1 SOCIEDADE EDUCACIONAL DO VALE DO IPOJUCA – SESVALI FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP Lael Freitas de Arruda Pontos turísticos e históricos de João Pessoa CARUARU, 2010 2 Diretores Luiz de França Leite Vicente Jorge Espíndola Rodrigues Diretora Executiva Profª. Mauricélia Bezerra Vidal Diretora Acadêmica Profª. Aline Brandão Coordenadora do Curso de Jornalismo Profª Rosângela Araújo de Souza Professor Orientador Mário Flávio Lima Aluno Lael Freitas de Arruda 3 Pontos turísticos e históricos de João Pessoa Projeto de Conclusão de Curso orientado pelo professor Mário Flávio Lima, com fins de avaliação final da disciplina Projeto Experimental II, no oitavo período do curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo da Faculdade do Vale do Ipojuca – Favip. CARUARU, 2010 4 Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE A779p Arruda, Lael Freitas de. Pontos históricos e turísticos de João Pessoa / Lael Freitas de Arruda. -- Caruaru : FAVIP, 2010. 27 f. Orientador(a) : Mário Flávio Lima. Trabalho de Conclusão de Curso (Jornalismo) -- Faculdade do Vale do Ipojuca. Inclui anexo e apêndice. 1. João Pessoa – Turismo. 2. João Pessoa (Aspectos históricos). 3. João Pessoa – Pontos históricos. I. Título. CDU 070[11.1] Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367 5 Pontos turísticos e históricos de João Pessoa aprovado em: 03/12/2010 Banca examinadora Mário Flávio Lima Professor orientador Aluízio Guimarães 1º prof. examinador Tenaflae Lordêlo 2º prof. examinador 6 Dedicatória Dedico este trabalho àqueles alunos que escolheram cursar jornalismo pelos mais variados motivos, às vezes contra a vontade da própria família, com apoio de poucos, mas que foram atrás de fazer o que queriam, gostavam e pretendiam exercer por toda vida. Alunos que ralam quatro anos dentro de uma faculdade para aprender uma profissão e se aperfeiçoar, acreditando na função social que a profissão tem, ainda mais num país como o nosso, onde a qualidade da educação deixa a desejar. Dedico ainda a quem acredita que e possível se dar bem na profissão ou em qualquer projeto em suas vidas sem perder o caráter, sem usar de artimanhas e picuinhas. Pessoas que precisaram estar firmes ao esbarrar de frente com gente pouco profissional, mas que têm vez e voz na nossa profissão. Profissão essa que parece conseguir juntar um celeiro de mau-caratismo. Então dedico aos que não baixaram a cabeça, por acreditar que é possível fazer diferente, e ser diferente. Aos que foram buscar seu lugar ao sol, aos que fugiram de um lugar seguro por acreditar que onde estavam nada de bom poderia somar a este mundo onde vivemos. Dedico aos alunos que não se acomodaram com o óbvio, aos que olharam os bons exemplos e quiseram multiplicá-los. Aos que se emocionam e sempre vão se emocionar ao contar certas histórias, afinal nossa profissão nada mais é do que contar histórias. Como disse o jornalista Geneton Moraes Neto, um médico que após anos não demonstra nenhuma emoção ao receber um ferido de acidente, por exemplo, terá se tornado um bom profissional, se o mesmo acontece ao jornalista, ele terá se tornado um mau profissional. Enfim, dedico às pessoas que se preocupam com o espaço onde vivem, com a redação onde trabalham, com o conteúdo que está sendo veiculado, com o bemestar de seus semelhantes. Que prezam pelo respeito, e sabem que não são superheróis, mas que podem fazer um mundo um pouco melhor. 7 Agradecimentos São muitas as pessoas que preciso agradecer por estar finalizando um curso superior. Não só agradecer por quem me ajudou diretamente neste trabalho de conclusão, mas também por quem me fez chegar até ele, me apoiando em todo o caminho deste curso superior. Como cristão, agradeço primeiro à Deus, por acreditar que Ele sempre esteve e está guiando cada passo que dei e dou na vida. Agradeço à minha família pelo apoio. Vi muitos colegas não o terem, e ficarem pelo caminho, futuros grandes jornalistas que não puderam seguir em frente. Agradeço a cada professor que me ensinou na Favip. Aos colegas, amigos, companheiros de trabalhos, seminários, sempre me ajudando a entender o conteúdo das aulas. Agradeço ao jornalista Lélio Pagioro, o primeiro a me mostrar o quanto a profissão que escolhi para seguir é útil e importante para a construção de uma sociedade mais justa e correta. Também agradeço a jornalista Kyzzy Siqueira, que para mim foi e é o exemplo em pessoa de bom senso e competência, duas coisas fundamentais para o exercício da profissão, e que falta a muitos profissionais que já estão no mercado. Por falar em jornalista, não poderia esquecer de agradecer a Renata Torres; Alguém que mostrou na prática o quanto o jornalismo feito de maneira séria e com responsabilidade pode se transformar no produto desejado por todo profissional da área, sendo útil à sociedade, além de satisfatório e prazeroso para quem o faz. Também não posso esquecer de agradecer a jornalista Jacqueline Menezes, minha conterrânea de Taquaritinga do Norte – PE, que me inspirou e me incentivou a cursar jornalismo, e me deu as primeiras orientações para trabalhar na área. Agradeço a professora universitária, historiadora e minha tia Mari Lucena, pelo apoio na pesquisa do conteúdo do meu trabalho de conclusão. Agradecimentos também ao professor da Favip Bira Nunes, que tirou dúvidas técnicas que tive durante o ensaio fotográfico. Agradeço ainda a coordenadora do curso de Jornalismo da Favip, Rosângela Araújo, pelo apoio durante a realização deste trabalho. E antes disso, pelo incentivo, elogios e críticas ao meu jeito de trabalhar e encarar o jornalismo. 8 E claro, agradeço ao Professor Mário Flávio Lima, que outro dia estava sendo apresentado à turma JOR 0701 pelo então coordenador do curso Carlos Tanouss, no 1º andar do bloco “A” da Favip, vindo a nos ensinar Introdução ao Jornalismo no 1º período. E quatro anos mais tarde orientou meu TCC. Do lead ao Trabalho de Conclusão ele esteve presente. Agradeço à todos que de alguma forma contribuíram para minha formação. Muito obrigado. 9 RESUMO Este trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo o registro em fotografia dos principais pontos históricos e turísticos de João Pessoa, capital da Paraíba. Como temática este trabalho mostra quais lugares estão ligados a história e ao desenvolvimento da cidade, e que são tidos como pontos importantes ao longo dos séculos. São lugares turísticos também, procurados por quem deseja conhecer um pouco mais do lugar. O ensaio fotográfico valoriza os prédios antigos, as praias e belas paisagens da capital, e o verde, marca que João Pessoa tem orgulho de mostrar. Assim servindo de registro de como atualmente esses pontos estão. Palavras chave: João Pessoa, história, registro. 10 ABSTRACT This work Completion of course is aimed at the record photograph of the main historical and tourist João Pessoa, capital of Paraiba. As this work shows theme which places are linked to history and development of the city, and are viewed as important points throughout the centuries. Tourist places are also sought after by those wanting to know a little more than place. The photo essay appreciates old buildings, beaches and beautiful scenery of the capital, and green brand that John Person is proud to show. Thus serving as a record of how these points are now. Keywords: Joao Pessoa, history, record. 11 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO........................................................................................................11 2.JUSTIFICATIVA.......................................................................................................13 3.OBJETIVOS.............................................................................................................16 3.1.Objetivo geral........................................................................................................16 3.2.Objetivos específicos............................................................................................16 4.PÚBLICO- ALVO......................................................................................................17 5.PROCEDIMENTOS TÉCNICO-METODOLÓGICOS...............................................18 6.PRODUTO JORNALÍSTICO....................................................................................20 7.CRONOGRAMA DE ATIVIDADES..........................................................................24 8.ORÇAMENTO..........................................................................................................25 9.CONCLUSÃO...........................................................................................................26 REFERÊNCIAS...........................................................................................................27 APÊNDICES................................................................................................................30 ANEXOS......................................................................................................................45 12 1. INTRODUÇÃO A proposta deste ensaio fotográfico é registrar os pontos turísticos e históricos da capital paraibana. Expor as diversas paisagens, a arquitetura, os lugares que guardam a história de João Pessoa, e até mesmo que foram pontos marcantes durante a formação da Paraíba. Toda história da humanidade registrada e contada pelo mundo afora, ao longo de milhares de anos, trará nomes importantes, lugares conquistados, revoluções, crenças, e todo tipo de relação que o homem pode viver e criar. Esses registros foram feitos de maneiras diferentes para chegarem vivos aos dias atuais. Seja com pinturas em pedra ou com papel e tinta, o homem sempre deu um jeito de perpetuar o que se viveu em sua época. A fotografia surgiu como algo fantástico e fascinante, que poderia então perpetuar imagens, a paisagem da época, os poderosos, o cotidiano, a vida de um povo em um determinado espaço de tempo. E toda essa possibilidade começa a surgir até mesmo antes da era cristã, quando já haviam relatos de experiências feitas por alquimistas sobre a produção de imagens pela passagem da luz através de um pequeno orifício. Mas foram necessários muitos anos para a evolução dessa técnica. Por volta de 1500 é que se passou a conhecer o escurecimento dos sais de prata. Químicos, físicos, professores de medicina, muitos colaboraram para a evolução de técnicas que possibilitassem retratar e fixar uma imagem em algum tipo de material. O francês Joseph-Nicéphore Niépce quando conseguiu fazer a primeira fotografia do mundo, em 1826, não imaginaria o quanto essa experiência seria aprimorada, difundida e usada nos quatro cantos do planeta, servindo para retratar e perpetuar informações, por meio da imagem. Mas para a fotografia receber a importância de difusora de informação ainda levou certo tempo. Isso por que, no início, sua utilização prendia-se principalmente a demonstrações técnicas. Pouco a pouco, os primeiros fotógrafos, que em sua maioria eram pintores, foram aprimorando o uso das possibilidades que aquela invenção oferecia. Daí para o fotojornalismo foi mais um passo. O primeiro indício do surgimento do fotojornalismo foi quando fotógrafos passaram a capturar imagens de acontecimentos com intenção de tornar aquela informação pública. Incêndios, 13 motins, guerras, marcam o início dessa nova função da fotografia. “Já não é apenas a imagem isolada que interessa, mas o texto e todo o ‘mosaico’ fotográfico com que se tenta contar a ‘história’”. (Souza, 1998:36) apud Erivam Morais de Oliveira, Ari Vicentini 2009:29. A expressão cultural dos povos exteriorizada através de seus costumes, habitação, monumentos, mitos e religiões, fatos sociais e políticos passou a ser gradativamente documentada pela câmara. O registro das paisagens urbana e rural, a arquitetura das cidades, as obras de implantação das estradas de ferro, os conflitos armados e as expedições científicas [...] são alguns dos temas solicitados aos fotógrafos do passado. (BORIS KOSSOY, 2001, pág. 26) Toda informação contida numa fotografia será vista e interpretada por pessoas que possivelmente não presenciaram o momento em que se capturou aquela imagem. Pessoas que não estavam lá, que nunca estiveram, e talvez nunca estejam. Isso torna o ato de fotografar algo de muita responsabilidade. É a história registrada num curto intervalo de tempo. Segundo Cremilda Medina, citada por Boris Kossoy no livro “Os tempos da fotografia: o efêmero e o perpétuo” (2007, p.15) “A imagem da foto, promessa de perenidade, é agora a imagem do espelho, que se dissipa. Espelhos que guardam memórias [...]”. E é observando todo esse contexto que a fotografia se encaixa e é responsável, que percebemos o quanto um ensaio fotográfico sobre um determinado tema servirá de documento. É o registro de uma realidade, atual, mas que pode remeter ao passado, ou ao futuro. Com essa proposta, pretendo então registrar o que na atualidade é tido como importante para a cidade de João Pessoa, contando assim um pouco da história e formação da capital paraibana, e despertando a curiosidade do porquê que estes lugares são tidos como pontos relevantes. Trabalho esse que podemos afirmar já ser desenvolvido por dezenas de profissionais, fotógrafos dos jornais impressos, revistas e blogs paraibanos. Ou mesmo por admiradores da cidade. Cada um com seu olhar, de experiente ou novato no observar dos detalhes espalhados pelas belezas da capital. Mas cada um com sua importância de registro e difusão de informação. 14 2. JUSTIFICATIVA Conversando com as pessoas nas ruas, moradores que nasceram e moraram toda vida em João Pessoa, ou com outro perfil, pessoas que vieram de longe, de estados do Norte ou até mesmo de outros países, é possível perceber a admiração e o orgulho que têm pelo lugar onde vivem. Isso dá um ar de curiosidade a quem chega pela primeira vez à cidade. O que é que João Pessoa tem? E é com imagem, seja com o colorido do sol, ou uma fotografia monocromática de um prédio antigo, que é possível transmitir essa magia, por meio do que foi retratado no papel. “Fotografar é testemunhar, é tentar compreender um fato histórico social. É procurar transformar a consciência do ser humano através das emoções que as imagens nos provocam.” (Simonetta Persichette, 2000, pág. 11). O desafio, então, foi fotografar a terceira cidade mais antiga do Brasil, fundada em 1585. Segundo estimativa do IBGE, moram na cidade 702 mil pessoas (2009). O município está localizado na mesorregião da Mata Paraibana, com área territorial de 210 Km². Fazendo limites com Bayeux (6 km), Alhandra (36 km), Conde (16 km), Cabedelo (18 km) e Santa Rita (12 km). A cidade está a uma altitude de 47,5 metros acima do nível do mar (Oceano Atlântico). São 425 anos de história, que pode ser lembrada nos seus monumentos, prédios antigos, e no verde, que é uma de suas características mais fortes. De acordo com a prefeitura municipal, João Pessoa recebeu o título de segunda cidade mais arborizada do mundo, atrás, apenas, de Paris. A cidade nasceu às margens do Rio Sanhauá, e cresceu em direção ao mar. Suas praias são seus principais cartões postais, e a marca que faz o litoral paraibano ser conhecido nacionalmente e procurado por quem quer sossego unido às belezas da natureza. São cerca de 30 quilômetros de praias, limpas e algumas quase intocadas. A temperatura na cidade fica em torno de 29 graus durante todo o ano. Um convite para conhecer Tambaú, Cabo Branco, Manaíra, Bessa, e toda a Costa do Sol. Entre outros pontos turísticos que remetem nossa imaginação à cidade está o Farol do Cabo Branco, um dos poucos no Brasil em formato triangular. Fica em cima de uma falésia com vegetação preservada. No mesmo local está um importante 15 marco geográfico do Brasil e do mundo, o Ponto Extremo Oriental das Américas. João Pessoa é a cidade mais próxima do continente africano. O local da América do Sul onde, ao amanhecer o dia, os raios solares chegam primeiro. Também fazem parte de sua história conjuntos arquitetônicos, praças, parques e igrejas, como a Basílica de Nossa Senhora das Neves, a Casa da Pólvora, Conjunto de São Francisco (Patrimônio Histórico Nacional), Hotel Globo, Paraíba Palace Hotel, Praça Antenor Navarro, Palácio da Redenção, Palácio Episcopal, Paço Municipal, Theatro Santa Roza, a recente Estação Ciência, o sobrado onde residiu João Pessoa, o sobrinho do ex-presidente da República Epitácio Pessoa, Presidente da Paraíba, e que viria dar nome a cidade depois de seu assassinato por um adversário político, no centro do Recife - PE . Entre tantos outros locais importantes. Com tantos anos de história, tantos lugares considerados pontos turísticos, históricos, e que não podem deixar de serem visitados por quem quer conhecer mais do lugar, este ensaio fotográfico registra os principais pontos de uma cidade que é orgulho para o pessoense, ou para quem a adotou para viver. Orgulho que é cantado, como um hino, na música Porta do Sol, conhecida na voz da cantora Renata Arruda, e com composição de Flávio Eduardo “Fubá” e Mercury, fazendo reverência a toda Paraíba, e claro a João Pessoa. “Somos a porta do sol; Deste país tropical; Somos a mata verde, a esperança; Somos o sol do extremo oriental”. A fotografia se tornou algo tão comum e natural na modernidade, que nem podemos imaginar o deslumbramento que essa técnica de registro de imagem causava aos primeiros que tiveram contato com ela. Mas se pararmos para pensar o quanto mágico e interessante é o processo, o ato de fotografar e seu resultado, talvez possamos valorizar mais essa possibilidade que a ciência nos deu. Através dela podemos sentir instantaneamente as impressões do momento fixado, desencadeando reflexões e despertando novamente as emoções. O apelo à lembrança é tão poderoso que muitos de nós seremos capazes de recordar da própria ocasião em que vimos pela primeira vez determinada fotografia. Tudo isso é muito misterioso, pois, na verdade, cada fotografia não passa de uma série microscópica de pontos e manchas com uma gradação de tons que variam do preto ao branco, intermediada, no caso da foto colorida, por uma combinação de três cores básicas de pigmentos. Sua profundidade é uma ilusão, sua vida é apenas simbólica, pois tudo está contido em uma única superfície pequena e plana. Mas, mesmo assim, possui uma estranha riqueza que transcende todas as suas limitações, fazendo com que as nossas impressões dos acontecimentos mais significativos e complexos possam ser permanentemente amoldadas por uma única foto. (PAULA DE, Jeziel. Imagem e Magia, artigo científico) 16 A escolha de fazer o trabalho em foto é exatamente por essa magia. A fotografia não dá toda informação sem que seja necessária a imaginação, como é no caso do audiovisual, onde ouvimos, assistimos imagens em movimento e em vários ângulos, e temos quase tudo ali. Na foto se imagina aquela cena, aquele momento. A iluminação nos faz tentar sentir qual era o clima, se quente ou frio. Detalhes, pistas, como gente sorrindo, folhas voando, nos faz perceber se tinha vento, se era um ambiente agradável, se as pessoas estavam felizes, enfim, nos colocamos naquele lugar, e imaginamos, à nossa maneira, que situação é aquela registrada no papel. Escolher João Pessoa e sua história como tema, foi por acreditar na importância de novos olhares sobre a cidade. Diariamente toda imprensa impressa paraibana está usando fotos e imagens da capital, há anos, é o jornalismo vivo na Paraíba. E o meu olhar documental sobre a cidade é mais um novo “ângulo”. Feito por alguém que desde criança conhece e admira a beleza, a natureza, a paz, a história de João Pessoa. Então, acredito e aposto que com uma boa pesquisa, com um trabalho fotográfico bem pensado, planejado e executado com paciência e determinação, tenho mais um novo olhar sobre a história dessa cidade, que conseqüentemente, retrata a história de um povo, de uma sociedade que surgia há mais de quatro séculos, e que muito tem pra contar. Acredito que novos registros devem ser sempre bem-vindos. Podem ser vistos como novas e diferentes interpretações de uma mesma imagem, paisagem etc. Isso graças à subjetividade de cada fotógrafo, as diferentes mentes, olhares, e a criatividade de cada pessoa. Neste ensaio fotográfico de 60 fotos, sendo metade monocromática e outra metade colorida, de acordo com a Normatização do Curso, explorei cada pedacinho da cidade que foi selecionado como local a ser registrado. 17 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral - Registrar os principais pontos históricos e turísticos da cidade de João Pessoa – PB, por meio de um ensaio fotográfico. 3.2 Objetivos Específicos - Documentar, por meio da fotografia, pontos para que sirva de fonte de pesquisa e informação; relevantes da história da capital paraibana, - Incentivar a quebra de barreiras na escolha dos temas para Trabalho de Conclusão, que podem ir além das fronteiras de Caruaru, de Pernambuco e do Brasil. Podendo tornar, num futuro, a biblioteca da Favip fonte dos mais diversos assuntos, por meio de trabalhos desenvolvidos por alunos da instituição. - Incentivar o gosto pela arte de fotografar, difundindo o quão importante a fotografia pode ser para documentar nossa história. 18 4. PÚBLICO-ALVO Este trabalho é destinado a todos os amantes da fotografia de maneira geral, e especificamente da fotografia documental. Pesquisadores, profissionais ou mesmo curiosos, amadores, interessados nos registros de pontos históricos e turísticos de João Pessoa, capital da Paraíba. Destina-se também aos estudantes do curso de Jornalismo, que pretendem realizar um Trabalho de Conclusão de Curso em Fotografia, e precisam observar como esses trabalhos estão sendo desenvolvidos na FAVIP; Trabalhos anteriores são sempre pontos de partida para novos ensaios. Está voltado ainda para qualquer um que queira observar o quanto a fotografia pode ser difusora de informação, e algo fundamental para o jornalismo, tanto no passado como para os relatos contemporâneos. Para os que acreditam no velho ditado de que “uma imagem vale mais que mil palavras”. O trabalho ainda é destinado àqueles que dão importância a preservação da história da sociedade brasileira e sua trajetória, nos mais variados lugares deste país continental. Aos que valorizam esse tipo de registro, e se espelham para que novos, em fotografia ou qualquer outra modalidade, possam ser feitos. Fazendo com que futuras gerações conheçam quem viveu e de que maneira, nestes tempos de início de século XXI. 19 5. PROCEDIMENTOS TÉCNICOS E METODOLÓGICOS Para iniciar um trabalho onde o objetivo foi registrar, em imagem, pontos importantes da história de uma cidade, conversei com a historiadora e professora universitária Marilene Lucena, para entender a importância das igrejas, das praias, de prédios antigos, de construções recentes, enfim, dos lugares mais visitados e tidos como referências da capital paraibana. Aqueles lugares que quando se vê já se remete o pensamento a João Pessoa, ou até mesmo lugares pouco conhecidos, mas que têm seu valor histórico. Num livro que fala de texto em TV, Regina Villela traz uma declaração sobre a importância da entrevista, que deve se aplicar em qualquer área do jornalismo, por ser uma boa forma de se captar informações. Assim pude concluir quais os lugares que seriam fotografados. A entrevista é o principal instrumento de trabalho do jornalista, que pode fazer qualquer pergunta, não importa quão estranha ou irrelevante possa parecer. A resposta interessante depende da agilidade,atitude e inteligência da pergunta. (VILLELA, Regina, 2008, pág. 116) O passo seguinte foi pesquisar o que já havia sido feito neste segmento, servindo assim de guia e inspiração. Observei sites da Paraíba sobre exposições fotográficas, que tem por tema a capital, observando quais os nomes mais citados na fotografia regional, e o estilo destes fotógrafos que já conhecem toda “paisagem” e realidade local. Também observei as colunas dos jornais impressos, dedicadas exclusivamente à fotografia. Após a escolha dos lugares que foram fotografados, visitei alguns desses locais, para ter ideia do melhor horário, de detalhes como qual posição do sol favoreceria a fotografia que pretendia, visando o melhor resultado final. Paralelamente fui desenvolvendo o relatório, com as orientações do professor Mário Flávio Lima. Lendo livros que tratam da fotografia, do fotojornalismo e fotodocumentarismo, e aperfeiçoando esse relatório. Parte das fotos foram feitas em alguns dias, com câmera analógica da própria Favip, e filmes coloridos (inclusive parte das fotos em preto e branco - que viriam a tornar-se monocromáticas por meio de um programa de computador). Além de fotos feitas com câmera digital. 20 Após fotografado todos os locais desejados, as imagens foram escaneadas num minilab, para que só fossem reveladas as escolhidas após edição. Tal edição também foi feita com a orientação professor Mário Flávio Lima. Após a conclusão da edição, foram feitas cópias necessárias em DVD para apresentação dos slides, e reveladas as fotos definidas para o trabalho final. Foi a vez de finalizar o Relatório, e preparar a apresentação diante da banca, em dezembro de 2010. 21 6. PRODUTO JORNALÍSTICO Para se chegar as 60 fotos que compõe os dois ensaios deste trabalho foram tiradas mais de 500 fotos no total, em mais de 25 pontos diferentes da cidade de João Pessoa. Foi usada além da câmera analógica, da própria faculdade, uma digital, de minha propriedade. A maioria dos lugares a serem fotografados foram previamente visitados, para melhor entendimento de como a iluminação nestes lugares estaria em cada parte do dia, e quais os dias que seria melhor a realização da tomada de fotos. Seguindo a normatização do curso, as fotos do ensaio fotográfico colorido têm a dimensão de 20x30. Já o ensaio preto e branco tem fotos do tamanho 18X24. Todas as fotos foram tiradas coloridas, inclusive com a câmera analógica, onde foi usado filme ISO200 colorido. Para se transformarem em preto e branco foi necessário um software comum e bastante utilizado para este meio. Cada um dos ensaios está acompanhado de um texto de apresentação, com duas laudas, também seguindo orientações da normatização do curso. Além da projeção em papel, para o dia da defesa da banca, e em slides, nos quais, cópias dos CD´s foram entregues junto a este relatório, dentro do prazo de entrega dos Trabalhos de Conclusão de Curso. Seguem alguns aspectos técnicos dos dois ensaios fotográficos: Ensaio Monocromático – Construções que guardam a história da capital Este ensaio registra uma série de prédios antigos, passando por construções religiosas, ligadas a cultura, hotéis antigos, prédios onde funcionam até hoje as sedes dos poderes que regem o estado1. Nas duas imagens abaixo referências de como foram feitas as imagens para esse Trabalho de Conclusão de Curso: 1 Após a realização da banca você pode ter acesso ao ensaio completo no www.4shared.com/dir/bz28myo/sharing.html. 22 Imagem: Igreja de São Francisco Velocidade: 80 Diafragma: 11 ISO: 200 Abertura da lente: 24 mm Imagem: Centro Histórico Velocidade: 125 Diafragma: 8 ISO: 200 Abertura da lente: 18 mm 23 Ensaio Colorido - A cor das belezas da Terra do Sol Este ensaio foi dedicado principalmente as paisagens, praias, parques que mostram o verde da cidade, o sol, e o colorido da capital paraibana. Mostrando um pouco da cor que tem essas belezas de João Pessoa. Imagem: Praia do Cabo Branco Velocidade: 250 Diafragma: 8 ISO: 200 Abertura da lente: 35 mm 24 Imagem: Parque Arruda Câmara (Bica) Velocidade: 80 Diafragma: 11 ISO: 200 Abertura da lente: 50 mm Especificações Técnicas do Ensaio Fotográfico • Nome dos ensaios: Ensaio Monocromático – Construções que guardam a história da capital; Ensaio Colorido - A cor das belezas da Terra do Sol; • Equipamentos utilizados para a captação de imagens: Câmera Nikon D 3000 e Câmera fotográfica Pentax (analógica). • Para a edição foi utilizado o programa Photoshop; • Número de imagens: 60, sendo 30 por ensaio; • Revelação: Laboratório Flash Collor; • Tamanho das fotografias: 20x30 coloridas e 20x30 preto e branco. 25 7. CRONOGRAMA Início das pesquisas em livros, registros e sites Viagens de reconhecimento aos locais (Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Recife) Início da tomada inicial de fotos Conclusão da tomada inicial de fotos Análise do material obtido Início da orientação Início da tomada definitiva de fotos Tomada definitiva de fotos Início da produção do relatório Edição de imagens Revelação das fotografias Finalização do relatório JUN JUL X X AGO SET OUT NOV X X X X X X X X X X X DEZ 26 Realização da exposição fotográfica X Defesa do projeto X 8. RECURSOS a. Materiais/ Permanentes Discriminação Valor (R$) Câmera fotográfica Pentax (analógica) (não se aplica por ter sido empréstimo Câmera fotográfica digital Automóvel Computador Programa de Edição de Imagens da Faculdade) (não se aplica por já possuir este bem) (não se aplica por já possuir este bem) (não se aplica por já possuir este bem) (não se aplica por já possuir este bem) TOTAL Nenhuma despesa b. Materiais/ de Consumo Discriminação Combustível (gasolina) Internet Livros de Pesquisa Valor (R$) 100,00 (não se aplica por já possuir este bem) (não se aplica por terem sido empréstimos da biblioteca da Favip e Revelação das fotografias de amigos) 120,00 27 DVD´s para slides Cadernos para anotações 4,00 2,00 Canetas para anotações 2,00 TOTAL 228,00 9. CONCLUSÃO Após o fim deste relatório e das tomadas de fotos, realizadas em alguns dias, passando pelos quatro cantos de João Pessoa, acredito ter alcançado a meta de registrar de maneira inovadora, sob meu olhar os lugares considerados históricos e turísticos da capital paraibana. Tornando, assim, as fotografias fontes de pesquisa e informação sobre João Pessoa e destinadas a quem possa interessar. Alcançando o objetivo de documentar e poder perpetuar informações destes lugares. Registrados no segundo semestre do ano de 2010, poderão ser pontos para se comparar a evolução e transformação desses locais daqui a décadas. Como ensaio fotográfico, a experiência foi de aprendizagem diária, a cada lauda escrita deste relatório, a cada foto tirada nos diferentes lugares e horários. Aprendi que é preciso estar sempre atento a localização do sol e outros fatores, podendo estes impedir a realização das fotos, ou que tenham a qualidade desejada alcançada. O que reforçou ainda mais o conhecimento sobre o quanto condições externas incidem no resultado da foto. Em ensaios anteriores pude aproveitar o que acontecia naquele momento, como chuva, por exemplo. Neste ensaio tive que correr contra o tempo, exatamente por causa desses fatores. Como escolha da modalidade de Fotografia para fazer esse registro da cidade, não tenho dúvida de que foi a opção certa. Qualquer registro impresso precisaria recorrer à foto, para ilustrar e melhor passar a informação. Como registro radiofônico não daria para passar o que a capital tem para “vender”, belezas, paisagens, imagens. Apesar da 28 concorrência do audiovisual para este tipo de documentação, ainda insisto que a fotografia tem uma magia, que outro recurso não tem, nem o audiovisual. A graça da foto é que ela não é completa sem o uso da imaginação. Cada um ao olhar o retrato da praia, da igreja, do prédio antigo, vai individualmente, subjetivamente, imaginar o clima daquele local, o cheiro, o som, o vento. A sensação é única e diferente para milhares de pessoas que vejam a mesma foto. Acredito que o dever foi cumprido, e fico animado para novos ensaios. Com a experiência desse e de anteriores, vai se aprendendo mais, somando conhecimento para aplicar nos próximos, que certamente, logo virão. 29 REFERÊNCIAS KOSSOY, Boris. Os tempos da fotografia: o efêmero e o perpétuo. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2007. KOSSOY, Boris. Fotografia & História. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001. PERSICHETTI, Simonetta. Imagens da fotografia brasileira. São Paulo: Estação Liberdade, Editora SENAC, 2000. VILLELA, Regina, Profissão: jornalista de TV. Rio de Janeiro: Moderna, 2008. Consultas online: BREVE HISTÓRIA DA CIDADE DE JOÃO PESSOA. Paraibanos.com. Disponível em http://paraibanos.com/joaopessoa/historia.htm. Acesso em 03 de ago. de 2010. DETALHES DE JOÃO PESSOA. Site Oficial da Prefeitura. João Pessoa, 2010. Disponível em http://www.joaopessoa.pb.gov.br/. Acessos em 10 de jul. de 2010; 15 de jul. de 2010; 07 ago. de 2010. IMAGEM E MAGIA: FOTOGRAFIA E IMPRESSIONISMO – UM DIÁLOGO IMAGNÉTICO. IMAGEM e magia: fotografia e Impressionismo – um diálogo imagnético. Disponível em http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/imp24art04.pdf. Acesso em 11 de out. de 2010. 30 JOÃO PESSOA: MODELO EM QUALIDADE DE VIDA. Site Oficial da Prefeitura. João Pessoa, 2010. Disponível em http://www.joaopessoa.pb.gov.br/. Acessos em 10 de jul. de 2010; 15 de jul. de 2010; 07 ago. de 2010. MODOS DE MEDIÇÃO DE LUZ. O meu olhar. Disponível em http://omeuolhar.com/. Acesso em 07 de jul. de 2010. NASCE UMA PROFISSÃO: O FOTÓGRAFO. Fotos e Rumos. Disponível em http://www.fotoserumos.com/histfoto.htm. Acesso em 28 jun. 2010. PRINCIPAIS ATRATIVOS TURÍSTICOS. Site Oficial da Prefeitura. João Pessoa, 2010. Disponível em http://www.joaopessoa.pb.gov.br/. Acessos em 10 de jul. de 2010; 15 de jul. de 2010; 07 ago. de 2010. TERRA DA GENTE PARAÍBA. Terra da gente Paraíba. Disponível em http://www.terradagenteparaiba.blogger.com.br/. Acesso em 23 de ago. de 2010. 31 APÊNDICE APÊNDICE A PAUTAS - Praça dos três poderes Objetivo: Fotografar os prédios onde até hoje funcionam as sedes dos poderes legislativo, executivo e judiciário do estado da Paraíba. Informações (fonte: Prefeitura Municipal): Assembléia Legislativa Um belo edifício de linhas arquitetônicas arrojadas que contrastam com a arquitetura austera da Praça Presidente Localização: Praça Pres. João Pessoa, s/n - Centro. João Pessoa. 32 APÊNDICE A PAUTAS - Praça dos três poderes Palácio da Redenção Construído em 1586 pelos Jesuítas, primeiros missionários a chegarem à Paraíba, com Martim Leitão. Servia inicialmente como residência desses Inacianos, assim também chamados por pertencerem à Companhia de Jesus, fundada em 1540 por Inácio de Loyola. A casa dos Jesuítas fazia parte do conjunto formado pelo convento, capela e colégio. O convento veio a ser depois residência oficial dos Capitães-Mores (A partir de 1771, com o Capitão-Mor Jerônimo José de Mello e Castro). Hoje, depois de mudar muito e de abrigar diversos setores administrativos, continua como sede do Governo, apesar da existência do Palácio dos Despachos. A antiga Capela de São Gonçalo virou com o tempo a igreja de Nossa Senhora da Conceição, infelizmente demolida em 1929 para dar lugar aos atuais jardins. No colégio dos Jesuítas, atual Faculdade de Direito, esses missionários lecionavam latim, filosofia e letras. O convento implantou-se à mesma época em que se iniciava a catequese dos índios, e foi localizado ali para ficar mais próximo da aldeia de Piragibe (Ilha do Bispo). Os Jesuítas foram expulsos em 1593, voltaram em 1708 e foram novamente mandados embora em 1760, em vista de atritos com as autoridades, tendo por causa os indígenas. Por volta de 1773, o Papa Clemente XIV permitiu que os bens dos Jesuítas fossem incorporados à Fazenda Real, aí incluída a casa dos missionários, que passou a servir de residência oficial ao Ouvidor-Geral José Eduardo de Carvalho. 33 É tombado pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980. Localização: Praça Pres. João Pessoa, s/n - Centro. PAUTA - Praça dos três poderes Tribunal de Justiça Construído entre 1917 e 1919, o prédio do atual Palácio da Justiça foi inaugurado a 30 de março deste ano, na antiga Praça Comendador Felizardo, atual Praça João Pessoa, mas não se destinava ao funcionamento do Tribunal de Justiça, que, durante anos, andou por vários locais, segundo a expressão de Deusdedith Leitão. Destinava-se, segundo concebia o governador Camilo de Holanda, à Escola Normal, e ela aí ficou até aproximadamente 1940. Por esta época, o prédio passou a sediar o Tribunal de Justiça (Julho de 1939), que já funcionara em prédios como os do Tesouro Estadual, do Palácio do Governo e até do antigo Lyceu Parahybano (O velho Convento dos Jesuítas). O atual Palácio da Justiça já sofreu várias ampliações e, em abril de 1969, foi restaurado o seu salão nobre, o qual foi inaugurado ainda à época da Escola Normal. No Tribunal de Justiça, no hall de entrada, situa-se desde 23 de maio de 1965 a cripta em que repousam os restos mortais do Ex-Presidente da República, o paraibano Epitácio Pessoa, e de sua esposa. É tombado pelo IPHAEP (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba) desde 26 de Localização: Praça Pres. João Pessoa, s/n - Centro. agosto de 1980. 34 PAUTA - Centro Histórico Objetivo: Fotografar Igrejas e prédios previamente selecionados que estajam na região do centro histórico da capital. Informações (fonte: Prefeitura Municipal): Basílica de Nossa Senhora das Neves A primeira igreja, neste local, foi construída ainda nos idos de 1586. Ao todo, houve três demolições sucessivas de templos, sendo a atual igreja idêntica à quarta reconstrução, realizada pelo Vigário Francisco Melo Cavalcanti. Sem grande significação artística, tem no entanto muito valor para os fiéis: de igreja paroquial construída em entre 1671/73 e demolida em 1686 ( Anuário Eclesiástico da Paraíba do Norte, volume I, 1894, ano 1907), passou a igreja episcopal. Foi benta na última década do século XIX. Dela dizia o Cônego Florentino Barbosa: “Vistosa e ampla, a Catedral das Neves nada possui que a recomende como monumento artístico”. Suas torres e telhados podem ser vistos, numa bela composição, através da torre do sino da Igreja de São Francisco, Localização: Praça Dom Ulrico, s/n - Centro. que lhe fica próxima. 35 PAUTA- Casa da Pólvora João Pessoa possui pelo menos três Casas da Pólvora, segundo indicam nossos mais destacados historiadores: uma na Rua Nova (Atual General Osório, 21), outra no Passeio Geral (Rua Rodrigues Chaves) e outra ainda, que é justamente a Casa da Pólvora da ladeira de São Francisco, a primeira rua da cidade. As demais foram completamente destruídas pela ação do tempo, restando-nos esta Casa da Pólvora e dos Armamentos construída por ordem de carta régia de 10 de agosto de 1704, quando era Capitão-Mor Fernando de Barros Vasconcelos. Iniciada no alvorecer da era setecentista, foi concluída em 1710, na administração do Capitão-Mor João da Maia da Gama. De suas dependências pode-se observar a bela paisagem do rio e da várzea paraibana. Atual sede do Museu fotográfico Walfredo Rodrigues, exposição permanente de fotos antigas da cidade. É tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 24 de maio Localização: Ladeira de São Francisco, s/n - Centro. de 1938. 36 PAUTA- Igreja do São Francisco Igreja de São Francisco: Obviamente erguida pelos Frades Franciscanos, ela já abrigou a sede do governo, um quartel, hospital, foi hospedaria de imigrantes, seminário diocesano, colégio etc. Sua construção é inteiramente fiel ao barroco rococó, constituindo-se no nosso mais importante monumento histórico-artístico e religioso. Possui uma torre, é bastante recuada e, acima, numa espécie de globo, um galo indica a direção dos ventos. É local que merece ser visitado, pelo grande número de obras de arte que encerra. A igreja possui grande riqueza artística, em cada um de seus elementos constitutivos (Altares, sepulturas, nave, teto etc.). É tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 05 de maio de 1938. 37 PAUTA- Igreja do Mosteiro de São Bento Assim como o mosteiro, foi construída sob a invocação de Nossa Senhora do Monte Serrat, em estilo barroco beneditino, no século XVII, mas sua história completa refere que a construção da primeira igreja se deu ainda em 1585, sendo que as obras da atual igreja iniciaram-se em 1721, por Frei Cipriano da Conceição, concluindo-se pelo menos a Capela-Mor em 1739, junto com o ladrilhamento, o retábulo e o trono (Administração de Frei Manuel da Glória). A primeira missa no novo templo foi celebrada durante a Semana Santa, pelo Abade Frei J. de Santa Maria. As obras prosseguiram durante várias administrações do convento. Foi igreja prelática, sob a dignidade eclesiástica que entrou em conflito com a jurisdição do primeiro bispo da Paraíba, resultando em dissídio e encerramento das atividades dos beneditinos nesta cidade, em 1921. Muito tempo antes (1753), ganhara o célebre catavento de sua torre, onde se vê um leão de bronze e ferro. Em 1911, foi adquirida pela Arquidiocese (Gestão de D. Adauto de Miranda Henriques). Permaneceu fechada até 1936, quando se deu a restauração de Dom Moisés Coelho. É de se ressaltar o zimbório de sua torre. Tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 10 de janeiro Localização: Av. General Osório, s/n - Centro. de 1957. 38 PAUTA- Hotel Globo Nem sempre o Hotel Globo funcionou naquele local, pois antes, ficava na João Suassuna, num prédio construído em 1912. O atual, no quadrilátero da Praça São Pedro Gonçalves, data de 1928, construído pelo hoteleiro Henriques Siqueira, mais conhecido como “Seu” Marinheiro. Hospedou, entre centenas de figuras ilustres, o futuro presidente João Suassuna, quando este chegou à capital a fim de assumir o governo. Do seu pátio, pode-se observar um dos mais belos pôr-do-sol da cidade. É tombado pelo IPHAEP desde 26 de Localização: Praça de São Pedro Goçalves, s/n - centro. agosto de 1980. 39 PAUTA- Mosteiro de São Bento Construído em invocação de Nossa Senhora do Monte Serrat - faz parte de um conjunto maior, formado pelo mosteiro propriamente dito e pela igreja. Este conjunto, de acordo com o Instituto Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba, constitui um dos monumentos mais importantes do País, no seu estilo e de sua época: apesar da sobriedade da arquitetura, é obra que impressiona pela harmonia e beleza de suas linhas. Com a saída dos Jesuítas, e tendo em vista a necessidade de catequizar os índios, Feliciano Coelho pediu em 1599, ao Abade de Olinda, a vinda dos Beneditinos, a quem foi doado o terreno para a construção do mosteiro e demais prédios necessários. Foram erguidos aos poucos, a partir de Frei Damião, o religioso enviado de Olinda, num sítio que media mais de 30 braças. Com a perseguição dos holandeses, a obra esteve parada por muito tempo, sabendo-se que, em 1666, concluiu-se a primeira restauração do convento. Aí os missionários voltaram a lecionar suas aulas de religião e latim, “para grande alegria da população”. Localização: Av. General Osório, s/n - Centro. 40 Pauta Centro Histórico 2 Objetivo: Fotografar Igrejas e prédios previamente selecionados que estajam na região do centro histórico da capital. Informações (fonte: Prefeitura Municipal): Palácio Episcopal Em barroco romano, data do século XVI (Aproximadamente 1592). A partir de 1905, serviu de residência ao 1º bispo paraibano, Dom Adauto de Miranda Henriques. É tombado pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980. Localização: Praça Dom Adauto, s/n - Centro. Paraíba Palace Hotel Único exemplar da arquitetura veneziana na cidade de João Pessoa, constitui-se em um monumento de beleza singular, sendo um dos referenciais da Capital paraibana. Localização: Praça André Vidal de Negreiros, s/n - Centro. Praça Antenor Navarro Foi entregue à população em 1933. Com a recuperação e a revitalização desses casarios, o centro histórico se tornou um point noturno, com bares, cafés, galerias e espaço Localização: Centro de João Pessoa. de lazer. 41 PAUTA- Igreja de São Pedro Gonçalves : Foi fundada aproximadamente em 1843, sendo a pedra fundamental lançada no dia 5 de junho daquele ano. Anos depois, feita a reconstrução, o templo foi cedido aos Franciscanos que vieram à nossa diocese. A igreja tinha sido erguida por contribuição de comerciantes e navegantes que aportavam àquele local. Daí ter-se chamado de início Igreja dos Navegantes. A 08 de dezembro de 1860, foi ali benta a imagem (Tamanho natural) de Nossa Senhora da Conceição, em pedra, na qual a santa aparecia pisando sob os pés uma serpente. Essa imagem foi salva da galera Frederich Geosard, afundada na costa, restaurada e transportada para o local por subscrição encabeçada pelo Cônsul inglês Hrause. Sabe-se que a reconstrução da igreja deu-se, em parte, por possuir ela paredes Localização: Bairro do Varadouro. muito altas. 42 Pauta - Theatro Santa Roza Irritado com a forma lenta como pareciam se arrastar os trabalhos de construção do Teatro Santa Cruz (Hoje Santa Roza), agrimensor dos terrenos da Marinha na Província, Vicente Gomes Jardim, escrevia em 1889: “Parece que os ediffícios d’este gennero estão escommungados, pois sempre há má vontade para elles, isto he, aqui na Parahyba”. Com efeito, a construção propriamente dita do atual teatro pessoense iniciou-se em 1873, com o lançamento da pedra fundamental a 2 de agosto, na administração do Presidente Francisco Teixeira de Sá, por autorização da Lei Provincial nº 549. As obras - A cargo da Sociedade Particular Santa Cruz - foram suspensas em 1882, por ter essa entidade exaurido seus recursos. Os serviços reiniciaram-se na administração do último governo provincial da Monarquia, Francisco Luiz da Gama Roza (Daí a designação de Teatro Santa Roza). Quando finalmente concluído em 1889, o prédio ficou olhando para o sul, no antigo Campo do Conselheiro Diogo (Atuais Praças Pedro Américo e Aristides Lobo). A inauguração se deu em agosto daquele ano, encenando-se o drama “O Jesuíta - ou O Ladrão da Honra”, peça de Henrique Peixoto. Nesta noite festiva ocorreu um incidente de que resultou a morte do soldado de cavalaria do corpo policial José Mariano. Durante muito tempo a casa serviu para exibições cinematográficas - e o teatro da cidade não era para ser onde está hoje: ficaria no prédio depois destinado ao Thesouro Provincial, o que acabou não ocorrendo. Antes de ser construído o atual teatro, o Santa Cruz funcionava num “Teatrinho” da Rua Visconde de Pelotas, diante 43 do antigo Pátio das Merces, olhando para o leste. O Santa Roza é uma das quatro mais antigas casas de espetáculos do País. Monumento bastante representativo de nossa arquitetura civil no século passado, tem linhas influenciadas pelo barroco italiano e, entre os materiais de construção empregados para erguê-lo, contam-se pedras calcárias (Para os grossos paredões) e pinho de riga (Camarotes). Possui ainda candelabros, assoalhos, tetos falsos, esquadrias, bonita coberta, etc. Com o advento da República, quiseram-lhe mudar o nome para Teatro do Estado, o que não vingou. ***Além do Paço Municipal, sede do governo executivo municipal. Pauta Terra do Sol (praias) Objetivo: Fotografar as praias urbanas e pontos turísticos localizados nessa região. Informações (fonte Prefeitura Municipal): Farol do Cabo Branco Sua inauguração data de 21 de abril de 1972, possui quarenta metros de altura em relação ao nível do mar e representa, segundo o arquiteto Pedro Dieb, uma forma estilizada do sisal. Ao visitar o Farol na praia do Cabo Branco, você terá o privilégio de se deparar com uma das paisagens mais belas da orla pessoense. Lá do alto, vêse a Ponta do Seixas, o extremo oriental das Américas. Onde o sol nasce primeiro. Localização: Ponta do Cabo Branco. ***Além da praias de Cabo Branco e Tambaú. 44 Pauta Verde Objetivo: Fotografar os principais lugares que preservam o verde, marca da cidade. Informações (fonte Prefeitura Municipal): Parque Solon de Lucena É um dos recantos mais bonitos da capital, senão a sua mais bela expressão paisagística. Constitui por assim dizer o centro mesmo da cidade, ao lado do Ponto de Cem Réis e de outros logradouros principais.Antigo sítio pertencente ao domínio dos Jesuítas, o local contava, em tempos recuados, com um verdadeiro bosque, mostrando a pujança da Mata Atlântica. As árvores circundavam a lagoa natural ali existente, lagoa esta depois incluída na urbanização geral do parque. O conjunto formado pelo pântano, vegetação e lagoa denominava-se Lagoa dos Irerês. Os jardins de hoje têm o traçado original do paisagista Burle Marx, podendose ver ainda o bambuzal e exemplares de pau-d’arco e de outras árvores da reserva da Mata-Atlântica, além das belas palmeiras imperiais que acompanham o desenho do lago central. Sofrendo reformas periódicas, mas sempre mantendo suas características originais, a Lagoa do Parque Solon de Lucena é um dos cartões de visita da cidade e um de seus pontos mais pitorescos para passeio, diversão e lazer. 45 Tombado pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980. Localização: Centro de João Pessoa. Parque Zôo Botânico Arruda Câmara Mais conhecido como “Bica”, compreende uma área de 43 hectares que foi desapropriada pelo então Prefeito Walfredo Guedes Pereira (1920 / 1924), e batizada com o nome do Botânico da cidade de Pombal. Recanto dos mais pitorescos da nossa cidade, constitui-se num verdadeiro Santuário Ecológico encravado no centro da capital paraibana. Em seu interior, encontra-se a fonte É de tombado Tambiá, pelo IPHAEP construída desde no 26 Localização: Rua Gouveia Nóbrega, s/n - Roger. de século agosto XVII. de 1980. 46 ANEXOS Ensaio Monocromático – Construções que guardam a história da capital Neste ensaio foi registrada uma série de prédios antigos, passando por construções religiosas, ligadas a cultura, hotéis antigos, prédios onde funcionam até hoje as sedes dos poderes que regem o estado. A idéia de manter essas fotos em preto e branco é exatamente para mostrar que são lugares que foram construídos em séculos passados, e que já existiam durante momentos importantes da história de João Pessoa, do surgimento e desenvolvimento da cidade. Todos os locais estão conservados e muitos ainda são usados para os mesmo fins de quando foram construídos. É o caso do Palácio da Redenção, sede do governo do estado, onde o governador trabalha. O Tribunal de Justiça da Paraíba, e também a Assembléia Legislativa. Também é o caso do Palácio Episcopal, onde até hoje reside e trabalha o bispo da Diocese. O Paraíba Palace Hotel e o Hotel Globo que hospedaram nomes importantes do cenário político de séculos passados, e os conhecidos barões do açúcar, poderosos da Paraíba, que vinham do interior passar temporadas na capital negociando seu produto. No ensaio monocromático está registrado também o Paço Municipal, prédio construído para ser sede da empresa de correios e telégrafos, e que mais tarde abrigaria também parte do setor administrativo do poder executivo municipal. 47 Também registrado o Theatro Santa Roza, construído para abrigar apresentações culturais, e que por muito tempo também foi usado para exibições cinematográficas. Ainda registradas a Casa da Pólvora, casas do centro histórico, o Pavilhão do Chá e a praça Antenor Navarro. Os principais conjuntos arquitetônicos religiosos também integram este ensaio fotográfico. É o caso da Igreja de São Francisco erguida pelos Frades Franciscanos, onde já funcionou a sede do governo, um quartel, um hospital. A Igreja e Mosteiro de São Bento, construídos sob a invocação de Nossa Senhora do Monte Serrat, em estilo barroco beneditino, no século XVII. Ainda a Igreja de São Pedro, conhecida até hoje por abrigar eventos culturais em seu pátio. A importante Igreja de Nossa Senhora das Neves, onde se tem indícios de que a primeira construída no local foi feitas poucas décadas após o descobrimento do Brasil. Além da Igreja do Carmo, construída ao lado do Palácio Episcopal, e que guarda histórica de doação e caridade ao próximo desde a época do Padre Zé Coutinho, que doava tudo que conseguia para os pobres. 48 Ensaio Colorido - A cor das belezas da Terra do Sol Este ensaio foi dedicado principalmente as paisagens, praias, parques que mostram o verde da cidade, o sol, e o colorido da capital paraibana. Mostrando um pouco da cor que tem essas belezas de João Pessoa. O Farol do Cabo, que apesar de antigo e histórico é sempre lembrado por estar localizado no mesmo local do Ponto Seixas, onde os raios solares primeiro despontam ao amanhecer do dia na América do Sul. E cercado de verde, daí a necessidade de um registro colorido. O Rio Sanhauá, de onde nasceu a cidade de João Pessoa em direção ao mar. A imagem que se vê no local mistura o colorido do verde, das águas, e de construções antigas que cercam o local. A recente Estação Ciência, com seus espelhos e suas formas, também foi registrada. Não poderia faltar o verde da mata e o colorido dos animais do Parque Arruda Câmara, a conhecida Bica, que vem passando por reformas e reestruturação, mas preservando traços antigos desde sua fundação. Também foi registrado o Parque Sólon de Lucena, a Lagoa, os prédios ao fundo, e os ônibus ao fundo, marca do local. Além disso tem também casas do centro histórico, que merecem o registro colorido pela diversidade de cores que se mantém até hoje nesses lugares. Também foi incorporada neste trabalho uma fotografia colorida do Hotel Globo pela beleza das flores e do verde ao seu redor. 49 E não poderia faltar os principais cartões postais de João Pessoa, as praias da Terra do Sol, Cabo Branco, de verde, sol, areia. Tambaú com a movimentação dos banhistas. E pra fazer jus ao título, na cidade se aproveita até o último segundo de raios de sol, todos os dias. Por isso a fotografia do conhecido Pôr-do-Sol do Jacaré, que apesar de estar localizado no município de Cabedelo, foi incorporado aos principais roteiros de João Pessoa.