Caracterização de Proteínas
Alergênicas de Ricinus Communis
(mamona)
Identificação de Epitopos Alergênicos
Laboratório de Química e Função de Proteínas
e Peptídeos
LQFPP/CBB/UENF
Alérgenos de Mamona






Podem ser encontrados no Pólen e nas sementes
As plantas apresentam um período de floração
longo; logo os alérgenos podem estar espalhados
no ar por diversas épocas do ano
Cultivo não controlado (dificilmente o plantio ficaria
restrito a uma uma pequena área)
CB-1A ou Albuminas 2S
Proteínas de massa molecular ~12 kDa
pI ~ 4,0 a 9,5
Alergia provocada por mamona –
Hipersensibilidade do Tipo I




Hipersensibilidade imediata ou anafilática
A reação pode envolver a pele (urticária e eczema), olhos
(conjuntivite), alergia respiratória, edema de glote
A reação alérgica pode causar vários sintomas de menor
inconveniência até a morte
A reação normalmente ocorre 15 - 30 minutes após a
exposição ao antígeno, podendo ocorrer até 10 - 12 horas
após.
Monitoramento do estado de saúde (presença
de IgE anti albuminas 2S) dos trabalhadores
rurais e das populações vizinhas às áreas de
plantio e manipulação da torta





Brasil “ Causos” ??????
Artigos Científicos abordando alérgenos de mamona- 25
artigos nos últimos 50 anos (Web of science, maio 2005).
Marcelle, França - Thorpe e col., 1988
Índia - 9 a 43% - diferenças devido ao critério de escolha
dos pacientes e tipo de teste realizado Singh et al. , 1989
Em Málaga, Espanha - 7.7% pacientes mostraram “prick
test” positivo para alérgenos de mamona (pacientes com
rinite, outros com rinite e asma e outros só com asma).
García-González e col, 1999
Alérgenos de Ricinus communis








Conjunto de alérgenos - CB1-A- Spies & Coulson, 1943
Albuminas 2S - Youle e Yang, 1978
Ric c 1 Li e colaboradores,1977 e Sharief & Li, 1982
RC-13 Trugo e col., 1984
albumina 2S - Ric c 2 - cristalóide 11S Thorpe e col., 1988
Antígeno 5.1 - Costa- Silva e col.,1991
Ric c 3 - Machado e Silva Jr, 1992 e Silva júnior et al,
1996
Ric c 3 i Marcondes, J A, 1997
Processamento do Precursor das
Albuminas 2S
Massa Molecular das Isoformas de
Albuminas 2S
SDS-PAGE SDS
kDa
66
29
14

Por SDS-PAGE 12.000 e
Pela composição em AA
11.235
Separação das isoformas de
albuminas 2S
PAGE-disc das
frações de
albumina 2S
obtidas por
PAGE-preparativa
Grupos de isoformas de albuminas 2S de
mamona
Fraction
R
(relative
mobility
under
native PAGE)
Retention Time
- C4-RP (min)
Partial N-terminal Sequence
II
0,68
many fractions
N.D. (fraction not purified)
III
0,52
0,54
0,56
10
9
15
DSKEEREGQQ
-
IV
0,52
10
ESKGEREGSSSQQCR
V
0,40
10 and 12
VI
0,39
10
VII
0,27
10 and 22
ESKGEREGQQQQQCR
GEREGSSSQQCR
1SKEESEGGQQXQQQQERQSQ17
18GEREGSSSQQCRQEVQRK35
VIII
0,26
15
N.D. (probably blocked)
IX
0.14
0,26
5
15
N.D. (fraction not purified)
X
0,14
5
PSSQQGCRGQIQEQQNLR
Machado e col. 2003


A hipersensibilidade imediata é mediada por IgE.
Os componentes celulares principais na hipersensibilidade são
os mastócitos ou os basófilos.
Indução e Mecanismos efetores de Hipersensibilidade do Tipo I
Epitopos: contínuo e descontínuo
Anticorpo A
Epitopo descontínuo
Epitopo contínuo
Anticorpo B
Verificação da presença de Epitos lineares
Separação das cadeias de Albuminas 2s de Ric c1 e de Ric C-3
B
A
Cromatografia de fase reversa C18 – HPLC :
A- Separação das cadeias de Ric c 1 e
B - Separação das cadeias de Ric c 3
Verificação da alergenicidade por
desgranulação de mastócitos
A
B
Mastócitos
íntegros.
Mastócitos
desgranulados
C
D
Análise de frações que
desgranulam mastócitos
Fração
Albuminas
%
desgranulação
74
Ric c 1
77
Ric c 3
80
Fração
Ric c 1 Cadeia
leve
Ric c 1 cadeia
pesada
Ric c 3 Cadeia
leve
Ric c 3 cadeia
pesada
%
desgranulação
77
67
73
68
2S albumin Precursor
SFAYRRRITTIEIDESKGER 2 0
EGSSSQQCRQEVQRKDLSSC 4 0
ERYLRQSSSRRSTGEEVLRM 6 0
PGDENQQQESQQLQQCCNQV 8 0
KQVRDECQCEAIKYIAEDQI 100
QQGQLHGEESERVAQRAGEI 120
VSSCGVRCMRQTRTNPSQQG 140
CRGQIQEQQNLRQCQEYIKQ 160
QVSGQGPRRSDNQERSLRGC 180
CDHLKQMQSQCRCEGLRQAI 200
EQQQSQGQLQGQDVFEAFRT 220
AANLPSMCGVSPTSRF 237
Ric c 3
cadeia leve resíduos
18 a 50
Cadeia pesada
resíduos 66 a 131
Ric c 1
cadeia leve resíduos
136 a 169
Cadeia pesada
resíduos 173 a 237
Peptideos sintéticos
% de desgranulação
P1 - Resíduos 1 a 15
Ric c 3 leve
68
P2 - Resíduos 16 a 31.
Ric c 3 leve
70
P5 - Resíduos 40 a 54.
Ric c 3 pesada
69
P4 - Resíduos 20 a 39
Ric c 3 pesada
69
P3 - Resíduos 11 a 24.
Ric c 1 leve
70
P0 - Resíduos 22 a 40.
Ric c 1 pesada
70
Avaliação da resposta cruzada
entre Alérgenos
Alérgenos alimentares
 Alérgenos Inalantes

Reações cruzadas entre substâncias alergênicas
Alimento
%
Desranulação
Alimento
%
Desranulação
Aves
38.5
Morango
40.7
Camarão
53.8
Trigo
46.7
Carne
bovina
31.5
Soja
62.5
Carne
suína
40.3
Pimenta
X
Clara
40.5
Abacaxi
36.5
Tomate
41.3
Cacau
46.0
Gema
38.0
Cajú
34.4
Leite
47.0
Amendoim
51.4
Peixes
57.6
Laranja
39.1
Arroz
29.9
Limão
36.2
Glúten
43.7
Milho
46.0
Inantes
%
Desranulação
Inantes
%
Desranulação
Poeira
domiciliar
51.4
Epitélio mix
44.0
Ácaros
35.4
Penas mix
33.8
Fungos do ar
46.7
Algodão
37.5
Lã
41.3
Crina
40.2
Gramínea
47.1
Capim
35.2
Flores
44.0
Linha
41.6
Tabaco
55.0
Macela
65.9
Epitélios de
gato
41.0
Barata
32.8
Epitélio de cão
44.3
Pireto
36.3
Epitélio de
eqüino
34.8
Seda
32.5
Epitélio
bovino
44.0
Taboa
27.1
-Edital CT-AGRO/MCT/CNPq nº 08/2005 \Tema 2 –
Utilização Econômica de Resíduos, Proc. No 551357/2005-3
-Determinação do perfil de IgE- dos trabalhadores que
manipulam mamona
FAPERJ
APQ1 E-26/170.970/2004
Monitoramento dos níveis de albuminas 2S em amostras
diversas de pólen em diversos períodos do ano ????
Identificação de Epitopos comuns em
diversos alérgenos
Medida dos níveis de IgE
sorológicos dirigidos contra
cada componente
Seleção dos componentes
“cross reactive” que
possuem os principais IgEepitopos para a terapia
Desenvolvimento de vacinas –
Hipossensibilização com peptídeos ??????
Perspectivas
Recursos
02 Bolsas
tecnorte
EMBRAPA
MP1-Mamona-2005
Dr. José L. R. Ascheri
X
Obrigada !
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Viviane Veiga do Nascimento
Jucélia de Araújo Giuli
Alexandra Martins S. Soares
Thiago Freitas de Souza
Fábio Maciel
Shayany Pinto Felix
Camila Carriello Gama
Natália de Deus
Hélio
Rafaela Mayerhoffer
Diego Medina
Igor
Dr. Renato A. Damatta
olga@uenf.br
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Por Que Algumas Proteínas São Alergênicas ? Implicações Para a