Boletim Informativo da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica Nº 03 / março 2012 / Suplemento do Jornal Vida Económica Destaque pág. II AIMMAP Greve geral uma vez mais não teve qualquer adesão no setor metalúrgico e metalomecânico Contrato de 30 milhões de euros METALOCAR participa na construção de 140 edifícios de habitação social na Venezuela Internacionalização pág. IV Missão empresarial da AIMMAP ao Peru FELUGA Presidente da AIMMAP relembra que o setor metalúrgico e metalomecânico tem andado com o país às costas pág. V pág. II pág. V FELUGA irá liderar constituição de sociedade no médio oriente Assuntos Atuais EFAPEL cresce em Espanha, Angola, França e Rússia pág. III pág. VIII Iniciativa Blue Competence na indústria europeia de máquinas ferramenta Editorial ANÍBAL CAMPOS Presidente da Direcção da AIMMAP A gestão dos fundos do QREN No início do presente mês de março estalou mais uma daquelas incompreensíveis polémicas em que a política portuguesa continua a ser pródiga. Desta vez a propósito da governação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). É muito provável que grande parte do que circulou nos jornais a esse respeito não fosse rigorosamente verdade. Mas, ainda assim, subsistem alguns factos confirmados que obrigam a reflexão. As empresas portuguesas encontramse numa situação cada vez mais débil, com graves problemas de tesouraria e crescentes dificuldades no acesso ao financiamento. As notícias mais recentes – e já aqui denunciadas –, de atrasos nos processos do reembolso do IVA e de aumento das dívidas das empresas públicas e das autarquias locais aos respetivos fornecedores, agravam ainda mais a situação líquida das empresas. Nesse quadro, uma aplicação célere e consequente dos fundos do QREN pode e deve contribuir para mitigar as dificuldades de tesouraria das empresas, bem como, mais importante ainda, potenciar a realização de investimentos muito úteis para a economia portuguesa. É pois muito difícil de compreender que, num contexto como este, o Governo português se deixe enredar em verdadeiras guerras de capelinhas relativamente à distribuição de competências na gestão dos fundos do QREN. Por si só, a situação é lamentável. Mas mais preocupante ainda é que, independentemente dessas questiúnculas internas do Governo, tenha sido decidido atribuir novos poderes naquele domínio ao Ministério das Finanças, com inevitável redução das competências que cabem ao Ministério da Economia. Os fundos do QREN têm como objetivo essencial a dinamização da economia. Pelo que a respetiva gestão deve caber no essencial aos ministérios com competências nesse domínio e muito particularmente ao Ministério da Economia. Atribuir a liderança na gestão de tais fundos ao Ministério das Finanças será tão absurdo como colocar um polícia de trânsito a coordenar uma corrida de automóveis. Bem sabemos que a situação financeira do país é grave e que justifica uma ação firme do Ministério das Finanças em muitos e variados níveis. E no contexto atual até nem será descabida a ideia de que o ministério em causa tenha uma palavra importante na gestão dos fundos do QREN. Para além disso, reconhece-se que o Ministro das Finanças e a sua equipa têm sido provavelmente os elementos mais fortes do Governo, tendo adquirido aos olhos do país uma imagem forte de credibilidade e competência. Não obstante, há limites para a intervenção do Ministério das Finanças e será bom que este se fique pelas áreas que são da sua tutela e que não ceda à tentação de se intrometer no que não lhe deve dizer respeito e assim inibir inevitavelmente o crescimento económico. Aliás, este Governo sofre de excesso de Ministério das Finanças e de défice de Ministério da Economia. Pelo que não precisamos de continuar a agravar esse problema. Pelo contrário, há que equilibrar a situação em sentido inverso. Não posso deixar de acrescentar uma nota sobre a forma com que aparentemente o Governo dirimiu a divergência entre os dois ministérios. Conforme os jornais anunciaram, foi implementada uma solução supostamente salomónica através da criação de uma comissão composta por 7 ministérios e liderada pelas Finanças, que terá como dever a coordenação de orientações estratégicas para a utilização das verbas nacionais de fundos comunitários e extracomunitários. Ao que parece, os problemas continuam a resolver-se em Portugal com comissões e grupos de trabalho. Vícios antigos a que nem os mais reformistas escapam. Neste caso, a consequência inevitável não parece boa: mais burocracia, decisões mais lentas e cada vez menos agilidade na aplicação dos fundos de que a nossa economia tanto precisa. 2 Sexta-feira, 30 de março 2012 Associados EFAPEL cresce em Espanha, Angola, França e Rússia Em 2011, a EFAPEL, associada da AIMMAP e o maior fabricante nacional de aparelhagem elétrica de baixa tensão, registou forte crescimento em Espanha, Angola, França e Rússia, destinos que se destacam num portfólio de 48 países, onde a marca EFAPEL tem expressão. A exportação representa cerca de 30 por cento do total da faturação da EFAPEL que, em 2011, ascendeu a 26,3 milhões de euros, mais dois por cento do que em 2010. Os bons resultados, económicos e financeiros, representam um aumento de quota de mercado em Portugal e na exportação, tendo como principais fatores de sucesso: a Qualidade dos produtos, a relação Qualidade/Preço e o Serviço. O sucesso da Série de Luxo LOGUS 90 teve igualmente um contributo significativo para a boa performance da mar- ca, na sua globalidade. Em 2012, a EFAPEL planeia investir 64 mil euros na formação dos seus colaboradores e 800 mil euros em IDI (Investigação, Desenvolvimento e Inovação). Tem prevista a participação em sete feiras internacionais em cinco países diferentes, a realização de ações de formação e seminários junto de clientes estratégicos e, ainda, o lançamento de novos produtos. Mantendo a estratégia de patrocínio a grandes equipas desportivas, a EFAPEL continua a apoiar a equipa de futebol da Académica de Coimbra e vai manter-se no ciclismo, desta vez como patrocinador principal da equipa de ciclismo EFAPEL/GLASSDRIVE. Consórcio METALOCAR/ELECTROFER assina contrato de 30 milhões de euros para a Venezuela No passado dia 13 de março, foi formalmente assinado o contrato entre a LENA Construções e o consórcio formado entre Metalocar e Electrofer, para a construção e montagem de 140 edifícios de habitação social para o Governo Bolivariano da Venezuela. Deste pacote de mais de uma centena de edifícios de 5 andares, os primeiros 25 deverão ser entregues até setembro. Os edifícios, em estrutura metálica galvanizada, serão revestidos com painéis de betão pré-fabricado, cabendo ao consórcio a responsabilidade da sua montagem. As garantias de durabilidade e proteção anticorrosiva requeridas pelo dono de obra foram determinantes para a escolha da opção galvanizada. Este contrato de longo termo confere à Metalocar e à Eurogalva – associadas da AIMMAP –, um importante reforço da sua carteira de encomendas para os próximos dois anos. AIMMAP Mais de 150 pessoas presentes em seminários promovidos pela AIMMAP sobre legislação laboral Na sequência do importante acordo de concertação social outorgado entre o Governo e os parceiros sociais em janeiro último, a AIMMAP promoveu no passado mês de fevereiro dois seminários subordinados ao tema “Legislação laboral e contratação coletiva”. As referidas sessões tiveram subjacente o objetivo de contribuir para o esclarecimento dos associados da AIMMAP na interpretação de algumas das mais relevantes matérias acordadas entre os parceiros sociais em sede de legislação laboral. Ainda que fosse certo que os diplomas legais respetivos não haviam sido ainda publicados, era já possível em Fevereiro prever quais as principais matérias que iriam ou virão a ser legisladas em tal âmbito. Nesse sentido, a direção da AIMMAP decidiu tomar a iniciativa de promover a difusão de tais matérias junto dos seus associados antes mesmo da publicação do texto definitivo de tais diplomas. A primeira sessão teve lugar na Sala Jorge Macedo Casais, no Edifício AIMMAP, no dia 2 de fevereiro, tendo contado com a presença de mais de 100 representantes de empresas filiadas nesta associação. Ulteriormente, teve lugar uma segunda sessão, no Hotel Meliá em Aveiro, na qual estiveram presentes cerca de 50 representantes de empresas. Em ambas as sessões interveio como único orador Gregório da Rocha Novo, advogado de elevada craveira e diretor da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, o qual tem colaborado inúmeras vezes com a AIMMAP nos domínios da contratação coletiva e da legislação laboral. Tal como sucedeu em ocasiões anteriores, também nestas sessões Gregório da Rocha Novo cativou as audiências com intervenções de enorme qualidade académica associada a um muito significativo espírito prático. A primeira sessão teve lugar na Sala Macedo Casais, no Edifício AIMMAP, no dia 2 de fevereiro, tendo contado com a presença de mais de 100 representantes de empresas filiadas nesta associação Sexta-feira, 30 de março 2012 3 AIMMAP DIRETOR-GERAL DA VOLSKSWAGEN AUTOEUROPA António Melo Pires participou em conferência na AIMMAP O Diretor-Geral da Volkswagen Autoeuropa, António Melo Pires, foi o orador convidado de mais uma Conferência promovida pela AIMMAP, no âmbito do Ciclo “Compreender a crise, encontrar soluções”. A referida sessão teve lugar no Edifício AIMMAP, Sala Jorge Macedo Casais, no passado dia 27 de Fevereiro, e contou com a presença de cerca de 70 associados, os quais tiveram oportunidade de assistir a uma excelente intervenção por parte de António Melo Pires. Os temas principais da referida intervenção foram a produção automóvel em Portugal, uma análise à gestão da mudança na Volkswagen Autoeuropa e finalmente uma abordagem àqueles que, na opinião do ora- dor, serão os eixos de desenvolvimento para o aumento da competitividade da indústria nacional. Neste último domínio, António Melo Pires enfatizou cinco eixos essenciais: o aumento da cadeia de valor, a inovação, o aumento da flexibilidade laboral, a qualificação e capacitação da gestão e a estratégia logística. Entre outras ideias chave defendidas em tal âmbito, o Diretor-geral da VW Autoeuropa sublinhou que a legislação laboral restritiva ainda é condicionante para aumento da competitividade nacional. E que é urgente um aumento da flexibilidade laboral para que cada empresa possa “respirar com os mercados”. António Melo Pires fez ainda uma referência detalhada à questão do desenvolvimento de fornecedores nacionais como “global players” da indústria automóvel, o que é naturalmente um objetivo visado pela AIMMAP e por um grande conjunto de associados seus que assistiram à conferência. Num plano diferente, o Diretor-Geral da VW Autoeuropa, abordando a questão da estratégia logística, defendeu a interessante ideia de que a localização geográfica de Portugal pode e deve ser uma vantagem competitiva para as empresas nacionais. António Melo Pires teve ainda oportuni- Relacionada com este tema foi abordada igualmente a questão do aumento da incorporação nacional na produção da Autoeuropa, o que é também um objetivo assumido pela generalidade dos agentes económicos nacionais. António Melo Pires lamentou que a incorporação nacional continue a ser baixa e deu pistas para que os fabricantes nacionais possam melhorar em tal domínio: maior agressividade comercial e focalização da oferta na inovação. Esses são vetores essenciais para um maior protagonismo da indústria portuguesa na Autoeuropa. dade de passar em revista uma série de outras matérias de grande importância para a generalidade das empresas, tais como, entre várias mais, a formação profissional, o diálogo social e a internacionalização. Conforme o Presidente da AIMMAP, Aníbal Campos, teve oportunidade de sublinhar no encerramento da conferência, esta foi inequivocamente um sucesso, tendo propiciado a todos os presentes importantes contributos para uma boa reflexão a propósito do momento atual da economia portuguesa e mundial. AIMMAP promoveu fórum sobre “A investigação, desenvolvimento e inovação no setor metalúrgico e metalomecânico” No passado dia 15 de março, a AIMMAP realizou, nas suas instalações, o fórum setorial “A Investigação, Desenvolvimento e Inovação no Setor Metalúrgico e Metalomecânico” em parceria com a SPI - Sociedade Portuguesa de Inovação, no âmbito da execução do Projeto “Reinformetal Plus”, resultado de uma candidatura apresentada ao Programa Operacional Fatores de Competitividade (QREN). Na sessão de encerramento esteve presente o presidente da AIMMAP, o qual sublinhou que a ação se desenvolvia no âmbito da opção estratégica da AIMMAP em apostar na Inovação, Investigação e Desenvol- vimento como prática fundamental para a modernização do setor e incremento da competitividade das empresas a partir da diferenciação ao nível de produtos, processos e métodos de gestão. Referiu ainda o facto de a Inovação ser um dos três eixos estratégicos do atual mandato da direção da AIMMAP, juntamente com a Internacionalização e a Formação Profissional. Mencionou também que a AIMMAP sempre tem defendido a necessidade de uma política de Inovação verdadeiramente ajustada s PME, que não se esgote nas atividades de Investigação e Desenvolvimento e que incida igualmente nos produtos, nos processos e até mesmo nos sistemas de organização das empresas. Conforme sublinhou ainda, a AIMMAP tudo tem feito para que sejam reconhecidos os esforços desenvolvidos diariamente pelas PME nesse sentido, divulgando e partilhando através dos seus meios de comunicação boas práticas de empresas verdadeiramente inovadoras. A ação em apreço contou com as intervençóes de Augusto Medina e Luís Mira Amaral, os quais abordaram, respetivamente os temas “A IDI no Contexto Empresarial” e “Um Portugal Inovador na Economia Mundial”. Participaram ainda André Alvarim, com o tema “Os Sistemas de Incentivo para a realização de atividades de IDI”, Susana Seabra, com o tema “Gestão de Ideias e Promoção da Criatividade” e Miguel Taborda, o qual abordou o tema “Gestão de Projetos de IDI”. A sessão contou ainda com a presença de Fernando Sousa, gerente da CEI - Companhia de Equipamentos Industriais, Lda., e vice-presidente da AIMMAP, o qual apresentou a experiência da sua empresa no que concerne à aposta feita nas atividades de IDI, as quais deram aliás origem à certificação nessa área, pela NP 4457. A ação realizou-se na Sala Jorge Macedo Casais, no Edifício AIMMAP, tendo contado com cerca de 50 participantes. 4 Sexta-feira, 30 de março 2012 AIMMAP Greve geral uma vez mais não teve qualquer adesão no setor metalúrgico e metalomecânico Tal como é sabido, foi convocada para o passado dia 22 de março, pela CGTP, mais uma greve geral no país. Não obstante o empenho dos sindicatos no sentido de que a greve viesse a merecer adesão por parte dos trabalhadores, a verdade é que uma vez mais esta paralisação não teve impacto na sociedade portuguesa. A adesão foi francamente baixa e só não foi ínfima em consequência da perturbação causada pela paragem dos trabalhadores do setor público dos transportes. No caso específico das empresas do setor metalúrgico e metalomecânico, tal como sempre tem sucedido nas paralisações anteriores – sejam gerais, sejam especificamente convocadas para o setor metalúrgico e metalomecânico -, esta nova greve geral redundou num enorme fracasso. Esta não é uma mera impressão mas sim uma conclusão alicerçada em dados concretos. Com efeito, a exemplo do que tem feito em todas as greves mais recentes, logo no dia em que esta paralisação se realizou a AIMMAP procurou avaliar o respetivo o grau de adesão por parte dos trabalhadores ao serviço das empresas suas associadas. Para o efeito, auscultou as empresas filiadas e recolheu um conjunto significativo de respostas suscetível de constituir uma amostragem altamente fidedigna e credível. Analisadas as respostas, verificou-se que o grau de adesão à greve nas empresas filiadas na AIMMAP foi uma vez mais inferior a 1%, tendo a paralisação passado praticamente despercebida neste tão importante setor. Este número teria sido ainda menor no caso de não ter havido greve no setor dos transportes, a qual motivou que alguns trabalhadores se hajam visto impedidos de trabalhar contra a sua vontade. Esta greve foi francamente incompreensível para a generalidade dos portugueses, tendo sido certamente por isso que não mereceu grande adesão. Mas, no caso específico dos trabalhadores das empresas deste setor, a greve fez ainda menos sentido. Foi seguramente por isso que, como se constata, a greve passou completamente ao lado do setor. Reunião de fevereiro da direção da AIMMAP Teve lugar no dia 27 de fevereiro mais uma reunião da direção da AIMMAP, na qual estiveram presentes o presidente da direção Aníbal Campos, os vice-presidentes Rui Ferreira Marques, Susana Pombo, Cristina Bóia, Manuel Braga Lino, Vítor Neves, Elísio Paulo de Azevedo, José Avelino Marques, Fernando Sousa e António Xará, e ainda o vice-presidente executivo Rafael Campos Pereira e a diretora-geral Mafalda Gramaxo. Depois de efetuadas as habituais análises às contas da associação e aos projetos de parceria em que a mesma se encontra envolvida, a direção analisou o ambiente económico e empresarial do país, tendo sido registada grande preocupação pelo facto de o Estado português estar a aumentar o res- petivo endividamento. A direção lamentou também que se recomecem a registar atrasos na devolução do IVA às empresas exportadoras, o que se revela mais um fator de constrangimento à competitividade de tais empresas. Tais circunstâncias, particularmente quando associadas ao aumento dos custos de energia e às dificuldades no acesso ao financiamento bancário, começam a tornar muito difícil a vida das empresas portuguesas em geral. Foi feito um novo ponto de situação a propósito do processo de constituição de uma sociedade comercial de direito brasileiro em São Paulo. Nesse âmbito, a direção analisou os projetos do plano de negócios da empresa, da declaração de adesão que as empresas interessadas deverão subscrever e ainda do pacto social da sociedade veículo a constituir em Portugal. Foi deliberado enviar todos esses documentos às empresas aderentes. Finalmente, foi decidido que a sociedade veículo portuguesa seria constituída até ao final de abril e que a sociedade de direito brasileiro seria criada até ao final do primeiro semestre do presente ano. Relativamente à atividade da FELUGA, foram analisados os principais projetos em que a referida associação estará envolvida no presente ano de 2012, destacando-se nesse âmbito a iniciativa de constituição de uma sociedade de representação no Médio Oriente. Esse projeto será liderado pela FELUGA, contará com empresas filiadas na AIMMAP e na ASIME e será implementado em moldes idênticos ao do projeto da AIMMAP para o Brasil. O objetivo da direção da AIMMAP é o de que a FELUGA prepare o projeto no decurso do presente ano, criando as condições indispensáveis para que a nova empresa arranque em 2013. Foi feito um reporte das actividades desenvolvidas por outras entidades participadas pela AIMMAP, tais como a CIP, o CATIM, o CENFIM, a CERTIF, o INEGI e a PRODUTECH. Nesse contexto, foi dedicada uma atenção mais particular aos casos da CIP e do CENFIM. Para além disso, a direção analisou com detalhe alguns dossiers de importância fundamental para a associação e para o setor que representa, nomeadamente nos domínios da internacionalização, da contratação coletiva e do associativismo. INTERNACIONALIZAÇÃO O PAÍS QUE MAIS CRESCE NA AMÉRICA DO SUL Missão empresarial da AIMMAP ao Peru Foi referido na edição anterior do “Metal” que a AIMMAP, no âmbito do seu projeto de internacionalização para o ano de 2012, apoiado pelo COMPETE, irá levar a efeito uma missão empresarial à Colômbia. Tal como então foi também anunciado, essa missão será organizada em conjunto com uma outra missão ao Peru. A exemplo do seu país irmão mais a norte, também o Peru tem vindo a destacar-se ao longo dos últimos anos por altíssimas taxas de crescimento económico e desenvolvimento. E conforme sucede com a Colômbia, verifica-se que o Peru associa esse crescimento à resolução de graves problemas internos que o fragilizaram nas décadas anteriores. É o caso do combate bem sucedido ao terrorismo, o qual não constitui já a ameaça que durante anos representou para a população e a economia peruanas. Atualmente, o Peru é o país sul-americano cuja economia cresce a maior ritmo. E parece continuar imparável nesse processo de crescimento, começando entretanto a temperar essa evolução positiva com uma melhor distribuição dos rendimentos e da riqueza em geral. Efetivamente, esse esforço estará a surtir efeitos positivos, sendo de sublinhar a tal propósito o forte aumento do consumo interno, sobre o qual se alicerça, aliás, em grande parte, o aumento reiterado do respetivo produto interno bruto. No ano de 2011 teve lugar a eleição de um novo Presidente da República, Ollanta ALGUNS DADOS SOBRE O PERU Capital: Lima (8 milhões de habitantes) Língua oficial: Espanhol Regime: República unitária Chefe de Estado: Ollanta Humala População: 30.000.000 de habitantes (dados de 2011) PIB: USD 275.700 milhões (dados de 2010) PIB per capita: USD 9.000 Moeda: Nuevo sol (PEN) Fuso horário: UTC – 5 Código de internet: .pe Greve geral uma vez mais não teve qualquer adesão no setor metalúrgico e metalomecânico Código telefónico: + 51 Humala, cujo nome chegou a suscitar alguns receios a muitos agentes económicos do país. Não obstante, o certo é que, decorrido quase um ano desde tal ato eleitoral, pode afirmar-se já com alguma segurança que Ollanta Humala tem procurado no essencial prosseguir as políticas implementadas pelo seu antecessor Alan Garcia. A estabilidade política e macroeconómica do Peru tem sido um dos principais motores do crescimento do país. Nesse sentido, o primeiro ano de ação governativa de Ollanta Humala foi muito bem recebido pela economia peruana e pelos investidores internacionais, visto que em nada afetou aquela estabilidade. Consequentemente, estão reunidas as condições necessárias para que as empresas portuguesas do setor metalúrgico e metalomecânico possam participar ativamente no processo de crescimento do Peru. Não só o consumo se encontra pujante como os eventuais investimentos se revelam seguros. Aliás, o mercado peruano começa a evidenciar também uma apetência crescente por produtos europeus, muito particularmente por aqueles que casam elevados padrões de qualidade com preços competitivos. Ora, conforme não nos cansamos de sublinhar, a indústria metalúrgica e metalomecânica portuguesa é seguramente uma das que melhor conseguem efetuar esse casamento de qualidade com preço. Pelo que, naturalmente, esta poderá ser uma excelente oportunidade para as empresas portuguesas que desejem singrar neste tão interessante país sul-americano. Sexta-feira, 30 de março 2012 5 FELUGA Novas iniciativas da FELUGA No passado dia 15 de fevereiro teve lugar no Porto uma reunião da direção-geral da FELUGA – Federação Luso Galaica de Industriais Metalúrgicos, da qual, conforme é sabido, a AIMMAP é sócia fundadora em conjunto com a associação homóloga da Galiza: a ASIME. Participaram na reunião os 4 membros da referida direção geral, Javier Martinez, Rafael Campos Pereira, Mafalda Gramaxo e Enrique Mallón, os quais prepararam nomeadamente a próxima reunião da Assembleia Geral da FELUGA, a qual terá lugar no Edifício AIMMAP no próximo dia 30 de março. Para além disso, houve oportunidade para, no decurso da reunião em causa, se elencarem as principais iniciativas que a FELUGA irá promover no presente ano de 2012. Nesse sentido, sem prejuízo de outras ações, a direção-geral da FELUGA lançou os primeiros passos daquela que poderá ser a sua mais significativa obra nos próximos anos, consubstanciada na constituição num país do Médio Oriente de uma empresa de representação dos interesses da metalurgia e metalomecânica galega e portuguesa. O projeto em causa será semelhante ao que a AIMMAP tem em vista implementar no Brasil já no segundo semestre do presente ano. Perspetiva a FELUGA que essa iniciativa não só contribuirá para o aumento das exportações das empresas galegas e portuguesas deste setor nos mercados do Médio Oriente, como será igualmente mais um instrumento de aproximação entre as empresas de ambos os lados do rio Minho. Para além dessa, estão previstas para 2012, entre outras, as seguintes iniciativas: - Presença na Feira “Navalia”, em Vigo. - Missão Empresarial a Angola. - Encontro de diretores de recursos humanos de empresas do subsetor dos fabricantes de componentes para a indústria automóvel. - Encontros interempresariais Portugal/ Galiza. Todas estas ações serão discutidas nas próximas reuniões da Junta Diretiva e da Assembleia Geral da FELUGA, as quais terão lugar, conforme acima referido, no próximo dia 30 de março. INOVAÇÃO FÓRUM SETOR METALÚRGICO E METALOMECÃNICO INOVAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO No passado dia 6 de março realizou-se, no CENFIM, nos parques EDT, em Amarante, o Fórum do Setor Metalúrgico e Metalomecânico “Inovação & Internacionalização”, organizado pela AIMMAP, pelo CENFIM, pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e pela Câmara Municipal de Amarante. Aníbal Campos, presidente da direção da AIMMAP, foi um dos oradores da Sessão de Abertura do Fórum, a qual contou também com as presenças do presidente da Câmara Municipal de Amarante, Armindo Abreu, do presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, Jorge Magalhães, e do membro do conselho de administração do CENFIM, Fernando Sousa. A Sessão de Encerramento do Fórum contou ainda com a presença do Presidente da CIP, António Saraiva. No Fórum foram abordados diversos temas relacionados com a inovação e a inter- nacionalização, nomeadamente os sistemas de incentivos às empresas a tais atividades, e a articulação entre estes e a inovação nas empresas, com a intervenção de José Carlos Caldeira, Administrador Executivo do PRODUTECH. Participou igualmente na sessão Susana Graça Moura, diretora do núcleo de Amarante do CENFIM, tendo apresentado o tema “A Formação Profissional no Setor e na Região. O Fórum contou ainda com a presença de responsáveis de duas empresas da região, as quais apostam decisivamente na inovação nos âmbito dos respetivos de internacionalização: Élio Sérgio Maia, Administrador da FAL - Fundição do Alto da Lixa e João Abreu, da Metalúrgica do Fojo. Na sessão estiveram cerca de 60 participantes, entre empresários do setor na região e representantes dos municípios pertencentes à Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa. NO ÂMBITO DO FÓRUM DO SETOR METALÚRGICO E METALOMECÂNICO Presidente da AIMMAP relembra que o setor metalúrgico e metalomecânico tem andado com o país ao colo Na sua intervenção na sessão de abertura do Forum do Setor Metalúrgico e Metalomecânico, sobre Inovação e Internacionalização, realizado no núcleo de Amarante do CENFIM, no passado dia 6 de março, o presidente da direção da AIMMAP sublinhou a importância do setor em causa no contexto da indústria portuguesa. Atendendo à importância das palavras de Aníbal Campos, transcreve-se em seguida a referida intervenção. É com grande satisfação que a AIMMAP intervém neste Forum do Setor Metalúrgico e Metalomecânico, especialmente dedicado aos importantes temas da Inovação e Internacionalização, os quais são, aliás, dois dos vetores mais emblemáticos do estado atual do setor em causa. E é igualmente com o maior gosto que verificamos o envolvimento da Câmara de Amarante e da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa nesta iniciativa. Estamos absolutamente certos de que tal envolvimento tem todas as condições para promover o desenvolvimento da economia local. Com efeito, a aposta neste setor será sempre um investimento inteligente e suscetível de gerar dividendos para todos. Na verdade, este setor é o mais importante e significativo da economia portuguesa. É de longe o que mais exporta em Portugal, sendo responsável por uma terça parte das vendas nacionais para o exterior. Em 2011 exportou mais de 12 mil milhões de euros, tendo registado um crescimento de mais de 15% relativamente ao ano anterior. Com um volume de negócios superior a 26 mil milhões de euros, o nosso setor tem um peso de mais de 18% no PIB português, o que é incomparável com qualquer outro setor de atividade em Portugal. Por outro lado, apesar da crise que a todos afeta, o setor metalúrgico e metalomecânico foi uma vez mais, em 2011, criador líquido de emprego. Foi o único em Portugal em que a criação de postos de trabalho foi superior ao número de despedimentos. Mas há ainda um vasto conjunto de outros indicadores relativos a este setor, que merecem ser sublinhados: - é o setor que mais investe em Investigação & Desenvolvimento; - é o setor que mais cresce em Inovação; - é o segundo setor da indústria transformadora que mais investe em propriedade industrial; - é o setor com maior número de empresas certificadas; - é o setor que apresenta melhor cobertura de formação profissional; - e é o setor com a maior redução de sinistralidade laboral ao longo dos último anos. Este setor tem vindo, literalmente, a transportar o país ao colo nesta fase tão crítica da economia portuguesa. Queremos ter condições para o continuar a fazer e assim contribuir para o enriquecimento do país. É muito importante que o poder político – desde o Governo central às autarquias locais –, tenha bem presente a importância do nosso setor. E é precisamente pela sua importância para o desenvolvimento da economia portuguesa que consideramos dever este setor ser tido em conta em qualquer decisão estratégica por parte do poder público quando se trata de promover e dinamizar a atividade empresarial. Acresce que este é e sempre foi um setor livre, independente e autónomo de apoios públicos, para além de se ter desenvolvido sem nunca ter sequer beneficiado de proteção face à entrada na União Europeia de produtos oriundos do oriente. Preparámo-nos assim para resistir a todas as adversidades e mesmo para continuar a crescer num momento tão difícil como aquele que o país está a atravessar. Queremos a constatação de tal facto e que as empresas deste setor sejam devidamente reconhecidas a todos os níveis pelos organismos públicos de interface com a indústria e a atividade empresarial. Apesar de tudo, como sempre fazemos questão de sublinhar, nunca estivemos à espera de que outros fizessem por nós o trabalho que nos compete. Foi precisamente por isso que, ao longo dos anos, o setor metalúrgico e metalomecânico foi vendo nascer no seu seio algumas das entidades de suporte à indústria mais relevantes do país. Nesse sentido, quero aqui relembrar os nomes de algumas dessas entidades, das quais a AIMMAP tem o gosto de ser sido sócia fundadora. São entidades que nas suas áreas de intervenção contribuem efetivamente para o desenvolvimento das empresas e do país. Pelo que não só merecem ser enaltecidas como também se justifica que sejam levadas sistematicamente ao conhecimento das empresas para que estas possam beneficiar cada vez mais das suas inúmeras valências e competências. O CENFIM, o maior e melhor centro de formação profissional em Portugal, aqui presente, o qual tem contribuído decisivamente para a formação dos recursos humanos do país; O CATIM - Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica; A CERTIF - Associação para a Certificação, a qual apoia as empresas numa área decisiva, a certificação; O INEGI - Instituto de Engenharia Industrial, instituto de interface entre as empresas e a universidade. E quero ainda referir o grande envolvimento da AIMMAP na PRODUTECH Pólo das Tecnologias de Produção, o qual integra em conjunto empresas produtoras e utilizadoras de tecnologias de produção, criando sinergias efetivas entre ambas e acrescentando efetivo valor à economia nacional. Para concluir, refiro que a AIMMAP, a maior associação representativa do setor e uma das principais da indústria transformadora nacional, estará, como sempre esteve, envolvida em quaisquer dinâmicas que determinem e potenciem o desenvolvimento das empresas do setor que representa e, consequentemente, do país. Contem connosco para ajudar Portugal a criar riqueza! Muito obrigado. 6 Sexta-feira, 30 de março 2012 FORMAÇÃO PROGRAMA DE FORMAÇÃO – ACADEMIA PME Mais um sucesso para a Melhoria da Gestão das Empresas No passado dia 23 de fevereiro de 2012 terminou a 1ª ação da segunda candidatura do Programa de Formação-Ação da Academia PME, subordinada ao tema “Gestão de Processos Produtivos”. É com extremo orgulho que a AIMMAP em conjunto com o CENFIM - Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, pode reconhecer na sua conclusão os excelentes resultados obtidos pelas empresas nela participantes, tanto ao nível operacional como ao nível económico e financeiro. O programa em causa decorre da candidatura apresentada junto do IAPMEI ao projecto financiado pelo POPH, Eixo 3 Tipologia de intervenção 3.1.1 – Programa de Formação – Ação para PME’s. Esta ação dirigiu-se a empresas com até 100 trabalhadores com um volume de faturação até 50 milhões de Euros, destinando-se, prioritariamente, a empresários. A estrutura da ação constava de workshops em sala e de formação nas empresas. Durante a ação foram realizados 7 workshops com uma duração total de 98 horas, que tiveram lugar no edifício AIMMAP, no Porto. Estes workshops versaram temas tão importantes como “A Gestão de Produção e a Criação de Indicadores de Produção e Financeiros”, “Liderança e Gestão de Equipas de Produção”, “Gestão Comercial”, entre outros. A formação-personalizada, num total de 56 horas por empresa, foi realizada em cada uma das empresas participantes na ação, com o objetivo de implementação de um plano operacional de mudança, no sentido de resolver ou minimizar os problemas, reforçar os pontos fortes e apro- veitar as oportunidades existentes. Este processo de mudança foi concretizado através do desenvolvimento de medidas planeadas pela empresa num Plano de Acção, com vista à concretização dos objectivos definidos em diagnóstico. A ação teve o seu início em 11 de maio de 2011 e terminou a 23 de fevereiro 2012, tendo na mesma participado 13 empresas, com um total de 743 horas de Formação-Personalizada e 1150 horas de formação em sala. Com o termo de mais esta ação a AIMMAP e o CENFIM comprazem-se de ter assim possibilitado mais uma oportunidade de apoio às empresas do setor que servem, e que à data somam já um total de 43 empresas desde que esta iniciativa se iniciou, em 2009. As empresas participantes A. Pacheco Filhos, Lda. – Lousada Antebólicas, Unipessoal, Lda. – Ovar FernandiGondi, Unipessoal Lda. – S. Pedro da Cova FIXUP - Engenharia Lda. - Maia J. Silva & Cª., Lda. – Vila Nova de Gaia Oxisol, Lda. – Gaia Pinho & Timóteo, Lda. – Arouca Reinaldo Cruz, Lda. – Porto Vale & Quintão, Lda. – Famalicão J. Domingues dos Santos, Lda. – Pedorido Ormia, Lda. – Braga Venescape, Lda – Torres Novas Metalomarão, Lda. – Amarante De realçar, por fim, o excelente espírito criado entre todos os intervenientes neste programa: os participantes, o grupo de formadores responsáveis pelo desenvolvimento das ações nas empresas, o apoio obtido a partir do IAPMEI e sobretudo a notável e já sólida parceria gerada entre o CENFIM e a AIMMAP. Entretanto, queremos continuar a prestar um serviço que reconhecidamente tem trazido importantes apoios e resultados às empresas. É assim com enorme satisfação que anunciamos que a próxima ação desta segunda candidatura já teve início no passado dia 6 de março, contando com mais 17 empresas participantes que poderão contar com o nosso empenho de sempre para alcançarem os objetivos a que se propuseram com a sua participação. Jornada de verdadeiro associativismo na AIMMAP No passado dia 06 de março, foi levado a efeito o jantar de encerramento do Programa de Formação Ação Academia PME. A AIMMAP teve o prazer de contar com a presença de todos os protagonistas e responsáveis por este importante evento, programa que tem vindo a adquirir uma importância crescente na execução da estratégia da AIMMAP em proporcionar aos empresários e quadros superiores das empresas suas associadas, as melhores ferramentas de gestão para melhor poderem levar por diante os seus negócios. Durante o jantar em causa, foi patente o notável e genuíno espírito de associativismo vivenciado pelos presentes sendo uma excelente oportunidade para os empresários trocarem impressões, num espírito muito positivo, sobre todos os serviços que a AIMMAP tem desenvolvido no apoio às suas empresas. Não é de mais realçar o espírito gerado entre os empresários e participantes no programa, as sinergias criadas, os princípios de parceria anunciados e o espírito de cooperação que emanou deste jantar festivo e que prova que empresários sérios e empenhados em juntar esforços para melhor poderem enfrentar as dificuldades decorrentes da crise atual podem fazê-lo, com espírito aberto e cooperan- te, criando valor que extravasa para além das próprias fronteiras dos encontros ocasionais. As pertinentes questões colocadas pelos empresários aos diferentes serviços que a AIMMAP coloca à sua disposição, nomeadamente os protocolos obtidos ao nível da energia ou da organização da carteira de seguros ou os apoios em permanência garantidos pelos serviços jurídicos e pelos serviços de apoio ao associado, entre outros, foram verdadeiramente reveladores do interesse e da oportunidade destes temas para as empresas associadas da AIMMAP. De realçar ainda o impacto que teve entre os intervenientes, o anúncio da relevância do posicionamento do Setor Metalúrgico e Metalomecânico Português no contexto da economia nacional. De facto, o setor é atualmente responsável por aproximadamente um terço das exportações da indústria transformadora nacional, tendo registado um índice de crescimento dessas mesmas exportações de 15% em 2011. É o setor que, apesar de todas as dificuldades, maiores garantias dá de sustentabilidade no emprego e o que mais aposta na inovação, na investigação e no desenvolvimento. Resulta ainda desta jornada de verdadeiro associativismo que todos estes indicadores decorrem do esforço das empresas do setor que não regateiam esforços em atuar em associação, e cujos frutos, finalmente, têm vindo a garantir cada vez maior visibilidade. Ficha técnica PROPRIEDADE AIMMAP: Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal Rua dos Plátanos, 197 • 4100-414 PORTO • Tel. 351-226 166 860 • Fax: 351-226 107 473 Director: Aníbal Campos Subdirector: Rafael Campos Pereira Coordenação Gráfica: Cristina Veiga Paginação: Célia César; Flávia Leitão Periodicidade: Mensal Propriedade, Edição, Produção e Administração: AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, em colaboração com o Jornal Vida Económica Distribuição gratuita aos associados da AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal Apoios: Sexta-feira, 30 de março 2012 7 TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL SUBSÍDIO DE DESEMPREGO Através do D.L. n.º 64/2012, de 15 de março, procedeu-se à alteração do regime jurídico do desemprego dos trabalhadores por conta de outrem. Tendo em conta a importância da matéria em causa, justifica-se plenamente que seja aqui publicada uma síntese das questões essenciais agora previstas no diploma. Nesse sentido, destacam-se as seguintes alterações: 1 - Majoração temporária de 10 % do montante do subsídio de desemprego nas situações em que ambos os membros do casal sejam titulares de subsídio de desemprego e tenham filhos a cargo e nos casos de famílias monoparentais, até 31 de dezembro de 2012; 2 - Redução do prazo de garantia para o subsídio de desemprego de 450 para 360 dias; 3 - Redução do montante do subsídio de desemprego de 10% após 6 meses de concessão; 4 - Redução do limite máximo do montante mensal do subsídio de desemprego do triplo do valor do indexante dos apoios sociais (IAS) para duas vezes e meia do valor do indexante dos apoios sociais; 5 - Redução dos períodos de concessão do subsídio de desemprego, salvo algumas excepções, os quais passaram para: a) Beneficiários com idade inferior a 30 anos: i) Com registo de remunerações num período inferior a 15 meses, 150 dias (era de 270 dias); ii) Com registo de remunerações num período igual ou superior a 15 meses e inferior a 24 meses, 210 dias (era de 270 dias); iii) Com registo de remunerações num período igual ou superior a 24 meses, 330 dias (era de 360 dias, com acréscimo de 30 dias por cada cinco anos com registo de remunerações); b) Beneficiários com idade igual ou superior a 30 anos e inferior a 40 anos: i) Com registo de remunerações num período inferior a 15 meses, 180 dias (era de 360 dias); ii) Com registo de remunerações num período igual ou superior a 15 meses e inferior a 24 meses, 330 dias (era de 360 dias); iii) Com registo de remunerações num período igual ou superior a 24 meses, 420 dias (era de 360 dias com registo de remunerações num período igual ou inferior a 48 meses; era de 540 dias, com acréscimo de 30 dias por cada cinco anos de registo de remunerações com últimos 20 anos num período superior a 48 meses); c) Beneficiários com idade igual ou superior a 40 anos e inferior a 50 anos: i) Com registo de remunerações num período inferior a 15 meses, 210 dias (era de 540 dias com registo de remunerações num período igual ou inferior a 60 meses e com idade inferior a 45 anos); ii) Com registo de remunerações num período igual ou superior a 15 meses e inferior a 24 meses, 360 dias (era de 540 dias com registo de remunerações num período igual ou inferior a 60 meses e com idade inferior a 45 anos); iii) Com registo de remunerações num período igual ou superior a 24 meses, 540 dias (era de 540 dias com registo de remunerações num período igual ou inferior a 60 meses e com idade inferior a 45 anos; era de 720 dias, com acréscimo de 30 dias por cada 5 anos de registo de remunerações nos últimos 20 anos; era de 720 dias com registo de remunerações num período igual ou inferior a 72 meses e idade superior a 45 anos; 900 dias com registo de remunerações num período superior a 72 meses, com acréscimo de 60 dias por cada 5 anos de registo de remunerações nos últimos 20 anos); d) Beneficiários com idade igual ou superior a 50 anos: i) Com registo de remunerações num período inferior a 15 meses, 270 dias (era de 720 dias com registo de remunerações num período igual ou inferior a 72 meses); ii) Com registo de remunerações num período igual ou superior a 15 meses e inferior a 24 meses, 480 dias (era de 720 dias com registo de remunerações num período igual ou inferior a 72 meses); iii) Com registo de remunerações num período igual ou superior a 24 meses, 540 dias (era de 720 dias com registo de remunerações num período igual ou inferior a 72 meses; 900 dias com registo de remunerações num período superior a 72 meses, com acréscimo de 60 dias por cada 5 anos de registo de remunerações nos últimos 20 anos). 6 - Criação da possibilidade do pagamento parcial do montante único das prestações de desemprego em acumulação com a continuação do pagamento das prestações de desemprego; 7 - Garantia de que na primeira situação de desemprego subsidiado, ocorrida após a data da entrada em vigor deste diploma – 1 de abril de 2012 –, o beneficiário terá direito ao período de concessão do subsídio de desemprego a que teria direito no dia anterior àquela data, ao abrigo das normas então em vigor. 8 - Nos casos em que o beneficiário tenha direito ao período de concessão do subsídio de desemprego a que teria direito no dia anterior à data de entrada em vigor deste diploma, na primeira situação de desemprego, é garantido que não é aplicado o n.º 2 do art.º 38º na redação dada pelo citado diploma, sendo o período de concessão do subsídio social de desemprego nestes casos igual a metade do período de concessão do subsídio de desemprego inicial a que o beneficiário teve direito. Resta salientar que o diploma acima referido entra em vigor no dia 1 de abril de 2012. Calendário Fiscal Abril 2012 importâncias retidas no mês de março de 2012 a título de imposto. Dia 10 IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado Entrega da Declaração Recapitulativa por transmissão electrónica de dados, pelos sujeitos passivos do regime normal mensal que tenham efectuado transmissões intracomunitárias de bens e/ou prestações de serviços noutros Estados Membros, no mês anterior, quando tais operações sejam aí localizadas nos termos do art.º 6.º do CIVA, e para os sujeitos passivos do regime normal trimestral quando o total das transmissões intracomunitárias de bens a incluir na declaração tenha no trimestre em curso (ou em qualquer mês do trimestre) excedido o montante de 50.000. IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado Sujeitos passivos do Regime Normal de Obrigação Periódica Mensal – envio da declaração periódica com referência ao mês de fevereiro de 2012, bem como dos anexos nela referidos. Pagamento até à referida data do imposto apurado. Segurança Social Envio da declaração, em relação a cada um dos trabalhadores ao serviço, do valor da remuneração que constitui a base de incidência contributiva, os tempos de trabalho que lhe corresponde e a taxa contributiva aplicável, referente ao mês de março de 2012. Dia 20 IRS – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares Entrega nos cofres do estado das importâncias retidas no mês de março de 2012 a título de imposto. IRC – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas Entrega nos cofres do estado das Entrega da Declaração Recapitulativa por transmissão electrónica de dados, pelos sujeitos passivos do regime normal trimestral que tenham efectuado transmissões intracomunitárias de bens e/ou prestações de serviços noutros Estados Membros, no mês anterior, quando tais operações sejam aí localizadas nos termos do art.º 6.º do CIVA e o montante das transmissões intracomunitárias a incluir não tenha excedido 50.000 no trimestre em curso ou em qualquer um dos 4 trimestres anteriores. Imposto Selo Entrega nos cofres do Estado das importâncias retidas no mês de março de 2012 a título de imposto. Dia 30 IRC – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas Entrega da declaração, por transmissão electrónica de dados, para opção pelo regime especial de tributação de grupos de sociedades, nos casos em que o período de tributação coincida com o ano civil. IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado Entrega da Declaração Modelo 1074, em triplicado donde constarão as aquisições efectuadas durante o ano anterior pelos retalhistas sujeitos ao regime de tributação previsto no Artigo 60.º do CIVA. Entrega, por transmissão electrónica de dados, do pedido de restituição IVA pelos sujeitos passivos cujo imposto suportado, no ano civil anterior ou no própio ano, noutro Estado membro ou país terceiro (neste caso em suporte de papel), quando o montante a reembolsar for superior a 400 e respeitante a um período de três meses consecutivos ou, se período inferior, desde que termine em 31 de Dezembro e valor não seja inferior a 50. IRS – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares Entrega da declaração de alterações, pelos sujeitos passivos de IRS que pretendam alterar o regime de determinação do rendimento e que reúnam os pressupostos para exercer essa opção. Entrega da declaração Modelo 3, por transmissão electrónica de dados, pelos sujeitos passivos com rendimentos das categorias A (trabalho dependente) e H (pensões). Entrega da declaração Modelo 3, em suporte de papel, pelos sujeitos passivos com rendimentos das categorias A (trabalho dependente), B (empresariais e profissionais), E (capitais), F (prediais), G (mais valias), e H (pensões). IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis Pagamento da totalidade do Imposto Municipal sobre Imóveis, referente ao ano anterior, se igual ou inferior a 250,00 ou da 1ª prestação, se superior. IUC – Imposto Único de Circulação Liquidação, por transmissão electrónica de dados, e pagamento do Imposto relativo aos veículos cujo aniversário da matricula ocorra no presente mês. (As pessoas singulares poderão solicitar a liquidação em qualquer Serviço das Finanças). 8 Sexta-feira, 30 de março 2012 Nota de Fecho JOÃO GIRÃO Assessor da direção da AIMMAP Das virtualidades do Programa de Formação-Ação Academia PME Como já foi referido noutro local desta edição, terminou no passado dia 23 de fevereiro a primeira ação da Segunda Candidatura ao Programa de Formação-Ação Academia PME. No processo de avaliação final do programa efetuado pelas empresas participantes, foi-se destacando um dado objetivo concreto, indiciador das virtualidades desta metodologia de intervenção a que as empresas vêm aderindo de forma cada vez mais significativa. Tendo-se iniciado a intervenção em maio de 2011, a taxa de desemprego nacional nessa altura rondava os 11,4%. No final da ação, fevereiro de 2012, a taxa de desemprego era já de 13,6%. Todavia, verificou-se, no âmbito global de todas as empresas participantes nesta ação que agora terminou, um acréscimo de 4% no número total de colaboradores empregados durante este período – totalmente ao contrário da evolução do desemprego em termos nacionais. Seria demagógico dizer que foi graças ao programa que isso aconteceu, ou que seria fruto da maior formação adquirida pelos empresários neste programa. Mas o que é certo e irrefutável é que, durante nove meses, foi feita uma observação aprofundada da generalidade das áreas das organizações participantes. Refletimos sobre melhorias nos processos de trabalho, sobre a eliminação de desperdícios e a otimização na organização dos próprios “layouts” operacionais, tirámos conclusões sobre os indicadores financeiros das empresas e sobre as melhores estratégias comerciais para abordar os mercados e criámos condições para o incremento da qualidade nas organizações com a intervenção das equipas de colaboradores. Por outras palavras, focalizámo-nos no negócio. Com isto, encontrámos soluções mais abrangentes, áreas de oportunidade de melhoria, de criação de sinergias, economias de escala e eliminação de desperdício, numa análise com um espetro de intervenção muito mais amplo. Permitimo-nos, deste modo, concluir que uma análise sistemática de gestão focalizada nas áreas críticas do negócio, é portadora de mais valor para a organização, podendo, obviar, limitar ou pelo menos atenuar a decisão sempre difícil de redução do número de colaboradores em áreas onde por vezes ainda não foi feito tudo o que é possível para otimização dos recursos existentes. Assuntos Atuais Iniciativa Blue Competence na indústria europeia de máquinas-ferramenta A indústria europeia de Máquinas-Ferramenta, representada pela CECIMO, lançou uma iniciativa europeia sobre a sustentabilidade: iniciativa Blue Competence das Máquinas-Ferramenta. A indústria de máquinas-ferramenta é o primeiro setor de engenharia mecânica a embarcar numa campanha ampla sobre a sustentabilidade a nível europeu. Os fabricantes de Máquinas-Ferramenta que participam na iniciativa Blue Competence, comprometem-se a otimizar o uso de energia e outros recursos para permitir uma fabricação mais rápida, eficiente e de melhor qualidade nas indústrias consumidoras finais. Martin Kapp, Presidente da CECIMO, afirma: “Esta iniciativa sublinha a vontade dos construtores europeus de MáquinasFerramenta em dar um salto rumo a uma perspetiva de produção melhor e mais ecológica. A tecnologia de produção e equipamentos fornecidos pela indústria de Máquinas-Ferramenta é o fator-chave para o recurso a processos eficientes em todas as outras indústrias transformadoras. Agora, os nossos fabricantes estão a assumir um compromisso firme para alinhar, numa abordagem global, os seus produtos, processos e modelos de negócios em princí- pios de sustentabilidade”. A iniciativa Blue Competence visa estimular uma mudança de mentalidade no setor das máquinas-ferramenta. O princípio subjacente sugere que a indústria constrói cada vez mais a sua competitividade no desempenho ecológico. Isto não representa uma mudança a partir de elementos tradicionais de competitividade, tais como velocidade, precisão ou fiabilidade, mas acrescenta-se a estes pontos fortes um novo elemento nuclear: a “sustentabilidade”. Os fabricantes que começam a operar sob os princípios da iniciativa Blue Competence, concordam em cumprir predeterminados valores ecológicos, económicos e sociais e princípios, enquanto implementam soluções de produção sustentáveis, nas suas fábricas, produtos e negócios com o objetivo de alcançar um fabrico mais ecológico (verde). A iniciativa mantém-se em linha com a evolução das políticas e prioridades da UE. Filip Geerts, Diretor-Geral da CECIMO, afirma: A Blue Competence é sobre ‘competitividade’, ‘ambiente’ e ‘qualidade de vida’. Destaca a contribuição que as Máquinas-Ferramenta e outras indústrias produtivas estão a fazer para a vida económica e social, bem como para a proteção do ambiente. A CECIMO espera que a iniciativa influencie profundamente o negócio e práticas de fabrico no setor, para estimular a inovação técnica e a sensibilização sobre o papel da indústria na condução da sustentabilidade. A Blue Competence é um excelente exemplo de parceria, em que as indústrias trabalham em conjunto para enfrentar os desafios comuns que enfrentamos na Europa”. Informações gerais: A iniciativa Blue Competence é operada pela CECIMO desde fevereiro de 2012. Esta iniciativa é dirigida a empresas de fabricação que produzem máquinas ou subsistemas para o processamento de metais e materiais relacionados na Europa. A indústria chegou a acordo sobre os princípios e procedimentos comuns que as empresas participantes seguirão para al- cançar a redução da utilização de recursos e energia, implementar sistemas de gestão melhorados para o tratamento e reciclagem de resíduos, bem como a implementação dos princípios de sustentabilidade na sua produção. A iniciativa Blue Competence começou na Alemanha, abrangendo toda a indústria mecânica, sendo operada pela VDMA, a Federação Alemã de Engenharia, sobre o mote “Engenharia de um mundo melhor”. Agora a CECIMO levou a iniciativa para o nível europeu e começa a utilizá-la juntamente com as associações nacionais, entre as quais a AIMMAP. A atualidade do setor metalúrgico e metalomecânico www.twitter.com/aimmap www.tecnometal-revista.blogspot.com www.aimmap.blogspot.com