Desenvolvimento de vacinas contra Bronquite infecciosa MV MSc. PhD. Jorge Luis Chacón Generalidades Reference: World Livestock Disease Atlas:” A Quantitative Analysis of Global Animal Health Data (2006-2009)”. The World Bank. 2011. Jorge Luis Chacón Generalidades • BI: segunda doença mais custosa da avicultura mundial!!! • BI no Brasil: perdas em fertilidade, conversão alimentar e condenação ao abate. Tabela. Estimativa de perdas por BI no estado de Paraná (Assayag e col, 2012). Jorge Luis Chacón Generalidades Títulos altos para BI? Mas eu vacino... Porque a vacina não protege? Estou errando na vacinação? Devo colocar mais vacinas? Foi problema da vacina? Que vírus tenho na granja? Estou usando a cepa vacinal certa? Jorge Luis Chacón Ferramentas para o diagnóstico e controle Caracterização : • Sorológica: vírus neutralização o Requer de soros de referência o Técnica pouco utilizada • Molecular: PCR - sequenciamento gene S1 o Resultados disponíveis no banco de genes para análise o Rápida e amplamente utilizada o Permite estudos epidemiológicos o “Alta correlação com proteção” Jorge Luis Chacón Ferramentas para o diagnóstico e controle Porque é difícil controlar BI: M41 S M41 H120 VAR H120 Jorge Luis Chacón Ferramentas para o diagnóstico e controle Gene S1: • Codifica epítopos onde os anticorpos neutralizantes se ligam. • Glicoproteína S1 é a parte do vírus que se liga à célula hospedeira. • Permite a determinação/classificação de sorotipo. • Altamente relacionada à imunidade protetiva. Sequenciamento gene S1: • Total ou parcial? • Se parcial, que parte do gene? Jorge Luis Chacón Ferramentas para o diagnóstico e controle S L 1a S1 1 38 - 67 91 - 141 274 - 387 1 2 3 S2 3a 3b E M 5a 5b N cleavage Transmembrane region HVRs Jorge Luis Chacón Estratégias para o controle Estratégias baseadas na cepa vacinal: Suspeita vírus variante OBSERVAÇÕES DE CAMPO CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR Disseminação do genótipo(s) dominante(s) Detecção vírus variante ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS ESTUDOS DE PATOGENICIDADE Semelhança com cepas vacinais (Mass) ANÁLISE SOROLÓGICO Analisar perdas econômicas AVALIÇÃO DA PROTEÇÃO CONFERIDA POR CEPAS VACINAIS HETERÓLOGAS DEFINIÇÃO DA ESTRATÉGIA DE CONTROLE Afeta trato respiratório/renal/ reprodutivo Semelhança com vacinas disponíveis Estratégias para o controle Estratégias baseada na cepa vacinal: ESTRATÉGIAS BIOSEGURANÇA E CONTINUAÇÃO COM VACINAS DISPONÍVEIS • Aparentemente não é suficiente. • Já conhecemos os custos e resultados. IMPORTAÇÃO DE CEPAS ESTRANGEIRAS • Proteção heteróloga. DESENVOLVIMENTO DE VACINA COM CEPA LOCAL novas • Não há introdução de cepas novas. • Informação molecular sugere eficácia variável. • Proteção homóloga é melhor que a heteróloga. • Risco de criar variantes é maior. • Cuidados desenvolvimento Jorge Luis Chacón no Estratégias para o controle Proteção heteróloga: Vacina 793/B Vacina Mass Vacina Mass Vacina 793/B Proteção QX Vacina Mass Vacina 793/B Proteção Q1 Vacina Mass Vacina 793/B Proteção Var2 Vacina Mass Vacina 793/B Proteção D1456 Vacina Mass Vacina 793/B Proteção GA08 Vacina Mass Vacina 793/B Proteção ARK Vacina Mass Vacina CONN Proteção Q1 Vacina Mass Vacina ARK Proteção New GA Vacina ARK Proteção GA08 Proteção New GA >80% Proteção 50-80% Proteção <50% Proteção Estratégias para o controle: caso Brasil O que se sabe: • Existem cepas Mass e BR-I (Chacón e col., 2011; Felippe e col., 2010; Fraga e col, 2013; Montasier e col., 2010). • BR-I tem alta prevalência e está amplamente espalhada no Brasil (Fraga e col., 2013). • Isolados BR-I apresentam alta semelhança genética entre eles • Isolados BR-I são divergentes da cepa Mass e das outras cepas vacinais disponíveis comercialmente no mundo Perguntas a responder: • A cepa BR-I é patogénica? • Vacinas Massachusetts protegem contra uma cepa virulenta da BR-I? Jorge Luis Chacón Estratégias para o controle: caso Brasil Patogenicidade da cepa BR-I (variante brasileira): • No campo: (Assayag e col, 2012) No laboratório: (Chacón e col, 2012) o “nos períodos de maior ocorrência de sinais clínicos e condenação, os vírus variantes são mais prevalentes”. o 97.4 a 99.8% de semelhança genética entre os vírus variantes isolados; e 61,7 a 68,8% com a cepa Mass. o Lesões histopatológicas em traqueia e rim. Jorge Luis Chacón Estratégias para o controle: caso Brasil Estudo de proteção heteróloga 1 em aves SPF Dia H120 (3.4 log10/dose) Mass “invasiva” (3.5 log10/dose) Controle 1 Vacinação (ocular) Vacinação (ocular) - 56 Desafio BR-I Desafio BR-I Desafio BR-I 61 Teste ciliar Teste ciliar Teste ciliar Fig. Escore de ciliostasis 5 dpi Jorge Luis Chacón Figura. Proteção contra dano ciliar 5 dpi Estratégias para o controle: caso Brasil Estudo de proteção heteróloga 2 em frangos de corte Dia H120 (2.8 log10/dose) H120 (2.8 log10/dose) Controle 1 Vacinação (spray) Vacinação (ocular) - 21 Desafio BR-I Desafio BR-I Desafio BR-I 26/27 Teste ciliar Teste ciliar Teste ciliar Challenge: 5.2 log10 EID50/dose Challenge: 5.2 log10 EID50/dose Fig. Escore de ciliostasis 5 e 6 dpi Jorge Luis Chacón Fig. Proteção contra dano ciliar 5 e 6 dpi Estratégias para o controle: caso Brasil Estratégias baseadas na cepa vacinal: Suspeita vírus variante OBSERVAÇÕES DE CAMPO CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR Ampla disseminação do genótipo dominante BR-I Detecção vírus variante BR-I ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS ESTUDOS DE PATOGENICIDADE Diferente do Massachusetts ANÁLISE SOROLÓGICO Insuficiente com perdas econômicas AVALIÇÃO DA PROTEÇÃO CONFERIDA POR CEPAS VACINAIS DESENVOLVER VACINAS COM CEPAS AUTÓCTONAS Afeta trato respiratório e reprodutivo Baixa relação com vacinas disponíveis Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas Etapas: 1. Confirmação da pureza da cepa vacinal e de desafio 2. Avaliação da segurança: como fazer? 3. Preparação do modelo de desafio 4. Avaliação da proteção: como avaliar? Jorge Luis Chacón Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas 1. Confirmação da pureza da cepa vacinal e de desafio o Ausência outros agentes (Ex. NDV, IBDV, AMPV, reovirus...) o Duas cepas de IBV: sequenciamento não é suficiente. Inóculo contaminado Inóculo contaminado Jorge Luis Chacón Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas 2. Avaliação da segurança (usando teste ciliar) Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas 2. Avaliação da segurança (usando teste ciliar) VIDEO!!! Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas 3. Preparação do modelo de desafio - Escolher um vírus patogênico (pureza) - Definir título de infeção - Momento da avaliação do efeito patogênico (4 a 7 dpi) - Parâmetro(s) de avaliação Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas 3. Preparação do vírus de desafio • Teste ciliar: Dia BR-59/39 (4 log10/dose) BR-59/39 BR-59/39 Controle (4.5 log10/dose) (5 log10/dose) 1 Alojamento Alojamento Alojamento - 21 Desafio BR-I Desafio BR-I Desafio BR-I - 26/28 Teste ciliar Teste ciliar Teste ciliar Teste ciliar Fig. Escore de ciliostasis 5 e 7 dpi Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas 3. Preparação do vírus de desafio Teste ciliar: BR-62 BR-447 BR-449 BR-59 (4.5 log10/d) (4.5 log10/d) (4.75 log10/d) (5.3 log10/d) 1 Alojamento Alojamento Alojamento Alojamento - 21 Desafio BR-I Desafio BR-I Desafio BR-I Desafio BR-I - 26/28 Teste ciliar Teste ciliar Teste ciliar Teste ciliar Teste ciliar Dia Controle Fig. Escore de ciliostasis 5 e 7 dpi Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas 4. Avaliação da proteção - Sinais clínicos - Atividade ciliar (teste da ciliostase) - Re-isolamento viral - Carga viral (qPCR) - Alterações microscópicas (traqueia e rins) - Efeito sobre ganho de peso vivo Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas 4. Avaliação da proteção (Cevac IBird) Fig. Ganho de peso diário 5/6 após desafio 1/96 1/96 1/96 1/96 (2.2 log10/d) (2.4 log10/d) (3 log10/d) (3.2 log10/d) 1 Vacinação Vacinação Vacinação Vacinação - 14 Desafio 793/B Desafio 793/B Desafio 793/B Desafio 793/B Desafio 793/B 21 Desafio 793/B Desafio 793/B Desafio 793/B Desafio 793/B Desafio 793/B 5dpch Avaliação Avaliação Avaliação Avaliação Avaliação Dia Fig. Escore clínico 5/6 dias após desafio Controle Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas 4. Avaliação da proteção (Cevac IBird) Fig. Proteção contra dano ciliar Fig. Eliminação de vírus de desafio Etapas críticas no desenvolvimento de vacinas 4. Avaliação da proteção (Cevac IBird) Fig. Escore microscópico em traqueia Fig. Escore microscópico em rim Conclusões finais • Existe uma correlação direta entre identidade genética e nível de proteção • A escolha da cepa vacinal é fundamental nos programas de imunização • A estratégia a ser escolhida depende da realidade da região/país a controlar o As cepas BR-I e Mass têm alta prevalência no Brasil o Os recentes problemas de BI diagnosticados no Brasil possuem grande envolvimento da cepa BR-I o A cepa BR-I tem baixa relação genética com todas as cepas vacinais disponíveis o Existe comprovação de perdas relacionadas a BR-I no Brasil • É importante a correta seleção, estudo e preparação de amostras para serem usadas como cepas vacinais e de desafio. • Eficácia de uma vacina depende da dose da vacina e da cepa de desafio, do método e do momento da avaliação. Obrigado Gracias Thank you [email protected] Jorge Luis Chacón