O CONTEXTO MUNDIAL.
CONSEQUÊNCIAS PARA O BRASIL DE
UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO
GUSTAVO LOYOLA
São Paulo (SP) outubro de 2013
ECONOMIA MUNDIAL: FIM DA “ZONA DE CONFORTO” PARA
OS PAÍSES EMERGENTES
•
INÍCIO DO FIM DO CICLO EXCEPCIONAL DE EXPANSÃO MONETÁRIA NOS EUA: MAIOR
SELETIVIDADE NOS FLUXOS DE CAPITAL PARA AS ECONOMIAS EMERGENTES.
•
MODERAÇÃO NO CRESCIMENTO DA ECONOMIA CHINESA: ENCERRA-SE UM CICLO
EXCEPCIONAL DE PREÇOS DE COMMODITIES QUE FAVORECEU OS PAÍSES PRODUTORES.
•
RECUPERAÇÃO (MODERADA) DAS ECONOMIAS MADURAS DIMINUI ATRATIVIDADE
RELATIVA DAS ECONOMIAS EMERGENTES.
•
“PUSH FACTORS” MAIS NEGATIVOS NÃO IMPLICAM NECESSARIAMENTE UMA
SITUAÇÃO CRÍTICA PARA OS MERCADOS EMERGENTES.
•
PORÉM, FATORES IDIOSSINCRÁTICOS DE CADA PAÍS TORNAM-SE MAIS RELEVANTES
PARA DETERMINAR “VENCEDORES” E “PERDEDORES”.
•
E O BRASIL, COMO ESTAMOS?
BRASIL: SEM VENTO A FAVOR, RISCO DE ESTOL
•
A MUDANÇA DOS VENTOS EXTERNOS COINCIDE COM O ESGOTAMENTO DOS FATORES
DOMÉSTICOS QUE IMPULSIONARAM A FASE RECENTE DE CRESCIMENTO DA ECONOMIA
BRASILEIRA:
• OCIOSIDADE DOS FATORES DE PRODUÇÃO, INCLUSIVE NO MERCADO DE
TRABALHO.
• REDUZIDO NÍVEL DE ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS.
• AUMENTO
DAS
TRANSFERÊNCIAS
GOVERNAMENTAIS
(BENEFÍCIOS
PREVIDENCIÁRIOS, BOLSA-FAMÍLIA, ETC)
• EFEITOS DEFASADOS DE REFORMAS MACROECONÔMICAS E MICROECONÔMICAS
REALIZADAS NOS GOVERNOS ANTERIORES (ATÉ LULA 1)
•
OS EQUÍVOCOS DA POLÍTICA ECONÔMICA VÊM COMPROMETENDO AINDA MAIS A
PERFORMANCE RECENTE DA ECONOMIA BRASILEIRA:
• DIAGNÓSTICO ERRADO LEVOU AO ABUSO DE MEDIDAS DE ESTÍMULO À
DEMANDA, COMPROMETENDO A RESPONSABILIDADE FISCAL E A CREDIBILIDADE
DO REGIME DE METAS PARA A INFLAÇÃO.
• INTERVENCIONISMO EXCESSIVO AGRAVA AS INCERTEZAS, REDUZ A EFICIÊNCIA E
SINALIZA INCENTIVOS ERRADOS AOS AGENTES ECONÔMICOS.
BRASIL: A ENCRUZILHADA DE 2014
•
INSTITUIÇÕES EVITAM DESASTRES NO CURTO PRAZO. PORÉM CONTINUIDADE DA MÁ
GESTÃO MACROECONÔMICA ACABARIA POR LEVAR À ESTAGNAÇÃO DA ECONOMIA,
AUMENTO DO DESEMPREGO E QUEDA DA RENDA REAL.
•
O QUADRO INTERNACIONAL EXIGE, MAIS QUE NUNCA, A ADOÇÃO DE POLÍTICAS QUE
AUMENTEM A POUPANÇA DOMÉSTICA E A COMPETITIVIDADE DO PAÍS.
•
RETORNO À RESPONSABILIDADE E TRANSPARÊNCIA NA ÁREA FISCAL É FUNDAMENTAL
PARA EVITAR PREJUÍZOS MACROECONÔMICOS PARA O BRASIL NOS PRÓXIMOS ANOS.
•
SEM A RECONSTITUIÇÃO DA CREDIBILIDADE DO REGIME DE METAS PARA INFLAÇÃO, O
PAÍS ARRISCA-SE A TER UMA INFLAÇÃO CRONICAMENTE ALTA E ACIMA DO CENTRO DA
META.
•
REGIME DE TAXAS FLUTUANTES DE CÂMBIO AJUDA NA TRANSIÇÃO DO AMBIENTE
EXTERNO. PORÉM, ADEQUADAS POLÍTICA FISCAL E MONETÁRIA SÃO NECESSÁRIAS
PARA EVITAR INFLAÇÃO E OUTROS DESEQUILÍBRIOS.
BRASIL: A ENCRUZILHADA DE 2014
•
PORÉM, A CORREÇÃO DE RUMOS NA MACROECONOMIA NÃO SERIA SUFICIENTE.
CRESCIMENTO SUSTENTADO EXIGE ESFORÇO ADICIONAL DE REFORMAS E A
CONSTRUÇÃO DE UM AMBIENTE FAVORÁVEL AO FUNCIONAMENTO DE UMA
ECONOMIA MERCADO DO SÉCULO XXI.
•
“POLÍTICAS INDUSTRIAIS” DEVEM SER ABANDONADAS: FALÊNCIA DO MODELO DE
CAMPEÕES NACIONAIS, PROTECIONISMO E RESERVA DE MERCADO. “NEOGEISELIANISMO” DEU ERRADO.
•
SETOR PÚBLICO: AUMENTO DE EFICIÊNCIA , ELIMINAÇÃO DAS DISTORÇÕES E
COMPLEXIDADE DO SISTEMA TRIBUTÁRIO, REDUÇÃO DA BUROCRACIA, AUMENTO DA
CAPACIDADE DE INVESTIMENTO ETC
•
PREVIDÊNCIA: MUDANÇAS DEMOGRÁFICAS EXIGEM APROFUNDAMENTO
REFORMAS PARA VIABILIZAR O FINANCIAMENTO DA PREVIDÊNCIA.
•
RISCO: VIÉS ANTI-CAPITALISTA E DEMONIZADOR DO LUCRO QUE PREVALECE EM
ALTOS ESCALÕES DO GOVERNO PETISTA DIMINUI CHANCE DE MUDANÇAS NA
HIPÓTESE DE NÃO ALTERNÂNCIA NO PODER. CENÁRIO “SEM MEDO, SEM ESPERANÇA” É
POSSÍVEL NOS PRÓXIMOS ANOS
DAS
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