Caderno Virtual de Turismo E-ISSN: 1677-6976 [email protected] Universidade Federal do Rio de Janeiro Brasil Oliveira, Suênia. C. C.; Melo, Rodrigo. S. As trilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental Caderno Virtual de Turismo, vol. 9, núm. 2, 2009, pp. 113-125 Universidade Federal do Rio de Janeiro Río de Janeiro, Brasil Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=115412528010 Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Sistema de Informação Científica Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe , Espanha e Portugal Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 Vol. 9, N° 2 (2009) SMO RI L DE TU UA CA As trilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental Suênia. C. C. Oliveira* Rodrigo. S. Melo** Resumo Os ambientes naturais são um importante recurso de desenvolvimento da atividade turística, artigo identificou as potencialidades para o desenvolvimento da interpretação ambiental no Jardim Botânico Benjamim Maranhão (JBBM), bem como avaliou o processo de interpretação ambiental existente no local, visto que este é um importante recurso de aproximação e interação das pessoas com os espaços naturais. Constatou-se que o programa de interpretação ambiental desenvolvido nas trilhas do JBBM representa uma importante ferramenta de construção do conhecimento dos visitantes aliado a uma atividade recreativa em contato com o ambiente natural. Porém, necessita de ajustes, pois não abrange todos os requisitos de um programa interpretativo ideal, principalmente no que diz respeito à infra-estrutura de atendimento aos visitantes e de manutenção e diversificação das trilhas utilizadas para desenvolvê-lo. Palavras-chave: Jardim Botânico Benjamim Maranhão; trilhas ecológicas; interpretação ambiental. Abstract www.ivt -rj.net The natural environments are important resource of development of the tourist activity, since they represent one of main attractive and motivation for trips. In this way, this article identified the potential for the development of environmental interpretation in the Jardim Botanico LTDS Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social Benjamin Maranhão (JBBM) as well as it evaluated the process of existent environmental interpretation in the place, since this is an important feature of rapprochement and interaction of people with the natural areas. It was evidenced that the program of environment interpretation developed in the tracks of the JBBM represent an important tool of knowledge construction ally to a recreative activity in contact with the natural environment. However, it needs adjustments, therefore it does not enclose all the requirements of an ideal interpretative program, mainly because of the infrastructure to attend the visitors, the maintenance and diversification of the used tracks to develop it. Key-words: Jardim Botânico Benjamim Maranhão; ecological tracks; environment perception. ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental visto que representam um dos principais atrativos e motivadores de viagens. Deste modo, este Vol. 9, N° 2 (2009) Introdução Buraquinho, recebe visitantes que realizam O turismo tem o ambiente natural como diversas atividades em contato com a um importante recurso de desenvolvimento, natureza. O principal recurso utilizado para já que a natureza é um dos principais realização dessas atividades são as trilhas, elementos motivadores das viagens de lazer. que permitem ao visitante entrar em contato Isso ocorre como conseqüência da busca por direto com o ambiente natural. As trilhas uma maior interação do homem com o possuem ambiente natural, visto que ele representa o diferenciadas, além de variação de oposto dos grandes centros urbanos. As comprimento, grau de dificuldade e tempo, grandes cidades são caracterizadas pela e assim podem atender aos diferentes perfis poluição visual e sonora, a violência e de visitantes que freqüentam o JBBM. congestionamentos, acaba Durante as trilhas, que são guiadas, a provocando o desgaste físico e mental das interpretação ambiental é um elemento pessoas. Como forma de amenizar as utilizado para proporcionar uma maior agressões do cotidiano urbano, uma grande interação do visitante com o meio, tornando parcela das viagens de férias e fins de esse contato não só recreativo, mas também semana passou a ter como destino o meio educativo. Porém, não existe um Programa natural (Ruschmann, 2004). de Interpretação Ambiental formalizado e o que paisagísticas De acordo com Dias (2003), esta nova instituído no JBBM, onde seja delimitado um forma do turismo foi favorecida por uma série plano de ação para melhor aproveitamento de fatos, entre eles podem-se destacar a da área. Também não existe nenhum sistema percepção da importância e necessidade de monitoramento e avaliação contínuos da preservação ambiental, a busca por desse sistema interpretativo, o que deixa uma melhor qualidade de vida e a margem para discussão da eficiência ou necessidade de realização de práticas não desse processo. CA diferentes ao cotidiano. Deste modo, este artigo identificou as Neste sentido, as áreas naturais e em potencialidades interpretativas das trilhas do especial as áreas naturais protegidas estão JBBM para um melhor planejamento e recebendo cada vez mais visitantes. Como aproveitamento dos recursos locais, como conseqüência deste fato, as mesmas também necessitam de um planejamento adequado interpretação ambiental existente no local. para receber este fluxo crescente de visitantes, pois a manutenção destes atrativos turísticos *Suênia. C. C. Oliveira Universidade Federal da Paraíba [email protected] Mestranda do Programa de Desenvolvimento e Meio Ambiente **Rodrigo. S. Melo Secretaria de Turismo de João Pessoa [email protected] Mestre em Desenvolvimento e Meio características avaliou o processo de Turismo em ambientes naturais naturais requer um esforço de vários atores - O turismo é resultado do processo de órgãos governamentais, empresários, turistas, desenvolvimento da sociedade moderna, residentes, pesquisadores, entidades do propiciado principalmente pela Revolução terceiro setor etc. Industrial que introduziu um novo modelo Em João Pessoa, a Área de Preservação econômico: o modelo capitalista. Este modelo Permanente (APP) Mata do Buraquinho, com prega o consumo como alicerce para o seu aproximadamente 515 ha é uma das desenvolvimento, e tem como principal principais áreas naturais que recebem objetivo a geração e acumulação de renda visitação constante. O Jardim Botânico através da exploração e apropriação dos Benjamim Maranhão (JBBM), localizado recursos naturais (Dias, 2003). numa área de aproximadamente 329,39 ha Sendo assim, o turismo tornou-se um ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 SMO RI L DE TU UA Vol. 9, N° 2 (2009) proporcionaram o consumo de diversos por ser uma alternativa de fuga dos grandes destinos por milhares de pessoas, gerando centros urbanos, que são cada vez mais pressões que muitas vezes deterioraram a estressantes e transformam o cotidiano em um qualidade do ambiente natural e da vida processo degradante do corpo e da mente. humana. O turismo de massa, segundo Como "consumidor" direto da natureza, Ruschmann (2004, p.110), é "caracterizado pelo " a atividade turística necessita de um amplo grande volume de pessoas que viajam em planejamento, pesquisa e reflexão constante, grupos ou individualmente para os mesmos especialmente visando a atenuação de seus lugares, geralmente nas mesmas épocas do aspectos negativos concomitantemente à ano". Esse excesso de pessoas provoca, busca consequentemente, um aumento no número potencialidades" (Villaverde, 2003, p.57). de equipamentos e facilidades para atender aos turistas, provocando também um maior consumo e degradação dos espaços. do incremento de suas Como a conservação ambiental é fator determinante do turismo nos ambientes naturais, o processo de planejamento da Porém, paralelamente ao crescimento área deve incluir programas de sensibilização do turismo de massa, cresce também um quanto às questões ambientais, estimulando turismo alternativo, que segundo Dias (2003), assim tanto o caráter educativo quanto é caracterizado pela fuga das padronizações recreativo das atividades de lazer na da oferta e dos serviços oferecidos no turismo natureza. Assim, o turismo além de possibilitar de massa. E neste turismo alternativo, o contato dos indivíduos com os espaços predomina a busca pelos destinos que naturais, pode garantir a esses espaços uma possibilitem um maior contato com a natureza. sustentabilidade tanto socioeconômica Neiman (2002, p.172) observa que quanto ecológica. Uma das ferramentas as visitas à natureza não são obviamente uma novidade, uma vez que elas sempre existiram. Apenas agora estão sendo organizadas como negócio e, assim, tornando-se mais acessível a um público mais amplo. Essas visitas podem ser sempre muito enriquecedoras, aliás, como qualquer viagem. Mas há um desejo de que essa experiência seja potencializada atualmente utilizadas para aproximação do homem com a natureza são os programas de interpretação ambiental desenvolvimento em áreas naturais. Interpretação Ambiental O desenvolvimento da interpretação ambiental (IA) está intimamente ligado com perante a raridade dos espaços naturais preservados, a sua fragilidade e o fato de serem pouco valorizadas na sociedade. a história e visitação dos parques americanos. Deste modo, os ambientes naturais naturais do ambiente, fazendo com que as constituem um dos principais elementos da pessoas se interessassem pelas questões atividade turística (Dias, 2003; Ruschmann, ambientais (Vasconcellos, 1998; PDM, 2002; 2004; Rodrigues, 2004), como também Campos, 2006). representam uma das maiores motivações das viagens de lazer. O turismo é potencialmente, segundo Ruschmann (2004), uma das principais atividades de reaproximação (física ou emotiva) do homem Em alguns destes parques os chamados "naturalistas" acompanhavam grupos de pessoas por trilhas, descrevendo os aspectos A interpretação ambiental foi desenvolvida sem uma sistematização durante décadas. As bases conceituais e filosóficas da IA só foram estabelecidas em ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 SMO RI L DE TU UA CA Vol. 9, N° 2 (2009) revelar significados e inter-relações por meio A IA é um instrumento útil e efetivo, onde de uso de objetos originais, do contato direto o intérprete pode utilizar um recurso para com o recurso e de meios ilustrativos, em vez explicar suas inter-relações com o meio, de simplesmente comunicar a informação buscando transmitir idéias e relações a partir literal" (Tilden, 1957 apud PDM, 2002, p.11). de um entendimento direto com o público Percebe-se a importância do contato (Rojas e Garro, 2007). direto com o recurso interpretado para o Os meios interpretativos são os vários desenvolvimento da IA, já que visa estimular recursos que podem ser utilizados para se o público para o entendimento do ambiente desenvolver a IA. Sua escolha deve levar natural através de uma experiência direta, em onde seu objetivo básico é revelar os características do visitante, tempo e custos fenômenos naturais, seus significados e disponíveis, pessoal disponível para conduzir relações (Pagani et al., 1999). ou monitorar a atividade, além das Segundo Vasconcelos (2003, p.262), a consideração características fatores da área. como as Segundo interpretação ambiental pode ser definida Vasconcelos (2003) os meios interpretativos como "uma tradução da linguagem da podem ser classificados em personalizados e natureza para linguagem comum dos não personalizados, onde a diferença visitantes", possibilitando informação em vez principal está na interação do grupo com o da guia ou intérprete (Quadro 01). distração e educação além do divertimento. Neste sentido, a interpretação Independente da escolha do meio é reconhecida como mais um recurso para o interpretativo desenvolvimento haverá tanto aspectos de positivos quanto negativos. Os meios educação ambiental nas áreas protegidas, guiados, ou personalizados, têm a vantagem onde o propósito principal é aproximar os do contato pessoal do intérprete com o visitantes das questões ambientais. público, onde as dúvidas podem ser dos programas ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 SMO RI L DE TU UA CA Vol. 9, N° 2 (2009) respondidas na hora. Além de que os conteúdos manutenção programados para a atividade podem ser problemas de erosão, assoreamento e mudados a qualquer momento para atender segurança são freqüentes. Acrescenta às necessidades do grupo. Porém, a qualidade ainda que "surgem não se sabe de onde e do passeio dependerá muito da capacidade frequentemente desaparecem, tomadas do intérprete, além de que o visitante é pelo mato devido ao desuso. (...) Some-se obrigado a acompanhar o ritmo do condutor e a isso a constante ausência de mapas, do grupo. Nos meios não personalizados não sinalização e meios interpretativos". existe um esclarecimento imediato das dúvidas, além do método não ser suscetível à adequada, onde os Filetto et al. (2007) classifica os tipos de trilhas em três categorias: adaptações, restringindo-se ao que está nos roteiros. Mas este meio permite ao visitante seguir • Quanto à função: que podem ser seu próprio ritmo, além de atingir um número utilizadas para serviços administrativos, maior de visitantes por não necessitar da vigilância, atividades recreativas e companhia de um condutor (PDM, 2002). educativas; É importante lembrar que a • Quanto à forma: circular, onde existe interpretação ambiental facilita a conexão a possibilidade de voltar ao ponto de das pessoas com seus ambientes, e quando partida sem repetir o percurso; em oito, que utilizada de forma eficiente, pode conciliar possibilitam um melhor aproveitamento do recreação com educação. espaço; linear, onde o caminho de ida é igual ao da volta; e por fim o atalho, que seu Trilhas e Trilhas Interpretativas início e fim estão em diferentes pontos da Uma das principais atividades do turismo em ambientes naturais é a caminhada em trilhas, já que proporciona às pessoas a oportunidade de desfrutar de uma área natural de forma mais direta (Andrade, 2003). As trilhas, que existiam apenas para suprir uma necessidade de deslocamento, hoje representam para o turismo caminhos existentes ou preestabelecidas, com diferentes características (forma, comprimento, dificuldade) que possuem o objetivo de aproximar o visitante do ambiente natural, possibilitando seu entretenimento e/ou educação através de recursos interpretativos. trilha principal; • Quanto à presença ou não de condutor: são as trilhas guiadas, com a presença de um condutor; e trilhas autoguiadas que não utilizam a presença de um condutor. Andrade (2003) ainda acrescenta uma categoria de classificação, que é quanto ao grau de dificuldade. Este tipo de classificação leva em consideração a topografia do terreno, a declividade, a duração, o percurso, a intensidade da atividade e o nível técnico dos participantes. Desta forma, torna-se uma categoria muito subjetiva, pios A maioria das trilhas acabam se varia de pessoa para pessoa. Geralmente a formando pelo uso contínuo de uma área classificação quanto ao grau de dificuldade natural e não por um projeto específico de é definida pelas categorias fácil, moderada aproveitamento dos recursos locais, o que e difícil, levando em consideração as dificulta seu monitoramento e manutenção variáveis mencionadas a cima. pelo fato de muitas vezes não fazer parte dos recursos aproveitados na área (Wallace, 1999). A interpretação ambiental é um dos recursos que podem ser utilizados durante ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 SMO RI L DE TU UA CA Vol. 9, N° 2 (2009) forma estimulante de fazer com que as definidos. As etapas de uma caminhada pessoas entendam e interajam com seu guiada são: a introdução, onde há uma entorno ecológico. orientação sobre o ambiente, os objetivos, Segundo Vasconcelos (1998, p.26), uma trilha pode ser considerada interpretativa quando seus recursos são traduzidos para o visitante através de guias especializados (intérpretes), de folhetos interpretativos, e de painéis ou ainda, através de gravações. Independente do método utilizado sempre tem o propósito de desenvolver nos usuários um novo campo de percepções. Uma trilha interpretativa é um meio e não um fim. E por isso, deve ser planejada de acordo com os objetivos do programa interpretativo e as características e valores intrínsecos que o local oferece. Por sua vez, Guillaumon (1977 apud Andrade, 2007, p.05) define as trilhas interpretativas "como sendo um percurso em um sítio natural que consegue promover um contato mais estreito entre o homem e a natureza". Considera também um importante instrumento pedagógico, que através da exposição dos recursos naturais (flora, fauna, diversidade biológica e paisagística) estimula os visitantes a refletirem sobre as questões ambientais. para o enriquecimento corpo que consiste na apresentação do tema em cada uma das paradas definidas, além de do estímulo e provocação comum ao processo interpretativo; e por fim a conclusão, onde além de reforçar a mensagem busca-se identificar a relação entre o tema e os itens observados no passeio; • Trilhas autoguiadas: onde o percurso é explorado sem o acompanhamento do guia, mas há um auxílio placas, painéis ou folhetos contendo informações sobre cada ponto de parada marcado na trilha. O planejamento de uma trilha autoguiada deve ser devidamente realizado, já que não existe o acompanhamento de um condutor. As informações disponíveis para o público devem estar devidamente dispostas, seja qual for o meio escolhido, de forma clara e objetiva, adotando sempre uma linguagem simples, já que este tipo de trilha permite que todos os tipos de pessoas, com Quando bem planejadas as trilas podem contribuir o tema e a organização da atividade; o da diversos níveis de conhecimento, utilizem seu espaço. experiência de visitação em ambientes Não existe um número definido de naturais, auxiliando no manejo das visitas e paradas a serem adotadas no percurso de contribuindo para valoração do ambiente uma trilha. Deve-se levar em consideração (Costa e Mello, 2007). o tamanho do percurso, as características Vasconcelos (2003) define dois tipos de trilhas interpretativas: do local, os objetivos do programa, o perfil dos visitantes, os recursos do ambiente e o material disponível. Entende-se que o ideal • Trilhas guiadas: requer a presença de um intérprete devidamente treinado para acompanhar o visitante. A eficiência deste tipo de trilha é determinada pela capacidade do guia, onde sua imagem e apresentação vão influenciar diretamente a resposta do público. É necessária a organização da caminhada em etapas, é que haja coerência nos pontos escolhidos e que as paradas sejam claras, curtas e estimulantes. Vasconcelos (2003) sugere que não se deve exceder 15 paradas por quilômetro percorrido, sendo entre 10 e 12 um número bom. Segundo o PDM (2002), independente do tipo, as características das trilhas ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 SMO RI L DE TU UA CA Vol. 9, N° 2 (2009) apresentação de informações significativas, ao processo de desmatamento e o prazer da caminhada e sua organização degradação da área, tanto com a abertura em torno de um tema interpretativo. de avenidas e estradas quanto com a A avaliação e o monitoramento das passagem da tubulação e construção de trilhas podem evitar impactos e reparos mais equipamentos (Gadelha Neto e Santos, 2002). preocupantes. Deve-se, portanto, considerar A partir da década de 1940, o sistema os objetivos de manejo da área para que de abastecimento de água através de enfim se decida implantar uma trilha, poços foi sendo gradativamente extinto2 . lembrando sempre que a seleção de bons Assim, foram elaboradas novas propostas guias e material interpretativo são de de "aproveitamento" e exploração da Mata extrema importância para a eficácia das do Buraquinho, como a tentativa de mesmas (Wallace, 1999). criação de um Jardim Botânico e hortos CA De fato, as trilhas são um importante instrumento para a prática da interpretação florestais. Tais projetos nunca foram implementados completamente. Após ambiental, constituindo um das principais algumas tentativas de atividades do turismo em ambientes naturais. implementação de um Jardim Botânico na Por ter a característica de pôr o visitante em Mata do Buraquinho, só em 28 de Agosto contato direto com o ambiente natural, de 2000, a partir do Decreto Estadual n° proporciona e estimula uma maior reflexão 21.264, efetivou-se a criação do Jardim quanto à importância da conservação Botânico Benjamim Maranhão (JBBM) como ambiental, além de aliar uma prática unidade orgânica diretivo-executiva, recreativa a um processo educativo. dentro da estrutura organizacional da Superintendência de Administração do Caracterização da área de estudo Meio Ambiente (SUDEMA)3 . De acordo com o Plano de Manejo do O Jardim Botânico Benjamim Maranhão, JBBM (SUDEMA, 2003), as atividades com aproximadamente 329,39 ha, inserido na apropriadas para o local são as seguintes: a Mata do Buraquinho (515 ha), está localizado fiscalização da área do Jardim e seu entorno; no centro da cidade de João Pessoa (Paraíba a pesquisa através de programas que - Brasil), situado a 7°6' S e 34°52' W, a uma contemplem tanto os aspectos da flora altitude média de 45 metros (Gadelha Neto; quanto da fauna; a manutenção tanto das Santos, 2002). Caracteriza-se como Floresta trilhas quanto dos ambientes de uso comum; Estacional Semidecidual 1 (IBGE, 1992) e e visitação e educação ambiental, que constitui um dos principais remanescentes de pretende sensibilizar o público em relação às Mata Atlântica do Estado, encontrando-se questões ambientais. na formação geológica do Baixo Planalto Costeiro, Grande Grupo Barreiras (Barbosa, 1996 apud Gadelha Neto e Santos, 2002). Vegetação típica do bioma de Mata Atlântica caracterizada pela dupla estacionalidade climática, uma tropical e outra subtropical, onde a vegetação perde de 20 a 50% das folhas na estação seca (IBGE, 1992). 2 Atualmente só um poço está em funcionamento, abastecendo cerca de 1 Metodologia Este estudo foi desenvolvido com base A área onde atualmente localiza-se o na pesquisa qualitativa, exploratória e Jardim Botânico foi adquirida pelo Estado em descritiva (Gil, 1999). Na primeira fase foi 1907 de realizada uma pesquisa bibliográfica e abastecimento de água da cidade de João para dar início as obras documental para levantar os conceitos e Pessoa, realizada pela Parayba Water metodologias que subsidiaram as discussões Company (Lucena, 2002). O projeto de ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 SMO RI L DE TU UA Vol. 9, N° 2 (2009) Jardim Botânico Benjamim Maranhão foi Segundo os princípios elaborados pelo realizado com base nos conceitos e critérios autor, percebe-se o caráter provocativo da propostos por Tilden (1957 apud PDM, 2002), IA, que através de estímulos tenta despertar Pagani et al. (1999) e Vasconcelos (2003). a curiosidade e reflexões através das Segundo Tilden (1957 apud PDM, 2002, p.12) para uma melhor compreensão e fundamentação da interpretação, comparações vivenciadas numa experiência real. é De acordo com Pagani et al. (1999) e necessário seguir os seguintes princípios básicos: Vasconcelos (2003) para que a IA seja desenvolvida em consonância com os • Qualquer interpretação que não relaciona, de alguma forma, o que se está exibindo ou descrevendo, com algo da personalidade ou experiência do visitante será estéril; • A informação, como tal, não é objetivos da área natural e aproveitando de forma adequada seus recursos, deve ser estabelecido um plano ou programa de interpretação ambiental, que seguindo um processo de planejamento deve seguir algumas etapas (Pagani et al., 1999; PDM, interpretação. Elas se diferenciam, sendo 2002; Vasconcellos, 2003). Neste processo, que a interpretação utiliza revelações deve ser elaborado um inventário da área baseadas em informação. Toda a ser interpretada para que posteriormente interpretação, portanto, inclui informação. os objetivos do programa sejam identificados Mas isso não significa que só informação seja e os temas a serem desenvolvidos sejam interpretação; selecionados. O próximo passo é identificar • A interpretação é uma arte que se combina com muitas artes; independentemente dos materiais apresentados serem científicos, históricos ou arquitetônicos. Como arte, é passível, de alguma forma, de ser ensinada; • O propósito principal da as facilidades e serviços disponíveis para desenvolver a IA, assim como identificar as alternativas de uso da área. A identificação da demanda, seus objetivos, desejos, tempo disponível, é fator fundamental para a escolha dos pontos a serem interpretados no ambiente, assim como dos métodos que serão utilizados para desenvolver o interpretação não é a instrução (o ensino), programa. O desenvolvimento do plano e mas sim a provocação (para estimular a sua implementação devem ser de forma curiosidade e o interesse do visitante); gradual e contínua, com a realização de • A interpretação dirigida às crianças não deve ser um desmembramento da apresentação para adultos, mas, sim, ter uma abordagem fundamentalmente diferente. Nesse caso, o melhor, é dispor de programas separados e específicos; • A interpretação deve apresentar os avaliações e monitoramentos periódicos. Resultado e discussão Com a criação do sistema de abastecimento de água de João Pessoa na Mata do Buraquinho, a partir de 1909, foi necessária a abertura de vias interligando os 33 poços do local para facilitar o acesso fatos na sua totalidade, evitando a dos funcionários que faziam manutenção fragmentação. Ou seja, não devem ser dos equipamentos (Gadelha Neto, 2006). tratados de uma forma isolada e sem suas Com a desativação gradual do sistema de respectivas inter-relações no contexto. abastecimento existente na Mata do ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 SMO RI L DE TU UA CA Vol. 9, N° 2 (2009) poços permaneceram desativadas durante margem esquerda do Açude do Buraquinho décadas. Só com a criação do JBBM é que e tem cerca de 1533m com um formato linear. as trilhas começaram a ser reutilizadas, porém Seu percurso é feito em mais ou menos uma apenas após passarem por um processo de hora com nível moderado de dificuldade; CA recuperação (Gadelha Neto, 2006). Atualmente, existem 12 III. uma trilha linear com aproximadamente catalogadas no JBBM (Figura 01), com 335m e 30 minutos de duração, porém tem características diferentes e que proporcionam um nível moderado de dificuldade; ao visitante um contato mais próximo com a Trilha do Abraço: tem um formato linear com cerca de 255m. em seu processo de recuperação, de acordo Proporciona com moderado de dificuldade, em cerca de 15 as características que mais as para serviços administrativos, de pesquisa, fiscalização, educação e interpretação ambiental e/ou lazer contemplativo. De acordo com Gadelha Neto (2006), as trilhas do JBBM têm as seguintes características4: cima da Barragem do Buraquinho, tem forma linear e um percurso médio de aproximadamente 30 minutos, com fácil nível de acesso e dificuldade; II. uma caminha em nível minutos; V. Trilha do Bambuzal: contorna a margem direita do Açude do Buraquinho e tem 1527m, onde seu percurso pode ser feito em 1 hora com nível moderado de dificuldade; I. Trilha do Rio: com 294m construída em O trabalho de Gadelha Neto (2006), intitulado Trilhas ambientais do Jardim Botânico de João Pessoa: notas preliminares preocupou-se em descrever as características das trilhas com relação ao comprimento, formato, duração e grau IV. natureza. A nomenclatura das trilhas foi dada representavam. Todas as trilhas são utilizadas 4 Trilha da Preguiça: também é trilhas Trilha do Buriti: localiza-se na VI. Trilha das Nascentes: é uma trilha semi-circular com 1037m de extensão, que pode ser feita em aproximadamente 50 minutos em um nível difícil; ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 SMO RI L DE TU UA Vol. 9, N° 2 (2009) VII. Trilha do Vigia: tem cerca de contemplou aspectos relacionados à flora e 728m em forma linear, onde seu percurso pode fauna, hidrografia, e história local. Durante o ser feito em 30 minutos com um nível reconhecimento da área e a partir dos moderado de dificuldade; objetivos traçados para o futuro programa, Trilha do Dedenzeiro: é foram selecionadas 19 estações educativas uma trilha em formato linear com 595m ao longo das trilhas do Rio e da Preguiça, de comprimento que pode ser feito em que levaram em consideração aspectos 15 minutos com um nível moderado de botânicos, ecológicos e históricos (Gadelha dificuldade; Neto, 2004). Após as estações definidas e o VIII. IX. Trilha do Macaco: com 318m, forma linear e nível moderado de dificuldade, seu percurso pode ser feito em aproximadamente 20 minutos; X. Trilha da Jibóia: tem forma semi- circular com 340m em um percurso de cerca de 20 minutos em nível moderado de dificuldade; XI. Trilha da Ilha: é um percurso linear pequeno, com cerca de 162m, que quando a linha de água permite pode-se chegar a uma pequena ilha no Açude do Buraquinho com mais ou menos 15 minutos de caminhada num percurso linear; XII. percurso linear de cerca de 161m numa de 30 minutos Rio e da Preguiça ganharam além do caráter contemplativo um sistema de interpretação ambiental. Porém, a trilha da Preguiça após ficar interditada por várias vezes por conta de alagamentos constantes, foi informalmente substituída pela trilha do Buriti neste sistema de interpretação ambiental do JBBM. Informalmente, pois o plano inicial não previa a utilização de outras trilhas no processo interpretativo, apesar dos elementos selecionados serem comum a toda área. Além de que não foi descrita formalmente as Trilha da Munguba: tem um caminhada treinamento dos guias do JBBM, as trilhas do em estações na trilha do Buriti, mas sim reaproveitadas da trilha da Preguiça. nível moderado de dificuldade. Assim, atualmente as trilhas do Rio e do Buriti são as vias mais importantes para o Com o crescente número de visitações desenvolvimento da educação ambiental nas trilhas do JBBM, foi necessária a no local. Porém, a grande maioria das outras elaboração de um plano de ação mais trilhas do JBBM tem capacidade de receber específico para um melhor aproveitamento visitação assimilando um programa de da área e das trilhas. Da iniciativa do biólogo interpretação ambiental, o que seria além do local - Pedro da Costa Gadelha Neto - de surgiu o trabalho Interpretação preliminar impossibilidade de utilizar as trilhas do Rio e das estações educativas das trilhas do Rio do Buriti, uma forma de não sobrecarregar e da Preguiça. Este documento teve por essas vias provocando grandes impactos. objetivo fornecer "meios com maior embasamento e uma visão mais integrada" dos aspectos relacionados à flora e faunas locais para os guias do JBBM, permitindo aos visitantes receber de forma mais eficiente as informações sobre a biologia da Mata do Buraquinho (Gadelha Neto, 2004). Neste documento foi elaborado um uma alternativa quando da É importante ressaltar que apesar de elaborado um sistema de interpretação ambiental para as trilhas do JBBM, não existe um programa de interpretação ambiental formalizado para o local, que contemple um plano de ação aproveitamento para dos um recursos melhor e um planejamento adequado para realização ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 SMO RI L DE TU UA CA Vol. 9, N° 2 (2009) estabelecidos por Pagani et al.(1999), PDM condutores existentes, que estipula um (2002) e Vasconcelos (2003). número máximo de 30 pessoas por trilha para O sistema interpretativo do JBBM foi cada vez que um passeio seja realizado. Ou formulado para ser realizado de forma guiada, seja, só podem entrar 30 pessoas por vez em onde sempre é necessária a presença de um uma trilha, não importando quantas vezes intérprete ela seja percorrida no dia. para ser desenvolvido. Por determinação da administração do local, É importante ressaltar que antes de todas as trilhas devem ser guiadas, mesmo as percorrerem as trilhas, os visitantes são que não têm um programa interpretativo. Isto apresentados ao Centro de Visitação do ocorre tanto pelo fato da segurança dos local. Neste Centro existem coleções e visitantes, já que o JBBM é circundado por exposições de espécies tanto vegetal algumas comunidades carentes que quando quanto animal que apresentam ao visitante não inibidas extraem os recursos da mata, as principais características da área. Neste quanto por conta da administração local espaço acreditar que os passeios guiados sejam mais informações iniciais sobre as trilhas, como o produtivos e esclarecedores para os visitantes. percurso a ser realizado, duração, principais Todos os condutores do JBBM são pontos a serem descritos, nível de dificuldade, estagiários, principalmente dos cursos de para que assim o visitante possa ficar ciente Turismo, Biologia e Recursos Naturais, que de toda atividade a ser desenvolvida e não aproveitam a oportunidade tanto para pôr tenha nenhuma surpresa desagradável. também são repassadas as em prática os conhecimentos adquiridos durante a formação acadêmica quanto Conclusão para cumprir o estágio obrigatório para conclusão de seus cursos. O processo de interpretação ambiental do Jardim Botânico Benjamim Maranhão, A grande maioria das trilhas do local dadas suas características atuais, não está pode ser visitada, e como nem todas concluído, visto que não abrange todas as possuem especificações um programa interpretativo necessárias para um também existe os passeios contemplativos. programa interpretativo ideal. O fato de Os fatores que determinam quais trilhas serão existir apenas o levantamento dos pontos percorridas são os seguintes: tamanho do interpretativos de duas trilhas do local, grupo, objetivos da visita, condicionamento corrobora a necessidade da realização das físico, além das condições climáticas e outras ações necessárias à implementação luminosidade, visto que a incidência solar é de fator determinante para permanência na aproveite todas as oportunidades que um mata ou não. As trilhas podem variar de 20 ambiente pode proporcionar. Porém, a minutos a 01h30min para serem percorridas, administração do local aparenta não dependendo tanto das condições do grupo perceber esta necessidade latente, pois quanto dos fatores acima mencionados. desde a realização deste levantamento de Apesar do sistema interpretativo formulado, não existe nenhum estudo de capacidade de carga realizado para as um pontos programa interpretativo interpretativos não que houve praticamente nenhuma ação a mais para dar continuidade a este processo. trilhas do JBBM. O que existe é uma Mesmo com a inexistência de um determinação da administração do local, programa interpretativo ideal, o JBBM desenvolve a interpretação ambiental em ilhas do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (João Pessoa - PB) como recurso para interpretação ambiental RNO VIRT E D Caderno Virtual de Turismo ISSN: 1677-6976 SMO RI L DE TU UA CA Vol. 9, N° 2 (2009) duas trilhas do local. Considera-se que este Revista Espaço Acadêmico, n.57, 2006. sistema de interpretação ambiental pode se Disponível constituir numa importante ferramenta do www.espacoacademico.com.br/057/ em: <http:// programa de educação ambiental do JBBM, 57campos.htm>. Acesso em: 28 mai. 2007. visto que pode proporcionar ao visitante COSTA, V. C.; MELLO, F. A P. Manejo e local uma experiência recreativa em um monitoramento de trilhas interpretativas: ambiente natural, agregando ainda a contribuição metodológica para a obtenção de novos conhecimentos sobre percepção do espaço ecoturístico em este meio e sobre a importância das questões unidades de conservação. Disponível em: ambientais, proporcionando também uma <http://www.infotrilhas.com/int05_bibliot- experiência educativa. man.htm>. Acesso em: 12 de jan. 2007. Apesar da considerável importância deste sistema interpretativo do JBBM, quando DIAS, R. Turismo sustentável e meio ambiente. São Paulo: Atlas, 2003. se analisa os resultados que reproduz em seu FILETTO, F. et al. Conservação ambiental de estágio atual de desenvolvimento, não trilhas ecoturísticas de interpretação da podemos negar o fato de que o mesmo natureza. necessita ser incrementado através de ações www.sobrade.com.br/eventos/2003/ que resultem em um programa interpretativo trabalhos/013.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2007. completo. Este programa interpretativo deve GADELHA NETO, P. C.; SANTOS, M. C. Relatório considerar uma pesquisa referente às técnico científico. João Pessoa: JBBM, 2002. características e objetivos da demanda, um GADELHA NETO, P. C. Interpretação preliminar levantamento do potencial interpretativo de das estações educativas das trilhas do Rio outras trilhas, implementação de outras trilhas interpretativas e um melhoramento na infraestrutura de apoio. Desta forma, pode-se concluir que o processo interpretativo do JBBM, apesar de não estar completamente implementado e em seu estágio ideal de desenvolvimento, constitui-se como uma importante ferramenta do programa de educação ambiental local. Neste sentido, necessita de uma continuidade deste processo, resultando na construção de um programa interpretativo que leve em consideração e aproveite todos os benefícios relacionados ao local. Referência Bibliográficas ANDRADE, W. J. Implantação e manejo de trilhas. In: MITRUAD, S. (org). Manual de ecoturismo de base comunitária: ferramentas para um planejamento responsável. Brasília: WWF Brasil, 2003. p 247 - 259. CAMPOS, A. M. N. Turismo: a relação do Disponível em: <http:// e da Preguiça. João Pessoa: JBBM, 2004. GADELHA NETO, P. C. Trilhas ambientais do Jardim Botânico de João Pessoa: notas preliminares. João Pessoa: JBBM, 2006. GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, 1999. IBGE. 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