São Paulo
Quarta-feira, 19 de agosto de 2015 • Jornal do Commercio • A-13
INFLAÇÃO DE AGOSTO
CRISE HÍDRICA
Fipe revisa projeção de
IPC de 0,62% para 0,59%
Sabesp poderá manter
bônus e sobretaxa em 2016
Alteração foi motivada, segundo André Chagas, pela surpresa com o desempenho
do grupo Alimentação, que saiu da alta de 0,61% para 0,15% entre as duas leituras
» DENISE ABARCA
DA AGÊNCIA ESTADO
A
Fundação Instituto
de Pesquisas Econômicas (Fipe) revisou
levemente para baixo
sua expectativa para o Índice
de Preços ao Consumidor
(IPC) no fechamento de
agosto, de 0,62% para 0,59%.
A informação foi dada, ontem, pelo coordenador do
IPC, André Chagas. Segundo
ele, a revisão foi motivada
pela surpresa com o desempenho do grupo Alimentação, que saiu alta alta de
0,61% para 0,15% entre a primeira e a segunda quadrissemana de agosto, muito
abaixo da inflação de 0,38%
esperada pela Fipe para esta
classe de despesa. Apesar
disso, no mesmo período, o
IPC ficou praticamente no
mesmo patamar, ao passar
de 0,84% para em 0,83%, em
razão da pressão do grupo
Habitação (1,5% para 1,67%).
Dentro de Alimentação, o
coordenador chamou a atenção para a guinada dos segmentos de Semielaborados
(0,33% para -0,47%) e In Natura (1,83% para 0,29%). “Os
preços de alimentos estão despencando”, definiu Chagas.
No primeiro segmento, houve deflação de preços quase generalizada - carnes, pescados,
cereais e aves -, enquanto leite
desacelerou a alta. No segundo, Chagas destacou a queda
de 2,32% dos tubérculos. Ele
explica que os preços de alimentação estão reagindo com
atraso à sazonalidade favorável
que geralmente tem início em
junho, mas que neste ano demorou para aparecer. Os preços de semielaborados, em especial, podem também estar
reagindo a uma provável queda na demanda externa - o que
aumenta a oferta doméstica.
Energia acelera e puxa índice
» DENISE ABARCA
DA AGÊNCIA ESTADO
Na contramão da trajetória
positiva do grupo Alimentação
dentro do Índice de Preços ao
Consumidor (IPC) da segunda
quadrissemana de agosto, o
grupo Habitação surpreendeu
negativamente o coordenador do IPC, André Chagas, pesando para que o IPC do período (0,83%) viesse levemente
acima da sua expectativa
(0,81%). “Subestimamos o impacto de energia elétrica sobre o grupo”, admitiu Chagas.
Habitação acelerou o avanço
de 1,5% para 1,67% entre a
primeira e a segunda quadrissemanas para agosto.
Energia Elétrica subiu de
4,5% para 7,93% na segunda
quadrissemana, representando o maior impacto individual sobre o IPC, de 0,2674
ponto percentual. O desempenho continua refletindo o
reajuste nas tarifas da Eletropaulo em vigor desde julho,
mas que chega agora ao IPC
da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em
razão do chamado regime de
caixa. Neste sistema, o aumento da tarifa só afeta a in-
flação quando os consumidores pagam suas faturas.
Segundo Chagas, a pressão
de energia elétrica sobre Habitação deve aumentar nas
próximas leituras do IPC. “O
pico deve ser na quadrissemana que vem ou na seguinte”, previu o coordenador do
índice. Habitação tende a fechar o mês com alta de 1,45%,
pelos cálculos da Fipe. Além
de energia elétrica, outro item
a pressionar Habitação foi tarifa de água e esgoto, que subiu 7,2%, sendo o segundo
maior impacto individual do
IPC (0,1214 ponto percentu-
al). “Mas neste caso, o pior já
passou, pois na leitura anterior o aumento havia sido de
10,65%”, afirmou Chagas.
IGS
O avanço nos preços de
energia elétrica também foi o
principal vetor para a aceleração do Índice Geral de Serviços
(IGS) apurado pela Fipe. O IGS
passou de 1,46% para 1,61%
entre a primeira e a segunda
quadrissemanas do mês. “Novamente, ficou acima do IPC.
Energia tem peso muito maior
no IGS”, explicou Chagas.
OSASCO
METRÔ
Corregedoria
ouve 32 PMs
sobre chacina
Governo multará Bombardier
por atraso em sistema de trens
» ALEXANDRE HISAYASU
» LUIZ FERNANDO TOLEDO
» JULIANA DIÓGENES
DA AGÊNCIA ESTADO
DA AGÊNCIA ESTADO
Trinta e dois policiais militares de Osasco foram convocados para prestar esclarecimentos na sede da Corregedoria da corporação na
manhã de ontem. Não havia prazo para os depoimentos terminarem. Os policiais estavam trabalhando
no dia da chacina que deixou 18 mortos e seis feridos
em Osasco e Barueri, na
Grande São Paulo, na última quinta-feira. A principal suspeita é de que os crimes tenham acontecido em
resposta à morte do cabo
da PM Avenilson Pereira de
Oliveira, de 42 anos, lotado
no 42.° Batalhão, de Osasco.
O policial foi morto a tiros
por ladrões dentro de um
posto de gasolina, no dia 7.
A polícia acredita que ao
menos dez criminosos atuaram na chacina em Osasco e Barueri, divididos em
três grupos diferentes. Os
investigadores chegaram à
conclusão após analisarem
laudos periciais, cruzarem
os tipos de armas e as munições, além de verificar
filmagens e relatos de
testemunhas.
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) está oferecendo uma recompensa de até
R$ 50 mil para quem tiver
informações que levem à
prisão de suspeitos na
chacina. Trata-se da maior
oferta já feita para tentar
solucionar um crime no
Estado. O esclarecimento
do caso é prioridade para o
governo. Para ter ideia, o
montante é cinco vezes
maior que o valor oferecido pelas autoridades policiais no caso do médico
Roger Abdelmassih, acusado de abusar sexualmente
de pacientes.
O governo do Estado de
São Paulo multará a empresa
Bombardier, contratada para
modernizar o sistema de controle de trens do Metrô, após
atraso na entrega da obra. O
novo sistema está em teste há
quatro anos. O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, informou, ontem, que a
multa será aplicada pela
Companhia do Metropolitano (Metrô) e pode chegar a
R$ 30 milhões. A empresa já
foi notificada. O atraso da
gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para concluir a extensão
das linhas 5-Lilás e 15-Prata
(monotrilho), e da Bombardier em instalar o novo sistema,
chamado de CTBC (sigla em
inglês para Controle de Trens
Baseado em Comunicação),
tem mantido paradas 31 novas composições.
Esses trens adquiridos são
mais modernos que o atual
sistema operacional dos trilhos, que não estão preparados para operar com a nova
tecnologia. “É evidente que
houve, por parte da Bombardier, contratada para fazer o
sistema CBTC, atraso em seu
cronograma. Aliás, temos
um processo de multa em
curso, que está em cerca de
R$ 30 milhões”, assinalou o
secretário. O CBTC é importante para reduzir o intervalo entre as composições e assim aumentar sua quantidade na linha, diminuindo a
superlotação. Essa incompatibilidade do sistema impede, por exemplo, o uso imediato dos trens no trecho entre Capão Redondo e Adolfo
Pinheiro da Linha 5-Lilás.
Com a tecnologia, os equipamentos passam a ser comandados apenas por computador. De acordo com Pelissioni, mesmo com o atraso, o
sistema deve ser instalado
até dezembro. O prazo inicial, segundo o Metrô, era fevereiro deste ano.
A Bombardier disse, em
nota, que trata do assunto
“na esfera contratual adequada”. A empresa alega dificuldades para conclusão da implantação por causa da “elevada complexidade da integração do projeto”.
Para o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres, a multa
não será aplicada. “Parece
mais um jogo de imagem. As
empresas reclamam que não
conseguem cumprir o prazo,
exigem mais dinheiro, o Metrô multa e no fim das contas
sai uma negociação”, disse.
Obras da linha 4 somente em 2016
» LUIZ FERNANDO TOLEDO
DA AGÊNCIA ESTADO
O secretário de transportes metropolitanos de São
Paulo, Clodoaldo Pelissioni,
informou que as obras nas
estações da linha 4 - Amarela
só devem começar novamente a partir do ano que vem.
“Estamos concluindo a valoração, o orçamento e pretendemos, entre o final de agosto e começo de setembro, entregar todos os itens - os orçamentos, o quantitativo e o
edital já em inglês para o Banco Mundial”, disse o secretário na manhã desta terçafeira. O antigo contrato para
construção das quatro estações - Higienópolis/Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo/Morumbi e Vila Sônia - foi
cancelado por causa do atraso nas obras. A nova licitação
deve ocorrer somente em
setembro. O início da operação do novo trecho deve ser
entregue apenas a partir de
2017 - o ramal começo a ser
construído em 2004.
A Estação Higienópolis/Mackenzie está com 60%
das obras prontas, mas ainda
precisa de mais 12 meses para ficar pronta. No caso da Estação Oscar Freire, há 40% de
conclusão dos serviços, e os
trabalhos devem durar 15
meses. Já as Estações São Paulo/Morumbi e Vila Sônia são
as mais críticas. No caso da
primeira, os serviços não terminam em menos de 18
meses. Na Vila Sônia, as obras
só devem ser entregues dois
anos após a assinatura dos
novos contratos. O cronograma prevê entrega em 2018.
A atual rodada de atrasos
da Linha 4 começou em no-
vembro de 2014, quando
parte dos trabalhos chegou a
parar e Estado e consórcio
entraram em conflito. O
Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) chegou a ampliar a linha de crédito em
mais R$ 20 milhões.
Histórico
O processo de arbitragem
da rescisão dos contratos entre o Metrô de São Paulo e o
grupo espanhol Isolux Corsán
deverá demorar, no mínimo,
um ano para ser concluído. As
duas partes se acusam de descumprir o contrato para construção de estações da Linha
4-Amarela do Metrô, numa
briga que se tornou pública
em fevereiro. Na ocasião, Alckmin ameaçou rescindir o
contrato com a espanhola.
DA AGÊNCIA REUTERS
A companhia de água e saneamento paulista, Sabesp, não
descarta a possibilidade de manter a política de concessão de
bônus e cobrança de sobretaxa
nas tarifas em 2016, diante do
cenário de crise hídrica que persiste no Estado. O diretor financeiro da companhia, Rui Affonso, afirmou, ontem, a analistas e
jornalistas, que “tanto o bônus
quanto o ônus são episódicos e
concebidos como reação a uma
crise hídrica extrema. A crise vai
continuar em 2016? Não sabemos, não sei se continuaremos
em crise”, ponderou o executivo,
ao responder se a política poderá ser mantida no próximo ano.
A companhia teve lucro líquido
de R$ 337 milhões no segundo
trimestre, alta de 11,5% sobre o
resultado obtido um ano antes.
Segundo Affonso, a Sabesp
deve apresentar à agência reguladora estadual Arsesp proposta
para nova estrutura tarifária da
companhia. Entre os itens estudados está eventual fim da chamada “tarifa mínima” cobrada
atualmente de clientes que consumirem no máximo 10 metros
cúbicos de água por mês. “Inúmeros modelos estão sendo analisados e tarifa mínima é um deles”, afirmou o executivo.
Primeiras semanas do mês
Segundo a companhia, as
duas primeiras semanas de
agosto mostraram chuvas chegando ao sistema de reservatórios Cantareira em um nível
abaixo do verificado no ano
passado. Em julho, as chuvas
sobre o sistema ficaram abaixo
da média histórica, mas foram
o dobro do registrado um ano
antes. Para amenizar a situação, a Sabesp está investindo
em aumento de “produção” de
água. A principal obra prevista
para o ano, a interligação do
sistema Billings com o Alto Tietê deve ficar pronta até setembro, estando atualmente 80%
concluída, afirmou Affonso. A
obra elevará em 4 metros cúbicos a segurança hídrica do Alto
Tietê, que exibia, ontem, 15,6%
de volume armazenado.
Affonso afirmou que métricas de endividamento
acordadas com credores seguem sob pressão pela escassez hídrica e pela crise econômica do País. Ele afirmou,
porém, que a empresa tem
reduzido custos e espera contar no próximo trimestre com
impacto cheio do aumento
de tarifas de 15,24%, aprovado pela Arsesp e que entrou
em vigor em junho.
Segundo ele, “apenas 1,5%
do reajuste contou neste trimestre para fortalecer o Ebitda
(sigla em inglês para lucro antes
juros, impostos, depreciação e
amortização)”. A Sabesp teve
Ebitda de R$ 756,6 milhões no
segundo trimestre, alta de 14,3%
sobre um ano antes.
AVENIDA PAULISTA
Fechamento definitivo aos
domingos está em estudo
DA AGÊNCIA ESTADO
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT ), informou, ontem, que após o segundo teste de fechamento da
Avenida Paulista para carros,
previsto para o próximo domingo, a Prefeitura decidirá se
adota a medida em definitivo.
Segundo ele, é “provável” que
a decisão já comece a valer a
partir do fim de semana seguinte, dia 30 de agosto.
Os estudos técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) sobre a viabilidade do
fechamento da via para carros
aos domingos foram concluídos
e indicam, de acordo com Haddad, que a proposta é “possível e
desejável”. O segundo teste
ocorrerá no próximo domingo,
dia 23, quando a Prefeitura inaugurará a ciclovia da Avenida
Bernardino de Campos. A primeira avaliação foi realizada no
dia 28 de junho, na inauguração
da ciclovia na Avenida Paulista.
“A CET pediu um segundo e último teste para a tomada de decisão final. Se tudo funcionar
como previsto, pelos estudos, a
decisão será tomada no sentido
de abrir todo domingo para a
população. Os estudos vão na
direção de que é possível e benéfico para a cidade”, assinalou.
Para a Prefeitura, a avaliação
do primeiro teste foi positiva.
Segundo Haddad, após o fim de
semana do primeiro fechamento, a CET fez reparos em relação
a equipamentos “que precisam
ter garantido o acesso”. “Agentes
da CET tiveram uma conversa
com hospitais e clubes da região.
E identificaram alguns condomínios que poderiam ter alguma dificuldade”, explicou.
TRANSPARÊNCIA
Empresas públicas terão
de divulgar salários
DA AGÊNCIA ESTADO
As empresas públicas do
Estado de São Paulo terão de
divulgar o salário de todos os
seus funcionários nos próximos dias. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou,
ontem, decreto que obriga a
inclusão da remuneração destes funcionários no portal da
transparência.
Atualmente, só os salários
de servidores da administração
direta são divulgados. Com a
mudança, também deverão di-
vulgar seus rendimentos os
funcionários das seguintes empresas: Sabesp, Metrô, CPTM,
Dersa, Cetesb, Prodesp, CDHU,
Cesp, Codasp, Cosesp, Companhia Docas de São Sebastião,
Cpos, Desenvolve SP, Emae,
Emplasa, Imprensa Oficial,
EMTU, Investe SP e IPT.
Diferentemente da administração direta, não existe um teto
remuneratório para estes funcionários. Isto permite, na prática, que qualquer colaborador
destas empresas receba salários
maiores que o do governador.
Companhia Bandeirantes de Empreendimentos Comerciais
CNPJ/MF nº 60.870.292 / 0001- 45 - NIRE nº 35.300.058.968
Ata da Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária
Data/Hora/Local: 24/04/2015, às 09h00 horas, na Rua Monte Alegre, 1.120 - Apartamento A - São Paulo/SP. Convocação: Através do envio do Edital de Convocação. Presença: Acionistas representando 96,50% do capital social. Mesa: Presidente - Eduardo Sodré de Barros
Monteiro; Secretário - Evaldo Inácio da Silva. Deliberações: “Aprovadas, por unanimidade” 1º) Aprovação das Demonstrações Financeiras e dos demais documentos de que trata o Artigo 133 da Lei 6.404/76, relativos ao exercício indo em 31/12/2014, dispensando-se a publicação, de acordo com a que dispõe o Inciso II do Artigo 294 da referida Lei; 2º) Apuração do Resultado do Exercício e posterior distribuição do Lucro Líquido conforme segue: a) Resultado do Exercício: R$ 222.186,95; b) Constituição de Reserva Legal do Lucro: R$ 11.109,35;
c) Resultado Líquido à disposição dos acionistas: R$ 211.077,60; 3º) Os honorários para a Diretoria foram mantidos no corrente exercício
com o valor de R$ 3.500,00 mensais para cada um dos membros da diretoria executiva, porém em razão da temporária paralisação de
atividades comerciais icam suspensos os pagamentos até nova deliberação a respeito. No entanto, permanece a remuneração anual ao
sócio Eduardo Sodré de Barros Monteiro, a título de gestão das atividades patrimoniais, mantida no valor de R$12.000,00. 4º) Ratiicar o
encerramento da atividade de administração de imóveis e condomínios pela Companhia, desde o dia 24/09/2009, quando transferiu sua
carteira de clientes e acervos de móveis e utensílios, à Auxiliadora Predial Ltda, tendo ainda locado para a mesma, as instalações onde
funcionava sua sede social, qual seja na Avenida Paulista, 1009 - Conjunto 1402, conforme consta da ata da AGE realizada em 10/11/2009.
Encerramento: Formalidades legais foram devidamente arquivadas e registradas na JUCESP n° 360.617/15-3 em 13/08/2015.
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Fipe revisa projeção de IPC de 0,62% para 0,59%