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São Paulo, quarta-feira, 02 de dezembro de 2015
Política
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s diversos povos deveriam se desenvolver
uns ao lado dos outros
se pautando em conformidade
com as leis da vida e tendo
a natureza como a grande
provedora e concessora de
benesses e riquezas. Com o afã
de abocanhar mais e dominar,
no entanto, surgiram divisões.
O respeito mútuo e a confiança
se perderam.
O Mestre Jesus ficou horrorizado ao ver a brutal forma
de vida, sem respeito nem
consideração, mas isso nada
tinha a ver com ideias comunistas ou socialistas, pois ele
mesmo era proprietário de
um empreendimento de carpintaria com vários artesãos
sob suas ordens.
Surgiram os sectarismos que
promoveram guerras sangrentas e intermináveis. Sobrecarregada pela superexploração,
a natureza aviltada não consegue se reciclar adequadamente
e em seu estresse vai entrando
em pane, dando margem ao
desequilíbrio ambiental.
O tecido social também se
vai esgarçando, provocando
distúrbios devido à insensibilização. A prioridade dos seres
humanos tem sido o consumismo ao qual sacrificam grande
parte do tempo que dispõem,
pois se enchem de necessidades materiais para serem
atendidas, sobrando pouco ou
nenhum tempo para o essencial - a própria evolução, não a
dos amigos e familiares. Existem muitos produtos bonitos
e atraentes, mas a vida não se
resume a apenas consumir; há
a finalidade essencial para ser
cumprida.
O mundo ainda enfrenta o
rescaldo da crise financeira. Há
muitos produtos disponíveis,
mas os consumidores estão
com pouco dinheiro e receosos
quanto ao futuro. A concorrência para atrair compradores é
forte. Nesse ambiente, grande
parcela das novas gerações não
tem emprego fixo, se deixando
dominar pelo desânimo e se
entregam aos prazeres como
lenitivos. Em vez disso deveriam buscar a compreensão do
significado da vida que ficou
ocultado sob os escombros
dos erros e falsos conceitos.
Muitos jovens se servem de
O
bebidas alcoólicas e drogas
para atenuar o vazio de suas
vidas sem propósitos.
Há muita insatisfação, ódio e
violência que se espalham de
múltiplas formas inquietando
as mentes juvenis, exatamente
na fase em que estão saindo
da infância e se abrindo para
o mundo, para o despertar
da alma com saudade da Luz,
mas na balbúrdia não conseguem entender a causa de
tanta miséria e confusão. O
perigo está naqueles que se
deixam dominar pela grande
insatisfação e revolta, caindo
nas garras do ódio manipulado
por aqueles que só visam a
destruição de tudo.
O recente atentado de Paris,
vitimando pessoas comuns,
mostra o ponto crítico no qual
a humanidade se encontra. O
ser humano se desumanizando, semeando ruína, colhendo
destruição. Mesmo sob intenso
sofrimento, não se esforça para
entender as causas, o porquê
de o ser humano ter se tornado
inimigo do ser humano neste
descuidado planeta onde deveriam florescer paz e beleza
produzidas pelas mãos dos
homens.
A história verdadeira da
humanidade raramente é
confrontada, pois através dela
seria possível descobrir os
descaminhos. Mas a humanidade tem evitado encarar os
próprios erros, tecendo um
véu encobridor das falhas e
forjando um mundo de falsas
aparências acalentadoras, mas
que não resistem a uma análise
mais acurada. Ninguém quer se
dar ao trabalho de analisar com
lógica e lucidez, preferindo se
autoiludir.
No entanto, agora os acontecimentos dramáticos se
precipitam causando fortes
abalos, pois só através deles
os seres humanos poderão
ser despertados de seu torpor para enxergar a realidade
ocultada por mentiras e falsos
conceitos, e assim perceberem
que valorizaram tantas coisas
de baixa relevância perante
a vida, esquecendo-se do essencial: conhecer o seu real
significado.
(*) - Graduado pela FEA/USP,
realiza palestras de qualidade de
vida. Coordena os sites (www.
vidaeaprendizado.com.br) e
(www.library.com.br). Autor de
Conversando com o homem sábio;
Nola – o manuscrito que abalou
o mundo; O segredo de Darwin;
2012...e depois?; Desenvolvimento
Humano; e O Homem Sábio e os
Jovens ([email protected]).
Nova regulamentação
para ofício de aeronauta
Divulgação
A Comissão aprovou proposta que regulamenta o exercício da
profissão de tripulante de aeronave ou aeronauta.
Pela proposta, que ainda
passará pela CCJ, jornada de
trabalho ficará limitada a 8
horas de voo e 4 pousos para
tripulação mínima ou simples;
e a 7 horas de voo sem limite
de pouso para helicópteros.
Escala de serviço dos profissionais da aviação agrícola
poderá ser decidida mediante
acordo ou convenção coletiva
A Comissão de Trabalho da
Câmara aprovou proposta que
regulamenta o exercício da profissão de tripulante de aeronave
ou aeronauta – o que inclui
pilotos, copilotos, comissários
e mecânicos de voo.
Relator na comissão, o deputado Benjamin Maranhão (SDPB) recomendou a aprovação
do substitutivo ao projeto do
Senado, aprovado anteriormente pela Comissão de Viação e
Transportes, de autoria da deputada Clarissa Garotinho (PRRJ), mas propôs emendas.
Além de melhorar a redação de alguns dispositivos, as
emendas do relator atendem
a reinvindicações do Sindicato Nacional dos Aeronautas.
Essas emendas têm o objetivo
de desobrigar tripulantes da
aviação agrícola de cumprirem
algumas medidas previstas na
regulamentação da profissão.
Assim, no caso de tripulantes de aviões pulverizadores,
fertilizadores e outros de uso
agrícola, regras ligadas à escala de serviço, ao sobreaviso
– período em que o tripulante
permanece à disposição do
empregador, podendo se apresentar em até 90 minutos –, e a
outros aspectos da jornada de
trabalho poderão ser definidos
em acordo ou convenção coletiva de trabalho, desde que não
ultrapassem os parâmetros de
segurança de voo determinados
pela Anac.
O substitutivo reduziu em
cinco horas a escala mensal de
trabalho para aviões a jato (de
85 para 80) e turboélice (de
90 para 85) prevista no texto
original. As escalas de aviões
convencionais (100 horas) e
helicópteros (90 horas) foram
mantidas. A proposta, que
tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pela
Comissão de Constituição e
Justiça (Ag.Câmara).
O pecuarista José Carlos Bumlai cumpriu a promessa e seguiu orientação de seus advogados para não
responder às perguntas feitas por membros da CPI do BNDES da Câmara durante sessão de ontem (1)
E
le foi questionado
sobre o número de
empresas das quais é
dono, se conhece o lobista
Fernando Baiano, sobre sua
relação com o ex-presidente
Lula e com o empresário
Eike Batista. “Seguindo a
orientação dos meus advogados, vou me manter calado”,
repetiu o pecuarista a cada
questionamento.
A única fala do empresário
aconteceu no início da sessão,
quando ele pediu “compreensão” dos membros da CPI. Visivelmente nervoso, ele afirmou
que estava disposto a responder
as perguntas no último dia 24
de outubro, na condição de testemunha, mas, após ser preso
na semana passada e passar à
condição de investigado, não
poderá falar.
Defesa de
Delcídio não
cogita delação
premiada
O senador Delcídio do Amaral
(PT-MS) não pretende fazer
acordo de delação premiada, de
acordo com Eduardo Marzagão,
assessor do parlamentar. Delcídio foi preso semana passada
numa das fases da Operação
Lava Jato. “Ninguém, nem advogado, nem familiar; ninguém
nunca cogitou ou propôs a ele
que fizesse delação premiada”,
afirmou Marzagão, tendo por
base conversas com os advogados de defesa e com parentes
do senador.
Os advogados de defesa
pretendem apresentar ainda
esta semana um “pedido de
relaxamento” da prisão, sob a
justificativa de que o senador
em nenhum momento tentou
obstruir as investigações que
estão sendo feitas em decorrência da Operação Lava Jato.
Marzagão disse ainda que isso
deve ser feito após o segundo
depoimento do senador às
autoridades, previsto para os
próximos dias.
Na sexta-feira (27), Delcídio
recebeu a visita da esposa,
Maika do Amaral Gomez. Está
prevista uma nova visita dela
ainda esta semana. De acordo
com o assessor, Delcídio tem
sido “super bem tratado” na
Superintendência da PF, onde
está preso desde o dia 25, após
ter a prisão decretada pelo STF.
O senador tem dedicado parte
do seu tempo à leitura. Atualmente está lendo o livro Brasil:
Uma Biografia, de Lilia Moritz
Schwarcz e Heloisa Starling.
Nos primeiros dias leu o livro
A Origem do Estado Islâmico,
do jornalista irlandês Patrick
Cockburn. Os dois livros foram
presenteados por Marzagão.
Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República,
Delcídio ofereceu R$ 50 mil
mensais à família do ex-diretor
da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, para
evitar a citação do nome do
parlamentar nas investigações.
Delcídio teria oferecido também ajuda política no Poder
Judiciário em favor de Cerveró para que o ex-diretor não
fizesse acordo de colaboração
premiada com o MP Federal.
Pecuarista José Carlos Bumlai, secundado por agentes
da Polícia Federal, em Curitiba.
Um dos membros ao fazer
questionamentos a Bumlai, o
deputado Arnaldo Jordy (PPSPA), subiu o tom e classificou
como “lamentável” o fato de o
isso vai atrapalhar nas investigações?”, questionou.
O parlamentar acusou Bumlai
de ser uma atitude “covarde” e
“antipatriótica” ao permanecer
calado. “O senhor apostou a
vida inteira na impunidade
porque era amigo de autoridade”, disparou o deputado do
PPS. “Seu silêncio, do ponto de
vista moral, é ensurdecedor”,
emendou Jordy.
Bumlai esteve na CPI munido
de habeas corpus concedido
pelo Supremo Tribunal Federal
(STF) para permanecer calado
durante a oitiva. A liminar,
concedida pelo ministro Marco
Aurélio de Melo, também assegurou ao pecuarista o direito de
não assinar termo de compromisso de dizer a verdade, além
de ser assistido por advogado
durante a sessão (AE).
Governo do PT levou Brasil a
colapso fiscal, avaliam deputados
O governo Dilma levou o
país ao ápice da desastrosa
gestão das contas públicas
com um verdadeiro colapso
fiscal do governo federal. É o
que mostra o bloqueio de R$
11,1 bilhões no Orçamento. É
o terceiro contingenciamento
do ano e abrange praticamente todas as despesas não
obrigatórias. Para o líder da
Oposição na Câmara, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE),
com a medida a presidente
Dilma admite que o país está
quebrado.
“O rombo nas contas públicas soma hoje R$ 120 bilhões
e o governo não sabe como
honrar seus compromissos.
É a consequência da escalada de má gestão, corrupção,
mentiras e, principalmente,
incompetência”, lamentou
o tucano e lembrou que,
Deputado Bruno Araújo
(PSDB-PE).
durante a campanha eleitoral,
todos aqueles que previram o
agravamento da crise foram
duramente atacados.
O deputado Bruno Covas (PSDB-SP) afirma que está evidenciada a falta de planejamento.
“Às vésperas de terminar o ano
resolvem mudar a meta fiscal e
contingenciar mais de R$ 10
bilhões, afetando a população, pois parte dos recursos
é do Ministério das Cidades,
ou seja, aquele dinheiro que
chega mais perto da comunidade”, criticou. “Isso mostra
que o governo não sabe como
gerir o orçamento nem fazer
a gestão dos seus recursos.
Nunca antes vimos tantas
pedaladas fiscais e tantos ‘jeitinhos’ para conseguir fechar
o ano”, reprovou.
De acordo com Antonio Imbassahy (PSDB-BA), é como
se o Palácio do Planalto tivesse
decretado oficialmente a falência. “O governo está literalmente quebrado. Assim, todas
as despesas discricionárias
estão suspensas a partir da
edição do decreto. Desespero”, disse o tucano pelas redes
sociais (psdbnacamara).
Comissão aprova estágio para
aluno maior de 14 anos
A Comissão de Educação
da Câmara aprovou projeto
do deputado Ricardo Barros
(PP-PR) que permite o estágio
aos alunos maiores de 14 anos
dos anos finais do ensino fundamental regular. A proposta
altera a Lei do Estágio, que, no
caso do ensino fundamental, só
autoriza o estágio para alunos
matriculados na modalidade de
educação de jovens e adultos,
que atende jovens a partir de
15 anos que não completaram
os anos da educação básica em
idade apropriada.
O projeto recebeu parecer
favorável da deputada Josi Nunes (PMDB-TO). “A proposta é
meritória, uma vez que não há
mesmo razão para os maiores
de 14 anos que frequentam o
ensino fundamental se encontrarem impedidos de participar
dos programas de estágio oferecidos por empresas”, disse. A
comissão aprovou emenda da
deputada que retira do texto a
obrigação de a empresa pagar
meio salário mínimo ao estagiário. Segundo Josi Nunes, a
proposta é “problemática”, pois
pode desestimular as empresas
Dias quer aprovação de projetos
de combate à corrupção
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) cobrou a aprovação
de proposições legislativas que
auxiliam o combate à corrupção, mas que ainda aguardam
votação no Congresso. Alvaro
citou a proposta de emenda
constitucional, já aprovada no
Senado e em tramitação na
Câmara, que torna automática a
perda de mandato parlamentar
nas hipóteses de improbidade
administrativa ou condenação
por crime contra a administração pública.
O senador também cobrou a
aprovação do projeto sugerido
pelo juiz Sérgio Moro, que julga
os crimes da Operação Lava
Jato, para que a detenção do réu
pecuarista ter vindo de Curitiba, onde está preso, para Brasília, e ficar calado. “O senhor
se recusou a responder até
quantas empresas têm. O que
George Gianni
Os humanos receberam
o planeta Terra para
que pudessem evoluir
através de transitórias
permanências
ocorra logo após o julgamento
de segundo grau, desde que os
antecedentes do condenado e
a gravidade do crime o recomendem.
A proposta ainda tramita no
Senado, bem como o projeto
que transforma a corrupção
em crime hediondo, além de
outro que impede a adoção de
recursos que adiam de forma
indefinida o julgamento final
do processo. “Temos que assumir a nossa responsabilidade
, votando a favor ou contra.
Somos eleitos para decidir e
não para cultivar a indefinição,
sobretudo em matérias dessa
importância”, ressaltou (Ag.
Senado).
Zeca Ribeiro/Ag.Câmara
Benedicto Ismael Camargo Dutra (*)
Bumlai permanece calado ao ser
questionado na CPI do BNDES
Reprodução
Os erros foram ocultados
Josi Nunes: o estágio é uma alternativa à falta de escolas em
tempo integral.
a contratarem jovens maiores
de 14 anos.
Já o deputado Glauber Braga
(Psol-RJ) votou contra o projeto.
Na opinião de Braga, a proposta
contribuiria para a evasão no sistema de ensino. “O projeto está na
contramão do que tem sido feito,
inclusive internacionalmente,
contrariamente ao trabalho
precoce. Crianças e adolescentes
têm que estar na escola, estudando. E uma escola que seja
de qualidade”, afirmou.
Para a relatora, o estágio
é uma alternativa à falta de
escolas em tempo integral.
“Infelizmente, nós não temos
escolas de tempo integral para
toda a nossa juventude. Nós
não temos atividades culturais,
esportivas, que possam beneficiar essa juventude. E os jovens
ficam à mercê da criminalidade,
das drogas e do tráfico”, disse
Josi Nunes. O projeto tramita
em caráter conclusivo e será
analisado ainda nas comissões
de Trabalho; e de Constituição
e Justiça (Ag.Câmara).
Taxação de grandes fortunas
para financiar saúde
Debatedores defenderam a
taxação de grandes fortunas,
com destinação de recursos
para a área de saúde, no
Fórum Internacional de Sistemas de Saúde Comparados,
promovido pela Comissão de
Seguridade Social da Câmara.
Para o ex-deputado Rogério
Carvalho, 10% da receita bruta,
como vêm sendo defendido por
setores da saúde, não será suficiente para garantir o acesso
universal, pois a arrecadação
da União é instável.
Ele também considera fundamental definir a forma de rateio
de recursos entre União, estados
e municípios e que o financiamento seja atrelado à regra de
avaliação de cumprimento de
metas, essencial para garantir a
transparência no setor. Carvalho
defendeu ainda um modelo de
organização sistêmica para o
SUS, que leve em conta a necessidade de formação de redes de
saúde regionais.
O deputado Jorge Solla (PTBA) também defendeu a taxação das grandes fortunas para
garantir recursos para saúde.
“É importante que tenhamos
uma fonte estável de financiamento”, ressaltou. Ele acredita
que é preciso desconstruir o
discurso de que o excesso de
gastos do Estado brasileiro gera
a crise econômica. “Proporcionalmente, os gastos do Estado
brasileiro não aumentaram”,
afirmou (Ag.Câmara).
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