Witiistéuioda Agrioukura, pwdria e Abmteeimenio Documentos ISSN Of 04-866X Dezembro, 2005 República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva Presidente Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Roberfo Rodrigues Ministro Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Conselho de Administração Luis Carlos Guedes Pinto Presidente Silvio Crestana Vice-presidente Alexandre Kalil Pires Hélio Tollini Ernesfo Paterniani Marcelo Barbosa Saintive Membros Diretoria Executiva da Embrapa Silvio Crestana Diretor-Presidente Tatiana Deane de A breu Sá José Geraldo Eugênio de Franca Kepler Euclides Filho Diretores-Executivos Embrapa Meio-Norte Valdemicio Ferreira de Sousa Chefe-Geral Aderson Soares de Andrade Júnior Chefe-Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento Paulo Henrique Soares da Silva Chefe-Adjunto de Comunicação e Negócios Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza Chefe-Adjunto de Administração ISSN O 104-866X Dezembro. 2005 Documentos 7 73 Edson Alves Bastos Aderson Soares de Andrade Júnior Valdemício Ferreira de Sousa Teresina, PI 2005 Exemplares desta publicação podem ser adquiridos na: Embrapa Meio-Norte Av. Duque de Caxias, 5.650, Bairro Buenos Aires Caixa Postal 01 CEP 64006-220 Teresina. PI. Fone: I861 3225-1 141 Fax: (861 3225-1142 Home page: www.cpamn.embrapa.br E-mail: [email protected] ' J n j d a d 9 : - b . . = m ...-.-.b'alw s ~ u j s ---..-...-...-.w o ~ i 0~(ii&@%X a N.' N. mcwF&n: ..-....--..-.-. ....... -. Fomecedoc Comite de Publicacães Presidente: Luir Fernando Carvalho Leite Secretária: Executiva: Ursula Maria Barros de Araújo Membros: Aiitiene Moura Lemos Pereira. Angeia Puchnik Legat. Humberto Umbelino de Sousa, Semiramis Rabelo Ramalho Ramos. Jose Almeida Pereira, Rosa Maria Cardoso Mota de Alcãntara Supervisar editorial: Liga Maria Rolim Bandeira Revisor de texto: Liga Maria Rolim Bandeira Normalização bibliografica: Orlane da Silva Maia Editoração eletrônica: Erlhndio Santos de Resende 1' ediç8a 1%impressão 120051: 300 exemplares Todos as direitas reservados. A reprodução não-autorizada desta publicação, no todo ou em parte. constitui vioiaçáo dos direitos autorais [Lei no 9.6101. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIPI Embrapa Meio-Norte Bastos. Edson Alves. Maneio de irriaacão . IEdson Alves Bastos, Aderson Soares de Andrade Júnior, Valdemicio Ferreira de Sousa. Teresina : Embrapa Meio-Norte, 2005. 54 p. : il. : 21 cm. - [Documentos I Embrapa Meio-Norte, ISSN - li ?3@= - 1. Irrigação por aspersão. 2. Irrigação localizada. 3. Cultura irrigada. 4. Agua de irrigação. 5. Balanço hidrico. 6. Evapotranspiração. I. Bastos, Edson Alves. li. Andrade Júnior. Aderson Soares de. II. Sousa. Valdemício Ferreira. III. Embrapa Meio-Norte. IV. Titulo. V. SBrie. CDD 631.587 (21. ed.1 OEmbrapa. 2005 -L Autores Edson Alves Bastos Engenheiro Agrônomo, Doutor em Irrigação e Drenagem. Embrapa Meio-Norte, Caixa Postal 1, CEP 64006-220 Teresina, PI. [email protected]. br Aderson Soares de Andrade Junior Engenheiro Agrônomo. Doutor em Irrigaçáo e Drenagem, Embrapa Meio-Norte, Caixa Postal 1, CEP 64006-220 Teresina, PI. [email protected] Valdemício Ferreira de Sousa Engenheiro Agrdnomo. Doutor em Irrigacio e Drenagem, Embrapa Meio-Norte, Caixa Postal 1, CEP 64006-220 Teresina, PI. vfsousa@cpamn. embrapa.br Apresentacão O uso racional da água de irrigação tem se tornado imprescindível nos dias de hoje. dado a escassez crescente do produto, necessidade de outorgas para o uso da água e uma pressáo da sociedade, cada vez maior, pelo uso ecologicamente correto desse nobre bem da natureza. Para que isso ocorra, é necessário que o irrigante possua conhecimento de técnicas sobre manejo da irrigação. Nesse çontexto, apresentamos este documento, em que são discorridas informacões que irão orientar técnicos. estudantes e produtores a calcular a demanda hidrica das culturas em suas diversas fases de desenvolvimento. TambBm, são apresentados diversos métodos de estimativa de evapotranspiracão e diferentes métodos de manejo de irrigação. O texto e enriquecido com ilustrações, exemplos práticos para o cálculo da lâmina e do tempo de irrigação em sistemas por aspersão e localizada, bem como exemplos do manejo de irrigação, baseado no balanço de água no solo. Alem disso, são disponibilizadas informacões sobre o manejo de irrigação em tempo real e uso de planilha eletronica para o controle da irrigação. Espera-se q u este ~ documento possa contribuir para prática de uma irrigação mais tecnificada na Regiâo Meio-Norte do Brasil, com o uso cada vez mais eficiente da água de irrigação. Valdemicio Ferreira de Sousa Chefe-Geral da Embrapa Meio-Norte Sumário Lista de Tabelas ........................................................................... 9 Lista de Figuras ..........................................................................i i - Introducao ......................................................................................13 Manejo de Irrigação .................................................................. 13 Manejo de irrigação: requerimentos básicos ........................1 4 Métodos de manejo de irrigacão .............................................. 34 Manejo de irrigacão em tempo real ........................................36 Cálculo da lâmina e do tempo de irrigacão em um sistema por aspersa0 .................................................................. 37 w Exemplo prático do manejo de irrigacão no milho. usando um sistema de aspersa0 ......................... ........... ................... 39 .. Necessidades hídricas em irrigacão localizada .................. 42 Programacão da irrigação em planilha eletrônica ..............47 Referências Bibliográficas ..................................... ............5 2 Lista de Tabelas Tabela Pág. 1. Valores de tensão de água no solo em que se deve reiniciar a a irrigação visando a maximizar a produtividade das culturas. ................. 16 2. Fração de esgotamento de água no solo (F)para grupos de culturas e evapotranspiração máxima (ETMI ........................................ 1 8 3. Valores de coeficiente do tanque Classe A circundado por grama, em função da velocidade do vento, bordadura e umidade relativa do ar. ... 2 2 4. Valores de coeficiente do tanque Classe A em solo nu em função da velocidade do vento, bordadura e umidade relativa do ar. ...................... 23 ) o hemisfério sul, 5. Valores de radiação solar extraterrestre ( 0 0 para em milímetro de evaporação equivalente. no dia 15 de cada mês. ........... 25 6. Valores da constante e para cálculo de ETo = c WRs ........................... 27 7. Valores de Kc para algumas culturas em diferentes estádios de desenvolvimento. ............................................................................ 32 8. Manejo da irrigação na cultura do milho sob irrigacão por aspersão, utilizando-se o modelo simplificado do balanco de água no solo. ............ 4 2 9. Manejo da irrigação na cultura do meloeiro sob gotejamento, utilizando-se o modelo simplificado do balanco de água no solo. ............ 46 Lista de Figuras Fig. Pág . 1.Curva de retencão de u m solo Neossolo Quartzardnico . Parnalba. PI .......... 17 2.Detalhe do tanque Classe A equipado com parafuso micrométrico .............2 1 3.Pluviõmetro caseiro instalado no campo IA): Proveta plástica e coletores feitos de lata e PVC (BI................................................................... 3 3 4.Tensibmetro com vacubmetro metálico .............................................. 5.Capa da planilha para Manejo de Irrigacão de Culturas Anuais 6.Layout da pasta "Dados de Entrada" 7.Layout da pasta "Manejo" 36 .Milho ....... 4 8 ' .................................................... 4 9 .................................................................. 51 Edson Alves Bastos Aderson Soares de Andrade Júnior Valdemicio Ferreira de Soua Introducão A deficiencia de água é um dos fatores mais limitantes para a obtençáo de elevadas produtividades e produtos de boa qualidade, ressaltando-se, porém, que o excesso também pode ser prejudicial.Assim, a reposição da água ao solo por irrigação, na quantidade e no momento oportuno, constitui uma tecnologia irnprescindivel para garantir o sucesso da lavoura. A quantidade de água a ser aplicada em cultivos irrigados é determinada pela necessidade hidrica das culturas em suas diversas fases de desenvolvimento. podendo ser estimada pela evapotranspiração da cultura ou por meio da tensão de água no solo. O momento de irrigação pode ser definido com base nos parâmetros citados anteriormente e, também, com o estabelecimento de um turno de irrigação. Manejando-se racionalmente a água de irrigacáo, o agricultor minirniza os custos com energia elbtrica. maximiza a eficisncia do uso da água e mantém favoráveis as condições de umidade do solo e de fitossanidade das plantas. Dessa forma, este documento tem por objetivo orientar técnicos e irrigantes sobre o manejo adequado da irrigação, apresentando informações básicas relacionadas as exigencias hidricas das culturas e descrevendo alguns m6todos de manejo da água de irrigação. Manejo de irrigacão: requerimentos básicos O manejo racional da água de irrigação pode ser baseado no conteúdo de água do solo. na evapotranspiracão da cultura ou na combinaçáo dessas duas ou mais variáveis. Para tanto, 6 necessário que o irrigante disponha e saiba interpretar algumas informaçóes sobre o sistema solo-planta-atomosfera, as quais serão abordadas a seguir. Disponibilidade de água no solo Uma maneira prática para se identificar a disponibilidade de água no solo 6 considerá-lo como um reservatório de água, uma vez que 6 muito difícil caracterizar todos os fatores envolvidos na disponibilidade de água para os vegetais. Dessa forma, a disponibilidade totai de água no solo para as plantas pode ser definida como uma lâmina de água armazenada no solo, cuja estimativa pode ser feita pela equaçáo 1 (adaptada de Marouelli et al.. 1996). em que: LTD- Iamina de água total disponível imm). CC- capacidade de campo ( % de volume). PMP- ponto de murcha permanente ( % de volume). Z- profundidade efetiva do sistema radicular icm). Alguns laboratórios fornecem os valores de CC e PMP, com base em % de massa. Nesse caso, para o cálculo da LTD, deve-se acrescentar a densidade do solo (equação 1bi. em que: Ds: densidade do solo (g/cm3) O termo capacidade de campo ICCJ representa a quantidade de água retida pelo solo depois que o excesso é drenado livremente, podendo ser determinada em laboratório ou em campo. Os valores clássicos da umidade do solo na capacidade de campo estão associados às tensões de água de 1 0 kPa (0.1 atm) para solos de textura grossa e 3 3 kPa 10.33 atmJ para solos de textura fina. Entretanto, estudos recentes recomendam utilizar valores de 6 kPa 10.06 atm) para solos arenosos e 1 0 kPa para solos argilosos (Marouelli et al., 1996). O ponto de murcha permanente IPMPJrepresenta o limite minimo do conteúdo de água no solo, abaixo do qual a planta não se recupera mais, mesmo se fosse colocada em condições saturadas durante a noite. Embora o PMP possa variar para diferentes espécies. é comumente aceito como a umidade do solo correspondente a uma tensão de 1.500 kPa (1 5 atmJ. Considera-se profundidade efetiva do sistema radicular ( 2 )aquela que contem 8 0 % a 9 0 % das raizes da planta. Sua determinacão para fins de manejo de irrigacão é fundamental, pois a adoção de valores maiores ou menores que os reais pode implicar em grande desperdício de água ou dhficit hidrico para as plantas, respectivamente. Disponibilidade de água real para as plantas U m manejo adequado de irrigação tem por objetivo fornecer água as culturas de forma suficiente para atender suas exigências hídricas, a ponto de não ocorrer redução significativa da produção. Para isso, o teor de água no solo deve ser mantido em u m nivel que permita a planta realizar seus processos fisiológicos, de forma a maximizar a taxa fotossintética. Esse nivel corresponde a uma tensão de água no solo onde que se deve proceder a irrigação e varia de acordo com a cultura (Tabela 1J. Assim, a real disponibilidade de água para as plantas pode ser quantificada pela equação 2. em que: LRD-lâmina de água real disponivel 1mmJ. UI-Umidade critica (56 volume). Para se determinar a umidade crítica, utilizando-se os valores de tensão da Tabela 1, 6 necesssrio o conhecimento da curva característica de umidade do solo. cornurnente denominada de curva de retencão (Fig.1). Essa curva expressa a relaçáo funcional entre o conteúdo de Bgua no solo e o potencial matricial Itensão de água no solo) e pode ser obtida em laboratório ou em campo. Tabela 1. Valores de tensão de água no solo em que se deve reiniciar a irrigação visando a rnaximizar a produtividade das culturas. rcultura . .. Tensão de água no solo IkPal ~bacate"~ Alface Algodão Alho Banana Batata Batata-doce Cenoura Citros' Feijão Goiaba' Manga' Meláo Melancia Milho Pastagens igramíneasl Fonte: Adaptado de Millar (1984) e Marouelli et al. (19891, citados por Sousa et al. (1997). "'Fonte: Coelho et al. 12000) 0,04 1 1o 100 1000 10000 Potencial matricial (-kPa) Fig. 1. Curva de retenção de um solo Neossolo Quanzarênico. Parnaiba. PI. Não se dispondo da curva de retenção, a lâmina de 6gua real disponivel pode ser estimada pela equação 3. e m que: F- fração d e esgotamento de água d o solo (Tabela 2) Evapotranspiracão da cultura Evapotranspiracão da cultura IETCI 6 o somatório das perdas de água pela transpiração das plantas e pela evaporacão d o solo. Para fins de manejo da água de irrigação, e m razão das dificuldades para sua medida direta e precisa n o campo, a ETC t e m sido estimada indiretamente a partir da evapotranspiração de referbncia IETo) e dos coeficientes de cultura ( K c l (equação 41. Tabela 2. Fração de esgotamento de 6gua no solo IFI para grupos de culturas e evapotranspiração m6xima IETMI ... Grupo de:culturas 4. Cebola, pimentáo e batata Banana. repolho, tomate. Feijão, citras. melancia, Algodão, milho, soja, ... ... ,,,= w-- ETM (rnmidial ". 5% 4 6 .m-2~. 7 8:#c' , " ,o 0.500 0.425 0,350 0,300 0.250 0.225 0.200 0.200 0.175 ... 0.675 0,575 0.475. 0.400 0,350 0,325 0,275 0.250 0,225 0.800 0.700 0,600 0,500 0.450 0.425 0.375 0,350 0.300 0,875 0.800 0.700 0.600 0,550 0,500 0,450 0.425 0,400 Fonte: Doorembos & K a s ~ a m11994). ETC = ETo x Kc ......................................................................(4) em que: ETC- evapotranspiração da cultura (mmldia]. Eto- evapotranspiraçáo de referência (mmldial Kc- coeficiente de cultura (adimensional). Evapotranspiracão de referência Evapotranspiração de referência IEToI é a quantidade de água evapotranspirada de uma superfície gramada, com 8 a 15 c m de altura, em fase de crescimento ativo, sem restrições de água e nutrientes e com bordadura adequada. A ETo pode ser medida por meio de equipamentos denominados lisímetros, cultivados com grama ou. então, ser estimada pelos mais variados m6todos. presentes na literatura. A escolha de um ou de outro mbtodo deve se basear, principalmente, no tipo de informaçáo agrometeorológica disponível e na precisão requerida. A seguir, serão descritos resumidamente a lisimetria e alguns métodos de estimativa de ETo. Lisimetria Lisímetro é um equipamento constituído de uma caixa impermeável. contendo u m volume de solo, e que permite conhecer com detalhe alguns termos do - balanço hídrico do volume amostrado. possibilitando, assini. a medicão direta da ETC, em condicões de campo. Uma ampla revisão sobre esses equipamentos é encontrada em Aboukhaled et al. (19821 e Allen et al. (19911. Inicialmente. os lisimetros foram concebidos para estudar a drenagem profunda e a concentracão de nutrientes extraídos do volume do solo. A evapotranspiracão passou a ser determinada como um subproduto, daíserem conhecidos também como evapotranspirômetros. Com a popularização da microeletrônica, que permite a automacão das medidas. O'USO de lisimetros está ganhando novo impulso na pesquisa agrometeorológica, principalmente no Brasil. Existem diversos tipos, sendo os lisimetros de pesagem os mais precisos. com capacidade para medir variacões de evapotranspiracão da ordem de 0.01 mm, com registro contínuo. Tais aparelhos. no entanto, são muito caros e de uso restrito à pesquisa. No outro extremo, estão os lisimetros de drenagem que funcionam adequadamente apenas em períodos longos de observacão (7a 10 dias). Nesses aparelhos, procura-se manter a variação do armazenamento de água no solo o menor possível por meio de irrigacões frequentes, mesmo em épocas de chuvas (Pereira et al., 1997). Esses autores citam outros tipos de lisímetros: o de lencol freático constante, que possui um sistema automático de alimentacão e registro da água reposta; os evapotranspirômetros tipo Thornthwaite, bastante utilizados com plantas de porte baixo e os lisímetros de flutuacão, que consiste de u m volume de solo contido em um reservatório que flutua em um fluido de alta densidade, como, por exemplo, o ZnCI,. Esse instrumento é de difícil rnanutencão e necessita de correcões nas leituras em funcão da variacão da densidade do liquido com a temperatura. Para obter informacões representativas de ETC ou ETo, é milito importante que as condicões do meio dentro dos lisímetros sejam representativas das condicões externas Isolo, plantas, etc), caso contrário, pode haver uma inconsistência muit o giande nas medidas. Essa é uma grande limitacão dos lisímetros em geral (Gomide, 19981. Método do tanque Classe A O tanque Classe A (Fig. 2) é u m tanque cilíndrico construido com chapa de ferro galvanizado no 22. com 1.21 m de diâmetro e 25.5 c m de profundidade. O tanque deve ser pintado interna e externamente com tinta aluminizada, sendo instalado sobre u m estrado de madeira a 15cm da superfície do solo, geralmente em uma área gramada. O nível da água é medido em u m copo tranqüilizador de 25 c m de altura e 10 cm de diâmetro, em cuja borda se assenta u m parafuso rnicrométrico de gancho com capacidade para medir variacóes de 0.01 mm. Na base do tranqüilizador, há u m orifício, atraves do qual a água penetra, mantendo o mesmo nível de fora do poco. Para se evitar derramamento pela acão dos ventos, a água deve ser mantida sempre entre 5 c m e 7.5 cm da borda do tanque. Uma adaptacão do tanque Classe A, visando reducão de custos, pode ser feita, substituindo-se o parafuso micrométrico por u m tanque intermediário fechado, que alimenta automaticamente o tanque evaporador por intermédio de u m sistema de bóia. Um dreno mantém o nível da água numa altura pré-determinada, que no caso é de cerca de 6 cm abaixo da borda do tanque. Uma vez fixada essa altura, não há mais drenagem, pois a reposiçáo é imediata. não havendo possibilidade de transbordamento. No caso de chuva, esta é drenada imediatamente. não afetando a leitura subseqüente da evaporação, pois não há necessidade de se adicionar o total da chuva. Adapta-se também u m tanque medidor, ou seja, u m reservatório com uma escala graduada em milímetros de evaporação que é fixada na parte externa desse tanque. A evaporacão da água n o período é obtida por meio de leituras sucessivas do nível da água nesse tanque. Tabela 3. Valores de coeficiente do tanque Classe A circundado por grama, em funcão da velocidade do vento, bordadura e umidade relativa do ar. c-Velocidade do - l e n t o imls) / . -._ _. -. Bordadura (Grama1 -- iml . 2 (leve) 2 - 5 (moderado) 5 - 8 (forte) >8 Muito forte < - - - -- 40 % 1 $-70% 0.65 0.75 0.80 0,85 ----Alta - > 7 0--= % 1O0 1 O00 0.55 0.65 0.70 0.75 1 1O 1O0 1O00 0.50 0.60 0.65 0.70 0.60 0.70 0.75 0.80 0.65 0.75 0.80 0.80 1 1O00 0,45 0.55 0.60 0.65 0.50 0.60 0.65 0.70 0.60 ,0.65 0.75 0.75 1 1O 1 O0 1O00 0.40 0.45. 0,50 0.55 0,45 0.55 0.60 0.60 0,50 0.60 0.65 0.65 1 < umidade relativa do ar Baixa Media 1O 1O 1O0 Fonte: Doorembos & Pruitt I19971 0.75 0.85 0.85 0,85 $- 1 I i Tabela 4. Valores de coeficiente do Tanque Classe A em solo nu. em função da velocidade do vento, bordadura e umidade relativa do ar. Velocidade d o vento I m l s l Bordadura (Solo nu) (ml < 40 56 < 2 (leve1 2 - 5 (moderado) 5 - 8 (forte) - -. - - Umidade relativa do ar Baixa 40 - 70 % Média > 70 % -i Alta I 1 1O 1O0 0.70 0.60 0.55 0.80 0.70 0.65 0.85 0.80 0.75 1000 0.50 0.60 0.70 1 0.65 0.55 0.50 0.45 0.75 0.65 0.60 0.55 0.80 0,70 0.65 0.60 0.60 0,50 0.45 0.40 0.65 0.55 0.50 0.45 0.80 0,70 0.60 0.55 0.50 0.45 0.40 0.35 0.60 0.50 0.45 0.40 0.65 0.55 0.50 0.45 1O 1O0 1O00 1 1O 1O0 1O00 1 10 1O0 1O00 Fonte. Doorernbos & Pruitt 119971 > 8 Muito forte ' Método de Thornthwaite Este método foi proposto par Thornthwaite, em 1948, para estimativa da evapofranspiracão mensalde u m gramado (EToI, como u m elemento climatológico. visando a classificação climática. Nesse contexto, ETo é tida como igual B "chuva ideal" para que uma região não apresente riem excesso nem deficibncia hidrica durante o ano. O conjunto de equaçóes desenvolvido por Thornthwaite foi baseado em ba!anço hidrico de bacias hidrográficas e em medidas de evapotranspiração realizadas em lisimetros, e utiliza apenas a temperatura do ar como variável independente. . ETo = 16 . (10 Till). para Ti > O "C; . 10". a=6,75. 10".ll-7,71 ....................................................( 6 ) I'+ 1,7912. !O-'. í+0,49239 ................................... (7) 12 I= (0,277)'-'I4-, para Ti > O "C ......................................................................... (8) ,=I Em que Ti é a temperatura m6dia mensal I°Cl, e I é o indice de calor da regiáo e que deve ser calculado com valores normais (média climatológica). O subscrito i representa o mes do ano 1i.e.. i = 1, jan; i = 2, fev; etc). A fórmula de Thorthwaite estima ETo para uma condicão padrão de 1 2 horas de brilho solar e m&s com 3 0 dias. Para estimar a ETo mensal para u m mes de ND dias, e fotoperíodo médio mensal N, h6 necessidade de se ajustar ETop, multiplicando-se por fatores de correção. apresentado a seguir: ETo = ETop. N112 . NDl30 ...................... ....... . ....................... (91 Método de Camargo Baseado nos resultados da equacáo de Thornthwaite, Camargo (19711 propds uma fórmula mais simples, porém com a mesma eficiencia na estimativa de ETo. em periodos de 1 0 ou 3 0 dias ICamargo & Camargo; 19831, citados por Pereira et al. 11997). Nesse método. a ETo Immldial é dada pela equação: ETo = Ft 00 T ND .................. ........... .................................. I101 Em que Oo Immldia) é a radiaçáo solar extraterrestre dibria expressa em equivalente de evaporacáo, no período considerado (Tabela 51: T I°CI 6 a temperatura média do periodo; Ft é o fator de ajuste que varia com a temperatura média anual do local (para Tm até 23OC. Ft = 0.01; Tm = 2 4 T , Ft = 0,0105; ; Tm = 25'C. Ft = 0.01 1; ; Tm = 2 6 T , Ft = 0.01 15; Tm > 26OC. Ft = 0,0121; e ND 6 o número de dias do periodo. Tabela 5. Valores de radiacão solar extraterrestre (Qol para o hemisfério sul. em milimetro de evaporação equivalente, no dia 15 de cada mês. 2 '4 14.8 15.0 15,g 15.3 15.2 15.1 14.5 '14.3 13.6 13.3 16 1'5.3 15.4 14.1 '8 15:6 15:6 '15.1 15,O 10 12 15.9 16.1 '15.7 15.0 15.8 14 16 163. 16.5 15!6 15.9 13.0 13.2 13.0 12.7 12.6 12.8"13,7 12,5"'13,5 14.0 14.0 '12.7 12.0 12.2. 13.2 13.8 -12.4 71.6 11.9, 14.9 13;5 12.0 11.2 14.9 14.8 13.2 13.0 14.8 14.7 15.0 14.6 15.1 15.1' 14.5 14.4 15.2. 15.3 '14,s 15.0 14.6' 14:9' 1 5 : ~ ,15,1 15.4 15.7 15:4, 15;7: 11.5 12.7 14.2 15.3 15.8 16!0' O , . 111 10.4 10.8 10.0 10.4 12.4 14.0 1.5.1 11-i 13.8 13.7 15.3 15.3 15.3 15.9 16.1 162 162, 16.4: 16.7' 1.8 16.7 15<9 147 11.6 13.0 11.3 12<7 'l0:9 20 16;7 16.0 14,5 .i2:4. 10.6 9.6 10.0'' 11.5 13.5 i5.3 22 16.9 ,16,0 14.3 1210 10.2 9.1 9.6 11:l 133 .15,2 16.5 24 26 16.9 17,O 15.9 i4,i --11.7 9.8 8.6 9.1 10.7 'i3.i 15.1 1 6 , ~ ~17.1, 15.9 13.9 8.7 8.3 7.0 10.4 10.0 ., 9.6 16.6 17.3: 17:l 17.2 8.1 7.8 7.4 15.0 13.7 135 11.4 ,9,4 11.1 9.0. 108 8.5 12.8 15.8 157 12.6 12;2 14.9 14.7 16.6 i6.7 1715) 17.61 28 30 ~ 16.4: ,i6:af 17.0, .h, Método de Hargreaves - Samani Usando dados obtidos no lisímetro instalado em Davis, California Iclima semi. árido), com gramado. Hargreaves & Samani I1 9851 propuseram a seguinte equacão para etimativa de ETo diária ímmldial. ETo = 0,0023 Qo (Tmax - Tmin)o,5ITmed + 17.8) ............................. 11 1) em que Qo é a radiacão extraterrestre, em mmldia (Tabela 51; Tmax 6 a temperatura máxima; Tmin 6 a temperatura mínima e Tmed é a temperatura média diária. Método de Makkink Usando dados de evapotranspiração de referência de um gramado em Iisímetro de lençol freático constante, Makkink (1957). citado por Pereira et al. 119971. obteve correlação entre ETo diária lmmldia) e a radiação solar ao nivel da superficie expressa em equivalente de evaporação IRs, mmldial, utilizando a seguinte equação: ETo = 0.61 W Rs - 0.12 ............................................................ (121 Em que W = s / (s + 9) 6 u m fator de ponderacão dependente da temperatura do bulbo molhado (Tu) e do coeficiente psicrom6trico (91, e que pode ser calculado por meio das equações propostas por Wilson & Rouse (1972) e 6 4 Viswanadham et al. (19911. citados por Pereira et al. (19971: W = 0,483 + 0.01 Tu, 16OC < Tu < 32% .................................. (141 J Portanto, W aumenta linearmente com a Tu, e isso significa que o processo de evaporação fica mais eficiente à medida que a temperatura aumenta. Quando Tu náo está disponível, condicão mais comum, utiliza-se a temperatura media (Tmed), lembrando-se que, em condicões de atmosfera não saturada, Tmed > Tu. Logo, W será ligeiramente maior. aumentando a estimativa de ETo. + A equação de Makkink descreve uma relação linear do tipo Y = a bX, em que Y = ETo; X = W Rs. 0 s coeficientes a = -0.12 mmldia e b = 0.61 foram obtidos para Wageningen, na Holanda. e podem variar de local para local. Quando Rs não for medido, pode-se estimá-la pela seguinte equaçáo: Em que Qo é a radiação solar extraterrestre (Tabela 51. Os valores de "a" e "b" sáo especlficos para cada local e época do ano (Pereira et al., 1997). Em Teresina, podem-se utilizar os valores de a = 0.31 e b = 0.37. obtidos na escala anual e apresentados em Dourado Neto & Fancelli (19991. Entretanto, na ausencia de informações locais, pode-se utilizar a relação proposta por Glover & Mcculloch (1958): 1 a = 0.29 cos C$.em que f 6 a latitude do local; .................................... (161 b = 0.52; n 6 o número de horas de brilho solar, registrado em heliógrafos. e N 6 o fotoperiodo (número máximo da insolação diária), em horas. cujos valores são facilmente encontrados em livros de meteorologia. Método da radiacão solar Também conhecido como método f ò o 2 4 da radiacão t r a t a ~ s ede uma adaptacão feita por Doorenbos & Pruitt 11 9971 e Doorenbos & Kassam ( 19941 ao método de Makkink, substituindo os coef~cieiitesa e b por u ~ iparâmetro i c, que é funcão da umidade relativa do ar e da velocidade do vento (Tabela 61. A equacão sirnplificada reduz-se a: ETo - c W Rs ....................................................................... 1171 em que Rs (mrn/dial e a radiacáo solar média expressa e m eqi~ivalentede evaporacáo, para os períodos de 30 ou 10 dias, e W é d e f i n d o no iiietodo de Makkirik. Nesse caso, pela origein l a = ; i reta que descreve a relacáo entre ETo e W Rs passa O na equacão de Makkinkl e o coeficiente c representa a inclinacão da reta de regressão. Tabela 6. Vaiores da constante c para calculo de ETo Intervalos de velocidade - c WRs Intervalos de umidade relativa média ( % ) média do vento ( m s ' ) < 40 40-55 55-70 > 70 0 - 2 0,971 0.92 0,857 0,814 2 - 5 1,057 1,014 0,927 0,886 5 - 8 1 143 1,100 0,986 0,923 >8 1,229 1,172 1,043 1.000 Folte Doarcnbas & Kassani 119941 Método de Andrade Júnior Este método, descrito e m Andrade Júnior et al. (20031, foi deserivolvido por ineio de anal!se de regressão linear niúltipia envolvendo as variáveis cliniátcas temperatura, umidade relativa do ar, déficit de saturacão de vapor d'água e evapotranspiracáo de referência IEToI, estmada pelo método de P e n m a ~ i ~ Monteith, em escala diária, t o m a n d o ~ s epor base o rnodela proposto por Silva 11 9891. A seguir serão apresentadas as equacóes desenvolvidas para os Muni cípios de Parnaiba e Teresina. ETo = 0,180T - 2,315UR + 2,281Ds (Parnaíbaj r2 = 0,816; Erro padrão = 0.563 ETo = 0,046T + 1.744UR + 1,716Ds (Teresina) rZ = 0,7365; Erro padrão = 0,4643 ..... em que: T- temperatura média (OCj. UR- umidade relativa média (décimos). Ds- déficit de saturacão de vapor d'água (kPa). Método de Penman-Monteith A estimativa da ETo pelo método de Penman-Monteith é efetuada de acordo com a equacão abaixo (Pereira et ai., 19971: em que: s~declividadeda curva de pressão de vapor, kPa OC~'. 7' - constante psicrométrica modificada, kPa OC-'. y - constante psicrométrica, kPa " C ' . 2, -calor latente de evaporacão = 2,45 M J k g ' Rn - saldo de radiacão ou radiacão liquida efetiva, MJ m 2 d ' G - fluxo de calor no solo, M J m Zd ' T - temperatura média do ar, "C. U, - velocidade do vento a 2 m, m s ' e$ - pressão de vapor de saturacso, kPa. es pressão atual de vapor, kPa. a i Pressão de vapor de saturacáo em que: e - base do Iogaritmo neperiano bl Pressão atual de vapor em que: U R umidade relativa do ar, %. c) Declividade da curva de pressão de vapor d) Constante psicrométrica em que: e1 Constante psicrométrica modificada y X = y . ( l +0,33.U21 .................... P - pressão atmosférica local, kPa. fl Saldo de radiacão ou radiacão líquida efetiva 1 em que: 0, - radiacão no topo da atmosfera. MJ m d ' a e b - coeficientes do modelo de Ãngstron. definidos no item 2.4.6. n - insolacão, h. N - horas de brilho solar, h. r -albedo (grama = 0,231. - Boltzmann o -constante de Stefan Ta temperatura média do ar, = 4,903 x 1 0 ' MJ m 2 d-' K OK. gl Radiacáo solar no topo da atmosfera em que: d, - distância relativa Terra - Sol. - ângulo horário do pôr do Sol, rad. i i ~ ~ ip ' - latitude do local, rad. 6 - declinacão solar, rad. sendo que: [:L 6 = 0,4093 - sen J - 1 , 4 0 5 1 em que: J - dia do ano pelo calendário juliano. h) Horas de brilho solar . i)Fluxo de calor no solo O fluxo de calor no solo IG) foi calculado pela equação (31) abaixo, uma vez que dispõe-se dos valores de temperatura média dos três dias anteriores. conforme recomendação de Pereira et al. (19971: em que: ,T - temperatura média dos 3 dias anteriores. OC. Coeficiente de cultura O coeficiente de cultura (Kcl é a relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência. Esse coeficiente 6 largamente utilizado para fins de planejamento, dimensionamento e manejo de irrigação, Lima vez que permite indicar o consumo hidrico da planta. O Kc é variável de acordo com a cultura, com o estádio de desenvolvimento da planta, com as condições de solo e clima locais e, também, com a frequencia de chuva ou irrigação. O Kc é determinado experimentalmente por meio do balanço hidrico realizado com lisimetros. (luando não houver possibilidade de usar dados experimentais, o irrigante pode utilizar valores médios por periodo de desenvolvimento da cultura, sugeridos por Doorembos & Pruitt (1977) e Doorembos & Kassam, adaptados por Marouelli et al. (1996) (Tabela \ - 7). Os estádios de desenvolvimento estão subdivididos em quatro e caracterizados dàseguinte forma: Estádio I- da emergência até 10% do desenvolvimento vegetativo. Estádio II- desde o final do estádio I até o início do florescimento. Estádio III- do final do estádio II at6 o início da maturação. Estádio IV- desde o final do estádio III até a colheita. ' Tabela 7. Valores de Kc para algumas culturas e m diferentes estádios de desenvolvimento. d~b6bora:ir 0,40'& r~lface 0.50-,0,60 0.40- 0.60 'Cebola 0,50 .Feijão,caupi 0.50,- 0;60 0.50 0,70 Melancia- 0.40 - 0.50 Kenoura i ,,. Melãoz rj ~ i l h o ii" 0.40 - 0 . 5 0 {Pimentão Tomate 0.52. 0.50 .. 0.40, . .,,-: .--0.50 '0~65 - 0,75 0,70-0;80 0.70 - 0.80 0.70.- 0.85 030 ,0,70 - 0.95 - 1.10 1.00 - 1.15 0.75 -:0,85 0.70 -'Ò,85 1.00 0.80 0.95 '- 0.90 0.60 - 0.65 i 7 0 0.70 - 0.80 0,90--1.00 0.95 .wi q:88 0;80 0.90 - 1.00 0.95-1.05 -O;_ - 1,15 0,70 1.05 0.65 -- 1.20 0.70 0.95 -- 1.10 0.80 1.25 - 0!60 1.05 <- ' - 0.90 - 0.75 , 0.57 1:13 0,90 , - 0.90 iii ,>,Kc determinado em condições experimentais, em Parnaiba-PI ISousa et al., 19991. Kc determinado em condiçóes experimentais, em Teresina, Parnaiba e Alvorada do Gurgubia. Fonte: Andrade Júnior et al. I 1 9981. Fonte: Adaptados de Ooarembos & Pruitt 119771 e Doorembos & Kassam 119791, citadas por Marouelli et al. 119961. Primeiro número: sob alta umidade IUR > 70%) e vento fraco I V < 5mlsl. Segundo número: sob baixa umidade 1UR < 50%) e vento forte IV > 5mlsl. , ' Precipitacão pluvial A precipitação pluvial (Pp) é a forma principal pela qual a água retorna da atmosfera para o solo de maneira natural. Dependendo d o tipo de chuva, tipo de solo e topografia da área parte dela não penetra n o solo e escorre superficialmente formando as enxurradas. A porção da água que se infiltra, fica. armazenada n o solo, e disponível as plantas, denomina-se precipitação efetiva IPe). O excesso de água, o u seja, aquele que ultrapassa a capacidade de armazenamento d o solo, é drenado para fora da zona das raizes. A estimativa da precipitacão efetiva (Pe). para períodos de u m dia. é difícil e trabalhosa na prática. Par fins de manejo de irrigação, Pe pode ser estimada. de maneira aproximada, e m função da precipitação pluvial e da lâmina de água necessária para que a umidade do solo retorne a capacidade de campo na camada correspondente ao sistema radicular das plantas (Lâmina real disponível - LRDI. Assim. pode-se admitir que: Se Pp < LRD, então Pe = pp Se Pp > LRD. então Pe = LRD A quantidade e a distribuicão da precipitacão anual em uma determinada área é muito importante e sua medicão deve ser feita de forma que permita efetuar u m manejo correto da água no solo. Essa medida é feita por meio de pluviômetro. que é u m instrumento simples e que qualquer produtor pode construir e instalálo em sua fazenda. Uma maneira prática é utilizar uma lata, cujas sec5es transversais ia boca e o fundo da lata) sejam das mesmas dimensões. Esse recipiente também pode ser confeccionado. utilizando-se material de PVC iFig. 31 ou outro. No caso da lata, o agricultor deve pintá-la para evitar ferrugens. instalando-a sobre u m suporte, a 1,5 m de altura. Um outro instrumento necessário é uma proveta (Fig. 3 ) para medir o volume de água coletado. Para determinar a lâmina de chuva, utiliza-se a seguinte equacão: em que: L - altura da chuva i m m ) . V - Volume de água coletado na lata iml). A - Secão transversal do recipiente (cm2)definido pela seguinte equacão: em que: D - diâmetro do recipiente (cml " . --Z17;g;&:*;~g-& ' . S . , Métodos de manejo de irrigacão Os métodos comumente empregados para o manejo da irrigação são os baseados no turno de irrigação previamente calculado, no balanço e na tensão de água no solo. Método do turno de irrigacão Por esse método, realiza-se o controle da irrigação determinando-se previamente o intervalo entre irrigações consecutivas (Equação 34). em que: TI - t u r n o de irrigação (dias1 LRD - Iâmina real disponível, mmldia (estimada pelas equações 2 ou 3) - valor médio da evapotranspiração da cultura Immldia) Esse método considera u m valor médio mensal de ETC, igualmente distribuído para o mês em questão. Dessa forma. a irrigação pode ser deficiente ou em quantidade excessiva, uma vez que não sáo consideradas as variações na demanda atmosférica ao longo do tempo. Assim, o turno de irrigação previamente calculado não deve ser tomado como u m valor fixo, mas como uma aproximação ou guia de irrigação (Marouelli et al., 1996). A Iâmina liquida de irrigacão. nesse caso, é dada por: em que: LL - Lâmina liquida de irrigação lmml. TI - t u r n o de irrigação (dias). Observando-se as equações 3 4 e 35 percebe-se que, matematicamente, a LL é igual a LRD. Porém, a LL representa a lâmina de água necessária para que a umidade do solo retorne à capacidade de campo na camada correspondente do sistema radicular. Na prática, essa lâmina é sempre menor que a LRD (ou no máximo igual), pois, no manejo de irrigacão, nunca se deve deixar que a água disponível para as plantas chegue ao seu limite inferior. Método do balanco de água no solo O m6todo do balanço de água no solo em uma área cultivada resulta da contabilidade de toda a água que entra (precipitação ou irrigação) e sai da superfície do solo (evapotranspiração. percolacão profunda e escoamento superficial). De acordo com Reichardt 119871, a equação que expressa o balanço de água no solo pode ser simplificada para: A AL = Pp + LL - ETC - Dr .................... . ............................. . . 1361 Em que: A AL - Variação do armazenamento de água no solo Imml - Pp precipitação (mm). LL - Iâmina liquida de irrigaçáo lmm). Dr - Iâmina de água drenada (percolada) lmm). Quando se procede a u m manejo racional de irrigação, evita-se aplicar água que exceda à Iâmina real disponível para a planta. Dessa forma. o termo Dr pode ser desprezado no cálculo do balanço de água pelo agricultor. ressaltando-se que, nesse caso, o termo Pp (precipitação) deve ser substituído por Pe (precipitação efetiva). Assim, a equaçáo 3 6 fica expressa da seguinte forma: A AL = Pe + LL - ETC ............................. . . ............................ 1371 O cálculo da Iâmina liquida por esse m6todo considera o somatório da evapotranspiração da cultura IETC), no intervalo entre duas irrigações. Observase que 6 diferente da forma como d calculada a LL pelo m6todo de manejo do turno de irrigaçáo que considera apenas u m valor mddio de ETC. [: I LL= ~ E T C - ~ e ....................... . . . ...................................1381 Uma demonstracão da aplicaçâo do balanço de água no solo, para o manejo de irrigação em sistemas por aspersão e localizada, 6 apresentada nas Tabelas 8 e 9 6 e 7 resoectivamente. Método da tensão de água no solo O manejo da irrigaçáo por esse m6todo 6 simples. A irrigação será efetuada sempre que a tensão atingir u m valor máximo que não prejudique o desenvolvimento das plantas (Tabela 1). Assim, é necessário o monitoramento contínuo da tensão no campo. que pode ser feito por meio de instrumentos específicos ou pelo método gravimétrico para a determinação da umidade do solo. desde que se disponha da curva de retenção de água n o solo. O controle da tensáo de água no solo é geralmente realizado com o auxilio de tensiômetros (Fig. 4). para valores até 70 kPa 10.7 atm). Apesar desse limite, o tensiômetro é u m instrumento útil no manejo de irrigação. uma vez que as tensóes recomendadas para a maioria das culturas são inferior a esse valor (Tabela 1) e que grande parte da água disponivel nos solos cultivados est6 retida abaixo desse limite (Marouelli et al., 1996). Fig. 4. Tensidmetro com vacubmetro metblico Fonte: Marouelli et al. 119961. Manejo de irrigacão em tempo real O manejo da irrigação em tempo real consiste em se monitorar, continuamente. as variacóes dos parimetros relacionados com o sistema solo-água-planta. Isso s6 é possivei com o uso de técnicas de microprocessamento. da rnicroeletrônica e de sensores, que possibilitam a aquisição, a transferência e o armazenamento de dados envolvidos nas mediçóes. A automacão permite um controle mais preciso da aplicação de água para as plantas e, conseqüentemente, uma maior eficiência de uso de água, assegurando a sustentabilidade do sistema agrícola irrigado e a preservação do meio-ambiente. Para se executar u m manejo de irrigação em tempo real, há necessidade de se operar com estacões meteorológicas automáticas. O sistema de aquisição de dados dessas estações é totalmente integrado, envolvendo "dataloggers", sensores e computadores portáteis. A fonte de energia é proveniente de um painel solar. baterias ou adaptadores/conversores de energia de corrente . alternada. Quando em funcionamento, a estação 6 programada para fazer leituras nos sensores, a intervalos de tempo de um minuto, e calcular as médias dos parâmetros registrados a cada intervalo de 3 0 minutos. Apenas as médias dos dados são armazenadas no "dattalogger", para futura transferência. na forma de arquivo de dados para disquete ou transmissão à distância. O intervalo de varredura dos sensores e o cálculo de médias dos parâmetros podem ser alterados. por meio de programação adequada, de acordo com a necessidade do usuário (Gomide, 1998). Uma vez coletados, os elementos obtidos nas estaqões automáticas são utilizados para o cálculo da ETo e ETC. Para o cálculo da ETo, pode-se utilizar o m6todo de Penman-Monteith, que é o mais preciso e recomendado pela FAO. Multiplicando-se os valores de ETo pelo Kc. obtém-se a ETC. Todo o processo é automatizado, desde a aquisição dos dados até o cálculo da ETC, sendo a informação disponível aos usuários quase em tempo real. Cálculo da lâmina e do tempo de irrigacão em um sistema por aspersão Lâmina de irrigação Para o cálculo da quantidade de água a ser aplicado por um sistema de aspersão, deve-se calcular a lâmina líquida. descrita no Item "método de balanço de água no solo" (equação 381 e a lâmina bruta (LEI. Esta última refere-se B Iâmina que deve ser aplicada e considera a eficiência de aplicacão de água (equação 39). em que: L6 -lâmina bruta (mm). ETC - evapotranspiracão da cultura (mml - (equação 41. n - intervalo entre duas irrigações consecutivas. Ef - eficiência de aplicação do sistema. Em aspersão convencional admite-se como boa eficiência valores acima de 0.8. Exemplo: Considerando que: ZETC = 1 3 m m Pe = 4.20 m m Ef = 0.81 Tempo de irrigacão O tempo de irrigação (equação 401 de uma linha lateral, em uma determinada posição, 6 calculado com base na Iamina bruta de irrigação (equacão 391 e na intensidade de aplicação dos aspersores (equação 4 1 1. Esta, por sua vez, é função da vazão e espaçamento dos aspersores e do espaçamento entre as linhas laterais. ........................................................................... em que: T : tempo de irrigação Iminl; I : intensidade de aplicação do aspersor (mmlhl; 0 : vazão do aspersor (Llh); (40) E, : espacamento entre linhas laterais Im) E2 : espaçamento entre aspersores na linha lateral lm); Exemplo: Considerando a lâmina a ser aplicada no exemplo anterior (10.9 mm) e o sistema de aspersão com as seguintes características: Calcula-se, inicialmente, a intensidade de aplicação de água e, posteriormente, o tempo de irrigaçáo. Exemplo prático do manejo de irrigacão no milho. usando um sistema de aspersão A seguir Será apresentado um exemplo prático do controle da 6gua de irrigação na cultura do milho (Tabela 81, usando um sistema de irrigação por aspersão convencional, em um Neossolo Flúvico, na área experimental da Embrapa MeioNorte. Municipio de Teresina, PI. Nesse exemplo, serão utilizados, em uma seqüência lógica e de fdcil operação pelo agricultor. os parâmetros básicos para o manejo de irrigação, descritos neste capitulo litem 2). As características do solo e do sistema de irrigaçào são as seguintes: a) Capacidade de campo: 19.5 % (base de volume). bl Ponto de murcha permanente: 6,s % (base de volume) c l Fator de esgotamento de água no solo: 0.6. d) Espaçamento entre linhas laterais: 18.0 m. e) Espaçamento entre Bspersores: 18.0 m. f ) Vazão dos aspersores: 3.2 m3/h. g l Eficiência de aplicação de bgua: 0.81. h1 Profundidade efetiva do sistema radicular: 2 0 cm (período de 1 8 a 33 dias após o plantio). Procedimentos: i)Cálculo da LTD lequacão 1I: ii) Cálculo da LRD lequacão 31: LRD = [ 09.5 - 6.9 )x 0,6 10 x 20 I = 15,1 mm importante ressaltar que a profundidade efetiva do sistema radicular varia de acordo com o desenvolvimento da cultura e, dessa forma, a Iamina de Agua real disponível para as plantas varia também. iiil Determinacão da evapotranspiracão de referência. Determina-se diariamente a evapotranspirawo de referência. Para esse exemplo, utilizou-se o método do tanque Classe A (equacão 51. iv) Determinacão da evapotranspiracão da cultura Determina-se diariamente a evapotranspiracão da cultura lequacão 41 v1 Determinaçáo da precipitacão efetiva Mede-se diariamente, por meio de pluvidmetros, a precipitacão efetiva, que deve ser, no máximo, igual à LRD. vil Variaçáo do armazenamento de água no solo Determina-se diariamente a variação do armazenamento de água no solo, cujo limite superior é a Iâmina total disponível (LTD), que. nesse exemplo, é 25.2 mm. A contabilidade é feita diariamente. calculando-se a diferença entre o valor do armazenamento anterior e a ETC do dia seguinte. e assim sucessivamente. A necessidade de irrigação ocorre todas as vezes em que o armazenamento de água no solo (ALI aproximar-se do valor de 15.1 mm, ou seja, quando houver u m consumo de cerca de 6 0 % da LTD. Por exemplo, no dia 20, o arrnazenamento de água no solo registrou 16.89 mm. que é um valor bastante próximo do limite aceitável I1 5.1 mml. Nesse momento, decide-se o reinicio da irrigação e o cálculo da Iâmina liquida. viil Cálculo da lâmina liquida de irrigação A iâmina líquida de irrigação (equação 38) refere-se ao somatório da evapotranspiração da cultura, descontado o valor da precipitação efetiva. Para o dia 20, a lâmina liquida seria o somatório da ETC dos dias 18 a 20, que 6 de 8.31 mm. viiil Cálculo da lâmina bruta de irrigação Para o cálculo da Iâmina bruta de irrigação lequacão 39). deve-se considerar a eficiência do sistema de irrigação. No exemplo anterior. a L6 seria de 10.26 mm ~8.3110.81l. i x l CAlculo do tempo de irrigação Calcula-se o tempo de irrigação pela equação 40. Para o dia 20, o T seria 6 2 min T = [(10,26/9,91'601. Tabela 8. Manejo da irrigação na cultura d o milho sob irrigacão por aspersão, utilizando-se o modelo simplificado do balanço de água n o solo"'. ---~- - ~ - ~ - ~ . Kp'" Kc - - ETC lmmi -- A irrigaçáo anterior elevou a solo para capacidade de campo (limite superior1 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 -- - DAP ECA lmml 7.2 6.8 5.1 '4.9 5.6 5.9 6.9 6.6 7.1 6.9 5.9 6.9 6.6 5.9 6.2 6.5 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.75 0.5 0.5 0.8 0.8 0.8 0.8 0.8 0.8 0.8 0.8 0.8 0.8 0.9 0.9 0.9 0.9 2.70 2.55 3.06 2.94 3.36 3.54 4.14 3.96 4.26 4.14 3.54 4.14 4.46 3.98 4.19 4.39 AL imml Pe (mml LL lmml - 8.31 10.26 62 - 9.84 12.15 74 - 8.1 10.00 61 8.4 - -- - -- LB imml Ttmpq lrninl , 25,2 22.5 19.95 16.89125.2 22.26 16.9 15.36125.2 21.06 17.1125.2 20.94 16,8125.2 21.66 17.52125.2 20.74 16.76125.2 21.01 16,62125.2 - 7.68 9.48 57 - 8.44 10.42 63 - 8.58 10.59 64 "'DAP: dias ap6s a plantio; ECA: evaporação do tanque Classe A; Kp: coeficiente do tanque; ETC: evapotranspiração da cultura: Ai.: armazenamento de água no solo; PE: precipitacão efetiva; LL: larnina liquida; LB: Iãmina bruta e TI: tempo de irrigação "lConsideraram-se: velocidade do vento = 1.8 mls; umidade relativa do ar = 56.4% e bardadum de 10 m (Tabela 3). Necessidades hídricas em irrigacão localizada Coeficiente de reduç%o N a irrigacão localizada. a área molhada 6 menor d o que a área tota!, o que significa menor quantidade de água evaporada da superfície do solo. Dessa forma, para o c.Slculo das necessidades hldricas das culturas nesses sistemas, necessário aplicar-se u m coeficiente de redução (Krl. cujo valor pode ser estimado pela equação abaixo. proposta por Decroix citado por Vermeiren & Jobling 11 9971: 6 em que: Kr -coeficiente de redução. Cs - lndice de sombreamento do solo; varia de 0.1 a 1,O. Volume de água a aplicar Considerando um turno de irrigação diário, o volume de Agua a ser aplicado pode ser definido pelas seguintes equações: =(ETCxKrxE, i E i Ef ETCxKrxE,xE,, Ef I I (para irrigação em faixas) ...........................(431 (para irrigação por planta) .........................(44) em que: V - volume de água aplicado por cada emissor (Lldial. ETC - evapotranspiração de cultivo, (mmldial. Kr coeficiente de reduçáo (decimal). E1 - espaçamento entre linhas laterais Im). E2 - espaçamento entre emissores nas linhas laterais Im). Ep - espaçamento entre plantas na fileira (ml. ~ f -pespaçamento entre fileiras de planta Im). Ef - eficiência de aplicação do sistema (decimal1 - Caso a irrigação não seja diária, deve-se somar a ETC do perlodo entre duas irrigações consecutivas. Tomando, por exemplo, a irrigação diAria por gotejamento de um plantio de melancia nos Tabuleiros Costeiros de parnaíba, PI, com as seguintes caracteristicas: a) Evapotranspiração do tanque Classe A: 7.2 mm. b) Kp (Tabela 3): 0.75. c) Kc no estádio II (Tabela 71: 0.7. d) Espaçamento entre linhas laterais: 3 m. e) Espaçamento entre emissores: 0.5 m. f l fndice de sombreamento do solo: 0.4 g) Eficiência de irrigação: 0.81. Kr = 0.5. Tem-se: ETC = ETo x Kp x Kp = ETC = 7.2 x 0.75 x 0.7 = 3.78 mm Tempo de irrigação a aplicar O tempo de irrigação a ser aplicado 6 função do volume de água a ser aplicado e da vazão do gotejador e pode ser calculado pelas equaçóes abaixo: (para irrigação em faixas1 ......................................(451 (para irrigação por planta) ..................................... (461 em que: T - tempo de irrigação Iminl. V - volume de irrigação a ser aplicado (Lldial q - vazão m6dia do gotejador (Llh). n - número de gotejadores por planta. Tomando o exemplo anterior. considerando gotejadores com vazóes de 3.75 L/h, o tempo de irrigação necessário seria de 56 min. Exemplo prhtico: manejo da irrigaçáo em um sistema localizado A seguir será apresentado um exemplo prático do controle da água de irrigação na cultura do meloeiro (Tabela 9). em solos de Tabuleiro Costeiro do Meio-Norte. AS características do solo e do sistema de irrigação são as seguintes: a) Capacidade de campo: 13.9 % Ibase de volume). b) Ponto de murcha permanente: 4.2 % (base de volume). c l Fator de esgotamento de água no solo: 0.5. d l Espaçamento entre linhas laterais: 2.0 m. e) Espaçamento entre emissores: 0.5 m. f) Vazão dos emissores: 3.2 Llh. g) Eficiência de aplicação de 6gua: 0.81. h) Turno de irrigação: diário. il Profundidade efetiva do sistema radicular: 20 cm CBlculo da LRD (equação 3): LRD = (13,9 -4,2)x 0,5x20 I = 9,7 mm E importante saber que a profundidade efetiva do sistema radicular varia de acordo com o desenvolvimento da cultura e, dessa forma, a lâmina de dgua real disponivel para as plantas varia tambhm. 46 1 Manejo de Irrigação Tabela 9. Manejo da irrigaç.50 na cultura do meloeiro sob gotejamento, utilizando-se o modelo simplificado d o balanço de água n o solo. --' . " P ~ A PECA . . Kp Kc - .. 15 5.9 0.75 0.52 ,ETC. Imm) Cs (%I I__ 2.31 ~ r ETCcor Pe 0.2 lmml 0.69 Tempo 8 a l a n ç ~ ---- Ii% l ~ l d i a l .I ?i") -+_---__I- 0.3 Irrig. 0.00 0.86 16 4 'ir") 'A precipitação real foi de 15.6 mm, por6m. apenas 9.7 mm ficaram realmente dispanivel as plantar. Programacão da irrigacão em planilha eletrônica A inforrnática constitui-se em uma excelente ferramenta de suporte no processo de tomada de decisão na agropecuária. No que diz respeito à agricultura irrigada. as planilhas eletrõnicas e "softwares", visando ao manejo de irrigação das culturas. tem sido amplamente utilizados nas diversas regiões do pais (Moreira, 1993). Nesse segmento, será apresentado um modelo de planilha eletrbnica que realiza o manejo de irrigação para a cultura do milho, de forma mais simples e acessível ao produtor. Para tanto, usa-se o modelo simplificado de balanço de água no solo e incorporam-se parâmetros e coeficientes de cultura obtidos nas condiçoes edafoclimáticas da Região Meio-Norte do Brasil IAndrade Júnior et al., 1998; Albuquerque et al., 2001/20021. requerendo. unicamente, como dados de entrada, valores diários de evaporação do tanque Classe A e de precipitação, vazão do aspersor utilizado e espacamento entre linhas laterais e aspersores. Cabe ressaltar que as planilhas eletrõnicas podem ser úteis para o manejo de irrigação e de fertirrigação para qualquer cultura, desde que sejam ajustados os coeficientes técnicos necessários. Descriçáo da planilha eletrõnica a1 Consideracóes gerais A planilha denominada de "Manejo de Irrigação de Culturas Anuais - Milho" foi estruturada em três pastas: i1 capa; iil dados de entrada; iii) manejo. É recomendável que se façam cópias da planilha, de modo a permitir a sua utilização em diferentes áreas de cultivo. Dessa forma, preserva-se a matriz original para futuras reproduções. Na capa da planilha, é feita uma apresentação do autor (Fig. 51. A planilha é totalmente auto-explicativa e todas as variáveis de entrada e de manejo possuem textos explicativos. Para acessá-10s. basta repousar o mouse no canto superior direito da célula de interesse. Para maior segurança no manuseio da planilha por parte do usuário, a mesma encontra-se protegida por senha, de modo a evitar alteração do conteúdo das células, que venha a comprometer a execução dos cálculos. Por isso, o usuário s6 terá acesso para modificar o conteúdo das células destacadas em vermelho. % h) Descricão da pasta "Dados de Entrada" Na pasta "Dados de Entrada", são solicitadas elou apresentadas as seguintes informacões básicas IFig. 61. i ~ u l t u r a i Á r e a :i ] cultura - nome d a cultura de interesse: i iil ciclo - número de dias do plantio a colheita, Como as cultivares normalmente usadas na região sáo de ciclo precoce, está em torno de 120 dias; iii) emergência - número de dias do plantio a 50% da completa emergência das plântulas (5 dias]: i v ) comprimento da área de cultivo [m); v ) largura da área de cultivo (ml; vil área total de cultivo (hal, que é calculada automaticamente. Esses dados sáo meramente descritivos, permitindo apenas a adequada identificacão da cultura e da área irrigada. . Capa da planilha para Manejo de I r r i g a ~ ã 0de Culturas Anuais - Milho 'I!sela op a u o ~ - o ! a woe!fian ep se3!leui!laojepa sag5!puo3 s e eied sopeisn!e noja aiuauileiuaui!ladxa sop!iqo uieioJ31 a p saiolen sass3 '(dva)o!iueld o %?dese!p ap Oe5unj uia 'einlln3 e p Oiuaw!nlonuasap ap a s e j epe3 eied [q] on!i[n3 a p aiua!3!laon a p saiolen s o sopeiuasaide ogs :3>(- sei!ipjq se!3u?fi!x3 1 -s!eiaiel seyu!l a salosiadse aiiua opeiope oiuauie5edsa op a losladse op oszen ap sopep sop oe5unj uia 'aiuauie3!ieuioine epelnalez a anb '(qjwui) eioy iod e p e y d e o@efi!ii! ap eu!uiq - (iosiadse op o@e3!lde ap apep!suaiu!) og5el!d!3a~d (!A!(LU) og5efi!ii!a p ewais!s op s!eialel sequ![ sep o6uol oe salosiadse s o ailua oluauiededsa - saioss!uia sop oiuauie5edsa ( A :(u)og5efi!ii! ap euiais!s op s!eiaiel sequ!]se aiiua oiuauie5edsa - s!eiaiel sep oiuauie5edsa (A! :%age %OLap wapio ep og5efi!ii! a p e!au$!3!ja uio3 as-eqleqeii 'leuopuanuo3 ogsiadse tu3 oe5efi!ii! ap ewais!s olad enfie ap og5e3!lde ep apep!lenb e eu!yiuenb - og5efi!ir! ap euiaisjs op e!nu?!a!ja (!!! :oduie3 ap salsai lod no aiuea!iqe&op 06olyle3 ou op!iqo '0:5e6!ii! a p ewais!s ou op -esn iosiadse op olapoui op oezen - iosiadse op ogzen i!!!ioinpold olad opesn ias e oe5efi!ii!a p ewals!s op auiou - og5efi!ii! ap euialsts I! :oe5efi!ii! a p euiais!ç i Por ser uma informação extremamente tecnica, os valores não podem ser alterados pelo usuário. do solo: i) capacidade de campo ICCI - limite superior de disponibilidade de água do solo (%, em massa); ii) ponto de iCaracterísticas físico-hldricas murcha permanente IPMP) - limite inferior de disponibilidade de água no solo 1%. em massa): iii) densidade do solo IDsl - relação entre a massa de solo existente em um determinado volume de solo. Os valores dessas caracteristicas são obtidos a partir de análises de solo elou testes de campo. Essas características já foram devidamente elucidadas no capitulo "Disponibilidade de água no solo". Em síntese. para a correta efetivação dos cálculos na pasta "Manejo", o usuário deve atentar-se, na pasta "Entrada de Dados", apenas para os valores das caracteristicas físico-hídricas do solo (CC, PMP e Dsl e informações do sistema de irrigação (vazão do aspersor, espaçamento entre linhas laterais do sistema de irrigação e espaçamento entre os aspersores ao longo da linha lateral). c1 Descrição da pasta 'Manejo" Uma vez processada a "Entrada de Dados", todas as demais variáveis necessárias ao manejo de irrigação da cultura são automaticamente calculadas na pasta "Manejo" (Fig. 7). Essa pasta 6 composta de 15 colunas (de B a P) e de 120 linhas, uma vez que predomina, na região, o cultivo de variedades de ciclo precoce. Contudo, havendo necessidade de se aumentar o número de linhas, por causa da necessidade de realizar-se o manejo de irrigação de variedades de cido m6dio e tardio, basta o usuário adicionar o número de linhas desejado pela ferramenta do Excel - "Inserir linhas". Nesse caso, deve copiar para essas linhas o mesmo conteúdo da linha imediatamente superior. As variáveis apresentadas são: data (61; dias ap6s plantio (DAP) (C); fase de desenvolvimento da cultura (Dl; evaporação do tanque Classe A (ECAIIE); coeficiente de tanque (Kp) IF); coeficiente de cultivo (Kc) IG);evapotranspiracão da cultura IETclIH); precipitação iPpl(l1; ETc acumulada ILETc) IJ); variação do armazenamento de água no solo IAAlíK); definidor da irrigação (Irriga ?)(L): Iamina bruta de irrigação ILBIIMI; tempo de irrigação ITi)IN e 0); balanço (P). ~ * < w r - liam 9 I 6.6 0.76 031 2.8 7.0 0.75 i>?@ i 7 , O 30 l.6 073 0.75 0~7C a10 26 ha 0.0 (i0 17 O 1,s 3.3 27 2i1 >tBo 00 Zd0 J1 1 00 286 265 Ndi S8m %.r vao 48.0 ,Wi> 45 C ."<'. Não 00 i'.8g" (7-3" '8.am 'Ppm m 1 Pi naa 22qo 84ez B W 'iaiex Il4ti'br ?dez Soma IiS V !(i /'!I ria I 119 120 V VI< '-". 5.0 9.8 0.75 070 O 70 O,?> < ..-. '.. 2.6 2 6. .'.". ,..- ."- 8.8 . ".'.e 1.1 "'." ."-'. #,, 3 33.: Z o ,emp t a , . uumnlo o-vh rol de de ,rn#lFFF I o i 50 4, ? a iamma i o t a i h iimlayaoapt,cade a * 7 as. + "7," mm h, de * o, g g 24P ~ i g 7. . Layout da pasta "Mane~o" *-. %- *Q p c., 00 ...". ....., ""... 5DE.O 1"miisóea: < Orumero deirrigep&s 39 .-? 698 0.0 Nessa pasta, devem-se preencher apenas a data de plantio e as colunas E (ECA, mm) e I IPp, mm). As demais células são preenchidas automaticamente. de acordo com os parãmetros de entrada das c6luias em vermelho. Existem tamb6m algumas células ocultas, portanto, náo visíveis ao usuário, onde sáo processados parte dos calculos necessários ao manejo de irrigação com base no método do balanço de Agua simplificado. As colunas E IECAI e I IPp) devem ser preenchidas diariamente com os valores medidos de ECA l m m l e Pp lmm), se houver, mesmo que a maior parte represente as condições do dia anterior. Recomenda-se que essas medições sejam feitas todos os dias e sempre no mesmo horário (por volta das 9:00 horas da manhã). Tão logo sejam preenchidas. na coluna L identifica-se a necessidade ou não de proceder-se a irrigação no dia e m questão. Em caso afirmativo, o tempo de irrigação 1Ti)lem horas e minutos) é apresentado nas colunas N e O. A o final da tabela, são apresentados a soma e os valores máximos para algumas das variáveis calculadas, bem como u m resumo informativo contendo: i) o número de irrigaçóes durante o ciclo da cultura; ii) o tempo total de irrigaçáo gasto durante o ciclo da cultura e iii) a lâmina total de irrigação aplicada durante o ciclo. Além disso. é plotado u m gráfico, onde se visualiza a variação: i1 da lâmina bruta de irrigação aplicada ILBI; iil d o armazenamento de água n o solo (ARM) e iiil da evapotranspiração da cultura IETcI ao longo do ciclo da cultura. Cópias da planilha podem ser solicitadas ao autor ([email protected]) ou obtidas por download n o site da Embrapa Meio-Norte ( w w w . cpamn.embrapa.br/irrigaçãol. Referências Bibliográficas ABOUKHALED, A,; ALFARO, A.; SMITH, M. Lysimeters. FAO Irrig. and Drain. Paper 39. Roma. 6 8 p., 1982. ALBUQUERQUE, P.E.P.; ANDRADE JUNIOR, A.S.; SOUZA, F. de; SEDIYAMA, G.C.; BEZERRA, J.R.C.; STONE, L.F.; SILVEIRA. P.M. Coeficientes de cultivo das principais culturas anuais. ITEM, Brasilia, v. 52/53. p. 4 9 2002. - 57, 20011 ALLEN. R.G.; HOWELL. T.A.; PRUITT, W.O.; WALTER, I.A.; JENSEN, M.E. Proc. of the International Symposium on Lysimetry, Amer. Soc. of Civil Eng., Irrig. and Drain. Division, New York, 1991. ANDRADE JÚNIOR, A.S.; CARDOSO, M.J.; MELO, F.8.; BASTOS, E.A. Irrigação. In: CARDOSO. M.J. íorg.1, A cultura do milho n o Piauí. 2. Ed. Teresina: Embrapa Meio-Norte. 1998, p. 68-100. (Embrapa Meio-Norte. Circular Técnica, 12). ANDRADE JÚNIOR. A.S.; E.A., BASTOS; SENTELHAS, P.C; SILVA, A.A.G. 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