al na
Ilustração digit
moda
Graduanda de
outinho Pinheiro;
Design de Moda:
UFC
Gabriela C
gmail.com
UFC
[email protected]
esign de Moda:
D
de
so
ur
C
do
te
reto Matos; Docen
Adriana Leiria Bar
c.br
[email protected]
Resumo
O presente artigo tem o propósito de apresentar um estudo sobre
Ilustração Digital em Moda. Para isto, o artigo se inicia fazendo
um levantamento sobre a história da Ilustração em si, chegando
a um conceito de Ilustração de Moda, fazendo um paralelo com
a criação do próprio computador pessoal. Em seguida, foram
apresentados os principais softwares utilizados no processo
criativo de Ilustrações de Moda, como o CorelDRAW®, o Adobe
Photoshop® e o Illustrator®, visando expor as suas principais
aplicações. Após abordar os principais softwares, por fim serão
discutidas as técnicas fundamentais usadas por Ilustradores,
relacionando-as com os softwares, expondo as suas características
e aplicações. Espera-se assim contribuir com essa área de estudo
na formação de ilustradores de moda.
Palavras-Chave: ilustração; moda; digital
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
244
Ilustração digital na moda
Introdução
O presente artigo aborda o tema Ilustração Digital em Moda, visando esclarecer a
importância dos recursos disponíveis para esse campo e também expor as técnicas que os
ilustradores profissionais utilizam a partir destes programas. A ilustração digital teve o seu início
recentemente, a partir dos anos 1990, portanto ainda carece de maiores investigações a seu
respeito.
Buscou-se levantar informações quanto à origem da Ilustração Digital de Moda, visando
compreender a sua importância para as ilustrações criadas hoje. Também foi analisada a
utilização das novas tecnologias em comunhão com os procedimentos tradicionais, assim
como buscou-se estudar a influência do uso desses aparatos no resultado final do processo
de criação de ilustrações.
Breve história da ilustração de moda
A história da ilustração de confunde com a própria história da escrita, já que as primeiras
formas de manifestação de comunicação humana deram-se através de figuras rupestres. Mais
tarde, no Egito antigo, surge a primeira versão do que viria a ser um livro ilustrado – o Rev Nu
Pert Em Hru, ou Livro dos Mortos. Inicialmente, os escribas dividiam o espaço do papiro para
fazer a narrativa em hieróglifos, deixando espaços em branco a serem futuramente preenchidos
pelos artistas. Gradativamente, as ilustrações passaram a ter mais importância, e coube aos
artistas iniciarem a produção, invertendo o processo e deixando espaços pequenos para os
escribas preencherem.
Por volta de 1450, surgem os primeiros impressos, denominados de “Manuscritos
Iluminados”. Profissionais adornavam esses manuscritos, contribuindo para a riqueza e
iluminação das páginas folheadas a ouro. Daí surgiu o termo ilustrador – ou iluminador.
A ilustração de moda teve a sua primeira manifestação no século XVII, com as gravuras
detalhadas de Wenceslaus Hollar, um artista inglês que produzia também gravuras de formas
arquitetônicas e plantas de edifícios e igrejas na Londres de 1600. Até então, a percepção de
moda só era possível através das pinturas e esculturas. De acordo com Gragnato: “quando
olhamos para a história da moda, percebemos que seus registros estão atrelados à história da
arte, principalmente em pinturas, esculturas e gravuras” (2009, p.32)
No século XVIII, a moda passou a ser disseminada em diversos jornais e revistas, e
então surgiram os primeiros fashion platesi – ilustrações que mostravam o que havia de novo
na moda, e usado como referência pelas mulheres interessadas (Figura 1).
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
245
Ilustração digital na moda
Figura 1
“Evening and Walking dress”, 1827.
Originalmente publicado por J. B. Whittaker, Londres.
De acordo com Lever,
The Lady’s Magazine começou a publicá-los [os fashion plates] a partir de 1770.
E, de repente, figurinos semelhantes estavam sendo publicados em toda a
Europa. Para nós, acostumados às ilustrações de moda, é difícil compreender
que, antes da invenção do fashion plate, obter informações sobre a última
moda era [...] trabalhoso. (1989, p. 147)
Durante toda a evolução dos desenhos de moda, as técnicas se aperfeiçoaram desde
as gravuras, passando por técnicas mais tradicionais como guache e aquarela. As ilustrações
continuaram evoluindo nos anos 1920, e nas décadas 1960 e 1970 se intensificou a utilização
da estilização do traço, e a ilustração seguiu a sua história até o princípio dos anos 1990 –
época em que a ilustração digital entrou em cena. Com ela, tornou-se possível alcançar um
nível maior de realismo nas criações.
Uma ilustração de moda, ao contrário de um desenho de moda ou de um desenho
técnico, tem a preocupação de mostrar mais do que somente uma roupa. Como cita Esteves
(2009), “Ilustrações podem mostrar o ambiente no qual o produto será usado e sua interação
com o usuário”. Então, mais do que representar graficamente a criação de um estilista, a
ilustração de moda deve transmitir um conceito.
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
246
Ilustração digital na moda
O ilustrador, na maioria das vezes, tem que se comunicar com o público leigo,
provavelmente o usuário do produto. Por isso, a imagem criada tem que ser
facilmente interpretada e ter um grande apelo visual, não importando detalhes
de um desenho (ESTEVES, 2009)ii.
Nas ilustrações, a representação real da forma deixa de ser crucial, e não é necessária
a sua reprodução fiel para que o produto em questão tenha o seu destaque. De acordo com
Carvalho (2010, p.31): “O ilustrador é, antes de tudo, um leitor e sua ilustração dá visibilidade
à sua interpretação”. Cabe ao ilustrador projetar as suas impressões, interpretá-las de acordo
com a sua visão.
Cardeal e Pedrini (2007) contribuem para essa linha de pensamento, e acrescentam
que, com as facilidades tecnológicas, a ilustração tornou-se uma forma eficaz e rápida de
comunicar, de expor uma ideia. Para Dawber (2003, p. 08) a ilustração proporciona uma
expressão artística que “apela mais ao coração que ao cérebro”.
A ilustração de moda obteve notoriedade nos últimos anos devido à sua utilização na
mídia, em campanhas publicitárias e lançamentos de produtos ilustrados. Nos anos 1990,
surge um dos artistas ilustradores contemporâneos mais importantes: Jason Brooks (Figura
2). Suas ilustrações lhe renderam o prêmio Vogue/Sotheby’s Cecil Beaton por ilustração de
moda ainda na mesma década, e suas criações estabeleceram um novo conceito a respeito da
ilustração vetorizada, antes tomada por rígida e desprovida de vivacidade. O artista produziu
várias ilustrações computadorizadas em flyers para casas de entretenimento.
Outro artista notório da época foi Graham Rounthwaite, que produziu uma série de
outdoors para a marca jeans Levi’s, o que voltou os olhos do público para a ilustração digital.
Figura 2
Ilustração de Jason Brooks
Fonte: Portfolio Online, disponível em: http://www.jason-brooks.com
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
247
Ilustração digital na moda
O interesse atual por ilustração digital de moda se deve, em parte, à popularização de
softwares como o Adobe Photoshop®, Adobe Illustrator® e CorelDRAW®. A internet causou
reconhecimento do público em relação a esses programas, e até mesmo quem não possui
informações técnicas sobre o referido assunto já tomou conhecimento da existência dos
softwares de edição de imagem, como o Adobe Photoshop®.
As proporções nos desenvolvimentos tecnológicos sociais e globais são reflexo
da contemporaneidade que vivemos. A rapidez de informações, a efemeridade
de comportamentos sociais, necessita de uma expressão artística que
envolva os elementos atuais de subjetividade comportamentais; a ilustração
acompanha essa mutação em que se encerra a sociedade atual. Por isso ela
é um campo que atua com grande requisito em propagandas, livros, cartazes,
revistas, todos os meios midiáticos massivos em que ela possa se destacar.
(FREITAS, 2009, p. 3)
Hoje, com acesso à internet, pode-se encontrar com facilidade referências e conteúdos
que orientam o manuseio desses programas, compondo uma verdadeira biblioteca de efeitos,
recursos e imagens. Torna-se possível para um ilustrador aperfeiçoar as suas habilidades
técnicas e expressividade plástica através do compartilhamento de informações que a rede
mundial de computadores disponibiliza, constituindo-se no que Gomes (2010, p.52) chama de
“um vasto arquivo poético visual e objectual”.
O avanço tecnológico expandiu as possibilidades da ilustração. Com o auxilio de
computadores e de softwares especializados, tornou-se viável adicionar texturas e movimentos
com mais realidade e praticidade. Para o ilustrador, isso também significou o contato direto
e imediato com o público. Entretanto, após o surgimento e rápida propagação dessas novas
tecnologias, os ilustradores que antes trabalhavam com técnicas tradicionais tiveram que
adaptar-se:
O ilustrador encontra tantas facilidades técnicas que acaba tendo esvaziado
seu esforço frente a enorme concorrência com os ilustradores insurgentes,
apoiados sobre as facilidades dos atuais softwares de criação gráfica
(a máquina é a artista, o engenheiro, o médico e assim por diante). Nesse
maravilhoso novo mundo, o computador criou, principalmente, a possibilidade
de experimentar. (MILAGRE, 2008)iii
Um dos maiores desafios do ilustrador que presenciou a transição da arte tradicional
para a arte digital, mas que também é uma questão pertinente para os ilustradores iniciantes,
é o de compreender a transformação gerada pela revolução tecnológica sobre a produção
imagética. Com o decorrer do tempo, o repertório tecnológico amplia-se, assim como a
diversidade de informações proeminentes do mundo inteiro, que são compartilhadas a todo
instante numa rede de cooperação:
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
248
Ilustração digital na moda
Alguns ilustradores, vencido o impacto inicial, mantiveram a calma e compraram
computadores para utilizá-los sempre que necessário sem jamais dispensar
o lápis, o guache, o papel e outros materiais tradicionais. Há, também, a
nova geração de ilustradores que, deslumbrados com o computador, estão
esquecendo de aprimorar a parte artística. (NAKATA, 2010, p. 41)
Continuando o raciocínio de Nakata (2010), torna-se imprescindível para um bom
ilustrador associar as técnicas nas quais tenha maior segurança com as crescentes inovações
tecnológicas, procurando expressar-se e mostrar a sua individualidade. Veremos como alguns
ilustradores fazem esse tipo de associação a seguir, mas antes se torna necessário introduzir
as ferramentas e softwares mais difundidos para a ilustração de moda.
Ferramentas utilizadas para ilustrar
A ilustração de moda pode ser produzida com técnicas que vão desde aquelas
com materiais artísticos como aquarela, giz, carvão, pastel, nanquim, tintas,
canetas, grafites, até as consideradas mais sofisticadas em função do uso de
softwares como Photoshop® e CorelDRAW®. Pode-se ainda mesclar essas
técnicas (manuais e digitais) buscando enriquecer e personalizar ainda mais o
resultado final do desenho. (AMORIM, 2008, p. 01)
A ilustração digital teve a oportunidade de surgir com o advento de computadores a
preços mais acessíveis. Nos anos 1980 já existiam os personal computers, ou PCs, mas a
criação do mouse incorporou a gestualidade do artista aos processos digitais.
De acordo com Tallon (2008, p. 12), um ilustrador precisa de instrumentos digitais para
desenho e pintura, a exemplo da mesa digitalizadora, ou pen tablet. Este recurso possibilita
a digitalização imediata do traço composto diretamente sobre uma superfície plana com tela
sensível (a tablet, ou mesa digitalizadora propriamente dita) e uma caneta ótica. Em algumas
marcas, a tecnologia que transmite o desenho para a tela do computador está situada na
caneta; entretanto, a tecnologia em que a superfície da tela é sensível permite um melhor
desempenho. A tablet possibilita uma pintura digital superior à obtida com o mouse, por sua
precisão e pela capacidade de alteração de pressão. Com ela, pode-se também desenhar
diretamente na tela do computador, sem a necessidade de um rascunho prévio digitalizado.
Outra inovação que viabilizou digitalizar esboços foi o scanner, imprescindível para
a transposição do desenho traçado com instrumentos tradicionais para o computador. Um
ilustrador também necessita de métodos de captura de imagens. Tallon (2008, p.12) frisa que
se deve dispor de um scanner de qualidade, que servirá para as possíveis digitalizações no
dia-a-dia.
Um dado bastante significativo em relação à introdução do computador como
ferramenta nas editorias de arte, a partir da década de 90, diz respeito ao
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
249
Ilustração digital na moda
formato dos originais dos desenhos. [...] Os desenhos realizados na década de
80 são de diferentes tamanhos e materiais. Eram fotografados no estúdio do
jornal, sem impedimento de dimensões. Desde a década de 90 as redações
ou os estúdios dos ilustradores dispõem de escaners tamanho A-4 (o tamanho
maior é muito caro), o que acarreta numa limitação evidente em termos de
gestualidade e textura. (GUIRALDO, 2006, p. 10)
Um scanner de alta qualidade detém um custo elevado, então, caso o artista necessite
de uma qualidade superior, é mais viável terceirizar as digitalizações em gráficas especializadas.
Outros recursos disponíveis são as câmeras digitais, tanto para composições quanto para
eventuais aquisições de imagens que irão compor o banco de imagens do ilustrador com a
finalidade nortear futuros trabalhos.
Softwares utilizados
Pode-se considerar que as imagens no meio digital podem ser classificadas em vetoriais
ou bitmaps. Imagens vetoriais são compostas de linhas e pontos, objetos matemáticos,
definidos por vetores. Já a imagem no formato de bitmap (mapa de bits) é constituída por uma
sequência de bits que formam uma figura que consiste em centenas de linhas e colunas de
pequenos elementos, chamados pixelsiv. Dependendo da quantidade de ampliação da imagem
trabalhada, o pixel não pode ser visualizado individualmente, resultando em uma percepção
da imagem em suaves gradações de cor.
A imagem vetorial, por sua vez mantém a sua nitidez quando redimensionada, ao
contrário das imagens em bitmap, que necessitam de um número considerável de pixels para
obter uma imagem nítida. Alguns softwares só produzem imagens vetoriais, como é o caso
do CorelDRAW® que por definição de Canto (2002, p. 5), são desenhos matematicamente
ligados por vários pontos unidos por linhas. Dessa forma, é possível alterar o tamanho e o
formato de um objeto vetorial sem que ele perca as suas definições – ao redimensioná-lo, ele
é recalculado matematicamente para o novo formato, sem que haja perda na qualidade final.
No tocante à edição de imagem, a criação de softwares como Adobe Photoshop®
e CorelDRAW® coincidiram com a criação de máquinas capazes de executá-los. Em 1988
foi lançada a primeira versão do programa CorelDRAW®, mas apenas em 1995 surgiu a
primeira versão do programa em 32 bits, ou seja, em cores. Este programa facilitou em muito
a criação de desenhos técnicos de moda, que é a expressão gráfica primordial do ambiente
industrial, sendo assim de significativa importância. Além da maior rapidez com que as peças
são desenhadas, a utilização desse software possibilita uma imagem perfeitamente simétrica,
dentre outros padrões de exigência específicos da representação técnica, que costumavam
requerer mais tempo e atenção para serem atingidos com ferramentas tradicionais.
Houve uma evolução gradativa em que as ferramentas vetoriais do CorelDRAW®
passassem a ser utilizadas não somente para desenhos técnicos, mas também para desenhos
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
250
Ilustração digital na moda
estilizados e ilustrações. Para isso, torna-se necessário não somente dominar as principais
ferramentas do programa, como também possuir conhecimento também sobre o desenho
de moda. Além de linhas retas e desenhos planificados, o CorelDRAW® também permite a
criação de traços mais fluidos, transparências e outros efeitos que auxiliam na suavização da
imagem.
Outro programa da Corel Corporation é o Corel® PHOTO-PAINT, um software voltado
para edições de imagens em bitmap. Através dele é possível aplicar efeitos em imagens, como
alterar seu brilho e contraste, redimensioná-las e, assim, aprimorar o seu feitio. Também há
o Corel® Paint Shop Pro®, criado em 1991, inicialmente apenas para auxiliar usuários de
computador a modificar o formato das imagens, com alterações básicas na cor e algumas
manipulações, como alterações em brilho e contraste das imagens.
O CorelTRACE®, por sua vez, permitia converter bitmaps em gráficos vetoriais. O
programa transforma uma imagem escaneada num vetor, que pode ser editado futuramente no
CorelDRAW®, viabilizando assim o processo de vetorização de imagem. Hoje o programa foi
incorporado como ferramenta dentro do CorelDRAW®, sob o nome de Corel PowerTRACE®.
Também desenvolvido pela Corel Corporation o programa Corel Painter® destaca-se
na ilustração digital, especialmente no quesito de pintura. De acordo com Grossman (2010,
p. 11): “O Painter foi o primeiro programa de emulação de mídias naturais, criado por artistas
para artistas”. Ele tem a capacidade de imitar virtualmente qualquer técnica tradicional, e
possui uma vasta quantidade de estilos de ferramentas que permitem uma pintura digital
com muitos atributos. Grossman (2010) compara o programa com o Adobe Photoshop®,
que também é voltado para imagens com pixels, declarando que enquanto o Photoshop®
é ideal para manipulação de imagens, o Painter é mais completo em termos de ferramentas
para a pintura digital; ainda de acordo com Grossman(2010), com o passar dos anos, os dois
programas têm se tornado cada vez mais compatíveis, tornando-se assim possível criar uma
imagem utilizando os melhores recursos dos dois programas.
O Adobe Photoshop® surgiu há mais de 20 anos, e tem o seu uso geralmente ligado à
edição e retoques de imagens. Com ele torna-se possível alterar cores, ajustar a luz, adicionar
texturas e estampas e mais uma infinidade de ferramentas. Com o auxílio de um scanner e a
ajuda de uma mesa digitalizadora, pode-se finalizar um croqui feito à mão, adicionando cor
e aperfeiçoando o traço. Também é possível criar uma ilustração ou desenho de moda sem
a necessidade de um esboço inicial digitalizado: na sua área de trabalho é possível a criação
espontânea, com ajuda dos recursos do programa e da tablet:
O programa oferece inúmeras facilidades para designer e produtores gráficos
criarem imagens sofisticadas, que poderão ser impressas ou colocadas na Web.
[...] Apresenta diversas ferramentas específicas para alterar brilho, contraste e
cores de uma imagem; preparar uma foto para ser utilizada por um software
de paginação, como o InDesign, ou de ilustração digital, como o Illustrator®;
otimizar uma imagem para a Web, a ser utilizada em um programa como o
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
251
Ilustração digital na moda
Dreamweaver; realizar um gerenciamento avançado de camadas; ferramentas
de desenho vetorizado; entre outras funções. (ANDRADE, 2007, p. 11)
Todas as imagens produzidas no Adobe Illustrator® são criadas em vetor, incluindo as
fontes. Uma imagem vetorial, como já foi dito antes, é feita através da união de pontos unidos
por retas – isso faz com que a sua resolução seja independente, tornando a imagem capaz de
ser redimensionada para qualquer tamanho e impressa em qualquer mídia. Isso faz com que
gráficos vetoriais, de acordo com Centner e Vereker (2007), possam ser considerados como o
formato ideal para criar desenhos técnicos detalhados e ilustrações de moda.
A Adobe não batizou o seu produto como Illustrator® sem razão. Artistas
podem criar ilustrações para livros infantis, capas de revistas e artigos e uma
enorme variedade de produtos, e eles utilizam o Illustrator® para aproveitar
a alta qualidade e precisão disponíveis no programa. Uma variedade de
instrumentos, [...] permitem que os ilustradores possam traduzir as imagens
que vêem em suas mentes para a realidade. (GOLDING, 2009, pág. 17)
No universo da moda também são utilizados outros softwares, de cunho mais
especializado e integrado com o ambiente fabril, a exemplo dos programas de CAD ou CAM
(Computer-Aided Design e Computer-Aided Manufacturing), como o Audaces. O CAD / CAM
foi introduzido na indústria da moda na década de 1980 como um sistema autônomo. Ele foi
originalmente desenvolvido para a Indústria Têxtil e de Vestuário, no âmbito do processo de
fabricação e produção, que incluiu a criação de produtos têxteis, a elaboração e classificação
de modelagens.
Há uma série de softwares de moda e desenho especificamente para
as pequenas empresas e designer freelancer, mas as grandes empresas
de vestuário são mais propensas a usar o poderoso CAD para vestuário e
programas têxteis produzidos pela Lectra e Gerber. Estes programas têm sido
desenvolvidos para integrar todas as áreas do processo de vestuário e design
têxtil, fazendo modelagens, classificações, e criação de vestuário através
do merchandising e gerenciamento de dados. Consequentemente, estes
programas são caros, mas permitem que as empresas grandes possam obter
economias de escala. (BURKE, 2006, p. 157)
Há também o Lectra Kaledo, um software recomendado para a área de criação; e ainda
programas como o Digital Fashion Pro, My Label 3D, Fashion Tool Box e Virtual Fashion. Este
último é o primeiro programa em 3D voltado especialmente para a moda, destacando-se dos
demais por suas várias possibilidades e efeitos. Nele, torna-se possível criar modelos com
mais veracidade, alcançados com os recursos disponíveis para a representação automática
de textura e de caimento de tecidos.
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
252
Ilustração digital na moda
Técnicas e ilustradores
No campo da ilustração digital, constata-se que, apesar de inúmeras possibilidades de
ferramentas e efeitos que podem ser criados com o auxilio de softwares, algumas técnicas se
destacam.
A técnica mais utilizada pelos ilustradores é a de fazer um esboço a lápis, escaneá-lo
e então aperfeiçoá-lo em softwares específicos. A artista espanhola Carmen Garcia Huerta é
adepta a esse método: ela produz um rascunho a lápis e o digitaliza, então faz o traçado da
imagem inteira no Adobe Illustrator®. Neste ponto, são escolhidas as cores que virá a utilizar,
e então utiliza o Photoshop® para adicionar volumes, luzes, suavizar a pele (Figura 3).
Figura 3:
Ilustração de Carmen Garcia Huerta
Fonte: Portfolio Online, disponível em: http://www.cghuerta.blogspot.com/
A ilustradora Yuko Shimizu utiliza o Adobe Photoshop® como “uma máquina
computadorizada de silk-screen” (MORRIS, 2009, p. 117): após fazer a ilustração à mão com
tinta nanquim, utilizando pincéis de bambu, ela então digitaliza o desenho final e somente
adiciona a cor por intermédio dos recursos digitais. (Figura 4)
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
253
Ilustração digital na moda
Figura 4
Ilustração de Yuko Shimizu
Disponível em: http://koikoikoi.com
O trabalho de Miles Donovan (Figura 5) se destaca por ser digital, mas ao mesmo aliado
a recursos tradicionais, como a fotografia e a colagem. Inicialmente ele utiliza uma foto, que
é escaneada e manipulada no Adobe Photoshop®. A partir da imagem manipulada, utiliza
então o Illustrator® para separar as cores da imagemv, criando estênceis individuais, que serão
impressos. Os estênceis são cortados e pintados com spray em imagens individuais, que
serão mais uma vez digitalizadas e montadas em camadas no Photoshop®. É um processo
longo e trabalhoso, mas que garante que o artista possua controle absoluto nas formas e nas
cores de todos os elementos de seu trabalho.
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
254
Ilustração digital na moda
Figura 5:
Ilustração de Miles Donovan
Fonte: Portfolio Online, disponível em: http://www.milesdonovan.co.uk/
Já Stephen Campbell (Figura 6) cria as suas ilustrações diretamente no Adobe
Illustrator®, sem um rascunho prévio. Ele utiliza o mouse para criar linhas grossas que lembram
marcadores permanentes, e aprecia o momento de “brincar com as cores durante o processo
criativo” (MORRIS, 2009, p. 132). O ilustrador Marcos Chin também cria diretamente na área
de trabalho do Adobe Illustrator®, mas se diferencia de Stephen Campbell por planejar a sua
ilustração com papel e lápis antes, e usá-la como guia durante todo o seu processo.
Figura 6:
Ilustração de Stephen Campbell
Fonte: Portfolio Online, disponível em: http://www.art-dept.com/illustration/campbell/index.html
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
255
Ilustração digital na moda
Nice Lopes é uma ilustradora brasileira que recentemente teve seu trabalho publicado
no livro Illustration Now, vol. 2 (TASCHEN, 2007). Ela utiliza o CorelDRAW® em conjunto com
o Adobe Photoshop® para criar as suas ilustrações vetorizadas (Figura 7). A argentina Evelyna
Callegari também produz as suas ilustrações utilizando o CorelDRAW®, criando bonecas
estilizadas e com um ar infantil, além de também produzir ilustrações mais complexas que
retratam a mulher moderna. Já o designer de moda praia e ilustrador Roger Hahn também
utiliza o CorelDRAW® para compor as suas ilustrações vetorizadas, utilizando as ferramentas
dos programas para alterar as cores dos trajes de banho das modelos com maior facilidade e
fidelidade ao modelo original.
Figura 7:
Ilustração de Nice Lopes
Fonte: Portfolio Online,
disponível em: http://nicelopes.blogspot.com
Discussão
A despeito da vasta produção imagética de nosso país, no que diz respeito
à formação visual ainda persistem valores românticos como “ter ou não ter
talento”, “saber ou não saber desenhar”, descuida-se da necessidade de
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
256
Ilustração digital na moda
educação para a linguagem visual e de um entendimento menos obscuro
acerca da elaboração mental envolvida na produção de imagens. (GUIRALDO,
2006, p. 01)
Mesmo depois de discussões referentes ao surgimento da Ilustração de Moda, e o
momento da sua união com a era dos computadores, gerando assim a Ilustração Digital, ainda
existem dúvidas pertinentes ao tema. A primeira é a diferenciação de uma Ilustração de Moda
e de um desenho de moda.
Como comenta Gragnato:
Entendida aqui também como linguagem de representação visual, a ilustração
de moda traz elementos próprios deste universo e vai mais além, incorporando
e interpretando elementos culturais e sociais. Isto significa dizer que a ilustração
de moda traz o “pulsar do tempo”, pois carrega traços desse tempo, valores
e comportamentos, mudanças e oscilações, que influenciam a percepção e a
concepção de novas estéticas, bem como análise e interpretação do espírito
do tempo, da época em que ela foi realizada. Por isso mesmo, a diferença
entre desenho e ilustração é muito sutil e suas nuances se entrelaçam e se
misturam, dificultando a percepção de limites (2008, p. 63)
Um dos maiores obstáculos de um ilustrador de moda é diferenciar o seu trabalho de
um desenho de moda comum; atribuir a ele significados subjetivos, passar sensações e criar
um contexto dê destaque a ilustração. Gomes (2010, p.54) menciona que Couchot considera
o computador e suas funcionalidades detentores de vantagens no que diz respeito à recepção
do expectador ao objeto de visual. Ou seja, a transformação tecnológica na produção imagética
não se restringe somente aos métodos de trabalho do ilustrador, mas também a quem aprecia
e experimenta o processo de fruição dessas imagens.
Sobre a importância das ilustrações, Freitas discorre que:
Talvez por ser uma expressão artística mais midiática e popular, tenha sido
excluída do campo artístico durante muito tempo e hoje ela faça parte do
campo de artes visuais. Esteticamente ela se compõe de vários elementos
significativos que colaboram com o resultado final. (2009, p. 2)
Outro questionamento pertinente é que, até pouco tempo atrás, se considerava a
Ilustração Digital como uma forma de ilustração menor, atribuída a imagens rígidas e sem a
vivacidade conferida às artes tradicionais; hoje, cabe ao ilustrador e aos pesquisadores do
assunto quebrar esses paradigmas. Gomes (2010, p.53) justifica que “[...]‘um novo’ paradigma
no desenvolvimento dessas imagens [...]” torna-se objeto de investigação e análise sob o
ponto de vista técnico-científico. Percebe-se que, a Ilustração Digital amplia as possibilidades
de criação e representação plástica de objetos, contextos e tendências socioculturais através
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
257
Ilustração digital na moda
de seus inúmeros recursos. Para isso, o ilustrador pode ampliar o seu repertório expressivo
através da utilização dos softwares, para assim poder aplicá-los em seus trabalhos da melhor
forma possível. Entretanto, torna-se necessário ressaltar a importância de um conhecimento
prévio em estilos e técnicas de representação tradicionais, para que a utilização dos meios
digitais sirva para aperfeiçoar todo o processo de composição das ilustrações.
Conclusão
Com a utilização de softwares e demais recursos digitais, torna-se possível criar
ilustrações com um grau de complexidade que só seria alcançada no desenho tradicional
através de muita habilidade técnica e detalhamento. Com o auxilio desses programas, podese retocar, alterar e colorir as ilustrações digitalizadas, atribuindo tanto mais vivacidade quanto
mais uniformidade ao desenho. Também se podem incorporar tecidos e texturas, sobrepondoas ao traço, e também representar estampas com mais precisão.
O universo dos recursos digitais enriquece o trabalho, valorizando o traço manual.
Existem inúmeras possibilidades de utilização, tanto na criação direta da ilustração quanto na
combinação entre o desenho digital e outras técnicas tradicionais. Torna-se assim necessário
deter conhecimento abrangente a respeito das ferramentas e programas existentes, assim como
adquirir referências para compor o processo. Todas essas ferramentas auxiliam na elaboração
de uma ilustração autoral, com significação e impacto, diferindo-se dos desenhos de moda.
Uma ilustração que seja capaz de refletir a contemporaneidade, atingindo o expectador por
meio da sensibilidade e da experimentação:
Um possível ponto de referência que permite a diferenciação entre o desenho
e ilustração é a própria idéia de comunicação do produto de moda. Se em
ambos há a representação gráfica de peças de roupa ou acessório, o desenho
ou croqui preocupa-se com seu detalhamento e características envolvidas em
sua fabricação e na ilustração concentra-se na mensagem de moda intrínseca
a este produto. A partir dessa perspectiva, podemos entender que a ilustração
de moda está no campo experimental: novas estéticas, conceitos e técnicas
de comunicação tanto de moda como de estilos de vida (GRAGNATO, 2008,
p. 63)
A popularização dos computadores e criação de novos softwares, aliados à enorme
quantidade de informações encontradas na internet, livrarias, grupos de estudo e de discussão,
eventos e encontros, fez com que hoje a quantidade de designers e ilustradores expondo o
seu trabalho aumentasse consideravelmente. A disseminação de bons trabalhos através de
portfólios online e websites pessoais tornaram-se um desafio para o ilustrador iniciante. Agora,
cada artista pode digitalizar seus trabalhos e expô-los em sites especializados ou pessoais.
Assim, não somente todo o público pode apreciar, como também amplia-se a visibilidade e,
assim, há uma maior difusão da produção de ilustrações.
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
258
Ilustração digital na moda
Não obstante possuir domínio das mídias artísticas tradicionais, como também
conhecimento abrangente sobre as ferramentas disponíveis dos softwares, o ilustrador
possui o desafio também de se diferenciar dos demais. A inclusão digital permite que muitos
outros artistas exponham o seu trabalho, gerando assim uma rede vasta de ilustrações,
ilustradores e imagens. Pode-se considerar que um dos maiores obstáculos para o ilustrador
na contemporaneidade é atingir a identidade visual de sua produção imagética.
Por outro lado, é exatamente o caráter personalizado e diversificado da ilustração que
têm lhe conferido o prestígio perdido para a fotografia. As imagens de moda retratadas através
dos ilustradores refletem além das inovações digitais, uma longa tradição pictórica, aliada ao
seu poder de comunicação. As ilustrações digitais fazem parte de nosso contexto cultural e
unem arte e tecnologia na busca da representação da expressividade contemporânea.
Notas
i Termo em inglês que significa, em tradução livre, tela de moda. As fashion plates eram imagens
que circulavam em revistas especializadas e através de costureiras, expondo o que havia de novo no
mundo da moda em forma de ilustração.
ii Disponível em: http://www.cadesign.com.br/artigos/comunicacao-entre-o-projetista-e-o-ilustrador.
html
iii Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/3892/1/Cefetinho---A-Ilustracao-Pedagogica/
pagina1.html#ixzz16mcCZnn1
iv Pixel: abreviatura de picture element - elemento da imagem.
v As imagens na tela do computador são formadas por camadas de cores sobrepostas, chamadas de
RGB (a abreviatura do sistema de cores aditivas formado por Vermelho - Red, Verde - Green e Azul Blue). A união dessas camadas dá a cor da foto.
Referências
AMORIM, Carolina A.C.; SOUZA, Antonio Carlos de. Ilustração de Moda na Modalidade à
Distância. In: Modapalavra E-periódico, ed. 4, 2009.
ANDRADE, Marcos Serafim de. Adobe Photoshop CS3. São Paulo: Editora Senac São
Paulo, 2008.
BURKE, Sandra. Fashion Computing - Design Techniques and CAD. London: Burke
Publishing, 2006.
CANTO, Adriana De Luca Sampaio; VIEIRA, Josiane Wanderlinde; GONÇALVEZ, Marília Matos.
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
259
Ilustração digital na moda
O Uso do Software CorelDRAW® como Ferramenta Auxiliar no Desenho de Moda.
2002. Disponível em: http://departamentos.unican.es/digteg/ingegraf/cd/ponencias/226.pdf
(Acesso em 29/11/2010)
CARVALHO, Maria Luiza Calim de. A ilustração: O Ilustrador Leitor. In: Poéticas Visuais,
ed. 1, 2010.
CENTNER, Marianne; VEREKER, Frances. Fashion Designer’s Handbook for Adobe
llustrator. Oxford: Blackwell Publishing Ltd, 2007.
DAWBER, Martin. Marcar tendência: ilustradores de moda contemporâneos. Barcelona:
Editorial Gustavo Gili, 2003.
ESTEVES, Gilson. Comunicação entre o projetista e o ilustrador. 2009. Disponível em:
http://www.cadesign.com.br/artigos/comunicacao-entre-o-projetista-e-o-ilustrador.html
(Acesso em: 30/11/2010)
FREITAS, Jaqueline de Souza. A Estética da Ilustração: sua influência no desenvolvimento
de um trabalho ilustrativo. Monografia (Graduação em Estilismo e Moda) - Instituto de
Cultura e Arte, Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, 2009.
GOLDING, Mordy. Real World Adobe Illustrator CS4. Adobe Press, 2009.
GOMES, Lavínnia Seabra. Moda e Tecnologia: Realidade ou Ficção? In: Modos de ver a
moda. Adair Marques Filho e Miriam da Costa M. M. de Mendonça (orgs.) Goiânia: Ed. da PUC
Goiás, 2010.
GRAGNATO, Luciana. O Desenho no Design de Moda. Dissertação de Mestrado no
Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Design Anhembi-Morumbi, São Paulo, 2008.
GROSSMAN, Rhoda. Digital Paiting Fundamentals with Corel® Painter™ 11. Boston:
Course Technology Cengage Learning, 2010.
GUIRALDO, Laís. A Ilustração Jornalítica. In: UNIrevista, ed. 3, 2006.
JONES, Sue Jenkin. Fashion Design. São Paulo: Editora Cosac & Naify, 2005.
KOERS, Diana. Picture Yourself Learning Corel® Paint Shop Pro® Photo X2. Boston:
Course Technology Cengage Learning, 2008.
LAVER, James. A roupa e a moda. São Paulo: Cia. das Letras, 1989.
MILAGRE, Matheus. Cefetinho - A ilustração pedagógica. 2008. Disponível em: http://
www.webartigos.com/articles/3892/1/Cefetinho---A-Ilustracao-Pedagogica/pagina1.
html#ixzz16mcCZnn1 (Acesso em: 30/11/2010)
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
260
Ilustração digital na moda
MORRIS, Bethan. Fashion Illustrator. Londres: Publisher Laurence King, 2006.
NAKATA, Milton Koji. A Ilustração Não-Digital e a Ilustração-Digital: Um estudo das
etapas da produção para otimização da Comunicação. In: Poéticas Visuais, ed. 1, 2010.
PEDRINI, Sandra. CARDEAL, Márcia. Desenvolvimento de Catálogo de Ilustração de
Moda e tendências de produtos para a Fábrica de Tecidos Renaux. 2007. Disponível
em: http://www.assevim.edu.br/agathos/4edicao/sara.pdf (Acesso em: 27/11/2010)
TALLON, Kevin. Digital Fashion Illustration with Photoshop and Illustrator. London:
Bastford, 2008.
Design, Arte, Moda e Tecnologia.
São Paulo: Rosari, Universidade Anhembi Morumbi, PUC-Rio e Unesp-Bauru, 2010
261
Download

Ilustração dIgItal na moda - Universidade Anhembi Morumbi