Comunicação
Adidas apresenta nova linha de calçados Adizero
Starbucks muda logomarca, está de olho na expansão para além do café
Ação em redes sociais em prol do GRAACC
Comportamento / Consumidor
Boa reputação marca depende do relacionamento com stakeholders
Economia
BC restringe especulação dos bancos no câmbio
Nova conta corrente vai ser isenta de tarifas
Novo presidente do BC pede cautela a empresas e consumidores
Geral
Plano Nacional de Banda Larga terá prioridade
Rio tem 18 mil residências em áreas de alto risco, aponta estudo
Atrasos em voos cresceram 33,6% no Natal e réveillon
Adidas apresenta nova linha de calçados Adizero
M&M Online - 07.01.2011
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Para apresentar sua nova linha de calçados, a campanha da Adidas tem ativação na Europa e
na Oceania. Os atletas patrocinados pela marca atuarão com os calçados da linha Adizero, e
por isso pedem a ajuda da população de diferentes países. No enredo do filme (clique aqui
para assistir), um ladrão rouba os tênis na sede da Adidas, na Alemanha.
Lionel Messi apela à seus fãs de Barcelona para que encontrem seu tênis antes do início do
Campeonato Espanhol; já os tenistas Jo Tsonga, Ana Ivanovic e Fernando Verdasco pedem
ajuda para encontrar seus tênis antes da primeira disputa do torneio Grand Slam, o Australian
Open, que acontece em Melbourne. A campeã mundial de heptatlo, Jessica Ennins, pede ajuda
aos londrinos, enquanto o jogador de rugby Ma'aNonu, destaque da seleção das Nova
Zelândia, pede ajuda aos moradores da capital Auckland.
A campanha está sendo feita pelo Twitter e pelo Facebook da Adidas e de cada atleta - seus
seguidores podem ser premiados, basta auxiliar os atletas a encontrar os tênis roubados até 14
de janeiro.
Starbucks muda logomarca, está de olho na expansão para além do café
Blue Bus - 07.01.2011
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Como parte das celebrações pelo seu 40º aniversário, a Starbucks revelou ontem uma nova
logomarca. É a 3ª alteração desde a fundação da rede, em 1971. A última foi em 1992. Saíram
o texto 'Starbucks Coffee' e a cor preta - para dar mais destaque à sereia, que aparece num
círculo em verde e branco. Para a Starbucks, a mudança representa a busca pela expansão da
marca para além do negócio do café. A nova identidade visual será divulgada, a partir de
março, através de uma campanha impressa e digital criada pela BBDO.
Ação em redes sociais em prol do GRAACC
CCSP - 07.01.2011
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O Grupo TV1 criou para o Grupo de Apoio ao Adolescente e Criança com Câncer (GRAACC) a
segunda edição da campanha "Espalhe Vida", que aposta nas redes sociais para buscar
recursos para a construção de novo hospital da entidade.
A ação vai reverter R$ 1 para o GRAACC a cada “Curtir” no Facebook, na página e nos posts, e
também a cada mensagem no Twitter com a hashtag #EspalheVida – até alcançar o valor de R$
15 mil. As doações com participação coletiva vão até 31 de janeiro e podem ser acompanhadas
no Facebook e no perfil da agência, que é parceira da entidade, @GrupoTV1.
A expansão do Instituto de Oncologia Pediátrica, administrado pelo GRAACC em parceria com
a Unifesp, vai torná-lo o maior centro de tratamento do câncer infantojuvenil na América
Latina. O terreno de 4.191 m², na Vila Clementino, foi doado pela prefeitura de São Paulo em
setembro de 2010 e a previsão de investimento no projeto é de R$ 100 milhões.
Boa reputação marca depende do relacionamento com stakeholders
Mundo do Marketing - 07.01.2011
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A construção da reputação da marca exige cada vez mais investimento no relacionamento
entre a empresa e seus stakeholders. O consumidor ainda é elemento central na estratégia das
companhias, mas é crescente a importância de todos os públicos, entre fornecedores,
colaboradores e acionistas.
É necessário que as empresas encontrem mecanismos para entender o que pensam os
stakeholders, contribuindo para a construção da reputação da marca. Reconhecer o papel de
cada colaborador e fazer com que eles entendam a identidade da companhia, transformandoos em verdadeiros embaixadores da marca. Funcionários insatisfeitos, no entanto, acabam por
contaminar clientes com quem mantêm contato direto.
Como o Marketing pode ajudar a gerenciar este relacionamento com os stakeholders e
contribuir para a reputação da empresa é um dos assuntos abordados na entrevista feita pelo
Mundo do Marketing com o PHD em Marketing Steffen P. Hermann, responsável pelo
Marketing global da área de expertise da TNS Stakeholder Management.
Hermann fala também sobre a importância crescente de ações sustentáveis e de
responsabilidade social e como elas podem agregar valor à imagem da marca. E, ainda, como
gerenciar momentos de crise sem manchar a reputação da empresa, adotando uma postura o
mais transparente possível e evitando o impacto financeiro que isso pode causar.
Mundo do Marketing: Como as ações de Marketing podem ajudar a empresa a gerenciar o
relacionamento com todos os stakeholders? Dr. Steffen P. Hermann: O Marketing é uma área
bastante abrangente. O objetivo central é ter uma estratégia centralizada no cliente e guiar a
empresa de acordo com seus princípios. Por isso o consumidor é o principal stakeholder de
uma companhia. No entanto, hoje em dia, mais e mais empresas entendem que outros
stakeholders têm um grande impacto na experiência que a companhia oferece ao consumidor.
São os empregados que atendem os clientes e, consequentemente, dão valor à empresa. Se
houver o colaborador que esteja insatisfeito com a empresa, por exemplo, ele não oferecerá
uma boa experiência ao cliente. Se a companhia tiver uma boa reputação fica mais fácil para
ganhar novos consumidores. Tradicionalmente, o departamento de Marketing está ligado à
comunicação entre o cliente e a empresa, mas ele pode ter o papel de mostrar a importância
de outros stakeholders para a experiência do consumidor.
Mundo do Marketing: Que ações de Marketing podem ser desenvolvidas para engajar os
colaboradores? Dr. Steffen P. Hermann: É muito importante ter ações para engajar os
colaboradores na direção correta. A primeira coisa que o Marketing precisa fazer é conhecer a
opinião dos consumidores para saber se somos realmente bons como achamos que somos, se
não somos bons tanto quanto pensamos ou se temos que mudar em alguma outra direção.
Precisamos saber o que as pessoas acham sobre a gente, tanto de forma estratégica quanto
tática.
Mundo do Marketing: Como fazer para ouvir os consumidores quando os colaboradores
estão focados em cumprir metas financeiras? Dr. Steffen P. Hermann: O perigo desta
estratégia é levar a um pensamento de curto prazo. Tentar atingir um objetivo financeiro em
um curto período de tempo sem se preocupar muito com o futuro leva a empresa a perder
oportunidades em potencial. Um exemplo disso é vender produtos para ter lucro imediato
sem ter cuidado com o consumidor da forma correta. É preciso desenvolver projetos voltados
para o consumidor, e os colaboradores precisam ter esta visão. Você deve estar centrado tanto
nas metas financeiras quanto nas de clientes. É preciso ter indicadores de performance junto
aos clientes que estejam ligados ao bônus e aos incentivos. Apenas com isso uma empresa
pode criar um clima organizacional em que os gestores de Marketing sejam responsáveis pela
experiência do consumidor.
Mundo do Marketing: Isso não é muito comum no Brasil, mas há empresas brasileiras que
fazem, como a Renner. Você pode citar um outro caso? Dr. Steffen P. Hermann: Há muitas,
mas isso depende da cultura da empresa e pode variar de uma companhia para a outra. A
nossa faz isso, mas não poderia dizer que é para todos os empregados e sim para pessoas
chaves, como os executivos de alto escalão e operacionais. Isso porque alguns colaboradores
não têm ação direta nas tomadas de decisão. Eles precisam de supervisão e é preciso ter um
equilíbrio de desempenho, um balanço, entre diferentes objetivos.
Mundo do Marketing: Qual é o papel de cada colaborador para a reputação da empresa? Dr.
Steffen P. Hermann: A reputação é composta pela percepção e pela expectativa que todos os
stakeholders têm sobre a empresa. Cada um dos stakeholders tem muitos interesses distintos
e podem ter diferentes percepções e expectativas sobre a empresa. Essa é uma grande
mudança para quem cuida da reputação da companhia. O gerente de marca precisa identificar
quais são os grupos mais relevantes de stakeholders. Os colaboradores precisam ter um papel
duplo, porque por um lado têm uma percepção da companhia e, por outro, são o porta-voz da
empresa e a representam. Conversam com os consumidores e amigos e isso pode afetar a
reputação da marca. Por isso é muito importante que os executivos garantam o máximo
possível para que os colaboradores entendam a identidade e a reputação da empresa e ajam
como embaixadores da marca.
Mundo do Marketing: Agora, como se deve construir uma boa reputação para os
consumidores? Dr. Steffen P. Hermann: Definitivamente, a orientação dos produtos e serviços
com foco no consumidor é o principal elemento para uma boa reputação da marca. Nós, por
exemplo, temos um programa global de reputação junto aos clientes. Do ponto de vista do
cliente, se a companhia está atendendo as suas expectativas, promovendo uma boa
experiência, isso vai melhorar a sua reputação. É fácil, mas ao mesmo tempo complicado.
Mundo do Marketing: E quando se mancha a reputação da marca. O que pode ser feito para
recuperá-la? Dr. Steffen P. Hermann: O problema da reputação é que leva muito tempo para
se construir uma. É preciso ser consistente, constantemente confiável, honesto, cumprir as
promessas e oferecer o melhor para todos os stakeholders. Se acontece uma crise, a reputação
pode ser manchada profundamente. No entanto, uma empresa que tem uma herança de
reputação boa criará uma proteção e não quebrará completamente. Olha o exemplo da
Toyota. É uma companhia sólida, que tem um programa de reputação e uma proteção para
superar as dificuldades pelas quais está passando. Quando há uma crise, a comunicação tem
um papel importante porque a empresa deve ser o mais aberta possível, assumir que fez
alguma coisa errada e resolver. É muito importante prometer que fará o que estiver em suas
mãos e que isso nunca mais se repetirá. É preciso ser rápido para falar com todos os
stakeholders e não tentar esconder nada. Uma crise de reputação pode ter um grande impacto
financeiro. Os investidores tiram dinheiro ou diminuem os investimentos na empresa e os
consumidores podem fazer um boicote.
Mundo do Marketing: De que forma a sustentabilidade pode contribuir para a reputação da
marca? Dr. Steffen P. Hermann: A sustentabilidade e a responsabilidade social corporativa são
elementos essenciais para a reputação da marca, que têm um papel difícil dependendo da
indústria e do grupo de stakeholders. As pessoas esperam que as empresas sejam mais
sustentáveis e as companhias têm que atender esta necessidade num nível específico para
serem aceitas na sociedade. Alguns stakeholders dizem que isso é importante para eles, mas
não têm o hábito de considerar produtos mais sustentáveis na hora da compra. No entanto,
isso tem mudado em alguns mercados e tem sido cada vez mais importante para os
empregados. Há empresas que têm a sustentabilidade e a responsabilidade social corporativa
como algo central para a reputação. Toda companhia deve entender o seu papel no mercado e
em sua região.
Mundo do Marketing: Quais são os maiores desafios que as empresas enfrentam para
aplicar esta filosofia? Dr. Steffen P. Hermann: Primeiro, as empresas devem medir estes
desafios para investir em projetos de sustentabilidade e de responsabilidade social
corporativa. Deve ser criado um comprometimento entre os diferentes departamentos e
funções, porque numa empresa há muitos departamentos que afetam a reputação da marca.
Essas ações devem ser orquestradas para evitar que haja uma crise de reputação. Segundo, há
algo muito presente em muitos mercados – mas nem tanto na América Latina – que é um
cinismo quando as empresas comunicam suas ações de responsabilidade social. Muitas
companhias abusam e cometem o famoso Green whashing. Só que está ficando cada vez mais
difícil parecer verde e não ser de verdade. As empresas devem entender qual é a sua situação
inicial e começar a agir em cima disso. Provar o seu desempenho e, somente quando atingir
uma performance mais sustentável, comunicar isso de forma transparente e com
credibilidade.
Mundo do Marketing: Qual é o percentual de importância da sustentabilidade para a
reputação corporativa hoje e qual será no futuro? Dr. Steffen P. Hermann: É muito difícil dar
um percentual concreto, pois é diferente de acordo com a indústria e com os grupos de
stakeholders. Temos que ver cada particularidade mais aproximadamente, olhando o
mercado. Hoje podemos dizer que talvez a sustentabilidade represente 20% de importância.
Diria que isso acontece em países em que o conceito é mais desenvolvido, como na Alemanha
e nos Estados Unidos, por exemplo. Já em setores que estão mais ligados à questão
sustentável, como o de energia, esse percentual pode chegar a 60%.
Mundo do Marketing: E como seria no Brasil? Dr. Steffen P. Hermann: Comecei a pesquisa há
15 anos neste segmento. Nos últimos 10 houve uma aceleração e, nos últimos três anos, um
empurrão. É uma área que está crescendo em importância nos conselhos de administração das
empresas e que tem conquistado a atenção dos altos executivos.
Mundo do Marketing: As crianças têm desenvolvido muito rapidamente a questão da
sustentabilidade. Em quanto tempo teremos uma mudança radical? Dr. Steffen P. Hermann:
Definitivamente essa é uma grande tendência que vemos também entre jovens adultos
esclarecidos. É um tópico de crescente preocupação e que tem um papel no consumo deles.
Eles estão começando a procurar por produtos mais sustentáveis e querendo trabalhar em
empresas que tenham uma boa reputação. Mas a proporção de consumidores que estão
dispostos a pagar um valor a mais por produtos mais sustentáveis ainda é pequena. No
entanto, é um segmento que está crescendo e pode ser uma grande oportunidade de negócio
para as empresas no Brasil. Existe um estilo de vida chamado LOHAS (Lifestyles of Health and
Sustainability), que em muitos mercados está adotando posicionamento premium. É chique, é
fashion, é bom para a saúde e aceito socialmente se você usa produtos sustentáveis que não
tenham um impacto negativo na sociedade.
BC restringe especulação dos bancos no câmbio
Valor Econômico - 07.01.2011
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O governo mirou e acertou em cheio uma grande porta para a especulação de curto prazo no
câmbio. Ao mesmo tempo em que tem ampliado isenções fiscais aos estrangeiros para títulos
privados de longo prazo, fechou as torneiras para as transações de arbitragem com juros dos
bancos. Forçou uma injeção imediata de US$ 7 bilhões no mercado à vista até 4 de abril, o que
reduz a necessidade de o Banco Central comprar Dólar até lá.
Embora de impacto limitado na cotação do Dólar, um importante efeito colateral da decisão é
segurar o crescimento das reservas internacionais do país, que fecharam 2010 em US$ 288,5
bilhões, com crescimento de US$ 49,5 bilhões no ano passado, e que têm custo de
carregamento elevado, ainda mais com juros internos em alta. "O governo brasileiro tem
sinalizado que não quer continuar a ampliar as reservas internacionais", diz Daniel
Tenengauzer, chefe de estratégia de renda fixa e câmbio para mercado emergentes do Bank of
America Merrill Lynch.
A maioria dos economistas do mercado acredita que a tendência do real forte persiste apesar
da medida, pois há um fluxo de recursos externos de mais longo prazo interessado em investir
na economia brasileira em crescimento. "Mas o governo mantém uma espada de Dâmocles
sobre a cabeça do mercado e ninguém sabe com qual força ele vai atuar", diz Marcelo
Carvalho, economista-chefe do BNP Paribas. Se o novo susto não for suficiente para conter a
valorização do real, a compra de dólares no mercado futuro - que não impacta as reservas
internacionais, embora afete o balanço do BC e, portanto, a dívida pública - será o próximo
passo, dizem analistas. Na sequência, nova outras medidas heterodoxas poderiam ser
divulgadas.
Antes da abertura do mercado, ontem, os bancos ficaram sabendo que terão de depositar
compulsoriamente no BC, sem remuneração, uma parcela relevante do valor mantido em
posição "vendida" no mercado à vista (moeda vendida sem uso de caixa próprio, a partir de
linhas de crédito). O valor do recolhimento compulsório será de 60% sobre o resultado da
posição diária vendida de câmbio (excluída a posição comprada, nos conglomerados) que
exceder o menor de um dos seguintes valores: US$ 3 bilhões ou a média aritmética do capital
de nível 1 do patrimônio de referência por um determinado período. O capital de nível 1 é o de
melhor qualidade, principalmente, ações da própria instituição.
O novo depósito, que será recolhido em espécie, passa a valer a partir de 4 de abril. Os bancos
têm, portanto, 90 dias para se adequar à nova regra. É a primeira vez que o BC institui
recolhimento compulsório sobre operações de câmbio.
O gatilho, segundo o diretor de política monetária do BC, Aldo Mendes, foi o patamar de
fechamento do ano. As posições "vendidas" do sistema alcançaram o valor de US$ 16,8 bilhões
no último dia de 2010, maior valor da série histórica do BC. A marca superou o recorde
anterior, de maio de 2007, de US$ 15,7 bilhões. Nessa época, o BC reduziu o limite de
exposição cambial.
Os bancos vinham usando as posições vendidas para montar basicamente dois tipos de
transação. A primeira era a arbitragem tradicional: captavam linhas em Dólar no exterior por
um dia, pagando juros de 0,25% ao ano, e investiam em cupom cambial, os juros em Dólar no
mercado interno, que ontem fechou a 2,50% ao ano para o vencimento em março de 2011.
Ganhavam a diferença, de 2,25% ao ano. Faziam a transação de Dólar casado - vendiam no
mercado à vista e compravam no futuro.
Depois da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras para investidores estrangeiros no
fim do ano, para 6% no fechamento de câmbio, muitos bancos passaram a emitir títulos de
curtíssimo prazo denominados em reais no exterior. Os investidores externos podiam, assim,
investir em reais sem entrar no país. Os bancos, que ficavam passivos em reais e ativos em
Dólar, desmontavam essa posição vendendo os dólares ao BC e comprando reais, que eram
investidos em títulos públicos. A decisão saiu apenas dois dias após a confusa entrevista
coletiva do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, que convocou a imprensa para falar sobre
câmbio, mas logo na primeira resposta disse que não anunciaria medida nova.
De acordo com Mendes, as medidas têm caráter meramente prudencial. "A princípio, a
medida vai gerar demanda por Dólar e tende a fazer com que a cotação suba", disse.
Ponderou, no entanto, que a tendência, após o ajuste das posições, deve seguir sendo de
valorização do real frente ao Dólar, já que a liquidez internacional segue abundante.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em sua primeira entrevista à imprensa,
também falou sobre a medida e negou que seja uma mudança na política cambial da
instituição. "A medida é prudencial para redimensionar a posição vendida dos bancos no
mercado à vista."
A posição cambial dos bancos é resultado dos contratos de compra e venda de moeda
estrangeira que as instituições fecham com seus clientes. Desde o início de abril do ano
passado, essa posição líquida é vendida, com posição coberta por contratos no mercado
futuro, da ordem de US$ 12 bilhões, e também por operações no exterior. A autoridade
monetária estima que as instituições financeiras reduzam suas posições de US$ 16,8 bilhões
para cerca de US$ 10 bilhões.
A medida vai pegar, principalmente, os grandes bancos: Banco do Brasil, Itaú Unibanco,
Bradesco, Santandere BTG Pactual, que carregam as maiores posições vendidas. Como
consequência, as ações dos principais bancos caírem forte no pregão da BM&FBovespa de
ontem. Mas bancos estrangeiros que têm grande liquidez no exterior, mas possuem pequeno
patrimônio de nível 1 no país, também devem sofrer. Mas, na avaliação de economistas de
mercado, o patamar limite, de US$ 3 bilhões, deve ser suficiente para que as instituições
operem sem problemas.
Nova conta corrente vai ser isenta de tarifas
Jornal da Tarde - 07.01.2011
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A partir de março de 2011, bancos poderão oferecer um novo tipo de conta corrente sem a
cobrança de nenhum tipo de tarifa. A chamada “conta eletrônica” não vai custar nada ao
cliente, mas só poderá ser movimentada por meios eletrônicos: caixas eletrônicos, internet,
central telefônica automática e celular.
“O cliente tem condição de operar a vida inteira sem pagar nada”, diz o chefe do
Departamento de Normas do Banco Central (BC), Sérgio Odilon dos Anjos. A novidade não é
obrigatória. Ou seja, cabe aos bancos decidir se oferecerão ou não o novo produto.
A nova conta foi aprovada em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Pelas regras, a
conta grátis não terá talão de cheques, apenas o cartão magnético. Nos bancos, a novidade já
foi apelidada de “conta virtual” porque não prevê acesso a serviços que exigem contato
humano, como nas agências ou o atendimento pessoal nas centrais telefônicas.
Caso o cliente de uma conta grátis use serviços tradicionais – como um funcionário da agência
ou a tecla do atendimento personalizado no telefone – a conta deixa de ter características
“eletrônicas”. A partir deste momento, a conta poderá ser enquadrada na categoria
“tradicional”. Então, a cobrança de tarifas pode ser feita, exatamente como é hoje.
Ao apresentar a novidade, o representante do BC explicou que “em não havendo a
possibilidade de atendimento eletrônico por falta dos sistemas da instituição, o cliente da nova
conta poderá acessar canais tradicionais sem cobrança”.
Para o diretor de política monetária do BC, Aldo Luiz Mendes, a nova conta deve atrair
principalmente clientes mais jovens, especialmente os que estão ingressando no sistema
bancário. Também deve atrair consumidores de menor renda.
Novo presidente do BC pede cautela a empresas e consumidores
Brasil Econômico - 07.01.2011
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Em sua primeira entrevista como presidente do Banco Central, Alexandre Tombini frisou que
consumidores e empresas devem ter cautela como patamar do dólar. O câmbio, lembrou ele,
flutua para os dois lados, ou seja, a tendência atual é de queda, mas a cotação pode subir. “Os
cidadãos e empresas têm de ter cautela quando assumem compromissos em moeda
estrangeira. É sempre bom lembrar que uma tendência de curto prazo não quer dizer que vá
se prolongar no tempo. Essa coisa pode mudar”, disse, ontem à tarde, em Brasília. Ele repetiu
o termo cautela ao lembrar a desvalorização do real em 2008, por causa da crise internacional,
que pegou o mercado desprevenido e gerou prejuízos bilionários a muitas companhias
brasileiras. “A palavra é cautela. O Banco Central sempre lembra que o câmbio flutua para os
dois lados, ainda que uma tendência venha com uma certa intensidade por algum tempo”. Na
manhã de ontem, o BC anunciou medida para tentar feira e fim de semana, 7, 8 e 9 de janeiro,
2011 conter a recente valorização do real em relação ao dólar. Sobre esse tema, ele afirmou
que o objetivo da circular foi “prudencial”. “A posição [cambial] estava superdimensionada.
Nosso objetivo é assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda, já que o ambiente
atual é de extrema liquidez”. A decisão de restringir vendas de dólar pelos bancos valerá
apenas a partir de abril, segundo o presidente do BC, para não provocar distúrbios no
mercado. “É o tempo dado para as instituições financeiras que foram impactadas tenham
tempo para ajustar suas posições”, disse.
Tombini não respondeu às indagações de jornalistas sobre a razão de a medida ter sido
tomada apenas agora. “O Banco Central toma medidas quando decide tomá-las”, esquivou-se,
diante de uma pergunta sobre se a circular que pretende reduzir a posição vendida em dólar
dos bancos já não seria consequência da troca de comando na instituição.
Outros índices
Questionado sobre a possibilidade de uma meta de inflação menor ser decidida no Conselho
Monetário Nacional ainda neste ano, para vigorar a partir de 2013, o presidente do BC afirmou
que essa “é uma ambição para ser perseguida no futuro”. “Temos que criar uma situação para
isso. Antes, precisamos consolidar o patamar atual, que é 4,5% ao ano”. Em sua posse,
Tombini havia afirmado que é desejável que a meta de inflação no Brasil caia para patamares
mais próximos de outros países emergentes — a média da meta de inflação desses países é
de3%ao ano.
Ele evitou comentar uma possível elevação na taxa básica de juros da economia, a Selic, ainda
neste mês. “Não quero tecer comentários de um tema sobre o qual teremos discussões em
duas semanas. O Banco Central, por definição, não decide por antecipação qualquer definição
nessa matéria”. Na última divulgação do relatório trimestral de crédito do BC, entretanto, a
instituição recomenda uma elevação nos juros básicos no curto prazo. Por isso, a maior parte
dos analistas aposta em um aumento na Selic ainda neste mês.
Plano Nacional de Banda Larga terá prioridade
ProXXIma - 07.01.2011
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O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) é prioridade para o governo de Dilma Rousseff. Foi o
que afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Para isso, ele acredita que até abril
encerrará suas reuniões com representantes dos setores econômicos e sociais - entre
empresas privadas, federais, sindicatos e associações de provedores - para chegar aos termos
de acordo.
"A presidente reafirmou a determinação que tinha me dado em dezembro de que temos de
dar prioridade total para essa questão da banda larga. Ela está muito empenhada nisso",
afirmou Bernanrdo, após reunião com Dilma.
O plano já temorientações definidas. Primeiro, a Telebras fará parcerias com empresas
federais para usar as redes de fibra ótica. Bernardo ainda afirmou que uma possível gratuidade
do serviço de internet banda larga não está sendo discutida - e sim a cobrança de tarifas
diferenciadas para garantir o acesso à população de baixa renda.
Classe média
"Existe uma classe média cada vez mais numerosa, e as pessoas estão cada vez mais sedentas
de ter acessoa às novas tecnologias, à informação, às novas mídias e, portanto, temos que
trabalhar acelerado nesse processo", explicou. Além disso, o ministro contou que irá discutir
com as empresas que atualmente prestam o serviço uma possível mudança de estratégia para
baratear os valores pagos hoje pela classe média. "Considero que há uma estratégia
equivocada das empresas no Brasil de oferecer um serviço mais caro a menos pessoas. É
preciso massificar o atendimento, colocar essa discussão na mesa", finalizou.
Investimentos
A Telebras terá R$ 589 milhões para implantar o PNBL e conectar 1.173 cidades à internet - um
custo previsto de R$ 35 para o cidadão. Os recursos correspondem aos R$ 316 bilhões em
créditos extraordinários do Poder Executivo, previstos para 2010 e empenhados no final de
dezembro, somados aos R$ 273 milhões em aporte de capital previsto para 2011.
A previsão era que, em 2010, seriam liberados R$ 600 milhões, e em 2011 mais R$ 400
milhões. A diminuição dos recursos, no entanto, não tirou o otimismo do presidente e diretor
de Relações com Investidores da Telebras, Rogério Santanna.
"Ainda não fiz o ajuste fino (para avaliar se será possível implantar o PNBL com R$ 589
milhões, em vez dos R$ 1 bilhão previsto). Mas acredito isso nos dará liberdade para fazer os
contratos, já que os editais acabaram resultando em preços menores do que o que
esperávamos. Por isso, é sim, possível", disse Santanna, após reunir-se com o novo ministro
das Comunicações, Paulo Bernardo. Segundo ele, a reunião foi destinada à apresentação de
uma "radiografia" da estatal. "Ele [Paulo Bernardo] enfatizou a importância do PNBL e disse
que essa será uma questão central para o governo, conforme já afirmou em outras
oportunidades", disse Santanna.
Segundo o presidente da estatal, todas as pendências jurídicas que suspendiam os editais já
foram resolvidas. Com isso, o cronograma do governo, que já havia adiado para abril o início
da implantação do PNBL nas 100 primeiras cidades, está mantido.
Tvs versus políticos
Bernardo ainda disse que é contra a concessão de emissoras de rádio e televisão para
políticos. No entanto, ele reconheceu que esse é um tema sensível e que ainda precisa de
regulamentação."Tem uma restrição colocada na Constituição, mas não está regulamentada.
Todos sabem que tem um monte de políticos que tem rádio e televisão e acho que não deveria
ser permitido". O ministro lembrou de uma entrevista que deu esta semana sobre o assunto.
"Fiz uma avaliação realista, pragmática, de que acho um tema difícil, sensível, por que tem que
ser aprovado no Congresso. Até brinquei que é mais fácil votar o impeachment de um
presidente do que a revogação de uma concessão de rádio e TV", disse.
Rio tem 18 mil residências em áreas de alto risco, aponta estudo
Folha de S. Paulo - 07.01.2011
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Ao menos 18 mil residências de 117 favelas do Rio estão em áreas de alto risco, aponta
mapeamento concluído pela prefeitura no fim de 2010. O trabalho começou após os
temporais de abril, quando mais de 60 pessoas morreram em deslizamentos. O prefeito
Eduardo Paes disse que serão analisados os casos em que se pode fazer obras para reduzir os
riscos. Quando não for possível, as famílias serão reassentadas.
O mapeamento anterior, de 2005, identificou 13 mil domicílios. Ele foi feito com base "na
experiência dos engenheiros" da prefeitura, disse Paes. O novo usou levantamento a laser do
terreno, entre outras ferramentas. Cinco favelas pequenas têm todas as edificações em área
de alto risco. O local onde há mais domicílios nesta situação é a Rocinha (1.655), seguido dos
morros do Alemão (1.025) e do Borel (990).
Paes estimou que demorará "quatro, cinco ou seis anos" para acabar com o alto risco nas 18
mil moradias. A prefeitura capacitará a partir deste mês agentes nessas 117 comunidades para
que saibam como agir em chuvas. A Defesa Civil municipal iniciou contato com 85 associações
de moradores -que representam as 117 favelas- para apresentar o estudo.
Paes disse que que o PAC 2 prevê R$ 170 milhões para obras em encostas. Os projetos para
obter os recursos deve ficar prontos em um ano. Em 2010 foram retiradas, segundo a
prefeitura, 3.000 famílias de áreas de risco -com obras ou reassentamentos. Para este ano, a
previsão é de 2.500.
Atrasos em voos cresceram 33,6% no Natal e réveillon
O Estado de S. Paulo - 07.01.2011
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O balanço do movimento nos aeroportos do País durante as festas de fim de ano confirma
aquilo que os passageiros sentiram na pele, mesmo sem a greve dos aeronautas e aeroviários:
a situação piorou. Números oficiais obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo apontam aumento
de 33,6% dos atrasos acima de 30 minutos entre os dias 18 de dezembro e 3 de janeiro, na
comparação com o ano anterior.
O índice, que em 2009 foi de 19,8%, saltou para 26,4% em 2010. Em entrevista às vésperas do
Natal, a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, disse que tinha
uma meta "ambiciosa": encerrar dezembro com porcentual de atrasos em torno de 20%, o que
não ocorreu.
Outra má notícia para os passageiros brasileiros é que, no curto prazo, esse cenário tende a
continuar. Isso se deve aos gargalos da infraestrutura dos aeroportos, que sofrem com
deficiências em pistas, falta de vagas em pátios e terminais de embarque e desembarque
acanhados demais para atender à demanda. Algumas obras de melhoria e de expansão estão
prometidas para o segundo semestre deste ano, mas as mais significativas devem ficar prontas
apenas próximo da Copa de 2014.
TAM e Webjet
Entre as companhias aéreas, a Webjet foi a que mais atrasou neste fim de ano, piorando
consideravelmente seus índices em relação a 2009. De 18 de dezembro a 3 de janeiro, 47,8%
dos voos da empresa tiveram atrasos superiores a 30 minutos - isso representa uma piora de
168% na comparação com 2009, mesmo que o número de voos tenha aumentado apenas
5,6%. A TAM ficou em segundo lugar em atrasos - 34,1% dos voos atrasaram no fim de ano,
uma piora de 62,3% em relação ao ano passado.
Procuradas pela reportagem, as companhias alegaram que os atrasos foram motivados por
questões pontuais. Segundo a Webjet, os problemas foram causados por "restrições
meteorológicas, tráfego aéreo e grande fluxo de passageiros nos aeroportos". A Gol, por sua
vez, afirmou que "para os passageiros da companhia, o fim de ano foi de tranquilidade nos
aeroportos". A empresa ainda disse que "rodou normalmente e com índices de eficiência
operacional dentro da média do setor".
A TAM afirmou que os atrasos e cancelamentos "foram causados principalmente por
problemas meteorológicos em algumas cidades, manutenções não programadas ou ajustes na
malha". Ainda de acordo com a empresa, "entre os dias 27 e 29 de dezembro, as operações
internacionais da companhia foram prejudicadas pelo fechamento do Aeroporto John
Fitzgerald Kennedy (JFK), em Nova York, por causa das fortes nevascas que atingiram o
noroeste dos Estados Unidos". A Azul teve no fim de 2010 quase o dobro de voos do que no
mesmo período de 2009, mas os atrasos ficaram perto dos 10%.
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