PLANO DE NEGÓCIOS UNIDADE DE BENEFICIAMENTO DE LEITE 2008 PLANO DE NEGÓCIOS DO EMPREENDIMENTO ASSOCIATIVO FAMILIAR DA UNIDADE DE BENEFICIAMENTO DE LEITE DE ALTO DO RODRIGUES/RN ALTO DO RODRIGUES/RN, DEZEMBRO DE 2008 SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL Secretário Humberto Oliveira Coordenador de Cooperativismo, Negócios e Comércios/SDT Vital de Carvalho Filho COOPERATIVA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS Presidente da CTA Aurenísia Celestino Figueiredo Brandão Coordenador dos Convênios – MDA/CTA Valter de Carvalho CONVÊNIO CTA/SDT Coordenação Técnica do Curso Sebastião Francisco de Menezes – Consultor CTA João Matos Filho – Consultor UFRN Organização e Sistematização Ângelo Márcio Fernandes de Souza – Consultor CTA Maria Janaína Alves da Silva – Consultora CTA Apoio técnico na elaboração do plano Juan Pablo Aldatz LISTA DE SIGLAS ABES Associação Brasileira de Engenharia Sanitária ASA Articulação do Semi-Árido BR Brasil CEFET-RN Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte CTA Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos DBO Demanda Bioquímica de Oxigênio DRS Desenvolvimento Rural Sustentável EMATER Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural ETE Estação de Transferência de Efluente FIC Fundo de Investimento Coletivo MDA Ministério do Desenvolvimento Agrário PAA Programa de Aquisição de Alimentos PCPR Programa de Combate a Pobreza Rural PETROBRAS Petróleo Brasileiro S/A PROINF Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar PRONAF Rio Grande do Norte RN Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT Secretaria de Desenvolvimento Territorial SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas STR Sindicato dos Trabalhadores Rurais UFERSA Universidade Federal do Semi-Árido LISTA DE TABELAS Tabela 1: População dos municípios do consocio da unidade de beneficiamento de leite ................ 14 Tabela 2: Rebanho bovino e produção de leite nos municípios do consórcio da unidade de beneficiamento de leite ............................................................................................................... 14 Tabela 3: Produção programada da unidade de beneficiamento de leite e derivados, 2009-2018 .... 16 Tabela 5: Resumo dos investimentos e custo de produção para implementação do plano de negócios da unidade de beneficiamento de leite ......................................................................................... 75 Tabela 6: Resumo da projeção da receita com vendas do Plano de Negócios da Unidade de Beneficiamento de Leite .............................................................................................................. 75 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Mapa do território dos municípios do consórcio. .................................................................. 13 Figura 2: Fluxograma de recepção de leite ........................................................................................... 46 Figura 3: Fluxograma de pasteurização de leite ................................................................................... 47 Figura 4:Fluxograma de produção de queijo minas frescal .................................................................. 48 Figura 5:Fluxograma de produção de ricota ......................................................................................... 49 Figura 6: Fluxograma de produção de iogurte ...................................................................................... 51 Figura 7: Fluxograma de produção de bebida láctea ............................................................................ 52 Figura 8: Fluxograma de produção de manteiga .................................................................................. 55 Figura 9: Balanço de massa de produção de manteiga em um dia normal de produção .................... 55 Figura 10: Diagrama de lodos ativados de fluxo intermitente ............................................................. 58 Figura 11: Centro de Referência de Cooperação Técnica e Aprendizagem .......................................... 73 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO.......................................................................................................................... 11 1 – CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ............................................................................. 13 1.1 DESCRIÇÃO .................................................................................................................................. 13 1.2 TIPO DE ATIVIDADE ..................................................................................................................... 15 1.3 DIMENSÃO DO EMPREENDIMENTO ............................................................................................ 16 2 – AMBIENTE DO EMPREENDIMENTO ........................................................................................ 17 2.1 AMBIENTE INTERNO .................................................................................................................... 17 2.1.1 Clima ......................................................................................................................... 17 2.1.2 Relevo ....................................................................................................................... 17 2.1.3 Aspectos Geológicos................................................................................................... 17 2.1.4 Pedologia ................................................................................................................... 18 2.1.5 Formação Vegetal ...................................................................................................... 19 2.1.6 Recursos Hídricos ....................................................................................................... 19 2.1.7 Uso Atual ................................................................................................................... 20 2.1.8 Acesso Aos Mercados Privados e Institucionais ........................................................... 20 2.1.9 Mão-de-Obra ............................................................................................................. 21 2.1.10 Instrumentos de Políticas Públicas de Apoio ao Empreendimento ............................. 21 2.1.11 Potencialidades na visão dos agricultores ................................................................. 21 2.1.12 Problemas na visão dos agricultores ......................................................................... 22 2.2 AMBIENTE EXTERNO ................................................................................................................... 23 2.2.1 Oportunidades ........................................................................................................... 24 2.2.2 Ameaças .................................................................................................................... 24 2.2.3 Soluções indicadas ..................................................................................................... 25 3 – ASPECTOS DE MERCADO ....................................................................................................... 28 3.1 MERCADO DE MATÉRIAS-PRIMAS ............................................................................................... 28 4 – ASPECTOS TÉCNICOS ............................................................................................................. 30 4.2 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.................................................................................................... 30 4.2.1 Equipamentos ............................................................................................................ 30 4.2.2 Bomba centrífuga ....................................................................................................... 31 4.2.3 Tanque de estocagem de leite, estacionário (2000 l) ................................................... 31 4.2.4 Bomba centrífuga ....................................................................................................... 31 4.2.5 Filtro .......................................................................................................................... 31 4.2.6 Conjunto de pasteurização completo .......................................................................... 31 4.2.6.1 Pasteurizador a placas (1.000 l/h) ............................................................................... 32 4.2.6.2 Tanque de Equilíbrio (100 l ........................................................................................... 32 4.2.6.3 Bomba centrífuga sanitária.......................................................................................... 32 4.2.6.4 Sistema gerador de água quente ................................................................................. 32 4.2.6.5 Painel de controle ......................................................................................................... 32 4.2.6.6 Tanque estocagem de leite, estacionário (1.000 l) ...................................................... 33 4.2.6.7 Desnatadeira (500 l/h) ................................................................................................. 33 4.2.6.8 Envasadora ................................................................................................................... 33 4.2.7 Fabricação de queijos ................................................................................................. 33 4.2.7.1 Tanque de fabricação de queijos (500) ........................................................................ 33 4.2.7.2 Mesa para Manuseio ................................................................................................... 34 4.2.7.3 Conjunto de Prensas ..................................................................................................... 34 4.2.7.3 Seladora a vácuo .......................................................................................................... 34 4.2.7.4 Batedeira para Manteiga ............................................................................................. 34 4.2.8 Fabricação de manteiga .............................................................................................. 35 4.2.8.1 Tanque Pasteurizador-Maturador Lento...................................................................... 35 4.2.8.2 Fracionadeira para embalagem de manteiga.............................................................. 35 4.2.9 Equipamentos e Utensílios de Câmaras ....................................................................... 35 4.2.9.1 Tanques beliche para câmara de salga ........................................................................ 35 4.2.9.2 Prateleiras para as câmaras de salga, de maturação e de estocagem ....................... 36 4.2.9.3 Balança comercial (15 kg) ............................................................................................ 36 4.2.10 Geração de calor ...................................................................................................... 36 4.2.10.1 Caldeira Geradora de Vapor....................................................................................... 36 4.2.10.2 Instalação Frigorífica .................................................................................................. 36 4.2.10.3 Câmara de salga......................................................................................................... 37 4.2.10.4 Câmara de maturação ............................................................................................... 37 4.3 EDIFICAÇÕES ............................................................................................................................... 37 4.3.1 Pé direito ................................................................................................................... 39 4.3.2 Paredes...................................................................................................................... 39 4.3.3 Portas e janelas .......................................................................................................... 40 4.3.4 Forro.......................................................................................................................... 40 4.3.5 Ventilação.................................................................................................................. 40 4.3.6 Iluminação ................................................................................................................. 40 4.3.7 Pisos .......................................................................................................................... 41 4.3.8 Instalações elétricas ................................................................................................... 41 4.3.9 Instalações hidráulicas ............................................................................................... 42 4.3.10 Instalações sanitárias ............................................................................................... 43 4.3.11 Instalações frigoríficas .............................................................................................. 43 4.3.12 Anexos e outras instalações ...................................................................................... 43 4.3.12.1 Vestiário, Sanitários/Banheiros .................................................................................. 43 4.3.12.2 Almoxarifado .............................................................................................................. 43 4.3.12.3 Caldeira ...................................................................................................................... 43 4.3.12.4 Escritório .................................................................................................................... 44 4.7 FLUXOGRAMA DE PRODUÇÃO ................................................................................................. 44 4.7.1 Coleta a granel ........................................................................................................... 44 4.7.2 Descrição do processo de produção ............................................................................ 44 4.7.3 Recepção de Leite ...................................................................................................... 45 4.8 LEITE PASTEURIZADO PARA CONSUMO ................................................................................... 46 4.9 QUEIJO MINAS FRESCAL ........................................................................................................... 47 4.10 QUEIJO RICOTA .................................................................................................................... 48 4.11 IOGURTE............................................................................................................................... 49 4.12 BEBIDA LÁCTEA .................................................................................................................... 51 4.13 MANTEIGA ........................................................................................................................... 53 4.13.1 Aproveitamento e Tratamento de Resíduos .............................................................. 55 5 – OBJETIVOS ............................................................................................................................ 60 5.1 GERAL .......................................................................................................................................... 60 5.2 ESPECÍFICOS ................................................................................................................................ 60 6 – EIXOS ESTRATÉGICOS ............................................................................................................ 61 6.1 DIMENSÕES ................................................................................................................................. 61 6.1.1. Econômica ................................................................................................................ 61 6.1.2 Institucional ............................................................................................................... 61 6.1.3 Tecnológica ................................................................................................................ 61 7 – PROJETOS ............................................................................................................................. 63 7.1 PROJETO 1 – MELHORIA DO SISTEMA DE PRODUÇÃO DE VOLUMOSOS ..................................... 63 7.2 PROJETO 2 – CAPACITAÇÃO ........................................................................................................ 64 7.3 PROJETO 3 – ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL ............................................................ 65 7.4 PROJETO 4 – DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIA DE COMERCIALIZAÇÃO ............................... 66 8 – PERFIL DA ORGANIZAÇÃO GESTORA ...................................................................................... 66 8.1 ESTRATÉGIA DE FINANCIAMENTO............................................................................................... 67 8.2 INFRA-ESTRUTURA DISPONÍVEL .................................................................................................. 67 9 – ASSESSORAMENTO TÉCNICO ................................................................................................. 69 9.1 CARÁTER GERAL .......................................................................................................................... 69 9.2 CARÁTER ESPECÍFICO .................................................................................................................. 69 9.3 INSTRUMENTOS DE CONTROLE................................................................................................... 69 9.4 DISTRIBUIÇÃO DOS RESULTADOS................................................................................................ 70 9.5 FUNDO DE RECUPERAÇÃO E CAPITALIZAÇÃO ............................................................................. 70 10 – MODELO DE GESTÃO ........................................................................................................... 70 11 – ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL .................................................................. 74 Análise de custos ...................................................................................................................... 74 Receitas totais .......................................................................................................................... 74 Balanço de receitas e custos do negócio ................................................................................. 74 Renda líquida mensal dos beneficiários ................................................................................... 74 Renda líquida mínima mensal por beneficiário ....................................................................... 74 12 - CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO .............................................................................................. 77 12.1 FLUXO DE EXECUÇÃO ................................................................................................................ 77 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA ....................................................................................................... 79 APÊNDICE ................................................................................................................................... 81 METODOLOGIA........................................................................................................................... 81 MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ASSOCIATIVOS EXISTENTES NOS TERRITÓRIO RURAIS .. 81 SELEÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS.................................................................................................. 81 SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO DOS TÉCNICOS................................................................................. 82 PRIMEIRA OFICINA COM EMPREENDEDORES ................................................................................... 82 LEVANTAMENTO DOS PROBLEMAS, POTENCIALIDADES, SOLUÇÕES E VISÃO DE FUTURO .............. 82 SEGUNDA OFICINA ............................................................................................................................ 83 REDAÇÃO FINAL DO PLANO .............................................................................................................. 83 ANEXO I – ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DA UNIDADE DE BENEFICIAMENTO DE LEITE .... 88 I.1 EXTRUTURA E CAPITAL EXISTENTE ............................................................................................... 88 I.2 CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ........................................... 89 I.3 CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO............................................................................... 92 1ª PARTE DA TABELA ......................................................................................................................... 92 I.3 CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO............................................................................... 94 2ª PARTE DA TABELA – CONTINUAÇÃO ................................................................................................. 94 I.4 CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL ................................................................. 97 I.5 RENDA .......................................................................................................................................... 98 I.6 CONSOLIDAÇÃO DOS CUSTOS ...................................................................................................... 98 I.7 PRODUÇÃO ESPERADA, SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DO PRODUTO ............................................ 100 I.8 PRODUÇÃO SEGUNDO O MERCADO .......................................................................................... 101 I.9 PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS .................................................................................... 105 I.10 CONSOLIDAÇÃO DAS ENTRADAS DE RECURSOS....................................................................... 109 I.11 FLUXO DE CAIXA ....................................................................................................................... 109 I.12 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)............................................................................................ 109 10 11 APRESENTAÇÃO O “Plano de Negócios da Unidade de Beneficiamento de Leite, localizada no Território da Cidadania Assu/Mossoró, no Município de Alto do Rodrigues, é um dos 11 (onze) empreendimentos associativos familiares, nos quais a elaboração e a implementação dos projetos estão sendo assessoradas pela Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos – CTA, qualificada como organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), nos termos da legislação em vigor. Seguindo a metodologia adotada pela CTA, objeto dos entendimentos firmados com a Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a elaboração do plano e dos projetos que o integram, fundamentou-se em um processo técnico e político, do qual participaram os trabalhadores assentados e técnicos do quadro social da CTA. O “Plano de Negócios” apresentado neste documento, foi fruto, portanto, de um trabalho que contou com a efetiva participação dos trabalhadores diretamente interessados, desde a discussão dos conceitos básicos e dos procedimentos metodológicos, até a realização das oficinas para definição das prioridades, desenho dos eixos estratégicos e elaboração dos projetos produtivos. O modelo de gestão prevê uma cooperativa como unidade gestora do empreendimento, no nível estratégico, onde é realizado o beneficiamento e a comercialização do leite e seus derivados. O leite “in natura” será fornecido pelos agricultores familiares organizados em associações comunitárias, grupos informais ou individualmente, porém integrados numa rede, através da cooperativa, conforme mostra o fluxograma adiante apresentado. O custo do plano é de R$ 16.102.157,00 originados de recursos financeiros não reembolsáveis do PRONAF infra-estrutura e apoio das Prefeituras Municipais de Alto do Rodrigues, Pendências, Ipanguaçu, Carnaubais e Porto do Mangue, que são membros do consórcio responsável pelo empreendimento. Assim concebido, o este plano ficou composto por 04 (quatro) projetos, a seguir especificados: – Melhoria do Sistema de Produção de Volumoso; Capacitação; Assessoramento Técnico e Gerencial; e, Desenvolvimento de Estratégia de Comercialização. 12 13 1 – CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO 1.1 DESCRIÇÃO A Unidade de Beneficiamento de leite está localizada no Território da Cidadania Assu/Mossoró, no Município de Alto do Rodrigues, distante cerca de 220 quilômetros de Natal e 110 quilômetros de Mossoró. A Figura 1, a seguir, mostra a localização dos municípios do consórcio. Figura 1: Mapa do território dos municípios do consórcio. Trata-se de um empreendimento que foi fruto da mobilização das organizações governamentais e não governamentais que constituíram um Consórcio Territorial do qual participam os municípios de Alto do Rodrigues, Pendências, Carnaubais, Ipanguaçu e Porto do Mangue. 14 A Tabela 1, apresentada a seguir, mostra as áreas territoriais dos municípios envolvidos no consórcio da Unidade de Beneficiamento de Leite de Alto do Rodrigues/RN e a população total e em cada um dos municípios que compõem o Consórcio. Tabela 1: População dos municípios do Consórcio da Unidade de Beneficiamento de Leite Municípios Área (Km²) População Residente (hab.) Alto do Rodrigues Carnaubais Ipanguaçu Pendências 191,3 529,8 374,2 419,1 Total 11.443 9.284 13.444 12.505 Porto do Mangue Total 319 4.792 1833,4 51.468 Urbana 7.471 4.543 5.100 9.848 Rural 3.972 4.741 8.344 2.657 2.818 1.974 29.780 21.688 Fonte: IBGE 2006 - Pesquisa Pecuária Municipal (SIDRA) A Tabela 2, a seguir, apresenta dados dos municípios pertencentes ao consórcio referentes ao rebanho bovino e à produção leiteira, o que evidencia a importância da Usina de Beneficiamento de Leite em Alto do Rodrigues/RN, para potencializar a pecuária leite do território da cidadania Assu/Mossoró, bem como, para viabilizar essa atividade dos agricultores familiares de forma sustentável. Tabela 2: Rebanho bovino e produção de leite nos municípios do consórcio da Unidade de Beneficiamento de Leite Municípios Bovinos Alto do Rodrigues Carnaubais Ipanguaçu Pendências Porto do Mangue Total 3.650 4.490 5.386 6.139 1.273 20.938 Fonte: IBGE Produção de Leite Vacas Ordenhadas Leite (1.000 litros) 380 294 479 388 658 533 705 571 108 64 2.330 1.850 Valor (R$ mil) 191 252 373 371 42 1.229 15 Os municípios que fazem parte do consórcio possuem uma potencialidade favorável ao desenvolvimento da pecuária como: água disponível de boa qualidade; proximidade entre os 5 municípios do consórcio da Unidade de Beneficiamento de Leite; produção de leite suficiente para atender a demanda da usina de leite; aptidão da região para a criação de gado leiteiro; uma Unidade industrial instalada para iniciar o beneficiamento do leite; boa qualidade do rebanho bovino; disponibilidade de mão-de-obra familiar; produtores interessados em fortalecer a organização da cadeia produtiva do leite; distribuição e valorização do produto no mercado; localização dos municípios integrados a uma boa malha viária – BR e RNs –; solos férteis para produção forragem; parcerias institucionais (SEBRAE, CTA/MDA, EMATER, consórcio com cinco municípios); população nos cincos municípios de cerca de 65.000 habitantes apta para consumir produtos da unidade de beneficiamento do leite; disponibilidade de crédito; e mercado institucional de cinco municípios; e existência dos programa do leite dos Governos Estadual e Federal. Mesmo diante de todo esse potencial descrito, os agricultores enfrentam uma serie de problemas para o desenvolvimento da pecuária entre os quais podemos destacar: a venda do leite in natura aos atravessadores reduzindo os ganhos dos produtores; inexistência de controle sanitário; falta da industrialização do leite; despadronização da qualidade do leite; ordenha inadequada; ineficiência na assistência técnica, especialmente na parte veterinária; falta de capital de giro; falta de capacitação para produção, manejo, gestão e comercialização. Diante dessa realidade foi que as organizações governamentais e não governamentais decidiram instalar uma unidade de beneficiamento de leite, com vistas ao desenvolvimento da cadeia produtiva da pecuária de forma sustentável no território da cidadania Assu/Mossoró. 1.2 TIPO DE ATIVIDADE A unidade de beneficiamento trabalhará com capacidade de recepção e industrialização diária de cinco mil litros de leite. 16 Na unidade pretende-se fabricar leite pasteurizado ensacado tipo C, manteiga, queijo frescal, queijo meio cura, ricota, iogurte e bebida láctea, a matéria-prima será fornecida exclusivamente pelos agricultores e agricultoras familiares. 1.3 DIMENSÃO DO EMPREENDIMENTO A Tabela 3 apresenta dados relativos à produção programada da Unidade de Beneficiamento de Leite, especificando todos os tipos de produtos a serem produzidos e as quantidades a serem produzidas anualmente, durante um período de 10 (dez) anos. Tabela 3: Produção programada da Unidade de Beneficiamento de Leite e Derivados, 2009-2018 Descrição Produção anual esperada 2009 2010 Leite* 504.000 630.000 945.000 945.000 945.000 945.000 945.000 945.000 945.000 945.000 Iogurte* 108.000 135.000 202.500 202.500 202.500 202.500 202.500 202.500 202.500 202.500 Queijo** 108.000 135.000 202.500 202.500 202.500 202.500 202.500 202.500 202.500 202.500 Creme** 50.400 94.500 94.500 94.500 63.000 2011 94.500 *Produção dada em litros ** Produção dada em quilos Fonte: Planilhas de Análise de Viabilidade Econômica 2012 2013 2014 2015 94.500 2016 94.500 2017 94.500 2018 94.500 17 2 – AMBIENTE DO EMPREENDIMENTO 2.1 AMBIENTE INTERNO 2.1.1 Clima O tipo de clima é muito quente e semi-árido, com estação chuvosa atrasando-se para o outono. O período chuvoso se estende de março a abril, com 2.400 horas de insolação. A Umidade Relativa Média Anual corresponde a 69%. Temperaturas Médias Anuais: máxima: 33 °C média: 25 °C mínima: 21 °C 2.1.2 Relevo A sede do município está situada a menos de 100 metros de altitude. O relevo é formado por Tabuleiros Costeiros, caracterizado por relevos planos de baixa altitude, também denominados planaltos rebaixados, formados basicamente por argilas (barro); e Planícies Fluviais - terrenos baixos e planos situados nas margens dos rios. Também denominados de vales. 2.1.3 Aspectos Geológicos Geologicamente, o município localiza-se em área de abrangência da Formação Jandaíra (Bacia Potiguar) de Idade do Cretáceo, de aproximadamente 80 milhões de anos, com calcários cálcicos, calcários dolomíticos, intercalações folhelhos, argilitos e siltitos, que formam solo areno-argilosos de coloração cinza a creme. 18 Nos vales dos leitos do Rio Piranhas ou Açu encontram-se Depósitos Aluvionares compostos de areias e cascalhos, com intercalações pelíticas, associados aos sistemas fluviais atuais, formando uma planície fluvial, área plana resultante da acumulação fluvial sujeita a inundações periódicas, que recobrem os calcários regionais. É sobre esta área que está situada a sede municipal. No entorno da Lagoa Vargem de Cima encontram-se depósitos de Lagoas compostos de pelitos arenosos e carbonosos. Ao Sul, encontram-se elementos do Grupo Barreiras composto por arenitos finos a médios, ou conglomeráticos, com intercalações de siltitos e argilitos, dominantemente associados a sistemas fluviais. É importante destacar as ocorrências minerais da Região: Gás Natural: cuja produção foi de 1.733 mil m³ no ano de 2002, representando 0,48% da produção estadual, em terra, ocupando o 11º lugar entre os quartoze municípios produtores de gás no Estado. Óleo ou Petróleo Líquido: até o ano de 2002, o total de poços perfurados e de poços produtores foi, respectivamente, 690 e 683, com produção anual de 2.320.944 barris, representando 9,15% da produção estadual, em terra, ocupando o 4º lugar entre os quatorze municípios produtores de petróleo no Estado. Sal Marinho: cuja safra foi de 527.350 toneladas no ano de 2002, representando 11,13% da produção estadual, em terra, ocupando o 3º lugar entre os cinco municípios produtores no Estado. 2.1.4 Pedologia O solo predominante na Região é o Cambissolo Eutrófico, caracterizado pela sua fertilidade alta, textura argilosa, bem a moderadamente drenado, relevo plano. Este solo é aproveitado, na maior parte da área, com pecuária extensiva e poucas e pequenas partes 19 são cultivadas com milho, abóbora, melancia e feijão. O problema fundamental para uso agrícola reside na falta d’água. Localmente pode apresentar limitações com relação a presença de pedras na parte superior ou interna. O aproveitamento destes solos com culturas resistentes à seca, como algodão arbóreo, devia ser intensificado. Considerando-se que nos anos normais de chuvas, são obtidos boas colheitas de milho, feijão e algodão e tendo em vista que são solos com boas condições físicas e químicas, ocorrendo em área de relevo plano, estudos mais detalhados deveriam ser feitos para verificar as possibilidades de irrigação. A aptidão agrícola é restrita para lavouras e apta para culturas de ciclo longo (algodão arbóreo, sisal, caju e coco). Há uma pequena área de várzea, a oeste, com aptidão regular para lavouras e aptas para culturas de ciclo curto e uma pequena área ao norte indicada para preservação da flora e da fauna ou para recreação. O Sistema de Manejo é de baixo, médio e alto nível tecnológico. As práticas agrícolas dependem tanto do trabalho braçal e da tração animal com implementos agrícolas simples, como da motomecanização. 2.1.5 Formação Vegetal A vegetação encontrada no município compreende a caatinga hiperxerófila cuja vegetação é de caráter mais seco, com abundância de cactácea e plantas de porte mais baixas e espalhadas; o carnaubal, onde a espécie predominante é a palmeira e a carnaúba; e a Vegetação Halófila, constituída por plantas que toleram viver em solo com alta concentração de sais, geralmente são espécies herbáceas e rasteiras. 2.1.6 Recursos Hídricos O município encontra-se com 100% do seu território inserido na Bacia Hidrográfica Piranhas–Açu, onde o principal rio é o Piranhas. Existem 2 aqüíferos na Região: 20 Aqüífero Jandaíra: composto dominantemente por calcários, apresentando água geralmente salobra e uma composição química favorável a pequena irrigação. É também um aqüífero livre ou confinado com vazões que variam até 30m³/h, com média de 3 m³/h e poços com profundidade média em torno de 8m. Aqüífero Aluvião: apresenta-se disperso, sendo constituído pelos sedimentos depositados nos leitos e terraços dos rios e riachos de maior porte. Estes depósitos caracterizam-se pela alta permeabilidade, boas condições de realimentação e uma profundidade média em torno de 7 metros. A qualidade da água geralmente é boa e pouco explorada. 2.1.7 Uso Atual A Unidade de Beneficiamento de Leite e seus Derivados, do município de Alto do Rodrigues/RN, no momento encontra-se instalada, mas ainda não está em funcionamento. 2.1.8 Acesso Aos Mercados Privados e Institucionais A proposta é realizar a venda de parte da produção no mercado privado através da rede de supermercado da região, para isso, será feito um cadastro dos clientes, e desenvolvido a estratégia de distribuirão dos produtos. No caso do mercado institucional será destinado para o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, programa do leite do Governo do Estado, com o intuito de aproveitar estas oportunidades para colocar o “leite e seus derivados” na merenda escolar, creches e hospitais. Além do PAA, será desenvolvido um trabalho de sensibilização das prefeituras municipais objetivando incluir o “o leite e seus derivados” na merenda escolar, hospitais e creches municipais. 21 2.1.9 Mão-de-Obra Em relação a mão-de-obra, será desenvolvido um processo de qualificação no sentido de garantir o aproveitamento da disponibilidade dos recursos humanos dos agricultores familiares como instrumento de ocupação, geração de renda e melhoria da qualidade da produção e produtividade da cadeia produtiva da pecuária leiteira do território da cidadania Assu/Mossoró. 2.1.10 Instrumentos de Políticas Públicas de Apoio ao Empreendimento Como instrumentos de políticas públicas de apoio ao desenvolvimento da pecuária leiteira e ao beneficiamento do leite e seus derivados, podemos citar: Programa Nacional de Agricultura Familiar, PRONAF; Desenvolvimento Regional Sustentável – DRS, através do Banco do Brasil, do Projeto de Combate à Pobreza Rural – PCPR, do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e as Prefeituras Municipais do Consórcio da Unidade de Beneficiamento de Leite e seus Derivados. 2.1.11 Potencialidades na visão dos agricultores A oficina que foi realizada no município de Alto do Rodrigues possibilitou a livre manifestação dos trabalhadores, e, conseqüentemente, o levantamento das potencialidades que, na visão deles, mais poderão contribuir para o desenvolvimento local, conforme especificado a seguir: Mercado institucional de cinco municípios e programa do leite do Governo Estadual e Federal; Água disponível de boa qualidade; 22 Proximidade entre os 5 municípios do Consórcio da Unidade de Beneficiamento de Leite; Produção da matéria-prima pelos agricultores familiares – leite; Aptidão da região para a criação de gado leiteiro; Unidade de beneficiamento de leite instalada; Boa qualidade do rebanho bovino; Disponibilidade de mão-de-obra familiar; Produtores disponíveis e interessados; Distribuição e valorização do produto no mercado; Localização dos municípios integrados a uma boa malha viária – BR e RNs – Solos férteis para produção ferragem; Parcerias institucionais (SEBRAE, CTA/MDA, EMATER, consórcio com cinco municípios); População dos cincos municípios de cerca de 65.000 habitantes apta para consumir produtos da unidade de beneficiamento do leite; Disponibilidade de crédito; Produtores familiares com boa produção de leite. 2.1.12 Problemas na visão dos agricultores Os trabalhadores também indicaram um conjunto de problemas que precisam ser progressivamente resolvidos para que o êxito do empreendimento seja garantido, conforme especificado a seguir: Baixo preço do leite; Ração concentrada importada, com preço muito elevado; Venda do leite ao atravessador; Falta de Controle sanitário; Custo elevado da energia elétrica; Falta da industrialização do leite; Despadronização da qualidade do leite 23 Ordenha inadequada; Produtores desorganizados; Falta de definição da marca e registro; Falta da licença para operação da unidade de beneficiamento; Dificuldade de acesso ao crédito; Estrutura fundiária irregulares, com falta de titulação; Área das propriedades dos agricultores familiares insuficiente; Falta de definição da cota leite a ser fornecido pelos produtores; Não atendimento à normativa 51 que define as condições para o beneficiamento do leite; Falta de cadastro dos produtores que vão fornecer leite para a Unidade de Beneficiamento de Leite; Salinização do lençol freático da várzea; Ineficiência na assistência técnica, especialmente na parte veterinária; Falta de capital de giro; Falta da definição do valar da cota-parte dos sócios da cooperativa; Falta de capacitação para: Produção; Manejo; gestão; beneficiamento da produção; comercialização; falta de renovação do rebanho; baixa qualidade do rebanho; concorrência com os atravessadores e outras usinas de leite; logística de coleta e distribuição do leite e seus derivados. 2.2 AMBIENTE EXTERNO 24 2.2.1 Oportunidades O diálogo dos técnicos com os trabalhadores possibilitou o levantamento das seguintes oportunidades para o Plano de Negócios da Unidade de Beneficiamento de Leite: Disponibilidade de acesso ao crédito: PRONAF; e PCPR. Programas governamentais; Assessoria externa: SEBRAE; MDA; EMATER; e CEFET da Região. Parcerias para pesquisas na produção de ração com matéria-prima da região: EMPARN; EMBRAPA; e Universidades (UFERSA). Elaboração da ração com matéria-prima produzido na região. 2.2.2 Ameaças Seguindo a mesma metodologia utilizada para levantamento das oportunidades foram identificadas as seguintes ameaças: Concorrência com os atravessadores e usinas de beneficiamento leite; Custo da ração; Atraso no pagamento do leite; Cooperativa tornar-se de um só dono; 25 Envolvimento político com a cooperativa; As prefeituras não garantirem a compra da produção do leite e dos seus derivados; Extinção dos programas governamentais; Não adesão por parte dos produtores à unidade de beneficiamento; e Não inclusão da cooperativa no programa do leite do Estado. 2.2.3 Soluções indicadas A síntese obtida com o balanço das oportunidades e ameaças possibilitou a indicação das seguintes soluções: Implantar da tarifa verde nas unidades de produção e reverter horário da energia sazonal; Redução dos custos de produção: ração; mão-de-obra; energia; aumento da produtividade; Implantação do sistema de piquete rotativo/silagem para produção de forragem; Produção da ração com suporte forrageiro das unidades de produção familiar; Tornar a cooperativa instrumento de comercialização de insumos para os produtores; Instalar uma unidade de produção de ração com matéria-prima da região; Realização de estudos para a produção de ração para gado leiteiro com matériaprima da região; Assistência técnica eficiente para: controle sanitário; manejo adequado do plantel: 26 sanitário; instalações; forragem; alimentação; ordenha; rebanho; elaboração de projetos com qualidade para facilitar o acesso ao crédito; Iniciar o funcionamento da unidade de beneficiamento; Criação da cooperativa; Criar a marca do leite e seus derivados e registrar; Realizar um concurso nas escolas para se eleger marca; Regularizar o registro das propriedades para facilitar o acesso ao crédito; Realizar o cadastro dos produtores de leite e estabelecer a cota de fornecimento de leite para cada produtor; Definir o valor da cota-parte dos sócios na cooperativa; Capacitação dos agricultores/produtores de leite: associativismo; manejo adequado do plantel; produção de leite; beneficiamento do leite e seus derivados; gestão; ordenha adequada comercialização; capacitação para atender a normativa 51; Alternativas de logística da coleta do leite: tanques de resfriamento em cada município em ponto estratégicos e infra-estrutura de recepção do leite; produtor entrega diretamente na unidade de beneficiamento; 27 o carro da usina vai coletar o leite nos tanques; carnaubais (01 tanque na cidade e outro na comunidade de carnaubal); porto do Mangue (01 tanque na área de assentamento); Logística de distribuição do leite: carro da unidade de beneficiamento de leite; Capital de giro: estabelecer uma cota para cada cooperado depositar o leite na cooperativa por um período de 15 dias, para poder a cooperativa pagar financiamento; Desenvolver estratégias de comercialização; mercado institucional (municipal e estadual); mercado privado (redes de supermercado – 2.500 litros e padarias, Petrobras, APASA); 28 3 – ASPECTOS DE MERCADO 3.1 MERCADO DE MATÉRIAS-PRIMAS A matéria-prima aqui considerada trata-se de leite proveniente de produção de um grupo de agricultores familiares organizados em associações, cooperativa ou grupo informais e que possuam em média 03 a 30 vacas, cuja produção seja em torno de 10 Litros de leite por dia, bem como de leite adquirido de terceiros do território de da cidadania Assu/Mossoró, do laticínio e de municípios circunvizinhos, coletados em dias alternados e armazenados em tanques de expansão sob resfriamento. No tocante às demais matérias-primas e insumos necessários ao funcionamento da usina, os mesmos deverão ser obtidos no mercado regional e nos centros produtores. 29 30 4 – ASPECTOS TÉCNICOS 4.2 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Todo material empregado e que entrará em contato direto com o leite ou subprodutos terá que ser de aço inoxidável. Os latões para transporte de leite serão de alumínio ou ferro estanhado e caminhão tanques. Os equipamentos e as instalações seguirão as normas de construção e disposição no local, as quais resultam num melhor desempenho das operações e bem estar dos funcionários. O uso do aço inox é imprescindível porque as formas e superfícies dos equipamentos não devem permitir o acúmulo de resíduos, que aumentam os riscos de contaminação do produto por favorecerem o desenvolvimento de microrganismos. O material da superfície em contato com o leite e seus derivados é atóxico e não interagirá com o alimento, sendo capaz de resistir às repetidas aplicações de substâncias usadas no processo normal de limpeza. Os equipamentos foram instalados de forma a permitir a circulação de pessoal ao redor, ficando afastados das paredes e de outros equipamentos cerca de 60 cm e estando suspensos 30 cm acima do piso, para facilitar a limpeza e a manutenção. Os ângulos formados entre a base dos equipamentos, pisos e paredes estão arredondados, com raio mínimo de 5 cm. 4.2.1 Equipamentos Os equipamentos necessários para as operações deste empreendimento foram todos adquiridos no mercado interno, e muitas informações sobre fornecedores potenciais foram obtidas através de sites da internet. As descrições dos equipamentos a seguir foram definidas de acordo com as características para aquisição no presente perfil, de acordo com a legislação em vigor. 31 4.2.2 Bomba centrífuga Sistema de bombeamento do produto com bomba sanitária auto escovante, vazão 10 m3/h, acionada por tomada de força do veículo via polias, correias e eixo intermediário, com mangueira de acoplamento da sucção a tubulação de descarga do tanque. 4.2.3 Tanque de estocagem de leite, estacionário (2000 l) Modelo cilíndrico vertical, conjunto agitador completo composto de moto redutor, spray ball, visor (02) de acrílico sendo um com iluminação, entrada com quebra de espuma, escada, termômetro, torneira para coleta de amostras de leite e câmara de isolamento em lã de vidro com espessura de 50 mm. 4.2.4 Bomba centrífuga Bomba sanitária, em aço inox AISI 304, vazão de 1000 litros/hora, 1 HP, para retirada do leite do tanque de recepção e envio ao resfriador. 4.2.5 Filtro Filtro tubular de linha, totalmente em aço inox, para filtragem do leite recebido. 4.2.6 Conjunto de pasteurização completo 32 4.2.6.1 Pasteurizador a placas (1.000 l/h) Trocador de calor a placas, dimensionado para pasteurizar 1.000 litros/hora de leite para consumo e para fabricação de derivados, garantindo pressões de trabalho de até 6 kg/cm3 retardador tubular para 16 segundos, bloco "Bay Pass" para padronização. 4.2.6.2 Tanque de Equilíbrio (100 l Capacidade de 100 l formato cilíndrico vertical, para suprimento contínuo de leite ao pasteurizador. 4.2.6.3 Bomba centrífuga sanitária Em aço inox AISI 304, vazão de 1000 litros/hora, altura manométrica 30 MCA, potência de 1 HP, 3.500 rpm, 220/380 V, 60 Hz, para envio de leite ao pasteurizador. 4.2.6.4 Sistema gerador de água quente Para fornecimento de água quente ao pasteurizador, construído de válvula pneumática tipo "on-off" , para controle de vazão de vapor, litro para vapor, "by-pass" , dotado de válvula de retenção, purgador termodinâmico, injetor de vapor em aço inox, válvula de dreno e alimentação de água, tubulações e conexões inox, para interligação deste sistema e o pasteurizador, "by-pass" auxiliar para passagens de vapor. 4.2.6.5 Painel de controle 33 Construído em aço carbono esmaltado para controle automático da temperatura de pasteurização do leite, destinado ao consumo. Fornecido com o painel de aço para fixar na parede, termoregistrador com gráfico circular, controlador digital de temperatura, indicador de temperatura com proteção contra superaquecimento do leite e comando de retorno do leite sub-pasteurizado com acionamento de alarme. 4.2.6.6 Tanque estocagem de leite, estacionário (1.000 l) Tanque de estocagem isotérmico cilíndrico vertical, com agitador acionado por um moto-redutor, "Spray Ball", visor, iluminação, entrada com quebra de espuma, escada, termômetro, torneira para coleta de amostras e isolamento em lã de vidro de 50 mm. Capacidade de 2.000 litros para estocagem de leite pasteurizado. 4.2.6.7 Desnatadeira (500 l/h) Capacidade de 1000 l/h, para padronização e desnate de leite. 4.2.6.8 Envasadora Envasadora automática para leite, capacidade de até 500 embalagens/horas, equipada com tanque de equilíbrio em aço-inoxidável. 4.2.7 Fabricação de queijos 4.2.7.1 Tanque de fabricação de queijos (500) 34 Tanque em parede dupla, para fabricação de queijos, com serpentinas para circulação do meio aquecedor ou refrigerante, totalmente fabricado em aço inoxidável AISI 304, acabamento liso sanitário, formato retangular, capacidade para 200 litros. 4.2.7.2 Mesa para Manuseio Destinada ao manuseio (viragens e retirada de aparas) dos queijos. Totalmente fabricada em aço-inoxidável AISI 304, recebendo polimento de alta qualidade medindo 2,0 m x 1,0m com debruns e rodízios. 4.2.7.3 Conjunto de Prensas Para prensagem de queijos enformados, coletiva vertical, estruturada em cantoneira de aço inox, com capacidade para 100 formas construídas com rodízios para locomoção. 4.2.7.3 Seladora a vácuo Para embalagem de queijos a vácuo. Acompanhada de tanque de encolhimento. 4.2.7.4 Batedeira para Manteiga Para a homogeneização do creme, com funcionamento pelo sistema de tombos, tomboração de formato cilíndrico horizontal, de construção sanitária, capacidade para a 100 kg de creme, com as partes em contato com o produto em aço-inoxidável. Fornecida completa com motor elétrico. 35 4.2.8 Fabricação de manteiga 4.2.8.1 Tanque Pasteurizador-Maturador Lento Capacidade de 300 litros de creme, modelo cilíndrico vertical, interior em aço inox AISI 304 com fundo tipo cônico invertido, acabamento tipo polido sanitário e revestido em aço inox AISI 304 com acabamento escovado. Câmara para resfriamento ou aquecimento tipo banho-maria. Consumo de energia de 1,5 cv; consumo de vapor 50 kg/v; diâmetro 960 mm, altura 1.300 mm; funcionamento 6 horas. 4.2.8.2 Fracionadeira para embalagem de manteiga Utilizada para moldar os tabletes de manteiga, com possibilidade de ajustar o peso líquido. Fabricada totalmente em aço inoxidável AISI 304, possui reservatório com rosca sem fim acionada por moto-redutor. Ajuste do corte (altura e comprimento do tablete) e alimentação da carga realizados manualmente. 4.2.9 Equipamentos e Utensílios de Câmaras 4.2.9.1 Tanques beliche para câmara de salga Tanques tipo beliche, capacidade de 300 litros de salmoura cada, totalmente industrializado em aço inox AISI 304; dimensões: 800 x 500 x 1.540 mm. Utilizados para salga de queijo. 36 4.2.9.2 Prateleiras para as câmaras de salga, de maturação e de estocagem Construídas em madeira e utilizadas para secagem dos queijos após a operação de salga, para suportar os queijos na maturação e produtos acabados na câmara de estocagem. 4.2.9.3 Balança comercial (15 kg) Uma balança comercial (capacidade para 15 quilos) 4.2.10 Geração de calor 4.2.10.1 Caldeira Geradora de Vapor Caldeira horizontal para geração de 300 kg/h de vapor com pressão de 8 BAR, água de alimentação a 26ºC, monobloco, compacta, fogo tubular com 02 passagens de gases combustos, controle automático de alimentação de água, painel elétrico para controle da eletrobomba (múltiplo estágio 3 cv trifásico), injetor mecânico de ¾'', alarme acústico, isolamento térmico em lã de vidro e grelha refrigerada. Funcionamento 8 h/dia. 4.2.10.2 Instalação Frigorífica Sistema de frio com capacidade para resfriar 2.000 litros, construído totalmente em aço carbono com espessura de 1/8'' nas dimensões internas de 2.300 x 1.500 x 1.200 mm; travamentos em perfil tipo "U" dotada de divisão para circulação de água; agitador com motor de 1,0 cv tipo acoplado para agitar a água; revestimento final com chapa trapezoidal; acabamento final com jato de areia e tinta betuminosa. 37 Funcionamento de 12 h/dia. Evaporador tipo serpentina, industrialização em forma zig-zag tubular com tubos de cobre (diâmetro de ¾''); 130 metros lineares com travamento e sustentação em cantoneiras; Unidade Bitzer, com refrigerante Freon 12, trifásico 05 cv, polia, correia, presostato, filtro, condensador, depósito de líquido, base com calço. Serão necessárias duas unidades. 4.2.10.3 Câmara de salga Câmara modular com temperatura interna de 12ºC, temperatura de entrada do produto de 28ºC e temperatura externa máxima de 35ºC, com painel modular constituído de núcleo isolante de poliestireno em espessura de 100 mm, porta frigorífica de acionamento manual com isolamento em poliuretano injetado na espessura de 60 mm; dimensões externas de 4020 x 3070 x 2600 mm; acompanha monobloco frigorífico de 220V/60Hz/monofásico. Movimentação diária de produto: 200 kg. 4.2.10.4 Câmara de maturação Câmara modular com temperatura interna de 12ºC, temperatura de entrada do produto de 15ºC e temperatura externa máxima de 35ºC, com painel modular constituído de núcleo isolante de poliestireno em espessura de 100 mm, porta frigorífica de acionamento manual com isolamento em poliuretano injetado na espessura de 60 mm; dimensões externas de 4020 x 3070 x 2600 mm; acompanha monobloco frigorífico de 220V/60Hz/monofásico. Movimentação diária de produto: 200 kg. 4.3 EDIFICAÇÕES O dimensionamento das instalações físicas da Unidade de Beneficiamento de Leite neste perfil para processar 5.000 litros/dia de leite procurou compatibilizar um 38 empreendimento inicial propício a agricultores familiares com uma capacidade de produção adequada ao mercado existente. Procurou-se também prever a possibilidade da expansão futura para a recepção de 7.000 litros/dia. Na planta da usina de beneficiamento de leite apresentado pode-se observar a disposição recomendada para as máquinas e equipamentos, bem como uma noção básica das dimensões dos mesmos. A agroindústria aqui caracterizada está situada na própria zona rural, mas de qualquer forma, está próxima à produção da matéria-prima, de modo que absorva a produção de vários agricultores familiares associados. O fornecimento garantido de matéria-prima é de fundamental importância para a sustentabilidade da agroindústria. Para definição do local de implantação da indústria foram levados em consideração os seguintes pontos: O potencial de obtenção da matéria-prima na região ser superior à demanda da fábrica projetada e possibilitar futuras expansões na produção; a usina está construída distante de fontes produtoras de odores indesejáveis, de qualquer natureza; o local apropriado para despejo dos resíduos, caso ocorram eventuais problemas que impeçam o aproveitamento de resíduos conforme o planejado; o suprimento de água confiável e de boa qualidade (potável); fornecimento suficiente de energia elétrica, sem interrupção; disponibilidade de mão-de-obra, incluindo pessoal de nível técnico; ausência de contaminantes de qualquer espécie nos arredores da agroindústria; infra-estrutura rodoviária em condições de uso e de fácil acesso; a usina fica afastada a mais de 50 metros dos limites das vias públicas; a área possibilitará a circulação interna de veículos, de modo a facilitar a chegada de matéria-prima e a saída de produtos acabados; as áreas circundantes estão pavimentadas de modo a não permitir a formação de poeira e a facilitar o escoamento das águas; e disponibilidade de área suficiente para implantação da agroindústria e uma futura expansão. 39 Foram solicitadas e aprovadas suas instalações junto ao órgão competente de inspeção, e este após realizar a inspeção prévia, emitirá o Certificado de Aprovação de Instalações, o que assegurará que o novo estabelecimento inicie suas atividades livre de riscos de acidentes e/ou de doenças do trabalho. Por fim, o projeto da unidade industrial levou em consideração a segurança e o conforto do pessoal dentro da unidade, ou seja, apresentar as condições de iluminação, arejamento, índices de ruídos adequados e proporcionar facilidades na higienização, manutenção dos equipamentos, minimizar as probabilidades de contaminações e impedir a entrada de pragas e animais de qualquer espécie. Na elaboração do projeto foram previstos: otimização dos espaços; área para ampliações futuras; áreas para descarte de resíduos longe da unidade de processamento; instalações sanitárias sem comunicação direta com o setor de processamento; e meios de controle de insetos, pássaros e roedores no setor de produção. 4.3.1 Pé direito Em todas as seções industriais da usina, o pé direito mínimo é de 3,60 metros. Nas câmaras frias a altura é de 2,7 metros. 4.3.2 Paredes As paredes em alvenaria são impermeabilizadas até a altura de 2,0 metros, com azulejos de cor clara e resistentes a freqüentes aplicações de agentes de limpeza. O acabamento impede acúmulo de poeira e minimizar a condensação e desenvolvimento de mofo. 40 4.3.3 Portas e janelas As portas são metálicas, permitindo uma fácil higienização. As câmaras frigoríficas são de aço-inoxidável. As portas que dão acesso à fabricação de doce de leite, requeijão e fabricação de queijos pelo interior da fábrica não serão fechadas, permanecendo os vãos em aberto. Todas as aberturas fixas, como as de ventilação, são providas de telas com malha de 1 a 2 mm. As portas de acesso à planta, com uso freqüente, são colocadas sobrepostas de molas com telas. As telas são de fácil remoção para limpeza. As portas são de superfícies lisas, não absorventes, com fechamento automático. As janelas são de caixilhos metálicos instalados no mínimo a 2,0 metros do piso. Os peitoris são inclinados e azulejados. Todas as janelas possuem tela milimétrica à prova de insetos. As janelas são fixas e permitir o aproveitamento da iluminação natural. Também são providas de telas, quando usadas para ventilação. 4.3.4 Forro Para evitar que materiais estranhos caiam sobre o produto, a área de embalagem é coberta. O teto é de laje em concreto com pintura acrílica. 4.3.5 Ventilação O ar ambiente é renovado continuamente nas áreas de processamento de alimentos. 4.3.6 Iluminação 41 O bom posicionamento das janelas proporciona o aproveitamento da iluminação natural, que também é obtido com telhas translúcidas. A iluminação artificial foi projetada dentro das normas da ABNT. As sombras serão minimizadas. As lâmpadas são posicionadas sobre linhas de produção ou transporte de insumos ou produtos e estão seguras contra explosão e quedas acidentais. As áreas externas também estão iluminadas. As lâmpadas estão posicionadas distantes das portas para evitar a atração de insetos. A iluminação artificial será feita através de luz fria, com lâmpadas adequadamente protegidas. 4.3.7 Pisos O piso é antiderrapante, resistente ao tráfego e à corrosão. O acabamento final deve propiciar uma limpeza sem deixar acúmulo de umidade e resíduos, e tem boa resistência mecânica e boa resistência ao desgaste. O piso é impermeável, resistente a impactos, a ácidos e álcalis, anti-derrapante e de fácil limpeza. O rejunte obedeceu às mesmas condições do piso. O piso possui uma declividade de 2,5% em direção às canaletas laterais de drenagem, as quais são lisas e cantos arredondados com raio mínimo de 5 cm. As canaletas foram evitadas nas áreas de produção e manipulação dos alimentos, quando são estreitas com aproximadamente 10 cm de largura, apenas o suficiente para permitir o escoamento da água. Na indústria em geral, os ralos foram evitados nos setores de processamento, mas quando existirem são de livre acesso para limpeza e dotados de sistema de fechamento. 4.3.8 Instalações elétricas 42 As conexões elétricas são isoladas, minimizando riscos e facilitando a limpeza. Os cabos com fios elétricos que não estão contidos em tubos vedados são protegidos com placas que permitam a ventilação e limpeza. As normas estabelecidas pela ABNT foram seguidas, observando-se a capacidade de carga e outros detalhes de segurança e distribuição. As instalações são higiênicas, possíveis e protegidas da penetração de água e umidade. 4.3.9 Instalações hidráulicas As instalações hidráulicas são visíveis por facilitar a sua instalação e manutenção. Os materiais utilizados são resistentes e as tubulações bem dimensionadas para as necessidades de processamento. Devem existir linhas separadas e sem cruzamento das tubulações, de acordo com a finalidade, ou seja, a linha de água não potável utilizada na produção de vapor, refrigeração, controle de fogo e outros propósitos que não entrarão em contato com o alimento não deve cruzar com a linha de água potável. A água a ser utilizada no laticínio provém de fonte própria, estando dentro dos padrões de potabilidade especificados pelo Regulamento do RIISPOA (Decreto nº 30.691, de 29/03/52) aprovado pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento através da sua Secretaria de Defesa Agropecuária, Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Divisão de Normas Técnicas. Esta fonte possui vazão suficiente para os trabalhos industriais. A rede de esgotos do setor industrial, com exceção das câmaras frigoríficas, consta de canaletas para permitir o fácil deságue de águas residuais (rede de esgoto municipal). A rede de esgotos proveniente das instalações sanitárias e vestiários é independente daquela oriunda das dependências industriais. 43 4.3.10 Instalações sanitárias Para viabilizar a higiene na indústria, o pessoal dispõe de boas e suficientes instalações sanitárias, limpas, iluminadas e ventiladas. Vestiários e sanitários não tem comunicação direta com a área de processamento, mas tem lavatórios nas áreas de acesso de pessoal e de fabricação. 4.3.11 Instalações frigoríficas Câmara de Salga: com temperatura controlada para 10°C, piso anticorrosivo e paredes azulejadas; e, câmara de maturação/estocagem: com temperatura controlada para 12°C e umidade relativa do ar de 85%. 4.3.12 Anexos e outras instalações 4.3.12.1 Vestiário, Sanitários/Banheiros Estas dependências estão localizadas separadamente do bloco industrial de forma adequada à racionalização do fluxo de operários. 4.3.12.2 Almoxarifado O almoxarifado destinar-se-á ao estoque dos materiais de uso geral da indústria. 4.3.12.3 Caldeira 44 A caldeira esta instalada em prédio específico, mantendo o afastamento mínimo de três metros em relação a outras construções. A instalação da caldeira contará ainda com local adequado para armazenamento de lenha de modo a não prejudicar a higiene do estabelecimento. 4.3.12.4 Escritório O escritório está localizado junto ao prédio administrativo e próximo à entrada do estabelecimento. 4.7 FLUXOGRAMA DE PRODUÇÃO 4.7.1 Coleta a granel O leite é resfriado em comunidades estratégicas em tanques de expansão visando interromper as reações de deterioração do produto e permitindo a estocagem para coleta em dias alternados. O leite é mantido entre 2 e 5ºC, até ser transportado para o laticínio, em tanques isotérmicos móveis (caminhões – tanque). Os caminhões de coleta de leite resfriado são dotados de bombas e medidores que permitem o emprego de um único homem para toda a operação. O próprio motorista determina a temperatura do leite estocado, promove a análise sensorial (cheiro), coleta amostras em pequenos frascos mantidos com gelo em recipientes isotérmicos para as análises bacteriológicas e físico-químicas necessárias. Para a decisão da indústria de coletar ou não o leite, o único teste é o do Alizarol (empregando álcool 72 – 74%). O leite ácido é recusado para comercialização. Em geral é deixado na propriedade, onde poderá ser empregado na fabricação caseira de derivados lácteos ou na alimentação animal. 4.7.2 Descrição do processo de produção 45 Os equipamentos a serem utilizados no processamento do leite e derivados na usina objeto deste projeto, estão especificados e relacionados neste plano, com os respectivos números de apresentação no croqui. A descrição do processamento de cada produto com os seus respectivos fluxogramas são apresentados a seguir. 4.7.3 Recepção de Leite O recebimento de leite é uma operação comum a todos os laticínios, conforme layout e fluxograma de produção apresentado na Figura 2, envolvendo as operações de seleção, medição e filtração do produto. A recepção do leite é efetuada por bombeamento do leite do carro tanque. Antes da descarga são feitos alguns testes tais como: acidez titulável, alizarol, gordura, temperatura, densidade, etc., os quais têm por objetivo evitar o ingresso de leite de baixa qualidade no laticínio. O leite recebido, é bombeado diretamente do caminhão de coleta, passa por um filtro que deve ser limpo com freqüência, e colocado em um tanque de estocagem para então ser encaminhado para as seções de produção. Como o conteúdo do caminhão é discriminado em nota, não há a necessidade de medir a quantidade de leite recebida. Logo após a descarga, o caminhão-tanque é lavado e sanificado em local exclusivo para essa finalidade. Recepção do leite Análise Leite ácido Filtração Desnate do leite ácido Estocagem Creme Leite desnatado Lavagem do carro tanque 46 Figura 2: Fluxograma de recepção de Leite 4.8 LEITE PASTEURIZADO PARA CONSUMO A pasteurização, cujo fluxograma de operações é apresentado na Figura 3, assegura a sanidade do produto, uma vez que é suficiente para eliminação completa dos patógenos e a quase totalidade dos microrganismos alteradores presentes no leite cru. A pasteurização é efetuada em equipamento provido de placas trocadoras de calor que permitem a regeneração de frio e calor em torno de 85%. No pasteurizador, o leite cru é aquecido a 45 0C na seção de regeneração e sai para a centrífuga acoplada ao sistema. A centrífuga tem por finalidade a remoção de impurezas em suspensão e a padronização do produto para um teor de gordura de 3,2%. O leite retorna a seguir ao pasteurizador onde é aquecido a 75 0C por intermédio de água quente a 85 0C, sendo mantido a esta temperatura por 15 segundos, para que se processe a pasteurização. O leite pasteurizado e resfriado a 5 0C é armazenado em tanques de estocagem isotérmicos até o seu envase em sacos plásticos de 1 litro. Um bom sistema de higienização associado com boas práticas de manuseio do leite após a pasteurização será adotado para evitar a recontaminação do leite pasteurizado. 47 água gelada água e vapor Recepção Análise físico-química Padronização creme Condensado Pasteurização água Estocagem Cestas plásticas Filme plástico Acondicionamento Lavagem de cestas plásticas 0 Câmara fria (5 C) Processamento Comercialização Figura 3: Fluxograma de Pasteurização de Leite 4.9 QUEIJO MINAS FRESCAL Para fabricação de queijo tipo frescal utiliza-se leite de boa qualidade, pasteurizado, com teor de gordura de 3,0 a 3,3%. Emprega-se cultura lática à base de Lactococcus lactis e Lactococcus cremoris conforme indicação do fabricante e cloreto de cálcio na proporção de 50 ml de solução para cada 100 litros de leite. 48 O coalho é adicionado em quantidade tal que a coagulação ocorra em 30-40 minutos. A temperatura de coagulação deve se situar a 36 0C. A coalhada é cortada lentamente, de modo a obter grãos de 2 cm de aresta. Observa-se um repouso de 5 minutos e são feitas mexeduras de 5 minutos com intervalos de 3 minutos entre as mesmas até que se observe o ponto final, aproximadamente 30 minutos após o corte. Sem efetuar a dessoragem, a massa é coletada através de formas próprias. A salga é feita a seco com aproximadamente 0,7% de sal em relação ao volume inicial de leite. Após a salga o queijo é levado para a câmara fria a 4 0C. O comércio e consumo são imediatos. O processo acima descrito é apresentado na Figura 4 abaixo. LEITE PASTEURIZADO Cloreto de cálcio Cultura lática Coagulação Coalho Corte Mexedura Ponto Enformagem Salga seca Filma plástico Caixas de papelão Embalagem Acondicionamento Estocagem Expedição Figura 4: Fluxograma de Produção de Queijo Minas Frescal 4.10 QUEIJO RICOTA 49 O soro de queijo é colocado no tanque de aço inox e aquecido lentamente até atingir 65 0C, com agitação constante. Atingida esta temperatura, adiciona-se 10% a 20% de leite integral e continua-se o aquecimento até 85 0C com vapor direto. Atingida esta temperatura, adiciona-se 0.025% de ácido láctico com 85% de pureza. Prossegue-se o aquecimento até 95 0 C. Haverá a formação de uma massa de coloração branco-creme que irá flocular sobre o soro. A massa é deixada em repouso por cerca de 20 minutos e então recolhida por meio de concha própria. A massa é acondicionada em formas próprias e prensada por 30 minutos. Após a prensagem, os queijos são deixados em câmara fria a 4 0C e estão prontos para consumo. O processo de fabricação de ricota está descrito na Figura 5, a seguir. Soro de leite desacidificado Vapor Aquecimento Adição de leite Ácido lático Coagulação Enformagem Prensagem Embalagem Caixas de papelão Acondicionamento Estocagem Expedição Figura 5: Fluxograma de Produção de ricota 4.11 IOGURTE 50 Depois de selecionado quanto aos padrões de qualidade pelo laboratório de controle de qualidade, o leite é padronizado para 2,5% de gordura e colocado em pasteurizador maturador lento onde é adicionado de 11% de açúcar de boa qualidade e aquecido a 80-90 0 C, onde permanece a esta temperatura durante 30 minutos. Decorridos os 30 minutos, o leite é resfriado à temperatura de 43-45 0C, quando então é inoculado com o fermento láctico. Os microrganismos básicos utilizados na fabricação do iogurte são o Lactococcus thermophilus e o Lactobacillus bulgaricus, normalmente encontrados na proporção de 3:2, respectivamente. O leite inoculado de fermento láctico permanece no tanque maturador lento por um período de 3-4 horas, controlando-se a temperatura com termômetro apropriado, quando então é obtida a coalhada. O ponto final da fermentação é controlado por meio da acidez Dornic. Normalmente, consideramos boa uma acidez em torno de 70 0D. Logo após ter atingido a acidez desejada inicia-se a refrigeração da coalhada. A refrigeração é feita primeiramente fazendo-se circular água industrial pelas paredes do pasteurizador maturador, até atingirmos uma temperatura em torno de 30 0C, introduzindo logo a seguir água gelada, até a temperatura do iogurte baixar para 9-10 0C. Logo após atingir a temperatura de 30 0C, procede-se à quebra da coalhada no próprio tanque maturador que é dotado de agitador mecânico, procedendo-se a aromatização natural com polpa obtida de frutas tais como goiaba, pêssego, morango, manga, abacaxi, etc. A proporção de polpa a ser adicionada deve atender a preferência dos consumidores. Após a aromatização, o iogurte é envasado assepticamente em embalagens com capacidade para 250, 500 e 1000 ml, colocado nas câmaras de refrigeração a 4 0C até a comercialização. O processo de elaboração do Iogurte está esquematizado na Figura 6. Após este processo o produto deverá ter atingido uma acidez em torno de 85 0D e apresentar aroma e sabor característicos. Recepção do leite Padronização Adição de açúcar 51 Figura 6: Fluxograma de produção de iogurte 4.12 BEBIDA LÁCTEA O processo de elaboração da Bebida Láctea está esquematizado na Figura 7. Recepção soro Mistura de leite e soro Vapor Água Cultura lática Tratamento térmico Resfriamento Coagulação 52 Figura 7: Fluxograma de Produção de Bebida Láctea O leite com 3% de gordura é misturado em partes iguais com soro de queijo recém obtido em um pasteurizador maturador onde se adiciona 10% de açúcar de boa qualidade, misturado com 0,31% de pectina cítrica, 0,11% de citrato de sódio e 1 ml de corante por litro. Agita-se e aquece-se a 80 0C por 30 minutos. Em seguida, resfria-se à temperatura de 43-45 0C quando se inocula o fermento lático específico na quantidade recomendada pelo fabricante. A agitação é interrompida e mantém-se a fermentação até atingir pH 4,5 a 4,6 quando inicia-se a refrigeração fazendo circular água industrial e depois água gelada. Agita-se para quebra do coágulo e procede-se a adição de aroma (1,5ml/l) e polpa de fruta (4 a 5%, mas deverá ser testada para preferência do consumidor). O produto é então envasado em embalagens de 250, 500 e 1.000ml e armazenado em câmaras frigoríficas a 4 0C até sua comercialização. 53 4.13 MANTEIGA Todo o excesso de gordura obtido pela padronização da matéria-prima ou pelo desnate do leite ácido é utilizado, na forma de creme, para a obtenção de manteiga. O creme obtido pela padronização do leite destinado a elaboração de outros produtos é padronizado para um teor de gordura de 38%. Esta operação traz as seguintes vantagens: facilita a pasteurização, tornando-a mais eficiente e evitando o gosto de queimado, comum nos cremes muito concentrados; facilita o resfriamento; evita perdas excessivas de gordura nas outras fases do melhoramento do creme ou no leitelho e dilui a acidez do creme. Antes de ser submetido à pasteurização, o creme deve ter sua acidez corrigida para 15-16 0D, através do uso de neutralizantes. Os neutralizantes mais comuns utilizados nesta operação são o bicarbonato de sódio e o carbonato de sódio. A redução da acidez proporciona uma série de vantagens: permite a pasteurização de cremes ácidos; melhora o sabor da manteiga; aumenta sua resistência ao armazenamento; permite uma padronização do produto e evita perdas de gordura no leitelho. Após as operações de preparo do creme para a elaboração da manteiga, inicia-se o processo de pasteurização do mesmo, o qual tem por objetivo a destruição de microorganismos patogênicos e daqueles que decompõem o creme por fermentação. A pasteurização visa também a destruição da lipase, permite um melhor controle da maturação, elimina substâncias voláteis, obriga a redução da acidez prévia do creme, além de melhorar a sua qualidade e aumentar a sua conservação. O creme é pasteurizado a 80 0C /30 minutos em um pasteurizador maturador de parede dupla e resfriado. O resfriamento do creme é feito até a temperatura de 6 0C, e mantido a esta temperatura durante pelo menos 2 horas antes de ser batido, para cristalizar o maior número possível de glóbulos de gordura, aumentando conseqüentemente o rendimento da manteiga. A bateção do creme se faz em uma batedeira de aço inoxidável até inversão de fases, e tem por objetivo a reunião dos glóbulos de matéria gorda do creme em grãos de manteiga, eliminando-se a maior parte das substâncias não gordurosas que constituem o leitelho. 54 A formação dos grãos tem lugar pela solidificação dos glóbulos de gordura e a união total ou parcial dos mesmos. A manteiga obtida é lavada na própria batedeira com água potável a 80C, por 2 a 3 vezes, para eliminar restos de leitelho e sabores indesejáveis. A seguir procede-se a malaxagem para controle de umidade (máxima de 16%) e incorporação do sal na proporção de 2% em relação ao peso de manteiga. Da manteiga assim obtida fazse tabletes de 200 g, embalados em papel e depois em caixas de papelão, e mantidos em câmara fria (0-4 0C). Este processo de fabricação tem seu fluxograma apresentado na Figura 8. Creme Leite ou água Bicarbonato de sódio Padronização do creme Correção da acidez Pasteurização do creme Vapor Maturação ou repouso Bateção do creme Água gelada Sal Lavagem da manteiga Malaxagem Formação dos tabletes Papel e caixas de papelão Caixas de papelão Embalagem Acondicionamento Estocagem Expedição 55 Figura 8: Fluxograma de Produção de Manteiga 100% Creme de leite (33,4 kg) Requeijão Planta industrial de um laticínio diversificado Leite 100% (33,4 kg) Manteiga (38% de gordura) – 20 kg Leitelho Figura 9: Balanço de massa de produção de manteiga em um dia normal de produção 4.13.1 Aproveitamento e Tratamento de Resíduos 56 Os resíduos obtidos no processo de produção de queijos, requeijão e de manteiga, respectivamente soro e leitelho, constituem matéria-prima para a elaboração de outros produtos de laticínios, que poderão constituir uma diversificação futura da empresa. Parte do soro e o leitelho será utilizada na alimentação de animais, como suínos, por tratar-se de alimento ainda bastante rico em nutrientes, ou seja: lactose (0,5%), proteínas (0,5%), sais minerais (0,9%) e gordura (0,1%). O excedente passará por uma seção de tratamento de resíduos antes de ser lançado em curso de água corrente próximo ao laticínio, atentando para os seguintes aspectos: 1. O grau de poluição destes cursos de água é medido através da quantidade de oxigênio consumido no processo biológico de oxidação da matéria orgânica dispersa na água que nada mais é do que a DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio). Quanto maior o grau de poluição, maior a DBO. O despejo do laticínio possui carga média de DBO em torno de 4.000 mg/l, dependendo do cuidado na operação da diversificação industrial e do nível tecnológico empregado. A redução da DBO deste efluente deve ser realizada em uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) situada dentro do laticínio. 2. A refrigeração é feita em circuito fechado, e havendo perda de água ela é reposta, em aproximadamente 3 a 5 m3/dia. 3. As águas residuais dos sanitários devem ser encaminhadas a uma fossa séptica de câmaras em série. 4. Os despejos atmosféricos são provenientes de caldeiras a lenha. Os resíduos sólidos são recolhidos pela Prefeitura Municipal, constituídos por material descartável dos escritórios, embalagens diversas e as cinzas das caldeiras que são recolhidas e empregadas como adubo pelos cooperados. 57 5. O tratamento de efluentes da indústria de laticínios será através do processo de lodos ativados. Este sistema se constitui em um tanque de aeração onde são formados flocos biológicos resultantes de desenvolvimento e aglomeração de microorganismos. Os flocos são insolúveis e necessitam de uma demanda de oxigênio. Após o tanque de aeração, existe um decantador, onde os flocos biológicos são removidos do efluente e recebem o nome de lodos ativados. Uma fração dos flocos retorna ao tanque de aeração, recebendo o nome de "lodo de retorno", que se mistura com o afluente do tanque de aeração, formando o chamado "liquor", sendo importante, que o liquor seja uma mistura homogênea. 6. O lodo de retomo acelera o processo de estabilização dos constituintes orgânicos. O excesso de lodo é retirado para se manter o nível de sólidos voláteis em suspensão no tanque de aeração e evitar a saturação do sistema. Este lodo é encaminhado para os chamados leitos de secagem, para futuramente ser utilizado como adubo. 7. Será utilizado o sistema de fluxo intermitente, pois além de apresentar alta eficiência na remoção da DBO (85-95%), exige menor área, em função de não necessitar de decantador primário e secundário, além de requisitar menos equipamentos. 8. A Figura 9 a seguir apresenta um diagrama do sistema intermitente extraído da Revista BIO da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária – ABES (SPERLING, 1994). Recomenda-se a procura de especialistas para a implantação de ETE adequadas a cada caso. GRADE (Fase Sólida) REATOR DESARENADOR (Fase Sólida) MEDIDOR DE VAZÃO REATOR 58 Figura 10: Diagrama de Lodos Ativados de Fluxo Intermitente 59 60 5 – OBJETIVOS 5.1 GERAL Consolidar o desenvolvimento da pecuária leiteira de forma sustentável, com base no beneficiamento do leite e seus derivados de modo a obter a melhoria da renda e das condições de vida dos agricultores familiares do Território da Cidadania Assu/Mossoró. 5.2 ESPECÍFICOS Implementar a estratégia de comercialização de leite e seus derivados; trabalhar o manejo adequado dos rebanhos bovinos com a introdução e melhoria de matrizes e reprodutores, com vistas ao aumento da produção, produtividade e qualidade do leite; realizar o beneficiamento do leite e seus derivados; ampliar as áreas de pisoteios, bem como garantir a produção de ração de boa qualidade com matéria prima da região minimizando os custos; reduzir os custos de produção de leite, propiciando o aumento da renda dos produtores familiares. melhorar a gestão da unidade de produção de leite e seus derivados. aumentar a oferta de emprego na região; Garantir assistência técnica e gerencial aos produtores; e viabilizar o acesso dos produtores ao credito do PRONAF. 61 6 – EIXOS ESTRATÉGICOS 6.1 DIMENSÕES 6.1.1. Econômica Redução dos custos de produção; melhorar o sistema de produção de volumoso e de concentrado com produtos da região; criação de uma central de comercialização de produtos através da cooperativa; consolidar o processo de funcionamento da unidade de beneficiamento de leite; capital de giro; e desenvolver estratégia de comercialização. 6.1.2 Institucional Criação da cooperativa; capacitação: associativismo; manejo adequado do plantel; produção de leite; beneficiamento do leite e seus derivados; gestão; comercialização; capacitação para atender a normativa 51; cria marcas e registros; e, logística de coleta e comercialização; 6.1.3 Tecnológica Estudo para produção de ração do gado leiteiro; 62 assistência técnica e gerencial; e melhoria na genética do gado. 63 7 – PROJETOS Este plano de negócios é composto por 4 (quatro) projetos, distribuídos segundo as 3 (três) dimensões acima explicitas. Os projetos são os mecanismos operacionais de ação concreta que podem ser executados em um determinado espaço e num certo período de tempo e materializam as propostas concretas de intervenção em termos dos seus objetivos e linhas de ação. 7.1 PROJETO 1 – MELHORIA DO SISTEMA DE PRODUÇÃO DE VOLUMOSOS Objetivo Geral: Ampliar as áreas de produção de volumosos e pisoteios para reduzir os custos de produção e melhorar a renda dos produtores; Objetivos Específicos: Ampliar as áreas de volumosos e pisoteios; reduzir os custos de produção; garantir ração de boa qualidade em tempo oportuno; e aumentar a produtividade do leite. Metas: Implantar 500 hectares de volumoso; implantar 250 hectares de pisoteio; e atender a 500 produtores. Orçamento: 1.250.000,00 (Hum milhão duzentos e cinqüenta mil reais) 64 Fonte de financiamento: PRONAF e recursos próprios 7.2 PROJETO 2 – CAPACITAÇÃO Objetivo Geral: Capacitar os agricultores e técnicos no processo de produção e beneficiamento do leite e do fortalecimento do associativismo para garantir melhoria da produtividade, qualidade do leite e gestão dos empreendimentos da cadeia produtiva do leite. Objetivos Específicos: Melhorar o manejo dos rebanhos bovinos; melhorar a ordenha do leite; aumentar a renda dos produtores; aumentar a produtividade de leite; melhorar a qualidade do leite; melhorar a gestão da cadeia produtiva do leite; e Fortalecimento do associativismo das unidades de produção e beneficiamento. Metas: Capacitar 500 produtores no manejo do rebanho; Capacitar 500 produtores em ordenha; e Capacitar 25 técnicos para cadeia produtiva do leite. Orçamento: R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) 65 Fonte de financiamento: PROINF, MDA, SEBRAE e prefeituras municipais 7.3 PROJETO 3 – ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL Objetivo Geral: Garantir assessoramento técnico e gerencial eficiente e eficaz aos produtores rurais para melhorar a produtividade, qualidade, acesso ao credito e a renda dos produtores. Objetivos Específicos: Garantir assistência técnica e gerencial aos produtores; melhorar a produtividade de leite da região; reduzir os custos de produção; e viabilizar o acesso dos produtores ao credito do PRONAF. Metas Atende a 500 produtores contratar 5 técnicos; e garantir a contração 2 veterinário. Orçamento: R$ 630.000,00 (Seiscentos e trinta mil reais) Fonte de financiamento: Governo do Estado, Governos Municipais, MDA e PRONAF 66 7.4 PROJETO 4 – DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIA DE COMERCIALIZAÇÃO Objetivo Geral: Elaborar e implementar uma estratégia de comercialização dos produtos do leite e seus derivados que garanta a melhoria de renda dos agricultores familiares. Objetivos Específicos: Elaborar e implementar estratégia de comercialização de leite e seus derivados dos agricultores familiares; e Inserir os produtos da unidade de beneficiamento de leite nos mercados consumidores. Metas Elaboração e implementação de uma estratégia de comercialização com rótulos e marca dos produtos; e Inserção de 100 % dos produtos da unidade de beneficiamento de leite nos mercados consumidores. Orçamento: R$ 20.000,00 (Vinte mil reais) Fonte de financiamento: Governos Municipais, MDA e SEBRAE 8 – PERFIL DA ORGANIZAÇÃO GESTORA A organização gestora da Unidade de Produção de Beneficiamento de Leite e seus Derivados será uma cooperativa constituída de agricultores familiares produtores de leite 67 dos municípios Ipanguaçu, Alto do Rodrigues, Carnaubais, Pendências e Porto do Mangue que fazem parte do Território a Cidadania Assu/Mossoró que compõe o consórcio do empreendimento. 8.1 ESTRATÉGIA DE FINANCIAMENTO Os recursos para financiamento do empreendimento foram discutidos e priorizados no Colegiado de Desenvolvimento Territorial Assu/Mossoró, que definiu entre os eixos estratégicos o fortalecimento da cadeia produtiva do leite por ser uma atividade representativa e viável do ponto de vista econômico e social. Assim sendo, foi criado um consórcio de cinco municípios e elaborado o projeto de implantação da Unidade de Beneficiamento de Leite e seus Derivados, submetido ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável. A proposta aprovada, foi encaminhada ao MDA que por sua vez conveniou com a Caixa Econômica Federal através da Prefeitura Municipal de Alto do Rodrigues que teve um papel preponderante na complementação de verbas para conclusão do projeto través da contrapartida. 8.2 INFRA-ESTRUTURA DISPONÍVEL A infra-estrutura disponível é a seguinte: 1. Prédio para instalação da Unidade de beneficiamento de leite e seus derivados concluída; 2. Equipamentos para beneficiamento do leite e seus derivados adquiridos e em faze instalados; 3. Caminhão para coleta do leite adquirido; 4. Caminhão para distribuição dos produtos do empreendimento adquirido; 5. Tanques estacionários para coleta do leite nos municípios, em faze de aquisição; 68 6. Construção de auditório para a promoção de eventos de capacitação; e transferência de tecnologia, em faze de tramitação. 69 9 – ASSESSORAMENTO TÉCNICO 9.1 CARÁTER GERAL O assessoramento técnico-gerencial tem o propósito geral de contribuir para o fortalecimento dos processos de produção, processamento e comercialização, bem como para a construção de instituições sociais e políticas que garantam o êxito do empreendimento. O assessoramento técnico deve acontecer em todas as etapas do empreendimento, isto é, na identificação, elaboração, negociação, aquisição dos equipamentos, implantação, funcionamento e prestação de contas dos recursos recebidos, diferenciando-se em dois tipos fundamentais: o assessoramento de caráter geral e o assessoramento de caráter especializado. O assessoramento de caráter geral será prestado nas etapas de mobilização para consolidação do empreendimento, elaboração dos programas e projetos, além de aquisição dos equipamentos, implantação e prestação de contas dos recursos recebidos. 9.2 CARÁTER ESPECÍFICO O assessoramento de caráter especializado variará com a natureza e as etapas de implantação e funcionamento do empreendimento, tendo, em geral, caráter temporário, e foco na consolidação do empreendimento. 9.3 INSTRUMENTOS DE CONTROLE 70 A organização gestora da Unidade de Beneficiamento de Leite e seus derivados, terá como instrumentos de controle, a Assembléia Geral, um software, um caixa diário para registrar todas entradas e saídas de dinheiro, além do Conselho Fiscal eleito, composto por três conselheiros ou conselheiras com igual número de suplentes, para acompanhar a gestão financeira, as auditorias internas e livros de atas. 9.4 DISTRIBUIÇÃO DOS RESULTADOS A distribuição dos resultados operacionais da Unidade de Beneficiamento de Leite e Seus Derivados será feita da seguinte forma: 1. Pagamento dos custos de operação e manutenção da Unidade Gestora do empreendimento; 2. Pagamento da aquisição de matéria prima; 3. Pagamento das taxas, encargos e impostos; 4. 20 % do lucro líquido para formação do fundo de capitalização do empreendimento; e 5. A sobra será distribuída entre os sócios do empreendimento em partes proporcionais ao fornecimento a sua participação nos negócios. 9.5 FUNDO DE RECUPERAÇÃO E CAPITALIZAÇÃO O Fundo de Recuperação e Capitalização do Empreendimento será constituído com 20% do lucro liquido do negócio que será apurado mensalmente através de doações, captações de políticas públicas. 10 – MODELO DE GESTÃO O modelo de gestão corresponde à estrutura organizacional, procedimentos administrativos, instrumentos de controle e avaliação, regras de distribuição dos resultados 71 obtidos nos empreendimentos e sistemas de recuperação de custos, operação, manutenção e re-investimento, conforme detalhado a seguir: A proposta é implementar 5 (cinco) estratégias articuladas e complementares, conforme caracterizado a seguir: Estratégia de Integração Vertical: pode ser materializada com a conquista de novos estágios de processamento, para além da pasteurização do leite, os seus derivados, como bebida láctea, manteiga, queijo e iogurte. Estratégia de Integração Horizontal: diz respeito articulação entre a UNIDADE GESTORA e as Associações Comunitárias de tal modo a obter economia de escala, contar com maior poder econômico, operar um sistema mais amplo de revendedores, e, enfrentar a concorrência, através da conquista de fatias de mercado da agroindústria de laticínio. A conquista de novos espaços no mercado institucional, como a inclusão dos derivados do leite na merenda escolar e no PAA, é uma providência imediata da Unidade Gestora. Estratégia de Diversificação: finalmente, a terceira estratégia se direciona para a diversificação, viabilizada pela comercialização de novos produtos, como os derivados do leite, de modo a precaver-se contra prejuízos causados por alterações no mercado institucional e oscilações bruscas na demanda e nos preços do leite e de seus derivados. Estratégia de Cooperação Técnica: definir uma Cooperação Técnica capaz de viabilizar um assessoramento técnico gerencial sistemático à Unidade Gestora e às comunitárias no sentido de construir um modelo gerencial de produção e comercialização integrado e em rede com as demais instituições diretamente responsáveis pela implementação das políticas de apoio à agricultura familiar e às suas organizações associativas. Estratégia de Contrapartida da Prefeitura: definir estratégias específicas de obtenção de financiamento articulado com garantia de demanda efetiva para os produtos da Unidade de Beneficiamento de Leite. Destacam-se, neste caso, as seguintes estratégias: a) obtenção de contrapartida das prefeituras municipais participantes do programa como forma de aumentar as metas do programa; b) consolidar essa instancia institucional a nível local como instrumento de acesso 72 dos agricultores familiares ao mercado; c) utilizar o mercado institucional para estabelecer as bases de uma política de segurança alimentar. A consecução dessas estratégias requer a criação de uma nova institucionalidade, na qual requer a construção da UNIDADE GESTORA, com seus estatutos, como instituição líder no plano territorial. No exercício de sua atividade a UNIDADE GESTORA deverá se articular com as Associações Comunitárias, que por sua vez representam os interesses das famílias rurais produtoras do leite. Para isto, é necessário que a UNIDADE GESTORA continue contando com o apoio de todas as organizações do Estado, do Movimento Sindical dos Trabalhadores Rurais e da Sociedade Civil. Todavia, propõe-se um apoio articulado, mediante a constituição de um Centro de Referência para Cooperação Técnica e Aprendizagem, com os objetivos de consolidar experiências de comercialização dos produtos da agricultura familiar; replicar essas experiências em outros territórios da cidadania do Estado do Rio Grande do Norte. Nesse modelo, a UNIDADE GESTORA se especializará na busca de mercado para comercialização dos produtos da Unidade de Beneficiamento de Leite e seus Derivados as Associações Comunitárias se organizarão para produzir e repassar para a UNIDADE GESTORA a responsabilidade pela comercialização; o Organismo de Cooperação Técnica assessorará a UNIDADE GESTORA de forma sistêmica, de modo a constituir um consórcio entre a UNIDADE GESTORA, Prefeituras Municipais e as Associações Comunitárias. Para implementação do Modelo ainda serão tomadas as seguintes providências: i) identificar as lideranças dos grupos de produção local para conduzir o processo de produção a nível de unidade local; formalizar o modelo de integração da comercialização entre a UNIDADE GESTORA, Associações Comunitárias, municípios e as unidades de produção; capacitar as unidades locais para produzir; sensibilizar as famílias de agricultores para integrar a comercialização através da UNIDADE GESTORA; levantar as demandas para o mercado formal e definir aspectos logísticos como rótulo, embalagem e exigências sanitárias; definir os termos de contratos entre as organizações ou grupos comunitárias com a UNIDADE GESTORA; definir um sistema de cooperação técnica de forma sistemática à UNIDADE GESTORA e às organizações comunitárias envolvidas no Centro de Referência de Cooperação Técnica e Aprendizagem (Figura 11). GESTORA Cooperação 73 Figura 11: Centro de Referência de Cooperação Técnica e Aprendizagem 74 11 – ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL Análise de custos – análise dos custos do investimento e dos custos operacionais relativos à implantação e funcionamento do plano de negócios. Os custos dos investimentos correspondem à amortização anual das obras civis, máquinas e equipamentos que foram ou serão utilizados na implementação do plano. Os custos operacionais foram calculados com base na apuração das despesas correntes requeridas para o funcionamento do negócio. Os custos financeiros do investimento, foram calculados com base nas taxas de juros e outros encargos provenientes dos empréstimos de obtenção de recursos reembolsáveis alocados para o negócio. Receitas totais – apuração com base na projeção anual de vendas da produção obtida com o negócio. Balanço de receitas e custos do negócio – obtida pela diferença entre as receitas totais, os custos financeiros e os custos operacionais projetados para cada ano do negócio, até o seu pleno funcionamento. Renda líquida mensal dos beneficiários – calculada pela diferença entre as receitas, custos financeiros e os custos operacionais do negócio, após a retirada mensal para constituição do Fundo de Investimento Coletivo (FIC). O FIC corresponderá a até 40% da receita líquida apurada, de acordo com a capacidade financeira do negócio. Renda líquida mínima mensal por beneficiário – demonstrada pela viabilidade técnica e econômica que seja capaz de financiar sua operação e manutenção e garantir uma relação benefício-custo positiva e com perspectivas de aumento ao longo do tempo. Assim sendo, chegou-se à conclusão que o empreendimento seguindo as orientações planejadas tornar-se-á sustentável em um período de 10 anos Anexos as planilhas relativas aos módulos de Abacaxi, melancia, macaxeira, limão, mamão e graviola. Na Tabela 5 a seguir, apresenta uma síntese relativa aos investimentos e custos de produção para implementação do plano de negócios da Unidade de Beneficiamento de Leite para um período de 10 anos equivalente a um custo total de R$ 16.102.157,00. No Anexo I, estão expostos, nas planilhas de análise de viabilidade econômica para todas as atividades exercidas, todos os dados referentes aos custos de implantação, produção e comercialização 75 do leite e seus derivados, assim como, sua projeção de receita com vendas que deverão alcançar um valor aproximado de R$ 35.744.760,00, representando um percentual de aproximadamente 122% em relação aos seus custos, conforme pode ser visto na Tabela 6 a seguir. Tabela 5: Resumo dos investimentos e custo de produção para implementação do plano de negócios da Unidade de Beneficiamento de leite Investimentos e Custeio para 10 anos – Valor em R$ Descrição Unidade de beneficiamento de leite Obras civis - auditório 72.190,00 Materiais e equipamentos para produção 72.379,00 Preparação da área de montagem de equipamento 6.000,00 Custo da produção 13.657.040,00 a. Insumo – leite b. Material de limpeza c. Custos diversos d. Embalagens e. Serviços manuais – limpeza tanques f. Mão-de-obra fixa e encargos g. Mão-de-obra variável 9.190.800,00 6.000,00 5.700,00 4.050.000,00 42.000,00 357.500,00 5.040,00 Serviços para produção Assessoramento técnico e custos operacionais Renda Capacitação e treinamento Custo com financiamento Total 1.027.440,00 507.000,00 480.000,00 5.000,00 275.108,00 16.102.157,00 Fonte: Planilhas de viabilidade econômica Tabela 6: Resumo da projeção da receita com vendas do plano de negócios da Unidade de Beneficiamento de leite Descriminação Produto Leite Produto - Iogurte Produto Queijo Produto Creme Total Fonte: Planilhas de viabilidade econômica Projeção da receita com vendas p/ 10 anos - em R$ 10.780.560,00 2.421.900,00 18.630.000,00 3.912.300,00 35.744.760,00 76 77 12 - CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO 12.1 FLUXO DE EXECUÇÃO Atividade Ampliação da área de pisoteio Pasteurização do leite Produção de manteiga e creme Produção de bebida láctea e iogurte Queijo Implantar estratégia de comercialização do leite e derivados Trabalhar o manejo dos rebanhos Reduzir os custos de produção do leite Melhorar a gestão da Unidade de Produção Aumentar a oferta de emprego Garantir Assistência Técnica Gerencial aos produtores Viabilizar o acesso dos produtores ao crédito do PRONAF Período Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 78 79 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA BRASIL. Portaria - Lei No 1.428, de 26 de novembro de 1993. Aprova o "Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimentos", as "Diretrizes para o estabelecimento de Boas Prática de Produção e de Prestação de Serviços na área de Alimentos", e o "Regulamento Técnico para o Estabelecimento de Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ's) para Serviços e Produtos na Área de Alimentos. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, n. 229, p. 18.415-18.419, 2 dez. 1993. Seção I. BRASIL. Portaria - Lei No 451, de 19 de novembro de 1997. Aprova o Regulamento Técnico Princípios Gerais para o Estabelecimento de Critérios e Padrões Microbiológicos para Alimentos e seus anexos I, II e III. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], http://www.dou.gov.br/wel.html, fev. 1999. BRASIL. Portaria - Lei No 359, de 4 de setembro de 1997. Aprova o Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade de Requeijão. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], http://www.dou.gov.br/wel.html, fev. 1999. BRASIL. Portaria - Lei No 364, de 4 de setembro de 1997. Aprova o Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade de Queijo Mussarela. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], http://www.dou.gov.br/wel.html, fev. 1999. CHAVES, José B. C., TEIXEIRA, Magdala A. Curso sobre Gerência da Qualidade na Indústria de Alimentos. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa / CENTREINAR, 1992. 233 p. LEITÃO, Mauro. Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle na Indústria de Alimentos. Centro Gráfico Scania do Brasil. São Bernardo do Campo. SP. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS – Manual de Análise de Riscos e Pontos Críticos de Controle. Campinas, SP, 1993. 30 p. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS – Manual de Boas Práticas de Fabricação para a Indústria de Alimentos. Campinas, SP, 1993. 26 p. 80 81 APÊNDICE METODOLOGIA O processo de trabalho adotado para elaboração do Plano combina a análise e a interpretação técnica da realidade do empreendimento, a identificação das oportunidades e ameaças existentes nos contexto do negócio a nível local, estadual, nacional e internacional e o mapeamento das demandas que resultaram de um amplo envolvimento do grupo na reflexão sobre o empreendimento e na definição das estratégias. Trata-se de um processo realizado de forma integrada e complementar ao longo de todas as etapas de análise da realidade e de produção do Plano, promovendo uma interação direta dos membros do grupo com os técnicos, na troca de percepções e visões e na preparação e fundamentação das decisões. Descreve-se a seguir os passos da construção do plano. MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ASSOCIATIVOS EXISTENTES NOS TERRITÓRIO RURAIS Cadastrar os empreendimentos associativos existentes nos territórios rurais gerenciados por cooperativas, associações e outros tipos de organizações que estejam aptas a estimular a formação de grupos para implantação de empreendimentos familiares do seu quadro de associados. SELEÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS Uma vez mapeados os empreendimentos existentes nos territórios, realizar uma seleção dos que vão ser elaborados os planos de negócio 82 SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO DOS TÉCNICOS Manter contatos com cooperativas, associações, sindicatos e organizações governamentais e não-governamentais para convidá-los a participar do curso de formação de técnicos em elaboração de planos de negócios. Realizado o curso de formação dos técnicos em elaboração de planos de negócios, definir o plano de trabalho para aplicação da técnica com a participação da organização gestora do empreendimento e do técnico capacitado para elaboração do plano. PRIMEIRA OFICINA COM EMPREENDEDORES A Primeira Oficina com Empreendedores é o ponto de partida para a elaboração do Plano de Negócios. Dela devem fazer parte os representantes da Unidade Gestora que irá implementar o Plano de Negócios, juntamente com os técnicos responsáveis pela sensibilização, mobilização e assessoramento ao processo de elaboração do Plano. O objetivo central é mostrar a importância da participação dos membros que formam o grupo do empreendimento, como ponto inicial para o planejamento do processo participativo, em função do desenvolvimento sustentável, trabalhando através de quatro dimensões, a saber: econômica, sociocultural , ambiental e institucional. LEVANTAMENTO DOS PROBLEMAS, POTENCIALIDADES, SOLUÇÕES E VISÃO DE FUTURO Problemas – elementos que atrapalham ou impedem o desenvolvimento do empreendimento; Potencialidades – fatores internos positivos, força ou energia representadas pela junção de todos os meios disponíveis que podem representar o seu diferencial competitivo, e, portanto, a base do deu desenvolvimento futuro; 83 Soluções – o que deve ser feito para enfrentar os problemas e aproveitar as oportunidades; Oportunidades - condições favoráveis para o êxito do empreendimento: existência de mercado e preços remuneradores para a produção projetada. Ameaças – condições adversas que dificultam ou inviabilizam o êxito do empreendimento, como é o caso de preços elevados dos insumos, máquinas e equipamentos; mercados pequenos, sem perspectivas de expansão; e contratos não confiáveis. Fontes Alternativas de Financiamento - mapeamento das fontes alternativas de financiamento e identificação das alternativas mais favoráveis para o êxito do negócio ou da prestação do serviço. Sistematização dos Resultados da Oficina - As informações coletadas nas oficinas devem ser codificadas, tabuladas, analisadas e sistematizadas de acordo com os objetivos geral e específicos que orientam a concepção dos empreendimentos. SEGUNDA OFICINA A segunda oficina é realizada com a organização gestora do empreendimento. É o momento de devolução, análise, identificação e priorização das alternativas para implementação dos empreendimentos e elaboração dos seus respectivos planos de negócios, com base nos dados anteriormente coletados e analisados, e, na contribuição dos participantes da oficina diretamente interessados em cada uma das alternativas de negócios. REDAÇÃO FINAL DO PLANO Após a realização das oficinas deve ser elaborada a versão preliminar do plano de 84 negócios, a qual, uma vez concluída, será apresentado em oficina realizada com os grupos diretamente interessados no empreendimento. Esse momento representa a segunda fase do processo de coleta das contribuições desses grupos. O objetivo dessa segunda fase é obter os elementos para formular uma síntese do que foi discutido na primeira oficina com os empreendedores. Assim, nessa reunião, problemas, soluções, potencialidades e anseios dos participantes serão tratados com um enfoque no conjunto dos membros integrantes do grupo e não mais na visão de cada um por si. A metodologia de trabalho consiste numa reflexão estruturada dos participantes em torno das grandes prioridades do desenvolvimento do plano de negócio com base na Matriz de Planejamento qualitativa (Quadro 1). Esta matriz permite um cruzamento dos fatores internos – potencialidades e problemas – com as condições externas – oportunidades e ameaças. Fatores Oportunidades Ameaças Quais as principais ações para Quais as principais ações para explorar as potencialidades internas, explorar de Potencialidades modo a permitir as potencialidades o internas, de modo a se defender aproveitamento das oportunidades das ameaças externas. externas. Quais as principais ações para Quais as principais ações para enfrentar os problemas internos, de enfrentar os problemas internos, Problemas modo a permitir o aproveitamento de das oportunidades modo a reduzir externas, vulnerabilidade da Região às superando as limitações e entraves. ameaças externas, fortalecendo sua capacidade de defesa. Quadro 1 – Matriz de Planejamento qualitativa a 85 86 ANEXO I 87 88 ANEXO I – ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DA UNIDADE DE BENEFICIAMENTO DE LEITE I.1 EXTRUTURA E CAPITAL EXISTENTE ESTRUTURA E CAPITAL EXISTENTE Discriminação Unid. Quant. Valor Unit. Total Total - - - 707.650,00 - - - 202.100,00 Imoveis a. Edificação m² 182 b. Terreno - área de 4.500m² m² 4.500 4 18.000,00 c. Outros - pavimentação, muro e portão verba 1 68000 68.000,00 d. Laboratório verba 1 16000 16.000,00 Móveis e Utensilios - 550 100.100,00 0,00 a. móveis 0,00 b. Utensilios 0,00 c. outros 0,00 Maquinas e equipamentos - 505.550,00 a. Máquinas verba 1 187550 187.550,00 b. Veiculo - Caminhão Baú refrigerado Unid. 1 130000 130.000,00 c. Veículo - Caminhão tanque Unid. 1 188000 188.000,00 Diversos - 0,00 a. Insumos 0,00 b. animais 0,00 c. lavoura 0,00 d. Capital 0,00 e. Outros verba 0,00 89 I.2 CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO EMPREENDIMENTO CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO EMPREENDIMENTO P1 Descrição Unid Quant Total - - P2 P3 P4 Vr Unit Total Qt Vr Unit Total Qt Vr Unit Total Qt Vr Unit Total - 165.889,00 - - 6.420,00 - - 6.420,00 - - 3.420,00 4.320,00 - - 420,00 - - 420,00 - - 420,00 20,00 1 20,00 1 Despesas pré-projeto a. Análises laboratoriais água Unid. 1 20 20,00 b. Cartório verba 1 3000 3.000,00 0,00 0,00 0,00 c. Licenças e outorgas d. Serviços - viagens, diárias verba 1 500 500,00 0,00 0,00 0,00 verba 1 800 800,00 - e. Outros Obras Civis - Auditório a. Material de construção civil e mão de obra 1 20 1 400 0,00 - 0,00 - - 0,00 400,00 1 400 0,00 - - 0,00 400,00 0,00 - - 0,00 0,00 0,00 b. Mão-de-obra 0,00 0,00 0,00 0,00 c. Equipamentos 0,00 0,00 0,00 0,00 d. Serviços e. Outros - Projeto Arquitetônico e CREA Materiais e Equipamentos para a produção a. Móveis e utensílios do auditório b. Equipamentos do auditório c. Equipamentos - Grupo Gerador 40 kva 0,00 0,00 0,00 0,00 2.000,00 0,00 0,00 0,00 a. Material. 1 70190 400 20,00 0,00 verba 1 1 20 70.190,00 d. Equipamentos Preparação da área e Montagem de equipamentos verba 72.190,00 400,00 20 2000 - 72.379,00 verba 1 13350 13.350,00 verba 1 24460 24.460,00 verba 1 34569 34.569,00 - - 0,00 1 6000 - - - - 0,00 - - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - - 0,00 - - 0,00 6.000,00 0,00 0,00 0,00 b. Mão-de-obra 0,00 0,00 0,00 0,00 c. Equipamentos 0,00 0,00 0,00 0,00 d. Serviços 0,00 0,00 0,00 0,00 e. Outros 0,00 0,00 0,00 0,00 Diversos verba 6.000,00 0,00 - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 a. Insumos 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Serviços Mecanizados 0,00 0,00 0,00 0,00 c. Serviços Manuais 0,00 0,00 0,00 0,00 Capacitação/treinamento - a. Material b. Aluguel de equipamentos verba c. Honorários h/d d. Outros custos Outros 5.000,00 1 100 1000 40 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 1.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 4.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00 3.000,00 90 a. Encargos socias 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Serviços de terceiros 0,00 0,00 0,00 0,00 c. Energia elétrica. 0,00 0,00 0,00 0,00 d. Água 0,00 0,00 0,00 0,00 e. Despesas de viagens 0,00 0,00 0,00 0,00 f. Despesas com veículos g. Mão de obra operacional h. Matéria prima / produtos 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 i. Seguros verba 2 3000 6.000,00 2 3000 6.000,00 2 3000 6.000,00 1 3000 3.000,00 Continuação P5 P6 P7 P8 P9 P 10 Qt Vr Unit Total Qt Vr Unit Total Qt Vr Unit Total Qt Vr Unit Total Qt Vr Unit Total Qt Vr Unit Total - - 3.420,00 - - 3.420,00 - - 6.420,00 - - 6.420,00 - - 6.420,00 - - 6.420,00 - - 420,00 - - 420,00 - - 420,00 - - 420,00 - - 420,00 - - 420,00 1 20 1 400 20,00 1 20 - - - - - - - - - 1 20 20,00 1 20 20,00 1 20 20,00 1 20 20,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 400,00 1 400 0,00 - 20,00 0,00 400,00 1 400 0,00 - - 0,00 400,00 1 400 0,00 - - 0,00 400,00 1 400 0,00 - - 0,00 400,00 1 400 0,00 - - 0,00 400,00 0,00 - - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - - 0,00 0,00 - - 0,00 0,00 - - 0,00 0,00 - - 0,00 0,00 - - 0,00 0,00 91 1 3000 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 3.000,00 3.000,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 3.000,00 1 3000 3.000,00 2 3000 6.000,00 2 3000 6.000,00 2 3000 6.000,00 2 3000 6.000,00 92 I.3 CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO 1ª PARTE DA TABELA CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO P1 Discriminação Unid Quant. Vr Unit. Total - - - - - Produção P2 Total Quant. Vr Unit. Total 852.055,78 - - 1.150.815,78 - 724.514,00 - - 1.007.714,00 a. Matéria prima - leite litros 720000 0,74 532.800,00 900000 0,74 666.000,00 b. Insumos - reagentes c. Insumos - material de limpeza verba 1 70 70,00 1 70 70,00 verba 1 600 600,00 1 600 600,00 d. insumos - diversos verba 1 500 500,00 1 500 500,00 e. insumos - embalagens meses 6 25000 150.000,00 6 50000 300.000,00 f. Serviços Manuais - tanques g. Mão de obra fixa + encargos g. Mão de obra variável + encargos verba 1 4290 4.290,00 1 4290 4.290,00 h/m 10 3575 35.750,00 10 3575 35.750,00 diárias 18 28 504,00 18 28 504,00 Produção a. Serviços .... 73.440,00 90.000,00 0,00 0,00 b. Transportes - coleta verba 1 43200 43.200,00 1 45000 45.000,00 c. Transportes - distribuição verba 1 30240 30.240,00 1 45000 45.000,00 d. Carga e descarga 0,00 0,00 e. Outros Materiais e Equipamentos para a produção 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Materiais - 0,00 0,00 b. Equipamentos 0,00 0,00 1.000,00 0,00 1.000,00 0,00 b. Aluguel de equipamentos 0,00 0,00 c. Honorários 0,00 0,00 d. Outros custos 0,00 0,00 53.101,78 53.101,78 0,00 0,00 Capacitação/treinamento a. Material verba 1 1000 Outros a. Encargos sociais b. Serviços de terceiros verba 1 6000 6.000,00 1 6000 6.000,00 c. Energia elétrica verba 1 21000 21.000,00 1 21000 21.000,00 d. Água verba 1 1800 1.800,00 1 1800 1.800,00 e. Telefone f. Depreciação - máquinas e equipamentos verba 1 1200 1.200,00 1 1200 1.200,00 verba 1 8101,78 8.101,78 1 8101,78 8.101,78 g. Manutenção h. Despesas de viagens ( passagens, diárias,etc. ) verba 1 6000 6.000,00 1 6000 6.000,00 verba 1 9000 9.000,00 1 9000 9.000,00 i. Mão de obra operacional 0,00 0,00 j. Comercialização 0,00 0,00 93 l. Comercialização - transporte m.Comercialização beneficiamento 0,00 0,00 n. Seguros 0,00 0,00 o. Taxas e Impostos - previsão 0,00 0,00 0,00 p. Perdas Continuação P3 P4 P5 Quant. Vr Unit. Total Quant. Vr Unit. Total Quant. Vr Unit. Total - - 1.651.815,78 - - 1.645.815,78 - - 1.645.815,78 - - 1.490.714,00 - - 1.490.714,00 - - 1.490.714,00 1350000 0,74 999.000,00 1350000 0,74 999.000,00 1350000 0,74 999.000,00 1 70 70,00 1 70 70,00 1 70 70,00 1 600 600,00 1 600 600,00 1 600 600,00 1 500 500,00 1 500 500,00 1 500 500,00 6 75000 450.000,00 6 75000 450.000,00 6 75000 450.000,00 1 4290 4.290,00 1 4290 4.290,00 1 4290 4.290,00 10 3575 35.750,00 10 3575 35.750,00 10 3575 35.750,00 18 28 504,00 18 28 504,00 18 28 504,00 108.000,00 108.000,00 108.000,00 0,00 0,00 0,00 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 53.101,78 47.101,78 47.101,78 0,00 0,00 0,00 1 6000 6.000,00 1 6000 6.000,00 1 6000 6.000,00 1 21000 21.000,00 1 21000 21.000,00 1 21000 21.000,00 1 1800 1.800,00 1 1800 1.800,00 1 1800 1.800,00 1 1200 1.200,00 1 1200 1.200,00 1 1200 1.200,00 1 8101,78 8.101,78 1 8101,78 8.101,78 1 8101,78 8.101,78 1 6000 6.000,00 1 6000 1 6000 1 9000 9.000,00 1 9000 1 9000 0,00 9.000,00 0,00 9.000,00 0,00 94 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 I.3 CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO 2ª PARTE DA TABELA – Continuação CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO P6 Discriminação Unid. Quant. Vr Unit. Total - - - - - - Produção P7 Total Quant. Vr Unit. Total 1.645.815,78 - - 1.645.815,78 1.490.714,00 - - 1.490.714,00 a. Matéria prima - leite litros 1350000 0,74 999.000,00 1350000 0,74 999.000,00 b. Insumos - reagentes verba 1 70 70,00 1 70 70,00 c. Insumos - material de limpeza verba 1 600 600,00 1 600 600,00 d. insumos - diversos verba 1 500 500,00 1 500 500,00 e. insumos - embalagens meses 6 75000 450.000,00 6 75000 450.000,00 f. Serviços Manuais - tanques verba 1 4290 4.290,00 1 4290 4.290,00 g. Mão de obra fixa + encargos g. Mão de obra variável + encargos h/m 10 3575 35.750,00 10 3575 35.750,00 diárias 18 28 504,00 18 28 504,00 Produção a. Serviços .... 108.000,00 108.000,00 0,00 0,00 b. Transportes - coleta verba 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 c. Transportes - distribuição verba 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 d. Carga e descarga 0,00 0,00 e. Outros Materiais e Equipamentos para a produção 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Materiais - 0,00 0,00 b. Equipamentos 0,00 0,00 Capacitação/treinamento 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Aluguel de equipamentos 0,00 0,00 c. Honorários 0,00 0,00 a. Material verba 95 d. Outros custos Outros 0,00 0,00 47.101,78 47.101,78 0,00 0,00 a. Encargos socias b. Serviços de terceiros verba 1 6000 6.000,00 1 6000 6.000,00 c. Energia elétrica verba 1 21000 21.000,00 1 21000 21.000,00 d. Água verba 1 1800 1.800,00 1 1800 1.800,00 e. Telefone f. Depreciação - máquinas e equipamentos verba 1 1200 1.200,00 1 1200 1.200,00 verba 1 8101,78 8.101,78 1 8101,78 8.101,78 g. Manutenção h. Despesas de viagens ( passagens, diárias,etc. ) verba 1 6000 verba 1 9000 9.000,00 1 6000 1 9000 9.000,00 i. Mão de obra operacional 0,00 0,00 j. Comercialização 0,00 0,00 l. Comercialização - transporte m.Comercialização beneficiamento 0,00 0,00 n. Seguros 0,00 0,00 o. Taxas e Impostos - previsão 0,00 0,00 p. Perdas Continuação P8 P 10 P9 Quant. Vr Unit. Total Quant. Vr Unit. Total Quant. Vr Unit. Total - - 1.645.815,78 - - 1.645.815,78 - - 1.645.815,78 - - 1.490.714,00 - - 1.490.714,00 - - 1.490.714,00 1350000 0,74 999.000,00 1350000 0,74 999.000,00 1350000 0,74 999.000,00 1 70 70,00 1 70 70,00 1 70 70,00 1 600 600,00 1 600 600,00 1 600 600,00 1 500 500,00 1 500 500,00 1 500 500,00 6 75000 450.000,00 6 75000 450.000,00 6 75000 450.000,00 1 4290 4.290,00 1 4290 4.290,00 1 4290 4.290,00 10 3575 35.750,00 10 3575 35.750,00 10 3575 35.750,00 18 28 504,00 18 28 504,00 18 28 504,00 108.000,00 108.000,00 108.000,00 0,00 0,00 0,00 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 1 54000 54.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 96 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 47.101,78 47.101,78 47.101,78 0,00 0,00 0,00 1 6000 6.000,00 1 6000 6.000,00 1 6000 6.000,00 1 21000 21.000,00 1 21000 21.000,00 1 21000 21.000,00 1 1800 1.800,00 1 1800 1.800,00 1 1800 1.800,00 1 1200 1.200,00 1 1200 1.200,00 1 1200 1.200,00 1 8101,78 8.101,78 1 8101,78 8.101,78 1 8101,78 8.101,78 1 6000 1 6000 1 6000 1 9000 1 9000 1 9000 9.000,00 9.000,00 9.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 97 I.4 CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL Discriminação/ Período P1 Total P2 P3 P4 50.700,00 50.700,00 50.700,00 50.700,00 Assistência Técnica 42.900,00 42.900,00 42.900,00 42.900,00 a. Técnico laticínio 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 b. Contábil 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 c. Gerente - administrativo 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 d. Gerente financeiro 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 e. Secretária 2.700,00 2.700,00 2.700,00 2.700,00 e. Auxiliar administrativo 7.200,00 7.200,00 7.200,00 7.200,00 Custos operacionais 7.800,00 7.800,00 7.800,00 7.800,00 a. Comunicação - propaganda 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3000 3000 3000 3000 1.800,00 1.800,00 1.800,00 1.800,00 b. Transporte c. Material de escritório d. Manutenção da estrutura administrativa e. Outros Continuação P5 P6 P7 P8 P9 P 10 50.700,00 50.700,00 50.700,00 50.700,00 50.700,00 50.700,00 42.900,00 42.900,00 42.900,00 42.900,00 42.900,00 42.900,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 9.000,00 2.700,00 2.700,00 2.700,00 2.700,00 2.700,00 2.700,00 7.200,00 7.200,00 7.200,00 7.200,00 7.200,00 7.200,00 7.800,00 7.800,00 7.800,00 7.800,00 7.800,00 7.800,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3000 3000 3000 3000 3000 3000 1.800,00 1.800,00 1.800,00 1.800,00 1.800,00 1.800,00 98 I.5 RENDA RENDA Discriminação/Período P1 Total P2 P3 P4 P5 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 Sócio 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 Presidente da cooperativa 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 Vice-presidente 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 Tesoureiro 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 Secretário 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 n Continuação P6 P7 P8 P9 P 10 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 99 I.6 CONSOLIDAÇÃO DOS CUSTOS CONSOLIDAÇÃO DOS CUSTOS P1 P2 Discriminação Total 1- estrutura e capital existente 2 - custo de implantação ou ampliação do empreendimento custo de produção e comercialização 4 - custo de assessoramento técnico e gerencial 5 - renda 6 - custos com financiamento P3 P4 1.824.294,78 1.255.935,78 1.756.935,78 1.747.935,78 707.650,00 - - - 165.889,00 6.420,00 6.420,00 3.420,00 852.055,78 1.150.815,78 1.651.815,78 1.645.815,78 50.700,00 50.700,00 50.700,00 50.700,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 P8 P9 Continuação P5 P6 P7 P10 1.747.935,78 1.747.935,78 1.750.935,78 1.750.935,78 1.750.935,78 1.750.935,78 - - - - - - 3.420,00 3.420,00 6.420,00 6.420,00 6.420,00 6.420,00 1.645.815,78 1.645.815,78 1.645.815,78 1.645.815,78 1.645.815,78 1.645.815,78 50.700,00 50.700,00 50.700,00 50.700,00 50.700,00 50.700,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 48.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 100 I.7 PRODUÇÃO ESPERADA, SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DO PRODUTO PRODUÇÃO ESPERADA, SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DO PRODUTO Período DESCRIÇÃO Unidade P1 P2 P3 720000 900000 1350000 Produção Esperada Total(Abs) Litro 100% 100% 100% Produção Esperada Total (%) 504000 630000 945000 Tipo 1 (Abs) Leite Litro 70% 70% 70% Tipo 1 (%) Tipo 2 (Abs) Bebida láctea - Tipo 2 (%) - Tipo 3 (Abs) Iogurte Litro Tipo 3 (%) - Tipo 4 (Abs) Manteiga - Tipo 4 (%) - Tipo 5 (Abs) Queijo quilo Tipo 5 (%) - Tipo 6 (Abs) Creme quilo Tipo 6 (%) - Refugo (Abs) - Refugo (%) - P4 1350000 100% 945000 70% 108000 135000 15% 15% 0 0 202500 15% 0 202500 15% 0 108000 135000 15% 15% 50400 63000 202500 15% 94500 202500 15% 94500 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% Continuação P5 1350000 100% 945000 70% P6 1350000 100% 945000 70% P7 1350000 100% 945000 70% P8 1350000 100% 945000 70% P9 1350000 100% 945000 70% P10 1350000 100% 945000 70% 202500 15% 0 202500 15% 0 202500 15% 0 202500 15% 0 202500 15% 202500 15% 202500 15% 94500 202500 15% 94500 202500 15% 94500 202500 15% 94500 202500 15% 94500 202500 15% 94500 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0% 0% 101 I.8 PRODUÇÃO SEGUNDO O MERCADO PRODUÇÃO SEGUNDO O MERCADO DESCRIÇÃO Unidade Período P1 P2 P3 P4 Leite Produção Esperada Total(Abs) LITROS 504000 630000 945000 945000 Produção Esperada Total (%) - 100% 100% 100% 100% Institucional (Abs) - 504000 630000 945000 945000 Institucional (%) - 100% 100% 100% 100% Iniciativa privada (Abs) - Iniciativa privada (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) ? 0 0 0 0 Produção Esperada Total (%) - 0% 0% 0% 0% Institucional (Abs) - Institucional (%) - 0% 0% 0% 0% Iniciativa privada (Abs) - Iniciativa privada (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% Litros 108000 135000 202500 202500 21% 21% 21% 21% Bebida láctea Iogurte Produção Esperada Total(Abs) Produção Esperada Total (%) Institucional (Abs) - 108000 135000 202500 202500 Institucional (%) - 21% 21% 21% 21% Iniciativa privada (Abs) - 102 Iniciativa privada (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) Quilos 0 0 0 0 Produção Esperada Total (%) - 0% 0% 0% 0% Institucional (Abs) - Institucional (%) - 0% 0% 0% 0% Iniciativa privada (Abs) - Iniciativa privada (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) Quilos 108000 135000 202500 202500 Produção Esperada Total (%) - 21% 21% 21% 21% Institucional (Abs) - 108000 135000 202500 202500 Institucional (%) - 21% 21% 21% 21% Iniciativa privada (Abs) - Iniciativa privada (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) Quilos 50400 63000 94500 94500 Produção Esperada Total (%) - 0% 0% 0% 0% Institucional (Abs) - 50400 63000 94500 94500 Institucional (%) - Iniciativa privada (Abs) - Iniciativa privada (%) - 0% 0% 0% 0% Manteiga Queijo Creme 103 Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - Refugo (Abs) - Refugo (%) 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) ? 0 0 0 0 Produção Esperada Total (%) - 0% 0% 0% 0% Institucional (Abs) - Institucional (%) - 0% 0% 0% 0% Iniciativa privada (Abs) - Iniciativa privada (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% Tipo n Continuação P5 P6 P7 P8 P9 P10 945000 945000 945000 945000 945000 945000 100% 100% 100% 100% 100% 100% 945000 945000 945000 945000 945000 945000 100% 100% 100% 100% 100% 100% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0 0 0 0 0 0 0% 0% 0% 0% 0% 0% 104 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 202500 202500 202500 202500 202500 202500 21% 21% 21% 21% 21% 21% 202500 202500 202500 202500 202500 202500 21% 21% 21% 21% 21% 21% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0 0 0 0 0 0 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 202500 202500 202500 202500 202500 202500 21% 21% 21% 21% 21% 21% 202500 202500 202500 202500 202500 202500 21% 21% 21% 21% 21% 21% 105 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 94500 94500 94500 94500 94500 94500 0% 0% 0% 0% 0% 0% 94500 94500 94500 94500 94500 94500 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0 0 0 0 0 0 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% I.9 PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS 106 Discriminação Total Moeda Preço R$ Produto Leite P1 P2 P3 P4 - 2.072.160,00 2.590.200,00 3.885.300,00 3.885.300,00 - 624.960,00 781.200,00 1.171.800,00 1.171.800,00 Mercado Interno R$ - 624.960,00 781.200,00 1.171.800,00 1.171.800,00 a. Institucional R$ 1,24 624.960,00 781.200,00 1.171.800,00 1.171.800,00 b. Iniciativa privada R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Mercado Externo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 - 0,00 0,00 0,00 0,00 - 0,00 0,00 0,00 0,00 Produto - Bebida láctea - Mercado Interno R$ a. Institucional R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Iniciativa privada R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Mercado Externo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 - 140.400,00 175.500,00 263.250,00 263.250,00 Produto - Iogurte - Mercado Interno R$ - 140.400,00 175.500,00 263.250,00 263.250,00 a. Institucional R$ 1,30 140.400,00 175.500,00 263.250,00 263.250,00 b. Iniciativa privada R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Mercado Externo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 - 0,00 0,00 0,00 0,00 - 0,00 0,00 0,00 0,00 Produto Manteiga - Mercado Interno R$ a. Institucional R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Iniciativa privada R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Mercado Externo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 - 1.080.000,00 1.350.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 Produto Queijo - Mercado Interno R$ - 1.080.000,00 1.350.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 a. Institucional R$ 10,00 1.080.000,00 1.350.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 b. Iniciativa privada R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Mercado Externo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 - 226.800,00 283.500,00 425.250,00 425.250,00 Produto Creme - Mercado Interno R$ - 226.800,00 283.500,00 425.250,00 425.250,00 a. Institucional R$ 4,50 226.800,00 283.500,00 425.250,00 425.250,00 b. Iniciativa privada R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 107 Mercado Externo R$ a. Exportação direita - 0,00 0,00 0,00 0,00 R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 Continuação P5 P6 P7 P8 P9 P10 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 1.171.800,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 263.250,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 2.025.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 108 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 425.250,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 109 I.10 CONSOLIDAÇÃO DAS ENTRADAS DE RECURSOS CONSOLIDAÇÃO DAS ENTRADAS DE RECURSOS Discriminação P1 P2 P3 P4 Total 2.072.160,00 2.590.200,00 3.885.300,00 3.885.300,00 Projeção das Receitas com Vendas Recursos de Financiamentos e Próprios 2.072.160,00 2.590.200,00 3.885.300,00 3.885.300,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Continuação P5 P6 P7 P8 P9 P 10 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 0,00 3.885.300,00 0,00 3.885.300,00 0,00 3.885.300,00 0,00 3.885.300,00 0,00 3.885.300,00 0,00 I.11 FLUXO DE CAIXA Fluxo de Caixa P1 P2 Discriminação Entradas Saídas Saldo do fluxo de caixa Saldo do fluxo de caixa acumulado P3 P4 2.072.160,00 2.590.200,00 3.885.300,00 3.885.300,00 1.824.294,78 1.255.935,78 1.756.935,78 1.747.935,78 247.865,22 1.334.264,22 2.128.364,22 2.137.364,22 247.865,22 1.582.129,44 3.710.493,66 5.847.857,88 P8 P9 P10 Continuação P5 P6 P7 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 1.747.935,78 1.747.935,78 1.750.935,78 1.750.935,78 1.750.935,78 1.750.935,78 2.137.364,22 2.137.364,22 2.134.364,22 2.134.364,22 2.134.364,22 2.134.364,22 7.985.222,10 10.122.586,32 12.256.950,54 14.391.314,76 16.525.678,98 18.660.043,20 I.12 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) Discriminação Entradas Saídas Saldo do fluxo de caixa 13 - TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) P1 P2 P3 P4 2.072.160,00 2.590.200,00 3.885.300,00 3.885.300,00 1.824.294,78 1.255.935,78 1.756.935,78 1.747.935,78 247.865,22 1.334.264,22 2.128.364,22 2.137.364,22 110 Saldo do fluxo de caixa acumulado 247.865,22 1.582.129,44 3.710.493,66 5.847.857,88 13,59 106,24 121,14 122,28 TIR Continuação P5 P6 P7 P8 P9 P10 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 3.885.300,00 1.747.935,78 1.747.935,78 1.750.935,78 1.750.935,78 1.750.935,78 1.750.935,78 2.137.364,22 2.137.364,22 2.134.364,22 2.134.364,22 2.134.364,22 2.134.364,22 7.985.222,10 10.122.586,32 12.256.950,54 14.391.314,76 16.525.678,98 18.660.043,20 122,28 122,28 121,90 121,90 121,90 121,90