Síntese do Relatório
Julho / 2009
A Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – ELETROBRÁS, hoje se faz presente e atuante
no maior programa de investimentos simultâneos, realizado nas últimas décadas no Setor
Elétrico Brasileiro.
Face aos grandes desafios nacionais, vem a ELETROBRÁS, a partir do Plano de
Aceleração do Crescimento – PAC, contando com o apoio de todas as esferas do Governo, em
especial, da Presidência da República, da Casa Civil e do Ministério das Minas e Energia.
Plenamente alinhada com as diretrizes governamentais, a ELETROBRÁS, já
reconhecida no grupo E-8, formado pelas maiores empresas de energia do mundo, ainda está
trabalhando num grande programa de formação de Recursos Humanos para atendimento à
demanda do setor e no plano de sua própria transformação em uma empresa líder, orientando
seus objetivos em sintonia com as demais empresas do Sistema ELETROBRÁS.
Nesse contexto, a Segurança e a Saúde no Trabalho continua sendo uma função
empresarial prioritária na construção e operação dos novos empreendimentos, bem como de
toda a matriz elétrica brasileira, em especial de seu maior patrimônio, os seus Recursos
Humanos.
Portanto, reafirmamos a importância da parceria com a Fundação Comitê de Gestão
Empresarial – Fundação COGE, com o objetivo de consolidar o Relatório Anual de Estatísticas
de Acidentes no Setor Elétrico Brasileiro.
Este importante documento, destinado à utilização pelas empresas do Sistema
ELETROBRÁS, demais empresas do setor de energia elétrica e de outros coligados,
instituições de ensino e pesquisa, no Brasil e no exterior, constitui-se numa importante
ferramenta de gestão da Segurança e da Saúde no Trabalho, possibilitando o
estabelecimento de prioridades nas ações efetivas para a prevenção de acidentes e doenças
no trabalho.
Finalmente, ressaltamos a nossa satisfação pessoal de apresentação do Relatório
de Estatísticas de Acidentes no Setor Elétrico Brasileiro – 2008, que conta com dados
relativos a 77 empresas, oportunidade em que agradecemos a todas elas, estatais e privadas,
que possibilitaram o desenvolvimento deste trabalho de pesquisa técnica e gestão empresarial.
José Antonio Muniz Lopes
Presidente da ELETROBRÁS
Prólogo ......................................................................... 5
Dados do Setor Elétrico Brasileiro ............................ 9
Comentários .............................................................. 27
Proposições ............................................................... 43
Glossário .................................................................... 44
Prólogo
A Fundação COGE - Fundação Comitê de Gestão Empresarial - foi constituída em 05.11.98 por 26 empresas
do Setor Elétrico Brasileiro, visando ao desenvolvimento institucional das mesmas e conta, atualmente, com 63
empresas Instituidoras / Mantenedoras:
AES SUL
AES TIETÊ
AES URUGUAIANA
AMPLA
BANDEIRANTE
BOA VISTA
BRAGANTINA – EEB
BRASCAN
CCEE
CEA
CEAL
CEB
CEB LAJEADO
CEEE
CELESC
CELG D
CELPA
CELPE
CELTINS
CEMAR
CEMAT
CEMIG
CEPEL
CEPISA
CER
CERAN
CERON
CESP
CGTEE
CGTF
CHESF
CHESP
CLFSC
COELBA
COELCE
COPEL
CORUMBÁ
CPEE
CPFL
CTEEP
DMEE
DME – PC
DUKE
ELEKTRO
ELETROACRE
ELETROBRÁS
ELETRONORTE
ELETRONUCLEAR
ELETROPAR
ELETROPAULO
ELETROSUL
ELFSM
EMAE
ENERGISA PARAÍBA
EPE
FURNAS
ITAIPU
LIGHT
MANAUS
ONS
RGE
SANTA CRUZ
TRACTEBEL
5
A Fundação COGE, segundo o seu Plano Estratégico 2007/2010, adota um modelo de atuação
bastante flexível, com ênfase especial ao aproveitamento e disseminação de experiência e
conhecimento, desenvolvidos no âmbito das empresas do Setor Elétrico Brasileiro e à formação de
parcerias com entidades e empresas reconhecidamente detentoras de tecnologia de ponta para a
implementação de projetos que visem ao desenvolvimento institucional das empresas daquele setor.
Os projetos referentes à Segurança e Saúde no Trabalho poderão contemplar, dentre outros:
Implantação de Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, Assessoramento em
Auditorias Preventivas, Definição de Normas, Políticas e Programas de Trabalho, Desenvolvimento de
Campanhas e Elaboração de Laudos Técnicos Periciais e Laudos Ergonômicos.
A Missão da Fundação COGE é promover o aprimoramento da gestão empresarial e da cultura
técnica do Setor Elétrico Brasileiro, realizando atividades de pesquisa, ensino, consultoria e
desenvolvimento institucional, estando aí inserida a melhoria das Condições de Segurança e Saúde
das Organizações. Dentre as diretrizes que norteiam a sua gestão, está a de desenvolver ações de
responsabilidade social e ambiental, com o desafio estratégico de ser referência nacional e
internacional na área de Segurança e Saúde no Trabalho até 2010.
6
•
A Fundação COGE vem sendo contratada desde julho de 2000, pela Centrais Elétricas
Brasileiras – Eletrobrás, para dar continuidade às atividades inerentes às Estatísticas de
Acidentes do Trabalho no Setor Elétrico Brasileiro, sucedendo o GRIDIS - Grupo de Intercâmbio e
Difusão de Informações sobre Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, nessa área.
•
O Contrato firmado com a Eletrobrás, que vigeu até setembro de 2007, trata do Sistema de
Promoção da Segurança do Trabalho e da Saúde no Setor Elétrico Brasileiro - SEB, destacandose os seguintes produtos :
– Pesquisa, atualização e manutenção da série histórica e consolidação de informações de
acidentes com empregados do SEB;
– Edição de relatórios periódicos gerenciais online, Informativos de Segurança e Saúde,
relatórios trimestrais de acompanhamento gerencial e relatório anual detalhado das
estatísticas de acidentes com empregados do SEB, contratadas e população, com versões
em português e inglês;
– Manutenção e aprimoramento contínuo do sistema de coleta de dados estatísticos,
incluindo desenvolvimento de software e análises especializadas por profissionais do meio
acadêmico;
– Proposição de ações pró-ativas de melhorias e a difusão das melhores práticas
desenvolvidas no SEB, por meio de Workshops e Seminários, com destaque ao SENSE –
Seminário Nacional de Segurança e Saúde no SEB, a cada 2 anos;
– Apuração de dados para premiação das empresas com melhor desempenho, com base em
indicadores específicos.
7
Representantes da ELETROBRÁS e da Fundação COGE no Sistema de Promoção da Segurança
do Trabalho e da Saúde no Setor Elétrico Brasileiro – Contrato ECE – 133/2005.
ELETROBRÁS
Presidente
JOSÉ ANTÔNIO MUNIZ LOPES
Diretor de Administração
MIGUEL COLASUONNO
Deptº de Gestão de Pessoas
ELIOMAR DA SILVA FERREIRA
FUNDAÇÃO COGE
Presidente
MARCO ANTONIO RODRIGUES DA CUNHA
Vice-Presidentes
JORGE NUNES DE OLIVEIRA
ARLINDO CASAGRANDE FILHO
Diretor Executivo
ROGÉRIO FERREIRA MORGADO
Gerente de Segurança e Saúde
CESAR VIANNA MOREIRA
8
Quadro Geral
Dados Globais
1 - Empresas
2 - Empregados próprios
3 - Horas-Homem de Exposição ao Risco
4 - Acidentados Típicos com Afastamento
5 - Tempo Computado (dias)
6 - Número Médio de Clientes
77
101.451
203.945.395
851
115.758
80.193.592
9
Evolução dos Indicadores
Indicadores
1 - Nº de Empregados (média)
2 - Horas-homem de Exposição ao Risco
3 - Acidentados Típicos das Empresas
Acidentados com Afastamento
Acidentados sem Afastamento
Total
Conseqüência Fatal
Taxa de Freqüência
Taxa de Gravidade
4 - Tempo Computado Total (dias)
5 - Acidentados das Contratadas
Conseqüência Fatal
6 - Acidentados da População
Conseqüência Fatal
Ano
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
111.166
229.698.944
101.720
213.095.959
97.148
194.769.389
96.741
201.406.074
97.399
197.324.616
96.591
197.225.194
97.991
196.523.365
101.105
200.219.744
103.672
201.981.289
101.451
203.945.395
1.246
1.023
2.269
26
5,42
903
207.477
1.241
1.009
2.250
15
5,82
688
146.608
1.055
994
2.049
17
5,42
762
148.318
1.059
826
1.885
23
5,26
899
181.109
994
1.050
2.044
14
5,04
638
125.826
1.008
964
1.972
9
5,11
522
102.960
1.007
1.026
2.033
18
5,12
759
149.252
840
918
1.758
19
4,20
719
144.018
906
897
1.803
12
4,49
538
108.756
851
901
1.752
15
4,17
568
115.748
49
49
60
55
66
52
57
74
59
60
330
330
323
327
305
293
324
331
--
--
10
Taxas de Acidentes das Empresas – Empregados Próprios
Empresa
AES - Eletropaulo
AES - Minas
AES - Sul
AES - Tietê
AES - Uruguaiana
AMPLA
BAESA
BANDEIRANTE
BOA VISTA
BRASCAN
CAIUA
CEAL
CEB
CEEE-D
CEEE-GT
CELESC DISTRIBUIÇÃO
CELG DISTRIBUIÇÃO
CELPA
CELPE
CELTINS
CEMAR
CEMAT
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
CEMIG ENERGÉTICA
CEMIG GER/TRANSM
CEPEL
Taxa de
Taxa de
Frequência Gravidade
1,25
27,13
0,50
0,00
0,00
1,11
0,00
2,58
0,00
0,00
4,11
11,74
3,72
5,33
2,90
9,88
5,92
15,43
5,49
8,56
0,76
9,71
2,27
0,00
1,76
2,85
72
1.058
2.980
0
0
4
0
111
0
0
40
680
56
3.507
167
1.711
1.237
157
245
4.667
13
3.725
448
0
25
73
Empresa
CEPISA
CERON
CESP
CFLO
CGTEE
CHESF
CHESP
CNEE
COCEL
COELBA
COELCE
COPEL
COSERN
CPFL - Geração
CPFL - Paulista
CPFL - Piratininga
CPFL JAGUARI
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL MOCOCA
CPFL SANTA CRUZ
CPFL SUL PAULISTA
CTEEP
DME
DUKE
EDEVP
EEB
Taxa de
Taxa de
Frequência Gravidade
1,79
3,45
2,39
0,00
5,11
4,39
0,00
3,49
8,15
5,05
2,49
4,07
15,08
0,00
1,89
0,41
0,00
0,00
0,00
1,63
0,00
1,27
1,75
0,00
2,04
4,54
139
73
94
0
118
84
0
14
20
224
26
143
106
0
206
6
0
0
0
23
0
13
7
0
282
13.643
Empresa
ELEKTRO
ELETROACRE
ELETROBRÁS
ELETRONORTE
ELETRONUCLEAR
ELETROSUL
ELFSM
EMAE
ENERCAN
ENERGISA BORBOREMA
ENERGISA M GERAIS
ENERGISA N FRIBURGO
ENERGISA PARAÍBA
ENERGISA SERGIPE
ENERSUL
ESCELSA
FURNAS
ITAIPU
JURUENA
LIGHT
MANAUS ENERGIA
RGE
SCGE
SULGIPE
TANGARÁ
BRASIL
Taxa de
Taxa de
Frequência Gravidade
1,19
4,21
2,59
1,51
0,88
7,17
6,17
9,21
0,00
6,51
14,38
11,79
6,90
11,57
5,78
2,90
2,99
4,22
0,00
2,43
6,38
1,51
0,00
14,61
0,00
4,17
176
21
64
89
53
227
9.387
143
0
67
721
90
159
69
582
569
19
56
0
20
2.386
81
0
223
0
568
11
Taxas de Acidentes das Empresas - Força de Trabalho
(empregados e contratadas)
Empresa
AES - Eletropaulo
AES - Sul
AES - Tietê
AES - Uruguaiana
AMPLA
BAESA
BANDEIRANTE
BOA VISTA
BRASCAN
CAIUA
CEB
CEEE-D
CEEE-GT
CELESC DISTRIBUIÇÃO
CELG DISTRIBUIÇÃO
CELPA
CELPE
CELTINS
CEMAR
CEMAT
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
CEMIG ENERGÉTICA
CEMIG GER/TRANSM
CEPISA
Taxa de
Taxa de
Frequência Gravidade
2,02
1,08
0,00
0,00
9,05
1,35
4,03
3,20
13,31
4,64
4,61
4,36
2,03
8,33
8,86
7,45
5,03
21,57
1,15
23,49
3,92
0,00
3,15
4,80
419
1.025
0
0
1.123
40
1.400
96
2.984
83
118
4.962
106
1.127
2.093
2.244
1.888
6.128
696
7.508
817
0
81
177
Empresa
CERON
CESP
CFLO
CGTEE
CHESP
CNEE
COCEL
COELBA
COELCE
COPEL
COSERN
CPFL - Geração
CPFL - Paulista
CPFL - Piratininga
CPFL JAGUARI
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL MOCOCA
CPFL SANTA CRUZ
CPFL SUL PAULISTA
CTEEP
DME
DUKE
EDEVP
EEB
Taxa de
Taxa de
Frequência Gravidade
4,10
4,22
0,00
10,53
2,48
2,35
6,51
4,41
3,47
6,68
10,47
0,00
3,59
0,70
0,00
0,00
0,00
3,76
0,00
8,82
3,12
0,48
19,60
6,96
232
138
0
299
74
9
16
1.151
1.559
674
1.609
0
1.444
18
0
0
0
98
0
1.952
53
14
729
25.111
Empresa
ELEKTRO
ELETROACRE
ELETRONORTE
ELETRONUCLEAR
ELFSM
EMAE
ENERCAN
ENERGISA BORBOREMA
ENERGISA M GERAIS
ENERGISA N FRIBURGO
ENERGISA PARAÍBA
ENERGISA SERGIPE
ENERSUL
ESCELSA
FURNAS
ITAIPU
JURUENA
LIGHT
MANAUS ENERGIA
RGE
SCGE
SULGIPE
BRASIL
Taxa de
Taxa de
Frequência Gravidade
1,75
9,01
1,24
1,86
9,76
6,42
3,39
2,95
11,65
10,92
6,18
11,26
7,20
7,94
3,56
4,05
0,00
5,35
4,72
7,52
0,00
16,14
5,34
647
236
150
69
7.271
112
102
30
534
145
2.294
67
468
1.568
962
82
0
1.052
3.781
3.034
0
334
1.257
12
Empresas predominantemente Distribuidoras
- Até 500 empregados em sua Força de Trabalho
BOA VISTA
CFLO
CHESP
CNEE
COCEL
CPFL JAGUARI
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL MOCOCA
CPFL SUL PAULISTA
DME
EDEVP
EEB
ELFSM
ENERGISA N FRIBURGO
- De 501 a 2000 empregados em sua Força de Trabalho
CAIUÁ
CEAL
CELTINS
CERON
CPFL SANTA CRUZ
ELETROACRE
ENERGISA BORBOREMA
ENERGISA M GERAIS
ENERGISA SERGIPE
SULGIPE
13
- Com mais de 2.000 empregados em sua Força de Trabalho
AES – Eletropaulo
AES – Sul
AMPLA
BANDEIRANTE
CEB
CEEE-D
CELESC DISTRIBUIÇÃO
CELG DISTRIBUIÇÃO
CELPA
CELPE
CEMAR
CEMAT
CEMIG
DISTRIBUIÇÃO
CEPISA
COELBA
COELCE
COPEL
COSERN
CPFL PAULISTA
CPFL PIRATININGA
ELEKTRO
ENERGISA
PARAÍBA ENERSUL
ESCELSA
LIGHT
RGE
Empresas predominantemente Geradoras / Transmissoras / Outras
AES – Tietê
AES – Minas
AES – Uruguaiana
BAESA
BRASCAN
CEEE-GT
CEMIG GER./TRASM.
CEMIG ENERGÉTICA
CEPEL
CESP
CGTEE
CHESF
CPFL GERAÇÃO
CTEEP
DUKE
ELETROBRÁS
ELETRONORTE
ELETRONUCLEAR
ELETROSUL
EMAE
ENERCAN
FURNAS
ITAIPU
JURUENA
MANAUS ENERGIA
SCGE
TANGARÁ
14
25
20
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL JAGUARI
CPFL SUL PAULISTA
CPFL - Geração
CFLO
SCGE
BRASCAN
CEMIG ENERGÉTICA
DUKE
BOA VISTA
AES - Tietê
CHESP
AES - Uruguaiana
JURUENA
TANGARÁ
BAESA
ENERCAN
CPFL MOCOCA
CPFL - Piratininga
AES - Sul
CEMAR
ELETRONUCLEAR
AMPLA
ELEKTRO
AES - Eletropaulo
CTEEP
ELETRONORTE
RGE
CPFL SANTA CRUZ
DME
CEMIG GER/TRANSM
CEPISA
CPFL - Paulista
EDEVP
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
CESP
LIGHT
COELCE
BANDEIRANTE
ELETROBRÁS
CEPEL
ESCELSA
CEEE-GT
FURNAS
CERON
CNEE
CEB
COPEL
CAIUA
ELETROACRE
ITAIPU
CHESF
EEB
COELBA
CGTEE
CEEE-D
CELPE
ENERSUL
CELG DISTRIBUIÇÃO
ELFSM
MANAUS ENERGIA
ENERGISA BORBOREMA
ENERGISA PARAÍBA
ELETROSUL
COCEL
CELTINS
EMAE
CEMAT
CELESC DISTRIBUIÇÃO
ENERGISA SERGIPE
CEAL
ENERGISA N FRIBURGO
ENERGISA M GERAIS
SULGIPE
COSERN
CELPA
AES - Minas
Taxa de Frequência - Empregados Próprios das Empresas
30
Legenda:
1º Quartil
Mediana
3º Quartil
4º Quartil
Cerca Superior
15
Cerca Superior - 13,70
10
5
Mediana - 2,85
Média do Setor - 4,17
0
15
1600
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL JAGUARI
CPFL SUL PAULISTA
CPFL - Geração
CFLO
SCGE
BRASCAN
CEMIG ENERGÉTICA
DUKE
BOA VISTA
AES - Tietê
CHESP
AES - Uruguaiana
JURUENA
TANGARÁ
BAESA
ENERCAN
CPFL MOCOCA
AMPLA
CPFL - Piratininga
DME
CEMAR
CTEEP
CNEE
FURNAS
LIGHT
COCEL
ELETROACRE
CPFL SANTA CRUZ
CEMIG GER/TRANSM
COELCE
CAIUA
ELETRONUCLEAR
CEB
ITAIPU
ELETROBRÁS
ENERGISA BORBOREMA
ENERGISA SERGIPE
AES - Eletropaulo
CERON
CEPEL
RGE
CHESF
ELETRONORTE
ENERGISA N FRIBURGO
CESP
COSERN
BANDEIRANTE
CGTEE
CEPISA
COPEL
EMAE
CELPA
ENERGISA PARAÍBA
CEEE-GT
ELEKTRO
CPFL - Paulista
SULGIPE
COELBA
ELETROSUL
CELPE
EDEVP
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
ESCELSA
ENERSUL
CEAL
ENERGISA M GERAIS
AES - Minas
CELG DISTRIBUIÇÃO
CELESC DISTRIBUIÇÃO
MANAUS ENERGIA
AES - Sul
CEEE-D
CEMAT
CELTINS
ELFSM
EEB
2000
Legenda:
1º Quartil
Mediana
3º Quartil
4º Quartil
Cerca Superior
1.711
2.386
2.980
3.507
3.725
4.667
9.387
13.643
Taxa de Gravidade - Empregados Próprios das Empresas
1200
800
Média do Setor - 568
400
Cerca Superior - 549
0
Mediana - 72
16
50
ENERGISA BORBOREMA
CNEE
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL JAGUARI
CPFL SUL PAULISTA
CPFL - Geração
CFLO
SCGE
CEMIG ENERGÉTICA
ENERGISA SERGIPE
COCEL
AES - Tietê
AES - Uruguaiana
JURUENA
CPFL MOCOCA
DUKE
CEEE-GT
ELETRONORTE
CPFL - Piratininga
CEMAR
AES - Sul
BAESA
MANAUS ENERGIA
EMAE
ELEKTRO
AES - Eletropaulo
CEEE-D
ELETRONUCLEAR
CELPA
COELCE
ITAIPU
FURNAS
COELBA
CEMIG GER/TRANSM
CERON
ENERCAN
CELPE
BANDEIRANTE
CEB
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
ENERGISA PARAÍBA
CPFL - Paulista
CAIUA
CELESC DISTRIBUIÇÃO
CESP
CPFL SANTA CRUZ
CEPISA
ENERGISA M GERAIS
CHESP
LIGHT
ENERSUL
COSERN
ENERGISA N FRIBURGO
BOA VISTA
ESCELSA
AMPLA
COPEL
EEB
CELG DISTRIBUIÇÃO
ELETROACRE
RGE
DME
BRASCAN
CGTEE
ELFSM
CTEEP
SULGIPE
CELTINS
CEMAT
EDEVP
Taxa de Frequência - Empregados das Contratadas
60
Legenda:
1º Quartil
Mediana
3º Quartil
4º Quartil
40
30
20
Cerca Superior -
10
Mediana - 4,56
Média do Setor -
0
Obs: Das 77 empresas constantes deste relatório, 6 não apresentaram dados referentes a força de trabalho e 1 não possui contratadas.
17
8000
7000
2000
ENERGISA BORBOREMA
CNEE
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL JAGUARI
CPFL SUL PAULISTA
CPFL - Geração
CFLO
SCGE
CEMIG ENERGÉTICA
ENERGISA SERGIPE
COCEL
AES - Tietê
AES - Uruguaiana
JURUENA
CPFL MOCOCA
DUKE
CEEE-GT
CPFL - Piratininga
BAESA
EMAE
ELETRONUCLEAR
ITAIPU
CEMIG GER/TRANSM
ENERCAN
AES - Sul
CEB
CAIUA
CESP
CPFL SANTA CRUZ
CEPISA
ENERGISA M GERAIS
ELETRONORTE
CHESP
CELESC DISTRIBUIÇÃO
ENERGISA N FRIBURGO
BOA VISTA
CERON
ELETROACRE
ENERSUL
DME
CGTEE
SULGIPE
AES - Eletropaulo
CEMAR
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
ELEKTRO
COELBA
AMPLA
COPEL
EDEVP
LIGHT
FURNAS
COELCE
ESCELSA
ELFSM
BANDEIRANTE
COSERN
CELPE
CPFL - Paulista
CELG DISTRIBUIÇÃO
CELPA
BRASCAN
CTEEP
ENERGISA PARAÍBA
RGE
MANAUS ENERGIA
CELTINS
CEEE-D
CEMAT
EEB
Legenda:
1º Quartil
Mediana
3º Quartil
4º Quartil
Cerca Superior
Obs: Das 77 empresas constantes deste relatório, 6 não apresentaram dados referentes a força de trabalho e 1 não possui contratadas.
11.097
43.273
Taxa de Gravidade - Empregados das Contratadas
9000
6000
5000
Cerca Superior - 4.420
4000
3000
Média do Setor - 1.813
1000
0
Mediana - 271
18
20
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL JAGUARI
CPFL SUL PAULISTA
CPFL - Geração
CFLO
SCGE
CEMIG ENERGÉTICA
AES - Tietê
AES - Uruguaiana
JURUENA
CPFL MOCOCA
DUKE
CPFL - Piratininga
AES - Sul
CEMAR
ELETRONORTE
BAESA
ELEKTRO
ELETRONUCLEAR
AES - Eletropaulo
CEEE-GT
CNEE
CHESP
ENERGISA BORBOREMA
DME
CEMIG GER/TRANSM
BOA VISTA
ENERCAN
COELCE
FURNAS
CPFL - Paulista
CPFL SANTA CRUZ
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
BANDEIRANTE
ITAIPU
CERON
CESP
CEEE-D
COELBA
CEB
CAIUA
MANAUS ENERGIA
CEPISA
CELPE
LIGHT
ENERGISA PARAÍBA
EMAE
COCEL
COPEL
EEB
ENERSUL
CELPA
RGE
ESCELSA
CELESC DISTRIBUIÇÃO
CTEEP
CELG DISTRIBUIÇÃO
ELETROACRE
AMPLA
ELFSM
COSERN
CGTEE
ENERGISA N FRIBURGO
ENERGISA SERGIPE
ENERGISA M GERAIS
BRASCAN
SULGIPE
EDEVP
CELTINS
CEMAT
Taxa de Frequência - Força de Trabalho das Empresas
25
Legenda:
1º Quartil
Mediana
3º Quartil
4º Quartil
Cerca Superior
15
Cerca Superior - 16,09
10
5
Mediana - 4,08
Média do Setor - 5,34
0
Obs: Das 77 empresas constantes deste relatório, 6 não apresentaram dados referentes a força de trabalho e 1 não possui contratadas.
19
6000
5000
3000
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL JAGUARI
CPFL SUL PAULISTA
CPFL - Geração
CFLO
SCGE
CEMIG ENERGÉTICA
AES - Tietê
AES - Uruguaiana
JURUENA
CPFL MOCOCA
CNEE
DUKE
COCEL
CPFL - Piratininga
ENERGISA BORBOREMA
BAESA
DME
ENERGISA SERGIPE
ELETRONUCLEAR
CHESP
CEMIG GER/TRANSM
ITAIPU
CAIUA
BOA VISTA
CPFL SANTA CRUZ
ENERCAN
CEEE-GT
EMAE
CEB
CESP
ENERGISA N FRIBURGO
ELETRONORTE
CEPISA
CERON
ELETROACRE
CGTEE
SULGIPE
AES - Eletropaulo
ENERSUL
ENERGISA M GERAIS
ELEKTRO
COPEL
CEMAR
EDEVP
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
FURNAS
AES - Sul
LIGHT
AMPLA
CELESC DISTRIBUIÇÃO
COELBA
BANDEIRANTE
CPFL - Paulista
COELCE
ESCELSA
COSERN
CELPE
CTEEP
CELG DISTRIBUIÇÃO
CELPA
ENERGISA PARAÍBA
BRASCAN
RGE
MANAUS ENERGIA
CEEE-D
CELTINS
ELFSM
CEMAT
EEB
7000
Legenda:
1º Quartil
Mediana
3º Quartil
4º Quartil
Cerca Superior
Obs: Das 77 empresas constantes deste relatório, 6 não apresentaram dados referentes a força de trabalho e 1 não possui contratadas.
7.271
7.508
25.111
Taxa de Gravidade - Força de Trabalho das Empresas
4000
Cerca Superior - 3.260
2000
1000
Média do Setor - 1.257
0
Mediana - 234
20
80
70
10
0
CELESC DISTRIBUIÇÃO
COPEL
CELPA
CHESF
MANAUS ENERGIA
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
CEMAT
CELG DISTRIBUIÇÃO
CEEE-D
FURNAS
ENERGISA PARAÍBA
COELBA
COSERN
ELETROSUL
ENERGISA SERGIPE
CEAL
CELPE
EMAE
LIGHT
ENERGISA M GERAIS
CELTINS
SULGIPE
CPFL - Paulista
ELETRONORTE
ITAIPU
AES - Eletropaulo
ENERSUL
CEEE-GT
CGTEE
CEMIG GER/TRANSM
ELEKTRO
CEB
COELCE
ESCELSA
CESP
CERON
BANDEIRANTE
RGE
ELETROBRÁS
ELFSM
CEPISA
ELETRONUCLEAR
CTEEP
ENERGISA …
AMPLA
ENERGISA N FRIBURGO
CAIUA
CEPEL
EEB
CEMAR
ELETROACRE
COCEL
AES - Sul
CPFL SANTA CRUZ
CNEE
EDEVP
CPFL - Piratininga
DME
AES - Minas
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL JAGUARI
CPFL SUL PAULISTA
CPFL - Geração
CFLO
SCGE
BRASCAN
CEMIG ENERGÉTICA
DUKE
BOA VISTA
AES - Tietê
CHESP
AES - Uruguaiana
JURUENA
TANGARÁ
BAESA
ENERCAN
CPFL MOCOCA
Nº de Acidentados Típicos com Afastamento das Empresas - Tipo de Acidente
90
Acidentes Fatais
Outros
Acidentes que provocaram Doença do Trabalho
Acidentes da Função
60
50
40
30
20
Média - 11
21
30
COPEL
CEMAT
AMPLA
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
CELESC DISTRIBUIÇÃO
CELG DISTRIBUIÇÃO
COELBA
LIGHT
CELPA
FURNAS
CELTINS
CELPE
COELCE
ESCELSA
RGE
COSERN
CTEEP
ENERSUL
CPFL - Paulista
ENERGISA PARAÍBA
MANAUS ENERGIA
CEEE-D
AES - Eletropaulo
BRASCAN
CGTEE
CEPISA
CEMIG GER/TRANSM
EMAE
ENERGISA SERGIPE
CESP
ELEKTRO
CEB
ENERGISA M GERAIS
SULGIPE
ELETRONORTE
ITAIPU
BANDEIRANTE
ELETRONUCLEAR
CERON
EDEVP
ELETROACRE
CEMAR
CEEE-GT
ELFSM
AES - Sul
CAIUA
EEB
ENERGISA N FRIBURGO
CPFL SANTA CRUZ
ENERGISA BORBOREMA
CPFL - Piratininga
BOA VISTA
COCEL
DME
CNEE
DUKE
CHESP
BAESA
ENERCAN
CPFL LESTE PAULISTA
CPFL JAGUARI
CPFL SUL PAULISTA
CPFL - Geração
CFLO
SCGE
CEMIG ENERGÉTICA
AES - Tietê
AES - Uruguaiana
JURUENA
CPFL MOCOCA
Nº de Acidentados Típicos com Afastamento - Empresas x Contratadas
180
150
Contratadas
Empresas
120
90
60
Média contratada - 23
0
Média empresa - 11
Obs: Das 77 empresas constantes deste relatório, 6 não apresentaram dados referentes a força de trabalho e 1 não possui contratadas.
22
Histórico das Taxas de Acidentados do Setor - Empregados Próprios
1640
Taxa de Freqüência de Empregados Próprios
16,24
Taxa de Gravidade de Empregados Próprios
14,10
1216 1252
1349
1202
1118
11,57
1021
11,26
966
935
903
859
10,09
886
809
8,03
788
751 746
728
8,19
899
802
8,99
8,58
903
879
672
759
7,84
733
638
6,00
7,31 7,15
6,51 6,26 6,35
6,27 6,096,48
5,90
719
688
686
568
6,77
5,42
5,26
5,82
504
522
538
5,12
5,42
5,04 5,11
4,49
4,17
4,20
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
1993
1992
1991
1990
1989
1988
1987
1986
1985
1984
1983
1982
1981
1980
1979
1978
1977
3,45
23
Acidentados Fatais
400
331
350
Típicos
326
300
Trajeto
250
Contratadas
200
População
150
100
50
60
15
3
0
No Setor
54
13
3
Distribuidoras
2
0
6
5
Geradoras / Transmissoras / Outras
24
Nº de Acidentados com Arco Elétrico por Instalação / Equipamento do SEP
30
Medidor
Rede Aérea
Subestação
Rede Subterrânea
Outros
25
25
19
20
18
16
16
15
14
14
15
13
11
14
13
11
11
9
10
8
7
6
6
5
5
6
5
4
4
3
3
2
1
1 1 1
2
1 1
0
1
2
1
0
3
2
2
1
0
0
0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
25
250
Usinas e barragens
300
Serviço que interagem
com o SEP (telefonia, TV
a cabo)
Instalação, reparo de
antenas
Furto de condutor elétrico
/ equipamentos
Cerca, varal energizado
Subir ou podar árvores
Veículo
(atropelamento, batida)
Ligação elétrica
clandestina
Atividades ou brincadeiras
Cabo energizado no solo
Outras causas
Construção ou
manutenção civil
Nº de Acidentados da População por Causa e Gravidade
350
Morte
Lesão Grave
Lesão Leve
200
150
100
50
0
26
Comentários
1 Introdução
Este compêndio de estatísticas de acidentados, elaborado pela Fundação COGE desde 1999,
conforme já destacado em anos anteriores, não se constitui, tão somente, num importante registro
histórico do Setor Elétrico Brasileiro, mas sim numa ferramenta inestimável para a construção de
um futuro melhor, mais produtivo e eficiente, buscando, ao apurar os resultados, avaliá-los e
propor medidas preventivas e corretivas ao alcance das mais diversas empresas do setor, para a
preservação do maior bem disponível em nosso planeta, o Ser Humano, a sua vida.
No ano de 2008, o contingente de 101.451 empregados próprios do setor conviveu, no
desempenho diário de suas atividades, com riscos de natureza geral e riscos específicos,
registrando-se 851 acidentados do trabalho típicos com afastamento, acarretando, entre custos
diretos (remuneração do empregado durante seu afastamento) e indiretos (custo de reparo e
reposição de material, custo de assistência ao acidentado e custos complementares – interrupção
de fornecimento de energia elétrica, por exemplo), prejuízos de monta para o Setor de Energia
Elétrica.
2 Impactos dos Acidentes
2.1 Em 2008 foram perdidas 925.984 horas em decorrência dos acidentes com lesão, que se
comparadas com as 870.048 horas perdidas em 2007, mostram um pequeno aumento de 6%, não
acompanhando o crescimento de horas trabalhadas que foi de 1%. Observa-se que esta
quantidade de horas perdidas em 2008 equivale ao total de horas trabalhadas durante um ano de
uma empresa do porte da ENERGISA MINAS GERAIS ou do CEPEL.
27
2.2 Com base no estudo de Chiara J.F. de Paiva - apoiado na teoria de Heinrich e na Pirâmide
de Bird - voltado à realidade dos acidentes no Brasil, que considera ainda os acidentes sem
perda de tempo e os acidentes com e sem danos materiais, o custo dos acidentes no Setor
Elétrico Brasileiro seria da ordem de: R$ 129.841.476,48.
2.3 Calculando o custo mínimo estimado com os acidentados de 2008, considerando-se as
925.984 horas de trabalho perdidas, obtemos o seguinte:
Custo Mínimo Estimado – CME = 5 (dias perdidos* x salário médio/dia no setor)
CME 2008= 5 x (115.748 x R$ 102,92) = R$ 59.563.920,80**.
* dias perdidos = horas de trabalho perdidas (925.984) dividido pela carga horária diária de
trabalho (8h/dia).
** hipótese conservadora uma vez que foi utilizado o multiplicador 5. A literatura técnica
disponível indica que o custo indireto de um acidente pode variar de 5 a 50 vezes o seu custo
direto.
28
2.4 Calculando o Custo Total Estimado – CTE2008= [50 x (115.748 x R$ 102,92)] na hipótese
menos conservadora, considerando-se os acidentes sem perda de tempo e os acidentes com
e sem danos materiais, o mesmo seria da ordem de R$ 595.639.208,00.
2.4.1 O Custo Total Estimado dos acidentes do trabalho com empregados próprios das empresas
– R$ 595.639.208,00 – representa, por exemplo, o investimento necessário para a construção
de 9 PCHs – Pequenas Centrais Hidrelétricas de 30 MW cada, que poderiam atender a uma
demanda de cerca de 1.250.000 habitantes.
Esse custo representa o investimento em 10.270 km de Redes de Distribuição em média
tensão – Spacer Cable.
O Custo Total Estimado poderia representar, ainda, o montante aproximado necessário para
a construção de 2.127 km de Linhas de Transmissão, em 230 kV, circuito simples, incluindo:
levantamento topográfico, projeto de engenharia, materiais e construção.
29
2.4.2 Gráfico de Custo Total Estimado de Acidentes do Trabalho por Ano no Setor Elétrico Brasileiro
30
2.5
A Pirâmide do Setor Elétrico Brasileiro foi elaborada com base em estudos da Fundação COGE, conforme abaixo.
(Série histórica do GRIDIS - 1977 a 1998, relatórios de 1999 a 2004 da Fundação COGE e
analogia com as Pirâmides do Prof. Frank E. Bird Jr. e da DuPont)
31
2.5.1
Os acidentes fatais, ao longo dos anos, têm como causas principais: origem elétrica, queda e
veículos. Tais causas podem ser evitadas, especialmente as duas primeiras, que dependem
exclusivamente do cumprimento de procedimentos técnicos de trabalho (planejamento, passo-apasso, supervisão, etc).
Portanto, a atuação sistemática na base da pirâmide (atos e condições ambientes de insegurança)
e focada também no seu topo (origem elétrica, queda e veículos) proporcionará a melhoria dos
resultados das empresas e do Setor Elétrico Brasileiro - SEB.
Observa-se na figura anterior, que 1 acidente fatal corresponde a 36.300 atos inseguros e
condições ambientes de insegurança (causas básicas), praticados no dia-a-dia de trabalho nas
empresas.
2.5.2
No ano de 2008, com a ocorrência de 15 acidentados fatais típicos, número este bem próximo ao
do ano anterior, ficou evidenciada uma estimativa de 544.500 (15 x 36.300 – Pirâmide do SEB) atos
e condições ambientes de insegurança.
Estes atos e condições ambientes de insegurança, em 2008, tiveram um aumento de 25% em
relação a 2007, mostrando a necessidade de atuar mais nas causas básicas identificadas e
corrigidas na base da pirâmide do setor, no seu cotidiano de trabalho.
32
3
Evolução dos Acidentes
3.1
Cumpre destacar que o Setor Elétrico Brasileiro registrou no ano de 2008 uma taxa de freqüência de
acidentados próprios de 4,17, tendo uma redução em relação a taxa de 2007. A tendência de
melhoria deste indicador vem sendo continuada, representando a ocorrência de, aproximadamente,
4 acidentados típicos por milhão de horas trabalhadas no setor. Esta performance já se aproxima da
meta padrão anual (< 3,00) estabelecida para o SEB.
3.2
Lembramos, como sempre, a necessidade de um processo de melhoria contínua na gestão da
Segurança e da Saúde nas empresas do setor, a fim de que suas metas possam ser realmente
atingidas e até mesmo superadas, dando-se ênfase às ações preventivas e/ou corretivas e às ações
“pró-sociedade” do Ministério de Minas e Energia, da ELETROBRÁS, do Ministério do Trabalho e
Emprego, da ANEEL, dos sindicatos e de outros agentes que atuam na promoção da segurança do
3.3
trabalho e da saúde no SEB.
Quanto à taxa de gravidade de acidentados das empresas, esta teve um pequeno aumento,
passando de 539 em 2007 para 568 em 2008, mas continua próxima a menor taxa de gravidade
registrada na série histórica do setor, que foi de 504 em 1997.
O aumento dos acidentes fatais contribuiu para a elevação da taxa de gravidade, e, em se tratando
de perdas imensuráveis, deve-se buscar continuamente o recomendado nos itens 2.5.1 e 3.2.
33
3.4
A apuração dos acidentes com lesão sem afastamento vem sendo continuada, conforme
pode ser observado no quadro abaixo:
Em 2008, a relação voltou a ser inferior a 1, indicando uma melhora na apuração dos
acidentes sem afastamento, uma vez que esses acidentes deveriam ser em número bem
maior que os acidentes com afastamento, conforme indicado nas pirâmides de acidentes.
3.5
Na análise de acidentes de empregado próprios com afastamento, observa-se que apenas
5,8% dos acidentes, foram de origem elétrica e que 11% das condições ambientes de
insegurança que contribuíram para ocorrência dos acidentes, foram decorrentes de
métodos ou procedimentos arriscados.
3.6
As empresas com taxas de acidentes com a força de trabalho (empregados próprios e de
contratadas) acima da média/mediana do Setor Elétrico Brasileiro, devem efetuar a análise
e monitoramento do seu sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho e, se for
o caso, redirecionar programas ou identificar novas ações, inclusive de comparação com
as práticas bem sucedidas das empresas líderes de mesmo porte.
34
3.7
No que se refere aos acidentados de contratadas, permanece a necessidade
destacada nos relatórios de 2001 a 2007, ou seja, de um esforço maior por parte das
empresas contratantes no sentido da apuração sistematizada e mais rigorosa dos dados
estatísticos e de ações efetivas para a sua efetiva prevenção. Os serviços terceirizados
têm influência marcante nas taxas de acidentes do Setor Elétrico Brasileiro,
especialmente na taxa de gravidade, tendo sido registrados 60 acidentes com
consequências fatais em 2008. Esse valor apesar de mostrar uma estabilização dos
acidentes em relação ao ano anterior (59), trata de vida humana que sabemos não ter
preço, continuando muito alto se comparado às 15 ocorrências de acidentados de
conseqüência fatal com empregados próprios.
35
Nº de Acidentados Fatais por Ano
74
66
49
60
59
60
57
55
52
49
26
12
15
23
18
14
17
19
9
1999
2000
2001
2002
2003
Acidentados Fatais de Empresas
2004
15
2005
2006
2007
2008
Acidentados Fatais de Contratadas
36
3.8
As taxas de frequência: 6,29 e de gravidade: 1.813 dos acidentes típicos das contratadas
estão elevadas e são superiores às taxas de acidentes registradas no histórico do Setor
Elétrico Brasileiro a partir de 1977 - taxa de gravidade (época esta, em que a prevenção de
acidentes no Brasil ainda era incipiente) e de 1989 – taxa de frequência. Cumpre observar,
especialmente, o processo de terceirização das atividades no setor e naquelas de maior
risco, iniciado em 1995.
Apesar disso, podemos ver no gráfico a seguir, uma redução contínua das taxas de acidentes
das contratadas, em especial a de freqüência, que pelo terceiro ano consecutivo apresenta
redução, totalizando uma queda de 2,35 pontos na taxa de freqüência.
37
3.9
As principais causas dos acidentados fatais de contratadas em 2008 foram, pela ordem:
Origem elétrica (40), Utilização de Veículos (9) e Queda de Estrutura / Poste (5)
correspondendo a 90% do total.
Os acidentados de origem elétrica representam 67% do total de acidentados fatais de
contratadas, o que confirma a relação com a terceirização das atividades de maior risco e que
os acidentes estão diretamente ligados aos processos de trabalho.
3.10 O esforço na apuração sistematizada dos acidentes com a população e na sua prevenção
(campanhas, inspeções, etc.) ainda se faz necessário. Veja quadro-resumo abaixo:
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Total de
1058
Acidentes
972 com
995a População
992 1042 920 936 968 957
As principais “causas” destes acidentes em 2008 foram, pela ordem: Construção /
Manutenção Civil 303, Cabo Energizado no Solo 77, Atividades ou Brincadeiras 70, Ligações
Clandestina 65, Veículo 52, Subir ou Podar Árvores 40, Cerca/Varal Energizado 28, Furto de
Condutor Elétrico 26 e Instalação/Reparo de Antenas 25, correspondendo a 72% do total.
38
Histórico das Taxas de Acidentados do Setor
30
2.869
Taxa de Freqüência de Empregados Próprios
Taxa de Gravidade de Empregados Próprios
2.533
25
Taxa de Freqüência de Empregados de Contratadas
Taxa de Gravidade de Empregados de Contratadas
2.489
20
1.918
1.813
15
10
7,56
8,64
7,14
522
759
5,11
5,12
5
719
4,20
6,59
6,29
538
4,49
568
4,17
0
2004
2005
2006
2007
2008
39
3.11
Quanto aos 331 acidentes fatais com população (35% do total), as principais “causas”
variaram um pouco, em relação às causas do total de acidentes, destacando-se:
Construção / Manutenção Civil 101, Ligação Elétrica Clandestina 37, Cabo Energizado no
Solo 32, Atividades ou Brincadeiras 21, Furto de Condutor Elétrico 13, Cerca/Varal
Energizado 11, Instalação e Reparo de Antenas 10, Subir ou Podar Árvores 10,
correspondendo a 71% do total.
3.11.1 Em 2008 foram registrados 957 acidentes com a população, resultando em uma média
diária de quase 3 acidentes, sendo 1 de natureza fatal.
3.12
A apuração das taxas de frequência: 3,55 e de gravidade: 7.751 dos acidentes com a
população, possibilita uma melhor avaliação do problema no setor e indica que os dados
devem ser melhor apurados se comparados com os demais indicadores de acidentes do
setor
40
3.13
Em 2008, para cada morte por acidente do trabalho de empregado de empresa do Setor
Elétrico Brasileiro, corresponderam cerca de 4 mortes de empregados de contratadas e 22
mortes envolvendo a população. Mostrando que os esforços para reduzir acidentes dos
empregados próprios tem sido mais eficientes que nas contratadas e na população.
3.14
Em 2008, a Força de Trabalho das empresas (empregados próprios e de contratadas),
apresentou taxas de frequência de 5,34 e gravidade de 1.257. Estes valores indicam uma
pequena melhora na freqüência e na gravidade devido à redução de acidentes na Força de
Trabalho.
41
4
Conclusões
4.1
A análise global dos resultados identifica os seguintes pontos:
- a taxa de freqüência de acidentados próprios com afastamento, reduziu para 4,18, alcançando o
menor valor em uma década inteira, aproximando da menor taxa de freqüência registrada na
série histórica do setor, em 1999 (3,45);
- As taxas de freqüência e gravidade das contratadas, apresentaram os menores valores desde
2004, mas continuam elevados se comparados as mesmas taxas de empregados próprios.
- os acidentados da população continuam com a média de um acidente fatal por dia, com um total
de 331 acidentados fatais em 2008.
4.2
Cumpre ressaltar para nossa reflexão: “O trabalho com segurança e saúde consiste em projetos e
atividades desenvolvidos e reformulados permanentemente, consolidados em práticas do dia-a-dia,
traduzido em hábitos e não em atos. Portanto, aos que vêm alcançando resultados de excelência, o
maior desafio é o da manutenção daqueles hábitos e da conseqüente melhoria contínua do
desempenho empresarial.”
NOTA: Informações mais detalhadas poderão ser obtidas no Relatório Detalhado, disponibilizado no
site da Fundação COGE.
42
Proposições
•
Como parte do esforço conjunto visando à redução dos índices de acidentes no Setor de Energia
Elétrica Brasileiro, a ELETROBRÁS e a Fundação COGE darão seguimento à promoção de ações
conjuntas, em vários níveis:
– Internacional
• pesquisa e comparação de indicadores de desempenho em segurança e saúde de empresas
de energia elétrica no exterior, no âmbito de atuação da Fundação COGE;
• identificação e divulgação de práticas bem sucedidas adotadas por empresas elétricas.
– Nacional
• Realização do 7º SENSE – Seminário Nacional de Segurança e Saúde no Setor de Energia
Elétrica, em 2011;
• continuidade e aprimoramento da premiação para projetos bem sucedidos de gestão da
segurança e saúde no trabalho das empresas;
• identificação e proposição de ações de divulgação periódica de segurança e saúde para o
setor e o público em geral.
– Regional
• planejamento e realização de workshops sobre estatísticas de acidentes, indicadores
proativos e outros encontros sobre temas de interesse das áreas de segurança e saúde, bem
como a criação de Grupos Técnicos de Estudos Específicos para o setor nessas áreas.
• Realização de cursos sobre estatísticas de acidentes para o setor elétrico.
– Local
• aprimoramento contínuo no sistema de coleta de dados estatísticos de acidentes e nos
43
relatórios gerenciais.
Glossário
•
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cerca superior - É um limite que caracteriza que os valores situados acima do mesmo são discrepantes da
massa de valores de uma determinada amostra.
força de trabalho - Força de trabalho consiste em considerar tanto os empregados próprios da empresa, bem
como os empregados das contratadas como se fosse um só grupo de trabalho.
média do setor - É uma medida de centralidade calculada a partir do conjunto de valores observados (valores
relativos de taxas de freqüência e gravidade) como se pertencessem a uma unidade geral, por exemplo, no
setor elétrico, composto por diversas empresas, a média do setor o representa como se fosse uma única
grande empresa.
mediana - É o valor de observação de posição central de um conjunto de eventos que compõem uma amostra.
quartil - Os quartis são valores que dividem os dados em 1/4 do tamanho total da amostra. O primeiro quartil
Q1 tem 1/4 dos dados abaixo dele e 3/4 dos dados acima do mesmo. O segundo quartil Q2 é a própria
mediana. O terceiro quartil Q3 tem 3/4 dos dados abaixo dele e 1/4 dos dados acima do mesmo.
taxa de frequência de acidentados com lesão com afastamento - Número de acidentados com lesão com
afastamento por milhão de horas-homem de exposição ao risco, em determinado período.
44
•
taxa de frequência de acidentados com lesão com afastamento de contratada - Número de acidentados
com lesão com afastamento vezes um milhão, por horas-homem de exposição ao risco (estimada como
2.000 vezes o número de empregados de contratadas), em determinado período.
•
taxa de frequência de acidentados com lesão com afastamento de força de trabalho - Número de
acidentados com lesão com afastamento de empresas mais contratados vezes um milhão, por horashomem de exposição ao risco das empresas mais as horas das contratadas (estimada como 2.000 vezes o
número de empregados de contratadas), em determinado período.
•
taxa de gravidade - Tempo computado por milhão de horas-homem de exposição ao risco, em
determinado período.
45
•
taxa de gravidade de contratada - Tempo computado (estimado como 6.000 x total de mortes + 500
x total de acidentados típicos graves + 30 x total de acidentados típicos leves) por milhão de horashomem de exposição ao risco (estimada como 2.000 vezes o número de empregados de contratadas),
em determinado período.
•
taxa de gravidade de força de trabalho - Tempo computado da empresa mais o tempo computado
das contratadas (estimado como 6.000 x total de mortes + 500 x total de acidentados típicos graves +
30 x total de acidentados típicos leves) vezes um milhão de horas-homem de exposição ao risco da
empresa mas as da contratada (estimada como 2.000 vezes o número de empregados de
contratadas), em determinado período.
46
Informações
EQUIPE TÉCNICA - Segurança e Saúde no Trabalho
Cesar Vianna Moreira - [email protected]
Zilda Rodrigues da Silva - [email protected]
Marcelo Bouzas Barbosa Teixeira - [email protected]
Rafael Marino Lelles Abib Nepomuceno - [email protected]rg.br
Fundação COGE - Gerência de Segurança e Saúde no Trabalho
Av. Marechal Floriano, 19 – sala 1102
Centro - Rio de Janeiro – RJ
CEP 20080-003
Tel ( 21 ) 3973-8484 / Fax ( 21 ) 3973-8485 e 3973-8486
Home-page: http://www.funcoge.org.br
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Eletrobrás - Fundação COGE