FEDERAÇÃO BRAFORD DO MERCOSUL
AVALIAÇÃO GENÉTICA REGIONAL
ARGENTINA
BRASIL
PARAGUAI
URUGUAI
MANUAL
LEONARDO TALAVERA CAMPOS
1
LEONARDO TALAVERA CAMPOS
FEDERAÇÃO BRAFORD DO MERCOSUL
AVALIAÇÃO GENÉTICA REGIONAL
MANUAL – EDIÇÃO COMPLETA
PARTE 1 – COLETA DE DADOS
PARTE 2 – SELEÇÃO DE REPRODUTORES
PORTUGUÊS
ESPAÑOL
ENGLISH
Bagé/RS – Brasil
ABHB – Associação Brasileira de Hereford e Braford
2001
2
MANUAL DO CRIADOR PARA COLETA DE DADOS
PARTE 1
AOS CRIADORES E SIMPATIZANTES DA RAÇA
O Mercosul é uma realidade. Com o objetivo de integração foi fundada a Federação
Braford do Mercosul, em uma iniciativa pioneira.
O Manual do Criador de Braford foi um trabalho de persistência, com a finalidade
de ajustar as diferenças de avaliações genéticas que existiam entre os países. Foi possível
graças ao desprendimento dos que ajudaram na sua confecção.
Gostaríamos de agradecer aos técnicos que participaram deste trabalho: Dr. Daniel
Mattos (Uruguai), Ing. Daniel Musi (Argentina), Eng. Agron. Fernanda Brito (Brasil), Dr.
Humberto Osnaghi Doria (Paraguai) e em especial ao Eng. Agron. Leonardo Talavera
Campos (Brasil), que redigiu o manual, reafirmando a confiança no sucesso do Mercosul,
que vai depender também da nossa união.
Dra. Greice Mara Gomes Martins da Silva
Presidente da Federação Braford do Mercosul
3
APRESENTAÇÃO:
Dando continuidade ao processo de integração dos quatro países, a Federação
Braford do Mercosul vêm desenvolvendo todas as ações necessárias para produzir uma
Avaliação Genética Regional, utilizando informações de todos os integrantes do bloco. A
informação unificada, respaldada pelas investigações metodológicas pertinentes, pode
fornecer o valor produtivo dos animais a nível regional, mantendo cada associação sua
capacidade operacional e independência de ação.
Seguindo as recomendações da Reunião de fevereiro de 1998, em Montevidéu,
Uruguai, cada associação nomeou um Representante Técnico, formando, assim, um Grupo
de Trabalho que visa estudar o estabelecimento de normas, procedimentos e ações
necessárias para alcançar o objetivo proposto de elaboração da Avaliação Genética
Regional.
Cada país é o responsável pela geração e manutenção de sua base de dados, tendo-se
trabalhado na elaboração de um formato único, ou padrão, com todas as especificações
necessárias para garantir um fluido intercâmbio de informações entre os países. A primeira
parte deste Manual apresenta o Formato Padrão da Base de Dados da Federação, conforme
aprovado na Reunião de abril de 1998, realizada na cidade de Uruguaiana, Brasil.
Na segunda parte deste Manual, amplia-se o tema abordado no documento elaborado
em Montevidéu (fevereiro de 1998): “Critérios para a Coleta de Dados”, explorando
aspectos importantes dos programas de controle de produção e avaliação genética, com
ênfase na qualificação da base de dados.
Considerações sobre aspectos metodológicos da avaliação genética e sobre a
principal ferramenta de seleção disponível para se obter ganhos genéticos, ou seja, a
Diferença Esperada na Progênie (DEP), estão sendo compiladas em um Guia de Utilização
da DEP na Seleção, a ser lançado em breve pela Federação, complementando o presente
Manual.
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PARTE 1:
==
N
==
1
2
3
4
5
6
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22
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25
FORMATO PADRÃO DA BASE DE DADOS
========================
Descrição do campo
========================
País
Código de criador
Fazenda/Rebanho
Lote
Ano de produção
Estação de nascimento
Identificação do produto
Código de registro
Número de registro
Tatuagem (RP)
Composição racial +
código da raça
Padrão racial
Identificação do pai
Código de registro
Número de registro
Tatuagem (RP)
Composição racial +
código da raça
Padrão racial
Identificação da mãe
Código de registro
Número de registro
Tatuagem (RP)
Composição racial +
código da raça
Padrão racial
Ano de nascimento da mãe
Data de nascimento da mãe
Data estimada
(dentição ou categoria)
Tipo de serviço
====
Tipo
====
C2
C5
C3
C2
N4
C1
====================
Observações
====================
C2
N10
C10
3(N6.4+C2)
composição calculada
C3
comp. visual aproximada
C2
N10
C10
3(N6.4+C2)
composição calculada
C3
comp. visual aproximada
C2
N10
C10
3(N6.4+C2)
composição calculada
C3
N4
N8
C1
comp. visual aproximada
C1
serviço coletivo
transplante embrião
insem. artificial
monta à campo
monta controlada
E = estimada
=8
=7
=6
=5
=4
5
26
Sexo ao nascer
C1
27
28
29
Data de nascimento
Peso ao nascer
Facilidade de parto
N8
N2
C1
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
Sexo à desmama
Grupo de manejo à desmama
Data da pesagem
Peso à desmama
Prepúcio / umbigo
Sexo final pós-desmama
Grupo de manejo final pós-desm.
Data da pesagem
Peso final
Prepúcio / umbigo
Circunferência escrotal
Data da medição da CE
Pigmentação ocular
C1
C3
N8
N3
C1
C1
C3
N8
N3
C1
N4.1
N8
C1
macho
fêmea
=1
=2
sem assistência
=1
dificuldades menores =2
dificuldades maiores =3
cesariana
=4
apresentação anormal =5
natimorto
=6
1, 2, e castrado=3
ou código de criação desmama
curto=1, ... , grande=5
1, 2, e castrado=3
ou código de manejo final
curto=1, ... , grande=5
sem pigmentação
1 olho parcial
1 olho total
2 olhos parcial
2 olhos total
=1
=2
=3
=4
=5
6
PARTE 2:
PROGRAMAS DE CONTROLE DE PRODUÇÃO
- Qualidade dos Dados Coletados -
1. INTRODUÇÃO
Os programas para controle de produção e avaliação genética, com suas predições de
valor genético dos reprodutores (DEP, ou diferença esperada na progênie), obtidas usando a
chamada metodologia de modelos mistos, têm demostrado ser uma poderosa ferramenta
visando o aumento da eficiência de produção de carne bovina. Através da elevação da
precisão e da intensidade de seleção dos reprodutores, potenciais ou já em uso na
população, possibilitam um maior progresso genético nos rebanhos e raças controlados.
É a primeira vez na história do melhoramento animal que se dispõe de um
instrumento tão poderoso e tanta utilidade como a DEP. Entretanto, para que seja possível
estabelecer diferenças genéticas entre reprodutores de diferentes rebanhos e/ou gerações, é
necessário que existam dados de qualidade em quantidade suficiente e que estes apresentem
uma correta estruturação (ou conectabilidade).
Esta parte do Manual objetiva analisar alguns aspectos relacionados à qualificação
da base de dados em programas de controle de produção, que afetam tanto a fase de campo
como a de processamento dos dados, fazendo recomendações de ordem predominantemente
prática.
2. CONTROLE DE PRODUÇÃO
2.1. Programas de Controle da Produção:
A seguir apresenta-se uma breve descrição da situação e programas adotados por
cada um dos países do Mercosul.
2.1.1.- ARGENTINA:
ASOCIACION BRAFORD ARGENTINA:
e-mail: [email protected]
A tomada de dados objetivos dos animais da raça se constitui em dos principais
objetivos da Associação Braford Argentina. Assim, em abril de 1998, nossa Associação, em
um marco de complementaridade de esforços, estabeleceu um Acordo com a Sociedade
Rural Argentina, para implementar um programa de trabalho conjunto. O programa está
destinado a gerar as bases de dados necessárias, contendo informações objetivas de
produção da raça, para finalmente produzir Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) nas
características economicamente importantes.
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A Associação Braford Argentina, integrante da Federação Braford do Mercosul, vem
realizando grandes esforços para a integração de seus dados em um base de dados a nível
regional, trabalhando ativamente com seus pares do Brasil, Paraguai e Uruguai. Os acordos
alcançados dentro da Comissão de Genética Animal do SGT 8 do Mercosul, na qual a ABA
participou ativamente junto com a SRA, prepararam o caminho para um rápido progresso, o
qual se reflete no presente Manual do Criador.
A informação se converteu na base da seleção de gado de corte. Informação que
associada à experiência e conhecimentos de cada criador, determinam a evolução da raça.
Mesmo com as condições de produção extensivas e com as muitas dificuldades que isto
implica para os criadores de Braford em nosso país, existe o firme propósito de contar com
estas valiosas ferramentas de seleção com a brevidade possível, iniciando-se a coleta de
dados com os desmames de 1998/99.
Foi iniciado um intenso trabalho de extensão, utilizando todos os recursos possíveis:
Reuniões de Criadores em Exposições e Jornadas de Campo, Jornadas de Atualização,
assim também como notas e artigos no órgão oficial de comunicação da nossa associação: a
revista BRAFORD.
Os tempos atuais requerem novas exigências. A informação vem se convertendo em
um componente importante da valorização dos reprodutores no mercado. Isto permite
conhecer melhor o que se produz para poder fazer comparações que destaquem o superior,
premiando objetivamente o trabalho, capacidade e esforço do criador responsável.
Com responsabilidade e conscientes destas necessidades, a Associação Braford
Argentina e sua integração à Federação Braford do Mercosul estabelecem um esforço
conjunto, que seguramente redundará em amplos benefícios para os criadores da raça, assim
como para o progresso da pecuária de nossos países.
2.1.2.- BRASIL: O PROMEBO (e-mail: [email protected])
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD:
e-mail: [email protected]
O Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (PROMEBO), implantado na
Associação Nacional de Criadores em 1974, pode ser citado para exemplificar no que
consiste um sistema de controle de produção e de avaliação genética. Em geral estes
programas estão alicerçados nas normas e bases para programas de melhoramento de gado
de corte, estabelecidas pela “Beef Improvement Federation” e periodicamente atualizadas.
O necessário melhoramento genético da eficiência total de produção de carne bovina
fundamenta-se em dois princípios: seleção e sistemas de acasalamento. O PROMEBO
trabalha basicamente com a seleção, e visa aumentar a precisão das tomadas de decisão, em
características herdáveis e de importância econômica.
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Na avaliação das características ponderais, alem do peso ao nascer que é coletado
opcionalmente, cada animal sofre apenas duas pesagens realizadas em momentos
estratégicos: uma à desmama e outra, variável de acordo com o sistema de criação
empregado no rebanho, para o período pós-desmama. Outras características também podem
ser coletadas durante estas duas pesagens, através de escores visuais como conformação,
precocidade de terminação, musculosidade e tamanho.
Em adição a estas características, os touros pais são avaliadas quanto à
circunferência escrotal e mérito maternal total (estimado a partir da produção de suas filhas
como mães).
As vacas em produção são avaliadas ainda quanto a idade ao primeiro parto (em
meses), eficiência (em peso metabólico), intervalo médio entre partos (em dias), habilidade
de produção esperada (também chamada capacidade real de produção; dada em Kg), e
índice maternal do PROMEBO, o qual permite a seleção conjunta das vacas em produção
para habilidade materna e eficiência reprodutiva.
2.1.3.- PARAGUAI:
ASOCIACION PARAGUAYA DE CRIADORES DE BRAFORD:
e-mail: [email protected]
Tendo como objetivo aumentar a competitividade da raça Braford, a Associação
Paraguaia de Criadores de Braford estabeleceu, entre outras medidas, a obtenção e coleta de
dados de acordo com as recomendações do Manual para avaliações genéticas elaboradas e
aprovadas pela Federação Braford do Mercosul e o processamento destes dados através do
PROMEBO.
2.1.4.- URUGUAI
SOCIEDAD CRIADORES BRAFORD DEL URUGUAY:
e-mail: [email protected]
No ano de 1973 se iniciaram, no Uruguai, os primeiros experimentos em matéria de
cruzamentos do Hereford com raças zebuínas, até então proibidas. Seguindo os
experimentos realizados pelo Centro de Investigações Agrícolas Alberto Boerger, se
conseguiu comprovar os benefícios da utilização desta ferramenta de trabalho na melhora da
produção de carne nacional. A implementação destes cruzamentos em escala comercial
demandou a necessidade de organização para facilitar as práticas de manejo. Para tanto,
espontaneamente, se criou a exigência, pelo setor produtivo, de uma opção que permitisse o
aproveitamento do vigor híbrido, sendo neste contexto a raça sintética uma importante
opção comercial. Em 1993, se realizou, na cidade de Rivera, o 1o Congresso Internacional
de Cruzamentos com Raças Zebuínas, verdadeiro ponto inicial da formação do Braford no
Uruguai, registrando-se, desde então, um crescimento substancial em nosso meio.
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Nossa missão como Sociedade de Criadores Braford é difundir a utilização da raça e
incentivar o constante desenvolvimento produtivo e melhoramento da qualidade dos
rebanhos. As ferramentas para este objetivo se constituem no desenvolvimento e promoção
de um Plano de Criação para a raça, a definição de um padrão racial e o delineamento de
um sistema de avaliação genética de ponta. Isto se complementa com uma agressiva política
de promoção comercial e a integração da Sociedade com suas homólogas do Mercosul.
Esta política da Sociedade é permanentemente difundida por elementos como: nossa
Revista Zebú/Braford, recorridas técnicas, dias de campo e jornadas de avaliação de
animais e carcaças. Nossa Sociedade é uma agremiação da Associação Rural do Uruguai, e
através dela está representada nas diferentes Instituições a nível nacional e internacional
relacionadas com o tema agropecuário.
Na busca permanente de ampliar os horizontes de desenvolvimento da Sociedade e
dos mercados, temos sido incentivadores entusiastas da Federação Braford do Mercosul.
Esta entidade foi fundada no Uruguai, no estabelecimento Santa Clotilde, em 1995, o que
demonstra nossa convicção e convencimento pelo tema. Como ferramentas fundamentais
nos efeitos de dar consistência ao desenvolvimento genético e comercial da raça, estamos
estimulando a realização deste Manual do Criador Braford, como base para a correta coleta
de dados que permitam atingir os objetivos desejados. Este trabalho servirá como pilar para
futuros desenvolvimentos como a certificação de nossos processos produtivos que permitam
diferenciar nossa carne e agregar-lhe valor, ofertando um produto seguro e confiável de
acordo com os requerimentos dos mercados mais exigentes.
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2.2. Exigências Mínimas para Participação:
Como exigências mínimas para participação em programas de melhoramento podese citar:
(1) definição e quantificação do rebanho ou núcleo a ser controlado;
(2) identificação de todas as vacas incluídas no rebanho controlado;
(3) anotação da data de nascimento dos terneiros produzidos;
(4) identificação dos produtos;
(5) pesagens à desmama e no pós-desmama.
A atenção na tomada cuidadosa de dados completos e precisos é essencial para a
veracidade do sistema de controle. Os instrumentos de medição também devem ser
adequados, sem uso dos chamados “chutes” ou de arredondamentos.
Como elementos a utilizar tem-se:
(1) balança individual (eletrônica ou mecânica);
(2) mangueira;
(3) aparelho para tatuar (tatuadeira) complementada por brincos e/ou numeração à
fogo;
(4) planilhas previamente elaboradas para a coleta de dados (Pró-coletas).
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3. FASE DE CAMPO
3.1. Formação do Núcleo de Controle:
O procedimento inicial no controle da produção consiste no levantamento dos
ventres que formarão o núcleo em controle. Este núcleo pode ser, por exemplo, todo o
rebanho de uma propriedade, ou apenas uma categoria de registro, ou então um número
específico de ventres que possa ser trabalhado com eficiência pelo pessoal de campo
disponível. Esta decisão vai depender, fundamentalmente, dos objetivos de produção e de
seleção do criador a curto e a longo prazo.
A maior abrangência ou quantidade de dados coletados é fundamental para melhorar
as predições de mérito genético dos reprodutores e a exatidão das avaliações efetuadas.
Pode-se dizer que a seleção de genética qualificada depende em grande parte da quantidade
de dados disponíveis. Partindo de uma ampla base genética, quanto maior for a base de
dados, melhor. Da mesma forma, quanto maior a pressão ou intensidade da seleção exercida
no rebanho, maior será o progresso ou ganho genético obtido.
Um aspecto importante a destacar é que não pode existir pré-seleção dos animais a
serem controlados a cada produção. Após formado o núcleo de ventres em controle, todos
os eventos (de nascimento e de desmama, pelo menos) devem ser relatados
sistematicamente para todos os animais a serem testados pelo programa de seleção.
A percentagem de animais com dados coletados no rebanho em controle depende de
uma série de fatores entre os quais a freqüência das coletas, a quantidade de dados a coletar
e a qualificação exigida ou necessária para o coletor.
3.2. Identificação:
Ter uma perfeita identificação individual dos animais é uma condição
imprescindível no desenvolvimento de um programa de controle de produção. Todos os
animais do rebanho devem contar com um número único, permanente e insubstituível de
identificação. É impossível controlar dois animais com uma mesma identificação, a qual
deve ser única, pelo menos para animais de um mesmo ano de nascimento e sexo.
3.2.1. - Sistemas de Identificação:
Os sistemas de identificação aceitáveis mais comuns são o de números correlativos
e o sistema em base anual. No sistema de números correlativos se identifica o primeiro
animal com o número 1, o segundo com o número 2, etc. Cada animal adicional recebe um
número em escala crescente. No sistema em uma base anual, utiliza-se uma letra para cada
ano de nascimento, começando a numeração do número um novamente. Uma variante deste
sistema consiste no uso dos dois últimos dígitos do ano (98 para 1998) como primeiros
números da identificação.
3.2.2. - Tipos de Identificação:
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A seguir são especificados os tipos de identificação a utilizar:
(a) Tatuagem: o método da tatuagem é imprescindível para a manutenção de uma
identificação permanente dos animais. Portanto, sempre deve ser realizada. Tatuar os
animais – vacas e terneiros – na parte central interna das duas orelhas. Recomenda-se
limpar a parte interna da orelha retirando a cera acumulada. A seguir, tatuar na parte
mediana central, evitando as nervuras, e usando uma tinta de boa qualidade. Para agilizar o
processo de leitura à campo, é conveniente complementar o sistema de identificação
adotado no rebanho com brincos e/ou marcação à fogo ou com nitrogênio, usando
preferentemente o mesmo número da tatuagem.
(b) Brincos: é um tipo de identificação simples e rápido, mas que apresenta a
desvantagem de ter uma significativa taxa de perda. Por este motivo, jamais deve ser usado
como o único método de identificação do rebanho. O problema pode ser um pouco
minimizado com o uso de brincos duplos (um para cada orelha).
( c) Marca à Fogo ou Nitrogênio: (Método recomendado para os ventres.)
Mesmo sendo a identificação pelos métodos anteriores suficiente, o brinco pode se
perder e a tatuagem ser de leitura à campo difícil, senão impossível. A solução para este
problema pode ser a identificação dos ventres com marca à fogo, usando-se para isso
números de 10 cm. Recomenda-se tomar a precaução de tosar o local de numeração nas
vacas de origem européia durante o inverno, visando facilitar sua leitura durante a estação
de parição.
3.2.3. - Identificação dos Ventres:
A correta identificação de cada uma das vacas do rebanho é muito importante em
um sistema de controle de produção. A “chave” para identificação dos ventres consiste de
sua tatuagem mais o ano de seu nascimento. Estes dados devem ser sempre os mesmos em
todas as produções de uma determinada vaca.
- Idade da Mãe: uma vez que ocorre um ajuste do peso ao nascer e à desmama para
a idade da mãe é importante determinar a idade desta. Quando não se conhece a data ou o
ano de nascimento da vaca, pode ser efetuada uma avaliação da idade pela dentição ao ser
incluída no sistema, registrando-se que ocorreu, neste caso, estimação da idade por
dentição. A mesma recomendação é válida para o caso de classificação por categorias, como
por exemplo, VQ = para vaquilhona, VN = para vaca nova e VV = vaca velha. No caso da
idade ma mãe ser feita por estimava, fazer a indicação conforme formato padrão.
3.2.4. - Identificação dos Produtos:
Um animal tatuado quando terneiro jamais poderá ter seu número alterado. Animais
nascidos fora da estação de produção única ou principal, deverão ser incluídos, bem como
produtos nascidos de parições anormais (aborto, atracado ao nascer, natimorto, cria
roubada, etc.), não prejudicando a avaliação da performance da vaca, principalmente,
quanto a intervalo entre partos.
3.2.5. - Identificação dos Touros Pais:
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No caso de touros das categorias PO e PC é importante ter disponível o número de
registro ou número de controle para sêmen importado. No caso dos chamados Reprodutores
Múltiplos, é conveniente representá-los com a sigla RM, indicando também safra de uso.
Quando mais de um time de touros múltiplos for usado por safra, estes grupos devem ser
diferenciados.
3.2.6. - Composição Racial:
Com a crescente utilização dos cruzamentos na pecuária de corte, vem aumentando a
importância do controle e determinação da composição racial dos animais de um rebanho.
Sistemas informatizados podem trazer mais facilidade a este processo, calculando
automaticamente a composição racial dos produtos nascidos, a partir de um cadastro
contendo a composição racial do touros pais e das vacas em produção.
3.3. Controle Reprodutivo:
Consiste no acompanhamento do processo reprodutivo, indo desde a inseminação
artificial, monta controlada e/ou monta com reprodutores múltiplos, até finalizar com o
diagnóstico de gestação.
3.3.1. - Sistema Inventarial:
Em geral, o controle da produção parte dos dados de nascimento dos terneiros.
Baseia-se no registro de dados do produto ou terneiro (“calf-record”), sendo os dados
relatados somente para as vacas com cria na estação. Esta situação contrasta com o
chamado sistema inventarial, delineado com o objetivo de levar em conta o desempenho de
todas as fêmeas a cada ano. Para uma avaliação genética adequada para características
reprodutivas e de adaptação, o sistema inventarial é uma implementação necessária.
3.3.2. - Determinação de Paternidade:
Este é outro dos objetivos do Controle Reprodutivo. Sistemas informatizados podem
facilitar bastante o processo de determinação do pai de cada animal produzido no rebanho.
3.3.3. - Padronização da Produção:
O criador deve definir as estações de monta e nascimentos. Estas não devem exceder
a 3 meses, para que as comparações entre os animais sejam justas, pois todos nascem na
mesma estação, sofrendo influências ambientais similares. Outra vantagem é a possibilidade
de desmamar todo o lote numa data só, tendo assim, diferenças em idade de, no máximo, 90
dias. Quanto menor esta amplitude de idade, mais precisas tendem a ser as comparações
entre os animais de uma mesma produção.
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3.4. Dados de Nascimento:
3.4.1. - Dia do Nascimento:
É necessário que os produtos tenham seus dados de nascimento anotados e sejam
identificados o mais cedo possível. Registrar o dia exato de nascimento é essencial, uma vez
que a idade do próprio animal é a fonte de maior efeito na variação dos pesos no momento
da desmama, ou até mesmo aos 18 meses. A recomendação é uma recorrida diária nos
potreiros com gado de cria. Nesta operação se identifica o terneiro com seu respectivo
brinco, anotando em uma caderneta de campo a data de nascimento, seu peso (se for
coletada esta informação) e o número da mãe.
3.4.2. - Peso ao Nascer:
Esta pesagem inicial é opcional. Tendo em conta a importância econômica da
facilidade de parto nos sistemas de criação do gado de corte, é fundamental poder predizer o
peso ao nascer dos terneiros de diferentes pais, possibilitando a tomada de decisões de
seleção relacionadas com as características das vaquilhonas e vacas integrantes do rebanho
de cria. A pesagem deve ser efetuada nas primeiras 48 horas de vida do animal. O momento
desta pesagem também é adequado para efetuar outras tarefas como tatuagem, descorne e
desinfecção do umbigo.
3.5. Pesagens:
Precisão x Exatidão
3.5.1. - Fontes de Variabilidade nos Pesos Coletados:
A seguir, são analisadas as principais fontes de variação que influenciam a precisão
das medidas tomadas no campo.
3.5.1.1. - Variações verdadeiras do animal:
(a)- Conteúdo no aparelho digestivo - rúmen, bexiga, etc.(diferenças são eliminadas
através do jejum).
(b)- Desidratação: bastante variável em função das condições climáticas e do tempo
de execução dos serviços.
3.5.1.2. - Variações de ocorrência no instrumento de pesagem:
(a)- Balança: - capacidade de pesagem;
- tara;
- erros na leitura;
- movimentação do animal; e
- acúmulo de esterco
(b)- Arredondamentos: quando a maioria, ou a totalidade, dos animais do lote
trabalhado finalizam seus pesos com os valores de 0 e 5, pode-se ter a certeza de estar
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trabalhando com pesos “arredondados”. É importante banir este tipo de procedimento
quando o mesmo for constatado pela equipe de coleta.
(c)- Erros na identificação do animal.
3.5.2. - Procedimentos de Pesagem:
Os animais devem ser pesados individualmente, podendo-se trabalhar, em média,
200 a 300 animais por dia normal de serviço. Os pesos coletados são expressos em Kg. O
criador deverá submeter seus animais à um jejum total, de pelo menos 12-14 horas antes do
início das pesagens. Recomenda-se pesar pela manhã os terneiros encerrados no dia
anterior; e pesar à tarde os terneiros encerrados pela manhã. Deve-se evitar líquidos, que
são, justamente, o componente de erro mais importante. Os bebedouros devem ser
esvaziados ou tampados. As condições de pesagem devem ser as mesmas para todos os
animais de um grupo a ser comparado.
Práticas de manejo estressantes que afetam a tomada de dados como, por exemplo,
castração, vacinação, marcação ou assinalamento, devem ser deixadas para outro momento.
Outras recomendações gerais sobre as pesagens são:
(a) usar uma balança pequena, com limite de peso até 1500 Kg;
(b) a balança deve estar colocada na mangueira em seqüência ao brete;
(c) a pessoa que identifica os animais deve ser sempre a mesma, sendo a leitura feita
nas duas orelhas, e devendo a informação ser repassada diretamente, sem intermediários;
(d) a pessoa que pesa os animais deve ser sempre a mesma.
Com relação à tomada de dados é importante ainda salientar:
(a) jamais “estimar” os pesos informados;
(b) pesar a totalidade da produção, especialmente na desmama, realizando o descarte
somente após esta manobra;
(c) ao não informar os dados de animais descartados, pode-se dizer que o criador
está melhorando o pior, castigando os animais de melhor desempenho e produzindo um viés
na tendência genética.
3.5.3. - Momentos Estratégicos na Coleta de Dados:
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- Peso à Desmama: trabalha-se com o peso à desmama ou o ganho pré-desmama
com o objetivo de avaliar o crescimento dos produtos até a desmama, em conjunto como a
habilidade materna (produção de leite dos ventres). Apresenta efeitos diretos (sobre o peso à
desmama propriamente dito) e efeitos indiretos (habilidade materna), isto significando que
este peso é afetado pelos genes do terneiro para crescimento, como também pelo potencial
genético da mãe quanto à habilidade leiteira.
A coleta dos dados de desmama deve ser realizada quando os animais tiverem, em
média, 7 meses de idade (205 dias), de modo a que tenham entre 160 e 250 dias de vida.
Quando ocorrer desmama antecipada ou precoce esta informação deve ser relatada ao
programa, evitando erros nos procedimentos de ajustes utilizados.
- Peso Final: serve para avaliar o crescimento pós-desmama e/ou o ganho final.
Através desta medição é possível identificar reprodutores com potencial para melhorar o
ganho diário pós-desmama, obtendo-se animais mais precoces e pesados, capazes de
produzir mais Kg de carne por hectare. O peso final representa um só valor resultante da
combinação do peso à desmama com o crescimento pós-desmama. Esta variável consiste
em um indicativo da aptidão que um determinado reprodutor apresenta em transmitir à sua
progênie capacidade de crescimento pós-desmama até a idade de abate.
O período pós-desmama deve iniciar na data em que forem coletados os pesos à
desmama (o peso real à desmama é utilizado como peso inicial do teste pós-desmama). O
período entre o peso à desmama e o peso final deve ser de pelo menos 160 dias. A idade
média dos animais nesta pesagem final é variável, indo desde os 365 até 550 dias de vida,
em função do manejo e condição alimentar do rebanho durante esta fase.
3.6. Grupos Contemporâneos (GC):
Grande parte dos erros e problemas nos programas de avaliação genética atuais tem
como origem a inadequada formação dos GC. A identificação correta e adequada do grupo
contemporâneo em que um animal foi criado é de importância básica para que sua avaliação
e a de seus pais seja acurada.
Embora o uso de grupos contemporâneos não leve em consideração efeitos
ambientais específicos para um indivíduo, representam o melhor instrumento disponível
para reduzir a influência de efeitos ambientais comuns a todo um grupo de animais. Esta
tarefa de agrupar adequadamente os animais contemporâneos compete ao próprio produtor.
Este deve, portanto, estar atento ao conceito de GC: consiste em agrupar os animais que
receberam exatamente as mesmas oportunidades de desempenho.
3.6.1.- Definição de GC:
17
Como efeitos componentes de um GC tem-se – Fazenda / Raça / Rebanho / Ano /
Estação / Sexo à Desmama / Grupo de Manejo à Desmama / Data da Desmama / Sexo
Final / Grupo de Manejo Pós-desmama / Data da Avaliação Final.
Um GC consiste, portanto, de um grupo de animais de uma determinada fazenda, de
uma mesma raça e rebanho, nascidos na mesma estação – não mais do que 90 dias de
diferenças nas datas de nascimento -, do mesmo sexo e manejados da mesma forma desde o
nascimento até o momento da medição, recebendo idênticos cuidados sanitários e
suprimento alimentar.
Desde que o ambiente pré-desmama normalmente afeta a performance pósdesmama, animais contemporâneos na fase pós-desmama devem, não somente receber o
mesmo tratamento depois de desmamados, como também devem pertencer ao mesmo grupo
até a desmama.
3.6.2. - Grupo de Manejo:
Para que as comparações sejam justas e as avaliações tenham maior exatidão, é
necessária uma formação criteriosa dos grupos de manejo. Através de uma codificação de
todas as diferenças de manejo existentes entre grupos de animais, é o momento do criador
diferenciar as oportunidades que tiveram os produtos para expressão de seus potenciais
genéticos.
Cada terneiro pesado, obrigatoriamente, precisa ter um código de manejo e/ou
alimentação, indicativo de sua condição de criação. Recomenda-se usar dois dígitos
numéricos nesta codificação (indo, portanto, desde 01 até 99). Abaixo apresenta-se, como
sugestão, alguns códigos que podem ser utilizados no processo.
(a)- Código de Criação (fase de desmama): sugestões
1 = Campo nativo
2 = Irregulares: “guachos’’, doentes
3 = Pastagem cultivada
4 = Preparo para exposição (“cabanha”)
5 = Racionado (pasto e ração)
6 = Creep Feeding (suplementação a campo)
7 = Desmama precoce
8 = Receptora (TE)
9 = Gêmeos criados pela mãe
10 = Ama
(b)- Código de Manejo Pós-desmama:
1 = Campo nativo
2 = Irregulares: doentes
3 = Pastagem cultivada
4 = Preparo para exposição (“cabanha”)
5 = Racionado
6 = Suplementação à campo
18
7 = Estação de teste
Sempre que ocorrer significativa variação na qualidade e disponibilidade alimentar
nos potreiros, mesmo que estes tenham o mesmo tipo de pasto, os animais devem ser
separados em grupos de manejo distintos, através do uso de outros códigos em aberto
disponíveis.
3.6.3. – Tamanho do GC:
O conceito introduz a idéia da relatividade. O importante não é mais o desempenho
em termos de valores absolutos, mas sim o quanto cada animal se diferencia em relação ao
desempenho médio do seu GC. Precisa-se de uma estimativa razoável desta média. Com
grupos grandes isto raramente é um problema. Como uma regra geral, se possível, cada GC
deveria conter, respeitado o princípio de oportunidades iguais, no mínimo 8 a 10 animais.
Quanto maior o grupo comparado e menor a variação de idade dentro do mesmo, maior será
a confiabilidade dos resultados obtidos. Numa definição mais restrita, entretanto, um GC
pode ser formado por, no mínimo, dois terneiros do mesmo sexo.
3.6.4. - Re-manejo:
Toda mudança intermediária de código ou grupo de manejo que ocorrer antes dos
momentos da coleta de dados – desmama e pós-desmama – deve ser anotada e relatada.
Recomenda-se bastante cautela com estas mudanças intermediárias de regime, as quais, se
não adequadamente codificadas, podem ter um grande efeito sobre as predições de valor
genético dos reprodutores.
3.6.5. - Tratamento Diferenciado:
Como exemplo pode-se citar as vaquilhonas de primeira cria, em que é fornecido,
muitas vezes, um tratamento especial ou manejo diferenciado para este grupo, em relação à
todos os demais ventres do rebanho. Devem, neste caso, formar um grupo contemporâneo à
parte, recebendo outro código para grupo de manejo.
3.7. Outras Características
Apesar de considerados inicialmente como opcionais, os dados descritos a seguir são
de acentuada importância para o melhoramento da raça.
3.7.1. – Circunferência Escrotal (CE):
A importância da medição desta característica em touros jovens, em um programa de
melhoramento, reside no fato da CE ser um excelente indicador da fertilidade e precocidade
sexual da progênie destes touros. O tamanho testicular apresenta uma alta correlação com o
volume e qualidade de sêmen produzido, associando-se ainda favoravelmente com a idade à
puberdade em vaquilhonas. A alta herdabilidade desta característica, permite a obtenção de
uma boa resposta seletiva.
Recomenda-se coletar esta informação junto com a pesagem pós-desmama (ou final)
dos animais. Se coletada em outra oportunidade, anotar alem da CE e data da medição, o
19
grupo de manejo dos touros em questão. Ao tomar a medida da CE, usar uma escala em
centímetros, com uma casa decimal (por exemplo, 32,7 cm).
3.7.2. – Facilidade de Parto:
A distocia ou dificuldade de parto influencia economicamente o rebanho de cria de
diversas formas como:
- aumento nos custos de manutenção das vacas em cria devido a perdas de terneiro,
ficando a produção anual da mãe perdida;
- aumento nos custos devido à despesas veterinárias ou por trabalho extra na
assistência da vaca durante o parto;
- resultados de pesquisas indicam que vacas que requerem assistência no parto não
repetem cria tão eficientemente quanto vacas que não exigem assistência.
Em função destes argumentos, recomenda-se a coleta e uso dos registros de
dificuldade de parto pelos produtores de gado de corte em seus programas de manejo e
seleção.
A seguir apresenta-se os códigos para facilidade de parto a adotar no programa:
1 = sem assistência
2 = dificuldades menores
3 = dificuldades maiores
4 = cesariana
5 = apresentação anormal
6 = natimorto
3.7.3. – Pigmentação Ocular ou da Pálpebra:
É uma característica importante para as raças suscetíveis ao carcinoma ocular.
Mesmo apresentando herdabilidade média, o descarte direto dos animais com o problema de
carcinoma ocular é ineficiente em termos de melhoramento, pois as lesões aparecem
relativamente tarde na vida do animal. Assim, a seleção por pigmentação é mais prático e
eficiente, alem de auxiliar no controle da conjuntivite.
A pigmentação nas pálpebras possui herdabilidade alta (entre 40 e 60%) e, portanto,
responde à seleção. A pigmentação da pálpebra e do globo ocular (esta última de mais
difícil avaliação e desenvolvimento mais tardio) parecem ser correlacionadas e, assim, a
seleção por uma resulta em mudança favorável na outra. A seleção contra o carcinoma
ocular deve ser precedida por seleção por pigmentação da pálpebra.
Códigos a usar na coleta de dados de pigmentação ocular (ou mais precisamente, da
pálpebra):
1 = sem pigmentação
2 = um olho parcialmente pigmentado
3 = um olho totalmente pigmentado
4 = dois olhos parcialmente pigmentados
5 = dois olhos totalmente pigmentados
20
3.7.4. – Tamanho do Umbigo ou Prepúcio:
Nas raças sintéticas, o tamanho de umbigo / prepúcio deve ser avaliado através de
escores visuais, em função do tamanho e tipo, conforme a seguinte escala:
1 = tipo europeu
2 = pequeno
3 = médio, ideal
4 = grande, mas tolerável
5 = grande e intolerável
Apresenta-se, abaixo, ilustrações para orientar os produtores na coleta desta
informação. (Convenção: onde se lê “underline”, leia-se escore)
(a)- Touros:
21
22
(b)- Fêmeas:
23
24
4. PROCESSAMENTO DOS DADOS
Equipamentos computacionais de alta performance, métodos de pesquisa e de
avaliação genética modernos e sofisticados de nada servem se a abrangência e a qualidade
dos dados analisados deixam a desejar. Informações de qualidade derivam de uma coleta de
dados de campo cuidadosa, por parte de usuários e técnicos ligados ao programa, no que se
refere à reprodução, identificação, nascimentos e pesagens. Os cuidados devem ser
extremos também na alimentação do sistema, ou seja, na entrada dos dados vindos do
campo para a base de dados do programa, ao passar pelos processos de digitação,
conferência, atualização e consistência.
4.1. Estrutura (Conectabilidade):
Um dos objetivos dos programas de melhoramento que usam a metodologia de
modelos mistos é o de obter condições de tratar os diferentes rebanhos de uma raça como
um rebanho único. Nas comparações entre animais de diferentes rebanhos, exige-se uma
base de dados bem estruturada, obtida pelos laços diretos e indiretos existentes entre estes
rebanhos, formados através de touros pais usados em comum, em mais de um rebanho.
Na verdade, existe uma sinergia entre a metodologia de modelos mistos e a
inseminação artificial (IA). Quanto mais intenso for o uso da IA na população, melhor é a
conectabilidade no conjunto de dados e mais preciso é o método nas predições de valor
genético dos reprodutores. Os Sumários de Touros, que devem ser editados com uma
periodicidade no mínimo anual para cada raça, se constituem em verdadeiros guias,
orientando quanto ao uso de touros formadores de laços genéticos, visando aumentar a
conexão entre os diferentes rebanhos.
Algumas recomendações importantes no que se refere ao uso de touros são:
(a) a totalidade ou maioria dos grupos contemporâneos de um rebanho deveria ter
um certo número de filhos (proporcional ao tamanho do grupo), de pelo menos um
(preferencialmente, dois ou mais) dos touros formadores de laços (touros listados nos
Sumários, com razoável número de filhos, distribuídos por, no mínimo, mais de dois
rebanhos);
(b) sempre utilizar mais de um touro na estação reprodutiva; se possível, no mínimo
25 % dos terneiros produzidos devem ser produtos de IA.
(c) visando formar laços entre anos e estações, jamais trocar todo o grupo de touros
usados, de uma estação reprodutiva para outra;
(d) se possível, a progênie de touros utilizados em monta coletiva (reprodutores
múltiplos ou RM) não deve ultrapassar os 50 % do total de produtos nascidos (quanto maior
o número de filhos com pai conhecido, melhor tende a ser a estruturação do conjunto de
dados);
25
(e) não formar grupos de manejo somente com filhos de RM; e
(f) não usar somente RM sobre as novilhas de primeira cria; se possível, usar a
inseminação artificial em pelo menos uma percentagem das vaquilhonas disponíveis.
4.2. - Formação dos Grupos Contemporâneos:
É importante que os animais sejam agrupados da melhor maneira possível, logo após
o nascimento, procurando grupos de manejo uniformes e em grande número (quanto maior
o grupo, maior a confiabilidade das DEP’s obtidas).
Outras recomendações no que se refere a formação do GC’s são apresentadas a
seguir:
(a) como o efeito sexo está incluído no conceito de GC (machos e fêmeas formam,
de modo automático, outro GC, mesmo que sejam do mesmo grupo de manejo), caso seja
necessário, separar machos e fêmeas logo após o nascimento, formando grupos de manejo
por sexo;
(b) deve-se procurar pesar e avaliar os animais de um mesmo grupo num único dia;
(c) animais de um mesmo grupo devem ter diferenças de idade mínimas – no
máximo 90 dias;
(d) não pulverizar na fase pós-desmama os grupos formados até a desmama:
recomenda-se que os lotes manejados e avaliados de modo conjunto até a desmama não
sejam separados no manejo pós-desmama, para não prejudicar a avaliação final, em função
de uma diminuição do número de animais diretamente comparáveis.
4.3. – Recomendações para Utilização de Serviço Coletivo (Reprodutores Múltiplos):
(a) o grupo de touros deve ser da mesma raça e/ou composição racial;
(b) se possível, o grupo de touros deve ser de idade similar e possuir avaliação
genética e/ou pais identificados;
(c) para finalidades de registro, os touros do grupo poderão ser identificados;
(d) usar inseminação artificial nas vaquilhonas, se possível.
FEDERAÇÃO BRAFORD DO MERCOSUL
AVALIAÇÃO GENÉTICA REGIONAL
26
MANUAL DO CRIADOR – PARTE II
SELEÇÃO DOS REPRODUTORES
MENSAGEM DA PRESIDENTA
“O amanhã já vai chegar”, diz o verso do poeta amazonense. É com
inabalável confiança no amanhã grandioso da pecuária que lançamos a segunda parte do
MANUAL BRAFORD MERCOSUL.
Vale a pena trabalhar semeando, para quando for “tempo de trigo maduro”
termos colheita farta. É o que temos feito desde o momento em que assumimos a
presidência da Federação Braford Mercosul. Realizações vêm se sucedendo com muita luta
e sem qualquer vislumbre de esmorecimento: primeira etapa do MANUAL BRAFORD
MERCOSUL, parceria com ABCZ, viagem de estudos ao Brasil Central, elaboração dos
Estatutos da Federação, realização do I CONGRESSO MUNDIAL BRAFORD, criação da
WORLD BRAFORD CONFEDERATION – WBC (Confederação Mundial Braford), e
agora esta segunda etapa do Manual, para não falar em tantas outras ações que
permanentemente demonstram o dinamismo da nossa Federação.
Por acreditarmos que “agora vale a alegria que se constrói dia-a-dia ” é que
vamos, juntos, esculpindo o nosso porvir. Extrapolando os contornos de uma Federação de
criadores de uma raça, que tenho a honra de presidir, busco ampliar horizontes, abrir novas
picadas, seguir em frente semeando e colhendo muitos e frutíferos cometimentos, novas e
grandes amizades. Ao percorrer a estrada vamos procurando aceitar as dificuldades como
desafios, para transformá-los em vitórias.
Antevemos o alvorecer, sentindo na escuridão das madrugadas o esplendor
do sol que não vai tardar.
“Faz escuro (já nem tanto)
vale a pena trabalhar.
Faz escuro mas eu canto
Porque a manhã vai chegar.”
Greice Mara Martins Gomes da Silva
Associação Brasileira de Hereford e Braford
Federação Braford do Mercosul
World Braford Confederation
Presidenta
MADRUGADA CAMPONESA
27
Thiago de Mello
Madrugada camponesa,
faz escuro ainda no chão,
mas é preciso plantar.
.
A noite já foi mais noite,
a manhã já vai chegar.
Não vale mais a canção
feita de medo e arremedo
para enganar solidão.
Agora vale a verdade
cantada simples e sempre,
agora vale a alegria
que se constrói dia-a-dia
feita de canto e de pão.
Breve há de ser (sinto no ar)
tempo de trigo maduro.
Vai ser tempo de ceifar.
Já se levantam prodígios,
chuva azul no milharal,
estala em flor o feijão,
um leite novo minando
No meu longe seringal.
28
Já é quase tempo de amor.
Colho um sol que arde no chão,
lavro a luz dentro da cana,
minha alma no seu pendão.
Madrugada camponesa.
Faz escuro (já nem tanto)
vale a pena trabalhar.
Faz escuro mas eu canto
porque a manhã vai chegar.
29
PARTE II:
AVALIAÇÃO GENÉTICA E SELEÇÃO DE REPRODUTORES
1. METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO GENÉTICA
A Metodologia de Modelos Mistos é, em geral, a técnica mais recomendável para
predizer o mérito genético dos animais. Este método é constituído de um conjunto de
modelos estatísticos, onde se destacam o modelo para avaliação de touros (incluindo
apenas o efeito do touro pai no modelo) e o chamado modelo animal (completo, ou seus
derivados, modelo gamético ou modelo animal reduzido).
Um modelo misto consiste de um modelo linear contendo variáveis fixas, ou
ambientais (por exemplo, grupo contemporâneo) e variáveis aleatórias ou genéticas (touros
pais e vacas), cujos efeitos são de estimados de maneira simultânea, o que permite
predições genéticas de maior precisão.
1.1. Vantagens da Metodologia de Modelos Mistos:
(a) Leva em consideração os acasalamentos dirigidos, ao incluir a mãe no modelo;
(b) Considera também a distribuição dos filhos dos touros nos diferentes grupos
contemporâneos e não somente o total de filhos;
(c) Leva em conta diferenças genéticas entre grupos e, por conseguinte, considera o
nível de competição entre touros e vacas presentes em cada grupo
contemporâneo;
(d) As estimativas de valor genético – as chamadas Diferenças Esperadas na
Progênie (DEP’s) – dos touros pais, vacas e produtos são diretamente
comparáveis;
(e) Usa todas as informações disponíveis, inclusive de parentes, sendo as análises
efetuadas com os dados acumulados de todas as produções; e
(f) Permite estimar o ganho genético e o ganho ambiental.
30
1.2. Modelo Animal:.
A principal característica do Modelo Animal é o fornecimento de estimativas de
valor genético mesmo para touros ou animais jovens, sem filhos ainda, não incrementando
tanto o intervalo entre gerações, como ocorre no teste exclusivamente pela progênie.
A seleção de reprodutores pela própria performance individual é de extrema
importância no melhoramento de gado de corte, onde as características, em geral, podem ser
medidas no próprio indivíduo e tem herdabilidade de média a alta (com exceção das
características reprodutivas).
O Modelo Animal leva em consideração na estimativa de valores genéticos, além
dos efeitos de touros pais e vacas, informações sobre a performance própria do indivíduo, o
que permite que touros jovens, ainda sem progênie, sejam comparados com touros de mais
idade. Isto implica em um aumento na utilização de animais mais jovens e num progresso
mais rápido por geração.
A Diferença Esperada na Progênie – ou DEP – é a forma de apresentação do
mérito genético estimado dos animais ao serem avaliados através da Metodologia de
Modelos Mistos.
31
2. DIFERENÇA ESPERADA NA PROGÊNIE
A DEP se constitui no principal critério utilizado pelos programas de avaliação
genética para ordenar os animais pelo seu mérito genético estimado. É um instrumento
poderoso para direcionar a seleção em características de performance importantes
economicamente, satisfazendo os variados objetivos de seleção dos criadores de gado de
corte.
O valor da DEP representa a metade do valor genético do indivíduo, uma vez que
cada progenitor transmite somente uma amostra da metade de seus genes para sua prole ou
progênie.
2.1. Conceito:
A DEP é uma estimativa do desempenho médio esperado dos futuros filhos de um
determinado reprodutor (touro pai, vaca ou produto) para uma certa característica, em
relação ao desempenho médio esperado de qualquer outro reprodutor presente na análise,
desde que os acasalamentos sejam entre animais comparáveis.
2.2. Apresentação:
Os valores de DEP são relatados como desvios positivos ou negativos de um ponto
base que é zerado. Normalmente é apresentada na mesma unidade de medida da
característica que está sendo considerada. Alternativamente pode ser apresentada de forma
padronizada, ou seja, em unidades de desvio padrão das DEP’s para a característica.
2.3. Base Genética:
A DEP é uma medida comparativa, que não deve ser observada isolada ou
absolutamente. É necessário estar ciente da base à qual um determinado valor de DEP se
refere. A base é o ponto zero, isto é, o ponto em que as DEP’s são zeradas. A base adotada
pode ser fixa ou móvel. É muito importante salientar, entretanto, que as diferenças entre
reprodutores – o que está sendo estimado de fato - não se alteram ou independem da base
adotada.
(a) Base Fixa: a DEP de um determinado touro, ou grupo de touros e/ou vacas, é
fixada como zero, não se alterando mais em avaliações futuras;
(b) Base Móvel: quando as DEP’s da totalidade dos touros ou vacas somam a zero,
alterando-se a base a cada avaliação efetuada.
32
2.4. Tipos de DEP:
(a) DEP: estimada a partir dos dados dos filhos;
(b) DEP INTERIM: estimada para animais jovens, sem filhos ainda. Além das
informações dos progenitores – (metade da DEP do pai mais metade da DEP da
mãe) -, agrega também metade da estimativa de Segregação Mendeliana (avaliação
do desempenho do animal em relação à seus contemporâneos); e
(c) DEP PELO PEDIGREE: metade da DEP do pai mais metade da DEP da mãe.
Utilizada no caso de não ser possível avaliar a segregação mendeliana.
2.5. Acurácia:
A possibilidade de alteração que pode ocorrer na DEP estimada de uma avaliação
para outra, é um aspecto importante a ser considerado e é representado pela exatidão ou
acurácia desta DEP. Um valor de acurácia está associado a cada valor de DEP e fornece
uma medida da confiabilidade da predição. Os valores de acurácia podem variar de 0.0 a
1.0, com valores mais próximos a 1.0 indicando maior confiança, ou menor risco.
Quanto maior o número de filhos de um touro e melhor a sua distribuição nos
diferentes rebanhos ou grupos, maior será a acurácia de sua DEP. Esta terá, portanto,
reduzida variação com as informações adicionadas de uma avaliação para outra, desde que
os métodos de cálculo não mudem.
Para finalizar, é importante ressaltar que as DEP’s já levam em consideração o
número e a distribuição das informações que entram nas estimativas. Na verdade, as DEP’s
computadas para todos os animais são diretamente comparáveis, mesmo que tenham
acurácias diferentes.
33
3. UTILIZAÇÃO DA “ DEP ” NA SELEÇÃO DE REPRODUTORES:
A computação dos valores das chamadas DEPs, permite uma avaliação mais acurada
do componente genético dos animais para as diversas características de importância
econômica. Embora a teoria envolvida seja algo complexa, e os cálculos computacionais
relativamente difíceis, os resultados são fáceis de interpretar e usar.
Este aumento de exatidão na identificação do componente ou mérito genético dos
reprodutores, junto com seu uso subsequente nos programas de seleção, permite ao criador
de bovinos de corte obter valores ótimos para o rebanho de ventres em termos de
crescimento, tamanho maduro, e nível de produção de leite, ou então, alterar as
características na direção desejada.
As DEPs não significam a imposição de uma mesma e única direção da seleção nos
diferentes programas de melhoramento, seja em rebanhos registrados, seja nos rebanhos
comerciais. As DEPs fornecem a melhor descrição genética de um animal, como também
comparações genéticas entre os animais. É através das DEPs que os criadores poderão
selecionar ou descartar acuradamente os reprodutores, de modo a que seus rebanhos atinjam
os objetivos de produção no menor tempo possível.
3.1. Exemplo:
A DEP prediz diferenças, não valores absolutos. Como um exemplo, vamos
comparar um touro A, com uma DEP para Ganho Final (410 dias) de + 15 Kg, com um
touro B, de DEP – 5 Kg, para a mesma característica. O que estes valores estão indicando ?
Estes valores estão indicando que, se estes dois touros forem acasalados com um
grupo de vacas comparáveis em um mesmo rebanho e, se os produtos resultantes forem
manejados uniformemente após o nascimento, pode-se esperar que os animais filhos do
touro A pesem, em média, 20 Kg a mais aos 410 dias de idade, do que os filhos do touro B.
Esta diferença de 20 Kg existiria quer estes animais pesassem aos 410 dias de idade 280 ou
400 Kg.
A tabela abaixo fornece um outro exemplo ao mostrar o ganho de peso do
nascimento à desmama (GND) médio dos filhos de dois touros, utilizados em dois rebanhos
com diferentes médias para a característica:
TOURO
A
B
Diferença
DEP
GND
Rebanho 1
Média 150 Kg
+ 15
+5
165
155
215
205
10
10
10
3.2. Um Guia para o Comprador de Reprodutores:
Rebanho 2
Média 200 Kg
34
- Como usar a DEP na seleção de touros:
1) Compare dois touros somente pela diferença entre suas DEPs. Os valores absolutos, na
verdade, não são de grande relevância.
2) As DEPs são dinâmicas, se alterando a cada avaliação. Exija as mais atuais possíveis.
3) Touros jovens, com poucos ou sem filhos, tem DEPs de baixa exatidão. Avalie a
produção de terneiros destes touros jovens e verifique se estão produzindo o necessário em
seu rebanho.
4) As DEPs não são comparáveis entre raças.
5) Antes de selecionar um pai de rebanho com base nas DEPs, defina seus objetivos de
seleção a curto e a longo prazos.
35
FEDERACIÓN BRAFORD DEL MERCOSUR
EVALUACIÓN GENÉTICA REGIONAL
MANUAL DEL CRIADOR PARA COLECTA DE DATOS
A LOS CRIADORES Y SIMPATIZANTES DE LA RAZA
El Mercosur es una realidad. La Federación Braford del Mercosur fue fundada
teniendo como objetivo la integración y constituye una iniciativa pionera.
El Manual del Criador de Braford fue un trabajo de perseverancia, con la finalidad
de ajustar las diferencias en las evaluaciones genéticas que existían entre los países. Fue
posible gracias a la dedicación de los que colaboraron en su elaboración.
Nos complace agradecer a los técnicos que participaron de este trabajo: Dr. Daniel
de Mattos (Uruguay), Ing. Agr. Daniel Musi (Argentina), Ing. Agr. Fernanda Brito (Brasil),
Dr. Humberto Osnaghi Doria (Paraguay) y en especial al Ing. Agr. Leonardo Talavera
Campos (Brasil), quien redactó el Manual. Reafirmamos así la confianza en el éxito del
Mercosur, el cual dependerá también de nuestra unión.
Dra. Greice Mara Gomes Martins da Silva
Presidente de la Federación Braford del Mercosur
36
PRESENTACIÓN:
Dando continuidad al proceso de integración de los cuatro países, la Federación
Braford del Mercosur está desarrollando todas las etapas necesarias para realizar una
Evaluación Genética Regional, utilizando informaciones de todos los integrantes del
bloque. La información unificada, respaldada por las investigaciones metodológicas
pertinentes, puede suministrar el valor productivo de los animais a nivel regional,
manteniendo cada asociación su capacidad operacional y su independencia de acción.
Siguiendo las recomendaciones de la Reunión de Febrero de 1998 en Montevideo,
Uruguay, cada Asociación nombró un Representante Técnico, formando así un Grupo de
Trabajo para estudiar el establecimiento de normas, procedimientos y acciones necesarias
para alcanzar el objetivo propuesto de elaboración de la Evaluación Genética Regional.
Cada país es responsable por la generación y mantenimiento de su base de datos,
habiéndose trabajado en la elaboración de un formato único o estándar, con todas las
especificaciones necesarias para garantizar un intercambio fluído de informaciones entre los
países. La primera parte de este Manual presenta el Formato Estándar de la Base de Datos
de la Federación, según fuera aprobado en la Reunión de Abril de 1998, realizada en la
ciudad de Uruguaiana, Brasil.
En la segunda parte de este Manual, se amplía el tema abordado en el documento
elaborado en Montevideo en Febrero de 1998: “Criterios para el Registro de Datos”,
considerando aspectos importantes de los programas de control de la producción y de
evaluación genética, con énfasis en la calidad de las bases de datos.
Consideraciones sobre aspectos metodológicos de la evaluación genética y sobre la
principal herramienta de selección disponible para obtener ganancias genéticas, o sea, la
Diferencia Esperada en la Progenie (DEP), están siendo compiladas en una Guía de
Utilización de la DEP en Selección, a ser editada en breve por la Federación, como
complemento al presente Manual.
37
PARTE 1:
==
N
==
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
FORMATO ESTÁNDAR DE LA BASE DE DATOS
========================
Descripción del campo
========================
País
Código del criador
Establecimiento/Rodeo
Lote
Año de producción
Estación de nacimiento
Identificación del producto
Código de registro
Número de registro
Tatuaje (RP)
Composición racial +
código de la raza
Estándar racial
Identificación del padre
Código de registro
Número de registro
Tatuaje (RP)
Composición racial +
código de la raza
Estándar racial
Identificación de la madre
Código de registro
Número de registro
Tatuaje (RP)
Composición racial +
código de la raza
Estándar racial
Año de nacimiento de la madre
Fecha de nacimiento de la madre
Fecha estimada
(dentición o categoría)
Tipo de servicio
====
Tipo
====
C2
C5
C3
C2
N4
C1
====================
Observaciones
====================
C2
N10
C10
3(N6.4+C2)
composición calculada
C3
comp. visual aproximada
C2
N10
C10
3(N6.4+C2)
composición calculada
C3
comp. visual aproximada
C2
N10
C10
3(N6.4+C2)
composición calculada
C3
N4
N8
C1
C1
comp. visual aproximada
E = estimada
servicio colectivo
transplante embrión
insem. artificial
monta a campo
monta controlada
=8
=7
=6
=5
=4
38
68
Sexo al nacer
C1
69
70
71
Fecha de nacimiento
Peso al nacer
Facilidad de parto
N8
N2
C1
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
Sexo al destete
Grupo de manejo al destete
Fecha de la pesada
Peso al destete
Prepucio / ombligo
Sexo final post-destete
Grupo de manejo final post-dest.
Fecha de la pesada
Peso final
Prepucio / ombligo
Perímetro escrotal
Fecha de medición del PE
Pigmentación ocular
C1
C3
N8
N3
C1
C1
C3
N8
N3
C1
N4.1
N8
C1
macho
hembra
=1
=2
sin asistencia
dificultades menores
dificultades mayores
cesárea
presentación anormal
natimorto
=1
=2
=3
=4
=5
=6
1, 2; castrado
=3
o código de cría al destete
corto=1, ... , grande=5
1, 2; castrado
=3
o código de manejo final
corto=1, ... ,
grande=5
sin pigmentación
1 ojo-parcial
1 ojo-total
2 ojos-parcial
2 ojos-total
=1
=2
=3
=4
=5
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PARTE 2:
PROGRAMAS DE CONTROL DE LA PRODUCCIÓN
Calidad de los Datos Colectados
2. INTRODUCCIÓN
Los programas de control de producción y evaluación genética, con sus predicciones
del valor genético de los reproductores expresadas en DEP, diferencia esperada en la
progenie, y obtenidas usando la llamada metodología de modelos mixtos, han demostrado
ser una herramienta poderosa para lograr un aumento en la eficiencia de la producción de
carne bovina. A través del aumento de la precisión y de la intensidad de selección de los
reproductores, sean potenciales, o ya en uso en la población, se hace posible lograr mayor
progreso genético en los rodeos controlados, y en consecuencia en toda la raza.
Por primera vez en la historia del mejoramiento animal se dispone de un instrumento
tan poderoso y de tanta utilidad como la DEP. Sin embargo, para que sea posible establecer
diferencias genéticas entre reproductores de diferentes rodeos y/o generaciones, es necesario
que existan datos de calidad y en suficiente cantidad, que además presenten una correcta
estructura o conectabilidad.
Esta parte del Manual tiene por objetivo analizar algunos aspectos relacionados con
la calidad de la base de datos, en programas de control de la producción, y que afectan tanto
la fase de campo como la de procesamiento de los datos, haciéndose recomendaciones de
orden predominantemente prático.
2. CONTROL DE LA PRODUCCIÓN
2.1. Programas de Control de la Producción:
A seguir se presenta una breve descripción de la situación de los programas
adoptados por cada uno de los países del Mercosur.
2.1.1.- ARGENTINA:
ASOCIACIÓN BRAFORD ARGENTINA:
e-mail: [email protected]
La toma de datos objetivos de los animais de la raza se constituye en uno de los
principales objetivos de la Asociación Braford Argentina. En Abril de 1998, nuestra
Asociación, en un marco de complementación de esfuerzos, estableció un Acuerdo con la
Sociedad Rural Argentina, para implementar un programa de trabajo conjunto. El programa
está destinado a generar las bases de datos necesarias, que contengan informaciones
objetivas de producción de la raza, para finalmente producir Diferenças Esperadas en la
Progenie (DEPs) para los caracteres económicamente importantes.
40
La Asociación Braford Argentina, integrante de la Federación Braford del Mercosur,
viene realizando grandes esfuerzos para la integración de sus datos a una base de datos a
nivel regional, trabajando activamente con sus pares de Brasil, Paraguay y Uruguay. Los
acuerdos alcanzados dentro de la Comisión de Genética Animal del SGT 8 del Mercosur, en
la cual la ABA participó activamente junto con la SRA, prepararon el camino para un
rápido progreso, lo cual se refleja en el presente Manual del Criador.
La información se convirtió en la base para la selección de bovinos de carne,
información que asociada a la experiencia y a los conocimientos de cada criador, determina
la evolución de la raza. Aún en las condiciones de producción extensivas y con las muchas
dificultades que esto implica para los criadores de Braford en nuestro país, existe el firme
propósito de contar con estas valiosas herramientas de selección a la mayor brevedad
posible, iniciándose la colecta de datos con los destetes de 1998/99.
Se comenzó con un intenso trabajo de extensión, utilizándose todos los recursos
posibles: Reuniones de Criadores en Exposiciones y Jornadas de Campo, Jornadas de
Actualización, así también como notas y artículos en el órgano oficial de comunicación de
nuestra Asociación: la revista BRAFORD.
Los tiempos actuales requieren nuevas exigencias. La información se va
convirtiendo en un componente importante de la valorización de los reprodutores en el
mercado. Esto permite conocer mejor lo que se produce, para poder hacer comparaciones
que destaquen lo superior, premiando objetivamente el trabajo, capacidad y esfuerzo del
criador responsable.
Con responsabilidad y concientes de estas necesidades, la Asociación Braford
Argentina y su integración a la Federación Braford del Mercosur, establecen un esfuerzo
conjunto que seguramente redundará en amplios beneficios para los criadores de la raza, así
como para el progreso de la pecuaria de nuestros países.
2.1.2.- BRASIL: EL PROMEBO (e-mail: [email protected])
ASOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD:
e-mail: [email protected]
El Programa de Mejoramiento de Bovinos de Carne (PROMEBO) implantado en la
Asociación Nacional de Criadores en 1974, puede ser citado para ejemplificar en qué
consiste un sistema de control de producción y de evaluación genética. En general estos
programas están fundamentados en las normas y bases para programas de mejora de
bovinos de carne, establecidas por la “Beef Improvement Federation” y actualizadas
periódicamente.
La mejora genética necesaria, de la eficiencia total de producción de carne bovina se
fundamenta en dos principios: selección y sistemas de apareos. El PROMEBO trabaja
41
básicamente con selección, teniendo como meta aumentar la precisión de las decisiones a
ser tomadas respecto a caracteres heredables y de importancia económica.
En la evaluación de las características de crecimiento, además del peso al nacer, que
es tomado opcionalmente, cada animal se somete apenas a dos pesadas realizadas en
momentos estratégicos: una al destete y otra, variable según el sistema de cría empleado en
el rodeo, en el período post-destete. Otros caracteres se pueden también registrar durante
estas dos pesadas, utilizándose escores visuales para conformación, precocidad de
terminación, musculosidad y tamaño.
Además de estas características, los toros padres son evaluados por perímetro
escrotal y mérito materno total, estimado a partir de la producción, como madres, de sus
hijas.
Las vacas en producción son evaluadas por la edad al primer parto (meses),
eficiencia (peso metabólico), intervalo medio entre partos (días), habilidad de producción
esperada, también llamada capacidad real de producción (kg), e índice materno del
PROMEBO, el cual permite seleccionar las vacas en producción por habilidad materna y
eficiencia reproductiva conjuntamente.
2.1.3.- PARAGUAY:
ASOCIACIÓN PARAGUAYA DE CRIADORES DE BRAFORD:
e-mail: [email protected]
Con el objetivo de aumentar la competitividad de la raza Braford la Asociación
Paraguaya de Criadores de Braford estableció entre otras medidas: la obtención y colecta de
datos de acuerdo con las recomendaciones del Manual para evaluaciones genéticas,
elaboradas y aprobadas por la Federación Braford del Mercosur; y el procesamiento de estos
datos a través del PROMEBO.
2.1.4.- URUGUAY
SOCIEDAD CRIADORES BRAFORD DEL URUGUAY:
e-mail: [email protected]
En el año 1973 se iniciaron en el Uruguay los primeros experimentos en materia de
cruzamientos de Hereford con razas Zebú, que hasta ese momento estaban prohibidos.
Siguiendo los experimentos realizados por el Centro de Investigaciones Agrícolas Alberto
Boerger, se consiguió comprobar los benefícios de la utilización de esta herramienta de
trabajo para mejorar la producción de carne nacional. La implementación de estos
cruzamientos en escala comercial demandó la necessidad de organización para facilitar las
prácticas de manejo. Para esto, espontáneamente, se crió la exigencia por parte del sector
productivo, de una opción que permitiera el aprovechamiento del vigor híbrido, siendo en
este contexto la raza sintética una importante opción comercial. En 1993 se realizó en la
ciudad de Rivera el 1er. Congreso Internacional de Cruzamientos con Razas Zebú,
42
verdadero punto inicial de la formación del Braford en el Uruguay, registrándose a partir de
ese momento un crecimiento substancial en nuestro medio.
Nuestra misión como Sociedad de Criadores Braford es difundir la utilización de la
raza, e incentivar el constante desarrollo productivo y la mejora de la calidad de los rodeos.
Las herramientas para este objetivo se constituyen en el desarrollo y promoción de un Plan
de Cría para la raza, la definición de un estándar racial y el diseño de um sistema de
evaluación genética avanzado. Esto se complementará con una política agresiva de
promoción comercial y con la integración de la Sociedad a sus homólogas del Mercosur.
Esta política de la Sociedad está siendo permanentemente difundida por elementos
como nuestra Revista Zebú/Braford, recorridas técnicas, días de campo, y jornadas de
evaluación de animales y de reses en el gancho. Nuestra Sociedad es una gremial de la
Asociación Rural del Uruguay y a través de ella está representada en las diferentes
Instituciones a nivel nacional e internacional, relacionadas con el tema agropecuário.
En su búsqueda permanente por ampliar los horizontes de desarrollo de la Sociedad
y los mercados, hemos sido incentivadores entusiastas de la Federación Braford del
Mercosur. Esta entidad fue fundada en el Uruguay en el establecimento Santa Clotilde en
1995, lo que demuestra nuestra convicción y entusiasmo por el tema. Como herramientas
fundamentales a los efectos de dar consistencia al desarollo genético y comercial de la raza,
estamos estimulando la realización de este Manual del Criador Braford, como base para la
colecta adecuada de datos que permitan alcanzar los objetivos deseados. Este trabajo servirá
como pilar para desarrollos futuros como la certificación de nuestros procesos productivos,
que permitan diferenciar nuestra carne y agregarle valor, ofertando un producto seguro y
confiable de acuerdo con los requerimientos de los mercados más exigentes.
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2.2. Exigencias Mínimas de Participación:
Como exigencias mínimas para participar en programas de mejoramiento se pueden
citar:
(1) definición y cuantificación del rodeo o núcleo a ser controlado;
(2) identificación de todas las vacas incluídas en el rodeo controlado;
(3) anotación de la fecha de nacimiento de los terneros producidos;
(4) identificación de los productos;
(5) pesadas al destete y durante el período post-destete.
La atención a la toma cuidadosa de datos completos y precisos, resulta esencial para
la veracidad y confiabilidad del sistema de control. Los instrumentos de medida también
deben ser adecuados, sin datos inventados ni redondeos.
Como elementos a ser utilizados tenemos:
(4) balanza individual, electrónica o mecánica;
(5) manguera;
(6) instrumento para tatuar (pinza de tatuaje) complementada por caravanas y/o
numeración a fuego;
(4) planillas previamente elaboradas, para la colecta de datos (Pro-Colecta).
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3. FASE DE CAMPO
3.1. Formación del Núcleo Controlado:
El procedimiento inicial para el control de la producción consiste en el relevamiento
de los vientres que formarán el núcleo bajo control. Este núcleo puede ser, por ejemplo,
todo el rodeo de una propiedad, o sólamente una categoría de registro; o en otro caso un
número específico de vientres que pueda ser trabajado con eficiencia por el personal de
campo disponible. Esta decisión va a depender, fundamentalmente, de los objetivos de
producción y de selección del criador, a corto y a largo plazo.
El lograr la mayor amplitud o cantidad de dados colectados posible, es fundamental
para mejorar las predicciones de mérito genético de los reprodutores y la exactitud de las
evaluaciones efectuadas. Se puede llegar a decir que la selección buscando genética de
calidad, depende en gran parte de la cantidad de datos disponible. Partiendo de uma amplia
base genética, cuanto mayor es la base de datos, mejor. De la misma forma, cuanto mayor la
presión o intensidad de selección ejercida en la población, mayor será el progreso o
ganancia genética que se pueda obtener.
Un aspecto importante a destacar es que no puede existir pre-selección de los
animales que serán controlados en cada producción. Luego de formado el núcleo de vientres
en control, todos los eventos, al nacimiento y al destete por lo menos, deben ser registrados
sistemáticamente para todos los animales que intervienen en el programa de control y
selección.
El porcentaje de animales con datos colectados en el rodeo bajo control depende de
una serie de factores, entre los que se encuentran: la frecuencia de los controles, la cantidad
de datos a colectar, y la calificación o entrenamiento exigidos a la persona que realiza los
registros.
3.2. Identificación:
La identificación individual exacta de los animales es una condición imprescindible
para el desarrollo de un programa de control de la producción. Todos los animales del rodeo
deben poseer un número único, permanente e insustituible de identificación. Es imposible
controlar dos animales que tengan una misma identificación, la que debe ser única, por lo
menos para animales de un mismo año de nacimiento y sexo.
3.2.1. - Sistemas de Identificación:
Los sistemas de identificación más comúnmente aceptados son los de números
correlativos, con base anual. En el sistema de números correlativos se identifica el primer
animal con el número 1, el segundo con el número 2, etc. Cada animal siguiente recibe un
número en escala creciente. Si el sistema adopta una base anual, se utiliza una letra para
cada año de nacimiento, comenzando la numeración con el número 1 nuevamente. Una
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variante de este sistema consiste en el uso de los dos últimos dígitos del año (98 en el caso
de 1998) como primeros números de la identificación.
3.2.2. - Tipos de Identificación:
A seguir se especifican los tipos de identificación a utilizar:
(a) Tatuaje: el método del tatuaje es imprescindible para mantener una identificación
permanente de los animales. Por lo tanto, siempre debe ser utilizado. Se debe tatuar los
animales – vacas y terneros – en la parte central interna de ambas orejas, recomendándose
limpiar bien la parte interna de la oreja, retirando la cera acumulada. Enseguida, se procede
a tatuar en la parte media central, evitando las nervaduras, y usando una tinta de buena
calidad. Para agilizar el proceso de lectura a campo, es conveniente complementar el
sistema de identificación adoptado en el rodeo, con caravanas y/o marca a fuego o con
nitrógeno, usando preferentemente el mismo número del tatuaje.
(b) Caravanas: es un tipo de identificación simple y rápido, pero que presenta la
desventaja de tener un porcentaje significativo de pérdidas. Por este motivo, nunca debe ser
usado como único método de identificación del rodeo. El problema puede ser algo
minimizado a través del uso de doble caravana, una en cada oreja.
(c) Marca a Fuego o com Nitrógeno: (Método recomendado para los vientres.)
Aunque la identificación por los métodos anteriores se considera suficiente, la
caravana se puede perder y el tatuaje ser de difícil lectura a campo, si no imposible. La
solución para este problema puede ser la identificación de los vientres con marca a fuego,
usándose para este propósito números de un tamaño de10 cm. Recomiéndase tomar la
precaución de pelar el lugar de numeración en las vacas de origen europeo en invierno, para
facilitar su lectura durante la estación de parición.
3.2.3. - Identificación de los Vientres:
La identificación correcta de cada una de las vacas del rodeo es muy importante en
un sistema de control de producción. La "clave" para la identificación de los vientres
consiste en su tatuaje más el año de su nacimiento. Estos datos deben ser siempre los
mismos en todas las producciones de la misma vaca.
- Edad de la Madre: considerando que se realiza un ajuste del peso al nacer y al
destete, por la edad de la madre, es importante determinarla lo mejor posible. Cuando no se
conoce la fecha o el año de nacimiento de la vaca, puede ser realizada una evaluación de la
edad por la dentición, en el momento de incluírla en el sistema, registrándose que hubo en
este caso una estimación de la edad por dentición. La misma recomendación es válida para
el caso de clasificar las vacas de cría en categorías, como por ejemplo: VQ = vaquillona,
VN = vaca nueva y VV = vaca vieja. Cuando la edad de la madre se determina por una
estimativa, hay que indicarlo, de acuerdo con lo previsto en el formato estándar.
3.2.4. - Identificación de los Productos:
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Un animal tatuado como ternero nunca podrá tener su número alterado. Animales
nacidos fuera de la estación de producción única o principal, deberán ser incluídos, así
como productos nacidos de pariciones anormales como aborto, atracado al nacer, natimorto,
cría robada, etc., no perjudicando de este modo la evaluación de la performance de la vaca,
principalmente en relación a su intervalo entre partos.
3.2.5. - Identificación de los Toros Padres:
Para el caso de toros de las categorías PO y PC es importante tener disponible su
número de registro o número de control para semen importado. En el caso de los llamados
Reproductores Múltiples, es conveniente representarlos con la sigla RM, indicando también
la zafra de uso. Cuando se utiliza más de un grupo de toros múltiples por zafra, estos grupos
deben ser diferenciados.
3.2.6. - Composición Racial:
Con la creciente utilización de los cruzamentos en la ganadería de carne, está
aumentando la importancia del control y determinación de la composición racial de los
animales de un rodeo. Los sistemas informatizados pueden traer más facilidad a este
proceso, calculando automáticamente la composición racial de los productos nacidos, a
partir de un inventario que contenga la composición racial de los toros padres y de las vacas
en producción.
3.3. Control Reproductivo:
Consiste en el acompañamiento del proceso reproductivo, abarcando desde la
inseminación artificial, monta controlada y/o monta con reproductores múltiples, hasta
finalizar con el diagnóstico de gestación.
3.3.1. - Sistema de Inventario:
En general, el control de la producción tiene su partida con los datos de nacimento
de los terneros. Si se basa en el registro de datos del producto o ternero (“calf-record”) los
datos son informados sólamente para las vacas con cría en la estación considerada. Esta
situación contrasta con el llamado sistema de inventario, diseñado con el objetivo de tener
en cuenta el desempeño de todas las hembras en cada año. Para una evaluación genética
adecuada de las características reproductivas y de adaptación, el sistema inventarial es de
implementación obligatoria.
3.3.2. - Determinación de Paternidad:
Éste es otro de los objetivos del Control Reproductivo. Los sistemas informatizados
pueden facilitar bastante el proceso de determinación del padre de cada animal producido en
el rodeo.
3.3.3. - Estandarización de la Producción:
El criador debe definir las estaciones de monta y de nacimientos. Éstas no deben
exceder los 3 meses para que las comparaciones entre los animales sean justas, ya que al
nacer todos en la misma estación, sufren influencias ambientales similares. Otra ventaja es
la posibilidad de destetar todo el lote en una misma fecha, obteniéndose así diferencias en
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edad con un máximo de 90 días. Cuanto menor sea esa amplitud en edad, más precisas
tienden a ser las comparaciones entre los animales de una misma producción.
3.4. Datos de Nacimiento:
3.4.1. - Dia de Nacimiento:
Es necesario que los productos tengan sus datos de nacimiento anotados y que sean
identificados lo más temprano posible. Registrar el día exacto del nacimiento es esencial, ya
que la edad del propio animal es la fuente de mayor efecto sobre la variación de los pesos al
momento del destete, y hasta mismo a los 18 meses. Se recomienda una recorrida diaria de
los potreros donde se encuentra el ganado de cría. En esta operación se identifica el ternero
con su respectiva caravana, anotando en una libreta de campo la fecha de nacimiento, su
peso en caso de colectarse esta información, y el número de la madre.
3.4.2. - Peso al Nacer:
Esta pesada inicial es opcional. Teniendo en cuenta la importancia económica de la
facilidad de parto en los sistemas de cría de ganado de carne, es fundamental poder predecir
el peso al nacer de los terneros de diferentes padres, posibilitando tomar decisiones de
selección relacionadas con las características de las vaquillonas y vacas integrantes del
rodeo de cría. La pesada debe ser realizada en las primeras 48 horas de vida del animal. El
momento de esta pesada es también el adecuado para efectuar otras tareas como tatuaje,
descorna y desinfección del ombligo.
3.5. Pesadas:
Precisión y Exactitud
3.5.1. - Fuentes de Variabilidad en los Pesos Colectados:
A seguir, son analizadas las principales fuentes de variación que influyen en la
precisión de las medidas tomadas en el campo.
3.5.1.1. - Variaciones verdaderas del animal:
(a)- Contenido del aparato digestivo, del rumen principalmente. Las diferencias se
eliminan con ayuno.
(b)- Deshidratación. Variable de acuerdo con las condiciones climáticas y la demora
en ejecutar los trabajos
3.5.1.2. - Variaciones originadas por el instrumento de pesar:
(a)- Balanza: - capacidad de pesaje;
- tara;
- errores de lectura;
- movimientos del animal;
- acumulación de estiércol
(b)- Redondeos: cuando la mayoría o la totalidad de los animales del lote trabajado
finalizan sus pesos con los valores de 0 y 5, se puede estar cierto de que se han usado pesos
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“redondeados”. Es importante eliminar este tipo de procedimiento cuando el mismo fuera
constatado por el equipo responsable por la colecta de datos.
(c)- Errores de identificación del animal.
3.5.2. - Procedimientos para la Pesada:
Los animales deben ser pesados individualmente, pudiendo trabajarse en promedio
200 a 300 animales por día, con una jornada normal de trabajo. Los pesos colectados son
expresados en kg. El criador deberá someter sus animales a un ayuno total de por lo menos
12-14 horas antes del inicio de las pesadas. Se recomienda pesar por la mañana los terneros
encerrados el día anterior y pesar a la tarde los terneros encerrados por la mañana. Se debe
evitar la ingestión de líquidos, que son, justamente, el componente de error más importante.
Los bebederos deben ser vaciados o tapados. Las condiciones de pesada deben ser las
mismas para todos los animales del grupo a ser comparado.
Las prácticas de manejo que causan tensiones y que afectan la toma de datos, como
por ejemplo castración, vacunación, marcación y señalada, deben ser dejadas para otro
momento.
Otras recomendaciones generales sobre las pesadas son:
(a) usar una balanza de porte mediano, con límite de peso hasta 1.500 kg;
(b) la balanza debe estar colocada en la manguera, enseguida del brete;
(c) la persona que identifica los animales debe ser siempre la misma, la lectura hecha
en las dos orejas, y la información pasada directamente a quien anota, sin intermediarios;
(d) la persona que pesa los animales debe ser siempre la misma.
Con respecto a la toma de datos es importante destacar:
(a) nunca “estimar” los pesos informados;
(b) pesar la totalidad de la producción, especialmente al destete, realizando el
descarte sólamente luego de esta práctica;
(c) al no informar los datos de los animales descartados, se podría decir que el
criador está mejorando lo peor, castigando los animales de mejor desempeño y produciendo
un sesgo en la tendencia genética.
3.5.3. - Momentos Estratégicos para la Colecta de Datos:
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- Peso al Destete: se trabaja con el peso al destete o la ganancia de peso pre-destete,
con el objetivo de evaluar el crecimiento de los productos hasta el destete, en conjunto con
la habilidad materna (producción de leche de los vientres). Presenta efectos diretos (sobre el
peso al destete propiamente dicho) y efectos indirectos (habilidad materna), todo lo que
significa que este peso es afectado por los genes del ternero para crecimiento, así como
también por el potencial genético de la madre en cuanto a su habilidad lechera.
La colecta de datos al destete debe ser realizada cuando los animales tienen en
promedio, 7 meses de edad (205 días) de modo que tengan entre 160 y 250 días de vida.
Cuando se realiza un destete anticipado o precoz, esta información debe ser proporcionada
al programa, evitándose errores en los procedimientos de ajuste utilizados.
- Peso Final: sirve para evaluar el crecimiento post-destete y/o la ganancia de peso
final. A través de esta medida es posible identificar los reproductores con potencial para
mejorar la ganancia diaria post-destete, obteniéndose animales más precoces y pesados,
capaces de producir más kg de carne por hectárea. El peso final representa un solo valor
resultante de la combinación del peso al destete con el crecimiento post-destete. Esta
variable constituye una indicación de la aptitud que un determinado reproductor tiene para
transmitir a su progenie capacidad de crecimiento post-destete hasta la edad de faena.
El período post-destete debe iniciarse en la fecha en que son colectados los pesos al
destete. El peso real al destete es utilizado como peso inicial del período de prueba postdestete. El período entre la pesada al destete y la toma del peso final debe ser por lo menos
de 160 días. La edad promedio de los animales en esta pesada final es variable, (365 a 550
días de vida) en función del manejo y de la condición alimentícia del rodeo durante esta
fase.
3.6. Grupos Contemporáneos (GC):
Gran parte de los errores y problemas en los programas de evaluación genética
actuales tiene como origen la formación inadecuada de los GC. La identificación correcta y
adecuada del grupo contemporáneo en que un animal fue criado es de importancia básica
para que su evaluación y la de sus padres sea exacta.
A pesar de que el uso de grupos contemporáneos no lleva en consideración efectos
ambientales específicos para un indivíduo, los GC representan el mejor instrumento
disponible para reducir la influencia de los efectos ambientales comunes a todo un grupo de
animales. Esta tarea de agrupar adecuadamente los animales contemporáneos es
competencia del propio productor, quien debe, por lo tanto, estar atento al concepto de GC:
éste consiste en agrupar los animales que recibieron exactamente las mismas oportunidades
de desempeño.
3.6.1.- Definición de GC:
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Como efectos componentes de un GC se tiene: – Establecimiento / Raza / Rodeo /
Año / Estación / Sexo al Destete / Grupo de Manejo al Destete / Fecha del Destete / Sexo
Final / Grupo de Manejo Post-destete / Fecha de la Evaluación Final.
Un GC consiste, por lo tanto, en un grupo de animales de un determinado
establecimiento, de una misma raza y rodeo, nacidos en la misma estación – con no más de
90 días de diferencia en las fechas de nacimiento -, del mismo sexo y manejados de la
misma forma desde el nacimiento hasta el momento de la medición, recibiendo idénticos
cuidados sanitarios y nivel alimenticio.
Debido a que el ambiente pre-destete normalmente afecta la performance postdestete, los animales contemporáneos en la fase post-destete deben, no solamente recibir el
mismo tratamiento después de destetados, sino que también deben pertenecer al mismo
grupo hasta el destete.
3.6.2. - Grupo de Manejo:
Para que las comparaciones sean justas y las evaluaciones tengan mayor exactitud,
es necesario realizar una formación criteriosa de los grupos de manejo. A través de una
codificación de todas las diferencias de manejo existentes entre grupos de animales, puede
el criador diferenciar las diversas oportunidades que tuvieron los productos para expresar
sus potenciales genéticos.
Cada ternero pesado, obligatoriamente, precisa tener un código de manejo y/o de
alimentación, indicativo de las condiciones de su cría. Se recomienda usar dos dígitos
numéricos para esta codificación, que va por lo tanto, desde 01 hasta 99. A seguir se
presentan, como sugerencia, algunos códigos que pueden ser utilizados en el proceso.
(a)- Código de Cría (fase de destete): sugerencias
1 = Campo nativo
2 = Irregulares: “guachos’’, enfermos
3 = Pasturas cultivadas
4 = Preparación para exposición (“cabaña”)
5 = Racionado (pasto y ración)
6 = Creep Feeding (suplementación a campo)
7 = Destete precoz
8 = Receptora (TE)
9 = Mellizos criados por la madre
10 = Ama
(b)- Código de Manejo Post-destete:
1 = Campo nativo
2 = Irregulares: enfermos
3 = Pasturas cultivadas
4 = Preparación para exposición (“cabaña”)
5 = Racionado
6 = Suplementación a campo
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7 = Estación de pruebas
Siempre que ocurra significativa variación en la calidad y disponibilidad de alimento
en los potreros, aunque estos tengan el mismo tipo de pasto, los animales deben ser
separados en grupos de manejo distintos, a través del uso de otros códigos en abierto
disponibles.
3.6.3. – Tamaño del GC:
El concepto introduce la idea de la relatividad. Lo importante no es más el
desempeño en términos de valores absolutos, sino cuánto cada animal se diferencia en
relación al desempeño promedio de su GC. Se precisa una estimación razonable de esta
media. Con grupos grandes esto raramente es un problema. Como regla general, si es
posible, cada GC debería contener, respetando el princípio de oportunidades iguales, como
mínimo 8 a 10 animales. Cuanto mayor sea el grupo comparado y menor la variación de
edades dentro del mismo, mayor será la confiabilidad de los resultados obtenidos. En una
definición más restricta, sin embargo, un GC podría ser formado por, como mínimo, dos
terneros del mismo sexo.
3.6.4. - Re-manejo:
Todo cambio intermedio del código o del grupo de manejo, que ocurra antes de los
momentos de colecta de datos – destete y post-destete – debe ser anotado e informado. Se
recomienda bastante cautela con estos cambios intermedios de régimen, los cuales, si no son
adecuadamente codificados, pueden tener un gran efecto sobre las predicciones del valor
genético de los reproductores.
3.6.5. - Tratamiento Diferenciado:
Como ejemplo se puede citar las vaquillonas de primeira cría, a las que muchas
veces se les da un tratamiento especial o un manejo diferenciado, para ese grupo, en
relación a todos los demás vientres del rodeo. Deberían en este caso formar un grupo
contemporáneo aparte, recibiendo otro código de grupo de manejo.
3.7. Otras Características
A pesar de ser considerados inicialmente como opcionales, los datos descritos a
seguir son de acentuada importancia para el mejoramiento de la raza.
3.7.1. – Perímetro Escrotal (PE):
La importancia de la medición de esta característica en toros jóvenes, en un
programa de mejoramiento, reside en que el PE es un excelente indicador de la fertilidad y
precocidad sexual de la progenie de esos toros. El tamaño testicular presenta una alta
correlación con el volumen y la calidad del semen producido, asociándose favorablemente
con la edad a la pubertad en vaquillonas. La alta heredabilidad de esta característica,
permite la obtención de una alta respuesta selectiva.
Se recomienda colectar esta información junto con la pesada post-destete (o final) de
los animales. Si se colecta en otra oportunidad, anotar además del PE y fecha de medida, el
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grupo de manejo de los toros en cuestión. Al tomar la medida del PE, usar una escala en
centímetros, con uma cifra decimal (por ejemplo, 32,7 cm).
3.7.2. – Facilidad de Parto:
La distocia o dificultad de parto influencia económicamente el rodeo de cría de
diversas formas, tales como:
- aumento de los costos de mantenimiento de las vacas de cría debido a la pérdida de
terneros, quedando la producción anual de esa madre, perdida;
- aumento de los costos debido a gastos veterinarios o por trabajo adicional de
asistencia a la vaca durante el parto;
-resultados de investigación indican que vacas que requieren asistencia al parto no
repiten cría tan eficientemente como vacas que no precisan asistencia.
En función de estos argumentos, se recomienda la colecta y uso de los registros de
dificultad de parto por parte de los productores de bovinos de carne, en sus programas de
manejo y selección.
A seguir se presentan los códigos para facilidad de parto a adoptarse en el programa:
1 = sin asistencia
2 = dificultades menores
3 = dificultades mayores
4 = cesárea
5 = presentación anormal
6 = natimorto
3.7.3. – Pigmentación Ocular o de Párpados:
Es una característica importante para las razas susceptibles al cáncer ocular. Aún
presentando heredabilidad media, el descarte directo de los animales con el problema de
cáncer ocular es ineficiente en términos de mejoramiento, ya que las lesiones aparecen
relativamente tarde en la vida del animal. La selección por pigmentación resulta más
práctica y eficiente, además de ayudar al control de la conjuntivitis.
La pigmentación de los párpados posee heredabilidad alta (entre 40 y 60%) y, por lo
tanto, responde a la selección. La pigmentación del párpado y la del globo ocular (esta
última de más difícil evaluación y desarrollo más tardío) parecen estar correlacionadas y, de
esa manera, la selección por una de ellas resulta en un cambio favorable en la otra. La
selección contra el cáncer ocular debe ser precedida por la selección por pigmentación de
los párpados.
Códigos a usar en la colecta de datos de pigmentación ocular (o más precisamente,
del párpado):
1 = sin pigmentación
2 = un ojo parcialmente pigmentado
3 = un ojo totalmente pigmentado
4 = dos ojos parcialmente pigmentados
53
5 = dos ojos totalmente pigmentados
3.7.4. – Tamaño del Ombligo o Prepucio:
En las razas sintéticas, el tamaño del ombligo / prepucio debe ser evaluado a través
de escores visuales, en función del tamaño y tipo, de acuerdo a la siguiente escala:
1 = tipo europeo
2 = pequeño
3 = medio, ideal
4 = grande, tolerado
5 = grande, no tolerado
Se presentan a seguir, ilustraciones para orientar a los productores en la colecta de
esta información. (Donde se lee “underline”, léase escore)
(a)- Toros:
54
55
(b)- Hembras:
56
57
4. PROCESAMIENTO DE LOS DATOS
Equipos de computación de alta performance, métodos de investigación y de
evaluación genética modernos y sofisticados de nada sirven si el alcance y la calidad de los
datos analizados dejan que desear. Informaciones de calidad se derivan de una colecta de
datos de campo cuidadosa, por parte de usuarios y técnicos asociados al programa, en lo que
se refiere a la reproducción, identificación, nacimientos y pesadas. Los cuidados deben ser
extremados también en la alimentación del sistema, o sea, en la entrada de los datos que
vienen del campo para la base de datos del programa, al pasar por los procesos de
digitación, verificación, actualización y consistencia.
4.1. Estructura (Conectabilidad):
Uno de los objetivos de los programas de mejoramiento que usan la metodología de
modelos mixtos es el de lograr condiciones de tratar los diferentes rodeos de una raza como
un rodeo único. En las comparaciones entre animales de diferentes rodeos, se exige una
base de datos bien estructurada, que surge de los lazos directos e indirectos existentes entre
esos rodeos, que se forman a través de toros padres usados en común, en más de un rodeo.
En realidad, existe una sinergía entre la metodología de modelos mixtos y la
inseminación artificial (IA). Cuanto más intenso es el uso de la IA en la población, mejor es
la conectabilidad en el conjunto de los datos y más preciso es el método para las
predicciones del valor genético de los reproductores. Los Sumarios de Toros, que deben ser
editados con una periodicidad como mínimo anual para cada raza, se constituyen en
verdaderas guías, orientando sobre el uso de toros formadores de lazos genéticos, teniendo
como meta aumentar la conexión entre los diferentes rodeos.
Algunas recomendaciones importantes en lo que se refiere al uso de toros son:
(a) La totalidad o la mayoría de los grupos contemporáneos de un rodeo debería
tener un cierto número de hijos (proporcional al tamaño del grupo), de por lo menos uno
(preferentemente, dos o más), de los toros formadores de lazos (toros listados en los
Sumarios, con un número razonable de hijos, distribuídos en, como mínimo, más de dos
rodeos);
(b) siempre utilizar más de un toro en la estación reproductiva; si fuera posible, un
mínimo de 25 % de los terneros producidos deben ser productos de IA.
(c) con el fin de formar lazos entre años y estaciones, nunca cambiar todo el grupo
de toros usados, de una estación reproductiva para otra;
(d) si fuera posible, la progenie de toros utilizados en monta colectiva (reproductores
múltiples o RM) no debe pasar del 50% del total de productos nacidos (cuanto mayor el
número de hijos con padre conocido, mejor tiende a ser la estructura del conjunto de datos);
(e) no formar grupos de manejo solamente con hijos de RM; y
58
(f) no usar solamente RM sobre las vaquillonas de primera cría; si es posible, usar
inseminación artificial en por lo menos una parte de las vaquillonas disponibles.
4.2. - Formación de los Grupos Contemporáneos:
Es importante que los animales sean agrupados de la mejor manera posible,
enseguida después del nacimiento, tratando de formar grupos de manejo uniformes y
numerosos (cuanto mayor el grupo, mayor la confiabilidad de las DEP’s obtenidas).
Otras recomendaciones en lo que se refiere a la formación de los GC’s se presentan
a seguir:
(a) como el efecto sexo está incluído en el concepto de GC (machos y hembras
forman, de modo automático, otro GC, aunque sean del mismo grupo de manejo), en caso
que sea necesario o deseable, se pueden separar machos y hembras inmediatamente después
del nacimiento, formando grupos de manejo por sexo;
(b) Se debe tratar de pesar y evaluar los animales de un mismo grupo, en un único
día;
(c) animales de un mismo grupo deben tener diferencias de edad lo mínimo posible
– como máximo 90 dias;
(d) no pulverizar en la fase post-destete los grupos formados hasta el destete: se
recomienda que los lotes manejados y evaluados de manera conjunta hasta el destete no
sean separados en el manejo post-destete, para no perjudicar la evaluación final, debido a
una disminución del número de animales directamente comparables.
4.3. – Recomendaciones para Utilización de Servicio Colectivo (Reproductores
Múltiples):
(e) el grupo de toros debe ser de la misma raza y/o composición racial;
(f) si fuera posible, el grupo de toros debe ser de edad similar y poseer evaluación
genética y/o padres identificados;
(g) para finalidad de registro, los toros del grupo podrán ser identificados;
(h) usar inseminación artificial en las vaquillonas, si fuera posible.
FEDERACION BRAFORD DEL MERCOSUR
59
EVALUACION GENETICA REGIONAL
MANUAL DEL CRIADOR- PARTE II
SELECCION DE LOS REPRODUCTORES
MENSAJE DE LA PRESIDENTA
“El
mañana va a llegar”, dice el verso del poeta amazonense. Es con
inconmensurable confianza en el mañana grandioso de la pecuaria que lanzamos la segunda
parte del MANUAL BRAFORD MERCOSUR.
Vale la pena trabajar sembrando, para que cuando sea “tiempo de trigo maduro”
tengamos una cosecha abundante. Es lo que hemos hechodesde el momento en que
asumimos la presidencia de la Federación Braford Mercosur. Realizaciones se han venido
sucediendo con mucha lucha y sin ningún vislumbre de decaimiento: primera etapa del
MANUAL BRAFORD , sociedad con ABCZ, viaje de estudios a Brasil Central,
elaboración de los estatutos de la Federación, realización del I CONGRESO MUNDIAL
BRAFORD, creación de la WORLD BRAFORD CONFEDERATION - WBC
(Confederación Mundial Braford), y ahora esta segunda etapa del Manual, para no hablar en
otras tantas acciones que permanentemente demuestran el dinamismo de nuestra Federación
Por creer que “ahora vale la alegría que se construye cada día”es que vamos, juntos,
esculpiendo nuestro porvenir. Excediendo los contornos de una Federación de criadores de
una raza, que tengo el honor de presidir, busco ampliar horizontes, abrir nuevas picadas,
seguir adelante sembrando y cosechando muchos y fructíferos cometidos nuevas y grandes
amistades. Al recorrer el camino vamos intentando aceptar dificultades como desafíos, para
transformarlos en victorias.
Prevemos el amanecer, sintiendo en la oscuridad de las madrugadas el esplendor del
sol que no va a tardar.
“Está oscuro ( ya no tanto)
vale la pena trabajar.
Está oscuro pero yo canto
Porque la mañana va a llegar”.
Greice Mara Martins Gomes da Silva
Presidenta
60
MADRUGADA CAMPERA
Thiago de Mello
Madrugada campera,
está oscuro todavía el suelo,
pero es necesario plantar.
La noche ya fue más noche,
la mañana ya va a llegar.
No vale más la canción
hecha de miedo y remedo
para engañar la soledad.
Ahora vale la alegría
que se construye día-a-día
hecha de canto y de pan.
Pronto ha de ser (siento en el aire)
tiempo de trigo maduro.
Va a ser tiempo de segar.
Ya se levantan prodigios,
lluvia azul en el maizal,
estalla en flor el frijol,
una savia nueva diseminando
en mi lejano seringal.
Ya es casi tiempo de amor.
61
Recojo un sol que arde en el suelo,
labro la luz dentro de la caña,
mi alma en su racimo.
Madrugada campera.
Está oscuro (ya no tanto)
vale la pena trabajar.
Está oscuro pero yo canto
pues la mañana va a llegar.
62
PARTE II: EVALUACION GENETICA Y SELECCION DE REPRODUCTORES
1. METODOLOGIA DE EVALUACION GENETICA
La Metodología de modelos mixtos es, en general, la técnica más recomendable
para predecir el mérito genético de los animales. Este método está constituído por un
conjunto de modelos estadísticos, donde se destacan el modelo para la evaluación de toros
(incluyendo sólo el efecto del toro padre en el modelo) y el llamado modelo animal
(completo, o sus derivados, modelo gamético o modelo animal reducido).
Un modelo mixto consiste en un modelo linear conteniendo variables fijas, o
ambientales (por ejemplo, grupo contemporáneo) y variables aleatorias o genéticas (toros
padres y vacas), cuyos efectos son estimados de manea simultánea, lo que permite
predicciones genéticas de mayor precisión.
1.1 Ventajas de la Metodología de Modelos Mixtos:
(a) Lleva en consideración los apariamentos dirigidos, al incluir la madre en el
modelo;
(b) Considea también la distribución de los hijos de los toros en los diferentes grupos
contemporáneos y no sólo el total de hijos;
(c) Tiene en cuenta diferencias genéticas entre grupos y, por consiguiente, considera
el nivel de competición entre toros y vacas presentes en cada grupo
contemporáneo;
(d) Las estimativas de valor genético - las llamadas Diferencias Esperadas en la
Progenie (DEPs) - de los toros padres, vacas y productos son directamente
comparables
(e) Usa todos los informes disponibles, inclusive de parientes, siendo los análisis
efectuados con los datos acumulados de todas las producciones; y
(f) Permite estimar la ganancia genética y la ganancia ambiental.
1.2 Modelo Animal
:
La principal característica del Modelo Animal es proporcionar estimativas de valor
genético tanto para toros y animales jóvenes, todavía sin hijos, no aumentando tanto el
intevalo entre generaciones, como sucede en el test exclusivamente de la progenie.
63
La selección de reproductores por la propia performance individual es de extrema
importancia en el mejoramiento de ganado de corte, donde las características, en
general,pueden ser medidas enel propio individuo y tiene hereditariedad de media a alta
(con excepción de las características reproductivas).
El Modelo Animal lleva en consideración la estimativa de valores genéticos, además
de los efectos de toros padres y vacas, informes sobre la performance propia del individuo,
lo que permite que toros jóvenes,todavía sin progenie ,sean comparados con toros de más
edad . Esto implica en un aumento en la utilización de animales más jóvenes y en un
progreso más rápido por generación.
La Diferencia Esperada en la Progenie- o DEP- es la forma de presentación del
mérito genético estimado de los animales a ser evaluados a través de la Metodología de
Modelos Mixtos.
2. DIFERENCIA ESPERADA EN LA PROGENIE
La DEP se constituye en el principal criterio utilizado por los programas de
evaluación genética para ordenar los animales por su mérito genético estimado. Es un
instrumento poderoso para direccionar la selección en características de performance
importantes económicamente, satisfaciendo los variados objetivos de selección de los
criadores de ganado de corte.
El valor de la DEP representa la mitad del valor genético del individuo, una vez que
cada progenitor transmite sólo una muestra de sus genes para su prole o progenie.
2.1 Concepto:
La DEP es una estimativa de desempeño medio esperado de los futuros hijos de un
determinado reproductor (toro padre, vaca o producto) para una cierta característica en
relación al desempeño medio esperado de cualquier otro reproductor presente en el análisis,
desde que los acoplamientos sean entre animales comparables.
2.2 Presentación:
Los valores de DEP son relatados como desvíos positivos o negativos de un punto
base cero. Normalmente es presentada una misma unidad de medida de la carcterística que
está siendo considerada. Alternativamente puede ser presentada de forma padronizada, o
sea, en unidades de desvío patrón de las DEP’s para la característica.
64
2.3 Base Genética:
La DEP es una medida comparativa, que no debe ser observada aislada o
absolutamente. Es necesario conocer la base a la cual un determinado valor de DEP, se
refiere. La base es el punto cero, esto es, el punto en que las DEP parten. La base adoptada
puede ser fija o móvil. Es muy importante destacar, entretanto, que las diferencias entre
reproductores- lo que está siendo estimado de hecho- no se alteran o son independientes de
la base adoptada
.
(a) Base Fija: La DEP de un deteminado toro, o grupo de toros y/o vacas, es fijada
como cero, no alterándose más en evaluaciones futuras.
(b) Base Móvil: cuando las DEP’s de la totalidad de los toros o vacas suman cero,
alterándose la base a cada evaluación efectuada.
2.4. Tipos de DEP:
(a) DEP estimada a partir de los datos de los hijos;
(b) DEP INTERIN: estimada para animales jóvenes, sin hijos todavía.Además de los
informes de los progenitores - (mitad de la DEP del padre más mitad de la DEP
de la madre) -agrega también mitad de la estimativa de Segregación Mendeliana
(evaluación del desempeño del animal en relación a sus contemporáneos); y
(c) DEP POR EL PEDIGREE mitad de la DEP del padre más mitad de la DEP de la
madre.Utilizada en el caso de no ser posible evaluar la segregación mendeliana.
2.5. Precisión:
La posibilidad de alteración que puede ocurrir en la DEP estimada de una evaluación
para otra, es un aspecto importante a ser consideado y es representado por la exactitud o
acuracia de esta DEP. Un valor de acuracia está asociado a cada valor de DEP y provee una
medida de confiabilidad de predicción. Los valores de acuracia pueden variar de 0.0 a 1.0,
con valores más próximos a 1.0 indicando mayor confianza, o menor riesgo.
Cuanto mayor el número de hijos de un toro y mejor su distribución en los diferentes
rebaños o grupos, mayor será la acuracia de su DEP. Esta tendrá, por lo tanto, reducida
variación con los informes adicionados de una evaluación para otra, desde que los métodos
de cálculo no cambien.
Para finalizar, es importante resaltar que las DEP’s ya llevan en consideación el
número y la distribución de los informes que entran en las estimativas. En realidad, las
DEP’s computadas para todos los animales son directamente comparables,aunque tengan
acuracias diferentes.
3. UTILIZACION DE LA “DEP”EN LA SELECCION DE REPRODUCTORES:
65
La computación de los valores de las llamadas DEP’s, permite una evaluación más
precisa del componente genético de los animales para las diversas características de
importancia económica.A pesar de que la teoría usada sea compleja, y los cálculos
computacionales relativamente difíciles, los resultados son fáciles de intepretr y usar.
Este aumento de exactitud en la identificación del componente o mérito genético de
los reproductores, junto con su uso subsecuente en los programas de selección, permite al
criador de bovinos de corte obtener valores excelentes para el rebaño de vientres en
términos de crecimiento, tamaño maduro y nivel de producción de leche, o entonces, alterar
las características en la dirección deseada..
Las DEP’s no significan la imposición de una misma y única dirección de la
selección en los diferentes programas de mejoramiento, sea en rebaños registrados, sea en
los rebaños comerciales. Las DEP’s proporcionan la mejor descripción genética de un
animal, así como también comparaciones genéticas entre los animales. Es a través de las
DEP’s que los criadores podrán seleccionar o descartar acuradamente los reproductores, de
modo de que sus rebaños alcancen los objetivos de producción en el menor tiempo posible.
3.1. Ejemplo
La DEP predice diferencias, no valores absolutos. Como ejemplo, vamos a comparar
un toro A, con una DEP para Ganancia Final(410 días) de +15 kg, con un toro B, de DEP
Final de - 5kg, para la misma característica. Qué están indicando estos valores?
Estos valores están indicando que, si éstos dos toros fueran acopulados con un grupo
de vacas comparables en un mismo rebaño y, si los productos resultantes fueran manejados
uniformemente después del nacimiento,se puede esperar que los animales hijos del toro A
pesen, por media, 20 kg a más a los 410 días de edad, que los hijos del toro B. Esta
diferencia de 20 kg existiría aunque estos animales pesaran 280 o 400kg a los 410 días de
edad.
La tabla de abajo proporciona otro ejemplo al mostrar la ganancia de peso desde el
nacimiento hasta el destete(GND) medio de los hijos de dos toros, utilizados en dos rebaños
con difeentes medias para la característica:
TOURO
DEP
GND
Rebanho 1
Média 150 Kg
Rebanho 2
Média 200 Kg
A
B
+ 15
+5
165
155
215
205
Diferença
10
10
10
66
3. 2 UNA GUÍA PARA EL COMPRADOR DE REPRODUCTORES:
Cómo usar la DEP en la selección de toros:
1) Compare dos toros solamente por la difeencia entre sus DEPs. Los valores absolutos, en
realidd, no son de gran importancia.
2) Las DEPs son dinámicas,alterándose a cada evaluación. Exija las más actualizadas
posibles.
3) Toros jóvenes, con pocos o sin hijos, tienen DEPs de baja exactitud. Evalúe la
producción de terneros de éstos toros jóvenes y compruebe si están produciendo lo
necesario en su rebaño.
4) Las DEPs no son comparables entre razas.
5) Antes de seleccionar un padre de rebaño en base a las DEPs, defina sus objetivos de
selección a corto y a largo plazo.
67
MERCOSUL BRAFORD FEDERATION
REGIONAL GENETICAL EVALUATION
BREEDER’S HANDBOOK FOR DATA COLLECTION
TO BREEDERS AND THE ONES WHO SYMPATHIZE WITH THE BREED
Mercosul is a reality. The Mercosul BRAFORD Federation has been founded
aiming integration, which is a novel initiative.
The Braford Breeder’s Handbook comes from a persistence needing task, which
had a final goal of adjusting differences in genetical evaluation existent among the
countries. It was possible thanks to the devotion of those who helped in its build-up.
We would like to thank for the technicians who took part in this paper: Dr. Daniel
Mattos (Uruguay); Eng. Daniel Musi (Argentine); Agr. Eng. Fernanda Brito (Brazil); Dr.
Humberto Osnaghi Doria (Paraguay) and specially Agr. Eng. Leonardo Talavera Campos
(Brazil), who has written the handbook, restating the confidence on Mercosul success,
which also depends on our joining.
Dr. Greice Mara Gomes Martins da Silva
Hereford and Braford Brazilian Association
Mercosul Braford Federation
Word Braford Confederation
President
68
PRESENTATION
Going on with the integrating process for the four countries, the Mercosul Braford
Federation is developing all the required actions to produce a Regional Genetical
Evaluation, making use of all the integrating parts of the block. The unified information,
with the backing of pertinent methodological investigations, can provide the animals’
productive value at regional level, maintaining each association its operating and acting
independence.
Following the recommendation of the February 1998 meeting, in Montevideo
Uruguay, each association named a Technical Representative thus forming a Working
Group, which aims to the establishment of rules, procedures and actions needed to reach the
objective proposed in the build-Regional Genetical Evaluation elaboration.
Each country is in charge of the generation and maintenance of its data basis,
working on a single or standard format creation, with all the specifications required to
guarantee a flowing information exchange among the countries. The first part of this
Handbook presents the Federation’s Data Basis Standard Format, according to approval in
the April 1998 meeting, which took place in Uruguaiana, Brazil.
In the second part of this Handbook, the subject discussed in the document
elaborated in Montevideo (February 1998) is enlarged: “Criteria to Data Collection”,
exploiting important aspects of the programs for genetical evaluation and production
control.
Considerations regarding methodological aspects of the genetical evaluation and
regarding the main selection tool available for genetical gains obtaining, that is, the
Expected Pro-gene Deviation (EPD), are being compiled in a Guide for Usage of EPD in
Selection, which is about to be released by the Federation, complementing this Handbook.
69
PART 1:
N
1
2
3
4
5
6
DATA BASIS STANDARD FORMAT
Field Description
Country
Breeder code
Farm / Herd
Lot
Year of production
Season of birth
Type
C2
C5
C3
C2
N4
C1
Notes
Product identification
7
8
9
10
11
Registration code
Registration number
Tattoo (RP)
Breed composition +
breed code
Breed pattern
C2
N10
C10
3(N6.6+C2) Calculated composition
C3
Approximated visual composition
Sire Identification
12
13
14
15
16
Registration code
Registration number
Tattoo (RP)
Breed composition +
breed code
Breed pattern
C2
N10
C10
3(N6.4+C2) Calculated composition
C3
Approximated visual composition
Dam Identification
17
18
19
20
21
22
23
24
Registration code
Registration number
Tattoo (RP)
Breed composition +
breed code
Breed pattern
Dam’s year of birth
Dam’s date of birth
Estimated date
(dentition or category)
C2
N10
C10
3(N6.4+C2) Calculated composition
C3
N4
N8
C1
Approximated visual composition
E = estimated
70
25
Type of service
C1
26
Sex at birth time
C1
27
28
29
Date of Birth
Weight at birth time
Birth Feasibility
N8
N2
C1
30
Sex at weaning
C1
31
32
33
34
35
Weaning management group
Date of weighing
Weight at weaning
Prepuce / navel
Final sex post -weaning
C3
N8
N3
C1
C1
36
Management group after postweaning
Date of weighing
Final weight
Prepuce / navel
Scrotum circumference
Date of CE measurement
Ocular pigmentation
C3
37
38
39
40
41
42
PART 2:
N8
N3
C1
N4.1
N8
C1
Collective service
Embryo transplant
Artificial insemination
Field crossing
Controlled crossing
Male
=1
Female = 2
=
=
=
=
=
8
7
6
5
4
Without assistance = 1
Minor difficulties
=2
Major difficulties
=3
Caesarian
=4
Abnormal presentation = 5
Stillborn
=6
1, 2, and castrated = 3
or weaning code of livestock
Short = 1,..., big = 5
1, 2 and castrated = 3
or weaning code of livestock
short = 1, ..., big = 5
with no pigmentation
1 partial eye
1 full eye
2 partial eyes
2 full eyes
PRODUCTION CONTROLLING PROGRAMS
- Quality of the data collected -
=1
=2
=3
=4
=5
71
1. INTRODUCTION
The controlling programs for production and genetical evaluation, with their
predictions of beef battle breedings genetic value(EPD, or expected difference in the
progeny) obtained using the so-called mixed models methodology, have showed they are a
powerful tool which aims increasing bovine meat production efficacy by increasing beef
battle breedings selection precision and intensity, being potential or in use among the
population, make possible a greater genetical process on controlled herds and breeds.
This is the first time in the history of animal improvement in which it is possible to
have at one’s disposal such a powerful and useful device as EPD. However, in order to
make possible the establishment of genetical differences among beef battle breedings from
different herds and/or generations, it is needed to have quality and quantity data in enough
amounts and presenting a correct structuration (or conectability).
This part of the Handbook aims at analyzing some aspects related to data basin
qualification in production control programs, which affect both the field phase and the data
processing, making notes predominantly practical.
2. PRODUCTION CONTROL
2.1. Production Control Programs:
Below it is presented a brief description of the situation and the programs adopted
by each one of the countries composing Mercosul.
2.1.1.- ARGENTINA
ASOCIACION BRAFORD ARGENTINA:
e-mail: [email protected]
The objective data collection of the animals of the breed is one of the main targets of
the Argentine Braford Association. Thus, in April 1998, our Association, in a remarkable
complementarity of efforts, established an Agreement with the Argentine Rural Society to
improve a working program together. The program intends for generating the required data
basis containing objective information of the breed production, to finally produce the
Expected Progeny Differences (EPD’s) on the economically relevant features.
The Argentine Braford Association, a member of the Mercosul Braford Federation,
has been doing great efforts for its data integration in a regional data basis actively working
with its partners of Brazil, Paraguay and Uruguay. The agreements reached inside the
Commission for Animal Genetics of Mercosul’s SGT 8, in which ABA has actively taken
part along with SRA, have prepared the pathway to a quick progress which reflects in the
present Breeder’s Handbook.
72
The information has been converted into the selection basis for slaughter cattle,
information which, associated to each breeder’s experience and knowledge, determinate
breeds evolution. Even with extensive production conditions and many difficulties implied
by it to Braford breeders in our country, there is a strong intention of counting on such
valuable selection tools as soon as possible, getting initiated the data collection with the
weaning of 1998/1999.
A very intense extension work has been initiated making use of every available
resource: Breeder’s Meetings in Field Shows and Journeys, Updating Journeys as well as
notes and articles in the official organ for communication of our association: the magazine
BRAFORD.
Nowadays new exigencies are required. Information has been being converted into
an important compound for market’s beef battle breedings valorization. It allows a better
knowledge of the things produced to be able to make comparison highlighting the superior
one, objectively rewarding work, capacity and effort of the breeder in charge.
Being aware of such needs, Argentine Braford Association and its integration to Mercosul
Braford Federation establish a joint effort which will surely develop into great benefits to
breeder as well as to the progress of livestock-farming in our countries.
2.1.2- BRASIL: PROMEBO (e-mail: [email protected])
BRAZILIAN HEREFORD AND BRAFORD ASSOCIATION:
e-mail: [email protected]
The Beef Cattle Improvement Program (PROMEBO) introduced in Breeders
National Association in 1974, can be quoted to show an example of what a production
control and genetical evaluation system consists in. generally such programs are supported
by rules and basis for slaughter cattle improvement programs, established by the “Beef
Improvement Federation” and periodically updated.
The genetical improvement needed for full efficacy of bovine meat production has a
foundation on two principles: mating selection and systems. PROMEBO basically works
with selection, and aims for precision when taking decisions in heritable characteristics with
economical importance.
When evaluating weight characteristics, beyond weight at birth time which is
collected as an option, each animal suffers only two weight measurements performed at
strategically posted moments: one at weaning time and other one, with variations according
to breeding system of the herd, to post-weaning period. Other characteristics may be
collected during these two weight measurements as well through visual scores as
conformation, termination precocity, muscles and size.
73
In addition to such characteristics, the beef cattle breedings are evaluated as to their
scrotum circumference and total maternal merit (estimated from its daughters production as
dams).
The producing cows are evaluated as to age at first birth (in months), efficacy (in
metabolic weight), average interval between births (in days), expected production ability
(also called real production capacity, in kilos), and maternal index of PROMEBO, which
allows the joint selection of producing cows to maternal ability and reproductive efficacy.
2.1.3- PARAGUAY
PARAGUAYAN BRAFORD BREEDERS ASSOCIATION:
e-mail: [email protected]
Aiming for increasing Braford’s competitivity, the Paraguayan Braford Breeders
Association established, among other rules, the data obtaining and collection according to
the remarks on the Handbook for genetical evaluation elaborated and approved by the
Mercosul Braford Federation and these data processing via PROMEBO.
2.1.4- URUGUAY
BRAFORD BREEDERS SOCIETY OF URUGUAY:
e-mail: [email protected]
In 1973 in Uruguay the first trials in Hereford mating with humped cattle, forbidden
until that time, were initiated. Following the trials performed in the Alberto Boerger’s
Center for Agricultural Investigations, it was possible to prove the benefits of using this
work tool in improving national meat production. The improvement of these crossings in
commercial scale has demanded the need of organization to make management practices
easier. To do so spontaneously an exigency was created by the production sector of an
option allowing to make use of the hybrid vigor, being the synthetic breed on this context an
important commercial option. In 1993, in Rivera the 1st International Congress of Mating
with Humped Cattle, the genuine initial point for Braford’s formation in Uruguay, getting
registered since then a remarkable increase among us.
Our mission as Braford Breeders Society is diffusing breed utilization and encourage
a constant productive development and improvement of herd’s quality. The tools for such
target are the development and promotion of a Breeding Planning for the breed, the
definition of a racial pattern and outlining a updated genetical evaluation system. This is
complemented with an aggressive commercial promotion policy and the integration of the
Society with its homologues in Mercosul.
Such policy of the Society is permanently diffused by elements such as: our
Magazine Humped Cattle/ Braford, techniques employed, days in field and animals and
carcasses evaluation. Our Society is a group of the Rural Association of Uruguay, and by it
74
is represented in different national and international Institutions related to agronomic stock
breeding matter.
Pursuing permanently to enlarge development horizons of the Society as well as the
markets, we have been being enthusiastically encouraging Mercosul Braford Federation.
This institution was founded in Uruguay, in the establishment of Santa Clotilde, in 1995
which shows our conviction and interest by the subject. As fundamental tools on the effects
of giving consistency to the breed’s commercial and genetical development, we are
stimulating the realization of this Handbook for Bradford Breeder, as a foundation to the
correct data collection which allow reaching the desired scopes. This paper will act as the
pillar to future developments such as certification of our productive processes allowing to
distinguish our meat and aggregating a value to it, offering a safe and reliable product
according to the requirements of the most exigent markets.
2.2. Minimal Exigencies for Participation:
As minimal exigencies for participation in improvement program we can quote:
(1) definition and quantification of the herd or nucleus to be controlled;
(2) identification of every cow included in the herd;
(3) registration of the date of birth of the calves produced;
(4) products identification;
(5) weighing at weaning and post-weaning times.
The attention to the careful collection of full and precise data is essential for the
controlling system truthfulness. The measuring devices must also be suitable, without using
“guessing” or rounding off.
As elements to be used we have:
(1) individual scale (electronic or mechanic);
(2) cattle court;
(3) tattoo instrument (tattoo machine) complemented by earrings or fire numeration ;
(4) spreadsheets previously elaborated to data collection (pro-collections).
3. FIELD STAGE
3.1. Formation of the Controlling Nucleus
75
The initial procedure in the production control consists in rising wombs which will
form the nucleus under control. This nucleus may be, for example, all the herd in a farm or
just a category of registration or an specific number of wombs that can be efficiently
worked by the available field staff. This decision depends, basically, on the production and
selection breeder’s targets at short and long term.
The greater covering or quantity of data collected is fundamental to improve the beef
battle breeding’s genetical merit predictions and the precision of the evaluation effected. It
can be said that the qualified genetical selection depends, at great extent, on the amount of
data available. From a large genetical basis, the greater the data basis the better. Further, the
greater the selection pressure or intensity on the herd, the greater the obtained genetical
progress or gain.
An important aspect to be highlighted is that it is not allowed the existence a preselection of the animals to be under control in each production. After forming the womb
nucleus under control, every event (birth and weaning, at least) must be systematically
reported to every animal which will be tested by the selection program.
The percentage of animals with data collected in the herd depends on a series of
factors being some of them frequency of collection; amount of data to collect and required
or wanted qualification to the collector.
3.2. Identification:
An essential condition is having a perfect individual identification of the animals
when developing a production control program. Every animal in the herd must be counted
as a unique permanent, unchangeable identification number. It is possible to control two
animals with the same identification, which must be unique, at least to animals with equal
year of birth and sex.
3.2.1- Identification Systems:
The most common acceptable identification systems are the correlative numbers and
annual basis systems ones. In the correlative numbers system it is identified the first animal
under number 1, the second under number two, etc. Each additional animal receives a
number in increasing scale. In the annual basis system a letter is used to each year of birth,
staring the numbers from number one once again. A variant of this system consists in using
the two last digits of the year (98 for 1998) as the first identification numbers.
3.2.2- Types of Identification
Following you can find the types of identification to use:
76
(a) Tattoo: the method of tattoo is essential to maintain a permanent identification on
animals. So it must always be used. Tattooing animals - cows and calves - on the internal
central area of the two ears. It is recommended to clean the internal part of the ear taking of
the ear-wax accumulated. Afterwards tattoo the medium central area, avoiding ribby areas,
and using a good quality dye. In order to make the field reading process quicker, it is
convenient to complement the identification system adopted on the herd with earrings
and/or fire or nitrogen mark, preferably using the same number on the tattoo.
(b) Earrings: it is a simple and fast type of identification but showing the
disadvantage of having a significant loss rate. Due to this it should never be used as the only
identification method of the herd. The problem can be a little minimized using double
earrings (one to each ear).
(c) Fire or Nitrogen Mark: (Method recommended to wombs)
Even being the identification by the previous methods enough, the ear can be lost
and the tattoo can have a difficult field reading, if not impossible. The solution to such
problem can be the womb identification though fire mark using numbers with 10cm in size.
It is recommended to clip the numeration area in cows with European origin during winter
aiming for making easy its reading during the birth season.
3.2.3.- Cow Identification:
The correct identification of each cow in the herd is very important in a production
control system. The “key” for wombs identifications consists in its tattoo plus the year of
birth. Such data must always be the same in all productions of a given cow.
- Dam’s Age: since there is the occurrence of a weight adjustment at birth time and
at weaning time to the dam’s age it is important to determinate her age. When the cow’s
data or year of birth is not known an age evaluation based on dentition can be performed
when the cow is included in the system, reporting the occurrence, in this case, of an
expectation regarding age based on dentition. The same recommendation is valid for the
categories classification, for instance VQ= heifer, VN= young cow and VV= old cow.
When dam’s age is made by estimate, make the indication according to the standard format.
3.2.4.- Product Identification:
An animal tattooed when a calf will never have its number changed. Animals born
out of the single or main production season must be included as well as the products from
abnormal births (abortion, necked at birth, stillborn, stolen brood, etc.) making no prejudice
to the cow’s performance evaluation, mainly, as to birth intervals.
3.2.5.- Sire Identification :
In case of bull within categories fullblood or purebred it is important to have
available the registration number or the control number to import semen. In case of the socalled Multiple Sires it is convenient to present them with the acronym MS indicating as
77
well usage season. When more than a team of multiple sires is used in a season these groups
must be differentiated.
3.2.6.- Racial Composition:
With the increasing usage of crossbreeding in commercial cattle the control and
determination of the animals breed composition in a herd is having its importance
increased. Computerized systems may bring more feasibility to such process, automatically
calculating the breed composition of the products born from a register containing the breed
composition of bull sires and cows in production.
3.3. Reproductive Control:
It consists in following up the reproductive process, going from artificial
insemination, controlled mating and/or multiple sires mating until finalize with a diagnosed
pregnancy.
3.3.1.- Inventory System
Usually the production control starts from the calves birth data. It is based on the
product or calf data registration (“calf-record”) being the data reported only regarding the
cows with offspring in the season. This situations contrasts with the so-called inventory
system, outlined with the scope of taking into account the whole females performance each
year. To a suitable genetical evaluation as to reproductive and adaptation features, the
inventory system is a needed implement.
3.3.2.- Paternity Determination:
This is another objective of the Reproductive Control. Computerized systems can
make easy the sire determination process of each animal produced in herd.
3.3.3.- Production Standardization:
The breeder must define the mating and birth seasons. They shall not exceed three
months, in order to have fair comparison among the animals because all of them are born in
the same season, suffering similar environmental influences. Another advantage is the
possibility of weaning for all lot at a time, thus having age differences in a maximum range
of 90 days. The smaller this age amplitude, the more precise these comparisons tend to be
among animals with the same age.
3.4. Birth Data:
3.4.1.- Birthday:
It is necessary to the products to have their birth data registered and identified as
soon as possible. Registering the exact birthday is essential since the animal’s age itself is
78
the source for the greatest effect on weights variation at weaning time or even at 18 months.
The recommendation is a daily recurrence in the paddock with offspring cattle. In this
operation it is possible to identify the calf with its respective earring, reporting in a field
notebook birth date, its weight (if such information is collected) and mother’s number.
3.4.2.- Weight at birth time:
This initial weighing is optional. Taking into account the economical importance of
birth feasibility in the beef cattle breeding systems, it is fundamental to be able to predict
calves’ weight at birth time from different parents, making possible to take selecting
decisions related to the cows and heifers characteristics integrating the offspring cattle. The
weighing must be effected within the first living 48 hours of the animal. The moment of
such weighing is also suitable to perform other tasks as tattoo, unhorning and navel
disinfection.
3.5. Weighing: Precision x Exactness
3.5.1.- Variability Sources on Collected Weights:
Next the main variability sources which influence the precision of the field
measurements collection are analyzed.
3.5.5.1.- Actual Variations on the Animal:
(a)- Digestive tract content - rumen, bladder, etc. (differences are eliminated by
fast).
(b)- dehydration: very variating due to weather conditions and time for executing
services.
3.5.1.2.- Variations in the occurrence on the weighing device :
(a)- Scale:- weighing capacity;
- tare;
- reading mistakes;
- animal movements; and
- manure accumulation.
(b)- Rounding off: When most or all animals in the worked lot finish their weights
with values 0 and 5, we can be sure that we are working with “rounded-off” weights. It is
important to ban this kind of procedure when it is perceived by the collection team.
(c)- Errors in animal identification:
3.5.2.- Weighing Procedures:
Animal must be individually weighted being possible to work them in average in
groups of 200 to 300 animals per normal working day. The collected weights are expressed
in Kg. The breeder must submit his animals to a full fast during at least 12-14 hours before
79
starting weighing. It is recommended to weigh in the morning the calves closed the day
before; and weigh in the afternoon the calves closed in the morning. Liquids must be
avoided which are the most important error components. The drinking fountains must be
emptied or covered. The weighing conditions must be the same for all animals in a group to
be compared.
Stressing management practices that affect data collection such as, for example,
castration, vaccination, marking or signaling, must be left to another moment.
Other general recommendations about weighing are:
(a) to use a small scale, with a weight limit at 1500kg;
(b) the scale must be put in the cattle court sequential to the breeding crate;
(c) the one who identifies animals must be always the same person, being the
reading done in the two ears and the information must be directly sent, with no
intermediates;
(d) the one who weighs animals must be always the same person.
Regarding data collection it is important highlight as well:
(a) never “estimate” the weights informed;
(b) weigh all the production, specially at weaning time, performing the discard just
after such maneuver;
(c) when not informing the data regarding discarded animals, it can be said that the
breeder is improving the worse, castigating animals who have a better performance and
producing a deviation in the genetical trend.
3.5.3.- Strategic Moments at Data Collection:
- Weight at weaning time: we have to work with the weight at weaning time or with
the pre-weaning gain aiming for evaluating the products growth until weaning, jointly with
the dam’s ability (womb’s milk production). It shows direct effects (over weight at weaning
itself) and indirect effects (dam’s ability), that is, this weight is affected by calf growth
genes as well as by the dam’s genetical potential to milky ability.
Weaning data collection must be performed when the animals reach 7 months old in
average (205 days) so that they have reached between 160 and 250 living days. When the
anticipated or early weaning occurs, this information must be reported to the program
avoiding mistakes in the adjustment procedures used.
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- Final Weight: It serves to evaluate the post-weaning growth and/or final gain.
Through such measurement it is possible to identify the reproducers with a potential to
improve the daily gain post-weaning, obtaining earlier and heavier animals able to produce
more kg meat per hectare. The final weight represents an only resulting value from
combining weight at weaning time to post-weaning growth. This variable consists in an
aptitude that a given beef battle breeding shows in transmitting to its progeny growth
capacity post-weaning until slaughter age.
The post-weaning period must be initiated the day weights at weaning time were
collected (the actual weight at weaning time is used as initial weight for the post-weaning
test). The period between the weight at weaning time and the final weight must be at least
160 days. The average age of the animals in this weighing is varies from 365 to 550 living
days due to herd management and feeding condition during such stage.
3.6. Contemporary Groups (CG):
Many of the mistakes and problems in the current genetical evaluation programs
have an origin in the wrong CG formation. The correct and suitable identification of the
contemporary group in which an animal has been bred has a basic importance to its and its
parents’ accurate evaluation.
Although the use of contemporary groups do not take into account environmental
effects specific to an individual represent the best instrument available to reduce the
common environmental effects influence to a whole group of animals. The task of grouping
the contemporary animals suitably is in charge of the breeder himself. He must, thus, be
aware of the CG concept: it consists in grouping animals which have received the same
performance opportunities.
3.6.1.- CG Definition:
As component effects of a CG we have - Farm / Breed / Herd / Year / Season / Sex
at weaning-time / Weaning Management Group / Weaning Date / Final Sex Post-weaning
Management Group / Final Evaluation Date.
A CG consists, therefore, in a group of animals from a given farm, belonging to the
same breed and herd, born in the same season - not more than 90 days different in birth
dates -, with the same sex and managed right the same way since birth until measurement
time, receiving identical sanitary care and feeding supply.
Since the pre-weaning environment usually affects the post-weaning performance,
contemporary animals at the post-weaning stage must not even receive the same treatment
after weaned but also must belong to the same group until weaning.
3.6.2.- Management Group:
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Aiming for fairer comparisons and more accurate evaluations, it is necessary a
discerning formation of the management groups. Through a codification of all management
differences existing among groups of animals, this is the moment to the breeder differentiate
opportunities that the products have had to express their genetical potential.
Each weighed calf, obligatorily, must have a managing and/or feeding code
indicating its growing condition. It is recommended to use two numerical digits in such
codification (going, therefore, from 01 to 99). Below it are presented, as a suggestion, some
codes which may be used in the process.
(a)- Growing Code (weaning stage): suggestions
1= Native field
2= Irregular: “lactant”, sick
3= Cultured pasture
4= Show Preparation
5= Rationalized (pasture and feeding)
6= Creep feeding (field supplementation)
7= Early weaning
8= Receptor (TE)
9= Twins grown by their mother
10= Wet nurse
(b)- Post-weaning Management Code:
1= Native field
2= Irregular: sick
3= Cultured pasture
4= Show Preparation
5= Rationalized
6= Field supplementation
7= Test season
Anytime a significant variation in feeding quality and availability occurs in the cattle
court even if they have the same pasture type, the animals must be separated in distinct
management groups, through the usage of other codes open-available.
3.6.3.- CG size
The concept introduces the idea of relativity. Performance is not important anymore
in terms of absolute values, but to which extent each animal differentiates in relation to
average performance of its CG. It is needed a reasonable estimate of such average. With big
groups rarely it is a problem. As a general rule, if possible, each CG should contain,
respecting the principle of equal opportunities, at least 8 - 10 animals. The bigger the group
82
comparing and smaller the age variation inside it, the greater will be the reliability on the
results obtained. In a stricter definition, a CG can be formed, at least, by two calves of the
same sex.
3.6.4.- Re-management:
All the intermediate change of management code or group occurring before the data
collection moments - weaning and post-weaning - must be registered and reported. It is
recommended a great care with these intermediate regimen changes which if not
appropriately coded, may have a great effect over predictions for beef battle breedings
genetical value.
3.6.5.- Differentiated Treatment:
As an example we can quote first birth heifers, in which it is provided many times a
special treatment or a differentiated management to such group, in relation to all other
wombs in the herd. In this case they must form a contemporary group apart, receiving
another management group code.
3.7. Other Features
Although initially considered an option, the following data described have an
accentuated importance to breed’s improvement.
3.7.1.- Scrotal Circumference (SC):
The importance of measuring such feature in young bulls in a improvement program
is in the fact that SC is an excellent fertility and sexual precocity indicator of these bulls’
progeny. Testes size shows a high correlation to volume and quality of the semen produced,
positively associated to puberty age in heifers. The high inheritance of this feature allows
obtaining a good selective response.
It is recommended collecting this information along with the animals’ post-weaning
(or final) weighing. If collected in other opportunity, report beyond SC and measurement
date, the management group of the bulls in question. When measuring SC, use a scale in
centimeters, with a decimal space (for instance, 32.7 cm).
3.7.2.- Birth Feasibility:
Dystocia or birth difficulty influences the offspring herd in an economical way in
diverse forms as:
- increase on maintenance costs of the pregnant cows due to calves losses, losing the
dam’s annual production;
- increase of the costs due to veterinary expenses or to extra work in attending the
cow during birth;
83
- researches results indicate that cows requiring assistance at birth do not get
pregnant so efficiently as cows which do not required assistance.
Due to such arguments, it is recommended the collect and use of birth difficulties’
registration by slaughter cattle breeders in their management and selection programs.
Now we present the codes to birth feasibility to be adopted in the program:
1= without assistance
2= minor difficulties
3= major difficulties
4= caesarian
5= abnormal presentation
6= stillborn
3.7.3.- Ocular or Eyelid Pigmentation:
It is an important feature to breeds susceptible to ocular carcinoma. Even presenting
an average inheritance, the direct discard of animals carrying ocular carcinoma is not
efficient in terms of improvement since the lesions appear relatively late in animal’s life.
So the pigmentation selection is more practical and efficient, beyond helping on
conjunctivitis control.
Eyelids pigmentation possesses high inheritance rates (between 40 and 60%) and
therefore responds to the selection. Eyelid and eyeball pigmentation (the last being more
difficult in evaluation and later in development) seem to be correlated and, thus, the
selection for one of them results in a favorable change in the other. The selection against
ocular carcinoma must be preceded by eyelid pigmentation.
Codes to be used on data collection with regards to ocular pigmentation (more
precisely, the eyelid):
1= without pigmentation
2= one eye partially pigmented
3= one eye fully pigmented
4= two eyes partially pigmented
5= two eyes fully pigmented
3.7.4.- Navel or Prepuce Size:
In the synthetic breeds, the navel/prepuce size must be evaluated through visual
scores, due to size and type, according to the following scale:
1= European type
2= small
3= medium, ideal
4= big, but tolerable
5= big and intolerable
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Below we present figures to orient breeders in collecting those information.
(Convention: where it is read “underline”, read score)
85
4. DATA PROCESSING
High performance computation equipment, modern and sophisticated research and
genetical evaluation methods have no use if the covering and the quality of the data
analyzed are not good. Quality information derive from a careful field data collection, by
users and technicians linked to the program referring to reproduction, identification, births
and weighings. The care must be extreme also on system alimentation, that is, in data entry
coming from the field to the data basis of the program when passing by the typing,
conference, updating and consistence processes.
4.1. Structure (Conectability):
One of the programs’ improvement objective using the mixed models methodology
is obtaining conditions to treat different herds of a breed as a unique herd. When comparing
between a well structured data basis, obtained through direct and indirect links between
these herd, formed through sires commonly used in more than a herd.
As a matter of fact, there is a synergy between mixed models methodology an
artificial insemination (AI). The more intense the use of AI over the population, the better
the conectability over the data set and more accurate is the method in predicting beef cattle
breedings’ genetical value. The Bulls’ Summaries, which must be edited at least once a
year for each breed, constitute genuine guides, orienting as to the use of other genetical
links former bulls, aiming for increasing the connection between different herds.
Some important recommendation as to bulls’ use are as follows:
(a) the totality or most contemporary groups of a herd needed to have a given
number of broods (proportional to group’s size), with at least one (preferably two or more)
of the genetical links former bull (bulls quoted on the Summary, with a reasonable broods
number, distributed in at least more than two herds);
(b) always make use of more than one bull in the crossing season; if possible at least
25% of the calves produced must be AI products.
(c) aiming for links between years and seasons, never change all the group of bulls
used from a crossing season to the next;
(d) if possible, the progeny of the bulls used in collective mating (multiple sires or
MS) should not bypass 50% over the born-products total (the greater the number of calves
with a known father, the better tends to be the data set structuration);
(e) do not form management groups only with MS calves; and
(f) do not use only MS over the female calves in the first pregnancy; if possible use
AI in at least a percentage of the available heifers.
4.2.- Contemporary Groups Formation:
86
It is important that animals could be grouped the best way as possible, just after
birth, searching for uniform management groups and in great amounts (the bigger the group,
the greater the reliability of EPD’s obtained).
Other remarks regarding to CG’s formation are presented as follows:
(a) since the effect sex is included on the CG concept (males and females from,
automatically, another CG, even being from the same management group), if this is
necessary, separate males and females just after birth, forming management groups per sex;
(b) we shall try weighing and evaluating animals from a same group at the same day;
(c) animals from the same group should have age minimal differences - maximum
90 days;
(d) do not spread in the post-weaning stage groups formed until weaning: it is
recommended that lots managed and evaluated together until weaning do not get separated
in the post-weaning management, to avoid prejudices on the final evaluation, due to a
decrease ion the number of animals directly comparable.
4.3.- Recommendations for Collective Service Use (Multiple Sires):
(a) the group of bulls must be in then same breed and/or breed composition;
(b) if possible, the group of bulls must have similar age and possess a genetical
evaluation and/or identified parents;
(c) for registration purposes, the bulls in the group can be identified;
(d) use artificial insemination to the heifers, if possible.
87
MERCOSUL BRAFORD FEDERATION
REGIONAL GENETICAL EVALUATION
BREEDER’S HANDBOOK - PART II
BEEF CATTLE BREEDING SELECTION
MESSAGE FROM THE PRESIDENT
“Tomorrow is coming”, says the verse of the Amazonas’ poet. It is with an
unbelievable trust in great stock breeding tomorrow that t we release the second part of the
MERCOSUL BRAFORD HANDBOOK.
It is worthwhile working sowing, to have a plentiful harvest at “mature wheat time”.
That is what we have been doing since we assumed the Mercosul Braford Federation’s
presidency. With strong fight, realizations are succeeding and with not even a shadow of
fading: the first stage of the MERCOSUL BRAFORD HANDBOOK, a partnership with
ABCZ, studying trip to Central Brazil, Federation’s statutes elaboration, realization of the I
MUNDIAL CONGRESS OF BRAFORD, creation of the WORLD BRAFORD
CONFEDERATION - WBC and now this second stage of the Handbook, not to talk about
other actions that permanently show the dynamism of our Federation.
Because we believe that “now it is worthwhile the joy build-up every day” is that we
are sculpturing together our tomorrow. Extrapolating the profiles of a breed breeders
Federation, I take the honor of presiding, enlarge horizons, open new hills go on sowing and
harvesting many and fruitful commitments, new and great friendships. When walking along
this road we try to accept the difficulties as challenges to turn them into victories.
We foresee the sunrise, feeling in the early mornings darkness the splendor of the
sun which soon will come.
“It is dark (not so much)
it is worthwhile working.
It is dark but I sing
Because morning is coming.”
Greice Mara Martins Gomes da Silva
Hereford and Braford Brazilian Association
Mercosul Braford Federation
Word Braford Confederation
President
88
PEASANT EARLY MORNINGS
Thiago de Mello
Peasant early morning,
it is still dark on the ground,
but it is needed to plant.
Night has been more night,
morning is about to come.
It is not worthwhile anymore
the song made of fear and make believing
to deceive loneliness.
Now the truth is worthwhile
simply and forever sang,
now happiness is worthwhile
build up day-by-day
made of singing and bread.
It must be brief (I feel in the air)
the mature wheat time.
It is going to be time to reap.
Prodigies are already rising,
blue rain over the maize crop,
beans blooming
new milk mining
in my distant rubber crop.
It is almost love season.
I reap a sun burning on the ground,
89
I work light inside the cane,
my soul in its pendulum.
Peasant early morning.
It is dark (not so much)
it is worthwhile working.
It is dark but I sing
Because morning is coming.
90
PART II:
GENETICAL EVALUATION AND BEEF CATTLE BREEDING
SELECTION
1. GENETICAL EVALUATION METHODOLOGY
The Mixed Models Methodology is generally, the most recommended technique to
predict the animals’ genetical merit. This method constitutes of a set of statistical models,
highlighting the model for bull evaluation (including only the sire effect on the model) and
the so-called animal model (full, or its derivatives, gamete model or reduced animal model).
A mixed model consists in a linear model containing many fixed variables, or
environmental (for example, contemporary group) and random or genetical variables (sires
and dams), whose effects are estimated in simultaneous way, allowing genetical predictions
with higher precision.
1.1. Advantages of the Mixed Models Methodology:
(a) It takes into consideration the directed mating, including dams in the model;
(b) It also considers the bulls’ calves distribution inside the different contemporary
groups and not only the total of calves;
(c) It takes into account all genetical differences between groups and, consequently,
considers competition level between bull and cows present at each contemporary
group;
(d) The estimates for genetic value - the so-called Expected Progeny Differences
(EPD’s) - of sires, dams and products are directly comparable;
(e) It uses all available information, including relatives, being the analyses effected
with every single data accumulated from all productions; and
(f) It allows estimating genetical gain and environmental gain.
1.2. Animal Model:
91
The main feature of the Animal Model is that it provides estimates of the genetic
value even for bulls or younger animals, having no sons, not increasing so much the interval
between generation as in the progeny exclusive test.
Beef cattle breedings selection through the individual performance itself is
extremely important in improving beef cattle, where the features, usually, can be measured
on the individual and has an average to high inheritance (except for reproductive features).
The Animal Model takes into account, beyond sires and dams effects, information
about the individual‘s performance when estimating genetic values, which allows young
bulls, with no progeny, to be compared to older bulls. It implies an increase in using
younger animals and in a faster progress by generation.
The Expected Progeny Difference - or EPD - is the way of presentation to the
estimated genetical merit of the animals when evaluated through Mixed Models
Methodology.
2. EXPECTED PROGENY DIFFERENCE
EPD constitutes the main criterion used by genetical evaluation programs to order
animals by their estimated genetical merit. It is a powerful instrument to guide the selection
in economically important features of performance, satisfying many selection targets of the
slaughter cattle breeders.
EPD value represents half the individual’s genetic value, since each parent transmits
only a sample of its genes to its offspring or progeny.
2.1. Concept:
EPD is a medium performance estimate of the expectations for the sons of a given
beef cattle breeding (sire, cow or product) to a certain characteristic, related to the expected
medium performance of any other beef cattle breeding present in the analysis, since matings
happen between comparable animals.
2.2. Presentation:
EPD’s values are related as positive or negative deviations from a basic point which
is zero. Normally it is presented in the same measurement unity of the characteristic which
is under consideration. Alternatively it can be shown in a standardized way, that is, in
standard deviation units for EPD’s to the characteristic.
2.3. Genetic Basis:
92
EPD is a comparative measure which shall not be isolated or absolutely observed. It
is needed to be aware to the basis to which a given value of EPD refers to. The basis is the
point zero, that is, the point in which EPD’s turn into zero. The basis adopted can be fixed
or mobile. It is very important to highlight, therefore, that differences between beef cattle
breedings - which is under real estimate - do not get altered or do not depend on the basis
adopted.
(a) Fixed Basis: the EPD of a given bull or groups of bulls and/or cows is fixed as
zero, not being altered in future evaluations;
(b) Mobile Basis: when the EPD of all the bulls or cows have a sum at zero, getting
changed at each evaluation effected.
2.4. Types of EPD:
(a) EPD: estimated from son’s data;
(b) INTERIM EPD: estimated to youngsters with no sons. Beyond parents
information - (half father’s EPD plus half mother’s EPD), aggregates also half
Mendel’s Segregation estimate (animal’s performance evaluation in relation to its
contemporaries); and
(c) PEDIGREE EPD: half father’s EPD plus half mother’s EPD. Used in case of
impossibility to evaluate Mendel’s Segregation.
2.5. Accuracy:
The possibility of alteration which may occur on the estimated EPD from an
evaluation to the other is an important aspect to be considered and it is represented by
exactness or accuracy of that EPD. An accuracy value is associated to each EPD value and
provides a measure for prediction reliability. The accuracy values may vary from 0.0 to 1.0,
with values closer to 1.0 indicating greater reliability or minor risk.
The larger a bull’s number of sons and the better its distribution over different herds
or groups, the greater will be the accuracy of its EPD. It will have, therefore, a reduced
variation with the information added from an evaluation to the other, since calculation
methods do not change.
Finally, it is important to say that EPD’s are already considering information number
and distribution entering estimates. As a matter of fact, EPD’s computed all animals are
directly comparable, even having different accuracies.
3. USING EPD FOR BEEF CATTLE BREEDING SELECTION:
93
The value computation of the so-called EPDs allows a more precise evaluation of
animals genetical compound to the several features with economical importance. Although
the theory involved is something complex, and the computed calculation are relatively hard,
the results are easy to read and use.
This increase in exactness in identifying the beef cattle breedings’ compound or
genetic merit along with its subsequent use in selection programs allows the breeder of
slaughter cattle to obtain great values to the wombs herd in terms of growth, mature size
and milk production level or alter characteristics to the desired direction.
EPD’s do not mean to impose an only and same direction of the selection in the
different improvement programs, both in registered herds and in commercials herds. EPD’s
provide the best genetical description of an animal, as well as genetical comparisons among
animals. It is through EPD’s that breeders will be allowed to select or discard the beef cattle
breedings accurately, so that their herd can reach the production objectives the sooner the
possible.
3.1. Example:
EPD predicts differences, not absolute values. As an example, let us compare a bull
A with a EPD to Final Gain (410 days) of more than 15kg, to a bull B, with EPD -5 kg to
the same characteristic. What are such values indicating?
Such values are indicating that if these two bull service a group of cows likely to be
compared in a same herd and, if the resulting products are uniformly managed after birth we
can expected that A sons weigh, in average, 20 kg more at 410 days than B sons. This
difference of 20 kg would exist whether these animals weigh at 410 days or 280 or 400kg.
Below chart provides another example when showing the average weight gain from
birth to weaning (GND) of the two bulls sons, used in two herds with different averages to
the feature:
BULL
EPD
GND
Herd 1
150kg in Average
Herd 2
200kg in Average
A
B
+15
+5
165
155
215
205
Difference
10
10
10
94
3.2. A Guide to the Beef Cattle Breeding Buyer
- How to use EPD in Bulls Selection:
1)- Compare two bulls only by the difference between their EPD’s. the absolute values, as a
matter of fact, are not relevant.
2)- EPD’s are dynamical, changing at each evaluation. Demand the newest ones.
3)- Young bulls, with only or no sons, have EPD’s with a low accuracy. Evaluate the calves
production of this young bulls and verify if they are producing the needed in their herds.
4)- EPD’s are not comparable among breeds.
5)- Before selecting a sire from a herd based on EPD’s, define your selection objectives at
short and long terms.
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