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RESUMO
Introdução: Vários estudos encontraram maiores taxas de mortalidade por
batidas no trânsito entre homens do que entre mulheres e entre homens jovens
do que entre homens mais velhos. No entanto, há uma lacuna quanto a
explicações para essas diferenças. Esse estudo, diferentemente dos
antecessores, parte de hipóteses postuladas a priori, sobre como devem variar
as taxas de mortalidade por batidas no trânsito, de acordo com sexo e idade.
Espera-se encontrar a presença e ausência de certas associações e
interações, com base na teoria moderna da seleção sexual aplicada ao estudo
do comportamento humano, especificamente, a “síndrome do macho jovem”.
Objetivo: Comparar tendências nas taxas de mortalidade por batida de carro e
moto segundo sexo e idade.
Método: Estudo ecológico com Estado como unidade geográfica de análise e o
ano calendário como unidade temporal de análise. A população do estudo foi
composta por homens e mulheres de 18 a 60 anos residentes no Estado do Rio
de Janeiro, entre 2004 e 2010, e no Estado do Rio Grande do Sul, entre os
anos de 2001 e 2010.
Resultados: O número de mortes por batida de carro e de moto, considerando
o número de habilitados para guiar tais veículos, foi maior em homens do que
em mulheres e em indivíduos mais jovens do que mais velhos. Além dessa
interessante congruência entre os resultados encontrados e as hipóteses
postuladas, descobrimos uma intrigante exceção: no Estado do Rio de Janeiro,
a taxa de mortalidade por batida de moto foi consideravelmente maior em
mulheres do que em homens. As tendências nas taxas de mortalidade por
batida de carro e moto no Estado do Rio de Janeiro vêm apresentando uma
queda nos últimos anos. No Rio Grande do Sul, as taxas de mortalidade por
batida de moto também vêm caindo ao longo dos anos, enquanto que as taxas
de mortalidade por batida de carro vêm apresentando aumento.
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André Luís dos Santos Medeiros