Reginalda Maciel
História dos Hospitais
 Ao longo da história, observamos o desenvolvimento
dos povos e das comunidades, que objetivavam a
melhoria da qualidade de vida de sua população, pelo
conhecimento documentado, a presença dos hospitais,
os aspectos sanitários e o aparecimento de práticas
exercidas pelos profissionais.
 À medida que as doenças e calamidades afetaram a
humanidade, às vezes oriundas da própria degradação
humana, vimos o quanto profissionais e leigos
buscavam práticas ou técnicas que minimizassem os
sofrimentos de seus doentes e a cura de seus males.
 Mesmo com o avanço científico e tecnológico, o
processo de mudança sempre estará frente a novos
desafios. O hospital, em toda a sua história, buscou
adaptar-se às mudanças, principalmente nas questões
que envolvem a diversidade de funções, a
complexidade e, principalmente, o desenvolvimento
profissional de seus colaboradores.
Antigüidade
 Na análise dos primórdios da história da humanidade,
dificilmente encontramos, na Antigüidade, a
denominação de um local específico, onde pessoas
doentes fossem aceitas para permanência e tratamento
por elementos com algum conhecimento, seja de
doenças, seja da "vontade divina".
 Num sentido geral, pobres, órfãos, doentes e
peregrinos, misturavam-se no que se refere à
necessidade de cuidados.
 A indicação da palavra hospital origina-se do latim
hospitalis, que significa "ser hospitaleiro", acolhedor,
adjetivo derivado de hospes, que se refere a hóspede,
estrangeiro, conviva, viajante, aquele que dá agasalho,
que hospeda. Assim, os termos "hospital" e
"hospedale" surgiram do primitivo latim e se
difundiram por diferentes países. No início da era
cristã, a terminologia mais utilizada relacionava-se
com o grego e o latim, sendo que hospital tem hoje a
mesma concepção de nosocomium, lugar dos doentes,
asilo dos enfermos e nosodochium, que significa
recepção de doentes.
Nascimento do Hospital Moderno
 As transformações
 Após o declínio do sistema hospitalar cristão,
mudanças progressivas foram ocorrendo, fazendo com
que o hospital geral, estabelecido sob a direção das
municipalidades, se desenvolvesse ao longo da Idade
Moderna, com uma organização diferenciada daquela
que a caridade cristã lhe imprimiu durante o período
anterior. Entretanto, não foi a simples secularização
dos estabelecimentos que influiu em suas
modificações. Ao contrário. Em seu início, os hospitais
conservaram vários aspectos da forma precedente.
 Três fatores convergiram para que surgisse um dos
principais traços descritivos dos hospitais, tal como
hoje os conhecemos, ou seja, a introdução, em seu
âmbito, da medicina profissional leiga:
 1º - A reforma legislativa, promovida por Kaiser
Sigismund, em 1439, incorporando a atenção médica
aos deveres de assistência social e estipulando "bases
mais consistentes para a oferta de serviços médicos nas
cidades alemãs, determinando a contratação de
médicos municipais para atender aos pobres
gratuitamente".
 2º - No século XVI, a percepção de que a atenção
médica possibilitaria a diminuição do "tempo édio de
permanência dos doentes no hospital", o que poderia
implicar "na redução de custos para o erário" (Antunes,
1989:152).
 3º - Uma nova postura, estabelecida no início do século
XVII, na cidade holandesa de Leyden, segundo a qual
os hospitais deveriam servir como centros para o
estudo e ensino da medicina e não apenas locais de
abrigo e segregação do doente, para impedi-lo de
disseminar seus males pela sociedade.
 É na Idade Moderna que surge a descentralização, a
segregação de atividades complementares e a coexistência
de pessoal administrativo, médico e auxiliar dentro das
instituições hospitalares. Na Idade Contemporânea cresce a
descentralização, aumenta a complexidade das estruturas
organizacionais e a diversidade de funções.
 Muito embora os desenvolvimentos técnico e científico
estivessem na sua plenitude, observa-se uma certa
austeridade daqueles que "administravam" os hospitais.
Nos séculos seguintes, a pesquisa científica, direcionada
para a área farmacêutica e o controle das infecções, figura
como meta de ser atingida para a obtenção de qualidade no
atendimento hospitalar.
 A nossa reflexão final é para o conceito atual, definido
pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no
Informe Técnico número 122, de 1957: "O hospital é
parte integrante de um sistema coordenado de saúde,
cuja função é dispensar à comunidade completa
assistência à saúde, tanto curativa quanto preventiva,
incluindo serviços extensivos à família, em seu
domicílio e ainda um centro de formação para os que
trabalham no campo da saúde e para as pesquisas
biossociais".
 A sua função, complementando, é a de prevenir a
doença, restaurar a saúde, exercer funções educativas e
promover a pesquisa.
HOSPITAL
 Palavra de origem do latim “hopes” – hospede, que
significa “ lugar em que há pessoas hospedadas” .
Foram diversas definições de hospital dadas ao longo
dos tempos na tentativa de conceituar mais
amplamente possível este ambiente fundamental no
restabelecimento da saúde perdida.
 Os hospitais em conjunto com os demais EAS
(Estabelecimento de Assistência a Saúde) formam um
sistema de atenção à saúde que, no caso brasileiro,
denomina-se Sistema Único de Saúde (SUS). Neste
sistema, os hospitais destacam-se por sua
complexidade funcional, elevada resolubilidade e
custos de implantação e operação.
 O termo resolubilidade, em geral desconhecido dos
arquitetos não familiarizados com a área da saúde,
refere-se à capacidade de um EAS receber, diagnosticar
e dar seguimento ao tratamento dos pacientes que o
procuram. Quanto maior a resolubilidade de uma
unidade, mais complexos deverão ser o seu apoio ao
diagnóstico e os setores de tratamento e internação.
 A Constituição de 1988 confere a todo cidadão o direito
à saúde pública gratuita. Em 1990, foi publicada a Lei
Orgânica da Saúde – Lei no 8.080, de 19 de setembro
de 1990, que regulamenta a Constituição e cria o
Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo as
competências dos três níveis de governo.
 Ao Governo Federal cabe formular as políticas e
normas, controlar e avaliar sua implantação e apoiar as
demais esferas de poder.
 Cabe ao Governo Estadual promover a
descentralização dos serviços e ações de saúde para os
municípios; controlar e avaliar a rede integrada do SUS
e, suplementando o Governo Federal, formular normas
e padrões de funcionamento.
 Ao Governo Municipal cabe planejar, programar e
organizar a rede regionalizada e hierarquizada de
saúde do SUS, gerenciando, executando e avaliando as
ações de saúde prestadas pela rede pública.
Funções
 De acordo como (OMS) agrupou as funções que
podem, ser desenvolvidas no hospital, da seguinte
forma:
 Função de prevenção: Principalmente nos
ambulatórios, onde os pacientes retornem após a alta
para controle. A prevenção consiste: Vigilância
materno-infantil; vigilância no crescimento normal
da criança e adolescente; controle as doença
transmissíveis e prevenção da invalidez mental e
física.
 Função de ensino, educação e pesquisa: ensino
pratico das profissionais de medicina, enfermagem,
serviço social, etc., formação de pós-graduação e
especialistas, aspectos físicos, psicológicos e sociais
da saúde e doença, atividades hospitalares, técnicas
e administrativas.
 PESQUISA : O hospital serve de campo para a
pesquisa científica relacionada a saúde.
 REABILITACAO: O hospital faz através do
diagnóstico precoce utilizando os cuidados
clínicos, cirúrgicos e especiais por meios dos quais
o paciente adquire condições de retornar ao seu
meio e suas atividades.
 CURATIVA: A função a qual o Brasil faz como
função principal. Tratamento de qualquer
natureza.
Classificação
 De acordo com o atendimento, visando o aspecto
clinico, o hospital , pode ser: geral e especializado.
 Geral: E o hospital destinado a atender pacientes
portadores de doenças das varias especialidade
médicas. Poderá ser restrito a um grupo etário
(hospital infantil); a determinada camada da
população (hospital militar); ou a finalidade
especifica como hospital de ensino.
 Especializado: Limita-se a atender pacientes
necessitados da assistência de determinada
especialidade médica. Ex. Hospital do Câncer.
PORTARIA Nº 1.101, DE 12 DE JUNHO DE
2002
 Leitos hospitalares
 Mínimo – 2,5 leitos/1.000 habitantes
 Máximo – 3 leitos/1.000 habitantes
 Leitos de UTI
 Mínimo – 4% dos leitos hospitalares
 Máximo – 10% dos leitos hospitalares
 A quantidade de leitos hospitalares ou de
profissionais de saúde em relação ao número de
habitantes também não são índices suficientes
para avaliação de um sistema de saúde. Por
exemplo, uma pequena cidade que não dispõe de
leitos porque faz parte de um consórcio de
municípios. No caso, é mais economicamente
viável transportar os pacientes a um hospital de
referência numa cidade vizinha e repassar a esta
cidade uma parcela dos impostos do que construir
um hospital próprio. Seu índice de
leitos/habitantes é zero e nem por isso a população
está mal assistida.
 Outro exemplo vem de países industrializados,
como o Canadá. Lá, o número de leitos por
habitante tem sido reduzido drasticamente nos
últimos anos, como resultado da estratégia de
investir em tecnologia e no aumento da capacidade
resolutiva do sistema de saúde. Exames que
antecedem uma cirurgia, por exemplo, são feitos a
nível ambulatorial. A idéia é deixar o paciente o
menor tempo possível internado.(2003)
 Do ponto de vista gerencial, visando o aspecto
administrativo pode ser: governamental, federais,
municipais e particulares.
 De acordo com a localização ou estrutura: horizontal,
vertical.
De acordo com capacidade:
 Pequeno porte: ate 49 leitos
 Médio porte: de 50 a 199 leitos
 Grande porte: de 200 a 499 leitos
 Porte especial: acima de 500 leitos
De acordo com a permanecia
da clientela
 Hospital dia
 Hospital de curta permanência
 Hospital de longa permanência
 Hospital de crônicas
 Hospital Local: é o estabelecimento de saúde
destinado a prestar assistência medica em regime
de internação e urgência, nas especialidades
médicas básicas. Com agrupamentos
populacionais com menos de 20.000 habitantes, o
hospital local é referencia de internação.
 Hospital Regional: é o estabelecimento de saúde
destinada e prestar assistência médica em regime
de internação e emergência nas especialidades
médicas básicas. A população mínima da área não
deve ser menor do que 20.000 habitantes.
O Ministro de Estado da Saúde, no uso das atribuições que lhe confere o
artigo 2º do Decreto nº 76.973, de 31 de dezembro de 1975, e tendo em
vista o disposto no artigo 1.º, I, g, da Lei n.º 6.229, de 17 de julho de 1975,
 RESOLVE:
 I - Ficam aprovados as normas e os padrões sobre construções
e instalações de serviços de saúde, que com esta baixam, a
serem observados, em todo o território nacional, em
complementação à Portaria Ministerial n.º 30, de 11 de
fevereiro de 1977, para os efeitos do disposto nos artigos 4.º e
5.º do Decreto n.º 76.973, de 31 de dezembro de 1975.
 II - O órgão competente da Secretaria Nacional de Ações
Básicas, de Saúde, do Ministério da Saúde, se articulará com
as Secretarias de Saúde, a fim de orientá-las sobre o exato
cumprimento e interpretação das normas aprovadas.
 III - A inobservância das normas e padrões aprovados por
esta Portaria constitui infração à legislação sanitária federal
tal como configurado no artigo 10, II, da Lei n.º 6.437, de 20
de agosto de 1977.
As unidades hospitalares, dentre os diversos tipos de
EAS, são as que mais dependem da qualidade do
fornecimento de água e de energia elétrica, já que
falhas nestes serviços, especialmente em se tratando
deste último insumo, colocam em risco a saúde e a
própria vida dos pacientes. Além de grandes
consumidores de água e energia, os hospitais, cada
vez mais, exigem sistemas de comunicação
confiáveis, que viabilizam a adoção de tecnologias
sofisticadas de transmissão de dados, utilizadas
pelos complexos sistemas de agendamento de
consultas e de diagnósticos remotos, em tempo real.
 Desta forma, os estudos de localização de uma nova
unidade hospitalar devem contemplar uma análise
cuidadosa das redes existentes, da qualidade dos
serviços públicos prestados, das condições de
acessibilidade, do uso do solo predominante no
entorno, das características socioeconômicas e
epidemiológicas da população, na área de influência
da unidade.
 Deverão ser ainda considerados aspectos físicourbanísticos, tais como a localização e as dimensões
das áreas disponíveis, suas características topográficas
e geológicas, clima, insolação, níveis de ruído e
legislação urbanística.
 No que diz respeito à edificação, são necessários
estudos abrangendo os acessos de pacientes e
funcionários, a localização e o dimensionamento dos
pátios de serviço e estacionamentos, a orientação do
prédio com relação à insolação, a taxa de ocupação e
outros parâmetros urbanísticos.
 Quando, em função do seu porte e complexidade, o
hospital é constituído por diversos blocos, torna-se
imprescindível a análise das relações funcionais e
espaciais entre as edificações, isto é, das relações
espaciais intramuros.
 Deverá ser levado a efeito estudo das condições especiais
para a localização do hospital e escolha de terreno,
objetivando-se:
 a) Abastecimento de água adequado em qualidade e
quantidade com um mínimo de 500 litros por dia e por
leito.
 Disponibilidade de rede de esgotos e de águas pluviais,
assim como de luz, força, telefone e gás;
 b) Proximidade ao centro de comunidade a que a
instituição médico-hospitalar se destinar, facilidade às
vias de acesso e aos meios de transporte;
 c) Ocupação de, no máximo, 50% da área total do terreno,
já computadas as de ampliações futuras;
 d) Orientação da construção que permita iluminação
e ventilação adequadas nos locais de permanência
prolongada dos pacientes e em outros especiais,
como os centros cirúrgicos e obstétricos;
 e) Existência de drenagem natural e evitar
movimentação de terra e terrenos de aterro;
 f) Afastamento mínimo de 5 metros em relação às
vias públicas e de 3 metros em relação as divisas de
propriedades vizinhas, obedecendo-se leis estaduais
e códigos de postura municipais;
 g) Evitar proximidade de áreas de influência de
indústrias, depósitos de inflamáveis e explosivos,
quartéis, centros de diversões, cemitérios e outros
agentes produtores de ruídos, poeiras, fumaças e
fortes odores.
ÁREAS DE CIRCULAÇÃO EXTERNA
E INTERNA
 A - CIRCULAÇÃO EXTERNA
 1. Entradas e Saídas
 Todo hospital deverá ter as seguintes entradas
e saídas independentes:
 a) para pacientes e visitantes;
 b) para servidores, material e serviço;
 c) para a Unidade de Emergências;
 d) para a Unidade de Ambulatórios (ou de
Pacientes Externos
 e) para a sala de guarda de cadáveres.
 2. Locais de estacionamento
 Deverão ser previstos locais de estacionamento para
viaturas de médicos, servidores, acompanhamentos,
bem como para ambulância e demais veículos de
serviço respeitado um mínimo de 12 m2 para cada 4
leitos.
B - CIRCULAÇÃO INTERNA
• A circulação interna do hospital deverá ser
estudada de forma a:
 a) proteger de tráfego estranho ao serviço áreas
como Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico,
Unidade de Terapia Intensiva, Berçário e
Unidades especiais de Isolamento;
 b) evitar o cruzamento dos tráfegos limpo e
contaminado;
 c) evitar o cruzamento desnecessário de
pacientes internos, externos e de visitantes
 A circulação interna compreende:
 1. Circulação horizontal
 1.1. Os corredores de circulação de pacientes
ambulantes ou em cadeiras de rodas, macas, ou cama,
de tráfego intenso do pessoal, de material, deverão ter
a largura mínima de 2m, não podendo ser utilizados
como sala de espera.
 Nas áreas de circulação só poderão ser colocados
cabines telefônicas, bebedouros e extintores de
incêndio, de tal forma que não obstruam o tráfego ou
reduzam a largura mínima especificada.
 1.2. Os corredores internos e de uso exclusivo do
serviço, quando destinados apenas à circulação de
pessoal de cargas não volumosas, deverão ter um
mínimo de 1,20 m largura.
 2. Circulação vertical
 A circulação vertical para movimentação de pacientes
da unidade hospitalar só poderá ser feita basicamente
através de rampas e elevadores.
2.1. Escadas
 A construção das escadas deverá obedecer Portaria
do Ministério do Trabalho e Previdência Social,
referente à prevenção de incêndio, ao Código de
Obras da localidade e outras exigências legais
supervenientes, bem como às seguintes
especificações adicionais:
 a) as escadas que por sua localização se destinem
ao uso de pacientes, deverão ter largura mínima de
1,50 m;
 b) nas unidades de internação, a distância entre a
escada e a porta do quarto (ou enfermaria) mais
distante não deverá ultrapassar de 35 m;
 c) escadas destinadas ao uso exclusivo do pessoal deverão
ter largura mínima de 1,20 m;
 d) o piso de cada degrau deverá ser antiderrapante e ter
profundidade mínima de 30 cms;
 e) a altura de cada degrau não deverá ser superior a 14
cms;
 f) nenhuma escada deverá ter degraus dispostos "em
leque";
 g) nenhum lance de escada deverá vencer mais de 2,00 m
sem patamar intermediário;
 h) o vão de escada não poderá ser utilizado para a
instalação de elevador ou monte-carga;
 i) as escadas não poderão abrir diretamente no corredor;
 j) o hall das escadas servindo mais de 3 pavimentos deverá
estar isolado por porta corta-fogo;
 l) no pavimento em que se localize a saída do prédio deverá
estar nitidamente assinalado "SAÍDA'.
Rampas
 As rampas deverão ser construídas obedecendo os
itens:
 a) rampas só poderão ser utilizadas para atender, no
máximo, a dois pavimentos;
 b) nenhuma rampa poderá ter inclinação superior a
10%;
 c) nenhuma rampa deverá ter largura inferior a 2,00 m;
 d) toda rampa deverá ter obrigatoriamente piso antiderrapante e proteções laterais com corrimão;
 e) em nenhum ponto da rampa o pé direito deverá ser
inferior a 2,00 m.
Elevadores
 A instalação de elevadores deverá obedecer à
Norma NB-30 da ABNT, aos dispositivos legais do
Ministério do Trabalho e Previdência Social e a
outras exigências legais, bem como às seguintes
especificações adicionais:
 Capacidade
 A instalação deverá ser capaz de transportar em 5
minutos;
 8% da população calculada em 1,5 pessoas por
leito, quando houver monta-carga para o serviço
de alimentação e material;
 12% da população calculada em 1,5 pessoas por
leito, onde não houver monta-carga.
Para transporte de pacientes
 Deverão ser instalados elevadores para o transporte de
pacientes em toda a instituição que tenha unidade de
internação ou unidade de diagnóstico e tratamento dos
pacientes internados, centro cirúrgico, centro
obstétrico, unidade de terapia intensiva e radiologia,
localizadas em pavimento diferente do térreo.
Excetuam-se os hospitais onde uma ou mais das
unidades acima referidas estejam localizadas num
pavimento apenas, diverso do térreo e servido por
rampa.
A COR EM ESTABELECIMENTOS DE
SAÚDE
 Os hospitais têm sofrido grandes
transformações físicas nos últimos anos,
exatamente para atender melhor o paciente,
oferecer-lhe mais qualidade de vida e
perspectiva de recuperação e, nesse sentido,
a cor, hoje, deve ser vista como um elemento
que participa dessa mudança uma vez que
proporciona bem-estar e tranqüilidade.
 A harmonia visual bem como o equilíbrio
cromático dependem do tamanho e da forma da
área revestida. Assim, algumas cores atraem,
outras repelem – isso quando a cor utilizada não
for apropriada àquele espaço – podendo, também,
transmitir sensações de calor ou de frio, agitar ou
inibir as pessoas.
 Segundo Pedrosa (1989, p.18):
 [...] o fenômeno da percepção da cor é mais
complexo que o da sensação. Se nesta entram
apenas os elementos físicos (luz) e fisiológicos (o
olho), naquela entram, além dos elementos
citados, os dados psicológicos que alteram
substancialmente a qualidade do que se vê.
 A cor pode criar ilusões, influenciar diretamente o
espaço e criar efeitos diversos, como monotonia ou
movimento e, com isso, diminuir ou aumentar a
capacidade de percepção, de concentração e de
atenção.
 Kandinsky (apud GUIMARÃES, 2002, p.82) afirma que
a cor quente sobre a superfície tende a aproximar o
objeto do espectador, ao passo que a fria distancia.
Assim, tetos e pisos sofrem essas influências: o teto
branco dá a impressão de aumentar o espaço, pisos
mais escuros passam a idéia de “base, apoio”, enquanto
as cores mais claras causam uma sensação de leveza.
 O ser humano possui facilidade para se adaptar às mais diversas
situações ambientais, por isso, em muitos hospitais, o que
acontece é uma aceitação dos funcionários e pacientes às
instalações, mesmo não contando com o auxílio destas para o
desempenho de suas atividades, o que provoca uma queda na
produtividade. Portanto, nos hospitais, onde pessoas são, por
diversas vezes, atendidas com risco de vida, as equipes trabalham
sob tensão, e os fatores ambientais não podem ser mais um
motivo de estresse.
 As cores, quando usadas em blocos de prédios, andares ou
unidades específicas, vão dar uma visão geral do conjunto –
orientação espacial – facilitando a locomoção do indivíduo em
função dessas informações recebidas da arquitetura do ambiente,
permitindo definir seu próprio deslocamento através de um
“mapa mental” (BINS ELY, 2003).
O que é válido salientar quanto à sensibilidade
ao uso das cores é:
 a) o olho humano somente é sensível a comprimentos de
onda compreendidos na ordem de 1/8, porém à medida
que envelhecemos começamos a não perceber mais os
espectros pelo lado do violeta;
 b) o olho humano percebe aproximadamente 165 tons,
sendo que a sensibilidade para perceber diferenças mais
sutis, dentro do espectro, variam de cor para cor.
Normalmente distinguimos grandes diferenças no
cumprimento de onda do vermelho e do violeta, e pouca
no amarelo e laranja.
 c) as cores possuem um limiar cromático, ou seja, elas
desaparecem se reduzida a intensidade luminosa ao
seu limite. Por isso é que cores como o amarelo se
sobressaem durante o dia, enquanto que cores como o
azul se sobressaem de noite.
 d) Efeito pós-imagem: ocorre quando olhamos para
um objeto brilhante e, mesmo após nossos olhos terem
deixado de fixá-lo a imagem permanece na retina.
 e) A percepção humana é sujeita à indução espacial, ou
seja, a visão de uma superfície colorida exerce
influência na superfície colorida vizinha; quanto mais
complementar for a cor, maior a essa influência
 Na área hospitalar, as cores também estão presentes na
organização das instalações, como no caso de gases,
facilitando a orientação para sua utilização e
manutenção.
 Na percepção da cor como informação, podem ocorrer
dificuldades devido à baixa acuidade visual do próprio
indivíduo ou a um excesso de reflexão luminosa no
espaço físico, provocando excesso de informação.
Fatores emocionais, também, são grandes causadores
da má percepção da cor em ambiente hospitalar.
 As cores, quando condicionadas, são usadas para
identificar perigo, alerta ou situação de risco e, assim,
provocam reação de defesa no espectador. Como
exemplo de simbologia de algumas cores utilizadas
nesses casos, tem-se (GRANDJEAN, 1998, p.311):
 vermelho aviso de - perigo
 amarelo aviso de - transporte
 verde equipamentos de - socorro
 azul sinalização, avisos e orientação
 Para identificar os diversos tipos de resíduos sólidos, as
cores mais utilizadas são:
 Azul - papel
 Amarelo - metal
 verde - vidro
 vermelho - plástico
 O grau de reflexão das cores no campo do trabalho e
do repouso é de grande importância, tanto para o
poder da visão quanto para o conforto visual e, se a
distribuição de densidade luminosa (brilho) for
formada por contrastes intensos, pode provocar grande
desconforto. Deve-se trabalhar os objetos de maior
destaque no campo visual com a mesma intensidade
de brilho.
 Abaixo, pode-se observar os principais graus de
reflexão em percentual do fluxo luminoso incidente
nas cores, segundo Grandjean (1998, p.311)











Cor e materiais
Reflexão em %
Branco.
100
Alumínio, papel branco.
80 - 85
Marfim, amarelo limão forte. 100 - 75
Amarelo forte, ocre claro, verde claro, azul pastel, rosa claro,“tons
cremes”
60 - 65
Verde limão, cinza claro, rosa, laranja forte, cinza azulado. 50 - 55
Caliça, madeira clara, azul celeste. 40 - 45
Madeira de carvalho clara, concreto seco. 30 - 35
Vermelho forte, verde grama, madeira, verde oliva, marrom.
20 - 25
Azul escuro, vermelho púrpura, castanho, cinza ardósia, marrom
escuro.
10 - 15
Preto.
0
 São recomendados os seguintes graus de reflexão, para
um bom conforto visual (GRANDJEAN, 1998, p.227):
 Teto 80 a 90%
 Paredes 40 a 60%
 Móveis 25 a 45%
 Máquinas e aparelhos 30 a 50%
 Pisos 20 a 40%
 Deve-se utilizar combinação de cores nas unidades de
saúde. As tonalidades quentes ou frias devem ser
equilibradas. Com a predominância das tonalidades
quentes, quando não excessivamente estimulantes,
mas o suficiente para manter os pacientes despertos e
os funcionários com uma boa produção, o local fica
com aspecto vivo e animado, e pode-se dizer o mesmo
dos pacientes e funcionários.
Abaixo pode-se observar um quadro com os efeitos psicológicos de algumas
cores, segundo Grandjean (1988, p.313)
Cor
Efeito de distância
Efeito de temperatura
Disposição psíquica
Azul
Distância
Frio
Tranqüilizante
Verde
Distância
Frio a neutro
Muito tranqüilizante
Vermelho
Próximo
Quente
Muito irritante e
intranqüilizante
Laranja
Muito próximo
Muito quente
Estimulante
Amarelo
Próximo
Muito Quente
Estimulante
Marrom
Muito próximo
Contenção
Neutro
Estimulante
Violeta
Muito próximo
Muito próximo
Agressivo
intranqüilizante,
desestimulante
 O uso da cor deve atender soluções específicas para diferentes
ambientes, tendo em vista condições estéticas, conforto e que
estabeleça a integração com os diversos espaços, que devem ser
analisados com critério, levando-se em conta o ser humano e
suas fragilidades. Para isso, é necessário planejamento,
conhecimento, estudo da área e da cores a serem utilizadas,
buscando-se integrar a luz natural com a artificial, a fim de se
alcançar eficiência e conforto visual. Ao dar-se sentido e
significado a uma informação recebida, desenvolve-se operações
psicológicas no campo das emoções, que podem ser negativas ou
positivas. Portanto, ambientes humanizados e coloridos são
essenciais em estabelecimentos de saúde. E isso é uma arte tanto
quanto uma técnica. A cor não deve ser um fim em si mesma,
mas um meio estético para proporcionar conforto e tranqüilidade
aos pacientes e àqueles que trabalham em hospitais.
Para a obtenção de melhores resultados:
 a) Introjetar que o uso da cor é um dos recursos mais
econômicos para promover mudanças em um
ambiente, sejam elas físicas, mentais ou cognitivas.
 b) Toda cor afeta o ser humano, seja pelo
eletromagnetismo, seja pela representação psicosocial;
 c) Ao optar por uma cor, decidir paralelamente o tipo de
iluminação a ser adotado. Fisiologicamente sabe-se que
a iluminação afeta a percepção visual da cor.
 d) Estudar criteriosamente a cor a ser usada na pintura
dos tetos e vigas, a fim de se obter a impressão desejada
de elevar, reduzir, aumentar ou diminuir.
 e) Considerar que as cores frias dão a impressão de ambientes
maiores, aumentando as dimensões de um recinto, enquanto que as
quentes diminuem.
 f) Evitar cores contrastantes próximas, na área de trabalho, pois
aumentam a fadiga.
 g) Lembrar que as cores válidas para as paredes, não o são para o teto
ou piso, onde causariam efeitos negativos. Um teto branco
proporciona melhor iluminação, por seu maior índice de reflexão.
 h) Dosar adequadamente as cores: as cores frias são convenientes
para ambientes onde se deseja relaxamento, pela sugestão de
temperatura agradável e de tranqüilidade, quando em excesso
podem tornar o ambiente depressivo e monótono. E que cores
quentes embora excitem o SNC, (Sistema Nervoso Central) atuando
favoravelmente na vitalidade; em quantidade geram estresse,
tornando os indivíduos mais predispostos a discussões.
 i) Observar que a receptividade e reação às cores
dependem de aspectos relacionados à idade, sexo e
cultura.
j) Evitar cores primárias muito fortes que podem
ocasionar uma sensação de pós-imagem.
 k) Quebrar a monotonia de um ambiente pelo uso de
cores estimulantes.
 l) Usar cores diferentes para separar áreas distintas:
trabalho, lazer, descanso, etc..
 m) Usar cores mais intensas e estimulantes, em
ambientes de pequena permanência, como corredores,
escadas, banheiros ou depósitos, para torná-los mais
atrativo; contudo , de forma controlada para não
tornarem-se visualmente agressivos.
 n) Observar que objetos menores, tais como móveis e máquinas
devem ser considerados como elementos de integração e/ou
contraste.
 o) Observar que, como as superfícies maiores contribuem
consideravelmente para a distribuição da luz por reflexão e
interreflexão, os índices de refletância luminosa devem ser altos
onde a iluminação de tarefas são importantes.
 p) Considerar o propósito primeiro do esquema de cores:
conforto visual num cômodo escolar; dignidade numa igreja;
uma atmosfera de excitação num circo; etc.
Referências Bibliográficas
AIRES, Margarida de Mello, Fisiologia Básica. São Paulo: Guanabara Koogan, 1986.
COUTO, Hudson de Araújo. Ergonomia Aplicada ao trabalho: manual técnico da
máquina humana. Belo Horizonte: Ergo editora, 1995.
GRANDJEAN, Etienne. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Porto
alegre: Artes Médicas, 1998.
FOGLIA, Virgilio G., Visão. In: Fisiologia Humana. São Paulo: Guanabara Koogan, 1987.
IIDA, Itiro. Ergonomia: projeto e produção. São Paulo: Editora Edgar Brücher, 1990.
ILUMINATING ENGINEERING SOCIETY OF NORTH AMERICA. IESNA Lighting
Education. New York: IESNA, 1993.
JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1988.
LACY, Marie Louise. Conhece-te através da cores. São Paulo: Pensamentos, 1989.
MACHADO, Angelo. Neuroanatomia funcional. 2. Ed. São Paulo: Atheneu, 1993.
PEDROSA, Israel. Da cor à cor inexistente. Brasília: UnB, 1982.
PINKER, Steven. Como a mente funciona. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
VERDUSSEN, R., Ergonomia: a racionalização humanizado do trabalho. Rio de Janeiro:
Livros Técnicos e Científicos, 1978.
Foto de um Quarto do Hospital
Albert Aistein
INFECÇÃO HOSPITALAR
 A infecção hospitalar é aquela que não estava
presente e nem em incubação ( se desenvolvendo
sem se manifestar, em silencio) no momento em que
o cliente internou no hospital. A infecção
comunitária é aquela que já estava presente no
momento em que o cliente internou no hospital.
Pode ate estar em incubação e aparecem os sintomas
após a internação.
 Portaria n.º 196, de 24 de julho de 1983 – M.S : “ E
qualquer infecção adquirida após a admissão do
cliente, e que se manifesta no decorrer da sua
permanecia no hospital, ou mesmo depois da alta,
em alguns casos conduzindo ate a morte, mas
sempre relacionada com a hospitalização”.
Tipos de infecções hospitalares
 De acordo com o local de instalação: infecção urinarias,
infecções cirúrgicas, infecções respiratórias, Sepses.
 De acordo com o agente causador:
 Cruzada: provocada pôr uma cepa que penetra no organismo
enfermo com um sistema defensivo gravemente afetado,
procedente de um portador ou dos fômites de outros doentes.
 Superinfecções hospitalar: é um quadro clinico, causado pôr
uma nova bactéria que atua como agente continuador do
processo infeccioso no qual o doente é portador.
 Infecções oportunistas: provocada pôr germes não patogênicos
de um organismo comprometido.
Suscetibilidade do Hospedeiro
 Os seguintes grupos de pessoas estão sob maior riscos de
adquirir infecções, independentemente de hospitalares ou
comunitárias.
 1- Pessoas nos extremos das faixas etárias, ou seja, recém
nascidos e idosos. Os recém nascidos pôr sua imunidade
ainda não complemente desenvolvida e os idosos em função
de que os diversos sistemas do organismo aos poucos vão
reduzindo sua perfeita capacidade funcional.
 2 – Condições de imunização
 3 - Tipo de doença básica
 4 - Efeitos do procedimento de diagnostico e da terapêutica :
biópsia, cateterização, aspirações de fluidos, cirurgias , uso
de antibióticos, radiações ionizantes.
 5 – Clientes com necessidades de drogas imunossupressoras









como quimioterapicos e corticoiteróides.
6 – Clientes com determinadas doenças crônica, como
diabéticos, leucemicos, Câncer, linfoma ou nefrose
7 – Clientes sob stress.
8 – Clientes com alterações de sua barreira naturais
9 – Clientes com problemas neurológicos afetando suas
respostas reflexas.
10 – Clientes desnutridos
11 - Clientes obesos (pôr maior risco para infecção cirúrgicas)
12 - Fumantes ( maior risco para infecções cirúrgicas e
respiratórias)
13 - Alcoolismo
14 - Hipogamaglobulinemia
Defesa
 1 – Imunidade celular ( defesas gerais desenvolvidas
pelo organismo, levadas através do sangue e fluidos).
 2 – Imunidade Passiva ( passada de mãe para o filho
pela placenta ou pela amamentação)
 3 – Imunidade Ativa: adquirida após Ter uma doença e
ficar imune á ela e adquirida através de vacinas.
Transmissão das infecções hospitalares
 As infecções hospitalares se desenvolvem pela
combinação de diferentes fatores:
 a) Defesas individuais ( suscetibilidade do hospedeiro)
 b) Grau de agressividade dos microorganismos
(agentes infeccioso).
 c) Modo de transmissão da doença -( forma do
microorganismo entrar no organismo humano)
 d) O meio ambiente
Fontes de infecção
 As fontes imediatas de microorganismos no hospital
são:
 a) As pessoas : funcionários, visitantes e clientes.
 b) Fômites: são objetos inanimados ( material e
equipamentos médicos)
 c) Alimentos
 d) Animais antrópodes
Vias de transmissão
 a) Transmissão por contato
 - Via direta: contaminação direta da fonte ao receptor
sem um objeto intermediário
 - Via indireta s microorganismos transferem – se da
fonte para o receptor através de um objeto
intermediário
 - Por goticulas : são aquelas cujos agentes infecciosos
são transmitidos da fonte em forma de goticulas ao
receptor que se encontra a curta distancia.
 b) Transmissão pelo ar
 Dependendo do tipo de doença pode ser apenas pela
respiração (mais raro) ou por espirro ou tosse. Pessoas
com gripe ou outras infecções muito transmissíveis,
como o sarampo e tuberculose se transmitem desta
forma.
 c) Transmissão por vetores
 Locais sujos podem ser atrativos de insetos e roedores,
causando a transmissão de doenças através destes
vetores de infecção.
 d) Transmissão por fonte/ veiculo comum
TIPOS DE PRECAUÇÃO PARA
ISOLAMENTO
 As precauções para isolamento, baseadas no modo de





transmissão dos microrganismos, podem ser classificadas em 3
tipos:
1- Precauções de contato
2- Precauções respiratórias para aerossóis
3 - Precauções respiratórias para gotículas
Na maioria das doenças é suficiente a aplicação de um tipo de
precaução. Porém para outras, que podem ser transmitidas por
vias diversas, há necessidade da combinação de 2 tipos de
precaução.
A aplicação de qualquer uma dessas precauções não exclui o uso
das precauções padrão.
 Bibliografia
 - ANTUNES, José Leopoldo Ferreira. Hospital: instituição e




história social. São
Paulo: Letras e Letras, 1991.
- ________. Hospital: instituição e história social. São
Paulo: USP-FFCL, 1989 (dissertação de Mestrado).
BRAGA, J.C.S. A questão de saúde no Brasil. Campinas:
Universidade Estadual, 1978 (dissertação de Mestrado).
- BRUTSCHER, Sônia Maria. Análise da atuação da
enfermagem em ambulatório: a distância entre "dever ser" e
"ser". São Paulo: Faculdade "São Camilo" de Administração
Hospitalar, 1991 (dissertação de Mestrado).
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O AMBIENTE HOSPITALAR