R E V I S TA
Cooperação para a Competitividade Empresarial
N.º 3 | TRIMESTRAL
A COOPERAÇÃO EMPRESARIAL
NA MACRO REGIÃO DO
NORDESTE PENINSULAR
MACRO-REGIÃO DO
SUDOESTE EUROPEU
“RESOE”
A INTERIORIDADE NO
TEMPO E NO ESPAÇO
Pág. 8
Pág. 15
Pág. 18
NOTA DE ABERTURA
Em primeiro lugar, gostaria de enaltecer e
saudar a grande visão dos principais mentores desta
feliz e inédita parceria promovida pelas associações
empresariais dos Distritos de Bragança, Vila Real,
Guarda e Castelo Branco, neste momento em que surge
o terceiro número da revista “Coopetir”.
Numa economia cada vez mais globalizada,
competitiva e concorrencial, esta rede de cooperação
para a competitividade empresarial, constituída no
âmbito de uma candidatura apresentada ao sistema de
incentivos às acções colectivas do Compete, sendo cofinancida pelo QREN E FEDER, representa uma
verdadeira lufada de ar fresco pelas sinergias e pelas
competências que gera para um extenso território do
interior.
Na verdade, não é muito comum e muito
habitual agregar vontades e unir projectos, numa
sociedade como a nossa, onde impera ainda uma
cultura de individualismo e de pequenos interesses.
Em segundo lugar, salientaria igualmente as
janelas de oportunidade que se podem abrir através da
criação de redes de cooperação, em matéria de
dinamização e promoção das economias regionais
desta importante fachada Ibérica.
Esta corrida de fundo, caracterizada por
desafios, estratégias e dinâmicas de desenvolvimento
regional sustentável, cuja estafeta também me cabe
agora a mim transportar, com o mesmo empenho e
dedicação de quem me antecedeu na presidência do
Nerba, terá que premiar com um lugar no pódio do
sucesso, toda uma grande equipa que se encontra
focada e se esforça no dia a dia em prol de um objectivo
comum.
Em terceiro e último lugar, sublinho aquele que
deve ser o principal objectivo de qualquer rede de
cooperação pública ou privada: a criação de valor. Quer
dizer, sensibilizar os diversos agentes para a
importância da cooperação e da criação de redes e
parcerias estratégicas é fundamental, mas tal não
passa de um pequeno detalhe perante o objectivo
principal de em conjunto fazermos alguma coisa com
impacto directo na actividade das nossas instituições e
no desenvolvimento das regiões onde elas estão
inseridas.
Só com boas lideranças, visão e
responsabilidade moral trilharemos o caminho do
futuro, que há-de ser aquilo que cada um de nós quiser
que seja.
Camões, um dos nossos maiores poetas
deixou-nos esta frase, embora lapidar e sintética, mas
de grande significado e alcance, “ Um Rei fraco faz fraca
a forte gente”.
Eduardo Malhão
Presidente do Nerba
COOP | 3
ÍNDICE
6
ENCONTRO IBÉRICO DE
COOPERAÇÃO EMPRESARIAL
5
L’ARTIGIANO IN FIERA
A COOPERAÇÃO EMPRESARIAL TRANSFRONTEIRIÇA NA
MACRO REGIÃO DO NORDESTE PENINSULAR: POTENCIALIDADE E DESAFIOS
8
12
INOVAÇÃO
15
MACRO-REGIÃO DO SUDOESTE EUROPEU “RESOE”
18
A INTERIORIDADE NO TEMPO E NO ESPAÇO
23
FACTORY PLAY, LDA. - Bragança
25
GRANITOS RIBEIRO, LDA. - Vila Pouca de Aguiar
28
PABI - PRODUTOS ALIMENTARES DA BEIRA INTERIOR, S.A.
30
32
PARQUE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO
ROTEIRO GASTRONÓMICO
Edição e Coordenação:
NERBA - Associação Empresarial do Distrito de Bragança
Paginação e Impressão:
Bringráfica - Indústrias Gráficas, Lda.
COOP | 4
34
Colaboração:
NERBA - Associação Empresarial do Distrito de Bragança
NERCAB - Associação Empresarial da Região de Castelo Branco
NERGA - Associação Empresarial da Região da Guarda
NERVIR - Associação Empresarial da Região de Vila Real
Adriano Moreira
ADSI
José Adriano (IPB)
José de Barros
Silva Peneda
Periodicidade:
Trimestral
Tiragem:
4000 exemplares
Distribuição:
Gratuita
Depósito Legal:
99877/96
FEIRA DE MILÃO
L’Artigiano in Fiera
16º MOSTRA MERCADO INTERNACIONAL
DE ARTESANATO MILÃO - ITÁLIA
O NERBA - Associação Empresarial da Região de
Bragança, em parceria com NERVIR – Vila Real, NERGA Guarda e NERCAB – Castelo Branco, participou, no âmbito
do projeto COOPETIR -
Cooperação para a
Competitividade Empresarial, na Feira L'Artigiano in Fiera
- 16ª Mostra Mercado Internacional de Artesanato, que
decorreu em Milão, Itália entre os dias 3 a 11 de Dezembro
de 2011.
Esta participação teve por objetivo promover o espaço
geográfico do interior norte e centro de Portugal e dos seus
produtos junto de mercados com elevado potencial.
Foram realizadas sessões de apresentação do território,
direcionadas para as suas principais produções, mostras e
provas de degustação de produtos.
L’Artigiano in Fiera
16º MOSTRA MERCADO INTERNACIONAL DE ARTESANATO MILÃO - ITÁLIA
APOIO
N E R V I R
PARCEIROS
Associação
Empresarial
UNIÃO EUROPEIA
Núcleo Empresarial da Região de Bragança
Fundo Europeu
de Desenvolvimento Regional
COOP | 5
SEMINÁRIO
Encontro Ibérico de Cooperação Empresarial
Bragança, 16 de Novembro de 2011
Dando cumprimento a um dos objetivos traçados no
encontro realizado em Bragança no mês de Maio, entre as
organizações empresariais de Bragança e Léon, teve lugar no
último dia 16 de Novembro, nas instalações do CEB/NERBA
um Encontro Ibérico de Cooperação Empresarial.
Esta ação, promovida pelo NERBA, em colaboração
com a ACISB, Turismo do Porto e Norte de Portugal, Câmara
Municipal de Bragança e do CEL – Círculo Empresarial de León,
no âmbito do projeto Coopetir – Cooperação para a
Competitividade Empresarial, teve como objetivo aprofundar
as relações comerciais e de investimento com empresas e
entidades dos sectores da indústria, comércio e turismo.
Programa:
15h00 | Conferência em Plenário
A cooperação empresarial transfronteiriça na Macro Região do Nordeste Peninsular:
potencialidades e desafios - Dr. José Albino da Silva Peneda | Presidente do CES |
Conselho Económico e Social
16h30 | Conclusões dos Grupos de trabalho - Indústria | Comércio e Serviços |
Turismo
16h30 | Encerramento
Dr. Sérgio Silva Monteiro | Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e
Comunicações
O Encontro contou ainda com a presença do
Presidente do Conselho Económico e Social, José Albino da
Silva Peneda que fez uma abordagem às Potencialidades e
Desafios da Cooperação empresarial transfronteiriça na
Macro Região do Nordeste Peninsular e com o Secretário de
Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações,
Sérgio Silva Monteiro que fez o encerramento da Sessão
COOP | 6
NERBA
AO SERVIÇO DAS EMPRESAS E DA REGIÃO
Senhor(a) Empresário(a):
Ser sócio do NERBA, é antes de mais lutar pelos seus interesses, reivindicar os seus direitos e contribuir para o
desenvolvimento da sua empresa e da nossa região.
No atual contexto de elevada incerteza, em que grandes desafios se levantam às empresas, só juntos poderemos ser
mais fortes.
Faça-se sócio. Participe e faça ouvir a sua voz!
Conheça algumas das vantagens de ser sócio do NERBA:
Acesso privilegiado a informação; Preferência na participação em projetos, Feiras e outras ações organizadas
pelo NERBA; Integração em redes de cooperação empresarial; Apoio a projetos de internacionalização;
Organização de Planos de estágios; Desenvolvimento de processos de RVC; Descontos na participação e entrada
gratuita em Feiras organizadas pelo NERBA; Descontos no aluguer de instalações; Apoio em processos de
recrutamento e seleção, Qualificação e Formação de RH.
Ao tornar-se sócio NERBA poderá obter ainda dupla filiação na AIP – Associação Industrial Portuguesa, sem
qualquer custo adicional e usufruir de um vasto conjunto de regalias.
Junte-se a nós!
NERBA – Associação Empresarial do Distrito de Bragança
Alto das Cantarias – Saída Sul | 5300-107 Bragança
T: +351 273 304 630 | F: +351 273 312 018
E: [email protected] | W: www.nerba.pt
COOP | 7
POTENCIALIDADE E DESAFIOS
A COOPERAÇÃO EMPRESARIAL TRANSFRONTEIRIÇA NA MACRO REGIÃO DO NORDESTE
PENINSULAR: POTENCIALIDADE E DESAFIOS
“Numa região em que a hemorragia demográfica é a pior debilidade de
todas, o Projeto COOPETIR – Cooperação para a Competitividade
Empresarial é um bom exemplo do caminho que deve ser seguido para
contrariar esta tendência, para que a Região ganhe urbanidade,
atratividade e notoriedade.”
___________________________________________________
José Albino da Silva Peneda
Presidente do CES (Conselho Económico e Social)
Presidente da FRAH (Fundação Rei Afonso Henriques)
A
ideia de que os decisores políticos geriam um
dado território, delimitado por fronteiras
físicas, pertence definitivamente ao passado.
Hoje, mais do que divisão o conceito de fronteira é de
união.
Embora a vizinhança entre os dois povos peninsulares
tenha potenciado, ao longo da história, mais
conflitualidade do que aproximação, isso não foi
impeditivo de, em certo momento, ter existido um
entendimento através dum Tratado, o de Tordesilhas,
em que os dois impérios dividiram entre si o mundo em
duas metades, para concretizarem as suas estratégias
expansionistas.
Há que reconhecer aos olhos de hoje que se tratou de
uma atitude superiormente inteligente da qual
beneficiaram os dois países e que de certo modo
marcaram, não só as suas histórias, mas também a
história do Mundo. O Tratado de Tordesilhas foi o
primeiro acto de cooperação transfronteiriça.
Com a adesão simultânea à União Europeia aconteceu
um novo reencontro. Para além das consequências
políticas que a adesão à União Europeia arrastou,
nomeadamente no compromisso pela observância dos
valores associados à democracia, liberdade,
solidariedade, respeito pelo Estado de direito e de
igualdade de tratamento perante a lei e a justiça,
COOP | 8
aconteceu também uma certa libertação das
empresas, que levou a que as relações entre os dois
países ganhassem um grande impulso, nomeadamente
quanto ao acréscimo das relações comerciais.
Evolução do peso das exportações para Espanha no
total das exportações Portuguesas:
Ano
1960
1973
2000
2010
%
1%
2,2 %
20,1 %
27,2 %
Aconteceu o mesmo com as importações provenientes de
Espanha que hoje representam 36,4% das nossas
importações, quando antes da adesão esse valor não
chegava sequer a 1%!
Em pouco mais de trinta anos a Espanha passou de uma
situação de insignificância como cliente e fornecedor
de Portugal para ser hoje o maior parceiro comercial,
quase duplicando as suas exportações para o nosso
país, que hoje são superiores às que a Espanha coloca
em toda a América Latina!
Também nas regiões da raia se verifica uma notável
POTENCIALIDADE E DESAFIOS
evolução no relacionamento económico.
As trocas comerciais nestas regiões representam
actualmente mais de 40% das exportações portuguesas
para a Espanha e mais de 30% das compras que
Portugal faz a Espanha.
Ainda como resultado da adesão dos dois países à
União Europeia muitas coisas aconteceram.
Assim, a nova programação financeira dos fundos
estruturais da União Europeia para 2007-2013 veio
ajudar a reforçar o papel da cooperação, ao consagrar a
chamada “Cooperação Territorial Europeia” como uma
das prioridades da União Europeia.
Até 31 de Maio de 2010 (últimos dados que disponho)
e para a Região do Norte tinham sido aprovados, pelas
instâncias oficiais competentes, 64 projetos
respeitantes á área de cooperação com a Galiza no
montante de cerca de 95 milhões de euros e 31
projetos na área de cooperação com Castela - Leão no
valor de 37 milhões de euros.
Entretanto, a União Europeia começou a incentivar a
criação de Agrupamentos Europeus de Cooperação
Territorial. Sobre isto quero dizer que quando se
multiplicam iniciativas deste género corre-se o risco da
dispersão e até muitas vezes de um tipo de competição
doentia que, em vez de criar valor, destrói valor e, por
isso, andaram bem as autoridades das regiões
fronteiriças do Norte de Portugal ao procurar
enquadrar toda a cooperação transfronteiriça, nos três
agrupamentos existentes.
Até aqui concluo três coisas.
Primeiro, nestas regiões tem havido uma hemorragia
demográfica que a não ser estancada, pode criar a
maior das dificuldades ao processo de
desenvolvimento sustentável e duradouro.
Segundo, tem havido uma dinâmica clara entre as
regiões transfronteiriças marcada pela proximidade
entre os dois países da Península, especialmente após a
adesão à União Europeia.
Terceiro, estamos perante um enorme potencial que
resulta do ainda número de residentes e do nível de
riqueza produzida.
·
Portugal vende hoje mais para a Galiza do que
para o Reino Unido, a Itália ou a Holanda. Se
considerarmos a Galiza isoladamente esta região é o
5º maior cliente de Portugal!
·
Um terço das empresas portuguesas que estão
instaladas em Espanha optam por fazê-lo nas
regiões transfronteiriças, com especial destaque
para a Galiza, onde estão presentes cerca de 50
empresas portuguesas.
·
Castela Leão conta com 15 empresas
espanholas com capitais portugueses, merecendo
destaque a presença da Sonae Indústria, um dos
maiores produtores do mundo de painéis derivados
da madeira, com quatro empresas na região.
·
Cerca de 30% do total das empresas
espanholas com capitais portugueses estão
localizadas nas regiões transfronteiriças.
.
Quando olhamos para a produção de riqueza
dos dois lados da fronteira verificamos que
qualquer das regiões espanholas é mais rica que as
portuguesas. Apresentam um PIB per capita
superior a 20 mil euros, enquanto as regiões do lado
de Portugal se situam nos 12/13 mil euros.
.
Em relação à média do respectivo país e ainda
em termos de riqueza produzida, tanto a Galiza
como Castela – Leão estão mais próximas da média
nacional de Espanha. A Galiza está com 86% da
média nacional, enquanto Castela – Leão está com
97%. As regiões Norte e Centro de Portugal estão
apenas pouco acima de 80% da média nacional.
.
Nas quatro regiões a que nos estamos a referir
residem mais de 11 milhões de pessoas, 5 milhões
nas duas regiões de Espanha e um pouco mais de 6
milhões nas regiões Norte e Centro de Portugal.
Trata-se de um total que é um pouco maior do que a
população residente em Portugal. Nas quatro
regiões vive 21% da população da Península Ibérica!
Perante esta conclusão a pergunta impõe-se. O que
fazer?
A primeira recomendação que me apetece fazer é que
se deve continuar a cooperar trabalhando soluções e
metodologias que, em conjunto, possam contribuir
para a criação de valor e de emprego produtivo para as
regiões dos dois lados da fronteira.
A segunda tem a ver com a seriedade e verdade. Sem
seriedade e verdade não há cooperação que resista. A
COOP | 9
POTENCIALIDADE E DESAFIOS
não haver seriedade, a confiança entre as partes vai-se
deteriorando e daí até à indiferença e à ruptura é um
pequeno passo. E todos sabemos que perdida a
confiança num parceiro é muito difícil voltar a recuperála.
Nos tempos actuais a verdade e a realidade é que
podem ser factores mobilizadores para a subida dos
níveis de confiança. Eu sei que trabalhar em conjunto
dá mais trabalho e mais canseiras mas é a forma que
possibilita ir mais longe.
A terceira tem a ver com um factor que pode ajudar a
uma cooperação com resultados – o recato. Resistir a
anúncios de projectos ou iniciativas sem se ter
assegurado todos os meios que permitem a sua
concretização deve ser a postura adequada porque, a
não ser assim, podem surgir factores imponderáveis
que fazem com que as ideias anunciadas se esboroem
como castelos de areia e isso só provoca perda de
credibilidade nas instituições e nas pessoas que as
dirigem.
A quarta é o resultado da constatação que vivemos
num mundo de interdependências que são cada vez
mais intensas. Interdependências financeiras, de
mercados, de processos de produção, etc.
A cooperação transfronteiriça não dispensa, por isso, o
funcionamento em rede com outras instituições e
poderes, mesmo que se localizem fora das regiões
cooperantes.
A quinta tem a ver com o facto dos centros de decisão
política serem apenas mais um entre vários centros de
decisão que com eles interagem nos processos de
concepção e implementação de políticas públicas. Nos
nossos dias os governos têm a noção de que a
legitimidade democrática dada pelo voto precisa de ser
complementada com formas de diálogo e de consulta
com as várias instituições, nomeadamente de carácter
regional.
A cooperação com regiões dos dois lados da fronteira
potencia aspectos de valorização política que têm de
ser aproveitados e, no caso concreto, beneficiam de um
aliado de muito peso, a Comissão Europeia. Fala-se na
revisão do QREN. Ora aí está uma oportunidade para
tentar modificar algum tipo de prioridades de modo a
serem obtidos mais meios financeiros para as regiões
transfronteiriças a serem aplicados em projectos que
criem riqueza e emprego.
COOP | 10
Outro aspecto muito relevante que pode condicionar a
cooperação transfronteiriça é a acção dos governos
centrais, porque a acção ou a não acção dos governos
centrais pode beneficiar ou prejudicar a atitude dos
cooperantes.
Tomemos como exemplo da acção do governo
português o facto de estar previsto na Proposta de
Orçamento de Estado para 2012, o fim das isenções
fiscais nos investimentos feitos nas zonas do interior do
país.
Em termos de receita orçamental trata-se seguramente
de um valor pequeno, mas esta decisão, a ir para a
frente, significa acabar com o muito pouco que existe
em termos de discriminação positiva a favor das terras
do interior.
É difícil de perceber e ainda é mais difícil de aceitar,
porque uma decisão como esta transmite o pior dos
sinais, o sinal do abandono, o sinal da quebra de
solidariedade das regiões mais ricas para com as mais
pobres e o sinal de que as políticas públicas não
parecem ter nada a ver com a situação das terras do
interior do país.
O Conselho Económico e Social a que presido chamou
no Parecer sobre o Orçamento de Estado aprovado em
Novembro, sem qualquer voto contra, a atenção para
este facto.
Não se pode encarar os problemas do
desenvolvimento do interior sem políticas públicas
orientadas para esse objectivo. A busca de mais
coesão regional e social não se obtém através do
funcionamento do mercado. Receio bem que esta
ideia não seja hoje muito clara nos processos de
decisão política.
Gostaria de falar de uma ideia que é um exemplo da não
acção por parte do governo central de Portugal e que
penso que ganharia sentido em ir para a frente, no
enquadramento da reforma do aparelho do Estado,
com a anunciada eliminação e fusão de serviços
públicos.
A ideia tem a ver com a transferência de serviços da
administração central de Lisboa para outras cidades
incluindo, naturalmente, as localizadas no interior.
Porque é que tudo que é sede nacional de serviço
público tem de estar localizado em Lisboa? Porquê?
POTENCIALIDADE E DESAFIOS
A outra condicionante: O Euro
Há uma condicionante que
influencia a acção dos cooperantes
e que não podemos ignorar. Tem a
ver com a crise da zona euro.
A fragilidade e a
desorientação que os dirigentes
europeus têm dado mostras na
gestão dos problemas da zona euro
afectam todas as economias e de
forma muito mais sensível as que
são mais débeis, como é o caso das
regiões do Norte e Centro de
Portugal, Galiza e Castela Leão.
Por vezes confunde-se
crise da zona euro com crise do
euro como moeda. Essa comparação não é correcta. O
euro, como moeda, está bem, desde logo pela
estabilidade da taxa de câmbio que apresenta há muito
tempo.
Se analisarmos os valores médios dos principais
indicadores da zona euro, como seja balança de
transações correntes, dívida, deficit orçamental e taxa
de desemprego a zona euro apresenta melhores
resultados do que, por exemplo, os Estados Unidos o
Japão e até o Reino Unido. A crise do euro não tem
assim nada a ver com a moeda em si, mas com o facto de
ela ter sido criada apenas na base de uma perna, a
política monetária.
O projecto europeu sempre se baseou na base
do equilíbrio e da liberdade. Estes princípios não podem
deixar de estar presentes num novo modelo de
governação económica em que solidariedade e coesão
devem caminhar lado a lado na base dum processo de
cooperação, que tenha em atenção as diferenças entre
Estados membros.
nossas regiões. A mudança desejável obriga à
mobilização de muitas e diferentes ideias e será da
interacção entre elas que as coisas poderão melhorar.
A criação de novas ideias vive da colaboração
saudável e sem temor e eu tenho a consciência que no
nosso caso as coisas não são fáceis, desde logo porque
parece que sofremos de uma espécie de falta de
confiança crónica nas relações interpessoais.
Esta é mais uma razão para que se reforce a
cooperação transfronteiriça.
A história ensina-nos que a Península Ibérica
construiu o seu sucesso na base da informação. Foi o
domínio da informação dos mares, das grandes massas
de terra e da forma de percorrer grandes distâncias
com segurança que possibilitou o sucesso dos nossos
países.
A história parece estar a repetir-se.
Temos que pensar mais europeu e, nesse
sentido, compreender que a disciplina fiscal não pode
ser imposta ao ponto de por em causa o crescimento
económico.
Uma só ideia não mudará os nossos países nem as
COOP | 11
INOVAÇÃO
JOSÉ ADRIANO GOMES PIRES
Pró-Presidente do Instituto
Politécnico de Bragança
para o Empreendedorismo
As empresas vivem um novo paradigma de competitividade que,
seguramente, vai induzir num processo selectivo, muito semelhante ao
apresentado por Charles Darwin, relativamente à selecção natural das
espécies. As empresas que conseguirem sobreviver no quadro do actual
contexto socio-económico deverão apresentar-se no futuro muito mais
fortes enquanto que, as empresas menos aptas, simplesmente,
desaparecerão.
Para sobreviver neste contexto competitivo, as empresas para além de
eficientes ”Doing the right things” têm, sobretudo que ser eficientes, “Doing
the things right”, ou seja : Não basta tomar iniciativas e atingir objectivos,
mas, sobretudo, concretizá-los da forma mais rápida, barata e adequada.
A década de 90 realçou a noção da Qualidade. As empresas na busca
da eficiência apostaram nos processos de certificação de qualidade,
apoiados na família das normas ISO 9001, como forma de ganharem
notoriedade junto do mercado, ao mesmo tempo que aproveitaram a
oportunidade para melhorar os seus processos internos e sistematizar um
conjunto de práticas eficientes.
Neste momento, os desafios tendo em vista a sobrevivência no
quadro do processo natural de selecção empresarial vão mais além da
qualidade. A qualidade deixou de ser uma meta para passar a ser uma
característica de qualquer empresa de sucesso. Hoje, a qualidade deve ser
natura à empresa ou seja deve incorporar a própria génese da empresa. As
empresas que não procederem desta forma deverão ter muita dificuldade
de resistência ao processo de selecção natural que agora recai sobre os
ambientes de negócios, como resultado da crise económica e financeira que
se vive.
As novas metas e os novos desafios assentam agora nos processos
de Inovação. O termo Inovação tal como é apresentado na 3ª edição do
Manual de Oslo, e no conjunto de normas portuguesas de IDI, a referir: a NP
4456:2007, a NP 4457 2007, a NP 4458 2007 e a NP 4461 2007, define-se da
seguinte forma: “Inovação corresponde à implementação de uma nova ou
significativamente melhorada solução para a empresa, novo produto,
processo, método organizacional ou de marketing, com o objectivo de
reforçar a sua posição competitiva, aumentar o desempenho, ou o
conhecimento”
De acordo com a definição proposta, a Inovação pode ser encarado
na perspectiva de um processo que assenta em três dimensões:
1. O objecto de inovação, que pode ser a criação de um novo produto,
serviço, prática organizacional ou estratégia de marketing;
2. A tipologia de inovação: que pode ser do tipo radical ou incremental;
As inovações radicais apresentam-se como algo inexistente, sem
paralelo, e que surge para dar resposta a uma necessidade, antes
inexistente no mercado, rompendo, desta forma, com os
paradigmas vigentes. As inovações do tipo incremental, assentam,
por norma, em produtos que já existem e são posteriormente
subvertidos, alterados ou adaptados para fazer face a novas e
específicas necessidades do mercado.
3. O processo de inovação: que assenta por norma em três grandes
grupos de actividades, vulgarmente designadas por I+D+I ou,
simplesmente, IDI.
COOP | 12
INOVAÇÃO
Em termos lógicos, os processos de inovação
s e q u e n c i a m - s e n a s fa s e s d e i nv e s t i ga ç ã o,
desenvolvimento e inovação. A fase de desenvolvimento
constitui o momento da materialização do objecto
inovador e, por norma, refere a construção de um
protótipo, uma instalação piloto, um conceito de
marketing ou uma nova abordagem organizacional. É
nesta fase que se pretende proceder à validação do
objecto de inovação, em termos operacionais e
funcionais, efectuando-se a denominada prova de
conceito.
Qualquer que seja o objecto de inovação, este só é
considerado como tal se tiver interesse comercial e for
direccionado para uma determinada necessidade,
latente ou eminente de mercado, não tendo, no entanto,
que ser necessariamente um sucesso de vendas.
O interesse do objecto inovador, independentemente do
seu valor comercial, pode residir também no seu registo
ou licenciamento, nomeadamente por recurso aos
esquemas de patentes e modelos de utilidade tratandose de invenções no domínio Industrial.
Mas, o rótulo de empresa inovadora não é algo que
esteja apenas ao alcance de um grupo restrito de
organizações. Qualquer empresa, pode aspirar a ser
considerada inovadora, desde que se proponha
estabelecer de forma sistematizada um conjunto de
práticas inovadoras conforme estabelecido na Norma NP
4457:2007. De acordo com esta norma as organizações
inovadoras podem ser divididas em dois grandes
grupos:
· As que desenvolvem processos de inovação, ou
seja aquelas que desenvolveram inovações por
si só, em colaboração com outras firmas, ou
organizações públicas de investigação,
· As que adoptam inovações, ou seja aquelas
que incorporam resultados e práticas
inovadoras desenvolvidas no exterior.
A NP 4457:2007 estabelece um sistema de gestão para
lidar com ambas. Contudo, a certificação de acordo com
a esta norma implica que a organização demonstre que
desenvolve inovação, ou seja exclui organizações que
apenas demonstram que adoptam inovações.
Na sequência de projectos inovadores, ou de
investigação científica, surgem normalmente projectos
empreendedores. O exemplo que se relata de seguida
constitui um testemunho disso mesmo.
No Instituto Politécnico de Bragança foi
desenvolvido um processo de investigação, no âmbito da
tese de doutoramento do autor, do qual resultou uma
Spin-Off, denominada RuralNet e que constitui um
excelente exemplo de uma Inovação Organizacional do
tipo Radical.
As Inovações Organizacionais resultam, por norma, em
novas formas e abordagens para a concretização de um
determinado serviço e são vulgarmente comercializadas
sob a forma da prestação de serviços de consultoria.
O Modelo de Negócio Ruralnet resultou da
associação de dois conceitos do domínio empresarial,
nomeadamente as Redes de Cooperação e o ecommerce com o objectivo de melhorar a
competitividade dos pequenos produtores da região por
via de uma revisão do seu processo comercial à luz das
novas tecnologias de informação.
O Projecto RuralNet, como qualquer outro
projecto de e-commerce, possibilitou a prestação de um
serviço misto B2B “Business to Business” e B2C “ Business
to Consummer”, promovendo a criação de um canal de
distribuição alternativo, para a comercialização de
produtos e bens alimentares de elevada qualidade e
excepção. Na sequência deste projecto foram prestados
serviços de consultoria a empresas congéneres e foi
registada a marca RuralNet.
Este projecto arrancou em Novembro de 1998 e
em Dezembro de 1999, com todas as restrições
existentes à data, nomeadamente pouca confiança nos
meios de pagamento electrónico, poucos utilizadores de
internet, já tinha satisfeito 454 encomendas para todo o
território nacional, conforme demonstrado nas figuras
seguintes.
Enc.
Grande Porto
Grande Lisboa
Local
Nacional
Internacional
TOTAL
%
Nichos de Mercado
Grande Porto
32
7,0%
131
28,9%
112
24,7%
Grande
Lisboa
Local
156
34,4%
Nacional
23
5,1%
454
100,0%
Internacional
Figura 1. Mercado da RuralNet, com um ano de serviço.
A par da sua vertente comercial, a Spin-Off
RuralNet teve, ainda, o mérito de: Promover a
competitividade das pequenas empresas
transformadoras do mundo rural, por via da abertura de
novos canais para escoamento de produtos; Promover a
adopção das novas tecnologias de informação ao nível
das pequenas e médias empresas rurais; Evidenciar as
potencialidades de um novo modelo de organização
cooperativo, suportado por tecnologias de informação;
Formar os empresários e quadros administrativos no
âmbito dos novos serviços de comunicações, em suma:
Preparar as empresas rurais para a Sociedade da
Informação.
COOP | 13
RESOE
A História da nova Macro-Região:
A política europeia de desenvolvimento regional ter-seá iniciado em 1975, com a criação do Fundo Europeu de
Desenvolvimento Regional, ERDF. Esta política viria a
ser reforçada com a adesão conjunta de Portugal e da
Espanha à Comunidade Económica Europeia (CEE), em
1986. O Acto Único, em 1987, viria reforçar aquelas
políticas procurando esbater as disparidades entre as
diversas regiões e, sobretudo, reduzir as diferenças com
as regiões menos favorecidas. Com o Tratado de
Maastricht reforçam-se as políticas de coesão
económica e social e é criado o Fundo de Coesão, do
qual irão beneficiar particularmente Portugal e a
Espanha.
No início dos anos 90 surgia o primeiro programa
INTERREG para reforçar a cooperação transfronteiriça,
muito centrado em infra-estruturas.
JOSÉ ANTÓNIO BARROS
Presidente da AEP
-Associação Empresarial de Portugal
MACRO-REGIÃO DO
SUDOESTE EUROPEU
“RESOE”
Em 1994 aparecia o programa INTERREG II, no qual
novas formas de cooperação transfronteiriça foram
incluídas. Seguiu-se o programa INTERREG III, a partir
de 2000, visando fortalecer a coesão e a cooperação
transfronteiriças entre a Região Norte de Portugal e a
Galiza.
A Xunta de Galicia e a Região Norte de Portugal
constituíram uma Comunidade de Trabalho, em 31 de
Outubro de 1991. Em 24 de Fevereiro de 2006
procedeu-se à adaptação dos seus conteúdos ao
disposto no Tratado entre o Reino de Espanha e a
República Portuguesa sobre cooperação
transfronteiriça entre Instâncias e Entidades
Territoriais, assinado em Valência no dia 3 de Outubro
de 2002. Por seu turno, a Junta de Castilla y León e a
Região Norte de Portugal têm vindo a desenvolver as
suas actividades de cooperação através de uma
Comunidade de Trabalho constituída em Bragança, em
19 de Janeiro de 2000. Em 27 de Janeiro de 2009
procedeu-se à adaptação dos seus conteúdos ao
disposto no referido Tratado de Valência.
COOP | 15
RESOE
Na sequência destes acordos, e com o objectivo de
favorecer e de aumentar a cooperação entre aquelas
três regiões, agora na perspectiva das macro-regiões
europeias, reunidos em Valladolid, em 17 de Setembro
de 2010, os Presidentes da Xunta de Galicia, da Junta de
Castilla y Léon e da CCDRN acordaram constituir um
organismo sem personalidade jurídica, a Macro-Região
“Regiões do Sudoeste Europeu”, adiante denominada
abreviadamente por “RESOE”.
As especiais relações, históricas, culturais e de
vizinhança existentes entre Galicia, Castilla y León e a
Região Norte de Portugal têm permitido estabelecer
múltiplos e sólidos laços entre aquelas Comunidades de
Espanha e a Região Norte de Portugal. Castilla y León,
Galicia e a Região Norte de Portugal partilham a
fronteira entre Espanha e Portugal e esta situação
geográfica constitui um dos aspectos comuns que
caracterizam as respectivas identidades regionais.
Tendo sido convidados a participar nas primeiras
reuniões sobre este tema, na CCDRN, em 28 de
Dezembro de 2010, e em 24 e 25 de Janeiro de 2011, a
Associação Industrial do Minho e a AEP deram-se de
imediato conta da importância desta nova organização
europeia, designadamente pela capacidade de
concorrer aos fundos comunitários, no horizonte do
novo Quadro Comunitário 2014 / 2020.
De imediato, foi promovida uma reunião na sede da
AEP, no Porto, na qual participaram os Presidentes de
todas as grandes associações da Região Norte, a AEVC
(Viana do Castelo), a Associação Comercial de Braga, a
AIMinho (Braga e Viana), o NERBA (Bragança), o
NERVIR (Vila Real) e até o NERGA (Guarda) que, apesar
de formalmente estar já na Região Centro, foi por todos
reconhecido como parceiro essencial e interessado,
pela sua importância e localização geográfica face à
região espanhola de Castilla y Léon.
Nessa reunião debateram o interesse em conjugar os
seus esforços para o desenvolvimento de projectos de
interesse para o bem comum e deliberaram mandatar o
Presidente da AEP para representar todos nos contactos
subsequentes. Decidiram, ainda, passar a reunir
mensalmente, por rotação, na sede de cada uma destas
associações, para desenvolver o seu relacionamento e
analisar os desenvolvimentos desta problemática
COOP | 16
tendo, em reunião posterior, em Viana de Castelo,
deliberado constituir um grupo informal, o Fórum das
Associações Empresarias do Norte – FAEN, para este
efeito.
Recorde-se que existem já as Macro-Regiões do Báltico
e do Danúbio, criadas com diferentes objectivos, mas
visando a mesma finalidade, e foi recentemente criada
a Macro-Região Adriático-Jónica, com idêntica
finalidade.
Como se verifica na figura, a nossa Macro-Região (cor
violeta) é ainda muito pequena, e seria importante que
ganhasse maior dimensão e escala, anexando outras
regiões, as Astúrias e a Cantábria, em Espanha, a região
Centro de Portugal, Pointou-Charentes, a Aquitânia do
Sul, a Bretanha e até a Baixa Normandia, em França, a
Irlanda e a própria Grã-Bretanha (South West).
Os Presidentes das três Regiões signatárias da RESOE
acordaram ainda solicitar às instâncias competentes o
aumento dos fundos comunitários destinados à
cooperação territorial, tendo como referência os
montantes disponíveis durante a última década do
século XX, visando algumas áreas onde foram já
detectados interesses comuns, a saber: Economia e
Indústria; Educação, Universidades e Investigação;
Âmbito laboral; Ambiente; Cultura e Turismo;
Transportes e Logística.
Na sequência dos estudos e propostas acima referidos,
resultantes da acção dos grupos de trabalho que foram
constituídos para o efeito, em 21 de Fevereiro reunimos
RESOE
(AEP, NERBA e NERGA) com a CECALE – Confederação
das Organizações Empresariais de Castela-Leão, tendo
constatado que o tema era bem conhecido, havia já
reuniões em curso com o governo autónomo de
Castela-Leão, e onde percebemos que o interlocutor
mais bem posicionado na Galiza era a CEGConfederação de Empresários da Galiza. Nesta reunião
deliberámos solicitar de imediato três reuniões com os
Presidentes dos governos das três Regiões subscritoras
da RESOE, Juan Vicente Herrera, de Castilla y Léon,
Alberto Nunes Feijó, da Galicia e Carlos Lage, da CCDRN.
Em Valladolid, foi explicada a vontade da liderança
política do projecto, embora acolhendo com interesse
as nossas propostas e apoio. Nesta reunião ficou
absolutamente claro que os 6 temas estavam já
distribuídos, sem qualquer dúvida, pelas três regiões
interessadas, tendo Castela Leão ficado com 1.
Economia e Indústria e 2. Transportes e Logística.
Finalmente, em 3 de Março, reunimos em Santiago de
Compostela, com a CEG-Confederação de Empresários
da Galiza.
Assim, os Presidentes das Confederações Empresarias
da Galiza (CEG) e de Castela Leão (CECALE), D. Antonio
Fontenla e D. Jesús Maria Terciado, e o Presidente da
AEP, José António Barros, foram recebidos, no dia 21 de
Março, pelo Presidente da CCDRN – Região Norte, Dr.
Carlos Lage, acompanhado pela Vice-Presidente
Professora Doutora Ana Teresa Lehmann, no Porto; no
dia 30 de Março, em Valladolid, pelo Presidente da
Junta de Castela Leão, D. Juan Vicente Herrera,
acompanhado pelo Conselheiro Provincial da
Economia; e no dia 1 de Abril, em Santiago de
Compostela, pelo Presidente da Junta da Galiza, D.
Alberto Nunes Feijó, acompanhado pelo Conselheiro da
Presidência, D. Alfonso Rueda, e pelo Conselheiro da
Economia.
Em Santiago de Compostela, com o Presidente Alberto
Nunes Feijó e o Conselheiro da Presidência Alfonso
Rueda, foi igualmente confirmado que os 6 temas
estavam já distribuídos, ficando para a Galiza o tema 3.
Universidades e Investigação e 4. Emprego, Relações e
Mobilidade Laboral, e, para o Norte de Portugal, os dois
temas restantes, 5. Cultura e Turismo e 6. Ambiente e
Energia.
Nesta reunião foi, ainda, confirmada uma afirmação
feita na reunião de Valladolid, que o projecto da RESOE
tinha sido formalmente apresentado em Bruxelas, dois
dias antes, pelo Conselheiro Alfonso Rueda, em nome e
em representação das três regiões, ou seja, da RESOE,
que nos relatou a reunião. O seu principal interlocutor
foi um Comissário Europeu, da Letónia, que participou
na elaboração do projecto da macro-região do Báltico,
e, portanto, favorável ao nosso projecto. Foi referido
que a nossa Macro-Região era ainda muito pequena, e
seria importante que ganhasse maior dimensão e
escala, anexando outras regiões, as Astúrias e a
Cantábria, em Espanha, a região Centro de Portugal,
Pointou-Charentes, a Aquitânia do Sul, a Bretanha e até
a Baixa Normandia, em França, a Irlanda e a própria
Grã-Bretanha.
Foi referido que, no horizonte de 2014 – 2020 os fundos
comunitários centrar-se-ão fundamentalmente nas
novas macro-regiões, e em grandes projectos
transversais, estando fora do horizonte os apoios
comunitários a pequenos projectos ou regionais, como
no actual modelo. E que a Europa não teria espaço para
mais de 5 ou 6 macro-regiões.
Foi, ainda, discutida a situação do Arco Atlântico, em
desmembramento pelo desinteresse manifesto do
Reino Unido, e que a nossa macro-região poderia ser a
resultante do Arco Atlântico, englobando as regiões
atrás referidas, e com o peso político de quatro ou cinco
estados europeus, em vez de apenas Portugal e
Espanha.
Assim, em todas as reuniões foi consensual a urgência
do alargamento, em Portugal, à região Centro, pelas
razões acima, alargamento que é bem visto pelos
espanhóis. Sem este alargamento e sem a desejável
adesão de outros estados membros da EU, França,
Irlanda e até, talvez, o Reino Unido, o futuro da RESOE
poderá estar seriamente comprometido ou, pelo
menos, a sua capacidade de lobbying, na concorrência
pelos fundos estruturais, no horizonte de 2014 – 2020,
estará fortemente diminuída, com consequências
gravosas para as três regiões até agora envolvidas, o
Norte de Portugal, a Galiza e Castela Leão.
COOP | 17
DESTAQUE
ADRIANO MOREIRA
Presidente do Instituto de Altos Estudos da
Academia das Ciências de Lisboa
Presidente do Conselho Geral da
Universidade Técnica de Lisboa
A INTERIORIDADE NO
TEMPO E NO ESPAÇO
Este tema da interioridade, no tempo e no
espaço, começa por exigir alguma atenção ao
estatuto do próprio país, na cena internacional,
antes de podermos meditar sobre os efeitos desse
condicionamento nas regiões nacionais.
Começando portanto pela circunstância de
Portugal, agora envolvido no globalismo
multifacetado dos nossos tempos, recordaremos
que o qualificativo mais generalizado, que
acompanhou o processo de adesão à Europa, foi o de
o considerar um país periférico.
Parece difícil conciliar o conceito de periferia
com o de globalismo, e talvez devamos admitir que
tal conceito teve mais que ver, restritiva e
excessivamente, com uma visão liberal da economia
europeia, do que com o fenómeno novo da
interdependência global em todas as áreas do
relacionamento que continuou a ser chamado
internacional.
Em primeiro lugar recordarei que o processo
da Europa em formação, ainda hoje de contornos
incertos, começou por atingir Portugal com a
desmobilização do Império Euromundista, ao preço
de uma guerra de catorze anos, e esgotamento do
conceito estratégico nacional secular.
Inevitavelmente, quando, em curto prazo, a
Ordem definida juridicamente pela Carta da ONU foi
substituída pela Ordem dos Pactos Militares – NATO
e VARSÓVIA –, Portugal foi envolvido por esta nova
definição em termos muito afastados do conceito de
periferia, porque o Atlântico Norte se tornou o teatro
estratégico geográfico principal da defesa ocidental,
e as responsabilidades atlânticas portuguesas
exigiram um comprometimento exigente e
fundamental.
“Começando portanto pela circunstância
de Portugal, agora envolvido no globalismo
multifacetado dos nossos tempos, recordaremos
que o qualificativo mais generalizado, que
acompanhou o processo de adesão à Europa, foi o
de o considerar um país periférico.”
Depois da queda do Muro de Berlim, o tufão
em que se traduz a crise económica e financeira
nesta entrada no III Milénio, acompanhada pelo
turbilhão do Mediterrâneo e pela deslocação da
COOP | 18
DESTAQUE
fronteira da pobreza para o Norte desse Mar que
ameaça transformar-se em cemitério, atingiram tão
severamente o nosso território e o nosso povo, que a
periferia não é seguramente a definição geográfica
mais apropriada.
É com Portugal no centro de uma complexa
soma de desafios, e não em situação periférica, que a
nova interioridade tem de ser avaliada.
O traço mais saliente e marcante dessa
interioridade, moldada pelo turbilhão do III Milénio,
é que, tratando-se de um povo que viveu longamente
afastado dos padrões de vida europeia, teve
certamente uma aproximação importante a tais
padrões depois da Revolução de 1974, mas
aconteceu-lhe estar agora abrangido pela fronteira
da pobreza que, no século passado, que foi ontem, os
Relatórios anuais do PNUD colocavam ao Sul do Sara,
e formalmente incluíram nos Objectivos do Milénio.
Não apenas considerarmos altamente
comprometida a possibilidade de tais objectivos do
Milénio serem cumpridos, porque o financiamento
anunciado e prometido não é compatível com a crise
financeira actual, como a nova fronteira exigirá
razoavelmente uma redefinição de tais objectivos
para considerar exigências novas dos povos
mediterrânicos.
“É com Portugal no centro de uma complexa
soma de desafios, e não em situação periférica, que
a nova interioridade tem de ser avaliada.”
É esta condição emergente e premente da
geografia da pobreza que torna evidente a
necessidade de avaliar, com profundidade e
criatividade, se o objectivo de uma estratégia
governativa de resposta, se deve concentrar em
reparar o sistema que levou à catástrofe actual, ou
organizar um novo sistema que aprenda a evitar os
erros do credo do mercado que levou à crise global
em que nos encontramos.
Até esta data, as intervenções são de ordem
contabilística, colhendo recursos fiscais onde faltam
recursos para o desenvolvimento sustentado, este à
espera de que a ciência da economia de mercado
comece a escrever um capítulo inovador da
economia da pobreza, porque entre esta e
interioridade existe uma coincidência de fronteiras
com desvios apenas ocasionais.
Uma das consequências seculares da
interioridade pobre foi a emigração, quer interna que
continua a dirigir-se para a orla marítima, quer
externa para destinos que foram crescendo de
importância: o Brasil, os EUA, a Europa
designadamente durante a guerra do Ultramar, e
menos a própria África quando ainda em regime
colonial.
Mas essa emigração foi de gente pouco
qualificada, partindo de um país marcado pelo
analfabetismo, e que tinha no serviço militar
obrigatório um instrumento importante de
alfabetização, profissionalização, e de civismo.
Depois do 25 de Abril, a diversidade da rede
pública e privada, universitária e politécnica, é
indiscutível que cresceu exponencialmente, mas
faltou aceitar o conceito de rede nacional para que a
racionalização fosse integral, e para que a
multiplicação de centros de ensino pelo interior
tivessem uma planificação eficaz, de modo a que,
agredindo a passividade local, despertasse
iniciativas, fixação das criatividades, crescimento
económico.
Esta falta de conceito governativo, mais
fiados os responsáveis no que chamaram as novas
caravelas que vinham da Europa, do que na
necessidade de fabricar aqui as caravelas, fez com
que o despovoamento não parasse, com que o
conceito estratégico de reserva alimentar nacional
fosse esquecido, com que desaparecesse a frota de
pesca, e definhasse a agricultura. Com a
consequência inquietante e dramática de que a crise
económica e financeira veio encontrar muitas das
unidades de ensino em situação financeira
d ef i c i tá r i a , s e m q u e a e co n o m i a te n h a
correspondido ao esforço, mas ainda com uma
novidade inquietante; é que a emigração, cuja última
forma importante ficou chamada emigração a salto,
foi substituída pela emigração dos melhores para os
países mais ricos ou em crescimento visível. Este
facto traduz-se em se acentuar uma ameaça ao
desenvolvimento sustentado de qualquer país
pobre: ter o técnico, precisar do técnico, e não ter
emprego para o técnico.
COOP | 19
DESTAQUE
O despovoamento tradicional da
interioridade, que era causado pela partida de
a comunidade viveu dispersa, e o seu número é
incerto.
“O despovoamento tradicional da
interioridade, que era causado pela partida de
homens com poucas habilitações e deixava o interior
entregue à responsabilidade das viúvas de homens
vivos que asseguravam a retaguarda, é agora
fortalecido pelos melhores que procuram em
diferentes paragens um futuro aceitável.”
Mas o que não é incerto é que ou a leitura dos
livros santos assegura a paz, ou o fanatismo terá difícil
convívio com a democratização. A tese do choque das
civilizações, que a ONU procura remeter para os
arquivos em nome do respeito recíproco, e não da
simples tolerância, ganha de novo uma relevância
que só agrava as condições anárquicas do
Mediterrâneo, que enfraquece o projecto da
Euráfrica solidária, que acentua a difícil problemática
da coexistência entre os princípios da democracia
ocidental e os dogmatismos muçulmanos. E que
alerta os governos europeus para a eventual
exigência de reorganizar os orçamentos para
responder à imprevisibilidade da situação.
Porque o civismo e o amor ao país e às
pequenas pátrias que são as terras de origem, não
admitem passividade perante uma moldura tão
desafiante, tentarei enumerar algumas tarefas
inadiáveis:
COOP | 20
1)
As finanças do Estado, exigem certamente
uma contabilidade exigente, mas ao serviço
de uma economia que saiba lutar contra a
pobreza;
2)
O fortalecimento do civismo, que exige uma
defesa prévia dos valores da maneira
portuguesa de estar no mundo, não consente
complacência com o relativismo,
confundindo tolerância com respeito;
3)
Nesta questão dos valores está a urgência de
implantar, entre os melhores, a decisão de
ficar e não a de imigrar;
4)
A implantação do conceito de reserva
DESTAQUE
estratégica alimentar, obriga a que todos os
recursos de uma agricultura desprotegida
COOP | 21
EMPRESA
- Origem da empresa. Como surgiu?
Principais produtos/serviços da empresa?
Mercados?
Entrevista com
PEDRO SANTOS
Sócio-Gerente
A empresa Factory Play, Lda surge em 2005
no seguimento da empresa Animalogia, Lda, que
após anos de experiência em eventos tanto em
Portugal como em Espanha denota a necessidade de
um produto de qualidade na área dos insufláveis de
diversão para o mercado Europeu.
Aproveitando todo o know-how da empresa
Animalogia, surge o projecto de uma fábrica de
Insufláveis em Bragança direcionado para a
exportação de produtos insufláveis principalmente
para Espanha e França.
Sendo que as principais áreas de negócio são:
Insufláveis diversão para empresas de eventos,
feirantes e parques temáticos
Insufláveis publicitários
Design e concepção Parques temáticos
Tematização de Parques diversões
Sinalética e decoração 3D
Quanto aos principais mercados destacamos
desde logo a Espanha e a França, Itália, Alemanha, o
médio oriente e o norte de África.
- Qual o segredo do sucesso?
Acreditamos que a nossa postura
profissional, know-how e imagem forte estão na base
de grande parte do nosso sucesso, de salientar que
somos a marca de referência na Europa em termos de
inovação e desenvolvimento de produto.
Todos estes factores aliados a um
atendimento personalizado de todos os nossos
clientes e uma equipa de trabalho dinâmica
permitiu-nos criar uma marca de elevada
credibilidade e notoriedade.
- No futuro, quais são os próximos passos da
empresa?
De momento a empresa tem em mãos uma
estratégia muito ambiciosa que passa pela
introdução do nosso produto em novos mercados
espalhados pelos cinco continentes até 2014,
projectando a nossa marca para o mundo inteiro.
Essa estratégia passa ainda pela consolidação de
alguns mercados no espaço europeu e pela
manutenção da posição de líder em inovação na
Europa.
COOP | 23
EMPRESA
- É difícil ser empresário no interior? Quais os maiores
problemas que as empresas enfrentam na nossa Região?
Penso que para nós cidadãos transmontanos
habituados desde sempre a grandes esforços e sacrifícios, ser
empresário é apenas mais um desafio.Obviamente que para
conseguirmos competir de igual para igual temos grandes
dificuldades que todos os dias enfrentamos.
Desde logo gostaria de salientar a logística, que em
termos de soluções de transporte para exportar o nosso
produto é desajustada e muitas vezes dispendiosa.
Em segundo lugar a manutenção e assistência técnica
industrial não existe a nível local, tornando-se mais complexo
em tempo útil solucionar problemas com que uma unidade
fabril se depara diariamente.
Terceiro ponto que influi bastante na competividade
das nossas empresas no interior prende-se com a falta de
qualificação dos nossos recursos humanos, contribuindo para o
efeito a fraca eficácia das entidades competentes para a
formação dos mesmos, muitas vezes verificamos que se
realizam inúmeros cursos de formação que em centenas de
pessoas formadas não produziram nenhuma contratação por
parte das nossas empresas.
- Qual a importância da Cooperação empresarial no
desenvolvimento competitivo da empresa?
Desde o início sempre consideramos que a cooperação
estratégica entre empresas é fundamental para o sucesso e
obtenção dos nossos objectivos.
Procuramos continuamente protocolos e parcerias que
nos permitam melhorar a produtividade e qualidade dos
nossos produtos. Temos alguns exemplos de empresas de
referência a nível nacional e internacional que nos apoiam
nomeadamente na produção de matérias primas,
desenvolvimento de produto e área comercial. Continuamos a
considerar importante fomentar sinergias entre empresas
locais, de áreas de negócio distintas, no sentido de em
determinados contextos tais como Feiras, Exposições e
prospecção de mercados conseguir reduzir o custo das
operações.
A criação de centros de investigação direcionados para
o apoio às empresas no desenvolvimento de novos produtos,
em parceria com o ensino superior local, entidades formadoras
e autarquias poderia ser um factor de competividade decisivo
permitindo uma investigação orientada para as necessidades
de cada mercado.
FACTORY PLAY
Zona Industrial de Mós, Lote 5
5300-692 MÓS - Bragança
COOP | 24
www.factoryplay.com
[email protected]
EMPRESA
GRANITOS RIBEIRO, LDA.
Vila Pouca de Aguiar
Localizada na zona de Vila Pouca de Aguiar –
Capital do Granito, a empresa Granitos Ribeiro, está
presente no mercado desde 1998, fortemente
dedicada à extracção de blocos de granito para fins
ornamentais e à prestação de serviços no tratamento
de escombros e movimentação de terras.
A empresa Granitos Ribeiro, Lda. foi criada
pelos actuais sócios gerentes, Domingos Ribeiro e
André Ribeiro.
No início da actividade dedicava-se à
extracção e comercialização de blocos de Granito
C i n za C l a ro d e Pe d ra s S a l ga d a s , t e n d o
posteriormente ampliado a sua laboração à
produção de Cubo, Paralelepípedos, Guias de Passeio
e Perpianho. Com o desenvolvimento da empresa e
aquisição de novos equipamentos alargou a sua
actividade à extracção de Blocos de Granito Amarelo
Vila Real (Serra da Falperra), ao Tratamento de
Escombros, com a instalação de uma unidade de
britagem e trabalhos de Movimentação de Terras.
Hoje em dia, no seguimento de cada vez
maiores requisitos ao nível do ambiente, qualidade e
segurança, estão a ser desencadeados na empresa
processos visando a obtenção de certificação nestas
áreas e a marcação CE dos seus produtos.
As ofertas de produtos do sector das rochas
ornamentais incidem essencialmente em Blocos de
Granito (Pedras Salgadas e Amarelo da Falperra) e na
laboração de Cubo, Guias e Perpianho.
O Granito Pedras Salgadas é um granito
cinzento claro, de grão médio indicado para utilizações
de interior e exterior sem qualquer restrição.
O Granito Amarelo da Falperra é um Granito
com tonalidades a variar entre o amarelo
esbranquiçado a amarelo acastanhado, de grão médio
a grande, indicado para todo o tipo de obra em pedra
maciça - placas de revestimento interiores ou zonas
exteriores abrigadas (a variedade mais “dura” pode ser
COOP | 25
EMPRESA
utilizada em exteriores sem restrições)
No presente, uma das suas principais
preocupações é a redução de custos, através da
aposta em novas tecnologias, em equipamentos
novos de baixo consumo e alto rendimento e na
redução do uso de explosivos.
Com uma aposta clara na exportação, 40% do
seu mercado é de exportação. A Granitos Ribeiro
pretende aumentar essa quota para superar algumas
dificuldades sentidas essencialmente no mercado
nacional.
De forma a controlar o transporte dos produtos desde
o local de produção até ao cliente, a Granitos Ribeiro
criou uma empresa de transportes rodoviários Transportes Irmãos Ribeiro, Lda., assegurando assim
uma rapidez no transporte, como forma de
diferenciação competitiva e satisfação dos clientes.
A Granitos Ribeiro, Lda. é uma das empresas
fundadoras da AIGRA - Associação dos Industriais do
Granito e é associada da Nervir- Associação
Empresarial, desde 2002 com uma aposta clara no
associativismo, pois juntos seremos melhores. Pelo
3.º ano consecutivo a Granitos Ribeiro Lda, foi
considerada PME Líder.
GRANITOS RIBEIRO, LDA.
Rua Comendador Silva, N.º 21 - 1.º Dto.
5450-020 Vila Pouca de Aguiar
COOP | 26
www.granitosribeiro.com
[email protected]
AO SERVIÇO DOS EMPRESÁRIOS DA BEIRA BAIXA
ari al
pres
m
oE
ã
ç
ra
FORMAÇÃO
| Formação Financiada
| CNO
| Formação Não Financiada
| Formação em Parceria
DESENVOLVIMENTO
E INOVAÇÃO
| Gestão de Carteira de
Projectos DI
EVENTOS
| Realização de Eventos
| Alugueres de
Infra-Estruturas e
Equipamentos
Fi nanci a
m
e
nt o
ori smo
nded
e
e
pr
Em
| Apoio Empresarial
| Informação
| Apoio ao Associado
Int e
rna
ci o
ão
maç
For
GABINETE
EMPRESA
SEDE CASTELO BRANCO
Av. do Empresário - Praça NERCAB
6000-767 Castelo Branco
Tel.: (+351) 272 340 250
Fax.: (+351) 272 326 988
[email protected] | www.nercab.pt
o
açã
liz
na
Co
op
e
Satisfação do
Cliente
DELEGAÇÃO COVA DA BEIRA
Parque Industrial do Tortosendo, Lt.60
6200-823 Covilhã
Tel.: (+351) 275 957 600
Fax.: (+351) 275 957 601
[email protected]
DELEGAÇÃO PINHAL INTERIOR SUL
Praceta Frei Rodrigo Egídio,Bloco C, 4.º Piso
6150-522 Proença-a-Nova
Tel.: (+351) 274 672 052
Fax.: (+351) 274 672 052
[email protected]
CONTACTOS COORDENAÇÃO
Desenvolvimento e Inovação
[email protected]
Eventos
[email protected]
Formação
[email protected]
Gabinete Empresa
[email protected]
In
o
v
a
ção
Pavilhões de Exposições
Área de 6500m2,
Acesso Privilegiado e Parque de
Estacionamento
Requisitos do
Cliente
Desenvolvimento Regional
Desenvolvimento do Tecido
Empresarial
Necessidades Específicas das
Empresas e Empresários
Valorização e Qualificação
de Recursos Humanos
Salas de Reuniões
Capacidade até 50 pessoas, equipadas
com multimédia e aquecimento
Salas de Formação
Capacidade até 20 pessoas, equipadas
com multimédia, computadores e
aquecimento
Auditório
Capacidade até 250 pessoas, equipado
com sistema de som, multimédia, cabine
de tradução e aquecimento
EMPRESA
PABI - PRODUTOS ALIMENTARES DA BEIRA INTERIOR, S.A.
A PABI – PRODUTOS ALIMENTARES DA BEIRA
INTERIOR, SA foi constituída em Julho de 1994,
contudo as suas raízes remontam a 1989 quando esta
unidade fabril, pioneira no sector de transformação
de amêndoas, foi implantada na zona industrial de
Pinhel. Desde então, a empresa tem-se dedicado à
indústria de transformação e comercialização de
frutos secos, tendo como especialização as
amêndoas e os seus derivados. A funcionar desde
1989, hoje conta com uma equipa de colaboradores
especializados no ramo, com investimentos e
tecnologia adequada, o que permite à empresa
colocar no mercado um produto com
reconhecimento a nível nacional e internacional,
sendo hoje líder de mercado. Nos dias de hoje está,
como líderes de mercado, podendo-se falar do
passado sem angústias e até com carinho de quem
não nega a sua história e ganha alma para futuro. Por
isso, inspiramo-nos nos sacrifícios para ganhar
dinâmica para o desenvolvimento. Não foi fácil fazer
este percurso, uma vez que as dificuldades foram
imensas. Quando assumi a administração, em 2004, a
empresa não se encontrava bem, mas, com a
COOP | 28
definição de uma nova estratégia, conseguimos ler as
necessidades de mercado e preencher esse espaço,
retirando quota à concorrência.
A PABI tem ganho prémios em feiras
internacionais e no sector dos frutos secos,
aumentando o seu prestígio e reconhecimento nesta
área. A responsabilidade de mercado e social é grande,
pois a empresa é responsável pelo escoamento de
grande parte da produção nacional de amêndoas, daí
confundir-se a sua história com a evolução do mercado
nacional dos industrializados de amêndoa. Para além
disso, contribuímos para o motor da expansão das
nossas amêndoas nacionais em outros mercados.
A empresa foi remodelada para atender às
necessidades de clientes, de mercados e de métodos de
produção. Implementámos o Sistema HACCP e vários
requisitos de qualidade que também visam uma
organização contínua dos métodos de produção.
Ao longo dos últimos anos, a PABI tem-se esforçado, de
modo a conseguir cumprir e respeitar as legislações
comunitárias e nacionais que têm vindo a entrar em
vigor e também as exigências dos nossos clientes.
EMPRESA
Apesar dos vários custos económicos e
recursos humanos a PABI tem conseguido cumprir as
exigências legais, tanto a nível de Higiene e
Segurança Alimentar, como na área de Segurança no
Trabalho, Recursos Humanos e Ambiental.
Contudo, tem sido na área de Higiene e
Segurança Alimentar que a empresa mais investiu e
desenvolveu os seus processos de fabrico e de
manipulação da amêndoa. Actualmente, a PABI tem
implementado o HACCP que permite garantir a
segurança do fruto seco que manipula e transforma,
efectuando um rigoroso controlo da qualidade e
analítico da amêndoa aquando da sua recepção, ao
longo dos processos, na expedição, durante o seu
transporte e, por último, a entrega directa aos
clientes. A estes processos é disponibilizado todo o
apoio documental, técnico e personalizado, de modo
a assegurar a 100 por cento a qualidade do produto
ao longo da fileira até ao consumidor final.
A PABI assegura a responsabilidade em
atender e prestar serviços de qualidade. A empresa
preocupa-se com o ambiente e com os recursos.
Enfim, a tendência é cumprir a missão e seguir os
valores em que somos responsáveis. Os próximos
investimentos a realizar estão focados para atingir
uma maior produtividade, inovação nos métodos de
produção e analíticos, ambos acompanhados de um
controlo de custos.
Esta foi a 1ª fase com grande crescimento
que permitiu a empresa ser uma referência e criar
riqueza para seguir para a 2 ª fase de sustentabilidade
e desenvolvimento.
No âmbito do Proder encontramo-nos a terminar um
projecto de 1 552 025,00€, o que permitira a empresa
obter toda a fileira de amêndoas, aumentando a
quota de matéria-prima Nacional e assim ser o motor
de escoamento da produção nacional.
Ganhando assim autonomia, robustez e
competitividade que lhe permitira seguir a sua missão
de ser uma mais valia para os clientes e trabalhando em
rede, cooperando e colaborando com os fornecedores
regionais de modo a aumentar o bem-estar e riqueza do
país, promovendo a valorização dos produtos
endógenos sem perder competitividade, visto que
através da utilização do seu único resíduo, a casca de
amêndoa, vai baixar os custos de produção utilizando-a
como biomassa com a aquisição da nova caldeira com o
objectivo de energia.
A empresa para desenvolver nova área de
negócio, adquiriu um armazém no porto visando
colmatar as fortes dificuldades, tal como as portagens,
devido ao facto de estarmos no interior do País.
Com a nova marca Frutiseco soma-se mais um
serviço ao Serviço Euroamendoa.
Nuno Ferreira
Administrador da PABI S.A.
PRODUTOS ALIMENTARES DA BEIRA INTERIOR, SA
PABI - PRODUTOS ALIMENTARES DA BEIRA INTERIOR, S.A.
Av. Cidade da Guarda, N.º 17
6400-374 PINHEL
www.euroamendoa.eu
[email protected]
COOP | 29
EMPRESA
Como surgiu a empresa? Principais
produtos/ serviços da empresa? Mercados?
A StarEnergy – Engenharia e Serviços
Energéticos foi criada em 2008. Incubada no
Parkurbis - Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã,
é um projecto empresarial de uma equipa de jovens
empreendedores que opera no sector das Energias
Renováveis e da Eficiência Energética, e tem como
principal missão reduzir os custos energéticos dos
seus Clientes e contribuir com a sua actividade e a sua
investigação, para um desenvolvimento sustentável
das sociedades.
Dispomos de uma equipa qualificada e
experiente que acrescenta um elevado valor aos
projectos dos seus clientes propondo-lhes soluções
que permitem poupar significativamente nos custos
energéticos e produzir a sua própria energia.
Os nossos produtos/serviços dividem-se em
2 grupos: I) Sistemas de Produção de Energia por
fontes de energia renováveis; II) Serviços de
Eficiência Energética;
No que respeita aos Sistemas de Produção de
Energia realizamos todo o tipo de Projecto,
Instalação e Manutenção de Sistemas de Produção
própria de energia para venda à rede, Microgeração e
Minigeração, e oferecemos soluções muito
competitivas para Sistemas de Produção autónomos
de abastecimento de energia por tecnologia
fotovoltaica, solar-termica, éolica, hídrica e
biomassa.
Na prestação de Serviços de Eficiência
Energética partimos da certeza que a energia mais
barata é aquela que não consumimos. A proposta de
valor para os nossos clientes passa pela oferta de
s o l u ç õ e s q u e l h e s va i p e r m i t i r r e d u z i r
sustentadamente os seus custos energéticos
mantendo os níveis de produção, actividade ou
conforto.
Este serviço, ainda que tenha um custo inicial
que deve ser considerado, transforma-se
rapidamente num investimento e numa vantagem
competitiva na medida em que permite reduzir
sustentadamente os custos energéticos do Cliente.
Dispomos de capacidade técnica para
acompanhar e preparar Auditorias Energéticas de
acordo com as exigências dos Sistemas de Gestão
Consumos Intensivos de Energia. Pretendemos
COOP | 30
aplicar os princípios e exigências do SGCIE e oferecer os
benefícios resultantes dessas Auditorias como
vantagem para as PME's que apesar de não estarem
legalmente obrigadas a fazer uma Gestão de Energia
terão dai uma poupança importante num custo
operacional. Estas poupanças podem chegar em certos
casos a 30% ou 40% de redução do custo actual.
Produtos de venda directa dispomos
actualmente de uma elevada e competitiva oferta na
área da iluminação LED que permite redução de custos
de iluminação que podem chegam a 80%. .
- Qual é o segredo do sucesso?
Não haverá nenhuma fórmula mágica para o
sucesso pois depende de muitos factores e muito deles
que fogem ao alcance individual de cada um, mas
acreditamos que o trabalho, a perseverança, o esforço e
o espírito de sacrifício para ultrapassar dificuldades são
comportamentos que podem induzir ao sucesso.
No nosso caso em concreto tem sido muito importante
toda a equipa que constitui a empresa o que inclui
desde a equipa de administração, aos técnicos
comerciais ou dos diversos peritos aos técnicos
instaladores. Uma equipa jovem que tem tido a
capacidade de resistir e ultrapassar dificuldades e nos
dá expectativa de poder continuar a crescer no futuro.
- No futuro, quais são os próximos passos
(investimentos) da empresa?
Vemos com muitas reservas as novas medidas
no sector da Energia e das Energias Renováveis,
contudo esperamos em 2012 continuar a ter algum
mercado interno nos Sistemas de Produção de Energia e
crescer no mercado dos Serviços de Gestão de Energia.
Em 2012 esperamos consolidar experiências de
internacionalização que nos permitam crescer e
compensar a anunciada redução do mercado nacional.
No próximo ano prevemos alargar a área de
negócio a outros produtos relacionados com o meio
ambiente, estando prevista a abertura de uma loja
online e a utilização de redes sociais, aproveitando
assim o potencial que apresentam para o crescimento e
divulgação de empresas de pequena dimensão.
Por último, a Starenergy tem em curso diversas
candidaturas a fundos comunitários de onde se destaca
a candidatura aos incentivos QREN para um projecto de
EMPRESA
ID&T em colaboração com o Departamento de
Engenharia da Universidade da Beira Interior.
retirar um incentivo importante à fixação e criação de
Empresas nesta região.
- É difícil ser empresário no interior? Quais
os maiores problemas que as empresas enfrentam
na nossa Região?
- Importância da Cooperação empresarial no
desenvolvimento competitivo da empresa?
Não é desde logo fácil ser empresário, muito
m e n o s n o I nte r i o r e e s p e c i a l m e nte e m
pequenas/jovens empresas. Não é um trabalho de 2ª
a 6ªfeira, das 9h às 18h e depois nas condições
actuais não é fácil arrancar com novos projectos. Os
factores da interioridade que já pesam actualmente,
vão acentuar-se no futuro na medida em que para
além de todas as alterações nas políticas de
promoção e apoio às energias renováveis, soma-se
agora a introdução de portagens em vias de
comunicação estruturais e a extinção da Taxa
Reduzida de IRC para empresas do Interior o que vem
Acreditamos que a Cooperação empresarial é
fundamental na estratégia e no futuro de qualquer
empresa. No mundo actual o chamado networking é
decisivo para a concretização de projectos. É preciso
conjugar uma boa ideia com as pessoas certas e com os
recursos necessários para que se consiga vencer.
O espírito de cooperação, colaboração e
partilha é indispensável para manter a competitividade
no Mercado para as empresas. A Starenergy está
envolvida em diversos fóruns de networking,
empreendedorismo e formação colaborando com
Escolas e Centros de Formação Profissional,
Associações Empresariais, Associações Sectoriais, entre
outros parceiros empresariais.
STARENERGY - ENGENHARIA E SERVIÇOS ENERGÉTICOS
Email: [email protected]
PARKURBIS - Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã
http://www.starenergy.pt
6200-865 Covilhã
http://www.facebook.com/starenergycovilha
COOP | 31
INOVAÇÃO
Parque de Ciência e Tecnologia de Trásos-Montes e Alto Douro
O Parque de Ciência e Tecnologia de Trásos-Montes e Alto Douro, com uma estrutura
bipolar complementar (Brigantia EcoPark, em
Bragança – Quinta da Trajinha e Régia-Douro Park,
em Vila Real), pretende afirmar-se nacional e
internacionalmente como um espaço moderno,
com preocupações ambientais, aberto ao
estabelecimento de relações com o exterior.
Este projeto tem na sua génese uma
ligação muito forte entre diferentes tipos de
instituições, públicas e privadas, salientando-se
desde logo o empenho da Câmara Municipal de
Bragança, do Instituto Politécnico de Bragança e de
um conjunto de empresas locais.
Destaca-se a integração na rede
PortusPark, e a parceria criada entre os Municípios
de Bragança e Vila Real, Instituto Politécnico de
Bragança (IPB) e Universidade de Trás-os-Montes e
Alto Douro (UTAD).
No dia 20 de Julho de 2011 foi assinado o
contrato de cofinanciamento que viabiliza a
COOP | 32
co n st r u çã o d a 1 . ª fa s e d e ste Pa rq u e ,
representando um investimento de cerca de 19,3
milhões de euros, comparticipado em 80 por cento
pelo FEDER, sendo que o Brigantia EcoPark será
cofinanciado em 9.499.596 euros e o Régia-Douro
Park em 9.488.821 euros, que deverão ser
construídos num prazo de 36 meses, sendo que a
restante verba do investimento efetuado destinase à PortusPark.
A sua missão centra-se no acolhimento de
empresas de base tecnológica e indústrias de baixo
impacto ambiental, nos clusters da eco energia, da
eco construção, do ecoturismo e dos produtos
tradicionais, disponibilizando serviços de elevada
qualidade e apresentando condições favoráveis à
criação de redes de colaboração entre as
instituições nele instaladas.
A criação de um eco parque em Bragança
potencializa a estratégia geral definida para o
Concelho, que se centra na ideia de tornar
Bragança uma eco cidade, ajudando a diversificar e
a fortalecer o tecido empresarial e a reforçar a
atratividade do Concelho e da Região, com base
nas suas características endógenas.
INOVAÇÃO
O Brigantia EcoPark permitirá acolher um Centro de Inovação, um Centro de Incubação de empresas e o
acolhimento de empresas de base tecnológicas e indústrias de baixo impacto ambiental, nos clusters da eco
energia, da eco construção, do ecoturismo e dos produtos tradicionais, com o objetivo de, promovendo a
inovação, assegurar a oportunidade de transformação de ideias inovadoras em produtos para o mercado global,
introduzindo fatores de inovação e competitividade na economia regional, assim como criar condições de
atratividade para iniciativas empresariais geradoras de riqueza e criação de postos de trabalho qualificados.
Planta geral do Brigantia EcoPark
Alçados Norte e Sul do edifício central do Brigantia EcoPark
COOP | 33
ROTEIRO GASTRONÓMICO
Roteiro de “faca & garfo”
A gastronomia é tão rica e variada como o património
natural, cultural e arquitectónico desta região. No cardápio
encontram-se algumas das mais apreciadas especialidades da
gastronomia portuguesa. A mesa é tradicionalmente farta,
diversificada e muito saborosa. De Castelo Branco a Bragança,
da Guarda a Vila Real, convidamo-lo a embarcar numa
aventura gastronómica. E a deliciar-se com as especiarias que
seduzem o palato.
Em Castelo Branco, primeiro, deguste a poderosa Sopa
de Matação, e de seguida prove Maranhos à moda da Sertã,
que são cozinhados com carnes e bucho de caprino e arroz,
tudo bem perfumado com muita hortelã. Depois prove Perdiz
de Escabeche de Alpedrinha, que é um prato que legitima a
tradição de caça desta região. Por último, deixe-se levar por
doces colheradas de Tijelada, um doce de ovos, típico e
tradicional.
Já, em terras mais altas e frias, na Guarda, convida-se a
provar um caldo de grão à moda da Guarda, seguindo-se uma
lagarada de bacalhau num restaurante ou num lagar que é mais
tradicional, de seguida, atreva-se a provar uns enchidos à
moda da Guarda ou cabrito assado ou grelhado, que fazem as
delícias dos mais gulosos. O doce chega no final com leite
creme, as sardinhas doces de Trancoso ou simplesmente, com
o requeijão acompanhado de doce de abóbora.
Mais a norte, em Vila Real, imagine-se a degustar uma
refeição com sabores intensos e divinais, comece pela Sopa à
Lavrador que é típico desta região, no prato de peixe delicie-se
com as trutas de Boticas recheadas com presunto, que são para
muitos as melhores do mundo. Deleite-se, depois, com as
Tripas aos molhos, uma das especialidades que só aqui
encontrará. No final da refeição deleite-se com um doce
conventual, Toucinho do Céu.
E em Bragança, abra as hostilidades com o caldo de
Castanha, se preferir peixe experimente Congro Ensopado à
Moda de Bragança, mas as grandes especialidades são a posta
mirandesa ou, ainda, o cabrito de Montesinho, todas estas são
deleitosas sugestões para o seu repasto. Não esquecendo o exlibris desta região: a alheira de Mirandela. No final, adoce o
paladar com o arroz doce, a marmelada com queijo, as
rosquilhas e as súplicas.
Fonte: Patrícia Correia | ADSI
COOP | 34
Download

Revista nº3