Fórum de Pesquisas CIES 2007
POLÍTICAS E POLÍTICA
12 de Dezembro de 2007
TRABALHO, FAMÍLIA
e GÉNERO
- da pesquisa às políticas Maria das Dores Guerreiro
maria.guerreiro@iscte.pt
Anália Torres
analia.torres@iscte.pt
Trabalho, família, género
Uma área de pesquisa com forte implantação no CIES
O GREF – Grupo de estudos da família
• Cerca de 50
projectos
desde finais de
1980, de
âmbito
nacional e
internacional
• Um vasto
número de
investigadores
 Famílias operárias no Barreiro – A. N.
Almeida
 Famílias na actividade empresarial – M. D.
Guerreiro
 Famílias de classe média urbana – A.
Torres
 Famílias no campo – K. Wall
Mais recentemente
• Género, poder e instituições militares – H.
Carreiras
• Recomposições familiares – C. Lobo
Conciliação trabalho-família
da pesquisa …
…às políticas
Conciliação trabalho-família
Várias pesquisas, várias abordagens…
A.
Pesquisas centradas nas famílias e nos indivíduos que as
constituem
analisam as suas práticas, representações e estratégias de
articulação da vida profissional com a vida familiar
B.
Pesquisas centradas nas organizações de trabalho
analisam as relações sociais que aí se estabelecem e o modo como
promovem ou constrangem a conciliação trabalho-família
C.
Pesquisas orientadas para o estudo comparativo entre
países e respectivos contextos familiares, organizacionais e
nacionais
analisam a forma como estes se assemelham ou distinguem nas
políticas e nas práticas de conciliação trabalho-família
Conciliação trabalho-família
… várias combinatórias metodológicas
de recolha e análise de informação
- Metodologias extensivas e intensivas
- Análise secundárias de fontes documentais e estatísticas
- Questionário
- Entrevista semi-directiva
- Entrevista biográfica
Conciliação trabalho-família
na transição para a vida adulta
I. Young europeans and their future work and family life (1996)-C.E.
Maria D. Guerreiro
Ângela Amaral
Vanda Lourenço
Nuno Rodrigues
II. Perspectivas dos jovens sobre o trabalho e a família (2000)-CITE
Maria D. Guerreiro
Pedro Abrantes
III. TYR-Modelos de parentalidade nos adolescentes (2006) – C.E.
Maria D. Guerreiro
Ana Caetano
Eduardo Rodrigues
IV. Percursos biográficos, carreiras profissionais e paternidade (2006) -FCT
Maria D. Guerreiro
Ana Caetano
Conciliação trabalho-família
na transição para a vida adulta
Alguns resultados
• A incerteza e a precariedade no emprego retardam a
constituição da própria família
• Rapazes e raparigas em igualdade de direitos; em
desigualdade perante o emprego e a parentalidade
• Valorizam empregos com flexibilidade na gestão do tempo
• Atitudes perante o trabalho e a família tipificáveis em função da
origem social, da trajectória escolar e da nacionalidade
• Adolescentes combinam diferentes representações dos
modelos parentais, umas mais tradicionais, outras mais
modernas – transversais aos vários países em estudo
Linhas biográficas
Marriage Child birth
0
1972
10
20
30
2002
Conciliação trabalho-família
nas organizações
I. Projecto Confatra (1997)
Maria D. Guerreiro
Patrícia Ávila
Susana Martins
II. Conciliação entre
trabalho e vida
familiar- Políticas e
práticas nas
empresas (2001)-FCT
Maria D. Guerreiro
Maria Abranches
Inês Pereira
III. Gender, parenthood
and the changing
european workplace
(2003) – C.E.
Maria D. Guerreiro
Pedro Abrantes
Inês Pereira
IV. Quality of work in a
changing Europe (2006) –
C.E.
Maria D. Guerreiro
Margarida Barroso
Eduardo Rodrigues
Conciliação trabalho-família nas organizações
Alguns resultados
• Sentido das dificuldades ≠ Sentido das necessidades
• Qto mais formalizadas estão as medidas de CTVF maior é o
sentido e o uso dos direitos pelos trabalhadores
• Mais do que os homens, as mulheres fazem uso das medidas de
CTVF
• Carreiras profissionais das mulheres auto e hetero-condicionadas
pelas responsabilidades familiares
• Qto menores são as qualificações profissionais das mulheres,
maior é a prioridade dada à família
• ≠ qualificações profissionais
≠ modalidades de
organização da guarda das crianças e do quotidiano doméstico
Conciliação trabalho-família
e serviços de proximidade
I. Employment, family and
community activities
– a new balance for
women and men
(1999)
II. Employment in
household work
(2000)
-Fundação de Dublin -
Objectivos:
-Conhecer o potencial de
criação de emprego em
serviços de apoio à vida
familiar em vários países;
-Conhecer as condições de
conciliação trabalho-família
dos/as profissionais destes
serviços.
Conciliação trabalho-família
e serviços de proximidade
Alguns resultados
• É crescente o volume de emprego nos serviços pessoais e
domésticos
• Sector de actividade fortemente feminizado (27% M – 5% H)
• Sector de baixos salários, baixas qualificações formais e pouco
valorizado socialmente
• Situações diversificadas de CTVF para profissionais destes serviços
• Serviços mais desenvolvidos e mercadorizados em países como o
Reino Unido
Conciliação trabalho-família
e usos do tempo
I. A new organisation of
time througout working
life (2001) – Fundação de
Dublin
Objectivo:
-Conhecer as diferentes modalidades
de ocupação do tempo por homens e
mulheres de diferentes países
ao longo do percurso de vida
profissional
II. Inquérito à ocupação do tempo – INE
Com Heloísa Perista
III. A divisão familiar do trabalho – Famílias em Portugal
Com Karin Wall
Conciliação trabalho-família e usos do tempo
Alguns resultados
I.
-Percursos de trabalho de H e M homogéneos em
idades jovens e gradualmente divergentes
-Diferenças entre países do sul e do centro da Europa
(efeito das licenças de maternidade e do trabalho a tempo parcial)
II.
Fortes assimetrias entre M e H
na ocupação do tempo
III.
Assimetrias entre M e H na vida doméstica
Grau de participação na realização de tarefas domésticas, por sexo
Unidade: %
MULHERES
HOMENS
Costuma preparar as
refeições
Costuma realizar a
limpeza regular da casa
Costuma cuidar da
roupa
Costuma realizar as
compras habituais
Costuma realizar
serviços administrativos
Sempre ou com
frequência
Algumas vezes
ou raramente
Nunca
Costuma realizar
trabalhos de jardinagem
Costuma realizar
compras esporádicas
100
80
60
40
20
0
0
20
40
60
80
100
Assimetrias entre M e H
na prestação de cuidados
MULHERES
HOMENS
Cuidar de pess oas
adultas dependentes
Sempre ou com
frequência
Al gumas veze s
ou rarame nte
Nunca
Levar os filhos ao
médico
Não sa be/nr
Brincar c/ os filhos,
levá-los ao teatro,
cinema, c oncertos
Levar filhos à
ginástica, à natação,
etc.
Acompanhar a vida
escolar dos filhos
Prestar cuidados
físicos a crianças
100
80
60
40
20
0
0
20
40
60
80
100
Modos de divisão do trabalho doméstico
(Wall e Guerreiro, A Divisão Familiar do Trabalho, 2005)
4 modalidades
típicas
• Trabalho feminino em exclusivo
60%
• Divisão conjugal
17%
• Delegação parcial (da mulher*)
10%
• Divisão familiar (m+h+filhos)
13%
*mulher c/ empregada ou ascendentes
Conciliação trabalho-família
e stress
I.
O stress na relação
trabalho-família.
Portugal numa
perspectiva
comparada
Maria D. Guerreiro
Helena Carvalho
Em Wall e Amâncio (2007)
Família e Género na Europa, Lisboa, ICS
3 índices:
-Indice de stress trabalhofamília
-Indice de stress familiar no
trabalho
-Indice de stress
profissional na família
Conciliação trabalho-família e stress
Alguns resultados
Índices de stress trabalho-família – semelhanças entre países
Relational model for the analysis of work stress in the family - PORTUGAL
Multi-groups
variable
Structural
variables
Context
variables
Family context
Marital
status
Hours spent on
Household tasks
Children
5-6 years
Children
6,7-17 years
Sense of balance in sharing
of household tasks
Sharing of
household tasks
Sense of fairness in sharing
of household tasks
Gender
Social class
Income
Work stress in the
family index
Occupation
(WOSIFI)
Education
Career progress
importance
Break in employment
to look after children
Activity sector
(public / private)
Manager gender
Significant effects:
Women
Men
Work context
Hours worked
per week
Understanding of manager
Relational model for the analysis of family stress in work - PORTUGAL
Multi-groups
variable
Structural
variables
Context
variables
Family context
Marital
status
Hours spent on
Household tasks
Children
5-6 years
Children
6,7-17 years
Sense of balance in sharing
of household tasks
Sharing of
household tasks
Sense of fairness in sharing
of household tasks
Gender
Social class
Income
Family stress on
work index
Occupation
(FASAWI)
Education
Career progress
importance
Break in employment
to look after children
Activity sector
(public / private)
Manager gender
Significant effects:
Women
Men
Work context
Hours worked
per week
Understanding of manager
Da pesquisa…
… às políticas
Alguns exemplos de medidas de política
-Incentivos às empresas para promoção
de boas práticas de CTVF – horários;
creches, etc
- Prémio às empresas com boas práticas
de CTVF
- Campanhas s/partilha tarefas familiares
- Criação da licença de paternidade
Família, Trabalho e Género: da pesquisa às políticas
Trabalho, família e ciclo de vida:
da pesquisa às políticas, novas
problematizações, outras políticas
Anália Torres
com o apoio de Rui Brites e Inês Cardoso
• Da pesquisa às políticas
– Exemplos.
• Alguns resultados que contrariam visões menos
informadas e não sustentadas pela investigação.
• Efeitos da pesquisa
• A perspectiva do ciclo de vida (life course).
Resultados de uma pesquisa.
• Novas formulações novas políticas
Em 1995 integração na rede Europeia de pesquisa intitulada
Social policies and the division of unpaid and paid work
(between men and women).
Envolvia vários países europeus. Criação de um questionário, core group. Aplicado em
vários países.
Problematização envolveu grande discussão inicial porque foi concebida de
forma não adequada a todos os países. Saber se as políticas tinham efeito
na divisão… ora alguns países não tinham políticas, nomeadamente os do
sul; estavam integrados na pesquisa Itália, Grécia, Portugal e Espanha…
Modelo de análise autónomo.
Conclusões da pesquisa global: através de uma path analysis concluiu-se
que nos países em que havia políticas e, sobretudo, equipamentos de
apoio à primeira e segunda infância, a divisão do trabalho pago e não
pago entre homens e mulheres era mais igualitária. Um efeito
concreto das políticas na realidade.
Efeitos da realização da pesquisa da rede internacional em Portugal.
1) Inquérito, Guarda das Crianças e divisão do trabalho
entre homens e mulheres (G. Lisboa/1997) (FCT)
Responder à questão: onde ficam as crianças em Portugal enquanto
as mães trabalham?
Portugal tinha/tem a maior taxa de mães trabalhadoras com filhos até
aos 10 anos da EU a 15; ao mesmo tempo que, em 1995, era
também um dos países com menor taxa de cobertura pública de
equipamentos de apoio à primeira e segunda infância .
Na ausência de informação a partir de investigação os nossos
colegas estrangeiros quando procuram explicar as nossa taxas
tendiam a dizer que seria a família alargada, os avós, os vizinhos
Conclusão para a Grande Lisboa: soluções exteriores à família (amas,
infantários…). O que mostrou o grande deficit de equipamentos
naquela época.
2) Inquérito (a nível nacional,1999) Homens e mulheres
entre trabalho e família (FCT).
- 30% das crianças quando as mães
trabalhavam tinham as mães como solução
principal de guarda…
- Idosos dependentes são cuidados pela família, só 3%
estão em lares. Listas de espera (MDG)
- Quem menos tem, menos pessoas tem a quem
recorrer e menos ajudas tem.
-Outras pesquisas, mais recentes, mostram uma relação
específica entre estado-providência e capital social. Os países
do Sul são os que têm menos capital social e menos redes de
interajuda. Os nórdicos, com estado-providência e com forte
protecção social, são os países em que as ajudas
intergeracionais são mais intensas.
3) Publicação do livro Homens e Mulheres entre Família e Trabalho, 2004 a
cargo da CITE, Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego
(Estudos nº1). Adoptada, divulgada (2ª edição).
Outras resultados:
A partir de 1992/93, em simultâneo, pesquisa qualitativa, sobre a
conjugalidade com uma dimensão relativa à perspectiva do indivíduo
perante as diferentes dimensões da vida: relação conjugal, familiar e
parental, lazer, trabalho. O discurso sobre a actividade profissional na 1ª
pessoa – de homens e mulheres membros do mesmo casal entrevistados
separadamente - deu alguns resultados interessantes e de alguma forma
inesperados. Salienta-se apenas um:
a relevância do trabalho profissional feminino como forma
relevante de identidade social. Rejeição da domesticidade, trabalho
também como ganho de autonomia e de maior poder na relação
conjugal.
Livros: Casamento em Portugal (2002) e, sobretudo, Vida conjugal e Trabalho (2004).
Work attachment, by country and sex
(percentages)
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
The work I do is an important part of my life - Men
The work I do is an important part of my life - Women
I would continue working even if I did not need the money anymore - Men
I would continue working even if I did not need the money anymore - Women
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
All countries
Turkey
Romania
Bulgaria
Slovenia
Slovakia
Poland
Lithuania
Latvia
Hungary
Estonia
Czech Rep
Greece
Portugal
Spain
Italy
Ireland
Great Britain
Belgium
Netherlands
Austria
Germany
France
Denmark
Finland
Sweden
0
Novos sentidos da Família na Europa
Tottaly
Agree
1,0
1,5
Agree
2,0
2,5
Nor agree 3,0
Nor disagree
3,5
Disagree
4,0
G6 A woman should be prepared to to cut down on paid work for sake of family
G7 Men should take as much responsibility as women for home and children
G8 Men should have more right to job than women when jobs are scarce
G9 Children in home, parents should stay together even if don't get along
G10 A person's family should be main priority in life
ESS (Round 2), 2004
Greece
Portugal
Spain
Ukraine
Estonia
Slovakia
Slovenia
Poland
Czech Rep.
Hungary
Switzerland
Luxembourg
Belgium
Netherlands
Austria
Germany
France
United
Kingdom
Iceland
Denmark
Finland
Switzerland
5,0
Norway
Tottaly
disagree
Ireland
4,5
• As políticas públicas têm de basear-se em
conhecimento da realidade, em pesquisa
sustentada.
– Necessidade de equipamentos para crianças
e idosos; necessidade e de emprego para as
mães (e não de ficar em casa);
– Homens e mulheres querem o mesmo –
“amar e trabalhar”…
Os investigadores do CIES envolvidos nestes
projectos desde 1995 até agora:
Pedro Vasconcelos Sofia Aboim, Francisco
Vieira da Silva, Teresa Libano Monteiro, Miguel
Cabrita, Patrícia Ávila, Rui Brites, Tiago Lapa,
Rita Mendes, Ana Moura, Bernardo Coelho,
Inês Cardoso, Diana Maciel, Cristina Marques;
Time use and work-life options over the life-course
(Torres, Brites, Haas e Steiber, 2007)
Foundation for the Improvement of Working and Living conditions (Dublin)
•
Necessidade da abordagem do “ciclo de vida” (em
combinação com o uso do tempo). Cada fase coloca
problemas diferentes. As fases são cada vez mais fluidas.
Três fases:
1) A fase da entrada no mercado de trabalho sem
responsabilidades familiares.
2) A fase da dupla pressão, engarrafamento –actividade
profissional e das reposnabilidades parentais (‘rush hour of
life’).
3) A fase tardia do mercado trabalho (ninho vazio, nem
sempre ).
Problemas específicos de cada fase, em diferentes
países.
– A fase da “entrada no mercado de trabalho” sem responsabilidades
familiares. Prolongamento da escolaridade, dificuldades de emprego e de
saída de casa dos pais (mais nalguns países do Sul); precariedades,
desemprego, dificuldades de autonomia e de constituição de família
(tempo fluido…).
– A fase do meio: muita pressão, muitas horas de trabalho e ocupação,
falta total de tempo.
– A fase da saída – ameaças de desemprego, pré-reformas forçadas,
pulsão para a saída diferenciada (tempo a mais para os que estão com
um pé dentro e outro fora?);
Na pesquisa procurou-se…
• Identificação dos contextos institucionais e sociais dos diferentes países
(tipos de estado-providência, emprego/desemprego, nível educativo,
formação profissional, formação ao longo da vida equipamentos e
políticas de apoio à parentalidade, níveis de rendimento).
• As diferentes fases do ciclo de vida através de uma tipologia com 5/6
momentos:
• Sozinho sem filhos
• Casal sem filhos
• Casal com filhos em idade pré-escolar
• Casal com filhos em idade escolar
• Casal sem filhos
• Sozinho sem filhos
Eurobarómetro (2003).
1.
As práticas do uso do tempo e do ciclo de vida.
» Mulheres e homens europeus (25) tempo de trabalho pago
e não pago nas diferentes tipologias e nos vários
momentos.
2.
As preferências, representações sobre as várias
modalidades de combinação dos usos do tempo para o
trabalho, para a família ou para o lazer.
– Que medidas estão disponíveis no país, as que são
usadas, controlar o facto de se fazer mais ou menos
horas de trabalho..
– Representações sobre o papel do trabalho, sobre as
soluções existentes e disponibilidade para novas
medidas – trade-offs como adiar a idade da reforma,
trabalhar mais ou menos em troca de mais tempo ou
de mais dinheiro.
– Possibilidade de desenvolver “bancos e contas de
horas ao longo da vida (life-save acounts).
Horas de Trabalho Pago nas diferentes tipologias: três modelos
1. O modelo continuo de participação feminina no mercado de
trabalho
40
35
30
25
20
15
10
5
0
childless
single
childless
couple
SI
couple
pre-school
DK
couple
school
LV
childless
old couple
PT
childless
old single
SE
2. O modelo de interrupção da participação feminina no
mercado de trabalho
40
35
30
25
20
15
10
5
0
childless
single
FI
childless
couple
couple pre-school
EE
CZ
couple
school
LT
childless childless
old couple old single
BG
SK
3. O modelo tradicional de participação feminina no
mercado de trabalho
40
35
30
25
20
15
10
5
0
childless
single
childless
couple
couple
pre-school
DE-W
IE
couple
school
childless
old couple
NL
childless
old single
TR
Opções para conciliar trabalho pago com outras actividades (família,
estudo) . Preferidas, disponíveis e usadas.
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Important
Available
Taken
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
Opções para conciliar trabalho pago com outras actividades (família, estudo) .
Preferidas, disponíveis e usadas, por país.
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
Opções para conciliar trabalho pago com outras actividades
(família, estudo) . Preferidas, disponíveis e usadas, por ciclo
de vida
* The “N” of each option is the number of respondents declaring the option available on their working place
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
Preferências para conciliar trabalho
e família
• Maior controlo pessoal sobre as horas de
trabalho (poder trabalhar mais ou menos
horas se necessário…): solução mais
escolhida para conciliar trabalho com outras
actividades.
• Nem todas as opções estão disponíveis nos
diferentes países.
• Quando estão disponíveis e se são as
preferidas são tiradas. Efeitos do ciclo de
vida.
Satisfação: diferença clara entre homens e
mulheres na satisfação a propósito da divisão
das tarefas domésticas e do tempo livre
pessoal
(percentages)
* As this option was not applicable for a significant number of respondents we analysed only the valid cases.
** As this option was not applicable for a significant number of respondents we analysed only the valid cases.
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
• Só alguns planeiam reduzir as horas de
trabalho
• Falta de dinheiro: principal razão para
não reduzir o tempo gasto a trabalhar
0
Yes, definitely
Yes, possibly
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
No
All countries
Turkey
Romania
Bulgaria
Slovenia
Slovakia
Poland
Malta
Lithuania
Latvia
Hungary
Estonia
Czech Rep
Cyprus
Greece
Portugal
Spain
Italy
Ireland
Luxembourg
Belgium
Netherlands
Austria
Germany
France
Great Britain
Denmark
Finland
Sweden
Intenções de redução das horas de trabalho num
futuro próximo,por país
(percentages)
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
Trabalho, tempo e dinheiro por ciclo de vida e sexo
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
Part time: mau para a carreira…
(percentages)
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
Diferença entre idade desejada e idade
esperada para a reforma
(means)
65
64
63
62
61
60
59
58
57
56
55
Childless until 35
Pré-school/School
children
Age expect to retire
*All respondents except retired
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
Childless 36-50
Age would like to retire
Childless > 50
Age expect to retire
*All respondents except retired
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
Age would like to retire
All countries
Turkey
Romania
Bulgaria
Slovenia
Slovakia
Poland
Lithuania
Latvia
Hungary
Estonia
Czech Rep
Greece
Portugal
Spain
Italy
Ireland
Belgium
Netherlands
Austria
Germany
France
Great Britain
Denmark
Finland
Sweden
Idade desejada e idade esperada para a reforma, por
país
(means)
75
70
65
60
55
50
45
Adiar a reforma em troca de: mais
dinheiro na pensão, menos horas de
trabalho pago perto da reforma ou
licenças
sabáticas
(percentages)
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
Keep the same salary but work less hours prior to retiring
Take a sabbatical/paid leave of absence during working life
Increase future pension
Source: EB 60.3 and CCEB 2003
All contries
Turkey
Romania
Bulgaria
Slovenia
Slovakia
Poland
Lithuania
Latvia
Hungary
Estonia
Czech Rep
Greece
Portugal
Spain
Italy
Ireland
Great Britain
Belgium
Netherlands
Austria
Germany
France
Denmark
Finland
Sweden
0
• Pedidos de medidas de política:
– tempo pago (pelos empregadores ou
estado) para o “cuidar” e por razões
familiares.
• A maioria dos europeus considera que o
governo deve suportar os custos do “tempo
tirado para tomar conta de pessoas doentes
ou familiares idosos” e que os empregadores
devem suportar os custos de “instalações
para o cuidado das crianças no local de
trabalho”.
• Menos de metade dos inquiridos deseja pagar
mais impostos para ter direito a licenças ou
outros serviços sociais. Na Bélgica, Portugal e
Polónia, mais de 60% dos inquiridos não
estão dispostos a isso
Na fase de entrada…
• Os trabalhadores mais jovens e sem
responsabilidades de cuidados sentem que têm
mais falta de dinheiro do que de tempo...
Foram eles que mais escolheram as opções que envolvem mais horas de
trabalho e consequentemente mais dinheiro. São também eles que
preferem uma reforma flexível, particularmente o trabalho em part-time
antes do abandono da vida activa; e que estão mais interessados numa
redução dos benefícios das pensões, em troca de uma licença sabática
paga durante a vida de trabalho.
Dupla pressão
• As opções mais escolhidas nesta fase são aquelas que se
relacionam com o maior controlo sobre o tempo de trabalho
(preferencialmente trabalhar menos horas) – mas também o
teletrabalho, a disponibilidade de dias de folga para tomar
conta de familiares, instalações para as crianças no local de
trabalho e as licenças não pagas (geralmente consideradas
menos importantes).
• O gap em termos de género é muito acentuado
(principalmente nos países do Sul). As mulheres com
crianças são as menos satisfeitas com o tempo que podem
despender nas tarefas domésticas e a divisão dessas tarefas
Fase mais tardia
As pessoas neste grupo de idade
geralmente não desejam trocar um
prolongamento do horário de trabalho por
mais dinheiro, preferindo ter mais tempo
livre para si próprios.
Tendem a rejeitar propostas relacionadas com o
adiamento da reforma e normalmente desejam parar de
trabalhar completamente, depois de saírem do mercado
de trabalho. Além disso, a idade de reforma esperada e
desejada expressas pelos indivíduos estão muito
próximas
Em conclusão….
• Visão integrada do indivíduo – nos diferentes
momentos e dos diferentes papeis
• Em preparação uma síntese de vários
relatórios recomendações para comissão
Europeia – reunião em Setembro de 2008 com os investigadores e “policy makers”
esperando poder contribuir para uma nova
geração de políticas.
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Diapositivo 1