UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO. FAECC-FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, ECONOMIA E CIÊNCIAS CONTÁBEIS DEPARTAMENTO DE ECONOMIA MESTRADO EM ECONOMIA AGRONEGÓCIOS E DESENVOLVIMENTO REGIONAL SIRLENE GOMES PESSOA REFLORESTAMENTO E SEQUESTRO DE CARBONO EM ÁREAS DO CERRADO MATO-GROSSENSE: ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA CUIABÁ /MT - ABRIL DE 2008 SIRLENE GOMES PESSOA REFLORESTAMENTO E SEQUESTRO DE CARBONO EM ÁREAS DO CERRADO MATO-GROSSENSE: ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA Dissertação apresentada em abril de 2008 à Coordenação do Programa de Pós Graduação em Agronegócios e Desenvolvimento Regional do Departamento de Economia da FAECC/UFMT, sob orientação do Professor Doutor Benedito Dias Pereira, como requisito para conclusão de Mestrado em Economia - Agronegócios e Desenvolvimento Regional. CUIABÁ/MT Abril de 2008 SIRLENE GOMES PESSOA REFLORESTAMENTO E SEQUESTRO DE CARBONO EM ÁREAS DO CERRADO MATO-GROSSENSE: ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA Dissertação apresentada à Coordenação do Programa de Pós Graduação do Departamento de Economia da FAECC/UFMT, como parte das exigências para conclusão de Mestrado e obtenção de título de mestra em Desenvolvimento Regional. Aprovada em 25 de abril de 2008 BANCA EXAMINADORA Prof. Doutor Altair Dias de Moura Examinador Externo - UFV/MG Profa Doutora Regina Célia de Carvalho FAECC/UFMT Prof. Doutor Benedito Dias Pereira Orientador Agronegócios e FICHA CATALOGRÁFICA P475r Pessoa, Sirlene Gomes Reflorestamento e sequestro de carbono em áreas do cerrado mato-grossense: análise de viabilidade econômica / Sirlene Gomes Pessoa. – 2008. xii, 99p. : il. ; color. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Administração, Economia e Ciências Contábeis, Pós-graduação em Agronegócios e Desenvolvimento Regional, 2008. “Orientação: Prof. Dr. Benedito Dias Pereira”. CDU –630*64(817.2:251.3) Índice para Catálogo Sistemático 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Silvicultura – Atividade econômica Eucalipto – Produção – Viabilidade econômica Eucalipto – Cerrado mato-grossense Reflorestamento – Seqüestro de carbono Madeira – Energia – Produção Créditos de carbono – Legislação Viabilidade Econômica – Carbono – Produção Rural DEDICATÓRIA Aos meus amados AMADOS, pelo imensurável apoio, contribuição ... Amado de Oliveira Filho (esposo) Amado Junior Neto Pessoa de Oliveira (filho) Aos meus pais: Izolina Barbosa Pessoa Davino Gomes Pessoa AGRADECIMENTOS: A DEUS. Às Empresas, Consultores, Professores e colegas que contribuíram com o fornecimento de dados fundamentais para a presente pesquisa; Aos meus Professores de Mestrado em Economia - Agronegócios e Desenvolvimento Regional do Departamento de Economia da FAECC/UFMT; Em especial, agradeço ao meu Orientador, Doutor em Economia Agrícola, Professor Benedito Dias Pereira. LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas AND - Autoridade Nacional Designada APP - Área de Preservação Permanente A/R - Afforestation and Reforestation AAU - Assigned Amount Unit BM&F - Bolsa de Mercadorias e Futuros de São Paulo C - Carbono CCX - Chicago Climate Exchange CDM UNFCCC - Clean Development Mechanism United Nations Framework CMM – Companhia Mineira de Metais Convention on Climate Change CE - Comércio de Emissões CEPEA - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada CH4 - Gás Metano CIMGC - Comissão Interministerial de Mudança Global de Clima CMMAD - Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento COP - Conferência das Partes CO2 - Gás carbônico CQNUMC - Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudança de Clima DPC - Documento de Concepção do Projeto . EB - Executiv Board EOD - Entidade Operacional Designada ERU -Emission Redution Unit FBDS - Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável FIEMT - Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso GEE - Gases de Efeito Estufa IC - Implementação Conjunta IMA - Incremento Médio Anual INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change lCER – Long-Term Certified Emission Reductions LULUCF - Land Use, Land Use Change and Florestry MBRE - Mercado Brasileiro de Redução de Emissões MCT - Ministério de Ciência e Tecnologia MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo MMA - Ministério do Meio Ambiente Mst – Metro Estéreo N2O - Óxido Nitroso ONU – Organização das Nações Unidas PDD -Project Design Document SBS - Sociedade Brasileira de Silvicultura SELIC - Sistema Especial de Liquidação e Custódia SEMA/MT - Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso SMDA - Sistema de Manejo de Dejeto Animal tCER – Temporary Certified Emission Reductions t/C/ha - Tonelada de carbono por hectare t/CO2/ha – Tonelada de gás carbônico por hectare TIR – Taxa Interna de Retorno TMA – Taxa de Mínima Atratividade UNB – Universidade de Brasília UNDP - United Nations Development Programme . VER - Verified Emission Reduction VPL - Valor Presente Líquido LISTA DE TABELAS Página Tabela 1 - Metodologias para Projetos de A/R no âmbito do MDL, aprovadas pelo Conselho Executivo do MDL/ONU ..................................................................... 30 Tabela 2 - Custos Médios de Projeto de MDL ....................................................................... 31 Tabela 3 - Os 15 Municípios de Mato Grosso, com maior Área cultivada com Espécies Florestais ............................................................................................................... 42 Tabela 4 - Espécies de Eucalipto utilizadas em Reflorestamento em Mato Grosso ............... 43 Tabela 5 - Desenvolvimento do Eucalipto em função da precipitação pluviométrica ............ 48 Tabela 6 - Sequestro (líquido) de CO2 pelo Eucalipto em alguns Municípios do Cerrado Mato-Grossense ...................................................................................................... 49 Tabela 7 - Sequestro de Carbono e lCERs da produção de 200 ha de eucalipto em Municípios do Cerrado de Mato Grosso ................................................................. 51 Tabela 8 - Quantidade (IMA/mst) e Receita (R$) de Madeira Energética produzida por 200 ha de Eucalipto em Municípios do Cerrado Mato-grossense ........................... 52 Tabela 9- TIR referente a produção de 200 ha de eucalipto para sequestro de Carbono e produção de Madeira em Municípios do Cerrado de Mato Grosso ...................... 53 Tabela 10 – Custos, Seqüestro e Receitas Totais (20 anos) com Crédito de Carbono e Madeira de Eucalipto produzido em 200 ha - Cerrado Mato-grossense (R$) .......... 54 LISTA DE FIGURAS Página Figura 1 - Países Compradores e Volume comprado de Certificados no Mercado (MDL e IC) até 2012 ........................................................................................... 36 Figura 2 - Países Investidores - Projetos registrados no Conselho Executivo de MDL .................................................................................................................... 37 Figura 3 - Vegetação do Cerrado Mato-grossense, Fazenda Junior Neto, Município de Cuiabá/MT. Fotos tiradas em 23/9/2007 .............................................................. 40 Figura 4 - Mapa do Estado de Mato Grosso destacando as áreas ocupadas pelo Cerrado ... 41 Figura 5 - Produção de eucalipto no município de Cuiabá/MT. Fotos tiradas em 08.11.2007 .......................................................................................................... 44 Figura 6 - Gráfico (TIR x VPL) ........................................................................................... 53 PESSOA, Sirlene Gomes, Msc, Coordenação de Mestrado do Departamento de Economia da FAECC/UFMT, abril de 2008. REFLORESTAMENTO E SEQUESTRO DE CARBONO EM ÁREAS DO CERRADO MATO-GROSSENSE: ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONOMICA. Professor Orientador: Doutor Benedito Dias Pereira. RESUMO Esta pesquisa tem como objetivo realizar estudo sobre a viabilidade econômica da produção de 200 ha de eucalipto das espécies mais cultivadas no cerrado de Mato Grosso, para seqüestro de carbono (obtenção de créditos), produção de madeira (para fins energéticos) e produção conjunta (créditos de carbono e madeira). Utilizando-se a Taxa Interna de Retorno (TIR) como metodologia de análise, concluiu-se pela inviabilidade do projeto com relação à produção de eucalipto das espécies urograndis, citriodora e camaldulensis, somente para fins de seqüestro e crédito de carbono, uma vez que as TIRs foram negativas. Houve exceção em Campo Verde, onde a espécie urograndis exibiu TIR positiva (2,35%), porém não atrativa ao produtor rural frente à taxa mínima de atratividade (TMA) selecionada (Selic de 11,25%). Quanto à produção de madeira para fins energéticos, as três espécies de eucalipto ofereceram maior rentabilidade em Campo Verde, Dom Aquino, Sorriso e Cuiabá, com TIRs positivas e acima da TMA (11,25%). Em contrapartida, a espécie urograndis em Chapada dos Guimarães e a camaldulensis em Nossa Senhora do Livramento e Rondonópolis exibiram TIR positiva, porém abaixo da TMA. Em Chapada dos Guimarães a espécie camaldulensis exibiu TIR negativa, inviabilizando o projeto. Por último, o reflorestamento com as três espécies para produção conjunta (carbono e madeira), apresentou TIRs positivas e acima da TMA (11,25%) em Campo Verde, Dom Aquino e Sorriso. A espécie urograndis em Chapada dos Guimarães e a camaldulensis em Cuiabá e Nossa Senhora do Livramento exibiram TIRs positivas, porém abaixo da taxa de 11,25%. A espécie camaldulensis em Rondonópolis e Chapada dos Guimarães exibiu TIRs negativas, inviabilizando o projeto. As TIRs exibiram percentuais menores e conseqüentemente queda na rentabilidade da produção conjunta (créditos de carbono e madeira) em relação a produção somente de madeira. Palavras Chaves: Produção de Eucalipto, Seqüestro de Carbono, Rentabilidade. PESSOA, Sirlene Gomes, Msc, Master’s Coordination of Economy Departament in the FAECC/UFMT, April 2008. REFORESTATION AND CARBON SEQUESTRATION IN GREEN AREAS OF THE MATO GROSSO CERRADO: ECONOMIC VIABILITY ANALYSIS. Adviser Teacher: Doctor Benedito Dias Pereira. ABSTRACT This research has the objective of conducting a study about the economic viability on the production of 200 ha of the most cultivated eucalypt in the cerrado of Mato Grosso, for the carbon sequestration (acquisition of credits), wood production(for energy production purpose) and joint production (carbon credit and wood). Using the Intern Return Rate (IRR) as the analysis methodology, we conclude for the non-viability of the project in relation to the production of urograndis, citriodora and camaldulensis eucalyptus species, only for the sequestration of carbon credit, once the IRR were negative. In Campo Verde, where the urograndis specie showed a positive IRR (2,35%), however, not attractive for the rural producer in light of the chosen Minimum Attractiveness Rate (MAR) Selic de 11,25%. As far as the wood production for energy goals, the three species of eucalypt offered a bigger profitability in Campo Verde, Dom Aquino, Sorriso and Cuiabá, with positive IRR and a higher MAR (11,25%). In the other hand, the urograndis species in Chapada dos Guimarães and the camaldulensis in Nossa Senhora do Livramento and Rondonópolis showed positive IRR, however below the MAR. In Chapada dos Guimarães the camaldulensis specie showed a negative IRR, condemning the project. At last, the reforestation with the three species for the joint production (carbon and wood) showed positive IRRs and above of the MAR (11,25%) in Campo Verde, Dom Aquino and Sorriso. The urograndis specie in Chapada dos Guimarães and the camaldulensis in Cuiabá and Nossa Senhora do Livramento showed positive IRRs, however below the rate of 11,25%. The camaldulensis specie in Rondonópolis and Chapada dos Guimarães showed negative IRRs, condemning the project. The IRRs showed a lower percentage and consequently drop in the joint production profitability (Carbon credit and wood) when only the wood production is done. Keywords: Production of Eucalyptus, Carbon Sequestration, Profitability. SUMÁRIO Agradecimento........................................................................................................................... IV Lista de Siglas e Abreviaturas .................................................................................................. V Lista de Tabelas ....................................................................................................................... VII Lista de Figuras .........................................................................................................................VIII Resumo ....................................................................................................................................... IX Abstract....................................................................................................................................... X Introdução.................................................................................................................................. 1 CAPITULO I - JUSTIFICATIVA, PROBLEMA, OBJETIVOS, HIPÓTESE 1.1 Justificativa..................................................................................................................... 5 1.2 Problema......................................................................................................................... 6 1.3 Objetivos ........................................................................................................................ 7 1.4 Hipóteses.......................................................................................................................... 8 CAPITULO II - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA, METODOLOGIA E REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 Fundamentação Teórica ................................................................................................ 9 2.2 Metodologia ................................................................................................................... 12 2.3 Revisão Bibliográfica .................................................................................................... 15 CAPITULO III - LEGISLAÇÃO SOBRE CRÉDITOS DE CARBONO E MECANISMOS DE COMERCIALIZAÇÃO 3.1 Protocolo de Kyoto ...................................................................................................... 18 3.2 Legislação Brasileira ..................................................................................................... 21 3.3 Sistema de Elaboração e Registro de Projetos de MDL ............................................... 21 3.3.1 Participação em Projetos de A/R do setor LULUCF ..................................................... 23 3.3.2 Elaboração e Registro de Projetos de A/R ..................................................................... 26 3.3.3 Metodologias aprovadas para Projetos de A/R ............................................................. 29 3.4 Custos de Projetos de MDL ........................................................................................... 30 3.5 Mercado Voluntário de Carbono .................................................................................... 31 3.5.1 Sistema de Registro de Projeto no Mercado Voluntário ................................................ 32 3.6 Mecanismos de Comercialização de Créditos de Carbono ............................................ 33 3.7 Oferta e Demanda Mundial de Projetos de MDL .......................................................... 35 3.7.1 Oferta ............................................................................................................................ 35 3.7.2 Demanda ........................................................................................................................ 36 3.7.3 Projetos de MDL em Mato Grosso ................................................................................ 37 CAPITULO IV - CLIMA E FORMAÇÃO VEGETAL DO CERRADO, REFLORESTAMENTO E SEQUESTRO DE CARBONO PELO EUCALIPTO 4.1 Clima e Formação Vegetal ............................................................................................ 39 4.2 Reflorestamento no Cerrado Mato-grossense ............................................................... 41 4.3 Áreas Cultivadas com Eucalipto .................................................................................... 42 4.4 Produção e Contribuição do Eucalipto para o Desenvolvimento Sustentável .............. 44 4.5 Sequestro de Carbono pelo Eucalipto ........................................................................... 45 CAPITULO V – RESULTADOS E ANÁLISES 5.1 Critérios .......................................................................................................................... 50 5.1.1 Planilha de Custos para Reflorestamento com Eucalipto em área do Cerrado ............. 50 5.1.2 Planilha de Custos com Projeto de MDL e Seqüestro de Carbono................................ 51 5.1.3 Receitas com Créditos de Carbono ................................................................................ 51 5.1.4 Receitas com a comercialização de Madeira ................................................................. 52 5.2 Cálculo da TIR .............................................................................................................. 52 5.3 Análises .............................................................................................................................. 54 COMENTÁRIOS CONCLUSIVOS ...................................................................................... 58 REFERÊNCIAS....................................................................................................................... 62 APÊNDICES Apêndice A ............................................................................................................................ 68 Apêndice B ............................................................................................................................ 72 Apêndice C ........................................................................................................................... 94 INTRODUÇÃO O Estado de Mato Grosso conta com cerca de 140 mil propriedades rurais entre grandes, médias, pequenas e minifúndios, segundo o INCRA (2005) que, juntas, produziram em 2006 o equivalente a 18,9% das 117,3 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidas no Brasil (IBGE, 2006). Em busca de renda e do ajuste ambiental, este segmento vem ampliando também as áreas de reflorestamento com espécies nativas e exóticas, como castanheira, ipê, cumaru, eucalipto, teca, seringueira, etc, visando a produção de madeira e outros derivados florestais, para atendimento dos mercados interno e externo. Porém, a silvicultura é atividade de pouca representatividade na economia do Estado, contando com cerca de 145 mil hectares de áreas reflorestadas (SHIMIZU, KLEIN e OLIVEIRA, 2007). Mesmo na condição de celeiro da produção de alimentos, ocupando em 2006 o 10° lugar no ranking dos estados exportadores (FIEMT, 2007) o segmento rural mato-grossense não tem alcançado renda suficiente para saldar compromissos com fornecedores e com os agentes financiadores da produção. A agropecuária brasileira sofreu queda de preços da produção e alta de custos de insumos nas últimas safras, o que motivou queda real de 2,1% na renda do segmento em 2006 e de 9,79% em 2005, em comparação com os respectivos anos anteriores (CEPEA, 2007). Com relação à legislação ambiental, a partir da década de 60 do século passado o próprio governo, através de programas especiais de desenvolvimento, incentivou o segmento rural a desflorestar e inserir áreas da floresta amazônica ao processo produtivo. Esta realidade foi alterada mediante a Medida Provisória 2166-67, que permite atualmente ao produtor rural utilizar 65% de suas terras se inseridas no bioma Cerrado do Estado e somente 20% se inseridas no bioma Amazônia, devendo o restante da área permanecer intacto como “Reserva Legal”. A área de preservação permanente (APP) também é área cuja supressão da vegetação (desmatamento) constitui em infração, ficando o proprietário do imóvel sujeito à multa e recuperação nos termos da Lei Federal nº 9.605/98 (MEDAUAR, 2005). Internacionalmente, surgiu em 2005 o mercado oficial de créditos de carbono (C), com a ratificação do Protocolo de Kyoto (MCT, 1997). O Protocolo propõe aos proprietários de terras a utilização voluntária de mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) para promover o desenvolvimento sustentável através do florestamento e reflorestamento. O CO2 removido (sequestrado) por matas destas áreas pode ser transformado em títulos temporários ou de longo prazo, denominados Reduções Certificadas de Emissões (tCER e lCER)1 e comercializados junto ao mercado internacional de carbono (KRUG, 2004). Com as exigências da legislação ambiental brasileira e com a ratificação do Protocolo de Kyoto surgiu um cenário de transição aos produtores do segmento rural. Estes produtores estão deixando de ser somente produtores rurais e assumindo a postura de guardiões de florestas, seqüestradores de gás carbônico (CO2) e usuários de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), na busca de produção e renda com baixo carbono ou baixa poluição atmosférica. Foi aprovada pelo Conselho Executivo do MDL metodologia simplificada para elaboração dos chamados Projetos de Pequena Escala de Florestamento e Reflorestamento. Essa metodologia tem como objetivo fazer com que pequenos proprietários rurais, de forma sustentável, ampliem suas rendas com a comercialização de créditos de carbono, utilizando o MDL, sem a necessidade de se fazer desflorestamentos e queimadas. Portanto, nos termos do Protocolo de Kyoto, serviços ambientais de “não poluir” ou “despoluir o ambiente” através de reflorestamentos e seqüestro de CO2, podem ser transformados em tCERs e lCERs e comercializados junto ao mercado internacional. O mercado de CERs surgiu oficialmente a partir da ratificação do Protocolo em 2005, cujos países industrializados (relacionados nos Anexos I e B do Protocolo) se comprometeram a reduzir em 5,2% entre 2008 a 2012, as emissões de gases de efeito estufa (GEE) que emitiam na atmosfera nos níveis de 1990, dentre eles o CO2. Em síntese, cada tonelada de CO2 equivalente (tCO2e) que deixar de ser emitida ou for sequestrada da atmosfera, por um país em desenvolvimento, poderá ser transformada em CER e comercializada junto aos países industrializados. O Conselho Executivo do MDL (EB)2, vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU) é o órgão responsável mundialmente pelo registro de projetos de reflorestamento no âmbito do MDL, com o propósito de limitar ou reduzir a emissão de GEE na atmosfera, órgão este responsável também pela emissão de CERs (CDM, UNFCCC, Executive Board, 2007a). No Brasil, foi instituída em 1999 a Comissão Interministerial de Mudança Global de Clima 1 CER: é o mesmo que RCE e refere-se em inglês a “Certified Emission Reductions”.tCER e lCER são os certificados temporários e de longo prazo gerados por projetos de Florestamento e/ou Reflorestamento. 2 EB: refere-se em inglês a “Executive Board”. (CIMGC), ficando o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) responsável pela presidência da Comissão e pela recepção e aprovação de projetos de MDL, bem como pela submissão dos mesmos ao Conselho Executivo do MDL. Em países como os Estados Unidos, que não ratificaram o Protocolo de Kyoto, também foram instituídos mecanismos para comercialização de créditos de carbono. Surgiu assim um mercado voluntário, paralelo ao Protocolo de Kyoto, formado por vários segmentos produtivos, principalmente das atividades florestais. As normas para elaboração de projetos, monitoramento, registros, emissão de certificados, etc, neste mercado, são distintas do mercado gerado pelo Protocolo de Kyoto. Não há ainda registro junto ao Conselho Executivo do MDL na ONU de projetos florestais brasileiros de seqüestro de carbono, em que pese metodologias de pequena e grande escala já terem sido desenvolvidas para estes projetos. O mercado de carbono se apresenta otimista com relação aos créditos provenientes de outras fontes como biomassa, dejetos animais, aterros sanitários, etc. O Brasil responde pelo terceiro lugar num cenário global referente à comercialização de CERs provenientes de fontes não florestais, com uma redução de poluição equivalente a 36,4 milhões de tCO2e/ano, segundo dados apurados em relatório Status do MCT (p.5,2007a). Existe expectativa em torno da implementação de normas mais flexíveis e acessíveis com relação aos projetos florestais, escopo onde se pressupõe que o segmento rural possui maior capacidade para efetivamente gerar renda e promover o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, não só produtores rurais, mas outros segmentos industriais como os grupos Aracruz, Michelan, Votorantin, Peugeot, etc, que utilizam o reflorestamento para fins industriais e recuperação do meio ambiente, passaram a contar também com a oportunidade de se enquadrarem às normas do MDL, com vistas ao seqüestro florestal de carbono e comercialização desses créditos. Entretanto, apesar da conscientização por parte do segmento rural da necessidade de se preservar o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável, observa-se junto à CIMGC, que os projetos de reflorestamentos existentes no Estado de Mato Grosso e no Brasil não estão sendo elaborados no âmbito do MDL. Esta pesquisa, que tem como objetivo identificar a rentabilidade da produção de 200 ha eucalipto no cerrado de Mato Grosso para fins de sequestro de carbono e extração de madeira, está organizada em cinco capítulos. O primeiro aborda a Justificativa do trabalho, a formulação do Problema, a definição dos Objetivos e a apresentação das Hipóteses. No segundo, descrevese a Fundamentação Teórica, assim como a Metodologia e a Revisão Bibliográfica. No terceiro capítulo aborda-se a caracterização da legislação sobre créditos de carbono, especificamente do Protocolo de Kyoto e suas Conferências, bem como a internalização dessa legislação no Brasil. Identifica-se também o sistema de elaboração de projetos de MDL com ênfase às atividades de Uso da Terra, Mudança de Uso da Terra e Floresta (LULUCF)3 onde estão inseridos os projetos de Florestamento e Reflorestamento (A/R)4, citando seus custos de elaboração. Relacionam-se também nesse capítulo as metodologias para projetos A/R aprovadas pelo Conselho Executivo do MDL, bem como sintetiza-se o mercado voluntário de carbono. Descreve-se ainda nesse capítulo os mecanismos existentes de comercialização de créditos, destacando-se a participação de Mato Grosso nesse mercado. A produção silvícula no Cerrado mato-grossense é contemplada no quarto capítulo, realçando-se a cultura do eucalipto e sua contribuição ao desenvolvimento sustentável, bem como o sequestro de CO2 promovido por esta espécie. Apresentam-se no quinto capítulo os critérios utilizados para os cálculos da taxa interna de retorno (TIR) e os resultados efetivos da pesquisa e, por último, as discussões conclusivas em torno desses resultados. 3 LULUCF: refere-se em inglês a Land Use, Land Use Change and Florestry A/R: refere-se em inglês a “Afforestation and Reforestation”. Tratamento dado pelo Protocolo de Kyoto aos Projetos de MDL de Florestamento e Reflorestamento. 4 CAPÍTULO I JUSTIFICATIVA, OBJETIVOS, PROBLEMA E HIPÓTESES 1.1 Justificativa Um cenário amplamente influenciado por exigências ambientais e variáveis macroeconômicas como taxa cambial e taxa de juros, etc, provocou queda na renda dos produtores rurais nas últimas safras. Esse fato levou o produtor rural a buscar novas fontes de ampliação de renda em suas propriedades. Uma oportunidade surgida e adotada pelo segmento tem sido a adaptação de áreas agrícolas para exploração com o turismo rural. Outro recurso utilizado é a combinação de produção intensiva com extensiva, buscando a adaptação às recentes tecnologias de produtividade, porém, buscando também ampliar a produção através de agregação de maior quantidade de terras às áreas já adquiridas. Contudo, a legislação ambiental coloca as ações do produtor rural como antrópicas ao meio ambiente e busca evitar a continuidade da sobre-exploração da terra por este segmento. Segundo consta do relatório divulgado pelo IPCC (2007a) a emissão global de GEE na atmosfera entre 1970 a 2004 aumentou de 28,7 para 49 gigatoneladas de dióxido de carbono (GtCO2-eq)5 sendo que os setores LULUCF e agricultura aumentaram suas emissões em 40% e 27%, respectivamente. O aumento de CO2 na atmosfera ocorre principalmente devido ao uso de 5 GtCO2-eq: definido pelo Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) como “a quantidade de emissão de CO2 que causaria a mesma força radioativa que uma quantidade emitida de gás estufa bem misturado ou uma variedade de gases estufas bem misturadas”. combustível fóssil e mudanças no uso do solo, enquanto o aumento do gás metano (CH4) e do óxido nitroso (N2O) ocorre principalmente devido à agricultura. Com a ratificação do Protocolo de Kyoto, acredita-se que tenha surgido uma nova alternativa de se ampliar a renda no campo. Esta alternativa está relacionada à comercialização de créditos de carbono provenientes de projetos de MDL e seqüestro de CO2 em áreas de florestamento, reflorestamento e recuperação das reservas Legal e APP. O Protocolo relaciona os GEE prejudiciais à humanidade, bem como os principais setores e categorias de fontes de emissões desses gases que oferecem a possibilidade de desenvolver projetos de MDL em diversos escopos, dentre os quais, interessa para o desenvolvimento desta dissertação, o de número 14, que trata de projetos de Florestamento e Reflorestamento (A/R) (CDM UNFCCC, Mehtodologies, 2007b). Neste sentido há que se buscar respostas concretas que venham orientar o segmento rural na tomada de decisão quanto ao investimento em projetos A/R, com vistas a ampliação de renda não só com a comercialização de madeira, mas, com o seqüestro e comercialização de créditos de carbono. Espécies arbóreas características da região de cerrado, como jatobá, jacarandá, ipê, cumaru, dentre outras, exibiram capacidade de seqüestro de carbono de 5,60t/C/ha/ano equivalentes a 20,5t/CO2 (FINCO; REZENDE, 2004). No estado de São Paulo o hectare de seringa, aos 30 anos, seqüestra 92,84t/C/ha/ano equivalentes a 340,72t (NISHI et al, 2005). Por outro lado, o hectare de eucalipto no cerrado de Minas Gerais em sistema 3x3, sequestra 199,11t/CO2 aos 7 anos, segundo Tsukamoto (2003) e, no extremo sul da Bahia e leste e nordeste do Espírito Santo sequestra 241,2t/CO2 t/C/ha, segundo Maestri et all (2004). Destarte, como pode se depreender, particularmente no Brasil constata-se o incremento de estudos voltados a compreensão do sequestro de carbono e dos temas correlatos. Em Mato Grosso, contudo, não existem estudos dessa natureza. Desse modo, com o objetivo de se evitar que o segmento rural mato-grossense, especificamente, os pequenos produtores se descapitalizem ainda mais com investimentos florestais possivelmente inviáveis no âmbito do MDL, faz-se necessário gerar informações e conhecimentos conducentes à análises mais precisas sobre a viabilidade econômica da implantação desses projetos. 1.2 Problema Os termos de compromissos firmados entre entidades representativas do segmento rural em Mato Grosso e instituições públicas e organizações não governamentais, evidenciam a consciência por parte do segmento da necessidade do reflorestamento em suas propriedades e a contribuição para o desaquecimento global. Paralelo a esse fato, existe a necessidade urgente de recuperação da renda pelo segmento, especificamente pelas pequenas e médias comunidades rurais, para que voltem a contar com capacidade financeira suficiente para saldar seus compromissos. Esse avanço necessário, entretanto, deve se processar acompanhado de novos conhecimentos da realidade agropecuária de Mato Grosso. Um desses conhecimentos contempla a rentabilidade do seqüestro de carbono e de outras atividades que também podem complementar a renda do produtor rural. Entende-se que as diversas espécies florestais de eucalipto oferecem maior dinamismo quanto ao seqüestro de carbono da atmosfera, por tratarem-se de plantas de rápido crescimento e adaptáveis a vários tipos de clima e solo (SANTOS, 2003). São recursos naturais renováveis, atendem à demanda como substituto de combustíveis fósseis, proporcionam a preservação de florestas nativas, etc. Quando introduzido no Brasil no início do século XX, o eucalipto tinha como finalidade atender a demanda por combustível, postes e dormentes da Companhia Paulista de Estradas de Ferro em São Paulo. Hoje a demanda por produtos oriundos do eucalipto se estendeu entre madeira serrada, móveis, lâminas, chapas, celulose, óleo, mel, etc (SBS, p.39,2006). Seu cultivo foi ampliado no Brasil durante o período de incentivos fiscais entre as décadas de 60 e 80. Atualmente, a expansão da produção, o aumento da área plantada e a melhoria da produtividade são resultados de experimentos da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária (EMBRAPA) com parcerias privadas, bem como do aperfeiçoamento das técnicas silviculturais (SANTOS, 2003). Face a ausência de trabalhos referentes a produção e rentabilidade do eucalipto para fins de sequestro de carbono em propriedades rurais do cerrado mato-grossense e, diante da necessidade de renda e da preservação do meio ambiente com a implementação de projetos florestais, questiona-se: qual a rentabilidade, medida pela taxa interna de retorno (TIR) da produção de 200 hectares de eucalipto para fins de sequestro de carbono no âmbito do MDL? Qual a rentabilidade medida pela TIR da produção de 200 ha de eucalipto somente para extração de madeira para fins energéticos? Ademais, qual a rentabilidade, medida pela TIR, da produção conjunta desses bens? 1.3 OBJETIVOS 1.3.1 Objetivo Geral Realizar estudo sobre viabilidade econômica da produção de 200 hectares de eucalipto das espécies mais cultivadas em municípios do cerrado mato-grossense, para fins de sequestro de carbono e produção de madeira para fins energéticos, de forma isolada e conjuntamente. 1.3.2 Objetivos Específicos 1) Inicialmente, busca-se identificar a rentabilidade, através do cálculo da taxa interna de retorno (TIR), da produção de 200 hectares de eucalipto para fins de sequestro de carbono e obtenção de créditos; 2) Em seguida, identificar a rentabilidade calculando a TIR da produção de 200 ha de eucalipto (para fins energéticos), sem contabilizar créditos de carbono; 3) Por último, identificar a rentabilidade através do cálculo da TIR da produção conjunta (carbono e madeira) desses bens. 1.4 Hipóteses Os custos adicionais relacionados a tramitação e registro de projeto de MDL junto a ONU, o custo com monitoramento do sequestro de carbono pela floresta e, a ausência de políticas favoráveis ao estabelecimento do mercado efetivo de créditos provenientes de sequestro florestal de carbono, conduzem à formulação das seguintes hipóteses: 1) A produção de eucalipto somente para fins de seqüestro e créditos de carbono no âmbito do MDL deve exibir TIR negativa; 2) O reflorestamento com eucalipto visando somente a produção de madeira (para fins energéticos) deve exibir TIR positiva e; 3) A produção conjunta desses bens (carbono e madeira) também deve exibir TIR positiva. CAPÍTULO II FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA, METODOLOGIA E REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 Fundamentação Teórica Aborda-se neste capítulo o conceito de Desenvolvimento Sustentável, incorporado ao debate mundial por ocasião da Conferência ECO-92 e definido a partir do Relatório Brundtland/1988. Os elementos abordados nesta fundamentação respaldam teoricamente a metodologia adotada na presente dissertação. As Conferências sobre Ambiente Humano e Meio Ambiente promovidas pela ONU em 1972 em Estocolmo e em 1992 no Rio de Janeiro, respectivamente, são consideradas os pontos de partida para as discussões mundiais sobre desenvolvimento sustentável (STAHEL,1995). Outras conferências, comissões, relatórios, etc, foram constituídas e seus resultados publicados entre os 20 anos que separam as duas Conferências, cujos trabalhos buscaram explicar as relações entre desenvolvimento e meio-ambiente, com o intuito de conceituar e aplicar o conceito de desenvolvimento sustentável. Entretanto, segundo Romeiro (1999), foi o relatório “Limites do Crescimento” emitido também em 1972 pelo Clube de Roma, que influenciou a ONU, em 1983, instituir a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD). Segundo o relatório, o consumo mundial crescente provocaria um limite de crescimento e um possível colapso do ecossistema global, com base em fatores como: a industrialização acelerada, o forte crescimento populacional, insuficiência crescente da produção de alimentos, esgotamento dos recursos naturais não renováveis e degradação irreversível do meio ambiente (TAYRA,2002). A Comissão (CMMAD), presidida por Gro Harlem Brundtland, ex-primeira ministra da Noruega, teve como principais objetivos reexaminar as questões críticas relativas ao meio ambiente, reformular propostas, propor novas formas de cooperação internacional e levar a sociedade a um melhor entendimento sobre as questões ambientais e o desenvolvimento (UNB, 2007). O resultado do trabalho da CMMAD foi publicado em 1988 como Relatório Brundtland sob o título “Nosso Futuro Comum”, apontando a pobreza como uma das principais causas e um dos principais efeitos dos problemas ambientais do mundo, segundo Tayra (2002). Recomendava a criação de um conceito universal sobre a proteção ambiental e desenvolvimento. A proposta era integrar o desenvolvimento econômico às questões ambientais, onde o termo Ecodesenvolvimento incorporado por Sachs (1986) na década de 70 daria lugar ao termo Desenvolvimento Sustentável, definido então como “aquele que satisfaz as necessidades atuais, sem sacrificar a habilidade do futuro de satisfazer as suas próprias necessidades” (ROMEIRO, 1999). Para atingir o desenvolvimento sustentável então conceituado, o Relatório Brundtland recomendou aos governos a adoção de várias medidas, dentre elas: garantia da produção de alimentos no longo prazo com a devida preservação da biodiversidade e dos ecossistemas, controle do crescimento populacional e a diminuição do consumo de energia, promoção do desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis, promoção da integração entre campo e cidades, dentre outras (UNB, 2007). Face a essas recomendações, a ONU apresentou o documento denominado Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudança de Clima (CQNUMC) ou (UNFCCC)6 na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ou ECO-92, ocorrida no Rio de Janeiro, em 1992. No artigo 2o da Convenção consta como objetivo final o alcance da estabilização das concentrações de GEE na atmosfera (CQNUMC, 1992a). O prazo para tal objetivo seria o suficiente para permitir aos ecossistemas a adaptação natural às mudanças climáticas, garantir a segurança da produção alimentar e viabilizar o desenvolvimento econômico de maneira sustentável. A Convenção, em vigor desde 1994, foi ratificada por mais de 150 países (denominados partes da Convenção), que receberam orientações no seguinte sentido: a) proteger o sistema climático em benefício das gerações presentes e futuras da humanidade; e b) levar em plena consideração as necessidades específicas e circunstâncias especiais de países em desenvolvimento, em particular aqueles vulneráveis aos efeitos negativos das mudanças climáticas. Em 1997, por oportuno, ocorreu a 3a Conferência entre as partes (Cop-3) em Kyoto no Japão, culminando com a assinatura do Protocolo de Kyoto à CQNUMC. Das discussões da ECO-92 resultaram outros documentos, dentre eles: a Agenda 21 Global, a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas e a Convenção sobre a Diversidade Biológica, todos endossando o conceito de desenvolvimento sustentável, combinando progresso sócio-econômico com consciência ecológica. A partir da CQNUMD a aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável passou a exigir a aderência de todos os países, requerendo portanto, consenso em nível mundial. . Especificamente, a Agenda 21 traduz em ações o conceito de desenvolvimento sustentável, harmoniza métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica na geração de emprego e renda, nas mudanças nos padrões de produção e consumo e na construção de cidades sustentáveis. Nesse contexto, cada país, estado ou município a partir de suas respectivas Agendas, assume a responsabilidade de promover o desenvolvimento dentro do processo de planejamento participativo resultante da análise de cenário atual e futuro de forma sustentável. Esta análise, por lógico, deve ser realizada com abordagem integrada e sistêmica das dimensões econômica, social, ambiental e político-institucional. Diante disso, a avaliação e 6 UNFCCC: refere-se em inglês a “United Nations Framework Convention on Climate Change”. monitoramento do desenvolvimento sustentável foram questões preocupantes por ocasião da Eco-92, transformadas em artigo da Agenda 21, conforme consta a seguir (MMA,2007): Artigo 40.4. Os indicadores comumente utilizados, como o produto nacional bruto (PNB) e as medições dos fluxos individuais de poluição ou de recursos, não dão indicações adequadas de sustentabilidade. Os métodos de avaliação das interações entre diferentes parâmetros setoriais ambientais, demográficos, sociais e de desenvolvimento não estão suficientemente desenvolvidos ou aplicados. É preciso desenvolver indicadores do desenvolvimento sustentável que sirvam de base sólida para a tomada de decisões em todos os níveis e que contribuam para uma sustentabilidade auto-regulada dos sistemas integrados de meio ambiente e desenvolvimento. A Agenda 21 Brasileira foi concluída em 2001 e, para garantir a execução das ações propostas foi contemplada como Programa do Plano Plurianual (PPA) 2004/2007 do Governo Federal. No âmbito do Protocolo de Kyoto, todos os projetos de MDL florestal, inclusive aqueles voltados ao seqüestro e comercialização de créditos de carbono ou de outras categorias e fontes, deverão contribuir para o desenvolvimento sustentável no país onde serão implementados. A Autoridade Nacional Designada (AND), no caso do Brasil a CIMGC, atesta que os projetos contribuem para o desenvolvimento sustentável avaliando os seguintes critérios: a) distribuição de renda; b) sustentabilidade ambiental local; c) desenvolvimento das condições de trabalho e geração líquida de emprego; d) capacitação e desenvolvimento tecnológico; e, e) integração regional e articulação com outros setores. Somente depois de comprovados esses quesitos é que os projetos seguem para o Conselho Executivo do MDL na ONU para o respectivo registro e emissão de CER. (MCT, p.2, 2007a). Por fim, segundo Sachs (2002), os três pilares do desenvolvimento sustentável definidos como “prudência ecológica, critérios de relevância social e viabilidade econômica” podem levar o Brasil e outros países tropicais a se tornarem exportadores de sustentabilidade, transformando o desafio ambiental em oportunidades. Em síntese, para que um país se desenvolva de forma sustentável é preciso que o tripé básico citado acima se constitua em suporte para esse desenvolvimento, gerando assim melhorias na qualidade de vida e no bem-estar tanto da atual quanto das futuras gerações. Pode-se depreender que o conceito de desenvolvimento sustentável deve ser compreendido como processo de mudança dirigida, assim, contemplando: os objetivos deste processo e os meios para se alcançar esses objetivos (LÉLÉ, p.609, 1991). Os objetivos do desenvolvimento sustentável, conforme citado, necessariamente focam, dentre outros, caracteres do meio ambiente físico e social. Nesse sentido, as taxas de rentabilidade (TIR) dos projetos florestais no âmbito do MDL naturalmente se inserem nessas perspectivas (social e ambiental). 2.2 Metodologia Para a implementação de um projeto de viabilidade econômica há que se observar os aspectos relacionados às fontes de recursos necessárias ao investimento, os riscos incorridos no uso de capital próprio ou de terceiros, o tempo para obtenção de retorno, a taxa de retorno desse investimento, etc. Em síntese, empreendedores implementam investimentos em um determinado tempo, com a expectativa de obterem retornos em algum tempo futuro. Nesses investimentos destacam-se, em termos ambientais sustentáveis, a análise dos aspectos sociais do projeto, sua contribuição à mitigação do clima, geração de emprego e renda, cumprimento da legislação ambiental, etc. Destarte, a tomada de decisão por parte do empreendedor, tanto do ponto de vista econômico quanto social, depende da análise de uma série de investimentos pré-planejados. Utilizando cenários alternativos, faz-se a análise prospectiva do projeto para se verificar como se comportam os resultados econômico-financeiros. Diante disso, uma técnica simples e muito utlizada para análise de investimentos é a de trazer todos os custos e receitas ao presente e depois dividir esses valores ao longo dos anos insertos no horizonte de planejamento do projeto (MOURA, 2000). Na análise formula-se inicialmente uma hipótese básica, caracterizada como a mais provável, face aos fatores que envolvem o projeto. Para essa hipótese deverão ser elaborados os demonstrativos de projeção de resultados, a evolução das necessidades de capital de giro e o fluxo de caixa, calculando-se, por fim, a taxa interna de retorno (TIR) (FRYDMAN, 1986). A análise do comportamento do projeto sob cenários alternativos deverá ser realizada por meio de testes de sensibilidade, nos quais variáveis significativas assumirão valores considerados possíveis. O comparativo de desempenho do projeto contribuirá para a verificação do risco do investimento e da adequação da capacidade de pagamento às condições de financiamento. Os diferentes cenários configuram situações que possam advir de mudanças nas políticas econômicas, tributárias, ambientais, etc e que possam afetar a implementação do projeto (FRYDMAN, 1986). . Dessa maneira, a avaliação da viabilidade econômica de uma alternativa de investimento consiste na identificação de todas as suas vantagens e desvantagens, na comparação e na escolha da melhor alternativa, mediante a aplicação dos métodos e critérios de decisão. Estes métodos permitem representar cada alternativa por um número que indica a solução mais econômica a ser perseguida (HESS et al, 1985) apud (RENNER, 2004). Dentre as principais ferramentas utilizadas para selecionar e avaliar investimentos, como Taxa Interna de Retorno (TIR), Valor Presente Líquido (VPL), Índice Custo/Benefício, Período de Retorno do Capital (MOURA, 2000) etc, concentra-se a seguir na descrição da Taxa Interna de Retorno (TIR). A opção pela utilização da TIR como metodologia deve-se a sua relação direta com outros indicadores como o Valor Presente Líquido (VPL), além da facilidade de se comparar o resultado obtido com diferentes taxas de rentabilidade disponíveis, fato que também enriquece a análise. Inicialmente a TIR é interpretada matematicamente como a taxa que torna nulo o valor presente líquido (VPL) de um fluxo de caixa (CLEMENTE et al, 1998). É a taxa de desconto que torna o valor presente dos benefícios exatamente igual ao valor presente dos custos (MISHAN,1976) apud (RENNER, 2004), ou seja, ela representa o valor do retorno intrínseco do projeto independente das taxas de juros do mercado. Em outras palavras, a TIR é a taxa i, obtida quando o VPL é igual a zero. Ela aponta qual a taxa a ser aplicada ao fluxo de investimento de modo que se igualem receitas, investimentos e custos, medidos pelos valores atuais, ou seja, no ano de origem do período de análise do projeto (MOURA, 2000). A TIR também é interpretada como a capacidade do projeto de gerar retornos. Assim, quanto mais alta a TIR mais rápido será o retorno do capital investido, maior o excedente de ganhos (CLEMENTE et al, 1998), logo, quanto maior a TIR, melhor o investimento em termos de rentabilidade, na definição de Moura (2000). A TIR também indica qual a taxa máxima de remuneração paga pelo investimento como custo de oportunidade (MOURA, 2000). Neste sentido, aponta as oportunidades perdidas caso o empreendedor não empregue os recursos de maneira mais rentável (PINDYCK; RUBINSFELD, 2005). Assume-se nesta Pesquisa que o custo de oportunidade se situe próximo à taxa de juros do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) fixada em 11,25% a.a para o período de 18.10.2007 a 05.12.2007 (BCB, 2007a). Desse modo, uma TIR menor que a taxa SELIC gera um custo de oportunidade a ser assumido pelo produtor rural que optar pelo investimento. Adotando ainda a SELIC como taxa de mínima atratividade (TMA), a TIR seria interpretada como um valor limite para essa taxa na análise de viabilidade do projeto. Portanto o projeto será considerado viável enquanto sua TIR for maior que a TMA. Assim, quanto maior a distância entre estas duas taxas maior a margem de segurança oferecida pelo investimento (CLEMENTE et al 1998). Outrossim, a TIR se constitui também em método de análise amplamente utilizado em projetos ambientais. Oliveira et al (2002) propõem que a TIR seja uma das ferramentas a ser utilizada na avaliação de sustentabilidade microeconômica em projetos de MDL. Essa avaliação mostra o nível de mudança nos custos das emissões de carbono seqüestrado em relação à linha de base do projeto. Propõem ainda a utilização de taxas de desconto sob a ótica pública e privada e a comparação do desempenho financeiro do projeto de MDL com e sem geração de CER. Conforme abordado e, de acordo com Clemente et al (1998, p161), a TIR indica o valor que torna nulo o VPL de um fluxo de caixa, em outras palavras, é a taxa de desconto que satisfaz a seguinte equação: n VPL = -CFo + ∑ j=i CFj = (1+i)j 0 onde: VPL = Valor Presente Líquido CFo = Investmento Inicial CFj = Benefícios Esperados nos anos j i = Taxa Interna de Retorno n = Número de períodos (j = 1, 2, 3, 4, 5, ...n). Em resumo, verifica-se que o conhecimento dessa taxa atuando como parâmetro, possibilita a análise de viabilidade econômica do projeto sob todas as interpretações citadas. 2.3 Revisão Bibliográfica Existe um número reduzido de trabalhos de pesquisas relacionados ao estudo de viabilidade econômica da produção florestal visando o seqüestro de carbono, face ao surgimento recente do mercado oficial de carbono. Dentre os autores que buscaram identificar a rentabilidade da produção de eucalipto para seqüestro e comercialização de créditos (CERs) que utilizaram a TIR como metodologia, citam-se: Nishi et al (2005) em “Influência dos Créditos de Carbono na Viabilidade Financeira de Três Projetos Florestais”, onde analisaram projetos de heveicultura, eucalipto e pinus, respectivamente, para produção de borracha, celulose e resina. Com a receita dos CERs contabilizada no início do projeto e, sem contabilizar custos de MDL, obtiveram TIR positiva, indicando que os projetos de eucalipto (318,04t/ha CO2 em 7 anos) e pinus (374,49t/ha de CO2 em 25 anos) foram viáveis mesmo sem a comercialização das CERs, ressaltando-se que a inclusão dos créditos de carbono propiciou aumento da viabilidade financeira destes dois projetos. O projeto da heveicultura (340,72t/ha CO2 em 30 anos) mostrou-se viável apenas com as CERs. A receita advinda da venda das CERs aumentou consideravelmente a viabilidade financeira dos três projetos, considerando a tonelada de CO2 a US$3,00. Scarpinella (2002) analisou a viabilidade de um projeto de reflorestamento candidato ao MDL com a espécie eucalipto. Seu objetivo principal foi a obtenção de madeira para fins de serraria e para comercialização de créditos de CO2. Utilizando como área de estudo a micro-região de Botucatu/SP, discutiu a viabilidade do projeto com base na caracterização da área disponível (9.500 hectares estratificados em seis partes) com seqüestro de 164.920 t/C em 14 anos, equivalente a 606.607 t/CO2. O autor considerou os custos de implantação, manutenção e colheita da cultura fornecidos pela empresa Aracruz Celulose S/A. Os custos do projeto de MDL e valor pago pela tonelada do carbono foram obtidos através de consulta a Fujihara (2002). Foram feitos cálculos de viabilidade econômica através dos indicadores TIR e VPL, com e sem o MDL. Houve viabilidade econômica em ambos os casos. Em projetos onde não houve a participação do MDL a TIR média foi de 7% para todos os estratos (500 ha, 1000 ha, 2000 ha, 5000 ha, 7000 ha e 9500 ha). Com a participação do MDL, houve uma variação da TIR de 6,2% a 7,3% conforme a extensão da área e os preços adotados para a tonelada de CO 2. Para pequenas áreas, contudo, o emprego do MDL inviabiliza o projeto. Outra referência florestal é o Projeto Pau Brasil, implantado pelo Instituto Ecológica no município de Cumaru do Norte/PA. Este projeto tem como objetivo assegurar a preservação da biodiversidade do local, bem como garantir rentabilidade adequada ao investidor, compatibilizando reflorestamento e geração de créditos de carbono no âmbito do MDL (FINCO; REZENDE, 2004). Com base nesse projeto, foram estudados diversos modelos e opções com relação ao arranjo técnico, financeiro e econômico de uma área de 4.900 hectares de reflorestamento com 26 espécies nativas. Os autores do projeto utilizaram o software ECO2LOGICA para projeção de custos e créditos de carbono. Na análise de viabilidade foram calculadas TIR e VPL, considerando 3.546.210 tCO2e para um período de 30 anos. A análise financeira não foi considerada economicamente viável, face à ocorrência de déficit operacional na maior parte de duração do projeto. Este fato fez com que os autores incorporassem ao projeto o plantio e manejo de 500 hectares de teca, visando assegurar a viabilidade econômica do mesmo. Afirmam os autores que com a inclusão de reflorestamento da teca houve um superávit a partir do oitavo ano, bem como evolução crescente desses valores positivos até o ano 30, quando o fluxo operacional superavitário chegou a US$18.112.674, mostrando a importância de se agregar outras atividades aos projetos de MDL, pois projetos florestais baseados somente na venda de créditos de carbono, nem sempre são economicamente viáveis. Estabeleceu-se com a teca, o retorno dos investimentos a uma TIR de 16,5% e VPL de US$ 22.527.496 à taxa de desconto de 8%. Com relação ao seqüestro e fixação de carbono pelo eucalipto, cita-se a tese de Tsukamoto Filho (2003). Esse autor estudou a fixação de carbono em um sistema agrissilvipastoril com eucalipto na região de cerrado de Minas Gerais, em propriedade pertencente à Companhia Mineira de Metais (CMM), envolvendo as atividades de uso da terra, recuperação de áreas degradadas, substituição de fonte energética, florestamento e reflorestamento. O sistema, segundo o autor, consiste no plantio de eucalipto (espaçamento 10x4m), culturas agrícolas (arroz e soja), formação de pastagem e criação de animais, em uma mesma área. Nesse estudo a biomassa florestal foi determinada pelo modelo 3 P-G de Landsberg e Waring (1997) e Sands e Landsberg (2002). Para aplicação do modelo 3 PG (Physiological Principles in Predicting Growth) foram utilizados dados do solo, do clima e do povoamento florestal. Foram coletadas amostras de material vegetal das culturas agrícolas e da pastagem, que foram pesadas e colocadas para secar em estufa, para posterior determinação do teor de carbono (C). Os resultados mostraram a rotação técnica (idade, altura, volume e diâmetro) e a rotação econômica (idade para venda de madeira para energia e para serraria). A quantidade de carbono fixado pelo eucalipto no sistema agrissilvipastoril foi de 52,82 t/ha na rotação técnica e de 59,25 t/ha na rotação econômica. No sistema de plantio 3x3m, aos 7 anos o CO2 sequestrado pelo eucalipto foi de 199,11 t/ha e aos 11 anos de 279,85 t/ha. O componente da árvore que mais contribuiu para a fixação de carbono foi a madeira (madeira + folha + casca + galho). O eucalipto, no sistema agrissilvipastoril, consegue fixar maior quantidade de carbono que nos espaçamentos 3x2m e 3x3m. A rotação técnica, com base no carbono total, ocorreu aos 5 anos de idade, tanto no sistema agrissilvipastoril como nos espaçamentos 3x2m e 3x3m. Com relação às culturas agrícolas e à pastagem, afirma o autor que a distância da linha de plantio de eucalipto não afetou a fixação de carbono. Por outro lado, essas culturas anteciparam a rotação técnica de carbono no sistema agrissilvipastoril, que ocorreu aos 4 anos de idade. Em comparação com o monocultivo de eucalipto, com os monocultivos de arroz e soja e com a pastagem a céu aberto, o sistema agrissilvipastoril conseguiu fixar maior quantidade de carbono. Após essas discussões e comentários, faz-se a seguir, uma síntese da legislação sobre créditos de carbono e dos mecanismos de mercado de carbono. CAPÍTULO III LEGISLAÇÃO SOBRE CRÉDITOS DE CARBONO E MECANISMOS DE COMERCIALIZAÇÃO Por ser tema relativamente novo, a legislação sobre créditos de carbono é complexa e difícil de ser assimilada não só pelo produtor rural mas por toda a sociedade. Para qualquer iniciativa individual ou empresarial relacionada à propositura de um projeto de MDL há que se conhecer a legislação que o rege e as fases do ciclo de projeto, bem como, ter noções sobre projetos florestais e mercado de créditos de carbono. Descreve-se neste capítulo uma síntese da legislação sobre créditos de carbono e projetos de MDL, iniciando-se pelo surgimento do Protocolo de Kyoto, sua internalização no Brasil e do sistema de elaboração de projetos. Em seguida aborda-se as metodologias e custos para elaboração de projetos e, por último, os mecanismos de comercialização, oferta e demanda de créditos de carbono. 3.1 Protocolo de Kyoto Em 1992 a ONU reuniu representantes de vários países na Conferência chamada ECO-92 ocorrida no Rio de Janeiro, cujo objetivo principal foi tratar de temas como meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Neste mesmo evento, foi apresentada pela ONU a Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças de Clima (CQNUMC) concernente ao aquecimento global, assinada então por 151 países (KRUG, 2004). Após a ECO-92, ocorreram várias outras conferências continentais, denominadas “Conferência das Partes”, com o objetivo de revisar e adequar os compromissos ambientais e climáticos que seriam assumidos por países desenvolvidos frente à CQNUMC. A 3a Conferência das Partes (COP-3) realizada para tratar desses compromissos ocorreu em dezembro de 1997 em Kyoto no Japão, culminando com a assinatura do Protocolo de Kyoto à CQNUMC, que contou com a participação de mais de 10.000 delegados, observadores e jornalistas. Em novembro de 2006 ocorreu a COP-12 em Nairóbi no Quênia, onde foram discutidas as novas orientações para o funcionamento de mecanismos financeiros relacionados aos fundos para mudanças climáticas, além de outros temas (UNFCCC, 2007). O governo brasileiro sugeriu na ocasião, a criação de um fundo internacional, voluntário, com a finalidade de combater o desmatamento da Amazônia. O Protocolo trata, em seu artigo 3o, das quantidades de GEE que os países industrializados assumiram reduzir no período entre 2008 a 2012 para evitar o aquecimento global. No artigo 12 é tratado especificamente da forma como esses países reduzirão suas emissões, principalmente o CO2, indicado pela Ciência como gás prejudicial à vida animal e vegetal, presente em maior quantidade na atmosfera. Esses países se comprometeram a financiar projetos de MDL em países em desenvolvimento para que atinjam o desenvolvimento sustentável. Em contra-partida, países em desenvolvimento devem contribuir para o objetivo final do Protocolo comercializando seus créditos com países industrializados, para que cumpram seus compromissos de redução de GEE. De acordo com o Protocolo de Kyoto, os GEE7 são expressos em Dióxido de Carbono equivalente (CO2e) para efeito de mensuração. Esses gases em equilíbrio, formam uma camada de proteção contra a penetração da radiação solar na atmosfera terrestre, impedindo que a mesma tenha grandes variações de temperatura, diferente por exemplo do que ocorre com a Lua, satélite desprotegido desses gases atmosféricos e que conta com temperaturas de até 100oC durante o dia e mais de 200oC negativos durante a noite, segundo Goldemberg (1998) apud (SCARPINELLA, 2002). A remoção (seqüestro) do dióxido de carbono (CO2) da atmosfera se dá através das plantas pelo processo de fotossíntese. Nesse processo o CO2 é incorporado aos compostos orgânicos (GOLDEMBERG,19988). Consta do texto da CQNUMC (1992b) que o aquecimento 7 GEE: Dióxido de carbono (CO2), Metano (CH4), Óxido nitroso (N2O), Hidrofluorcarbonos (HFCs), Perfluorcarbonos (PFCs) e Hexafluoreto de enxofre (SF6). 8 Citado também por SCARPINELLA (2002). da terra é provocado pelo desequilíbrio do ciclo de carbono, ou seja, desequilíbrio que se estabelece entre emissão e remoção de carbono. Segundo Krug (2004), foi de grande complexidade a inclusão nas normas do MDL, de projetos de remoção de emissões ou de sequestro de carbono relacionados ao setor LULUCF: ( ... ) Isto porque se tinha a consciência de que, nos projetos de redução de emissões, efetivamente se previne a entrada de gases de efeito estufa na atmosfera, oriundos principalmente da queima de combustíveis fósseis. No caso dos projetos de remoção de emissões, atribuiu-se às florestas o papel de compensar as emissões de gases de efeito estufa já realizadas pelas Partes Anexo I, removendo CO2 da atmosfera através do processo de fotossíntese, auxiliando essas Partes a atingir suas metas acordadas de redução de emissões ( . . .) Pelo texto acima percebe-se que foram propostos dois tipos de projetos de MDL pelo Protocolo de Kyoto: um referente à redução de GEE da atmosfera e outro, referente a remoção ou seqüestro de CO2 da atmosfera. Assim, a dúvida gerada quanto aos projetos LULUCF foi quanto a capacidade da floresta de remover ou sequestrar a poluição e permanecer com esta poluição estocada em algum reservatório. A “não permanência” desses gases em reservatórios foi o tema que gerou questionamentos com relação a aceitação de projetos florestais dentro do MDL, segundo Krug (2004). Em reuniões de grupos de trabalho, entendiam-se que os estoques de carbono na vegetação são menos permanentes que as reduções obtidas a partir de outros projetos MDL. Nesse contexto, o que respalda os segmentos rural e industrial de Mato Grosso e o mundo a comercializarem créditos de carbono está contido no Artigo 12 do Protocolo, bem como seus Anexos I e B. Estes Anexos tratam do MDL, das CERs, bem como da relação de países industrializados que mais poluem a atmosfera (Anexo I) e a quantidade em percentuais que esses países ficaram obrigados a reduzir (Anexo B). Além do MDL, outros mecanismos para comercialização de créditos de carbono entre países do Anexo I são tratados nos artigos 6o e 17 do Protocolo de Kyoto, como Implementação Conjunta (IC) e Comércio de Emissões (CE) respectivamente. Porém somente o MDL tem aplicabilidade no Brasil. Projetos de IC tem semelhança com projetos de MDL. A implementação conjunta permite a um país incluído no Anexo I financiar um projeto de redução de emissões somente em outro país constante do Anexo I e, adquirir esses créditos, contabilizados como Unidades de Redução de Emissão (ERU)9, conforme exposto por Guimarães (2007). O CE ocorre também entre agentes do Anexo I que estão aquém e além do cumprimento de metas de redução de GEE assumidas diante do Protocolo. Agentes com maiores custos de abatimento, que estão emitindo quantidades acima das permitidas, compram de agentes com menores custos de abatimento, emissores situados abaixo das suas metas de redução. Neste mercado de Permissões, são contabilizadas as Unidades de Quantidade Atribuída (AAU)10, conforme exposto por Guimarães (2007). Foi instituído pelo Protocolo de Kyoto e internalizado no Brasil pela Comissão Interministerial de Mudança Global de Clima (CIMGC) que, tanto uma CER, quanto uma ERU ou uma AUU equivalem a uma tonelada métrica de CO2 equivalente (CO2e), medida esta utilizada para a comercialização de créditos. 3.2 Legislação Brasileira A CIMGC, vinculada ao MCT, foi instituída por Decreto do Governo Federal de 07 de julho de 1.999. Está constituída por representantes da Casa Civil da Presidência da República e pelos Ministérios de Meio Ambiente; Relações Exteriores; Transportes; Minas e Energia; Planejamento, Orçamento e Gestão; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Cidades; Fazenda e Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além do MCT. Assim sendo, a CIMGC responde diante do Conselho Executivo do MDL como Autoridade Nacional Designada (AND) para recepcionar os projetos de MDL no Brasil. As normas impostas pelo Protocolo de Kyoto, para elaboração de projetos de MDL constantes da Decisão 17/CP.7 da COP/MOP-2001, foram internalizadas no Brasil através da Resolução CIMGC no 01 de 11.9.2003 e seus Anexos, que estabelecem os procedimentos para aprovação das atividades de projeto no âmbito do MDL. As Decisões 19/CP.9 e 14/CP.10 do Protocolo, tratam dos projetos de florestamento e reflorestamento, inclusive de pequena escala. Essas Decisões foram internalizadas pela Resolução CIMGC nº 2 de 10.8.2005, que definiu novo modelo de Documento de Concepção de 9 10 ERU: refere-se em inglês “Emission Redution Unit’ AAU: refere-se em inglês a “Assigned Amount Unit”. Projeto de MDL (DCP) e estabeleceu também os valores mínimos (tamanho de floresta em área, altura e copa de árvores) para inclusão de produtores nas atividades de projetos de florestamento e reflorestamento As Resoluções citadas, em sintonia com as normas do Protocolo de Kyoto, indicam a seqüência lógica a ser observada pelo setor produtivo, interessado na elaboração de projetos de MDL para obtenção de registro junto ao Conselho Executivo. 3.3 Sistema de Elaboração e Registro de Projetos de MDL A relação de fontes de GEE descritas pelo Protocolo é esclarecedora no sentido de direcionar os setores produtivos às respectivas linhas de base e escopos para projetos de MDL. Os projetos brasileiros em tramitação junto a CIMGC e ao Conselho Executivo do MDL/ONU referem-se às reduções de emissão de GEE na atmosfera e estão relacionados à geração elétrica, suinocultura, aterro sanitário, indústria manufatureira, manejo e tratamento de resíduos, eficiência energética, N2O, indústria química e produção de metal. Lembra-se que no caso do segmento rural existe a possibilidade de se implementar projetos de MDL tanto de redução de GEE quanto de remoção ou seqüestro de carbono. Neste segmento estão inseridas as atividades de florestamento e reflorestamento (A/R), provenientes do Uso da Terra, Mudanças de Uso da Terra e Floresta (LULUCF). As fontes de GEE relacionadas pelo Protocolo e voltadas ao segmento rural são: a) Fermentação Entérica: cultivos de arroz, tratamento de dejetos, solos agrícolas, queimadas prescritas de savana e queima de resíduos agrícolas e, b) Resíduos: disposição de resíduos sólidos na terra, tratamento de esgoto, incineração de resíduos, entre outros. No que tange ao interesse do segmento rural, tramitam pela CIMGC somente projetos de redução de GEE, especificamente relacionados ao tratamento de dejetos (suinocultura). Não há ainda registro de projeto de remoção de carbono. Face à aplicabilidade somente do mecanismo de MDL no Brasil, serão vistas abaixo as fases para elaboração de projetos desta modalidade. As normas para elaboração de projetos são distintas para projetos de pequena e grande escala, tanto para redução de emissões quanto para remoção/seqüestro via A/R. Para a obtenção de CERs os participantes de um projeto no âmbito do MDL devem elaborá-lo em conformidade com as etapas do ciclo de projeto, resumidas em Relatório Status (MCT, p.1-2, 2007a). Tanto projetos relacionados à redução de GEE quanto aos de seqüestro são elaborados em formulários padronizados, iniciando-se pelo Documento de Concepção do Projeto (PDD)11. As etapas para elaboração de projetos florestais do setor LULUCF serão detalhadas posteriormente. O PDD é o primeiro documento a ser elaborado pelo proponente do projeto, de acordo com a metodologia de linha de base e plano de monitoramento. No PDD deverão constar, além da descrição da metodologia e plano de monitoramento, o detalhamento das atividades e dos participantes do projeto, a metodologia para cálculo da redução de emissões dos GEE e para o estabelecimento dos limites da atividade de projeto, bem como a descrição do cálculo das fugas. Deverão constar ainda o período de obtenção de créditos, a justificativa para adicionalidade da atividade de projeto, o relatório de impactos ambientais, os comentários dos atores e informações quanto à utilização de fontes adicionais de financiamento. A Validação corresponde à etapa onde se verifica se o projeto está em conformidade com o disposto no Protocolo de Kyoto. Corresponde ao processo de avaliação independente do projeto, com base no PDD, por uma Entidade Operacional Designada (EOD) com endereço no Brasil, contratada pelo proponente do projeto e reconhecida junto ao Conselho Executivo do MDL. A Aprovação pela Autoridade Nacional Designada (AND) refere-se ao momento em que a AND das Partes envolvidas confirma a participação voluntária e, a AND do país onde são implementadas as atividades de projeto do MDL atesta que tal atividade contribui para o desenvolvimento sustentável. Segundo a CIMGC, no caso do Brasil, seus técnicos avaliam o relatório de validação e a contribuição da atividade de projeto para o desenvolvimento sustentável do país, de acordo com critérios sócio-econômicos e ambientais pertinentes. A Submissão do Projeto ao Conselho Executivo para registro é a etapa onde o projeto já validado pela EOD como uma atividade de MDL é aceito formalmente pelo Conselho Executivo para registro. O Conselho Executivo do MDL aprova o projeto após análise da metodologia escolhida e a adicionalidade proporcionada. No Plano de Monitoramento, processo de responsabilidade dos participantes do projeto, ocorre a coleta e arquivamento de dados necessários para cálculo das reduções de GEE que tenham ocorrido dentro dos limites do projeto e dentro do período de obtenção de créditos, de acordo com a metodologia adotada e com o devido controle de qualidade; 11 PDD: refere-se em inglês a “Project Design Document”. A Verificação/Certificação consiste da auditoria periódica e independente para revisar os cálculos relativos à redução de emissões de GEE ou de remoção de CO2 resultantes de uma atividade de projeto do MDL, enviado ao Conselho Executivo por meio do PDD. A Certificação é a garantia por parte da EOD, de que durante um determinado tempo uma atividade de projeto atingiu as reduções de emissões de GEE propostas. Finalmente, as CERs são emitidas pelo Conselho Executivo do MDL e creditadas aos participantes do projeto, quando o Conselho conclui que houve cumprimento de todas as etapas acima e que as reduções de emissões de GEE decorrentes do projeto estão de acordo com o Protocolo, ou seja, são reduções reais, mensuráveis e de longo prazo. 3.3.1 Participação em Projetos de A/R do setor LULUCF Os procedimentos para participar de um projeto de florestamento ou reflorestamento (A/R) no âmbito do MDL estão definidos pelas Resoluções CIMGC nº 1/2003 e 2/2005 que encamparam as Decisões do Protocolo de Kyoto. Ao selecionar a área para implementação de projeto de MDL devem ser observadas os critérios de elegibilidade descritos nos termos do artigo 3º da Resolução 2/2005 e Rocha (2006): a) área de terra que não continha floresta em 31.12.1989 (para reflorestamento) e área sem floresta nos ultimos 50 anos (para florestamento). A área deve medir no mínimo um hectare, com árvores que tenham no mínimo 30% de cobertura de copa e no mínimo 5 metros de altura. Portanto, uma área antropizada passa a ser considerada florestada ou reflorestada novamente ao atingir os percentuais acima, por regeneração natural ou por iniciativa do homem; b) adicionalidade do projeto (sequestro de carbono maior que o que ocorreria na ausência do projeto) e; c) contribuição ao desenvolvimento sustentável da localidade onde será implentado o projeto. Outros critérios a serem observados na elaboração de projetos de MDL estão relacionados aos conceitos abaixo: Reflorestamento: é a conversão, induzida diretamente pelo homem, de terra não-florestada em terra florestada por meio de plantio, semeadura e/ou a promoção induzida pelo homem de fontes naturais de sementes, em área que foi florestada mas convertida em terra não-florestada. Para o primeiro período de compromisso, as atividades de reflorestamento estarão limitadas ao reflorestamento que ocorra nas terras que não continham florestas em 31 de dezembro de 1989; Florestamento: é a conversão induzida diretamente pelo homem de terra que não foi florestada por um período de pelo menos 50 anos em terra florestada por meio de plantio, semeadura e/ou a promoção induzida pelo homem de fontes naturais de sementes; Embora o Protocolo tenha adotado somente as atividades de A/R do setor LULUCF como elegíveis ao MDL para o primeiro período de compromisso (2008 a 2012), várias outras definições foram adotadas durante as Conferências e encampadas pelas Resoluções CIMGC e seus Anexos, conforme seguem: Floresta: uma área mínima de terra de 0,05-1,0 hectare com cobertura de copa das árvores (ou nível equivalente de estoque) com mais de 10-30 por cento de árvores com potencial para atingir uma altura mínima de 2-5 metros na maturidade in situ. Uma floresta pode consistir de formações florestais fechadas, em que árvores de vários estratos e sub-bosque cobrem uma grande proporção do solo, ou de floresta aberta. Povoamentos naturais jovens e todos os plantios que ainda têm que atingir uma densidade de copa de 10-30 por cento ou altura de árvore de 2-5 metros são considerados florestas, assim como são as áreas que estão temporariamente sem estoques, em conseqüência da intervenção humana, e que normalmente fazem parte da área florestal, como a colheita ou causas naturais, mas que são esperadas reverter para floresta; Desflorestamento: é a conversão, induzida diretamente pelo homem, de terra florestada em terra não-florestada; Revegetação: é uma atividade induzida diretamente pelo homem para aumentar os estoques de carbono em determinados locais por meio do estabelecimento de vegetação que cubra uma área mínima de 0,05 hectare e não se enquadre nas definições de florestamento e reflorestamento aqui contidas; Manejo florestal: é um sistema de práticas para manejo e uso de terra florestal visando o atendimento de funções ecológicas (incluindo a diversidade biológica), econômicas e sociais relevantes da floresta, de maneira sustentável; Manejo de áreas de cultivo: é o sistema de práticas tanto na terra em que as culturas agrícolas são cultivadas quanto na terra que é deixada de lado ou não é utilizada temporariamente para a produção dessas culturas. A Resolução 02/05 contém também definições fundamentais adotadas pelo Protocolo sobre as atividades LULUCF, que orientam os proponentes de projetos de MDL para escolha de metodologias de linha de base e monitoramento, bem como para a decisão de se implementar um projeto de A/R no âmbito do MDL, conforme abaixo: Reservatórios de carbono: biomassa acima do solo, biomassa abaixo do solo, serapilheira, madeira morta e carbono orgânico do solo, (parágrafo 21 do anexo à decisão preliminar -/CMP.1 (Uso da terra, mudança no uso da terra e florestas); Sumidouro: qualquer processo, atividade ou mecanismo que remova um gás de efeito estufa (GEE), um aerossol ou um precursor de um GEE da atmosfera (CQNUMC); Limite do Projeto: delineia geograficamente a atividade de projeto de A/R que está sob o controle dos participantes do projeto. A atividade de projeto pode conter mais de uma área distinta de terra; Linha de base das remoções líquidas de GEE por sumidouros: soma das mudanças nos estoques dos reservatórios de carbono dentro do limite do projeto que teriam ocorrido na ausência da atividade de projeto de A/R no âmbito do MDL; Remoções líquidas reais de GEE por sumidouros: soma das mudanças verificáveis nos estoques dos reservatórios de carbono, dentro do limite do projeto, menos o aumento das emissões de GEE medidas em equivalentes a CO2 e provenientes das fontes que sofreram aumento em conseqüência da implementação da atividade de projeto de A/R, evitando-se dupla contagem dentro do limite do projeto, atribuíveis à atividade de projeto de A/R; Fugas: aumento das emissões de GEE por fontes que ocorra fora do limite de uma atividade; RCE de longo prazo ou lCER: é uma RCE ou CER emitida para uma atividade de projeto de A/R que perde a validade no final do período de obtenção de créditos da atividade de projeto de projeto de A/R no âmbito do MDL e que seja mensurável e atribuível à atividade de projeto de A/R; Remoções antrópicas líquidas de GEE por sumidouros: são as remoções líquidas reais de GEE por sumidouros menos a linha de base das remoções líquidas de GEE por sumidouros menos as fugas; RCE temporária ou tCER: é uma RCE ou CER emitida para uma atividade de projeto de A/R que perde a validade no final do período de compromisso subseqüente àquele em que tenha sido emitida; Atividades de projetos de pequena escala de A/R no âmbito do MDL: são as atividades que devem gerar remoções antrópicas líquidas de GEE por sumidouros inferiores a oito quilotoneladas de CO2 por ano e que são desenvolvidas ou implementadas por comunidades e pessoas de baixa renda, conforme determinado pela Parte anfitriã. Se uma atividade de projeto de pequena escala de A/R gerar remoções antrópicas líquidas de GEE por sumidouros superiores a oito quilotoneladas de CO2 por ano, as remoções excedentes não serão aceitas para a emissão de tCERs ou lCERs. As atividades de projetos de Pequena Escala de A/R seguem os estágios do ciclo de projeto descritos abaixo. Para reduzir os custos de transação essas modalidades e procedimentos foram simplificados conforme dispõe a Resolução 2/05: a) podem ser agrupadas nos seguintes estágios do ciclo de projeto: PDD, validação, registro, monitoramento, verificação e certificação; b) as exigências para elaboração do PDD foram reduzidas; c) as metodologias de linhas de base foram simplificadas para reduzir seu custo de desenvolvimento; d) os planos de monitoramento foram simplificados, incluindo exigências simplificadas de monitoramento; e) uma mesma EOD pode realizar a validação, a verificação e a certificação do Projeto. Para fins de implementação de projetos de pequena escala ficou determinado pela Resolução CIMGC nº 3/2006 que são consideradas comunidades de baixa renda, aquelas cujos membros envolvidos nas atividades de projeto tenham renda mensal familiar per capita de até meio salário mínimo. 3.3.2 Elaboração e Registro de Projetos de A/R Todo o disposto no Anexo da decisão 17/CP.7 do Protocolo de Kyoto (projetos não florestais), mutatis mutandis, se aplica à Decisão 19/CP.9 que trata de projeto de A/R do setor LULUCF, sintetizada por Krug (2004) conforme segue: O PDD deve ser elaborado de modo que as descrições da atividade de projeto de A/R sejam detalhadas, indicando o propósito do projeto e a descrição técnica da atividade de projeto. Essa descrição inclui as espécies e variedades selecionadas, a localização física e limites da atividade de projeto e a definição dos GEE que farão parte da atividade de projeto. Deve constar também no PDD a descrição das condições ambientais da área, do clima, hidrologia, solos, ecossistemas e a presença de espécies raras ou ameaçadas. Outro documento que deve constar do PDD é a descrição do direito legal da propriedade e como a terra está sendo utilizada. Os reservatórios de carbono selecionados (biomassa acima do solo, abaixo do solo, serapilheira, madeira morta e carbono orgânico do solo), devem ser indicados na descrição da atividade de projeto, assim como deve constar a informação de que a seleção desses reservatórios não causou aumento do valor esperado da remoção antrópica de GEE por sumidouros. Na metodologia de linha de base deve constar uma declaração de qual metodologia será utilizada e como se aplica ao projeto. Caso a metodologia seja nova, deve conter no projeto sua descrição e a justificativa de sua escolha. Deve conter ainda a descrição dos parâmetros, fontes de dados e hipóteses utilizadas para estimar a linha de base, bem como levantamento das incertezas. As projeções do seqüestro ou remoção líquida de GEE na linha de base devem ser apresentadas identificando as fontes potenciais de fuga de GEE. Ainda na descrição da atividade de projeto devem ser incluídas as medidas para minimização da fuga potencial, a data do início da atividade, escolha dos períodos de creditação, declaração sobre a abordagem selecionada para tratar da “não-permanência” e descrição de como as remoções/seqüestro por sumidouros são maiores que as mudanças que ocorreriam nos reservatórios, na ausência do projeto. Com relação aos impactos ambientais os proponentes do projeto devem submeter à EOD documentação sobre os impactos na biodiversidade, ecossistemas naturais e impactos fora dos limites da atividade de projeto. Quando aplicável, devem conter também informações sobre hidrologia, solos, risco de fogo, pestes e doenças. Os impactos sócio-econômicos devem ser demonstrados em documentação consistente de análise, incluindo impactos fora dos limites da atividade de projeto, informações sobre as comunidades locais, povos indígenas, posse da terra, emprego local e produção de alimentos, sítios culturais e religiosos e acesso ao produtos florestais. Após elaborado com todas as descrições acima, o documento de concepção do projeto (PDD) é submetido pelos proponentes à fase de Validação. A EOD avalia a atividade do projeto de A/R e verifica, através do PDD e seus Anexos formais, se os requisitos abaixo foram atendidos: a) Se houve comentários sobre a atividade do projeto por parte de atores locais, se esses comentários foram sintetizados e se a EOD foi informada através de relatório sobre esses comentários; b) Se foram submetidos à EOD documentos relativos a análise dos impactos sócioeconômicos e ambientais, além de impactos fora dos limites da atividade de projeto. No caso de se ter identificado algum impacto de relevância, se foi realizado um levantamento de acordo com os requisitos da Parte hospedeira; c) Se a atividade de projeto de A/R é adicional, ou seja, o seqüestro ou remoção líquida real de GEE por sumidouros aumentou mais que a soma das mudanças nos estoques de carbono nos reservatórios, dentro dos limites do projeto, que ocorreria na ausência do mesmo; d) Se as verificações foram efetuadas pela EOD de modo a evitar coincidências com os picos nos estoques de carbono. e) Se foi especificada a abordagem adotada para a questão de “não permanência”. Após validado, o projeto é submetido ao Registro. O registro é um pré-requisito para a verificação, certificação e emissão de tCERs ou lCERs. O Período de Creditação refere-se ao período em que uma atividade pode gerar créditos. Começa no início da atividade de projeto com prazo fixo de 30 anos para término, ou com prazo flexível de 20 anos, podendo ser renovado por mais duas vezes. A cada renovação a EOD informa o Conselho Executivo do MDL se a linha de base original foi atualizada. O Plano de Monitoramento é parte integrante do PDD e nele deve constar a forma de coleta e armazenamento dos dados necessários para estimar ou medir a remoção líquida real de GEE por sumidouros durante o período de creditação. Deve especificar as técnicas e métodos para medir reservatórios de carbono e emissões de GEE incluídos no cálculo do sequestro/remoção líquida real de GEE por sumidouros. Ademais, identifica as fontes potenciais de fuga e o armazenamento dos dados referentes à fuga durante o período de compromisso. A fase de Verificação é a revisão periódica independente e determinação a posteriori pela EOD do seqüestro real líquido de GEE por sumidouros ocorrido desde o início da atividade de projeto. A Certificação é um documento firmado pela EOD, certificando que a atividade de projeto de A/R atingiu a remoção antrópica líquida de GEE desde o início do projeto. A verificação e certificação iniciais podem ser efetuadas em período selecionado pelos participantes do projeto. A partir daí, ambas deverão ser realizadas a cada 5 anos, até o final do período de creditação. Com relação à emissão de CERs, Krug (2004) salienta a existência de dois tipos de certificados para as atividades de projeto de A/R no âmbito do MDL: a CER temporária (tCER) e a CER de longo prazo (lCER). Na realidade, para ambas ficou determinado um prazo de validade, sendo que a tCER expira ao final do período de compromisso subsequente àquele em que foi emitida (primeiro período: 2008 a 2012). A lCER expira ao final do período de creditação da atividade de projeto (30 anos fixos ou 20 anos renováveis por duas vezes, chegando a 60 anos). Ficou definido também que a aquisição de tCERs e lCERs pelas Partes do Anexo I do Protocolo, limita-se em 1% do total de suas emissões de CO2 em 1990, vezes cinco. Assim, cada Parte do Anexo I deve obedecer este redutor de mercado, assegurando que sua aquisição líquida de tCERs ou lCERs durante o primeiro período de compromisso do Protocolo não ultrapasse a quantidade imposta. A EOD é responsável pela emissão de Relatórios de Certificação solicitando ao Conselho Executivo do MDL a emissão de tCERs ou lCERs correspondentes à quantidade verificada de remoções antrópicas líquidas de GEE por sumidouro. Esclarece Krug (2004) que as tCERs e lCERs não podem ser “transferidas” de um período de compromisso para outro subseqüente. Sendo assim, os títulos emitidos devem ser utilizados pela Parte adquirente no período de compromisso onde foram emitidos. As Partes Anexo I devem manter registros contábeis relativos à substituição das tCERs e lCERs. A substituição deverá ocorrer antes que expire sua validade, por outros títulos como: CERs, ERUs, AAUs ou outras tCERs e lCERs. Em síntese, uma atividade de projeto A/R pode gerar tCERs mesmo que tenha ocorrido a reversão (total ou parcial) do sequestro ou remoção antrópica líquida de GEE por sumidouros durante o período de creditação. Por outro lado, uma atividade de projeto de MDL não pode mais gerar tCERs após o período de creditação selecionado, mesmo que após este período a floresta continue seqüestrando CO2 (KRUG, 2004). 3.3.3 Metodologias aprovadas para Projetos de A/R Cabe inicialmente ao proponente de um projeto no âmbito do MDL elaborar metodologia de linha de base e de monitoramento, submetendo-a a aprovação do Conselho Executivo do MDL na ONU. Antes porém, há que se certificar da existência de alguma metodologia que já tenha sido aprovada pelo referido Conselho e que se adapte ao projeto em pauta. O Conselho já conta com 11 (onze) metodologias aprovadas para elaboração de projetos de florestamento e reflorestamento, sendo 1 (uma) para projetos de pequena escala e dez (10) de larga escala, todas disponíveis ao público. Na tabela 1 estão relacionadas as metodologias aprovadas: Tabela 1 -Metodologias para Projetos de A/R no âmbito do MDL, aprovadas pelo Conselho Executivo do MDL/ONU METODOLOGIAS PAÍSES DE ORIGEM AR-AMS0001-Metodologias revisadas simplificadas de linha de base e monitoramento para atividades de projetos selecioExecutive Board, 23.12.2006 nados ao A/R de pequena escala no âmbito do MDL AR AM0001 - Reflorestamento em Áreas Degradadas China, 15.5.2006 AR-AM0002 - Restauração de terras degradadas através de FlorestaMaldova, 19.5.2006 mento/Reflorestamento AR-AM0003 - Florestamento e Reflorestamento da área degradada através do Plantio de Árvores, Regeneração Natural Albânia, 06.10.2006 Assistida e Controle de pastagem de Animais AR-AM0004 - Reflorestamento ou Florestamento da área atualmente Honduras, 29.9.2006 sob uso Agrícola AR-AM0005 – Atividade de Florestamento e Reflorestamento Brasil, 22.12.2006 Implementada para Uso Industrial e/ou Comercial AR-AM0006 - Florestamento e Reflorestamento com árvores China, 16.2.2007 entremeadas por Arbustos em terras degradadas AR-AM0007 - Florestamento e Reflorestamento em Terras atualmente Equador, 16.02.2007 sob uso Agrícola ou Pecuária AR-AM0008 - Florestamento ou Refloesamento em Terras Degradadas República Democrática de para a Produção Sustentável de Madeira Madagascar, 27.7.2007 AR-AM0009 - Florestamento e Reflorestamento em Terras Degradadas Colômbia, 14.12.2007 com atividades silvopastoril AR-AM0010 - Florestamento ou Refloesamento implementado em Brasil, 14.12.2007 Terras de pastagem não manejada em APP Fontes: MCT/2007 e http://cdm.unfccc.int/DOE/scopes.html#14 As florestas energéticas contribuem para a mitigação das mudanças climáticas através do mecanismo de seqüestro de carbono e como fonte de energia renovável, ou seja, pela substituição de combustível fóssil por fontes alternativas. Nesse sentido, a metodologia AR-AM0005 relacionada na tabela 1 é aplicável a projetos florestais implementados em áreas de pastagens não manejadas e de manejo extensivo para atender a demanda de madeira para uso industrial e comercial. Além disso, delineia métodos para estimar a remoção líquida de GEE por seqüestro de reservatórios de biomassa viva acima e abaixo do solo, excluindo os reservatórios serapillheira (restos de vegetais no solo), madeira morta e carbono orgânico do solo. Pode ser utilizada em conjunto com outras metodologias em projeto de atividade A/R que contabiliza o uso da biomassa (UNFCCC, 2007). 3.4 Custos de Projetos de MDL Pesquisadores e consultores inseridos em vários segmentos do mercado de carbono apresentam números referentes aos custos para elaboração de projetos de MDL. Segundo Silva (2007), os custos para elaboração e monitoramento de um projeto de MDL, elaborado nos termos dos estágios definidos anteriormente, giram em torno de US$ 100.000 a US$ 150.000, face à burocracia que existe até a efetiva aprovação dos projetos pela ONU. Hauser (2007) entende que os custos podem superar os valores registrados por Silva (2007) e estima valores mínimos de € 200.000 por projeto. Conforme informações constantes de projetos agrícolas de MDL, que utilizam a metodologia Sistema de Manejo de Dejeto Animal (SMDA), os custos somente de aquisição e instalação do equipamento denominado “digestor anaeróbio”, passam de US$ 80.000,00 CIMGC (MCT, 2007b). Com maiores detalhes, partindo da elaboração do PDD à emissão das CERs, um projeto de MDL monitorado, que utilize uma das metodologias já consolidadas, teria um custo médio de acordo com valores calculados por UNDP (2006) apud (ROCHA, 2007), discriminados na tabela 2: Tabela 2 - Custos Médios de Projeto de MDL Etapas a) Metodologia b) Documento de Concepção do Projeto (PDD) c) Validação d) Aprovação e) Registro f) Monitoramento g) Verificação/Certificação Custos/US$ 0 15 a 50 mil 10 a 40 mil 0 i) Contribuição ao Fundo de Adaptação j) Outros (Contratos) 5 a 30 mil 5 a 10 mil por ano monitorado 15 a 25 mil - a primeira Verificação < 15 mil as subseqüentes 0.10 por CER/ano para as primeiras 15.000 RCEs; 0.20 por CER/ano para cada CER adicional, até o máximo de 350.000; 2 % das CERs emitidas 15 a 25 mil Total 60 a l75 mil h) Taxa de administração (EB) Fonte: Rocha (2007) Observa-se pelo exposto, que o custo total que varia entre 60 a 175 mil dólares, refere-se somente ao custo de elaboração do projeto dentro das exigências do Protocolo de Kyoto, sua tramitação, monitoramento por 1 (um) ano e, registro pelo Conselho Executivo do MDL. Não contempla, portanto, o custo de implementação do reflorestamento. 3.5 Mercado Voluntário de Carbono Os Estados Unidos e Austrália optaram pela não adesão ao Protocolo de Kyoto. Entretanto, diversas grandes empresas e instituições públicas norte-americanas assumiram o compromisso de reduzirem suas emissões de GEE na atmosfera, mesmo estando fora das obrigações do Protocolo. Voluntariamente, essas empresas decidiram instituir em 2003 um mecanismo voluntário de comercialização de carbono que resultou na Bolsa do Clima de Chicago (CCX)12. Essa Bolsa é regida pelas leis norte-americanas, acompanhada e auditada por seus próprios membros, além de autoridades do mercado financeiro americano, conforme apresentado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS, 2007). Além do mercado doméstico a Bolsa têm projetos florestais registrados provenientes do Canadá, México e regiões Sul e Nordeste do Brasil, com a perspectiva de tornar elegíveis projetos da Austrália, Nova Zelândia e Chile (FBDS, 2007). Com relação aos projetos brasileiros de reflorestamento com registro na Bolsa, citam-se as empresas de papel e celulose Cenibra, Suzano, Klabin, Aracruz e Votorantin. 3.5.1 Sistema de Registro de Projeto no Mercado Voluntário Os mecanismos da CCX são mais flexíveis e mais simples que os mecanismos do Protocolo de Kyoto, segundo a FBDS (2007) que é sua representante no Brasil, credenciada para recebimento, seleção, análise e encaminhamento de projetos ao Conselho Executivo da Bolsa. Quanto ao ciclo de projetos de créditos, na primeira fase (2003/2006), foram definidas as etapas para apresentação de projetos de carbono junto à CCX, até a comercialização dos créditos. As unidades de reduções, certificadas pelo auditor do projeto, são denominadas Reduções de Emissões Verificadas (VERs)13, conforme pode ser visto em Capoor and Ambrosi ( 2007). Inicialmente, o proponente do projeto deve contratar os serviços da Fundação para, posteriormente, postular o direito às VERs, seguindo as seguintes etapas: 1o) Contratação da FBDS para elaboração do projeto; 2o) Apresentação pelo proponente, do relatório preliminar à CCX, até 60 dias após a contratação; 3o) Apresentação do relatório final à CCX, até 30 dias após 12 13 CCX: refere-se em inglês a “Chicago Climate Exchange”. VERs: refere-se em inglês a “Verified Emission Reductions” . a apresentação do relatório preliminar, momento em que a empresa se torna participante do CCX; 4o) Credenciamento do verificador junto a CCX. O verificador atua como auditor do projeto e certifica se as estimativas de absorção de carbono foram efetivamente cumpridas; e, 5o) Ocorre a venda dos créditos de carbono (VERs), a critério do proponente. Dentre as diferenças entre mercado voluntário e os instrumentos do Protocolo de Kyoto, um projeto da CCX é registrado em 90 dias, não exigindo burocracia na sua apresentação ao Conselho, fase esta que, pelo Protocolo de Kyoto, demanda vários anos, não havendo necessidade de obtenção da aprovação governamental e nem tampouco que os recursos sejam destinados unicamente a novos projetos. São aceitos projetos florestais já implantados, desde que as áreas florestais tenham sido implantadas após 1990, em áreas não florestadas anteriormente (FBDS, 2007). Os membros participantes da CCX fizeram o compromisso de reduzir suas emissões de GEE em conformidade com uma linha de base definida como a média de suas emissões no período entre 1998-2001. Para a 1a fase (2003/2006) estes percentuais foram de 1% em 2003, 2% em 2004, 3% em 2005 e 4% em 2006. Na 2a fase (2007/2010) todos os membros se comprometeram com um programa anual de emissões que resulta no ano de 2010, em 6% abaixo da linha de base (CCX, 2007). A Bolsa atua tanto no mercado de permissões quanto no mercado de créditos de carbono, cujos projetos são financiados pela CCX Carbon Financial Instrument™ (CFI™). No mercado de permissões de emissões, as empresas membros compram contratos quando emitem GEE acima das metas acordadas e, vendem essas permissões quando emitem abaixo destes percentuais. Em 2006 a CCX comercializou um volume de 10,3 MtCO2, totalizando 38,1 milhões de dólares ou 30 milhões de euros (CAPOOR; AMBROSI, 2007). 3.6 Mecanismos de Comercialização de Créditos de Carbono Empresas e produtores rurais, com expectativas de se inserirem no mercado de créditos de carbono que tenham projetos viáveis de reflorestamento no âmbito do MDL, obrigatoriamente terão que conhecer os mecanismos a serem utilizados na comercialização. O mercado de carbono está constituído pela oferta e demanda de créditos de redução de carbono provenientes de projetos de MDL e IC, bem como, pela oferta e demanda de permissões de emissões da União Européia (EUA)14, semelhantes às AAUs do Mercado de Emissões do Protocolo de Kyoto. O mercado de carbono também é constituído pelo mercado voluntário americano, representado pela Bolsa de Chicago (CCX). Em ambos os mercados, vendedores e compradores buscam atender as metas de redução de emissões assumidas (CAPOOR; AMBROSI, 2007). O Brasil e demais países em desenvolvimento, que não fazem parte do Anexo I do Protocolo, estão inseridos no mercado de créditos de carbono cujos títulos negociáveis são a CER permanente, a tCER e a lCER. Nos termos do Protocolo de Kyoto, países do Anexo I ficaram obrigados a comprovar até 2005 progresso no sentido de honrar os compromissos assumidos de redução de GEE. Foi autorizada também a utilização das CERs obtidas entre 2000 a 2008, para auxiliar no cumprimento das responsabilidades relativas ao primeiro período do Protocolo (2008 a 2012). Efetivamente, a partir do início da presente década, surgiram vários instrumentos de comércio de crédito de carbono, dando início a um mercado que se formalizou em fevereiro de 2005, com a ratificação do Protocolo. Consequentemente, o mercado internacional de carbono passa a contar com o apoio de diversos fundos de financiamento e de aquisição de créditos, instituídos principalmente pelo Banco Mundial, dentre eles, Prototype Carbon Fund (PCF), BioCarbon Fund (BioCF), Community Development Carbon Fund (CDCF), Umbrella Carbon Facility, Netherlands CDM Facility, Italian Carbon Fund, Danish Carbon Fund, Spanish Carbon Fund, Carbon Fund for Europe, European Carbon Fund (ECF), dentre outros (CARBONOFINANCE, 2007). Esses fundos viabilizam financeiramente projetos de MDL e IC, fomentando o mercado de créditos de carbono entre países constantes no Anexo I e países em desenvolvimento, bem como países com economia em transição (CARBONOFINANCE, 2007). As CERs e outros ativos adquiridos pelos fundos citados são comercializados através de diversas bolsas instituídas pelos mercados europeu, asiático e americano, que dão suporte inclusive ao mercado de permissões. Dentre elas, citam-se a European Trade Scheme (EU-ETS); a Emission Trade Scheme (UK ETS) (mercado do Reino Unido); New South Wales Trade System (NSW) (mercado australiano); European Climate Exchange (mercado holandês); a Bolsa CO2e.com (mercado 14 EUA: refere-se em inglês a “European Union Allowances” e são comercializadas pela União Européia através do European Trade Scheme-EU-ETS . canadense); Bolsa CCX (mercado voluntário norte-americano), dentre outras (CAPOOR; AMBROSI,2007). No Brasil, foi inaugurado em 2005, o banco eletrônico de projetos de MDL da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) de São Paulo. O banco, cujo objetivo é organizar o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE) tem registro de projetos de MDL validados por EOD e de projetos com PDD em fase de estruturação. Os investidores qualificados (compradores e vendedores) divulgam através do banco suas intenções de comercializar CERs no mercado de créditos de carbono. Os leilões são eletrônicos e agendados pela BM&F/BV-RJ, a pedido dos participantes do projeto de MDL interessados em ofertar seus créditos no mercado spot. O primeiro leilão de créditos de carbono da BM&F ocorreu em setembro do corrente ano. Os créditos (808.450 CERs) provenientes de projeto de MDL de aterro sanitário localizado no município de São Paulo foram arrematados ao preço médio de 16,20 euros a unidade. O agendamento do leilão ocorre somente após o participante obter do Conselho Executivo do MDL seu pedido de aprovação das respectivas CERs. É objetivo da BM&F/BV-RJ implantar também sistema eletrônico de leilões de créditos de carbono no mercado à termo, visando oferecer um canal de comercialização aos empresários, cujos créditos estejam em fase de geração e de certificação (BM&F, 2007). Também em 2005, visando dar agilidade e segurança ao fluxo de recursos provenientes do mercado de carbono, o Banco Central do Brasil alterou o Regulamento de Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais. Foi estabelecido um código específico para execuções de transferências de valores relacionados aos projetos de MDL. Através desse código, as operações financeiras entre as partes participantes de projetos de MDL podem ser executadas diretamente junto aos bancos autorizados a operar no mercado de câmbio (MCT, 2005). 3.7 Oferta e Demanda Mundial de Projetos de MDL e CERs 3.7.1 Oferta Existiam mundialmente, 2.698 projetos de MDL tramitando pelo Conselho Executivo do MDL até novembro de 2007, em busca de registro, sendo que desse total, 800 foram registrados pelo Conselho. O Brasil ocupa o 3o lugar participando com 255 projetos, sendo que 165 foram aprovados pela CIMGC e 109 registrados pelo Conselho Executivo do MDL. A China e a Índia, maiores concorrentes na oferta de projetos e CERs no mercado, respondem pelo 1o lugar com 874 projetos (265 registrados), sendo um de florestamento/ reflorestamento e, 2o lugar, com 776 projetos (109 registrados), respectivamente. Em seguida surgem os mais de 50 países atuantes na oferta de projetos de MDL dentre eles México, Chile, Malásia, Coréia do Sul, Filipinas, Honduras, Argentina, Equador, África do Sul, Indonésia, Peru, Chipre, Colômbia, Guatemala, etc (MCT,p.3,2007a). Ficou definido pelo Protocolo de Kyoto que o primeiro período para obtenção de créditos dos projetos de MDL não florestais geradores de CERs permanentes, será de 10 anos fixos, ou de 7 anos, renováveis por mais duas vezes. Para projetos de A/R este período é de 30 anos fixos ou de 20 anos renováveis por duas vezes, conforme esclarecido anteriormente. Portanto, para o primeiro período de obtenção de créditos, os 2.698 projetos acima correspondem a um total de 3,75 bilhões t CO2e, gerados pelos países atuantes no mercado. Para o Brasil, considerando inclusive projetos em andamento (sem registro pelo Conselho Executivo do MDL), as reduções de emissões projetadas pela CIMGC no primeiro período, correspondem a 209,9 milhões de tCO2e, ou 36,4 milhões de tCO2e por ano. Este número classifica o Brasil também em 3o lugar no ranking. O 1o lugar é ocupado pela China com 2,0 bilhões de t CO2e, seguida pela Índia com 943 milhões de tCO2e, vindo em seguida os demais países (MCT, p.3, 2007a). Dos 255 projetos de MDL que deram ou darão origem a estas CERs no Brasil, 66% deles contribuem com a redução de emissões de gás carbônico (CO2), seguido pelo gás metano (CH4) e pelo óxido nitroso (N2O). Segundo ainda o MCT, grande parte dos projetos, precisamente 60%, foi desenvolvida no setor energético, 16% em tratamento de dejetos (suinocultura), 11% em aterro sanitário (escopo de maior redução de CO2e), seguidos em menores percentuais, por manejo e tratamento de resíduos, indústria manufatureira, eficiência energética e industria química. Não há registro de projetos brasileiros no escopo florestal. 3.7.2 Demanda Com relação à demanda mundial, ressalta-se que em 2005 foram comercializadas um volume de 352 MtCO2e (MDL e IC), tendo o Japão respondido por 46% das aquisições, seguido pelo Reino Unido com 15%. Em 2006, o volume total comercializado foi ampliado para 466 MtCO2e, sendo que o Reino Unido respondeu por 50% das aquisições. Essas informações podem ser observadas na figura 1. Figura 1- Países Compradores e Volume comprado de Certificados no Mercado (MDL e IC) até 2012 2005 2006 Fonte: CAPO OR, K. and AMBR OSI ,P. State and Trends of the Carbo n Market (2007, p. 28). The World Bank Em 2007, o mercado comprador de créditos gerados somente por projetos de MDL está representado pelo Reino Unido da Grã Bretanha e norte da Irlanda, que respondem por 40,64% do total de projetos registrados, conforme representado na figura 2: Figura 2 - Países Investidores - Projetos registrados no Conselho Executivo de MDL (2007) Fonte: CDM UNFCCC, novembro de 2007c Além do Reino Unido, a figura 2 mostra na seqüência, os Países Baixos (Holanda), que responde por 14,61% do mercado comprador, seguido pelo Japão, Suíça, Espanha, Suécia, Itália, Germânia, Canadá, Áustria, Finlândia e outros países com percentuais menores. 3.7.3 Projetos de MDL em Mato Grosso O Estado de Mato Grosso participa com 9% das atividades de projetos no âmbito do MDL no Brasil, sendo que São Paulo responde pelo 1o lugar com 24% do total de projetos. Minas Gerais responde por 14%, vindo em seguida Rio Grande do Sul com 10%, Santa Catarina com 7%, Paraná e Goiás com 6% respectivamente, Rio de Janeiro com 4% e demais Estados com percentuais menos representativos (MCT, p.11,2007a). Dos 165 projetos de MDL aprovados pela CIMGC, 14 foram implementados em Mato Grosso. Deste total, 8 são provenientes de Suinocultura (Sistema de Manejo de Dejeto AmimalSMDA), agrupados com fazendas de outros estados brasileiros. Em Mato Grosso estas fazendas estão distribuídas pelos municípios de Diamantino, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Nova Mutum, Tapurah, Vera, Sinop, Itiquira, Campo Verde e Rondonópolis. Outros 4 projetos são de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), logo, fogem dos escopos voltados diretamente ao segmento rural. Foram implementados nos municípios de Araputanga, Comodoro, Sapezal, Novo Mundo, Nova Maringá e Guarantã do Norte. Dos dois últimos projetos, 1 (um) provém de energia de biomassa de cana-de-áçucar, implementado em Nova Olímpia e o último refere-se à eliminação de combustível, ou seja, substituição de motores à diesel por energia elétrica, também foge do interesse do segmento rural. Este último foi implementado em 14 municípios das regiões Norte e Noroeste mato-grossense (MCT,2007b). Os projetos acima totalizam uma redução de emissões de GEE de 8.951.071 tCO2e, para o primeiro período de obtenção dos créditos. Por fim, com relação a projetos de reflorestamento existentes em Mato Grosso, todos naturalmente, seqüestram carbono, dentre eles destacam-se os seguintes: a) projeto de reflorestamento com espécies nativas da empresa Peugeot, com 12.000 ha; b) Plantio de Teca com 3.000 ha; c)Projeto de Plantio de Seringa, com 1.000 ha (ROCHA, 2003). Predomina-se no Estado o reflorestamento com eucalipto, seguido pelas espécies teca e seringueira. Entretanto, não constam na CIMGC registros de projetos florestais mato-grossenses no âmbito do MDL. A partir de 2006 alguns países passaram a apresentar metodologias específicas para projetos de florestamento e reflorestamento junto ao Conselho Executivo do MDL, sendo duas brasileiras. Contudo, até o momento, somente a China conseguiu a aprovação e registro de um projeto de A/R junto ao Conselho. Abordam-se no próximo capítulo as condições climáticas e a vegetação do cerrado matogrossense, bem como a produtividade e seqüestro de carbono pelo eucalipto no cerrado. CAPÍTULO IV CLIMA E FORMAÇÃO VEGETAL DO CERRADO, REFLORESTAMENTO E SEQUESTRO DE CARBONO PELO EUCALIPTO 4.1 Clima e Formação Vegetal O cerrado mato-grossense é constituído por 35,97 milhões de hectares (SEMA,2006), representando 16,35% de todo o cerrado brasileiro que, segundo consta do Programa Cerrado Sustentável (MMA, 2004) é formado por cerca de 2,2 milhões de km2, equivalente a 220 milhões de ha. Além de Mato Grosso o cerrado brasileiro contempla os estados do Pará, Rondônia, Roraima, Maranhão, Ceará, Piauí, Bahia, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. Segundo Coutinho (2007) no bioma cerrado existem duas estações climáticas, cuja precipitação pluviométrica média anual varia entre 1200 e 1800 mm. A precipitação média mensal apresenta grande estacionalidade, concentrando-se nos meses de outubro a março, período considerado como estação chuvosa. Apesar das chuvas, nessa estação ocorrem os curtos períodos de seca, chamados veranicos, causadores de problemas graves para a agricultura e pecuária das regiões produtivas. No período de maio a setembro os índices pluviométricos mensais reduzem significativamente, podendo chegar a zero. Predomina no cerrado o clima tropical sazonal, de inverno seco, sendo que a temperatura média anual gira em torno de 22-23ºC cuja média mensal apresenta pequena estacionalidade. As temperaturas máximas absolutas mensais atingem mais de 40ºC e a umidade relativa do ar no período de seca por ser extremamente baixa, contribui com os riscos de queimadas em áreas públicas e privadas, face à vegetação herbácea graminosa (COUTINHO, 2007). O solo do cerrado é caracterizado como latossolos vermelhos ou amarelos, em geral profundos, bem drenados, pouco férteis, com alta toxidade e acidez, devido à alta concentração de alumínio e ferro. Contrapondo à pobreza de nutrientes do solo, o cerrado conta com uma grande riqueza florística, alternando a paisagem entre matas ciliares ao longo dos rios e vales e vegetações múltiplas que vão de floral à campestre (PIVELLO, 2007). Estimativas dão conta de que a flora do cerrado constitui-se de, aproximadamente, 10 mil espécies que beneficiam a fauna e o homem, desde frutos como pequi, caju, jatobá, mangaba, manga, goiaba, até as folhas e raízes de espécies usadas em chás, produtos farmacêuticos, fibras, artesanatos, extração de óleos, como ipê, pequi, sucupira, copaíba, etc. Essa riqueza está relacionada com a extensão territorial, a variações de latitude e altitude, encraves em outros biomas e influências antrópicas. As paisagens interceptadas por matas florestais a campestres são devidas às condições geológicas, morfológicas e climáticas (MORENO; HIGA, 2005). Na literatura o cerrado é também denominado de savana, ou seja, ecossistemas que possuem um estrato herbáceo e uma quantidade variável de árvores e arbustos que não formam estruturas contínuas de copas. A Savana é representada por subgrupos de formação vegetal, denominada Savana Florestada, Savana Arborizada, Savana Parque e Savana Gramíneo- Lenhosa (IBGE, 2004). Para Pivello (2007) a vegetação da savana forma uma estrutura que vai do cerrado completamente aberto denominado campo limpo, ao cerrado fechado, denominado cerradão, por sua característica florestal. As formas intermediárias são o campo sujo, o campo cerrado e o cerrado stricto sensu. Moreno & Higa (2005) definem o cerrado como uma estrutura constituída de dois estratos. Um estrato chamado inferior, composto por um tapete herbáceo graminoso. Suas raízes são geralmente superficiais, indo até pouco mais de 30 cm. Os ramos aéreos são anuais, secando e morrendo durante a estação de seca. Desses ramos derivam toneladas de palhas que se transformam em combustível inflamável, favorecendo a ocorrência de queimadas, (COUTINHO, 2007). O segundo estrato é chamado superior, formado por arbustos e árvores de até 10 metros de altura caracterizados como indivíduos de troncos e galhos retorcidos, de caule grosso, cobertos por uma cortiça grossa, cujas folhas são geralmente grandes e ásperas. Muitas plantas herbáceas têm órgãos subterrâneos para armazenar água e nutrientes. A figura 3 exemplifica estas afirmações: Foto 1: Pessoa Sirlene Gomes Amado de Oliveira Filho Foto 1: Sirlene Gomes Pessoa Amado de Oliveira Filho Figura 3 -Vegetação do Cerrado Mato-grossense - Fazenda Junior Neto, município de Cuiabá/MT. EntreFotos os animais invertebrados que se destacam como principais herbívoros no tiradas em 23/9/2007. cerrado e fortemente combatidos, inclusive pelos silvicultores, citam-se os térmitas (cupins) e as formigas cortadeiras (PIVELLO, 2007). 4.2 Reflorestamento no Cerrado Mato-Grossense Foto 2: Pe Segundo a SEMA/MT (2006) o cerrado em Mato Grosso se estende por uma área de 35,97 milhões de hectares, sendo que cerca de 55% de sua vegetação permanecia intacta até 2005. A figura 4 destaca a extensão do bioma cerrado em Mato Grosso: Figura 4 – Mapa do Estado de Mato Grosso destacando as áreas ocupadas pelo Cerrado Fonte: Extraído do Programa Cerrado Sustentável (MMA, 2004) por Amado Junior Neto Pessoa de Oliveira. Os 15,8 milhões de hectares desflorestados até 2005 correspondem a área utilizada pelo setor produtivo do Estado para produção agropecuária, principalmente de soja, milho, algodão, arroz e pecuária bovina, além da silvicultura de forma menos expressiva. Dos 5,6 milhões de hectares de florestas plantadas no Brasil (SBS, p.8, 2006) Mato Grosso responde por apenas 145,5 mil hectares. Segundo Shimizu, Klein & Oliveira (2007, p.32) esta silvicultura está representada principalmente pelas várias espécies de eucaliptos, inclusive a espécie citriotora que totalizam 50.461 hectares. Em seguida, sobressai a produção de teca com 48.526 hectares, seguida pela produção de seringueira, com 44.241 hectares. Outras espécies fazem parte do reflorestamento, como aroeira, castanheira, ipê, mogno, nim-indiano, pau-de-balsa, pinho cuiabano, etc. A produção silvícola no Estado está distribuída por 93 municípios inseridos nos três biomas: Cerrado, Pantanal e Amazônia. Dos 93 municípios, Cáceres conta com a maior extensão de área plantada, totalizando 12.230,6 hectares, seguido por Paranatinga, Itiquira, Rondonópolis e demais municípios, conforme pode ser observado na tabela 3. Tabela 3 - Os 15 Municípios de Mato Grosso, com maior Área cultivada com Espécies Florestais Municípios Áreas (ha) (Cerrado e divisa com outros Biomas) Cáceres (pantanal) 12.230,6 Paranatinga (cerrado) 11.589,0 Itiquira (cerrado) 10.461,1 Rondonópolis (cerrado) 8.745,6 Rosário Oeste (cerrado) 5.816,5 Brasnorte (cerrado) 5.765,9 Dom Aquino (cerrado) 4.876,3 Alta Floresta (amazônia) 4.682,3 Chapada dos Guimarães (cerrado) 4.139,7 Barra do Bugres (cerrado) 3.969,9 São José do Rio Claro (cerrado) 3.794,3 Tangará da Serra (cerrado) 3.452,3 Pontes e Lacerda (amazônia) 3.345,8 Juscimeira (cerrado) 3.248,5 Nova Mutum (cerrado) 3.207,0 Total 89.324,80 Fonte: Shimizu, Klein e Oliveira (2007). Observa-se que 61,4% das florestas plantadas no Estado estão representados pelos 15 municípios constantes da tabela acima, pertencentes principalmente ao bioma cerrado ou de divisa com o cerrado. Outra observação importante, segundo Shimizu, Klein & Oliveira (2007, p.29) é que em 56 municípios a produção ocorre em áreas menores de 1000 hectares, sendo que em 16 deles, as áreas são menores que 100 hectares. 4.3 Áreas Cultivadas com Eucalipto No Brasil existem 3,4 milhões de hectares plantados com eucalipto, 1,8 milhão de hectares com pinus e 326 mil hectares com outras espécies dentre elas, acácia-negra, gmelina, pópulus, seringueira, teca e araucária. A produção de eucalipto se concentra em maior área do Estado de Minas Gerais, seguido por São Paulo, Paraná, Bahia, dentre outros (SBS, p.33, 2006). Em Mato Grosso são 50.461 hectares de áreas plantadas com eucalipto, distribuídas entre as espécies híbridas e não híbridas, cujas espécies de maior área plantada são a híbrida Urograndis e as não híbridas Citriodora e Camaldulensis, conforme pode ser verificado na tabela 4. Tabela 4 - Espécies de Eucalipto utilizadas em Reflorestamento em Mato Grosso Espécie Anos de Plantio Área (ha) Urograndis 1994 a 2007 21.240,99 Citriodora 1983 12.529,00 Camaldulensis 1990 a 2006 10.645,52 Urocam 1998 a 2006 2.864,55 Urophylla 1997 a 2005 1.621,31 Grandis 1998 a 2005 1.074,49 Pellita 1999 a 2004 389,22 Cloeziana 1998 a 2000 65,39 Tereticornis 2003 19,0 Cagrandis 2001 9,87 Pilularis 2000 0,99 Pyrocarpa 2000 0,89 Total 50.461,22 Fonte: Shimizu, Klein e Oliveira (2007). Entre os municípios que cultivam eucalipto no Estado, citam-se os de maiores áreas plantadas como: Paranatinga com 11.324ha de citriodora, Dom Aquino com 3.430ha, Juscimeira com 2.902ha e Alto Araguaia com 2.680ha, todos da espécie urograndis, Rondonópolis com 3.019ha e Chapada dos Guimarães com 1.298ha, ambos da espécie camaldulensis, seguidos por municípios com menores áreas plantadas. Observa-se que estes municípios pertencem em sua grande maioria, à região de cerrado do Estado. O incremento médio anual (IMA) ou média anual de produtividade do eucalipto em Mato Grosso está entre 23,28 m3/ha/ano para a espécie urograndis, 9,25 m3/ha/ano para o citriodora, 14,60 m3/ha/ano para a camaldulensis e 13,23m3/ha/ano para a urophyilla, média que varia em função da espécie cultivada, da eficiência hídrica da região, do solo, etc. O IMA das espécies estudadas foi utilizado para fins de cálculo do seqüestro de carbono pelo eucalipto em municípios específicos e está ilustrado mais adiante na tabela 6. 4.4 Produção e Contribuição do Eucalipto para o Desenvolvimento Sustentável O regime de produção e rebrota das cepas do eucalipto permite até 3 rotações sucessivas e econômicas, cuja colheita ocorre por volta de 7 anos e a reforma da plantação se dá somente aos 21 anos. No caso de manejo para produção de madeira a rotação pode chegar até 25 anos. Existem espécies típicas de florestas que produzem árvores altas atingindo entre 30 a 50 metros e, de florestas abertas com árvores menores, entre 10 e 25 metros de altura (SANTOS et al., 2003). Em função do avanço tecnológico e de pesquisa florestal alcançado por empresas do segmento, o eucalipto para fins de celulose pode ser colhido aos 7 anos, quando atinge até 35 metros de altura (ARACRUZ, 2007). A agroindústria ADM do Brasil localizada em Rondonópolis/MT, faz colheita de eucalipto para fins energéticos aos 4,6 anos em Mato Grosso do Sul, com pretensões de safras aos 6,6 em Mato Grosso, segundo Wilbert (2007). Da produção de eucalipto com plantio adensado resultam árvores de pequeno diâmetro, cuja matéria-prima atende à demanda do mercado de lenha, carvão, celulose, estacas para cercas, etc. A figura 5 exemplifica tais informações. Amado de Oliveira Filho Amado de Oliveira Filho Figura 5: Produção de eucalipto no município de Cuiabá/MT. Fotos tiradas em 08.11.2007. Quando a produção de madeira do eucalipto se destina à serraria, recomenda-se o plantio em área mínima de 9 m² por planta. Segundo Tsukamotto (2003) normalmente os espaçamentos utilizados em monocultivos são de 3x2m e 3x3m. Para fins energéticos faz-se rotação técnica a partir do 6o ano, não havendo necessidade de se fazer desbaste no povoamento. Caso a finalidade seja para obtenção de toras, com diâmetros consideráveis, faz-se necessário o desbaste leve e crescente no povoamento, eliminando-se árvores mal formadas, tortas, bifurcadas e doentes (SANTOS et al 2003). Além da utilização da fibra do eucalipto para celulose e fabricação de papéis, a agregação de valor à matéria-prima resulta em outros diversos produtos. Citam-se as aplicações industriais como extração de óleos para remédios e produtos de limpeza. Com a madeira são produzidos lenha, siderurgia a carvão, postes, ripas, vigas, tábuas, chapas, compensados, madeira serrada, móveis, etc (SBS, p.39, 2006; SANTOS, et al, 2003). As agroindústrias processadoras de alimentos vêm se destacando no uso de madeira de eucalipto como lenha, substituindo combustível fóssil por fontes renováveis de energia na secagem e processamento de grãos. Elas adotam programas de compra antecipada de madeira oriunda de florestas plantadas como “política ambientalmente correta”. Esse programa viabiliza o cumprimento da legislação ambiental pelas agroindústrias livrando-as da obrigação de repor florestas nativas, além de garantir a certificação de origem dos produtos e fortalecer sua imagem diante do mercado externo (ABRAF, 2006). Além de gerar produtos com maior valor agregado, o eucalipto contribui com o desenvolvimento sustentável mantendo o homem no campo, gerando emprego e renda. Cada 1000 hectares plantados com eucalipto geram em torno de 50 empregos diretos no campo, sendo que todo o setor de base florestal no Brasil emprega direta e indiretamente 6,5 milhões de pessoas em todos os segmentos (SBS, 2006). A contribuição econômica e social da indústria brasileira de base florestal foi da ordem de US$4,2 bilhões em recolhimento de impostos em 2005, representando 3,5% do PIB nacional e 8,4% das exportações, segundo a SBS (2006). Em Mato Grosso foram comercializados R$2,8 bilhões em produtos florestais em 2006, dentre madeira serrada, beneficiada, laminada, aplainada, etc. Desse valor, 33% provém de exportação (SEMA/MT, 2007). A produção silvícola no Estado em 2005 foi insignificante se comparada com a produção nacional, resultando em aproximadamente 170 mil m3 de lenha, 16 mil m3 de madeira em tora, com destaque para a produção de folhas de eucalipto com 8.135t (IBGE, 2005). Em nível nacional, a silvicultura produziu 35,5 milhões de m3 de lenha, 100,6 milhões de m3 de madeira em tora e 37,8 mil t de folhas de eucalipto, dentre outros derivados (SBS, p.13 e 15, 2007). 4.5 Sequestro de Carbono pelo Eucalipto O eucalipto tem função considerada de grande importância para a atmosfera face a sua capacidade de remoção de GEE através do sequestro de CO2 que lhe proporciona crescimento rápido. É através do processo de fotossíntese que as plantas sequestram CO2 da atmosfera com objetivo de usá-lo na construção de seus tecidos. Para quantificar o CO2 sequestrado pela planta há que se quantificar antes o volume de biomassa nela existente, relacionada diretamente à sua produtividade ou incremento médio anual (IMA) e o teor de carbono por ela fixado. Para calcular o teor de carbono da biomassa, cientistas e pesquisadores tem adotado o fator 0,5 ou 50% de seu peso seco, em seguida multiplicando o total de carbono pelo fator 3,67 para se chegar ao CO2 sequestrado. Nesses termos, segundo consta do Relatório do IPCC (p.3,2007b), uma emissão de 1GtC (gigatonelada de carbono) corresponde a 3,67GtCO2. Como ilustração, Nutto et al (2002) apud Tsukamotto (2003) e Maestri et al (2004) utilizam este fator multiplicativo para quantificar o carbono na forma de CO2. Sanquetta et al (2006) sugerem como método mais preciso para quantificar carbono, o método de combustão da biomassa úmida ou seca via “equipamento específico” de determinação de carbono. Explicam que o processo passa primeiramente pela coleta e moagem da amostra (madeira, galho, raiz, etc). Em seguida coloca-se a amostra em recipiente de cerâmica levando-a até o equipamento de combustão cuja duração é de 60 segundos, fornecendo a quantidade de carbono da amostra. Posteriormente, através de equações alométricas estima-se o carbono de cada compartimento da planta. Existem outros modelos para se estimar biomassa que, naturalmente, devem ser avaliados estatisticamente. Em suas estimativas, Sanqueta (2007)15 concluiu que o eucalipto da especie e.grandis apresenta sequestro de CO2 equivalente a 72,86 t/ha aos 7 anos, média de 10,40 t/ha/ano-1, distribuídas pela biomassa seca com os seguintes percentuais: caule: 88,2%, galhos: 3,2%, folhagem: 1,7% e raiz: 6,9%. Por oportuno, Tsukamotto (2003) adotou em sua tese o fator 0,49 para converter a biomassa seca do eucalipto em carbono, em função de resultado de pesquisa realizada pela Companhia Mineira de Metais (CMM) e, a constante 3,67 para converter C em CO2. Para estimar a biomassa ele utilizou o modelo 3-PG, com o auxílio do Programa Normais 2.0, que forneceu os dados climáticos. Para executar o 3-PG foram necessários dados relacionados ao clima (precipitação, temperatura, evaporação e radiação solar), ao solo (fertilidade, textura, 15 Palestra ministrada em 08.08.2007 em Cuiabá, por ocasião do 1 o Congresso no Centro Oeste sobre Mudanças Climáticas: Carbono na biomassa florestal: Resultados atuais e perspectivas para a região Centro-Oeste capacidade de campo e ponto de murcha permanente) e ao povoamento florestal (idade do povoamento, densidade de plantio, espaçamento e densidade da madeira). O 3-PG estima a biomassa do litter (lixo de origem exclusiva de folhas, correspondente à biomassa morta acima do solo) e de diferentes partes da árvore, incluindo raiz. Na estimativa dos dados de biomassa o autor utilizou também equações e dados obtidos por Bernardo (1995), Ladeira (1999), Marquez (1997) e Neves (2000). Concluiu que na rotação de 6 anos, o eucalipto sequestra 175,73t/CO2/ha, média de 29,28 t/ha/ano e, na rotação de 7 anos, a remoção é de 199,44 t/CO2/ha ou 28,44 t/ha/ano, contabilizando as quantidades da parte aérea, parte subterrânea e litter. Nishi et al (2005), baseados em trabalho de Reis et al (1994) trabalharam com florestas de eucalipto para produção de celulose que apresentaram produtividade média de 35 m3/ha/ano, com densidade da madeira de 400 kg/m3. O cálculo do seqüestro resultou em 45,43t de CO2/ha/ano, totalizando 318,04 t/CO2/ha em 7 anos. Os autores consideraram que 65% desse total são provenientes da biomassa do tronco, 13% da copa, 22% de raízes e 20% relativo ao valor armazenado na biomassa viva, correspondente à produção média de matéria orgânica morta ao longo de sete anos. Maestri et al (2004) consideraram todos os reservatórios de biomassa (viva e morta acima e abaixo do solo) para o cálculo do C e do CO2. Utilizam a variável pluviométrica para tais cálculos. Os autores concluíram que em região de menor precipitação pluviométrica (800mm) o eucalipto sequestra menos CO2 por hectare. Eles chegaram ao resultado de 241,9 t/CO2/ha aos 7 anos, equivalente a 34,6 t/ha/ano, sendo que o seqüestro aumenta para 54,7 t/CO2/ha/ano quando se considera pluviometria de 2.300mm. Conforme foi registrado anteriormente, no período entre maio a setembro, na região de cerrado os índices pluviométricos mensais podem chegar a zero e as temperaturas máximas absolutas mensais atingem mais de 40ºC. Neste sentido, a tabela 5 explica o baixo seqüestro de CO2 pelo eucalipto, seu reduzido diâmetro à altura do peito (DAP) e o pouco crescimento em função da ausência de água: Tabela 5 - Desenvolvimento do Eucalipto em função da precipitação pluviométrica Precipitação (mm) Idade DAP (cm) Altura (m) 2 3 4 5 6 7 8 9 10 8,9 11,0 12,5 13,7 14,7 15,5 16,2 16,8 17.3 10,7 13,9 16,5 18,7 20,6 22,3 23,8 25,1 26,3 2 3 4 5 2.300 6 7 8 9 10 Fonte: Maestri et al. (2004) 10,0 12,3 14,0 15,4 16,5 17,4 18,2 18,9 19,5 13,2 17,2 20,4 23,1 24,4 27,5 29,2 30,8 32,2 800 Na tabela 5 Maestri et al (2004) mostram um povoamento de eucalipto e.grandis com idade entre 2 a 10 anos que apresenta altura entre 10,7 a 26,3 metros sujeito a 800 mm, diferente do que ocorre quando a pluviometria aumenta para 2.300mm, onde o povoamento atinge mais de 30 metros de altura e DAP acima de 19 cm. Como foi visto anteriormente, a metodologia AR-AM0005 aprovada pelo Conselho Executivo do MDL para elaboração de projetos no âmbito do MDL permite estimar a remoção líquida de GEE por seqüestro de reservatórios de biomassa viva acima e abaixo do solo. Com base nesta metodologia as empresas CantorCO2e Energy Environment Innovation e Ecológica Assessoria Ltda (REZENDE & SERRANO, 2007) adotam fatores de conversão que incluem a biomassa viva da parte aérea e das raízes da planta para estimar o seqüestro de CO2 do eucalipto. Eles usam também fatores que abatem a linha de base e as fugas de GEE, apresentando o seqüestro líquido de CO2 para projetos de A/R. São apresentados abaixo os fatores aplicados pelas empresas: IMA(m3) x 0,5a x 0,5b x 3,67 x 1,3 x 0,8 onde: IMA m3: Incremento Médio Anual (produtividade de biomassa da planta em m3); 0,5a: Fator de conversão de m3 de biomassa em toneladas (madeira seca). Este é um fator médio usado especificamente para madeira de eucalipto, segundo os autores. A densidade e teor de umidade variam em função da espécie e da região; 0,5b: Fator de conversão da biomassa em carbono (C); 3,67: Fator de conversão do C em CO2; 1,3: Atribuição de C à raiz; 0,8: 20% referente a Linha de Base (Baseline) e Fugas (leakages); Foram adotados estes fatores de conversão para estimar a remoção de CO 2 da atmosfera pelas plantações de eucalipto do cerrado mato-grossense. Os valores foram estimados em municípios onde se dispunha da produtividade (IMA) das espécies mais cultivadas, conforme apresentados pela tabela 6: Tabela 6 - Sequestro (líquido) de CO2 pelo Eucalipto em alguns Municípios do Cerrado Mato-Grossense Espécies 1) Urograndis Municípios a) Campo Verde b) Dom Aquino c) Sorriso d) Chapada dos Guimarães 2) Citriodora a) Campo Verde 3)Camaldulensis a) Dom Aquino b) Sorriso c) Cuiabá d) N.Senhora do Livramento e) Rondonópolis f) Chapada dos Guimarães IMA* (m3/ha/ano) 38,75 32,98 17,85 10,36 19,79 21,82 20,51 17,32 16,27 8,68 2,99 Sequestro de CO2 ** (t/ha/ano) 36,97 31,47 17,03 9,88 18,88 20,82 19,57 16,53 15,52 8,28 2,85 Tonelada sumidouro/ano 7.394 6.294 3.406 1.976 3.776 4.164 3.914 3.306 2.904 1.656 570 Fontes: *Estimado por Shimizu, Klein e Oliveira (2007, p.37 e 40) com base em equações e modelos volumétricos de Shumacher e Hall e alturas com base em modelo hipsométrico. ** Estimado pela autora, com base em fatores adotados por Rezende e Serrano (2007). A quantidade de CO2/ha/ano sequestrada pelo eucalipto varia em função do incremento de produtividade da planta (IMA) que, por sua vez, varia de acordo com a espécie e a região onde está sendo cultivada (solo, clima, pluviometria, etc). Observa-se que no município de Campo Verde o IMA da espécie híbrida Urograndis se apresenta razoavelmente elevado, ao passo que a espécie Camaldulensis em Chapada dos Guimarães apresenta produtividade bastante reduzida. No próximo capítulo será efetuada a análise de viabilidade econômica de projeto de MDL utilizando como metodologia a Taxa Interna de Retorno (TIR). CAPITULO V RESULTADOS E ANÁLISES 5.1 Critérios Inicialmente serão detalhados os critérios utilizados para a elaboração do cálculo das TIR e a conseqüente identificação da rentabilidade do projeto, para posteriormente se elaborar a análise propriamente dita. Objetivando verificar a viabilidade econômica da produção de 200 ha de eucalipto, com e sem as lCER, as taxas (TIR) foram calculadas individualmente utilizando fluxos de caixa de créditos de carbono e de madeira para fins energéticos. Em seguida foi calculada a TIR da produção conjunta (crédito de carbono e produção de madeira). Antes porém, lembra-se que, pelo critério de elegibilidade exigido pelo Protocolo de Kyoto, o reflorestamento deverá ocorrer em área que não continha floresta em 31.12.1989. Lembra-se ainda que a atual vegetação da área deve ter cobertura de copa e altura inferiores aos valores impostos pelo Protocolo: valor mínimo de cobertura de copa: 30 por cento e valor mínimo de altura de árvore: 5 metros. Quanto à linha de base, ou seja, as remoções/emissões ocorridas antes da implementação do projeto, foram deduzidas quando da estimativa de sequestro de CO2. 5.1.1 Planilha de Custos para Reflorestamento com Eucalipto em área do Cerrado Para todos os municípios e espécies trabalhadas foi adotada uma única planilha de custos 16 médios de produção de floresta de eucalipto no cerrado mato-grossense. Para subsidiá-la, fezse pesquisa junto ao mercado local de preços de insumos necessários à produção de eucalipto no cerrado, dentre eles, calcário, adubo, fosfato, formicida, herbicida, mudas, transporte, etc. Posteriormente, a planilha teve seu prazo estendido para 20 anos, contemplando-se, desta forma, as três rotações sucessivas da produção de eucalipto, adequando-a, portanto, a um dos períodos de creditação permitido pelo Protocolo de Kyoto (Apêndice A). 5.1.2 Planilha de Custos com Projeto de MDL e Seqüestro de Carbono Para os cálculos de custos de projeto de MDL (elaboração de PDD, registro junto à ONU, monitoramento, emissão de lCER, etc) e seqüestro de CO2 foram elaboradas planilhas específicas para cada espécie e cada município17, apresentados no Apêndice B. Estes custos coincidiram em média com valores apresentados na tabela 2. 5.1.3 Receitas com Créditos de Carbono A remoção líquida de CO2/ha/ano foi estimada para os 200ha no decorrer dos 20 anos do projeto e convertida em títulos de créditos de carbono (lCER) conforme mostra a tabela 7. Supôs-se que a abordagem selecionada para tratar da “não- permanência” tenha sido a lCER com período de creditação de 20 anos sem renovação e as verificações/certificações realizadas a cada 5 anos. As duas últimas colunas da tabela 7 apresentam o total de lCER a serem geradas no decorrer dos 20 anos, convertidas em moeda corrente (Real): Tabela 7 - Sequestro de Carbono e lCERs da produção de 200 ha de eucalipto em Municípios do Cerrado de Mato Grosso 16 Elaborada inicialmente por Klein H. (2007) - KLM Florestal Ltda, para área de 200 ha, rotação de 7 anos, espaçamento 3x3, com densidade de 1.278 mudas clonadas. 17 Elaboradas com base em dados fornecidos por Rezende e Serrano (2007) - Cantor CO2e Energy Environment Innovation e Ecológica Assesoria Ltda. Espécies Municípios 1)Urograndis a) Campo Verde b) Dom Aquino c) Sorriso d) Chapada dos Guimarães 2)Citriodora a) Campo Verde 3)Camaldulensis a) Dom Aquino b) Sorriso c) Cuiabá d) Nossa Senhora do Livramento e) Rondonópolis f) Chapada dos Guimarães Sequestro de CO2 (t/200ha/20 ano) 147.880 125.880 68.120 39.520 75.520 83.280 78.280 66.120 62.080 33.120 11.400 lCER (R$17,70)* 2.617.476,00 2.228.076,00 1.205.724,00 699.504,00 1.336.704,00 1.474.056,00 1.385.556,00 1.170.324,00 1.098.816,00 586.224,00 201.780,00 Fonte: Dados da Pesquisa. * BCB. Cotações e Boletins, BCB, (2007b). A metodologia utilizada para estimativa de sequestro apresenta quantidade constante de CO2 no decorrer dos 20 anos do projeto, fato que leva o volume de lCER também ser constante. Para se apurar receitas com lCER adotou-se o preço de US$10,00 t/CO2e, cotado a R$ 1,77 em 22.11.2007 (BCB,2007), tendo como parâmetro a proposta para redução em 70% do desmatamento na Amazônia, elaborada pelo IPAM (2007). Nesta proposta o custo de oportunidade para evitar o desmatamento se aproxima de US$ 10 a tonelada de CO2. 5.1.4 Receitas com a comercialização de Madeira O metro estéreo (mst) é a unidade de medida utilizada na comercialização de madeira para fins energéticos. Segundo a SBS (2006), 1,00m3 de madeira corresponde a 1,43mst. Assim, para cálculo da receita converteu-se IMA em mst ao preço de outubro/2007 em Cuiabá, a R$ 30,00 a árvore em pé (KLEIN,2007) transferindo o custo de colheita do produtor para o comprador. A comercialização ocorrerá em três momentos, sendo uma no 6o ano, outra no 13o ano e a última no 20o ano. Portanto, foram elaborados fluxos de caixa com base em receita de crédito de carbono dos anos 5, 10, 15 e 20 e, receita de madeira dos anos 6, 13 e 20 (Apêndice C). A tabela 8 apresenta a receita a ser apurada com a venda de madeira no decorrer dos 20 anos do projeto: Tabela 8 - Quantidade (IMA/mst) e Receita (R$) de Madeira Energética produzida por 200 ha de Eucalipto em Municípios do Cerrado Mato-grossense Espécies Municípios 1)Urograndis a) Campo Verde b) Dom Aquino c) Sorriso d) Chapada dos Guimarães 2)Citriodora a) Campo Verde 3)Camaldulensis a) Dom Aquino b) Sorriso c) Cuiabá d) Nossa Senhora do Livramento e) Rondonópolis f) Chapada dos Guimarães IMA em mst* IMA em mst (ha/ano) (200 ha/20anos) 55,41 47,16 25,52 14,81 28,30 31,20 29,33 24,77 23,27 12,41 4,27 221.640 188.640 102.080 59.240 113.200 124.800 117.320 99.080 93.080 49.640 17.080 Receita Total** (R$) 6.649.200,00 5.659.200,00 3.062.400,00 1.777.200,00 3.396.000,00 3.744.000,00 3.519.600,00 2.972.400,00 2.792.400,00 1.489.200,00 512.400,00 Fonte: *SBS. Fatos e Números do Brasil Florestal, novembro de 2006, (SBS, 2006). **KLEIN (2007). O volume de receita com madeira varia em função do IMA de cada povoamento de eucalipto. A tabela 8 mostra que Municípios como Campo Verde e Dom Aquino que cultivam a espécie urograndis e contam com maior produtividade, apuraram maior volume de receita. Por outro lado, Chapada dos Guimarães que conta com baixa produtividade cultivando a espécie camaldulensis, obtêm menor volume de receita. 5.2 Cálculo da TIR Para o cálculo das Taxas Internas de Retorno (Apêndice C) da produção de 200 hectares de eucalipto das espécies urograndis, citriodora e camaldulensis (as mais cultivadas no cerrado mato-grossense) foram utilizados recursos computacionais do programa Excel, em consonância com a fórmula citada em “Metodologia” no Capítulo II, onde a TIR anula o VPL, igualando-o a zero. Observa-se entretanto, que o programa Excel não efetua o processo de interpolação, dessa forma o VPL é um resultado próximo de zero. As taxas estão resumidas na tabela 9 e serão analisadas adiante: Tabela 9 - TIR referente a produção de 200 ha de eucalipto para sequestro de Carbno e produção de Madeira em Municípios do Cerrado de Mato Grosso. Espécies Municípios 1)Urograndis a) Campo Verde b) Dom Aquino c) Sorriso d) Chapada dos Guimarães 2)Citriodora a) Campo Verde 3)Camaldulensis a) Dom Aquino b) Sorriso c) Cuiabá d) Nossa Sra. do Livramento e) Rondonópolis f) Chapada dos Guimarães TIR Créditos de Carbono 2,35% Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa TIR Produção de Madeira 24,21% 21,47% 12,22% 5,24% 13,66% 15,06% 14,17% 11,81% 10,97% 3,12% Negativa TIR Produção Conjunta 24,90% 21,89% 11,34% 2,48% 13,04% 14,66% 13,63% 10.85% 9,84% Negativa Negativa Fonte: Extraídos do Apêndice C. Para a respectiva análise adota-se a taxa Selic de 11,25% como Taxa de Mínima Atratividade (TMA) e custo de oportunidade para a decisão do segmento rural em implementar ou não o projeto. A figura 6 dá suporte à presente análise, exibindo TMA de 11,25% e uma suposta TIR no ponto onde o VPL se iguala a 0 (zero): VPL TMA TIR + 0 11,25% (-) TI R Figura 6 – Gráfico da TIR x VPL, elaborado com base em Clemente et al, 1998 Espécies cultivadas que apresentaram TIR acima da TMA indicam que o projeto é viável e considerado atrativo ao segmento rural. Quanto maior a distância entre estas duas taxas, mais rápido será o retorno do capital investido com maior excedente de ganhos. Por outro lado, TIR com valor menor que este atrativo de mercado aponta para uma menor rentabilidade, onde o produtor assume o custo de oportunidade ao optar por esta alternativa menos atrativa. TIR negativa aponta pela inviabilidade do projeto face à sua incapacidade em gerar receitas para recuperar os investimentos. 5.3 Análises Para a análise de rentabilidade, os custos, seqüestro e receitas com créditos de carbono e madeira foram sintetizados na tabela 10 abaixo. Analisam-se inicialmente os resultados apresentados nesta tabela e, em seguida, as TIRs expostas na tabela anterior: Tabela 10 - Custos, Seqüestro e Receitas Totais (20 anos) com Crédito de Carbono e Madeira de Eucalipto produzido em 200 ha - Cerrado Mato-grossense (R$) Espécies 1)Urograndis 2)Citriodora 3)Camaldulensis Municípios a) Campo Verde b) Dom Aquino c) Sorriso d) Chapada dos Guimarães a) Campo Verde a) Dom Aquino b) Sorriso c) Cuiabá d) N. Senhora do Livramento e) Rondonópolis f) Chapada dos Guimarães Custo Médio com Reflorestamento 1.139.532,20 1.139.532,20 1.139.532,20 Custo com Projeto de MDL Sequestro de CO2 t/200ha Receita com Créditos de Carbono Receita com Madeira 1.174.279,18 1.141.179,44 1.054.194,28 147.880 125.880 68.120 2.617.476,00 2.228.076,00 1.205.724,00 6.649.200,00 5.659.200,00 3.062.400,00 1.139.532,20 1.013.063,32 39.520 699.504,00 1.777.200,00 1.139.532,20 1.139.532,20 1.064.044,96 1.077.310,32 75.520 83.280 1.336.704,00 1.474.056,00 3.396.000,00 3.744.000,00 1.139.532,20 1.139.532,20 1.065.565,32 1.051.270,32 78.280 66.120 1.385.556,00 1.170.324,00 3.519.600,00 2.972.400,00 1.139.532,20 1.045.191,80 62.080 1.098.816,00 2.792.400,00 1.139.532,20 1.004.000,92 33.120 586.224,00 1.489.200,00 1.139.532,20 973.245,40 11.400 201.780,00 512.400,00 Fonte: Extraidos das Tabelas 7 e 8 e Fluxos de Caixa (Apêndice C). Constata-se que no decorrer do 20 anos, as receitas com créditos de carbono foram menores que as receitas com a comercialização de madeira para fins energéticos, com as três espécies e em todos os municípios estudados. Observa-se que a espécie urograndis seqüestra maior quantidade de CO2 no município de Campo Verde, com 147.880t e, menor quantidade em Chapada dos Guimarães com 39.520t. Estas remoções de CO2 geram renda com lCER equivalentes R$ 2.617.476,00 e R$ 699.504,00, respectivamente. O eucalipto citriodora seqüestra 75.520t de CO2 em Campo Verde, equivalente a R$ 1.336.704,00. O camaldulensis seqüestra maior quantidade em Dom Aquino com 83.280t/CO2 e menor quantidade em Chapada dos Guimarães com apenas 11.400t, correspondentes a R$ 1.474.056,00 e R$ 201.780,00, respectivamente. O volume de receita com madeira variou em função do IMA de cada povoamento. Em Campo Verde e Dom Aquino a espécie urograndis proporcionou maior produtividade, o que resultou em maior volume de receita em 20 anos (R$ 6.649.200,00) e (R$ 5.659.200,00), respectivamente. O menor volume de receita ficou com a espécie camaldulensis em Chapada dos Guimarães (R$ 512.400,00). Observa-se que o custo médio de reflorestamento no cerrado foi calculado em R$ 1.139.532,20, considerando investimento inicial e manutenção da floresta no decorrer dos 20 anos. Quanto ao projeto no âmbito do MDL, os custos representaram aproximadamente 50% dos custos totais, variando para cada espécie e em cada município, em função da quantidade de carbono seqüestrada. Para a espécie urograndis em Campo Verde e Dom Aquino estes custos ficaram acima do custo médio de reflorestamento, calculados em R$ 1.174.279,18 e R$ 1.141.179,44, respectivamente. A espécie citriodora no município de Campo Verde teve custos de MDL calculados em R$ 1.064.094,46 e o camaldulensis em Chapada dos Guimarães de R$ 973.245,20. Observa-se entretanto, que para se proceder ao projeto no âmbito do MDL, antes há que se projetar os custos de reflorestamento, ou seja, para se seqüestrar carbono, antes há que se plantar a floresta. Neste sentido, o custo de monitoramento do seqüestro de carbono pela floresta representou mais de 60% dos custos do projeto de MDL em todos os municípios. Diante destes resultados, os fluxos de caixa da produção das três espécies (Apêndice C) apresentaram saldos negativos na produção de eucalipto somente para fins de seqüestro de carbono, exceto em Campo Verde, onde a produção de urograndis exibiu saldo positivo. Por outro lado, o fluxo de caixa da produção de madeira, sem o aproveitamento de créditos de carbono, apresentou saldo negativo somente em Chapada dos Guimarães com a espécie camaldulensis e, saldo positivo com as demais espécies nos outros municípios. A produção conjunta (carbono e madeira) apresentou saldo de fluxo de caixa negativo em Rondonópolis e Chapada dos Guimarães com a espécie camaldulensis e saldo positivo nos demais municípios. Analisando as taxas internas de retorno (TIR) mostradas na tabela 9, observa-se que quando se objetiva produzir eucalipto somente para fins de seqüestro de carbono, as mesmas apresentam-se negativas em todos os municípios, para a produção das três espécies, exceto em Campo Verde. Este fato comprova ausência de capacidade do projeto em gerar receitas para recuperar os investimentos em seqüestro e crédito de carbono. Para este bem, a TIR foi positiva (2,35%) somente para a espécie urograndis produzida no município de Campo Verde, ainda assim, bem abaixo da TMA de 11,25% nos termos da figura 6. A rentabilidade é baixa neste caso, não sendo atrativa ao produtor rural. É importante observar que o déficit operacional da produção das três espécies ocorreu do início ao 20o ano do Projeto, fato que levou ao resultado negativo da TIR. Um dos fatores que contribuiu para este cenário, por um lado, foi o alto custo de reflorestamento em Mato Grosso face à atual tecnologia adotada para o cultivo de eucalipto (Apêndice A), por outro lado, as receitas de carbono e madeira são provenientes de povoamentos cultivados a partir da década de 90, e até de 80, no caso da espécie citriodora, quando a tecnologia da época não proporcionava produtividade suficiente. Conseqüentemente, o baixo IMA das espécies em alguns municípios como Chapada dos Guimarães e Rondonópolis, levou ao baixo seqüestro de CO2, reduzindo a receita com créditos de carbono, em consequência, levando a uma TIR negativa. Um segundo fator a ser considerado é o alto custo do projeto de MDL onde, em alguns casos, mais de 60% desses custos correspondem ao monitoramento da floresta (Apêndice B). Um terceiro fator seria o baixo preço da lCER. A equiparação do preço da lCER ao preço dos demais títulos de carbono poderia alterar este cenário, entretanto, seria uma alternativa de risco investir com esta expectativa pelos seguintes fatos: a) o mercado de títulos provenientes de seqüestro florestal foi limitado pelo Protocolo de Kyoto em 1% do total de poluição de cada país do Anexo I x 5; b) países ofertantes de lCER também concorrem com o mercado doméstico de países do Anexo I e com outros títulos de carbono; c) a fixação de prazo de vencimento para esses títulos contribui como redutor de mercado, uma vez que os demais títulos de carbono (CER, ERU, AUU, VER) são ad eternum. Com relação à análise da produção de eucalipto somente para extração de madeira para fins energéticos, os valores da TIR mostram que o projeto apresenta-se rentável, porém com as seguintes considerações: Há rentabilidade com as três espécies em todos os municípios, exceto o camaldulensis em Chapada dos Guimarães onde o resultado da TIR foi negativo. A taxa de 11,25% neste caso resulta em VPL negativo de 778.246,56 mostrando a inviabilidade do projeto. A produção de madeira da espécie urograndis neste município apresenta TIR de 5,24% e, em Rondonópolis e Nossa Senhora do Livramento a espécie camaldulensis exibe TIRs de 3,12% e 10,97% respectivamente. Ambas as espécies detêm baixa rentabilidade, não sendo atrativas ao produtor rural diante da TMA de 11,25%. As espécies urograndis no município de Sorriso, citriodora em Campo Verde e camaldulensis em Cuiabá exibem TIR de 12,22%, 13,66% e 11,81% respectivamente, pouco acima da TMA. Diferença positiva que deve ser analisada pelo produtor rural quando da tomada de decisão em assumir riscos. Por outro lado, as TIR da produção de urograndis se destacam em Campo Verde (24,21%) e Dom Aquino (21,47%). São taxas elevadas diante da taxa de 11,25% e que oferecem boa rentabilidade, indicando segurança ao investidor no sentido de se implementar o projeto para extração de madeira, mesmo sem a comercialização do carbono sequestrado. A análise da produção conjunta dos bens (seqüestro de carbono e extração de madeira para fins energéticos) indica rentabilidade do projeto com a produção das três espécies em Campo Verde, Dom Aquino e Sorriso, em relação a TMA. Porém as receitas com lCER oferecem contribuição praticamente nula para a viabilidade do projeto se comparada com a TIR da produção somente de madeira. A TIR da espécie urograndis varia de 24,21% da produção somente de madeira, para 24,90% com a produção conjunta em Campo Verde e, de 21,47% para 21,89% em Dom Aquino. Nos demais municípios, houve queda da rentabilidade (menor TIR) na produção conjunta, com relação à TIR da produção somente de madeira. A espécie urograndis exibe baixa rentabilidade em Chapada dos Guimarães com TIR de 2,48%, o mesmo ocorrendo com a camaldulensis em Cuiabá e Nossa Senhora do Livramento onde as TIRs exibem valores de 10,85% e 9,84% respectivamente, não operando como atrativos ao investidor quando comparadas com a TMA. As TIRs apresentam-se negativas na produção conjunta do camaldulensis em Rondonópolis e Chapada dos Guimarães, inviabilizando o projeto. Por fim, a análise mostra que a implementação de projeto de MDL influenciou de forma negativa na produção conjunta das três espécies em todos os municípios, exceto a urograndis em Campo Verde e Dom Aquino. Houve queda de rentabilidade da produção conjunta em relação a produção somente de madeira. A análise mostra ainda a inviabilidade em produzir eucalipto das espécies urograndis e camaldulensis em Chapada dos Guimarães e camaldulensis em Rondonópolis, tanto para fins de crédito de carbono quanto para extração de madeira para fins energéticos. Face ao que foi abordado acima, constam a seguir os comentários conclusivos. COMENTÁRIOS CONCLUSIVOS Conforme comentado inicialmente, o segmento rural não só em Mato Grosso, mas no Brasil necessita de renda para dar suporte a produção de alimentos em conformidade com a grandeza da demanda. Entretanto, em função de variáveis macroeconômicas, o segmento não tem obtido renda suficiente para saldar compromissos junto aos órgãos financiadores da produção e para proporcionar melhor qualidade de vida aos seus familiares. Juntamente com o problema de falta de renda, o fator ambiental e climático tem levado produtores rurais da Amazônia Legal, especificamente, mato-grossense, a buscarem soluções voltadas à produção sustentável junto aos seus órgãos representativos, objetivando harmonizar viabilidade econômica e social com proteção ambiental. O mercado de carbono surgido oficialmente no ano de 2005 a partir da ratificação do Protocolo de Kyoto, gerou expectativas no sentido de se ampliar os cuidados com o meio ambiente juntamente com a ampliação da renda rural. Esta ampliação se daria com a comercialização de créditos provenientes de seqüestro florestal de carbono de espécies nativas de reservas Legal e APP, bem como de espécies exóticas cultivadas. Entretanto, em que pese várias metodologias A/R terem sido aprovadas pelo Conselho Executivo do MDL, apenas um projeto em nível mundial, proveniente da China, foi registrado por aquele Conselho. Por outro lado, o mercado mundial de reduções de GEE é promissor para projetos provenientes de fontes não florestais, como redução de emissões na geração elétrica, suinocultura, aterro sanitário, etc. O Brasil responde pelo terceiro lugar no ranking de oferta desses créditos, ficando a China em primeiro lugar e a Índia em segundo. Mato Grosso participa deste mercado ofertando projetos de suinocultura, utilização de biomassa para geração de energia, pequenas centrais hidrelétricas (PCH), etc. Quanto à demanda, o mercado de créditos gerados somente por projetos de MDL está representado pelo Reino Unido da Grã-Bretanha e norte da Irlanda, que respondem por 40,64% do total de projetos registrados pelo Conselho Executivo do MDL, seguidos por outros países como Suíça, Japão, Suécia, Países Baixo, etc. Em função das expectativas de mercado e, visando dar respostas confiáveis para auxiliar os produtores rurais do cerrado mato-grossense em suas decisões de reflorestamento, objetivouse nesta pesquisa identificar a rentabilidade da produção de 200 ha de eucalipto para fins de seqüestro de carbono, produção de madeira energética e produção conjunta desses bens. Como metodologia de analise de viabilidade econômica foi utilizada a taxa interna de retorno (TIR). O cerrado em Mato Grosso se estende por área de 35,97 milhões de hectares, sendo que deste total, 15,8 milhões de hectares são utilizados pelo setor produtivo para produção agropecuária e silvicultura de forma secundária. O Estado conta com 50.461 ha plantados com eucalipto. Foi evidenciado que as espécies de maior área plantada em Mato Grosso são a híbrida Urograndis e as não híbridas Citriodora e Camaldulensis. Para identificação de rentabilidade de 200 ha de eucalipto, foram elaborados os respectivos fluxos de caixa através do cálculo da receita com carbono e madeira, bem como, das planilhas de custos de reflorestamento e projeto de MDL. Quantificou-se o CO2 líquido sequestrado pelo eucalipto no cerrado de Mato Grosso com base no incremento médio anual (IMA) e o teor de carbono por ele fixado, utilizando os fatores “IMA(m3) x 0,5a x 0,5b x 3,67 x 1,3 x 0,8 0,5”. As receitas com carbono e madeira variaram em função do IMA de cada povoamento de eucalipto. Em Campo Verde e Dom Aquino a espécie urograndis proporcionou maior produtividade, o que resultou em maior volume de receita enquanto em Chapada dos Guimarães o camaldulensis proporcionou menor volume de receita. O custo do projeto de reflorestamento no cerrado, entre investimento inicial e manutenção da floresta foi calculado em R$ 1.139.532,20 para as três espécies em todos os municípios. O custo de projeto no âmbito do MDL representa mais de 50% do custo total do projeto, variando para cada espécie e cada município, em função da quantidade de carbono seqüestrada,. Os fluxos de caixa da produção das três espécies (urograndis, citriodora e camaldulensis) apresentaram saldos negativos com relação a produção de eucalipto somente para fins de seqüestro de carbono e comercialização dos créditos gerados pelo seqüestro. Por outro lado, o fluxo de caixa da produção de madeira, sem o aproveitamento de créditos de carbono, apresentou saldo positivo, exceto o camaldulensis em Chapada dos Guimarães. A produção conjunta (carbono e madeira) apresentou saldo de fluxo de caixa também positivo, exceto em Rondonópolis e Chapada dos Guimarães com a espécie camaldulensis. Questionou-se inicialmente a rentabilidade da produção de 200 ha de eucalipto para fins de seqüestro de carbono no cerrado mato-grossense, a rentabilidade da produção de madeira pra fins energéticos e a rentabilidade da produção conjunta desses bens, cujas hipóteses iniciais foram de TIR negativa para o primeiro questionamento e TIRs positivas para os dois últimos. Utilizando os respectivos fluxos de caixa e recursos computacionais, chegaram-se às seguintes conclusões: A produção de eucalipto para fins de seqüestro de carbono exibiu TIR negativa em todos os municípios, com exceção de Campo Verde, onde a espécie urograndis exibiu TIR positiva (2,35%), porém, não atrativa ao produtor rural frente à taxa de mínima atratividade (TMA) selecionada (Selic de 11,25%). Conclui-se portanto pela inviabilidade do projeto. Por conseguinte, quanto a produção de madeira para fins energéticos, as três espécies de eucalipto ofereceram maior rentabilidade em Campo Verde, Dom Aquino, Sorriso e Cuiabá, com TIRs positivas e acima da TMA de 11,25%. Em contrapartida, a espécie urograndis em Chapada dos Guimarães e a camaldulensis em Nossa Senhora do Livramento e Rondonópolis exibiram TIR positiva, porém abaixo da TMA, tornando o projeto inviável. Assume um custo de oportunidade o produtor rural que optar por fazer o investimento. Em Chapada dos Guimarães a espécie camaldulensis exibiu TIR negativa, inviabilizando também o projeto. Por último, o reflorestamento com as três espécies para produção conjunta (carbono e madeira), apresentou boa rentabilidade, com TIRs positivas e acima da TMA em Campo Verde, Dom Aquino e Sorriso. A espécie urograndis em Chapada dos Guimarães e a camaldulensis em Cuiabá e Nossa Senhora do Livramento exibiram TIRs positivas, porém abaixo da taxa de 11,25%, também gerando custo de oportunidade em caso de optar-se pelo investimento. A espécie camaldulensis em Rondonópolis e Chapada dos Guimarães exibiu TIRs negativas, inviabilizando o projeto. As TIRs exibiram percentuais menores e conseqüentemente queda na rentabilidade da produção conjunta (créditos de carbono e madeira) frente à produção somente de madeira. Entende-se que os seguintes fatores contribuíram para a inviabilidade econômica dos projetos de seqüestro de carbono e produção conjunta: a) altos custos com a elaboração do projeto de MDL (cerca de 50% do custo total do projeto) e principalmente com o monitoramento da floresta. O custo de monitoramento respondeu em todos os municípios por mais de 60% do custo de projeto de MDL e em mais de 30% com relação ao custo total (projeto de MDL e de reflorestamento); b) altos custos médios de reflorestamento no cerrado; c) baixa produtividade do eucalipto em alguns municípios; d) baixo preço da lCER para cálculo da receita com crédito de carbono; e) baixo preço do metro estéreo (mst) para cálculo da receita com madeira para fins energéticos. Acredita-se que ainda que o redutor de mercado (1% x 5) determinado pelo Protocolo de Kyoto aos países do Anexo I e, a fixação de prazo de validade aos títulos (lCER e tCER), intimidam o mercado, gerando insegurança tanto aos países que poderiam ofertar, quanto aos que poderiam demandar créditos florestais. Diante da inviabilidade econômica do projeto de créditos de carbono proveniente de seqüestro florestal, sugere-se a utilização de metodologia simplificada de projeto de MDL aos pequenos produtores rurais que queiram se inserir no mercado de carbono. Em todos os municípios estudados as espécies analisadas não ultrapassaram a quantidade de seqüestro de até 8 mil toneladas/ano por sumidouro (200ha) imposta pelo Protocolo de Kyoto. A metodologia simplificada permite o agrupamento dos ciclos de validação, verificação e certificação do projeto, todos realizados por uma única EOD. Supõe-se que esse procedimento reduz sobremaneira os custos, especificamente de monitoramento da floresta, permitindo o rateio entre as pequenas propriedades rurais. Entretanto, sugere-se que seja realizado estudo de viabilidade econômica também para esse caso. Por fim, aguardam-se por propostas concretas do governo brasileiro junto às próximas Conferências do Protocolo de Kyoto, uma vez que efetivamente nada foi sugerido por ocasião da COP-13, ocorrida em dezembro último, para inserção dos créditos florestais em um mecanismo de mercado de carbono. São evidentes entretanto, as iniciativas no sentido de se arrecadar fundos de apoio às punições de responsáveis pelo desmatamento. Entende-se que a valorização e valoração das florestas plantadas e preservadas são os verdadeiros fatores que efetivamente contribuirão para o desenvolvimento rural sustentável, proporcionando benefícios econômicos e ecológicos à sociedade como um todo. REFERÊNCIAS ABRAF. Anuário Estatístico/2006, ano base 2005. 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WILBERT, W.R. Rondonópolis-MT: Archer Daniels Midland, "Wilbert, Wilson Roberto" <[email protected]> 2007. APÊNDICES APÊNDICE: A - Planilha de Custos Médios de Reflorestamento de 200 hectares de Eucalipto no Cerrado o Mato-grossese. 4 páginas................................................pág. 68 APÊNDICE: B - Receitas e Custos Totais da Produção de 200 hectares de Eucalipto (Créditos de Carbono e Madeira para fins Energéticos) no Cerrado Mato-grossense. 22 páginas ...........................................................................pág. 72 APÊNDICE: C - Fluxos de Caixa – Taxas Internas de Retorno (TIR) da Produção de 200 ha de Eucalipto para Seqüestro de Carbono, Produção de Madeira e Produção Conjunta. 6 páginas...............................................................................pág. 94 APÊNDICE: A PLANILHA DE CUSTOS MÉDIOS DE REFLORESTAMENTO DE 200 HA DE EUCALIPTO NO CERRADO MATO-GROSSENSE ESPAÇAMENTO 3 X 3 COM 15% DE REPLANTIO 1-SERVICOS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS Descrição/ Atividade Referência C.Total Quant. Custo Unit. Custo Total 200 ha/ano 2007 R$/HÁ R$/ha Ano 0 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 4000,00 4000 Elaboração Projeto Técnico %/Valor Finan./ano % 100 100,00 20000,00 DemarcaçãoProjeto/Talhões Auxiliar topografia Demarcação Curva de Nível Auxiliar topografia Técnico Florestal Prestação Serviços Homem/ha Prestação Serviços Homem/ha Verba p/200 ha/ano 1,0 0,1 1,0 0,2 12 3,00 65,00 5,00 65,00 5,00 2,75 5,00 5,50 1000,00 550,00 1000,00 1100,00 0,00 Veiculo Apoio Verba p/200 ha/ano 12 4,17 50,00 10000,00 8000,00 6000,00 4000,00 4000,00 4000,00 Assistência Técnica Prestação Serviços 12 5,00 60,00 12000,00 6000,00 6000,00 3000,00 3000,00 3000,00 3000,00 3000 228,25 45.650,00 14.000,00 12.000,00 7.000,00 7.000,00 7.000,00 7.000,00 7.000 SUB TOTAL 2- PREPARO DE ÁREA Derrubada Arvores PA 140HP CON(H/HA) 0,5 110 55,00 11000,00 Eliminação de Leiras/Arv PA 140HP ANC(H/HA) 1,0 110 110,00 22000,00 Catação de Raízes Homem/HA 1,0 65 65,00 13000,00 Remoção de Raízes TP 80 CV CARR(H/HA) 1,0 0,00 0,00 Construção de Aceiros TP 140CV GRAD(H/HA) 1,0 0,00 0,00 Controle de Formigas Homem/HA 0,5 65 32,50 6500,00 Calagem TP 80 CV DISTR(H/HA) 0,8 85 68,00 13600,00 Linckcagem TP 140HP LINCK(H/HA) 0,5 100 50,00 10000,00 Gradagem Pesada I TP 140HP GRAD(H/HA) 1,0 0,00 0,00 Fosfatagem TP 80 CV DISTR(H/HA) 0,8 0,00 0,00 Gradagem Pesada II TP 140HP GRAD(H/HA) 1,0 0,00 0,00 Construção de Terraços TP 140CV TERR(H/HA) 1,0 0,00 0,00 Aplicação de Herbicidas TP 80CV PULV(H/HA) 0,8 85 68,00 13600,00 Sub solagem/Marc/Adubação TP 140CV SSOL(H/HA) 1,5 100 150,00 30000,00 598,50 119.700,00 SUB TOTAL - 3- PLANTIO Ano 0 Mão de Obra de Plantio Homem/HA 1 65 65,00 13000,00 Transporte de Pessoal/Muda Irrigação 20% área TP 80CV CARR (H/HA) 1,0 85 85,00 17000,00 TP 80CV PIPA (H/HA) 0,3 85 25,50 5100,00 Mão de Obra de Irrigação Homem/HA 0,3 65 19,50 3900,00 Outras Despesas Verba 1,0 15,00 15,00 3000,00 210,00 42.000,00 6500,00 SUB TOTAL 4- REPLANTIO Mão de Obra de Replantio Homem/HA 0,5 65 32,50 Transporte de Pessoal/Muda TP 80CV CARR (H/HA) 0,5 85 42,50 8500,00 75,00 15.000,00 SUB TOTAL 5- TRATOS CULTURAIS Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano Capina Mecânica TP 80CV GRAD(H/HA) 1,0 85 85,00 17.000,00 5000,00 5000,00 5000 Capina Manual Homem/HA 3,0 65 195,00 39.000,00 16500,00 16500,00 16500 Controle a Formiga Homem/HA 0,2 65 13,00 2.600,00 2.600,00 2.600,00 Adubação em cobertura TP 80CV DISTR(H/HA) 0,4 85 34,00 6.800,00 6800,00 6800,00 Conservação de Aceiros TP 80CV GRAD(H/HA) 0,1 85 8,50 1.700,00 1700,00 335,50 67.100,00 216,00 100,00 43.200,00 20.000,00 SUB TOTAL 2.600,00 2.600,00 2.600,00 2.600,00 2.600 1700,00 1700,00 1700,00 1700,00 1700,00 1700 32.600,00 32.600,00 4.300,00 4.300,00 4.300,00 4.300,00 25.800 800,00 800,00 800,00 800,00 800,00 4800,00 45000,00 4800,00 45000,00 6- INSUMOS Fosfato de Arad Calcário Dolomitico Tonelada/HA Tonelada/HA 0,45 2 480 50 Formicida Kg/HA 2,0 4 8,00 1.600,00 Herbicida pré emergente Kg/HA 0,1 600 60,00 12.000,00 Herbicida Adubo NPK FTE Litros/HA Tonelada/HA 5,0 0,2 8 750 40,00 150,00 8.000,00 30.000,00 Mudas Clonais (tubete) Gel Hidroplan B Mudas/HA Kg/HA 1,278 2 0,4 15 511,00 30,00 102.200,00 6.000,00 Cupinicida Tratamento/HA 1,0 6,23 6,23 1.246,00 1121,23 224.246,00 50.600,00 50.600,00 800,00 800,00 800,00 2.046,00 5.600 41,09 8218,00 486,31 486,31 486,31 486,31 486,31 486,31 486 41,09 8.218,00 486,31 486,31 486,31 486,31 486,31 486,31 486 SUB TOTAL 800,00 800 4800 1246,00 7- SEGURO Seguro 2% Vr. Finan. 0,8 41,09 SUB TOTAL TOTAL GERAL 2.609,57 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 38.886,3 1-SERVICOS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS Descrição/ Atividade Referência CustoTotal Custo Total R$/200 ha R$/HA Ano 0 S.Total 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Elaboração Projeto Técnico %/Valor Finan./ano 100,00 20000,00 DemarcaçãoProjeto/Talhões Auxiliar topografia Demarcação Curva de Nível Auxiliar topografia Técnico Florestal Prestação Serviços Homem/ha Prestação Serviços Homem/ha Verba p/200 ha/ano 5,00 2,75 5,00 5,50 1000,00 550,00 1000,00 1100,00 0,00 Veiculo Apoio Assistência Técnica Verba p/200 ha/ano Prestação Serviços 50,00 60,00 10.000,00 12.000,00 46.000,00 36.000,00 4000,00 3000,00 4000,00 3000,00 4000,00 3000,00 4000,00 3000,00 4000,00 3000,00 4000,00 3000,00 4000,00 3000,00 4000,0 3000,0 228,25 45.650,00 82.000,00 7.000,00 7.000,00 7.000,00 7.000,00 7.000,00 7.000,00 7.000,00 7.000,0 SUB TOTAL 2- PREPARO DE ÁREA Derrubada Arvores PA 140HP CON(H/HA) 55,00 11000,00 Eliminação de Leiras/Arv PA 140HP ANC(H/HA) 110,00 22000,00 Catação de Raízes Homem/HA 65,00 13000,00 Remoção de Raízes TP 80 CV CARR(H/HA) 0,00 0,00 Construção de Aceiros TP 140CV GRAD(H/HA) 0,00 0,00 Controle de Formigas Homem/HA 32,50 6500,00 Calagem TP 80 CV DISTR(H/HA) 68,00 13600,00 Linckcagem TP 140HP LINCK(H/HA) 50,00 10000,00 Gradagem Pesada I TP 140HP GRAD(H/HA) 0,00 0,00 Fosfatagem TP 80 CV DISTR(H/HA) 0,00 0,00 Gradagem Pesada II TP 140HP GRAD(H/HA) 0,00 0,00 Construção de Terraços TP 140CV TERR(H/HA) 0,00 0,00 Aplicação de Herbicidas TP 80CV PULV(H/HA) 68,00 13600,00 Sub solagem/Marc/Adubação TP 140CV SSOL(H/HA) SUB TOTAL 150,00 30000,00 598,5 119.700,00 3- PLANTIO Reerência Custo Unit ha/ano. Ano 0 Mão de Obra de Plantio Homem/HA 65,00 13000,00 Transporte de Pessoal/Muda TP 80CV CARR (H/HA) 85,00 17000,00 Irrigação 20% área TP 80CV PIPA (H/HA) 25,50 5100,00 Mão de Obra de Irrigação Homem/HA 19,50 3900,00 Outras Despesas Verba 15,00 3000,00 210,00 42.000,00 6500,00 SUB TOTAL S.Total Ano 10 Ano 11 Ano 1 2 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 4- REPLANTIO Mão de Obra de Replantio Homem/HA 32,50 Transporte de Pessoal/Muda TP 80CV CARR (H/HA) 42,50 8500,00 75,00 15.000,00 SUB TOTAL 5- TRATOS CULTURAIS Capina Mecânica TP 80CV GRAD(H/HA) 85,00 17.000,00 20..000,00 5000,00 5000,00 Capina Manual Homem/HA 195,00 39.000,00 66..000,00 16500,00 16500,00 Controle a Formiga Homem/HA 13,00 2.600,00 26.000,00 Adubação em cobertura TP 80CV DISTR(H/HA) 34,00 6.800,00 13.600,00 Conservação de Aceiros TP 80CV GRAD(H/HA) 8,50 2.600,00 2.600,00 2.600,00 2.600,00 2.600,00 2.600,00 2.600,00 2.600,0 1.700,00 17.000,00 1700,00 1700,00 1700,00 1700,00 1700,00 1700,00 1700,00 1700,0 335,50 67.100,00 142.600,00 4.300,00 4.300,00 4.300,00 25.800,00 25.800,00 4.300,00 4.300,00 4.300,0 800,00 800,00 800,00 800,00 800,00 800,00 800,00 800,0 4800,00 45000,00 4800,00 45000,00 SUB TOTAL 6- INSUMOS Fosfato de Arad Tonelada/HA 216,00 43.200,00 Calcário Dolomitico Tonelada/HA 100,00 20.000,00 Formicida Kg/HA 8,00 Herbicida pré emergente Kg/HA 60,00 Herbicida Adubo NPK FTE Litros/HA Tonelada/HA 40,00 150,00 Mudas Clonais (tubete) Gel Hidroplan B Mudas/HA Kg/HA 511,00 30,00 Cupinicida Tratamento/HA SUB TOTAL 7- SEGURO Seguro 6,23 1121,23 2% Vr. Finan. 41,09 1.600,00 8.000,00 12.000,00 8.000,00 19.200,00 30.000,00 90..000,00 102.200,00 6.000,00 1.246,00 1.246,00 224.246,00 118.446,00 8218,00 4.863,10 1246,00 800,00 800,00 2.046,00 50.600,00 50.600,00 800,00 800,00 800,0 486,31 486,31 486,31 486,31 486,31 486,31 486,31 486,3 SUB TOTAL 41,09 8.218,00 4.863,10 486,31 486,31 486,31 486,31 486,31 486,31 486,31 486,3 TOTAL GERAL 2.609,57 521.914,00 347.909,10 12.586,31 12.586,31 13.832,31 83.886,31 83.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 Fonte: Elaborada a partir de dados da planilha cedida por KLM Florestal Ltda. Obs: Diárias: 65; Horas máquina pá carregadeira: 110; horas maquina TP80 CV: 85; horas máquinas TP 120 CV: 100 APÊNDICE: B RECEITAS E CUSTOS TOTAIS DE PROJETO DE MDL PARA PRODUÇÃO DE 200 HA DE EUCALIPTO (CRÉDITOS DE CARBONO E MADEIRA PARA FINS ENERGÉITICOS) NO CERRADO MATO-GROSSENSE 1) Espécie: Urograndis 1.a) Campo Verde/MT Preço da CER: US$ 10,00 convetido em Reais: R$ 17,70 ao dolar de 22.11.2007 (R$ 1,77) Sequestro de CO2: 36,97 t/ha/ano - IMA: 55,41 mst/ha/ano Período de Crediação: 5 em 5 anos Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 2007 2008 2009 Ano 0 Ano 1 Ano 2 7.394,00 0,00 7.394,00 0,00 2010 2011 2012 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 7.394,00 0,00 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) 0,00 0,00 7.394,00 0,00 7.394,00 0 7.394,00 654.369,00 VOLUME DE MADEIRA (mst) 0,00 11.082,00 11.082,00 11.082,00 11.082,00 11.082,00 11.082,00 RECEITA DE MADEIRA (energética) 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1.994.760,00 RECEITA TOTAL 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2.649.849,00 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2007 Ano 0 2008 Ano 1 2009 Ano 2 2010 Ano 4 Ano 3 2011 Ano 5 2012 Ano 6 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% 70.800,00 35.400,00 1.303,00 177.000,00 35.400,00 8.488,35 13087,38 32.718,45 TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono ) 106.200,00 1.303,00 0 0 0 177.000,00 89.694,18 TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95686,31 12586,31 12586,31 12.586,31 189.586,31 13.832,31 103.526,49 DESCRIÇÃO DAS RECEITAS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 17 7.394,00 0,00 11.082,00 0,00 7.394,00 7.394,00 654.369,00 0,0 11.082,00 11.082,00 0,00 0,0 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 7.394,00 654.369,00 11.082,00 0,00 RECEITA TOTAL 654.369,00 7394,00 7394,00 7.394,00 0,00 0,00 0,00 11082,00 11082,00 11.082,00 0,00 2.327.220,00 0,00 0,00 2.327220,00 0,00 0,00 654.369,00 0,00 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 17 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projetode MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono ) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 177.000,00 35.400,00 8.488,35 13.087,38 32.718,45 35.400,00 8.488,35 13.087,38 32.718,45 89.694,18 0,00 12.586,31 12.586,31 102.280,49 12.586,31 0 0 13.832,31 83.886,31 13832,31 83886,31 177.000,00 83.886,31 260.886,31 89.694,18 0,00 12.586,31 12.586,31 102.280,49 12.586,31 1.b) Dom Aquino/MT Sequestro de CO2: 31,47 t/ha/ano - IMA: 47,16 mst/ha/ano Preço da CER: US$ 10,00 convetido em Reais: R$ 17,70 ao dolar de 22.11.2007 (R$ 1,77) Período de Crediação: 5 em 5 anos Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 2007 2008 2009 Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 2010 2011 2012 Ano 4 Ano 5 Ano 6 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 0,00 0,00 0,00 0,00 6.294,00 0,00 9.432,00 0,00 6294,00 0,00 9.432,00 0,00 6.294,00 0,00 9.432,00 0,00 6.294,00 0,00 9.432,00 0,00 6.294,00 6.29 0 557.01 9.432,00 9.43 0,00 169776 RECEITA TOTAL 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 225477 Anos 2007 Ano 0 70.800,00 35.400,00 2008 Ano 1 2009 Ano 2 Ano 3 2010 Ano 4 2011 Ano 5 2012 Ano 6 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil le US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) 106.200,00 1.303,00 0 522.022,00 97.616,30 95.616,30 0 0 12.516,30 12.516,30 177.000,00 12.516,30 35.40 7.02 11.14 27.85 81.419 13.762 CUSTO TOTAL 628.222,00 98.919,30 95.616,30 12.516,30 12.516,30 189.516,30 95.181 1.303,00 177.000,00 DESCRIÇÃO DAS RECEITAS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 17 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) RECEITA TOTAL 6.294,00 6.294,00 557.019,00 0,00 6.294,00 6.294,00 0,00 0,00 6.294,00 0,00 6.294,00 6.294,00 557.019,00 0,00 9.432,00 9.432,00 9.432,00 9.432,00 9.432,00 9.432,00 9.432,00 0,00 0,00 1980.720,00 0,00 0,00 0,00 0,00 557.019,00 0,00 1.980.720,00 0,00 0,00 557.019,00 0,00 Anos INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) 2017 Ano 11 2018 Ano 12 TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 12.516,30 12.516,30 93.935,41 12.516,30 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 17 177.000,00 35.400,00 7.027,78 11.140,38 27.850,95 81.419,11 0 177.000,00 35.400,00 7.027,78 11.140,38 27.850,95 81.419,11 13.762,30 83.816,30 13.762,30 83.816,30 83.816,30 260.816,30 12.516,30 12.516,30 1 93.935,41 12.516,30 1 0,00 0 0,00 1.c) Sorriso/MT Preço da CER: US$ 10,00 convetido em Reais: R$ 17,70 ao dolar de 22.11.2007 (R$ 1,77) CO2 sequestrado: 17,03 t/ha/ano - IMA: 25,52 MST/ha/ano Período de Creditação: 5 em 5 anos ANOS DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 2007 2008 2009 Ano 0 Ano 1 Ano 2 3.406,00 3.406,00 2010 2011 2012 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 3.406,00 3.406,00 3.406,00 3.406,0 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) 0,00 0,00 0,00 VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 0,00 5.104,00 0,00 0,00 5.104,00 0,00 RECEITA TOTAL 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 5.104,00 5.104,00 0,00 0,00 0,00 0,00 301431,0 5.104,00 5.104,0 0,00 918.720,0 0,00 0,00 1220151,0 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2007 Ano 0 2008 Ano 1 2009 Ano 2 2010 Ano 4 Ano 3 2011 Ano 5 2012 Ano 6 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual 70.800,00 35.400,00 1.303,00 177.000,00 35.400,0 Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) 3.172,6 Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 6.028,6 15.071,5 106200,00 1.303,00 0 0 0 177.000,00 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 189.586,31 59.672,8 13.832,3 73.505,1 DESCRIÇÃO DAS RECEITAS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2 An RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 3.406,00 3.406,00 3.406,00 3.406,00 30.1431,00 0,00 0,00 0,00 5.104,00 5.104,00 5.104,00 5.104,00 0,00 0,00 1071840,00 0,00 RECEITA TOTAL 301431,00 0,00 1071840,00 0,00 3.406,00 0,00 5.104,00 0,00 0,00 3.406,00 34 30.1431,00 5.104,00 5.1 0,00 301431,00 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual 35.400,00 35.400,00 Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% 3.172,65 6.028,62 15.071,55 3.172,65 6.028,62 15.071,55 TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) 59.672,82 177.000,00 0,00 0 0 177.000,00 59.672,82 20 An TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 12.586,31 12.586,31 72.259,13 12.586,31 13.832,31 83.886,31 13.832,31 83.886,31 83.886,31 260.886,31 12.586,31 12.5 72.259,13 12.5 2010 2011 2012 Ano 4 Ano 5 Ano 6 1.d) Chapada dos Guimarães/MT CO2 sequestrado: 9,88 t/ha/ano - IMA: 14,81 mst/ha/ano Preço da CER: US$ 10,00 convetido em Reais: R$ 17,70 ao dolar de 22.11.2007 (R$ 1,77) Período de Creditação: 5 em 5 anos Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 2007 2008 2009 Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) 0,00 1..976,00 1..976,00 1..976,00 1..976,00 1.976,00 1..976 RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2..962,00 2..962,00 2..962,00 2..962,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0 174876 2..962,00 2..962 0,00 533160 RECEITA TOTAL 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 708036 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual 2007 Ano 0 2008 Ano 1 2009 Ano 2 Ano 3 2010 Ano 4 2012 Ano 6 70.800,00 35.400,00 1.303,00 177.000,00 35.400 Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 2011 Ano 5 1.748 3.497 8.743 106.200,00 1.303,00 0 0 0 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 177.000,00 49.390 12.586,31 13.832 189.586,31 63.222 DESCRIÇÃO DAS RECEITAS Anos 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 1 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA 1.976,00 174.876,00 2.962,00 0,00 1.976,00 1.976,00 0,00 0,00 2.962,00 2.962,00 0,00 622020,00 1.976,00 0,00 2.962,00 0,00 1.976,00 0,00 2.962,00 0,00 RECEITA TOTAL 174876,00 0,00 622020,00 0,00 0,00 1.976,00 1.976 174.876,00 0 2.962,00 2.962 0,00 0 174.876,00 0 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 1 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação annual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 177.000,00 35.400,00 1.748,76 35.400,00 1.748,76 3.497,52 8.743,80 3.497,52 8.743,80 49.390,08 12.586,31 61.976,39 0,00 0 12.586,31 13.832,31 12.586,31 13.832,31 0 177.000,00 83.886,31 83.886,31 83.886,31 260.886,31 49.390,08 0 12.586,31 12.586 61.976,39 12.586 2) Espécie: Citriodora 2.a) Campo Verde/MT Preço da CER: UR$ 10,00 – convertido em Reais: R$ 17,70 ao dólar de 22.11.2007 (R$ 1,77) CO2 sequestrado: 18,88t/ha/ano - IMA: 28,30 mst/há/ano Período de Creditação: 5 em 5 anos Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 2007 2008 2009 Ano 0 Ano 1 Ano 2 3.776,00 2010 2011 2012 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) 0,00 3.776,00 3.776,00 3.776,00 3.776,00 RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 5.660,00 5.660,00 5.660,00 0,00 0,00 0,00 0,00 5.660,00 0,00 0 334.176 5.660,00 5.660 0,00 1.018.800 RECEITA TOTAL 0,00 0,00 0,00 1.352.976 0,00 0,00 0,00 3.776 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2007 Ano 0 2008 Ano 1 2009 Ano 2 Ano 3 2010 Ano 4 2011 Ano 5 2012 Ano 6 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 70.800,00 35.400,00 1.303,00 177.000,00 35.400 3.343 6.683 16.708 106.200,00 1..303,00 0 0 0 177.000,00 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 189.586,31 62.135 13.832 75.967 DESCRIÇÃO DAS RECEITAS Anos 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 1 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 3.776,00 3.776,00 3.776,00 3.776,00 334.176,00 0,00 0,00 0,00 5.660,00 5.660,00 5.660,00 5.660,00 0,00 0,00 1.188.600,00 0,00 RECEITA TOTAL 334.176,00 0,00 1.188.600,00 0,00 3.776,00 0,00 5.660,00 0,00 0,00 3.776,00 3.776 334.176,00 0 5.660,00 5.660 0,00 0 334.176,00 0 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual 35.400,00 35.400,00 Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% 3.343,17 6.683,52 16.708,80 3.343,17 6.683,52 16.708,80 TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 2023 Ano 1 177.000,00 62.135,49 0,00 0 0 177.000,00 62.135,49 0 12.586,31 12.586,31 13.832,31 83.886,31 83.886,31 12.586,31 12.586 74.721,80 12.586,31 13.832,31 83.886,31 260.886,31 74.721,80 12.586, 3) Espécie: Camaldulensis 3.a) Dom Aquino/MT Preço da CER: US$ 10,00 – convertido em Reais (R$ 17,70) ao dólar de 22.11.2007 (R$ 1,77) CO2 sequestrado: 20,82 t/ha/ano - IMA: 31,20 mst/ha/ano Período de Creditação: 5 em 5 anos Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) 0,00 4.164,00 0,00 0,00 4.164,00 0,00 4164,00 0,00 4.164,00 0,00 4.164,00 0 VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) RECEITA TOTAL 0,00 6.240,00 0,00 0,00 0,00 0,00 6.240,00 0,00 0,00 6.240,00 0,00 0,00 6.240,00 0,00 0,00 6.240,00 6.240,00 0,00 1123200,00 0,00 1491714,00 2009 Ano 2 Ano 3 2010 Ano 4 4.164,00 368514,00 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2007 Ano 0 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento 70.800,00 Validação do PDD 35.400,00 Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) 2008 Ano 1 2011 Ano 5 2012 Ano 6 1.303,00 177.000,00 35.400,00 4.226,40 Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) 106200,00 1..303,00 0 177.000,00 7.399,43 18.426,00 65.451,83 TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 189.586,31 13.832,3 79.284,14 0 0 DESCRIÇÃO DAS RECEITAS Anos 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 1 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) RECEITA TOTAL 4.164,00 4.164,00 4.164,00 4.164,00 368.514,00 0,00 0,00 0,00 6.240,00 6.240,00 6.240,00 6.240,00 0,00 0,00 1.310.400,00 0,00 368.514,00 0,00 1.310.400,00 0,00 4.164,00 4.164,00 4.164 0,00 368.514,00 0 6..240,00 6..240,00 6..240 0,00 0,00 0 0,00 368.514,00 0 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Ano 11 Ano 12 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% 35.400,00 4.226,40 7.399,43 18.426,00 TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 65.451,83 0,00 12.586,31 12.586,31 78.038,14 12.586,31 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 1 177.000,00 35.400,00 4.226,40 7.399,43 18.426,00 0 0 177.000,00 13.832,31 83.886,31 83.886,31 13.832,31 83.886,31 260.886,31 65.451,83 0 12.586,31 12.586 78.038,14 12.586 3.b) Sorriso/MT Preço da CER: US$ 10,00 – convertido em Reais: R$ 17,70 ao dólar de 22.11.2007 (R$ 1,77) CO2 sequestrado: 19,57 t/ha/ano - IMA: 29,33 mst/ha/ano Período de Creditação: 5 em 5 anos Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) RECEITA TOTAL 2007 2008 2009 Ano 0 Ano 1 Ano 2 3.914,00 0,00 5.866,00 0,00 0,00 2008 Ano 1 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2010 2011 2012 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 3.914,00 0,00 5.866,00 0,00 0,00 3.914,00 0,00 5.866,00 0,00 0,00 3.914,00 0,00 5.866,00 0,00 0,00 3.914,00 3.914,0 0 346.389,0 5.866,00 5866,0 0,00 1.055.880,0 0,00 1.402.269,0 2009 Ano 2 Ano 3 2010 Ano 4 2011 Ano 5 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2007 Ano 0 2012 Ano 6 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento 70800,00 Validação do PDD 35400,00 Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU 1.303,00 Monitoramento 177.000,00 Verificação anual 35.400,0 Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) 3.868,3 Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) 6..927,7 Contrato para negociação das lCER - 5% 17.319,4 TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) 106200,00 1.303,00 0 0 0 177.000,00 63.515,5 TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,3 CUSTO TOTAL 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 189.586,31 77.347,89 DESCRIÇÃO DAS RECEITAS Anos RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) RECEITA TOTAL 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 3.914,00 3.914,00 3.914,00 3914,00 346.389,00 0,00 0,00 0,00 5.866,00 5.866,00 5.866,00 5.866,00 0,00 0,00 1.231.860,00 0,00 346.389,00 0,00 1.231.860,00 0,00 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 1 3.914,00 3.914,00 3.914 0,00 346.389,00 0 5.866,00 5.866,00 5.866 0,00 0,00 0 0,00 346.389,00 0 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 1 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% 35.400,00 3.868,35 6.927,78 17.319,45 TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 63.515,58 0,00 12.586,31 12.586,31 76.101,89 12.586,31 177.000,00 35.400,00 3.868,35 6.927,78 17.319,45 0 0 177.000,00 13.832,31 83.886,31 83.886,31 13.832,31 83.886,31 260.886,31 63.515,58 0 12.586,31 12.586 76.101,89 12.586 3.c) Cuiabá/MT Preço da CER: US$ 10,00 – convertido em Reais: R$ 17,70 ao dólar de 22.11.2007 (R$ 1,77) CO2 sequestrado: 16,53 t/ha/ano - IMA: 24,77 mst/ha/ano Período de Creditação: 5 em 5 anos Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 2007 2008 2009 Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 2010 2011 2012 Ano 4 Ano 5 Ano 6 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 0,00 3..306,00 3..306,00 3..306,00 3..306,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 4..954,00 4.954,00 4..954,00 4..954,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 RECEITA TOTAL 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 3..306,00 0 4..954,00 0,00 3..306,0 292.581,0 4..954,0 891.720,0 0,00 1.184.301,0 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento 2007 Ano 0 2008 Ano 1 2009 Ano 2 Ano 3 2010 Ano 4 2011 Ano 5 70.800,00 35.400,00 1.303,00 177.000,00 Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL Anos 2012 Ano 6 35.400,0 3.061,2 5.851,6 14.629,0 106200,00 1.303,00 0 0 0 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 177.000,00 12.586,31 189.586,31 58.941,8 13.832,3 72.774,1 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 3.306,00 292.581,00 4.954,00 0,00 3.306,00 3.306,00 0,00 0,00 4.954,00 4.954,00 0,00 1040.340,00 3.306,00 0,00 4..954,00 0,00 3.306,00 3.306,00 3.306,0 0,00 292.581,00 0,0 4..954,00 4..954,00 4..954,0 0,00 0,00 0,0 RECEITA TOTAL 292.581,00 0,00 1.040340,00 0,00 DESCRIÇÃO DAS RECEITAS RECEITA BRUTA (em Reais) 0,00 292.581,00 0,0 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% 35.400,00 3.061,21 5.851,62 14.629,00 TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 58.941,83 0,00 12.586,31 12.586,31 71.528,14 12.586,31 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 17 177.000,00 35.400,00 3.061,21 5.851,62 14.629,00 0 13.832,31 13.832,31 0 177.000,00 83.886,31 83.886,31 83.886,31 260.886,31 58.941,83 0,0 12.586,31 12.586,3 71.528,14 12.586,3 3.d) Nossa Senhora do Livramento/MT Preço da CER: U$ 10,00 – convertido em Reais: R$ 17,70 ao dólar e 22.11.2007 (R$ 1,77) CO2 sequestrado: 15,52 t/ha/ano - IMA: 23,27 mst/ha/ano Período de Creditação: 5 em 5 anos Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 2007 2008 2009 Ano 0 Ano 1 Ano 2 3.104,00 3.104,00 0,00 0,00 4.654,00 4.654,00 0,00 0,00 Ano 3 2010 2011 2012 Ano 4 Ano 5 Ano 6 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 0,00 0,00 0,00 0,00 3.104,00 0,00 4.654,00 0,00 RECEITA TOTAL 0,00 0,00 0,00 0,00 3.104,00 0,00 4.654,00 0,00 3.104,00 3.104 0 274704 4.654,00 4.654 0,00 837.720 0,00 0,00 1112424 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% 2007 Ano 0 2008 Ano 1 2009 Ano 2 Ano 3 2010 Ano 4 2011 Ano 5 2012 Ano 6 70.800,00 35.400,00 1.303,00 177.000,00 35.400 2.793 5.494 13.735 TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono - Projeto de MDL) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 106.200,00 1.303,00 0 0 0 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 Anos 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 1 3.104,00 3.104, DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 177.000,00 12.586,31 189.586,31 57.422 13.832 71.254 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) 3.104,00 3.104,00 3.104,00 3.104,00 3.104,00 RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) RECEITA TOTAL 274.704,00 0,00 4.654,00 0,00 4.654,00 0,00 274.704,00 0,00 0,00 0,00 4.654,00 4.654,00 977.340,00 0,00 977.340,00 0,00 274704,00 4.654,00 0,00 0,00 0 4654,00 4.654, 0,00 0 0,00 274704,00 0, DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% 35.400,00 2.793,00 5.494,00 13.735,20 TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono - Projeto de MDL) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 57.422,20 0,00 12.586,31 12.586,31 70.008,51 12.586,31 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 1 177.000,00 35.400,00 2.793,00 5.494,00 13.735,20 0 0 13.832,31 83.886,31 13.832,31 83.886,31 177.000,00 57.422,20 0, 83.886,31 12.586,31 12.586 260.886,31 70.008,51 12.586, 3.e) Rondonópolis/MT Preço da CER: U$ 10,00 – convertido em Reais: R$ 17,70 ao dólar e 22.11.2007 (R$ 1,77) CO2 sequestrado: 18,28 t/ha/ano - IMA: 12,41 mst/ha/ano Período de Creditação: 5 em 5 anos Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 2007 2008 2009 Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 2010 2011 2012 Ano 4 Ano 5 Ano 6 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 0,00 0,00 0,00 0,00 RECEITA TOTAL 0,00 1.656,00 1.656,00 0,00 0,00 2.482,00 2.482,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1.656,00 1.656,00 0,00 0,00 2.482,00 2482,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1.656,00 1.656, 0 146556, 2.482,00 2.482, 0,00 446760, 0,00 593316, DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) 2007 Ano 0 2008 Ano 1 2009 Ano 2 Ano 3 2010 Ano 4 2011 Ano 5 2012 Ano 6 70.800,00 35.400,00 1.303,00 177.000,00 35.400, 1.465, Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS 2.931, 7..327, 106.200,00 1.303,00 0 0 0 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 177.000,00 47.124, 12.586,31 13.832, 189.586,31 60.956, 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 1.656,00 1.656,00 1.656,00 1656,00 146.556,00 0,00 0,00 0,00 2.482,00 2.482,00 2.482,00 2.482,00 0,00 0,00 521.220,00 0,00 RECEITA TOTAL 146.556,00 0,00 521.220,00 1.656,00 1.656,00 0,00 146556,00 2.482,00 2.482,00 0,00 0,00 1.656,00 0,0 2.482,00 0,0 0,00 146556,00 0,00 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% 35.400,00 1.465,56 2.931,12 7..327,80 TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 47.124,48 0,00 12.586,31 12.586,31 59.710,79 12.586,31 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 17 177.000,00 35.400,00 1.465,56 2.931,12 7..327,80 0 0 13.832,31 83.886,31 13.832,31 83.886,31 177.000,00 47.124,48 83.886,31 12.586,31 260.886,31 59.710,79 0,00 12.586,3 12.586,3 3.f) Chapada dos Guiarães//MT Preço da CER: U$ 10,00 – convertido em Reais: R$ 17,70 ao dólar e 22.11.2007 (R$ 1,77) CO2 sequestrado: 2,85 t/ha/ano - IMA: 4,27 mst/ha/ano Período de Creditação: 5 em 5 anos Anos DESCRIÇÃO DAS RECEITAS RECEITA BRUTA (em Reais) 2007 Ano 0 2008 Ano 1 2009 Ano 2 2010 Ano 4 Ano 3 2011 Ano 5 2012 Ano 6 2013 Ano 7 2 A VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 0,00 0,00 0,00 0,00 570,00 0,00 854,00 0,00 570,00 0,00 854,00 0,00 570,00 0,00 854,00 0,00 570,00 0,00 854,00 0,00 570,00 570,00 0 50445,00 854,00 854,00 0,00 153720,00 570,00 0,00 854,00 0,00 RECEITA TOTAL 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 204165,00 0,00 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 2007 Ano 0 2008 Ano 1 2009 Ano 2 2010 Ano 4 Ano 3 2011 Ano 5 2012 Ano 6 2013 Ano 7 2 A 70.800,00 35.400,00 1.303,00 177.000,00 35.400,00 504,45 1.008,90 2..522,25 106.200,00 1..303,00 521.914,00 628.114,00 97.686,31 98.989,31 0 0 0 177.000,00 39.435,60 0,00 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 38.886,31 38. 95.686,31 12.586,31 12.586,31 189.586,31 53.267,91 38.886,31 38. DESCRIÇÃO DAS RECEITAS Anos 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 17 2024 Ano 18 RECEITA BRUTA (em Reais) VOLUME DE lCER (um.) RECEITA DE lCER (crédito de carbono) VOLUME DE MADEIRA (mst) RECEITA DE MADEIRA (energética) 570,00 5.0445,00 854,00 0,00 570,00 0,00 854,00 0,00 570,00 0,00 854,00 179.340,00 570,00 0,00 854,00 0,00 570,00 570,00 0,00 5.0445,00 854,00 854,00 0,00 0,00 570,00 0,00 854,00 0,00 570,0 0,0 854,0 0,0 RECEITA TOTAL 5.0445,00 0,00 179.340,00 0,00 0,00 5.0445,00 0,00 0,0 DESCRIÇÃO DOS CUSTOS Anos INVESTIMENTOS: Ciclo de Projeto MDL (em Reais) Elaboração do PDD + acompanhamento Validação do PDD 2017 Ano 11 2018 Ano 12 2019 Ano 13 2020 Ano 14 2021 Ano 15 2022 Ano 16 2023 Ano 17 2024 Ano 18 Registro junto ao Conselho Executivo do MDL/ONU Monitoramento Verificação anual Emissão de lCER (US$0,10 para as 1as 15 mil lCER e US$0,15 para as demais) Fundo de Apoio (2% das lCER geradas) Contrato para negociação das lCER - 5% TOTAL DOS INVESTIMENTOS (créditos de carbono) TOTAL DE INVESTIMENTO E CUSTEIO (produção de madeira) CUSTO TOTAL 177.000,00 35.400,00 35.400,00 504,45 1.008,90 2..522,25 504,45 1.008,90 2..522,25 39.435,60 0,00 12.586,31 52.021,91 12.586,31 12.586,31 0 0 177.000,00 39.435,60 0,00 13.832,31 83.886,31 83.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,3 13.832,31 83.886,31 260.886,31 52.021,91 12.586,31 12.586,3 APÊNDICE: C FLUXOS DE CAIXA CRÉDITO DE CARBONO, MADEIRA E PRODUÇÃO CONJUNTA Fluxos de Caixa de Crédito de Carbono e Madeira - 200 ha de Eucalipto produzidos em Municípios do Cerrado Mato-grossense (R$) 1) Espécie Urograndis 1.a) Campo Verde/MT - Sequestro de CO2: 36,97 t/ha/ano; IMA: 55,41 mst/ha/ano Anos Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Custo Projeto de MDL Custo Médio Produção de Eucalipto Custo Total FLUXO DE CAIXA Receita de Madeira Receita de Crédito de Carbono Receita Total 106.200,00 521.914,00 628.114,00 0 0 0 1.303,00 0 97.686,31 95.686,31 98.989,31 95.686,31 0 0 0 0 0 0 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 177.000,00 89.694,18 0 0 12.586,31 13.832,31 38.886,31 38.886,31 189.586,31 103.526,49 38.886,31 38.886,31 0 654.369,00 0 0 0 1.994.760,00 0 0 0 2.649.129,00 0 0 0 177.000,00 89.694,18 0 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 189.586,31 102.280,49 12.586,31 0 0 654.369,00 0 0 0 0 0 0 0 654.369,00 0 Crédito de Carbono TIR 2,35% -628.114,00 -98.989,31 Madeira TIR 24,21% -521.914,00 -97.686,31 Crédito d Carbono Madeira TIR 24,90% -628.114 -98.989 -95.686,31 -12.586,31 -95.686,31 -12.586,31 -95.686 -12.586 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 -189.586,31 -12.586,31 -189.586 550.842,51 1.980.927,69 2.545.602 -38.886,31 -38.886,31 -38.886 -38.886,31 -38.886,31 -38.886 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 -189.586,31 552.088,51 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -189.586 552.088 -12.586 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Total 0 0 13.832,31 83.886,31 13.832,31 83.886,31 0 0 2.327.220,00 0 177.000,00 83.886,31 89.694,18 0 12.586,31 12.586,31 0 12.586,31 0 266.694,18 1.174.279,18 12.586,31 12.586,31 1.139.532,20 2.327.220,00 0 260.886,31 0 0 0 102.280,49 12.586,31 654.369,00 0 0 0 654.369,00 0 12.586,31 0 0 0 12.586,31 0 279.280,49 654.369,00 2.313.811,92 2.617.476,00 0 2.327.220,00 6.649.200,00 0 2.981.589,00 9.266.676,00 VPL -13.832,31 2.313.387,69 2.313.387 -83.886,31 -260.886,31 -83.886,31 -83.886,31 -83.886 -260.886 552.088,51 -12.586,31 552.088 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 -12.586 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 375.088,51 2.314.633,69 2.702.308 303.664,62 5.509.667,80 6.952.864 -155,33 1.b) Dom Aquino/MT - Sequestro de CO2: 31,47 t/ha/ano - IMA: 47,16mst/ha/ano Anos Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Custo Projeto de MDL Custo Médio Produção de Eucalipto Custo Total Receita de Madeira Receita de Carbono -16 FLUXO DE CAIXA Receita Total Crédito de Carbono TIR Madeira TIR Crédito d Carbono Madeira TIR -0,46% 21,47% 21,89% 106.200,00 1.303,00 0 0 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -628.114,00 -98.989,31 -95.686,31 -12.586,31 -521.914,00 -97.686,31 -95.686,31 -12.586,31 -628.114 -98.989 -95.686 -12.586 0 0 0 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 0 12.586,31 12.586,31 Ano 5 177.000,00 12.586,31 189.586,31 0 0 0 Ano 6 81.419,11 13.832,31 95.251,42 557.019,00 1.697.760,00 2.254.779,00 Ano 7 -24,91 -189.586,31 -12.586,31 -189.586 461.767,58 1.683.927,69 2.159.527 0 38.886,31 38.886,31 0 0 0 -38.886,31 -38.886,31 -38.886 Ano 8 0 38.886,31 38.886,31 0 0 0 -38.886,31 -38.886,31 -38.886 Ano 9 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 Ano 10 177.000,00 12.586,31 189.586,31 0 0 0 -12.586,31 Ano 11 81.419,11 12.586,31 94.005,42 557.019,00 0 557.019,00 -189.586,31 463.013,58 -189.586 463.013 Ano 12 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 -12.586,31 Ano 13 0 13.832,31 13.832,31 0 1.980.720,00 1.980.720,00 Ano 14 0 83.886,31 83.886,31 0 0 0 Ano 15 177.000,00 81.419,11 83.886,31 12.586,31 260.886,31 94.005,42 0 557.019,00 0 0 0 557.019,00 -260.886,31 463.013,58 -83.886,31 -12.586,31 -260.886 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 0 0 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 0 0 0 0 0 0 271.005,42 557.019,00 1.980.720,00 2,537,739,00 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 286.013,58 1.968.133,69 2.266.733 2.280.711,64 2.228.076,00 5.659.200,00 7.887.276,00 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Total 258419,11 12.586,31 1.141.179,44 1.139.532,20 -12.586,31 -12.586 -12.586,31 1.966.887,69 1.966.887 -13.832,31 -83.886 -83.886,31 -83.886,31 463.013 -52.635,64 4.519.667,80 5.606.564 -607.330,04 VPL Anos Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Total 106.200,00 1.303,00 0 0 0 177.000,00 59.672,82 0 0 0 177.000,00 59.672,82 0 0 0 177.000,00 59.672,82 0 0 0 236.672,82 1.054.194,28 Receita de Crédito de Carbono Custo Total 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 38.886,31 38.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 83.886,31 83.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 1.139.532,20 628.114,00 0 98.989,31 0 95.686,31 0 12.586,31 0 12.586,31 0 189.586,31 0 73.505,13 301.431,00 38.886,31 0 38.886,31 0 12.586,31 0 189.586,31 0 72.259,13 301.431,00 12.586,31 0 13.832,31 0 83.886,31 0 260.886,31 0 72.259,13 301.431,00 12.586,31 0 12.586,31 0 12.586,31 0 249.259,13 301.431,00 2.193.726,48 1.205.724,00 Receita Total 0 0 0 0 0 0 918.720,00 0 0 0 0 0 0 1.071.840,00 0 0 0 0 0 0 1.071.840,00 3.062.400,00 0 0 0 0 0 0 1.220.151,00 0 0 0 0 301.431,00 0 1.071.840,00 0 0 301.431,00 0 0 0 1.373.271,00 4.268.124,00 -873.257,71 Ano 2 Ano 3 Custo Projeto de MDL Custo Médio Produção de Eucalipto Custo Total -108,83 -72 Madeira TIR 5,24% -521.914,00 Crédito d Carbono Madeira TIR 2,48% -628.114 FLUXO DE CAIXA 1.d) Chapada dos Guimarães/MT-Sequestro CO2: 9,88t/ha/ano; IMA: 14,81mst/ha/ano Ano 0 Ano 1 Crédito de Carbono Madeira TIR TIR -19,02% 12,22% -628.114,00 -521.914,00 -98.989,31 -97.686,31 -95.686,31 -95.686,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -189.586,31 -12.586,31 227.925,87 904.887,69 -38.886,31 -38.886,31 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -12.586,31 -189.586,31 -12.586,31 229.171,87 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -13.832,31 1.058.007,69 -83.886,31 -83.886,31 -260.886,31 -83.886,31 229.171,87 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 52.171,87 1.059.253,69 -988.002,48 1.922.867,80 Crédito d Carbono Madeira TIR 11,34% -628.114 -98.989 -95.686 -12.586 -12.586 -189.586 1.146.645 -38.886 -38.886 -12.586 -189.586 229.171 -12.586 1.058.007 -83.886 -260.886 229.171 -12.586 -12.586 -12.586 1.124.011 2.074.397 Receita de Madeira Custo Médio Produção de Eucalipto VPL Anos -2 FLUXO DE CAIXA 1.c) Sorriso/MT - Sequestro de CO2: 17,03t/ha/ano - IMA: 25,52 mst/ha/ano Custo Projeto de MDL 13,38 Receita de Madeira Receita de Crédito de Carbono Receita Total 106.200,00 521.914,00 628.114,00 0 0 0 Crédito de Carbono TIR #DIV/0! -628.114,00 1.303,00 0 97.686,31 95.686,31 98.989,31 95.686,31 0 0 0 0 0 0 -98.989,31 -95.686,31 -97.686,31 -95.686,31 -98.989 -95.686 -12.586 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 -12.586,31 -12.586,31 Ano 4 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 Ano 5 177.000,00 12.586,31 189.586,31 0 0 0 Ano 6 49.390,08 13.832,31 63.222,39 174.876,00 533.160,00 708.036,00 -189.586,31 111.653,61 -12.586,31 519.327,69 -189.586 644.813 Ano 7 0 0 0 177.000,00 49.390,08 38.886,31 38.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 38.886,31 38.886,31 12.586,31 189.586,31 61.976,39 0 0 0 0 174.876,00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 174.876,00 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -189.586,31 112.899,61 0 0 12.586,31 13.832,31 12.586,31 13.832,31 0 0 0 622.020,00 0 622.020,00 -12.586,31 -13.832,31 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -38.886 -38.886 -12.586 -189.586 112.899 -12.586 608.187,69 608.187 0 177.000,00 83.886,31 83.886,31 83.886,31 260.886,31 0 0 0 0 0 0 -83.886,31 -260.886,31 -83.886,31 -83.886,31 -83.886 -260.886 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Total 49.390,08 0 0 12.586,31 12.586,31 12.586,31 61.976,39 12.586,31 12.586,31 174.876,00 0 0 0 0 0 174.876,00 0 0 112.899,61 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 112.899 -12.586 -12.586 0 226.390,08 1.013.063,32 12.586,31 12.586,31 1.139.532,20 12.586,31 238.976,39 2.152.595,52 0 174.876,00 699.504,00 0 622.020,00 1.777.200,00 0 796.896,00 2.476.704,00 -12.586,31 -64.100,39 -1.453.091,52 -12.586,31 609.433,69 637.667,80 -12.586 557.919 324.108 -1.005.483,95 -337,81 -422 VPL 2) Espécie Citriodora 2.a) Campo Verde/MT - Sequestro de CO2: 18,88t/ha/ano; IMA: 28,30mst/ha/ano Anos Custo Projeto de MDL Custo Médio Produção de Eucalipto Custo Total FLUXO DE CAIXA Receita de Madeira Receita de Crédito de Carbono Receita Total Crédito de Carbono TIR -13,38% Madeira TIR 13,66% Crédito d Carbono Madeira TIR 13,04% Ano 0 106.200,00 521.914,00 628.114,00 0 0 0 -628.114,00 -521.914,00 -628.114 Ano 1 1.303,00 0 97.686,31 95.686,31 98.989,31 95.686,31 0 0 0 0 0 0 -98.989,31 -95.686,31 -97.686,31 -95.686,31 -98.989 -95.686 Ano 2 Ano 3 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 Ano 4 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 Ano 5 177.000,00 12.586,31 189.586,31 0 0 0 Ano 6 62.135,49 0 0 0 13.832,31 38.886,31 38.886,31 12.586,31 75.967,80 38.886,31 38.886,31 12.586,31 334.176,00 0 0 0 1.018.800,00 0 0 0 1.352.976,00 0 0 0 177.000,00 12.586,31 189.586,31 0 0 0 62.135,49 0 12.586,31 12.586,31 74.721,80 12.586,31 334.176,00 0 0 0 334.176,00 0 0 0 177.000,00 62.135,49 0 0 13.832,31 83.886,31 83.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 83.886,31 260.886,31 74.721,80 12.586,31 12.586,31 0 0 0 334.176,00 0 0 1.188.600,00 0 0 0 0 0 1.188.600,00 0 0 334.176,00 0 0 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 251.721,80 334.176,00 1.188.600,00 1.522.776,00 2.203.577,16 1.336.704,00 3.396.000,00 4.732.704,00 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Total 239.135,49 12.586,31 1.064.044,96 1.139.532,20 -189.586,31 -12.586,31 -189.586 258.208,20 1.004.967,69 1.277.008 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -189.586,31 259.454,20 -12.586,31 -189.586 259.454 -12.586,31 -12.586 -12.586,31 -12.586,31 1.174.767,69 1.174.767 -13.832,31 -83.886,31 -83.886,31 -83.886 -260.886,31 -83.886,31 -260.886 259.454,20 259.454 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 82.454,20 1.176.013,69 1.271.054 -866.873,16 2.256.467,80 2.529.126 -838.820,27 VPL -38.886 -38.886 -12.586 -115,06 -32 3) Espécie Camaldulensis FLUXO DE CAIXA 3.a) Dom Aquino/MT - Sequestro de CO2: 20,82t/ha/ano - IMA: 31,20mst/ha/ano Anos Custo Projeto de MDL Custo Médio Produção de Eucalipto Custo Total Receita de Madeira Receita de Çrédito de Carbono Receita Total Crédito de Carbono Madeira Crédito d Carbono Madeira TIR 15,06% -521.914,00 TIR 14,66% -628.114 Ano 0 Ano 1 106.200,00 521.914,00 628.114,00 0 0 0 TIR -9,88% -628.114,00 1.303,00 97.686,31 98.989,31 0 0 0 -98.989,31 -97.686,31 -98.989 Ano 2 0 95.686,31 95.686,31 0 0 0 -95.686,31 -95.686,31 -95.686 Ano 3 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 177.000,00 12.586,31 189.586,31 0 0 0 -189.586,31 -12.586,31 -189.586 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Total 65.451,83 0 13.832,31 38.886,31 79.284,14 38.886,31 368.514,00 0 1.123.200 0 1.491.714,00 0 0 0 177.000,00 38.886,31 12.586,31 12.586,31 38.886,31 12.586,31 189.586,31 0 0 0 0 0 0 0 0 0 65.451,83 0 12.586,31 12.586,31 78.038,14 12.586,31 368.514,00 0 0 0 368.514,00 0 0 0 13.832,31 83.886,31 13.832,31 83.886,31 0 0 1.310.400,00 0 1.310.400,00 0 177.000,00 65.451,83 0 0 83.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 260.886,31 78.038,14 12.586,31 12.586,31 0 368.514,00 0 0 0 0 0 0 0 368.514,00 0 0 289.229,86 1.109.367,69 1.412.429 -38.886,31 -38.886,31 -38.886 -38.886,31 -12.586,31 -189.586,31 290.475,86 -38.886,31 -12.586,31 -12.586,31 -38.886 -12.586 -189.586 290.475 -12.586,31 -12.586 -12.586,31 1.296.567,69 1.296.567 -13.832,31 -83.886,31 -83.886,31 -83.886 -12.586,31 -260.886,31 290.475,86 -12.586,31 -12.586,31 12.586,31 12.586,31 0 0 0 12.586,31 255.038,14 368.514,00 1.310.400,00 1.678.914,00 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 113.475,86 1.297.813,69 1.423.875 1.077.310,32 1.139.532,20 2.216.842,52 1.474.056,00 3.744.000,00 5.218.056,00 -742.786,52 2.604.467,80 3.001.213 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Custo Projeto de MDL Custo Médio de Produção de Eucalipto Custo Total -169,64 -29 Madeira TIR 14,17% -521.914,00 -97.686,31 Crédito d Carbono Madeira TIR 13,63% -628.114 -98.989 FLUXO DE CAIXA 3.b) Sorriso/MT - Sequestro de CO2: 19,57t/ha/ano - IMA: 29,33mst/ha/ano Ano 3 Ano 4 -12.586 -12.586 0 -803.542,06 Ano 0 Ano 1 Ano 2 -260.886 290.475 242.451,83 VPL Anos -83.886,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 Receita de Madeira Receita de Crédito de Carbono Receita Total 106.200,00 1.303,00 521.914,00 97.686,31 628.114,00 98.989,31 0 0 0 0 0 0 Crédito de Carbono TIR -12,00% -628.114,00 -98.989,31 0 0 95.686,31 12.586,31 95.686,31 12.586,31 0 0 0 0 0 0 -95.686,31 -12.586,31 -95.686,31 -12.586,31 -95.686 -12.586 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 177.000,00 63.515,58 12.586,31 13.832,31 189.586,31 77.347,89 0 346.389,00 0 1.055.880,00 0 1.402.269,00 0 0 0 177.000,00 38.886,31 38.886,31 12.586,31 12.586,31 38.886,31 38.886,31 12.586,31 189.586,31 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 63.515,58 12.586,31 76.101,89 346.389,00 0 346.389,00 0 0 12.586,31 13.832,31 12.586,31 13.832,31 0 0 0 1.231.860,00 0 1.231.860,00 -189.586,31 -12.586,31 -189.586 269.041,11 1.042.047,69 1.324.921 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -189.586,31 270.287,11 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -12.586,31 -38.886 -38.886 -12.586 -189.586 270.287 -12.586,31 -12.586 -12.586,31 -12.586,31 1.218.027,69 1.218.027 -13.832,31 0 83.886,31 83.886,31 0 0 0 -83.886,31 -83.886,31 -83.886 177.000,00 63.515,58 0 83.886,31 12.586,31 12.586,31 260.886,31 76.101,89 12.586,31 0 346.389,00 0 0 0 0 0 346.389,00 0 -260.886,31 270.287,11 -260.886 270.287 -12.586,31 -83.886,31 -12.586,31 -12.586,31 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 Ano 19 0 12.586,31 12.586,31 0 0 0 Ano 20 240.515,58 1.069.565,32 12.586,31 1.139.532,20 253.101,89 346.389,00 2.209.097,52 1.385.556,00 1.231.860,00 3.519.600,00 1.578.249,00 4.905.156,00 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 93.287,11 1.219.273,69 1.326.147 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Total VPL 3.c) Cuiabá/MT - Sequestro de CO2: 16,53t/ha/ano - IMA: 24,77mst/ha/ano -12.586 -823.541,52 2.380.067,80 2.696.058 -826.500,95 FLUXO DE CAIXA -227,65 -76 Anos Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Total Custo Projeto de MDL 106.200,00 1.303,00 0 0 0 177.000,00 58.941,83 0 0 0 177.000,00 58.941,83 0 0 0 177.000,00 58.941,83 0 0 0 235.941,83 1.051.270,32 Custo Médio Produção de Eucalipto Receita de Crédito de Carbono Custo Total 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 38.886,31 38.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 83.886,31 83.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 1.139.532,20 628.114,00 0 98.989,31 0 95.686,31 0 12.586,31 0 12.586,31 0 189.586,31 0 72.774,14 292.581,00 38.886,31 0 38.886,31 0 12.586,31 0 189.586,31 0 71.528,14 292.581,00 12.586,31 0 13.832,31 0 83.886,31 0 260.886,31 0 71.528,14 292.581,00 12.586,31 0 12.586,31 0 12.586,31 0 248.528,14 292.581,00 2.190.802,52 1.170.324,00 Receita de Madeira Receita Total 0 0 0 0 0 0 891.720,00 0 0 0 0 0 0 1.040.340,00 0 0 0 0 0 0 1.040.340,00 2.972.400,00 0 0 0 0 0 0 1.184.301,00 0 0 0 0 292.581,00 0 1.040.340,00 0 0 292.581,00 0 0 0 1.332.921,00 4.142.724,00 Crédito de Carbono TIR #DIV/0! -628.114,00 -98.989,31 -95.686,31 -12.586,31 -12.586,31 -189.586,31 219.806,86 -38.886,31 -38.886,31 -38.886 -38.886,31 -38.886,31 -38.886 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 -189.586,31 -12.586,31 -189.586 221.052,86 -12.586,31 221.052 -12.586,31 -12.586 -12.586,31 -13.832,31 1.026.507,69 1.026.507 -83.886,31 -83.886,31 -83.886 -260.886,31 -83.886,31 -260.886 221.052,86 -12.586,31 221.052 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 -12.586,31 -12.586,31 -12.586 44.052,86 1.027.753,69 1.084.392 -1.020.478,52 1.832.867,78 1.951.921 VPL -882.490,75 3.d) Nossa Senhora do Livramento/MT - Sequestro de CO2: 15,52t/ha/ano Anos Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Total 106.200,00 1.303,00 0 0 0 177.000,00 57.422,20 0 0 0 177.000,00 57.422,20 0 0 0 177.000,00 57.422,20 0 0 0 234.422,20 1.045.191,80 Custo Médio Produção de Eucalipto 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 38.886,31 38.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 83.886,31 83.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 1.139.532,20 33,13 219 FLUXO DE CAIXA IMA: 23,27 mst/ha/ano Custo Projeto de MDL Madeira TIR 11,81% -521.914,00 -97.686,31 -95.686,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 877.887,69 Crédito d Carbono Madeira TIR 10,85% -628.114 -98.989 -95.686 -12.586 -12.586 -189.586 1.111.526 Receita de Madeira Custo Total Receita de Crédito de Carbono 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 189.586,31 71.254,51 38.886,31 38.886,31 12.586,31 189.586,31 70.008,51 12.586,31 13.832,31 83.886,31 260.886,31 70.008,51 12.586,31 12.586,31 12.586,31 247.008,51 2.184.724,00 0 0 0 0 0 0 274.704,00 0 0 0 0 274.704,00 0 0 0 0 274.704,00 0 0 0 274.704,00 1.098.816,00 0 0 0 0 0 0 837.720,00 0 0 0 0 0 0 977.340,00 0 0 0 0 0 0 977.340,00 2.792.400,00 Receita Total 0 0 0 0 0 0 1.112.424,00 0 0 0 0 274.704,00 0 977.340,00 0 0 274.704,00 0 0 0 1.252.044,00 3.891.216,00 Crédi Crédito de Carbo Carbono Madeira Mad TIR TIR TI #DIV/0! 10,97% 9,84 -628.114,00 -521.914,00 -628.1 -98.989,31 -97.686,31 -98.9 -95.686,31 -95.686,31 -95.6 -12.586,31 -12.586,31 -12.5 -12.586,31 -12.586,31 -12.5 -189.586,31 -12.586,31 -189.5 203.449,49 823.887,69 1.041.1 -38.886,31 -38.886,31 -38.8 -38.886,31 -38.886,31 -38.8 -12.586,31 -12.586,31 -12.5 -189.586,31 -12.586,31 -189.5 204.695,49 204.6 -12.586,31 -12.5 -12.586,31 -12.586,31 -13.832,31 963.507,69 963.5 -83.886,31 -83.886,31 -83.8 -260.886,31 -83.886,31 -260.8 204.695,49 204.6 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.5 -12.586,31 -12.586,31 -12.5 -12.586,31 -12.586,31 -12.5 27.695,49 964.753,69 1.005.0 - 1.652.867,78 1.706.4 1.085.908,00 VPL -901.092,55 Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Total Receita de Madeira Custo Projeto de MDL Custo Médio Produção de Eucalipto Receita de Crédito de Carbono 106.200,00 1.303,00 0 0 0 177.000,00 47.124,48 0 0 0 177.000,00 47.124,48 0 0 0 177.000,00 47.124,48 0 0 0 224.124,48 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 38.886,31 38.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 83.886,31 83.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 189.586,31 60.956,79 38.886,31 38.886,31 12.586,31 189.586,31 59.710,79 12.586,31 13.832,31 83.886,31 260.886,31 59.710,79 12.586,31 12.586,31 12.586,31 236.710,31 0 0 0 0 0 0 146.556,00 0 0 0 0 146.556,00 0 0 0 0 146.556,00 0 0 0 146.556,00 0 0 0 0 0 0 446.760,00 0 0 0 0 0 0 521.220,00 0 0 0 0 0 0 521.220,00 1.004.000,92 1.139.532,20 2.143.533,12 586.224,00 1.489.200,00 Custo Total Receita Total VPL 0 0 0 0 0 0 593.316,00 0 0 0 0 146.556,00 0 521.220,00 0 0 146.556,00 0 0 0 667.776,00 Anos Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Custo Projeto de MDL Custo Total Receita de Crédito de Carbono 106.200,00 1.303,00 0 0 0 177.000,00 521.914,00 97.686,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 628.114,00 98.989,31 95.686,31 12.586,31 12.586,31 189.586,31 0 0 0 0 0 0 Madeira TIR 3,12% -521.914,00 -97.686,31 -95.686,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 432.927,69 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 507.387,69 -83.886,31 -83.886,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 508.633,69 349.667,80 Crédi Carbo Mad TI -0,5 -628.1 -98.9 -95.6 -12.5 -12.5 -189.5 532.3 -38.8 -38.8 -12.5 -189.5 86.8 -12.5 507.3 -83.8 -260.8 86.8 -12.5 -12.5 -12.5 431.0 -68.1 309,11 -607.3 FLUXO DE CAIXA Receita de Madeira Receita Total 0 0 0 0 0 0 Crédito de Carbono TIR #DIV/0! -628.114,00 -98.989,31 -95.686,31 -12.586,31 -12.586,31 -189.586,31 85.599,21 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -189.586,31 86.845,21 -12.586,31 -13.832,31 -83.886,31 -260.886,31 86.845,21 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -90.154,31 2.075.424,00 1.557.308,64 1.035.113,28 3.f) Chapada dos Guimarães/MT - Sequestro de CO2: 2,85t/ha/ano - IMA: 4,27mst/ha/ano Custo Médio Produção de Eucalipto -2 FLUXO DE CAIXA 3.e) Rondonópolis/MT - Sequestro de CO2: 8,28t/ha/ano - IMA: 12,41mst/ha/ano Anos -142,22 0 0 0 0 0 0 Crédito de Carbono TIR #DIV/0! -628.114,00 -98.989,31 -95.686,31 -12.586,31 -12.586,31 -189.586,31 Madeira TIR -9,67% Crédito d Carbono Madeir TIR #DIV/0 -521.914,00 -97.686,31 -95.686,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -628.114 -98.989 -95.686 -12.586 -12.586 -189.586 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Total 39.435,60 0 0 0 177.000,00 39.435,60 0 0 0 177.000,00 39.435,60 0 0 0 216.435,60 973.245,40 VPL à taxa SELIC (11,25%)para todas as TIRs negativas Fonte: Dados da Pesquisa 13.832,31 38.886,31 38.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 13.832,31 83.886,31 83.886,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 1.139.532,20 53.267,31 38.886,31 38.886,31 12.586,31 189.586,31 52.021,31 12.586,31 13.832,31 83.886,31 260.886,31 52.021,31 12.586,31 12.586,31 12.586,31 229.021,31 50.445,00 0 0 0 0 50.445,00 0 0 0 0 50.445,00 0 0 0 50.445,00 2.112.777,60 201.780,00 153.720,00 0 0 0 0 0 0 179.340,00 0 0 0 0 0 0 179.340,00 512.400,00 204.165,00 0 0 0 0 50.445,00 0 179.340,00 0 0 50.445,00 0 0 0 229.785,00 -2.822,31 139.887,69 150.897 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -189.586,31 -1.576,31 -12.586,31 -13.832,31 -83.886,31 -260.886,31 -1.576,31 -38.886,31 -38.886,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 165.507,69 -83.886,31 -83.886,31 -12.586,31 -38.886 -38.886 -12.586 -189.586 -1.576 -12.586 165.507 -83.886 -260.886 -1.576 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 -178.576,31 -1.910.995,68 -12.586,31 -12.586,31 -12.586,31 166.753,69 -627.132,20 -12.586 -12.586 -12.586 763 714.180,00 1.398.595 -1.135.667,38 -778.246,56 -988.467