NAOLP
Assinado em Lisboa em 16 -12-1990.
Assinado no Brasil em 29 de setembro
de 2008, decreto 6583.
Implantação no Brasil de 01-01-2009 até
2012.
• A CPLP – Comunidade dos Países de
Língua Portuguesa:
• Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe,
Cabo Verde, Angola, Moçambique, GuinéBissau, Timor Leste.
• Está aberta a consulta pública para que os
interessados encaminhem dúvidas ou sugestões
sobre o processo de transição da norma ortográfica
para a nova. O contato com o Ministério da
Educação pode ser feito até o dia 1º de setembro*
pelo endereço eletrônico
acordo ortográfico@mec.gov.br
 As sugestões poderão ser incorporadas ao decreto
que regulamentará o período de transição.
(http://portal.mec.gov.br, acesso em agosto de 2008*)
• (...) vale transcrever um pequeno trecho da
crônica de 12 de Maio de 1895, em A
Semana, na qual Machado de Assis assim
comentava o tema de uma proposta de
reforma ortográfica:
Era talvez ocasião de falar da
escritura fonética. O fonetismo é um
calmante. (...) É um princípio em flor,
uma aurora, um esboço que se
completará algum dia, daqui a um
século, ou antes. (...) A revolução
estará feita. A tuberculose continuará
a matar, mas os remédios virão da
farmácia. Talvez haja um período de
transição e luta, em que as escolas se
definam só pelo nome; e a farmácia e
a pharmácia defendam o valor de
suas drogas pela tabuleta: ph contra f.
(Henrique, Cláudio Cezar.O que muda com o acordo
ortográfico.Rio de Janeiro:Elsevier,2009.prefácio)
• Inclusão das letras K, W, Y no alfabeto.
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTU
V WX Y Z. (antes, estrangeirismos e abreviaturas)
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Antes
Franklin
Yoga
Washington
Walter
Kart
Agora
Franklin
Yoga
Washington
Walter
Kart
• Eliminação ou adaptação, nos nomes hebraicos de
tradição bíblica, dos dígrafos finais -ch,-ph,-th
mudos.
Antes
Agora
• Judith
Judite
• Ruth
Rute
• Beth
Bete
Porém, David ou Davi, Jacob ou Jacó, Josafat ou
Josafá, Madrid ou Madri. Antropônimos e topônimos
de pronúncias consagradas pelo uso.
• Não se usa mais o trema para indicar que a letra
“u” deve ser pronunciada nos grupos gue, gui,
que, qui.
• Emprego facultativo de minúscula nas formas de
tratamento e reverência (axiônimos), bem como
nomes sagrados e que designam crenças
religiosas (hagiônimos): “Excelentíssimo Senhor
Reitor ou excelentíssimo senhor reitor”, “Vossa
Reverendíssima ou vossa reverendíssima”,
“Doutor Silva ou doutor Silva”, “Santa Maria ou
santa Maria”, “Papa João II ou papa João II”, etc.
• Emprego facultativo da letra minúscula nos
vocábulos que compõem uma citação
bibliográfica, com exceção do primeiro
vocábulo e daqueles que obrigatoriamente
grafados com maiúscula.
Grande Sertão: veredas ou Grande sertão:
veredas; Em Busca do Tempo Perdido ou
Em busca do tempo perdido; O Crespúsculo
dos Deuses ou O crepúsculo dos deuses.
• Emprego facultativo de minúscula nos
nomes que designam domínios do saber e
formas afins.
Português ou português; Arte Medieval ou
arte medieval; Letras Clássicas e
Vernáculas ou letras vernáculas...
• A unificação na ortografia não será total. Como
privilegiou mais critérios fonéticos (pronúncia)
em lugar de etimológicos (origem), para
algumas palavras será permitida a dupla grafia.
• 1- Ocorre em algumas palavras proparoxítonas
e, predominantemente, em paroxítonas cuja
entonação entre brasileiros e portugueses é
diferente, com inflexão mais aberta ou fechada.
Enquanto no Brasil as palavras são acentuadas
com o acento circunflexo, em Portugal utiliza-se
o acento agudo. Ambas as grafias serão
aceitas, como em "fenômeno" ou "fenómeno",
"tênis" e "ténis”, “bebê” e “bebé”, “purê” e “puré”.
2- A regra valerá ainda para algumas oxítonas.
Palavras derivadas geralmente do francês, como
"bebê" e "guichê" também poderão ser escritas
"bebé" e "guiché", porque esta vogal pode ser
articulada ora como aberta, ora como fechada.
• Os ditongos não serão acentuados graficamente
quando representados por ei e oi da sílaba
tónica/tônica das palavras paroxítonas, dado que
existe oscilação em muitos casos entre o
fechamento e a abertura na sua articulação: alcateia,
boleia, ideia, plateia, tal como semeia, baleia, cadeia,
cheia, meia; apoio (do verbo apoiar), tal como apoio
(subst.),dezoito, etc.
• Não será usado o acento quando o ditongo
precede as vogais “i” e “u” tônicas, nas
paroxítonas: “feiura” e “bocaiuva”. A regra não
vale para as oxítonas. Ex.: Piauí.
1- Não acentuaremos os hiatos “oo” e “ee” : “voo”,
“veem”.
2- O acento continua nas palavras consideradas
proparoxítonas aparentes, isto é, que
apresentam na sílaba tónica /tônica as vogais
abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo
oral começado por vogal aberta como: náusea,
etéreo, refúgio, glória, série, lírio, mágoa, língua,
vácuo.
• Serão abolidos o acento diferencial,
portanto o verbo parar e pelar já não terão
a forma “ele pára/ ele péla” e sim “ele
para/ ele pela”. Permanece, porém, em
“ele pôde” e nas formas verbais:, “têm”,
“vêm”, “pôr”, “convém”, “convêm”, etc.
• A nova sistematização das regras de utilização do
hífen tem o objetivo de simplificar o uso deste
sinal gráfico.
1-Quando o primeiro elemento finalizar com uma
vogal igual à do segundo elemento, o hífen será
utilizado, como nas palavras "micro-ondas" e "antiinflamatório". No Brasil, elas eram escritas unidas
porque prevalecia observar a prefixação, já nos
casos em que a primeira palavra terminar em vogal
e a segunda começar por "r" ou "s", estas serão
duplicadas, como na conjunção "anti" + "social":
"antissocial" e “contra” + “regra”: contrarregra”.
2-A exceção é quando o primeiro elemento
terminar e "r" e o segundo elemento começar
com esta letra. Nesse caso, a palavra deverá
ser grafada com hífen, como em "superresistente" e "inter-regional".
3- O sinal será abolido em palavras compostas
em que o prefixo termina em vogal e o
segundo elemento também começa com
outra vogal, como em “aeroespacia”l (aero +
espacial) e “extraescolar” (extra + escolar).
• Na junção dos elementos seguintes, para
formar uma só palavra , indique a opção que
corresponde ao emprego ou não do hífen.
Super+homem ; infra+ estrutura;
pan+americano; pós+graduação;
extra+oficial; contra+senha.
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(
(
(
(
(
) sim, não, não, sim, sim, não
) não, não, não, não, sim,sim
) sim, sim, sim, sim, não, não
) sim, sim, sim, não, não, sim
) sim, não, sim, sim, não, não
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•
Para clareza gráfica, se no final
da linha a partição de uma palavra ou
combinação de palavras coincidir com
o hífen, ele deve ser repetido na linha
seguinte. Exemplos:
Prometemos que todos nós iríamos encontrá-lo
Antes e depois
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bilíngüe
delinqüente
eloqüente
eqüestre
freqüente
seqüência
seqüestro
tranqüilo
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alcatéia
apóia (verbo apoiar)
apóio (verbo apoiar)
asteróide
bóia
celulóide
colméia
Coréia
epopéia
estréia
estréio (verbo estrear)
geléia
heróico
idéia
jibóia
jóia
odisséia
paranóia
paranóico
platéia
tramóia
• bocaiúva
• feiúra
******
• abençôo
• crêem (verbo crer)
• dêem (verbo dar)
• dôo (verbo doar)
• enjôo
• lêem (verbo ler)
• magôo (verbo magoar)
• perdôo (verbo p
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Ele pára o carro.
Ele foi ao pólo Norte
Ele gosta de jogar pólo.
Esse gato tem pêlos brancos.
Comi uma pêra.
Ontem, ele não pôde sair mais cedo,
mas hoje ele pode.
Vou pôr o livro na estante que foi feita
por mim.
• Emprego facultativo de consoantes mudas
pronunciadas.
Excepcional ou excecional, concepção ou
conceção, aspecto ou aspeto, infeccioso
ou infecioso, dicção ou dição, decepcionar
ou dececionar, aritmética ou arimética,
corrupto ou corruto.
• Variação da conjugação de verbos
terminados em –iar, provenientes de
substantivos terminados em –ia ou –io
átonos.
Negocio ou negoceio, noticio ou noticeio,
calunio ou caluneio, influencio ou
influenceio, premio ou premeio, principio
ou principeio, medio ou medeio.
• Substituição, sempre que possível, dos
topônimos estrangeiros por formas
vernáculas correspondentes.(mais
comuns no Brasil)
Nova York por Nova Iorque
München por Munique
Shangai por Xangai
Quebec por Quebeque
• Porém Washington, Buenos Aires, Los
Angeles por não possuir vernáculo
correspondente, tradicionalmente.
• Emprego facultativo de maiúscula inicial
em logradouros públicos, templos e
edifícios.
Rua ou rua Itabaiana, Avenida ou avenida
Adélia Franco, Edifício ou edifício Mares
do Sul, Igreja ou igreja do Rosário, Bairro
ou bairro, etc.
• Eliminação do hífen em palavras
compostas cuja noção de composição, em
certa medida, se perdeu.
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Pára-quedas por paraquedas
Manda-chuva por mandachuva
Cabra-cega por cabracega
Ferro-velho por ferrovelho
Bate-boca por bateboca
Toca-fitas por tocafitas
• Manutenção do hífen em vocábulos
derivados por prefixos circum-, pan-,
• Com o segundo elemento iniciado por “m”
ou “n” , ou em qualquer condição por
prefixos como: além-,ex-,vice-,soto-,pós-,
pré-, pró-, grã-, grão.
• Circum-navegação,circum-murado, alémmar, pan-americano, ex-ministro, préescolar, pós-graduação.
• Os vocábulos terminados em –ã transmitem
esta representação do a nasal aos advérbios
em –mente que deles se formem, assim
como a derivados em que entrem sufixos
iniciados por z: (base VI)
Irmãmente, sãmente, lãzudo, maçãzita
• Pode manter-se a grafia original de quaisquer
firmas comerciais, nomes de sociedades,
marcas e títulos que estejam inscritos em
registro público.(base XXI)
• Para lembrar
Assinale a opção que contém erro de
acentuação na série de palavras
proparoxítonas
-
insólito, tétrico, nostálgico
rúbrica, ótico, metalúrgico
dramático, hermenêutico, hiperbólico
hálito, econômico(económico), fétido
• Assinale as opções que contêm erro na
grafia de palavras compostas.
-
recém-inaugurada, granfino
Grão-rabino, tambor-mor
Rio-grandense-do-sul, girassol
Bode-expiatório, roupa-de-baixo
Camisa-social, luso-hispanobrasileiro
• Identifique as opções com erro quanto ao
uso do hífen.
•
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•
Sentiu um mal estar súbito.
Ele é um mal agradecido.
Plantou batata inglesa.
Pediu vitamina de frutas.
• Chave de respostas
• Slide 17 – última sequência
• Slide 30 – rubrica
• Slide 31 - grã-fino, bode expiatório, roupa
de baixo, camisa social, lusohispano-brasileiro
• Slide 32 – mal-estar, mal-agradecido,
batata-inglesa
Fonte: Profa. Áurea - FASER
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Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa