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Texto elaborado por
Rafael Barossi
O termo Sociologia foi criado por Augusto Comte (1798-1857), sendo
considerado o pai da Sociologia – provavelmente o primeiro pensador moderno.
Comte defendia a idéia de que para uma sociedade funcionar corretamente,
precisa estar organizado e só assim alcançará o progresso. Seu esquema
sociológico era tipicamente positivista, corrente com grande expressão no século
XIX.
Karl Marx (1818-1883) foi um intelectual e revolucionário alemão, atuou
como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista e foi o mais
revolucionário pensador sociológico.
Marx concebe a sociedade dividida em duas classes: a dos capitalistas que
detêm a posse dos meios de produção e o proletariado, cuja única posse é sua
força de trabalho. Para Marx, os interesses entre o capital e o trabalho são
irreconciliáveis, sendo este debate a essência do seu pensamento, resultando na
concepção de uma sociedade dividida em classes. Assim, os meios de produção
resultam nas relações de produção, formas como os homens se organizam para
executar a atividade produtiva. Tudo isso acarreta desigualdades, dando origem à
luta de classes.
Émile Durkheim (1858-1917) foi o fundador da escola francesa de
Sociologia, ao combinar a pesquisa empírica com a teoria sociológica. Ainda sob
influência positivista, lutou para fazer das Ciências Sociais uma disciplina
rigorosamente científica. Durkheim entendia que a sociedade era um organismo
que funcionava como um corpo, onde cada órgão tem uma função e depende dos
outros para sobreviver.
A diferença entre Comte e Durkheim é que o primeiro crê que se tudo estiver
em ordem, isto é, organizado, a sociedade viverá bem, enquanto Durkheim
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entende que não se pode receitar os mesmos “remédios” que serviu a uma
sociedade para resolver os “males” sociais de outras sociedades.
Para Durkheim, a Sociologia deve estudar os fatos sociais, os quais
possuem três características: 1) coerção social; 2) exterioridade; 3) poder de
generalização.
A diferença básica entre Marx, Comte e Durkheim consiste basicamente em
que os dois últimos entendem a sociedade como um organismo funcionando, suas
partes se completando. Por outro lado, Marx afirma que a ordem constituída só é
possível porque a classe dos trabalhadores é dominada pela classe dos
capitalistas e propõe que a classe proletária (trabalhadores) deve se organizar,
unir-se e inverter a ordem, ou seja, passar de dominada a dominante, e assim
superar a exploração e as desigualdades sociais.
Max Weber (1864-1920) foi um intelectual alemão, jurista, economista e
considerado um dos fundadores da Sociologia e é o pensador mais recente dentre
os três. Assim, ele entende que a sociedade não funciona de forma tão simples e
nem pode ser harmoniosa como pensam Comte e Durkheim, mas também não
propõe uma revolução como faz Marx, mas afirma que o papel da Sociologia é
observar e analisar os fenômenos que ocorrem na sociedade, buscando extrair
desses fenômenos os ensinamentos e sistematizá-los para uma melhor
compreensão, é por isso que sua Sociologia recebe o nome de compreensiva.
Weber valorizava as particularidades, ou seja, a formação específica da
sociedade; entende a sociedade sob uma perspectiva histórica, diferente dos
positivistas.
Um dos conceitos chaves da obra e da teoria sociológica de Weber é a ação
social. A ação é um comportamento humano no qual os indivíduos se relacionam
de maneira subjetiva, cujo sentido é determinado pelo comportamento alheio.
Esse comportamento só é ação social quando o ator atribui à sua conduta um
significado ou sentido próprio, e esse sentido se relaciona com o comportamento
de outras pessoas.
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O que é fato Social?
Uma resposta mais simples é que o fato social é todo e qualquer
acontecimento dentro de uma determinada sociedade. Ele é basicamente
composto
por
três
pilares,
que
são:
Generalidade - Onde todos os indivíduos pensam da mesma forma, sejam
eles
um
grupo
grande
ou
pequeno
grupo.
Exterioridade - Ou as pessoas se adaptam ao que o determinado grupo
segue,
ou
então,
acabam
não
mais
fazendo
parte
deste
grupo.
Coerção social - As pessoas desse determinado grupo precisam seguir as
"normas" que o grupo estabeleceu, caso estes indivíduos não sigam estas
regras, certamente não farão parte deste grupo.
Por exemplo, a alta taxa de suicídio no Japão; não são apenas fatos
individuais e particulares que os levam ao suicídio. Toda cultura e a educação
deste país exerce grande diferença no pensamento do indivíduo na hora de se
suicidar. O mesmo caso particular de frustração do indivíduo, em outra
sociedade,
poderia
não
o
levar
ao
suicídio.
O casamento é um exemplo de fato social o qual nos deparamos a todo o
momento em nossa sociedade. Podemos observar o círculo de parentes e
amigos que o cercam de forma direta ou indireta impõe que o cidadão deve
casar-se e constituir uma família, no exemplo abaixo podemos ver nitidamente
algumas delas. Ex: "e você já se casou...", quem nunca se deparou com uma
pergunta desta ao rever um grande amigo ou um parente.
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Pensadores Clássicos e Fatos Sociais - historia