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APOSTILA LUCRO REAL – RTT E FCONT
Regime de tributação:
As empresas podem optar, entre outras, por um dos seguintes regimes de
tributação:
a) lucro real; ou
b) lucro presumido.
Para cada forma de tributação, existem normas e definições diferentes e, em
algumas, restrições e vedações.
Verificaremos neste curso, uma abordagem sobre apuração do IRPJ e da CSLL com
base na apuração do lucro real e do presumido.
1) Lucro real:
1.1 Conceito:
Lucro real é o lucro líquido apurado na escrituração contábil, com observância das
normas da legislação comercial, ajustado no Livro de Apuração do Lucro Real –
LALUR, pelas adições, exclusões e compensações prescritas ou autorizadas pela
legislação tributária (arts. 247, 249 e 250 do RIR/99).
1.2 Finalidade:
A finalidade do lucro real é apurar a base de cálculo do imposto de renda das
pessoas jurídicas que optarem por esse tipo de apuração.
O Lucro real é demonstrado no Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR.
1.3 Lalur:
O Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) é um livro fiscal exigido pela legislação
do imposto de renda (art. 262 do RIR/99).
Conforme o modelo aprovado pela IN SRF nº 28/78, o LALUR, é dividido em duas
partes distintas (cada uma delas deve conter 50% das folhas) reunidas em um só
volume encadernado, a saber:
• Parte A, destinada aos lançamentos de ajustes do lucro líquido do período de
apuração e à transcrição da demonstração do lucro real. Nessa parte é que
apuramos a base de cálculo do imposto.
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• Parte B (cuja numeração é seqüencial à da Parte A), destinada ao controle dos
valores que foram ajustados na Parte A que devam influenciar a determinação do
lucro real de períodos de apuração futuros e não constem da escrituração
comercial.
Adições:
a) custos, despesas, encargos, perdas, provisões, participações e quaisquer outros
valores deduzidos na apuração do lucro líquido e que, de acordo com a legislação
do Imposto de Renda, não sejam dedutíveis na determinação do lucro real;
b) resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores não incluídos na
apuração do lucro líquido e que, de acordo com a legislação do Imposto de Renda,
devam ser computados na determinação do lucro real.
- Principais Adições:
• CSLL;
• Alimentação de sócios, acionistas e administradores;
• Brindes;
• Multas por infrações fiscais;
• Provisões (exceto as de férias, 13º salários e seus encargos sociais e as provisões
técnicas estabelecidas pela Susep);
• Ajustes de RTT; e
• Outras adições.
Despesas e Custos Dedutíveis:
De acordo com o art. 299 do RIR/99:
• São operacionais as despesas não computadas nos custos, necessárias à
atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora;
• São necessárias as despesas pagas ou incorridas para a realização das
transações ou operações exigidas pela atividade da empresa;
• As despesas operacionais admitidas são as usuais ou normais no tipo de
transações, operações ou atividades da empresa;
• Assim, despesa operacional dedutível é toda aquela que é necessária, normal
ou usual.
Basicamente, são três os requisitos que habilitam um determinado gasto a ser
considerado como despesa operacional dedutível:
1. É necessário que o gasto seja incorrido, ou seja, é indispensável que a empresa
já tenha usufruído dos bens e serviços adquiridos;
2. O gasto deve ser necessário para a manutenção da atividade da empresa e, além
disso, deve ser normal e usual ou relacionado com a atividade explorada; e
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3. O gasto deve ser adequadamente comprovado.
Provisões:
Diferente tratamento ocorre com as provisões; os valores debitados nos resultados
pela formação de provisões não são, em princípio, dedutíveis: a dedução só poderá
ser feita se houver autorização legal. De acordo com o artigo 335 do RIR/99:
“Art. 335 - Na determinação do lucro real somente serão dedutíveis as provisões
expressamente autorizadas neste Decreto (Decreto-lei nº 1730, de 17 de outubro
de 1979, art. 3º, e Lei nº 9249, de 1995, art. 13, inciso I)”.
A diferença entre despesa incorrida e provisão é fundamental.
a) Provisão é um valor estimado no resultado do exercício. O valor não está
definido (por exemplo: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa; Provisão de
Contingências etc.)
b) Despesa é um valor já definido, determinado, no resultado do exercício. (Por
exemplo: folha de salários; aluguéis; contas de consumo etc.).
Provisões representam decréscimos patrimoniais (débito em conta de resultado)
que tem como contrapartida contas do Ativo (casos em que ostentam a forma de
contas retificadoras) ou contas de Passivo; neste último caso, as provisões
representam parcelas que ainda não são exigíveis. Os valores que afetam o
resultado são ou não dedutíveis: a regra geral é de que as provisões não são
dedutíveis, exceto as autorizadas pela legislação tributária.
II – Exclusões:
a) Resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores incluídos na
apuração do lucro líquido e que, de acordo com a legislação do Imposto de Renda,
não sejam computados no lucro real;
b) Valores cuja dedução seja autorizada pela legislação do Imposto de Renda e
que, pela sua natureza exclusivamente fiscal, não tenham sido computados na
apuração do lucro líquido.
- Principais Exclusões:
•
•
•
•
Lucros ou dividendos recebidos, de investimento avaliado pelo custo de aquisição;
Reversão de provisões não dedutíveis;
Ajustes de RTT; e
Outras exclusões.
III – Compensação de prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores,
respeitado o limite de 30% do lucro ajustado.
1.4. Pessoas Jurídicas Obrigadas à Apuração do Lucro Real:
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Estão obrigadas à apuração do Lucro Real (art. 14 da Lei n° 9.718/98):
a) As pessoas jurídicas que auferiram receita total no ano a imediatamente anterior
superior a R$ 48.000.000,00;
b) Cuja atividade sejam Instituições Financeiras e equiparadas;
c) As pessoas jurídicas que auferiram lucros, rendimentos ou ganhos de capital no
exterior;
d) As pessoas jurídicas que usufruam benefícios fiscais relativos à isenção ou
redução do imposto de renda;
e) Que optarem pelo pagamento por estimativa;
f) Factoring;
g) As atividades de compra e venda, loteamento, incorporação e construção de
imóveis que realizarem venda de imóveis antes de concluído o empreendimento e
computaram, no custo do imóvel vendido, os custos orçados para a conclusão das
obras (IN SRF n° 25/99);
h) que explorem as atividades de securitização de créditos imobiliários, financeiros
e do agronegócio.
Se a pessoa jurídica não estiver obrigada à apuração ao lucro real poderá optar por
essa forma de apuração, como pessoa jurídica optante.
Nesse caso, as pessoas jurídicas optantes deverão observar as mesmas exigências
estabelecidas pela legislação, para as pessoas jurídicas obrigadas à apuração do
lucro real.
1.5. Período de Apuração:
O período de apuração das empresas é trimestral (art. 1° da Lei n° 9.430/96).
A pessoa jurídica sujeita a tributação com base no lucro real poderá optar pelo
regime anual de tributação. Nesse caso, a empresa deverá antecipar o imposto
devido em 31 de dezembro pelo pagamento, em cada mês, por estimativa.
Essa estimativa poderá ser calculada com base nas receitas brutas e demais
receitas ou com base no levantamento de balanço ou balancete de verificação para
suspender ou reduzir o pagamento do imposto.
A opção pelo regime trimestral ou anual do imposto será efetuada no primeiro
pagamento do imposto no ano-calendário e será irretratável para todo o
anocalendário (art. 17 da IN SRF n° 93/1997).
1.6. Lucro Real Trimestral:
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Se a empresa optar pelo período trimestral deverá, apurar a base de cálculo do
imposto de renda e da contribuição sobre o lucro líquido nos resultados apurados
em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada
anocalendário, da seguinte maneira:
a) com base no levantamento de balanço patrimonial ou balancete de verificação; e
b) efetuar os ajustes extracontábil no LALUR.
Deverá, ainda:
a) Escriturar, trimestralmente, o livro de Registro de Inventário e o livro para
Registro Permanente de Estoque, até a data de vencimento da primeira ou da
quota única do imposto;
b) Apurar e pagar o imposto de renda e a CSLL, trimestralmente.
O balanço ou balancete deverá ser efetuado com observância das disposições
contidas nas leis comerciais e fiscais e ser transcrito no livro Diário até a data
fixada para pagamento do imposto do respectivo trimestre, caso não esteja tendo a
ECD.
1.6.1. Determinação do IRPJ:
Lucro líquido contábil antes IRPJ
(+) Adições
(-) Exclusões
(=) Lucro Ajustado
(-) Compensações ( até 30% do lucro ajustado)
(=) LUCRO REAL
Cálculo:
a) Alíquota normal:
Lucro Real x 15% = IRPJ
b) Adicional do imposto de renda:
Lucro Real
(-) Parcela Isenta ($ 60.000,00)
(=) Base de cálculo do adicional
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(X) alíquota de 10%
(=) Adicional do IRPJ
c) A + B = Imposto Total
Dedução dos Incentivos Fiscais:
Do imposto normal devido (alíquota normal de 15%), poderão ser deduzidos os
seguintes incentivos fiscais, observados os limites e condições aplicáveis, tais
como:
DEDUÇÕES
1) Programa Alimentação
do Trabalhador (PAT)
Individual
1º.01.98
a
partir
de
Global
a
1º.01.98
partir
de
4%
4%
2) PDTA/PDTI após
03.06.93
3) Fundos da Criança
4) Operações de
Caráter Cultural e
Artístico
5) Atividade Audiovisual
4%
1%
4%
Não tem
4%
3%
Deduções Permitidas:
Poderão ser deduzidos do imposto devido (imposto total – incentivos fiscais), no
trimestre:
a) IR Fonte sobre pagamentos efetuados por órgãos públicos federais, estaduais e
municipais;
b) IR Fonte sobre pagamentos efetuados entidades da administração pública
federal (empresas públicas; sociedades de economia mista e demais entidades que
a União detenha a maioria do capital social com direito a voto);
c) IR Fonte sobre remuneração de serviços profissionais;
d) IR Fonte sobre os rendimentos de aplicação financeira;
e) IR pago sobre os ganhos líquidos decorrentes de aplicação de renda variável.
Pagamento:
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O imposto de renda, apurado no final do trimestre (IRPJ devido – Deduções), será
pago em quota única, até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento
do período de apuração (art. 19 da IN SRF n° 93/1997).
O referido imposto poderá ser pago em até três quotas mensais, iguais e
sucessivas, vencíveis no último dos três meses subsequentes ao do encerramento
do período de apuração.
O valor de cada quota não poderá ser inferior a R$ 1.000,00.
As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à Taxa Selic,
acumulada mensalmente, calculadas a partir do primeiro dia do segundo mês
subsequente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês
anterior ao do pagamento e de 1% no mês do pagamento.
No campo 04 do DARF serão informados os seguintes códigos:
a) 3373, para pessoas jurídicas não obrigadas ao lucro real;
b) 0220, para pessoas jurídicas obrigadas ao lucro real.
Se for apurado imposto a compensar, este valor poderá ser compensado com os
impostos administrados pela Fazenda Nacional, a partir do trimestre seguinte.
Nesse caso, o valor do crédito deverá ser acrescido da taxa SELIC acumulada,
mensalmente, a partir do 1º dia do mês seguinte ao encerramento do período base
(trimestral).
1.6.2. Determinação da CSLL:
Similarmente ao procedimento aplicável ao imposto de renda será aplicável a CSLL
(art. 3° da IN SRF n° 390/2004), isto é:
Lucro líquido contábil antes CSLL
(+) Adições
(-) Exclusões
(=) Lucro Ajustado
(-) Compensações (até 30% do lucro ajustado)
(=) Base de Cálculo Positiva da CSLL
Alíquota:
A CSLL será calculada mediante a aplicação da alíquota de 9% sobre a base de
cálculo positiva apurada.
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Deduções:
Poderão ser deduzidos da Contribuição Social devida no trimestre:
a) CS Retida na Fonte sobre pagamentos efetuados por órgãos públicos federais,
estaduais e municipais;
b) CS Retida na Fonte sobre pagamentos efetuados entidades da administração
pública federal (empresas públicas; sociedades de economia mista e demais
entidades que a União detenha a maioria do capital social com direito a voto);
c) CS Retida na Fonte sobre remuneração de serviços profissionais.
Pagamento:
A Contribuição Social, apurada no final do trimestre (CSLL devida – Deduções),
será paga em quota única, até o último dia útil do mês subsequente ao do
encerramento do período de apuração (art. 33 da IN SRF nº 390/2004).
A referida contribuição poderá ser paga em até três quotas mensais, iguais e
sucessivas, vencíveis no último dos três meses subsequentes ao do encerramento
do período de apuração.
O valor de cada quota não poderá ser inferior a R$ 1.000,00.
As quotas da contribuição serão acrescidas de juros equivalentes à Taxa Selic,
acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês
subsequente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês
anterior ao do pagamento e de 1% no mês do pagamento.
No campo 04 do DARF será informado o código 6012.
Se for apurada CSLL a compensar, este valor poderá ser compensado com os
impostos e contribuições administrados pela Fazenda Nacional, a partir do trimestre
seguinte.
Nesse caso, o valor do crédito deverá ser acrescido da taxa SELIC acumulada,
mensalmente, a partir do 1º dia do mês seguinte ao encerramento do período base.
1.7 – Exemplo lucro real trimestral
Para o exemplo, vamos considerar que a pessoa jurídica seja tributada pelo lucro
real trimestral e que tenha apresentado a seguinte situação em um determinado
trimestre do ano-calendário:
Discriminação
Valores
R$)
(Em
Receita bruta de revenda de mercadorias, com substituição 800.000,00
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tributária do ICMS
Receita bruta de revenda de mercadorias, sem substituição
tributária
150.000,00
Receita bruta da prestação de serviços, sem retenção ou
substituição tributária, com ISS devido ao próprio Município
250.000,00
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
1.200.000,00
(-) Vendas Canceladas e Descontos Incondicionais
(10.000,00)
(-) ICMS
(25.500,00)
(-) ISS
(12.500,00)
(-) PIS/PASEP sobre o faturamento
(19.635,00)
(-) COFINS sobre o faturamento
(90.440,00)
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS
1.041.925,00
(-) Custos das Mercadorias Revendidas
(650.000,00)
(-) Custos dos Serviços Vendidos
(67.000,00)
LUCRO BRUTO
324.925,00
(-) Remuneração a Dirigentes
(42.000,00)
(-) Salários, Ordenados e Outras Remunerações a Empregados
(56.000,00)
(-) Comissões e corretagens pagas à pessoas jurídicas
(1.400,00)
(-) Serviços profissionais pagos à pessoas jurídicas
(7.000,00)
(-) Encargos sociais
(29.141,00)
(-) Programa de Alimentação do Trabalhador
(1.910,00)
(-) Transporte de Empregados
(1.521,00)
(-) Arrendamento Mercantil e Aluguéis
(1.834,00)
(-) Conservação e Manutenção do Imobilizado
(2.454,00)
(-) Propaganda e Promoção
(5.420,00)
(-) Multas
(126,00)
(-) Encargos de depreciação
(4.105,00)
(-) Provisão para Férias
(4.942,00)
(-) Bens de pequeno valor deduzido como despesa
(260,00)
(-) Outras despesas operacionais 227.113
(69.000,00)
Receitas financeiras
4.385,00
Outras receitas operacionais
76.000,00
(-) Despesas financeiras
(9.754,00)
LUCRO OPERACIONAL
168.443,00
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Outras Receitas (Receitas não operacionais)
1.100,00
(-) Outras Despesas (Despesas não operacionais)
(760,00)
LUCRO LÍQUIDO ANTES DA CSLL E IRPJ
168.783,00
(-) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (ver quadro abaixo)
15.936,21
LUCRO LÍQUIDO APÓS A CSLL
152.846.79
(-) Provisão para o Imposto de Renda (ver quadro abaixo)
(38.267,25)
LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO (DO TRIMESTRE)
114,579,54
Dentre os valores
determinação
do
apresentados
lucro
real
acima, não são dedutíveis para fins de
e
da
base
de
cálculo
da
CSLL:
a) o valor de R$ 126,00, relativo a multas;
b) o valor de R$ 8.160,00 registrado em outras despesas operacionais, relativo à
despesas
em
comprovantes
e
com
alimentação
de
sócios.
A empresa não tem prejuízos fiscais, nem base de cálculo negativa da CSLL, a
compensar.
Para determinação do lucro real, primeiro devemos apurar o valor da provisão para
a CSLL, em face de que este valor também não é dedutível.
Provisão para a CSLL:
Valores
R$)
Discriminação
(=) Lucro líquido antes da CSLL
(+)
Multas
Despesas
sócios
(Em Valores
R$)
(Em
168.783,00
Adições:
s/comprovantes
e
alimentação 126,00
8.160,00
8.286,00
(=) Base de cálculo da CSLL
177.069,00
Provisão para a CSLL (R$ 177.069,00 x
9%)
15.936,21
Agora vamos apurar o Lucro Real do trimestre (período de apuração):
Discriminação
Valores
(Em Valores
(Em
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R$)
(=) Lucro líquido após a CSLL
(+)
Provisão
Multas
Despesas
sócios
para
a
s/comprovantes
e
R$)
152.846.79
Adições:
CSLL
15.936,21
alimentação 126,00
8.160,00
(=) Lucro Real do período
24.222,21
177.069,00
Provisão para o Imposto de Renda
IRPJ
(R$
177.069,00
x
15%)
26.560,35
Adicional (R$ 177.069,00 - R$ 60.000,00 x
11.706,90
10%)
38.267,25
ADIÇÕES, EXCLUSÕES E COMPENSAÇÕES NO LALUR
Tratamento de valores (exemplos):
a)Despesas decorrentes da utilização de bens pelas empresas(aluguel,
arrendamento, depreciação, manutenção e reparos, seguros, tributos, etc)
Somente são dedutiveis se os bens
produção ou a comercialização. IN
apenas exemplificou com a relação de
produção e comercialização, não sendo
estiverem ligados intrinsecamente com a
SRF 11/1996. Dita Instrução normativa,
alguns bens ligados intrinsecamente com a
uma relação exaustiva a lista.
b) Ativo imobilizado – despesa operacional, custo de aquisição de bens
para o ativo permanente
Não superior a R$ 326,61, ou cujo prazo de vida útil não supere a um ano. Deve
ser considerada como despesa, na ocasião da aquisição do bem, sendo inadmissível
reverter para despesa o custo de bem anteriormente ativado.
O bem por si só deve ter condições de prestar utilidade: ex. grampeador, cadeira,
mesa, etc. Tijolo e telha não tem condições de gerar utilidade à empresa.
Não é o caso de vasilhames, engradados que não podem ser jogados como despesa
pois não podem ser analisados senão em conjunto, devendo ser jogados na
contabilidade como ativo imobilizado. (Art. 301 RIR/1999).
C) Conservação de bens, substituição de peças do ativo imobilizado
Podem ser lançados como despesa, desde que destinadas a manter a eficiência do
bem e estes estejam relacionados intrinsecamente com a produção ou
comercialização.
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Se resultar em aumento de vida útil do bem em mais de um ano, deve o valor ser
ativado para servir de depreciações futuras.
Exemplo:
A empresa substituiu o motor de um caminhão:
Custo de aquisição
Depreciação acumulada
Valor do bem na contabilidade
80.000,00
60.000,00
20.000,00
Custo de aquisição do motor = 15.000,00
Cálculo do percentual correspondente a parte não depreciada do bem:
20.000,00 x 100 / 80.000,00 = 25%
Classificação contábil do custo de aquisição do motor novo: 25% de 15.000,00 =
3.750,00 (valor a escriturado a débito na conta de resultado.
Parcela a ser incorporada ao custo de aquisição do bem no ativo imobilizado
15.000,00 – 3750,00 = 11250,00
Novo valor contábil 20.000,00 + 11.250,00 = 31.250,00
O 1º Conselho de contribuintes já decidiu que cabe ao Fisco demonstrar que houve
aumento de mais de um ano na vida útil do bem Acórdão 101-77955/88.
c) Amortização de capitais classificados no ativo imobilizado
Dedutibilidade como custo ou despesa operacional
De acordo com o artigo 324 do RIR/1999, as pessoas jurídicas podem apropriar
como custo de produção ou despesa operacional, a titulo de amortização,
importância correspondente à recuperação de capitais (classificados no ativo
imobilizado) aplicados, com o objetivo de manutenção das atividades da empresa,
em :
a)bens imateriais, entendidos como tais os direitos de propriedade industrial ou
comercial(marcas e patentes), direitos autorais etc., com prazo de fruição limitado;
b)bens materiais cujo prazo de utilização, por disposição legal ou contratual, tenha
duração inferior ao prazo de vida útil dos bens.
Capitais amortizáveis
Pode ser amortizado o capital aplicado na aquisição de direitos cuja existência ou
exercício tenha duração limitada, ou bens cuja utilização pelo contribuinte tenha
prazo legal ou contratualmente limitado (art. 325 RIR/99), tais como:
a)patentes, invenções, formulas, direitos autorais, processos de fabricação,
licenças, autorizações ou concessões;
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b)Investimentos em bens que, nos termos da lei ou contrato que regule a
concessão de serviço publico, devam reverter ao poder publico concedente, ao fim
do prazo da concessão, sem indenização;
c)Custo de aquisição, prorrogação ou modificação de contratos e direitos de
qualquer natureza, inclusive de exploração de fundos de comercio;
d)Custo das construções ou benfeitorias em bens locados ou arrendados ou em
bens de terceiros, quando não houver direito ao recebimento do valor;
e)Valor contratual de exploração de florestas.
Não poderá ser amortizado (nem depreciados) os recursos aplicados em direitos
cujo exercício ou duração não tenha prazo determinado, como por exemplo a linha
telefônica.
Não é admitida a amortização para os quais haja registrada quota de exaustão,
exemplo recursos minerais, empreendimentos florestais destinados ao corte para
industrialização, comercialização ou consumo.
Não podem também ser amortizados cujo contrato de locação de bens ou
arrendamento não tiver prazo de duração. Ou que não vede a empresa arrendatária
o direito de ser indenizada pelas benfeitorias realizadas.
Caso sejam feitas benfeitorias em bens dos sócios não podem ser amortizadas, sob
pena de se caracterizar distribuição disfarçada de lucro. (Art. 464 do RIR/99).
d) Leasing - Arrendamento mercantil
As prestações podem ser deduzidas como o custo ou despesa operacional se o bem
estiver ligado intrinsecamente a atividade de produção de bens e serviços ( Art.
356, RIR/99).
Quanto ao valor de antecipação mensal de compra há controvérsias quanto a
possibilidade de dedução como despesa dedutível do lucro real. Portaria MF
140/1984. Todavia no final o a opção de compra devera ser lançada na conta de
ativo, com os valores antecipados durante o contrato e o valor residual Lei 609/74,
art. 15.
O bem tem que ter sido lançado na contabilidade como despesa. Caso seja lançado
como ativo, vai ter que seguir as regras da depreciação.
São também dedutíveis os gastos necessários para manter em bom estado o bem,
desde que não lhe aumente a vida útil em mais de um ano. Seguros, também
podem ser deduzidos como despesa.
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Não pode a arrendatária se apropriar como despesa de benfeitorias em bens objeto
de contrato de arrendamento mercantil durante a vigência do contrato. PN CST
18/1987.
Leasing back
A perda pela venda do bem para a arrendadora a arrendante não poderá ser
deduzida na determinação do lucro real da alienante.
Prazo mínimo do contrato de leasing:
Leasing financeiro – 2 anos, quando se tratar de bens com vida útil igual ou inferior
a cinco anos; três anos para os demais bens
Leasing operacional – noventa dias.
e) Arrendamento de imóvel construído pela arrendadora em terreno da
arrendatária
Não pode ser deduzido por não se considerar arrendamento mercantil PN CST
24/1982.
Arrendamento de bens destinados à locação
Somente se o bem for adquirido de terceiros e a atividade da arrendatária for
locação de bens.
f) Royalties e despesas com assistência técnica ou semelhantes
Condições para dedutibilidade:
a partir da averbação do contrato no INPI;
até o limite máximo de 5% da receita liquida da receita liquida das vendas dos
produtos fabricados ou vendidos;
Se o contrato estiver registrado no BACEN se o destinatário for pessoa domiciliada
no exterior.
Somente será admitida a despesa se esta for necessária para que o contribuinte
mantenha a posse, o uso ou a fruição do bem ou direito que produz o rendimento.
g) Franquia
De acordo com a ADI do SRF 2/2002 a remuneração paga pelo franqueado ao
franqueador é dedutível da base de calculo do imposto aplicando-se o mesmo
percentual de 5% .
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Não são dedutíveis os royalties pago aos sócios, pessoas físicas ou jurídicas,
dirigentes de empresas, bem como parentes ou dependentes. Bem como não são
dedutíveis o que é pago pela filial de empresa com sede no exterior em beneficio de
sua matriz.
h) Software
Se for software de base que compõe o hardware, os dispêndios devem compor o
ativo imobilizado.
Se for software aplicativos, cuja remuneração tem a natureza de direito autoral,
podem ser deduzidos como despesa, observando-se sempre a necessidade e a
normalidade.
i) Propaganda
Art. 366 do RIR/99.
Podem ser deduzidas, observados os requisitos do citado artigo desde que
relaciona-se diretamente com a atividade da empresa e que se difunda o nome da
empresa, seus produtos, etc. Deve-se observar o regime de competência e a
empresa beneficiaria tenha CNPJ e mantenha escrituração regular (pedir declaração
e cartão CNPJ). As despesas de propaganda devem ser lançadas em conta própria
na contabilidade.
j) Amostra grátis
Requisitos para dedução:
contabilização pelo custo real;
Emissão de NF;
Não pode ultrapassar 5% da receita obtida na venda dos produtos. Cosméticos,
perfumes e toucador 1%.
IN SRF 2/1969 .
custo real = todos os gastos(diretos e indiretos) e encargos incorridos na produção.
Pode ultrapassar o limite se houver planos especiais de divulgação aprovados pelo
Delegado da Receita Federal. (item 96, IN SRF 2/1969. ART. 366, parágrafo 1º do
RIR/99.
k) locação de dependências em agremiações esportivas
Podem ser lançadas como despesas de propaganda e podem ser deduzidas do lucro
real (ex. placas).
l) brindes
Não podem ser deduzidos, exceto de for de diminuto valor e relacionados
diretamente com a atividade da empresa.( Lei 9249/1995, art. 13).
Bens ativados com via útil superior a um ano, ainda que sejam empregados na
propaganda devem ser registrados em conta própria do ativo.
m) Despesas com propaganda no exterior
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Podem ser deduzidas como despesa do Lucro Real – Art. 367 RIR/1999.
n) Patrocínio de Evento
Podem ser deduzidos desde que relacionados a divulgação de produtos da empresa
– Acórdão 105-3-187/1989 1º CC.
o) Tributos e contribuições
Art. 344 RIR/1999
Podem ser deduzidos tributos estaduais, municipais e federais pelo regime de
competência.
Não podem ser deduzidos se estiverem com a exigibilidade suspensa. (art. 151 do
CTN).
Contribuição social e IR não podem ser deduzidos.
p) Impostos pagos na aquisição de bens do ativo permanente
ICMS e IPI não podem. Podem ser deduzidos o ITBI e o diferencial de alíquota.
q) Imposto de renda incidente na fonte sobre rendimentos pagos a
terceiros
Art. 344 do RIR/99
A dedutibilidade como custo ou despesa abrange o imposto sobre os rendimentos
que o contribuinte, como fonte pagadora, tiver o dever legal de reter e recolher,
ainda que assuma o ônus do imposto.
r) multas por infrações fiscais
Não são dedutíveis PN CST 61/1979, nas transgressões de leis que regem os
tributos. Somente as de natureza compensatórias e as impostas por infrações das
quais não tenha falta ou insuficiência de pagamentos de tributos Art. 344,
parágrafo 5º do RIR/1999.
São dedutíveis as multas de recolhimento em atraso de pagamento de impostos
antes de qualquer procedimento do Fisco, e, também a multa por preenchimento
incorreto de obrigações acessórias. Deve-se observar o regime de competência.
r) Multas FGTS
Tendo natureza indenizatória, e o FGTS não tendo natureza de tributo podem ser
deduzidas.
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s) Multas de trânsito
Podem ser deduzidas porém se atender a um gasto necessário a atividade da
empresa e manutenção da fonte produtora. Não é o entendimento da Receita,
sendo segundo ela indedutivel. PN CST 61/1979.
t) Juros de Mora
São dedutíveis PN CST 174/1974.
u) Correção monetária
Podem ser deduzidas se o imposto puder ser deduzido. Lembramos que os imposto
desde 1995 não sofrem correção.
v) Diárias
Pagamentos por viagens eventuais para atender serviços da empresa fora da sede
do trabalho
Perguntas e Respostas IRPF/2002 questão 259
Requisitos:
Valores pagos guardem critério de razoabilidade;
Empregados com vinculo com a empresa;
Despesas com alimentação, hotel, etc.
Comprovação a qualquer momento – docs.
Deve-se comprovar o deslocamento.
x) Ajuda de custo
Podem ser deduzidas PN CT 582/1979.
y) Despesas com viagens a serviço da empresa deduções como despesa –
requisitos
Devem ser a qualquer momento comprovadas ( relatórios de atividades, copias de
contratos, atas, reuniões.
Gastos com alimentação desde que não ultrapassem o valor de R$ 16,57 por dia,
independentemente de comprovação.
8.1.20. Planilha de Apuração do Lucro Real
1 – Lucro / Prejuízo do Período antes da CSLL e do IRPJ
2 – Adições
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2.1
Equivalência Patrimonial Negativa
2.2
Multas Fiscais
2.3
Gratificação a Diretoria
2.4
Despesas com Brindes
2.5 Despesas com Alimentação de sócios,
administradores
2.6 Provisão para Ajuste e Valor de Mercado
acionistas
2.7
Provisão para Perdas em Investimentos
2.8
Perdas no recebimento de Créditos de Sociedades Ligadas
2.9
Doações não dedutíveis
ou
2.10 Amortização do Ágio
2.11 Realização de reserva de Reavaliação
2.12 Deságio Realizado
2.13 Lucro Inflacionário Realizado
2.14 Perdas em Operações de Renda Variável
2.15 Prejuízo na Venda de Incentivos Fiscais
2.16 Tributos com exigibilidade Suspensa (Liminar .... etc.)
2.17 Outras – despesas indedutíveis
3 – EXCLUSÕES
3.1
Dividendos Recebidos
3.2
Equivalência Patrimonial Positiva
3.3
Deságio de Investimentos
3.4
Rendimentos
desapropriação
3.5 Outras
de
T.D.A.
(títulos
da
Dívida
Agrária)
4 – LUCRO REAL AJUSTADO (1 + 2 – 3)
5 – COMPENSAÇÕES
5.1
Compensação de prejuízo de Períodos Anteriores
6 – LUCRO REAL (4 – 5)
7 – CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA
7.1
Alíquota de 15%
7.2
Adicional de 10% (acima 20.000,00 mês 60.000,00 trimestre)
8 – Incentivos fiscais (FINAN, FINOR, PAT, doações)
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9 – Imposto de Renda a Pagar (antes dos valores retidos)
8.1.20.1. Escrituração da Parte A
Os lançamentos destinados a ajustar o lucro líquido devem ser feitos no curso do
período-base ou na data de encerramento deste, com individualização e clareza na
Parte
A.
8.1.20.1.1. Parte A – Registro dos Ajustes do Lucro Líquido do Exercício
Data
Histórico
Adições
Exclusões
a) Coluna Data:
lançamentos.
Devem ser indicadas as datas em que são efetuados os
b) Coluna Histórico: Os fatos determinantes dos ajustes, com indicação, quando
for o caso, da conta e sub-conta em que os valores tenham sido registrados na
escrita comercial, assim como o livro e a data em que foram efetuados os
respectivos lançamentos.
Se o ajuste não tiver registro correspondente na escrituração comercial, no
histórico do lançamento devem ser indicados, além da natureza do ajuste, os
valores sobre os quais a adição ou exclusão foi calculada.
c) Coluna Auxiliar: destina-se ao registro de eventuais parcelas integrantes de um
mesmo lançamento, cuja soma deverá ser transportada para a coluna adição ou a
de exclusão.
d) Coluna Adições é própria para lançamentos de valores que devem ser
adicionados ao lucro líquido par determinação do lucro real. Sua soma, ao final do
período-base, deverá coincidir com o total registro no item 2 da demonstração do
lucro real.
e) Coluna Exclusões: é a própria para lançamentos de valores que a legislação
tributária permite excluir do lucro líquido para determinação do lucro real. A soma
desses valores ao final do período-base deve coincidir com o total registrado nos
itens 3 a 5 da demonstração do lucro real.
A partir de 2004 todas as despesas não dedutíveis para efeito de cálculo do
Imposto de Renda, são também indedutíveis para efeito da Contribuição Social
sobre os Lucros, Cfe IN 390/04.
8.1.20.2. Tabela de adições e Exclusões no Lucro Real e Contribuição Social
Despesas / Receitas
It.
IRPJ
CSLL
Base Legal
ADIÇÕES
01
Provisão para Contribuição Social
X
Lei 9.316/96 art. 1
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02
Perdas Apuradas no mercado renda variável
e de Swap que excederem o ganho
X
03
Doações ou Excesso de Doações
X
04
Multas de Trânsito
X
05
Multas fiscais de Ofício (autuações
06
Fringe Beneficts (benefícios indiretos)
X
X
Art. 249 RIR/99
Quaisquer Provisões, exceto 13º. e Férias
X
X
Arrendamento ou Leasing não relacionados a
atividade da empresa
X
X
Depreciação,
manutenção,
reparo,
conservação, seguro de bens móveis ou
imóveis não relacionados a atividade da
empresa
Despesas com alimentação de sócios,
acionistas e administradores
X
X
Art.
13
9.249/95
Art.
13
9.249/95 e
339 RIR/99
Art.
13
9.249/95
X
X
Art.
13
9.249/95
L.
Contribuições
não
compulsórias
dos
empregados e de dirigentes, exceto seguro e
plano de saúde
Doações não filantrópicas ou Excessos
X
X
Art.
13
9.249/95
L.
X
X
07
13º. Pró Labore
X
Art.
13
L.
9.249/95
Art. 357 RIR/99
08
Gratificações pagas aos Dirigentes
X
Art. 303 RIR/99
09
Brindes diversos
X
10
Lucro Inflacionário Realizado
X
11
Resultado
Negativo
da
Equivalência
Patrimonial
Reserva de Reavaliação Baixada no exercício
X
X
Art. 389 RIR/99
X
X
Art. 435 RIR/99
13
Art. 249 RIR/99-X
X
Art. 365, 477
249 RIR/99
e
Art. 344 RIR/99
Art. 344 RIR/99
X
L.
L.
Art.
L.
Art. 249 RIR/99
Art. 448 RIR/99
14
Parcela Depreciação incentivada após 100%
realizada
X
X
Art. 313 RIR/99
15
Prejuízo não operacional do período
X
X
Art.
431
I.
9.249/95 e art. 15
L. 9.065
16
Despesa aluguel
Imóvel do sócio
X
X
Art. 351 RIR/99
17
Furtos e Apropriações dos sócios
X
X
Art. 364 RIR/99
18
Receitas Diferidas no Período – Org. Público
X
X
Art. 407 e
RIR/99
e
9.718/98
19
Pagamentos não identificados
X
X
Art. 304 RIR/99
acima
valor
Mercado
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409
Lei
20
Excesso de Juros pagos s/ Capital Próprio
X
X
Art. 347 RIR/99
avaliado
X
X
Art. 383 RIR/99
Art. 655 RIR/99
Resultado
Positivo
da
Equivalência
Patrimonial
Saldo Inicial Contas de Provisões Legais
X
X
Art. 389 RIR/99
X
X
Art. 335
RIR/99
a
339
Receitas a Diferir – órgãos públicos
X
X
Art. 407
RIR/99
e
409
Compensação
30%
X
DEDUÇÕES
Lucros e Dividendos
Custo Aquisição
Recebidos
Prejuízos
não
operacionais
Art. 250 RIR/99
1.8. Estimativa:
No regime de tributação pelo lucro real, alternativamente à apuração trimestral, a
pessoa jurídica pode optar pelo pagamento mensal do imposto por estimativa (art.
2° da Lei n° 9.430/1996).
Nesse caso, as empresas devem antecipar, mensalmente, o imposto devido no final
do anocalendário por estimativa da seguinte maneira:
a) Receitas Brutas e Demais Receitas Auferidas no mês; ou
b) Levantamento de Balanços ou Balancetes de Redução ou Suspensão.
1.8.1. Opção pelo pagamento mensal:
A opção pelo pagamento mensal é exercida com o pagamento do imposto
correspondente ao mês de janeiro (ou do início de atividade), vencível no último dia
útil do mês subsequente (fevereiro), observado o seguinte:
a) o exercício dessa opção implica, por si só, a obrigatoriedade de apuração do
lucro real, em 31 de dezembro ou por ocasião de incorporação, cisão, fusão ou
encerramento de atividades;
b) a opção pelo pagamento mensal do Imposto de Renda impõe o pagamento
mensal também da Contribuição Social sobre o Lucro.
1.8.2. Determinação do IRPJ:
• Base de cálculo do imposto mensal por estimativa, com base nas receitas
brutas e acréscimos:
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No regime de pagamento por estimativa com base nas receitas brutas e demais
acréscimos, a base de cálculo do Imposto de Renda mensal é o somatório dos
seguintes valores:
a) resultado da aplicação dos percentuais abaixo mencionados sobre a receita bruta
mensal proveniente das vendas de mercadorias ou produtos, da prestação de
serviços e de outras atividades compreendidas no objeto da empresa;
b) ganhos de capital e outras receitas ou resultados auferidos no mês, não
compreendidos na receita bruta proveniente das atividades referidas na letra “a”.
Percentuais aplicáveis sobre a receita bruta:
ATIVIDADES
Serviços de transporte de cargas
Sobre a receita bruta dos serviços
hospitalares
Atividades industriais e mercantis
Sobre a receita bruta de construção
por empreitada, quando houver
emprego de materiais em qualquer
quantidade (Ato Declaratório
Normativo COSIT nº 06/97).
Loteamento de terrenos,
incorporação imobiliária e venda de
imóveis construídos ou adquiridos
para revenda.
Serviços de transporte de passageiros
% RB
8,0
8,0
RB Anual até R$ 120.000,00*
Revenda de combustíveis
derivados de petróleo e álcool,
inclusive gás natural.
1,6
Prestadoras de serviços relativos
ao exercício de profissões
legalmente regulamentada,
inclusive as escolas e creches.
Intermediação de negócios,
inclusive corretagem (seguros,
imóveis, dentre outros) e as de
representação comercial.
32,0
32,0
16,0 (*)
Administração, locação ou cessão de
bens imóveis, e móveis.
Construção por administração ou
por empreitada unicamente de mão
de obra
32,0
16,0 (*)
32,0
16,0 (*)
Factoring
32,0
16,0 (*)
8,0
8,0
8,0
16,0
Atividades que não podem se
beneficiar da redução do
percentual
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Prestação de serviços de gráfica,
com ou sem fornecimento de
material, em relação à receita bruta
que não decorra de atividade
comercial ou industrial.
32,0
16,0 (*)
Prestação de serviços de
suprimento de água tratada e
coleta de esgoto e exploração de
rodovia mediante cobrança de
pedágio (Ato Declaratório COSIT nº
16/2000).
32,0
16,0 (*)
Hotelaria e estacionamento
32,0
16,0 (*)
A pessoa jurídica prestadora de serviços, destacadas na tabela acima, que houver
utilizado a alíquota reduzida de 16%, cuja receita bruta acumulada até um
determinado mês do ano-calendário exceder o limite de R$ 120.000,00, ficará
sujeita ao pagamento da diferença de estimativa não recolhida, apurada em relação
a cada mês transcorrido, até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que
ocorrer o excesso, sem acréscimos legais. O não recolhimento da diferença
equipara-se a estimativa não recolhida, sujeitando-se à multa de ofício de 50%,
lançada isoladamente pelo Fisco.
.1.8.2.1. Conceito de receita bruta
Receita Bruta compreende o produto da venda de bens nas operações de conta
própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de
conta alheia (comissões auferidas na venda de bens ou serviços por conta de
terceiros).
Na receita bruta não se incluem:
a) as vendas canceladas e as devolvidas;
b) os descontos incondicionais devolvidos;
c) o IPI incidente sobre as vendas;
d) o ICMS devido pelo contribuinte substituto, no regime de substituição tributária.
Valores que não entram na base de cálculo do lucro estimado:
Não serão acrescidos à base de cálculo da estimativa mensal:
a) os rendimentos e ganhos líquidos produzidos por aplicação financeira de renda
fixa e de renda variável, quando já tiverem sofrido tributação na fonte;
b) Os lucros e os dividendos recebidos de participação societária avaliada pelo custo
de aquisição;
c) O resultado positivo da avaliação de investimentos pela equivalência patrimonial;
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d) As reversões de provisões constituídas anteriormente, que não geraram
ingressos de novas receitas;
e) Os juros sobre o capital próprios pagos ou creditados por outra pessoa jurídica.
1.8.2.2. Cálculo do imposto:
a) Alíquota normal:
Lucro Estimado (base de cálculo) x 15% = IRPJ
b) Adicional do imposto de renda:
Lucro Estimado
(-) Parcela Isenta ($ 20.000,00)
(=) Base de cálculo do adicional
(X) alíquota de 10%
(=) Adicional do IRPJ
c) A + B = Imposto Mensal Total
Deduções:
Poderão ser deduzidos do imposto mensal devido, desde que os rendimentos
tenham integrado a base de cálculo do imposto mensal:
a) Incentivos fiscais, respeitados os limites máximos admitidos pela legislação
(PAT, Projetos Culturais, Audiovisuais, Fundos dos Direitos da Criança e do
Adolescente);
b) IR Fonte sobre pagamentos efetuados por órgãos públicos federais, estaduais e
municipais;
c) IR Fonte sobre pagamentos efetuados a entidades da administração pública
federal (empresas públicas; sociedades de economia mista e demais entidades que
a União detenha a maioria do capital social com direito a voto);
d) IR Fonte sobre remuneração de serviços profissionais;
e) IR Fonte sobre os rendimentos de aplicação financeira de renda fixa;
f) IR pago sobre os ganhos líquidos decorrentes de aplicação de renda variável.
Pagamento:
O imposto de renda devido em cada mês será pago até o último dia útil do mês
subsequente ao mês de apuração (art. 858 do RIR/99).
No campo 04 do DARF serão informados os seguintes códigos:
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A) 5993, para pessoas jurídicas não obrigadas ao lucro real;
B) 2362, para pessoas jurídicas obrigadas ao lucro real;
1.8.3. Determinação da CSLL com base na Estimativa:
Similarmente ao procedimento aplicável ao imposto de renda será aplicável a CSLL
(art. 3° da IN SRF n° 390/04), ou seja:
Receita Bruta x % = Receita Reduzida
(+) Demais Receitas
(+)Ganho de Capital
(=) CSLL ESTIMADA
Percentuais aplicáveis:
ATIVIDADES
Serviços de Transportes
Serviços Hospitalares
Atividade Mercantil
Serviços em Geral (exceto de transporte e hospital)
Percentuais
Aplicáveis
sobre a Receita
12,0
12,0
12,0
32,0
Não compõem a base de cálculo:
Não incluem na base de cálculo da CSLL Estimada (art. 20 da IN SRF nº
390/2004):
a) Lucro ou dividendos recebidos;
b) Resultado positivo da equivalência patrimonial;
c) Reversões de provisões;
d) Remuneração de juros sobre o capital próprio.
1.8.3.1. Cálculo
A CSLL será calculada mediante a aplicação da alíquota de 9% sobre a base de
cálculo apurada (art. 31 da IN SRF nº 390/2004).
Deduções:
Poderão ser deduzidos da Contribuição Social estimada (art. 22 da IN SRF n°
390/2004):
a) CS Retida na Fonte sobre pagamentos efetuados por órgãos públicos federais,
estaduais e municipais;
b) CS Retida na Fonte sobre pagamentos efetuados entidades da administração
pública federal (empresas públicas; sociedades de economia mista e demais
entidades que a União detenha a maioria do capital social com direito a voto);
c) CS Retida na Fonte sobre remuneração de serviços profissionais.
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Pagamento:
A Contribuição Social mensal será paga até o último dia útil do mês subsequente ao
de sua apuração.
No campo 04 do DARF será informado o código 2484
1.8.3.2. Exemplo
Vamos supor que no mês de janeiro a empresa tenha auferido as seguintes
receitas:
Discriminação
Valores
(Em R$)
Receita bruta de revenda de mercadorias, com substituição tributária
do ICMS
270.000,00
Receita bruta de revenda de mercadorias, sem substituição tributária
50.000,00
Receita bruta da prestação de serviços, sem retenção ou substituição
tributária, com ISS devido ao próprio Município
250.000,00
(-) Vendas Canceladas e Descontos Incondicionais
(10.000,00)
Receitas financeiras
4.385,00
Outras receitas operacionais
76.000,00
Outras Receitas (Receitas não operacionais)
1.100,00
TOTAL DAS RECEITAS
641.485,00
1.8.3.3. Cálculo da CSLL – Estimativa:
CÁLCULO
JANEIRO
DA
CSLL
POR
ESTIMATIVA
EM Valores
(Em R$)
R
%
Receita bruta de revenda de mercadorias, com
substituição tributária do ICMS
260.000,00 12
/ BASE
DE
CÁLCULO
37.200,00
Receita bruta de revenda de mercadorias, sem
substituição tributária
50.000,00
Receita bruta da prestação de serviços, sem
retenção ou substituição tributária, com ISS
32
devido ao próprio Município
250.000,00
80.000,00
TOTAL DE BASE EM RELAÇÃO AS RECEITAS
DAS ATIVIDADES
117.200,00
Receitas financeiras
4.385,00
Outras receitas operacionais
76.000,00
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Outras Receitas (Receitas não operacionais)
1.100,00
TOTAL DE BASE DE CÁLCULO DO MÊS JANEIRO 198.685,00
CÁLCULO DA CSLL (198.685,00 X 9%)
17.881,65
1.8.4.2.1. Cálculo do IRPJ – Estimativa:
CÁLCULO
JANEIRO
DO
IRPJ
POR
ESTIMATIVA
EM Valores
(Em R$)
R
%
Receita bruta de revenda de mercadorias, com
substituição tributária do ICMS
260.000,00 8
/ BASE
DE
CÁLCULO
24.800,00
Receita bruta de revenda de mercadorias, sem
substituição tributária
50.000,00
Receita bruta da prestação de serviços, sem
retenção ou substituição tributária, com ISS
32
devido ao próprio Município
250.000,00
80.000,00
TOTAL DE BASE EM RELAÇÃO AS RECEITAS
DAS ATIVIDADES
104.800,00
Receitas financeiras
Outras receitas operacionais
76.000,00
Outras Receitas (Receitas não operacionais)
1.100,00
TOTAL DE BASE DE CÁLCULO DO MÊS JANEIRO 181.900,00
CÁLCULO DO IRPJ (181.900,00 X 15%)
27.285,00
ADICIONAL DO IRPJ (181.900,00 – 20.000,00)
X 10%
16.190,00
TOTAL DO IRPJ DEVIDO
43.475,00
1.8.5 Balanço ou Balancete de Suspensão ou Redução do Imposto
As pessoas jurídicas que optaram pelo pagamento mensal do imposto por
estimativa podem, mediante levantamento de balanços e balancetes periódicos:
a) suspender o pagamento do imposto relativo ao mês em que levantar balanço ou
balancete, quando o valor do imposto devido, inclusive o adicional, até esse mês,
for igual ou inferior à soma do imposto pago, correspondentes aos meses anteriores
do mesmo ano-calendário; ou
b) reduzir o valor do imposto a pagar ao montante correspondente à diferença
positiva entre o imposto devido, até o mês em que levantar balanço ou balancete, e
a soma dos impostos pagos, correspondente aos meses anteriores do mesmo anocalendário.
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1.8.5.1. Período
Para suspender ou reduzir o pagamento do imposto, a empresa deverá providenciar
levantamento de balanço ou balancete, desde o dia 1° de janeiro (ou a data do
início de atividade) até o último dia do mês a que se referir o balanço ou balancete
(art. 12 da IN SRF n° 93/97).
Isso significa que, por ocasião do levantamento de cada balanço ou balancete, deve
ser apurado o resultado acumulado do ano em curso e não apenas o resultado do
mês cujo imposto se deseja suspender ou reduzir.
1.8.5.2. Características
Os balanços ou balancetes de suspensão ou redução deverão ser levantados com
observância das leis comerciais e fiscais, como se fosse um balanço ou balancete de
encerramento, observando o regime de competência (art. 177 da LSA).
Esses balanços ou balancetes devem ser transcritos no livro Diário, até a data
fixada para o pagamento do imposto do respectivo mês, caso não tenham ECD.
1.8.5.3. Levantamento dos estoques
Para fins de determinação de resultado, é necessário o levantamento dos estoques
existentes na data dos balanços ou balancetes de suspensão ou redução do
imposto, os quais deverão ser avaliados de acordo com os critérios tratados nos
arts. 292 a 298 do RIR/99.
Entretanto, o livro Registro de Inventário somente será escriturado em 31 de
dezembro. Ou seja, de janeiro a novembro é dispensada a escrituração do referido
livro.
1.8.5.4. Registro no LALUR
A demonstração do lucro real relativa ao período abrangido pelos balanços ou
balancetes de suspensão ou redução deverá ser transcrita no Lalur:
a) a cada balanço ou balancete levantado, deverá ser determinado um novo lucro
real para o período em curso, desconsiderando as apurações efetuadas em meses
anteriores do mesmo ano-calendário;
b) as adições, exclusões e as compensações computadas na apuração do lucro real
deverão constar na parte A do LALUR;
c) não caberá nenhum registro na parte B do LALUR.
Nota:
A não escrituração do livro Diário e do Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur), até
a data fixada para pagamento do imposto do respectivo mês, implicará a
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desconsideração do balanço ou balancete para efeito da suspensão ou redução dos
recolhimentos por estimativa.
1.8.5.5. Compensação de prejuízos fiscais
Poderão ser compensados com o lucro real apurado por ocasião do levantamento
de balanços ou balancetes de suspensão ou redução do imposto, os prejuízos fiscais
existentes em anos-calendários anteriores, registrados na parte B do Lalur,
respeitados o limite de 30% do lucro ajustado (art. 510 do RIR/99).
O referido limite não se aplica quando for compensado prejuízo fiscal apurado no
mesmo ano-calendário, tendo em vista que os prejuízos de um mês são
automaticamente absorvidos pelos lucros de outro.
1.8.5.6. Determinação do IRPJ
Lucro líquido contábil antes IRPJ
(+) Adições
(-) Exclusões
(=) Lucro Ajustado
(-) Compensações (até 30% do lucro ajustado)
(=) LUCRO REAL ESTIMADO
Cálculo:
Por ocasião do levantamento de cada balanço ou balancete, o imposto será
calculado mediante aplicação da alíquota de 15% sobre o lucro real.
É devido mensalmente o adicional do imposto de renda, à alíquota de 10% incide
sobre a base de cálculo (lucro real) que exceder a R$ 20.000,00, multiplicado pelo
número de meses abrangido pelo balanço ou balancete.
Deduções:
Do imposto calculado sobre o lucro real do período em curso poderão ser
deduzidos:
a) Incentivos fiscais, observado os limites estabelecidos pela legislação;
b) IRRF de órgãos da administração pública federal;
c) IRRF sobre os rendimentos de aplicação financeira de renda fixa ou ganhos
líquidos decorrentes de renda variável;
d) IRRF sobre os serviços prestados para outras pessoas jurídicas do direito
privado;
e) IRPJ devido em meses anteriores ao do levantamento do balanço ou balancete.
- Exemplo:
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Vamos admitir que, no ano-calendário, a empresa:
a) pagou por estimativa, nos meses de fevereiro a abril, o imposto devido nos
meses de janeiro a março, no valor total de R$ 78.375,00;
b) em 30 de abril, levantou um balanço e apurou um lucro real do período de 1° de
janeiro a 30 de abril, no valor de R$ 450.000,00;
c) sofreu retenção do imposto de renda na fonte, no valor de R$ 10.000,00 sobre
serviços prestados e tem direito à dedução do incentivo fiscal do PAT.
Nesse caso, temos:
DISCRIMINAÇÃO
IRPJ NORMAL
ADICIONAL
SUBTOTAL
DEDUÇÕES
PAT
IRPJ DEVIDO
IRPJ ESTIMADO
IRRF
IRPJ A PAGAR
CÁLCULO
R$ 450.000,00 X 15%
R$ 450.000,00 – 80.000,00 = 370.000,00
X 10%
R$ 67.500,00 X 4%
R$ 104.500,00 – 2.700,00
IRPJ PAGO POR ESTIMATIVA
IRRF NA FONTE
VAI REDUZIR O IRPJ PARA
IRPJ
R$ 67.500,00
R$ 37.000,00
R$ 104.500,00
R$
R$
R$
R$
R$
2.700,00
101.800,00
78.375,00
10.000,00
13.425,00
1.8.5.7. Determinação da CSLL
O mesmo procedimento adotado para a apuração do imposto de renda deverá ser
aplicável à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL (art. 3° da IN SRF n°
390/2004).
Ou seja, no mês em que o IRPJ for apurado com base em balanço ou balancete, a
CSLL também deverá ser apurada com base em balanço ou balancete de suspensão
ou redução.
Determinação:
Lucro líquido contábil antes CSLL
(+) Adições
(-) Exclusões
(=) Lucro Ajustado
(-) Compensações (até 30% do lucro ajustado)
(=) Base de Cálculo Positiva da CSLL
Compensação da base de cálculo negativa:
Poderão ser compensadas com a base de cálculo positiva da contribuição social
apurada por ocasião do levantamento de balanços ou balancetes de suspensão ou
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redução, as bases de cálculos negativas existentes em anos-calendário anteriores,
registrados na parte B do Lalur, respeitados o limite de 30% do lucro ajustado.
O referido limite não se aplica quando for compensada base de cálculo negativa
apurada no mesmo ano-calendário, tendo em vista que a base de cálculo negativa
de um mês é automaticamente absorvida pelos resultados positivos de outro.
Cálculo:
A CSLL será apurada mediante aplicação da alíquota de 9% sobre a base de cálculo
positiva.
Deduções:
Poderão ser deduzidos da Contribuição Social apurada:
a) CSLL Retida na Fonte sobre pagamentos efetuados por órgãos públicos federais,
estaduais e municipais;
b) CSLL Retida na Fonte sobre pagamentos efetuados entidades da administração
pública federal (empresas públicas; sociedades de economia mista e demais
entidades que a União detenha a maioria do capital social com direito a voto);
c) CSLL Retida na Fonte sobre remuneração de serviços profissionais;
d) CSLL devida em meses anteriores ao do levantamento do balanço ou do
balancete.
Pagamento:
Tanto o Imposto de Renda como a Contribuição Social serão pagos até o último dia
útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração (art. 19 da IN
SRF n° 93/97).
No campo 04 do DARF serão informados os seguintes códigos:
Pessoas jurídicas não obrigadas ao lucro real:
a) IRPJ: 5993
b) CSLL: 2484
Pessoas jurídicas obrigadas ao lucro real:
a) IRPJ: 2362
b) CSLL: 2484
- Exemplo:
_
Vamos admitir que, no ano-calendário, a empresa:
a) pagou por estimativa, nos meses de fevereiro a abril, o imposto devido nos
meses de janeiro a março, no valor total de R$ 30.375,00;
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b) em 30 de junho, levantou um balanço e apurou uma base de cálculo positiva do
período de 1° de janeiro a 30 de abril, no valor de R$ 450.000,00;
c) Teve retenção da CSLL no valor de R$ 2.500,00.
Nesse caso, temos:
DISCRIMINAÇÃO
CSLL
SUBTOTAL
CSLL ESTIMADA
CSLL RETIDA
CSLL A PAGAR
CÁLCULO
R$ 450.000,00 X 9%
CSLL PAGA POR ESTIMATIVA
CSLL NA FONTE
VAI REDUZIR O CSLL PARA
CSLL
R$ 40.500,00
R$ 40.500,00
R$ 30.375,00
R$ 2.500,00
R$ 7.625,00
Nessa situação, a contribuição social deverá ser recolhida até o último dia do mês
subseqüente ao da ocorrência do fato gerador.
1.8.5.8. Ajuste anual:
As pessoas jurídicas que optaram pelos recolhimentos mensais por estimativa ou
com base em balanço ou balancete de suspensão ou redução deverão em 31 de
dezembro do ano-calendário:
a) levantar balanço patrimonial;
b) apurar o lucro real, mediante ajuste extracontábil no Lalur.
1.8.5.8. IMPOSTO DE RENDA
Lucro líquido contábil antes IRPJ
(+) Adições
(-) Exclusões
(=) Lucro Ajustado
(-) Compensações (até 30% do lucro ajustado)
(=) LUCRO REAL
Cálculo:
O imposto devido anualmente será calculado mediante a aplicação da alíquota de
15% sobre o lucro real apurado em 31 de dezembro.
A parcela do lucro real que exceder a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil
reais) se sujeita à incidência do adicional do imposto de renda à alíquota de 10%.
Deduções:
Do imposto apurado poderão ser deduzidos:
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a) os incentivos fiscais de dedução do imposto relativos ao Programa de
Alimentação do Trabalhador, às Doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do
Adolescente, às Atividades Culturais ou Artísticas, à Atividade Audiovisual, ao
Programa de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (PDTI), ao Programa de
Desenvolvimento Tecnológico Agropecuário (PDTA), aos Incentivos Regionais de
Redução e/ou Isenção do Imposto e à Redução por Reinvestimento, observados os
limites previstos pela legislação;
b) do imposto de renda pago ou retido na fonte sobre as receitas que integram a
base de cálculo do imposto apurado, desde que não tenha sido deduzido em
períodos anteriores;
c) do imposto pago no exterior, relativo a lucros disponibilizados, rendimentos e
ganhos de capital auferidos no exterior durante o ano-calendário a que se refere o
balanço, observado o disposto no art. 395 do RIR/99;
d) correspondente à estimativa efetivamente paga durante o ano-calendário.
Saldo do imposto:
O saldo do imposto de renda apurado em 31 de dezembro do ano-calendário
deverá ser pago em quota única até o último dia útil do mês de março do ano
subsequente, acrescido de juros equivalentes à taxa SELIC, acumulada
mensalmente, calculados a partir de 1º de fevereiro até o mês anterior ao do
pagamento e de um por cento no mês do pagamento.
O saldo deverá ser recolhido com o código:
a) 2456, para as pessoas jurídicas optantes;
b) 2430, para as pessoas jurídicas obrigadas;
O saldo negativo do imposto de renda apurado em 31 de dezembro do
anocalendário, poderá ser compensado a partir do mês de janeiro do anocalendário subsequente ao do encerramento do período de apuração, assegurada à
alternativa de requerer a restituição.
- Exemplo:
Admita-se a hipótese de uma empresa submetida à apuração anual do lucro real:
• tenha pago por estimativa o imposto devido no valor total de R$ 213.500,00;
• tenha sofrido IRRF durante o ano no valor de R$ 30.000,00;
• tem direito à dedução do incentivo fiscal do PAT.
Nesse caso, temos:
DISCRIMINAÇÃO
IRPJ NORMAL
ADICIONAL
CÁLCULO
R$ 1.350.000,00 X 15%
R$
1.350.000,00
–
IRPJ
R$ 202.500,00
240.000,00
=
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SUBTOTAL
DEDUÇÕES
PAT
IRPJ DEVIDO
IRPJ ESTIMADO
IRRF
IRPJ A PAGAR
1.110.000,00 X 10%
R$ 111.000,00
R$ 313.500,00
R$ 202.500,00 X 4%
R$ 313.500,00 – 8.100,00
IRPJ PAGO POR ESTIMATIVA
IRRF NA FONTE
AJUSTE ANUAL A PAGAR
R$
R$
R$
R$
R$
8.100,00
305.400,00
213.500,00
30.000,00
61.900,00
Nesse caso, o saldo do imposto de renda (R$ 61.900,00) apurado em 31 de
dezembro do ano-calendário deverá ser pago em quota única até o último dia útil
do mês de março do ano subsequente, acrescido de juros equivalentes à taxa
SELIC, acumulada mensalmente, calculados a partir de 1º de fevereiro até o mês
anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento.
O saldo deverá ser recolhido com o código 2456, para as pessoas jurídicas
optantes.
1.8.5.8.2. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Similarmente ao procedimento aplicável ao imposto de renda será aplicável a CSLL.
Determinação:
Lucro líquido contábil antes CSLL
(+) Adições
(-) Exclusões
(=) Lucro Ajustado
(-) Compensações (até 30% do lucro ajustado)
(=) Base de Cálculo Positiva da CSLL
Cálculo:
A contribuição devida anualmente será calculada mediante a aplicação da alíquota
de 9% sobre a base de cálculo positiva apurada em 31 de dezembro.
Deduções:
Da CSLL devida poderão ser deduzidas:
a) CSL retida por órgãos públicos;
b) CSL retida por empresas privadas;
c) CSL paga por estimativa no decorrer do ano-calendário.
Saldo da CSLL:
O saldo da contribuição social apurada em 31 de dezembro do ano-calendário
deverá ser pago em quota única até o último dia útil do mês de março do ano
subsequente, acrescido de juros equivalentes à taxa SELIC, acumulada
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mensalmente, calculados a partir de 1º de fevereiro até o mês anterior ao do
pagamento e de um por cento no mês do pagamento.
O saldo deverá ser recolhido com o código 6773.
O saldo da contribuição negativa apurada em 31 de dezembro do ano-calendário
poderá ser compensado a partir do mês de janeiro do ano-calendário subseqüente
ao do encerramento do período de apuração, assegurada à alternativa de requerer
a restituição.
- Exemplo:
Vamos admitir que, no ano-calendário, a empresa:
a) pagou por estimativa a contribuição devida no valor total de R$ 83.500,00;
b) CSLL retida na fonte no valor de R$ 7.500,00;
c) em 31 de dezembro, apurou base de cálculo positiva no valor de R$ 121.500,00;
Nesse caso, temos:
DISCRIMINAÇÃO
CSLL
CSLL ESTIMADA
CSLL
CSLL A PAGAR
CÁLCULO
R$ 1.350.000,00 X 9%
CSLL PAGA POR ESTIMATIVA
CSLL NA FONTE
AJUSTE ANUAL A PAGAR
CSLL
R$ 121.500,00
R$ 83.500,00
R$ 7.500,00
R$ 30.500,00
O saldo da contribuição social apurada em 31 de dezembro do ano-calendário
deverá ser pago em quota única até o último dia útil do mês de março do ano
subsequente, acrescido de juros equivalentes à taxa SELIC, acumulada
mensalmente, calculados a partir de 1º de fevereiro até o mês anterior ao do
pagamento e de um por cento no mês do pagamento.
O saldo deverá ser recolhido com o código 6773.
Vantagens e Desvantagens:
Entre as vantagens e desvantagens, podemos verificar o seguinte:
I – Lucro Real Trimestral:
- Vantagens:
a) Para as empresas que estão apurando prejuízo fiscal em todos os trimestres do
ano-calendário;
b) Para as empresas que mantém uma regularidade de lucro em relação ao seu
faturamento;
- Desvantagens:
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a) Se apurar valor do imposto e contribuição a maior que o estimado, terá que
recolher o valor apurado, pois foi essa a opção da empresa;
b) Prejuízo fiscal e base de cálculo negativa da CSLL poderão ser compensados nos
trimestres subsequentes com a limitação dos 30% sobre o lucro ajustado. Nesse
caso, os impostos e contribuições devem ser recolhidos com base nos 70% dos
lucros remanescentes;
c) Empresas com períodos sazonais;
II - Lucro Real Anual:
- Vantagens:
a) Se o valor contábil for MAIOR que o apurado com base nas receitas brutas e
acréscimos, o imposto e a contribuição serão recolhidos com base nas receitas
brutas e acréscimos. Se o valor contábil for MENOR que o apurado com base nas
receitas e acréscimos, o imposto e a contribuição serão recolhidos com base no
resultado contábil. Ou seja, a empresa antecipa os tributos pelo menor valor
apurado;
b) Prejuízos fiscais e base de cálculo negativa da CSLL apurados durante o
anocalendário são absorvidos com os lucros apurados no mesmo ano-calendário
integralmente, isto é, não existe a limitação dos 30% sobre o lucro ajustado;
c) Para as empresas que têm resultados sazonais;
- Desvantagens:
a) Para as empresas deficitárias;
Opção:
Como regra geral, a melhor opção é o período anual do lucro real, tendo em vista
que a empresa tem maior flexibilidade no pagamento do imposto de renda e da
contribuição social sobre o lucro líquido.
2 Lucro presumido:
2.1. Conceito:
Lucro presumido é uma forma de tributação simplificada para determinação da base
de cálculo do imposto de renda e da CSLL das pessoas jurídicas que não estiverem
obrigadas, no ano-calendário, à apuração do lucro real.
2.2. Quem pode optar?
Podem optar pela tributação do lucro presumido, as pessoas jurídicas não obrigadas
ao lucro real (Lei nº 9.718/98, art. 14).
2.3. Manifestação da Opção:
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A opção pela tributação será manifestada por ocasião do pagamento da primeira
quota ou quota única do imposto.
2.4 Período de Apuração:
O período de apuração é trimestral.
2.5. Determinação do Imposto de Renda:
Receita Bruta x % de presunção
=
+
+
=
Base de cálculo
Demais Receitas
Ganho de Capital
LUCRO PRESUMIDO TRIBUTÁVEL
2.5.1. Percentuais aplicáveis sobre a receita bruta:
ATIVIDADES
Serviços de transporte de cargas
Sobre a receita bruta dos serviços
hospitalares
Atividades industriais e mercantis
Sobre a receita bruta de construção
por empreitada, quando houver
emprego de materiais em qualquer
quantidade (Ato Declaratório
Normativo COSIT nº 06/97).
Loteamento de terrenos,
incorporação imobiliária e venda de
imóveis construídos ou adquiridos
para revenda.
Serviços de transporte de passageiros
% RB
8,0
8,0
RB Anual até R$ 120.000,00*
Revenda de combustíveis
derivados de petróleo e álcool,
inclusive gás natural.
1,6
Prestadoras de serviços relativos
ao exercício de profissões
legalmente regulamentada,
inclusive as escolas e creches.
Intermediação de negócios,
inclusive corretagem (seguros,
imóveis, dentre outros) e as de
representação comercial.
32,0
32,0
16,0 (*)
Administração, locação ou cessão de
bens imóveis, e móveis.
Construção por administração ou
por empreitada unicamente de mão
32,0
16,0 (*)
32,0
16,0 (*)
8,0
8,0
8,0
16,0
Atividades que não podem se
beneficiar da redução do
percentual
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de obra
Prestação de serviços de gráfica,
com ou sem fornecimento de
material, em relação à receita bruta
que não decorra de atividade
comercial ou industrial.
32,0
16,0 (*)
Prestação de serviços de
suprimento de água tratada e
coleta de esgoto e exploração de
rodovia mediante cobrança de
pedágio (Ato Declaratório COSIT nº
16/2000).
32,0
16,0 (*)
Hotelaria e estacionamento
32,0
16,0 (*)
A pessoa jurídica prestadora de serviços, destacadas na tabela acima, que houver
utilizado a alíquota reduzida de 16%, cuja receita bruta acumulada até um
determinado mês do ano-calendário exceder o limite de R$ 120.000,00, ficará
sujeita ao pagamento da diferença não recolhida, apurada em relação a cada mês
transcorrido, até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que ocorrer o
excesso, sem acréscimos legais.
2.5.2. Conceito de receita bruta
Receita Bruta compreende o produto da venda de bens nas operações de conta
própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de
conta alheia (comissões auferidas na venda de bens ou serviços por conta de
terceiros).
Na receita bruta não se incluem:
a) as vendas canceladas e as devolvidas;
b) os descontos incondicionais concedidos;
c) o IPI incidente sobre as vendas;
d) o ICMS devido pelo contribuinte substituto, no regime de substutição tributária.
2.5.2.1. Receitas que não compõem a base de cálculo do Lucro Presumido
Não compõe a base de cálculo do lucro presumido:
a) Rendimentos de aplicações financeiras, não resgatadas;
b) Lucro ou dividendos recebidos de investimentos avaliados pelo custo de
aquisição;
c) Resultado positivo da equivalência patrimonial; e
d) Reversões de provisões que não geram ingresso de receita.
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Cálculo:
Alíquota normal do imposto:
Lucro Presumido x 15% = IRPJ Normal
Adicional:
Lucro Presumido
(-) Parcela Isenta ($ 60.000,00 no trimestre)
(=) base de cálculo do adicional
(x) alíquota de 10%
(=) Adicional IRPJ
2.5.3. Deduções do IRPJ devido:
Do imposto devido (normal + adicional), poderão ser deduzidos os impostos retidos
na fonte, cujos rendimentos tenham sido computados na determinação do lucro
presumido.
Vedação de Incentivos Fiscais:
Os incentivos fiscais não poderão ser deduzidos do imposto devido do trimestre.
Prazo de Recolhimento:
O IRPJ devido, apurado no final do trimestre, será pago em quota única, até o
último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração,
utilizando o código 2089.
O referido imposto poderá ser pago em até três quotas mensais, iguais e
sucessivas, vencíveis no último dos três meses subsequentes ao do encerramento
do período de apuração.
O valor de cada quota não poderá ser inferior a R$ 1.000,00.
Exemplo:
Admita-se que, no 1° trimestre de um determinado ano, empresa optante pela
tributação com base no lucro presumido:
a) auferiu receita de prestação de serviços, no valor total de R$ 860.000,00;
b) auferiu rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa de R$ 8.000,00
(sobre os quais foi retido IR de R$ 1.400,00); e
c) vendeu bens do ativo permanente, tendo apurado, nessa transação, ganho de
capital (lucro) de R$ 15.000,00.
Determinação da base de cálculo do imposto
32% sobre R$ 860.000,00
(+) Rendtos. Aplicação financeira
(+) Ganhos de capital na alienação de bens
(=) Base de cálculo do imposto
R$ 275.200,00
R$
8.000,00
R$ 15.000,00
R$ 298.200,00
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Imposto devido no trimestre alíquota de 15%
Imposto normal
Adicional IRPJ alíquota de 10%
Total do imposto devido
(-)IRRF s/ receitas
Imposto a Recolher
R$
R$
R$
R$
R$
R$
48.730,00
48.730,00
23.820,00
68.500,00
1.400,00
67.150,00
2.6. Determinação da CSLL:
Receita Bruta x % de presunção
=
+
+
=
Base de cálculo
Demais Receitas
Ganho de Capital
LUCRO PRESUMIDO TRIBUTÁVEL
Percentuais Aplicáveis:
ATIVIDADES
Serviços de transportes
Serviços hospitalares
Atividade Mercantil
Serviços em Geral (exceto de transporte
e hospital)
Percentuais aplicáveis
sobre a receita
12,0
12,0
12,0
32,0
2.6.1. Cálculo:
A CSLL será calculada mediante a aplicação da alíquota de 9% sobre a base de
cálculo apurada.
Deduções:
Poderão ser deduzidos da Contribuição Social:
a) CSLL Retida na Fonte sobre pagamentos efetuados por órgãos públicos federais;
b) CSLL Retida na Fonte sobre pagamentos efetuados entidades da administração
pública federal (empresas públicas; sociedades de economia mista e demais
entidades que a União detenha a maioria do capital social com direito a voto);
c) CSLL Retida na Fonte sobre remuneração de serviços profissionais.
Prazo de Recolhimento:
A CSLL devida, apurada no final do trimestre, será paga em quota única, até o
último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração,
utilizando o código 2372.
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A referida contribuição poderá ser paga em até três quotas mensais, iguais e
sucessivas, vencíveis no último dos três meses subsequentes ao do encerramento
do período de apuração.
O valor de cada quota não poderá ser inferior a R$ 1.000,00.
2.6.2. Exemplo
Admita-se que, no 1° trimestre de um determinado ano, empresa optante pela
tributação com base no lucro presumido:
a) auferiu receita de prestação de serviços, no valor total de R$ 860.000,00;
b) auferiu rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa de R$ 8.000,00
(sobre os quais foi retido IR de R$ 1.400,00); e
c) vendeu bens do ativo permanente, tendo apurado nessa transação ganho de
capital (lucro) de R$ 15.000,00.
d) teve CSLL Retida na Fonte sobre pagamentos efetuados por órgãos públicos
federais, no valor de R$ 3.500,00;
e) teve CSLL Retida na Fonte sobre pagamentos efetuados entidades da
administração pública federal (empresas públicas; sociedades de economia mista e
demais entidades que a União detenha a maioria do capital social com direito a
voto), no valor de R$ 4.500,00;
f) CSLL Retida na Fonte sobre remuneração de serviços profissionais, no valor de
R$ 6.500,00.
Cálculo da CSLL:
Determinação da base de cálculo da CSLL
32% sobre R$ 860.000,00
(+) Rendtos. Aplicação financeira
(+) Ganhos de capital na alienação de bens
(=) Base de cálculo da Contribuição Social
Imposto devido no trimestre alíquota de 9%
R$ 275.200,00
R$
8.000,00
R$ 15.000,00
R$ 298.200,00
R$ 26.838,00
Total da CSLL devida
CSLL retida de órgãos Públicos Federais
CSLL retida empresa Públicas
CSLL retida sobre serviços profissionais
Imposto a Recolher
R$
R$
R$
R$
R$
26.838,00
3.500,00
4.500,00
6.500,00
12.338,00
2.7. Regime de Caixa ou Competência:
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A pessoa jurídica optante pelo lucro presumido poderá adotar o critério de
reconhecimento de suas receitas pelos regimes caixa ou competência.
A receita proveniente de vendas de bens ou direitos ou de prestação de serviços,
cujo preço seja recebido a prazo ou em parcelas, poderá ser computada na base de
cálculo do lucro presumido somente no mês do efetivo recebimento, sob as
seguintes condições (IN SRF nº 104/1998):
a) emissão da nota fiscal por ocasião da entrega do bem ou da conclusão do
serviço;
b) caso seja mantida escrituração somente do livro Caixa, neste deverá ser
indicada, em registro individual, a nota fiscal a que corresponder cada recebimento;
c) caso seja mantida escrituração contábil, na forma da legislação comercial, os
recebimentos das receitas deverão ser controlados em conta específica, na qual,
em cada lançamento, deverá ser indicada a nota fiscal a que corresponder o
recebimento;
d) os valores recebidos adiantadamente, por conta de venda de bens ou direitos ou
da prestação de serviços, deverão ser computados como receita do mês em que se
der o faturamento, a entrega do bem ou do direito ou a conclusão dos serviços, o
que primeiro ocorrer;
e) os valores recebidos, a qualquer título, do adquirente do bem ou direito ou do
contratante dos serviços deverão ser considerados como recebimento do preço ou
de parte deste, até o seu limite;
f) o cômputo da receita em período de apuração posterior ao do recebimento
sujeitará a pessoa jurídica ao pagamento do imposto com o acréscimo de juros de
mora e de multa, de mora ou de ofício, conforme o caso, calculados na forma da
legislação vigente.
2.8. Vantagens e Desvantagens:
Entre as vantagens e desvantagens, podemos verificar o seguinte:
- Vantagens:
a) Apropria as receitas provenientes de vendas de bens ou direitos ou de prestação
de serviços pelo regime de caixa;
b) O rendimento de aplicação financeira somente compõe a base de cálculo do
imposto quando houver o resgate (regime de caixa);
c) Os lucros ou dividendos poderão ser distribuídos com base no lucro contábil ou
com base no valor do lucro presumido deduzido do IRPJ, da CSLL, do PIS e da
COFINS devidos, o que for mais vantajoso ao contribuinte;
d) Esta dispensada da escrituração do LALUR.
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- Desvantagens:
a) Vedação da dedução dos incentivos fiscais;
b) Empresas que tenham gastos significativos. O imposto e a contribuição são
apurados com base nas receitas. Ou seja, não poderá ser deduzida da base de
cálculo do imposto e da contribuição nenhuma despesa.
8. Alternativas tributárias (Lucro Real x Presumido):
Verificamos neste trabalho como se apura o imposto de renda e a CSLL com base
no lucro presumido e lucro real, bem como as suas vantagens e desvantagens.
Desta forma nos resta saber qual a melhor forma de tributação entre o lucro real e
o lucro presumido.
Nesse caso, a empresa deverá efetuar um estudo dos dois ou três últimos anoscalendário juntamente com o orçamento elaborado para os anos subsequentes
(receitas, custos e despesas), para que ela possa ter uma definição clara se deve
apurar o imposto com base no lucro presumido ou lucro real.
Para melhor esclarecimento e orientação verificaremos o Ponto de Equilíbrio entre o
Lucro Real e Presumido, cujo percentual de lucro apurado acarretará na igualdade
de carga tributária do IR e da CSLL:
Considerando que a empresa não tem ajustes no Lalur e nem está sujeita ao
adicional do imposto de renda, teremos:
Empresas Mercantis e Industriais:
Vamos supor que uma empresa tenha um Faturamento Bruto de R$. 340.500,00 e
apura um lucro líquido, (depois de deduzidos todos os custos e despesas) antes da
Contribuição Social de 9,5%, portanto apresentaria um lucro de R$ 32.347,50, ou
seja:
PET (Ponto de equilíbrio tributário) = (1.20% + 1.08) x 100
15% + 9%
PET (Ponto de equilíbrio tributário) = (2.28%) x 100 = 9,5%
24%
1 - Cálculo do Lucro Real
RECEITAS BRUTAS
(-) Deduções da Receita Bruta
(=) VENDAS LÍQUIDAS
(-) Custos das Vendas
R$ 340.500,00
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(=) LUCRO BRUTO
(-) Despesas Operacionais
(+) Receitas Operacionais
(=) LUCRO LÍQUIDO ANTES do IRPJ e CSLL DE 9,5%
R$ 32.347,50
(-) Provisão para Contribuição Social de 9%
R$ 2.911,28
(-) Provisão par Imposto de Renda de 15%.
R$ 4.852,12
(=)TOTAL DOS TRIBUTOS
R$ 7.763,40
2 - Cálculo do Lucro Presumido
Determinação da base de cálculo e Calculo do IRPJ e CSLL
8% sobre R$ 340.500,00
IRPJ DEVIDO (15% sobre R$ 27.240,00)
R$
R$
27.240,00
4.086,00
12% sobre R$ 340.500,00
CSLL DEVIDA (9% sobre R$ 40.860,00)
R$
R$
40.860,00
3.677,40
Total de IRPJ e CSLL devida
R$
7.763,40
Observem que a carga tributária de IR e da CSLL em que o lucro líquido antes do
imposto e da contribuição corresponda a 9,5% as duas formas de tributação o total
da carga tributária equivalente de R$ 7.763,40.
Portanto podemos concluir que numa empresa comercial ou industrial quando o
lucro antes dos tributos for menor que 9,5% a opção mais vantajosa para a
empresa seria a opção pelo Lucro Real; e se for maior será pelo Lucro Presumido.
Profissões Regulamentadas:
Para as empresas de prestação de serviços de profissão regulamentada o ponto de
equilíbrio será quando a empresa apurar um lucro líquido antes dos impostos de
32%.
PET (Ponto de equilíbrio tributário) = (4.80% + 2.88%) x 100
15% + 9%
PET (Ponto de equilíbrio tributário) = (7.68%) x 100 = 32%
24%
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Exemplo:
Vamos supor que uma empresa tenha um faturamento bruto de R$ 160.500,00 e
apura um lucro líquido, (depois de deduzidos todos os custos e despesas) antes da
Contribuição Social apresentaria um lucro de R$ 51.360,00, ou seja:
I – Cálculo do Lucro Real:
RECEITAS BRUTAS
(-) Deduções da Receita Bruta
(=) VENDAS LÍQUIDAS
(-) Custos dos Serviços
(=) LUCRO BRUTO
(-) Despesas Operacionais
(+) Receitas Operacionais
R$ 160.500,00
(=) LUCRO LÍQUIDO ANTES do IRPJ e CSLL DE 32%
R$ 51.360,00
(-) Provisão para Contribuição Social de 9%
R$ 4.622,40
(-) Provisão par Imposto de Renda de 15%.
R$ 7.704,00
(=) TOTAL DOS TRIBUTOS
R$ 12.326,40
2 - Cálculo do Lucro Presumido
Determinação da base de cálculo e Calculo do IRPJ e CSLL
32% sobre R$ 160.500,00
IRPJ DEVIDO (15% sobre R$ 51.360,00)
R$
R$
51.360,00
7.704,40
32% sobre R$ 160.500,00
CSLL DEVIDA (9% sobre R$ 40.860,00)
R$
R$
51.360,00
7.704,00
Total de IRPJ e CSLL devida
R$
12.326,40
Observem que a carga tributária de IR e CSLL nesta condição em que o lucro
líquido antes dos impostos corresponda a 32% se equivalem.
Desta forma podemos concluir que numa empresa prestadora de serviços de
profissão regulamentada, quando o lucro antes dos impostos for menor que 32% a
opção mais vantajosa para a empresa seria a opção pelo Lucro Real; e se for maior
será pelo Lucro Presumido.
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Demais Prestadoras de Serviços:
Para as Empresas de Prestação de Serviços em Geral, cuja receita bruta global não
tenha ultrapassado R$ 120.000,00, no ano, e não seja profissão regulamentada, o
ponto de equilíbrio será quando a empresa apurar um lucro líquido antes dos
impostos de 22%.
PET (Ponto de equilíbrio tributário) = (2,40% + 2,88) x 100
15% + 9%
PET (Ponto de equilíbrio tributário) = (5.28%) x 100 = 22%
24%
Exemplo:
Suponhamos que uma empresa tenha um Faturamento Bruto de R$ 50.500,00 e
apura um lucro líquido, (depois de deduzidos todos os custos e despesas) antes da
Contribuição Social de 22%, portanto apresentaria um lucro de R$ 11.110,00, ou
seja:
I – Cálculo do Lucro Real:
RECEITAS BRUTAS
(-) Deduções da Receita Bruta
(=) VENDAS LÍQUIDAS
(-) Custos dos Serviços
(=) LUCRO BRUTO
(-) Despesas Operacionais
(+) Receitas Operacionais
R$ 50.500,00
(=) LUCRO LÍQUIDO ANTES do IRPJ e CSLL DE 22%
R$ 11.110,00
(-) Provisão para Contribuição Social de 9%
R$
999,90
(-) Provisão par Imposto de Renda de 15%.
R$
1.666,50
(=) TOTAL DOS TRIBUTOS
R$
2.666,,40
2 - Cálculo do Lucro Presumido
Determinação da base de cálculo e Calculo do IRPJ e CSLL
32% sobre R$ 50.500,00
R$
16.160,00
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CSLL DEVIDA (9% sobre R$ 16.160,00)
R$
1.454,40
16% sobre R$ 50.500,00
IRPJ DEVIDO (15% sobre R$ 8.080,00)
R$
R$
8.080,00
1.212,00
Total de IRPJ e CSLL devida
R$
2.666,40
Observem que a carga tributária de IR e CSLL em que o lucro líquido antes dos
impostos corresponde a 22%, nas duas formas de tributação o total da carga
tributária equivalente de R$ 2.666,40.
Portanto podemos concluir que numa empresa prestadora de serviços em geral,
quando o lucro antes dos impostos for menor que 22% a opção mais vantajosa
para a empresa seria a opção pelo Lucro Real; e se for maior será no Lucro
Presumido.
3 - DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS - REGRAS GERAIS
3.1 - Proporção Adotada para Distribuição de Lucros
O lucro líquido é na maioria das vezes distribuído na proporção do capital que cada
sócio possui, salvo cláusula expressa no contrato social que pode atribuir outra
forma. Sendo assim se os sócios decidirem por uma outra forma de distribuição que
não seja pela participação societária, basta acrescentar uma cláusula contratual
determinado à forma desejada. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer
sócio de participar dos lucros e das perdas. (Lei nº. 10.406/02, arts. 1.007 e
1.008).
3.2 - Tratamento Tributário
Os lucros apurados no Balanço Patrimonial podem ser distribuídos, com isenção de
imposto de renda. O artigo 10 da Lei nº. 9.249/95 dispõe que os lucros ou
dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro
de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro
real, presumido ou arbitrado, não ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda
na fonte, nem integrarão a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário,
pessoa física ou jurídica, domiciliada no País ou no exterior.
Desta forma o lucro distribuído só será considerado como tributável para o imposto
de renda, caso sua origem não seja comprovada pela contabilidade da pessoa
jurídica.
3.2 - Lucro Real
Para as pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda através do Lucro Real
configuram-se como isentos os lucros ou dividendos calculados com base nos
resultados apurados na escrituração contábil. Desta forma, partindo da escrituração
contábil, os lucros ou dividendos apurados não ficarão sujeitos à incidência do
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imposto de renda na fonte, nem integrarão a base de cálculo do imposto de renda
do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliada no País ou no Exterior.
No caso de quotas ou ações distribuídas em decorrência de aumento de capital por
incorporação de lucros apurados a partir do mês de janeiro de 1996, ou de reservas
constituídas com esses lucros, o custo de aquisição será igual a parcela do lucro ou
reserva capitalizado, que corresponder ao sócio ou acionista.
3.2.2 - Lucro Presumido
A pessoa jurídica tributada pelo imposto de renda com base no lucro presumido,
poderá distribuir lucro independentemente de apuração de lucro pela contabilidade.
Partindo da base de cálculo do imposto de renda, deduz-se os impostos e
contribuições a que estiver sujeita a pessoa jurídica (IRPJ, CSSL, PIS e COFINS)
onde o resultado é o valor do lucro a distribuir, isento do imposto de renda na
fonte. É condição para esta regra que a distribuição ocorra após o encerramento do
trimestre de apuração (art. 48 da IN SRF nº 93/97 e ADN COSIT nº 4/96).
Para melhor entendimento, segue exemplo, do cálculo e apuração do lucro a
distribuir, com base no lucro presumido:
Pessoa Jurídica Prestadora de Serviços
Receita bruta de prestação de serviços........................................ R$ 100.000,00
Percentual aplicável sobre a receita com a prestação de serviços......... x 32 %
Base de cálculo do IRPJ................................................................ R$ 32.000,00
( - ) IRPJ, CSSL, PIS e COFINS...................................................... R$ 9.530,00
Lucro presumido deduzido dos impostos..................................... R$ 22.470,00
Neste exemplo, poderá ser distribuído, a título de lucro isento do imposto de renda
na fonte o valor de R$ 22.470,00.
Porém, o § 3º do art. 48, da IN n. 93, de 24/12/97, autoriza a pessoa jurídica
tributada com base no lucro presumido a distribuir lucros ou dividendos de
resultados apurados através de escrituração contábil, com observância da
legislação comercial, ainda que por conta de período-base não encerrado. Com isso,
a pessoa jurídica poderá, por exemplo, levantar balanços trimestrais e distribuir o
resultado apurado, nos casos em que o lucro líquido for superior ao valor
demonstrado no exemplo acima (R$ 22.470,00), a totalidade do lucro líquido
apurado pela contabilidade poderá ser distribuído, isento do imposto de renda na
fonte, conforme segue o segundo exemplo:
Receita bruta de prestação de serviços............................ R$ 100.000,00
( - ) Deduções da Receita - Impostos e Contribuições........ R$ 9.530,00
( - ) Despesas Operacionais................................................ R$ 30.470,00
Lucro Líquido.......................................................................... R$ 60.000,00
Com este segundo exemplo, a totalidade do lucro líquido apurado de R$ 60.000,00
poderá ser distribuído isento do imposto de renda, mesmo que pela outra forma de
apuração tenha resultado em valor inferior (R$ 22.470,00).
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3.2.3 - Simples Nacional
Consideram-se isentos do imposto de renda na fonte e na declaração de ajuste do
beneficiário os valores efetivamente pagos ou distribuídos ao titular ou sócio da ME
ou EPP optante pelo Simples Nacional, salvo os que corresponderem a pró-labore,
aluguéis ou serviços prestados.
A isenção fica limitada ao valor resultante da aplicação dos percentuais de que trata
o artigo 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, sobre a receita bruta
mensal, no caso de antecipação de fonte, ou da receita bruta total anual, tratandose de declaração de ajuste, subtraído do valor devido do IRPJ na forma do Simples
Nacional no período.
O limite de isenção não se aplica na hipótese de a pessoa jurídica manter
escrituração contábil e evidenciar lucro superior àquele limite.
Para melhor ilustrar a sua forma de cálculo, segue exemplo:
EPP com Atividade de Comércio
Receita de empresa de pequeno porte com atividade comercial de R$ 1.250.000,00
ano.
IRPJ Devido Simples: 0,46% (alíquota extraída do anexo I da LC nº. 123/06) x
1.250.000,00 = R$ 5.750,00
Limite Distribuição lucros: (8% x R$ 1.250.000,00) = R$ 100.000,00
Lucros Isentos a Distribuir: R$ 100.000,00 - R$ 5.750,00 = R$ 94.250,00
Se houver antecipações
demonstrado acima.
mensais
deverá
ser
efetuado
o
mesmo
cálculo
3.3 - Distribuição Antecipada de Lucros
O Código Civil brasileiro (Lei nº. 10.406/02) trouxe novas disposições a cerca da
distribuição de lucros. Conforme reza o artigo 1.059 da referida Lei, que os sócios
serão obrigados à reposição dos lucros e das quantias retiradas, a qualquer título,
ainda que autorizados pelo contrato, quando tais lucros ou quantia de distribuírem
com prejuízo do capital.
Isso representa dizer que os lucros só poderão ser distribuídos se devidamente
comprovado a sua existência através da escrituração contábil.
Com isso, caso a pessoa jurídica queira distribuir lucros por conta do período-base
em que está operando, há a necessidade de elaboração do balanço/balancete
intermediário para esse fim.
A legislação fiscal não cria qualquer restrição à distribuição antecipada de lucros,
desde que amparado pela escrituração contábil. Entretanto, se a distribuição
antecipada durante o exercício ultrapassar o valor efetivo do lucro apurado no
encerramento do exercício, o excesso será imputado a exercícios anteriores,
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aplicando-se a legislação tributária da época em que o lucro tenha sido apurado, e,
na inexistência de tais lucros, será considerada como remuneração aos sócios,
sujeitos aos encargos da Lei.
Orienta-se que a distribuição antecipada de lucros seja registrada contabilmente
dentro do Patrimônio Líquido, como conta retificadora, desta forma:
Patrimônio Líquido
Lucro Líquido do Exercício ......................................... 25.000,00
(-) Distribuição Antecipada de Lucros ......................... (18.000,00)
No encerramento do exercício (em 31 de dezembro) encerra a conta "Distribuição
Antecipada de Lucros" com o lucro do período, ou conta Lucros Acumulados, se
esse já foi transferido.
3.4 - Vedações para Distribuição de Lucros
Conforme determina o artigo 889, do RIR/99 (Decreto nº. 3.000/99), as pessoas
jurídicas, enquanto estiverem em débito, não garantidos, por falta de recolhimento
de impostos no prazo legal, não poderão:
a)distribuir quaisquer bonificações a seus acionistas;
b)dar ou atribuir participação de lucros a seus sócios ou quotistas, bem como a
seus diretores e demais membros de órgãos dirigentes, fiscais ou consultivos.
Oportuno ressaltar que a pessoa jurídica que possui débitos parcelados para com a
União, relativos a tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, pode, sim,
distribuir bonificações a seus acionistas, dar ou atribuir participação de lucros a
seus sócios ou cotistas, bem como a seus diretores e demais membros de órgãos
dirigentes, fiscais ou consultivos, ainda que o respectivo parcelamento não exija a
prestação de garantia, visto que este suspende a exigibilidade do crédito tributário.
3.4.1 - Descumprimentos das Regras - Multa
No caso das pessoas jurídicas, diretores e demais membros da administração
infringirem a determinação citada acima, ou seja, distribuírem lucros enquanto
estiverem em débito tributário "não garantido" com a União Federal e suas
autarquias de Previdência e Assistência Social, estarão todos sujeitos à multa em
montante igual a 50% das quantias distribuídas, pagas ou recebidas
indevidamente, limitada a 50% do valor total do débito não garantido da pessoa
jurídica.
Regime Tributário de Transição (RTT)
Por meio da MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009, foi instituído o Regime
Tributário de Transição de apuração do lucro real, que trata dos ajustes tributários
decorrentes dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos na Lei 6.404/76.
29
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O RTT tem como finalidade garantir a neutralidade tributária das alterações nos
métodos e critérios contábeis, devendo vigorar até que a legislação tributária seja
adaptada a tais alterações. Para fins de apuração do lucro real, as pessoas jurídicas
optantes pelo RTT não sofrerão os efeitos dos possíveis ajustes que tiverem em
decorrência das modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e
despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício.
O RTT – Regime Tributário de Transição – nada mais é que uma opção em que as
pessoas jurídicas, indiferentes da sua forma societária, se sociedade limitada,
sociedade simples, etc, mas desde que esteja na forma de tributação Lucro
Presumido ou Lucro Real, poderá escolher se deseja ou não optar pelo RTT nos
anos de 2008-2009. Essa opção ao RTT, só deverá ser efetivada se o contabilista
responsável, desenvolveu a contabilidade dessas pessoas jurídicas com base nos
critérios da Lei 11638/07 e Pronunciamentos emitidos pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis, além de aplicar o critério da essência da primazia
sobre a forma. Se assim o fez, o contabilista responsável, deverá na entrega da
DIPJ – Declaração das Informações econômico-fiscais da pessoa jurídica - clicar
na opção RTT. Se porventura o contabilista não tenha usado os critérios de
contabilização determinados pela nova lei e normas correlatas, entendemos que
não há a necessidade de optar ao RTT nos anos calendário 2008-2009. Ressalta-se
que, uma vez optado ao RTT no ato da entrega da DIPJ em 2009, que cita os fatos
de 2008, a pessoa jurídica não poderá desistir no exercício seguinte da opção
escolhida. No ano de 2010, todas as pessoas jurídicas optantes pelo regime
tributário denominado Lucro Presumido e Lucro Real, são obrigadas a
optarem ao RTT, pois é a partir desse ano que a Comissão de Valores
Mobiliários, o Banco Central do Brasil, a Receita Federal e outras
entidades, por força normativa, determinam a convergência final para as
normas internacionais de contabilidade, ou seja, todas as pessoas jurídicas
deverão estar em 2010 dentro dos critérios e regras estabelecidas pelas
leis e normas em vigência, além de seguirem as Resoluções do Conselho
Federal de Contabilidade efetivamente.
Todas mudanças estruturais e de critério determinadas pelas leis e normas, fazem
uma ruptura entre o domínio das normas fiscais sobre a contabilidade; o
contabilista responsável deve ter em mente que, não basta planejar e estudar
normas tributárias e fiscais para diminuição da carga tributária, mas oferecer à
pessoa jurídica o que prega o Principio da Continuidade, que diante de sua
essência, afirma que a Entidade deverá estar sempre em marcha, ou seja, o
contabilista deve oferecer soluções e informações sobre o patrimônio, fluxo de caixa
e possíveis desencaixes financeiros, determinando mudanças nas ações gerenciais
das quais modificam o patrimônio, dentre outras. Essas ações têm impactos
profundos na profissão contábil, onde o contabilista passa a ser de fato um gestor
ou ainda um consultor efetivamente, o que sem dúvida é um enorme passo à
categoria.
Os impactos oferecidos pela Lei 11638/09 e 11941/09 são amplos não estão
apenas na esfera do critério de contabilização e outros como já citados neste artigo.
Em nosso entendimento a amplitude chega-se até ao SPED Contábil uma vez que a
IN RFB 787/07 determina que as empresas de Lucro Real, observadas as regras da
norma, são obrigadas a entregarem o SPED até 30 de junho do exercício seguinte.
Assim, aos que optaram ao RTT no ano calendário 2008-2009,optantes do Lucro
Real, entende-se que aos que entregaram o ECD – Escrituração Contábil Digital em 30 de Junho de 2009, tais informações entregues ao fisco esteja com base nas
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normas contábeis em vigência, observadas as notas explicativas detalhando a
adoção da Lei 11638/07 e 11941/09.
Nesse contexto, as pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Real, que optaram ao RTT
no ano calendário de 2008-2009 ou ainda no ato obrigatório em 2010, com base na
IN RFB 941/09, são obrigadas a escriturar o Controle Fiscal Contábil de Transição
denominado “FCONT”. Esse por sua vez, é um aplicativo (software) que será
disponibilizado no portal da Receita Federal do Brasil a partir de 15/10/2009 e
deverá ser entregue ao ente até 30/11/2009 (apenas às pessoas jurídicas do Lucro
Real que optaram ao RTT). O FCONT é uma escrituração, das contas patrimoniais e
de resultado, em partidas dobradas, que considera os métodos e critérios contábeis
aplicados pela legislação tributária,ou seja, é uma conversão da contabilidade
“societária” para a contabilidade “fiscal”. As empresas optantes ao Lucro Presumido
que porventura optaram ao RTT ou ainda, obrigadas em 2010 a informar o RTT, até
o presente, a norma não ofereceu nenhuma informação para a entrega de nova
obrigação, como ocorre com as empresas do Lucro Real.A única informação que a
IN RFB 949/09 afirma é que, as pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Presumido,
deverão guardar a memória de cálculo; com base nessa determinação, nossa
sugestão é que, a pessoa jurídica nessa forma de tributação, guarde em planilha
eletrônica as regras e cálculos de convergência.
O RTT não é uma forma de diminuição de tributos e nem tampouco uma nova
contabilidade tributária, apenas é uma forma encontrada pelo fisco de não haver
divergências contábeis e fiscais.
Por outro lado, observamos que o contabilista responsável deverá rever seus
processos, voltar aos bancos escolares, buscar empresas de consultoria normativa
e técnica, ajustar seus softwares, criar uma relação com clientes de forma direta e
constante para que a gestão da empresa esteja a contendo ao que dita as normas,
o que muitas vezes, o cliente poderá até ter que rever seus processos internos.
Enfim, os obstáculos do aprendizado poderão ser muitos, mas o conhecimento com
inteligência oferecem frutos de alta qualidade.
2. “PRIMAZIA DA ESSÊNCIA SOBRE A FORMA”
Embora já estivesse mencionada nos Princípios Fundamentais de Contabilidade e
pela Deliberação nº488/05 da CVM, veio de forma mais atuante frente à nova lei.
Assim, para se classificar um item como Ativo, Passivo ou Patrimônio Liquido
deverá levar em consideração a essência das transações para que ela se
sobreponha à sua forma legal.
De acordo com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis, no Pronunciamento
Conceitual, item 51:
"Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio
liquido, deve-se atentar para a sua essência e realidade econômica e não apenas
sua forma legal".
3. CONFIABILIDADE
Este é outro requisito tratado no Pronunciamento Conceitual Básico, divulgado pelo
CPC, onde exige que a informação seja apresentada da forma mais apropriada
possível, retratando adequadamente o que se pretende evidenciar. Para que essa
característica seja constatada nas demonstrações contábeis é necessário que se
respeite o conceito da “Primazia da Essência Sobre a Forma”, ou seja, que, a
realidade econômica dos fatos prevaleça sob sua forma.
4. EXEMPLOS
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4.1. Operações de Leasing Financeiro
Tendo em vista que as condições de contratação dessas operações as aproximam
na essência de uma compra a prazo e não a uma locação, aplica-se o conceito da
“Primazia da Essência Sobre a Forma” e, portanto, essas operações devem ser
contabilizadas como aquisição a prazo de ativo.
Para que as informações sejam confiáveis, é necessário ainda que se observem a
neutralidade, ou seja, as demonstrações contábeis não devem induzir a tomada de
decisões; a prudência, cuidados com julgamento em condições de incertezas no
sentido de que ativos ou receitas não sejam superestimados e que passivos ou
despesas não sejam subestimados; e a integridade, objetivando que as
informações das demonstrações contábeis estejam completas.
É importante destacar que a principal mudança conceitual diz respeito à utilização
da primazia da essência sobre a forma, ou seja, a contabilidade deve procurar
encontrar a essência dos fatos contábeis e assim registrá-los, ao invés de prenderse a forma.
Em suma dizemos que o leasing financeiro que na sua essência é uma compra
financiada disfarçada, a prevalência da essência sobre a forma levaria a registrar a
operação tanto no Ativo como no Passivo, amortizando-se um pelas depreciações e
outro do total da prestação por aquela parcela que ultrapassa o valor do juro
implícito embutido, sendo esta última a despesa do período. Portanto, o tratamento
contábil deve ser pela essência do negócio - financiamento - e não de acordo com o
aspecto formal do contrato - arrendamento.
4.2. Venda de Imóvel com Compromisso de Recompra
Plasmado ao item 35 do Pronunciamento Conceitual do CPC:
" Uma entidade pode vender um ativo a um terceiro de tal maneira que a
documentação indique a transferência legal da propriedade a esse terceiro;
entretanto, poderão existir acordos que assegurem que a entidade continuará a
usufruir os futuros benefícios econômicos gerados pelo ativo e o recomprará depois
de um certo tempo por um montante que se aproxima do valor original de venda
acrescido de juros de mercado durante esse período. Em tais circunstâncias,
reportar a venda não representaria adequadamente a transação formalizada. "
Em outras palavras afirmamos que não será tratada na sua forma (venda, aluguel e
compra) e sim na sua essência (operação de empréstimo, sendo que o imobilizado
continuará na empresa, registrado em conta de ativo imobilizado).
4.3. Adiantamento para Futuro Aumento de Capital
Esses adiantamentos são feitos pelos sócios com a intenção de capitalizá-los e,
portanto, na essência representam parte do Patrimônio Líquido da empresa e assim
devem ser contabilizados. O fato (forma) dos adiantamentos necessitarem de um
ato societário para serem formalmente capital não altera a essência dos mesmos.
A partir de agora está claro que o contabilista deve procurar entender a essência
das operações da empresa e registrá-las contabilmente segundo esse conceito.
5. CONCLUSÃO
Em nível nacional, parte do assunto já é tratado pelo CFC na Norma Brasileira de
Contabilidade Técnica nº 01-NBC T 1 (Resolução CFC nº 1.121/2008), que aborda
sobre as Características da Informação Contábil como a:
- Confiabilidade;
- Tempestividade;
- Compreensibilidade; e
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- comparabilidade
Em nível internacional, há destaques dessas características como pré-requisitos aos
Princípios Fundamentais de Contabilidade. Tem-se dado muita importância e
exigido muitos cuidados com relação a essas questões, como por exemplo:
- As qualidades da informação contábil;
- Prevelência (Primazia) da essência sobre a forma.
Sobre o exemplos citado neste trabalho, no que se refere a Primazia da Essência
Sobre a Forma, em que a empresa vende um ativo a um terceiro de tal maneira
que a documentação indique a transferência legal da propriedade a esse terceiro
(fato jurídico). Em tais circunstâncias, reportar a venda não representaria
adequadamente a transação formalizada.
Diante desse novo cenário econômico-social que estamos vivendo, com suas novas
exigências, e principalmente com o advento da Lei nº 11.638/2007, percebe-se a
mudança de foco da Contabilidade brasileira com o abandono da normalização
Norte-Americana para o ingresso das normas contábeis internacionais que é de
origem Européia.
Entendendo desta forma, todo o processo de adaptação será objeto de estudos e
discussões.
Fundamentos Legais: PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO - Estrutura
Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis
(Divulgado pelo CPC); Deliberação CVM nº 539/2008; Resolução CFC nº
1.121/2008 (NBC T 1); Lei nº 11.638/2007.
4) RTT EXEMPLOS
Para as empresas que adotarem o RTT, e fizerem os lançamentos no FCONT, ficou
estabelecido que as alterações ditadas pela Lei 11.638/07 - que modifiquem o
critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração
do lucro líquido do exercício - não terão efeitos para fins de apuração do lucro real
da pessoa jurídica, devendo ser considerados, para fins fiscais, os métodos e
critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007.
O contribuinte deverá manifestar sua opção pela adoção do RTT na DIPJ
2009, sendo este regime (enquanto irretratável) opcional para 2008 e
2009. A partir de 2010, adoção do RTT passou a ser obrigatória, até a
entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos
métodos e critérios contábeis.
Quem não apresentar o FCONT, não terá neutralizados os efeitos tributários do IR,
face ao exposto, para que "ajude" na determinação da opção, segue abaixo
algumas considerações sobre as alterações que podem gerar efeitos tributários:
Ágio fundamentado por rentabilidade futura:
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3601 9639 – (41) 4063 8689 – (44) 4052 9639 – (11) 4063 4039 – (51) 4063 9843 - site: www.laborjuridico.com.br silvia@laborjuridico.com.br – laborjuridico@laborjuridico.com.br
- RTT: De acordo com os critérios vigentes em 31/12/2007, se tem a dedutibilidade
da amortização assegurada (Benefício via Lalur).
- Sem o RTT: As novas práticas determinam que este Ativo Diferido não será mais
amortizado e sim submetido ao teste de recuperação.
Arrendamento Mercantil (Leasing):
- RTT: De acordo com os critérios válidos em 31/12/2007, se tem a dedutibilidade
da contraprestação paga assegurada.
- Sem RTT: Para fins contábeis alguns destes contratos serão considerados como
operação de compra e venda a prazo. Portanto, o bem estará sujeito à depreciação
com taxas que levam em conta a vida útil efetiva, resultando em apropriação de
despesas num período de tempo superior.
Depreciação - Alteração da vida útil econômica:
- RTT: se a taxa for aumentada será necessária a comprovação para atendimento
inclusive do Fisco
- Sem RTT; se considerarmos que não ocorre mudança do critério contábil,
somente revisão da estimativa de vida útil os efeitos serão os mesmos da opção.
Ajustes a valor presente das contas a receber e a pagar:
- RTT: todos os efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados via
adição ou exclusão no Lalur.
- Sem RTT: Os ajustes (conforme o caso) aumentarão ou reduzirão o lucro
tributável.
Reserva para subvenção de investimento / prêmio na emissão de ações:
- RTT: Não tributação está assegurada de acordo com o critério vigente em
31/12/2007
- Sem RTT: os valores dos incentivos fiscais considerados como subvenção de
investimentos serão contabilizados no resultado do exercício e estarão sujeitos a
tributação pela incidência do PIS, COFINS, IRPJ e CSLL.
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Ativo Diferido - Despesas Pré-operacionais:
- RTT: A dedutibilidade ocorrerá pelo critério vigente em 31/12/2007, qual seja
amortização pelo prazo de recuperação, não inferior a 5 anos (Art 327 do RIR)
Adição
temporária.
- Sem RTT: Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR
(5 anos)
Teste de Recuperação (Impairment):
- RTT : Tratamento da provisão temporariamente indedutível
- Sem RTT: Tratamento da provisão temporariamente indedutível
Nota:
Ajustes que tiverem natureza devedora no resultado do exercício podem ser
indícios de que não vale a pena optar. É o caso dos ajustes a valor presente sobre
contas
a
receber.
Assim, para se tomar a decisão favorável à empresa, é imperativo que se
identifiquem quais ajustes são aplicáveis nas demonstrações contábeis, e os
reflexos fiscais daí advindos. A decisão (é claro) deverá tender ao benefício da
menor carga tributária para os exercícios fiscais abrangidos.
Um resumo com algumas alterações que podem gerar efeitos tributários.
Descrição
Ágio fundamentado por
rentabilidade futura (após
incorporação)
Arrendamento
Leasing
mercantil
Depreciação alteração de
vida útil econômica
RTT
Dedutibilidade
da
amortização assegurada,
de acordo com o critério
vigente em 31/12/2007
(Benefício via Lalur)
Dedutibilidade
da
contraprestação
paga
assegurada, de acordo
com o critério vigente em
31/12/2007 (Controle via
Lalur)
Se a taxa for aumentada,
será
necessária
a
comprovação
para
atendimento inclusive do
Fisco.
Sem o RTT
Em
princípio,
não
aproveita
fiscalmente,
sendo
necessária
a
avaliação do efeito do
teste de recuperação.
Passará a registrar a
depreciação dedutível do
bem ativado e encargos
financeiros do passivo
registrado.
Mesmos efeitos da opção,
se considerarmos que não
ocorre
mudança
de
critério contábil, somente
revisão de estimativa da
vida útil.
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Ajustes a valor presente
de contas a receber e a
pagar
Reserva para subvenção
de investimento / prêmio
na emissão de ações.
Ativo diferido despesas
pré-operacionais.
Teste
de
recuperação
(Impairment)
Efeitos
de
natureza
credora
ou
devedora
serão neutralizados no
Lalur (adição / exclusão)
Não
tributação
assegurada, de acordo
com o critério vigente em
31/12/2007.
Dedutibilidade
ocorrerá
pelo critério vigente em
31/12/2007, qual seja,
amortização pelo prazo
de
recuperação,
não
inferior a cinco anos (art.
327 do RIR). (adição
temporária)
Tratamento de provisão
temporariamente
indedutível.
Os ajustes aumentarão ou
reduzirão
o
lucro
tributável, conforme o
caso.
Será tributado para fins
de IRPJ, CSLL, PIS e
COFINS.
Também deverá cumprir
o critério fiscal previsto
no artigo 327 do RIR
(cinco anos).
Tratamento de provisão
temporariamente
indedutível.
Controle Fiscal Contábil de Transição (FCONT)
O FCONT é programa eletrônico no qual deverá efetuar a escrituração, das contas
patrimoniais e de resultado, em partidas dobradas, que considera os métodos e
critérios aplicados pela legislação tributária, vigentes até 31.12.2007.
Obrigatoriedade
Conforme a IN RFB 949/09, estão obrigadas à apresentação do FCONT as pessoas
jurídicas que, cumulativamente:
a) Apurem a base de cálculo do IRPJ pelo lucro real;b) Que tenham optado pelo
Regime Tributário de Transição (IN RFB 949/09);c) Que existam lançamentos com
base em critérios diferentes entre a legislação societária e fiscal. A utilização do
FCONT é necessária à realização dos ajustes previstos no LALUR, nãopodendo ser
substituído por qualquer outro controle ou memória de cálculo.As pessoas jurídicas
que não atenderem a pelo menos uma das condições acima NÃO
ESTÃOOBRIGADAS À APRESENTAÇÃO DO FCONT.A pessoa jurídica que não tenha
adotado a Escrituração Contábil Digital (ECD) e esteja sujeita à apresentação do
FCONT, poderá ser intimada à apresentação da escrituração contábil.
30
Prazo e Forma de Entrega
O prazo de entrega dos dados será o mesmo prazo fixado para apresentação da
DIPJ,mediante a utilização de aplicativo disponibilizado no sítio da Secretaria da
Conforme disciplina a Instrução Normativa RFB nº 949/09, O FCONT é uma
escrituração, das contas patrimoniais e de resultado, em partidas dobradas, que
considera os métodos e critérios contábeis vigentes em 31.12.2007.
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Em termos práticos, no Programa Validador e Assinador da entrada de dados do
FCont devem ser informados os lançamentos que:
• efetuados na escrituração comercial, não devam ser considerados para fins
de apuração do resultado com base na legislação vigente em 31.12.2007.
Ou seja, os lançamentos que existem na escrituração comercial, mas que
devem ser expurgados para remover os reflexos das alterações introduzidas
pela Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007, e pelos arts. 37 e 38 da Lei
nº 11.941, de 2009, que modifiquem o critério de reconhecimento de
receitas, custos e despesas computadas na escrituração contábil, para
apuração do lucro líquido do exercício definido no art. 191 da Lei nº 6.404,
de 15 de dezembro de 1976;
• não efetuados na escrituração comercial, mas que devam ser incluídos para
fins de apuração do resultado com base na legislação vigente em
31.12.2007.
Graficamente, temos:
A empresa deverá apresentar os lançamentos da contabilidade societária que foram
efetuados utilizando os novos critérios introduzidos pela Lei 11.638/07 e pelos
artigos 37 e 38 da Lei 11.941/09;
Em relação a estes mesmos lançamentos contábeis, a empresa deverá efetuar os
lançamentos utilizando os métodos e critérios contábeis aplicáveis à legislação
tributária;
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As diferenças apuradas entre as duas metodologias comporão ajuste específico a
ser efetuado no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).
Para estas operações, a empresa apresentará arquivo digital em leiaute semelhante
da Escrituração Contábil Digital. Este arquivo constituirá parte da entrada de dados
da escrituração de controle fiscal contábil de transição - FCONT. A outra parte é a
própria escrituração comercial da empresa.
Esta escrituração deverá ser criada a partir de programa de programa gerador a ser
disponibilizado pela RFB.
O programa gerador de escrituração possibilitará:
• Criar ou importar o arquivo com o leiaute do FCONT definido em legislação;
• Validar do conteúdo da escrituração e indicar dos erros e advertências;
• Editar via digitação os registros criados ou importados;
• Geração do arquivo FCONT para assinatura e transmissão ao Sped;
• Assinar do arquivo gerado por certificado digital;
• Comandar a transmissão do arquivo ao Sped.
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APOSTILA - LUCRO REAL