UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA Pablo Antonio Iglesias Magalhães Equus Rusus A Igreja Católica e as Guerras Neerlandesas na Bahia (1624 – 1654) Volume 3 Tese apresentada ao Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal da Bahia, para a obtenção do título de Doutor em História. Orientadora: Profa. Dra. Maria Hilda Baqueiro Paraíso Co-Orientadora: Brandão Aras Profa. Dra. Lina Salvador – BA 2009 1 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 ANEXO II. A RELAÇÃO DE FREI FRANCISCO DE SAN JUAN EM 1624 4 ANEXO III. A JORNADA DOS VASSALOS DE D. JERÔNIMO DE ATAÍDE EM 1625 27 ANEXO IV. A RELAÇÃO DO BISPO D. JUAN DE PALAFOX Y MENDONZA EM 1638 62 ANEXO V. REGISTRO DAS ENTRADAS NO LIVRO DE TOMBO DA ORDEM DO CARMO DE SALVADOR (1630-1658) 76 ANEXO VI. CARTAS GEOGRÁFICAS E IMAGENS FONTES E BIBLIOGRAFIA 81 2 Introdução O terceiro volume da presente tese tem por objetivo apresentar textos inéditos que podem auxiliar a leitura dos capítulos do primeiro volume. São três artigos que trazem, ao fim, a transcrição ou edição dos documentos respeitantes às guerras neerlandesas na Bahia. Em cada um deles foi indicada a autoria e feito alguns apontamentos para situá-los na historiografia das guerras. O Anexo II apresenta uma relação escrita na Bahia por um frade franciscano em 1624. O Anexo III traz a Jornada dos Vassalos narrada em castelhano por D. Jerônimo de Ataíde em 1625. O Anexo IV uma relação que fora publicado em 1638, mas que, durante a pesquisa, foi possível apontar seu possível autor: o Bispo Juan Palafox y Mendonza. O Anexo V apresentar um resumo das entradas feitas no Livro do Tombo do Convento de Nossa Senhora do Carmo da Bahia entre 1626 e meados da década de 1650. Dos mais antigos Tombos que restaram dos mosteiros e conventos da Bahia, na primeira metade do século XVII, o do Carmo é o único que permanece inédito, visto que os dos jesuítas e dos beneditinos foram publicados. Foram elaboradas, para falicitar a leitura da tese, cartas geográficas. Essas cartas indicam aos leitores os diversos locais do Recôncavo baiano e de Salvador que aparecem ao longo dessa pesquisa. 3 Frei Francisco de San Juan: um missionário espanhol na Bahia em 1624 Existe na Biblioteca Nacional da Espanha uma relação manuscrita por uma testemunha ocular que viveu em meio aos refugiados na Aldeia do Espírito Santo, em 1624. O manuscrito é intitulado Da tomada da Cidade da Bahia, e o que mais sucedeu ate a morte do senhor Bispo, com autoria atribuída a Frei Francisco de São João e narra o dia-a-dia no centro da resistência, as dificuldades dos refugiados e alguns pormenores desconhecidos pela historiografia da invasão holandesa. 1 Em primeiro lugar, é necessário tecer algumas considerações acerca do autor da Relação. A presença de Frei Francisco de São João na Bahia em 1624 foi completamente ignorada pelas crônicas e demais documentos relativos à invasão e retomada de Salvador em 1624 e 1625. Por pertencer à Ordem dos Franciscanos Menores, era de se esperar que os cronistas Frei Vicente do Salvador e Frei Santa Maria Jaboatão fizessem menção da sua presença na Aldeia do Espírito Santo, mas não existe qualquer referência a este nome nos escritos de ambos. As pesquisas em arquivos portugueses, ao exemplo do Cartório Franciscano na Torre do Tombo, não apontaram a existência de qualquer frade franciscano com este nome na primeira metade do século XVII vivendo em Portugal. Os principais cronistas das províncias franciscanas da Arrábida, de Santo Antonio e da Piedade também não mencionam a existência de frade da sua ordem com este nome. Também não aparece em nenhum catálogo bibliográfico português ou brasileiro, de Diogo Barbosa Machado a Augusto Sacramento Blake, passando por Inocêncio Francisco da Silva. A presença de Frei Francisco de São João na Bahia durante a invasão holandesa permaneceu um enigma. A única pista, além do nome, existente no manuscrito, está na folha 30, quando o autor afirma “viam que lhe matavam aos nossos muita gente, que conforme diziam seriam os mortos perto de duzentos, e vivos alguns vinte, que por essas fazendas ficavão quando me vim para Espanha”. Frei Francisco de São João não retornou para Portugal, como era de se esperar de um religioso português, mas seguiu em direção da Espanha. 1 BNE. Ms. 17533, “Da tomada da Cidade da Bahia, e o que mais sucedeu ate a morte do senhor Bispo”, fls. 21 a 31v. 4 Tratar-se-ia, então, de um Fray Francisco de San Juan? Isso explicaria a existência de muitos elementos da língua castelhana no manuscrito. O original desaparecido, aliás, provavelmente foi redigido em castelhano. A cópia do século XVIII conservada na Biblioteca Nacional de Espanha deve ter sido vertida para o português por anônimo copista, que aportuguesou, além do texto, o nome do franciscano de San Juan para São João. Durante a cópia e tradução foram conservadas algumas palavras em sua forma castelhana, como o substantivo próprio “España”, as preposições “en” e “con”, que são recorrentes em diversos parágrafos, e as grafias de “señor” e “otra” ao invés de “senhor” e “outra”. Aparece também diversas vezes a conjunção castelhana “y”, demonstrando falhas na tradução do original para o português. Foi necessário investigar a existência de algum Frei Francisco de San Juan na Espanha da primeira metade do século XVII. A princípio foi possível identificar dois franciscanos que atendiam por este nome nesta época. O primeiro chamava-se Fr. Francisco de San Juan Evangelista e atuou nas missões franciscanas nas ilhas Filipinas.2 O segundo Frei Francisco de San Juan publicou em 1610 o livro La Vida de la Santa Virgen Eustochio. Nas Bibliotecas Nacionais em Madrid, Lisboa ou Rio de Janeiro não encontrei exemplar deste livro e por esta razão não pude averiguar qualquer notícia acerca deste franciscano, além do que informou Antonio Palau y Dulcet e Agustín Baquero. 3 Na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, não obstante, foi possível identificar outro Frei Francisco de San Juan ou Frei Francisco Martin de San Juan. Este religioso ocupou a função de Comissário Provincial dos franciscanos que passaram para as custódias na América e foi o autor de um raríssimo impresso que integrou a coleção do Abade de Sever, Diogo Barbosa Machado, incluso na coleção de Notícias das Sagradas 2 HUERTA, Félix de. Estado Geográfico, Topográfico, Estadistico, Histórico-religioso, de la Santa y Apostólica Provincia de S. Gregorio Magno, de Religiosos Menores Descalzos de la... N.S.P.S. Francisco, en las Islas Filipinas, Binondo: Imp. de M. Sanchez y Cª, 1865, pp. 511 e 512. “Biblioteca de Autores hijos de esta Provincia de S. Gregorio. 61. Fr. Francisco de San Juan Evangelista, Confesor, natural de Burgos de las Torres, de la ilustre famila de los Nietos y Silvas, profesó en la santa provincia observante de la Concepcion. No se sabe el añoque llegó á Filipinas, pues no consta su nombre en las listas de misiones; pero en 25 de Agosto de 1633 ya se nombró ministro del pueblo de Cavinti y tambien outra vez á Morong. El año de 1645 estuvo de morador en Manila, y escribió: Tratado del gobierno espiritual de las monjas. Por los años de 1652 volvió á la administracion de Morong, y de aqui pasó á Caboan, donde enfermo, y retirandose á nuestro convento de Manila murió el año de 1656”. 3 DULCET, Antonio Palau y; BAQUERO, Agustín. Manual del Librero Hispano-americano: Bibliografía General Española, Madrid, 1927, pp. 409 e 415: “La vida de la santa virgen Eustochio (sic) Recopilada por Fr. Francisco de San Juan” ou “SAN JUAN, Fr. Francisco de. La vida de la santa virgen Eustochis (sic) hija de Santa Paula, copiada de lo que della escrebio San Geronymo. Sevilha, 1610. 4. Sevilla, 1610, 4. (Nicolas Antonio)”. Esta informação é também apresentada na Tipografía Hispalense de Francisco Escudero y Perosso, 1894, p. 315: “San Juan (Fr. Francisco de). La vida de la Santa virgen .” 5 Missoens. O impresso com quatro páginas foi intitulado Traslado fielmente sacado de vna carta de la India escrita por el P. Francisco Martin de S. Juan natural de Huesca, y Comissario Provincial de los Freyles de S. Francisco, que passaron a Indias: embiada a Martin Frances menor de Çaragoça, en que le da razon de su jornada y cosas muy notables de las Indias aora de nueuo descubiertas. 4 Deste impresso, o único exemplar conhecido está na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, não constando outro em Madrid ou Lisboa. Além da afirmação de ter retornado para a Espanha, há apenas mais dois pronomes em primeira pessoa utilizados no texto por Fr. Francisco. O primeiro indica que o franciscano, como quase todos os moradores, fugiu de Salvador para a Aldeia do Espírito Santo a 9 de maio. Na folha 27 da Relação afirma que nos “primeiros dias padeceram muitas misérias (…) e que tres dias não soubemos que cousa era comer mais que uns pós de farinha de pão”. Viveu na aldeia entre 11 de maio e meados de outubro, após a morte do Bispo, quando seguiu para a Espanha, onde deve ter chegado a fins de dezembro de 1625. Exatos quatro meses após a morte de D. Marcos Teixeira, os governadores da Portugal já consideravam apontar substituto para a mitra brasílica.5 É possível que a embarcação que levou o franciscano da Bahia para a Espanha tenha feito escala em Portugal e um de seus passageiros informado ao governo as notícias da guerra na Bahia. O franciscano não redigiu seu texto na aldeia, visto que recorreu à sua memória para elaborar o testemunho. Ao concluí-lo, no verso folha 31, asseverou que “Isto é o que me lembra com toda a verdade, sem faltar um ponto de todo o que aqui digo”. É possível que tenha escrito ao chegar a Espanha em 1625, à época que todos estavam ansiosos por notícias da Bahia. A relação abrange especialmente o período menos conhecido da organização da contraofensiva, entre junho e outubro de 1624, que compreende a eleição do Bispo à sua morte a 8 de. Sem desmerecer os escritos de duas testemunhas oculares da invasão de 1624, é certo que Antonio Vieira redigiu a Carta Ânua dois anos após a entrada dos neerlandeses e por mais brilhante que fosse, ainda era um rapazote de 17 anos que 4 Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, 24, 3, 6 n.4, (Coleção Barbosa Machado, Notícias das sagradas missoens Tomo I, n. 1749). Francisco Martin de SAN JUAN, Traslado fielmente sacado de vna carta de la India escrita por el P. Francisco Martin de S. Juan natural de Huesca, y Comissario Provincial de los Freyles de S. Francisco, que passaron a Indias: embiada a Martin Frances menor de Çaragoça, en que le da razon de su jornada y cosas muy notables de las Indias aora de nueuo descubiertas. Barcelona: por Geronymo Margarit, 1619, 2 folhas. Não encontrei outro exemplar em Madrid ou Lisboa. 5 Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Mesa de Consciências e Ordens, Livro 29 (1625-1627), fl.10. Lisboa, 8 de fevereiro de 1625. 6 coloriu bastante o texto. Ademais, em 1624, Vieira não ficou na aldeia do Espírito Santo, seguindo com os demais noviços dos jesuítas para a Aldeia de São João, afastada sete kilômetros da primeira. O outro cronista da guerra, Frei Vicente do Salvador, assistiu a invasão da Bahia do cárcere onde ficou confinado.6 Os únicos relatos escritos na Aldeia do Espírito Santo no momento que foi organizada a contraofensiva foram as cartas escritas pelos jesuítas Manuel Fernandes e Miguel Rodrigues, datadas de 25 de julho e 18 de junho, respectivamente, e publicadas por Serafim Leite. A carta do Padre Provincial Domingos Coelho foi escrita do cárcere na Holanda, em outubro, se reportando aos acontecimentos na Bahia até meados de julho de 1624. 7 Frei Francisco de San Juan apresenta notícias inéditas, não relatadas pelos outros cronistas neerlandeses ou luso-brasílicos, detalhando o envio de batéis com mensageiros neerlandeses ao Governador Diogo de Mendonça e Furtado antes do desembarque das tropas. Os luso-brasílicos perceberam que esta embaixada funcionaria como um “Cavalo-de-Tróia” e a repeliram. A Relação guarda ainda uma surpresa aos leitores que conhecem as histórias da invasão neerlandesa de 1624. Dos escritos da época, é o único que afirma que o Bispo D. Marcos Teixeira não faleceu de causas naturais, mas que foi assassinado pelo médico responsável por lhe tratar de “umas quenturas”. No verso da folha 29, Frei Francisco de San Juan afirma que um médico judeu isolou o prelado e “começou logo a sangrá-lo, a tirar sangue adonde o não havia, e logo lhe deu em tresválios de maneira que ao oitavo dia lhe deu uma purga, e ao décimo o enterrou, que todos disseram que lhe deram peçonha, e não podia ser menos, porque se viram muitas mostras de lha terem dada”. Antonio Vieira e Frei Vicente do Salvador não apresentam esta versão da morte do bispo, mas o noviço estava na Aldeia de São João e o antigo Guardião do Convento de São Francisco encarcerado. Os quatro principais cronistas ibéricos da Jornada dos Vassalos também não trataram neste assunto, visto que, quando a expedição chegou à Bahia, o Bispo já contava seis meses de sepultado. O Padre Guerreiro apenas diz que “em poucos dias lhe parou a vida, digna de mais largos anos.” 8 Apenas o dominicano 6 VIEIRA, Antonio. Cartas do Padre António Vieira. (ed. João Lúcio de Azevedo.), Coimbra, 1925, v 1. pp. 3-47; SALVADOR, Frei Vicente. História do Brasil 1500 – 1627. São Paulo, Edições Melhoramentos, 1918. 7 LEITE, Serafim. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1943. Vol. 5 . pp. 34, 48, 50-51,. 8 GUERREIRO, Bartolomeu. Jornada dos Vassalos da Coroa de Portugal. Lisboa, Mateus Pinheiro, 1625. p. 74;. 7 Frei Gaspar d’Acenção deu publica voz ao possível assassinato de D. Marcos Teixeira, questionando, no seu sermão que celebrou a vitória em 1625, “como se há de crer que matam os bispos?”. 9 Apesar de não ter sido publicada na Europa a notícia de que D. Marcos Teixeira foi envenenado, esta versão foi amplamente divulgada na Bahia. Existe outro documento que corrobora a acusação de Frei Francisco de San Juan: as denunciações do licenciado Manoel Temudo da Fonseca nos Cadernos do Promotor da Inquisição de Lisboa. Cônego da Sé da Bahia, o licenciado Manuel Temudo da Fonseca nasceu em Sertam por volta de 1589 e embarcou para Salvador em 1623. No ano seguinte, acompanhou o Bispo D. Marcos Teixeira na aldeia do Espírito Santo e, depois, nas ações que partiram do Arraial do Rio Vermelho. Após a morte do prelado em outubro de 1624 e a retomada da cidade em maio de 1625, Temudo foi instituído Governador do Bispado do Brasil, ocupando o cargo até 1631, quando retornou para Lisboa. Em 1632 conheceu o Bispo D. Pedro da Silva e Sampaio para quem relatou informações acerca da Bahia, dos seus moradores, da religião e, principalmente, do perigo que representava para o Brasil a presença dos neerlandeses e judaizantes. Temudo morreu em 1652, mas teve sua obra jurídica Decisiones et quaestiones Senatus Archiepiscopalis Metropolis Olysiponensi aplaudida por D. Francisco Manuel de Melo, que teceu elogio à competência de Temudo numa carta de 24 de agosto de 1650. 10 À respeito do envenenamento do Bispo, afirmou Temudo que judeus se vão ao Brasil, e lá vivem à sua vontade sem temor da justiça eclesiástica, a qual é tão desacatada e desprezada por falta de ministros, que por este respeito padecem muitas afrontas assim bispos como seus ministros, que de ordinário são pessoas que vivem com o tempo por assim conservarem as vidas, e suposto tenham muitas vezes notícia de algumas coisas de que se deve fazer muito caso, não podem acudir como é necessário, e por esta causa morreu o bispo Dom Marcos Teixeira de Mendonça, de uma purga que lhe deram os judeus, temendo-se do zelo com que acudia atalhar a comunicação que tinham com os holandeses, a quem serviam com muitos refrescos da terra e comunicação que com eles tinham (...) Disse mais, que é público e notório que os cristãos novos, e em especial o médico Duarte Roiz Ulhoa, mataram com peçonha ao bispo Dom Marcos Teixeira, no ano de 1624, pouco mais ou menos, estando no arraial junto à Bahia, que estava ocupada dos holandeses, porque lhes tolhia que os não comunicassem nem lhes mandassem presentes, refrescos nem cartas, tomando-lhes algumas que se furtaram por morte do bispo, e Pedro Gonçalves de Matos, muito boa pessoa, cristão velho, e o [Antonio] 9 D’ASCENÇÃO, Gaspar. Serman que pregou o padre frei Gaspar Dasceção de Ordem dos Pregadores na Sé da Bahia de Todos os Santos na cidade de Salvador na primeira missa que se disse, quando se deram as primeiras graças publicas, entrada a cidade pela vitória alcançada dos Holandeses a 5 de Maio de 1625. Lisboa, Geraldo da Vinha, 1625, fl. 13. 10 MACHADO, Diogo Barbosa. Bibliotheca Lusitana. Lisboa, Vol. 3, p. 387. 8 Cordeiro médico, cristão novo, lhes disseram que o dito Duarte Roiz Ilhoa matara o bispo, e é 11 notório isto lá. Alguns fatos concorrem para confirmar a vesão do homicídio do prelado. O Bispo ainda era jovem, contando 46 anos, e, segundo Antonio Vieira, não parece que estava doente, visto que “caiu (...) em cama mais de cansaço e trabalho que de doença”. Após os primeiros sintomas de fraqueza, o bispo viveu mais oito dias e morreu “estando no arraial junto à Bahia”, na região atual de Itapagipe e foi sepultado próximo do local onde falecera, na ermida de Nossa Senhora da Conceição. O testemunho de Manuel Temudo não deve ser entedido apenas como perseguição aos cristãos-novos, visto que um dos acusadores de Duarte Roiz Ulhoa foi o médico cristão-novo Antonio Cordeiro. O fato de parecer saudável, como afirma Vieira, apesar dos jejuns e noites insones, seguido pelas quenturas subsequentes e repentinas que foram descritas por Frei Francisco, somada, por fim, a acusação feita por Temudo contra o médico Duarte Roiz Ulhoa, de que assassinou “com peçonha ao bispo Dom Marcos Teixeira” apresentam uma sequência de eventos que pode sinalizar, de fato, uma morte por envenamento. Os indícios de que D. Marcos Teixeira foi assassinado devem ser considerados pela historiografia, apesar do fracasso das escavações realizadas em 1950 pela Prefeitura Municipal de Salvador, junto com uma comissão de historiadores, para tentar localizar a sepultura e, talvez, restos mortais de D. Marcos Teixeira. 12 Qual seria, então, o veneno mais acessível na Bahia do século XVII? O veneno deveria ser conseguido localmente, visto que em 1624 o comércio com outras regiões estava suspenso. Os contatos, em meio a resistência contra os holandeses, ficaram restritos às aldeias tupinambás do Recôncavo e qualquer substância produzida teve que ser feita com conhecimento e ferramentas desta cultura. Há, não obstante, dois venenos usuais aos índios do Recôncavo, com matéria-prima abundante e falicidade na produção. O primeiro é o tucupí, suco da raiz da mandioca, que Gabriel Soares de Sousa descreve na Bahia em 1587, apesar de não utilizar esta nomeclatura.13 Este veneno também era conhecido dos índios do Vale do Amazonas, sendo tão ativo que “em 11 Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Inquisição de Lisboa, Promotor, Caderno 15 – Livro 216, «Denunciações do licenciado Manoel Temudo», fls. 42-42v e 45-45v. Lisboa, maio de 1632. 12 Manoel de Aquino BARBOSA, O.S.B. «O Sitio do Arraial e da Sepultura de D. Marcos Teixeira», Freguezia da Conceição da Praia 1623 -1973: D Marcos Teixeira, Fundador, Salvador, Tipografia Beneditina, 1973, p. 149-155. As indicações documentais da sepultura foram incertas e contraditórias. Os trabalhos de escavação nas ruínas da ermida de Nossa Senhora da Conceição em Itapagipe, em 1950, não lograram qualquer resultado ao tentar identificar a sepultura de D, Marcos Teixeira. Várias ossadas humanas foram localizadas, mas não fora possível determinar se alguma delas pertenceu ao Bispo. É desconhecido, atualmente, o paradeiro dessas ossadas. 13 SOUSA, Gabriel Soares e. Tratado Descriptivo do Brazil em 1587, Rio de Janeiro, Typographia Universal de Laemmert, 1851, pp. 164-165. 9 poucas horas mata aos que bebem, ou sejão animais, ou homens, e contam excessivas dores, que parecem desfazerem as entranhas com ansias e convulsões espantosas. É mui doce e grato ao paladar”.14 A velocidade de ação deste veneno indica que não teria sido utilizado contra o Bispo. Ademais, no Brasil, o uso do termo “peçonha” está associado a venenos extraídos de animais. O veneno das cobras deve ser eliminado de antemão pelas óbvias dificuldades em conseguí-lo e porque as culturas indígenas locais não faziam uso destes animais. O veneno mais utilizado no Recôncavo baiano, também descrito por Gabriel Soares de Sousa, é encontrado nos sapos-cururús (Bufo marinus) ou sapos de Espanha, sendo extraído do fígado e da pele do animal “da qual o gentio usa quando quer matar alguem”. 15 A matéria-prima para este veneno é abundante no Recôncavo. Esse animal produz e excreta, por glândulas espalhadas pelo corpo, um líquido branco com substâncias conhecidas como bufotoxinas. O efeito do veneno é cardiotóxico e seus componentes básicos podem ser classificados segundo sua toxicodinâmica como: adrenalina; noradrenalina; bufotenina, dihidrobufotenina e bufotionina. Os efeitos da bufotenina e bufotionina são similares aos de uma intoxicação suave, com efeito estimulante, incluíndo leves alucinações que duram menos de uma hora. A ingestão deste conjunto de substâncias, em contrapartida, é letal. Os sinais cardíacos associados são cianose, fraqueza, colapso, edema e convulsões. Pode ocorrer emese e diarréia.16 14 DANIEL, João. Tesouro Descoberto no Máximo Rio das Amazonas, Livro II, Capítulo 4. Outro veneno do Vale do Amazonas é o timbó ou tinguy, chamado pelos espanhóis de barbasco, extraído do suco amargo da cortiça, com gosto quase impossível de ser camuflado. Sua ação é semelhante ao curare e o usuário tem morte quase imediata. Gastão Cruls na sua Hiléia Amazônica identifica quatro tipos de curares, no Alto Amazonas, no Alto Orinoco, na Guiana Inglesa e na Guiana Francesa, todos extraídos de plantas diversas do ramo Strychnos. O uso de plantas desta família não é registrado entre indígenas tupis na Bahia. Nas oito ocorrências da palavra veneno no Systema de Materia Medica Vegetal de Carl von Martius, nenhuma pode ser indicada como usual na Bahia. Systema de Materia Medica Vegetal Brasileira, Contendo o Catalogo e Classificação de todas as Plantas Brasileiras Conhecidas, os seus Nomes em Lingua Nacional com Individuação do Modo Porque são Chamadas nas Diversas Localidades; A sua nomeclatura Botanica; a sua Habitação e os seus Usos Medicinaes, Rio de Janeiro, Eduardo & Henrique Laemmert, 1854 15 SOUSA. Op. Cit. p. 266. 16 Davis WEIL. Bufo alvarius: a potent hallucinogen of animal origin In: Journal of Ethnopharmacology, Volume 41(n.1-2), Elsevier, 1994. pp. 1-8. Os antropólogos especulavam a razão de diversas culturas indígenas na América utilizarem os sapos em rituais, como demonstram as representações iconográficas e mitológicas, além de grande número de reportes etinográficos acerca destes anfíbios. Davis Weil apresentou a hipótese que as representações e reportes são referentes não ao Bufo marinus, por conta da toxidade de seu veneno que é letal, mas sim ao Bufo alvarinus que produz um potente alucinógeno, 5methoxy-N,N-dimethyltryptamine (5-MeO-DMT), O autor demonstra que a tóxina deste sapo pode ser consumida oralmente ou aspirada, sendo classificada como uma droga de classe 1 pelas leis australianas, a mesma classe da heroína e da cocaína. 10 Supondo que D. Marcos Teixeira foi de fato envenenado, os indícios fazem crer que seu assassino utilizou veneno extraído do sapo. Inclusive as “quenturas”, descritas por Frei Francisco de São João, que o acometeram podem ser associadas aos sintomas de envenenamento. A sepultura do Bispo nunca foi localizada e a hipótese de assassinato não pode ser comprovada. Esta hipótese, contudo, também não pode ser descartada, inclusive por conta dos muitos desafetos que o Bispo conseguiu angrariar quando proibiu, sob pena de excomunhão e execução sumária, o comércio e assistência aos soldados da WIC encerrados em Salvador. Duarte Roiz Ulhoa, contudo, não teve registro de alguma queixa formalizada contra ele perante o Santo Ofício e não foi enquadrado por crime de lesa-majestade quando D. Fradique de Toledo restaurou Salvador, ocasião em que ordenou a execução de cinco colaboracionistas. Ulhoa estava vivo em 1646 quando foi novamente acusado durante a Grande Inquirição na Bahia, organizada naquele ano. Novamente foi alvo de denúncias e teve seu nome associado à manipulação de substâncias químicas, aparecendo sob a forma de prática de curanderismo. O que pôde ser apurado a respeito de Ulhoa é que teve sua filha condenada à fogueira pelo Santo Ofício em Lisboa. A jovem se chamava Teresa e as denúncias contra seu pai em 1646 é justamente de dedicar à filha morta uma capela com invocação de Santa Teresa em Jacarecanga, escandalizando os moradores do Recôncavo. O Bispo D. Pedro da Silva e Sampaio lhe negou a autorização para erigir a capela. Outro filho de Ulhoa, Lopo Roiz Ulhoa, foi sambenitado pelo Santo Ofício, mas retornou para a Bahia em maio de 1642. 17 O texto de Frei Francisco de San Juan não encerrar as discussões acerca da invasão neerlandesa em 1624. Pelo contrário, sua publicação reacende a antiga controvérsia, existente desde o primeiro dia da tomada de Salvador, acerca da colaboração de cripto-judeus com os invasores da WIC. As graves acusações de Frei Francisco e do Padre Temudo afirmam que Duarte Roiz Ulhoa eliminou o comandanteem-chefe da resistência contra os holandeses. Nada, contudo, foi dito acerca das causas que o levaram a supostamente assassinar D. Marcos Teixeira, se por motivação pessoal ou política. O significado maior da Relação de Frei Francisco de San Juan é demonstrar que a história da invasão neerlandesa da Bahia em 1624 e a restauração no ano seguinte, 17 Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Inquisição de Lisboa, Promotor, Caderno 29 – Livro 228, «Grande Inquirição», fls. 10v, 29v e 59, Lisboa, abril a agosto de 1646. 11 pela armada luso-espanhola, chefiada por D. Fradique de Toledo, ainda possui lacunas a serem preenchidas e fatos que merecem ser investigados. Para a transcrição atualizada da Relação foi necessário substituir a letra “u” pelo “v”, quando necessário, e as expressões, em forma contraída, foram extendidas. As palavras castelhanas que restaram no texto foram vertidas para português. Os verbos terminados em “ão” assumiram a grafia atual para tempo pretérito ou presente. As vírgulas, dispostas à maneira da época, foram recolocadas para facilitar a leitura. Na transcrição paleográfica, o texto foi mantid de acordo com o manuscrito guardado na Biblioteca Nacional de España. Transcrição Atualizada Fl. 21 Relação da perda da Bahia por Fr. Francisco de São João descalço da ordem de S. Francisco. Fl 22 O autor deste papel se chama o Padre Fr. Francisco de São João descalço de S. Francisco Fl. 23 Da tomada da Cidade da Bahia, e o que mais Sucedeu ate a morte do senhor Bispo. Em o mês de Abril da era de mil e seiscentos e vinte e quatro, veio um recado a esta Cidade de uma vila, que chamam Boipeba, ao governador Diogo de Mendoça, que estava uma nau onde chamam o Morro18 com duas lanchas, e que toda a noite estava com farol, vendo isto o Governador mandou recado para que a gente de fora se juntasse, e viesse toda para a cidade, a que servisse para a defender. A gente junta, que conforme se descia seriam perto de três mil e quinhentas pessoas. Mandou o Governador fazer prestes dois patachos, e em cada um gente, que os pudesse defender, fazendo Capitão de 18 Morro de São Paulo. 12 um, a um seu filho chamado Antonio de Mendonça, e do outro a um mercador da Ilha de Madeira, e mandou-os partir e deu-lhe ordem, não para tomar a nau, nem remeter a ela, mas para ver se podiam tomar as duas lanchas, que eram as que fazião todo mal, e para elle em pessoa ir tomar a nau por ser ela muito grande, e trazer muitas pessoas, e gente, [Fl. 23v] e isto se soube também por uma nau que vinha de Angola para a cidade, a qual a nau tomou, e não lhe fez mal nenhum mas antes a mandou para a Cidade, porque como não traziam, senão negros, e eles não são mercadoria que lhe serve, a deixaram. Foram os dois patachos, e andaram lá alguns dias, mas como o tempo se mudou ao lessueste, a nau se foi para o mar por amor de não perigar. Tornaram-se os dois patachos, visto não haver nada, e o tempo lhes ser tão contrário, o Governador em os vendo na Baía mandou que tornasem logo ao mar sob pena de morte. Tornaram como lhes foi mandado, e aquela noite se fizeram na volta do mar, e todo aquele dia, e a tarde se virão entre os inimigos, e, como eram tantos, não conheceram os patachos cuidando que eram seus, e uma nau, que vinha de Lisboa, também se escapou e se vieram a Cidade dar conta ao Governador do que passava e tinham visto. De como o Governador se fez prestes, e como a armada dos inimigos entrou na Bahia. A oito de março apareceram na barra a armada dos inimigos, e não entraram aquele dia por o tempo não ser muito favorável, e também como outros dizem por não estarem todas juntas, e esperarem por as mais, e assim aquele dia não entraram, mas a o outro que foram nove, dia de São Gregório, às nove da manhã entraram [Fl. 24] pela Bahia, todas por sua ordem uma após outra, todas com suas bandeiras holandesas, e com toldos vermelhos, e desta maneira sem aparecer pessoa alguma em cima da Cuberta deram uma volta pela Bahia, como se a tiveram medida aos palmos; das nove até as onze estiveram em cala, e logo mandaram um batel com gente com uma bandeira holandesa: este vinha, conforme eles depois diseram, traziam embaixada, que não fariam mal nenhum se lhe dessem licença para contratar e vender suas fazendas assim como de Portugal as traziam. O Governador tanto viu que o batel vinha para terra, e cuidando o que podia ser, e que sua embaixada seria de nenhum efeito lhe mandou atirar duas peças; e ele tanto que viu que lhe atiravam virou, e tirou dois calhonaços, que trazia. O Governador mandou por a gente toda por sua ordem andando ele de uma parte a outra con muita deligência: mandou as naus, que no porto estavam pelas por sua 13 ordem, ainda que com mal conselho, porque aonde as pôs não fizerão nada: começaram os inimigos a atirar alguns tiros, os piores e de menos força; os nossos começaram a atirar de huma fortaleza, que o Governador tinha meio feita,19 e não deixaram de lhe fazer algum mal destorçando-lhe algumas naus, e vendo elles que as peças da fortaleza lhe faziam muito dano, juntaram todos os batéis e cheios [Fl. 24v] de gente abalrroaram a fortaleza, ainda que não puderam poque se defenderam os que dentro estavam valerosamente vendo elles, que não podiam tomar a fortaleza puseram quatro naus junto dela, e para que os pelouros que atiravam lhe não fizesem muito dano, deram em seco com as naus, coisa, que espantou a todos, e daí começaram a disparar de tal maneira que não havia quem aguardasse na fortaleza, pelo muito dano que faziam aos nossos, e os nossos também lhe faziam, e lhe matavam muita gente; tornaram a cometer a fortaleza, e vendo os nossos, que não podiam mais defendê-la a deixaram, ainda que ficou o filho do Governador, e Lourenço de Brito, que ficando sós o fizeram muito bem matando-lhe muita gente, e quando mais não puderam se saíram; entraram os inimigos, e como eles não tinham reparo, nem fortaleza, porque de terra lhe matavam muita gente cravaram20 as peças para que não pudessem atirar mais, e se forão as naus. Os nossos vendo isto tornaram a fortaleza, e vendo que não se podiam servir das peças as botaram no mar para que os inimigos se não pudesem servir delas. Continuaram eles em atirar até noite; e antes dela, foram a tomar as naus, que estavão pelejando, e as tiraram donde estavam com morte de alguns dos seus, e tanto, que anoiteceu, o Governador mandou por fogo as outras que ficavam, pera que eles se não aproveitassem delas, e os enimigos tanto que anoiteceu não atiraram [Fl. 25] mais, ainda que de quando en quando atiravam uma peça. De como os inimigos deixaram quatro naus na entrada da barra para combater, e tomar a fortaleza de Santo Antonio e do que mais sucedeu Está uma fortaleza na entrada da Barra que chamam de Santo Antonio, uma légua da Cidade e de bem pouco efeito para os inimigos, porque como a barra é de três léguas de boca, se afastam os inimigos dela por o outro lado, e assim não lhe fazem mal as peças de artilharia. Os holandeses vendo que por nenhuma parte podiam botar gente 19 20 Forte da Lagem, atualmente aterrado. No original: caruarão 14 para tomar a cidade, senão ali por ser uma boa praia, pera desembarcar deixaram quatro naus as melhores, e de mais força, para que tomado a fortaleza, lançarem gente; começaram a atirar e a botar a fortaleza por terra com grande força; os nossos o faziam como melhor podiam, porque a fortaleza tinha muito pouca artilharia e menos gente, e assim a não podiam impedir, que não desembarcassem; os nossos que com duas bandeiras estavam aguardando-os, os fizeram outra vez embarcar, vendo eles isto, tornaram com muito mas gente, que foi necessário aos nossos retirar-se: vendo eles sem impedimento começaram logo em um lugar, que aí está, a que chamam Vila [Fl. 25v] Velha, por ser a primeira povoação da Bahia em sua fundação, aí roubaram o quê acharam, e os Templos sagrados quebrando santos, e profanando os ornamentos. Dalí se vieram chegando pera a Cidade de tal maneira que em se cerrando a noite se puseram onde chamam São Bento, um tiro de arcabuz da cidade e assentaram seu arraial sem serem sentidos e trouxeram quatro peças de artilharia, que desembarcaram para combater a cidade, se fosse necessário; os nossos como viram, que não se podiam defender, se iam acolhendo, e tanto, que viram a noite o fizeram melhor, porque as mulheres já eram saídas, e a mais gente comum; já o Governador andava fora de si, sem sentido, vendo que a cidade se havia de tomar, por que a gente o desamparava, e assim quando veio a manha, se achou com somente vinte pessoas, e com elas se meteu em casa sem se acabar com ele, que se saísse fora visto já não haver remédio; ele se confessou para morrer se o matassem os inimigos, porque ele isso desejava, vendo que a fortuna assim lhe dava em rosto. Vendo os inimigos que pela manhã a cidade estava desamparada, começaram a marchar para ela, vindo sempre atirando, porque cuidaram eles, que os nossos lhe tinham feito alguma emboscada; vieram a praça e assentaram seu arraial, e foram as casas do Governador onde estava com obra de 20 pessoas, o Governador se fez [Fl. 26] por defender, ainda que logo lhe abateram as armas, e o levaram preso com os mais as naus, e estiveram para lhe cortarem a cabeça. Do que mas sucedeu e do desacato que fizeram as cousas sagradas. Em os inimigos tomando o Convento de S. Bento (sic) que está fora da cidade, e foi o primeiro templo em que entraram, já começaram sua fúria maior em as coisas sagradas, os santos quebraram, de maneira que São Bento lhe deram muitas cutiladas, o 15 Santo Amaro lhe atiraram com sujidade de gente, a Virgem Senhora Mãe a fizerão em retalhos, e assim foram fazendo ao mais, que acharam sem perdoar a coisa alguma como hereges que eram, e Deus nosso senhor o permitia para mais os castigar; em entrando como entraram em a Cidade puseram suas postas aonde viram ser necessário e começaram a saquear a cidade já viúva, e deserta sem seus moradores, como outra Jerusalem que acharam muita riqueza, assim de ouro como de prata; foram ao Convento da Companhia (sic) e fizeram dele alfândega metendo seus roubos nele, e fazendo dos santos o que fizeram dos mais, que os vasos sagrados, e ornamentos tiraram todos os religiosos das religiões, deixando o mais do Convento, ainda que os clérigos se houveram com mais descuido, porque se não foi alguma confraria, que seus irmãos tiveram lembrança [Fl. 26v] não se tirou nada da Sé; fizeram sua mesquita, quebrando os santos e os vasos sagrados, fazendo deles como se não foram; dos ornamentos faziam vestidos, e da estola, ligas e bandas; de Nossa Senhora da Ajuda fizeram taverna, metendo nela os vinhos, que na cidade estavam, de São Francisco fizeram atafona, e moiam o trigo que de Holanda traziam, e os santos de vulto lhe serviam de assentos, em que se assentavam, e morava um Capitão em o Convento, com sua companhia de soldados; do Carmo fizeram atalaia e vigia por estar fora da cidade, em hum alto donde se descobria muito, dos santos fizerão pior, porque do Cristo dos Passos trouxeram atado com a corda por o pescoço pelo chão, dando lhe de cutiladas e os outros santos o mesmo: isto é o que fizeram logo em sua entrada, e depois executavam maiores crueldades nas imagens que achavam pelas casas. De como a gente se saía da Cidade e como eles se fizeram fortes. Vendo a gente quão pouco remédio tinha contra estes tão cruéis inimigos, era lástima de ver tanta gente fora de uma cidade, a saber donzelas, meninos e mulheres prenhes, que por esses campos pariam, que era lástima, pois doentes que da cama se erguiam, e lhe faltava todo o regalo, andando por os matos a pé; pois os feridos, que da peleja fugiram, e alguns com as tripas nas [Fl. 27] mãos; certo que era para haver lástima, e todos atribuíam isto a seus pecados, que na verdade não foi outra cousa, pelo desaforo com que se vivia na cidade, nisto que tocava ao pecado da carne: a donzela andava perguntando pela mãe; a mulher pelo marido e assim tudo era uma confusão, porque como sairam de noite cada um ía para onde acertava; e assim os primeiros dias 16 padeceram muitas misérias, e necessidades de fome e a cama era a terra, e se o Brasil não fora tão quente e temperado como é, morrera muita gente de frio, porque muitos dias dormiam pelos campos; porque o medo com que iam lhe pareciam que vinham os inimigos de trás de si; os frades todos faziam o mesmo, e em verdade que estavamos nos desertos e que três dias não soubemos que cousa era comer mais que uns pós de farinha de pão. Enquanto a gente andava com este medo, os inimigos se fortificaram na cidade, murando-a o melhor que puderam, porque ela não estava murada, e pondo-lhe muitas peças de artilheria, de maneira que fizeram, o que nos haviamos de fazer, e para mais seguramente estarem, tinham suas vigias fora da cidade, onde chamam o Carmo, e tomaram a represa de uma água para que a gente não pudesse passar a Cidade, e fez-se uma lagoa tão grande, que uma nau da Índia [Fl. 27v] pudera facilmente nadar nela, e assim tinham eles com tudo, suas postas e vigias. Foi tão grande o despojo que da cidade levaram, que o não posso com palavras encarecer por ser mui rica a terra, e dá muito de si pelo muito açúcar, pau do brasil, e outras muitas cousas; de açúcar que na cidade e navios acharam foram mais de duas mil caixas, e muito pau do brasil, e fumo; e assim despacharam logo quatro naus carregadas de tudo o melhor que na cidade acharam, e nelas foi o Governador, e seu filho, e muitos religiosos, que tomaram, que vinham em navios de algumas cidades, e portos do Brasil, e não sabiam o que da cidade era feito, e desta maneira tomaram muitos navios, assim de Portugal como de outras muitas partes por ser o Brasil um dos maiores portos de contrato que há. Como o senhor Bispo ajuntou a gente e fez um arraial para que os inimigos não pasassem nem saíssem fora da cidade. Vendo o senhor Bispo D. Marcos Teixeira que a gente com o medo ía toda fugindo, e os inimigos iam cobrando ânimo e se atreviam já a sair fora da cidade às fazendas, não se contentando com os roubos da cidade ajuntou [Fl. 28] gente, visto não hauer cabeça que pudesse isto fazer, mandou religiosos aonde ele não podia ir, avisando a todos, se juntassem para que os inimigos não cobrassem tanto brio, veio a gente, ainda que desarmada por não ter pólvora nem arcabuzes, mas não lhe faltava o ânimo pera pelejarem, e na verdade o fizeram alguns tão bem, que parece queriam igualar aqueles antigos portugueses em o esforço, e valentia; o senhor Bispo a todos 17 consolava e animava, com o que ria, ria; com o que chorava, chorava: de maneira que a todos sabia levar como pastor, e prudente que era; ajuntou obra de dois mil homens, e os repartiu de maneira que cincoenta com seu Capitão; andava aos assaltos vinte dias, vindo aqueles, iam outros; todos os dias havia sermão que o senhor Bispo fazia em o arraial com tanto favor, e espírito que mais parecia aos ouvintes sermão de paixão: estes homens que em estes assaltos andavam, o faziam mui bem, e como os holandeses estavam acostumados a sair fora, e achavam encontro, havia brava peleja de parte a parte, ainda que eles sempre levavam o pior; umas vezes lhe matavam os nossos vinte, outras dez; enfim outras o que podiam, de maneira que sempre os nossos o matavam, ou cativavam, porque muitos traziam vivos, e eles confessavam o que havia na cidade e quem os mandara vir, e o senhor Bispo para que mais [Fl. 28v] obrigassem dava prêmios a quem matava um flamengo, e toda a gente que no arraial estava a sustentava a sua custa, mandando vir provimento de diversas partes e corria tanto a fama, que de cento e vinte léguas veio um homem muito rico com oitenta homens somente ao servir:21 mandou o senhor Bispo botar bando, que todos os amasiados por qualquer delito pudessem livremente vir para o arraial quando ele em nome de sua Majestade lhe perdoava, assistindo com sua pessoa no arraial, e assaltos, o que logo todos fizeram, também dava alvarás e fazia cavalheiros fidalgos, a quem fazia alguma boa sorte para assim os obrigar com honra e com prêmios, quando o não fizessem pelo amor de Deus, que é o alvo, a que todas nossas cousas havemos de atirar e encaminhar. De como o senhor Bispo ajuntou gente pera tomar a cidade. Dia de Santo Antonio que é a treze de junho do mesmo ano, vendo o senhor Bispo que tinha muita gente junta, e muita já morta aos inimigos em os assaltos, determinou de ver se podia dar na Cidade e pera isso ordenou que fosse dia de Santo Antonio, indo com a gente a manhã do santo foram sentidos de uma atalaia que eles tinham posto no Convento do Carmo e o sinal que lhe tinham dado os inimigos é que tocasse o sino como [Fl. 29] o fizeram; fizeram-se eles lá prestes, e os nossos abalrroaram as portas do Convento e foram aos dormitórios onde em as celas estavam quatro homens com suas mulheres, e defendendo-se dos nossos tudo o que puderam; os 21 Este homem foi o jovem Salvador Correia de Sá y Benevides que foi enviado do Rio de Janeiro. 18 nossos mataram dois, os outros tomaram vivos e os trouxeram ao senhor Bispo, os quais em sua presença, os nossos os mataram sem ele o poder defender; tanto que veio a manhã saíram os holandeses ao rebate que a sua atalaia tinha feito com o sinal do sino, ainda que o pagou lindamente, porque estando tangendo lhe arou um dos nossos, e o deixou estirado em o telhado da Igreja; sairam, pois, logo pela manhã e os nossos os fizeram outra vez meter na cidade, com morte de muitos e lhe deixaram a porta aberta, mas como os nossos lhe tinham dito, que eles tinham feito muitas minas de pólvora arrasiarão (sic), que em entrando os queimassem a todos, pelo que houve conselho, que por então lhe não passassem mais adiante e se recuaram atrás ficando o senhor Bispo mui pesarozo de ser sentido, porque o não o ser lhe tomara a cidade pelo modo e traça que levaram; dos nossos alguns vieram feridos, mas hoje nenhum morreu, que não foi pequeno milagre entre tantos e metidos os nossos entre eles, porque houve homem que chegou a porta da cidade e pregou lança nela; [Fl. 29v] Dos mais assaltos até morte do senhor Bispo, e como lhe mataram o seu General que eles sentiram muito. Tornou o senhor Bispo a gente ao arraial donde saíra e daí lhe fazia seus asaltos como dantes saião elles hum dia, e os nossos lhe mataram muitos, e os que tomaram vivos lhe cortavam os braços, e atados ao pescoços lhes mandaram a Cidade, e o Capitão nosso os mandou desafiar, o que eles aceitaram, mas não só por só, mas vindo obra de quatrocentos, e tinham uma cilada em o caminho para colher os nossos no meio e não ficava nenhum dos nossos; tinham os nossos feito uma emboscada em a praia que chamão de Tapagipe22, porque tinham novas que todas as tardes ía o seu general a uma fortaleza23 que eles ali tinham, foi assim que foi a cavalo com dois filhos pequenos, que tinha, e a guarda vinha bem atrás, e descuidados do que lhe podia acontecer, os nossos tanto que virão ocaziam saíram, e mataram ao General, e os filhos se lhes acolheram, ainda que um foi de tal maneira ferido, que logo morreo na Cidade, a guarda quando acudiu [Fl. 30] já ele estava em o Inferno fizeram grande sentimento, e se o tomaram vivo, cuido que dando-o largarão a Cidade, mas não pode ser menos, porque vinha a guarda atrás que se o não matavam logo o perderiam os nossos, e se arriscariam a muito 22 Itapagipe. Forte de São Bartolomeu da Passagem, localizava-se na ponta da Ribeira, próximo da foz do rio Pirajá, ao Norte da primitiva cidade de Salvador. 23 19 dano; daí por diante se recolheram eles, e não ousavam já sair da Cidade quanto é por terra, porque viam que lhe matavam os nossos muita gente, que conforme diziam, seriam os mortos perto de duzentos, e vivos alguns vinte, que por essas fazendas ficavam quando me eu vim para Espanha; contudo os nossos não deixavam seu exercício de emboscadas, porque ainda alguns se desmandavam e se vinham buscar a morte, porque em saíndo nenhum escapava por seus pecados, e alguns dos nossos que a Cidade iam as escondidas e tornavam trazendo que lhes era necessário já indo não os deixavam tornar, e assim aventavam24 irem por mar as fazendas com suas naus, mas também lhe sucedia o quê na Cidade, ainda que algumas vezes traziam alguma pilhagem, não deixava de lhe custar a morte de muitos; usaram eles de uma invenção, que foi os negros de Angola, que se meteram com eles alguns boatvam diante, mas como eles, de seu, são mui covardes, logo viraram as costas, e os nossos fazião brava matança nelles, de maneira que nem por mar já quando eu vim andavam. [Fl. 30v] Da morte do senhor Bispo, e de algumas cousas que aconteceram mais. Andava já o senhor Bispo tão cansado dos trabalhos, que o Capitão mor de Pernambuco Matias de Albuquerque que lhe mandou um Capitão, que servisse em seu lugar, homem experimentado, em cousas de guerras mas como a gente estava com o senhor Bispo tão contente, foi mal recebido e se o senhor Bispo com sua prudência e santidade não apaziguara, não cuido que o receberiam. Começou a governar o novo Capitão proseguindo o quê o senhor Bispo havia começado, ainda que não cam tal espírito com que ele o fazia, vendo-se o senhor Bispo fora de tal carga e trabalho assaz de cansado se recolheu a uma casa de um bom homem, que o recolheu com toda a caridade com que suas posses o podiam fazer, começou logo a se achar mal de umas quenturas; vieram os médicos, que se puderam achar, o qual foi um judeu, porque por nossos pecados eles só os são os que estudam medicina, esse o encerrou, começou logo a sangrá-lo, a tirar sangue aonde o não havia, e logo lhe deu em tresvalios de maneira que ao oitavo dia lhe deu uma purga, e ao décimo o enterrou, que todos disseram que lhe deram peçonha, e não podia ser menos, porque se viram muitas mostras de lha terem dada; grande foi o sentimento de todos; não havia escravo nem [Fl. 31] nem pequeno, 24 No original: cauentauão. 20 nem grande, que não chorasse sua morte pois ficavão orfãos de tal Pai, enterraram-no bem pobremente, não conforme a Bispo, porque não havia ordem para isso; grande foi a festa, que os inimigos fizerão tanto que o souberam na Cidade, pois lhe ía tanto que se ele não fora, não sei o como nos passaramos, porque os inimigos se metiam já pela terra, e os nossos, pela necessidade que padeciam, alguns iam a Cidade buscar o que lhe faltava, e o senhor Bispo acudiu como Pastor a suas ovelhas, ainda que ele não tinha obrigação, se não de se recolher em alguma Igreja. De algumas cousas que aconteceram no tempo da peleja Por remate de tudo, não quero deixar de contar algumas cousas notáveis, que no tempo da peleja aconteceram aos religiosos, pois como os inimigos entraram na Bahia com suas naus, e os nossos começaram sua peleja; os prelados das religiões mandaram seus religiosos pera que confessassem e animassem a gente, e os que não eram confessores, senão simples sacerdotes, os mandarão apresentar ao Bispo para que confessassem, e animasem a todos como o fizeram, a um de São Francisco estando confesando a um homem veio uma bala, e lhe caiu no hábito sem lhe fazer nenhum [Fl. 31v] mal; a outro estava absolvendo a uma quando vem hum pelouro de pesa, e enquanto o homem abaixa a cabeça para o absolverem passa a bala, e o não abaixar o levava, a outro lhe deu uma em os peitos e não lhe fez mal nenhum, de maneira que se tinha por milagre, porque, como andavam em obras de caridade confessando, e animando, nenhum perigou sendo eles o que andavam no maior perigo, e entre as balas passando de uma parte a outra. Isto é o que me lembra com toda a verdade, sem faltar um ponto de todo o que aqui digo. 21 Transcrição Paleográfica Fl. 21 Relasão da perda da Bahia por fr. frco de são / João descalço da ordem de S. frco. Fl 22 o autor deste papel se chama / o P.e fr. frco de são João descalço de S. frco Fl. 23 Da tomada da Cidade da Bahia, e o que mais Socedeo ate a morte do señor Bispo. Em o mes de Abril da era de mil y seissẽ / tos e vinte e quatro veio hum recaudo a esta Cidade / de huma vila, que chamão Boipeba ao gouernador / Diogo de Mendoça, que estaua hũa nao onde cha- / mão o Morro con duas lanchas, e que toda a noi - / te estaua con ferol, vendo isto o Gouernador mã - / dou recado para que a gente de fora se iuntasse, e / uiesse toda para a cidade, a que seruisse para a de- / fender. A gente iunta, que conforme se deçia seriam / perto de tres mil e quinhentas pesoas. Mando o / Gouernador fazer prestes dois Patachos, e em cada / hum gente, que os podesse defender, fazendo Capitão / de hum, a hum seu filho chamado Ant.o de Men - / donça, e do otro a hum mercador da Illa de Ma - / deira, e mandoos partir e delle ordem, não para to - / mar a Nao, nem remeter a ella, mas para ver se / podiam tomar as duas lanchas, q erão as q fazião / todo mal, e para elle em pesoa ir tomar a nao por ser ella / muyto grande, e trazer muytas pesoas, e gente [Fl. 23v] e isto se sobe tambem por hũa não q vinha de An - / gola para a cidade, a qual a nao tomou, e não / lhe fes mal nenhum mas antes a mandou para a / Cidade, porq como não trazião, senão negros e elles / não e mercadoria, que lhe serue a deixarão. Forão / os dois Patachos, e andarão la algũns dias, mas / como o tempo se mudou ao lessueste a nao se foi para / o mar por amor de não perigar. Tornarãose os dois / patachos, visto não auer nada, e o tempo lhes ser / tan contrario, o Gouernador em os vendo na Baia / mandou que tornasem logo ao mar so pena de mor - / te . Tornarão como lhes foi mandado, e aquela / noite se fizerão na volta do mar, e todo aquelle / dia, e a tarde se virão entre os enimigos, e como / erão tantos não conhecerão os patachos cuydando que / erão seus, e hũa nao, q vinha de lisboa tambem / se escapo, e se vierão a Cidade dar conta ao Gouer- / nador do q pasaua, e tinhão visto. De Como o Gouernador se fes prestes, e como a armada dos enimigos entro na Bahia. A oito de Maco apareserão na barra a armada / dos enimigos, e não entrarão aquelle dia por o tempo / não ser m.to fauorable, e tambem como otros dizem / por não estarem todas juntas, e esperarem por las / mais, e assim aquelle dia não entrarão, mas a o outro / que forão noue dia de são Gregorio as noue da manhã / entrarão [Fl. 24] entrarão pola Bahia todas por sua ordem hũa apos otra / todas con suas bendeiras olandesas, e con toldos ver- / melhos, e desta maneira sem apareser pesoa al - / guma en sima da Cuberta derão hũa volta por la / Bahia, como se a tiverão medida aos palmos; das / noue ate as onze estiuerão en cala, e logo man - / darão hum betel con gente com hũa bandeira olan- / deza: este vinha conforme elles depois diserão tra- / ziam embaixada, que não farião mal nenhum se / lhe decem licença para contratar e vender suas fazẽ- / das assim como de Portugal as trazião. O Gouerna - / dor tanto viu que o batel vinha para terra, e cuy- / dando o q podia ser, e que sua embaxada seria de / nenhum efeito lhe mandou atirrar duas pesas; e elle / tanto que viu q lhe atirauão virou, e tirou dois calho- / naços, que trazia. O Gouernador mandou por a / gente toda por su ordem andando elle de hũa parte / a otra con muyta deligencia: mandou as naos, que / no porto estauão polas por sua ordem, inda que com / mao conselho, porque aonde as pos não fizerão nada: / comesarão os enimigos a tirar alguns tiros os piores / e de menos força; os nossos comesarão atirar de / huma fortaleza, q o gouernador tinha meia feita, e / não deixarão de lhe fazer algum mal destorçandolhe / algumas naos, e vendo elles que as pesas da fortaleça / lhe fazião m.to dano o iuntarão todos os bateis e cheos [Fl. 24v] de gente balrroarão a fortaleza, ainda q não puderão / por que se defenderão os que dentro estauão valerosam.te / vendo elles, que não podião tomar a fortaleza puserão / quatro naos iunto della, e para que os pelouros que / atirauão lhe não fizesem m.to dano, derão en seco cõ / as naos, coisa, que espantou a todos, e dahi comme- / çarão a desparar de tal m.ra que não hauia quem a- / guardasse na fortaleza, polo m.to dano q fazião aos nos - / sos, e os nossos tambem lhe fazião, e lhe matauão / m.ta gente; tornarão a cometer a fortaleza, e uen- / do os nossos, que não podião mais defendela a deixa- / rão, ainda que ficou o filho do Gouernador, e Lorenço / de Brito, que 22 ficando sos o fizerão m.to bem matando- / lhe m.ta gente, e quando mais não puderão se sairão; / entrarão os enimigos, e como elles não tinhão repa- / ro nem fortaleza, porque de Terra lhe matauão muy- / ta gente caruarão as pesas para q não pudessem atirar / mais, e se forão as naos. Os nossos vendo isto torna/ rão a fortaleza, e vendo que não se podiam seruir das / pesas as botarão no mar para q os enimigos se não pode- / sem seruir dellas. Continuarão elles em atirar ate / noite; e antes della forão a tomar as naos, que esta- / uão peleiando, e as tirarão donde estauão con morte / de algũns dos seus, e tanto, que anoiteseo, o gouernador / mandou por fogo as otras que ficauão pera que elles se não / aporueitacem dellas, e os enimigos tanto, q anoiteseo não / tirarão [Fl. 25] tirarão mais, inda que de quando en quando tirauão hũa / pesa. De como os enimigos deixarão quatro naos na entrada da barra para combater, e tomar a fortaleza de s. Ant.o e do que mais sosedeu Esta hũa fortaleza na entrada da Barra / q chamão de sto Ant.o hũa legoa da Cidade e de bem / poco efeito para os enimigos , porq como a barra he de / tres legoas de boca se afastão os enimigos dela por / lo otro lado, e assim não lhe fazem mal as pesas / de artelleria. Os Olandeses vendo que por nenhuma / parte podian botar gente para tomar a cidade senão / ali por ser huma boa praia pera desembarcar deixa- / rão quatro naos las milhores, y de mais força, p.a / que tomado a fortaleza lançarem gente commesa- / rão a atirar e a botar a fortaleza por terra cõ grande / fuerça; os nossos o fazião como milhor podiam, porque / la fortaleça tinha m.to poca artelharia e menos gente, / y assi a não podião empedir, que não desembarcasem; / os nossos que con duas bandeiras estauam a guardan- / doos os fizerão otra ves embarcar, vendo elles isto tor- / narão com muyta mas gente, que fue necessario aos / nossos retirarse: vendo elles sem empedim.to comme- / sarão logo en un lugar, q ahi esta, a q chamão villa [Fl. 25v] Velha, por ser a p.ra Pouoacão da Bahia em sua fundação / ahi robarão o que acharam, e os Templos sagrados q- / brando santos, e profanando os ornam.tos Dali se vi- / erão chagando pera a Cidade de tal m.ra que en se sarrã- / do a noite se puserão onde chamão são bento un tiro de / arcabus da Cidade e asentarão seu arrail sem seren / sentidos e troxerão quatro pesas de Artelharia q / desembarcarão p.a combater a Cidade se fosse necess.ro / os nossos como virão, que não se podião defender se hião / acolhendo, e tanto, que virão a noite o fizerão mi- / lhor, porque as molheres ia erão saidas, e a mais / gente commua; ia o Gouernador andaua fora de si / sem sentido, vendo que a Cidade se hauia de tomar, por / q a gente o desemparaua, e assim quando veio a / maña se achou con som.te vinte pesoas, e con ella / se meteu en casa sem se acabar con elle que se / saisse fora visto ia não hauer rem.o; elle se confesou / para morrer se o matassem os enimigos, porque elle / isso deseiaua, vendo q a fortuna assi lhe daua en / rosto. Vendo os enimigos que por la maña a cidade es- / taua desemparada commesarão a marchar p.a ella vin- / do sempre atirando, porq cuydarão elles, q os nossos / lhe tinhão feito alguma emboscada; vierão a praça / y assentarão seu arraial, e forão as casas do Gouer- / nador onde estaua com obra de 20 pesoas o Gouernador / se fes [Fl. 26]se fes por defender, inda que logo lhe abaterão as ar- / mas, e o leuarão prezo com os mais as naos, e esti- / uerão para lhe cortarem a cabeza. Do que mas sosedeu e do desacato que fizerão as cousas Sagradas. Em os enimigos tomando o Cou.to de s. Bento q esta fora / da Cidade, e foi o p.ro templo en que entrarão ahi comme- / sarão sua furia maior em as coisas sagradas os s.tos quebra- / rão, de m.ra que san Bento lhe derão muytas cuchilha- / das; o santo Amaro lhe tirarão cõ sugidade de gente / a Virgen sra mã a fizerão em retalhos, e assim fo- / rão fazendo ao mais, que acharão sem perdoar a coisa al- / guma como ereges que erão, e Deos nosso s.or o permitia p.a / mais os castigar; em entrando como emtrarão em a Cida- / de puserão suas postas em aonde virão ser necess.ro e com- / mesarão a saquear a Cidade ia viuua, e deserta sem se- / us moradores como otra jerusalem que acharão muy- / ta riqueza assi de ouro como de prata; forão ao Conu.to / da Comp.a e fizerão delle alfandega metendo seus robos / nelle, e fazendo dos santos o que fizerão dos mais, q / os vassos sagrados, e ornam.tos tirarão todos os religiosos / das religiõis deixando o mais do Conu.to, inda q os Cle- / rigos se ouuerão con mais descuydo, porq si no fue / algũa confraria, que seus irmãos tiuerão lembrança [Fl. 26v] não se tirou nada da see fizerão sua Mesquita quebrando / os santos, e os vassos sagrados fazendo delles como se não / forão; dos ornam.tos fazião vestidos, e de la estola ligas e / bandas; de nossa srã Da iuda fizerão tauerna metendo / nella os viños, que na Cidade estauão, de San frn.co fize- / rão atafona, e moião o trigo que de Olanda trazião, e / os santos de vulto lhe seruião de asentos em que se asen - / tauão, e moraua hum Capitão en o Conu.to con sua Comp.a / de soldados; do Carmo fizerão atalaia, e vigia por es- / tar fora da Cidade em hum alto donde se 23 descubria m.to, dos / santos fizerão pior, porq do Cristo dos passos troxerão a- / tado cõ a corda por o pescoso polo chão dando lhe de cu- / theladas, e os otros santos o mesmo: isto he o que fize- / rão logo em sua entrada, e despues executauão mai - / res crueldades nas imageñs que achauão pellas cassas. De Como a gente se saia da Cidade e como elles se fizerão fortes. Vendo a gente quam poco rem.o tinha contra estes / tam crueis enimigos era lastima de ver tanta g. fora / de huma Cidade, a saber donzelhas, meninos, e mo- / lheres prenhes, que por esses campos parião, q era / lastima, pois doentes q da cama se ergião, e lhe / faltaua todo o regalo andando por os matos a pe; pois os / feridos, que da peleia fugirão, e alguns con as tripas nas / mãos [Fl. 27] mãos; serto q era p.a hauer lastima, e todos atribuião / isto a seus peccados, que na verdade no foi outra / coussa, polo desaforo con que se viuiuia na Cidade, nis- / to q tocaua ao peccado da carne: a donzelha andaua / perguntando pela may; a molher pelo marido, e / assi tudo era hũa confuzão, porque como sairão de / noite cada hum hia para onde asertaua; e assi os / p.ros dias padeserão muytas miserias, e necessidades / de fome, e a cama era a terra, e se o Brasil não / fora tam quente, e temperado como he morrera / m.ta gente de frio, porq m.tos dias dormião pelos cam- / pos; porq o medo con que hião lhe paresião que / vinham os enimigos de tras de si; os frades todos / fazião o mesmo, e em verdade q estauamos nos / dezertos e que tres dias não soubemos q cousa / era comer mais q hũns pos de farinha de pão. Enquanto a gente andaua cõ este medo os eni- / migos se fortificarão na Cidade murandoa o milhor / que puderão, porque ella não estaua murada, e pon- / dolhe m.tas pesas de artelheria, de m.ra que fizerão, / o q nos hauiamos de fazer, e para mais segura / m.te estarem tinhão suas vigias fora da Cidade, on- / de chamão o Carmo, e tomarão a repreza de hũa a- / goa para q a gente não pudesse passar a Cidade, e / fesse hũa alagoa tam grande, q hũa não da India [Fl. 27v] pudera facilm.te nadar nella, e assi tinhão elles cõ / tudo suas postas, e vigias. Foi tam grn.de o despoio / que da Cidade leuarão, q o não posso cõ palabras en- / careser por ser muy rica a Terra, e da m.to de si / polo muyto asucar, pao do Brazil, e otras m.tas cou- / sãs; de asucar que na Cidade, e nauios acharão fo- / rão mais de duas mil caixas, e m.to pao do Bra- / zil, e fumo; e assi despacharão logo quatro / naos carregadas de tudo o milhor q na Cidade acha- / rão, e nelas foi o Gouernador, e seu filho, e m.tos / religiosos, q tomarão, q vinhão em nauios de al- / gumas cidades, e portos do Brazil, e não sabião o / que da Cidade era feito, e desta m.ra tomarão m.tos / nauios, assi de Portugal como de otras m.tas partes / por ser o Brazil hum dos maiores portos de contra- / to que ha. te Como o senõr Bispo aiunto a gente e fes hum hum arraial para que os enimigos não pasasem nem saisem fora da Cidade. Vendo o senõr Bpõ D. Marcos Teixeira q / a gente con o medo hia toda fugindo, e os enimigos hião / cobrando animo, e se atreuião ia a sair fora da Ci- / dade as fazendas, não se contentando com os robos da / cabeça que pudese isto fazer mando da Cidade aiun- / to [Fl. 28] to gente, visto não hauer cabeça q pudesse isto fazer / mando Religiossos aonde elle não podia ir auizando a / todos se iuntassem, para que os enimigos não cobrassem / tanto brio, veio a gente, inda q desarmada por não ter / poluora nem arcabuzes, mas não lhe faltaua o ani- / mo pera peleiarem, e na verdade o fizerão algũns tão- / bem, que parese querião igualar aqueles antiguos / portugueses em o esforço, e valentia; o s.r Bpõ a to- / dos consolaua e animaua, cõ o que ria, ria; cõ o q / choraua, choraua: de m.ra q a todos sabia leuar como / Pastor, e prudente que era; aiuntou obra de dois / mil homeĩs, e os repartiu de m.ra que sincoenta / con seu Capitão; andaua aos asaltos vinte dias vin- / do aquelles iuão otros; todos os dia hauia sermão / que o s.r Bpõ / fazia em o araial con tanto fauor, e / espiritoa q mais paresia aos ouuintes sermão de / paixão: estes homeñs q en estes asaltos andauão o / fazião muy bem, e como os olandezes estauão a / custumados a sair fora, e achauão encontro hauia / braua peleia de parte a parte, inda que elles sem- / pre leuauão o pior; hũas vezes lhe matauão os nossos / vinte, otras des; em fim otras o que podião, de m.ra q / sempre os nossos, o matauão, o catiuauão, porq m.tos tra- / ião viuos, e elles confesauão o q hauia na Cidade e / quem os mandara vir, e o señor Bpõ p.a que mais [Fl. 28v] obrigasem daua premios a quem mataua hum framen- / go, e toda a gente q no raial estaua a sostentaua a sua / costa, mandando vir prouim.to de diuersas p.es y corria / tanto a fama, q de sento e vinte legoas veio hũ homem / m.to rico con oitenta homeñs som.te ao seruir: mando / o señor Bpõ botar bando, que todos os ameziados por / qualq.ra delito pudaesem liurem.te vir p.a o arraial q.o / elle em nome de sua Magestade lhe perdoaua asis- / tindo cõ sua pesoa no arraial, e asaltos, o q logo todos / fizerão tambem daua aluaras, e fazia caualheros fi- / dalgos a quem fazia algũa boa sorte p.a assi os obri- / gar cõ honrra, e com prémios, quando o não fize- / sem pelo amor de Ds, que e o aluo, a que / todas nossas cousas auemos de atirar, e emcaminhar. 24 De Como o señor Bpõ aiuntou gente pera tomar a Cidade. Dia de s.to Ant.o q he a treze de junho do mes- / mo ano, vendo o señor Bpõ que tinha m.ta gente iun- / ta, e m.ta ia morta aos enimigos em os asaltos de / terminou de ver se podia dar na Cidade, e pera / isso ordenou q fosse dia de s.to Ant.o, indo com a g.te / a manha do santo forão sentidos de hũa atalaia / que elles tinhão posto no Conu.to do Carmo, e o sinal / que lhe tinhão dado os enimigos he q tocase o sino / como [Fl. 29] como o fizerão, fizerãose elles laprestes, e os nossos / abalrroarão as portas do Conu.to e forão aos dormitorios / onde em as seldas estauão quatro homeñs con suas mo- / lheres, e defendendose dos nossos tudo o que puderão; os / nossos matarão dois os outros tomarão vivos, e os tro- / xerão ao señor oBpõ, os quais em sua prezença / os nossos os matarão sem elle o poder defender; tanto / que veo a manhã sairão os Olandeses ao rebate / que a sua talaia tinha feito cõ o sinal do sino, inda / q o pagou lindam.te porque estando tangendo lhe a- / rou hum dos nossos, e o deixou estirado em o tilhado / da Igreia; sairão pois logo pela manhã, e os nossos / os fizerão outra ves meter na Cidade cõ morte de m.tos / e lhe deixarão a porta aberta, mas como os nossos / lhe tinhão dito, que elles tinhão feito m.tas minas de / poluora arrasiarão, que em entrando os queimmasẽ / a todos pelo q ouue conselho que por então lhe não pa- / sasem mas adiante, e se recuarão atras ficando / o s.r Bispo muy pesarozo de ser sentido, porq o não / o ser lhe tomara a Cidade pelo modo, e traça, q leua- / rão; dos nossos alguñs vierão feridos, mas oie nhũm / morreo, q não foi pequeno milagre entre tantos / e metidos os nossos entre elles, porq ouue homem / q chegou a porta da Cidade, e pregou lança nela; / dos mais [Fl. 29v] Dos mais asaltos ate morte do señor Bpõ, e como lhe matarão o seu General que elles sentirão muyto. Tornou o s.r Bpõ a gente ao raial donde saira / y dahi lhe fazia seus asaltos como dantes saião elles / hum dia, e os nossos lhe matarão muytos, e os que / tomarão viuos lhe cortauão os braços, e atados ao pes / cosos lhos mandarão a Cidade, e o Capitão nosso os mã- / dou desafiar, o que elles aseitarão mas não so por so mas / viendo obra de quatrosentos, e tinhão hũa silada em / o caminho p.a colher os nossos no meio e não ficaua nenhum / dos nossos; tinhão os nossos feito hũa emboscada / em a praya que chamão de Tapagipe, porq tinhão / nouas q todas as tardes hia o seu general a hũa for- / taleza que elles ali tinhão, foi assi que foi a ca- / ualo con dois filhos pequenos, que tinha, e / a guarda vinha bem atras, e descuydados do que / lhe podia aconteser, os nossos tanto que virão occa- / Sião sairão, e matarão ao General, e os filhos se / lhes acolherão, inda q hum foi de tal m.ra fe- / rido, que logo morreo na Cidade, a guarda quando / acudio [Fl. 30] acodio ia elle estaua em o Inferno fizerão grande sen- / tim.to, e se o tomarão viuo, cuydo q dandoo largarão / a Cidade, mas não pode ser menos, porq vinha a / guarda atras que se o não matauão logo o perdirião / os nossos, e se ariscarião a m.to dano; dahi por diante / se recolherão elles, e não osauão ia sair da Cida- / dade quanto he por terra, porq vião q lhe mata- / uão os nossos m.ta gente, que conforme dezião serião / os mortos perto de duçentos, e viuos alguñs vinte, q / por essas fazendas ficauão quando me eu vim p.a Es- / paña; con tudo os nossos não deixauão seu exercicio / de emboscadas, porque ainda alguñs se desmandauão / e se vinhão buscar a morte, porque em saindo ne- / nhum escapaua por seus peccados, e alguñs dos nossos / que a Cidade hião as escondidas e tornauão trazendo / que lhes era necess.ro ia indo não os deixauão tornar, e asi cauentauão irem por mar as fazendas com suas / naos, mas tambem lhe sosedia o que na Cidade, in- / da que algumas vezes trazião alguma pilhagem / não deixaua de lhe costar a morte de m.tos; uzarão / elles de uma emuensão, que foi os negros de am- / gola, que se meterão com elles alguñs boatuão di- / ante, mas como elles de seu são muy cobardes / logo virarão as costas, e os nossos fazião braua / matança nelles, de m.ra que nem por mar ia quando / eu vim andauão. [Fl. 30v] Da morte do senõr Bpõ, e de algũas cousas que aconteserão mais. Andaua ia o senõr Bpõ tam cansado dos traba- / lhos, que o Capitão mor de Pernambuquo Matias de / Albuquerque que lhe mandou hũ Capitão, q seruisse / em seu lugar, homẽ expermentado, em cousas de / guerras mas como a gente estaua cõ o sr Bpõ tam con- / tente foi mal recebido, e se o señor Bispo con sua pru- / dencia, e santidade não apasiguara não cuydo, q / o recibirião. Comesou a gouernar o nouo Capitão pro- / seguindo o q o s.r Bpõ auia começado, inda q não cõ / tal sprito con que elle o fazia, vendose o señor Bpõ / fora de tal carga e trabalho asas de cansado se reco- / lheo a hũa cassa de hũ bom homẽ, q o l recolheo / con toda a caridade con que suas poses o podião fazer, / comesou logo a se achar 25 mal de hũas quenturas; vi- / erão os medicos, que se poderão achar, o qual foi hũ / iudeu, porq por nossos peccados elles so os são os q es- / tudão medesina, esse o encerrou, comesou logo a / sangralo, a tirar sangue adonde o não hauia, e / logo lhe deu em tresualios de maneira q ao ou- / tauo dia lhe deu hũa purga, e ao decimo o enterrou, / q todos diserão que lhe derão pesonha, e não podia / ser menos, porq se virão m.tas mostras de lha terem / dada; grande foi o sentim.to de todos; não hauia escrauo / nem [Fl. 31] nem pequeno, nem grande, q não chorase sua morte / pois ficauão orfãns de tal Pay, emterrarãono bẽ / pobrem.te não conforme a Bpõ, porq não auia ordem / pera isso; grande foi a festa, que os enimigos fizerão / tanto que o souberão na Cidade, pues lhe hia tanto q / se elle não fora não sey o como nos pasaramos, porque / os enimigos se metião ia pela terra, e os nossos pela / necessidade q padeçião alguñs hião a Cidade buscar o q / lhe faltaua, e o sr Bpõ acudio como Pastor a suas / ouelhas, inda que elle não tinha obrigasão se não de / se recolher em algũa Igreia. De algũas cousas que aconteseram no tempo da peleia Por remate de tudo não quero deixar de con- / tar algũas cousas notaueis, que no tempo da peleia / aconteserão aos religiossos, pois como os enimigos em- / trarão na Bahia cõ suas naos, e os nossos commesarão / sua peleia; os perlados de das religiõis mandarão / seus religiossos, pera q confesasem, e animasem a / gente, e os que não erão confesores senão simples / sacerdotes os mandarão apresentar ao Bpõ p.a que / confesasem, e animasem a todos como o fizerão, a hum / de s. frn.co estando confesando a hum homem veo hũa / bala, e lhe caiu no habito sem lhe fazer nenhum [Fl. 31v] mal; a outro estaua asoluendo a hũ quando vem hum / pelouro de pesa, e emq.to o homem abaixa a cabeca p.a / o absoluerem pasa a bala, e o não abaixar o leuaua / a outro lhe deu hũa em os peitos e não lhe fes mal / nenhum, de maneira q se tinha por milagre, porque / como andauão em obras de caridade confesando, e ani- / mando nehũ perigou sendo elles o que andauão no / mayor perigo, e entre as ballas pasando de hũa p.te / a outra. Isto he o que me lembra cõ toda a verdade / sem faltar hum ponto de todo o q aqui digo. 26 ANEXO III A Jornada dos Vassalos por D. Jerônimo de Ataíde A Biblioteca da Ajuda em Lisboa guarda em seu precioso acervo um manuscrito inédito sobre a invasão neerlandesa da Bahia em 1624 e a Jornada dos Vassalos em 1625. O documento foi inserido num códice em fólio, encadernado em pergaminho, sob a indicação 51-IX-12. O texto tem por título “Cap.os da Relação” e ocupa as folhas 151 à 185 verso. A Relação foi encadernada com diversos outros documentos e papéis administrativos do século XVII, sendo a numeração das folhas inserida posteriormente. O rascunho da Relação foi escrito em espanhol porque seu autor desejava que fosse às mãos de Felipe IV, Rei da Espanha e de Portugal devido a União das Coroas Ibérica (1580-1640). O autor do texto tinha planos para publicá-la, pois deixou local indicando no documento para a inserção de mapas e desenhos. O manuscrito está incompleto por conta de que uma folha que fora arrancada do conjunto e porque o autor não concluiu o plano de redação que foi proposto por ele no índice do que viria a ser a obra. Apesar disto, o texto oferece um grande número de novas informações sobre os epsódios relacionados a este período. Além disso, é o documento que melhor apresenta os bastidores políticos das armadas que compuseram a Jornada dos Vassalos para socorrer a Bahia em 1625. O texto é o rascunho da obra e por isso existem muitos paragráfos riscados e outros inteiramente postos à margem das folhas com as indicações em sinais onde deveriam ser colocados pelo editor. O capítulo 4 vem ao final do texto entre as folhas 184 e o verso da folha 185. 1. A AUTORIA DA RELAÇÃO Os Capítulos da Relação é uma obra anônima, visto que o autor não se identifica nem no título nem ao longo do texto; pelo menos não de maneira direta. Uma afirmação no índice da Relação permite, não obstante, identificar quem redigiu o texto. O quinto tópico, “Oficiaes de guerra, causa de meu Pai, e de D. Francisco de Almeida”, permite conhecer a real identidade do autor: o filho de D. Antônio de Ataíde. D. Antonio de Ataíde seria o Almirante da armada de 1625, mas por questões políticas acabou impedido. Seu filho, autor do texto, chamava-se D. Jerônimo de Ataíde. D. Jerônimo de Ataíde, 2º conde de Castro Daire e 6º conde da Castanheira, nasceu em cerca de 1597 e morreu na cidade de Lisboa em 12 de dezembro de 1669. Foi 27 filho do 1º conde de Castro Daire e 5o da Castanheira D. António de Ataíde e de D. Ana de Lima. D. Jerônimo de Ataíde aprendeu com o pai o exercício da política e o gosto pelas letras. O autor dos Capítulos da Relação já possui fama de genealogista e escritor. Seu nome figura na Biblioteca Lusitana do Abade Barbosa Machado. Segundo informa o bibliófilo português D. Jeronimo de Attayde – segundo Conde de Castro Dayro, e sexto da Castanheira nasceo em Lisboa sendo filho de D. Antonio de Attayde do Conselho de Estado, Embaxador ao Emperador Fernando segundo, Presidente da Meza da Conciencia, e Ordens, e de D. Anna de Lima filha herdeira de D. Antonio de Lima Senhor de Castro Dayro, Alcayde mór de Guimaraens, e D. Maria de Vilhena filho de Cristovao de Mello herdeiro da ilha de S. Thome. No tempo, que foy elevado ao trono de Portugal o serenissimo D. João IV assistia em Castella onde pelos seus grandes merecimentos, que se illustravão com a cultura das Artes liberaes foy nomeado Marquez de Collares, Ayo do Principe D. Balthezar Carlos, e mordomo mór da sereníssima Raynha D. Izabel de Borbon. Celebrada as pazes entre esta Coroa, e a de Castella em o anno de 1668, voltou para a patria contra a qual nunca militou onde passado pouco tempo de assistencia faleceo a 12 de Dezembro de 1669. Foy sepultado no Convento dos Religiosos Capuchos de Santo Antonio da Castanheira jazigo de seus illustres Mayores. Cazou com D. Helena de Castro filha de D. João de Castro Senhor de Reriz, Sul, Bemuiver, Penella, e Resende, e com D. Juliana de Souza e Tavora sua segunda mulher de quem teve a D. Antonio de Attayde, que morreo menino, D. Jorge de Attayde terceiro Conde de Castro Dayro, e D. Anna de Lima e Attayde setima Condessa da Castanheira. Compoz: Informacion sobre haver de preceder en el Consejo de Portugal suplicando de la nueva forma de Precidenciar, e respondiendo a los errados enformes que se dieron a su Magestad. Começa. Pretende el Maquez de Collares e. Acaba. Se assegure la justicia de quien la huviero com su determinacion. Madrid 29. de Março de 1662. fol. Não tem lugar de impressão. Consta de muitas folhas, de que vimos hum exemplar. Fez outro Memorial sobre esta materia da precedencia, que principia. El Marques de Collares del Consejo de Estado. Acaba. Mande V. Magestade lo que más fuere de su real servicio. Ocupa folha, e meya, e não tem lugar de impressão, o qual também vimos. Obras Genealogicas. M.S. fol. Conservão-se na livraria do excelentíssimo Conde de Redondo a cujo poder vierão por morte da Condessa D. Ana de Attayde irmãa do Author, e mulher que foy de Simão Correa da Sylva ultimo conde da Castanheira. 25 Nobiliario de D. Antonio de Lima addicionado. Cujo Original está na Livraria do Excellentissimo Conde de Redondo. Destas obras Genealogicas de D. Jeronimo de Attayde faz memoria o Padre Souza. Apparat. Á Hist. Gen. da Caz. Real Portug. Pag. 115.S. 125 e no Tom. 2. desta Hist. liv. 3 pag. 537. e no fim do Tom. 8. pag. 7. O códice 51-IX-12 pertenceu à casa dos Castanheiras e faz parte do Fundo D. Antonio de Ataíde na Biblioteca da Ajuda. Por isso, o referido códice conserva diversos documentos e correspondências, passivas e ativas, de D. Antonio de Ataíde e seu filho D. Jerônimo. A comparação de grafia da Relação com outros documentos assinados por D. Jerônimo de Ataíde também confirma a autoria da mesma por este, considerando a semelhança das letras. 25 MACHADO, Barbosa. Bibliotheca Lusitana. Lisboa: Officina de Antonio Isidoro da Fonseca, 1741. Tomo II. p. 481 e 482 28 Um Memorial escrito por D. Jerônimo de Ataíde para algum ministro do Rei D. Felipe IV apresenta mais informações sobre sua origem e sua família.26 Tal como a Relação, o Memorial tinha por fim “deixar a Vuestra Ex.a esta relacion di lo que mi padre ha servido, y siete hijos suyos en pas y en guerra.” D. Jerônimo chama a atenção de que seu pai “es primo 4.o (grau) del Rey Nuestro Señor ” 27 Em seguida, tal como no capítulo quarto da Relação, D. Jerônimo resume as ações de seu pai no serviço das armadas até a peleja com “Tabac Arraes General del Turco” , no incidente na costa da Ericeira. Ainda segundo ele, “ Sincuenta y dos años ha que mi padre sirve, y no con las convenencias de la Corte, sino con los riesgos y despesas de la guerra, como quien la tomava por oficio y por vida (…)”.28 D. Jerônimo ajudou seu pai a se livrar das acusações que pesavam contra ele por conta do episódio da Ericeira e acabou por ser arrastado nas intrigas da corte: “Bolvi a Madrid dixeron a Vuestra Ex.a que yo obrava mas por mis particulares que por el servicio del Rey, diuirtieron a Vuestra Ex.a a que mis manos y las de mi padre se continuasse, yo quede sin satisfaçion por lo servido (…)”.29 D. Jerônimo aponta também a identidade e os ofícios de seus seis irmãos. O eclesiástico D. Bernardo de Ataíde de Lima Pereira, que foi colegial de São Pedro, Cônego de Elvas, além de ocupar cargos eclesiásticos em Leiria e Lisboa e “que a mas de dies años que sirve al Sancto oficio de la Inquisicion de Lisboa que es Prior de Guimaraes, no sale nombrado en Obispados en que vino consultado, saliendo otros mas modernos en la edad y en las escuelas”. D. Bernardo estava indicado para a diocese do Porto, mas foi nomeado bispo nas dioceses espanholas de Astorga (1644-1654) e, em seguida, de Ávila (1654-1656).30 Para sua irmã, D. Jerônimo pretendia mercês para o casamento visto“que ha sinco años que sirve a la Reyna (..,) y dexa de aver efecto el casamiento porque se le niega un titulo que a tantos se ha dado”.31 Seus outros irmão foram: Dom Álvaro “sumiller de Cortina del Rey se le nego de merced una calongia q el llevo por oposicion”; Dom Lourenço que “fue menino de la Reyna, y no se le ha hecho merced alguna”; Dom Jorge “mi hermano mayor murio 26 Biblioteca da Ajuda (BA). 51-IX-12 Fl. 213-216v. Madrid, 25.09.1633 BA. 51-IX-12 fl. 213. Madrid, 25.09.1633 28 BA. 51-IX-12 fl. 213-214. Madrid, 25.09.1633 29 BA. 51-IX-12 fl. 214. Madrid, 25.09.1633 30 BA. 51-IX-12 fl. 214. Madrid, 25.09.1633. SOTOMAYOR, Antonio Valladares de. Semanario erudito, que comprehende varias obras inéditas, críticas, morales, instructivas, políticas, históricas, satíricas, y jocosas de nuestros mejores autores antiguos y modernos. Tomo XXXIII. Madrid: Por Don Antonio de Espinosa, 1740. p. 192. 31 BA. 51-IX-12 fl. 214. Madrid, 25.09.1633 27 29 aviendo ya empossado a servir en las armadas” e Dom Paulo que “murió en un Galeon aviendo servido en quatro armadas”.32 Dom Paulo de Ataíde, primogênito de D. Antônio de Ataíde, faleceu a 5 de setembro de 1621.33 O própio Conde da Castanheira afirma o seguinte: Yo fui Capitan de un tercio en Lisboa, soldado, y capitan en las armadas de mi padre, soy actualmiente capitan de aventureros, nombrado quando el Marques de la Enojosa previno la difensa de Lisboa, quando la armada Inglesa fue sobre Cadis Se venindo dos veses a Madrid a seruicio de Su Magestad, y a año y medio que estoy en este lugar, y aunque yo ni me jusgo meritos, ni me hallo con grande ambission de algunos, no puede dexar de causar sospecha de causa mayor a los que ven a mi padre con su qualidad, sus años, sus procedimientos salir del seruicio del Rey sin aver añadido un real de mejora en la hasienda que tenia ha veinte años, ni por merced del Rey, ni por aprocechamientos, antes vendido juros y propriedades, y con muchas devidas contrahidas en seruiço de S. Magestad de que todas tienen los acreedores consignacion. Que siete hijos suyos serciessemos, y uno murriesse en su seruicio del Rey, y que padre y hijos nos veamos atrasados a tantos, que antes quiça no lo pensaron, sino es que el sermos tantos a servir nos enbarassa a todos la satisfaçion.34 Dentre outros papéis, há uma carta do Cardeal Espinoza, na qual manda pagar ao Conde da Castanheira o que consta dos seus memoriais, inclusive fazendo mercê de uma prebenda eclesiástica a Dom Alvaro de Ataíde.35 Em 1645 foi redigido outro Memorial sobre os feitos de D. Antonio de Ataíde, sendo o documento imediato à Relação de Jerônimo de Ataíde, Copia del memorial del Conde de Castanheira, 36 Outros textos da autoria de D. Jerônimo de Ataíde podem ser encontrados na Biblioteca Nacional da Espanha. O manuscrito da Recopilación de linajes de Portugal ainda aguarda o prelo. O códice de 34 x 23 centímetros, com 422 folhas, contém muitas árvores genealógicas. Além destas contém uma “Carta de Benito Arias Montano sobre la venta de 28 Biblias, por cuenta de Plantino, en Medina” (Fol. 127); “Fundaciones hechas por D. Juan Martínez Silíceo, de 1545 a 1557”, escrita em Toledo em março de 1557 (8 folhas sem numeração, entre as folhas 323 e 323v). “Libro Primero de los Blasones de los escudos de armas de Portugal, por Duarte Núñez León, 1600” (Fols. 32 BA. 51-IX-12 fl. 214v. Madrid, 25.09.1633 CERTIDÃO Geral do sucedido na Armada do anno de 1621. Jurada & assinada pelos Capitães, & Oficiaes della, & pelas pessoas principaes que hião soldados na Capitaina, a que vão referidas estas respostas. p. 1. Esta encadernada junto com os Cargos que Resultão. 13 de Outubro de 1621. / S.I. Assinada também por D. Jeronimo de Attaide. Ver tambem: Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Mesa de Consciência e Ordens, Cartas Régias, Livro 26 (1618-1624) fl. 132. Lisboa 21 de Julho de 1623 seguida da resposta do monarca a 31 de Agosto de 1623. 34 BA. 51-IX-12 fl. 214v. Madrid, 25.09.1633 35 BA. 51-IX-12 fl. 218. Madrid, 11.12.1641 36 BA. 51-IX-12 fls. 147-150v. Madrid,1645 33 30 323v-336). “Conquista de Portugal: lo que sucedió cuando Felipe II se apoderó del Reino de Portugal” (Fols. 383-422).37 As obras do Conde da Castanheira permaneceram inéditas ou desconhecidas, à exemplo da presente Relação. D. Jerônimo de Ataíde, o Conde de Castanheira, não deve ser confundido com o seu homônimo D. Jerônimo de Ataíde, Governador do Brasil entre 1654-1657, e sexto Conde de Atouguia. A influência de D. Jerônimo na historiografia portuguesa não se resume apenas a suas obras. D. Jerônimo circulava entre os principais autores portugueses de seu tempo e travou amizade com um dos principais historiadores da primeira metade do século XVII, Frei Luis de Sousa. O Conde da Castanheira emprestou, inclusive, documentos particulares para Frei Luis de Sousa escrever suas obras. Nas Memorias e Documentos citados por este historiador, aparece a indicação “Seis Livros do Conde de Castanheyra, mandados por Dom Jeronimo de Atayde, filho do Conde de Castro”. Estes seis códices compõe atualmente a coleção São Lourenço no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.38 Por volta de 1620 D. Jerônimo casou-se com D. Helena de Castro, filha de D. João de Castro, senhor de Reriz e Benviver, Sul, Penela e Resende, e de D. Juliana de Távora. Tiveram três filhos, D. Jorge de Ataíde, 3.º conde de Castro Daire, D. Antonio de Ataíde e Ana de Lima e Ataíde.39 Foi na década de 1630 que Ataíde escreveu a Información sobre Haver de Preceder en el Consejo de Portugal, supplicando de la nueva forma de precedencias y Respondiendo a los errados informes que se dieron a S. Magestad. Em 1639, D. Antonio de Ataíde e seu filho D. Jerônimo receberam de Felipe 37 Biblioteca Nacional de España. COLARES, Jerônimo de Ataíde , Marquês de. Recopilación de linajes de Portugal [Manuscrito] por el Marqués de Colares . I volume , 422 folhas.; 34 x 23 cm. 38 SOUSA, Fr. Luís de. Annaes de el Rei Dom João III. Lisboa: Typ. da Soc. Propagadora dos Conhecimentos Uteis, 1844. p. 371. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. A descrição deste fundo documental é o seguinte: Colecção São Lourenço (1403-1561), 6 vol. (códices factícios).. D. António de Ataíde, 1º conde de Castanheira, teria coligido os documentos que integram o primeiro volume, uma vez que grande parte da correspondência lhe é dirigida. A restante documentação é maioritariamente correspondência remetida a D. Álvaro de Castro (filho de D. João de Castro), ou por ele redigida. D. Ana de Ataíde, mulher de D. Álvaro de Castro, era neta de D. António de Ataíde, sendo plausível que por este facto, esta documentação tivesse sido reunida. No Dicionário Bibliográfico Português, de Inocêncio Francisco da Silva, refere-se igualmente que o compilador foi D. António de Ataíde. O percurso da documentação até pertencer à casa dos Condes de São Lourenço é explicado, também no Dicionário Bibliográfico Português. pelo facto de o conde da Castanheira ter sido casado com uma senhora da casa da Feira, cujos vínculos foram em parte herdados pelos condes de São Lourenço. Esta colecção terá pertencido a um conjunto documental bem mais vasto, coleccionado por D. João José Ansberto de Noronha (n.1725; 6º Conde de São Lourenço por casamento e filho dos segundos marqueses de Angeja). Foi inventariada com os bens de António José de Mello Silva César e Menezes (1794-1863, 9º conde de São Lourenço), trabalho realizado por José Maria António Nogueira, que o publicou em 1871. 39 SOUSA, António Caetano de. História Genealógica da Casa Real Portuguesa. Coimbra: Atlântida Livraria Editora, 1946. Tomo II, p. 305. GAYO, Felgueiras. Nobiliário das Famílias de Portugal. Braga: Carvalhos de Basto, 1989. 2ª Ed. Vol. IV, p. 242. 31 IV valiosas comendas,40 exercendo depois o elevado cargo de aio do Príncipe Baltazar Carlos. 41 Foi mordomo-mor da Rainha Isabel, mulher do rei Filipe IV de Espanha, que o nomeou Marquês de Colares, título que já não teve validade em Portugal, e lhe deu a promessa do ducado de Benavente, caso recuperasse Portugal. Concluída a paz com Castela, em 1668, regressou a Portugal onde ainda exerceu ocupações administrativas.42 D. Jerônimo de Ataíde faleceu a 12 de Dezembro de 1669. 2. A HISTORIOGRAFIA DA JORNADA DOS VASSALOS Na historiografia do século XX, a Jornada dos Vassalos para restaurar a Bahia dos holandeses em 1625 é apontada como um esforço militar aos moldes feudais, no contexto das relações de susserania e vassalagem. Os Capítulos de História Colonial de Capistrano de Abreu, publicado em 1907, diz que a nobreza ibérica organizou a expedição imbuída de um “espírito cruzadista”. Stuart Schwartz confirma a aderência da nobreza portuguesa ao projeto de restaurar o centro político do Brasil.43 A Jornada dos Vassalos não foi, decerto, uma empresa militar nos moldes da guerra medieval. Foram utilizadas estratégias e técnicas modernas de combate, como o Terço da Armada, que equivale atualmente aos fuzileiros navais. Esta empresa, não obstante, foi levada à cabo com recursos da nobreza ibérica, que atendeu ao chamado do Rei espanhol D. Felipe IV. A leitura da Relação de D. Jerônimo de Ataíde não só confirma este fato político como o reforça. O relato oficial da expedição de 1625 foi publicado pelo crítico literário e humanista espanhol D. Tomás de Tamayo Vargas, em 1628. O texto enfoca a supremacia da Espanha na Europa e as questões religiosas que impulsionaram os conflitos do continente desde o século XVI. Por isso, o discurso utilizado pelo autor para legitimar a reconquista da Bahia fundamenta-se na hegemonia da religião católica e 40 Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), Registo Geral de Mercês - Ordens. Livro 2. fl. 214215. 15 de março de 1639. D. Felipe IV. “Carta de Comenda a Fr. D. Antonio de Athayde professo da ordem de Xp.o e ao seu filho mais velho”. 41 SORIANO, Simão José da Luz. História do Reinado de El-Rei D. José e da Administração do Marquez de Pombal Precedida de uma Breve Notícia dos Antecedentes Reinados a começar no de ElRei D. João IV, em 1640. Lisboa: Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, 1867. Tomo I, p. 28. 42 BA. Cod. 51-IX-13, fl. 228. 1669, Março 10, Londres. Carta de Gaspar de Abreu de Freitas para o [6º] conde da Castanheira [D. Jerónimo de Ataíde] sobre o embarque dos enviados de Inglaterra e Suécia, um a cumprimentar e outro a negociar. 43 SCHWARTZ, Stuart B. The Voyage of the Vassals: Royal Power, Noble Obligations, and Merchant Capital before the Portuguese Restoration of Independence, 1624-1640. In: The American Historical Review, Vol. 96, N.o 3 (Jun, 1991), pp. 740-743. 32 da Coroa espanhola sobre os seus adversários.44 O mais completo texto sobre a Jornada, pelo conjunto de informações que apresenta, é do espanhol Juan de Valencia e Guzman, publicado somente em 1870. Na obra, o autor detalha e contabiliza praticamente todos os objetos e bens que foram carregados na expedição.45 Há ainda o texto de Eugenio de Narbona Zuñiga, de menor relevo que dos seus compatriotas citados.46 Os Capítulos da Relação serão analisados em conjuto com dois textos sobre a conquista da Bahia em 1624 pelos neerlandeses e a expedição de 1625. Estes dois textos, de origem portuguesa, são de autoria do Padre Bartolomeu Guerreiro, publicado ainda em 1625, e do Almirante e Cosmógrafo-mor D. Manuel de Menezes, que permaneceu inédito até 1859, quando foi publicado por Francisco Varnhagen na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Como D. Jerônimo de Ataíde, ambos são portugueses, mas o primeiro possui uma visão de conjunto que falta aos seus compatriotas. Ataíde é o único autor português que concebe a invasão da Bahia como um episódio do que seria conhecido posteriormente como Guerra dos Oitenta Anos. Por isso, o primeiro capítulo da Relação é um Discurso sobre a Holanda, no qual trata dos direitos de sucessão e vassalagem da nobreza neerlandeza, do processo de independência das Províncias Unidas iniciado em 1572 e seus desdobramentos no século XVII. Esta visão é recorrente em outras crônicas de origem espanhola, como na obra de D. Tomás de Tamayo Vargas, mas inédita, contudo, aos autores portugueses que entenderam a perda da Bahia apenas como um episódio particular de agressão dos neerlandeses a um território ultramarino de Portugal. A interpretação dos fatos por este viés político obviamente cumpria uma função prática. Colocando-se na condição de ofendidos, os portugueses puderam legitimar sua reação militar. Dentre os autores portugueses que escreveram sobre a Jornada de 1625 Ataíde foi uma excessão por apresentar no seu texto a tentativa de hegemônia da monarquia espanhola na política européia, ainda que coadunando-se a esta ideia, afinal escrevia para o próprio rei. O autor chegar a utilizar, à folha 154, a expressão “nuestra 44 TAMAYO DE VARGAS, Tomás. Restauracion de la Ciudad del Salvador, i Baia de Todos Sanctos, en la Provincia del Brasil. Pos las Armas de Don Philippe IV. El Grande Rei Catholico de las Españas i Indias. Madrid: Viuda de Alonso Martin, 1628. 45 VALENCIA Y GUZMAN, Juan de. Compendio Historial de la Jornada del Brasil, ano 1625. Recife: Editorial Pool, 1984. 2.a ed. 46 ZUÑIGA, Eugenio de Narbona. Historia de la recuperacion del Brasil por la armas de España y Portugal el año de 1623. In: Anais da Biblioteca Nacional, Vol. LXIX, pp.161-330. Rio de Janeiro: 1955. 33 España”. No verso desta mesma folha, contudo, o autor questiona as implicações da soberania castelhana utilizando, habilmente, a metáfora do aqueduto: No se les niega a los Portugueses rason en lo que sienten la falta de sus Reyes, no porque hoy les falte en Su Magestad el arrimo que antes tenian, pero es la diferencia que va de beber el agua en la fuente, o por acuadutos que talves nos truxo salitre si no gusanos. Outro ponto comum aos autores de origem portuguesa é não atribuir aos cristãonovos e cripto-judeus a culpa pela tomada de Salvador em maio de 1624. Entre os autores espanhóis, não obstante, é recorrente acusar os judaizantes de traição política e colaboracionismo com os invasores, alegando que isto ocorreu por temor ou ódio destes ao Santo Ofício. Neste aspecto, a Relação de Ataíde se alinha às dos seus compatriotas, visto que em nenhum momento os judaizantes são apontados como traidores responsáveis pela entrada dos neerlandeses em Salvador. Nenhum texto sobre a Jornada dos Vassalos aborda a questão dos saques levados à cabo na Bahia pelos próprios expedicionários católicos. Caso esta informação fosse publicada, seria dirimido grande parte do discurso e da “nobreza” da empresa militar. Uma carta do Cabido da Sé da Bahia apontou a desconfiança de que parte do saque dos neerlandeses em 1624 foi trazido clandestinamente pelos soldados que foram socorrer a cidade do Salvador em 1625. Felipe IV encarregou à Mesa de Consciência e Ordens investigar esta afirmação, mas as investigações nunca foram aprofundadas, talvez por conta da influência política de supostos envolvidos.47 É necessário esclarecer quais as fontes utilizadas por D. Jerônimo de Ataíde para escrever a Relação, redigida ainda no calor do combate, visto que a folha 153 indica “este ano de 1625”. O autor estava preparado para embarcar para o Brasil, mas na ocasião, como afirma no verso da folha 167, foi obrigado a seguir para Madrid acudir ao seu pai que estava preso. Segundo ele próprio, deveria embarcar na nau almiranta ao lado de D. Francisco de Almeida. De modo que Ataíde não embarcou na expedição para a Bahia, então quais seriam suas fontes de informação? Primeiro, ele foi testemunha da organização da expedição e em 1624-1625 circulou tanto por Portugal quanto por Madrid. Os fatos apresentados até a armada de restauração zarpar de Cadiz em janeiro de 1625 foram vivenciados pelo autor. Em segundo, a principal fonte das notícias dos acontecimentos na Bahia e dos dados dos combates entre neerlandeses e brasílicos foram extraídos da 47 ANTT. Mesa de Consciência e Ordens, Consultas, Livro 30 (1625-1630), fl. 26v. “Em Carta de SMg.de de 5 de fevereiro de 1626” . 34 Jornada dos Vassalos, do Padre Bartolomeu Guerreiro, publicada em fins de 1625. Isto fica óbvio com a comparação dos dois textos e, adiante, será indicado na Relação de Ataíde as notícias copiadas da obras de Guerreiro. Outros fatos foram tão divulgados que aparecem de maneira uniforme em todos os autores da Jornada dos Vassalos. Os donativos em dinheiro, material bélico, soldados e embarcações feitas pela nobreza de Portugal que é ponto pacífico nos textos de Guerreiro e Manuel de Meneses também é relatado no verso da folha 165 da Relação de Ataíde. O mesmo para os donativos levados a cabo pelo episcoapdo português. Há ainda uma terceira fonte para a Relação de Jerônimo de Ataíde, visto que algumas informações não constam em qualquer outro autor. Sem dúvida, trata-se de algum soldado ou religioso que embarcou para a Bahia e ao retornar para a Europa lhe narrou alguns acontecidos. A invasão da Bahia ameaçava também uma propriedade dos Condes da Castanheira: a ilha de Itaparica. O primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Souza, doou a ilha em sesmaria ao primeiro Conde de Castanheira, avô de D. Jerônimo de Ataíde, em 1552. D. Jerônimo revela no verso da folha 155 um plano de invasão dos neerlandeses que consistia não em atacar Salvador, mas tomar e fortificar a ilha de Itaparica. O objetivo dos neerlandeses com esta manobra seria utilizar os 35 kilômetros da ilha para fechar militarmente a entrada da baía aos navios de mercadorias. Com isto, obrigaria os moradores a estabelecer comércio com a Companhia das Índias ou sofrer com crises de carestia. Esta manobra só seria utilizada, de fato, em 1647 por Sigmund von Schkoppe. A elaboração dos Capítulos da Relação teve um objetivo pragmático: a defesa de D. Antônio de Ataíde. Na folha 184 o autor torna explícito que o principal intento da Relação era nomear as pessoas que ocupavam os principais postos na Armada, especialmente D. Antonio de Ataíde, seu pai, a quem denomina de Capitão General Perpétuo da Real Armada desta Coroa, dando a razão porque não se embarcou na jornada exercendo seu ofício. Deste modo, a ausência de pai e filho na armada de restauração da Bahia deveria ser justificada através deste escrito. O objetivo político do texto levou o autor a escrevê-lo em castelhano, visto que o destinatário seria o Rei Felipe IV. 35 A história de Dom Antonio de Ataíde foi objeto de estudo por Charles Ralph Boxer. 48 Nascido em 1567, D. Antonio de Ataíde, 5º conde da Castanheira, foi o terceiro filho do 2º casamento do 2º conde da Castanheira, igualmente chamado D. Antonio de Ataíde, morto em 1603. Sua mãe D. Maria de Vilhena era filha de D. Luís de Meneses e Vasconcelos e D. Branca de Vilhena. Casou-se com D. Maria de Lima, filha e herdeira de D. Antonio de Lima, senhor de Castro Daire, e de Dona Maria de Vilhena. Daí se tornar o 1o Conde de Castro Daire. Foram pais de D. Jeronimo de Ataíde, que sucedeu ao pai como 2º conde de Castro Daire e 6º conde da Castanheira. Após a morte do Cardeal-Rei em 1580 e inciado o processo de anexação de Portugal pela Coroa da Espanha, D. Antonio tomou o partido da monarquia espanhola, participando da expedição do Marquês de Santa Cruz contra a Ilha Terceira. Serviu sob as ordens de D. Martinho de Ribera, general das galés de Espanha e por seus serviços foi nomeado sucessivamente capitão de cavalos, fronteiro-mor dos coutos de Alcobaça, general de uma armada da costa, coronel de Infantaria, capitão-mor das naus da Índia, general das armadas de Portugal. Do período em que atuou como capitão-mor, Dom Antônio colecionou uma série de notícias ultramarinas e roteiros de viagem, inclusive documentos de quem viria a ser seu substituto na Armada de 1624, Dom Manuel de Menezes.49 Os problemas de D. Antonio de Ataíde junto a Coroa começariam em 1621. Neste ano, a nau Nossa Senhora da Conceição regressava da India, com valioso carregamento. Ao chegar à ilha Terceira, o capitão da nau Nossa Senhora da Conceição recebeu instruções para navegar em direcção à costa portuguesa pelos 39,5° de latitude, o que de facto fez, mas, ao invés da armada da costa que o deveria esperar, deparou com dezassete vasos argelinos ao largo de Peniche. Seguiu-se o combate que durou dois dias e a nau foi perdida depois da explosão que se seguiu a um incêndio, eventualmente posto pela própria tripulação, já sem hipóteses de continuar a defesa do navio. João Carvalho Mascarenhas, que seguia a bordo e foi levado para o cativeiro em Argel, escreveu um relato pormenorizado do que se passou.50 48 BOXER, Chales Ralph. The naval and colonial papers of Dom António de Ataíde. In: Harvard Library Bulletin, vol. V, n. 1, Cambridge (Mass.), 1951, pp. 24-50; e Um roteirista desconhecido do século XVII. D. António de Ataíde, capitão geral da Armada de Portugal, Arquivo Histórico da Marinha, vol. I, nº 1, 1934, pp. 189-200. 49 LEITÃO, Humberto (Org.) Viagens do Reino para a Índia e da Índia para o Reino: (1608-1612). Lisboa: Ag. Geral do Ultramar, 1957-58. 3v. 50 MASCARENHAS, Joam Carvalho. Memoravel Relaçam da Perda da Nao Conceiçam. Lisboa: Na Officina de Antonio Alvares, 1627. 36 D. Antonio de Ataide, no cargo de capitão da armada, foi acusado pelo governo felipino de não executar seus encargos defensivos. Na Egerton Library do Museu Britânico existe outra relação que trata do procedimento de D. Antonio no caso da nau Conceição.51 Para sua defesa publicou o panfleto Cargos que resultaraõ da devassa que os governadores de Portugal mandarão tirar de Dom Antonio de Attayde, capitaõ geral da armada de Portugal, acerca da perda da nao da India Nossa Senhora da Conceissaõ, que os inimigos queimaraõ o anno de 1621. e resposta de Dom Antonio aos cargos. Lisboa, 23 de Iunho de mil & seiscentos & vinte dous.52 A conquista da Bahia pelos neerlandeses em 1624 impeliu a nobreza ibérica a recorrer às armas, mas, preso, D. Antonio de Ataíde foi excluído desta comoção política. Foi neste contexto que D. Jerônimo escreveu os Capítulos da Relação, que teria por fim auxiliar a defesa de seu pai em Madrid. Após ser julgado e absolvido contra as acusações que o impediram de comandar a almiranta da Jornada dos Vassalos, ficou reconhecido que D. Antonio cumprira suas ordens, embora mal sucedido. Filipe IV, querendo marcar tal circunstância, nomeou-o gentil-homem de sua Câmara, mordomo-mor da Rainha D. Isabel, conselheiro de Estado do Conselho de Portugal e presidente do Conselho de Aragão. Foi por esta época enviado à Alemanha como embaixador extraordinário. O título de conde de Castro Daire lhe foi concedido por alvará de 30 de abril de 1625, assinado em Aranjuez por Filipe IV. Sucedeu ao sobrinho D. João de Ataíde e veio a ser 5º conde da Castanheira. Em 1631 D. Antonio foi nomeado governador de Portugal com o Conde de Vale de Reis. Cargo que ocupou sozinho de Março de 1632 a Abril de 1633, em virtude do falecimento de Nuno Mendonça, Conde de Vale de Reis. O fundo documental guardado na Biblioteca da Ajuda deriva, em grande medida, deste período. Adiante, foi presidente da Mesa da Consciência e Ordens. Quando em dezembro de 1640 teve início a Restauração Portuguesa, D. Antonio de Ataíde permaneceu alinhado aos Habsburgos, falecendo a 14 de dezembro de 1647, com cerca de 80 anos. 51 British Museum. Ergeton Library. Códice no 1136, Tomo VI. Fls. 474-525v. Consultas, pareceres, cartas, memoriaes, e outros papeis, tocantes ao caso da nau queimada em 11 de outubro de 1621 em frente da Ericeira pelos Turcos, sendo D. Antonio de Attaide, Capitão General, e D. Francisco de Almeida, Almirante da armada, o que deu logar a que estes dous Officies fossem processados, etc. Entre estes papeis há um (fol. 481 a 497) com o seguinte titulo: relação de como procedio D. Antonio de atayde Capitan General de la armada dede portugal el año de 1621en que se quemó una nao de la yndia en frente de la Ericera estando la armada en el cavo despichel 12 legoas della, con calmeria y sin berla ni tener recado alguno de que alli estubiere, ni que peleava. Datados de 1622. 52 MACHADO, Barbosa. Bibliotheca Lusitana. Tomo I. p. 208. SILVA, Innocencio Francisco da. Diccionario Bibliographico Portuguez. Vol. I, p. 91. 37 É lamentável que D. Jerônimo não tenha concluído o texto da Relação. É impossível dizer o que o levou a deixar o texto inconcluso. Uma folha que continha a conclusão do nono capítulo foi subtraída, talvez pelo próprio autor, mas certamente antes de ser anexada ao códice. Apesar disto, cerca de 70% do projeto inicial do texto foi concluído, sendo estas as partes mais importantes da organização da expedição, de que o autor foi testemunha presencial, e das notícias da Bahia, de que o autor utilizou outras fontes de informação. O capítulo 10 deveria abordar a capitulação dos neerlandeses na Bahia em maio de 1625, o que, não obstante, já é demasiado conhecido e teve seus pormenores divulgados por outros escritores e até nas curtas relações publicadas em diferentes idiomas e países.53 A inexistência dos capítulos 11 e 12, por outro lado, é mais sentida porque abordaria os meses seguintes à vitória sobre os neerlandeses e a chegada da armada de socorro de Boudewijn Hendriksz. Os capítulos 13, 14 e 15 já não interessam diretamente às guerras do Brasil, visto que tratariam dos ingleses em Cádiz e da retirada da armada inglesa, além de outras notícias da Itália e de Flandres. Algumas considerações devem ser feitas para a publicação dos Capítulos da Relação. O texto será mantido, como queria o autor, na língua castelhana. Apesar de afirmar escrever em castelhano, encontramos no manuscrito palavras de origem galega e até mesmo expessões portuguesas. As palvaras galegas e portuguesas foram vertidas em castelhano, assim “execución”, “dexar” e “praça” assumem as formas castelhanas de “ejecucíon”, “dejar” e “plaza”. Outras palavras que formam misturas de português e galego, como “fuerça” e “forçozo” foram vertidas para castelhano, ficando “fuerza” e “forsozo”. A atualização vernacular foi necessária para tornar o texto mais acessível. A antiga letra “u” será substituída pelo “v” nas palavras em que ocorrerem, bem como foram suprimidas as cedilhas precedendo “i” e “e”. A grafia dos substantivos próprios 53 RODRIGUES, José Honório. Historiografia e Bibliografia do Domínio Holandês no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1949. Algumas das relações que tratam das capitulações ão: LA DEFAITE Navale de Trois Mil, Tant Espagnols que Portugais,mis taillez en pieces par les Hollandois, à la Baya de Todos los Sanctos. Traduite de Flamand en François. Paris: Iean Martin, 1625. AVENDAÑO Y VILELA, Francisco de. Relacion del viage, y svceso de la armada, qve por mandado de Sv. Magestad partio al Brasil a echar de alli los enemigos, que lo ocupauan. Dase cuenta de su entrega, y de las capitulaciones, con que salio el enemigo, y valia de los despojos. Hecha por don Francisco de Auendaño y Vilela, que se halló en todo lo sucedido; assi en la Mar, como en la Tierra. Cordova: Salvador de Cea Tesa, 1625. RELAÇÃO Verdadeira. In: Revista do Instituto Histórico Brasileiro, Vol. 5. pp. 473-490. Rio de Janeiro: 1843. 38 continua como no original, mas com letras maiúsculas em vista da variação maiúscula / minúscula usada pelo autor. As palavras abreviadas foram extendidas. Os parágrafos originais continuam, mas as vígulas inclusas servem para organizar melhor a disposição do texto. O “NM:” significa notas marginais do manuscrito, que comumente aparece em português no original, assim como o índice e o próprio título dos Capítulos da Relação. [151] Capítulos da Relação 1. Discurso sobre Holanda. 2. Jornada dos holandeses a Bahia. 3. Ordens de Sua Magestade e donativos. 4. Lista dos fidalgos, serviços em suma. 5. Oficiais de guerra, causa de meu pai, e de D. Francisco de Almeida 6. Socorros das caravelas, e guerra do Recôncavo. 7. Partida da Armada, pauta della, chegada ao Cabo Verde, perdição de Moniz 8. Discurso e pauta da Armada de Castela, e perdição de Lançarote. 9. Junta das Armadas, chegada a Bahia, fortificação do inimigo e sítio que se pôs 10. Sucessos do sítio, capitulações, entrada da cidade, quando D. Francisco se embarcou logo se entrou. 11. Enquanto se refaz a armada, os aprestos de guerra em Lisboa, trincheiras, coronéis, capitães. 12. Chegada do socorro holandês, volta da Armada, pelejas e perdas, e a de D.Francisco. 13. Ingleses em Cádis, socorro dos portugueses, os do Caminho, e os de Madrid, e como queriam ir de Lisboa capitães de aventureiros e das nações. 14. Retirada da Armada inglesa, entrada da frota, graças da Bahia, aviso que se deu ao coletor, graças que se deram, mercês que el Rey fez. 15. Fim da Relação e do Ano de 625. E aqui se ponham alguns bons sucessos de Itália, Flandres e outras partes nossas. [Fl. 152] La obligación de portugues me la ponia de sacar a luz esta relación, y el conocimiento proprio me enfrenava este deseo las dudas el ver que si la falta del caudal discubriere defetos en el entendimiento tanto mas acreditara la voluntad, no podra (pero) ella ni alguna lisonja a que finja alabanzas ni acarre defetos. Cornelio Tacito en sus Anales prueva la verdad con que promete escrivir, disiendo que no tiene causas para ira o afición, y Aristoteles, en suas sentencias dice que el amor, y el odio haser que no se conosca la verdad, y aunque yo no soy tan pequeño gusano que no halle en ovi respetos para aficionarme o para satisfaserme o y que la pluma empieza aser nivel de 39 tantas acciones espero con el favor de Dios, no deixar queixosos (con razón) porque si el lenguaje no llegare a lo que se deve a este suceso y a lo mucho que yo deseo, sera la culpa del juicio, no de la intención. Escrivo en castellano así porque pueda llegar a las reales manos de Su Magestad, como porque es lengua mas comun a todas naciones, y en lo que faltare de algun particular de aquella corona, tendra la culpa la falta de noticias, si bien [Fl. 152v] las procure, pero deixando esta obligación a sus escritores de tan diferentes ingenios, fio que lo haran tanto mejor que su nación me quede mas obligada por deixalles este cuidado, que lo estuviera por mis escritos, que no es esta mi profision, y trate siempre mas de ver si podia deixar memoria a escritores que de certo aunque viendo que no lo consigo no me sirve la emulación de en bidia viciosa sino de mas deseos de imitar los que intente competir. [Fl. 153] Aviendo de tratar de la feliz restauración de la Bahia de Todos los Sanctos que este año de 1625 fue Nuestro Señor servido de bolver al manos de los catholicos siendo el pasado tomada de olandeses ereges, me parecio, (aunque de paso) haber un poco desta nación, tomando el principio de mas atras para fundar la reprobación de su rebelion y intentos. Y que se vea quan por derecha succeción entro el vasallaje de los olandeses en la Casa Real de España y quan contra razón faltar a la sujeción que tevieran a sus naturales Reyes. Por la repartición que El Phelipe el atrevido Duque de Borgoña, hiso de sus estados le cupo a Juan su hijo mayor (que despues dixeron el intrepido) la Borgoña Flandres y Artois. Ya su hijo segundo, Antonio, los Ducados de Barbante y Limburgh, el qual tuvo dos hijos que muriendo sin succeción deixaron la erencia a Phelipe el 3.o Duque de Borgoña su primo hermano, hijo de Juan, con lo qual se juntaron otra ves los Ducados en que succedio Carlos que llamaron el belicoso, que caso su hija Maria, con el emperador Maximiliano y truxo en dote el Ducado de Lotharingia y Barbante con las demas provincias de la Belgica a la siempre Augusta casa de Austria de que gosaron Phelipe el [Fl. 153v] hermoso Rey de las Españas, el emperador Carlos quinto, y el Rey Don Phelipe segundo, que transfirio los mismos estados a la señora Infanta D. Isabel Clara Eugenia en dote con el serenisimo Archiduque Alberto, hijo del emperador Maximiliano. Este nombre general de Olanda conprehende en si diferentes Islas que se dividen por los muchos brazos del mar oceano que por ella entran por la parte, del setentrión y occidente y por los canales del Rin, y el Rio Mosa a la parte del medio dia, y el Golfo que llaman de Zuiderzee al oriente, Tendra de circuito cosa de, 60 leguas sin que anchura sea tanta que por qualquiera parte atraviesse en seis oras, en cuyos limites se hallan 29 villas de que las principales son Dordrech, Haarlem, Deft, Leiden, Gouda, y Amsterdam [Fl. 154] y otras Islas mas al Norte, como Vielant, Texele, y Vueringher, Ay mas el hermoso Burgo de la Haya en que residen los estados y tenia su Casa el Conde Mauricio de Nasau Capitan General suyo. Los habitadores de unas y otras Islas si uvieran sido leales como caprichosos, y si en servicio de su Rey hizieran lo que na intentado en ofensa suya, no se les pudiera negar si no ventaja igualdad con todas las naciones del mundo, pero esta diferencia va 40 de conquistas a ladronisios, que aquellas dan gloria y estos interesses, y así son mas faciles por que se intentan con señala da ventaja. Menos basta para asechar de servir dados que para resistir codisiosos desestima el leon lo que solicita el lobo este se sustenta de valor proprio aquel de descuidos agenos, esto succede a nuestra España tiras tanta gloria, adquirida por tan gloriosos medios que dilato su Imperio a los mas ocultos rincones del Universo, y esta misma grandesa y señorio tan dilatado da a mayores [Fl. 154v] fuerzas a qualquiera que se nos declara por enemigo y no las grangea a nuestras conquistas, demas que ocasiono en bidia a todos los Reyes y potentados del mundo, y algun exceso de crueldad que (necesariamiente) se executo con los desta nación sirvio de motivo, o de achaque a los olandeses (ya dispuestos) para su rebelion no advirtiendo que la lealtad no se exercita en lo que se agradese si no en lo que se sufre: llamaron los Egipcios, al perro por simbolo de la lealtad no tanto por el conosimiento del bien que recibes como por que a sotado buelve a los pies del que reconose por su legitimo señor. Apoyaron la resolución de los olandeses los emulos de España cuidadosos de ver ensanchada la monarchia quanto de ver propagada la religion, y así provocados por Guillelmo de Nasau Principe de Oranges, hizieron en Dordrecht una junta en 19 de Julio de 1572 y en ella resolvieron de tomar das armas contra su magestad del Rey D. Phelipe, 2.o nombrado por su governador, al mismo Guillelmo de Nasau si la resolución fue asertada, no lo pudemos jugar los leales porque no sabemos en que consistan las conveniencias de no serlos y asi se declararon por enemigos rebeldes los que devieran continuar vasallos sujetos. No se les niega a los portugueses razón en lo que sienten la falta de sus Reyes, no porque hoy les falte en Su Magestad el arrimo que antes tenian, pero es la diferencia que va de beber el agua en la fuente, o por acuadutos que talues nos truxo salitre si no gusanos, ya un así despues de una ves sujetos a la corona de Castilla no faltaran un punto de la lealtad jurada. [Fl. 155] Fresca estava la llaga rebueltos los humores, divididos los pareceres dudosos los animos cuando a las puertas del primero llamo Don Antonio Prior del Crato que avia aspirado a la Corona, y no tan desacompañado, que no truxesse mui poderoso exercito, y armada de Inglaterra; y aviendo ostentado confianza de que los portugueses le recibirian por su Rey por lo que sentian no ter elle a la vista, lo salio tan al contrario que bolvio menos ayroso. Lo cierto es que lo mucho que ay que alabar en esta nación, hase que no se les atribuyan antonomasias de leales, por lo que tienen de valerosos, ni de valientes, por lo que son de leales, y elles mismos jusgam obligación propria, lo que en otras naciones estiman por milagros de que pudiera apuntar muchos exemplos que se hllan en las Chonicas deste Reino, y en las decadas de la India Oriental, y otros de nuestros tiempos, pero intento brevedad en esta Relación, y faltara yo al mio, y a sus alabanzas si me detuviera en alguna. Declarados pues los olandeses, y aborecidos de los que no sufren tanta España, intentaron Comercio en las Indias Orientales, En Guinea, Angola, Congo, y en la Mina (si diferentes en el modo, como en el caudalo) conformes en el trato mas o menos segun la desposición del lugar, no tratando ya mas de conquistar plazas si no de grangear 41 intereses; pruevasea que no se hallara cosa digna de memoria en razón de valor; de ardides si que les van sustentando de suerte, que el año de 623 a un mismo tiempo infeccionavam sus Armadas las Costas de la India Oriental, de Africa, de España, y de las Indias Occidentales (segun se observo despues por los avisos) que como viven solo de navegar [Fl. 155v] y esto se hase de comun acuerdo, y compañia, y no particular poder, viene a ser grangeria desta Republica, lo que es a los principales de tanto dispendio. Gloriosos pues de aver fundado el comercio en tantas partes, jusgaron a falta suya no intentar el Brasil y cuestas de Nueva España; cuyo arbitrio se presento al Conde Mauricio de Nasau Capitan General de los Estados Rebeldes, (segun se afirma) por un Andres Moertecan de nación olandes.54 Procurosse en el consejo que gobierna aquella Republica y uvo diferentes opiniones en el modo de la execución si bien se conformaran todos en que se emprendiesse la Jornada. Ofereciosse el primer medio, y fue que se tomasse puerto en la Isla de Taparica que esta en frente de la Bahia de que es señor el Conde de Castanheira, y que de así hasiendo una fortificación, y siendo señores de la mar obligarian a los naturales al comercio, que a nuestras flotas seria imposible, y que necesitados los de aquel estado, darian lugar a trato, y la obediencia al gusto de su licenciosa vida. Por outra parte se diseria que a vista de tantos exemplos como aviam logrado de fundar comercio sin asaltos, sin fortificaciones, y sin estruendos, pera que era provar nueva fortuna, que la mas gloriosa victoria era conseguir el fin a que la acción se dirige, que elles no devian aspirar a conquistas, si no a ganancias, y que pera estas no eram buenos caminos los de la guerra, que ya no estavamos en los tiempos que al estruendo de un arcabus se ganava un lugar que todos ya sabian defender sus casas, y que era [Fl. 156] menester muchas buenas fortunas para sustentar con violencia estado tan grande tan sujeto, y entregue a portugueses, que se acordasen de cuando el año de 607 Pablo Vancarden intento tomar Mozambique, jusgando lo por tan facil que diera homenage en Olanda por lo que a un no avia conquistado en la India, y que pensando hallar ela sin defensa, saliera del Puerto apesar suyo por el valor de Don Estevam de Attayde55 general que era de aquella plaza, y que no era bastante desculpa ser persona de tal valor * ; que viessen que era menester muchos socorros para poblar un desierto, y que se succediesse diferente, seria mayor el daño de su perdida, que prometia el interes de lo conquista lo por mas que fuesse, pues sin el se conservavan aquelles estados, y con una perdida grande junta a las otras que ivan teniendo en las Indias se acabarian del todo: que la prudencia era emprender por ardid, lo que as fuerzas no podian conservar, que se fuesse ella, y tratassen al principio con moderadas ganancias, y que siendo sin tributos el particular interes de cada uno, pondria en sus manos la libertad de todos. 54 MOERBEECK, Jan Andries. Redenen Waeromme de West Indische Compagnie dient te trachten het Landt van Brasilia den Coninck van Spangien te ontmachtigen, en dat ten eersten. Amsterdam: 1624. Traduções manuscritas do panfleto de Moerbeeck foram divulgadas na Península Ibérica. Biblioteca Nacional de España. Ms. 3015, fl. 127, “Razones porque la Compañia de las Indias occidentales avia de escuxar de quitar al rey de Hispaña la terra dela Brazil, traduzido de un papel impreso em Amsterdam hecho por Juan Andrea Moerbeceq”. 55 DURAN, Antonio. Cercos de Moçambique, defendidos por Don Estevan de Atayde. En Madrid : por la viuda de Alonso Martin, 1633. Existe segunda edição desta obra anotada por Antonio Durão e prefaciada por Edgard Prestage, publicada em Lisboa, na Tipografia Silvas, em 1937. 42 NM: * Aqui se diga algo de Don Estevan Otras mas a lo bizarro que a lo prudente disian que ya era mucho anelar por intereses, hombres somos para tomar aquel estado como ellos le an tomado, y la diferencia de la contienda, hara nuestra gloria mayor, una ves tragada la vos de mal sofridos, por no disir desleales: para cuando guardamos dar que disir a la fama, ni siempre avemos de estar tan sujetos a este decoro de España ya pasadas las calunias que nos imponen, no todas enfermidades requieren una misma cura, en la India hallansse otros Reyes con que liarnos, en Africa [Fl. 156v] otros puertos para el rescate del oro, aqui donde todo es labranza56 dellos proprios no ay si no empezar con estruendo, y el miedo, y el buen trato nos asegurara lo que una ves posseyeremos. Asetosse esta ultima propuesta despues de representados, y discorridos muchos otros inconvenientes que los de la dificultad, riesgo, o trabajo, no repara tanto en elles, quien no ha de emprender y el mandar ariesgado, es mas facil, que executar temerario. Tomada esta Resolución, el Conde Mauricio de Nassau a quien por razón de su oficio tocava mandar executar las determinaciones, y ordenes del consejo, las despuso en esta manera. Fundosse nueua Compañia para las Indias Occidentales como se avia hecho para las Orientales, por cuya cuenta se apresto una Armada de veinte y seis navios, trese delos del estado, y trese de mercadores fretados, a cargo de Jaques Guilhelmo olandes de nación que fue general de toda la Armada, hombre mayor de edad, y en reputación de gran soldado; y de los trese nauios fretados era cabo Juan Dort; Era Almirante de la Armada Pedro Peres de nación ingles, de cuja experiencia se podrian fiar mayores funcciones. NM: Aqui se ponhão as particulardades desta Armada [Fl. 157] Lleuava esta Armada 3 mil hombres de mar y guerra escogidos, experimentados, y interesados que son grandes simientos para grandes esperanzas. Salio de Olanda a 21 de Deziembre de 623 con publica bos de que iuan a Nueva España a fin de que solo aquel estado se preveniesse, y se afirma que el mismo Jaques Guilhelmo no sabia lo cierto de la Jornada, hasta que abrio el Regimento en el parage que lo llevava ordenado, y fue en Isla de S. Vicente iunto al Cabo Verde. NM: Aqui se hable quanto se requiere secreto [Fl. 158] La fortificación del enemigo sigun se hallo despues estava fortificado en la forma seguiente. 56 Labranza. Campos ou terras cultiváveis. 43 NM: aqui ponha a fortificação do enemigo [Fl. 163]57 Llego la Armada olandesa a la Bahia a seis, de mayo de 624, hallo un lugar poblado de mercadores y de desterrados los unos y los otros mas avezados a solicitud de intereses que a ejercicios militares, lleno todo mas de prevensiones de grangerias que de defensas, desembarcaron mil y quinhentos hombres de guerra con algunas piezas de artilheria [Fl. 163v] a cuyo estruendo y sobresalto ni uvo acuerdo para la defensa ni cada uno trato de mas que de salvar sus mujeres y hijas de la primera licencia, no se puede llamar covardia lo que fue desacuerdo por que estos mismos hombres sustentaron siempre la guerra con la cara al enemigo hasta bolver a poblar sus mismas casas, lo sierto es que ello fue castigo de Dios, o amago para que estemos mas recatados y a lo temporal con mas respeto a las censuras eclesiasticas y con mas miramiento en los vicios a que se atribuye la perdida de aquella ciudad sigun el estado de las cosas della. Así lo dixo el predicante que entre los renditos se hallaran despues de restituida la Bahia que perguntando le un religioso de la orden de S. Benito como faltavan así a la obediencia de su natural señor, no solo con resistirse si no tambien ofendiendola y conquistando plazas suyas respondio: sumus flagelum Dei; somos la suerte de Dios.58 Diego de Mendonza Hurtado gobiernador que era de aquel estado y que lo pudiera ser de otros mayores, digna persona de la estimación que sus servicios na adquirido, viendo que el enemigo iua entrando por un lugar abierto sin reparo, sin gente, y sin defensa, aviendo antes salido a impedir la entrada con sus criados, y algunos llegados a su casa, no quiso que el tropel del primer encuentro hizisse que por no conosido le perdonasen la vida y se bolvio a su casa donde fue hallado, y cativo le llevaron a la capitana enemiga y de alli a Olanda donde todavia esta. 2o Capitulo Tomada asi la Ciudad de la Bahia se iuntaron los moradores della y trataron de encerrar la desgracia pasada y que por lo menos no se deixasse de inquietar siempre al enemigo, ni le deixassen que se hiresse señor del Arabal como lo estava de la ciudad nombrando por Capitan Major de aquella gente que estava [Fl. 164] junta (donde llaman el Reconcavo de la Bahia) Anton de Mesquista de Oliveira, oydor general que era de aquel estado, que luego despacho abisos a su Magestad y otros59 a Mathias de Albuquerque Capitan que era de Pernambuco y gobiernador que quedava siendo de todo el estado por las vias que se abrieron. De Pernambuco se despacho el primer aviso que llego a Su Magestad el postre dia de julio de 624, y lo sintio como devia al caso y a las consecuensias del por que era una puerta para total perdición de todo el Occidente. Y como tan cristiano principe, considerando que en castigo tan grande, el mas eficaz remedio era emendar las culpas porque se avia merecido, y fue la primera Resolución escribir una y muchas cartas a los governadores Don Diego de Castro, y 57 Na folha 163 estava a descrição da fortificação dos holandeses na Bahia, mas o autor rasurou propositalmente, deixando esse trecho ilegível. 58 Essa afirmação deve-se a fontes anônimas, visto que nenhum outro autor escreveu sobre isto. 59 A expressão “su Magestade y otros” está riscada pelo autor no original. 44 Don Diego da Silva, Conde de Portalegre, y meritisimo governador deste Reino, encargando en ellas que solo se tratasse por entonces de enmendar los pecados publicos, y se procediesse contra los culpados, de manera que Dios Nuestro Señor aplacasse la ira de sus castigos, y tiviessen lugar los medios humanos que detreminaba poner en restauración de la Bahia; mandando mas Su Magestad se hiressen procesiones publicas, y se encomendasse mucho el negocio a Dios, pera lo qual se [Fl. 164v] despachassem luego cartas a los Bispos, y prelados del Reino y de las Religiones, para que en todas partes y en un mismo tiempo se hiziessen las mismas plegarias: y estavan los animos de todo el Reino tan despuestos al socorro, y lastimados del caso, que fue arbitrio para los religiosos, y prelados poder serbir con oraciones, ya que la perfección de sus estados, les impedia que lo hiziessen con las armas. Y así se executo, que cuando las Resoluciones de los principes son tan catolicas, no son preceptos para los que las executan: como se vio en esta ocazión en que cada uno hizo la causa propria, y particular sin aver otras competencias, si no de quien mejor haria lo que le tocava, y a un mas del lo que se pudiera pedir. Pasadas estas diligencias, se trato de los remedios humanos, y de poner en efeito el socorro y restauración de la Bahia, y fue el primer acuerdo de Su Magestad por carta suia a los Gouernadores escrita en 7 de agosto de 624 que de la Armada de Castilla se juntaria la mayor fuerza que fuesse posible, respeto de que avian de quedar dies o doze navios pera guarda el a costa, y que en los demas irian tres mil infantes; y desta Corona se juntassen las mayores fuerzas, encargando la brevedad la diligencia, y las prevenciones necesarias, añadiendo renglones60 de su Real mano para mas provocar, y para significar por ellas el cudado con que estava. [Fl. 165] Llego esta carta en ocasión, que la Armada de Portugal andava navegando; y era fuerza esperar a que se recogiesse, y bolviesse aprestar de nuevo, como se hizo en la brevidad, y diligencia que adelante se dira. Declarada la miserable perdición de la Bahia, y como Su Magestad mandava socorrella, y restituilla, y que con ser así que la Real hazienda de Su Magestad estaba imposibilitada para lo que requeria esta jornada, contodo no reparava en cosa alguna afin de que se conseguiesse la empresa; como se fuera de comun acuerdo se dispuso todo este Reino a oferecer las vidas, las personas, y las haziendas al serbicio de Su Magestad; tan criados estan todos con la lucha desta vasallaje, y desta servidumbre, que solo en esto se asenta esta nación de la calumnia general que se le impone de poco unidos. Bien lo atestiguaran muchos otros sucesos que pudiera referir a no estar tan presentes las demonstraciones deste que en tierras tan devedidas sin que pudiessen los particulares provocaresse de exemplos, si no de su natural inclinación al serbicio de su Rey, se oferecio a Su Magestad un donativo de que resulto, que tratando cada uno de aliviar la costa de la Real hazienda, vino a ser mayor la suma del donativo, que el gasto de la Armada: deviendosse a Su Magestad la disposición, y las demonstraciones de amor, y de agradecimiento que en esta jornada fue servido de hazer, no ser a razón, que faltemos a sus vasallos, con lo que se deve a lo que de su parte hizieron, pues paresse [F. 165v] que a porfía estavan, Su Magestad a querer hazerllo todo suo vasallos a querer que todo cargasse sobre sus ombros reselosos todos de que pareciesse poco lo que sus 60 Renglón, no singular significa uma série de caracteres escritos en linha reta; no plural, renglones, significa qualquer escrito ou impresso. 45 fuerzas podrian, Respeto de lo que sus voluntades les obligava y así diremos lo que se ofereccio en particular por gloria de los presentes y exemplo de los venideros. El Duque de Bragança D. Theodosio veinte mil cruzados en Reales; El Duq de Camiña Marques de Villa Real Don Miguel de Meneses diesaseis mil, y quiñientos cruzados que vendio de juro sobre su casa. El Duque de Villa Hermosa Conde de Ficalho, Presidente del Consejo de Portugal en la Corte de Madrid Don Carlos de Borja dio dous mil y quinientos cruzados, que emporto el pagamiento de duzentos soldados que mando a su costa, el Marques de Castel Rodrigo Don Manoel de Moura Corte Real, gentil hombre de la Camara de Su Magestad su veador de hazienda, y de su Consejo de Estado en el de Madrid, tres mil, y trezientos y sincuenta cruzados.61 El Conde de la Castañeira Don Juan de Attayde62 dos mil y quinientos cruzados que vendio de juro de su casa, Don Pedro Coutiño gobernador que fue de Ormus dos mil cruzados, Don Luis de Sosa Alcaide Mayor de Beja, señor de Beringel y Gobernador que fue del estado del Brasil, y quatrocientas, y sincoenta hanegas63 de trigo para biscocho, que son trinta moyos por la medida de Portugal, aviendo en el mismo año oferecido a Su Magestad en Madrid donde tiene su casa, en el donativo que por aquella corona se oferecio a Su Magestad tres mil ducados castellanos, Don Pedro de Alcaçova mil y quinientos cruzados, Francisco Soares mil cruzados, el Correo Mayor dos mil cruzados, Constantino de Magalhães señor de la Puente de Barca quinientos cruzados, Tristan de Mendonza Hurtado vino a serbir en persona en un nabio de 300 tonenalas 20 piezas de artelheria 200 hombres de mar y guerra, bastemientos, y municiones todo a su costa, que importo nueve mil, y quinientos cruzados. NM: El cabildo64 de la ciudad de Lisboa por tributo impuesto en el pueblo servio con cien mil cruzados. [Fl. 166] El Arzobispo de Braga Primas de España Don Alfonso Hurtado de Mendonza, envio dies mil cruzados, el Arzobispo de Lisboa Don Miguel de Castro dos mil cruzados, el Arzobispo de Evora Don Joseph de Melo quatro mil cruzados, el Obispo de Coimbra Conde de Argamil Don Francisco de Castro dos mil cruzados, el Obispo do Porto Don Rodrigo da Cuña mil y quinientos cruzados, el Obispo del Algarbe Don Juan Coutiño mil cruzados, de mas desto ubo personas particulares que mal sofrieron que su pequeño caudal faltasse en este serbicio de que se diran sus nombres mas para gloria y prueva de la afección general, que para particular satisfación. El Capitan Jeronimo Ferreira de Lima provedor de la hazienda del Brasil, demas de ir en persona en la Jornada, oferecio para ella un nabio que tenia de suyo de que fue por Capitan que a ser fretado, costara mil, y ciento, y viente sinco cruzados. Domingos Gil de Siqueira que se hallo en esta ocasión con moniciones bastimiento, y armas para otros fines, oferecio lo todo para la Jornada, que importava valor de mil y quatrocientos y sincoenta cruzados. 61 GUERREIRO, Bartolomeu, S.J. Jornada dos Vassalos da Corôa de Portugal. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1966. 2.a ed. p. 35 e MENEZES, Manuel de. A Recuperação da Cidade do Salvador. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Tomo22. pp. 357- 411e 527 - 633. Rio de Janeiro: 1859. p. 375. 62 D. João de Ataíde, 4.o Conde da Castanheira, era primo de D. Jerônimo de Ataíde. João era filho de D. Manuel de Ataíde, 3.o Conde da Castanheira, irmão de D. Antonio de Ataíde. 63 14 hanegas equivalem a um hectare. 64 Câmara de Lisboa. 46 Manoel Dias Guedes, oferecio un nabio que tenia de suyo que a ser fretado valiera mil cruzados, Alfonso de Barros otro nabio que valiera seiscientos, y veinte sinco cruzados, Antonio Brabo de Tavera veinte hombres pagos a su costa que valieron duzentos cruzados, los Alemanes dos mil y cien cruzados, en polvoras, todos hijos de Hector Mendes mercador [Fl. 166v] de Lisboa ya defunto dieron quatro mil cruzados, los demas mercadores de Lisboa trienta y tres mil y setecientos, los mercadores franceses trezientos cruzados, que por todo importo 200.343,00 cruzados que fue el gasto de la Armada, sin que la Real hazienda de Su Magestad se despendisse para esta Jornada ni empeñasse en cosa alguna 3o Capitulo Los demas cavalleros y señores particulares del Reyno se fueron personalmente alistar en las listas ordinarias de la Armada, demonstración que hasta entonces no se avia visto en personas de tan gran parte, a que dio principio, exemplo y calor Don Alfonso de Noronha del Consejo de Estado de Su Magestad que avia occupado los puestos de Capitan Mayor de Armadas de la Costa y de la India Oriental, Capitan General de Ceuta, y despues de Tangar fronteras de Africa Capitan General de la Armada Real desta Corona, Gobernador del Reino del Algarbe, ultimamente nombrado Vis Rey de la India, primer puesto, ultimo fin y premio de los serbicios desta Corona. El Conde de S. Juan, Luis Albares de Tavora, y su hijo mayor y herdero Antonio Luis da Tavora, se alistaron tambien por soldados y fueron en la Jornada, gloriosa demonstración, por ser el padre hombre mayor de edad, y el hijo herdero de una de las mayores casas del Reino. Acuerdo fuen entre los dos, que cada [Fl. 167] uno sofriesse el riesgo del otro, por no ariesgasse a sofrir el que quedasse las embidias del que fuesse los demas cavalleros se nombraran con sus capitanes cuando, se haga mencion de la primera plana de la Armada. El Conde de Vimioso dexo la Corte de Madrid donde estava em particulares pretenciones por no faltar en esta Jornada en que serbio con aprovechado lusimiento, El Conde de la Roca Don Duarte de Meneses no se valio de estar rasado de pocos años para deixar de imitar a sus pasados: Alistaronsse mas Martin Alfonso de Oliveira comumiente llamado de Mayorasgo de Oliveira que de muchos años a esta parte porfia por llegar a las cumbres del mayor serbicio, al glorioso fin aunque lastimoso que esta Jornada le dio despues de aver gobiernado Armadas, y serbido en otras muchas de Portugal, y Castilla. Don Henrique de Menezes señor de Loriçal soldado que avia serbido en otras ocaziones. Don Alvaro Cotinho señor de Almourol, Antonio Correa señor de Bellas, Don Antonio de Castelbranco señor de Pombreiro, Don Lopo de Acuña señor de Cantar, Ruy de Moura Telles señor de la Povoa, Don Juan de Sosa Alcayde mayor de Tomar, Duarte de Albuquerque Coello, Don Francisco de Portugal Comendador de Frontera de la Orden de Avis, persona de particulares lusidos, y continuos serbicios, Juan da Silva Telles de Meneses que avia sido Coronel en Lisboa, Alvaro Piz de Tavora hijo de Ruy Lorenço de Tavora, que fue del Consejo de Estado de Su Magestad gobernador del Algarbe y Vis Rey de la India, de quien adelante diremos, que se fue esta la primera ocasión en que se allo, serbio este cavallero en ella de manera que se puede nombrar entre los primeros della [Fl. 167v] Luis Cesar de Meneses, Pedro Cesar de Eça cavallero mayor de edad, que bien abia serbido, E avia estado en otra Francisco de Melo de Castro que ya se avia hellado en otra refriega con olandezes de que sallio valerosamiente señallado en el rosto, y en todo su cuerpo en un encuentro que tubo en la Isla de Santa Elena, en compañia de su padre Antonio de Melo de Castro que 47 viene de la India por Capitan Mayor de las naos, Don Rodrigo da Costa, hijo de Don Gil Yañes de Acosta, gobernador de Ceuta, presidente de la ciudad de Lisboa del Consejo de Estado de Su Magestad y presidente del desembargo de Palacio, Estevan de Brito Freire, Jeronimo de Melo derecho sucesor de la Casa de Santo Thome que possea la Corona Real, que ha servido en muchas y mui diferentes ocasiones en las armadas de ambas coronas de muchos años a esta parte, Antonio Telles da Silva hijo de Luis da Silva del Consejo de Estado de Su Magestad y su veador de hazienda, y su hermano mayor Juan Gomes da Silva que dexo de ir en la Jornada por no se concluir a tiempo los negocios de su padre que le tenian en la corte, lo que tambien succedio a Don Jeronimo de Attayde hijo mayor de Don Antonio de Attayde Conde de Castro por estar en esta ocasión su padre preso, y ser fuerza acodir a Madrid despues de prevenido para la Jornada, y senallado lugar en la Almiranta en compañia de Don Francisco de Almeida, Ruy Barreto de Moura, Nuño de Acuña, [Fl. 168] 65Lorenço Pires Carvalho, hijo unico, y herdero de la casa de Gonçalo Piris Carvalho provedor de las obras de Su Magestad, Martin Alfonso de Tavora, hijo de Ruy Piris de Tavora Reposllero Mayor66 de Su Magestad que dexo por esta ocasión los abitos clericales en que se avia criado, Don Alfonso de Meneses herdado de la casa de su padre Don Fadrique de Meneses a que no valio aver venido enfermo de la Armada del verano, y estarlo cuando partio esta para deixar de ir en ella, Don Francisco de Faro hijo del Conde Don Estevan de Faro del Consejo de Estado de Su Magestad y su veador de hasiendas, Don Juan de Lima hijo segundo do Visconde de Villa Nova de Cerveira, Don Juan de Portugal hijo de Don Nuño Aluares de Portugal gobernador que fue deste Reino, Antonio da Silva hijo de Pedro da Silva, el Capitan Ruy Correa Lucas, Alvaro de Souza hijo herdero de la casa de Gaspar de Sousa del Consejo de Estado de Su Magestad, y gobernador que fue del Reino del Brasil, Antonio Carneiro de Aragão hijo de Francisco Carneiro de Aragão, Don Juan de Meneses hijo de Don Diego de Meneses, Rodrigo de Miranda Anrriques hijo de Aires de Miranda Anrriques, Pedro da Silva de Acunha hijo de Duarte de Acuña da Silva, Manoel de Souza Coutiño hijo de Cristovan de Souza Coutuiño guarda mayor de las naves de la India y señor de la casa de Bayão, Ruy de Figeredo herdero de la casa de su padre Jorge de Figeredo, Luis Gomes de Figeredo, y Antonio de Figeredo [Fl. 168v] sus hermanos, Don Diego de Vasconcellos de Meneses y su Hermano Don Sebastian hijos de Don Alfonso de Vasconcellos de la casa de Penella, Don Nuño Mascareñas da Costa hijo de Don Juan Mascareñas, Nuno Gonçalves de Faria hijo de Niculao de faria Almotace mayor, Pedro Lopes Lobo hijo de Luis Lopes Lobo, Sebastiam de Saa de Meneses hijo y herdero de Francisco de Saa de Meneses hermano del Conde del Matociños, Simon Mascareñas del habito de S. Juan, Don Lorenço de Almada, hijo mayor de Don Antonio de Almada, Francisco Monis, Fernando Alvares de Toledo, Antonio de Abreu su hermano hijos de Pedralvares de Abreu, Gonçalo Tavares de Souza hijo de Barnardin de Tauora, Simon de Miranda, Don Diego da Silveira hijo herdero de Don Alvaro da Silveira y nieto del Conde de la Sortella, Juan Mendes de Vasconcellos hijo de Luis Mendes de Vasconcellos Gobernador que fue del Reino de Angola, Don Rodrigo da Silveira, Don Anrrique Anrriques hijo herdero de Don Jorge Anrriques señor das Alcaçovas, Don Diego de Noroña, Antonio de Sampayo hijo de Manuel de Sampayo señor de Villa Flor, Lopo de Souza hijo de Aires de Souza, Ruy Dias de Acuña, Don Manuel Lobo hijo de Don Pedro Lobo, Jorge de Melo hijo de Manuel de Mello Montero Mayor, Don Francisco de Eça hijo de Don Jorge de Eça, Duarte de Melo Pereira, Martin Alfonso de Melo, Joseph de Melo su hermano, Estevan 65 GUERREIRO. Jornada. p. 42-43. Os nomes dos aventureiros solteiros segue a mesma disposição publicada no livro do jesuíta em 1625. 66 Port. Reposteiro. Indivíduo que tinha a seu cargo o reposte da casa real; tesoureiro. 48 Soares de Melo señor de la casa de Melo, Pedro Cardoso Coutiño, Antonio Pinto Coelho señor de Filgeiras, Anrrique Anrriques hijo mayor de [Fl. 169] de Luis de Miranda Anrriques, dos hijos del Marichal Don Fernando Coutiño, Alvaro de Souza hijo e Simon de Sousa, Simon Freire de Andrade hijo de Diego Freire de Andrade, Pedro Correa da Silva, Antonio de Freitas da Silva hijo de Juan Rodrigues de Freitas da Isla da Madeira, Antonio Taveira, Francisco de Mendonça Hurtado, Cristovan de Mendonça Hurtado, Anrrique Correa da Silva, Gaspar de Payva de Magallães, Don Antonio de Melo, Garcia Velles de Castelbranco, Jorge Mexia, Don Manuel Coutiño Juan Machado de Brito, Paulo Soares, Blas Soares de Sosa, Duarte Peixoto da Silva, Jose de Sosa de Sampayo, Cristoval Cabral del habito de S. Juan y otros muchos Cavalleros que por ir occupados en puestos de la Armada se nombraran en su lugar. La demas gente acudio con tanto deseo a alistaresse para esta Jornada, que ni fue menester para ella, prendersse gente, ni soltar mal hechores, y así apuntaremos algunos casos que en razón desto succedieron porque no queden sin memoria hastalo tan particular. En la Villa de Viana tan notable neste Reino portantas grandesas suyas, quisieron los naturales della continuar en esta ocasión lo que en tantas otras han hecho, y así succedio que entre la gente noble de aquel lugar avia tres hermanos, y contendiendo todos sobre qual era justo que quedasse con la administración de las haziendas y familias de los otros, ninguno quiso ser el que lograsse el accio de la pax en su tierra, y siendo [Fl. 169v] totalmiente forzoso que quedasse alguno, lo remetieron a la determinación del Conde de Miranda Gobernador do Porto, que asistia por orden de Su Magestad al apresto de la esquadra de la Provincia, de Entreduero y Miño señallandosse de manera en esta ocasión, que por ella, y por las que se han oferecido en su gobierno, y por su tan ordinaria y en a esta prudencia, y zelo en el servicio de Su Magestad bien comun de particulares, y administración de justicia gosa dignamiente de la fama que ha adquerido, bastante premio, a no ser mucho mayor la estimación, y confianza que Su Magestad haze de su persona. Aviendo pues de resolver el caso, por no deixar mas desconsolado al que de los hermanos quedasse atado a la asistencia de las haziendas de todos; lo dejó a la disposición de la suerte de cada uno, mandando que se jugasse a los dados: fueron los dos el Capitan Juan Ferreira, y el Capitan Diego Ferreira que entrambos murieron en la Jornada, y aun así aseguro que fue mayor en bidia del que se vio quedar, que la compasion de vellos muertos.67 Estava para alistaresse Gaspar Camiña Rego, cuando entro para el mismo fin su hijo Alfonso Camiña, porfio el padre que avia de ser el que fuesse, apreto el hijo que a su edad era devido a lo que a las canas del padre era demasía, y llego a estado de contienda, que como se fuera sobre la succeción de algun mayorasgo allegavan su derecho dellante el Conde de Miranda que cuerdamiente resolvio que fuesse el hijo. Mujer uvo y de las principales de aquel lugar, que teniendo solo un hijo que era el arimo, consolación, y gobierno de su casa lo venieron a consolar sus parentes, por que el hijo se avia alistado por soldado, y ella desechando el consuello, abrazo al hijo alabando la determinación, no deixando para la humanidad de sacar a lux por los ojos señales del apartamiento llamavasse el hijo Juan Casado Jacome de quien adelante se dira.68 De un Pedro Lopes Mariante se afirma que hiendosse alistar, y tiendo perguntado en que navio queria ir, respondio que el era buen marinero, buen piloto, y buen soldado, 67 68 GUERREIRO. Jornada. p. 50. GUERREIRO. Jornada. p. 51. Trata-se do Capitão João Casado Jacome. 49 y que segun esto despuisessen de su persona en el navio, y oficio que entedessen que mas convenia al servicio de Su Magestad, desta manera se alisto la gente para esta Armada sin ser necesario, bandos, persuaciones ni exemplos.69 [Fl. 184]70 4.o Capitulo Como el principal intento desta relasión sea la gloria de lo general y particular deste Reino y empezamos a nombrar las personas que llevaron los mas principales puestos desta Armada, paresio que deviamos a la calidad y servicios de Don Antonio de Atayde (Conde de Castro y Capitan General perpetuo de la Real armada desta corona) dar la razón de porque no fue en esta jornada exerciendo su oficio, y aunque para ello nos apartemos del hilo de la historia ni por eso deixaremos de bolver a ella a su tiempo. Governava la Real armada desta corona Don Antonio de Atayde como Capitan General que es della aviendo grangeado el oficio por muchos, y mui caleficados servicios en el discurso de 40 anos, en las galeras del adelantado, en las armadas del Marques de Sancta Cruz, y en las de Portugal, y aviendo sido capitan mayor de Armadas de la Costa y de la India [Fl. 184v] siempre con felicisimos y embidiados sucesos, despues de nombrado por capitan General de la Armada Real deste Reino fue el primer servicio que hiso a la corona averiguar la competencia de los estandartes y fueron los suyos los primeros q estuvieron sueltos en el puerto de Lisboa por las dudas que en ello avia con la corona de Castilla con lo qual creció el ofisio en grandes preheminencias que hoy tiene para que a su capitania se abatiessen como se hase todos los estandartes de todas las armadas de España como no sea de la Real de Castilla capitania o Almiranta, el año de 618 que fue el primero que salio por general truxo a su orden en el Estrecho de Gibraltar las dos Armadas sus de Portugal, y Castilla, por orden de Su Magestad dio guarda a todas flotas, truxo de presa un navio ingles, y otro olandes. En el de 619 y 620, que anduvo en nuestros mares recojido, las flotas y naos, y traxo presas y de turcos, despues de haser huir a rienda suelta Tabac Arraes General del Turco71 a quien siguio el alcansse tres dias estando en el postrero los turcos con señalada ventaja [Fl. 185] ya estos sucesos avian criados malos humores a los mal afectos y a los embidiosos cuando el año de 621 sucedio la perdida de la nao Nuestra Señora de la Concepción que los turcos quemaron a vista de la Ericeira, sin que la armada que en aquel dia estava de alli a quinse leguas y con la punta de la Rocha en medio y executando ordenes del govierno supiesse de la pelea ni da perdida, como despues se provo largamiente, desto se intento haser cargo a Don Antonio sin mas otro fundamento publico que el de averse le embiado aviso con un barco por un barquero que juro en la pesquisa que no avia osado llegar a la armada de miedo de enmararsse y 69 Ibdem. p. 51. O Capítulo 4, originalmente, foi escrito no fim da Relação. Para posicionar o texto na ordem correta foi necessário passar da folha 169v para a folhas 184 a 185v e depois retonar para a folha 170. 71 Sobre a derrota da nau Conceição em 1621, ver: QUINTELLA, Ignacio da Costa. Annaes da marinha portugueza. Lisboa: Typografia Real das Sciencias, 1839. p.195-.202. O General turco Tabac Arrais deu muito trabalho aos navios ibéricos na primeira metade do século XVII. Junto com Suleiman, atacaram Lanzarote em 1618, com 37 navios, 4000 soldados e marinheiros. Saíram de Argel a 6 de Abril e avistaram as Canárias a 30 do mesmo mês. Desembarcaram 3 mil homens perto do porto de Arrecife a 1 de Maio. A capital, Teguise, foi saqueada e incendiada, as imagens religiosas foram quebradas. Os habitantes fugiram, alguns para Fuerteventura de barco e cerca de mil refugiaram-se dentro da gruta de Los Verdes Arraes encontrou a entrada desta gruta graças a um colaborador chamado Francisco Amado, levando 900 cativos para Argel. 70 50 se pusiera a pescar vesugos,72 ni uvo persona que dixese que le avia avisado, no basto esta averiguación echa primero que la Armada llegasse a Lisboa ni la bos de dos mil hombres que en ella venian para que no se procediesse con la acusación, y como las mas veces sucede que los ministros a que se comete una diligencia destas jusgara discredito suyo la inossencia del sindicato y tratan por lo menos de enlodalle, el que hiso esta información busco para testigos de lo que avia pasado en la mar canteros y arrieros de la Villa de Cascais y aun así no hallo cosa contra D. Antonio, y de toda la armada no [Fl. 185v] llamo persona alguna como todo consta del proceso fiado pues D. Antonio de su verdad, sin aver visto de cosa alguna de la pesquisa, pidio a Su Magestad mandasse ver la causa por juezes soldados, hisose para ello una junta, en que entraron D. Manuel de Castelblanco Conde de Vila Nueva del Consejo de Estado de Su Magestad, y que lo fue en el supremo de Madrid, y Don Jeronimo Coutinho, que avia navegado muchos anos y era tambien del Consejo de Estado, y tres oydores de diferentes tribunales; no se hallo culpa al General, fueron los votos a Madrid, hisose otra junta, de consejeros de guerra de Castilla y los del Consejo de Portugal, tampoco hallaron culpa al General, pero viendo que por ser Cavallero del habito de Christo no podian ni absolver, ni condenar, remitieron el proceso al Consejo de Ordenes de Portugal en esta ciudad, asistiendo contra D. Antonio el fiscal de ordenes, y otros dos fiscales que fueron los procuradores de hasienda y de la corona Real, que todos vinieron con sus accusasiones, presento D. Antonio en su descarga, ochenta testigos, de los mas principales de toda la Armada capitanes, y cavalleros y oficiales de mar y guerra, ordenes de los Gobernadores deste Reino y instrucciones de Su Magestad con que se apuro de manera la [Fl. 170] inocencia de D. Antonio, que le dieron por libre en las dos instancias, con tan honrada sentencias que quedo por ellas restituido a su oficio y empeñado Su Magestad en la restituición de la honra de D. Antonio a que Su Magestad acudio por su grandesa con demonstraciones grandes, siendo la principal que en llegando las sentencias, a las Reales manos de Su Magestad, y constando por ellas de su justificación mando Su Magestad perguntar a D. Antonio se bastava para satisfación de los trabajos padecidos que Su Magestad le mandasse cubrir con el titulo de conde de un lugar suyo, sin que para esto se pasasien mas de tres dias de pretención hisose mas merced a D. Antonio de la futura succeción de una encomienda de su orden que vale 3 mil cruzados y que puede vender una fortalesa de la India que tenia, que vale 20 mil y una calongia del patronasgo para un hijo, felices tiempos en que halla en la mano real, la inossencia arrimo, satisfacción los trabajos y premio los servicios. * NM: * aqui ha de aver algum exemplo de principes comparativo. 5.o Capitulo No avian llegado a este fin que diximos las cosas de Antonio de Atayde Capitan General de la armada Real desta corona cuando se apresto, y partio la de la restauración de la Bahia y servia el oficio con titulo de Governador de la Armada, Don Manuel de Meneses persona de la calidad y servicios que es notoria, y esta fue la causa porque no fue D. Antonio, en esta Jornada y fue por general della armada desta corona D. Manuel de [Fl. 170v] Meneses a quien para esta ocasión se dio titulo de General Del Socorro, y Restauración de la Bahia. Juan Tello de Meneses, hijo del Ganeral D. Manuel Capitan de Infanteria fue por Almirante D. Francisco de Almeida, que lo es en propriedad de la Armada Real deste Reino ya Maese de Campo del tercio della y aviendo acompanhado 72 Espécie de peixe. 51 a su General en las calumnias, tuvo el mismo suceso en apurar su honra, y porque por el oficio de Almirante General que le tocava el govierno de la armada en ausencia del General, y se avia dado en la armada del verano de 624 a D. Manuel de Meneses como se ha dicho, dexo D. Francisco de embarcasse y de exercer su oficio, y estando sentido desto en Madrid tanto que se oferesio esta ocasión desistio de todas las competencias y vino a servir su oficio y sirvio de manera que justamiente puede llamar dichosos los trabajos que paso en esta jornada por la gloria que della ha sacado. Fue por Maese de Campo de otro tercio Antonio Monis Barreto, cavallero de grandes meritos y servicios de muchos anos en Africa y en las armadas de entrambas coronas. D. Antonio de Meneses hijo unico de D. Carlos de Noroña [Fl. 171] Don Rodrigo Lobo, cavallero mayor de edad, y de muchos servicios y que ya governo Armadas desta corona fue por Capitan de un Galeon. Tristan de Mendonça Hurtado de quien atras diximos, que si viera con un navio a su costa, fue por Capitan Mayor de la escoadra de Entreduero y Miño. Constantino de Mello Pereira, Capitan de Infanteria de la Armada Real deste Reino; Lancarote de França de Mendonça fue por Capitan de un navio. Manuel Dias de Andrada que vive en la Isla de la Madera y vino a pretender satisfacción de servicios, cuando pudiera querer bolverse a su casa, quiso haser mas largo el camino, fue capitan de un navio. Rui Barreto de Moura persona que ni le embota la espada la aplicación de los libros, ni en ellos cria polilla el servicio de las armas que de lo uno y de lo otro sabe dar la cuenta que se deve a su calidad, fue por Capitan de un navio. Christoval Cabral del habito de San Juan hijo de Antonio Cabral desembargador do Pazo, que es lo [Fl. 171v] mismo que de Consejo de Camara de Castilla, fue por Capitan de un navio. Gil de Afonseca Capitan de un navio, Gonçalo Lobo Barreto Capitan de un navio, Domingos da Camara Capitan de un navio, Diego Ferreira Capitan de un navio, Grogorio Soares Capitan de un navio, Domingos Varejão Capitan de un navio, Benito do Rego Barbosa Capitan de un navio, Juan Casado Jacome Capitan de un navio, Sebastian Marques Capitan de una caravela, Manuel Pallares Lobato Capitan de una caravela, Roque de Monterey Capitan de una caravela, Cosme de Couto Capitan de una caravela, Gonçalo de Sousa, D. Alvaro de Abranches, D. Sancho de Faro. [Fl. 172] 6.o Capitulo Previnianse las cosas mientras que navegava la armada (en guarda de las naos) para que fuesse despues menor la dilación por el cuidado con que Su Magestad estava, por nessesidad que lo requeria y por el zelo con que los ministros mayores y menores aposta servian en este apresto, en que se deve el primer lugar entre todos al Conde Gobernador Don Diego de Silva, sobre cuyos hombros cargo el mayor trabajo del cuidado y de la asistencia corporal. Y por que mientras no se executava el mayor remedio no faltasse por lo menos consuelo a los de la Baya que a vista del enemigo estavan sustentando la guerra, y supiessen que no por descuido o de ración, les tardava lo que esperavan y lo que deseavan parecio conveniente les fuessen despachado caravelas que fuessen llevando alguna gente que ayudasse a los del arrabal y con las esperanzas de socorro les entretuviesse mientras que no llegaua el principal remedio, por que la tardanza no hiziese desistir de la inquietud que se dava el enemigo y como lo mejor destas resoluciones consiste en la brevedad, tiene primores de mejor socorro el que llega mas a 52 tiempo, y mientras que no llega el mayor basta para animar al que espera la sertificación de que no le faltara, fue asertadisimo acuerdo el de ir despachando estas caravelas como [Fl. 172v] se hiso y partieron las primeras dos a ocho de Agosto de 624, la una se llamava San Juan y llevava ochenta soldados de que fue por Capitan Pedro Cadena, persona de valor y de noticia de aquellas partes. La otra se llamava Nuestra Señora del Rosario de que fue por Capitan Francisco Gomes de Mello, tambien persona de servicios y que sabia aquellas partes, llevava 40 soldados.73 Y en estas dos caravellas se embiaron aquellas municiones que van pequeños baretes, (y que solo iuan como de aviso) podian comodamiente llevar. Partieron estas caravelas con orden de que fuessen derechos a Pernambuco donde fueron recividas con aquel alborozo que se devia a la nessesidad que avia en todo aquel estado del Brasil y a la sertidumbre de lo que tras las nuevas q llevavan se podia esperar, y así se hizieron demonstraciones de gran regosijo en todo aquel lugar con Francisco Gomes de Mello que fue al que llego [Fl. 173] primero en los postreros dias de Septiembre. Tanto puede la nessecidad tanto la esperanza que una caravela anima lo que para socorrer no bastavan muchos galeones, de exemplo sirva esto en casos semejantes que adonde no se pudiere embiar luego socorro se embien avisos y esperanzas de que ira a su tiempo. Añadir a lo inventado es mas facil que discurrillo, parecio bien el despacho destas dos caravelas, siguiose luego la duda de la contingencia del suceso de dos mariposas expuestas, a una ola que las sosobre, a un soplo que las trabuque, y a una bala que las descarga, pues qualquiera destas cosas bastava, a no enseñarnos Dios por el suceso de toda esta empresa que cuando para las operaciones se empiezan el, los fines son milagros, paresiendo pues que las caravelas podian no llegar, y aunque llegassen, era bien ir continuando avisos y socorros, se embiaron otras tres caravelas, y en ellas Don Francisco de Mora, Cavallero de gran satisfación y del valor y diligencia que se requeria para que fuesse a ser Capitan Mayor de la gente que estava junta en el arrabal de la ciudad. Partieron estas caravelas a 7 de septiembre de 624, 29 dias despues que las primeras. En la una que llamava [Fl. 173v] Nuestra Señora del Buen Viagem, que iua el Capitan Mayor D. Francisco de Mora, y lleuava 70 soldados. En la caravela San Antonio iua por Capitan Jeronimo Serrão, persona de gran confianza y señalado valor, llevava 40 soldados. En la caravela Spiritu Santo, iua por Capitan Francisco Pereira Vargas, persona tambien de servicios y meritos llevava 40 soldados. Y en todas tres iuan las municiones que sus tamaños sufrian, a saber. Demas desto se acudio a Angola y al Rio de Janeiro con gente y municiones, mui atinado acuerdo no emplear tanto en el cuidado de una plaza que, por no cuidar de las demas, se pierdan otras o se arriesguen. Llego Don Francisco a Pernambuco y de alli en embarcaciones de la tierra se fue a la Bahia y desembarco en la Torre que llaman de Garcia de Avila donde se fue juntar con los del arrabal, que estava governando Francisco Nunes Marinho [Fl. 174] de Saa que succedio al Obispo D. Marcos Teixeira, por provisión de Mathias de Albuquerque. 73 GUERREIRO. Jornada. p. 32-33 e MENEZES, A Recuperação. In: RIHGB Tomo22. p. 367. 53 7.o Capitulo Estava esta gente junta serca de la ciudad donde el enemigo no osava a salir por el daño que recivia cuando lo intentava, sin que le valiesse cortar el mato de junto a la ciudad por que la buena diligencia de los nuestros les puso en estado que echaron bando que pena de la vida no saliesse alguno fuera y eran los nuestros executores deste vando por que no aventurava menos que la vida quien salia un paso de las murallas. Formava nuestra gente seis compañias de que eran capitanes, Lorenço de Brito, Lorenço Cavalgante de Albuquerque, Francisco de Barbuda, Belchior de Fonseca, Belchior Brandão, Diego de Silva, y en otras partes avia otros capitanes aunque con poca gente de cuyos nombres y echos se dira adelante. Era su Capitan Mayor de todos, en los primeros dias, el oidor general, y por su vejes y achaques dejó el oficio y eligieron al Obispo Don Marcos Teixeira, que deponiendo su recogimiento, sin alterar su modestia, aseto el oficio y le sirvio, avista del corral de sus ovejas, que habitavan lobos. 74 En tiempo del Rey Don Alfonso, primero Rey deste Reino, en el año de 1145, aviendo dado la ciudad de Leirea al Prior de Sancta Cruz de Coimbra Teotonio, hombre de sancta vida y ante el Rey persona de grande veneración, succedio que se la tomaron los moros y el prior sentido del suceso tomo las Armas y fue a haser guerra a los moros con exersito suyo, y sitio y tomo la Villa de Arronches que en guerra justa, conta los infieles, en defensa de la Iglesia justa cosa es que el Pastor haga del cayado lanza o baston. [Fl. 174v] De socorro embio a Italia el Rey Don Alfonso el quarto de Portugal al Obispo de Evora Don Garcia de Meneses, Generales del pueblo de Dios eran los patriarcas y sacerdotes y a los angeles mando Dios a la tierra a ser soldados en causas que tocavan a su pueblo no lo era menos esta donde las Iglesias que hospedaron tantas veses a su divina magestad estavan echas cavallerizas.75 Llevanto pues el consagrado General su estandate con la insignia de la Cruz a cuya vista quien aunque repare en sufrir trabajos ni deixar de morir por un Dios que os dio primero su vida, que los diesse la vuestra, pues ya en lo presente de su eternidad la estava oferesiendo al rescate del que no estava criado. Trato en primer lugar el Obispo de impedir que no uvisse trato alguno con el enemigo, y por que se consiguiesse mando que ni se lavrasse azúcar ni tabaco, alojo su campi una legua de la ciudad, junto al Rio Vermejo, tenia 1400 soldados portugueses y 250 de los indios de la tierra, fortificose con cavas y trincheras, y por que su exemplo obligase a los soldados fue el primero que tomo la azada, puso en torno a trechos seis piezas de artilleria, seis roqueras, tres falconetes de bronse, que todo avia sacado de un navio portugues que apesar del enemigo [Fl. 175] entro por medio de su armada y paso arrecojerre por un rio arriba. 74 GUERREIRO. Jornada. p. 69-70. Parágrafos extraídos da Jornada de Bartolomeu Guerreiro, como demonstra a exepressão “velhice e achaques”. 75 GUERREIRO. Jornada. p. 71. A referência a D. Garcia de Meneses existe na obra de Guerreiro, a do Prior de Santa Cruz de Coimbra não procede na mesma. 54 Y por que se justifique que no fue covardia el suceso de la perdida desta ciudad si no solo desacuerdo de gente que no estava aversada a guerras, y dislumbrados de sobresalto de tan poderosa armada en parte tan sin defensa ni reparo, diremos algo de lo que esta misma gente hiso cuando trataron de resistir al enemigo y lo hizieron de manera que era un año que los olandeses estuvieron en posesión de aquella ciudad, no uvo encuentro en que no llevasen los nuestros la victoria. No deixando para otro lugar tan gloriosa determinación como fue la del Prior de San Benito y dos Religiosos que se resolvieron aquedar en el convento, sin reparar en el evidente peligro a que se oponian, fue Nuestro Señor servido de guardarlles la vida, y lo sera reponelles en libertad del cautiverio de Olanda, onde todavia estan. 76 Pasados cinco dias de la miserable perdida provaron a salir de la ciudad cuarenta olandeses, con guia de la tierra, con intento de llegar a una granga77 de los padres Teatinos78 donde estava recogida la plata del culto divino, salieron los nuestros a ellos con algunos esclavos de los padres y bolvio el enemigo a entrar en la ciudad con muerte de algunos que luego quedaron en el campo muchos heridos que murieron en la ciudad y todos hayendo. NM: aqui se pora o caso do frade que matou o olandes.79 Igual suceso tuvieron cuando en quince de julio salio el coronel Juan Dort. O con el orgullo de vencedor, o que le obligassen los muchos que bolvian quejosos, salio le al encuentro el Capitan Francisco de Padilla, que matandole el cavallo, y viniendo entrambos [Fl. 175v] a poner manos a las espadas fue reñida la contienda y puesto el suceso en gran suspensión por que cada uno hallo resistencia en su contrario tal que si no le hasia faltar a la batalla, hasia dudar a entrambos de la victoria, pero a poco espacio se declaro por nuestro Capitan Padilla, que mato al coronel Juan Dort, y no satisfecho siguio tras los que le acompañavan, con su gente y fueron matando y hiriendo hasta las puertas de la ciudad. Con la ocasión desta muerte elegieron los olandeses por su coronel a un capitan suyo llamado Alberto Scolt, que por vengar la muerte de su antecesor hiso que saliessen por otra parte algunos olandeses y encontandose con unos criados y esclavos de Antonio Cardoso de Barros, les hizieron bolver con mayor prisa y quedaron nueve muertos y tres cativos. En primero de Agosto tuvieron otro encuentro en que mataron y cautivaran los nuestros a muchos olandeses, entre los cuales se tomo a las manos al capitan del fuerte de Tapagipe, de que el nuevo Coronel mostro gran sentimiento, y lo tuvo por aguero que confirmo mas que junto ao Monasterio del Carmen tuvo otro encuentro el Capitan 76 O “Prior de São Bento” deve ser, de fato, o Provincial Fr. Bernardino de Oliveira , companheiro de Fr. Paulo do Rosário. Ver: Biblioteca Publica de Évora. Códice CV / 3-17 . 179 (3.fls) ”Catálogo dos Prelados, e mais cargos da Província dos Monges do Brazil”. Documento sem autorou data, mas é anterior a 1739. fl. 179. Esta informação é inédita e não há notícia de beneditinos remetidos para a Holanda, apenas de jesuítas. É afirmado, por um autor anônimo, que dois benditinos estavam com o Governador Mendonça Furtado quando este foi aprisionado. Ver: BRASIL Holandês: Dois Manuscritos. Rio de Janeiro: Index, 1999. p 60. 77 A Quinta dos Padres nos arredores de Salvador; atualmente Arquivo Público do Estado da Bahia. 78 Aqui há um equívoco do autor. Não eram padres teatinos , mas jesuítas. 79 Esta informação é inédita, mas o nome do religioso foi omitido. 55 Manuel de Gonsales, en que mato ocho olandeses y los demas se recogieron con muchos heridos y paresiendo el sitio a proposito hizieron los nuestros una emboscada en 24 de agosto para esperar al enemigo y siendo sentidos del, salio una lusida campaña de olandeses con mucha mas gente ella sola q tenian las dos nuestras de la emboscada [Fl. 176] de que eran capitanes Manuel Gonzales, y Luis Pereira de Aguiar. 80 Empeñados los nuestros en el intento con que se avian apartado de sus compañeros y el enemigo sentido de los encuentros pasados procuro cada cual llevar la gloria deste, no sin gran costa de sangre de entrambas partes y entrambas pudieran dudar del suceso, si bien se conformaron unos y otros en procuralle cresciendo las dilegencias, y animando las fuerzas, era el partido tan desigual que mas parecia que los dos capitanes nuestros porfiavan a qual moriria primero que no a quien primero declararia por su parte la victoria gloriosa emulación y en bidia honrosa, que en cada paso que el uno se mejorava, jusgava el otro, discredito suyo y así gañaron tantos que aviendo durado la batalla espacio grande bolvieron la cara los enemigos con tal desacuerdo que cada uno trato solo de salvar su vida, y repararse con la artilleria de la ciudad debaxo de cuyo amparo se recogieron deixando entre otros muertos al sargento de la compañia y llevando muchos heridos, algunos de los quales murieron en la ciudad. Y a estos sucesos, parecian muchos a los olandeses soberbios del primer suceso y se determinaron a castigallos o a competillos, para lo qual [Fl. 176v] salio de la ciudad un tropel de gente, tan soberbios y tan colericos, q se pudiera esperar mayor efeto de la saña que mostravan, mando el obispo que saliessen al encuentro coatro compañias cuyos capitanes eran Francisco de Padilla, Antonio de Morais, y Francisco Brandão y aunque la de los olandeses era doblado numero de gente la nuestra no dejó por eso, de salir a campo raso, Animo Padilla a sus tres compañeros porque los soldados viessen el animo y la determinación de todos coatro, y no porque a alguno le faltasse el esfuerso y el acuerdo, que el apierto requeria, a las primeras vistas se sentieron en los dos campos balas y flechas contrarias y se empezaran a ver los efetos dellas en los muchos que cahieron heridos, cargo la mayor fuerza sobre el capitan morais que valerosamiente resistio la furia, a que con igual valor ayudaron sus tres compañeros a costa de su sangre y de la de sus soldados bien pagada con la gloria del suceso que por la disparidad de la gente fue de mayor estimación declarose la victoria por nuestra gente, con [Fl. 177] muerte de 25 olandeses y muchos heridos y de los nuestros solo seis personas, de que glorioso el Obispo y deseando con alguna demonstración publica premiar a los coatro capitanes, les armo cauvlleros como su Capitan Mayor que era en presencia de muchos a que las ceremonias del acto provocavan aun mas al deseo de imitar los pasos que lo avian alcansado.81 Quedaron los olandeses tan desayrados deste suceso que determinaron no bolver a salir de sa ciudad tan presto y porque en todos los pasos hallavan estorvos, y les era forzoso buscar provimiento de algunas carnes acordaron ser el mas seguro remedio pasar a la isla de Taparica que es en frente de la Bahia a buscallas, en los barcos y lanchas de los navios, de que avisados los capitanes Alonso Rois adorno82, y Pedro de 80 GUERREIRO. Jornada. p. 73 e MENEZES, A Recuperação. In: RIHGB Tomo22. p. 400. Até a grafia de Alberto Scolt, variável entre os diversos autores ibéricos, é idêntica a utilizada por Guerreiro. 81 GUERREIRO. Jornada. p. 73. Deste combate, a 3 de setembro de 1624, Guerreiro afirma que sairam mortos 45 holandeses e não menciona mortos luso-brasílicos. Os números de apontados por Ataíde parecem mais verossímeis. 82 Afornso Rodrigues Adorno. 56 Campos salieron a ellos que sin sospecha de tal suceso camiñavan seguros por la Isla, y dieron en ellos con tanto esfuerzo que a pesar suyo les hizieron embarcar metiendose por el agua hasta los pechos deixando trese muertos [Fl. 177] en tierra y dos cativos, hun barco, y dos lanchas, la una con dos roqueras, y el barco con tres. Con estos felices sucesos governava su pueblo el Obispo D. Marcos Teixeira, ya exortando los soldados, ya orando por ellos, como General provocandoles a los riesgos que antevia como pastor encomendandole a Dios la guarda de sus ovejas y así acudia a estas dos obligaciones como si tratara solo de cada una dellas. Cuando llego Francisco Nuñes Marinho de Saa cavallero del abito de Christo y persona de muchos años de servicio de la India, nombrado por Mathias de Albuquerque por Capitan Mayor de aquella gente por aliviar al Obispo del continuo trabajo a que acudia, de que el Obispo resibio plaser no por aliviarse de la molestia mas por tener quien le ayudasse a trabajar mas, y así entregando el govierno a Francisco Nuñes lo quedo acompañado.83 Llegado el nuevo Capitan Mayor, mando haser otro camino para la ciudad, con lo qual se aserco mas gran trecho, sino por distancia, por camino mas derecho; continuando en los asaltos, y enquietud que se dava al inimigo con el cuidado, y vigilancia que se requeria, y fueron los primeros sucesos de su tiempo que el Capitan Manuel Gonçales, mato por vezes en el mes de Octubre diezeseis olandeses: y siendo avisado que salia una compañia del inimigo, a robar un engenio (llaman los molinos, que es donde se hase el asucar) acudio atarjales el paso, y encontrandosse con el inimigo [Fl. 178] venieron a las manos; procuravan los nuestros, estorvarles el camino, porfiavan ellos a continualle por fuerza, hasta que desengañados ya, y desanimados por la muerte del Capitan se recogieron con perdida de muertos y heridos. 84 El Capitan Padilla, o por mostrarsse airoso al nuevo Capitan Mayor, o porque los olandeses se desengañaser por una ves, y conociessen, que a no ser acaso no uvieron echo el efecto que hizieron en la ciudad, hiso un publico desafio pera dia señallado solo con su compañia, que asetada por los olandeses, salieron 200 al campo, y una compañia de 100 negros. Eran los nuestros por todos 150 y aun así travaron la escaramuza que durando algun espacio en que siempre el inimigo fue perdendo tierra, hasta que reconociendo la ventaja, la deixaron toda, recogiendosse a la ciudad con muerte de quatro, y heridos mas de sincoenta. Por otra parte, dio algunos asaltos el capitan Lorenço de Brito Correa, Junto al Monasterio de San Benito, en que mato por veses 19 olandeses. Y en dos de Octubre, junto a Villa Vieja, mato el Capitan Antonio de Morais 17 olandeses y ochenta negros de la tierra a que llaman Tapanunhos y cautivo un sargento. 85 A este tiempo que era en los postreros dias de desiembre llego a la Bahia Don Francisco de Mora, que desembarco en la Torre que llaman de Garcia de Avila, y se fue ajuntar con nuestra gente que Francisco [Fl. 178v] Nunes Mariño le entrego y Don Francisco despues de averla tomado a su cargo, trato de fortificar los puestos que le paresieron mas a proposito y continuo con el cuidado y vigilancia que del se esperava hasta que llego nuestra Armada cuyo feliz suceso se dira en su lugar. 83 GUERREIRO. Jornada. p. 75. GUERREIRO. Jornada. p. 76. 85 GUERREIRO. Jornada. p. 76-78. Os números indicados são idênticos aos de Guerreiro. 84 57 Jornada athe o Cabo Verde86 En este tiempo se dava en Portugal la mayor prisa por despachar la armada del socorro, a que Su Magestad (Dios le guarde) dava calor con cada ordinario y con muchos estraordinarios que solo a este fin se despacharan, y aviendose antes entedido que la armada de Castilla estava mas adelante en su apresto, mando Su Magestad que el General D. Fradique viniesse con ella a Lisboa juntarse con la nuestra, pero viendose que la diligencia avia excedido la limitación del tiempo, mando Su Magestad que nuestra armada fuese ayuntarse con la de Castilla a Cadis, a cuya determinación se representaron inconvenientes que bastaron a se variar y darse al General Don Manuel de Meneses orden que fuesse a las Islas de Cabo Verde, donde esperasse por la Armada de Castilla a que se avisaria que alli fuesse a buscalle con lo qual salio la Armada del Puerto de Lisboa en viernes 22, de noviembre de 624, aprestada en la forma que se vera en la [Fl. 179] Pauta siguiente que es copia de la original que se embio a Su Magestad. Aqui se pora o mapa da Armada de Portugal87 Salio la Armada y sin encarecimiento se puede afirmar que aun dejó mas en bidias que soledades, llevava tras solos ojos de todos, y llevava consigo las bendiciones y oraciones de todos, en el viento leste y alguna niebla fue causa que sin apartarse tanto perdiessen de vista la tierra a oras que se ponia el sol con la proa al sudueste. A 28 de noviembre, vieron las Islas de la Madera y la Desierta y a 29 pasaron estas dos islas, a 6 de diciembre las Canarias, y a 10 se apartaron de la Armada el navio Charidad de que era Capitan Lançarote de Franca de Mendonça y hiso su jornada a Pernambuco donde tuvo el suceso que adelante se dira. NM: A Perdissão de Monis88 [Fl. 179] NM: Derrota de Lançarote e perdição de seu navio e como João de Melo foi por terra a Bahia.89 [Fl. 180] Capitulo 8 – Discurso e pauta da Armada de Castela que salio de Cadis a 14 de janeiro de 625.90 [Fl. 180v] Capitulo 9 – Junta das armadas chegada a Bahia, fortificasão do enemigo, sitio que se pôs.91 86 No texto original, Ataíde apontou aqui o oitavo capítulo. Segundo o índice, este paraágrafo compõe ainda o capítulo sete, sendo o Discurso da Armada de Castela o oitavo. 87 O mapa a que se reporta Jerônimo de Ataíde deve ser idêntico ao que foi publicado na obra de Guerreiro, da autoria de Benedictus Mealius: PHILIPPO AVGVSTO LVSITANO MONARCHAE AFRICO AETHIOPICO ARABICO PERSICO INDICO BRASILICO FELICITAS ET GLORIA. 88 GUERREIRO. Jornada. p. 58. 89 MENEZES, A Recuperação. In: RIHGB Tomo22. p. 529. 90 O autor não escreveu este capítulo, mas a pauta da Armada de Castela está publicada em MENEZES, A Recuperação. In: RIHGB Tomo22. p. 406 a 409. 58 Con cuidado y con trabajo pasava nuestra Armada en el Cabo Verde aguardando la de Castilla, cuando en Domingo 22 de diciembre llego una caravela con aviso de que era partido Don Fradique de Toledo, y aviendo le dado al General Don Manuel, paso a Pernambuco y de ahi a Bahia, y al miercoles siguiente se vio a la mar una nao grande que por aver reconosido la Armada, y no llegar a tierra se sopecho ser olandesa de las que suelen92 venir a la Isla del Mayo a una salina que alli ay natural de excelentisima sal, que dio ocasión a que algunas personas y capitanes fuesse avella, y hallaron algunas carretas y una gran puente de madera que venia hasta la Mar que se decia ser para la carga de la sal se haser con mas comodidad en los navios, y a los capitanes paresio deshasello todo y la madera echa rajas, se truxo para quemarse duplicavanse los avisos de que D. Fradique se asercava y con cada uno avia nuevo alborozo por lo qque todos sentian que se les dilatasse a los unos la gloria de la victoria, y a los otros la de morir [Fl. 181] por alcanzalla y así fueron festejados los navios que davan estas nuevas, llego uno en 23 de enero de 625 y otro que vino de Sevilla con mercadurias. Domingo dos de ebrero, mando el General Don Manuel que saliesse en tierra la mitad de la infanteria de los navios, en una Isleta que tendra de sircuito poco mas de media legua que esta junto a la Isla que llaman La Playa y se entretuvo aquel dia en esta muestra y ejercicio ya formando escoadron, ya divididos en trozos o mangas para que se ejercitase la jente, y lo mismo se hizo el miercoles siguiente con la otra mitad de la infanteria. Cuando en seis de febrero vino nueva por tierra de la vigia que se discubria una gruesa Armada, con cuyo alborozo no dejó de se discurrir que se podia ser enemiga, y así se deseava mas que fuesse sigun los animos estavan dispuestos a la venganza o al castigo del estado de la Bahia, certifico las nuevas una caravela de nuestra Armada que andava aguardando a la de Castilla que en el mismo dia entro llena de gallardetes en demonstración de que se asercava el plaso que tanto deseavan y a poco espacio se vio la capitana Real de Castilla que fue entrando con la demas Armada que de la nuestra fue recivida [Fl. 181v] con todas las demonstraciones de regosijos y salvas de Artilleria que de una y otra parte así atestiguavan la union en que despues se continuo la jornada que bien fue anuncio del feliz suceso que tuvo. Juntaronse los capitanes para acompañar al General D. Manuel que en una chalupa se previnia a no dilatar mas el dar la bien venida al General Don Fradrique acompañado de muchos cavalleros, no le parecio a Don Fradique deixarse vencer ni aun en cortesía que por recien llegado pudiera dispensar, y así sabiendo que venia el General Don Manuel se entro en outra chalupa y por entre los navios se fue a nostra Capitana, a tiempo que el General D. Manuel llegava tambien a la de Castilla, y sabiendo que se avian desencontrado se bolvio a buscalle, y le hallo en la Real de Portugal donde y en todos los navios se hizieron grandes salvas de artilleria, y con trompetas y clirimias, y otras demonstraciones de alegria salieron los dos Generales a ver las dos Armadas aunque ya las podemos llamar una sola por la conformidad de los animos por ser los fines a que entrambas se dirigian una misma faccion, y por quedar deste punto en adelante todo a la orden de Don Fradique de Toledo General de la Armada de Castilla por ser así conveniente y nesesario que [Fl.182] juntandose dos Generales93 para una misma facción este el uno a la orden del otro entendiendo orden en 91 Esse capítulo foi escrito com fonte anônima, pois as informações apresentadas não constam em outros autores. 92 Port. Freqüentemente. 93 MENEZES, A Recuperação. In: RIHGB Tomo22. p. 403-404. No texto da Jornada não consta o encontro de D. Fradique de Toledo e D. Manuel de Menezes 59 lo comun de la derrota que se a de tomar, surgir, sitiar, combatir, asetar partido a los rendidos, o canonear la fuerza hasta rendilla, o por asalto o por escala, que en lo demas particular del govierno de cada una de las armadas no paresse que se dilata a tanto la jurisdicción ni los Generales a cuyo cargo va la facción, deven atender a esto por los inconvenientes que se deixan considerar no siendo el menor, no disgustar al compañero que se dio aquella subordinación por aver de ser una sola la bos de lo que se dispone por que no suceda que se encuentren en los medios aunque en el intento estan conformes; así lo hiso el Conde de Castro, capitan General que lo es en propriedad de la Real Armada de Portugal, cuando el año de 618 tuvo a su orden para la guarda del Estrecho de Gibraltar la Armada Real de Castilla que estava a cargo del Almirante Miguel de Vidasaval, que en juntandose las dos Armadas, ordeno al Almirante corriesse con su Armada la costa de España y el General tomo a su cuenta guardar la de berberia [Fl. 182v] y anduvieron divididos hasta que el Almirante aviso con una caravela que enbocava el Estrecho una Armada de Olanda y por que poderia ser la que en aquel mismo año avia destrozado (de que alcanzo una tan honrosa victoria como se sabe) le pedia viniesse ajuntarse con el para esperallos, cuio aviso el arbitrio pago el general con darse tal prisa que con sola su capitana llego a la Armada de Castilla y lo restante de la de Portugal fue llegando como pudo, sigun podia cada Galeon, y en las veses que se juntaron no uvo cosa de los que algunos piensan que adquieren jurisdicción en que el Conde de Castro quisiese disponer si no remitillo todo al almirante. En esta conformidad trataron los dos generales de partise luego, en haziendo aguada la armada de Castilla, que se ejecuto con toda brevedad, de suerte que en martes de carnes tollendas94 a onse de febrero aviendose ya dispuesto así el dia antes y estando todo apunto al amaneser se hizieron a la vela, viento a popa y tiempo claro y navegaron así hasta los 20 en que entraron las calmarias que duraron hasta los 26, en cuya noche uvo tiempo resio escuro con aguaseros truenos y relampagos que talves [Fl. 183] suele Dios dar ruin tiempo para remedio como otras por castigo, y en esta noche se paso la que llaman Linea Equinoctial, imaginada pero conosida por sus efectos, otra ves bolvieron algunas calmarias que dio lugar a que los capitanes de los navios se socorriessen con agua los unos a los otros no reparando el que se hallaua con mas en la nesesidad que podia venir a padeser, por socorrer a la que de presente se le representava de parte de qualquiera otro aunque de diferentes naciones bien es uerdad que la Armada de Portugal fue la que se hallo con mas agua y así pudo acudir a mas. En 12 de marzo rebento el masteleo grande a la Capitana de Napoles que fue causa de que toda a Armada fue con menos paño esperado que se boluiesse arreparar, lo que echo siguieron su derrota hasta que Jueves Santo, las entre ocho y 9 de la mañana, tuvieron vista de tierra de la Bahia, la Torre de Garcia de Avila que esta quasi dose leguas della donde luego que tuvieron vista de la Armada despacharon aviso a la Bahia que llego por la tarde a tiempo que en nuestro campo se estava predicando el Sermon del Mandado, fue grande alborozo, grandes las gracias que se dieron a Dios Nuestro Señor por la sertidumbre que les asegurava remedio que llegava en dia que por el remedio [Fl. 183v] del hombre se vio puesto en una cruz, ya se davan los unos a los otros la nova buena del socorro de la armada y en la Armada se davan las mismas gracias a Nuestro Señor y entre si los mismos parabienes, y vino llegando mas a tierra, y el viernes por la tarde tomaron la boca de la Barra de la Bahia que para principio de lo que adelante se dira pareció descrivir aqui en la planta que se sigue. 94 Supressão da Carne; Quaresma. 60 NM: aqui se ponha em ponto pequeno a boca da Barra da Bahia e a costa como corre a Bahia, e a armada na Boca da Barra. El Sabado Santo amanesio la Armada mas a dentro de la barra esperando si de nuestro campo venia algun aviso que no pudo ser por estar el enemigo señor de la mar, pero vino por la costa un nauio y tres barcos con gente de Pernambuco y los q se auian perdido en el navio Charidad que atras diximos, y dieron nuevas confusas de (...)95 95 Existia aqui uma folha frente e verso que fora arrancada do códice antes de se colocar a numeração das folhas. 61 ANEXO IV A RELAÇÃO DO BISPO D. JUAN DE PALAFOX Y MENDONZA EM 1638 O sítio imposto pelo Conde Nassau a Salvador em abril e maio de 1638, resultando na vitória das forças católicas, causou comoção pública em Portugal e na Espanha. Pela primeira vez os neerlandeses foram derrotados no seu processo de conquista dos territórios ibéricos no Brasil, iniciado em 1630 com a invasão de Pernambuco. Essa comoção causada pela vitória contra os neerlandeses pode ser percebida pelo grande número de relatos, informes e correspondências que descrevem os quarenta dias que durou o Cerco de Nassau. Um desses relatos, publicado em Madrid ainda no século XVII, passou despercebido pelos historiadores das guerras neerlandesas. Trata-se de dois capítulos escritos por Juan de Palafox y Mendoza (1600-1650). 96 Nenhum dos catálogos de publicações referentes às guerras neerlandesas aponta a existência desse texto, a exemplo do A Bibliographical and Historical Essay on the Dutch Books and Pamphlets Relating to New Netherland and to the Dutch West India Company and to its Possessions in Brazil and Angola, de G. M. Asher, professor de direito romano da Universidade de Heidelberg, que o publicou em Amsterdam em 1854. O livro de José Honório Rodrigues, Historiografia e Bibliografia do Domínio Holandês no Brasil, publicado o Rio de Janeiro em 1949, também não aponta a existência dos capítulos de Juan Palafox. A biografia de Juan de Palafox y Mendoza é bastante conhecida, mas cabe algumas observações. Palafox nasceu em Fitero (Navarra), filho de Dom Jaime Palafox, Marquês de Ariza. Estudou em Alcalá de Henares e em Salamanca. Em 1626 era deputado da nobreza nas cortes de Monzón e, pouco depois, fiscal dos Conselhos de Guerra e Índias, onde inciou sua vasta produção intelectual.97 Foi ordenado sacerdote e 96 PALAFOX Y MENDOZA, Juan de. Sitio, y socorro de Fuente-Rabia y sucessos del año de treinta y ocho. la Imprenta de Catalina del Barrio, 1639. 2. Ed. Sitio, y socorro de Fuente-Rabia y sucessos del año de treinta y ocho. In: Obras del Ilmo. Iuan de Palafox y Mendoza, Obispo de Osma. Tomo VI. Madrid: por Melchor Alegre, 1667. Esse texto teve terceira edição: Obras del Ilustrissimo, Excelentissimo, y Venerable Siervo de Dios Don Juan de Palafox y Mendoza. Tomo X. Madrid: En la Imprenta de Don Gabriel Ramirez, 1762. Segundo Palau, a segunda edição das Obras de Palafox “es preferible por su belleza tipográfica y corrección”. Por essa rezão, o texto fac-símile aqui apresentado é o da edição de 1762. 97 ROSENDE, Antonio Gonzalez de. Vida del Ilustrissimo y Excelentissimo Señor don Juan de Palafox y Mendoza. Madrid: Imprenta de Don Gabriel Ramirez, 1762. p. 21 a 27. Dessa obras foram recolhidos os dados biográficos de Palafox. 62 logo se tornou capelão de Maria Ana de Austria, irmã de Felipe IV, a quem acompanhou em diversas viagens pela Europa. Por seus serviços prestados, em 1639 foi apresentado em Madrid, por El Rey, como Bispo de Puebla de los Angeles, no Vice Reino de Nova Espanha. Foi confirmado pelo Papa Urbano VIII, a 27 de outubro daquele mesmo ano. A nomeação de Palafox para a diocese de Puebla também possuía objetivos políticos específicos, pois fora comissionado para investigar o Vice-rei de Nova Espanha Dom Diego López de Pacheco Cabrera y Bobadilla, Duque de Escalona e Marquês de Villena, de cuja fidelidade Felipe IV levantava suspeitas. Palafox chegou, em segredo, na Cidade do México na noite de 9 de julho de 1642 e ordenou que Pacheco Cabrera fosse preso, confinando-o no Convento de Churubusco, confiscando e arrematando seus bens e, por fim, remetendo-o a Espanha. Entre 10 de junho e 23 de novembro de 1642, Juan de Palafox ocupou interinamente o cargo de Vice-rei de Nova Espanha. Neste curto período compôs ordenanças para a Universidade, a Audiência e os advogados, organizando 12 milícias para a defesa do território, visto que temia que as revoluções de Portugal e da Catalunha se propagassem pela colônia. Por conta da Restauração de Portugal, expulsou todos os portugueses do Porto de Vera Cruz.98 Em Puebla fundou o convento de religiosas dominicanas de Santa Inês; redigiu as Constituições para o Seminário de San Juan e erigiu os colégios de San Pedro (para gramática, retórica e canto chão) e o de San Pablo (para graus acadêmicos), dotando-lhe com uma excelente biblioteca, atualmente chamada de Palafoxiana. Criou o colégio de meninas dedicado a Purísima Concepción, além de dedicar parte dos seus esforços para concluir as obras da Sé Catedral, que consagrou a 18 de abril de 1649. Vacante a Sé Metropolitana por falecimento do Arcebispo Dom Feliciano de Vega y Padilla (1641), o Cabido eclesiástico elegeu Palafox Arcebispo do México a 12 de novembre de 1643. Na defesa da sua jurisdição episcopal entrou em atrito com religiosos regulares, principalmente com a Companhia de Jesus. Devido ao seu protagonismo nessas contendas, encontrou a hostilidade dos jesuitas (1645), motivando sua grande aversão a esta Congregação. Em duas ocasiões (1647 e 1649) a representou, mediantes queixas formais, perante Inocêncio X. O Papa, sin embargo, não aceitou as censuras apresentadas e tudo o que Palafox obteve foi um informe de 14 de maio de 98 ROSENDE. Vida del Ilustrissimo. p.550. 63 1648 que instava os jesuitas a respeitar a jurisdição episcopal, mas 1653 os jesuítas conseguiram a transferência de Palafox para a España. No Reino foi nomeado Bispo de Osma, onde morreu a 1 de outubro de 1659, sendo sepultado na Capela do Venerável Palafox, projetada por Juan de Villanueva, em sua Sé Catedral. Palafox nunca foi ao Brasil e os dois capítulos intitulados Guerra em la parte del Brasil são idênticos a um anônimo panfleto intitulado RELACION DE LA VITORIA QVE ALCANZARON LAS ARMAS Catolicas en la Baia de Todos Santos, contra Olandeses, que fueron a sitiar aquella Plaça, en 14. de Iunio [sic] de 1638. Siendo Gouernador del Estado del Brasil Pedro de Silua. Impressa con licencia del Real Consejo de Castilla, y conferida y ajustada en el Supremo de Estado de Portugal. 1638. O impressor foi Francisco Martinez, em Madrid, ainda em 1638. No ano seguinte, em 1639, a RELACION DE LA VITORIA foi novamente publicada com a autoria de Juan Palafox, dividida em dois capítulos, inclusa em uma obra maior intitulada Sitio, y socorro de Fuente-Rabia y sucessos del año de treinta y ocho, na Imprenta de Catalina del Barrio. Como explicar a grande semelhança entre os capítulos de Juan de Palafox publicados em 1639 e a Relación de 1638? Seria apenas um caso de plágio? Provavelmente, não! Na época em que a Relación foi publicada, Palafox ainda era um oficial do Consejo de Indias, local onde tramitavam consultas e informes oriundos do Ultramar ibérico, incluído o Brasil. Enquanto ocupava cargos no Consejo de Indias, Palafox redigiu seus primeiros de relevo político, que, segundo Rosende, “estos papeles se imprimieron unos, se perdieron otros”.99 A Relación deve ser um desses que se imprimiram sob anonimato. Não há dúvida, contudo, de que a Relación foi escrita por um oficial do Consejo de Indias, que deve ter sido o próprio Palafox, para em seguida ser “conferida” com o Conselho Real e o Conselho de Portugal. Além disso, Francisco Martinez (1619-1645), que imprimiu a Relación 1641, editou também outros textos da autoria de Palafox. Da mesma imprensa foi publicado, em 1641, os Discursos espirituales del Ilustrissimo Señor Don Iuan de Palafox y Mendoza recogidos por el R.P. Iuan Antonio Velazquez. O texto de Palafox diminuiu os elementos nacionais em prol de uma “causa católica”. Não seriam portugueses, espanhóis e napolitanos que lutavam contra neerlandeses; eram as forças católicas. Palafox afirma que a notícia de que o ataque de 99 ROSENDE. Vida del Ilustrissimo. p.22. 64 Nassau foi confirmado na noite de 14 de abril quando foram avistadas velas na altura de Itapoã. Além disso, Palafox foi o primeiro a utilizar, segundo pude identificar, a expressão “Arrayal Viejo”, ou Arraial Velho. Trata-se do antigo Arraial do Rio Vermelho mandado construir pelo Bispo D. Marcos Teixeira de Mendonça, durante a Invasão de 1624. Isso ratifica o fato, demonstrado no primeiro capítulo desta tese, de que, ao contrário do que se afirmava, o referido local não estava sediado no atual bairro do Rio Vermelho, mas no atual Largo do Tanque, por onde passava o rio Camurujipe. O trajeto feito pelas tropas nassovianas comprova a localização do arraial porque essas foram desembarcadas na Barra de Pirajá. Dali, a 18 de abril, informa Palafox no quinto parágrafo, os neerlandeses marcharam “por las campiñas, camiño del Arrayal Viejo”. As “campiñas”, não restam dúvidas, trata-se do atual bairro de Campinas de Pirajá. Até hoje existe a Estrada das Campinas, que segue em direção ao Largo do Tanque. 100 Essa estratégia comprova que Nassau conhecia bem os locais que poderiam servir para a defesa de Salvador. Primeiro destruiu o aldeamento do Espírito Santo e, já nas imediações da capital, ocupou a sede do antigo Arraial do Rio Vermelho, que por volta de 1638, não deveria ter mais do que algumas cabanas ocupadas por africanos que fugiam do regime escravista. As tropas de Nassau não demoraram no Arraial e passaram a para a “colina do Padre Ribeiro”, na Soledade. Por isso, o Bairro de Santo Antonio Além do Carmo tornou-se o último ponto defensável pelo norte de Salvador. No sexto parágrafo, a relação de Palafox dá voz a uma mulher, “natural do Brasil”, que ao saber que o seu marido, um oficial militar, havia deserdado seu posto, não lhe permitiu que entrasse em casa, trancando a porta. A referida mulher afirmou “Que no habria puerta a hombre, que tan bajamente habia entregado el puesto que le estaba encargado, y que quando viniera hecho pedazos, por haber sido en defensa de la Religion Catolica, y de su Rey, alegre, y gustosa le recibiera”. O texto descreve o primeiro ataque neerlandês às 20 horas do dia 21 de abril, bem como a utilidade das trincheiras construídas em menos de quinze dias, “acudiendo a la obra los Religiosos, los Clerigos, Estudanties, mugeres, y muchachos con grande conformidad”. Após o fracasso do dia 21, Nassau “hizo um parlamento al Egercito”, prometendo-lhes que não haveria dificuldades em tomar Salvador e que os soldados poderiam ficar com o saque. Nassau precisava conquistar as trincheiras de Santo 100 A estrada das Campinas possui uma bifurcação, as atuais Rua Engenheiro Austricliano e a Avenida Nestor Duarte, que, em seguida, tornam-se novamente uma única via, já nas proximidades do Largo do Tanque. 65 Antonio Além do Carmo, mas dividiu seu exército, mantendo 1600 homens na linha de frente, para tomar a referida trincheira, mantendo o resto na retaguarda, a “cerca de la Casa Quemada”, decerto o atual Largo do Queimado, próximo a Soledade. É excepcional o conhecimento que Palafox demonstra ter do entorno de Salvador, incluído no seu texto os nomes de localidades extramuros, pois que autores espanhóis e portugueses apresentavam grandes dificuldades em reconhecer esses pontos periféricos da urbe. Isso confirma que Palafox teve acesso a escritos elaborados por pessoas que conheciam bem a geografia de Salvador, mas que pouco conhecia do Recôncavo baiano, visto que não o autor se limita a escrever os acontecimentos na capital. Sua fonte deve ter sido algum militar castelhano oriundo do Exército de Pernambuco. Palafox descreve também o segundo e último ataque neerlandês, efetuado às 20 horas do dia 18 de maio, contra as trincheiras de Santo Antonio. Nesse momento as forças em contenda chegaram a um impasse, mas a vantagem geográfica estava com os defensores, em conta dos neerlandeses serem obrigados a se posicionar numa parte baixa, entre a Soledade e o Santo Antonio, precisando escalar um fosso que levava às trincheiras portuguesas. No Santo Antonio estavam o Governador Pedro da Silva, o Conde de Bagnuoli e os contingentes de Luiz Barbalho, Lourenço de Brito, Francisco de Souto, além de outros capitães. Para tentar acabar com o impasse e assumir alguma vantagem, Nassau ordenou que o contingente estacionado em Queimado avançasse. Nesse momento os contingentes dos Sargentos-mores Antonio de Freitas da Silva e Francisco Duarte, junto com o do Mestre de Campo Heitor de la Calce, que retirou suas forças da região das Palmas, saíram pelo Dique e surpreenderam as tropas neerlandesas pelo flanco direito. Essa investida resultou na morte de mais de trezentos neerlandeses. Foi essa batalha que definiu a vitória das “forças católicas”. Ao Conde de Nassau coube retirar seus contingentes para Pernambuco. 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 ANEXO V REGISTROS DAS ENTRADAS NO LIVRO DE TOMBO DA ORDEM DO CARMO DE SALVADOR (1630-1658) 76 Escrituras de Compra e Venda Folhas/ Data Fls. 5 a 6 / 26.07.1636 . Escritura de Venda Fls. 8 a 9 / 09.01.1637 Escritura de Venda Fls. 18 a 19 / 18.04.1644 Instrument o de Carta de Venda de Bens de raiz (escritura pública) Fls. 20v a 21v / 09.11.1648 Escritura de Venda Fls. 30 a 31 / 31.01.1650 Escritura de Venda Fls. 31v a 34v / 26.10.1650 Tipo de Documento Conteúdo Foram os Outorgantes os Padres do Convento do Carmo e o Outorgado, o Capitão Antonio de Brito de Castro. Foi objeto desta transação uma sorte de terras para canas na Pitanga, freguezia de Passé, que lhes coubera pela partilha dos bens deixados por Francisco Sotil de Siqueira a seu filho, Frei Francisco da Madre de Deus. Como constava do formal de partilha, que o referido frade ficara a dever ao seu irmão e a Gaspar de Barros a quantia de seiscentos mil réis, que era o preço de venda da referida terra, foi formalizada assim a quitação da dívida. Foram os Vendedores os Padres do Carmo e o Comprador, Manoel Pinheiro de Carvalho. Foi objeto desta transação uma sorte de terras nos limites de Nossa Senhora do Socorro, a qual lhes coubera por herança do Frade Francisco da Madre de Deus. Estas terras haviam sido adquiridas por Francisco Sotil de Siqueira a Helena d’Argollo. Foram Outorgantes os Padres do Convento do Carmo e o Outorgado Comprador, João Dias, morador na Patatiba. Foi objeto desta transação, uma sorte de terras com canas, havidas por herança do Padre Frei André de Santa Maria, filho de Paulo Fernandes Chaves e de sua mulher, Maria Correa. Foram Outorgantes Vendedores Balthazar de Barbuda e Gaspar Maciel e Outorgantes Compradores os Frades do Carmo. Foram objeto desta transação três léguas de terras sitas nos limites de Serigipe del Rei , local denominado (quatorze ou quinze léguas da cidade de São Cristovão). As terras haviam sido recebidas de herança de Balthazar de Barbuda (Alcaidemor da capitania de Sergipe) por seu sobrinho homônimo e sua sobrinha, Dona Escolastiqua de Sá, mulher de Gaspar Maciel. É importante frisar que as esposas dos vendedores, respectivamente Dona Angella de Menezes e Dona Escolastiqua, não estavam presentes no Convento, criando-se então a necessidade de se fazer um desdobramento desta escritura, denominado “Outorga”, à fl. 21v, na qual as mulheres aceitaram a transação acima. Como as duas não sabiam escrever, assinaram “a rogo de”, pela pessoa de Dona Escolastiqua o seu filho Diogo da Rocha de Sá e pela pessoa de Dona Angella, Francisco de Sousa. Pode-se ler em nota marginal, adjunta ao início da escritura: "Terra dos Palmares". A posse da terra está transcrita à fl. 21v, datada de 14/01/1649, dada ao Frei Domingos de Jesus, irmão e procurador da Ordem. Esta posse difere das outras transcritas no Livro, porque existe um “embargo”. Foram os Outorgantes Vendedores, Balthazar de Barbuda e sua mulher, Dona Angella e Outorgantes Compradores os Frades do Carmo. Foi objeto desta transação uma sorte de terras nos limites de Sergipe del Rei, local denominado Lagartos, nas cabeceiras das terras que haviam sido do Bispo Dom Constantino Barradas, advindas por herança de seu tio, pelo preço de oitenta mil réis pagos em novilhas, a serem entregues nos currais do Piogui. A ausência da esposa de Balthazar de Barbuda, também Outorgante Vendedora, criou a necessidade de se fazer a “outorga”. Foram os Outorgantes Vendedores João de Barros Cardozo e sua mulher, Dona Brites de Lima de Barros e os Outorgantes Compradores os Frades do Carmo. Foi objeto desta transação uma data de terras e seis sítios de currais, sitos entre os rios de São Francisco e de Sergipe del Rei, começando do Rio Japaratuba, na Barra Doce, junto ao mar, a saber: Sítio do Catu, Sítio de Santa Izabel, Sítio em que “esteve o Silveira”, Sítio de Suasubponima, Sítio dos Triupares dos Tapujas, Sítio do Ipioqua. Há uma nota marginal posterior, adjunta ao início da escritura, onde está escrito: "Sta Izabel no Rio de S.Francisco; escritura é do Silveira". Sendo a Outorgante Vendedora, Dona Brites, menor de vinte e cinco anos de idade, houve “suprimento do juiz ordinário” isto é, foi preciso uma intervenção do juizado de menores para autorizar a venda de patrimônio de menor. O traslado da sentença do Juiz Ordinário, Capitão Cosmo de Sá Peixoto, está transcrito às fls. 35 e 35v, na qual se lê que foi nomeado o Licenciado 77 Escritura de Venda Fls. 46v a 50 / 30.04.1652 . Traslado da Escritura de Venda Fls. 62 a 65 / 16.10.1653 Escritura de Venda Fls. 66 à 69 / 26.03.1658 Gaspar de Brito da Silva, como curador da menor. Segue-se, à fls. 36 e 36v, a reprodução da posse dos sítios, onde se constata a existência de uma igreja dentro das terras adquiridas: Eu tabaliam tomey pella mão aos ditos Religiozos E lhes mostrey a terra e por Ella pasearam E com os olhos por onde nam podiam chegar E foram as lagoas e Rios E beberam agua delles E lavaram as mãos Em sinal de senhorio E foram à igreja de santa Izabel E selebraram missa nella Entrando para dentro E saindo para fora.101 Foi o Vendedor, Pero de Abreu de Lima e os Compradores, os Padres do Carmo. Foram objeto desta transação três léguas (pouco mais ou menos) de terras, sitas no Rio Pochim, em Sergipe del Rei, que seriam: toda a terra que se achasse da Estrada Real, que vinha de Penedo, pelo sertão para Sergipe para baixo, até a lagoa que ficava por detrás da casa em que vivera Antonio das Neves. Pero de Abreu de Lima recebeu essa terra em doação de sua sogra, Dona Guiomar de Mello, cujo traslado está transcrito a seguir às fls. 48 e 48v. Há uma nota marginal posterior adjunta ao início da escritura: “Terra de Sergipe”. Logo em seguida, consta a transcrição de uma Escritura de Ratificação e Aprovação de outro e Obrigação (fls. 48v a 50) , datada de 18/10/1650, feita no Colégio dos Padres da Companhia, tendo como partes: João de Barros Cardozo, representando, por procuração adiante transcrita (fl. 50 e 50v) , sua mulher Dona Brites de Lima; Pedro de Abreu de Lima e o Reverendo Padre Reitor do dito Colégio, Joseph da Costa. Mediante este documento é ajustado um acordo entre essas partes, referente à legítima da mulher de Pedro de Abreu e Lima, Dona Mariana, herança recebida de seu pai Antonio Cardozo de Barros. A posse da referida terra está transcrita às fls. 61 a 61v. Foi o Outorgante Vendedor João de Barros Cardozo, em seu nome, e como Procurador de sua mulher Dona Brites de Lima de Barros. Foram os Outorgantes Compradores os Padres do Carmo. Foram objeto desta transação quatro sítios de currais, a saber: Ponte dos Mangues, Agaratuba, Perauna e da Barra, entre os rios Japaratuba e São Francisco, em Sergipe. Segue-se o auto de posse (fls. 65, 65vº), datado de 1653 (sem complemento da data), no qual é mencionado que o Prior, Frei Lourenço do Espírito Santo, e um seu escravo tomaram a posse das terras: "...e tomey terra e erva e Ramos e lhe meti na mão ao dito Reverendo Padre Prior, o qual por hum escravo seu mandou tosar e cortar e cavar o que tambem fez por suas proprias mãos dizendo em altas vozes”... São várias as notas marginais posteriores, adjuntas a esta escritura: 1 – terras do Rio de S. Francisco; 2 – o Sitio Pareauna e o Sitio da Barra chamado Saramenho, foram vendidos a Alfredo Leite Martins , em 2 de Abril de 1909, sendo o Tabelião Nemésio Diógenes; 3 – os sítios Ponte dos Mangues e Garatuba foram vendidos em 8 de maio de 1911, a Manoel Gonçalves sendo o Tabelião Nemésio Diógenes. à fl.65 : Vendidas em 1911, vide fls. 63 e 64. Foi o Vendedor João de Barros Cardozo, em seu nome e como procurador de sua mulher, Dona Brites de Lima de Barros e como Compradores os Padres do Carmo. Foi objeto desta transação uma fazenda de canas em Jacaracanga, havida por herança de Cristovão de Barros, bisavô de Dona Brites. Além do pagamento estipulado (doze mil e quinhentos cruzados), havia um encargo real, abaixo transcrito, que eles passavam aos compradores: ... encargo real que elles vendedores seram obriguados a dar pera o Engenho de Cornubuçu tanto que a cana da dita fazenda estiver de vez, e sazoada pera se cortar, duas tarefas dellas cada semana pera se moerem no dito Engenho, E nelle vendedor como direito senhorio do dito engenhose obrigua a que a pesoa que estiver nelle moerá e fará as ditas duas tarefas de cana da dita fazenda cada somana no dito engenho, com pena e obriguação que o que faltar por sua parte a Senhores elles compradores como a pesoa que estiver no dito engenho de não cumprir esta obriguação e encargo real, pagara ao outro toda a perda e dano que por essa causa lhe dere toda a mais cana que sobrar aos compradores 78 Escritura de Venda Fls. 71 a 72v / 15.05.1660 Escritura de Partido, Entrega e Obrigação Fls. 17 a 17v / Escritura de Doação Fls. 45v a 46v / 04.12.1638 . Quitação Fls. 2 e 2v / 09.10.1628 Quitação Fls. 3 a 3v / 21.02.1630 Quitação Fls. 13 a 14 / 07.05.1639 Quitação Fls. 13 a 14 / 07.05.1639 Quitação, composiçã o e obrigação Fls. 16 a 16v / 20.09.1635 26.10.1635 tiradas estas duas atarefas poderão livremente moer nos engenhos que lhes pareser E quiserem... Consta também da escritura que os Padres poderiam colocar vinte bois para pastar no pasto de Jacaracangua, e que poderiam tirar das matas toda a madeira que precisassem para fazerem “casas de vivenda da dita fasenda, senzallas dos negros, estacaria e varame pera as sercas e pêra consertos de carros rodas ou vejos”. Assina a escritura, entre outros, o Licenciado Manoel Correa Ximenez, como curador de Dona Brites, menor de vinte e cinco anos. A seguir, às fls. 69 a 70 vº, encontramos o traslado da sentença de licença e decreto Judicial para a autorização da venda acima. O Curador, nomeado pelo Juiz dos Órfãos , Sargento-Mor Antonio Pereira, aceitou a alegação de João de Barros Cardozo e sua mulher de estarem muito endividados, e autoriza a venda em 18.03.1658. Há uma nota marginal posterior: Terra de Jacaracanga. Foi o Outorgante Vendedor Miguel Pacheco de Britto e sua mulher, Maria Rangel do Rego e foram Compradores os Religiosos de Nossa Senhora do Carmo (está no Livro de Notas do tabelião Martim de Sá Sotto Mayor, à fl.76. Foram objeto desta transação quarenta e duas braças e meia de terras, junto à horta dos padres, por baixo do muro do Convento, que receberam de herança de seu pai e sogro, o Licenciado Manoel Pacheco de Sousa, por vinte e cinco mil réis, pagos à vista em moedas de prata “das correntes neste Reino”. Foi Outorgante o Convento do Carmo, e o Outorgado Francisco Ramos, residente na Capitania de Sergipe del Rei. Os padres haviam recebido de herança de Antonio Guedes uns currais de gado ( trezentas e sete fêmeas, vinte e quatro bezerras e uma prenhe e três cavalos mansos) onde estão os negros Paulo, sua mulher Catarina, Pedro Malabar e sua mulher Luzia e seus filhos. Davam de partido ao Outorgado ao “quinto das multiplicações que houver, com a condição de entregar tudo vivo ao fim de cinco anos”. Esta foi lavrada no Cartório de Francisco Ramos, Liv. 13, fl. 72vº. Doação que fez Luzia de Goes ao Convento do Carmo, para as obras de sua Igreja, datada de 04/12/1638, de duas mil braças de terra nos campos denominados Cururuipe. D. Luzia era irmã de Nossa Senhora do Carmo e, como suas três filhas já haviam recebido seus dotes e a Igreja do Carmo estava com muitas despesas, ela doava as terras, com a condição dos padres rezarem, a cada ano, uma capela de missas. Quitação, tendo como Outorgante os Religiosos do Carmo e como Outorgado, Antonio Gomes, morador no Trocifal. Este devia ao Convento trezentos e cinqüenta mil réis, como herdeiro de seu irmão Nuno Franco Calvo. Quitação, tendo como Outorgante os Religiosos do Carmo e como Outorgado Domingos Alves Serpa. As casas em que residia Domingos na Rua de São Francisco, foram adquiridas ao Convento, por trezentos e cinqüenta mil réis, pagáveis em duas prestações, já quitadas. Quitação, tendo como Outorgantes os Religiosos do Carmo e como Outorgada, Dona Catherina de Sousa. Pelo falecimento de Eusebio Ferreira, o Convento herdou “as legítimas” do Frei Jeronimo de Sousa e Frei Francisco de Sousa, seus filhos em partilha com Dona Catherina. Total: r$ 900.356. Quitação e obrigação, tendo como Outorgantes os Frades do Carmo e como Outorgado Manoel Pinheiro de Carvalho, referente a terras nos limites de Nossa Senhora do Socorro, herdadas de Frei Francisco Sotil e a ele vendidas. Quitação, composição e obrigação, tendo como Outorgante Manoel Lucas e sua mulher, Brites João e seu genro, Domingos Mendes, referente às partilhas amigáveis dos bens deixados por D. Brites ao Convento, através de Frei Manuel Luis. Bens recebidos pelo Convento, no valor de oitenta mil e novecentos réis: 1 – duas peças de escravos de Guiné, por nomes João e Maria Arsequa;2 – sete vacas, seis com filhos ao pé de dois meses, e uma vazia; 3 – um “lambel” e dois “lansões” (uma colcha e dois lençóis); 79 Quitação Fls. 53v a 54v / 20.06.1652 Completar-se-ia o legado ao Convento, quando do pagamento da dívida de Antonio Cardozo de Barros e Mateus Nunes, pois quando fossem cobradas, dariam parte ao Convento, como herdeiros que eram. Quitação, sendo Outorgante João de Barros Cardozo e os Outorgados, os Religiosos do Carmo. Quitação do pagamento referente à compra das terras de pastos no Rio São Francisco, Capitania de Sergipe del Rei ( escritura mencionada no item 5 do capítulo Escrituras). Há duas notas posteriores, adjuntas ao início da quitação: 1 – a mais antiga: “terras do Rio de S.Francisco compradas por 9 mil cruzados e sem mil reis”. 2 – a mais recente: “Vendidas em 1911 - Vide fl. 32”. 80 ANEXO VI CARTAS GEOGRÁFICAS Ilustração 1 Recôncavo Baiano 81 Ilustração 2 Península de Itapagipe 82 Ilustração 3 Urbe 83 Ilustração 4 Barra de Santo Antônio 84 Ilustração 5 Arraial do Bispo 85 IMAGENS Ilustração 6 Pietro da Cortona (Pietro Berrettini, Cortona 1597 - Roma 1669). Ritratto di Urbano VIII, 1627 ca., Olio su tela, cm 199 x 128. Sala Pietro da Cortona, inv. PC 153. 86 Ilustração 7 O Provincial Domingos Coelho e o Governador Geral cativos em 1624. 87 Ilustração 8 Planta das Aldeias do Espírito Santo e de São João 88 Ilustração 9 A Descrição da Baía de Todos os Santos por Alardo Popma em 1625 89 Ilustração 10 Anonimo madrileño, Padre Lope de Vega, siglo XVII. Madrid, Casa Museo Lope de Vega. Autor de El Brasil Restituído. Ilustração 11 Padre Antonio Vieira 90 Ilustração 12 D. Juan de Palafox y Mendoza- Autor da Relacion de la Vitoria qve Alcanzaron las Armas Catolicas em 1638. 91 Ilustração 13 Detalhe do Painel da Segunda Batalha dos Guararapes. Representação de Frei Luiz dos Arraiaes. Ilustração 14 Detalhe do Painel da Segunda Batalha dos Guararapes. Representação de Frei João da Ressurreição (o Poeira). 92 93 Ilustração 15 O Manuscrito da Expedito Brasilica do Padre Francisco de Santo Agostinho Macedo. Real Academia de Historia de Madrid, Collecion Jesuitas. 94 Ilustração 16 O Lucideno de Fr. Manoel Calado e o Castrioto de Fr. Rafael de Jesus 95 Ilustração 17 Sermões de Frei Bernardo de Braga, O. S. B. 96 Ilustração 18 Os Elementos Mathematicos do Engenheiro jesuíta Padre Ignacio Stafford, publicado em 1634. 97 Ilustração 19 Maurício de Nassau: Qua Patet Orbis Ilustração 20 A Chronica da Companhia: Unus Non Sufficit Orbis 98 Ilustração 21 Planta do Seminário da Bahia em 1621 99 Ilustração 22 Representação de Santo Antonio em Sermão pregado na Bahia no século XVII Ilustração 23 Detalhe de Intercessão Celestial na Batalha dos Guararapes 100 Ilustração 24 Mapa do desembarque neerlandês na península de Itapagipe em abril de 1638 101 FONTES MANUSCRITAS Coleção do autor Documento Autor/Período CARTAS do Padre Antonio Vieyra da Companhia de Jesus. 73 Padre Antonio folhas. Datadas do período compreendido em 1647-1697. Com Vieira / 1647 - ex-líbris de Salvador de Mendonça. Códice do século XVIII que 1697 Localização ___ deve ter pertencido à família real, contendo cartas inéditas. Arquivo Geral de Simancas Secretarias Provinciales – Portugal Localização ___ Documento Livro 1477 Autor/Período (1631) ___ Livro 1478 (1635) ___ Livro 1527 (1631) ___ Livro 1583 (1636) Arquivo da Ordem do Carmo – Belo Horizonte - MG Localização Documento Autor/Período Frei José ___ LIVRO de memórias da Província Carmelitana da Bahia Libório de Santa Thereza, O.C. / 1798 ___ LIVRO de várias notícias e clarezas do Convento do Carmo s.I / s.d. Frei André Prat, ___ CADERNO de apontamentos de Frei André Prat, O.C. O.C / s.d. (século XX). 102 CATÁLOGOS ou Ordem Chronológica dos Superiores maiores ___ do Carmelo Bahiano desde sua fundação até o presente (1580 1936) 1o Livro do Tombo do Mosteiro de Nossa Senhora do Carmo da ___ Frei André Prat, O.C / s.d (século XX). Vários / a partir de 1649. Bahia 2o Livro do Tombo do Mosteiro de Nossa Senhora do Carmo da ___ Vários Bahia Arquivo da Ordem Terceira do Carmo da Bahia Localização Documento Autor/Período ___ LIVRO 1 de entradas e profissões de irmãos. 1636-1696 Vários / a partir de 1636. Arquivo Nacional da Torre do Tombo Inquisição de Lisboa – Cadernos do Promotor Localização ___ ___ ___ ___ Caderno / Período Caderno 15 (1632-1637) Caderno 18 (1628-1639) Caderno 19 (1634-1642) Caderno 29 (1641-1648) Livro Livro n. 216 Livro n. 219 Livro n. 220 Livro n. 228 Inquisição de Lisboa – Papéis Vários Localização Livro ___ 7325 Período (1617) Cartório Jesuítico Localização Documento Autor / Período Maço 70, Carta do Padre Manoel do Couto ao Padre COUTO, Manoel do / Documento 91. Estevão de Castro. 2 folhas Pernambuco, 103 07/12/1624 VIEIRA, Antonio; VASCONCELLOS, es Maço 19, Documento 12 o Compromiço entre os P. do Coll. da Simão de; CUNHA, Baya, e o Coll.o de S. Antão sobre a Nuno da; demanda, q trazem da terça do gouernador BARRADAS, Men de Sáa Antonio. / Lisboa, 16/06/1642 o [Lisboa, c.1642]. “Rezões do Coll. de S. to Antão”. Autoria do Padre Antonio Maço 16, Doc. 29. Barradas. (Excelente resumo das sentenças do Século XVII sobre o engenho com 24 folhas). Maço 46, Doc. 10, fl. 115. [Madrid, 1631]. “Treslado da prouizão que se pede.” Códice com 258 Folhas. Maço 46, Doc. 10 , fl. 23v e 24. [Bahia, 16.10. 1631 à 26.11.1634]. “Auto de diligencias E medissão que fes o Doutor Miguel Cisne de faria a Requerimento do Padre francisquo de Arauio, nas terras que fiquarão Da condessa de Linhrares em que são partes os Reuerendos padres de sancto An tão da cidade de Lx.a.” Maço 46, Doc. 10 , fl. 23v e 24. [Bahia, 27.09.1631]. “Embarguos do P.e fran.co Darauio”. Maço 46, Doc. 83 Maço 31, Doc. 1 , fl. 2v [Bahia, 1638]. “Carta do Padre Sebastião Vaz ao Padre Diogo Cardim. Bahia” Lisboa, 23.03.1647]. “Petição de Revista do Reytor e P.es da Companhia de IESU do Collegio de Santo Antão desta cidade contra o Prouedor E Irmãos da caza de Mya da cidade do Saluador da Bahia de todos os Santos”. (Códice com mais de 700 folhas). Cartório da Província de Santo Antonio Localização Documento Maço 18, Estatutos pera o Brasil feitto no capitolo de Autor / Período CARNOTA, Fr. Documento 16. fr. Gaspar de Carnota. 1610 Gaspar de / 1610 Sentença de Limpeza E habilitação do Ir. Fr. Maço 18, Documento S/n. o Pedro de s. Paulo Diversos / 1639 104 Maço 18, Documento 20 Maço 18, Documento 8 (outra via: Documento 96) Maço 18, Documento 9 (outra via: Documento 95) Treslado das prouizois del Rej do q se manda dar aos Custodios do Brasil por onde se Lisboa, 23/07/ 1590 podem buscar no liuro do Resisto. Luis de melo pinto Capitãode hũa cõpanhia de imfantaria do terso do mestre de Campo Luiz Barbalho bezera por sua mgde ett. Salvador, 18/05 /1640 a An.to jacome Bezerra capitão de hũa companhia de imfantaria espanhola do terso Salvador, 19 /05/1640 tre do m de campo dom urbano doũmada por sua mgde ett.a Maço 18, Documento 10 (outra via: Documento 93) Fran.co Tejxeira cappam de hũa cõpanhia de imfantaria espanhola do terso de portugual Salvador, 29 /05/1640 ajudante de tenente de mtre de campo gueneral he serguento mor do Rio grande por sua mgde ett.a Maço 18, Documento 11 (outra via: Documento 94) Cristouão de Barros Rego cappam de hũa de hũa (sic) cõpanhia de imfantaria do terso do Salvador, 17/06/1640 mtre de campo Luiz Barbalho bezera por sua mgde ett.a Maço 18, NiColao aranha pacheco cappam de hũa Documento 97 companhia de imfantaria espanhola do terso Salvador, 24/05/1640 de portugual por sua mgde ett.a Maço 18, Documento 98 Filipe prra de freitas capitão de hũa cõpanhia de piquas de imfantaria do terso do mtre de Salvador, 23/ 05/1640 de campo Luiz Barbalho Bezera por sua mg ett.a Maço 18, Documento 99 Ago Barbalho bezerra capam de hũa cõpanhia de piquas de imfantaria espanhola do terso tre Salvador, 25/05/1640 ra do m de cãpo Luis Barbalho bez por sua mgde ett.a João de Sousa falcão Caualr.o profeso da Maço 18, Documento 100 ordem De xpõ Capp.am da em fantaria Espanhola por sua mgde do terco Do mestre Salvador, 29/05/1640 De Campo Dom fernando ett.a Maço 18, Salvador, 20/05/1640 105 Documento 101 Atilano gliz de orelhon capitão de arcabuzeiros da imfantaria espanhola do terso do mtre campo Luis barbalho Bezerra por Cuia ordem uim exersitando ho carguo de sargento mor por cãpanha Inimiga Maço 18, Documento 102 (Outra via: docuemnto 103) Manoel de fransa de castro capitam de hũa companhia de Arcabuzeiros do terso do m.tre Salvador, 16 /05/1640 de campo fernam da silura p sua mgde ett.a Po caualgante de albuquerq fidalguo de sua Maço 18, Documento 104 mg.de cap.am de hũa cõpanhia de imfantaria espanhola do terso do mtre campo Luis Salvador, 28/05/1640 barbalho bezerra p sua mgde ett.a Maço 18, Documento 105 Certificamos nos os aBaixo hasinados ho gor Luis Barbalho Bezerra tenente g.l An.to de freitas da silua sarg.to mor Andre uidal de Salvador, 25/ 05/1640 nigreiros he mais capitões q neste exersitoda gte de guerra asistimos na defensa desta praça da bahia Maço 18, Documento 15 Treslado do q se pede Belém, 09/07/1693 Chancelaria da Ordem de Cristo Localização ___ Documento Livro 12 ___ Livro 18 ___ Livro 22 ___ Livro 23 ___ Livro 24 ___ . Livro 26 ___ Livro 27 ___ Livro 28 ___ Livro 34 ___ Livro 35 ___ Livro 36 ___ Livro 38 ___ Livro 41 ___ Livro 63 Período Consultas Mixtas 106 Localização Documento Livro 1° de Consultas Mixtas ___ Período (1643-1646) Mesa de Consciência e Ordens Localização Documento Mesa de Consciência e Ordens. Livro 26 ___ Mesa de Consciência e Ordens. Livro 28 ___ Mesa de Consciência e Ordens. Livro 29 ___ Mesa de Consciência e Ordens. Livro 30 ___ Mesa de Consciência e Ordens. Livro 31 ___ ___ Mesa de Consciência e Ordens. Livro 33 Mesa de Consciência e Ordens. Livro 34 ___ ___ Mesa de Consciência e Ordens. Livro 35 Período (1618-1624) (1623-1625) (1625-1627) (1625-1630) (1628-1630) (1634-1637) (1636-1640) (1637-1638) Arquivo Público do Estado da Bahia Seção Colonial e Provincial Livros Documento Período 255 Provisões Reais (Provisões Seculares de Ofícios, ordens de sua Majestade e dos Governadores Gerais deste Estado e Provedores Mores da Fazenda). 2° Livro de Registros 1625-1635 256 Provisões Reais – Não consta o número do livro de registros s/d 257 264 1 Provisões Reais (Provisões Seculares de Ofícios, ordens de sua Majestade e dos Governadores Gerais deste Estado e Provedores Mores da Fazenda). ° Livro de Registros Provisões – (Provisões, petições, alvarás, requerimentos, carta – fiança, proposta,cartas de sesmaria, registro, ordens,posses, patentes, numbramen-tos, portarias, despachos, etc). 1° Livro de Registros. Livro Primeiro de Ordens Régias 1654-1664 1625-1642 1642- 1697 107 Arquivo Municipal de Salvador Livros 122.1 122.2 125.1 125.2 125.3 Documento Provisões e Portarias Provisões Reais Provisões do Governo e Senado (Cópia do Século XIX) Provisões do Governo e Senado (Cópia do Século XIX) Provisões do Governo e Senado (Cópia do Século XIX) Período 1624-1642 1626-1642 1642-1648 1642-1657 1649-1656 Arquivo da Santa Casa de Misericórdia da Bahia Livros Documento Período 1 Livro Primeiro do Tombo, vol. 40 1629-1652 Livro Segundo do tombo, vol. 41 1652 -1658 5 Livro Primeiro de Acórdãos, vol. 13 1645-1674 199 Livro de Contas Antigas das Instituições 1638 -1773 266 Livro dos Segredos, vol 195 1679-1809 2 Arquivo Histórico de la Província de Toledo de la Compañía de Jesús Localização Estante 2: Caja 88. Legajo 868.1 Estante 2: Caja 88. Legajo 846 Autor/Período Documento Relato anônimo de la jornada de Brasil de 1625, [S.I]. / escrito probablemente por uno de los que iban em 1625 la armada de D. Fradique de Toledo Copia de dos cartas del padre jesuíta Ignácio STAFFORD, Pe. Monforte a otro padre. La primera trata sobre su Inácio, S.J. / viaje a Brasil em compañia del marqués de Montalvo, la segunda, de la victoria del marqués 18/08/1640 sobre sus enemigos 108 Arquivo do Mosteiro de São Bento da Bahia Localização Documento Dietário das Vidas e Mortes dos Monges da Bahia Autor/Período Vários / 1776 Arquivo Secreto do Vaticano Localização Documento ___ Autor/Período Bispo D. Pedro da Relação Ad Limina Silva e Sampaio (Petrus a Sylva) / 1642 Segr. Stato, Portogallo, lv. 21, fl. 158 Nunziatura Portuguesa Carta do colector em Lisboa para a secretaria de Estado, em Roma, Pretende-se novo D. Miguel Soares acrescentamento do real d'água, para a recuperação Pereira. de Pernambuco. Refere o descontentamento de clero e nobreza por se colocarem estes impostos, e Lisboa, Julho de 1632. depois o dinheiro não ser gasto para o fim que os justificou. Códice 23 (1630) Arquivo da Universidade de Coimbra Localização Dep. V, 3ª sec, Armário Dep. V, 3ª sec, Armário Acordãos do Cabido Documento Carta de Filipe IV ao Cabido de Coimbra: o bispo de Viseu, nomeado para Coimbra, fez serviço ao rei de 4 mil cruzados dos caídos das rendas deste bispado, para ajuda das despesas da armada que se está a preparar para a restauração da cidade da Baía; Carta de Filipe IV ao Cabido de Coimbra dando conta que uma armada holandesa aportou no Brasil e tomou Pernambuco, o que obriga a que rapidamente e com a força necessária se recupere o perdido. Em resposta a carta do monarca pedindo ajuda para a restauração do Brasil, o Cabido de Coimbra assenta que se peça ao clero do bispado a dita ajuda. Autor/Período Assinada por D. Diogo da Silva e D. Diogo de Castro Coimbra, 16.10.1624 Coimbra, Junho de.1630 Coimbra, 17.07.1635 Actos e graus, vol. 18, 3º cad., fl. 65, IV/I- D. Pedro da Silva de Sampaio D,1,1,18 109 Sermões do Padre Antonio da Sylva do Cabido da Bahia _ Padre Antonio da Silva Arquivo da Sé de Évora Caixa CEC, 13-XXI, fl. 196v Documento Assento em resposta a carta do monarca pedindo ajuda para a restauração do Brasil. O Cabido de Coimbra assenta que se peça ao clero do bispado a dita ajuda. Autor/Período Évora, 09/12/1634 Biblioteca da Ajuda Autor/Período Documento Carta de El- Rei mandando consultar o Desembargador do Paço, sobre uma petição de Luis Lobo, Procurador da Companhia á 51-VI-I Fl. 08/ 08/ 1613 cerca de se lhe receber pelo Escrivão das Confirmações o 131v privilégio tocante aos Religiosos da Província do Brasil sem embargo do tempo que se havia passado para registrar. Carta de El- Rei em resposta a uma consulta do Desembargo do Paço, sobre a pretensão que o Provincial da Companhia do Estado do Brasil e os Reitores dos Colégios e casas e Residências 51-VI-I Fl. dele, tem de que se lhes aceitem nas confirmações os Privilégios 16/ 10/ 1613 143v tocantes aos ditos Religiosos, sem embargo de ser passado o tempo em que os haviam de apresentar, em que diz a dúvidas de Rui Dias de Meneses foi bem posta e o Desembargo não deverá ordenar que os ditos Privilégios se recebam Assento em que o governador do Pará dar conta da necessidade que havia de Missionários e que El-Rei mandou à Mesa da 51-V-48 26/ 07/ 1621 Consciência que consultou que enviasse Padres da Companhia e Fl. 52v Antoninos à custa dos dízimos, pois os Papas os deram por este respeito e com esta condição aos Reis de Portugal. Relação dos Fidalgos q vão embarcados na Armada que vai de 51-III-49 socorro ao Brasil 1624 Fl. 61v a 70, in 4.o Localização 51-V-48 Fl. 54v 51-VII-44 Fl. 399 51-IX-12 Fls. 151185 Assento sobre a resolução que tomou a Mesa da Consciência, de aggradecer a El-Rei o pio afecto do que escreveu para que se ordenasse aos governadores do Brasil e Ultramar, procurassem castigar e evitar os pecados públicos e escandalosos. Relação dos Navios gentes de mar e guerra, provisão de mantimentos, artelharia e munições com q foi provida a Armada q se aprestou pera a restauração da Bahia, de que he Capitão geral Dom Manuel de Meneses, que partiu em 22 de Novembro de 1624. É EM FORMA DE MAPA, FOLHA GRANDE. Capítulos de uma Relação que dizem respeito à Armada do Brasil e Restauração da Baía 24/ 10/ 1624 22/ 11/ 1624 1625 110 51-VI-22 Fls. 278 51-III-49 Fls. 59 a 61 54-XI-26 Fls. 1-7 (n.o 3) Cédula de Felipe IV confirmando os privilégios dos Jesuítas de não pagarem direitos do que exportassem para o Brasil, para uso das suas casas. IMPRESSA Lembrança das primeiras caravelas q forão de socorro a Pernãobuco, antes da partida da Armada e das pessoas que levarão por capitães, tpõ em q partirão, gente de guerra que levarão e da pólvora e monição q foi nellas pera seu provim.to 49-X-10 Fls. 143 49-X-10 Fls. 148148v 51-VI-33 Fls. 154155v 51-X-1 Fls. 12v 51-X-1 Fls. 64v Lisboa, 01/08/1625 Enformassão da Capitania dos ilheos dada por An.to Simõis procurador da snr. Dom João de Castro, Snr. Dela 06/12/1625 Carta de El-Rei ordenando se consulte o Rei das Armas, sobre a pretensão que Manuel Dias de Andrade, tem de que se lhe dê por 51-VIII-22 timbre de Armas a Imagem de Nossa Senhora da Conceição, em Fls. 26-26v memória do sucesso que teve no Galeão Santa Isabel da Armada da Coroa na jornada da Baía. 49-X-10 Fls. 136 Madrid, 29/04/1625 Relação e Recenciamto de toda a gente de guerra do terço do Mestre de Campo Dom Vasco Mascarenhas q de presidio asistem na cidade da Bahya do Brazil e outras praças agregadas a elle, em que se acharão 887 praças na mostra geral q se fez em 22 de junho de 1629, conforme a lista q mandou tirar o Provedor Mor Fran.co Soares daBreu dos cadernos da matrícula e livros dos Registos, pellos coais E pella Reformação q fez o G.dor Geral Dioguo Luis de Oliveira, em último dagosto de 627, por carta de S. Mag. De 12 de junho de 626 Vence o sobredito presidio por mês e por Anno Despacho (cópia do último) que Francisco Soares de Abreu, Provedor-mor da Fazenda, deu na causa do Reverendo Cabido da Santa Sé da cidade da Baía, para se poder fazer folha para que haja pagamento dos ordenados de seus benefícios Carta de Francisco Soares de Abreu a S. Mag. tocante a perda do livro dos Registros das Provisões de Ordenados dos Ministros Eclesiásticos, pelas quais se faziam as folhas e se perderam na ocasião da tomada dos Holandeses e por essas razões se fizerão novos e se mandou que todos apresentassem suas Provisões. E por ser informado que o Cabido não trata de satisfazer o despacho, mas sim de excomungar por o obrigar ao referido, pede a S. Mag. mande remediar esta desavença. Memoria de como se puedem fabricar en el Brasil 68 galleones de mil toneladas cada uma Carta de El-Rei sobre o empréstimo de quinhentos mil cruzados, para se reformar a Armada de cinqüenta galeões de ambas as Coroas, para a Restauração de Pernambuco 11/01/1628 22/06/1629 Bahia, 14/11/1629 Bahia, 08/01/1630 e 01/12/1630 Madrid, 15/04/1630 21/05/1631 Carta de El-Rei ordenando se diga ao Bispo do Brasil, que trate de embarcar para aquele estado. 25/05/1631 111 51-X-1 Fls. 186v 51-X-1 Fls. 187 51-X-1 Fls. 251v252 51-X-1 Fls. 92 51-X-1 Fls. 268 Carta do Governo de Portugal a S. Mag. sobre o empréstimo dos quinhentos mil cruzados para o apresto da Armada do Brasil. Carta do Governo de Portugal a S. Mag. sobre a petição que o Bispo eleito do Brasil fez acerca da mercê de 200$000 rs de pensão nos bispados vagos Consulta do Conselho de Estado para S. Mag. em que comunica ter visto a relação que fez o capitão Antonio da Cruz, da jornada da Armada de D. Antonio Oquendo e do sucesso da peleja que teve com o inimigo, e carta do governador da Baía Diogo Luís de Oliveira em que dá conta da gente que ali deixou D. Antonio e que Matias de Albuquerque avisou do intento de o inimigo se querer ir fortificar no Morro distante dez léguas e em Taparica, e a do sargento-mor Francisco Serrano em que avisa as companhias que ficaram na Baía e do que vão a Pernambuco. Com o parecer do Conselho Carta de El- Rei sobre a pretensão que os Familiares do Santo Oficio têm de serem escusos por privilégios do empréstimo de quintos mil Cruzados, mandando que se lhes faça ver que o privilégio de que se trata não fala nos termos do caso presente e que quando o compreenda é de tal qualidade o empréstimo e forçoso para a conservação do Reino e suas conquistas que se pode derrogar. Carta do Governo de Portugal a S. Mag. sobre se ter ordenado ao Bispo eleito do Brasil que trate de embarcar com toda a brevidade com o destino àquele Estado para acudir ao governo da sua Igreja que há muito tempo está sem prelado Lisboa, 06/09/1631 Lisboa, 20/09/1631 Lisboa, 15/11/1631 19/11/1631 Lisboa, 29/11/1631 Sobre a cobrança dos donatiuos ecleziasticos 51-X-1 Fls. 309v310v 51-X-2 Fls. 154 51-X-2 Fls. 14v15v 51-X-2 Fls. 26-26v 51-X-2 Fls. 234v235 28/12/1631 Consulta do Desembargo do Paço a S. Mag. sobre o Bispo eleito do Brasil que pede-se lhe entregue, sob fiança, tudo o que consta que se deva a Mitra daquele Bispado, com o paracer dos Governadores Lisboa, 17/01/1632 Carta de El- Rei acerca das diligências que o Agente de Roma, Dom Miguel Soares Pereira avisa ter feito com S. Santidade tocante à graça do socorro de Pernambuco. 22/01/1632 Carta de El-Rei respondendo a uma consulta do Desembargo do Paço, sobre o que pede o Bispo eleito do Brasil acerca da demanda que traz pelos bens que pertencem à Mitra daquele Bispado, em que manda que a causa corra breve e sumariamente para o Bispo se embarcar e não haja ocasião de se deter mais tempo Carta do Governo de Portugal a S Mag. sobre o que respondeu o Coletor ao que se lhe disse da parte de S. Mag. acerca de escrever a S. Santidade, e favor da graça para o socorro de Pernambuco. 04/02/1632 Lisboa, 28/02/1632 112 Carta de El-Rei sobre o se embarcar o Bispo do Brasil em Companhia do socorro que se envia àquele Estado 51-X-2 Fls. 63v-64 16/03/1632 51-X-2 Fls. 64 Carta de El- Rei sobre o que respondeu o colector acerca de escrever a S. Santidade em favor da graça para o socorro de Pernambuco 51-X-2 Fls. 285 Consulta do Conselho da Fazenda a S. Mag, sobre o pedido dos testamenteiros do Bispo do Brasil, D. Miguel Pereira, quererem se lhe paguem os mil cruzados que se tinha feito mercê para pagamento das dívidas do Bispo. Com o parecer dos Governadores 27/03/1632 Carta do Governo de Portugal a S. Mag. sobre o Bispo eleito do Brasil não ter partido para aquele Estado, por ainda não haver recebido as Bulas para se poder sagrar. Lisboa, 17/04/1632 Carta de El-Rei mandando informar o Bispo di Brasil, Pedro da Silva, que por enquanto não há lugar de se lhe deferir a pensão e ordenando que embarque para aquele Estado na primeira ocasião que se ofereça, por assim convir ao serviço de Deus. 21/04/1632 51-X-2 Fls. 298298v 51-VI-4 Fls. 93 16/03/1632 51-X-2 Fls. 108108v Carta de El-Rei sobre a resposta que deu Pedro da Silva de Sampaio, Bispo eleito do Brasil, acerca de se haver de embarcar, e pretensão que tem de ser provido de alguma pensão eclesiástica, mandando se lhe dê toda a pressa e se faça ver e consultar nos tribunais as petições, para que chegando as outras de não detenha uma só hora por nenhum respeito 51-X-4 Fls.130130v Consulta do Conselho da Fazenda a S Mag. sobre a pretensão do Bispo do Brasil em querer quando a guerra acabar naquele Estado continuar com a obra da Sé da Baía. Com o parecer do Conde Governador 51-X-4 Fls..130v131 Consulta do Conselho da Fazenda a S. Mag. em que D. Pedro da Silva de Sampaio Bispo eleito do Brasil, pede se lhe passe provisão para não pagar direitos na Chancelaria do Reino, das Cartas e Provisões que se lhe passaram. Com o parecer do Conde Governador. 51-X-4 Fls.131v Consulta do Conselho da Fazenda a S Mag. em que o Bispo eleito do Brasil pede se lhe passe provisão para que naquele Estado se lhe paguem os ordenados caídos desde o dia da morte do Bispo D. Miguel Pereira seu imediato antecessor. Com o parecer do Conde Governador. 13/05/1632 Lisboa, 16/10/1632 Lisboa, 16/10/1632 Lisboa, 16/10/1632 . 113 51-X-4 Fls.173v174 51-X-4 Fls.43v 51-X-4 Fls.192v Consulta da Mesa da Consciência a S. Mag. acerca dos três mil cruzados que pede o Bispo eleito do Brasil para se ornar a Sé do Salvador da Baía. Com o parecer do Conde Governador. Carta de El-Rei ao Governo de Portugal, mandando que acerca da resolução que se deve tomar na consulta da Mesa da Consciência sobre o provimento da Igreja de Nossa Senhora das Neves da Paraíba, que vagou por falecimento do Dr. Bartolomeu Ferreira Lagarto, se informe sobre Simão Rodrigues Fagundes um dos propostos é criado atual de D. Antonio Mascarenhas, Deputado daquele Tribunal, ou pessoa da sua obrigação. Consulta da Mesa da Consciência a S. Mag. em que o Bispo eleito do Brasil pede se lhe dêem casas para viver no dito Bispado. Com o parecer do Conde Governador. Lisboa, 13/11/1632 17/11/1632 Lisboa, 11/12/1632 Sobre o Bispo elleito do Brasil 51-X-5. Fls. 116116v Lisboa, 08/01/1633 N.o 7 Sobre os Religiosos da Comp.a de Jesus da Pro / uincia do Brazil Por me hauer Representado por parte dos Relg.os / da Comp.a de 51-X-5. Fl. Jesus da Prouincia do Brazil q ainda / se não auia dado 15 cumprim.to ao q se mandou por Carta de / 15 de Dez.ro pasado sobre o pagam.to do Dotte do Colegio / do Brazil da Bahia, E asy me pareçeo ordenar uos / façais q se cumpras em todo a ordem q sobre isso dey / auisandosse plo prim.ro Correo de como fica executado. 51-X-5. Fl. 18 51-X-5. Fl. 213-213v 51-VI-52. Fl. 56 51-VI-52. Fl. 53-54 Lisboa, 15/12/16 ? N.o 3 Sobre o Bispo de Miliapor Lisboa, novembro /1633 Sobre o Bispo do Brazil Lisboa, 18/03/1633 Meza da Consciencia. Decretos, Rezoluções de Consultas E Assentos della, Desde sua creação athe o anno de 1726. Por D. Lazaro Leitão Aranha do Conselho de Sua Magestade Conego da Sancta Igreja Patriarchal Deputado da Meza da Consciencia e Ordens. 16 Tomando os Olandeses Pernambuco Se mandou estranhar ao Bispo da Bahia o man dar Retirar de lá os Parrochos 5 de Setembro de 1635. 7 Escrevendo El Rei que se ordenasse aos Gouernadores Gouernadores do Brazil, e Ultramar, procurasem castigar, e euitar os peccados públicos, e escandalozos: agradeceo a Meza a El Rey este pio affecto em 14 de Outubro de 1624. 114 51-VI-52. Fl. 72 51-VI-52. Fl. 54 28 Dando El Rey noticia á Meza do / bom sucesso de Pernambuco lhe agradeceo a / Meza, 11 de Nouembro de 1633. 9 Dando o Bispo do Brazil Conta de que na procissão de Corpus a Camera queria leuar a Bandeira atraz do Palio, e que o Gouernador,e Capellão mor o queria preferir: se consultou que a Bandeira fosse a diante, e que o Bispo em tudo precedesse ao Gouernador 29 de Nouembro de 1623. Resgates Particularez 8 Na occazião que os Holandeses tomarão a Bahia, prenderão doze Padres da Companhia, e os levarão a Holanda onde estiverão dous annos prezos, e pagarão aos Holandeses 4 mil cruzados, de que pedião pella Redempção dos Captivos esmolas, e se lhes não deffirio. 47-VIII-7. Supplica della Prov.a degl Osservanti Ri- / formati di S. Ant.o del Fl. 298-301 Brasile perl a Depu- / taz.e d´un Comm.rio Gnle colle facoltá consuete / Si soggiunge L´informaz.e contraria del Comm.rio / DECRETA Gnle in Curia, e til Decreto de 8; e 25 giugno 1660. pro Sacrae advertentia, et nova informatione Congregati onis E Episcoporu m et Supplica di Frá Giovanni a Matre Dei / Professo, e Lettore di Regulariu Teologia dell´Ord.e de Min. / Osserv. Di Portog.o per la facoltá m Negocys di poter as- / sistere alla sua Madre povera colle limosine / delle et Messes, e Prediches Si soggiunge Lin- / formaz.e favorevole del Consultatio Comm.rio Gnle, e il de / creto de 25 de Giugno 1660 pro gratia. nibus Praeposita e Ad Episcopos Lusitanos Tomus III Ab An: 1660-1661. 51-VI-52. Fl. 487 Fr. Alessio della Madre di Dio Custode, e Procuratore 47-VIII-7. degl´Obseruanti Riformati della Prouincia di S. Antonio del Fl. 462-471 Brasile 03/09/1660 Supplica del P. Fr. Matteo della Prov.a / di Portog.o del 3.o Ord.e co e 47-VIII-7. di S. Fran.e per ottenere / la dilaz. d´un mese nella causa Fl. 295-296 d´appellaz. / contro il Capitolo Provinciale p. si soggiunge il Decreto de 9 Apte 1660 pro grazia Supplica del P. Fr. Matteo di S. Fran.co / della Prov.a di Portog.o del 3.o Ord.e di S. Fran.co / Isla nullitá dell´Elezz.e del P. F. Emanuele / della Trinitá in Prov.e, e Isla restituz.e dell / Orat.e 47-VIII-7. alla carica del Provincialato conferi- / tagli da sua Santitá con Fl. 365-386 Breve Apcõ, che qui / s´inserise soggiungorsi uarij attestati sopra / li meriti del d.o F. Matteo com il Decreto della S. Cong.ne de 23 Lug.o 1660 pro gratia. 115 47-VIII-7. Fl. 462-466 47-VIII-7. Fl. 466-467 47-VIII-7. Fl. 467-473 47-VIII-7. Fl. 519-521 47-VIII-7. Fl. 523-562 47-VIII-7. Fl. 588-589 47-VIII-7. Fl. 633-634 47-VIII-7. Fl. 647-649 Istanza di Fr. Alessio della Madre di / Dio, Custode, Procuratóre dell Osservanti Ri- / formati della Provincia di S. Ant.o del Brasile Isla conferma della dichiarz.e fatta dal Pre / Gnle del Breve ottenuto ad istanza della Pro- / vincia di Portog.o , in cui si ordina, che non si / possano li vocali privare, o sospendere dal vo- / to, ed officio avanti la celebraz.e del Capitolo / che non sis stenda d.o Breve alla Prov.cia del Bra- / sile si soggiunge la Copia di d.a Dichiaraz.e, et / il Decreto de 3 7bre 1660 rimessivo della suplica al Papa. Istanza del med.o, che non si spedisca / cosa alcuna nella S. Cong.ne spettante a Religiosi di d.a Prov.cia senza che sia prima citato, / e sentito L´Ore si soggiunge il Decreto in / data, come sopra, Pro advertentia Supplica del Gnle delli Ord.e di S. Fran.co / perl a conferma della deputaz.e di Fr. Alessio della /Madre di Dio in Visitatore della Prov.a / di S. Ant.o degl Osservanti Riformati del Bra- / sile approvata dal Card.e Barberini Protett.e / si soggiugano le Patenti del d.o Gnle, e del / Cardinal Protett.e con il rescritto de 3 7bre de 1660, / in Cui si dichiara non esservi bisogno di confer- / ma Supplica de PP. Riformati osservanti / della Prov.cia di S. Ant.o del Brasile Is l´ord.e / che si prendano le giuridiche informaz.ni di quello / espongano contro fr. Alessio della Madre di Dio, che pretende esser farro Giuduce soprain- / tendente, e Provle di d.a Prov.cia con mezzi il / leciti si soggiunge il decreto del primo Ottobre / 1660 pro gratia Ricorso della Prov.cia del 3.o Ord.e di S. Fran.co / di Portog.o contro il P. Fr. Matteo (…) perl a manutenz.e del med.o nel Provincialato. Suplica del P. Gio di S. Tereza Carmelitano (…) con decreto negativo. Decreto della med.a de 21 Genn.o 1661, in / cui si concede facoltá al P. F. Emanuele di Christo / osservante di passare dalla Prov.cia del / Brasile aquella di portog.o 21 / 01 / 1661 Supplica di frá Matteo di S. Fran.co Pro- / vinciale del 3.o Ord.e di Portog.o Supplica della Prov.cia de Min. Osserv.ti di S. / Ant.o del Brasile, accio non s´inovi cos´alcuna / intorn all´elezzioni degli 47-VIII-7. Definitori contrastate / dal P. Alessio della Madre de Dio Presid.e Fl. 701-702 del / Capitolo, senz´esser´intese le Ragioni di d.a Prov.cia / si soggiunge il Dec.o de 26 Agosto 1661. Negativo. Deputaz.e del Prou.le e superiori dell / Osservanti Riformati del Brasile fatti Is / Breve li 9 7bre 1661 47-VIII-7. Fl. 719-721 47-VIII-2 Fl. 539 12 / 11 / 1660 DECRETA Sacrae Congregationis Episcoporum et Regularium Negocys et Consultationibus Praepositae Ad Episcopos Lusitanos Tomus Primus Ab An: 1591-1680. 26 / 08 / 1661 09 / 09 / 1661 03 / 12 / 1660 116 Pietro Garcia de Archugo Nobile laico della Cittá, ouuero Diocesi del Brasile 51-IX-7 Fl. 302303v 51-VII-48 por 51-v17 Fls. 110-114 Carta de Fr. Gabriel do Espírito Santo acusando Fr. Pantaleão Batista. c.1648 Em Caso que os Holandezes Cometão a Bahia C. 1640 DECRETA Sacrae Congregationis Episcoporum et Regularium Negocys et Consultationibus Praepositae Ad Episcopos Lusitanos Tomus VI Ab An: 1671-1676. Supplica del Generale, e Monaci della Congr.e di S. Benedetto di Portogalo, perl a proibizione della dismembrazione, che pretendesi fare da alcuni Monaci, della Prov.a del Brasile 47-VIII-10 daquella di Portogallo. Si soggiungono varie scritture con F. 330-938 documenti sopra questa materia per l´una e l´altra parte: e li decreti della S. Congr. proibitivi di dita dismembrazione e rivocatori del Breve ottenuto ad instanza di D. Leone di S. Benedetto e di D. Ignazio da Purificazione per la celebrazione del Capitolo nella Provincia del Brasile, con ord.e pero che li superiori di dita Prov. debbano essere in avuenire naturali di quel Regno. 16 di Maii 1673 Supplica del Senato, ex officiali della Camera di Bay anel Brasile, per la moderazione di alcune clausoles, conrenure nel 47-VIII-10 Breve di Clemente IX che qui s´inserisce, sopra la fondaz.e del F. 218 monast.o delle monache francescane di Baya, e la translaz.e da Portog.o delle Monache Istitutici soggiungesi il decreto della S. Cong.e de 16 7bre 1672. Confermato da sua Santitá, Pro gratia. Consulta para se mandar s Pernambuco Religiosos da Companhia para combater a heresia. 51-VI-52 F. 24 Sobre a pretensão que têm os Religiosos de S. Bento do Brasil de possuírem as terras que têm naquelas partes 51-VIII-18 n. 324 Petição de Fr. Antonio da Purificação, Provincial da Provincia da Arrábida, e de Fr. Simão da Natividade, Provincial de St. 54-VIII-27 Antonio a S.M. para mandar recolher aos respectivos ,osteiros os n. 52 frades que estão no Reino e são das Ilhas, Brasil ou India 51-VI-21 Fl. 48-50 Consulta sobre 4 religiosos cónegos Regulares de Santo Agostinho, rsidentes no convento de S. Vicente, que se ofereceram para ir na Armada para confessar a gente dela 01/09/1673 a 11/ 04 / 1687 01/06/1656 24/02/1607 1659 Lisboa 25/08/1638 117 51-VI-22 Fl. 278-279 51-VI-28 Fl. 77v-78 47-VIII-8 F. 458-459 . 47-VIII-8 F. 486-488 E 183 Confirmação dos previlégios dos jesuítas para não pagarem direitos do que exportare, para o Brasil para uso de suas casas, por Felipe III Para servir de Capelão-mor da Armada, Fr. Paulo da Estrela, da 3. Ordem de S. Francisco DECRETA Sacrae Congregationis Episcoporum et Regularium Negocys et Consultationibus Praepositae Ad Episcopos Lusitanos Tomus IV Ab An: 1661-1662 Lisboa 12/06/1624 1662 Suplica de Dr. Miguel de S. Boaventura , da província do Brasil dos menores observantes Sobre a Provincia de Santo Antonio do Brasil Lisboa 10/09/1662 47-VIII-7 F. 297-301, 462-470. 519-520, 701-702 e 720 47-VIII-9 F. 13-346 Madrid 29/04/1625 Sobre a Provincia de Santo Antonio dos Observantes Reformados do Brasil 1662 Sobre a suspensão do P. Fr. Sebastião do Espirito Santo de Comissario Geral da Província de St. Antonio dos observantes reformados do Brasil 47-VIII-14 F. 678-684 Sobre a Provincia de Santo Antonio dos Observantes Reformados do Brasil Carta do P. Antonio do Couto da Companhia de Jesus 51-VII-48 241v-253 Luanda, 05/09/1648 Biblioteca Pública de Évora Documento Título Cod. CXVI/ 2-3 a fol. 87-88v RELAÇÃO Por Maior das cousas sobre que escrevi a S. Magestade e seus Ministros na Caravella do Pachão, que partiu de Lisboa em 26 de Abril de 1636 Outra Relação, com alguma diferença da antecedente (mesma letra e data) Cod. CXVI/ 2-3 as fols. 89-90v CARTA do Bispo do Brasil ao snr.es Urbano da Silva, e D. Antonio Cod. CXVI/ 2-3 a fol. 91-92v CÓPIA de uma Carta do P.e Simão de Vasconcellos, da Companhia de Jesus, Mestre em Theologia CARTA de Manoel de Vasconcellos ao seu Cod. CXVI/ 2-3 a fol. 85-86v Cod. CXVI/ 2-3 a Autor/Período S.I / 26.04.1636 S.I / 26.04.1636 SAMPAIO, D. Pedro da Silva e / 03.05.1638 VASCONCELLOS. Pe. Simão de / 27.05.1638 VASCONCELLOS, 118 fol.93-96v Cod. CXVI/ 2-3 a fol.97-98v Cod. CV / 3-17 (?) a fol. 179 (3.fls) Cod. CXV / 2-11 a fol. 209 (69.fls) Cod. CXV / 2-13 a fol. 478 Cod. CXV / 2-14 a n. 7 PAPEIS sobre o levantamento de Pernambuco contra os Hollandezes Cod. CVI / 2-2 a Fol. 180 LIVRO Dourado da Relação da Bahia Cód CXV / 2-3 Fol. 622v623v tio...dando novas do que tem sucedido com os Hollandezes CÓPIA da Carta de D. Fernando Mascarenhas, Conde da Torre. CATALOGO dos Prelados, e mais cargos da Província dos Monges do Brazil CHRONICA da Companhia de Jesus da Missão do Maranhão., pelo P.e Domingos de Araújo (Ver especialmente o Livro Segundo) CATALOGO de sugeitos (da Companhia) que foram para o Maranhão desde 1615 até 1748 CATALOGO dos Religiosos da Companhia no Maranhão, desde 1615 até 1748. Treslado do Assento que se fez sobre as couzas de Pernambuco (Antonio Teles da Silva reuniu Ministros e Religiosos) Manoel / 05.06.1638 TORRE, Conde da / 26.05.1639 S.I / Anterior a 1739 1720 S.I/ s.d Letra do P.e Bento da Fonseca / s.d SILVA, Antonio Telles da / 18.06.1645 Alvará para que os Custódios de Santo Antonio do Brazil possam edificar mais conventos, consentindo 28.11.1624 nisto as Câmaras, e com aprovação do Governador do Estado CARTA e VERDADEIRA RELAÇÃO dos Cod. CXVI / 2-4 (40 Sucessos do Padre Pedro Tavares da Companhia de TAVARES, Pe Pedro, fls.) S.J. Cerca de 1630 Jesus em suas missões dos Reinos de Angola e Congo. MEMORIAL que por ordem d’El Rey escreveu do que viu, sabe, e passou P.e ...que da Bahia foi como Cod. CIII / 3-10 a fl.4 S.I / s.d o socorro de Angola, quando estava em poder dos Hollandezes. Com arbítrios para o melhoramento das nossas possessões Africana. VIDA DE FRANCISCO SOVERAL, Bispo do Cod. CXVI / 1-59 a n. 6 Congo e Angola, sua felix morte, e translação de S.I / Século XVII (5 fls.) Massangano a esta cidade de Asssumpção RAZÕES sobre a controvérsia que se moveo acerca da erecção de uma nova Parochia na Cidade de S. Cod. CVI/ 2-10 a fl. 190 S.I / s.d Paulo de Loanda, em Angola (..) no tempo do Bispo D. Francisco Soveral CARTA de Fr. Gaspar do Salvador, religioso SALVADOR, Pe. S.N, Est. 38, C. 4, Vol. capucho, confessor do Conde Alegrete, escripta do Gaspar do / 11, a fl. 266 exercito a 24 de Setembro de 1646 24.09.1646 Biblioteca Nacional de Lisboa Documento NCB 561099 F. 329-355 ; In fol. NCB 560920 F. 119 NCB 561104 Título Relação dos sucessos que houve na Baía de S. Salvador contra os holandeses em 1638 Carta circular que D. Manuel de Meneses enviou, pelo ajudante Alonso Rodrigues, com instruções a todos os capitães da sua armada, após a recuperação da praça da Baía [Mesa da Consciência e Ordens Manuscrito] Consultas deste tribunal sobre a isenção dos cavaleiros da Ordem de Autor/Período [S.I], 1638 MENESES, Manuel de 02/06/1625 Letra do século XVII Há entre os documentos que acompanham as 119 NCB 561088 Coleção Pombalina n.240 F. 5-364 Cristo de servirem na armada que em 1635 consultas, algumas cópias se aprontou para restauração das terras que autênticas de Bulas os inimigos haviam tomado no Brasil e Enc. Em perg. sobre a dos comendadores das três ordens militares de irem pessoalmente naquela armada, ou de Contribuírem para a guerra com parte dos rendimentos de suas comendas Relação da guerra de Pernambuco com os ALBUQUERQUE, Matias Holandeses, desde Março a Dezembro 1636 Manuscrito Matias de Albuquerque Varias Obras Mathematicas compuestas por el P. Ignacio Stafford mestre de mathematica en el Colegio de S. Anton de STAFFORD, Pe. Inácio la Compañia de Jesus, y no acavadas por Lee causa de la muerte del dicho Padre. Lisboa, año 1638. Ms. In-fol. De 642 pag., com desenhos e índice Variedades [ Manuscrito] Instrucção que deu El Rey D. J.o o 4º ao P.e An.o V.a p. seguir nos neg.os a Åq foi a Roma [em D. João IV 1649] (f. 98 v.-106); e Carta [de D. João IV] p.a o P.e An.o Vieyra. – Datada de 1650 (f. 106-108); Biblioteca Nacional de Madrid Localização Ms. 938 Ms. 938 Ms. 1630 Ms. 2355 Ms. 2357 Ms. 2364 Ms. 2365 Documento [Documentos de la Orden de Cristo de Portugal] Párrafo de uma carta de Felipe IV sobre que los caballeros de las tres ordenes militares se embarcassen em la armada de recuperación de Brasil o contribuyesen a los gastos de la misma. Fl. 200-201v [Documentos de la Orden de Cristo de Portugal] Consulta de la Junta de Desempeño sobre la orden de su Majestad para que los caballeros de Cristo se embarcasen em la armada de recuperación del Brasil Fl. 202 Distinta documentación sobre la particpación del marqués de Torrecuso, D. Carlos Andrés de Caracciolo, em la Jornada del Brasil Fls. 19-24. Antes que se trate de la entrada de los Olandeses em el Brasil que fue em el año de 1624, quando tomaron la Bahia de Todos los Santos (...) Fls. 5156. Discurso y relación sobre la inpresa de la Vaya de San Salvador del Brasil, hecho por el Governador Juan Vivencio San Feliche Vários progresos de los Olandeses em el Brasil. Pásase a ellos el mulato Calabar y hacen grandes daños em aquel estado por su industria Fls. 363-364 Relación em la que se puede constatar como pudieron tomar los holandeses la Parayba y el fuerte de Nazareth Fls. 9 -12 Autor/Período Vários / 1636 Vários / 1636 Torrecuso / 1624-1625 Século XVIII BAGNUOLI, Conde de / 1625 1633 1634 120 Ms. 2366 Ms. 2367 Ms. 2369 Ms. 2369 Ms. 2369 Ms. 2376 Ms. 2396 Ms. 3014 Ms. 3015 Ms. 3207 Ms. 17.533 Ms. 18719 Relación de la entrada de D. Luis de Roxas em la guerra del Brasil, de su encuentro com los Holandeses, de su muerte y demás acontecimientos. Fls. 41- 44 Relación sobre el sitio a Bahia de todos los Santos, comandado por el conde Mauricio de Nassau. Fls. 105 – 106. Relación de los suceso de Brasil bajo la gobernación del conde de la Torre. Fls. 5-6. Memorial del prelado de Rio de Janeiro sobre los daños que les causaban las entradas que se realizaban em su diocésis. Impreso em Madrid. Fls. 296 – 301. Relación que veo da Bahia de Todos os Santos. Fls. 308 -310 Justificación y saisfecho de obispo del Rio de Janeiro em razón de su ida para Roma, que humildemente presenta a S. M. Fls. 277-280 Relación de la Bahia desde 29 de marzo hasta 29 de abril que se imbió a Pernambuco. Fls. 47-49 Cartas de los reyes Felipe II, III y IV que se referien al gobierno de Portugal y sus posesiones Apuntamientos a un papel de advertencias tocantes al socorro del estado del Brasil por el Dr. Bartolomé Ferreira Lagarto administrador que fue de aquel Distrito. 27 de Agosto de 1639. Fima autógrafada. Fls. 9-14. Relación de la jornada de la armada (...) cuyo Capian general es Don Antonio de Oquendo (...). p.501 Da tomada da cidade da Bahia e o que mais socedeo ate morte do señor Bispo, por f. Francisco de São João, descalço da Orden de San Francisco Fls. 21 – 31. Doc. n. 36; Relación de los serbicios que hiço em el Brazil Diego Luis de Oliveira en discurso de nueve años y médio que gobernó aquel Estado (...). 1635 1638 1638 Fevereiro de 1638 3 de junio de 1638 1644 Século XVII 1609-1641 LAGARTO, Bartolomeu Ferreira / 27/10/1639 1632 SÃO JOÃO, Frei Francisco de, O.F.M / Século XVIII Século XVII Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro Divisão de Manuscritos Localização Documento Autor/Data I-33,33,030 Treslado d huã carta do [Pedro] Antonio de Sousa que foi na armada da Bahia. SOUZA, Pedro Antônio de 30/05/[1625] I-33,33,024 RELAÇÃO q se [...] de uma carta de 24 de abril, [queicha] eu la Bahia de todos os Santos de la Ciudad de Salvador província Del Brazil 1625 [S.I.] 24/04/1625 121 I-46,21,6 Relação do sucesso que teve no Brazil a armada que sua mejestade mandou a cargo de D. Fernando Mascarenhas, Conde da Torre TORRE, Fernando Mascarenhas 1638 I-33,33,023 Relação do Sucesso da Bahia [S.I], s/d I-33,33,026 Relação da armada da Baya [S.I], s/d +I-33,33,028 COPIAS de lãs cartas e respuestas que vão de parte dos olandeses a Dom Fradique de Toledo Ozório desde 28 de abril asta que se [rendio] las Plaza [S.I], 28/04/[16...] I-33,33,031 Carta a destinatário não declarado dando notícias dos holandeses na Bahia e comunicando ocorrências em diversos pontos da Europa MELO, Francisco de 22/04/[1624] I-33,33,006 Carta a Manuel Severim de Faria, dando notícias de diversos lugares, mencionado navios do Brasil e a armada que foi socorrer a Bahia e transmitindo notícia do nascimento da princesa COELHO, Antônio 06/12/[1625] I-33,33,033 Fragmento de Carta a destinatário não declarado dando notícias de holandeses na Bahia VIEIRA, Manuel 26/07/[1624] I-33,33,029 Fragmento q particular enviou a Pernambuco ao [governador] Mathias de Albuquerque do sucesso da armada até estar avistada ilha de Santiago de Cabo Verde donide se enviou a dita Rellação em hua caravella q de Cádiz despachou Dom Fradique [S.I], s/d I-33,33,022 Discurso Del sucesso, q hau tenido has armadas de su [Magestade] em la jornada Del Brasil, desde q salierõ de Espana, hasta la restauracion de la ciudad del Salvador, q tomaro los olandeses [S.I], 20/05/[1624] I-33,33,027 MEMORIA dos mortos do terço do mestre de Campo Dom [Pedro] Ozório que morrerão na saída q fizerão os olandeses no 4 el de São Bento [S.I], s/d II-31,28,004 Memória sobre a situação da Bahia e do Brasil, sob o domínio espanhol e a ameaça holandesa e artigos do estatuto da Companhia das Índias Ocidentais [S.I], 1644 I-33,33,025 Treslado de hua carta q dela Bahia E envio Al [senhor] Matias de Albuquerque [governador] e capitan general del estado del Brazil AGUIAR, Manuel Pacheco de O4/07/[1625] I-33,33,005 n§004 Carta a Manuel Severim de Faria (...) informando sobre (...) a tomada da Bahia e de Breda. Enviando rol dos mortos e feridos GOST, Bernado 11/07/[1625] 122 I-33,33,005 n§004 Carta a destinatário não declarado comentando a festa do Santo Patriarca e dando noticias (...) das armadas da Bahia e de Fradique de Toledo Osório que se encontra em Cádiz GOST, Bernado 29/10/[1625] I-33,33,012 n§003 Carta a Manuel Severim de Faria (...) transmitindo notícias de holandeses na Bahia CARDOSO, Matheus 10/12/[1624] I-46,20,2 Carta de El –Rei Filipe IV de Espanha para o Conde de Figueiro, dando-lhe conta da grave situação no Brasil e ordenando-lhe concorra para o apresto de armadas de socorro Dom Filipe IV 13/03/1636 I-33,33,035 Carta a destinatário não declarado dando noticia dos holandeses na Bahia Vimioso 23/04/[16...] I-33,33,008 n§001 Carta a destinatário não declarado, dando notícias de holandeses na Bahia e comunicando ocorrências em diversos lugares VILLASBOAS, Martim Vaz 08/07/[1625] I-33,33,010 Carta a destinatário não declarado comunicando a espera da ramada e a alta temperatura. Fazendo referências a Pernambuco e a Bahia, e pede notícias MADEIRA, André 23/10/[1625] I-33,33,005 n§003 Carta a Manuel Severim de Faria (...) comunicando a tomada da Bahia e de Breda GOST, Bernardo 07/07/[1625] I-33,33,005 n§006 Carta a Manuel Severim de Faria (...) comentando a festa do padre San Bruno (...) e referindo-se a uma possível ida da armada da Inglaterra para o Brasil GOST, Bernardo 02/11/[1625] I-33,33,012 n§002 Carta a Manuel Severim de Faria (...) menciona o Brasil, fazendo referência a holandeses em diversos pontos. A CARDOSO, Matheus 09/08/[1624] I-33,33,056 Trechos de cartas mencionando presença de holandeses no Brasil e em Breda; guerras em Gênova, na Rota de Gavi (Piemonte) e em Anbers e rendição de Breda [S.I], 28/04/[1625] II-31,28,026 Cartas holandesas, fotografadas, com tradução para espanhol, descrevendo chegada dos holandeses ao Brasil [S.I], 1631-1634 II-32,13,018 Ofício ao presidente da Conselho de Índias, avisando que os holandeses pretendem povoar as terras desde Maranon até a Ilha de Santa Margarida [S.I], 1615 25,1,001 n°051 OFïCIO aos inquisidores de Goa e partes da índia alertando sobre Bíblias e livros impressos por holandeses contendo as suas heresias, com o interesse de entrarem na Índia [S.I], 03/04/1603 123 25,1,001 n°052 Ofício aos inquisidores de Goa alertando sobre as bíblias e livros impressos pelos holandeses em língua espanhola, trazendo muitos erros e heresias TEIXEIRA, Marcos & VEIGA, Rui Pires da, 03/04/1603 25,1,002 n°201203 Ofício aos inquisidores de Goa tratando [...]das visitações, da circulação de livros holandeses, dos castigos imputados, entre outros assuntos. [S.I], 24/03/1618 I-15,02,044 Documentos relativos à Companhia de Jesus. S.l., s.d. I-34,32-34 Documentos oficiais, como cartas régias, certidões e representações referentes sobretudo à Restauração de Pernambuco e vários conflitos com os holandeses. [S.I], 1634-1732 II-31,28,007 Carta do padre da Cia. De Jesus, elogiando o bispo da Bahia, D.Pedro da Silva, por sua clarividência e seu patriotismo, ante o inimigo holandês VASCONCELOS, padre Simão de, 1638 II-31,28,005 Descrição do ataque holandês às trincheiras de Santo Antônio, defendidas pelo marechal de campo D.Fernando de Lodenha e pelo capitão Felipe de Moura e Albuquerque, e relação dos prêmios concedidos pela vitória, aos comandantes, seus oficiais e soldados [S.I], 18/05/1638. II-31,28,032 Documentos referentes: as intenções de D.Manoel e dos holandeses – a independência de Portugal e Brasil da Holanda – restauração de Portugal – capitão Paes de Carvalho e os tumultos em Portugal – e levantamento do Brasil [S.I], 1622-1641 II-31,28 Cópias de cartas de holandeses oferecendo perdão aos rebeldes brasileiros; relatos de fugas de soldados holandeses. Cópias de cartas de Diogo Pinheiro Camarão. Documentos sobre a chegada e o ataque dos holandeses ao Brasil. Memória sobre o Brasil sob o domínio espanhol e a ameaça holandesa. [S.I], 1622-1655 +II-33,31,11 Relação a respeito do ataque aos holandeses na Bahia. [S.I], 29/03/1624 II-34,8,31 Treslado de uma carta do Pe. Antonio de Souza que foi na armada da Bahia SOUSA, Pe. Antonio, 30/05/1625 I-3,3,33 Aviso falso de 30 caravelas. [S.I], 7/09/1628 I-3,3,33 Holandeses na Bahia. [S.I], 3/06/1638 I-33,33,036 Fundo/Coleção: Moreira da Fonseca fl. 279 COPIA do Capítulo da carta de Mathias d’Albuquerque de 9 de março de 1625 ALBUQUERQUE, Mathias de 09/03/1625 124 33,33,052 n°002 Fundo Moreira da Fonseca fls.404 e 405 DE varias cartas de Roma de Agosto de 1625 [...]/08/[1625] II-31,28,005 Fundo/Coleção: Guerra Holandesa Descrição do ataque holandês às trincheiras de Santo Antônio, defendidas pelo marechal de campo D.Fernando de Lodenha e pelo capitão Felipe de Moura e Albuquerque, e relação dos prêmios concedidos pela vitória, aos comandantes, seus oficiais e soldados. 18/05/1638 I-32,29,05 Fundo/Coleção: Portugal MEMÓRIA tratando da confirmação dos bispos portugueses no Vaticano por ocasião da coroação de dom João IV. [S.l.], [s.d.] II -34,4,2 Certidão de Gonçalo Pinto de Freitas, de que reunidos os três governadores do Brasil, resolveram sequestrar e vender em hasta publica a fragata que de Servilha chegara com ordens d’ El-Rei de Castela 06/06/1641 I-31,28,7 Carta de Simão de Vasconcellos a Manuel Severim de Faria [S.l.], [s.d.] Arquivo Histórico Ultramarino Bahia - Catálogo Luísa da Fonseca Caixa Documento 1 22 1 56 1 70 2 161 2 214 2 221- 222 2 240 3 256 -260 3 281 3 326 3 365-383 3 393 Título Capítulo de Carta Régia de 3 de Agosto de 1611 sobre a censura que o vigário Geral do Brasil tem feito contra os ministros da fazenda daquele estado por não pagarem aos eclesiásticos o que é devido Carta do Bispo do Brasil para S. Mag.de que se intrometia na matéria dos dízimos Carta do Bispo do Brasil para S. Mag.de, sobre o pagamento do dinheiro que se deve ao clero Carta de Gaspar de Sousa Capítulo de Carta Régia (...) acerca do Bispo eleito do Brasil D. Marcos Teixeira Requerimento de D. Marcos Teixeira que está nomeado para uma Igreja no Brasil Capítulo de Carta Régia sobre uma petição do Bispo do Brasil, para que se lhe paguem os ordenados que tiver vencido Requerimentos do bispo do Brasil Carta para sua Majestade (...) de um engenho em Sergipe do Conde que herdaram os padres da Companhia de Jesus Capítulo de Carta Régia sobre Luis Lobo, jesuíta, pedir pagamento aos colégios que a Companhia tem no Brasil Ordem para se verem no Conselho da Fazenda (vários anexos) Capítulo de Carta Régia de 11 de setembro de Data 03.08.1611 28.02.1614 17.06. 1614 1616 21-12-1619 09-04-1620 23-02-1622 29-10-1622 29-09-1623 23-09-1614 07-11-1625 11-09-1625 125 3 394 3 405 3 413 4 418 4 460 4 473 4 474 4 481 4 508 4 527 5 554 5 586 5 607 5 655 5 680 5 681 6 713 7 799-800 7 837 - 840 8 927 8 947 1625 para o Conselho da Fazenda, resposta a uma consulta sobre o sustento do Presídio da Bahia Anexo: “Parecer dos governadores do reino sobre os 20.000 cruzados que se hão de mandar para a Bahia”. Capítulo de carta régia de 26 de Março de 1626 em resposta a uma consulta sobre provimentos para a Bahia Provisão Régia sobre Manuel de Araújo e Aragão (...) questão que têm com os padres de São Bento Consulta do Conselho da Fazenda (...) para se não pagarem os ordenados dos Ministros da Relação Capítulo de Carta Régia sobre petições do Bispo do Brasil, D. Miguel Pereira Requerimento do Bispo do Brasil D. Miguel Pereira (...) Requerimento do Bispo D. Miguel Pereira pedindo dinheiro para restaurar a Sé da Bahia que foi saqueada pelos holandeses Requerimento de Frei Manuel do Salvador que foi capelão e confessor no Galeão Prazeres (...) e teve luta com os holandeses Portaria do Governo (...) do dinheiro que se hão de entregar dos 100:000 cruzados (...) dos cabidos dos arcebispados de Lisboa, Évora e Coimbra (...) Consulta do Conselho da Fazenda sobre o dinheiro que o coletor deve entregar (...) Carta de D. Pedro, Bispo do Brasil, para sua Majestade. Refere-se a reencontros com holandeses em Pernambuco Capítulo de Carta Régia sobre o viático que o provincial do Carmo pede para dois religiosos que vão ao Brasil Consulta do Conselho da Fazenda sobre D. Rodrigo Lobo pedir Capelão-Mor Decreto da princesa Margarida (...) Minuta de Consulta do Conselho da Fazenda sobre duas cartas do Bispo do Brasil, D. Pedro da Silva e Sampaio Carta do Bispo do Brasil para Felipe IV” (Cópia Mutilada). Requerimento do Padre Manuel Delgado que veio do Brasil (...) Carta do Governador Pedro da Silva para Sua Majestade (...) do empréstimo que fizeram o Bispo e Lourenço de Brito Correia Requerimento do Licenciado Amador Antunes de Carvalho, Capelão-Mor do Terço Velho da Bahia (...) Certidões abonando o procedimento dos jesuítas (...) [Publicado em anexo a Relação Diária do Cerco da Bahia em 1638] Certidão de D. Pedro da Silva de Sampaio 8 949 Carta de Frei Manuel de Santa Maria para S. c.1625 26-03-1626 04-04-1626 22-04-1626 20-10-1627 04-01-1629 13-02-1629 12-04-1633 11-12-1634 01-02-1635 12-04-1635 23-05-1635 16-06-1635 29-08-1635 26-03-1635 c.1635 19-01-1637 12-06-1638 14-08-1638 15-03-1641 13-09-1641 15-01-1642 126 22-03-1642 966 Majestade (...) Requerimento de Simão de Vasconcellos, jesuíta (...) Requerimento do jesuíta Paulo da Costa (...) 8 970 Carta de Antonio teles da Silva para S. Mag 10-09-1642 8 975 Carta de Antonio Teles da Silva para sua Magestade sobre a falta de escravos 22-09-1642 8 976-977 23-09-1642 8 992 8 1000 8 1003 8 1006 8 1007-1008 8 1010-1016 8 1020-1022 8 1026 8 1027-1028 8 1030 9 1042 9 1047 9 1053 Carta do Governador do Brasil Antonio Teles da Silva (...) Auto que mandou fazer o Governador Antonio Teles da Silva Carta do provedor da Fazenda Sebastião Parvi de Brito para S. Magestade Carta do Governador do Brasil Antonio Teles da Silva (...) sobre o ordenado do Bispo Carta do Padre Amador Antunes de Carvalho para S. Majestade Requerimento de Frei Lourenço de Brito Correia 30 mil cruzados a título de empréstimo a Manuel Garcia Franco Consulta do Conselho da Fazenda sobre os papéis tocantes ao procedimento de Lourenço de Brito Correia Consulta do Conselho da Fazenda sobre o governador do Brasil Antônio Teles da Silva (...) Requerimento do Sacerdote Miguel de Ladesman, sacerdote do hábito de São Pedro, que tem alvará para a vigária de Santo Antonio do Carmo (...) Carta do Governador Antonio Teles da Silva para D. João IV Cópia de outra carta de um morador de Pernambuco para o Governador Antonio Teles da Silva Consulta do Conselho Ultramarino sobre o Padre Frei Estevão de Jesus que pede o cargo de Administrador Geral da gente de guerra do Brasil Sobre a fortificação da cidade da Bahia 9 1062 9 1079 9 1088-1092 9 1096 10 1111 10 1119 8 955 8 Minuta de Consulta do Conselho Ultramarino sobre o modo como o Bispo do Brasil provê e cola os benefícios Consulta do Conselho Ultramarino sobre a prisão e suspensão que o Governador Antonio Teles da Silva Consulta do Conselho Ultramarino sobre os navios que enviou o Governador Antonio Teles da Silva (...) Informação do Governador do Brasil e mais papéis relativos ao ordenado do Bispo, obras e fábrica da Sé (...) Consulta do Conselho Ultramarino sobre o que escreve o Governador Antonio Teles da Silva, acerca do empréstimo de 30:000 cruzados que se pediu ao Bispo D. Pedro da Silva Consulta do Conselho Ultramarino sobre os 200$000 reis que se dão ao Bispo do Brasil (...) 12-06-1642 19-11-1642 28-01-1643 31-01-1643 24-04-1643 02-05-1643 ?-06-1643 20-11-1643 16-01-1644 23-05-1643 28-01-1644 07-08-1644 18-03-1644 13-05-1644 20-06-1644 25-10-1644 16-12-1644 1644 15-04-1645 30-05-1645 127 10 1120 10 1128-1129 10 1132 10 1134 -1137 10 1155-1158 10 1164 10 1240-1241 11 1245 11 1252 11 1282 11 1293 11 1307 11 1310-1311 11 1332 11 1355 11 1374 11 1384 12 1395 12 1459 12 1464-1465 12 1481 13 1532-1533 13 1557 13 1609 Minuta de Consulta do Conselho Ultramarino sobre o socorro de 500 soldados quês e mandam a Bahia Carta Régia para o Governador Antonio Teles da Silva (...) Consulta do Conselho Ultramarino sobre o Bispo D. Pedro da Silva e ordenados que o Governador (...) lhe tem empatado Representação que os Oficias da Câmara de Porto Seguro (...) Minuta de Consulta do Conselho Ultramarino sobre cartas do Bispo (...) relativas as obras da Sé, e a queixas contra o Governador Pareceres dos conselheiros do Conselho Ultramarino Jorge de Albuquerque, Jorge de Castilha e do Marquês de Montalvão Consulta do Conselho Ultramarino sobre a extinção do Vinho de Mel e Aguardente da Bahia Requerimento de Manuel Lopes que levou a Angola no seu navio , quatro capuchinhos (...) e sendo atacado por três naus holandesas deu com o navio à costa para não ser tomado o aviso que levava (...) Consulta do Conselho Ultramarino sobre o Padre Frei Mateus de São Francisco (...) Carta dos oficiais da Câmara da Bahia (...) Consulta do Conselho Ultramarino sobre o Padre Frei Mateus de São Francisco (...) Vigário Gaspar Ferreira Consulta do Conselho Ultramarino sobre o Padre Manuel Rodrigues (...) Consulta do Conselho Ultramarino sobre queixa que fez o Governador do Brasil Conde de Vila Pouca de Aguiar (...) Consulta do Conselho Ultramarino sobre o que pede Lourenço de Brito Correia (...) Vintena do Vinho Carta do Conde de Castelo Melhor, governador do Brasil sobre a armada a cargo do Conde de Vila Pouca de Aguia Consulta do Conselho Ultramarino sobre o que escreve da Bahia Antonio de Couros Carneiro acerca das injustiças, roubos e insolências que ali houve Consulta do Conselho Ultramarino sobre os religiosos do Carmo da província do Brasil (...) Assento que se tomou em Câmara com os três estados (...) Frei Pantaleão Batista Consulta do Conselho Ultramarino sobre (...) o mau procedimento do clero Consulta do Conselho Ultramarino sobre a nova imposição dos vinhos que se fez em lugar da vintena Baixa da Moeda (cópia) 30-05-1645 25-07-1645 17-08-1645 23-08-1645 09-06-1645 07-12-1645 17-02-1647 02-03-1647 13-03-1647 07-01-1648 24-04-1648 11-01-1648 19-10-1648 03-07-1649 19-11-1649 17-10-1650 08-03-1651 19-11-1649 30-01-1652 24-05-1652 10-12-1652 11-09-1653 20-07-1654 01-08-1643 128 14 1665 15 1723 15 1727 15 1732 15 1776 16 1797 16 1808 16 1863 16 1896 17 1899 17 1913 17 1973 18 2093 20 2294 20 2356 21 2428 21 2440 34 4339 34 4361 Carta do Conde de Atouguia sobre o contrato dos dízimos. (A carta de Secco de Macedo segue em anexo) 12-12-1656 Informação sobre as perdas que o Dique deu aos padres do Carmo daquella Cidade Padre Manoel Rodrigues 06-06-1658 Frei Francisco Salas Carta do governador Francisco Barreto para S. Magestade (anexo) Carta de Lourenço de Brito Correia, Provedor da fazenda, para S. Mag.de Memoria dos emgg.os que ouue no Reconcavo da B.a, e os que oie esta desfabricados, e juntamente os que se fizerão de nouo depois de estinttos os outros Consulta do Conselho Ultramarino sobre os religiosos de São Bento da província do Brasil que pede provisão semelhante à que se passou aos jesuítas, para não pagarem direitos nas alfândegas, das fazendas que mandarem e lhes forem enviadas Consulta do Conselho Ultramarino sobre os oficiais da Câmara da Bahia e o governador Francisco de Barreto pediram a S. Mag.de passe nova provisão em que se declare que desembargadores, clérigos e religioso paguem donativos e contribuições, para sustento da infantaria Carta do provedor-mor da fazenda Lourenço de Brito Correia para SMag.de Consulta do Conselho Ultramarino sobre as razões e causas que o vice-rei Conde de Obidos teve para não dar execução a reformação dos tenentes generais e capelães do presídio da praça da Bahia Provisão para o Vice-Rei Conde de Obidos pagar a D. Micaela da Silva dinheiro por conta do que se ficou devendo a seu tio o Bispo D. Pedro da Silva Consulta do Conselho Ultramarino sobre a reformação da provisão que pede Silvério da Silva da Fonseca, sobre o pagamento do dinheiro que se lhe tomou por empréstimo do vínculo e herança do Bispo do Brasil, D. Pedro da Silva Consulta do Conselho Ultramarino sobre frei Antonio Gallante, religioso da Santíssima Trindade e catalão de nação, que pede o cargo de administrador no Brasil Alvará sobre as obras da Sé da Bahia. Cópia da provisão que se deu ao Bispo D. Pedro da Silva, para não pagar direitos. Anexo. Carta de Pero de Sousa Pereira para S. Mag.de Parecer de Salvador Correia de Sá sobre o cativeiro dos índios e as religiões poderem ter a administração de uma aldeia que não passe de 02-09-1660 12-02-1659 17-08-1662 12-06-1661 23-05-1662 03-10-1662 10-11-1662 01-03-1662 23-11-1663 02-07-1665 27-02-1669 08-05-1670 17-11-1633 02-10-1632 c.1642 c.1663 129 100 casais, em cada mosteiro, para benefício de sua fazenda Bahia – Não Catalogados Caixa Documento Título 1 40 1 46 Carta de Antonio Teles da Silva 21-10-1643 1 65 Padre Manuel de Castilho 30-10-1645 1 66 Sobre a fundação de um convento na Bahia 12-04-1646 1 82 c.1651 1 109 2 117 2 117 2 117 Frei Manuel da Silveira Carta dos oficiais da Câmara da Cidade da Bahia ao Rei [D. Afonso VI] agradecendo a provisão para que não haja privilegiados que não paguem as contribuições que se lançam para sustento da infantaria Com a Cons.ta inclusa sobre o que pedem os Relig.os do Conuento de nossa s.ra do Monte do Carmo da Cidade da Bahia [Anexo 2] Sobre o que pedem o Prou.al e Relegiozos da ordem de nossa s.a do monte do carmo dos comuentos (sic) do estado do Brazil [Anexo 3] Sobre o que pede o Prior e Relegiozos do comuento de nossa s.a do monte do Carmo da B.a de todos os santos, e uay a cons.ta que se acuza Regimento do Governador Antonio Teles da Silva Data 16-106-1642 03-08-1657 29-01-1661 19-01-1656 17-08-1656 Bahia - Catálogo Eduardo de Castro de Almeida Caixa Documento 1 2-5 1 Título Representação de Manuel do Rego Siqueira, como procurador dos Officiais da Câmara da Cidade de S. Salvador, Bahia de Todos os Santos (...). Rellação dos navios que se perderão hindo e vindo do Estado do Brasil, desde o anno de 1647 athe o fim do anno de 1648 18.00718.012 Data s.d / (1626) c.1648 Patentes de Santo Antonio 1705 Pernambuco Caixa Documento Título Data 3 213 Gaspar Gomes de Mello 1635 3 223 Assinatura do Padre Antonio Veira (clérigo) 15-10-1636 3 275 Petição dos jesuítas cativos 30-05- Anterior a 1638 4 318 Cabo Agostinho Cardoso 23-08-1641 e 18-081642 130 . 19-09-1645 327 Consulta acerca das obras da Sé e do pagamento dos Vigários da Paraíba e Pernambuco Carta de Cosmo de Castro Passos 5 422 Petição de Frei Manoel Calado 03-08-1651 5 429 Frei Manuel da Silveira 03-11-1651 7 626 Petição de Fr. Francisco de Andrada 09-03-1661 4 325 4 15-10-1645 Maranhão - Catálogo Eduardo de Castro de Almeida Caixa Documento Título Data 1 Pará - Catálogo Eduardo de Castro de Almeida Caixa Documento 1 20 1 27 Título Consulta do Conselho da Fazenda para o rei [D. Felipe III] sobre a carta do Capitão mor do Pará] Manuel de Sousa de Eça, apontando a necessidade de padres da Companhia de Jesus e da Ordem de Santo Antônio para doutrinarem os índios e evitarem heresias dos estrangeiros Consulta do Conselho da Fazenda para o rei [D. Felipe III] sobre a concessão de sessenta varas de “buril” para as vestimentas dos religiosos missionários que vão para o Pará Data 28-06-1621 29-03-1624 Rio de Janeiro - Catálogo Eduardo de Castro de Almeida Caixa Documento 602 609 882 Título Consulta do Conselho Ultramarino, acerca do que fizera o Governador do Rio de Janeiro, de terem os Padres da Companhia de Jesus abandonado as aldeias dos índios, cuja a administração lhes estava confiada Carta de Duarte Correia Vasqueanes em que pede socorro para a defesa da praça do Rio de Janeiro Consulta do Conselho Ultramarino sobre a penhora que se mandara fazer em mais de 100.000 cruzados que dois padres biscainhos haviam dado a guardar aos Religiosos da Companhia do Rio de Janeiro, para serem enviados a Biscaia Data 24-07-1647 03-05-1647 23-11-1662 Códices das Mercês Gerais Localização _____ Documento Livros de Consultas de Mercês Gerais de todas as partes ultramarinas – Códice 79 Período (1644-1844) 131 _____ _____ _____ _____ _____ _____ Livros de Consultas de Mercês Gerais de todas as partes ultramarinas – Códice 80 Livros de Consultas de Mercês Gerais de todas as partes ultramarinas – Códice 81 Livros de Consultas de Mercês Gerais de todas as partes ultramarinas – Códice 82 Livros de Consultas de Mercês Gerais de todas as partes ultramarinas – Códice 83 Livros de Consultas de Mercês Gerais de todas as partes ultramarinas – Códice 84 Livros de Consultas de Mercês Gerais de todas as partes ultramarinas – Códice 85 (1645-1647) (1647-1650) (1650-1654) (1654-1661) (1661-1672) (1672-1687) Códices de Consultas do Conselho da Fazenda Localização Documento Período _____ Códice 13 (1644) _____ Códice 37 (1627) _____ Códice 38 (1629) _____ Códice 39 (1631) _____ Códice 40 (1634) _____ Códice 41 (1635) _____ Códice 44 (1640) Códice 278 Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano Localização _____ _____ _____ _____ _____ _____ Documento Dagelijksche Notulen derem Hooger Raden in Brazilië (Nótulas Diárias do Alto Conselho do Brasil) – Volume 3 Dagelijksche Notulen derem Hooger Raden in Brazilië (Nótulas Diárias do Alto Conselho do Brasil) – Volume 4 Dagelijksche Notulen derem Hooger Raden in Brazilië (Nótulas Diárias do Alto Conselho do Brasil) – Volume 5 Dagelijksche Notulen derem Hooger Raden in Brazilië (Nótulas Diárias do Alto Conselho do Brasil) – Volume 6 Dagelijksche Notulen derem Hooger Raden in Brazilië (Nótulas Diárias do Alto Conselho do Brasil) – Volume 7 Dagelijksche Notulen derem Hooger Raden in Brazilië (Nótulas Diárias do Alto Conselho do Brasil) – Volume 10 Período (1637) (1638) (1639) (1640) (1641) (1644) Instituto Geográfico e Histórico da Bahia 132 Localização Cx 01 Doc. 55 Documento Cópia de Carta da Duqueza de Matua ao cabido do colegiado de Guimaraães Autor/Período D. Margarida de Mantua / 1635 Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – Rio de Janeiro Fundo Arquivo Hélio Viana Documento Título Data Relación de la Bahia desde 29 de Março hasta veinte y nuebe de Abril que [...] a Pernambuco; A los Pueblos del Brasil y demas parte en las Indias ocidentales...; varios progressos de los olandeses en el Brasil...; Treslado da Residência que se tirou ao Reverendo Padre [...] Frei Manuel Alvares cujo teor é o seguinte...; Relação de todos os ofícios da fazenda e Justiça que há neste Estado do Brasil... (Documentos da Biblioteca Nacional - Madri - Espanha). 90 p. 1500-1749 DL1567.001 O arraial de D. Marcos Teixeira: contestação à memória do cônego Manuel Barbosa. 4 doc. 527 p. ms. dat. s.l. / s.d. DL1592.002 Dom Marcos Teixeira. Notas / José Wanderley de Araújo Pinho. 2 doc; 14 p. s.l. / s.d. DL1592.003 Dom Marcos Teixeira. Notas e rascunhos. Acréscimos e modificações para uma 2ª edição / José Wanderley de Araújo Pinho. 42 p. s.l. / s.d. 7 Documentos Arquivo Wanderley Pinho Arquivo Wanderley Pinho Arquivo Wanderley Pinho Arquivo Wanderley DL1598.008 Pinho Arquivo Wanderley DL1616.041 Pinho O heroismo de um prelado, de N.C. (Correio da Manhã, 7/10/1956). Sobre o bispo D. Marcos Teixeira. Notas e críticas / José Wanderley de Araújo Pinho. 2 doc; 3 p. Transcrição de consulta do marquês vice-rei sobre uma petição de Marcos Teixeira, bispo eleito do Brasil, sobre o pagamento das bulas da igreja do Brasil. Lisboa, 10/04/1620 (A.H.C. códice nº32, fl.48) / José Wanderley de Araújo Pinho. 1 doc;2 p. s.l. / 1956.out.07 s.l. / s.d. Real Academia de Historia de Madrid Fondo Manuscrito Localização 9/7117 Documento Traslado do auto que mando façer Diego Luis de Oliveira, gobernador del Brasil. Los padres Simão Maceta y Justo Mancilha d ela Compañia de Jesús de la província del Paraguay declaram que: manuel de Mello embarco em la villa dos Santos uma gran cantidad de indios, procedentes de San Pablo, que Autor/Período [S.I] / s.d 133 desembarco casi todos en la capitanía del Espíritu Santo, y otros en Bahia. Y piden que se pregunte a los testigos, cuyos testimonios se insertan 9 /7119 Expedito Brasílica. Cópia em Português (Coimbra, cópia do século XIX) MACEDO, Pe. Francisco de, S.J. / 1626 Colección Jesuitas (Tomos) Localização Documento Autor/Período Catálogo de documentos sobre América de la Expedito Brasílica “Prefari pauca mihi opus ontri MACEDO, Pe. Colección Jesuítas. licet...// Coninbricae Tertio Kal. Decembre, 1626. Francisco de, S.J. / Tomo IV Col. Jesuítas nº Paternitatis vestra indignus filius” Fl. 24. 1626 30. 18 hojas Discurso Del Señor Juan Van Oldenbarneveldt Cauallero, Abogado, de las Provincias de Holanda y Frisia Ocçidental, a los altos y poderosos Señores: OLDENBARNEVEL Doc. 1376 los señores Estados de lãs ditas Prouiçias. Impresso DT, Juan Van em La Haya por Hillebrando Jacobs Impressor ordinário y jurado de los señores Estados de Holanda y Frisia Occidental año de 1618 OBRAS DE REFERÊNCIA ANDRADE, António Alberto Banha de. Dicionário de História da Igreja em Portugal. Lisboa: Editorial Resistência, 1980. BASTO, A. de Magalhães. Alguns Documentos de Interesse para a História do Brasil. Apostila ao Catálogo dos Manuscritos Ultramarinos da Biblioteca Pública Municipal do Porto. Coimbra: Coimbra Editora, 1953. BACKER, Augustin de; BACKER, Aloys de. Bibliothèque des écrivains de la Compagnie de Jésus, par Augustin et Alois de Backer. Liége: Imprimerie de L. Grandmont-Donders. 1858. CARVALHO, Alfredo de. 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