EDIÇÃO
MEDICINA
REVISTA
Os melhores Cursos
de Medicina
Mercado de Trabalho
Não faltam empregos
para médicos
Entrevista
Dr. Lucas Darrigo, ex-aluno do
Anglo, responsável pela UTI do
Hospital São José
Uma publicação
Anglo Cassiano Ricardo
Ensino Médio e Pré-vestibular
São José dos Campos/SP
Ano 1 - Nº 1 - 2012
A
conquista
do
Sonho
Como se preparar para
abraçar uma carreira
de sucesso
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
1
RegionalMarketing
Editorial
Entre os principais propósitos do Anglo está o de sempre
garantir a seus alunos o máximo em recursos, para que sejam
bem-sucedidos, tanto na aprendizagem quanto em suas futuras
carreiras profissionais. Com a revista Medicina, oferecemos
aos estudantes a chance de conhecer detalhes sobre o curso, o
exercício da profissão e o mercado de trabalho, entre outros
aspectos. Nossa maior expectativa é proporcionar aos vestibulandos a tranquilidade necessária para uma escolha segura em
um momento crucial de suas vidas.
Anísio Spani e Saulo Daolio.
Mantenedores
Anúncio
Índice
Por que Medicina?
Expediente
APROVAÇÕES em MEDICINA
Por onde
passam, nossas
feras deixam
marcas.
2
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
Desde 2001, o Anglo Cassiano
Ricardo possibilita aprovações nas
melhores Universidades do país.
Siga os passos de quem já entrou:
faça Anglo.
www.anglosaojose.com.br
pag. 4
Dr. Lucas Darrigo - Medicina é para quem gosta de estudar pag. 6
Doutores em família
pag. 9
Revista Anglo - edição Medicina.
Uma publicação do Anglo Cassiano Ricardo
Ensino Médio e Pré-Vestibular:
R. Laurent Martins, 329 - Jardim Esplanada II
São José dos Campos.
Realidade X Mito
pag. 10
Residência Médica, mais uma disputa acirrada
pag. 11
O que ajuda a conquistar o sonho?
pag. 13
Tiragem: 10.000 exemplares com distribuição
gratuita. Ano de edição: 2012. Todos os direitos
reservados - a reprodução do conteúdo das
matérias depende de autorização dos detentores
dos direitos autorais e citação da fonte. ©Anglo
Cassiano Ricardo.
Prepare-se para uma vida de atenção aos estudos
pag. 14
A palavra de quem chegou lá
pag. 16
É fundamental pensar Medicina 24h por dia
pag. 18
Especialista ou generalista?
pag. 19
Estudantes buscam centros de excelência
pag. 20
Médicos preferem as grandes cidades
pag. 22
Opinião - Sérgio dos Passos Ramos
pag. 24
Paixão ao primeiro plantão
pag. 26
Coordenação geral e distribuição: Anglo
Cassiano Ricardo - Ensino Médio e Prévestibular.
Jornalista responsável:
Vera Lúcia Nascimento Almeida
Mtb 11.071
Revisão: Haroldo Barbosa Filho
Projeto gráfico, diagramação e arte final:
Regional Marketing
Impressão: Mais Artes Gráficas
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
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Na opinião do psicoterapeuta e especialista em psicologia educacional Leo Fraiman,
a própria natureza humana explica o
interesse por essa carreira: “Descobrir e
preservar a vida é inerente ao homem. O
desenvolvimento da Medicina faz parte
dessa luta. Por isso, muitos continuam
e continuarão se identificando com essa
ciência”.
Por que
Medicina
As vagas para o curso de Medicina continuam
sendo as mais disputadas no ensino
superior, tanto nas instituições públicas
quanto nas privadas. Na Unicamp, o número
de candidatos por vaga chegou a 114,4 no
vestibular de 2012, enquanto na Faculdade
de Medicina de Barretos, que abriu sua
primeira turma este ano, o índice foi de 54.
A identificação reforça o fascínio em
torno da profissão, justificando a atração
que a Medicina exerce sobre os jovens.
Especialistas alertam que isso pode levar a
uma escolha errada, caso o encantamento
venha a se sobrepor à visão baseada na
realidade. Cresce, assim, a importância
da orientação para uma escolha segura.
“É necessário que o estudante conheça
a realidade, tenha informações sobre o
curso, o mercado de trabalho, a prática
profissional”, diz Fraiman. Ele adverte
que o jovem deve estar ciente das nuances que cercam o exercício da Medicina,
como fatores de estresse, oportunidades
e dificuldades, “para não idealizar e se
decepcionar no futuro”.
Nesse aspecto a escola tem um papel fundamental, através de atividades e dinâminas variadas. A psicóloga e orientadora
profissional Alessandra Rosa Schönwald
utiliza essas ferramentas com os alunos
do Anglo, a partir do 2° ano do ensino
médio. Em grupos e individualmente, eles
são levados a refletir sobre suas histórias
de vida, são informados sobre carreiras e
esboçam um projeto de futuro. “Ajudamos
o estudante a buscar o autoconhecimento,
a pensar em coisas que nunca pensou
antes”, afirma a psicóloga.
Leo Fraiman faz outra advertência: “Entrar na faculdade é importante, mas isso
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REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
não basta.” Ele salienta que “no Brasil, 900
mil alunos desistem de cursos universitários anualmente, uma consequência da
falta de preparo do vestibulando para a
vida. Muitas escolas brasileiras ainda não
se preocupam em preparar o estudante em
seus aspectos emocionais e atitudinais”.
Alessandra explica que todos os alunos
do Anglo com escolha definida pela
Medicina passam por questionamentos.
“No caso dessa e de qualquer outra carreira, o estudante precisa entender o que
o levou a fazer a opção e suas consequências para o futuro”, acentua. Conforme a
psicóloga, muitos são movidos pelo desejo
de ajudar o próximo. Apesar de um certo
“endeusamento” em torno da profissão,
Fraiman acredita que já na fase de preparação para o vestibular, aqueles que são
menos identificados acabam desistindo.
A nota de corte e a relação candidatos/vagas são dois pré-filtros que exigem muita
dedicação do estudante. Os que chegam ao
primeiro ano da faculdade passam por um
novo filtro, devido à rotina e atividades
acadêmicas.
Em síntese, aos que pensam em ingressar
em um curso de Medicina, o especialista
em psicologia educacional sentencia:
“Médico tem que gostar de gente . Deve
lutar para ver essa gente sadia e feliz. Tem
que gostar de trabalhar e estar disposto a
dar conforto e segurança a quem precisa,
em seus momentos mais frágeis. Porque, a
despeito das várias especialidades médicas, ele é um profissional que cuida de
seres humanos inteiros e não em pedaços.”
“É fundamental que o
tripé aluno, família e
escola esteja envolvido
no processo de orientação profissional. Isso faz
grande diferença“.
Leo Fraiman
“A busca pelo autoconhecimento e a projeção
para o futuro ajudam o
jovem a refletir sobre o
que realmente interessa. Como fazemos com
todos os nossos alunos,
aqueles que escolhem
Medicina são bastante
questionados sobre a
opção”.
Alessandra Schönwald
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
5
O senhor tem algum parente
que é médico? Como chegou
ao curso de Medicina?
Medicina
é para
quem
gosta de
estudar
Não tenho nenhum parente médico.
Cheguei ao curso de Medicina de
forma curiosa. Na escola eu sempre
me destaquei em matérias como Física
e Matemática. Fiz uma espécie de
cursinho no Anglo. Naquela época se
chamava “terceirão”. Acabei fazendo
vestibular para Engenharia Mecânica,
na Unicamp, e passei. Cursei durante
sete meses, mas no início do segundo
semestre senti um grande vazio. Comecei a achar que não era aquilo que
eu queria. Na verdade, sempre gostei
das matérias de Exatas, mas também
me interessava muito pela área de
Humanas. Senti falta disso no curso de
Engenharia. Então decidi abandonar e
prestei novo vestibular.
Já havia pensado em estudar
Medicina antes?
ENTREVISTA
LUCAS DARRIGO
O geriatra acredita que, para ser médico, gostar de estudar é até mais importante do que
ter uma vocação nata. Ele também entende que há desnível entre as diversas faculdades e
que a profissão perdeu prestígio ao longo dos anos.
Ex-aluno do Anglo, Lucas Eduardo Darrigo, 45 anos, atualmente é o responsável pela UTI e pela enfermaria de Clínica
Médica do Hospital São José. Trabalha em média 10 horas
por dia, dividindo o tempo entre o hospital e o consultório.
Formado há 20 anos pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), se considera realizado na profissão, que só escolheu
depois de cursar sete meses de Engenharia Mecânica, na
Unicamp. A quem pretende estudar Medicina ele informa:
“Ser médico vale a pena, mas a profissão não tem nada de
6
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
glamourosa”. Observa ainda que o Brasil é um país elitista
e, por conta disso, o acesso à excelência médica continua
sendo para poucos. Casado e pai de dois filhos, diz que não
pretende influenciar a escolha profissional deles. Afirma que
se decidiu pela medicina, “porque é uma área muito intensa,
com um leque enorme de opções. O vestibular é apenas o
começo. Médico tem que se interessar por diversas áreas do
conhecimento. Até mesmo pelos clássicos da literatura”.
Isso nunca tinha passado pela minha
cabeça. Havia toda uma aura sobre o
vestibular e inicialmente acho que fui
mais pelo desafio. Felizmente passei no
primeiro que prestei e me identifiquei
logo com a carreira. Se o tempo voltasse faria tudo novamente. O que aconteceu comigo é que eu tinha interesse
por muitas coisas e percebi que o curso
de Engenharia não supriria esse lado.
Quem opta por Medicina tem que
saber que, depois do vestibular, novas
opções se abrem porque a carreira médica tem inúmeros campos de atuação.
Ela é muito intensa e interessante.
Então ter vocação não é imprescindível?
É fundamental gostar de estudar, porque médico estuda a vida toda . Precisa
correr sempre atrás do conhecimento.
Quem não gosta de estudar não deve
escolher essa carreira. Um médico
tem que se interessar por diversas
áreas. Deve, por exemplo, ler clássicos
da literatura, tão importantes para o
conhecimento da alma humana. Então,
da literatura à biologia molecular,
são incontáveis as áreas pelas quais o
médico deve se interessar. Isso ajuda
no relacionamento com o paciente. Já a
vocação é um aspecto um pouco vago
para quem tem 16 ou 17 anos. Nesse
sentido eu admiro o sistema norteamericano, no qual o aluno ingressa
na universidade ainda sem opção
definida. Somente depois de dois anos
ele escolhe, de fato, que carreira quer
seguir.
O senhor considera que o curso de Medicina prepara bem o
profissional?
Sou muito grato e orgulhoso pela escola onde estudei. O curso da Unifesp
me deu as ferramentas e as bases para a
prática. Obviamente ninguém sai pronto do curso, assim como de nenhum
outro. Sendo assim, acho importante
escolher uma boa faculdade, em condições de formar bons profissionais.
Embora haja no mercado excelentes
profissionais vindos de faculdades
menos favorecidas. Talvez aí entre a
questão da vocação. Tem gente que se
identifica a tal ponto com a carreira
que acaba até superando as deficiências
do curso. Eu percebi que estava no
lugar certo já nos primeiros anos de
faculdade, mas isso não quer dizer que
o curso não seja difícil. O fato é que os
6 anos ainda não preparam totalmente.
No período de residência o estudante
vivencia mais intensamente a prática
médica.
Como o senhor avalia o nível
da medicina praticada no
Brasil?
Temos profissionais de nível de excelência, comparável ao dos melhores
profissionais dos Estados Unidos e Europa. O problema é que o Brasil é um
país elitista e apenas as elites acabam
tendo acesso a essa excelência médica.
Também há um grande desnível na
qualidade de formação de alguns profissionais. Felizmente isso não impede
que tenhamos grandes expoentes em
todos os campos de atuação, inclusive
na produção científica, onde o país já
ocupa um bom lugar.
E o nosso sistema de saúde?
Ele ainda está em formação e possui
muitas injustiças. A questão dos honorários médicos é um bom exemplo
disso. Há profissionais muito bem
remunerados, enquanto outros, mesmo
bem preparados, enfrentam dificuldades nesse sentido. Quem quer cursar
Medicina não deve ter uma visão
distorcida sobre a realidade da prática
médica no Brasil. Temos médicos
famosos, que aparecem nos meios de
comunicação, mas não se pode ter uma
visão de sonho sobre a profissão.
Como anda a relação médico/
paciente?
A correria da vida atual e a interposição de tantos exames entre o médico
e o paciente acabam ocasionando um
distanciamento indesejável. É um efeito colateral muito comum na medicina
hoje. Mas quem souber usar bem a
tecnologia não terá o problema de se
distanciar do paciente. Aqui entra também a questão do sucateamento dos
honorários. Há profissionais que não
conseguem superar isso, fazendo uma
medicina mais protocolar e menos
humanizada. A relação com o paciente
também mudou em função do maior
acesso das pessoas à informação. Muita
gente chega ao consultório com informações técnicas (extraídas da internet,
por exemplo) que não sabe interpretar.
Isso dificulta um pouco nosso trabalho.
É uma coisa delicada com a qual temos
que aprender a lidar. Muitas vezes o
paciente também acredita 100% nos
resultados e quando isso não acontece, pode achar que houve falhas no
tratamento.
O senhor escolheu a Geriatria, então sempre busca mais
proximidade com o paciente?
Eu fiz residência em clínica médica,
subespecialidade em doenças infecciosas e pós-graduação em infecção nos
pacientes idosos. Como geriatra, penso
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
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“Quem quer
cursar Medicina
não deve ter
uma visão
distorcida sobre
a realidade da
prática médica
no Brasil.”
Lucas Eduardo Darrigo
que não é possível atuar sem conhecer
melhor a família do paciente. Escolhi
a Geriatria também por esse aspecto
da especialidade. A formação exigida
é, necessariamente, generalista. Corri
atrás da medicina exatamente porque
sempre desejei ter um conhecimento
generalista. A prática da clínica médica
se encaixa perfeitamente nesse modo
de pensar o conhecimento e a profissão. Como o Brasil vive uma transição
demográfica impressionante, com o
envelhecimento da população, vem aumentando o espaço para a atuação do
médico nessa área, que é relativamente
nova por aqui.
Como é sua rotina de trabalho?
Trabalho há 12 anos no Hospital São
José, onde sou responsável pela enfermaria de Clínica Médica e a UTI. Não
faço mais plantões noturnos, a não
ser quando há problemas de escala na
equipe. Já consigo não trabalhar aos finais de semana, mas pelo menos umas
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REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
duas vezes por mês eu acabo indo ao
hospital aos sábados e domingos. Costumo trabalhar no hospital pela manhã
e no consultório à tarde, somando 10
horas por dia. Acho que mais do que
isso fica difícil para o profissional, mas
muita gente ultrapassa esse tempo. Eu
mesmo já fiz isso. Não é raro eu voltar
ao hospital à noite, para passar visita
aos pacientes.
Houve muitas mudanças na
prática da medicina ao longo
do tempo?
Existe hoje o aspecto multiprofissional.
O médico já não é mais visto como
uma figura dotada de superpoderes.
Nossa tarefa nos hospitais agora é
dividida com vários outros profissionais, como enfermeiros, psicólogos,
nutricionistas, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos. São carreiras
fundamentais dentro do hospital, tão
indispensáveis quanto o médico.
O que um futuro médico pode
esperar da profissão?
Ser médico exige muita dedicação de
tempo e energia. Em certos aspectos
exige sacrifícios. No início da carreira,
todo mundo trabalha à noite, dá plantão. Dependendo da especialidade, durante muito tempo é comum trabalhar
aos finais de semana. Na minha casa
até hoje é comum a queixa de que eu
gosto mais de ficar no hospital. Mas é
fundamental que o médico tenha seus
momentos de lazer, seus hobbies. Entretanto, é inegável que nossa profissão
demanda uma carga de atenção maior.
Saímos da faculdade e da residência
ainda com uma formação incompleta.
Um médico só se sente maduro após
alguns anos de experiência. Alguns
profissionais se realizam logo no
começo, mas acredito que a maioria
passe por um processo lento, como o
da própria vida. Vale a pena, porque a
medicina é uma área maravilhosa de
atuação. Mas quem se decidir por ela
não deve esperar vida fácil.
Doutores
em família
Pesquisa
realizada pela
Fundação
Oswaldo Cruz
informa que 48%
dos médicos
brasileiros
têm parentes
que também
estudaram ou
estão estudando
Medicina.
Na verdade, apesar dos grandes desafios
impostos pela profissão, nenhum médico
consegue esconder a satisfação quando
algum parente direto decide fazer a mesma opção. Foi assim com o casal Israel e
Maria Luisa Leiderman (endocrinologista e
alergista, respectivamente, ambos formados
pela UFRJ há 25 anos), pais da jovem Dafne,
que se forma este ano pela Faculdade de
Medicina da USP.
Com Luiz Claudio Coutinho (urologista)
também não foi diferente. A filha Gabriela
está cursando o primeiro ano na Faculdade
de Medicina de Petrópolis e o pai, médico
formado há 22 anos pela Unesp de Botucatu, não esconde seu orgulho.
Os pais entendem que a escola foi fundamental para o sucesso de Dafne e Gabriela
no vestibular. O Dr. Israel cita a importância do tripé composto também pelo
aluno e a família. “A Dafne teve seu mérito,
esforçou-se, e nós, junto com a equipe do
Anglo, lhe demos todo o suporte”, diz.
O Dr. Luiz Claudio, por sua vez , lembra
que Gabriela estudou a vida toda na mesma
escola. “Os professores dedicados e o conteúdo didático foram decisivos na preparação
dela”, frisa. Aos pais de estudantes que pretendem cursar Medicina, o médico aconselha paciência e total apoio aos filhos.
Israel Leiderman conta que sempre incentiva a filha a ser uma das melhores de sua turma. A quase médica não gosta muito, mas
até hoje ele e a esposa Maria Luísa gostam
de acompanhar suas notas. Em compensação, o pai afirma convicto: “Ela será uma
grande médica, eu garanto”.
Luiz Claudio Coutinho segue a mesma linha
e confia plenamente na dedicação da filha ao
curso. “Para ser bem-sucedido na carreira,
todo médico precisa estudar com afinco
além de preparar-se para servir ao próximo
com a alma e o coração. Tenho certeza que
minha filha preencherá esses requisitos”.
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
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LITERATURA
Realidade X Mito
Ao decidir escrever o livo “A Estratégia da Lagartixa - Uma
viagem pelos bastidores da Medicina” (Editora Novo Século
- 2010), o médico Dário Birolini teve a intenção de reduzir
as expectativas dos pacientes em relação aos superpoderes
dos médicos e da medicina. Acostumado à rotina exaustiva
de cirurgião, ele enxerga a medicina como “uma área apaixonante, mas bastante trabalhosa”.
Na opinião dele, muitas vezes pacientes e médicos se esquecem que, “apesar de toda a evolução, a medicina é uma mistura de ciência e arte. Vêm daí boa parte das insatisfações
para com a atuação dos profissionais”. Considera compreensível que jovens se sintam empolgados com a possibilidade
de vir a salvar vidas, trabalhar com tecnologias de última
geração, alcançar status social. Mas dá o alerta: “Tudo isso
pode ocorrer. Contudo, quem ingressa na profissão com esse
foco, quase sempre se frustra”.
“É preciso passar uma
ideia mais realista sobre
essa profissão que cuida
de gente, mas também é
exercida por gente, com
todas as suas limitações
e defeitos”
Dário Birolini
10 REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
O livro que revela os bastidores da medicina tem linguagem
acessível, “exatamente porque quero desmistificar. É preciso
passar uma ideia mais realista sobre essa profissão que cuida
de gente, mas também é exercida por gente, com todas as
suas limitações e defeitos”, frisa.
Nas palestras que faz para jovens estudantes nunca há indiferença da plateia. Dário Birolini procura tratar o tema com
seriedade, mas de forma divertida. Acaba surpreendendo
os espectadores. “Há quem saia com mais convicção de que
quer ser médico, mas também há quem conclua que não
tem estômago para isso”, diz.
À pergunta sobre características que alguém deve ter para
exercer a medicina, ele é categórico: “Não creio que haja
nenhuma específica”. O cirurgião acha que quem não tem
QI acima da média terá que se esforçar mais para passar no
vestibular e depois encarar de frente uma profissão que exige
muita responsabilidade, estudo, dedicação e sacrifícios.
“Mas que continua valendo a pena!”, garante.
Residência
Médica, mais
uma disputa
acirrada
Quem decide estudar Medicina precisa saber que, passados alguns
anos de curso, terá que enfrentar outra etapa tão ou mais difícil
que o vestibular: a residência médica . Trata-se de um curso que
dá oportunidade de especialização. Só entra quem é aprovado em
concursos cada vez mais disputados.
A residência médica é uma modalidade de especialização reconhecida pelo MEC, encontrada
em instituições de saúde, universitárias ou não. O médico não é obrigado a passar por essa etapa,
mas ela é fundamental para o aprimoramento profissional em um dos ramos da ciência médica.
Anualmente são disponibilizadas 7 mil vagas no Brasil.
Os candidatos são submetidos a um processo de seleção estabelecido pela Comissão Nacional
de Residência Médica. Uma prova teórica testa os conhecimentos adquiridos ao longo do curso,
principalmente em relação à especialidade escolhida. A entrevista pessoal e a análise do currículo
também costumam contar pontos.
Os aprovados passam a ter contato com profissionais experientes e qualificados. Começam a
participar ativamente das equipes dos hospitais, com dedicação exclusiva. A legislação estabelece
o pagamento de uma bolsa mensal em torno de R$ 2,4 mil, correspondente a uma jornada de
trabalho de 60 horas semanais.
O período de residência pode durar de dois a cinco anos. No final o médico ainda tem que fazer
uma prova para só então obter o título de especialista. Muitos recém-formados procuram aumentar a renda mensal trabalhando em plantões nos hospitais. O médico que opta por não fazer a
residência acaba limitando sua formação.
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA 11
O que
ajuda a
conquistar
o sonho?
Dedicação, responsabilidade, regularidade são algumas das palavras comuns
entre os aprovados em Medicina,
quando questionados sobre dicas para
quem ainda vai enfrentar o vestibular.
Mas estudantes e professores concordam que nem sempre o sacrifício é
sinônimo de resultado.
A maioria admite que precisou se
adaptar, com mais horas de estudos
extra-aulas por dia, mas muitos asseguram que não precisaram exagerar.
Estudante do 4° ano do curso da
USP, Marcelo Traballi diz que sempre
achou que não havia segredos para ser
aprovado. Conta que, além de estudar
bastante, teve apenas que fazer algumas mudanças em sua agenda social.
“Eu passei a sair só uma vez no final
de semana, mas não cheguei a abandonar os hábitos que tinha”. O estudante
acrescenta que o ambiente escolar
durante todo o ensino médio também
contou pontos a seu favor: “Não senti a
pressão do vestibular”.
Encontrar tempo para descansar entre
os períodos de estudos é fundamental.
Se o jovem puder aproveitar esse intervalo para praticar esportes, realizar
atividades sociais e de lazer, melhor
ainda. O professor Gustavo Salatino
(do Sistema Anglo - São Paulo) recomenda aos seus alunos do cursinho
12 REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
À primeira vista , passar no vestibular
de Medicina pode parecer um feito
quase impossível para muitos
estudantes. Quem já conseguiu incluir
o nome na lista de aprovados não
define uma receita de sucesso. Mas
todos concordam que é necessária
uma rotina intensa de estudos , doses
de descanso e muito foco.
pré-vestibular que atentem para esse
aspecto. Ele observa que “o estudante
tem que chegar à prova bem não apenas tecnicamente, mas também física
e emocionalmente. O fator limitante
para atingir sua meta será aquele em
que estiver pior preparado”, garante.
Matheus Rodolfo Alckmin, aluno do
2° ano de Medicina, prestou atenção a
esses detalhes. Comenta que disciplina,
foco e determinação foram suas armas
para passar na Unicamp. Mas não
deixa de salientar: “Fazer o máximo
não quer dizer ficar neurótico, porque
isso abala o lado psicológico. O melhor
é tentar conciliar os estudos com atividade física, namoro e amigos”.
Está claro que ninguém consegue vaga
nos principais processos seletivos do
país sem estudar bastante. Mas cabe
a cada um estabelecer seus métodos e
limites. O vestibulando deve estudar
com inteligência e não como um louco.
Gabriela Coutinho, que está no 1° ano
da Faculdade de Medicina de Petrópolis, às vezes estudava mais de 8 horas
por dia. Ela preferia permanecer na
escola após as aulas e ainda revia a matéria em casa, antes de dormir. Embora
com bem menos frequência, conseguiu
manter hábitos como ir ao cinema e
sair com amigos.
Dafne Leiderman está no 6° ano do
curso da USP e lembra que o ano do
cursinho foi de bastante esforço e treino. “Esqueci a balada, colei fórmulas
em portas e espelhos do quarto e fiz
todas as provas que pude”. Lembra
ainda que “quem treina bastante, no
final acaba sabendo até a ordem das
questões de cada prova”. Por isso, ela
recomenda que o vestibulando faça as
provas dos últimos 10 anos da faculdade que escolher.
Marcelo, Matheus, Dafne e Gabriela,
são ex-alunos do Anglo e destacam o
apoio dos professores como preponderante para o sucesso no vestibular.
Eles se lembram bem dos simulados e
testes aplicados durante todo o ano do
vestibular, além das aulas de aprofundamento”. É bom fazer o simulado
como se fosse a prova do vestibular e
focar no resultado”, mais uma dica da
quase doutora Dafne.
Além da satisfação por conquistar o
sonho de estudar Medicina, quem já
foi aprovado compartilha a certeza
de que faria tudo novamente. Muitos
enfrentaram momentos de insegurança
e ansiedade. Mas se tivessem que dar
um recado aos candidatos a seguir o
mesmo caminho, certamente diriam:
“Vale muito a pena!”
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA 13
RegionalMarketing
Prepare-se
para uma vida
de atenção aos
estudos
Médicos não param de estudar
quando terminam a faculdade
Vencido o desafio do vestibular, chega a
hora de o jovem mostrar se está mesmo
disposto a se tornar médico. O currículo do
curso de Medicina é considerado “puxado”.
São seis anos de aulas em período integral.
Inclui ainda atividades como seminários,
pesquisas e os plantões em hospitais. Nos
dois primeiros anos o aluno estuda disciplinas básicas como biologia, fisiologia, anatomia e bioquímica. Em várias instituições
as turmas frequentam serviços e postos de
saúde desde os primeiros períodos, assistindo o atendimento aos pacientes.
Desde o início o curso dá mostras da responsabilidade assumida por quem se dispõe
a seguir a carreira médica. Com o passar do
tempo, o acadêmico começa a mergulhar na
ciência que investiga a natureza e as causas
das doenças humanas. O estudante da Unicamp, Matheus Alckmin, está entusiasmado.
Mas acrescenta que no início do curso sentiu falta da didática do pré-vestibular. “Os
professores são ótimos, os maiores pesquisadores da América Latina, mas a rotina de
estudos é autônoma e algumas matérias são
bem difíceis”.
Na maioria das faculdades os alunos só
iniciam o atendimento aos pacientes no
terceiro ano, através das disciplinas profis-
14 REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
sionalizantes. O objetivo é treiná-los para
examinar e tratar as pessoas. Após cumprir
os seis anos de estudos, o futuro médico
ainda terá dois anos de residência pela frente, período em que atuará em uma unidade
hospitalar visando à especialização.
Enganam-se os que acham que, após diplomados e com o certificado de residência,
poderão deixar para trás a fase de estudos.
Uma das principais exigências da profissão
é a disposição para a pesquisa e a constante
reciclagem. O bom médico precisa estar
bem informado sobre novas drogas, formas
de diagnósticos e tratamentos avançados
para beneficiar os pacientes.
As salas de aula dos cursos de Medicina
continuam lotadas, o que comprova que a
tradição está longe de ser quebrada. É difícil
encontrar um médico que não fale dos
desgastes impostos pelo cotidiano. Mas, em
contrapartida, é fácil achar quem descreva
os prazeres proporcionados pelo exercício
profissional. Cursando o 2°ano, Matheus,
ex-aluno do cursinho no Anglo, espera que
ele e os colegas tenham garra e perseverem
no caminho escolhido. Ele acredita que poderá retribuir com seu trabalho aquilo que
a sociedade lhe proporciona na universidade pública. “Acho que posso contribuir na
conquista do bem-estar das pessoas, através
do exercício da medicina”, finaliza.
VESTIBULAR DE
MEDICINA É DOSE
PRA LEÃO.
Em 2009 havia
185 cursos de
Medicina no Brasil,
oferecendo 16.876
vagas.
77 novos cursos
foram abertos,
a maioria
particulares, entre
2000 e 2011.
20 novas escolas
serão abertas até
2014.
Fonte: Instituto de Pesquisa e
Ensino Médico (IPEMED) e Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (INEP).
NA
I
TURMA MEDIC
UM CURSO FEITO PRA VOCÊ.
A Turma Medicina Smart é isso:
um curso diferenciado, feito para atender
a todas as suas necessidades específicas
de preparação para o vestibular.
Na Turma Medicina Smart, tudo é
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REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA 15
A palavra de
quem chegou lá
Ex-alunos do Anglo que hoje são médicos bem-sucedidos na carreira
Bom aluno durante toda a vida escolar, o
ortopedista Renzo Maiorino confessa que ficou desapontado por não conseguir vaga na
Faculdade de Medicina da USP, assim que
concluiu o ensino médio. Mas não demorou
a perceber que essa conquista exigiria dele
muito mais dedicação.
Dr. Renzo Maiorino
Ortopedista
Assim que terminou o ensino médio no
Anglo, Renzo foi aprovado no vestibular da
Santa Casa de São Paulo. Mas ainda não era
o que queria. Seu sonho sempre foi estudar
na USP e ele optou por continuar a persegui-lo. Fez mais um ano de cursinho e não
se arrependeu. Não só foi aprovado na USP,
como em outros dois vestibulares concorridos (Unicamp e Unesp).
“Naquela época a disputa já era acirrada,
mas fui muito bem preparado no Anglo e
sou grato por isso”. Na opinião do médico, todo vestibulando bem preparado não
precisa ter receio de encarar o desafio. Ele
ressalta que o clima em sala de aula, o apoio
dos professores e o material didático foram
fundamentais para o seu sucesso.
Formado há 25 anos e apaixonado pelo que
faz, o psiquiatra Wander Cyrio Nogueira
Filho compara o esforço de quem pretende
estudar Medicina ao de um maratonista. “É
necessária muita dedicação, mas também
um bom planejamento para chegar em boas
condições na reta final”, avisa.
Renzo Maiorino observa que o aluno deve
considerar o vestibular apenas como mais
uma fase de sua vida, mas consciente de
que são necessárias disciplina e restrições
em sua rotina, tudo em nome do resultado
almejado.
Formado há 14 anos, o ortopedista escolheu
fazer especialização em ombro no Hospital
das Clínicas de São Paulo. Na visão dele, a
Medicina continua sendo uma carreira muito interessante. Embora entenda que atualmente o médico já não seja tão prestigiado
quanto no passado. “Isso vem ocorrendo
porque há um número grande de faculdades ruins, oferecendo formação deficitária”,
explica. Outra razão que ele aponta é a
concentração dos profissionais nos grandes centros. Satisfeito com sua profissão, o
Dr. Renzo avisa a quem realmente estiver
disposto a se dedicar, que há na medicina
inúmeros caminhos a seguir, com muitas e
variadas opções de trabalho.
Dr. Wander Cyrio
Nogueira Filho
Psiquiatra
Em1980, ele enfrentou um dos vestibulares
mais concorridos do país (o da USP), mas
destaca que conseguir vaga em um bom curso é apenas o primeiro de muitos desafios
para quem quer ser médico. E adverte: tratase de uma carreira em que não é possível
abrir mão da vocação.
Ex-aluno do Anglo, o doutor Wander lembra com saudades dos tempos de cursinho.
“Foi um período determinante para o meu
desempenho. Tive muito apoio dos professores”. Para quem quer se sair bem no
vestibular, assim como na vida profissional,
o médico sugere levar a sério todo o ensino
médio. Na fase preparatória para a disputa,
considera imprescindível dosar o estudo
com atividades físicas, lazer e convívio
social.
Quando ele ingressou na USP, o vestibular
de Medicina já tinha a fama de ser um dos
16 REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
mais difíceis, principalmente nas universidades públicas. Por isso, adotou uma rotina
de estudos rigorosa, mas conta que a postura
da equipe da escola, “humana, calorosa e até
divertida” fazia a diferença. “Isso aliviava o
clima tenso daquela fase”, frisa.
Psiquiatra com especialização na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto,
Wander Nogueira é um profissional realizado e feliz com suas escolhas. Aos jovens
que pensam em seguir a carreira recomenda
atenção especial a características que, na visão dele, são ferramentas imprescindíveis a
qualquer médico: gostar de gente, de manter
contato, de conviver; exercitar permanentemente a compreensão, ser sensível, ter
empatia.
Quem possuir essa base, avalia, certamente
conseguirá superar mais facilmente as questões financeiras e burocráticas que por vezes
ameaçam a profissão. Mais do que isso,
ressalta que “em tempos de tanta diversidade mas também de tanta intolerância e falta
de discernimento, somente o profissional
vocacionado é capaz de ajudar a aliviar a
dor. A medicina continua sendo uma bela
escolha!”, conclui.
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA 17
É fundamental
pensar Medicina
24h por dia
Com a autoridade de quem há mais de 30 anos ajuda a preparar
centenas de estudantes para o vestibular, o professor de Biologia e
médico, Heitor Santiago avisa a quem quer estudar Medicina: “Não
se trata apenas de conseguir vaga em um curso extraordinariamente
concorrido. A medicina não é só uma profissão. É a escolha por um
modo de vida em que o estudo ocupa papel central”.
Professor do Anglo em São Paulo, Osasco, São José e Taubaté, ele observa que a proporção
entre número de candidatos e vagas, tanto em instituições públicas quanto nas particulares,
não deixa dúvidas sobre o grau de dificuldade do vestibular de Medicina.
Entretanto, assegura que isso ainda é pouco diante do que o estudante terá de enfrentar
durante o curso e no exercício profissional. “Para a maioria dos bons estudantes e dos bons
médicos, os estudos, plantões, cursos paralelos, estágios, trabalhos científicos e a renúncia
a algumas atividades, não são encarados como sacrifícios. Isso faz parte da escolha que
fizeram”, afirma. Santiago não indica uma fórmula de sucesso no vestibular. “As recomendações que o Anglo faz para os vestibulandos de todas as áreas são eficientes. Mas não dá
pra negar que passar em Medicina exige muito mais tempo de estudo”, admite.
Especialista
ou generalista?
Como conhecedor das funções de cada órgão do corpo humano, é
responsabilidade do médico diagnosticar doenças, optando pelo
melhor procedimento para combatê-las. Para isso o profissional
pode escolher entre 65 especialidades reconhecidas pelo Conselho
Federal de Medicina.
Em 2011, um estudo conjunto do CFM e do
CREMESP (Conselho Regional de Medicina
do Estado de São Paulo) sobre a demografia
médica no Brasil revelou que mais da metade dos 371.788 médicos em atividade estão
concentrados em apenas sete especialidades.
Em contrapartida, existe no país o reconhecimento da necessidade de mais médicos
generalistas. As pessoas sentem falta daquele
clínico capaz de fazer diagnósticos apenas
observando o paciente, sem a necessidade
de inúmeros exames. Segundo a Sociedade
Brasileira de Clínica Médica, somente 30%
dos exames feitos em São Paulo acusam
algum tipo de anormalidade.
Em função de iniciativas governamentais,
como o PSF (Programa de Saúde da Família), na atual década, o generalista voltou
a ganhar espaço no mercado. É como se o
“médico de família” estivesse de volta. De
qualquer forma, o interesse maior dos formandos de Medicina continua sendo pelas
especialidades consideradas mais tradicionais. Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria,
por exemplo, concentram quase um quarto
18 REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
(24,46%) dos especialistas em atividade no
Brasil. Os números mostram que a proporção entre especialistas e generalistas é de
1,23 para 1.
Algumas especialidades chamam atenção
pelo número muito reduzido de profissionais no mercado. Este é o caso da Geriatria,
que registra somente 716 profissionais em
atividade no país, conforme o levantamento feito no ano passado. As previsões
são de que, em menos de 40 anos, 20% da
população brasileira sejam compostos de
pessoas com mais de 65 anos. Isso abre boas
perspectivas para o recém-formado que se
decidir por essa área.
O maior número
de pediatras,
ginecologistas
e obstetras e
clínicos está
concentrado nos
estados do Rio
Grande do Sul,
Paraná, São Paulo,
Rio de Janeiro e
Minas Gerais.
A mesma pesquisa feita pelo CFM e
CREMESP indica outras 20 especialidades
médicas com menos profissionais, entre elas:
cirurgia cardiovascular, cirurgia pediátrica,
cirurgia do aparelho digestivo, medicina preventiva e social, medicina física e
reabilitação, medicina esportiva e medicina
nuclear.
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA 19
AS MELHORES ESCOLAS
Nota de corte nos
vestibulares de
alguns dos melhores
cursos de Medicina
73
USP
(SP e Ribeirão Preto)
68,8
Unicamp
402,85
Diferença está na estrutura
UNB
Um dos pontos de consenso nas análises sobre as instituições públicas e privadas é a
questão da estrutura. “As públicas são bem estruturadas, têm bons cursos e não visam
lucros”, comenta Nascimento. Já as privadas, completa, “podem ser divididas entre as
filantrópicas, como as Santas Casas e PUCs e os grupos educacionais que investem e
esperam retorno financeiro. “A consequência é que muitas vezes a faculdade é cara, mas
o ensino deixa a desejar”.
Decidir em qual universidade cursar Medicina é uma tarefa tão difícil para os jovens quanto a
escolha da profissão. Os educadores evitam apontar diretamente quais as melhores escolas,
mas os números dos vestibulares não deixam dúvidas.
Algumas instituições conquistaram uma espécie de selo de
qualidade, confirmado pela grande demanda de inscrições
em seus vestibulares e pela alta nota de corte. O curso de
Medicina da USP, por exemplo, aparece na 76ª. posição no
ranking das 500 melhores universidades do mundo, feito
pela Universidade de Xangai (China). É o único brasileiro
com lugar no top 100. No vestibular deste ano a USP aprovou
apenas quem obteve um mínimo de 73 pontos.
Alberto Francisco do Nascimento, coordenador pedagógico
do Sistema Anglo, que anualmente aprova dezenas de alunos
nos vestibulares de Medicina, ressalta: “uma escola de Medicina não pode ser encarada como um simples prédio com
professores dando aulas. Além de boas instalações, ela deve
ter uma boa biblioteca, bons laboratórios e um hospital. Tam-
20 REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
Um bom indicador está no aprendizado prático. Ao contrário dos que contam com
um Hospital Escola, os alunos das particulares dependem de um hospital conveniado.
Ainda assim, muitas vezes eles apenas assistem ao atendimento feito por profissionais.
A eventual participação nos procedimentos médicos acontece somente quando há autorização dos pacientes, o que acaba limitando a desenvoltura do acadêmico.
bém é fundamental que a faculdade se dedique à pesquisa”.
O MEC vem fechando o cerco ao que o professor Gustavo classifica como pseudocursos
médicos, “que são verdadeiros caça-níqueis, de onde os alunos saem mal formados”.
Alguns deles são supervisionados quando não atingem resultados satisfatórios no Exame Nacional de Avaliação de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de
Diferença entre os Resultados Esperados e Observados (IDD).
Nesse aspecto, na maioria dos casos as instituições públicas
apresentam-se em vantagem. “Em geral elas são as melhores.
Seguem um currículo padrão estabelecido pelo MEC, que
cobra o cumprimento com rigor. Um grande diferencial em
relação às privadas é o Hospital Escola, onde os alunos atendem os pacientes sob a supervisão de professores, preceptores
e residentes”, explica o médico e professor do pré-vestibular
do Anglo em São Paulo, Gustavo Salatino.
Os próprios estudantes, segundo o coordenador do Sistema Anglo, se encarregam de
selecionar as melhores escolas. “Os jovens estão preocupados com isso e hoje dispõem
de meios de comunicação que lhes permitem descobrir onde está o melhor ensino”.
Quanto ao nível do que é ensinado nas escolas de Medicina, somente instituições como
USP, Unicamp, Unesp, Santa Casa e Unifesp são considerados centros de excelência,
mas é possível afirmar que o país possui várias outras boas escolas. Do contrário, não
teríamos o chamado “turismo de saúde”. Pessoas de outros países estão vindo se tratar
no Brasil, atraídas pela qualidade da Medicina praticada aqui.
Na lista das melhores escolas de Medicina do Brasil, professores, órgãos de pesquisa e publicações especializadas
costumam citar a USP (São Paulo e Ribeirão Preto), Unicamp, Unifesp, Unesp (Botucatu), Santa Casa de São Paulo,
UFSC, UFPR, UFRJ, UFRGS, UNB.
56
UFPR
79,18
UFSC
822,98
UFRJ
754,11
UFRGS
85,88
UNIFESP
73
Santa Casa (SP)
77
Unesp (Botucatu)
Fonte: Guia do Estudante 2012
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA 21
MERCADO DE TRABALHO
Embora as universidades formem cada vez mais médicos,
a distribuição dessa mão-de-obra continua sendo desigual.
Para cada mil habitantes, o Brasil tem 1,95 médico (nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de 411/1). As diferenças
regionais são bastante acentuadas. O maior contingente de
médicos atua no sudeste (1000/2,61) e no sul (1000/2,03).
Médicos
preferem
as grandes
cidades
De 1970 para cá o número de médicos no Brasil
cresceu 530%. O país tem, conforme pesquisa
realizada pelo CFM (Conselho Federal de
Medicina ) e CREMESP (Conselho Estadual de
Medicina de São Paulo), 372 mil profissionais
em atividade. Ao contrário do que acontece
com a maioria das profissões, encontrar vaga
no mercado de trabalho não é problema para o
médico, segundo dados da Federação Nacional
de Saúde (Fenam).
A preferência dos profissionais pelos grandes centros gera
disparidades comparáveis às de países pobres da África.
Enquanto São Paulo conta com um médico para cada 413
habitantes (média superior até a de países da Europa),
em Roraima a proporção é de 1 para 10.306 pessoas. No
Maranhão, o quadro é pior: 0,68/1000. O problema torna-se
ainda mais grave porque em estados como o Amazonas a
maioria dos profissionais (88%) está concentrada na capital
(Manaus).
Os brasileiros cobram melhorias na saúde, o que aquece o
mercado de contratações, principalmente no serviço público.
Entretanto, segundo a Fenam , os médicos se ressentem da
falta de planos de carreira que lhes garantam segurança.
Levantamentos feitos pela entidade mostram que esse fator,
aliado a outros, como a falta de preparo para lidar com determinadas situações, são decisivos para a concentração dos
profissionais em determinadas regiões. Os que se dispõem a
superar essas barreiras e encaram as deficiências estruturais
não encontram dificuldades para conseguir emprego. Esses
profissionais têm sido contratados pelo poder público, especialmente através do Programa de Saúde da Família.
cos/1000 habitantes.
22 REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
Os estados do norte,
nordeste e centro-oeste
contam com a metade dos
médicos concentrados no
Sul e no Sudeste.
Fonte: CFM
Entidades representativas da categoria lutam pela criação de um cargo
federal para o médico. Dessa forma, ele
faria o concurso com a possibilidade
de prestar serviços em vários locais,
passando por todo o Brasil. Até que
isso aconteça, contudo, o mais provável
é que os profissionais continuem priorizando as capitais para trabalhar, onde
a média atual é de 4,22 médicos/1000
habitantes.
O salário inicial do médico, por 20 horas semanais
de trabalho, é de cerca de
R$ 2.200,00 nas prefeituras do estado de São
Paulo.
Fonte: CREMESP
Mais de 150 mil médicos
atendem 45 milhões de
brasileiros que possuem
planos de saúde. O maior
problema na relação
entre os profissionais e
as operadoras é o baixo
valor pago pelas consultas. Há planos que pagam
apenas R$ 12 por consulta.
Fonte:CREMESP
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA 23
Opinião
“Temos colegas que
se destacam e são
aprovados nos mais
disputados certames
no exterior.”
Sérgio dos Passos Ramos
Presidente da Regional de São José dos Campos
da Associação Paulista de Medicina.
Continua faltando estrutura
Ainda falta uma política adequada de
distribuição dos médicos no Brasil . O
maior número continua concentrado
no Sudeste. A consequência, destaca o
presidente da regional de São José dos
Campos da Associação Paulista de Medicina, Sérgio dos Passos Ramos, é que
a abertura de novas vagas para o curso
de Medicina (são 2.415 em 2012) não
se reflete na qualidade dos serviços de
saúde oferecidos à população.
Segundo o médico, uma série de fatores
contribuem para essa realidade. A começar pelo fato de a maioria dos estudantes
das diversas faculdades ser originária de
estados como São Paulo, Rio de Janeiro
e Minas Gerais. Depois de formados,
quase todos fazem o caminho de volta
para suas cidades. Por outro lado, o presidente da APM chama a atenção para a
mudança no comportamento dos alunos
de Medicina. “No meu tempo, o maior
sonho era montar consultório, hoje o
recém-formado se preocupa com vários
aspectos da qualidade de vida”, diz.
Isso explica a concentração de profissionais nos grandes centros e a falta deles no
24 REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
interior. O médico ressalta que em 2020
a previsão é de que o Brasil tenha 2,20
médicos para cada mil habitantes, o que
avalia como um ótimo número, “suficiente e necessário”. Mas tudo dependerá
de uma série de medidas. “É preciso
entender que médicos sozinhos não levam saúde aos locais mais distantes. Isso
envolve um conjunto de atitudes, como
saneamento básico, por exemplo”.
Ramos acrescenta que muitos médicos
não vão trabalhar no interior, apesar de
salários atraentes, porque não querem
colocar seus registros profissionais
(CRM) em risco. “Eles sabem que não
encontrarão estrutura e terão de se
sacrificar”. Um dos grandes problemas
enfrentados pelos médicos são as dificuldades para dar continuidade ao tratamento do paciente. Faltam hospitais de
retaguarda, o que frustra o profissional
nas tentativas de transferência do doente.
Por essas e outras razões, Sérgio dos
Passos Ramos, ginecologista formado há
42 anos pela Unicamp, compreende que
hoje o sonho de muitos estudantes de
Medicina seja a especialização em áreas
como a Dermatologia, Cirurgia Plástica
ou Oftalmologia. “Elas não exigem aten-
dimento de emergência nem plantões
aos finais de semana. A formação de um
médico é cara e demorada e é natural
que se espere um retorno depois da formatura”. Ele frisa que, além dos seis anos
de curso, a maioria enfrenta mais dois ou
três anos de residência médica. Explica
que, ao contrário do que se pensa, a residência não é obrigatória, mas é cada vez
mais necessária devido à complexidade
da medicina e às mudanças nas relações
médico/paciente. “As pessoas hoje estão
atentas e exigem muito mais do profissional”, observa.
O presidente da APM confirma que
faltam vagas para residentes, o que torna
os processos de seleção cada vez mais
disputados, criando uma distorção em
algumas faculdades. “Já tem curso se
preocupando mais em aprovar para o
concurso de residência do que com o
bom ensino médico”, comenta.
Médico mal preparado é
risco para a população
Para o presidente da APM, boa parte
das escolas não prepara o aluno para
a carreira. Ressalta que a qualidade de
ensino é uma questão que tem motivado
o CREMESP a discutir a possibilidade de
tornar obrigatório o exame de habilitação profissional para o médico. Hoje essa
prova é aplicada em recém-formados voluntários e os resultados têm sido ruins.
“São testes básicos e ainda assim muita
gente não sabe responder”, lamenta.
Em contrapartida, várias instituições brasileiras oferecem um ensino considerado
entre os melhores do mundo. “Temos
colegas que se destacam e são aprovados
nos mais disputados certames no exterior”, conta o médico. Sobre os estudantes que optam por cursar Medicina em
países vizinhos, adverte: “o ensino é de
má qualidade”. Segundo ele, nem mesmo
a mensalidade justifica essa opção, “porque esses cursos costumam ser até mais
caros que os do Brasil. “
Sérgio dos Passos Ramos sugere que o
estudante atente para as exigências do
curso na hora de escolher a faculdade.
Uma das grandes preocupações é com a
parte prática. “É necessário um hospital
para a formação do médico. Aqui no
Brasil também temos alguns cursos em
que os alunos precisam se deslocar até
hospitais de outras cidades, inclusive”.
O ensino ruim está, na opinião dele,
nas “fábricas de diplomas de médico”,
lembrando que isso traz prejuízos à
população.
De qualquer forma, defende o Revalida,
criado pelo Ministério da Educação
para submeter os médicos formados
no exterior a uma avaliação. Somente quem é aprovado tem o diploma
reconhecido e pode exercer a profissão
no país. Atualmente é grande o número
de estudantes brasileiros nessa situação.
De cada 600 candidatos inscritos para
o Revalida, apenas 2 são aprovados. “O
governo acredita que pode ajudar a resolver os problemas de assistência com esses
médicos, mas está enganado. Colocar
profissional mal preparado no mercado
é expor a população a riscos”, conclui o
presidente da APM.
Medicina é opção de vida
Quem pensa em um bom emprego não
deve estudar Medicina, “porque mais que
uma profissão, ser médico é uma opção
de vida maravilhosa”, assegura Sérgio dos
Passos Ramos. Mas o mercado paga bons
salários? O presidente da APM responde
à pergunta com um “talvez”. Ele afirma
que “não existe desemprego na nossa
área, mas há o subemprego”. Comenta
que, “para ganhar o que um engenheiro
de fábrica recebe por mês, um médico
precisa trabalhar dobrado”.
No serviço público, por exemplo, o
salário médio é de R$1,6 mil, considerado muito baixo, principalmente se
comparado ao das carreiras jurídicas.
Ramos observa que um médico concursado ganha 10 vezes menos que um juiz
ou promotor em início de carreira. “Por
isso defendemos a equiparação. Assim
será possível uma dedicação integral à
medicina pública”, argumenta.
O presidente da APM também diz que
não há mais entre os médicos espaço
para o sonho de ser autônomo. “A maioria trabalha para os convênios e precisa
atender um grande número de pacientes
por mês para sobreviver”. Enfim, ele
admite que os desafios da profissão são
enormes. Exatamente por isso dá grande
importância à vocação. Conta com orgulho que sempre se sentiu vocacionado
para a Medicina, adora o que faz e quer
trabalhar como médico até morrer.
REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA 25
VA
E PREVENTI
VOR DA SAÚD
EMIA A FA
ICINA E ACAD
MED
Paixão
ao primeiro
plantão
Apesar da convivência com os pais médicos,
a estudante de Medicina da USP, Dafne
Leiderman revela que a escolha pela profissão
“não teve nada de mágico”. Sua primeira
opção não era essa, mas hoje, no 6° ano, é uma
médica apaixonada até pela rotina cansativa
dos plantões.
Aluna do Anglo desde a pré-escola, ela sempre pensou em
estudar Administração. Durante o 2° ano do ensino médio,
contudo, essa convicção começou a enfraquecer. “Passei a
acompanhar detalhes do trabalho de administradores e acabei
desistindo”, diz.
Nesse período, a jovem buscou o colo dos pais. O Dr. Israel
deu o empurrãozinho que faltava. “Ele me disse que eu tinha
características para ser uma boa médica. Ainda no 3° ano fui
aprovada para a Medicina da UFF”. Dafne preferiu não fazer o
curso no Rio e focou na disputa por uma vaga na USP, optando
por fazer o cursinho. Aos vestibulandos dá a dica: “É imprescindível ter meta e foco”.
Para alcançar o resultado almejado, ela procurou treinar o máximo que pôde. Tanto que no meio do ano fez até o vestibular
da FGV. Passou, foi conhecer a faculdade e confessa que balançou. Mas a futura médica garante: “Acho que teria sido feliz lá,
mas não tão apaixonada, como me sinto hoje”.
Na mesma época ela também prestou biomedicina na Unesp
e passou em primeiro lugar. Por isso, faz questão de dar uma
outra dica a quem pretende estudar Medicina: “Vestibular é
treino, tudo igual sempre”.
26 REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
A Companhia Athletica é a primeira academia da América Latina
certificada pela Medical Fitness Association para atender às exigências
da comunidade médica na prescrição de exercícios especialmente
adaptada para obesos, diabéticos, hipertensos, dislipidêmicos,
gestantes e portadores de disfunções posturais e/ou osteomusculares.
Realizada e feliz, também avisa aos futuros calouros : “A vida
começa quando a gente entra na faculdade”. Além dos novos
amigos, viagens, baladas, inclui, é claro, os pacientes. Um perfil
para ser médico? Ela não arrisca uma definição. Considera a
Medicina tão ampla que “tem especialidades para todo tipo de
pessoa. Até mesmo para o profissional que não gosta muito de
lidar com pacientes”, informa. Vem daí uma última dica : “Na
dúvida, é melhor prestar o vestibular”. Segundo ela, o curso não
é de causar arrependimentos a ninguém.
Inclusive os famosos plantões, que roubam o sono de quem
está no 6° ano, “são bons demais”, diz. Afirma ainda que os
alunos mais resistentes, que criticam o curso no início, acabam
se apaixonando quando fazem o primeiro plantão. Dafne ainda
não escolheu que especialidade quer seguir, mas seu entusiasmo pela Medicina é crescente. A cada plantão ela vibra quando
realiza um parto, atende um infartado ou tem que ajudar no
socorro a uma vítima de acidente. Não tem dúvidas de que fez
a escolha certa. Para a felicidade de seus pais, “cujo apoio foi
essencial”, ela faz questão de ressaltar.
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REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA 27
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28 REVISTA ANGLO EDIÇÃO MEDICINA
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