1 XX CICLO DE DEBATE S DO SERVIÇO SOCIAL HC- UNICAM P 13 e 14/ 1 1 / 2 0 0 3 PERS P ECTIVAS ATUAIS DO SU S e o agir tec n o l ó g i c o do trab a l h a d o r co m o u m ato éti c o - polí ti c o Prof. Dr. Emerson Elias Merhy 1 As pers p e c t iv a s atu ai s do SUS nos rem e t e ao movim e n t o político e a busc a de part e de seus ator e s pela cons t r u ç ã o de uma socie d a d e paut a d a por um a demo c r a c i a mais subs t a n t iv a. Ent ão, o SUS está envolvido, pelo menos, por esse tipo de implicaç ã o; apes a r de sabe r m o s da exist ê n ci a de muita s outr a s . Vale tam b é m ent e n d e r que esse tipo de luta, no Brasil, não é só o período da luta cont r a a ditad u r a . Ele nos rem e t e à com p r e e n s ã o de que na socied a d e brasileir a, e em par tic ul a r no cam po da saúd e , nós já tính a m o s em períod o s ant e rio r e s à fase da próp ri a ditad u r a disp u t a s na socied a d e bra sileir a , por outros form a t o s par a as políticas de saú d e e, de uma cert a man ei r a , isso tam b é m está implica d o no SUS, ou seja, o SUS é um certo arr a nj o no qu al há est a implicaç ã o histó ric a. Assim, nosso olhar deve ser rem e ti d o aos movim e n t o s de luta cont r a a ditad u r a e pela const r u ç ã o de uma nova 1 Profes s o r do Depa r t a m e n t o de Medicin a Preve n tiva e Social da Faculd a d e de Ciênci as Médica s da Univer si d a d e Estad u a l de Cam pin a s , a pales t r a foi proferi da no Auditório da FCM em 13/11/2 0 0 3. 2 dem o c r a c i a e de justiça social no país, em distint os período s, e as époc a s ant e ri o r e s de lutas de vários setor e s no cam p o da saú d e , por outr a s pers p e c t iv a s par a o conjun t o das politica s public as na saú d e. Por isso, o SUS car r e g a de man ei r a sub s t a n ci al este s des afios, est a per s p e c t iv a per m a n e n t e em qu al q u e r mo m e n t o mo m e n t o s que que a gent e a gen t e pode poss a dizer acom p a n h á - lo. Há que ele est ev e em possibilid a d e de avan ç o mais exten s o ou em mom e n t o s que a gen t e mes m o pode recon h e c e r , que do ponto de vista de conq ui st a de objetivos ele pode ter sofrido ret ro c e s s o s . Mas isso não rou b a , dele, o conjunt o implicaç ã o de per t e n c e r des s a s implicaç õ e s. A a um ter rit ó rio, que busc a novos dese n h o s das política s de saúd e no país e a implica ç ã o de per t e n c e r a movim e n t o s sociais que alm ej a m , par a socied a d e brasileir a, um a nova dem o c r a c i a e uma nova justiça social. Nest a direç ã o , eu dest a c a r i a que sem p r e que nós est a m o s dian t e do SUS a gent e vive tensõ e s muito próp ri a s dest e s lug ar e s . E um a das tensõ e s , que pra mim é releva n t e e que a gen t e vive como um a possibilida d e ness e s últimos anos, de uma man ei r a muito difer e n ci a d a ent r e os difer e n t e s ato r e s envolvido s com o SUS, é a man ei r a pela qual o SUS vem se apr e s e n t a n d o , de um lado, como política públic a e, de out ro, como política gover n a m e n t a l . Esta dob r a do Siste m a mes m o tem p o, uma am bicios a Único de Saúd e de ser, ao política pública e só se realiza r enq u a n t o política gover n a m e n t a l , é algo que não se 3 resolve em seto r e s específicos das políticas, no plano do est a d o , ou seja, não é algo possível de ser resolvido, pois é um a tens ã o constit u tiv a do cam po político e social, no qual o SUS em e r g e resolve na socied a d e no cam p o brasileir a . E, port a n t o, não se esp e cífico de um a política. Ou ela se resolve, de um a man ei r a mais amplia d a no cam po relacion al do est a d o e da socied a d e , ou ela pratic a m e n t e não se resolve em nen h u m dest e s luga r e s de sujeitos sociais e prátic a s . Essa é um a ten s ã o muito pres e n t e e cons t a n t e dent r o do Siste m a Único de Saú d e, que coloca os vários ator e s em condiçõ e s de ach a r , as vezes dian t e de cert a s situa çõ e s , que certo s discus s ã o da tens ã o acon t e c e r e s são ou não avanço s. Vou contin u a r insistin d o na cons tit u t iv a, por ach á- la nucle a r . Quan d o a gent e almej a que um cert o seto r social torn e- se um cam p o das política s públic as, nós tem o s uma ambiç ã o de que ele resp eit e cert a s est a bilid a d e s , do ponto de vist a de princí pios e diret riz e s , que não seja m ou não poss a m ser violados por gru pos espe cíficos, de ocasiã o, que est ão oper a n d o a direç ã o, por exem pl o, de um a cert a política gover n a m e n t a l . Os ator e s forjado r e s do SUS têm isso no seu discu r s o. Por exe m plo, qua n d o o Sist e m a Único de Saú d e diz que ele é acopl a d o a uma diret riz cons tit u ci o n al, na qual a saúd e é um direito, na qual a saúd e res p o n d e a um a const r u ç ã o inte r s e t o r i al, na qual o est a d o é res p o n s á v el pelo cu m p ri m e n t o dest e direito e na qual há a per s p e c t iv a do cont r ol e social. 4 Vejam que com isso est a m o s des e n h a n d o um a cert a imag e m do que significa cons t r ui r e ocup a r um ter ri tó rio de políticas pública s, ou seja, um ter ri tó rio de política s oper a d a no plano da socied a d e , no do est a do e sua maq ui n a r i a e que tem lógicas de esta b iliza ç ã o. Qualqu e r que seja o form a t o gover n a m e n t a l de ocasiã o ele não pode violar esse s princí pio s. Por exem pl o, o princípio do cont r ole social seria um dos dese n h o s ma rc a d o r e s dest a car a c t e r í s t i c a da política públic a que se ambicio n a como SUS. De fato, qua n d o a gent e vivenci a a const r u ç ã o efetiva do Sist e m a Único de Saú d e , nest e s anos todo s, a gent e perc e b e que nem sem p r e é tão claro o que significa o conjun t o dess a s dire t rize s, que dão a car a do SUS como política pública. Na realida d e , a gent e pode dizer que se pud é s s e m o s nos aproxi m a r com uma lent e de au m e n t o das milha r e s de expe ri ê n ci a s gover n a m e n t a i s , que ocorr e m nos vários municípios do Brasil, outr a s deze n a s de expe ri ê n ci a s gover n a m e n t a i s que ocor r e m no plano dos Est a d o s, ou mes m o das expe ri ê n ci a s gover n a m e n t a i s no plan o nacion al, em difer e n t e s gover no s, nós diría m o s que há um a fragilid a d e muito significativa nest a am biç ã o de se ser um ter ri tó rio de política pública, ou seja, ele aind a não cons e g u i u se ass e n t a r num a bas e social de ator e s que lhe dão sust e n t a b ilid a d e , par a que poss a atr av e s s a r período s de distin to s gru p o s gover n a m e n t a i s que, apes a r dos seus jogos de inte r e s s e s , man t e n h a m - se firm e s em torno da pre s e r v a ç ã o 5 da est a bilid a d e de algun s princí pios básicos como, por exe m plo, a gar a n t i a efetiva do cont r ol e social. Na prátic a , hoje, não pode m o s dizer que no Brasil o Sist e m a Único de Saú d e expr e s s a uma prátic a de cont r ol e social efetiva. Na realid a d e , pode m o s relat a r expe ri ê n ci a s e é isso que nós temo s vivido no SUS, temo s vividos de relato s de expe ri ê n ci a s , mais bem suce di d a s , menos bem suce di d a s . Revela n d o que o Siste m a Único de Saúd e tem, como um a de suas constit u t ivid a d e s , luta, ou seja, que ele contin u a sendo um cam p o de o Sist e m a Único de Saúd e ant e s de ser efetiva m e n t e uma polític a pública, é um cam po de dispu t a ; e que m não perc e b e r isso per d e ter r e n o par a o outro que tam b é m dispu t a a direç ã o dess e ter rit ó rio. Essa é um a das mar c a s que gost a ri a de deixa r de um a man ei r a explícit a par a gen t e pau t a r um deb a t e sobr e pers p e c t iv a s do SUS, hoje. Porq u e , movim e n t o s se de a gent e ten t a tiv a for de acom p a n h a r cons t r u ç ã o de os vários um a out r a maq u i n á r i a, par a a política de saú de no Brasil, olhan d o par a o movim e n t o dos anos 80 e, agor a, nos anos 2000, a gent e per c e b e que cert a s conq ui s t a s , em algun s movim e n t o s , são tidas como conq uis t a s de fato e, em outr os, nem tanto. E mais, par a que m consid e r a que foi um avanço, se não cuida r da cons t r u ç ã o de blocos sociais par a sust e n t á- la, no período seg uin t e , elas reg ri d e m . 6 Temos vários exem pl o s, de política s setori ai s, na áre a do Siste m a Único de Saúd e que most r a m isso. A saúd e men t al é um a delas. A saúd e ment al na realid a d e vive isso de form a muito inten s a e per m a n e n t e , e o tem po todo ela tem que most r a r , de ma n ei r a explícit a, onde ela ava nço u, por exe m plo, na luta antim a ni c o mi al. Pois, como em gran d e medid a se apoia em expe ri ê n ci a s de gover n o s espe cífico s, tem que torce r par a o gove r n o não mud a r . Senã o ... Isso tem muit a significaç ã o, isso most r a que na realid a d e o projet o de const r u ç ã o do Siste m a Único de Saúd e não obed e c e u , nest a situa ç ã o apont a d a , a uma prátic a de acu m u l a ç ã o social, infelizm e n t e porq u e ficou reduzid a às expe ri ê n ci a s gover n a m e n t a i s . A sust e n t a b ili da d e mais ampl a est á em out ro luga r, ela não est á só num conjun t o de prá tic a s gover n a m e n t a i s , dúvida, mes m o fund a m e n t a i s conside r a n d o e que cont rib u a m expr e s s ã o da multiplicid a d e e que seja m, sem na const r u ç ã o e riqu ez a do Sist e m a Único de Saú d e , fazen d o, dest e, um proce s s o singul a r e rico no mun do atu al, se consi d e r a r m o s as expe ri ê n ci a s de vários out ros paíse s. Por tudo isso, tem os per d e r m o s que est a r ate n t o s par a não a pers p e c ti v a de que est a m o s crava d o em um cam p o de luta, como eu disse há pouco, o que pode nos fazer per d e r de vista que a const r u ç ã o da sust e n t a bilid a d e exige vários movim e n t o s . Um dos movim e n t o s , sem dúvida nen h u m a , é um movim e n t o que sai do ter ri tó ri o da saúd e, 7 que deve ter que atingi r o conjun t o dos out ros seto r e s do est a d o , na medid a que o Siste m a Único de Saúd e é algo que am bicion a a sua realiza ç ã o num cam p o de refor m a do est a d o , ou seja, o Sist e m a Único de Saúd e não tem como se conc r e ti z a r , enq u a n t o um a política públic a, se ele não vier de mãos dad a s com acu m ul a ç õ e s mais am pl a, social m e n t e , no plan o da refor m a do est a d o, e este é um plano no qual nós não temo s tido, nes t e últimos anos, muit a s evidên ci a s positiv as. Ao cont r á r i o, saímos da ditad u r a com muit a am biç ã o, am bicion a m o s radic al m e n t e as práti c a s de refor m a do est a d o , ap es a r de ter m o s conq uist a d o vária s coisas, vimos assisti nd o nos último s anos fragilizaçõ e s na consolid a ç ã o dest a pers p e c t iv a, como pode m o s ver hoje no que se refe r e as relaçõ e s ent r e o público e o privad o, no cam p o dess a refor m a do est a d o brasileiro. Na áre a do Sist e m a Único de Saúd e isso tem expr e s s õ e s muito significativas par a most r a r como que esse ter ritó ri o é mina d o, como ess e ter rit ó rio aind a é muito impr e ciso . Por exe m plo, qua n d o a gent e assist e nos últimos anos qu al o conju n t o de políticas , que os gover n o s nos níveis nacio n al, est a d u al e munici pal têm tido par a os hospit ai s, a gen t e vai verifica r isso se olháss e m o s dois setor e s hospit al a r e s , o do hospit al univer sit á ri o e o dos públicos não est a t ai s, muito significa tivos par a a cons t r u ç ã o de um SUS mais pau t a d o pela equid a d e e maior justiça social. 8 Iremo s const a t a r , ao olha r com aten ç ã o par a est a situ a ç ã o , que a política que o Sist e m a Único, atr av é s dos vários gover n o s, est a b el e ci m e n t o s vem é const r ui n d o muito des as t r o s a , par a e que esses pode ser tra d u zi d a da seg ui n t e form a: quer se sust e n t a r , privatize- se! E aí a vers ão da privatiza ç ã o tem mil cara s , a privatiza ç ã o no hospit al univer si t á r io pode ser abri r um a segu n d a port a, terc ei r a port a, quar t a port a, quint a port a e, nor m al m e n t e , fech a r a prim ei r a Misericó r d i a s é “planozin h o” local, port a. com e ç a r par a A idéia a ou o forte vende r lhe dar planos, desejo fazer rec u r s o s das o seu financ ei r o s adicion ai s, junto com um a relaç ão de pre s t a d o r a de uma oper a d o r a de plano s maior, a fim de com pl e t a r o que fatur a como com pl e m e n t a r do SUS, e assi m por diant e. Ou seja, a política da refo r m a mais am pl a do est a d o público e do lugar do privad o, no Brasil, não vem siner gi c a m e n t e apont a n d o par a um a per s p e c t iv a de sust e n t a b ilid a d e de cert os setor e s fund a m e n t a i s par a noss a apos t a de const r u ç ã o de um Sist e m a Único de Saú d e mais dem oc r á t i c o e mais justo. Não pode m o s nos sentir tra n q üilo com tudo isso. Ao cont r á r i o, est e front nece s s á r i o de disput a oper a em um ter ri tó rio de muit a fragilida d e . Ent ão, isso exige de nós o ent e n d i m e n t o profun d o de como é frágil a consolid a ç ã o do Sist e m a Único de Saúd e , enqu a n t o um a política pública mais est áv el, que sofre variaçõ e s conjun t u r a i s significativa s e que exige dos seu s militan t e s ate n ç ã o per m a n e n t e e cost u r a s 9 am plia d o r a s . Ele é uma const r u ç ã o muito delica d a porq u e aind a não atingiu um pat a m a r de institu cion aliz aç ã o, que lhe per mi tis s e pod e r ultr a p a s s a r certos períodos com maior tra n q üilid a d e . Além dess a tem á ti c a, há que se levar em cont a um out ro asp e c t o mais esp ecífico do próp rio territ ó rio da saúd e e que não é tam b é m um ter ri tó rio consolid a d o, do ponto de vista da const r u ç ã o de uma política pública, que nos dê tra n q üilid a d e . Este asp e c t o nos rem e t e a espe cificida d e do ter ritó ri o da saú d e, que é a opção pela const r u ç ã o de cert a s mod alid a d e s de prod u ç ã o do cuida d o par a o usu á ri o, individu al e coletivo, à qual o Sist e m a Único ader e . Aqui, esto u me rem e t e n d o a aquilo que é mais próp rio do cam p o da saú d e . Ou seja, quan d o a gent e fala em cam p o da saú d e, em tudo isso que eu disse sobr e a refor m a do est a d o , o público e o priva do, dent r o de algo que é singul a r , que tem mar c a sub s t a n ci al que o difer e n ci a dos out ros lug ar e s , há que se ter sem p r e claro, o que e que m realiza o conju n t o das práti c a s sociais dem a r c a d o r a s dest e cam p o. Afinal de cont a s , este cam p o da saúd e é lugar do quê? É lugar da const r u ç ã o de interv e n ç õ e s tecnoló gi c a s cuja alm a, cujo sen tid o, é a prod u ç ã o do cuida d o em saúd e, que tent a res po n d e r ao que socialm e n t e se consti t ui e se deno mi n a mun d o das nece s si d a d e s de saúd e dos indivíduo s e dos coletivo s. Ent ão, isso é que dá mar c a e é prop ri e d a d e dest e cam p o; aí, ele se difer e n ci a, por exem plo, do cam po 10 edu c a cio n al práti c a s ou de um religios a s . outro cam p o Na realid a d e , social, o conjunt o como o das de prátic a s sociais, cuja alma é o cam p o da saúd e , está implica d a com esse tipo de ques t ã o . Elas são prátic a s reco n h e c i d a s e prod u zi d a s , nest e mom e n t o, pela socied a d e , como port a d o r a s de cap a ci d a d e s tecn oló gic a s par a respo n d e r às nece s si d a d e s de saú d e e seu com plexo mund o. Este, tam b é m , é um luga r de inten s a s disput a s . De disp u t a s que fazem refer ê n ci a a nós, tra b al h a d o r e s de saúd e , no nosso dia a dia. Par a nós vivenci a r m o s , de um modo muito próximo, o tem a que eu falei da refor m a do Est a d o, e do público e do privad o, nós temo s que se confro n t a r com uma situ a ç ã o imedia t a de conflito, ness a áre a, que tenh a senti do no nosso cotidia n o ou, o que nos sobr a é abst r a i r, do ponto de vista do pens a m e n t o e da militân ci a, a tem á t ic a da refor m a do Esta d o . Mas, esse outro lado, que o Siste m a Único de Saú d e está envolvido e est á ama r r a d o , que lhe dá subs t â n ci a, esse se faz pres e n t e no nosso dia a dia e a nós se refer e. Pois, est a r implica d o com a prod u ç ã o do cuida d o em saúd e é o nosso lugar, nós trab al h a d o r e s de saú d e vivemos isso. Somo consid e r a d o s tra b al h a d o r e s de saúd e, e não de outr a coisa qu al q u e r , porq u e somos um conjunt o de sabidos singul a r , que est a m o s nest e cam po da saúd e por ser m o s sabidos de proce s s o s de açõe s tecnológic a s que respo n d e m ao mun do das nec es si d a d e s de saúd e . E, nest e luga r, est a m o s am a r r a d o s a cert a s mod alida d e s de se fazer isso, de cert a s 11 man ei r a s par t e de se realiza r das disp u t a s isso. E, nest e territ ó ri o, faze m os que o cam po conté m e que é muit a inten s a . É um territ ó ri o que coloca em confron t o o conjun t o dos próp rio s tra b al h a d o r e s de saúd e e, que na realid a d e , nos re m e t e a opções , que enq u a n t o trab al h a d o r e s temos que ter, implica n d o na noss a defes a de cert a s pers p e c t iv a s par a a cons t r u ç ã o do Siste m a Único de Saú d e , e queir a m o s ou não, aí somo s milita n t e s cotidia n os . Esse talvez seja o lugar pelo qu al nós noss a militân ci a cotidia n a , com o nosso “sab e r ser” trab al h a d o r de saúd e, pode m o s Sist e m a trab al h a d o r e s nos torn a r de saúd e, sujeitos na políticos milita n t e s de um Único de Saú d e mais eqüit a tivo, mais resolutivo, mais voltad o par a a vida do usuá rio. Nós não precis a m o s nos descola r nosso do cotidia n o par a militar, ao cont r á r i o, é aí, no próp rio luga r de trab al h a d o r , que agimos politica m e n t e . Temos que nos man t e r nest e luga r e politizá- lo de uma cert a man ei r a , e que não é a politizaç ã o enqu a n t o a cons tit ui ç ã o de um a cert a orga niz a ç ã o política, mas é a politizaç ã o enq u a n t o a adoç ã o de cert a s opções, do ponto de vista ético e tecn oló gi co, do nosso luga r e do nosso fazer que mexe com a form a social de se const r ui r vidas. E nest e luga r, na noss a opção ético- tecnológic a do nosso lug ar e do nosso fazer, nós, como sujeitos políticos, pode m o s avolu m a r a cap a ci d a d e de acu m ul a r na direç ã o de 12 um Siste m a Único, que consig a ter mais sine r gi a com tudo isso que eu coloq u ei. Ou, não. Eu diria que no cotidia n o, sociais mais impor t a n t e s saú d e , no plano do o conjun t o par a a cons t r u ç ã o Siste m a Único de dos ator e s das ações de Saúd e, os que iden tifico como os mais expr e s sivos, são: os gove r n a n t e s de ocasi ão, os dirig e n t e de ocasi ão, os trab al h a d o r e s de saúd e, os usuá ri o s dos serviço s e os em p r e s á r i o s do setor. Diria que dess e conju n t o, dest a red e de ator e s , os tra b al h a d o r e s de saú d e são os que mais det é m cons e r v a d o r ou prog r e s s i s t a potê n ci a s - que de “auto- pode r ”, lhes dão gra u s significa tivo s de liber d a d e par a agir no cotidia no, que não precis a m pedir muit a licenç a a out ro s par a const r ui r a sua ação junto do mun d o das nece s si d a d e s -, de intervi r na cons t r u ç ã o de um Sist e m a Único mais justo e dem oc r á t i c o. Isto traz uma implicaç ã o que tem que nos inqui et a r . Tem que nos deixa r, absol ut a m e n t e , preoc u p a d o s − no bom ou no mau sen ti d o − e isso dep e n d e de cad a um, não tenho recei t a. Mas, que tem que nos deixa r preoc u p a d o s , tem. Por quê? Porq u e se somo s, como se fatos somos, enqu a n t o tra b al h a d o r e s , ator e s fund a m e n t a i s é porq u e está em nós muita s das pers p e c ti v a s de const r u ç ã o de um Siste m a Único difer e n ci a d o , que a gent e pode des eja r . Isto é, muito depe n d e da gent e mes m o , ou seja, depe n d e da noss a cap a ci d a d e de ação, do ponto de vista tecnológico, como algu é m que faz 13 um a opç ão ético- política, no cotidia no; algu é m que faz uma opção por ent e n d e r tecnoló gico e o que mun d o o encon t r o, das ent r e o nosso nece s si d a d e s , é um agir agir tecnoló gico e, como tal, é um ato político. Em que senti do ele é um ato político? Ele é um ato político porq u e ele implica uma opção social, assu mi d a por nós tra b al h a d o r e s , se milita m o s a favor da vida, ou não, ou, até, se milita m o s a favor de uma mort e meno s sofrid a. No cam p o da saú d e, qual qu e r que seja a imag e m das nece s si d a d e s de saú d e, ela sem p r e nos rem e t e à segui n t e expr e s s ã o : nós est a m o s falan do de algo que nos inte r e s s a muito, que é o modo pelo qual pode m o s viver a noss a vida. Assim, tra d u zi ri a que o mun d o das nece s si d a d e s de saú d e , par a cad a um de nós ou par a os coletivos, rep r e s e n t a um conju n t o de situ a çõ e s que sem p r e rem e t e a possibilida d e de viver m o s a noss a vida, dent r o do nosso modo de vive- la, ou seja, sem que isso seja um fenôm e n o idêntico a outro modo. Nós temo s cap a ci d a d e de repr e s e n t a ç ã o , temo s possibilid a d e s de nos senti r m o s aleg r e s ou trist e s , enq u a n t o indivíduo s ou coletivos, de man ei r a s difer e n ci a d a s , nós tem os difer e n ç a s par a com p r e e n d e r o que são obst á c ulo s par a o viver a noss a vida; e, port a n t o, ness a s difer e n ç a s os grupo s sociais e os difer e n ci a d a indivídu o s, o que são tam b é m as expr e s s a m nece s si d a d e s , de par a man ei r a si . Isso cons tit ui ess a riqu ez a que é o conjunt o das nece s si d a d e s sociais. Mas, de uma cert a man ei r a a todos nós indivíduo s ou 14 coletivos rem e t e a imag e m de que esta m o s faland o de viver vidas. Ora viver vidas é um a port a par a ver que vida prod uz mais vida e, den t r o disso, pode m o s opta r par a que nosso ato vivo não prod uz a ou não cont ri b u a par a prod u zi r mais mor t e. Esse pode ser um dos nossos objetos, e tom a- lo como tal é um ato político. É um ato político porq u e nós coloca no nosso agir tecnoló gi co opçõe s, como: indivíduo s ou coletivo s, profission ai s, trab al h a d o r e s de esta b el e ci m e n t o s de saúd e; como algu é m que se sab e n d o port a d o r de uma arm a política na mão, com o seu fazer, faz uma opção na form a de usar o seu sab e r tecnoló gico. Algué m que apont a est a ar m a pra que a vida prod u z a mais vida, e não pra que a vida prod uz a mais mort e, como o mod elo domin a n t e , médico- hege m ô n i c o, muita s vezes pratic a. Essa opção não está dada, auto m a t i c a m e n t e , ela é um a opç ão que nós faze m o s no cotidia n o ent r e nós, que nós faze m os no cotidia n o com o usu á rio, que nós faze m o s no cotidia n o com o nosso trab al h o. Se não tiver m o s esta per c e p ç ã o , a gen t e aba n d o n a algo que é funda m e n t a l par a essa decis ã o, que é nos com p r e e n d e r m o s como sujeito s políticos dess e ato e em ato. No mod elo, mais corri q u ei r o pratic a d o , nós não nos implica m o s muit a s vezes com os nossos atos, que prod uz e m mort e s – e, olha, que são muitos os trab al h a d o r e s de saúd e que pro d u z e m mort e e que não se implica m e nem se res p o n s a b iliza m com isso -, e ao fazer m o s isso, na realid a d e 15 est a m o s nos implica n d o e se respo n s a biliza n d o, tam b é m , como sujeitos políticos, mas como sujeitos que faze m a opção ético- política por uma militân ci a de neg a ç ã o de um Siste m a Único de Saú d e mais demo c r á ti c o, justo e const r u t o r da equid a d e social no direito a um a vida mais qualifica d a . Nest a direç ã o , creio que ess a é um a das gra n d e s pot ên ci a s que nós temo s na mão, que é ess a noss a implicaç ã o na ação tecnoló gi c a , apont a n d o par a um a vida que ambicion a ser mais vida. Mas, tam b é m me re m e t o à per s p e c t iv a de pode r m o s mor r e r de modo mais alegr e, e aí lembr o de um filósofo do século XVI, que é o Espinos a , que dizia que “a aleg ri a é um a manifes t a ç ã o do viver”, e de que m faço uso um pouco envies a d a , pois vou falar de uma outr a coisa. Nós pode m o s , além de prod u zi r mais vida, produ zi r modos de mor r e r mais aleg r e na noss a socied a d e , ou seja, mor r e r não precis a ser a desg r a ç a que é, e nós não faze m o s isso, nós prati c a m e n t e per d e m o s ligaçõ e s com outros hum a n o s muitos ant e rio r e s a nós, que const r uí r a m ritualís tic a s com a mort e muito mais sau d á v ei s. Acho que isso faz par t e da noss a opçã o tam b é m como sujeito político no cotidia n o, nós temos que nos preoc u p a r com isto, e nest a direç ã o par a ir mais ou menos fecha n d o a minh a interv e n ç ã o , eu gost a ri a de coloca r o qua n t o isso traz par a nós res p o n s a b ilid a d e s . Por quê? Porq u e na realid a d e , nós no cotidia n o não temos essa com p r e e n s ã o de man ei r a coletiva, nem de uma form a muit a 16 inten s a . Nor m a l m e n t e nós nos posicion a m o s como vítim as do cotidia n o e não como sujeitos do cotidia n o, ou seja, nós nos posicio n a m o s como vítim as dos outros ator e s políticos, dos out ro s sujeito s políticos e não nos vemos como vítima s de nós mes m o s . E, na realid a d e , eu gost a ri a de inver t e r esse olhar, gost a ri a de dizer que na realida d e nós nos vemos como vítim a dos out ro s, porq u e somos vítim a s de nós mes m o s, porq u e não nós reco n h e c e m o s como sujeitos políticos, que faze m opçõ e s ético- tecnoló gic a s , no seu trab al h a r cotidia n o, em todos os lugar e s onde est a m o s atu a n d o, inclusive enq u a n t o trab al h a d o r . Acho que esta é um a ques t ã o nuclea r do Sist e m a Único de Saú d e , hoje. Por quê? Porq u e se eu pud e r fazer um dese n h o de ond e o Siste m a Único de Saúd e mais acu m ul ou, nest e s anos todos da Constit ui ç ã o par a cá, ou até pré- cons tit ui ç ã o , pois já era um a apos t a per s e g u i d a por muitos ant es da próp ri a Consti t ui ç ã o; se pud e r ver est e des e n h o , vou verifica r que o Siste m a Único de Saú d e até que avan ço u razo av el m e n t e na sua lógica institu ci on al jurídico–político, ou seja, na que s t ã o da municip aliza ç ã o, na conq ui s t a , até consolid a d a , do pont o de vista de lei. Do ponto de vista de lei o cont rol e social est á escrito, do pont o de vista da lei há a rep r e s e n t a ç ã o políticos escrit a s do conjun t o de decis ã o, de ator e s a exist ê n ci a e têm que ser cum p ri d a s , das sociais nos espa ç o s confer ê n c i a s estã o do ponto de vista de arr a n j o s até finan c ei r o do seto r há uma cert a consolid a ç ã o 17 (ape s a r da persis t ê n ci a fort e do modo inam pi s a d o de finan ci a r açõe s de saú d e). De todos setor e s da maquin a ri a social, os seto r e s da saúd e e educ a ç ã o são os que têm mais se consolid a d o . É só ver a rece n t e agr e s s ã o que a saúd e sofreu de retir a d a de per to de cinco bilhõe s, do seu orça m e n t o , e o recu o do gover no. Isso most r a que, do pont o de vista da lógica de institu cion aliz aç ã o, o Sist e m a Único de Saú d e tem avan ç o s na const r u ç ã o da sua maqui n á r i a , no reco n h e ci m e n t o do luga r do gest o r , nos encon t r o s dos gest o r e s , na const r u ç ã o das mes a s de negoci aç ã o. Mas se nós fôsse m o s ver, apes a r disso tudo, onde ele meno s avan ço u , vere m o s que é ness e ter ri tó rio da implica ç ã o do tra b al h a d o r de saú d e , e que faz refer ê n c i a ao tem a da sust e n t a b ilid a d e que trat ei no com e ç o da minh a fala. Ess e é um dos luga r e s mais frágeis do Sist e m a Único de Saúd e , por den t r o. É o luga r no qual o conjunt o dos trab al h a d o r e s aind a não se posicio n a r a m como sujeitos políticos ampli ad o s , pois como reg r a eles tem se posicion a d o como sujeitos político s cor po r a t ivo s. Isso é um gran d e proble m a do Sist e m a Único de Saú d e , o fato da gen t e ter milha r e s e milha r e s de forças sociais envolvid as na cons t r u ç ã o dess e cotidia no, e nós tra b al h a d o r e s de saú d e ainda não ter m o s nos constit uí do e nos reco n h e ci d o como sujeitos políticos de const r u ç ã o e consolid a ç ã o do SUS enqu a n t o um a política pública. Este é um dos gran d e s calca n h a r e s de Aquiles daqu el a dobr a da 18 política pública e da política gover n a m e n t a l , que eu tinha apr e s e n t a d o par a vocês. De um lado, temo s uma fragilida d e do que diríam o s ser o luga r da macr o- política, que é o cam p o da refor m a do Est a d o , e de outro lado, tem os um a gran d e fragilida d e que é a noss a ação do cotidia no, que é o luga r da microp olítica, lug ar no qual enq u a n t o sujeitos cons t r u t o r e s de novas form a s de pro d u ç ã o da saú d e, no Brasil, somos um dos princip ai s prot a g o n i s t a s . E, isso faz refer ê n c i a tra b al h a d o r e s sujeito s políticos, e a todos não a nós nós como enq u a n t o cor po r a ç õ e s profission ai s. Temos assis ti d o ret ro c e s s o s ness e cami n ho. É só mira r m o s na gran d e discus s ã o sobr e o ato médico, que a minh a cat e g o ri a profission al, heg e m o ni z a d a mais cons e r v a d o r , trav a como ban d ei r a pelo seu lado de luta hoje no Brasil; que é uma ban d ei r a de luta que se vitorios a ser á dest r u i d o r a do Siste m a Único de Saúd e. Tenho podido coloca r isso em nível nacion al, já escr evi sobr e isso, e não per co a oport u n i d a d e de falar de que a vitória da lei do ato médico, defen di d a pelas entid a d e s médic a s, é anti- SUS. E, por isso, ela tem que ser um proble m a par a os out ro s tra b al h a d o r e s . Acho, inclusive, que os outro s trab al h a d o r e s têm reagi d o ao ato médico de um a ma nei r a atr a s a d a , tão atr a s a d a quan t o a próp ri a propo s t a de par t e dos médico s, que é a de se posicion a r tam b é m como corpo r a ç ã o , que se auto afirm a , e nest e camin h o, a idéia nucl ea r de ser m o s 19 sujeito s políticos da produ ç ã o da vida e de um mor r e r mais aleg r e fica secu n d a r i z a d a , qua n d o, real m e n t e , do meu ponto de vista, ela é a gran d e alma do nosso negócio: produ zi r saú d e . Obrig a d o ! 20 ASSI S TÊ N C IA E PREVIDÊ NC IA CAMI N H O S E TENDÊ N C IA S DA POLÍTICA DE ASSI S TÊ N C IA SOCIAL Profª. Dr.ª. Maria Carmelita Yazbek 2 A assist ê n ci a social no âm bit o da segu ri d a d e é o primo pobr e, como o SUS como dizia o profe ss o r Emer s o n dizia ela expr e s s a sua colocaç ã o, sua inse r ç ã o na cons tit ui ç ã o , expr e s s a de um certo lado uma mobilizaç ã o de algu n s seto r e s da socied a d e , profission ai s, sobr e t u d o de algu m a s cat e g o r i a s dos assist e n t e s sociais, de algun s núcleo s [de estu d o s] no Brasil como o da UNB e da próp ri a PUC São Paulo, tiver a m uma cert a interfe r ê n c i a na inser ç ã o da assist ê n ci a na consti t ui ç ã o, mas tam b é m ela vai expr e s s a r esse cont ex t o que o profes s o r Wilson est á apr e s e n t a n d o , um cont ex t o de tran sfo r m a ç õ e s na relaçõ e s de tra b a l ho, no mun d o capit alist a vamo s dizer assi m e que vai exigir política assist e n ci ai s. Isso acon t e c e u no mundo todo na Europ a, a assist ê n ci a social tam b é m ganh a uma cer t a visibilida d e como política. Mas eu prefiro aqui enfatiz a r o significa do da inser ç ã o da assist e n t e social na cons ti t ui ç ã o do ponto de vista das lutas sociais, de um a movim e n t a ç ã o da socied a d e que vai per mi ti r cria r par a a assis t ê n ci a social brasileir a até ent ã o muito mais um conju n t o de práti c a s de ben e m e r ê n c i a uma nova mat riz, uma nova condiç ã o, uma nova visibilida d e. Eu 2 Coord e n a d o r a do Progr a m a de Pós- Gradu a ç a o em Serviço Social da Pontifícia Univer si d a d e Católica de São Paulo. 21 ente n d o que a Cons tit ui ç ã o e depois a Lei Orgâ nic a da Assist ê n ci a cria m par a a assist ê n ci a social um a nova mat riz − eu ten h o cha m a d o assim − elas per mi t e m a pass a g e m da assist ê n ci a social par a um cam po novo, o cam po do direito, o cam p o da univer s aliza ç ã o dos aces s o s, da res po n s a b ilid a d e do Esta d o per a n t e as ques t õ e s da pobr e z a e da exclus ão, o cam p o da política pública. É um trân si to difícil: o trân si to das práti c a s de ben e m e r ê n c i a , filant r ó pi c a s , assist e n ci alis t a s, par a o ca m p o das política s pública s, a inser ç ã o da assist e n t e social na seg u ri d a d e traz pra essa política uma nova visibilida d e , um a nova inse r ç ã o , traze n d o- a par a o cam p o da política de prote ç ã o social que articul a d a s a outr a s política s no cam p o social, est ão voltad a s a gar a n ti a de direitos e de condiçõ e s dign a s de vida par a a popula ç ã o brasileir a. Ness e sen ti n d o tam b é m , ente n d o que a reco n h e ci m e n t o com essa assist ê n ci a inser ç ã o social na segu ri d a d e expr e s s a público da legiti mi d a d e eu tam b é m um da dem a n d a , das nece s si d a d e s des s a pop ul a ç ã o que sobr evive e que utiliza a assist ê n ci a social. Mais do que isso, é um certo esp a ç o par a que ela amplie o seu prot a g o ni s m o e a sua pres e n ç a um a vez que cons ti t u cio n al m e n t e par ti ci p a ç ã o dos se usuá ri os coloca na a nece s si d a d e gest ã o do da siste m a desc e n t r a liz a d o e par ticip a tivo de assist ê n c i a . Real m e n t e , isso é um a novida d e nest e cam p o, traz e r esse conjun t o de práti c a s que era m mais prá tic a s , par a um out ro pata m a r , pat a m a r da política que se expr e s s a num 22 cert o cará t e r civilizató rio que est á pres e n t e na cons a g r a ç ã o de todos os direito s sociais, que vai exigir que a provisõe s assist e n ci ai s seja m coloca d a s no plano das gar a n ti a s de cida d a n i a , dos direito s sociais sobr e a vigilânci a do Est ad o, que a red e filant r ó pi c a contin u a existindo como nós abe m o s . Esta lei nova e a Constit uiç ã o tam b é m nova ao afir m a r par a assist ê n ci a social um car á t e r não contri b u tivo, ela é um a política pública não cont ri b u tiva e tam b é m nece s s á r i a integ r a ç ã o afirm a a das políticas sociais na respo s t a às nece s si d a d e s dess a popul a ç ã o . Ela inova com a particip a ç ã o da pop ul a ç ã o no cont r ol e social, na gest ã o e na execu ç ã o dess a política, ela des m o n t a um antigo Cons elho Nacion al de Serviço Social, um órgão client elist a e cart o ri al que era objeto no mom e n t o da pro m ul g a ç ã o da lei, de proce s s o de cor r u p ç ã o , os “escâ n d a l o s dos anões” e isso saía o tem po todo nos jorn ai s, entid a d e s fant a s m a s , entid a d e s “Pilan t r ó p i c a s ” que aind a fazem part e da luta de des m o n t a r esse proce s s o . Ela cria Cons el h os Municip ai s, Esta d u ai s , o Conselh o Nacio n al, órgã o s parit á ri os com repr e s e n t a ç ã o do gover n o e da socie d a d e , com a pres e n ç a dos tra b al h a d o r e s do seto r da assist ê n ci a social e dos seus usuá rio s. Sem dúvida, par a os que tra b al h a m há muitos anos como eu na assist ê n ci a social um a mu d a n ç a sub s t a n ti v a na absolu t a m e n t e conce p ç ã o da releva n t e , assist ê n c i a um a mud a n ç a social, uma definição legal que per mi t e o trâ n si t o da assist e n t e social do 23 assist e n ci alis m o , do client elis m o de sua tradiç ã o de não- política par a o cam p o da política pública o que não é pouco. E, como um a política pública ela pass a a ser um esp a ç o de defes a e ate n ç ã o dos inter e s s e s e nece s si d a d e s sobr e t u d o dos seg m e n t o s mais empob r e ci d o s da socied a d e , aqu el a popul a ç ã o pobr e z a que e exclus ã o. vive Essa em política extr e m a s condiçõ e s vai ser uma form a de de prot e ç ã o social, de comb a t e ao subalt e r ni d a d e , de com b a t e a discri mi n a ç ã o que não é só econô mi c a , ela é econô m i c a, sobr e t u d o , mas ela é cultu r al, ela é política, é uma política que vai ofere c e r algu m a s gar a n t i a s à popula ç ã o, algu m a s seg u r a n ç a s utilizan d o um a expr e s s ã o da Aldaíza Spos a ti que am a n h ã est a r á aqui com vocês, ela ofer e c e algu m a s seg u r a n ç a s que cobr e m ou que deve ri a m cobri r, reduzir ou preve ni r algu m a s situ a çõ e s de risco e de vulner a bilid a d e social em que vive ess a popul aç ã o . Ela aten d e as nece s si d a d e s em e r g e n t e s ou per m a n e n t e s const a n t e s decor r e n t e s de proble m a s pesso ai s ou de pro ble m a s sociais est r u t u r a i s dess a par c el a da popula ç ã o . Ness e sentido a assis t e n t e social é um a política que vai dar a medid a do com p r o m i s s o social do Esta d o exat a m e n t e porq u e ela é a fundo per di do, não há obrig a ç ã o da cont ri b ui ç ã o por part e dess a popul a ç ã o , ass e g u r a d o . Ent ão essa com p r e e n s ã o mas há o direito da assist ê n ci a social como um cam p o de efetivaç ã o de direito, como um a política 24 est r a t é g i c a não cont ri b u t iv a volta d a par a a cons t r u ç ã o dos cha m a d o s “mínim o s sociais” e inclus ã o confor m e const a na lei e mínim o s ent e n d i d o aqui não como mínimo s que nivele m por baixo, dignid a d e mas como pat a m a r , de qualida d e vida abaixo do qual nenh u m cidad ã o de vida e brasil ei ro deveri a est a r coloca d o. Ent ão ela apont a a univer s aliza ç ã o do aces so aos direito s que ela gar a n t e , ela busc a rom p e r com o client elis m o , com o assist e n ci alis m o que histori c a m e n t e car a c t e r i z a não ape n a s a política de assis t ê n ci a social ness e país, mas as política s, a política brasilei r a é uma política que tem essa her a n ç a cultu r al pesa d a do client elis m o, da tutel a, do ap ad ri n h a m e n t o , do favor e claro que nas açõe s assist ê n ci a s esse peso é maior aind a porqu e pas s a pela ofert a de algu m rec u r s o , de algu m serviço, de algu m benefício. Ness e sen tin d o ela rom p e com aqu el a idéia eme r g e n ci al de dizer que assist ê n ci a é um projet o socor r o social, é um plan t ã o nas situa ç õ e s eme r g e n c i ai s par a distrib ui r cest a s, auxílios financ ei r o s e se pens a a assist ê n ci a como um a política de maior consist ê n ci a , com prog r a m a s , serviços, projet o s que deve ser pens a d a sem p r e na relaç ã o com outr a s política s sociais, e que apr e s e n t a um novo dese n h o institu cio n a l car a c t e r i z a d o pelo com a n d o único que aliás não vem sen d o cum p ri d o ness e país em cad a esfer a gover n a m e n t a l e funcion a n d o como inclus ã o e de ate n ç ã o a seus usu á rio s. uma est r a t é g i a de 25 Claro que essa política é impe n s á v e l sem os fundos: o fundo nacion al de assist ê n ci a, os fundos est a d u a i s de assist ê n ci a, os fundo s municip ai s de assist ê n c i a. E tam b é m ela é imp en s á v el sem o orça m e n t o público. O siste m a desc e n t r a liz a ç ã o de funcio n a, tem funcion a d o de form a ger al como um a form a de reor d e n a r essa s política s de abrir um esp a ç o par a par ticip a ç ã o de seus tra b al h a d o r e s , de seus usu á ri o s reco n h e c e n d o aí as par tic ul a ri d a d e s de cad a local onde ela se dese nv olve e de que é no cotidia no do município, no cotidi an o do nível local e que o cidad ã o cons e g u e avaliar a qu alid a d e do serviço assis t e n ci al: se o abrigo dos idosos funcion a com dignid a d e , se o lar, se a crec h e e se as ate nç õ e s a adoles c e n t e s em risco s, se a mat e r n i d a d e est á funcion a n d o de fato com qu alid a d e . Ent ão, a prop o s t a legal do proce s s o desc e n t r a liza d o r traz consig o, sem el h a n t e ao que o profes s o r Emer s o n est av a dizen d o , a qualificaç ã o dim e n s ã o no cont r ol e demo c r á ti c a . social, da A impor t â n c i a pre s e n ç a da dess a popul a ç ã o aco m p a n h a n d o o serviço, avalian d o o serviços, fort al e c e n d o a expe ri ê n ci a par ticip a t iv a e a cida d a ni a no nível local per mi ti n d o uma ação fiscaliza tó ri a mais próxim a, mais pert o da vida do cidad ã o . Com est a reco m p o si ç ã o legal tam b é m as tradicion ai s entid a d e s pres t a d o r a s de assist ê n ci a social que a gent e sabe que isso não é um a unida d e nest e país, já em 1530 a gent e tem a prim ei r a Sant a Cas a que se coloca como entid a d e na 26 busc a da filant r o pi a. Est a red e pass a a ser sub m e t i d a a um out ro tipo de cont r ol e, porq u e no mom e n t o em que ela é consid e r a d a par t e do sist e m a desc e n t r a liz a d o e par tici p a t ivo de assist ê n c i a social ela est á sujeit a a fiscalizaç ã o dos cons el h o s de assist ê n ci a ao cont r ol e público, ela tem que ser [co]valid a d a como um a política pública, pelo nível dos Cons elh o s e pelo nível do próp ri o Gover no Fede r al porq u e essa s relaçõ e s são medi a d a s pelo aces s o ao fundo público e no mom e n t o em que uma entid a d e privad a aces s a o fundo público ela pres t a serviços progr a m a t i c a m e n t e em nom e da política maior onde ela est á inserid a e ela pass a a com po r o siste m a na diret rize s medi d a em que ela e aquilo que est á se com p r o m e t e previst o na com legislaç ã o as que reg ul a m e n t a a assis t ê n ci a social no país. Essa era a propo s t a que eu sem p r e gosto de coloca r par a fazer um balan ço do quan t o cons e g ui m o s avanç a r ness e s 10 anos, − 10 anos após a LOAS − fazen d o 10 anos e ach o que esse é um mom e n t o impor t a n t e em que nós pode m o s fazer um bala n ço par a ess a política e projet a- la par a o futu ro . Perc e b e n d o algu n s ponto s, eu tenho aqui anot a d o s algu n s ponto s e algu m a s das gra n d e s dificuld a d e s , a coisa não est á muito fácil sobr e t u d o no âmbito fede r al, é lam e n t a v el m e n t e a gen t e dizer, porq u e como profes s o r a eu tam b é m sou militan t e do Parti do dos Trab al h a d o r e s e se tem um a áre a que est a absolut a m e n t e complica d a no atu al gover n o é a áre a da assist ê n c i a social que pass a a minist é ri o, 27 mas não faz jus a Ministé r io. Ela pass a de Sec r e t a r i a par a Minist é ri o e eu tem o inclusive pela man u t e n ç ã o dess e Minist é ri o. Acho que se a minist r a cair ela leva o Minist é rio junto tal a dificuld a d e em levar um projeto confor m e foi cons t r u í d o nes s e 10 anos. Nós pass a m o s 10 anos const r ui n d o um projet o par a áre a que a gen t e vê agor a ser substit uí do por uma visão cons e r v a d o r a sobr e a assis t ê n ci a social, sobr e as famílias culp a n d o as pela sua pobr e z a, que r dizer tudo aquilo que sup e r o u ao longo de 10 anos ou tent a supe r a r , par e c e que reto r n a temo s num a posição bast a n t e Confer ê n ci a e eu acho complica d a . Esse ano nós que a confer ê n ci a vai ser cruci al do pont o de vista da noss a socied a d e , Socied a d e civil org a ni za d a que vai ter que coloca r clar a m e n t e as suas posiçõe s. Mas nos dez anos de bala nç o tem alguns rápido s pont o s, depois a gen t e pode conve r s a r um pouco melho r, a prim ei r a const a t a ç ã o é que ness e dez anos, e que fora m dez anos de ques tio n a m e n t o do client elis m o, do pad r ã o de gest ão cons e r v a d o r a dess a política é, da identifica ç ã o históric a com a filant r o pi a, aind a me par e c e que essa é uma ques t ã o fort e na assist ê n ci a social, a tend ê n ci a a ver a assist ê n c i a social como ação filant r ó p i c a, assis t e n ci alist a e tut el a d o r a aind a é um objeto de nosso ques tio n a m e n t o , das noss a s reivindic a ç õ e s nas confe r ê n ci a s municip ai s, nas confer ê n ci a s est a d u a i s. O que a gen t e per c e b e u que o prot a g o ni s m o da 28 popula ç ã o foi muito pouco coloca d o ness e proce s s o. A luta contin u a na verd a d e a gent e perc e b e , me par e c e que se é par a pen s a r ten d ê n ci a s a gran d e tend ê n ci a aind a é lutar par a que o reco n h e ci m e n t o do direito seja a medi d a da negoci a ç ã o e da liber a ç ã o no cam p o dess a política. Não tem outr a medid a, aind a noss a luta é par a que o direito seja a medi d a , não dá par a nego ci a r diret o, est a luta ent ã o continu a . Um a outr a const a t a ç ã o ness e s dez anos e que foi obse rv a d a nas três Confer ê n ci a s de Assist ê n ci a Social é a per s p e c t iv a focalist a dess a política que acom p a n h o u dez anos do gover n o Fern a n d o Henri q u e e que não rom p e u , aind a é um a política focaliza d a , seletiva, par a o pobr e do pobr e , do pobr e. Os crité rio s de seleç ã o e avaliaç ã o ainda per m a n e c e m muito focaliza d o s nos mais pobr e s , no mais vulne r áv ei s, o que vem rest ri n g i n d o projetos mais renov a d o r e s , renova do s dess a política. Há exp eri ê n ci a s em municípios no país muito inter e s s a n t e s , mas no nível de direç ã o nacion al a coisa est á muito complic a d a aind a, nós não temos açõe s integ r a d a s , açõe s inter s e t o r i ai s, não definiçõe s de pad rõ e s de qualida d e , não temo s indicad o r e s de avaliaç ã o, porq u e nós lida m os com dado s, porq u e nós não temo s dados objetivos par a avalia r o que é um bom cen t r o de lazer par a juvent u d e , o que é um abrig o par a crian ç a s e adoles c e n t e s em risco, o que é um abrig o par a idosos? Ou um abrigo par a popul a ç ã o mor a d o r a de rua? Nós tem o s dez mil mor a d o r e s de rua em São Paulo, 29 São Paulo é um micro co s m o do país, aqui tam b é m deve ter, pois em todos os municípios tem mora d o r de rua. Ent ão, a gen t e obse rv a que aind a não se chego u a pad r õ e s claro s, a definição do que é a ação inte r s e t o r i al, a inter s e t o r i alid a d e é frágil, limit ad a . E a prot e ç ã o social ainda é vista como ben evol ê n ci a de Esta do ou da socied a d e . Um out ro ponto que eu acho que cabe ser discuti do e que aind a se coloca como uma age n d a é a ques t ã o da const r u ç ã o e mec a n i s m o s públicos e demo c r á t i c o s de regul a ç ã o e de cont r ol e social. Tal e qual foi coloca d o hoje aqui na saúd e é muito inter e s s a n t e como a gent e pode fazer um par al elo se o SUS tem que ser const r uí d o a cad a dia, este siste m a tem que ser mais aind a, do que o SUS que já est á na décim a segu n d a Confer ê n ci a e tem uma tradiç ã o de militâ n ci a fort e, nós est a m o s indo par a a qua r t a , mais ainda nós temo s aind a que cons t r u i r meca n i s m o s públicos de reg ul a ç ã o e de cont r ol e par a est a áre a. Como é que nós vamos fiscaliza r e aco m p a n h a r , como é que nós vamos par â m e t r o s , sobr e t u d o lemb r a n d o que o par â m e t r o é o direito e não tem outr a medid a de neg o ci a ç ã o dos inter e s s e s dess a popul a ç ã o que é um a pop ul a ç ã o sem voz, que não existe. Outr a coisa que a gen t e per c e b e ligad a a est a é a ausê n ci a de conh e ci m e n t o dess a popul a ç ã o , nós não sabe m o s como vivem esse brasileiro s ent r e o que são 44 ou 55, no Minist é ri o est ão dizen d o 55, que m são eles? Em que territ ó ri o eles habit a m , como eles vivem? A gent e às vezes perg u n t a como é que 30 algu é m pod e par a rece b e r o Beneficio de Pres t a ç ã o Conti nu a d a que foi lembr a d o aqui o idoso ou o port a d o r de deficiên ci a um quar t o do salário mínim o per capt a familia r. Quer dizer o que é isso em mat é ri a de rec u r s o par a sobr evive r ? E que arr a nj os eles const r ó e m , ent ão há aind a um frágil conh e ci m e n t o e um conh e ci m e n t o cheio de preco n c ei t o dess a popul a ç ã o, discri mi n a t ó r io, não só pelo seu s hábito s de vida, pela sua cren ç a, pelos seus valor e s quer dizer é uma popula ç ã o que vive um conjun t o muito gran d e de discri mi n a ç õ e s . Um outro pont o que cabe avaliar e pens a r nes s e mo m e n t o de cons t r u i r um a agen d a são os impac t os dess a política sob r e a possível inclus ã o/ excl u s ã o dess a popul a ç ã o . Até que ponto a assist ê n c i a social vem funcion a n d o como um mec a n i s m o de inclus ã o social, sabe m o s que os limites entr e inclus ã o e exclus ão são difusos, cont r a di t ó rios, subor di n a d o s a inte r e s s e s econô m i c o s, sab e m o s que a assist ê n ci a pode ser um mec a ni s m o s de inclus ã o, mas ela pode ser um mec a n i s m o s de reite r a ç ã o total da exclus ã o social. Ela pode cria r o luga r dos pobr e s: são aquel e s que tem o prog r a m a lá de ren d a mínim a, aqu el e s que rece b e m a cest a . É como se você cindiss e a socie d a d e brasilei r a o que é cida d ã o, o que par ti ci p a das políticas, etc. e o que est á lá sobr a n t e , ent ão essa cont r a d i ç ã o na assist ê n ci a social ela per m a n e c e , é uma política am bíg u a porq u e tant o você pode ofer e c e r ajuda par a obt er a sub s e r vi ê n ci a, a leald a d e . E isso na mão de 31 dete r m i n a d o s políticos na históri a bra silei r a não foi supe r a d o por caus a da LOAS, a gent e sabe disso, é a troc a, a assist ê n ci a é moe d a de favor. Quan d o uma prefeit u r a tem que nego ci a r , eu não gost o nem de falar isso que eu pens o no Gover n o Fed e r al , tem que negoci a r algu m a coisa par a o PMDB dá a Assist ê n ci a porq u e qualq u e r um pode fazer. Em São Paulo foi assi m na Gest ão da Mart a Suplicy tinha que dar par a algu é m , deu par a o Dr. Edua r d o Faria, um hom e m de muita boa vont a d e , mas que não sabia nem o que era Assist ê n ci a Social no prim eir o man d a t o. Entã o esse traço era forte ness a política como se fazer algo pelos pobr e s fosse qu al q u e r coisa que aind a um car á t e r atr a s a d o , dess a popul a ç ã o, sub s e r vi ê n ci a delica d a qualq u e r um pud e s s e fazer, reite r a n d o aind a ness a política, subs e r vi e n t e que que r é uma dizer exigindo coisa pode ter muito uma assist ê n ci a em a n ci p a t ó r i a que crie o prot a g o ni s m o . Eu tive no Rio Gran d e do Sul abrind o a Confer ê n ci a Est a d u al e vi uma coisa muito bonit a. Porq u e o Gover n o do Rigoto corto u o ren d a cida d ã que era um prog r a m a que dava trez e n t o s reais à famílias e que cons e g ui a acom p a n h a r família com equip e técnic a s , tent a n d o a sua reins e r ç ã o ou inser ç ã o social. Corto u esse prog r a m a e colocou o Prog r a m a novo da Família do Gover no Fede r al com 95,00 reais de R$ 300,0 0, o povo invadiu a Confer ê n ci a , − foi muito bom, eu gost ei muito claro − eles não admiti a m o des r e s p e i t o do cort e. Claro que eu não esto u dizen do que a coisa se resolve dess a 32 form a. Mas par a most r a r que a assist ê n ci a pode tanto mat a r a cida d a n i a , prot a g o n i s m o como ela pode ser e um a orga niz a ç ã o um dess a esp a ç o par a o popul a ç ã o, que é real m e n t e uma popul a ç ã o destit uí d a de pode r, destit uíd a de tra b al h o , destit uí d a de infor m a ç ã o , destit uí d a de direito, de oport u ni d a d e s , de esp e r a n ç a , real m e n t e vive sob condiçõ e s muita s res t ri t a s, muito mise r áv el e sub m e r s a num a socie d a d e que des q u a lifica essa popul a ç ã o, que a des q u a lifica, que tem mil clich ês par a desig n á- las: aqu el a s “cidad ã o s às aves s a ”, os “inad a p t a d o s ”, os “casos sociais” que já são um a maiori a, maiori a não, mas uma parc el a muito gra n d e . E nós sabe m o s tam b é m que ness e cont ext o que foi rapid a m e n t e assin al a do pelo profes so r Emer s o n e pelo profes s o r Wilson Cano, que a gen t e convive com esse s impac t o s dest r u t ivos das tra n sfo r m a ç õ e s da socied a d e s que est ão sendo emp u r r a d o s , pelos inter e s s e s da mun di aliza ç ã o do capit al. Esse proc e s s o vai deixa n d o mar c a sob os tra b a l h a d o r e s . Nós que aind a temo s algu m a coisin h a que pag a m o s a cont ri b ui ç ã o, imagin a o que deixa pra ess a popul aç ã o que não cons e g u e se inse ri r no trab al h o, que vive des e m p r e g a d o ou que tem um tra b al h o inter m i t e n t e , prec á ri o sem nen h u m a gar a n t i a, que vive sem teto, que vive sem terr a, que envelh e c e sem qualida d e , que mor a em habit a ç õ e s insalu b r e s . Hoje est á na Folha de São Paulo o censo das favelas em São Paulo é um a coisa assu s t a d o r a somos os cam p e õ e s . Que tem a saú d e fragiliza d a , que part e pelos cami nh o s de 33 drog a s , que convive com a AIDS, a prostit ui ç ã o, com o tra b al h o infan til, tudo isso é cam po da assist ê n c i a social. Com alime n t a ç ã o insuficie nt e , com a fome, com o cans a ç o, com as humilh a ç õ e s , com o fanati s m o. Nós lida m os com as explica çõ e s sujeit a d a tant a s mágic a s que sobr e convive e tant a s a realid a d e , é uma cotidia n a m e n t e outr a s situa ç õ e s com popul aç ã o a violênci a e que eu acho que vocês enco n t r a m cotidia n a m e n t e na expe ri ê n ci a profission al. Mas que anu n ci a m situ a çõ e s sociais limites na socie d a d e , o limite da con diç ã o deveri a m políticas de ser hu m a ni d a d e e são alvo de políticas em a n ci p a t ó r i a s que essa s situa ç õ e s qualifica d a s em algu m a s que de prot e ç ã o , situa çõ e s é só prot e ç ã o , o idoso, o port a d o r de deficiên ci a que já não tem nem mais como, é prot e ç ã o sim é direito a prot e ç ã o. Nós sab e m o s nível ent ã o que feder al, esse é um municípios no Assist ê n ci a Social sem el h a n t e a do SUS criar possibilida d e s pode por sabe m o s ess a form a par a est á pop ul a ç ã o , criar possi bilida d e des afio, tam b é m de que nos a est r u t u r a ç ã o de particip a ç ã o de prot a g o ni s m o, nos fóru n s de assist ê n ci a , nos encon t r o s de assist ê n c i a , todo o dese n h o instit u cio n al. Ele per mi t e uma política clar a a nível municip al do cont r ole que os municí pios tem por direito e obrig a ç ã o fazer sobr e a rede s de entid a d e s , fortal e c e n d o a per s p e c t iv a pública, fortal ec e n d o a ação em red e, que é out ro des afio pro próximo s anos. 34 A ação em red e não exist e pratic a m e n t e na maior par t e dess e s municípios, um a ação cons e r t a d a , as entid a d e s brig a m pelo pob r e é até engr a ç a d o “ess e é o meu pobr e” o “outro é o seu pobr e” que r dizer é uma loucu r a isso! Não há um a ação conc e n t r a d a , até aqui vai essa, daqui vai a, aqui não há isso né, não há cad a s t r o unificado, há um a visão equivoc a d a dos cad a s t r o s inclusive a discu s s ã o toda no nível feder al. Não há equip a m e n t o s de ret a g u a r d a , não há instituiçõ e s de ret a g u a r d a par a por em prot e ç ã o por exem pl o as crian ç a s vítim a s de violênci a s, as mulh e r e s , os idosos que tam b é m são vítima s de violênci a. Não há refer ê n ci a sobr e a red e pública, quer dizer o que é um bom abrigo dan d o impr e s s ã o de que a assist ê n ci a social ela fica ape n a s nas mãos das entid a d e s privad a s e o Esta do est á omisso. Ness e s tem p o s em que cres c e o cha m a d o “ter c ei r o seto r” esse s dado s au m e n t a m noss a s preoc u p a ç õ e s porq u e a fiscaliza ç ã o das açõ e s sociais do cha m a d o terc ei r o setor sobr e t u d o qua n d o ela é dese nvolvida com esse seg m e n t o ela tem sido difícil, os cons el ho s não est ão cons e g ui n d o aco m p a n h a r . Em resu m o, dez anos depois a gent e aind a vive muito sobr e p o si ç ã o de ação, muit a pulveriza ç ã o , muita desco n t i n u i d a d e . A colocaç ã o do profes s o r Eme r s o n que a gent e tem que criar siste m a s institu ci o n al m e n t e capa z e s cap a z e s de de atr ave s s a r gar a n t i r gover n o algu m a s e coisa s indep e n d e n t e m e n t e dos gover n o s como já foi assin al a d o. De 35 todo modo mat e ri al eu diria que as em mão s, eu tenho avaliaçõ e s , mat e ri al eu tenho das três muito prim ei r a s confer ê n c i a s e de algu m a s confer ê n ci a s municip ai s. Most r a como têm sido difícil ess a tar ef a, que as am bi g üi d a d e s aind a mar c a m está áre a, as cont r a di ç õ e s e sobr e t u d o uma gra n d e dificuld a d e de traz e r par a a esfer a pública a ques t ã o da pobr e z a e da exclus ã o . Eu ten h o muit a s crítica s ao Prog r a m a Fom e Zero, mas eu acho que um a qualid a d e ele tem, quan d o ele foi lança d o desd e a cam p a n h a ele trouxe par a discus s ã o pública que nest e país tem fome, porq u e as pesso a s fazia m de cont a que o pro ble m a probl e m a do país era só de out r a é sobr e t u d o econô mi co. orde m , claro que o A inser ç ã o na orde m capit alist a inte r n a ci o n al, mas ele trouxe par a a esfe r a pública a pob r e z a , a fome, mas ponto final, não foi muito além disso na publiciza ç ã o ent ão essa tar ef a me par e c e que é o gra n d e des afio e eu já vou enc a m i n h a n d o par a aqui par a depois abrir par a o deb a t e . O gra n d e des afio que se coloca par a assist ê n ci a social é traze r par a a esfer a pública a pobr ez a , a exclus ã o tra n sfo r m a n d o constit u cio n al m e n t e essa política em cam po de exer cício par tici p a t ivo sobr e t u d o dos seg m e n t o s sub alt e r n i z a d o s e excluídos. Claro que nós est a m o s entr a n d o na cont r a mão da histó ri a e ela está meio na cont r a mão da históri a porq u e nós entr a m o s num a dinâ mi c a, em que há prev al ê n ci a dos dest a q u e s est r u t u r a i s na esfer a econô mi c a 36 sobr e o social é muito fort e. A gent e rem a meio na cont r a mão defen d e n d o o social, porq u e há uma absolut a subo r di n a ç ã o do social ao econô mi co, aos ajust e s est r u t u r a i s da econo m i a. Assim, se sobr a r a gent e cuida do social porqu e prim ei ro é o ajust e. Acho que os dados apr e s e n t a d o s aqui na áre a da próp ri a subo r di n a ç ã o , o previd ê n c i a prim ei r o most r a m ajust e é que esse a prim ei r a proce s s o, vem coloca n d o ess e proc e s s o de ajust e vem des m o n t a n d o direito s tra b al hi s t a s , direit o s sociais de modo ger al e ent ão, num cert o sentin d o iniciativas ness a vert e n t e , ness a tend ê n c i a maior de des m a n c h e , na iniciativa de cont r a des m a n c h e não tem sido fácil e isso é um desfio por várias razõe s. A prim eir a delas eu já men cio n ei aqui é o fato da históri c a vincula ç ã o dificult a cria da assist ê n ci a um confron t o ent r e com a filant r o pi a, isso prátic a s , acer t a d a no reco n h e ci m e n t o do direitos e prátic a s de favor. E a seg u n d a dificuld a d e é a expa n s ã o do terc ei ro setor que desp olitiza o trab al h o social e valoriza o trab al h o volunt á r i o. A desig u al d a d e é despolizad a ela não é trat a d a com uma ques t ã o de uma socied a d e cindid a e divida em class e a desig u al d a d e pass a a ser um dado admi ni st r a t iv o pela filant r o pi a e a gent e observ a que aquel a artic ul a ç ã o históri c a ent r e o tra b al h o, a prote ç ã o social e os direitos que cons tit ui o cha m a d o Esta d o de Bem Esta r e que a gent e sabe que nem chego u até aqui, ela est á em tra nsfo r m a ç ã o , ela est á encol h e n d o o mun d o público, est á encolhe n d o acho que 37 tam b é m foi dito aqui. Encolh e- se o mund o público, o cida d ã o é o bem suce di d o no mun do privado mer c a n t il. Esse qua d r o coloca em ques t ã o o reco n h e c i m e n t o da pobr e z a e da exclus ã o como manifes t a ç õ e s das que s t ã o social brasileir a como expr e s s ã o socied a d e , ou de seja, uma a orga niz a ç ã o est r u t u r a l incom p a t i bilid a d e ent r e dess a ajust e s est r u t u r a i s da econo mi a e investi m e n t o s sociais do Esta d o é um des afio par a assist ê n c i a social. Essa incom p a t i bilida d e ela ainda é mais complica d a nos tem p o s de hoje porq u e ela é refer e n c i a d a , ela é apoiad a no discu r s o neolib e r al que defen d e o dever mor al de pres t a r socor r o aos pob r e s . Os neolibe r a i s não são cont r a socor r e r aos pobr e s , pres t a r socor r o aos pobr e, pobr e s deve r hu m a n i t á r i o tudo bem, desd e que isso não seja consid e r a d o direito social, ent ã o e isso dificult a pass a r par a a esfer a públic a essa pro po s t a . O que a gent e está const a t a n d o é que os prog r a m a s Assist ê n ci a sociais do atual Ministé r io − Minist é rio da Social − e, inclusive o próp ri o Fom e Zero, man t e m - se essa frag m e n t a ç ã o total. A tent a tiva de unifica r os cartõ e s talvez seja um prim ei r o passo, mas ela é uma tent a t iv a técni ca fora de uma política, onde est á a nacio n al? Ent ão ela é um a tent a t iv a espe r o que política ela camin h e melho r, mas a gent e não obse rv a propo s t a s rom p a m se que com a ótica seletiva, em e r g e n c i al com as ações focalizad a s , paliativ as, assis t e n ci alist a s em anda m e n t o socied a d e inteir a. A gent e não viu inovaçõe s na e há municí pios 38 que tem ess a s inovaçõ e s . As novida d e s par e c e m est a r apen a s no âm bit o de algu n s municí pios. Me par e c e que o maior des afio, e ess e é par a ter mi n a r mes m o , é coloca r na esfer a pública, o direito que todo cida d ã o brasilei ro tem de ver aten di d a s as suas nece s si d a d e s sociais. Quan d o eu falo público, eu estou falan do da per s p e c t iv a da univer s ali d a d e , dos inte r e s s e s coletivos, esto u falan d o de um a visibilida d e e de uma tran s p a r ê n c i a pública, qu al q u e r cida d ã o devia inter n e t os dado s das política s teri a m que ser social, elas envolvem dem o c r a t i z a ç ã o , pode r tra n s p a r e n t e s , a aces s a r no pública s dess e elas mínimo envolve m par tici p a ç ã o da pela país. Elas o cont r ole socie d a d e e a e é nest e âm bit o que a gent e obse r va em and a m e n t o s em algu n s municípios algu m a s iniciativa s que est ão busc a n d o público que det e r tam b é m esse proce s s o foi apont a d o de aqui, privatiz a ç ã o como uma do das tens õ e s do SUS, é a relaç ã o do público e do privado s. Em algu n s municípios a gen t e vê ess a busc a pela recu p e r a ç ã o do prot a g o n i s m o do Est a d o nest a áre a, na sua res po n s a bilid a d e . Quan d o eu falo do Esta do eu falo do nível feder al, do nível est a d u a l e do nível municip al. É o Esta do o reg ul a d o r finan ci a d o r , o prove d o r e o gesto r o princip al dos serviços sócio- assis t e n ci ai s. Claro que ele não faz sozinho e como isso tam b é m não ocor r e na saúd e, car á t e r público sentin d o no estou do lembr a n d o com p r o m i s s o aqui o com os inter e s s e s da socied a d e . E nes s e sentido um a das coisas que 39 vai sur gi r nest a Confer ê n ci a é a propos t a da const r u ç ã o de um Siste m a Único de Assistê n ci a Social nos molde s do, o SUAS que tem no SUS a idéia da est r u t u r a ç ã o . Que resp ei t e a diver sid a d e des s e país, mas que crie alte r n a t iv a s ness a dim e n s ã o mais pública, que mes m o qua n d o é a red e privad a, ela est á aten d e n d o est r u t u r a ç ã o ques t õ e s de orde m pública, de orde m da da socied a d e . Tudo isso gent e sem nenh u m a ilusão porq u e obviam e n t e diant e da desig u al d a d e , diant e da pobr e z a , da sub alt e r n i d a d e que vive a popul a ç ã o brasilei r a, as política s coloca n d o sociais aqui em ela par tic ul a r tem limites, essa que nós est a m o s tem const r a n g i m e n t o s clarís si m o s de ord e m est r u t u r a l que vão ger a r a sua baixa efetivid a d e e seu baixo result a d o sem ultr a p a s s a r ess es limites. Ser á que da política s sócio assis t e n ci ai s e ape n a s delas result e m melho ri a s ilusório e no bem popula ç ã o é ineficaz. obse rv a n d o e que há uma imens a est a r Porq u e frat u r a social dest a nós esta m o s ent r e o que é anu n ci a d o na Constit uiç ã o, nos nossos projet os, nas noss a s Confer ê n ci a s e a realiza ç ã o concr e t a do direito. Uma coisa é o anu n ci o do direit o, out r a coisa é a realiza ç ã o conc r e t a e sobr e t u d o porq u e o car á t e r , cum ul a tivo que est á pres e n t e nos riscos e vulner a b ilida d e s que ma rc a m a vida dess a popula ç ã o é um car á t e r que não ser á facilm e n t e rom pi do, ou seja, nós temo s ilusões, não é pela via das políticas sociais, que a socied a d e vai se alter a r , mas obviam e n t e sabe m o s que essa políticas sob r e t u d o nest a estr u t u r a ç ã o atual elas 40 exp a n d e m direit o s. A hor a que um idoso rece b e seu beneficio de Pres t a ç ã o Conti n u a d a , que vai pes a r na Previd ê n ci a , mas ele cum p ri u eng r a ç a d o o direito. que eles Conve r s a n d o dize m com “a minha essa popul aç ã o apos e n t a d o r i a ”, ele nunc a pago u, mas ele dizem “a minh a apos e n t a d o r i a ” eles não cha m a m de beneficio eles dizem “a minh a apos e n t a d o r i a ”. Claro que ess a s política s realiza m direitos, ela per mi t e aces so a rec ur s o s , tem uma parc el a dess a popula ç ã o bra sileir a, acho que não sobr evive ri a sem serviço s públicos, tem a escola públic a, tem hospit al público, tem o apoio na instit uiç ã o popula ç ã o que do seu vive assim, bairr o, tem uma parc el a é claro que cria m da tam b é m possibilid a d e s de interlo c u ç ã o, entr e Esta do, e sobr e t u d o nos cons el h o s e na negoci a ç ã o ent r e Est a d o s e a socie d a d e . E a socied a d e aí ent e n di d a como usu á ri o s que pres t a m dess e s gest ã o serviços, são are n a s de as entid a d e s esse serviço e os tra b al h a d o r e s do setor. Eu acho que é um proc e s s o que nós vamos ter que cons t r u i r tal e qu al foi coloca d o pelo profes s o r cad a dia e o peso do trab al h a d o r e s Eme r s o n , é muito gra n d e , eu conco r d o com ele aprov ei t ei muito do que ele diss e, porq u e é um a luta de cad a dia do cotidia n o, direito s des s a pop ul a ç ã o. Obrig a d a . mes m o, pra realiza r 41 MESA REDO N DA Dat a: 1 4/ 1 1 / 2 0 0 3 CIDADE S E METRO POLIZAÇÃO 3 (....) mas daq ui um pouq ui n h o eu com eç o a pass a r as tran s p a r ê n c i a s , eu quer o só bat e r um papin ho com vocês, bom em pri m ei r o luga r eu gosta r i a de agr a d e c e r e par a b e n i z a r a Virgínia e a Sand r a e toda ess a equip e por mais essa realizaç ã o e todo a comiss ã o orga niz a d o r a e hã agr a d e c e r o convite, a oport u ni d a d e de esta r aqui mais um a vez falan d o com vocês, eu vou falar um a pouq ui n h o do que é a regi a foi assim que me pedir a m falar o que é a região met r o p olit a n a porq u e exist e essa histori a de met r o p oliz aç ã o , todo mun d o fala, fala, mas tem um sentido conc r e t o na noss a s vidas, eu quer o que vocês escut e m isso, perc e b a m isso e leve isso e adian t e na vida de vocês, porq u e a vida noss a ta mud a n d o , já mudo u e muit a vezes nós levam o s tem p o pra sab e r porq u e de certo (....) porqu e (....). eu vou da um exem pl o quan t a s pesso a s mor a m hoje em Sum a r é , Hort olâ n d i a , ou em Mon t e Mor, aqui Jagua ri ú n a ou aqui em Valinhos, por exem pl o ao lado,ou ent ã o aqui em Paulínia e que tra b al h a m aqui em Cam pi n a s , divers a s pesso a , milha r e s de pess o a s , nós tem o s ess es dados tal que bom o que tem haver isso com a noss a histori a rece n t e pesso a s trab al h a v a m 3 rar a m e n t e num pass a d o num a cida d e e morav a m em Profº Dr. Juran di r Fern a n d e s – Secre t a r i o de Trans p o r t e do Esta do de São Paulo 42 out r a , hoje isso tão comu m que ger a conflitos do segui n t e tipo, conflito de cidad a ni a, imagin a você que pas s a o dia inteiro, algu é m que pass a o dia inteiro trab al h a n d o em Cam pi n a s e vai par a Sum a r é ou pra uma dess a s cida d e s onde mor a, vai dor mir lá, só tem uma vida prati c a m e n t e domiciliar, em époc a de eleiçõe s e de deb a t e , você ta lá, e ta vend o os deb a t e s aq ui você pass a o dia intei ro aqui, e na hora de votar, você tem que votar num a pesso a que você não sabe nem que é lá da sua cida d e , não sab e que vai resolve r , que vere a d o r você vai votar, que prefeito você vai votar isso (....) seg u n d o que é que cuida dos proble m a s , que diz resp ei t o a essa relaç ã o nossa ent r e as cidad e s , o ônibus que não funcion a você vai recl a m a r pra que m , o vere a d o r aqui de Cam pi n a s vai dizer sab e o que é você é de Sum a r é , eu não ten h o nad a a ver com isso o que eu vou faze, você vai lá em Sum a r é , o que eu vou fazer lá em Cam pi n a s eles não ta per mi ti n d o isso, não ta deixan d o fazer isso ou assa d o, ent ão você vive que nen h u m trapo pra lá e pra cá é um a cida d ã do que, cidad ã de Sum a r é , cidad ã de Cam pi n a s , bom isso ta mud a n d o e ago r a você tem um guar d a chuva instit ucion al, hoje nós tem o o que a regi ão met r o p olit a n a , ent ão tem o cons el h o met r o p olit a n o ta ti, ta ta ent ão vamos conve r s a r um pouco sobr e isso, e eu isso que eu que r o falar tam b é m , agor a out r a coisa que impor t a n t e na nossa vida e o segui nt e o que (....) falou, porq u e ser á dess a miséri a, dess a desg r a c e i r a que nós est a m o s viven d o hoje gene r a liz a d a não é, mas o Brasil 43 cres c e , cres c e , cres c e , o país cresc e u econo m i c a m e n t e no século pass a d o naq u el e relat ó rio que ele apon to u do IBGE dez vezes, o Brasil ficou cem vezes, o Brasil ficou cem vezes mais ricos, mais rico de 1900 pro ano 2000 cem vezes e a popula ç ã o cres c e u dez vezes, nós éra m o s em 17 bilhõe s de habit a n t e lá no come ço do século, em 1900 e acab a m o s o século com 170 bilhões de habit a n t e s , dez e a riqu ez a cem e contin u a m o s com gra n d e s Porq u e a ren d a form a proble m a s não foi distrib uí d a intelig e n t e pelo cont r á r i o s de pobr ez a porq u e ? de form a racion al, de nós cheg a m o s a ter exto rs õ e s de ren d a até ace n t u a d a s , est e é o gran d e proble m a do país né, é um país que tem um pote n ci al, é um país rico, mas tem riqu ez a s uma dist ri b u iç ã o de form a distrib ui ç ã o da muito riqu ez a da suas desto r ci d a se rem e s s a s , e ess a manifes t a em das suas distor ç ã o tudo é de o deslo ca m e n t o des u m a n o que muito tem o que fazer na áre a de tran s p o r t e and a quilôm e t r o s e quilôm e t r o s par a pode r ter um ter r e n o mais bar a t o, ent ão você per d e tem po, per d e ene r gi a , gast a em tra n s p o r t e , e a distor ç ã o na ques t ã o da escola ri d a d e , a escola grat ui t a s no Brasil pra que m pode pag a r e que não pod e pag a r , trab al h a dia e paga escola a noite, ess a s disto r ç õ e s todas, nós temo s que ter cora g e m de crivar isso daí e levar pra frent e porq u e tem algu m a coisas qu as e que par a d iv a, não não isso não pode ser assi m, não pode ser ass a d o , a ques t ã o ent ã o que tem que ser enfr e n t a d a e até bom que o gover no tenh a mud a d o radical m e n t e ness e 44 asp e c t o , porq u e até mes m o que tinha condiçõ e s forte m e n t e cont r a r i a est á apr e e n d e n d o na prátic a que uma coisa e o blá,blá e a out r a coisa é ter que realiza r e ter que fazer, a hora tem que enfre n t a r o mund o da verd a d e , você vê que tem que mexe r em coisas dolorid a s, ent ão vamos ver, vamos ver aqui e ago r a como é que nós est a m o s vivendo ness a cha m a d a regi ão met ro p o lit a n a e o que pode m o s melho r a r , e pra ence r r a r essa min h a pré- seleç ã o só, não adian t a um esforço com u n a l intele c t u al , eu Pedri n h o, e todo mund o que ta na univer si d a d e , bas t a um rato, bast a um cafajes t e bem posicio n a d o nu m a câm a r a pra des t r ui r todo e qual qu e r plano que você secr e t á r i a poss a do imagin a r , Minist é ri o a Raqu el da cida d e Romini tem um que hoje livro é muito inter e s s a n t e em que ela fala, não é que faltou planej a m e n t o pra São Paulo, teve um vere a d o r câm a r a que ficou 30 anos na de São Paulo um tal de Paulo Brasil o que ele apro n t o u , o que ele fez com o uso dos pólos e espec ul a ç õ e s imobiliári a s, foi mais do que todo mun d o plan ejo u, e aqui é assi m tam b é m to cans a n d o de vê pilhas e pilhas de projet os de plan ej a m e n t o pra, par a o diret ó ri o de Cam pi n a s ta cheio, no ent a n t o o Oziel foi criado em duas sem a n a s , cria do e deixado aco n t e c e r , houve um prefei to em Cam pi n a s Bonac h ã o até na form a ta larga d o, bonzã o que achou que aquilo era um a ben e s s e , bom deixa os coitad o, não é uma ques t ã o de coitad o, milha r e s de pesso a s ali se instal a r a m sem nen h u m a infra – est r u t u r a ocup a n d o uma áre a que 45 pode ri a ser um a áre a, pode ri a ger a r rend a e em p r e g o uma áre a de fort e pot en ci al econô mi c o que agor a ficou total m e n t e deg r a d a d o aqu el e mont e de gent e né, 4,5,6 mil famílias gero u um dese q u ilíb ri o monu m e n t a l no equip a m e n t o público, não tinh a como ofer ec e r equip a m e n t o público par a todo mun d o de rep e n t e , escola, saúd e, águ a, esgot o, tra n s p o r t e e nu m mo m e n t o pro outro é obvio que isso você não resolv e nu m a pan c a d a só, ent ão vamos discu ti r tudo isso aqui depois da pales t r a acon t e c e pra gen t e abri r um deb a t e sobr e isso, o que qua n d o algu é m né num ato apa r a t e m e n t e de gra n d e bond a d e pod e caus a r um impac t o que preju di c a a todos inclusiv e aos que cheg a r a m ent ão , bom só pra com e ç a r daqu el a form a, vamos lá dois ou três conc eit o s bem peq u e n o s , porq u e nós vamos falar de região met r o p olit a n a né, existe na próp ri a lei algu n s conc ei tos, porqu e algué m pode per g u n t a r , porq u e Cam pi n a s é um a região met r o p olit a n a e outr a s é ou não é, se fala de em micro regi ão qu an d o a gent e com p r e e n d e pen s a algu n s num municípios ter rit ó rio, né, com ter rit ó ri o que car a c t e r í s t i c a s hom o g ê n e a s , os municípios pode ser um a micro região por exe m plo com Lindóia, uma micro regi ão de Ser r a Neg r a que tem um algu m com p o r t a m e n t o turístico, ou de algu m art e s a n a t o local, ou de algu m a , algu m a ativida d e econô mi c a local, se consi d e r a aquilo uma micro região, já uma aglo m e r a ç ã o urb a n a , já é uma áre a urb a niz a d a um pouco mais exte n s a e as vezes o municípios (....), mas acr e di t a num a 46 relaç ã o entr e eles como é o caso de Jundiaí, Jundiaí não tem um pólo é uma áre a urb a niz a d a mais ou meno s contin u a , não est á total m e n t e (....), o gove r n o dos muni cípios que faze m front ei r a ent r e si né, tem múltipla s funçõ e s e inter e s s e s com u n s , o Jundiaí não tem um a função única aqu el a micro regi ão, o aglo m e r a d o urb a n o dele não existe uma polariza ç ã o em cima de uma cida d e só como é caso de São Paulo, que met r o p olit a n a já exist e o caso de Cam pi n a s , ou aí vence o seguin t e né, regi ão uma cida d e mãe met r ó p ol e inclusive tem essa desig n a ç ã o cidad e mãe, pres s u p õ e uma realida d e social e econ ô mi c a cujo o cent r o de gran d e s (....) não tem os um cen t r o dinâ mi c o, temo s um a forca dinâ mi c a como é o caso de São Paulo, como é o caso de Cam pi n a s , como é o caso de San to s as três regiõe s que a gent e tem em São Paulo. E o pólo de atr a ç ã o e de disfar c e de prod u ç ã o e de cons u m o , mas do que isso nós vamos falar por social e se você par a r e resolve r isso por uma decis ão jurídica e ent ão vamos mud a r o ren di m e n t o social e isso tem que pag a r , pag a r os juros, (....), os juros são cam p e õ e s de 2% a 10% juros, nós tem os conve r s a r com o ban q u ei r o, como é que nós vamos fazer, se pode esp e r a r algu m tem p o pra pag a r esse s juros (....) sup r e m a c i a do capit al financ ei r o, tudo se move me prot e ç ã o aos serviço s do capit al financ ei r o ess e, essa que s t ã o social, ou seja é preciso que na verd a d e (....)m essa her a n ç a políticas do país se conve n ç a não é, se conve n ç a que nós temo s viven do num proce s s o suicida, porq u e a cada dia que a 47 gen t e pass a man t e n d o esse s juros, esse acor do s com o fundo mon e t á r io inter n a c io n al , o subd e s e m p r e g o , os bur a c o s das cont a s exter n a s , das cont a s pública s e da violênci a social, ela vem au m e n t o mais, porq u e (....) nós eng r a ç a d o , a gent e se ass u s t a com um crim e hoje, com um crim e aqui, nosso a avô mato u neto, o filho estr a n g ul o u a mãe (....), mas isso virou cotidia n o , isso sai na pagin a do jornal no país inteiro aqu el e crim e nos anos atr á s era uma coisa típica da baixad a flumin e n s e , hoje hã a baixa d a flumine n s e é um conve n t o de freirin h a s (risa d a s) é um conven t o de freirinh a s pert o do que é São Paulo a violênci a ela est á discri mi n a d a no país inteiro, a violên ci a é em gra n d e medi d a fruto disso, é um enfre t a m e n t o da ques t ã o econô m i c a e qua n t o isso aí não foi feito, nós vamos contin u a r papo, dur a n t e o nosso bat e papo, ta vamo s per c e b e r o que eu acho inter e s s a n t e olhan d o já pra um a gravu r a e você com e ç a r a como essa a noss a realid a d e no Est ad o de São Paulo nós temo s hoje três regiõe s met r o p olit a n a instit u cio n aliz a d a quais são? Tem a aqui de Sant o s, a regi ão met r o p olit a n a dev as t a d o r a regi ão de São Paulo aqui cha m a de São Paulo e a noss a met r o p olit a n a de São de Cam pi n a s . Paulo se Essa configu r o u institu ci o n al m e n t e desd e 1973 tem 30 anos, as outr a s duas a dev as t a d a e a noss a tem meno s de 5anos, 4anos essa daqui tem 2 anos no ent a n t o já tra b al h a v a m na form a de conso r cio, já se discu ti a, já tinh a algu n s elem e n t o s ai agr e g a d o r , agor a veja inter e s s a n t e uma coisa, não, não pode, pode deixar ali 48 mais um pouq ui n h o por favor, essa s três regiõe s met r o p olit a n a s na verd a d e est a mer g ul h a d a s naq uilo que a gen t e tem cha m a d o de um com pl exo expa n di n d o, num com pl exo met r o p olit a n o muito maior tem uma abr a n g ê n c i a forte, peg a desd e a regi ão aqui de Soroc a b a , Jundiaí ta aqui no meio ta, aqui em baixo est a São Roque, mas Soroc a b a é mais fort e, peg a a regi ão das Águas que é um a refer e n ci a, águ a s hã de Lindóia, Ser r a Neg r a , Ampa r o, Brag a n t i n a tam b é m e vai ent ã o ao Vale da Par aí b a que é a região de São Jose dos Cam p o s , ess a regiã o aqui do Brasil corr e s p o n d e ao meio por cent o do ter rit ó rio, olha que conce n t r a ç ã o hum a n a que a gen t e vive meio por cento, não é um por cent o, met a d e de um e meio por cent o e sabe qua n t o habit a n t e s tem aqui est a indo pra 27 milhões e 26 milhõe s beira n d o os 27 milhões , o que significa 27 milhões de habit a n t e s significa 15% a popul a ç ã o brasileir a brasilei r a , est á eng r u p i a d a ent ão aqui ness e 15% da popul a ç ã o meio por cento do ter ritó ri o, agor a a forca dess e ter ritó rio é tre m e n d a , dess a áre a que corr e s p o n d e a quas e 80% do PIB do Est ad o de São Paulo de tudo que São Paulo produ z a não é tudo, agr e g a valor es está aqui den t r o e corr e s p o n d e a mais de 27% do Brasil em fortíssi m a ter m o s eco nô m i co s, é uma áre a riquíssi m a ent ão a conc e n t r a ç ã o é em ter m o s de proc e s s o econô m i c o, proc e s s o s sociais e port a n t o ou em cons e q ü ê n c i a dest a fraç ã o que ger a tam b é m tem seus proble m a s sociais forte, você se todo mun do lemb r a de um a coisa aqui, que vê 49 olha só em 1950 na idad e dos seus pais você per g u n t a n d o pra eles como era o Brasil em 1950 o Brasil poss uí a naq u el e ano, naq u el a déca d a né, no com e ç o da déc a d a de 18 milhões de pesso a s mor a n d o na cidad e, 18 hoje o Brasil tem 138 pesso a s milhões né de pesso a s mor a n d o na cidad e, urb a n o dos 178 brasileiro s, 138 são urb a n o s , o que acont e c e u tivem o s um cresci m e n t o das popula ç õ e s me 51 nós urb a n a s de 120 milhões de pesso a s , o que significa isso? Nos anos 50 se você peg a 120 e divide por 50, as noss a s cidad e s cres c e r a m quas e com dois milhõe s e meio de habit a n t e s , ent ã o a cada ano era em torn o de dois milhõ e s e meio de pesso a s tivess e que ter cas as, posto s de saú d e , escola s, ou seja, em 50 anos nós tivem o s que ten t a r mont a r a cidad e pra 120 milhões de pesso a s não teve no século nenh u m a urb a niz a ç ã o no mun d o tão forte qua n t o essa, não tem China, não tem Índia, não tem o que você pen s a r , a maior urb a niz a ç ã o ocor ri d a no mun d o, mas nasc e u tudo isso de bra sil eir o, não, não só nasc e u como tam b é m se desloco u nós tivemo s uma forte migr a ç ã o do cam p o par a a cidad e, o que eu que r o dizer com isso não é que nós brasileiro s somos todos um bando de incom p e t e n t e , nós somos um ban d o de corr u p t o s , que ningu é m pres t a , que ning u é m vale nad a todo mun d o burr o, imbecil, analfa b e t o não é isso essa prátic a (....) até, até porq u e só da desg r a ç a né, muita s a impr e s s a vezes tem inocul a nego que incor p o r a aquilo, o car a fala pó real m e n t e o Brasil, o car a fala real m e n t e o Brasil tem até um a piada o país é 50 mar avilho so, mas Deus colocou aqui um povinho que não vale nad a, né, que o Brasil não tem ter r e m o t o não tem isso, não tem aquilo, não tem aquilo, mas (....) Deus colocou o povinho e fala um a palav r a (....), não é isso, não é isso, nós somos um povo, não pre ciso bad al a r vocês, nós est a m o s né, faland o entr e nós, nós somos aleg r e s , trab al h a m o s pra cacho r r o, porq u e eu já mor ei fora da Brasil, mor ei na Fran ç a que todo mun d o fala que trab al h a , lá tinh a tant o feriado, que até me can s av a do feriad o, e aqui do ponto de vist a nunc a cons e g u i can s a r de feria do e aqui tra b al ho s dez, doze hor a s por dia, porq u e todo mu n d o quan d o pode e qua n d o tem faz hor a s extr a s, cam el a m o s pra bur r o em tra ns p o r t e , tem os pouq ui n h o lazer, tira m o s férias (....) por que não tem os nem pra onde ir ta ent ã o vamos ergu e r a cab e ç a e ver que o país, é um país novíssi m o, é um país muito novo que vive um mo m e n t o forte, por ter cor r u p t o s , inco m p e t e n t e s proble m a s , agor a nós temo s tem os, mas est a m o s peg a n d o se Deus quise r a gen t e vai (....) bom aqui est á os núm e r o s pode pula r ent ão, uma coisa que vocês pedir a m par a mim falar um pouq ui n h o o que é essa met r ó p ol e, o que a gent e sonh a, o que é a cidad e do futu r o, né a cidad e met r ó p ol e, lá em São Paulo nós fizemo s um tra b al ho dur a n t e 30 anos com diver s a s com u ni d a d e s , e nós est a m o s fazen d o em Cam pi n a s ent ã o, esse result a d o que deu em São Paulo, eu já vou coloca r pra vocês o result a d o parci al que est á dand o em Cam pi n a s , aqui em São Paulo nós ter e m o s um a met ró p ol e com p e ti tiva, 51 sau d á v el, equilib r a d a , respo n s á v el e cida d ã , vamos ver um pouq ui n h o de cad a uma dess a s , qu alid a d e aqui mas eu vou Cam pi n a s , em Cam pi n a s consid e r a n d o palav r a s ta, com p e t i tiv a vai dess a s ver apa r e c e pre mi s s a s , isso pra não outr a des s a vocês já apar e c e u a coisa, mas é inter e s s a n t e vocês vere m o que já deu aqui e depois, nós vamo s com e n t a r o que já deu em São Paulo, vamos lá vamos com e ç a r a falar da gent e aqui em Cam pi n a s a única form a mais visível por enq u a n t o de um a situaç ã o met r o p olit a n a que a pop ul a ç ã o per c e b e com isso nós tem os que tra b al h a r par a gan h a r ess a conscie n tiz a ç ã o met ro p olit a n a pode vim atr av é s do tra n s p o r t e s , out r a s situa çõ e s como é o caso da águ a que é muitíssi m o mais tra n s p o r t e muit a velho, gen t e poluiç ão, a que s t ã o ness e sentido não per c e b e da ques t ã o a ques t ã o do do ar da dos dejeto s do lixo, como é que nós vamo s fazer com os lixos, onde é que a gent e joga o lixo? O lixo de Cam pi n a s é pra jogar onde, Cam pi n a s não tem esp a ç o , não tem ate r r o e se não tiver, é uma cida d e pequ e n a encr a v a d a como Diad e m a que ta cerc a d a de cidad e s de todos os lados como ela faz pra jogar o lixo fora. Sant o André, São Caet a n o , bom ent ão relacio n a com os há diver so s outros, aqui proble m a s a ques t ã o que do você se tran s p o r t e coletivo já tem um a inter m e l a ç ã o inter e s s a n t e veja bem os municípios tra n s p o r t e est ão dan d o que tem em Hort olâ n d i a , Jagu a ri ú n a cont a de 63% do tran s p o r t e , o Cam pi n a s , tem em Sum a r é , tem isolad a m e n t e , tem os tran s p o r t e s 52 locais, o Esta d o resp o n d e pelo rest o 36%, só a cidad e de Cam pi n a s 63,5% é tudo só a cidad e res po n d e u por 53% do tra n s p o r t e de tod a a regi ão só a cidad e de Cam pi n a s , com a met r ó p ol e é forte ela é o peso maior, o resto 10% cont a e pelo ônib u s que vocês vêem por aí do tipo, como do tipo de ônib u s que vocês vêem aí como Caprioli, Rápido Luxo, Ouro Verde, hã enfim esses ônibus das cidad e que vem pra cá Ava, Bonavit a enfim são esse s que o Est a d o tem a capt u r a que a gen t e est a fazen d o, o que a gent e pret e n d e ? Pra com e ç a r a pesso a a perc e b e r que est á num a regiã o met r o p olit a n a , nós est a m o s pint a n d o os ônibus usa n d o um a form a pra eles próp ri a de regi ão met ro p oli t a n a que é aquel a pint u r a bonit a, assi m tem um a ban d ei r a paulist a né do Est ad o de São Paulo pra que a perc e b e r que aquilo é met r o p olit a n a e apes a r de viajar cidad e por cidad e, nós esta m o s tam b é m levan do todas as obrig a ç õ e s sociais par a o tran s p o r t e met ro poli t a n o, o pass e escola r, o pas s e idoso, o pass e deficien t e a gent e est á tam b é m fazen d o com que todos met ro p olit a m e n t e esse direito, isso é impor t a n t e vocês sab e r e m tenh a m agor a , nós vamo s most r a r pra vocês no final des s a fala o que mais nós est a m o s fazen d o par a dá car a c t e r í s t i c a met r o p olit a n a pra cá. Bom ent ão pra que a gen t e com e c e a pens a r no nosso futur o, nós esta m o s tra b al h a n d o do que a gent e de PITU- Plano Integ r a d o de Tran s p o r t e urb a n o atr av é s do tra n s p o r t e nós est a m o s discu ti n d o todos os aspe c t o s , como é que nós est a m o s fazen d o isso? Essa visão de futuro nós tra b al h a m o s 53 as dua s par t e s aqui, reu niõ e s com todos municípios atr av é s de ONGs, asse m b l éi a s , a câm a r a locais, execu tivo, etc,et c. e tivéss e m o s (....) e o que nós vamos fazer agor a ? Nós esta m o s divulg a n d o e provo ca n d o mais inscriçõ e s par a fazer uma realim e n t a ç ã o pra sab e r o que precis a melhor a r vamos lá, o que se deu aqui em Cam pi n a s , aqui se deu a seguin t e form a, eles quer e m , essa s popul a çõ e s nobr e s são 19 municípios aqui em Cam pi n a s quer e m que a região met r o p olit a n a che g a , olha que estive r copia n d o disq u e t e pra vocês precis a de pres e n t e copiar que eu deixo o aí ta, pode ficar depois algu é m copia, que r o most r a r pra vocês, olha saud áv el todo mun d o quer uma cidad e , uma regi ão met ro p olit a n a sau d á v el, integ r a d a , har m ô ni o s, diversifica d a , aces sível e cidad ã , como aqui nós não esta m o s num a região de tra b al h o pra com e ç a r a discu ti r cad a um a dess a s quest õ e s , eu vou expor o que foi cad a um a delas, mas depois seria inter e s s a n t e que cad a um de vocês pen s a s s e m um pouco mais e brigas s e daqui pra fren t e muito ness e senti do ou se diver gi a, ou criar outr os tam b é m aqui não apa r e c e u muito a ques t ã o da com p e t i tivid a d e porq u e São Paulo é um a das duas cidad e s mun di ai s do Brasil, o Brasil tem duas cidad e s que é consid e r a d a mun di ai s que é Rio de São Paulo, assi m como tem e Nova York, Tóquio, Londr e s tem uma s 15, 20 cida d e s que são consid e r a d a s cida d e s mundi ai s Cam pi n a s ainda não é consi d e r a d a assi m entã o por isso aind a não tenh a talvez não apa r e ci d o a quest ã o da com p e t i tivid a d e , vamos abrir um 54 pouco cad a um dess e s deb a t e s , o que se penso u ness e atrib u t o de ser sau d áv el isso est a m o s aqui pens a n d o tudo naq uilo que nós que r e m o s ter, não nós ta dent r o do que é já lógico, nós quer e m o s camin h a r pra lá, se você não map e a r , não faz um a estr a d a de um sonho você não tem o que lutar pra concr e tiz a r ent ão pode ser sonho ou não, ent ã o você tem que fazer essa busc a e a busc a que nós quer e m o s é essa, e fazer com que o nosso meio am bi e n t e pres e r v a r e auto sust e n t á v el essa palav r a auto sust e n t á v e l virou moda né, tod a isso hor a a gent e fala auto sust e n t a b ili d a d e , sust e n t a b ilid a d e , o car a vai num a fest a auto ele fala eu to auto sust e n t á v el hoje, ele vai (....) vamos o que nós temo s que sen ti r né que você não des e q uilib r a o meio que você est a, não dese q u ilib r a por que não é fácil o equilibro ecológico e inter e s s a n t e até aqu el a s faixas que tem na lagoa do taqu a r a l e aqui tam b é m tem, é faixa aquel a lá, é aquilo Capiva r a a (risad a s ) gen t e do céu eu estou até troca n d o a bolas, aquilo lá é capiva r a s algu m che g a com muit a boa vont a d e de cor aç ã o abe r t o, e isso execu tivo de cora ç ã o de abe r t o é que chor a dem ai s de mais pelo amor de Deus (risad a s ) o car a chor a fica emocio n a d a e fala eu vou deixar as capiva r a s livres, aí tem 10 capiv ar a s , 30 capiva r a s , 100 capiva r a s e haja capiva r a s , haja capiva r a s e haja capiva r a e o car a da mãe que lindo, cad a vez mais lindo e vem um tal de car r a p a t o s e ning u é m sab e mais o que faz com as capiva r a s , aí fala mat a tudo, mat a tudo que deu car r a p a t o , aí algué m 55 vem e fala agor a se você mat a r e pior porq u e o car r a p a t o vai procu r a r out ro local par a se alojar, agor a você tem que deixa r algu m a s aí pro car r a p a t o ficar por lá, ent ão é uma brinc a d e i r a , mas tudo que você provoc a de uma form a emo cio n al, como fazem assi m ou ass a d o, vamos ocup a r dess e jeito, vamo s instal a r , est á uma briga por q u e quer e m fazer um a obr a aqui na estr a d a da Rhodi a, um a obra não mud a r o rum o da est r a d a Rhodi a pra abri r mais não sei qua n t o mil, mil e duze n t a s , cinco mil lotes da áre a rur al que é um golpe bom né, você tem um a áre a deixa um a fazend a , você fica quiet o todo mun d o urb a niz a do lado da fazen d a , urb a niz a tudo e a fazen d a fica no meio fica quieto e o dono fica quieto, e todo mun d o levan t a lá pra frent e, gast a um dinhei r o como arr u m a r esgo to, águ a, luz e agor a com a maior car a de pau, o car a vem e eu que r o deixar minha fazen d a pra cria r um condo mí nio aqui de 10mil casa s , ningu é m per g u n t a o que vai acon t e c e r com a est r a d a da Rhodia, qua n t o s ônibus vai ter, onde vai ser as escolas dess a s crianç a s , onde vai ser os sup e r m e r c a d o s , as crec h e s , como é que vai ficar aqui a rede de saú d e da regi ão ning u é m per g u n t a nad a, ent ã o precis a ter um equilíbrio, precis a saud a r , preci s a cres c e r devag a r , precis a cre sc e r com cabe ç a né, bom integ r a d a s as cidad e s da regi ão est ão inte g r a d a s , isso é que nós pre cis a m o s , as cidad e tem que est a r inte g r a d a s até fisica m e n t e , até fisica m e n t e , hoje pra mim ir até Jagu a ri ú n a eu preci so ir pela a est r a d a , pra mim ir pra Paulínia eu vou pela estr a d a , nem fisica m e n t e 56 tem integ r a ç ã o é tudo est r a d a , é uma oper a ç ã o tão gra n d e que pra mim ficar den t r o da minh a cidad e, pra mim ir pra o ban a n al que é meu bairr o de Cam pi n a s tenho que pag a r ped á g i o não é verd a d e , porq u e ? Porq u e o safado né, o gru p o de safad e z a , o lote de imobiliá ri a, a espe c ul a ç ã o em Cam pi n a s é tão violent a que algu é m foi lá loteou e não se preo c u p o u com o aces s o não tem um a est r a d a , ent ão você per d e um pouco, ent ã o falta autori d a d e , gent e eu ano sou can di d a t o a nad a eu to falando de des a b afo porqu e a 40 anos eu ouço falar as mes m a s babos ei r a s , ent ão ou nós saiba m o s qu an d o acon t e c e r um troco dess e s , ir lá no vere a d o r peg a no pé, arr e b e n t a r e falar que não que, ou vai acont e c e r isso, o ban a n al est á lá pag a n d o ped á gio ta, cida d e s da regiã o est ão integ r a d a . A inten ç ã o e de ser corr e tiv a a regiã o tem uma admir a ç ã o mun di al, met r o p olit a n a aq ui olha ta pres e n ç a de viraco p o s que exigindo inter e s s a n t e isso ta a falan d o região nisso, a não sei que m lem br o u é algo que sen si biliza a região, o aerop o r t o dá um torno de export a ç ã o e impo r t a ç ã o , o Rio Tiete e todo a hidrovia do Tiete cheg a aqui pert o Ped r ei r a s , Piracic a b a , o Porto de Santo s est a a 120 140 quilôm e t r o s daqui, se você tiver o Rodoa n e l fech a d o , peg a o anel que vem vindo mais pra frent e depois eu posso explica r , nós est a m o s colado no cent r o de expor t a ç ã o e fant á s t ic o de Sant o s , e aqui dent r o de cas a no viraco po s , ent ão cidad e met r o p olit a n a já pleiteia uma dime n s ã o (....), nós quer e m o s mun di al, a região uma nova cidad e 57 articul a d a por vários núcl eos multifun cion a i s, hoje a hu m a n iz a ç ã o nos meios que nós tem os per mit e criar lucros multifun cio n ai s não é verd a d e todo mundo aqui lembr a , ou ten d e a lemb r a r qua n d o crianç a que algué m da sua cas a pra cida d e, muit a s vezes a gent e muit a s falava, vai pra cidad e , to indo pra cidad e, to indo pra cidad e, to indo pra cida d e já é um a coisa que a gen t e não fala tanto né, to indo pro cent r o, dá pra você levar uma cart a pra mim, se pass a no corr ei o, se pass a no cor r eio pra mim, da pro se pass a r no banco pra mim, hoje isso já é muito mais facilit ado, você tem mais lucro, você tem mais possibilida d e de dete r m i n a r par a os bair ro s multifun ç o e s , serviço s princip al m e n t e , não existe tant o nece s si d a d e daq u el a cidad e ser escler o s a d a assi m, olha lá do distrito indu s t r i al social, aqui red e banc a r i a , aqui vai ser só pra mor a r , você imagi na uma bairr o de dime n s ã o inteir a , qu al (....), todo as mulhe r e s tam b é m trab al h a m , as crian ç a s vão pra escola s, ou tem que ir pra crec h e s , as mulhe r e s tra b al h a m , os marid o s tra b al h a m , ou devia m tra b al h a r não é e o bairr o fica o dia fecha d o, o dia inteiro se desloca par a out ro luga r, além de tra b al h a r tem que come r , tem que com p r a r algu m a coisa pra levar pra casa, pois quan d o cheg a em casa não tem ond e com p r a r esp a ci al nós quer e m o s mud a r ent ão tam b é m , est a confor m a ç ã o e fazer núcleos multifun cio n ai s não só na cida d e como nos bairr o s, a regi ão é algo cent r a d a aqui o que r e m o s uma regi ão diver sific a d a ela é auto sust e n t á v el, um a ativida d e econô m i c a comp a t ível com 58 as vocaçõ e s regio n ai s, quan d o você tem um município é uma coisa qu an d o se você tem 19 e analis a o que os 19 tem de pot en ci al você pod e cres c e r muito mais por exem plo aqui na noss a regiã o imagin a m nós temo s algu m a s cidad e s que vocês não a forca econ ô mi c a que elas tem, sab e no que em frut as você peg a ali a regiã o de Valinhos, Vinhe do, Itatib a é um a coisa impr e s sio n a n t e o que elas prod uz e m frut a de prim ei r a cat e go ri a par a expor t a r de frut a, até inat u r a pro res to do mun d o , como é o caso de goiab a, man g a , uva, figo é um a coisa fant á s ti c a, bom est á ali uma ener gi a tre m e n d a vamo s junta r essa s cidad e s e foi o que se fez, criou- se a cida d e das frut a s, o núcleo das frut a s , são oito cidad e s, (....), você tem lixo aqui é fort e flor que é da Hola m b r a ent ão prer a í vamo s criar, você tem alta tecnologi a aqui da região da UNICAMP, você tem forte s indus t ri a s de met al mec â ni c a, met al u r g i a na região de Sum a r é , você pode agr e g a r aqui o que um valor de turis m o de conve nç ã o, turis m o de negócio s, você tem um forte apa r a t o de saúd e na regiã o ent ão você pode tam b é m agr e g a r ess e tipo de econo mi a s de venda s , enfim diversifica as ativida d e s econô mi c a s com p a tív ei s com votaçõ e s regio n ai s que já est ão aí est a b el e ci d a s , e muit as delas est ão ado r m e ci d a s e a gent e não perc e b e u , entã o isso que se pret e n d e com e n t e i isso reg ul a m e n t a ç ã o né pra nossa rapid a m e n t e deve est a r regi ão, a a principio mobilida d e asse g u r a d a , eu já que a isso que eu falei agor a pouco, nós pre ci s a m o s criar cami nh o s met r o p olit a n o s , 59 a met r ó p ol e deve ofer e c e r em regi m e públicos de qualida d e isso é obvio, mas tem est a r sem p r e que esta r mar t el a n d o , sem p r e falan d o e sem p r e pens a n d o de um a form a met r o p olit a n a regio n al. A saúd e vocês vivem que est ão mais próximo s aq ui na que s t ã o da assist ê n ci a social vocês vêem muito isso, a que st ã o da saúd e se você não faz uma rede intelig e n t e né, com um ate n di m e n t o prim á rio, secu n d á r i o, terci á ri o e até qua r t e n á r i a deixan d o em algu m a s áre a s do HC, áre a qua r t e n á r i a do século da saúd e, você tem gent e bat e n d o aqui na port a com dor de bar ri g a, com febr e, com dor de cab e ç a , é obvio você tem que pens a r de uma form a integ r a d a uma red e e não é só na saúd e não, todo mais você tem que gra n d e agr e g a r pen s a r , porq u e que o municí pio vai cria r um a FATEC por exe m plo no município sem pens a r ta m b é m estu d a n t e s em dos outros município, porq u e não se pen s a em projetos incom u n s , vou dar o exem pl o pra vocês, que st ã o da mor a di a vai um prefeito lá em São Paulo e fica chor a n d o com razão porq u e ele precis a de verb a pra fazer treze n t a s casa s , ent ã o seja lá de acor d o dele, ent ã o um out ro prefeito coita d o aqui de baixo de Indai at u b a vai lá tam b é m recla m a que precis a de pelo menos mil casa e assim fica, cad a um deles fazend o um pedido isolad a m e n t e , você não cria mass a crític a pra política, aí nós reuniõ e s todos os prefeito s dent r o de uma câm a r a tem á t ic a cha m a d a habit a ç ã o discu ti u- se qua n t a s mor a di a s precis a m par a tira r pesso a s da áre a de riscos, vamos aca b a r prim ei r o com áre a s de riscos, 60 mor a di a s em situ a ç ã o de risco deu 6400 mil unida d e s , um a coisa assim mais ou meno s 6400 e qualq u e r coisa, ent ão nós vamo s bat al h a r por um projet o junto ao CDHU par a 6400 unid a d e s pra aca b a r com todas situa ç õ e s de riscos, todos os prefeito s gan h a r a m força política pag a m o pedido global e arr u m a um a linha de credit o de uma form a global, e se cada um isolad a m e n t e não tem essa mes m a ene r gi a , ess a mes m a força, porq u e isso cidad e , uma região met r o p olit a n a cida d ã , eu esto u aqui pen s a n d o segu n d o o nossos particip a n t e de tra b al h a d o s é assi m todo mundo tem é obvio né, que é um a das coisas inseg u r a n ç a que não mais ate r o riz a é a inseg u r a n ç a , é só pat ri m o ni al, é a vida né, e ess a tem a seg u r a n ç a do trab al h o , segu r a n ç a (....) né, tem o tran si to tem tudo, a ques t ã o da seg u r a n ç a pública isso é um dos prim ei r o s asp e c t o s a discu ti r, mas que discu t e tam b é m gent e como que nós um simpl es cidad ã o pode m o s parti ci p a r de esse improl e da segu r a n ç a porq u e vai che g a r um mom e n t o que não da pra bot a r um gua r d a em cad a esqui n a, num da pra bot ar um gu ar d a no meio do mato pra pode r ficar tran q üilo não adia n t a , não tem, não cabe se você encont r a um psicop a t a nu m a situ a ç ã o ent ã o da, não é isso tem que have r uma seri e de cuid a d o , umas das coisas que nós est a m o s analisa n d o é o seg uin t e a pop ul a ç ã o tam b é m tem que verefica r muit a s coisas de seg u r a n ç a você alime n t a , qua n d o você comp r a um CD pira t a que é mais bar a t o e cinco paus, oba legal, me da 2,3 não vou aproveit a r e levar 8 que é nat al, ent ão eu já dou 61 oito pres e n t e s , você ta alime n t a n d o um bandi do, um ban di din h o peq u e n o aqu el e coita d o que ta ali as vezes é um bocó, muit as vezes nem sem p r e é bocó, porq u e de bobo qu as e ning u é m tem mais nad a, agor a a máfia que tem por de traz disso, a org a niz a ç ã o criminos a que tem por traz , um a pirat a r i a de CD vocês não imagi n a a forca que tem, inclusive com ram o s inter n a c io n a i s aquel a atriz boboc a que fala que fum a maco n h a pra relax a r um pouco é uma boboc a tam a n h a porq u e como tem mais de 2,3,4,5 milhões de adoles c e n t e que se mira m nela porq u e ela é um a celeb rid a d e ta vendo ela ta rica, bonit a, gosto s a e porq u e eu não posso fuma r maco n hi n h a tam b é m , e a boboc a falou que fuma pouqui n h o , dez gra mi n h a s né, diga m o s sei lá, agor a dez gra mi n h a s vezes cinco milhõ es da tonela d a s , da onde vem essa tonela d a , o crim e e o nar co t r áfico é o mais orga niz a d o , gent e é o mais org a ni za d o , que dizer que hoje em dia se houve s s e mes m a um confian ç a até na unive r si d a d e , eu fico bobo dent r o na univer si d a d e ta cheio de est u d a n t e com essa cabe ç a de minho c a , a impo r t â n ci a do unive r si t á ri o hoje acha que a (....), aqu el e mon t e de lobo que tem na Colôm bi a é revolucion á ri o, e marxis t a , só porq u e braç o, o cara s tem uma cartilh a de, de baixo do são trafica n t e s , seqü e s t r a d o r e s , ban di do s , est ão levan d o inst a bilid a d e até pra América Latina, joga m o tráfico de drog a s pra cá e levam ar m a s daq ui do Par a g u a i pra lá, ent ã o ess e ban di do supe r orga ni za d o ta nas 30 gra mi n h a s daq ui, 20 gra m i n h a s dali é lógico gent e isso tudo pra gent e 62 par ti ci p a r por exe m p lo bar aber t o a noite, já (.....) fechou bar a noite depois das 11 hor a s, esses bar e s são (....) nas favelas. O Bar é um pro n t o de vend a de ar m a s cland e s t i n a s , qualq u e r um sab e, você cheg a num bar e, e fala me da um 38 aí de jart ão, de um jart el me dá um 38 não sei o que, me da um ras p a d o , 38 ras p a d o que não tem mar c a coisa, os bar e s da perife ri a tem isso, ent ã o tem que dar um jeito de par ticip a r e nisso fecha os bar e s , prod u t o cont r a b a n d e a n d o na hora, eu vou dizer um a coisa, eu sei de um lugar, ta procu r a n d o sei lá o que, ta proc u r a n d o um DVD eu sei de um car a que traz um DVD legal pra bur r o tal, tal mais bar a t o, além de fortale c e r o crim e a medid a que você esta ajuda n d o est e tipo de form ali d a d e est a sen d o desvi ado dinhei r o da form ali d a d e que vai ger a r emp r e g o , vai ger a r hã, você ta mat a n d o até o emp r e g o ent ã o, eu vejo aqu el a menin a falan d o coitad a ou aqu el e rap az né ou adoles c e n t e que est á precis a n d o de um coisa mais bar a t a procu r a n d o e pas s a e com p r a dois pirat a s , CD pirat a s lá qualq u e r , coisa pirat a ele ta aca b a n d o de redib u t a r mais uma vez o emp r e g o próp rio. Bom, mas tudo isso é um proc e s s o não é, eu sei que não é fácil, mas a par ti ci p a ç ã o da ques t ã o da segu r a n ç a , não é só policia na rua e tam b é m policia na rua, bom vamos par a r por aqui e no deb a t e a gent e contin u a . Muito obrig a d o. 63 KAZUO NAKANO (.....) Eu estou acost u m a d o eu trab al h o com profission al da áre a de Serviço Social, entã o pude perc e b e r , agor a tem muitos rep r e s e n t a n t e s aqui da cate g o r i a. Queri a agr a d e c e r o convite pra par ticip a r dess e deb a t e e deixa r aqui os par a b é n s pelo XX aniver s a r i o do Ciclo de Debat e s que esta sen d o come m o r a d o e hoje deixa r a saud a ç õ e s da profes s o r a Aldaíza Spos a ti ela não pode vir por cont a dos com p r o m i s s o s, hã na Secr e t a r i a da Assistê n ci a Social da Prefei tu r a de São Paulo e ela pediu pra mim tra n s m i ti r as saud a ç õ e s . Eu org a ni zei uma apr e s e n t a ç ã o curt a pra da espa ç o pra gent e pode dialog a r mais em quat r o par t e s né. Na prim eir a rapid a m e n t e um par t e qua d r o eu queri a ger al das est á tra ç a n d o tend ê n ci a s de ter rito ri aliza ç ã o né da popul a ç ã o brasileir a princip al m e n t e ness a ultim a s déca d a s de 90, de 1990 a 2000 a ultim a déca d a do século pass a d o , dese n v olv e n d o e há na segu n d a algu n s pontos, part e algu n s queri a est a r aspe c t o s da ter rito ri aliza ç ã o das met r ó p ol e s brasilei r a s né, pontos que eu ach o são cruci ais, dess e proce s s o e que são com u n s a toda s met r ó p ol e s que exist e aqui nosso país, na terc ei r a par t e eu queri a est a r levan t a n d o algu m a s ques t õ e s pra gent e discu ti r nos cam p o s das política s pública s parti cul a r m e n t e políticas pública s voltad a s pra com b a t e r e aqu el a s enfre n t a r a desig u al d a d e sócios territ o ri ai s met r o p olit a n a e por fim na 64 qu ar t a par t e eu que ri a esta r coloca n d o hã algu m pontos que pra mim são emb a t e s né, coloca d o s pela próp ri a realida d e met r o p olit a n a fren t e imple m e n t a ç ã o a de ess e s des afios políticas da pública s form ul a ç ã o e com b a t e s a desig u al d a d e s sócios ter rit o ri ai s. Ent ão na prim ei r a par t e eu vou usa r o Powe r Point que eu trouxe algu n s slides só pra gen t e visu aliza r essa s tend ê n ci a, pode ri a coloca r o slide por favor e esse mes m o , pode pass a r pro próximo aqui como o com p a n h e i r o ali de mes a já colocou ess es são os dados que most r a m o nosso ritmo acele r a d o socied a d e brasilei r a na segu n d a de met a d e urb a niz a ç ã o da do século 20, de 195 0 a 200 0 a gen t e parti u na déca d a de 50 em 36,16% da noss a pop ul a ç ã o viven d o em perí m e t r o s urb a n o s e che g a n d o em 2000 com 81,25 % da noss a popul a ç ã o brasileir a vivendo em áre a s urb a n a s né, teve um a inver s ã o na hã tend ê n ci a do proce s s o de distrib ui ç ã o do proc e s s o popula cio n al foi muito vem coloca d o levan t a r na ap r e s e n t a ç ã o algu n s influen ci a d o , ponto s ele dess e bast a n t e ante ri o r, proce s s o insaciáv el agor a eu queir a que est á bast a n t e ness e proce s s o de deslo ca m e n t o inter region al da popul a ç ã o par tic u p al a r m e n t e do cam p o pra cidad e e tam b é m da cidad e pra cidad e s , das cida d e s peq u e n a s par a as cidad e s medi as, das cidad e s media s par a as cidad e s medi a s, das cidad e s media s par a as gra n d e s cida d e s, par a as gra n d e s met r ó p ol e s , pode pass a r um pou q u in h o eu queri a most r a r ess e map a de 1991 com dado s de 199 1 em que a gent e tem município brasilei ro s com 65 faixa popul acio n al aqui eu acho não da pro pesso al lá do fundo enxer g a r , ent ão vocês vão ter quer acr e di t a r em mim (risad a s ) né, nisso, ness e município clarin ho s , am a r e l o s clarin h o s são os municípios que em 1991 tinha 618 a 20 mil habit a n t e s , ness e s municípios alar a nj a d o s claros de 20 mil a 100 mil, aqui no alar a n j a d o escu r o de 100 a 500 mil, no ver m el h o de 500 mil a 1500 milhão e 500 no mar r o m de 1500 a 960 0 milhões que é o município de São Paulo o maio r município brasileiro, ent ão a gent e vê aqui essa s, esses pont o s mais escu r o s lara nj a s né, ver m el ho s , mar r o m , a aqui hã os ponto s de com plica ç ã o popul a cio n al ness a malh a urb a n a né, ness a malh a princip al no Brasil no com e ço da déca d a de 90. pode pass a r por out ro por favor, aqui no ano de 200 a gen t e tem o mes m o São Paulo difer e n ç a hã que falta a vista com p a r a d a com o map a ant e rio r e ess a expan s ã o da man c h a lara nj a que são esse s municípios de 20 a 100 mil habit a n t e s cres c e n d o hã, se arr a s t a n d o princip al m e n t e ness a regi ão nort e Par á, Amazon a s né e que a gent e vê aí uma fren t e de cresci m e n t o popul a cio n al né e cons e q ü e n t e m e n t e um a fren t e de expa n s ã o urba n a , ess a popula ç ã o que est a cres c e n d o ness a regiã o nort e do Brasil, é um a popula ç ã o que boa par t e dela esta se dirigin d o pra viver nas cidad e s , em plen a hã regiã o am azô ni c a essa é uma tend ê n c i a né, da, do proce s s o de urb a n i z a ç ã o bra sileiro nest a virad a de milênio a exp a n s ã o de nova frent e de urb a niz a ç ã o em regiõe s pouco ocup a d a s e ao mes m o tem p o ess e rico cres ci m e n t o dos pólos 66 de conce n t r a ç ã o hã popul a ci on al urb a n a aqui ness e s municípios onde a gent e já tinh a ess a conce n t r a ç ã o e ess es pont o s, e esse ponto s (....) eles pont u a m né as regiõe s do país, pod e pass a r o seg u n d o, aqui a gent e vê os núm e r o s do Est a d o de São Paulo em 1991 esse corr e d o r né do muni cípios médios aqui no Vale do Par aí b a e aqui eixo de São Paulo, bat al h a Santis t a, São Paulo, Cam pi n a s , Ribeir ã o Preto, o eixo da Califór ni a Brasileir a né, e hã esse eixo de riquez a do din a mi s m o econô m i co e hã est á muito bem configu r a d o e aqui temo eixo da pob r ez a que o Vale do Ribeir a, eu não troux e o map a daq ui, eu tenho uma seri e de map a s de (....) sócio econô m i co tan to do IBGE, do altas, do des e nvolvi m e n t o hu m a n o de 200 2 do Brasil e São Paulo e a gent e vê clar a m e n t e esse s dois eixos de rique z a e pobr ez a do Esta do, pode pass a r par a o outro por favor. A já passo u, a gent e vê de 199 1 pra 200 a difer e n ç a quas e não tem difere n ç a , o que a gen t e perc e b e é só esse alar a nj a m e n t o dess e eixo aqui né, do eixo da riqu ez a , é claro é um eixo que est á cres c e n d o popula cio n al m e n t e , e isso a pesq ui s a da Raqu el que a gent e aco m p a n h o u a Raq u el Novik lá no foro, most r a os municípios com maio r valor e s agr e g a d o s tam b é m são os municí pios com um a ten d ê n ci a forte de cres ci m e n t o popul a cion al e tam b é m são os municípios inad e q u a d a , estão com maior conc e n t r a ç ã o nós est a m o s rep ro d u zi n d o de na mor a di a ultim a déca d a do século 20, o mes m o roteiro de dese nvolvi m e n t o econô m i c o, o mes m o rot ei ro de des e nvolvi m e n t o urb a n o 67 bas e a d o na conc e n t r a ç ã o prec a r i e d a d e de ter ri to ri al vuln er a b ili d a d e riquez a, no na rep r o d u ç ã o da aprofun d a m e n t o social, no princi p al Est ad o da do país, pode pass a r o seg ui n t e, aqui hã só pra gent e ter um qua d r o das met r ó p ol e s do Brasil hã e que most r a decla r a m e n t e a polariza ç ã o que o secr e t a r i o colocou aqui ness a regiã o da met r ó p ol e paulist a né, São Paulo conce n t r a n d o isso 10 de 16%, 6% brasileir a desc ul p a resp e c tiv a m e n t e né, 10% da popula ç ã o da brasil ei r a popul a ç ã o do são a regi ão met r o p olit a n a de São Paulo aquilo que foi coloca d o já muito bem na ap r e s e n t a ç ã o ant e rio r, bom ess e, essa peq u e n o conju n t o de dad o s e de ma pa s e só pra gent e ter uma visão dess a duas ten d ê n c i a s da hum a niz a ç ã o da popul a ç ã o brasileir a no mom e n t o atual, hã de abe r t u r a de novas frent e s de cres ci m e n t o urb a n o, de novas frent e s cresci m e n t o popula cio n al e den t r o , e dent r o meio hã dess a polariz aç ã o em algu n s municípios com gra n d e conce n t r a ç ã o da popul a ç ã o e tam b é m tam b é m com gra n d e com conce n t r a ç ã o gra n d e de (....) econô mi c os conce n t r a ç ã o de e prec a ri e d a d e ter rito ri al e de vulne r a bilid a d e social, agor a eu queri a pedir pra ace n d e r as luzes porq u e eu não vou mais projet a r os slides. Queri a pass a r par a segu n d a part e de noss a discus s ã o que é sobr e algu n s aspe c t o s da ter rit o ri aliz aç ã o das met r ó p ol e s no Brasil e queri a refletir algun s sobr e des s e s asp e c t o s aqui juntos com vocês. Prim ei ro ponto é sobr e a ter rito ri aliza ç ã o met r o p olit a n a constit uí d a a parti r de algu n s 68 proce s s o s sociais dese n volvidos por sujeitos né hã envolvidos em dinâ mi co s políticas, políticas e econô mi c a s e cultu r ai s . A idéia e que a ter rit o ri aliz aç ã o da met r ó p ol e ela é um proc e s s o social, político, inter a ç ã o do eco nô m ic o divers o s e cultu r a l auto r e s , dos prom ovido diver so s pela grupo s de inter e s s e s , das divers a s açõe s políticas né, é claro que cab e m que os ter rit ó rio s urb a n o s né, ele é hã envolvido nes s e jogo de relaçõ e s coletivas. A ter rito ri aliz aç ã o met r o p olit a n a ela prod u z localizaç õ e s urb a n a s né, que são objetos de dispu t a s sociais em qualq u e r cidad e do Brasil, em qual qu e r met r ó p ol e do Brasil nós vemo s econô m i c o s e que cultu r a i s os proc e s s o s são proc e s s o sociais, de políticos, prod u ç õ e s e localizaç ã o a parti r de investi m e n t o s públicos, a par ti r de investi m e n t o s privad o s, a par ti r de tra b al ho s coletivos, a par ti r de tra b al h o individu ai, o ter rit ó rio urb a n o, ele é hã fruto dess e s investi m e n t o s coletivos, dess e tra b al ho coletivos que result a m em localizaçõ e s urb a n a s , em lugar e s , as cida d e s elas são feitas de lugar e s onde as pesso a s vivem, onde as pesso a s age m, onde as pesso a s desist e m , onde as pesso a s atu a m . Essas localizaçõ e s elas não são neut r a s , as localizaç ã o urb a n a s elas são objet os de dispu t a s sociais né, elas são result a d o s de trab al h o s coletivos, e elas são tam b é m objeto s de disp u t a s sociais, em ger al essa s localizaçõ e s , as melho r e s localizaçõ e s , atrib u t o s, aqu el a s que as localizaçõ e s com maior com melhor e s conc e n t r a ç ã o de oport u ni d a d e de trab al h o, aquel a s com maior conc e n t r a ç ã o 69 de equip a m e n t o s ofert a s de sociais, infra maior estr u t u r a conc e n t r a ç ã o urba n a s em e melhor ger al, essa s localizaçõ e s são apro p ri a d a s por aqu el e s grupo s com maior pode r de articul a ç ã o política, os grupo s com maior pode r de cap t u r a , do pode r público, os gru po s com maior pode r de cres ci m e n t o econô mi c os né, enqu a n t o que as piore s localizaçõ e s urb a n a s acab a sendo servid a de alte r n a t iv a de mor a di a por gru p o s hã eu det e n h a as noss a s (....), aquel e s gru p o s que defen d e o nosso pode r político de pres s ã o política né, em qualq u e r cidad e do Brasil perc o r r e n d o bair r os , per co r r e n d o os camin h o s inte r n o s da cida d e a gent e vê hã os lug ar e s , as localiza çõ e s melho r e s , mais favore ci d a s são os lug ar e s , os melho r e s bair r os , são os luga r e s com pad r õ e s de mor a di a da alta ren d a né, e tam b é m bair ro s prec á ri o s, as favela s, os lotea m e n t o s clan d e s t i n os , as ocup a ç õ e s né, ent ã o hã ess e prod u t o que a gent e vê ele tem por traz na verda d e dois proc e s s o proce s s o absolut a m e n t e fund a m e n t a l m e n t e apro p ri a ç ã o porq u e social o da riqu ez a ter rit ó rio e de dispu t a s , de dispu t a s social urba n o conflituos o ele prod uzi d a apes a r é um pela coletiva m e n t e , de todos esse s probl e m a s , apes a r ess a s (....) ele é riquez a social, ele é fruto de investi m e n t o coletivos, o proble m a é que essa riqu ez a social, o pad r ã o de apro p ri a ç ã o coletiva dess a riquez a sócia ele é injusto né, ele é conce n t r a d o e ele reflet e hã o pad r ã o injust o e desig u al de apro p ri a ç ã o das outr a s riquez a s , inclusive das riqu ez a s financ ei r a s do nosso país que faz do 70 Brasil um dos paises mias desigu al do mun d o, é impor t a n t e ente n d e r esse proc e s s o como proce s s o social, como proc e s s o político, como proc e s s o feito por ator e s sociais, por ator e s políticos e proc e s s o s result a n t e s de escolha s né, e impor t a n t e ente n d e r ness a dime n s ã o daq u el a s colocaç õ e s e desconfia r que define m o máxim o possível ess es proc e s s o s como proce s s o s nat u r ai s né, hã como se fosse um a flores t a , uma cida d e, como um a selva de ped r a s que um dia nasc e, um dia cres c e e um dia irá mor r e r , e hã import a n t í s si m o evitar m o s essa visão natu r a list a dos proc e s s o s sócios políticos, porq u e se nós ente n d e r m o s proce s s o s nat u r ai s proce s s o s nat u r a i s esse proce s s o sócio político nós caímos num fatalis m o nós não pode m o s fazer como que se são nad a par a tra n sfo r m a - los, se são proce s s o s sócio políticos, nós deve m o s sim nós inco rp o r a r o proc e s s o particip a r par a tran sfor m a- lo, pra reto r n a r novas escolh a s né, a mídia quan d o estav a acon t e c e n d o as ond a s de ocup a ç õ e s de gleba s na periferi a, dos edifícios ociosos, a folha de São Paulo ela soltou um artig o que most r a v a uma das ocup a ç õ e s na perife ri a de São Paulo e colocav a como titulo como nasc e um a favela? Como se um a favela nasc e s s e e hã do mes m o modo que nasc e um a plan t a na cidad e né, e a gent e sab e que não é assi m hã um a favela é fruto de todo esse proc e s s o sócio político de dispu t a por localizaçõ e s na cida d e. A expan s õ e s das disput a s pela localizaçõ e s urb a n a s nas met ró p ol e s est á o proc e s s o de seg r e g a ç ã o sócio esp aci al de exclus ão sócio ter rit o ri al que 71 prod u z e m realid a d e s met r o p olit a n a s mar c a d a por profun d a s desig u al d a d e s na dist ri b ui ç ã o das riqu ez a s sociais, né hã as dim e n s õ e s dess a s iguald a d e s , a gent e vem investi g a n d o no cen t r o de estu d o das desig u al d a d e s sócios ter ri to ri ai s na série dos map a s da exclus ã o e inclus ã o que a gent e vem prod u zi n d o hã elabo r a d a e pela tra b al h a n d o os rep r o d u z i n d o Aldaíza dado s calcul a d o s, os map a s discu s s õ e s já a Spos a ti aqui de já est ão acon t e c e r a m parti r da inclusive Cam pi n a s , todos né, e meto dol ogi a a gent e est a já est ão todo feitos que né, a algu m a s gent e vê decla r a d a m e n t e ess a realid a d e exclud e n t e e desigu al que é afas t a d a do ter ri tó ri o das cida d e s , hã os bair r os onde os déficits nas ofert a s de vaga s em crec h e s , pré infantil, ensino fund a m e n t a l , unid a d e s básica s de saúd e apa r e c e grita n t e né, enq u a n t o há bairro s onde as supe r á vi t s né, bair ro s onde as condiçõ e s de mor a di a absolut a m e n t e prec á r i a s e bairr os onde as condiçõ e s de mor a di a são bem melho r e s , enfim há as dim e n s õ e s dess a seg r e g a ç ã o sócio espa ci al, as dime n s õ e s de proce s s o s de exclusõ e s sócios ter ri to ri ais são múltipla s né, e que defin e m e apa r e c e m como sendo obst á c ul o s, inter di çõ e s que as pesso a s sofre m no aces s o as condiçõ e s de vida, a par ti r das quais cap a ci d a d e s essa s pesso a s de dese n v olvim e n t o poss a m realiza r suas hum a n o, a exclus ã o sócio ter rito ri al ela apa r e c e cont e m p l a m e n t e no cotidia no de vida das pesso a s né como sofrim e n t o, como um a inter di ç ã o, como um obst á c u lo a condiçõ e s de vida nas quais as pesso a s 72 poss a m realiza r as suas capa ci d a d e s de dese nvolvim e n t o hu m a n o , port a n t o a exclus ã o social ela é hã ela result a em per d a s de pot en ci alid a d e hum a n a , a exclus ã o social ela res ul t a em per d a s de dese nvolvim e n t o hum a n o né, por isso que a exclus ã o sofri m e n t o social, a dime n s ã o hum a n o , por isso que e o limite delas nós tra b al h a m o s é o lá no CEDEC, além das dime n s õ e s política s, as dime ns õ e s objetivas dos proc e s s o s de exclus ã o social, proc u r a m o s trab al h a r tam b é m as dime n s õ e s subjetivas dos proce s s o s de exclus ão social, os gru p o s de baixa rend a, os grup os pobr e s, eles qu an d o nós vamo s discu tir os res ult a d o s dess e trab al h o nas com u ni d a d e s , nos bair ro s das perife ri a s eles ent r a m na discu s s ã o e cha m a m a ate n ç ã o pro fato que par a gent e é uma der r o t a, ele coloca m que pobr e eles não mor r e só de fome, os pobr e s de trist e z a tam b é m , os pobr e s mor r e de sofrim e n t o tam b é m , ent ão essa é um a dim en s ã o que a gent e ent e n d e u no dese n v olvi m e n t o do trab al ho como sendo uma dime n s ã o cruci al, porq u e hã a hã ativaç ão dos proc e s s o s de subjetiv aç ã o , são ativaçõ e s que pode ren d u d a r num proc e s s o de tra nsfo r m a ç ã o inclusive nos proc e s s o de tra nsfo r m a ç ã o da próp ri a vida. A terc ei r a , o terc ei r o ponto que eu queri a est a r aqui discu tin d o aqui com vocês é sobr e algu m a s ques t õ e s no cam p o da form ul a ç ã o e imple m e n t a ç ã o de política s pública s voltad a par a red u ç ã o da desigu al d a d e sócio ter rit o ri ai s, a gen t e viu que o ter rit ó rio ele não é um elem e n t o inerc e, não é um elem e n t o passivo na prod uç ã o de desigu al d a d e s nas 73 met r ó p ol e s , o ter ritó ri o é um proc e s s o, ele é um proce s s o de cons tit ui ç ã o de luga r e s né, que mobiliza recu r s o s a parti r dos vários gru p o s sociais exer c e m seus pode r e s das mais diver s a s orde n s né, esse s gru pos sociais mobilizan d o ess es recu r s o s no proce s s o de constit uiç ã o dos ter rit ó rio s eles gar a n t e m cert o s domínios e apr e ci a m aspe c t o s né, aspe c t o s que pro pici a m condiçõ e s de vida e pote n ci aliza m ou não a realiza m da cap a ci d a d e s hum a n a s , né esse é o proc e s s o de ter rito ri aliza ç ã o , por isso é que o ter ri tó ri o vai além do esp a ç o físico, o territ ó rio é um proce s s o, é um proc e s s o social, é um proc e s s o político né, é um proc e s s o instr u m e n t a l , o territ ó rio ele é instr u m e n t o de tra n sfo r m a ç ã o né, hã, port a n t o instr u m e n t o s tra n sfo r m a ç ã o par a de a territo ri alizaç ã o a produ ç ã o realid a d e , da a ela acup ul a realida d e e esse s par a ter ri to riza ç ã o a implica nece s s a r i a m e n t e no agen ci a m e n t o de recu r s o s institucio n ai s, mat e ri ai s, infor m a ci o n ai s, tecnológico s a até aces sível né, hã instr u m e n t o s de que implica tem tra n sfo r m a ç ã o na realid a d e e vice- vers a, realid a d e s tra n sfo r m a ç ã o no ter ri tó rio, intro d u zi r pers p e c ti va a imple m e n t a ç ã o das políticas que tam b é m implica m daí a impor t â n c i a territ o ri al pública s da em gent e na form ul a ç ã o que é o que e esta expe ri m e n t a n d o hoje na Secr e t a r i a Municipal da Assist e n t e Social de São Paulo, introd u zi r a pers p e c tiv a s ter ri to ri al na form ul a ç ã o e imple m e n t a ç ã o das política s sociais, porqu e ao se adot a r ess a per s p e c tiv a as dime n s õ e s de vida urb a n a , a 74 dim e n s õ e s da vida social com e ç a a ent r a r em relaç ã o (....) né, porq u e ao se territ o ri aliza r os proc e s s o s a gent e com eç a ape r c e b e r que os proce s s o s de des e nvolvim e n t o econô mi co est ão inter- relacion a d o s com hã a localiza ç ã o dos em p r e g o s que afeta m a qualid a d e da localizaç ã o da mor a di a né, e hã a ter rito ri aliza ç ã o das ações no cam po da com u ni d a d e urba n a , os tran s p o r t e s a gen t e com e ç a a perc e b e m na vida social, na vida urb a n a , est a absolut a m e n t e implica d a na por exem pl o com a aces si bilid a d e dos serviços da educ a ç ã o , port a n t o a mobilid a d e urb a n a , simpl es m e n t e uma o tra n s p o r t e ques t ã o de ele deixa desloc a m e n t o de orige m ser e desti no e pas s a a ter uma dime n s ã o social do Serviço Social cap a s de gar a n t i r aces s o sociais, mais do que som e n t e acess o som e n t e físicos conc e n t r a ç ã o ter ritó ri o né, dado ess a de oport u ni d a d e s da cidad e, social, a ultim a em peq u e n a s a mobilida d e pes q ui s a realid a d e pass a de orige m de porçõ e s a ter e destino gra n d e do dime ns ã o da região met r o p olit a n a de São Paulo most r o u a qued a ger al da taxa de viag e m da popul aç ã o e ess a qued a na taxa de viage m ela é muito mais alta e grav e nos ter rit ó rio s de exclus ã o social, no ter ritó ri o prec á r io s da mor a di a, ou seja, a popul a ç ã o pobr e, a popula ç ã o hã que sofre a inte r di çõ e s aos aspe c t o s sociais, essa popul a ç ã o est a vivendo situa ç õ e s de confina m e n t o ness e ter ritó ri o s, da exclus ã o né, elas est ão sofren d o com o déficit de mobilida d e urb a n a né, ess a popul a ç ã o está sofre n d o hoje com o déficit de capit al, de artic ul a ç ã o ter ri to ri al, port a n t o 75 ela est a sofre n d o com déficit no seu direito habit a n t e , hoje no Brasil a gent e tem dian t e e hã diant e de toda a socied a d e o des afio de const r u i r um a nova histori a de ter ri to ri aliza ç ã o da noss a cidad e s de ret e r ri t o ri aliza ç ã o das noss a s cida d e s e das noss a s políticas enfre t a m e n t o pública s hã das que seja m desigu al d a d e s capa z e s sócios hã de ter ri to ri ai s exist e n t e s né, ent ã o está feito o des afio de imple m e n t a r o est a t u t o da sancio n a d a cidad e que é a lei fede r al, em 200 1 que reg ul a m e n t a hã lei fede r al o capit ulo sobr e a política urb a n a da cons tit uiç ã o de 1988, ess a lei feder al ela é um a conq ui s t a social, ela não é uma lei feder al com u m porq u e ela interf e r e num a histori a da socie d a d e brasilei r a do último s 30 ano s que pra mim como urb a ni s t a é uma das histori a s porq u e mais relev a n t e s hã pela prim ei r a em que precis a ser regist r a d a , vez nós tem os uma constit uiç ã o feder al de 1988 que par t e dela fora m inscrit a s por iniciativas popula r e s , por eme n d a s popul a r e s , a gent e tem o capit ulo da política urb a n a , os artigos 1.82 e o artigo 1.83 que hã que origin a r a m hã de eme n d a s popula r e s né const r uí d a s coletiva m e n t e por diver so s ator e s sociais, orga niz a ç õ e s não gover n a m e n t a i s , sindica t o s de unive r si d a d e s , eng e n h ei r o s , sindica t o s movim e n t o s de de arq uit e t o s , mor a di a, movim e n t o s de saú d e , movim e n t o s de mulhe r e s , enfim esse conju n t o hã rico de ato r e s sociais de ator e s políticos de toda s as regiõ e s do Brasil no final da déc a d a de 1980 se mobilizar a m no movim e n t o nacion al da Refor m a Urba n a hã 76 discu ti n d o e fora m cons t r ui n d o essa s propos t a s par a ser e m incor p o r a d a s as 250 mil na constit uiç ã o de 88 coleta r a m assin a t u r a s nece s s á r i a s , apr e s e n t a r a m a propos t a , só que tem a é pole mico afet a gra n d e s inter e s s e s , o inter e s s e s cons e r v a d o r e s e histó ricos da noss a socied a d e , ent ã o essa cons tit ui ç ã o , instr u m e n t o s esse capit ulo apes a r de preve r ele não pode se aplica do porqu e algun s diver gi u a reg ul a m e n t a ç ã o em lei feder al, muitos inst r u m e n t o s que já tinh a sido previst a na constit ui ç ã o de 1988, por exem plo o IPTU prog r e s si vo no tem po, não pode ser aplica d o por porq u e estav a agu a r d a n d o essa regul a m e n t a ç ã o de uma lei feder al. Ainda bem, (risad a s da Platéi a). Essa, essa reg ul a m e n t a ç ã o ela teve que espe r a r 12 anos, a par tir de 198 8 iniciou- se um novo capit ulo dess a histori a social no Brasil né, que todo s esse s ator e s inclusive os faze r logo com tiver a m dep ut a d o s que mobiliza r, fede r ai s, com sen a d o r e s pra que se enca m i n h a s s e par a tra mi t a ç ã o da lei, das leis que iria reg ul a m e n t a r esse capit ulo de depois de 12 anos de ida e vinda se cons e g ui u em 2001 a lei feder al 10.2 5 7 mil que é o Est at u t o da Cidad e, e após o Est at u t o da cida d e de uma nova conq ui s t a , um a nova conq ui s t a que hoje hã coloca muit a s esp e r a n ç a s pra gent e, que atua e procu r a tra n sfo r m a r e ret e r ri t o ri aliza r a noss a cidad e que é a criaç ã o do Minist é r io da cidad e s , que é a criaç ão do Minist é rio, do Minist é ri o que é um minist é ri o que foi criado junto com o fóru m nacio n al da refor m a urba n a hã, cuja a conce p ç ã o 77 pass a por tod as essa s discus s õ e s só que essa histori a ela hã é um a histo ri a de luta, um a histori a de dispu t a , é ima histori a que tem seus adve r s á r i o s, tem que ter seus adver s á r i o s , sem p r e teve seus adve r s á r i o s, contin u a tendo seus adver s á r i o s e vai contin u a r tendo seus adver s á r i o, o est a t u t o da cidad e passo u de ata q u e hã, na câm a r a dos dep ut a d o s exist e 40 projet o s de lei em tra mi t a ç ã o par a a alter a ç ã o do est a t u t o da cidad e e são alter a ç õ e s que viabiliza m a imple m e n t a ç ã o dess a política hã enfim os nossos par e s que est ão atu a n d o no Brasil e até no gover no fede r al est ão atu a n d o justa m e n t e no senti do de tent a r hã, com p r a r e se com p r a r moe d a s , tam b é m , e pra o minist é ri o da cida d e a gen t e est a vendo na mídia todos os dias eles tam b é m est a no fio de navalh a , est á have n d o uma mobilizaç ã o nacional, consolid a ç ã o nacio n al do movim e n t o s, a união do movim e n t o s de mor a di a , o fóru m nacion al da refor m a urba n a est á disse mi n a n d o cass a em defes a do minist é ri o da cidad e né, hã porq u e pela prim ei r a vez, nós tem os no gover n o fede r al um a insta n ci a instit u cio n al par a oper a r as política s urb a n a s pra tod as as cida d e s do Brasil pela prim ei r a vez, e ess a inst a n ci a ela est a no fio da navalh a , o est a t u t o da cida d e, hã o movim e n t o nacio n al da refor m a urb a n a ele vem oper a n d o ness a discu s s ã o e ness e cam p o a par ti r de três princípios que pra mim são fund a m e n t a i s , pra nós são funda m e n t a i s. E hã o prim ei ro 198 8 prin ci pio e tam b é m cons a g r a d o no capit ulo na cons tit ui ç ã o da cida d e feder al de é o principio do 78 cum p ri m e n t o da funç ão social e das cida d e s e da prop ri e d a d e urb a n a s , ou seja, o direito a prop ri e d a d e contin u a ass e g u r a d o , todo nós temo s o direito a prop ri e d a d e , mas em se trat a n d o de uma prop ri e d a d e urb a n a , o uso e usufr u t o dess a deve esta r alinh a d o com os inter e s s e s públicos, com o inter e s s e s coletivos, ent ã o um ter r e n o localizado, um gra n d e ter r e n o, vazio, ocioso, não utilizado localiza d o num a áre a cen t r al da cidad e com toda s as ofert a s de infra est r u t u r a e de equip a m e n t o s sociais, todos os hã prod u t o s do inves ti m e n t o público, do investi m e n t o coletivo, esse ter r e n o resid e esp e c u l a m e n t i v a m e n t e ele não pode contin u a r sem cum p ri r com sua deno m i n a ç ã o sócio econô m i c a , segu n d o os inter e s s e s públicos, ent ão o est a t u t o da cida d e tem algun s instr u m e n t o s de induç ã o do cum p ri m e n t o da função social da prop ri e d a d e né, hã pass a pela utilizaç ã o parc el a m e n t o estit afic a ç ã o comp ul só ri a, IPTU prog r e s si vo no tem po ata a des a p r o p r i a ç ã o par a a refor m a urb a n a , deven d o pag a m e n t o s nos títulos da divid a pública, tem outro conjun t o, outro princi pio fund a m e n t a l da refor m a urb a n a que é o principio da redist ri b ui ç ã o injust a das riqu ez a s sociais, eu havia dito no com e ço que o territ ó rio urb a n o ele é um a riquez a social por que ele é fruto dess e investi m e n t o coletivo né, ent ã o e o hã o princi pio da redist ri b u iç ã o injust a dess a s riqu ez a s sociais ele se bas ei a no est a b el e ci m e n t o de novos pad rõ e s de apro p ri a ç ã o social dess a riqu ez a, mas demo c r a t i c a m e n t e e hã que gar a n t a e efetiva o direito a cidad e a todos, e o ultimo 79 princi pio da refor m a urb a n a é a dem oc r a t i z a ç ã o da que s t ã o public a e aqui e hã a gent e tem que ent e n d e r ess e princi pio como um principio multidi m e n si o n al que implica na efetivaç ã o e cont r ol e social dos investi m e n t o s públicos no com p a r t ilh a m e n t o do pode r e na dem oc r a t i z a ç ã o dos proce s s o s na tom a d a de decis ão princip al m e n t e na tom a d a de decisõ e s com relaçõ e s aos ass u n t o s de inter e s s e s públicos e coletivos né, e por fim a ultim a par t e eu queri a trat a r aqui sobr e os impas s e das imple m e n t a ç ã o dess e s investi m e n t o s dess a política ness a s pers p e c t iv a s territo ri ais, inter s e t o r i ai s e ret e r ri t o ri ai s no cont ext o met r o p olit a n o, vocês já deve m ter per c e b i d o que o des afio é gra n d e e no cont ext o met r o p olit a n o des afio é maior, porq u e a gent e tem que não só enfre n t a r enfre t a m e n t o des afios, mas articul a r soluçõ e s par a o dess e s des afios em âmbitos supe r municip al né, a gent e já, foi coloca d o aqui a ques t ã o da habit a ç ã o e san e a m e n t o dren a g e m ambi e n t a l nas da met r ó p ol e s mod e r ni d a d e ela não município só, as cau s a s das ench e n t e s urb a n a resolvida s e por da um que acont e c e num municípios X, pod e est a r no município vizinho né, e hã o san e a m e n t o esgo t o ambie n t al a colet a e destin a ç ã o adeq u a d a né, a colet a e destin a ç ã o adeq u a d a do dos resí duo s sólidos, isso só é possível na met r ó p ol e ser enfr e n t a d o e hã a par ti r articul a çõ e s inter m u n i ci p ai s, a quest ã o da mobilida d e urb a n a a gen t e viu ela é estr a t é g i c a na refun d a ç ã o da met r ó p ol e né, a ques t ã o habit a cion al a gent e dad a, dado o 80 gra n d e déficit não adian t a política habit a cio n al, o município imple m e n t a r sendo que o município uma vizinho ta deficitá ri o, ao se ofert a r unida d e s novas, ao se possibilit a r o aces so a ter r a par a habit a ç ã o de inter e s s e social dess e município, a dem a n d a do muni cípio vizinho vai vim concor r e r com est a s ter r a s , ent ã o a nece s si d a d e daí de ter m o s um a insta n ci a de gest ã o met r o p olit a n a , um a insta n ci a de gover n o met r o p olit a n o , isso est á em discus s ã o e em envolve ate prop o s t a de refor m u l a ç ã o do nosso part e fede r a ti vo crian d o um a favor, inst a n ci a, um a propos t a já vi condiçõ e s prop o s t a cont r a , polemi c a mas já vi condiçõ e s já foi coloca d o a uma que envolveri a inclusive a criaç ã o de uma nova insta n ci a da fede r a ç ã o bra sil ei r a né, bom por fim só pra concluir e hã eu queri a deixa r aqui pro nosso deb a t e e hã um a reflexão que um a, a noss a colega de equip e a Dirce Kore, a nossa coleg a de equip e do CEDEC ela publicou um livro que cha m a “medi d a s de cida d e s ” né, e tem uma frase no livro dela em ela diz que “as tra n sfo r m a ç õ e s na vida coletiva e na vida da noss a s cida d e s pass a nec e s s a r i a m e n t e pelo ter ritó ri o, e o ter ri tó rio ele pode ser hoje pra gent e o gra n d e camin h o pra inclus ã o social”. Obrig a d o Falta artigo do Professor Dr. Pedro Rocha Lemos