Produção de forragem para o
inverno
Zootecnista - Alliny Amaral
Doutoranda UFG/Embrapa Gado de
Leite.
Goiânia, maio de 2008
Introdução
Estacionalidade marcante

Gramíneas tropicais

Alta produção
águas
Distribuição desuniforme ao longo do ano
Apresentam alto teor de umidade


valor nutritivo
Introdução



Estado de Goiás
2° do país em produção
de leite
Volumoso conservado – FENO e SILAGEM
Opção para o processo de ensilagem
Fatores climáticos
e
Maquinário
Introdução
Alternativas de alimentação para o inverno:
 Silagem
 Milho,
sorgo, girassol, leguminosas, mistas, cana,
etc.

Cana + uréia
 Cana
hidrolisada
Feno
 Capineira
 Vedação de pastagens

CANA-DE-AÇÚCAR
Cana-de-açúcar
Vantagens:










Alta produção de MS por hectare;
Manutenção do potencial energético;
Replantio a cada 4 ou 5 anos;
Alta produção, por área;
Cultura perene, exige poucos tratos culturais;
Período de maturação coincide - escassez de pasto;
Disponibilidade e qualidade durante a estação seca;
Boa fonte de energia (carboidratos solúveis);
Boa palatabilidade e consumo;
Baixo custo de produção.
Desvantagens:



Alimento desbalanceado, baixa Pro e alto açúcar;
Não é recomendado ser o único alimento;
Baixa digestibilidade.
Cana-de-açúcar
Utilidades:


A ensilagem é recomendada para o excesso de cana;
Tratamento com hidrólise podem aumentar o valor
nutritivo;
Variedades:


Precoces ( RB 83-5486; RB 76-5418; SP 80-1842 e IAC
86-2210)
Médias e tardias ( CB-45-3, RB 72-454; SP 71-1406; RB
73-9743; RB 73-9359; SP 70-1143 e SP 79-1011).
LIMITAÇÕES NUTRICIONAIS
LIMITAÇÕES
 FIBRA DE BAIXA DIGESTIBILIDADE;
 BAIXO TEOR DE PROTEÍNA;
 POBRE EM MINERAIS
P, S e Mn,Mg
 SUPLEMENTAÇÃO NECESSÁRIA;
 OPERACIONAL COMPLICADO
Adaptações
CANA “CORRIGIDA”
Cana-de-açúcar + uréia
Como preparar a mistura de cana + uréia:
1.
Pode ser cortada para até dois dias;
2. Deve ser picada momento antes de fornecer aos
animais;
3. Indicado q se retire as folhas;
4. Misturar 25 kg de uréia pecuária + 6,25 kg de sulfato de
Ca ou 2,75 kg de sulfato de amônio (S);
URÉIA + SULFATO – 1%
URÉIA +
URÉIA + SULFATO
SULFATO
I SEMANA 0,5%
0,5 kg/100 kg
N
S
CANA
PICADA
II SEMANA
1,0 kg/100 kg
100 KG
ÁGUA
4 LITROS
URÉIA + SULFATO – 1%
ANTES
CORRIGIDA
PB= 2 % DA MS
PB= 10 - 12 % DA MS
RELAÇÃO N:S = 8:1
RELAÇÃO N:S = 13:1
URÉIA + SULFATO – 1%
9
PARTES
URÉIA
S
N
SULFATO DE
AMÔNIO
1 PARTE
Cana-de-açúcar + uréia
Fornecimento da mistura Cana + Uréia:
1°Semana: 0,5% de uréia na cana
Exemplo: 100 kg de cana picada adicionar 500 g da
mistura uréia + enxofre, diluir em 4 l de água;
2ª Semana em diante: usar 1% de uréia na cana:
Exemplo: 100 kg de cana picada adicionar 1 kg da
mistura uréia + enxofre, diluída em 4 l de água.
Cana-de-açúcar + uréia
Recomendações gerais:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
Usar cana de usina, rica em açúcar;
Retirar as folhas seca;
Não estocar a cana; manter na sombra;
Picar no ato do fornecimento;
Observar a adaptação;
Não fornecer a vontade para animais em jejum;
Manter o sal mineral a vontade;
Permitir o acesso a água a vontade;
Usar cochos q permita o escoamento da água;
Jogar fora as sobras;
Importante!
Se os animais deixar de receber cana +
uréia por dois dias, o trabalho de
adaptação deverá se reiniciado, segundo
as
orientações
mencionadas
anteriormente.
CONDUÇÃO DA CULTURA
Densidade de plantio (STAND)
Espaçamento = 1,1 a 1,5 m entrelinhas
Gemas por metro linear = 15 a 18 gemas/m
STAND = Espaçamento x gemas/m
Adensamento promove diâmetro menor dos colmos,
facilitando a operacionalização da colheita e o
sombreamento mais rápido das entrelinhas (controle de
invasoras). Landell et al. (2002)
ESCOLHA DE VARIEDADES
CARACTERÍSTICAS - USINA
Agroindustriais
Doenças (resistência)
Produtividade
Carvão
Brotação da soca
Escaldadura
Exigência em fertilidade
Ferrugem
Perfilhamento
Amarelecimento
Maturidade
Broca
Teor de sacarose
Teor de fibra
Florescimento
Isoporização
Copesucar (1995)
CARACTERÍSTICAS – ANIMAL
Torres e Costa (2001)
Produtividade (Alta)
Teor de sacarose (elevado)
Teor de fibra (baixo)
Ciclo (+ de uma variedade)
Rebrota (vigorosa)
Persistência do canavial
Ausência de joçal
PROPORÇÃO COLMO:PONTA
PONTA
IMPLICAÇÕES NUTRICIONAIS
COLMO
FOLHAS
COLMO
FDN, %
78,3
45,1
DIVMS, %
51,4
75,4
Adaptado:Rodrigues et al. (1997)
IMPLICAÇÕES – ATENÇÃO!!
ALTURA MENOR DA PLANTA E MENOR PORCENTAGEM
DE COLMOS AFETAM PRODUTIVIDADE E QUALIDADE
DA FORRAGEM
AGÊNCIA RURAL
Lima, 2003
EMBRAPA/CNPAF
AMOSTRA EMBRAPA/CNPAF – 30/09/2003
PONTA
COLMO
ALTURA, m
4,40
PONTA, m
1,25
COLMO, m
3,15
PONTA, cm
10
BASE, cm
12,5
COLMO, g
2847
PONTA, g
192
COLMO, %
93,7
PONTA, %
6,3
Lima, 2003
AMOSTRA AGÊNCIA RURAL – 30/09/2003
PONTA
COLMO
ALTURA, m
3,40
PONTA, m
1,60
COLMO, m
1,80
PONTA, cm
7,4
BASE, cm
9,8
COLMO, g
785
PONTA, g
155
COLMO, %
83,5
PONTA, %
16,5
Lima, 2003
AGÊNCIA
RURAL
EMBRAPA
CNPAF

ALTURA, m
3,40
4,40
1,0 (29 %)
PONTA, m
1,60
1,25
0,35 (21 %)
COLMO, m
1,80
3,15
1,35 (75 %)
PONTA, cm
7,4
10
2,6 (35 %)
BASE, cm
9,8
12,5
2,7 (27 %)
COLMO, g
785
2847
2062 (262 %)
PONTA, g
155
192
37 (24 %)
COLMO, %
83,5
93,7
9,8 %
PONTA, %
16,5
6,3
10,2 %
Lima, 2003
EMBRAPA/CNPAF
AGÊNCIA RURAL
Lima, 2003
VARIEDADES
VARIEDADES ASPECTOS NUTRICIONAIS
Elevado teor de açúcar (sacarose);
Digestibilidade e desempenho;
Relação fibra:sacarose < 3:1;
 Alta proporção de colmo;
 Pendoamento preferencialmente
ausente.
PRODUTIVIDADE
COLHEITAS
10 Corte
20 Corte
30 Corte
IAC 86-2480
129,9
93,9
94,3
RB 72-454
143,5
101,6
106,0
Valor relativo
(IAC 86-2480/RB 72-454)
0,91
0,89
0,89
Landell et al. (2002)
FORMAÇÃO
DO CANAVIAL
Formação: Cana-de-açúcar
Formação do canavial:





Mudas com 10 a 12 meses de idade;
Variedade com alto teor de sacarose;
Para o plantio de 1 hectare gastam-se em
média 10 t de mudas;
Diversificação de variedades;
Precoces e tardias, para se ter forragem de boa
qualidade o ano todo.
Formação: Cana-de-açúcar


Sulcos de 30 cm de profundidade;
Espaçamento de 1,20 metros, os colmos são
deitados;
Recomendações da EMBRAPA GADO DE LEITE:
Na ausência de análise de solo para solos de
média fertilidade:
 2 t/ha de Calcáreo;
 400 kg/ha de 05-25-20 nos sulcos;
 3 meses após o plantio em cobertura 110 kg/ha
de uréia ou 250 kg de SA/ha.
Formação: Cana-de-açúcar
Para garantir a produção por área:


Após cada corte aplicar adubação de cobertura
(chuvas);
Uma alternativa e aplicação de esterco de curral;
Tamanho da área a ser plantada:

Depende da produção esperada por hectare e do
número de animais e dias de alimentação.




Exemplo: produção de 120 t/ha
100 animais com PV de 300 kg
150 dias de alimentação
Oferta diária/animal= 18 kg (6% do PV)
Formação - Cana-de-açúcar

Cálculo da quantidade total de cana:
100 (n°de animais) * 150 (dias de alimentação) *
18 (oferta/animal/dia) = 270.000 kg
Cálculo da área a ser plantada:
270.000 / 120.000 (produção de cana/ha) = 2,25
ha.

Formação: Cana-de-açúcar
Importante!
A produção do primeiro ano e superior em
relação as produções seguintes, por isso,
sugere-se acrescentar 10% a mais de
área para o plantio, como margem de
segurança, passando então para uma
área final de 2,5 ha de cana.
Prevenir e não remediar!
CORTE, ARMAZENAMENTO E
FORNECIMENTO
Corte e armazenamento: Cana-deaçúcar
Colheita:






Manual ou mecânica;
Quando picada deve ser fornecida aos animais;
Deve ser cortada rente ao solo;
Partículas de 3 a 12 mm;
O excedente deve ser ensilado ou desidratado, para
facilitar o manejo do ano seguinte;
Desuniformidade,

Perfilhamento
Corte e armazenamento: Cana-deaçúcar
 Não estocar por mais de dois dias;
 Estocar a sombra;
 Picar no momento de fornecer aos animais;
 Se possível, aumentar freqüência de alimentação.
FONTE: TORRES E COSTA (2001)
CORTE E ARMAZENAMENTO
SACAROSE
(AÇÚCARES)
INVERSÃO
L.mesenteroides
> 3 dias de
armazenamento
PERDA
AÇÚCARES
Como produzir silagem?
O que é silagem?
Silagem e a forragem verde armazenada
na ausência de ar e conservada mediante
fermentação em depósitos próprios,
chamados silos.
Silagem









Alimento usado na época seca do ano;
Pode ser usado o ano todo;
Várias forrageiras sozinhas ou combinadas;
Principais forragens ensiladas são: milho, sorgo
e capim elefante;
Milho;
O sorgo;
O capim elefante;
Milheto;
Etc.
Características de forrageiras para
ensilagem

O milho:




E de custo mais elevado;
Dificuldades de uma boa implantação;
Redução da produtividade.
O sorgo:




Variedades para grãos;
Duplo propósito melhor VN;
Rebrota, menos exigente em fertilidade do solo;
Veranicos
Características de forrageiras para
ensilagem

Cana:
Ideal ensilar o excesso produzido;
 Qndo madura, MS em torno de 30%;
 Alto teor de CHO, pode apresentar altos
teores de ác. acético e álcool etílico;
 Uso de aditivos (bactérias láticas);
 Melhor qualidade fermentativa;
 Difícil sucesso em qualidade - etanol

Características de forrageiras para
ensilagem

Milheto:
Adapta a solos de baixa ferti;
 Diversos tipos de solo, não encharcados;
 Resistente a déficit hídrico;
 Alto teor de PRO;
 Baixo teor de CHO, dificulta o abaixamento
do pH,
 Possibilita silagens mistas. Exemplo com
cana

Características de forrageiras para
ensilagem

Capins:
Baixo teor de MS;
 Na maturação queda dos nutrientes;
 Ideal o uso de materiais que tirem a umidade;
 Emurchecimento, gasto com mão-de-obra;
 Aditivos (polpa cítrica, 10%), (rolão de milho)

 Sequestrar
a umidade!!
Etapas no processo de
ensilagem
UTILIZAÇÃO EFICIENTE DEPENDE DA ADOÇÃO
DE UMA VISÃO GLOBAL DO PROCESSO
PRODUZIR
COLHER
ARMAZENAR
USAR
BEM
BEM
BEM
BEM
PRODUÇÃO & UTILIZAÇÃO DE SILAGEM
DE MILHO
Vários fatores afetam a produtividade
e qualidade
PRODUZIR
BEM
 Produção de massa x % de grãos na
planta
 Densidade de plantas (stand)
PRODUÇÃO DE MILHO PARA ENSILAGEM
ESCOLHA DA CULTIVAR

PRODUÇÃO DE MASSA – MAIOR altura da
planta e teor de FDN e menor valor
energético.Ênfase: PRODUTIVIDADE
 PORCENTAGEM DE GRÃOS – MAIOR
digestibilidade, valor energético e consumo.
Ênfase: QUALIDADE
COMPOSIÇÃO DA PLANTA E
IMPORTANTE?
COMPOSIÇÃO IDEAL (Keplin, 1992)
FOLHAS
16 %
COLMOS 20 a 23 %
ESPIGAS 64 a 65 % GRÃOS
74 a 75 %
BRÁCTEAS 7 a 10 %
SABUGO
14 a 17 %
AMIDO 36 %
PRODUÇÃO & UTILIZAÇÃO DE SILAGEM
DE MILHO
Alguns fatores importantes
COLHER
BEM
 Acúmulo de matéria seca
digestível;
 Maturidade da planta;
 Maturidade do grão;
 Matéria seca da planta.
Ponto de colheita
TEOR DE MS DA SILAGEM DE MILHO
< 30 %
30 – 35 %
Menor consumo de
matéria seca
Maior perda de grãos
nas fezes
Menor valor nutritivo
Menor produção por
área
Maiores perdas por
efluentes
> 35 %
META
Maior dificuldade
para compactação
Aumento na
deterioração
aeróbica
Aumenta perdas na
colheita
Ponto de colheita
TEOR DE MS DA SILAGEM DE MILHO
> 35 %
30 – 35 %
META
Maior perda dos grãos nas
fezes
Maior dificuldade para
compactação
Aumento na deterioração
aeróbica
Aumenta perdas na colheita
Ponto de colheita
TEOR DE MS DA SILAGEM DE MILHO
< 30 %
Menor consumo de matéria seca
Menor valor nutritivo
Menor produção por área
Maiores perdas por efluentes
30 – 35 %
META
Ponto de colheita


Ideal: estágio farináceo/duro com cerca de 30 a
33% de MS;
Prática:
 Picar um pouco do material
O
bolo permanecer fechado alta umidade;
 Se abrir lentamente , esta no ponto;
 Se desfizer rapidamente o material está passado!
Ponto de colheita

Observar também a linha do leite ou milk-line
Ponto de colheita
ENSILAGEM DO MILHO – PONTO DE COLHEITA
INÍCIO DA ENSILAGEM
ENCHIMENTO DO
SILO:
LENTO: ¼
RÁPIDO: ½
JANELA DE CORTE:
10 DIAS
FONTE: AGROCERES (1999)
AVALIAR
DIARIAMENTE MS A
PARTIR DE ¼ DA
LINHA DO LEITE
ENSILAGEM DO SORGO – PONTO DE COLHEITA
DUPLO PROPÓSITO
FORRAGEIRO
CENTRO DA PANÍCULA
CENTRO DA
PANÍCULA
PASTOSO/FARINÁCEO
MS DA PLANTA:
FARINÁCEO/DURO
MS DA PLANTA:
30 – 35 %
28 - 33 %
PONTO DE CORTE: ENTRE 90 E 110 DIAS DE CRESCIMENTO
VEGETATIVO
JANELA DE CORTE: 15 – 20 DIAS
FONTE: AGROCERES (1999)
DUPLO PROPÓSITO
FORRAGEIRO
PORTE: 1,80 – 2,20 m
PORTE: 2,50 – 2,80 m
MENOR
PRODUTIVIDADE
MAIOR
MAIOR
MATÉRIA SECA
MENOR
MAIOR
CONSUMO
MENOR
MAIOR
DIGESTIBILIDADE
MENOR
MAIOR
% DE PANÍCULAS
MENOR
MENOR
CONCENTRADO
MAIOR
SORGO - TANINOS
• COMPOSTOS FENÓLICOS PRESENTES NOS GRÃOS;
• SEM TANINOS E COM TANINOS;
• REDUZ DIGESTIBILIDADE E PALATABILIDADE;
• COMPLEXA
• PRESENTES EM ALGUNS HÍBRIDOS.
Picagem do material






Facilita a compactação e o acondicionamento;
Partícula variável de 4 a 22 mm, com média de
13 mm;
Partículas grande não são desejáveis;
Caule e sabugo menores;
Percentual de até 15 % de partes maiores;
Afiar as facas constantemente, melhor
rendimento da máquina, cortes mais uniformes.
Picagem do material
Picagem do material
Descarregar o material


Em silos tipo trincheira
 Inicie pela parte de trás;
 Permite uma inclinação, facilidade para
entrada do trator
Após cada descarregamento compactar.
PRODUÇÃO & UTILIZAÇÃO DE SILAGEM
DE MILHO
Alguns fatores importantes
 Tamanho de corte adequado;
ARMAZENAR
 Compactar;
BEM
 Compactar;
 Compactar...
Compactação
A fermentação deve ocorrer na ausência
de ar;
 Qnto mais compactado menos ar melhor
fermentação;
 Compactar o material em rampas;
 Melhor valor nutritivo.;
 Etapa importante!!

Compactação-Período de respiração

Qnto + oxigênio na forragem

Maior o período de respiração

Mais alta a temperatura da forragem
Vedação do material ensilado








Etapa fundamental para uma boa fermentação;
Entrada de ar e água;
Redução da qualidade e consumo;
Maiores descartes de alimento;
Perdas significa aumento nos custos;
Cobrir com lona plástica (branca);
Colocar terra sobre as bordas;
Fazer drenos em volta e cercar para proteção;
Tempo mínimo para abertura do silo
O ciclo fermentativo de uma silagem se
completa com 21 dias;
 Estabilização da silagem;
 Silo bem vedado, vários anos.

Tempo de duração dos períodos de
ensilagem



Respiração de 6 a 8 horas;
Fermentação 18 a 20 dias;
Período de estabilização;


Todo o tempo que não houver contato com o ar.
Temperatura



Temp alta indica que o processo de resp. longo;
Tem. Desejada 36 a 38°C
Tem. Acima de 50°C:



A% de digestibilidade;
Perda na qualidade de PRO;
Perda de energia.
O que deve ser evitado no processo de
ensilagem
Água no processo de ensilagem:
 Fermentação por bactérias tipo Clostridium;
 Volume de efluente (nutrientes);
 Dificulta o abaixamento do pH, crescimento de
bactérias indesejáveis.
PRODUÇÃO & UTILIZAÇÃO DE SILAGEM
DE MILHO
Alguns fatores importantes
 Conhecer a composição
USAR
BEM
 Analisar com freqüência
 Considerar o processamento
 Formular adequadamente as
rações
Abertura do silo
O manejo do,silo deve ser feito diariamente:
1. Fatias de 20 a 30 cm/dia, permite retirada de
fatias completas
2. evitar a formação de degraus ou dentes;
3. Retirar o material no momento do fornecimento,
4. Não vedar a silagem após abertura.
Análise da silagem
Coleta e manuseio das amostras:
a) Antes de colocar no silo:
1.
2.
3.
Pequenas amostras de até 500 g
Coletar de várias carretas (10 a 15
amostras);
Colocar em saco plástico e colocar no
congelador;
Análise da silagem
Coleta e manuseio das amostras:
Silagem dentro do solo:
Após abertura retirar as partes perdidas;
 Na face do silo retirar as amostras (8 a 10),
cada uma com 300 a 400g;
 Junte num recipiente limpo, misture.
 Congele e leve ao laboratório.

COMPOSIÇÃO DA SILAGEM:
O QUE ANALISAR?
 Matéria seca (MS);
 Fibra Detergente Neutra (FDN) - MÉTODO;
 Proteína Bruta (PB);

Matéria Mineral (MM);

N-FDA – Suspeita de superaquecimento;

DIVMS – Poucos laboratórios

Ácidos orgânicos

pH
Vantagens da ensilagem de capim






Alta produção por área;
Valor nutritivo compatível;
Boa aceitabilidade pelos animais;
Permite vários cortes;
Evita a presença de forragens envelhecidas;
Aumenta a opção de volumosos na seca.
Produção de feno
Produção de feno
Feno é um alimento volumoso, preparado
mediante o corte e desidratação de
plantas forrageiras. Esse processo é
denominado de fenação. Nesta forma a
forragem pode ser guardada por vários
meses, conservando o seu valor nutritivo
Programação de atividades


Produção do campo de feno (forragem);
Processos mecânicos ou manuais:
 Corte da planta;
 Secagem ou desidratação;
 Enfardamento;
 Armazenamento do feno.
Aproveite o excedente de pasto





Período das chuvas;
Usado para a suplementação nas secas;
Velocidade de crescimento das gramíneas e
lento;
Ótima qualidade;
Ideal são plantas de colmos finos (Cynodon,
capim de Rhodes, alfafa, azevém...)
Rendimento de feno de boa qualidade


Pastagens bem formadas e produtivas;
Efetue o rebaixamento (uniformidade de rebrota)


Limpeza da pastagem



Manual ou por animais
Plantas daninhas,
Cupinzeiros, etc
Preparo convencional do solo



Calagem e adubação,
Plantio e tratos culturais,
Adubação de manutenção.
Faça o feno

Estágio fisiológico da planta;

Produção de MS x VN




Colheita no momento certo
Secagem rápida do material;
Recolhimento c/umidade adequada;
Garantem feno de boa qualidade.
Faça o feno
Momento do corte:
 Forragem com elevados níveis de nutrientes;
 Estágio vegetativo da forragem;
 Maior proporção de folhas e menor de colmos;
 Observar a freqüência e altura de corte da
forragem;
 Garantir a persistência da pastagem.
Faça o feno
Secagem ou desidratação:
 Nesta fase ao umidade deve estar entre 75 a
80%;
 Na secagem reduz para 20% de umidade;
 Evaporação da água da planta;
 Importante observar as condições ambientais;
 A secagem e favorecida proporção de folhas;
Faça o feno
Condições favoráveis para a desidratação:

Dias ensolarados;
Pouca nebulosidade;
Baixa umidade do ar;
Ocorrência de ventos;
Temperaturas elevadas;

Observar a previsão do tempo.




Faça o feno






Espalhamento;
Viragem;
Enleiramento;
Maior uniformidade e desidratação da planta.
Chuvas, prejudicial;
Perda de qualidade;
Faça o feno
Ponto de feno:
 Com menos de 20% de umidade;
 Alta umidade (a acima de 20%);
Verificar a umidade:



Coletar partes da forragem nas leiras;
Pote de vidro,
Sal.
Qualidade do feno
Relacionado com o memento de corte da
planta;
 A idade;
 Estágio de desenvolvimento – Vegetativo
 Queda de qualidade;

Produza feno pelo processo manual
Produção em pequena quantidade;
 Ferramentas (alfanje, garfo, rastelo)
 Roçadeira;

Produza feno pelo processo manual
a)Corte a planta forrageira:
Cedo logo após a evaporação do orvalho;
 Use instrumento de corte;
 Rendimento de até 0,1 e 0,4 ha/dia/homem;
 Variação de dias de trabalho;

Produza feno pelo processo manual
b) Seque a forragem:
 Mantenha a forragem recém-colhida uniforme
espalhada;
 Revolva
e espalhe a forragem, após
emurchecida;
 A forragem ceifada de manha deve ser revolvida
a tarde;
 Repita a operação pela manhã (9 as 11)e a
tarde (13 as 15), nos dias seguintes;
 No final do dia enleire a forragem com baixa
umidade;
 Formar leiras fofas;
Produza feno pelo processo manual


Vire as leiras, pela manhã e pela tarde;
Recolha o feno do campo
 Assim
que atingir o ponto de feno recolher.
c) Enfarde o feno manualmente:
 Facilita o transporte e manuseio;
 Manual;
 Ensacar em sacos.
Produza feno pelo processo manual
d) Armazene o feno:




Galpões arejados;
Fardos em pilhas;
Estrados de madeira;
Fenos com mais de 25% de umidade podem
mofar e aquecer;
Conclusão
Não
há
dificuldades
quando
há
planejamento;
 Diversidade forrageira para diferentes
finalidades de uso;
 Acesso a vários níveis tecnológicos;
 O “inverno” não é o responsável pela
baixa produção.

Estrela, o inverno
está chegando o
pasto já não será o
mesmo!!Estou
preocupado!
Obrigada pela atenção!
allinyamaral@yahoo.com.br
Eu estou
feliz da vida,
esse ano vai
ter silagem!
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Alimentação para o inverno