentes às condições físicas no ambiente
de trabalho para os funcionários;
1.4
Justificativa
As condições físicas de trabalho que os colaboradores encontram nas empresas
competem para que os mesmos apresentem ou não problemas posteriores de
adaptação com a estrutura do local e com as atividades executadas, pois, eles
necessitam uma maior atenção durante suas jornadas de trabalho e seu cotidiano na
empresa.
Diante da exposição dos problemas que vai desde a melhoria da condição no
ambiente propriamente dito, até a melhoria da condição física do trabalhador,
proporcionando: saúde, bem-estar físico/mental e redução das faltas do colaborador
por conta de idas ao médico e posteriores afastamento das atividades laborais.
Cordeiro (2006) apresenta uma analise, onde a ergonomia tem como alvo a melhoria
das condições específicas de trabalho do homem seja qual for sua linha de atuação,
estratégia ou métodos que utiliza. Desta maneira, sua proposta básica é estabelecer
um padrão de interatividade entre o homem e seu trabalho de forma saudável sem o
prejuízo de sua saúde.
O fato da administração das empresas receberem inúmeras reclamações dos
funcionários durante as reuniões e no cotidiano, por exemplo, sobre móveis
inadequados, tais como: cadeiras sem descanso para os braços, que geralmente
não são adequadas ao tamanho dos colaboradores, bem como a altura das mesas e
os teclados dos computadores que não são anatômicos.
Desta forma, a análise desta pesquisa é importante para verificar as condições
ergonômicas dos afazeres dos colaboradores no ambiente de trabalho, focalizando o
setor de faturamento do HNAS.
Capítulo I – Considerações Finais
20
Visando que as empresas devem interagir da melhor forma com seus colaboradores,
a análise ergonômica traz soluções necessárias na tentativa de corrigir os problemas
corriqueiros durante a jornada de trabalho, proporcionado comodidade aos
funcionários, além de condições seguras na execução de suas funções.
Assim, justifica-se o tema, que terá como objeto de estudo o setor de faturamento do
Hospital Nair Alves de Souza, da cidade de Paulo Afonso-BA, que poderá revelar
indicativos de benefícios, pois o funcionário gozará de um ambiente de trabalho que
lhe proporcionará confiança e motivação, melhorando a auto-estima e oferecendo
melhor qualidade de vida, haja vista que muitas empresas ainda deixam a desejar
no seu ambiente físico, fazendo com que desta forma, seus funcionários não
realizem suas atividades com êxito.
1.5
Estrutura da Monografia
Os capítulos desta monografia estão organizados da seguinte forma:
Capítulo 1 – Apresenta a importância da pesquisa que será realizada, discorrendo
sobre a ergonomia no ambiente de trabalho, é composto pelas
considerações
iniciais, que trata dos assuntos advindos da ergonomia no sentido mais amplo,
caracterizando pela definição da problemática, focando o objetivo geral e objetivos
específicos e por fim a justificativa, onde enfatizará a importância do tema adotado.
Capítulo 2 – É dedicado para o referencial teórico, que contextualiza fatores
relevantes sobre a temática através de pesquisa em trabalhos publicados e de
autores conceituados. Inicia com a Revolução Industrial, partindo para escola
Clássica, defendida por Taylor e Fayol, no intuito de aumentar a produção, seguido
pelo enfoque comportamental, que já considera o lado humano dos trabalhadores e
sobre a Ergonomia citando o inicio, origem, definições e alguns aspectos
determinantes em relação ao ambiente a aos colaboradores.
Capítulo I – Considerações Finais
21
Capítulo 3 – Referente à metodologia, Nesse capitulo demonstra detalhadamente
quais o métodos utilizados para concretização da pesquisa.
Capítulo 4 – É composto pela caracterização da empresa, que parte desde da
fundação ate a evolução, mostra também com estão distribuídos os funcionários nos
departamentos da empresa, os resultados analisados e analises discutidas conforme
as respostas obtidas na pesquisa de campo realizado no setor de faturamento do
Hospital Nair Alves de Souza.
Capítulo 5 – Apresenta as considerações finais do estudo, mostrando a viabilidade
do estudo, expondo todas as limitações, além de propor um maior aprofundamento
do tema para melhorar as condições do ambiente de trabalho para os
colaboradores.
E
por
fim
relacionar
todas
as
desenvolvimento do trabalho, como todos os apêndices.
referências
utilizadas
no
CAPÍTULO II
Referencial Teórico
Capítulo II – Referencial Teórico
2
2.1
23
REFERÊNCIAL TEÓRICO
Revolução Industrial
Com a Revolução Industrial no séc. XVIII surgiram às primeiras fábricas
transformando
totalmente
uma
economia
basicamente
agrária
e
produtos
manufaturados em uma sociedade capitalista.
As condições desfavoráveis ao trabalhador, em longas jornadas de trabalho que
chegavam até em 16 horas, em ritmo acelerado e completamente desordenado,
praticamente sem pausa para descanso, em ambientes nada propícios à saúde dos
proletariados, onde os mesmos corriam riscos ocupacionais constantemente por
estarem expostos nas fabricas pouco iluminadas, barulhentas (as máquinas em
funcionamento) e úmidas. (IIDA, 1995).
O despertar do interesse de estudiosos e operários pelo melhor rendimento da
produção ocorreu devido à visualização da desorganização do espaço e das
condições de trabalho. Diante de tais detecções foram criados métodos para o
aperfeiçoamento no processo de produção, dando origem à escola clássica da
administração.
2.1.1 Escola Clássica da Administração
A escola clássica foi fundamentada por duas óticas distintas e complementares, uma
foi voltada para tarefas executadas pelos operários, estudada por 2Taylor e a
segunda com ênfase na organização estrutural analisada por 3Fayol.
Segundo
Chiavenato (2001, p. 55) “[...] Inicialmente os autores clássicos pretendiam
desenvolver uma Ciência da Administração [...] que pudessem ser aplicados para
resolver os problemas da organização”.
2
3
Frederick Winslow Taylor , finlandês, engenheiro mecânico, considerado pai da administração cientifica
Julies Henri Fayol, engenheiro, considerado o pai da teoria clássica da administração.
Capítulo II – Referencial Teórico
24
A primeira abordagem foi à administração cientifica que enfatizou a organização
racional do trabalho operacional, chamada de Administração Científica desenvolvida
por Taylor, reconhecida também como taylorista.
Taylor com objetivo de aumentar a produção utilizando menos tempos sem perder a
qualidade, passou então a observar os movimentos realizados pelos operários.
Montana e Charnov (2001, p.10), explica que, “Taylor observou torneiros, ferreiros e
outros trabalhadores. Com o auxilio de um cronômetro, analisou detalhadamente
cada atividade”. percebendo alguns pontos críticos.
Dessa forma, percebeu-se um grande desperdício de movimentos desnecessários e
inúteis que acarretavam uma baixa produtividade necessitando aumentar o quadro
de funcionários, outro ponto foi à má distribuição das tarefas, onde sobrecarregava
uns colaboradores enquanto outros ficavam ociosos, e por fim não havia nenhum
incentivo ou prêmio oferecido aos trabalhadores, pois todos recebiam a mesma
quantia independente do trabalho realizado.
Com base nos resultados obtidos com o estudo foram implantados alguns métodos.
A produção foi dividida em partes, assim padronizando as ferramentas e os
movimentos dos operários conforme cada tarefa, tornando-os especialistas nas
funções executadas. Além de incentivar os operários propondo pagamentos
conforme o desempenho. Taylor visava uma maior rapidez dos funcionários ao
realizar seus tarefas em menor espaço de tempo possível.
Taylor preconizou a administração cientifica, enfatizando as tarefas executadas
pelos operários com a finalidade de maximizar a produção enxugando os
desperdícios de tempo, aumentando a eficiência nas operações realizadas. Já Fayol
foi o maior precursor da Teoria Clássica na qual era focalizada a estrutura
organizacional com a intenção de aumentar a eficiência dos trabalhos realizados
pelas empresas utilizando um bom gerenciamento de forma a inter-relacionar sua
estrutura.
Capítulo II – Referencial Teórico
25
As contribuições tanto de Taylor quanto de Fayol foram importantes para as
indústrias. “O movimento da administração científica difundiu-se amplamente e
tornou-se uma das principais bases da organização industrial [...]”.(GIL, 2005, p.19).
Porém as preocupações estavam voltadas para o rendimento da empresa, com a
eficiência da produção e não existia nenhuma preocupação com o bem estar dos
operários sendo considerados como “peças humanas”. (MAXIMINIANO, 2000).
2.1.2 Enfoque Comportamental
A teoria das relações humanas surgiu de acordo com Gil (1999, p. 19) “da
constatação da necessidade de considerar a relevância dos fatores psicológicos e
sociais na produtividade” e problemas acometidos pelos métodos rígidos e
desumanos da abordagem Clássica da Administração. A rotina proposta por Taylor
provocou um trabalho exaustivo, pois, necessitava de movimentos repetitivos que
fatigavam os funcionários, os deixando doentes pelo excesso de trabalho, além de
acidentes ocorridos pelos trabalhadores durante a jornada de trabalho. Esses
agravantes foram fatores importantes para realização da experiência desenvolvida
por Elton Mayo4 chamada experiência de Hawthorne.
Mayo desenvolveu uma experiência pioneira no campo do comportamento humano.
Essa experiência, iniciada em 1927, na fábrica da Western Eletric no distrito de
Hawthorne, em Chicago. Foram entrevistados os trabalhadores que apresentavam
sintomas de fadigas, dores nas pernas e pés devido aos ritmos acelerados do
trabalho, além de que, os trabalhadores estavam deprimidos e não valorizava o seu
trabalho, Mayo ainda constatou que os trabalhadores mantinham pouco contanto
pessoal. Após a consulta Mayo juntou com seus colegas, e desenvolveram o mais
famoso estudo de relações humanas, estudo de Hawthorne.
(MONTANA E
CHARNOV, 2001).
O estudo iniciou deslocando as trabalhadoras para um lugar isolado da fábrica e
foram analisadas, até que ponto a intensidade de luz influenciava na produtividade.
4
Cientista social australiano.
Capítulo II – Referencial Teórico
26
Foram formados dois grupos, sendo que, em um grupo a intensidade da luz oscilava
durante a jornada, e o outro a intensidade era constante, o resultado dessa
experiência mostrou que não havia nenhuma relação entre a iluminação e a
produtividade, pois nos dois grupos houve um aumento na produção. Diante disso
Mayo e seus colegas concluíram que além dos aspetos físicos outros fatores tinham
o poder de aumentar a produtividade. E a experiência de hawthorne realçava a
importância dos fatores sociais e psicológicos dos trabalhadores, e que os gerentes
tinham que além de possuir o conhecimento técnico em analise de trabalho que
tivesses também dimensões humanas. (GIL, 1999)
2.2
Ergonomia
Desde os primórdios da civilização humana já desenvolvia técnicas para facilitar a
vida cotidiana das antigas civilizações. Essas adaptações foram aprimoradas pelos
primatas conforme foram surgindo às necessidades de conseguir seus alimentos de
formas mais eficientes.
Os primeiros indícios da ergonomia começaram provavelmente nas primeiras
civilizações, onde os primatas desenvolveram ferramentas utilizando varetas de
madeira e pedras de formato arredondadas e pontiagudas e usá-los como arma,
com o passar dos milhões de anos essas ferramentas tornava-se cada vez mais
evoluídas de um jeito que atendesse as necessidades humanas. (IIDA, 1995).
Mas o nascimento da ergonomia aconteceu após a segunda Guerra Mundial, em
1949, na Inglaterra formou-se um grupo composto por: engenheiros, psicólogos
fisiologistas, arquitetos, cientista e pesquisadores, originando a primeira sociedade
de
ergonomia
“Ergonomics
Research
Society”5,todo
grupo
aplicava
seus
conhecimentos no intuito de melhorar a qualidade de vida não só dos trabalhadores,
mas como também da população como todo. Essa ciência foi denominada de
Ergonomia. (FALZON, 2007).
5
Uma organização internacional de profissionais com conhecimento das capacidades humanas e as limitações e
assim projetar e construir equipamentos com a intenção de melhorar a vida dos colaboradores.
Capítulo II – Referencial Teórico
27
Um dos fatores que contribuíram para o desenvolvimento da Ergonomia foram os
complexos instrumentos bélicos arquitetados para o combate da II Guerra Mundial,
no qual exigia uma maior habilidade do operador, No entanto os operadores não
possuíam a capacidade de manusear as armas bélicas e de dominar os transportes
ocorrendo vários erros cometidos pelos soldados, sendo alguns desses erros fatais.
Segundo Batalha (2008 p.111),
Para tratar desses problemas foram formados diversos grupos
interdisciplinares tanto na Inglaterra como nos Estado Unidos, com
objetivo de elevar a eficiência combativa, a segurança dos soldados
[...] os trabalhos desses grupos foram voltados para adaptação de
veículos, aviões e demais armas às características psicofisiológica dos
operadores.
A ergonomia após o surgimento foi adotada primeiro nos principais paises europeus,
e atualmente é difundida no mundo todo contribuindo para uma melhoria nas
condições no trabalho. Nos Estados Unidos foi criada a Sociedade Fatores
Humanos - Human Factors Socieyt, que trata das questões de melhorares condições
para aprimorar o desempenho humano, atualmente conhecido como Fatores
Humanos Human Factors que recentemente esta sendo utilizados na indústria.
No Brasil em 1996 foi criada a Associação Brasileira de Ergonomia - ABERGO6
entidade sem fins lucrativos, que congregam profissionais geralmente 02 vezes ao
ano, com interesse comum, com objetivo de estudar, praticar e divulgar as
interações das pessoas com a tecnologia, a organização e o ambiente laboral,
considerando as habilidades e limitações dos colaboradores. (ABERGO, 2004).
2.2.1 Origem e Definições
A etimologia da palavra ergonomia é de origem grega formada por ergon que
significa trabalho e nomos que significa as regras leis e normas, ou seja, A
ergonomia é o estudo das leis que regem o trabalho, no entanto em 1949 foi
utilizado esse termo, pela primeira sociedade de ergonomia “Ergonomics Research
6
Associação Brasileira de Ergonomia, disponível em www. abergo.gov.br.
Capítulo II – Referencial Teórico
28
Society” com a finalidade de expressar o estudo do relacionamento entre o homem
e seu trabalho.(BARBOSA FILHO 2001).
O sentido comum do que é ergonomia, será utilizada como referência a definição
estabelecida pela Associação Internacional de Ergonomia –IEA, citado por Batalha
(2008). Na seqüência serão estabelecidos os conceitos citados por outros autores.
A Ergonomia (ou Fatores Humanos) é uma disciplina científica
relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos
e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios,
dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem estar humano e o
desempenho global do sistema. (IEA apud BATALHA, 2008 p. 110 ).
De uma forma mais abrangente e envolvendo toda a organização no intuito de
ajustar às capacidades e limitações humanas, Iida (1995 p. 01) define que “A
ergonomia é o estudo da adaptação do homem ao trabalho”. Wisner7 ( apud Rocha,
2008, p. 33) define a ergonomia como um “ conjunto dos conhecimentos científicos
relativos ao homem e necessários para a concepção de ferramentas, máquinas e
dispositivos que possam ser utilizados como máximo de conforto, segurança ” de
modo que contribui para solucionar problemas relacionados à saúde, segurança,
conforto e eficiência
A NR17 8 visa estabelecer os parâmetros que permitam a adaptação das condições
do trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores , salienta
a
ergonomia como o estudo da engenharia humana voltada para planejamento do
trabalho, de forma a conciliar a habilidade e os limites individuais dos trabalhadores
que o executam. (BRASIL 2004)
A Ergonomics Reserarch Society citado por Iida (1995, p1.) define a ergonomia de
forma mais concisa abordando que,
7
WISNER, Alain. A inteligência no trabalho: textos selecionados de ergonomia. Trad. Roberto Leal Ferreira.
São Paulo:FTD/Oboré, 1987
8
Décima Sétima Norma Regulamentadora.
Capítulo II – Referencial Teórico
29
A ergonomia é o estudo do relacionamento do homem e seu trabalho,
equipamento e ambiente, e particularmente a aplicação dos conhecimentos
de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas surgidos desse
relacionamento.
Diante das definições expostas, nota-se que a visão de órgãos e autoridades da
área como também regulamentações técnicas se complementam e produzem de
forma clara uma evolução sutil, modificando conceitos pouco determinantes no
resultado final.
2.2.2
Áreas de atuação da Ergonomia
O campo de atuação da ergonomia é vasto, e envolve diversos profissionais como
médicos, engenheiros, fisioterapeutas psicólogos, arquitetos, entre outros, que se
complementam e contribuem para aplicação das ciências.
Couto (apud Rocha, 2008) menciona que a ergonomia está atuando nas áreas de:
biomecânicas, que se preocupa com os movimentos, as posturas, dos trabalhadores
durante a jornada de trabalho, na parte de antropometria que as dimensões
humanas são medidas para elaboração dos postos de trabalho adequados.
Batalha (2008) aborda a ergonomia cognitiva que está relacionada com os
processos mentais, a ergonomia organizacional refere-se à otimização de sistemas
e a ergonomia física que trata das características anatômicas, antropometrica,
fisiológica e biomecânica de cada individuo com relação as atividades realizadas.
Iida (1995) refere às aplicações na ergonomia nas indústrias, na agricultura e
mineração no setor de serviços e até mesmo em nossa vida diária.
A atuação ergonômica possui uma característica interdisciplinar e multidisciplinar,
pois se baseia em diversas áreas do conhecimento humano aplicado na adaptação
do posto de trabalho e do ambiente organizacional.
Capítulo II – Referencial Teórico
30
2.2.3 Métodos e técnicas utilizados na ergonomia
A ergonomia atualmente se dispõe de varias ferramentas que auxiliam nas
analises e diagnósticos das circunstâncias do trabalho. Segundo Batalha (2008
p.114) elas são:
 Rapid Upper Limb Assessment - RULA são métodos que objetiva constatar
se a atividade pode causar lesão nos membros superior; esse método será
utilizado no estudo de caso.
 Ovako Working Posture Analysing System -OWAS método para avaliação da
carga postural durante o trabalho.
 Moore-Garg Strain Index que é o índice que procura avaliar o risco de lesão
musculoesquelético relacionada ao trabalho dos membros superiores;
 Rapid Entire Body Assessment- REBA , ferramentas desenvolvida para
analise postural sensível a risco musculoesqueléticos em diversas áreas;
 Postugrama são instrumentos que permite a avaliação da postura do
trabalhador, mensurado distancia entre pontos anatômicos do corpo do
humano e fornecendo acompanhamento da evolução postural antes e durante
a pratica das atividades físicas;
 Questionários que são aplicados para fornecer ao ergonomista informações
sobre as regiões do corpo do trabalhador onde a presença de dor;
2.3
A ergonomia e o ambiente de trabalho
A ergonomia estuda as características do ambiente físico que envolve o homem
durante a jornada de trabalho aos aspectos relacionados ao layout, os equipamentos
utilizados além da temperatura, ruídos, vibrações, luz, cores, do ambiente físico,
(IIDA 1995).
Capítulo II – Referencial Teórico
31
2.3.1 Layout
O arranjo físico deve ser estabelecido com o estudo do espaço disponível, com
equipamentos,
móveis
e
pessoas
de
forma
harmoniosa
para
o
melhor
aproveitamento do espaço.
Dessa forma, alguns aspectos são importantes para elaborar um layout, e assim
obtendo o máximo de aproveitamento do espaço disponível, calcular a área do
ambiente, com o auxílio de uma planta baixa e com as medidas dos móveis e
equipamentos facilitarão o posicionamento mais adequado dos mesmos no local,
Além disso, o fluxo de pessoas e papeis também são pontos que devem ser
considerados. (ARAUJO, 2001)
Alguns indicadores identificam problemas relacionados ao mau aproveitamento do
espaço, uma indevida projeção pode gerar um acumulo de pessoas e de
documentos. (ARAUJO, 2001).
O layout bem elaborado é fundamental para facilitar os processos do setor, para que
os colaboradores possam realizar suas atividades da melhor forma, além da
sensação de trabalhar em um local arrumado.
2.3.2 Moveis e equipamentos
No ambiente é de fundamental importância que os móveis e equipamentos tenham
subsídios para garantir que o colaborador consiga desempenhar suas atividades
com conforto e segurança.
Estes aspectos diante dos estudos ergonômicos, alguns pontos devem ser
considerados tais como: cadeiras, mesas, computadores e seus periféricos.

Cadeiras
As cadeiras devem ter cinco pontos de apoio no chão, ou seja, 05 rodas e que de
preferências sejam de poliuretana, devido à aderência ao piso (escorregam menos)
Capítulo II – Referencial Teórico
32
os assentos devem ter a profundidade suficiente que possam apoiar as coxas e os
joelhos, e enquanto aos descansos de braços deve permitir regulagem de altura
deixando os braços entre 90 e 110 graus. (CIDADE, 2005). Kroemer e Grandjean
(2005) complementam citando que os encostos devem ter almofada lombar, um
apoio para os pés para os colaboradores que tenham as pernas curtas não fiquem
com as pernas balançando evitando câimbras ou o inchaço nos pés.
As cadeiras de escritório devem preencher todos os requisitos: assentos giratórios,
altura ajustáveis para reduzir o desconforto físico dos colaboradores durante sua
jornada de trabalho.

Mesas
O tamanho da mesa tem que ser condizente com as atividades realizadas por cada
funcionário, as bordas das mesas, devem ser preferencialmente arredondadas, para
evitar lesões nos funcionários que por ventura esbarrem nas quinas. É importante
que a organização da mesa seja de acordo com o uso dos objetos, ou seja, tudo que
for de uso freqüente sempre deixar próximo, visível, e os que não são utilizados com
tanta freqüência, colocar em outro local. (CIDADE, 2005).

Computadores e seus periféricos
Vários estudos afirmam sobre a necessidade de melhorias nos postos de trabalho
informatizados, no entanto alguns efeitos causados pelo uso do computador, como
dores nos membros inferiores, colunas, ombros, pescoço, devem ser minimizados.
(PEIRÃO;TIRLONI;REIS E MORO, 2009)
O Monitor deverá ser posicionado nas alturas dos olhos, (BATALHA,2008), o
tamanho do mouse deve ser relativo ao tamanho da mão
do funcionário,
Atualmente já são fabricados com diferentes tamanhos, e para destros e canhotos O
teclado devem ser de fácil “clic”, e os antebraços devem estar apoiados nos braços
das cadeiras e alinhados com os ombros. (CIDADE, 2005).
Capítulo II – Referencial Teórico
33
2.2.1 Temperatura, ruídos, iluminação.
A
temperatura
influi
diretamente
no
desempenho
do
trabalho
humano.
(IIDA, 1995). Barbosa filho (2001) cita que nesse aspecto, devem ser observadas as
variáveis como: vestimentas, características do ambiente, idade sexo entre outros
fatores condicionantes para o conforto térmico. Segundo a NR 17 o “índice de
temperatura
efetiva
entre
20ºC
(vinte)
e
23ºC
(vinte
e
três
graus
centígrados)”.(BRASIL,2004).
Os ruídos são quaisquer barulhos que por sua vez tire a atenção dos colaboradores,
ou seja, o ruído é quaisquer sons indesejáveis advindos da maquinas, ares
condicionados, conversas paralelas, em caso de ruídos excessivos os trabalhadores
necessitam de protetores auriculares durante a jornada de trabalho para evitar
possíveis perdas auditivas futuras. (KROEMER E GRANDJEAN 2005).
O som emitido pelos ruídos podem gerar efeitos desagradáveis, que vai depender
da freqüência do som por segundos, medida através dos ciclos por segundos (cps) e
da intensidade medida por decibéis (db) (CHIAVENATO,2004).
O quadro abaixo mostrará o tipo de som e sua intensidade em um escritório.
Quadro 1 - Níveis gerais de ruído
Tipo de Som
Decibéis
Menor vibração
01
Murmuro
30
Conversa normal
50
Inicio de fadiga por efeito sonoro
75
Fonte: Chiavenato (2004, p. 351)
É notável que a intensidade de ruídos de um escritório é de nível médio, tendo como
base o nível de decibéis referente ao início de fadiga, salientando que de acordo
Capítulo II – Referencial Teórico
34
com as horas diárias trabalhadas, acrescenta a freqüência dos ruídos, aumentando
a possibilidade da fadiga, do estresses etc.
Segundo Chiavenato (2004) o padrão de iluminação tem que ser estabelecido de
acordo com o ambiente e com cada tipo de tarefa executada. Adequar à iluminação,
a quantidade ideal deve seguir os seguintes requisitos: tem que ser suficiente, de
modo que cada foco luminoso forneça a quantidade de luz ideal para os
trabalhadores, além de ser constante e uniformemente.
Esses aspectos devem atender e suprir as necessidades dos colaboradores, caso
ao contrario, pode ocasionar desconforto e aumentar os riscos de acidentes e
também pode provocar sérios danos à saúde do trabalhador.
2.4
Ergonomia e os Colaboradores
2.4.1 Aspetos antropométricos
O termo antropometria significa as medições humanas, Segundo Barbosa Filho
(2001) o estudo referente às medidas corporais possuem duas vertentes, uma tratase do estudo das dimensões individuais das partes do corpo humano a
antropometria estática, e a outra que visa às necessidades e possíveis movimentos
e a verificação de rotações da cabeça, tórax, a antropometria dinâmica.
A ergonomia utiliza a antropometria para medir as dimensões humanas, no intuito
de reformular o ambiente de trabalho tornando-o compatíveis com as necessidades
e limitações de cada trabalhador.
Para a realização dos seus objetivos a ergonomia estuda uma
diversidade de fatores que são: o homem e suas características
físicas, fisiológicas e psicológicas; a máquina que constituem todas as
ferramentas, mobiliário, equipamento e instalações; o ambiente que
contempla a temperatura, ruídos, vibrações, luz, cores, etc (AÑEZ,
2000 p. 2)
Capítulo II – Referencial Teórico
35
O principal objetivo da antropometria é o levantamento das medidas corporais,
levando em consideração o sexo, a altura, a idade o peso, uma vez que cada
individuo possui um tipo físico. Sheldon9 (apud Iida, 1995) defini três tipos físicos
básicos do corpo humano o endomorfo, o mesomorfo e o ectomorfos.
Figura 1 - Os três tipos básico do corpo humano
Fonte: Iida (1995, p. 102)
O tipo Endomorfo caracteriza pelas formas arredondadas, são os indivíduos gordos
possuem os membros curtos e flácidos, e ombros e a cabeça arrendondados. O tipo
Mesoformo são os indivíduos com tipo atlético, ou seja, ombro e peitos largos,
braços e pernas musculosos e abdômen pequeno. Apresenta pouco tecido
gorduroso subcutâneo; e por fim o tipo Ectomorfo são pessoas que possuem face
magra (testa alta), pescoço fino e comprido, ombros caídos e largos, tórax e
abdômen com espessura e largura diminuída.
Normalmente as medidas antropométricas da população são representadas pela
medias de desvio padrão, com base nesses dados são dimensionadas ao posto de
trabalho e assim tornado o ambiente mais propicio ao colaborador.
2.4.2 Postura
A postura adotada pelo colaborador de forma correta, que envolve a maneira de
sentar, abaixar, levantar, tende a diminuir as doenças como a fadiga, a sobrecarga
causadora de dores musculares, na coluna, nas articulações e etc. Segundo
9
Americano psicólogo
Capítulo II – Referencial Teórico
36
Batalha(2008) para uma adequação ergonômica de um posto de trabalho a postura
é uns dos pontos importantes para avaliação das doenças.
Laville(1977) salienta que a postura esta ligada em duas partes, uma submete-se às
características anatômicas e fisiológicas do corpo humano, e a outra relaciona-se
de acordo com as atividades realizada, um individuo para cada tarefa que irá
desempenhar, adota uma postura diferente.
Batalha(2008) cita que as posturas inadequadas por um longo período de tempo
podem provocar desde dores musculares até doenças ocupacionais.
É importante que o trabalhador mantenha uma postura corporal, no ambiente de
trabalho, pois dessa forma evita transtornos futuro relacionado à saúde ocupacional.
2.5
Saúde Ocupacional
Um ambiente de trabalho saudável e agradável pode melhorar o relacionamento
entre os membros da equipe, como também reduzir os índices de acidentes, as
doenças, as faltas por atestados médicos ou por outros motivos, tornando um local
afável para se trabalhar. (CHIAVENATO 1999).
A saúde ocupacional está relacionada com a assistência médica preventiva, de
acordo com a lei Nº 24/94 que instituiu o Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional – PCMSA. No entanto é preciso de um médico com especialidade em
medicina do trabalho, onde poderá exercer suas atividades entre elas: realizar
exames pré-admissionais, aos funcionários contratados solicita os exames
periódicos, atesta aqueles colaboradores que necessita de afastamento, como
também avalia o retorno ao trabalho. (CHIAVENATO, 1999)
Os riscos ergonômicos podem gerar sérios danos à saúde ocupacional do
trabalhador e ainda comprometendo seu desempenho na organização
Capítulo II – Referencial Teórico
37
2.5.1 Principais problemas de doenças relacionados ao ambiente de trabalho

Fadiga
A sensação de cansaço ou desinteresse pode ser caracterizada como fadiga,
Kroemer e Grandjean (2005) comentam que um sinal importante da fadiga é a
sensação generalizada de cansaço e a falta de motivação para o trabalho físico e
mental. Os principais sintomas da fadiga são: a sensação de cansaço, dificuldade de
pensar, atenção reduzida, e redução do desempenho nas atividades físicas.
A Psicodinâmica do Trabalho se fundamentou nos princípios da psicanálise e das
ciências sociais, e tem como objetivo estudar as relações entre prazer-sofrimento e
organização do trabalho. Trata de melhor compreender porque as situações de
trabalho que geralmente trazem sofrimento a ponto de conduzir, às vezes, ao
desgaste mental e doença, podem também proporcionar prazer e saúde. (Oliveira
2006).
Kroemer e Grandjean (2005) mencionam as diferentes formas de fadiga existentes:
 Fadiga
visual:
geralmente
desempenhadas que em
é
obtida
através
as
atividades
computadores e por isso ocasionando
dores de cabeça, vista cansada nos colaboradores.
 Fadiga Geral: envolve uma sobrecarga física em todo organismo.
 Fadiga Mental: induzida pelo todo trabalho mental ou intelectual da
vida laboral dos funcionários.
 Fadiga Crônica: ocasionada pelo acúmulo dos efeitos causadores de
fadiga durante muito tempo.
Todas essas formas de fadiga mencionadas podem gerar ao trabalhador doenças
como: dores de cabeça, tontura, falta de apetite, perturbações digestivas,
Capítulo II – Referencial Teórico
38
provocados pela rotina exaustiva, e trás como conseqüências o aumento dos índices
de erros humanos, ou seja uma degradação da qualidade do trabalho.(IIDA 1995).

Estresse
No local do trabalho os ruídos irritantes, a monotonia, o tédio, as situações
insalubres, a insatisfação são fatores que podem conduzir o estresse ocupacional.
Chiavenato (1999, p. 377) define que “estresse é um conjunto de reações físicas,
químicas e mentais a estímulos [...] no ambiente”. Haja vista que os agentes
estressores não envolvem somente as situações peculiares do local trabalho, mas
os problemas pessoais tais como: problemas familiares, financeiros etc, que por sua
vez, também estão envolvidos e atrelados formando uma teia que afeta tanto o
funcionário como a empresa. O quadro 02 esclarecerá sobres os agentes
estressores e as conseqüências geradas:
Quadro 2 - Agentes estressores
Cargo
Sobre Carga
Rigidez
Monotonia
Programação
Papel
Ambiguidade
Conflito
Responsabilidade
Falta de apoio
Estrutura
Cultura
Fatores
Externos
Relaciona
mentos
Comunicação Podre
Pouca Participação
Pouca Coordenação
Rigidez
Iniquidade
Bitolamento
Pouco Progresso
Pouca Participação
Família
Economia
Vida Particular
Comunidade
Estressores
Ambientais
Conseqüência
Disfuncionais
Estressores
Individuais
Necessidades
Aspirações
Estabilidade emocional
Experiências
Flexibilidade
Tolerância à ambiguidade
Auto-estima
Padrão de Comportamento
Sujeito
Comportamental
Cognitiva
Fisiológico
Organizacional
Superiores
Subordinados
Colegas
Clientes
Fonte: Chiavenato (1999, p. 378)
Fadiga
Ansiedade
Preocupação
Culpa
Acidentes
Erros
Esquecimento
Pouca Concentração
Erros de Decisões
Esquecimento
Pressão Alta
Insônia
Doenças
Absenteísmo
Rotatividade
Baixa produtividade
Baixa qualidade
Capítulo II – Referencial Teórico
39
O estresse no trabalho provoca várias conseqüências humanas que interferem nos
objetivos e metas almejadas pelas organizações.

LER/DORT
Existem funções dentro das organizações que requer constantes movimentos e
rotineiros realizados pelos colaboradores durante o expediente, no entanto conforme
o excesso e freqüência desses esforços manuais geram as lesões por esforços
repetitivos conhecidas como LER e distúrbios osteomusculares relacionados ao
trabalho DORT.
Segundo Rocha (2008 p.42):
As LER/DORT resultam da super-utilização do sistema músculoesquelético, sendo quadros clínicos que se instalam progressivamente
em pessoas que desenvolvem suas atividades em postos de trabalho
sujeito a fatores de riscos relacionados à tecnologia e organização do
trabalho.
A LER/DORT favorecem a incidência de inflamações tais como: lesão tenossinovite:
inflamação do tecido que reveste os tendões; tendinite inflamações dos tendões,
bursite, inflamações de pequenas bolsas que estão localizados entre os ossos e os
tendões das articulações do ombro. Síndrome do túnel de carpo: compressão do
nervo mediano ao nível do punho (BATALHA, 2008).
O quadro clinico de LER/DORT é amplo e os sintomas mais freqüentes são dores
musculares, formigamento, dormência entre outros (ROCHA,2008).

Dores na Coluna
Os principais problemas que envolvem a coluna vertebral acontecem por causa dos
moveis inadequados e também pela conduta de posturas viciosas adotadas no
trabalho, Araújo; Antunes e Romani (2006) cita que além das posturas incorretas a
repetição de movimento também afetam a coluna vertebral durante a jornada de
trabalho o que geram incômodos ao trabalhador, as principais doenças são : A
Capítulo II – Referencial Teórico
40
lombalgia, trata-se das dores na região lombar da coluna possui o maior índice nos
casos de dores na coluna; a cervicalgia são as dores na região do pescoço e
ombros, são provocadas pelos movimento pescoço.
2.6
Higiene e Segurança
A segurança de trabalho tem um papel dentro da organização em conscientizar o
trabalhador a proteger sua vida e os seus colegas mediante de ações seguras em
locais que possam provocar possíveis acidente ( MARRAS,2000).
A prevenção de acidente são maneiras de eliminar o dano ao colaborador, dessa
forma, obriga-o em usar o Equipamento de Proteção Individual - EPI durante o
horário de trabalho, com punições cabíveis para aqueles que não utilizarem o EPI
(BATALHA, 2008).
A higiene do trabalho são métodos que visa proteger os riscos que os trabalhadores
são expostos ao desenvolver sua atividades , preservando a sua saúde. Marras
(2000) cita que tanto a higiene como a segurança atuam na área de prevenção e
correção sobre ações constantes que envolvam acidentes no trabalho.
CAPÍTULO III
Metodologia
Capítulo III – Metodologia
3
42
METODOLOGIA
Neste capítulo será apresentado todo o processo científico adotado na elaboração
desse estudo, conduzindo a uma pesquisa confiável para atingir os objetivos
propostos. Para tanto será preciso estabelecer alguns métodos que segundo
Vergara (2004 p.12) “Método é o caminho, uma forma uma lógica de pensamento”,
que serve para orientar e guiar o pesquisador durante o seu trabalho pesquisado.
3.1
Método da pesquisa
A metodologia implicará quais serão as etapas utilizadas e como elas serão
utilizadas para o desenvolvimento do estudo. Segundo Gil (1999, p. 26) “Pode-se
definir método como caminho de chegar a determinado fim. O método cientifico
como o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o
conhecimento”.
Para o referido estudo foi adotado o método da pesquisa qualitativa, em virtude de
número pequeno de entrevistados, sendo a melhor forma de obtenção dos
resultados almejados.
3.2
Tipos de Pesquisa
Para realização deste estudo inicialmente foi feita uma pesquisa bibliográfica, para
aumentar o conhecimento da pesquisadora sobre o assunto foco deste estudo, em
seguida partiu para o estudo de caso. Roesch (1999) cita que o estudo de caso é
uma estratégia de pesquisa de modo exploratória que permite um conhecimento
mais profundo dos fatos reais do ambiente, dessa forma baseado nos referencial
teórico procurar encontrar alternativas ou sugestões de melhorias.
Capítulo III – Metodologia
3.2.1
43
Pesquisa Bibliográfica
Esse tipo de pesquisa possibilita um aprofundamento teórico embasado nas
literaturas extraídas de livros de autores conceituados, artigos, sites de Internet e
anais de congresso que tratam do assunto principal que é a ergonomia e seus
aspetos, como também assuntos complementares, tais como A Revolução Industrial,
A Escola Clássica, enfoque comportamental, que enriquecerão a pesquisa realizada.
Kocher (2003) cita que a pesquisa bibliográfica além de ampliar os conhecimentos
da área a ser estudada, proporciona uma melhor captação ao investigador com
referência ao tema tratado, assim
auxiliará
na compreensão e resolução dos
problemas ergonômicos levantados.
3.2.2 Estudo de Caso
O estudo de caso realizado nesta monografia foi utilizado como estratégia de
pesquisa, possibilitando uma analise profunda de vários aspectos referente ao
ambiente. O estudo foi no HNAS, dentre inúmeros setores existentes, foi escolhido o
setor de faturamento, composto por cinco funcionários, que permitiu um estudo mais
detalhado do local dentro do contexto do estudo, em busca das respostas propostas
pelos objetivos traçados, durante os meses de outubro e novembro de 2009, na
ocasião foi analisado todo ambiente e assim detectar os problemas ergonômicos
que impedem o bom desempenho do setor. Durante as visitas no momento em que
a pesquisadora acompanhou passo a passo às atividades realizadas pelos cinco
funcionários do setor e ao mesmo tempo também foi aplicado o método RULA para
avaliar os riscos músculo-esquelética que é acometido na equipe ao desempenhar
cada tarefa, Esse método RULA consiste em levantar os principais motivos que
geram transtornos aos colaboradores. Para a realização desta investigação foi
necessários contar com auxilio de alguns materiais como: a balança que para
verificar a massa corporal dos colaboradores e o peso dos materiais que são
carregados pelos mesmos. O cronômetro verificou números de repetições por
minutos, sendo um dos indicadores do método RULA, além dos registros
fotográficos.
Capítulo III – Metodologia
44
O método RULA já mencionado consiste em uma técnica fácil de investigação
desenvolvida para avaliar a exposição dos indivíduos a fatores de riscos
relacionados e enfermidades dos membros superiores, uma das vantagens da
aplicabilidade desse método é de não interferir na situação de trabalho, pois trata-se
de uma análise observacional, que fornece um sistema de classificação com base
na tabela pré estabelecida, vide o quadro 05, no qual possibilitou expor alguns
pontos críticos
causados pelo numero de movimentos, posição estática, força,
postura de trabalho, fatores que contribuem para as doenças ocupacionais.
(MCATAMNEY & CORLETT10 apud MELO 2007).
3.3
Coleta de dados
Essa etapa consiste na aplicação das técnicas de observação, entrevista e aplicação
de questionários com a finalidade de colher todas as informações necessárias para
analise do estudo. A pesquisa foi realizada durante os meses de outubro e
novembro de 2009, onde foi entrevistado, o coordenador de equipe e aplicado o
questionário aos cinco funcionários no setor de faturamento hospitalar.
È importante salientar que de acordo com uma das respostas obtidas na aplicação
do questionário referente aos afastamentos causados por doença ocupacionais, a
pesquisadora procurou as duas últimas empresas contratadas para realizar um
levantamento sobre o índice de afastamentos causados por lesões e ou distúrbios
relacionados ao trabalho, no entanto uma das empresas alegou de não ter mais o
registro solicitado, até mesmo por que com o término do contrato, esses documentos
não teriam mais significado algum. Porém na outra empresa foi possível resgatar
dois documentos de atestados médicos dos colaboradores do Faturamento. Os
referidos atestados constam no apêndice C. Os atestados possuem o Código
Internacional de Doença - CID que indica qual a enfermidade que gerou o
afastamento. Os CID´s relatados nos atestados foram respectivamente
M 54
Dorsalgia, dor na região dorsal, e M 77.9 Entesopatia, causado por movimentos
repetitivos.
10
Lynn McAtamney e Nigel Corlett, desenvolvedores do método RULA , em 1993, na Universidade de
Nottingham no Reino Unido.
Capítulo III – Metodologia
45
3.3.1 Observação
Para Lakatos e Marconi ( 2001, p. 190) “ é uma técnica [...] para conseguir
informações e utiliza os sentidos
na obtenção de determinados aspectos da
realidade”. O método de observação consistiu no registro dos comportamentos, fatos
e ações relacionados com o objetivo da pesquisa, sem que houvesse comunicação
com os pesquisados e sem envolver questionamentos e respostas, verbais ou
escritas.
3.3.2 Entrevista
Essa técnica foi realizada junto ao supervisor da equipe, com data pré-agendada, no
dia 26 de outubro de 2009, onde a pesquisadora teve a oportunidade de obter as
informações sobre o perfil de todos os cinco funcionários, quais as tarefas realizadas
no setor, como também os principais problemas de caráter ergonômicos de forma
grupal. A entrevista foi estruturada e com perguntas abertas em forma de formulário
Apêndice A.
Para Lakatos e Marconi (2001, p. 212):
O formulário é um dos instrumentos essenciais para a investigação
social, cujo sistema de coleta de dados consiste em obter informações
diretamente do entrevistado. O que caracteriza o formulário é o contato
face a face entre pesquisador o informante e o roteiro de perguntas
preenchido pelo entrevistador, no momento da entrevista.
Este tipo de entrevista tem por finalidade coletar maiores detalhes dos fatos e as
informações colhidas mais minuciosas e precisas.
3.3.3 Questionário
Nessa etapa, foi aplicado um questionário com perguntas fechadas e abertas, que
segundo Gil (1999, p.129) “Perguntas fechadas, apresenta ao respondente um
conjunto de alternativas de resposta para que seja escolhida a que melhor
representa sua situação ou ponto de vista.”, para Lakatos e Marconi ( 2001, p. 204)
Capítulo III – Metodologia
46
“perguntas abertas também chamadas livres ou não limitadas, são que permite ao
informante responder livremente, usando linguagem própria”, envolvendo a
participação de todos os cinco funcionários. Com isso abriu espaço para o
conhecimento detalhado das dificuldades ergonômicas encontradas no ambiente
pesquisado como também as individuais. A aplicação do questionário foi realizado
no dia seguinte da entrevista no momento mais oportuno, foi aplicado o questionário
apêndice B para os cinco funcionários com questões abertas e fechadas.
3.4
Tratamento de Dados
Com todas as informações serão tabuladas e estudadas e diagnósticas e os
resultados serão mostrados através das representações gráficas e análises sobre as
respostas obtidas na pesquisa de campo. Segundo Lakatos e Marconi (2001. p. 167)
“representa à aplicação lógica dedutiva e indutiva dos processos de investigação [...]
onde serão melhor compreendido e interpretados mais rapidamente”.
A aplicação do método RULA foi realizada no momento em que os funcionários
identificados como A, B, C, D e E, executavam sua tarefas, os resultados dessas
analises estão apresentados nos quadros 06,07,08,09 e 10, onde foram
discriminados detalhadamente os procedimentos necessários para execução das
tarefas e por meio das técnicas observacionais verificou-se os movimentos
repetitivos, a força e a contração estática.
CAPÍTULO IV
Analises e Resultados
Capítulo IV – Análise e Resultados
4
48
RESULTADOS E ANÁLISES
Neste capitulo foram expostos às características da unidade hospitalar em questão
e apresentaram os resultados dos questionários e entrevistas aplicados aos cinco
colaboradores e ao coordenador do setor de faturamento do Hospital Nair Alves de
Souza - HNAS, no período de outubro e novembro de 2009.
4.1
Caracterização da Empresa
A unidade de saúde, conhecida como Nair Alves de Souza, em homenagem a
esposa do engenheiro Alves de Souza, foi construída em 1948 como posto de
puericultura, no entanto, só começou a funcionar em 1949, com objetivo de suporte
aos trabalhadores na construção das usinas de Paulo Afonso - BA. Possuía apenas
uma enfermaria com 24 leitos ministrados por 11 enfermeiras e 03 médicos. Com
passar dos anos houve ampliações nas instalações do Hospital Nair Alves de Souza
– HNAS, devido ao aumento gradativo dos atendimentos realizados. No entanto o
número de habitantes também crescia então o HNAS passou a oferecer seus
serviços a população local e às cidades próximas, para suprir a carência do setor de
saúde, pois o HNAS era o único centro de assistência médica da região. (CHESF,
1952).
Atualmente, o hospital é classificado como empresa público – privado, ou seja é
subsidiada pela Companhia Hidroelétrica do Rio São Francisco - CHESF, e no
entanto realiza serviços públicos, atendimento SUS, possui cerca de 400
funcionários distribuídos em toda área hospitalar, dois diretores, um gerenciando a
parte administrativa e o outro a parte de saúde e um gerente administrativo.
O organograma do hospital possui dois grupos distintos, um referente ao núcleo
administrativo, no qual dentre as equipes insere-se o setor de faturamento, em
destaque do lado esquerdo, e outro é relacionado à saúde, porém os procedimentos
realizados nos setores de: fisioterapia, laboratório e radiologia, que além desses
recebe também todos os documentos provenientes dos atendimentos do Pronto
Capítulo IV – Análise e Resultados
49
Socorro, e dos internamentos efetuados são encaminhados para equipe de
faturamento.
A unidade esta distribuída da seguinte forma:
ORGANOGRAMA DO HNAS
HNAS
Diretor Geral
UAHP
Gerente
UMHP
Diretor Médico
LEGENDA:
UAHP - Unidade de Apoio Administrativo Hospitalar
EHFT - Equipe de Faturamento
EHRI - Equipe de Recepção e Internação
EHPG - Equipe de Pagamento
EHSM - Equipe de Suprimento e Materiais
EHOM - Equipe de Oficina e Manutenção
EHLD - Equipe de Limpeza e Desinfeção
EHCT - Equipe de Contratos
EHND - Equipe de Nutrição e Dietética
EHLV - Equipe de Lavanderia
UMHP - Unidade Médica Hospitalar
EHAB - Equipe de Ambulatório
EHFI - Equipe de Fisioterapia
EHLB - Equipe de Laboratório
EHRX - Equipe de Radiologia
EHAM - Equipe de Arquivo Médico
EHEN - Equipe de Enfermagem
EHSP - Equipe Hospitalar de Psicologia
Figura 2 - Organograma do Hospital Nair Alves de Souza
Fonte: Secretaria do HNAS, 2009.
O HNAS é referência na região oferecendo serviços de urgência e emergência para
uma população que abrange mais de 20 municípios circunvizinhos localizados nos
estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. No primeiro semestre de 2009
foram realizados: 44.667 atendimentos no Pronto Socorro, uma média de 7.444 por
mês, e 3.818 internamentos nas clínicas médicas, cirúrgicas e obstétricas, uma
média de 636 mensais. Além de tratamentos fisioterápicos que somam 8.996
Capítulo IV – Análise e Resultados
50
sessões de fisioterapias, em torno de 1.500 sessões por mês. Exames radiológicos
totalizaram em 10.870 radiografias, 1.812 por mês, As análises de patologia clinica
resultaram
em
15.368
exames
laboratoriais,
uma
média
de
2.560
e
eletrocardiogramas – E.C.G e curativos juntos soma 2170, que equivale a 362 por
mês. Essas informações foram repassadas pelo setor de arquivo médico e secretaria
do HNAS.
Todos os valores citados serão mostrados em forma de gráfico como forma de
melhor assimilação dos atendimentos realizados na unidade hospitalar, é importante
salientar que nos gráficos referente aos atendimentos do Pronto Socorro e
Internamentos serão identificados os pacientes da região do hospital e os de
municípios próximos.
Pronto Socorro:
Gráfico 1 - Atendimento Pronto Socorro do HNAS
10%
9%
1%
3%
Paulo Afonso - BA
Outras cidades da BA
AL
SE
77%
PE
Fonte: Equipe Hospitalar de Arquivo Médico, 2009..
O gráfico 01 mostra que do total dos atendimentos realizados no Pronto Socorro,
77% dos atendimentos são de pacientes da região da unidade hospitalar e 23% do
total foi referente a paciente de outros municípios, sendo 9% das cidades da Bahia,
10% de Alagoas , 1% de Sergipe e 3% do estado de Pernambuco.
Capítulo IV – Análise e Resultados
51
Internamentos:
Gráfico 2 - Internamentos realizados no HNAS
1%
3%
47%
28%
Paulo Afonso - BA
Outras Cidades da BA
AL
SE
21%
PE
Fonte: Equipe Hospitalar de Arquivo Médico, 2009.
No gráfico 02 informa os internamentos realizados no hospital, é importante salientar
que mais de 50% dos internos são de outros municípios, haja vista que a incidência
maior é do estado de alagoas com 28% do total.
Tratamentos fisioterápicos, radiológicos, laboratoriais, E.C.G e Curativos.
Gráfico 3 - Volume de atendimentos de exames e tratamentos realizado no HNAS.
16.000
14.000
12.000
10.000
8.000
6.000
4.000
Fisioterapia
Radiografia
Laboratório
E.C.G + Curativo
2.000
0
Fonte: Equipe Hospitalar de Arquivo Médico, 2009.
Capítulo IV – Análise e Resultados
52
No gráfico 03 refere-se aos atendimentos de exame realizados para diagnósticos e
tratamentos das doenças. É perceptível o grande número de exames e sessões de
fisioterapia, que denota a importância desse hospital para a sociedade local e
circunvizinha.
4.2
Analise da entrevista com o coordenador de equipe
Foi entrevistada a coordenadora do setor de faturamento do Hospital Nair Alves de
Souza que ocupa essa função há três anos. A colaboradora afirma que estudos
sobre ergonomia é muito importante para que o funcionário possa desempenhar
suas funções com maior conforto e segurança, visando melhorar o rendimento
laboral na empresa e em sua vida pessoal. Entretanto afirma que até o presente
momento não foi realizada nenhuma análise ergonômica no setor com o intuito de
melhorar as condições de trabalho para os colaboradores, e que desconhece que
isso tenha ocorrido na HNAS antes da sua prestação de serviços. Cidade (2005)
menciona que a interação entre a ergonomia e o ambiente de trabalho pode
desenhar um cenário, trazendo o conforto e a produtividade dos colaboradores.
A coordenadora afirma que o setor possui cinco funcionários divididos em
digitadores e auxiliares administrativos, e que esse quadro funcional atende a
demanda de todo o setor, porém se por ventura algum funcionário se ausentar do
trabalho por motivo de doença como já aconteceu com alguns funcionários que se
afastaram por sentir fortes dores na coluna e LER, afetará todo o andamento do
setor, e ainda pode ocasionar a sobrecarrega de alguns funcionários.
O HNAS oferece ginástica laboral para seus colaboradores, mais a mesma é feita
em horários fixo e não é compatível com os horários dos colaboradores do setor de
faturamento, dessa forma fica inviabilizado que os mesmos participem. Segundo
Batalha(2008) a ginástica laboral, técnicas de relaxamentos e alongamentos são
ações que as empresas adotam para melhorar a qualidade de vida dos
trabalhadores.
Capítulo IV – Análise e Resultados
53
Grande parte dos problemas de aspecto ergonômicos nesse setor é realmente as
inadequação dos mobiliários e algumas mudanças desses móveis melhoria
consideravelmente as condições de trabalho.
Os mobiliários e os equipamentos devem permitir posturas confortáveis, e serem
adequados tantos nos biótipos dos colaboradores como de acordo com as tarefas
pertinentes a eles. (BATALHA, 2008)
A coordenadora pontuou numa escala de 0 a 10 alguns aspectos em relação ao
ambiente, com base nas satisfações gerais do grupo.
Gráfico 4 - Aspectos relacionados com a organização.
Aspectos
Entrega de Produção de Outros setores
Integração da equipe
Trabalho em Equipe
Esforço Físico
Movim entos Repetitivos
Organização das tarefas
Equipam entos
Mobiliario
Grau de risco de acidente
Cursos e Treinam entos
Rem uneração
Postura Organizacional
Segurança no am biente
Ilum inação
Ruido
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Insatisfeito
Satisfeito
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009
Os resultados do gráfico 04 mostraram que a empresa deve ter uma maior
preocupação com os seguintes aspectos: os mobiliários, cursos e treinamentos, a
remuneração, postura organizacional, os equipamentos e os movimentos repetitivos,
todos eles estão com a pontuação abaixo de 5, que indica
trabalhadores no ambiente.
a insatisfação dos
Capítulo IV – Análise e Resultados
54
“Os sentimentos manifestam-se em relação a inúmeros aspectos da vida na
organização: trabalho, salários, comportamentos dos chefes, instalações físicas”.
(MAXIMINIANO, 2000 p. 107). São pontos importantes para garantir um trabalho
com mais motivação para seus colaboradores.
4.3
Resultados e analises do questionário aplicado aos funcionários
4.3.1 Faixa etária dos funcionários.
Gráfico 5 - Faixa etária dos Funcionários
60%
40%
15 - 25
26 - 35
36 - 45
Acima de 46
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009
Percebe-se no gráfico 05, que a idade dos 60% dos entrevistados está entre 36 a
45 anos, e 40% dos colaboradores estão na faixa etária entre 26 a 35 anos.
A ergonomia visa proporcionar ao trabalhador condições favoráveis de trabalho que
minimizem o desgaste físico dos colaboradores, no entanto com o passar dos anos
esses trabalhadores sofrem ainda mais pela diminuição gradativa de das aptidões,
capacidades e principalmente as limitações.
Capítulo IV – Análise e Resultados
55
4.3.2 Sexo dos Funcionários
A analise ergonômica esboçam soluções de adaptações ambientais em ambos os
sexos.
Gráfico 6 - Sexo dos Funcionários
60%
40%
Masculino
Feminino
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009
O gráfico 06 apresenta que a maior parte dos colaboradores do setor composta pelo
sexo feminino, que somam 60% do quadro efetivo.
4.3.3 Tempo de trabalho no setor
Gráfico
7 - Tempo de trabalho
20%
20%
80%
0 - 3 anos
4 - 7 anos
7 - 10 anos
acima de 10
anos
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009
Capítulo IV – Análise e Resultados
56
Na pesquisa mostrou que a grande maioria possui menos de 03 anos que trabalha
no setor, totalizando 80% do quadro funcional. Considerando que 20% já está no
setor a mais de sete anos.
Atualmente todos os funcionários são terceirizados, ou seja, prestam serviços para
CHESF. Haja vista, que há 3 anos o setor era composto por funcionários
terceirizados e funcionários
“chesfianos”, porém o
segundo citado
foram
remanejados para outros órgãos da mesma empresa, tendo então a necessidade de
contratar novos profissionais.
4.3.4 Refere-se o conhecimento sobre ergonomia.
Gráfico 8 - Conhecimento sobre ergonomia
80%
20%
Não
Sim
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009
Sobre o conhecimento da ergonomia, 80% dos funcionários possuem algum tipo de
conhecimento do referido assunto. Eles em suas opiniões comentaram sobre as
moveis e equipamentos devem ser apropriados tanto com o tipo das tarefas
desempenhadas como das necessidades físicas individuais.
Porém vale salientar que a ergonomia é um estudo mais amplo, que não envolve
apenas as inadequações dos móveis e equipamentos relativos ao biótipo de cada
funcionário, e sim engloba os processos mentais, os aspectos ambientais tratandose de iluminação, os ruídos, as temperaturas, a organização, que todos estes
aspectos implicam em ambientes adequados em condições satisfatórias.
Capítulo IV – Análise e Resultados
57
Por unanimidade todos os colaboradores questionados concordaram que as
condições de trabalho influenciam no desenvolvimento dos trabalhos que são
realizados, dizem que se a empresa oferece um ambiente propicio ao trabalhador o
seu rendimento será melhor e as metas de rendimento traçadas pela empresa serão
atingidas.
Os colaboradores do HNAS citam como problemas ergonômicos os trabalhos
repetitivos, os móveis inadequados, a temperatura do ambiente de trabalho é
inadequada e a carga horária de 8 horas de trabalho é exaustiva para quem
desenvolve o trabalho de digitação. A sugestão é que essa carga horária seja
reduzida para seis horas e que os móveis devem ser adequados a estatura física de
cada colaborador, melhorando também a temperatura do local de trabalho.
Para Puri (2000) organização deve empenhar esforços no sentido de assegurar que
todos os aspectos voltados para o trabalho sejam oferecidos de maneira adequada
aos empregados, para permitir que eles cumpram os seus deveres com nível de
satisfação elevada.
Dos funcionários pesquisados dois se afastaram do trabalho por motivos de
doenças, no caso lesões lombares e LER, os demais geralmente sentem dores e
desconfortos físicos, entretanto não pediram afastamento do serviço ou se
ausentaram para fazer tratamento. No apêndice C constam os atestados médicos do
referido afastamento.
Todos os colaboradores questionados reclamam que a empresa não possui
nenhuma medida de saúde preventiva e ocupacional para os trabalhadores do setor
de faturamento. Poucos são as vezes que os funcionários param para descansar ou
relaxar os músculos isso agrava a qualidade da saúde dos colaboradores do HNAS
Quanto ao nível de satisfação no ambiente de trabalho 80% dos funcionários
responderam que não estão satisfeitos, e os motivos argumentados foram referentes
aos móveis inadequados, que todos afirmaram que a maior dificuldade para
realização do trabalho. Portanto esses aspectos na opinião dos colaboradores são
pontos que precisam melhorar para aumentar a satisfação em massa.
Capítulo IV – Análise e Resultados
58
Outro ponto levantado foi sobre as atividades que são maçantes e repetitivas, sem
contar que os colaboradores estão expostos aos riscos biólogos, por estarem em
contato freqüente em ambiente com vírus, bactérias, etc.
Segundo Cidade( 2005, p. 10) “ um dos benefícios mais importante da Ergonomia é
melhorar a satisfação, o bem estar e a saúde, tornando o local de trabalho
ergonomicamente corretos”.
Todos responderam que o ambiente influencia no desempenho dos funcionários,
afirmaram que um ambiente propício contribui para um melhor rendimento e o
alcance de metas e objetivos almejados pela empresa, e ainda mencionaram que
ambientes inadequados, insalubres podem deixar os empregados doentes.
4.3.5 Altura e peso dos funcionários
Foi analisado além do peso e a altura, o Índice de Massa Corporal - IMC dos
funcionários, avaliado de acordo com o padrão internacional para verificar o grau de
obesidade. O IMC é calculado dividindo o peso (em kg) pela altura ao quadrado
conforme a formula a baixo.
IMC =
Peso
(Altura X Altura)
Figura 3 - Pesando o funcionário C
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009.
Capítulo IV – Análise e Resultados
59
Na figura 03 mostra o funcionário C com 77 kg, e o mesmo com 1,85 m de altura,
substituindo essa dados na formula para calcular o IMC o resultado foi 22,5, que de
acordo com o quadro 04 indica que o colaborador está com peso ideal para sua
altura, os mesmos procedimentos foram realizados com o demais funcionários,
formando assim o quadro 03, abaixo.
Quadro 3 - Altura, peso e IMC dos funcionários
Funcionário
Altura
Peso
IMC
Indicador
A
1,70 m
65 kg
22,5
Normal
B
1,84 m
112 kg
33,1
Obeso
C
1,85 m
77 kg
22,5
Normal
D
1,55 m
58 kg
24,1
Normal
E
1,72 m
75
25,4
Acima
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009
O quadro 03 apresenta a altura e o peso de cada colaborador, essas informações
foram aplicadas na fórmula para verificar o IMC de cada colaborador conforme o
quadro 04.
Quadro 4 - Indicador da massa corporal
IMC
Indicador
Abaixo de 18,5
Subnutrido
18,5 - 24,9
Peso saudável
25,0 - 29,9
Sobrepeso
Acima de 30,0 -
Obeso
Fonte: VARELLA (2009)
Capítulo IV – Análise e Resultados
60
Diante do exposto, a grande maioria dos colaboradores está com o peso de acordo
com a altura, porém há uma oscilação nas medidas antropométrica de cada
colaborador, Cidade (2005) cita que a empresa deve adaptar local com móveis
reguláveis e espaço confortável para cada tipo de pessoa conforme seu tamanho.
4.3.6 Regiões que os colaboradores sentem mais desconforto
No gráfico 09 teve o intuito de averiguar quais as regiões onde os colaboradores
sentem mais desconforto, haja vista que 7 indica totalmente desconfortável.
Gráfico 9 - Região de Desconforto
Funcionário
A
B
C
D
Pé
Pe
rn
a
ox
a
C
ua
dr
il
Q
or
so
D
Pe
sc
oç
o
M
ão
ra
ço
nt
e
B
B
ra
ço
E
A
O
m
br
o
7
6
5
4
3
2
1
0
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009
Os resultados mostraram que a região em que os colaboradores sentem mais
desconforto são os membros superiores. Para avaliar o nível desse incômodo foi
utilizado o método RULA.
4.4
O setor de Faturamento
Foi feito um estudo de caso no setor de faturamento do Hospital Nair Alves de
Souza na cidade de Paulo Afonso-BA, com intuito de avaliar o nível de riscos de
lesões músculo-esquelético, nos membros superiores que teve a maior incidência de
desconforto mencionado pela equipe durante o desempenho das atividades.
Capítulo IV – Análise e Resultados
61
Para realizar a pesquisa foi adotado um método ergonômico chamado de RULA.
Segundo Hembecker, (2006) esse método foi desenvolvido por Lynn McAtamney e
Nigel Corlett, em 1993, na Universidade de Nottingham no Reino Unido, com
obejetivo ser utilizado em investigações ergonômicas de postos de trabalho onde
existe a possibilidade de desenvolvimento de doenças osteomusculares em
membros superiores.
O faturamento funciona de segunda a sexta em turnos 8 horas, é composto por
cinco funcionários sendo distribuídos nas seguintes funções: coordenador, auxiliares
administrativos e digitadores. As tarefas desempenhadas foram avaliadas de acordo
com os critérios baseados no quadro 05, os pontos críticos identificam qual(s) o(s)
indicador(s) mais adequado, durante a execução do trabalho, e qual o nível de
percepção onde será atribuído uma pontuação de 1 a 3. A avaliação será conforme
os resultados das soma dos pontos obtidos em cada tarefa. Vale salientar que
quanto maior o número, maior serão os riscos de lesões.
Quadro 5 - Indicadores com suas respectivas percepção e pontuação do método
RULA
INDICADOR
PERCEPÇÃO
1- FORÇA MUSCULAR
2- CONTRAÇÃO ESTÁTICA
3- NÚMERO DE
MOVIMENTOS
Leve*
Moderado**
Grave***
Leve*
Moderado**
Grave***
Leve*
mov/min
Moderado**
Grave***
mov/min
Menos de 2 kg
De 2 a 10 kg
Acima de 10 kg
Menos de 10s
De 10s a 1 min
Acima de 1 min
Menos de 4
4 mov/min
Mais de 4
PONTUAÇÃO
1
2
3
1
2
3
1
2
3
Fonte: MCATAMNEY (apud Hembecker, 2006)
As atividades desempenhadas no setor foram detalhadas em cada etapa para sua
execução, em seguida foram tabuladas conforme as informações estabelecidas no
quadro 05.
Capítulo IV – Análise e Resultados
62
 Funcionário A
As atividades desempenhadas pelo funcionário são as seguintes:

Diariamente recolhe os prontuários dos pacientes de alta ( Alta, transferência
ou óbito) nas pediatria, médica cirúrgica. Como mostra a figura 04.
Figura 4 - Funcionário recolhendo os prontuários de alta,
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009.
Conforme a figura 04, apresenta que durante o percurso das clinicas ate o setor o
funcionário se depara com a força, o peso dos prontuários e a contração estática, os
braços estendidos.

Com todos os prontuários recolhidos, o funcionário reorganiza-o por data,
retira o laudo médico, preenche os campos em branco ( data da emissão,
CPF, assinatura e carimbo do médico, data da alta, código de procedimento)
o Código Internacional de Doença - CID Depois de revisada são enviadas
para Secretaria de Saúde, onde são geradas um número para cobrança ao
SUS;

Retira um documento chamado de Síntese do Prontuário, trata-se
exatamente do resumo de tudo que aconteceu com os pacientes durante o
Capítulo IV – Análise e Resultados
63
internamento, coloca-se o número do leito, enfermaria, e do prontuário,
dependo do tratamento, coloca o nome dos profissionais, tais como: do
clínico, cirurgião, anestesistas( quando necessário), pediatra e obstétrica, o
diagnóstico
principal,
todos
os
exames
(
laboratório,
radiografias,
fisioterapias, etc), em seguida repassa para funcionário B;
Figura 5 - Movimentos Repetitivos
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009.
Na figura 05, mostra imagens dos movimentos repetitivos realizados pelo
funcionário na execução das tarefas.

Registra os internamentos realizados em livros, no qual cada pagina referese a um dia de internamento, as informações anotadas são: a clínica, o nome
do paciente e o número do prontuário, essa informações são fornecidas pelo
setor de Equipe Hospitalar de Arquivo Médico - EHAM;

Os prontuários organizados são enviados ao setor EHAM, para arquivá-los,
os prontuários com baixa, registrados em livro de protocolo, onde o
funcionário do setor do arquivo médico recebe, confere os prontuários, e
assina e data;

Registra em planilha do Excel (número de prontuário, clinica, nome do
paciente) os laudos que serão encaminhados para a Secretaria Municipal de
Saúde do município para autorização dos mesmos.
Capítulo IV – Análise e Resultados
64
Quadro 6 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizado pelo funcionário A
TAREFAS
Recolher
prontuários
Desenvolvimento
Indicador
Pontos
Total
de
pontos
1
2
2
3
5
1
2
3
2
2
3
7
1
3
1
2
3
3
3
3
3
3
3
a) coletar nas clinicas.
a) Tirar o grampo dos
prontuários;
b) Organizar os prontuários;
c) Retirar as síntese;
Dar baixa nos
prontuários
d) Retirar os laudos
e) Grampear os prontuários
f)
Protocolar os prontuários;
g) Enviar para o setor de
arquivo.
a) Preencher os dados dos
pacientes;
b) Realizar anotações
Retirada de Síntese
referente ao internamento;
c) Enviar para o funcionário B
do setor;
a) Preencher os campos
obrigatórios;
b) Colocar os códigos de
Retirada do Laudo
procedimentos;
c) Carimbar os laudos;
d) Enviar para secretaria de
saúde do município.
Registro diário de
internações
a) Registrar a entrada dos
pacientes
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009
Nota-se que em todas as tarefas apresentaram pontuação 03 que indica uma
percepção grave. O grau de risco é bastante elevado, isso explica o desconforto
mostrado no gráfico 09, Sem contar que o funcionário possui grandes tendências de
desenvolver lesões e distúrbios relacionados ao trabalho.
Capítulo IV – Análise e Resultados
65
 Funcionário B
As atividades desempenhadas pelo funcionário B são as seguintes:

Diariamente recebe as sínteses do funcionário A, que por sua vez, esses
documentos são separados por ordem alfabética e por ordem de data de
internação, e posteriormente são arquivados em fichários, aguardando a
chegada dos laudos para cobrança, conforme a figura 06;
Figura 6 - Separando as sínteses.
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009.

Os laudos registrados pelo funcionário A, todos os dias são levados para a
secretaria de Saúde do Município, para emissão da Autorização do
Internamento Hospitalar – AIH,
conforme a autorização,
etiqueta contendo o numero da AIH,
gera-se uma
ao mesmo tempo que leva, o
funcionário também busca as AIH´s;

Separa as AIH´s por ordem alfabética, em seguida é anexada a síntese em
sua respectiva AIH´s, Vale salientar que para realizar essa tarefa é
necessário de uma atenção especial, pois acontece que às vezes o mesmo
paciente possui vários internamentos em curto espaço de tempo, e para
cada internamento há um laudo e síntese diferente, outro fator importante é
sobre a letra ilegível que pode confundir um nome com outro paciente;
Capítulo IV – Análise e Resultados
66
Na figura 07, mostra o funcionário anexando a síntese na AIH, é importante informar
que cada laudo possui uma síntese, e caso haja uma troca, as informações
chocarão quando as AIH´s forem digitadas.
Figura 7 - Funcionário anexando as sínteses na AIH
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009.

Separa as AIH´s por especialidades, ou seja, separar por clinicas (medica,
cirúrgica, pediatria e obstetrícia);

Repassa as AIH´s da clinica obstetrícia para o funcionário D e as AIH´s, das
clínicas: medica, cirúrgica, pediatria para o funcionário E;

Confere o documento minuciosamente, elaborado pelo funcionário E, por sua
vez esse documento contém informações do total do faturamento do
referente ao mês de competência, destacando os valores hospitalares, em
uma tabela contendo o nome do profissional, CRM, e os respectivos
honorários dos profissionais, caso necessário o funcionário B faz as devidas
correções;

Elabora as cartas internas – CI referente à produção mensal do setor, com o
valor total de faturamento, os valores hospitalares, os valores profissionais, e
a previsão dos honorários de cada médico, essa carta são encaminhadas
para gerência, e para o setor financeiro da CHESF.
Capítulo IV – Análise e Resultados
67
Quadro 7 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizado pelo funcionário B
TAREFAS
Desenvolvimento
Indicador
Pontos
2
1
3
3
1
1
correspondentes;
2
1
c) Separar os laudos por
3
3
3
1
2
2
3
3
Total
de
pontos
a) Separar por ordem
Arquivar as
sínteses
alfabética;
b) Separar por ordem de data;
4
c) Armazenar as sínteses.
a)
Encaminhar para
Secretaria de
Saúde Municipal
Levar os laudos para
autorização do Internamento
hospitalar - AIH;
1
b) Buscar as AIH´s Autorizadas
na Secretaria de Saúde.
a) Separa as AIH´s por ordem
alfabética;
b) Anexar as sínteses
Anexar as sínteses
4
especialidades.
d) Distribuir os laudos para os
funcionários D e E.
a) Conferir as informações;
Conferencia dos
Relatórios
b) Conferir os valores
apresentados;
1
c) Realizar os ajustes
necessários.
a) Digitar os documentos;
Elaborar as Cartas
b) Confere;
c) Encaminha para gerência.
5
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009
Nesse caso, nem todas as tarefas apresentam a incidência dos indicadores com
pontuação três, porém não indica afirmar que o colaborador esteja imune das
lesões.
Capítulo IV – Análise e Resultados
68
 Funcionário C
As atividades desempenhadas pelo funcionário C são as seguintes:

Recebe e confere diariamente todas as fichas de atendimentos do pronto
socorro referente ao dia anterior protocoladas, emitidas pela Equipe
Hospitalar de Recepção e Internamento, essas fichas são chamadas de
Pronto Atendimento Ambulatorial – PAA, e o protocolo contem os números
dos PAA do referido dia, depois de conferido, o funcionário assina o protocolo
e devolve para o setor de recepção;

A digitação é realizada em uma planilha do Excel, onde o funcionário digita o
número do PAA, a data do atendimento, sexo e o município do paciente, o
nome do medico responsável pelo atendimento, e por fim todos o
procedimentos realizados ( tipo de consulta, exames solicitados, medicação
ministrada, para cada procedimento existe um código com base em tabelas
estabelecidas pelo SUS;
Figura 8 - Movimentos repetitivos
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009.
As marcações na figura 06, refere-se aos movimentos repetitivos realizados pelo
funcionário C, no ato da digitação dos PAA´s.
Capítulo IV – Análise e Resultados

69
A estratificação de cada procedimento, nesta etapa o funcionário separa
procedimento por categorias de cada procedimento, idade, logradouro, e por
fim por médico (todos atendimentos realizados nos plantões) assim será feita
a produtividade de cada profissional.

Coloca-se o valor de cada procedimento e multiplica pela quantidade
realizada,
faz a produtividade dos honorários médico referente aos
atendimentos realizados no Pronto Socorro do HNAS, com os valores
devidamente calculados, além dos valores Hospitalares. Gerando um relatório
que é entregue ao funcionário E;
Quadro 8 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizados pelo funcionário
C
Total de
pontos
3
TAREFAS
Desenvolvimento
Indicador
Pontos
Receber PAA
Digitar os PAA
a) Confere o controle.
a) Pegar o mouse;
b) Digitar o Nº do PAA;
c) Digitar a idade;
d) Digitar a data do
atendimento;
e) Digitar todos os
procedimentos;
f) Digitar o médico;
g) Digitar o Município do
Paciente;
d) Separar os procedimentos
por categoria;
e) Colocar os valores de
cada procedimento;
f) Colocar o valor total;
g) Identificar os profissionais;
h) Fazer a produtividade do
médico;
i) Entregar o relatório ao
funcionário E;
3
3
1
2
3
1
2
3
6
1
3
1
2
3
Resumo Mensal
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009.
A quantidade de PAA faturado mensal é de 7443, o que equivale a uma média
aproximadamente de 250 fichas por dia, assim é notório que o funcionário realiza
inúmeros movimentos repetitivos por minuto diariamente.
Capítulo IV – Análise e Resultados
70
 Funcionário D
As atividades desempenhadas pelo funcionário D são as seguintes:

Recebe uma média mensal de 350 AIH´s provinientes da clinica obstétrica,
que são separados por procedimentos, em seguida é preparado um
formulário chamado de espelho, que coloca-se as seguintes informações: nº.
de prontuário, a clínica, o nº de leito, nome do paciente, data de internação,
data da saída, motivo da saída ( alta, transferência, óbito), endereço
completo, código do município, CEP, Nacionalidade, colocar o código de
procedimento do diagnóstico principal, coloca o Código Internacional de
Doenças – CID informar o CPF do médico: responsável, autorizador, informa
ainda o CPF dos profissionais que também fazem parte do procedimento,
(pediatras, anestesistas) inclusive o Classificação Brasileira de Ocupação CBO, todos os códigos de todos exames solicitados;

A digitação das informações dos espelhos é realizada em um programa do
ministério de saúde, dividido em três parte, vide o apêndice D, após digitar é
feito a consistência
para verificação de possíveis erros, em seguida é
realizado a contagem das AIH´s, para verificar se a quantidade enumeradas e
a quantidade digitada são as mesmas;

Depois de tudo digitado, gera-se um arquivo contendo todas as informações
digitadas, que por sua vez, o arquivo é entregue para o funcionário E;

Produção entregue, então é feita a previsão da produtividade dos médicos
onde será estratificados cada procedimento realizado por eles e seus
respectivos valores, entregando em seguida para o funcionário E;

Todas as AIH´s são digitadas no sistema do mistério da saúde, geram um
arquivo com o resumo de cada AIH chamado de simulada, então imprime e
encaminha a simulada para o Diretor Médico do HNAS assinar;
Capítulo IV – Análise e Resultados

As
simuladas
assinadas
71
são
grampeadas
nas
AIH,s,
em
seguida
encaminhada para o arquivo médico;

Atender o telefone.
Quadro 9 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizadas pelo funcionário
D
Indicador
Pontos
Total
de
pontos
3
3
3
2
2
3
3
e) Gerar o arquivo;
2
2
f) Encaminhar para o funcionário
3
3
1
1
3
3
2
2
TAREFAS
Separar as AIH´s
Desenvolvimento
a) Por procedimentos.
a) Escrever o nº de prontuário;
b) Transcrever os dados do
paciente;
c) Anotar os códigos de
Preparar espelho
procedimentos;
d) Preencher os CPF dos
5
profissionais envolvidos;
e) Anotar os códigos dos exames
realizados.
a) Digita as AIH´s;
b) Conferir os erros;
c) Concertar os erros;
d) Enumerar os laudos;
Digitação dos
LAUDOS
5
E;
g) Realizar a previsão da produtividade dos profissionais;
h) Entregar para o funcionário E.
a) Anexar as simuladas nas AIH´s;
As simuladas
b) Encaminhar para o arquivo
médico.
Atender o tefefone
a) atender o telefone
4
2
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009.
Nota-se que praticamente todas as tarefas, as atividades apresentaram pontuação
03 que indica um grau de risco elevado, isso explica o desconforto mostrado no
Capítulo IV – Análise e Resultados
72
gráfico 09, Sem contar que o funcionário possui grandes tendências de desenvolver
lesões e distúrbios relacionados ao trabalho.
 Funcionário E
As atividades desempenhadas pelo funcionário E são as seguintes:

Recebe as uma média 280 AIH´s provenientes da clinicas médica, cirúrgica e
pediatria então são separados por procedimentos, em seguida é preparado
um formulário chamado de espelho, onde se coloca a seguinte informação:
nº. de prontuário, a clinica, o nº de leito, nome do paciente, data de
internação, data da saída, motivo da saída ( alta, transferência, óbito),
endereço completo, código do município, CEP, Nacionalidade, colocar o
código de procedimento do diagnostico principal, coloca o
Código
Internacional de Doenças – CID informar o CPF dos médicos responsável, do
medico autorizador, e informar ainda o CPF dos profissionais que também
fazem
parte
do
procedimento,
(pediatras,
anestesistas)
inclusive
o
Classificação Brasileira de Ocupação - CBO, o código da diária de
acompanhante para os pacientes menores de 16 e maiores que 60, todos os
códigos de todos exames solicitados.

A digitação das informações dos espelhos é realizada em um programa do
ministério de saúde, dividido em três parte, vide o apêndice D, após digitar é
feito à consistência para verificação de possíveis erros, em seguida é
realizado a contagem das AIH´s.

Depois de tudo digitado, gera-se um arquivo contendo todas as informações
digitadas e no caso é acrescentado o arquivo fornecido pelo funcionário D.

Recebe os relatórios dos atendimentos de pacientes internos e externos dos
setores: laboratório, Rx, Fisioterapia, sala de E.C.G. e sala de curativo, e mais
o relatório do funcionário C, referente à produção pertinente ao Pronto
Atendimento, o funcionário digita todas as informações gerando um arquivo
chamado de Boletim de Produção – BPA.
Capítulo IV – Análise e Resultados

73
Os arquivos da produção ( AIH e BPA) são encaminhados para a Secretaria
de Saúde onde os arquivos serão criticados, no entanto os arquivos que
passaram pela critica serão pagos , e os que não forem, serão devolvido para
realizar os ajustes e reapresentar no mês seguinte.

Produção entregue, próxima etapa, faz-se a previsão das produtividades dos
médicos onde serão estratificados cada procedimento realizado por eles e
seus respectivos valores, somado com a produção dos funcionários C e D,
repassando para o funcionário B, para conferir e completar a CI.

Todas as AIH´s que são digitadas no sistema do mistério da saúde, geram
um arquivo com o resumo de cada
AIH
chamado de simulada, então
imprime e encaminha para o Diretor médico assinar.

As
simuladas
assinadas
são
grampeadas
nas
AIH,s,
em
seguida
encaminhada para o arquivo médico.

Atender o telefone, conforme a Figura 10, o funcionário ao atender o telefone
o braços fica estendido de acordo com tempo gasto no atendimento.
Figura 9 - Contração estática ao atender ao telefone.
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009.
Capítulo IV – Análise e Resultados
74
Quadro 10 - Aplicação do Método RULA. Nas atividades realizadas pelo funcionário
E
Total
de
pontos
3
TAREFAS
Desenvolvimento
Indicador
Pontos
Separar as AIH´s
a) por procedimentos.
f) Escrever o nº de prontuário;
g) Transcrever os dados do
paciente;
h) Anotar os códigos de
procedimentos;
i) Preencher os CPF dos
profissionais envolvidos;
j) Anotar os códigos dos exames
realizados.
i) Digita as AIH´s.
j) Conferir os erros;
k) Concertar os erros;
l) Enumerar os laudos;
m)Gerar o arquivo;
n) Encaminhar para secretaria de
saúde;
o) Realizar a previsão da produtividade.
a) Receber os relatórios dos outros
setores;
b) Receber o relatório do funcionário
C
c) Digitar o BPA;
d) Gerar o arquivo;
e) Encaminhar para secretaria de
saúde
a)Receber a produtividade dos
Funcionários C e D;
b)Somar a produtividade com os
funcionários C e D;
c) Entregar para o funcionário B;
3
3
2
3
2
3
5
2
3
2
3
5
3
3
3
2
3
2
3
5
1
3
1
3
4
2
2
2
Preparar espelho
Digitação dos
LAUDOS
Gerar o BPA
Fazer o Relatório
As simuladas
Atender o tefefone
c) Anexar as simuladas nas AIH´s
d) Encaminhar para o arquivo
médico;
a) atender o telefone
Fonte: Pesquisa realizada em outubro de 2009.
Nota-se que praticamente todas as tarefas, as atividades apresentaram pontuação
03 que indica uma percepção grave, O grau de risco é bastante elevado, isso explica
o desconforto mostrado no gráfico 09..
O método RULA foi de grande valia, pois foi possível identificar a atividade, onde ao
desempenhá-la os funcionários possuem grandes chances de gerar lesões ou
distúrbios.
Capítulo IV – Análise e Resultados
4.5
75
Resultados alcançados
Todos os resultados alcançados mostraram a importância dessa pesquisa, onde
foram detectados vários pontos que precisam de uma maior atenção por parte da
gerência, e com isso os funcionários sentem essa carência, o que dificulta o seu
bom desempenho. A colaboração e compreensão de todos os funcionários foram
fundamentais para o bom desenvolvimento da pesquisa.
CAPÍTULO V
Considerações Finais
Capítulo V – Considerações Finais
5
77
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo monográfico teve como objetivo analisar os problemas ergonômicos que
afetam a vida laboral dos colaboradores, do setor de faturamento do HNAS, dessa
forma o estudo permitiu levantar um conjunto de variáveis que tornaram “pontos
chaves” para realização desta pesquisa. O setor apresenta uma gama de
inadequações sob condições adversas à segurança e à saúde dos trabalhadores.
Neste contexto, o estudo vem analisar e de modo claro, ajudar a esclarecer a
pergunta feita nesta pesquisa, Quais os motivos ergonômicos estão afetando a
saúde ocupacional dos funcionários do setor de faturamento? E através dos
objetivos traçados essa indagação foi respondida de maneira satisfatória e na
prática sugerir melhoria para os problemas. Durante a entrevista e
questionamentos
pode-se
verificar
que
as
condições
físicas
os
ambientais
apresentaram vários problemas que dificultam o desempenho dos colaboradores.
Os pontos que merecem atenção por parte dos gestores são: moveis inadequados
e degenerados, elevando-se para problemas de queixas, de dores nos membros,
pescoço, colunas. Estes foram os principais aspectos que incomoda os
colaboradores durante a jornada de trabalho, além dos serviços rotineiros e
repetitivos que também são agravantes, pois pode originar o cansaço físico e
mental. Importante também ressalvar a precariedade de conhecimentos básicos,
sobre a conduta, em relação às posturas adotadas durante a jornada de trabalho
que isso também pode ocasionar dores musculares até as doenças ocupacionais.
As tarefas desempenhadas pelo setor, a maior parte é realizada manualmente, haja
vista que muitas informações referentes aos pacientes são feitas por vários setores,
inclusive pelo setor em questão, ou seja, os dados pertinentes ao paciente, são
preenchido no setor de recepção, no livros de ocorrências da clinica que o paciente
foi internado, o livro de registro do EHAM além do livro do setor do estudo de caso,
essa redundância poderia ser amenizada com um sistema integrado, isso reduziria o
número de esforços repetitivos e o volume de papel usado para essa finalidade.
Como o resultado desta pesquisa indicou que os membros superiores são os mais
afetados,
os
mesmos
apresentaram
o
maior
índice
de
incômodos
dos
Capítulo V – Considerações Finais
78
colaboradores. Partindo deste ponto a aplicação do método RULA desenvolvido por
McAtamney e Corlett, foi à técnica mais apropriada para constatar quais atividades
podem causar lesões nos membros superiores. Durante o acompanhamento das
atividades e avaliando de acordo com o método, ficou claro que grandes partes das
tarefas executadas apresentaram grau 03 em pelo menos um dos indicadores do
quadro 05, por isso explica os incômodos nos membros superiores, aumentando as
chances das doenças ocupacionais.
Para reverter esse quadro sugere-se aos responsáveis um quadro ilustrativo com
exercícios laborais, já que os horários da ginástica laboral choca com o horário de
pico do setor, exposto em um local perceptivo a todos do referido departamento,
onde seus colaborados busquem em horários determinados e oportunos durante as
pausas de seus afazeres, exercitarem conforme o quadro sugerido, na tentativa de
minimizar os problemas corriqueiros devido a rotina exaustiva e que desta forma
possa oferecer conforto e segurança necessários para garantir o bem estar dos
mesmos.
Portanto, de acordo com o que foi explanado neste trabalho, ficou evidente que as
principais causas que estão afetando os colaboradores são as atividades
desempenhadas de forma exaustivas, causadoras das lesões músculo-esquelético.
Outra causa importante está relacionado aos móveis impróprios, incompatíveis,
tanto diretamente ao colaborador, quanto na atividade a ele atribuída pela empresa.
Então se conclui que providências cabíveis devem ser tomadas pelos responsáveis
de maneira que venha sanar de forma definitiva este problema melhorando a
qualidade do serviço e conseqüentemente a produtividade.
5.1
Limites do estudo
Capítulo V – Considerações Finais
79
A principal dificuldade decorrente deste estudo foi há falta de materiais livros,
revistas, etc. disponível na biblioteca da faculdade sobre o tema central desta
monografia, fazendo com o que a pesquisadora propuser-se a busca de outras
fontes sobre o assunto ergonomia.
5.2
Sugestões de estudo
Sugere-se um maior aprofundamento deste estudo para que possa ser realizada
futura pesquisa mais detalhada, ou mesmo utilizar o texto formulado como auxilio
em outros setores que também sofre com estes mesmos problemas e quem sabe
ate mesmo expandir-se para outras instituições que precisem desta orientação.
REFERÊNCIAS
Referências
81
REFERÊNCIAS
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<http://www.abergo.org.br/oqueeergonomia.htm > acessado em 14/04/2009
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1º ed - São Paulo: Altas, 2001.
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incidência de lombalgia e dores osteomusculares em operadores de
computador em uma empresa de engenharia: um enfoque para a postura
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CIDADE, Paulo, Manual de Ergonomia no Escritório, Rio de Janeiro: Qualitymark,
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comportamentais: estudo de caso em empresa do ramo de distribuição in: XIV
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Referências
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2006 , Curitiba – PR anais ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ERGONOMIA , 2006,
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Paulo: Atheneu, 2003.
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Paulo : Pedagógica e Universitária LTDA,1977.
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esquerdo de operadores de trem metropolitano. Uma investigação sobre
cargas do sistema osteomuscular – SP : Dissertação (mestrado)- Escola de
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Referências
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ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 06 a 09 de outubro de 2009, Salvador – BA, anais
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PEIRÃO, Rosimeire; TIRLONI, Adriana Seara; REIS. Diogo Cunha dos; MORO,
Antonio Renato, Efeitos do treinamento de digitação em teclado tradicional de
microcomputador com diferentes inclinações na postura das extremidades
superiores e no desempenho in: XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA
DE PRODUÇÃO, 06 a 09 de outubro de 2009, Salvador – BA, anais CD – ROOM
PURI, Subhash, Gestão da estabilidade, tradutora Maria Motta, Rio de Janeiro :
Qualitymark,2000;
ROCHA, Geraldo Celso, Trabalho, Saúde e Ergonomia, 1º ed, 4º tiragem –
Curitiba:Juruá, 2008.
ROESCH, Sylvia Maria Azevedo, Projetos de estágios e de pesquisa em
administração, 2º ed – São Paulo: Atlas, 1999.
SEREDNICKI, Pérsio Farah; AGNOLETTO, Rafael Antonio; CATAI, Rodrigo
Eduardo, CORDEIRO, Arildo Dirceu e MATOSKI, Adalberto , GESTÃO
ERGONÔMICA POSTURAL DE UM POSTO DE TRABALHO NO SETOR DE
CABOS DO ALMOXARIFADO DE MATERIAIS E ACESSÓRIOS in: V ENCONTRO
NACIONAL DE EXCELENCIA EM GESTÃO, 02 a 04 de julho de 2009, Paraná - PR
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VARELLA, Dráuzio, Índice de Massa Corporal, Disponível em:
<http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/imc.asp> acessado em 18/11/2009
VERGARA, Silva Constant. Projeto e relatórios de pesquisa em administração.
5º ed. – São Paulo: Atlas, 2004.
APÊNDICES
Apêndice
85
APÊNDICE
Apêndice A
ORGANIZAÇÃO SETE DE SETEMBRO DE CULTURA E ENSINO LTDA
FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE
Credenciada pela Portaria/MEC nº 206/2002 – D.O.U. 29/01/2002
Av. Vereador José Moreira, 1000 – Centro, 48601-180
CNPJ: 03.866.544/0001-29 e Inscrição Municipal nº 005.312-3
Paulo Afonso – Bahia
CURSO: ADMINISTRAÇÃO COM HABILITAÇÃO EM MARKETING
PROFESSORA: Cynthia Marise dos Santos Mattosinho
ALUNA: Sandra Lima Cavalcanti
Entrevista direcionada ao supervisor do setor de faturamento do Hospital
Nair Alves de Souza.
1 - Qual é a sua formação?
2 - Há quanto tempo exerce essa função no setor?
3 - O qual é sua visão sobre ergonomia?
4 - Na sua opinião, qual a importância da ergonomia no setor, com intuito
de contribuir a melhora das condições físicas adotadas?Justifique?
5 - Já foi realizada alguma analise ergonômica no setor com intuito de
melhorar as condições de trabalho mesmo?Qual? ou não, por que?
6 - Como são dividas as tarefas e as responsabilidades do setor?
7 - O quadro de funcionários é suficiente para atender a demanda do setor?
Ou existe um sobre carga? De que forma?
Apêndice
86
8 - Pode descrever o seu relacionamento com os colaboradores?
9 - Já houve afastamentos dos funcionários de setor por motivo de doença
ocupacional? qual doença? Qual atitude tomada? Qual a freqüência?
10 - A empresa oferece aos funcionários algum tipo de ginástica laboral?
Qual a participação dos colaboradores? Ou não por que?
11 - Na sua opinião, Quais as sugestões de mudanças necessárias
(aspectos ergonômicos) para melhorar as condições de trabalho do setor?
12 - Marque no quadro abaixo, numa escala de 0 a 10 , os aspectos abaixo
em relação ao setor, com referencia ao nível de satisfação ( marque apenas
uma resposta por aspetos):
Aspectos
Temperatura
Ruído
Iluminação
Segurança no ambiente
Postura organizacional
Remuneração
Cursos e treinamentos
Grau de risco de acidente
Mobiliários
Equipamentos
Organização das tarefas
Movimentos repetitivos
Esforço físico
Trabalho em equipe
Integração da equipe
Entrega de produção de outros setores
Equipamentos
0
1
Insatisfação
2
3
4
5
6
7
Nível de Satisfação
8
9
10
satisfação
Apêndice
87
Apêndice B
ORGANIZAÇÃO SETE DE SETEMBRO DE CULTURA E ENSINO LTDA
FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE
Credenciada pela Portaria/MEC nº 206/2002 – D.O.U. 29/01/2002
Av. Vereador José Moreira, 1000 – Centro, 48601-180
CNPJ: 03.866.544/0001-29 e Inscrição Municipal nº 005.312-3
Paulo Afonso – Bahia
CURSO: ADMINISTRAÇÃO COM HABILITAÇÃO EM MARKETING
PROFESSORA: Cynthia Marise dos Santos Mattosinho
ALUNA: Sandra Lima Cavalcanti
O presente questionário tem finalidade acadêmica, com intuito de elaboração do trabalho de
conclusão de curso, onde será analisada a interferência ergonômica no ambiente de trabalho.
Agradeço sua compreensão e colaboração.
Questionário direcionado aos funcionários do setor de faturamento do
Hospital Nair Alves de Souza.
01- Faixa etária:
( ) 15 a 25 anos
( ) 26 a 35 anos
( ) 36 a 45 anos
( ) acima de 46
02- Sexo
( ) Masculino
( ) Feminino
03- Tempo de trabalho no setor:
( ) 0 a 3 anos
( ) 4 a 7 anos
( ) 8 a 10 anos
( ) acima de 10 anos
02- Você tem conhecimento sobre Ergonomia?
06- Qual o seu nível de satisfação no ambiente de trabalho?Justifique.
07- Você está satisfeito com a segurança e o conforto em relação ao trabalho
que realiza? Justifique.
08- Você concorda que as condições de trabalho influenciam no desempenho
dos funcionários? Justifique.
Apêndice
88
09- Para você, qual o fator que mais dificulta para a realização das atividades
no seu setor?
( ) Os moveis e equipamentos inadequados;
( ) Informatização;
( ) As condições ambientais (temperatura, iluminação, etc);
( ) As condições de tempo (jornada de trabalho, períodos de descanso, etc);
( ) Outros. Quais:
_____________________________________________________
10 - Marque no quadro abaixo a região que normalmente sente desconforto ou
alguma dor após a jornada de trabalho.
Quadro A: areas de desconforto dos colaboradores
Fonte: Serednicki, Catai, Cordeiro e Matoski (2009).
11 -
Qual é a sua altura e o seu peso?
12 -
Qual é a sua jornada de trabalho?
13 -
Qual é a sua função desempenhada no setor?
14 -
Descreva como ela é executada?por atividade.
15 -
Quais são os moveis e ou equipamentos utilizados para realização das
tarefas? Sente algum desconforto? De forma?
Apêndice
89
16 - Na sua opinião, quais os problemas ergonômicos ocorrido no
setor?Cite algumas sugestões de melhoras tanto no ambiente como nas
tarefas realizadas.
17 -
Você já afastou do trabalho, por motivo de doença relacionada ao
trabalho?
18 -
Em caso afirmativo da questão anterior, Quais os motivos? E por quanto
tempo?
19 -
Cite as dificuldades e limitações encontradas no setor de trabalho?
20 -
Na Jornada do trabalho, quanto em quanto tempo você pausa sua
atividades durante o expediente? Por quê?
21 - Como você avalia as medidas adotada pela direção da empresa
relação a saúde ocupacional do trabalhador deste setor?
em
Apêndice
Apêndice C
90
Apêndice
91
Apêndice
92
Apêndice D
Foto 01: Primeira tela de digitação dos laudos.
Fonte: Setor de Faturamento do HNAS, 2009.
Apêndice
93
Foto 02: Segunda tela de digitação dos laudos.
Fonte: Setor de Faturamento do HNAS, 2009.
Apêndice
94
Foto 03: Terceira tela de digitação dos laudos.
Fonte: Setor de Faturamento do HNAS, 2009
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