Boletim Informativo da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica
Nº 03 / março 2012 / Suplemento do Jornal Vida Económica
Destaque
pág. II
AIMMAP
Greve geral uma
vez mais não teve
qualquer adesão
no setor metalúrgico
e metalomecânico
Contrato de 30 milhões de euros
METALOCAR
participa
na construção
de 140 edifícios
de habitação social
na Venezuela
Internacionalização pág. IV
Missão empresarial
da AIMMAP ao Peru
FELUGA
Presidente da AIMMAP relembra que o setor
metalúrgico e metalomecânico tem andado
com o país às costas
pág. V
pág. II
pág. V
FELUGA irá liderar
constituição
de sociedade
no médio oriente
Assuntos Atuais
EFAPEL cresce em
Espanha, Angola,
França e Rússia
pág. III
pág. VIII
Iniciativa Blue
Competence
na indústria europeia
de máquinas
ferramenta
Editorial
ANÍBAL CAMPOS
Presidente da Direcção da AIMMAP
A gestão dos fundos do QREN
No início do presente mês de
março estalou mais uma daquelas
incompreensíveis polémicas em que
a política portuguesa continua a ser
pródiga. Desta vez a propósito da
governação do Quadro de Referência
Estratégico Nacional (QREN).
É muito provável que grande parte do
que circulou nos jornais a esse respeito
não fosse rigorosamente verdade. Mas,
ainda assim, subsistem alguns factos
confirmados que obrigam a reflexão.
As empresas portuguesas encontramse numa situação cada vez mais débil,
com graves problemas de tesouraria
e crescentes dificuldades no acesso ao
financiamento.
As notícias mais recentes – e já aqui
denunciadas –, de atrasos nos processos
do reembolso do IVA e de aumento
das dívidas das empresas públicas e
das autarquias locais aos respetivos
fornecedores, agravam ainda mais a
situação líquida das empresas.
Nesse quadro, uma aplicação célere e
consequente dos fundos do QREN
pode e deve contribuir para mitigar as
dificuldades de tesouraria das empresas,
bem como, mais importante ainda,
potenciar a realização de investimentos
muito úteis para a economia
portuguesa.
É pois muito difícil de compreender
que, num contexto como este, o
Governo português se deixe enredar
em verdadeiras guerras de capelinhas
relativamente à distribuição de
competências na gestão dos fundos do
QREN.
Por si só, a situação é lamentável.
Mas mais preocupante ainda é
que, independentemente dessas
questiúnculas internas do Governo,
tenha sido decidido atribuir novos
poderes naquele domínio ao Ministério
das Finanças, com inevitável redução
das competências que cabem ao
Ministério da Economia.
Os fundos do QREN têm como
objetivo essencial a dinamização da
economia. Pelo que a respetiva gestão
deve caber no essencial aos ministérios
com competências nesse domínio e
muito particularmente ao Ministério da
Economia.
Atribuir a liderança na gestão de tais
fundos ao Ministério das Finanças será
tão absurdo como colocar um polícia
de trânsito a coordenar uma corrida de
automóveis.
Bem sabemos que a situação financeira
do país é grave e que justifica uma ação
firme do Ministério das Finanças em
muitos e variados níveis. E no contexto
atual até nem será descabida a ideia
de que o ministério em causa tenha
uma palavra importante na gestão dos
fundos do QREN.
Para além disso, reconhece-se que
o Ministro das Finanças e a sua
equipa têm sido provavelmente os
elementos mais fortes do Governo,
tendo adquirido aos olhos do país
uma imagem forte de credibilidade e
competência.
Não obstante, há limites para a
intervenção do Ministério das Finanças
e será bom que este se fique pelas áreas
que são da sua tutela e que não ceda
à tentação de se intrometer no que
não lhe deve dizer respeito e assim
inibir inevitavelmente o crescimento
económico.
Aliás, este Governo sofre de excesso
de Ministério das Finanças e de défice
de Ministério da Economia. Pelo que
não precisamos de continuar a agravar
esse problema. Pelo contrário, há que
equilibrar a situação em sentido inverso.
Não posso deixar de acrescentar
uma nota sobre a forma com que
aparentemente o Governo dirimiu a
divergência entre os dois ministérios.
Conforme os jornais anunciaram,
foi implementada uma solução
supostamente salomónica através da
criação de uma comissão composta por
7 ministérios e liderada pelas Finanças,
que terá como dever a coordenação de
orientações estratégicas para a utilização
das verbas nacionais de fundos
comunitários e extracomunitários.
Ao que parece, os problemas continuam
a resolver-se em Portugal com
comissões e grupos de trabalho. Vícios
antigos a que nem os mais reformistas
escapam.
Neste caso, a consequência inevitável
não parece boa: mais burocracia,
decisões mais lentas e cada vez menos
agilidade na aplicação dos fundos de
que a nossa economia tanto precisa.
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Sexta-feira, 30 de março 2012
Associados
EFAPEL cresce em Espanha, Angola, França e Rússia
Em 2011, a EFAPEL, associada da AIMMAP e o maior
fabricante nacional de aparelhagem elétrica de baixa tensão, registou forte crescimento
em Espanha, Angola, França e
Rússia, destinos que se destacam num portfólio de 48 países, onde a marca EFAPEL tem
expressão.
A exportação representa cerca de 30 por cento do total da
faturação da EFAPEL que, em
2011, ascendeu a 26,3 milhões
de euros, mais dois por cento
do que em 2010.
Os bons resultados, económicos e financeiros, representam
um aumento de quota de mercado em Portugal e na exportação, tendo como principais
fatores de sucesso: a Qualidade
dos produtos, a relação Qualidade/Preço e o Serviço.
O sucesso da Série de Luxo
LOGUS 90 teve igualmente
um contributo significativo
para a boa performance da mar-
ca, na sua globalidade.
Em 2012, a EFAPEL planeia
investir 64 mil euros na formação dos seus colaboradores
e 800 mil euros em IDI (Investigação, Desenvolvimento e
Inovação). Tem prevista a participação em sete feiras internacionais em cinco países diferentes, a realização de ações de
formação e seminários junto de
clientes estratégicos e, ainda, o
lançamento de novos produtos.
Mantendo a estratégia de patrocínio a grandes equipas desportivas, a EFAPEL continua a
apoiar a equipa de futebol da
Académica de Coimbra e vai
manter-se no ciclismo, desta
vez como patrocinador principal da equipa de ciclismo EFAPEL/GLASSDRIVE.
Consórcio METALOCAR/ELECTROFER assina contrato
de 30 milhões de euros para a Venezuela
No passado dia 13 de março, foi formalmente assinado o contrato entre a LENA
Construções e o consórcio formado entre
Metalocar e Electrofer, para a construção
e montagem de 140 edifícios de habitação
social para o Governo Bolivariano da Venezuela. Deste pacote de mais de uma centena de edifícios de 5 andares, os primeiros
25 deverão ser entregues até setembro.
Os edifícios, em estrutura metálica galvanizada, serão revestidos com painéis de
betão pré-fabricado, cabendo ao consórcio
a responsabilidade da sua montagem. As
garantias de durabilidade e proteção anticorrosiva requeridas pelo dono de obra foram determinantes para a escolha da opção
galvanizada.
Este contrato de longo termo confere à
Metalocar e à Eurogalva – associadas da
AIMMAP –, um importante reforço da
sua carteira de encomendas para os próximos dois anos.
AIMMAP
Mais de 150 pessoas presentes em seminários
promovidos pela AIMMAP sobre legislação laboral
Na sequência do importante acordo
de concertação social outorgado entre o
Governo e os parceiros sociais em janeiro
último, a AIMMAP promoveu no passado mês de fevereiro dois seminários subordinados ao tema “Legislação laboral e
contratação coletiva”.
As referidas sessões tiveram subjacente
o objetivo de contribuir para o esclarecimento dos associados da AIMMAP na interpretação de algumas das mais relevantes matérias acordadas entre os parceiros
sociais em sede de legislação laboral.
Ainda que fosse certo que os diplomas
legais respetivos não haviam sido ainda
publicados, era já possível em Fevereiro
prever quais as principais matérias que
iriam ou virão a ser legisladas em tal âmbito.
Nesse sentido, a direção da AIMMAP
decidiu tomar a iniciativa de promover
a difusão de tais matérias junto dos seus
associados antes mesmo da publicação
do texto definitivo de tais diplomas.
A primeira sessão teve lugar na Sala
Jorge Macedo Casais, no Edifício AIMMAP, no dia 2 de fevereiro, tendo contado com a presença de mais de 100 representantes de empresas filiadas nesta
associação.
Ulteriormente, teve lugar uma segunda
sessão, no Hotel Meliá em Aveiro, na qual
estiveram presentes cerca de 50 representantes de empresas.
Em ambas as sessões interveio como
único orador Gregório da Rocha Novo,
advogado de elevada craveira e diretor da
CIP – Confederação Empresarial de Portugal, o qual tem colaborado inúmeras
vezes com a AIMMAP nos domínios da
contratação coletiva e da legislação laboral.
Tal como sucedeu em ocasiões anteriores, também nestas sessões Gregório da
Rocha Novo cativou as audiências com
intervenções de enorme qualidade académica associada a um muito significativo
espírito prático.
A primeira sessão
teve lugar na Sala
Macedo Casais, no
Edifício AIMMAP, no
dia 2 de fevereiro,
tendo contado com a
presença de mais de
100 representantes de
empresas filiadas nesta
associação
Sexta-feira, 30 de março 2012
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AIMMAP
DIRETOR-GERAL DA VOLSKSWAGEN AUTOEUROPA
António Melo Pires participou em conferência na AIMMAP
O Diretor-Geral da Volkswagen Autoeuropa, António Melo Pires, foi o orador
convidado de mais uma Conferência promovida pela AIMMAP, no âmbito do Ciclo
“Compreender a crise, encontrar soluções”.
A referida sessão teve lugar no Edifício
AIMMAP, Sala Jorge Macedo Casais, no
passado dia 27 de Fevereiro, e contou com a
presença de cerca de 70 associados, os quais
tiveram oportunidade de assistir a uma excelente intervenção por parte de António
Melo Pires.
Os temas principais da referida intervenção foram a produção automóvel em Portugal, uma análise à gestão da mudança na
Volkswagen Autoeuropa e finalmente uma
abordagem àqueles que, na opinião do ora-
dor, serão os eixos de desenvolvimento para
o aumento da competitividade da indústria
nacional.
Neste último domínio, António Melo
Pires enfatizou cinco eixos essenciais: o
aumento da cadeia de valor, a inovação, o
aumento da flexibilidade laboral, a qualificação e capacitação da gestão e a estratégia
logística.
Entre outras ideias chave defendidas em
tal âmbito, o Diretor-geral da VW Autoeuropa sublinhou que a legislação laboral restritiva ainda é condicionante para aumento
da competitividade nacional. E que é urgente um aumento da flexibilidade laboral
para que cada empresa possa “respirar com
os mercados”.
António Melo Pires fez ainda uma referência detalhada à questão do desenvolvimento de fornecedores nacionais como
“global players” da indústria automóvel, o
que é naturalmente um objetivo visado pela
AIMMAP e por um grande conjunto de associados seus que assistiram à conferência.
Num plano diferente, o Diretor-Geral da
VW Autoeuropa, abordando a questão da
estratégia logística, defendeu a interessante
ideia de que a localização geográfica de Portugal pode e deve ser uma vantagem competitiva para as empresas nacionais.
António Melo Pires teve ainda oportuni-
Relacionada com este tema foi abordada
igualmente a questão do aumento da incorporação nacional na produção da Autoeuropa, o que é também um objetivo assumido
pela generalidade dos agentes económicos
nacionais. António Melo Pires lamentou
que a incorporação nacional continue a ser
baixa e deu pistas para que os fabricantes
nacionais possam melhorar em tal domínio:
maior agressividade comercial e focalização
da oferta na inovação. Esses são vetores essenciais para um maior protagonismo da
indústria portuguesa na Autoeuropa.
dade de passar em revista uma série de outras matérias de grande importância para a
generalidade das empresas, tais como, entre
várias mais, a formação profissional, o diálogo social e a internacionalização.
Conforme o Presidente da AIMMAP,
Aníbal Campos, teve oportunidade de sublinhar no encerramento da conferência,
esta foi inequivocamente um sucesso, tendo
propiciado a todos os presentes importantes
contributos para uma boa reflexão a propósito do momento atual da economia portuguesa e mundial.
AIMMAP promoveu fórum sobre “A investigação, desenvolvimento
e inovação no setor metalúrgico e metalomecânico”
No passado dia 15 de março, a AIMMAP
realizou, nas suas instalações, o fórum setorial “A Investigação, Desenvolvimento e
Inovação no Setor Metalúrgico e Metalomecânico” em parceria com a SPI - Sociedade Portuguesa de Inovação, no âmbito da
execução do Projeto “Reinformetal Plus”,
resultado de uma candidatura apresentada
ao Programa Operacional Fatores de Competitividade (QREN).
Na sessão de encerramento esteve presente o presidente da AIMMAP, o qual sublinhou que a ação se desenvolvia no âmbito
da opção estratégica da AIMMAP em apostar na Inovação, Investigação e Desenvol-
vimento como prática fundamental para
a modernização do setor e incremento da
competitividade das empresas a partir da diferenciação ao nível de produtos, processos
e métodos de gestão.
Referiu ainda o facto de a Inovação ser um
dos três eixos estratégicos do atual mandato
da direção da AIMMAP, juntamente com a
Internacionalização e a Formação Profissional. Mencionou também que a AIMMAP
sempre tem defendido a necessidade de
uma política de Inovação verdadeiramente
ajustada s PME, que não se esgote nas atividades de Investigação e Desenvolvimento
e que incida igualmente nos produtos, nos
processos e até mesmo nos sistemas de organização das empresas. Conforme sublinhou
ainda, a AIMMAP tudo tem feito para que
sejam reconhecidos os esforços desenvolvidos diariamente pelas PME nesse sentido,
divulgando e partilhando através dos seus
meios de comunicação boas práticas de empresas verdadeiramente inovadoras.
A ação em apreço contou com as intervençóes de Augusto Medina e Luís Mira
Amaral, os quais abordaram, respetivamente os temas “A IDI no Contexto Empresarial” e “Um Portugal Inovador na Economia Mundial”.
Participaram ainda André Alvarim, com
o tema “Os Sistemas de Incentivo para a
realização de atividades de IDI”, Susana Seabra, com o tema “Gestão de Ideias e Promoção da Criatividade” e Miguel Taborda,
o qual abordou o tema “Gestão de Projetos
de IDI”.
A sessão contou ainda com a presença de
Fernando Sousa, gerente da CEI - Companhia de Equipamentos Industriais, Lda., e
vice-presidente da AIMMAP, o qual apresentou a experiência da sua empresa no
que concerne à aposta feita nas atividades de IDI, as quais deram aliás origem à
certificação nessa área, pela NP 4457.
A ação realizou-se na Sala Jorge Macedo
Casais, no Edifício AIMMAP, tendo contado com cerca de 50 participantes.
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Sexta-feira, 30 de março 2012
AIMMAP
Greve geral uma vez mais não teve qualquer adesão
no setor metalúrgico e metalomecânico
Tal como é sabido, foi convocada para o
passado dia 22 de março, pela CGTP, mais
uma greve geral no país. Não obstante o
empenho dos sindicatos no sentido de que
a greve viesse a merecer adesão por parte
dos trabalhadores, a verdade é que uma vez
mais esta paralisação não teve impacto na
sociedade portuguesa.
A adesão foi francamente baixa e só não
foi ínfima em consequência da perturbação causada pela paragem dos trabalhadores do setor público dos transportes.
No caso específico das empresas do
setor metalúrgico e metalomecânico, tal
como sempre tem sucedido nas paralisações anteriores – sejam gerais, sejam
especificamente convocadas para o setor
metalúrgico e metalomecânico -, esta
nova greve geral redundou num enorme
fracasso.
Esta não é uma mera impressão mas sim
uma conclusão alicerçada em dados concretos. Com efeito, a exemplo do que tem
feito em todas as greves mais recentes, logo
no dia em que esta paralisação se realizou
a AIMMAP procurou avaliar o respetivo o
grau de adesão por parte dos trabalhadores ao serviço das empresas suas associadas.
Para o efeito, auscultou as empresas filiadas e recolheu um conjunto significativo
de respostas suscetível de constituir uma
amostragem altamente fidedigna e credível.
Analisadas as respostas, verificou-se que
o grau de adesão à greve nas empresas filiadas na AIMMAP foi uma vez mais inferior
a 1%, tendo a paralisação passado praticamente despercebida neste tão importante
setor. Este número teria sido ainda menor
no caso de não ter havido greve no setor
dos transportes, a qual motivou que alguns
trabalhadores se hajam visto impedidos de
trabalhar contra a sua vontade.
Esta greve foi francamente incompreensível para a generalidade dos portugueses,
tendo sido certamente por isso que não
mereceu grande adesão. Mas, no caso específico dos trabalhadores das empresas deste
setor, a greve fez ainda menos sentido. Foi
seguramente por isso que, como se constata, a greve passou completamente ao lado
do setor.
Reunião de fevereiro da direção da AIMMAP
Teve lugar no dia 27 de fevereiro mais
uma reunião da direção da AIMMAP, na
qual estiveram presentes o presidente da
direção Aníbal Campos, os vice-presidentes
Rui Ferreira Marques, Susana Pombo, Cristina Bóia, Manuel Braga Lino, Vítor Neves, Elísio Paulo de Azevedo, José Avelino
Marques, Fernando Sousa e António Xará,
e ainda o vice-presidente executivo Rafael
Campos Pereira e a diretora-geral Mafalda
Gramaxo.
Depois de efetuadas as habituais análises
às contas da associação e aos projetos de
parceria em que a mesma se encontra envolvida, a direção analisou o ambiente económico e empresarial do país, tendo sido
registada grande preocupação pelo facto de
o Estado português estar a aumentar o res-
petivo endividamento. A direção lamentou
também que se recomecem a registar atrasos na devolução do IVA às empresas exportadoras, o que se revela mais um fator de
constrangimento à competitividade de tais
empresas. Tais circunstâncias, particularmente quando associadas ao aumento dos
custos de energia e às dificuldades no acesso
ao financiamento bancário, começam a tornar muito difícil a vida das empresas portuguesas em geral.
Foi feito um novo ponto de situação a
propósito do processo de constituição de
uma sociedade comercial de direito brasileiro em São Paulo. Nesse âmbito, a direção
analisou os projetos do plano de negócios
da empresa, da declaração de adesão que as
empresas interessadas deverão subscrever e
ainda do pacto social da sociedade veículo
a constituir em Portugal. Foi deliberado
enviar todos esses documentos às empresas
aderentes. Finalmente, foi decidido que a
sociedade veículo portuguesa seria constituída até ao final de abril e que a sociedade de
direito brasileiro seria criada até ao final do
primeiro semestre do presente ano.
Relativamente à atividade da FELUGA,
foram analisados os principais projetos em
que a referida associação estará envolvida
no presente ano de 2012, destacando-se
nesse âmbito a iniciativa de constituição de
uma sociedade de representação no Médio
Oriente. Esse projeto será liderado pela FELUGA, contará com empresas filiadas na
AIMMAP e na ASIME e será implementado em moldes idênticos ao do projeto da
AIMMAP para o Brasil. O objetivo da direção da AIMMAP é o de que a FELUGA
prepare o projeto no decurso do presente
ano, criando as condições indispensáveis
para que a nova empresa arranque em 2013.
Foi feito um reporte das actividades desenvolvidas por outras entidades participadas pela AIMMAP, tais como a CIP, o CATIM, o CENFIM, a CERTIF, o INEGI e a
PRODUTECH. Nesse contexto, foi dedicada uma atenção mais particular aos casos
da CIP e do CENFIM.
Para além disso, a direção analisou com
detalhe alguns dossiers de importância fundamental para a associação e para o setor
que representa, nomeadamente nos domínios da internacionalização, da contratação
coletiva e do associativismo.
INTERNACIONALIZAÇÃO
O PAÍS QUE MAIS CRESCE NA AMÉRICA DO SUL
Missão empresarial da AIMMAP ao Peru
Foi referido na edição anterior do “Metal”
que a AIMMAP, no âmbito do seu projeto
de internacionalização para o ano de 2012,
apoiado pelo COMPETE, irá levar a efeito
uma missão empresarial à Colômbia. Tal
como então foi também anunciado, essa
missão será organizada em conjunto com
uma outra missão ao Peru.
A exemplo do seu país irmão mais a norte,
também o Peru tem vindo a destacar-se ao
longo dos últimos anos por altíssimas taxas
de crescimento económico e desenvolvimento. E conforme sucede com a Colômbia, verifica-se que o Peru associa esse crescimento à
resolução de graves problemas internos que o
fragilizaram nas décadas anteriores.
É o caso do combate bem sucedido ao terrorismo, o qual não constitui já a ameaça que
durante anos representou para a população e
a economia peruanas.
Atualmente, o Peru é o país sul-americano
cuja economia cresce a maior ritmo. E parece
continuar imparável nesse processo de crescimento, começando entretanto a temperar essa evolução positiva com uma melhor
distribuição dos rendimentos e da riqueza
em geral. Efetivamente, esse esforço estará a
surtir efeitos positivos, sendo de sublinhar a
tal propósito o forte aumento do consumo
interno, sobre o qual se alicerça, aliás, em
grande parte, o aumento reiterado do respetivo produto interno bruto.
No ano de 2011 teve lugar a eleição de
um novo Presidente da República, Ollanta
ALGUNS DADOS SOBRE O PERU
Capital: Lima (8 milhões de habitantes)
Língua oficial: Espanhol
Regime: República unitária
Chefe de Estado: Ollanta Humala
População: 30.000.000 de habitantes
(dados de 2011)
PIB: USD 275.700 milhões (dados de
2010)
PIB per capita: USD 9.000
Moeda: Nuevo sol (PEN)
Fuso horário: UTC – 5
Código de internet: .pe Greve geral uma
vez mais não teve qualquer adesão no
setor metalúrgico e metalomecânico
Código telefónico: + 51
Humala, cujo nome chegou a suscitar alguns
receios a muitos agentes económicos do país.
Não obstante, o certo é que, decorrido
quase um ano desde tal ato eleitoral, pode
afirmar-se já com alguma segurança que
Ollanta Humala tem procurado no essencial
prosseguir as políticas implementadas pelo
seu antecessor Alan Garcia.
A estabilidade política e macroeconómica
do Peru tem sido um dos principais motores do crescimento do país. Nesse sentido, o
primeiro ano de ação governativa de Ollanta
Humala foi muito bem recebido pela economia peruana e pelos investidores internacionais, visto que em nada afetou aquela estabilidade. Consequentemente, estão reunidas
as condições necessárias para que as empresas
portuguesas do setor metalúrgico e metalomecânico possam participar ativamente no
processo de crescimento do Peru.
Não só o consumo se encontra pujante
como os eventuais investimentos se revelam
seguros. Aliás, o mercado peruano começa a
evidenciar também uma apetência crescente
por produtos europeus, muito particularmente por aqueles que casam elevados padrões de qualidade com preços competitivos.
Ora, conforme não nos cansamos de sublinhar, a indústria metalúrgica e metalomecânica portuguesa é seguramente uma das que
melhor conseguem efetuar esse casamento de
qualidade com preço.
Pelo que, naturalmente, esta poderá ser
uma excelente oportunidade para as empresas portuguesas que desejem singrar neste tão
interessante país sul-americano.
Sexta-feira, 30 de março 2012
5
FELUGA
Novas iniciativas da FELUGA
No passado dia 15 de fevereiro teve lugar no Porto uma reunião da direção-geral
da FELUGA – Federação Luso Galaica de
Industriais Metalúrgicos, da qual, conforme é sabido, a AIMMAP é sócia fundadora
em conjunto com a associação homóloga da
Galiza: a ASIME.
Participaram na reunião os 4 membros
da referida direção geral, Javier Martinez,
Rafael Campos Pereira, Mafalda Gramaxo
e Enrique Mallón, os quais prepararam nomeadamente a próxima reunião da Assembleia Geral da FELUGA, a qual terá lugar
no Edifício AIMMAP no próximo dia 30
de março. Para além disso, houve oportunidade para, no decurso da reunião em causa,
se elencarem as principais iniciativas que a
FELUGA irá promover no presente ano de
2012.
Nesse sentido, sem prejuízo de outras
ações, a direção-geral da FELUGA lançou
os primeiros passos daquela que poderá ser
a sua mais significativa obra nos próximos
anos, consubstanciada na constituição num
país do Médio Oriente de uma empresa de
representação dos interesses da metalurgia
e metalomecânica galega e portuguesa. O
projeto em causa será semelhante ao que
a AIMMAP tem em vista implementar no
Brasil já no segundo semestre do presente
ano. Perspetiva a FELUGA que essa iniciativa não só contribuirá para o aumento das
exportações das empresas galegas e portuguesas deste setor nos mercados do Médio
Oriente, como será igualmente mais um
instrumento de aproximação entre as empresas de ambos os lados do rio Minho.
Para além dessa, estão previstas para
2012, entre outras, as seguintes iniciativas:
- Presença na Feira “Navalia”, em Vigo.
- Missão Empresarial a Angola.
- Encontro de diretores de recursos humanos de empresas do subsetor dos fabricantes de componentes para a indústria automóvel.
- Encontros interempresariais Portugal/
Galiza.
Todas estas ações serão discutidas nas
próximas reuniões da Junta Diretiva e da
Assembleia Geral da FELUGA, as quais terão lugar, conforme acima referido, no próximo dia 30 de março.
INOVAÇÃO
FÓRUM SETOR METALÚRGICO E METALOMECÃNICO
INOVAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO
No passado dia 6 de março realizou-se,
no CENFIM, nos parques EDT, em Amarante, o Fórum do Setor Metalúrgico e Metalomecânico “Inovação & Internacionalização”, organizado pela AIMMAP, pelo
CENFIM, pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e pela Câmara Municipal de Amarante.
Aníbal Campos, presidente da direção da
AIMMAP, foi um dos oradores da Sessão de
Abertura do Fórum, a qual contou também
com as presenças do presidente da Câmara
Municipal de Amarante, Armindo Abreu,
do presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, Jorge Magalhães,
e do membro do conselho de administração
do CENFIM, Fernando Sousa.
A Sessão de Encerramento do Fórum
contou ainda com a presença do Presidente
da CIP, António Saraiva.
No Fórum foram abordados diversos temas relacionados com a inovação e a inter-
nacionalização, nomeadamente os sistemas
de incentivos às empresas a tais atividades,
e a articulação entre estes e a inovação nas
empresas, com a intervenção de José Carlos Caldeira, Administrador Executivo do
PRODUTECH. Participou igualmente
na sessão Susana Graça Moura, diretora do
núcleo de Amarante do CENFIM, tendo
apresentado o tema “A Formação Profissional no Setor e na Região.
O Fórum contou ainda com a presença
de responsáveis de duas empresas da região,
as quais apostam decisivamente na inovação
nos âmbito dos respetivos de internacionalização: Élio Sérgio Maia, Administrador
da FAL - Fundição do Alto da Lixa e João
Abreu, da Metalúrgica do Fojo.
Na sessão estiveram cerca de 60 participantes, entre empresários do setor na região
e representantes dos municípios pertencentes à Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.
NO ÂMBITO DO FÓRUM DO SETOR METALÚRGICO E METALOMECÂNICO
Presidente da AIMMAP relembra que o setor metalúrgico
e metalomecânico tem andado com o país ao colo
Na sua intervenção na sessão de abertura do Forum do Setor Metalúrgico e
Metalomecânico, sobre Inovação e Internacionalização, realizado no núcleo
de Amarante do CENFIM, no passado
dia 6 de março, o presidente da direção
da AIMMAP sublinhou a importância
do setor em causa no contexto da indústria portuguesa.
Atendendo à importância das palavras
de Aníbal Campos, transcreve-se em seguida a referida intervenção.
É com grande satisfação que a AIMMAP intervém neste Forum do Setor Metalúrgico e Metalomecânico, especialmente
dedicado aos importantes temas da Inovação e Internacionalização, os quais são,
aliás, dois dos vetores mais emblemáticos
do estado atual do setor em causa.
E é igualmente com o maior gosto que
verificamos o envolvimento da Câmara de
Amarante e da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa nesta iniciativa.
Estamos absolutamente certos de que tal
envolvimento tem todas as condições para
promover o desenvolvimento da economia
local.
Com efeito, a aposta neste setor será sempre um investimento inteligente e suscetível
de gerar dividendos para todos.
Na verdade, este setor é o mais importante e significativo da economia portuguesa.
É de longe o que mais exporta em Portugal, sendo responsável por uma terça parte
das vendas nacionais para o exterior. Em
2011 exportou mais de 12 mil milhões de
euros, tendo registado um crescimento de
mais de 15% relativamente ao ano anterior.
Com um volume de negócios superior a
26 mil milhões de euros, o nosso setor tem
um peso de mais de 18% no PIB português, o que é incomparável com qualquer
outro setor de atividade em Portugal.
Por outro lado, apesar da crise que a todos afeta, o setor metalúrgico e metalomecânico foi uma vez mais, em 2011, criador
líquido de emprego. Foi o único em Portugal em que a criação de postos de trabalho
foi superior ao número de despedimentos.
Mas há ainda um vasto conjunto de outros indicadores relativos a este setor, que
merecem ser sublinhados:
- é o setor que mais investe em Investigação & Desenvolvimento;
- é o setor que mais cresce em Inovação;
- é o segundo setor da indústria transformadora que mais investe em propriedade
industrial;
- é o setor com maior número de empresas certificadas;
- é o setor que apresenta melhor cobertura de formação profissional;
- e é o setor com a maior redução de sinistralidade laboral ao longo dos último anos.
Este setor tem vindo, literalmente, a
transportar o país ao colo nesta fase tão
crítica da economia portuguesa.
Queremos ter condições para o continuar
a fazer e assim contribuir para o enriquecimento do país.
É muito importante que o poder político – desde o Governo central às autarquias
locais –, tenha bem presente a importância
do nosso setor.
E é precisamente pela sua importância
para o desenvolvimento da economia portuguesa que consideramos dever este setor
ser tido em conta em qualquer decisão estratégica por parte do poder público quando se trata de promover e dinamizar a atividade empresarial.
Acresce que este é e sempre foi um setor
livre, independente e autónomo de apoios
públicos, para além de se ter desenvolvido
sem nunca ter sequer beneficiado de proteção face à entrada na União Europeia de
produtos oriundos do oriente.
Preparámo-nos assim para resistir a todas as adversidades e mesmo para continuar a crescer num momento tão difícil como
aquele que o país está a atravessar.
Queremos a constatação de tal facto e
que as empresas deste setor sejam devidamente reconhecidas a todos os níveis pelos
organismos públicos de interface com a indústria e a atividade empresarial.
Apesar de tudo, como sempre fazemos
questão de sublinhar, nunca estivemos à
espera de que outros fizessem por nós o trabalho que nos compete.
Foi precisamente por isso que, ao longo
dos anos, o setor metalúrgico e metalomecânico foi vendo nascer no seu seio algumas
das entidades de suporte à indústria mais
relevantes do país.
Nesse sentido, quero aqui relembrar os
nomes de algumas dessas entidades, das
quais a AIMMAP tem o gosto de ser sido
sócia fundadora.
São entidades que nas suas áreas de intervenção contribuem efetivamente para o
desenvolvimento das empresas e do país.
Pelo que não só merecem ser enaltecidas
como também se justifica que sejam levadas sistematicamente ao conhecimento das
empresas para que estas possam beneficiar
cada vez mais das suas inúmeras valências
e competências.
O CENFIM, o maior e melhor centro
de formação profissional em Portugal, aqui
presente, o qual tem contribuído decisivamente para a formação dos recursos humanos do país;
O CATIM - Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica;
A CERTIF - Associação para a
Certificação, a qual apoia as empresas
numa área decisiva, a certificação;
O INEGI - Instituto de Engenharia Industrial, instituto de interface entre as empresas e a universidade.
E quero ainda referir o grande envolvimento da AIMMAP na PRODUTECH Pólo das Tecnologias de Produção, o qual
integra em conjunto empresas produtoras
e utilizadoras de tecnologias de produção,
criando sinergias efetivas entre ambas e
acrescentando efetivo valor à economia nacional.
Para concluir, refiro que a AIMMAP,
a maior associação representativa do setor
e uma das principais da indústria transformadora nacional, estará, como sempre
esteve, envolvida em quaisquer dinâmicas
que determinem e potenciem o desenvolvimento das empresas do setor que representa
e, consequentemente, do país.
Contem connosco para ajudar Portugal
a criar riqueza!
Muito obrigado.
6
Sexta-feira, 30 de março 2012
FORMAÇÃO
PROGRAMA DE FORMAÇÃO – ACADEMIA PME
Mais um sucesso para a Melhoria da Gestão
das Empresas
No passado dia 23 de fevereiro de 2012
terminou a 1ª ação da segunda candidatura do Programa de Formação-Ação da
Academia PME, subordinada ao tema
“Gestão de Processos Produtivos”.
É com extremo orgulho que a AIMMAP em conjunto com o CENFIM
- Centro de Formação Profissional da
Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, pode reconhecer na sua conclusão os
excelentes resultados obtidos pelas empresas nela participantes, tanto ao nível
operacional como ao nível económico e
financeiro.
O programa em causa decorre da candidatura apresentada junto do IAPMEI ao
projecto financiado pelo POPH, Eixo 3
Tipologia de intervenção 3.1.1 – Programa de Formação – Ação para PME’s.
Esta ação dirigiu-se a empresas com
até 100 trabalhadores com um volume
de faturação até 50 milhões de Euros,
destinando-se, prioritariamente, a empresários.
A estrutura da ação constava de
workshops em sala e de formação nas empresas.
Durante a ação foram realizados 7
workshops com uma duração total de 98
horas, que tiveram lugar no edifício AIMMAP, no Porto.
Estes workshops versaram temas tão
importantes como “A Gestão de Produção e a Criação de Indicadores de Produção e Financeiros”, “Liderança e Gestão
de Equipas de Produção”, “Gestão Comercial”, entre outros.
A formação-personalizada, num total
de 56 horas por empresa, foi realizada em
cada uma das empresas participantes na
ação, com o objetivo de implementação
de um plano operacional de mudança, no
sentido de resolver ou minimizar os problemas, reforçar os pontos fortes e apro-
veitar as oportunidades existentes.
Este processo de mudança foi concretizado através do desenvolvimento de medidas planeadas pela empresa num Plano
de Acção, com vista à concretização dos
objectivos definidos em diagnóstico.
A ação teve o seu início em 11 de maio
de 2011 e terminou a 23 de fevereiro
2012, tendo na mesma participado 13
empresas, com um total de 743 horas de
Formação-Personalizada e 1150 horas de
formação em sala.
Com o termo de mais esta ação a AIMMAP e o CENFIM comprazem-se de ter
assim possibilitado mais uma oportunidade de apoio às empresas do setor que
servem, e que à data somam já um total
de 43 empresas desde que esta iniciativa
se iniciou, em 2009.
As empresas participantes
A. Pacheco Filhos, Lda. – Lousada
Antebólicas, Unipessoal, Lda. – Ovar
FernandiGondi, Unipessoal Lda. –
S. Pedro da Cova
FIXUP - Engenharia Lda. - Maia
J. Silva & Cª., Lda. – Vila Nova de Gaia
Oxisol, Lda. – Gaia
Pinho & Timóteo, Lda. – Arouca
Reinaldo Cruz, Lda. – Porto
Vale & Quintão, Lda. – Famalicão
J. Domingues dos Santos, Lda. –
Pedorido
Ormia, Lda. – Braga
Venescape, Lda – Torres Novas
Metalomarão, Lda. – Amarante
De realçar, por fim, o excelente espírito
criado entre todos os intervenientes neste programa: os participantes, o grupo de
formadores responsáveis pelo desenvolvimento das ações nas empresas, o apoio
obtido a partir do IAPMEI e sobretudo a
notável e já sólida parceria gerada entre o
CENFIM e a AIMMAP.
Entretanto, queremos continuar a prestar um serviço que reconhecidamente tem
trazido importantes apoios e resultados às
empresas. É assim com enorme satisfação
que anunciamos que a próxima ação desta
segunda candidatura já teve início no passado dia 6 de março, contando com mais
17 empresas participantes que poderão
contar com o nosso empenho de sempre
para alcançarem os objetivos a que se propuseram com a sua participação.
Jornada de verdadeiro associativismo
na AIMMAP
No passado dia 06 de março, foi levado a
efeito o jantar de encerramento do Programa
de Formação Ação Academia PME.
A AIMMAP teve o prazer de contar com a
presença de todos os protagonistas e responsáveis por este importante evento, programa
que tem vindo a adquirir uma importância
crescente na execução da estratégia da AIMMAP em proporcionar aos empresários e
quadros superiores das empresas suas associadas, as melhores ferramentas de gestão para
melhor poderem levar por diante os seus negócios.
Durante o jantar em causa, foi patente o
notável e genuíno espírito de associativismo
vivenciado pelos presentes sendo uma excelente oportunidade para os empresários trocarem impressões, num espírito muito positivo,
sobre todos os serviços que a AIMMAP tem
desenvolvido no apoio às suas empresas.
Não é de mais realçar o espírito gerado entre os empresários e participantes no programa, as sinergias criadas, os princípios de parceria anunciados e o espírito de cooperação
que emanou deste jantar festivo e que prova
que empresários sérios e empenhados em juntar esforços para melhor poderem enfrentar
as dificuldades decorrentes da crise atual podem fazê-lo, com espírito aberto e cooperan-
te, criando valor que extravasa para além das
próprias fronteiras dos encontros ocasionais.
As pertinentes questões colocadas pelos
empresários aos diferentes serviços que a
AIMMAP coloca à sua disposição, nomeadamente os protocolos obtidos ao nível da energia ou da organização da carteira de seguros
ou os apoios em permanência garantidos pelos serviços jurídicos e pelos serviços de apoio
ao associado, entre outros, foram verdadeiramente reveladores do interesse e da oportunidade destes temas para as empresas associadas
da AIMMAP.
De realçar ainda o impacto que teve entre
os intervenientes, o anúncio da relevância
do posicionamento do Setor Metalúrgico e
Metalomecânico Português no contexto da
economia nacional. De facto, o setor é atualmente responsável por aproximadamente um
terço das exportações da indústria transformadora nacional, tendo registado um índice
de crescimento dessas mesmas exportações de
15% em 2011. É o setor que, apesar de todas
as dificuldades, maiores garantias dá de sustentabilidade no emprego e o que mais aposta
na inovação, na investigação e no desenvolvimento.
Resulta ainda desta jornada de verdadeiro
associativismo que todos estes indicadores decorrem do esforço das empresas do setor que
não regateiam esforços em atuar em associação, e cujos frutos, finalmente, têm vindo a
garantir cada vez maior visibilidade.
Ficha técnica
PROPRIEDADE AIMMAP:
Associação dos Industriais
Metalúrgicos, Metalomecânicos e
Afins de Portugal
Rua dos Plátanos, 197 • 4100-414
PORTO • Tel. 351-226 166 860 •
Fax: 351-226 107 473
Director: Aníbal Campos
Subdirector: Rafael Campos Pereira
Coordenação Gráfica: Cristina Veiga
Paginação: Célia César; Flávia Leitão
Periodicidade: Mensal
Propriedade, Edição, Produção e
Administração:
AIMMAP - Associação dos Industriais
Metalúrgicos, Metalomecânicos e
Afins de Portugal, em colaboração
com o Jornal Vida Económica
Distribuição gratuita aos associados da
AIMMAP - Associação dos Industriais
Metalúrgicos, Metalomecânicos e
Afins de Portugal
Apoios:
Sexta-feira, 30 de março 2012
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TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL
SUBSÍDIO DE DESEMPREGO
Através do D.L. n.º 64/2012, de 15 de
março, procedeu-se à alteração do regime jurídico do desemprego dos trabalhadores por conta de outrem.
Tendo em conta a importância da matéria em causa, justifica-se plenamente
que seja aqui publicada uma síntese das
questões essenciais agora previstas no
diploma. Nesse sentido, destacam-se as
seguintes alterações:
1 - Majoração temporária de 10 % do
montante do subsídio de desemprego
nas situações em que ambos os membros do casal sejam titulares de subsídio
de desemprego e tenham filhos a cargo e
nos casos de famílias monoparentais, até
31 de dezembro de 2012;
2 - Redução do prazo de garantia para
o subsídio de desemprego de 450 para
360 dias;
3 - Redução do montante do subsídio
de desemprego de 10% após 6 meses de
concessão;
4 - Redução do limite máximo do
montante mensal do subsídio de desemprego do triplo do valor do indexante
dos apoios sociais (IAS) para duas vezes
e meia do valor do indexante dos apoios
sociais;
5 - Redução dos períodos de concessão
do subsídio de desemprego, salvo algumas excepções, os quais passaram para:
a) Beneficiários com idade inferior a
30 anos:
i) Com registo de remunerações num
período inferior a 15 meses, 150 dias
(era de 270 dias);
ii) Com registo de remunerações num
período igual ou superior a 15 meses e
inferior a 24 meses, 210 dias (era de 270
dias);
iii) Com registo de remunerações num
período igual ou superior a 24 meses,
330 dias (era de 360 dias, com acréscimo de 30 dias por cada cinco anos com
registo de remunerações);
b) Beneficiários com idade igual ou
superior a 30 anos e inferior a 40 anos:
i) Com registo de remunerações num
período inferior a 15 meses, 180 dias
(era de 360 dias);
ii) Com registo de remunerações num
período igual ou superior a 15 meses e
inferior a 24 meses, 330 dias (era de 360
dias);
iii) Com registo de remunerações num
período igual ou superior a 24 meses,
420 dias (era de 360 dias com registo de
remunerações num período igual ou inferior a 48 meses; era de 540 dias, com
acréscimo de 30 dias por cada cinco anos
de registo de remunerações com últimos
20 anos num período superior a 48 meses);
c) Beneficiários com idade igual ou superior a 40 anos e inferior a 50 anos:
i) Com registo de remunerações num
período inferior a 15 meses, 210 dias
(era de 540 dias com registo de remunerações num período igual ou inferior a
60 meses e com idade inferior a 45 anos);
ii) Com registo de remunerações num
período igual ou superior a 15 meses e
inferior a 24 meses, 360 dias (era de 540
dias com registo de remunerações num
período igual ou inferior a 60 meses e
com idade inferior a 45 anos);
iii) Com registo de remunerações num
período igual ou superior a 24 meses,
540 dias (era de 540 dias com registo de
remunerações num período igual ou inferior a 60 meses e com idade inferior a
45 anos; era de 720 dias, com acréscimo
de 30 dias por cada 5 anos de registo de
remunerações nos últimos 20 anos; era
de 720 dias com registo de remunerações
num período igual ou inferior a 72 meses e idade superior a 45 anos; 900 dias
com registo de remunerações num período superior a 72 meses, com acréscimo
de 60 dias por cada 5 anos de registo de
remunerações nos últimos 20 anos);
d) Beneficiários com idade igual ou superior a 50 anos:
i) Com registo de remunerações num
período inferior a 15 meses, 270 dias
(era de 720 dias com registo de remunerações num período igual ou inferior
a 72 meses);
ii) Com registo de remunerações num
período igual ou superior a 15 meses e
inferior a 24 meses, 480 dias (era de 720
dias com registo de remunerações num
período igual ou inferior a 72 meses);
iii) Com registo de remunerações num
período igual ou superior a 24 meses,
540 dias (era de 720 dias com registo de
remunerações num período igual ou inferior a 72 meses; 900 dias com registo
de remunerações num período superior a
72 meses, com acréscimo de 60 dias por
cada 5 anos de registo de remunerações
nos últimos 20 anos).
6 - Criação da possibilidade do pagamento parcial do montante único das
prestações de desemprego em acumulação com a continuação do pagamento
das prestações de desemprego;
7 - Garantia de que na primeira situação de desemprego subsidiado, ocorrida
após a data da entrada em vigor deste diploma – 1 de abril de 2012 –, o beneficiário terá direito ao período de concessão
do subsídio de desemprego a que teria
direito no dia anterior àquela data, ao
abrigo das normas então em vigor.
8 - Nos casos em que o beneficiário tenha direito ao período de concessão do
subsídio de desemprego a que teria direito no dia anterior à data de entrada em
vigor deste diploma, na primeira situação de desemprego, é garantido que não
é aplicado o n.º 2 do art.º 38º na redação
dada pelo citado diploma, sendo o período de concessão do subsídio social de
desemprego nestes casos igual a metade
do período de concessão do subsídio de
desemprego inicial a que o beneficiário
teve direito.
Resta salientar que o diploma acima
referido entra em vigor no dia 1 de abril
de 2012.
Calendário Fiscal
Abril 2012
importâncias retidas no mês de março de
2012 a título de imposto.
Dia 10
IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado
Entrega da Declaração Recapitulativa por
transmissão electrónica de dados, pelos
sujeitos passivos do regime normal mensal
que tenham efectuado transmissões
intracomunitárias de bens e/ou prestações
de serviços noutros Estados Membros,
no mês anterior, quando tais operações
sejam aí localizadas nos termos do art.º
6.º do CIVA, e para os sujeitos passivos
do regime normal trimestral quando o
total das transmissões intracomunitárias
de bens a incluir na declaração tenha no
trimestre em curso (ou em qualquer mês
do trimestre) excedido o montante de 50.000.
IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado
Sujeitos passivos do Regime Normal de
Obrigação Periódica Mensal – envio da
declaração periódica com referência ao mês
de fevereiro de 2012, bem como dos anexos
nela referidos. Pagamento até à referida
data do imposto apurado.
Segurança Social
Envio da declaração, em relação a cada
um dos trabalhadores ao serviço, do valor
da remuneração que constitui a base de
incidência contributiva, os tempos de
trabalho que lhe corresponde e a taxa
contributiva aplicável, referente ao mês de
março de 2012.
Dia 20
IRS – Imposto Sobre o Rendimento das
Pessoas Singulares
Entrega nos cofres do estado das
importâncias retidas no mês de março de
2012 a título de imposto.
IRC – Imposto Sobre o Rendimento das
Pessoas Colectivas
Entrega nos cofres do estado das
Entrega da Declaração Recapitulativa
por transmissão electrónica de dados,
pelos sujeitos passivos do regime
normal trimestral que tenham efectuado
transmissões intracomunitárias de
bens e/ou prestações de serviços
noutros Estados Membros, no mês
anterior, quando tais operações sejam
aí localizadas nos termos do art.º 6.º
do CIVA e o montante das transmissões
intracomunitárias a incluir não tenha
excedido 50.000 no trimestre
em curso ou em qualquer um dos 4
trimestres anteriores.
Imposto Selo
Entrega nos cofres do Estado das
importâncias retidas no mês de março de
2012 a título de imposto.
Dia 30
IRC – Imposto Sobre o Rendimento das
Pessoas Colectivas
Entrega da declaração, por transmissão
electrónica de dados, para opção pelo
regime especial de tributação de grupos de
sociedades, nos casos em que o período de
tributação coincida com o ano civil.
IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado
Entrega da Declaração Modelo 1074, em
triplicado donde constarão as aquisições
efectuadas durante o ano anterior pelos
retalhistas sujeitos ao regime de tributação
previsto no Artigo 60.º do CIVA.
Entrega, por transmissão electrónica de
dados, do pedido de restituição IVA pelos
sujeitos passivos cujo imposto suportado,
no ano civil anterior ou no própio ano,
noutro Estado membro ou país terceiro
(neste caso em suporte de papel), quando
o montante a reembolsar for superior a
400 e respeitante a um período de
três meses consecutivos ou, se período
inferior, desde que termine em 31 de
Dezembro e valor não seja inferior a 50.
IRS – Imposto Sobre o Rendimento das
Pessoas Singulares
Entrega da declaração de alterações, pelos
sujeitos passivos de IRS que pretendam
alterar o regime de determinação do
rendimento e que reúnam os pressupostos
para exercer essa opção.
Entrega da declaração Modelo 3, por
transmissão electrónica de dados, pelos
sujeitos passivos com rendimentos das
categorias A (trabalho dependente) e H
(pensões).
Entrega da declaração Modelo 3, em
suporte de papel, pelos sujeitos passivos
com rendimentos das categorias A
(trabalho dependente), B (empresariais e
profissionais), E (capitais), F (prediais), G
(mais valias), e H (pensões).
IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis
Pagamento da totalidade do Imposto
Municipal sobre Imóveis, referente ao ano
anterior, se igual ou inferior a 250,00 ou
da 1ª prestação, se superior.
IUC – Imposto Único de Circulação
Liquidação, por transmissão electrónica de
dados, e pagamento do Imposto relativo aos
veículos cujo aniversário da matricula ocorra
no presente mês. (As pessoas singulares
poderão solicitar a liquidação em qualquer
Serviço das Finanças).
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Sexta-feira, 30 de março 2012
Nota de Fecho
JOÃO GIRÃO
Assessor da direção da AIMMAP
Das virtualidades do Programa
de Formação-Ação Academia PME
Como já foi referido noutro local
desta edição, terminou no passado
dia 23 de fevereiro a primeira ação da
Segunda Candidatura ao Programa
de Formação-Ação Academia PME.
No processo de avaliação final do
programa efetuado pelas empresas
participantes, foi-se destacando um
dado objetivo concreto, indiciador
das virtualidades desta metodologia
de intervenção a que as empresas
vêm aderindo de forma cada vez mais
significativa.
Tendo-se iniciado a intervenção em
maio de 2011, a taxa de desemprego
nacional nessa altura rondava os
11,4%. No final da ação, fevereiro de
2012, a taxa de desemprego era já de
13,6%.
Todavia, verificou-se, no âmbito
global de todas as empresas
participantes nesta ação que agora
terminou, um acréscimo de 4%
no número total de colaboradores
empregados durante este período –
totalmente ao contrário da evolução
do desemprego em termos nacionais.
Seria demagógico dizer que foi graças
ao programa que isso aconteceu, ou
que seria fruto da maior formação
adquirida pelos empresários neste
programa.
Mas o que é certo e irrefutável é
que, durante nove meses, foi feita
uma observação aprofundada
da generalidade das áreas das
organizações participantes.
Refletimos sobre melhorias nos
processos de trabalho, sobre a
eliminação de desperdícios e a
otimização na organização dos
próprios “layouts” operacionais,
tirámos conclusões sobre os
indicadores financeiros das
empresas e sobre as melhores
estratégias comerciais para abordar
os mercados e criámos condições
para o incremento da qualidade nas
organizações com a intervenção das
equipas de colaboradores. Por outras
palavras, focalizámo-nos no negócio.
Com isto, encontrámos soluções
mais abrangentes, áreas de
oportunidade de melhoria, de
criação de sinergias, economias de
escala e eliminação de desperdício,
numa análise com um espetro de
intervenção muito mais amplo.
Permitimo-nos, deste modo,
concluir que uma análise sistemática
de gestão focalizada nas áreas
críticas do negócio, é portadora
de mais valor para a organização,
podendo, obviar, limitar ou pelo
menos atenuar a decisão sempre
difícil de redução do número de
colaboradores em áreas onde por
vezes ainda não foi feito tudo o
que é possível para otimização dos
recursos existentes.
Assuntos Atuais
Iniciativa Blue Competence na indústria europeia
de máquinas-ferramenta
A indústria europeia de Máquinas-Ferramenta, representada pela CECIMO,
lançou uma iniciativa europeia sobre a sustentabilidade: iniciativa Blue Competence
das Máquinas-Ferramenta. A indústria de
máquinas-ferramenta é o primeiro setor
de engenharia mecânica a embarcar numa
campanha ampla sobre a sustentabilidade
a nível europeu.
Os fabricantes de Máquinas-Ferramenta
que participam na iniciativa Blue Competence, comprometem-se a otimizar o uso
de energia e outros recursos para permitir
uma fabricação mais rápida, eficiente e de
melhor qualidade nas indústrias consumidoras finais.
Martin Kapp, Presidente da CECIMO,
afirma: “Esta iniciativa sublinha a vontade
dos construtores europeus de MáquinasFerramenta em dar um salto rumo a uma
perspetiva de produção melhor e mais ecológica. A tecnologia de produção e equipamentos fornecidos pela indústria de
Máquinas-Ferramenta é o fator-chave para
o recurso a processos eficientes em todas as
outras indústrias transformadoras. Agora,
os nossos fabricantes estão a assumir um
compromisso firme para alinhar, numa
abordagem global, os seus produtos, processos e modelos de negócios em princí-
pios de sustentabilidade”.
A iniciativa Blue Competence visa estimular uma mudança de mentalidade no
setor das máquinas-ferramenta. O princípio subjacente sugere que a indústria constrói cada vez mais a sua competitividade
no desempenho ecológico. Isto não representa uma mudança a partir de elementos
tradicionais de competitividade, tais como
velocidade, precisão ou fiabilidade, mas
acrescenta-se a estes pontos fortes um novo
elemento nuclear: a “sustentabilidade”.
Os fabricantes que começam a operar
sob os princípios da iniciativa Blue Competence, concordam em cumprir predeterminados valores ecológicos, económicos e
sociais e princípios, enquanto implementam soluções de produção sustentáveis, nas
suas fábricas, produtos e negócios com o
objetivo de alcançar um fabrico mais ecológico (verde). A iniciativa mantém-se em
linha com a evolução das políticas e prioridades da UE.
Filip Geerts, Diretor-Geral da CECIMO, afirma: A Blue Competence é sobre
‘competitividade’, ‘ambiente’ e ‘qualidade
de vida’. Destaca a contribuição que as
Máquinas-Ferramenta e outras indústrias
produtivas estão a fazer para a vida económica e social, bem como para a proteção
do ambiente. A
CECIMO espera que a iniciativa influencie
profundamente
o negócio e práticas de fabrico
no setor, para
estimular a inovação técnica e
a sensibilização
sobre o papel
da indústria na
condução
da
sustentabilidade.
A Blue Competence é um excelente exemplo de parceria, em que as indústrias trabalham em conjunto para enfrentar os desafios comuns que enfrentamos na Europa”.
Informações gerais:
A iniciativa Blue Competence é operada
pela CECIMO desde fevereiro de 2012.
Esta iniciativa é dirigida a empresas de fabricação que produzem máquinas ou subsistemas para o processamento de metais e
materiais relacionados na Europa.
A indústria chegou a acordo sobre os
princípios e procedimentos comuns que
as empresas participantes seguirão para al-
cançar a redução da utilização de recursos
e energia, implementar sistemas de gestão
melhorados para o tratamento e reciclagem de resíduos, bem como a implementação dos princípios de sustentabilidade na
sua produção.
A iniciativa Blue Competence começou
na Alemanha, abrangendo toda a indústria
mecânica, sendo operada pela VDMA, a
Federação Alemã de Engenharia, sobre o
mote “Engenharia de um mundo melhor”.
Agora a CECIMO levou a iniciativa para
o nível europeu e começa a utilizá-la juntamente com as associações nacionais, entre
as quais a AIMMAP.
A atualidade do setor metalúrgico e metalomecânico
www.twitter.com/aimmap
www.tecnometal-revista.blogspot.com
www.aimmap.blogspot.com
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METALOCAR participa na construção de 140 edifícios de habitação