II FÓRUM MINEIRO DE AUTOGESTÃO AUTODEFESA E FAMÍLIA
XII CONGRESSO DA REDE MINEIRA DAS APAES
11 a 13 de Outubro de 2013
Minascentro BH/MG
Eixo 3: Tecnologia Assistiva promovendo a autonomia
e independência da pessoa com deficiência
intelectual.
Mesa 10: Tecnologias Assistivas que promovem o
desenvolvimento e a inclusão da pessoa com deficiência
intelectual.
Tecnologia Assistiva Moda e Vestuário
Alba Valéria Alves Cutrim
albacutrim@gmail.com
Tecnologia Assistiva Moda e Vestuário
Este trabalho tem como foco o uso da Tecnologia
Assistiva no vestuário das pessoas com deficiência
intelectual e múltipla sem deixar de lado as
tendências da moda e favorecendo a autonomia e a
independência dessas pessoas.
Tecnologia Assistiva Moda e Vestuário
O desenvolvimento deste trabalho surgiu devido
as discussões e trocas de experiência entre as mães
quanto a melhor forma de manter os filhos bonitos,
confortáveis e com autonomia, em sintonia com cada
faixa etária e os ditames das tendências da moda.
Tecnologia Assistiva Moda e Vestuário
Como cada filho tem características pessoais
distintas, roupas adaptadas para eles têm que ser
desenvolvidas pelas próprias mães se auxiliando. As
lojas e o comércio em geral não oferecem roupas
com essas modificações.
Tecnologia Assistiva Moda e Vestuário
CASO 1:
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Adolescente autista com dificuldades em botões, zíperes e outros
tipos de abotoamentos. Sexo feminino.
Roupa usual: camisetas de malha, calça moleton ou tactel com elástico na
cintura.
Comportamento inadequado de manipulação das partes íntimas já que o
acesso era facilitado pelo elástico da calça.
Queixa da mãe: vestir roupas de mocinha, mais femininas e evitar os
comportamentos inadequados.
Soluções: blusinha tipo babylook com manga comprida, minissaia de
renda, calça leg.
Estratégia utilizada pela mãe: tirar as mangas, emendá-las na cintura da
blusinha e da saia formando um vestidinho de cintura baixa e usado com
uma leg por baixo. O look ficou lindo, moderno e dificultando a
manipulação.
Tecnologia Assistiva Moda e Vestuário
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CASO 2:
• Adolescente cadeirante com paralisia cerebral e hidrocefalia, usuária do
transporte público, usa fraldas. Sexo feminino.
• Roupa usual: calça moleton, roupas de malha.
• Queixa da mãe: toda vez que tentava usar uma “roupa mais normal”, tipo
vestidinhos, a roupa ficava toda fuxicada e machucaria a adolescente.
Devido ao tamanho da cabeça, dificuldade em usar blusas de gola
fechada.
• Soluções: vestido sem botões nas costas e com a parte da saia cortada
tipo avental. Abrir a gola das blusas colocando botões ou velcro,
facilitando o colocar e tirar da roupa.
Tecnologia Assistiva Moda e Vestuário
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CASO 3:
• Adolescente cadeirante com paralisia cerebral, usuário do transporte
público, usa fraldas. Sexo masculino,
• Roupa usual: toda a roupa que um adolescente da sua idade usa.
• Queixa da mãe: apesar de querer trazer o filho sempre próximo da moda
teen, notava um certo desconforto da parte do filho e até lesões,
principalmente na região das nádegas, normalmente quando usava
roupas jeans.
• Soluções: a retirada dos bolsos, principalmente os traseiros, roupas com
poucas costuras tecidos mais macios.
Tecnologia Assistiva Moda e Vestuário
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Com esses exemplos percebe-se a iniciativa das
mães em desenvolver produtos - Tecnologia Assistiva
– para favorecer a autonomia e independência da
pessoa com deficiência intelectual em todo ciclo de
vida, como pequena contribuição ao avanço do
conhecimento e da prática no atendimento à pessoa
com deficiência intelectual na perspectiva da sua
inclusão e da acessibilidade.
Tecnologia Assistiva Moda e Vestuário
Com essas adequações a pessoa com deficiência
melhora sua aparência, seu bem estar, seu conforto,
favorecendo na prática a verdadeira inclusão social.
Como resultado prático percebemos a elevação da
autoestima da pessoa com deficiência e de sua
família, faz com que a pessoa com deficiência se
sinta mais igual e incluída de acordo com a sua faixa
etária.
Tecnologia Assistiva Moda e Vestuário
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“Estejamos sempre flexíveis e sensíveis a todas
as vias de comunicação.
Aos que não produzem palavras, precisamos
ouvir com os olhos, sorrisos e gestos para que
aconteça a plena integração.
Precisamos de sensibilidade na audição, no tato
e na visão.
Com ou sem palavras, todos falam e desejam
de nós compreensão e atenção.
(Eliseu Acácio)
OBRIGADA!
albacutrim@gmail.com
Apae de Belo Horizonte
31 3489 6943
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Alba Valéria Alves Cutrim (Apae BH) - Uniapae-MG