ANAIS DO VI SENALIC – TEXTOS COMPLETOS | ISSN – 2175-4128
Organizadores: Carlos Magno Gomes; Ana Maria Leal Cardoso; Maria Lúcia Dal Farra
São Cristóvão: GELIC, Volume 06, 2015
JUBIABÁS: AS AFRO-BRASILIDADES NO ROMANCE, NO CINEMA E NOS
QUADRINHOS
Marinalva Lima dos Santos (UNEB – FAPESB)
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Os textos literários constantemente são adaptados para outras
mídias, como para televisão, para o cinema, para História em Quadrinhos, dentre
outras. Essas adaptações, porém, são vistas por alguns críticos como algo menor,
marginalizado em relação à literatura, isso porque, dentre outros motivos,
esperam fidelidade entre o texto literário e a obra adaptada.
O presente trabalho tem como objetivo realizar uma análise
comparativa entre o romance amadiano Jubiabá (1935), e suas adaptações para o
cinema, com direção de Nelson Pereira dos Santos e a recente adaptação
quadrinística, feita por Spacca (2009), as quais possuem o mesmo título.
Este trabalho, fundamentado com teóricos da adaptação, da
literatura e da cultura, destacará, questões que envolvem as adaptações literárias,
entendidas aqui como uma Tradução Intersemiótica. Além disso, será discutida a
presença de elementos da religiosidade afro-brasileira, mostrando como as
diferentes linguagens operam na produção de sentido e como a disseminação
desses influenciam nas construções identitárias.
Essa é uma discussão de importância tanto no que tange ao modo
como as adaptações são vistas frente ao texto literário, numa perspectiva de
inferioridade e simplicidade, quanto ao tratamento de exclusão que sofreu e
ainda sofre o povo negro e afrodescendente e as manifestações culturais
expressadas por esses grupos. Diante disso há a possibilidade de refletir sobre as
adaptações de obras literárias com seu potencial de autonomia assim como
discutir a expressão da cultura afro-brasileira e sua contribuição para a construção
da identidade brasileira.
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ADAPTAÇÃO LITERÁRIA COMO TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA
Conforme Linda Hutcheon (2012), hoje em dia as adaptações estão
em todos os lugares, o que possibilita que as histórias adaptadas tornem-se
disponíveis para um público totalmente distinto. Segundo a autora, os
adaptadores ao longo dos séculos, não precisaram de pronunciamentos críticos
para compreender o que para eles sempre foi óbvio: “a arte deriva de outra arte;
as histórias nascem de outras histórias.” (HUTCHEON, 2013, p.22)
Não é raro, porém, o pensamento de que tanto as traduções de um
texto verbal de uma língua para outra, quanto as traduções intersemióticas de
obras literárias ocupam um lugar desprivilegiado em relação às obras adaptadas.
Parte da crítica acadêmica, conforme Hutcheon (2013), vê as
adaptações de textos literários para outros meios como inferiores. De acordo com
a pesquisadora a lista de palavras com o intuito de desqualificar as produções é
extensa: ‘secundarias’, ‘derivativas’, ‘suavização’, ‘interferência’, ‘violação’,
‘traição’, ‘deformação’, ‘perversão’, ‘infidelidade’, ‘profanação’, dentre outros
adjetivos. Ela pontua também que o tratamento que a adaptação recebe,
depende da forma da arte a ser adaptada, já que, a ópera ou o balé, por exemplo,
que são considerados artes “elevadas” tem melhor aceitação, comparando com
um filme ou uma novela de TV.
Pina (2012) discute sobre adaptações de obras da literatura para os
quadrinhos e o potencial da linguagem quadrinistica para a formação do leitor. No
que se refere à marginalização das adaptações literárias para Histórias em
Quadrinhos frente às outras artes ela afirma que:
No espaço simbólico das artes, as hierarquizações valorativas
acabaram por privilegiar umas linguagens em detrimento de
outras, isso numa perspectiva tradicional. Dessa forma,
durante cerca de um século, no reino do impresso imperava a
palavra literária como Arte. Imagem era algo menor. HQ
(História em Quadrinhos), então, nem arte era. (PINA, 2012 p.
66)
O escritor Jorge Amado, ao falar em entrevista, sobre adaptação
literária, afirma que: “a adaptação de uma obra literária para qualquer outro
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meio artístico e de comunicação, para que seja válida, tem que ser uma recriação
da obra original.”1 (AMADO, 1985) Nesse sentido, não deve-se colocá-la em lugar
desprivilegiado em relação às obras, das quais foram baseadas, muito menos vêlas uma reprodução, tal qual a obra “fonte”.
Trata-se de uma nova criação que, portanto, não deve ser analisada
buscando encontrar a fidelidade entre o texto fonte e a recriação já que quando
uma obra literária é adaptada para outra mídia, como para a História em
Quadrinhos ou para o cinema, ela é desenvolvida sob a perspectiva de uma nova
linguagem. Sendo assim, a história ganha uma nova visão que é independente,
além de ser adequada à nova mídia, que possui sua própria forma de expressão e
estratégias desenvolvidas para atingir as sensações desejadas no público
consumidor.
Além disso, deve-se considerar que o adaptador é primeiramente
um leitor, por isso na adaptação estará implícita a sua interpretação, já que
conforme Pina: “O leitor se projeta no mundo da obra e, simultaneamente, a
atualiza, projetando-a em seu universo, dessa forma não há apenas uma maneira
de ler um texto, há, sim, apropriações textuais históricas e culturais.” (PINA,
2012, p. 17)
Geralmente o público leitor, ao apreciar uma obra adaptada, coloca
expectativas, relativas à fidelidade ao texto adaptado. Não pode deixar de
lembrar que as adaptações estabelecem relação com uma ou mais obras. Isso
porém, não significa que elas não possuem autonomia. Dessa maneira a
autonomia do autor é um fator que deve ser levado em consideração no
momento de interpretar o texto adaptado, como confirma Ramos sobre as
Histórias em Quadrinhos:
Quadrinhos são quadrinhos. E, como tais, gozam de uma
linguagem autônoma, que usa mecanismos próprios para
representar os elementos narrativos. Há muitos pontos
comuns com a literatura, evidentemente. Assim como há
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Entrevista publicada no “Jornal da gente” em 1985.
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também com o cinema, o teatro e tantas outras linguagens.
(RAMOS, 2009, p.17)
As adaptações de textos literários para HQ, ao reinventarem as obras
fonte, ampliam as possibilidades de interação leitor/obra, pois a relação entre
palavra e imagem desdobra a ação imaginária do leitor, uma vez que lhe dá
elementos visuais para interpretar o que lê.
A adaptação é uma leitura que se transpõe em releitura e,
com essa releitura, alguns elementos estruturadores do texto
de origem ganham destaque e, por conseqüência,
reapresentam a estrutura do texto original e sua relação com
o conteúdo e com a forma, trazendo uma nova, porém nãodefinitiva, leitura para a obra original. (ZENI, 2009, p.141)
No que se refere à adaptação de texto literário para cinema, é
preciso, como afirma Stam (2006), perceber que o livro é produzido em um
contexto particular e que a adaptação também é construída em um outro
contexto, diferente do de produção do livro, assim como é diferente o contexto
de transmissão. Além disso, o conteúdo de um livro é mexido, modificado,
ampliado ou transformado de acordo com as exigências do novo produto.
Dessa maneira, entende-se que ao adaptar o romance de Jorge
Amado, Jubiabá, para o cinema assim como para os quadrinhos, foi realizada uma
recodificação em um novo sistema de signos, para assim comunicar os sentidos,
ou seja, realiza-se nessa perspectiva, uma adaptação por meio da Tradução
Intersemiótica, que conforme Plaza (2003) consiste em interpretar signos verbais
por meio de sistema de signos não verbais. Por se tratar de interpretação, envolve
também as subjetividades e criatividade.
Fundamentado em Peirce, Plaza (2003) concebe o signo como
continuidade e devir, pois tem um poder de autogeração. Nessa perspectiva o
processo de tradução é infinito, pois um signo gera outro signo no processo de
significação, que por sua vez gera outros e outros signos infinitamente. A cadeia
semiótica, como explica Plaza, já se institui desde o pensamento, concebido como
tradução e qualquer pensamento ou conhecimento pode ser extrogetado por
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meio da linguagem. Uma significação de uma representação será outra
representação, infinitamente.
Daí, a impossibilidade de efetiva correspondência entre obra
adaptada e adaptação. Os sentidos passam por um processo infinito de
interpretação e consequente tradução. Ao apreciar uma adaptação, a obra
anterior sempre será lembrada, e links serão estabelecidos. Porém, não se pode
perder de vista que se trata de uma expressão autônoma de arte, podendo ter
enfoques e destaque diferentes do enredo, acréscimo, cortes, inversão, dentre
outras mudanças necessárias para a nova produção.
JUBIABÁS: TRADUÇÕES DA “MACUMBA”
A produção literária de Jorge Amado é permeada por representações
de aspectos da cultura afro-brasileira, os quais podem ser evidenciados desde a
marcante presença de personagens negros, bem como pela culinária regada a
dendê e as descrições minuciosas dos terreiros de candomblé e dos cultos aos
orixás, o que faz sua obra apresentar, até certo ponto, um caráter antropológico.
Sobre as representações da herança cultural africana na produção
amadiana, Gildeci Leite (2012) defende que a mitologia afro-brasileira norteia os
acontecimentos e guia as ações dos personagens na obra de Jorge Amado. Além
disso, ele considera que a religiosidade afro-brasileira está na “argamassa” da
obra do autor baiano, o que demonstra a sua filiação ao “povo negro-mestiço e à
cultura negra-mestiça, tidos por ele como matriz da identidade brasileira” (LEITE,
2012, p.21).
Em Jubiabá estão presentes aspectos que evidenciam essa filiação ao
povo e à cultura “negra-mestiça”. Isso é perceptível nas descrições feitas, por
exemplo, dos elementos e rituais do povo-de-santo.
Então o santo penetrou no meio das feitas e dançou também.
O santo era Xangô, o deus do raio e do trovão, e trazia contas
brancas pintalgadas de vermelho sobre o vestido branco. Veio
e reverenciou Jubiabá que estava no meio dos ogãs e era
maior de todos os pais-de-santo. (AMADO, 2008, p.98)
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Na citação acima, retirada do capítulo intitulado de “Macumba”, do
romance Jubiabá está evidente a descrição que é feita de um terreiro de
candomblé num momento em que está ocorrendo um culto com a presença de
orixás. Portanto tem-se nesse trecho as representações de expressões
significativas do universo religioso afro-brasileiro.
No início do capítulo já está presente informações sobre o Orixá Exu.
Quando o narrador anuncia a ausência de Exu na festa, por conta do “despacho”
que foi feito, o qual permitiu que o Orixá não interferisse. “Foi feito o despacho de
Exu para que ele não viesse perturbar a boa marcha da festa. E Exu foi para muito
longe, para Pernambuco ou para a África.” (AMADO, 2008, p.96). Com isso,
percebe-se a proximidade entre o escritor e as tradições dos rituais religiosos
afro-brasileiros bem como com a mitologia dos Orixás.
Conforme Prandi (2001), Exu tem o encargo de transportador das
oferendas dos homens para os orixás, levando-as até o mundo dos deuses. Além
disso, ele é o orixá que estabelece a comunicação entre o Aiê, a terra, onde habita
os homens e o Orum, onde habitam os orixás, comunicando se os habitantes do
Orum estão satisfeitos com as oferendas e também traz aos mortais as
determinações e os conselhos dos orixás. Por isso, a importância de Exú “Como os
orixás interferem em tudo o que ocorre neste mundo, incluindo o cotidiano dos
viventes e os fenômenos da própria natureza, nada acontece sem o trabalho de
intermediário do mensageiro e transportador Exu. (PRANDI, 2001, p. 50).
Outro elemento importante, presente na narrativa amadiana, é a
preservação da linguagem ritual, pois, no momento em que está sendo narrada a
saudação a Xangô, o santo que havia baixado em uma feita, há a preocupação de
escrevê-la conforme o cântico nagô “Edurô demin lonan o yê” e na sequência é
exposta a tradução “Abram alas para nós, que viemos dançar”.
Além disso é citado também na narrativa, os instrumentos rituais:
“Da casa do Pai-de-Santo Jubiabá vinham sons de atabaques, agogô, chocalho,
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cabaça, sons misteriosos da macumba [...] a orquestra tocava. Os sons dos
instrumentos ressoavam monótonos [...]” (AMADO, 2008, p. 96)
Tem-se também o modo como ocorre a reverência ao santo,
descrevendo o modo como é realizado. “[...] pondo as mãos para ele, os braços
em ângulos agudos, as palmas das mãos voltadas para o orixalá´” (AMADO, 2008,
p. 97)
Ao longo do curto capítulo, o narrador vai apresentando alguns orixás
e suas características. Xangô, deus do raio e do trovão que possuía roupas brancas
e tinha contas brancas com vermelho, as cores do Orixá; Omolu, o deus da bexiga,
com roupa multicor, com predominância de vermelho vivo; Oxóssi, o deus da caça
“vestia de branco, verde e um pouco de vermelho, um arco distendido com a sua
flecha, pendurado de um lado do cinto.” (AMADO, 2008, p. 100). Trazia também,
o capacete de metal e, o que é raro, o espanador de fios grossos.
Depois desses Orixás, quem desceu foi Oxalá velho, como o narrador
deixa explicito, Oxalá é o “maior de todos os orixás, e se divide em dois – Oxadiã,
que é o moço, Oxalufã, que é o velho” (AMADO, 2008, p.100). Este, vestia-se com
roupas totalmente brancas.
A partir do destaque desses trechos do romance amadiano, percebese a configuração do enredo, como uma descrição das práticas culturais do povo
negro/mestiço da Bahia, mais especificamente, no que se refere à religiosidade
afro-brasileira. É proposito aqui também, discutir, como esses aspectos são
traduzidos para outras linguagens, nesse trabalho será abordada a linguagem
cinematográfica e quadrinística.
Nos quadrinhos Jubiabá produzidos por Spacca (2009), quando é
colocado o momento do capítulo “Macumba” percebe-se que por meio da
Tradução Intersemiótica é possível ampliar o horizonte de leituras e
consequentemente de interpretação e significação dos elementos que são ali
representados.
Além das vestimentas, dos objetos rituais, na página está em
destaque também a onomatopeia por meio do “tam tam tum tum”
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representando os batuques dos atabaques. Da maneira como está disposta no
livro, extrapola à delimitação do espaço da página invadindo outros espaços, o
que pode ser interpretado como o ressoar da música que perpassa o barracão e
atinge também outros espaços.
É perceptível também, as saudações e as reverências, por meio das
imagens dos personagens com as mão erguidas e outros se curvando no chão.
Assim como identificar os orixás incorporados por meio do tipo e cores das vestes
que eles estão, bem como os elementos que eles trazem consigo, tais como a
flecha de Oxossi e o oxé de Xangô, que são elementos bastante simbólicos no
universo do candomblé.
A hibridização de elementos linguísticos e imagéticos, aumenta
portanto, a possibilidade de compreensão e interpretação do conteúdo do livro,
que está permeado de aspectos simbólicos da expressão da religiosidade afrobrasileira.
Na produção cinematográfica de Jubiabá, produzida por Nelson
Pereira dos Santos, principalmente por conta da mudança de suporte, diferenciase das outras mídias no que se refere a produção de sentidos para os elementos
simbólicos que estão ai expressos. Na passagem tanto do romance quanto dos
quadrinhos, que foi citada acima, quando é interpretada no filme a primeira
diferença notada é a ausência da instância narradora e, no caso dos quadrinhos,
balões, com falas de personagens ou mesmo do narrador.
Na cena em questão, não há também diálogo entre personagens. Ela
é elaborada por meio de sons dos instrumentos rituais, pelas vozes que cantam os
cantos em homenagem aos orixás e que também saúdam às entidades. Nesse
sentido é perceptível o ritmos das músicas e danças, a intensidade e entonação
das saudações, assim como, as vestimentas, as colorações e também, as
características de Oxalufã, Oxalá velho, que incorpora e dança à seu modo,
agachado.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Discutir aspectos relacionados à adaptação de obra literária por meio
de Tradução Intersemiótica para o cinema e para os quadrinho, assim como, a
presença de elementos da cultura afro-brasileira nas três produções Jubiabá, foi a
meta principal deste trabalho. Com este estudo foi possível perceber o quanto
Jorge Amado, constrói e interpreta a Bahia. Assim como, entender a tradução do
significados do romance Jubiabá para outros meios como potência para ampliar o
universo de significação dos aspectos culturais impressos nas páginas do romance
amadiano.
O romance, os quadrinhos e o filme, foram produzidos em contextos
diferenciados, com público, objetivos e linguagens específicos. Porém, mesmo
com estas singularidades não deixa de estar presente nas produções uma postura
política e compromissada com as causas subalternas, já que esses suportes
narrativos são também espaço de poder e, a depender do uso que é feito, de
empoderamento e desestabilização das hegemonias por meio de construções
discursivas que valorizam positivamente sistemas simbólicos marginalizados.
Entende-se portanto, que é preciso pensar uma leitura comparada de
adaptações literárias para além da fidelidade, pois tanto o texto amadiano quanto
suas adaptações dão margem para estudos que tematizam questões de ímpar
relevância para a sociedade atual. Jubiabá, dentre outros assuntos que não foram
apresentados aqui, leva a refletir sobre a presença de aspectos da herança
cultural africana, sobretudo no que se refere à expressão da religiosidade, fator
de grande importância para a construção e valorização da identidade afrobrasileira.
REFERÊNCIAS
AMADO, Jorge. Jubiabá. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
AMADO, JORGE. Doutor Honoris Causa O Escritor Jorge Amado: entrevista a Jorge
Amado. Jornal de Jundiaí. Jundiaí, 11/02/1981.
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HUTCHEON. Linda. Começando a teorizar adaptação: O quê? Por quê? Como?
Onde? Quando?. In: Uma teoria da adaptação. 2. Ed. Florianópolis: Ed. da UFSC,
2013.
LEITE, Gildeci de Oliveira. Jorge Amado: da ancestralidade à representação dos
orixás. Eduneb, 2012.
PRANDI, Reginaldo. Exu, de mensageiro a diabo: Sincretismo católico e
demonização. Revista USP. São Paulo, nº 50 jun./ago. 2001.
PINA, Patrícia Kátia da Costa. Literatura em Quadrinhos: arte e leitura hoje.
Curitiba: Appris, 2012.
PLAZA, Júlio. Tradução Intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2003.
RAMOS, Paulo. A leitura dos quadrinhos. São Paulo: Contexto, 2009.
SPACCA. Jubiabá de Jorge Amado: adaptação e desenhos de Spacca. Companhia
das Letras, 2009.
STAM, Robert. Teoria e prática da adaptação: da fidelidade à intertextualidade.
Ilha do desterro. Florianópolis, nº 81. Jul./dez. 2006.
VERGUEIRO, Waldomiro. Quadrinhos na educação: da rejeição à prática. São
Paulo: Contexto, 2009.
ZENI, Lielson. Literatura em Quadrinhos. In.: VERGUEIRO, Waldomiro e RAMOS,
Paulo (orgs.). Quadrinhos na educação: da rejeição à prática. São Paulo: Contexto,
2009. p.127-165.
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