Interdisciplinaridade na
formação acadêmica para o
exercício profissional
Eng. Civil José Tadeu da Silva
Maio de 2014
Interdisciplinaridade
na formação
acadêmica para o
exercício profissional
A interdisciplinaridade é um conjunto de disciplinas a serem trabalhadas
simultaneamente, sem fazer aparecer as relações que possam existir entre
elas, destinando-se a um sistema de um só nível e de objetivos únicos.
A interdisciplinaridade corresponde à estrutura tradicional de currículo nas
escolas, o qual encontra-se fragmentado em várias disciplinas (Wikipédia,
2014).
Nas últimas décadas, tanto o desenvolvimento das ciências, da engenharia e
da agronomia quanto as transformações nos ambientes de atuação
profissional trouxeram a exigência de mudanças na aprendizagem que forma o
profissional.
É cada vez mais necessário um processo que forme o profissional apto a lidar
com o conhecimento nos diversificados e mutáveis contextos da atualidade, e
inclusive sendo fundamental na tomada de decisão.
O engenheiro deve estar apto a combinar a capacidade técnica com a reflexiva
– reflexão sobre as próprias técnicas e sobre a dinâmica sociedade em que elas
são utilizadas.
Tornam-se atributos profissionais indispensáveis tanto a visão integrada com
relação às áreas da engenharia quanto a capacidade de utilizar conhecimentos
e trabalhos multidisciplinares na solução de problemas concretos,
compatibilizando em distintas realidades os elementos socioeconômicos com
a concepção e a implementação de soluções criativas e de tecnologias
apropriadas (Faria & Gazolla, 2001).
O processo da globalização está afetando e transformando profundamente as
características do mundo para absorção de profissionais.
A formação, a capacitação e a atualização são necessárias para que os
profissionais façam uso das modernas tecnologias da informação e da
comunicação.
A velocidade das transformações, em todas as áreas, exige não só um novo
profissional, mas sim, uma nova postura desses profissionais, pois os mesmos
deverão atuar como agentes de mudanças no campo do juízo de valor.
• As dez principais profissões na área tecnológica, no ano de 2025 ainda não
foram criadas;
• A previsão para 2030 é que o PIB do Japão será oriundo de produtos ainda
não inventados.
A tecnologia moderna é o suporte do processo da globalização e sem ela
não seria possível a produção em massa, a internacionalização dos processos
produtivos, o incremento das pesquisas (Castro et al., s/d).
É decisivo que o profissional seja protagonista da própria condição intelectual,
sendo capaz de aprender de forma autônoma e reestruturar os conceitos que
já são de domínio próprio.
Isso ocorre justamente em função das novas informações propostas pela
pesquisa científica, em constante transformação.
Como as soluções modernas são cada vez mais multidisciplinares, é exigido
desse novo profissional uma capacidade de percepção e domínio
interdisciplinar.
Deverá agir com ética, cidadania, criatividade, empreendedorismo, visão
estratégica, iniciativa e liderança“
Evitar dano ambiental, a ocupação dos espaços urbano e rural, a mobilidade
de pessoas e cargas, o uso e reciclagem de materiais, a gestão de recursos
naturais e resíduos industriais, a gestão das águas e esgotos, o uso eficiente de
energia e materiais e a renovação das infraestruturas dos sistemas (Tallarico,
2014).
Essa nova conjuntura, marcada pela necessidade da multidisciplinaridade de
conhecimentos e ações, também se estende aos órgãos públicos onde os seus
profissionais da área tecnológica devem participar de programas de
atualização e de reciclagem para se manterem adequadamente preparad0s
para bem desempenharem as suas funções públicas.
O Projeto de Lei nº 5253/2013, que se destina, também, ao aperfeiçoamento
técnico-cultural dos profissionais da área tecnológica, de iniciativa do Sistema
Confea/Crea/Mútua, contribui decisivamente nesse esforço de atualização e
reciclagem de profissionais das áreas da Engenharia e da Agronomia.
Obrigado!
presidente@confea.org.br
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