A CONTRIBUIÇÃO DA PEDAGOGIA ESPECIALIZADA NA ÁREA DA
SAÚDE: ENSINO-APRENDIZAGEM DO SISTEMA BRAILLE E RECURSOS
DE INFORMÁTICA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Fátima Aparecida Gonçalves Mendes (CEPRE / FCM/ UNICAMP)
RESUMO
A leitura e escrita são formas para compreender e participar do mundo em que se vive. As pessoas cegas utilizam o Sistema Braille
(sistema tátil de leitura e escrita), e as com baixa visão utilizam-se de auxílios ópticos (lentes específicas para ampliação de imagem) e
não ópticos (contrastes, iluminação, materiais adaptados...) para leitura e escrita. Ambos utilizam-se da informática, através de recursos
como leitores de tela com sintetizador de voz e ampliadores, para leitura e escrita. O objetivo desse estudo foi mostrar a contribuição da
Pedagogia Especializada na reabilitação de adolescentes, adultos e idosos com deficiência visual de um programa do Centro de Estudos e
Pesquisas em Reabilitação “Prof. Dr. Gabriel de O. S. Porto” (CEPRE) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), da Universidade Estadual
de Campinas (UNICAMP). Realizou-se um estudo de observação participante de pessoas atendidas sendo selecionados 29 sujeitos, 08
cegos e 21 com baixa visão, idade variando de 14 a 73 anos. Conclui-se que tanto no ensino-aprendizagem do Sistema Braille quanto na
informática e seus recursos é preciso considerar o ser humano, suas experiências e o seu pensar.
INTRODUÇÃO
A leitura e escrita são formas para compreender e participar do mundo em que se vive. O
objetivo desse estudo foi mostrar a contribuição da Pedagogia Especializada na reabilitação
de adolescentes, adultos e idosos com deficiência visual de um programa do CEPRE / FCM /
UNICAMP. A deficiência visual engloba a cegueira e a baixa visão também chamada de visão
subnormal. A deficiência visual pode ser congênita ou adquirida.
Na pesquisa de Montilha (2001) em relação às ações de reabilitação a maioria dos escolares
mencionou participação em instituições (80,8%), reconhecendo essa contribuição para a
escolarização, dentre eles o ensino do Sistema Braille.
METODOLOGIA
Realizou-se um estudo de observação participante de pessoas atendidas no CEPRE. Os
sujeitos selecionados faziam parte de um grupo, de um Programa de Reabilitação do CEPRE,
sendo 08 cegos e 21 com baixa visão, idade variando de 14 a 73 anos. A deficiência visual
da maioria deles é adquirida. Foram utilizados como recursos de informática, lentes de
aumento (Windows e LentePro) e programas leitores de tela com sintetizador de voz
(Dosvox, Virtual Vision, Delta Talk e N.V.D.A.), e para o ensino-aprendizagem do braille
foram utilizados materiais em braille, bem como máquina de escrever, reglete e punção.
RESULTADO E DISCUSSÃO
Os sujeitos revelaram-se hábeis para o uso da informática por meio de programas
adaptados, encontrando soluções próprias e ampliando suas perspectivas.
Quando adquire o domínio da leitura braille verificou-se uma mudança de comportamento
inclusive em relação a sua própria autoestima e no próprio conceito que se tinha sobre o
braille. No caso dos escolares, o aprendizado do Sistema Braille e dos recursos de
informática facilitaram o seu dia a dia, inclusive na escola.
CONCLUSÃO
No ensino-aprendizagem do Sistema Braille notou-se o avanço na leitura e escrita e o
crescente interesse pela leitura, bem como uma melhoria na autoestima e na autonomia. A
acessibilidade na informática favorece o acesso à comunicação e
a aprendizagem
propiciando independência e autonomia no cotidiano de pessoas com deficiência visual.
Conclui-se que tanto no ensino-aprendizagem do Sistema Braille quanto na informática e
seus recursos é preciso considerar o ser humano, suas experiências e o seu pensar.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
MONTILHA, R.C.I. Escolarização e reabilitação de portadores de deficiência visual:
percepção de escolares e ações de reabilitação. Tese (Doutorado em Ciências Médicas). Universidade Estadual de Campinas,
Campinas, 2001.
OUTUBRO/2011
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