Lista de Exercícios
Aluno(a):_______________________________________Nº.____
Pré Universitário
Uni-Anhanguera
Professor: Daniel
Disciplina: Literatura
Série: 2º ano
Data da prova: 06/09/2014.
P2 - 3º BIMESTRE
01.(UFG – 2009) Leia o soneto abaixo:
XXXI
Longe de ti, se escuto, porventura,
Teu nome, que uma boca indiferente
Entre outros nomes de mulher murmura,
Sobe-me o pranto aos olhos, de repente...
Tal aquele, que, mísero, a tortura
Sofre de amargo exílio, e tristemente
A linguagem natal, maviosa e pura,
Ouve falada por estranha gente...
Porque teu nome é para mim o nome
De uma pátria distante e idolatrada,
Cuja saudade ardente me consome:
E ouvi-lo é ver a eterna primavera
E a eterna luz da terra abençoada,
Onde, entre flores, teu amor me espera.
BILAC, Olavo. Melhores poemas. Seleção de Marisa Lajolo. São Paulo:
Global, 2003. p. 54. (Coleção Melhores poemas).
Olavo Bilac, mais conhecido como poeta parnasiano, expressa traços românticos em sua obra. No
soneto apresentado observa-se o seguinte traço romântico:
(A) objetividade do eu lírico.
(B) predominância de descrição.
(C) utilização de universo mitológico.
(D) erudição do vocabulário.
(E) idealização do tema amoroso
02. (UFG 2009 – Segunda fase) Leia os poemas de Cora Coralina e Olavo Bilac.
RIO VERMELHO
IV
Água – pedra.
Eternidades irmanadas.
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Tumulto – torrente.
Estática – silenciosa.
O paciente deslizar,
o chorinho a lacrimejar
sutil, dúctil
na pedra, na terra.
Duas perenidades –
sobreviventes
no tempo.
Lado a lado – conviventes,
diferentes, juntas, separadas.
Coniventes.
Meu Rio Vermelho
CORALINA, Cora. Melhores poemas. Seleção de Darcy França Denófrio.
São Paulo: Global, 2004. p. 319. (Coleção Melhores poemas).
Vocabulário:
dúctil: dócil
RIO ABAIXO
Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga...
Quase noite. Ao sabor do curso lento
Da água, que as margens em redor alaga,
Seguimos. Curva os bambuais o vento.
Vivo há pouco, de púrpura, sangrento,
Desmaia agora o ocaso. A noite apaga
A derradeira luz do firmamento...
Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga.
Um silêncio tristíssimo por tudo
Se espalha. Mas a lua lentamente
Surge na fímbria do horizonte mudo:
E o seu reflexo pálido, embebido
Como um gládio de prata na corrente,
Rasga o seio do rio adormecido.
BILAC, Olavo. Melhores poemas. Seleção de Marisa Lajolo. São Paulo:
Global, 2003. p. 71. (Coleção Melhores poemas).
Vocabulário:
ocaso: pôr-do-sol
fímbria: orla, borda
gládio: espada
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Tanto Cora Coralina, em “Rio vermelho”, quanto Olavo Bilac, em “Rio abaixo”, poetizam assuntos
semelhantes.Os dois poemas, entretanto, diferenciam-se, respectivamente,por:
(A) linguagem coloquial do primeiro e linguagem anacrônica do segundo.
(B) caráter contido do primeiro e caráter intenso do segundo.
(C) tonalidade satírica do primeiro e tonalidade avaliativa do segundo.
(D) ênfase narrativista do primeiro e ênfase descritivista do segundo.
(E) registro regionalista do primeiro e registro universalista do segundo.
03. (FUVEST -SP) Leia com atenção e responda às questões que seguem:
" Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito. "
( Olavo Bilac - Profissão de fé )
Nos versos acima, a atividade poética é comparada ao lavor do ourives porque, para o autor:
a) a poesia é preciosa como um rubi.
b) o poeta é um burilador.
c) na poesia não pode faltar a rima.
d) o poeta não se assemelha a um artesão.
e) o poeta emprega palavras valiosas.
04. Pode-se inferir do texto que, para Olavo Bilac, o ideal da forma literária é:
a) a libertação
b) a métrica
c) a estrofação
d) a rima
e) a perfeição
05. (PUC - RS)
"Esta de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos; brilhante copa, um dia,
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Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia."
A poesia que se concentra na reprodução de objetos decorativos, como exemplifica a estrofe de
Alberto de Oliveira, assinala a tônica da:
a) espiritualização da vida
b) visão do real
c) arte pela arte
d) moral das coisas
e) nota do intimismo
06. (UFPR)
"Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face;
Quanta gente, talvez que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!"
(Raimundo Correia - Mal secreto)
Assinale a alternativa correta que exprime a oposição fundamental desse texto:
a) corpo versus espírito
b) gente feliz versus gente infeliz
c) piedade versus falsidade
d) essência do ser versus aparência
e) dor versus falsidade
07. (UM- SP) Assinale a alternativa que não se aplica à estética parnasiana:
a) predomínio da forma sobre o conteúdo
b) tentativa de superar o sentimento romântico
c) constante presença da temática da morte
d) correta linguagem, fundamentada nos princípios dos clássicos
e) predileção pelos gêneros fixos, valorizando o soneto
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Identifique, entre as características apresentadas a seguir, aquelas que ocorrem com maior
evidência em cada um dos textos:
A) predomínio da descrição
B) tema exótico (considerando a realidade brasileira da época)
C) utilização de vocabulário pouco comum na linguagem cotidiana
D) visão carnal do amor
E) tema inspirado na Antiguidade clássica
08. Texto I ( O eu-lírico dirige-se a uma pessoa idosa ):
"Engelhadas as faces, os cabelos
Brancos, ferido, chegas da jornada;
Revês da infância os dias; e ao revê-los,
Que fundas mágoas na alma lacerada!" (Alberto de Oliveira)
09. Texto II ( O eu-lírico faz uma apelo à sua amada ) :
"Beija mais, que o teu beijo me incendeia!
Aperta os braços mais ! que eu tenha a morte,
Preso nos laços de prisão tão doce! " ( Olavo Bilac )
10. Texto III ( O fragmento do poema descreve um vaso chinês ):
"Fino artista chinês, enamorado,
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio." (Alberto de Oliveira)
11. Texto IV
"A ânfora equilibrando, com graça real, na cabeça,
vai a jovem Romana pelo pórtico umbroso" (Magalhães de Azevedo)
12. Texto V
" Mar, belo mar selvagem
Das nossas praias solitárias! Tigre
A que brisas da terra o sono embalam,
A que o vento do largo eriça o pêlo! " (Vicente de Carvalho)
Leia com atenção o seguinte soneto, de Olavo Bilac:
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Inania Verba
Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
― Ardes, sangras, pregada à tua cruz, e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava...
O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...
E a Palavra pesada abafa a Ideia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.
Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta?
E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?
Inania verba – expressão latina que significa “palavras frívolas, ocas, vazias”.
13. Qual é a dificuldade enfrentada pelo eu lírico, nesse poema?
14. De que maneira o significado do título resume o tema desenvolvido no texto?
15. Releia a segunda estrofe do soneto. Que imagens são utilizadas para caracterizar o Pensamento e
a Forma? Pode-se dizer que elas formam uma antítese. Por quê?
16. Esse poema pertence ao Parnasianismo. Que elementos formais permitem essa classificação?
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P2 - 3º BIMESTRE 01.(UFG – 2009) Leia o soneto abaixo: XXXI