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SOCIEDADE EDUCACIONAL DO VALE DO IPOJUCA – SESVALI
FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP
Lael Freitas de Arruda
Pontos turísticos e históricos de João Pessoa
CARUARU, 2010
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Diretores
Luiz de França Leite
Vicente Jorge Espíndola Rodrigues
Diretora Executiva
Profª. Mauricélia Bezerra Vidal
Diretora Acadêmica
Profª. Aline Brandão
Coordenadora do Curso de Jornalismo
Profª Rosângela Araújo de Souza
Professor Orientador
Mário Flávio Lima
Aluno
Lael Freitas de Arruda
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Pontos turísticos e históricos de João Pessoa
Projeto de Conclusão de Curso
orientado pelo professor Mário Flávio
Lima, com fins de avaliação final da
disciplina Projeto Experimental II, no
oitavo
período
do
curso
de
Comunicação Social com Habilitação
em Jornalismo da Faculdade do Vale
do Ipojuca – Favip.
CARUARU, 2010
4
Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE
A779p Arruda,
Lael Freitas de.
Pontos históricos e turísticos de João Pessoa / Lael Freitas de
Arruda. -- Caruaru : FAVIP, 2010.
27 f.
Orientador(a) : Mário Flávio Lima.
Trabalho de Conclusão de Curso (Jornalismo) -- Faculdade
do Vale do Ipojuca.
Inclui anexo e apêndice.
1. João Pessoa – Turismo. 2. João Pessoa (Aspectos
históricos). 3. João Pessoa – Pontos históricos. I. Título.
CDU 070[11.1]
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367
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Pontos turísticos e históricos de João Pessoa
aprovado em: 03/12/2010
Banca examinadora
Mário Flávio Lima
Professor orientador
Aluízio Guimarães
1º prof. examinador
Tenaflae Lordêlo
2º prof. examinador
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Dedicatória
Dedico este trabalho àqueles alunos que escolheram cursar jornalismo pelos
mais variados motivos, às vezes contra a vontade da própria família, com apoio de
poucos, mas que foram atrás de fazer o que queriam, gostavam e pretendiam
exercer por toda vida. Alunos que ralam quatro anos dentro de uma faculdade para
aprender uma profissão e se aperfeiçoar, acreditando na função social que a
profissão tem, ainda mais num país como o nosso, onde a qualidade da educação
deixa a desejar.
Dedico ainda a quem acredita que e possível se dar bem na profissão ou em
qualquer projeto em suas vidas sem perder o caráter, sem usar de artimanhas e
picuinhas. Pessoas que precisaram estar firmes ao esbarrar de frente com gente
pouco profissional, mas que têm vez e voz na nossa profissão. Profissão essa que
parece conseguir juntar um celeiro de mau-caratismo. Então dedico aos que não
baixaram a cabeça, por acreditar que é possível fazer diferente, e ser diferente. Aos
que foram buscar seu lugar ao sol, aos que fugiram de um lugar seguro por acreditar
que onde estavam nada de bom poderia somar a este mundo onde vivemos.
Dedico aos alunos que não se acomodaram com o óbvio, aos que olharam os
bons exemplos e quiseram multiplicá-los. Aos que se emocionam e sempre vão se
emocionar ao contar certas histórias, afinal nossa profissão nada mais é do que
contar histórias. Como disse o jornalista Geneton Moraes Neto, um médico que após
anos não demonstra nenhuma emoção ao receber um ferido de acidente, por
exemplo, terá se tornado um bom profissional, se o mesmo acontece ao jornalista,
ele terá se tornado um mau profissional.
Enfim, dedico às pessoas que se preocupam com o espaço onde vivem, com
a redação onde trabalham, com o conteúdo que está sendo veiculado, com o bemestar de seus semelhantes. Que prezam pelo respeito, e sabem que não são superheróis, mas que podem fazer um mundo um pouco melhor.
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Agradecimentos
São muitas as pessoas que preciso agradecer por estar finalizando um curso
superior. Não só agradecer por quem me ajudou diretamente neste trabalho de
conclusão, mas também por quem me fez chegar até ele, me apoiando em todo o
caminho deste curso superior.
Como cristão, agradeço primeiro à Deus, por acreditar que Ele sempre esteve
e está guiando cada passo que dei e dou na vida. Agradeço à minha família pelo
apoio. Vi muitos colegas não o terem, e ficarem pelo caminho, futuros grandes
jornalistas que não puderam seguir em frente.
Agradeço a cada professor que me ensinou na Favip. Aos colegas, amigos,
companheiros de trabalhos, seminários, sempre me ajudando a entender o conteúdo
das aulas.
Agradeço ao jornalista Lélio Pagioro, o primeiro a me mostrar o quanto a
profissão que escolhi para seguir é útil e importante para a construção de uma
sociedade mais justa e correta. Também agradeço a jornalista Kyzzy Siqueira, que
para mim foi e é o exemplo em pessoa de bom senso e competência, duas coisas
fundamentais para o exercício da profissão, e que falta a muitos profissionais que já
estão no mercado. Por falar em jornalista, não poderia esquecer de agradecer a
Renata Torres; Alguém que mostrou na prática o quanto o jornalismo feito de
maneira séria e com responsabilidade pode se transformar no produto desejado por
todo profissional da área, sendo útil à sociedade, além de satisfatório e prazeroso
para quem o faz. Também não posso esquecer de agradecer a jornalista Jacqueline
Menezes, minha conterrânea de Taquaritinga do Norte – PE, que me inspirou e me
incentivou a cursar jornalismo, e me deu as primeiras orientações para trabalhar na
área.
Agradeço a professora universitária, historiadora e minha tia Mari Lucena,
pelo apoio na pesquisa do conteúdo do meu trabalho de conclusão. Agradecimentos
também ao professor da Favip Bira Nunes, que tirou dúvidas técnicas que tive
durante o ensaio fotográfico.
Agradeço ainda a coordenadora do curso de Jornalismo da Favip, Rosângela
Araújo, pelo apoio durante a realização deste trabalho. E antes disso, pelo incentivo,
elogios e críticas ao meu jeito de trabalhar e encarar o jornalismo.
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E claro, agradeço ao Professor Mário Flávio Lima, que outro dia estava sendo
apresentado à turma JOR 0701 pelo então coordenador do curso Carlos Tanouss,
no 1º andar do bloco “A” da Favip, vindo a nos ensinar Introdução ao Jornalismo no
1º período. E quatro anos mais tarde orientou meu TCC. Do lead ao Trabalho de
Conclusão ele esteve presente.
Agradeço à todos que de alguma forma contribuíram para minha formação.
Muito obrigado.
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RESUMO
Este trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo o registro em
fotografia dos principais pontos históricos e turísticos de João Pessoa, capital da
Paraíba. Como temática este trabalho mostra quais lugares estão ligados a história e
ao desenvolvimento da cidade, e que são tidos como pontos importantes ao longo
dos séculos. São lugares turísticos também, procurados por quem deseja conhecer
um pouco mais do lugar. O ensaio fotográfico valoriza os prédios antigos, as praias e
belas paisagens da capital, e o verde, marca que João Pessoa tem orgulho de
mostrar. Assim servindo de registro de como atualmente esses pontos estão.
Palavras chave: João Pessoa, história, registro.
10
ABSTRACT
This work Completion of course is aimed at the record photograph of the main
historical and tourist João Pessoa, capital of Paraiba. As this work shows theme
which places are linked to history and development of the city, and are viewed as
important points throughout the centuries. Tourist places are also sought after by
those wanting to know a little more than place. The photo essay appreciates old
buildings, beaches and beautiful scenery of the capital, and green brand that John
Person is proud to show. Thus serving as a record of how these points are now.
Keywords: Joao Pessoa, history, record.
11
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO........................................................................................................11
2.JUSTIFICATIVA.......................................................................................................13
3.OBJETIVOS.............................................................................................................16
3.1.Objetivo geral........................................................................................................16
3.2.Objetivos específicos............................................................................................16
4.PÚBLICO- ALVO......................................................................................................17
5.PROCEDIMENTOS TÉCNICO-METODOLÓGICOS...............................................18
6.PRODUTO JORNALÍSTICO....................................................................................20
7.CRONOGRAMA DE ATIVIDADES..........................................................................24
8.ORÇAMENTO..........................................................................................................25
9.CONCLUSÃO...........................................................................................................26
REFERÊNCIAS...........................................................................................................27
APÊNDICES................................................................................................................30
ANEXOS......................................................................................................................45
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1. INTRODUÇÃO
A proposta deste ensaio fotográfico é registrar os pontos turísticos e históricos
da capital paraibana. Expor as diversas paisagens, a arquitetura, os lugares que
guardam a história de João Pessoa, e até mesmo que foram pontos marcantes
durante a formação da Paraíba. Toda história da humanidade registrada e contada
pelo mundo afora, ao longo de milhares de anos, trará nomes importantes, lugares
conquistados, revoluções, crenças, e todo tipo de relação que o homem pode viver e
criar. Esses registros foram feitos de maneiras diferentes para chegarem vivos aos
dias atuais. Seja com pinturas em pedra ou com papel e tinta, o homem sempre deu
um jeito de perpetuar o que se viveu em sua época.
A fotografia surgiu como algo fantástico e fascinante, que poderia então
perpetuar imagens, a paisagem da época, os poderosos, o cotidiano, a vida de um
povo em um determinado espaço de tempo. E toda essa possibilidade começa a
surgir até mesmo antes da era cristã, quando já haviam relatos de experiências
feitas por alquimistas sobre a produção de imagens pela passagem da luz através de
um pequeno orifício. Mas foram necessários muitos anos para a evolução dessa
técnica.
Por volta de 1500 é que se passou a conhecer o escurecimento dos sais de
prata. Químicos, físicos, professores de medicina, muitos colaboraram para a
evolução de técnicas que possibilitassem retratar e fixar uma imagem em algum tipo
de material. O francês Joseph-Nicéphore Niépce quando conseguiu fazer a primeira
fotografia do mundo, em 1826, não imaginaria o quanto essa experiência seria
aprimorada, difundida e usada nos quatro cantos do planeta, servindo para retratar e
perpetuar informações, por meio da imagem.
Mas para a fotografia receber a importância de difusora de informação ainda
levou certo tempo. Isso por que, no início, sua utilização prendia-se principalmente a
demonstrações técnicas. Pouco a pouco, os primeiros fotógrafos, que em sua
maioria eram pintores, foram aprimorando o uso das possibilidades que aquela
invenção oferecia.
Daí para o fotojornalismo foi mais um passo. O primeiro indício do surgimento
do fotojornalismo foi quando fotógrafos passaram a capturar imagens de
acontecimentos com intenção de tornar aquela informação pública. Incêndios,
13
motins, guerras, marcam o início dessa nova função da fotografia. “Já não é apenas
a imagem isolada que interessa, mas o texto e todo o ‘mosaico’ fotográfico com que
se tenta contar a ‘história’”. (Souza, 1998:36) apud Erivam Morais de Oliveira, Ari
Vicentini 2009:29.
A expressão cultural dos povos exteriorizada através de seus costumes,
habitação, monumentos, mitos e religiões, fatos sociais e políticos passou a
ser gradativamente documentada pela câmara. O registro das paisagens
urbana e rural, a arquitetura das cidades, as obras de implantação das
estradas de ferro, os conflitos armados e as expedições científicas [...] são
alguns dos temas solicitados aos fotógrafos do passado. (BORIS KOSSOY,
2001, pág. 26)
Toda informação contida numa fotografia será vista e interpretada por
pessoas que possivelmente não presenciaram o momento em que se capturou
aquela imagem. Pessoas que não estavam lá, que nunca estiveram, e talvez nunca
estejam. Isso torna o ato de fotografar algo de muita responsabilidade. É a história
registrada num curto intervalo de tempo. Segundo Cremilda Medina, citada por Boris
Kossoy no livro “Os tempos da fotografia: o efêmero e o perpétuo” (2007, p.15) “A
imagem da foto, promessa de perenidade, é agora a imagem do espelho, que se
dissipa. Espelhos que guardam memórias [...]”.
E é observando todo esse contexto que a fotografia se encaixa e é
responsável, que percebemos o quanto um ensaio fotográfico sobre um determinado
tema servirá de documento. É o registro de uma realidade, atual, mas que pode
remeter ao passado, ou ao futuro. Com essa proposta, pretendo então registrar o
que na atualidade é tido como importante para a cidade de João Pessoa, contando
assim um pouco da história e formação da capital paraibana, e despertando a
curiosidade do porquê que estes lugares são tidos como pontos relevantes. Trabalho
esse que podemos afirmar já ser desenvolvido por dezenas de profissionais,
fotógrafos dos jornais impressos, revistas e blogs paraibanos. Ou mesmo por
admiradores da cidade. Cada um com seu olhar, de experiente ou novato no
observar dos detalhes espalhados pelas belezas da capital. Mas cada um com sua
importância de registro e difusão de informação.
14
2. JUSTIFICATIVA
Conversando com as pessoas nas ruas, moradores que nasceram e moraram
toda vida em João Pessoa, ou com outro perfil, pessoas que vieram de longe, de
estados do Norte ou até mesmo de outros países, é possível perceber a admiração e
o orgulho que têm pelo lugar onde vivem. Isso dá um ar de curiosidade a quem
chega pela primeira vez à cidade. O que é que João Pessoa tem? E é com imagem,
seja com o colorido do sol, ou uma fotografia monocromática de um prédio antigo,
que é possível transmitir essa magia, por meio do que foi retratado no papel.
“Fotografar é testemunhar, é tentar compreender um fato histórico social. É procurar
transformar a consciência do ser humano através das emoções que as imagens nos
provocam.” (Simonetta Persichette, 2000, pág. 11).
O desafio, então, foi fotografar a terceira cidade mais antiga do Brasil, fundada
em 1585. Segundo estimativa do IBGE, moram na cidade 702 mil pessoas (2009). O
município está localizado na mesorregião da Mata Paraibana, com área territorial de
210 Km². Fazendo limites com Bayeux (6 km), Alhandra (36 km), Conde (16 km),
Cabedelo (18 km) e Santa Rita (12 km). A cidade está a uma altitude de 47,5 metros
acima do nível do mar (Oceano Atlântico). São 425 anos de história, que pode ser
lembrada nos seus monumentos, prédios antigos, e no verde, que é uma de suas
características mais fortes. De acordo com a prefeitura municipal, João Pessoa
recebeu o título de segunda cidade mais arborizada do mundo, atrás, apenas, de
Paris.
A cidade nasceu às margens do Rio Sanhauá, e cresceu em direção ao mar.
Suas praias são seus principais cartões postais, e a marca que faz o litoral paraibano
ser conhecido nacionalmente e procurado por quem quer sossego unido às belezas
da natureza. São cerca de 30 quilômetros de praias, limpas e algumas quase
intocadas. A temperatura na cidade fica em torno de 29 graus durante todo o ano.
Um convite para conhecer Tambaú, Cabo Branco, Manaíra, Bessa, e toda a Costa
do Sol.
Entre outros pontos turísticos que remetem nossa imaginação à cidade está o
Farol do Cabo Branco, um dos poucos no Brasil em formato triangular. Fica em cima
de uma falésia com vegetação preservada. No mesmo local está um importante
15
marco geográfico do Brasil e do mundo, o Ponto Extremo Oriental das Américas.
João Pessoa é a cidade mais próxima do continente africano. O local da América do
Sul onde, ao amanhecer o dia, os raios solares chegam primeiro.
Também fazem parte de sua história conjuntos arquitetônicos, praças,
parques e igrejas, como a Basílica de Nossa Senhora das Neves, a Casa da
Pólvora, Conjunto de São Francisco (Patrimônio Histórico Nacional), Hotel Globo,
Paraíba Palace Hotel, Praça Antenor Navarro, Palácio da Redenção, Palácio
Episcopal, Paço Municipal, Theatro Santa Roza, a recente Estação Ciência, o
sobrado onde residiu João Pessoa, o sobrinho do ex-presidente da República
Epitácio Pessoa, Presidente da Paraíba, e que viria dar nome a cidade depois de
seu assassinato por um adversário político, no centro do Recife - PE . Entre tantos
outros locais importantes.
Com tantos anos de história, tantos lugares considerados pontos turísticos,
históricos, e que não podem deixar de serem visitados por quem quer conhecer mais
do lugar, este ensaio fotográfico registra os principais pontos de uma cidade que é
orgulho para o pessoense, ou para quem a adotou para viver. Orgulho que é
cantado, como um hino, na música Porta do Sol, conhecida na voz da cantora
Renata Arruda, e com composição de Flávio Eduardo “Fubá” e Mercury, fazendo
reverência a toda Paraíba, e claro a João Pessoa. “Somos a porta do sol; Deste país
tropical; Somos a mata verde, a esperança; Somos o sol do extremo oriental”.
A fotografia se tornou algo tão comum e natural na modernidade, que nem
podemos imaginar o deslumbramento que essa técnica de registro de imagem
causava aos primeiros que tiveram contato com ela. Mas se pararmos para pensar o
quanto mágico e interessante é o processo, o ato de fotografar e seu resultado,
talvez possamos valorizar mais essa possibilidade que a ciência nos deu.
Através dela podemos sentir instantaneamente as impressões do momento
fixado, desencadeando reflexões e despertando novamente as emoções. O
apelo à lembrança é tão poderoso que muitos de nós seremos capazes de
recordar da própria ocasião em que vimos pela primeira vez determinada
fotografia. Tudo isso é muito misterioso, pois, na verdade, cada fotografia não
passa de uma série microscópica de pontos e manchas com uma gradação
de tons que variam do preto ao branco, intermediada, no caso da foto
colorida, por uma combinação de três cores básicas de pigmentos. Sua
profundidade é uma ilusão, sua vida é apenas simbólica, pois tudo está
contido em uma única superfície pequena e plana. Mas, mesmo assim, possui
uma estranha riqueza que transcende todas as suas limitações, fazendo com
que as nossas impressões dos acontecimentos mais significativos e
complexos possam ser permanentemente amoldadas por uma única foto.
(PAULA DE, Jeziel. Imagem e Magia, artigo científico)
16
A escolha de fazer o trabalho em foto é exatamente por essa magia. A
fotografia não dá toda informação sem que seja necessária a imaginação, como é no
caso do audiovisual, onde ouvimos, assistimos imagens em movimento e em vários
ângulos, e temos quase tudo ali. Na foto se imagina aquela cena, aquele momento.
A iluminação nos faz tentar sentir qual era o clima, se quente ou frio. Detalhes,
pistas, como gente sorrindo, folhas voando, nos faz perceber se tinha vento, se era
um ambiente agradável, se as pessoas estavam felizes, enfim, nos colocamos
naquele lugar, e imaginamos, à nossa maneira, que situação é aquela registrada no
papel.
Escolher João Pessoa e sua história como tema, foi por acreditar na
importância de novos olhares sobre a cidade. Diariamente toda imprensa impressa
paraibana está usando fotos e imagens da capital, há anos, é o jornalismo vivo na
Paraíba. E o meu olhar documental sobre a cidade é mais um novo “ângulo”. Feito
por alguém que desde criança conhece e admira a beleza, a natureza, a paz, a
história de João Pessoa. Então, acredito e aposto que com uma boa pesquisa, com
um trabalho fotográfico bem pensado, planejado e executado com paciência e
determinação, tenho mais um novo olhar sobre a história dessa cidade, que
conseqüentemente, retrata a história de um povo, de uma sociedade que surgia há
mais de quatro séculos, e que muito tem pra contar. Acredito que novos registros
devem ser sempre bem-vindos. Podem ser vistos como novas e diferentes
interpretações de uma mesma imagem, paisagem etc. Isso graças à subjetividade de
cada fotógrafo, as diferentes mentes, olhares, e a criatividade de cada pessoa.
Neste ensaio fotográfico de 60 fotos, sendo metade monocromática e outra
metade colorida, de acordo com a Normatização do Curso, explorei cada pedacinho
da cidade que foi selecionado como local a ser registrado.
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3. OBJETIVOS
3.1 Objetivo Geral
- Registrar os principais pontos históricos e turísticos da cidade de João
Pessoa – PB, por meio de um ensaio fotográfico.
3.2 Objetivos Específicos
- Documentar, por meio da fotografia, pontos para que sirva de fonte de
pesquisa e informação; relevantes da história da capital paraibana,
- Incentivar a quebra de barreiras na escolha dos temas para Trabalho de
Conclusão, que podem ir além das fronteiras de Caruaru, de Pernambuco e do
Brasil. Podendo tornar, num futuro, a biblioteca da Favip fonte dos mais diversos
assuntos, por meio de trabalhos desenvolvidos por alunos da instituição.
- Incentivar o gosto pela arte de fotografar, difundindo o quão importante a
fotografia pode ser para documentar nossa história.
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4. PÚBLICO-ALVO
Este trabalho é destinado a todos os amantes da fotografia de maneira geral,
e especificamente da fotografia documental. Pesquisadores, profissionais ou mesmo
curiosos, amadores, interessados nos registros de pontos históricos e turísticos de
João Pessoa, capital da Paraíba. Destina-se também aos estudantes do curso de
Jornalismo, que pretendem realizar um Trabalho de Conclusão de Curso em
Fotografia, e precisam observar como esses trabalhos estão sendo desenvolvidos na
FAVIP; Trabalhos anteriores são sempre pontos de partida para novos ensaios.
Está voltado ainda para qualquer um que queira observar o quanto a
fotografia pode ser difusora de informação, e algo fundamental para o jornalismo,
tanto no passado como para os relatos contemporâneos. Para os que acreditam no
velho ditado de que “uma imagem vale mais que mil palavras”.
O trabalho ainda é destinado àqueles que dão importância a preservação da
história da sociedade brasileira e sua trajetória, nos mais variados lugares deste país
continental. Aos que valorizam esse tipo de registro, e se espelham para que novos,
em fotografia ou qualquer outra modalidade, possam ser feitos. Fazendo com que
futuras gerações conheçam quem viveu e de que maneira, nestes tempos de início
de século XXI.
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5. PROCEDIMENTOS TÉCNICOS E METODOLÓGICOS
Para iniciar um trabalho onde o objetivo foi registrar, em imagem, pontos
importantes da história de uma cidade, conversei com a historiadora e professora
universitária Marilene Lucena, para entender a importância das igrejas, das praias,
de prédios antigos, de construções recentes, enfim, dos lugares mais visitados e
tidos como referências da capital paraibana. Aqueles lugares que quando se vê já se
remete o pensamento a João Pessoa, ou até mesmo lugares pouco conhecidos, mas
que têm seu valor histórico.
Num livro que fala de texto em TV, Regina Villela traz uma declaração sobre a
importância da entrevista, que deve se aplicar em qualquer área do jornalismo, por
ser uma boa forma de se captar informações. Assim pude concluir quais os lugares
que seriam fotografados. A entrevista é o principal instrumento de trabalho do
jornalista, que pode fazer qualquer pergunta, não importa quão estranha ou
irrelevante possa parecer. A resposta interessante depende da agilidade,atitude e
inteligência da pergunta. (VILLELA, Regina, 2008, pág. 116)
O passo seguinte foi pesquisar o que já havia sido feito neste segmento,
servindo assim de guia e inspiração. Observei sites da Paraíba sobre exposições
fotográficas, que tem por tema a capital, observando quais os nomes mais citados na
fotografia regional, e o estilo destes fotógrafos que já conhecem toda “paisagem” e
realidade local. Também observei as colunas dos jornais impressos, dedicadas
exclusivamente à fotografia.
Após a escolha dos lugares que foram fotografados, visitei alguns desses
locais, para ter ideia do melhor horário, de detalhes como qual posição do sol
favoreceria a fotografia que pretendia, visando o melhor resultado final.
Paralelamente fui desenvolvendo o relatório, com as orientações do professor Mário
Flávio Lima. Lendo livros que tratam da fotografia, do fotojornalismo e
fotodocumentarismo, e aperfeiçoando esse relatório. Parte das fotos foram feitas em
alguns dias, com câmera analógica da própria Favip, e filmes coloridos (inclusive
parte das fotos em preto e branco - que viriam a tornar-se monocromáticas por meio
de um programa de computador). Além de fotos feitas com câmera digital.
20
Após fotografado todos os locais desejados, as imagens foram escaneadas
num minilab, para que só fossem reveladas as escolhidas após edição. Tal edição
também foi feita com a orientação professor Mário Flávio Lima. Após a conclusão da
edição, foram feitas cópias necessárias em DVD para apresentação dos slides, e
reveladas as fotos definidas para o trabalho final. Foi a vez de finalizar o Relatório, e
preparar a apresentação diante da banca, em dezembro de 2010.
21
6. PRODUTO JORNALÍSTICO
Para se chegar as 60 fotos que compõe os dois ensaios deste trabalho foram
tiradas mais de 500 fotos no total, em mais de 25 pontos diferentes da cidade de
João Pessoa. Foi usada além da câmera analógica, da própria faculdade, uma
digital, de minha propriedade. A maioria dos lugares a serem fotografados foram
previamente visitados, para melhor entendimento de como a iluminação nestes
lugares estaria em cada parte do dia, e quais os dias que seria melhor a
realização da tomada de fotos.
Seguindo a normatização do curso, as fotos do ensaio fotográfico colorido têm
a dimensão de 20x30. Já o ensaio preto e branco tem fotos do tamanho 18X24.
Todas as fotos foram tiradas coloridas, inclusive com a câmera analógica, onde
foi usado filme ISO200 colorido. Para se transformarem em preto e branco foi
necessário um software comum e bastante utilizado para este meio.
Cada um dos ensaios está acompanhado de um texto de apresentação, com
duas laudas, também seguindo orientações da normatização do curso. Além da
projeção em papel, para o dia da defesa da banca, e em slides, nos quais, cópias
dos CD´s foram entregues junto a este relatório, dentro do prazo de entrega dos
Trabalhos de Conclusão de Curso.
Seguem alguns aspectos técnicos dos dois ensaios fotográficos:
Ensaio Monocromático – Construções que guardam a história da capital
Este ensaio registra uma série de prédios antigos, passando por construções
religiosas, ligadas a cultura, hotéis antigos, prédios onde funcionam até hoje as
sedes dos poderes que regem o estado1. Nas duas imagens abaixo referências de
como foram feitas as imagens para esse Trabalho de Conclusão de Curso:
1
Após a realização da banca você pode ter acesso ao ensaio completo no www.4shared.com/dir/bz28myo/sharing.html.
22
Imagem: Igreja de São Francisco
Velocidade: 80
Diafragma: 11
ISO: 200
Abertura da lente: 24 mm
Imagem: Centro Histórico
Velocidade: 125
Diafragma: 8
ISO: 200
Abertura da lente: 18 mm
23
Ensaio Colorido - A cor das belezas da Terra do Sol
Este ensaio foi dedicado principalmente as paisagens, praias, parques que
mostram o verde
da cidade, o sol,
e o colorido da
capital
paraibana.
Mostrando um
pouco da cor que
tem essas
belezas de João
Pessoa.
Imagem: Praia do
Cabo Branco
Velocidade: 250
Diafragma: 8
ISO: 200
Abertura da lente: 35 mm
24
Imagem: Parque Arruda Câmara (Bica)
Velocidade: 80
Diafragma: 11
ISO: 200
Abertura da lente: 50 mm
Especificações Técnicas do Ensaio Fotográfico
•
Nome dos ensaios: Ensaio Monocromático – Construções que guardam
a história da capital; Ensaio Colorido - A cor das belezas da Terra do Sol;
•
Equipamentos utilizados para a captação de imagens: Câmera Nikon D
3000 e Câmera fotográfica Pentax (analógica).
•
Para a edição foi utilizado o programa Photoshop;
•
Número de imagens: 60, sendo 30 por ensaio;
•
Revelação: Laboratório Flash Collor;
•
Tamanho das fotografias: 20x30 coloridas e 20x30 preto e branco.
25
7. CRONOGRAMA
Início das pesquisas
em livros, registros e
sites
Viagens de
reconhecimento aos
locais (Jaboatão dos
Guararapes, Olinda
e Recife)
Início da tomada
inicial de fotos
Conclusão da
tomada inicial de
fotos
Análise do material
obtido
Início da orientação
Início da tomada
definitiva de fotos
Tomada definitiva de
fotos
Início da produção
do relatório
Edição de imagens
Revelação
das fotografias
Finalização
do relatório
JUN
JUL
X
X
AGO
SET
OUT
NOV
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
DEZ
26
Realização da
exposição
fotográfica
X
Defesa do
projeto
X
8. RECURSOS
a. Materiais/ Permanentes
Discriminação
Valor (R$)
Câmera fotográfica Pentax (analógica)
(não se aplica por ter sido empréstimo
Câmera fotográfica digital
Automóvel
Computador
Programa de Edição de Imagens
da Faculdade)
(não se aplica por já possuir este bem)
(não se aplica por já possuir este bem)
(não se aplica por já possuir este bem)
(não se aplica por já possuir este bem)
TOTAL
Nenhuma despesa
b. Materiais/ de Consumo
Discriminação
Combustível (gasolina)
Internet
Livros de Pesquisa
Valor (R$)
100,00
(não se aplica por já possuir este bem)
(não se aplica por terem sido
empréstimos da biblioteca da Favip e
Revelação das fotografias
de amigos)
120,00
27
DVD´s para slides
Cadernos para anotações
4,00
2,00
Canetas para anotações
2,00
TOTAL
228,00
9. CONCLUSÃO
Após o fim deste relatório e das tomadas de fotos, realizadas em alguns dias,
passando pelos quatro cantos de João Pessoa, acredito ter alcançado a meta de
registrar de maneira inovadora, sob meu olhar os lugares considerados históricos
e turísticos da capital paraibana.
Tornando, assim, as fotografias fontes de pesquisa e informação sobre João
Pessoa e destinadas a quem possa interessar. Alcançando o objetivo de
documentar e poder perpetuar informações destes lugares. Registrados no
segundo semestre do ano de 2010, poderão ser pontos para se comparar a
evolução e transformação desses locais daqui a décadas.
Como ensaio fotográfico, a experiência foi de aprendizagem diária, a cada
lauda escrita deste relatório, a cada foto tirada nos diferentes lugares e horários.
Aprendi que é preciso estar sempre atento a localização do sol e outros fatores,
podendo estes impedir a realização das fotos, ou que tenham a qualidade
desejada alcançada. O que reforçou ainda mais o conhecimento sobre o quanto
condições externas incidem no resultado da foto.
Em ensaios anteriores pude aproveitar o que acontecia naquele momento,
como chuva, por exemplo. Neste ensaio tive que correr contra o tempo,
exatamente por causa desses fatores. Como escolha da modalidade de
Fotografia para fazer esse registro da cidade, não tenho dúvida de que foi a
opção certa. Qualquer registro impresso precisaria recorrer à foto, para ilustrar e
melhor passar a informação. Como registro radiofônico não daria para passar o
que a capital tem para “vender”, belezas, paisagens, imagens. Apesar da
28
concorrência do audiovisual para este tipo de documentação, ainda insisto que a
fotografia tem uma magia, que outro recurso não tem, nem o audiovisual.
A graça da foto é que ela não é completa sem o uso da imaginação. Cada um
ao olhar o retrato da praia, da igreja, do prédio antigo, vai individualmente,
subjetivamente, imaginar o clima daquele local, o cheiro, o som, o vento. A
sensação é única e diferente para milhares de pessoas que vejam a mesma foto.
Acredito que o dever foi cumprido, e fico animado para novos ensaios. Com a
experiência desse e de anteriores, vai se aprendendo mais, somando
conhecimento para aplicar nos próximos, que certamente, logo virão.
29
REFERÊNCIAS
KOSSOY, Boris. Os tempos da fotografia: o efêmero e o perpétuo. Cotia, SP:
Ateliê Editorial, 2007.
KOSSOY, Boris. Fotografia & História. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
PERSICHETTI, Simonetta. Imagens da fotografia brasileira. São Paulo: Estação
Liberdade, Editora SENAC, 2000.
VILLELA, Regina, Profissão: jornalista de TV. Rio de Janeiro: Moderna, 2008.
Consultas online:
BREVE HISTÓRIA DA CIDADE DE JOÃO PESSOA. Paraibanos.com. Disponível
em http://paraibanos.com/joaopessoa/historia.htm. Acesso em 03 de ago. de 2010.
DETALHES DE JOÃO PESSOA. Site Oficial da Prefeitura. João Pessoa, 2010.
Disponível em http://www.joaopessoa.pb.gov.br/. Acessos em 10 de jul. de 2010; 15
de jul. de 2010; 07 ago. de 2010.
IMAGEM E MAGIA: FOTOGRAFIA E IMPRESSIONISMO – UM DIÁLOGO
IMAGNÉTICO. IMAGEM e magia: fotografia e Impressionismo – um diálogo
imagnético.
Disponível
em
http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/imp24art04.pdf. Acesso em 11 de out.
de 2010.
30
JOÃO PESSOA: MODELO EM QUALIDADE DE VIDA. Site Oficial da Prefeitura.
João Pessoa, 2010. Disponível em http://www.joaopessoa.pb.gov.br/. Acessos em
10 de jul. de 2010; 15 de jul. de 2010; 07 ago. de 2010.
MODOS DE MEDIÇÃO DE LUZ. O meu olhar. Disponível em http://omeuolhar.com/.
Acesso em 07 de jul. de 2010.
NASCE UMA PROFISSÃO: O FOTÓGRAFO. Fotos e Rumos. Disponível em
http://www.fotoserumos.com/histfoto.htm. Acesso em 28 jun. 2010.
PRINCIPAIS ATRATIVOS TURÍSTICOS. Site Oficial da Prefeitura. João Pessoa,
2010. Disponível em http://www.joaopessoa.pb.gov.br/. Acessos em 10 de jul. de
2010; 15 de jul. de 2010; 07 ago. de 2010.
TERRA DA GENTE PARAÍBA. Terra da gente Paraíba. Disponível em
http://www.terradagenteparaiba.blogger.com.br/. Acesso em 23 de ago. de 2010.
31
APÊNDICE
APÊNDICE A PAUTAS - Praça dos três poderes
Objetivo: Fotografar os prédios onde até hoje funcionam as sedes dos poderes
legislativo, executivo e judiciário do estado da Paraíba.
Informações (fonte: Prefeitura Municipal):
Assembléia Legislativa
Um belo edifício de linhas arquitetônicas arrojadas que contrastam com a arquitetura
austera
da
Praça
Presidente
Localização: Praça Pres. João Pessoa, s/n - Centro.
João
Pessoa.
32
APÊNDICE A PAUTAS - Praça dos três poderes
Palácio da Redenção
Construído em 1586 pelos Jesuítas, primeiros missionários a chegarem à Paraíba,
com Martim Leitão. Servia inicialmente como residência desses Inacianos, assim
também chamados por pertencerem à Companhia de Jesus, fundada em 1540 por
Inácio de Loyola. A casa dos Jesuítas fazia parte do conjunto formado pelo
convento, capela e colégio. O convento veio a ser depois residência oficial dos
Capitães-Mores (A partir de 1771, com o Capitão-Mor Jerônimo José de Mello e
Castro). Hoje, depois de mudar muito e de abrigar diversos setores administrativos,
continua como sede do Governo, apesar da existência do Palácio dos Despachos.
A antiga Capela de São Gonçalo virou com o tempo a igreja de Nossa Senhora da
Conceição, infelizmente demolida em 1929 para dar lugar aos atuais jardins. No
colégio dos Jesuítas, atual Faculdade de Direito, esses missionários lecionavam
latim,
filosofia
e
letras.
O convento implantou-se à mesma época em que se iniciava a catequese dos
índios, e foi localizado ali para ficar mais próximo da aldeia de Piragibe (Ilha do
Bispo). Os Jesuítas foram expulsos em 1593, voltaram em 1708 e foram novamente
mandados embora em 1760, em vista de atritos com as autoridades, tendo por
causa os indígenas. Por volta de 1773, o Papa Clemente XIV permitiu que os bens
dos Jesuítas fossem incorporados à Fazenda Real, aí incluída a casa dos
missionários, que passou a servir de residência oficial ao Ouvidor-Geral José
Eduardo
de
Carvalho.
33
É
tombado
pelo
IPHAEP
desde
26
de
agosto
de
1980.
Localização: Praça Pres. João Pessoa, s/n - Centro.
PAUTA - Praça dos três poderes
Tribunal de Justiça
Construído entre 1917 e 1919, o prédio do atual Palácio da Justiça foi inaugurado a
30 de março deste ano, na antiga Praça Comendador Felizardo, atual Praça João
Pessoa, mas não se destinava ao funcionamento do Tribunal de Justiça, que,
durante anos, andou por vários locais, segundo a expressão de Deusdedith Leitão.
Destinava-se, segundo concebia o governador Camilo de Holanda, à Escola Normal,
e ela aí ficou até aproximadamente 1940. Por esta época, o prédio passou a sediar o
Tribunal de Justiça (Julho de 1939), que já funcionara em prédios como os do
Tesouro Estadual, do Palácio do Governo e até do antigo Lyceu Parahybano (O
velho
Convento
dos
Jesuítas).
O atual Palácio da Justiça já sofreu várias ampliações e, em abril de 1969, foi
restaurado o seu salão nobre, o qual foi inaugurado ainda à época da Escola
Normal. No Tribunal de Justiça, no hall de entrada, situa-se desde 23 de maio de
1965 a cripta em que repousam os restos mortais do Ex-Presidente da República, o
paraibano
Epitácio
Pessoa,
e
de
sua
esposa.
É tombado pelo IPHAEP (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da
Paraíba)
desde
26
de
Localização: Praça Pres. João Pessoa, s/n - Centro.
agosto
de
1980.
34
PAUTA - Centro Histórico
Objetivo: Fotografar Igrejas e prédios previamente selecionados que estajam
na região do centro histórico da capital.
Informações (fonte: Prefeitura Municipal):
Basílica de Nossa Senhora das Neves
A primeira igreja, neste local, foi construída ainda nos idos de 1586. Ao todo, houve
três demolições sucessivas de templos, sendo a atual igreja idêntica à quarta
reconstrução, realizada pelo Vigário Francisco Melo Cavalcanti. Sem grande
significação artística, tem no entanto muito valor para os fiéis: de igreja paroquial
construída em entre 1671/73 e demolida em 1686 ( Anuário Eclesiástico da Paraíba
do Norte, volume I, 1894, ano 1907), passou a igreja episcopal. Foi benta na última
década do século XIX. Dela dizia o Cônego Florentino Barbosa: “Vistosa e ampla, a
Catedral das Neves nada possui que a recomende como monumento artístico”. Suas
torres e telhados podem ser vistos, numa bela composição, através da torre do sino
da
Igreja
de
São
Francisco,
Localização: Praça Dom Ulrico, s/n - Centro.
que
lhe
fica
próxima.
35
PAUTA- Casa da Pólvora
João Pessoa possui pelo menos três Casas da Pólvora, segundo indicam nossos
mais destacados historiadores: uma na Rua Nova (Atual General Osório, 21), outra
no Passeio Geral (Rua Rodrigues Chaves) e outra ainda, que é justamente a Casa
da Pólvora da ladeira de São Francisco, a primeira rua da cidade. As demais foram
completamente destruídas pela ação do tempo, restando-nos esta Casa da Pólvora
e dos Armamentos construída por ordem de carta régia de 10 de agosto de 1704,
quando era Capitão-Mor Fernando de Barros Vasconcelos.
Iniciada no alvorecer da era setecentista, foi concluída em 1710, na administração do
Capitão-Mor João da Maia da Gama. De suas dependências pode-se observar a
bela paisagem do rio e da várzea paraibana. Atual sede do Museu fotográfico
Walfredo
Rodrigues,
exposição
permanente
de
fotos
antigas
da
cidade.
É tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde
24
de
maio
Localização: Ladeira de São Francisco, s/n - Centro.
de
1938.
36
PAUTA- Igreja do São Francisco
Igreja de São Francisco: Obviamente erguida pelos Frades Franciscanos, ela já
abrigou a sede do governo, um quartel, hospital, foi hospedaria de imigrantes,
seminário diocesano, colégio etc. Sua construção é inteiramente fiel ao barroco
rococó, constituindo-se no nosso mais importante monumento histórico-artístico e
religioso. Possui uma torre, é bastante recuada e, acima, numa espécie de globo, um
galo
indica
a
direção
dos
ventos.
É local que merece ser visitado, pelo grande número de obras de arte que encerra. A
igreja possui grande riqueza artística, em cada um de seus elementos constitutivos
(Altares,
sepulturas,
nave,
teto
etc.).
É tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde
05 de maio de 1938.
37
PAUTA- Igreja do Mosteiro de São Bento
Assim como o mosteiro, foi construída sob a invocação de Nossa Senhora do Monte
Serrat, em estilo barroco beneditino, no século XVII, mas sua história completa
refere que a construção da primeira igreja se deu ainda em 1585, sendo que as
obras da atual igreja iniciaram-se em 1721, por Frei Cipriano da Conceição,
concluindo-se pelo menos a Capela-Mor em 1739, junto com o ladrilhamento, o
retábulo e o trono (Administração de Frei Manuel da Glória). A primeira missa no
novo templo foi celebrada durante a Semana Santa, pelo Abade Frei J. de Santa
Maria. As obras prosseguiram durante várias administrações do convento.
Foi igreja prelática, sob a dignidade eclesiástica que entrou em conflito com a
jurisdição do primeiro bispo da Paraíba, resultando em dissídio e encerramento das
atividades dos beneditinos nesta cidade, em 1921. Muito tempo antes (1753),
ganhara o célebre catavento de sua torre, onde se vê um leão de bronze e ferro. Em
1911, foi adquirida pela Arquidiocese (Gestão de D. Adauto de Miranda Henriques).
Permaneceu fechada até 1936, quando se deu a restauração de Dom Moisés
Coelho.
É
de
se
ressaltar
o
zimbório
de
sua
torre.
Tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde
10
de
janeiro
Localização: Av. General Osório, s/n - Centro.
de
1957.
38
PAUTA- Hotel Globo
Nem sempre o Hotel Globo funcionou naquele local, pois antes, ficava na João
Suassuna, num prédio construído em 1912. O atual, no quadrilátero da Praça São
Pedro Gonçalves, data de 1928, construído pelo hoteleiro Henriques Siqueira, mais
conhecido como “Seu” Marinheiro. Hospedou, entre centenas de figuras ilustres, o
futuro presidente João Suassuna, quando este chegou à capital a fim de assumir o
governo. Do seu pátio, pode-se observar um dos mais belos pôr-do-sol da cidade.
É
tombado
pelo
IPHAEP
desde
26
de
Localização: Praça de São Pedro Goçalves, s/n - centro.
agosto
de
1980.
39
PAUTA- Mosteiro de São Bento
Construído em invocação de Nossa Senhora do Monte Serrat - faz parte de um
conjunto
maior,
formado
pelo
mosteiro
propriamente
dito
e
pela
igreja.
Este conjunto, de acordo com o Instituto Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba,
constitui um dos monumentos mais importantes do País, no seu estilo e de sua
época: apesar da sobriedade da arquitetura, é obra que impressiona pela harmonia e
beleza de suas linhas.
Com a saída dos Jesuítas, e tendo em vista a necessidade de catequizar os índios,
Feliciano Coelho pediu em 1599, ao Abade de Olinda, a vinda dos Beneditinos, a
quem foi doado o terreno para a construção do mosteiro e demais prédios
necessários. Foram erguidos aos poucos, a partir de Frei Damião, o religioso
enviado de Olinda, num sítio que media mais de 30 braças. Com a perseguição dos
holandeses, a obra esteve parada por muito tempo, sabendo-se que, em 1666,
concluiu-se a primeira restauração do convento. Aí os missionários voltaram a
lecionar suas aulas de religião e latim, “para grande alegria da população”.
Localização: Av. General Osório, s/n - Centro.
40
Pauta Centro Histórico 2
Objetivo: Fotografar Igrejas e prédios previamente selecionados que estajam
na região do centro histórico da capital.
Informações (fonte: Prefeitura Municipal):
Palácio Episcopal
Em barroco romano, data do século XVI (Aproximadamente 1592). A partir de 1905,
serviu de residência ao 1º bispo paraibano, Dom Adauto de Miranda Henriques.
É
tombado
pelo
IPHAEP
desde
26
de
agosto
de
1980.
Localização: Praça Dom Adauto, s/n - Centro.
Paraíba Palace Hotel
Único exemplar da arquitetura veneziana na cidade de João Pessoa, constitui-se em
um monumento de beleza singular, sendo um dos referenciais da Capital paraibana.
Localização: Praça André Vidal de Negreiros, s/n - Centro.
Praça Antenor Navarro
Foi entregue à população em 1933. Com a recuperação e a revitalização desses
casarios, o centro histórico se tornou um point noturno, com bares, cafés, galerias e
espaço
Localização: Centro de João Pessoa.
de
lazer.
41
PAUTA- Igreja de São Pedro Gonçalves : Foi fundada aproximadamente em 1843,
sendo a pedra fundamental lançada no dia 5 de junho daquele ano. Anos depois,
feita a reconstrução, o templo foi cedido aos Franciscanos que vieram à nossa
diocese. A igreja tinha sido erguida por contribuição de comerciantes e navegantes
que aportavam àquele local. Daí ter-se chamado de início Igreja dos Navegantes. A
08 de dezembro de 1860, foi ali benta a imagem (Tamanho natural) de Nossa
Senhora da Conceição, em pedra, na qual a santa aparecia pisando sob os pés uma
serpente. Essa imagem foi salva da galera Frederich Geosard, afundada na costa,
restaurada e transportada para o local por subscrição encabeçada pelo Cônsul
inglês Hrause. Sabe-se que a reconstrução da igreja deu-se, em parte, por possuir
ela
paredes
Localização: Bairro do Varadouro.
muito
altas.
42
Pauta - Theatro Santa Roza
Irritado com a forma lenta como pareciam se arrastar os trabalhos de construção do
Teatro Santa Cruz (Hoje Santa Roza), agrimensor dos terrenos da Marinha na
Província, Vicente Gomes Jardim, escrevia em 1889: “Parece que os ediffícios d’este
gennero estão escommungados, pois sempre há má vontade para elles, isto he, aqui
na Parahyba”. Com efeito, a construção propriamente dita do atual teatro pessoense
iniciou-se em 1873, com o lançamento da pedra fundamental a 2 de agosto, na
administração do Presidente Francisco Teixeira de Sá, por autorização da Lei
Provincial nº 549. As obras - A cargo da Sociedade Particular Santa Cruz - foram
suspensas em 1882, por ter essa entidade exaurido seus recursos.
Os serviços reiniciaram-se na administração do último governo provincial da
Monarquia, Francisco Luiz da Gama Roza (Daí a designação de Teatro Santa Roza).
Quando finalmente concluído em 1889, o prédio ficou olhando para o sul, no antigo
Campo do Conselheiro Diogo (Atuais Praças Pedro Américo e Aristides Lobo). A
inauguração se deu em agosto daquele ano, encenando-se o drama “O Jesuíta - ou
O Ladrão da Honra”, peça de Henrique Peixoto. Nesta noite festiva ocorreu um
incidente de que resultou a morte do soldado de cavalaria do corpo policial José
Mariano.
Durante muito tempo a casa serviu para exibições cinematográficas - e o teatro da
cidade não era para ser onde está hoje: ficaria no prédio depois destinado ao
Thesouro Provincial, o que acabou não ocorrendo. Antes de ser construído o atual
teatro, o Santa Cruz funcionava num “Teatrinho” da Rua Visconde de Pelotas, diante
43
do antigo Pátio das Merces, olhando para o leste. O Santa Roza é uma das quatro
mais antigas casas de espetáculos do País.
Monumento bastante representativo de nossa arquitetura civil no século passado,
tem linhas influenciadas pelo barroco italiano e, entre os materiais de construção
empregados para erguê-lo, contam-se pedras calcárias (Para os grossos paredões)
e pinho de riga (Camarotes). Possui ainda candelabros, assoalhos, tetos falsos,
esquadrias, bonita coberta, etc. Com o advento da República, quiseram-lhe mudar o
nome
para
Teatro
do
Estado,
o
que
não
vingou.
***Além do Paço Municipal, sede do governo executivo municipal.
Pauta Terra do Sol (praias)
Objetivo: Fotografar as praias urbanas e pontos turísticos localizados nessa
região.
Informações (fonte Prefeitura Municipal):
Farol do Cabo Branco
Sua inauguração data de 21 de abril de 1972, possui quarenta metros de altura em
relação ao nível do mar e representa, segundo o arquiteto Pedro Dieb, uma forma
estilizada do sisal. Ao visitar o Farol na praia do Cabo Branco, você terá o privilégio
de se deparar com uma das paisagens mais belas da orla pessoense. Lá do alto, vêse a Ponta do Seixas, o extremo oriental das Américas. Onde o sol nasce primeiro.
Localização: Ponta do Cabo Branco.
***Além da praias de Cabo Branco e Tambaú.
44
Pauta Verde
Objetivo: Fotografar os principais lugares que preservam o verde, marca da
cidade.
Informações (fonte Prefeitura Municipal):
Parque Solon de Lucena
É um dos recantos mais bonitos da capital, senão a sua mais bela expressão
paisagística. Constitui por assim dizer o centro mesmo da cidade, ao lado do Ponto
de Cem Réis e de outros logradouros principais.Antigo sítio pertencente ao domínio
dos Jesuítas, o local contava, em tempos recuados, com um verdadeiro bosque,
mostrando a pujança da Mata Atlântica. As árvores circundavam a lagoa natural ali
existente, lagoa esta depois incluída na urbanização geral do parque.
O conjunto formado pelo pântano, vegetação e lagoa denominava-se Lagoa dos
Irerês. Os jardins de hoje têm o traçado original do paisagista Burle Marx, podendose ver ainda o bambuzal e exemplares de pau-d’arco e de outras árvores da reserva
da Mata-Atlântica, além das belas palmeiras imperiais que acompanham o desenho
do
lago
central.
Sofrendo reformas periódicas, mas sempre mantendo suas características originais,
a Lagoa do Parque Solon de Lucena é um dos cartões de visita da cidade e um de
seus
pontos
mais
pitorescos
para
passeio,
diversão
e
lazer.
45
Tombado
pelo
IPHAEP
desde
26
de
agosto
de
1980.
Localização: Centro de João Pessoa.
Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
Mais conhecido como “Bica”, compreende uma área de 43 hectares que foi
desapropriada pelo então Prefeito Walfredo Guedes Pereira (1920 / 1924), e
batizada com o nome do Botânico da cidade de Pombal.
Recanto dos mais pitorescos da nossa cidade, constitui-se num verdadeiro Santuário
Ecológico encravado no centro da capital paraibana. Em seu interior, encontra-se a
fonte
É
de
tombado
Tambiá,
pelo
IPHAEP
construída
desde
no
26
Localização: Rua Gouveia Nóbrega, s/n - Roger.
de
século
agosto
XVII.
de
1980.
46
ANEXOS
Ensaio Monocromático – Construções que guardam a história da capital
Neste ensaio foi registrada uma série de prédios antigos, passando por
construções religiosas, ligadas a cultura, hotéis antigos, prédios onde funcionam até
hoje as sedes dos poderes que regem o estado. A idéia de manter essas fotos em
preto e branco é exatamente para mostrar que são lugares que foram construídos
em séculos passados, e que já existiam durante momentos importantes da história
de João Pessoa, do surgimento e desenvolvimento da cidade.
Todos os locais estão conservados e muitos ainda são usados para os
mesmo fins de quando foram construídos. É o caso do Palácio da Redenção, sede
do governo do estado, onde o governador trabalha. O Tribunal de Justiça da
Paraíba, e também a Assembléia Legislativa. Também é o caso do Palácio
Episcopal, onde até hoje reside e trabalha o bispo da Diocese.
O Paraíba Palace Hotel e o Hotel Globo que hospedaram nomes importantes
do cenário político de séculos passados, e os conhecidos barões do açúcar,
poderosos da Paraíba, que vinham do interior passar temporadas na capital
negociando seu produto.
No ensaio monocromático está registrado também o Paço Municipal, prédio
construído para ser sede da empresa de correios e telégrafos, e que mais tarde
abrigaria também parte do setor administrativo do poder executivo municipal.
47
Também registrado o Theatro Santa Roza, construído para abrigar
apresentações culturais, e que por muito tempo também foi usado para exibições
cinematográficas. Ainda registradas a Casa da Pólvora, casas do centro histórico, o
Pavilhão do Chá e a praça Antenor Navarro.
Os principais conjuntos arquitetônicos religiosos também integram este ensaio
fotográfico. É o caso da Igreja de São Francisco erguida pelos Frades Franciscanos,
onde já funcionou a sede do governo, um quartel, um hospital. A Igreja e Mosteiro de
São Bento, construídos sob a invocação de Nossa Senhora do Monte Serrat, em
estilo barroco beneditino, no século XVII. Ainda a Igreja de São Pedro, conhecida até
hoje por abrigar eventos culturais em seu pátio. A importante Igreja de Nossa
Senhora das Neves, onde se tem indícios de que a primeira construída no local foi
feitas poucas décadas após o descobrimento do Brasil. Além da Igreja do Carmo,
construída ao lado do Palácio Episcopal, e que guarda histórica de doação e
caridade ao próximo desde a época do Padre Zé Coutinho, que doava tudo que
conseguia para os pobres.
48
Ensaio Colorido - A cor das belezas da Terra do Sol
Este ensaio foi dedicado principalmente as paisagens, praias, parques que
mostram o verde da cidade, o sol, e o colorido da capital paraibana. Mostrando um
pouco da cor que tem essas belezas de João Pessoa. O Farol do Cabo, que apesar
de antigo e histórico é sempre lembrado por estar localizado no mesmo local do
Ponto Seixas, onde os raios solares primeiro despontam ao amanhecer do dia na
América do Sul. E cercado de verde, daí a necessidade de um registro colorido.
O Rio Sanhauá, de onde nasceu a cidade de João Pessoa em direção ao mar.
A imagem que se vê no local mistura o colorido do verde, das águas, e de
construções antigas que cercam o local. A recente Estação Ciência, com seus
espelhos e suas formas, também foi registrada.
Não poderia faltar o verde da mata e o colorido dos animais do Parque Arruda
Câmara, a conhecida Bica, que vem passando por reformas e reestruturação, mas
preservando traços antigos desde sua fundação. Também foi registrado o Parque
Sólon de Lucena, a Lagoa, os prédios ao fundo, e os ônibus ao fundo, marca do
local.
Além disso tem também casas do centro histórico, que merecem o registro
colorido pela diversidade de cores que se mantém até hoje nesses lugares. Também
foi incorporada neste trabalho uma fotografia colorida do Hotel Globo pela beleza
das flores e do verde ao seu redor.
49
E não poderia faltar os principais cartões postais de João Pessoa, as praias
da Terra do Sol, Cabo Branco, de verde, sol, areia. Tambaú com a movimentação
dos banhistas. E pra fazer jus ao título, na cidade se aproveita até o último segundo
de raios de sol, todos os dias. Por isso a fotografia do conhecido Pôr-do-Sol do
Jacaré, que apesar de estar localizado no município de Cabedelo, foi incorporado
aos principais roteiros de João Pessoa.
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João Pessoa é a terceira cidade mais antiga do Brasil, fundada em