Memórias de Experiências
Traumáticas
Apresentação:
Felícia Lisboa, Ana Paula Mourato e Pedro Lisboa
Grupo de Estudos do Trauma
Memórias de Experiências Traumáticas
 Questão central do texto:
Existe uma repressão das memórias das
experiências traumáticas, ou essas
experiências são recordadas com
precisão exacta?
Memórias de Experiências Traumáticas
Para se compreender o que acontece com
as memórias das experiências
traumáticas é preciso diferenciar dois
conceitos…..
Memórias de Experiências Traumáticas
Repressão:
Conceito de origem psicanalítica que se
refere a um mecanismo de defesa que
consiste na impossibilidade de aceder de
forma consciente a conteúdos
emocionais muito negativos.
Memórias de Experiências Traumáticas
Esquecimento:
Incapacidade de aceder a memórias
devido a problemas de codificação,
armazenamento ou recuperação, que
são processos universais para quaisquer
tipo de memórias.
Memórias de Experiências Traumáticas
Dada a dificuldade de se investigar neste
campo, foram desenvolvidos quatro
metodologias diferentes de recolhas de
dados…
Memórias de Experiências Traumáticas
1) Simulação em laboratório de situações
stressantes
Dificuldades com este método  apesar do
método poder medir a eficácia da memória,
existem investigadores que põe em causa se
podemos generalizar os processos
envolvidos neste tipo de memória para os
processos envolvidos na memória de
experiências traumáticas.
Memórias de Experiências Traumáticas
2) Perguntar aos sujeitos se eles têm
dificuldades no acesso às suas memórias
traumáticas
Dificuldades com este método  fiabilidade no
relatório dos sujeitos em relação às suas
dificuldades de memória actuais e passadas.
Para além disso, os resultados podem variar
se esses sujeitos confundirem o que são
memórias reprimidas com o que é uma perda
normal de memória devida ao tempo.
Memórias de Experiências Traumáticas
3) Pedir aos sujeitos para fazerem uma narrativa, escrita
ou verbal do trauma que possa revelar as suas
dificuldades de memória.
Dificuldades deste método  os detalhes que os sujeitos
dão não correspondem necessariamente àquilo que
eles na verdade recordam. Para além disto, quando os
sujeitos escrevem ou contam acerca das suas
experiências traumáticas, as suas narrativas reflectem,
não só a qualidade das suas memórias, mas também
as suas capacidades verbais.
Memórias de Experiências Traumáticas
4) Comparar as memórias de adultos abusados na
infância com os registos públicos desses abusos
Dificuldades deste método  o que é contado pode não
corresponder a uma verdadeira recuperação de
memórias, assim como o facto de haver omissões no
relato poder não corresponder a uma incapacidade de
recuperar a informação. Para além de tudo isto, os
registos públicos podem também não corresponder à
realidade pois são baseados nas memórias destes
mesmos sujeitos enquanto crianças.
Memórias de Experiências Traumáticas
Questões finais:
A) As melhores conclusões/investigações são aquelas que
resultam de um cruzamento de dados provenientes destes
quatro tipo de investigação;
B)
Toda a investigação acerca da memória tem origem na
investigação da psicologia cognitiva;
C) Assim, tendo em conta o corpo teórico deste campo de
investigação, todas as memórias são influenciadas por
múltiplos factores durante as fases de codificação,
armazenamento e recuperação;
D) Em relação à dificuldade de recordar traumas ocorridos durante
a infância, a amnésia infantil e o desvanecer das recordações
com o tempo são explicações alternativas a memórias
traumáticas reprimidas.
Memórias de Experiências Traumáticas
e) É importante diferenciar também falsas memórias e/ou memórias
reconstruídas das memórias traumáticas;
F) Algumas técnicas de recolha de informação acerca das memórias
traumáticas levam à construção de falsas memórias, como a
investigação tem demonstrado;
G) A investigação de memórias traumáticas tem aspectos
metodológicos únicos, é portanto importante procurar os factores
normativos que possam influenciar os processos de codificação,
armazenamento e recuperação;
H) Finalmente, e tendo em conta o que já foi dito, limitações na
recordação de eventos traumáticos não quer dizer que haja
amnésia psicogénica.
Memórias de Experiências Traumáticas
Referências Bibliográficas:
Lindblom, K. M., Gray, M. J. (2008). Memories of Traumatic Experiences.
In G. Reyes, J.D.Elhai, J.D. Ford, The Encyclopedia of Psychological
Trauma (pp. 421-424). New Jersey: Wiley
Apresentação:
Felícia Lisboa – felicia.lisboa@gmail.com
Ana Paula Mourato – ana.mourato@sapo.pt
Pedro Lisboa – pedrojflisboa@gmail.com
Grupo de Estudos do Trauma
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