UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FACE – Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e
Ciência da Informação e Documentação
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Defesa Pública de Tese de Doutorado
A necessidade de informação dos Conselheiros de Saúde
Carlos Zalberto Rodrigues
Orientador Prof. Dr. Murilo Bastos da Cunha
Brasília – DF, 22 de junho de 2009
A necessidade de informação
dos Conselheiros de Saúde
1 - Tema
2 - Justificativa
3 - Ambiente da pesquisa
4 – Revisão da literatura
5 – Metodologia
6 – Análise e interpretação dos dados
7 – Conclusões e recomendações
1 - Tema
A necessidade de informação dos conselheiros, como
foco principal dos estudos de usuário, no tocante à
transferência, utilização, classificação, hierarquização,
tempestividade e relevância da informação para
exercício do controle social no âmbito do Sistema
Único de Saúde.
p.1
2 - Justificativa
A área da saúde no Brasil tem grande tradição de coletar, tratar,
analisar e disseminar informação. Mas, algumas dessas práticas ainda
apresentam deficiências nos mecanismos de disseminação. Portanto, devem ser
revistas para que o controle social, que tem ficado à margem desse processo,
passe a ter com a informação uma imprescindível interface para seu
desempenho.
Na área da Ciência da Informação porque:
i) a passagem da informação, da esfera privada de sua criação, para a
esfera pública da exposição coletiva (BARRETO, 2001) e
ii) o fluxo desta passagem é composto por uma série de eventos que
levam à concretização da geração de conhecimento no indivíduo e no seu
espaço de convivência (BARRETO, 1998, p. 122).
A Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde recomenda
que sejam contemplados estudos sobre informação e comunicação entre os
conselhos de saúde, suas representações e a sociedade (BRASIL, MINISTÉRIO
DA SAÚDE, 2004).
p. 3-4
3 – Ambiente
As Conferências Nacionais de Saúde
•1986 – 8ª Conferência Nacional de Saúde – “Saúde direito de
todos e dever do Estado” -> diretrizes para o SUS;
1988 – Constituição Federal
•Lei nº. 8.142/90 – consagra as Conferências de Saúde como
instâncias colegiadas, com a participação dos movimentos
sociais organizados, dos trabalhadores, dos gestores e dos
prestadores de serviços de saúde, nos níveis municipal,
estadual e nacional.
3 – Ambiente
As Conferências Nacionais de Saúde
•2003 – 12ª Conferência Nacional de Saúde – Plano Nacional
de Saúde e consolidação do Conselho Nacional de Saúde;
•2007 – 13ª Conferência Nacional de Saúde
• Avaliar implementação do SUS
• Política de Estado
• Agenda de ações que busquem a consolidação do
sistema
• Garantia da qualidade de vida
p. 4-5 e 7
3 - Ambiente
Os conselhos de saúde, nas suas três esferas (nacional,
estadual e municipal)
3.1 Conselhos de Saúde
São órgãos colegiados deliberativos e permanentes do SUS,
integrantes da estrutura básica do Ministério da Saúde, das
secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios, com composição, organização e competência
fixadas pela Lei nº 8.142 de 28 de dezembro de 1990 (BRASIL,
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005).
p. 6
3 - Ambiente
3.1 Conselhos de Saúde
 Formulação e proposição de estratégias; controle da execução
das políticas de saúde.

Representantes do governo, prestadores
trabalhadores da saúde e usuários (50%).

O repasse de recursos federais “fundo a fundo” aos municípios é
condicionado à existência e ao funcionamento do conselho
municipal de saúde (Leis orgânicas da saúde: 8.080 de 10/09/90
e 8.142 de 28/12/90).

Emenda Constitucional nº 29/2000 reforçou esta exigência.
de
serviços,
p. 6-7
3 - Ambiente
3.2 Conselho Municipal de Saúde
•
Órgão colegiado de caráter permanente, deliberativo, consultivo,
normativo e fiscalizador das ações e serviços de saúde no
âmbito do SUS, na esfera municipal.
•
Constituído por participação paritária de usuários (50%),
trabalhadores da saúde (25%), representantes do governo e
prestadores de serviços (25%) cujas decisões devem ser
homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído.
•
Os usuários são escolhidos por membros de sua classe, com
direito à voz e voto. A participação é voluntária e nãoremunerada. As reuniões do Conselho são mensais e abertas
ao público, com direito à voz (BRASIL, MINISTÉRIO DA
SAÚDE, 2005).
3 - Ambiente
3.3 Outras instâncias não voltadas para o controle social
Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS)
Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde
(CONASEMS)
p. 7-8
4- Revisão da Literatura
Período: 2004 a 2009
Principais Bibliotecas
Biblioteca Central da UnB (BCE)
Biblioteca Professor Roger Patti (UNIP-Brasília)
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)/
Annual Review of Information Science and Technology (ARIST)
Ministério da Saúde (Biblioteca, BVS e BIREME)
Principais Bases de Dados
Deptº de Informática do SUS (DATASUS/Ministério da Saúde)
Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da
Saúde (LILACS)
Library and Information Science Abstracts (LISA)
PubMed (National Library of Medicine)
Principais sítios na web
ANVISA, CONASS, CONASEMS, CORBAMED, FIOCRUZ,
Ministério da Saúde, OMS, OPAS e UNICAMP
p. 11
4- Revisão da Literatura
4.1 Pesquisa sobre conselhos e conselheiros de saúde
4.1.1 Novidade do tema; propostas de diretrizes
para implantação; incentivo à participação
popular.
(GOULART, BARATA e TRINDADE, 1991)
(CARVALHO, 1994)
(BRASIL, ABRASCO, 1994)
(STOTZ, 1994)
(SACARDO e CASTRO, 2002)
p. 12
4- Revisão da Literatura
4.1 Pesquisa sobre conselhos e conselheiros de saúde
4.1.2 Problemas da participação comunitária;
exercício do poder (empoderamento) no
âmbito dos conselhos; práticas de gestão.
(CORDON, 1995)
(LABRA e FIGUEIREDO, 2002)
(SILVA e ABREU, 2002)
(WENDHAUSE, BARBOSA e BORBA, 2006)
(GONÇALVES, SILVA e PEDROSA, 2008)
p. 12
4- Revisão da Literatura
4.1 Pesquisa sobre conselhos e conselheiros de saúde
4.1.3 Estudos específicos sobre os conselhos de
estados e municípios:
Programas de sensibilização e capacitação
para comunidades locais (BROWN, 1998)
Ceará(ANDRADE e GOYA, 1992)
Florianópolis (MARINO, 1992)
Niterói (WERNER, 1994)
Recife (PASSOS, 1995)
Feira de Santana (CARVALHO, 1998)
Mato Grosso do Sul (ALMEIDA, 2002)
Pernambuco (COÊLHO, 2002)
Campina Grande (AZEVEDO, FERNANDES e
MARTINIANO, 2006)
Mesquita – RJ (OLIVEIRA, 2007)
p. 12-13
4- Revisão da Literatura
4.1 Pesquisa sobre conselhos e conselheiros de saúde
4.1.3 Estudos específicos sobre os conselhos de
estados e municípios:
Marília (FRACOLLI e SILVA, 1995)
São Paulo (BÓGUS, 1998)
Bertioga (PRESOTO, 2004)
Belo Horizonte (COSTA, 2006)
Botucatu (MORITA, GUIMARÃES e DI MUZIO,
2006)
p. 12
4- Revisão da Literatura
Informação para os conselheiros de saúde
(Relatório final da Oficina de Trabalho
Informações em Saúde para o Controle Social
(BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2003).
Papel da comunicação e da informação no
processo da participação popular nos conselhos
de saúde (OLIVEIRA, 2004 b)
p. 14
4 - Revisão da Literatura
4.2 Controle Social
Controle social é um mecanismo institucionalizado pelo qual se procura
garantir a participação e o controle exercido pela sociedade, com
representatividade, no âmbito da saúde” (BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE,
2005, op. cit., p. 70)
4.3 Informação para Controle Social do SUS
Informações sobre a realidade epidemiológica do município e sobre os
modelos assistenciais que tenham o poder de reverter sua realidade (BISPO
JÚNIOR e GESTEIRA, 2006).
[...] faz-se necessário apropriar-se de todo o potencial informativo intrínseco a
ela, de seu significado para a luta específica a ser empreendida, da
pertinência de um determinado argumento (embasado em conhecimento e
informação) para o objetivo que se pretende (MORAES, 2007)
Ao longo do tempo a informação em saúde foi ultrapassando sua
configuração em sistemas de informação,
alcançando a dimensão de
instrumento para a participação-controle social e da integração serviçoprograma usuário (PEDROSA, 1998, p. 175-181).
p. 17 e 19
4 - Revisão da Literatura
4.4 Informação em Saúde
O paciente e o profissional prestador do serviço, ambos são
produtores e consumidores de informação (FREIRE, 1998).
No setor saúde o cliente pode ser um paciente, um hospital,
uma companhia de seguros ou um empregador (DAVENPORT,
1998, p. 69).
O contexto internacional vem destacando a relevância da
informação em saúde, diante de suas inúmeras possibilidades
de geração de novos processos e produtos
além
das
mudanças nos modelos institucionais de gestão (RIGBY, 1999;
BRENDER, 2000 e MORRIS, 2002).
p. 30 e 32
4 - Revisão da Literatura
4.5 Portais na Internet
4.5.1 Governo eletrônico
Utilização das novas tecnologias da informação pelos governos, na
prestação de serviços e informações para cidadãos, fornecedores e
servidores públicos (FERNANDES, 2001).
4.5.2 Portais governamentais e portais corporativos
Os portais corporativos e os públicos (governamentais) atendem a
grupos de usuários diferentes e têm propósitos diversos (DIAS, 2003,
p.1).
Um portal governamental é um veículo de comunicação via internet,
concebido e administrado por um órgão ou por uma instituição pública,
para agregar informações e serviços, entregando-os diretamente ou
facilitando sua localização em sítios especializados, e tendo as seguintes
características: conteúdo; organização do domínio; massividade;
linguagem adequada e serviços (DUARTE, 1004, p. 237-238).
p. 60
4 - Revisão da Literatura
4.5.3 Transparência no Governo e direito do cidadão à informação
Opacidade, ou falta de transparência no campo informacional na
administração pública federal e seu uso social (JARDIM, 1998).
Preocupação com a questão dos direitos humanos referentes ao acesso
às informações públicas, geradas e mantidas pelo governo (FONSECA,
CASAS e SOUSA, 2003).
Na área da saúde pública, a melhor coisa que o governo faz, em matéria
de custo-benefício, é a disseminação de informações sobre saúde
(OSBORNE e GAEBLER, 1994).
p. 37 e 63
4 - Revisão da Literatura
4.6 Necessidades de Informação
4.6.1 Estudos de usuários e necessidades de informação
Dificuldade de se compreender a necessidade de informação,
reside no próprio conceito de informação. As necessidades do
usuário irão influenciar seu julgamento da qualidade da informação
conseguida (BELKIN apud WILSON, 1981).
As necessidades de informação podem ser identificadas pelos
vários fatores que as afetam: a coleção das fontes disponíveis; os
usos para os quais ela será utilizada; o conhecimento, motivação,
orientação profissional e outras características pessoais do
usuário; os sistemas social, político e econômico que afetam o
usuário e seu trabalho e as conseqüências do uso da informação,
isto é, a produtividade (MIRANDA, 2006).
p. 69
4 - Revisão da Literatura
Usuário da Informação
Satisfação ou
Insatisfação
Necessidade
Uso da Informação
Comportamento na
Busca por Informação
Consulta Sistemas de
Informação
Intercâmbio de
Informação
Consulta outras Fontes
de Informação
Outras pessoas
Sucesso
Fracasso
Transferência da
Informação
Modelo de comportamento informacional de Wilson (1981).
p. 72
4 - Revisão da Literatura
Modelo revisado de comportamento informacional de Wilson. Fonte: Martínez-Silveira e Oddone, p. 125
p. 73
4 - Revisão da Literatura
Modelo de comportamento informacional dos médicos-residentes de Martínez-Silveira. Fonte: Martínez-Silveira e Oddone, p. 126
p. 74
4 - Revisão da Literatura
4.6.1 Estudos de usuários e necessidades de informação
Principais barreiras ao comportamento informacional do usuário no sistema
polonês de saúde pública: ausência de atitudes pró-pesquisa; falta de dados
processados adequadamente; ausência de habilidades favoráveis à busca de
informação; formatos inadequados das publicações na área e ineficaz
disseminação de informação (NIEDZWIEDZKA, 2003).
Na área das interfaces humano-computador (IHC) existe discrepâncias entre a
representação cognitiva que os usuários têm da tarefa que vão realizar e a
representação computacional da mesma (KAFURE, 2004).
O problema não é mais o acesso à informação, mas a sua sobrecarga
(SHAPIRO e VARIAN, 1999, p. 19)
p. 70, 76 e 79
4 - Revisão da Literatura
4.7 Analfabetismo e exclusão digitais
Intervalo existente entre aqueles que têm acesso às últimas tecnologias e
aqueles que não o têm (COMPAINE, 2001).
Há evidências de que surge uma democratização do acesso entre os que
já utilizam e os que não utilizam os recursos da Internet para ingressar,
mobilizar e participar da vida pública (NORRIS, 2001).
Necessidade de se instrumentalizar os estudantes com recursos que
permitam facilitar a manipulação de símbolos, uma necessidade da era
do conhecimento (NISKIER, 2003).
p. 79-80
5 - Metodologia
5.1 Fundamentação teórica
Pesquisa de caráter exploratório, com utilização da abordagem Sense
Making, iniciada por Brenda Dervin, em 1972.
Recomendada para estudos que pretendam avaliar como pacientes,
audiências, usuários, clientes e cidadãos percebem, compreendem e
sentem suas interações com instituições, mídias, mensagens e situações, e
como usam a informação neste processo.
Trinômio:
Situação – contexto temporal e espacial no qual surge a
necessidade de informação;
Lacuna – ponto que o usuário não compreende ou compreende
apenas em parte, e que o leva a interromper seu caminho;
Uso – emprego dado ao conhecimento recém adquirido;
informação útil
p. 89
5 - Metodologia
A metáfora do Sense-Making. Fonte: Sá, p. 94
p. 89
5 -Metodologia
•
•
5.1 - Objetivo Geral (OG)
Identificar as necessidades de informação dos conselheiros de saúde no
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)
5.2 - Objetivos Específicos (OE)
– OE1. Conhecer o perfil dos conselheiros de saúde no tocante à idade,
sexo, formação mais elevada, profissão e cargo ocupado no SUS;
– OE2. Identificar as necessidades de informação do conselheiro quanto
à quantidade, tempestividade, mídias utilizadas, assuntos e tipos de
documentos;
– OE3. Identificar as razões das necessidades de informação do
conselheiro e
– OE4. Identificar o grau de inclusão digital do conselheiro.
p. 92
5 - Metodologia
5.4 Universo da pesquisa
Conselhos de Saúde
Quantidades
Nº de Membros
Nacional
1
48 (1)
Estaduais
27
802 (2)
Municipais
5590 (3)
72000 (aprox.) (4)
5618
72859 (aprox.)
Total
Fontes: (1) Conselho Nacional de Saúde; (2 e 4) FormSUS; (3) Silva, 2007, p. 79.
p. 93
5 - Metodologia
5.5 Amostra da pesquisa
n = z2 (pq) / e2
n = 384
+ 10% = 420
Estimando-se uma taxa de mortalidade (respondentes não encontrados ou
destinatários que não mais exerciam o papel de conselheiros) de 10%,
arredondou-se a amostra para 420 pessoas.
680 pessoas responderam, mas 4 eram duplicatas. A amostra ficou em 676.
5.6 Margem de erro da pesquisa
EP = z .
p.q/n .
EP = ± 3,73%
1 – n/N
p. 94 a 96
5 - Metodologia
5.7 Instrumentos de coleta de dados
Questionário
Correspondência eletrônica e em papel (para os conselhos
sem endereço eletrônico no FormSUS) convidando os
conselheiros a visitar e responder o questionário (após
alterações identificadas no pré-teste) hospedado em
http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_apli
cacao=2241&ex
p. 179-193
5 – Metodologia
Roteiro da Entrevista
Falar local, data e hora.
1.
13.
Poderia falar desses meios de comunicação/serviços
(Mostrar Cartela ) que utiliza para exercício de suas atividades
de conselheiro?
14.
E com relação as fontes de informação, por
exemplo...(Mostrar Cartela) que utiliza nas atividades de
conselheiro, poderia falar sobre elas?
15.
Poderia falar das páginas (sites) da internet que estão nesta
Cartela, quais são importantes para suas atividades de
conselheiro?
Poderia dizer seu nome e de qual (quais) conselho (s) o (a)
Sr.(a) faz parte?
2.
Qual a profissão do(a) Sr.(a)?
3.
Qual a sua idade?
4.
Qual o seu grau de instrução mais elevado?
5.
O (A) sr,(a) fala, lê ou escreve alguma língua estrangeira?
16.
Alguma outra página, que tenha esquecido?
6.
Qual o segmento profissional que o (a) Sr. (a) representa no
conselho?
17.
E sobre a importância destes serviços e produtos de
informação (Mostrar Cartela) para as suas atividades de
conselheiro?
7.
Desde quando o (a) Sr.(a) participa do conselho?
18.
19.
8.
Já publicou algum tipo de trabalho técnico-acadêmico?
9.
Como o(a) Sr.(a) vê a questão do controle social no Sistema
Único de Saúde?
10.
Poderia falar do tipo de informação que o(a) Sr.(a) necessita
para exercer o controle social no SUS? (Mostrar Cartela)
21.
22.
11.
Na última vez que fez uso de informação em saúde, para
exercício de controle social no SUS, obteve sucesso? Poderia
relatá-la?
23.
12.
Com sua experiência no SUS, que assunto(s) deveria(m) ser
objeto de controle social?
20.
24.
25.
26.
27.
Poderia falar da facilidade (ou da dificuldade) que tem para
utilizar estes serviços e produtos oferecidos (Mostrar Cartela)
para suas atividades de conselheiro?
Destes locais aqui (Mostrar Cartela) de onde o (a) Sr. (a) faz
conexão com a internet e com qual frequência? (Mostrar
Cartela de Freqüência). Utiliza algum outro local, além
destes?
Quais destes serviços (Mostrar Cartela) o(a) Sr.(a) utiliza?
Poderia falar com quais destas finalidades (Mostrar Cartela)
geralmente busca a informação? Alguma outra finalidade que
tenha esquecido?
Poderia falar se encontra algum destes problemas (Mostrar
Cartela) quando utiliza a internet? Enfrenta algum outro
problema?
No caso dos problemas, como o(a) Sr.(a) procede para
resolvê-los?
Quem faz a busca na Internet para o(a) Sr.(a)? O(a) Sr.(a)
mesmo(a), ou pede ajuda?
Geralmente alcança (consegue) os resultados com a busca da
informação? (Em caso de NÃO, perguntar Por que?)
Gostaria de acrescentar alguma coisa que tenha esquecido?
Encerrar e agradecer.
Falar a hora.
p. 194-195
5 – Metodologia
5.9 Coleta de dados
Entrevista
Amostra por conveniência (30 conselheiros concordaram em
participar e autorizaram a gravação da entrevista).
Realizadas durante as viagens a serviço (ao longo do ano) e
durante a Plenária Nacional dos Conselhos de Saúde
(Brasília, 26 a 28.11.08).
p. 194-195
6 - Análise e interpretação dos dados
IDADE
71 ou mais; 10
66 - 70; 8
61 - 65; 21
56 - 60; 35
51 - 55; 67
46 - 50; 99
41 - 45; 122
36 - 40; 108
31 - 35; 85
25 - 30; 101
20 - 24; 19
19 ou <; 1
p. 109
6 - Análise e interpretação dos dados
Profissão / Sexo
Profissão
Frequência
%
Saúde
349
52,01%
Outras
322
47,99%
Total
671
100,00%
Sexo
Frequência
%
Masculino
315
46,60%
Feminino
361
53,40%
Total
676
100,00%
p. 108
6 - Análise e interpretação dos dados
Instrução
Grau de instrução mais elevado
Frequência
%
Básica
23
3,40
Médio
153
22,63
Superior Incompleto
101
14,94
Graduação
183
27,07
Especialização
183
27,07
Mestrado
26
3,85
Doutorado
3
0,44
Pós-Doutorado
4
0,59
Total
676
100,00
p. 108
6 - Análise e interpretação dos dados
“Capacitação dos conselheiros que participam das comissões, mais
especificamente os que participam das comissões de contas.”
(CMS, Gestor, 41-45 anos)
“Capacitação obrigatória aos profisionais da saúde principalmente
a classe médica de comprir a lei do SUS e não fazer do SUS uma
mera esploração em benefício próprio...” [sic]. (CMS, Trabalhadores
da Saúde, 51-55 anos)
“Com a capacitação de Conselheiros de Saúde em 2007; houve
melhoria no entendimento do assunto dando mais segurança na
participação das reuniões do Conselho de Saúde.” (CMS, Usuário,
56-60 anos)
p. 111-112
6 - Análise e interpretação dos dados
Língua Estrangeira / Esfera de Conselho
Língua
Fala
%
Lê
%
Escreve
%
Fala/
Lê
%
Fala/
Escreve
%
Lê/
Escreve
%
Fala/
Lê/Escreve
%
Inglês
7
1,04
92
13,61
5
0,74
12
1,78
0
0,00
34
5,03
62
9,17
Espanhol
6
0,89
111
16,42
0
0,00
28
4,14
1
0,15
11
1,63
35
5,18
Francês
4
0,59
23
3,40
0
0,00
3
0,44
0
0,00
1
0,15
7
1,04
Alemão
16
2,37
1
0,15
0
0,00
2
0,30
0
0,00
0
0,00
4
0,59
Outras
8
1,18
5
0,74
0
0,00
3
0,44
0
0,00
1
0,15
8
1,18
Total
41
6,07
232
34,32
5
0,74
48
7,10
1
0,15
47
6,95
116
17,16
Esfera de Conselho
Municipal
Estadual
Municipal + Estadual
Nacional
Total
Frequência
%
648
95,86
5
0,74
20
2,96
3
0,44
676
100,00
p. 114
6 - Análise e interpretação dos dados
REPRESENTAÇÃO POR SEGMENTO
Prestadores
de Serviços;
58; 9%
Usuários; 175;
26%
Gestores do
SUS; 207; 31%
Trabalhadores
da Saúde;
236; 34%
p. 114
6 - Análise e interpretação dos dados
“Como conselheiro do município temos pouca ou nenhuma
autoridade nos negócios da Secretaria da Saúde Municipal, muitas
vezes nós conselheiros temos a função de homologar os atos do
governo.” (CMS, Usuário, 66-70 anos)
“Nós, representantes de usuários, na maioria das vezes não somos
levados a sério,” (CMS, Usuário, 51-55 anos)
“Nós conselheiros representantes de usuários quase nunca somos
levado [sic] a sério; mesmo apresentando provas.” (CMS, Usuário,
51-55 anos)
Tais constatações ilustram o que foi dito por Oliveira (1997, op. cit.,
p. 28-29).
p. 116
6 - Análise e interpretação dos dados
Tempo de Participação no Conselho
Tempo de Participação
Frequência
Menos de 1 ano
%
33
5,78%
1 a 5 anos
358
62,70%
6 a 10 anos
110
19,26%
11 a 15 anos
53
9,28%
16 a 20 anos
14
2,45%
3
0,53%
571
100,00%
Mais de 20 anos
Total
Publicação dos Conselheiros
Publicação
SIM
%
NÃO
%
Não Respondeu
%
TOTAL
Artigo
118
17,46
443
65,53
115
17,01
676
Livro
8
1,18
483
71,45
185
27,37
676
Capítulo de livro
16
2,37
473
69,97
187
27,66
676
Monografia/TCC
214
31,66
370
54,73
92
13,61
676
Dissertação
45
6,66
452
66,86
179
26,48
676
Tese
5
0,74
463
68,49
208
30,77
676
p. 117
6 - Análise e interpretação dos dados
OE 1: Conhecer o perfil dos conselheiros de saúde no tocante à
idade,sexo,formação mais elevada, profissão e cargo ocupado no
SUS
O conselheiro tem de 41 a 45 anos de idade, é do sexo
feminino, tem graduação em nível superior, exerce
profissão na área da saúde, a maioria participa de
conselho
municipal
e
é
representante
dos
trabalhadores da saúde.
p. 119
6 - Análise e interpretação dos dados
Tipo de Informação Procurada
Nunca/Raramente
%
De Vez em Quando/
Frequentemente
%
Total
Administrativa/Organizacional
50
8,14
564
91,86
614
Científica
180
32,79
369
67,21
549
Contábil
102
17,62
477
82,38
579
Econômica
124
21,99
440
78,01
564
Estatística
99
17,19
477
82,81
576
Financeira
71
12,12
515
87,88
586
Legal/Jurídica
84
14,26
505
85,74
589
Política
111
19,51
458
80,49
569
Tecnológica
135
24,82
409
75,18
544
Outro
113
42,32
154
57,68
267
Tipo de Informação
6 - Análise e interpretação dos dados
Situação
“Na aprovação das Contas
Municipal [sic] da Saúde da
cidade
de
[omitido
intencionalmente], relativa ao
primeiro semestre de 2008.”
(CMS, Usuário, 56-60 anos)
Lacuna
“Digo que as informações vêm
em formato de planilha Excel e
que não temos como saber se
o que está ali é correto, pois
não existe um sistema que
monte
as
planilhas
de
prestação de contas no
município, e isto vale para
todos os conselhos.” (CMS,
Usuário, 41-45 anos)
p. 126-129
6 - Análise e interpretação dos dados
Situação
“Sempre que atuo me baseio
primeiro
em
informações.
Exemplo: tivemos que opinar
recentemente
sobre
um
projeto denominado “Saúde ao
Ar Livre”. Tivemos que recorrer
à Portaria 204, à Portaria MS
7. Enfim, temos que estar
sempre munidos com este tipo
de
informação.”
(CMS,
Usuário, 41-45 anos)
Lacuna
“Não. Pelo desconhecimento
dos conselheiros do seu papel
durante o acompanhamento,
fiscalização dos gastos em
saúde, visto que existe um
distanciamento muito grande
entre o exercício do controle
social e o investimento no
processo
formativo
dos
conselheiros.” (CMS, Gestor,
46-50 anos)
p. 126-129
6 - Análise e interpretação dos dados
Situação
“Busquei
informações
sobre a Resolução 333
do CNS - Eleição para
Presidente
do
CMS.
Pesquisei na Internet;
pedi ajuda ao Conselho
Estadual. A eleição foi
um
sucesso.
Um
profissional de saúde é o
presidente.”
(CMS,
Usuário, 46-50 anos)
Lacuna
“Buscamos no site da
SES a PPI do município;
mas o site não estava
disponível. Entramos em
contato com a DRS X
que
também
não
conseguiu acessar o
sistema naquele dia.”
(CMS, Gestor, 46-50
anos)
p. 126-129
6 - Análise e interpretação dos dados
Jardim (1998) – “opacidade” das informações governamentais
Niedzwiedzka (2003) – formato inadequado da informação
Tapscott (1997) – frustração do público em relação a serviços e
informações oferecidos
Halliday (1994) – engajamento das organizações e cidadãos
Tovar (2007) – importância da comunicação para participação do
cidadão
p. 126-129
6 - Análise e interpretação
dos dados
Meios de Comunicação/Serviços que utiliza para exercício
das atividades de Conselheiro
700
600
500
585
521
437
400
340
300
200
100
335
281
280
247
126
72
S
B
B
io
Te
le
vi
sã
o
C
or
re
S
io
er
s
B
vi
ib
ço
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is
ta
na
l
Jo
r
C
In
or
te
re
rn
io
et
el
et
rô
ni
co
0
p. 131
6 - Análise e interpretação dos dados
“(...) utilizo em demasia todo o material que posso buscar na internet; por
exemplo: quando necessito de assessoria jurídica do Conselho Estadual
ou Nacional; ou como proceder diante de alguns impedimentos legais em
nosso trabalho de fiscalização.” (CMS, Gestor, 41-45 anos)
“(...) eu tenho facilidade em obter informações, pois trabalho na saúde e
tenho acesso a Internet. Consultei o Portal da Transparência.” (CMS,
Trabalhador da Saúde, 41-45 anos)
“(...) hoje temos um programa de rádio exclusivo do CMS de minha cidade
e isto é muito importante para todos.” (CMS, Usuário, 41-45 anos, IDHM =
0,696)
p. 131-132
6 - Análise e interpretação dos dados
Categorias de assuntos que devem ser objeto de controle
social
200
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
183
131
42
48,16%
ão
st
e
G
úd
Sa
34,47%
12
3,16%
11,05%
e
S
l
ia
c
o
u
l/J
a
g
Le
o
ic
d
í
r
Ed
12
3,16%
o
çã
a
uc
p. 134
0
300
Outro
372
Artigos técnico-científicos
375
Gráficos
388
Tabelas
389
Estudos
399
Atas da Conferência
Nacional de Saúde
400
Pessoas/Especialistas
474
Pareceres
Boletins dos Conselhos
Nacional/Estadual/Municipal
517
Dados estatísticos
500
Atas dos Conselhos
Nacional/Estadual/Municipal
Relatórios
Indicadores de saúde
6 - Análise e interpretação dos dados
Recursos (fontes de informação) que utiliza nas atividades de
conselheiro
600
556
507
458
358
308
200
100
94
p. 137
6 - Análise e interpretação dos dados
“(... ) a informação em saúde tem dados muito ricos, porém são dispersos e
usados conforme o interesse de cada setor. Na elaboração do Plano
Municipal de Saúde usamos estes dados e o Conselho Municipal de Saúde
tem apreciado as prestações de contas à luz de indicadores de saúde.”
(CMS, Gestor, 46-50 anos)
“(...) os indicadores utilizados nos pactos são muito subjetivos; mal
explicados; freqüentemente remetem a "culpa" de não ter sido atingidas tais
metas aos próprios usuários do sistema. A informação fica a cargo dos
gestores que não têm demonstrado interesse algum.” (CMS, Trabalhadores
da Saúde, 31-35 anos)
6 - Análise e interpretação dos dados
OE 2: Identificar as necessidades de informação do conselheiro quanto ao
tipo e as fontes de informação, as mídias utilizadas e os assuntos que
devam ser objeto de controle social”.
Preferem as informações dos tipos administrativa/organizacional,
financeira e legal/jurídica, consultando como fontes de informação os
indicadores de saúde, os relatórios e as atas dos conselhos em suas
várias instâncias, utilizando a internet e o correio eletrônico como
principais meios de comunicação e afirmando que os recursos
financeiros, as políticas de saúde e a capacitação dos conselheiros
devam ser os itens mais importantes como objetos de controle social.
p. 144
6 - Análise e interpretação dos dados
Finalidade com que busca a informação/Situação
Frequência
Realizar Estudos
449
Comunicação com a Comunidade
442
Planejar/preparar Aula/Capacitação/Palestra/Treinamento
388
Redigir Relatórios
387
Construir Indicadores
370
Gerenciar Projetos
316
Redigir Pareceres
297
Redigir Normas
291
Escrever Artigos Científicos
88
Outra
61
p. 144
6 - Análise e interpretação dos dados
p. 146
6 - Análise e interpretação dos dados
Serviço/Produto Mais Importante
Frequência
%
Indicadores Básicos para Saúde (IDB)
551
92,61%
Sistema Inform. Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS)
551
92,14%
Sistemas de Informações Ambulatoriais (SIA)
549
92,89%
Transferências Financeiras a Estados e Municípios
540
91,06%
Sistema de Informações Hospitalares (SIAH)
521
88,91%
Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)
466
81,61%
Tabulador Genérico/Internet (TABNET)
384
68,82%
Tabulador Genérico/Windows (TABWIN)
363
66,12%
83
34,87%
Outros
p. 147
6 - Análise e interpretação dos dados
Serviço/Produto Mais Fácil de Usar
Frequência
Indicadores Básicos para Saúde (IDB)
512
Transferências Financeiras a Estados e Municípios
491
Caderno de Saúde
466
Anuário da Saúde
388
Tabulador Genérico/Internet (TABNET)
336
Sistema Inform. Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS)
303
Tabulador Genérico/Windows (TABWIN)
103
p. 148
6 - Análise e interpretação dos dados
A pesquisa do Ministério da Saúde (BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE,
2003, op. cit., p. 55) concluiu que nenhum dos instrumentos “se destaca
como fácil de usar” pelos conselheiros consultados na época.
Pode-se supor que nestes seis anos que separam as duas pesquisas,
os esforços para melhoria das ferramentas, ou o ensino de como utilizálas não conseguiram torná-las mais fáceis (ou amigáveis) para os
usuários, o que sem dúvida deve merecer atenção imediata do Datasus,
o departamento responsável pelos dois tabuladores, uma vez que,
segundo os próprios usuários, ambas as ferramentas são importantes
nas suas atividades de conselheiros.
p. 149
6 - Análise e interpretação dos dados
OE 3: Identificar as razões das necessidades de informação do
conselheiro.
Buscam a informação para realizar estudos ou se comunicar com
a comunidade, como finalidades prioritárias; dão mais importância
ao sítio do Ministério da Saúde, ao IDB e ao SIOPS para sua
pesquisa, e têm mais facilidade de utilizar o IDB, as Transferências
Financeiras a Estados e Municípios que são os serviços e
produtos que apresentam informação já consolidada e formatada.
p. 149
6 - Análise e interpretação dos dados
Total
De onde faz
conexão
Nunca
%
Diariamente
%
Semanalmente
%
Mensalmente
%
Trabalho
46
7,71
428
71,69
96
16,08
27
4,52
597
Casa
136
24,33
269
48,12
125
22,36
29
5,19
559
Biblioteca
391
88,06
9
2,03
20
4,50
24
5,41
444
Outro
220
71,43
33
10,71
36
11,69
19
6,17
308
Outros locais: Sala do conselho e Lan Houses
p. 150
6 - Análise e interpretação dos dados
Serviços da Internet que Mais utiliza
700
600
500
400
300
200
100
0
602
560
543
412
316
230
Outro
Discussão On Line
Educação à
Distância
Transferência de
Arquivos/Sistemas
Dados
Pesquisa
E-mail
193
p. 150
6 - Análise e interpretação dos dados
Problemas que geralmente encontra quando acessa a
Internet
300
280
250
200
242
238
205
163
150
138
100
50
30
Outro
Linha
Telefônica
Computador
Saber o Que
Buscar
Acesso
Sítios/Páginas
não
Disponíveis
Conexão
0
p. 151
6 - Análise e interpretação dos dados
“Não disponho de Internet.” (CMS, Trabalhadores da Saúde, 41-45 anos, IDHM =
0,608)
“(...) a informação está disponível e não ao alcanse [sic] ce de quem necessita
fazer o controle; os conselhos não têm estrutura que operacionalize os processos
que são demandados no conselho.” (CMS, Prestador, 41-45 anos, IDHM =
0,852)
“(... ) falta de informações nos registros; todos incompletos.” (CMS, Trabalhador
da Saúde, 51-55 anos, IDHM = 0,575)
“(...) não temos acesso ao sistema de controle social nos bancos de dados do
município.” (CMS, Prestador, 51-55 anos, IDHM = 0,848)
“(...) o problema é a própria.” [sic], (CMS, Gestores, 41-45 anos, IDHM = 0,591)
p. 151
6 - Análise e interpretação dos dados
Quem faz a busca na Internet, o próprio ou pede ajuda a
terceiros?
O próprio = 592 (94,27% dos 628 que responderam)
Pede ajuda a terceiros = 206 (40,95% dos 503 que
responderam
p. 152
6 - Análise e interpretação dos dados
OE 4. Identificar o grau de inclusão digital do conselheiro.
Faz a busca por si próprio, faz o acesso de casa, do
trabalho ou do conselho e utiliza mais o correio
eletrônico e as pesquisas na web e muitas vezes
enfrenta problemas de conseguir acesso,
p. 152
Situação (Contexto da
Necessidade
Informacional):
Elaboração de estudos
Comunicação com a
comunidade
Planejamento dos
Conselhos
Elaboração do Plano de
Saúde do Município
Mecanismo ativador da
necessidade:
Participação/mobilizaçã
o social
Dúvidas
Desconhecimento
Reconhecimento de
limitações
Apresentação e
discussão do caso em
plenário
Desenvolvimento de
pensamento crítico
Curiosidade
Pessoa/Contexto:
Conselheiro de Saúde
Teoria do
estresse/enfrentamento
Variáveis Intervenientes
Psicológicas:
Necessidade de
conhecimento
Curiosidade
Nível educacional
Demográficas: Faixa-etária;
Regionalismo
Políticas:
Representatividade por
Segmento Profissional;
Conhecimento das
atribuições
Mecanismo ativador
da busca: Certeza de
que poderá
encontrar o que
precisa
Teoria do Risco/
Recompensa
Teoria da cognição
social
Auto-eficácia
Ambientais: Condições de
Acesso; Disponibilidade de
equipamento;
Opacidade/Transparência
Processo da busca
informacional
Busca ativa:
Consulta sistemas
de informação;
pessoas e órgãos
públicos; procura
nas bases de dados e
documentos
Busca passiva:
participa/assiste
conferências e
cursos de
capacitação
Busca continuada:
Sim
Características dos
Recursos (Fontes):
Bases de dados de difícil
manejo
Não domina habilidades
para uso do recurso
Formato da informação
inadequado
Atualidade da informação;
Credibilidade
Processo e uso da
informação: cognitivo, para
decisões, para comunicação
e conhecimento
Modelo Proposto de Comportamento Informacional do Conselheiro de Saúde
p. 153
7 – Conclusões e recomendações
7.1 Síntese da metodologia e dos dados analisados
Análise e aprovação de
relatórios de gestão
41 a 45 anos de idade
Graduação em nível superior,
Participação em
treinamentos e
capacitação
Profissão na área da saúde
Mobilização social
Participa de conselho municipal
Comunicação
Representante dos
trabalhadores da saúde.
Participar dos plenários
dos conselhos
Sexo feminino,
Usa a Internet (bases de dados,
sistemas de informação, e-mail)
Aprovação do Plano de Saúde do
Município
Aprovação de contas do Gestor
Comunicação com a comunidade
Mobilização social
Consulta pessoas
Desconhecimento do papel do
conselheiro
Dificuldade com informações
financeiras/contábeis
Consulta documentos
Consulta órgãos
governamentais
Usa programas de rádio
Formato inadequado e
desatualização das informações
Dificuldade de mobilização social
Acesso às bases de dados
p. 155-157
7 – Conclusões e recomendações
7.2 Contribuições da pesquisa
Recomendação da criação do Portal do Conselheiro de Saúde com
base no Modelo de Comportamento Informacional do Conselheiro de
Saúde
•
Reunir num único sítio os links para as informações
financeiras, as informações sobre capacitação, diretório de
pessoas/especialistas (Quem é Quem no Controle Social),
bases de dados, prêmios e honrarias, além de produtos e
serviços de interesse do conselheiro
•
Disseminação e intercâmbio de experiências de êxito no
controle social
•
Hospedagem/suporte na página da SGEP/DAGEP
p. 157-158
7 – Conclusões e recomendações
7.3 Sugestões para próximas pesquisas
•Conflitos de poder/representação nos conselhos – Ciência
Política; Sociologia; Saúde Coletiva
•Capacitação – Educação/Educação à Distância
•Necessidades de cada tipo de informação/regionalismos – Ciência
da Informação
•Comunicação da informação em saúde - Comunicação
7.4 Sugestões para políticas internas de comunicação
Datasus – Maior divulgação do acervo informacional; campanha de
capacitação e treinamento nas ferramentas de tabulação e manipulação
de informações (TABNET e TABWIN).
CGDI – Mais endomarketing sobre a BVS, Estação BVS e a Rede
BIBLIOSUS.
p. 158-159
Download

6 - Análise e interpretação dos dados